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REGIME CUMULATIVO. BASE DE CÁLCULO. RECEITA DE JUROS \n\nSOBRE O CAPITAL PRÓPRIO. INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE \n\nNão incide Confis sobre os juros sobre o capital próprio (JCP) recebidos \n\ndurante a vigência da Lei 9.718/98 até a edição das Leis 10.637/02. \n\nAplicação do Recurso Especial n.º 1.104.184 do Superior Tribunal de \n\nJustiça, fixado em sede de recurso repetitivo, na forma do art. 62, §2º do \n\nRICARF. \n\n \n\nACÓRDÃO \n\nVistos, relatados e discutidos os presentes autos. \n\nAcordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento \n\nao Recurso Voluntário. \n\n \n\n \n\nAssinado Digitalmente \n\nGISELA PIMENTA GADELHA DANTAS – Relator \n\n \n\nAssinado Digitalmente \n\nRenato Câmara Ferro Ribeiro de Gusmão – Presidente \n\n \n\nFl. 6106DF CARF MF\n\nOriginal\n\n\n\n\nD\nO\n\nC\nU\n\nM\nE\n\nN\nT\n\nO\n V\n\nA\nL\n\nID\nA\n\nD\nO\n\n \n\nACÓRDÃO 3002-003.471 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 11080.721117/2013-27 \n\n 2 \n\nParticiparam da sessão de julgamento os Conselheiros Gisela Pimenta Gadelha \n\nDantas, Keli Campos de Lima, Neiva Aparecida Baylon, Renan Gomes Rego (substituto integral) e \n\nRenato Câmara Ferro Ribeiro de Gusmão (Presidente) \n \n\nRELATÓRIO \n\nTrata-se de Recurso Voluntário interposto em face do acórdão que negou \n\nprovimento à Manifestação de Inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório que \n\ndeferiu parcialmente o pedido de compensação de créditos da COFINS reconhecidos, \n\njudicialmente nos autos do Mandado de Segurança - processo nº 2000.71.00.037521-8; e \n\nindeferindo o pedido de restituição, nos seguintes termos: \n\n \n\n“Ante o exposto, em cumprimento à decisão judicial que admitiu o direito aos indébitos de COFINS, \nrelativos a pagamentos indevidos ou a maior, nos períodos de apuração de fevereiro de 1999 a \n\njaneiro de 2004, RECONHECE--SE parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 712.921,12, \n\natualizado até 23/05/2007. \n\n2. Isso posto, HOMOLOGA--SE as declarações de compensação de fls. 2 a 150, até o limite do crédito \n\nora reconhecido, bem como ficam sujeitas a esse limite outras compensações eventualmente \n\nefetivadas com base no crédito objeto deste processo, com observância do disposto nos artigos 165 e \n\n168 da Lei no 5.172/66 e das disposições contidas no § 3º do artigo 74 da Lei no 9.430/96, com \n\nredação dada pelas Leis nos 10.637/2002, 10.833/2003 e 11.051/2004. \n\n3. NÃO SE HOMOLOGAM as compensações dos débitos cujos valores excedam ao valor do crédito \n\nreconhecido. \n\n4. INDEFERE--SE o pedido eletrônico de restituição de no 18929.15489.230507.1.2.54-3387 (fls. 5 e \n\n6), referente a pagamentos indevidos de COFINS remanescentes após efetuadas as compensações, \n\neis que não houve provimento judicial no Mandado de Segurança no 2000.71.00.037521-8 a amparar \n\na restituição em espécie pleiteada.” \n\n \n\nInconformada, a Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade \n\nalegando, em síntese, que existe entendimento pacífico no STJ (Resp n° 956615/RS) de que o juros \n\nsobre capital próprio é receita financeira que não deve integrar a base de cálculo do período \n\nanterior à vigência da Lei nº 10.833/2003. \n\nEm julgamento, a 4ª Turma decidiu julgar improcedente a manifestação de \n\ninconformidade, conforme ementa abaixo destacada: \n\n \n\n“ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS \n\nPeríodo de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2004 \n\nBASE DE CÁLCULO. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. \n\nFl. 6107DF CARF MF\n\nOriginal\n\n\n\nD\nO\n\nC\nU\n\nM\nE\n\nN\nT\n\nO\n V\n\nA\nL\n\nID\nA\n\nD\nO\n\n \n\nACÓRDÃO 3002-003.471 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 11080.721117/2013-27 \n\n 3 \n\nSob a égide da Lei nº 9.718/1988, a base de cálculo da Cofins inclui os juros sobre capital próprio, \n\nquando a participação acionária em terceiros componha o objeto social da empresa e seja praticada \n\nhabitualmente, configurando-se como receitas oriundas do exercício de suas atividades empresariais. \n\nManifestação de Inconformidade Improcedente \n\nDireito Creditório Não Reconhecido” \n\n \n\nIrresignada, a recorrente interpôs o Recurso Voluntário, pleiteando o \n\nreconhecimento da totalidade dos créditos e a homologação das respectivas compensações \n\nrealizadas, com base nos argumentos que seguem abaixo: \n\n \n\n1) o cumprimento da decisão judicial pela RFB; \n\n2) o entendimento aplicado pela DRJ/RPO se mostra em desacordo com o posicionamento do \n\nPoder Judiciário, por meio de julgamento realizado em sede de recurso representativo de \n\ncontrovérsia (Recurso Especial nº 1.104.184/RS); \n\n3) cita o Acórdão nº 3402-005.607 no Recurso Voluntário interposto no Processo nº \n\n11080.724212/2012-00, dando-lhe total provimento. \n\n \n\nÉ o relatório. \n\n \n \n\nVOTO \n\nGisela Pimenta Gadelha Dantas, Conselheira Relatora. \n\nO Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de \n\nadmissibilidade, devendo ser conhecido. \n\nA questão a ser resolvida no presente julgamento refere-se à inclusão dos valores \n\nrecebidos pela Recorrente no período de 01/02/1999 a 31/01/2004, a título de “juros sobre o \n\ncapital próprio”, na base de cálculo do COFINS, apurado na sistemática cumulativa, dos valores, \n\nem face da inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998. \n\nO julgador a quo entendeu que os “juros sobre o capital próprio” constituem receita \n\ndecorrente da participação em outras sociedades, atividade que, no presente caso, integra o \n\nobjeto social da contribuinte. Assim, trata-se de receita que compõe seu faturamento e, portanto, \n\nnão pode ser excluída da base de cálculo do COFINS. Dessa forma, confirmou o despacho decisório \n\nda unidade de origem que reconheceu apenas parcialmente o direito creditório pleiteado. \n\nFl. 6108DF CARF MF\n\nOriginal\n\n\n\nD\nO\n\nC\nU\n\nM\nE\n\nN\nT\n\nO\n V\n\nA\nL\n\nID\nA\n\nD\nO\n\n \n\nACÓRDÃO 3002-003.471 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 11080.721117/2013-27 \n\n 4 \n\nA decisão recorrida considerou que, no período em questão, a contribuinte tinha \n\npor objeto, entre outras atividades, a participação em outras sociedades, conforme disposto no \n\nartigo 3º do capítulo I de seu Estatuto Social: \n\n \n\n“Em que pese os julgados do STJ, que reconheceram a não incidência da Cofins em relação aos juros \nsobre capital próprio, inclusive sob a sistemática dos recurso repetitivos (transcritos pela recorrente \n\nem sua manifestação), tenho que tal entendimento é aplicável às pessoas jurídicas que não possuam \n\nas participações societárias como objeto social ou atividade empresarial, o que não é caso da \n\ncontribuinte.” \n\n \n\nA Recorrente alega a não incidência da COFINS sobre os recebimentos de juros \n\nsobre o capital próprio por sua natureza jurídica e que em nenhum momento do julgamento teria \n\nhavido dúvida sobre a natureza jurídica dos juros sobre capital próprio, de receita financeira. Da \n\nmesma forma, afirma que em nenhum momento houve diferenciação de sua natureza jurídica no \n\ncaso das pessoas jurídicas que possuam participação societária como objeto social ou atividade \n\nempresarial. Isso porque em qualquer dos casos os juros sobre capital próprio constituem receita \n\nfinanceira, devendo, portanto, fazer parte do crédito da COFINS da Recorrente. \n\nQuanto à incidência da COFINS sobre o recebimento dos juros sobre o capital \n\npróprio, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu a questão no julgamento do REsp nº 1.104.184 – \n\nRS, de relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, julgado na sistemática de recurso \n\nrepetitivo, cujo entendimento é de observância obrigatória por parte deste Conselho, na forma \n\ndo art. 62, §2º do RICARF. O entendimento fixado foi no sentido de não incidência do PIS e \n\nda COFINS cumulativos sobre os valores recebidos a título de juros sobre o capital próprio, por \n\nausência de fundamento constitucional e legal. Senão vejamos: \n\n \n\nRECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA (ART. 543-C DO CPC c/c ART. 2o., § 1o. \n\nDA RES. STJ 8/2008). PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 535, II DO CPC. \n\nINEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. TRIBUTÁRIO. PIS. BASE DE \n\nCÁLCULO. FATURAMENTO OU RECEITA BRUTA. IMPOSSIBILIDADE DE INCLUSÃO DOS JUROS SOBRE \n\nCAPITAL PRÓPRIO NO CONCEITO DE RECEITA BRUTA, TENDO EM VISTA A DECLARAÇÃO DE \n\nINCONSTITUCIONALIDADE, PELO STF, DO ART. 3o., § 1o. DA LEI 9.718/98 (RE's 346.084/PR, \n\n357.950/RS, 390.840/MG e 358.273/RS). POSSIBILIDADE QUE SOMENTE SE AFIGURA APÓS A EDIÇÃO \n\nDAS LEIS 10.637/02 E 10.833/03, JÁ NA VIGÊNCIA DA EC 20/98, QUE AMPLIOU A BASE DE \n\nCÁLCULO DO PIS/CONFINS PARA INCLUIR A TOTALIDADE DAS RECEITAS AUFERIDAS PELA PESSOA \n\nJURÍDICA. PRECEDENTE: 1a. TURMA, RESP. 1.018.013/SC, REL. MIN. JOSÉ DELGADO, DJE 28.04.2008. \n\nPARECER DO MPF PELO IMPROVIMENTO DO RECURSO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO \n\nESPECIAL. \n\n(...) \n\n3. A Lei 9.718/98 (regime cumulativo) estatui que a base de cálculo do PIS/CONFINS é o \n\nfaturamento, sendo este equiparado à receita bruta da pessoa jurídica, tal como apregoam os \n\nFl. 6109DF CARF MF\n\nOriginal\n\n\n\nD\nO\n\nC\nU\n\nM\nE\n\nN\nT\n\nO\n V\n\nA\nL\n\nID\nA\n\nD\nO\n\n \n\nACÓRDÃO 3002-003.471 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 11080.721117/2013-27 \n\n 5 \n\narts. 2o. e 3o. Este último preceito normativo estava acompanhado do § 1o., que dizia: \n\nentende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo \n\nirrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as \n\nreceitas. Tal dispositivo legal fundamentava a inclusão, pelo Fisco, dos juros sobre capital próprio \n\n- JCP - no conceito de receita financeira, fato que permitiria a cobrança do PIS/COFINS sobre ele. \n\n4. Todavia, a técnica adotada pelo legislador ordinário e posteriormente ratificada pelo Fisco \n\nfoi definitivamente rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal, que declarou a \n\ninconstitucionalidade do alargamento do conceito de faturamento empreendido pelo art. 3o., § 1o. \n\nda Lei 9.718/98, tendo em vista o quanto disposto no art. 195 da CRFB, inconstitucionalidade essa \n\nque não foi afastada com as modificações efetuadas pela EC 20/98, a qual, grosso modo, \n\nconstitucionalizou o conceito legal de faturamento ao incluir no Texto Magno, como base de cálculo \n\ndo PIS/CONFINS, também, a receita (RE's 346.084/PR, 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG). \n\n5. Sendo assim, antes da EC 20/98, a definição constitucional do conceito de faturamento envolvia \n\nsomente a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços, não abrangendo \n\na totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, tal como o legislador ordinário pretendeu. \n\nSomente após a edição da referida emenda constitucional é que se possibilitou a inclusão da \n\ntotalidade das receitas - incluindo o JCP - como base de cálculo do PIS, circunstância \n\nmaterializada com a edição das Leis 10.637/02 e 10.833/03. 6. Em suma, tem-se que não incide \n\nPIS/COFINS sobre o JCP recebido durante a vigência da Lei 9.718/98 até a edição das Leis \n\n10.637/02 (cujo art. 1o. entrou em vigor a partir de 01.12.2002) e 10.833/03, tal como no caso dos \n\nautos, que se refere apenas ao período compreendido entre 01.03.1999 e 30.09.2002. \n\nPrecedente: 1a. Turma, REsp. 1.018.013/SC, Rel. Min. JOSÉ DELGADO, DJe 28.04.2008. \n\n7. Parecer do MPF pelo improvimento do recurso. 8. Negado provimento ao Recurso Especial. \n\nFeito submetido ao rito do art. 543-C do CPC c/c art. 2o., § 1o. da Resolução STJ 8/2008. (Recurso \n\nEspecial 1104184/RS, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Seção, julgado em \n\n29/02/2012, DJe 08/03/2012 - grifei) \n\n \n\nDessa forma, esta turma julgadora obrigatoriamente deve reproduzir o \n\nentendimento do STJ no supracitado julgamento, no sentido que não incide PIS/COFINS sobre o \n\nJCP recebido durante a vigência da Lei 9.718/98 até a edição das Leis 10.637/02, o que alcança a \n\ntotalidade dos valores discutidos no presente processo. \n\nNessa mesma linha de raciocínio, este E. Conselho já analisou matéria idêntica a \n\nesta, porém referente à Contribuição para o PIS, da mesma contribuinte, ocasião em que a 4ª \n\nCâmara, da 2ª Turma Ordinária, por unanimidade de votos, deu total provimento ao Recurso \n\nVoluntário da empresa, conforme abaixo transcrito: \n\n \n\nASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP \n\nPeríodo de apuração: 01/02/1999 a 30/11/2002 \n\nPIS. REGIME CUMULATIVO. BASE DE CÁLCULO. RECEITA DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO. \n\nINCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE \n\nNão incide PIS sobre os juros sobre o capital próprio recebidos durante a vigência da Lei \n\n9.718/98 até a edição das Leis 10.637/02. Aplicação do Recurso Especial n.º 1.104.184 do \n\nFl. 6110DF CARF MF\n\nOriginal\n\n\n\nD\nO\n\nC\nU\n\nM\nE\n\nN\nT\n\nO\n V\n\nA\nL\n\nID\nA\n\nD\nO\n\n \n\nACÓRDÃO 3002-003.471 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 11080.721117/2013-27 \n\n 6 \n\nSuperior Tribunal de Justiça, fixado em sede de recurso repetitivo, na forma do art. 62, §2º do \n\nRICARF. (Processo nº 11080.724212/2012-00 Recurso nº Voluntário Acórdão nº \n\n3402-005.607 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de setembro de 2018) \n\nAnte o exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário, \n\npela aplicação do Recurso Especial n.º 1.104.184 do Superior Tribunal de Justiça, fixado em sede \n\nde recurso repetitivo, na forma do art. 62, §2º do RICARF. \n\nÉ como voto. \n\n \n\nAssinado Digitalmente \n\nGISELA PIMENTA GADELHA DANTAS \n \n\n \n\n \n\nFl. 6111DF CARF MF\n\nOriginal\n\n\n\tAcórdão\n\tRelatório\n\tVoto\n\n", "score":4.716679}] }, "facet_counts":{ "facet_queries":{}, "facet_fields":{ "turma_s":[ "Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção",1], "camara_s":[], "secao_s":[ "Terceira Seção De Julgamento",1], "materia_s":[], "nome_relator_s":[ "GISELA PIMENTA GADELHA",1], "ano_sessao_s":[ "2025",1], "ano_publicacao_s":[ "2025",1], "_nomeorgao_s":[], "_turma_s":[], "_materia_s":[], "_recurso_s":[], "_julgamento_s":[], "_ementa_assunto_s":[], "_tiporecurso_s":[], "_processo_s":[], "_resultadon2_s":[], "_orgao_s":[], "_recorrida_s":[], "_tipodocumento_s":[], "_nomerelator_s":[], "_recorrente_s":[], "decisao_txt":[ "acordam",1, "ao",1, "aparecida",1, "assinado",1, "autos",1, "baylon",1, "campos",1, "colegiado",1, "conselheiros",1, "câmara",1, "da",1, "dantas",1, "dar",1, "de",1, "digitalmente",1]}, "facet_ranges":{}, "facet_intervals":{}, "facet_heatmaps":{}}, "spellcheck":{ "suggestions":[], "collations":[]}}