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4669921 #
Numero do processo: 10783.003596/98-61
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO A não constatação da configuração das hipóteses previstas no art. 57 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes impede o provimento dos embargos de declaração. EMBARGOS REJEITADOS.
Numero da decisão: 302-39.354
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos Declaratórios, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM

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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO A não constatação da configuração das hipóteses previstas no art. 57 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes impede o provimento dos embargos de declaração. EMBARGOS REJEITADOS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos Declaratórios, nos termos do voto da relatora. • / JUDITH • • • A* • L MARCONDES ARMANDO - 'residente -1S-D'AMORIM - Relat era Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. Fez sustentação oral o advogado Paulo Rogério Garcia Ribeiro, OAB/DF — 24.691. Processo n° 10783.003596/98-61 CCO3 'CO2 Acórdão n, 302-39.354 Fls. 986 Relatório A Procuradoria da Fazenda Nacional apresenta Embargos de Declaração, à fl. 979, ao Acórdão n° 302-38.922, em sessão de setembro de 2007 desta Câmara. Foi lavrado Auto de Infração com exigência de IPI, de multa de lançamento de oficio do IPI e juros de mora. O lançamento foi devido a diferença de IPI existente entre o valor que recolheu, quando ingressou com processo de consulta protocolizado sob o n 0 12466.000889/97-61 propondo a classificação fiscal NCM 8703.33.90 "ex" 04 para os veículos Ssangyong, modelos 0M602EL e 0M602ELS que importou, mediante as Declarações de Importação (DI) lek 97/0403493-8 (fls. 64 a 67), 97/0541314-2 (fls. 69 a 72) e 97/0898025 (fls. 74 a 77), e o valor decorrente da classificação fiscal estabelecida pela SRF, NCM 8703.33.90, sem o "ex" 04, em Decisão sobre o referido processo de consulta (1s. 58 a 61). O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/FNS n° 1.756, de 08/11/2002, às fls.221/227, proferida pelos membros da 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL ESTABELECIDA EM PROCESSO DE CONSULTA. As DRJ são incompetentes para analisar o acerto ou erro da classificação fiscal estabelecida em processo de consulta. Para esse 110 tipo de processo foi estabelecido rito e linha de competência próprios dentro da SRF. A classificação fiscal fixada no processo de consulta do qual não caiba mais recurso administrativo deve ser adotada para a importação por ela abrangida. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 Ementa: MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO E MULTA DE MORA. Nos casos de o contribuinte omitir-se de recolher espontaneamente o imposto, sendo a exigência procedida pela autoridade fiscal cabe a aplicação da multa de lançamento de oficio ao invés da de mora. Lançamento Procedente." 2 Processo n° 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 Acórdào n.° 302-39.354 Fls. 987 Foi proferido Acórdão de n° 302-38.922, em sessão de setembro de 2007, de fl. 979, desta Câmara, cuja ementa, transcrevo abaixo: CLASSIFICAÇÃO FISCAL IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. Veículos utilitários tipo "JEEP —SSANGYONG, MODELOS 0M602EL E 0M602ELS" classificam-se como 8703.33.90 "EX 04", por apresentar características típicas de um jipe, definidos no ADN COSIT n°32/93. Recurso Voluntário Provido. A oposição dos Embargos baseia-se no entendimento da PFN, de omissão no Acórdão de fl. 968, tendo em vista que esta Câmara veio a decidir em segundo grau de jurisdição, sem que a DRJ tivesse emitido julgamento quanto à classificação fiscal aplicada para fins de lançamento. Pois, a primeira Instância, à fl. 221, veio ter-se por incompetente para deliberar sobre a matéria. Continua a PFN, que "....pois quem é competente para o mais —(lançamento)-o é, por igual, para o menos ( a classificação fiscal). Indaga, ainda, se não seria o caso de, em primeiro plano, ter-se deliberado sobre a competência do Primeiro Grau de Jurisdição, e, caso decidido por sua competência, ter efetuado o retorno do processo para a perfeita observância do duplo grau de jurisdição, sem o que o julgamento estará a padecer da eiva de nulidade insanável, absoluta." Logo, a União requer o esclarecimento da questão ora abordada. O art. 57, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, baixado pela Portaria MF n0 147/2007, in verbis: "Art. 57. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade omissão ou contradição entre a decisão e os seus• fundamentos ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a Câniara." (sublinhei) O processo foi distribuído a esta Conselheira para prosseguimento. É o relatório. 3 Processo n° 10783.003596/98-61 CCO3/032• Acórdão n.° 302-39.354 Fls. 988 Voto Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora Passo ao exame dos embargos, sobre os quais manifesto-me, transcrevendo o art. 57, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, baixado pela Portaria MF 147/2007, in verbis: "Art. 57. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a Câmara. "(sublinhei) • § I" Os embargos de declaração poderão ser interpostos por Conselheiro da Câmara, pelo Procurador da Fazenda Nacional, por Presidente da Turma de Julgamento de primeira instância, pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou pelo recorrente, mediante petição fundamentada, dirigida ao Presidente da Câmara, no prazo de cinco dias contados da ciência do acórdão." A embargante entende existir omissão no referido Acórdão quando veio a julgar a classificação fiscal, com decisão favorável ao contribuinte, sem que a primeira Instância deliberasse sobre esta matéria. Como já relatado, o Acórdão de n° 302-38.922 proferido por esta Câmara, em sessão de setembro/07, considerou que os Veículos utilitários tipo "JEEP —SSANGYONG, MODELOS 0M602EL E 0M602ELS" classificam-se como 8703.33.90 "EX 04", por apresentar características típicas de um jipe, definidos no ADN COSIT n°32/93. A oposição dos Embargos baseia-se exatamente no entendimento da PFN de que a DRJ não enfrentou a classificação fiscal. 4110 Não obstante, os argumentos da PFN, discordo, tendo em vista que a DRJ pronunciou sobre a classificação fiscal haja vista a própria ementa do Acórdão DRJ/FNS 1.756, de 08/11/2002, dispondo, que: "As DRJ são incompetentes para analisar o acerto ou erro da classificação fiscal estabelecida em processo de consulta. Para esse tipo de processo foi estabelecido rito e linha de competência próprios dentro da SRF. A classificação fiscal fixada no processo de consulta do qual não caiba mais recurso administrativo deve ser adotada para a importação por ela abrangida." Ou seja, a DRJ acatou a classificação fiscal inserida no processo de consulta de fls. 58 a 61, quando emitiu as devidas considerações: "Então, não é de ser analisada por esta DRJ/FNS a matéria contida na Decisão sobre o processo de consulta (fls. 58 a 61), a respeito da classificação fiscal, protocolizado sob o rit' 12466.000889/97-61 propondo .a classificação fiscal NCM 8703.33.90 "ex" 04 para os veículos Ssangyong, modelos 0M602EL e 0M602ELS importados, mediante as Declarações de Importação (Dl) n's 97/0403493-8 (fls. 64 a 67), 97/0541314-2 (fls. 69 a 72) e 97/0898025 4 Processo n° 10783.003596198-61 CCO3CO2 Acórdão n.° 302-39.354 Fls. 989 (fls. 74 a 77) que tornou-se definitiva no âmbito da SRF, sendo inócua a petição de fls. 30/31 da autuada, tendo em vista que o art. 58 do Decreto n2 70235/1972 dispõe, verbis: Art.58 - Não cabe pedido de reconsideração de decisão proferida em processo de consulta, inclusive da que declarar a sua ineficácia. Resumindo, a Decisão de fls. 58 a 61, sobre o processo de consulta rt2 12466.000889/97-61 estabeleceu que a classificação fiscal deveria ser NCM 8703.33.90, sem "ex", ou seja, à aliquota normal. Essa classificação é definitiva no âmbito da SRF, pois dela não recorreu regularmente a interessada. Corno a peticionária valeu-se do "ex" 04 que reduziu a aliquota do IPI deveria ter recolhido a diferença de tributos, decorrentes da aplicação da aliquota reduzida e a normal, dentro dos 30 (trinta) dias da intimação da Decisão. Não havendo procedido dessa forma é correta a exigência ex officio do imposto." Diante do exposto, rejeito os embargos, pois não se enquadram em nenhumas das hipóteses do art. 57. nem obscuridade, contradição, tampouco omissão entre a decisão e seus fundamentos, quando à época foi proferido o referido Acórdão. Em vista de todo o exposto e examinadas as alegações da embargante, entendo que as razões da mesma não se enquadram aos casos previstos de omissão, contrariedade e obscuridade, razão pela qual voto para negar provimento aos embargos. Sala das Sessões, em 23 de abril de 2008 rs2. 1.tc.à22=é10_0:211.--":92—klin_.0 042—intS"\-nrn ERCIA HELENA TRAJ NO D'AMORIM - Relatora

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Numero do processo: 10783.003596/98-61
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. Veículos utilitários tipo “JEEP –SSANGYONG, MODELOS OM602EL E OM602ELS“ classificam-se como 8703.33.90 “EX 04”, por apresentar características típicas de um jipe, definidos no ADN COSIT nº 32/93. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-38.922
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Corintho Oliveira Machado e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM

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CCO3/CO2 • Fls. 968 MINISTÉRIO DA FAZENDA :-...:•:V. TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10783.003596/98-61 Recurso n° 130.814 Voluntário Matéria IPI/CLASSIFICAÇÃO FISCAL Acórdão n° 302-38.922 Sessão de 11 de setembro de 2007 Recorrente COIMEX INTERNACIONAL S/A. Recorrida DRJ-FLORIANÓPOLIS/SC • Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. Veículos utilitários tipo "JEEP —SSANGYONG, MODELOS 0M602EL E 0M602ELS" classificam- se como 8703.33.90 "EX 04", por apresentar características típicas de um jipe, definidos no ADN COSIT n° 32/93. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. OP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Corintho Oliveira Machado e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. 00 AA, O& CAS JUDIT ne‘ H 5 • ARAL MARCONDES ARMAN O - Presidente Processo n.° 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.922- Fls. 969 t M kE JÉNO D'AMORIM - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Marcelo Ribeiro Nogueira. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Paula Cintra de Azevedo Aragão. Fez sustentação oral o Advogado Paulo Rogério Garcia Ribeiro, OAB/DF — 24.691. • • Processo n. 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 Acórdão n.• 302-38.922 Fls. 970 Relatório A empresa acima identificada recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC. Por bem descrever os fatos, adoto integralmente o relatório componente da decisão recorrida, à fl. 223 que transcrevo, a seguir: "Trata o presente processo do auto de infração delis. 79 a 83 por meio do qual é feita a exigência de R$ 110.808,91 (cento e dez mil oitocentos e oito reais e noventa e um centavos) de Imposto sobre Produtos Industrializados «Po, R$ 83.106,68 (oitenta e três mil cento e seis reais e sessenta e oito centavos) de multa de lançamento de oficio do IPI, no percentual de 75% do imposto, nos termos do art. 80, Ida Lei n°4.502 de 30/11/1964 - DOU 30/11/1964, Ret. em 31/12/1964, com a redação dada pelo art. 45 da Lei no 9.430 de • 27/12/1996 - DOU 30/12/1996 e juros de mora. Segundo o que consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal às fls. 83, que remete ao relatório de fl. 86, o lançamento foi efetuado devido ao fato de a autuada não haver pagado tempestivamente a diférença de IPI existente entre o valor que recolheu, quando ingressou com processo de consulta protocolizado sob o tz 12466.000889/97-61 propondo a classificação fiscal NCM 8703.33.90 "ex" 04 para os veículos Ssangyong, modelos 0M602EL e 0M602ELS que importou, mediante as Declarações de Importação (Dl) tel 97/0403493-8 (fls. 64 a 67), 97/0541314-2 (fls. 69 a 72) e 97/0898025 (fls. 74 a 77), e o valor decorrente da classificação fiscal estabelecida pela SRF, NCM 8703.33.90, sem o "ex" 04, em Decisão sobre o referido processo de consulta (fls. 58 a 61). Lavrado o auto e intimada a contribuinte (fl. 79) ela ingressou com a impugnação de fls. 89 a 104 mediante a qual combate longamente a classificação fiscal estabelecida no processo de consulta, alegando que o entendimento colocado na Decisão a respeito do veiculo Jeep é equivocada. • Insurge-se, também, contra a multa de lançamento de oficio do IPI alegando que ela é de natureza punitiva e não moratória, não se aplicando ao mero pagamento de tributos fora dos prazos legais. Pede que seja acolhida a impugnação e cancelado o auto de infração em tela. O processo foi encaminhado à DRJ/RJ que converteu o julgamento em diligência, conforme documento de fl. 148. Após outros trâmites o processo foi remetido à esta DRJ/FNS por meio do despacho de fl. 182 - verso." O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/FNS ri2 1.756, de 08/11/2002, às fls. 221/227, proferida pelos membros da 2' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/10/1997 Processo n ° 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 Acórdão n.°302-38.922 Fls. 971 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL ESTABELECIDA EM PROCESSO DE CONSULTA. As DRJ são incompetentes para analisar o acerto ou erro da classificação fiscal estabelecida em processo de consulta. Para esse tipo de processo foi estabelecido rito e linha de competência próprios dentro da SRF. A classificação fiscal fixada no processo de consulta do qual não caiba mais recurso administrativo deve ser adotada para a importação por ela abrangida. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do falo gerador: 22/05/1997, 01/07/1997, 06/1011997 Ementa: MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO E MULTA DE • MORA. Nos casos de o contribuinte omitir-se de recolher espontaneamente o imposto, sendo a exigência procedida pela autoridade fiscal cabe a aplicação da multa de lançamento de oficio ao invés da de mora. Lançamento Procedente." A interessada apresenta, tempestivamente, em 20/01/2003, recurso às fls. 238/256 e documentos às fls. 257/300 e 303/602 e 604/801, repisando praticamente os mesmos argumentos anteriores ressaltando que o único fundamento adotado pela fiscalização para manutenção da exigência fiscal é a existência da decisão à consulta formulada pela recorrente. À fl. 803, foi negado seguimento ao Conselho de Contribuintes tendo em vista falta de relação de bens e direitos para arrolamento de bens. Às fls. 812/820 consta pedido de reconsideração para dar seguimento ao recurso voluntário, com pedido de complementação do arrolamento de bens. Posteriormente, foi verificado se os bens apresentados equivalem a 30% do crédito tributário e encaminhamento a PFN para cancelamento da inscrição da dívida ativa e envio ao Conselho de Contribuintes. À fl. 912 observa-se o cancelamento da inscrição da dívida ativa junto a PFN. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a f1.914, que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho. r94' É o Relatório. Processo n.° 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.922 Fls. 972 Voto Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora O presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. O presente processo administrativo tem como cerne da questão a classificação fiscal de veículo, cujas características essenciais e acessórias trazem dúvida quanto ao correto código tarifário que deve ser atribuído. A caracterização dos JEEPs já foi analisada por este Conselho, tal como, entre outros, do veículo da marca Nissan, modelo Pathfinder SE, cuja classificação fiscal já foi objeto de apreciação por parte dessa Casa (Recurso n° 123.497 da minha relatoria). • Na ocasião do referido julgamento, entendeu-se que: Quanto ao mérito, trata o presente processo, de autuação relativa à importações de veículos marca Nissan, modelo Pathfinder SE, ano de fabricação 1993 e modelo 1994 (DI es 372102 -fls. 27, 373218 -fls. 202 e 373219 -fls. 226) e ano de fabricação e modelo 1994 (restante das DI constantes da listagem de fls. 05/06), realizadas durante o ano de 1994. A interessada importou os citados veículos classificando-os no código tarifário 8703.23.0700, reservado aos jipes. A fiscalização, por sua vez, reclassificou-os para os códigos 8703.23.1001 (veículos de uso misto, com motor a gasolina, de mais de 100 HP de potência bruta) e 8703.33.0600 (veículos de uso misto, com motor a diesel, de cilindrada superior a 2.500 cm3). Relativamente à classificação tarifária dos veículos em questão, em 110 face da Portaria MF n° 73/94 e do Ato Declaratório Normativo COS1T n° 02/94, a autuada empreendeu duas providências: em 20/07/94, ajuizou ação, obtendo liminar no Mandado de Segurança n° 94.0016950-7, para liberação dos Veículos com alíquota de 8% «is. 353 a 354) e, em 1996, formalizou processo de consulta sobre a classificação fiscal dos veículos Modelos Nissan Pathfinder TLPZLTF R50 EHA e Nissan Pathfinder TLPZLTA R50 EHA 355 a 359). Quanto à situação fática, tem-se que o Auto de Infração registra que "a fiscalização, no momento do desembaraço, fez constar a exigência de alteração de classificação fiscal no campo 24 da Declaração de Importação, de onde se infere que os veículos passaram por conferência física e que foram detectadas as condições necessárias e suficientes para formulação de tal exigência" (fls. 05, item "b9. Porém, a "cópia anexa" citada, na verdade, consiste em uma folha de rosto de Dl cujo número está ilegível, e sequer integrou a autuação (fls. 19). Tal documento não permite sequer verificar a mercadoria por ela acobertada, de forma que não se sabe se tratar-se-ia dos mesmos n veículos autuados. No que tange às Dl objeto da autuação, não consta :5,5 do Campo 24 qualquer registro sobre eventual exigência ou \p‘ Processo n.° 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.922 Fls. 973 irregularidade, mas apenas a informação do desembaraço por força de liminar. Observa-se que a presença do banco traseiro rebativellescamoteável foi detectada não por meio de exame fisico da mercadoria, à época do desembaraço, mas sim cinco anos após, à vista do Manual do Proprietário de 1998 (lis. 390). O simples fato de que não basta serem os bancos traseiros rebativeidescamoteáveis para configurar o veículo como de uso misto- caracerística que foi considerada como essencial para o enquadramento fiscal no código 8703.33.0600 para o veículo de uso misto, precisaria ter estrutura suficiente para suportar o transporte de carga; assim como seria necessário um laudo técnico para confirmar a característica do veículo se era efetivamente de transporte de carga. Destarte, não ficou comprovado que os veículos, objeto dessa • autuação, teriam as características de veículos mistos. Os veículos em referência possuem todas as características contidas no Ato Declarató rio Normativo de n°32/93. Curvo-me ao mesmo entendimento de diversas decisões já proferidas por este 3° Conselho de Contribuintes, pelas razões apostas acima, tais como: acórdãos 303-31.529 do 1. Conselheiro João Holanda Costa, 301-28.928 da 1. Conselheira Márcia Machado Melaré, 301.30.546 do 1. Conselheiro Carlos Henrique klaser Filho, 302.33.735 da L Conselheira Elisabeth Maria Violatto, 301.33.342 da 1. Conselheira Suzy Gomes Hoffmann, dentre outros. Situação idêntica foi prolatada no acórdão 303-31.913 de 16/03/2005 do I. Conselheiro Nilton Luiz Bártoli. Basicamente, como argumentou a recorrente, o único fundamento adotado pela fiscalização para manutenção da exigência fiscal é a existência da decisão à consulta formulada pela recorrente. O processo de consulta foi protocolizado sob o ri2 12466.000889/97-61(Decisão DIANA/SRRF 73 RF n° 29/98-Rio de Janeiro) propondo a classificação fiscal NCM 8703.33.90 "ex" 04 para os veículos Ssangyong, modelos 0M602EL e 0M602ELS que a recorrente importou, mediante as Declarações de Importação (DI) n" 97/0403493-8 (fls. 64 a 67), 97/0541314-2 (fls. 69 a 72) e 97/0898025 (fls. 74 a 77), e o valor decorrente da classificação fiscal estabelecida pela SRF, NCM 8703.33.90, sem o "ex" 04, em Decisão sobre o referido processo de consulta (fls. 58 a 61). A situação fática observada é que no referido processo de consulta, as características apontadas (fls. 58/62) do produto, dentre elas: a) função principal: transporte de passageiros fora da estrada, b) função secundária: transporte de passageiros, c) aplicação, uso ou emprego: transporte de passageiros e, eventualmente, respectiva bagagem. A meu ver o processo de consulta, apesar das características discriminadas acima, em que se baseou, terminou concluindo como de uso misto. No entanto, não se fundamentou em nenhum laudo técnico que atestasse efetivamente se o veículo JIPE MUSSO (nome comercial) transportasse além de pessoas, mercadorias e portanto sendo de uso misto. e Processo n.° 10783.003596/98-61 CCO3/CO2 • Acórdão n.° 302-38.922 Fls. 974 O simples fato do veiculo possuir nove lugares sentados no máximo, (incluindo o do motorista), cujo interior pode ser utilizado, sem modificação de estrutura, tanto para transporte de pessoas como de mercadorias, não quer dizer que é de uso misto. Constam, nos autos, Parecer Técnico n° 02/98 da CETEM Segurança Veiculo, à fl. 137 e foto à fl. 138, registrando que o veiculo é exclusivo para transporte de passageiros, já que o mesmo apresenta os bancos traseiros (um transversal para três pessoas e dois longitudinais individuais), fixados no assoalho através de parafusos. Ou seja, por conter bancos adicionais tomando reduzido o espaço fisico, logo, não sendo próprio para o transporte de mercadorias. Destarte, o veiculo em questão atende aos requisitos técnicos de jipe, conforme Ato Declaratório n° 32/93. Pelo exposto e por tudo o mais que do processo consta, dou provimento ao recurso voluntário. • Sala das Sessões, em 11 de setembro de 2007 i RCIA-Li-LENkAJANO D'A- MnORIM - Relatora e Page 1 _0014800.PDF Page 1 _0014900.PDF Page 1 _0015000.PDF Page 1 _0015100.PDF Page 1 _0015200.PDF Page 1 _0015300.PDF Page 1

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Numero do processo: 10715.003263/96-20
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO - CLASSIFICAÇÃO FISCAL - AMPICILINA - O produto químico AMPICILINA ANIDRA ou AMPICILINA DESIDRATADA não perde a característica de AMPICILINA , sendo um composto orgânico de constituição química definida, apresentado isoladamente, cuja correta classificação fiscal se dá no Código NCM 2941.1010, por força da Regra Geral de Interpretação do Sistema Harmonizado nº 1. CLASSIFICAÇÃO FISCAL - PENALIDADES - A solicitação feita em despacho aduaneiro com a classificação fiscal errônea não constitui infração punível com a multa de ofício se o produto estiver corretamente descrito. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.
Numero da decisão: 301-31804
Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso´, para excluir a multa de ofício AD 10/97.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO

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MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • 7,'W> PRIMEIRA CÂMARA_ Processo e : 10715.003263/96-20 Recurso n° : 128.433 Acórdão n° : 301-31.804 Sessão de : 18 de maio de 2005 Recorrente(s) : BAILEY COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO LTDA. • (ATUAL DENOMINAÇÃO DE AGOSTINI INTERNACIONAL IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO • LTDA. Recorrida : DREFLORIANÓP OLI S/S C IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO — CLASSIFICAÇÃO FISCAL — AMPICILINA - O produto químico AMPICILINA ANIDRA ou AMPICILINA DESIDRATADA não perde a característica de 010 AMPICILINA, sendo um composto orgânico de constituição química definida, apresentado isoladamente, cuja correta classificação fiscal se dá no Código NCM 2941.1010, por força da Regra Geral de Interpretação do Sistema Harmonizado n° 1. CLASSIFICAÇÃO FISCAL — PENALIDADES — A solicitação feita em despacho aduaneiro com a classificação fiscal errônea não constitui infração punível com a multa de ofício se o produto estiver corretamente descrito. Recurso Voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. •ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa de ofício AD 10/97, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. *1 OTACÍLIO D tAS CARTAXOPresi. Ax did I II I PA", LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Formalizado em: 1 1 JUL 2005 . • Process9 : 10715.003263/96-20 Acórdão n° : 301-31.804 • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Carlos Henrique Klaser Filho, Atalina Rodrigues Alves, José Luiz Novo Rossari, Valmar Fonseca de Menezes e Helenilson Cunha Pontes (suplente). • • • 2 Processo n° : 10715.003263/96-20 Acórdão n° • : 301-31.804 RELATÓRIO Trata-se Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte contra decisão prolatada pela DRJ/Florianópolis/SC, que manteve o lançamento do Imposto de Importação por erro na Classificação Fiscal da mercadoria, com base nos fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias. 111 Data do fato gerador: 06/12/1994 Ementa: AMPICILINA EM PÓ •A ampicilina em pó acondicionada em sacolas plásticas de 25 kg classifica-se no código NBM/SH 2941.10.0100. Assunto: Imposto sobre a Importação—li Data do fato gerador: 06/12/2004 Ementa: EXIGÊNCIA DÓ II É exigível II decorrente de alteração de alíquota devido a reclassificação fiscal ex officio de produto erroneamente classificado. MULTA DELANÇAMENTO DE OFÍCIO DO II. Aplica-se na exigência da multa de oficio sobre o II o percentual • mais benéfico de 75% decorrente da lei superveniente. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE. O lançamento teve por fundamento o Laudo de Análises do Laboratório de Análises, de fls. 21, que, acercada da mercadoria importada concluiu "tratar-se do produto químico orgânico ampicilina, que constitui um antibiótico. Ressalte-se que, após a apresentação da impugnação, a DRJ no Rio • de Janeiro/RJ, converteu o julgamento em diligência, expressando em seu despacho (fls. 33) que: "...entendendo que não • se encontram ainda reunidos todos os elementos necessários a formar convicção acerca da matéria, CONVERTO O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, com fundamento no artigo 29 do Decreto n° 70.235/72, a fim de 3 • . Processo n° : 10715.003263/96-20 Acórdão n° : 301-31.804 Laboratório de Análises efetue os comentários técnicos que julgar •pertinentes, tendo em vista a argumentação contida na impugnação apresentada pela autuada." Encaminhe-se ao LABOR, com a solicitação ao atendimento." Intimada a impugnante na pessoa de seu representante legal, haja vista o teor do despacho de fls. 40, sem, contudo ser localizado, os autos retornaram à DRJ — Rio de Janeiro/RJ sem o cumprimento da diligência. Com a alteração da competência de julgamento para a DRJ Florianópolis/SC, o processo foi para lá encaminhado e julgado, no estado em que se encontrava. Intimada da decisão de primeira instância, em 04/11/2002, a Recorrente apresentou tempestivo Recurso Voluntário, em 28/11/2002 alegando em • síntese os mesmos argumentos da impugnação, ou seja, que, para obtenção da AMPICILINA ANIDRA, é imprescindível a adição de outros componentes (aglomerantes — metilcelulose e estearato de magnésio) e que a penalidade é indevida em face da correta descrição da mercadoria importada. É o relatório. n )7 111 • 4 • . Processo n° : 10715.003263/96-20 Acórdão n° : 301-31.804 VOTO • Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do Recurso Voluntário por ser tempestivo, por atender aos requisitos regulamentares de admissão e por conter matéria de competência deste Conselho. Entendo que as explicações apresentadas pela Recorrente, acerca do 010 processo produtivo da ampicilina anidra, são elucidativos para compreensão do produto objeto do litígio. Primeiramente ressalte-se que o Laudo de Análise do LABOR conclui que: "Trata-se de produto químico orgânico ampicilina, que constitui um antibiótico." Note-se que se trata de um produto, e somente um, donde se extrai que não se trata de uma mistura. •As Notas Explicativas do Sistema Harmonizados, nas notas do Capítulo 29, seção 41, orientam o intérprete em que casos os antibióticos (incluída a • ampicilina) devem ser classificados em outra posição, vejamos: "Os antibióticos naturais reproduzidos por síntese (o cloranfenicol, por exemplo) incluem-se nesta posição, bem como alguns produtos de síntese semelhantes aos antibióticos naturais e utilizados como tal (por exemplo, o tianfenicol). Excluem-se desta posição: a) As preparações de antibióticos dos tipos utilizados na alimentação animal (o micélio completo seco e de concentração- tipo, por exemplo) (posição 23.09). b) Os compostos orgânicos de constituição química definida de atividade antibiótica muito fraca, utilizados como intermediários na fabricação de antibióticos (posições precedentes deste Capitulo, segundo a estrutura). . • Processo n° : 10715.003263/96-20 Acórdão n° : 301-31.804 c) Os derivados do ácido quinoleíno-carboxílico, os nitrofuranos, as sulfonamidas e os outros compostos orgânicos de constituição química definida classificam-se nas posições precedentes deste Capítulo, tendo uma atividade antibacteriana. d) As misturas intencionais de antibióticos entre si (por exemplo, misturas de penicilina e de estreptomicina) utilizadas para usos terapêuticos ou profiláticos (posições 30.03 ou 30.04). (grifo acrescido) . e) Produtos intermediários obtidos durante a fabricação dos antibióticos por . filtração e primeira extração, cujo teor em antibióticos não seja superior, geralmente, a 70% (posição 38.24)." • Ora, não se alega nem se prova na defesa que o produto importado seja uma mistura de antibióticos, para viabilizar a aplicação da Nota Explicativa e deslocar a classificação tarifária para a posição 3003. O fato de a AMPICILINA ser ANIDRA, em nada modifica essa • situação. A qualificação de anidra da ampicilina tem como acepção a qualidade de "destituída de água" (a(n)- 'privação, negação' + gr. Inidór,liúdatos 'água'; ver anidr(o)), ou seja, "anidra" é a condição fisica em que se apresenta um produto orgânico do qual se retirou o elemento água (desidratação). Desta forma, não tenho dúvida de que a AMPICILINA ANIDRA é, em sua essência, AMPICILINA e não uma mistura de antibióticos, o que impõe a classificação fiscal na posição 2941.10.01.00, conforme consta do lançamento. Quanto à multa de oficio aplicada entendo ser inaplicável, pois nos casos de importação em que o Importador apresenta para desembaraço aduaneiro, mercadoria corretamente descrita na Declaração de Importação (AMPICILINA), pela qual é possível a autoridade aduaneira identificar a importação e fazer incidir a norma tributária aplicável à espécie, não é cabível a penalidade. • A penalidade aplicada não poderia ser lançada, ainda, uma vez que a própria Fazenda Nacional por sua Coordenação do Sistema de Tributação, limitou sua incidência para os casos em que a Contribuinte tivesse descrito corretamente a mercadoria e não tivesse agido com dolo, conforme a norma expedida pelo Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 10/97, como segue: "Declara em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Recita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que não constitui infração punível com as multas previstas no artigo 4°, da Lei n° 8.218/91, de 29 de agosto de 1991 e no artigo 44 da Lei n° 9.430, de 27 de dezemb 6 Processo n° : 10715.003263/96-20 Acórdão n° : 301-31.804 1996, a solicitação, feita no despacho aduaneiro, de reconhecimento de imunidade tributária, isenção ou redução do imposto de importação e preferência percentual negociada em acordo internacional, quando incabíveis, bem assim a classificação tarifária errônea ou a indicação indevida de destaque (Ex), desde que o produto esteja corretamente descrito com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não se constate em qualquer dos casos, intuito doloso ou má-fé por parte do Declarante. 2. Nos casos acima, os tributos devidos em razão de falta ou insuficiência de pagamento, exigidos nos curso do despacho ou em ato de revisão aduaneira, serão acrescidos de encargos legais, nos termos da legislação em vigor, a partir da data do registro da Declaração de Importação, relativamente ao imposto de Importação . e do desembaraço aduaneiro, relativamente ao Imposto Sobre Produtos Industrializados, vinculado à importação. • 3. ficam revogados os Atos Declaratórios (Normativos) COSIT N°s 38, de 24,06,94 e 36 de 05.10.95." (Destacou-se). Reduzindo a norma prevista no ADN COSIT n° 10/97 ao caso concreto temos que: "Não constitui infração, punível com multa de ofício, a solicitação feita em despacho aduaneiro, com a classificação tarifária errônea, desde que o produto esteja corretamente descrito, e, não seja constatado qualquer intuito doloso ou de má-fé por parte do Declarante. Tal disposição alcança a exigência de Imposto de Importação e de Imposto sobre Produtos Industrializados vinculados à importação, em ato de revisão aduaneira." Considerando-se que o ato administrativo de lançamento é • vinculado (art. 142 do Código Tributário Nacional) e os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são normas complementares das leis tributárias, é de se entender que a aplicação do Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 10/97, é de aplicação obrigatória. •Esse tem sido o entendimento pacífico nas três Câmaras deste Conselho que, ao verificar a correta descrição da mercadoria na Declaração de Importação, possibilitando sua correta identificação para aplicação da norma • tributária, exclui as penalidades, conforme precedentes (Ac. 302-33539, de 17/06/97, • Ac. 303-28605, 18/03/97, Ac. 303-28550, de 28/01/97, Ac. 302-33481, de 26/02/97, Ac. 301-28426, de 26/06/97, Ac. 302-33546, de 19/06/97, Ac. 302-33212, de 06/12/95, Ac. 302-33202, de 05/12/95, Ac. 302-33174, de 27/10/95, Ac. 302-33215, de 07/12/95, Ac. 302-33035, de 23/05/95,. Ac. 302-33011, de 19/04/95, Ac. 302- 33178, de 27/10/95, Ac. CSRF/03-03.081, de 10/04/2000, Ac. CSRF/03-03.068 19/10/99, Ac. CSRF/03-03.058, de 19/10/99). 7 . . Processo n° : 10715.003263/96-20 Acórdão n° : 301-31.804 Diante do exposto e do mais que dos autos consta e calcado nos mais severos critérios de legalidade e justiça, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário, para exclusão da penalidade. • Sala das Sessões, em 18 Ar. de 05 LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator • • 8 Page 1 _0004400.PDF Page 1 _0004500.PDF Page 1 _0004600.PDF Page 1 _0004700.PDF Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0004900.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1

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Numero do processo: 12466.004087/00-98
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 12/12/2000 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. BEBIDAS À BASE DE ALOE VERA. Os produtos “Aloe Berry Nectar” e “Aloe Bits’n Peaches” classificam-se no código TEC 2009.90.00. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-33339
Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ATALINA RODRIGUES ALVES

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Recorrida DRJ/FLORIANOPOLIS/SC IP Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 12/12/2000 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. BEBIDAS À BASE DE ALOE VERA. Os produtos "Aloe Berry Nectar" e "Aloe Bits'n Peaches" classificam-se no código TEC 2009.90.00. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. tità OTACÍLIO DANTA C • • TAXO - Presidente ATALIN RODRIGUES AL ES — Relatora Processo n.° 12466.004087/00-98 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-33.339 Fls. 117 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Susy Gomes Hoffmann, Irene Souza da Trindade Torres e Davi Machado Evangelista (Suplente). Ausente o Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. 0111 111 Processo n.° 12466.004087/00-98 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-33.339 Fls. 118 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida que, a seguir, transcrevo: "Trata-se da exigência do Imposto de Importação (R$ 4.848,91, fl. 1), acrescido de multa de oficio e juros de mora, bem como da multa do controle administrativo, além do Imposto sobre Produtos Industrializados (R$ 19.880,52, fl. 7). Segundo "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal" de fl. 2, a interessada registrou a DI n° 00/1200758-1, de 12/12/2000 (fl. 15), para desembaraço dos produtos descritos como sendo "Aloe Berry Nectar — suco de aloe vera, sabor uva e maçã" e "Aloe Bits'n Peaches — suco de aloe vera, sabor pêssego", classificando-os no código NCM 1302.19.90, com aliquotas de 11 % de II e 0% de IPI. No entanto, conforme apurado em ato de conferência fisica, com base nas etiquetas e rótulos das embalagens dos produtos importados, verificou-se que se trata de bebida à base de aloe vera contendo aditivos, classificada no código NCM 2202.90.00, sujeito às aliquotas de 23 % de II e 40 % de IPI, sendo que esse enquadramento encontra-se definido na IN SRF n° 99/99, que aprovou a tradução da coletânea de Pareceres de Classificação de Mercadorias adotados pela Organização Mundial das Alfândegas. Cientificada da autuação, a interessada protocolizou a defesa de fl. 22, argumentando, em resumo, que: - A autuação contraria o princípio constitucional da legalidade, definido nos arts. 5°, inciso II e 150, inciso I da CF, e art. 97, inciso I do CM; - O lançamento em questão, baseado em classificação fiscal errônea do produto importado, torna-se inadmissível, caracterizando transgressão dos princípios constitucionais da tipicidade e da reserva legal; - A fim de comprovar a classcação fiscal do produto em questão, anexa laudo técnico do farmacêutico Dr. Emerson Joel Gonçales (lis. 38 a 46); - Pelo exposto, requer seja julgada insubsistente a autuação." Acresça-se, ainda, o seguinte: A P Turma de Julgamento da DRJ/FNS julgou o lançamento procedente em parte, por meio do Acórdão n° 3.598, de 13 de fevereiro de 2004 (fls. 54/59), mantendo a exigência do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados, acrescidos de juros de mora, e cancelando a aplicação da multa de oficio relativa ao I.I. e da multa do controle administrativo. O acórdão foi, assim, ementado: "Ementa: BEBIDAS À BASE DE ALOE VERA. 1 Processo n.° 12466.004087/00-98 CCO3C01 Acórdão n.° 301-33.339 Fls. 119 Os produtos "Aloe Berry Nectar" e "Aloe Bits'n Peaches" classificam- se no código NCM 2202.90.00. Lançamento Procedente em Parte." Entendeu o relator do voto condutor do acórdão recorrido que a reclassificação da mercadoria pelo Fisco estaria em conformidade com o Parecer de Classificação de Mercadorias Adotado pela Organização Mundial das Alfândegas, cuja tradução foi aprovada pela Instrução Normativa SRF n°99, de 10/08/1999. Ressaltou, ainda, que o enquadramento no código NCM 2202.90.00 "se impõe por força da aplicação das RGI n° I e 3a, bem como por determinação específica contida na IN SRF n° 99/99, ato de caráter normativo, que integra a legislação tributária (arts. 96 e 100, inciso Ido CTIV)." No que concerne à aplicação das multas, concluiu que os produtos se encontram corretamente descritos na Declaração de Importação, com os elementos necessários à sua identificação e classificação fiscal, devendo ser afastada a exigência da multa de oficio relativa • ao II e da multa do controle administrativo por falta de licenciamento na importação (ADN COSIT n° 12/97). Cientificado da decisão proferida (fl. 62), o contribuinte interpôs recurso voluntário junto a este Conselho de Contribuintes no qual repisa as razões de defesa expendidos na impugnação quanto à classificação fiscal dos produtos importados, trazendo à colação ementas de acórdãos proferidos pelo Terceiro Conselho de Contribuintes, no sentido de que a desclassificação fiscal de mercadoria deve basear-se em perícia. Em 16/10/2006, foram juntados aos autos os documentos de fls. 107/115. É o Relatório. • Processo n.° 12466.004087/00-98 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-33.339 Fls. 120• Voto Conselheira ATALINA RODRIGUES ALVES, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade; dele, pois, tomo conhecimento. A matéria trazida a exame no recurso voluntário relaciona-se com a correta classificação fiscal dos produtos "Aloe Berry Nectar — suco de aloe vera, sabor uva e maçã" e "Aloe Bits'n Peaches — suco de aloe vera, sabor pêssego", os quais foram classificados pelo contribuinte no código NCM 1302.19.90, com aliquotas de 11 % de II e O % de IPI e pelo Fisco código NCM 2202.90.00, sujeitos às aliquotas de 23% de II e 40 % de IPI. O órgão julgador de primeira instância entendeu que a classificação adotada 110 pelo Fisco seria a correta, afastando tão somente a exigência da multa de oficio relativa ao II e da multa do controle administrativo por falta de licenciamento na importação (ADN COSIT n° 12/97). Ocorre que os documentos juntados aos autos, às fls. 103/111, relativos à consulta formalizada no processo 10768.001077/2006-82 sobre a correta classificação dos referidos produtos trazem o entendimento exarado na Solução da referida consulta, publicado no D.O.0 n 59, de 27/03/2006 (fl. 111), verbis: "Assunto: Classificação de Mercadorias Ementa: Código TE- 2009.90.00 Suco à base e Aloe Vera e outros sucos com edukorantes e conservantes, prontos para o consumo (produtos hortícolas), fabricado por Aloe Vera of América - USA, acondicionado em frasco plástico de 01 litro, denominado comercialmente "Aloe Vera Gel", "Aloe Berry Néctar", "Forever Aloe Bits fleaches" e "Forever Freedom", • registrados no ministério da Agricultura sob o r? 121 - 05261-2. Dispositivos Legais: RGI I a (Texto da Posição 2009), RGI 6a (Texto da Subposição 2009.90), e RGC-1/TEC-Decreto n' 2776/97." Nos termos da conclusão da referida consulta, deve ser adotado para tais produtos o código 2009.90.00 da TEC, e não o código 2202.90.00 adotado pelo Fisco. Pelo exposto, Dou Provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 08 de novembro de 2006 ATAL A RODRIGUES AL ES - Relatora Page 1 _0014200.PDF Page 1 _0014300.PDF Page 1 _0014400.PDF Page 1 _0014500.PDF Page 1

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5130946 #
Numero do processo: 12466.001791/99-65
Data da sessão: Tue Sep 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 17/05/1999, 18/05/1999 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS DE APARELHOS DE AR-CONDICIONADO SISTEMA SPLIT. As Unidades evaporadoras e as unidades condensadoras de Aparelhos condicionadores de ar, ainda que importadas em separado, mas destinadas a formar aparelhos únicos conhecido como sistema split (ar-condicionado do tipo dividido) por terem as características essenciais do produto acabado, devem ser classificadas na posição do produto completo ou acabado, por força da Regra Geral de Interpretação 2 a do Sistema Harmonizado, codificação 8415.81.10. Recurso Especial Provido.
Numero da decisão: 9303-001.140
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres

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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.

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AROANA COMÉRCIO EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO LTDA.    ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS  Data do fato gerador: 17/05/1999, 18/05/1999  CLASSIFICAÇÃO  FISCAL  DE  MERCADORIAS  DE  APARELHOS  DE  AR­CONDICIONADO ­ SISTEMA SPLIT.   As  Unidades  evaporadoras  e  as  unidades  condensadoras  de  Aparelhos  condicionadores de ar, ainda que importadas em separado, mas destinadas a  formar aparelhos únicos ­ conhecido como sistema split (ar­condicionado do  tipo  dividido)  ­  por  terem  as  características  essenciais  do  produto  acabado,  devem  ser  classificadas  na  posição  do  produto  completo  ou  acabado,  por  força  da  Regra  Geral  de  Interpretação  2  a  do  Sistema  Harmonizado,  codificação 8415.81.10. Recurso Especial Provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao  Recurso  Especial.  Vencidos  os  Conselheiros  Judith  do  Amaral  Marcondes  Armando  e  Luciano  Lopes  de  Almeida Moraes.  Designado  para  redigir  o  voto  vencedor  o  Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.  Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente  Henrique Pinheiro Torres Redator  Participaram  do  presente  julgamento  os  conselheiros  Henrique  Pinheiro  Torres, Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, 2  Luciano Lopes de Almeida Moraes, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan,  José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann.       Fl. 13DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES   2 Relatório  A PGFN recorre a este colegiado, recurso de divergência, contra Decisão da  Segunda Câmara do então Terceiro Conselho de Contribuintes que, por unanimidade de votos  deu provimento ao recurso do contribuinte.  O acórdão divergente apontado teve como ementa:  Assunto:  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  IPI  Data  do  fato  gerador:  02/08/2000  Ementa:  REVISÃO  ADUANEIRA.  PREVISÃO  LEGAL.  O  Decreto­lei  nº  37/66  define  a  revisão  aduaneira  como  o  ato  pelo  qual  a  autoridade  fiscal,  após  o  desembaraço da mercadoria,  reexamina o despacho aduaneiro,  com  a  finalidade  de  verificar  a  regularidade  ou  não  da  importação,  do  pagamento  do  imposto  e  demais  gravames  devidos  à  Fazenda  Nacional,  ou  da  regularidade  do  benefício  fiscal  aplicado  e  da  exatidão  das  informações  prestadas  pelo  importador.  CLASSIFICAÇÃO  FISCAL.  As  partes  de  ar  condicionado,  que  tenham  as  características  essenciais  do  produto  acabado,  devem  ser  classificadas  na  posição  do  produto  completo  ou  acabado (RGI/SH nº 2a).  FALTA  DE  LANÇAMENTO  DO  IPI.  MULTA  DE  OFÍCIO.  A  ocorrência  de  falta  de  lançamento  total  do  IPI  enseja  a  aplicação  da  multa  de  ofício,  prevista  no  art.  45  da  Lei  nº  9.430/96.  MULTA  POR  INFRAÇÃO  ADMINISTRATIVA.  IMPORTAÇÃO  DE MERCADORIA SUJEITA A LICENCIAMENTO. Aplica­se a  multa  por  importação  realizada  ao  desamparo  de  Guia  de  Importação  quando  a  mercadoria  importada,  objeto  de  licenciamento,  não  se  encontra  devidamente  descrita  na DI,  de  modo  a  conter  todos  os  elementos  necessários  à  sua  identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado.  PRELIMINAR DE NULIDADE REJEITADA   RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO   A Decisão a quo ficou assim ementada:  Assunto: Classificação de Mercadorias   Data do fato gerador: 17/05/1999, 18/05/1999   Ementa:  CLASSIFICAÇÃO  FISCAL.UNIDADES  EVAPORADORAS E UNIDADES CONDENSADORAS.  As  unidades  condensadoras  e  unidades  evaporadoras  não  se  classificam  como  8415.81.10,  tendo  em  vista  diligência  realizada, pois as mesmas não seriam capazes de aquecer o ar  ambiente mediante inversão do ciclo térmico.  RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.  Fl. 14DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12466.001791/99­65  Acórdão n.º 9303­01.140  CSRF­T3  Fl. 187          3 O  recurso  especial  de  divergência,  que  foi  por  mim  recebido,  não  pela  contraposição das ementas, mas pelo conteúdo da lide, notadamente parecida.  É o relatório.    Voto Vencido  Conselheira  Judith  do  Amaral  Marcondes  Armando,  Relatora  Aprecio  o  Recurso Especial de Divergência interposto em nome da Fazenda Nacional, em boa forma.  O acórdão divergente apontado teve como ementa:  Assunto:  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  IPI  Data  do  fato  gerador:  02/08/2000  Ementa:  REVISÃO  ADUANEIRA.  PREVISÃO  LEGAL.  O  Decreto­lei  nº  37/66  define  a  revisão  aduaneira  como  o  ato  pelo  qual  a  autoridade  fiscal,  após  o  desembaraço da mercadoria,  reexamina o despacho aduaneiro,  com  a  finalidade  de  verificar  a  regularidade  ou  não  da  importação,  do  pagamento  do  imposto  e  demais  gravames  devidos  à  Fazenda  Nacional,  ou  da  regularidade  do  benefício  fiscal  aplicado  e  da  exatidão  das  informações  prestadas  pelo  importador.  CLASSIFICAÇÃO  FISCAL.  As  partes  de  ar  condicionado,  que  tenham as características essenciais do produto acabado, devem  ser  classificadas  na  posição  do  produto  completo  ou  acabado  (RGI/SH nº 2a).  FALTA  DE  LANÇAMENTO  DO  IPI.  MULTA  DE  OFÍCIO.  A  ocorrência  de  falta  de  lançamento  total  do  IPI  enseja  a  aplicação  da  multa  de  ofício,  prevista  no  art.  45  da  Lei  nº  9.430/96.  MULTA  POR  INFRAÇÃO  ADMINISTRATIVA.  IMPORTAÇÃO  DE MERCADORIA SUJEITA A LICENCIAMENTO. Aplica­se a  multa  por  importação  realizada  ao  desamparo  de  Guia  de  Importação  quando  a  mercadoria  importada,  objeto  de  licenciamento,  não  se  encontra  devidamente  descrita  na DI,  de  modo  a  conter  todos  os  elementos  necessários  à  sua  identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado.  PRELIMINAR  DE  NULIDADE  REJEITADA  RECURSO  VOLUNTÁRIO NEGADO   Inicialmente cumpre observar que fui parte do colegiado a quo que decidiu a  questão em favor do contribuinte.  Nesta  ocasião,  revendo  aquela  decisão  à  luz  da divergência  apontada,  devo  elogiar o brilhante voto trazido como divergente, ressaltando, entretanto, que dois aspectos não  se coadunam com a lide da qual tratamos.  Fl. 15DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES   4 Note­se os fundamentos do auto de infração, no qual o dizer do autuante é o  seguinte: verifiquei que  as unidades evaporadora e condensadora  se  interligam formando um  equipamento de ar condicionado do tipo dividido (split).....cf. fls. 06.  Sabemos  que  a  classificação  fiscal  eventualmente  abre  novas  posições  ou  acrescenta características adicionais às vigentes, tendo em vista razões de ordem tecnológica.  No Presente caso, houve acréscimo à posição 8415.81 10,  trazido na edição  do Decreto nº 4.070, de 2001, portanto posterior ao auto de infração.  84.15  MÁQUINAS  E  APARELHOS  DE  ARCONDICIONADO  CONTENDO  UM  VENTILADOR  MOTORIZADO  E  DISPOSITIVOS  PRÓPRIOS  PARA  MODIFICAR  A  TEMPERATURA E A UMIDADE, INCLUÍDOS AS MÁQUINAS  E  APARELHOS  EM  QUE  A  UMIDADE  NÃO  SEJA  REGULÁVEL SEPARADAMENTE.   8415.10   Dos tipos utilizados em paredes ou janelas, formando um corpo  único  ou  do  tipo  "splitsystem"  (sistema  com  elementos  separados)  8415.10.10  Com capacidade inferior ou igual a 30.000 frigorias/hora     É importante  frizar que antes do Decreto a posição abrangia apenas os ares  condicionados  de  corpo  único,  utilizados  em  paredes.  (até  porque  a  realidade  tecnológica  daquele  então  não  indicava  a  produção  de  ares  condicionados  do  tipo  split  –  em,  corpos  separados, formando uma unidade )  De  fato,  a  grande  renovação  tecnológica  dos  ares  condicionados  deuse  a  partir  dos  anos 1950, quando começou  a produção em massa desses  equipamentos na  forma  que  hoje  é  tida  como  ultrapassada,  logo,  a  nomenclatura,  que  relaciona  produtos  mais  comercializados internacionalmente, só com a recente evolução tecnológica tem aberto códigos  para diversos modelos de ar condicionado.(split doméstico, para automóveis, móveis)  Assim, simplificando, temos que nesta operação tratamos de equipamentos de  ar  condicionado  separados,  submetidos  a  despacho  mediante  registro  de  duas  declarações  apartadas, que depois de despachados formariam um sistema split – isto é uma unidade que não  é um corpo único; As unidades resultantes seriam classificadas na posição 8415.81 se fossem  capazes  de  inverter  o  ciclo  térmico.  Essa  característica  foi  suscitada  em  questão  dirigida  ao  técnico do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Espírito Santo, ás fls 112/124, e  a resposta foi que não há possibilidade de inversão do ciclo térmico.  Volto a afirmar que na época do auto de infração – 1999 ainda não havia sido  acrescida a característica Dos tipos utilizados em paredes ou janelas, formando um corpo único  ou  do  tipo  "splitsystem"  (sistema  com  elementos  separados),  que  conforme  já  dissemos  foi  introduzida em 2001.  Por  fim,  apenas  para  deixar  clara  a  forma  como  a  administração  tributária  entende mercadorias desmontadas, a Consulta Interna COANA nº 52, de 28 de junho de 2007  determina que para efeitos de aplicação da Regra 2a as mercadorias devem ser  apresentadas  conjuntamente, ao mesmo tempo, no mesmo recinto, para o desembaraço.  Fl. 16DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12466.001791/99­65  Acórdão n.º 9303­01.140  CSRF­T3  Fl. 188          5 Mais  de  uma  vez  já  comentamos  que  as  RGI  assim  como  toda  a  Nomenclatura é feita para o comércio legal e leal, e deve refletir entre todos os associados as  mesmas características.  No presente caso, o que vislumbro ou é fraude à importação pela divisão dos  despachos  de  importação  em  declarações  separadas,  com  o  fito  de  enganar  o  fisco  e  pagar  menos tributo, e nesse caso a apresentação do auto de infração deveria trazer com clareza essa  característica da operação, o que não elidiria o pagamento dos tributos com alíquotas maiores,  mas  implicaria  em outra  condução  do  processo  legal,  ou  despacho  fracionado por  razões  de  logística de transporte, e nesse caso a revisão da classificação fiscal deveria ser feita na forma  como foi, estando, entretanto, equivocada, pelas razões já citadas.  Na esteira do exposto, voto por desprover o recuso da Fazenda Nacional.  Judith do Amaral Marcondes Armando    Voto Vencedor  O recurso é  tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade,  razões pelas quais dele conheço.  A  solução  do  litígio  é,  tão­somente,  determinar  se  deve  prevalecer  a  reclassificação fiscal realizada pelos agentes do Fisco quando da revisão aduaneira ou se deve  prevalecer  a  codificação  efetuada  pelo  sujeito  passivo,  levando  em  conta  a  importação  fracionada das partes e peças dos aparelhos de ar condicionado importados pela contribuinte,  isto é, se as mercadorias  importadas pela  reclamante são classificadas no código 8415.81.10,  como entendeu a Fiscalização, ou se no 8418.99.00, defendido pela recorrente.  A classificação que ora  se  apresenta  já  foi,  por  diversas vezes  enfrentas no  então  Terceiro  Conselho  de  Contribuintes,  tendo  sido  a  matéria  foi  muito  bem  enfrenta  no  julgamento  realizado na  1ª Câmara daquele Colegiado,  a  exemplo do  julgamento do  recurso  voluntário  nº  133.333,  cujo  voto  condutor,  da  Lavra  da  Ilustre  Conselheira  Irene  Souza  da  Trindade Torres, transcrevo excerto para fundamentar minha decisão.  Para decidir qual das classificações adotadas é a correta,  se a  da  reclamante  ou  a  do  Fisco,  necessário  se  faz  proceder  ao  exame  detalhado  das  regras  legais  de  classificação  fiscal,  porquanto  a  codificação  fiscal  das mercadorias  é  determinada  legalmente  pelas Regras Gerais  para  Interpretação  do  Sistema  Harmonizado  e,  também,  pela  Regra  Geral  Complementar  (RGC), da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias ­ NBM/SH.  Passemos agora à análise da classificação fiscal de acordo com  as  Regras  de  Interpretação  do  Sistema  Harmonizado  da  NBM/SH. Ex vi da Regra Geral nº 1, a classificação fiscal de um  produto é determinada, primeiramente, pelos textos das posições  e das Notas de Seção e de Capítulo. Os  títulos das  seções,  dos  capítulos  e  dos  subcapítulos  têm  valor  apenas  indicativo.  As  posições  são  agrupamento  de  mercadorias  representadas  por  Fl. 17DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES   6 quatro dígitos numéricos. O termo “texto da posição” refere­se  à redação pertinente a cada uma das posições.   Em  suma,  a  classificação,  em  princípio,  é  determinada  pelo  enquadramento  da  mercadoria  no  texto  de  uma  determinada  posição,  atendendo  ao  disposto  nas  Notas  de  Seção  e  de  capítulo. A segunda regra de classificação amplia o alcance das  posições, vejamos  2.  a)  Qualquer  referência  a  um  artigo  em  determinada  posição  abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde que  apresente,  no  estado  em  que  se  encontra,  as  características  essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange igualmente o  artigo completo ou acabado, ou como tal considerado nos termos  das  disposições  precedentes,  mesmo  que  se  apresente  desmontado ou por montar.  A primeira parte dessa regra, como dito anteriormente, amplia o  alcance  das  posições,  de  maneira  a  englobar  não  apenas  o  artigo  completo,  mas,  também,  o  incompleto  e  o  inacabado,  desde  que  apresentem,  no  estado  em  que  se  encontrem,  as  características essenciais do artigo completo ou acabado.  A  segunda  parte  da  regra 2  a  classifica  na mesma  posição  do  artigo montado o artigo completo ou acabado que se apresente  desmontado  ou  por  montar.  De  igual  sorte  se  classificam  por  esta  regra  os  artigos  incompleto  ou  inacabados  apresentados  por montar ou desmontados.   A classificação em exame é exemplo perfeito da aplicação dessa  regra  2  a,  pois  os  produtos  importados  pela  autuada,  ao  contrário  do  declarado  pela  recorrente,  não  são  partes  de  aparelhos  condicionadores  de  ar,  mas  unidades  completas  destes, só que desmontadas. Na verdade, a recorrente fracionou  as  unidades  de  ar  condicionado  em  partes  e  estas  foram  incluídas em Declaração de Importação diversas, com o  intuito  de dissimular a importação de um todo e simular a importação  de componentes do  todo. A operação é muito fácil de entender.  Em  uma  DI  relacionava­se  unidades  condensadoras  (partes  externas) e, em outra, unidades evaporadoras (partes  internas).  As partes do todo vieram no mesmo navio e mais ainda, dentro  do mesmo  container.  Isso  demonstra,  insofismavelmente,  que  a  autuada importou aparelhos condicionadores de ar, completos, e  não peças, como declarado pela importadora.   ......................................................................................................... ...................  Demonstrado  que  a  importação  era  de  aparelhos  condicionadores de ar,  completos,  não há qualquer dificuldade  em proceder à codificação  fiscal, pois, aplicando­se ao caso às  regras de interpretação 1 e 2 a, chega­se, facilmente, à posição  8415, que lista textualmente os aparelhos em exame.  8415  máquinas  e  aparelhos  de  ar­condicionado  contendo  um  ventilador  motorizado  e  dispositivos  próprios  para  modificar  a  temperatura e a umidade,  incluídos as máquinas e aparelhos em  que a umidade não seja regulável separadamente.  Fl. 18DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12466.001791/99­65  Acórdão n.º 9303­01.140  CSRF­T3  Fl. 189          7 De  outro  lado,  não  poderia  ser  classificado  na  posição  8418  adotada  pela  recorrente,  pois  essa  posição  exclui  textualmente  as máquinas e aparelhos de ar­condicionado da posição 8415.  8418.  Refrigeradores,  congeladores  (‘freezers’)  e  outros  materiais,  máquinas  e  aparelhos  para  a  produção  de  frio,  com  equipamento  elétrico  ou  outro;  bombas  de  calor,  excluídas  as  máquinas e aparelhos de ar­condicionado da posição 8415.  Encontrada  a  posição,  o  próximo  passo  é  determinar  em  qual  das  subposições  que  compõem  essa  posição  tais  produtos  são  classificados.  O  caminho  para  se  chegar  à  subposição  correta  é  dado  pela  Regra Geral nº 06 do Sistema Harmonizado, que assim dispõe:  “6.  A  classificação  de  mercadorias  nas  subposições  de  uma  mesma  subposição  é  determinada,  para  efeitos  legais,  pelos  textos dessas subposições e das Notas de subposição respectivas,  assim,  como,  mutatis  mutandis,  pelas  Regras  precedentes,  entendendo­se  que  apenas  são  comparáveis  subposições  do  mesmo nível (...)” .   Então,  para  se  determinar  a  subposição  correta,  primeiro  compara­se,  dentro  da  posição  (8415)  todas  as  subposições  de  primeiro nível (um travessão); em seguida, fixada a de primeiro  nível, passa­se para o segundo nível (dois travessões).  8415.10­Dos  tipos  utilizados  em  paredes  ou  janelas,  formando  um  corpo  único  ou  do  tipo  "split­system"  (sistema  com  elementos separados)  8415.20­Do  tipo  dos  utilizados  para o  conforto  dos passageiros  nos veículos automóveis  8415.8­Outros  8415.90.00­Partes  Comparando  os  aparelhos  condicionadores  de  ar  objeto  da  reclassificação  levada  a  efeito  pelo  Fisco,  com  os  textos  das  subposições  acima  transcritas,  verifica­se  que  a  classificação  legal  é  na  subposição  8415.8.  Já  que  Não  são  dos  tipos  utilizados  em  paredes  ou  janelas,  formando  corpo  único,  tampouco são dos tipos utilizados em veículos. De outra banda,  como essas subposições de primeiro nível são abertas, isto é, são  subdivididas,  há  que  se  fazer  comparação  a  nível  de  segundo  nível (dois travessões).   8415.81­­Com dispositivo de refrigeração e válvula de inversão  do ciclo térmico (bombas de calor reversíveis)  8415.82­­Outros, com dispositivos de refrigeração  8415.83­­Sem dispositivo de refrigeração  Fl. 19DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES   8 Cotejando­se  as  subposições  de  segundo  nível  (­­)  vê­se  que  pelas características dos aparelhos em exame ­ com dispositivo  de  refrigeração  e  válvula  de  inversão  do  ciclo  térmico  (ciclo  reverso,  tipo  Split  System)  ­  a  codificação  é  na  subposição  8415.81.   Desse modo, mencionados aparelhos  classificam­se, a nível  de  Sistema Harmonizado, na subposição 8415.81.  Encontrada a subposição correta, falta apenas encontrar dentre  essa o item e o subitem, para tanto, basta seguir o que dispõe a  Regra Geral Complementar nº 1 (RGC­1) sobre a classificação a  nível de item e subitem.  Segundo a RGC­1, todas as Regras Gerais para Interpretação do  Sistema  Harmonizado  são  aplicáveis,  feitas  as  devidas  adaptações,  para  se  determinar,  dentro  de  cada  posição  ou  subposição,  o  item  aplicável  e,  dentro  deste,  o  subitem  correspondente,  sendo  que  só  são  comparáveis  um  item  com  outro item ou um subitem com outro subitem.   Determinada  a  subposição  correta  (8415.81),  chegar  à  codificação  completa  é  muito  simples:  basta  fazer­se  a  comparação dos textos dos itens pertencentes a essa subposição  e, logo em seguida, se houver, dos subitens do respectivo item.  8415.81.10Com  capacidade  inferior  ou  igual  a  30.000  frigorias/hora  Outros  Cotejando­se os aparelhos condicionadores de ar com o  textos  dos itens da subposição 8415.81, vê­se que a classificação fiscal  dá­se  no  item  1,  já  que  a  capacidade  é  inferior  a  30.000  frigorias/horas.  Como  o  item  é  fechado,  a  codificação  fiscal  completa fica 8415.81.10.   No caso ora sob exame, o manual de fabricante acostado aos autos refere­se,  justamente, a aparelho de ar condicionado de sistema dividido (split), e dito manual não deixa  margem  a  dúvida  de  que  a  unidade  evaporadora  e  a  condensadora  interligam­se  formando  equipamento único de ar­condicionado. Demais disso, as unidades importadas são em números  equivalentes  (para  cada  unidade  condensadora  foi  importada,  também,  uma  unidade  evaporadora),  confirmando  a  importação  fracionada  de  aparelhos  completos  de  ar­ condicionado.   De  todo  o  exposto,  entendo  estar  demonstrado,  à  exaustão,  o  acerto  da  fiscalização ao proceder a reclassificação fiscal objeto destes autos, e por conseguinte, exigir os  tributos  e  os  respectivos  consectários  legais  que  deixaram  de  ser  pagos  na  importação  dos  aparelhos condicionadores de ar objeto do auto de infração sob exame.  Com  essas  considerações,  dou  provimento  ao  recurso  especial  da  Fazenda  Nacional  para  restabelecer  a  decisão  de  primeira  instância  que  manteve,  na  íntegra,  o  lançamento fiscal.   Henrique Pinheiro Torres    Fl. 20DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12466.001791/99­65  Acórdão n.º 9303­01.140  CSRF­T3  Fl. 190          9                 Fl. 21DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 19/09/ 2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MA RCONDES ARMAN, Assinado digitalmente em 27/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES

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Numero do processo: 10074.000463/99-10
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Apr 04 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 26/10/1994, 31/10/1994, 01/11/1994, 25/11/1994, 02/02/1995, 07/02/1996, 09/02/1996, 15/03/1996, 15/05/1997 Os terminais de ponto de venda PDV classificam-se na subposição 8470.9000. A indicação de um Ex Tarifário a uma determinada posição vincula tal produto à subposição a menos que tenha expressa manifestação contrária do mesmo órgão que introduziu o Ex Tarifário. Recurso Especial do Contribuinte Provido
Numero da decisão: 9303-001.417
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo da Costa Pôssas e Henrique Pinheiro Torres, que negavam provimento.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN

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FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS  Data  do  fato  gerador:  26/10/1994,  31/10/1994,  01/11/1994,  25/11/1994,  02/02/1995,  07/02/1996,  09/02/1996,  15/03/1996,  15/05/1997  Os  terminais  de  ponto  de  venda  PDV  classificam­se  na  subposição 8470.9000.  A  indicação  de  um  Ex  Tarifário  a  uma  determinada  posição  vincula  tal  produto  à  subposição  a  menos  que  tenha  expressa  manifestação  contrária  do  mesmo  órgão  que  introduziu  o  Ex  Tarifário.  Recurso Especial do Contribuinte Provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento  ao  recurso  especial.  Vencidos  os  Conselheiros  Antonio  Carlos  Atulim,  Gilson  Macedo  Rosenburg  Filho,  Rodrigo  da  Costa  Pôssas  e  Henrique  Pinheiro  Torres,  que  negavam  provimento.    Susy Gomes Hoffmann ­ Relatora    Henrique Pinheiro Torres ­ Presidente Substituto  Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros  Antonio  Carlos  Atulim,  Nanci  Gama,  Judith  do  Amaral  Marcondes  Armando,  Rodrigo  Cardozo  Miranda,  Gilson     Fl. 1DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES     2 Macedo  Rosenburg  Filho,  Rodrigo  da  Costa  Pôssas,  Gileno  Gurjão  Barreto,  Maria  Teresa  Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Henrique Pinheiro Torres.    Relatório  Trata­se  de  recurso  especial  interposto  pelo  contribuinte,  com  base  em  divergência jurisprudencial.  Lavrou­se o auto de infração em razão da falta de recolhimento de II e de IPI,  tendo  em  vista  a  desclassificação  fiscal  da  mercadoria  importada:  Terminais  de  Pontos  de  Venda (PDV’s). A fiscalização entendeu que tais mercadorias deveriam ter sido classificadas  na  Nomenclatura  Brasileira  de  Mercadorias  baseada  no  Sistema  Harmonizado  (NBM/SH),  código  8470.50.0100  e,  em  1996  e  1997,  na  Nomenclatura  Comum  do  Mercosul  (NCM),  código 8470.50.11.  O contribuinte ofereceu impugnação (fls. 113/120). Preliminarmente, sustentou  incabível  a  atuação  fiscal,  tendo  em  vista  que,  quando  da  protocolização  da  Declaração  de  Importação e do desembaraço aduaneiro, nenhuma objeção foi  feita pela autoridade quanto à  classificação  apontada,  procedendo­se  ao  recolhimento  do  tributo.  Suscitou  decisão  do  STF,  argumentando  que  “não  prospera  Ato  de  Revisão  Aduaneira  nas  hipóteses  em  que  a  fiscalização da  zona primária  já  validou a  importação ocorrida  seja quanto a  fato gerador,  base de cálculo, alíquota, procedência, origem e correta classificação tarifária”.  No  mérito,  argüiu  que,  com  o  acolhimento  da  classificação  apontada  pelo  importador, a sua posterior alteração configura mudança de critério jurídico; que os PDV’s não  se restringem à definição de caixas registradoras, por possuírem diversas outras funções; que as  Portarias  do  Ministério  da  Fazenda  concessivas  de  “Ex”  tarifário  sempre  consideraram  os  PDV’s  como  “Ex”  do  Código  8470.90.0000,  mesma  as  editadas  posteriormente  ao  Decreto  435/92;  com  base  no  art.  100,  inciso  I,  e  parágrafo  único,  do  CTN,  não  são  aplicáveis  as  penalidades  nem  os  juros  moratórios;  e  as  diferenças  relativas  ao  IPI,  se  fossem  devidas,  gerariam créditos em seu favor.   A Delegacia  da Receita  Federal  de  Julgamento  considerou  procedente  a  ação  fiscal. Aduziu­se que a revisão aduaneira é instituto previsto no art. 54 do Decreto­ lei 37/66 e  art. 455 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo decreto n° 91.030/85, o que se contrapõe à  preliminar  argüida  pelo  contribuinte.  Ainda,  que  se  trata,  na  hipótese,  de  lançamento  por  homologação,  o  qual  não  se  dá  quando  do  despacho  aduaneiro, mas  sim  expressamente,  ou  tacitamente, com o decurso do prazo de cinco anos. Sustentou, no que se refere à alegação de  mudança  de  critério  jurídico  para  a  posterior  alteração  da  classificação  tarifária,  que  o  desembaraço  aduaneiro  possui  caráter precário  relativamente  às  informações  fornecidas  pelo  importador, de modo que a verificação da adequação da mercadoria declarada  com o código  tarifário  não  configura mudança de  critério  jurídico. A alegação de que  a mercadoria possui  diversas funções, e não somente de caixa registradora, segundo o órgão julgador, apenas veio a  confirmar a classificação apontada pela fiscalização, conformando­se à nota 3 da seção XVI do  capítulo 84 das Nesh.  Quanto  às  aludidas  portarias  do  Ministério  da  Fazenda  concessivas  de  “Ex”  tarifário,  sempre  sob  o  código  8470.90.0000,  considerou­se  que,  na  sua  concessão,  não  se  verifica a exatidão da correspondência entre a mercadoria e o apontado código tarifário, o que  cabe  à Secretária  da Receita  Federal  avaliar;  e  que  “se  vigentes  as  portarias  concessivas  de  Fl. 2DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10074.000463/99­10  Acórdão n.º 9303­01.417  CSRF­T3  Fl. 298          3 redução tarifária para a mercadoria em questão à época das importações efetuadas, poderia o  importador  dela  usufruir  independentemente  do  código  na  TAB  ou  na  TEC  que  lhe  tivesse  atribuído”.  Finalmente, no que tange à alegação de créditos gerados em razão das diferenças  relativas  ao  IPI,  fundamentou­se  que  a  possibilidade  de  geração  de  créditos  não  isenta  o  contribuinte de efetuar o pagamento do IPI no momento do registro da DI.  Desta  decisão,  o  contribuinte  interpôs  recurso  voluntário  (fls.  148/156),  elencando  os  seguintes  argumentos  com  o  escopo  de  ver  integralmente  extinto  o  crédito  tributário:  a)  A  correta  classificação  tarifária  das  PDV’s,  nos  termos  da Regra Geral  para  Interpretação do Sistema Harmonizado 3°,  reside na posição 8470,  tendo em vista que tais máquinas possuem diversas funções complexas;  b)  O  art.  17  do  RIPI/98  refere­se  a  notas  explicativas  do  Sistema  Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. O dec. n°  435/92,  que  aprovou  aquelas  notas  explicativas,  e  a  IN SRF n°  123/98,  que aprovou alterações na NESH, enquadram na posição 8470 máquinas  como as PDV’s;  c)  O ministro da fazenda enquadrou os PDV’s como “ex” do código da TAB  8470.90.0000,  em  que  se  classificam  as  “outras  máquinas,  com  dispositivo  de  cálculo  incorporado”,  nos  termos  do  item  D  da  posição  8470  do Dec.  435/92,  atribuindo­lhes  as  seguintes  alíquotas  de  II:  45%  (até  30/09/1992),  40%  (de  01/10/92  a  30/06/93)  e  35%  (de  01/07/93  a  31/12/94). Posteriormente, o ministro da fazenda reduziu a alíquota do II  dos  PDV’s  para  20%.  Destarte,  o  Ministério  da  Fazenda  sempre  classificou os PDV’s no código da TAB 8470.90.0000;  d)  Segundo  o  STF  (RE  74.810/72),  em  caso  de  divergência  entre  órgão  superior e inferior da Administração Fazendária sobre classificação fiscal  de  mercadorias,  prevalece  a  adotada  pelo  nível  mais  elevado.  Isto  em  relação ao parecer CST (DCM) n° 1.089/92, presente às fls. 19/22;  e)  Ainda que se considere que os PDV’s devem ser classificados no código  da  TAB  8470.50.0100  (código  da  TEC  8470.50.11),  não  pode  ser­lhe  imposta penalidade nem juros de mora, tendo em vista que agiu segundo  as  disposições  do  Ato  Declaratório  n°  10/97  das  Superintendências  Regionais  da  Receita  Federal,  pois  que  as  mercadorias  encontravam­se  corretamente descritas, sendo suficiente para efeito de classificação fiscal;  f)  As  diferenças  de  IPI  geraram  créditos,  o  que  não  foi  considerado  pela  autoridade fiscal.   A antiga Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria  de  votos,  negou  provimento  ao  recurso  voluntário  (acórdão  de  fls.  198/214).  Considerou­se  que, não obstante as alegações formuladas pelo contribuinte no que tange à complexidade das  funções possíveis dos PDV’s importados, restou claro que a sua função primordial e essencial  caracteriza­os  como  “caixa  registradora”,  devendo­se  ter  como  correta  a  sua  classificação  Fl. 3DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES     4 tarifária perpetrada pela  fiscalização,  sob os códigos NBM 8470.50.0100 e TEC 8470.50.11,  com base na nota n° 03 da Regra Geral para a Interpretação do Sistema Harmonizado. Baseou  tal posicionamento na própria denominação da mercadoria, Terminal Ponto de Venda, que está  a  indicar  a  sua  função  essencial  e  nas  informações  constantes  do  folheto  informativo  do  produto  (fls.  45),  no  sentido de que se destina aos  seguintes  seguimentos do mercado:  lojas/  supermercados de autoserviço, lojas de departamento, lojas varejistas especializadas e serviços  .  Além  disso,  tal  folheto  menciona,  conforme  explicitado  na  decisão  recorrida,  que  o  fator  determinante para a sua aquisição é a existência de um ponto de venda.  Relativamente  às  portarias  do  Ministério  da  Fazenda,  foram  reiterados  os  mesmos argumentos utilizados pelo julgador de primeira instância. Suscitou, no que concerne à  classificação do produto, o Parecer CST (DCM) n° 1.089/92, no qual se baseou (fls. 19/22 dos  autos).  Tal  parecer  é  expresso  no  seguinte  sentido:  “(...)  não  nos  parece  apropriado  o  enquadramento das máquinas em questão na subposição 8470.90, da NBM/SH, em função da  existência de subposição específica (8470.50) que contempla, de maneira expressa, as “caixas  registradoras”.  Finalmente, quanto às penalidades, entendeu­se pela sua manutenção, por tratar­ se  de  juros  de  mora,  e  não  de  multa  de  ofício,  o  que,  aí  sim,  restaria  afastado  pelo  Ato  Declaratório n° 10/97. Quanto aos juros de mora, com base no art. 161 do CTN, julgou que sua  incidência  não  pode  ser  afastada,  até  porque  não  constituem  penalidade,  mas  sim  “mera  remuneração de capital”.  O contribuinte, em recurso especial (fls. 226/237), reiterou os seus argumentos  já  expendidos  no  processo,  ressaltando  que, malgrado  os  PDV’s  guardem  semelhanças  com  “caixas registradoras”, com elas não se confundem pois que apresentam várias outras funções.  Fundamentou o  seu  recurso especial  em divergência  jurisprudencial,  com base  em  decisões  da  Câmara  Superior  de  Recursos  Fiscais  (acórdão  n°  03/03501)  e  da  antiga  Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes (acórdão n° 303­29.638).  Em contrarrazões, a Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 282/284) defendeu  que os PDV’s enquadram­se no conceito de “caixas registradoras”, de modo que a classificação  especial deve preponderar sobre a genérica.    Voto             Conselheira Susy Gome Hoffmann, Relatora  O recurso especial do contribuinte é tempestivo, e preenche os demais requisitos  de  admissibilidade,  tendo  em  vista  que  restou  demonstrada  a  divergência  jurisprudencial  suscitada, posto que para o presente caso, os acórdãos paradigmas apresentados  tratam­se da  classificação do mesmo produto.  Com efeito, o recorrente trouxe à tona decisão da Câmara Superior de Recursos  Fiscais, em que, discutindo­se questão referente à classificação do mesmo produto, qual seja o  Terminal de Ponto de Vendas­ PDV­ entendeu­se que a desclassificação fiscal, perpetrada pela  autoridade fiscal, enquadrando­o como “caixa registradora” (posição 8470.50), baseando­se no  catálogo  do  produto,  não  poderia  prescindir,  por  tratar­se  de  um  equipamento  complexo,  de  prévio laudo técnico por profissional especializado.  Fl. 4DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10074.000463/99­10  Acórdão n.º 9303­01.417  CSRF­T3  Fl. 299          5 A questão fática, no presente caso, é a mesma. A autoridade autuante entendeu  por  desclassificar  o  produto  Terminal  Ponto  de  Venda­  PDV,  da  posição  indicada  pelo  contribuinte  (Código  8470.90.0000),  para  o  código  8470.50.0100  e,  em  1996  e  1997,  na  Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), código 8470.50.11.  Outrossim, a questão é idêntica à discutida no âmbito do outro acórdão apontado  como  paradigma,  proferido  pela  antiga  Terceira  Câmara  do  Terceiro  Conselho  de  Contribuintes.  Neste,  entendeu­se  correta  a  classificação  fiscal  sustentada  pelo  contribuinte,  sobretudo  diante da  portaria  emanada  do Ministério  da Fazenda,  em que  se  criou  um  “EX”,  relativamente ao “Terminal Ponto de Venda”, para a posição 8470.90­ “Outras”, classificação  esta sustentada pelo contribuinte.  O raciocínio consistiu no fato de que “parece evidente que ao ser criado o ‘EX’  para os terminais ponto de venda, este passaram a ser uma exceção da subposição 8470.90,  mas  jamais deixaram de  fazer parte do grupo de produtos que nela se enquadram”. E mais,  estabeleceu­se  que  “Também  parece  pertencer  à  mesma  lógica,  que,  caso  as  autoridades  administrativas  considerassem  os  terminais  ponto  de  venda  como  sendo  uma  espécie  do  gênero ‘caixas registradoras’, a criação do ‘EX’ deveria ter ocorrido na subposição específica  destas (8470.50). Mas tal criação jamais ocorreu”.  Então, a contenda fica sobre a correta classificação: se a pretendida pelo Fisco  na subposição 8470.50 em que coloca os produtos ali inseridos como “caixas registradoras” ou  se na subposição criada para o ex tarifário 8470.90 – outras.  Assim, para a sua defesa a Recorrente, como dito anteriormente e no Acórdão  paradigma, se socorre da evolução legislativa e que os produtos consistem em terminais ponto  de venda – PDV, posto  que a Portaria 877/91, Portaria 550/92, Portaria  492/94 e 504/94 do  Ministério da Fazenda. Ficou assim disposto o referido Ex tarifário:  8470 – Máquinas de calcular e máquinas de bolso que permitam  gravar, reproduzir e visualizar informações, com função de cálculo incorporada;  máquinas  de  contabilidade,  máquinas  de  franquear,  de  emitir  bilhetes  e  máquinas  semelhantes,  com  dispositivo  de  cálculo  incorporado;  caixas  registradoras.  item 8470.90 – outras – “ex” 001 – Terminal de ponto de venda  Com  efeito,  não  se  pode  fechar  os  olhos  para  o  fato  de  que,  efetivamente,  as  portarias  do  Ministro  da  Fazenda  citadas  pelo  recorrente  relacionaram  o  produto  Terminal  ponto  de  Venda  à  subposição  por  ele  defendida,  o  que  lhe  dá  o  respaldo  necessário  para  proceder à classificação fiscal da maneira que se fez.  Ademais, é  importante considerar que cabe à Receita Federal do Brasil fazer a  classificação  fiscal  do  produto  objeto  do  ex­tarifário,  conforme  se  verifica  pela  análise  do  procedimento  do  fluxo  de  um  pedido  de  ex  tarifário,  de  acordo  com  o  previsto  no  sítio  do  Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, acessado em 23/09/2010:  Fluxo Normal para Análise de Pleitos Novos, quando não há produção  nacional e há mérito:   Protocolo do Pleito no MDIC  Fl. 5DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES     6 Análise Preliminar da Documentação   Análise da Secretaria da Receita Federal (Nomenclatura e Classificação  do Produto)  Verificação de Inexistência de Produção Nacional   Análise de Mérito   Elaboração de Parecer  Análise pelo Gecex/Camex   Publicação  O  prazo  médio  para  análise  de  pleito  é  de  noventa  dias.  Entretanto,  maior ou menor agilidade no processo dependem de muitos aspectos, dentre os quais:  Rigor  das  empresas  na  elaboração  do  pleito  e  no  fornecimento  dos  documentos e informações exigidos;  Dificuldade em comprovar a inexistência de produção nacional.  O  regime  de  ex­tarifário  é  uma  exceção  à  Tarifa  Externa  Comum  (TEC),  e  a  condição  essencial  é  a  de  que  não  haja  produção  nacional  do  produto  beneficiado com o regime.   Quando  uma  empresa  desejar  qualquer  informação  sobre  ex­tarifário  em geral ou sobre a situação de um processo específico e em que fase ele se encontra,  seu representante deverá enviar e­mail para sdp.extarifario@mdic.gov.br solicitando a  informação.  Da mesma forma, não se pode conceber a classificação fiscal determinada pelo  Fisco com base, especificamente, conforme se depreende das decisões proferidas em primeira e  segunda  instâncias,  na  denominação  do  produto  e  no  respectivo  folheto  informativo.  Tais  elementos não podem sobrepujar a declaração expressa do Ministro da Fazenda, sob pena de se  ferir a necessária segurança jurídica e presunção de legitimidade que devem guarnecer os atos  administrativos, sobretudo se proveniente de um ministro de Estado. Assim, também, no que se  refere  ao  Parecer  CST  (DCM)  n°  1.089/92,  pois  que  é  anterior  às  Portarias  do Ministro  da  Fazenda.  Ademais,  os  terminais  de  ponto  de  venda  não  podem  se  caracterizar  caixa  registradora  apenas  sob  o  único  argumento  deste  ser  a  sua  função  principal,  até  porque  não  houve qualquer laudo ou juntada de catálogos ou informações técnicas feitas pela fiscalização  que pudessem, frente ao princípio da verdade material, inferir que era incorreta a classificação  sugerida pelas Portarias do Ministério da Fazenda acima indicadas.  Diante do exposto, dou provimento ao recurso especial do contribuinte, para que  seja reformada a decisão recorrida, restabelecendo­se a classificação fiscal por ele perpetrada.    Susy Gomes Hoffmann    Fl. 6DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10074.000463/99­10  Acórdão n.º 9303­01.417  CSRF­T3  Fl. 300          7                               Fl. 7DF CARF MF Impresso em 13/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES

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Numero do processo: 10715.007688/95-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 12 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jul 12 00:00:00 UTC 2006
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL – Dispositivo de Cristal Líquido – Painel de LCD – LCD Projector Panel PROXIMA, modelos 842 e 846 - que reproduz imagens provenientes de uma fonte de vídeo e/ou de uma máquina automática de processamento de dados (computador) classificam-se na posição TEC 9013.80.10. PROJETOR DE IMAGENS EMITIDA POR UM DISPOSITIVO DE CRISTAL LÍQUIDO – O equipamento de LCD que incorpora um “retro-projetor” para defratr as imagens produzidas – Desktop Projector LCD PROXIMA modelos 2700 e 2800 – cuja origem da reprodução é feita a partir de uma fonte de vídeo e/ou de uma máquina automática de processamento de dados (computador) classifica-se na posição TEC 9013.80.10. CONTROLE REMOTO – CYCLOPS – Os dispositivos de controle remoto de produtos LCD Projector Panel PROXIMA, modelos 842 e 846, classificam-se na posição TEC 8526.92.00. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-33.012
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO

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conteudo_txt : Metadados => date: 2014-04-30T13:24:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2014-04-30T13:24:46Z; Last-Modified: 2014-04-30T13:24:46Z; dcterms:modified: 2014-04-30T13:24:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:19e156ab-d61e-4813-b344-410cbb08dac3; Last-Save-Date: 2014-04-30T13:24:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2014-04-30T13:24:46Z; meta:save-date: 2014-04-30T13:24:46Z; pdf:encrypted: false; modified: 2014-04-30T13:24:46Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2014-04-30T13:24:46Z; created: 2014-04-30T13:24:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2014-04-30T13:24:46Z; pdf:charsPerPage: 1735; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2014-04-30T13:24:46Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° Recurso n° Acórdão Sessão de Recorrente Recorrida : 10715.007688/95-08 : 128.427 : 301-33.012 : 12 de julho de 2006 : SYNERGY CONSULTORIA E INFORMÁTICA LTDA. : DRJ/FLORIAN6POLIS/SC CLASSIFICAÇÃO FISCAL — Dispositivo de Cristal Liquido — Painel de LCD — LCD Projector Panel PROXIMA, modelos 842 e 846 - que reproduz imagens provenientes de uma fonte de video e/ou de uma máquina automática de processamento de dados (computador) classificam-se na posição TEC 9013.80.10. PROJETOR DE IMAGENS EMITIDA POR UM DISPOSITIVO DE CRISTAL LÍQUIDO — 0 equipamento de LCD que incorpora um "retro-projetor" para defratr as imagens produzidas — Desktop Projector LCD PROXIMA modelos 2700 e 2800 — cuja origem da reprodução é feita a partir de uma fonte de video e/ou de uma máquina automática de processamento de dados (computador) classifica-se na posição TEC 9013.80.10. CONTROLE REMOTO — CYCLOPS — Os dispositivos de controle remoto de produtos LCD Projector Panel PROXIMA, modelos 842 e 846, classificam-se na posição TEC 8526.92.00. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACÍLIO DA '‘14 AS CARTAXO Presidente 411.1410,41br LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Formalizado em: 2 1 SET 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Valmar Fons'éca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. CCS Processo n° 10715.007688/95-08 Acórdão n° : 301-33.012 RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte contra decisão prolatada pela DRJ — FLORIANOPOLIS/SC, que manteve lançamento dos impostos em face do erro de classificação fiscal, com base nos fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: PROJETOR DE VÍDEO Projetores capazes de projetar imagens geradas por impulsos eletrônicos, provenientes de computador, TV ou video classificam- se na posição 8528. 410 TELAS DE CRISTAL LÍQUIDO Telas de cristal liquido onde aparecem imagens geradas por impulsos eletrônicos, produzidas por computador, TV ou video, que posteriormente, são projetadas em retro-projetor são classificadas na posição 8471. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO Aplica-se a multa de lançamento de oficio do II na desclassificação fiscal de produto que não esteja corretamente descrito com todos os elementos necessários à sua correta identificação. WI VINCULADO A IMPORTAÇÃO Na ausência de impugnação especifica as mesmas conclusões e fundamentos referentes à análise do II são aplicáveis ao WI. Lançamento Procedente Intimado da decisão de primeira instância, em 16/09/2002, o recorrente interpôs tempestivo Recurso Voluntário, em 16/10/2004, no qual alega que: a) importou os bens classificando-os nas posições tarifárias 9008.30.00 e 9013.90.00. A autoridade julgadora de primeira instância entende que tais bens deveriam ser classificados sob os códigos 8528.10.00 e 847192.53, respectivamente; b) os produtos importados não guardam qualquer relação com aqueles indicados nas posições que pretende classificar o Fisco, 2 Processo n° : 10715.007688/95-08 Acórdão n° : 301-33.012 pois, são projetores de dados de computador diretamente ligados à multimidia absolutamente distanciados de televisores; c) os projetores multimidia LCD importados têm função especifica singular, são ligadas a computadores (ou notebooks) que projetam as mesmas imagens dos monitores em uma tela grande. Diferem dos projetores de video — código 85.28.30 que se referem a receptores de televisão; d) a aplicação dos projetores multimidia LCD é diversa daquela a que se destinam os projetores de video. Um aparelho LCD é utilizado para apresentações, palestras treinamentos. Trata-se do substituto do antigo retroprojetor, é uma ferramenta de trabalho, já os projetores de video têm aplicação diversa e prestam-se a atividades de lazer; • e) seja pela função,aplicação componentes ou usuário, não que se confundir os projetores multimidia LCD — classificados sob o código 90.13.80, com os projetores de video de que trata o código 85.28.30; f) é incorreta a classificação adotada para o produto denominado "CYCLOPS", pois, destina-se a permitir a operação remota dos projetores, e não se trata de unidade de entrada para processamento de dados; g) a taxa Selic não pode ser aplicada pelos seguintes motivos: (i) a taxa não foi criada por lei; (ii) a taxa SELIC é indevidamente aplicada como sucedâneo dos juros moratório, quando na realidade possui natureza de juros remuneratórios, sem prejuízo de sua conotação de correção monetária, (iii) impossibilidade de equiparar os contribuintes com os aplicadores; (iv) aplicada a taxa Se lic 11á • aumento de tributo sem lei especifica a respeito; Em seu pedido requer, em suma: seja dado provimento ao Recurso Voluntário. o relatório. 6) Os monitores de video, que são receptores ligados diretamente por cabos coaxiais à camera de video ou ao aparelho de 1 http://www.askproxima.com/service/Ovation842/downloads/ov84xUG.pdf 4 Processo e : 10715.007688/95-08 Acórdão : 301-33.012 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. 0 presente feito contempla duas questões: uma relativa ao pedido de restituição formulado pela Contribuinte; e outra relativa ao Auto de Infração que, além de contemplar as mercadoria objetivada no pedido de restituição, açambarca produtos amparados pela mesma DI n.° 95/030526-0, de 29/06/1995. Primeiramente, analisarei a classificação fiscal dos equipamentos objetos do pedido de restituição para, numa segunda etapa, analisar os demais produtos constantes do auto de infração que decorreu da revisão aduaneira das importações. A Recorrente importou pela DI 030526, de 29/06/1995, três mercadorias descritas como sendo LCD Projector Panel (dois do modelo 822 e um do modelo 846) da marca PRÓXIMA, classificados na posição 9008.30.00, mas por entender que a classificação correta seria na posição 9013.80.10, ingressou com o pedido de restituição em face da aplicação de aliquota menor. Conforme descrição do auto de infração tais equipamentos são "constituídos, basicamente, de um dispositivo de cristal liquido (tela) e placa ou placas de circuitos eletrônicos, sendo capazes de receber um sinal emanado de uma máquina automática para processamento de dados, convertendo-o em imagem que é projetada em uma tela, com o auxilio de um retro-projetor". Por conta dessa descrição entendeu que a classificação fiscal adequada seria a TEC 8471.92.99 (outras unidades de entrada ou de saída, mesmo apresentados com o restante de um sistema e podendo conter, no mesmo corpo, unidades de memória). Analisando o manual do equipamento disponível no "site" da empresa exportadora' verifica-se que o equipamento pode ser utilizado tanto como unidade de saída de máquinas de processamento de dados 2 como para projeção de imagens de video nos sistemas adotados por reprodutores de video e DVD, assimilando-se aos sistemas de codificação de imagens de televisores (NTSC, PAL-M e SECAM), ou seja, adequando-se à descrição de monitores de video, conforme Nota 6 da posição 8528 (pág. 1674 da NESH), que dispõe: Processo n° : 10715.007688/95-08 Acórdão n° : 301-33.012 videocassete, nos quais tenham sido suprimidos todos os circuitos de radiofreqiiência, se apresentam como aparelhos de uso profissional utilizados em centros administrativos de controle de estações de televisão ou em circuito fechado de televisão (aeroportos, estações ferroviárias, siderurgia, salas de cirurgia, etc.). Essencialmente, estes aparelhos são constituídos por dispositivos que geram e defratam um ponto luminoso em uma tela (écran), em sincronismo com os sinais da fonte e de um ou varios amplificadores de video, que permitem variar a intensidade do ponto luminoso. Podem ter suas entradas em vermelho (R), verde (G) e azul (B) separados ou codificados de acordo com qualquer norma (NTSC, SECAM, PAL, D-MAC ou outra). Para recepção de sinais codificados, o monitor deve ser equipado para decodificação (separação) dos sinais R, G e B. 0 meio nominalmente utilizado para reconstituição da imagem é o tubo catódico para visão direta ou o projetor de três tubos catódicos, mas existem monitores que utilizam outros meios para chegar ao mesmo fim (tela (écran) de cristal liquido, difração de raios luminosos sobre uma película de óleo, por exemplo). Os monitores de video da presente posição não devem ser confundidos com as unidades de visualização (display units) de máquinas automáticas para processamento de dados descritas na Nota Explicativa da posição 84.71. Esse equipamento não se limita A. unidade de saída de computadores, exclusivamente, conforme interpretou a autoridade lançadora, pois atendem às funções descritas pelo produto "monitor de video", também. Desta forma, o que revela a principal característica desse produto não sua utilidade ou destinação (como unidade de saída de máquinas de processamento de dados — posição 84.71 - ou como monitor de video — posição 85.28), mas sim sua constituição como máquina autônoma. Nessas condições passa a ser adequada a classificação fiscal na posição 90.13 DISPOSITIVOS DE CRISTAIS LiQUIDOS QUE NÃO CONSTITUAM ARTIGOS COMPREENDIDOS MAIS ESPECIFICAMENTE EM OUTRAS POSIÇÕES; "LASERS", EXCETO DIODOS "LASER"; OUTROS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE ÓPTICA, NÃO ESPECIFICADOS NEM COMPREENDIDOS EM OUTRAS POSIÇÕES DO PRESENTE CAPÍTULO. Os LCD Projector Panel não estão especificados (de forma exclusiva) em outras posições, motivo pelo qual a acepção ou descrição genérica lhes são melhor atribuidas. A posição mais especifica no caso é aquela que possui descrição mais genérica, pois somente ela pode açambarcar as utilidades desse equipamento. 5 Processo e : 10715.007688/95-08 Acórdão n° : 301-33.012 Aliás "não é possível estabelecer princípios rigorosos que permitam determinar se uma posição é mais especifica que uma outra em relação às mercadorias apresentadas; pode-se, contudo, dizer de modo geral que se deve considerar como mais especifica a posição que identifique mais claramente, e com uma descrição mais precisa e completa, a mercadoria considerada". Apropriada a classificação como "outros dispositivos, aparelhos e instrumentos de cristal líquidos. Desta forma, em relação aos LCD Projector Panel (dois do modelo 822 e um do modelo 846) da marca PRÓXIMA, tenho convicção de que a classificação mais adequada é a da posição 9013.80.10. No que tange aos produtos importados descritos na DI como sendo "desktop LCD projector, modelos 2800 e 2700, projetor de cristal liquido LCD PROXIMA", verifica-se que a Recorrente importou sob a aliquota 9008.30.00 e a fiscalização, no auto de infração, descrevendo-os como sendo projetores de video com tecnologia LCD — que projetam em uma tela imagens animadas recebidas de uma fonte de video ou uma máquina automática — classificando-os na posição 8528.10.00. A questão litigiosa repete-se nos mesmos termos. 0 equipamento denominado Desktop Projector, modelo 2800, é, na verdade uma unidade de video que, a partir de uma tela de LCD projeta imagens para lentes nas características de um retro-projetor (com o detalhe de que imagem projetada não é fixa), de forma que as lentes produzem a expansão dos feixes de luz de forma a projetá-los para uma tela (écran). As imagens são provenientes de maquinas automáticas de processamento de dados e/ou um reprodutor de video, da mesma forma que os LCD Projetor Panel, com a diferença de defratar a imagem em lentes ao estilo de retro- projetor, incorporado. Desta forma, não seria correto atribuir a essa mercadoria a posição tarifária pertinentes A. unidades de saída de máquinas automáticas de processamento de dados (8471), assim como não seria correto atribuir-lhe a posição tarifária pertinente à aparelhos de receptores de televisão (8528). Entendo que, ressalvada a incorporação do retro-projetor num mesmo equipamento de LCD, o Desktop LCD Projector deve seguir a mesma classificação do LCD Projector Panel. Isso porque é o LCD que lhe confere a característica principal da reprodução de imagem, seja ela proveniente de uma máquina automática seja ela proveniente de uma fonte de video. Diante disso, tenho convicção que esses equipamentos de "retro- projetor" de imagem de video a partir de um LCD devem ser classificados na posição 9013.80.10. 6 Sala das Sessões, em 124rde Ai I I 11 °OA 111* • LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator 006 O • Processo : 10715.007688/95-08 Acórdão no : 301-33.012 Por fim, o Cyclop é um acss6rios do LCD Projetor Panel e como tal é um control& remoto que não tem relação com máquinar automáticas de processamento de dados não podemdo ser classificado na posição 8471.92.53. Note-se que esses aparelhos não se conectam ao computador mas sim ao LCD Projetor Panel e para ele emana seus comandos. È portanto um acessório que traz facilidade de controle das funções do LCD Projetor Panel a distancia, cumprindo as características descritas na posição 9013.90.00: 90.13 - DISPOSITIVOS DE CRISTAIS LÍQUIDOS QUE NÃO CONSTITUAM ARTIGOS COMPREENDIDOS MAIS ESPECIFICAMENTE EM OUTRAS POSIÇÕES; "LASERS", EXCETO DIODOS "LASER"; OUTROS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE ÓPTICA, NÃO ESPECIFICADOS NEM COMPREENDIDOS EM OUTRAS POSIÇÕES DO PRESENTE CAPITULO. 9013.10 - Miras telescópicas' para armas; periscópios; lunetas para máquinas, aparelhos ou instrumentos do presente Capitulo ou da Seção XVI 9013.20 - "Lasers", exceto diodos "laser" 9013.80 - Outros dispositivos, aparelhos e instrumentos 9013.90 - Partes e acessórios Assim o Cyclop é um acessório da posição 9013.80.10, ou seja, do LCD Projetor Panel. De tudo quanto foi exposto, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para afastar a exigência dos tributos e penalidades lançadas pelo auto de infração de fls. 58/71, determinando o retorno dos autos a delegacia de origem para, após o trânsito em julgado, apreciar o pedido de restituição nos termos das classificações fiscais fixadas na presente decisão. ,

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4666510 #
Numero do processo: 10711.002260/96-63
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. FITA DE POLIAMIDA AROMÁTICA (ARAMIDA) ASSOCIADA A FIBRAS DE VIDRO. A mercadoria importada, identificada pelo Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda - LABANA - como sendo fita de poliamida aromática associada a fibras de vidro, é classificada no código tarifário TEC 5806.32.00, por ser mais específico, conforme, corretamente, procedeu a autoridade aduaneira revisora. RECURSO NEGADO.
Numero da decisão: 302-37204
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro relator.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Corintho Oliveira Machado

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Recorrida : DRYFLORIANÓPOLIS/SC CLASSIFICAÇÃO FISCAL. FITA DE POLIAMIDA AROMÁTICA (ARAMIDA) ASSOCIADA A FIBRAS DE VIDRO. A mercadoria importada, identificada pelo Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda - LABANA - como sendo fita de poliamida aromática associada a fibras de vidro, é classificada no • código tarifário TEC 5806.32.00, por ser mais especifico, conforme, corretamente, procedeu a autoridade aduaneira revisora. RECURSO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ti OLÁ c.453- JUDITH D5 4MARAL MARCONDES ARMA DO Presidente o n A 10,lbi CORINTHO OLIVEIRA 1ACHADO Relator L, Formalizado em: 24 JAN 2006 Participaram, ainda, do presente julgam o, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Luis Antonio Flora, Paulo Roberto Cucco Antunes, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente) e Davi Machado Evangelista (Suplente). Ausentes os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim, Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior, Daniele Strohmeyer Gomes e a Procuradora da Fazenda Nacional Ana Lúcia Gatto de Oliveira. une Processo n° : 10711.002260/96-63 Acórdão n° : 302-37.204 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: "A contribuinte acima qualificada submeteu a despacho, mediante a declaração de importação - DI n° 007.537-0 de 28/03/1996, fls. 09 a 14, os produtos abaixo descritos, verbis: Adição 001: 4.374,500 Kg de TECIDO DE NYLON AROMATICO 4:5 (ARAMIDA) SEM FIOS DE BORRACHA EM FITAS DE 13 CM DE LARGURA, RESISTÊNCIA 400 DAN/CM (9084 FK) 554,000 kg de TECIDO DE NYLON AROMATICO (ARAMIDA) SEM FIOS DE BORRACHA EM FITAS DE 13 CM DE LARGURA, RESISTÊNCIA 620 DAN/CM (9083 FK) fab./exp: LES FILS D'AUGUSTE CHOMARAT ET CIE MARIAC - 07160 - LE CHEYLARD - FRANÇA Retiradas amostras dos produtos e submetidas à análise pelo Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda - LABANA, conforme se depreende dos Laudos de Análise n° 01638/96 e 01639/96, juntados às fls. 23/24, constatou-se que os produtos importados tratam-se de fita de poliamida associada a fibras de vidro, caracterizando-se como fita, na acepção da nota 5 do Capitulo 58 da TEC. Informou, ainda, que o grau de resistência do material analisado não altera o posicionamento tarifário do produto em tela. Em razão desta análise técnico-laboratorial, a Fiscalização desconsiderou o código utilizado pelo importador -TAB/NBM 5407.10.0102 TEC/NCM 5407.10.11-, reclassificando os produtos no código TAB/NBM 5806.32.9999, sujeitos à aliquota de 18,00% (dezoito por cento) para o II e 0,00% (zero por cento) para o IPI. Em conseqüência, lavrou-se o Auto de Infração n° 073/96 de fls. 27 a 32, pelo qual a contribuinte foi intimada a recolher ou impugnar o crédito tributário de R$ 66.623,22, relativo à diferença de Imposto de Importação, multa de oficio prevista no art. 40, I da Lei n° 8.218/91 e juros de mora na forma da lei. O enquadramento legal das exigências consta do referido Auto de Infração. Não se conformando com a ação fiscal da qual foi regularmente cientificada (fls. 34 e verso), a autuada, por meio de seu 2 Processo n° : 10711.002260/96-63 Acórdão n° : 302-37.204 representante legal (fls. 55 a 58), apresentou às fls. 35/36, impugnação ao Auto de Infração, instruindo-a com os documentos de fls. 37 a 54, alegando, sucintamente, em sua defesa, o que segue, que: - por meio do Decreto n° 97.409/88, o País, visando uniformizar a classificação fiscal de mercadorias, passou a adotar o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias; - a classificação fiscal dos produtos em questão encontra-se perfeitamente adequada aos critérios jurídicos consagrados pelo supramencionado sistema; - as posições tarifárias adotadas pela fiscalização (TEC 5806.32.00) não têm o mesmo grau de especificidade da posição pretendida pela O impugnante (TEC 5407.10.11), pois advém de posições mais genéricas, portanto, é de se aplicar RGI, 3, "a"; - o laudo técnico emitido pelo LABANA infringiu o art. 30, § 1° do Decreto n° 70.235/72; - a multa prevista no art. 40 da Lei n°8.218/91 não é passível de ser cobrada pelos explícitos termos do Ato Declaratório (Normativo) n° 36, de 05.10.1995. Nestes termos, esperando seja acolhida integralmente sua defesa, a interessada requereu a insubsistência do auto de infração, a fim de abster-se da exigência do crédito tributário em comento. Em face da alteração da competência para julgamento promovida pela Portaria MF n° 416, de 21/11/2000, o processo foi remetido a esta DRJ para apreciação (fls. 60)." O A DRJ em FLORIANÓPOLIS/SC julgou procedente em parte o lançamento, exonerando a multa de oficio, em virtude de que o produto importado fora corretamente descrito. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fl. 88 e seguintes, onde reprisa a alegação apresentada em primeiro grau de que as posições tarifárias adotadas pela fiscalização (TEC 5806.32.00) não têm o mesmo grau de especificidade da posição pretendida pela impugnante (TEC 5407.10.11), pois advém de posições mais genéricas, portanto, é de se aplicar RGI, 3, "a", e aduz que a mercadoria importada pela recorrente não apresenta nenhuma das características constantes da Nota 5 do Capítulo 58 para ser considerada como FITA. Nesse sentido, traz Parecer Técnico elaborado por Consultora do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do ES. 3 Processo n° : 10711.002260/96-63 Acórdão n° : 302-37.204 Subiram então os autos a este Conselho, conforme indicado no despacho de fl. 158. Às fls. 159 e seguintes, é juntado o processo administrativo n° 10711.002016/2003-45, que trata da averbação do bem arrolado pela empresa para fins recursais. Às fls. 168 e seguintes, com arrimo nos §§ 4° e 5° do Decreto n° 70.235/72, juntou-se outro Parecer Técnico, emitido pela Fundação Coppetec, da Universidade Federal do RJ, do qual foi dado a conhecer à douta PFN, fl. 196, e que se manifestou nos termos das fls. 199/205. Em arremate, são trazidas novas considerações por parte da recorrente, fls. 212 e seguintes, acerca da manifestação da PFN. Relatados, passa-se ao voto. o 4 Processo n° : 10711.002260/96-63 • : Acórdão n° : 302-37.204 VOTO Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. DO PARECER TÉCNICO JUNTADO APÓS A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO Embora não satisfaça as hipóteses previstas nos §§ 40 e 5° do Decreto n° 70.235/72, entendo por levar em consideração o Parecer Técnico, emitido pela Fundação Coppetec, da Universidade Federal do RJ (juntado aos autos após a interposição do recurso), com âncora no § 7° do art. 18, do Anexo II da P-MF n° 55/98 (Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes). DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DA MERCADORIA IMPORTADA Em primeiro plano, cumpre dizer que a classificação fiscal de mercadorias não é considerada aspecto técnico, segundo a letra expressa da lei (§ 1° do art. 30 do Decreto n° 70.235/72), e que tanto o laudo do LABANA como os dois Pareceres Técnicos juntados pela recorrente, em maior ou menor grau, desbordaram dos aspectos técnicos de suas competências para se imiscuírem em matéria de classificação fiscal que não lhes dizem respeito. Assim é que levei em consideração apenas as informações acerca dos aspectos técnicos stricto sensu constantes de tais peças periciais. Em virtude da exoneração da multa pelo órgão julgador de primeiro grau, apenas o imposto de importação está em discussão neste recurso. A controvérsia gira em tomo da forma de apresentação da mercadoria (se fita ou tecido) e não há dissenso propriamente sobre a matéria de que é feita a mercadoria importada, a qual está pacificada como poliamida de aromática (aramida), que é uma fibra sintética. A recorrente classificou a mercadoria como tecido no código 5407.10.11 (tecido obtido a partir de fio de alta tenacidade, de aramida); ao passo que a fiscalização reclassificou a mercadoria como fita, no código 5806.32.00 (fita de fibras sintéticas ou artificiais). Ambos os lados invocam as Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado para justificar suas posições. A decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento lançou novas luzes à questão quando, com supedâneo nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado, precisou os conceitos de tecido, para os fins do Capítulo 54, e de fita, 5 Processo n° : 10711.002260/96-63 • : Acórdão n° : 302-37.204 na acepção da posição 5806, concluindo, ao final, que a mercadoria trata-se de fita e não de tecido. Em seu apelo voluntário a recorrente, com fulcro em Parecer Técnico elaborado por Consultora do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do ES, tentou descaracterizar sua mercadoria como fita, dizendo, em síntese apertada, que o material importado é tecido de alta tenacidade e não contém ourelas verdadeiras. O Parecer Técnico, emitido pela Fundação Coppetec, da Universidade Federal do RI, mostrou-se trabalho de maior fôlego que os demais, trazendo inclusive fotos ilustrativas, obtidas por microscópio (que permite análises macrográficas estereoscópicas dos tecidos, nos dizeres de seu autor). Pois esse Parecer, ao contrário do primeiro Parecer Técnico trazido pela recorrente (do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do ES), mostra a existência de ourelas • verdadeiras no material importado (o que não o descaracteriza como fita); nada obstante, conclui ser aquele material um tecido de pequena largura, composto de fibras de alta tenacidade, alto valor e alto custo, e usado para fins tecnológicos e industriais. Ao meu sentir, a recorrente, no seu intuito de demonstrar a correção da classificação fiscal ofertada originariamente devia comprovar que a sua mercadoria era, de fato, tecido classificável no código tarifário TEC 5407.10.11, e para isso tinha de afastar a possibilidade de sua mercadoria ser uma fita da posição 5806, uma vez que esta expcionava a possibilidade de ser tecido, de acordo com as NESH referentes aos Capítulos 50 a 55; e também conforme as observações relativas aos Capítulos 56 a 63, as quais também excepcionam as fitas dentre os tecidos daqueles Capítulos. Como a recorrente não logrou sucesso no seu intento, adoto a explanação do órgão julgador de primeiro grau atinente à matéria como razões de decidir: "Quanto ao mérito, a solução se resume em determinar se a mercadoria importada se enquadra, para efeito fiscal, no código 01, TAB 5407.10.0102 (TEC 5407.10.11), como pleiteia a impugnante, com alíquota de II de 2% (ver fls. 13), ou no código TAB 5806.32.9999 (TEC 5806.32.00), como entendeu a Fiscalização, cuja alíquota para o II se eleva a 18% (ver fls. 29). Assim, para melhor visualização do tema, vejamos antes os textos dos códigos utilizados, em nível de posição, subposição e item: Código pretendido pelo Importador (TAB 5407.10.0102= TEC 5407.10.11) 5407 TECIDOS DE FIOS DE FILAMENTOS SINTÉTICOS, INCLUÍDOS OS TECIDOS OBTIDOS A PARTIR DOS PRODUTOS DA POSIÇÃO 5404 5407.10 TECIDOS OBTIDOS A PARTIR DE FIOS DE ALTA TENACIDADE, DE NÁILON OU DE OUTRAS POLIAMIDAS OU DE POLIÉSTERES 6 Processo n° : 10711.002260/96-63. - Acórdão n° : 302-37.204 5407.10.1 Sem fios de borracha 5407.10.11 De ararnida (poliamida aromática) Código atribuído pela Fiscalização (TAB 5806.32.9999= TEC 5806.32.00) 5806 FITAS, EXCETO OS ARTEFATOS DA POSIÇÃO 5807; FITAS SEM TRAMA, DE FIOS PARALELIZADOS E COLADOS ("BOLDUCS") 5806.3 OUTRAS FITAS 5806.32.00 De fibras sintéticas ou artificiais Na tentativa de se encontrar um embasamento para deslinde da questão, buscou-se subsídio nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), que são reconhecidas por lei como fonte subsidiária de interpretação do conteúdo das posições e desdobramentos da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias• (parágrafo único do art. 100 do RA), e relativamente às posições 5407 e 5806. As Notas da Seção XI da NESH, relativa à posição 54.07 dispõe, verbis: [...] A parte I-C das Considerações Gerais da Seção XI define o que se deve entender aqui pelo termo tecidos. [...] Seção XI CONSIDERAÇÕES GERAIS [...] I.- CAPÍTULOS SOA 55 E--.] C.- TECIDOS Nos Capítulos 50 a 55, o termo tecido designa os produtos obtidos por entrecruzamento, em teares de urdidura e de trama, de fios têxteis (quer estes fios sejam considerados como fios dos Capítulos 50 a 55, quer como cordéis da posição 56.07), ou de mechas, monofilamentos ou lâminas e forma semelhantes do Capítulo 54, de fios denominados "de cadeia" (chainette), de fitas estreitas, de entrançados ou de fitas em trama em fios ou fibras paralelizados e colados, etc., desde que, por exemplo: [...] b) não se trate de veludos, pelúcias ou tecidos de fios de _froco (chenille) da posição 58.01, tecidos atoalhados (tecidos turcos, da posição 58.02. tecidos em ponto de gaze da posição 58.03, tapeçarias da posição 58.05, fitas da posição 58.06, nem tecidos de fios de metal ou de fios metalizados da posição 58.09;(grifri) [...1 II.- CAPÍTULOS 56 A 63 Os Capítulos 56 a 63 compreendem os tecidos especiais e outros artigos têxteis que não se incluam nos Capítulos 50 a 55 (veludos e pelúcias, fitas, fios de froco (chenille), fios revestidos por enrolamento, passamanarias das posições 56.06 otL// 7 Processo n° : 10711.002260/96-63 Acórdão n° : 302-37.204 58.08, tules, tecidos de malhas com nós, rendas, bordados sobre tecidos ou outras matérias têxteis, malhas, etc.). (grifei) [...] As Notas da Seção XI da NESH, relativa ao Capitulo 58 e à posição 58.06 dispõe, verbis: Notas de Capítulo. [..-1 5.- Consideram-se fitas na acepção da posição 58.06: a) - os tecidos de urdidura e trama (incluídos os veludos), em tiras de largura não superior a 30cm, com ourelas verdadeiras; - as tiras de largura não superior a 30cm, provenientes de corte de tecidos e providas de falsas ourelas tecidas. Coladas ou obtidas de • outro modo; (grifei) [...] CONSIDERAÇÕE GERAIS O presente Capítulo abrange produtos têxteis muito diversos, cuja classificação nas posições, exceto os da posição 58.09 , não dependem da natureza das matérias têxteis constitutivas. Alguns só se incluem neste Capítulo quando não se considerem confeccionados, na acepção da parte II das Considerações gerais desta Seção; contudo, outros classificam-se aqui, mesmo confeccionados. [...] A.- FITAS Na acepção da nota 5 do presente Capítulo, consideram-se aqui como "fita": I) Os tecidos de urdidura e trama (inclu(dos os veludos) tecidos em tiras de largura não superior a 30 cm e que possuam, nas duas bordas laterais, ourelas verdadeiras, planas ou tubulares, Estes artigos fabricam-se em teares especiais de urdidura e trama, permitindo alguns a fabricação simultânea de muitas fitas. • Algumas desta fitas podem apresentar ourelas não paralelas e não retilineas. (grifei) [...] Nos Laudos de Análise n° 01638/96 e 01639/96, fls, 23/24, do LABANA, consta: AMOSTRA: Coletada pelo LABOR. Apara de tira de tecido constituído por fios multifilamentosos no urdume e fios de fibras descontinuas na trama, semelhante a uma fita. INTERESSADO: Sigma Imp. e Exp. Ltda. PROCEDÊNCIA: ALF/PRJ DI - 07537/96 I- ENSAIOS REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS' (RESUMO) 8 . Processo n° : 10711.002260/96-63 • Acórdão n° : 302-37.204 ENSAIOS RESULTADOS Largura ... 13 cm Espessura ... 0,65 cm 0,45 cm Grarnatura 506/m2356 g/m2 Identificação de poliamida aromática nos filamentos do urdume ... Positivo Identificação de fibras de vidro na trama ... Positivo Composição percentual em peso: Fios de poliarnida aromática ... 96% 92% Fios de fibra de vidro ... 4% 8% II— CONCLUSÃO Trata-se de uma fita de poliarnida aromática associada a fibras de vidro. Das disposições contidas nas notas das posições 5407 e 5806 da NESH, juntamente com as conclusões extraídas dos laudos laboratoriais, tem-se que o produto em trato é uma fita formada por um conjunto de fios de poliamida aromática que se encontram dispostas paralelamente ao seu comprimento, e por entre os quais passam um outro conjunto de fios de fibras de vidro, sendo que este, no sentido transversal dos referidos fios da urdidura. Portanto, a reclassificação efetuada pela autoridade fiscal é procedente, posto que a característica determinante para a definição da correta classificação tarifária do produto em tela reside no fato de o mesmo ser um tecido em formato de FITA, vez que sua largura não é superior a 30 cm. Ainda, de conformidade com a regra no I de Interpretação do Sistema Harmonizado, o texto da posição prevalece para efeito de classificação da mercadoria. Assim sendo, a posição e subposição que classificam corretamente o produto importado em trato (fitas) é a do código TAB/NBM 5806.32.9999 e/ou TEC/NCM 5806.32.00, por ser de aplicação direta, é o que se depreende dos elementos presentes nos autos." elb No vinco do quanto exposto, voto no sentido de desprover o recurso. Sala das Sessões, em 08 de dezembro de 2005 'I t I CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Relator 9 Page 1 _0020700.PDF Page 1 _0020800.PDF Page 1 _0020900.PDF Page 1 _0021000.PDF Page 1 _0021100.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1

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Numero do processo: 10711.007044/99-48
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2005
Ementa: DECADÊNCIA. Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Preliminar rejeitada; MULTA DO CONTROLE ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO. Se as mercadorias não estavam discriminadas naquelas declarações de forma a se propiciar a sua correspondente classificação fiscal, não se dá a hipótese da aplicação do disposto no Ato Declaratório 12/96, para fins de exclusão da penalidade imposta. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-31662
Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, rejeitou-se a preliminar de decadência. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Valmar Fonseca de Menezes

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Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera- se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Preliminar rejeitada; AL MULTA DO CONTROLE ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO. Se as mercadorias não estavam discriminadas naquelas declarações de forma a se propiciar a sua correspondente classificação fiscal, não se dá a hipótese da aplicação do disposto no Ato Declaratório 12/96, para fins de exclusão da penalidade imposta. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência. No • mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ,Çzt„ OTACÍLIO D • • 1 AS ARTAXO Presidente n•••• f. • VALMAR . 1 SÊCA DE MENEZES Relator Formalizado em: 22 MAR 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Roberta Maria Ribeiro Aragão, Carlos Henrique Klaser Filho, Atalina Rodrigues Alves, José Luiz Novo Itossari, Luiz Róberto Domingo e Lisa Marini Ferreira dos Santos (Suplente). ces • Processo n° : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir. "Por meio do Auto de Infração n2 301/99, fls. 01 a 03, integrados pelos demonstrativos de fls. 64 a 09, exige-se da contribuinte acima . epigrafada a quantia de R$ 9.489,84, a título de Imposto de Importação , mais o valor de R$ 11.555,49, referente ao Imposto sobre Produtos Industrializados, ambos acrescidos de multa de• • ofício de 75% e juros moratórios devidos à época do pagamento, • alem da importância de R$ 3.451,80, decorrente da multa do controle administrativo das importações. Segundo Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 02/03, a autoridade lançadora promoveu a desclassificação fiscal dos produtos importados através das Declarações de Importação - DI n2 97/0438187-5/001, 97/0788422-3/001 e 97/0987993-6/001, registradas, respectivamente, em 27/05/1997, 02/09/1997 e 27/10/1997 (fls. 15 a 22, 31 a 40 e 48 a 59), em virtude do Laboratório de Análise haver concluído, segundo Laudos n20248/98 (fls. 23), n°-0443/98 (fls. 41) e n 23723/97 (fls. 60), tratarem-se de: um agente orgânico de superfície catiiinico; uma mistura deagentes orgânicos de superfície catiânicose do produto químico orgânico cloreto de benzila. . Assim sendo, foram procedidas as seguintes reclassificações fiscais • das mercadorias:. • - DI n2 97/0788422-3, do código TEC 2930.90.99 (outros • tiocompostos orgânicos), com alíquota de 2% para II e 0% para IPI, para o código TEC 3402.12.90, com alíquota de 14% para II e 15% para IPI; • - DI n2 97/0438187-5, do código TEC 2923.90.90 (outros sais e hidróxido de amônio quaternários), com alíquota de 2% para II e 0% para IPI, para o código TEC 3402.90.19, com alíquota de 14% para II e 15% para IPI; - DI 112 97/0987993-6, do código TEC 2903.69.90 (outros derivados halógenos dos hidrocarbonetos aromáticos), com alíquota de 2% 2 • Processo n° . : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 • para II e 0% para IPI, para o código TEC 2903.69.11, com alíquotas • de 10% para II e 0% para IPI. Não se conformando com a ação fiscal da qual foi regularmente cientificada (fls. 70 e verso), a autuada apresenta às fls. 71 a 79, impugnação ao Auto de Infração, instruindo-a com os documentos de fls. 80 a 90, na qual alega, em síntese, que: - trata-se, o produto importado, de uma amina graxa de origem animal, corretamente classificada no capítulo 29 da TEC; - tal classificação foi inteiramente corroborada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, através do Instituto Nacional de Tecnologia, em resposta a quesitos formulados pela fiscalização; - a autoridade fiscal vem enquadrando o produto em questão no • capítulo 38 da TAB, com base em laudo expedido pelo Laboratório • 0 de Análises do próprio Ministério da Fazenda, o que prejudica a • idoneidade do mesmo em relação ao laudo expedido pelo Ministério • da Ciência e Tecnologia; - diante da existência de laudos técnicos conflitantes, de dois órgãos especializados e idôneos, impõe-se a aplicação do disposto no art. 112 do CTN, classificando referido produto no capítulo 29, por ser mais favorável ao contribuinte; - ocorreu mudança do critério classificatório após o prazo regularmente previsto, ferindo o disposto no art. 50 do Decreto-lei n2 37/66 e art. 447 do Regulamento Aduaneiro; • - tendo sido o prazo ultrapassado, em muito, decaiu o direito da Fazenda Nacional cobrar eventuais diferenças a seu favor; - não cabe exigência de multa de mora, que é uma sanção administrativa, pois todos os tributos inerentes ao desembaraço aduaneiro foram recolhidos; • - ainda que a multa de mora incidisse sobre os créditos tributários, • jamais poderia ultrapassar o patamar de 20%, nos termos do art. 61 • da Lei n29.430/96. Ao final, requer a impugnante seja cancelada a presente autuação fiscal." A Delegacia de Julgamento proferiu decisão, nos termos da ementa transcrita adiante: 3 Processo n° : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 "Assunto: Classificação de Mercadorias ▪Data do fato gerador: 27/05/1997, 02/09/1997, 27/10/1997• Ementa: IDENTIFICAÇÃO DAS MERCADORIAS. • CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Os produtos Berol 3070, Barquat 4280-Z e Cloreto de Benzila classificam-se nos códigos TEC 3402.12.90, 3402.90.19 e 2903.69.11, respectivamente. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 27/05/1997, 02/09/1997, 27/10/1997 Ementa: REVISÃO ADUANEIRA. PRAZO. • A revisão aduaneira que ocorre após o desembaraço da mercadoria, • constitui um ato de reexame do despacho aduaneiro, pode ser realizada enquanto não decair o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário.. • ▪ Lançamento Procedente" • Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme petição de fl. 103, inclusive repisando argumentos, nos termos a seguir dispostos, alegando que: DA DECADÊNCIA OCORRIDA: • Decaiu o direito da Fazenda Nacional de cobrar eventuais diferenças a seu favor, sendo improcedente a cobrança; IIP DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL: • A classificação adotada pela recorrente foi corroborada pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia, conforme parecer que cita e afirma estar em anexo; • O laudo técnico utilizado pelo Fisco não possui idoneidade necessária para prosperar sobre aquele expedido pelo referido • Ministério; • Não sendo assim entendido, e em virtude da divergência dos • laudos, deve prevalecer a aplicação do artigo 112 do Código • Tributário Nacional, de modo a ser adotada a interpretação mais favorável à contribuinte; 4 •Processo n° : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 DA MULTA DE CONTROLE ADMINISTRATIVO: • As Declarações de Importação apresentaram elementos suficientes para a identificação das mercadorias importadas e, nos termos do Ato Declaratório Normativo 12/96, não se vislumbra cabimento da aplicação da penalidade capitulada no artigo 526 do Regulamento Aduaneiro. • Não consta dos autos o parecer do INT a que se refere a peça recursal, em que pese a sua observação de que o mesmo estaria anexado ao processo (fl. 106, rodapé). Observa-se que na impugnação já constava tal alegação e menção ao mesmo documento (fl. 72). É o relatório. • • • • 5 . . •Processo n° : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 VOTO Conselheiro Valmar Fonsêca de Menezes, Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. • DA DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL: • Cabe, neste aspecto, ressaltar que o artigo 447 do Decreto 91030/85 se refere ao prazo para conferência da mercadoria importada, prazo este que, se não • observado, implicará na autorização da entrega da mercadoria antes do desembaraço, nos termos a seguir transcritos: "CAPÍTULO III - Conferência e Desembaraço Aduaneiro (artigos 444 a 451) SEÇÃO 1- Conferência na Importação (artigos 444 a 449) ART. 447 - Eventual exigência de crédito tributário relativa a valor aduaneiro, classificação ou outros elementos do despacho deverá ser formalizada em 5 (cinco) dias úteis do término da conferência. § 1° Concordando com a exigência fiscal, o importador poderá efetuar o pagamento correspondente, independentemente de processo. • § 2° A não observância do prazo de que trata este artigo implicará a • 111/ autorização para entrega da mercadoria antes do desembaraço, assegurados os meios de prova necessários, e sem prejuízo da posterior formalização da exigência." A revisão aduaneira é disciplinada pelos artigos 455 e 456 do mesmo Decreto, que da forma seguinte dispõem: "ART. 455 - Revisão aduaneira é o ato pelo qual a autoridade fiscal, após o desembaraço da mercadoria, reexamina o despacho aduaneiro, com a finalidade de verificar a regularidade da importação ou exportação quanto aos aspectos fiscais, e outros, inclusive o cabimento de beneficio fiscal aplicado (Decreto-Lei n° 37/66, art. 54). 6 Processo n° • : 10711.007044/99-48 ••Acórdão n° : 301-31.662 ART.456 - A revisão poderá ser realizada enquanto não decair o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário (Lei n° 5.172/66, art. 149, parágrafo único)." Por outro lado, o direito de constituição do crédito pela Fazenda Nacional está consubstanciado no artigo 455 e 456 do Regulamento Aduaneiro, com base no artigo 150 do Código Tributário Nacional, que assim dispõe: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (•••) 4111 • § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, • a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que • • a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." Tendo sido a declaração de importação registrada em 02 de setembro de 1997 e o auto de infração sido lavrado em 21 de setembro de 1999, não nos resta nenhuma dúvida quanto à não ocorrência da decadência. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL: Não consta dos autos nenhum outro laudo técnico, além daqueles emitidos pelo LABOR, sendo totalmente descabida a arguição da recorrente acerca de divergências com laudos emitido pelo INT, o que implica na desconsideração de tais argumentações. Quanto à classificação fiscal propriamente dita, também não procedem as alegações da recorrente. Senão, vejamos: • Como bem menciona a decisão recorrida, a Regra Geral n° 1, de • Interpretação do Sistema Harmonizado, assim dispõe: • "Os títulos das Seções, Capítulos e Subcapítulos têm apenas valor indicativo. Para os efeitos legais, a classificação é determinada pelos textos das Posições e das Notas de Seção e de Capitulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e notas, pelas regras seguintes [...J" (grifo nosso) Por sua vez, a Nota 1 do Capitulo 29 da NCM determina que aquele capitulo somente abrange os compostos orgânicos de constituição química 7 Processo n° : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 defmida, apresentados isoladamente , mesmo contendo impurezas, ou ainda algum aditivo porventura necessário à sua conservação, segurança, transporte ou • identificação (por exemplo: um solvente, um estabilizante, uma substância antipoeira, • um corante ou uma substância aromática), desde que essas adições não tornem o • produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação • geral. As conclusões a que chegaram os Laudos constantes dos autos — quais sejam os presentes às fls. 23 e 41 — apontam no sentido de que os produtos em tela se constituem em um agente orgânico de superficie catiônico (DI n 97/0788422-3) e em uma mistura de agentes orgânicos de superficie catiônicos (DI n°97/0438187-5). Evidente, pois, a conclusão de que não estamos a analisar um único composto, mas uma mistura de minas de diferentes constituições ou de diferentes compostos orgânicos, mesmo admitindo-se que possam ter a mesma função. Assim sendo, não se pode enquadrar o produto no Capítulo 29, e levando-se em conta que não existe posição específica para uma mistura de aminas graxas de origem animal, há que se manter a classificação daquelas mercadorias nas posições TEC 3402.12.90 e TEC 3402.90.19. • Acerca do cloreto de benzila, o laudo de fl. 60 desta forma o identificou como sendo o produto químico correspondente à DI n° 97/0987993-6. Segundo a autoridade autuante, o produto classificar-se-ia na posição TEC 2903.69.11, a seguir transcrita: 2930 - Derivados halogenados dos hidrocarbonetos 2903.6 - Derivados halogenados dos hidrocarbonetos aromáticos 4111 2903.69- Outros 2903.69.1 - Derivados halogenados, unicamente com cloro 2903.69.11 - Cloreto de Benzila Como verificou acertadamente a decisão recorrida, com clareza cristalina se pode concluir que o produto orgânico cloreto de benzila está enquadrado • naquele código. • •• DA MULTA DO CONTROLE ADMINISTRATIVO: Compulsando-se os autos, em especial comparando-se os resultados dos laudos técnicos acostados — fls. 23, 41 e 60 -° com as descrições feitas pela recorrente nas declarações de importação, evidenciadas e demonstradas no corpo do próprio auto de infração, à fl. 02, há que se concluir que as mercadorias não estavam 8 Processo n° : 10711.007044/99-48 Acórdão n° : 301-31.662 discriminadas naquelas declarações de forma a se propiciar a sua correspondente classificação fiscal, motivo pelo qual este Conselheiro entende que não seria a hipótese da aplicação do disposto no Ato Declaratório 12/96, para fins de exclusão da penalidade imposta. Diante de todo o exposto, rejeito a preliminar de decadência para, no • mérito, negar provimento ao recurso. • Sala das Sessões, em de fevereiro de 2005 4mirojr) • • VALMAR O ÊCA DE MENEZES - Relator • • • 410 • 9

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Numero do processo: 10711.006011/97-91
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.918
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS

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DRJIFLORIANÓPOLIS/SC ,RESOLUÇÃO N° 303-00.918 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. I '. • • • _e_ RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Br~ília-D;;1;15 de outubro de 2003 JOAO Ij~A COSTA Presidre 'CARLOS F~GUEIREDO BARROS Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS e NILTON LUIZ BARTOLI. Ausente o Conselheiro FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE. MN3 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 127.689 303-00.918 HERGA INDÚSTRIA QUÍMICAS LTDA. DRJIFLORIANÓPOLIS/SC CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS RELATÓRIO • • • Mediante a Declaração de Importação n.o 005477, fls. 10 e 12/14, registrada em 07 de março de 1996, a empresa em referência submeteu a despacho aduaneiro a mercadoria descrita como: AMINA GRAXA BEROL 3070 COLOUR HAZEN AMINA GRAXA TERCIÁRIA 97%; QUALIDADE: INDUSTRIAL; ÁGUA: APROXIMADAMENTE 0,5%; COR GARDNER: 2%; ESTADO FÍSICO: (450.) LÍQUIDO VISCOSO; APLICAÇÃO ESPECÍFICA: MATÉRIA-PRIMA PARA FABRICAÇÃO DE QUATERNÁRIOS DE AMÔNIO, classificando-a no código NBM 2921.19.9900, com alíquota de 2,00 % para o imposto de importação - 1.1.e de 0,00 % para o imposto sobre produtos industrializados vinculado - I.P.I. Vinculado. Em procedimento de revisão aduaneira, a Alfândega do Porto do Rio de Janeiro/RJ, lavrou o Auto de Infração n.o 142/97, de fls. 1/2, integrados pelos demonstrativos de fls. 3 a 6, exigindo da contribuinte acima epigrafada o montante de R$ 5.355,41 (cinco mil, trezentos e cinqüenta e cinco reais e quarenta e um centavos), relativo à R$ 1.074,84 (hum mil e setenta e quatro reais e oitenta e quatro centavos) a título de Imposto de Importação - 11,R$ 1.532,47 (hum mil, quinhentos e trinta e dois reais e quarenta e sete centavos) a título de Imposto sobre Produtos Industrializados Vinculado - IPI Vinculado, R$ 326,75 (trezentos e vinte e seis reais e setenta e cinco centavos) a título de juros de mora do 11,R$ 465,87 (quatrocentos e sessenta e cinco reais e oitenta e sete centavos) a título de juros de mora do IPI Vinculado, R$ 806,13 (oitocentos e seis reais e treze centavos) a título de multa do 11e R$ 1.149,35 (hum mil, cento e quarenta e nove reais e trinta e cinco centavos) a título de multa do IPI Vinculado. Segundo o item "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal" do auto de infração, fls. 02, a autoridade lançadora promoveu a desclassificação fiscal do produto importado mediante a DI n.o 005477, Adição 001, em virtude do Laboratório de Análise haver concluído, segundo o Laudo n.o 01187/96 (fls. 18), tratar-se de um agente orgânico de superficie catiônico. Assim, foi alterada a classificação fiscal da mercadoria do código 2921.19.90, com alíquotas de 2% para 11e 0% para IPI, para o código 3402.12.0000, cujas alíquotas são de 14% para 11 e 15% para IPI. • 2 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • ,. Não se conformando com a ação fiscal da qual foi regularmente cientificada (fls. 22 e verso), a autuada apresentou às fls. 23/31, impugnação ao Auto de Infração, instruindo-a com os documentos de fls. 32 a 54, alegando, em síntese, que: - trata-se, o produto importado, de uma amina graxa de origem animal, corretamente classificada no capítulo 29 da TEC; - tal classificação foi inteiramente corroborada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, através do Instituto Nacional de Tecnologia, em resposta a quesitos formulados pela fiscalização; - a autoridade fiscal vem enquadrando o produto em questão no capítulo 38 da TEC, com base em laudo expedido pelo Laboratório de Análises do próprio Ministério da Fazenda, o que prejudica a idoneidade do mesmo em relação ao laudo expedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; - diante da existência de laudos técnicos conflitantes, de dois órgãos especializados e idôneos, impõe-se a aplicação do disposto no art. 112 do CTN, classificando referido produto no capítulo 29, por ser mais favorável ao contribuinte; - ocorreu mudança do critério classificatório após o prazo regularmente previsto, ferindo o disposto no art. 50 do Decreto-lei n.o 37/66 e art. 447 do Regulamento Aduaneiro; - tendo sido o prazo ultrapassado, em muito, decaiu o direito da Fazenda Nacional cobrar eventuais diferenças a seu favor; - não cabe exigência de multa de. mora, que é uma sanção administrativa, pois todos os tributos inerentes ao desembaraço aduaneiro foram recolhidos; - ainda que a multa de mora incidisse sobre os créditos tributários, jamais poderia ultrapassar o patamar de 20%, nos termos do art. 61 da Lei n.o 9.430/96. Ao final, requer a impugnante seja cancelada a presente autuação fiscal, instruindo a peça impugnativa com os documentos de fls. 32/54. Em data de 17/11/97, os autos foram encaminhados À Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC e por atender aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n.o 70.235/72, a autoridade julgadora de 3 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONfRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • • instância proferiu o Acórdão DRJ/FNS n.o 1.471/02, fls. 58/66, julgando o lançamento procedente em parte, com a seguinte ementa e voto: 1 - Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 07/0311996 . IDENTIFICAÇÃO DA MERCADORIA. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Classifica-se no código TEC 3402.12.90 o produto identificado pelo Laboratório de Análises como sendo "agente orgânico de superficie catiônico" . Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 07/0311996 REVISÃO ADUANEIRA. PRAZO. A revisão aduaneira que ocorre após o desembaraço da mercadoria, e constitui um ato de reexame do despacho aduaneiro, pode ser realizada enquanto não decair o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário. MULTA DE OFÍCIO. IIIIPI. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA ERRÔNEA. DECLARAÇÃO EXATA. Verificado que o produto importado foi corretamente descrito, inobstante ter sido classificado erroneamente, toma-se inexigível a multa de oficio do 11e do IPI. Lançamento Procedente em Parte 2 - Voto: Preliminar Apesar de não arguída como preliminar, nesta qualidade examina-se a alegação da interessada quanto à decadência do direito do Fisco de lançar o crédito tributário em questão. Da decadência Entende a impugnante que o fisco possuía prazo fatal e improrrogável de 5 dias para realizar a revisão aduaneira, e o fez 4 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • • depois de ultrapassado, em muito, referido prazo. Invoca em sua defesa o art. 50 do Decreto-lei n.o 37/66 e o art. 447 do Decreto n.o 91.030/85. Ressalte-se, de pronto, que a redação do citado art. 50 não confere com o texto apresentado na impugnação, conforme se verifica abaixo: Art. 50 - A verificação da mercadoria, no curso da conferência aduaneira em qualquer outra ocasião, será realizada por Auditor- Fiscal do Tesouro Nacional, na presença do importador ou de seu representante, e se estenderá sobre toda a mercadoria importada, ou parte dela, conforme critérios fixados em regulamento. • Artigo com redação dada pelo Decreto-Lei nO 2.472, de 01/09/1988 . Como se demonstrará a seguir, não procede referida alegação. O art. 447 do supracitado decreto, assim dispõe: Art. 447- Eventual exigência de crédito tributário relativa a valor aduaneiro, classificação ou outros elementos do despacho deverá ser formalizada em 5 (cinco) dias úteis do término da conferência. ~ 1Q Concordando com a exigência fiscal, o importador poderá efetuar o pagamento correspondente, independentemente de processo. ~ 2QA não obsenJância do prazo de que trata este artigo implicará a autorização para entrega da mercadoria antes do desembaraço, assegurados os meios de prova necessários, e sem prejuízo da posterior formalização da exigência. (grifos acrescidos) O exame, não apenas do caput do artigo, mas também de seus parágrafos, revela que o referido dispositivo refere-se ao prazo em que a autoridade aduaneira deverá proceder ao desembaraço e entrega das mercadorias importadas, porém não impede a formalização de exigência em data posterior, como no caso presente, após a emissão do Laudo Técnico que identificou a mercadoria importada. ~ 5 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • o art. 149 do CTN trata das hipóteses de constituição e revisão de oficio de lançamento por parte da autoridade administrativa. Abaixo se transcrevem alguns dos seus incisos: Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: I - quando a lei assim o determine; [ ..} IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; (grifos acrescidos) [ ..} Parágrafo único. A revisão do lançamento só poderá ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública. No presente caso, a autoridade administrativa constatou, com base no exame técnico da mercadoria, a ocorrência de divergência na classificação fiscal da mercadoria, com reflexos na apuração dos valores dos impostos devidos. Desnecessário mencionar que a precisa descrição e classificação tarifária do produto constitui elemento de declaração obrigatória por parte do importador, no momento em que promove o despacho aduaneiro de importação. Como se vê, o presente caso se enquadra, com perfeição, à hipótese prevista no inc. IV do art. 149 do CTN. De se ressaltar, por oportuno, que a autoridade administrativa, no momento em que tomou conhecimento do erro da contribuinte, ficou obrigada a efetuar o lançamento de oficio das diferenças apuradas dos tributos aduaneiros devidos, consoante parágrafo único do art. 142 do CTN, verbis: Art. 142. [ ..} Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. (grifei) éif 6 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • Convém frisar que a legislação aduaneira prevê, expressamente, a possibilidade de se proceder à revisão aduaneira, conforme arts. 455 e 456 do Regulamento Aduaneiro: Art ..455 - Revisão aduaneira é o ato pelo qual a autoridadefiscal, após o desembaraço da mercadoria, reexamina o despacho aduaneiro, com a finalidade de verificar a regularidade da importação ou exportação quanto aos aspectos fiscais, e outros, inclusive o cabimento de benefício.fiscal aplicado (Decreto-Lei na 37/66, art. 54). Art. 456 - A revisão poderá ser realizada enquanto não decair o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário (Lei na 5.172/66, art. 149, parágrafo único). Em face do exposto, conclui-se que agiu corretamente a autoridade fiscal que, após verificar a ocorrência de erro na identificação e classificação fiscal da mercadoria importada, procedeu ao lançamento do crédito tributário relativo à diferença dos impostos incidentes sobre esta impQrtação. Importante ressaltar que foi tempestiva a revisão aduaneira procedida pelo Fisco, conforme arts. 54 e 138 do Decreto-Lei nQ 37/66, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.o 2.472/88, verbis : Art ..54 - A apuração da regularidade do pagamento do imposto e demais gravames devidos à Fazenda Nacional ou do benefício fiscal aplicado, e da exatidão das informações prestadas pelo importador será realizada naforma que estabelecer o regulamento e processada no prazo de 5 (cinco) anos, contado do registro da declaração de que trata o art. 44 deste Decreto-Lei. Art. 138 - O direito de exigir o tTibuto extingue-se em 5 (cinco) anos, a contar doprimeiro dia do exei-cícioseguinte àquele em que poderia ter sido lançado. Parágrafo único. Tratando-se de exigência de diferença de tributo, contar-se-.áoprazo apartir dopagamento efetuado. Não se confirma, portanto, a tese da interessada a ter-se extinto o direito do Fisco de lançar o crédito tributário em apreço. 7 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • • Assim sendo, REJEITO a questão relativa à decadência, arguída pela interessada .. Mérito Da aplicação do art. 112, II, do CTN Argumenta a impugnante que a presente divergência, quanto à classificação fiscal, deveria ser resolvida da forma que lhe fosse mais favorável, tendo em vista às disposições do art. 112, lI, do CTN, posto que diante os laudos emitidos pelo LABANA e pelo INT são conflitantes quanto ao resultado da análise dos produtos em causa. Note-se que as normas que regem a classificação de mercadorias não são as leis tributárias que definem infrações e sim as disposições da Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias, expressas nas Notas de Seção e de Capítulo, nos textos das posições e nas Notas Explicativas. Essas normas sãO interpretadas de acordo com as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado, entre as quais não há previsão para interpretação mais favorável quanto às hipóteses de tributação. Ressalte-se, também, que a expressão" em caso de dúvida", contida no caputdo art. 112 do CTN, interpreta-se como restrita às circunstâncias em que não há possibilidade de se produzir prova capaz de dirimir a dúvida em questão. Estender a aplicação do artigo retrocitado a qualquer situação de dúvida seria entrar em aberto conflito com os demais dispositivos integrantes da legislação tributária, que recomendam investigação sólida dos fatos nos procedimentos de apuração de créditos tributários. A interessada sustenta que o produto em questão é amina graxa, estando, pois, corretamente classificada no capítulo 29 da TEC. No entanto, o Laboratório de Análises concluiu que: "Trata-se de agente orgânico de superfície, catiônico" (fls. 18) . Não obstante o que se observa, há que se dizer que as conclusões do Instituto Nacional de Tecnologia - INT, transcritas no "Relatório Técnico" de fls. 32 a 37, não servem como referência no presente acórdão, pois é impossível afirmar que o produto analisado pelo 8 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 9 • • • INT é exatamente o mesmo que foi examinado pelo Laboratório de Análises do MF. Destarte, não há que se falar em laudos conflitantes, pois apenas o Laboratório de Análises identificou a mercadoria importada através da DI nO 005477/96. No caso em discussão, se houvesse dúvida acerca da natureza do material do produto objeto da lide, novos exames poderiam ser realizados, a critério do julgador, é o que se depreende do disposto no art. 29 e no S 20 do art. 30 do Decreto nO70.235/72. Assim sendo, é incabível uma interpretação mais favorável à interessada, em detrimento da análise da questão. Da classificação tarifária Como se observa dos elementos trazidos aos autos, resta demonstrado que o produto importado é "agente orgânico de superficie catiônico", pois assim foi identificado pelo órgão competente para tanto. Impõe-se, portanto, verificar a classificação fiscal atribuída pela autoridade lançadora, no código TEC/SH 3402.12.90, cujo texto para posição, subposição, item e subitem, é abaixo transcrito: 3402 - Agentes orgamcos de superfície (exceto sabões); preparações tensoativas, preparações para lavagem (incluídas as preparações auxiliares) e preparações para limpeza, mesmo contendo sabão, exceto as da posição 3401 . 3402.1 - Agentes orgânicos de supelfície, mesmo acondicionados para venda a retalho 3402.12 - Catiônicos 3402.12.90 - Outros A simples leitura dos textos permite concluir que o código acima indicado abriga o produto "agente orgânico de superficie catiônico", devendo-se manter o lançamento, na forma em que foi realizado. Das penalidades aplicadas Insurge-se a interessada contra aplicação de multa de mora. Contudo, não houve inclusão da referida multa no crédito tributário ora exigido. As multas lançadas são aquelas previstas no art. 80, 11, tt- • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 • • • • da Lei n.o 4.502/64, com redação dada pelo DL n.o 34/66, art. 2° e art. 45 da Lei n.o 9.430/96 e no art. 4°, I, da Lei n.o 8.218/91 c/c art. 44, I, da Lei n.o 9.430/96 e art. 106, II, "c" da Lei n.o 5.172/66. O objetivo da cobrança da multa de mora não pode ser confundido com o da multa de oficio, como alega a interessada, eis que a primeira tem previsão legal para ser cobrada nos casos em que se exime a segunda e vice-versa. Mais que isso, no caso em exame, verifica-se que a mercadoria foi corretamente descrita pela interessada na declaração de importação - DI, havendo erro apenas na classificação fiscal adotada. De acordo com o Ato Declaratório (Interpretativo) SRF n.o 13, de 10/09/2002 c/c o Ato Declaratório (Normativo) Cosit n.o 10/97, pelo é incabível a aplicação da penalidade apontada no auto de infração. Assim, seguindo o disciplinado neste mesmo AD(N), item 2 ("nos casos acima, os tributos devidos em razão de falta ou insuficiência de pagamento, exigidos no curso do despacho aduaneiro, ou em ato de revisão aduaneira, serão acrescidos dos encargos legais, nos termos da legislação em vigor...") não serão exigidas da interessada as multas lançadas de oficio pela fiscalização, e sim os encargos legais nos termos da legislação em vigor (Lei nQ 8.981/95, art. 84, I e II e S 8Q, este último acrescentado pela Medida Provisória n.o 1110/95, art. 16 c/c art. 13 da Lei n.o 9.065/95) . À vista do exposto, meu voto é no sentido de JULGAR procedente em parte o lançamento objeto da lide, para excluir a exigência das multas de oficio do II e do IPI, no valor de R$ 806,13 e de R$ 1.149,35, respectivamente, mantendo-se a exigência dos referidos tributos (II e IPI) e demais acréscimos, nos termos da lei. Não concordando com a decisão monocrática, a recorrente interpôs Recurso Voluntário a este Colegiado, fls. 69/75, no qual repisa os argumentos elencados na peça impugnativa para, no final, requerer o cancelamento do crédito tributário lançado no auto de infração, por entender ser este absolutamente inconsistente. Instrui o recurso com os documentos de fls. 76/99, inclusive documentação relativa ao arrolamento de bens. q 10 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 Em data de 17/04/03, os autos foram encaminhados a este E. Conselho. • • É o relatório . • 11 • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.689 303-00.918 VOTO • • • • Tomo conhecimento do presente Recurso Voluntário, por ser tempestivo e por tratar de matéria da competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes, nos termos do art. 9°, inciso XVI, da Portaria MP n.o 55/98, c/c a Portaria MP n.o 1.132/02. Da leitura dos autos compreende-se claramente que a lide restringe-se a classificação tarifária do produto importado pela recorrente. A fiscalização da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro - ALF/RJ, em ato de revisão aduaneira e com base no Laudo Técnico do LABANA n° 1.187/96, fls. 10, lavrou auto de infração para cobrança do II e do IPI Vinculado, entendendo que houve falta de lançamento destes impostos, em razão de erro de classificação fiscal e, conseqüentemente, de utilização indevida de alíquota . Não consta dos autos, os quesitos formulados pela fiscalização, objetivando a elaboração do laudo técnico apresentado pelo LABANATampouco, se foi dada oportunidade à recorrente para que, se fosse o caso, também formulasse as suas próprias questões. O laudo técnico apresentado pelo LABANA é composto apenas de uma folha, onde, em sua conclusão, simplesmente informa que o produto é um "agente orgânico de superficie, catiônico", sem acrescentar maiores detalhes. Também não apresenta, com as respectivas respostas, as questões formuladas pela ALF/RJ . Diferentemente, o laudo técnico elaborado pelo Instituto Nacional de Tecnologia - INT, fls. 32/37, apresentado pela recorrente em sua defesa, traz os quesitos formulados, bem como as correspondentes respostas. Desse modo, não há elementos suficientes nos autos para que este julgador possa tomar uma posição sobre a matéria discutida no presente processo. Posto isto, e em respeito ao princípio da verdade material, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência à repartição de origem, para que esta adote providências, objetivando a complementação das informações constantes do laudo técnico do LABANA, inclusive com os quesitos formulados, acompanhados das respectivas respostas. Sala das Sessões, em 15 de outubro de 2003 CARLOS FERNAND~~DO BARROS - Relator 12 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012

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