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Numero do processo: 10882.001729/2006-72
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
OMISSÃO DE RECEITAS. REMESSAS DE RECURSOS AO EXTERIOR. AUSÊNCIA DE PROVAS.
Não tendo a Fiscalização apresentado provas consistentes de que a autuada foi efetivamente a remetente de recursos ao exterior, desincumbindo-se de seu ônus da prova, não há como se sustentar a ocorrência de omissão de receitas.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. IRRF.
Aplica-se à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito.
Numero da decisão: 1201-000.716
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso de Ofício.
(Documento assinado digitalmente)
FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente.
(Documento assinado digitalmente)
ANDRE ALMEIDA BLANCO - Relator.
EDITADO EM: 26/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (presidente da turma), Marcelo Cuba Netto, Andre Almeida Blanco, Rafael Correia Fuso, João Carlos de Lima Junior, Claudemir Rodrigues Malaquias.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: ANDRE ALMEIDA BLANCO
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E EXPORTACAO LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 OMISSÃO DE RECEITAS. REMESSAS DE RECURSOS AO EXTERIOR. AUSÊNCIA DE PROVAS. Não tendo a Fiscalização apresentado provas consistentes de que a autuada foi efetivamente a remetente de recursos ao exterior, desincumbindose de seu ônus da prova, não há como se sustentar a ocorrência de omissão de receitas. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. IRRF. Aplicase à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso de Ofício. (Documento assinado digitalmente) FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ Presidente. (Documento assinado digitalmente) ANDRE ALMEIDA BLANCO Relator. EDITADO EM: 26/04/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 00 17 29 /2 00 6- 72 Fl. 269DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BL ANCO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (presidente da turma), Marcelo Cuba Netto, Andre Almeida Blanco, Rafael Correia Fuso, João Carlos de Lima Junior, Claudemir Rodrigues Malaquias. Relatório Realizada ação fiscal na Recorrida, foi apurada suposta omissão de receitas, no ano calendário de 2002, caracterizada pela não contabilização de pagamentos de despesas operacionais através de pagamentos realizados em contas estrangeiras, sendo lançado um crédito tributário no importe de R$ 10.810.439,30 (dez milhões e oitocentos e dez mil e quatrocentos e trinta e nove reais e trinta centavos) relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica e reflexos (CSLL, PIS, COFINS, IRRF). Em referido procedimento a foi Recorrida foi intimada a esclarecer operações nas quais supostamente estaria envolvida, relativas às contas n° 530098709, de titularidade da empresa Chello S/A, e n° 5307650555, de titularidade de Midler S/A, tendo a mesma informado o total desconhecimento de tais operações. O suposto envolvimento com as referidas operações originouse do IPL 1026/2003, inquérito instaurado para investigar a empresa BEACON HILL SERVICE CORPORATION, de onde extraiuse o documento "Operações da Representação Fiscal nº. 1369/05". O vínculo existente entre as operações e a Recorrida foi sustentado pelo fato de constar a expressão "nautical parts" ora no campo "Detail Payment", ora no Campo "Order Customer". Em referidos documentos, contudo, não constavam quaisquer outras informações relacionadas à Recorrida como número de CNPJ, telefones, email ou endereço coincidentes. Tendo sido intimada a apresentar a relação de operações de transferências de recursos para ou do exterior efetuadas por meio de contas tituladas por residentes ou domiciliados no exterior no período de janeiro a dezembro de 2002, não houve resposta à intimação. Posteriormente, após nova intimação para que a Recorrida apresentasse a relação das operações no termo discriminadas, foi informado pela mesma o desconhecimento daquelas. Além disso, não foram localizados, no livro Diário, lançamentos coincidentes, em data e valores, com remessas executadas por intermédio das referidas contas. Contudo, considerando que a Recorrida não teria comprovado a origem dos recursos utilizados nessas remessas de divisas ao exterior, todos aqueles valores foram considerados como omissão de receitas da empresa. Ainda, com fundamento na Lei n°. 8.981/95, art. 61 e § 1º, para os supostos pagamentos efetuados sem causas comprovadas foi exigida a tributação na fonte à alíquota de 35%, com reajuste da base de cálculo do rendimento sobre o qual recairá o imposto. Notificada do lançamento, a Recorrida apresentou sua Impugnação às fls. 128/164, na qual sustentou: • Preliminarmente, a inexistência de demonstrativo de emissão e prorrogação de MPF; Fl. 270DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BL ANCO Processo nº 10882.001729/200672 Acórdão n.º 1201000.716 S1C2T1 Fl. 3 3 • Cerceamento do direito de defesa, por falta de entrega de cópias dos documentos que comprovariam as operações em contas bancárias no exterior; • Cerceamento do direito de defesa, em função da disponibilização do processo para vistas apenas na última semana do prazo estipulado para apresentação da defesa; • Forma ilegal e arbitrária pela qual a ação fiscal foi desenvolvida, com a quebra do sigilo bancário mediante coação no decorrer da ação fiscal, a qual constitui garantia individual constitucional; • No mérito, ausência de prova a amparar a presunção fiscal de omissão de receitas, levando à ilegalidade do ato administrativo do lançamento; • O lançamento afronta os princípios da legalidade e da capacidade contributiva pela não configuração do critério pessoal do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), pois a Impugnante não se enquadra em qualquer das modalidades de sujeição passiva; • Contradição na apuração do IRPJ e do IRRF, pois ora se afirma tratarse de pagamento de despesas operacionais, ora de pagamento sem causa; • O Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando se deparou com o tema "omissão de receitas", ainda sob a égide do RIR/1980, considerou que o imposto de renda deverá ser apurado tomandose como base de cálculo somente 50% (cinqüenta por cento) da receita omitida; • Multa com caráter confiscatório; • Inconstitucionalidade da aplicação da taxa Selic. Em sessão de julgamento realizada em 26 de julho de 2007 entendeu a 3ª Turma da DRJ de Ribeirão Preto por dar provimento à Impugnação apresentada, cancelandose a exigência, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 OMISSÃO DE RECEITAS. REMESSAS DE RECURSOS AO EXTERIOR. PROVAS. Faltando provas de que a fiscalizada é a remetente de recursos ao exterior, não há como presumir a ocorrência da omissão de receitas. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. IRRF. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BL ANCO 4 Aplicase à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. Lançamento Improcedente A decisão foi sujeita ao Recurso de Ofício, vindo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro André Almeida Blanco Passo ao exame do Recurso de Ofício. Superadas as preliminares de nulidade do lançamento passo ao exame de mérito do recurso. O presente procedimento administrativo é oriundo de lançamento referente ao IRPJ e reflexos, referentes ao anocalendário de 2002, decorrente da constatação de suposta omissão de receitas, caracterizada pela nãocontabilização de pagamentos de despesas operacionais em conta bancária no exterior. No curso da ação fiscal a Recorrida negou que os recursos movimentados nas referidas contas no exterior lhe pertencessem, sustentando que fora suposto seu envolvimento meramente pelo fato de constar a expressão "nautical parts" ora no campo "Detail Payment", ora no campo "Order Costumer", fato que por si só não poderia comprovar seu envolvimento com referidas operações. Como constatado pela DRJ de Ribeirão Preto, efetivamente não existem provas nos autos de que o remetente dos pagamentos e a Recorrida sejam a mesma pessoa. Não restou demonstrado no procedimento fiscalizatório a similitude entre o CNPJ ou o endereço da fonte pagadora e da Recorrida, não se podendo concluir que a simples menção à expressão “nautical parts”, que em sua tradução literal significa “partes náuticas”, comprove trataremse das mesmas pessoas. E mais, como bem constatado pela Delegacia Regional de Julgamento, a menção à expressão “nautical parts” ora foi feita no campo remetente, ora no campo “detalhes do pagamento”. Há que se ressaltar, também, que os endereços apostos nos documentos não foram objeto de fiscalização no curso do procedimento fiscal, não havendo, com isso, maiores indícios de serem os mesmos de titularidade da própria Recorrida, de seus sócios ou mesmo de pessoas relacionadas. Por fim, de todos os fatos e documentos apresentados nos autos não se tem ao menos a certeza de que a expressão “nautical parts” indique uma pessoa jurídica ou mercadorias. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BL ANCO Processo nº 10882.001729/200672 Acórdão n.º 1201000.716 S1C2T1 Fl. 4 5 Assim, como não restou comprovada a ocorrência dos pagamentos de despesas operacionais não contabilizados pela Recorrida, não há como lhe transferir o ônus de provar a inexistência do lançamento. Este próprio Conselho, em situações análogas, assim decidiu: IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. TRANSFERÊNCIA ILEGAL DE RECURSOS AO EXTERIOR . RECORRENTE IDENTIFICADO COMO "ORIGINATOR" ["PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA ORDENANTE DA TRANSAÇÃO]" EM DOCUMENTO ANEXO A LAUDO DE EXAME ECONÔMICOFINANCEIRO. O Recorrente não foi identificado como beneficiário, mas como remetente de recursos ao exterior , não se lhe podendo atribuir a presunção de omissão de rendimentos de que trata o artigo 42 da Lei 9.430/96, uma vez que não recebeu recursos em conta corrente de sua titularidade. A única presunção que poderia eventualmente ter sido utilizada é a de acréscimo patrimonial a descoberto, o que foi feito pela fiscalização. Na hipótese, caberia à fiscalização com provar de forma inequívoca a entrega do numerário aos doleiros ou a ligação do Recorrente com o titular da conta no exterior . Recurso provido. (CARF 3a. Seção 1a. Turma da 3a. Câmara / ACÓRDÃO 330100.074 em 0705/2009) IRPJ AÇÃO FISCAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL EMENTA: Anocalendário: 2001 OMISSÃO DE RECEITAS. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. Cumpre à Fiscalização instruir o processo com provas da efetivas da infração atribuída ao contribuinte. O fato de constar em registros aprendidos junto a terceiros que o contribuinte seria responsável por remessas de recursos ao exterior, à margem de sua contabilidade, não autoriza, por si só, a conclusão de que os pagamentos ou remessas tenham sido realizados pela autuada. Recurso Provido. (CARF 1a. Seção / 2a. Turma da 4a. Câmara / ACÓRDÃO 140200.546 em 25/05/2011) IRPJ e outros ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ EMENTA Anocalendário: 2002 LANÇAMENTO FALTA DE COMPROVAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO A atividade da fiscalização deve ser exercida sempre que se tratar de possibilidade de lesão ao Erário, por força de descumprimento das regras tributárias. A aplicação de presunções, todavia, somente pode ser realizada na hipótese em que houver prova contundente dos indícios que cumpram os requisitos de gravidade, precisão e concordância, passando, então, a caracterizarem se como verdadeiros elementos probantes. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Em razão da estreita relação de causa e efeito existente entre o lançamento principal e os decorrentes, uma vez cancelada a imposição no processo matriz, igual medida impõe se aos demais. (CARF 1a. Seção / 2a. Turma da 2a. Câmara / ACÓRDÃO 1202 00.486 em 22/02/2011) Diante disso, na ausência de provas efetiva da infração atribuída à Contribuinte, irreparável a decisão da DRJ de Ribeirão Preto, pelo que a mantenho. Pelo exposto, voto por negar provimento ao Recurso de Ofício, mantendo o cancelamento da exigência tributada ora debatida. (Documento assinado digitalmente) André Almeida Blanco Relator Fl. 273DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BL ANCO 6 Fl. 274DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 26/04/2013 por ANDRE ALMEIDA BL ANCO
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Sessão de d.e abril de 19 81 ACORDÃO NcCSRE:79 - 9 • 232 Recurso n° RP/303-0.083 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido 3a, CÂMARA DO 39 CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: - YACULT S.A. - INDOSTRIA E COMÉRCIO CONHECIMENTO AÉREO: aceitável em substi — tuicão à fatura comercial desde que, além dos dados usuais, contenha o valor da mercadoria para fins aduaneiros. Re curso especial desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os membros da Cãmara Superior de Recursos Fiscaispor unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Es pecialf Sala das Sz, ss8e- (DF), em 14 de abril de 1981. / AMIMDR--C1 411-310Ar' - PRESIDENTE PAI D kfi I DA - RELATOR 1¥4 f jud, svf ADHEMILSONÍB TOS 'E IARVALHO - PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julg:mento, os seguintes Conse- lheiros: ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RO DRIGUES CABRAL. Ausente por motivo justificado o Cons.RANDOLF0 HEN RIQUE DE SOUZA NETO. ...,~„, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0831/050,351/80 RECURSO N.° : RP/303-0.083 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.232 , RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: - YACULT S.A. - INDOSTRIA E COMÉRCIO RELATÓRIO O presente recurso especial foi interposto pelo ilustre Procurador da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara do .:, 'Terceiro Conselho de Contribuintes, contra o Acórdão n9 19.577(fls. 29/31) proferido no julgamento do Recurso n9 96.472, que aceitou por maioria de votos, a substituição da fatura comercial pelo co._ nhecimento aereo, elidindo termo de responsabilidade para apresen- tação daquela, por considerar que o referido documento contêm todos os dados exigidos para a fatura (Decreto n9 49.977/61, anclementado pela Instrução Normativa n9 SRF 40/74). As razOes do recurso especial são calcadas não só na legislação há pouco referida, como ainda no Parecer Normativo CST 92/77, no item 3,1 da Instrução Normativa SRF n9 58/80, que corrobora a IN 40/74 quanto à exigência de que .do conhecimento ae_ reo constem todos os dados da fatura, para poder substituí-la, e, finalmente, recente decisão do Tribunal Federal de Recursos, no mesmo sentido. O Douto Procurador do Contencioso Administrativo apoia o rec so especial com a indicação de precedente desta Cãma ra Superior.' É o relatório. - :, / D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0831/050.351/80 02. AcOrdão n9- CSRF/03-0.232 VOTO Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: Esta Câmara Superior tem decidido que o conheci_ mento aéreo pode substituir a fatura comercial, para efeitos adu_ aneiros , mesmo que não contenha exatamente todos os dados exigi dos naquela, mas desde que, além das indicaçOes usuais no referi_ do documento, traga ele a declaração do valor para fins fiscais. Aliâs, jã a antiga Estância Especial, antecesso- ra desta Câmara Superior na competência para solucionar recur - sos da Procuradoria da Fazenda Nacional junto aos Conselhos de Contribuintes, vinha adotando esse mesmo critério, como se vê, e. g., no despacho proferido no Proc. 0831-50.161/75. No conhecimento aéreo de fl. 7, constata-se a existência de "valor declarado para a Alfândega", além dos de - mais dados usuais do documento. Nego, portanto, provimento ao recurso especia e dí ].) BwIlie- ., -lent-I4-de-abril de 1981. .--- r- .0 _ ,- P 1k _jkLMETDA - RELATOR0-0 --- .-' i Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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FALTA OU EXTRAVIO DE MERCADORIA IMPORTADA: parágrafo único do art. 19 do Decreto-lei n9 37/66. Na hipOtese de ser conhecida e apurada a falta em ato de "conferencia fi nal de manifesto" (Decreto n9 63.431, de 16.10.68, art. 25) toma-se como referencia para cálculo dos tributos devidos (conver_ são da moeda estrangeira e aplicação das aliquotas tarifárias) a data da aludida conferencia. Atualização do valor pecuniá rio das penalidades fiscais (arts. 105 do C.T.N., 110 do Decreto-lei n9 37/66 e 99 da Lei n9 4.357/64) não constitui agrava_ mento penal, devendo-se aplicar o valor vi_ gente á época do lançamento. Recurso Especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento pp Recurso Especial. / Vencidos os Conselheiros Euvaldo Carvalho Silv. , Enila Leite de Frei_ tas Chagas e Randolfo Henrique de Souza Net,»-1 - ,--) , .„-- Sala das Sesá ~ f e ! , e53,2,----de junho de 1981. , i / i AMADEYW Iii" L.-~""g'-''' ' 1 k EZ PRESIDENTE . c---------_ - PA- O D AL DA - R-t11-;;àh , 1 v.verso. ADHEMIIM 1 BASTO # CA!VALHO PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgmento os seguintes Conselhei ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, EDWÁLDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0845/054.363/80 RECURSO N.°: RP/303-0.197 ACÓRDÃO rm.°, CSRF/03-0.356 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: EXPRESSO MERCANTIL AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. RELATÕRI O O aresto recorrido - Acórdão n9 19.996 (f is. 32/ 34)), proferido no julgamento do Recurso n9 96.997, pela Terceira Cãmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, baseou-se no se- guinte voto vencedor: "Tendo a Recte. admitido as faltas e não tendo restado comprovada a sua alegação quanto à inexistência do acréscimo, cinge-se a mataria discordância por parte dela, Recte., no tocante à aplicação da multa isolada por volume e quanto ao dólar-fiscal utilizado para o cálculo dos tri butos devidos. Pelo Ato DeclaratOrio n9 0800-125, de 06.06.75, a Superintendencia Regional da Receita Federal, de São Paulo tornou obrigatória a apre sentação de DCI (Declaração Complementar de Im portação), pró-forma pelo importador no ato d5- desembaraço aduaneiro, quando então fossem cons tatadas faltas, devendo tal documento ser encarar_ nhado ao Setor de Controle de Manifesto, par-a- conhecimento da fiscalização e "instauração de processo contra os responsaveis pelo extravio ou falta de volumes" e mercadorias, tudo com vista à conferencia final de manifesto, cuja execução se baseará "nos valores constantes das declara ções de importação e na pró-forma", como muito bem salientado pelo ilustre Conselheiro Paulo Mo reno de Almeida, no seu erudito voto proferido no Acórdão 19.335 ( Rec. 96.209). Como se vê do presente processo, as faltas , D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 `,\ , 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/054.363/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.356 apuradas, bem como os acréscimos se deram já na vigência do Ato DeclaratOrio 800-125/75, já que o navio aportou a 28.03.76 e o referido Ato é de 06.06.75; portanto, por força do disposto no men cionado Ato, a repartição aduaneira tomou conhj cimento delas, pois, presume-se tenham sido adj_ tadas as medidas ali recomendadas, quando do de sembaraço ou inicio do despacho. Nesta esteira de reciocinio, tem-se que o fato gerador da obrigação tributária se deu na_ quela oportunidade e nao na data do auto de In_ fração ou da Representação. Assim, há que se aplicar a norma do para - grafo único do art. 23 do Decreto-lei 37/66, pa , ra se concluir que o fato gerador ocorreu quando do inicio da conferência do manifesto de carga. Como consequência, há que se aplicar, no cálculo dos tributos devidos, o dólar fiscal e a aliquota vigente na data do inicio da confere-ri_ cia, ou seja, na data do desembaraço. Por igual razão, no tocante à multa, fixa, deve ser aplicada a multa fixa que vigia na epo ca, ou seja Cr$ 50,00 por volume, máxime por se tratar de obrigação acessória, devendo-se ter em linha de conta o disposto no art. 144, do CTN e não poder a Portaria que fixou o dólar vigente pa ra a época da autuação, retroagir à data do de- sembaraço. Por isto, dou provimento ao recurso apenas para os fins acima, no tocante à multa e à aplicação do dólar-fiscal e da aliquota". 0 acórdão está assim ementado: "Conferência final de manifesto. O fato gerador remonta .ã. época do estabelecimento de controles pela administração aduaneira, pelos quais toma conhecimento dos fatos imputáveis. Recurso provi_ do". O minucioso recurso do ilustre Procurador da Fa_ zenda Nacional junto àquela Câmara (f is. 36/53) que leio na In_ tegra, pode, entretanto, ser resumido nas seguintes linhas mes_ tras: 1) quanto à data de referência para exigência de tributos e respectiva base de cálculo, no caso de falta de mercadorias ve_ rificada em conferencia final de manifesto, é a da representação a que se refere o art. 25, § 19 do Decreto n9 63.431/68, que de 7- - / ve prevalecer, conforme já copiosa jurisprudência desta Câmara \\:----- e,„.....--. , 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/054.363/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.356 Superior, embora o ilustre recorrente manifeste sua preferência pessoal pelo declarado na Orientação Normativa Interna n9 15, da Coordenação do Sistema de Tributação, fixando o marco temporal para aqueles efeitos na data em que o responsável for intimado a recolher o que for devido; 2) a Segunda Câmara do Terceiro Conse lho de Contribuintes, ao julgar recursos abrangendo a matéria de conferência final de manifesto, de sua competência originária, consagrou o entendimento de que a alegação baseada em dispositi vo do Ato Declaratório n9 800/125/75 (item 6.2) da Superintendên cia da 8a. Região Fiscal não pode ser acolhida, por achar-se o mesmo derrogado pelo item IV do Parecer Normativo n9 56/77 da Coordenação do Sistema de Tributação, o qual se sobrepOe ao refe rido ato declara-E -Orlo, de caráter administrativo limitado à DRF em Santos, enquanto o último tem força interpretativa da legisla ção tributária, constituindo-se em norma complementar dela (art. 100 do Código Tributário Nacional); 3) a antiga Instância Espe cial decidiu reiteradamente que no caso de mercadorias estrangei ras faltantes na descarga respectiva, os tributos incidentes se jam calculados segundo os indices vigorantes na data da conferên cia final do manifesto; 4) ademais, no caso em espécie, não cons ta que a importadora tenha tomado as providências firmadas no Ato DeclaratOrio 0850/125/75, nem de outra forma comunicado o fato à repartição, o que poderia ter feito, na oportunidade, a transportadora, com base em seus registros de descarga; a falta foi somente conhecida, como nos demais casos, no curso rotineiro da conferência final do manifesto, quando então procedeu-se a sua apuração. O ilustre Procurador faz, ainda, consideração so bre o vlaor da penalidade do inciso VI do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69 a ser exigido( entendendo dev. ser o atualizado pela Portaria MF n9 39/79.12 \ . 2 o relatO-rio. 7/ , 4. SERVIÇO PCJE3LICO FEDERAL Processo n9 0845/054.363/80 Acórdão n9 -CSRF/03-0.356 . .' VOTO Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: ' O assunto do recurso especial já e tranqüilo nesta Cãmara Superior, a partir do Acórdão n9 CSRF/03-0.003, como bam._ observou o douto Procurador do Contencioso Administrativo, no sen- tido de que a data de referencia para a conversão da moeda estran- geira e cálculo dos tributos devidos, no caso de falta de mercado- rias manifestadas, e a da conferencia final do manifesto - pro- cedimento administrativo previsto na legislação aduaneira especifi- camente para a apuração de faltas ou acrescimos de volumes constan- tes dos conhecimentos arrolados naquele documento, executado deli- berada e sisteniaticamente pelas repartiç8es interessadas, mediante rotinas adequadas. , Inadmissível, portanto, a pretensão deque a autori- dade aduaneira toma conhecimento daquelas ocorrencias pelo simples fato de que são anotadas na descarga do navio. Tais anotnSes se- - rão naturalmente levados em consideração, mas no momento oportuno, dentro das rotinas de serviços da repartição, quando os papeis dos navios são propositalmente examinados para os diversos controles Fiscais necessários. A não ser, é claro, que, por qualquer outra forma, í inclusive comunicação expressa do responsável, seja efetivamente le'_ vada ao conhecimento da autoridade competente a irregularidade cons - tatada-oque, por6m, não ocorreu no caso do processo, como salien- tado pelo ilustre Procurador recorrente, ao discutir a significação do Ato Declaratórto n9 0800/125/75 da DRE em Santos. Quanto ã penalidade do inciso Vi do art. 59 do De- creto-lei n9 751/69, entendo que o valor a ser exigido é o atualiza do pelo referido ato ministerial , por não se tratar de a grnva- - ção mas de simples correção monetária de seu valor orainárío, o ,- qual não implica tm m joração efetiva mas em nova tradução moneta- ria do mesmo.\ ç( v.v. __ /- Dou i—as-r, ' ii ,___ • * . ~. - a- tb ....o recurso especial..çi / ---------------- -* , - , , .- . , . • , .., - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10976.000042/2008-32
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO RECORRIDA.
É definitiva a decisão de primeira instância quando interposto recurso voluntário fora do prazo legal. Não se toma conhecimento do recurso intempestivo, notadamente porque não consta dos autos documentos que justifiquem a desídia do contribuinte ao apresentar sua peça recursal.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2803-002.430
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator, em razão da intempestividade.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Natanael Vieira dos Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. É definitiva a decisão de primeira instância quando interposto recurso voluntário fora do prazo legal. Não se toma conhecimento do recurso intempestivo, notadamente porque não consta dos autos documentos que justifiquem a desídia do contribuinte ao apresentar sua peça recursal. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator, em razão da intempestividade. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1845; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 493 1 492 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10976.000042/200832 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803002.430 – 3ª Turma Especial Sessão de 19 de junho de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente COLETIVOS SANTA MARTA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. É definitiva a decisão de primeira instância quando interposto recurso voluntário fora do prazo legal. Não se toma conhecimento do recurso intempestivo, notadamente porque não consta dos autos documentos que justifiquem a desídia do contribuinte ao apresentar sua peça recursal. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator, em razão da intempestividade. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 6. 00 00 42 /2 00 8- 32 Fl. 493DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 26/0 6/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10976.000042/200832 Acórdão n.º 2803002.430 S2TE03 Fl. 494 2 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela COLETIVOS SANTA MARTA LTDA em face da decisão que julgou improcedente a impugnação apresentada. 2. Conforme consta do Relatório Fiscal (fls. 41/47), o presente lançamento fiscal referese a créditos de contribuição previdenciária e de terceiros, apurados no período de 01/2003 – 12/2004, decorrentes da remuneração paga, devida ou creditada aos segurados empregados e contribuintes individuais, descritos no corpo deste relatório com suas motivações e fundamentações. 3. O acórdão (fls. 466/467) exarado em primeira instância restou ementado nos termos que passo a transcrever abaixo: “DECADÊNCIA. PRAZO. NOVO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. APLICAÇÃO DO CTN. PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO DO §4° DO ART. 150 DO CTN. NÃO ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. INCIDE A REGRA DO INCISO I DO ART 173. O ABONO NÃO EXPRESSAMENTE DESVINCULADO DO SALÁRIO É BASE DE CÁLCULO. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO NÃO ALTERA ESTA CONDIÇÃO. O ACORDADO ENTRE TERCEIROS NÃO ALTERA O FATO GERADOR. O Supremo Tribunal Federal decidiu pela inconstitucionalidade do prazo decadencial de 10 (dez) anos, estabelecido na legislação previdenciária, sendo, em consequência, aplicável o prazo geral de 5 (cinco) anos determinado pelo CTN. A Administração Fazendária é compelida, de oficio, a reconhecer a decadência, em atenção à novel interpretação emanada do Supremo Tribunal Federal, de caráter vinculante. No caso de lançamento por homologação, havendo pagamento antecipado de contribuições sociais, aplicase o disposto no § 4° do art. 150 do CTN. Do contrário, incide o contido no inciso I do art. 173 do CTN. Apenas o abono expressamente desvinculado do salário por força de lei não integra o saláriodecontribuição, não tendo a Convenção Coletiva de Trabalho o condão de suprir a falta de previsão legal. O convencionado entre as partes não ilide a ocorrência do fato gerador relativamente a situação jurídica definitivamente constituída. Lançamento Procedente” Fl. 494DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 26/0 6/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10976.000042/200832 Acórdão n.º 2803002.430 S2TE03 Fl. 495 3 4. Buscando reverter o lançamento, a contribuinte apresentou recurso voluntário aduzindo em síntese: a) pugna pelo reconhecimento de decadência parcial do crédito tributário; b) afirma que deixou de recolher a contribuição de terceiros e o SAT/RAT, uma vez que tinha a seu favor liminar judicial suspendendo a cobrança dessas contribuições; c) aponta equívoco no acordão no que se refere aos valores oriundos de cooperativa de trabalho; d) inexistência de natureza salarial do abono, não sendo fato gerador da contribuição previdenciária ou de terceiros. 5. Sem apresentação de contrarrazões, os autos foram enviados para a apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Fl. 495DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 26/0 6/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10976.000042/200832 Acórdão n.º 2803002.430 S2TE03 Fl. 496 4 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Inicialmente, enfrento a preliminar de intempestividade, eis que o Recurso Voluntário foi protocolizado posteriormente ao prazo de trinta dias, como demonstra o Termo de encaminhamento, fl. 492, como segue: “O contribuinte acima mencionado teve ciência da Decisão de Primeira Instância em 12/03/2009, f1. 227, com prazo legal de 30 dias para pagamento ou apresentação de recurso voluntário, prazo este expirado em 13/04/2009. Em que pese a apresentação do recurso voluntário na data de 15/04/2009, portanto, intempestivamente, mas em cumprimento ao art. 35 do Decreto n° 70.235/72, que determina que o recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção, proponho o encaminhamento do presente processo ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, para prosseguimento.” 2. Importante ressaltar que o sistema da oficialidade, que preside o processo administrativo, caracterizase como uma sequência lógica e ordenada de atos rumo à solução final da demanda, iniciandose com a intimação do sujeito passivo e caminhando até alcançar uma decisão final. 3. Nesse sentido, todo o prazo processual é delimitado por dois termos: o inicial (dies a quo), pelo qual surge a faculdade da parte em realizar algum ato, e o final (dies ad quem), em que se extingue efetivamente a faculdade assegurada inicialmente, tenha o interessado praticado ou não ato processual a ele assegurado. 4. E a norma adjetiva, disciplinando a matéria, estabeleceu um limite de prazo para que as partes possam produzir, de maneira válida, suas manifestações no processo. 5. Com efeito, o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72 preceitua que “da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão”. 6. Ademais, a Lei 9.784/99, que Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, dispõe que os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindose da contagem o dia do começo e incluindose o do vencimento. 7. No mesmo sentido dos citados dispositivos, o artigo 5º, do Decreto n.º 70.235/72, que rege o processo administrativo fiscal, assevera que os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento, sendo que Fl. 496DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 26/0 6/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10976.000042/200832 Acórdão n.º 2803002.430 S2TE03 Fl. 497 5 somente se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que ocorra o processo ou deva ser praticado o ato. 8. De igual sorte, esta também é a determinação dos artigos 184 e 240, parágrafo único, do Código de Processo Civil, in verbis: “Art. 184. Salvo disposição em contrário, computarseão os prazos, excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento. § 1º Considerase prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado ou em dia em que: I for determinado o fechamento do fórum; II o expediente forense for encerrado antes da hora normal. § 2º Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação (art. 240 e parágrafo único). [...]. Art. 240. Salvo disposição em contrário, os prazos para as partes, para a Fazenda Pública e para o Ministério Público contarseão da intimação. Parágrafo único. As intimações consideramse realizadas no primeiro dia útil seguinte, se tiverem ocorrido em dia em que não tenha havido expediente forense.” 9. Importante também frisar que o próprio Código Tributário Nacional – CTN tratou da matéria: “Art. 210. Os prazos fixados nesta Lei ou legislação tributária serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o de vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal na repartição em que corra o processo ou deva ser praticado o ato.” 10. In casu, compulsando os autos, verificase que o prazo para interposição de recurso venceu no dia 13/04/2009 (fl. 232), portanto, o recurso (fls. 235 e ss) apresentado pelo contribuinte em 15/04/2009 é intempestivo. 11. Posto isso, não conheço do recurso por não preencher o requisito formal – tempestividade – para admissibilidade recursal. Fl. 497DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 26/0 6/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10976.000042/200832 Acórdão n.º 2803002.430 S2TE03 Fl. 498 6 CONCLUSÃO 12. Ante ao exposto, não conheço do recurso voluntário, dada a sua intempestividade. É como voto. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos. Fl. 498DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 26/0 6/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 07/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA
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Numero do processo: 11070.900277/2016-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Aug 27 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013
CRÉDITO. FRETES PAGOS NAS AQUISIÇÕES DE LEITE IN NATURA. FRETES TRIBUTADOS..
Geram direito a crédito os dispêndios com fretes nas aquisições de leite in natura, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País que não seja a fornecedora do leite in natura, observados os demais requisitos da lei.
Numero da decisão: 3201-009.124
Decisão: Acordam os membros do colegiado, maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes que negou provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.104, de 27 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 11070.900255/2016-32, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Mara Cristina Sifuentes, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (Suplente convocada), Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa e Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente). Ausente o Conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles.
Nome do relator: Laércio Cruz Uliana Junior
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FRETES PAGOS NAS AQUISIÇÕES DE LEITE IN NATURA. FRETES TRIBUTADOS.. Geram direito a crédito os dispêndios com fretes nas aquisições de leite in natura, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País que não seja a fornecedora do leite in natura, observados os demais requisitos da lei. Acordam os membros do colegiado, maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes que negou provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.104, de 27 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 11070.900255/2016-32, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. 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Trata o presente processo sobre Manifestação de Inconformidade apresentada em face do Despacho Decisório proferido pela DRF, que reconheceu parcialmente o crédito da contribuição para o PIS/PASEP não cumulativo vinculado ao mercado interno não tributado, emitido com base no Relatório Fiscal DRF/SAO/SAORT, o qual analisou os pedidos de ressarcimento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de janeiro de 2010 a dezembro de 2014. No Relatório Fiscal, expõe a fiscalização que a empresa Ronildo Rizzo Ltda tem por objeto social a fabricação e o comércio de produtos alimentícios, entre eles, os laticínios e o transporte rodoviário de carga municipal. Acrescenta que a maior parte da receita da empresa provém da venda de produtos lácteos que, de acordo com a legislação vigente, em sua maioria possuem saídas não tributadas. Explica que a análise dos créditos objeto da auditoria foi realizada mediante o confronto do Dacon e EFD Contribuições com as notas fiscais de entrada e informações apresentadas pela contribuinte. No decorrer do procedimento foram encontradas inconsistências quanto à procedência dos créditos referentes a despesas de fretes sobre compras, do ativo imobilizado e dos bens e serviços utilizados como insumos que resultaram na glosa de valores utilizados na base de cálculo dos créditos e o deferimento parcial do pedido de ressarcimento. Inconformada com a decisão, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, por meio da qual, inicialmente, faz uma síntese dos fatos e afirma que as glosas são indevidas, conforme passa a demonstrar, em resumo: No tópico II – Do Direito, subtópico 1. “Dos Créditos Sobre as Despesas de Frete sobre Compras", relata que os créditos decorrentes das despesas de frete sobre compras devem receber tratamento diverso do que apresenta a autoridade fiscal. Sustenta que a doutrina e a jurisprudência, que cita e transcreve, reconhece tais dispêndios como custo de aquisição das mercadorias, “pautando-se, principalmente, quanto à pertinência ao processo produtivo, de modo a viabilizá-lo, bem como o caráter de essencialidade ao referido processo.” Diz que é indiscutível o caráter fundamental do referido transporte para a fabricação de derivados lácteos, pois “não há outra forma de seu principal insumo (leite) chegar até a plataforma industrial para processamento senão através da contratação do serviço de transporte analisado.” Destaca a essencialidade do serviço para a atividade executada. Assevera, ainda, em que pese o frete compor o custo de aquisição, com ele não guarda relação de tributação direta, no que tange ao item transportado. Cita e transcreve trechos de Soluções de Consulta e decisões do CARF, que firmam esse entendimento. Fl. 238DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 Diante do exposto, requer o recebimento e processamento do presente recurso, de forma a reconhecer os créditos ora glosados pela autoridade fiscal. Seguindo a marcha processual normal, foi proferido voto pela DRJ assim constando na ementa, em síntese: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. FRETES SOBRE COMPRAS. As despesas de fretes nas aquisições de produtos submetidos à alíquota zero não geram direito ao crédito da contribuição para o PIS/Pasep no regime não cumulativo, uma vez que não havendo a possibilidade de aproveitamento do crédito com a aquisição dos produtos transportados, também não haverá para o gasto com o transporte. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Irresignada, a contribuinte apresenta recurso voluntário querendo reforma em síntese: a) conceito de insumo no REsp nº 1221170/PR – STJ; b) dos créditos sobre as despesas de frete sobre compras; c) pedido de produção de provas; d) cancelamento de débitos cobrados pela fiscalização; É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: CONCEITO DE INSUMO Inicialmente a lide é trava referente ao direito ao crédito de insumo PIS/COFINS. é de trazer a baila que o presente feito discute o conceito de insumo do PIS/COFINS, o Superior Tribunal de Justiça em Recurso Repetitivo assim delineou o tema, vejamos: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. NÃO-CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. CONCEITO DE INSUMOS. DEFINIÇÃO ADMINISTRATIVA PELAS INSTRUÇÕES NORMATIVAS 247/2002 E 404/2004, DA SRF, QUE Fl. 239DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 TRADUZ PROPÓSITO RESTRITIVO E DESVIRTUADOR DO SEU ALCANCE LEGAL. DESCABIMENTO. DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE INSUMOS À LUZ DOS CRITÉRIOS DA ESSENCIALIDADE OU RELEVÂNCIA. RECURSO ESPECIAL DA CONTRIBUINTE PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESTA EXTENSÃO, PARCIALMENTE PROVIDO, SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC/1973 (ARTS. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015). 1. Para efeito do creditamento relativo às contribuições denominadas PIS e COFINS, a definição restritiva da compreensão de insumo, proposta na IN 247/2002 e na IN 404/2004, ambas da SRF, efetivamente desrespeita o comando contido no art. 3o., II, da Lei 10.637/2002 e da Lei 10.833/2003, que contém rol exemplificativo. 2. O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou relevância, vale dizer, considerando- se a imprescindibilidade ou a importância de determinado item - bem ou serviço - para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo contribuinte. 3. Recurso Especial representativo da controvérsia parcialmente conhecido e, nesta extensão, parcialmente provido, para determinar o retorno dos autos à instância de origem, a fim de que se aprecie, em cotejo com o objeto social da empresa, a possibilidade de dedução dos créditos relativos a custo e despesas com: água, combustíveis e lubrificantes, materiais e exames laboratoriais, materiais de limpeza e equipamentos de proteção individual-EPI. 4. Sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 (arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015), assentam-se as seguintes teses: (a) é ilegal a disciplina de creditamento prevista nas Instruções Normativas da SRF ns. 247/2002 e 404/2004, porquanto compromete a eficácia do sistema de não-cumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS, tal como definido nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003; e (b) o conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância, ou seja, considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de terminado item - bem ou serviço - para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo Contribuinte. (REsp 1221170/PR, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/02/2018, DJe 24/04/2018) Ademais a mais, também proferido o parecer COSIT no. 5/18: Assunto. Apresenta as principais repercussões no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil decorrentes da definição do conceito de insumos na legislação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins estabelecida pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial 1.221.170/PR.Ementa. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. COFINS. CRÉDITOS DA NÃO CUMULATIVIDADE. INSUMOS. DEFINIÇÃO ESTABELECIDA NO RESP 1.221.170/PR. ANÁLISE E APLICAÇÕES.Conforme estabelecido pela Fl. 240DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial 1.221.170/PR, o conceito de insumo para fins de apuração de créditos da não cumulatividade da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica.Consoante a tese acordada na decisão judicial em comento:a) o “critério da essencialidade diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço”:a.1) “constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço”;a.2) “ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência”;b) já o critério da relevância “é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja”:b.1) “pelas singularidades de cada cadeia produtiva”;b.2) “por imposição legal”.Dispositivos Legais. Lei nº10.637, de 2002, art. 3º, inciso II; Lei nº10.833, de 2003, art. 3º, inciso II. (Publicado(a) no DOU de 18/12/2018, seção 1, página 194) Ainda, a Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF, assim sentou: Recurso Especial nº 1.221.170/PR Recurso representativo de controvérsia. Ilegalidade da disciplina de creditamento prevista nas IN SRF nº 247/2002 e 404/2004. Aferição do conceito de insumo à luz dos critérios de essencialidade ou relevância. Tese definida em sentido desfavorável à Fazenda Nacional. Autorização para dispensa de contestar e recorrer com fulcro no art. 19, IV, da Lei n° 10.522, de 2002, e art. 2º, V, da Portaria PGFN n° 502, de 2016. Nota Explicativa do art. 3º da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 01/2014. Nessa esteira, o Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, adentra mais afundo sobre o tema explanando: A não cumulatividade das contribuições sociais (PIS e Cofins) não se confunde com a não cumulatividade dos impostos IPI e ICMS. Nesta, relativa a impostos, a sistemática do encontro de contas entre débitos e créditos refere-se ao ciclo de produção ou de comercialização de um produto ou mercadoria. Na não cumulatividade do IPI, por exemplo, o direito ao creditamento relacionase às aquisições de insumos que serão aplicados nos produtos industrializados que serão comercializados pelo contribuinte-industrial, encontrando- se circunscrita a não cumulatividade à produção do bem. O imposto pago na aquisição de insumos encontra-se Fl. 241DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 destacado na nota fiscal e será ele, e tão somente ele, que dará direito a crédito. No processo produtivo de um bem, há eventos de natureza física; enquanto que no percebimento de receitas, base de cálculo das contribuições, tem-se um complexo de atividades envolvidas que extrapolam os elementos físicos para alcançar, também, os elementos funcionais relevantes. O fato gerador sob interesse não é apenas a saída ou entrada de uma mercadoria ou produto – o que pode se constituir em parte ínfima da atividade global do sujeito passivo –, mas todo o processo produtivo da pessoa jurídica. Nesse sentido, o regime não cumulativo das contribuições sociais não se restringe à recuperação, stricto sensu, dos tributos pagos na etapa anterior da cadeia de produção, mas a um conjunto de bens e serviços definido pelo legislador, “tratando-se, em realidade, mais como um crédito presumido do que de uma não cumulatividade” 1 . Como leciona Marco Aurélio Greco2 , ao analisar a previsão legal da não cumulatividade das contribuições, a apuração dos créditos de PIS e Cofins envolve um conjunto de dispêndios “ligados a bens e serviços que se apresentem como necessários para o funcionamento do fator de produção, cuja aquisição ou consumo configura conditio sine qua non da própria existência e/ou funcionamento” da pessoa jurídica. Greco considera, ainda, que o termo “insumo” utilizado pelas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 abrange “os bens e serviços ligados à ideia de continuidade ou manutenção do fator de produção, bem como os ligados à sua melhoria. Ficam de fora da previsão legal os dispêndios que se apresentem num grau de inerência que configure mera conveniência da pessoa jurídica contribuinte (sem alcançar perante o fator de produção o nível de uma utilidade ou necessidade) ou, ainda, que ligados a um fator de produção, não interfiram com o seu funcionamento, continuidade, manutenção e melhoria”. Somente os bens e serviços utilizados na produção da pessoa jurídica dão direito ao crédito das contribuições, devendo ser, efetivamente, absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. Numero da decisão:3201-006.004 Nome do relator:HELCIO LAFETA REIS Delimitado o conceito acima, passo a fazer analise do pleito pela contribuinte. DOS CRÉDITOS SOBRE AS DESPESAS DE FRETE SOBRE COMPRAS DE LEITE A contribuinte faz o pleito do crédito sobre fretes na compras de produtos (leite) cujo o ônus fora suportado pela contribuinte. Aduz a contribuinte que seu crédito foi glosado pela seguinte fundamentação: Fl. 242DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 A autoridade fiscal afirmou em relatório fiscal DRF/SAO/ SAORT que os fretes sobre compras deveriam integrar o valor da nota fiscal de aquisição das mercadorias, considerando-os componentes do custo de aquisição do item adquirido, sendo à eles (fretes) dispensado igual tratamento tributário dado ao item adquirido (leite). Sendo que o item adquirido, segundo a autoridade fiscal, estaria suspenso da incidência dasreferidas contribuições por força do art. 9º, II, da Lei nº 10.925/04, tal crédito não poderia ser efetuado, sendo à ele aplicado o crédito presumido de que trata o art. 8º da referidalegislação. (...) As respectivas Leis que consubstanciam os créditos ditos ordinários das contribuições do PIS/Pasep e da COFINS (Leis nº 10.637/02 e 10.833/03), no art. 3º, definem a possibilidade de crédito sobre insumos, conforme segue: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) II - bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) O serviço de transporte (frete) adquirido de pessoa jurídica, cujo ônus fora suportado pelo contribuinte in casu, trata-se de insumo que enseja o crédito ora pleiteado, por guardar relação de essencialidade e pertinência no processo produtivo/atividade desenvolvida pelo contribuinte. Cabe salientar que tais fretes se dão em decorrência da necessidade do contribuinte, haja vista sua atividade fim – fabricação de laticínios -, em transportar o leite do respectivo produtor à fábrica, sob pena de não dispor no parque fabril do que há de mais essencial na atividade que desenvolve, o leite. No tocante aos créditos sobre frete de compra de leite, inclusive de empresa do mesmo segmento (Laticínio), avaliando-se o mesmo produto (leite), nas mesmas condições do ora analisado em epígrafe, o CARF também já se manifestou no sentido de conceder o direito aos créditos, qual, resgatando entendimento da Turma posicionado no acórdão nº 3302002.922, de relatoria da Conselheira Maria do Socorro Ferreira Aguiar, fez constar no Acórdão nº 3302003.098 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, os seguintes termos: Fl. 243DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 A glosa foi mantida pela DRJ nos termos do inciso II, do § 2º do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, assim constando no voto: Por conseguinte, o entendimento dominante na RFB é o de que quando é vedado o crédito de PIS/Pasep e de Cofins em relação ao bem adquirido, também não haverá tal direito em relação aos dispêndios com seu transporte. O crédito sobre o valor do frete na aquisição é permitido apenas quando o bem adquirido for passível de creditamento e na mesma proporção em que esse ocorrer, já que o frete compõe o custo de aquisição devidamente comprovado. Desse modo, as despesas de fretes de bens não tributados não são passíveis de creditamento, em conformidade com o inciso II, do § 2º do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, que impede o cálculo do crédito se não houve o pagamento da contribuição do bem adquirido. Ora, se não houve o pagamento da contribuição na entrada, não há como ser calculado o crédito sobre os bens adquiridos e, via de consequência, também não há direito ao creditamento sobre as despesas de fretes nas referidas aquisições. Nesse contexto, devem ser mantidas as glosas de créditos efetuadas em relação às despesas de frete pago na compra de leite, por se tratar de bens que não geram créditos básicos, eis que submetidos à alíquota zero, conforme determinação do art. 1º da Lei nº 10.925, de 2004, assim como as despesas com frete na compra de bonés promocionais, haja vista que não são bens vinculados ao processo produtivo e, consequentemente, não podem gerar créditos. Ocorre que a glosa se deu por conta dos fretes terem alíquota zero, essa turma já se manifestou em caso análogo aduzindo que o direito ao crédito do frete só existe em caso dos fretes tenham sido tributados, vejamos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 (...) CRÉDITO. FRETES PAGOS NAS AQUISIÇÕES DE LEITE IN NATURA. POSSIBILIDADE. Geram direito a crédito os dispêndios com fretes nas aquisições de leite in natura, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País que não seja a fornecedora do leite in natura, observados os demais requisitos da lei. (...)” (Processo nº 10410.901489/2014-74; Acórdão nº 3201- 006.043; Relator Conselheiro Hélcio Lafetá Reis; sessão de 23/10/2019) Geram direito a crédito os dispêndios com fretes, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País. Diante do exposto, voto para conhecer do Recurso Voluntário, e no mérito em dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos Fl. 244DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3201-009.124 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900277/2016-01 demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Fl. 245DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10840.001091/2003-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. VENDAS PARA EMPRESAS COMERCIAIS EXPORTADORAS. RECEITA DE EXPORTAÇÃO.
Na apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, a receita de vendas de produto a comercial exportadora integra receita de exportação somente se ficar comprovado que o produto vendido foi remetido diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora.
Numero da decisão: 3402-001.612
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo d´Eça (Relator) que dava direito ao crédito em vista da exportação das mercadorias. Designada a Conselheira Sílvia de Brito Oliveira para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
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Recorrida DRJ RIBEIRÃO PRETO SP IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. VENDAS PARA EMPRESAS COMERCIAIS EXPORTADORAS. RECEITA DE EXPORTAÇÃO. Na apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, a receita de vendas de produto a comercial exportadora integra receita de exportação somente se ficar comprovado que o produto vendido foi remetido diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo d´Eça (Relator) que dava direito ao crédito em vista da exportação das mercadorias. Designada a Conselheira Sílvia de Brito Oliveira para redigir o voto vencedor. NAYRA BASTOS MANATTA Presidente FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho, Sílvia de Brito Oliveira, João Carlos Cassuli Júnior e Helder Masaaki Kanamaru (Suplente). Fl. 249DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 184/192 vol. I) contra o Acórdão DRJ/RPO nº 1419.878 de 30/07/08 constante de fls. 171/180 (vol. I) exarado pela 2ª Turma da DRJ de Ribeirão Preto SP que, por unanimidade de votos, houve por bem “indeferir” a Manifestação de Inconformidade de fls. 131/145 (vol.I) , mantendo o Despacho Decisório de fls. 124 (vol.I) da DRF de Ribeirão PretoSP, que indeferiu parcialmente o Pedido de Ressarcimento de crédito presumido de IPI no valor total de 131.040,82 (fls.02) protocolado em 14/04/02 e relativo ao período de 4º Trimestre de 2002, deixando homologar as compensações requeridas (fls. 01), observado o disposto na IN SRF nº 460/2004. Nas informações que prestou em razão das diligências realizadas a d. Fiscalização (fls.118/123), explicita os motivos da glosa PARCIAL do crédito, justificandoa nos seguintes termos: “III — QUANTO AOS VALORES APURADOS PELA EMPRESA A empresa informou inicialmente fls. 02, um pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI a ser ressarcido no 4° trimestre do anocalendário de 2002, no valor de R$ 131.040,82. Posteriormente (fls. 23 e 25) solicitou a retificação desse valor de R$ 131.040,82, para R$ 25.220,93 (vinte e cinco mil, duzentos e vinte reais e noventa e três centavos) (Port. MF N° 38/97). De acordo com o DCP (Demonstrativo de Apuração do Credito Presumido) retificado, apresentado via internet em 06/07/2006, cópia entregue a fiscalização (fls. 49/58) e livro registro de IPI 1° trim., 2003 (fls. 55) consta um valor de crédito presumido apurado no 4° trimestre de 2002 no montante de R$ 32.874,70 (trinta e dois mil, oitocentos e setenta e quatro reais e setenta centavos). IV QUANTO AO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. De igual modo ao mencionado no item III, a empresa formalizou inicialmente na fls. 01, pedido de compensação de crédito presumido de IPI com débitos da COFINS — código 2172, no valor de R$ 131.040,82. Na folha 24, devido a solicitação de retificação (fls. 23) consta outro pedido de compensação de crédito presumido de IPI com débitos da COFINS desta vez, no valor de R$ 25.220,93, de acordo com o dispositivo legal vigente a época IN/SRF nº 210 de 30/09/2002. Este valor de R$ 25.220,93 foi estornado no livro registro de IPI, no 1° trim.2003 (fls. 60) V QUANTOS AS VERIFICAÇÕES FISCAIS. Em resposta a intimação fiscal (fls. 37/38), a empresa apresentou em 06/11/2006 (fls. A o L), a documentação solicitada, entre elas, os Demonstrativos de Apuração de Crédito Presumido de IPI, os balancetes de verificações, os livros razões e diários, os livros registros de entradas e de saídas de mercadorias, livros registros de apuração de IPI, referentes ao Fl. 250DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 3 3 período de janeiro/2002 a março de 2003. Colocou a disposição da fiscalização no estabelecimento da empresa as notas fiscais de compras e de vendas de mercadorias, relativas ao mesmo período. De acordo com o a última alteração contratual também apresentada (fls....), o objeto social da empresa é "industrialização, comercialização e exportação de articuladores de prótese, equipamentos odontológicos e médicos hospitalares; a prestação de serviços administrativos, a intermediação de negócios, a prestação de serviços de assistência técnica relacionados com os seus produtos e a elaboração de projetos ergonômicos". Tendo em vista que o presente processo trata de crédito presumido de IPI, A fiscalização confrontou os valores consignados pela empresa no Demonstrativo de Apuração do Crédito Presumido, referente ao 4° trimestre/2002 (fls. 49 a 58), relativos às receitas operacionais brutas, as compras de MP, PI e Embal, a prestação de serviços decorrentes de industrialização por encomendas, de energia elétrica, e de combustíveis, com aqueles constantes dos balancetes de verificações (fls. 61 a 73) e escriturados no livro registros de IPI (fls. 749/00) e não encontrou divergências entre eles. A fiscalização confrontou por amostragem os dados constantes das notas fiscais de compras, com aqueles escriturados pela empresa em seu livro registro de entrada de mercadorias, inclusive sua classificação fiscal (CFOP) no período analisado neste processo (01/10/2002 a 31/12/2002) e constatou o seguinte: – a maioria dos insumos utilizados no processo produtivo da industria, são tributados com alíquotas positivas do imposto. – a contribuinte escriturou no livro Registro de Entradas de Mercadorias todos os insumos adquiridos, efetuou as respectivas apropriações dos créditos do imposto e transferiuos para os livros Registro de Apuração de IPI. Também escriturou no livro registro de IPI os créditos presumidos apurados pela empresa, bem como seu respectivo estorno no trimestre emque foi solicitado ressarcimento/compensação. A fiscalização analisou também por amostragem as notas fiscais de saídas de produtos de sua fabricação, as respectivas classificações, bem como a escrituração no livro registro de saída de mercadorias e não encontrou irregularidades. A fiscalização constatou ainda que de acordo com a informação da empresa na última página do Demonstrativo de Apuração do Credito Presumido (fls. 58) toda a receita de exportação nos meses de outubro, novembro e dezembro/2002, foi decorrente de vendas efetuadas a Comercial Exportadora – CNPJ 04.417/36/000110. Fl. 251DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 4 4 A fiscalização consultou os sistemas informatizados da SRF e constatou também que citado CNPJ pertencia a GNATUS INTERNACIONAL LTDA, ligada a fiscalizada. Considerando que somente poderão ser consideradas receitas de exportações as vendas efetuadas pelo produtor vendedor quando destinadas às empresas Comerciais Exportadoras que cumpram os requisitos mínimos estabelecidos pelo DecretoLei 1.248/1972, transcritos no item II (B), a fiscalizada foi intimada em 13/02/2007, através do Termo de Constatação e Intimação Fiscal (fls. 102) a apresentar alguns documentos exigidos pelo citado dispositivo legal. Atendendo a intimação citada no item anterior a empresa apresentou resposta datada de 16/02/2007 (fls. 104), na qual assim se manifestou: "informamos que a empresa Gnatus Internacional Ltda não é uma empresa comercial exportadora constituída na modalidade de trading company, e sim, uma empresa comercial exportadora constituída desde 23/07/2001 na modalidade comum, desta forma estamos dispensados de atender ao decreto lei nº 1,248 de 29/11/1972 desde 29/11/72, onde consta a exigência de registro especial na carteira do CACEX (Certificado de registro Especial)". Continuando os trabalhos a fiscalização analisou os dados escriturados no livro de registro de saída de mercadorias e constatou que não havia nenhuma indicação de vendas destinadas a exportação, razão pela qual solicitou a empresa Demonstrativo constando todos os dados relativos as citadas vendas. Em 16/02/2007, a empresa apresentou urna relação denominada RELATÓRIO DE NOTAS FISCAIS DE EXPORTAÇÃO (fls. 106/116) identificando o n° da nota, o CFOP, a data e o valor, A fiscalização confrontou os dados consignados no citado Relatório com os registros assentados no livro registro de saídas de mercadorias e não encontrou divergências entre eles. Também constatou que a soma das notas fiscais nos meses de outubro, novembro e dezembro/2002, nos valores respectivos de R$ 1.653,034,60, R$ 10325,399,23 e R$ 1.059.643,62, conferem com os valores indicados na última página do Demonstrativo de Apuração do Credito Presumido (fls. 58) bem como com os valores indicados nas linhas 01 e 02 do citado Demonstrativo (fls. 52,54 e 56). A fiscalização constatou ainda, analisando o RELATORIO. DE NOTAS FISCAIS DE EXPORTAÇÃO (fls. 107 e 116), I / 6 ), no período de janeiro a dezembro/2002 e demais documentos apresentados, que ocorreram apenas duas vendas destinadas à exportação direta (CFOP711) urna delas no mês de junho e outra no mês de agosto/2002, nos valores respectivos de R$ 18.394,86 e R$ 12.314,39. As demais vendas ocorridas no período de janeiro a dezembro/2002 foram registradas no (CFOP 511 e 512 – Saídas para o Estado). Fl. 252DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 5 5 Assim sendo os valores de vendas nos meses de outubro, novembro e dezembro, nos montantes respectivos de R$ 1.653.034,60, R$ 1.025.399,23 e RS 1.059.643,62, consignados pela empresa na última página e nas linhas 1 e 2 do Demonstrativo de Credito Presumido de IPI (fls. 52,54,56 e 58) não integram as receitas de exportação para fins de cálculo do crédito em questão, urna vez que foram originários de vendas efetuadas a empresa exportadora que não cumpre os requisitos do DecretoLei 1.248 de 29/11/1972. Diante do acima exposto a fiscalização elaborou um Demonstrativo de Apuração do Crédito Presumido de IP1 (fls. 117) para os meses de outubro, novembro e dezembro 2002, no qual apurou crédito presumido acumulado no período de janeiro a novembro/2002 no valor de R$ 1.002,64 (Um mil, dois reais e sessenta e quatro centavos) Desse valor foi descontado o valor já proposto no 2° trim./2002, no montante de R$ 811,80, restando assim um saldo de R$ 190,84 (cento o noventa reais e oitenta e quatro centavos) passível de concessão no 4° trimestre/2002 Na elaboração do citado Demonstrativo foram utilizados os valores indicados pela empresa no Demonstrativo de Apuração do Credito Presumido apresentado (fls. 49 a 58) e no o RELATÓRIO DE NOTAS FISCAIS DE EXPORTAÇÃO (fls. 107 a 116). Foram desconsiderados os valores de receitas de exportação indicados nas linhas 01 e 02, nos valores respectivos de 1.653.034,60, R$ 1.025,399,23 e R$ 1.059.643,62, tendo em vista que foram originários de vendas efetuadas a empresa exportadora que não cumpre os requisitos do DecretoLei 1.248 de 29/11/1972. VI QUANTO A CONCLUSÃO FISCAL De acordo com os fatos citados esta fiscal entende que o valor do crédito presumido objeto do presente pedido de ressarcimento no montante de R$ 25.220,93, não pode prosperar tampouco o valor do crédito presumido apurado no DCP em anexo (fls. 495/8) montante de R$ 32.874,70, relativo ao 4° trim./2002 e sim aquele apurado pela fiscalização no montante de R$ 190,84 (cento e noventa reais e oitenta e quatro centavos). (...) Diante do acima exposto, proponho o encaminhamento do presente processo a SAORT para a adoção das providências cabíveis. PAG. 124 DESPACHO DECISÓRIO IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados Crédito Presumido Lei nr. 9.363/96 – Regime Alternativo previsto na MP nº 2.2011/2001 (4º trimestre / 2002) Fl. 253DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 6 6 Os procedimentos para apuração do benefício conferido à empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais são os determinados pela legislação de regência Para efeito de determinação do crédito presumido correspondente a cada mês, são considerados os valores da receita operacional bruta, da receita de exportação e dos custos referidos na norma, acumulados desde o inicio do ano até o mês da apuração (IN nr. 69/2001 e 315/2003). As operações decorrentes de compra de mercadorias no mercado interno, quando realizadas por empresa comercial exportadora, para o fim específico de exportação, terão o tratamento tributário previsto no DecretoLei nr. 1.248/72 Conforme informação de FLS. 118/123, com a qual concordo, bem corno da legislação pertinente à espécie, reconheço o direito creditório da interessada no valor remanescente de R$ 190,84, referente ao 4º trimestre/2002, sem prejuízo de a Fazenda Nacional proceder, quando necessária; à fiscalização do que lhe convier, para exigência de débitos que venham a ser constatados. Cabe ressalvar as normas que regem o instituto da compensação para os débitos existentes em nome da interessada, informados ou não em declaração de Compensação eletrônica (PER/DCOMP) ou formulário. Nesse sentido, constando dos autos a Declaração de Compensação de fls. 01, homologo a compensação declaratória até o limite do crédito ora reconnhecido., ” Por seu turno, a r. decisão de fls. 171/180 (vol. I) da 2ª Turma da DRJ de Ribeirão Preto SP, houve por bem “indeferir” a Manifestação de Inconformidade de fls. 131/145 (vol.I) , mantendo o Despacho Decisório de fls. 124 (vol.I) da DRF de Ribeirão Preto SP, que indeferiu parcialmente o Pedido de Ressarcimento de crédito presumido de IPI, aos fundamentos sintetizados na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/10/2002 a 31/12/2002 VENDAS PARA EMPRESAS COMERCIAIS EXPORTADORAS COM O FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO. Diante do conceito dado à expressão "empresa comercial exportadora" em diferentes oportunidades pela SRF e pelo MF, concluise que são admitidas no cálculo do crédito presumido as vendas a empresas comercial exportadoras desde que comprovado o fim específico de exportação, nos termos da Lei n° 9.532, de 1997, art. 39, § 2', e não apenas as vendas a empresas enquadradas no Decreto lei n° 1.248, de 1972. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao interessado o ônus da prova dos fatos constitutivo do direito que pleiteia. Fl. 254DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 7 7 Solicitação Indeferida” Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 184/192 vol. I) oportunamente apresentadas, a ora Recorrente sustenta a insubsistência da r. decisão recorrida tendo em vista que o princípios da verdade material, da ampla defesa e do devido processo legal, vez que o contribuinte não se desincumbiu de provar a efetividade das exportações conforme os documentos comprobatórios juntados no recurso razões pelas quais seriam legítimos os créditos pleiteados em razão de sua incidência na cadeia produtiva. Submetido o processo a julgamento, em sessão de 30/04/10, através da Resolução nº 340200.071 (fls. 290/292 vol. II) , esta C. 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF, por unanimidade houve por bem converter o julgamento em diligência nos termos do voto deste relator para que a d. Fiscalização certificasse se as vendas relacionadas no Recurso para as empresas comerciais exportadoras cumpriram o fim específico de exportação. Realizada a diligência determinada, às fls. 1116/1117 (vol. VIII) a d. Fiscalização informou suas conclusões nos seguintes termos: “INFORMAÇÃO FISCAL No exercício regular das atividades inerentes às funções de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, em cumprimento ao Mandado de Procedimento Fiscal — Diligência n° 08.1.09.00 2010013978, e em função da solicitação contida na Resolução n°. 340200.073 — 4ª Câmara / 2a Turma Ordinária do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, anexada às fls. 225/227 do presente processo, procedemos às verificações fiscais necessárias aos esclarecimentos solicitados, conforme descrito a seguir. A digníssima autoridade julgadora' solicita a verificação do cumprimento do fim específico de exportação estabelecido pelo parágrafo 2° do artigo 39 da Lei n°. 9.532/97, com relação às vendas relacionadas no Recurso para empresa comercial exportadora. Esta fiscalização intimou a empresa industrial GNATUS EQUIPAMENTOS MÉDICO ODONTOLÓGICOS LTDA a apresentar documentação hábil e idônea que comprove o fim específico de exportação previsto no parágrafo 2° do artigo 39 da Lei n°. 9.532/1997, relativamente às exportações efetuadas no período objeto do presente. Em resposta à intimação fiscal, a empresa apresentou Notas Fiscais de sua emissão em favor da empresa GNATUS INTERNATIONAL LTDA, bem como Notas Fiscais de exportação emitidas pela GNATUS INTERNATIONAL e os conhecimentos de transportes correlatos, conforme pode ser visto nos documentos anexados às fls. 230/674. Em função das verificações fiscais efetuadas, podemos afirmar que: 1 No período analisado, primeiro trimestre de 2002, a empresa industrial GNATUS EQUIPAMENTOS MÉDICO Fl. 255DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 8 8 ODONTOLÓGICOS LTDA efetuou todas as suas exportações através da empresa comercial exportadora GNATUS INTERNATIONAL LTDA; 2 As referidas contribuintes estão estabelecidas no mesmo endereço, ou seja, Rodovia Abraão Assed, Km 53 + 450 m — Ribeirão Preto/SP; 3 Os quadros societários das empresas são praticamente iguais. A única diferença é que a GNATUS EQUIPAMENTOS MÉDICO ODONTOLÓGICOS LTDA também consta como sócia da GNATUS INTERNATIONAL LTDA; 4 Os produtos constantes das Notas Fiscais emitidas , pela GNATUS EQUIPAMENTOS MÉDICO ODONTOLÓGICOS LTDA encontram correspondência com aqueles discriminados nas Notas Fiscais de exportação emitidas pela GNATUS INTERNATIONAL; 5 Nas notas fiscais emitidas pelo estabelecimento industrial (GNATUS EQUIPAMENTOS MÉDICO ODONTOLÓGICOS LTDA) consta como destinatária a empresa comercial exportadora (GNATUS INTERNATIONAL LTDA), mas não há menção de local de entrega dos produtos, seja para embarque de exportação ou recinto alfandegado. Por outro lado, verificamos que os produtos foram acompanhados na remessa pelas notas fiscais emitidas pela empresa exportadora (muitas das quais foram emitidas em datas posteriores às notas fiscais emitidas pela empresa industrial), conforme pode ser verificado pelas cópias dos conhecimentos de transporte acostados aos autos. Aliás, os conhecimentos de transporte apresentados pela contribuinte têm como remetente a empresa GNATUS INTERNATIONAL LTDA. Endentemos, assim, s.m.j., que restou configurada a transferência de propriedade e posse dos produtos exportados para a empresa comercial exportadora e que os produtos foram remetidos para recintos alfandegados ou embarque de exportação diretamente pela GNATUS INTERNATIONAL LTDA.” É o relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O recurso reúne as condições de admissibilidade e, no mérito merece provimento. Ao interpretar a legislação de regência (art. 1º da Lei nº 9363/96), a própria r. decisão recorrida proficientemente demonstrou que: Fl. 256DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 9 9 “Tratase, portanto, em estabelecer qual o conceito de "empresa comercial exportadora" aplicado em referido ato legal. A resposta à pergunta n° 26 do "Perguntas e Respostas sobre Crédito Presumido do IPI, encaminhado pela Nota MF/SRF/Cosit/Cotip/Dipex n° 312, de 3 de agosto de 1998, denota que são admitidas, no cálculo do crédito presumido, as vendas a empresas comerciais exportadoras, com o fim especifico de exportação, e não apenas as vendas a empresas favorecidas pelo tratamento tributário do Decreto lei n° 1.248, d.e 1972, citado no despacho decisório controvertido, conhecidas como trading companies, que são espécie do gênero "empresa comercial exportadora". Para maior clareza, eis a transcrição da resposta mencionada: (...) 26) No caso de empresas comerciais exportadoras, de quem é a responsabilidade pelo pagamento dos tributos, no caso de não exportação, e como se dá a saído do produtor? Resposta) As saídas do produtor para as empresas comerciais exportadoras, inclusive as destinadas às empresas constituídas sob a forma do Decreto lei n° 1.248/72, são efetuadas com suspensão do IPI (art. 36, inciso VIII, alínea 'a', do RIPI/82, correspondente ao art. 4º, inciso VI, 'a', do RIPI/98). (...) Com relação ao crédito presumido do PIS/Pasep e Cofias, que tenha sido aproveitado ou ressarcido a título de IPI, caso não tenha ocorrido a exportação no prazo de 120 dias, ou o produto tenha sido vendido no mercado interno, roubado etc., o responsável pelo seu recolhimento é a empresa comercial exportadora (§§ 42 a 72 do art. 2º da Lei nº 9.363/96, e art. 5° da Portaria ME n° 38/97. ...... (sublinhado na transcrição) Sobre a interpretação do art. 36, VIII, "a", do RIPI, de 1982, citado na resposta transcrita, já havia sido editado o Parecer CST/Sipe nº 1.213, de 31 de maio de 1984, cuja ementa diz o seguinte: "A referência feita pelo art. 36, inciso VIII, leira 'a', do RIPI/82, 'empresas comerciais que operam no comércio exterior' alcança as empresas exportadoras, de modo genérico e não apenas as 'trading companies' de que trata o Decreto lei nº 1.248/72". O referido parecer menciona, em apoio à conclusão a que chegou, o PN CST 878, de 1971, e a Instrução Normativa SRF n° 11, de 15 de março de 1982 (item I). Manifestase também a SRF por meio do Parecer Normativo CST n° 42, de 1975, que trata de Estímulos à Exportação, entendimento semelhante ao descrito acima. Por oportuna, reproduzse a seguir o seu texto: Fl. 257DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 10 10 PARECER NORMATIVO CST Nº 42/75 IPI ESTÍMULOS A EXPORTAÇÃO As atividades da Empresa Comercial Exportadora regulada pelo Decreto lei nº 1.248/72 não atingem e nem limitam ou excluem as atividades da empresa exportadora ou que opera no comércio exterior, referida no artigo 8º do Decreto nº 64.833/69 e no artigo 7°, Inciso X letra "a", do RIPI . O Decreto n° 64.833, de 17 de julho de 1969, que regulamentou o Decreto lei n° 491, de 05 de março de 1969, dispôs em seu artigo 8°, que: "os estímulos fiscais à exportação, inclusive os de que trata este decreto, aplicamse, igualmente, ao fabricante de produtos industrializados que tenha a sua exportação efetivada por intermédio de empresas exportadoras, de cooperativas, de consórcios de exportadores, de consórcios de produtores ou de entidades semelhante." 2. Procurase, agora, esclarecer se as operações de exportação efetivadas por intermédio de empresas exportadoras 'aram, de alguma forma, atingidas pelos dispositivos do Decreto lei n° 1.248, de 29 de novembro de 1972. 3. O Decreto lei n° 1.248/72 como se declara no seu artigo 1°, trata de operações de compra de mercadorias no mercado interno, realizadas por Empresa Comercial Exportadora, para o .fim especifico de exportação. A efetivação da exportação corre por ordem e conta da Empresa Comercial Exportadora, mas a operação de compra realizada no mercado interno gera, de imediato, beneficias fiscais para o produtorvendedor (art. 30). Para este, vale dizer, a operação interna se equipara a uma exportação efetiva para todos os efeitos, inclusive a isenção do IPI (RIPI. artigo 9°, inc. II). 4. Enquanto os benefícios fiscais tornamse definitivos para o produtorvendedor com a simples realização da operação no mercado interno, são totalmente transferido à Empresa Comercial Exportadora os ônus tributários, que, porventura, venham a se tornar devidos pela não efetivação da exportação, pela revenda das mercadorias no mercado interno ou pela destruição das mesmas mercadorias (art. 4º). 5. Às Empresas Comerciais Exportadoras, por sua vez, são garantidos benefícios fiscais na área do imposto de renda (artigo 5°). 6. Quanto à empresa exportadora ou que opera no comercio exterior, sua atuação, nos precisos lermos do dispositivo legal transcrito no item 1 deste parecer, é de simples intermediária e os estímulos ,fiscais gerados por exportação por ela efetivada Fl. 258DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 11 11 destinamse integralmente ao estabelecimento industrial que é, de direito, o exportador. 7 A remessa, pelo estabelecimento industrial, de mercadorias cuja exportação será efetivada pela empresa que opera no comércio exterior, não gera, por si só, benefícios fiscais, mas apenas traduz uma Operação interna beneficiada pela suspensão do IP] e sujeita a controles especiais. A matéria já foi objeto de diversos Pareceres. Normativos, merecendo destaque o de n° 878, de 1971. 8. Acrescentese, também, que, diversamente do que ocorre com a Empresa Comercial Exportadora, a empresa que opera no comércio exterior não se subordina a quaisquer exigências da legislação tributária para sua constituição. 9. Diante dessas considerações tornamse claras as diferenças, para os efeitos da legislação reguladora de estimulas fiscais à exportação de manufaturados, entre a Empresa Comercial Exportadora de que trata o Decreto lei n° 1.248/72 e as empresas exportadoras ou que operam no comércio exterior referidas no artigo 8° do Decreto n° 64.833/69 e no artigo 7º, inciso X letra "a", do RIPI. Diferenças advindas, principalmente, das formas de operações que executam, resultando em momento e condições diversas de gozo de incentivos fiscais. 10. A conclusão que se impõe, pois, é a de que, tratandose de empresas sujeitas a narinas' reguladoras diferentes, as atividades exercidas por uma não atingem e nem limitam ou excluem as atividades da outra. Como se vê, de acordo com o PN CST nº 42, de 1975, a empresa exportadora ou que opera no comércio exterior, não regulada pelo DecretoLei n° 1.248, de 1972, a sua atuação é de simples intermediária e os estímulos fiscais gerados por exportação por ela efetivada destinamse integralmente ao estabelecimento industrial que é, de direito, o exportador. A remessa, pelo estabelecimento industrial, de mercadorias cuja exportação será efetivada pela empresa que opera no comércio exterior, não gera, por si só, benefícios fiscais, mas apenas traduz urna operação interna beneficiada pela suspensão do IPI e sujeita a controles especiais. Tal entendimento continua sendo mantido pela SRF nas respostas ás consultas formuladas pelos contribuintes, como se pode exemplificar pela Solução de Consulta SRIZE/9ª RF DISIT n° 108/2004, onde a interessada indagou se: "poderia conceder (sic) os benefícios fiscais estabelecidos na legislação para exportação direta, como a isenção ou suspensão do IPI, PIS e COFINS, e bem como na (sic) manutenção do Crédito Presumido do PIS/COFINS, nas vendas destinadas ao mercado interno com o fim especifico de exportação através de Empresas Comerciais Exportadoras constituídas sob firma de Limitada" [...] "cora capital mínimo abaixo ou não adequado pelo, fixado através do Conselho Monetário Nacional, desde que estas Fl. 259DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 12 12 empresas comprovem a exportação dentro do prazo conforme a legislação vigente", tendo sido respondido o seguinte: O DecretoLei n° 1.248, de 29 de novembro de 1972, trata das empresas comerciais exportadoras conhecidas com "Trading Companies". Por força desse DecretoLei, são condições básicas para configurar uma Trading Company a constituição sob a fôrma de sociedade por ações, capital mínimo, fixado pelo Conselho Monetário Nacional e certificado de registro especial, concedido pelo Departamento de Comércio Exterior (Decex) em conjunto com a Secretaria da Receita Federal SRF. A diferença básica entre esse tipo de empresa (Trading Company) e as demais empresas comerciais exportadoras reside no jato de as últimas não estão sujeitas a tantas exigências, não precisando cumprir os requisitos do citado DecretoLei n° 1.248, de 1972, aplicandoselhes as leis comerciais e civis que regem as demais sociedades empresariais. O Decreto n° 4.544, de 26 de dezembro de 2002 (Regulamento do IPI/2002), em todos os artigos em que se refere à empresa comercial exportadora, não faz referência a que seja aquela de que trata o DecretoLei n° 1.248, de 1972, com exceção do art. 285, que dispõe sobre as exportações de tabaco em folhas, onde determina que as comerciais exportadoras desse produto sejam as instituídas pelo DecretoLei n° 1.248, de 1972. O Parecer Normativo CST n° 42, de 1975, esclarece que as diferenças entre a empresa comercial exportadora comum e aquela de que trata o DecretoLei nº 1.248, de 1972, advêm, principalmente, das firmas de operações que executam, resultando em momento e condições diversas' de gozo de incentivos fiscais. Conforme esse Parecer, o DecretoLei n° 1.248, de 1972, como declara em seu art. 1º, trata das operações de compra de mercadorias no mercado interno, realizadas por empresa comercial exportadora, para o fim especifico de exportação, efetivada por sua ordem e conta, sendo que a operação de compra realizada no mercado interno gera, de imediato, benefícios fiscais para o produtorvendedor (art. 3"), fazendo com que a operação interna se equipare a uma exportação efetiva para todos os efeitos. No mesmo momento, os ônus tributários são totalmente transferidos para a empresa comercial exportadora, os quais se tornarão devidos, seja pela não efetivação da exportação, pela revenda das mercadorias no mercado interno ou pela destruição das mesmas mercadorias (art. 5º). O referido DL n° 1.248, de 1972, em seu art. 4°, garante a essas empresas benefícios fiscais na área do imposto de renda. Em compensação, as comerciais exportadoras reguladas por este DecretoLei, confirme visto anteriormente, estão sujeitos a exigências maiores. Fl. 260DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 13 13 Ainda de acordo com o PN CST n° 42, de 1975, quanto à empresa exportadora ou que opera no comércio exterior, não regulada peio DecretoLei nº 1.248, de 1972, a sua atuação é de simples. intermediária e os estímulos fiscais gerados por exportação por ela efetivada destinamse integralmente ao estabelecimento industrial que é, de direito, o exportador. A remessa, pelo estabelecimento industrial, de mercadorias cuja exportação será efetivada pela empresa que opera no comércio exterior, não gera, por si só, benefícios .fiscais, mas apenas traduz uma operação interna beneficiada pela suspensão do IPI e sujeita a controles especiais. Quanto à suspensão do IPI, o Decreto nn 4.544, de 2002 (RIPI/2002), em seu art. 42, V, "a", é claro ao estabelecer que sairão com suspensão do IPI as vendas realizadas pelo estabelecimento industrial à empresa comercial exportadora, desde que os produtos sejam remetidos diretamente para embarque ou para recintos alfandegados com o fim especifico de exportação, por conta e ordem desta. Somente não cabe a suspensão do IPI quando a exportação para o exterior é realizada pelo próprio produtor dos produtos industrializados, na condição de produtorexportador, visto tratarse de imunidade albergada na Constituição Federal, art. 153, § 3º, III, reproduzida no RIPI, art. 18, II. Assim, se ao referirse a "empresas comerciais exportadoras constituídas sob a. forma Ltda., cujo capital mínimo não está adequado pelo fixado através do Conselho Monetário Nacional” pretende a consulente indicar aquelas empresas exportadoras não reguladas pelo DecretoLei n° 1.248, de 1972, poderá se valer dos benefícios concedidos pela legislação desde que os produtos de sua fabricação sejam remetidos diretamente para embarque ou para recinto alfandegados com o fim especifico de exportação, por conta e ordem das referidas empresas comerciais exportadoras. De todo o exposto, concluise que sairão com suspensão do IPI as vendas realizadas pelo estabelecimento industrial às empresas comerciais exportadoras, desde que os produtos sejam remetidos diretamente para embarque ou para recintos alfandegados com O fim específico de exportação, por conta e ordem destas. Ainda se poderia confirmar esta interpretação pelo disposto Normativa SRF n° 95, de 06 de agosto de 1998: O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto na Lei 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e na Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1998, resolve.. Art. 1º Aprovar o programa gerador do Demonstrativo de Exportação, na versão 2.0, para uso obrigatório pelas empresas comerciais exportadoras que houverem adquirido mercadorias de empresa produtora vendedora com °Jim específico de exportação. Fl. 261DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 14 14 Parágrafo único. O programa a que se refere este artigo está disponível para os declarantes nas unidades da Secretaria da Receita Federal SRF e em seu site na INTERNET, no seguinte endereço: http://www. receita fazenda gov. br. Art. 2º A empresa comercial exportadora referida no artigo anterior fica obrigada a apresentar o Demonstrativo de Exportação, no trimestre em que ocorrer pelo menos um dos seguintes eventos: I adquirir de mercadoria de empresa produtora vendedora, com o fim especifico de exportação; II exportar mercadoria que tenha sido adquirida de empresa produtora vendedora, com o fim específico de exportação; III recolher impostos e contribuições na condição de responsável nos termos dos §§ 4º a 7º do art. 2° da Lei .9.363, de 1996, relativos aos produtos adquiridos de empresa produtora vendedora com a finalidade específica de exportação. Também nos convênios assinados pela União a expressão "empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação" não se restringe apenas as vendas a empresas favorecidas pelo tratamento tributário do Decreto lei n9 1.248/72, como se constata a seguir: CONVÊNIO ICMS 113/96 Dispõe sobre as operações de saída de mercadoria realizada com o fim especifico de. exportação. O Ministro da Fazenda e os Secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, na 84ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária, realizada em Belém, PA, no dia 13 de dezembro de 1996, tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975; considerando que a Lei Complementar n° 87, de 13 de setembro de 1.996, que equipara à exportação a saída de mercadoria, no mercado interno, para estabelecimento exportador com fim especifico de exportação; considerando a necessidade de se estabelecer controle das operações com mercadorias contempladas com a desoneração prevista na mencionada lei, resolvem celebrar o seguinte CONVÊNIO Cláusula primeira Acordam os signatários em estabelecer mecanismos para controle das saídas de mercadorias com o fim especifico de exportação, promovidas por contribuintes localizados nos territórios dos respectivos Estados para empresa comercial exportadora, inclusive "trading" ou outro estabelecimento da mesma empresa, localizado em outro Estado. Fl. 262DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 15 15 Parágrafo único. Entendese como empresa comercial exportadora a que estiver inscrita como tal, no Cadastro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior SECEX, do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo MICT (Nova redação dada ao caput da cláusula segurada pelo Conv. ICMS 54/97, efeitos a partir de 16.06.97.) Cláusula segunda O estabelecimento remetente deverá emitir Nota Fiscal contendo, além dos requisitos exigidos pela legislação no campo "INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES–, a expressão "REMESSA COM FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO. CONVENTO ICMS N°. 61 DE 04 /07 /2003 CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA CONFAZ CONVÉNIO) Cláusula primeira. Passa a vigorar com a seguinte redação o parágrafo único da cláusula primeira do Convênio ICMS 113/96, de 13 de dezembro de 1996. "Parágrafo único, Para os efeitos deste convênio, entendese como empresa comercial exportadora: I as classificadas como "trading company" , nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, que estiver inscrito como tal, no Cadastro de Exportadores e importadores da Secretaria de Comércio Exterior SECEX do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; II as demais empresas comerciais que realizarem operações mercantis de exportação, inscritas no registro do sistema da Receita Federal SISCOMEX". Portanto, diante do conceito dado à expressão "empresa comercial exportadora" em diferentes oportunidades pela SRF e pelo MF, concluise que, em tese, são admitidas no cálculo do crédito presumido as vendas a empresas comerciais exportadoras com o fim especifico de exportação, nos termos da Lei n° 9.532, de 1997, art. 39, § 2º, e não apenas as vendas a empresas favorecidas pelo tratamento tributário do Decreto lei n° 1.248, de 1972. Portanto, entendo que devem ser incluídas, no cálculo do crédito presumido, as receitas de vendas para empresas comerciais exportadoras, independente de serem favorecidas pelo tratamento tributário do Decreto lei nº 1.248/72, desde que estas vendas tenham o fim especifico de exportação. Este entendimento já vem sendo adotado por esta Turma de Julgamento há algum tempo, o que inclusive foi alegado pela manifestante. No entanto, outra questão também já foi pacificada: a que diz respeito ao ônus da prova em pedidos administrativos.” Fl. 263DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 16 16 Em suma, dos fatos expostos verificase que embora reconheça expressamente que "diante do conceito dado à expressão "empresa comercial exportadora" em diferentes oportunidades pela SRF e pelo ME, (...) são admitidas no cálculo do crédito presumido as vendas a empresas comercial exportadoras desde que comprovado o fim específico de exportação, nos termos da Lei n° 9.532, de 1997, art. 39, § 2º, e não apenas as vendas a empresas enquadradas no Decreto lei n° 1.248, de 1972" a r. decisão ora recorrida apenas reclama "ausência de comprovação do fato constitutivo do direito que pleiteia", comprovação esta que a recorrente entende produzida com o recurso. Diante da conclusão da diligência, através da qual a d. Fiscalização certifica que “restou configurada a transferência de propriedade e posse dos produtos exportados para a empresa comercial exportadora e que os produtos foram remetidos para recintos alfandegados ou embarque de exportação diretamente pela GNATUS INTERNATIONAL LTDA.”, nada mais seria necessário acrescentar para concluir pela legitimidade do crédito fiscal glosado pelo r. Despacho Decisório de fls. 124 (vol.I) da DRF de Ribeirão PretoSP mantido pela r. decisão recorrida, que neste particular merece reforma. Isto posto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, para reformar a r. decisão recorrida e reconhecer a legitimidade do crédito presumido de IPI parcialmente glosado pelo r. despacho decisório de fls. 124. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de janeiro de 2012. FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Voto Vencedor VOTO VENCEDOR Conselheira Sílvia de Brito Oliveira – redatora designada Divirjo do I. Conselheiro Relator e passo a expor as razões condutoras do meu voto divergente. Temse nestes autos, com as informacões prestadas pela fiscalizacão em cumprimento à diligência, que a recorrente, Gnatus Equuipamentos Médicos Odontológicos Ltda., efetuou vendas de produtos à Gnatus International Ltda., comercial exportadora, e esta remeteu estes produtos para recintos alfandegados ou para embarque de exportacão. Nesse contexto, a solucão do litígio reclama que se defina, diante desses fatos, se a receita da venda desses produtos pela recorrente pode integrar a receita de exportacão para apuracão da base de cálculo do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Fl. 264DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 17 17 Industrializados (IPI), tendo em vista que, ao instituir o crédito presumido do IPI como ressarcimento da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo, a Lei n. 9.363, de 13 de dezembro de 1996, em seu art. 1, parágrafo único, beneficiou as empresas produtoras e exportadoras de mercadorias nacionais e estendeu esse benefício para alcancar a hipótese em que a empresa produtora venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Em outras palavras, a lei concedeu o crédito presumido do IPI para as empresas que produzem e exportam mercadorias nacionais e equiparou a exportação as vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Vale dizer, para que a receita advinda da venda a comercial exportadora seja considerada receita de exportação e, consequentemente, possa compor a base de cálculo do crédito presumido em questão, há que se comprovar o fim específico de exportação daquela venda. A Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, em seu art. 39, § 2º, define o que se considera fim específico de exportação, nos seguintes termos: Art. 39. Poderão sair do estabelecimento industrial, com suspensão do IPI, os produtos destinados à exportação, quando: I adquiridos por empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação; II remetidos a recintos alfandegados ou a outros locais onde se processe o despacho aduaneiro de exportação. (...) § 2º Consideramse adquiridos com o fim específico de exportação os produtos remetidos diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. § 3º A empresa comercial exportadora fica obrigada ao pagamento do IPI que deixou de ser pago na saída dos produtos do estabelecimento industrial, nas seguintes hipóteses: a) transcorridos 180 dias da data da emissão da nota fiscal de venda pelo estabelecimento industrial, não houver sido efetivada a exportação; b) os produtos forem revendidos no mercado interno; c) ocorrer a destruição, o furto ou roubo dos produtos. (...) No caso em exame, houve uma triangulação em que a empresa produtora e exportadora, Gnatus Equipamentos Médicos Odontológicos Ltda., remeteu os produtos vendidos à comercial exportadora, Gnatus International Ltda., e esta têlosia destinado a recintos alfandegados ou ao embarque para exportação, não se contatando, pois, a remessa diretamente da empresa produtora (Gnatus Equipamentos Médicos Odontológicos Ltda) para Fl. 265DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10840.001091/200313 Acórdão n.º 3402001.612 S3C4T2 Fl. 18 18 embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora (Gnatus International Ltda.). Ora, com essa triangulação, a exportação, com efeito, foi realizada pela comercial exportadora e não pela recorrente, razão pela qual não pode a recorrente contabilizar como receita de exportação a receita da venda dos produtos para a Gnatus International Ltda, que foi quem efetivamente realizou a exportação. Pelas razões expostas, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sílvia de Brito Oliveira Fl. 266DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.1021.11264.G5S6. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA em 24/02/2012 14:03:24. Documento autenticado digitalmente por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA em 24/02/2012. Documento assinado digitalmente por: NAYRA BASTOS MANATTA em 20/05/2012, SILVIA DE BRITO OLIVEIRA em 24/02/2012 e FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA em 24/02/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 25/10/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP25.1021.11264.G5S6 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 9D130134FDC5A44614037661BC44FA93E57B6DE9 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10840.001091/2003-13. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10120.905643/2011-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009
REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO DA GLOSA EM SEDE DE DILIGÊNCIA FISCAL. NECESSIDADE DE NOVO JULGAMENTO PELA DRJ.
Em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado. Se, em virtude deste fato, a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, e esta manteve a glosa dos créditos sob fundamento diverso daquele inicialmente submetido à instância de piso, o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, sob pena de supressão de instância.
Numero da decisão: 3402-009.232
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-009.181, de 23 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10120.905591/2011-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Maysa de Sa Pittondo Deligne, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Cynthia Elena de Campos, Jorge Luís Cabral, Renata da Silveira Bilhim, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo (Presidente).
Nome do relator: Lázaro Antônio Souza Soares
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009 REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO DA GLOSA EM SEDE DE DILIGÊNCIA FISCAL. NECESSIDADE DE NOVO JULGAMENTO PELA DRJ. Em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado. Se, em virtude deste fato, a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, e esta manteve a glosa dos créditos sob fundamento diverso daquele inicialmente submetido à instância de piso, o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, sob pena de supressão de instância. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-009.181, de 23 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10120.905591/2011-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Maysa de Sa Pittondo Deligne, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Cynthia Elena de Campos, Jorge Luís Cabral, Renata da Silveira Bilhim, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 56 43 /2 01 1- 08 Fl. 200DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-009.232 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905643/2011-08 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário, interposto em face de acórdão de primeira instância que julgou procedente em parte Manifestação de Inconformidade, cujo objeto era a reforma do Despacho Decisório exarado pela Unidade de Origem, que denegara/acolhera em parte o Pedido de Restituição/Ressarcimento/Compensação apresentado pelo Contribuinte. O pedido é referente a crédito de CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS). Os fundamentos do Despacho Decisório da Unidade de Origem e os argumentos da Manifestação de Inconformidade estão resumidos no relatório do acórdão recorrido. A DRJ julgou procedente em parte a Manifestação de Inconformidade. Foi exarado Acórdão, com a seguinte Ementa: INSTRUÇÕES NORMATIVAS SRF Nº 247/02 E Nº 404/04. LEGALIDADE. MATÉRIA JULGADA NO ÂMBITO DE RECURSO REPETITIVO. Declarada, em sede de recurso repetitivo, a ilegalidade das IN SRF nº 247/02 e nº 404/04, inválidos se mostram os fundamentos do Despacho Decisório recorrido, no que concerne ao conceito de insumo, devendo ser proferida nova decisão de acordo com as balizas constantes do correspondente julgado do STJ (REsp nº 1.221.170/PR). O contribuinte, tendo tomado ciência do Acórdão da DRJ, apresentou Recurso Voluntário, aduzindo os seguintes argumentos, em síntese: (i) O acolhimento da preliminar arguida, a fim de que as presentes razões sejam recebidas como Manifestação de Inconformidade, sob pena de nulidade do presente processo, por supressão de instância e cerceamento de defesa; (ii) Acolhida a preliminar, sejam os autos remetidos à Delegacia de Julgamento para julgamento da Manifestação de Inconformidade, com o integral provimento da mesma, a fim de que sejam canceladas as glosas efetuadas no presente processo; (iii) Caso não seja acolhido o pedido de fungibilidade, requer-se o recebimento e julgamento do Recurso Voluntário por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais; (iv) Preliminarmente, requer seja declarado nulo o presente processo por cerceamento de defesa, conforme fundamentos expostos; Fl. 201DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-009.232 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905643/2011-08 (v) No mérito, requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário, para que seja reformada a decisão ora atacada, sendo julgado totalmente improcedente a glosa realizada, de modo a homologar integralmente as compensações realizadas e extinguir a presente cobrança. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. I – DA PRELIMINAR DE IMPROCEDÊNCIA DA ORIENTAÇÃO CONTIDA NO DESPACHO DE DILIGÊNCIA FISCAL - SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA E CERCEAMENTO DE DEFESA Alega o Recorrente que o presente Recurso Voluntário deve ser recebido como Manifestação de Inconformidade e remetido à DRJ para julgamento, sob pena de nulidade deste processo administrativo em razão de supressão de instância de julgamento e cerceamento de defesa. Em seu entender, a orientação constante no Despacho nº 15/2020-EADC1/DRF-GOIÂNIA/GO quanto ao cabimento de recurso unicamente contra a decisão proferida pela DRJ é totalmente equivocada: A Autoridade Fiscal da DRF, por determinação da Delegacia de Julgamentos da Receita, reanalisou o direito creditório pleiteado no presente processo, sob a ótica do conceito de insumos estabelecido pelo STJ. Como resultado da diligência, proferiu novo despacho contendo a análise do direito creditório, sob fundamentação jurídica distinta daquela utilizada originalmente para a glosa fiscal. Ou seja, a prolação do despacho resultado de diligência, inaugurou nova fase do contencioso administrativo fiscal, passível de insurgência por meio de Manifestação de Inconformidade. Desse modo, a determinação constante no despacho de diligência, quanto ao cabimento de Recurso Voluntário contra o acórdão da DRJ que deu parcial provimento à Manifestação de Inconformidade, acarreta evidente supressão de instância administrativa, na medida em que a DRJ não analisou os novos fundamentos que sustentaram o lançamento fiscal. Com razão o Recorrente. De fato, em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado, e a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, a qual manteve a glosa dos créditos, mesmo aplicando o quanto decidido pelo STJ. Logo, não resta dúvidas de que o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, ao contrário do que consta nas orientações veiculadas pelo Despacho nº 15/2020-EADC1/DRF- GOIÂNIA/GO, sob pena de supressão de instância. Pelo exposto, voto por acolher esta preliminar, recebendo o presente recurso como Manifestação de Inconformidade e determinando o encaminhamento do processo para a DRJ - Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Fl. 202DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-009.232 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905643/2011-08 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Fl. 203DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10855.903796/2009-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.259
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório. Nayra Bastos Manatta – Presidente e relatora. EDITADO EM: 29/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO RELATORIO A contribuinte apresentou DCOMP pretendendo compensar débitos de IRPJ com créditos da COFINS que entende ter recolhido a maior. Por intermédio do despacho decisório, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Fl. 57DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 10855903796/200901 Despacho n.º 3402.000259 S3C4T2 Fl. 2 2 lrresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade na qual alega, em síntese: 1. na declaração de compensação sob o n° 04014.36022.310106.1.3.04 5969 compensou o IRPJ, referente ao 4 0 trimestre de 2005, no valor de R$ 1.380,66, liquidando o valor do crédito inicial original 2. o valor do crédito inicial, no montante de R$ 5.143,80, foi utilizado na PER/Dcomp de n° 14983.42446.301105.1.3.040793, para compensação da 2' quota de CSLL do 30 trimestre de 2005, no valor de R$ 1.060,78, na PER/Dcomp n° 27543.16515.271205.1.3.048749, para compensação da 3" quota de IRPJ do 3° trimestre de 2005, no valor de R$ 2.416,67, na PER/Dcomp n° 01268.41803.271205.13.044407, para compensação da 3" quota de CSLL do 3° trimestre de 2005, no valor de R$ 1.449,94, na PER/Dcomp n°24363.32912.310106.1.3.043002, para compensação da CSLL do 4° trimestre de 2005, no valor de R$ 2.692,93, e PER/Dcomp n° 04014.36022.310106.1.3.045969, para compensação parcial do IRPJ do 4° trimestre de 2005, no valor de R$ 1.380,66. A DRJ em Ribeirão Preto manifestouse no sentido de indeferir a manifestação de inconformidade interposta sob os mesmos argumentos do despacho decisório já citado. Irresignada a contribuinte interpôs recurso voluntário alegando as mesmas razoes da inicial, acrescendo: 1. Na apuração da COFINS de Outubro de 2001 (pago em 12/11/2001) foi acrescidadevidamente a sua base de cálculo notas fiscais de serviços prestados no exterior. Referido acréscimo indevido o que resultou no valor de Cofins paga a maior de R$ 5.143,80. (Anexo Demonstrativo de Memorial de Calculo). 2. A Medida Provisória N°. 2.15835/2001, em seu art. 14, inciso Ill e § 1°, determina que, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1°. 02.1999, são isentas do PIS e da COFINS as receitas dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas. 3. Em Novembro de 2005 ao tomar ciência do erro cometido na apuração do cálculo da Cofins e antes de iniciar o processo de compensação, o representante da Recorrente se dirigiu a Delegacia da Receita Federal para obter orientação de como proceder com a retificação da DCTF com as informações da Cofins de outubro de 2001 que já tinha sido paga. 4. Naquela ocasião, o d. agente fiscal orientou a empresa a não retificar a DCTF, pois se assim o fizesse a Receita Federal não localizaria o pagamento do tributo que poderia ser objeto de cobrança no futuro. 5. Apresenta Demonstrativo Memorial de Cálculo; Cópias das Notas Fiscais emitidas da competência de No 05, 06 e 07; Cópia do Comprovante de Arrecadação emitido pela Receita Federal da Cofins paga em 12/11/2001; Cópia do Extrato Bancário do período onde Fl. 58DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 10855903796/200901 Despacho n.º 3402.000259 S3C4T2 Fl. 3 3 comprova o recebimento de operação do exterior; cópia das Invoices; Copia do Aviso de Ordem de Pagamento do Exterior; Cópia do Aviso de Credito de Ordem de Pagamento do Exterior (onde consta o número do contrato de cambio). É o relatório. VOTO DA CONSELHEIRARELATORA NAYRA BASTOS MANATTA O recurso interposto encontrase revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado. O processo versa sobre a não homologação de compensações sob o argumento de que o direito creditório da contribuinte não restou demonstrado. Todavia, em sede recursal a contribuinte apresenta documentação: Memorial de Cálculo; Cópias das Notas Fiscais emitidas da competência de No 05, 06 e 07; Cópia do Comprovante de Arrecadação emitido pela Receita Federal da Cofins paga em 12/11/2001; Cópia do Extrato Bancário do período onde comprova o recebimento de operação do exterior; cópia das Invoices; Copia do Aviso de Ordem de Pagamento do Exterior; Cópia do Aviso de Credito de Ordem de Pagamento do Exterior (onde consta o número do contrato de cambio) visando demonstrar que na DCTF referente a outubro de 2001 declarou os valores relativos à COFINS sem efetuar a exclusão referente a serviços prestados no exterior conforme autorizava a Medida Provisória N°. 2.15835/2001, em seu art. 14, inciso Ill e § 1°. Considerando que o Direito Tributário tem como um dos seus pilares a busca da verdade material e que dos autos constam fortes indícios de que efetivamente a contribuinte incluiu indevidamente em sua base de calculo da COFINS relativa a outubro de 2001 receitas advindas de prestação de serviços para e exterior que representaram ingresso de divisas no pais, propomos a conversão do presente voto em diligência, para que sejam tomadas as seguintes providências: a) Intimar a contribuinte para que ela apresente copias de seus livros fiscais demonstrando as receitas obtidas no período que efetivamente foram incluídas na base de calculo da COFINS; b) Intimar a contribuinte para que ela efetivamente demonstre através de planilhas embasadas em documentos contábeis fiscais a correta base de calculo da contribuição devida em outubro de 2001, os valores recolhidos por meio de DARF e os valores que entende indevidos, bem como quais os valores já utilizados em outras compensações (com a devida comprovação) c) Verificar diante das informações e documentos apresentados pela contribuinte a existência do alegado direito creditório, inclusive com elaboração de demonstrativos de calculo e relatório final de diligencia, Fl. 59DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 10855903796/200901 Despacho n.º 3402.000259 S3C4T2 Fl. 4 4 anexando os documentos que se fizerem necessários para o deslinde da questão. Dos resultados das averiguações, seja dado conhecimento ao sujeito passivo, para que, em querendo, manifestese sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. Após conclusão da diligência, retornem os autos a esta Câmara, para julgamento. Nayra Bastos Manatta Fl. 60DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA
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Numero do processo: 15586.000725/2007-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 04/09/2007
INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização.
RELATÓRIO DE CO-RESPONSÁVEIS E VÍNCULOS. SUBSÍDIO PARA FUTURA AÇÃO EXECUTÓRIA.
Os relatórios de Co-Responsáveis e de Vínculos são partes integrantes dos processos de lançamento e autuação e se destinam a oferecer informações sobre os gestores e responsáveis pela empresa no período do débito, a fim de subsidiarem futuras ações executórias de cobrança, de acordo com o entendimento do Poder Judiciário. Esses relatórios não são suficientes para se
atribuir responsabilidade pessoal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-001.378
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 04/09/2007 INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização. RELATÓRIO DE CO-RESPONSÁVEIS E VÍNCULOS. SUBSÍDIO PARA FUTURA AÇÃO EXECUTÓRIA. Os relatórios de Co-Responsáveis e de Vínculos são partes integrantes dos processos de lançamento e autuação e se destinam a oferecer informações sobre os gestores e responsáveis pela empresa no período do débito, a fim de subsidiarem futuras ações executórias de cobrança, de acordo com o entendimento do Poder Judiciário. Esses relatórios não são suficientes para se atribuir responsabilidade pessoal. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrente ARGALIT INDÚSTRIA DE REVESTIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 04/09/2007 INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Constitui infração, punível na forma da Lei, a falta de apresentação de documentos solicitados pela fiscalização. RELATÓRIO DE CO-RESPONSÁVEIS E VÍNCULOS. SUBSÍDIO PARA FUTURA AÇÃO EXECUTÓRIA. Os relatórios de Co-Responsáveis e de Vínculos são partes integrantes dos processos de lançamento e autuação e se destinam a oferecer informações sobre os gestores e responsáveis pela empresa no período do débito, a fim de subsidiarem futuras ações executórias de cobrança, de acordo com o entendimento do Poder Judiciário. Esses relatórios não são suficientes para se atribuir responsabilidade pessoal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira Presidente - Relator Fl. 101DF CARF MF Emitido em 06/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Rogério de Lellis Pinto. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 06/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15586.000725/2007-16 Acórdão n.º 2402-01.378 S2-C4T2 Fl. 100 3 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), Rio de Janeiro I / RJ, que julgou procedente a autuação motivada por descumprimento de obrigação tributária legal acessória, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 022, a autuação refere-se a recorrente ter deixado de apresentar documentos solicitados pela fiscalização. Ainda segundo o Fisco, a recorrente, apesar de regularmente intimada, deixou de exibir os Livros Diário e Razão, relativos aos anos de 2005 e 2006. Os motivos que ensejaram a autuação estão descritos no RF e nos demais anexos da autuação. Em 04/09/2007 foi dada ciência à recorrente da autuação, fls. 001. Contra a autuação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 074 em diante, acompanhada de anexos, onde alegou, em síntese, que, a autuação é nula, pois os sócios foram incluídos indevidamente como co-responsáveis do débito, uma vez que não ficou comprovada a concorrência dos mesmos para o cometimento do ilícito tributário. A Delegacia analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 086 em diante. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 094 em diante, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, os mesmos argumentos já apresentados em sua defesa. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 098. É o Relatório. Fl. 103DF CARF MF Emitido em 06/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA 4 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR Preliminarmente, quanto à solicitada exclusão de pessoas do rol de co- responsáveis cabe esclarecer que esta relação, anexada aos autos pela Fiscalização, não tem como escopo incluir pessoas físicas e jurídicas no pólo passivo da obrigação tributária, mas sim listar todas as pessoas representantes legais do sujeito passivo que, eventualmente, poderão ser responsabilizadas na esfera judicial, na hipótese de futura inscrição do débito em dívida ativa, pois o chamamento dos responsáveis só ocorre em fase de execução fiscal, em consonância com a legislação, e após se verificarem infrutíferas as tentativas de localização de bens da própria empresa. A responsabilização somente ocorrerá por ordem judicial, nas hipóteses previstas na lei e após o devido processo legal. O débito foi lançado somente contra a pessoa jurídica e, neste momento, demais pessoas não sofrerão restrições em seus direitos. Assim, esta discussão é inócua na esfera administrativa, sendo mais apropriada na via da execução judicial, na hipótese de convocação dos listados, por decisão judicial, para satisfação do crédito. Portanto, não há razão no argumento. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto por negar provimento ao recurso, nos termos do voto. Marcelo Oliveira Fl. 104DF CARF MF Emitido em 06/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 05/01/2011 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 12045.000523/2007-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1998
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2402-001.209
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento pela regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN - as contribuições apuradas até a competência 11/1998, anteriores a
12/1998, na forma do voto do relatar. Vencidos os Conselheiros Igor Araújo Soares, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Rogério de Lellis Pinto, que votaram pela aplicação do § 4º, Art. 150 do CTN; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso, para excluir do lançamento - pela regra decadencial expressa no 4°, Art, 150 do CTN as contribuições apuradas na competência 12/1998, nos termos do voto do relator. Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Igor Araújo Soares, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Rogério de Lellis Pinto.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento pela regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN - as contribuições apuradas até a competência 11/1998, anteriores a 12/1998, na forma do voto do relatar. Vencidos os Conselheiros Igor Araújo Soares, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Rogério de Lellis Pinto, que votaram pela aplicação do § 4 0 , Art. 150 do CTN; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso, para excluir do lançamento - pela regra decadencial expressa no 4°, Art, 150 do CTN as contribuições apuradas na competência 12/1998, nos termos do voto do relator. Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros s I gi Soares, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Rogério de Lellis Pinto, Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Rogério de Lellis Pinto, Igor Araújo Soares e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Ausente o Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. 2 Processo n' I 2045.000523/2007-0 I S2-C4T2 Acórdão ri " 2402-01.209 F I 39.3 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP, São Paulo — Centro / SP, fls. 0329 a 0339, que julgou procedente em parte o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls, 0135 a 0153, o lançamento refere-se a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga a segurados, correspondentes a contribuição dos segurados, da empresa, a contribuição para o financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (SAT). Ainda segundo o RF, os valores da base de cálculo foram obtidas em notas fiscais de prestação de serviço com cessão de mão-de-obra, devido à recorrente não ter se elidido de sua responsabilidade solidária, Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos que o configuram. Em 14/12/2004 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 001. Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 0177 a 0200, acompanhada de anexos, A Delegacia analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente em parte o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0347 a 0366, acompanhado de anexos. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 0380. É o relatório, 3 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR Preliminarmente, devemos analisar a questão sobre a decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n " 8112 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n" 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8 212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Confbrme previsto no art, 103-A da Constituição Federal, a Súmula de n " 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre malária constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá eleito vinca/ante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas oferas . federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na /arma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n `) 8,212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN). A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN e decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia do titular de um direito. Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art.. 150, § 40, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por homologação). A decadência, no Direito Tributário, é modalidade de extinção do crédito tributário. Se a regra a ser aplicada fosse a expressa no 1, Art. 173 do CTN só restaria no lançamento as contribuições apuradas na competência 12/1998, já que a ciência do lançamento ocorreu CM 14/12/2004.. Ocorre que na competência 12/1998 foram considerados recolhimentos/a homologar, fls. 00170, levantamento "S10 — Solidariedade Pintura' Diferença", levandó a aplicar a regra expressa no art. 150, § 4 0, do CTN. 4 Processo n" 12045 000523/2007-0 I S2-C4T2 Acórdão n 2402-01.209 F I 394 O lançamento por homologação implica pagamento pelo sujeito passivo antes de qualquer atividade ou notificação por parte da fazenda (pagamento antecipado). Feito esse pagamento, compete à Administração homologá-lo ou recusar a homologação. No caso de recusa da homologação, o Fisco deverá lançar, de oficio, como no presente processo, a diferença correspondente ao tributo que deixou de ser pago antecipadamente e os juros e penalidades cabíveis, Esse lançamento de oficio está expressamente determinado no Código Tributário Nacional (CTN): CTN: Ari. 149 O lançamento é efetuado e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes casas: 1. quando a lei assim o determine; Lei 8.212/1991: Art. 37, Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de lálta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos .fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Existe a possibilidade da Fazenda não se manifestar prontamente quanto ao pagamento efetuado antecipadamente pelo sujeito passivo. Este, evidentemente, não poderia permanecer indefinidamente à mercê da potencial manifestação do Fisco. Por isso, o CTN estabelece que, salvo prazo diverso previsto em lei, considera-se feita a homologação e definitivamente extinto o crédito em cinco anos, contados do fato gerador. Esta extinção do crédito pela inércia da fazenda é denominada homologação tácita e sua principal conseqüência é impossibilitar a fazenda de rever de oficio o pagamento feito pelo sujeito passivo. CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o devei- de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim eXVI`Cida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4 Se a lei não .fixar prazo à homologação, será ele de 5 (Cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, .fraude ou simulação Essa definição, sobre a aplicação da regara decadencial acima, possui amparo em decisões do Poder Judiciário, "Ementa: . II Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se 5 2010etembroSala das Sessões, LIVEIRA Relator aplica o disposto no art 173, 1, do CTN. " (ST1 1?Esp 395059/RS Rei: Min, Diana Cahnon. 2" Turma, Decisão,. 19/09/02. Dl de 21/10/02, p, 347) "Ementa: Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts 150, § 4 0, e 173, 1, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do/fito gerador. . Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, 1, do CTN. " (ST1 EREsp 278727/DF Rel.: Min Franciulli Netto. 1` Seção. Decisão. 27/08/03 DJ de 28/10/03, p. .184 ) Vemos, portanto, que, no caso do lançamento por homologação, não ocorre exatamente decadência do direito de realizar essa modalidade de lançamento. O que ocorre é a extinção definitiva do crédito pelo instituto da homologação tácita a qual tem como conseqüência indireta a extinção do direito de rever de oficio o lançamento. Em síntese, a homologação tácita acarreta a decadência do direito da Fazenda realizar o lançamento de oficio relativo à diferença de eventual tributo que tenha deixado de ser pago e aos acréscimos legais a essa diferença. No presente processo, há apuração de contribuições no período compreendido entre as competências 01/1995 a 12/1998, e o lançamento foi efetuado em 12/2004. Portanto, corno verificamos que pela regra do Art. 173 só restaria no lançamento a competência 12/1998 e como nessa competência houve recolhimento parcial, fls. 0170, deve-se aplicar nesta competência a regra do Art. 150, levando a extinção de todas as contribuições apuradas no lançamento. Por todo o exposto, acato a preliminar, para, devido a regra decadencial aplicada, excluir do lançamento todas as contribuições apuradas. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto pelo provimento do recurso, devido á decadência, nos termos do voto. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA H,• '4 -CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS .¡4[W QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo tf: 12045,000523/2007-01 Recurso n': 149.471 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo .3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão tf 2402-01.209 Brasília, 22 de novembro de 2010 f MARIA MA AL 0 ENA SILVA Chefe da Secretaria da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ Apenas com Ciência [ Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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