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Período de apuração: 01/03/2011 a 28/02/2013
COMPENSAÇÃO EFETIVADA EM GFIP. DIREITO CREDITÓRIO CONTROVERSO. COMPENSAÇÃO REALIZADA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA RESPECTIVA DECISÃO JUDICIAL. ART. 170-A DO CTN. LANÇAMENTO ADEQUADO AO CONTROLE DE LEGALIDADE.
A compensação para extinção de crédito tributário só pode ser efetivada com crédito líquido e certo do contribuinte, sujeito passivo da relação tributária, sendo que o encontro de contas somente pode ser autorizado nas condições e sob as garantias estipuladas em lei. O procedimento de compensação é uma faculdade conferida ao contribuinte que deve comprovar de forma inequívoca ter dela se utilizado nos termos da lei. Nos termos do art. 170-A do Código Tributário Nacional, é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
STJ. TEMA REPETITIVO Nº 346.
Nos termos do art. 170-A do CTN, é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial, vedação que se aplica inclusive às hipóteses de reconhecida inconstitucionalidade do tributo indevidamente recolhido.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por conhecer do recurso voluntário e negar-lhe provimento.

Assinado Digitalmente
Roberto Junqueira de Alvarenga Neto – Relator

Assinado Digitalmente
Mário Hermes Soares Campos – Presidente

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Cleber Ferreira Nunes Leite, Wesley Rocha, Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, Joao Mauricio Vital (substituto[a] integral), Ana Carolina da Silva Barbosa, Mario Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Antonio Savio Nastureles, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Mauricio Vital.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  10660.721886/2014-12  

ACÓRDÃO 2101-003.011 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA    

SESSÃO DE 28 de janeiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE MUNICIPIO DE CONCEICAO DO RIO VERDE 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias 

Período de apuração: 01/03/2011 a 28/02/2013 

COMPENSAÇÃO EFETIVADA EM GFIP. DIREITO CREDITÓRIO CONTROVERSO. 

COMPENSAÇÃO REALIZADA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA 

RESPECTIVA DECISÃO JUDICIAL. ART. 170-A DO CTN. LANÇAMENTO 

ADEQUADO AO CONTROLE DE LEGALIDADE.  

A compensação para extinção de crédito tributário só pode ser efetivada 

com crédito líquido e certo do contribuinte, sujeito passivo da relação 

tributária, sendo que o encontro de contas somente pode ser autorizado 

nas condições e sob as garantias estipuladas em lei. O procedimento de 

compensação é uma faculdade conferida ao contribuinte que deve 

comprovar de forma inequívoca ter dela se utilizado nos termos da lei. Nos 

termos do art. 170-A do Código Tributário Nacional, é vedada a 

compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de 

contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da 

respectiva decisão judicial. 

STJ. TEMA REPETITIVO Nº 346. 

Nos termos do art. 170-A do CTN, 'é vedada a compensação mediante o 

aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito 

passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial', 

vedação que se aplica inclusive às hipóteses de reconhecida 

inconstitucionalidade do tributo indevidamente recolhido. 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por conhecer do 

recurso voluntário e negar-lhe provimento. 

Fl. 103DF  CARF  MF

Original




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ACÓRDÃO  2101-003.011 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  10660.721886/2014-12 

 2 

 

Assinado Digitalmente 

Roberto Junqueira de Alvarenga Neto – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

Mário Hermes Soares Campos – Presidente 

 

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Cleber Ferreira Nunes Leite, 

Wesley Rocha, Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, Joao Mauricio Vital (substituto[a] integral), 

Ana Carolina da Silva Barbosa, Mario Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente(s) o 

conselheiro(a) Antonio Savio Nastureles, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Mauricio Vital. 
 

RELATÓRIO 

Trata-se de recurso voluntário interposto pelo MUNICIPIO DE CONCEICAO DO RIO 

VERDE em face do acórdão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade e 

manteve a glosa dos créditos, nos termos do Despacho Decisório. 

Em síntese, a Autoridade Fiscal verificou a compensação irregular de créditos 

tributários decorrentes de Ação Ordinária nº 2006.34.00.029174-1, uma vez que tal compensação 

teria ocorrido antes do trânsito em julgado da decisão judicial. 

Após a apresentação da manifestação de inconformidade, no dia 24/11/2017, a 4ª 

Turma da DRJ/BEL manteve a glosa dos créditos. Seguem trechos do acórdão recorrido: 

Conforme consta do Parecer DRFVAR/SAORT nº 120, de 08/07/2014 (fls. 20/29), o 
Ente Público interpôs a Ação Ordinária n° 2006.34.00.029174-1, por meio da qual 
requereu a compensação do recolhimento patronal da contribuição 
previdenciária incidente sobre a remuneração de exercentes de mandato eletivo, 
a remuneração dos servidores ocupantes de cargo público efetivo, titulares ou 
não de função gratificada, desde que não vinculados a regime próprio de 
previdência e sobre a remuneração dos ocupantes de cargo em comissão ou 
temporário. 
Em pesquisa junto ao sítio do TRF1, constatou-se que a Ação Ordinária n.° 
2006.34.00.029174-1, foi parcialmente favorável ao autor e transitou em julgado 
apenas em 12/11/2013.  
A Receita Federal do Brasil reconhece a inexigibilidade de contribuições 
previdenciárias fundamentadas na alínea "h" do inciso I, do art. 12, da Lei 
8.212/1991, no período compreendido entre 01/02/1998 a 18/09/2004, inclusive 
deferindo, administrativamente, pedidos de restituição ou compensação. 
Acontece que, no presente caso, o Ente Público ajuizou ação e, portanto, optou 
pela compensação via judicial. 

Fl. 104DF  CARF  MF

Original



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ACÓRDÃO  2101-003.011 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  10660.721886/2014-12 

 3 

Ao optar pela apreciação do Poder Judiciário, o Autuado se submeteu às decisões 
proferidas pelas autoridades competentes daquele Poder, não podendo, esta 
Autoridade Julgadora conceder a compensação administrativamente, como 
pretendeu o Ente Autuado.  
No contexto jurídico, a regra estampada no art. 170-A do Código Tributário 
Nacional (CTN) veda expressamente a compensação mediante o aproveitamento 
de tributo objeto de contestação judicial, antes do trânsito em julgado da decisão 
judicial, in verbis: (...) 
Ao analisar a decisão prolatada nos autos do processo 2006.34.00.029174- 1, 
constatei que a sentença de mérito que reconheceu o direito à compensação 
expressamente determinou que esta deveria obedecer ao disposto no art. 170-A 
do CTN, veja:  

Condeno a União a devolver o indébito, acrescido de correção monetária 
desde o recolhimento, substituída por juros moratórios mensais pela taxa 
SELIC a partir do transito em julgado desta sentença (grifei) 

(...) 
Constata-se, então, que a data do trânsito em julgado que assegurou o direito do 
contribuinte de se compensar de valores pagos indevidamente (12/11/2013) é 
posterior à compensação realizada, que se deu no período de 03/2011 a 02/2013. 

Irresignada, a recorrente apresentou recurso voluntário sustentando que o art. 170-

A do CTN não seria aplicável e não seria “razoável aguardar o trânsito em julgado para efetivação 

da compensação do indébito tributário”. 

Os autos foram remetidos ao CARF para julgamento. 

Não foram apresentadas contrarrazões. 

É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheiro Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, Relator 

1. Admissibilidade  

O Recurso Voluntário é tempestivo, e atende aos requisitos de admissibilidade 

previstos no Decreto n° 70.235/72. Portanto, o recurso deve ser conhecido. 

2. Mérito 

Inicialmente, cumpre esclarecer que não há dúvidas de que a recorrente promoveu 

compensação tributária antes do trânsito em julgado de decisão judicial que declarou a 

inexistência da relação jurídico tributário e autorizou a recuperação do indébito tributário – 

conforme reconhecido pela própria recorrente. 

Nesse sentido, o artigo 170-A do CTN é expresso no sentido de que “é vedada a 

compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito 

passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial”.  

Fl. 105DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  2101-003.011 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  10660.721886/2014-12 

 4 

O STJ, em 02/09/2010, fixou tese no sentido de que o art. 170-A do CTN é aplicável, 

inclusive, nos casos em que há reconhecimento de inconstitucionalidade pelo STF, devendo o 

contribuinte, que provocou o Poder Judiciário, aguardar o trânsito em julgado para pleitear o 

crédito tributário: 

Tema Repetitivo nº 346 

Tese fixada: Nos termos do art. 170-A do CTN, 'é vedada a compensação mediante 
o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, 
antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial', vedação que se aplica 
inclusive às hipóteses de reconhecida inconstitucionalidade do tributo 
indevidamente recolhido. 

Portanto, a glosa dos créditos deve ser mantida. 

 

3. Conclusão 

Pelo exposto, voto por conhecer e negar provimento ao recurso voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Roberto Junqueira de Alvarenga Neto 

 
 

 

 

Fl. 106DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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