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Numero do processo: 10909.002428/00-54
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/07/2000 a 30/09/2000
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. MATÉRIAS-PRIMAS ADQUIRIDAS DE
PESSOAS FÍSICAS, E ATUALIZAÇÃO SELIC.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
É lícita a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos valores pertinentes às aquisições de matérias-primas,
produtos intermediários e material de embalagens, efetuadas junto a pessoas físicas. No ressarcimento/compensação de crédito presumido de IPI, em que atos normativos infralegais obstaculizaram o creditamento por parte do sujeito passivo, é devida a atualização monetária, com base na Selic, desde o
protocolo do pedido até o efetivo ressarcimento do crédito (recebimento em espécie ou compensação com outros tributos).
Recursos Especiais do Procurador Negado e do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9303-001.609
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional e dar provimento ao recurso especial do sujeito passivo.
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
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MATÉRIASPRIMAS ADQUIRIDAS DE PESSOAS FÍSICAS, E ATUALIZAÇÃO SELIC. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. É lícita a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos valores pertinentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagens, efetuadas junto a pessoas físicas. No ressarcimento/compensação de crédito presumido de IPI, em que atos normativos infralegais obstaculizaram o creditamento por parte do sujeito passivo, é devida a atualização monetária, com base na Selic, desde o protocolo do pedido até o efetivo ressarcimento do crédito (recebimento em espécie ou compensação com outros tributos). Recursos Especiais do Procurador Negado e do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional e dar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Fl. 3200DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Rodrigo Cardozo Miranda, Júlio César Alves Ramos, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Os fatos foram assim descritos no relatório do Acórdão recorrido: A interessada apresentou pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI que trata a Lei nº 9.363/96, referente ao período de apuração do 3º trimestre do anocalendário 2000, no valor de R$ 3.324.123,24. A Delegacia da Receita Federal de origem, ao analisar o pedido, o mesmo foi deferido parcialmente em função das seguintes glosas: glosa de insumos que não se constituem em MP, PI e ME (energia elétrica, e ICMS s/energia elétrica); glosa de insumos que não tiveram incidência das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS (pessoas físicas e cooperativas); glosa de insumos que não se constituem em consumo mas aquisição; glosa de insumos que se constituam MP, PI e ME não utilizados como insumos para os abatedouros de aves ou suínos ou para a unidades de industrialização; glosa de insumos das fábricas de ração; glosa de insumos adquiridos pela empresa e repassados aos integrados; glosa de insumos que não se constituam MP, PI e ME e que não sofram, em função de ação exercida diretamente sobre os produtos em fabricação, alterações tais como: o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas; glosa da correção pela taxa SELIC; e glosa do percentual de 7,43% levandose em conta a alteração de alíquota da COFINS E DO PIS, pela Lei nº 9.718/98 e 9.715/98. Em sua Manifestação de Inconformidade a requerente, ataca as glosas relacionadas nos itens “a” e “b” acima respaldada principalmente em decisões deste Colegiado. Com relação ao item “c” assim foi justificada a glosa: “A etapa da cadeia produtiva de que participam os integrados não constitui industrialização em estabelecimento industrial, no contexto do IPI, na medida em que os produtos gerados (aves e suínos terminados – criados e engordados pronto para o abate) estão Fl. 3201DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10909.002428/0054 Acórdão n.º 930301.609 CSRFT3 Fl. 2.363 3 fora do campo de incidência do imposto ou, em outras palavras, são “NT: não tributados”. Em consequência, a atividade produtiva desenvolvida nos integrados também não se caracteriza como “ industrialização por encomenda”, no contesto do IPI. Não há também porque cogitar, sempre com fundamento no Regulamento do IPI, que os integrados constituamse em estabelecimentos equiparados a industrial”, Em sua defesa, a contribuinte apresenta as seguintes considerações: “No processo de produção e de industrialização de seus produtos, que são derivados de carne de aves e de suínos, a impugnante se envolve desde a aquisição de aves/pintos e suínos matrizes, que produzirão ovos (pintos) e leitões, até a aquisição de pintos de 1 dia e leitões que serão enviados para seus parceiros integrados para engorda até o momento do abate. Os parceiros integrados tem função importante, porque exercem em nome da impugnante (como terceiros) exclusivamente os serviços relativos a recriação e engorda dos animais, sendo que tanto os animais como todos os insumos utilizados para criação e engorda, tais como os necessários à produção da ração, medicamentos, entre outros, são adquiridos pela mesma. ... O que se glosou neste item por conta de serem aquisição, foram os aves/pintos e leitões matrizes, que são criados para gerar outros pintos e leitões para abate. Estes mesmos aves/pintos e leitões matrizes, que se tornarão aves/pinto e suínos, após a sua vida útil gerando pintos e leitões, igualmente são abatidos no processo de produção.” No que se refere às glosas do item “d” a interessada assim se manifesta: “considerando o critério adotado, a impugnante reconhece que afora os insumos denominados pelo Sr. Fiscal como ‘CC Granja de Matrizes, I, II, III, IV, V, VI, IX e X, OVOS INCUBÁVEIS’, os demais realmente devem ser excluídos do cálculo do crédito presumido.” Para o item “e”e “f” a requerente reitera seus argumentos já apresentados anteriormente ressaltando ainda que: “os estabelecimentos que fabricam ração fazem parte deste processo, de forma a suprir as granjas de engorda (terminação) dos pintos e leitões de sua propriedade, o que ocorre por meio de transferência destes insumos aos parceiros integrados. Assim, a ração que produz é para ser consumida na engorda e criação dos pintos/aves e leitões/suínos utilizados na industrialização de seus produtos.” Quanto ao item “g”, a própria requerente reconhece que os insumos aqui descritos não integram os produtos industrializados. Fl. 3202DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 No item “h”, a requerente insiste na correção do crédito pela taxa SELIC. Finalizando no item “i” a contribuinte solicita a atualização do percentual previsto no artigo 1º da Lei nº 9.363/96 para 7,43% em função da alteração da alíquota da COFINS de 2% para 3% pela Lei nº 9.718/98. Às fls. 1.766/1.784, encontrase outra manifestação de inconformidade onde a requerente se insurge contra o indeferimento da compensação efetuada com os créditos objetos deste processo e a conseqüente cobrança do débito compensado. A DRJ/Santa Maria, indeferiu a solicitação em decisão assim ementada: “Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. INSUMOS ADMITIDOS NO CÁLCULO. As aquisições de insumos de pessoas físicas e cooperativas, não contribuintes do PIS e da COFINS, não se incluem na base de cálculo do crédito presumido do IPI. Na sistemática da Lei nº 9.363/96, os gastos com energia elétrica, ainda que consumida pelo estabelecimento industrial e itens que não se agregam ao produto final e nem sofrem desgaste em função de ação exercida diretamente sobre o produto fabricado não se incluem na base de cálculo do crédito presumido. Os bens que integram o ativo imobilizado não são considerados insumos para fins de cálculo do crédito presumido. Não são admitidos como insumos – para fins de apuração do benefício – os gastos com itens não utilizados nas unidades de industrialização. METODOLOGIA DE APURAÇÃO DO CRÉDITO A apuração do crédito presumido deve ser efetuada a partir dos insumos efetivamente empregados na fabricação de produtos exportados. O crédito presumido deve ser efetuado a partir dos insumos efetivamente empregados na fabricação de produtos exportados. O crédito presumido será o resultado da aplicação do percentual de 5,37% sobre a base de cálculo. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para apreciar a constitucionalidade e legitimidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo ou Executivo. CORREÇÃO MONETÁRIA. Não existe previsão legal para a correção monetária de valores relativos a ressarcimento de crédito presumido de IPI.” Fl. 3203DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10909.002428/0054 Acórdão n.º 930301.609 CSRFT3 Fl. 2.364 5 Cientificada da decisão supra a contribuinte apresenta tempestivamente recurso voluntário dirigido a este Colegiado reiterando suas razões já apresentadas nas peças anteriores. . Julgando o feito, a turma recorrida deu provimento parcial ao recurso, em acórdão assim ementado: IPI. RESSARCIMENTO. ENERGIA ELÉTRICA. O entendimento consolidado desta Câmara converge para o sentido de que a energia elétrica consumida no processo produtivo não se caracteriza como produto intermediário e como tal, seu consumo não poder ser incluído no cálculo do crédito presumido. AQUISIÇÕES DE INSUMOS DE PESSOAS FÍSICAS E DE PESSOAS JURÍDICAS NÃO CONTRIBUINTES DO PIS E DA COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. O valor da matériaprima, do produto intermediário e do material de embalagem adquiridos de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas não contribuintes do PIS e da Cofins não integra a base de cálculo do crédito presumido do IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. EXPORTAÇÃO DE INSUMO IN NATURA. Para cálculo do crédito presumido do IPI, o valor total das aquisições de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem não compreende as aquisições de insumos remetidos para o exterior sem sofrer industrialização pela empresa exportadora. AQUISIÇÃO DE RAÇÃO E DE INSUMO PARA PRODUÇÃO DE RAÇÃO. No cômputo do valor total das aquisições para apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, excluemse as aquisições de ração e de insumo para produção de ração. ALTERAÇÃO DO PERCENTUAL. A alteração do percentual de cálculo do crédito presumido, de 5,37% para 7,43%, não pode ser acatada por falta de previsão legal que a autorize. Recurso que se nega provimento. TAXA SELIC. Em se tratando o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, a atualização dos créditos está devidamente reconhecida pelas normas legais e administrativas que regem a matéria. A PGFN, irresignada com a decisão Colegiada, apresentou recurso especial, quanto à incidência de atualização monetária no crédito a ressarcir. O apelo fazendário foi admitido pelo então Presidente da Câmara recorrida. Contrarrazões ao apelo fazendário vieram às fls. 2259 a 2264. Fl. 3204DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 Regularmente cientificado do acórdão, o sujeito passivo apresentou recurso especial, o qual foi admitido, tãosomente, quanto à inclusão na base de cálculo do crédito presumido, dos valores correspondentes as matériasprimas adquiridas de pessoas físicas e de cooperativas. Cientificada da admissibilidade parcial de seu recurso, o sujeito passivo apresentou agravo de reexame, o qual não logrou sucesso, sendo rejeitado pelo Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Contrarrazões ao apelo do sujeito passivo vieram às fls. 2343 a 2359 É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres Os recursos são tempestivos e, na parte que subiram, atenderam aos demais requisitos de admissibilidade, deles conheço. A matéria devolvida ao Colegiado cingese às questões da inclusão dos valores pertinentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem junto a pessoas físicas, na base de cálculo do crédito presumido de IPI – recurso interposto pelo Sujeito Passivo e da atualização Selic – recurso interposto pela Fazenda Nacional. Nessas matérias, o meu entendimento é no sentido contrário à pretensão do sujeito passivo. Todavia, com a alteração regimental, que acrescentou o art. 62A ao Regimento Interno do Carf, as decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos devem ser observados no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Assim, se a matéria foi julgada pelo STJ, em sede de recurso repetitivo, a decisão de lá deve ser adotada aqui, independentemente de convicções pessoais dos julgadores. Essa é justamente a hipótese dos autos, em que o STJ, em sede de recurso repetitivo versando sobre matéria idêntica à do recurso ora sob exame, decidiu1 que, O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. ......................................................................................................... Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS. 1 AgRg no AgRg no REsp 1088292 / RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2008/02047717 Fl. 3205DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10909.002428/0054 Acórdão n.º 930301.609 CSRFT3 Fl. 2.365 7 É que: (i) "a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtorexportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição"; (ii) "o Decreto 2.367/98 Regulamento do IPI , posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais"; e (iii) "a base de cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes" (REsp 586392/RN). ................................................................................................. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). Essa decisão foi proferida, justamente, em julgamento relativo a pedido de ressarcimento/compensação de crédito presumido de IPI, de que trata a lei 9.363/1996, em que atos normativos infralegais obstaculizaram a inclusão na base de cálculo do incentivo das compras realizadas junto a pessoas físicas e cooperativas. Com essas considerações, ressalvo meu entendimento em contrário, explicitado em inúmeros votos neste Colegiado, e, por força regimental, curvome a decisão do STJ, e dou provimento ao recurso do Sujeito Passivo para admitir a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos valores pertinentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagens, efetuadas junto a pessoas físicas, e nego provimento ao Recurso da Fazenda Nacional, por admitir a incidência da Selic nos créditos a ressarcir, desde o protocolo do pedido até o efetivo ressarcimento (recebimento em espécie ou compensação com outros tributos). Henrique Pinheiro Torres Fl. 3206DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 8 Fl. 3207DF CARF MF Emitido em 04/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 15/12/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 03/01/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10970.000281/2008-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2005 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO RETENÇÃO DOS 11% CARACTERIZADA A CESSÃO DE MÃO DE OBRA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA TOMADORA DE SERVIÇOS.O dever de reter os 11% é da tomadora de serviços, a presunção do desconto
sempre se presume oportuna e regularmente realizado.
O fato das prestadoras de serviços possuírem recolhimentos não é suficiente para desobrigar a tomadora de efetuar a retenção, pois se trata de subrogação.
NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS COMPROVAÇÃO DO ALEGADO POR MEIO DE REGISTROS CONTÁBEIS EXCLUSÃO D LEVANTAMENTO.
Caso o recorrente não tenha apresentado documento específico, mas consiga demonstrar suas alegações por meio de registros contábeis, esse fato valeria como elemento suficiente para exclusão do levantamento.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/2005 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO APLICAÇÃO DE JUROS SELIC PREVISÃO LEGAL.
Dispõe a Súmula nº 03, do CARF: “É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia Selic para títulos federais.”
O contribuinte inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos.
MATÉRIA IMPUGNADA DESISTÊNCIA PARCIAL ADESÃO A PARCELAMENTO.
Havendo desistência parcial do recurso, a análise do mesmo fica restrita aos pontos descritos no recurso sobre a matéria remanescente.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2401-001.916
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos: I)
conhecer parcialmente do recurso; e II) no mérito, dar parcial provimento para excluir o levantamento B14.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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ÔNUS DA TOMADORA DE SERVIÇOS. O dever de reter os 11% é da tomadora de serviços, a presunção do desconto sempre se presume oportuna e regularmente realizado. O fato das prestadoras de serviços possuírem recolhimentos não é suficiente para desobrigar a tomadora de efetuar a retenção, pois se trata de sub rogação. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS COMPROVAÇÃO DO ALEGADO POR MEIO DE REGISTROS CONTÁBEIS EXCLUSÃO D LEVANTAMENTO. Caso o recorrente não tenha apresentado documento específico, mas consiga demonstrar suas alegações por meio de registros contábeis, esse fato valeria como elemento suficiente para exclusão do levantamento. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2005 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO APLICAÇÃO DE JUROS SELIC PREVISÃO LEGAL. Dispõe a Súmula nº 03, do CARF: “É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia Selic para títulos federais.” Fl. 1500DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 O contribuinte inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. MATÉRIA IMPUGNADA DESISTÊNCIA PARCIAL ADESÃO A PARCELAMENTO. Havendo desistência parcial do recurso, a análise do mesmo fica restrita aos pontos descritos no recurso sobre a matéria remanescente. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos: I) conhecer parcialmente do recurso; e II) no mérito, dar parcial provimento para excluir o levantamento B14. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Walter Murilo Melo Andrade e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 1501DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.493 3 Relatório A presente NFLD, lavrado sob n. 37.183.8657, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa sobre a contratação de pessoas jurídicas mediante prestação de serviços de construção civil, nos termos do art. 31 da Lei 8212/91. O débito foi apurado através de diversos levantamentos: RO1 a R07; A01 a A26 e B01 a B18. Os levantamentos são individualizados por empresa prestadora de serviços, conforme discriminado no relatório fiscal fls. 107 a 108:O lançamento compreende competências entre o período de 04/2005 a 12/2007. Para todas as empresas prestadoras de serviço, foram solicitados o contrato de prestação de serviços, bem como as notas fiscais, e GPS especificas. Parte dos contratos e das notas fiscais 'de prestação de serviço foram apresentadas pela empresa, de onde extraímos as informações sobre a natureza dos serviços prestados e as bases de cálculo da contribuição previdenciária. Mas a empresa deixou de apresentar todas as notas fiscais e GPS, relativas aos levantamentos B01 a B18. LEVANTAMENTOS RO1 A R07 ANEXO I AO RELATÓRIO FISCAL: Estes levantamentos se referem a empresas que informaram nas notas fiscais não estarem sujeitas a retenção, em decorrência de liminares em processos judiciais. No caso dos levantamentos R02 a R07, as empresas informaram nas notas fiscais de prestação de serviço, que não estavam sujeitas à retenção previdenciária em decorrência de liminar obtida nos processos 2001.61.00.0318510 e 1999.61.00.0542668i: da 24a vara civil de São Paulo. Ocorre que os dois processos já haviam sido julgados pelo TRF em 07/12/2004 e em 15/05/2001, respectivamente, dando provimento ao recurso do INSS, reformando .a sentença e denegando a segurança – cópia das decisões do TRF em anexo. Assim, nas notas fiscais emitidas entre maio de 2005 e outubro de 2007, objeto do Auto de Infração, as empresas não estavam amparadas por liminares obtidas nos processos mencionados, e a retenção da contribuição previdenciária seria obrigatória. No caso da empresa Barão Guindaste e Equipamentos Ltda, levantamento R01, a empresa menciona em suas notas fiscais: " retenção para o INSS suspensa conforme liminar op. Simples" . Mas nem as notas fiscais mencionam o número do processo judicial, nem a Araguaia Engenharia apresentou qualquer documento. identificando o processo judicial ou a liminar mencionada nas notas fiscais que pudessem amparar a falta da retenção nas notas fiscais, motivo pela qual as notas fiscais desta empresa foram relacionadas no Auto de Infração.Foram apurados diversos levantamento de acordo com cada prestadora de serviços, conforme descrito no relatório fiscal, fls. 111 a 116. LEVANTAMENTOS A01 a A26 ANEXO II AO RELATÓRIO FISCAL: No caso dos levantamentos A01 a A26, as empresas não fizeram o destaque da retenção nas notas fiscais de prestação de serviço, ou fizeram o destaque de retenção de Fl. 1502DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 valores inferiores aos devidos para o tipo de serviço. Os contratos de prestação de serviço, firmados com a Araguaia Engenharia, que nos foram apresentados, não acobertavam a ausência de retenção ou as retenções efetuadas a menor. Diante do exposto apuramos os valores devidos, conforme o tipo de serviço prestado pela empresa, identificados nas notas fiscais de serviço e nos contratos apresentados, e deduzimos o valor destacado e já recolhido pela Araguaia Engenharia. No caso das empresas Bom Sinal Sinalização Ltda, e Nasman Ind. Com . e Construções Ltda, o serviço prestado, de sinalização de estradas, inclui material e mão de obra, mas as empresas emitiram notas fiscais de vendas das tintas e materiais utilizados, assim consideramos que nas notas fiscais de prestação de serviço, estavam incluídos apenas os serviços prestados, e neste caso, a base de cálculo da retenção alcançou o valor total das notas fiscais. No caso da Tercon Terraplenagenn e Cons. Ltda, apesar das notas fiscais mencionarem serviços com escavadeira hidráulica, serviços com rolo compactador, serviços de transporte com caminhão pipa, consideramos que o serviço prestado, como um todo, era de terraplenagem, assim utilizamos o percentual de 15% do valor da nota fiscal, como base de cálculo para a retenção da contribuição previdenciária. LEVANTAMENTOS B01 a B18 ANEXO III AO RELATÓRIO FISCAL: Apesar de solicitadas as notas fiscais, contratos e GPS, por meio de Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, a empresa deixou de apresentar todas as notas fiscais e GPS solicitadas, relativas aos levantamentos B01 a B18. Assim, aferimos o valor da retenção relativa aos serviços prestados, utilizando por base o valor dos lançamentos contábeis. Consideramos como base de cálculo para a retenção, o valor total do serviço contabilizado. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 07/08/2008, tendo a cientificação do sujeito passivo ocorrido em 12/08/2008. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 187 a 864. O processo foi baixado em diligência fls. 868, para apreciação das alegações do impugnante. O auditor emitiu informação fiscal onde destacaou, fls. 870 a 875: 2.Empresa Stavias Stanoski Terraplanagem Pavimentação de Obras Ltda Durante auditoria a empresa deixou de apresentar as notas fiscais e faturas objeto do débito apurado. A empresa alega que apresentou todas as notas fiscais, mas que a fiscalização considerou fatura como se fosse nota fiscal. O levantamento foi feito com base nos lançamentos contábeis da empresa. O número das faturas anexadas ao processo não corresponde aos números dos documentos que ensejaram os lançamentos contábeis. Solicitamos extrato contendo todos os lançamentos contábeis relativos a empresa Stavias, onde verificamos que estão lançadas tanto "as faturas", que foram objeto da notificação, como as notas fiscais apresentadas pela empresa na sua defesa. Dado que existem os lançamentos das faturas e das notas, e nenhum deles foi estornado, entendemos que são coisas Fl. 1503DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.494 5 diferentes. As faturas solicitadas não foram apresentadas pela empresa. As faturas apresentadas, como já mencionamos, possuem numeração diferente, e não vemos como aceitálas para retificar o débito. 3. Construtora Marinho Barbosa Ltda — A empresa deixou de apresentar as notas fiscais durante a auditoria. Na defesa demonstra que a nota fiscal n. 15718 foi contabilizada com razão social errada. Na realidade a nota fiscal é da Construtora Getsemani Ltda. 0 serviço prestado é de terraplenagem, e está dispensada da retenção por ser inferior a R$ 29,00. Concordamos com a exclusão da nota do débito apurado. Com relação a outra nota, de n. 24, a empresa alega que também houve erro na identificação da empresa a nota fiscal é da empresa Pershopp Planejamento de Obras e Construções Ltda – e anexa os documentos de fls. 835 a 837. Nas fis. 835 e 836 verificamos que estão lançados na contabilidade da empresa os pagamentos das duas notas fiscais, e não foi lançado o estorno do pagamento da nota fiscal da Construtora Marinho, logo, não vemos como aceitar a alegação da empresa. 4. Fênix Comércio e Equipamentos Hidrosanitários Ltda — A empresa deixou de apresentar a nota fiscal durante a auditoria. Alega que houve alteração da razão social da empresa para AMP Hubner Comercial Ltda — ME, e tratase de nota de venda, conforme doc. Eis 810 a 812. Concordamos com a exclusão da nota fiscal n. 557 do débito apurado. 5 .Complexa Construções Ltda — A empresa deixou de apresentar as notas fiscais durante a auditoria. Anexadas as notas as fls. 814 e 815. As datas de emissão estão incompletas. Aparentemente foram emitidas em 23/09/2004. Mencionam no corpo da nota isenção de retenção em decorrência de sentença expedida no Processo 2001.61.00.0318510. Solicitamos novamente as notas fiscais a empresa, e mais uma vez foram apresentadas cópias, com datas incompletas. As notas fiscais originais não foram apresentadas. Apesar disto, as datas de vencimento das notas é de 15/10/04 e 15/11/04. Como 2004 estava fora d período auditado, entendemos que as notas devem ser excluídas do débito apurado. 6. Trator Líder Locação e Transportes S/C Ltda — A empresa deixou de apresentar as notas fiscais durante auditoria. Na defesa apresentou cópia das notas, anexadas as fls. 818 e 819. As notas contem destaque de retenção de contribuição, mas as guias não foram apresentadas. 0 valor apurado deve ser retificado para o valor destacado em nota fiscal. 7.Ana Conceição Sales da Silva — A empresa deixou de apresentar a nota fiscal durante a auditoria, anexando cópia da mesma na defesa. Tratase de nota fiscal de venda de placa de sinalização. 0 valor apurado deve ser retificado para exclusão da nota fiscal. 8.Emsa Empresa Sul Americana de Montagens S/A — A empresa não apresentou a nota fiscal durante a auditoria. Anexada cópia Fl. 1504DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 da nota fiscal aft. 823, no valor de R$ 50.000,00. A empresa alega que houve erro da fiscalização quanto ao valor da nota fiscal, que considerou como valor R$ 94.350,00. Ocorre que o valor da nota fiscal foi apurado com base na contabilidade. Na contabilidade estão registrados dois lançamentos no valor de R$ 47.675,00 cada, na conta de fornecedores, o que perfazem R$ 94.350,00. 0 erro na apuração do valor da nota fiscal decorreu de erro na contabilidade da empresa. A nota fiscal apresentada se refere a serviços de consultoria e assessoria técnica, não sujeita a retenção. 0 valor apurado deve ser retificado para exclusão da nota. 9.Bom Sinal Sinalização Ltda — A empresa alega que as notas fiscais de materiais se destinavam a outras obras, onde a Bom Sinal não estava executando serviços, motivo pelo qual a base de cálculo deve ser 50%. Discordamos da empresa uma vez que todos os contratos apresentados a fiscalização eram de prestação de serviço. Nenhum deles era exclusivamente de venda de materiais. Solicitamos da empresa a apresentação dos contratos, notas fiscais e medições de serviço. Os documentos que anexamos ao processo comprovam que os contratos eram todos de prestação de serviços, e abrangiam diversas obras, sem especificálas. As notas fiscais de venda esteio, em sua maioria, acompanhadas de medições de serviço, demonstrando claramente que a compra foi de serviços. Na realidade a empresa não deveria ter aceito notas de vendas de materiais, quando a compra foi exclusivamente de serviços. Mas, uma vez que encontramos notas de venda e notas de serviço, e apenas contratos de prestação de serviço, entendemos que a contribuição previdenciária deveria abranger o valor total das notas de serviço, visto que os gastos com material estavam separados, em notas de vendas. 0 débito apurado, neste caso, no nosso entendimento, não deve ser retificado. 10. Extra Construções e Sinalização Ltda – A empresa discorda da base de cálculo utilizada pela fiscalização de 100% do valor da nota fiscal. Solicitamos a apresentação dos contratos e das notas fiscais objeto da autuação. A empresa apresentou dois contratos cujo objeto é o fornecimento de mão de obra, cabendo a contratante o fornecimento de materiais e ferramentas. Diz que não foi feito contrato referente er obra de Barbacena, notas fiscais 1904, 1922, 1952 e 2326. Nestas notas fiscais não ha qualquer referencia a materiais e equipamentos, logo, de acordo com a IN MPS SRP N. 03/05, cabe retenção sobre o valor integral da nota fiscal. 0 débito apurado, neste caso, no nosso entendimento; não deve ser retificado. 11. Peyrani Brasil S/A — Alega que o valor destacado em nota fiscal está correto, o restante se refere a aluguel de equipamentos. Solicitamos da empresa a apresentação do contrato de prestação de serviços. Verificamos que a retenção foi feita de acordo com o que estabelece o contrato. 0 débito deve ser retificado para exclusão das notas fiscais desta empresa. 12. Tercon Terraplanagem e Construções Ltda a empresa alega que as contribuições destacadas se referem a mão de obra do Fl. 1505DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.495 7 operador, e o restante da nota a aluguel de equipamentos, e anexa cópias de notas fiscais as fls. 765 a 802. Solicitamos a empresa que apresentasse os contratos firmados com a Tercon, objeto do débito apurado. Foram apresentados dois contratos, um referente ao ano de 2007, com locação de 4 escavadeiras. hidráulicas, uma motoniveladora e um caminhão pipa. Este contrato informa que a locação inclui a mão de obra. mas não separa os valores da locação de equipamentos do custo da mão de obra. Neste caso entendemos que o procedimento fiscal esta correto, de acordo com o art. 150 da IN n. 03, e não deve ser retificado. 0 outro contrato apresentado, de 2006, se refere ao aluguel de um caminhão VW 26310 "titan", com tanque de 15.000 litros, para uso em diversas obras. No caso deste contrato, o valor da locação é de R$ 60,00 a hora, dos quais R$2,78 por hora, se refere a mão de obra. Entendemos que, o débito apurado, relativo as notas fiscais n. 983, 998, 1001 e 1013, deve ser retificado, para se adequar a este contrato. 13. Distribuidora Brasileira de Asfalto S/A — Débito apurado coin base em lançamentos contábeis, visto que a empresa não apresentou a nota fiscal ou fatura n.1539. A empresa, em sua defesa, alega que a fiscalização equivocouse, e que o documento n. 1539 referese a fatura para pagamento da nota fiscal n. 498. Solicitados nota fiscal e fatura à empresa. A empresa apresentou cópia da nota fiscal n. 498, e fatura n. 498. Não foi apresentada a fatura n. 1539, logo não há como acatar a alegação da empresa. 14. Pavisan Engenh. de Pavimentos A empresa não apresentou as notas fiscais 196 e 240 durante a auditoria. Anexadas cópias das notas as fls. 862 e 863. Anexada GPS relativa a n. fiscal n. 240. 0 débito deve ser retificado para excluir a nota n. 240, e corrigir o valor da base de cálculo na nota n. 196. 15. Persinal Ltda — A empresa alega ,que a retenção não foi feita corretamente por tratarse de serviço com fornecimento de material. Na apuração do débito consideramos que a retenção foi inferior ao devido para o serviço prestado. Solicitado o contrato para a empresa e ela informa que não foi feito contrato para o serviço. Na apuração do débito consideramos 50% do valor da nota como base de cálculo, já considerando que trata se de serviço com fornecimento de material. Não há que ser retificado se não existe contrato. 16– Usipedra Mix Britagem e Comércio de Pedras Ltda — Empresa alega que os valores se. referem a adiantamentos a fornecedor. Apresentado cópia do lançamento contábil no Livro Diário. Realmente o lançamento é de adiantamento a fornecedor. 0 valor deve ser retificado para exclusão dos valores notificados. 17. Pronac Construções Ltda — Empresa alega que não se trata de notas fiscais e sim de faturas número 395 e n. 22, não incidindo retenção sobre as mesmas. Solicitado cópia das faturas de n. 22 e 395 a empresa. A empresa alegou que não Fl. 1506DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 possui fatura n. 22 nos seus sistemas, e apresentou um documento, que anexamos ao processo, como sendo a fatura n. 395, mas que não temos como identificar como tal. Assim, não há como retificar os valores lançados. Ainda com relação a Pronac alega que houve lançamento em duplicidade, em relação as notas n. 111 a 119. Concordamos com a empresa. 0 valor deve ser retificado para exclusão do levantamento A21. 18. F. T. Construções e Comércio Tarabai Ltda — A empresa deixou de apresentar a nota fiscal ou fatura durante a auditoria. Na defesa alega que tratase de fatura n. 1791, e não nota fiscal, e que o valor é de R$ 25.545,35, e não R$ 51.090,70, como notificado. Solicitado cópia da fatura e mais uma v o documento apresentado não pode ser identificado como tal. Quanto ao valor, ele foi apurado com base na contabilidade da empresa, e não há como retificar o valor sem a apresentação do documento. Neste caso, não vemos como retificar o débito. 19. Elaboramos uma planilha, anexa a esta informação, com as retificações propostas nos itens acima. A planilha referenciada está juntada à folha 875. Devidamente cientificado o recorrente manifestouse as fls. 1051 a 1054, questionando, ainda alguns dos fatos geradores apurados. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência parcial do lançamento, conforme fls.1311 a 1327, tendo a autoridade julgadora rebatido todos os pontos trazidos pelo impugnante, considerando a informação fiscal emitida. O recorrente não concordando com a DN emitida pelo órgão previdenciário, interpôs recurso, fls. 273 a 281 . Alega em síntese: 1. Outrossim, ressaltamos aqui que referida fiscalização utilizouse em boa parte de sua redação de alegações que fogem totalmente aos fatos narrados no item III do presente recurso, e relativos a pseudoidentificação de divergências, dificultandose, desta feita, a compreensão do conteúdo de referido documento. 2. A este propósito, indispensavelmente aqui mencionarse que a ora Recorrente possui contratos firmados com diversas empresas para prestação de serviços e compra e venda e que somente não realizara a devida retenção para aquelas que possuíam alguma espécie de justificativa para tanto, sendo a principal destas a obtenção de decisão judicial que afastava tal obrigação. 3. Ou seja, para grande h parte dos débitos ora imputados A Recorrente, cumprenos esclarecer que a mesma não realizava as retenções necessárias sobre determinados contratos de prestação de serviços, sob o argumento de que ainda haveria decisão judicial a amparar tal procedimento. 4. a) Do contrato firmado com a empresa Stavias Stanoski Terraplanagem Pavimentação de Obras Ltda. 4.1. Com relação a esta contratação temse que a mesma sequer referese a prestação de serviços e, portanto, passível da incidência e retenção dos 11% de contribuições previdencidrias, mas sim de contrato de compra e venda, conforme documentação ora inclusa. Fl. 1507DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.496 9 5. Do contrato firmado com a empresa Construtora Marinho Barbosa Ltda. 5.1. Com relação a este contrato, temse que a Ilma. Fiscal tão somente solicitara duas Notas Fiscais para apuração do montante supostamente devido. Assim, pedese vênia aqui para tratarmos da mesma.Vejamos: 5.2. Nota Fiscal n'. 6 lançada erroneamente em nome da empresa CONSTRUTORA MARINHO e 6oiitabaizada desta forma. 5.3. Quando chegou a época do pagamento o erro foi detectado, percebendose que a nota era de outro fornecedor, a PERSHOP PLANEJAMENTO DE OBRAS E CONTRUÇÕES LTDA. Diante disto, a Nota Fiscal foi excluída do sistema e foi incluída novamente em nome da fornecedora correta, qual seja, a PERSHOP. No entanto, quem fez a exclusão da Nota Fiscal errada não informou A Contabilidade para que a mesma também pudesse dar baixa, fato este que levou a Fiscalização a autuação com base em nota fiscal que não existe. 6. c) Do contrato firmado com a empresa Complexa Construções Ltda. 6.1. Com relação a esta contratação, esclareçase aqui que se trata de somente duas Notas Fiscais emitidas em data de 23/09/2004, não havendo retenção em função da liminar obtida pela APEMEC e que nesta oportunidade ainda não havia sido objeto de revogação. 6.2. Outrossim, temse que a Ilma. Fiscal requereu a apresentação de 03 (três) Notas Fiscais, sendo que a terceira delas, de n.° 92, NÃO REFERESE A NOTA FISCAL e sim a ADIANTAMENTO AO FORNCEDOR, conforme se pode vislumbrar junto A. cópia do Livro Diário Geral (documento ora incluso). 6.3. E mais ainda, cabe ressaltar outro aspecto onde se percebe novo equivoco por parte da Ilma. Fiscal, qual seja o valor apurado, isto porque no Livro Diário está lançado o adiantamento no valor de R$ 4.000,00 e o pagamento, obviamente, no mesmo valor de R$ 4.000,00 e a mesma somou estes dois valores e atribuiu o valor de R$ 8.000,00 à pretensa Nota. 7. d) Do contrato firmado com a empresa Bom Sinal Sinalização Ltda. 7.1. Com relação a esta questão, esclareçase aqui que para a prestação destes serviços afigurase indispensável a utilização de materiais, digase, conforme bem discriminado nas Notas Fiscais, sendo certo tratarse de serviço de sinalização realizado em vias públicas e rodovias, onde não há como efetuar o serviço sem a utilização. de extenso maquindrio (equipamento mecanizado próprio para pintura, compressores, veículos, etc.) 7.2. A este propósito, esclareçase que as notas fiscais de venda de materiais realmente ocorreram, no entanto, não são relativas as outras notas onde houve prestação de serviços com utilização de material, conforme se denota dos documentos juntados aos presentes autos. Fl. 1508DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 7.3. Ressaltese aqui que a empresa Recorrente possui várias obras e que referida aquisição de material destinase a obras onde a empresa Bom Sinal não estava executando serviços, motivo pelo qual a base de cálculo deverá ser equivalente a 50% (cinqüenta por cento). 8. e) Do contrato firmado com a empresa Tercon Terraplanagem e Construções Ltda. 8.1. Mais uma vez aqui percebese um equivoco no entendimento adotado pela fiscalização, eis que os valores destacados e retidos nas notas fiscais a titulo dos 11% de contribuições previdenciárias tratase do referente à mãodeobra do Operador, sendo que a base de cálculo restante referese ao Aluguel do Equipamento, conforme se denota dos documentos colacionados aos autos. 9. f) Do contrato com a empresa Distribuidora Brasileira de Asfalto S/A 9.1. Com relação ao presente tópico, mais uma vez a Ilma. Fiscal cometeu um pequeno equivoco, confundindo Fatura com Nota Fiscal, pois o documento requerido, n.° 1539, referese Fatura para pagamento da Nota Fiscal n.° 498. 10. g) Do contrato com a empresa Pavisan Engenharia de Pavimentos Ltda. 10.1. Referente ao caso em debate, conforme se vislumbra dos documentos acostados aos autos, houve a regular retenção do INSS em referidas Notas Fiscais. 11. h) Do contrato com a empresa Persinal Ltda. 11.1. Tratase de contrato de prestação de serviços com fornecimento de material e a retenção foi realizada corretamente. 12. i) Do contrato com a Empresa Usipedra Mix —Britagem e Comércio de Pedras Ltda. 12.1. Referese a adiantamento do Fornecedor, e não Nota Fiscal, ao contrário do entendimento da Ilma. Fiscal. Não incidindo, portanto, retenção de INSS. 13. j) Do contrato firmado com a empresa Pronac Construções Ltda. 13.1. Foi solicitado pela Ilma. Fiscal a nota de n.° 395, no entanto, tal documento referese a uma Fatura, conforme se verifica das inclusas cópias do Livro Diário. 13.2. Mais ainda, ele entendeu que referiase a um valor de R$ 301.000,00, quando, na verdade, o valor da Fatura é de R$ 80.000,00. Com relação ao documento de n.° 22 ocorreu o mesmo fato, qual seja, não se trata de Nota Fiscal, mas sim de Fatura, não havendo, portanto, incidência de retenção de INSS. 14. k) Do contrato firmado com a empresa F.T Construções e Comércio Tarabai Ltda. 14.1. Foi solicitada uma Nota Fiscal no valor de R$ 51.090,70, de n° 1791, no entanto, não se trata de Nota Fiscal e sim de uma Fatura, havendo ainda um equivoco com relação ao valor, que é de R$ 25.545,35, conforme documentação correlata. Fl. 1509DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.497 11 15. 1) Da discussão em torno da responsabilização da empresa Recorrente 15.1. E além das alegações outrora ventiladas, digase, que por si só já justificariam o cancelamento dos débitos, importante ainda ressaltarse aqui que não existirem indícios acerca do não recolhimento das contribuições previdenciárias devidas por parte das empresas prestadoras de serviços, fato este preponderante para imputação da responsabilidade solidária. 15.2. Outrossim, caso não seja adotado o entendimento acima formulado pela Recorrente, propugna pelo afastamento da incidência da taxa de juros SELIC, bem como da multa moratória. 16. Ante, o exposto, requer a ora Recorrente a Vossa Senhoria: dignese a excluir, em sua totalidade, os valores cobrados a titulo de contribuições previdenciárias relativa ao suposta não realização das retenções dos 11%; e que ao final, julgue procedente o Recurso, para declarar nulo o débito retratado no Auto de Infração de n°37.183.8657. A DRFB encaminhou o recurso a este conselho, para julgamento. É o relatório. Fl. 1510DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 288. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DO MÉRITO Em primeiro lugar só permaneceram alvo de recurso os levantamentos abaixo descriminados, considerando que o contribuinte ingressou com pedido de parcelamento, tendo o débito sido desmembrado, conforme DADD, fls. 1457 a 1483: B08 – ARBITRAMENTO DA RETENÇÃO competências – 08/2005, 04/2007 – PRONAC CONSTRUÇÕES LTDA B13 – ARBITRAMENTO DA RETENÇÃO – compet. 07/2006 a 11/2006. STAVIAS STANOSKI TERRAP. PAV. OBRAS LTDA B14 – ARBITRAMENTO DE RETENÇÃO – COMP. 02/2007/ DISTRIBUIDORA BRASILEIRA DE ASFALTO. O instituto da retenção de 11% está previsto no art. 31 da Lei n° 8.212/1991, com redação conferida pela Lei n ° 9.711/1998, nestas palavras: “Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5º do art. 33. (Redação dada pela MP nº 1.66315, de 22/10/98 e convertida no art. 23 da Lei nº 9.711, de 20/11/98). Vigência a partir de 01/02/99, conforme o art. 29 da Lei nº 9.711/98.” A recorrente tomou serviços de construção civil de empreitada de mão de obra, conforme descrito no relatório fiscal para cada um dos serviços prestados. Contudo foram apresentados questionamentos acerca dos lançamentos efetuados, tendo o auditor se manifestado rebatendo pontualmente os argumentos do recorrente, fatos esses que ora analisams. Ressaltese, que conforme já mencionado acima, a maior parte dos levantamentos foram desmembrados, considerando que a empresa desistiu parcialmente do recurso, aderindo a parcelamento de contribuições. Fl. 1511DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.498 13 Passamos, a seguir a identificar os termos do recurso em relação aos fatos geradores não reconhecidos pelo recorrente, ou seja, que ainda são objeto do recurso interposto. Contrato firmado com a empresa Stavias Stanoski Terraplanagem Pavimentação de Obras Ltda Com relação a esta contratação argumentou o recorrente que a mesma sequer referese a prestação de serviços e, portanto, passível da incidência e retenção dos 11% de contribuições previdenciárias, mas sim de contrato de compra e venda, conforme documentação ora inclusa. A autoridade fiscal visualizou todas as notas, uma a uma. Entretanto, como do sistema ainda constava o valor referente às faturas, temse que a mesma considerou a fatura como se fosse uma nota fiscal e tributou a mesma como tal. RESULTADO DA DILIGÊNCIA Quanto a contratação da empresa Stavias Stanoski Terraplanagem Pavimentação de Obras Ltda – destacou o auditor na diligência realizada que empresa deixou de apresentar as notas fiscais e faturas objeto do débito apurado durante o procedimento fiscal. A empresa alega que apresentou todas as notas fiscais, mas que a fiscalização considerou fatura como se fosse nota fiscal. O levantamento foi feito com base nos lançamentos contábeis da empresa. O número das faturas anexadas ao processo não corresponde aos números dos documentos que ensejaram os lançamentos contábeis. Solicitamos extrato contendo todos os lançamentos contábeis relativos a empresa Stavias, onde verificamos que estão lançadas tanto "as faturas", que foram objeto da notificação, como as notas fiscais apresentadas pela empresa na sua defesa. Dado que existem os lançamentos das faturas e das notas, e nenhum deles foi estornado, entendemos que são coisas diferentes. As faturas solicitadas não foram apresentadas pela empresa. As faturas apresentadas, como já mencionamos, possuem numeração diferente, e não vemos como aceitálas para retificar o débito. Portanto, com relação a esse item entendo que o recorrente não apresentou qualquer fato novo capaz de alterar o posicionamento adotado na empresa, considerando que os valores foram contabilizados, sem que fosse demonstrado tratarse do mesmo lançamento, deve prevalecer o lançamento. Do contrato firmado com a empresa Pronac Construções Ltda. Foi solicitado pela Ilma. Fiscal a nota de n.° 395, no entanto, tal documento referese a uma Fatura, conforme se verifica das inclusas cópias do Livro Diário. Mais ainda, ele entendeu que referia se a um valor de R$ 301.000,00, quando, na verdade, o valor da Fatura é de R$ 80.000,00. Com relação ao documento de n.° 22 ocorreu o mesmo fato, qual seja, não se trata de Nota Fiscal, mas sim de Fatura, não havendo, portanto, incidência de retenção de INSS. RESULTADO DA DILIGÊNCIA Pronac Construções Ltda — Empresa alega que não se trata de notas fiscais e sim de faturas número 395 e n. 22, não incidindo retenção sobre as mesmas. Solicitado cópia das faturas de n. 22 e 395 a empresa. A empresa alegou que não possui fatura n. 22 nos seus sistemas, e apresentou um documento, que anexamos ao processo, como sendo a fatura n. 395, mas que não temos como identificar como tal. Assim, não há como retificar os valores lançados. Ainda com relação a Pronac alega que houve lançamento em duplicidade, em relação as notas n. 111 a 119. Concordamos com a empresa. ovalor deve ser retificado para exclusão do levantamento A21. Empresa Pronac Construções Ltda: O impugnante alega que as notas fiscais 395 e 22 são, na realidade, faturas, e que a primeira tem por valor R$80.000,00 e não R$301.000,00, conforme lançado. Alega também ter havido duplicidade entre os Fl. 1512DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 14 levantamentos R02 e A21, referentes As notas fiscais 111 a 119. A auditoriafiscal reconhece a duplicidade A folha 874, propugnando pelo exclusão do levantamento A21. Realmente, da comparação das planilhas de folhas 113 e 116, anexos do Relatório Fiscal, chegase A essa conclusão. Quanto as alegadas faturas, as cópias do Diário juntadas as folhas 808 e 809, bem como os documentos juntados As folhas 1202 a 1211, não permitem que se chegue a uma conclusão acerca quer da existência de fatura a englobar o pagamento de notas fiscais, quer de que o lançamento no valor de R$301.000,00 esteja errado, ainda que tenha sido escriturado em R$80.000,00 (folha 809), porque os documentos de folhas 1202 a 1211 dão conta do pagamento de R$301.000,00. Assim, com relação a esse levantamento, entendo novamente que o recorrente não apresentou qualquer fato novo que demonstrasse tartarse dos mesmos pagamentos, razão porque deve ser mantido o lançamento. Do contrato com a empresa Distribuidora Brasileira de Asfalto S/A Com relação ao presente tópico, mais uma vez a Ilma. Fiscal cometeu um pequeno equivoco, confundindo Fatura com Nota Fiscal, pois o documento requerido, n.° 1539, referese Fatura para pagamento da Nota Fiscal n.° 498. RESULTADO DA DILIGÊNCIA Distribuidora Brasileira de Asfalto S/A — Débito apurado com base em lançamentos contábeis, visto que a empresa não apresentou a nota fiscal ou fatura n.1539. A empresa, em sua defesa, alega que a fiscalização equivocouse, e que o documento n. 1539 referese a fatura para pagamento da nota fiscal n. 498. Solicitados nota fiscal e fatura à empresa. A empresa apresentou cópia da nota fiscal n. 498, e fatura n. 498. Não foi apresentada a fatura n. 1539, logo não há como acatar a alegação da empresa. Com relação a esse levantamento assim, se manifestou a autoridade julgadora. Empresa Distribuidora Brasileira de Asfalto S/A: A argumentação de que a fatura 1539 corresponde à nota fiscal 527/498, tem certa razoabilidade no que tange aos valores envolvidos. A nota fiscal tem valor de R$43.367,09, a fatura, R$42.561,23, sendo a diferença igual ao valor retido e recolhido na importância de R$715,56. A auditoria fiscal opina no sentido de que a fatura citada não foi apresentada, não havendo como alterar o débito. Os documentos referentes à operação constantes dos autos estão as folhas 825 a 833 e 1117 a 1122. Tais documentos dão conta de que parece ter havido uma renegociação com parcelamento da divida original, sendo a primeira de R$21.650,00, paga em 12/2/2007, e a segunda de R$21.680,00, paga em 22/2/2007. A retenção foi efetuada em 12/2/2007. Ainda que os dados levem à crença de que as operações envolvidas são as mesmas, entendemos que falta um suporte cabal à demonstração que, na falta da fatura propriamente dita, poderia se consubstanciar em documentos da escrituração contábil a dar conta da inexistência de outra operação com a empresa em questão. Quanto ao levantamento da Empresa Distribuidora de Asfalto, apesar dos argumentos trazidos pela autoridade fiscal no cumprimento da diligência afastarem a possibilidade de retificação do lançamento, entendo que autoridade julgadora ao compulsar os autos indicou que os argumentos trazidos pelo recorrente podem estar corretos, quando analisados os registros contábeis, tendo inclusive citado que o valor da fatura, corresponde ao valor da nota, excluída a retenção. Assim, apesar do recorrente não ter apresentado o documento, restou demonstrado por meio dos registros contábeis apresentados que os argumentos trazidos pelo recorrente se apresentam válidos. Em razão desse fato entendo que restou demonstrado neste caso em particular, o lançamento de valor indevido, devendo ser excluído o levantamento. Fl. 1513DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.499 15 Entendo que em relação aos levantamentos remanescentes, o relatório fiscal fez o cotejamento entre a documentação e a descrição das contratações mediante empreitada e cessão de mãodeobra, nos casos em que houve a apresentação de documentos. Desse modo, a recorrente deveria ter retido o valor de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal/fatura, observados os limites de deduções e recolher a importância até o dia dois do mês subseqüente à emissão da respectiva nota fiscal/fatura. De acordo com o previsto no art. 33, § 5º da Lei n° 8.212/1991, o desconto sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa, sendo a responsabilidade direta de quem tinha o dever de realizálo. “Art. 33 (...). §5ºO desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei.” No caso da retenção de 11% não há que se falar em solidariedade, tampouco em benefício de ordem, pois o comando legal impôs a responsabilidade à tomadora de serviços, assim como o fez em relação ao desconto dos segurados empregados. Essa é uma presunção legal absoluta que milita em favor da fiscalização previdenciária. Ao contrário dos argumentos trazidos pelo recorrente, entendo que no caso de retenção há duas obrigações: a primeira, acessória, que é o desconto dos 11%; a segunda é a principal, que é o recolhimento das contribuições retidas. Uma vez que as contribuições previdenciárias são tributos, o objeto da retenção dos 11% também possui natureza tributária, haja vista ser uma antecipação das contribuições, possuindo natureza de substituição tributária. O fato das empresas prestadoras possuírem recolhimentos não desobriga a empresa tomadora de efetuar a retenção, conforme descrito acima, ou seja, o desconto sempre se resume feito regularmente. Com relação à cobrança de juros está prevista em lei específica da previdência social, art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito, desse modo foi correta a aplicação do índice pela autarquia previdenciária: Art.34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Fl. 1514DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 16 Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n ° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996. (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. Não tendo o contribuinte recolhido à contribuição previdenciária em época própria, tem por obrigação arcar com o ônus de seu inadimplemento. Caso não se fizesse tal exigência, poderseia questionar a violação ao principio da isonomia, por haver tratamento similar entre o contribuinte que cumprira em dia com suas obrigações fiscais, com aqueles que não recolheram no prazo fixado pela legislação. Dessa forma, não há que se falar em excesso de cobrança de juros, estando os valores descritos na NFLD, em consonância com o prescrito na legislação previdenciária. Conforme descrito acima, a multa moratória é bem aplicável pelo não recolhimento em época própria das contribuições previdenciárias. Ademais, o art. 136 do CTN descreve que a responsabilidade pela infração independe da intenção do agente ou do responsável, e da natureza e extensão dos efeitos do ato. O art. 35 da Lei n ° 8.212/1991 dispõe, nestas palavras: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99) I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). Fl. 1515DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10970.000281/200842 Acórdão n.º 240101.916 S2C4T1 Fl. 1.500 17 b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). § 1º Nas hipóteses de parcelamento ou de reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o Caput e seus incisos. (Parágrafo acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97) § 2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar. (Parágrafo acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97) § 3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 1º deste artigo. (Parágrafo acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97) § 4º Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora Fl. 1516DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 18 a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.876/99) Por todo o exposto, entendo que o lançamento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido nos termos da Decisão Notificação. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER PARCIALMENTE DO RECURSO, para no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL para excluir o levantamento B14, nos termos acima expostos.. É como voto. Fl. 1517DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, Assinado digitalmente em 27/08/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10880.004555/2003-77
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano calendário: 2002
NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
PRECLUSÃO PRELIMINARES: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF), PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE e CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA Em
vista do disposto no art. 16, III, c/c o art. 17, ambos do Decreto nº 70.235/72, respeitando-se o princípio processual da
dupla jurisdição, consideram-se preclusas, não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente na fase recursal.
OPÇÃO PELO SIMPLES. COMPROVAÇÃO DO IMPEDIMENTO
LEGAL ALEGADO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. Havendo
nos autos prova de que a pessoa jurídica tenha exercido a atividade impeditiva de locação de mão de obra tornase
cabível a sua exclusão do SIMPLES por restar configurado o impedimento legal de que trata o inciso XII, alínea “f” do artigo 9º da Lei nº 9.317/96.
Numero da decisão: 1802-000.792
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Ano calendário: 2002 NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO PRELIMINARES: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF), PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE e CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA Em vista do disposto no art. 16, III, c/c o art. 17, ambos do Decreto nº 70.235/72, respeitando-se o princípio processual da dupla jurisdição, consideram-se preclusas, não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente na fase recursal. OPÇÃO PELO SIMPLES. COMPROVAÇÃO DO IMPEDIMENTO LEGAL ALEGADO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. Havendo nos autos prova de que a pessoa jurídica tenha exercido a atividade impeditiva de locação de mão de obra tornase cabível a sua exclusão do SIMPLES por restar configurado o impedimento legal de que trata o inciso XII, alínea “f” do artigo 9º da Lei nº 9.317/96.
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Turma/DRJ/SÃO PAULO/SPOI ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 NORMAS PROCESSUAIS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO PRELIMINARES: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF), PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE e CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA Em vista do disposto no art. 16, III, c/c o art. 17, ambos do Decreto nº 70.235/72, respeitando se o princípio processual da dupla jurisdição, consideramse preclusas, não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente na fase recursal. OPÇÃO PELO SIMPLES. COMPROVAÇÃO DO IMPEDIMENTO LEGAL ALEGADO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. Havendo nos autos prova de que a pessoa jurídica tenha exercido a atividade impeditiva de locação de mão de obra tornase cabível a sua exclusão do SIMPLES por restar configurado o impedimento legal de que trata o inciso XII, alínea “f” do artigo 9º da Lei nº 9.317/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins De Sousa – Presidente e Relatora. Fl. 621DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni De Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Gilberto Baptista. Fl. 622DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.004555/200377 Acórdão n.º 180200.792 S1TE02 Fl. 799 3 Relatório Por bem descrever a lide transcrevo a seguir o Relatório da decisão recorrida (fl.70): Trata o presente processo, formalizado em 03/07/2003 pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo, de exclusão da contribuinte do Simples. 2. Observase que o processo teve origem na Representação Administrativa do Instituto Nacional do Seguro Social, de 25/02/2003, tendo em vista que em análise de processo relacionado à empresa Henry Leon & Cia Ltda (CNPJ 60.534.070/000151)constatouse que a interessada presta serviços de locação de mãodeobra, sendo esta atividade vedada à sistemática simplificada com fulcro no art. 9°, inciso XII, alínea f, da Lei n° 9.317, de 05/12/1996 (fls. 2 a 21). 3. A Derat/SP emitiu o Ato Declaratório Executivo DERAT/SPO n° 026/2008, em 18/11/2008, com efeitos retroativos a partir de 01/01/2002 (fl. 27). 4. A exclusão foi fundamentada nos artigos 9º, inciso XII, alínea f, 12, 13, inciso II, alínea a, 15, inciso II e § 3°, e 16, da Lei n° 9.317, de 05/12/1996; artigos 20, inciso XII, 21, 23, 24, inciso II, e 25, da Instrução Normativa SRF n° 608, de 09/01/2006. 5. Cientificada do retrocitado ADE em 05/12/2008 (fl. 30), a interessada apresentou contraditório em 18/12/2008 (razões à fl. 32 e anexos às fls. 33 a 54). Alega, em síntese, que: 5.1. A contribuinte exerce suas atividades somente dentro de sua sede social, que consistem em indústria e comércio de produtos plásticos, injeção de produtos plásticos, confecção (fabricação) de moldes e prestação de serviços de manutenção, ferramentaria, corte, recorte, montagem e/ou acabamento em objetos e peças, conforme especificado no Contrato Social e Alteração posterior anexada aos autos. 5.2. A empresa está registrada no CNAEFiscal 2229399 (Fabricação de artefatos de material plástico para outros usos não especificados anteriormente), não tendo sido atribuído CNAE à atividade de prestação de serviço tendo em vista que esta atividade não é explorada pela empresa, que atua somente na área produtiva. 5.3. Na área de moldes tanto a fabricação como a prestação de serviço são realizados sempre na sede social da empresa, nunca externamente, por não fazer parte do objeto da empresa. 5.4. O profissional ferramenteiro não necessita de habilitação profissional regulamentada para exercer essa função. Fl. 623DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ/São Paulo/SPOI), decidiu pelo indeferimento da solicitação do Contribuinte mediante o Acórdão nº 1621.286, de 07/05/2009 (fls.69/72), assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 EXCLUSÃO. LOCAÇÃO DE MÃODEOBRA. As empresas que prestam serviços de locação de mãodeobra estão impedidas de optar pelo regime simplificado, por vedação taxativa na Lei que rege o Simples. A empresa foi cientificada da decisão acima, conforme o Aviso de Recebimento (AR), de 21/01/2010, fl.76v, e, interpôs o recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 18/02/2010, fls.80/119. A recorrente argúi questões preliminares às fls.94/105 e, no mérito às fls.106/119, contesta as argumentações que serviram de base para sua exclusão do Simples. Preliminarmente, a recorrente alega prescrição no procedimento do Fisco, pois, entende que conforme constam dos autos, os fatos e provas agrupadas que aludem à exclusão do Contribuinte do Simples datam do ano de 1998, cujo processo iniciado em 2003, sendo o contribuinte cientificado do presente processo somente em 05/12/2008, ou seja após mais de 10 (dez)anos dos fato. Nessa moldura, no que tange ao prazo prescricional das ações e direitos envolvendo entes públicos, a Recorrente alega que “ainda vige o Decreto n° 20.910/32, que declara em seu artigo inaugural que: as dívidas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda Federal, Estadual e Municipal seja qual for sua natureza prescrevem, em cinco anos”. Sobre o tema “Da Prescrição” a recorrente discorre às fls.85/94. Também alega que não há Mandado de Procedimento Fiscal que permita aos auditores fiscais a instauração do procedimento fiscal, em consonância com a Portaria da RFB n°4.066/07. Sobre o assunto a recorrente discorre às fls.94/100. Sob o título de Cerceamento de Defesa, a recorrente alega que o processo foi formalizado em 03/07/2003 pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributaria em São Paulo, tendo sua origem na Representação Administrativa do Instituto Nacional do Seguro Nacional, de 25/02/2003, que em analise de processo relacionado a HENRY LEON CIA LTDA (CNPJ 60.534.070/000151), constatou que a Recorrente prestava serviço, de LOCAÇÃO de Mão de obra, sendo esta atividade vedada à sistemática simplificada com fulcro no artigo 9° inciso XII alínea “f”, da Lei n°, 9.137 de 05/12/1996. Entretanto, em momento algum, foi cientificada do processo administrativo, que transitava no Instituto Nacional do Seguro, Nacional, sendo certo que foi, impossibilitada de apresentar qualquer esclarecimento ou provas, sendolhe vedado o direito constitucional da ampla defesa e do contraditório. No mérito, a recorrente argumenta, essencialmente que, tem como objeto social, dentre outros, a industrialização, comércio, injeção de produtos de plásticos, confecção de moldes, prestação de serviços de manutenção, ferramentaria, corte e recorte, montagem e/ou acabamento em objetos e peças, consoante se vê de cópia do Contrato Social e sua última alteração; e que, nunca realizou a LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA, atividade vedada pelo artigo 9º, inciso XII, da lei 9.137/96, portanto, as alegações da Autoridade Fiscal não Fl. 624DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.004555/200377 Acórdão n.º 180200.792 S1TE02 Fl. 800 5 caminham dentro da legalidade, utilizando erroneamente a simples prestação de serviço de mão de obra como causa excludente do SIMPLES. A recorrente explica que realiza como uma de suas atividades a industrialização de produtos, ou seja, recebe como matéria prima produtos a serem industrializados, realizando portando a prestação de serviço de industrialização, mas não a locação de mão de obra conforme busca colocar o fisco. Sobre as notas fiscais trazidas pela autoridade administrativa como prova da atividade de mão de obra, a recorrente diz o seguinte (fl.109): Cumpre esclarecer, que as notas fiscais apresentadas na Representação fiscal do INSS tratam se de notas fiscais de serviços prestados na industrialização dos materiais de insumo, não podendo ser confundida como locação de mão de obra. Ao analisar as provas apresentadas nos autos, verificase claramente a NF 000005 em sua descriminação "serviços prestados ao mês de julho de 1999, descriminando ainda montagem e furações de ganchos e travas e usinagem de tacos, descrevendo claramente que os serviços prestados se resumem em beneficiamento de material utilizado na remessa para industrialização. Ademais, foram apresentadas11(onze) notas fiscais, sendo que em 10(dez) discrimina a prestação de serviço como usinagem, gancho de mola, montagem, restando apenas 01 (uma) como serviço prestado fora da empresa, e que conforme já dito refere se de manutenção e reparo de , serviço de ferramentaria, mas nunca o de LOCAÇÃO de mão de obra. Sobre o contrato firmado com a empresa HENRY LEON CIA LTDA, afirma que a real atividade exercida pela Recorrente é PRESTAÇÃO DE SERVIÇO e não LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA. No tocante ao desenvolvimento da atividade, a recorrente assim se manifesta à fl.111: Cabe informar, que, conforme constam no contrato social da empresa, autorização de funcionamento e demais alvarás concedidos pelos órgãos competentes, a empresa Recorrente realiza a confecção de moldes, prestação de serviços de manutenção, ferramentaria, corte e recorte, montagem e/Ou acabamento em objetos realizados no interior de sua empresa, não se utilizando da atividade de LOCAÇÃO mão de obra. Assim, no exercício de sua atividade a Recorrente ao confeccionar um molde, utilizará todo os equipamentos necessários para a realização do Serviço(torno, prensa, usinagern) no interior de seu estabelecimento, contudo em alguns casos sua montagem tem que ser realizada no local aonde o maquinário estiver localizado, em razão da logística e custo beneficio no deslocamento do equipamento a ser instalado. Em linhas mais clara para simplificar o entendimento da operação da prestação de serviço, utilizaremos como exemplo a Fl. 625DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 criação, de um molde para injeção de peças plásticas, encaminhada para o manutenção e reparo. Sabese que, a usinagem de molde utilizado em injetoras de plásticos, é realizado de forma técnica em uma oficina, utilizando um torno e demais equipamentos de ferramentaria, assim tal serviço será cobrado através de nota fiscal de serviços (manutenção e mão de obra) e nota de venda para as peças utilizadas no reparo. Desta forma; temos que, mesmo, que o reparo seja efetuado na oficina da Recorrente, parte deste serviço ocorre no local fixo da máquina injetora, devendo ser realizado o serviço de mão de obra de desmontagem e montagem na injetora. Observase que alguns reparos são realizados no local fixo do equipamento, ou seja, no estabelecimento aonde se encontram os maquinários, denominadas de manutenções ou revisões, sendo apresentado notas fiscais periódicas das realizações de serviços. Neste ínterim, ao analisar as notas fiscais apresentada na Representação Administrativa, verificase a regularidade nas operações, visto a atipicidade de conduta praticada pela Recorrente em emitir notas fiscais discriminando o serviço prestado, seja ele em sua empresa ou não... (...) Contudo, cabe esclarecer que a vedação expressa na lei do SIMPLES esta vinculada a LOCAÇÃO de mão de obra, e não a serviços prestados de mão de obra. Finalmente requer a reforma do Ato Declaratório Executivo DERAT/SPO nº 26/2008, face a ausência de intimação do Recorrente no procedimento fiscal iniciado pelo INSS, pelo que acarretou o cerceamento de defesa e violação ao principio do contraditório, ensejando um processo viciado, afrontando ainda o princípio constitucional do devido processo legal.Contudo, caso seja suprida a afronta aos princípios constitucionais existentes no caso em tela, que seja declarado nulo o procedimento fiscal tendo em vista a prescrição intercorrente, entre o fato e a ciência da Recorrente. No entanto, caso não seja este o entendimento deste Conselho pelo acolhimentos das preliminares apontadas, que seja apreciado o mérito, reformando o Ato Declaratório Executivo DERAT/SPO n 26/2008, por estar provado que as condutas praticadas pela Recorrente não são vetadas pela legislação do SIMPLES, sendo atípica a prática de prestação de serviço não podendo ser confundida pela LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA, sendo demonstrado com todos os elementos necessários à sua identificação, e não tendo sido comprovado qualquer intuito doloso ou máfé por parte do Recorrente. É o relatório. Fl. 626DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.004555/200377 Acórdão n.º 180200.792 S1TE02 Fl. 801 7 Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins De Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, dele conheço. De início deve ser esclarecido que matérias não impugnadas ou não questionadas em sede de primeira instância delas não se toma conhecimento na fase recursal. O assunto encontrase regido pelos artigos 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72, que assim prescrevem: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta; (...) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) A recorrente na peça recursal antes de adentrar ao mérito suscita questões preliminares quais sejam: falta de Mandado de Procedimento Fiscal, cerceamento ao direito de defesa e do contraditório em face da ausência de intimação do Recorrente no procedimento fiscal iniciado pelo INSS, e prescrição intercorrente entre o fato e a ciência da Recorrente em relação ao Ato Declaratório. Constatase não haver a empresa se manifestado sobre tais matérias em sede de primeira instância, o fazendo apenas na fase recursal. Assim, respeitando se o princípio processual da dupla jurisdição, temse como precluso o direito de o contribuinte apresentar, somente em fase recursal, matéria não contestada na impugnação, em vista do disposto no art. 16, inciso III, c/c o art. 17, ambos do Decreto nº 70.235/72. Dessarte, e, para que não se alegue supressão de instância na fase recursal, NÃO SE CONHECE das mencionadas matérias por não terem sido expressamente contestadas na impugnação (fl.32) apresentada em sede de primeira instância. Passemos, pois, a análise do mérito em que a Recorrente requer seja reformada a decisão no tocante ao Ato Declaratório Executivo DERAT/SPO n 26/2008, por entender provado que as condutas praticadas pela Recorrente não são vetadas pela legislação do SIMPLES, ou seja que não exerceu a LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA, então vedada pela Lei n° 9.317/1996. Sobre o assunto a Lei n° 9.317/1996 em seu art. 9°, inciso XII, alínea “f”, assim dispõe: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: Fl. 627DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 (...) XII que realize operações relativas a: f) prestação de serviço de vigilância, limpeza, conservação e locação de mãodeobra; (Destaquei) Sabese que o termo mão de obra tradicionalmente designa o trabalho manual empregado na fabricação de um bem ou na realização de um serviço. Já a locação resulta de um contrato pelo qual o locador obrigase a ceder o uso e o gozo da coisa locada ao locatário. A questão cingese em saber se a recorrente (parte contratada) efetua locação de mão de obra, para atividades da parte contratante (empresa Henry Leon & Cia Ltda ) considerando que o art.9ºda Lei nº 9.317/96, XII, "f" exclui do SIMPLES empresas de locação de mãodeobra. Compulsando os autos, verificase que a recorrente, informa ter sido excluída do SIMPLES pela Receita Federal, por praticar locação de mãodeobra. Alega que no exercício de sua atividade a Recorrente ao confeccionar um molde, utilizará todo os equipamentos necessários para a realização do Serviço(torno, prensa, usinagern) no interior de seu estabelecimento, contudo em alguns casos sua montagem tem que ser realizada no local aonde o maquinário estiver localizado, em razão da logística e custo beneficio no deslocamento do equipamento a ser instalado. Com a Representação Administrativa (fl.02) formulada pelo INSS à Receita Federal, foi juntada cópia do Contrato de Prestação de Serviços celebrado entre a recorrente (então denominada JMA Prestação de Serviços S/C Ltda) e a empresa Henry Leon & Cia Ltda. A recorrente não contesta o mencionado Contrato de Prestação de Serviços (fls.09/10) do qual se transcreve as seguintes cláusulas: (...) 3 Os serviços de mão de obra objeto deste contrato poderão ser executados na sede da firma JMA ou na sede da CLIENTE, conforme o que for mais conveniente em cada ocasião. 4 Quando, por conveniência mútua, os serviços de mão de obra, forem prestados no estabelecimento da CLIENTE, JMA comprometese a zelar pela boa conservação e manutenção de todas as máquinas, equipamentos, estampos, dispositivos e instalações. 5 Na hipótese de serem prestados serviços de mão de obra no estabelecimento da CLIENTE, e quando, a critério da JMA, possa haver necessidade para tanto de manter no estabelecimento da CLIENTE qualquer funcionário, trabalhador ou operário, os mesmos deverão estar regularmente contratados pela firma JMA. a) Se qualquer funcionário, trabalhador ou operário designado pela JMA para prestar serviços no estabelecimento da CLIENTE não estiver regularmente contratado pela JMA, a JMA responderá e ressarcirá à CLIENTE por qualquer penalidade que tal infração às leis trabalhistas ou previdenciárias possa acarretar. b) Os pagamentos que a CLIENTE deverá fazer para JMA em remuneração dos serviços de mão de obra prestada, Fl. 628DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.004555/200377 Acórdão n.º 180200.792 S1TE02 Fl. 802 9 somente serão feitos mediante o recebimento das cópias das guias de recolhimento relativas aos pagamentos das obrigações trabalhistas e previdenciárias, e do recolhimento do Imposto sobre Serviços ou outros que venham a incidir. 6 Os serviços prestados por JMA serão remunerados conforme tabela de preços elaborada de comum acordo, para cada item individualmente. Mensalmente JMA emitirá uma relação discriminada dos serviços prestados, e sua Nota Fiscal de Serviços correspondente. 7 JMA não poderá executar nenhum serviço para qualquer outro cliente dentro do estabelecimento da CLIENTE, sem o prévio consentimento da mesma. a) Quando os serviços forem prestados na sede da JMA, nenhum, estampo, dispositivo ou máquina de propriedade da CLIENTE, poderão ser utilizados para fornecer para outros clientes, produtos da linha da CLIENTE. b) JMA comprometese a manter em sigilo todo e qualquer detalhe ou segredo de fabricação de que venha a tomar conhecimento em função das prestações de serviços que fará para a CLIENTE.(Destaquei) As Notas Fiscais juntadas aos autos,fls.11/21 emitidas no período de fevereiro/1999 a outubro/2001, registram, no campo "Natureza da Operação", que se trata de prestação de serviços, e no campo "Prestação de Serviços", que os mesmos consistem em prestação de serviços de mãodeobra, e na discriminação “Serviços Prestados” o período a que se referir tal atividade. Concluise assim, que a recorrente teve como objetivo social a prestação de qualquer dos serviços (de manutenção, ferramentaria, corte, recorte, montagem e/ou acabamento em objetos e peças), conforme especificado no contrato social e alteração posterior em anexo, fl.04 e, conforme se extrai do referenciado contrato de prestação de serviços e notas fiscais, realizou atividade de prestação de serviços mediante a cessão ou locação de mão de obra, portanto, não reúne condições para adesão ao sistema tributário SIMPLES. A documentação acima mencionada deixa comprovado que a recorrente exerceu a atividade de prestação de serviços mediante a cessão ou locação de mão de obra o que é vedado conforme inciso XII do artigo 9º da Lei nº 9.317/96. De fato, o citado dispositivo legal citado exclui do referido SIMPLES a atividade de locação de mão de obra (Lei nº 9.317/96, artigo 9º, XII, f). A Derat/SP emitiu o Ato Declaratório Executivo DERAT/SPO n°026/2008, de exclusão do SIMPLES em 18/11/2008, com efeitos retroativos a partir de 01/01/2002 (fl. 27) cientificado ao interessado em 05/12/2008 (fl. 30). Assim, havendo nos autos prova de que a pessoa jurídica tenha exercido de 1999 a 2001, atividade impeditiva de LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA tornase cabível a exclusão do SIMPLES por restar configurado o alegado impedimento legal de que trata o inciso XII, alínea “f” do artigo 9º da Lei nº 9317/96, com efeito a partir de 01/01/2002, nos termos da Súmula CARF nº 56 (Portaria CARF nº 49 de 01/12/2010), verbis: Fl. 629DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 Súmula CARF nº 56: No caso de contribuintes que fizeram a opção pelo SIMPLES Federal até 27 de julho de 2001, constatada uma das hipóteses de que tratam os incisos III a XIV, XVII e XVIII do art. 9º da Lei n° 9.317, de 1996, os efeitos da exclusão darseão a partir de 1º de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins De Sousa Fl. 630DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10825.000935/2006-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SERVIÇOS RURAIS – ADMISSIBILIDADE NO SIMPLES – O contribuinte presta serviços de trator em zona rural a preço avençado, com ou
sem a utilização de funcionários e ajudantes, e assume a responsabilidade pelos custos diretos dos funcionários, pelos riscos do trabalho, pela execução e supervisão do serviço e pela gestão dos funcionários. Nessas condições, o serviço não se confunde com locação de mão de obra e, por falta de vedação
expressa, resta enquadrado no regime Simples.
Numero da decisão: 1302-000.496
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e do voto que deste formam parte integrante.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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Nessas condições, o serviço não se confunde com locação de mãodeobra e, por falta de vedação expressa, resta enquadrado no regime Simples. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e do voto que deste formam parte integrante. “documento assinado digitalmente” MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. “documento assinado digitalmente” LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello(presidente), Irineu Bianchi (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Eduardo de Andrade, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Daniel Salgueiro da Silva. Fl. 201DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU 2 Relatório Trata o processo da exclusão do contribuinte ALEXANDRE CASSONATO SERVIÇOS RURAIS ME do regime do SIMPLES federal, a partir de 15/03/2004, conforme Ato declaratório (fl. 72). Ciente da exclusão apenas em 16/06/2008 (fl. 91), apresentou, em 16/07/2008, sua manifestação de inconformidade, solicitando o cancelamento de sua exclusão, aduzindo os argumentos aqui sintetizados. I. A atividade que desempenhou é de “Serviços gerais com trator em área rural”. II. A legislação do Simples, lei nº 9.317 de 1996, em vigor à época, não vedou o ingresso nesse regime por parte de empresas exercendo atividades com trator agrícola, vez que os tratores eram de propriedade da pessoa física e o recebimento da tomadora de serviços acontecia por hora trabalhada. III. Não há, por parte do contribuinte, qualquer locação de mãodeobra, vez que o próprio titular da empresa operava os tratores, junto apenas de um funcionário, visto que o foco do serviço executado seria o trabalho desenvolvido com o trator e não a mãodeobra em si. IV. Esclarece ainda que, como optante do simples federal, recolheu corretamente todos os tributos e encargos. A Delegacia da Receita Federal de Ribeirão Preto conheceu da impugnação, mas decidiu, por unanimidade de votos, indeferir a solicitação. Consta do voto do relator os motivos da decisão, que aqui se encontram sintetizados. V. Da definição expressa da Lei nº 9.711, de 1998, é possível observar a similaridade entre os conceitos de locação e cessão de mãodeobra. VI. O próprio contribuinte esclarece, em sua impugnação, que prestara serviço com trator, utilizando além de seu trabalho pessoal um funcionário da empresa. VII. Assim, e observandose as folhas de pagamento (fls. 21/61), verificase que a empresa é empregadora e, por conseguinte, prestara serviço de locação de mãodeobra. VIII. Assim, conforme o artigo 9º da Lei nº 9.317, de 1996, é correta a exclusão do referido contribuinte do regime do simples, visto sua caracterização como pessoa jurídica que realiza operações relativas a locação de mãodeobra. Ciente da decisão em 25/05/2009, o contribuinte, inconformado, apresentou Recurso Voluntário, com data de protocolo em 22/06/2009, para reforçar os motivos que aduzira em sua impugnação, conforme breve síntese. IX. O ato que excluiu o contribuinte do regime do Simples motivouse por inferir ao contribuinte atividade econômica vedada para tal. X. Há, no entanto, equívoco na interpretação dos julgadores na DRJ, ao enquadrar a atividade desenvolvida pelo contribuinte como “locação de mãodeobra”. Fl. 202DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU Processo nº 10825.000935/200640 Acórdão n.º 130200.496 S1C3T2 Fl. 81 3 XI. Houve, na realidade, confusão entre os conceitos de “locação de mãodeobra” e “prestação de serviços com o fornecimento de mãodeobra”. XII. Sendo o próprio contribuinte quem assume a responsabilidade pela gestão dos empregados, não há que se falar em locação de mãodeobra, sendo a tomadora de serviços apenas mais um de seus clientes. XIII. O serviço prestado pelo contribuinte à contratante COMPANHIA AGRÍCOLA BOTUCATU utilizouse de ferramentas e empregados geridos pelo próprio contribuinte, sendo a contratante responsável apenas pelo pagamento da quantia acordada em contrato, não tendo responsabilidade pelos gastos diretos e indiretos relativos aos instrumentos necessários a realização do serviço nem a mãodeobra. XIV. Cita, o contribuinte, jurisprudência administrativa no sentido de apoiar sua fundamentação de que não cabe, no presente caso, sua exclusão do regime Simples. É o relatório. Voto Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Embora a autoridade fiscal acuse o contribuinte de executar contratos de cessão ou locação de mão de obra, não há neste processo qualquer contrato entre ele e seus clientes ou outro tipo de prova material que possa corroborar essa afirmativa. Do contrário, os elementos do contrato, notas de prestação de serviços, contrato social, etc., de fato sugerem que ele presta serviços em áreas rurais com seus tratores e para isso leva funcionários e ajudantes, com preço fechado pelo serviço rural. Não há no processo qualquer outra evidência que as empresas contratantes se responsabilizem diretamente pelos custos dos funcionários, pelos riscos do trabalho ou que dão ordens diretas aos funcionários do contribuinte sem qualquer supervisão ou gestão por parte dele. Nessa linha, entendo que os serviços rurais prestados pelo contribuinte com ou sem seus ajudantes não se confundem com locação ou cessão de mãodeobra e estão autorizados no regime do Simples por falta de vedação expressa. Carecem de mérito e comprovação as alegações em contrário feitas pela autoridade fiscal. Nesse sentido, dou provimento ao recurso voluntário. Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira Relatora Fl. 203DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU 4 Fl. 204DF CARF MF Emitido em 29/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 23/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU
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Numero do processo: 10183.000819/2004-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2000
Ementa: PAF. PRESCRIÇÃO. A impugnação e o recurso suspendem a
exigência do crédito tributário e a fluência do prazo prescricional, e não se aplica no processo administrativo fiscal a prescrição intercorrente.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-001.071
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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PRESCRIÇÃO. A impugnação e o recurso suspendem a exigência do crédito tributário e a fluência do prazo prescricional, e não se aplica no processo administrativo fiscal a prescrição intercorrente. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso. Assinatura digital Francisco Assis de Oliveira Júnior – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator EDITADO EM: 15/04/2011 Participaram da sessão: Francisco Assis Oliveira Júnior (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Gustavo Lian Haddad, Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado) e Rayana Alves de Oliveira França. Ausente, justificadamente, a Conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza. Fl. 72DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 25/05/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU 2 Relatório SEMY STEPHAN interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJ CAMPO GRANDE/MS (fls. 45) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio do auto de infração de fls. 04/08, para exigência de devolução de resdituição indevida de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício de 2000, no valor de R$ 2.554,85. As infrações que ensejaram o lançamento estão assim descritas no auto de infração: RENDIMENTOS INDEVIDAMENTE CONSIDERADOS COMO ISENTOS POR MOLÉSTIA GRAVE CONTRIBUINTE DECLAROU VALOR R$ 174.745,00 (FONTE PAGADORA CNPJ 03.507. 415/001892 PROC GERAL JUST) COMO SENDO "REND ISENTO CONSIDERADO COMO MOLÉSTIA GRAVE" EMBASADO NOS SEGUINTES DOCUMENTOS (E ARGUMENTOS: APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA POR TEMPO DE SERVIÇO DATADA EM 20/06/2001 E LAUDO PERICIAL DE ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA QUALIFICANDO0 COMO SENDO PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE DESDE 12/1993. A ISENÇÃO SUPRACITADA SÓ SE APLICA A PROVENTOS DE APOSENTADORIA. SENDO ASSIM O ANOCALENdÁRIO 1999 NÃO ENCONTRASE ACOLHIDO PELA MESMA. ENQUADRAMENTO LEGAL: ARTS. 1 A 3 DA LEI 7.713/88; ARTS. 1 A 3 DA LEI 8.134/90; ARTS. 3, 11 E 30 DA LEI 9.250/95; ART. 21 DA LEI 9.532/97; LEI 9.887/99; ART. 5, INCISOS XII E XXXV E PARÁGRAFOS 1 A 4 DA IN SRF 25/96. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS. CONTRIBUINTE INTIMADO (AR 151432484) NÃO ATENDEU A SOLICITAÇÃO DA APRESENTAÇÃO DOS COMPROVANTES DE DESP MEDICAS QUE JUSTIFICASSEM A INFORMAÇÃO DO VALOR R$ 20.388,00 REFERENTE ÀS DESP MEDICAS DECLARADAS. OS UNICOS VALORES RELATIVOS AS DESP SUPRACITADAS SAO AQUELES CONSTANTES DO COMPROVANTE DE RENDIMENTOS (INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES) APRESENTADO P/ FONTE PAGADORA CNPJ 03.507.415/001892 PROC GERAL JUST: R$ 9.467,10 (UNIMED) E R$ 1.977,50 (BAMERINDUS SAUDE).ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 8, INCISO II, ALÍNEA 'A' E PARÁGRAFOS 2 E 3 DA LEI 9.250/95; ARTS. 37 E 41 A 46 DA IN SRF 25/96. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. VALOR RETIFICADO DO IMPOSTO DE RENDA RET NA FONTE: R$ 42.349,00. IRRF DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO FOI EQUIVOCADAMENTE SOMADO A LINHA 18 ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 12, INCISO V DA LEI 9.250/95. O Contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/03 na qual alegou, em síntese, que se aposentou voluntariamente em junho de 2001, embora já pudesse ter se Fl. 73DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 25/05/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10183.000819/200461 Acórdão n.º 220101.071 S2C2T1 Fl. 2 3 aposentado, por invalidez, desde dezembro de 1993. Afirma que é portador da moléstia grave e pede o cancelamento do auto de infração. A DRJCAMPO GRANDE/MS julgou procedente o lançamento com base, em síntese, na consideração de que o Contribuinte somente aposentouse em 2001 e, portanto, os rendimentos recebidos referentes ao ano de 1999 não poderia ser proventos de aposentadoria, logo, não seriam alcançáveis pela isenção pleiteada. O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 30/08/2007 (fls. 62) e, em 20/09/2007, interpôs o recurso voluntário de fls. 52/54, que ora se examina, e no qual afirma, em síntese, não ser devida a cobrança do imposto em face do instituto da prescrição. Cita o art. 174 do CTN e afirma que “encontrase prescrita o pagamento ou restituição como alega a Receita Federal, pois não houve nenhum evento que ocorresse a interrupção da prescrição.” É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, na fase recursal o Recorrente se limita a invocar o instituto da prescrição. Não assiste razão ao Recorrente. Não se aplica neste caso a prescrição, posto que, como resta claro no artigo 174 do CTN, citado pelo próprio Recorrente, o prazo prescricional contase da constituição definitiva do crédito tributário. Também, neste mesmo sentido, o art. 151, III do CTN prevê como hipótese de suspensão do crédito tributário as reclamações e os recursos, em sede administrativa,como se teve neste caso. É elementar que o prazo prescricional não poderia correr se o crédito tributário não poderia ser exigido em razão, inicialmente, da impugnação e, posteriormente, do recurso. Também não se cogita aqui de prescrição intercorrente. Aliás, a jurisprudência deste Conselho já afastou definitivamente a hipótese de aplicação desse instituto no processo administrativo tributário, entendimento este consolidado na súmula nº 11 do CARF, a saber: Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Fl. 74DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 25/05/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU 4 Assim, como o Recorrente não aduziu outras razões de defesa, não há motivo para se reforma a decisão de primeira instância. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 75DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 25/05/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 25/05/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000474/2008-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2001 a 30/12/2004
Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE INEXISTÊNCIA.
REVOGAÇÃO DO ART. 41 DA LEI Nº 8.212.
O art. 65 da Medida Provisória n º 449 de 2008 revogou o art. 41 da Lei 8.212/91, dispositivo legal que fundamentava a responsabilidade pessoal do dirigente.
O dirigente de órgão público deixou de responder pessoalmente pela multa aplicada por infração a dispositivos da Lei 8.212/91.
RETROATIVIDADE DE BENIGNA. RECONHECIMENTO
A MP 449/08 se aplica aos atos ainda não julgados definitivamente, em
observância ao disposto no art. 106, II, “a”, do CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2301-002.175
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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ementa_s : Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2001 a 30/12/2004 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE INEXISTÊNCIA. REVOGAÇÃO DO ART. 41 DA LEI Nº 8.212. O art. 65 da Medida Provisória n º 449 de 2008 revogou o art. 41 da Lei 8.212/91, dispositivo legal que fundamentava a responsabilidade pessoal do dirigente. O dirigente de órgão público deixou de responder pessoalmente pela multa aplicada por infração a dispositivos da Lei 8.212/91. RETROATIVIDADE DE BENIGNA. RECONHECIMENTO A MP 449/08 se aplica aos atos ainda não julgados definitivamente, em observância ao disposto no art. 106, II, “a”, do CTN. Recurso Voluntário Provido.
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REVOGAÇÃO DO ART. 41 DA LEI N º 8.212. O art. 65 da Medida Provisória n º 449 de 2008 revogou o art. 41 da Lei 8.212/91, dispositivo legal que fundamentava a responsabilidade pessoal do dirigente. O dirigente de órgão público deixou de responder pessoalmente pela multa aplicada por infração a dispositivos da Lei 8.212/91. RETROATIVIDADE DE BENIGNA. RECONHECIMENTO A MP 449/08 se aplica aos atos ainda não julgados definitivamente, em observância ao disposto no art. 106, II, “a”, do CTN. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a) Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete de Oliveira Barros Relator. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 20 /08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por MARCELO OLIVEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silverio, Bernadete De Oliveira Barros, Damião Cordeiro De Moraes, Mauro Jose Silva, Wilson Antonio De Souza Correa. Ausência momentânea: Leonardo Henrique Pires Lopes. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 20/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 20 /08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10315.000474/200827 Acórdão n.º 2301002.175 S2C3T1 Fl. 291 3 Relatório Tratase de Auto de Infração, lavrado em 12/05/2008, por ter o autuado acima qualificado apresentado GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, o inciso IV, § 5º, do art. 32, da Lei 8.212/91, c/c o art. 225, IV e § 4o, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Conforme Relatório Fiscal da Infração, a Prefeitura Municipal de Abaiara/CE, da qual o autuado era prefeito à época da ocorrência dos fatos geradores, deixou de incluir, em GFIPs, parte dos segurados empregados e a totalidade dos contribuintes individuais, nos meses 01/2001 a 12/2004. O autuado impugnou o débito e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 0813.916, da 5a Turma da DRJ/FOR (fls. 261), julgou o lançamento procedente. Inconformado com a decisão, o autuado apresentou recurso tempestivo alegando, em apertada síntese, inconstitucionalidade da exigência do depósito recursal, decadência de parte do débito, impossibilidade da responsabilização do prefeito e inaplicabilidade de multa ao Chefe do Poder Executivo Municipal. É o relatório. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 20/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 20 /08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por MARCELO OLIVEIRA 4 Voto Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, Relatora O recurso é tempestivo e os pressupostos de admissibilidade foram cumpridos. Da análise dos autos, verificase que a fiscalização lavrou o auto de infração por descumprimento de obrigação acessória e responsabilizou o autuado, dirigente de órgão público, com fundamento no art. 41 da Lei n º 8.212 de 1991, transcrito a seguir: Art. 41. O dirigente de órgão ou entidade da administração federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, responde pessoalmente pela multa aplicada por infração de dispositivos desta Lei e do seu regulamento, sendo obrigatório o respectivo desconto em folha de pagamento, mediante requisição dos órgãos competentes e a partir do primeiro pagamento que se seguir à requisição. (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Não obstante a correção do auditor fiscal em proceder ao lançamento nos termos do normativo vigente à época da lavratura do AI, foi editada a Medida Provisória MP 449/08 que, por meio de seu art. 65, revogou o art. 41, da Lei 8.212/91. Portanto, após a vigência da MP 449/08, convertida na Lei 11.941/09, o dirigente do órgão público não responde mais pessoalmente pelas penalidades aplicadas por infrações à Lei 8.212/91. E, conforme previsto no art. 106, inciso II, a, do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando deixe de definilo como infração. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No presente caso, não há como se ignorar o disposto no art. 106, II, “c”, do CTN, privando o autuado do benefício legal. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 20/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 20 /08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10315.000474/200827 Acórdão n.º 2301002.175 S2C3T1 Fl. 292 5 Assim, tratandose o presente lançamento de ato ainda não julgado quando da edição da MP 449/08, concluise que os critérios por ela estabelecidos se aplicam ao AI em tela. Nesse sentido, VOTO por CONHECER do recurso da autuada para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros – Relatora. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 20/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 20/08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 20 /08/2011 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/09/2011 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10660.004599/2007-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL COFINS
Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003
COMPENSAÇÃO DIREITOS
CREDITÓRIOS PLEITEADOS NA
JUSTIÇA AÇÃO
PROPOSTA ANTERIORMENTE À LEI
COMPLEMENTAR 104/01 COMPENSAÇÃO
DECLARADA ANTES
DO TRÂNSITO EM JULGADO DA MEDIDA JUDICIAL.
POSSIBILIDADE. É permitida a compensação mediante o aproveitamento
de tributo, objeto de contestação judicial apresentada pelo sujeito passivo
antes da limitação imposta pela Lei Complementar nº 104/01. Apenas após a
determinação legal é que a compensação está limitada ao trânsito em julgado
da decisão judicial (art. 170A
do CTN). Matéria julgada na forma de recurso
repetitivo, por meio da análise do Recurso Especial RESP
n
º 1164452,
julgado pela Primeira Seção em acórdão publicado em 02/09/2010, transitado
em julgado na data de 13/10/10.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-001.102
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003 COMPENSAÇÃO DIREITOS CREDITÓRIOS PLEITEADOS NA JUSTIÇA AÇÃO PROPOSTA ANTERIORMENTE À LEI COMPLEMENTAR 104/01 COMPENSAÇÃO DECLARADA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA MEDIDA JUDICIAL. POSSIBILIDADE. É permitida a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial apresentada pelo sujeito passivo antes da limitação imposta pela Lei Complementar nº 104/01. Apenas após a determinação legal é que a compensação está limitada ao trânsito em julgado da decisão judicial (art. 170A do CTN). Matéria julgada na forma de recurso repetitivo, por meio da análise do Recurso Especial RESP n º 1164452, julgado pela Primeira Seção em acórdão publicado em 02/09/2010, transitado em julgado na data de 13/10/10. Recurso Voluntário Provido.
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POSSIBILIDADE. É permitida a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial apresentada pelo sujeito passivo antes da limitação imposta pela Lei Complementar nº 104/01. Apenas após a determinação legal é que a compensação está limitada ao trânsito em julgado da decisão judicial (art. 170A do CTN). Matéria julgada na forma de recurso repetitivo, por meio da análise do Recurso Especial RESP nº 1164452, julgado pela Primeira Seção em acórdão publicado em 02/09/2010, transitado em julgado na data de 13/10/10. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente Fl. 1DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/1 2/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 (assinado digitalmente) Fabiola Cassiano Keramidas – Relatora EDITADO EM: 02/08/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Fabiola Cassiano Keramidas (Relatora), Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de compensação de créditos de PIS, obtidos por meio de processo judicial em que a Recorrente discutiu a constitucionalidade do PIS instituído por meio dos Decretoslei nº 2445/88 e 2449/88. Por retratar a realidade dos fatos, passo a transcrever o relatório existente na decisão de primeira instância administrativa, verbis: “O interessado impetrou Mandado de Segurança n° 1998.38.00.0396942, distribuído à 20a Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, visando a declaração de inconstitucionalidade dos DL 2.445 e 2.448/88 e a compensação do valor pago em excesso com o próprio Pis e/ou COFINS. A decisão final foi favorável a ele, com trânsito em julgado em 08/09/2006; Utilizando o crédito acima, compensou débitos dos períodos de junho de 2000 a setembro de 2003; A DRFVarginha/MG emitiu Despacho Decisório n° 1.012/2008, no qual convalida parcialmente a compensação efetuada (fls. 150 e seguintes); A empresa apresenta manifestação de inconformidade (fls. 37 e seguintes), na qual alega que: a) as compensações foram efetuadas com base em decisões judiciais; b) o artigo 170A do CTN não pode ser aplicado no caso por não estar vigente no tempo da propositura da ação; c) os débitos cobrados encontramse prescritos.” Após analisar as razões da Recorrente em sua inconformidade, a Segunda Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Juiz de Fora (MG), proferiu o acórdão nº 0924238, o qual seguiu assim ementado: Fl. 2DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/1 2/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 10660.004599/200715 Acórdão n.º 330201.102 S3C3T2 Fl. 2 3 “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003 PRESCRIÇÃO Débitos declarados em DCTF prescrevem em 05 anos, a contar da data de entrega da respectiva DCTF. COMPENSAÇÃO: Aplicase o artigo 170A do CTN, independentemente de a ação judicial ter sido proposta em data anterior a sua edição. Solicitação Deferida em Parte” Irresignada, a Recorrente interpôs suas razões de recurso voluntário às fls. 235/242, por meio do qual reiterou os termos de sua manifestação de inconformidade. Especificamente, a Recorrente defende a possibilidade de realizar a compensação dos créditos tributários antes do trânsito em julgado da decisão judicial, uma vez que o processo e a decisão são anteriores à alteração da redação do artigo 170. Disserta sobre a irretroatividade da lei neste particular. Pleiteia, ainda, a correção do crédito tributário pela SELIC. Importante registrar que a decisão administrativa de primeira instância aplicou à Súmula 8 do Supremo Tribunal Federal aos débitos prescritos. É o relatório. Voto Conselheira FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Relatora Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Conforme se depreende dos termos do relatório, o Recurso Voluntário apresentado trata da aplicação retroativa do artigo 170A do Código Tributário Nacional – CTN – ou seja, às compensações realizadas com fundamento em processos judiciais interpostos antes da alteração promovida pela Lei Complementar nº 104/01 (LC nº 104/01). Constatase, da análise dos autos, que em 1998, a Recorrente impetrou o Mandado de Segurança n° 1998.38.00.0396942, na intenção de obter a declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLei nº 2.445 e 2.448/88 e a conseqüente compensação do valor pago em excesso com os débitos do próprio Pis e Cofins. Em virtude de a decisão final favorável à Recorrente ter transitado em julgado apenas em 08/09/2006, os julgadores administrativos de primeira instância administrativa decidiram por negar provimento aos procedimentos de compensação ora em análise. É cediço que após a edição da Lei Complementar nº 104/01, que inseriu o artigo 170A no texto do Código Tributário Nacional, o legislador tornou ilegal a realização de procedimentos de compensação antes do trânsito em julgado da decisão judicial, no caso de o Fl. 3DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/1 2/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 tributo estar sendo discutido judicialmente. Referido dispositivo legal tem a seguinte redação, verbis: “Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.” Todavia, tal impedimento não alcança os processos judiciais que foram apresentados antes da vigência da LC nº 104/01, desta forma, considerando que o ajuizamento da medida judicial ocorreu no ano de 1998, anos antes da entrada em vigor da disposição em tela, é de se concluir que a limitação imposta não alcança os créditos objeto da discussão levada ao Judiciário. Ou seja, não se admite a aplicação retroativa da LC 104/01 para fim de restrição do direito dos contribuintes. Este entendimento, inclusive, está pacificado no Superior Tribunal de Justiça – STJ, a saber: "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PIS. INAPLICABILIDADE DO DIREITO SUPERVENIENTE. ART. 170A DO CTN, ACRESCENTADO PELA LC Nº 104/2001. COMPENSAÇÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. POSSIBILIDADE. I A Egrégia Primeira Seção consolidou o entendimento de que, em matéria de compensação tributária, deve ser observada a legislação vigente à época do ajuizamento da ação, não podendo ser julgada a causa à luz do direito superveniente. II Nesse contexto, tendo a demanda sido ajuizada em 03/02/99, não há como se aplicar o teor do art. 170A do CTN, acrescido pela Lei Complementar nº 104/2001, inexistindo vedação legal à compensação antes do trânsito em julgado. Precedentes: REsp nº 694.211/PR, Rel.Min. DENISE ARRUDA, DJ de 02/10/2006; AgRg no REsp nº 770.939/SP,Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJ de 19/12/2005 e REsp nº 611.099/SC,Rel. Min. FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, DJ de 13/02/2006.III Agravo regimental improvido." (STJ, AgRg no REsp 872972 / SP; Agravo Regimental no Recurso Especial 2006/01697530, Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, DJ 01.02.2007 p. 441 – destaquei) “TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. ORIENTAÇÃO FIRMADA PELA 1ª SEÇÃO DO STJ, NA APRECIAÇÃO DO ERESP 435.835/SC. LC 118/2005: NATUREZA MODIFICATIVA (E NÃO SIMPLESMENTE INTERPRETATIVA) DO SEU ARTIGO 3º. INCONSTITUCIONALIDADE DO SEU ART. 4º, NA PARTE QUE DETERMINA A APLICAÇÃO RETROATIVA. ENTENDIMENTO CONSIGNADO NO VOTO DO ERESP 327.043/DF. PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 170A DO CTN. INAPLICABILIDADE ÀS AÇÕES AJUIZADAS NO PERÍODO ANTERIOR À LC 104/2001. PRECEDENTES. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/1 2/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 10660.004599/200715 Acórdão n.º 330201.102 S3C3T2 Fl. 3 5 1. A 1ª Seção do STJ, no julgamento do ERESP 435.835/SC, Rel. p/ o acórdão Min. José Delgado, sessão de 24.03.2004, consagrou o entendimento segundo o qual o prazo prescricional para pleitear a restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação é de cinco anos, contados da data da homologação do lançamento, que, se for tácita, ocorre após cinco anos da realização do fato gerador — sendo irrelevante, para fins de cômputo do prazo prescricional, a causa do indébito. Adotase o entendimento firmado pela Seção, com ressalva do ponto de vista pessoal, no sentido da subordinação do termo a quo do prazo ao universal princípio da actio nata (votovista proferido nos autos do ERESP 423.994/SC, 1ª Seção, Min. Peçanha Martins, sessão de 08.10.2003). 2. O art. 3º da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, § 1º, 160, I, do CTN, conferiulhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judiciário. Ainda que defensável a “interpretação” dada, não há como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposições interpretadas um dos seus sentidos possíveis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, intérprete e guardião da legislação federal. Portanto, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência. 3. No julgamento do EREsp 327.043/DF, a 1ª Seção entendeu que o art. 4º, segunda parte, da LC 118/2005 não é aplicável às ações propostas a partir da data da sua vigência, mas apenas às demais, ainda não propostas. Assim, por considerar que a ilegitimidade da norma restringese a algumas hipóteses de aplicação e não a outras, considerouse dispensável a instauração do incidente de inconstitucionalidade de que trata o art. 97 da CF. Ressalva, no particular, do ponto de vista pessoal do relator. 4. É orientação assentada na 1ª Seção, desde o julgamento do RESP 144.708/RS, aquela segundo a qual o parágrafo único do art. 6º da LC 7/70 estabelece a base de cálculo do PIS, que é o faturamento do sexto mês anterior ao do recolhimento. 5. A compensação pode ser realizada independentemente do trânsito em julgado, pois à época da propositura da ação (2000), não estava em vigor a Lei Complementar 104/2001, que introduziu no Código Tributário o art. 170A, segundo o qual ‘é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contes ação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’. 6. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido e recurso especial da autora parcialmente provido.” (STJ, REsp 876663 / SP ; Recurso Especial 2006/01799570; Relator Ministro Teori Albino Zavascki; Primeira Turma, julgamento 12/12/2006; DJ 08.02.2007 p. 302 – destaquei) Fl. 5DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/1 2/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 6 Impera registrar que, este entendimento foi, inclusive, julgado na forma do recurso repetitivo, por meio da análise do Recurso Especial – RESP – nº 1164452, analisado pela Primeira Seção em acórdão publicado em 02/09/2010, transitado em julgado na data de 13/10/10. Pelo exposto, conheço do presente recurso para fim de DAR PROVIMENTO aos argumentos suscitados, reformando, assim o v. acórdão recorrido. É como voto. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 6DF CARF MF Emitido em 08/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/1 2/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2011 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
score : 1.0
Numero do processo: 10508.000455/2005-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2003
DIREITO CREDITÓRIO.
Julgado improcedente o lançamento da CSLL relativa ao ano de 2003, deve-se restabelecer o saldo negativo da contribuição informado pela contribuinte na respectiva DIPJ.
Numero da decisão: 1201-000.459
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: Marcelo Cuba Netto
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2003 DIREITO CREDITÓRIO. Julgado improcedente o lançamento da CSLL relativa ao ano de 2003, deve-se restabelecer o saldo negativo da contribuição informado pela contribuinte na respectiva DIPJ.
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score : 1.0
Numero do processo: 10950.000916/2005-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Exercício: 2005
Simples Ano-calendário: 2002- SIMPLES PESSOA JURÍDICA EXCLUIDAS DA OPÇÃO — Não poderá optar pelo SIMPLES, nos termos do inciso IX do artigo 9°., da Lei 9317/96, a pessoa jurídica cujo sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2000 ultrapassou o limite legal. Correta a exclusão do contribuinte de tal regime simplificado a partir de 01/01/2002,nos termos do artigo 15,IV, do mesmo dispositivo legal, vez que se encontra expressamente consignado na legislação esses eventos COMO impedimentos à opção.
Numero da decisão: 1102-000.406
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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ementa_s : Exercício: 2005 Simples Ano-calendário: 2002- SIMPLES PESSOA JURÍDICA EXCLUIDAS DA OPÇÃO — Não poderá optar pelo SIMPLES, nos termos do inciso IX do artigo 9°., da Lei 9317/96, a pessoa jurídica cujo sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2000 ultrapassou o limite legal. Correta a exclusão do contribuinte de tal regime simplificado a partir de 01/01/2002,nos termos do artigo 15,IV, do mesmo dispositivo legal, vez que se encontra expressamente consignado na legislação esses eventos COMO impedimentos à opção.
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10950.000916/2005-05 Recurso n° 343.808 Voluntário Acórdão n° 1102-00.406 — la Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 22 de fevereiro de 2010 Matéria SIMPLES Recorrente AP MENDES & CIA LTDA Recorrida 2 a .TURMA DRJ CURITIBA-PR Exercício: 2005 Simples Ano-calendário: 2002- SIMPLES PESSOA JURÍDICA EXCLUIDAS DA OPÇÃO — Não poderá optar pelo SIMPLES, nos termos do inciso IX do artigo 9°., da Lei 9317/96, a pessoa jurídica cujo sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2000 ultrapassou o limite legal. Correta a exclusão do contribuinte de tal regime simplificado a partir de 01/01/2002,nos termos do artigo 15,IV, do mesmo dispositivo legal, vez que se encontra expressamente consignado na legislação esses eventos COMO impedimentos à opção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, no termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), João Otavio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, Manoel Mota Fonseca (Suplente convocado) José Sergio Gomes (Suplente convocado) e Joao Carlos Lima Junior(Vice-Presidente). Relatório Trata-se de insurgência contra o Ato Declaratório Executivo n°. 528.639, de 02 de agosto de 2004, de emissão do Delegado da Receita Federal em Maringá (f1.06), que excluiu a Contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Mieroempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), com efeitos a partir de 01/01/2002. A causa informada é a existência de um sócios ou do titular com participação em outra empresa corn mais de 10% do capital e cuja receita global do ano-calendário de 2000 ultrapassou o limite estabelecido pela legislação que rege o Simples, conforme previsto no artigo 9 0, inciso IX, da Lei n° 9.317, de 1996. Consta às fls. 05, SRLS n° 09105/528.639, com pedido de revisão do ato, em rito sumário e Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples. Em seu verso consta a decisão administrativa que considerou improcedente o pedido. As fls. 01 e 02 apresenta a Contribuinte sua manifestação de inconformidade, onde alega que o sócio identificado pelo CPF 493.634.259-91 possui, apenas, 5% (cinco por cento) do seu capital social, razão pela qual estaria incorreto o seu desenquadramento do beneficio, motivo suficiente para a revisão do ato. Decisão de fls.24/25 indefere o pedido e está assim ementada: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES. PARTICIPAÇÃO DO SÓCIO OU TITULAR EM OUTRA PESSOA JURÍDICA. Constatado que o sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% do capital social e a receita bruta global no ano-calendário de 2000 ultrapassou o limite legal, correta a exclusão do contribuinte de tal regime simplificado a partir de 01/01/2002, vez que se encontra expressanzente consignado na legislação como sendo impeditiva a opção. Às fls.26 consta encaminhamento em 21/08/2008, para cientificar o Contribuinte da decisão. AR fls.27, de 25/08/2008. Termo de revelia lavrado As fls.28. Às fls. 31/32 é juntado o recurso voluntário corn o carimbo da data de recepção de "23/09/2008". A ora Recorrente aduz em sua defesa que não houve excesso de receita bruta global em sua empresa, mas naquela cadastrada no CNPJ n° - 77.433.720/0001- 75, cujo sócio é o portador do CPF: n° - 493.634.259-91. Junta que o fundamento legal utilizado para o desenquadramento, não se lhe aplica, levando-se em conta que o referido sócio da empresa que ultrapassou o Limite da Receita Bruta Global, tem o equivalente a 0,5% (Cinco por Cento) das participações do Capital Social dela, Recorrente. Continua na linha seguinte: 2 Processo n° 10950.000916/2005-05 S1-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.406 Fl. 2 "E mesmo que coubesse o desenquadranzento neste caso, e de acordo com a legislação no âmbito federal vigente, art. 898 item I do RIR, e Art.173 da Lei 5172/66 (prazo de prescrição crédito tributário) para o ano de 2002 , ou seja estaríamos impossibilitados de apresentar Declarações inerentes a unia empresa tributada no lucro real ou presumido, pois de acordo com a legislação acima o fisco perde o direito de cobrança de créditos tributários"; Conclui nos seguintes termos: DO PEDIDO Sendo assim solicitamos a este Conselho que julgue procedente nosso pedido de permanência no sistema Simples de pagamento de acordo coin a Lei 9.317/96 para o ano de 2002 e posteriores, Despacho de fls. 35 confirma a tempestividade do recurso e encaminha o processo ao CARF. Recebo-o para relato. Este o Relatório. 3 Voto 0 recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. 0 ato declaratório de exclusão do simples se dá com base no artigo 9 °.,inciso IX da Lei 9317/1996. Trata-se de exclusão do SIMPLES. A causa informada é a existência de urn sócios com participação em outra empresa com mais de 10% do capital e cuja receita global do ano-calendário de 2000 ultrapassou o limite estabelecido pela legislação que rege o Simples, conforme previsto no artigo 9°, inciso IX, da Lei n° 9.317, de 1996. No caso, o sócio, Jose Carlos Pequito Mendes, CPF 493.634.259-91, sócio da empresa excluída do sistema, no ano-calendário de 2000, participava com mais de 10% do capital social da pessoa jurídica identificada pelo CNPJ 77.433.720/0001-75. Isto aliado ao fato de que a receita bruta global das duas empresas, naquele ano, ultrapassou o limite estabelecido pela legislação do Simples gerou a exclusão que ora se analisa. As fis.16, consulta ao sistema CNPJ aponta que o de número 77.433.720/0001-75, pertence à "CONSTRUA CONSTRUÇÕES CIVIS LTDA, aberta em 13/03/1978, a qual se encontra em situação ativa regular em 31/12/2004 (12/2004). Ali consta que o CPF do Responsável pertencente a José Carlos Pequito Mendes (493.634.259-91) que 6, ainda, sócio administrador desta empresa, com participação no capital social de 33,34%. As fls. 18, há apontamento dos valores referentes ao faturamento dos meses de janeiro, no valor de R$172.605,00; e fevereiro de 2000, no valor de R$ 176.247,00, bem como a informação de que a empresa apura seus resultados através do lucro real. A fundamentação legal se dá na Lei na 9.317, de 05/12/1996: art. 9 0 •, IX; art.12; art.14, I; art,15, II. Medida Provisória n° . 2.158-34, de 27/07/2001: art:73. Instrução Normativa SRF 355; de 29/08/2003: art.20, IX; art.21; art.23, I; art. 24, II, c/c parágrafo cuja redação, no que interessa ao voto, a seguir se reproduz: Art. 9" Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: IX - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso lido art. 2"; Art. 12. A exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de oficio. Art. 14. A exclusão dar-se-á de oficio quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses: I - exclusão obrigatória, nas formas do inciso II e § 2" do artigo anterior, quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica; 4 Neta ordem de juizos nego provimento ao recurso. éte Mal Pessoa Monteiro Processo n° 10950.000916/2005-05 S I-CIT2 Acórdão n.° 1102-00.406 Fl. 3 6.). Art. 15. Alterado pelo art. 3° da Lei n" 9.732/98 A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: (.); IV - a partir do ano-calendário subseqüente aquele em que for ultrapassado o limite estabelecido, nas hipóteses dos incisos I e II do art. 90 . Assim, diferente das afirmações contidas nas razões oferecidas, a comparação se faz a partir da empresa optante pelo SIMPLES e não o contrário, corno pretende a Recorrente. Porque, para efeito de enquadramento neste sistema simplificado, quando o titular ou sócio da empresa possuir participação superior a 10% no capital social de outra empresa, deve ser considerada a soma das receitas brutas destas até o limite legal estabelecido na norma. No caso dos autos se comprova que o sócio José Carlos Pequito Mendes, no ano-calendário de 2000, participava não só da empresa AP MENDES & CIA LTDA, como também detinha 33,34% do capital social da empresa Construa Construções Civis Ltda, CNPJ 77.433.720/0001-75 (f1.16). 0 Contrato Social de fls. 08, aponta que o sócio José Carlos Pequito Mendes participa, no ano de 1996, com 95% do capital social da Recorrente. Em 25/06/97, fls.25, esta participação se reduz para 5% do capital social. Todavia é irrelevante o percentual de participação deste sócio na empresa optante pelo SIMPLES o que conta é sua participação superior a 10% no capital de outra empresa, bem como a receita bruta de todas. Esta, se excede o limite estabelecido para o exercício, nos termos da redação dada através da Lei n° 9.732 de 11.12.1998 ( inciso II do artigo 2° . da Lei 9317/1996) não pode permanecer no regime simplificado.
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Numero do processo: 13839.001056/2008-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Feb 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
COMPENSAÇÃO.
Constatado que o saldo negativo de IRPJ apurado pela contribuinte em sua DIPJ é inferior ao informado na DCOMP, correta a homologação das compensações até o limite do crédito existente.
Numero da decisão: 1201-000.437
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. O Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes e Rafael Correia Fuso acompanharam o Relator pelas conclusões.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Marcelo Cuba Netto
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. Constatado que o saldo negativo de IRPJ apurado pela contribuinte em sua DIPJ é inferior ao informado na DCOMP, correta a homologação das compensações até o limite do crédito existente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Os Conselheiros Guilherme Adolfo dos Santos Mendes e Rafael Correia Fuso acompanharam o Relator pelas conclusões. (documento assinado digitalmente) Claudemir Rodrigues Malaquias Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), Antonio Carlos Guidoni Filho, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Marcelo Cuba Netto, Natanael Vieira dos Santos e Rafael Correia Fuso. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Fl. 562DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por MARCELO CUBA NETTO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, 09/03/2011 por MARCELO CUBA N ETTO Processo nº 13839.001056/200836 Acórdão n.º 120100.437 S1C2T1 Fl. 536 2 No despacho decisório de fls. 67/70 a autoridade fiscal relata, em resumo, o seguinte: a) a contribuinte apresentou as declarações de compensação (DCOMPs) de fls. 2/41, utilizando como crédito o saldo negativo de IRPJ apurado ao final do anocalendário 2001, no valor de R$ 47,509,46. Conforme DIPJ/2002 (fl. 60), esse saldo é composto exclusivamente pelas estimativas de IRPJ pagas nos meses de janeiro a dezembro de 2001; b) entretanto, ao analisarmos as respectivas DCTFs (fls. 48/59), verificamos que as vinculações de quitação das estimativas mensais do IRPJ do ano de 2001 totalizaram somente R$ 45.509,47; c) isso posto, em vista da insuficiência de crédito, as DCOMPs foram parcialmente homologadas. Ao apreciar a manifestação de inconformidade apresentada (fls. 80/82), a DRJ de origem decidiu pela rejeição do pleito da contribuinte (fls. 210/214). Inconformada, a interessada interpôs recurso voluntário (fls. 233/238) pedindo, ao final, sejam totalmente homologadas as compensações, sob as seguintes alegações, em síntese: a) a divergência entre os valores das estimativas mensais de IRPJ informados na DIPJ/2002, e aqueles informados nas respectivas DCTFs, advém de erro no preenchimentos dessas últimas; b) os mencionados erros, entretanto, foram sanados mediante a apresentação de DCTFs retificadoras. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Do Direito Creditório Segundo o disposto no art. 74, § 2º, da Lei nº 9.430/96, com a redação dada pela Lei 10.637/002, a DCOMP extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Em outras palavras, através do procedimento homologatório o Fisco verificará se a interessada cumpriu as exigências legais e regulamentares para realização da compensação declarada, o que inclui a análise do direito creditório. No caso, constatouse no procedimento homologatório que dos R$ 47,509,46 informados na DCOMP a título de direito creditório, a interessada possuía apenas R$ 45.509,47. Esse fato foi reconhecido pela contribuinte, tanto que, após haver sido cientificada Fl. 563DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por MARCELO CUBA NETTO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, 09/03/2011 por MARCELO CUBA N ETTO Processo nº 13839.001056/200836 Acórdão n.º 120100.437 S1C2T1 Fl. 537 3 do despacho decisório, apresentou DCTFs retificadoras (fls. 470/521) a fim de elevar seu crédito ao valor declarado. Entretanto a retificação das DCTFs não socorre a interessada. Primeiro porque, na data em que foi exarado o despacho decisório, a interessada realmente não possuía o crédito informado na DCOMP. Como o presente processo tem como objeto o exame da legalidade do despacho decisório, não há como infirmálo. Segundo porque, quando da apresentação das retificadoras, em 04/07/2008, a DCTF não mais se constituía em meio hábil à realização de compensações, mesmo entre tributos da mesma espécie. Ou seja, ainda que fosse possível compensar, em 04/07/2008, estimativas de IRPJ devidas no ano de 2001 com saldo negativo do IRPJ de 2000, deveria a interessada apresentar DCOMP, e não DCTF. 3) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 564DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por MARCELO CUBA NETTO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, 09/03/2011 por MARCELO CUBA N ETTO
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