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4755141 #
Numero do processo: 10380.014557/2001-43
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 RESSARCIMENTO DE IPI. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. Face às normas regimentais, processam-se perante o Terceiro Conselho de Contribuintes os recursos relativos à classificação de mercadoria. Recurso Não Conhecido.
Numero da decisão: 2202-000.043
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª câmara / 2ª turma ordinária da segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, para declinar competência para a Terceira Seção do CARF.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ALI ZRAIK JUNIOR

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4755144 #
Numero do processo: 10380.016728/00-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: RESSARCIMENTO DE IPI. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. Face às normas regimentais, processam-se perante o Terceiro Conselho de Contribuintes os recursos relativos à classificação de mercadoria. Recurso Não Conhecido.
Numero da decisão: 2202-000.054
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª câmara / 2ª turma ordinária da segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, para declinar competência para a Terceira Seção do CARF
Nome do relator: Ali Zraik Junior

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Numero do processo: 10380.009920/2001-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 RESSARCLVIENTO DE FPI. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. Face às normas regimentais, processam-se perante o Terceiro Conselho de Contribuintes os recursos relativos à classificação de mercadoria. Recurso Não Conhecido.
Numero da decisão: 2202-000.044
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª câmara / 2ª turma ordinária da segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, para declinar competência para a Terceira Seção do CARF.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ALI ZRAIK JUNIOR

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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-05-10T11:23:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-05-10T11:23:12Z; Last-Modified: 2010-05-10T11:23:12Z; dcterms:modified: 2010-05-10T11:23:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-05-10T11:23:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-05-10T11:23:12Z; meta:save-date: 2010-05-10T11:23:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-05-10T11:23:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-05-10T11:23:12Z; created: 2010-05-10T11:23:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2010-05-10T11:23:12Z; pdf:charsPerPage: 1194; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-05-10T11:23:12Z | Conteúdo => S2-C2T2 Fl. 1 • 1tt' MINISTÉRIO DA FAZENDA 344(g.:- CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS .),:igieN SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10380.009920/2001-17 Recurso n° 156.926 Voluntário Acórdão n° 2202-00.044 — r Câmara / r Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2009 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente VON ROLL DO BRASIL LTDA Recorrida DAI-BELÉM/PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 RESSARCLVIENTO DE FPI. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. Face às normas regimentais, processam-se perante o Terceiro Conselho de Contribuintes os recursos relativos à classificação de mercadoria. Recurso Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da T' câmara / r turma ordinária da segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, para declinar competência para a Terceira Seção do CARF. WA B TkI8TATTA Presidenta 1t \ ALI ZRAIK J Relator Participaram ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Sílvia de Brito Evandro Francisco Silva Araujo, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Bemardes Raimundo de Carvalho, Leonardo Siade Manzan, Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Trata-se de recurso voluntário, interposto contra decisão da DRJ em Belém/PA que manteve o indeferimento do pedido de ressarcimento de IPI feito pela DRF em Fortaleza/CE em virtude de reclassificação fiscal do produto fabricado pela contribuinte, alterando-se a aliquota de zero para 15%, mas, por outro lado reconheceu como homologadas as compensações pleiteadas com os créditos decorrentes do ressarcimento do IPI, em virtude do disposto no art. 74, §5° da Lei n° 9.430/96, com a nova redação dada pelo art. 49 da Lei n° 10.637/02, combinado com o art. 17 da Medida Provisória n° 135/03. A contribuinte apresentou recurso voluntário acerca do indeferimento do ressarcimento de créditos de IH. É o relatório. Voto Conselheiro ALI ZRAIK JÚNIOR, Relator O recurso interposto encontra-se revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado, ressaltando-se que a compensação não é objeto de recurso uma vez que foi homologada pela instância a gim. Apenas o pedido de ressarcimento é objeto de recurso. A razão do motivo do indeferimento do ressarcimento de créditos de IPI foi erro na classificação fiscal e nas aliquotas das mercadorias saídas do estabelecimento industrial da recorrente. Exatamente esta é a matéria objeto do recurso: classificação fiscal das mercadorias. O Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 55/98, com as alterações introduzidas pela Portaria MF n° 103, de 23/04/2002, estabeleceu como competência do Terceiro Conselho de Contribuintes o julgamento acerca de questões que envolvem apenas a classificação fiscal de mercadorias. A partir de tais considerações, faz-se mister que se decline a competência para o julgamento da matéria relativa à classificação fiscal de mercadorias saídas de estabelecimento industrial da recorrente e pelo encaminhamento do processo à Egrégia Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para que este se manifeste acerca desta questão. Assim sendo, concluo por declinar competência ao Terceiro Conselho de Contribuintes, nos termos do Decreto n° 2.562/98, para analisar e julgar a matéria objeto do litígio decorrente de lançamento oriundo de classificação de mercadorias relativas ao IPI. Assim sendo, voto por não conhecer do recurso interposto. Sala das essôes, em 05 de março de 2009 ALI ZRAI( J4TIOR 2

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10835328 #
Numero do processo: 10980.723850/2019-65
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 04 00:00:00 UTC 2025
Data da publicação: Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2025
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2015 a 31/12/2017 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. TERCEIROS. ENTIDADE DO PODER PÚBLICO. CÓDIGO FPAS. ATIVIDADE ECONÔMICA DA EMPRESA. FISCALIZAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO DOS PORTOS. NÃO INCIDÊNCIA. As entidades ou fundos para os quais o sujeito passivo deve contribuir são definidas em função da atividade econômica da empresa. As atividades de fiscalização e regulamentação destinadas ao efetivo funcionamento dos Portos não se subsome à hipótese tributária das contribuições sociais.
Numero da decisão: 2201-012.002
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Assinado Digitalmente Fernando Gomes Favacho – Relator Assinado Digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Alvares Feital, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente).
Nome do relator: FERNANDO GOMES FAVACHO

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TERCEIROS. ENTIDADE DO PODER PÚBLICO. CÓDIGO FPAS. ATIVIDADE ECONÔMICA DA EMPRESA. FISCALIZAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO DOS PORTOS. NÃO INCIDÊNCIA. As entidades ou fundos para os quais o sujeito passivo deve contribuir são definidas em função da atividade econômica da empresa. As atividades de fiscalização e regulamentação destinadas ao efetivo funcionamento dos Portos não se subsome à hipótese tributária das contribuições sociais. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Assinado Digitalmente Fernando Gomes Favacho – Relator Assinado Digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Alvares Feital, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente). Fl. 181DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-012.002 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10980.723850/2019-65 2 RELATÓRIO Trata-se o Auto de Infração de Contribuições devidas a Outras Entidades e Fundos (fl. 02): Terceiros FNDE Salário-educação, INCRA e FDEPM (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo), no período compreendido pelas competências 01/2015 a 12/2017. Conforme Relatório Fiscal (fl. 36), a fiscalização sustenta a incidência das contribuições devidas aos Terceiros, dado que, em relação às contribuições devidas à Seguridade Social, não há dúvida acerca da sujeição do contribuinte, pelo fato de exercer a atividade de administração e exploração de porto e outras atividades correlatas, como pessoa jurídica de direito privado, não desenvolvendo atividades exclusivas de Estado. Por esse motivo, o contribuinte deveria ter se auto enquadrado no FPAS (Fundo de Previdência e Assistência Social) 540, e não no FPAS 582. Intimado sobre o lançamento, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 94 a 102), alegando, em síntese: a) Aduz que, se a APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) não desenvolve atividades lucrativas, não se equipara a empresa, faltando-lhe atributo para que a caracterize como sujeito passivo das contribuições sociais. b) Tanto o Estado do Paraná quanto a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina não são concessionários ou permissionários da exploração dos portos, mas sim delegados da União para execução de tal serviço público, o que resta comprovado pelo Convênio de Delegação n. 037/2001. É dizer, aduz que exerce atividade exclusiva de Estado mediante serviço público exclusivo da União Federal, sob a forma de delegação na sua execução. O Acórdão n. 14-99.982 (fl. 127 a 149) da 12ª Turma da DRJ/POR, em sessão 19/11/2019, julgou a impugnação improcedente. No voto, consta que: O artigo 109-A, I, da Instrução Normativa RFB n. 971/2009 é taxativo ao dizer que não estão sujeitos às contribuições a Terceiros, os órgãos e entidades do Poder Público e quando emprega a expressão “entidades” está se referindo aos entes da descentralização administrativa, ou seja, todos da Administração Indireta. São eles: autarquias, fundações públicas (criadas e mantidas pelo Poder Público), sociedades de economia mista e empresas públicas. Especificamente quanto a APPA, explica que o tratamento jurídico a ser conferido às empresas estatais, em qualquer esfera federativa, deve sempre ter em mente a natureza do serviço ou atividade por ela prestado, pouco importando a personalidade de direito privado da sociedade de economia mista ou empresa pública. Fl. 182DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-012.002 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10980.723850/2019-65 3 Constatando-se que, no próprio Estatuto Social do contribuinte, sua finalidade é o serviço público de administração e exploração dos portos marítimos, fluviais e lacustres no Estado do Paraná (artigo 4º., caput) e no Estatuto Social não há previsão de sua atuação com intuito especulativo, além de sequer se cogitar de lucro, impõe-se o reinvestimento das receitas líquidas. Com isso, entendeu o Relator de primeira instância que o contribuinte atuou de forma limitada e restrita à administração e fiscalização portuária, sem desenvolver atividades empresariais próprias de outros sujeitos da iniciativa privada que atuam como operadores portuários. Logo, há equívoco no enquadramento feito pela fiscalização, sendo correto o código informado pelo Impugnante. No entanto, o julgamento seguiu o entendimento proferido pela Solução de Consulta nº 128 COSIT/2017 no sentido contrário, negando provimento ao recurso. Cientificado da Decisão em 16/12/2019, conforme Termo de ciência por abertura de mensagem (fl. 158), o Contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 161 a 178) em 14/01/2020 (fl. 159). Nele, alega: a) A APPA é uma empresa pública prestadora de serviço público por delegação da União, pois a classificação deve ter por base a principal atividade desenvolvida pela empresa, assim considerada a que constitui o seu objeto social, observadas as regras do art. 109-C da IN 971/2009. b) A recorrente é Empresa Pública criada pelo Estado do Paraná para exercer tão somente a Administração do Porto Organizado de Paranaguá e Antonina, serviço público prestado em decorrência da delegação da União ao Estado do Paraná. Tais serviços são públicos e essenciais, sem finalidade lucrativa, inclusive, por expressa vedação constante no Convênio de Delegação n. 037/2001 firmado entre União e Paraná. c) As atividades da recorrente se limitam ao exercício do poder regulador e de polícia, não atuando em qualquer tipo de regime concorrencial ou acúmulo de riqueza. Veja-se, inclusive, que a previsão de que a recorrente não tem nenhum intuito especulativo encontra-se gravada em seu próprio estatuto, especificamente no §2' do art. 7, o qual estabelece que “...o resultado líquido da APPA será reinvestido para atendimento da finalidade da Empresa...”. d) A primeira instância já reconheceu que a empresa atuou de forma limitada e restrita à administração e fiscalização portuária, sem desenvolver atividades empresariais próprias, havendo equívoco quanto a classificação fiscal, vencida a controvérsia acerca da natureza da pública dos serviços prestados. e) A recorrente atua, na verdade, na fiscalização das empresas da iniciativa privada que atuam na exploração/operação do transporte marítimo no âmbito do porto organizado de Paranaguá e Antonina. A recorrente é a “mão e os olhos” da Fl. 183DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-012.002 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10980.723850/2019-65 4 União nos Portos de Paranaguá e Antonina, ou seja, atua na fiscalização preventiva e corretiva do porto organizado que, frise-se, é de propriedade da União. f) A própria Receita Federal, por intermédio do art. 109-A da IN n. 971/2009, define que as “entidades do Poder Público” não irão recolher as contribuições, ou seja, reconhece que a recorrente não se sujeita ao recolhimento do tributo ora exigido. g) O Tribunal Regional Federal da 4ª Região já sedimentou o entendimento de que o enquadramento no código FPAS 582 e, consequentemente, o recolhimento das contribuições não deve considerar tão somente a disposição expressa do art. 109-A da IN n. 971/2009, mas sim a verdadeira atividade desenvolvida pelo contribuinte. É o relatório. VOTO Conselheiro Fernando Gomes Favacho, Relator. Admissibilidade. Inicialmente, atesto a tempestividade da peça recursal. Cientificado da Decisão em 16/12/2019 (fl. 158), o Contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 161 a 178) em 14/01/2020 (fl. 159). Contribuições Sociais Previdenciárias – Terceiros. Os autos visam a cobrança de Contribuições Sociais destinadas a Terceiros, com base na indicação do código 582, enquanto o correto seria o FPAS 540, devido a atividade exercida pela APPA (Associação Dos Portos de Paranaguá e Antonina). A fiscalização sustenta devida a incidência das contribuições com base na atividade de administração e exploração de porto e outras atividades correlatas, concluindo que a APPA não desenvolve atividades exclusivas de Estado, usando como parâmetro o Estatuto Social da APPA e as informações do site da Administração, como segue: (fl. 36) Art. 1. ° A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina — APPA, empresa pública criada pela Lei Estadual n° 17.895, de 27 de dezembro de 2013, dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa e financeira, vinculada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, reger-se-á pela legislação aplicável e pelo presente Estatuto. (...) (fl. 37) Informações colhidas do site da APPA Fl. 184DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-012.002 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10980.723850/2019-65 5 4. Conforme informações colhidas do seu site, a APPA foi criada pelo Governo do Paraná em 1947, e, no ano de 2014, o Estado do Paraná, por meio da Lei n.° 17.895, de 27 de dezembro de 2013, regulamentada pelo Decreto n° 11.562/14, transformou-a de autarquia para empresa pública estadual, subordinada à Secretaria de Estado e Infraestrutura e Logística, e responsável por gerir os portos paranaenses (Paranaguá e Antonina) através do Convênio de Delegação n°. 037/2001, celebrado em 11 de dezembro de 2001 entre o Estado do Paraná e a União com validade de 25 anos, que vigorará até 1° janeiro de 2027, com possibilidade de prorrogação. 5. Ainda consta do seu site na internet as seguintes atividades desenvolvidas pela APPA: a) fiscalizar, controlar e normatizar todas as atividades portuárias; b) garantir a segurança da navegação (acesso dos navios aos portos), através de sistemas e obras de manutenção; c) monitorar o meio ambiente no qual está inserido, cuidando dos resíduos e disponibilizando recursos para a defesa do ambiente, em caso de acidentes; (...) (fl. 38) 8. Conforme exposto acima, verifica-se claramente que as atividades desenvolvidas pela APPA não são atribuições exclusivas de Estado, não podendo, portanto, permanecer enquadrada no código FPAS n° 582, característico de atividades de órgãos públicos, mas, sim, deve estar enquadrada no código FPAS n° 540, como empresa de exploração de portos, devendo recolher também as contribuições sociais relativas aos Terceiros (Salário-Educação. Incra e DPC). Por outro lado, defende a Recorrente que a APPA é uma empresa pública prestadora de serviço público por delegação da União, pois a classificação deve ter por base a principal atividade desenvolvida pela empresa, assim considerada a que constitui o seu objeto social, observadas as regras do art. 109-C da IN 971/2009. Acrescenta que apenas administra o Porto, serviço público prestado em decorrência da delegação da União ao Estado do Paraná, serviço público essencial, sem finalidade lucrativa, e que as atividades se limitam ao exercício do poder regulador e de polícia. Afirma que em seu próprio estatuto, especificamente no §2º do art. 7º, há a seguinte previsão: (...) o resultado líquido da APPA será reinvestido para atendimento da finalidade da Empresa (...) e que o Convênio de Delegação n. 037/2001 confirma esse caráter. Reitera que a primeira instância já reconheceu que a empresa atuou de forma limitada e restrita à administração e fiscalização portuária, sem desenvolver atividades empresariais próprias, havendo equívoco quanto a classificação fiscal, vencida a controvérsia acerca da natureza da pública dos serviços prestados e cita a IN n. 971/2009 e decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Fl. 185DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-012.002 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10980.723850/2019-65 6 De fato, na Decisão de primeira instância, depois de discorrer acerca da natureza de empresas públicas e privadas e analisar as provas dos autos, o relator concluiu que a qualificação da fiscalização estaria equivocada, sendo correto o código informado pelo Contribuinte: (fl. 149) Destarte, apesar de nutrir apreço por convicção diversa daquela materializada no entendimento acima transcrito, forçoso reconhecer a minha vinculação a ele, nos termos do artigo 9o. da Instrução Normativa RFB nº 1.396, de 16/09/2013, verbis: Art. 9º A Solução de Consulta Cosit e a Solução de Divergência, a partir da data de sua publicação, têm efeito vinculante no âmbito da RFB, respaldam o sujeito passivo que as aplicar, independentemente de ser o consulente, desde que se enquadre na hipótese por elas abrangida, sem prejuízo de que a autoridade fiscal, em procedimento de fiscalização, verifique seu efetivo enquadramento. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1434, de 30 de dezembro de 2013) Ex positis, voto no sentido de se conhecer da impugnação, e, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo integralmente o crédito tributário constituído pelo Auto de Infração. Ocorre que, em vista da vinculação das Instruções Normativas aos julgamentos administrativos, votou-se no sentido de manter a autuação, considerando os termos da Solução de Consulta nº 128/2017. Ao final do voto constata-se a justificativa do Relator com base na Solução de Consulta nº 128/2017, apesar de tratar de situação distinta (transporte coletivo) se aplica ao caso dos autos: (fl. 143) Todavia, no âmbito do processo administrativo fiscal, em que pese vigorarem os princípios da persuasão racional e do livre convencimento do julgador, não pode este furtar-se à observância dos entendimentos administrativos vinculantes exarados no âmbito da Receita Federal do Brasil – RFB. Assim, apensar da linha de raciocínio acima adotada, este julgador se vê forçado a aplicar entendimento contrário à sua convicção, fazendo-o à luz do entendimento exarado pela Solução de Consulta nº 128 COSIT, de 09/02/2017, assim ementada: EMPRESA PÚBLICA. CONTRIBUIÇÕES PARA OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS. CÓDIGO FPAS. ENQUADRAMENTO. A empresa pública que presta serviços de gestão do sistema de transporte coletivo deve se enquadrar no código CNAE 5229-0/99 e no código FPAS 515, devendo recolher as contribuições sociais destinadas aos terceiros, decorrentes de tal enquadramento previstos no anexo II da IN RFB nº 971, de 2009. Dispositivos Legais: Constituição da República, art. 173, §1º, II; Lei nº 5.172, de 1996 (CTN), art. 111, II; Decreto-lei nº 9.853, 1946, art. 3º; Decreto-lei nº 8.621, de 1946, art. 4º, Decreto-lei nº 2.318, de 1986, art. 1º; Lei nº 8.029, de 1990, art. 8º, §3º; Lei nº 8.706, de 1993, art. 7º, I; Lei nº 9.766, de 1998, art. 1º, §1º; IN RFB nº 971, de Fl. 186DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-012.002 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10980.723850/2019-65 7 2009, na redação dada pela IN RFB nº 1.071, de 2010 e alterações seguintes, arts. 109, §§1º e 5º, I, 109-A, I, 109-C, §§ 5º e 6º, 110-B, 110-C, 259, 260, §1º, 394, III e ANEXOS I e II. (...) Apesar da Solução de Consulta nº 128/COSIT 2017 ter sido aplicada no julgamento de primeira instância, entendo que não se aplica ao caso dos autos. Embora trate do enquadramento do código FPAS, trata especificamente de empresas públicas de gestão do sistema de transporte coletivo. Logo, ainda que sejam razoáveis as ponderações adotadas em primeira instância, discordo quanto a este ponto. Diferente seria se a Solução de Consulta regulasse questões gerais acerca do enquadramento do código FPAS para empresas públicas em geral e estabelecesse os critérios acerca de cada caso específico (autarquias, fundações públicas criadas e mantidas pelo Poder Público, sociedades de economia mista e empresas públicas), situação que poderia influenciar a sua aplicação no presente caso. Superada a questão da natureza da APPA, visto que de fato é uma empresa que presta um serviço delegado pela União, como comprova o seu Estatuto (fl. 50) e pelo Convênio de Delegação n. 037/2001 (fl. 103), resta reconhecê-la como empresa pública prestadora de serviço público por delegação da União. Conforme consta na Constituição Federal: Art. 21. Compete à União: (...) XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: (...) f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; E sendo a atividade preponderante da empresa o gerenciamento de portos mediante concessão da União, considera-se a APPA como empresa pública prestadora de serviço público por delegação da União, pelo que não é devida a Contribuição destinada a Terceiros. Conclusão. Ante o exposto, conheço o Recurso Voluntário e, no mérito, dou provimento. Assinado Digitalmente Fernando Gomes Favacho Conselheiro Fl. 187DF CARF MF Original Acórdão Relatório Voto

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4754940 #
Numero do processo: 10280.001829/2002-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Mar 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 28/02/2000 a 31/12/2001 MATÉRIA ESTRANHA AO LITÍGIO. Tratando-se de processo versando sobre ressarcimento de créditos básicos de IPI, o litígio limita-se ao direito creditório pleiteado e não a débitos declarados como compensados com créditos objeto do pedido de ressarcimento. RECURSO VOLUNTARIO. Não tendo sido questionada, em fase recursal, o indeferimento do direito creditório pleiteado na forma de ressarcimento, considera-se que não há litígio sobre o qual deva este Colegiado se manifestar. Recurso não Conhecido.
Numero da decisão: 2202-000.061
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara/2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: Nayra Bastos Manatta

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Recorrida DRJ em BELÉM/PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 28/02/2000 a 31/12/2001 MATÉRIA ESTRANHA AO LITÍGIO. Tratando-se de processo versando sobre ressarcimento de créditos básicos de IPI, o litígio limita-se ao direito creditório pleiteado e não a débitos declarados como compensados com créditos objeto do pedido de ressarcimento. RECURSO VOLUNTARIO. Não tendo sido questionada, em fase recursal, o indeferimento do direito creditório pleiteado na forma de ressarcimento, considera-se que não há litígio sobre o qual deva este Colegiado se manifestar. Recurso não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2' Câmara/2 a Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. •NAY ' • BASTO MANATTA 1 Presidenta e Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Julio César Alves Ramos, Rodrigo Bemardes Raimundo de Carvalho, Ali Zraik Junior, Sílvia de Brito Oliveira, Marcos Tranchesi Ortiz, Evandro Francisco Silva Araújo (Suplente) e Leonardo Siade Manzan. ., N Relatório Trata-se de pedido de ressarcimento de créditos básicos do IN com fulcro no art. 11 da Lei n° 9779/99, referente aos períodos de fevereiro/00 a dezembro/01. Foram juntados pedidos de compensações. A fiscalização, em procedimento visando comprovar e aferir os créditos pleiteados concluiu que o montante do credito do IPI comprovado com NF e devidamente registrado totalizam R$ 21.826,43 em 2000 (foi pleiteado R$ 52.911,95) e R$ 49.418,30 em 2001 (foi pleiteado R$ 23.821,75) referentes às aquisições de MP, PI e ME utilizados na fabricação de produto tributado pelo IPI à alíquota de 10%. Todavia, para os períodos em questão, a empresa não registrou débitos do IPI para o produto fabricado, situação esta demonstrada através do LRAIPI, fls. 18/39 e 74/77, bem como nas DIPJ 2001 e 2002 (fls. 93 a 97). Em conseqüência foi feita representação que originou o registro do procedimento fiscal n° 02.1.01.00-2005-00187-2 para apuração da classificação fiscal e alíquotas nas saídas referentes ao período em questão. O pleito foi indeferido por não ter a contribuinte obedecido à ordem estabelecida no art. 2° da IN SRF 33/99 para aproveitamento do credito, ou seja, deixou de considerar os valores devidos do IPI no período, considerando apenas os créditos. As compensações foram não homologadas e os débitos declarados como compensados encontram-se em situações diversas ( enviado PFN, intimado, suspensa cobrança por pedido de parcelamento, não registrados nos sistemas da SRFB), conforme planilha de fls. 165 a 167. A cobrança de débitos declarados como compensados e enviados para a PFN foi suspensa. Cientificada a contribuinte interpôs manifestação de inconformidade, alegando: 1. O direito de aproveitar seus créditos como pleiteado é indiscutível, entretanto a compensação não foi homologada; 2. Através do procedimento fiscal MPF 0210100/00187/05 foram apurados os débitos do IPI, que vem sendo quitados através de parcelamento; 3. Não houve aproveitamento de nenhum dos valores dos créditos pleiteados com débitos do IPI; 4. Diversas considerações, inclusive traçadas pela SEORT/DRF/BEL n° 0318/2005, deveriam ter sido seguidas antes da emissão de DARF para cobrança dos valores declarados como compensados. A DRJ em Belém indeferiu a solicitação da contribuinte. Cientificada a contribuinte apresentou RV alegando em sua defesa: 1. A cobrança dos débitos declarados como compensados está sendo feita sisem que determinadas recomendações expedidas pela própria Dl F \ 2 Processo n° 10280.001829/2002-54 S2-C2T2 Acórdão n.° 2202-00.061 Fl. 2 fossem atendidas, razão pela qual deve ser cancelada até que sejam feitos os acertos finais; 2. A cobrança de tributos como IRPJ, CSLL, COFINS e PIS nos exercícios de 2000 e 2001 é duvidosa uma vez que até outubro/01 a empresa era optante do SIMPLES, e, no caso, não houve desenquadramento, e se houve o que foi feito dos valores recolhidos a titulo do SIMPLES? 3. Questiona os valores dos débitos que estão a ser exigidos a titulo de COFINS, IRPJ, PIS e CSLL, e conclui que os valores recolhidos a titulo do SIMPLES que excederam ao valores devidos destes tributos é que são objeto deste pedido de ressarcimento; 4. Os débitos que foram compensados com os DARF SIMPLES pagos entre março/00 e novembro/01 foram corrigidos com multa, juros e correção monetária até a data dos pedidos de compensação, em 12/04 e 01/05. Já os créditos que estavam à disposição da SRF desde o inicio de 2000 até o final de 2001 não sofreram qualquer correção, contrariando a valoração de créditos contida na IN SRF 460/04, vigente à época dos fatos. É o relatório. Voto Conselheiro NAYRA BASTOS MANATTA, Relatora O recurso apresentado encontra-se revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado. Primeiramente há delimitada a lide traçada no presente processo. A contribuinte pleiteou ressarcimento do credito básico do IPI, nos termos do art. 11 da Lei n° 9779/99, que, por sua vez, foi indeferido por não ter a empresa considerado, no período objeto do pedido, os débitos do IPI, já que o produto por ela fabricado é tributado pelo IPI à alí quota de 10%. Como o ressarcimento em questão se refere ao saldo existente entre créditos e débitos escriturados no período e não apenas aos créditos, este foi denegado. Sobre este ponto a contribuinte não se manifestou. O indeferimento do pedido de ressarcimento ocasionou que as compensações a ele vinculadas fossem não homologadas. Todas as questões trazidas no recurso voluntário apresentado dizem respeito - à apuração dos débitos declarados pela contribuinte como compensados, e não ao di . dreito creditório em si. 3 O litígio delimitado no presente processo diz respeito ao direito creditório pleiteado na forma de ressarcimento e não aos débitos objeto da compensação a eles vinculadas. Desta forma, não cabe a este Colegiado se manifestar sobre os débitos declarados como compensados, mas, apenas sobre o direito creditório pleiteado em pedido de ressarcimento, e, como este não foi objeto de questionamento no recurso voluntario interposto, considera-se que não houve discussão sobre o litígio traçado. Quanto aos débitos declarados como compensados há de ser dito que não cabe manifestação deste Colegiado a este respeito, razão pela qual não se conhece desta matéria. Assim sendo, voto no sentido de não conhecer do recurso interposto por tratar de matéria estranha ao litígio, qual seja: débitos declarados como compensados. É como voto. Sala das Sessões, em 05 de março de 2009 4

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Numero do processo: 12448.728155/2012-86
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 27 00:00:00 UTC 2025
Data da publicação: Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2025
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 AJUDA DE CUSTO. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS PARA EXCLUSÃ NÃO ATENDIDOS. Integra o salário-de-contribuição a parcela recebida pelo segurado empregado a título de ajuda de custo, quando não é recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, e em parcela única, a teor do art. 28, § 9°, “g”, da Lei n.º 8.212/91. INFRAÇÃO TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE 75%. EXIGÊNCIA. Comprovada a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, correta a lavratura de auto de infração para a exigência do tributo, aplicando-se a multa de ofício
Numero da decisão: 2201-011.995
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, em 31 de janeiro de 2025. Assinado Digitalmente Thiago Álvares Feital – Relator Assinado Digitalmente Marco Aurelio de Oliveira Barbosa – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Álvares Feital e Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente).
Nome do relator: THIAGO ALVARES FEITAL

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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 AJUDA DE CUSTO. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS PARA EXCLUSÃ NÃO ATENDIDOS. Integra o salário-de-contribuição a parcela recebida pelo segurado empregado a título de ajuda de custo, quando não é recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, e em parcela única, a teor do art. 28, § 9°, “g”, da Lei n.º 8.212/91. INFRAÇÃO TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE 75%. EXIGÊNCIA. Comprovada a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, correta a lavratura de auto de infração para a exigência do tributo, aplicando-se a multa de ofício

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, em 31 de janeiro de 2025. Assinado Digitalmente Thiago Álvares Feital – Relator Assinado Digitalmente Marco Aurelio de Oliveira Barbosa – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Álvares Feital e Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente).

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INTERESSADO FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 AJUDA DE CUSTO. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS PARA EXCLUSÃ NÃO ATENDIDOS. Integra o salário-de-contribuição a parcela recebida pelo segurado empregado a título de ajuda de custo, quando não é recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, e em parcela única, a teor do art. 28, § 9°, “g”, da Lei n.º 8.212/91. INFRAÇÃO TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE 75%. EXIGÊNCIA. Comprovada a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, correta a lavratura de auto de infração para a exigência do tributo, aplicando-se a multa de ofício ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, em 31 de janeiro de 2025. Fl. 228DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-011.995 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 12448.728155/2012-86 2 Assinado Digitalmente Thiago Álvares Feital – Relator Assinado Digitalmente Marco Aurelio de Oliveira Barbosa – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Álvares Feital e Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente). RELATÓRIO Do lançamento A autuação (fls. 03-15), com relatório fiscal às fls. 18-26, versa sobre a exigência de contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas a segurados empregados, relativas: a) à parte da empresa e financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT (AI nº 37.335.851-2); b) às devidas a outras entidades e fundos (FNDE, INCRA, SENAI, SESI e SEBRAE) – AI nº 37.335.852-0. Nos termos do relatório fiscal, “[…] no curso da ação fiscal realizada na empresa Keppel Fels Brasil S.A., constatou-se a partir da análise das folhas de pagamentos que foram efetuados pagamentos aos segurados empregados de valores referentes à título de ajuda de custo, em desacordo com o que determina o art. 470 da Consolidação das Leis do Trabalho.” Da Impugnação A recorrente apresentou Impugnação (fls. 92-103), argumentando em síntese que: a) os empregados listados pela autoridade prestam serviços de forma habitual, indiscriminada e aleatória nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Angra dos Reis e Rio de Janeiro, bem como realizam diversas viagens pela empresa, o que justifica o pagamento de ajudas de custo habituais, calculadas com base na estimativa média dos custos para desempenho de suas funções. b) em se tratando de verba destinada ao exercício do trabalho, não há contribuição devida. c) não deve ser aplicada a multa imposta, uma vez que não foi demonstrada má-fé. Fl. 229DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-011.995 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 12448.728155/2012-86 3 Pede, ao fim, que o lançamento seja julgado improcedente e, subsidiariamente, caso se entenda pela incorreção da classificação fiscal adotada pela Impugnante à verba ajuda de custo paga a alguns de seus empregados, o que se levanta apenas em função do princípio da eventualidade, requer seja excluída a multa de ofício aplica:4a, levando-se em conta a boa-fé na perfeita descrição das verbas pagas aos seus empregados, tudo de acordo com os princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade, que devem informar a interpretação do artigo 44 da Lei n9 9.430/96. Do Acórdão de Impugnação Em seguida, a DRJ deliberou (fls. 137-141) pela improcedência da Impugnação, mantendo-se o crédito tributário, em decisão assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 AJUDA DE CUSTO. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA. A parcela recebida com habitualidade e sem comprovação de despesas a título de ajuda de custo, integra o salário-de-contribuição do segurado empregado. MULTA. INTENÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. IRRELEVÂNCIA. A responsabilidade por infração à legislação tributária é de ordem objetiva, bastando que se configure o fato descrito na norma como infração à lei, para que se justifique a aplicação da multa correspondente. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Do Recurso Voluntário O contribuinte recorreu da decisão de primeira instância (fls. 153-164), reiterando os argumentos da impugnação. É o relatório. VOTO Conselheiro Thiago Álvares Feital, Relator O regime tributário da ajuda de custos está definido no art. 28, §9º, “g”, da Lei n.º 8.212/91: Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, Fl. 230DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2201-011.995 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 12448.728155/2012-86 4 qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) […] § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) […] g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). O dispositivo exclui do salário-de-contribuição a ajuda de custo, desde que esta atenda aos seguintes requisitos: (i) seja paga em parcela única; (ii) decorra de mudança de local de trabalho do empregado. Veja-se que a própria Recorrente afirmou que o pagamento das ajudas de custo era habitual — o que se encontra demonstrado nos autos — e as relacionou a viagens realizadas pelos empregados a seu serviço. Deste modo, não foram atendidos os requisitos previstos no dispositivo acima para excluir os pagamentos do salário-de-contribuição. Em relação à aplicação da multa de ofício, esta incide objetivamente sempre que for realizado lançamento de ofício, independentemente da constatação de má-fé por parte do contribuinte. Deve ser mantido, então, o lançamento. Conclusão Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Thiago Álvares Feital Fl. 231DF CARF MF Original Acórdão Relatório Voto

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Numero do processo: 11080.722597/2017-77
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Jan 03 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2012 a 21/12/2014 INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. SÚMULA CARF Nº 2. Nos termos da Súmula CARF nº 2, o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PELO PRODUTO. VALIDADE. A Lei nº 12.546, de 2011, estabeleceu um rol taxativo de produtos sobre os quais a contribuição previdenciária prevista nos incisos I e III do artigo 22 da Lei n° 8.212, de 1991, será substituída pela contribuição incidente sobre o valor da receita bruta. As empresas que fabricam os produtos classificados na TIPI, aprovada pelo Decreto no 7.660, de 23 de dezembro de 2011, nos códigos referidos no Anexo daquela lei estão sujeitas à contribuição sobre a Receita Bruta (CPRB) em substituição à Contribuição sobre a Folha de Pagamento. PRODUTO INDUSTRIALIZADO. ALCANCE. Um produto sofre industrialização a partir do momento que sofre operação que gere uma modificação na sua natureza, funcionamento, acabamento, apresentação ou a finalidade do produto, ou gere um aperfeiçoamento para o consumo. DEDUÇÃO DE VALORES RECOLHIDOS. CRÉDITOS PRÓPRIOS. POSSIBILIDADE. O recolhimento indevido da contribuição patronal sobre a folha de pagamentos pode ser deduzido da contribuição substitutiva incidente sobre a Receita Bruta (CPRB) por tratar-se de créditos da própria empresa.
Numero da decisão: 2202-009.021
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que os recolhimentos efetuados pela recorrente a título de contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamentos, no que se refere às operações objeto do lançamento, sejam, em correspondência, apropriados aos débitos apurados na autuação. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (documento assinado digitalmente) Sara Maria de Almeida Carneiro Silva - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Leonam Rocha de Medeiros, Sonia de Queiroz Accioly, Samis Antonio de Queiroz, Martin da Silva Gesto e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Nome do relator: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva

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SÚMULA CARF Nº 2. Nos termos da Súmula CARF nº 2, o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PELO PRODUTO. VALIDADE. A Lei nº 12.546, de 2011, estabeleceu um rol taxativo de produtos sobre os quais a contribuição previdenciária prevista nos incisos I e III do artigo 22 da Lei n° 8.212, de 1991, será substituída pela contribuição incidente sobre o valor da receita bruta. As empresas que fabricam os produtos classificados na TIPI, aprovada pelo Decreto no 7.660, de 23 de dezembro de 2011, nos códigos referidos no Anexo daquela lei estão sujeitas à contribuição sobre a Receita Bruta (CPRB) em substituição à Contribuição sobre a Folha de Pagamento. PRODUTO INDUSTRIALIZADO. ALCANCE. Um produto sofre industrialização a partir do momento que sofre operação que gere uma modificação na sua natureza, funcionamento, acabamento, apresentação ou a finalidade do produto, ou gere um aperfeiçoamento para o consumo. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 25 97 /2 01 7- 77 Fl. 2163DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (documento assinado digitalmente) Sara Maria de Almeida Carneiro Silva - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Leonam Rocha de Medeiros, Sonia de Queiroz Accioly, Samis Antonio de Queiroz, Martin da Silva Gesto e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Relatório Trata-se de recurso interposto contra decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora (DRJ/JFA), que manteve autuação relativa a omissão de receitas sujeitas à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), no período de 01/08/2012 a 21/12/2014. Conforme relatado pela DRJ, O Auditor Fiscal relata que a empresa tem como atividade principal a "Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores", com o código CNAE 29.41-7-00 e código FPAS - Fundo de Previdência e Assistência Social, 507-0, e conforme contrato social o objeto social da empresa é: Cláusula 4ª - A Sociedade tem por objeto social a prestação de serviços no que concerne à (a) Industrialização por encomenda de Produtos para terceiros, tais como Peças e Acessórios para veículos automotores; (b) Importação e Exportação de Bens e Produtos em geral; (c) compra e venda de Peças e Acessórios para veículos automotores e Produtos em geral; (d) Locação de Máquinas e Equipamentos em Geral; (e) fabricação de peças e acessórios para veículos automotores. Em síntese a Autoridade tributária argúi que: 9. O contribuinte desenvolve suas atividades principais no complexo automotivo da GM na cidade de Gravataí/RS, compondo um conjunto de grandes empresas de autopeças que participam do desenvolvimento de novos veículos e tornam-se "sistemistas", isto é, fornecem sistemas ou módulos já montados e não mais peças isoladas para tais veículos. 10. O contribuinte atua no ramo de fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores que, embora não fabrique a totalidade das peças que compõe o sistema motor dos veículos da GM, ele executa a montagem deste sistema. (...) 13. A receita bruta do contribuinte concentra-se nos itens da Tabela de Incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados - TIPI e com o Código Fiscal De Operações E Prestações (CFOP) abaixo e, relacionados nos anexos: "Relação de Notas Fiscais 2012" e "Notas Fiscais - Totais por Produto 2012", "Relação de Notas Fiscais-NF-e" e "Notas Fiscais - Totais por Produto - 2013, 2014. Código CFOP Descrição CFOP Código NCM Descrição NCM 5101 Venda de Produção do estabelecimento 84073390 Motores de Pistão, Alternativo ou Rotativo, de ignição por Centelha (Motores de Explosão). De cilindrada Fl. 2164DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 superior a 250 cm 3 , mas não superior a 1.000 cm 3. Outros 5124 Industrialização efetuada para outra empresa 84073490 Motores de Pistão, Alternativo ou Rotativo, de ignição por Centelha (Motores de Explosão). De cilindrada superior a 1.000 cm 3. Outros 6101 Venda de Produção do estabelecimento 84254910 Talhas, Cadernais e Moitões; Guinchos e Cabrestantes; Macacos. Macacos: Manuias 6124 Industrialização efetuada para outra empresa 87085080 Partes e Acessórios dos Veículos Automóveis das Posições 87.01 a 87.05. Outros O Auditor Fiscal considerou como fato gerador da obrigação previdenciária principal o que a empresa auferiu com a produção dos itens listados no Anexo II da IN RFB n° 1.436/2013. Para apurar a base de cálculo foram utilizados os dados constantes no Sistema Público de Escrituração Digital – SPED. Destaca que: 22. Ressalta-se que a contribuição previdenciária patronal, que foi substituída pela contribuição previdenciária sobre a receita bruta, foi a alíquota de 20% da remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais e, portanto, a contribuição de RAT/FAP e contribuição para outras entidades e fundos permanece incidindo sobre a remuneração dos segurados empregados. Por fim, informa que foi lavrada a Representação Fiscal para fins Penais. DA IMPUGNAÇÃO A Autuada apresentou a peça impugnatória em 13/06/2017. A Impugnante apresenta um resumo dos fatos ocorridos durante a ação fiscal e ressalta que o Auditor Fiscal considerou que a empresa “fornece sistemas e módulos já montados e não as peças isoladas e que, embora não fabrique a totalidade das peças que compõem o sistema de motor dos veículos, executa a montagem deste sistema”. Entretanto, afirma que: > A Impugnante não é fabricante dos NCMs 84073390; 84073490, mas somente presta serviços de acoplagem do motor ao sistema de transmissão. Os motores e o sistema de transmissão são enviados pela General Motors - GM para a Impugnante que, após a acoplagem devolve os motores para a GM; > A Impugnante não é fabricante dos NCMs 84254910 e 87085080, mas adquire tais mercadorias no mercado interno e as revende para a GM; > A Impugnante nunca foi obrigada à substituição da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento prevista no artigo 22 da Lei n° 8.212/91 pela contribuição sobre a receita bruta prevista no artigo 8° da Lei n° 12.546/2011 - CPRB; > O cálculo da contribuição sobre a receita bruta realizado pelo Agente Fiscal é ilíquido, pois do valor cobrado no presente lançamento não houve o desconto dos valores recolhidos sobre a folha de salários (artigo 22 da Lei n° 8.212/91); > Nas atividades desenvolvidas pela Impugnante não há a utilização intensiva de mão- de-obra, ou seja, a substituição da contribuição sobre a folha pela CPRB causaria a majoração desmedida da carga tributária, o que inviabilizaria a continuidade das suas atividades. Segundo entendimento pacificado do Tribunal Regional Federal da 4- Região, os contribuintes prejudicados pela desoneração da folha de salários não podem ser obrigados ao recolhimento da CPRB (TRF4 Apelação 5038072¬80.2014.404.7000); > Considerando que na atividade desenvolvida pela Impugnante não há a utilização intensiva de mão-de-obra, o presente lançamento infringe ao artigo 195, § 9° da CF/88, bem como a exposição de motivos da Medida Provisória n° 540/2011. Fl. 2165DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 A Impugnante apresenta um arrazoado demonstrando o processo de desoneração da Folha de Pagamentos iniciado com a Medida Provisória 540/2011 (convertida na Lei n° 12.564/2011), na qual foram paulatinamente sendo incluídos novos setores da economia, destacando que as alterações “introduzidas na CF/88, a base de cálculo da contribuição previdenciária poderá ser alterada para receita ou faturamento, em razão da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa e da condição estrutural do mercado de trabalho”. Argúi que na exposição de motivos das medidas provisórias que instituíram a desoneração da folha de salários tem como um dos objetivos e justificativas que “a desoneração contempla setores intensivos em mão de obra que apresentam grande potencial para a ampliação de vínculos formais”, objetivando aumentar a competitividade de alguns setores frente a concorrência internacional. Argumenta que “segundo o artigo 195, §9° da CF/88, as contribuições sobre a folha de salários, faturamento, receita ou lucro somente poderão ter alíquotas e base de cálculo diferenciadas em razão: (i) da atividade econômica; (ii) da utilização intensiva de mão de obra; (iii) do porte da empresa ou (iv) da condição estrutural do mercado de trabalho”. Concluindo que “o tipo de produto fabricado (NCM) não pode ser fator determinante para a inclusão de contribuintes na sistemática da desoneração, pois não é uma situação prevista no parágrafo 9°, do artigo 195, da CF/88.” Além disso, alega que a empresa não fabrica produtos desonerados, cujos NCMs encontram-se arrolado no anexo único da Lei n° 12.546/2011, destaca as atividades desenvolvidas, que são: “- a Impugnante recebe motores e sistemas de transmissão prontos do cliente General Motors - GM; - a Impugnante presta o serviço de unir o motor ao sistema de transmissão e neste processo acrescenta outras peças/acessórios adquiridas no mercado interno e externo que são revendidas à GM; - após o término do trabalho, a Impugnante emite nota fiscais de retorno dos sistemas de transmissão e dos motores, que retornam acoplados para a GM.” A Impugnante anexa fotos para demonstrar serviço realizado que é a acoplagem do sistema de transmissão ao motor, com a inclusão de mangueiras, correias, alternador, bomba dentre outras peças adquiridas no mercado interno e externo; Notas Fiscais de faturamento emitidas, nas quais cobra o valor do serviço prestado, mais o valor das peças utilizadas na montagem do câmbio ao motor e também notas fiscais de retorno dos sistemas de transmissão e dos motores, para demonstrar que entram motores e sistemas de transmissão prontos no estabelecimento da Impugnante e tais peças retornam para o estabelecimento do cliente GM acopladas. Destaca o caput do artigo 8°, da Lei n° 12.546/2011, vigente até 2014, no qual só era aplicada a desoneração da folha nos estabelecimentos que fabricavam os produtos indicados como desonerados, no presente caso a GM envia os motores e os sistema de transmissão prontos, cabendo a Impugnante apenas acoplar o motor ao sistema de transmissão (serviço de montagem), acrescentando outras peças adquiridas no mercado interno e externo (revenda). Portanto, e não estava obrigada a apurar e recolher a CPRB. Argúi que “o artigo 4°, inciso III, do Decreto 7.212/2010 (Regulamento de IPI), somente poderá ser caracterizada a industrialização quando a reunião de peças resulte em um novo produto ou unidade autônoma, mas no caso em tela não há a criação de um novo produto, pois a Impugnante emite nota fiscal de retorno dos mesmos motores anteriormente enviados pela GM”. Argumenta que não é fabricante de motores, não cabendo a cobrança da contribuição sobre a receita bruta. A impugnante afirma que após as alterações o parágrafo 9°, do artigo 195 da CF que “a base de cálculo da contribuição previdenciária somente poderá ser alterada para receita Fl. 2166DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 ou faturamento, em razão da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa e da condição estrutural do mercado de trabalho”, apontando no mesmo sentido da exposição de Motivos da Medida Provisória, que tem como objetivo aumentar o número de vínculos formais de emprego para setores com a utilização intensiva de mão-de-obra. Argui que não desenvolve atividade que exija a utilização intensiva de mão-de-obra, sendo predominante a atividade de revenda de produtos, e complementa: “48. Assim, obrigar um contribuinte que não tem utilização intensiva de mão-de-obra a substituir a contribuição sobre a folha pela contribuição sobre a receita bruta terá um efeito totalmente contrário ao previsto na CF e na Medida Provisória n° 540/2011, pois a majoração da carga tributária em mais de 300% e a crise econômica enfrentada pelo Brasil inviabilizará as atividades da Impugnante”. Destaca que o programa da desoneração da folha de pagamentos foi o aumento significativo da carga tributária, e que a 1ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região já se manifestou a respeito da indevida majoração da carga tributária decorrente da desoneração da folha de salários, bem como unificou o entendimento sobre o tema em 04/05/2017, conforme trecho a seguir: “Evidenciando-se a contrariedade dos efeitos práticos da lei à sua finalidade exonerativa, impõe-se reconhecer a existência de uma lacuna legislativa, concernente à facultatividade do recolhimento da contribuição substitutiva, a ser colmatada mediante redução teleológica, de modo a afastar do seu campo de aplicação aquelas empresas que não desejam ser alcançadas pela "desoneração da folha" estabelecida pela Lei 12.546/2011, optando por continuar a recolher a contribuição previdenciária sobre os rendimentos pagos, nos termos do art. 22 da Lei 8.212/1991. Precedentes da Primeira e da Segunda Turmas deste Tribunal Regional.” A Impugnante entende que “o valor cobrado no presente lançamento demonstra-se ilíquido pois, somente a título de argumentação, caso a empresa fosse obrigada a substituir a contribuição sobre a folha de salários pela contribuição sobre a receita bruta, o presente auto de infração deveria ter abatido do valor cobrado a título de CPRB, os valores recolhidos a título de contribuição sobre a folha de salários” Conclui que “demonstra-se absurdo o lançamento ora impugnado, que além de cobrar a CPRB de uma empresa que não se enquadra no artigo 8° da Lei 12.546/2011, majora de forma exorbitante a carga tributária do contribuinte, tornando impossível a sua manutenção no mercado.” Por fim, pede: 54. Diante de todo o exposto, requer-se a improcedência total do lançamento fiscal, haja vista a comprovação de que a Impugnante nunca foi obrigada a recolher a contribuição sobre a receita bruta e sempre recolheu a contribuição previdenciária sobre a folha de salários, nos termos previstos na Lei n° 8.212/91. 55. Requer, ainda, seja-lhe garantido o direito ao protocolo de aditamentos e juntada posterior de documentos adicionais com base no direito constitucional à ampla defesa garantida aos litigantes no processo administrativo, assegurado pelo inciso LV do artigo 5° da Constituição Federal, no princípio da busca da verdade material, norteador dos atos administrativos e nos termos do art. 3°, III, da Lei n° 9.784/99. A DRJ/JFA, por unanimidade votos, julgou a impugnação improcedente e manteve o lançamento, pois entendeu que a empresa realiza uma industrialização por encomenda, ou seja, a GM remete os insumos para a AV MANUFACTURING e esta executa a operação de industrialização do produto, de forma que, à luz do que disciplina o Decreto nº 7.212/2010 (Regulamento do IPI), entende-se por industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como a transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento ou reacondicionamento, renovação ou recondicionamento; ademais as notas fiscais da empresa declaram tratar-se de empresa industrial; quanto aos valores pagos Fl. 2167DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 indevidamente sobre a folha de pagamento, estes deverão ser objeto de pedido de restituição ou de compensação. A decisão restou assim ementada: DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PELO PRODUTO. VALIDADE. Lei nº.12.546/ 2011, alterada pela Lei nº 12.715/2012 estabeleceu um rol taxativo de produtos sujeitos a substituição tributária. PRODUTO INDUSTRIALIZADO. ALCANCE. Um produto sofre industrialização a partir do momento que sofre operação que gere uma modificação na sua natureza, funcionamento, acabamento, apresentação ou a finalidade do produto, ou gere um aperfeiçoamento para o consumo. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de piso em 1º/11/2017 (fls. 2122), a contribuinte apresentou o presente recurso voluntário em 1º/12/2017 (fls. 2124 e ss), por meio do qual alega, em síntese: 1 - nulidade da decisão de 1ª instância, uma vez que: 1.1 – o julgador a quo não se pronunciou sobre os NCM 84254910 e 87085080, cujos produtos são adquiridos no mercado interno para revenda, o que teria sido desconsiderado; 1.2 – também não considerou os documentos juntados quando da fiscalização e da impugnação (fotos, contratos e notas fiscais) que comprovariam que a empresa não é fabricante dos produtos (exemplo os doc. 4 e 6 da impugnação), o que teria caracterizado cerceamento do direito de defesa; cita acórdãos deste Conselho que entende amparar suas alegações; 2 – Nulidade do auto de infração, uma vez que houve equívoco na apuração da exigência, pois a autoridade fiscal não considerou, quando da apuração da CPRB, o valor já recolhido a título de contribuição sobre a folha de salários, fato constatado pelo julgador a quo, o que entende configurar erro na matéria tributável e enriquecimento ilícito dos cofres públicos; 3 – no mérito, devolve à apreciação deste Conselho as teses já apresentadas quando da impugnação. Foram ofertados memoriais onde são reiteradas as alegações. É o relatório. Voto Conselheira Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Relatora. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto dele conheço. Das alegações de nulidade da decisão recorrida Inicialmente a contribuinte alega nulidade da decisão de primeira instância, uma vez que, no seu entender, o julgador de piso não se pronunciou sobre as Nomenclaturas Comuns no Mercosul (NCM) 84254910 e 87085080, cujos produtos são adquiridos no mercado interno para revenda. Na impugnação foram apresentadas, dentre outras, as seguintes teses de defesa: Fl. 2168DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 > A Impugnante não é fabricante dos NCMs 84073390; 84073490, mas somente presta serviços de acoplagem do motor ao sistema de transmissão. Os motores e o sistema de transmissão são enviados pela General Motors - GM para a Impugnante que, após a acoplagem devolve os motores para a GM; > A Impugnante não é fabricante dos NCMs 84254910 e 87085080, mas adquire tais mercadorias no mercado interno e as revende para a GM; Ao apreciar a matéria, a DRJ assim se pronunciou: Segue a análise se os produtos listados – NCM 840733902, NCM 84073490, NCM 84254910 e NCM 87085080 estão ou não sujeitos a substituição tributária. Nos termos da Instrução Normativa nº 1436/2013, vigente à época dos fatos geradores, a desoneração da folha de pagamentos decorre da industrialização dos produtos: Art. 1º As contribuições previdenciárias das empresas que desenvolvem as atividades relacionadas no Anexo I ou produzam os itens listados no Anexo II incidirão obrigatoriamente sobre o valor da receita bruta, em substituição às contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamento, previstas nos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, considerando-se os períodos e as alíquotas definidos nos Anexos I e II, e observado o disposto nesta Instrução Normativa. Vê-se que a DRJ iniciou sua análise considerando todas as NCM objetos do lançamento, que são aquelas presentes nas notas fiscais emitidas pela empresa e que, conforme Anexo II da referida IN, vigente à época dos fatos, constituem-se em base de cálculo da CPRB. Ao prosseguir sua análise sobre haver ou não industrialização, prosseguiu a DRJ: A Lei nº 12.546/2011 determina que deve ser observado o Decreto nº 7.212/2010, para que seja verificado se houve industrialização do produto, o art. 4º do Regulamento do IPI apresenta o conceito de industrialização. A Impugnante afirma não ser a fabricante dos NCMs 84073390; 84073490, mas apenas acopla tais dispositivos. A partir desta afirmativa infere-se que a AV MANUFACTURING INDUSTRIA E COMERCIO DE PECAS E ACESSÓRIOS AUTOMOTIVOS LTDA realiza uma industrialização por encomenda, ou seja, a GM remete os insumos para a AV MANUFACTURING e este executa a operação de industrialização do produto. Fato este confirmado no Relatório Fiscal: Assim, embora nem sempre se referindo expressamente a todas as NCM, a DRJ as considerou em sua análise e se utilizou de alguns exemplos para concluir que a empresa realiza atividade caracterizada como industrialização em relação aos códigos TIPI (NCM) listados no auto de infração, vez que todos eles estão presentes no produto final entregue. A meu ver, a situação não exige que todos os NCM sejam analisados individualizadamente, uma vez que o fato discutido é se a empresa realiza ou não processo caracterizado como de industrialização em relação aos NCM listadas no auto de infração, que são base de cálculo da CPRB; a própria empresa alega que “não é fabricante dos NCMs 84254910 e 87085080, mas adquire tais mercadorias no mercado interno e as revende para a GM;” e posteriormente informa que “presta o serviço de unir o motor ao sistema de transmissão e neste processo acrescenta outras peças/acessórios adquiridas no mercado interno”, ou seja, as ‘outras peças/acessórios adquiridas no mercado interno’, que correspondem às NCM 84254910 e 87085080, conforme quadro abaixo, são acrescentadas ao produto final produzido, conforme informa a própria recorrente; a revenda à GM não é das peças adquiridas no mercado interno, mas dessas peças unidas ao motor e ao sistema de transmissão, o que caracteriza industrialização nos termo da legislação, conforme se verá mais adiante. Código CFOP Descrição CFOP Código NCM Descrição NCM Fl. 2169DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 5101 Venda de Produção do estabelecimento 84073390 Motores de Pistão, Alternativo ou Rotativo, de ignição por Centelha (Motores de Explosão). De cilindrada superior a 250 cm 3 , mas não superior a 1.000 cm 3. Outros 5124 Industrialização efetuada para outra empresa 84073490 Motores de Pistão, Alternativo ou Rotativo, de ignição por Centelha (Motores de Explosão). De cilindrada superior a 1.000 cm 3. Outros 6101 Venda de Produção do estabelecimento 84254910 Talhas, Cadernais e Moitões; Guinchos e Cabrestantes; Macacos. Macacos: Manuias 6124 Industrialização efetuada para outra empresa 87085080 Partes e Acessórios dos Veículos Automóveis das Posições 87.01 a 87.05. Outros Assim, entendo que a decisão recorrida não é nula. Mérito Prossegue a contribuinte sustentando que não fabrica produtos desonerados, cujas NCM encontram-se arroladas no anexo único da Lei nº 12.546/2011, mas que as atividades por ela desenvolvidas são: - recebe motores e sistemas de transmissão prontos do cliente General Motors - GM; - presta o serviço de unir o motor ao sistema de transmissão e neste processo acrescenta outras peças/acessórios adquiridas no mercado interno e externo que são revendidas à GM; - após o término do trabalho, a Impugnante emite nota fiscais de retorno dos sistemas de transmissão e dos motores, que retornam acoplados para a GM.” - anexa fotos para demonstrar serviço realizado que é a acoplagem do sistema de transmissão ao motor, com a inclusão de mangueiras, correias, alternador, bomba dentre outras peças adquiridas no mercado interno e externo; Notas Fiscais de faturamento emitidas, nas quais cobra o valor do serviço prestado, mais o valor das peças utilizadas na montagem do câmbio ao motor e também notas fiscais de retorno dos sistemas de transmissão e dos motores, para demonstrar que entram motores e sistemas de transmissão prontos no estabelecimento da Impugnante e tais peças retornam para o estabelecimento do cliente GM acopladas. - (conforme) artigo 4°, inciso III, do Decreto 7.212/2010 (Regulamento de IPI), somente poderá ser caracterizada a industrialização quando a reunião de peças resulte em um novo produto ou unidade autônoma, mas no caso em tela não há a criação de um novo produto, pois a Impugnante emite nota fiscal de retorno dos mesmos motores anteriormente enviados pela GM”. Quanto ao fato de haver industrialização, anotou a DRJ: Neste ponto cabe a discussão se de fato houve industrialização do produto ou uma prestação de serviço. O Regulamento do IPI, Decreto nº 7.212/2010, vem dirimir essa dúvida em seu art. 4º e 5º, nos quais estabelece o que é industrialização e as situações de exclusão: Art. 4º Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei nº 5.172, de 1966, art. 46, parágrafo único, e Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único): I - a que, exercida sobre matérias-primas ou produtos intermediários, importe na obtenção de espécie nova (transformação); II - a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento); Fl. 2170DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 III - a que consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem); IV - a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou V - a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicionamento). Parágrafo único. São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condições das instalações ou equipamentos empregados. A Solução de Consulta COSIT nº 99005/2014, esclarece um pouco mais a questão do conceito de industrialização: ... Devem ser considerados os conceitos de industrialização e de industrialização por encomenda previstos na legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para delimitar o alcance dos contribuintes sujeitos à contribuição previdenciária substitutiva. Nos termos do artigo 4º do RIPI/2010, entende-se por industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como a transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento ou reacondicionamento, renovação ou recondicionamento. (grifo nosso) Portanto, fica claro como fato gerador do IPI não importa se quem forneceu os insumos, mas apenas se houve algum tipo de beneficiamento do produto entregue. O fato da GM enviar os motores e os serviços de transmissão apenas indicam a necessidade da personalização do produto final a ela entregue. Se os fatos assinalados já não fossem suficientes para indicar que a impugnante é fabricante dos NCMs 84073390; 84073490, observa-se que nas Notas Fiscais apresentada pela autuada na peça impugnatória ela se declara empresa industrial, como por exemplo, na Nota Fiscal fl. 1211, na qual no campo Dados Adicionais consta a seguinte observação: ‘Mercadoria de s/ prop. recebida p/Industrializacao ora retornamos. ICMS Diferido conforme Livro III art. 1 Ap. II, item II RICMS/RS. Relação de GTMS AVM83 6085 Á AVM836559 de 14/11/14. IPI Suspenso conforme Art. 43 inc. VI do RIPI. NF emitida efe. Disposto Regime Especial Ato Decl.DRP n. 2013/050 Cliente: 606668 Pedido: 3898 Vencimento: 15/12/14”(Grifo nosso) O Decreto nº 7.212/2010 assim dispõe: Art. 43. Poderão sair com suspensão do imposto: (...) VI - as matérias-primas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem destinados à industrialização, desde que os produtos industrializados sejam enviados ao estabelecimento remetente daqueles insumos; Portanto, a própria empresa fiscalizada ao emitir a Nota Fiscal informa que houve a industrialização dos produtos envidados pela GM. Ainda conforme apurou o Auditor-Fiscal, 10. O contribuinte atua no ramo de fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores que, embora não fabrique a totalidade das peças que compõe o sistema motor dos veículos da GM, ele executa a montagem deste sistema. ... FATO GERADOR Fl. 2171DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 14. Constitui fato gerador da obrigação previdenciária principal o auferimento de receita por empresas que produzem os itens listados no Anexo II da IN RFB nº 1.436/2013. A própria recorrente afirma realizar processo caracterizado como industrialização, pois afirma que “...presta serviços de acoplar o motor ao sistema de transmissão (serviço de montagem), acrescentando outras peças adquiridas no mercado interno e externo (revenda).” Conforme visto acima, a atividade desenvolvida pela empresa, qual seja a de montagem, é considerada industrialização nos termos do RIPI; ela mesma afirma que acopla o motor ao sistema de transmissão... acrescentando outras peças , ou seja, executa a reunião de produtos, peças ou partes que resultam em novo produto ou unidade autônoma, ou ainda, conforme SCI Cosit acima copiada, modifica a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, e ainda ou o aperfeiçoa para consumo. O fato de devolver os produtos com a mesma classificação fiscal não interfere na conclusão, pois conforme inciso III do art. 4º do RIPI, considera-se industrialização (montagem) a que consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal. Mesmo afirmando não haver a criação de um novo produto, pois emite nota fiscal de retorno dos mesmos motores anteriormente enviados pela GM, tal afirmação não a socorre, uma vez que: 1 – Pelo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica tem por atividade econômica principal – Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores, CNAE 29.41-7-00. 2 – compõe um conjunto de grandes empresas de autopeças que participam do desenvolvimento de novos veículos e tornam-se “sistemistas”, isto é, fornecem sistemas ou módulos já montados e não mais peças isoladas para tais veículos. 3 - conforme contrato social, " A Sociedade tem por objeto social a prestação de serviços no que concerne à (a) Industrialização por encomenda de Produtos para terceiros, tais como Peças e Acessórios para veículos automotores; (b) Importação e Exportação de Bens e Produtos em geral; (c) compra e venda de Peças e Acessórios para veículos automotores e Produtos em geral; (d) Locação de Máquinas e Equipamentos em Geral; (e) fabricação de peças e acessórios para veículos automotores”. 4 – as notas fiscais dão conta que se trata de empresa industrial e que recebe mercadorias para industrialização; 5 – os Código Fiscal De Operações E Prestações (CFOP) constantes das notas ficais e considerados no auto de infração se referem a “Venda de produção do estabelecimento” e “Industrialização efetuada para outra empresa”; 6 - o processo desenvolvido enquadra-se no conceito de industrialização previsto no Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, Decreto nº 7.212 de 15 de junho de 2010; 7 - a empresa não se enquadra nas exclusões previstas no art. 5º do mesmo regulamento; 8 – Constitui fato gerador da CPRB o auferimento de receita por empresas que produzem os itens listados no Anexo II da IN RFB nº 1.436/2013 (que também estão previstos Fl. 2172DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 na Lei 12.546, de 2011), dentre os quais os NCM 8407, 8425 e 87085080, todos a partir de 1º/8/2012, consideradas no lançamento; 9 - o lançamento considerou, para a apuração da contribuição incidente sobre o valor da receita bruta mensal, as Notas Fiscais emitidas pela própria contribuinte, às quais informam que houve a industrialização dos produtos envidados pela GM. Assim, conforme já apontado pela decisão recorrida, independente de quem forneceu os insumos, houve beneficiamento do produto entregue, estando assim caracterizado o processo de industrialização conforme RIPI. Prossegue a contribuinte alegando que tanto a fiscalização, quanto o julgador de primeira instância não consideraram os documentos juntados (fotos, contratos e notas fiscais), que comprovariam que a empresa não é fabricante dos produtos (exemplo os doc. 4 e 6 da impugnação); cita acórdãos deste Conselho que entende amparar suas alegações. Inicialmente os Acórdãos citados tratam de nulidade da decisão de primeira instância por ter deixado de apreciar matéria trazida quando da impugnação, o que não é o caso presente. Ademais, as notas fiscais de saída apresentadas foram consideradas sim, mas não comprovam as alegações da recorrente, pois, independente da descrição, informam que se trata de retorno de mercadoria utilizada em industrialização (campo ‘natureza da operação’) ou de mercadoria recebida para industrialização (campo ‘dados adicionais’). Conforme apontado pela DRJ, ...observa-se que nas Notas Fiscais apresentadas pela autuada na peça impugnatória ela se declara empresa industrial, como por exemplo, na Nota Fiscal fl. 1211, na qual no campo Dados Adicionais consta a seguinte observação: ‘Mercadoria de s/ prop. recebida p/Industrializacao ora retornamos. ICMS Diferido conforme Livro III art. 1 Ap. II, item II RICMS/RS. Relação de GTMS AVM83 6085 Á AVM836559 de 14/11/14. IPI Suspenso conforme Art. 43 inc. VI do RIPI. NF emitida efe. Disposto Regime Especial Ato Decl.DRP n. 2013/050 Cliente: 606668 Pedido: 3898 Vencimento: 15/12/14”(Grifo nosso) O Decreto nº 7.212/2010 assim dispõe: Art. 43. Poderão sair com suspensão do imposto: (...) VI - as matérias-primas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem destinados à industrialização, desde que os produtos industrializados sejam enviados ao estabelecimento remetente daqueles insumos; Portanto, a própria empresa fiscalizada ao emitir a Nota Fiscal informa que houve a industrialização dos produtos envidados pela GM. As fotos apresentadas, a meu ver, apenas confirmam haver o processo de industrialização previsto no RIPI, notadamente o de montagem, e dentro do estabelecimento industrial da recorrente. Posto isso, o art. 8º da Lei nº 12.546, de 2011, assim estabeleceu: Art. 8º - Até 31 de dezembro de 2014, contribuirão sobre o valor da receita bruta, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, à alíquota de 1% (um por cento), em substituição às contribuições previstas nos incisos I e III do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi, aprovada pelo Decreto no 7.660, de 23 de dezembro de 2011, nos Fl. 2173DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 códigos referidos no Anexo desta Lei. (TIPI- Tabela de Incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados). Comprovado então que a empresa produziu os itens listados no Anexo da Lei, na redação vigente à época dos fatos geradores, dentre os quais estão relacionadas as NCM 84.07, 84.25 e 8708.50.80, deve obrigatoriamente recolher as contribuições previdenciárias sobre o valor da receita bruta, em substituição às contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamento. Outras alegações Quanto às alegações de que “o tipo de produto fabricado (NCM) não pode ser fator determinante para a inclusão de contribuintes na sistemática da desoneração, pois não é uma situação prevista no parágrafo 9°, do artigo 195, da CF/88.”; que a utilização mão-de- obra utilizada nas atividades da empresa é mínima, de modo que a apuração da contribuição previdenciária em seu caso deve continuar a ser calculada sobre a folha de salários, em consonância com os objetivos expostos na exposição de motivos da Lei nº 12.546/2011; que tal lei somente se aplicaria a quem utiliza mão de obra intensiva, o que não é o seu caso; que a substituição da contribuição sobre a folha pela CPRB, no seu caso, teria efeito contrário ao previsto na Constituição Federal e na lei, pois majoraria sua carga tributária em mais de 300%; que deveria ser aplicada a interpretação teleológica em detrimento da interpretação literal; adoto e reproduzo os fundamentos do acórdão de primeira instância, nos termos do artigo 57, §3º, Anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015: Destaca-se que não cabe a este órgão analisar se a lei da desoneração pode/deve ocorrer por produto ou não, mas sim aplicá-la. Inclusive, por expressa vedação contida no art. 26-A do Decreto nº 70.235 de 1972, e no artigo 59 do Decreto n.º 7.574, de 29/09/2011, não pode este órgão julgador desconsiderar norma válida no ordenamento jurídico: Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) Art. 59. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade (Decreto no 70.235, de 1972, art. 26-A, com a redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, art. 25). Portanto, a legislação vigente a época dos fatos geradores determinava que certos produtos estavam sujeitos a desoneração da folha de pagamento conforme Lei nº 12.546/ 2011, alterada pela Lei nº 12.715/2012. Ademais, sobre a alegação de que a substituição da contribuição sobre a folha pela CPRB, no seu caso, teria efeito contrário ao previsto na Constituição Federal e na lei, pois majoraria sua carga tributária em mais de 300%, há que se registrar que, em que pese no caso concreto da recorrente, em que se percebe ser o faturamento alto e a utilização da mão de obra baixa, de forma que tributação pela CPRB lhe ocasionou um aumento na carga tributária, tem-se que no período do lançamento (2012 a 2014) não havia opção pela CPRB, sendo tal regime obrigatório, por determinação legal, para as atividades a ela sujeitas, como aquelas desenvolvidas pela recorrente, conforme já demonstrado no capítulo anterior. Essa questão foi inclusive enfrentada quando do julgamento RE 1.187.264, no qual o STF apreciou matéria relativa à inclusão do ICMS na base de cálculo da CPRB, e em seu voto o Sr. Ministro Dias Toffili, assim se pronunciou: Apenas a título de exemplo, vide que a MP nº 563/12, depois convertida na Lei nº 12.715/12, responsável por uma de tais alterações, surgiu tendo como um dos panos de Fl. 2174DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 13 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 fundo a crise de 2011, a qual afetou significativamente a economia brasileira, mormente a indústria nacional. Muito por conta disso, foram selecionados setores dos serviços e da indústria de transformação que seriam contemplados com o regime da CPRB. Não se alegue que macularia a compreensão acima a eventual majoração de carga tributária total para um determinado contribuinte, em razão de ter sido ele compulsoriamente incluído no regime da CPRB, nos termos das leis anteriores à Lei nº 13.161/15, a qual previu a facultatividade desse regime. Isso porque, reitere-se, a feição genérica e abstrata do regime da CPRB, instituído pela Lei nº 12.715/12, por si só, contempla aquele importante benefício fiscal. Nesse sentido, a exclusão de um contribuinte desse regime que, por razões individuais, se enquadre na referida situação, consistiria em concessão de privilégio odioso. Sendo o regime da CPRB obrigatório por lei, não há como afastar o lançamento, eis que, uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicá-la, sob pena de responsabilidade funcional, pois desenvolve atividade vinculada à lei e obrigatória. A alegação de que a aplicação da lei no caso concreto iria em sentido contrário ao previsto na Constituição Federal esbarra ainda no seguinte em verbete Sumular editado por este Conselho: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, mantém-se o lançamento. Da utilização dos pagamentos efetuados sobre a folha de pagamento Alega ainda a contribuinte nulidade do auto de infração, uma vez que houve equívoco na apuração da exigência, pois a autoridade fiscal não considerou, quando da apuração da CPRB, o valor já recolhido a título de contribuição sobre a folha de salários, o que entende configurar erro na matéria tributável e enriquecimento ilícito dos cofres públicos. Não se trata de nulidade do lançamento. As hipóteses de nulidade estão previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/1972, segundo o qual o lançamento é nulo quando o ato for praticado por agente incompetente ou quando os despachos e decisões forem proferidos com inobservância do contraditório e da ampla defesa, o que não aconteceu no presente caso. Entretanto, diferente do que entende o julgador de piso, entendo que os recolhimentos efetuados a título de contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento devem ser aproveitados na apuração da CPRB (contribuição substitutiva), pois são próprios da recorrente e não há nenhum óbice quanto ao seu aproveitamento; entender diferente de fato poderá causar enriquecimento ilício do Erário Público, principalmente se considerarmos que a contribuinte não mais poderá se valer de tais créditos considerando o prazo decadencial. Ademais, trata-se de contribuição substitutiva, de forma que, ou se recolhe sobre a folha de pagamento, ou sobre a receita bruta, mas não sobre as duas (mesmo que o regime seja misto, cada qual tem suas bases de cálculo). Nesse mesmo sentido, cito o voto-vencedor proferido no Acórdão 2402-008.173. Nesse mesmo sentido, transcrevo a conclusão trazida na Solução de Consulta Interna Cosit nº 200, de 2019: 16. Isso posto, conclui-se pela possibilidade de compensação entre os alegados créditos decorrentes de pagamento indevido da CPRB e as contribuições a serem retidas na folha de salário dos seus empregados, bem como em relação às contribuições previdenciárias a serem retidas em razão de cessão de mão de obra e empreitada. Fl. 2175DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 14 do Acórdão n.º 2202-009.021 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.722597/2017-77 CONCLUSÃO Isso posto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para que os recolhimentos efetuados pela recorrente a título de contribuições previdenciárias incidentes sobre a Folha de Pagamentos, no que se refere às operações de que trata o presente lançamento, sejam, em correspondência, apropriados aos débitos apurados na autuação. (documento assinado digitalmente) Sara Maria de Almeida Carneiro Silva Fl. 2176DF CARF MF Documento nato-digital

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Numero do processo: 11065.002648/2010-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/2008 a 30/11/2008 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO FACE ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. Não há que se falar em anulação de NFLD ou insubsistência do crédito tributário quando não houver qualquer tipo de vício. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.550
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I     2 Relatório  Trata­se de Auto de Infração – AI nº 37.267.327­9, cuja notificação ocorreu  em 14/09/2010 (fl. 01 da numeração digital), lavrado em face da VIGILÂNCIA FIEL LTDA,  por  ter  deixado  de  apresentar  a  declaração  a  que  se  refere  o  art.  32,  IV,  lei  8.212/91,  sem  relacionar todos os segurados empregados e contribuintes individuais a serviço da empresa, no  período de 01/2008 a 12/2008.  A  multa  aplicada  pela  infração  foi  no  valor  de  R$  6.411,00  (seis  mil,  quatrocentos e onze reais).  DA IMPUGNAÇÃO  Inconformada  com  o  lançamento,  a  empresa  contestou  o  presente  auto  de  infração por meio do instrumento de fls. 15/31.  DA DECISÃO DA DRJ  Após  analisar  os  argumentos  da  Recorrente,  a  7ª  Turma  da  Delegacia  da  Receita do Brasil de Julgamento em Porto Alegre­RS, prolatou o ACÓRDÃO N° 10­31.115,  de  fls.  36/39, mantendo  procedente  lançamento,  conforme  ementa  que  abaixo  se  transcreve,  verbis:  “Assunto : Contribuições Acessórias  Período de apuração: 01/01/2008 a 30/11/2008  Auto de Infração ­ AI 37.267.327­9 (Código de Fundamentação Legal 78)  1. CONSTITUCIONALIDADE. A  constitucionalidade das  leis  é  vinculada  para a Administração Pública.   2.  DA  INTENÇÃO  DO  AGENTE.  A  responsabilidade  por  infração  à  legislação  previdenciária  independe  da  intenção  do  agente  ou  do  responsável, não afastando a aplicação da multa a ausência de dolo, fraude  ou simulação.   3.  PRAZO  PARA  JUNTADA  D  E  DOCUMENTO.  Não  comprovadas  quaisquer das hipóteses para concessão de novo prazo para apresentação de  documentos,  descabe  fazê­la  em  momento  diferente  da  impugnação.  5.  PERÍCIA. Considera­se não formulado pedido de perícia feito em desacordo  com a determinação contida na legislação vigente.  Impugnação Improcedente  Crédito Tributário Mantido”    DO RECURSO  Inconformada, a Recorrente  interpôs,  tempestivamente, Recurso Voluntário,  requerendo a reforma total do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos:  Das preliminares   Da prova pericial  A Recorrente pleiteia a nulidade do acórdão pelo indeferimento do pedido de  prova pericial, que teria sido feito baseado em justos e procedentes motivos.  Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11065.002648/2010­62  Acórdão n.º 2403­001.550  S2­C4T3  Fl. 2          3 Alega que a prova pericial técnica se fazia necessária e obrigatória para que  pudesse  ser  comprovada  as  suas  alegações  e  que  a  denegação,  por  despacho  sem  fundamentação,  do  pedido  se  traduziria  em  cerceamento  de  defesa,  e  por  consequência  em  quebra do contraditório assegurado pela Constituição em todo e qualquer processo.  Da possibilidade do exame da matéria constitucional   Alega  a  Recorrente  que  dentre  as  atividades  que  o  estado  exerce  no  desempenho  da  “função  administrativa  judicante”  inexiste  óbice  a  impedir  a  apreciação  de  temas constitucionais no âmbito administrativo.  Que não seria o caso de dar os mesmos efeitos de uma decisão judicial, que  trata  de  inconstitucionalidade,  a  uma  decisão  administrativa,  mas  ao  menos  garantir  que  a  hierarquia  das  diversas  espécies  de  normas  também  sejam  objeto  de  interpretação  pela  administração  judicante,  pois  do  contrário  significaria  que  está  sendo  ignorado  por  regulamentos e portarias que são atos de menor hierarquia.  Do mérito  Da possibilidade de produção de prova documental após a impugnação  Alega  a  Recorrente  que  foi  vedado  através  do  acórdão  da DRJ  a  posterior  juntada  de  documentos,  e  que  estaria  acobertado  pela  legislação  que  regula  o  processo  administrativo, art. 16, §5º do decreto nº 70.235/72.  Que com relação ao § 4º do art. 16, do decreto nº 70.235/72, o qual dispunha  que a prova documental será apresentada no momento da impugnação, estando precluso fazer  posteriormente, o mesmo seria inconstitucional.   Da irregular aplicação da multa  Que pelo que se verifica foi aplicado à penalidade a multa descrita pelo art.  32, IV da lei 8.212/91.   Alega  o  Recorrente  que  a  multa  aplicada  demonstra  excesso  e  falta  de  razoabilidade,  configurando  um  absurdo  do  poder  fiscal  e  desproporcional,  com  caráter  confiscatório, o que é vedado pela Constituição Federal em seu art. 150, IV.  Além do que é uma multa com efeito confiscatório, podendo inclusive afetar  a  atividade  da  empresa,  ferindo  também o  princípio  da moderação,  sendo  contrária  à ordem  constitucional.  Do pedido  Requer  seja  declarada  a  nulidade  absoluta  dos  valores  exigidos  e,  consequentemente, a nulidade do auto de infração.  É o relatório.  Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I     4   Voto             Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator  DA TEMPESTIVIDADE  Conforme AR de fls e o protocolo do Recurso Voluntário, este é tempestivo e  reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.  PRELIMINARMENTE  DO  CERCEAMENTO  DO  DIREITO  DE  DEFESA  –  PROVA  PERICIAL  A Recorrente alega que teve cerceado o seu direito ao contraditório em face  do indeferimento da produção de prova pericial.  Ocorre  que,  a  Recorrente,  em  sede  de  Impugnação,  requereu  de  forma  genérica a prova pericial, como abaixo se transcreve ipsis litteris:  “Protesta,  com  fulcro  no  dispositivo  no  art.  5o,  inc.  LV  da  Constituição Federal, pela produção de todos os meios de prova  em direito admitidos, notadamente documental e pericial.”  Como  se  pode  constatar,  o  pleito  genérico  não  atendeu  às  exigências  do  inciso IV do art. 16 do Decreto n. 70.235/72, verbis:  Art. 16. A impugnação mencionará:  (...)  IV ­ as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam  efetuadas,  expostos  os  motivos  que  as  justifiquem,  com  a  formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim  como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação  profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de  1993)  Logo,  diante  do  requerimento  genérico  pela  produção  de  prova  pericial,  a  negativa por parte da DRJ ocorreu de forma devidamente fundamentada.  Ademais,  mesmo  que  fosse  desconsiderado  que  a  Recorrente  requereu  de  forma genérica, mister se faz que realmente haja necessidade da sua produção, ou seja, que nos  autos haja algum ponto controverdido que precise ser esclarecido.   Nesse  sentido,  lecionam  Marcos  Vinícios  Neder  e  Maria  Teresa  Martínez  López  (Processo  Administrativo  Fiscal  Federal  Comentado,  3a  edição,  Dialética,  2010,  pág.  295), verbis:  “De  fato,  a  perícia  tem  sido  muito  utilizada  para  esclarecer  dúvidas  técnicas, como, por exemplo, a composição química de  determinado  produto,  para  dirimir  dúvidas  quanto  à  melhor  classificação  fiscal  para  fins  de  cobrança  do  IPI.  No  caso  de  Fl. 111DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11065.002648/2010­62  Acórdão n.º 2403­001.550  S2­C4T3  Fl. 3          5 documentos  fiscais,  em que pairam dúvidas  sobre a ocorrência  de  falsificação,  a  perícia  é  igualmente  necessária  quando  somente  um  técnico  especializado  puder  se  manifestar  sobre  a  matéria,  indicando  os  elementos  que  o  levaram  a  sua  conclusão.”  E complementa na página 296, verbis:  “Caso  a  autoridade  julgadora  entanda  ser  desnecessária  a  perícia,  tem o dever de, expressamente, motivar sua recusa sob  pena  de  ser  declarada  a  nulidade  da  decisão  de  primeira  instância.”  Nesse sentido segue a jurisprudência, verbis:  Acórdão  n.  104­21.032,  sessão  de  13/9/05.  Ementa:  PAF  –  Pedido de Realização de Diligência e Perícia – Indeferimento –  A diligência e a perícia não se prestam para produzir provas de  responsabilidade das partes ou colher juízo de terceiros sobre a  matéria em litígio, mas a trazer aos autos elementos que possam  contribuir para o deslinde do processo. Devem ser indeferidos os  pedidos  prescindíveis  para  o  desfecho  da  lide.  Publicado  no  DOU em 18/4/06.  Pelos motivos expostos, não há que se falar em cerceamento de defesa.  DA INCONSTITUCIONALIDADE ALEGADA  Ao  contrário  do  que  pretende  a  Recorrente,  não  cabe  ao  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, afastar a aplicação de uma lei sob a alegação de  inconstitucionalidade, nos termos da Súmula n. 2 do CARF, verbis:  “O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre  a  constitucionalidade de lei tributária.”  Mister  destacar  que  os  incisos  I  e  II  do  Parágrafo  único  do  art.  62  do  Regimento Interno do CARF trazem exceções a essa regra, contudo, não sem aplicam ao caso  em tela, verbis:  Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do  CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo  internacional,  lei  ou  decreto,  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade.  Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de  tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:  I  ­  que  já  tenha  sido  declarado  inconstitucional  por  decisão  plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou  II ­ que fundamente crédito tributário objeto de:  a)  dispensa  legal  de  constituição  ou  de  ato  declaratório  do  Procurador­Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e  19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002;  Fl. 112DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I     6 b) súmula da Advocacia­Geral da União, na forma do art. 43 da  Lei Complementar n° 73, de 1993; ou  c)  parecer  do  Advogado­Geral  da  União  aprovado  pelo  Presidente  da  República,  na  forma  do  art.  40  da  Lei  Complementar n° 73, de 1993.  Por esses motivos, este  julgador não  irá  se pronunciar acerca das  alegações  que inconsticucionalidade se não estiverem as exceções acima.  DO MÉRITO  DA  POSSIBILIDADE DA  PRODUÇÃO DE  PROVA DOCUMENTAL  APÓS A IMPUGNAÇÃO  A Recorrente  se  insurge  em  face  do  parágrafo  4o  do  art.  16  do Decreto  n.  70.235/72, que assim determina, verbis:  Art. 16. A impugnação mencionará:  (...)  §  4º  A  prova  documental  será  apresentada  na  impugnação,  precluindo  o  direito de o impugnante fazê­lo em outro momento processual, a menos que:   a)  fique demonstrada a  impossibilidade de  sua apresentação oportuna, por  motivo de força maior;  b) refira­se a fato ou a direito superveniente;  c) destine­se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.  Com  base  nos  princípios  da  celeridade  e  eficiência  que  regem  a  Administração Pública, este julgador não se insurge contra a juntada posterior de documentos,  desde  que  antes  do  julgamento. Ocorre  que  a Recorrente  não  juntou  nenhum documento  de  mérito, após a Impugnação que comprovasse o cumprimento da Obrigação Acessória.  Logo,  mesmo  concordando  com  as  razões  da  Recorrente,  não  há  como  prosperar suas alegações, vez que não apresentou novos documentos de mérito.  CONCLUSÃO  Do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário.    Marcelo Magalhães Peixoto.                              Fl. 113DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I

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Numero do processo: 10865.002567/2008-60
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2007 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72. RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CABIMENTO. MULTA DE MORA. Não há cerceamento de defesa quando o indeferimento da prova pericial for devidamente fundamentado. Consideram-se não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72. Não há atenuação da multa nos casos de descumprimento de obrigação principal, nos termos do art. 291, do Decreto n. 3.048/99. MULTA DE MORA Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.667
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso. No mérito determinar o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1871; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 1.732          1 1.731  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10865.002567/2008­60  Recurso nº  200.000   Voluntário  Acórdão nº  2403­00.667  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  28 de julho de 2011  Matéria  CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA  Recorrente  MOCOCA S/A PRODUTOS ALIMENTÍCIOS  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2007  PREVIDENCIÁRIO.  NULIDADE.  CERCEAMENTO DE DEFESA.  NÃO  OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72.  RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CABIMENTO. MULTA DE MORA.  Não há cerceamento de defesa quando o indeferimento da prova pericial for  devidamente fundamentado.  Consideram­se  não  impugnadas  as  matérias  que  não  tenham  sido  expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72.  Não  há  atenuação  da  multa  nos  casos  de  descumprimento  de  obrigação  principal, nos termos do art. 291, do Decreto n. 3.048/99.  MULTA  DE  MORA  ­  Recálculo  da  multa  para  que  seja  aplicada  a  mais  benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.  Recurso Voluntário Provido em Parte      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  do  Colegiado,  por  maioria  de  votos,  em  dar  provimento parcial ao recurso. No mérito determinar o recálculo da multa de mora, com base  na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais  benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.      Ivacir Julio de Souza – Presidente ­ Substituto     Fl. 1752DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA     2   Marcelo Magalhães Peixoto ­ Relator    Participaram  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros  Marcelo  Magalhães  Peixoto, Cid Marconi Gurgel  de Souza,  Paulo Maurício Pinheiro Monteiro  e  Ivacir  Julio  de  Souza.  Fl. 1753DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10865.002567/2008­60  Acórdão n.º 2403­00.667  S2­C4T3  Fl. 1.733          3   Relatório  Trata­se  de  crédito  lançado  pela  fiscalização  contra  a  empresa  acima  identificada decorrente de  contribuição previdenciário  incidente  sobre pagamento  a  segurado  contribuinte  individual  (prestadores  de  serviço  e  transportadores),  referentes  à  parte  de  segurados, perfazendo o montante de R$ 431,88 (quatrocentos e  trinta e um reais e oitenta e  oito centavos), consolidado em 12/08/2008.  A  fiscalização elaborou as  seguintes planilhas: Valores apurados  através de  recibos de pagamento — serviços diversos (fls. 32/34) e Valores apurados através de recibos  de pagamento — serviços de transporte (fls. 35/36).  Acrescenta  ainda  o  Relatório  Fiscal  (fls.  23/31)  que,  além  do  presente  processo, na mesma ação fiscal foram lavrados os seguintes Autos­de­Infração:  AI n°  Descrição  37.157.506­0  Obrigação Acessória — Deixar de apresentar folhas de pagamento de  todos os segurados  37.157.507­9  Obrigação Acessória ­ Deixar de efetuar o desconto das contribuições  sociais de segurado a seu serviço  37.157.508­7  Obrigação  Acessória  ­  Deixar  de  apresentar  GFIP  de  todos  os  estabelecimentos da empresa­  37.157.509­5  Obrigação  Acessória  ­  Apresentar  GFIP  com  dados  não  correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições sociais.  37.157.510­9  Obrigação Acessória ­ Apresentar GFIP com informações inexatas ou  omissas não relacionadas aos fatos geradores  37.157.511­7  Obrigação  Acessória  ­  Apresentar  GFIP  com  informações  em  desconformidade com o respectivo Manual de Orientação  37.157.512­5  Obrigação Principal ­ Contribuições sociais devidas referentes à parte  da empresa  37.157.513­3  Obrigação Principal ­ Contribuições sociais devidas referentes à parte  de Terceiros  37.157.514­1  Obrigação  Principal  ­  Contribuições  sociais  devidas  referentes  a  segurados contribuintes individuais, retidas pela empresa  DA IMPUGNAÇÃO  Fl. 1754DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA     4 Cientificada  em  19/08/2008,  a  interessada,  por  seu  procurador,  fls.  72,  ingressou, em 18/09/2008, com a tempestiva manifestação de  inconformidade de fls. 57/58 e  documentos de fls. 73/1716, na qual alega:  ­ que a correção da conduta é comprovada pelos recibos de recolhimento da  contribuição  social  das  GFIPs  corrigidas,  cujos  comprovantes  de  entrega  e  pagamento  das  guias com data até 18/09/2008 serão juntados posteriormente;  ­  que  corrigiu  integralmente  a  falta,  é  primária,  e  inexistem  circunstâncias  agravantes, devendo ser anulada a multa.  Requer a realização de perícia e anulação / relevação da multa.  DA DECISÃO DA DRJ  Após  analisar  os  argumentos  da  impugnante,  a  7a  Turma  da  Delegacia  da  Receita Federal do Brasil de Ribeirão Preto – SP ­ DRJ/RPO, emitiu o Acórdão n° 14­21.963,  mantendo procedente o lançamento.  DO RECURSO  Inconformada,  a  empresa  interpôs  Recurso  Voluntário  (fls.  1.725/1.728),  pugnando  pela  nulidade  do Auto  de  Infração  por  cerceamento  de  defesa,  além  dos mesmos  argumentos de sua defesa.  É o relatório  Fl. 1755DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10865.002567/2008­60  Acórdão n.º 2403­00.667  S2­C4T3  Fl. 1.734          5   Voto             Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto  DA TEMPESTIVIDADE  Conforme  registro de  fls.  1.724 e 1.725, o  recurso  é  tempestivo  e  reúne os  pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.  DA NULIDADE DO PROCEDIMENTO  A recorrente pleiteia que seja considerado nulo o Auto de Infração objeto da  lide,  face  ao  indeferimento  da  prova  pericial.  Porém,  para  que  seja  deferida  a  produção  de  prova pericial, mister  se  faz que  realmente haja  necessidade da  sua produção, que nos  autos  haja algum ponto controverdido que precise ser esclarecido. Nesse sentido,  lecionam Marcos  Vinícios  Neder  e  Maria  Teresa  Martínez  López  (Processo  Administrativo  Fiscal  Federal  Comentado, 3a edição, Dialética, 2010, pág. 295), verbis:  “De  fato,  a  perícia  tem  sido  muito  utilizada  para  esclarecer  dúvidas  técnicas, como, por exemplo, a composição química de  determinado  produto,  para  dirimir  dúvidas  quanto  à  melhor  classificação  fiscal  para  fins  de  cobrança  do  IPI.  No  caso  de  documentos  fiscais,  em que pairam dúvidas  sobre a ocorrência  de  falsificação,  a  perícia  é  igualmente  necessária  quando  somente  um  técnico  especializado  puder  se  manifestar  sobre  a  matéria,  indicando  os  elementos  que  o  levaram  a  sua  conclusão.”  E complementa na página 296, verbis:  “Caso  a  autoridade  julgadora  entanda  ser  desnecessária  a  perícia,  tem o dever de, expressamente, motivar sua recusa sob  pena  de  ser  declarada  a  nulidade  da  decisão  de  primeira  instância.”  Logo, da análise da fundamentação do acórdão da DRJ, constante na fl. 1.722  dos autos, verifica­se que o indeferimento da perícia foi devidamente fundamentado, razão pela  qual, não há que se falar em nulidade da decisão pelo cerceamento de defesa.  Nesse sentido segue a jurisprudência, verbis:  Acórdão  n.  104­21.032,  sessão  de  13/9/05.  Ementa:  PAF  –  Pedido de Realização de Diligência e Perícia – Indeferimento –  A diligência e a perícia não se prestam para produzir provas de  responsabilidade das partes ou colher juízo de terceiros sobre a  matéria em litígio, mas a trazer aos autos elementos que possam  contribuir para o deslinde do processo. Devem ser indeferidos os  pedidos  prescindíveis  para  o  desfecho  da  lide.  Publicado  no  DOU em 18/4/06.  Fl. 1756DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA     6 DO MÉRITO  A multa decorre do não pagamento por parte da  recorrente da  contribuição  previdenciária  incidente  sobre  pagamento  a  segurado  contribuinte  individual  (prestadores  de  serviço e transportadores), referentes à parte de segurados.  Ademais,  nas  suas  impugnações,  a  recorrente  não  questiona  a  ausência  do  pagamento das contribuições  sociais,  tanto que  requer  relevação da multa por  ter corrigido a  sua conduta no prazo da impugnação.  Logo, presumem­se aceitas as  infrações que  lhe  foram atribuídas pelo Auto  de Infração objeto da lide, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72, verbis:  Art.  17.  Considerar­se­á  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.  Além  de  não  contestada  a  ausência  do  pagamento  da  contribuição  previdenciária,  pode­se  dizer  que  é  um  fato  incontroverso,  vez  que  o  não  pagamento  foi  confessado, conforme se extrai da fl. 1.727, verbis:  A recorrente demonstrou por meio de documentos que corrigiu a  falta  apurada  pelo  auto  de  infração,  de  maneira  que  não  há  como persistir a multa por ele aplicada.  Portanto,  diante do não pagamento da contribuição previdenciária  incidente  sobre o pagamento a  segurado contribuinte  individual,  a multa  foi aplicada. Razão pela qual  não há que se falar em nulidade do acórdão.  DO PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA  A recorrente pleiteia atenuação da multa por  ter corrigido a falha dentro do  prazo do impugnação. Ocorre que, para a multa ser relevada, mister se faz que os requisitos do  art. 291 do Decreto n. 3.048/99, então vigente há época, esteja presente, verbis:  Art.  291.  Constitui  circunstância  atenuante  da  penalidade  aplicada  ter  o  infrator  corrigido  a  falta  até  a  decisão  da  autoridade julgadora competente.  § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de  defesa,  ainda  que  não  contestada  a  infração,  se  o  infrator  for  primário,  tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma  circunstância agravante.  §  2º O  disposto  no  parágrafo  anterior  não  se  aplica  à  multa  prevista  no  art.  286  e nos  casos  em  que  a multa  decorrer  de  falta  ou  insuficiência  de  recolhimento  tempestivo  de  contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste  Regulamento. (grifo nosso)  Logo, há vedação expressa acerca do não cabimento de atenuação da multa  nos  casos  de  descumprimento  de  obrigação  principal,  seja  pela  falta  ou  insuficiência  no  recolhimento das contribuições.  Portanto,  diante  da  vedação  constante  no  §  2o  do  art.  291,  do  Decreto  n.  3.048/99, vigente há época, o pleito da recorrente não merece ser acolhido.  Fl. 1757DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 10865.002567/2008­60  Acórdão n.º 2403­00.667  S2­C4T3  Fl. 1.735          7 MULTA DE MORA  A multa  de mora  aplicada  teve  por  base  o  artigo  35  da  Lei  8.212/91,  que  determinava  aplicação de multa que progredia  conforme a  fase  e o decorrer do  tempo e que  poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse  artigo  foi  alterado  pela  Lei  11.941/2009,  que  estabelece  que  os  débitos  referentes  a  contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos  termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33%  ao dia, limitada a 20%.  Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da  lei  quando,  tratando­se  de  ato  não  definitivamente  julgado,  comine­lhe  penalidade  menos  severa  que  a  prevista  na  lei  vigente  ao  tempo  da  sua  prática,  princípio  da  retroatividade  benigna, impõe­se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo  com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no  crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica.   Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:  I ­ em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa,  excluída  a  aplicação de  penalidade  à  infração dos dispositivos  interpretados;   II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:  a) quando deixe de defini­lo como infração;  b) quando deixe de tratá­lo como contrário a qualquer exigência  de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não  tenha implicado em falta de pagamento de tributo;  c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na  lei vigente ao tempo da sua prática.  CONCLUSÃO  Diante  do  exposto,  dou  provimento  parcial  ao  recurso,  para  no  mérito,  determinar o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao  artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte.    Marcelo Magalhães Peixoto                              Fl. 1758DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA     8     Fl. 1759DF CARF MF Emitido em 31/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA

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Numero do processo: 19515.720162/2015-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Fri Jul 19 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. APLICAÇÃO SOMENTE ÀS PARTES LITIGANTES. As decisões administrativas e as judiciais não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela, objeto da decisão. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 171. O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização. Eventuais falhas na emissão ou prorrogação do MPF, não caracterizadas nos presentes autos, não implicam a nulidade do procedimento e não têm a força para retirar do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil a competência para efetuar o lançamento tributário ou para inutilizar o ato por ele validamente efetivado. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA OU DECRETO. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária ou de decretos que se prestam à sua regulamentação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 ALÍQUOTA GILRAT/SAT. DIFERENÇA. É devida a cobrança da diferença de alíquota da contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT/SAT), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau e risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro, conforme classificação na tabela CNAE, vigente à época dos fatos geradores. ALÍQUOTA GILRAT/SAT. DIFERENÇAS. INFORMAÇÕES CONTIDAS EM GFIP. Nos casos em que o lançamento de diferenças tem por base as informações prestadas pelo sujeito passivo em GFIP, a ele compete demonstrar eventuais erros contidos nas referidas informações. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO (FAP). TEMA 554 DO STF. O Fator Acidentário de Prevenção (FAP), previsto no art. 10 da Lei nº 10.666/2003, nos moldes do regulamento promovido pelo Decreto 3.048/99 (RPS) atende ao princípio da legalidade tributária (art. 150, I, CRFB/88), devendo ser mantido o lançamento realizado para cobrar às diferenças de recolhimentos devidas.
Numero da decisão: 2201-011.822
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Álvares Feital e Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente).
Nome do relator: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA

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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. APLICAÇÃO SOMENTE ÀS PARTES LITIGANTES. As decisões administrativas e as judiciais não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela, objeto da decisão. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 171. O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização. Eventuais falhas na emissão ou prorrogação do MPF, não caracterizadas nos presentes autos, não implicam a nulidade do procedimento e não têm a força para retirar do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil a competência para efetuar o lançamento tributário ou para inutilizar o ato por ele validamente efetivado. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA OU DECRETO. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária ou de decretos que se prestam à sua regulamentação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 ALÍQUOTA GILRAT/SAT. DIFERENÇA. É devida a cobrança da diferença de alíquota da contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT/SAT), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau e risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro, conforme classificação na tabela CNAE, vigente à época dos fatos geradores. ALÍQUOTA GILRAT/SAT. DIFERENÇAS. INFORMAÇÕES CONTIDAS EM GFIP. Nos casos em que o lançamento de diferenças tem por base as informações prestadas pelo sujeito passivo em GFIP, a ele compete demonstrar eventuais erros contidos nas referidas informações. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO (FAP). TEMA 554 DO STF. O Fator Acidentário de Prevenção (FAP), previsto no art. 10 da Lei nº 10.666/2003, nos moldes do regulamento promovido pelo Decreto 3.048/99 (RPS) atende ao princípio da legalidade tributária (art. 150, I, CRFB/88), devendo ser mantido o lançamento realizado para cobrar às diferenças de recolhimentos devidas.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Álvares Feital e Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente).

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APLICAÇÃO SOMENTE ÀS PARTES LITIGANTES. As decisões administrativas e as judiciais não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela, objeto da decisão. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 171. O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização. Eventuais falhas na emissão ou prorrogação do MPF, não caracterizadas nos presentes autos, não implicam a nulidade do procedimento e não têm a força para retirar do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil a competência para efetuar o lançamento tributário ou para inutilizar o ato por ele validamente efetivado. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA OU DECRETO. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária ou de decretos que se prestam à sua regulamentação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 ALÍQUOTA GILRAT/SAT. DIFERENÇA. É devida a cobrança da diferença de alíquota da contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT/SAT), aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau e risco da atividade preponderante quando houver apenas um registro, conforme classificação na tabela CNAE, vigente à época dos fatos geradores. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 01 62 /2 01 5- 81 Fl. 2433DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 ALÍQUOTA GILRAT/SAT. DIFERENÇAS. INFORMAÇÕES CONTIDAS EM GFIP. Nos casos em que o lançamento de diferenças tem por base as informações prestadas pelo sujeito passivo em GFIP, a ele compete demonstrar eventuais erros contidos nas referidas informações. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO (FAP). TEMA 554 DO STF. O Fator Acidentário de Prevenção (FAP), previsto no art. 10 da Lei nº 10.666/2003, nos moldes do regulamento promovido pelo Decreto 3.048/99 (RPS) atende ao princípio da legalidade tributária (art. 150, I, CRFB/88), devendo ser mantido o lançamento realizado para cobrar às diferenças de recolhimentos devidas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fófano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Weber Allak da Silva, Luana Esteves Freitas, Thiago Álvares Feital e Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário em face da decisão da 26ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil 08, consubstanciada no Acórdão nº 108-006.222 (fls. 2.369/2.375), o qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a Impugnação apresentada pelo sujeito passivo acima identificado. Reproduzo a seguir o relatório do Acórdão de Impugnação, o qual descreve os fatos ocorridos até a decisão de primeira instância. Trata-se de processo de constituição de crédito tributário em que foram lavrados autos de infração contra o contribuinte em epígrafe, relativos às contribuições sociais previdenciárias devidas no período de 01/01/2010 a 31/12/2010, abaixo listados: · DEBCAD nº 51.014.004-1 - AIOP (Auto de Infração de Obrigações Principais) onde foram apurados valores referentes a contribuições devidas à Seguridade Social relativas à diferença do percentual do RAT incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, com multa de ofício de 75%. · DEBCAD nº 51.014.005-0 - AIOP - onde foram apurados valores referentes a contribuições devidas à Seguridade Social relativas à diferença do RAT ajustado pela alíquota FAP, incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, com multa de ofício de 20%, em decorrência da liminar em Mandado de Segurança n° n° 0001740- 55.2010.4.03.610. Fl. 2434DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 Do Relatório Fiscal Conforme Relatório Fiscal, o contribuinte foi intimado no Termo de Início de Procedimento Fiscal de 12/03/2014, a esclarecer o motivo de estar declarado em GFIP RAT = 1% e FAP = 1, quando o estabelecido para o CNAE 4930201 (Transporte rodoviário de carga) no ano calendário 2010 é RAT = 3% e FAP = 1,7470. Em resposta verbal informou que apesar de estar informado o CNAE referente a transporte rodoviário, a atividade preponderante da empresa se enquadraria em CNAE referente a atividades administrativas. Por decorrência, através do Termo de Intimação Fiscal — TIF de 14/05/2014, a fiscalização solicitou ao contribuinte a lista das atividades econômicas da empresa com informação da atividade preponderante. Em resposta, foram informadas as seguintes atividades: transporte rodoviário (CNAE 4930201) e atividades administrativas (CNAE 7810800). Informou que a atividade preponderante é a 78-10-8-00, utilizando como critério o número de funcionários alocados em cada atividade. Apresentou lista das diversas ocupações e serviços com o número de funcionários em cada uma delas. A auditoria fiscal constatou que as atividades mencionadas pelo contribuinte constavam no cadastro da RFB (Receita Federal do Brasil) e também no rol de atividades descritos no estatuto social como objetivo da sociedade. Em relação à alíquota RAT, tanto para o CNAE 4930201 (Transporte rodoviário de carga) quanto para o CNAE 7810800 (seleção e agenciamento de mão de obra), essa alíquota correspondia a 3% no ano calendário 2010. Para o referido ano, o FAP do contribuinte fiscalizado era de 1,7241 e, portanto, a alíquota do RAT reajustado correspondia a 5,2410%. Nas GFIPs de FPAS 507 e 515, no período de 01 a 12/2010, foram informados RAT = 1 e FAP = 0,50, resultando no RAT ajustado = 0,50, gerando diferença de 4,7410. Nas GFIPs de FPAS 612, no período de 01 a 13/2010, foram informados RAT = 1 e FAP = 1, resultando no RAT ajustado = 1, gerando diferença de 4,2410. Acrescenta a auditoria, que foi apresentado pelo contribuinte certificado emitido pelo SINDEPRESTEM — Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo em que consta que a empresa TB SERV. TRANSP. LIMP. GERENCIAMENTO E RECURSOS HUMANOS, CNPJ 60.924.040/0001-51 é associada àquele sindicato, estaria, portanto, habilitada a utilizar e assim beneficiar-se dos efeitos da liminar concedida em 04/02/2010, nos autos do Mandado de Segurança n° 0001740-55.2010.4.03.6100, assegurando às empresas filiadas o direito de não serem compelidas ao recolhimento do RAT/SAT com a aplicação do índice do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Aduz que a referida liminar vigorou durante o período de 04/02/2010 até 17/01/2012, e atualmente o processo encontra-se sobrestado aguardando decisão do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n° 684.261. Em decorrência da liminar concedida, a fiscalização elaborou tabela demonstrativa do cálculo desmembrado de “RAT” e de “RAT ajustado pelo FAP”, lançando em autos separados, conforme consta no início deste relatório. Para a competência 13/2010 restou o valor devido referente à base de cálculo que não foi declarada em GFIP, onde foram calculados os valores referentes à contribuição da empresa (20%), o RAT de 3% e a diferença para o RAT ajustado de 2,2410%. Por fim, consta do relato fiscal, que foram apresentados pelo contribuinte: folha de pagamento para o período de 01/2010 a 13/2010 em meio digital, estatuto social, notas Fl. 2435DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 fiscais de prestação de serviço, além de outros documentos e esclarecimentos. Considerou como base de cálculo os valores de remuneração dos segurados empregados conforme informado nas GFIPs entregues, cujos valores estão de acordo com as folhas de pagamento apresentadas. Da Impugnação Ciente da autuação, a contribuinte apresentou impugnação ao lançamento fiscal, requerendo de início, o afastamento dos lançamentos referentes ao 13º salário de 2010, pois houve violação do MPF/TDPF, o qual determinou a fiscalização somente do período de 01/2010 a 12/2010. Alega que a fiscalização considerou base de cálculo toda a folha de pagamentos, inclusive verbas que não são tributáveis, conforme art. 22 da Lei n° 8.212/91, sendo que a impugnante ajuizou mandado de segurança n° 0013461-33.2012.403.6100, tendo obtido sentença mandamental que excluiu da base de cálculo das contribuições sociais as seguintes rubricas: i) 15 primeiros dias de afastamento anteriores à concessão de auxílio doença ou auxílio-acidente; ii)terço constitucional de férias; iii) aviso prévio indenizado; iv) 13° salário proporcional ao aviso prévio indenizado. Requer assim, afastamento dos valores correspondentes a benefícios trabalhistas pagos aos empregados da impugnante, devendo-se refazer a autuação com observância da sentença mandamental. Argumenta que apesar de exercer dezenas de atividades, foi qualificada erroneamente a atividade da fiscalizada como transportadora rodoviária de carga (CNAE 4930201), atividade que exerceu no passado, sendo que sua atividade preponderante é administrativa e de apoio a escritório (CNAE 8211-3/00), motivo pelo qual deve ser aplicada a alíquota correspondente a esta atividade a título de Seguro de Acidente do Trabalho, conforme art. 22, inciso II, da Lei n° 8.212/91. Defende a ilegalidade dos artigos 202-A e 202-B do Decreto n° 3.048/99, argumentando a necessidade de lei para instituir majoração de SAT, conforme art. 150, inciso I, e art. 5º, inciso II, da CF/88. Alega que, ainda que se considerasse exigível a cobrança do FAP, a cobrança não observou o previsto no art. 202-A do Decreto n° 3.048/99, que prevê aumentos de 0,5% na alíquota do Seguro de Acidente do Trabalho (incisos I a III do artigo 202 do Decreto 3048/99) até que ele alcance o máximo de 100% do percentual pago pelo contribuinte. Por fim, requer intimações dirigidas ao escritório do procurador da impugnante (destaques do original) A Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil 08 julgou improcedente a Impugnação, cuja decisão foi assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Ano-calendário: 2010 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF. INSTRUMENTO DE CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO. CIÊNCIA PELO SUJEITO PASSIVO SOB PROCEDIMENTO FISCAL PELA INTERNET. O Mandado de Procedimento Fiscal não constitui requisito de validade do lançamento, pois este decorre de atividade administrativa vinculada e obrigatória, sendo mero instrumento de controle da RFB, dos procedimentos fiscais e de informação ao Fl. 2436DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 contribuinte, o qual visa propiciar a segurança de que a auditoria em questão, provém da Administração Tributária. RAT. FAP. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO. DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÃO. ALÍQUOTA APLICÁVEL. A alíquota devida ao RAT, apurada em consonância com o Anexo V do Decreto nº 3.048/99, deve ser ajustada pelo Fator Acidentário de Prevenção - FAP, devendo ser objeto de lançamento as diferenças de contribuições apuradas e não recolhidas/declaradas corretamente pelo sujeito passivo. LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE. ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis e a legalidade dos atos normativos infralegais. INTIMAÇÕES. ENVIO. DOMICÍLIO FISCAL As intimações serão feitas pessoalmente, por via postal ou por edital, no domicilio fiscal do sujeito passivo, não estando prevista a entrega em domicílio do procurador. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificada dessa decisão em 03/02/2021, por via eletrônica (termo de fl. 2.395), a Contribuinte apresentou, em 05/03/2015, o Recurso Voluntário de fls. 2.399/2.425, com as seguintes alegações, em breve resumo: 1. Nulidade dos lançamentos fiscais, por violação ao mandado de procedimento fiscal que autorizava a fiscalização somente do período de janeiro a dezembro de 2010, contudo, o agente fiscal constituiu vários lançamentos referentes ao 13º salário de 2010. 2. Erro na eleição da base de cálculo que incluiu todos os valores pagos aos funcionários como se remuneração fosse, em evidente afronta ao mandado de segurança nº 0013461-33.2012.4.03.6100, impetrado pela recorrente para afastar/excluir do salário-de-contribuição diversas verbas não remuneratórias: i) 15 primeiros dias de afastamento anteriores à concessão de auxílio-doença ou auxílio-acidente; ii) terço constitucional de férias; iii) aviso prévio indenizado; iv) 13º salário proporcional ao aviso prévio indenizado e v) salário maternidade. 3. Erro na classificação fiscal da atividade preponderante desenvolvida pela recorrente, por considerar como prestadora de serviço de transporte rodoviário de carga (CNAE 4930-2/01), sendo que no ano de 2010 a atividade preponderante era puramente de serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211-3/00). 4. Ilegalidade do FAP aplicado no DEBCAD nº 51.014.005-0, visto que os artigos 202-A e 202-B do Decreto nº 3.048/1999 não possuem qualquer base Fl. 2437DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 legal que lhe dê sustentação no ordenamento jurídico, o que viola o disposto nos artigos 150, I e 5º, II, ambos da Constituição Federal. 5. Ainda que não reconhecida a ilegalidade, ad argumentandum, os acréscimos de FAP apontados de 5,7410% para as FPAS 507 e 515 e de 5,2410% para as FPAS 612, não devem ser mantidos, eis que o próprio § 1º do artigo 202-A prevê aumentos de 0,5% na alíquota do SAT (incisos I a III do art. 202, Dec. 3048/99), até que ele alcance o máximo de 100% do percentual pago pelo contribuinte. Cita decisões administrativas e judiciais. Ao final, requer o provimento do Recurso Voluntário para cancelar os autos de infração e, subsidiariamente, o sobrestamento do feito até o julgamento definitivo do RE nº 684.261/PR, submetido ao rito da Repercussão Geral no STF, no qual se apreciará a constitucionalidade do FAP. É o relatório. Voto Conselheiro Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Relator. O recursos é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS A Recorrente cita decisões administrativas e judiciais, porém quanto ao entendimento que consta das decisões proferidas pela Administração Tributária ou pelo Poder Judiciário, embora possam ser utilizadas como reforço a esta ou aquela tese, elas não se constituem entre as normas complementares contidas no art. 100 do CTN e, portanto, não vinculam as decisões desta instância julgadora, restringindo-se aos casos julgados e às partes inseridas no processo de que resultou a decisão. São inaplicáveis, portanto, tais decisões à presente lide, embora possam ser mencionadas para subsidiar algum entendimento adotado. PRELIMINAR DE NULIDADE Pugna a Recorrente pela nulidade dos lançamentos fiscais, por violação ao mandado de procedimento fiscal, que autorizava a fiscalização somente do período de janeiro a dezembro de 2010, contudo, o agente fiscal constituiu vários lançamentos referentes ao 13º salário de 2010. Fl. 2438DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 Como bem decidiu a DRJ, não restou demonstrado que o MPF – Mandado de Procedimento Fiscal e o TDPF – Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal estivessem fora do prazo, uma vez que os fatos geradores relativos ao 13º salário estão abrangidos pelo período do MPF/TDPF (01/2010 a 12/2010). Vê-se, portanto, que não ocorreu nenhuma irregularidade com a emissão e as prorrogações do MPF – Mandado de Procedimento Fiscal e TDPF – Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal. Ademais, resta consolidado, neste Conselho, que o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e o TDPF – Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal são documentos internos com a finalidade de controlar e gerenciar as atividades de fiscalização da Receita Federal. A competência para constituir o crédito tributário vem do art. 142 do CTN, e não dos MPFs/TDPFs, que são meramente instrumentos de organização interna. A jurisprudência administrativa é firme no sentido de que a ocorrência de eventuais falhas não macula o lançamento fiscal, conforme Súmula CARF nº 171, reproduzida abaixo. Irregularidade na emissão, alteração ou prorrogação do MPF não acarreta a nulidade do lançamento. (Vinculante, conforme Portaria ME nº 12.975, de 10/11/2021, DOU de 11/11/2021). Desse modo, rejeita-se a preliminar de nulidade suscitada pela defesa. MÉRITO Base de cálculo: Alega a Recorrente que houve erro na eleição da base de cálculo que incluiu todos os valores pagos aos funcionários como se remuneração fosse, em evidente afronta ao mandado de segurança nº 0013461-33.2012.4.03.6100, impetrado para afastar/excluir do salário-de- contribuição diversas verbas não remuneratórias: i) 15 primeiros dias de afastamento anteriores à concessão de auxílio-doença ou auxílio-acidente; ii) terço constitucional de férias; iii) aviso prévio indenizado; iv) 13º salário proporcional ao aviso prévio indenizado e v) salário maternidade. Afirma que a Fiscalização considerou como base de cálculo toda a folha de pagamento no ano de 2010, porém não é toda a folha de pagamento que deve ser considerada como base de cálculo para cobrança da contribuição social previdenciária, eis que diversas verbas encaminhadas aos empregados não devem ser tidas como remuneração, mas simples benefícios trabalhistas, indenização. Não tem razão a Recorrente. Trata-se de lançamento fiscal relativo a diferenças de alíquotas SAT/FAP, as quais incidiram na mesma base de cálculo considerada pelo Contribuinte, não sendo efetuada pela Fiscalização nenhuma alteração dos valores das remunerações, informados pelo próprio fiscalizado, sobre os quais incorreram as contribuições previdenciárias. Fl. 2439DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 Pretende a Recorrente alteração nas bases de cálculo das contribuições previdenciárias por ele mesmo informadas nas GFIPs apresentadas, de modo que se trata de um verdadeiro pedido de retificação das GFIPs, incabível no âmbito deste julgamento administrativo. Ademais, a Recorrente deixa de apontar de forma específica, competência por competência, quais seriam esses valores considerados pela autoridade fiscal, dos quais ele discorda. É ônus do Recorrente demonstrar os fatos impeditivos, modificativos e extintivos do direito de o Fisco efetuar o lançamento do crédito tributário, conforme dispõem o art. 16 do Decreto 70.235/76 e o art. 273 do Código de Processo Civil (CPC): Decreto 70.235/76 Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; CPC Art. 373. O ônus da prova incumbe: I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. (destaquei) Atividade preponderante: Sustenta a Recorrente a existência de erro na classificação fiscal da atividade preponderante desenvolvida, por considerar como prestadora de serviço de transporte rodoviário de carga (CNAE 4930-2/01), sendo que no ano de 2010 a atividade preponderante era puramente de serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211-3/00). Intimada a esclarecer sobre as atividades desenvolvidas, a empresa fiscalizada informou (fls. 30/35) que possuía as atividades de transporte rodoviário (CNAE 4930201) e atividades administrativas (CNAE 7810800), sendo que a atividade preponderante seria a do CNAE 78-10-8-00, utilizando como critério o número de funcionários alocados em cada atividade. Apresentou lista das diversas ocupações e serviços com o número de funcionários em cada uma delas. Em sua Impugnação e em seu Recurso Voluntário, a empresa afirma que é prestadora de serviços combinados de “escritório e apoio administrativo”, sem nenhuma comprovação, contradizendo-se à própria lista de atividades por ela apresentada durante a ação fiscal, a qual apontou expressiva alocação de mão de obra na atividade que demonstrou ser preponderante, sob o CNAE 78.10-8-00 (seleção e agenciamento de mão de obra). Fl. 2440DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 Observa-se que a própria Contribuinte informou à Fiscalização (fls. 30/35) quais as atividades desempenhava, apresentando uma lista com as diversas ocupações e serviços com o respectivo número de funcionários em cada uma delas, demonstrando que a atividade preponderante era seleção e agenciamento de mão de obra (CNAE 78.10-8-00). A autoridade fiscal constatou que as atividades mencionadas pela Contribuinte constavam no cadastro da RFB (Receita Federal do Brasil) e também no rol de atividades descritos no estatuto social como objetivo da sociedade. Considerou, assim, que a alíquota RAT correspondia a 3% no ano calendário 2010, tanto para o CNAE 49.30-2-01 (Transporte rodoviário de carga) quanto para o CNAE 78.10-8-00 (seleção e agenciamento de mão de obra). O Certificado de fl. 75, emitido pelo sindicato patronal, confirma que a empresa é filiada ao SINDEPRESTEM – “Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo”. Dessa forma, não há reparo a fazer na decisão de primeira instância, a qual manteve o entendimento da autoridade fiscal, que considerou a alíquota RAT de 3%, em virtude da atividade preponderante da empresa fiscalizada. Fator Acidentário de Prevenção – FAP: Segundo a Recorrente, é ilegal o FAP aplicado no DEBCAD nº 51.014.005-0, visto que os artigos 202-A e 202-B do Decreto nº 3.048/1999 não possuem qualquer base legal que lhe dê sustentação no ordenamento jurídico, o que viola o disposto nos artigos 150, I e 5º, II, ambos da Constituição Federal. Aduz que, ainda que não reconhecida a ilegalidade, ad argumentandum, os acréscimos de FAP apontados de 5,7410% para as FPAS 507 e 515 e de 5,2410% para as FPAS 612, não devem ser mantidos, eis que o próprio § 1º do artigo 202-A prevê aumentos de 0,5% na alíquota do SAT (incisos I a III do art. 202, Dec. 3.048/99), até que ele alcance o máximo de 100% do percentual pago pelo contribuinte. Inicialmente, cabe esclarecer, com relação às alegações de inconstitucionalidade feitas pela Recorrente, que o exame de validade das normas insertas no ordenamento jurídico através de controle de constitucionalidade é atividade exercida de maneira exclusiva pelo Poder Judiciário e expressamente vedada no âmbito do Processo Administrativo Fiscal, a teor do art. 26-A do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) [...] § 6 o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 2441DF CARF MF Original Fl. 10 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 II – que fundamente crédito tributário objeto de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n o 10.522, de 19 de julho de 2002;(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n o 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) É o caso também de se aplicar a Súmula nº 2 do CARF: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Cumpre, ainda, deixar consignado que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento do RE nº 343.446/SC de relatoria do Ministro Carlos Velloso, declarou constitucional a instituição, mediante lei ordinária, da contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT), afastando as alegações de ofensa aos princípios da isonomia e da legalidade. Entendeu o STF, sobre o poder regulamentar de que trata o artigo 84, IV da CF/1988, que “o fato de a lei deixar para o regulamento a complementação dos riscos de ‘atividade preponderante’ e ‘grau de risco leve, médio e grave’, não implica ofensa ao princípio da legalidade genérica, C.F, art. 5°, II, e da legalidade tributária, C.F., art. 150, I”. Ao julgar o Recurso Extraordinário nº 677.725 com repercussão geral (Tema 554), o Supremo Tribunal Federal analisou a constitucionalidade do art. 10 da Lei 10.666/2003 e de sua regulamentação pelo art. 202-A do Decreto 3.048/99, com a redação conferida pelo Decreto 6.957/2009. O STF entendeu que “O Fator Acidentário de Prevenção (FAP), previsto no art. 10 da Lei nº 10.666/2003, nos moldes do regulamento promovido pelo Decreto 3.048/99 (RPS) atende ao princípio da legalidade tributária (art. 150, I, CRFB/88)”, tendo o feito transitado em julgado em 03/02/2023. Portanto, não tem razão a Recorrente ao alegar ilegalidade na aplicação do Fator Acidentário de Prevenção – FAP. Também defende a Recorrente que os acréscimos de FAP apontados de 5,7410% para as FPAS 507 e 515 e de 5,2410% para as FPAS 612, não devem ser mantidos, eis que o próprio § 1º do artigo 202-A prevê aumentos de 0,5% na alíquota do SAT (incisos I a III do art. 202, Dec. 3.048/99), até que ele alcance o máximo de 100% do percentual pago pelo contribuinte. Entendo que não cabe razão à Recorrente. O FAP é um índice que pode levar ao aumento ou redução da alíquota de contribuição previdenciária relativa a risco ambiental do trabalho ( RAT), de que trata o inciso II, art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, de forma que a alíquota do risco leve pode variar de, no mínimo de 0,5%, ao máximo de 2%, a do risco médio, de 1% a 4%, e a do risco grave, de 1,5% a 6%. Fl. 2442DF CARF MF Original Fl. 11 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 O cálculo do FAP decorre de elementos ou dados relativos a acidentes do trabalho enumerados no art. 202-A do RPS, que podem ser objeto de contestação perante o Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional (DPSO) da Secretaria Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social (MPS), conforme o art. 202-B do RPS. Conforme GFIPs apresentadas pela Contribuinte, foram informados RAT = 1 e FAP = 0,50, resultando em um RAT ajustado de 0,50 para FPAS 507 e 515, enquanto para a FPAS 612 foram informados RAT = 1 e FAP = 1, resultando em RAT ajustado de 1. No entanto, a Fiscalização apurou o RAT ajustado de 5,2410%, para as GFIPs de FPAS 507 e 515, restando uma diferença não declarada de 4,7410%. Quanto às GFIPs de FPAS 612, restou uma diferença não declarada de 4,2410, uma vez que o RAT ajustado declarado foi de 1. O Decreto n° 6.042 de 2007, posteriormente alterado pelo Decreto n° 6.957 de 2009, acrescentou o artigo 202-A ao Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048 de 1999, regulamentando o FAP: Art. 202-A. As alíquotas constantes nos incisos I a III do art. 202 serão reduzidas em até cinqüenta por cento ou aumentadas em até cem por cento, em razão do desempenho da empresa em relação à sua respectiva atividade, aferido pelo Fator Acidentário de Prevenção - FAP. (Incluído pelo Decreto n —6.042, de 12 de fevereiro de 2007) (Vide inciso III do art. 5 —do Decreto n —6.042, de 2007, alterado pelo art. 1° do Decreto n ° 6.257, de 19 de novembro de 2007). § 1° O FAP consiste num multiplicador variável num intervalo contínuo de cinco décimos (0,5000) a dois inteiros (2,0000), aplicado com quatro casas decimais, considerado o critério de arredondamento na quarta casa decimal, a ser aplicado à respectiva alíquota. (Redação dada pelo Decreto n° 6.957, de 9 de setembro de 2009). § 2° Para fins da redução ou majoração a que se refere o caput, proceder-se-á à discriminação do desempenho da empresa, dentro da respectiva atividade econômica, a partir da criação de um índice composto pelos índices de gravidade, de frequência e de custo que pondera os respectivos percentis com pesos de cinquenta por cento, de trinta cinco por cento e de quinze por cento, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto n° 6.957, de 9 de setembro de 2009). A vinculação do procedimento administrativo de lançamento impõe à autoridade fiscal obediência aos dispositivos legais, dos quais só pode se afastar se houver decisão judicial proferida em caso concreto, afastando a aplicação da norma, por ilegalidade ou inconstitucionalidade. Desta forma, agiu certo a Fiscalização ao aplicar a alíquota RAT ajustado de acordo com o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), correspondente aos códigos CNAE da empresa fiscalizada. SOBRESTAMENTO DO JULGAMENTO – RE 684.261/PR Requer a Recorrente, de forma subsidiária, o sobrestamento do feito até o julgamento definitivo do RE nº 684.261/PR, submetido ao rito da Repercussão Geral no STF, no qual se apreciará a constitucionalidade do FAP. Não há previsão regimental para a adoção de tal medida. Fl. 2443DF CARF MF Original Fl. 12 do Acórdão n.º 2201-011.822 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720162/2015-81 Outrossim, o pedido do Contribuinte perdeu o objeto, tendo em vista o julgamento pelo STF do RE nº 677.725, com repercussão geral (Tema 554), o qual substituiu o RE nº 684.261, conforme se verifica do seu relatório: Em sequência, considerando a identidade da questão de fundo dos recursos extraordinários, houve a substituição do RE 684.261 por este apelo extremo, a fim de figurar como paradigma da repercussão geral do tema constitucional em apreço, qual seja, a constitucionalidade da fixação de alíquota da contribuição ao SAT a partir de parâmetros estabelecidos por regulamentação do Conselho Nacional de Previdência Social, eis que relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, além e ultrapassar os interesses subjetivos da causa. A decisão que reconheceu a repercussão geral deste tema restou assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. SEGURO ACIDENTE DE TRABALHO. RISCOS ACIDENTAIS DO TRABALHO. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO. LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. DISCUSSÃO SOBRE A FIXAÇÃO DE ALÍQUOTA. DELEGAÇÃO PARA REGULAMENTAÇÃO. RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTE DO SUPREMO NO RE 343.446-2, RELATOR MINISTRO CARLOS VELLOSO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.” (destaquei) CONCLUSÃO Diante do exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Fl. 2444DF CARF MF Original

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