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Numero do processo: 19515.002593/2010-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1401-000.230
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Cristiane Silva Costa, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira. e Jorge Celso Freire da Silva.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Cristiane Silva Costa, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira. e Jorge Celso Freire da Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 02 59 3/ 20 10 -5 7 Fl. 1341DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.342 2 Relatório Tratase de recurso de ofício no Acórdão nº 1630.585, da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de São Paulo ISP. Por bem descrever os fatos, adoto como parte deste, o relatório constante na decisão de primeira instância: 1.Decorrente do trabalho de fiscalização realizado na pessoa jurídica indicada, relativo aos anoscalendário de 2005, 2006 e de 2007, foram lavrados em 31/08/2010, o auto de infração do Imposto de Renda (fls. 192 a 202), o auto de infração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (fls. 208 a 216) e o auto de infração do Imposto de Renda Retido na Fonte (fls. 228 a 234). O crédito tributário total lançado foi de R$ 87.078.749,60 (oitenta e sete milhões, setenta e oito mil, setecentos e quarenta e nove reais e sessenta centavos), conforme abaixo demonstrado: (...) 2.Os fatos apurados pela Autoridade Lançadora estão descritos no Termo de Verificação Fiscal (fls. 174 a 186), a seguir sintetizados. DESPESAS COM INFINITI MARKETING DE INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO 3.Das análises dos livros fiscais apresentados pelo Contribuinte, a Autoridade Fiscal lavrou diversas intimações relativas às despesas com INFINITI MARKETING DE INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO, para que fossem apresentadas as notas fiscais, faturas, recibos relativos a essas despesas, com o objetivo de verificar o fornecimento de cartões de premiação ("premiuns cards") administrados pela INFINITI a empregados, administradores, terceiros e/ou pessoas jurídicas. A Empresa foi também intimada e reintimada a discriminar os beneficiários dos respectivos valores. Informa a Fiscalização que a documentação solicitada não foi apresentada. 4.A falta da documentação solicitada impossibilitou a identificação da ocorrência e da natureza das despesas, bem como dos seus reais beneficiários. Dessa forma, de acordo com o art. 674 do RIR/99, os valores devidos de IRF previstos para o caso foram tributados à alíquota de 35%. E de acordo com o art. 358 do RIR/99, os respectivos dispêndios, pagos a beneficiários não identificados, foram considerados indedutíveis na apuração do lucro real. Fl. 1342DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.343 3 EMPRESAS COM W/REALTY ASSESSORIA DE SERVIÇOS EMPRESARIAIS LTDA 5.Das verificações efetuadas nos livros fiscais apresentados pelo Contribuinte, a Autoridade Fiscal lavrou diversas intimações e reintimações acere das despesas com W/REALTY ASSESSORIA DE SERVIÇOS EMPRESARIAIS LTDA, para que fossem apresentadas as notas fiscais, faturas, recibos, etc, relativos aos lançamentos contábeis relacionados, com o intuito de se verificar a ocorrência e natureza dessas despesas. Feitas consultas aos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil, verificouse que a empresa W/REALTY ASSESSORIA DE SERVIÇOS EMPRESARIAIS LTDA não declarou em suas DIPJs de 2006, 2007 e de 2008 qualquer valor faturado contra a empresa GOCIL, ou seja, não foi declarado em DIPJ pela W/REALTY qualquer valor relativo aos serviços prestados na empresa GOCIL. 6.Diante da recusa da Fiscalizada em apresentar as notas fiscais solicitadas, esse fato impossibilitou a identificação da natureza das despesas, bem como dos seus reais beneficiários. Dessa forma, de acordo com o art. 674 do RIR/99, os valores devidos de IRF previstos para o caso foram tributados à alíquota de 35%. Frisou que o § Io desse artigo também se aplica aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou sua causa. DESPESAS COM PAES E REFIS 7.De acordo com os livros fiscais, a empresa lançou no resultado dos exercícios de 2005, 2006 e de 2007, como despesa, o total das parcelas mensais pagas à Receita Federal do Brasil e ao Instituto Nacional do Seguro Social relativos ao PAES, conforme tabela de fls. 179 a 184. Intimada a prestar esclarecimentos sobre a composição das parcelas pagas, bem como sobre os motivos da apropriação aos resultados desses valores, a empresa afirmou que os valores lançados foram lançados nos resultados dos anos fiscalizados,^ valores que compõem os parcelamentos não afetaram o resultado dos exercícios anteriores. A empresa não apresentou memória de cálculo da composição dos valores "^arc 'auos através do REFIS e do PAES. 8Apesar de intimada e reintimada, a empresa não apresentou os livros fiscais relativos aos anos calendários de 2000, 2001, 2002 e de 2003. Esses livros leriam utilizados para verificar se os créditos tributários lavrados em ações fiscais anteriores que integram os referidos parcelamentos (REFIS e PAES) foram ou não apropriados aos resultados dos respectivos anos calendários. Assim, de acordo com os artigos 249, I, 251 e parágrafo único, 299 e 300 do RIR/99, foi feita a glosa integral dos valores lançados como despesa no resultado dos exercícios de 2005 a 2007. A multa foi agravada, de acordo com o art. Fl. 1343DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.344 4 44,1, § 2o, da Lei n° 9.430/96, pela não apresentação da totalidade da documentação exigida. 9.Enquadramento legal: IRPJ GLOSA DE DESPESAS arts. 249, I, 251 e parágrafo único, 299 e 300, do RIR/99. PAGAMENTO A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS arts. 249,1, 251 e parágrafo único, 300 e 304, do RIR/99 CSLL Arts. 2o e §§ da Lei n° 7.689/88; art. Io da Lei n° 9.316/99, art. 28 da Lei n° 9.430/96; art. 37 da Lei n° 10.637/02. IRRF PAGAMENTO A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS; PAGAMENTOS SEM CAUSA Art. 674 do RIR/99. DA IMPUGNAÇÃO 10.Cientificada do auto de infração em 31/08/2010, o Contribuinte apresentou impugnação às fls. 247 a 296 em 30/09/2010, na qual fez a defesa a seguir sintetizada. PRELIMINAR DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA 11.Preliminarmente, a Impugnante defendeu a nulidade do auto de infração por ter ocorrido o cerceamento do seu direito de defesa. 12.Em 14/09/2010, após ter tomado ciência do Auto de Infração, a Impugnante requereu à Autoridade Fiscal cópias do processo administrativo, do "Dossier do Contribuinte" e do "Dossier Fiscal Integrado ou Dossier Integrado", cópias dos processos administrativos fiscais dos quais se originaram os lançamentos ora impugnados. 13.Na DERAT/SPO, unidade onde se encontrava o PAF, ficou sabendo a Impugnante que nela apenas se encontrava o PAF e que os demais "dossiers" haviam ficado em poder da delegacia de origem. 14.Apresentou, então, duas petições à DRF de origem, esclarecendo necessitar das cópias desses "dossiers" para fins de elaboração da sua defesa. Não teve êxito na obtenção desses documentos até a data da entrega desta autuação, assim como não ficou sabendo do motivo da negativa de entrega deles. 15.Isso, para a Impugnante, representou uma demonstração de arbítrio e de cerceamento de defesa e faz com que ela chegue à conclusão de que existem documentos que não devem ou não podem ser conhecidos pela Impugnante, apesar de lhe dizerem respeito. O material ali constante serve como base de pesquisa, como prova instrutória, etc. Contém mais que os elementos colhidos para a ação fiscal, a totalidade da vida fiscal, financeira e pessoal do cidadão. 16.A. negativa de acesso a esses documentos que lhe dizem respeitocomprovariam a origem e a forma irregular como a ação fiscal se desenvolveu,além da demonstração cabal do desvio de finalidade. Fl. 1344DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.345 5 17.A Impugnante cita doutrina e jurisprudência, tanto administrativa quanto judicial, no sentido de que o ato do lançamento fiscal está delimitado por princípios legais de observância obrigatória, sob pena de nulidade do mesmo. 18.Negouse ao Impugnante a ciência dos dados, informações e documentos a respeito da matéria tratada, que sobre ela se dispunha, algo que o contribuinte não deveria tomar conhecimento. Citou a Lei n° 9.784/99, invocada como fundamento legal ao pedido de vistas dos "dossiers". Citou, também, o art. 13 do Decreto n° 2.134/97, que reconhece o direito de acesso a documentos e informações existentes em arquivos ou banco de dados públicos. Assim, mesmo sendo secreto na forma legal, a ciência do conteúdo desses documentos deve ser dada ao interessado. 19.A atitude arbitrária do Poder Público deixou de atender a princípios constitucionais básicos, como o da legalidade, da publicidade, do contraditório e da ampla defesa. Esses são vícios insanáveis, de impossível consolidação, cujos efeitos fazem com que o Auto de Infração lavrado seja nulo de pleno direito. 20.Em seguida, a Impugnante citou entendimento doutrinário e judicial que entende se aplicar ao seu caso, concluindo ter direito de vistas não só ao PAF como também ao "dossier do contribuinte" e ao "Dossier Integrado". A negativa de vistas a esses documentos, uma vez mais, gera cerceamento de defesa e torna o Auto de Infração nulo.^ DA DECADÊNCIA 21.Lembra a Impugnante que o Auto de Infração foi lavrado EM 31 de agosto de 2010, "com a ciência do contribuinte no mês seguinte ao da Lavratura.” 22.O Imposto de Renda Retido na Fonte está sujeito ao Lançamento por Homologação, conforme definido pelo art. 150, § 4o, do Código Tributário Nacional. 23.Defendeu a Impugnante que os fatos geradores de 31/01/05 a 31/08/05 estariam tacitamente homologados, conforme prevê a norma apontada. MÉRITO DO REFIS PAES 24.Informa a Impugnante que aderiu aos regimes de parcelamento regulamentados pelas Leis n° 9.964/2000 e 10.684/03 (REFIS e PAES, respectivamente). 25.Os débitos consolidados estão apresentados no Demonstrativo Consolidado REFIS e no Demonstrativo Consolidado PAES. Os encargos financeiros dos parcelamentos (juros, TJLP, etc) são reconhecidos pelo regime de caixa e não pelo regime de competência, o que ocasiona a postergação no registro das despesas financeiras e por conseqüência a antecipação do Imposto de Renda. E apresentado na tabela de fl. 270 dos autos o resumo dos encargos financeiros do REFIS. Defende a Impugnante que registrou em despesas os encargos Fl. 1345DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.346 6 financeiros pagos no parcelamento em montante muito inferior ao que teria direito se o registro fosse realizado pelo regime de competência. Prega que as despesas financeiras pagas e registradas em despesas operacionais atendem as condições para a dedutibilidade por serem efetivas e necessárias às atividades da empresa. 26.Quanto aos "custos previdenciários dedutíveis", a Impugnante disse que os comprovantes dos pagamentos e a composição das parcelas estão registrados ou arquivados na própria Receita Federal e a sua obtenção poderia ter sido realizada de ofício. Sobre a duplicidade no registro das despesas, disse que o Auditor afirmou sem provar e negou a duplicidade. 27. Concluiu a questão dizendo que, mesmo considerando como indedutível o valor integral dos créditos não previdenciários e das multas parceladas (proporcionais aos pagamentos) e os efeitos líquidos das provisões, apresentou na tabela de fl. 274 os valores mínimos dedutíveis para os anos de 2005 a 2007. BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS 28.A Impugnante disse que contratou com terceiros a prestação de serviços profissionais nas áreas de assessoria, consultoria empresarial, marketing e para a prestação de campanhas promocionais. 29.Anexou as notas fiscais que comprovam as despesas realizadas com a empresa Infiniti Marketing de Incentivo e Fidelização Ltda, além do Comprovante Anual de Rendimentos Pagos para a citada empresa. Informou que os pagamentos pelos serviços prestados foram feitos diretamente ao prestador de serviços, devidamente identificado e tributados na fonte de acordo com a legislação vigente. 30.Quanto à empresa W/Realty Assessoria de Serviços Empresariais Ltda, anexou as notas fiscais que diz comprovar as despesas realizadas, o comprovante de inscrição no CNPJ e o Comprovante Anual de Rendimentos Pagos à W/Realty gerados através da DIRF. 31.Os pagamentos pelos serviços prestados foram realizados diretamente ao prestador de serviços, que está devidamente identificado, e foram tributados na fonte de acordo com a legislação vigente. 32.^obre as consultas feitas pela Fiscalização, das quais se verificou que a empresa W/Realty não declarou em suas DIPJs 2006 a 2008 qualquer valor fatuiddo contra a empresa GOCIL, afirmou que deveria ter sido feita consulta sobre as DIRFs transmitidas tendo como beneficiária dos rendimentos a W/Realty. 33.Sobre o tema da W/Realty, também argumentou que a desconsideração dos serviços prestados não pode estar fundamentada na falta de declaração ou omissão de receitas do prestador de serviços, havendo a necessidade de diligencias e, se for o caso, a elaboração de súmula administrativa, como determina a legislação. Fl. 1346DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.347 7 34.A glosa das despesas pagas aos prestadores de serviços, devidamente identificados, e a tributação do Imposto de Renda na Fonte, é improcedente e também se caracteriza como bitributação, em total afronta à legislação tributária. DO ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO ADMINISTRATIVO 35.Argumenta a Impugnante que o ônus da prova é de quem alega. O art. 9o do Decreto 70.235/72 também traz essa recomendação. Citou doutrina sobre o tema como também acórdãos do antigo Conselho de Contribuintes. Portanto, considerando que a finalidade do processo administrativo é a apuração da verdade material, temse que essa atividade está estruturada segundo o princípio inquisitório e não o dispositivo, não se admitindo a atribuição do ônus da prova ao contribuinte, com fundamento na presunção de legitimidade do lançamento. E no caso concreto, a Fiscalização não cumpriu com esse ônus, furtandose de cumprir com o seu dever legal. JUROS DA TAXA SELIC 36.Sobre a incidência da Taxa SELIC sobre o crédito, afirma que ela não encontra respaldo jurídico. Após citar doutrina sobre o tema, diz que oselementos que integram a sua fórmula não possuem nada que lhe confira caráter moratório, ao contrário, essa taxa traduz o custo do dinheiro no mercado interno, com caráter remuneratório. Por isso, sua utilização é inconstitucional no campo tributário. MULTA AGRAVADA 37.O agravamento da multa é improcedente, visto que todos os recolhimentos das parcelas do REFIS e do PAES estão devidamente identificados e individualizados nos registros contábeis apresentados ao Fisco. Os comprovantes desses pagamentos e a composição das parcelas estão registrados e ou arquivados na própria Receita Federal e a sua obtenção poderia ter sido realizada de ofício. DO PEDIDO 38.Do exposto, a Impugnante requereu, preliminarmente, ser declarado nulo o Auto de Infração lavrado pelos vícios insanáveis nele contidos; pelo mérito, caso ultrapassada a preliminar, a sua total improcedência. 39.Requereu a Impugnante, de forma que possa exercer a plenitude de seu direito de defesa, ser intimada da data, local e hora de realização da audiência de julgamento para que possa, acompanhada ou não de advogado, apresentar sustentação oral, distribuir memoriais e praticar todos os atos pertencentes ao seu direito de defesa. Fl. 1347DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.348 8 A DRJ MANTEVE os lançamentos, nos termos das ementas abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005, 2006, 2007 LANÇAMENTO. NULIDADE. REQUISITOS LEGAIS PRESENTES. Não é nulo o auto de infração lavrado por autoridade competente e quando se verificam presentes no lançamento os requisitos exigidos pela legislação tributária. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não ocorre cerceamento de defesa quando o contribuinte, no curso do procedimento fiscal, é intimado de todos os atos e elementos solicitados, quando é informado das conseqüências do não atendimento das intimações, e quando constam no termo de verificação, do auto de infração (cujas vias lhe foram entregues) e dos autos do respectivo processo administrativo fiscal todos os elementos necessárias ao exercício de sua ampla defesa. IRRF. DECADÊNCIA. PAGAMENTO A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. NÃO COMPROVAÇÃO ITA OPERAÇÃO OU DA SUA CAUSA. Para o caso de pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado ou, mesmo que identificado, não for comprovada a operação ou a sua causa, o direito de praticar o ato de lançamento de ofício extinguese após 5 anos, sendo o termo inicial de contagem do prazo o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. IRRF. PAGAMENTO A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. NÃO COMPROVAÇÃO DA OPERAÇÃO OU DA SUA CAUSA. Nos casos em que o sujeito passivo, regularmente intimado, não identifica com documentos hábeis e idôneos ou através da escrituração legal, os pagamentos efetuados, é legítimo o lançamento que enquadrou as operações como pagamentos à beneficiário não identificado, sujeitandose à incidência do imposto exclusivamente na fonte, à alíquota de 35%. Para pagamentos efetuados a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, quando não for comprovada a operação ou a sua causa, também ocorre a incidência do imposto exclusivamente na fonte, à alíquota de 35%. IRPJ. DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS. BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. Valores pagos a beneficiários não identificados não podem der deduzidos da apuração do resultado da empresa. Fl. 1348DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.349 9 IRPJ. DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS, NECESSIDADE, UTILIDADE. NÃO COMPROVAÇÃO DA OPERAÇÃO E DA SUA CAUSA. As despesas, para serem dedutíveis da base de cálculo do IRPJ, devem ser úteis e necessárias à atividade da empresa, bem como normais e usuais ou relacionadas com a atividade por ela explorada. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADES E/OU ILEGALIDADES. A apreciação de alegações de inconstitucionalidades e/ou ilegalidades é de exclusiva competência do Poder Judiciário. Matérias que as questionam não são apreciadas na esfera administrativa. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. CABIMENTO. Os juros de mora são devidos por expressa disposição legal, inclusive a utilização da taxa SELIC. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. A não apresentação da documentação pelo Contribuinte regularmente intimado de livros e documentos aos quais está legalmente obrigado, bem como pelo lançamento de valores em períodos posteriores ao de sua competência, constitui comportamento que se enquadra nas condições previstas na legislação tributária para o agravamento da multa de ofício. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SUSTENTAÇÃO ORAL E DISTRIBUIÇÃO DE MEMORIAIS NO JULGAMENTO DE Ia INSTANCIA. FALTA DE PREyTSfiO LEGAL. ^A realização de sustentação oral na Ia instância administrativa, bem como a distribuição de memoriais, não possui previsão legal e deve ser indeferida. TRIBUTAÇÃO CONEXA. CSLL. APLICABILIDADE. Aplicase aos lançamentos reflexos o decidido sobre o lançamento que lhes deu origem, eis que possuem os mesmos elementos de prova. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. É o relatório. Fl. 1349DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.350 10 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto Os recurso voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Entre outras infrações, a contribuinte foi autuada por IRRF sobre beneficiários não identificados ou pagamento sem causa. Esta resolução se restringirá a esse item da autuação, bem assim a questão levantada pela Recorrente referente a glosa de todos os pagamentos, do REFIS e do PAES, segundo a qual a fiscalização afirma que o contribuinte não produziu provas de que já não se apropriara desses valores como despesas de períodos anteriores. Consta do recurso: 68. A empresa contratou com terceiros a prestação de serviços profissionais nas Áreas de Assessoria, Consultoria Empresarial, Marketing e para a prestação de Campanhas promocionais. 69. O Auditor Fiscal glosou as despesas realizadas com a empresa Infiniti Marketing de Incentivo e Fidelização Ltda. e exigiu o Imposto de Renda na Fonte, pelos seguintes motivos: "A empresa não apresentou a documentação solicitada." "Diante da recusa da empresa em apresentar as notas fiscais acima comentadas, impossibilitando identificar a ocorrência e natureza das despesas, bem como seus reais beneficiários e de acordo com o art. 674 do RIR/99, que estabelece a retenção na fonte a beneficiários não identificados, tais valores foram tributados a alíquota de 35%, devendo o rendimento ser considerado líquido, cabendo ainda o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto." 'Ainda, de acordo com os parágrafos do art. 674 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto 3.000/98, considerase vencido o imposto no dia do pagamento da referida importância. De acordo com o Art. 358 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto 3.000/99, quando os dispêndios forem pagos a beneficiários identificados e individualizados, poderão ser deduzidos na apuração do lucro real e quando pagos a beneficiários não identificados são indedutíveis na apuração do lucro real." 70. As Notas Fiscais que comprovam as despesas realizadas, foram anexadas à impugnação, assim como o Comprovante de Inscrição CNPJ Infiniti Marketing e o Comprovante Anual de Rendimentos Pagos à Infiniti Marketing gerados através da DIRF. 71. Cumpre destacar que os pagamentos pelos serviços prestados foram realizados diretamente ao Prestador dos Serviços, devidamente identificado e, tributados na fonte de acordo com a legislação vigente. 72.O Beneficiário dos Rendimentos, valores pagos e as retenções do Imposto de Renda na Fonte foram objeto de informações tempestivas à Receita Federal, através da DIRF e os Informes gerados a partir do programa gerador foram juntados na impugnação. Fl. 1350DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.351 11 73.Quanto à empresa W/Realty Assessoria de Serviços Empresariais Ltda. foram glosadas as despesas realizadas e exigido o Imposto de Renda na Fonte, pelos seguintes motivos: "A empresa não apresentou a documentação solicitada." "Saliento o fato de que em consulta aos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil foi possível verificar que a empresa W/Realty não declarou em suas DIPJs (2006,2007 e 2008) nenhum valor faturado contra a empresa GOCIL. Em outras palavras, não foi declarado em DIPJ pela empresa W/Realty nenhum valor relativo aos serviços prestados na empresa GOCIL." "Diante da recusa da empresa em apresentar as notas fiscais acima comentadas, impossibilitando identificar a ocorrência e natureza das despesas, bem como seus reais beneficiários e de acordo com o art. 674 do RIR/99, que estabelece a retenção na fonte a beneficiários não identificados, tais valores foram tributados a alíquota de 35%, devendo o rendimento ser considerado líquido, cabendo ainda o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto." "Ainda, de acordo com os parágrafos do art. 674 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto 3.000/98, considerase vencido o imposto no dia do pagamento da referida importância. De acordo com o Art. 358 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto 3.000/99, quando os dispêndios forem pagos a beneficiários identificados e individualizados, poderão ser deduzidos na apuração do lucro real e quando pagos a beneficiários não identificados são indedutíveis na apuração do lucro real." 74.As Notas Fiscais, que comprovam as despesas realizadas, foram anexadas à impugnação, assim como o Comprovante de Inscrição CNPJ W/Realty Assessoria e Serviços Empresarias Ltda. e o Comprovante Anual de Rendimentos Pagos à W/Realty Assessoria e Serviços Empresarias Ltda. gerados através da DIRF. 75.Cumpre destacar que os pagamentos pelos serviços prestados foram realizados diretamente ao Prestador dos Serviços, devidamente identificado e, tributados na fonte de acordo com a legislação vigente. 76.0 Beneficiário dos Rendimentos, valores pagos e as retenções na fonte do Imposto de Renda e das Contribuições Sociais foram objeto de informações tempestivas à Receita Federal, através da DIRF e os Informes gerados a partir do programa gerador foram juntados na impugnação. 77. O Auditor Fiscal afirma que, em consulta aos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil, foi possível verificar que a empresa W/Redlty não declarou em suas DIPJs (2006, 2007 e 2008) nenhum valor faturado contra a empresa GOCIL, mas omite a necessária consulta às DIRF transmitidas pela GOCIL tendo como beneficiária dos rendimentos a W/Realty. 78. A desconsideração dos serviços prestados não pode estar fundamentada na falta de declaração ou omissão de receitas do prestador de serviços há necessidade de diligências e se for o caso a elaboração de SÚMULA ADMINISTRATIVA, como determina a legislação de regência. 79. A glosa das despesas pagas aos prestadores de serviços, devidamente identificados e a tributação do Imposto de Renda na Fonte realizada no Auto de Infração, além de improcedente, caracterizase, também, como bitributação do Imposto de Renda na Fonte em total afronta à legislação tributária. Fl. 1351DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.352 12 De relevante se pode extrair de sua defesa e que gerou dúvidas nesta autoridade julgador é a possibilidade de se estar tributando em duplicidade o IRRF desses pagamentos feitos a essas duas empresas (W/Realty Assessoria de Serviços Empresariais Ltda e Infiniti Marketing). Sem adiantar minha posição, caso se chegue ao final do julgamento que os pagamentos foram feitos a beneficiários não identificados ou pagamentos sem causa, é preciso considerar a dedução do IRRF já tributado na operação sob pena de se evitar a bitributação. Se a empresa W/Reality omitiu à Receita Federal do Brasil, através de suas DIPJs que não faturara contra a Recorrente, mas consta por exemplo das DIRFs conforme afirma categoricamente a Recorrente, tal fato deve ser melhor investigado. Embora tenha sido alegado tal fato a DRJ, vejo que a matéria não foi enfrentada a contento, preocupandose a decisão de piso apenas em reafirmar a glosa das despesas. Dessa forma, para se evitar bitributação pelo respeito ao princípio da verdade material orientador do Processo Administrativo Fiscal, proponho baixar o feito em diligência: verificar junto aos sistemas informatizados da Receita Federal se de fato tais retenções foram feitas da forma como propalado pela Recorrente. Aproveitar essa diligência também para : oportunizar à Recorrente que prove através de sua contabilidade se de fato os pagamentos do PAES e Refis glosados não foram mesmo deduzidos de exercícios anteriores como suspeitou a fiscalização em função da falta do cumprimento por parte do contribuinte das solicitações feitas anteriormente pela fiscalização.. Em relação à empresa INFINITI Marketing, apesar de a fiscalização já ter dado várias oportunidades para apresentar a documentação necessária suplementar ( contratos de prestação de serviços, faturas, recibos, planilhas descriminativas) relativa a estas despesas, objetivando verificar o possível fornecimento de cartões de premiação (premiuns cards), administrados, segundo a fiscalização “sabidamente pela INFINITI , à empregados , administradores , terceiros e/ou pessoas jurídicas” , em nome da princípio da verdade material e para atestar se de fato as notas fiscais que estão genericamente descriminadas como despesas de propaganda possuem realmente essa natureza de despesa, aprofundar a fiscalização a esse respeito, e esclarecer se de fato serviços de propaganda efetivamente foram prestados pela INFINITI Marketing tal qual defendeu enfaticamente em seu Recurso e na sustentação oral, por seu patrono. Se for o caso, apresentar suas considerações, inclusive para se opor às assertivas da Recorrente em fase recursal ou mesmo intimar o contribuinte a apresentar novas informações e esclarecimentos que entender pertinentes à solução da lide. caso uma das duas verificações acima se mostrar favorável ao Recorrente, apurar o crédito tributário remanescente. Ao fim, elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas. Entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre Fl. 1352DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 19515.002593/201057 Resolução nº 1401000.230 S1C4T1 Fl. 1.353 13 as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este CARF para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator. Fl. 1353DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 13161.720168/2008-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jul 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
VTN. LAUDO ACEITO PELA FISCALIZAÇÃO.
Presumem-se verdadeiros os valores lançados pela autoridade fiscal fundamentados em laudo técnico fornecido pelo próprio contribuinte, cabendo a este o ônus da prova em contrário.
Numero da decisão: 2201-001.662
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
(assinatura digital)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinatura digital)
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
EDITADO EM: 25/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, EDUARDO TADEU FARAH, EIVANICE CANARIO DA SILVA (Suplente convocada), GUSTAVO LIAN HADDAD e PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA. Ausente, justificadamente, a Conselheira RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA.
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. EDITADO EM: 25/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, EDUARDO TADEU FARAH, EIVANICE CANARIO DA SILVA (Suplente convocada), GUSTAVO LIAN HADDAD e PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA. Ausente, justificadamente, a Conselheira RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA.
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LAUDO ACEITO PELA FISCALIZAÇÃO. Presumemse verdadeiros os valores lançados pela autoridade fiscal fundamentados em laudo técnico fornecido pelo próprio contribuinte, cabendo a este o ônus da prova em contrário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. EDITADO EM: 25/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, EDUARDO TADEU FARAH, EIVANICE CANARIO DA SILVA (Suplente convocada), GUSTAVO LIAN HADDAD e PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA. Ausente, justificadamente, a Conselheira RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 16 1. 72 01 68 /2 00 8- 08 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 29/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 5/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 Relatório Trata o presente processo de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão nº 0425.201 I a Turma da DRJ/CGE que julgaou improcedente a impugnação interposta conta a Notificação de Lançamento (f. 62/66). mediante a qual se exige a diferença de Imposto Territorial Rural ITR, Exercício 2004, no valor total de R$ 195.634,33, do imóvel rural inscrito na Receita Federal sob o n° 5.553.5674, localizado no município de Rio Brilhante MS. Na descrição dos fatos, o fiscal autuante relata que foi apurada a falta de recolhimento do ITR, decorrente de alteração do valor da terra nua, em adequação aos valores constantes de Laudo Técnico apresentado pelo contribuinte. Em conseqüência, houve aumento da base de cálculo e do valor devido do tributo. O interessado apresentou a impugnação de f. 68/75. Em síntese, alega que o procedimento da fiscalização está equivocado, por basearse unicamente no valor da terra nua constante do Laudo Técnico apresentado. Argumenta que devem ser atualizados os valores das benfeitorias e culturas existentes no imóvel, aspecto não tratado pelo Laudo Técnico. Solicita a realização de perícia, para a comprovação da valorização das benfeitorias e culturas existentes no imóvel rural. A DRJ ao apreciar a matéria assim se manifestou: V A L O R D A T E R R A N U A . O valor da terra nua, apurado pela fiscalização, em procedimento de ofício nos termos do art. 14 da Lei 9.393/96, não é passível de alteração, quando o contribuinte não apresentar elementos de convicção que justifiquem reconhecer valor menor. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido (...) No presente processo, o valor da terra nua foi alterado em função de Laudo Técnico apresentado pelo próprio contribuinte. O valor é compatível com o veiculado pelo SIPT (o contribuinte teve prévio conhecimento dos valores do SIPT. conforme se verifica pela intimação inicial, juntada aos Autos). O valor apresentado pelo contribuinte foi aceito pela fiscalização. Não há que se falar que se tratam de valores desproporcionais, pois, repitase, o valor atribuído pelo Laudo Técnico é compatível com o constante do SIPT. O valor da terra nua é o valor mínimo que o pode ser atribuído ao imóvel rural. A ele, devem ser adicionados os valores das benfeitorias e demais beneficiamentos incorporados ao solo. O impugnante se limita a afirmar que o valor da terra nua deve ser alterado, mediante a majoração do valor de benfeitorias. Há de ser lembrado que. Segundo definição dada pela doutrina civilista, as benfeitorias incorporamse ao solo e lhe agregam valor. Aumentandose o valor das benfeitorias, aumentarseá o Fl. 123DF CARF MF Impresso em 29/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 5/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 13161.720168/200808 Acórdão n.º 2201001.662 S2C2T1 Fl. 116 3 valor do imóvel, mas isso não acarreta redução do valor da terra nua. Em síntese, a majoração do valor das benfeitorias resulta no aumento do valor total do imóvel, mas não altera a base de cálculo do ITR, que é o valor da terra nua. Assim, concluise que o lançamento, com os devidos acréscimos, está correto e encontrase de acordo com a legislação que rege a matéria. Inconformado o contribuinte recorre reafirmando os argumentos da impugnação. É o relatorio do necessário. Voto Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. VALOR DA TERRA NUA (VTN) Protesta o recorrente que há uma supervalorização do VTN afirmando que o mesmo deve ser alterado, mediante a majoração do valor de benfeitorias. Requer que seja subavaliado essa base de cálculo, conforme Laudo Técnico a ser apresentado em perícia. Inicialmente devese considerar que o valor da terra nua adotado pela fiscalização foi apresentado pelo próprio contribuinte. Desta forma, presumese verdadeiro, principalmente por ser compatível com o apurado pelo SIPT. Ademais, como bem salientou a DRJ, se havia irregularidade no laudo apresentado deveria o contribuinte ter feito prova da irregularidade e não meramente alegar. In verbis: De acordo com o sistema de repartição do ônus probatório adotado pelo Decreto n° 70.235/1972, norma que rege o processo administrativo fiscal, conforme dispõe seu artigo 16, inciso II, e de acordo com o artigo 333 do Código de Processo Civil, aplicável à espécie de forma subsidiária, cabe ao impugnante fazer a prova do direito ou do fato afirmado na impugnação, o que, não ocorrendo, acarreta a improcedência da alegação. Devese salientar que o ônus de produção de provas cabe a quem dela se aproveita. A autoridade fiscal cumpre formalizar o Fl. 124DF CARF MF Impresso em 29/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 5/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 4 lançamento, instruindo os autos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito, conforme disposto no caput do art. 9o do Decreto n° 70.235/1972, com a redação dada pelo art. Io da Lei n.° 8.748/1993. Ao contribuinte, quando impugnar o lançamento, cabe apresentar os motivos de fato e de direito que fundamentam sua impugnação, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, conforme disposto no art. 16, inciso III, do Decreto citado. Nem se alegue que não houve tempo suficiente à confecção de novo laudo técnico, uma vez que a jurisprudência deste sodalício é pacífica no sentido de se admitir as provas apresentadas até o momentos antes do julgamento em homenagem ao princípio da verdade material. O que não ocorreu no presente caso. Diante do exposto e de tudo mais que dos autos consta, nego provimento ao recurso. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 125DF CARF MF Impresso em 29/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 5/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 12226.000995/2009-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 06/12/2005 a 24/04/2009
JUROS DE MORA. A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrativos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTO. Demonstrada a existência de lançamento de ofício anteriormente realizado sobre o mesmo fato gerador, há que ser cancelado o auto de infração, nesta parte. PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É nulo o lançamento de crédito tributário, que foi extinto nos termos do inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66, pelo pagamento dos valores devidos no prazo previsto na legislação de regência.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 3102-001.841
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO - Relator.
EDITADO EM: 30/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro (presidente da turma), Nanci Gama (vice-presidente), Andréa Medrado Darzé, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Almeida Filho e José Fernandes do Nascimento.
Nome do relator: ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 06/12/2005 a 24/04/2009 JUROS DE MORA. A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrativos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTO. Demonstrada a existência de lançamento de ofício anteriormente realizado sobre o mesmo fato gerador, há que ser cancelado o auto de infração, nesta parte. PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É nulo o lançamento de crédito tributário, que foi extinto nos termos do inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66, pelo pagamento dos valores devidos no prazo previsto na legislação de regência. Recurso de Ofício Negado
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A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrativos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTO. Demonstrada a existência de lançamento de ofício anteriormente realizado sobre o mesmo fato gerador, há que ser cancelado o auto de infração, nesta parte. PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É nulo o lançamento de crédito tributário, que foi extinto nos termos do inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66, pelo pagamento dos valores devidos no prazo previsto na legislação de regência. Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente. (assinado digitalmente) ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO Relator. EDITADO EM: 30/05/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 22 6. 00 09 95 /2 00 9- 90 Fl. 6542DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro (presidente da turma), Nanci Gama (vicepresidente), Andréa Medrado Darzé, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Almeida Filho e José Fernandes do Nascimento. Relatório Tratase de recurso de ofício com o objetivo de reformar o acórdão nº. 17 47.356 da 1ª Turma da DRJ/SP2, que julgou procedente em parte a impugnação. De acordo com o relatório da decisão recorrida se pode observar que: Trata o presente processo de auto de infração de exigência de recolhimento da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE, incidente sobre as importações realizadas pela empresa em epígrafe no período de janeiro de 2005 a abril de 2009. Relata a autoridade fiscal, no seu Relatório, de fls. 354 a 368, que a autuada alegou o não recolhimento da CIDEImportações com amparo no Ofício ANP n° 129/2003/DG, de 07/07/2003, cópia nas fls. 419/420, que a desobrigava do recolhimento da referida contribuição, como também da marcação da mercadoria importada. No entanto, afirma o auditor que, de acordo com o §3° do art. 5°, da Lei n° 10.336/2001, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, somente o Poder Executivo poderia dispensar o recolhimento CIDECombustível incidente sobre as correntes de hidrocarbonetos líquidos não destinados à formulação de gasolina ou diesel, necessariamente identificados mediante marcação, conforme §4° do mesmo artigo. Além disso, informa a autoridade fiscal que, em agosto de 2007, a Receita Federal do Brasil recebeu o Ofício ANP n° 204/DG, da Agência Nacional do Petróleo, comunicando sobre a revogação do Ofício n° 129/2003/DG, decisão esta tomada na 440ª Reunião da Diretoria da ANP, ocorrida em 14/08/2007, no Rio de Janeiro, cópia de fls. 775 a 782. Finalizando o procedimento fiscal de revisão aduaneira instaurado pela DRF Jundiaí e constatada a ausência de recolhimento da CIDE em importações realizadas pela Univen, foi lavrado o presente auto de infração, exigindo da autuada o recolhimento da referida contribuição relativa às importações efetuadas no período de janeiro de 2005 a abril de 2009 que, com juros de mora calculados até 30/11/2009, atinge o valor de R$ 69.125.808,17. No entanto, referido crédito tributário encontrase com a sua exigibilidade suspensa por força de tutela antecipada concedida em 28/04/2008 nos autos da Ação Ordinária n° 2007.51.01.0254930, ajuizada na 8ª Vara Cível da Justiça Federal do Rio de Janeiro/RJ, cópias nas fls. 422/423. Na decisão acima mencionada, a autoridade judicial assim se manifesta, nas fld. 422/423: Fl. 6543DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12226.000995/200990 Acórdão n.º 3102001.839 S3C1T2 Fl. 3 3 “Nunca análise perfunctória, entendo que assine razão à Autora. É que a ANP, na sua petição protocolizada em 25/04/2008, informa que a Univen não é FORMULADORA, e sim, REFINADORA, portanto, neste caso, nos termos dos artigos 2° e 3° da Lei n° 10.336/2001, a CIDECOMBUSTÍVEL deverá incidir sobre o produto final, e não ser recolhido antecipadamente. (...) Assim, mantenho a Decisão de fls. 355, acrescentando, ainda, que, DEFIRO a TUTELA ANTECIPADA para afastar o recolhimento antecipado da CIDECOMBUSTÍVEL que deverá incidir sobre o produto final da refinaria Autora.” Consta dos autos cópia da petição inicial de Ação Ordinária nº 2007.51.01.0254930, de fls. 570 a 621; cópia de antecipação de tutela afastando o recolhimento antecipado da CIDE, nas fls. 630/631; cópia de petição solicitando à autoridade judicial a comunicação ao Inspetor da Alfândega do Porto de Santos da concessão de tutela antecipada na fl. 635; cópia do Ofício nº 388/2008G da 8ª Vara Federal do RJ encaminhando ao Juízo da 4ª Vara Cível da Justiça Federal em Santos/SP, peças da Ação Ordinária nº. 2007.51.01.0254930, em razão dos processos 2008.61.04.0028707, 2008.61.04.0019354 e 2008.61.04.0034896, na fl. 636; cópia da Carta Precatória nº CTA 0008.0000090/2008 nas fls. 637/638, e outros documentos. ... Após analisar a impugnação da Contribuinte, decidiu a DRJ, por julgar procedente em parte o lançamento, nos termos da ementa abaixo: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 06/12/2005 a 24/04/2009 COMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. Tutela Antecipada concedida em Ação Ordinária de reconhecimento de não incidência da CIDE na importação de matériasprimas utilizadas pela empresa em seus processos industriais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria destinada da constante do processo0 judicial (Súmula CARF n° 1, Portaria CARF n° 52/10). Não se toma conhecido da impugnação no tocante à matéria objeto de ação judicial. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTO. Comprovada a existência de lançamento de ofício anteriormente realizado sobre Fl. 6544DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 o mesmo fato gerador, há que ser cancelado o auto de infração, nesta parte. PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É nulo o lançamento de crédito tributário, que foi extinto nos termos do inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66, pelo pagamento dos valores devidos no prazo previsto na legislação de regência. JURUS DE MORA. a)Exigibilidade Suspensa – são devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. (Súmula CARF n° 5, Portaria CARF n° 52/10). b) Taxa SELIC – A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrativos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais. (Súmula n° 4, Portaria CARF n° 52/10). Chegam os autos apenas para análise do recurso de ofício, pois foi excluído do lançamento a parte que corresponde as declarações de importação relacionadas cobradas em duplicidade, o pagamento da CIDE incidente sobre a mercadoria importado através da DI nº 08/01748628 e modifica a forma de cobrança dos juros de mora. É o relatório. Voto Conselheiro Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Conheço do presente recurso de ofício, primeiro por tratar de matéria de competência da terceira sessão e segundo por identificar o crédito tributário foi reduzido em R$ 19.680.144,04(dezenove milhões, seiscentos e oitenta mil, cento e quarenta e quatro reais e quatro centavos) referente à CIDE, e R$ 2.823.202,58(dois milhões, oitocentos e vinte e três mil, duzentos e dois reais e cinquenta e oito centavos) de juros de mora, preenchendo assim os requisitos do art. 34 do decreto nº 70.235/1972 do regimento do CARF c/c art. 1º da portaria nº 3º/20008: Art. 34. A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão: Fl. 6545DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12226.000995/200990 Acórdão n.º 3102001.839 S3C1T2 Fl. 4 5 I exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda. II deixar de aplicar pena de perda de mercadorias ou outros bens cominada à infração denunciada na formalização da exigência. § 1º O recurso será interposto mediante declaração na própria decisão. § 2° Não sendo interposto o recurso, o servidor que verificar o fato representará à autoridade julgadora, por intermédio de seu chefe imediato, no sentido de que seja observada aquela formalidade. Portaria MF nº 3/2008 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Fica revogada a Portaria MF nº 375, de 7 de dezembro de 2001. Percebese que quando da lavratura do auto de infração foi imposto ao contribuinte a sanção acrescida de juros de mora calculado com fulcro no § 1º do art. 161 da Lei nº 5.172/66, o qual estabelecia que o juros devem ser calculados “à taxa de um por cento ao mês”. Acontece que a partir da lei nº 9.065/95, os juros sobre os débitos tributários administrados pela SRF passaram a ser calculados através da SELIC, no termos do art. 13, que assim disciplina: Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam aalínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e peloart. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, oart. 84, inciso I, e oart. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. Após discutir a matéria o CARF consolidou seu posicionamento nos termos da Súmula nº 4, que assim dispõe: Fl. 6546DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 6 Súmula CARFnº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial deLiquidaçãoe Custódia SELIC para títulos federais. Portanto acerta a decisão recorrida ao determinar que o cálculo dos juros seja realizado pela SELIC. Outro ponto, onde acerta a decisão recorrida, no que pertine ao recurso de ofício, corresponde à constatação de duplicada da autuação, pois, foi identificado e demonstrado através da planilha de fls. 1048/1049, a realização de lançamentos anteriores com fundamento no mesmo fato gerador. Como também se verificou no Siscomex e sinal9(fls. 1044/1047), que foram recolhidos todos os tributos, dentre eles a CIDE, decorrentes da declaração de importação nº 08/01748628, assim extinto parte crédito tributário ora lançado, nos termos do inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66, pelo pagamento dos valores devidos no prazo previsto na legislação de regência. Por todo exposto nego provimento ao recurso de ofício. Sala de sessões 25 de abril de 2013. (assinado digitalmente) Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Relator Fl. 6547DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 24/07/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 16366.000335/2009-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO PELA AUTORIDADE JULGADORA DE PRIMEIRA GRAU. MOTIVAÇÃO ADEQUADA E SUFICIENTE. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO. IMPOSSIBILIDADE.
Não é passível de nulidade, por cerceamento do direito de defesa, a decisão de primeiro grau que, de forma adequada e suficientemente fundamentada, indefere pedido de realização de prova pericial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-001.889
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro- Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento- Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro- Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento- Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. AQUISIÇÃO DE PRODUTO IN NATURA EXPORTADO NO MESMO ESTADO E COM NOTAÇÃO “NT” NA TIPI. DESCABIMENTO. Não faz jus ao crédito presumido do IPI, previsto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, o comprador e exportador de produtos in natura (soja e milho em grãos) exportados no mesmo estado em que foi adquirido e relacionado na Tabela de Incidência do IPI (TIPI) com a anotação “NT” (não tributado). ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO PELA AUTORIDADE JULGADORA DE PRIMEIRA GRAU. MOTIVAÇÃO ADEQUADA E SUFICIENTE. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO. IMPOSSIBILIDADE. Não é passível de nulidade, por cerceamento do direito de defesa, a decisão de primeiro grau que, de forma adequada e suficientemente fundamentada, indefere pedido de realização de prova pericial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 36 6. 00 03 35 /2 00 9- 65 Fl. 465DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 2 (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. Relatório Tratase de Pedido Eletrônico de Ressarcimento (PER) de crédito presumido do IPI (fls. 04/23), transmitido em 27/9/2007, no valor de R$ 617.431,80, referente ao 3º trimestre de 2003, extemporaneamente lançado no livro Registro de Apuração do IPI (RAIPI) e erroneamente informado como pertencente ao 1º trimestre de 2007. Por intermédio do Despacho Decisório de fl. 108, o pedido foi integralmente indeferido, com base nas conclusões e nos fundamentos exarados na Informação Fiscal de fls. 95/106, assim resumidos no relatório da decisão de primeiro grau, in verbis: a) Como não houve a apresentação dos demonstrativos dos estoques e há grande divergência entre os valores, não foi possível aprofundar as análises da correta apuração do crédito presumido. As análises, portanto, foram efetuadas com elementos disponíveis e com base nos valores pleiteados pelo contribuinte; b) O total da receita de exportação é composto de produtos não tributáveis (NT) soja e milho em grãos que deverão ser excluídos do montante da receita de exportação, pois os produtos NT não fazem parte do campo de incidência do IPI e, conseqüentemente, as vendas para o mercado externo de produtos que estão fora do campo de incidência do IPI não se incorporam ao total da receita de exportação, devendo ter seu efeito anulado no cálculo do credito presumido; c) A contribuinte tem a seu favor decisão judicial que declara ser possível a inclusão de insumos adquiridos de pessoas físicas no cálculo do crédito presumido. Tal decisão foi acatada, porém os insumos que teriam sido empregados na produção de bens destinados à exportação são na realidade o próprio produto de exportação, adquiridos de terceiros e revendidos a comercial exportadora ou exportados diretamente, tendo passado apenas por processo de beneficiamento que consiste em limpeza, padronização e secagem, sem que tenha sido realizado nenhum processo de industrialização; e d) Em relação à Lei 9.363/1996, não é possível concluir que a empresa requerente pudesse se beneficiar do aproveitamento de crédito presumido do IPI para ressarcimento das contribuições para o Pis e Cofins, tendo em vista não se enquadrar no conceito Fl. 466DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 16366.000335/200965 Acórdão n.º 3102001.889 S3C1T2 Fl. 10 3 de estabelecimento produtor, condição indispensável para o benefício. Em sede de manifestação de inconformidade (fls. 187/238), a contribuinte apresentou as seguintes alegações, que foram assim sintetizadas no citado relatório, in verbis: 1. Nos autos do processo do mandado de segurança nº 2008.70.01.0065338/PR, houve a suspensão do prazo para apresentação de recurso administrativo. Com retorno da fluência do prazo em 30/08/2010, a manifestação de inconformidade é apresentada para a apreciação da Delegacia da Receita Federal de Julgamento; 2. A Autoridade Administrativa deixou de instruir adequadamente o processo administrativo, pois sem qualquer intimação à Manifestante, supôs que havia divergência nos estoques mensais da empresa. A apuração do quantum do crédito ressarcível é matéria a ser esgotada na instrução processual para que haja a duração razoável do processo (inciso LXXVIII do artigo 5º da Constituição Federal), uma vez que superados os obstáculos de interpretação dada à legislação pela Administração Tributária, não seja necessário voltar a discutir o montante a ser ressarcido, o que atende aos ditames previstos no artigo 2º da Lei n° 9.784/99, entre eles, os princípios da finalidade, da razoabilidade, do interesse público e da eficiência (artigo 37 da Constituição Federal). Vêse, pois, que a instrução processual não foi adequadamente realizada, o que insta pela nulidade da decisão recorrida; 3. A Manifestante é empresa produtora e exportadora de produto que industrializa, o que lhe garante o direito ao crédito presumido do IPI com ressarcimento de PIS e COFINS, na conformidade das Leis n°s 9.363/96 e 10.276/2001, pois o beneficiamento realizado, indubitavelmente, caracteriza processo de industrialização (cf. inciso II artigo 4o do Regulamento de IPI), uma vez que modifica, aperfeiçoa, altera o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento), conforme amplamente demonstrado nesta petição e no parecer anexo; 4. A Lei n° 9.363/96 e a Lei n° 10.276/2001, bem como os artigos 179 até 183 do RIR, não restringiram, em momento algum, o conceito da receita bruta da exportação. Assim, não há coerência jurídica em negar ressarcimento de PIS/COFINS sob o argumento de que os produtos exportados pela Manifestante estariam fora do campo de incidência do IPI, o que, isoladamente, insta pela reforma do despacho decisório recorrido; 5. Quanto aos pedidos de ressarcimento correspondentes aos 2° e 3º trimestres 2002, considerados prescritos porque formalizados em 27/09/2007, a própria decisão recorrida assenta que a manifestante em 03/2006 apurou e escriturou no livro de registro de apuração do IPI o crédito presumido para ressarcimento de PIS/COFINS, correspondente ao ano Fl. 467DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 4 calendário de 2002, ou seja, muito antes do prazo qüinqüenal que alega ter transcorrido. Isso porque a utilização do crédito presumido darseá a partir do primeiro dia subseqüente ao trimestrecalendário em que o crédito presumido tenha escriturado ou apurado no livro registro do IPI, conforme alíneas "a" e "b" do inciso III do artigo 22 da IN/SRF n° 315/2003, que regulamenta a matéria. Por fim, destacase que a apuração do crédito presumido de IPI para ressarcimento de PIS e COFINS têm apuração anual, portanto, os créditos correspondentes ao anocalendário de 2002 podem ser pleiteados até 31/12/2007, por meio da apresentada de per/dcomp, como ocorreu no presente caso, o que afasta, por completo, a alegação de caducidade do pleito; 6. A Manifestante apresenta no item “II.2.4. Da apresentação das declarações e esclarecimentos prestados à administração tributária preparadora” esclarecimentos adicionais a respeito das conclusões e fundamentos expostos na Informação Fiscal de fls. 107/118, requerendo ao final o reconhecimento integral do crédito presumido do IPI; 7. Por fim, na hipótese de ainda restar qualquer dúvida quanto ao reconhecimento do direito ao crédito, requereu realização de diligência ou perícia específica e, ainda, a juntada de novos documentos. [...] Em 15/02/2011, a contribuinte apresenta a manifestação de fls. 287/292, instruída com os documentos de fls. 293/329, em complemento a inicial, para acrescentar que o Superior Tribunal de Justiça já pacificou seu entendimento no mesmo sentido de reconhecer que existe sim crédito presumido de IPI referente aos insumos adquiridos de pessoa física ou cooperativas. E mais, no Recurso Representativo da Controvérsia julgado em dez/2010 a empresa que era Recorrente era exportadora de grãos, ou seja, beneficiava o produto, tal qual a Requerente. Assim, considerando a decisão proferida pelo STJ no Recurso Especial Representativo da Controvérsia n° 993.164, requer o julgamento imediato do presente pedido de ressarcimento, sem quaisquer restrições. Em 01/02/2012, a contribuinte apresenta a manifestação de fls. 333/337, instruída com os documentos de fls. 338/370, em complemento às outras, novamente requerendo o julgamento imediato da manifestação de inconformidade, para que seja conferido o direito de ser ressarcida em seus créditos, sem que haja limitações impostas por instruções normativas que não constam da Lei nº 9.363/96, em especial, para considerar o conteúdo do Ato Declaratório nº 14/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional [...]. Sobreveio a decisão de primeira instância, em que, por unanimidade de votos, a 8ª Turma de Julgamento da DRJ – Ribeirão Preto/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade, em síntese, com base nos seguintes argumentos: Fl. 468DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 16366.000335/200965 Acórdão n.º 3102001.889 S3C1T2 Fl. 11 5 a) a simples revenda para o exterior de mercadorias adquiridas de terceiros, sem sofrer qualquer processo de industrialização, não estava contemplada com o incentivo fiscal do crédito presumido do IPI; b) a exportação de soja e milho em grãos, produtos classificados na TIPI como “NT”, não geravam direito ao crédito presumido do IPI; c) não procediam as arguições de nulidade do despacho decisório denegatório do crédito pleiteado, pois não vislumbrava nos autos qualquer das hipóteses nulidade previstas no art. 59 do Decreto 70.235/1972; d) o momento processual para o oferecimento da impugnação, ou da manifestação de inconformidade, sob pena de preclusão temporal, era o marco temporal para apresentação de provas e alegações com o condão de modificar, impedir ou extinguir a pretensão fiscal, consideradas as exceções previstas no estatuto processual tributário; e e) o pedido de diligência ou perícia foi indeferido, porque era prescindível, uma vez que estavam nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide. Em 20/4/2012, a recorrente foi cientificada da decisão de primeira instância. Em 21/5/2012, protocolou o Recurso Voluntário de fls. 387/438, em que reafirmou os argumentos de defesa suscitados na fase de manifestação de inconformidade em relação ao mérito. Em aditamento, alegou nulidade do acórdão recorrido, com base no argumento de que houve cerceamento do direito de defesa, pois o indeferimento da produção de prova pericial havia impossibilitado o esclarecimento de dúvida quanto aos valores dos estoques mensais e que fossem apresentados os elementos e esclarecimentos necessários a regular instrução do processo. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. Da preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Em preliminar, alegou a recorrente nulidade da decisão recorrida, por cerceamento do direito de defesa, com base no argumento de que o indeferimento do pedido de produção de prova pericial havia impossibilitado o esclarecimento das dúvidas atinentes aos valores dos estoques mensais e que fossem apresentados os elementos e esclarecimentos necessários a regular instrução do processo. Fl. 469DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 6 No âmbito do processo administrativo fiscal, a prova pericial deve ser produzida ou refeita com a finalidade de proporcionar a autoridade julgadora a formação da sua livre convicção acerca da matéria fática, essencialmente, de natureza técnica. Nesse sentido, à autoridade julgadora de primeira instância é atribuído o poder discricionário de deferir o pedido de realização diligência ou de produção de prova pericial, apresentado pelo sujeito passivo, quando entendêla necessária ao deslinde da controvérsia, conforme dispõe o caput do art. 181 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF). No voto condutor do acórdão recorrido, o relator asseverou que considerava “desnecessária a diligência proposta pela impugnante, por entendêla dispensável para o deslinde do presente julgamento.” Assim, se o Órgão de julgamento de primeiro grau indeferiu a realização de nova prova pericial sob fundamento de que tal prova era prescindível, consequentemente, não cabe a este Colegiado fazer qualquer juízo de mérito sobre essa decisão, sob pena de descabida ingerência na prerrogativa do julgador de primeiro grau de, na apreciação da prova e nos termos do art. 29 do PAF, formar livremente a sua convicção. É oportuno ainda ressaltar que, nos termos do art. 28 do PAF, o indeferimento de pedido de diligência ou produção de prova pericial pelo órgão de julgamento a quo, desde que devidamente fundamentado, não constitui motivo para a nulidade da decisão de primeiro grau, por cerceamento do direito defesa. Além disso, este Conselho detém amplos poderes instrutores, logo, se constatada deficiência probatória nesta fase recursal, o julgamento do recurso pode ser convertido em diligência, o que não se vislumbra no caso em apreço. Com base nessas considerações, rejeito a preliminar de nulidade suscitada. Pedido de juntada de novos documentos. No recurso em apreço, com respaldo no § 6º do art. 16 do PAF, a recorrente pleiteou a juntada de novos documentos. A juntada de novos documentos, após a apresentação da impugnação, poderá ser requerida autoridade julgadora de primeira instância, com amparo no § 5º do art. 16 do PAF, mediante petição em que seja demonstrada, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do § 4º do citado art. 16. No âmbito do PAF não há previsão legal para apresentação desse tipo pedido perante este Conselho. Ademais, a recorrente não apresentou os fundamentos exigidos pelo referido preceito legal e sequer mencionou quais documentos pretendia trazer à colação dos autos. Além disso, tratandose de prova documental, não havia nenhum impedimento para que os supostos documentos fossem coligidos autos, nas duas oportunidades de defesa que lhe foi proporcionada. Por essas razões, o pedido de juntada de documentos deve ser indeferido. 1 "Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine". (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 470DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 16366.000335/200965 Acórdão n.º 3102001.889 S3C1T2 Fl. 12 7 Do mérito. No mérito, o cerne da presente controvérsia cingese à questão atinente ao direito de ressarcimento do crédito presumido do IPI, calculado sobre as compras de produtos in natura (soja e milho em grãos), que após processo de classificação (padronização), limpeza, secagem e armazenagem foram exportados pela recorrente, diretamente ou por intermédio de empresa comercial exportadora. Previamente a análise da controvérsia, é oportuno analisar o significado e alcance jurídico dos preceitos legais que veiculam as normas que estabelecem as condições para utilização do incentivo fiscal em destaque, especialmente, o disposto nos artigos 1º e 2º da Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a seguir transcritos: Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970,8, de 3 de dezembro de 1970, e70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Art. 2º A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. § 1º O crédito fiscal será o resultado da aplicação do percentual de 5,37% sobre a base de cálculo definida neste artigo.(Vide Lei nº 10.637, de 2002) [...] (grifos não originais) Nos referidos preceitos legais, encontramse definidos o titular do direito, a base de cálculo e a alíquota do crédito presumido do IPI. O titular do crédito é a pessoa jurídica “produtora e exportadora”. Logo, a contrário senso, não se beneficia do referido incentivo fiscal o exportador não produtor, ou seja, aquela pessoa jurídica que revende o produto para exterior no mesmo estado em que foi adquirido do produtor nacional. Por sua vez, a base de cálculo é determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas (MP), produtos intermediários (PI) e material de embalagem (ME), do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. Portanto, a determinação da base de cálculo depende de dois elementos essenciais: a) o valor total das aquisições de MP, PI e ME; e b) o valor da receita de exportação do produto resultante do processo de produção dos referidos insumos. Fl. 471DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 8 Por fim, a alíquota é o percentual estabelecido no referido diploma legal. Porém, como não há controvérsia sobre este ponto, para o deslinde da presente lide, tornase despiciendo qualquer comentário a respeito. Do exposto e com base numa interpreção combinada dos referidos preceitos legais, é possível concluir que o direito ao crédito presumido do IPI depende do atendimento, simultâneo, das seguintes condições: (i) que haja aquisição de MP, PI e ME, (ii) que estes insumos sejam aplicados ou utilizados na produção de determinado produto e, por fim, (iii) que este produto resultante do processo de produtivo seja exportado diretamente ou por intermédio de empresa comercial exportadora. No que tange aos primeiro e o terceiro elementos, de natureza objetiva, por não existir controvérsia a respeito no caso em tela, prescindem de qualquer abordagem. Enquanto que segundo elemento, de natureza formal, por constituir o cerne da controvérsia, induvidosamente, necessita de uma precisa definição. Para esse fim, o parágrafo único do art. 3º da Lei nº 9.363, de 1996, expressamente, determina a utilização subsidiária da legislação do IPI, com os seguintes dizeres, in verbis: Art. 3º Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1o, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador. Parágrafo único. Utilizarseá, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matéria prima, produtos intermediários e material de embalagem. (grifos não originais) No âmbito da legislação do IPI, os arts. 3º e 4º do Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002 (RIPI/2002), vigente no final de trimestre de apuração do crédito, de forma complementar, veiculam os conceitos, respectivamente, de produto industrializado e de operação de industrialização, com os seguintes termos, in verbis: Art. 3º Produto industrializado é o resultante de qualquer operação definida neste Regulamento como industrialização, mesmo incompleta, parcial ou intermediária. Art. 4º Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único, eLei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, parágrafo único): I a que, exercida sobre matériasprimas ou produtos intermediários, importe na obtenção de espécie nova (transformação); II a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento); Fl. 472DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 16366.000335/200965 Acórdão n.º 3102001.889 S3C1T2 Fl. 13 9 III a que consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem); IV a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou V a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicionamento). Parágrafo único. São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condições das instalações ou equipamentos empregados. Com base nos mencionados comandos legais, para fim de apuração do crédito presumido do IPI, o conceito de produção equivale ao conceito industrialização, que consiste na operação que modifica “a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto”, ou o aperfeiçoa para consumo. Sob mesmo fundamento, induvidosamente, o produto exportado que atende os requisitos do incentivo fiscal em apreço equivale ao produto industrializado conceituado na legislação do IPI. Em suma, podese asseverar que o direito ao crédito presumido do IPI fica condicionado à utilização ou aplicação da MP, do PI e do ME na produção ou industrialização de produto exportado. Em outras palavras, somente podem ser utilizados como base de cálculo do incentivo fiscal em apreço o valor dos insumos aplicados no produto industrializado e exportado. A contrário senso, por falta de previsão legal, estão fora do incentivo fiscal em comento, as aquisições de produtos exportados no mesmo estado em que adquiridos de terceiros, ou seja, sem que sejam submetido a qualquer operação de industrialização, definida no art. 4º do RIPI/2002. De modo prático e segundo o entendimento do Poder Executivo, na TIPI, aprovada por Decreto, estão relacionados tanto os produtos industrializados quanto os não industrializados. Os primeiros, integrantes do campo incidência do IPI, estão relacionados com uma alíquota, ainda que zero, enquanto que os segundos apresentam notação “NT” (não tributado). Dessa forma, mediante consulta a referida Tabela, é fácil e prático saber quais são os produtos industrializados ou não, apenas com uma simples leitura das anotações sobre a situação tributária vinculada à descrição do produto. Esse procedimento encontra respaldo no art. 6º da Lei nº 10.451, de 10 de maio de 2002, a seguir reproduzido: Art. 6º O campo de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) abrange todos os produtos com alíquota, ainda que zero, relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto no4.070, de 28 de dezembro de 2001, observadas as disposições contidas nas respectivas notas complementares, Fl. 473DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 10 excluídos aqueles a que corresponde a notação "NT" (não tributado). Diante da clareza do comando legal em destaque, é de fácil inferência que, para fim de incidência do IPI, apenas os produtos relacionados na TIPI com alíquota, ainda que zero, são considerados industrializados e integrantes do campo de incidência do IPI. Por outro lado, os demais produtos, relacionados na TIPI com notação “NT”, são considerados produtos não industrializados, aqui incluídos tantos os produtos in natura, ou seja, aqueles que são transacionados sem ser submetido qualquer operação de industrialização, quanto aqueles que, ainda que submetido a alguma operação industrial, definida no art. 4º do RIPI/2002, foi excluído do campo de incidência do imposto por determinação ou constitucional (imunidade). Para fim de apuração do crédito presumido do IPI, com respaldo no parágrafo único do art. 3º da Lei nº 9.363, de 1996, combinado com o disposto no art. 4º do RIPI/2002, os produtos in natura, relacionados na TIPI com notação “NT”, pelas razões anteriormente expostas, estão fora do campo de abrangência do incentivo fiscal do crédito presumido do IPI. Em face da peculiaridade do caso em tela, o entendimento aqui explicitado, embora mais restrito, a meu ver, harmonizase perfeitamente com o mais abrangente (que não faz distinção entre produto fora do campo de incidência do IPI) que vem sendo explicitado pelas demais Turmas desta 3ª Seção e pela 3ª Turma da CSRF, conforme exemplificam os enunciados das ementas dos julgados a seguir reproduzidos: CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. EXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS NÃO SUBMETIDAS A PROCESSO INDUSTRIAL. DESCABIMENTO. O chamado “crédito presumido de IPI”, concedido e disciplinado pelas Leis nºs 9.363/96 e 10.276/01, beneficia tão somente o produtor exportador, assim compreendida a pessoa jurídica que realiza operação de industrialização segundo os conceitos definidos pela legislação do IPI. (CARF, 3ª Seção, 4ª Câmara, 3ª Turma Ordinária, Ac. 3403001.295, de 9/11/2011, rel. Marcos Tranchesi Ortiz) CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NT. A exportação de produtos NT não gera direito ao crédito presumido do IPI, instituído para ressarcimento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. (CARF, 3ª Seção, 2ª Câmara, 1ª Turma Ordinária, Ac. 3201001.245, de 20/3/2013, rel. Mércia Helena Trajano Damorim) CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NT. O direito ao crédito presumido do IPI, instituído pela Lei nº 9.363, de 1996, condicionase a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, não estando, por conseguinte, alcançados pelo benefício, os produtos não tributados (NT). (CARF, CSRF, 3ª Turma, Ac. 9303001.450, de 30/5/2011, rel. Marcos Tranchesi Ortiz) Definido que apenas os insumos utilizados nos produtos industrializados ( segundo o conceito de produção ou industrialização da legislação do IPI) e exportados, diretamente ou por intermédio de empresa comercial exportadora, estão contemplados com o Fl. 474DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 16366.000335/200965 Acórdão n.º 3102001.889 S3C1T2 Fl. 14 11 incentivo fiscal em destaque, passase a analisar se os produtos exportados pela recorrente atendem tais condições. No documento de fls. 64/72, informou a recorrente que, previamente à operação de exportação, os produtos eram submetidos a processo de beneficiamento, consistente na classificação (padronização), limpeza, secagem e armazenagem. Com base nessa informação, concluiu a autoridade fiscal que tais operações não atendiam o conceito de industrialização, logo, os produtos revendidos para o exterior não sofreram qualquer processo de industrialização. Ademais, a exportação de soja e milho em grãos, produtos classificados na TIPI com notação “NT”, não geravam direito ao crédito presumido do IPI. No recurso em apreço, alegou a recorrente que os produtos exportados eram industrializados, pois as atividades “de limpeza, padronização e secagem” enquadravamse no conceito de industrialização por beneficiamento, previsto no inciso II do artigo 4º do RIPI/2002, com base nos argumentos explicitados nos subitens 22.1 e 22.2, in verbis: 22.1. Referido processo de beneficiamento promove alteração no funcionamento, na utilização, no acabamento e na aparência do produto, com o incremento ou a manutenção de sua qualidade e os torna aptos a serem consumidos "in natura", ou reprocessados em outros sub produtos de interesse na alimentação humana ou animal, conforme laudo anexo. 22.2. Isto é, o produto bruto, oriundo da lavoura, possui impurezas e outros materiais infestantes que precisam ser removidos e, normalmente, apresentam teor de umidade superior para uma correta armazenagem e processamento. O beneficiamento transforma uma matéria prima bruta em um produto elaborado em que as suas qualidades físicas, organolépticas e nutricionais são preservadas, aproveitandose todo seu potencial nas diversas utilizações a que se destina, sejam em outras indústrias de transformação ou até consumidos naturalmente. (grifos dos originais) Tais atividades, a meu ver, não atendem o conceito de operação industrialização, definido no inciso II do artigo 4º do RIPI/2002. Além disso, a mera manutenção da qualidade dos produtos, de sorte a tornálos “aptos a serem consumidos ‘in natura’, ou reprocessados em outros sub produtos de interesse na alimentação humana ou animal”, ao contrário do alegado, confirma que as ditas atividades de “beneficiamento” realizadas pela recorrente, inequivocamente, não atendem o conceito de industrialização por beneficiamento, definida no artigo 4º do RIPI/2002. Em síntese, chegase a conclusão de que os produtos exportados pela recorrente, soja (NCM 1201.0090) e milho (NCM 1005.90.10) em grãos, estão fora do campo de abrangência do incentivo fiscal do crédito presumido do IPI, por dois motivos: a) eles foram exportados no mesmo estado em que adquiridos; e b) por serem produtos in natura relacionados na TIPI com notação “NT”, não são considerados produtos industrializados, para fim do incentivo fiscal do crédito presumido do IPI. Fl. 475DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 12 Com base nessas considerações, fica demonstrado que a recorrente não faz jus a crédito presumido do IPI pleiteado. Em decorrência, deve ser mantido o indeferimento do pedido de ressarcimento em questão. Da conclusão. Por todo o exposto, voto no sentido de REJEITAR a preliminar nulidade suscitada e indeferir o pedido de apresentação de novos documentos. No mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso, para manter na íntegra o acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 476DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 13603.003278/2009-38
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jul 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2009
DESISTÊNCIA DO RECURSO. PAGAMENTO SEM RESSALVAS.
A extinção do débito sem ressalvas mediante pagamento, implica desistência do recurso e encerra o litígio no âmbito do processo administrativo fiscal.
Numero da decisão: 1803-001.732
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, Maria Elisa Bruzzi Boechat e Roberto Armond Ferreira da Silva.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2009 DESISTÊNCIA DO RECURSO. PAGAMENTO SEM RESSALVAS. A extinção do débito sem ressalvas mediante pagamento, implica desistência do recurso e encerra o litígio no âmbito do processo administrativo fiscal. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, Maria Elisa Bruzzi Boechat e Roberto Armond Ferreira da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 32 78 /2 00 9- 38 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório TEAR TÊXTIL IND. COM. LTDA, ,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ BELO HORIZONTE (MG), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Trata o presente processo da exigência de multa por atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais — Dacon, referente ao mês de abril de 2009, no valor de R$3.199,09 (com redução), apresentado em 19/08/2009, conforme Notificação de Lançamento de fl. 03. O enquadramento legal do lançamento é o art 70 da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002, com redação dada pelo art. 19 da Lei n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Em 18/09/2009, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/02, tendo alegado que, desde outubro/2008, a empresa estava esperando a nova versão do Dacon, superior a 1.3 da época, tendo conseguido verificar a versão 2.1 somente no dia 10/08/2009. Dessa forma, na transmissão do Dacon do mês em questão (transmitido em 19/08/2009), teria o impugnante se surpreendido com a multa pela entrega em atraso, ressaltando ainda que as obrigações constantes do demonstrativo foram recolhidas no prazo. Diante da confusão das versões, o impugnante pede que seja desconsiderada a multa aplicada na entrega do Dacon após 07/08/2009. A DRJ BELO HORIZONTE (MG) através do acórdão nº 0228.905, de 05 de outubro de 2010 (fls. 18/20), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2009 DACON MULTA POR ATRASO A apresentação do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais —Dacon, com a opção de periodicidade mensal de entrega, após o prazo previsto pela legislação tributária, sujeita o contribuinte a incidência da multa por atraso correspondente. Ciente da decisão em 09/11/2010, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 24), apresentou o recurso voluntário em 01/12/2010 fls. 25, onde afirma ser indevida a cobrança pois efetuou o pagamento do débito. É o relatório. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13603.003278/200938 Acórdão n.º 1803001.732 S1TE03 Fl. 39 3 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch Embora tenha sido tempestiva a manifestação da contribuinte, seu suposto recurso não pode ser conhecido por esta instância julgadora. Com efeito, a manifestação constante da fl. 25 não se insurge propriamente contra a decisão de primeira instância, limitandose a questionar o aviso de cobrança enviado pela unidade de origem considerando ter efetuado o pagamento do débito objeto do litígio. O art. 78 do Regimento Interno do CARF dispõe: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1° A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3° Na hipótese de acórdão passível de recurso pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, a desistência de recurso deverá ser precedida de renúncia do requerente ao direito sobre o qual se funda o recurso por ele anteriormente interposto. De acordo com o disposto no artigo transcrito e considerando o DARF constante da fl. 36, considero que houve a desistência sem ressalva do débito encerrando em conseqüência, o litígio no âmbito do processo administrativo fiscal. Não obstante, deve ser observado pela autoridade preparadora o pleito da Recorrente no sentido de se abster a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) de cobrar exigência já recolhida (Darf de fls. 36). Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator Fl. 43DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Fl. 44DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/07/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 13971.900713/2008-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.526
Decisão: RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Luiz Carlos Shimoyama, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta.
Relatório
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Luiz Carlos Shimoyama, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta. Relatório
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(assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente em exercício (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Luiz Carlos Shimoyama, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .9 00 71 3/ 20 08 -0 3 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/0 7/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 13971.900713/200803 Resolução nº 3402000.526 S3C4T2 Fl. 1.335 2 Relatório Tratamse os autos de Declaração de Compensação realizada pelo contribuinte, decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS referente ao período de DEZ/2003 sob o valor R$ 1.895,44 (hum mil, oitocentos e noventa e cinco reais e quarenta e quatro centavos) com débito oriundo à Contribuição para o Programa de Integração Social de MAR/2004, sob o valor de R$1.895,44 (hum mil, oitocentos e noventa e cinco reais). Em análise à compensação transmitida a DRF de Blumenau indeferiu o pleito sob o argumento da inexistência de crédito, pois o valor do "DARF discriminado no PER/DCOMP" havia sido utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. O contribuinte insurgiuse, argüindo que a insuficiência de crédito para compensação se deveu a um erro no preenchimento da DCTF e da DACON e que em 26/05/2008 enviou DCTF e DACON retificadoras. Ainda, se diz estar amparado pelo princípio da Verdade Material, onde caberia ao fisco buscar esclarecimentos acerca das divergências encontradas, ofendendo ainda o princípio da razoabilidade, se apegando a um excesso de formalismo. O julgamento em primeira instância rechaçou os fundamentos da manifestação de inconformidade, apresentando entendimento de que, é ônus do contribuinte corrigir qualquer erro de informação em DACON e DCTF em tempo hábil. Esclareceu ainda que, como disposto no art. 170 do CTN, a compensação, para ser válida, demandaria a existência de crédito liquido e certo, o que não se apurou no presente caso. Afirmou não haver dúvidas de que a contribuinte retificou sua DCTF, porém o fez em data posterior à apresentação da DCOMP, o que retirou do crédito indicado a liquidez e certeza que a lei impõe a ele para que possa ser objeto de repetição. E ainda, finalizou pela improcedência da manifestação de inconformidade, mantendo a não homologação das compensações. O recurso foi apresentado nos mesmos termos da Manifestação de Inconformidade e no julgamento em 2ª instância o CARF houve por bem em converter o julgamento em diligência para que restasse esclarecido acerca da integralidade do crédito a ser compensado. Realizada a diligência foi apresentado parecer conclusivo, no sentido de que “o crédito disponível teria sido mais que suficiente para efetivar a compensação”. Distribuição Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 1 (um) Volumes, numerado até a folha 90 (noventa), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/0 7/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 13971.900713/200803 Resolução nº 3402000.526 S3C4T2 Fl. 1.336 3 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. Retornam estes autos de diligência, designada pela Resolução nº. 340200.110, na qual o Ilustre Relator, Julio César Alves Ramos, solicitou informações à Autoridade Preparadora afim de apurar fatos ocorridos nos autos, que lhe dessem suporte ao efetivo deslinde da causa. É que, conforme o relatório acima tratase o processo de compensação formalizada pelo sujeito passivo, na qual a origem do direito creditório, segundo consta, é o pagamento a maior efetuado pelo contribuinte. Bem ponderada a diligência estabelecida pela Resolução acima citada, pois que objetivou a verificação da efetiva existência ou não pagamento a maior, não considerando como suficientes (para fazer nascer o indébito apontado), apenas e tão somente as retificações das declarações efetuadas pelo contribuinte. Segundo a Resolução acima, “é o reconhecimento, agora pelo sujeito ativo da relação tributária, de que o sujeito passivo efetivamente recolheu tributo em excesso ou indevidamente, que dá a ele o direito à restituição. E se há direito a ela, há possibilidade de utilizálo para compensação de tributo”. Assim, foi designada a diligência, para apuração concreta do indébito alegado. Entretanto, de forma absolutamente breve, cumpre informar que ainda que a diligência realizada nos autos tenha de fato esclarecido pontos cruciais ao deslinde da causa, sendo extremamente conclusiva, o fato é que ao contribuinte não foi dada vistas de seu resultado, prejudicando o bom andamento do processo, em necessária observação ao princípio do contraditório e ampla defesa respeitado no processo administrativo fiscal. Sem mais delongas, mesmo que o resultado desta diligência permita a averiguação concreta da existência (ou não) do pagamento a maior, e por via de conseqüência, a materialização (ou não) do crédito apontado pelo contribuinte, ao mesmo não foi dada a oportunidade de se manifestar acerca das conclusões adotadas pela Autoridade Preparadora, nos termos do que dispõe o artigo 26 e seguintes da Lei 9.784/99. Sendo, assim, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, afim de que o sujeito passivo seja cientificado do resultado da diligência realizada, intimandoo para se manifestar, querendo, no prazo de 30 dias, após o que devem os autos retornar à este Colegiado para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/0 7/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10860.901785/2009-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PEDIDO EM DUPLICIDADE. INDEFERIMENTO.
Apurado em diligência que houve duplicidade no pedido de restituição, indefere-se o pedido e não se homologa a compensação correlata.
Numero da decisão: 3401-002.248
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Robson José Bayerl (Suplente), Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente DUBUIT COLOR TINTAS E VERNIZES LTDA Recorrida DRJ CAMPINAS SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PEDIDO EM DUPLICIDADE. INDEFERIMENTO. Apurado em diligência que houve duplicidade no pedido de restituição, indeferese o pedido e não se homologa a compensação correlata. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS – Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Robson José Bayerl (Suplente), Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 90 17 85 /2 00 9- 18 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 O processo retorna de diligência determinada por este Colegiado, visando verificar a composição da base de cálculo adotada pela Recorrente, com vistas à alegada isenção do PIS e Cofins nas vendas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus (ZFM), não reconhecida na unidade de origem nem na DRJ. A contribuinte requereu restituição, cumulada com compensação, alegando que o indébito é oriundo de pagamento indevido da Cofins, por não serem devidas nem essa Contribuição nem o PIS sobre as vendas destinadas à Zona Franca de Manaus. Argumenta que tais vendas eram imunes às duas Contribuições, reportandose ao DecretoLei nº 288/67 – que segundo a contribuinte tem envergadura de lei complementar pela recepção que lhe deu a Constituição, no art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) e à ADI nº 2.3489 – na qual o STF suspendeu a eficácia da expressão “Zona Franca de Manaus”, contida no inc. I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória nº 2.03724/2000, reeditada posteriormente sem menção à referida expressão. Todavia, no curso da diligência a própria contribuinte reconheceu haver duplicidade no pedido, em face do processo nº 10860.901785/200918, e requereu o cancelamento (fl. 190). É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Diante do resultado da diligência, que verificou a duplicidade no pedido de ressarcimento e compensação respectiva, em face do processo nº 10860.901785/200918, cabe negar provimento ao Recurso Voluntário. Nesta etapa do processo não mais é possível o cancelamento do pedido de restituição e DCOMP respectiva, como requerido no curso da diligência determinada por este Colegiado. É que, depois de proferido o despacho decisório e interposta a manifestação de inconformidade, seguida do recurso voluntário, o litígio deve ser resolvido por este Colegiado. Outra alternativa seria considerálo como findo, mas para tanto teria que haver renúncia expressa às razões recursais. Na situação destes autos, como a Recorrente simplesmente reconheceu a duplicidade e solicitou o cancelamento, a decisão é pelo desprovimento. Quanto ao débito contemplado na DCOMP, mesmo diante do indeferimento da restituição não cabe exigilo com base na confissão dessa tãosomente, caso tenha sido liquidado por meio da outra DCOMP, objeto do processo nº 10860.901785/200918, ou tenha sido extinto por outro meio. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 199DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10860.901785/200918 Acórdão n.º 3401002.248 S3C4T1 Fl. 199 3 Fl. 200DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 13974.000281/2003-96
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.548
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os autos.
RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Presidente Substituto.
(Assinado digitalmente)
JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) SILVIA DE BRITO OLIVEIRA – Presidente Substituto. (Assinado digitalmente) JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 74 .0 00 28 1/ 20 03 -9 6 Fl. 342DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13974.000281/200396 Resolução nº 3402000.548 S3C4T2 Fl. 342 2 Relatório Versa o processo de Auto de Infração por falta de recolhimento de COFINS, no valor originário de R$ 1.524.888,62 de contribuição, R$ 1.143.666,43 de multa de ofício, além dos acréscimos legais, referente aos meses de março/2002, abril/2002, maio/2002, junho/2002, julho/2002, agosto/2002, setembro/2002, outubro/2002 e novembro de 2002. Cientificado do Auto de Infração em 23/09/2003, conforme AR de fls. 105 – numeração eletrônica, o contribuinte apresentou Impugnação em 23/10/2003. Em julgamento a 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) (DRJ/SCTA), houve por bem em considerar procedente o lançamento, proferido Acórdão nº. 0616.421, ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/03/2002, 30/04/2002, 31/05/2002, 30/06/2002, 31/07/2002, 31/08/2002, 30/09/2002, 31/10/2002. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.INDEFERIMENTO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE E LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A existência de manifestação de inconformidade em processo administrativo de pedido de restituição/compensação, indeferido pela autoridade administrativa competente, não suspende a exigibilidade do crédito fiscal da Cofins que se pretendeu compensar e não impede o lançamento de ofício dos valores cuja falta de recolhimento foi constatada. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2002, 30/04/2002, 31/05/2002, 30/06/2002, 31/07/2002, 31/08/2002, 30/09/2002, 31/10/2002. FALTA DE RECOLHIMENTO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A importância apurada em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrente de compensação, considerada indevida, que não tenha o atributo de confissão de dívida, deve ser formalizada por meio de lançamento de ofício. MULTA DE OFICIO. APLICAÇÃO. A multa de ofício é aplicada nos casos de lançamento de ofício, calculada sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata, nos percentuais determinados pela legislação de regência. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Aplicamse juros de mora por percentuais equivalentes à taxa Selic por expressa previsão legal. Lançamento Procedente Inconformado com decisão de 1ª instância da qual teve ciência em 27/02/2008, conforme AR de fls. 293 – numeração eletrônica, o contribuinte apresentou Fl. 343DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13974.000281/200396 Resolução nº 3402000.548 S3C4T2 Fl. 343 3 Recurso Voluntário (fls. 294/307) em 28/03/2008, a fim de requerer a anulação do auto de infração e a extinção do Processo Administrativo Fiscal em razão da inexistência de decisão definitiva nos Pedidos/Declaração de Compensação, ou que seja reconhecida a inexigibilidade da multa de ofício e a determinação da incidência da multa de mora (20%). No Mérito, repisa os argumentos já levantados em sede de Impugnação, quais sejam: Não poderia ter sido efetuado o lançamento haja vista a pendência de recursos nos processos administrativos de restituição/compensação que indeferiram os pedidos realizados na forma do art. 74 da Lei nº 9.430 de 1996; À luz do § 2 o do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, enquanto não for cientificada da decisão definitiva do procedimento administrativo de restituição/compensação, o crédito se considera extinto, não podendo o órgão arrecadador realizar qualquer ato, inclusive o lançamento; É indevida multa de ofício vez que considera estarem presentes todos os requisitos para exclusão da mesma, pois efetuou os pedidos de restituição/compensação dentro do prazo de vencimento do tributo, não ocorrendo em falta de pagamento ou recolhimento. O fato de o Auditor Fiscal ter lavrado o auto de infração com base nas DCTF’s apresentadas pelo contribuinte, comprova inexistência de falta de declaração devendo ser afastada a multa de ofício. É ilegal a cobrança da Taxa Selic, juros de mora e a multa de ofício tem caráter confiscatório. Por fim, requereu a anulação do Auto de Infração e a extinção do Procedimento Administrativo, em razão da inexistência de decisão definitiva nos Pedidos/Declaração de Compensação, ou, seja reconhecida a ilegalidade da cobrança dos juros com base na Taxa SELIC, bem como, a declaração da ilegalidade da multa de ofício, com evidente caráter confiscatório. DA DILIGÊNCIA Às fls.310 – numeração eletrônica, foi determinado na Resolução nº 2202 00.014, da 2ª Turma, da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, em que o relator Júlio César Alves Ramos votou pela conversão do julgamento em diligência para que faça juntar cópia da decisão definitiva que tenha sido proferida nos processos administrativos relativos às restituições/compensações postuladas (processos administrativos de n°s 13974.000202/2001 85, 13974.000222/200156 e 13974.000108/200215). Cientificado da Resolução retro descrita, a unidade preparadora acostou à estes autos as cópias das decisões definitivas dos processos acima requeridos, onde se constata que todos os pedidos de compensação restaram denegados. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13974.000281/200396 Resolução nº 3402000.548 S3C4T2 Fl. 344 4 DA DISTRIBUIÇÃO Vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 01 (um) Volumes, numerados até a folha 340 (trezentos e quarenta) – numeração eletrônica, estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13974.000281/200396 Resolução nº 3402000.548 S3C4T2 Fl. 345 5 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. Retornam estes autos de diligência, designada pela Resolução nº. 220200.014, na qual o Ilustre Relator, Julio Cesar Alves Ramos, solicitou à Autoridade Preparadora que juntasse aos autos cópias das decisões definitivas dos processos administrativos de pedido de restituição e compensação, afim de que lhe desse suporte ao efetivo deslinde da causa. É que, conforme o relatório acima, o objeto deste processo tratase de Auto de Infração lavrado com base em valores declarados como compensados em DCTF pelo contribuinte que ainda estavam sendo discutidos administrativamente em três processos de pedido de restituição e compensação distintos. Ocorre que até o momento em que os autos vieram conclusos para o julgamento desta Casa, não haviam sido acostadas as decisões definitivas de tais processos, tornando prejudicada a análise do direito do contribuinte. Em resposta à diligência solicitada, a ARF/Mafra/SC trouxe aos autos cópias das decisões definitivas necessárias para o deslinde do processo. Todavia, ao contribuinte não foi dada a oportunidade de se manifestar acerca destas informações juntadas aos autos, pelo que entendo ser imprescindível a ciência do mesmo do resultado desta diligência, para que se manifeste no prazo de 30 dias. Não é assim, senão que a regulamentação dispõe acerca da realização de diligência em processo administrativo, precisamente no artigo 26 e seguintes da Lei 9.784/99: Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. § 1oA intimação deverá conter: I identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa; II finalidade da intimação; III data, hora e local em que deve comparecer; IV se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazerse representar; V informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento; VI indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. § 2oA intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento. § 3oA intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13974.000281/200396 Resolução nº 3402000.548 S3C4T2 Fl. 346 6 § 4oNo caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial. § 5oAs intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade. Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla defesa ao interessado. Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse. Como visto, ao interessado no processo administrativo será comunicada a realização de diligências, bem como, cientificado qualquer ato que importe em imposição de deveres, ônus, sanções, ou restrição ao exercício de direitos, sendo, no caso em tela, necessária a comunicação de resultado de diligência que importe em valoração/constatação do direito pleiteado. A despeito de ser informativo o resultado da diligência apresentada, é indiscutível o fato de que sobre a mesma o sujeito passivo tenha o direito de se pronunciar, não podendo ser superada esta etapa sem que ofendase o direito do mesmo ao duplo grau de jurisdição, exercido pelo pleno direito ao contraditório e à ampla defesa no Processo Administrativo Fiscal. Acompanhando as razões que aqui exponho para entender não poder o respectivo processo ser ora julgado, este mesmo Colegiado já decidiu: “CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. OBRA. PESSOA FÍSICA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA CONTRIBUINTE NÃO TOMOU CIÊNCIA DO RESULTADO DA DILIGÊNCIA A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídicoprocedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação do Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Decisão de primeira instância anulada. (2º Conselho de Contribuintes / 5a. Câmara / ACÓRDÃO 20500.225 em 13.12.2007) CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA CONTRIBUINTE NÃO TOMOU CIÊNCIA DO RESULTADO DA DILIGÊNCIA A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação do processo, por cerceamento ao seu direito de defesa. Necessidade de retorno dos autos à instância originária para que se dê ciência ao contribuinte do resultado da diligência, concedendolhe o prazo regulamentar para, se assim o desejar, apresentar manifestação. Recurso provido.” (Acórdão nº 10515982 Rel. Cons. Daniel Sahagoff. Dt. Jul.20/09/2006) Fl. 347DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13974.000281/200396 Resolução nº 3402000.548 S3C4T2 Fl. 347 7 Sendo assim, voto no sentido de converter novamente o julgamento em diligência, para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, para que ao sujeito passivo seja dada ciência do resultado da diligência realizada, intimandoo para se manifestar no prazo de 30 dias, após o que deverão os autos retornarem a este Colegiado para inclusão em pauta de julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 348DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA
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Numero do processo: 12269.002122/2010-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jul 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2009
ALIMENTO FORNECIDO IN NATURA. NÃO INSCRITO NO PAT.
Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece aos seus funcionários a alimentação in natura, cesta de alimentos ou tickets, mesmo que não esteja inscrita no PAT.
MULTAS.
Como até o advento da MP nº 449, aplica-se apenas a multa de mora. Após a MP nº 449, aplica-se apenas a multa de ofício.
MULTA DE MORA.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.753
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir da autuação os valores cobrados a título de contribuições incidentes sobre o fornecimento de alimentação in natura, assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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NÃO INSCRITO NO PAT. Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece aos seus funcionários a alimentação in natura, cesta de alimentos ou tickets, mesmo que não esteja inscrita no PAT. MULTAS. Como até o advento da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Após a MP nº 449, aplicase apenas a multa de ofício. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir da autuação os valores cobrados a título de contribuições incidentes sobre o fornecimento de alimentação “in natura”, assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 9. 00 21 22 /2 01 0- 59 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002122/201059 Acórdão n.º 2403001.753 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário em face de Acórdão proferido pela DRJ/CPS que manteve crédito tributário lançado por meio do Auto de Infração DEBCAD 37.290.8152, no importe de R$ 210.850,03 (duzentos e dez mil, oitocentos e cinquenta reais e três centavos). Os créditos constituídos no Auto de Infração destinamse à outras entidades e fundos (FNDE, INCRA, SEBRAE, SESC e SENAC), e referemse às contribuições da empresa sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a segurados empregados. (fl. 32 da numeração digital) Os fatos e fundamentos para apuração do crédito previdenciário foram especificados pelo auditor autuante que os descreveu da seguinte maneira: B, B1 E B2 – SC E CS NÃO DECL GFIP Estes levantamentos referemse às contribuições destinadas a Outras Entidades não declaradas em GFIP, incidentes sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados. Os valores foram obtidos nas folhas de pagamento. Tendo em vista que a empresa informou em GFIP, equivocadamente, que era optante pelo SIMPLES, as remunerações foram informadas na GFIP, mas não foram utilizadas para o cálculo da contribuição devida. Constante do Anexo I, do Auto de Infração DEBCAD N. 37.290.8128, temos a ‘Planilha 1’, onde constam os salários de contribuição não declarados em GFIP. Nos levantamentos B1 e B2 a multa é de 75%, no levantamento B é a multa de mora de 24%, face à aplicação da multa mais benéfica, conforme demonstrado no item anterior. C, C1 e C2 – SC E DIF CS NÃO DECL GFIP Estes levantamentos referemse às constribuições destinadas a outras entidades não declaradas em GFIP, incidentes sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados. Os valores foram obtidos nas folhas de pagamento. Tendo em vista que a empresa informou em GFIP, equivocadamente, que era optante pelo SIMPLES, as remunerações foram informadas na GFIP, mas não foram utilizadas para o cálculo da contribuição devida. Constante do Anexo I, do Auto de Infração DEBCAD N. 37.290.8128, temos a “Planilha 2”, onde constam os salários de contribuição não declarados em GFIP. Cabe salientar, que nesta planilha constam os segurados que tiveram valores descontados (total ou parcial) declarados em GFIP. Nos levantamentos C1 e C2 a multa é de 75%, no levantamento C é a multa de mora de 24%, face à aplicação de multa mais benéfica, conforme demonstrado no item anterior. F,F1 E F2 – ALIMENTAÇÃO NÃO DECLARADA EM GFIP Fl. 84DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Estes levantamentos se referem às contribuições destinadas a Outras Entidades não declaradas em GFIP, incidentes sobre a alimentação fornecida aos segurados empregados. A parcela “in natura” recebida pelo empregado, sob a forma de alimentação pronta, cestas de alimentos ou tickets, integra o salário de contribuição quando não existe adesão ao PAT (Programa de Alimentacao ao Trabalhador), instituído pela Lei n. 6.321 de 1976. A empresa não possui adesão ao Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). Através do Termo de Intimação Fiscal n. 1, a empresa foi intimada a apresentar as notas fiscais referente à aquisição dos vales refeição/alimentação, bem como a esclarecer o motivo pelo qual não está lançado na contabilidade da empresa. Informou que, as notas fiscais de alimentação são fornecidas em nome da empresa Golden Mix Concreto Ltda, CNPJ 04.781.512/000193, para a qual a mesma presta serviços. Assim sendo, os valores da alimentação foram aferidos indiretamente, através da aplicação do percentual de 20% sobre o salário de contribuição da folha de pagamento, conforme demonstrado na “G”, da Planilha 5, constante no Anexo I, do Auto de Infração DEBCAD N. 37.290.8128. Nos levantamentos F1 e F2 a multa é de 75% e no levantamento F é a multa de mora de 24%, face à aplicação de multa mais benéfica, conforme demonstrado no item anterior. G, G1 E G2 – RECL TRABALHISTAS NÃO DECL GFIP Estes levantamentos referemse às contribuições destinadas a Outras Entidades não declaradas em GFIP, incidentes sobre os valores pagos em processos trabalhistas. Os valores foram obtidos nos documentos apresentados pela empresa (acordos e sentenças). DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 32/35. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (RS) – 7ª Turma DRJ/POA, prolatou Acórdão de fls. 66/71, julgando procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2009 EMPRESA NÃO OPTANTE DO SIMPLES NACIONAL A microempresa e a empresa de pequeno porte que não ingressaram no regime previsto na Lei Complementar n. 123/2006 ficaram sujeitas às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA CONDICIONADA. Para que o auxílio alimentação não sofra a incidência de contribuições sociais é necessário que seja fornecido in natura. EFEITO SUSPENSIVO. IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA. A impugnação tempestiva suspende a exigibilidade do crédito tributário. MULTA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002122/201059 Acórdão n.º 2403001.753 S2C4T3 Fl. 4 5 A inclusão de contribuições em lançamento fiscal dá ensejo à incidência de multa, conforme legislação aplicável à matéria, observado o disposto no artigo 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 74/79, requerendo a reforma do Acórdão, com os seguintes argumentos, em suma: A autuação é inexigível uma vez que a empresa era tributada pelo SIMPLES, portanto não haveria de se falar em pagamento das contribuições previdenciárias; A alimentação é parcela indenizatória, independentemente da inscrição da empresa no PAT, conforme entendimento sedimentado pelo STJ. É o relatório. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE De acordo com o documento de fl. 81, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO DO REGIME DO SIMPLES FEDERAL E SIMPLES NACIONAL Uma das razões recursais do contribuinte é o fato de que era tributada na forma do SIMPLES, porém, digase SIMPLES FEDERAL, regido pela Lei 9.317/96. Alega que por ser do regime diferenciado não estaria obrigada a pagar a contribuição objeto da autuação. Alega também que a resolução da RFB no sentido de que era obrigatória à empresa a observância, no sítio eletrônico do órgão fazendário, acerca de sua possibilidade de migração ao SIMPLES Nacional, LC 123/2006, ofende a previsão de que a exclusão somente se dá através do Ato Declaratório Executivo de Exclusão. Entretanto, não assiste razão ao contribuinte. Não há que se falar no caso, de exclusão do SIMPLES FEDERAL, mas sim, de não migração a um novo regime, uma nova norma. Exclusão seria se fosse um ato administrativo individual, voltado para aquele administrado, e não um ato legislativo, dotado de abstração e generalidade. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades já se manifestou pela inexistência de direito adquirido a regime jurídico anterior (ADI 2.135MC, Ellen Gracie, 02/08/2007). Por tal razão, temse que o legislador ordinário editou nova norma, que inovou no ordenamento jurídico e expressamente revogou a norma anterior, a qual estava submetido o recorrente. Nesse sentido, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – LINDB, DecretoLei 4.657, de 04 de setembro de 1942, trás em seus artigos 2o e 3o que, não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue e que ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não à conhece. Por não ter sido adequado aos novos parâmetros constantes na nova legislação, deveria ter observado o disposto no Art. 79C da LC 123/2006, que, apenas expressa o conhecido no ordenamento jurídico brasileiro, em sendo revogada a norma especial, vigerá a geral, in verbis: Art. 79C. A microempresa e a empresa de pequeno porte que, em 30 de junho de 2007, se enquadravam no regime previsto na Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e que não ingressaram no regime previsto no art. 12 desta Lei Complementar Fl. 87DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002122/201059 Acórdão n.º 2403001.753 S2C4T3 Fl. 5 7 sujeitarseão, a partir de 1o de julho de 2007, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. § 1o Para efeito do disposto no caput deste artigo, o sujeito passivo poderá optar pelo recolhimento do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL na forma do lucro real, trimestral ou anual, ou do lucro presumido. § 2o A opção pela tributação com base no lucro presumido darseá pelo pagamento, no vencimento, do IRPJ e da CSLL devidos, correspondente ao 3o (terceiro) trimestre de 2007 e, no caso do lucro real anual, com o pagamento do IRPJ e da CSLL relativos ao mês de julho de 2007 com base na estimativa mensal. Também é importante destacar o já narrado pela DRJ que, conforme o disposto no parágrafo 2º do artigo 18 da Resolução do Comitê Gestor do SIMPLES Nacional – CGSN n. 04/2007, a Receita Federal do Brasil divulgou na internet as microempresas optantes pelo Simples Federal que estavam aptas a migrarem automaticamente para o SIMPLES Nacional e que poderiam ser consideradas inscritas neste regime especial a partir de 01/07/2007. Portanto, era de responsabilidade da empresa verificar se estava incluída no rol daqueles que não tinham impedimento para a migração automática, pois caso o contrário teria que regularizar suas pendências e formalizar a opção na forma regulamentada pelo Comitê Gestor, porém a empresa assim não procedeu, quedandose inerte e consequentemente não migrando automaticamente. Por todo o exposto, não deve prosperar a alegação de suposta exclusão indevida do SIMPLES, da forma que pretende o recorrente. DA NÃO INCIDÊNCIA SOBRE O FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO IN NATURA SEM A COMPROVAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO PAT A Recorrente foi autuada por não incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária e declarar em GFIP os valores incidentes sobre a alimentação fornecida in natura, fl. 33, sem estar inscrita no PAT, nos termos da Lei n. 6.321/76. A DRJ, no seu r. acórdão, julgou como procedente o lançamento justificando que: Deve ser observado, inicialmente que as contribuições destinadas ao FNDE, INCRA, SEBRAE, SESC E SENAC, incidem sobre a mesma base de cálculo das contribuições previdenciárias, na forma da legislação disciplinadora de cada uma delas, conforme elencado no Relatório de Fundamentos Legais do Débito – FLD. (...) Não é o caso deste lançamento, já que o auxílioalimentação é fornecido mediante vales refeição/alimentação, por interposta empresa para a qual a autuada presta serviço sem qualquer registro contábil. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 É pacífica a jurisprudência do Colendo STJ, no sentido de que o fornecimento do alimento in natura, mesmo sem a inscrição no PAT, não deve integrar a base de cálculo da Contribuição Previdenciária, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílioalimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílio alimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 5.810/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/06/2011, DJe 10/06/2011) (grifo nosso) Da análise do recente acórdão, verificase que o Tribunal Superior aplicou a Súmula 83 do STJ, verbis: NÃO SE CONHECE DO RECURSO ESPECIAL PELA DIVERGÊNCIA, QUANDO A ORIENTAÇÃO DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DA DECISÃO RECORRIDA. Em outras palavras, por ser matéria pacífica, o STJ nem conhece Recursos em sentido contrário. Nesse diapasão, em 20 de dezembro de 2011, a própria ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório n. 03/2011 autorizando “a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: ‘nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária.’” Com relação ao fato de a autuação se referir a tickets de alimentação e isso não configurar alimentação in natura, cumpre esclarecer que esse entendimento não deve prevalecer. Mesmo nas hipóteses em que o auxílio é pago em dinheiro o caráter não salarial não se desnatura. Dessa forma já decidiu o Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do REsp 1185685/SP, abaixo colacionado: Fl. 89DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002122/201059 Acórdão n.º 2403001.753 S2C4T3 Fl. 6 9 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ART. 105, III, A, DA CF/88. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALEALIMENTAÇÃO. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O valor concedido pelo empregador a título de valealimentação não se sujeita à contribuição previdenciária, mesmo nas hipóteses em que o referido benefício é pago em dinheiro. 2. A exegese hodierna, consoante a jurisprudência desta Corte e da Excelsa Corte, assenta que o contribuinte é sujeito de direito, e não mais objeto de tributação. 3. O Supremo Tribunal Federal, em situação análoga, concluiu pela inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o valor pago em espécie sobre o valetransporte do trabalhador, mercê de o benefício ostentar nítido caráter indenizatório. (STF RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 10.03.2010, DJe 14.05.2010) 4. Mutatis mutandis, a empresa oferece o ticket refeição antecipadamente para que o trabalhador se alimente antes e ir ao trabalho, e não como uma base integrativa do salário, porquanto este é decorrente do vínculo laboral do trabalhador com o seu empregador, e é pago como contraprestação pelo trabalho efetivado. 5. É que: (a) "o pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito, ou não, no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho" (REsp 1.180.562/RJ, Rel.Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 17/08/2010, DJe 26/08/2010); (b) o entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que pago o benefício de que se cuida em moeda, não afeta o seu caráter não salarial; (c) 'o Supremo Tribunal Federal, na assentada de 10.03.2003, em caso análogo (...), concluiu que é inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, já que, qualquer que seja a forma de pagamento, detém o benefício natureza indenizatória'; (d) "a remuneração para o trabalho não se confunde com o conceito de salário, seja direto (em moeda), seja indireto (in natura). Suas causas não são remuneratórias, ou seja, não representam contraprestações, ainda que em bens ou serviços, do trabalho, por mútuo consenso das partes. As vantagens atribuídas aos beneficiários, longe de tipificarem compensações pelo trabalho realizado, são concedidas no interesse e de acordo com as conveniências do empregador. (...) Os benefícios do trabalhador, que não correspondem a contraprestações sinalagmáticas da relação existente entre ele e a empresa não representam remuneração do trabalho, circunstância que nos reconduz à proposição, acima formulada, de que não integram a base de cálculo in concreto das contribuições previdenciárias". (CARRAZZA, Roque Antônio. fls. 2583/2585, eSTJ). 6. Recurso especial provido. (REsp 1185685/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/12/2010, DJe 10/05/2011) Fl. 90DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Também, importante observar que este foi o entendimento desta turma, no julgamento do processo 15586.001087/201056, Acórdão 2403001.620, na sessão realizada em 19 de setembro de 2012, quando entendeuse que, se os tickets são utilizados apenas para alimentação devem ser considerados como alimento in natura. DAS MULTAS APLICADAS No que se referem às multas de mora e de ofício aplicadas, mister se faz tecer alguns comentários. A MP nº 449, convertida na Lei nº 11.941/09, que deu nova redação aos arts. 32 e 35 e incluiu os arts. 32A e 35A na Lei nº 8.212/91, trouxe mudanças em relação à multa aplicada no caso de contribuição previdenciária. Assim dispunha o art. 35 da Lei nº 8.212/91 antes da MP nº 449, in verbis: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (sem destaques no original) Verificase, portanto, que antes da MP nº 449 não havia multa de ofício. Havia apenas multa de mora em duas modalidades: a uma decorrente do pagamento em atraso, desde que de forma espontânea a duas decorrente da notificação fiscal de lançamento, conforme previsto nos incisos I e II, respectivamente, do art. 35 da Lei nº 8.212/91, então vigente. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002122/201059 Acórdão n.º 2403001.753 S2C4T3 Fl. 7 11 Com o advento da MP nº 449, que passou a vigorar a partir 04/12/2008, data da sua publicação, e posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, foi dada nova redação ao art. 35 e incluído o art. 35A na Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (sem destaques no original) Nesse momento surgiu a multa de ofício em relação à contribuição previdenciária, até então inexistente, conforme destacado alhures. Logo, tendo em vista que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 144 do CTN, temse que, em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 12/2008, data da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Já em relação aos fatos geradores ocorridos após 12/2008, aplicase a multa de ofício. Contudo, no que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso para dar parcial provimento para excluir da autuação os valores cobrados a título de contribuições incidentes sobre o fornecimento de alimentação in natura por não estar a empresa inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador – PAT, assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 93DF CARF MF Impresso em 03/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 12/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10166.723952/2011-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1401-000.208
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, nos termos da Portaria nº 01/2012 do CARF, sobrestar o julgamento.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Antonio Alkmim Teixeira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, nos termos da Portaria nº 01/2012 do CARF, sobrestar o julgamento. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva– Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 66 .7 23 95 2/ 20 11 -2 7 Fl. 607DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 10166.723952/201127 Resolução nº 1401000.208 S1C4T1 Fl. 3 2 Dentre as questões em discussão no presente feito, encontrase a utilização da Requisição de Movimentação Financeiras – RMF, por parte da Autoridade Fiscal, como forma de conhecer os extratos bancários da Recorrente. A constitucionalidade de referido instrumento está em julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE 601.314. Ainda, no RE 410.054 AgRg, foi determinado o sobrestamento do feito até o julgamento do processo em repercussão geral. Segundo o art. 62, § 1º Código de Processo Civil, “Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543b, do CPC”. Ainda, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o reconhecimento da repercussão geral conduzirá |à aplicado no art. 543B do CPC. Senão, veja se: Art. 328. Protocolado ou distribuído recurso cuja questão for suscetível de reproduzirse em múltiplos feitos, o Presidente do Tribunal ou o Relator, de ofício ou a requerimento da parte interessada, comunicará o fato aos tribunais ou turmas de juizado especial, a fim de que observem o disposto no art. 543B do Código de Processo Civil, podendo pedirlhes informações, que deverão ser prestadas em 5 (cinco) dias, e sobrestar todas as demais causas com questão idêntica. Parágrafo único. Quando se verificar subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, o Presidente do Tribunal ou o Relator selecionará um ou mais representativos da questão e determinará a devolução dos demais aos tribunais ou turmas de juizado especial de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. (sem grifos no original). Ainda, a Portaria nº 138, de 23 de julho de 2009, do Supremo Tribunal Federal, impõe que todo processo onde tiver havido repercussão geral deverá ser sobrestado, independentemente de determinação expressa nesse sentido. Leiase o dispositivo, in verbis: PORTARIA Nº 138, DE 23 DE JULHO DE 2009 O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no art. 543B, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, e no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno, com redação da Emenda Regimental nº 21/07, RESOLVE: Art. 1º Determinar à Secretaria Judiciária que devolva aos Tribunais, Turmas Recursais ou Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais os processos múltiplos ainda não distribuídos relativos a matérias submetidas à análise de repercussão geral pelo STF, os encaminhados em desacordo com o disposto no § 1º do art. 543B, do Fl. 608DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 10166.723952/201127 Resolução nº 1401000.208 S1C4T1 Fl. 4 3 Código de Processo Civil,bem como aqueles em que os Ministros tenham determinado sobrestamento ou devolução. Por fim, a Portaria nº 01/2012 deste Conselho determina o sobrestamento do feito, sempre que, cumulativamente, a matéria encontrase em repercussão geral e tiver havido ordem de sobrestamento de processos por força de referida situação. No caso, essa cumulação de requisitos se apresenta pelos RE 601.314 e RE 410.054 AgRg, ambos do Supremo Tribunal Federal. Pelo exposto, nos termos da Portaria nº 1 do CARF, voto no sentido de sobrestar o julgamento do presente feito até ulterior análise da questão constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Transitada em julgada a decisão do Excelso Pretório, retornem os autos para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 609DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA
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