Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 15868.720082/2011-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 10 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Jun 02 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008
AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. FATOS GERADORES NÃO DECLARADOS EM GFIP.
Sujeitam-se ao lançamento de ofício os fatos geradores identificados pela fiscalização e não declarados pelo contribuinte em GFIP, ou declarados em GFIP posteriormente substituída sem a declaração desses fatos geradores.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA E DE TERCEIROS. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SUB-ROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE.
A empresa adquirente de produtos rurais fica sub-rogada nas obrigações da pessoa física produtora rural pelo recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta da comercialização de sua produção, nos termos e nas condições estabelecidas pela legislação previdenciária.
Numero da decisão: 2201-003.619
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o recurso voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dione Jesabel Wasilewski - Relatora.
EDITADO EM: 22/05/2017
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecilia Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, Jose Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: DIONE JESABEL WASILEWSKI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201705
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. FATOS GERADORES NÃO DECLARADOS EM GFIP. Sujeitam-se ao lançamento de ofício os fatos geradores identificados pela fiscalização e não declarados pelo contribuinte em GFIP, ou declarados em GFIP posteriormente substituída sem a declaração desses fatos geradores. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA E DE TERCEIROS. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SUB-ROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE. A empresa adquirente de produtos rurais fica sub-rogada nas obrigações da pessoa física produtora rural pelo recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta da comercialização de sua produção, nos termos e nas condições estabelecidas pela legislação previdenciária.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 02 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 15868.720082/2011-41
anomes_publicacao_s : 201706
conteudo_id_s : 5730658
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 02 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.619
nome_arquivo_s : Decisao_15868720082201141.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : DIONE JESABEL WASILEWSKI
nome_arquivo_pdf_s : 15868720082201141_5730658.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o recurso voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski - Relatora. EDITADO EM: 22/05/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecilia Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, Jose Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Wed May 10 00:00:00 UTC 2017
id : 6786611
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:01:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049213936336896
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1564; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 916 1 915 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15868.720082/201141 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201003.619 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de maio de 2017 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente COOPERATIVA DE LATICINIOS CAMPEZINA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. FATOS GERADORES NÃO DECLARADOS EM GFIP. Sujeitamse ao lançamento de ofício os fatos geradores identificados pela fiscalização e não declarados pelo contribuinte em GFIP, ou declarados em GFIP posteriormente substituída sem a declaração desses fatos geradores. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA E DE TERCEIROS. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SUBROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE. A empresa adquirente de produtos rurais fica subrogada nas obrigações da pessoa física produtora rural pelo recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta da comercialização de sua produção, nos termos e nas condições estabelecidas pela legislação previdenciária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o recurso voluntário para, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 86 8. 72 00 82 /2 01 1- 41 Fl. 916DF CARF MF 2 EDITADO EM: 22/05/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecilia Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, Jose Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado em face do Acórdão 1436.658 da 9ª Turma da DRJ/RPO que deu parcial provimento à impugnação apresentada pelo sujeito passivo em face de lançamento que foi assim relatado pela decisão de piso: · 37.340.0675 –incluindo a contribuição devida pela empresa à Previdência Social, inclusive aquela destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT), incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados empregados e contribuintes individuais, cuja remuneração foi identificada na contabilidade da empresa, folhas de pagamento, notas fiscais de prestação de serviços e recibos de pagamento de autônomos. Inclui, ainda, a contribuição devida pela empresa incidente sobre as cestas básicas fornecidas aos empregados sem a devida inscrição no PAT e a contribuição devida por subrogação, incidente sobre a comercialização de produção rural. · 37.340.0683 – incluindo a contribuição devida pelos segurados empregados incidente sobre a remuneração paga a título de cestas básicas, posto que a empresa não é optante pelo PAT. · 37.340.0691 – incluindo a contribuição devida pelos segurados empregados e contribuintes individuais, incidente sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, cabendo à empresa contratante a responsabilidade pelo desconto da remuneração e posterior recolhimento. · 37.340.0705 – incluindo a contribuição devida pela empresa às outras entidades e fundos, incidente sobre a remuneração paga aos empregados, inclusive a título de cestas básicas e sobre a comercialização da produção rural, devida por subrogação. · 37.340.0667 – incluindo a multa devida em decorrência do descumprimento da obrigação acessória estabelecida no artigo 32, IV e §5o da Lei nº 8.212/91, por ter apresentado, a empresa, a GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Os valores que deixaram de constar em GFIP encontram se relacionados no item 9.3 do Relatório Fiscal. A decisão impugnada foi proferida nos seguintes termos: Fl. 917DF CARF MF Processo nº 15868.720082/201141 Acórdão n.º 2201003.619 S2C2T1 Fl. 917 3 Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. FATOS GERADORES NÃO DECLARADOS EM GFIP. Sujeitase ao lançamento de ofício os fatos geradores identificados pela fiscalização e não declarados pelo contribuinte em GFIP, ou declarados em GFIP posteriormente substituída. RECEITA FEDERAL DO BRASIL. COMPETÊNCIA PARA LANÇAMENTO DE PENALIDADE DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA TRIBUTÁRIA. Constitui atribuição do Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, no exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil, constituir, mediante lançamento, o crédito tributário relativo às contribuições previdenciárias, inclusive aquele decorrente do descumprimento de obrigação acessória tributária. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA E DE TERCEIROS. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SUBROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE. A empresa adquirente de produtos rurais fica subrogada nas obrigações da pessoa física produtora rural pelo recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta da comercialização de sua produção, nos termos e nas condições estabelecidas pela legislação previdenciária INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. ARGÜIÇÃO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei ou ato normativo. PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO. DESNECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. Deve ser indeferido o requerimento de produção de provas, quando presentes nos autos todos os documentos necessários ao seu correto entendimento. SALÁRIO IN NATURA. FORNECIMENTO DE CESTAS BÁSICAS. EXISTÊNCIA DE PARECER COM APROVAÇÃO MINISTERIAL, DETERMINANDO A EXCLUSÃO DA CONTRIBUIÇÃO LANÇADA. Deve ser excluída a contribuição lançada sobre o salário in natura fornecido pela empresa aos segurados devido à existência de Parecer com aprovação ministerial contendo determinação expressa nesse sentido. Fl. 918DF CARF MF 4 A contribuinte tomou ciência desse Acórdão em 04/04/2012 (fls 864) e apresentou seu recurso voluntário (fls 873) em 04/05/2012 (fls 893), tempestivamente, portanto. Em sua defesa, alega, em síntese, que: É optante pelo parcelamento previsto na Lei nº 11.941, de 2009, incluindo todos os débitos, inclusive aqueles apontados neste auto de infração; Apresentou sim todas as GFIP no período indicado com todas as informações, contudo, por ter apresentado novas GFIP, estas teriam indiretamente substituído as anteriores, o que gerou a incompletude das informações prestadas; Não houve retificação com substituição da GFIP anterior, pois conforme o manual GFIP haveria a necessidade de solicitação de exclusão das informações anteriores, o que não teria feito; As contribuições decorrentes da produção rural, no tocante aos empregadores rurais, são indevidas haja vista que se aplica a inconstitucionalidade declarada pela sessão plenária do STF por ocasião do julgamento do RE nº 363.8521/MG; A Lei nº 10.256, de 2001, também ofende a Constituição Federal pelas razões que explicita. Tendo em vista a alegação de defesa de que os valores lançados neste processo já haviam sido declarados em GFIP e se encontravam parcelados, esta 1ª TO através da Resolução nº 2201000.207 (fls 900) entendeu por bem baixar o processo em diligência para verificar se o débito aqui discutido foi ou não incluído em parcelamento. Como resultado dessa Resolução, a Informação Fiscal de fls 907 reafirma que os lançamentos que compõem este processo decorrem de valores não declarados em GFIP e que, por isso mesmo, não se encontram incluídos no parcelamento especial previsto na Lei nº 11.941/2009. Cientificada dessa Informação Fiscal (fls 910/911), a recorrente não se manifestou. É o que havia para ser relatado. Voto Conselheira Dione Jesabel Wasilewski Relatora Conforme se depreende do relatório, o recurso voluntário centra sua defesa em apenas dois aspectos: Os valores lançados haviam sido originalmente declarados em GFIP que foram posteriormente retificadas, o que teria ocasionado a exclusão indevida das informações inicialmente prestadas; A exigência da contribuição por subrogação é inconstitucional. Fl. 919DF CARF MF Processo nº 15868.720082/201141 Acórdão n.º 2201003.619 S2C2T1 Fl. 918 5 Em relação ao primeiro argumento apresentado, dele exsurge que não se discute a ocorrência do fato gerador ou a sua base de cálculo. Por outro lado, o trecho do manual GFIP/SEFIP transcrito no recurso voluntário já evidencia o erro cometido pela recorrente, pois resulta claro que o pedido de exclusão seria cabível quando "não houve fatos geradores nem outros dados a informar; ou seja, a GFIP/SEFIP deveria indicar "ausência de fato gerador (sem movimento)"". O segundo argumento não pode ser enfrentado nessa instância administrativa, conforme revela o seguinte enunciado: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Conclusão: Em vista do exposto, voto por conhecer o recurso voluntário apresentado e, no mérito negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski Relatora Fl. 920DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000476/2005-91
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
ExerCÍcio: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
ÔNUS DA PROVA.
Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2201-000.531
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: Eduardo Tadeu Farah
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF ExerCÍcio: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários. Recurso parcialmente provido.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 14041.000476/2005-91
conteudo_id_s : 5737196
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 28 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-000.531
nome_arquivo_s : Decisao_14041000476200591.pdf
nome_relator_s : Eduardo Tadeu Farah
nome_arquivo_pdf_s : 14041000476200591_5737196.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator
dt_sessao_tdt : Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
id : 6826287
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:02:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049213938434048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 220100531_14041000476200591_201002; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-28T17:21:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 220100531_14041000476200591_201002; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 220100531_14041000476200591_201002; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-28T17:21:02Z; created: 2017-06-28T17:21:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2017-06-28T17:21:02Z; pdf:charsPerPage: 1005; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-28T17:21:02Z | Conteúdo => ,'I 54~7---..-,-, 2-C2Tl FI. 1 .-. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO ) Processo nO Recurso nO Acórdão n° Sessão de Matéria Recorrente Recorrida 14041.000476/2005-91 163.974 Voluntário 2201-00.531 - 28 Câmara /18 Turma Ordinária 03 de fevereiro de 2010 IRPF - Ex(s).: 2004 REGINA MÁRCIA PENA 3a TURMAlDRJ-BRASÍLIAlDFo ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF ExerCÍcio: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÔNUS DA PROVA. o Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. II I I Docunlcnto rle 'dTl rÓ'Jina(s) u.mtirrn,Yl0 ,I códiqo de IGcalizaçi'F) [;:.:P?ü.0617.í4114.GL I I, i I, ,I de votos, dar Df BRASIUA DRF Processo n° 14041.000476/2005-9 I -:-Acórdão n.o 2201-00.531 I. S2-C2T1 FI. 2 EDITADO EM: 18 MAl 1010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França; Eduardo Tadeu Farah, JanaÍna Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). o o I ,Documento de 2,77 yá~,i,r0\S) 2om,lr,'maco _d",igital~e,nte, Pode, :,er, COI1, suitaóo no ,e!1derey,'o htlps:!!c:av.receít8,fazenda.qov,br/eCf\Cipublico!iog;n,aspx pelo ~ cod:uo 00 locsI1Z2çao L~)Ll:l.()bt7.14114.t>U O. Consulte a pagina de autentlcaç:so no TlI1sl oeste documento. :1' . . - I Processo n° 14041.000476/2005-91 Acórdão n.o 2201-00.531 Relatório S2-C2Tl FI. 3 I I i o o Regina Márcia Pena recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância proferida pela 33• Tunna da DRJ de Brasília/DF, pleiteando sua refonna, nos tennos do Recurso Voluntário de fls. 207 a 214. Trata-se de exigência de Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF (fls.129/141), no valor total de R$ 133.089,88, acrescido de multa de oficio de 75% e de juros de mora, calculado até 29/04/2005. A infração apurada pela fiscalização foi omissão de rendimentos em face de depósitos bancários de origem não comprovada. Inconfonnada, a recorrente interpôs Impugnação (fls. 146/151), sustentando, em síntese, que: a) partIcIpa com 98% do capital social da empresa Retour Turismo e Passagens Ltda e que recebia, habitualmente, cheques pré-datados de seus clientes, os quais, algumas vezes, foram depositados diretamente na conta corrente da contribuinte, a título de devolução de empréstimos e lucros distribuídos; b) em 2003, emprestou R$ 55.000,00 à empresa Retour Turismo e Passagens Ltda, que foram devolvidos mediante transferência da conta bancária da empresa para a conta corrente da impugnante, ambas no Banco do Brasil. Colaciona cópia do Razão Analítico e documentos de transferência de valores emitidos pelo banco para comprovar a alegação; c) do depósito realizado em 25/07/2003, do valor de R$ 30.000,00, R$ 12.600,00 representa devolução de empréstimo e R$ 17.400,00, corresponde a lucros distribuídos; d) a maior palie dos valores depósitos em sua conta corrente decorre de lucros distribuídos pela pessoa jurídica, pagos por meio de transferência entre contas bancárias ou depósito de cheques de clientes, o C)ue se comprova pela cópia do Razão Analítico e comprovante das transferências. Relaciona quarenta depósitos realizados no período de janeiro a dezembro, que totaliza R$ 177.602,53; e) o Banco de Boston não atendeu ao pedido de cópia dos depósitos de R$ 5.685,30 e R$ 16.000,00, datados de 1310312003 c 26/12/2003 respectivamente. Todavia, tão logo esteja de posse de tais documentos, fará a juntada deles para comprovar a origem dos recursos; A 33• Turma da DRJ de Brasília/DF julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: I t) alguns depósitos recebidos no período de maio a dezembro se referem a I I rendimentos de aluguéis no valor de R$ 7.050,00, sobre os quais a impugnante recolheu o , Docume~to l1e~71 .r:á8ifr\(hulO,ft'iJ>~Ii1fYG'ffi~1iS'jiIcJ.ê~'êi'ft1 fí'S'11iê~ãi«,ntô'ff!f'Q'1'm etteõiki~vdK!i1\àW~ci()s'TI¥dO'''áú'f[tl~&s:!ioºin .2Spx pelo codt90 de. foC<::lh2.&ÇS0 ;":J:!'tt:llfJ 17, t411~L'dj\ ..;0nmJh0 & Plj~rtlj (h~~Lb'r~~G0ç~d~'h)"niíGIoe~f.iá lroc'..u11M;;D, I i I I I I ; DI: BRASILIA IJRI: Processo n° \4041.000476/2005-9\ Acórdão n.o 2201-00.531 OMlssio DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCARlOs. ORIGEM Nio COMPROVADA. Caracterizam-se como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de i111'estimento mantidas junto à instituição .financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Quando se tratar de presunções legais, cabe ao contribuinte o ônus de produ::ir jJrOl'lIS contrárias ti ocorrência da i/?fração. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. Inadmissível a juntada posterior de provas quando a impossibilidade de sua apresentaçiio oportuna mio for causada por motivo de força maior. 1"1.550 S2-C2T1 FJ.4 Cientiticada da decisão de primeira instância, a autuada apresenta Recurso O Voluntário, sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos postos em sua Impugnação, sobretudo que o julgamento "a quo" ignorou o pagamento do Imposto de Renda referente aos aluguéis efetivamente declarados. É o relatório. o Doculnento de 277 pàf1lna(s) Gonrnnado dí;;íta!mcnte. Pode ser consulta,io endereço https:iícav.rcGeíta,ú:lze!)d~Lí;ov.bdeCAC/publiço!i(),;ín.aspx peloI código de !ocalizaçiio Ef>28.0G17.i4114J,LTQ. Consulto a página de &utentíca';íío no final dest" documentD. : II I i Processo n° 14041.000476/1005-91 Acórdão n,o 2201-00.531 Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, Relator S2-C2T1 FI. 5 -----=- • I I I I I I I I o o o recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Como não foram apresentadas questões preliminares, passa-se à análise do mérito. Impende inicialmente destacar que o lançamento versa sobre omlssao de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, na forma do art. 42 da Lei nO9.430/1996, sendo que a principal característica desta forma de lançamento é a presunção legal de omissão de rendimentos, para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Portanto, o contribuinte é quem deve demonstrar que o numerário creditado em sua conta corrente não é renda tributável, invertendo, destarte, o ônus da prova. Não se pode olvidar que a figura da presunção constitui um instrumento direcionado à facilitação do trabalho de investigação fiscal, justamente em razão das dificuldades impostas à identificação dos fatos econômicos dos quais participou a recorrente. Neste sentido, existe normalmente uma grande quantidade de ações e negoclOS não formais efetuados pelo contribuinte, na maioria das vezes marcada pela inexistência de prova documental, razão. pela qual a lei desincumbiu a autoridade fiscal de provar sua ocorrência. Portanto, o fato presumido é havido como verdadeiro, salvo se a ele opuser prova em contrário. Pois bem, insiste a recorrente na tese de que o montante de R$ 55.000,00, representado por diversos depósitos em sua conta corrente são oriundos da empresa Retour Turismo e Passagens Ltda, da qual é sócia majoritária, e, se referem às devoluções de empréstimos ocorridas ao longo de 2003. Para provar o alegado junta a impugnação, além da cópia de cheque demonstrando o valor anteriormente mutuado, relatório finanéeiro do Banco do Brasil discriminando as transferências entre contas. Compulsando os documentos carreados, fls. 158 a 172, verifica-se que a Documento de 211 r0gíf~Ç,0l'Fentej:de11}0nstra,.queehoUYiesaltsaí ela refetbv,a I'cd~:;ree\!WSGitr101;yalk)r;)de)fR:$i$~\,O.@f)~GQ:" .d<:l):qi)Rta código de localização Ftbif-P8M~ll.ó45'35Ó~'-O;'rl~tfBJalf88)1:íi5'Bttlsttt~lJgrs(iIíMl1Hufà'H~átr~:rYfáraa conta na 5314-7, também do Banco do Brasil, de titularidade da empresa Retour Turismo e Passagens Ltda (fls. 158/161). Por seu turno é possível identificar também às fls. 165 a 172, a ocorrência do movimento (\ l~ DF .BRASILIA DRF Processo nO 14041.000476/2005-91 Acórdão n.o 2201-00.531 FI. 552 S2-C2T1 FI. 6 inverso, ou seja, transferências eletrônicas de recursos, no valor referenciado, da empresa Retour Turismo e Passagens Ltda para a recorrente. Portanto, pelo conjunto probatórjo coligido aos autos é plausível inferir que o valor de R$ 55.000,00, representado por diversas transferências aportadas na conta corrente da contribuinte, advém da Retour Turismo e Passagens Ltda e representa retomo de recursos anteriormente remetidos para a empresa da qual é sócia majoritária. Destarte, pelas razões expostas anterionnente, deve ser excluída da exigência o valor de R$ 55.000,00. Em outra passagem, alega a suplicante que o valor de R$ 177.602,53, representa lucros distribuídos oriundos da empresa Retour Turismo e Passagens Ltda, conquanto isentos de tributação. Assevera, ainda, que por usufruir do beneficio da espontaneidade efetuou a retificação da Declaração do SIMPLES da referida empresa, alterando, por sua vez, os valores relativos à distribuição de lucros. Para corroborar com O alegado, colaciona às fls. 174/175, "Razão Analítico Individual" da empresa Retour Turismo eO Passagens Ltda. Pelo que depreende da análise dos autos buscou a recorrente, quando efetuou a retificação da declaração da pessoa jurídica, alterar, ao seu talante, dados que tinham extrema correspondência com a infração descrita no auto de infração ora guerreado, sem, contudo, apresentar qualquer documento que comprove o equívoco alegado (s 20, do artigo 147 do Código Tributário Nacional). Ademais, a entrega da declaração retificadora da pessoa jurídica foi efetivada logo após a ciência do auto de infração, ou seja, o procedimento só foi levado a efeito com o fito de justificar os depósitos havidos em sua conta corrente. Ressalte-se, ainda, que o valor originalmente informado pela recorrente a títul<? de retirada de lucros foi efetivamente excluído da tributação, conforme Tenno de. Verificação Fiscal, fls. 134/137. Destarte, entendo que não restou plasmada a ocorrência do erro de fato queO desse causa à retificadora, razão pela qual não há como considerar que o montante de R$ 177.602,53, creditado na conta corrente da contribuinte represente retiradas de lucros. Por fim, solicita a recorrente à exclusão do valor de R$ 7.050,00, relativo a recebimentos de alugueis, posto que, em 01107/2005 efetuou recolhimento de R$1.664,07, a título de imposto de renda sobre alugueis recebidos, conforme DARF carreado à fl. 188. Novamente não há como acolher a pretensão da suplicante. Da análise da Declaração de Ajuste Anual Simplificada, fls. 5 a 7, verifica-se que em momento algum foi informado o valor de R$ 7.050,00 a título de alugueis. Em verdade, verifica-se que não há nos autos prova de que o aludido valor refere-se a alugueis recebidos. II Portanto, neste ponto, não há reparos a ser efetuado ao lançamento. I i Documento de 277 pàgirw(s) confirmado digitalmente. Pode ser consuitadono endereço https:í!cav.receita.fazenda.gov.br!eCf'.C/publícoiiGgin.iJSPX p~" . códiçJo de localização F:P28.0617.14'í 14.6LTO. Consulte a míqine de autentiC1;:ão no final de;;te documento. . I i t Processo n° 14041.000476/2005-91 Acórdão n.o 2201-00.531 I i I I I I Ante ao exposto, voto no sentido de julgar parcialmente procedente o lançamento para excluir da exigência o montante de R$ 55.000,00. o o Documento de 2T7 página(s) confirmado di,;;ta!rm)nte. Pode SOl' consultado no endereç,a https:i!cavJoceitaJazenda,gov.brieCi\Cipublico!!ogin,Rspx polo códlqo de localização LP28.0617.14114.6l.."TQ. Consulte a Pflqina de autenticação no 11naldeste documento. . 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
score : 1.0
Numero do processo: 10880.941647/2012-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Jul 24 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 14/05/2008 a 21/12/2011
EMBAROS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL.
Os embargos de declaração são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos. No caso concreto, comprovado a existência de erro material na ementa da decisão, cabe a admissibilidade dos embargos para a correção da ementa.
Embargos Providos Parcialmente
Numero da decisão: 3201-002.986
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos, sem efeitos infringentes, para correção da ementa do Acórdão..
Winderley Morais Pereira - Presidente substituto e Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Orlando Rutigliani Berri, Marcelo Giovani Vieira e Renato Vieira de Avila.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201706
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 14/05/2008 a 21/12/2011 EMBAROS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL. Os embargos de declaração são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos. No caso concreto, comprovado a existência de erro material na ementa da decisão, cabe a admissibilidade dos embargos para a correção da ementa. Embargos Providos Parcialmente
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 24 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10880.941647/2012-21
anomes_publicacao_s : 201707
conteudo_id_s : 5743108
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 24 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3201-002.986
nome_arquivo_s : Decisao_10880941647201221.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10880941647201221_5743108.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos, sem efeitos infringentes, para correção da ementa do Acórdão.. Winderley Morais Pereira - Presidente substituto e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Orlando Rutigliani Berri, Marcelo Giovani Vieira e Renato Vieira de Avila.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2017
id : 6864549
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:03:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049213957308416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1469; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 2 1 1 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.941647/201221 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3201002.986 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 29 de junho de 2017 Matéria COFINS Recorrente JBS S/A Recorrida PRIMEIRA TURMA ORDINÁRIA DA SEGUNDA CÂMARA DA TERCEIRA SEÇÃO ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 14/05/2008 a 21/12/2011 EMBAROS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL. Os embargos de declaração são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos. No caso concreto, comprovado a existência de erro material na ementa da decisão, cabe a admissibilidade dos embargos para a correção da ementa. Embargos Providos Parcialmente Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos, sem efeitos infringentes, para correção da ementa do Acórdão.. Winderley Morais Pereira Presidente substituto e Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Orlando Rutigliani Berri, Marcelo Giovani Vieira e Renato Vieira de Avila. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 94 16 47 /2 01 2- 21 Fl. 1407DF CARF MF 2 Tratase de embargos opostos pelo Sujeito Passivo, ao amparo do art. 65 do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº343/2015, em face do Acórdão nº 3201001.957, que foi assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2010 IPI. SOLICITAÇÃO DE ANÁLISE EM CONJUNTO DE DOIS PEDIDOS DISTINTOS DE RESSARCIMENTO. INAPLICABILIDADE DO DECRETO 70.235/72. Não se aplica os ritos do Decreto 70.235/72 à solicitação de cunho eminentemente processual que dizem respeito a atividades administrativas da Receita Federal e que não envolve discussões sobre a efetiva materialidade do direito apresentado em pedido de ressarcimento. Recurso Voluntário Não Conhecido Alega a recorrente, a existência de duas matérias que justificariam o acolhimento dos embargos interpostos. A primeira traz a alegação da existência de erro material, ao referir a ementa de crédito de IPI quando o processo trata de pedido de compensação de créditos de COFINS. Na segunda matéria suscitada, a embargante alega um equivoco de entendimento da turma, que entendeu não existir créditos a serem discutidos no presente processo. Os embargos foram admitidos parcialmente para dar seguimento à matéria referente ao lapso manifesto existente na ementa da decisão e negar seguimento quanto à matéria referente a discussão sobre a existência de comprovação dos créditos. A conclusão dos embargos foram assim detalhadas no despacho de admissibilidade. Consultando os autos é possível verificar a existência do lapso material no acórdão, que apesar de discutir no acórdão pedido de crédito de Cofins fez constar na ementa créditos de IPI, portanto, comprovado o lapso manifesto no acórdão, fazse necessário a admissibilidade dos embargos para esta matéria. Quanto a segunda matéria, entendo não assistir razão a embargante, a alegação da existência de entendimento equivocado da turma não é matéria que seja objeto de embargos. O acórdão recorrido decidiu que não existiria a discussão sobre créditos no processo e que o pedido da recorrente era para a adoção de procedimento administrativo de analise conjunta de processos de compensação. A decisão da turma, a partir desta análise, foi no sentido de não conhecer do recurso por entender que esta matéria não estaria dentre o rol daquelas admitidas para o PAF. Assim, a irresignação da Recorrente quanto a decisão da turma não se configura em omissão, contradição ou obscuridade, mas, uma irresignação quanto a posição adotada Fl. 1408DF CARF MF Processo nº 10880.941647/201221 Acórdão n.º 3201002.986 S3C2T1 Fl. 3 3 pela turma, o que não se presta a ser discutida em embargos declaratórios. As eventuais divergências entre o entendimento da Recorrente e a decisão adotada pela turma devem ser questionados por outra via recursal e não por embargos de declaração, que servem unicamente para sanar omissão, contradição ou obscuridade na decisão. Portanto para esta matéria, entendo não estarem presentes os requisitos necessários para a prosseguimento do recurso. Diante do expostos, proponho a admissibilidade parcial dos embargos, para dar seguimento a matéria referente ao lapso manifesto existente na ementa da decisão e negar seguimento para a matéria referente a possível equivoco no entendimento da turma quanto a existência de créditos. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. Consultando os autos e o acórdão embargado é possível comprovar a existência da omissão alegada pela Recorrente quanto ao lapso manifesto na ementa da decisão e em parte do voto que cita que os créditos em discussão no processos referemse a crédito presumido do IPI e os créditos em discussão nos autos referemse a COFINS. Portanto, diante da comprovação do erro material, fazse necessário o esclarecimento e correção da ementa para fazer consignar no acórdão que os créditos em discussão no processos referemse a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS. Neste caminho a ementa do acórdão deverá ser alterada para ficar no seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2010 COFINS. SOLICITAÇÃO DE ANÁLISE EM CONJUNTO DE DOIS PEDIDOS DISTINTOS DE RESSARCIMENTO. INAPLICABILIDADE DO DECRETO 70.235/72. Não se aplica os ritos do Decreto 70.235/72 à solicitação de cunho eminentemente processual que dizem respeito a atividades administrativas da Receita Federal e que não envolve discussões sobre a efetiva materialidade do direito apresentado em pedido de ressarcimento. Recurso Voluntário Não Conhecido Fl. 1409DF CARF MF 4 Diante do exposto voto no sentido de conhecer e acolher os embargos, sem efeitos infringentes, para alterar a ementa do Acórdão nº 3201001.957, nos termos citados acima. Winderley Morais Pereira Fl. 1410DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10920.007783/2008-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Jul 10 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
GLOSA DE CRÉDITO. REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. CONFIRMADA A EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. RESTABELECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. POSSIBILIDADE.
Se a própria autoridade fiscal, por meio de diligência, confirma a existência da totalidade do crédito pleiteado, restabelece-se o direito creditório indevidamente glosado.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
MULTA E JUROS MORATÓRIOS. DÉBITOS NÃO PAGOS NO VENCIMENTO. INCIDÊNCIA. OBRIGATORIEDADE.
Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei 9.430/1996.
MULTA DE MORA. EFEITO CONFISCATÓRIO. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. CONHECIMENTO DA MATÉRIA PELOS MEMBROS DO CARF. IMPOSSIBILIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
CRÉDITO DA COFINS. RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA OU ACRÉSCIMOS DE JUROS MORATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE.
Por expressa determinação legal, é vedada a atualização monetária ou o acréscimo de juros moratórios ou compensatórios aos créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, apurados o regime não cumulativo, passíveis de compensação ou ressarcimento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-004.445
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o crédito pleiteado nos termos do relatório de diligência.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, José Renato Pereira de Deus e Walker Araújo.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201706
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 GLOSA DE CRÉDITO. REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. CONFIRMADA A EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. RESTABELECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. POSSIBILIDADE. Se a própria autoridade fiscal, por meio de diligência, confirma a existência da totalidade do crédito pleiteado, restabelece-se o direito creditório indevidamente glosado. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 MULTA E JUROS MORATÓRIOS. DÉBITOS NÃO PAGOS NO VENCIMENTO. INCIDÊNCIA. OBRIGATORIEDADE. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei 9.430/1996. MULTA DE MORA. EFEITO CONFISCATÓRIO. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. CONHECIMENTO DA MATÉRIA PELOS MEMBROS DO CARF. IMPOSSIBILIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). CRÉDITO DA COFINS. RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA OU ACRÉSCIMOS DE JUROS MORATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE. Por expressa determinação legal, é vedada a atualização monetária ou o acréscimo de juros moratórios ou compensatórios aos créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, apurados o regime não cumulativo, passíveis de compensação ou ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 10 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10920.007783/2008-90
anomes_publicacao_s : 201707
conteudo_id_s : 5739550
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3302-004.445
nome_arquivo_s : Decisao_10920007783200890.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
nome_arquivo_pdf_s : 10920007783200890_5739550.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o crédito pleiteado nos termos do relatório de diligência. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, José Renato Pereira de Deus e Walker Araújo.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 29 00:00:00 UTC 2017
id : 6845249
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:03:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049213983522816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1864; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 1.078 1 1.077 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.007783/200890 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302004.445 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 29 de junho de 2017 Matéria COFINS RESSARCIMENTO Recorrente KAVO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 GLOSA DE CRÉDITO. REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. CONFIRMADA A EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. RESTABELECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. POSSIBILIDADE. Se a própria autoridade fiscal, por meio de diligência, confirma a existência da totalidade do crédito pleiteado, restabelecese o direito creditório indevidamente glosado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 MULTA E JUROS MORATÓRIOS. DÉBITOS NÃO PAGOS NO VENCIMENTO. INCIDÊNCIA. OBRIGATORIEDADE. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei 9.430/1996. MULTA DE MORA. EFEITO CONFISCATÓRIO. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. CONHECIMENTO DA MATÉRIA PELOS MEMBROS DO CARF. IMPOSSIBILIDADE. “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária” (Súmula CARF nº 2). CRÉDITO DA COFINS. RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA OU ACRÉSCIMOS DE JUROS MORATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE. Por expressa determinação legal, é vedada a atualização monetária ou o acréscimo de juros moratórios ou compensatórios aos créditos da AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 77 83 /2 00 8- 90 Fl. 1078DF CARF MF 2 Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, apurados o regime não cumulativo, passíveis de compensação ou ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer o crédito pleiteado nos termos do relatório de diligência. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, José Renato Pereira de Deus e Walker Araújo. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento (fls. 2/3) de créditos da Cofins não cumulativa exportação do 3º trimestre de 2006, no valor total de R$ 126.184,40, integralmente utilizado na compensação do débito do IRPJ do mês de novembro de 2006, discriminado na Declaração de Compensação (DComp) de fls. 4/5. O titular da unidade da Receita Federal de origem, por meio despacho de fls. 407/411, reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado, no valor de RS 102.159,00, e homologou parcialmente a compensação declarada, até o limite do crédito reconhecido. A glosa parcial dos créditos foi baseada nos seguintes motivos, in verbis: 1. Linha 02 do Dacon (Mercado Interno) R$ 23.794,80 Bens Utilizados como Insumos. Foram glosadas as notas fiscais do fornecedor de CNPJ 00.457.089/000110, pois as mesmas também foram lançadas na linha 06 do Dacon como Despesas de Aluguel de Máquinas e Equipamentos. 2. Linha 03 do Dacon R$ 42.561,61 Serviços Utilizados como Insumos. Foi glosada a diferença entre a base de cálculo declarada pelo contribuinte e os valores de reembolso de salários e encargos constantes nas notas fiscais. Valores como por exemplo vale transporte, refeição, taxa administrativa, etc. não nao direito a crédito (fls. 116, 118, 170 e 224). 3. Linha 02 do Dacon (Importação) R$ 249.767,27 Bens Utilizados como Insumos. Foram glosados os valores de crédito de Pis/Pasep lançados nos arquivos digitais com o CFOP 3.127 (art 3 0, § 2°, inciso II, da Lei 10.833/2003). Fl. 1079DF CARF MF Processo nº 10920.007783/200890 Acórdão n.º 3302004.445 S3C3T2 Fl. 1.079 3 Em sede de manifestação de inconformidade, a interessada, em síntese, alegou que não procedia a glosa relativa: a) ao valores das notas fiscais do fornecedor de CNPJ 00.457.089/000110, sob a alegação de que foram informadas tanto na linha 01, como na linha 06, porque o valor referente ao aluguel de máquinas e equipamentos foi retirado do somatório dos bens utilizados como insumos e foi aplicado exclusivamente como despesas de aluguéis e equipamentos; b) ao valor dos serviços utilizados como insumos, pois tinha o direito de aproveitar os créditos dos serviços utilizados como insumos na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Todos os custos da mãodeobra (salários, encargos, taxa administrativa temporária, vale transporte), que estavam inclusos no preço do serviço (valor bruto da nota fiscal) prestado à recorrente eram considerados como insumos; gerando créditos passíveis de serem deduzidos das mencionadas contribuições; c) ao valor dos bens utilizados como insumos adquiridos no mercado externo, referente a operações correspondentes ao regime especial de drawback, a interessada afirmou que o arquivo digital apresentado estava com erros, mas as notas fiscais anexadas comprovariam seu direito ao crédito; Em relação à exigência de juros com base na Selic e multa de 20% sobre o valor do débito não compensado, baseada no princípio da isonomia, argumentou que tais débitos deveriam compor a Dacon do mês seguinte, já que não se permitia a incidência de juros compensatórios nos créditos (art. 72, § 5, IN/SRF 900/2008), devendo serem retificadas todas as demais Dacon dos anos seguintes, de modo a se utilizar tais débitos mês a mês, excluindose a multa e os juros ora exigidos. Sobreveio a decisão de primeira instância (fls. 482/491), em que, por unanimidade de votos, a manifestação de inconformidade foi julgada procedente em parte, para restabelecer o direito à dedução da totalidade dos créditos relativos às duas primeiras glosas, com base nos fundamentos resumidos nos enunciados das ementas que seguem transcritos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. LOCAÇÃO DE MÃODEOBRA APLICADA DIRETAMENTE NA PRODUÇÃO OU FABRICAÇÃO DE BENS. Desde que atendidos os demais requisitos da legislação de regência, geram direito a créditos no regime da não cumulatividade da Contribuição para o PIS e da Cofins os valores pagos a outra pessoa jurídica em decorrência da locação de mãodeobra diretamente aplicada na produção ou na fabricação de bens destinados à venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. MERCADORIA IMPORTADA. DRAWBACK. Fl. 1080DF CARF MF 4 Mercadoria importada sob o regime aduaneiro de drawback não gera direito a créditos no regime da nãocumulatividade da Contribuição para o PIS e da Cofins. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Em 4/4/2012, a recorrente foi cientificada da decisão de primeira instância (fls. 494/495). Em 4/5/2012, protocolou o recurso voluntário de fls. 496/521, em que alegou: a) nulidade da decisão recorrida, por cerceamento do direito de defesa, uma vez que a autoridade julgadora não analisou todos os documentos trazidos aos autos; b) nem todas as notas fiscais juntadas aos autos está vinculada a operações de Drawback, e que os créditos utilizados dizem respeito a operações de compras para industrialização; c) juntou documentos e informações com a manifestação de inconformidade, em que seria possível observar a existência do direito ao credito pleiteado; d) o arquivo digital apresentado à fiscalização continha erros materiais e que o novo arquivo juntado com a manifestação de inconformidade corrigiu estes equívocos. Cita diversos exemplo. Por fim, pugnou pela realização de perícia contábil nos documentos juntados na manifestação de inconformidade e replicados no recurso e pela exclusão da multa e dos juros aplicados. Na Sessão de 23 de julho de 2014, por meio da Resolução nº 3302000.422 (fls. 1022/1025), o julgamento foi convertido em diligência, para que para que a autoridade preparadora analisasse as notas fiscais apresentadas e as respectivas Declarações de Inconformidade e verificasse a existência de créditos passíveis de creditamento. E, caso fosse necessário, deveriam ser solicitados novos documentos e informações à recorrente, que, ao final, deveria ser intimada para manifestarse sobre o resultado da diligência. Por meio da Informação Fiscal de fls. 1034/1036, a autoridade fiscal prestou os seguintes esclarecimentos, in verbis: 5. Para se comprovar a alegação do contribuinte, observouse que os valores das notas 877 e 878 de fato sugeriam o erro alegado. Separandose da tabela inicialmente apresentada apenas as operações sob código 3.127 e 3.101 ficou claro que houve erro na indicação do valor devido de PIS/Cofins. Calculouse para as operações 3.101 os valores de alíquota do PIS/Cofins. Restou claro que houve erro em diversas linhas do arquivo (seriam alíquotas de 4% e 0,29% para Cofins e PIS, por exemplo). Então, buscouse ajustar os valores de PIS e Cofins nas operações de código 3.101 que estavam com alíquotas inferiores a 1,65% e 7,6% (ainda que estas possam ocorrer, não seria razoável verificar uma a uma das importações para esta conclusão). As alíquotas superiores foram mantidas, vez que há situações específicas que efetivamente podem ter alíquotas majoradas. O resultado obtido (total) foi muito próximo ao indicado pelo contribuinte – fls. 1030/1031 (uma diferença de 2,2%). Além desse procedimento, e talvez mais significativo, Fl. 1081DF CARF MF Processo nº 10920.007783/200890 Acórdão n.º 3302004.445 S3C3T2 Fl. 1.080 5 separaramse todos os CFOPs de importação, que geraram algum crédito de PIS/Cofins e se comparou com o indicado nas linhas 2 e 3 da apuração de da base de cálculo de créditos de importação. Não foram encontradas diferenças significativas entre as bases de cálculo apuradas e declaradas – fls. 1032/1033. 6. Salientese que as notas foram verificadas por amostragem por ocasião do despacho decisório da Saort (verificação de valores e características formais). Não se refez tal trabalho, pois divergências não foram indicadas no relatório da fiscalização. 7. Portanto, concluise que o erro apontado pelo contribuinte levou ao erro da apuração do PIS/Cofins no momento da análise da DComp. Uma vez caracterizado este equívoco é de se reconhecer que o montante de crédito pretendido era existente de fato. Ainda que as glosas sobre as operações de drawback fossem corretas dada a natureza da operação, não se considerou o incremento de créditos nas operações 3.101. (destaques do original) Cientificada do resultado da diligência, por intermédio da petição de fls. 1049/1052, a recorrente alegou que os valores dos créditos apurados eram suficientes para reconhecer integralmente o direito de crédito pleiteado e homologar as compensações declaradas. Entretanto, caso este Colegiado entendesse que a diligência fora insuficiente, para confirmar a higidez da informação, requeria que fosse determinado novamente a conversão do julgamento em diligência. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator. O recurso é tempestivo, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. No recurso em apreço, a recorrente alegou nulidade da decisão de primeiro grau, porém, como o mérito do julgamento será favorável à recorrente, por força do disposto no art. 59, § 3º, do Decreto 70.235/1972, deixase de se pronunciar sobre essa questão. Inicialmente, cabe esclarecer que o reconhecimento parcial dos créditos, por meio do questionado despacho decisório, foi motivada pelas seguintes glosas: a) Linha 02 do Dacon (Mercado Interno) R$ 23.794,80 Bens Utilizados como Insumos; b) Linha 03 do Dacon R$ 42.561,61 Serviços Utilizados como Insumos; e c) Linha 02 do Dacon (Importação) R$ 249.767,27 Bens Utilizados como Insumos. Na decisão de primeira instância, os créditos relativos às duas primeiras glosas foram integralmente restabelecidos. Logo, por se tratar de decisão definitiva, a controvérsia remanescente ficou restrita apenas aos créditos relativos a terceira glosa. Fl. 1082DF CARF MF 6 Após a realização da diligência proposta por este Colegiado, a autoridade fiscal concluiu que, uma vez caracterizado o equívoco alegado pela recorrente, “era de se reconhecer que o montante de crédito pretendido era existente de fato.” Assim, uma vez comprovada, pela própria fiscalização, a existência do crédito relativo à terceira glosa, objeto do recurso em apreço, não mais subsiste a controvérsia remanescente. Portanto, a recorrente faz jus a totalidade do crédito pleiteado. Pela mesma razão, revelase de todo impertinente o pedido de realização de diligência reafirmado pela recorrente na resposta às conclusões apresentadas pela autoridade fiscal na referida informação. Em relação à cobrança da multa moratória e dos juros moratórios sobre a parcela do débito não compensada, a recorrente alegou que se os valores principais fossem exigidos, o que admitia apenas para argumentar, eles deveriam compor o Dacon do mês seguinte e retificadas todas as demais Dacon seguintes, de modo a ser utilizado tais débitos, excluindose a multa e os juros moratórios. Sem razão à recorrente. A forma de compensação por ela proposta contraria, frontalmente, as normas que disciplinam os procedimentos de compensação, em especial, o estabelecido no art. 74 da Lei 9.430/1996, com as alterações posteriores, e na Instrução Normativa SRF 600/2005, na época vigente, bem como nas demais instruções normativas sobre a matéria que lhe substituíram. Também não tem respaldo a jurídico a alegação da recorrente de que se admitida a cobrança dos juros moratórios e da multa moratória sobre a parcela dos débitos não compensados também deveria ser permitida a atualização do crédito a ser ressarcido. A uma, porque a cobrança da multa e dos juros moratórios encontrase, expressamente, determinado no art. 611 da Lei 9.430/1996, em plena vigência. A duas, porque a atualização dos créditos apurados no âmbito do regime não cumulativo da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins encontrase expressamente vedado no art. 132, combinado com o disposto no art. 15, VI, ambos da Lei 10.833/2003. Enfim, rejeitase a alegação de cobrança da multa moratória, por configurar inegável abuso de poder e se revestir de caráter confiscatório, por se tratar de questão que envolve o afastamento de norma legal vigente, o que é expressamente vedado aos membros deste Conselho, nos termos do art. 26A do Decreto 70.235/1972 e no art. 62 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF 343/2015 (RICARF/2015). No mesmo sentido, dispõe Súmula CARF nº 02, de aplicação obrigatória pelos membros deste Conselho, que “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” 1 "Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998) (Vide Lei nº 9.716, de 1998)" 2 "Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4o do art. 3o, do art. 4o e dos §§ 1o e 2o do art. 6o, bem como do § 2o e inciso II do § 4o e § 5o do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores." Fl. 1083DF CARF MF Processo nº 10920.007783/200890 Acórdão n.º 3302004.445 S3C3T2 Fl. 1.081 7 Por todo o exposto, votase pelo PROVIMENTO PARCIAL do recurso, para restabelecer a totalidade do crédito pleiteado, que deverá ser utilizado, até o limite do valor reconhecido, na compensação do débito, acrescido dos encargos legais devidos, declarado na DComp de fls. 4/5. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 1084DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.724350/2011-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
IRPF. ISENÇÃO. RESERVA REMUNERADA. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 63.
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
Numero da decisão: 2401-004.828
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, dar-lhe provimento. Ausente o conselheiro Carlos Alexandre Tortato. Processo julgado em 12/05/17.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Lazarini - Relatora e Presidente.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Denny Medeiros da Silveira, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andrea Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa.
Nome do relator: MIRIAM DENISE XAVIER LAZARINI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201705
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2010 IRPF. ISENÇÃO. RESERVA REMUNERADA. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 63. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10380.724350/2011-52
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5726056
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 25 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2401-004.828
nome_arquivo_s : Decisao_10380724350201152.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MIRIAM DENISE XAVIER LAZARINI
nome_arquivo_pdf_s : 10380724350201152_5726056.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, dar-lhe provimento. Ausente o conselheiro Carlos Alexandre Tortato. Processo julgado em 12/05/17. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini - Relatora e Presidente. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Denny Medeiros da Silveira, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andrea Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa.
dt_sessao_tdt : Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
id : 6772095
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:00:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049213997154304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1538; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 125 1 124 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.724350/201152 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401004.828 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de maio de 2017 Matéria IRPF. ISENÇÃO. Recorrente GIVALDO GRANJA FERREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2010 IRPF. ISENÇÃO. RESERVA REMUNERADA. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 63. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, darlhe provimento. Ausente o conselheiro Carlos Alexandre Tortato. Processo julgado em 12/05/17. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini Relatora e Presidente. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Denny Medeiros da Silveira, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andrea Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 43 50 /2 01 1- 52 Fl. 126DF CARF MF 2 Relatório Tratase de notificação de lançamento de imposto de renda pessoa física IRPF no valor de R$ 2.883,09, acrescido de multa de ofício e juros de mora (fls. 8/12), referente a omissão de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 138.982,60, recebidos pelo titular da POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ, indevidamente declarados como isentos e/ou não tributáveis, em razão do contribuinte não ter comprovado ser portador de moléstia grave ou da condição de aposentado. Consta da descrição dos fatos que o contribuinte apresentou laudo médico pericial emitido em 20/1/10 pela Coordenadoria de Perícia Médica da Secretaria de Planejamento e Gestão SEPLAG que diagnosticou adenocarcinoma prostático desde 14/2/08. No entanto, não apresentou o ato de reforma junto à Polícia Militar, o que inviabiliza que o rendimento seja considerado isento de tributação. Em impugnação apresentada às fls. 2/5, o contribuinte alega que os proventos decorrem da reserva remunerada e conforme jurisprudência a reserva remunerada equivale à condição de inatividade, sendo isentos os proventos percebidos pelo militar nesta condição. A DRJ/FOR, julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, conforme acórdão 0825.443 de fls. 78/85, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2009 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ISENÇÃO. Prevalece o lançamento da infração de omissão de rendimentos indevidamente considerados como isentos por moléstia grave, quando não restou comprovado que os referidos rendimentos estão previstos na lei como rendimentos isentos, haja vista que as normas que dispõem sobre outorga de isenção devem ser interpretadas literalmente. ISENÇÃO MOLÉSTIA GRAVE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA/PENSÃO/REFORMA. São isentos do imposto de renda apenas os proventos de aposentadoria, pensão ou reforma percebidos pelos portadores das moléstias enumeradas no inciso XIV do artigo 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988 e alterações. Conforme art. 111 da Lei nº 5.172/66 Código Tributário Nacional CTN, as regras de isenção devem ser interpretadas literalmente. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2009 Fl. 127DF CARF MF Processo nº 10380.724350/201152 Acórdão n.º 2401004.828 S2C4T1 Fl. 126 3 DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões judiciais e administrativas não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão, à exceção das decisões do STF sobre inconstitucionalidade da legislação. Consta do voto do acórdão de impugnação: No caso concreto, o contribuinte apresentou cópia da Portaria emitida pelo Governo do Estado do Ceará, transferindo o contribuinte para a Reserva Remunerada, fl. 13. O contribuinte anexou, também, o Laudo Médico Oficial emitido pela Coordenadoria de Perícia Médica da Secretaria de Planejamento e Gestão – SEPLAG, onde consta que o contribuinte é portador de Adenocarcinoma Prostático, diagnosticado em fevereiro de 2008, fl. 14. O laudo foi assinado em 20/01/2010. De acordo com a legislação transcrita acima, somente os rendimentos oriundos de aposentadoria, reforma ou pensão percebidos por portadores de moléstia grave, são isentos. Realmente o contribuinte comprovou que é portador de moléstia grave desde de fevereiro/2008, contudo não apresentou nos autos documentos que confirmem a data de início de sua reforma. Cientificado do Acórdão em 25/6/13 (cópia de Aviso de Recebimento AR de fl. 90), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 22/7/13, fls. 92/100, no qual apresenta novamente os argumentos apresentados na impugnação e acrescenta, em síntese: Diz que comprovou que é portador de neoplasia malígna, conforme Laudo Médico Oficial emitido pela Coordenadoria de Perícia Médica da Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo do Estado do Ceará, no qual consta que o recorrente é portador de adenocarcinoma prostático, diagnosticado em fevereiro de 2008. Aduz que a controvérsia quanto ao direito de isenção do recorrente reside na comprovação ou não do recebimento de provento de aposentadoria, reforma ou pensão. Entende que os rendimentos da reserva remunerada são equivalentes a proventos de aposentadoria, reforma ou pensão. Cita Estatuto dos Militares Estaduais do Ceará e decisões do antigo Conselho de Contribuintes e súmula CARF. Requer seja declarado insubsistente o lançamento. É o relatório. Fl. 128DF CARF MF 4 Voto Conselheira Miriam Denise Xavier Lazarini, Relatora. ADMISSIBILIDADE O recurso voluntário foi oferecido no prazo legal, assim, deve ser conhecido. ISENÇÃO Quanto a isenção, assim dispõe o CTN: Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: [...] II outorga de isenção; [...] Sobre o gozo da isenção do imposto sobre a renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, a Lei 7.713/88 determina que: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: [...] XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; No mesmo sentido, o Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/99), Decreto 3.000/99, assim dispõe: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: [...] XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); Fl. 129DF CARF MF Processo nº 10380.724350/201152 Acórdão n.º 2401004.828 S2C4T1 Fl. 127 5 [...] XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); [...] § 4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e § 1º). § 5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicamse aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; II do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. § 6º As isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII também se aplicam à complementação de aposentadoria, reforma ou pensão. Sendo assim, verificase que para a fruição da isenção, exigese o preenchimento cumulativo de três requisitos: a) que o rendimento seja proveniente de aposentadoria, reforma ou pensão; b) que o rendimento seja recebido por portador de moléstia grave relacionada em lei; e c) que a moléstia seja comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Fl. 130DF CARF MF 6 Acrescentese a isso o enunciado da Súmula Carf nº 63, aprovada em 29/11/10: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. (destaque nosso) Dos documentos juntados aos autos, verificase que o contribuinte é portador de moléstia grave (Laudo de fl. 14) e foi transferido para a reserva remunerada em 11/3/96 (doc. fl. 13). Assim, nos termos da súmula Carf nº 63, sendo o contribuinte comprovadamente portador de moléstia grave, o rendimento percebido é isento, pois restaram preenchidos os requisitos para o gozo da isenção. CONCLUSÃO Voto por conhecer do recurso, DANDOLHE provimento. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini Fl. 131DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.910845/2006-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2001
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL.
Na determinação do saldo negativo da CSLL passível de ser restituído ou compensado, é necessária a comprovação do regular pagamento/compensação das estimativas que compõem o saldo negativo da CSLL.
Numero da decisão: 1201-001.672
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Roberto Caparroz de Almeida - Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Cezar Fernandes de Aguiar - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida, Luis Fabiano Alves Penteado, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Eva Maria Los, Gustavo Guimarães da Fonseca e José Carlos de Assis Guimarães.
Nome do relator: PAULO CEZAR FERNANDES DE AGUIAR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201705
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 2001 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL. Na determinação do saldo negativo da CSLL passível de ser restituído ou compensado, é necessária a comprovação do regular pagamento/compensação das estimativas que compõem o saldo negativo da CSLL.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10880.910845/2006-02
anomes_publicacao_s : 201706
conteudo_id_s : 5736113
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1201-001.672
nome_arquivo_s : Decisao_10880910845200602.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : PAULO CEZAR FERNANDES DE AGUIAR
nome_arquivo_pdf_s : 10880910845200602_5736113.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Roberto Caparroz de Almeida - Presidente (assinado digitalmente) Paulo Cezar Fernandes de Aguiar - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida, Luis Fabiano Alves Penteado, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Eva Maria Los, Gustavo Guimarães da Fonseca e José Carlos de Assis Guimarães.
dt_sessao_tdt : Tue May 16 00:00:00 UTC 2017
id : 6818507
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:02:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049214044340224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1298; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.910845/200602 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201001.672 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2017 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente DENTAL RICARDO TANAKA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2001 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL. Na determinação do saldo negativo da CSLL passível de ser restituído ou compensado, é necessária a comprovação do regular pagamento/compensação das estimativas que compõem o saldo negativo da CSLL. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Roberto Caparroz de Almeida Presidente (assinado digitalmente) Paulo Cezar Fernandes de Aguiar Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida, Luis Fabiano Alves Penteado, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Eva Maria Los, Gustavo Guimarães da Fonseca e José Carlos de Assis Guimarães. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 08 45 /2 00 6- 02 Fl. 860DF CARF MF 2 Relatório Adotase o relatório da decisão de primeira instância, complementandoo a seguir: A contribuinte transmitiu DCOMP (fls.01/10), objetivando o aproveitamento de saldo negativo de CSLL, referente ao anocalendário de 2001, no valor total de R$ 323.312,10, para compensação de débitos diversos. Em 21/05/2008, a Diort/Derat/SPO exarou DESPACHO DECISÓRIO (fls. 64/67) não HOMOLOGANDO as compensações declaradas em DCOMP. A não homologação das compensações deuse pelos motivos expostos a seguir: • Houve deduções das estimativas mensais da CSLL do anocalendário de 2001, utilizandose de saldos negativos de exercícios anteriores, cujos pleitos foram objeto de análise nos processos n° 11610.003065/200134 e 11610.003064/200190, em que foram reconhecidos créditos de R$ 238.812,77; • Referido crédito não foi suficiente para a liquidação integral dos débitos (R$ 237.435,77 não foram compensados) sendo, portanto, o saldo negativo do ano calendário de 2001, reduzido para 139.008,01; • Mencionado crédito foi compensado com débitos do anocalendário de 2002 (fls.44/55), não restando saldo restituível a ser deduzido na presente DCOMP. Dessa forma, o litígio gira em torno do seguinte valor: A contribuinte teve ciência do Despacho Decisório em 28/05/2008 (fl. 69) e dela recorreu a esta DRJ em 20/06/2008 (fls. 80/93). As alegações da impugnante são resumidas a seguir. • Apresenta documentação que comprova a existência dos direitos creditórios dos anoscalendário anteriores, os quais foram deduzidos da CSLL por estimativa apurada durante o anocalendário de 2001; • Pede o sobrestamento do presente processo até a decisão definitiva dos créditos tributários discutidos nos processos de n° 11610.003065/200134 e 11610.003064/200190. A manifestação foi considerada improcedente, conforme decisão assim ementada: COMPENSAÇÃO EM DCOMP. Não comprovada a existência de direito creditório vedase ao contribuinte efetuar as compensações em DCOMP. Fl. 861DF CARF MF Processo nº 10880.910845/200602 Acórdão n.º 1201001.672 S1C2T1 Fl. 3 3 SALDO NEGATIVO DE IMPOSTO APURADO NA DECLARAÇÃO CSLL. Constitui crédito a compensar ou restituir o saldo negativo de CSLL apurado em declaração de rendimentos, desde que ainda não tenha sido compensado ou restituído. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITORIO. O reconhecimento do crédito depende da efetiva comprovação do alegado recolhimento indevido ou maior do que o devido. Em recurso voluntário, a contribuinte alega ter direito ao crédito para a compensação, nos termos dos artigos 165, 168 e 170 do CTN, assim como da IN SRF 600/2005, trazendo demonstrativos dos saldos negativos da CSLL dos anoscalendário 1993 a 2001. Cumpre salientar que após a prolação da decisão de piso, em 24 de novembro de 2009, houve diligência levada a efeito após a baixa dos autos nº 11610.003064/200190 e nº 11610.003065/200164 para tal providência, o que resultou no relatório anexado àqueles autos. O resultado tem efeitos na apuração do saldo negativo da CSLL/2001 a que se refere o presente processo. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Cezar Fernandes de Aguiar Relator. Admissibilidade. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, dele devendose conhecer. Mérito. Como relatado, o pedido de restituição referese ao saldo negativo de CSLL do anocalendário 2001. No recurso voluntário, a contribuinte alega ter direito ao crédito para a compensação, nos termos dos artigos 165, 168 e 170, do CTN, assim como da IN SRF 600/2005, trazendo demonstrativos dos saldos negativos da CSLL dos anoscalendário 1993 a 2001. Fl. 862DF CARF MF 4 Como pode ser visto nas fls. 2 a 11 (numeração do eprocesso), consta na Dcomp que a maior parte do saldo negativo do anocalendário 2001 decorre de estimativas compensadas desse ano com saldo negativo da contribuição dos anos de 1997 (janeiro a junho e parte de julho) e 1998 (parte de julho e agosto a dezembro). Pequena parte das estimativas foi paga. Na apuração feita após diligência nos processos nº 11610.003064/200190 e nº 11610.003065/200164, verificouse que: Assim, para efeito de apuração do saldo a restituir /compensar, foi confirmada a existência de saldo negativo de CSLL do ano calendário 1997 no valor de R$ 160.583,70. Logo, no mesmo valor declarado pelo contribuinte em sua DIRPJ. Conforme processo 11610.003065/200134, o saldo negativo de CSLL do anocalendário 1997 foi utilizado para compensação das estimativas, conforme quadro abaixo (DCTF, fls. 625,629, 633, 637, 641, 645, 649, 651): [...] Assim, para efeito de apuração do saldo a restituir /compensar, foi confirmada a existência de saldo negativo de CSLL do ano calendário 1998 no valor de R$ 234.563,05. Portanto, no mesmo valor declarado pelo contribuinte em sua DIPJ/99. Conforme processo 11610.003065/200134, o saldo negativo de CSLL AC 1998 foi utilizado para compensação das estimativas, conforme quadro abaixo (DCTF, fls.609, 613 a 616, 640, 644, 648, 650, 652, 654, 620, 622, 624, 628): Como pode ser visto, as compensações acima foram efetuadas via DCTF. Relativamente às estimativas de CSLL do anocalendário 2001, somente as dos meses de outubro a dezembro foram compensadas com o saldo negativo de 1998, diferentemente do que consta na Dcomp a que se refere o presente processo. O valor total das estimativas/2001 compensadas (outubro a dezembro) foi de R$ 89.606,49. O valor pago foi de R$ 189,59, conforme consta no recurso (fl. 795). Dessa forma, o total das estimativas pagas e compensadas foi de R$ 89.796,08, inferior ao valor devido apurado de R$ 99.994,35. Portanto, não foi apurado saldo negativo de CSLL no ano calendário em tela (2001). Nos votos condutores das decisões de piso relativas aos processos nº 11610.003064/200190 e nº 11610.003065/200164 há minudente explanação de como foi utilizado o saldo negativo da CSLL dos anoscalendário 1997 e 1998 (após diligência). Isso, no entanto, não é infirmado pela recorrente que se limita a trazer um quadro com os valores que ela entende que sejam os corretos, sem contudo trazer demonstrativo de cálculo ou indicar erro havido na explanação da auditoriafiscal. Fl. 863DF CARF MF Processo nº 10880.910845/200602 Acórdão n.º 1201001.672 S1C2T1 Fl. 4 5 Muito embora no despacho decisório ter sido reconhecido um valor de saldo negativo da CSLL do anocalendário 2001, após os cálculos e apurações levados a efeito depois da diligência, verificase não haver nenhum valor a esse título. Conclusão. Em face do exposto, voto por conhecer do recurso voluntário para, no mérito, NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Paulo Cezar Fernandes de Aguiar Fl. 864DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13794.720315/2013-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2011
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
A impugnação deve ser apresentada no prazo de trinta dias, contados da ciência do procedimento a ser impugnado. A impugnação intempestiva somente instaura a fase litigiosa se suscitada como preliminar a tempestividade, observando-se que, não sendo acolhida, deixa-se de apreciar as demais questões arguidas.
Numero da decisão: 2401-004.835
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, negar-lhe provimento. Ausente o conselheiro Carlos Alexandre Tortato. Processo julgado em 12/05/17.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Lazarini - Relatora e Presidente.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Denny Medeiros da Silveira, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andrea Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa.
Nome do relator: MIRIAM DENISE XAVIER LAZARINI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201705
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A impugnação deve ser apresentada no prazo de trinta dias, contados da ciência do procedimento a ser impugnado. A impugnação intempestiva somente instaura a fase litigiosa se suscitada como preliminar a tempestividade, observando-se que, não sendo acolhida, deixa-se de apreciar as demais questões arguidas.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 13794.720315/2013-52
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5726070
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 25 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2401-004.835
nome_arquivo_s : Decisao_13794720315201352.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MIRIAM DENISE XAVIER LAZARINI
nome_arquivo_pdf_s : 13794720315201352_5726070.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, negar-lhe provimento. Ausente o conselheiro Carlos Alexandre Tortato. Processo julgado em 12/05/17. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini - Relatora e Presidente. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Denny Medeiros da Silveira, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andrea Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa.
dt_sessao_tdt : Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
id : 6772130
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:00:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049214047485952
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1470; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 80 1 79 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13794.720315/201352 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401004.835 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de maio de 2017 Matéria IRPF. Recorrente SILVIO JOSÉ ANTUNES DE OLIVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A impugnação deve ser apresentada no prazo de trinta dias, contados da ciência do procedimento a ser impugnado. A impugnação intempestiva somente instaura a fase litigiosa se suscitada como preliminar a tempestividade, observandose que, não sendo acolhida, deixase de apreciar as demais questões arguidas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, negarlhe provimento. Ausente o conselheiro Carlos Alexandre Tortato. Processo julgado em 12/05/17. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini Relatora e Presidente. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Denny Medeiros da Silveira, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andrea Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 79 4. 72 03 15 /2 01 3- 52 Fl. 81DF CARF MF 2 Relatório Tratase de notificação de lançamento de imposto de renda pessoa física IRPF no valor de R$ 1.262,93, acrescido de multa de ofício e juros de mora (fls. 6/9), referente a omissão de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 9.752,64, recebidos pelo titular do Itau Unibanco SA, indevidamente considerados como isentos, em razão do contribuinte não ter comprovado ser portador de moléstia grave ou da condição de aposentado ou pensionista. Consta da descrição dos fatos que o contribuinte não comprovou a natureza do rendimento, se é de aposentadoria ou pensão. Em impugnação apresentada às fls. 2/4, o contribuinte alega que não recebeu a notificação na data que consta do AR, que só veio a ter ciência da notificação em 15/5/13, sendo, portanto tempestiva a impugnação; que é isento por ser portador de moléstia grave, já reconhecido por sentença judicial; e que existe equívoco na informação de rendimentos que o Banco Itaú presta à Receita Federal. A DRJ/RJ1, não conheceu da impugnação por intempestiva, conforme acórdão 1257.771 de fls. 50/54, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2011 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. EFEITOS A defesa apresentada fora do prazo legal não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário e nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Cientificado do Acórdão em 13/8/13 (cópia de Aviso de Recebimento AR de fl. 57), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 9/9/13, fls. 59/71, que contém, em síntese: Diz que o acórdão recorrido revelouse mais preocupado com o rigor do procedimento do que com a justiça fiscal. Repete o argumento apresentado na impugnação de que não recebeu a notificação na data que consta do AR, uma vez que a correspondência foi entregue na Portaria, sem a comprovação de sua entrega ao impugnante no respectivo livro de entrega de Fl. 82DF CARF MF Processo nº 13794.720315/201352 Acórdão n.º 2401004.835 S2C4T1 Fl. 81 3 correspondência aos moradores. Só veio a ter ciência da notificação em 15/5/13 quando esteve na Agência da Receita Federal de Nova Friburgo, sendo, portanto tempestiva a impugnação. Tece argumentos sobre os princípios da verdade material, do formalismo moderado e da ampla defesa. Afirma que é isento e pede para ser anulado o lançamento. É o relatório. Fl. 83DF CARF MF 4 Voto Conselheira Miriam Denise Xavier Lazarini, Relatora. O recurso voluntário foi oferecido no prazo legal, assim, deve ser conhecido. Contudo, a impugnação não foi conhecida, por ser intempestiva, sendo mantido o crédito tributário. Portanto, cabe aqui a apreciação apenas da matéria concernente à tempestividade. Consta do acórdão de impugnação que: Inicialmente resta claro que a Notificação de Lançamento foi enviada, por meio de Aviso de Recebimento – AR, para o endereço constante, à época, dos sistemas da RFB, sendo recepcionada em 03/03/2012. Tal procedimento foi corroborado pela Declaração de fls.05 que atesta a recepção do documento. Desta forma, não restam dúvidas de que a impugnação de fls. 02/04, apresentada pelo contribuinte apenas em 10/06/2013, ocorreu muito após o término do prazo para fazêlo, razão pela qual a considero INTEMPESTIVA. Ressaltese, que a ciência do presente lançamento se deu por via postal, no domicílio tributário do contribuinte, e que o fato de não ter sido o próprio Peticionário quem recebeu a correspondência não invalida ou torna sem efeito a ciência. A petição apresentada fora do prazo não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário e não comporta julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou suscitada a tempestividade como preliminar, que foi o caso. A decisão que julgar impugnação intempestiva com arguição de tempestividade deve julgar tãosomente a tempestividade arguida, tendo em vista não ter sido instaurada a fase litigiosa do procedimento em relação às demais matérias constantes da peça impugnatória, que não devem ser apreciadas. O processo administrativo fiscal regese pelo Decreto 70.235/72, que dispõe sobre o prazo para apresentação da impugnação e o termo inicial de sua contagem: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: Fl. 84DF CARF MF Processo nº 13794.720315/201352 Acórdão n.º 2401004.835 S2C4T1 Fl. 82 5 [...] V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; [...] Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Quanto à intimação, assim dispõe o Decreto 70.235/72: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; [...] § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; O sujeito passivo foi cientificado da Notificação Fiscal de Lançamento quando ela foi recebida no domicílio tributário por ele eleito em 3/3/12, sábado. Assim, considerase realizada em 5/3/12, segundafeira, e o prazo para apresentação da impugnação começou a fluir em 6/3/12, terçafeira, terminando em 4/4/12, quartafeira. Portanto, como suficientemente explicado no acórdão de impugnação, não há dúvidas que a impugnação apresentada em 10/6/13, mais de um ano após o término do prazo de trinta dias, é intempestiva. Acrescentese que o recurso somente poderia ter como objeto a arguição de tempestividade, que foi aqui analisada. Diante do exposto, correta a decisão de primeira instância que considerou intempestiva a impugnação. Fl. 85DF CARF MF 6 CONCLUSÃO Voto por conhecer do recurso, NEGANDOLHE provimento. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini Fl. 86DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10925.901338/2012-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2009
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPROVAÇÃO
Não pode ser homologada uma compensação, cujos créditos não foram comprovados.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-003.490
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Henrique Mauri, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Luiz Augusto do Couto Chagas.
Nome do relator: LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201704
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2009 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPROVAÇÃO Não pode ser homologada uma compensação, cujos créditos não foram comprovados. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10925.901338/2012-54
anomes_publicacao_s : 201706
conteudo_id_s : 5736093
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3301-003.490
nome_arquivo_s : Decisao_10925901338201254.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS
nome_arquivo_pdf_s : 10925901338201254_5736093.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Henrique Mauri, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Luiz Augusto do Couto Chagas.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 27 00:00:00 UTC 2017
id : 6817866
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:02:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049214059020288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1444; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 2 1 1 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.901338/201254 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301003.490 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de abril de 2017 Matéria DCOMP. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. Recorrente COMERCIAL PARISENTI LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2009 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPROVAÇÃO Não pode ser homologada uma compensação, cujos créditos não foram comprovados. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto do Couto Chagas Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Henrique Mauri, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Luiz Augusto do Couto Chagas. Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação DCOMP, apresentada pela contribuinte acima qualificada Em análise da compensação intentada, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joaçaba/SC decidiu não homologála em razão de que o valor recolhido via DARF, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 13 38 /2 01 2- 54 Fl. 53DF CARF MF Processo nº 10925.901338/201254 Acórdão n.º 3301003.490 S3C3T1 Fl. 3 2 indicado como fonte do crédito contra a Fazenda Nacional, já havia sido integralmente utilizado para o pagamento de débito da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos valores informados no PER/DCOMP. Inconformada com a não homologação de sua compensação, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade, na qual defende, inicialmente, que os débitos exigidos não compensados devem ficar com a exigibilidade suspensa em razão da apresentação da manifestação de inconformidade. Quanto ao mérito, a contribuinte alega, em síntese, que apurou créditos, passíveis de compensação, oriundos do recolhimento indevido de tributos, uma vez reconhecido seu direito de recolher as contribuições – PIS e Cofins – nos moldes previstos no artigo 3º, §2º, inciso III, da Lei nº 9.718/98. A DRJ em Florianópolis (SC) julgou improcedente a manifestação de inconformidade nos termos do Acórdão 07030.889. O fundamento adotado foi o de que, quando a compensação declarada pelo sujeito passivo está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é indevido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, em que alega o seguinte: a) que o débito, cuja compensação não foi homologada, deve permanecer com a exigibilidade suspensa, em razão da apresentação do recurso voluntário; b) que não há dispositivo legal que vede a compensação de tributos, nos casos em que a DCTF retificadora, em que foi demonstrada a existência do pagamento indevido, tenha sido apresentada após a transmissão da Declaração de Compensação (DCOMP); e c) que a multa de ofício de 150% cobrada da Recorrente não se aplica a compensações indevidas e que não poderia ser superior a 20%, além de afrontar os princípios da proporcionalidade e finalidade dos atos da administração pública e a própria Consituição Federal, em razão de seu caráter confiscatório. Em relação à alegação mencionada na letra "c", cumpre destacar que o débito, cuja compensação não foi homologada, está sendo cobrado, acrescido de multa de mora de 20% e não de multa de ofício de 150%, além de juros Selic. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Augusto do Couto Chagas, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301003.444, de Fl. 54DF CARF MF Processo nº 10925.901338/201254 Acórdão n.º 3301003.490 S3C3T1 Fl. 4 3 27 de abril de 2017, proferido no julgamento do processo 10925.901334/201276, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301003.444): "O recurso voluntário preenche os requisitos legais de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Tratase de Despacho Decisório que não homologou compensação pleiteada por meio de DCOMP, em razão de o alegado pagamento a maior não constar nos registros da Receita Federal do Brasil (RFB). Nos autos, encontramse a DCOMP, o Despacho Decisório e extratos da RFB, contendo detalhamento da compensação e histórico da transmissão da DCOMP. Não há cópias de Declarações de Débitos e Créditos Federais Tributários Federais (DCTF). Na manifestação de inconformidade, a Recorrente informou que efetuara pagamentos a maior e apresentou as bases legais que dariam suporte à compensação. Nada dispôs sobre a DCTF original, na qual teria sido incluído o DARF indicado na DCOMP como fonte do crédito (pagamento a maior), e tampouco se fora retificada. Também não carreou aos autos cópias de DCTF. A DRJ (fls. 37 a 40) ratificou o Despacho Decisório, sob a alegação de que na data da protocolização da DCOMP, a DCTF que constava no banco de dados da RFB não indicava a existência de crédito, consistente em pagamento a maior de tributo. E que uma DCTF retificadora somente pode suportar uma compensação, cuja DCOMP tenha sido apresentada na mesma data ou posteriormente. No recurso voluntário, foram apresentados os seguintes argumentos para sustentar a compensação: a) que o débito cuja compensação não foi homologada deve permanecer com a exigibilidade suspensa, em razão de apresentação do recurso voluntário; b) que não há dispositivo legal que vede a compensação de tributos, nos casos em que a DCTF retificadora, em que foi demonstrada a existência do pagamento indevido, tenha sido apresentada após a transmissão da Declaração de Compensação (DCOMP); e c) que a multa de ofício de 150% cobrada da Recorrente não se aplica a compensações indevidas e que não poderia ser superior a 20%, além de afrontar os princípios da proporcionalidade e finalidade dos atos da administração pública e a própria Constituição Federal, em razão de seu caráter confiscatório. Em relação à letra "a", nada há que se falar, pois nenhuma controvérsia há sobre a questão: o inc. III do art. 151 da Lei n° 5.172/66 (Código tributário Nacional CTN) dispõe que a apresentação de recurso, nos termos das normas que regulam o processo administrativo, suspende a exigibilidade do crédito tributário. O disposto na letra "c" também não merece comentários, haja vista que não houve lançamento de ofício e, por conseguinte, multa dele derivada. O débito originalmente compensado com o crédito não comprovado está sendo cobrado com o acréscimo de multa de mora de 20% e juros Selic. Fl. 55DF CARF MF Processo nº 10925.901338/201254 Acórdão n.º 3301003.490 S3C3T1 Fl. 5 4 Finalmente, sobre o tema central, a adequação ou não da compensação realizada, parcialmente tratada pela Recorrente na letra "b", voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Não resta dúvida acerca da possibilidade legal defendida pela Recorrente de compensar tributos pagos a maior com débitos tributários. Também não me oporia a legitimar a compensação pretendida, pelo simples fato de que a DCTF retificadora, com indicação do pagamento a maior, tivesse sido apresentada após a protocolização da DCOMP, desde que restasse comprovado que o crédito tributário já existia à época da liquidação do débito tributário. Com efeito, regra geral, a compensação é possível até mesmo se o crédito tiver surgido após o vencimento do débito, desde que a este sejam acrescidos os devidos encargos moratórios. Porém, no caso em tela, não se encontram os elementos probatórios essenciais à confirmação do crédito, quais sejam: a DCTF retificadora propriamente dita e a demonstração do cálculo do débito e sua comparação com o DARF pago, indicando o pagamento a maior. Temos apenas as alegações da Recorrente de que retificara a DCTF e que detinha o crédito. Alegações, contudo, desacompanhadas das devidas comprovações. Desta forma, não me resta alternativa que não a de negar provimento ao recurso voluntário." Da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo não se encontram os elementos probatórios essenciais à confirmação do crédito, quais sejam: a DCTF retificadora propriamente dita e a demonstração do cálculo do débito e sua comparação com o DARF pago, indicando o pagamento a maior. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto do Couto Chagas Fl. 56DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10384.003811/2010-39
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu May 25 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO.
A isenção para portadores de moléstias graves está restrita a rendimentos recebidos a título de pensão ou aposentadoria.
IRRF. 13º SALÁRIO. RESTITUIÇÃO.
A restituição de valores de IR retidos incidente sobre rendimentos sujeito a tributação exclusiva deve ser objeto de pleito autônomo, não podendo ser tratada conjuntamente em lançamento do qual não foi objeto.
Numero da decisão: 2201-003.647
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário e, no mérito, dar-lhe parcial provimento para determinar o recálculo do tributo devido nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Relator.
EDITADO EM: 22/05/2017
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201705
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. A isenção para portadores de moléstias graves está restrita a rendimentos recebidos a título de pensão ou aposentadoria. IRRF. 13º SALÁRIO. RESTITUIÇÃO. A restituição de valores de IR retidos incidente sobre rendimentos sujeito a tributação exclusiva deve ser objeto de pleito autônomo, não podendo ser tratada conjuntamente em lançamento do qual não foi objeto.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 25 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10384.003811/2010-39
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5726949
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 25 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.647
nome_arquivo_s : Decisao_10384003811201039.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO
nome_arquivo_pdf_s : 10384003811201039_5726949.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário e, no mérito, dar-lhe parcial provimento para determinar o recálculo do tributo devido nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Relator. EDITADO EM: 22/05/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
id : 6773303
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:00:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049214085234688
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1487; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 125 1 124 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10384.003811/201039 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201003.647 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2017 Matéria IRPF Recorrente ALBERTO TAVARES SILVA ESPÓLIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. A isenção para portadores de moléstias graves está restrita a rendimentos recebidos a título de pensão ou aposentadoria. IRRF. 13º SALÁRIO. RESTITUIÇÃO. A restituição de valores de IR retidos incidente sobre rendimentos sujeito a tributação exclusiva deve ser objeto de pleito autônomo, não podendo ser tratada conjuntamente em lançamento do qual não foi objeto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário e, no mérito, darlhe parcial provimento para determinar o recálculo do tributo devido nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Relator. EDITADO EM: 22/05/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 4. 00 38 11 /2 01 0- 39 Fl. 125DF CARF MF 2 Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório Trata o presente da Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo ao exercício de 2006, fl. 07/11, pela qual a Autoridade Administrativa, em sede de Malha Fiscal, identificou infrações à legislação tributária, reconhecendo a seguir, mediante análise de Solicitação de Retificação de Lançamento, em sede de revisão de ofício, que o lançamento deveria ser revisto em relação aos rendimentos recebidos do INSS e da REFER., conforme Termo Circunstanciado de fl. 45/46. Assim, mantevese o lançamento em relação à missão de rendimentos e glosa de fonte nos termos abaixo: (...) Todos os requisitos para que o contribuinte faça jus à isenção estão satisfeitos quanto aos rendimentos recebidos da REFESA, CNPJ 30.277.685/000189 e do INSS, CNPJ 29.979.036/000140, no ano de 2006. Os rendimentos pagos pelo IAPEP, CNPJ 06.857.213/000110, pagos a título de subsídio vitalício e gratificação de representação para exgovernador são tributáveis, assim como os rendimentos pagos pelo Senado Federal. Comprovando, portanto, omissão dos rendimentos recebidos por estas fontes pagadoras. Esclarecese, por oportuno, que a legislação tributária impõe a tributação exclusiva na fonte para rendimentos oriundos do 13º salário, não estando, portanto, tais rendimentos sujeitos ao ajuste ajudo do IRRF. Como consequência disso, os valores a eles vinculados, no caso, as deduções mensais e respectivo IRRF, não podem ser aproveitados para fins de dedução no correspondente ajusta anual do IRPF. Assim, não assiste razão ao contribuinte em relação à Glosa do IRRF dos rendimentos auferidos por ocasião do 13º salário, posto que este são de tributação exclusiva.(...) Ciente do teor do Termo Circunstanciado em 02 de dezembro de 2011, fl. 46, inconformado, o contribuinte apresentou, tempestivamente, a Impugnação de fl. 47/48, onde apresentou suas considerações que objetivavam comprovar a improcedência do crédito lançado, por entender que os rendimentos considerados omitidos seriam isentos (IAPEP Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí), além de ser devida a devolução dos valores retidos sobre o 13º salário, pelo mesmo motivo. No julgamento de 1ª Instância, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife/PE julgou improcedente a impugnação, nos termos da ementa abaixo, fl. 56 a 63: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ISENÇÃO. MATÉRIA PARCIALMENTE CONTESTADA. Apenas são isentos de imposto de renda, os proventos de aposentadoria ou reforma, motivados por acidente em serviço, e os percebidos por portadores de moléstia profissional ou das doenças previstas no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88. Não se tratando de rendimentos Fl. 126DF CARF MF Processo nº 10384.003811/201039 Acórdão n.º 2201003.647 S2C2T1 Fl. 126 3 percebidos a título de aposentadoria ou reforma, incabível a isenção pleiteada. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. E RESTRITIVA. Sendo a isenção uma das modalidades de exclusão do crédito tributário, deve ser sempre decorrente de lei e de interpretação literal e restritiva, nos termos dos arts. 111 e 176 do CTN; assim, qualquer rendimento, mesmo remunerado a título de subsidio vitalício, deve compor o rendimento bruto para efeito de tributação. Por expressa disposição legal, interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção. Em apertada síntese, a decisão de 1ª Instância entendeu que a omissão dos rendimentos identificada é procedente, pois os rendimentos recebidos não são de aposentadoria ou pensão, destacando que o subsídio pago pelo IAPEP, o qual, em sua avaliação, originouse de mera liberalidade do Governo do Estado do Piauí, não configura pensão/aposentadoria para fins de isenção do IR. Ciente do Acórdão da DRJ em 30 de dezembro de 2013, fl. 70, ainda inconformado, o contribuinte apresentou, em 31 de janeiro de 2014, o Recurso Voluntário de fl. 72/79, no qual apresenta suas razões para entender improcedente a decisão recorrida. É o relatório necessário. Voto Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo Relator Embora considere que o expediente de 5 ou 6 horas praticado pela Receita Federal do Brasil no último dia de cada ano, em razão de sua regularidade no tempo, possa ser considerado normal, tendo em vista que o tema não é pacífico e considerando os termos do § único do art. 5º do Decreto 70.235/72, bem assim a Portaria MPOG nº 3/2013, recebo como tempestivo o presente recurso. Desta forma, por preencher as demais condições de admissibilidade, conheço do presente Recurso Voluntário. Entende o recorrente que a decisão de 1ª instância não observou a "legislação pertinente e atualizada", que não restringiria a isenção para portadores de moléstias graves a rendimentos de aposentadoria, alcançando, igualmente, os rendimentos provenientes de pensões. Sustenta que, mediante requerimento próprio à RFB, a legislação permite a restituição dos valores indevidamente retidos sobre o 13º salário. Afirma que foram juntados aos autos diversos documentos onde os rendimentos recebidos pelo exercício do cargo de governador aparecem como "inativo/pensionista", o que, em seu entender, evidenciaria que tais valores teriam a natureza de pensão. Fl. 127DF CARF MF 4 Por fim, alega erro material ns cálculos efetuados em fl. 44, o qual teria considerado para apuração dos valores devidos os rendimentos recebidos no anocalendário de 2006, quando o lançamento em questão é relativo ao exercício de 2005. Convicto da procedência de seus argumentos, requer a restituição do que foi retido pelo citado Instituto de Previdência, bem assim do tributo incidente sobre o 13º salário do IAPEP e da REFER. DO IRRF S/13º SALÁRIO Inicialmente, fica o destaque de que a questão da restituição de valores incidentes sobre o 13º salário, cuja incidência tributária se dá exclusivamente na fonte, não é e nem pode ser tratada no presente julgamento, pois não foi objeto do lançamento em lide administrativa e sobre o qual não se instaurou o contencioso fiscal. Veja que o próprio contribuinte reconhece a possibilidade de formalização de requerimento para este fim junto à Receita Federal do Brasil. Não obstante, em homenagem à informalidade que rege o processo administrativo, a unidade responsável pela administração do tributo poderá se manifestar sobre o tema em momento posterior, segregando o pleito em processo distinto. Desta forma, o presente julgamento se restringe à tributação ou não dos valores recebidos do IAPEP. DOS RENDIMENTOS DO IAPEP Como se viu no relatório supra, a Delegacia de Julgamento julgou a impugnação improcedente por entender que o rendimento recebido pelo contribuinte do Instituto de Assistência e Previdência do Piauí não estaria alcançado pela norma isentiva por não configurar pensão e por ser paga por liberalidade do Governo Estadual. O que se observa é que o benefício foi concedido em 1975, a título de representação, exclusivamente por ter o recorrente exercido, em caráter permanente, no quadriênio de 1971/1975, o cargo de Governador do Estado do Piauí. Embora tenha encontrado dificuldades em acessar o texto da Constituição do Estado do Piauí de 1969, em particular com a redação dada pela Emenda nº 1/1971, é certo que o benefício concedido ao recorrente decorre de extensão aos Governadores de Estado da previsão contida no art. 184 da Constituição Federal de 1969, acrescentado pela Emenda nº 1, de 17.10.69, que estabeleceu: Cessada a investidura no cargo de Presidente da República, quem o tiver exercido, em caráter permanente, fará jus, a título de representação, desde que não tenha sofrido suspensão dos direitos políticos, a um subsídio mensal e vitalício igual ao vencimento do cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal". Além da previsão constitucional acima ter sido encampada pelas constituições Estaduais, muitos Municípios seguiram o mesmo caminho para beneficiar os prefeitos após o término de seus mandatos. A Constituição Federal de 1988 não mais prevê tal benefício, mas, ainda assim, dentre outros, no Estado do Piauí, o favor estatal ainda continuou em vigor, conforme se Fl. 128DF CARF MF Processo nº 10384.003811/201039 Acórdão n.º 2201003.647 S2C2T1 Fl. 127 5 verifica pelo texto do art. 11 do Ato das Disposições Transitórias com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 5/1996: Art. 11 – Cessada a investidura no cargo de Governador do Estado, quem o tiver exercido, em caráter permanente, fará jus, a título de representação, a um subsídio mensal e vitalício igual aos vencimento do cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. § 1º O subsídio previsto neste artigo será concedido, mediante lei específica, somente ao exgovernador que, reconhecidamente, não possua rendimentos suficientes para manter, com dignidade, sua condição de exchefe do Executivo Estadual e que tenha exercido o cargo de Governador em caráter efetivo, salvo o direito dos que tiverem exercido o cargo em caráter permanente até 31 de dezembro de 1998. A discussão sobre a legalidade de tais pagamentos ou mesmo o caráter ético de sua instituição e percepção não são objeto do presente processo. Assim, deixo de apresentar minhas considerações sobre essa liberalidade com o dinheiro público. Considerando os fundamentos legais acima e cotejando com os documentos juntados às fl. 18 e 20, resta cristalino que o "subsídio mensal vitalício" é pago a título de representação. O texto atualmente em vigor do Art. 11 acima citado dá uma pista do objeto do benefício, que seria manter a dignidade do exgovernador na sua condição de exchefe do Executivo Estadual. Assim se manifestou a Ministra Cármen Lúcia ao relatar a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.8532, em que se discutia a instituição, em benefício de ex Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, de “um subsídio, mensal e vitalício, igual ao percebido pelo chefe do Poder Executivo”. (...) 5. No direito brasileiro, em termos de institutos de direito administrativo e previdenciário, não se há baralhar subsídio, benefício, vantagem, provento e pensão, cada qual nomeando uma categoria de pagamentos devidos a agentes ou servidores perfeitamente identificados e para os quais se definem, no sistema, os regimes próprios. Anotese de imediato: nenhum deles significa privilégio. Esse, ainda que rotulado com o nome de qualquer daqueles, não se compatibiliza com o direito constitucional republicano em vigor. Subsídio é a contraprestação pecuniária relativa a cargo público, instituída por lei para os agentes públicos constitucionalmente definidos (art. 37, incs. X e XI e art. 39, § 4º), pelo qual se fixa o pagamento único devido, mensalmente, pelo desempenho das funções estatuídas. Benefício é o direito legalmente conferido a alguém e que se expressa em pecúnia, como um acréscimo ao patrimônio jurídico do agente público ou de cidadão que faça jus ao bem (assim é que se refere a um benefício acrescido em valor incluído na Fl. 129DF CARF MF 6 remuneração do agente público ou, por exemplo, a benefício previdenciário). Vantagem é o direito conferido legalmente a alguém e que se expressa em proveito que pode ser representado, ou não, em pecúnia, sendo um plus ao que percebe o agente público como vencimento. Assim, férias, licenças, acréscimos remuneratórios decorrentes de condições pessoais, como o tempo de provimento e exercício das funções inerentes a um cargo ou a superior produtividade no seu desempenho, dentre outros critérios, podem ensejar a concessão legal de vantagens às quais faz jus o servidor público, nos casos e condições previstas legalmente. Provento é o estipêndio percebido pelo aposentado – seja do setor público ou não como referência pecuniária do que lhe é devido pelo sistema de seguridade social público ou privado. Pensão é o valor pago aos dependentes após a morte do segurado, nas condições previstas em lei ou em contrato específico. 6. O pagamento definido como devido a exgovernador sul matogrossense não configura qualquer daqueles institutos. O que sob o rótulo normativo se apelidou subsídio, subsídio não é. No direito, como se sabe, o nome não transforma a realidade sob a qual ele se encobre. Também não se tem ali uma pensão de graça, como insiste em afirmar a Assembléia Legislativa sul matogrossense, porque pensão, no sistema jurídico vigente, não se confunde com graça, somente podendo ocorrer nos casos e condições legalmente previstos. O de que ali se cuida é de um pagamento estadual singular, instituído como uma graça com recursos públicos, conforme anotado pela Assembléia Legislativa, para exgovernador que atenda às exigências afirmadas nos §§ 1º a 3º do art. 29A, introduzido na Constituição do Estado pela Emenda Constitucional n. 35/2006. Tratase de uma regalia, uma dádiva, uma recompensa vitalícia, um proveito pecuniário de natureza permanente, instituído não como um benefício, mas como uma benesse ou um favor conferido a quem tenha se desinvestido do cargo de Governador do Estado, após ter desempenhado o mandato completo. (...) A não tributação dos valores recebidos a título de proventos de aposentadoria, reforma ou pensão, percebidos por portadores de doenças graves, encontrase expressa nos incisos XXXI e XXXIII do artigo 39 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/99), abaixo transcritos:. “Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...). XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); (...) Fl. 130DF CARF MF Processo nº 10384.003811/201039 Acórdão n.º 2201003.647 S2C2T1 Fl. 128 7 XXXIII – os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); (...). No mesmo sentido, dispõe a Súmula CARF nº 63: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. A expressão "previdência" tem seu significado vinculado ao ato de prever. É uma precaução ou a cautela em relação a algo futuro que não se deseja. Nesta esteira, a Previdência Social é uma seguro para o qual o trabalhador contribui com o objetivo de, no futuro, ter garantido um benefício financeiro que permita sua subsistência (aposentadoria ou reforma) ou de seus dependentes (pensão), quando o peso da idade já não mais lhe permitir o mesmo desempenho laboral ou no caso de sua morte. Não há que se igualar o benefício em tela com um benefício previdenciário, este sim alcançado pela norma isentiva, que tem o claro propósito de amenizar a carga tributária dos beneficiários de aposentadorias e pensões quando acometidos por moléstias graves, de forma a aumentar sua disponibilidade financeira para custear o tratamento. O favor concedido pelo Estado do Piauí ao seu exgovernador não tem caráter previdenciário e, como bem pontuado pela decisão a quo decorre de mera liberalidade do ente federado. Ademais, o fato do numerário ser pago pelo Instituto de Assistência e Previdência do Estado, que o registra em seus sistemas em rubrica própria de pensionistas, não muda a natureza do rendimento. Nas palavras da Sra. Ministra Carmem Lúcia, estamos diante de "uma regalia, uma dádiva, uma recompensa vitalícia, um proveito pecuniário de natureza permanente, instituído não como um benefício, mas como uma benesse ou um favor conferido a quem tenha se desinvestido do cargo de Governador do Estado" Portanto, o benefício em tela não decorre de um ato de previdência do seu beneficiário, mas apenas de uma espécie de regalia que em nada se relaciona com a natureza previdenciária necessária ao reconhecimento da isenção pleiteada. DO ERRO DE CÁLCULO Tem razão o contribuinte ao alegar erro nos cálculos contidos em fl. 44. Fl. 131DF CARF MF 8 Notase que as conclusões da unidade de origem em sede da revisão de que trata o inciso I do art. 6º da IN 958/2009 deram origem a um recálculo do tributo devido mediante a constatação de que são tributáveis os rendimentos recebidos do IAPEP e da falta de amparo legal para se pleitear restituição, via ajuste anual, dos valores relativos ao IRRF sobre o 13º salário. Por outro lado, por considerar em tais cálculos os valores recebidos pelo contribuinte no decorrer do anocalendário de 2006, quando o correto seria o ano de 2005, além de chegar a números equivocados, deixou de se manifestar sobre a isenção relativa aos rendimentos recebidos da Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí, CNPJ.06.553.556/00091. Contudo, tal equívoco não macula a integralidade do crédito tributário lançado, que, como dito alhures, foi constituído pela Notificação de fl. 07/11, onde foram considerados com exatidão os rendimentos recebidos no anocalendário de 2005. Assim, não tendo havido análise em sede de Revisão de Ofício ou mesmo manifestação durante o julgamento em 1ª instância, entendo que deve ser acatada a informação declarada de que os rendimentos recebidos da Secretaria de Fazenda do Piauí são isentos de tributação do IR. Quanto aos rendimentos recebidos do Senado Federal, este foi regularmente declarado como tributáveis, restando fora do alcance da presente lide administrativa. Desta forma, considerando a limitação disposta no art. 111, inciso II da Lei 5.172/66 ( CTN), pela qual se conclui que as normas reguladoras das matérias que tratam de isenção não comportam interpretação ampliativa, entendo que merecem reparos a Decisão de 1ª Instância e o cálculo efetuado em sede de revisão de ofício, sendo necessária nova apuração do montante do tributo devido (IAP ou IAR), a partir dos rendimentos recebidos no ano calendário de 2005. Conclusão Tendo em vista tudo que conta nos autos, bem assim na descrição e fundamentos legais que constam do presente, conheço do Recurso Voluntário e, no mérito, doulhe parcial provimento para determinar o recálculo do tributo devido (IAP ou IAR), levandose em conta as seguintes conclusões: deve ser mantida a tributação dos rendimentos recebidos do IAPEP; deve ser mantida a glosa do IRRF incidente sobre o 13º salário; deve ser considerado como isentos os rendimentos recebidos da Secretaria Municipal de Fazenda, além daqueles já assim reconhecidos em sede de revisão de ofício (INSS e REFER). Ademais, sugerese à unidade responsável pela administração do tributo, o tratamento segregado do pedido de restituição dos valores do IR retido na fonte incidente sobre os rendimentos de 13º salários recebidos da REFER e do INSS. Carlos Alberto do Amaral Azeredo Relator Fl. 132DF CARF MF Processo nº 10384.003811/201039 Acórdão n.º 2201003.647 S2C2T1 Fl. 129 9 Fl. 133DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 35582.001709/2004-45
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Feb 20 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue May 23 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2006
DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 173, INC. I, DO CTN. ENTENDIMENTO PACIFICADO PELO STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO. PORTARIA MF Nº 586/2010. APLICAÇÃO.
O E. Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Resp nº 973.733/SC, afetado como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543C, do CPC, pacificou o entendimento de que o prazo decadencial para lançar os tributos sujeitos a lançamento por homologação é de 5 anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que não houve pagamento antecipado do tributo, conforme disposto no art. 173. inc. I, do CTN, ou de 5 anos a contar da data do fato gerador, caso tenha havido o pagamento antecipado do tributo, consoante art. 150, § 4º, do CTN.
Numero da decisão: 9202-005.206
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencida a Conselheira Patrícia da Silva, que lhe negou provimento.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Ana Paula Fernandes - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior, Fábio Piovesan Bozza e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
Nome do relator: ANA PAULA FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201702
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2006 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 173, INC. I, DO CTN. ENTENDIMENTO PACIFICADO PELO STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO. PORTARIA MF Nº 586/2010. APLICAÇÃO. O E. Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Resp nº 973.733/SC, afetado como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543C, do CPC, pacificou o entendimento de que o prazo decadencial para lançar os tributos sujeitos a lançamento por homologação é de 5 anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que não houve pagamento antecipado do tributo, conforme disposto no art. 173. inc. I, do CTN, ou de 5 anos a contar da data do fato gerador, caso tenha havido o pagamento antecipado do tributo, consoante art. 150, § 4º, do CTN.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue May 23 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 35582.001709/2004-45
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5725521
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 23 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9202-005.206
nome_arquivo_s : Decisao_35582001709200445.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : ANA PAULA FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 35582001709200445_5725521.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencida a Conselheira Patrícia da Silva, que lhe negou provimento. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente em exercício (assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior, Fábio Piovesan Bozza e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 20 00:00:00 UTC 2017
id : 6765730
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:00:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049214137663488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1667; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 605 1 604 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 35582.001709/200445 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9202005.206 – 2ª Turma Sessão de 20 de fevereiro de 2017 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado UNIWAY COOP DE PROFISSIONAIS LIBERAIS LTDA E OUTROS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2006 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 173, INC. I, DO CTN. ENTENDIMENTO PACIFICADO PELO STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO. PORTARIA MF Nº 586/2010. APLICAÇÃO. O E. Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Resp nº 973.733/SC, afetado como representativo da controvérsia, nos termos do art. 543C, do CPC, pacificou o entendimento de que o prazo decadencial para lançar os tributos sujeitos a lançamento por homologação é de 5 anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que não houve pagamento antecipado do tributo, conforme disposto no art. 173. inc. I, do CTN, ou de 5 anos a contar da data do fato gerador, caso tenha havido o pagamento antecipado do tributo, consoante art. 150, § 4º, do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento, vencida a Conselheira Patrícia da Silva, que lhe negou provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 58 2. 00 17 09 /2 00 4- 45 Fl. 344DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente em exercício (assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior, Fábio Piovesan Bozza e Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Relatório O presente Recurso Especial trata de pedido de análise de divergência motivado pela Fazenda Nacional face ao acórdão 2403001.336, proferido pela 3ª Turma Ordinária / 4ª Câmara / 2ª Seção de Julgamento. Tratase de Crédito Previdenciário lançado contra a empresa em epígrafe, constante da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD n° 35.699.8371, que, de acordo com o Relatório Fiscal, referese a contribuições previdenciárias devidas à Seguridade Social, no valor 15% incidentes sobre o total das remunerações ou retribuições pagas ou creditadas pela Cooperativa/Empresa, no decorrer do mês, pelos serviços que lhe prestaram, sem vínculo empregatício, os segurados trabalhadores autônomos, no período de 05/96 a 12/1/1998, período anterior a implantação da GFIP. São responsáveis solidárias pelo credito providenciado lançado, além da empresa Uniway Cooperativa de Profissionais Liberais Ltda todas as demais empresas participes do grupo econômico, a saber: Uniwav Serv. Coop. de Trab. de Profissionais Liberais Ltda CNPJ 73.206.245/000143, Uniwork Cooperativa de Trabalho Ltda CNPJ 73.206.245/000143 e EDablio Consultoria e Projetos Ltda CNPJ 03.721.322/000118. A Cooperativa não apresentou Recibo de Pagamento de Autônomos (RPA), documento este, incluído entre outros, no Auto de Infração – AI decad n. 35.699.8444, falta de apresentação de documentos. A Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária em Duque de Caxias, Decisão Notificação n° 17.422.4/0145/2005, fls 158/161, julgou procedente o lançamento. Inconformada com a decisão, somente a EDablio apresentou Recurso Voluntário, fls. 231/233, onde alegou, em síntese, que: foi fundada em 20 de março de 2000; sendo sua fundação ocorrida em março de 2000, não há de se falar em contribuições de 05/1996 a 12/1998, conforme período de referência da NFLD n° 35.699.8371; não pertence a grupo econômico algum, e em tal condição não pode ser considerada solidária aos débitos; as Fl. 345DF CARF MF Processo nº 35582.001709/200445 Acórdão n.º 9202005.206 CSRFT2 Fl. 606 3 Notificações Fiscais de Lançamento de Débito NFLD n° 35.699.8371, de 30/07/2004, nunca foram entregues a eDablio Consultoria e Projetos Ltda, apenas a empresa tomou conhecimento em 03/08/2006, quando sua procuradora recebeu cópias da NFLD em questão. A 3ª Turma da 4ª Câmara da 2º Seção de Julgamento, às fls. 285, DEU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, para reconhecer a decadência total até a competência 12/1998, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. A ementa do acórdão recorrido assim dispôs: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1996 a 31/12/1998 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Na hipótese dos autos, aplicase o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte. No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 05/1996 a 12/1998, a ciência da NFLD ocorreu em 12.11.2004, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 12/1998, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. SOLIDARIEDADE O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado A Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial, às fls. 299/307, para demonstrar divergência jurisprudencial entre as Turmas de Julgamento, pois, enquanto o acórdão recorrido aplicou o art. 150, parágrafo 4º, do CTN, por considerar configurada a Fl. 346DF CARF MF 4 antecipação de pagamento de contribuições em hipótese de incidência não admitida pelo sujeito passivo, o acórdão paradigma, em tal hipótese de não reconhecimento do fato gerador pelo contribuinte, entende pela aplicação do art. 173, I do CTN por considerar inexistente qualquer recolhimento antecipado. No paradigma, ao analisar a contagem do prazo decadencial nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, firmou o entendimento de que, para ser considerado pagamento antecipado, o recolhimento deve se referir ao fato gerador da contribuição reconhecido pelo contribuinte. Nesta perspectiva, nos casos em que o contribuinte não recolhe contribuição sobre verba por não considerá la integrante da base de cálculo, não resta configurada qualquer antecipação, pois, sem a atividade do fisco, não haveria como constatar a falta de recolhimento sobre tal rubrica. Às fls. 327/330, a 4ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento realizou o Exame de Admissibilidade do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, DANDO SEGUIMENTO em relação à única divergência arguida (matéria relativa à regra decadencial), uma vez vislumbrada a similitude das situações fáticas nos acórdãos recorrido e paradigma, configurando a divergência jurisprudencial apontada. Devidas as frustradas tentativas de intimação, os Contribuintes foram intimados através de edital, à fls. 341, porém, mantiveramse inertes. Realizadas as devidas cientificações das decisões acima transcritas vieram os autos conclusos para julgamento. É o relatório. Voto Conselheira Ana Paula Fernandes Relatora O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto, merece ser conhecido. Tratase de Crédito Previdenciário lançado contra a empresa em epígrafe, constante da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD n° 35.558.2953 que, de acordo com o Relatório Fiscal de 87/88, referese a contribuições devidas A. Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa e financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrente dos riscos ambientais do trabalho, no e aquelas devidas a Terceiros (outras entidades e fundos), no período de 01/1995 a 05/2005. O Acórdão recorrido deu parcial provimento ao Recurso Ordinário. O Recurso Especial apresentado pela Fazenda Nacional trouxe para análise a divergência jurisprudencial no tocante à decadência, pois, enquanto o acórdão recorrido entendeu que o ônus probatório com relação à ausência de qualquer recolhimento do tributo devido seria do Fisco, e, se não indicado pagamento na acusação fiscal, restaria presumida sua ocorrência, aplicandose a regra decadencial do CTN, art. 150, § 4º, nos acórdãos paradigmas perfilhouse o entendimento de que o ônus de demonstrar o recolhimento antecipado é do contribuinte (e não do Fisco), concluindose que, diante da inexistência de elementos que demonstrem ter ocorrido recolhimento antecipado, não se pode presumir a ocorrência de pagamento, devendo se aplicar a regra decadencial disposta no art. 173, I, do CTN. Fl. 347DF CARF MF Processo nº 35582.001709/200445 Acórdão n.º 9202005.206 CSRFT2 Fl. 607 5 O Recurso Especial insurgiuse tão somente quanto à tese decadencial, conforme relatado alhures. Pois bem, para tratar da decadência do direito da Fazenda Nacional em lançar de ofício o imposto em questão é preciso analisar o fato gerador deste tributo. No presente caso tratase de Contribuição Previdenciária, cujo auto de infração discute o descumprimento de obrigação principal, a empresa recorrente deixou de recolher a contribuição devida sobre a remuneração de seus empregados. Estamos tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, onde parte da obrigação foi omitida pelo contribuinte e lançada de ofício pela Receita Federal, ensejando a dúvida entre a aplicação do disposto no art. 150, §4 ou 173, I, do CTN. Para elidir esta discussão, necessário se faz que se observem outros requisitos. Embora o contribuinte tenha de fato omitido parte das receitas em sua declaração e isso tenha ensejado o lançamento de ofício, é preciso que se observe se houve adiantamento do pagamento do imposto devido ou de parte dele. Contudo, embora minha simpatia com a tese esposada pela Fazenda Nacional no tocante a aplicação do art. 173, I, nos casos de lançamento de ofício, no caso em tela, por força do artigo 62 do RICARF havendo orientação firmada no RE 973.733SC, me filio ao atual entendimento do STJ, no qual ficou definido que havendo o adiantamento de pelo menos parte do pagamento do imposto, este atrai a aplicação do art. 150, § 4 do CTN. Observese a Ementa do referido julgado: AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ICMS. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, E 173, DO CTN. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. (RECURSO REPETITIVO RESP 973.733SC). Relator(a) Ministro LUIZ FUX (1122) Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 02/03/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 16/03/2010 1. O tributo sujeito a lançamento por homologação, em não ocorrendo o pagamento antecipado pelo contribuinte, incumbe ao Fisco o poderdever de efetuar o lançamento de ofício substitutivo, que deve obedecer ao prazo decadencial estipulado pelo artigo 173, I, do CTN, segundo o qual o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. (...)3. Desta sorte, como o lançamento direto (artigo 149, do CTN) poderia ter sido efetivado desde a ocorrência do fato gerador, é do primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao nascimento da obrigação tributária que se conta o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário, na hipótese, entre outras, da não ocorrência do pagamento antecipado de tributo sujeito a lançamento por homologação, independentemente da data extintiva do direito potestativo de o Estado rever e homologar o ato de formalização do crédito tributário efetuado pelo contribuinte ... (...) Fl. 348DF CARF MF 6 5. À luz da novel metodologia legal, publicado o julgamento do Recurso Especial nº 973.733/SC, submetido ao regime previsto no artigo 543C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, do CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 6. Agravo regimental desprovido. A doutrina também se manifesta neste sentido: O prazo para homologação é, também, o prazo para lançar de ofício eventual diferença devida. O prazo deste § 4° tem por finalidade dar segurança jurídica às relações tributárias. Ocorrido o fato gerador e efetuado o pagamento pelo sujeito passivo no prazo do vencimento, tal como previsto na legislação tributária, tem o Fisco o prazo de cinco anos, a contar do fato gerador, para emprestar definitividade a tal situação, homologando expressa ou tacitamente o pagamento realizado, com o que chancela o cálculo realizado pelo contribuinte. É neste prazo para homologação que o Fisco deve promover a fiscalização, analisando o pagamento efetuado e, no caso de entender que é insuficiente, fazer o lançamento de ofício através da lavratura de auto de infração, em vez de chancelálo pela homologação. Com o decurso do prazo de cinco anos contados do fato gerador, portanto, ocorre a decadência do direito do Fisco de lançar eventual diferença. A regra do § 4° deste art. 150 é regra especial relativamente à do art. 173, I, deste mesmo Código. E, havendo regra especial, prefere à regra geral. Não há que se falar em aplicação cumulativa de ambos os artigos, conforme se pode ver em nota ao art. 173, I, do CTN”. (PAULSEN, Leandro, 2014). Grifo nosso. Nessa perspectiva, cumpre enfatizar que o cerne da questão aqui debatida reside na análise da existência de pagamento antecipado de parte da contribuição exigida, cujo reconhecimento tem a aptidão de atrair a incidência do art. 150, § 4.º, do CTN. Em não havendo tal antecipação de pagamento, a aplicação do art. 173, I, do CTN é impositiva. Para o exame da ocorrência de pagamento antecipado parcial, para os fins ora pretendidos, afigurase óbvia a necessidade de se verificar se o contribuinte pagou parte do débito tributário objeto de cobrança, e não daqueles afetos a outros fatos. Ou seja, delimitar o significado e abrangência do termo início de pagamento. O Contribuinte alega que assiste razão ao acórdão paradigma que contrariando o acórdão recorrido decidiu que o pagamento de contribuição incidente sobre qualquer rubrica da folha de salário caracteriza a antecipação de pagamento, devendo, assim, ser utilizada a regra prevista no artigo 150, § 4°, do CTN. Enquanto que a Fazenda Nacional entende que o pagamento deve ser realizado para fatos geradores específicos. Registro aqui meu posicionamento de que o adiantamento do pagamento não se verifica pelo recolhimento de contribuições sobre qualquer rubrica, mas tão somente aquelas cujo fato gerador seja equivalente. No caso em tela discutese referese a contribuições previdenciárias devidas à Seguridade Social, no valor 15% incidentes sobre o total das remunerações ou retribuições pagas ou creditadas pela Cooperativa/Empresa, no decorrer do mês, pelos serviços que lhe prestaram, sem vínculo empregatício, os segurados trabalhadores autônomos, no período de 05/96 a 12/1/1998, período anterior a implantação da GFIP. Fl. 349DF CARF MF Processo nº 35582.001709/200445 Acórdão n.º 9202005.206 CSRFT2 Fl. 608 7 O Acórdão recorrido identificou haver adiantamento de pagamento nos seguintes termos: Na hipótese presente, verificase no Relatório TEAF – Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal, às fls. 37, que a Fiscalização expressamente relacionou, dentre os documentos examinados no procedimento fiscal, comprovantes de recolhimentos o que se mostra suficiente, no meu entender, para a caracterização de recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte. Compulsando os autos verifico que a menção realizada a existência de comprovante de pagamento referese a lista de documentos apreendidos pelo fiscal, sem qualquer menção individualizada do que se trata, não restando possível averiguar se esta refere ao mesmo fato gerador da contribuição aqui discutida. Assim, considerando que a contribuição previdenciária é tributo cujo lançamento se dá por homologação, como não houve o pagamento, o fisco tinha cinco anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte ao que poderia ter sido efetuado o pagamento para lançar de ofício. Nesse sentido, pela cabível a aplicação do art. 173, inciso I, do CTN, conforme aplicado no acórdão recorrido. Diante do exposto, recebo o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, para no mérito darlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Fl. 350DF CARF MF 8 Fl. 351DF CARF MF
score : 1.0
