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Numero do processo: 10830.007573/2004-87
Data da sessão: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 14 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 31/01/1999 a 30/09/2002
AUTO DE INFRAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA A COFINS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PARA SEGURIDADE. ALTERAÇÃO DO PRAZO. SÚMULA VINCULANTE.
A súmula vinculante nº. 8 do STF declarou a inconstitucionalidade de do art. 45 da Lei 8.212/91, devendo se aplicar a regra contida no § 4ª do art. 150 do CTN, comprovado o pagamento da contribuição, que trata da decadência do débito tributário
Numero da decisão: 3401-001.711
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
EDITADO EM: 26/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 31/01/1999 a 30/09/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA A COFINS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PARA SEGURIDADE. ALTERAÇÃO DO PRAZO. SÚMULA VINCULANTE. A súmula vinculante nº. 8 do STF declarou a inconstitucionalidade de do art. 45 da Lei 8.212/91, devendo se aplicar a regra contida no § 4ª do art. 150 do CTN, comprovado o pagamento da contribuição, que trata da decadência do débito tributário
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/01/1999 a 30/09/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA A COFINS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PARA SEGURIDADE. ALTERAÇÃO DO PRAZO. SÚMULA VINCULANTE. A súmula vinculante nº. 8 do STF declarou a inconstitucionalidade de do art. 45 da Lei 8.212/91, devendo se aplicar a regra contida no § 4ª do art. 150 do CTN, comprovado o pagamento da contribuição, que trata da decadência do débito tributário Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. EDITADO EM: 26/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 75 73 /2 00 4- 87 Fl. 250DF CARF MF 2 Relatório Em 27.12.2004 foi lavrado auto de infração referente à falta de recolhimento do PIS, relativo ao período de 31.1.99 a 30.9.2002, no montante de R$ 330.247,06, assim composto: Contribuição: R$ 136.025,81 Multa de Ofício: R$ 102.019,16 Juros de Mora: R$ 92.202,09 Por bem expor a lide reproduzo o relatório apresentado pelo ilustre julgador da instância anterior. “Tratase de Auto de Infração da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, fls. 15/28, que constituiu o crédito tributário total de R$ 330.247,06, somados o principal, multa de ofício e juros de mora calculados até 30/11/2004. No Termo de Verificação Fiscal de fls. 04/14, a autoridade fiscal relata que o sujeito passivo originalmente havia apresentado declarações de acordo com o Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. Não obstante, sua inclusão nessa sistemática foi indeferida em decisão administrativamente definitiva. Após a ciência do indeferimento, a contribuinte não adotou os procedimentos que permitiriam sua opção pelo regime de apuração pelo Lucro Presumido. Após relatar o desenvolvimento da ação fiscal, com verificações da compatibilidade entre a escrituração fiscal e a movimentação bancária do sujeito passivo, diz a fiscalização: Portanto, concluise, que a fiscalizada não logrou êxito em comprovar todos os depósitos/créditos na conta bancária (.). Ficou comprovado somente o montante do faturamento escriturado; Diante do exposto, apuramos os totais dos depósitos e/ou créditos mantidos na conta bancária em discussão, que estão sendo divididos em dois grupos, conforme reza o art. 42, §§ 1° e 2°, da Lei n°9.430/96, a saber: (1) 'depósitos não comprovados'; e (2) 'depósitos comprovados e não tributados — faturamento' (.) Obs.: Considerouse como depósitos comprovados, porém, não tributados os valores correspondentes às receitas escriturados (livros caixa e registro de saídas) e comprovadas. (.). Por conta de vícios na escrituração, a fiscalização a considerou imprestável para a apuração do lucro real, tendo determinado o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica pelo método arbitrado. O crédito da COFINS constituído no Auto de Infração sob exame, motivado por falta de recolhimento, teve com base o faturamento da contribuinte. Fl. 251DF CARF MF Processo nº 10830.007573/200487 Acórdão n.º 3401001.711 S3C4T1 Fl. 254 3 Cientificado do lançamento em 28/12/2004, o sujeito passivo apresentou impugnação em 26/01/2005, fls. 61/82, alegando, em síntese, que: a) a fiscalização não cumpriu as determinações da Portaria SRF n° 1.265, que criou o Mandado de Procedimento Fiscal, já que o MPF apresentado tratava apenas da fiscalização do Imposto de Renda. Sendo assim, deve o lançamento ser cancelado; b) Por ser originária de fiscalização do IRPJ, a nulidade daquela, conforme claramente demonstrada, afeta a validade desta, se não vejamos. A fiscalização foi conduzida de forma confusa, desordenada e com obstáculos intransponíveis para que se pudesse atender a contento as exigências formuladas. (.) Agora Sr. Julgador, se já é um absurdo querer a identificação de operações com tamanha profundidade: 'motivação, fonte pagadora (CNPJ ou CPF) e a identificação clara e indiscutível do lançamento (livro, página e valor) ', tanto maior fica o absurdo quando se constata que os Livros onde estão registradas as operações de que se fala, permaneceram em poder da Agente Fiscal, desde o momento em que lhe foi entregue em atendimento à intimação de 24/08/2004 (item 20 do TVF)Ressaltese. Embora estivesse de posse dos Livros Caixa, sem que em momento algum os tivesse franqueado à fiscalizada, a Sra. Auditora formulou intimações para comprovação de elementos que só mediante análise dos livros se poderia identificar. (.). Vislumbrase, no caso, um trabalho fiscal eivado de ilegalidade, porquanto evidentes os atos de obstaculização dos direitos da fiscalizada (concessão de prazos limitadíssimos para o cumprimento de atos complexos; intimação por meio impróprio — via email; exigência de detalhes sobre operações), mormente o direito de constituição de resposta baseada em livros fiscais retidos pela fiscalização; c) ocorreu a decadência do direito de constituição do crédito por parte da Fazenda Pública, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. Na medida em que os fatos geradores são mensais, foram alcançados pelo prazo decadencial aqueles ocorridos entre 31/01/1999 e 30/11/1999. Por outro lado, é indevido o deslocamento do prazo decadencial para aquele previsto no art. 173 sob a alegação de que houve falta de pagamento. Primeiro, porque contraria o disposto no art. 150. Segundo, porque foram feitos pagamentos regulares no âmbito do SIMPLES; d) a fiscalização desconsiderou, injustificavelmente, a opção pelo lucro presumido, tendo imposto a tributação por arbitramento. Pois bem. Na esteira de tal procedimento, irregular em razão do arbitramento imposto, a fiscalização entendeu, também, por formular a exigência da PIS. Entretanto, no processo de IRPJ, restou plenamente comprovada a legalidade de sua opção pelo lucro presumido, e conseqüente ilegalidade do arbitramento fiscal. Considerando que a opção pelo Lucro Presumido por parte da impugnante restou plenamente justificada, e não configurada a hipótese de Fl. 252DF CARF MF 4 arbitramento imposta pelo fisco, a exigência fiscal da PIS que teve como respaldo o lançamento do IRPJ se revela insubsistente, e como tal deve ser declarada. Cancelado o lançamento do IRPJ, cancelase o lançamento da PIS; e) A Sra. Auditora Fiscal também agiu irregularmente ao não promover a compensação dos pagamentos efetuados no sistema simplificado, alegando no item 36 de seu Termo, que os recolhimentos efetuados na forma do SIMPLES, a fiscalizada poderá restituir/compensar na forma da lei. Ora, se a autoridade fiscal tem a competência para formular a exigência do crédito tributário, deve, também, promover a compensação no lançamento fiscal daquilo que verificou ter sido recolhido indevidamente. A compensação é de ser feita no ato do lançamento; f) Por fim, pelas razões acima expostas, de que o presente processo está alicerçado no processo de lançamento do IRPJ, no seu julgamento é de se ater ao que for decidido no procedimento emitido em face daquele tributo, por questão de coerência. Em 08/09/2006, a contribuinte protocolou o documento de fls. 110/111 requerendo, para os efeitos definidos na Medida Provisória n° 303, de 29/06/2006, a desistência parcial da impugnação interposta constante do processo administrativo n° 10830.007574/200421. O demonstrativo que integra o requerimento abrange os fatos geradores ocorridos entre 31/12/1999 e 30/09/2002. Informa ainda, que os débitos incluídos na desistência serão objeto de parcelamento excepcional, nos termos do art. 10 da citada MP. Em 28/08/2007, fls. 115/116, a contribuinte solicitou revisão dos débitos incluídos no parcelamento, uma vez que foram nele incluídos não somente parte, mas a totalidade dos débitos lançados de ofício. Conforme extrato de fls. 120/123, os débitos abrangidos na desistência foram transferidos para o PAF n° 13842.000327/200704.” Em 24.3.2008 a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas negou provimento à Impugnação ao Lançamento, julgando os débitos referentes ao período de 31.1.1999 a 30.11.1999, tendo em vista que os demais débitos foram parcelados pela recorrente. O julgamento teve a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 31/01/1999 a 30/09/2002. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PARA Á SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO. É de dez anos o prazo de decadência das contribuições para a seguridade social. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. Constatada a falta de retenção/recolhimento da contribuição, correta a exigência de ofício do tributo não recolhido. Fl. 253DF CARF MF Processo nº 10830.007573/200487 Acórdão n.º 3401001.711 S3C4T1 Fl. 255 5 Em 7.5.2008 a contribuinte apresentou Recurso Voluntário onde reproduz os argumentos apresentados em sua Impugnação ao Lançamento, por fim, requerendo preliminarmente o reconhecimento da decadência dos débito, bem como sua improcedência. É o relatório. Voto Conselheiro Relator FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Conheço do recurso por ser tempestivo e cumprir os pressupostos de admissibilidade. A contribuição em questão está sujeita à modalidade de lançamento por homologação, devendo portanto, ser observado o disposto no §4º do artigo 150 do CTN, que assim dispõe: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Este parágrafo fixa regra geral a ser aplicada na falta de lei que fixe, de modo específico, o prazo para a ocorrência da extinção do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário. A decisão recorrida considerou que existe tal lei específica, qual seria a lei nº. 8.212/91, que em seu art. 45 definiu que o prazo decadencial das contribuições para a Seguridade Social será de dez anos, conforme podemos ver abaixo: “Art. 45 O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados: I – do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; II – da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada” Porém este entendimento não deve prosperar, haja vista que em 20.6.2008 foi publicada no DOU a súmula vinculante nº 8, que considera inconstitucional o art. 45 da lei 8.212/91, citado acima, segue o teor da súmula nº 8: Fl. 254DF CARF MF 6 “Súmula Vinculante 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” Com a edição desta súmula, é afastada a aplicação do referido artigo da Lei nº. 8.212/91 e, portanto, devemos considerar, nesse caso, comprovado o pagamento da contribuição, o §4º do art. 150 do CTN, já citado, que institui o prazo decadencial de 5 anos, a contar da ocorrência do fato gerador, com isto gerando a decadência do débito. Frente a todo o exposto, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, exonerando o crédito tributário, tendo em vista a decadência e a Súmula Vinculante nº 8 do STF. É como voto! Relator FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE – Relator. Fl. 255DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.722189/2008-21
Data da sessão: Wed Oct 04 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Dec 01 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006
EMBARGOS.
Na existência de obscuridade, omissão ou contradição no acórdão proferido os embargos devem ser acolhidos.
IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF.
O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543C do CPC. Aplicação do art. 62ª do RICARF (Portaria MF nº 256/2009).
Numero da decisão: 2301-005.160
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para rerratificar o acórdão embargado, alterando o número do processo de 10580.721050/2009-41 para 10580.722189/2008-21
(assinado digitalmente)
João Bellini Junior - Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Evaristo Pinto - Relator
EDITADO EM: 03/11/2017
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrea Brose Adolfo, Alexandre Evaristo Pinto, João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Thiago Duca Amoni e João Bellini Junior.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 EMBARGOS. Na existência de obscuridade, omissão ou contradição no acórdão proferido os embargos devem ser acolhidos. IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF. O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543C do CPC. Aplicação do art. 62ª do RICARF (Portaria MF nº 256/2009).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para rerratificar o acórdão embargado, alterando o número do processo de 10580.721050/2009-41 para 10580.722189/2008-21 (assinado digitalmente) João Bellini Junior - Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto - Relator EDITADO EM: 03/11/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrea Brose Adolfo, Alexandre Evaristo Pinto, João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Thiago Duca Amoni e João Bellini Junior.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1555; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.722189/200821 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2301005.160 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 04 de outubro de 2017 Matéria Contribuições Sociais Previdenciárias Embargante Presidente da 2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Interessado GARDENIA PEREIRA DUARTE e FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 EMBARGOS. Na existência de obscuridade, omissão ou contradição no acórdão proferido os embargos devem ser acolhidos. IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF. O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543C do CPC. Aplicação do art. 62ª do RICARF (Portaria MF nº 256/2009). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para rerratificar o acórdão embargado, alterando o número do processo de 10580.721050/200941 para 10580.722189/200821 (assinado digitalmente) João Bellini Junior Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator EDITADO EM: 03/11/2017 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 21 89 /2 00 8- 21 Fl. 207DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrea Brose Adolfo, Alexandre Evaristo Pinto, João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Thiago Duca Amoni e João Bellini Junior. Relatório Tratamse de Embargos opostos contra o Acórdão nº 2201002.610 (fls. 192 a 202), proferido em 06/11/2014, pela 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2º Seção de Julgamento, que deu provimento parcial ao recurso voluntário, nos seguintes termos: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004, 2005 e 2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Na existência de obscuridade, omissão ou contradição no acórdão proferido os embargos devem ser acolhidos. IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF. O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543C do CPC. Aplicação do art. 62ª do RICARF (Portaria MF nº 256/2009).". A Presidente da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF apresentou embargos diante de erro no número do processo constante no Acórdão e diante da falta de qualquer providência para resolução e tal pendência pelo relator do Acórdão. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Evaristo Pinto Os embargos são tempestivos e, por cumprir com as demais formalidades legais, deles conheço. De acordo com o Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015, o cabimento dos embargos em casos de inexatidões materiais está disciplinado em seu art. 66, nos seguintes termos: Fl. 208DF CARF MF Processo nº 10580.722189/200821 Acórdão n.º 2301005.160 S2C3T1 Fl. 3 3 Art. 66. As alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. De fato, é importante ressaltar que o Acórdão em questão se refere ao presente processo que tem por número: 10580.722189/200821. Todavia, consta no Acórdão 2201002.610 o número de processo 10580.721050/200941. Dessa forma, resta claro que há erro material relativo ao número do processo no Acórdão embargado. Com base no exposto, voto por acolher os embargos para reratificar o Acórdão embargado alterando o número do processo de 10580.721050/200941 para 10580.722189/200821. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator Fl. 209DF CARF MF
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Numero do processo: 11065.002836/98-05
Data da sessão: Mon Apr 11 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IPI — CRÉDITO PRESUMIDO. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA.
Caracterizado na nota fiscal emitida pelo executor da encomenda
(contribuinte em face das contribuições sociais — PIS/PASEP e
COFINS) que o produto que industrializou se identifica com um dos
componentes básicos para o cálculo do crédito presumido (MP, PI e
ME), a ser utilizado no processo produtivo do encomendante
(empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais), fica
demonstrado o direito desse insumo integrar a base de cálculo do
crédito presumido e, conseqüentemente, de ser a ele incorporado o
custo do beneficiamento e, também, o da mão-de-obra do executor
da encomenda.
Recurso provido.
Numero da decisão: CSRF/02-01.865
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Josefa Maria Coelho Marques que negou provimento ao recurso.
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
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INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. Caracterizado na nota fiscal emitida pelo executor da encomenda (contribuinte em face das contribuições sociais — PIS/PASEP e COFINS) que o produto que industrializou se identifica com um dos componentes básicos para o cálculo do crédito presumido (MP, PI e ME), a ser utilizado no processo produtivo do encomendante (empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais), fica demonstrado o direito desse insumo integrar a base de cálculo do crédito presumido e, conseqüentemente, de ser a ele incorporado o • custo do beneficiamento e, também, o da mão-de-obra do executor da encomenda. Recurso provido. Vistos, relatados e • discutidos os presentes autos do recurso interposto por SCHMIDT IRMÃOS CALÇADOS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Josefa Maria Coelho Marques que negou provimento ao recurso. a14 MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS PRESIDENTE 44"ot. ',ENRIQUE ICHEIRO.*I;ES RELATOR FORMALIZADO EM: 23 MM 2005 Iam Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 Participaram ainda do presente julgamento, os Conselheiros: ROGÉRIO GUSTAVO DREYER, ANTONIO CARLOS ATULIM, DALTON CÉSAR CORDEIRO DE MIRANDA, LEONARDO DE ANDRADE COUTO, FRANCISCO MAURÍCIO R. DE A. SILVA, ADRIENE MARIA DE MIRANDA e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. 4' 2 Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 Recurso n° : 201-116157 Recorrente : SCHM1DT IRMÃOS CALÇADOS LTDA Interessado : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO Por bem relatar os fatos, transcrevo o relatório do acórdão recorrido: "Versam os autos sobre pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, com base na Lei no 9.363/96, relativo ao terceiro trimestre de 1998. O órgão local, com base em relatório confeccionado pela fiscalização, glosou os valores referentes a beneficiamento e mão-de-obra realizados por terceiros, ao fundamento de que os mesmos não podem caracterizar-se como insumos adquiridos para fins de cálculo do beneficio, o que fora feito pela peticionante. Tendo a instância a quo mantido o lançamento em sua íntegra, a empresa interpôs recurso voluntário a este Colegiado, onde, em síntese, alegou que a orientação interna da SRF (BC no 147, de 04/08/1998) que fundamentou a r. decisão confunde a natureza do incentivo, que não se refere ao IPL mas sim ao PIS e à Cofins, que incidiram sobre o preço do beneficiamento do couro. Aduz que embora a lei refira-se às contribuições incidentes nas aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, seria evidente, sob pena de agressão ao bom senso jurídico, que neste contexto estaria incluído o beneficiamento da matéria-prima, no caso couro wet-blue, remetida pelo encomendante do serviço, sobre cujo faturamento incidem aquelas contribuições. Assevera que não pode orientação interna sobrepujar-se aos ditames da lei. Por fim, alega que não pode ser considerado o sistema PEPS, pois a IN SRF no 23, de 13/3/97, em seu art. 30, ,¢* 6o, permite que o cálculo seja feito pela média ponderada ou aquele sistema, conforme a opção do beneficiário do incentivo fiscal. O relator originário do processo, entendendo que o critério de admissão do valor da industrialização por encomenda só pode ser o da adequação do produto obtido desta forma aos conceitos de matérias-primas, produtos intermediários ou material de embalagem, decidiu por baixá-lo em diligência para fins de detalhamento do conteúdo da industrialização por encomenda no presente caso. Tendo em vista o novo domicílio fiscal da contribuinte, o processo foi enviado à DRF Fiscalização em São Paulo. Às fls. 162/164, manifestação da empresa que passo a ler em sessão, concluindo a recorrente que após o beneficiamento do couro chamado wet-blue obtém-se a nova matéria- 3 .. : Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 prima. Às fls. 178/206, relatório descrevendo o processo de industrialização de couros e anexos com amostras de couros em diferentes estágios." Acordaram os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Sintetizando a deliberação adotada na seguinte ementa: "CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. LEI No 9.363/96. Os valores a título de beneficiamento por outra empresa que não a beneficiária do incentivo fiscal não podem ser computados como insumos adquiridos, eis que não são matérias-primas, produtos intermediários ou material de embalagem. Recurso negado." O contribuinte SCHIMDT IRMÃOS CALÇADOS LTDA (sucedida por TROMBINI EMBALAGENS Ltda.), inconformado com a deliberação adotada pela Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, ofereceu Recurso Especial a esta Câmara, apresentando, como acórdãos divergente no entendimento esposado na matéria, os de ifs 201-14.472 e 202-14.601. • Por meio do Despacho n° 201-063, fls. 274/276, a Presidente da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes reconheceu existir divergência entre o acórdão recorrido e aqueles apresentados como paradigmas; admitindo, portanto, o Recurso Especial interposto. Declarou que "o acórdão recorrido não inclui os valores referentes a beneficiamento e mão-de-obra realizados por terceiros, ao fundamento de que os mesmos não podem caracterizar-se como insumos adquiridos para fins de cálculo do benefício pleiteado, não cabendo direito ao crédito decorrente destas aquisições. As decisões trazidas como paradigmas entendem que se tratando de operação necessária para que a matéria-prima possa ser utilizada no processo produtivo, deve o valor do beneficiamento integrar o custo da matéria-prima." e) É o Relatório. it I 4 ., • Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 VOTO Conselheiro-Relator HENRIQUE PINHEIRO TORRES O recurso é tempestivo e foi recebido por meio do despacho de fls. 274 a 276, apenas no que concerne à inclusão ou não na base de cálculo do crédito presumido do custo de beneficiamento e de mão-de-obra empregada na industrialização efetuada por terceiros. Diante disso, não serão aqui debatidos os argumentos pertinentes à atualização monetária dos créditos a ressarcir, já que, para essa matéria, não houve admissibilidade. Por conseguinte, o juizo de admissibilidade ad quem prende-se, apenas, à matéria recebida no exame a quo. Assim, recebo o recurso especial de divergência apresentado pelo sujeito passivos, nos exatos termos em que foi dado seguimento pela S? Presidenta da Câmara recorrida. Na Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por diversas vezes, votei no sentido de permitir-se a inclusão na base de cálculo do crédito presumido do custo de beneficiamento e de mão-de-obra empregada na industrialização efetuada por terceiros (industrialização por encomenda), quando estes, são utilizados pelo industrial exportador como matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagens na fabricação de produtos por ele exportado. Essa questão foi muito bem enfrentada pelo Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro, no voto condutor do acórdão n° 202-14.500, o qual transcrevo e adoto como minha as razões expendidas no brilhante decisum. De pronto, tenho como inaceitável que eventual direito da recorrente possa ser negado com base em mera presunção, já que para a glosa do beneficio incumbe ao Fisco provar a sua desconformidade com a legislação de regência. Ainda mais que no caso a ausência de créditos associados às entradas dos insumos retornados após o beneficiamento, não permite inferir que o executor da encomenda não tenha utilizado na operação insumos outros que não aqueles remetidos pelo autor da encomenda. A hipótese de suspensão de IPI prevista no art. 36, incisos I e II do RIPI/821( correspondente ao art. 40, incisos VII e VIII do RIPI/98), deixa ii ART.36 - Poderão sair com suspensão do Imposto: I - as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem destinados a industrializa*, desde que os produtos industrializados devam ser enviados ao estabelecimento remetente daqueles insumos; li-os produtos que, industrializados na forma do Inciso anterior, forem remetidos ao estabelecimento de origem, desde que novaeste sejam destinados a comércio, a emprego como matéria-prima ou produto intermediário em nova ndustrialização, oul 5 • Processo n° : 11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 claro que, no que se refere a insumos, só a utilização pelo executor da encomenda na operação de produtos tributados de sua industrialização ou importação é que impediria o retorno do produto beneficiado com suspensão de IPI, ou seja, não há perda da faculdade de suspensão na utilização pelo executor da encomenda na operação de MP, PI e ME adquiridos de terceiros. Daí se conclui que, nos próprios termos do critério implícito adotado na resposta à questão 2.7 das Perguntas e Respostas sobre o Crédito Presumido, aprovada pela Nota MF/SRFICOSIT/C0I7P/DIPEX N° 312, de 03.08.982, é inconsistente afastar o valor cobrado ao encomendante da base de cálculo do crédito presumido pelo simples fato de o encomendante remeter insumos com suspensão do IPI ao executor da encomenda e este remeter o produto industrializado, no qual aqueles insumos foram aplicados, ao estabelecimento de origem também com suspensão. Se o critério adotado para admitir a inclusão do valor cobrado ao encomendante na base de cálculo do crédito presumido é o de que o executor da encomenda tenha utilizado na operação Ml', PI e ME, que não aqueles remetidos pelo encomendante, não faz o menor sentido a distinção entre insumos próprios (de fabricação ou importação do industrializador) ou insumos adquiridos de terceiros pelo industrializador, pois de qualquer maneira estaria configurada a adição de componentes básicos para o cálculo do crédito presumido, a justificar a inclusão do valor cobrado ao encomendante na sua base de cálculo. Desse modo, mesmo na prevalência desse critério, para a glosa de valores registrados nos CFOP 1.13 e 2.13, cometia ao Fisco apontar, nas respectivas notas fiscais de suporte, a inexistência de registro e cobrança de MP, Pie ME, que não aqueles remetidos pelo encomendante, ou obter a sua anuência acerca dessa circunstância, o que não está claro nestes autos. Por outro lado, este Colegiado no voto condutor do Acórdão n°202-12.301, da lavra do ilustre Conselheiro Marcos Vinicius Neder de Lima (R. 104703) já havia se pronunciado a favor da inclusão no cálculo do incentivo do custo da industrialização realizada por encomenda, com base nas seguintes razões: Ainda com relação às aquisições, analisa-se a industrialização por a emprego no acondicionamento de produto tributado, e executor da encomenda não tenha utilizado, na respectiva operação. produtos tributados de sua industrialização ou importação. 2 23) Encontra-se com habituafidade, casos em que a empresa produtora exportadora, remete materias-primas de seu estoque para efetuar uma etapa produtiva em outra empresa. Por exemplo, o produtor exportador adquire couro semi- acabado e o envia a outra empresa (um curtume) para acabamento. Nesse processo, são agregados a essa matéria-prima diversos outros insumos, como produtos químicos, corantes, etc. O couro retorna modificado para o estabelecimento produtor exportador, acompanhado de nota fiscal indicando operação de beneficiamento. Pergunta-se, se o valor agregado, correspondente ao beneficiamento deve ser computado como aquisição de Sumos (período de 1996) e como custos (a partir de 1997)? E, em caso de beneficiamento que não agregue outras matérias primas (exemplo, parte de calçado remetida para costura, colagem ou trançamento, acompanhada de todos os materiais necessários), o tratamento deve ser o mesmo? R) No caso em que o encomendante remete os insumos com suspensão do IPI ao executor da encomenda (hipótese prevista no art. 36, incisos te II do RIPI/82 correspondente ao art. 40, incisos Vil e VIII do RIPII913) e o executor da encomenda remete os produtos com suspensão, não há que se falar em inclusão do valor cobrado pelo encomendante na base de cálculo do crédito presumido. Porém, no caso em que o encomendante remete os insumos com tributação, e o Industrializado, por encomenda utiliza insumos próprios e, após a industrialização, remete os produtos tributados pelo IP, ao encornenclante, o valor cobrado pelo realizador da industrialização ao encomendante integra a base de cal lo do crédito presumido. O entendimento aplica-se tanto ao exercício de 1995, quanto aos posteriores. 6 Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 encomenda. É certo que se a empresa adquirisse a madeira beneficiada, o valor que constaria na nota fiscal do fornecedor representaria o custo da madeira em bruto mais o custo dos serviços de beneficiamento. Neste caso, não há dúvida de que o valor dessa aquisição comporia a base de cálculo do incentivo, posto que madeira beneficiada foi transformada em móveis que foram exportados. De outra forma, se a empresa fornecedora emitisse, duas notas fiscais, uma da madeira em bruto e outra do serviço de beneficiamento, que diferença faria para o adquirente? Para o fornecedor, a base do IPI, caso haja incidência, deve ser a soma dos valores das duas notas fiscais. Para o produtor exportador, o custo da matéria-prima há que ser composto pelo somatório das duas notas fiscais. No caso presente, o fornecedor da madeira em bruto é um e o realizador do beneficiamento é outro. Isto quer dizer que as duas notas cogitadas no parágrafo anterior são emitidas por estabelecimentos diferentes, mas isso não muda o fato de que, para o adquirente, o custo da matéria-prima é composto pelas duas parcelas: o preço pago pela madeira e o preço pago pelo beneficiamento da mesma, para que adquira as condições exigidas pelo processo de fabricação dos móveis a serem exportados. Pelo exposto, reconheço como inerente ao custo da matéria-prim- a o que é pago para o seu beneficiamento em estabelecimento de terceiro, ainda mais que esse terceiro, como o primeiro fornecedor, também está sujeito às contribuições que o incentivo visa ressarcir." A par dos argumentos acima expendidos, a própria regulação da industrialização por encomenda pela legislação do IPI, que nos termos do § único do art. 3 0 da Lei n° 9.363/96 deve ser utilizada subsidiariamente para o estabelecimento dos conceitos básicos para o cálculo do crédito presumido, aponta para a legitimidade de se considerar o valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda na base de cálculo do beneficio. De se ressaltar o aspecto de que o produto a ser descrito na nota fiscal de saída (retorno ao encomendante), emitida pelo executor da encomenda, será o que resultar da industrialização que realizar, com a classificação fiscal correspondente, o que também determinará a aliquota de IPI a ser aplicada, se for o caso. No dizer do Parecer Normativo CST n.° 378/71: "...Se recebe blocos de ferro e confecciona máquinas ou aparelhos, como tais (máquinas ou aparelhos) deverá classificar os produtos saídos, ainda que neles empregue outras matérias-primas, ou produtos de sua fabricação..." Por certo que o valor cobrado pela operação, com os destaques regulamentares, corresponderá à prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, que por sua vez representa o valor adicionado ao custo dos insumos remetidos pelo autor da encomenda, mas isso não descaracteriza o fato que realmente aqui importa, qual seja a nota fiscal emitida pelo executor da encomenda se refere ao produto que industrializou na sua integridade. Os destaques contidos nessa nota fiscal acerca dos insumos e mão-de-obra que utilizou atendem aspectos da 7 g(S) Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CS RF/02-01.865 cobrança entre as partes envolvidas e de controle do IPL Essa é a razão porque afinal consolidei o entendimento de que, na hipótese em exame, estando caracterizado na nota fiscal emitida pelo executor da encomenda que o produto que industrializou se identifica com um dos componentes básicos para o cálculo do crédito presumido (MP, PI e ME), a ser utilizado no processo produtivo do encomendante (empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais), fica demonstrado o direito desse insumo integrar a base de cálculo do crédito presumido e, conseqüentemente, de ser aferido pelo custo total a ele inerente, nos termos dos artigos 1°3 e 2°' da Lei n°9.363/96. Convém realçar que esse entendimento refere-se à situação em que o executor da encomenda realiza efetivamente industrialização em qualquer uma das modalidades previstas na legislação do IPI e que seja contribuinte em face das contribuições sociais (PIS/PASEP e COFINS), cuja desoneração na exportação de mercadorias nacionais é o objetivo e razão de ser do beneficio em tela. Ademais, não vejo a disposição instrumental contida no art. 3' da Lei n" 3 ART.1 - A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares ns. 7, de 7 de setembro de 1970; 8, de 3 de dezembro de 1970; e 70, de 30 de dezembro de 1991, Incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. 4 ART.2 - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. § 1° O crédito fiscal será o resultado da aplicação do percentual de 5,37% sobre a base de cálculo definida neste artigo. § 2° No caso de empresa com mais de um estabelecimento produtor exportador, a apuração do crédito presumido poderá ser centralizada na matriz. § 3° O crédito presumido, apurado na forma do parágrafo anterior, poderá ser transferido para qualquer estabelecimento da empresa para efeito de compensação com o Imposto sobre Produtos industrializados, observadas as normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal. § 4° A empresa comercial exportadora que, no prazo de 180 dias, contado da data da emissão da nota fiscal de venda pela empresa produtora, não houver efetuado a exportação dos produtos para o exterior, fica obrigada ao pagamento das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS relativamente aos produtos adquiridos e não exportados, bem assim de valor correspondente ao do crédito presumido abibuido à empresa produtora vendedora. § 5° Na hipótese do parágrafo anterior, o valor a ser pago, correspondente ao crédito presumido, será determinado mediante a aplicação do percentual de 5,37%, sobre sessenta por cento do preço de aquisição dos produtos adquiridos e não exportados. § 13° Se a empresa comercial exportadora revender, no mercado Interno, os produtos adquiridos para exportação, sobre o valor de revenda serão devidas as contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, sem prejuízo do disposto no § 4°. § 7° O pagamento dos valores referidos nos §§ 4° e 5° deverá ser efetuado até o décimo dia subseqüente ao do vencimento do prazo estabelecido para a efetivação da exportação, acrescido de multa de mora e de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do más subseqüente ao da emissão da nota fiscal de venda dos produtos para a empresa comercial exportadora até o último dia do más anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. 5 ART.3 - Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matérias-primas, produtos Intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador. Parágrafo único. Utilizar-se-á, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem. 8 e • Processo n° :11065.002836/98-05 Acórdão n° : CSRF/02-01.865 9.363/96 como óbice para esse entendimento, porquanto a nota fiscal emitida pelo executor da encomenda contém (ou deveria conter) todos os elementos para a apuração do valor do produto afinal a ser considerado na base de cálculo do crédito presumido, pois nela também há a indicação da nota fiscal com que foram remetidas as matérias-primas pelo autor da encomenda. Nesse diapasão, a sistemática de apuração do valor de aquisição desse produto, atendendo a conveniência de ordem prática, mediante a soma do valor do insumo adquirido no mercado interno registrado nos Livros Fiscais sob o CFOP 1.11 ou 2.11 — Compras para industrialização, com o valor consignado no CFOP 1.13 ou 2.13 — Industrialização efetuada por outras empresas, com os expurgos pertinentes, se for o caso, está em consonância com o aludido dispositivo legal. Com essas considerações', voto no sentido de dar provimento ao recurso especial apresentado pelo sujeito passivo, na parte em que teve seguimento, para determinar que sejam incluídos no cômputo do crédito presumido os valores correspondentes ao beneficiamento e à mão-de-obra empregados nos insumos industrializados por encomenda da reclamante, e que foram empregados na fabricação de produtos por ela exportados. Sala das Sessões-DF, em 11 de abril de 2005. 4enatraineh—eiro icorli;" 9 Page 1 _0009800.PDF Page 1 _0009900.PDF Page 1 _0010000.PDF Page 1 _0010100.PDF Page 1 _0010200.PDF Page 1 _0010300.PDF Page 1 _0010400.PDF Page 1 _0010500.PDF Page 1
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Numero do processo: 16408.000596/2006-07
Data da sessão: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Sep 06 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 1803-000.075
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso voluntário, até que seja proferida decisão no processo n° 10940.000073/2005-58.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes Presidente e Relatora.
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso voluntário, até que seja proferida decisão no processo n° 10940.000073/200558. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes – Presidente e Relatora. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: “Tratase de auto de infração lavrado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Ponta Grossa/PR (fls. 01/353), o qual foi cientificado ao interessado em 03/04/2006 (fl. 353), para exigência de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) de R$ 154.582,02, Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) de R$ 13.228,38, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de R$ 66.876,39, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) de R$ 55.412,27 e acréscimos legais, totalizando o crédito tributário de R$ 619.934,31 (fls. 2). 2 Conforme relatado na descrição dos fatos do auto de infração (fls. 294/297), o procedimento fiscal iniciado em 07/04/2004 resultou na exclusão do contribuinte da sistemática do SIMPLES em 15/02/2005, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 64 08 .0 00 59 6/ 20 06 -0 7 Fl. 414DF CARF MF Processo nº 16408.000596/200607 Resolução nº 1803000.075 S1TE03 Fl. 3 2 nos termos do Ato Declaratório n° 008/2005 (fls. 238/239), com os efeitos a partir de 01/01/2002, conforme processo administrativo n° 10940.000073/200558. 3 Tendo em vista a exclusão do SIMPLES, o interessado foi intimado a apresentar Livros e documentos, além de informar a forma de apuração do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. 4 A autoridade administrativa registra que o interessado, embora tenha apresentados Livros e documentos solicitados, não informou o tipo de apuração dos tributos. Ante a negativa, a fiscalização elaborou demonstrativos a partir dos Livros e documentos apresentados, onde ficou constatado: 5 — falta/insuficiência de recolhimentos de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, PIS nãocumulativo e COFINS nãocumulativa. 6 Período de apuração: anoscalendário 2002, 2003, 2004 e 2005. 7 O enquadramento legal da autuação encontrase descrito às fls. 297, 298, 299, 314, 320, 321, 324, 329, 336, 340, 344, 349, 350 e 352. 8 O interessado, cientificado em 03/04/2006, apresentou impugnação, em 25/04/2006, alegando em síntese que (fls. 356/367): Autos de infração indevidos 9 apresentou manifestação de inconformidade em face de sua exclusão do SIMPLES, que estava pendente de apreciação na data da lavratura dos autos de infração; 10 a autoridade fiscal não poderia lavrar autos de infração contra o interessado enquanto pendente de apreciação a manifestação de inconformidade, nos termos da Solução de Consulta n° 39, de 24/02/2005 da 8. Região Fiscal (DOU 14/04/2005, pág. 31), cujo texto reproduzido à fl. 357; 11 a solução de consulta representa norma complementar da legislação tri (art. 100, inciso III do CTN); Direito ao SIMPLES 12 — o Parecer n° 23, de 19/04/1999 da CoordenaçãoGeral do Sistema de Tributação (DOU 15/07/99, Seção 1, p. 11), autoriza opção ao SIMPLES às pessoas jurídicas que têm como atividade "a prestação de serviços de produção, colheita, corte, descasque, empilhamento e outros serviços gerais"; 13 — "o contribuinte presta serviços agrícolas que têm por objetivo recepção, pesagem, limpeza, secagem, classificação, transbordo e expedição de produtos rurais" que se enquadra no conceito de "beneficiamento" (art. 4°., inciso II, do Decreto n° 4.544, de 2002), ou seja, o interessado se dedica a "industrialização por encomenda"; 14 — "não é cabível a exclusão do SIMPLES, porque a empresa sempre praticou atividades de beneficiamento de cereais, isto é, Fl. 415DF CARF MF Processo nº 16408.000596/200607 Resolução nº 1803000.075 S1TE03 Fl. 4 3 atividades que não se caracterizam como armazenagem e depósito de produtos de terceiros nem como atividades de prestação de serviços de engenheiro agrônomo"; 15 — "além de existir autorização ampla e irrestrita para opção pelo SIMPLES nos casos de prestação de serviços rurais, o "armazenamento" descrito pelo contribuinte em algumas notas fiscais, em anotações e em sua contabilidade, esporadicamente, era desenvolvido como mero instrumento de suas atividades empresariais."; 16 — afastou de seu objeto social os serviços de armazenagem, regulados pelo Decreto n° 1.102, de 21/11/1903; 17 — a estocagem desenvolvida pelo interessado jamais se caracterizou como atividade principal; 18 — "jamais desenvolveu, como atividade principal, armazenagem de produtos de terceiros."; 19 — "é indevida a assimilação das atividades desenvolvidas pelo requerente a serviços característicos da profissão de engenheiro agrônomo, nos termos da Resolução do CONFEA n°218/1973."; Opção pelo lucro real trimestral 20 — a autoridade administrativa efetuou opção pelo lucro real trimestral, desautorizada pelo Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR199); 21 — a opção pelo lucro real trimestral ou anual deverá ser efetivada pelo interessado (art. 221 RIR/99); 22 — a opção pelo lucro real trimestral exercida pela autoridade autuante revelouse extremamente danosa para o interessado, acarretando exigência indevida de IRPJ e de CSLL; 23 — como exemplo o lucro real do 2°. trimestre de 2002 foi de R$ 160.380,05 no período anual, R$ 16.365,56; de igual modo o lucro real no 4°. trimestre de 2004 foi e R$ 257.100,40 e no período anual, R$ 164.378,69; Alíquotas indevidas e créditos desconsiderados 24 — a autoridade tributária não levou em conta a opção do contribuinte pelo SIMPLES ao formalizar o crédito tributário de PIS e de COFINS; 25 — "a autoridade fiscal efetuou opção indevida por regimes de tributação das contribuições, utilizandose de alíquotas indevidas e majoradas, tanto no regime cumulativo quanto no regime não cumulativo"; 26 — a autoridade fiscal deixou de considerar valores significativos referentes às despesas e custos para efeito de PIS e de COFINS segundo o regime da nãocumulatividade; Fl. 416DF CARF MF Processo nº 16408.000596/200607 Resolução nº 1803000.075 S1TE03 Fl. 5 4 27 Cita orientações administrativas (Solução de Consulta, Parecer, Decisões da Divisão de Tributação) e encerra requerendo o cancelamento dos autos de infração e, em decorrência, sejam anuladas as exigências fiscais impugnadas.” A Delegacia de Julgamento considerou o lançamento procedente, em decisão assim ementada: “EXCLUSÃO DO SIMPLES. NORMAS DE TRIBUTAÇÃO. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. A apresentação de manifestação de inconformidade não obsta a autoridade administrativa de efetuar lançamento de oficio sob outra modalidade de tributação. LUCRO REAL TRIMESTRAL. Mantémse a apuração da base de cálculo pelos critérios do lucro real trimestral, quando o interessado, excluído do SIMPLES, não faz a opção, espontaneamente, por outra modalidade. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. PIS. COFINS. CSL Aplicase ao lançamento reflexo o mesmo tramento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula. ALÍQUOTAS. COFINS. PIS. Mantémse o lançamento quando as alíquotas aplicadas estão de acordo com a legislação de regência. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. PIS.COFINS. Não merece reparo o lançamento, se não comprovada a existência de créditos decorrentes de custos e despesas. Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que, reitera as alegações contidas na impugnação. É o relatório. Voto A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 24/09/2008 (AR de fls. 372). O recurso foi protocolado em 08/10/2008, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. O presente auto de infração foi lavrado em decorrência da exclusão do Simples efetuada por meio do Ato Declaratório n° 008/2005 (fls. 238/239), que é objeto do processo administrativo n° 10940.000073/200558. O julgamento do presente processo não pode ser realizado antes da análise da procedência do ato declaratório de exclusão. Fl. 417DF CARF MF Processo nº 16408.000596/200607 Resolução nº 1803000.075 S1TE03 Fl. 6 5 O processo n° 10940.000073/200558 foi distribuído para a 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara desta Primeira Seção. Diante do exposto, sobresto o julgamento do presente recurso voluntário, até que seja proferida decisão no processo n° 10940.000073/200558. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Fl. 418DF CARF MF
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Numero do processo: 10680.012785/2006-17
Data da sessão: Wed Dec 15 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
Exercício: 2003
INÍCIO DE PROCEDIMENTO.
O início do procedimento fiscalizatório exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores.
PENALIDADE. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ. BASE ESTIMADA.
Não cabe a aplicação concomitante da multa de ofício incidente sobre o tributo apurado e da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96, § 1°, inciso IV, quando calculadas sobre os mesmos valores, apurados em procedimento fiscal. Incabível a
exigência da multa isolada.
COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO.
Contestação de compensação de ofício deve ser analisada na Delegacia de origem.
Numero da decisão: 1803-000.721
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da PRIMEIRA SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por maioria de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e do voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, que fez declaração de voto. Realizou sustentação oral a Dra. Júnia
Roberta Gouveia Sampaio – OAB/MG nº 71.379.
Nome do relator: Benedicto Celso Benício Júnior
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Exercício: 2003 INÍCIO DE PROCEDIMENTO. O início do procedimento fiscalizatório exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores. PENALIDADE. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ. BASE ESTIMADA. Não cabe a aplicação concomitante da multa de ofício incidente sobre o tributo apurado e da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96, § 1°, inciso IV, quando calculadas sobre os mesmos valores, apurados em procedimento fiscal. Incabível a exigência da multa isolada. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. Contestação de compensação de ofício deve ser analisada na Delegacia de origem.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Exercício: 2003 INÍCIO DE PROCEDIMENTO. O início do procedimento fiscalizatório exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores. PENALIDADE. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ. BASE ESTIMADA. Não cabe a aplicação concomitante da multa de ofício incidente sobre o tributo apurado e da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96, § 1°, inciso IV, quando calculadas sobre os mesmos valores, apurados em procedimento fiscal. Incabível a exigência da multa isolada. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. Contestação de compensação de ofício deve ser analisada na Delegacia de origem. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da PRIMEIRA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por maioria de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e do voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, que fez declaração de voto. Realizou sustentação oral a Dra. Júnia Roberta Gouveia Sampaio – OAB/MG nº 71.379. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 2 2 (assinado digitalmente) SELENE FERREIRA DE MORAES Presidente (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Marcelo Fonseca Vicentini, Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes e Luciano Inocêncio dos Santos. Relatório O procedimento fiscal objeto do presente processo teve origem em revisão interna da declaração da empresa em epígrafe do exercício de 2003, conforme termo de fls. 72/73. O Auto de Infração exige crédito tributário de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ de R$ 830.565,65, incluindo neste montante o principal, multa de oficio, multa isolada e juros de mora calculados até 31/10/2006. O lançamento decorreu da constatação de diferença no recolhimento do imposto de renda, apurado pelo cotejo entre os valores declarados na DIPJ em face dos declarados na DCTF. Conforme descrito pela fiscalização no Termo de Verificação Fiscal de fls. 06/08, o contribuinte optou pelo regime de tributação pelo Lucro Real Anual, com pagamento do imposto por estimativa com base na receita bruta e acréscimos. Não tendo feito balanço de suspensão, deveria ter efetuado o recolhimento da estimativa do IRPJ mensalmente, conforme os valores por ele mesmo informados em DIPJ, o que não ocorreu nos meses de julho e agosto. Foi lançada, portanto, a multa isolada, no montante de 75% do valor que deveria ter sido declarado em DCTF como IRPJ Estimativa, nesses meses. Foi constatada ainda insuficiência de recolhimento do IRPJ, em análise do cálculo informado na Ficha 12 A da DIPJ, fls. 22 do processo, em confronto com o declarado na DCTF, fls. 59, 60 e 67, conforme demonstrado a seguir: Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 3 3 Período de Apuração AnoCalendário 2002 IRPJ Devido DIPJ (Linha 18/Ficha 12 A) — 15% + Adicional 10% 7.169.132,80 Deduções Operações de Caráter Cultural e Artisitco (151.039,00) PAT (15.715,57) IRRF (701.746,99) IRPJ Estimativa Declarado DCTF (fls. 59 e 60) (1.196.281,17) IRPJ a Pagar (Ajuste Anual) 5.104.350,07 lRPJ Pago (Ajuste Anual) — DARF/Declarado DCTF 1°/2003 (fls. 67) (4.847.327,34) Diferença IRPJ a Lançar (Ajuste Anual) 257.022,73 Desta forma, a fiscalização, com base no artigo 841, inciso IV, do RIR199, procedeu ao lançamento de oficio da diferença constatada do IRPJ no importe de R$ 257.022,73 (principal). Irresignada, a empresa apresentou impugnação de fls. 165/173, acompanhada dos documentos de fls. 174/218, argumentando em resumo o que se segue. Alega que o que ocorreu foi simplesmente erro no preenchimento da DCTF por sua parte, ao não informar a compensação efetuada. Sustenta que pela DIPJ do ano calendário de 2001, especialmente a linha 18 da Ficha 12 A, comprovase cabalmente a existência do saldo negativo a compensar no valor de R$ 910.749,29, conforme planilha que elabora, com a apropriação do saldo negativo mencionado. Informa que, depois de verificado o equívoco, a impugnante procedeu à retificação de sua DCTF para informar a compensação efetuada e sanar as divergências apontadas pela fiscalização. Menciona que no anocalendário de 2002 encontravase em vigor a Instrução Normativa n° 21/97, que previa expressamente a possibilidade do contribuinte efetuar a compensação de tributos da mesma natureza independente de qualquer requerimento. Argumenta que, uma vez comprovado que não deixou de recolher valores de IRPJ Estimativa pela utilização do saldo negativo do anocalendário de 2001, deverá, também, ser cancelada a exigência da multa isolada constante do Auto de Infração. Afirma que também foram equivocadamente preenchidas pela impugnante as DCTF nos meses de setembro e outubro de 2002, apontados pela fiscalização como meses em que teria ocorrido uma declaração a maior do IRPJ Estimativa. No mês de setembro de 2002 declarou o valor de R$ 151.023,14, que correspondia ao valor declarado de agosto (R$ 141.501,97) somado ao recolhimento procedido via DARF no valor de R$ 9.184,28. Detectado o equivoco, retificou sua DCTF para informar o valor correto, qual seja R$ 112.934,22 (anteriormente informado em sua DIPJ). Já em outubro de 2002, o equivoco residiu no fato de que foi informado o valor de R$ 169.836,60 e não o valor realmente correto de R$ 167.607,43. Tal fato se deu em virtude da impugnante somar ao valor correto a quantia de R$ 2.229,17, recolhida por meio de Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 4 4 DARF em função do atraso no recolhimento do principal, que também foi objeto de retificação de sua DCTF. A 4ª TURMA – DRJ EM BELO HORIZONTE – MG, ao julgar a impugnação anexada, alterou o respectivo lançamento, reduzindo a multa isolada de 75% aplicada para o percentual de 50% nos seguintes moldes: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2003 LANÇAMENTO DE OFÍCIO DIPJ – DÉBITO NÃO DECLARADO EM DCTF O lançamento será efetuado de oficio quando o sujeito passivo não efetuar ou efetuar com inexatidão o pagamento do imposto. Em razão da DIPJ não ter a natureza de confissão , de dívida, o imposto não declarado em DCTF deve ser objeto de lançamento de oficio. MULTA ISOLADA PAGAMENTO POR ESTIMATIVA RETROATIVIDADE BENIGNA. É legítima a exigência de multa isolada, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido determinado sobre base de cálculo estimada, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo no anocalendário correspondente, cujo percentual deve ser reduzido em face do advento de lei nova que impôs penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da ocorrência da infração. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO LEGISLAÇÃO As jurisprudências não vinculam a Administração Tributária Federal por não configurarem "legislação tributária". INÍCIO DE PROCEDIMENTO O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação, a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 5 5 Lançamento Procedente em Parte. Cientificado da decisão em 08/06/2009, interpôs o contribuinte recurso a este conselho, aventando razões símiles às anteriores e afirmando, em síntese que: relativamente aos meses de julho e agosto de 2002 a empresa havia compensado tais valores com créditos decorrentes de saldo negativo apurado no anocalendário de 2001; que não pode haver cumulação de penalidades já que a fiscalização, além de aplicar a multa isolada (50%) em razão da suposta falta de recolhimento do IRPJ sobre a base de cálculo estimada informada em DIPJ para os meses de julho e agosto de 2002, aplicou também a multa de ofício, no patamar de 75%, cuja base de cálculo, neste caso, foi a totalidade ou diferença de imposto não pago na apuração do saldo anual do tributo. Colaciona opiniões de doutrinadores e decisões administrativas sobre o assunto. alega por fim que na hipótese deste órgão não acatar a compensação com o crédito de saldo negativo de exercícios anteriores, deve o mesmo determinar a compensação de ofício com o referido crédito de forma a extinguir a cobrança do principal e juros de mora, restando tão somente a cobrança da multa de ofício, já que a existência de seu crédito é inconteste. Voto Conselheiro BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. No que tange à alegação a respeito de que os débitos relativos aos meses de julho e agosto de 2002 foram compensados com crédito decorrente de saldo negativo apurado no anocalendário de 2001, importante mencionar que, apesar da empresa ter juntado aos autos deste processo cópia da DIPJ 2002, anocalendário de 2001 que demonstra o valor do saldo negativo no montante de R$ 910.749,29 e planilha de apropriação do crédito, a mesma não comprovou de forma inequívoca que tal crédito foi efetivamente utilizado para a compensação do débito objeto deste processo. O contribuinte deveria demonstrar com documentos contábeis suas alegações, já que não se pode ter a certeza de que tal crédito não fora utilizado para a extinção de outros débitos da empresa. A simples alegação do contribuinte de que equivocouse no preenchimento da DCTF sem a respectiva comprovação com outros documentos fiscais/contábeis não é suficiente para o cancelamento da multa isolada cobrada sobre o montante não recolhido. Este é o entendimento do antigo Conselho de Contribuintes e do CARF: “ACÓRDÃO 10617.020 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 6 6 Decisão 1º Conselho de Contribuintes / 6a. Câmara / ACÓRDÃO 10617.020 em 07.08.2008 IRF Ano(s): 1998 Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF Anocalendário: 1998 DCTF. DIFERENÇAS APURADAS EM AUDITORIA INTERNA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Legítimo o lançamento de ofício de diferenças apuradas em procedimento de auditoria interna em DCTF, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, efetuado antes da edição da Medida Provisória no 135, de 2003, convertida na Lei no 10.833, de 2003. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. ÔNUS DA PROVA. Eventuais erros de preenchimento na DCTF devem ser comprovados pelo contribuinte que detém todos os elementos necessários, ou seja, a escrituração contábil e os documentos que lhe dão sustentação. Publicado no DOU em: 18.11.2008.” “ACÓRDÃO 110100.321 Decisão CARF 1º Seção / 1a. Turma da 1 a. Câmara / ACÓRDÃO 1101 00.321 em 08/07/2010 Auto de infração DCTF ASSUNTO: contribuição social sobre o lucro liquido CSLL período de apuração: 01/12/1998 a 31/12/1998 DCTF. Revisão interna. Compensação, evidenciase o erro no preenchimento da DCTF se demonstrada contabilmente a compensação do débito, com tributos de mesma espécie, no período autuado, multa de ofício por falta de recolhimento de multa de mora. MATERIA não questionada, ausente recurso voluntário, declarase a definitividade da exigência no âmbito do contencioso administrativo, dada a incompetência do CARF para se manifestar acerca de lançamentos que não foram objeto de recurso. Publicado no DOU em: 17.09.2010.” Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 7 7 A retificação realizada pelo contribuinte de forma a inserir na DCTF as compensações realizadas não podem prevalecer já que realizadas após o início do procedimento fiscalizatório, afastando, assim, a respectiva espontaneidade. “ACÓRDÃO 280100.516 Órgão 2º Conselho de Contribuintes 1a. Turma Especial Decisão CARF 2º Seção / 1a. Turma Especial / ACÓRDÃO 280100.516 em 12/05/2010 IRPF Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF exercício: 2005 perda da espontaneidade. entrega de declaração retificadora. o início do procedimento fiscal afasta a espontaneidade do sujeito passivo em relação a atos anteriores e obsta a retificação da declaração de ajuste anual relacionada ao procedimento instaurado. (...) Publicado no DOU em: 16.09.2010.” Não obstante, temse a cominação de duas multas: 50% nas estimativas de julho e agosto de 2002 que deixaram de ser recolhidas e 75% de multa de ofício decorrente da comparação entre os saldos informados na DCTF face àqueles declarados na DIPJ no ajuste anual. Em que pese o procedimento adotado pela fiscalização, o entendimento sobre a questão encontrase pacificado no sentido de que a exigência concomitante da multa isolada e da multa de ofício configura dupla penalidade sobre o mesmo fato gerador. Tal interpretação também já foi objeto de cediça deliberação do antigo Conselho de Contribuintes, consoante os ilustrativos precedentes adiante copiados: “MULTA DE OFÍCIO ISOLADA FALTA DE RECOLHIMENTO PAGAMENTO POR ESTIMATIVA CONCOMITÂNCIA Encerrado o período de apuração do tributo, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter eficácia, uma vez que prevalece o quantum do tributo efetivamente devido apurado no ajuste. A exigência concomitante da multa isolada e da multa de ofício configura dupla incidência de penalidade sobre uma mesma infração. (Ac. 1º CC – 10809.735/08)” “MULTA ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DAS ESTIMATIVAS A multa isolada por falta de Fl. 7DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 8 8 recolhimento da estimativa de que trata o art. 2º da Lei nº 9.430/96 não tem lugar quando aplicada após o encerramento do exercício, sendo apurado prejuízo ou base de cálculo negativa. Outrossim, descabe a concomitância da referida multa com a proporcional ao imposto devido, tendo ambas as multas se baseado nos mesmos fatos, sob pena de aplicarse dupla penalidade sobre uma mesma infração. (Ac. 1º CC – 10709.191/07)” Nesse sentido, fazse necessário desconstituir do presente feito a cobrança da multa isolada de 50% sobre as estimativas dos meses de julho e agosto de 2002, permanecendo tão somente a cobrança do principal, juros de mora e multa de ofício de 75% na apuração do ajuste anual relativo ao comparativo realizado entre os valores declarados em DIPJ face àqueles informados em DCTF. Por fim, quanto à análise a respeito da compensação de ofício, cumpre destacar que tal ferramenta pode ser utilizada nas hipóteses de pedido de restituição ou ressarcimento formalizados pelo contribuinte, quando se verificar que o mesmo é devedor para com a Fazenda Nacional. Ocorre que tal pedido não foi realizado pela empresa neste caso específico, de acordo com a determinação legal: “DecretoLei nº 2.287/1986: Art. 7º A Receita Federal do Brasil, antes de proceder à restituição ou ao ressarcimento de tributos, deverá verificar se o contribuinte é devedor à Fazenda Nacional.” Ademais, a competência para proceder a análise e determinar a referida compensação compete à Receita Federal, nos termos da Portaria Interministerial nº 23/2006: “Art. 2º A SRF, antes de proceder à restituição ou ao ressarcimento de crédito do sujeito passivo pessoa jurídica, deverá verificar a existência de débitos em seu nome no âmbito da SRF e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).” Este é o entendimento deste Conselho: “ACÓRDÃO 10423.354 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 9 9 Órgão 1º Conselho de Contribuintes 4a. Câmara Decisão 1º Conselho de Contribuintes / 4a. Câmara / ACÓRDÃO 10423.354 em 06.08.2008 IRF Ano(s): 1998 e 2006 Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF Anoscalendário: 1998, 2006 COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO Contestação de compensação de ofício deve ser analisada na Delegacia de origem. COMPROVAÇÃO RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO O Imposto de Renda retido na fonte por tomadores dos serviços somente poderá ser restituído se o contribuinte possuir o comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Recurso negado. Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. Publicado no DOU em: 18.03.2009.” Isto posto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, de forma a determinar a exclusão da parcela da multa isolada no percentual de 50% incidente sobre as estimativas relativas aos meses de julho e agosto de 2002. Sala das Sessões, em 15 de dezembro de 2010. (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR Fl. 9DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 10 10 Declaração de Voto Conselheiro SÉRGIO RODRIGUES MENDES: Primeiro que tudo, oportuno se faz recordar a magistral advertência de Carlos Maximiliano [Hermenêutica e Aplicação do Direito. 2. ed. Porto Alegre: Globo, 1933. p. 118], no sentido de que: Cumpre evitar, não só o demasiado apego à letra dos dispositivos, como também o excesso contrário, o de forçar a exegese e, deste modo, encaixar na regra escrita, graças à fantasia do hermeneuta, as teses pelas quais este se apaixonou, de sorte que vislumbra no texto ideias apenas existentes no próprio cérebro ou no sentir individual, desvairado por ojerizas e pendores, entusiasmos e preconceitos. A interpretação deve ser objetiva, desapaixonada, equilibrada, às vezes audaciosa, porém não revolucionária, aguda, mas sempre atenta respeitadora da lei. Dispõe o art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, na redação original (grifouse): Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, [...]; II cento e cinquenta por cento, [...]. § 1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: I juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; [...]; IV isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2º, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano calendário correspondente; Da atenta leitura desse dispositivo legal, observase o seguinte: a) não há qualquer orientação no sentido de que a aplicação da multa isolada por falta de pagamento de estimativas devase fazer apenas “no curso do próprio anocalendário”. Haja vista que, segundo a lei, essa multa será exigida da pessoa jurídica “ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano Fl. 10DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 11 11 calendário correspondente”, e não “ainda que venha a apurar prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente” (destaque da transcrição). Entender o contrário conduziria ao absurdo de, com relação à estimativa do mês de novembro, por exemplo, ser inviável qualquer procedimento fiscal, haja vista que o seu vencimento se dá como é sabido no último dia útil do mês de dezembro. Estarseia, assim, instituindo, pelas vias tortuosas de mera tese jurisprudencial, verdadeira dispensa de obrigação tributária para esse mês, o que somente seria possível mediante lei; b) se a multa isolada é aplicável “ainda que apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL, no anocalendário correspondente” (negrito da transcrição), também é exigível quando apurado resultado positivo. Seguese, daí, que nada impede a cobrança dessa multa, mesmo que, sobre esse resultado positivo, venha a incidir tributo e respectiva multa de ofício, prevista no inciso I do § 1º da Lei nº 9.430, de 1996 (“juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos”); c) a infração da falta de pagamento de estimativas não deixa de subsistir por ter sido apurado, eventualmente, ao final do ano calendário, prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL, ou seja, essa infração, por força de lei, não é nem jamais poderia ser condicional, não admitindo uma espécie de “retroatividade benigna”, no sentido de desfazer os seus efeitos. Dessa forma, tendose verificado a hipótese de incidência da multa isolada, fatos posteriores sãolhe de todo estranhos. Há que se destacar, também, que, quando do cometimento da infração (falta de pagamento de estimativas), não era, ainda, conhecido o resultado anual da empresa; d) se a multa é cabível mesmo na hipótese de se verificar resultado negativo ao final do período de apuração anual, a penalidade é imposta não em razão do pagamento insuficiente do tributo devido (art. 44, § 1º, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996), senão pela falta de cumprimento de obrigação autônoma que, com aquela, não guarda qualquer nexo de dependência, a saber: o pagamento da estimativa mensal (art. 44, § 1º, inciso IV, da Lei nº 9.430, de 1996), condição suficiente para a aplicação da penalidade. Assim, se não há coincidência de motivação, se as causas são díspares, se os fundamentos são diversos, não cabe falar em duplicidade de punição, não cabe apontar dupla incidência sobre a mesma infração, não cabe alegar bis in idem que, por sinal, somente se aplica a tributos. Advirtase, por pertinente, que a tentativa de se excluir a aplicação da multa isolada ao argumento da suposta “inexistência de prejuízo ao fisco” ou da “não repercussão na órbita do tributo”, esbarra no Fl. 11DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 12 12 contido no art. 136 do CTN (“a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato”); e) o que se está a cobrar do sujeito passivo é a penalidade pelo cometimento de uma infração, e não qualquer imposto ou contribuição que possa, ao depois, se mostrar passível de restituição. A circunstância de as estimativas não recolhidas base de cálculo dessa penalidade revelaremse, ao final do período de apuração anual (após o cometimento da infração), total ou parcialmente indevidas, é irrelevante, e não conduz à concessão de uma “anistia” ao sujeito passivo. Essa infração não se desmaterializa pelo fato de, na apuração anual, o imposto efetivamente devido vir a ser menor. Não por outro motivo, aliás, dita multa é denominada “isolada”, ou seja, não possui qualquer vínculo com o tributo devido ao final do período de apuração anual; f) a base de cálculo das estimativas e a do IRPJ e CSLL devidos no ajuste anual, em princípio, são distintas. Ao tempo que as estimativas são calculadas com base na receita bruta (sobre a qual se aplica um percentual fixado em função da atividade do contribuinte) e acréscimos, a base de cálculo do IRPJ e CSLL é o lucro líquido contábil ajustado pelas adições e exclusões prescritas na legislação. Por conseguinte, o simples fato de as bases de cálculo das respectivas multas (isolada e de ofício, respectivamente), eventualmente, poderem ser coincidentes (v.g., nas hipóteses de omissão de receitas), não significa que esteja havendo dupla incidência ou aplicação concomitante sobre a mesma base de cálculo apurada em procedimento de ofício. Coube ao legislador estabelecer, a seu critério, que a base de cálculo da multa isolada seria o valor da estimativa não recolhida, como poderia, ele, ter optado por qualquer outra fórmula de cálculo ou, mesmo, ter estabelecido multa de valor fixo para aquela infração, adequando convenientemente a dosagem da correspondente penalidade; g) a lei é clara ao admitir a cobrança de multa isolada por insuficiências de estimativas, mesmo quando apurado resultado negativo ao final do período de apuração anual (ausência de tributo devido). Com que fundamento, então, pode o simples intérprete e aplicador da lei fixar limitações a essa multa, vinculandoa à existência de tributo devido? Ora, o fato de haver sido apurado resultado negativo ao final do período anual não significa que, em todos os meses componentes desse mesmo período, também tenha sido apurado resultado negativo; h) nada impede que o sujeito passivo que não tenha recolhido estimativas ao longo do ano venha a pagar o tributo apurado ao final do período anual: nesse caso, serlheia aplicada apenas a Fl. 12DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10680.012785/200617 Acórdão n.º 1803000.721 S1TE03 Fl. 13 13 multa por falta de recolhimento de estimativas. Também o sujeito passivo pode ter atendido às condições para apuração do lucro real anual, não efetuando, porém, o pagamento do saldo remanescente do ajuste ao final do ano: nesse caso, serlheia cobrada apenas a diferença de tributo acompanhada da multa de ofício correspondente. Já na hipótese de ter havido omissão total por parte do sujeito passivo, tanto no que diz respeito ao recolhimento de estimativas, quanto no que se refere ao pagamento do saldo anual do imposto, serlheão exigidas as duas penalidades, por se tratar de infrações distintas. A concomitância, portanto, será decorrente desse fato (dupla infração). Acrescentase, por pertinente, que insurgências quanto ao eventual montante desproporcional da multa isolada por falta ou insuficiência de pagamento de estimativas devem ser endereçadas ao legislador que, por sinal, já teve a iniciativa de reduzir o percentual correspondente, de 75 % (setenta e cinco por cento) para 50 % (cinquenta por cento), não mais prevendo sua duplicação ou aumento de metade, por ocasião da edição da Lei nº 11.488, de 2007. Por derradeiro, revelase bemvinda a lição de Francesco Carrara (Interpretação e Aplicação das Leis. 2. ed. Coimbra: 1963. p. 129) que, sobre o tema, prelecionou: [...] nada é pior do que o intérprete colocar na lei o que na lei não está, por preferência, ou dela retirar o que nela está, por não lhe agradar o princípio. E também esta, do Supremo Tribunal Federal (STF), em voto proferido pelo eminente Ministro Oscar Corrêa (Revista Brasileira de Direito Processual. Ed. Forense, vol. 50, p. 159): Não pode o juiz, sob alegação de que a aplicação do texto da lei à hipótese não se harmoniza com o seu sentimento de justiça ou equidade, substituirse ao legislador para formular, de próprio, a regra de direito aplicável. Mitigue o Juiz o rigor da lei, apliquea com equidade e equanimidade, mas não a substitua pelo seu critério. NEGO PROVIMENTO ao Recurso. (assinado digitalmente) SÉRGIO RODRIGUES MENDES Fl. 13DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR Assinado digitalmente em 21/06/2011 por SELENE FERREIRA DE MORAES, 17/06/2011 por BENEDICTO CELSO BE NICIO JUNIOR, 20/06/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES
score : 1.0
Numero do processo: 16327.003142/2002-56
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ANO-CALENDÁRIO: 1993.
Assunto: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO.
Ementa: REGRAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRAZO
DECADENCIAL DE DEZ ANOS. ARTIGOS 45 E 46 DA LEI N°.
8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA VINCULANTE N°
08. OBRIGATORIEDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA.
De acordo com a Súmula Vinculante n°. 08, são inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário, logo o prazo decadencial da CSLL é de cinco anos.
Numero da decisão: 1802-000.481
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. 0 Conselheiro Nelso Kichel declarou-se impedido de votar, por haver participado do julgamento em primeira instância.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
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Recorrente Banco Financial Português Filial Caixa Geral de Depósito. Recorrida 2a Turma/DRJ - Brasilia/DF. ANO-CALENDÁRIO: 1993. Assunto: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO. Ementa: REGRAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRAZO DECADENCIAL DE DEZ ANOS. ARTIGOS 45 E 46 DA LEI N°. 8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA VINCULANTE N° 08. OBRIGATORIEDADE NA ESFERA ADMINISTRATIVA. De acordo com a Súmula Vinculante n°. 08, são inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário, logo o prazo decadencial da CSLL é de cinco anos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. 0 Conselheiro Nelso Kichel declarou-se impedido de votar, por haver participado do julgamento em primeira instância. Edwal Caso des Junior - Relator Processo n° 16327.003142/2002-56 S1-TE02 Acórdão n.° 180200.481- Fl. 2 EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, João Francisco Bianco. Processo n° 16327.003142/2002-56 S1 -TE02 Acórdão n.° 180200.481 - Fl. 3 Relatório Ocupamo-nos de Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte acima qualificado contra decisão proferida pela 2 Turma da DRJ de Brasilia/DF. Contra o recorrente foi lavrado auto de infração par formalização e exigência de crédito tributário referente A CSLL, cujos fatos geradores teriam ocorrido em 30/04/93 e 30/09/93, (fls. 08 — 12). De acordo com o Termo de Verificação Fiscal encartada As folhas 13 a 21, o lançamento decorreu da falta de recolhimento da dita contribuição nos meses de abril, maio, junho, setembro, outubro e novembro de 1993 e março de 1994, porquanto não havia saldo de base negativa suficiente para ser compensado remanescendo CSLL a pagar, tal como teria declarado o recorrente em suas DIRPJ e em seu controle da base negativa de CSLL. Assentou-se ainda, que a despeito disso não foram efetuados os devidos recolhimentos, tal como confirmado pelo contribuinte em seu demonstrativo de recolhimentos de CSLL apresentado em 01/11/01. Contudo, teria havido depósito judicial relativo a esses meses de apuração, haja vista concessão (liminar) de suspensão de exigibilidade condicionada o tal depósito, em mandado de segurança no qual o recorrente discutia o direito de utilizar bases negativas de CSLL de 1991 e do 1 0 semestre de 1992 em compensações futuras o sujeito passivo, afirmando-se, oportunamente, que a segurança não fora concedida, estando o processo em fase recursal. Diante dessas ponderações afirmou a Fiscalização que a principio, o lançamento da CSLL deveria ser efetuado com suspensão de exigibilidade, tendo em vista o disposto no artigo 151, inciso II do Código Tributário Nacional, no entanto, comparando a CSLL devida com os depósitos judiciais efetuados, verificou-se que os depósitos judiciais relativos aos meses de abril e setembro de 1993 foram efetuados a menor (sendo as diferenças decorrentes de compensações com bases negativas realizadas em montante superior ao existente efetivamente, conforme demonstrativos de folhas 15 e 16. Destarte, como a liminar estava condicionada ao depósito judicial do montante integral, concluiu a Fiscalização que não poderia haver suspensão de exigibilidade para os meses de abril e setembro de 1993 motivo pelo qual os valores de CSLL relativos a esses meses foram lavrados neste auto sem suspensão da exigibilidade, e os valores referentes aos meses de maio, junho, outubro e novembro de 1993 e março /94 foram lançados em auto de infração A. parte (processo no. 16327.003142/2002-56), com suspensão da exigibilidade. Cientificado em 03 de setembro de 2002, (ci6ncia no corpo do auto de infração fl. 07), o recorrente apresentou a Impugnação (fls. 219 — 236), alegando, em síntese, ser tempestiva a medida impugnatória, e ter ocorrido a decadência do direito de o Fisco constituir o crédito tributário por meio do auto de infração, tal prazo seria computado nos termos do artigo 150, parágrafo 4 ° do Código Tributário Nacional. Processo n° 16327.003142/2002-56 81 -TE02 Acórdão n.° 180200.481- Fl. 4 Ademais, sustentou que em decorrência dos depósitos judiciais, a CSLL não pode ser exigida, porquanto o crédito tributário estaria suspenso, nos termos do artigo 151, inciso II do CTN. No mérito afirmou que a IN SRF n° 198788 constitui afronta à Constituição Federal e ao CTN e que não houve falta de recolhimento de CSLL, eis que os valores encontram-se depositados judicialmente, e nessa contextura a Fiscalização lavrou o auto de infração sob o argumento de que houve falta ou insuficiência de pagamento da CSLL sem indicar a infração cometida, restringindo-se a mencionar os dispositivos que tratam da base de cálculo da CSLL (enquadramento legal adotado), sem, contudo, descrever os fatos. Sustentou ainda, que os juros de mora cobrados sobre tributos depositados seria ilegal, ofendendo a proteção constitucional do Poder Judiciário e que o artigo 161, parágrafo 2° do CTN estabeleceria que o contribuinte que formular consulta antes do vencimento do tributo, poderá pagá-lo sem a incidência de juros, demonstrando que a legislação privilegia a boa-fé, e com maior razão caberia entender que semelhantemente se aplica ao caso de contribuinte que buscou tutela judicial. A impugnação foi admitida pela 2a Turma da DRJ de Brasilia/DF e nos termos do acórdão e voto de folhas 344 a 352 o lançamento foi julgado parcialmente procedente. De inicio a decisão recorrida enfrentou a questão afeta à. sustentada decadência do direito de Fisco lançar o credito tributário, afirmando nesse ponto em particular, que o artigo 45 da Lei n°. 8.212/91 ampliou o prazo decadencial de cinco para dez anos, e tendo em vista que os fatos geradores ocorreram em abril e setembro de 1993 e o lançamento de oficio respectivo poderia ter sido efetuado ainda no mesmo ano, A. luz do artigo 173 do Código Tributário Nacional o prazo decadencial começa no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento, seu termo inicial ocorreu em 01/01/1994, permanecendo o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário até 31/12/2003. Verificou-se nessa ordem de argumentos que ciência do lançamento ocorreu em 2002, não havendo falar em decadência. Seguiu-se então o enfi-entamento das questões de mérito, concluindo por expurgar a multa de oficio incidente sobre a parcela de 54.288,35 Ufir, referente ao fato gerador ocorrido em março de 1993, e sobre a parcela de 1.195,83 Ufir, referente ao fato gerador ocorrido em setembro de 1993 e relativamente a estas parcelas, considerar a sua exigibilidade suspensa nos termos do artigo 151 do CTN. Cientificada da decisão parcialmente desfavorável, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário reiterando seus argumentos e pugnando por provimento. a síntese do necessário. Processo n° 16327.003142/2002-56 S1-TE02 Acórdão n.° 180200.481- Fl. 5 Voto Conselheiro Relator, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior 0 Recurso é tempestivo e dotado dos demais requisitos formais para sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Observe-se que a possível extinção do crédito tributário deve ser enfrentada em prejuízo da própria matéria controvertida, e já nessa sede preliminar constata-se que o Recurso Voluntário apresentado merece ser provido e o auto de infração julgado, portanto, improcedente eis que o credito tributário nele controlado foi extinto nos moldes do artigo 156, inciso V, do Código Tributário Nacional. Depreende-se do relatório elaborado acima, que a decisão recorrida entendeu que o prazo decadencial oponivel ao Fisco e do dispõe para lavratura de auto de infração afeto a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, seria de dez anos consoante os revogados artigos 45 e 46 da Lei n°8.212/91. Ocorre, que nos termos do artigo 2° da Lei 11.417/2006, o supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante n° 08, cuja redação transcreve-se abaixo: Súmula Vinculante 08. Sao inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do Decreto-Lei n°1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Desta forma, a interpretação dada pela decisão recorrida ao caso concreto fica prejudicada, porquanto o enunciado de Súmula Vinculante adstringe os demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, ao seu cumprimento, tendo por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas. Não incide, portanto, o prazo decadencial de dez anos, e tendo em vista que os fatos geradores se relacionam ao ano calendário 1993 e o lançamento somente ocorreu em 2002, reconheço o decaimento do direito de o Fisco constituir o crédito tributário, votando no sentido de DAR provimento ao Re s so Voluntário. Sala das Sessões, e 18 de aio de Edwal Casom des Junior 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA - PRIMEIRA SEÇÃO PROCESSO 16327.0031422002-56 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada nos despachos supra, nos termos do art. 81, § 3 0 , do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009. Brasilia, 30 de março de 2011 Maria Conceição e Sousa Rodrigues Secretária da Câmara Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; com Embargos de Declaração.
score : 1.0
Numero do processo: 10120.005277/2005-39
Data da sessão: Fri Jun 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
Ementa: PEREMPÇÃO
Recurso protocolizado a destempo interdita seu conhecimento. Consumada a perempção.
Numero da decisão: 1401-000.075
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conheceram do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Marcos Shiguelo Takata
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: PEREMPÇÃO Recurso protocolizado a destempo interdita seu conhecimento. Consumada a perempção.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: PEREMPÇÃO Recurso protocolizado a destempo interdita seu conhecimento. Consumada a perempção. Vistos, relatados e discutidos os presentes auto. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conheceram do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ias Pessoa Monteiro - Presidente Mr<Sligueo Takata - Relator EDITADO EM: 1 7 DEZ 2010 Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcos Vinicius Neder de Lima, Hugo Correia Sotero, Albertina Silva Santos de Lima, Marcos Shigueo Takata, Silvia Bessa Ribeiro Biar, Valmar Fonseca de Menezes e Carlos Alberto Gonçalves Nunes. Processo n° 10120.005277/2005-39 S1-C4T1 Acórdão m° 1401-00.075 Fl. 2 Relatório DO LANÇAMENTO Contra a recorrente foram lavrados os autos de infração (fls. 168 a 183, 384 a 400, 609 a 630 e 845 a 866), foinializando os lançamentos de oficio do crédito tributário abaixo discriminado, relativo aos anos-calendário de 2000 a 2004, incluindo juros de mora calculados até 29/07/2005 e multa proporcional qualificada de 150%: - Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ 538.611,95 - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL 359.727,25 - Contribuição para o Programa de Integração Social — 225.619,38 PIS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade 1.010.886,20 Social -Cotins As autuações foram formalizadas originariamente em processos distintos, etiquetados sob os ifs. 10120.005277/2005-39, 10120.005278/2005-83, 10120.005276/2005- 94 e 10120.005275/2005-40, os quais foram juntados por anexação, nos termos da Portaria SRF 6.129, de 2005 e art. 9°, § 1°, do Decreto 70.235/72, haja vista se tratar de exigências contra o mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova. De acordo com a descrição dos fatos da exigência principal (fls. 170 a 173), o lucro da recorrente foi arbitrado com fundamento no art. 530, inciso III, do RIR199, tendo em vista que o sujeito passivo não apresentou escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, embora regularmente intimado a apresentar à fiscalização seus livros e documentos. Diante da falta destes, o arbitramento foi efetuado a partir da receita bruta coligida do Livro de Apuração do ICMS. Por repercussão, foram lavrados os autos de infração relativos às contribuições sociais (CSL, PIS e COFINS). A qualificação da penalidade se deve ao fato de que a recorrente, encontrando-se em operação desde o ano 2000, como evidenciam seus próprios assentamentos fiscais, apresentou DIPJ declarando-se inativa nos anos-calendário de 2000 a 2002, DCTF zeradas do 10 trimestre/2001 ao 3° trim/2002 e DIPJ-Simples referentes aos anos-calendário de 2003 e 2004, informando valores inferiores aos efetivamente devidos, conduta que, sob a ótica da fiscalização, enquadra-se na hipótese prevista no art. 44, II, da Lei 9.430/96 e caracteriza, em tese, prática de crime contra a ordem tributária prevista no art. 1°, I, da Lei 8.137/90, o que motivou a formalização do processo de representação fiscal para fins penais etiquetado sob o n° 10120.005401/2005-66, apenso. DA IMPUGNAÇÃO Cientificada das exigências por via postal em 1°/09/2005 (fl. 185), a recorrente impugnou os autos de infração nos termos das petições acostadas (fls. 196 a 210, 412 a 426, 647 a 661 e 883 a 895), de semelhante teor, apresentadas em 29/09/2005, contraditando o procedimento fiscal com os argumentos a seguir sumariados. 2 Processo n° 10120.005277/2005-39 SI-C4T1 Acórdão n.° 1401-00.075 Fl. 3 Reproduzindo dispositivos da legislação tributária do Estado de Goiás, argumenta que os valores tributáveis apurados, coligidos do Livro de Apuração do ICMS, consideram como receita bruta a venda total registrada nos referidos assentamentos, cujo valor, entretanto, inclui a recuperação do ICMS sobre a operação de venda que recolheu antecipadamente na condição de substituta tributária, quando da entrada da mercadoria (calçado) no território goiano, e, dessa forma, não integra a receita bruta tributável, tal como é definida pelo RIR/99 e pela Lei 9.718/98. Alega que teria direito a ser tributada, no ano-calendário de 2004, pela sistemática do Simples, do qual foi desenquadrada sumariamente, sem contudo ter praticado qualquer ato de má-fé ao optar por essa forma de tributação simplificada, pois, como seu requerimento foi protocolado no início de 2003, não havia como saber qual seria seu faturamento naquele ano. Aliás, a assertiva de que teria ultrapassado o limite de receita previsto na Lei 9.841/99 merece reparos em razão da inclusão do ICMS por substituição tributária anteriormente mencionada. Ataca, por fim, a penalidade qualificada, alegando primeiramente que, dentre as razões invocadas pelos autuantes para a aplicação da sanção, consta que a falta cometida pela recorrente configuraria, em tese, crime contra a ordem tributária, questão que deve ser tratada na seara própria, pois a existência de declaração falsa ou de outra conduta tipificada penalmente não pode ser punida pelo Poder Executivo. Ademais, ainda que as declarações apresentassem algumas divergências, a empresa, antes de ser autuada, colaborou com os agentes do fisco, apresentando os documentos que lhe foram requeridos, não causando qualquer embaraço à fiscalização, e, como se não bastasse, corrigiu todas as declarações pertinentes, comprovando sua boa-fé e espírito colaboracionista. Se não pagou a totalidade dos valores devidos, isto se deve ao fato de estar sufocada pelo aumento súbito da carga tributária, ao ver-se premida a pagar elevadas quantias a título de ICMS. Não tem, assim, condições de suportar penalidade tão elevada, que, inclusive, tem efeito confiscatório, o que é vedado pelo art. 150, IV, da CF/88. Portanto, entende ser cabível, proporcional e justo que se aplique o art. 44, I, da Lei 9.430/96, ao qual se subsume o caso em análise quando o sujeito passivo apresentar declaração inexata. DA DILIGÊNCIA Em 25/01/2006, o julgamento foi convertido em diligência (fl. 901), retornando os autos ao órgão preparador a fim de averiguar a pertinência do questionamento da recorrente quanto à alegada inclusão, nas bases de cálculo, da recuperação do ICMS que o sujeito passivo teria recolhido antecipadamente, na condição de substituto tributário. A investigação fiscal requerida se estendeu até 12/09/2006, quando foi formalizada a informação (fls. 911 a 930), concluindo que, devido à inexistência de cadeia de operações posteriores, a recorrente não se caracteriza como substituta tributária do ICMS, como alegou na impugnação (fls. 932 a 936). Nesse ínterim, entretanto, como ressalva o próprio relatório de diligência (fls. 932 a 936), a recorrente se inclinou por aderir ao parcelamento excepcional instituída pela MP 303, de 2006, apresentando em 1 0/09/2006 os requerimentos de desistência parcial (fls. 911 a 930), renunciando à impugnação, exceto no que tange a 50% da multa: • sobre PIS e COFINS, de fevereiro de 2003 a dezembro de 2004; e Processo n° 10120,005277/2005-39 S1-C4T1 Acórdão n.° 1401-00.075 Fl. 4 sobre IRPJ e CSL, de março de 2003 a dezembro de 2004. DA DECISÃO DA DRJ E DO RECURSO VOLUNTÁRIO Em 13/10/2006, acordaram os julgadores da 2 a Turma da DRJ - Brasília, por unanimidade de votos, julgar procedentes os lançamentos impugnados, mantendo-se a multa qualificada, nos termos abaixo aduzidos: Ao optar pelo parcelamento excepcional instituído pela MP 303, de 2006, a recorrente apresentou as petições (fls. 911 a 930), abdicando das alegações suscitadas na impugnação originariamente interposta, excetuando a qualificação da multa de oficio, nos períodos de março/2003 a dezembro/2004 (sobre IRPJ e CSL) e fevereiro/2003 a dezembro de 2004 (sobre PIS e COFINS). A respeito do litígio remanescente, são deduzidas, em síntese, as seguintes ponderações: a) o fato de a recorrente, após iniciada a ação fiscal, não haver recusado a apresentar os documentos requeridos, e, ante a iminência de ser flagrada a inveracidade das informações prestadas ao fisco nas DIPJ, porventura ter-se apressado a apresentar declarações retificadoras, quando não mais gozava do beneficio da espontaneidade, não desfaz a ilicitude do ato anteriormente praticado e nem configura conduta de boa-fé; b) há que se distinguir que declaração inexata e declaração inverídica são duas situações totalmente distintas. Uma coisa é a declaração apresentar inexatidões eventuais, devido a erros escusáveis e pontuais, como de soma, transcrição, digitação, etc. Outra coisa diversa é o sujeito passivo consignar na declaração, reiteradamente, informações que não condizem com a realidade, como, por dois anos-calendário consecutivos, receitas em montante aquém das auferidas, escrituradas nos livros fiscais, de modo a mascarar o real valor devido Esta última situação está configurada no art. 72 da Lei 4.502/64; c) a conduta ilícita constatada, praticada continuadamente, torna evidente o dolo específico e é causa motivadora da qualificação da penalidade aplicável d) a sanção pecuniária prevista na lei independe de juízo penal; este será inegavelmente emitido pelo Poder Judiciário, cabendo ao fisco, quando constatar transgressão da espécie, formalizar representação para fins penais, nos termos do Decreto 2.730, de 1998, a qual deve ser encaminhada ao Ministério Público tão-somente após proferida decisão final, na esfera administrativa mantendo a exigência fiscal, em cumprimento ao art. 83 da Lei 9.430/96. Cientificada da r. decisão em 10/11/2006, a recorrente interpôs recurso em 15/12/2006, onde requer que aquele seja conhecido e provido reformando o decisório de primeiro ?Jau, alegando em síntese que: a) a interpretação dos julgadores a quo sobre o art. 136 do CTN apresenta-se rasa e em discordância com os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais sobre o preceito; b) reitera a alegação de ter a recorrente agido de boa-fé, uma vez que antes mesmo da autuação colaborou com os agentes do fisco, apresentando os documentos que lhe foram requeridos, não se podendo falar, dessa forma, a sua boa-fé; z-rf 4 Shigueo Takata Processo n° 10120.005277/2005-39 S1-C4T1 Acórdão n.° 1401-00.075 Fl. 5 c) que não há qualquer lastro probatório no sentido de que a recorrente agira com a finalidade de lesar o sistema tributário, não podendo prosperar, pois, o entendimento de que há dolo especifico ou de que se trata de sonegação fiscal. Nas fls. 1009 a 1012, foi juntado Termo de Perempção, registrando que a recorrente apresentou intempestivamente o recurso voluntário contra decisão de primeira instância (fls. 984 a 1007). É o relatório Voto Conselheiro Marcos Shigueo Takata, Relator Compulsando os autos, constato que a ciência do acórdão a quo se aperfeiçoara em 10/11/2006 e o recurso voluntário fora protocolizado em 15/12/2006, de modo que não resta dúvida quanto à sua intempestividade. Consumou-se a perempção. Outrossim, não conheço do recurso voluntário. É o meu voto. 5
score : 1.0
Numero do processo: 10830.008411/2002-02
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Mar 28 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO NO JULGAMENTO. NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA.
Erro manifesto e contradição na decisão embargada consistentes na dupla decisão sobre o mesmo Recurso Voluntário, havendo assim nulidade absoluta do Acórdão embargado e do segundo julgamento, indevidamente realizado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2402-005.627
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e acolhê-los no sentido de anular a decisão embargada.
(assinado digitalmente)
Kleber Ferreira de Araújo - Presidente
(assinado digitalmente)
Bianca Felícia Rothschild - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Túlio Teotônio de Melo Pereira, Theodoro Vicente Agostinho, Mário Pereira de Pinho Filho, João Victor Ribeiro Aldinucci e Bianca Felicia Rothschild.
Nome do relator: Bianca Rothschild
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO NO JULGAMENTO. NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. Erro manifesto e contradição na decisão embargada consistentes na dupla decisão sobre o mesmo Recurso Voluntário, havendo assim nulidade absoluta do Acórdão embargado e do segundo julgamento, indevidamente realizado. Embargos Acolhidos.
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ERRO NO JULGAMENTO. NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. Erro manifesto e contradição na decisão embargada consistentes na dupla decisão sobre o mesmo Recurso Voluntário, havendo assim nulidade absoluta do Acórdão embargado e do segundo julgamento, indevidamente realizado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 84 11 /2 00 2- 02 Fl. 385DF CARF MF 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e acolhêlos no sentido de anular a decisão embargada. (assinado digitalmente) Kleber Ferreira de Araújo Presidente (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Kleber Ferreira de Araújo, Ronnie Soares Anderson, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Túlio Teotônio de Melo Pereira, Theodoro Vicente Agostinho, Mário Pereira de Pinho Filho, João Victor Ribeiro Aldinucci e Bianca Felicia Rothschild. Fl. 386DF CARF MF Processo nº 10830.008411/200202 Acórdão n.º 2402005.627 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos por ODMIR FERNANDES, Conselheiro da Segunda Seção do CARF, que na forma do art. 65 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 2009, em que o mesmo aduz claro erro manifesto e contradição na decisão embargada por dupla deliberação sobre o mesmo Recurso Voluntário, havendo assim nulidade absoluta do Acórdão embargado e do segundo julgamento, indevidamente realizado na sessão de 09.02.2011, pela 1a Sessão de Julgamento da 1a Câmara da 2a Seção. Alega que, ante o ocorrido, a solução que melhor se apresentaria seria a formalização dos presentes embargos para que a d. Turma Julgadora, soberana no colegiado, se pronuncie conclusivamente sobre a nulidade aqui apontada. Desta forma, defende que a decisão embargada, embora com o mesmo resultado de julgamento, é nula de pleno direito, cabendo apenas a d. Turma Julgadora declarar a sua nulidade, por se cuidar de atos administrativos eivado de erro, conforme é da melhor lição do direito administrativo ao prelecionar as Súmulas 356 e 473, do C. Supremo Tribunal Federal. Requer, portanto, retorno dos autos à pauta de julgamento para que o Colegiado dele tome conhecimento e anule a decisão embargada Acórdão 2101000.941, proferido na sessão de 09.02.2011, pela 1a Sessão de Julgamento da 1a Câmara da 2a Seção. É o relatório. Fl. 387DF CARF MF 4 Voto Conselheira Bianca Felicia Rothschild Relatora Tratase de alegação erro e contradição na decisão embargada por dupla deliberação sobre o mesmo Recurso Voluntário, que deverá ser acolhido para saneamento do desacerto, nos termos do "caput" do art. 65 do Regimento Interno do CARF, inserto no Anexo II da Portaria MF n.º 343, de 09/06/2015, com a seguinte redação: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a turma. § 1º Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciência do acórdão: I por conselheiro do colegiado, inclusive pelo próprio relator; (...) § 3º O Presidente não conhecerá os embargos intempestivos e rejeitará, em caráter definitivo, os embargos em que as alegações de omissão, contradição ou obscuridade sejam manifestamente improcedentes ou não estiverem objetivamente apontadas. Como se observa do dispositivo acima transcrito vis a vis a situação fática ocorrida, os embargos devem ser acolhidos para que a contradição realizada seja corrigida mediante prolação da nulidade da decisão embargada. Voto por CONHECER e ACOLHER os embargos, nos termos acima. (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild. Fl. 388DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.011629/2003-62
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PERC - MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE.
O momento em que deve ser comprovada a regularidade fiscal, pelo sujeito passivo, com vistas ao gozo do beneficio fiscal é a data da apresentação da DIRPJ, na qual foi manifestada a opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos correspondentes.
PERC. DEMONSTRAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL - A apresentação de Certidão Positiva com Efeito de Negativa faz prova da quitação dos tributos e contribuições federais, exigida como condição para a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 1103-000.156
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva
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ementa_s : PERC - MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE. O momento em que deve ser comprovada a regularidade fiscal, pelo sujeito passivo, com vistas ao gozo do beneficio fiscal é a data da apresentação da DIRPJ, na qual foi manifestada a opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos correspondentes. PERC. DEMONSTRAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL - A apresentação de Certidão Positiva com Efeito de Negativa faz prova da quitação dos tributos e contribuições federais, exigida como condição para a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal. Recurso voluntário provido.
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Numero do processo: 13629.000305/91-41
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 108-00.017
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, na forma do voto do Relator.
Nome do relator: Mario Junqueira Franco Junior
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Sessão de 10 de maio de 19 _9_3__ ACORDÃO NQ ~_XX __ Recurso nº: Recorrente: Recorrida : 103.595 - IRPJ - EX: DE 1991 BANCO BRASILEIRO DE DESCONTOS S/A. DRF EM GOVERNADOR VALADARES (MG) R E S O L U ç Ã O N9 108-00.017----------------------------------- Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por BANCO BRASILEIRO DE DESCONTOS S/A: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, na forma do voto do Relator. VISTO EM SESSÃO DE: Sala ~: em 10 de JACKSON GUEDES FERREIRA RTfi~~ MÁ; ~ VEI FRANCOJúNIOR CAIRBAR .EREIRA 116 No/1993 maio de 1993. - PRESIDENTE - RELATOR - PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente selheiros: JOSÉ CARLOS PASSUELLO~ .VIANNA DE BRITO, RENATA GONÇALVES LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. julgamento, os seguintes Con PAULO IRVIN DE CARVAlHOVIANNA I EDSON PANTOJA, ADELMO MARTINS SILVA e •SERViÇO PUBLICO 'EDEflAL P R O C E 990 N~ 13629/O O O • 3O 5/ 91-41 I 2 . , . , / RECURSO N9 : -ACORDÃO N9: RECORRENTE: 103.595 Resoluçào nº 108-00.017 BANCO BRASILEIRO DE DESCONTOS S/A. R E L A T 6 R I O epígr~ numero e cópias base Em 10.09.91 foi enviado à agência do banco em fe, localizada na cidade de Ipatinga, MG, à Rua Jacarandá, 465, centro, ofício de n9 12/91, .solicitando informações de extratos bancários de determinados correntistas, com nos artigos 79 e 89 da Lei 8.021/90. No dia 18.09.91 foi enviado novo ofício, de numero 22/91, para a agência localizada na Av. 28 de Abril, n9 686, cen tro, da mesma cidade, solicitando informações idênticas. Na data de 27.11.91 foi lavrado auto de infração • para imposição de multa, com fulcro no artigo 89, parágrafo úni- , co, da Lei.retromencionada. Consta do auto; corno descrição dos fa tos, ter o contribuinte deixado de apresentar informações e ex- tratos apos intimado a fazê-lo pelo ofício de n9 ~2J91, confor me descrito no início deste relatório. Outrossim, que o contri buinte informou que somente a empresa Drogaria Carneiro & Costa Ltda possuía conta na instituição quando, de acordo com cópia do . . extrato anexo ao processo, fls. 10, também a empresa José A. Fi- • lho manteve c~nta no período, se'mque o banco apresentasse os ex- tratos conforme estava obrigado. .,SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13629/ OOO •305/91-41 7Resolúçào ,rlQ 108-00.017 3. • • Em Impugnação tempestiva, porem constante de au- tos em apenso, processo n9 10630/001.496/91-50, a autuada expõe sua defesa com os seguintes argumentos: - Inicia por esclarecer que possui d~a:s~agênciasna cidade de Ipatinga-MG. Para ambas foram endereçados ofícios de solicitação de extratos, sendo que a agência do bairro ~o Bor to recebeu o ofício n9 12/91, objeto do auto, e a agência Ur- bana recebeu o ofício n9 22/91. Os ofícios solicitavam infor- mações das mesma pessoas' físicas e jurídicas e, como' nenhuma~d~ las possuia conta nas duas agências, cada ofício foi respon- dido pela respectiva agência destinatária com relação a seus respectivos clientes. - Sendo assim, nao prosperaria a afirmação constag te do auto de que o banco informo~ que somente a empresa Dro garia Carneiro & Costa Ltda possuia conta na instituição, vis- to que a resposta de cada ofício era correspondente as contas mantidas nas respectivas agências. - Pede, por fim, a decretação da improcedência do auto lavrado por falta de pressupostos de fato. Em Decisão de fls. 13/15, a autoridade relata as razoes aduzidas pela impugnante e também as informações fis- cais, estas últimas constantes no processo em apenso e nas quais a fiscal autuante opina no sentido de que o atendimento .' do solicitado foi a destempo, e que pelo menos uma das empre- sas possuia conta na agência autuada. No mérito, após análise do processo e documentação acostada aos autos, mantém a imposi- çao com base na legislação que ensejou o lançamento e por ter a autuada atendido fora do prazo o pedido de informações e for necimento de documentos. Entretanto, modifica o quantum lança- do para retringí-lo a contagem diária de dias úteis. tão-so- mente . • SERViÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13629/000.305/91-41 4 . Em Recurso de fls. 19/30, a recorrente levanta pr~ liminar de nulidade da Decisão monocrática pelo motivo de que a descrição dos fatos constante do auto e os fundamentos do julgado não correspondem à realidade. Alega que as provas e es- clarecimentos da Impugnação demonstram que cada agênc~a respog deu ao ofício a ela endereçado nao podendo o Julgador monocra- tico dizer que o Banco informou que somente a empresa Drog?-ria Carneiro & Costa Ltda possu.1a conta na instituição, po~s o mesmo informou tanto quanto à conta corrente de José A. Fil~o quanto a conta de José Cirilo Almeida. No mérito mantém todas as razoes de defesa explanadas por ocasião da Impugnação, adicionando as mesmas o seguinte: - Ponderou que as pessoas jurídicas sao representa- das por quem seus estàtutos designarem, ou, em seu silêI,lcio,por seus diretores, a quem devem' ser enviadas as solicitações de in- formações, prinGipalmente quando a pena imposta atinge cifras vultosa~. Ressalva, entir'etanto,que in~bstante esta ponderação, tem se pautado em atender as justas solicitações dos orgaos da Receita Federal. Alega, adicionalmente, que a Lei 8021/90 determi- na sua própria regulamentação por ato de autoridade executiva, -' feito até a presente data, sendo necessário que o dispositivo de maneira restrita e aplicável de visível e inegável propósito de sonegar in- , formações, o que não teria ocorrido no caso dos autos . o que não foi se interprete somente a atos • É o relatório. •• ~ERVIÇ~ PÚ,.9l1CO FEDERAL Resoluçào:D~ 108-00.017 PROCESSO N9 13629/000.305/91-41 v O T O 5 • •• Conselheiro MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JúNIOR, Relator: A recorrente juntou aos autos, por ocasião tanto da Impugnação quanto do Recurso, fls. 07 do processo em apenso e fls. 27 deste, expediente endereçado ao Ministério da Fazen- da e Planejamento, o qual afirma ter sido a resposta ao ofiCio que enseja a imposição da multa. Como neste documento nao cons ta qualquer elemento que comprove a sua recepção, j~lgo ne- cessário- devolver este processo para a instância singular, com o objetivo de se esclarecer se o documentQ citado acima foi re cebido pelo órgão solicitante das informações e documentos a que se refere o oficio n9 012/91 e em qual data. Outrossim, se o mesmo tinha em anexo os extratos de José A. Filho e Cia~ Li- mitada e José Cirilo de Vasconcelos referentes a càntas cor rentes mantidas na agência destinatária do oficio n9 12/91.Por fim, em caso afirmativo, 'se eram estes os únicos a possuirem conta nesta agência, no periodo e na relação de pessoas fisi- cas e jurídicas constante do referido ofício. Após os esclarecimentos abrir prazo a parte inter- ressada, para: se quiser, pronunciar-se a respeito. Cumprindo o requerido, retornem os autos para gamento final neste Colegiado. É o meu voto. maio de 1993. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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