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Numero do processo: 10435.720102/2007-73
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2006
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.
Ausência de erro material. Impossibilidade.
ALTERAÇÃO DO CRÉDITO ORIGINALMENTE INFORMADO EM PER/DCOMP ATRAVÉS DA APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE IMPOSSIBILIDADE.
A alteração do crédito originalmente informado na PER/DCOMP deve ser efetuada mediante o cancelamento dessa e a apresentação de outra PER/DCOMP onde o contribuinte indique o crédito substituído.
Numero da decisão: 1102-000.602
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: João Carlos de Lima Junior
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2006 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Ausência de erro material. Impossibilidade. ALTERAÇÃO DO CRÉDITO ORIGINALMENTE INFORMADO EM PER/DCOMP ATRAVÉS DA APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE IMPOSSIBILIDADE. A alteração do crédito originalmente informado na PER/DCOMP deve ser efetuada mediante o cancelamento dessa e a apresentação de outra PER/DCOMP onde o contribuinte indique o crédito substituído.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1821; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T2 Fl. 164 1 163 S1C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10435.720102/200773 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1102000.602 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de outubro de 2011 Matéria IRPJ Recorrente Ferreira Costa & Cia Ltda Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2006 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Ausência de erro material. Impossibilidade. ALTERAÇÃO DO CRÉDITO ORIGINALMENTE INFORMADO EM PER/DCOMP ATRAVÉS DA APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE IMPOSSIBILIDADE. A alteração do crédito originalmente informado na PER/DCOMP deve ser efetuada mediante o cancelamento dessa e a apresentação de outra PER/DCOMP onde o contribuinte indique o crédito substituído. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ – Presidente. (assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR – Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé (Presidente em exercício), João Carlos de Lima Junior, Leonardo Andrade Couto, Silvana Rescigno Guerra Barreto, Eduardo de Andrade e Gleydson Kleber Lopes de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 43 5. 72 01 02 /2 00 7- 73 Fl. 165DF CARF MF Impresso em 30/01/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/0 1/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR Processo nº 10435.720102/200773 Acórdão n.º 1102000.602 S1C1T2 Fl. 165 2 Relatório Tratase de pedido de compensação de crédito decorrente saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2005, exercício de 2006 no valor de R$ 111.337,84 (cento e onze mil, trezentos e trinta e sete reais e oitenta e quatro centavos) com os débitos de IRPJ de junho de 2006. Através de diligência realizada, a Delegacia da Receita Federal constatou que no ano calendário de 2005 a Recorrente apurou IRPJ a pagar no valor de R$ 3.905.300,78 (três milhões, novecentos e cinco mil e trezentos reais e setenta e oito centavos), tendo efetuado a quitação do IRPJ no valor de R$ 3.901.528,69 (três milhões, novecentos e um mil e quinhentos e vinte oito reais e sessenta e nove centavos), restando, portanto, um crédito de R$ 3.772,01 (três mil, setecentos e setenta e dois reais e um centavo). (fl. 19). Assim, após as informações prestadas pela fiscalização, quando do julgamento da compensação pleiteada pela Recorrente a DRF homologou parcialmente o pedido restringindo o valor da compensação a R$ 3.772,01(três mil, setecentos e setenta e dois reais e um centavo) alegando insuficiência de crédito para compensação total dos débitos. Neste julgamento a DRF apresentou planilha onde apurou a existência de saldo devedor de IRPJ no valor de R$ 108.668,83 (cento e oito mil, seiscentos e sessenta e oito reais e oitenta e três centavos). Em 14/08/2008 a Recorrente foi intimada sobre a decisão da DRF. Em 15/09/2008 a Recorrente apresentou manifestação de inconformidade (fls. 49 e seguintes) alegando, em síntese, que apurou prejuízo fiscal correspondente a R$ 50.078,11 (cinqüenta mil e setenta e oito reais e onze centavos), mas que por equívoco escriturou esse crédito em duplicidade na sua escrita fiscal, o que gerou crédito no valor de R$ 104.323,94 (cento e quatro mil, trezentos e vinte e três reais e noventa e quatro centavos) informado na PER/DCOMP. Que a autoridade fiscal não levou em consideração os valores do IRRF, no montante de R$ 2.738,66 (dois mil, setecentos e trinta e oito reais e sessenta e seis centavos). Que se a Recorrente errou a apurar o valor do crédito do prejuízo fiscal a compensar a autoridade fiscal também errou ao apurar o valor do crédito do prejuízo fiscal correspondente a R$ 3.772,01 (três mil, setecentos e setenta e dois reais e um centavo) . Que na data do vencimento do IRPJ em questão, julho de 2006 a Recorrente era credora do Fisco em mais de R$ 50.078,11(cinqüenta mil e setenta e oito reais e onze centavos) desde 31/12/2005, sendo que o valor de R$ 43.567,36 (quarenta e três mil, quinhentos e sessenta e sete mil reais e trinta e seis centavos) referese à provisão a maior do IRPJ do anocalendário de 2004, que se transformou em saldo negativo de IRPJ do citado ano calendário. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 30/01/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/0 1/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR Processo nº 10435.720102/200773 Acórdão n.º 1102000.602 S1C1T2 Fl. 166 3 Que se a Recorrente era credora e se posteriormente também era devedora do Fisco, os valores de crédito e débito deveriam ter sido compensados sem a necessidade de imposição de multa e juros, uma vez que seu crédito era anterior a data do seu débito. Aduziu, ainda, que a fiscalização ao proceder a apuração dos valores do crédito e do débito apurados pela Recorrente ao constatar o erro existente na declaração da Recorrente deveria ter procedido a sua retificação de ofício nos termos do artigo 24 da IN 210/2002 combinado com o § 2º do artigo 147 do CTN, uma vez que a fiscalização efetuada na Recorrente visou apurar todos os débitos e créditos apurados pela Recorrente no período de 2001 a 2006. A DRJ deferiu parcialmente a manifestação de inconformidade, apenas no que tange ao reconhecimento do valor do IRRF não considerado pela fiscalização, o que implicou na alteração do valor do direito ao crédito a ser compensado de R$ 3.772,01 (três mil, setecentos e setenta e dois reais e um centavo) para R$ 6.510,67 (seis mil, quinhentos e dez reais e sessenta e sete centavos), mantendo no restante a decisão da DRF quanto a não homologação do saldo restante. Com relação à alegada compensação com saldo negativo do anocalendário anterior (2004) a DRJ se manifestou pelo não acatamento. Primeiro, porque a empresa apurou saldo positivo de imposto a pagar naquele ano, conforme DIN de fl. 113. Depois, porque se a intenção da empresa era de utilizar créditos porventura existentes de períodos anteriores, deveria ter observado a legislação que rege a compensação de créditos de diferentes períodos de apuração. A compensação de tributos apurados em diferentes períodos deve ser informada em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF e declarada em Declaração de Compensação — DCOMP, em conformidade com a legislação regente da matéria, que à época dos fatos estava disciplinada pela Instrução Normativa SRF n° 460, de 18 de outubro de 2004. O fato é que a empresa, no caso concreto, não declarou em DCOMP nem demonstrou em DCTF as compensações com créditos de períodos anteriores, nem sequer comprovou ser detentora de tais créditos. Assim, não há reparos a fazer no despacho denegatório da DRF. Inconformada, a Recorrente apresentou seu recurso voluntário repisando os argumentos da manifestação de inconformidade apenas em relação à parte não provida pela DRJ. É o relatório. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 30/01/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/0 1/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR Processo nº 10435.720102/200773 Acórdão n.º 1102000.602 S1C1T2 Fl. 167 4 Voto Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Relator. O recurso preenche as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. O saldo negativo do IRPJ no anocalendário 2005 foi apurado pela Recorrente e informado em PER/DCOMP n° 05375.22250.310307.1.7.024912 no valor de R$ 111.337,84 (cento e onze mil, trezentos e trinta e sete reais e oitenta e quatro centavos). Todavia, a autoridade fiscal diligenciadora refez os cálculos e encontrou um saldo negativo de apenas R$ 3.772,01 01 (três mil, setecentos e setenta e dois reais e um centavo), valor este reconhecido na decisão contestada. Ademais, a DRJ julgou a impugnação parcialmente procedente apenas para reconhecer o direito creditório no valor de R$ 2.738,66 de IRRF. A Recorrente interpôs o presente recurso buscando o reconhecimento de seu direito creditório referente ao valor de R$ 43.567,36 (quarenta e três mil, quinhentos e sessenta e sete mil reais e trinta e seis centavos) concernente a provisão a maior do IRPJ do ano calendário de 2004, que se transformou em saldo negativo de IRPJ do citado anocalendário e foi utilizado para compor os créditos utilizados para compensar os débitos informados. Entretanto, ao compulsarmos a DIPJ de 2006, ano calendário 2005 (fls. 86 107), constatamos que a Recorrente não lançou qualquer valor a título de base de cálculo negativa acumulada de períodos anteriores. Essa linha se encontra zerada na DIPJ. No mais, a compensação de tributos apurados em diferentes períodos deve ser informada em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF e declarada em Declaração de Compensação — DCOMP, em conformidade com a legislação regente da matéria, que à época dos fatos estava disciplinada pela Instrução Normativa SRF n° 460, de 18 de outubro de 2004. Todavia, no presente caso a Recorrente não declarou em DCOMP nem demonstrou em DCTF as compensações com créditos de períodos anteriores, nem sequer comprovou ser detentora de tais créditos. Ademais, mesmo se a Recorrente almejava alegar e comprovar suposto erro de preenchimento do PER/DCOMP, o fato é que a os documentos trazidos aos autos não comprovam essa alegação, ao contrário, apenas ratifica os valores apurados pela fiscalização quando da realização da diligência. Deste modo, diante dos documentos acostados aos autos, não há como se acatar a alegação de que cometeu erro material ao preencher o PER/DCOMP, pois os próprios documentos acostados fazem prova de que o PER/DCOMP foi preenchido de acordo com a DIPJ. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 30/01/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/0 1/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR Processo nº 10435.720102/200773 Acórdão n.º 1102000.602 S1C1T2 Fl. 168 5 Donde se conclui que a Recorrente ao apresentar a sua manifestação de inconformidade e posteriormente o seu Recurso Voluntário a este E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF utilizou esses instrumentos para alterar o crédito originalmente informado, o que não se pode admitir, devendo a Recorrente utilizar o instrumento correto para tanto, qual seja, a apresentação de um novo PER/DCOMP. Portanto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR – Relator. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 30/01/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/0 1/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 25/01/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 35011.000645/2007-82
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2006
CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO RETENÇÃO. INFRAÇÃO QUE NÃO POSSUI NATUREZA INSTRUMENTAL. MULTA. IMPOSSIBILIDADE.
O contratado de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá destacar onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura e o contratante, reter e recolher a importância correspondente. A falta de retenção/recolhimento, independentemente do destaque pela contratada, implica o lançamento desses valores contra a contratante.
Pela ausência de natureza instrumental da obrigação, é improcedente a autuação pelo descumprimento de obrigação acessória em razão da falta de retenção/recolhimento.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-003.719
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2006 CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO RETENÇÃO. INFRAÇÃO QUE NÃO POSSUI NATUREZA INSTRUMENTAL. MULTA. IMPOSSIBILIDADE. O contratado de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá destacar onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura e o contratante, reter e recolher a importância correspondente. A falta de retenção/recolhimento, independentemente do destaque pela contratada, implica o lançamento desses valores contra a contratante. Pela ausência de natureza instrumental da obrigação, é improcedente a autuação pelo descumprimento de obrigação acessória em razão da falta de retenção/recolhimento. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
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EMPRESAS EM GERAL Recorrente PARENTE ANDRADE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/06/2006 CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO RETENÇÃO. INFRAÇÃO QUE NÃO POSSUI NATUREZA INSTRUMENTAL. MULTA. IMPOSSIBILIDADE. O contratado de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá destacar onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura e o contratante, reter e recolher a importância correspondente. A falta de retenção/recolhimento, independentemente do destaque pela contratada, implica o lançamento desses valores contra a contratante. Pela ausência de natureza instrumental da obrigação, é improcedente a autuação pelo descumprimento de obrigação acessória em razão da falta de retenção/recolhimento. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 01 1. 00 06 45 /2 00 7- 82 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 35011.000645/200782 Acórdão n.º 2402003.719 S2C4T2 Fl. 105 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado em 08/02/2007 (fl. 43), para exigir multa decorrente da não retenção do percentual de 11% incidente sobre o valor bruto das notas fiscais ou faturas de prestação de serviços pagas às empresas contratadas para a prestação de serviços mediante cessão de mão de obra, no período de 01/01/2005 a 30/06/2006. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 47/64) requerendo a total insubsistência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador – BA, ao analisar o presente caso (fls. 70/75), julgou o lançamento procedente, entendendo que (i) as empresas cedentes de mão de obra estão obrigadas a destacar 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços; (ii) a multa aplicada está em consonância com a previsão legal pertinente; e (iii) não satisfeitos os requisitos do art. 291 do RPS, não cabe a relevação da multa. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 78/101) alegando que (i) houve a retenção do percentual de 11% incidente sobre o valor bruto das notas fiscais ou faturas, como é possível observar na documentação trazida aos autos; (ii) houve violação ao princípio da ampla defesa, ao ter sido negada a revisão de ofício da autuação com base nos documentos juntados; (iii) a multa aplicada viola os princípios do nãoconfisco, da isonomia, da moralidade pública, da capacidade contributiva e da estrita legalidade; e (iv) é ilegal a inclusão de sócios como coresponsáveis tributários. É o relatório. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. De início, passo a analisar a legitimidade do lançamento de multa decorrente da falta de retenção em questão. Nesse ponto, vale destacar que a falta de retenção/recolhimento não implica no descumprimento de obrigação acessória sujeita à aplicação de multa, mas tão somente no descumprimento de obrigação principal. Conforme dispunha o artigo 93 da IN SRP n° 03, de 14/07/2005, vigente à época dos fatos geradores, e ainda dispõe o art. 79 da IN RFB nº 971/09 atualmente vigente, presumese feita a retenção na cessão de mão de obra, ficando o contratante responsável pelo recolhimento dos valores, ainda que não destacados nas notas fiscais de serviços pela contratada. Portanto, caso não comprovados os recolhimentos, os valores são cobrados da contratante mediante lançamento tributário: “INSTRUÇÃO NORMATIVA MPS/SRP nº 3, DE 14/07/2005 Art. 93. O desconto da contribuição social previdenciária e a retenção prevista nos arts. 140 e 172, por parte do responsável pelo recolhimento, sempre se presumirão feitos, oportuna e regularmente, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximir da obrigação, permanecendo responsável pelo recolhimento das importâncias que deixar de descontar ou de reter.” “Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009 Art. 79. O desconto da contribuição social previdenciária e a retenção prevista nos arts. 112 e 145, por parte do responsável pelo recolhimento, sempre se presumirão feitos, oportuna e regularmente, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximir da obrigação, permanecendo responsável pelo recolhimento das importâncias que deixar de descontar ou de reter.” Vejase, portanto, que o fato da empresa contratante de serviços mediante cessão de mão de obra não reter os valores implica necessariamente no não pagamento do tributo e decumprimento de obrigação principal e não no descumprimento de obrigação instrumental, mormente quando, repitase, a retenção sempre presumirseá feita. Outrossim, não há dispositivo legal que considere como infração instrumental a falta de retenção/recolhimento dos valores no caso de prestação de serviços executados mediante cessão de mão de obra. Quando constatado o descumprimento dessa obrigação, a fiscalização realiza a constituição do crédito contra a empresa contratante dos serviços como obrigação principal. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 35011.000645/200782 Acórdão n.º 2402003.719 S2C4T2 Fl. 106 5 Desta forma, em que pese a aludida retenção constituir uma obrigação da Recorrente, sua ausência resulta na exigência do devido crédito tributário decorrente do descumprimento de obrigação principal, não havendo que se falar em descumprimento de obrigação acessória, sendo nula a autuação nesse sentido. Consequentemente, deixo de analisar os argumentos da Recorrente. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO, nos termos da fundamentação acima. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 11080.004722/2002-87
Data da sessão: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997
Multas de ofício, aplicadas por conta do recolhimento de tributos após o vencimento do prazo legal, sem o pagamento da multa de mora, conforme o inciso II do § 1º do art. 44 da Lei de n° 9.430/96; a mesma foi devidamente revogada pela Lei de n° 11.488/2007 que afastou sua incidência. Portanto, em face do princípio da retroatividade benigna, há que se declarar a improcedência do lançamento.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-00.555
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Vencido conselheiro Luiz Eduardo Garrossino Barbieri.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: Mércia Helena Trajano D'amorim
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Portanto, em face do principio da retroatividade benigna, ha que se declarar a improcedência do lançamento. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, POT maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.Vencido conselheiro Luiz Eduardo Garrossino Barbieri. AeA I., MARCONDES ARMA DO — Presidente QIA HELENA ANO D'AMORI Relatora FORMALIZADO EM: 11/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Judith Amaral Marcondes Armando (presidente da turma), Luciano Lopes de Almeida Moraes (vice- presidente), Mércia Helena Trojan() D'Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Daniel Mariz Gudino. Processo n" 11080.004722/2002-87 S3-C2I1 Ac6rdlio 3201-00.555 12 1 69 Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS. Por bem descrever os fatos oconidos, ate então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: "Rota o presente do Auto de Infração de ,fis 25/26 através do qual está sendo cobrada a multa isolada decorrente da falta de pagamento da multa de mora nos recolhimentos efetivados fora do prazo legal relativos ao PIS dos períodos de apura cão de abril a junho de 1997, 2. Tempestimmente a interessada impugna o lançamento (7s 01/12) relativo ao pagamento cujo vencimento ocorreu em 15 de maio de 1997 (fato gerador ocorrido on abril de 1997), porém referindo de forma genérica sabre o descabimento da multa aplicada, eis que o débito foi devidamente pogo antes de qualquer procedimento de oficio, configuiando a denáncia espontânea Esta determinação encontraria respaldo no artigo 138 do Código Tributeitio Nacional, sendo neste teor a ,jurisprudência tanto administrativa quanto ,judicial Também o ,fato de ter declarado eni DCTF impede a aplicação da multa de oficio. Desta forma requer seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário por forgo do artigo 151 do Código Tributário Nacional e cancelado o mesmo total ou parciahnente. O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/P0A n' 6.393, de 08109/2005, proferida pelos membros da 2 3 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Poto Alegre/RS, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto. • Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 Ementa: MULTA ISOLADA - 0 pagamento efetivado fora do prazo, sem a multa de mora prevista na legislação, sujeita o contribuinte ao langamento da mull(' isolada. LANÇAMENTO PROCEDENTE" 0 julgamento foi no sentido de mantel. o crédito tributário. Regulannente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. 0 processo foi distribuído a esta Conselheira. o relatório, 2 Processo n" 11080 004722/2002-87 S3-C2T1 AcórdEio n 0 3201-00.555 Fl 70 Voto Conselheira MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM, Relatora 0 presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente de Auto de Infração referente a cobrança da multa de oficio pelo recolhimento de tributo fora do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, Quanto As multas de oficio aplicadas por conta do recolhimento de tributos após o vencimento do prazo legal, sem o pagamento da multa de mora, conforme o inciso II do § 1° do art. 44 da Lei de a' 9.430/96; a mesma foi devidamente revogada pela Lei de n° 11,488/2007 que afastou sua incidência. Portanto, em face do principio da retroatividade benigna, ha que se declarar a improcedência do lançamento . Assim sendo, o art. 14 da Lei n° 11.488/2007 passou a vigorar desse forma: "Art. 14- art. 44 da Lei 1-1° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar coin a seguinte redação, transformando-se as alíneas a, b e c do ,§ 2° nos incisos .1, lie Art 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata,' II - de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art, 8° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; b) na forma do art. 2° desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sabre o lucro liquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica § I ° 0 peicentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n ° 4 .502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades achninistrativas ou criminais cabíveis I - (revogado), Li - (revogado), (revogado); 3 Processo n" 11080 00472212002-87 S3-C2T I Acórdão n ° 3201-00.555 Fl 71 IV - (revogado), V - (revogado pela Lei le 9.716, de 26 de novembro de 1998) § 2' Os percentuais de multa a que se referent o inciso I do caput e o .sç 1° deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo stileito passivo, no prazo marcado, de intimação para. I - prestar esclarecimentos, II - apresenta; os arquivo.s ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei !I' 8218, de 29 de agosto de 1991; III - apresentar a documentação técnica de que trata o t. 38 desta Lei. Pot tanto, aplicável ao presente caso, o inciso lido art 106 do Código Tributário Nacional-CTIV, que dispõe. "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: (,-) 11 - tratando-se de ato não deflnitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como inflação; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em ,falta de pagamento de tributo; c) quando Ike comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." Por todo o exposto, meu voto é no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. M IA HELENA aAJANo D'AMORIM 4
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003798/2003-13
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1999
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO.
A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá excluí-la da base de cálculo para apuração do ITR.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-000.187
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Gonçalo Bonet Allage que negaram provimento
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Júlio César Vieira Gomes
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1999 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO. A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá excluí-la da base de cálculo para apuração do ITR. Recurso especial provido.
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AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO. A averbação no registro de-imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá excluí-la da base de cálculo para apuração do ITR. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Ri e erta de Azered, Ferreira Pagetti (convocada), Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Rycarde Henrique Mag. 0 ães de Oliveira e Gonçalo Bonet Allage que negaram provimento. 41 411W CARLOS . N : .,, ei F' EITAS B ' ' ! ETO — Presidente I\ \ ---- I JULIO CES '. 11 ,C -.' GOMES — elator EDITADO EM: 18 SEI 2UU9 1 Processo n° 10675.003798/2003-13 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.187 Fl. 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giaconelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Trata-se de recurso especial de interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual, decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área do imóvel de correspondente à reserva legal, ainda que à época dos fato gerador não houvesse sua averbação do registro de imóveis. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que o acórdão diverge da tese prevalente em outra turma deste Conselho que reconheceu a contrariedade à legislação tributária. Ao prover o recurso voluntário, o acórdão recorrido acabou por malferir o art. 10, § 4°, inciso I, da IN/SRF N° 43/1997, que disciplinou a Lei 9.393/96, com a redação do art, I°, inciso II, da IN/SRF N° 67/97 e ofender o artigo 111 e 114, ambos do CIN. Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. É o relatório. Oti 2 Processo n° 10675.003798/2003-13 CSRF-T2 Acórdão n." 9202-00.187 Fl. 3 Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Uma vez atendidos os pressupostos para admissibilidade conheço do recurso e passo ao seu exame. Devolve-se a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais o exame quanto à essencialidade ou não do cumprimento de determinadas exigências ou formalidades para fins de inclusão na base de cálculo do imposto territorial rural - ITR das áreas rurais de proteção ambiental, conforme artigo 11 da Lei n° 8.847/94, verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1 — de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. (.) Embora ambas as áreas sejam protegidas, há distinção na legislação no que se refere ao tratamento fiscal a elas dispensado, especialmente quanto às exigências a serem cumpridas. Para a área conceituada como reserva legal pelo artigo 16, §2° do Código Florestal, com a redação trazida pela Lei n° 7.803/89, a exigência é a averbação no órgão competente de registro da destinação para preservação ambiental de área não inferior a 20% do total do imóvel. E o que se conclui da combinação com a parte final do artigo 11 inciso I da Lei n° 8.847/94, acima transcrito. Tem-se que a, ao alterar o art. 16 da Lei n° 4.771/65, acrescentou-lhe dois parágrafos, sendo que, na hipótese dos autos, interessa-nos o § 2°, com a seguinte redação, in verbis: "n :X\ "Art. 16. § 10 § 2°. A reserva legal, assim entendida a área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área." Além da definição, merecem ressaltos os efeitos da averbação de determinada área imobiliária como reserva legal. Não se trata de formalidade, mas sim de ato constitutivo. Ela modifica o direito real sobre o imóvel e para tanto deve ser adotada a mesma forma, que é o registro no órgão competente, nos termos do artigo 1.227 do Código Civil, verbis: 3 Processo n° 10675.003798/2003-13 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.187 Fl. 4 Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código. Por essa razão é que o Código Florestal passou a exigir a averbação no registro de propriedade do imóvel, fazendo com que a partir de então sobre aquela área o proprietário se submeta às limitações administrativas que lhe são impostas pela lei. Nesse sentido, transcrevo voto do Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro (Acórdão n° 303- 34.883 de 07/11/2007, da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes): Consoante pródiga jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, v.g. os EDcl no AgRg no REsp 255170 / SP, Min. Luiz Fwc e o RMS 18301 / MG, Min. João Otávio de Noronha, a reserva legal representa uma modalidade de limitação administrativa a propriedade rural. Como tal, tanto pode sujeitar o proprietário a obrigações de não fazer (o corte raso) quanto de fazer (de delimitar a área de reserva e averbá-la junto ao órgão competente). Veja-se a lição Maria Silvia di Pietro (Direito Administrativo. São Paulo. Atlas. 2003. 15a ed., p. 128) As limitações podem, portanto, ser definidas como medidas de caráter geral, impostas com fundamento no poder de policia do Estado, gerando para os proprietários obrigações positivas ou negativas, com o fim de condicionar o exercício do direito de propriedade ao bem-estar social. (destaquei) De se notar, que, para a solução da lide, interessa definir em que IA' momento se considera constituída tal restrição administrativa, pois somente após a sua constituição é que se configura a debatida hipótese de incidência "negativa", que exclui as áreas submetidas à restrição do pagamento do ITR. Com as devidas vênias, portanto, não me filio ao entendimento de que a averbação seria apenas uma mera formalidade, cujo descumprimento implicaria multa administrativa, e só: Não se admite que o Fisco afirme sustentaçã o legal no Código Florestal para exigir averbação das áreas como condição ao seu reconhecimento como isentas de tributação pelo ITR. Esse tipo de infração ao Código Florestal pode e deve acarretar sanção punitiva, mas que não atinge em nada o direito de isenção do ITR quanto a essas áreas se elas forem de fato de preservação permanente, de reserva legal ou de servidão federal, conforme definidas na Lei 4.771/65 (Código Florestal) (.) De fato agrediria a lógica elementar estabelecer como condição prévia à isenção de área sob reserva legal, o mero ato de averbação, acessório, complementar na tarefa central de buscar a preservação da área, e que cumpre a finalidade 4 Processo n° 10675.003798/2003-13 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.187 Fl. 5 especifica de dar conhecimento erga omnes, de forma a que qualquer adquirente posterior esteja ciente e possa ser responsabilizado pelo descumprimento da limitação de utilização imposta por lei, para áreas com certas características geográficas, ecológicas, históricas, de interesse ambiental, que constituem patrimônio nacional a ser obrigatoriamente preservado, independentemente de qualquer ato declarató rio do fisco ou de qualquer outro órgão administrativo. A definição de área de reserva legal é estabelecida no Código Florestal, a existência de áreas conforme a definição caracteriza a obrigação imposta não apenas ao proprietário, mas a todos, inclusive à administração pública, de preservação de tal área (Recurso Voluntário n° 127.562, de lavra do i. Conselheiro Zenaldo Loibman) É urna peculiaridade da reserva legal a eleição pelo próprio proprietário ou possuidor de qual parte da propriedade, não inferior a 20%, será reservada para a proteção ambiental. É a única modalidade que apresenta essa característica, nas demais, por exemplo a área de preservação permanente, a própria lei cuida de delimitá-la. Repito: somente se constitui reserva legal com a averbação da área eleita pelo proprietário/possuidor. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se nesse mesmo sentido. Transcrevo o resultado de pesquisa realizada pelo Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro (Acórdão n° 303-34.883 de 07/11/2007, da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes): No Pretório Excelso, tal posição firmou-se a partir do julgamento do Mandado de Segurança n° 22688-9/PB (Tribunal Pleno, relatado pelo Ministro Moreira Alves, DJ de 28/04/2000) em que se discutia os efeitos da constituição de reserva legal sobre o cálculo da produtividade de imóvel em processo de desapropriação para fins de reforma agrária. 1 ç' A questão, portanto, é saber, a despeito de não averbada se a área correspondente à reserva legal deveria ter sido excluída da área aproveitável total do imóvel para fins de apuração da sua produtividade nos termos do art. 6°, caput, parágrafo, da Lei 8.629/93, tendo em vista o disposto no art.. 10, IV dessa Lei de Reforma Agrária. Diz o art 10: Art. 10. Para efeito do que dispõe esta lei, consideram-se não aproveitáveis: (.) IV - as áreas de efetiva preservação permanente e demais áreas protegidas por legislação relativa à conservação dos recursos naturais e à preservação do meio ambiente. Entendo que esse dispositivo não se refere a uma fração ideal do imóvel, mas as áreas identificadas ou identificáveis. Desde que sejam conhecidas as áreas de efetiva preservação permanente e as protegidas pela legislação ambiental devem ser tidas como Processo n° 10675.003798/2003-13 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.187 Fl. 6 aproveitadas. Assim, por exemplo, as matas ciliares, as nascentes, as margens de cursos de água, as áreas de encosta, os manguezais. A reserva legal não é uma abstração matemática. Há de ser entendida como uma parte determinada do imóvel. Sem que esteja identificada, não é possível saber se o proprietário vem cumprindo as obrigações positivas e negativas que a legislação ambiental lhe impõe. Por outro lado, se sabe onde concretamente se encontra a reserva, se ela não foi medida e demarcada, em caso de divisão ou desmembramento de imóvel, o que dos novos proprietários só estaria obrigado por a preservar vinte cento da sua parte. Desse modo, a cada nova divisão ou desmembramento, haveria uma diminuição do tamanho da reserva, proporcional à diminuição do tamanho do imóvel, com o que restaria frustrada a proibição da mudança de sua destinação nos casos de transmissão a qualquer titulo ou de desmembramento, que a lei florestal prescreve. Estou assim em que, sem a averbação determinada pelo § 2° do art 16 da Lei n° 4.771/65 não existe a reserva legal. (os destaques não constam do original) Nessa mesma linha, o MS 23.370-2/GO, Tribunal Pleno, Relator designado Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 28/04/2000: EMENTA: 1 - Reforma agrária: apuração da produtividade do imóvel e reserva legal: A "reserva legal", prevista no art. 16, sç 2° do Código Florestal, não é quota ideal que possa ser subtraída da área total do imóvel rural, para o fim do cálculo de sua produtividade (cf L. 8.629/93, art. 10, 110,sem que esteja identificada na sua averbação (v.g MS 22.688) Apenas para demonstrar a manutenção desse entendimento jurisprudencial na Excelsa Corte, trago à colação o MS 25186 / DF, Tribunal Pleno, de relatoria do Ministro Carlos Brito, publicado no DJ de 02/03/2007: Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a área de reserva florestal não identificada no registro imobiliário não é de ser subtraída da área total do imóvel para o fim de cálculo da produtividade. Precedente: MS 22.688. Peço licença para transcrever novamente outro trecho do voto condutor onde tal entendimento fica consignado: Relembrando o que observou o Ministro Pertence, uma diferença essencial entre as áreas de reserva legal e de preservaç 'à- o permanente, é exatamente a ausência de pré- 6 1 1 Processo n° 10675.003798/2003-13 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.187 Fl. 7 definição de quais são as áreas efetivamente sujeitas a proteção diferenciada. i Antes da demarcação, portanto, o efeito invocado no voto condutor resta esvaziado, pois inexiste área a proteger, apenas a obrigação de se constituir um percentual sujeito a proteção. Ressalta-se que permanece firme a jurisprudência do STF (MS 28.156/DF, de 02/03/2007). I Por fim, adverte-se para a vedação prevista no artigo 62 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicaçào ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Quanto às exigências relacionadas à reserva legal, portanto, conclui-se que a averbação junto ao registro de imóveis competente é essencial para a sua constituição como tal, o que implica a inclusão na base de cálculo do ITR da área ainda não averbada quando da ocorrência do fato gerador do tributo. Em ra4p d. exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso interposto pela Fazenda 4 çii‘ 1 \ rgilx \115‘ Julio C Vie" a Gomes - Relator , 7
score : 1.0
Numero do processo: 10880.008121/90-70
Data da sessão: Thu Feb 23 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS-FATURAMENTO - EX. 1986 DECORRÊNCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a intima relação de causa e
efeito que vincula mm ao outro.
Numero da decisão: 102-29.711
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen
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REPRESENIAÇOES E YELECOMUNICAÇOES ITDA RECORRIDA : DRF - SMO PAU! O . SP PIS-FATURAMENTO - EX. 1986 DECORRENCIA - Tratando . se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do proces' so decorrente, dada a intima relação de causa e efeito que vincula mm ao outro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DARTEL REPRESENTAÇOES E TELECOMUNICAÇOES L. ACORDAM os Membros da Segunda Càmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório evoto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala ~das fevereiro de 1995 .~fr. eismuwer_ CARlOS EMANUEL Dos WINTrYS-T'AfVA - PRESIDENTE c' t ;RSI jii - RELAFORA VISFO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA Fe SESSA0 DE: ZENDA NACIONAL. 2 8 ABR 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Waidevan Alves de Oliveira, Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Júlio César Somes da Silva e José Carlos Passuello. - MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2. PROCESSO No. 10880/008.121/90-70 RECURSO No.: 81.345 ACORDO No.: 102-29.711 RECORRENTE : awm_ REPRESENTAÇOES E TELECOMUNICAÇOES LTDA R E L. A. T F: . 1 . O O presente processo trata de Auto de Infração, fls. 09, lavrado em 15/02/90, contra DARTEL REPRESENTAÇOES E TELECOMUNICAÇOES LTDA, COC N2 49.339.419/0001-61, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em São Paulo - SP, formalizando a exigÊncia PIS-FATURAMENTO no valor originário de 99,71 BTNFS acrescido dos correspondentes gravames legais. O lançamento, com base no Art. 3o alínea "b" e artigo 62. e parágrafo CAnico da Lei Complementar . 07/70, c/c artigo 42, alínea "b" e parágrafo 12, e artigo 7o. e parágrafo da Resolução 174/71, de- correu de fiscalização de Imposto de Renda -- Pessoa Jurídica em que foram apuradas irregularÁdades, conforme demonstrado no processo N2 10880/008.074/90-91. O contribuinte, tempestivamente, apresentou sua irtImAg- nação em 18/03/90 (fls. 12/21), fundamentando suas alegaçbes nas ra - zbes apresentadas no processo matriz. A decisão dela Instância, foi proferida às fls. 29/30, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado procedente in totum. Ciente da decisão singular em 29/06/92 (fls. 31v), o contribuinte iwterpos recurso voluntário em 16/07/92, reiterando, em suas Razbes, anexadas às fls. 32/34, OS argumentos formalizados na fa- se impugnatória. O recurso foi lido integralmente em Plenário. . E o relatório .'j., ../ ,------- {-.417(:... MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 3 . PROCESSO No, 10E1SO/008.12i/90-70 ACORDO No. 102-29.711 VOTO Conselheira Ursula Hansen - Relatora Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele LOMO conhecimento. A e:::iqéncia fiscal constante deste processo è decor- rÊ?ncia da que foi apurado do processo matriz de No 10980/008.074/90-91. O recurso interposto no processo acima mencionado foi submetido à apreciação desta Càmara em sessão realizada em 04/05/93, e, conforme faz cerLo o Acórdão de Np 102 . 28.173, foi julgado improce' dente. Nas razbes de recurso voluntário aneadas ao presente processo, a Recorrente revela seu reconhecimento de que a (:.:?icifância fiscal decorre daquela formalizada no processo matriz, não tendo apre- sentado qualquer nova razão ou prova que infirmasse o acerto da deci- são proferida. Considerando o princípio adotado neste Conselho de Con tribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro, voto no sentido de nedar pro- vimento ao recurso. Brasília - DF, 23 de fevereiro de 1995. ' UrsulA :/anáén-- Relatora. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.021814/99-89
Data da sessão: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Apr 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1996
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXEGESE DO RESP 1.035.847/RS. PRECEDENTES DO STJ. APLICAÇÃO DO ART. 62-A, DO RI-CARF.
A partir do julgamento, pelo STJ, do REsp 1.035.847/RS, de relatoria do Min. Luiz Fux, submetido ao rito dos Recursos Repetitivos (CPC, art. 543-C), foi firmado entendimento no sentido de que é devida a atualização pela SELIC dos créditos objeto de pedido de ressarcimento ou compensação, por resistência ilegítima da Administração, ainda que seja decorrente da demora na análise do respectivo processo administrativo. Direito a atualização do crédito ressarciendo desde o protocolo do pedido até o efetivo aproveitamento, via restituição ou compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3402-002.694
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente), MARIA APARECIDA MARTINS DE PAULA, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, ALEXANDRE KERN, JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA e, ELAINE ALICE ANDRADE LIMA, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1996 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXEGESE DO RESP 1.035.847/RS. PRECEDENTES DO STJ. APLICAÇÃO DO ART. 62-A, DO RI-CARF. A partir do julgamento, pelo STJ, do REsp 1.035.847/RS, de relatoria do Min. Luiz Fux, submetido ao rito dos Recursos Repetitivos (CPC, art. 543-C), foi firmado entendimento no sentido de que é devida a atualização pela SELIC dos créditos objeto de pedido de ressarcimento ou compensação, por resistência ilegítima da Administração, ainda que seja decorrente da demora na análise do respectivo processo administrativo. Direito a atualização do crédito ressarciendo desde o protocolo do pedido até o efetivo aproveitamento, via restituição ou compensação. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente), MARIA APARECIDA MARTINS DE PAULA, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, ALEXANDRE KERN, JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA e, ELAINE ALICE ANDRADE LIMA, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
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CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXEGESE DO RESP 1.035.847/RS. PRECEDENTES DO STJ. APLICAÇÃO DO ART. 62A, DO RICARF. A partir do julgamento, pelo STJ, do REsp 1.035.847/RS, de relatoria do Min. Luiz Fux, submetido ao rito dos Recursos Repetitivos (CPC, art. 543 C), foi firmado entendimento no sentido de que é devida a atualização pela SELIC dos créditos objeto de pedido de ressarcimento ou compensação, por resistência ilegítima da Administração, ainda que seja decorrente da demora na análise do respectivo processo administrativo. Direito a atualização do crédito ressarciendo desde o protocolo do pedido até o efetivo aproveitamento, via restituição ou compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 02 18 14 /9 9- 89 Fl. 339DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 2 Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente), MARIA APARECIDA MARTINS DE PAULA, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, ALEXANDRE KERN, JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA e, ELAINE ALICE ANDRADE LIMA, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Fl. 340DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 340 3 Relatório Versam estes autos de Pedido de Compensação/Ressarcimento do Crédito Presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, no montante de R$ 4.718.035,98 (quatro milhões, setecentos e dezoito mil, trinta e cinco reais e noventa e oito centavos), referentes ao período de apuração de 1996. O pedido foi indeferido sob o argumento de que “a lei 9.363/96 em seu art. 3º parágrafo único estabelece que a legislação de regência do IPI deve ser aplicada subsidiariamente para a análise do pedido. O RIPI/98 (Dec. 2.637/98) e adicionalmente o parecer MF/SRF/COSIT/DITIP 139/96 determinam que os produtos N/T (não tributados) por não serem decorrentes de operações de industrialização, ou seja, estão fora do campo de incidência do IPI e, portanto, não há que se falar do ressarcimento em questão para empresas produtoras de tais produtos, não contribuintes do IPI.” DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Em 21/12/1999, a recorrente apresentou sua Defesa Administrativa contra a decisão Despacho Decisório nº. 105/99, exarado pela SEFIS/DRF/BH, na qual alega inicialmente que, apesar de seu produto estar classificado na TIPI como sendo da categoria NT (não tributada), isso não impede de exercer o direito instituído pela Lei nº 9.363/1996, pois que a intenção da lei não foi beneficiar somente os produtos tributados pela legislação do IPI, mas toda e qualquer mercadoria destinada ao exterior. Acerca da apuração do crédito presumido, argumenta que os valores de todas as aquisições que representam custos de produção devem ser incluídos na base de cálculo do crédito presumido para assim atingir a finalidade da lei, finalizando com o pedido procedência de sua manifestação. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Em 28/01/2000, a DRJ de Belo Horizonte, proferiu sua decisão de nº 0.112, indeferindo a solicitação do Contribuinte, suscitando que este exporta produtos que estão fora do campo de incidência do IPI, e assim, não faz jus ao benefício. Ementando o julgado nestes termos: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Período de a p u r a ç ã o : 01/01/1996 a 31/12/1996 Ementa: Crédito Presumido Fl. 341DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 4 Por falta de amparo legal, os estabelecimentos que exportarem, unicamente, produtos que estejam fora do campo de incidência do IPI (NT não tributados), não fazem jus ao benefício fiscal instituído pela Lei n.° 9.363/1996. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA DO RECURSO VOLUNTÁRIO A Recorrente, inconformada, apresentou seu Recurso contra a decisão da DRJ/BHE nº 0.112, repisando os argumentos antes expostos na Defesa, incluindo ainda argumentos quanto à divergência jurisprudencial entre a decisão recorrida e o entendimento do 2º Conselho de Contribuintes no acórdão nº 20209.865, alegando que é inadmissível a restrição do Parecer MF/SRF/COSIT/DIPIP nº 139/1996 e assim evitar a ocorrência de entendimentos divergentes dentro do Ministério da Fazenda, devendose levar em conta o Princípio da Igualdade. Ao final requereu a reforma da Decisão da DRJ/BHE nº 0.112 e o deferimento de seus pedidos. DA DECISÃO EM 2ª INSTÂNCIA DILIGÊNCIA Em 06/07/2000, o Segundo Conselho de Contribuintes, converteu o “julgamento em diligência para que a repartição de origem evidencie qual o processo produtivo da empresa, até a obtenção das mercadorias exportadas; quais matériasprimas e produtos intermediários são utilizados no processo produtivo, e se os produtos resultantes, indicados pelo Auditor Fiscal no Parecer de fls. 18, como minério de ferro tipo sinter feed e pelotas aglomeradas de minério de ferro, são decorrentes de algum tipo de transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento/recondicionamento e renovação/recondicionamento, procedendo, ainda, à identificação e quantificação dos valores lançados a título de consumo de insumos, verificando se as aquisições estão embasadas em documentos hábeis e foram efetuadas no mercado interno”. Às fls. 106 (numeração eletrônica) consta Informação Fiscal com o resultado da diligência realizada para esclarecer o processo produtivo da empresa. DO NOVO JULGAMENTO EM 2ª INSTÂNCIA Diante da Informação Fiscal de fls. 106/110 n.e, o Segundo Conselho de Contribuintes, por meio do acórdão nº 20308.673, negou provimento ao Recurso, alegando em síntese que a interpretação do Código Tributário Nacional deve ser literal, não cabendo a Recorrente pleitear tais créditos. Asseverou que pelo fato da Recorrente não ser contribuinte de IPI, a mesma não tem direito ao crédito presumido estabelecido pela Legislação, ementando o Acórdão nos termos abaixo transcritos; Fl. 342DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 341 5 IPI CRÉDITOS PRESUMIDOS NA EXPORTAÇÃO (RESSARCIMENTO EM COMPENSAÇÃO AO PIS E COFINS PRODUTOS EXPORTADOS NA CATEGORIA NT. Nos termos da Lei n° 9.363/96, não tem direito ao crédito presumido o exportador de produtos não tributados pelo IPI. Recurso ao qual se nega provimento. DO RECURSO ESPECIAL Em 30/06/2003 o contribuinte foi cientificado da decisão do Segundo Conselho de Contribuinte e em 10/07/2003 apresentou Recurso Especial, alegando que o acórdão recorrido divergiria dos acórdãos paradigmas de nº 20175.316/1ª, 20174.327/1ª, 201 72.754/1ª e 20209.865/2ª, os quais versam o direito quanto ao crédito presumido de IPI para ressarcimento de PIS e da COFINS para o exportador de mercadorias classificadas na TIPI como nãotributados (NT). No mais, repisou os argumentos já expostos e requereu a atualização monetária dos valores, em função do lapso de tempo já transcorrido desde o protocolo do pedido, bem como seja deferido o pedido de ressarcimento integralmente. CONTRARRAZÕES DA FAZENDA Cientificado em 08/04/2004, a União (Fazenda Nacional) apresentou contrarrazões em 20/04/2004, aduzindo nada ter a acrescentar as razões da decisão da instância “a quo” e requereu manter na íntegra a decisão. Às fls. 243 (n.e.), a Companhia Vale do Rio Doce S/A, sucessora da Ferteco Mineração S/A, peticionou requerendo a reunião dos processos administrativos para julgamento em conjunto dos recursos, eis que versam sobre a mesma matéria. Os números dos processos administrativos são: 10680.021819/9901; 10680.021878/9930; 10680.021820/99 81; 10680.021814/9989; 10680.021821/9944; 10680.021816/9912; 10680.021822/9915; 10680.021813/9916; 10680.021817/9977. DO JULGAMENTO DA CSRF A Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, às fls. 247/251 (n.e.), proferiu julgamento por meio do Acórdão nº CSRF/0201.874, em 11/04/2005, admitindo o Recurso Especial do Contribuinte, com a seguinte ementa: RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO AO PIS/COFINS. INCIDÊNCIA DO IPI. A Lei nº 9.363/96, em seu artigo 1º, estabelece que o requisito para a fruição do direito ao crédito presumido referente ao PIS e a COFINS é a produção e exportação de mercadorias nacionais, Fl. 343DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 6 sendo irrelevante, se cumpridos estes requisitos, que o produto esteja ou não sujeito ao IPI. Recurso provido. Conforme Acórdão foi dado provimento ao Recurso Especial apenas para reconhecer o direito do Contribuinte ao crédito presumido do IPI, mesmo que o produto exportado esteja classificado na TIPI como NT, sendo determinado o retorno dos autos à DRF competente para o exame da pertinência da base de cálculo do incentivo. Cientificado em 11/11/2005, às fls. 253 (n.e.), a Fazenda Nacional interpôs Embargos de Declaração, arrazoando que anterior decisão do Conselho de Contribuintes, quando negou provimento ao recurso voluntário do Contribuinte, não se manifestou quanto às demais questões de mérito no Processo Administrativo e que não consta também a determinação da remessa do processo administrativo à instância a quo e assim, há obscuridade e omissão, requerendo ao final seja sanado o acórdão. Em 17/10/2006, em julgamento aos Embargos Declaratórios propostos pela Fazenda Nacional, a 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, proferiu acórdão de nº CSRF/0202.504, com a seguinte ementa: NORMAS PROCESSUAIS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. É de se acolher os embargos de declaração opostos, determinandose que a Câmara a quo se pronuncie sobre questões de mérito que não foram objeto do apelo especial interposto ao Colegiado Superior, sob pena de supressão de instância. Embargos acolhidos. Para evitar a supressão de instância administrativa, foi determinada a remessa dos autos à DRJ de origem para que esta emita pronunciamento no tocante as demais matérias de mérito anteriormente alçadas ao seu conhecimento. DO NOVO JULGAMENTO DE 1° INSTÂNCIA A 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, que passou a ficar incumbida do julgamento conforme consta na fl. 272 (n.e), em 13/03/2008 proferiu acórdão de nº 0919.057, às fls. 273 (n.e.), ementado nos seguintes termos: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Anocalendário: 1996 CRÉDITOS INCENTIVADOS DE IPI. GLOSA DE INSUMOS. Em cumprimento à determinação da CSRF, Despacho CSRF n° 139/2007 (fls. 255/256), concluímos que as demais matérias de mérito, a saber, as aquisições de óleo combustível, óleo diesel, energia elétrica, materiais de uso/consumo e de Ativo, serviços de transporte e serviços de comunicação, não geram direito ao credito do imposto, uma vez que não integram a base de cálculo Fl. 344DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 342 7 do crédito presumido por não se enquadrarem nos conceitos de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, nos termos do art. 82,1, do Regulamento do IPI de 1982 e Parecer Normativo CST n° 65/79. Solicitação Deferida em Parte Inicialmente a DRJ informou que o valor pleiteado pelo contribuinte não é compatível com o valor informado pela fiscalização, expressou que o valor solicitado perfaz o montante de R$ 4.718.035,98 (quatro milhões, setecentos e dezoito mil, trinta e cinco reais e noventa e oito centavos), e o valor apresentado aos autos pela fiscalização equivale a R$ 4.134.767,85 (quatro milhões, cento e trinta e quatro mil, setecentos e sessenta e sete reais e oitenta e cinco centavos). Destacou que a Medida Provisória n° 2.202/2001, convertida na Lei n° 10.276/2001 incluiu na base de cálculo do crédito presumido de IPI a parcela relativa ao gasto com energia elétrica, conforme o disposto no artigo 1°. Nesta mesma oportunidade, a DRJ registrou que a Lei n° 10.276/2001 institui apenas novo critério para o cálculo do crédito presumido de IPI alternativo àquele determinado pela Lei n° 9.363/96, logo não havendo alteração o entendimento consignado exposto na decisão. Asseverou ainda que as inovações introduzidas pela Lei n° 10.276/2001, em seu artigo 1°, não alcançam o caso em tela, tampouco convalidam a possibilidade de se considerar as aquisições de energia elétrica na base de cálculo do crédito presumido para períodos anteriores ao mencionado naquela lei. Ao fim, votou considerando inexata a base de cálculo do benefício fiscal analisado, excluindo de tal base de cálculo os valores relativos à diferença apurada entre o valor solicitado e o valor apurado, abrangendo ainda na exclusão os valores relativos às aquisições de óleo combustível, óleo diesel, energia elétrica, materiais de uso/consumo e de ativo, serviços de transporte e serviços de comunicação, deferindo apenas o montante de R$ 1.333.209,19 (um milhão, trezentos e trinta e três mil, duzentos e nove reais e dezenove centavos. DO NOVO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformado com a decisão da DRJ, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário, às fls. 296/314 (n.e.), alegando que desde a data da ocorrência do crédito presumido até a presente, já transcorreu um longo período em função do óbice da autoridade administrativa, e que em consequência disso, deve haver uma atualização monetária, em consoante com a súmula 411 do STJ, colacionando vários julgados da CSRF para ilustrar seu ponto de vista. Ainda, mencionou que a correção monetária do crédito de IPI harmonizase com a legislação tributária no art. 153, §3º, II, da CF, que dispõe acerca do princípio da não cumulatividade. Ainda assim, o contribuinte repisa vários argumentos já elencados no decorrer do processo por si próprio e ao final requereu o provimento do presente Recurso Voluntário, para a reforma parcial do acórdão para reconhecer a incidência da taxa SELIC a partir do Parecer MF/SRF/COSIT/DITIP nº 139/96 e o §1º do art. 2º da IN SRF nº 023/97, a qual impôs óbice ao Pedido de Ressarcimento. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 8 DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a este relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 02 (dois) Volumes, numerado até a folha 338 (trezentos e trinta e oito), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do CARF. É o relatório. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 343 9 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Jr., Relator. O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e tempestividade, portanto, dele tomo conhecimento, passando a análise dos fatos articulados pela recorrente. Inicialmente vislumbro que embora a controvérsia possuísse maior amplitude, abrangendo outras questões, após o longo litígio administrativo demandado pelas partes a discussão cingese ao direito à correção monetária sobre o crédito ressarciendo. No tocante a esta questão, vislumbrase que embora tenha havido o deferimento parcial de créditos em favor do contribuinte, resta em debate à incidência da correção monetária sobre referidos créditos que foram deferidos, mesmo que já efetivamente usufruídos pelo contribuinte (via ressarcimento em espécie ou compensação). Esta questão foi decidida pela 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso representativo de controvérsia, a qual confirmou a invalidade da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 23/97, e reconheceu o direito à correção dos créditos do IPI, no acórdão proferido no Recurso Especial nº 993.164MG, de 13/12/2010, ao qual, me afilio. O voto condutor do acórdão assim se refere à matéria: “Com efeito, a oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural, (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 10358471RS, ReI. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELlC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporaneamente aproveitados por óbice do Fisco (REsp 11501881SP, Rei. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 20.04.2010, DJe 03.05.2010). Fl. 347DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 10 Nesse sentido, há precedente favorável desta Turma, cujo voto é de relatoria da Ilustre Relatora Nayra Bastos Manatta e teve como redatora designada para o julgamento a Ilustre Conselheira Silvia de Brito Oliveira, que destaco: Processo n° 10950.004365/200206 Recurso n° 259.847 Voluntário Acórdão n° 340200.224 — 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2009 Matéria RESSARCIMENTO IPI Recorrente M. S. LEATHER INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COUROS LTDA. Recorrida DRJ em RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/04/2002 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÃO DE PESSOA FÍSICA. Incluemse na base de cálculo do beneficio fiscal o valor das aquisições de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem feitas de pessoa física. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. É cabível a incidência da taxa Selic sobre o saldo credor do IPI objeto de ressarcimento, a partir da data de protocolização do pedido. CREDITO PRESUMIDO IPI. BASE DE CÁLCULO. Devem ser incluídos na receita operacional bruta, bem como na receita de exportação o valor resultante das vendas realizadas para o exterior de produtos adquiridos de terceiros que não tenham sofrido qualquer industrialização por parte do exportador. Recurso provido. Cumpre, também, salientar que reconheço a existência de jurisprudência cristalina dos Tribunais Superiores, inclusive em sede de recurso representativo de controvérsia (RESP 1.035.847/RS) no sentido de que o crédito meramente escritural de IPI não deve ser sujeito à atualização monetária. No entanto, entendo que não é este o caso discutido no recurso em análise, na medida em que a recorrente pede a atualização monetária a partir do protocolo do pedido administrativo de ressarcimento de crédito de IPI, devido ao fato de ter seu direito sido Fl. 348DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 344 11 reconhecido, porém após decisão contraria (pretensão resistida do Fisco), muito tempo depois do pedido inicial. Neste ponto, tenho que entre a data do Pedido de Ressarcimento (1999), em que o crédito deixa de ser escritural e passa a estar vertido em um veículo de busca da realização de tais direitos, deixando o contribuinte de estar inerte, e passando a responsabilidade de análise do direito deferido pelo ordenamento, ao encargo da Administração Pública, que deve nortearse, dentre outros princípios, pelo da eficiência, é notório nos autos o fato de que esta análise – e consequente reconhecimento do direito – ocorreu 9 anos após. É dizer: a partir do protocolo do pedido de ressarcimento, o contribuinte passa a aguardar que a Administração apenas lhe defira um direito que lhe é conferido por lei, e cuja demora, por certo, não lhe pode mais prejudicar, pena de “esvaziar” o próprio objetivo do incentivo concedido. Com relação ao pedido da recorrente de que a atualização monetária deva ser realizada com base na taxa SELIC, destaco que a temática vem sendo alvo de discussões no âmbito dos julgados administrativos e analisada sob duas correntes argumentativas: a) Ser indevida a correção monetária, por ausência de expressa previsão legal; b) Cabível a correção monetária até 31 de dezembro de 1995, por analogia com o disposto no art. 66, parágrafo 3°, da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, não admitindo, contudo, a correção a partir de 1º de janeiro de 1996, com base na taxa Selic, por ter ela natureza de juros e alcançar patamares muito superiores à inflação efetivamente ocorrida. Não obstante, tais posicionamentos não concordo que seja o melhor direito aplicado ao caso em tela, mesmo porque entendo que a extinção alegada pela segunda corrente a partir de 1° de janeiro de 1996 não afasta, por si só, a possibilidade de incidência da taxa SELIC nos ressarcimentos. Convém lembrar que, no âmbito tributário, essa taxa é utilizada para cálculo de juros moratórios tanto dos créditos tributários pagos em atraso quanto dos indébitos a serem restituídos ao sujeito passivo, em espécie ou compensados com seus débitos. Dessa forma, em sendo a correção monetária mero resgate do valor real da moeda, é perfeitamente cabível a analogia com o instituto da restituição a fim de garantir ao ressarcimento, que tenha tratamento isonômico. E assim já decidiu o CARF: “IPI – PEDIDO DE RESSARCIMENTO – ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. A atualização monetária de créditos de IPI representa o resgate da expressão real do incentivo, não constituindo nenhum adicional a exigir expressa previsão legal, sendo pela UFIR até 1995 e a partir de 1996 pela taxa SELIC. Recurso Negado. (CARF – Número do Processo: 11030.000903/9873 – Recurso de Divergência – 2ª Turma – Número do Recurso: 201.111531 – Rel. Conselheiro Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva – 23/03/2004) Fl. 349DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 12 De igual modo, verifico que a jurisprudência da C. CSRF já assentou que “incidindo a Taxa SELIC sobre a restituição, nos termos do art. 39, § 4º da Lei nº 9.250/95, a partir de 01.01.96, sendo o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, conforme entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais (...), além do que, tendo o Decreto nº 2.138/97 tratado restituição e ressarcimento da mesma maneira, a referida Taxa incidirá, também, sobre o ressarcimento.” (cf. Ac. CSRF/0201.319 da 2ª Turma da CSRF, no Rec. nº 201110145, Proc. nº 10945.008245/9793, Rel. Cons. Henrique Pinheiro Torres, em sessão de 12/05/2003; cf. tb. Ac. CSRF/0201.949 da 2ª Turma da CSRF, no Rec. nº 203115973, Proc. nº 10508.000263/9821, Rel. Cons. Josefa Maria Coelho Marques, em sessão de. 04/07/2005). Portanto, considerando que o pedido de ressarcimento já foi decidido pela autoridade fiscal parcialmente deferido, no que tange aos valores reconhecidos, merece ser efetuada a correção monetária, pela incidência da taxa SELIC, desde a data do pedido apresentado, até a data em que efetivamente efetuado ressarcimento ou a compensação. Insta ainda frisar, que o reconhecimento do direito, se destina aos valores deferidos pela DRF já mencionada, e não à totalidade do pedido apresentado pelo contribuinte, pois que o valor não reconhecido, devendo incidir a correção sobre os créditos efetivamente existentes e deferidos pela Autoridade Pública. Este efeito, aliás, vem a realizar o direito a SELIC, pois que a demora da Administração em apreciar os pedidos de ressarcimento, para bem e cuidadosamente analisar os direitos de créditos, em sendo atualizados pela SELIC, não prejudicarão ao sujeito passivo titular do crédito, pelo espaço de tempo entre o pedido e o efetivo reconhecimento e usufruto de seu direito. Nesse sentido, sendo expresso quando a perda da natureza meramente escritural do crédito objeto de pedido de ressarcimento, em razão da morosidade da Administração no deferimento do direito de crédito, o Superior Tribunal de Justiça, julgando o Recurso Especial nº 1.035.847RS, Representativo de Controvérsia, submetido ao Rito dos Recursos Repetitivos (CPC, art. 543C, do CPC), assentou entendimento nos seguintes termos: “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. Fl. 350DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 345 13 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o consequente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: EREsp 490.547/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977/RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (STJ – 1ª Seção – Rel. Min. Luiz Fux – j. 25.6.2009 DJe 03/08/2009) – grifouse. Buscando a aplicabilidade deste julgado para o caso de resistência imposta pela Administração pelo mero decurso do prazo, o mesmo Superior Tribunal de Justiça, por ambas as Turmas de Direito Público, vem reiteradamente aplicando o mesmo julgado, como paradigma para os casos de morosidade da Administração nas analises dos Pedidos de Ressarcimento, de modo que vem decidindo no seguinte sentido: “PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. CRÉDITO ESCRITURAL. DEMORA NA ANÁLISE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXEGESE DO RESP 1.035.847/RS. 1. A alegação genérica de violação do art. 535 do Código de Processo Civil, sem explicitar os pontos em que teria sido omisso o acórdão recorrido, atrai a aplicação do disposto na Súmula 284/STF. 2. O entendimento firmado no REsp 1.035.847/RS, de relatoria do Min. Luiz Fux, atrai conclusão no sentido de que é devida a incidência de correção monetária aos créditos escriturais que não são gozados pelo contribuinte, na forma de ressarcimento, compensação ou aproveitamento, por resistência ilegítima do Fisco ainda que a demora seja em decorrência de análise de processo administrativo. 3. ´O ressarcimento em dinheiro ou a compensação, com outros tributos dos créditos relativos à nãocumulatividade das contribuições aos Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) art. 3º, c/c art. 5º, §§ 1º e 2º, da Lei n. 10.637/2002 e para a Seguridade Social (COFINS) art. 3º, c/c art. 6º, §§ 1º e 2º, da Lei n. 10.833/2003, quando efetuados com demora por parte da Fazenda Pública, ensejam a incidência de correção monetária.´ Fl. 351DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 14 (REsp 1129435/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 03/05/2011, DJe 09/05/2011). Recurso especial da FAZENDA NACIONAL conhecido em parte, mas improvido. PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. COMPENSAÇÃO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. CRÉDITO ESCRITURAL DE IPI, PIS E COFINS. CORREÇÃO MONETÁRIA. DEMORA DO FISCO. INCIDÊNCIA. TERMO A QUO. PROTOCOLO DOS PEDIDOS ADMINISTRATIVOS. 1. A alegação genérica de violação do art. 535 do Código de Processo Civil, sem explicitar os pontos em que teria sido omisso o acórdão recorrido, atrai a aplicação do disposto na Súmula 284/STF. 2. Não enseja conhecimento a questão referente à p´ossibilidade de optar pela compensação na forma do art. 74 da Lei n. 9.430/96, na redação que lhe deram as leis 10.637/02 e 10.833/03, tudo devidamente acrescido pela variação da taxa SELIC, na forma do § 4º do art. 39 da Lei n. 9.250/95´, em face da ausência de prequestionamento (Súmula 211/STJ). 3. Inexiste interesse recursal quanto aos honorários, uma vez que a decisão monocrática do relator que estabeleceu o percentual de 10% (dez por cento) sobre a condenação não sofreu qualquer alteração pelos julgados que se sucederam embargos de declaração e agravo regimental , permanecendo incólume, portanto. 4. Embora o REsp paradigma 1.035.847/RS trate de crédito escritural de IPI, o entendimento nele proferido alberga o reconhecimento de que não incide correção monetária sobre créditos escriturais em geral, salvo se o seu ressarcimento, compensação ou aproveitamento é obstado por resistência ilegítima do Fisco. 5. O termo inicial para a incidência da correção monetária é do protocolo dos pedidos administrativos cuja fruição foi indevidamente obstada pelo Fisco. REsp 1129435/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 03/05/2011, DJe 09/05/2011; EDcl nos EDcl no REsp 897.297/ES, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, julgado em 16/12/2010, DJe 02/02/2011. Recurso especial conhecido em parte, e parcialmente provido.” (STJ – 2T – REsp 1.268.980SC Rel. Ministro Humberto Martins – j. 19.06.2012 – Dje 22.06.2012) – Grifouse. “TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. IPI. RESSARCIMENTO ADMINISTRATIVO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. EMBARGOS ACOLHIDOS COM ATRIBUIÇÃO DE EFEITOSINFRINGENTES. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO. Fl. 352DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 10680.021814/9989 Acórdão n.º 3402002.694 S3C4T2 Fl. 346 15 1. (…). 2. Os créditos escriturais são aqueles provenientes do saldo positivo de natureza fiscal obtido pelo contribuinte dentro de cada período de apuração do ICMS ou do IPI. 3. Existência de erro material no acórdão embargado, uma vez que considerou não incidir atualização monetária sobre créditos escriturais de IPI quando, na verdade, se trata de correção incidente sobre os valores devolvidos administrativamente pela Fazenda Nacional a tal título. 4. O tratamento dispensado para os créditos reconhecidos administrativamente e pagos com atraso ao contribuinte não se confundem com créditos escriturais de IPI, pois aqueles configuram créditos reais e efetivos, devendo incidir a correção monetária quando os valores forem devolvidos tardiamente pela Fazenda Pública, a fim de evitar que o contribuinte fique ao arbítrio do administrador que somente faria o ressarcimento quando bem lhe conviesse. 5. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes, para conhecer do recurso especial e darlhe provimento, a fim de determinar a incidência da correção monetária sobre os valores devolvidos administrativamente pelo fisco a título de IPI, no período compreendido entre a data do pedido de ressarcimento e a do efetivo pagamento.” (STJ/1ª T EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 771.769/RS Relator: Ministro Arnaldo Esteves Lima j. 05/10/2010 DJe 14/10/2010) – Grifouse. Considerando, finalmente, que ao aplicar a SELIC aos créditos do sujeito passivo, ainda que sejam oriundos de anteriores créditos escriturais, mas já vertido em Pedido de Ressarcimento, se está meramente recompondo o poder aquisitivo da moeda e, ao mesmo tempo, compensando o contribuinte pela demora que o Estado demanda na avaliação dos referidos pedidos, entendendo, inclusive, que é necessário que o faça com todo o cuidado e responsabilidade, sendo certo que não se trata aqui de deferir um direito que não está contido no ordenamento, mas sim, que decorre do sistema como um todo, e que vem sendo deferido pelo Superior Tribunal de Justiça, e que resgata uma jurisprudência já pacificada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF deste próprio Conselho, ainda quando sob o pálio do hoje extinto Conselho Federal de Contribuintes. Portanto, merece provimento o recurso do contribuinte. DISPOSITIVO: Isto posto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito a incidência da SELIC sobre os créditos desde a data do protocolo do pedido de ressarcimento até o momento do efetivo usufruto deste direito pelo contribuinte. É como voto. Fl. 353DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 16 (Assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 354DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/0 3/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
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Numero do processo: 13899.000711/2003-10
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995
PIS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ART. 170-A, DO CTN. AÇÃO JUDICIAL AJUIZADA ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INAPLICABILIDADE. MATÉRIA PACIFICADA PELO STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C, DO CPC).
A vedação para se pleitear a compensação de tributos baseada em crédito objeto de ação judicial, veiculada pelo art. 170-A, do CTN, somente se aplica às demandas judiciais ajuizadas em data posterior a 10 de janeiro de 2001, quando entrou em vigor o referido dispositivo. Aplicação do entendimento do STJ, em sede de Recursos Repetitivos no Recurso Especial nº 1.167.039/DF (Rel. Min. Teori Albino Zavascki).
REFORMA PARCIAL DA DECISÃO DA INSTÂNCIA A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. REMESSA PARA PROLAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO.
Afastada a aplicação do artigo 170-A do CTN ao caso em concreto, o qual veda a compensação mediante o aproveitamento de tributo, deve o processo ser devolvido à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, a fim de que analise o mérito do pleito de compensação.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3402-002.080
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em dar provimento parcial para afastar a prejudicial de análise de mérito.
(Assinado digitalmente)
SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Presidente Substituto.
(Assinado digitalmente)
JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995 PIS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ART. 170-A, DO CTN. AÇÃO JUDICIAL AJUIZADA ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INAPLICABILIDADE. MATÉRIA PACIFICADA PELO STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C, DO CPC). A vedação para se pleitear a compensação de tributos baseada em crédito objeto de ação judicial, veiculada pelo art. 170-A, do CTN, somente se aplica às demandas judiciais ajuizadas em data posterior a 10 de janeiro de 2001, quando entrou em vigor o referido dispositivo. Aplicação do entendimento do STJ, em sede de Recursos Repetitivos no Recurso Especial nº 1.167.039/DF (Rel. Min. Teori Albino Zavascki). REFORMA PARCIAL DA DECISÃO DA INSTÂNCIA A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. REMESSA PARA PROLAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. Afastada a aplicação do artigo 170-A do CTN ao caso em concreto, o qual veda a compensação mediante o aproveitamento de tributo, deve o processo ser devolvido à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, a fim de que analise o mérito do pleito de compensação. Recurso Voluntário Provido em Parte Aguardando Nova Decisão
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em dar provimento parcial para afastar a prejudicial de análise de mérito. (Assinado digitalmente) SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Presidente Substituto. (Assinado digitalmente) JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho.
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PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ART. 170A, DO CTN. AÇÃO JUDICIAL AJUIZADA ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INAPLICABILIDADE. MATÉRIA PACIFICADA PELO STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO (ART. 543C, DO CPC). A vedação para se pleitear a compensação de tributos baseada em crédito objeto de ação judicial, veiculada pelo art. 170A, do CTN, somente se aplica às demandas judiciais ajuizadas em data posterior a 10 de janeiro de 2001, quando entrou em vigor o referido dispositivo. Aplicação do entendimento do STJ, em sede de Recursos Repetitivos no Recurso Especial nº 1.167.039/DF (Rel. Min. Teori Albino Zavascki). REFORMA PARCIAL DA DECISÃO DA INSTÂNCIA “A QUO”. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. REMESSA PARA PROLAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. Afastada a aplicação do artigo 170A do CTN ao caso em concreto, o qual veda a compensação mediante o aproveitamento de tributo, deve o processo ser devolvido à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, a fim de que analise o mérito do pleito de compensação. Recurso Voluntário Provido em Parte Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em dar provimento parcial para afastar a prejudicial de análise de mérito. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 9. 00 07 11 /2 00 3- 10 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA 2 (Assinado digitalmente) SILVIA DE BRITO OLIVEIRA – Presidente Substituto. (Assinado digitalmente) JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13899.000711/200310 Acórdão n.º 3402002.080 S3C4T2 Fl. 130 3 Relatório Por estar bem delineado e resumir os elementos fáticos deste processo, reproduzo o relatório contido do Acórdão 0521.006 da 1ª Turma da DRJ/CPS: Tratase de Declaração de Compensação de fl. 01, protocolada em 14/05/2003, no valor de R$ 327.380,98, com base em supostos créditos decorrentes de decisão judicial, processo nº 98.00374698. Informa a contribuinte tratarse de ação ordinária com pedido de repetição de indébito em face da inconstitucionalidade dos DecretosLei nº 2.445 e 2.449/88, cumulada com pedido de compensação com débitos de PIS e Cofins (fl. 02). Em 23/06/2003, apresentou cópia da petição inicial e da decisão judicial (fls.09/59). Ao direito creditório veiculado na Declaração de fl.01, a contribuinte vinculou, posteriormente, outros débitos tributários mediante apresentação de outras declarações de compensação. A DRF em Taboão da Serra emitiu o Despacho Decisório de fls. 89/88, não homologando as compensações dos débitos, sob a fundamentação de que embora tenha sido proferida decisão judicial parcialmente favorável à contribuinte, como ainda não havia o trânsito em julgado dessa decisão na data da formalização da Declaração de Compensação, é ilegal a compensação efetuada, em face do disposto no artigo 170A do Código Tributário Nacional. Cientificada do indeferimento de seu pedido em 28/06/2006, a interassada apresentou manifestação de inconformidade em 20/09/2006, alegando em síntese e fundamentalmente, que: Os Decretoslei Nº 2.445 e 2.449/88 foram julgados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e tiveram sua eficácia suspensa através da Resolução do Senado Federal nº 49/95. Com isso, ao período em que vigoraram os Decretos tornaramse aplicáveis as disposições da Lei Complementar nº 07/70, implicando significativa redução à carga tributária, do que se origina seu direito à restituição, incontestável, o qual exerce através do presente processo; O Conselho de Contribuintes também entende não caber cobrança de débitos com base naqueles Decretoslei, em face de sua declaração de inconstitucionalidade. Assim, a decisão administrativa deve seguir os ditames estabelecidos pelo Poder Judiciário, até mesmo porque a norma que embasa a existência do tributo inexiste no ordenamento jurídico. Não homologar as compensações seria o mesmo que confrontar a decisão do STF e a Resolução do Senado nº 49/98; A existência de ação judicial em seu nome não influencia a natureza indevida dos recolhimentos aos quais se pleiteia a restituição. Ainda que se considere que a existência de ação judicial em seu nome, deve o presente restar sobrestado até que se tenha a decisão definitiva na esfera judicial que possa influenciar a natureza em montante pecuniário do credito ora reclamado; Fl. 132DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA 4 À época da formalização do pedido de compensação, estava respaldado em decisão judicial proferida em 28/02/2003, que autorizava esse procedimento. Ainda, referida decisão não determinou expressamente que a compensação deveria aguardar o trânsito em julgado da decisão. DO JULGAMENTO PELA DRJ/CPS Em análise aos argumentos sustentados pelo sujeito passivo em sua defesa, a 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas (SP) (DRJ/CPS), houve por bem em considerar improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, proferindo Acórdão nº. 0521.006, ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995. COMPENSAÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. VEDAÇÃO. É vedada a compensação de débitos com direito creditório discutido judicialmente, antes do transito em julgado da decisão judicial. Compensação não homologada. Em apertada síntese a DRJ competente para o julgamento entende que é vedada a compensação mediante aproveitamento de tributo objeto de contestação judicial antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial, nos termos do artigo 170A da Lei 5.172/66 (CTN), isto é, somente após o transito em julgado da decisão judicial que reconheça o direito creditório é que pode o contribuinte pleitear na via administrativa a restituição, ressarcimento ou compensação. Por fim, quanto ao direito creditório almejado na via judicial em face da inconstitucionalidade dos Decretoslei nº 2.445. e 2.449/88 a fim de proceder a compensação com débitos de Pis e Cofins, a DRJ considerouse impedida para julgar assunto vez que a Constituição prevê a predominância do Poder Judiciário para dirimir matérias colocadas sob sua égide. DO RECURSO Cientificado do Acórdão supracitado em 05/03/2008, conforme AR de fls. 108 – numeração eletrônica, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 109/115) em 02/04/2008, aduzindo o seguinte: Foi correto o procedimento da Recorrente em compensar os valores recolhidos indevidamente a título dos Decretoslei, uma vez que a sentença favorável proferida em 28/02/2003, no processo judicial 98.003774698 era suficiente para se autorizar a homologação da compensação, pois a Juíza da 14ª Vara da Justiça Federal à proferiu expondo que entende não se aplicar ao caso o disposto no art. 170A do CTN, porque tratase de compensação de tributo cuja inconstitucionalidade já foi reconhecida pelo STF; Diante da Resolução nº 49 do Senado Federal que suspendeu a eficácia dos Decretoslei e fez com que a sistemática de apuração e recolhimento da contribuição ao Pis retornasse a ser feita nos moldes da LC nº 7/70, a existência de ação judicial em nome da Recorrente não influencia a natureza indevida dos recolhimentos aos quais buscase a restituição. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13899.000711/200310 Acórdão n.º 3402002.080 S3C4T2 Fl. 131 5 Ao final, requer seja dado provimento integral ao Recurso Voluntário para reformar o acórdão proferido pela DRJ a fim de homologar as compensações pretendidas. DO JULGAMENTO EM 2ª INSTÂNCIA Distribuído no CARF, o processo foi a julgamento em sessão datada de 29/09//2010, tendo a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção convertido o julgamento do mesmo em diligência, nos termos do voto do Relator Júlio César Alves Ramos para que se providencie a juntada, nos autos, de cópia daquela decisão e dada ciência das conclusões da diligência à empresa, abrindose prazo para apresentação de contestação. DA DILIGÊNCIA Conforme AR de fls. 122 – n.e., o mesmo retornou haja vista mudança de endereço da Recorrente, tendo sido intimada através do Edital n° 047/2011 de fls. 125 – n.e., afixado em 18/11/2011, do qual a Recorrente não se manifestou. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 01 (um) Volume, numerado até a folha 128 (cento e vinte e oito), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA 6 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. O recurso atende os pressupostos de admissibilidade e tempestividade, portanto, dele tomo conhecimento, passando a análise dos fatos articulados pela Recorrente. Conforme se extrai da análise dos autos, tratase, em síntese, de Declaração de Compensação, com créditos decorrentes de ação judicial, não homologada pela fiscalização em face de não haver trânsito em julgado da ação que conferiu à Recorrente o direito de compensar valores recolhidos indevidamente. Compulsando os autos, constatase que o r. Juízo a quo, nos autos da ação proposta pela Recorrente, prolatou sentença deferindo parcialmente o seu pleito, para promover “... a compensação das quantias indevidamente pagas à titulo de contribuição ao PIS, em razão das modificações operadas no regime jurídico desse tributo pelos Decretoslei nº 2.445 e 2.449/88, face à sua reconhecida inconstitucionalidade [...]”. Nessa mesma sentença, a Magistrada deixou expresso, ainda, “...não se aplicar ao caso o disposto no art. 170A do CTN, introduzido pela Lei Complementar nº 104, de janeiro de 2001, que estatui ser vedada a compensação ´mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial´. Isto porque tratase de compensação de tributo cuja a constitucionalidade já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal e, assim, inexigível o adiamento da execução para após o trânsito em julgado, uma vez declarada a certeza dos alegados créditos. Salientese aqui que, diante da não intimação do sujeito passivo quanto a diligência anteriormente designada, que entendo suprida pela existência de dados relativos ao processo judicial movido pela Recorrente nos autos (petição inicial e sentença), mostrouse possível efetivar consulta nos sítios virtuais do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e do Superior Tribunal de Justiça (de acesso público), podendo ser constatado que essa parte da sentença, acima transcrita, especificamente quanto ao art. 170A, do CTN, não foi alterada em grau superior. Todavia, independentemente da matéria do caso em concreto e do resultado da diligência, tenho entendimento já exarado nesta Turma, no sentido de que o art. 170A, do CTN é inaplicável ao caso tendo em vista que ação de repetição de indébito c/c pedido de compensação foi proposta anteriormente sua vigência do referido dispositivo legal, determinada pela Lei Complementar nº 105/2001, em vigor desde 10 de janeiro de 2001, sendo impossível, portanto, a sua aplicação para demandas já ajuizadas. A controvérsia aqui travada diz respeito à incidência intertemporal do disposto no art. 170A do Código Tributário Nacional, que veio dar tratamento especial à espécie de compensação bastante peculiar: aquela em que o crédito do contribuinte, a ser compensado, é objeto de controvérsia judicial. O citado art. 170A, do CTN, norma que determina que é necessário o trânsito em julgado da sentença que concedeu o direito à compensação, acrescentou um elemento qualificador ao crédito que tem o contribuinte contra a Fazenda Pública. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 13899.000711/200310 Acórdão n.º 3402002.080 S3C4T2 Fl. 132 7 E como elemento qualificador que é do crédito pretendido, deveria préexistir à época do ajuizamento da ação que o tem como objeto, atendendo, inclusive, ao princípio da anterioridade. Desta forma, correto é o entendimento expresso pelo STJ no sentido de que o disposto no art. 170A, do CTN, somente deve ser aplicado às ações propostas após a sua vigência, como vemos pelos julgados a seguir transcritos: TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. ART. 170A DO CTN. REQUISITO DO TRÂNSITO EM JULGADO. APLICABILIDADE. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do Recurso Especial 1.167.039/DF, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, submetido ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos), firmou o entendimento segundo o qual o art. 170A do CTN que veda a compensação de créditos tributários antes do trânsito em julgado da ação aplicase às demandas ajuizadas após 10.1.2001, mesmo na hipótese de tributo declarado inconstitucional. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1299470/MT, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/03/2012, DJe 23/03/2012) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 170A DO CTN. INAPLICABILIDADE ÀS AÇÕES AJUIZADAS NO PERÍODO ANTERIOR À LC 104/2001. APLICAÇÃO DO ARTIGO 543C DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO N. 1.164.452/MG. 1. Hipótese em que se discute a compensação dos créditos reconhecidos judicialmente antes do trânsito em julgado da decisão. 2. A Primeira Seção desta Corte, no julgamento do REsp 1164452/MG, submetido ao rito do art. 543C do CPC, sedimentou o entendimento de que a limitação imposta pelo art. 170A, do CTN deve ser aplicada às causas iniciadas posteriormente à sua vigência. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg nº Ag 1360730/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/03/2012, DJe 06/03/2012) Ainda assim, a compensação realizada antes do trânsito em julgado traz implícita a condição resolutória da sentença final favorável ao contribuinte, condição essa que, se não ocorrer, acarretará a ineficácia da operação, com as consequências daí decorrentes. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA 8 No caso destes autos, a ação foi distribuída em 03/09/1998, razão pela qual, não se aplica, em relação ao crédito nela controvertido, a exigência do art. 170A do Código Tributário Nacional, cuja vigência se deu posteriormente. Ainda, por ser temática já decidida em sede de Recursos Repetitivos no STJ, não poderia ser outra a minha resolução, por força do art. 543C do CPC, senão declarar a inaplicabilidade do art. 170A do CTN ao caso apresentado nos autos. Portanto, considerando que não houve apreciação do mérito do pedido de compensação, determino o retorno dos autos à DRJ para julgamento de mérito, para se evitar supressão de instância e, consequentemente, o cerceamento do direito de ampla defesa e contraditório do sujeito passivo – que possui o direito subjetivo de ter todos os fatos analisados em duas instâncias de julgamento administrativo , bem como seja apreciado se há ou não crédito pretendido pelo contribuinte para a compensação, uma vez afastado o óbice decorrente da aplicação do art. 170A, do CTN. I Dispositivo Assim, voto no sentido de dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para afastar a prejudicial de análise do mérito (aplicabilidade do art. 170A, do CTN, no caso) e determinar o retorno dos autos à Instância a quo, a fim de que profira novo julgamento, contemplando a análise do pleito de compensação. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 137DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA
score : 1.0
Numero do processo: 11618.005014/2005-09
Data da sessão: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
OMISSÃO DE RECEITA - EXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO CONTABILIZADOS E SEM COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF São válidos os procedimentos fiscais independentes da juntada formal das prorrogações ocorridas ao longo do procedimento fiscal. Porque, havendo interesse, a Contribuinte pode acompanhar todo andamento através da intemet, mediante código próprio inserto no rodapé no formulário, às fls. 01. Ademais, o MPF mero instrumento interno de planejamento e controle, não podendo, ser invocadas como causas de nulidade do procedimento fiscal, as eventuais falhas na sua emissão ou trâmite.
PAF NULIDADE - Estando o lançamento revestido das formalidades previstas no art, 10 do Decreto n.° 70.235/72, sem a ocorrência de vícios com relação A forma, competência, objeto, motivo ou finalidade, não há falar em nulidade.
IRPJ — DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM JUSTIFICADA ONUS DA PROVA — Lei 9430/1996, artigo 42. A partir da vigência desta lei o ônus da prova é do Contribuinte. Subsumindo-se os fatos ao comando normativo do artigo 42, cabe ao titular das contas correntes justificar a origem dos recursos. Restando comprovado nos autos que a origem dos recursos decorre de intermediação financeira e não havendo escrita formal que suportem os lançamentos, correto o arbitramento dos valores A aliquota referente a corretagem.
LANÇAMENTOS DECORRENTES - CSLL/ PIS/COFINS - Tratando-se de lançamentos decorrentes, mantidos os valores tributáveis que lhes deram causa, deve-se dar a estes o mesmo destino.
IRPJ/CSLL/PIS/COFINS - DECADÊNCIA - Ao tributo sujeito à modalidade de lançamento por homologação, que ocorre quando a legislação impõe ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, aplica-se a regra especial de decadência insculpida no parágrafo 4º do artigo 150 do CTN.
Numero da decisão: 1102-000.295
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, suscitada pelo Conselheiro Frederica de Moura Theophilo que ,apresentar declaração de voto, em relação aos FG do IRPJ e CSLL ocorridos até o mês de setembro o ano calendário de 2000 e até 11/2000 para as contribuições para o PIS e COFINS, nos termo do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 OMISSÃO DE RECEITA - EXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO CONTABILIZADOS E SEM COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF São válidos os procedimentos fiscais independentes da juntada formal das prorrogações ocorridas ao longo do procedimento fiscal. Porque, havendo interesse, a Contribuinte pode acompanhar todo andamento através da intemet, mediante código próprio inserto no rodapé no formulário, às fls. 01. Ademais, o MPF mero instrumento interno de planejamento e controle, não podendo, ser invocadas como causas de nulidade do procedimento fiscal, as eventuais falhas na sua emissão ou trâmite. PAF NULIDADE - Estando o lançamento revestido das formalidades previstas no art, 10 do Decreto n.° 70.235/72, sem a ocorrência de vícios com relação A forma, competência, objeto, motivo ou finalidade, não há falar em nulidade. IRPJ — DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM JUSTIFICADA ONUS DA PROVA — Lei 9430/1996, artigo 42. A partir da vigência desta lei o ônus da prova é do Contribuinte. Subsumindo-se os fatos ao comando normativo do artigo 42, cabe ao titular das contas correntes justificar a origem dos recursos. Restando comprovado nos autos que a origem dos recursos decorre de intermediação financeira e não havendo escrita formal que suportem os lançamentos, correto o arbitramento dos valores A aliquota referente a corretagem. LANÇAMENTOS DECORRENTES - CSLL/ PIS/COFINS - Tratando-se de lançamentos decorrentes, mantidos os valores tributáveis que lhes deram causa, deve-se dar a estes o mesmo destino. IRPJ/CSLL/PIS/COFINS - DECADÊNCIA - Ao tributo sujeito à modalidade de lançamento por homologação, que ocorre quando a legislação impõe ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, aplica-se a regra especial de decadência insculpida no parágrafo 4º do artigo 150 do CTN.
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MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF São válidos os procedimentos fiscais independentes da juntada formal das prorrogações ocorridas ao longo do procedimento fiscal. Porque, havendo interesse, a Contribuinte pode acompanhar todo andamento através da intemet, mediante código próprio inserto no rodapé no formulário, As fls. 01. Ademais, o MPF mero instrumento interno de planejamento e controle, não podendo, ser invocadas como causas de nulidade do procedimento fiscal, as eventuais falhas na sua emissão ou trâmite. PAF NULIDADE - Estando o lançamento revestido das formalidades previstas no art, 10 do Decreto n.° 70.235/72, sem a ocorrência de vícios com relação A forma, competência, objeto, motivo ou finalidade, não há falar em nulidade. IRPJ — DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM JUSTIFICADA ONUS DA PROVA — Lei 9430/1996, artigo 42. A partir da vigência desta lei o ônus da prova é do Contribuinte. Subsumindo-se os fatos ao comando normativo do artigo 42, cabe ao titular das contas correntes justificar a origem dos recursos. Restando comprovado nos autos que a origem dos recursos decorre de intermediação financeira e não havendo escrita formal que suportem os lançamentos, correto o arbitramento dos valores A aliquota referente a corretagem. LANÇAMENTOS DECORRENTES - .CSLL/ PIS/COFINS - Tratando-se de lançamentos decorrentes, mantidos os valores tributáveis que lhes deram causa, deve-se dar a estes o mesmo destino. IRPJ /CSLL/PIS/COFINS - DECADÊNCIA - Ao tributo sujeito modalidade de lançamento por homologação, que ocorre quando a legislação impõe ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, aplica-se a regra especial de decadência insculpida no parágrafo 4' do artigo 150 do CTN. Preliminar de Decadência Acolhida, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, suscitada pelo Conselheiro Frederica de Moura Theophilo que ,apresentar declaração de voto, em relação aos FG do IRPJ e CSLL ocorridos até o mês de setembro o ano calendário de 2000 e até 11/2000 para as contribuições para o PIS e COFINS, nos termo do relatório e voto que integram o presente julgado. IVET M AS PESSOA MONTEIRO —Presidente e Relatora iEDITAD EM: ry 5 DEZ 200 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Ivete Malaquias Pessaa M nteiro (Presidente da Tama), Joao Otavio Opperman Thorne, Frederico de Moura Theaphilo, Silvana Rescigno Barret°, José Sergio Gomes (Suplente convocado), Carlos Lima 'Junior(Vic -Presidente), 2 Processo n" 11618 005014/2005-09 SI-CIT1 Acórdão ri." 1102-00.295 Fl. 2 elató rio Trata-se de lançamentos formalizados , em 31/12/2005, para exigência de RP.J,. fis.01/08; PIS, 09/15; COFINS, 16/22; CSLL, fls..23/28, referente aos fatos geradores corridos no ano-calendário de 2000,decorrente de omissão de receitas operacionais, conforme abelas de folhas 45 e 46, correspondente aos créditos constantes das movimentações bancárias , o contribuinte, os quais, depois de deduzidos os valores que não representassem créditos disponíveis (créditos excluídos) e os valores dos financiamentos informados pelos agentes financeiros (movimentação financeira ajustada) foram confrontados com os valores das vendas eclaradas e lançada a diferença apurada . Cientificada do lançamento a Contribuinte oferece as razões hnpugnatórias e fls.810/833,onde, em síntese, argumenta, em preliminar, a nulidade do procedimento, por alta de competência do auditor fiscal para lavratura dos autos de infração, pelo esgotamento o prazo de fiscalização do MPF que originou a exigência . Aduz a ausência de caracterização da omissão de receitas porque demonstrara '1 origem e o destino dos valores constantes da movimentação financeira, ante sua atividade omercial de intermediação de venda de veículos novas e usados, cujas receitas próprias passiveis de tributação seriam, apenas, as de intermediação de vendas (tanto de veículos novos uanto usados). Descreve as operações realizadas corn veículos usados e as formas possíveis: i) intermediação de venda de veiculas de terceiros (agenciamento): operação que se assemelha verificada com os automóveis novos, diferenciando-se, apenas, pela ausência da figura da oncessionária, substituida pela figura do proprietário alienante e os valores representativos das eceita são as comissões de intermediação dos negócios; (ii)compra de veiculo usado ou quisição como parte do pagamento de outro veiculo para posterior revenda. Tais operações bedeceram ao regime especial estabelecido na Lei IV 9.716/98 e 1N/SRF n" 152/98, onde a puração da base de cálculo dos tributos federais vem da diferença verificada entre o valor de quisição do bem e o prego pelo qual foi revendido. O auto de infração não considerou, quanta aos veiculas usados, os valores empregados para sua aquisição, de forma que o crédito tributário foi quantificado tão somente corn base no preço de venda dos automóveis, e que, nesse particular, a apuração dos valores referentes a vendas de veículos usados foi feita a partir das G1M's, documentos esses que contém a informação referente ao custo de aquisição dos automóveis, desprezados pelo agente autuante, Pede: que seja abatido da exigência esses valores (GIM's fls. 872/884); prazo para juntada de novos provas, ante a dificuldade de obtenção de documentos junto as instituições financeiras e junta cópias dos requerimentos a estas remetidos, conforme fls840/842. Refere-se ao documento de transferência do veiculo representar comprovação da origem dos rendimentos, nos termos da Jurisprudência Administrativa que a considera elemento idóneo para comprovar a origem de rendimentos, o que ilidiria a presunção fiscal, 3 Igualmente equivocada a presunção na qual o autuante apurou a base de cálculo paria exigência do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro, do PIS e da COFINS nh venda de carros usados. Pois o método de apuração adotado não se revela legitimo. Refere-se ao regime de substituição tributária previsto para o PIS e COFINS e a imjosibili. ade de nova cobrança junto ao revendedor, nos tetmos do art, 44 da MP n° 1.991- 18/2000. E da multa aplicada, por representar confisco, Decisão de primeiro grau, fls.1193/1210 confirma os lançamentos e esta assim erne tado: Assunto: Imposto .sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano- calendário: 2000 OMISSÃO DE RECEITA - EXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO CONTABILIZADOS E SEM COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. A partir da vigência da Lei n°9.430/96, os valores creditados em conta de depósito ou investimento mantida em instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, caracterizam omissão de receitas ou de rendimentos Assunto Processo Administrativo Fiscal Ano-calendatio: 2000 PRELIMINAR DE NULIDADE MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. REQUISITOS ESSENCIAIS O Mandado de Procedimento Fiscal, sob a êgide da Portaria que o criou, d mero instrumento interno de planejamento e controle, não podendo, ipso facto, ser invocadas como causas de nulidade do procedimento fiscal as eventuais ,falhas na sua emissão ou trâmite. Estando o lançamento revestido das formalidades previstas no art. 10 do Decreto n." 70.235/72, sent a ocorrência de vicias com relagao it forma, corvetencia, objeto, motivo ou finalidade, não há falar em nulidade. IMPUGNAÇÃO. ONUS DA PROM, A impugnação deve estar instruída com todos os documentos e provas que possam fundamentar as contestações de defesa. Não têm valor as alegações desacompanhadas de documentos coinprobatário.s, quando for este o meio pelo qual devam ser provados os fatos alegados. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO ARGÜIÇÃO DE' ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDA-DE INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no Pais, sendo incompetentes para a apreciação de argfiições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos regularmente editados. LANÇAMENTOS REFLEXOS PIS, CSLL E COFINS Aplica-se its exigências dita reflexas, o decidido em relacão á exigência matriz devido a Militia relação de causa e efeito entre elas Processo n" I 1618 005014/2005-09 SI-C1T1 Accirdilo " 1102-00.295 Ii . 3 Ciente em 27/09/2006, f1.1213, a Contribuinte interpõe o recurso de fls.1226/1257, em 27/10/2006, onde aponta o arrolamento da totalidade dos bens para seguimento do especial. Inicia com a preliminar de nulidade da decisão por falta de fundamentação, no que tange a impossibilidade de cobrança da contribuição para o PIS é da COHNS de pessoa jurídica revendedora de veículos novos. Transcreve parte das razões expendidas no voto condutor do aresto guen -eado e indaga "por que razão o regime de substituição tributária não se aplica ao caso", bem como por que a documentação trazida não têm o poder de anular o alegado na autuação? Comenta que a ausência de resposta satisfatórias As questões postas demonstram que a decisão carece de fundamentação, posto que não apresenta os motivos de convencimento da Autoridade Julgadora. Invoca o direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório e que estes princípios não se resumem na oportunidade de fazer alegações. E seu direito apresentar suas razões de defesa, bem corno obter respostas coerentes. Caso o Julgador estivesse desobrigado de analisar as questões levantadas pelas partes no curso do processo, as garantias constitucionais de tornariam inócuas e meramente figurativas. Discorre sobre a motivação do ato administrativo, transcreve o artigo 50 da Lei 8794/99, para dizer que o silêncio da administração conduz à conclusão de que a fundamentação da decisão não foi "explicita, clara e congruente", linha na qual transcreve doutrinadores_ Aduz que o prazo de fiscalização no MPF, suporte para o auto de infração, estava esgotado. Replica o artigo 12 e 13 da Portaria 3007/01, para concluir que a leitura desses dispositivos, no caso de eventual lavratura de Auto de Infração, determina que deve ocorrer durante sua vigência. Conclusão extraída não só do dispositivo transcrito, mas da premissa lógica de que o MPF consubstancia a exclusão da espontaneidade do contribuinte. Corn o esgotamento do prazo de fiscalização, obviamente, restaura-se a espontaneidade. Apesar do MPF prever como prazo de execução 02 de julho de 2005 (confonne fl. 01 do MPF), não houve qualquer ciência de ato de prorrogação do tempo de fiscalização, nem mesmo quando recebeu, via correio, o Auto de Infração em 30 de dezembro de 2005. Isto prova que na lavratura do auto de infração se deu fora desse procedimento. Noutro tópico afirma ter demonstrado "a origem e o destino dos valores" constantes da movimentação financeira e ter juntado aos autos os documentos que provam as origens dos valores ingressados em suas contas-correntes, o que ilide a presunção relativa de omissão de receitas pretendida pelo fisco. Transcreve da decisão atacada o seguinte trecho: "conforme provas acostadas aos autos, informaram Banco ABN Amro Real S/A, Banco ABN Amro Arrendamento Mercantil S/A, Banco Dibens S/A, Banco do Brasil S/A, Caixa Econômica Federal e Banco Real os quais incluem as instituições mencionadas pela Recorrente no parágrafo anterior, que não localizaram operações de financiamentos que tiveram a California Veículos Ltda. como intermediária.", Para dizer .citre as iústituiçõés firi ''''' ''''' 'achnaineneionadas não prestaram a Receita Federal informações relativas A sua movimentação bancária em respeito ao sigilo que as cerca_ , Contudo, recebera tais informações o que permitiu sua juntada aos autos. Por isto, a sim les negativa das instituições financeiras ao pedido de informações formulado pela Receita Federal, não pode ser considerado como prova de ausência das justificativas dessa operações. 1, Desse modo a premissa adotada no julgamento de primeira instância está completamente equivocada . Uma leitura atenta dos autos é suficiente para que se perceba que as provas -1 extratos das instituições financeiras, GIM 's, planilhas, descrição das operações com identificaç o completa do comprador e do bem - estão presentes e se revelam aptas a deScaracter'zar a presunção relativa motivadora da autuação fiscal., , , concluir q tributos, Quanto its operações referentes à aquisição e revenda de automóveis usados, 'sua tributa ao seguiu o regime especial estabelecido através da Lei 9716/98 e IN/SRF 152 198, para Os im ostos e contribuições ( IR, CSLL, PIS e coFrNs). Expende vasto arrazoado para concluir ue parte dos valores que entraram em suas contas, em decorrência da comerciali ação de veículos usados adquiridos de terceiros, não pode ser utilizada para fins de nquntificag o da base de cálculo dos aludidos tributos. Somente sobre os valores da diferença entre o preço de compra e o preço de venda é qu poderia recair tais exigências, hipótese na qual pode haver, ainda, o financiamento do aUtomó i el, motivo que implica, apenas, no recebimento de comissão sobre a parcela de receita própria. contas têm Repete a forma como opera na revenda de veículos novos e usados, para e somente sobre a parcela de intermediação, suas receitas próprias, incidiria Continua para dizer que é licito supor que os valores movimentados em suas seguinte origem: (a) entradas (Parcela inicial do pagamento) pagas pelos adquirentes de veículos novos e usados de terceiros (concessionária autorizada ou particulares); (b) entradas ('parcela inicial do pagamento) pagas pelos adquirentes de veículos de propriedade da Recorrente, anteriormente adquiridos de terceiros; (c) valores de financiamentos disponibilizados pelas instituições. .financeiras aos clientes da Recorrente para o pagamento do saldo do veiculo; (0 comissões pagas pelas instituições financeiros pela intermediagli o do contrato de financiamento .firmado com o cliente indicado pela Recoriente; , (e) pagamentos a vista pela aquisição de veículos. Sendo possível concluir que somente dois desses valores podem ser considerad s como receitas próprias: "(a) os valores pagos pelas instituições financeiras a titulo de comissão; (b) o montante referente a diferença verificada entre o preço de aquisição de autopuiveis usados e o valor de sua revenda." 6 Process° n" I 16 I 8 00501412005-09 SI -CIT1 Acardila " 1102 -00.295 Fl 4 Aponta que o próprio auto de infiação excluiu da base de cálculo dos tributos os valores referentes aos financiamentos . Porém, no que diz respeito aos meses de janeiro e fevereiro de 2000 (conforme planilha que junta) as verbas aludidas foram computadas em valores inferiores ao efetivamente observado. Essa discrepância resulta em expressiva diferença, conforme extrato fornecido pela própria instituição financeira (documento que também diz anexar)..Conforme já explanara os valores referentes As entradas não representam receitas próprias, devendo, portanto, ser abatidos do montante movimentado em suas contas correntes, Repisa a legislação de regência (Lei 9716198 e INSRF 152/98). Informa que a apuração dos valores referentes As vendas de veiculas usados foi feita a partir das GIM 's, documento onde constam dados referentes ao custo de aquisição dos automóveis. Urna vez tornados . os valores constantes das "GIM's" pata a verificação do fluxo na venda de carros usados, também deveria se considerar os valores ali constantes referentes aos recursos gastos nas aquisições, O lançamento caberia, apenas, sobre o valor das diferenças.. Monta tabelas, fls,1239, onde consta no quadro 1 — "intennediação de veículos", no quadro 2 — "vendas e compras de veiculas usados conforme GIMs — ano 2000", também aponta as diferenças passíveis de tributação. Confecciona além da planilha sintética urna analítica, com a indicação de cada negócio feito no período fiscalizado onde menciona: o nome do adquirente do bem (com cadastro de CPF); o modelo do veiculo negociado; o valor de venda, a parcela paga coma entrada e aquela relativa ao valor do financiamento, cuja data foi igualmente indicada. Informa a juntada da documentação comprobatária das operações, documentos fornecidos pelas instituições financeiras, nos quais constam os valores pagos a titulo de entrada pelos veículos, bem corno aqueles referentes aos financiamentos e as respectivas GIM 's. Pede prazo para juntada de novos documentos já requeridos As instituições financeiras (junta requerimento). No tocante à prova, a jurisprudência administrativa tem adotado a orientação de que a apresentação da transferência do veiculo constitui elemento idôneo para comprovação de origem de rendimentos, descaracterizando qualquer presunção em sentido diverso.Aponta como suporte a esta conclusão o decidido no acórdão 4,085 (Órgão: Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba / 2a.Turma; Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba, em 11/07/2003; Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF; Data da Decisão: 11.7.2003 11/07/2003 - publicado no site da Sec. Receita Federal). Afirma ter demonstrado a origem dos recursos movimentados nas suas contas bancárias, bem corno a natureza de cada um desses recursos e, ainda, os valores correlatos. Dessa forma a presunção relativa de que se tratam de receitas omitidas restaram ilididas, razão pela qual o auto de infração não merece subsistir. Repisa as razões de impugnação para dizer que toda a exigência estaria lastreada em base de cálculo equivocada, iros termos da Lei n.o 9.716/98 e 1N/SRF n. o 152/98 — para a vendas de canos usados„ Pois, embora a quantidade de dinheiro envolvi k nos } 7 It negócios s ja alta, a margem de lucro da empresa que compra e vende ou que agencia os 'negócios é bastante reduzida. Por isto a receita da agência de veículos é apenas a diferença entre o vai r de aquisição do cam) e o preço da revenda. Aponta essa realidade corno razão de ser da Lei n, o 9,716/98, a qual equipara as operaçei s de compra e venda de veículos usados As operações de consignação, de forma que somente a diferença entre o valor do recebimento do veiculo e o preço de revenda seja considerad9 como receita da empresa. Transcreve o artigo 5 °. da Lei e da Instrução Normativa SRF/152/9 , artigo 1 °.,2°.,§ 1°,, para concluir que na apuração da base de cálculo dos tributos relacionados - IR, CSLL, PIS e COFINS - não há que se considerar a totalidade dos recursos inieSsado mas tão somente a "diferença entre o valor pelo qual o veiculo houver sido alienado (. .) e o seu custo de aquisição", linha na qual transcreve a decisão 12.643 de 29:03.2006 da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas / SP 5a. Tunna. Deste modo não poderia prosperar a base de cálculo imposta no lançamento porcine bas ada em presunção, a qual, entende que afastara corn as provas carreadas aos autos. Embora a utilização da presunção seja objeto de questionamento em tópico posterior, esclarece que, mesmo que o instituto fosse manejável, no caso concreto, sua adoção não Se m strara legitima.'Transcreve doutrina de Luciano Amaro,sobre os vários tipos de presunção. A decisão dificulta sua defesa e a presunção utilizada na fiscalização (e ali confirmada) não avança, urna vez que a base de cálculo nessas operações particulares (lucro bruto) nunca poderá ser igual ao prego de revenda (receita). E a presunção não pode ser utilizada para adotar corno verdadeiro urn fato impoSsivel de acontecer ao revés, esse instituto destina-se aos fatos com alta probabilidade de ocorrência. No tocante ao REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTARIA PREVISTO PARA PIS E COHNS —IMPOSSIBILIDADE DE NOVA COBRANÇA FACE AO REVENDEDOR – diz já se mostrar evidente que os recursos movimentados não se caracterizam corno receitas, de forma que não devem servir para compor a base de cálculo dos tributo l federais cobrados por meio do auto de infração fustigado. E mesmo se tais valores receitas fossem, o que admite apenas por hipótese e para efeito e argumentação, ainda nessa absurda hipótese, o auto de infração não seria válido. Parte 'dos Mores ingressos nas suas contas bancárias decorrem de vendas de veículos novos. EsSes valo.es, ainda que receitas fossem, não poderiam servir de suporte material para a incidência de PIS e de COFINS, haja vista que. o recolhimento dessas exações ocorre em momento anterior e único, devido ao regime de substituirão tributária. Transcreve da MP 1991-19/2000 o artigo 44 e afirma que todo PIS/COFINS devido pelas pessoas jurídicas que realizam as diversas operações de produção e circulação de yeiculos é recolhido pela importadora ou pelo fabricante na primeira operação verificada em território nacional. Por essa razão, os varejistas não. têm o dever de apurar e recolher esses tributos, posto que, já foram retidos antecipadamente. . Reclama que neste tópico a decisão não rechaçou, adequadamente, seus argumento . Cita a decisão 12.643, de 29/03/2006, proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas /SP – 5 a Turma, corno suporte A sua pretensão. Discorre exaustivamente sobre os seguintes pontos: a) a impertinência da corno instrumento hábil para determinação da ocorrência do fato jurídico-tributário; presul nefio 8 Processo n" 11618.005014/2005-09 81-C11- 1 Ac6R11io n" 1102-00.295 Fl. 5 b) sobre a ofensa ao principio constitucional da legalidade tributária, pois depósito bancário nfio constitui renda e o artigo 42 da Lei no 9A30/96, na medida em que insere os depósitos bancários no conceito de renda, manifesta-se francamente inconstitucional ; c) da imposição de multa confiscatória, pede sua redução para 20%. Resume seu pedido no seguinte sentido: que a decisão de 1 °.grau seja anulada por vicio de fundamentação/motivação; que a decisão seja reformada e o auto seja julgado improcedente. Despacho de fls..1282 encaminha os autos ao CARP. Por sorteio os recebo para relato. Este óo Relatório. 9 Voto Conselheiro IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, 0 recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Trata-se de exigência formalizada, em 31/12/2005, para exigência de IRPJ, fis.01/08; PI IS, 09/15; COFINS, 16/22; CSLL, fls.23128, referente aos fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 2000, por omissão de receitas operacionais, detectadas a partir de auditoria em contas bancárias de titularidade do contribuinte., A Recorrente, nos dois momentos processuais nos quais interpõe sua irresignação quanto ao lançamento, inicia invocando a nulidade do procedimento, por vários motivos. clo principal estaria nas irregularidades que atribui ao MPF, porque não fora prorrogado I ou cientificado das prorrogações. Esta matéria diz respeito ao aspecto formal da execução dos trabalhos de auditoria r alizados, através do Mandados de Procedimento Fiscal, inserto As fls. 01, que discrimina o MPF, 04.3.02,00-2005-00126-0, em cujo encaminhamento constam as bases legais que • suportam. No rodapé do MPF consta o código do procedimento fiscal para acesso a todo andamento via internet. As prorrogações ocorrem dentro dos prazos constantes na Portaria SRF 1265/99, n forma da Portaria 3.007/01, que disponibiliza ao contribuinte, na intemet, todo , desenrolar Jo procedimento. Por isso, não há que se falar em extinção do mandado e, menos ainda, em nulidade, porque todo o deseruolar deste MPF encontrou-se A disposição do Contribuinte. Convém lembrar que a cientificação por meio eletrônico, na era digital instrument legalmente válido e isto também não influenciou, em nada, a solução do litígio. Também é assente neste Colegiado que, o poder/dever do agente do fisco, frente ao principio da indisporibilidade dos bens públicos, o obriga As ações fiscais . A matéria encontra-se superada nesta instância administrativa, corno prova a decisão proferida no Ac, 9101-00.189 da l'.Turma da CSRF, de 16/06/2009, assim ementado: ) MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF - São válidos os lançamentos cia contribuições decorrentes de autuagtio de IRRI, cujo MPF foi aberto tão-somente para este tributo. Sao válidos os lançamentos decorrentes de procedimento ainda que não tenha sido dada ciência pessoal ao sujeito passivo das prorrogações do MPF relativo a este As razões de decidir deste acórdão bem definem a matéria, da lavra da então i. Conselheira Adriana Gomes, a quem peço vênia para a transcrição seguinte: ( ) 10 Processo n° 11618 .005014/2005-09 SI -CITI Accn &In n." 1102-00.295 Fl. G ,14 a competência para lançamento, sem dúvidas, é conferida pela Lei, e não pelo MPF, figura que, aliás, Wight somente em 1999 C. Assim, mesmo para aqueles que defendem que o langamento em desacordo com as normas relativas ao MPF está viciado, no COSO em apreço, qualquer tributo administrado pela Receita Federal, relativo aflito gerador ocorrido nos cinco últimos anos da emissão do Mandado, que datou de 14 de novembro de 2002, poderia estar incluído. Ademais, no lançamento em exame, foram opal ac/as infrações relatives á omissão de receita o que, a luz do art 24, § 2°, da Lei n° 9.249/95, determinam a inclusão destes montantes na base de cálculo da CSI,L, PIS e Coffin, de forma que, mesmo que o MPF não especificasse a necessidade de realizar as "Verilicagões- Obrigatórias", ainda assim estas exigências seriam válidas, porque decorrentes da verificação de unia infração relativa ao 1RPJ, cuja lei determina o seu lançamento. Em relação cis prorrogaçõe.s de prazo, mister selaz observar que fl, 481, consta proposta cio julgador de primeira instância no sentido de converter o julgamento em diligência pois, como na internei havia as prorrogações do MPF inicial, desejava saber se o sujeito passivo tomara ciência destas. Em resposta, à fl, 485, a autoridade autuante informa que houve as prorrogações, conforme o demonstrativo anexado fio.486, onde resta demonstrado que a última prorrogagão venceu no dia 1 de fevereiro de 200.5, portanto, posterior it ciência do auto de infração, que ocorreu em 20/10/2004, e que o contribuinte foi informado, também, quando tomou ciência do MPF inicial, .11. 1, que, pelo sítio da receita, por meio de um código de procedimento fiscal , cuja senha também lhe fbi informada neste documento, poderia ter informações daquele Mandado. Quanto à ausência de ciência das prorroga cães, cumpre observar que, ao tempo do lançamento, já era vigente a versão do art 7° da Portaria SRF n° 3007/2001, com a redação dada pela Portaria SRF n° 1.468, de 6 de outubro de 200.3, que dispunha, verbis: An 12 0 § do art. 72 e o art. 13 da Portaria SRF n.2 3 007, de 26 de novembro de 2001, passam a vigorar coin as seguintes alterações: §s O MPF-F e o MPF-E indicarão, ainda, o tributo ou contribuição objeto do procedimento .fiscal a ser executado, podendo ser fixado o respectivo período de apuração, benz assim as verificações relativas a correspondência entre os valores declaradas e os apurados na-escrituração contábil e fiscal do sujeito passivo, em relação aos tributos e contribuições administrados pela SRF, cujos fatos geradores tenham ocorrido nos cinco anos que antecedem a emissão do MPF e no período 11 de execução do procedimento fiscal, observados- os modelos constantes dos Anexos I e III." (NR) "Art 13. A prorrogação do prazo de que trata o artigo anterior poderá ser efetuada pela autoridade outorgante, tantas vezes quantas necessárias. obseivado, em cada ato, o prazo máximo de sessenta dias, para procedimentos de fiscalização, e de trinta dias, para procedimentos de diligência § 1 0 A prorrogação de que trata o capuifar-se-á por intermédio de registro eletrônico efetuado pela respectiva auto! idade outorgante, cuja informa cão estará disponível na Internet, nos termos do art. 72, inciso VIII, Ou seja, à luz da legislação do Al& vigente ao tempo do lançamento, o acesso às informacões no tocante as prorroga cães seria pela internet, cabendo ao AFRE respoizscivel pelo procedimento fiscal fornecer um extrato do demonstrativo de prorrogação no primeiro ato de oficio praticado junto ao sujeito passivo. Logo, para aqueles que defendem que a itiftingência aos dispositivos que regulamentant o MPF maculam o lançamento, convám deixar claro que a única norma relativa ao MPF que não ,foi observada por completo foi o fornecimento do Demonstrativo de Emissão e Prorrogação, demonstrativo este que poderia perfeitamente ser obtido pela internei Em face do exposto, manifesto-me por NEGAR provimento ao recurso voluntário, devendo os autos retornar à Delegacia de Julgamento para apreciar' as demais questões de mérito Por isto afasta-se a preliminar de nulidade por irregularidade no MIT. Argui também a Contribuinte nulidade da decisão recorrida porque fora . imotivada, dando a entender que nesta não foram rebatidos todos os argumentos oferecidos em sede de im ugnação. Reclama principalmente da falta de aceitação dos documentos juntados e pergunta p rque eles não se prestaram para comprovar suas alegações . De inicio cabe destacar o principio do livre convencimento do julgador tribuidrio, i os termos do artigo 29 do Decreto 70235/1972, Toda análise dos autos permite conferir que ele passa pelo controle de legalidade do ato administrativo, porque ausente qualquer motivo suficiente a determinar a nulidade d lançamento realizado pela Autoridade Fiscal, nos moldes estabelecidos pelo artigo 142 do C6 igo Tributário Nacional, e obediência ao artigo 59 do Decreto n°70.235/1972. defesa da Observo, ainda, que não houve qualquer ato tendente a cercear do direito de ecorrente, haja vista que a mesma foi regulamente intimada, tendo tomado ciência 12 Processo n" 11618 005014/2005-09 51-CITI Acánlab n" 1102-00.295 Fl. 7 dos termos lavrados durante o procedimento de fiscalização e, ainda, dos autos de infração..Nesses as infrações que lhe foram imputadas encontram-se descritas e devidamente capituladas no próprio termo e decorrem de matéria de fato,(Valores depositados cuja origem não foi justificada). A Contribuinte reclama da falta de obediência aos Princípios de regência do PAF, mas, tal evento não se verificou., O Prof. Souto Maior Borges em seu Livro Lançamento Tributário, Malheiros Editores, SP. 2 8 ed.1999, p. 120/121 leciona, que o "procedimento administrativo de lançamento é o caminho juridicamente condicionado por meio do qual a manifestações jurídicas de piano superior - a legislação - produz manifestação juridica de plano inferior o ato administrativo do lançamento. (...) E, porque o procedimento de lançamento é vinculado e obrigatório, o seu objeto não é relegado pela lei a livre disponibilidade das partes que nele intervêm. t, indisponível, em principio, a atividade de lançamento- e, portanto insuscetível de renúncia". Contudo, conforme anteriormente dito, não verifico no lançamento ou decisão, qualquer vicio que macule esses procedimentos, motivo suficiente para afastar as preliminares de nulidade suscitadas. Quanto ao mérito propriamente dito, todos os argumentos expendidos pela Contribuinte giram eM tomo da sua atividade (comerciante de automóveis novos e usados). Neste passo faria jus a tributação diferenciada (Lei 9716/98 e INSRF 152/98), no tocante do IRPJ e CSLL e para as contribuições referentes ao PIS e COHNS, deveria ter considerada as importancias objeto de tributação monofásica. Mas, no termo de RELATÓRIO DE AUDITORIA FISCAL(fls.31/39, consta o seguinte: De acordo coin a iqforinagiio constante no cadastro CNPJ, o objetivo social da empresa CALIFÓRNIA VEICULOS LTDA seria o de: Outras Atividades de Serviços Pessoais, CNAE FISCAL 9309-2-99. Segundo os registro de operações nos livros /Iscais e contabeis, suas atividades relacionavam-se a serviços de intermediaçõo e corretagem de veículos, novos e usadas, havendo também registros de loca çâo a árglios públicos. Conforme os documentos apresentados contendo registros da FINASA, Banco Continental, e outros, o contribuinte operou como intermediário em centenas de operações financeiras. NO CURSO DA FISCALIZAÇÃO OBSERVOU-SE QUE AS OPERAÇÕES CONTINUADAS A PARTIR DE JANEIRO DE .2000, ASSUMIDAS EM NOME DA EMPRESA, FORAM DE NATUREZA DE SERVIÇOS DE I NTERMEDMÇÃ 0 FINANCEIRA, OU SEJA OPERAÇÕES FINANCEIRAS DE EMPRÉSTIMOS A PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS (Grifos do original) 13 Entretanto, a empresa não apresentou livros obrigatórios ou auxiliares, que discriminassent individualmente estas operações, portanto, não restou à fiscalização out? a ação que não a de constituição do credito tributário com base nos registros documentais obtidos cornos agentes . financeiros , conforme abaixo descrito 111.4.2 — DA ESCRITA DO CONTRIBUINTE E REGIME DE' OPÇÃO DE TRIBUTAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA Conforme descrito nos item precedentes, a empresa 'não linha seus livros contábeis e ,fiscais regulares quando do inicio da fiscalização. De acordo com suas DIR1 — Declarações de Informações da Pessoa furidica, seu regime de tributação elegido para fins de Imposto de Renda foi o de Lucro Presumido. Pala poder utilizar este regime de tributação a empresa deve atender os requisitos legais de obrigações acessórias, conforme disposto no Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 3000/99: 111.4.3 DA APURAÇÃO DA RECEITA PARA PINS DE BASE DE CÁLCULO A receita bruta das vendas- e set viços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o prep dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia (Lei 11 28.981, de 1995, art. 31) Para comprovar a prática de algum ato jurídico litre denote a ocorrência do fino gerador do imposto, ou contribua para a sua evidenciagdo, poderão ser utilizadas presunções, conforme disposto no Código Civil, cujo conceito e recepcionado pelo Código Comercial:Código Civil - "Art. 136 - Os atos jurídicos a que senão impõe foi ma especial, poderão provar mediante: ( -) 42 da' Lei 9430 e Arts, 249, inciso II, 251 e parágrafo único 279, 282, 287, e 288, do RIR199. 0 lançamento tern corno base legal o artigo 24 da Lei 9249/1995, c/c artigo Lei 9249/1995 Art. 24. Verificada a omissão de receita, a autoridade tributária determinará o valor do imposto e do adicional a serem lançados de acordo com o regime de ti ibutação a que estiver submetida a pessoa jurídica no período-base a que COY responder a omissão. , Cabe destacar que a edição da Lei 9430/1996, o emus de provar a origem do recurso é do Contribuinte.. A omissão de receita se caracteriza pela manutenção dos depósitos em conta oriente da pessoa jurídica, que não se encontram devidamente justificados, como determina letra do artigo 42, a seguir transcrito: Lei 9430/1995 Artigo 42 Caracte.rizam-se também como omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de deposito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação 14 (§, Pi ocesso n" 11618 005014/2005-09 Accirdflo n 1102-00,295 Fl 8 aos quais o titulai; pessoa fisica ou jurídica, regulannente intimado, niio comprove, mediante documentagilo Izóbil e idónea, a (Nigel,' dos recursos utilizados nessas operações." Quanta ao fato de que "depósito" não representa "renda", no conceito constitucionalmente instituído, opõe-se as provas juntadas nos autos que apontam a atividade do Contribuinte de "financiamento" de veículos e não comerciante que compra e venda os mesmos veículos (novos ou usados. E o lançamento partiu dos valores movimentados em conta corrente bancária e sobre estes realizou o arbitramento do lucro possível exclusão de custos, se opostos tempestivamente e restassem devidamente comprovados poderiam ser aceitos. Todavia as razões se pautaram em argumentos de direito, doutrinariamente corretos mas que não se compaginam com os fatos ora analisados, prejudicando, portanto, sua aceitação. Quanto aos lançamentos decorrentes, mantidos os valores tributáveis que lhes deram causa, deve-se dar a estes o mesmo destino. Todavia, há uma questão de ordem pública, levantada pelo Conselheiro Frederico Theophilo, que se trata da instalação da decadência em relação aos Fatos Geradores do 1RPJ e CSLL ocorridos até o mês de setembro do ano calendário de 2000 e ate 11/2000 para as contribuições referente ao PIS e CORNS, apresentadas a seguir como declaração de voto. Nesta ordem de juizos, acolho a preliminar de decadência suscitada e, no mérito, NEGO provimento ao recurso. IVET, ALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 15 Dee lar. efio de Voto Conselheiro FREDERICO DE MOURA THEOPHILO, Corno visto supra, tratam os Autos de Inflação de fis. do lançamento do IRPJ do ano C lendário de 2000 em face de omissão de receita decorrente da existência de depósitos bancário, não contabilizados e sem comprovação da origem, com os seus lançamentos decOrrentes da CSLL, do PIS e da COFINS. Os lançamentos foram formalizados em 30 de dezembro de 2005, para exigênci de IRPJ, fls.01 /OS; PIS, 09/15; CORNS, 16/22; CSLI, fis.23/28, referente aos fatos geradore ocorridos no ano-calendário de 2000, visto que foi desta data a notificação do cOntribui te, 11 Rei atora As alegações do recurso voluntário foram descritas corn precisão pela digna lo feito e as tomo de empréstimo por brevidade. Preliminarmente ressalvo que sendo a decadência matéria de ordem pública, pode a mesma ser apreciada de oficio, mesmo que o contribuinte não tenha levantado em sua inliugna0o ou em seu recurso voluntário. Nesse sentido são as seguintes decisaes deste Colegiado Administrativo: DECADÊNCIA A'14 TERIA DE ORDEM PÚBLICA. CONHECIMENTO DE OFICIO IRPF. AJUSTE ANUAL — LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - A tributação das pessoas lisicas sujeita- se a ajuste na declaração anual e independente de exame prévio da autoridade administrativa, lançamento por homologação. Sendo assim, o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados de 31 de dezembro de cada ano calendário questionado. Recurso provido, Acórdão n" 106-16 .503 DECADÊNCIA — SUSCITADA DE OFICIO — POSSIBILIDADE Md TERIA DE ORDEM PUBLICA - O prazo para Fazenda constiluir validamente o crédito tributário 6 quinquenal, tendo como ferino "a quo" a data do fato gerador. Disposição contida no artigo 1.50, pat-tip-gib 4o. do Código Tributário Nacional. ReCtir50 provido Acórdão 102-47385 Sendo assim, passo a apreciar se houve ou não a decadência do direto do fisco efetuar o lançamento em questão. processo, O ilustre autuante para sustentar o lançamento efetuado argui, as fls. 55 do em seu Relatório de Auditoria Fiscal que: 16 a C Prpcesso hO 11618.005014/2005-09 SI-C1T1 A6rd5o n 1102-00.295 F I 9 "0 credito tributário foi constituido dentro do.s limites temporais legais, coillorme disposto no art. 173 do Código Tributário Nacional. Art 173 0 direito de a Fazenda Pública constituir o credito tributário extingue-se após (cinco) anos, contados. I - do primeiro dia do exercido seguinte àquele ern que o lançamento poderia ter .sido efetuado" Verifica-se que no entendimento do autuante aplica-se ao caso o inciso 1 do artigo 173 do CTN que se refere ao lançamento de oficio, plóprio daqueles tributos em que da a atividade de lançamento descrita no artigo 142 do CTN é feita pela autoridade ministrativa. Contra a posição do ilustre autuante tern se posto este Egrégio Conselho, mo se colhe da seguinte decisão paradigma: Processo n" 10930.004856/2003-68 Recurso 139.765 - EX OFFICIO e VOLUNTÁRIO Matéria: IRPJ e OUTROS- EX: 1999 Recorrentes: 2" TURMA/DRJ-CURITIBA/PR e JAB UR TOYOPAR IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO DE VEICULOS LTDA. Sessão de: 07 DE JULHO DE 2005 Acórdão tr. 108-08.394 IRPJ— PIS DECADÊNCIA - Ao tributo sujeito a modalidade de lançamento por homologação, que ocorre quando a legislação impõe ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento ,sein prévio exame da autoridade administrativa, aplica-se a regra especial de decadência insculpida no pai ágrafb 4" do ai-ligo 150 do CTN, refitgindo er aplicação do disposto no art, 173 do mesmo código Nesse caso, o lapso temporal de cinco anos tent como termo inicial a data da °col-render do fato gerador. Decadente a exigência do IRPJ e PIS em relação aos jatos geradores ocorridos até 31 de agosto de 1998, quando a ciência da autuação pela interessada se deu em 26/09/2003. (DESTACADO) COFINS e CSLL - DECADÊNCIA ACOLHIDA - E cristalino o entendimento de que sendo o lançamento da COFINS e da CSLL por homologação, decai em 05 (cinco) anos- o direito da Fazenda em procedê-lo, nos termos do §4" do art. 150 do CTN (DESTACADO) Recurso de' oficio negado. Preliminar de decadência acolhida. 17 ReCIITS0 voluntário ',egad°. Vistos, relatados e discutidos Os presemes autos- de recurso interposto por DELEGADO DA RECEITA FEDERAL. DE JULGAMENTO em CURITIBA/PR e JABUR TOYOPAR IMPORTAÇÃO. ACORDAM or Membros da Oitava câmara do Primeiro Conselho de Conti ibuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio, e, ern relaçiio ao recurso voluntário, por maioria de vows, ACOLHER preliminar de decadência do IRP.I e CSL do 2" trimestre e quanta ao PIS e COFINS dos linos eeradoms até 31.08.98, vencidos or Conselheiros- Nelson Lósso Filho (Relator) e Ivete Malaquias Pess-oa Monteiro que rejeitavam n a decadência da COFINS e CSL, e, no mérito, por unanimidade de votos, .NEGAR provimento ao recurso, nos termos- do relatório e voto que pasram a integrar o presente julgado Designado o Conselheiro Lui: Alberto Cava Macena paia redigir o voto vencedor (DESTACADO) DOR1VAL PADO VAN PRESIDENTE LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA RELATOR DESIGNADO ' Corn efeito, é fato que, mesmo em se tratando de 1RPJ, nos termos do artigo 218 do R R/99, tal tributo é devido à medida que os rendimentos são recebidos. 9 430/96, A mesma regra aplica-se à CSLL por força do disposto no artigo 28 da Lei n° o que faz corn que este tributo também tenha fato gerador instantâneo como o IRP.J. Como os demais tributos (PIS e CORNS), a CSLL e o IRPJ eram devidos â medida que os rendimentos fossem auferidos ou as receitas fossem auferidas e, nesse caso, eStão todips eles sujeitos ao lançamento por homologação, como se pode ver das seguintes decisões do Conselho de Contribuintes': - MP! - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO (EK 96) - A partir de janeiro de 1992, por forgo do artigo .38 da Lei 8 383/91, o IRPI passou a ser tributo sujeito ao lançamento pela modalidade homologwrio.0 inicio da contagem do pra:.-o decadencial é o da ocorrëncia do . fato gerador do taut°, salvo se comp, ovada a ocorracia de dolo, fraude ou simulaçáo, nos terms do § 4" do artigo 150 do CTN (Ac. CSRF/01-3.970/02 - D005/08/03 e 3.937/02 - D006/08/03) No inesmo sentido, v Ac. I" CC 101-93.613/01 (DO 31/10/01) e 93.576/01 (DO 31/10/0 I ). - LANÇAMENTO P01? HOMOLOGAÇÃO (EY. 79/84) - Transcor ridos 5 anos a contra - do lilt() gel odor, quer tenha havido homologaçao expresso, quer pela homologaqiio está prechiso o direito da Faz-enda de pi omover o lançamento de Apud - R GULAMENTO DO IMPOSTO DE. RENDA - Decreto n" 3.000, de 26 de marco de 1999, republicado em 17 de jt nho de 1999 - Atualizado ate 31/08/2005 - RESENHA - GRÁFICA, EDITORA E DISTRIBUIDORA DE LIVROS - SAO PAULO -2005 - pgs. 2203/2205 18 Si-C lit fl 10 Pr9cesso n" 1 ( 61&005014/2005-09 Ad Ordilo n 1102-00295 oficio, para colnor imposto não recolhido, ressalvados os casos de dolo, fraude ou simulação (art. 150 e §§ do CIN) (Ac. I" CC 103-7510/86 - Resenha 'Tributária, Jurisprudência IR, Vol 1 2- 1, pcig 229). No mesmo sentido, v. Ac, I" CC 107-2..787/96 (DO 22/01/97).. - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - Nos 1, ibutos que comportam lançamento por homologagdo, ocorre a preclusão do direito de Iowa, - quando transcoiridos cinco anos a contar do . mio gerador, ainda que não tenha havido a homologação expresso, 0 lançamento ex officio formalizado após o decurso do quinquênio decadencial, salvo nos casos de dolo, fiaude ou simulação, é ineficaz e o credito coirespondente não pode ser exigido ou cobrado (Ac. CSRF/01-1 036/90 - DO 26/09/94 e Resenha Tributária, Jul isprudéricia - CSRF 1.2 31, pág. 8663). NATUREZA DO LANÇAMENTO (EX 92/96) - Consoante jurisprudencia firmada pela CSRF; até o advento da Lei 8 383/91, o IRPJ era lançado na modalidade de lançamento por declaração e a decadência do dheito de constituir crédito tributário rege-se pelo art 173 do CTN (Ac 1" CC 101- 93.204/00 - DO 29/11/00). - NATUREZA DO LANÇAMENTO - IRPJ (EX 92) - A Câmara Superior c/c Recursos Fiscais unifbrmizou a jurisprudência no sentido de que, antes do advento da Lei 8.381/91, o Imposto de Renda era tributo sujeito a lançamento por declaração, passando a se,'-lo pot homologacdo a - IRPJ - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO (EX 96) - A partir de janeiro de 1992, pm- forgo do en tigo 38 da Lei 8.383/91, o IRPJ passou a ser tributo sujeito ao lançamento pela modalidade homologagão.0 inicio cia contagem do prazo decadencial é o da ocorrência do fato gerador do tributo, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fiaude ou simulação, nos termas do § 4" do artigo 150 do CTN (Ac CSRF/01-3.970/02 — D005/08/03 e 3.937/02 — D006/08/03) No mesmo sentido, v. Ac. 1 0 CC 101-93.613/01 (DO 31/10/01) e 93.576/01 0 31/10/01). - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO (EX 79/84) - Transcorridos 5 anos a Contar do fato gerador, quer lenha havido homologação expressa, quer pela hoinologação lcicita, está precluso o direito da Fazenda de promover o Iançamento de oficio, para cobrar imposto não recolhido, ressalvados os casos de dolo, frantic ou simulação (ar i 150 e §§ do CTN) (Ac. I" CC 103-7,510/86 - Resenha Tributária, Jurisprudência IR, Vol pág. 229) No mesmo sentido, v. Ac. 1" CC 107-2.787/96 (DO 22/01/97), - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - Nos tributos que comportam lançamento por homologação, corre a prechao do direito c/c lançar quando transcorridos cinco anos a contar elo fato gerador, ainda que não tenha havido a homologação expresso. 0 lançamento ex officio formalizado após o decurso do 19 quinquênio decadencial, salvo nos casos de dolo, fiaude ou simulação, é ineficaz e o crédito correspondente não pode ser exigido ou cobrado (Ac CSRF/01-1.036/90 - DO 26/09/94 e Resenha Tributária, Juri.sprudência - (2SRF 1 2 31, pág. 8663). - NATUREZA DO LANÇAMENTO (EX 92/96) - Consoante jurispiudência fiimada pela CSRF, até o advento da Lei 8.383/91, o IRPJ era lançado na modalidade de lançamento por declaração e a decadência do direito de constituir crédito tributário rege-se pelo art 173 do OAT (Ac. I" CC 101- 93 204/00 - DO 29/11/00). - NATUREZA DO LANÇAMENTO - IRRI (EX 92) - A Câmara Supei ior de Recursos Fiscais uniformizou a jurisprudência no sentido de que, antes do advento da Lei 8.381/91, o Imposto Renda era tributo sujeito a lançamento por declaragão, passando a sê-lo por homologação a partir desse novo diploma legal (Ac CSRF 01-2.620, de 30/04/99) (Ac. I" CC 101- 93. 392/01 - DO 29/06/01). Como visto supra, no caso presente, todos os tributos lançados estão sujeitos ao Prazo decadencial prescrito no artigo 150, §4° do MN e no artigo 899 do RIR199, a saber: Art.6'99.Nos casos de lançamento do imposto por homologação, o disposto no a lip anterior extingue-se após cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador, se a lei não fixar praio para homologação, observado o disposto no art. 902 (Lei n° 5i 72, de 1966, art. 150, §4°) De outra banda, não vem ao caso o fato do contribuinte ter ou não apurado lucro e pago ou não o tributo, pois o prazo decadencial conta da data de ocorrência do fato gerador, E o que se vê da decisão 2 a seguir: 1RPJ - LANÇAMENTO FOR F1OAIOLOGAÇÃO (EX 91) - IRPJ submete-se à modalidade de lançamento por homologação, eis que é exercida pelo contribuinte a atividade de datei mina; a matéria tributável, o cálculo do imposto e pagamento do quantum devido, independente de notificação, sob condição resolutó ria de ulterior homologação Assim, o fisco dispae do prazo de 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador, para homologá-lo ou exigir seja complementado o pagamento antecipadamente efetuado, caso a lei não tenha fixado prazo diferente e não se cuide da hipótese de sonegação, fl nude ou conluio (ex-vi do disposto no §4" do art 150 do CTN). A ausência de recolhimento do impost() não altera a natureza do lancamento, vez que o contribuinte continua sujeito aos encargos decorrentes da obrigação inadinTlida (atualização, juros, etc. a partir da data de vencimento originalmente previsto, ressalvado o disposto no art 106 do CTN) (Ac I" CC 101- 93 260/00 — DO 29/11/00 e Ac . CSRF/01-3. 888/02 — DO 05/08/03). Assim, de ha muito vem decidindo este Conselho que o fato do contribuinte ter pago ou não o tributo, "não altera a natureza do lançamento, vez que o contribuinte continua sujeito aos encargos decorrentes da obrigação inadimplida (atualização, multa, juros etc a 20 2 ¡den) PTeesso 110 1161S 005014/2005-09 Aird5o " 1102-00.295 SI-Cl 11 III I partir da data de vencimento originalmente previsto, ressalvado o disposto no art.106 do CTN)". Por consequência, "o fisco dispõe de prazo de 5 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador, para homologá-lo ou exigir seja complementado o pagamento artecipadamente efetuado, caso a lei não tenha fixado prazo diferente e não se cuide da hipótese de sonegação, fraude ou conluio (ex-vi do disposto no parágrafo 4" do art.150 do 0Th)". Corno se pode ver dos demonstrativos do Auto de Infração, o fisco vem de lançar todos os tributos mencionados (IRPJ, CSL,L, PIS e COFINS) nos meses de janeiro dezembro de 2000, correspondentes ao 1', 2", 3" e 4' trimestres de 2000, dos quais estão 4caidos quanto ao IRPJ e a Cat, por força do disposto no artigo 150, §4" cio CTN, e 899 do RIR/99 aqueles referentes ao 1', 2" e 3" trimestres de 2000, visto que o contribuinte só foi n tificado dos respectivos lançamentos em 30 de dezembro de 2005. Por seu turno, como o PIS e a COFINS são devidos mensalmente, a cadencia alcançou o período que vai de janeiro a novembro de 2000. De outra banda, a apui ação da "omissão de receita" tomou por base o cotejamento entre os valores depositados no período, menos os valores dos financiamentos obtidos, menos os valores lançados nas GIMs (vendas de veículos ou serviços), Ora o parágrafo único cio artigo 195 do CTN presci eve que os "livros ol?rigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles etetuados serão conservados ate que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das oPerações a que se refiram", ao mesmo tempo em que o direito ao cotejamento pelo fisco dos valores das vendas de bens ou serviços apuradas nas GIMs estava precluso por força do prescrito no § 4" cio artigo 150 do CTN. Sendo assim, tais exames e confrontos concluidos em 30 de dezembro de 2005 foram alcançados pela decadência . Também não é. o caso de aplicação do artigo 173, I do CTN, em face do que escreve a Súmula CARF n° 25 à qual a Portaria MF n° 383/2010, atribuiu efeito vinculante, a saber: Simula CARF n" 25 A presunção legal de oinisscio de receita ou de rendimentos, si só, não autoriza a qualificagão da multa de oficio, sendo necessária comprovação de uma das hipóteses- dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n" 4 502/64. De fato, no caso presente não foi aplicada a multa qualificada por dolo, fr nrde ou simulação corno prescreve a Súmula mencionada. Posto isso, ao aplicar-se o disposto no § 4" do artigo 150 do CTN constata-se que estão decaídos os lançamentos do IRPJ e da CSLL do I", do 2" e do 3" trimestres de 2000 e quanto ao PIS e à COFINS, estão decaídos os lançamentos de janeiro a novembro de 2000, E COMO WAG), ( FREDERICO DE MOURA THEOPHILO. 21
score : 1.0
Numero do processo: 10435.001475/2009-11
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008
INTEMPESTIVIDADE. RECURSO APRESENTADO DEPOIS DE FINDO O PRAZO DE 30 DIAS.
Não pode ser conhecido o Recurso Voluntário apresentado após finalizado o prazo de 30 dias, contados da ciência do acórdão de impugnação, por parte do contribuinte.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2302-002.702
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em não conhecer do recurso pela intempestividade, de acordo com o relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi - Presidente
Leonardo Henrique Pires Lopes Relator
Presentes à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), LEO MEIRELLES DO AMARAL, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, FABIO PALLARETTI CALCINI, ARLINDO DA COSTA E SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
Nome do relator: Leonardo Henrique Pires Lopes
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 INTEMPESTIVIDADE. RECURSO APRESENTADO DEPOIS DE FINDO O PRAZO DE 30 DIAS. Não pode ser conhecido o Recurso Voluntário apresentado após finalizado o prazo de 30 dias, contados da ciência do acórdão de impugnação, por parte do contribuinte. Recurso não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em não conhecer do recurso pela intempestividade, de acordo com o relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi - Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Presentes à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), LEO MEIRELLES DO AMARAL, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, FABIO PALLARETTI CALCINI, ARLINDO DA COSTA E SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1731; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 2 1 1 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10435.001475/200911 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302002.702 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2013 Matéria Recurso Intempestivo Recorrente LOURIVAL JOSE DA SILVA ESPOLIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 INTEMPESTIVIDADE. RECURSO APRESENTADO DEPOIS DE FINDO O PRAZO DE 30 DIAS. Não pode ser conhecido o Recurso Voluntário apresentado após finalizado o prazo de 30 dias, contados da ciência do acórdão de impugnação, por parte do contribuinte. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em não conhecer do recurso pela intempestividade, de acordo com o relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Presentes à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), LEO MEIRELLES DO AMARAL, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, FABIO PALLARETTI CALCINI, ARLINDO DA COSTA E SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 43 5. 00 14 75 /2 00 9- 11 Fl. 244DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 4/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 17/11/2014 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 10435.001475/200911 Acórdão n.º 2302002.702 S2C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal nº 37.227.2550, lavrado em 06/07/2009, em face de LOURIVAL JOSE DA SILVA ESPOLIO, no valor de R$ 191.814,90 (cento e noventa e um mil oitocentos e catorze reais e noventa centavos), referente às contribuições previdenciárias destinadas a terceiros (SEST. SENAT, SEBRAE, INCRA e SalárioEducação), incidentes sobre a remuneração de segurados empregados e contribuintes individuais, no período de 01/2006 a 12/2008. Ciente da autuação, o contribuinte apresentou impugnação às fls. 48 e seguintes, entretanto, a autuação foi mantida pelo acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife, às fls.153/164, cuja ementa assim dispôs: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRÍAS. PROCEDIMENTO FISCAL. INTIMAÇÕES. REGULARIDADE. As intimações perpetradas pelo auditor autuante no desenvolvimento do procedimento fiscal foram efetuadas de forma regular. Qualquer prejuízo que porventura tenha suportado o autuado, deuse por culpa in eligendo ou irt vigilando, de responsabilidade exclusiva do mesmo. As Lei 9.784/1999 e 5.869/1973 aplicamse ao Processo Administrativo Fiscal apenas de forma subsidiária, enquanto o Regulamento do Estado da Paraíba sequer subsidiariamente se aplica ao caso concreto. RECOLHIMENTOS EFETUADOS. AUSÊNCIA DE PROVAS. Constitui obrigação de quem alega fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do lançamento, proválos. CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE. LEI 8.706/1993. NÃO EXTINÇÃO. Sendo o sujeito passivo vinculado ao SESI/SENAE, antes da edição da Lei 8.706/1993, é devida a contribuição ao SEBRAE, pois este normativo, ao destinar as contribuições antes devidas àquele sistema ao SEST/SENAT, não extinguiu o adicional de contribuição destinado ao SEBRAE CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. LEGALIDADE. O INCRA foi criado pelo Decretolei nº 1.110/1970 e continuou a existir, não tendo sido atingido pela sistemática introduzida pelo §1º do art. 3º da Lei 7.787/89, nem pela extinção propalada pela Lei 8.213/91. MULTA APLICADA. LEGALIDADE. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 4/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 17/11/2014 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 10435.001475/200911 Acórdão n.º 2302002.702 S2C3T2 Fl. 4 3 As penalidade aplicadas obedeceram à legislação vigente à época da ocorrência do fato gerador. CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. PRONUNCIAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A autoridade administrativa não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de normas. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Irresignado, o contribuinte interpôs, em 13/04/2011, Recurso Voluntário, sob exame, às fls. 169 e seguintes, cujas razões podem ser resumidas às seguintes: a) A intimação da conclusão da fiscalização é nula, uma vez que foi realizada a pessoa que não detinha poderes para tal ato. b) Também nulo é o Auto de infração por ausência de requisitos essenciais para sua validade e constituição, qual seja, a indicação da fundamentação legal da autuação. c) Outra causa de nulidade do Auto de Infração é o cerceamento de defesa promovido em razão de não constar, na autuação, a alíquota e a base de cálculo utilizadas. d) O crédito está parcelado, nos termos da lei n° 11.941/2009. e) A Recorrente está sendo bitributada pelo mesmo fato gerador, visto que recolheu as contribuições previdenciárias no prazo. f) A cobrança da contribuição destinada ao SEBRAE é ilegítima, uma vez que a Recorrente é empresa do ramo de transportes, inexistindo atividade industrial sujeita à contribuição ao SESI e ao SENAI e, por conseqüência, ao SEBRAE. g) A cobrança do SAT é inconstitucional, por ferir o princípio da legalidade, uma vez que a lei 8.212/91 não trata dos conceitos básicos relativos ao fato gerador do tributo, e o princípio da isonomia, além de afrontar os arts. 154, I e 195, parágrafo 4º, da CF/88, que exige lei complementar para a instituição de contribuições para custeio da seguridade social. Ademais, o Poder Executivo não pode, por ato próprio, aumentar a sua alíquota. h) A multa é nula, em razão de terem sido aplicadas concomitantemente a multa de ofício (75%), as multas referentes às CFL 67 e 68 e a multa de mora. i) A multa não observa os princípios da tipicidade, proporcionalidade e da razoabilidade. j) A penalidade imposta possui caráter confiscatório. k) É possível aos tribunais administrativos apreciar a inconstitucionalidade das normas. Assim vieram os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio de Recurso Voluntário. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 4/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 17/11/2014 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 10435.001475/200911 Acórdão n.º 2302002.702 S2C3T2 Fl. 5 4 Sem contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade A ora Recorrente tomou ciência do acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife, no dia 03/03/2011, e apresentou seu Recurso Voluntário em 13/04/2011. Todavia, o art. 33, da Lei 70.235/75, diz que o prazo para a apresentação do referido Recurso é de 30 dias, contados a partir da ciência da decisão pelo contribuinte, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Desta feita, se a ciência da decisão deuse em 03/03/2011, o fim do prazo para a apresentação do Recurso ocorreu em 02/04/2011. Sendo assim, se a ora Recorrente apresentou suas razões em época posterior à data supramencionada (13/04/2011), temos que o Recurso em referência se encontra intempestivo, tornando, portanto, incabível sua apreciação por este Conselho. Da Conclusão Ante ao exposto, NÃO CONHEÇO do Recurso Voluntário, por ser este intempestivo. É como voto. Sala das Sessões, em 13 de agosto de 2013 Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 247DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 4/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 17/11/2014 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 10435.001475/200911 Acórdão n.º 2302002.702 S2C3T2 Fl. 6 5 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 1 4/11/2014 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 17/11/2014 por LIEGE LACROIX T HOMASI
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Numero do processo: 10314.005484/2003-54
Data da sessão: Fri Aug 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 08/04/1998
ARGUIÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA POR
INDEFERIMENTO DE PERÍCIA. DESCABIMENTO. REJEIÇÃO,
A autoridade julgadora pode deferir pedidos de perícia quando entender que sejam necessários, da mesma forma que pode indeferir os que considerar prescindíveis, nos termos do art. 18 do Decreto n 70.235/72. No caso em exame, há que se concluir pela desnecessidade da perícia, visto que os produtos já haviam sido objeto de consulta de classificação fiscal, onde constavam as características dos produtos informados pela recorrente.
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MATÉRIA JA. DECIDIDA PELA RFB EM
CONSULTA FORMULADA PELA RECORRENTE.
Tratando-se de mercadoria objeto de consulta formulada peia recorrente perante a autoridade competente da RFB para decidir sobre classificação fiscal, em que foram obedecidos todos os requisitos pertinentes ao processo de consulta e consideradas todas as regras de classificação constantes do Sistema Harmonizado, e de cuja solução foi devidamente cientificada a
consulente com abertura do prazo legal para a regularização das pendências decorrentes das importações correspondentes, é descabida a nova discussão dessa matéria por ocasião do processo fiscal de exigência de credito tributário
("Mostradores de cristal liquido LCD próprios para a apresentação de 16 a 40 caracteres por linha - NCM 8531.20 00")
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3202-000.171
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do auto de cerceamento do direito de defesa e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: José Luiz Novo Rossari
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 08/04/1998 ARGUIÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA POR INDEFERIMENTO DE PERÍCIA. DESCABIMENTO. REJEIÇÃO, A autoridade julgadora pode deferir pedidos de perícia quando entender que sejam necessários, da mesma forma que pode indeferir os que considerar prescindíveis, nos termos do art. 18 do Decreto n 70.235/72. No caso em exame, há que se concluir pela desnecessidade da perícia, visto que os produtos já haviam sido objeto de consulta de classificação fiscal, onde constavam as características dos produtos informados pela recorrente. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MATÉRIA JA. DECIDIDA PELA RFB EM CONSULTA FORMULADA PELA RECORRENTE. Tratando-se de mercadoria objeto de consulta formulada peia recorrente perante a autoridade competente da RFB para decidir sobre classificação fiscal, em que foram obedecidos todos os requisitos pertinentes ao processo de consulta e consideradas todas as regras de classificação constantes do Sistema Harmonizado, e de cuja solução foi devidamente cientificada a consulente com abertura do prazo legal para a regularização das pendências decorrentes das importações correspondentes, é descabida a nova discussão dessa matéria por ocasião do processo fiscal de exigência de credito tributário ("Mostradores de cristal liquido LCD próprios para a apresentação de 16 a 40 caracteres por linha - NCM 8531.20 00") Recurso Voluntário Negado.
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DESCABIMENTO. REJEIÇÃO, A autoridade julgadora pode deferir pedidos de perícia quando entender que sejam necessários, da mesma forma que pode indeferir os que considerar prescindíveis, nos termos do art. 18 do Decreto n 70.235/72. No caso em exame, há que se concluir pela desnecessidade da perícia, visto que os produtos já haviam sido objeto de consulta de classificação fiscal, onde constavam as características dos produtos informados pela recorrente. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MATÉRIA JA. DECIDIDA PELA RFB EM CONSULTA FORMULADA PELA RECORRENTE. Tratando-se de mercadoria objeto de consulta formulada peia recOrrente perante a autoridade competente da RFB para decidir sobre classificação fiscal, em que foram obedecidos todos os requisitos pertinentes ao processo de consulta e consideradas todas as regras de classificação constantes do Sistema Harmonizado, e de cuja solução foi devidamente cientificada a consulente com abertura do prazo legal para a regularização das pendências decorrentes das importações correspondentes, é descabida a nova discussão dessa matéria por ocasião do processo fiscal de exigência de credito tributário ("Mostradores de cristal liquido LCD próprios para a apresentação de 16 a 40 caracteres por linha - NCM 8531.20 00"). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do auto de cerceamento do direito de defesa e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ' H - JOSE LUIZ NO-VO ROSSARI Presidente e Relator DRMALIZA 1 Participaram do presente julgamento os conselheiros Jose Luiz Novo Rossari, I inie Souza da Trindade Torres, Heroides Bahr Neto, Joao Luiz Pregonazzi e Gilberto de istro Moreira Junior. Ausente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Presente a c melheira Maria Adelaide C. G. de Aquino(suplente). EM: 09 de setembro de 2010. i cesso n° 10314 005484/2003-54 10:5rcIfio n .3202-00.171 S3-C212 P1 186 2 Relatório Cuida-se de lide sobre exigência de Imposto de Importação e de IPI vinculado 6. importação, acrescidos de multa e juros moratórios, e da multa por classificação incorreta prevista no art. 636 do Regulamento Aduaneiro/2002, em decorrência de a fiscalização ter concluído que a empresa utilizou alíquota do imposto menor do que a correta, 'ao ter classificado os produtos importados no código TEC 9013.80.10, quando deveria ter utilizado o código 85.31.20.00, apontado como o correto em decisão de processo de consulta e da qual a interessada teve ciência em 6/5/2003. A descrição dos fatos encontra-se no relatório componente do Acórdão Proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II/SP, que tr nscrevo e adoto, verbis: "Trata o presente de auto de infração, fls. 01/34, lavrado contra o contribuinte acima qualificado, com a exigência do Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados-Vinculado, Multas de Oficio do II e IPI, e Juros de Mora, no valor de R$58.986,96, pelas razões a seguir expostas. 0 contribuinte formulou, em 11/01/2002, consulta sobre classificação fiscal de mercadoria importada (processo no 10880,000152/2002-78, apenso em anexo) na Superintendência Regional da 8 Região Fiscal em São Paulo, classificando a mercadoria no código TEC/NCM 9013,80.10, A DIANA/SRRF/8' RF exarou a Solução de Consulta n° 37, de 31/03/2003, entendendo que a correta classificação fiscal da mercadoria 6 no código TEC/NCM 8531.20,00. A consulente foi cientificada em 06/05/2003 e não se manifestou. Em 18/06/200,3, o contribuinte foi intimado a providenciar a' devida retificação das classificações adotadas em declarações de importação anteriores, divergentes daquela definida na solução de consulta corno sendo a 'correta, beneficiado corn a figura da espontaneidade. Sem qualquer' manifestação do contribuinte, a fiscalização promoveu a revisão aduaneira daquelas operações de importação, do que resultou o presente auto de infração, para exigência dos tributos e penalidades cabíveis, conforme descrição dos fatos e os respectivos enquadramentos legal inseridos no auto de infração 0 contribuinte foi intimado e cientificado em 25/09/2003, f .'s. 76 e 76v., apresentando sua Impugnação, em 24/10/2003, as fls. 82/91, tempestivo, conforme despacho de fls.14401 da Secat/EQCOT da IRF São Paulo/SP. Em sua Impugnação alega o contribuinte que: 1) a classificação adotada na Solução de Consulta considerou que a mercadoria seria 'Aparelho Elétrico de Sinalização', ou seja, aparelho que possui função própria, que não depende de estar acoplado a outro equipamento para ser utilizado, por si só representa o objeto ó que se destina; 2) o Dispositivo de Cristal Liquido (LCD) objeto da consulta não possui . função própria, pois depende de estar instalado em outros equipamentos, sendo S3-C2T2 process° n° 10.314 005484/2003-54 A (miff° n ° 3202-00.171 Fl 187 3 partes e pegas que dependem de sei-em colocados nos pi odutos a que se destina pain que possa transmitir suas informações e terem função; 3).o enquadramento de zuna mercadoria a uma classificação depende desta estar em pet -feita consoncincia com a descrição e a funglio do produto que se destina, sem qualquer interpretação extensiva; 4) o laudo técnico trazido comprova o enquadramento da mercadoria na posição TEC 9013_80.10, classificação especifica ; 5) a Superintendência da Zona Franca de Manaus-Sufiuma indica em suas listas de materiais que os Dispositivos de Cristal Liquido (LCD) quando destinados a serem acoplados a outros produtos tem a classificação .fiscal idêntica aquela adotada pelo impugnante; 6) os cálculos dos tributos indicam aliquotas diferentes pm a os dois impostos, variáveis para produtos da mesma classificação . fiscal Requer seja determinada a realização de perícia, apresentando os quesitos e indicando o perito técnico, o Relatório." Realizado o julgamento decidiu-se, por unanimidade de votos, pela rocedencia do lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SPO-II ri (-1 17-21913, de 19/6/2008, roferido pela la Turma da DRI em São Paulo II/SP (fls. 151/158), cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 08/04/1998 CONSULTA. Solução de Consulta emanada de árgão competente tem efeito vinculante, sujeitando o considente ao seu cumprimento e, em caso de não atendimento cabe à fiscalização exigir o crédito tributário com as penalidades previstas na legislação de regência. Lançamento Procedente" 0 órgão julgador argumentou, essencialmente, que: o a autuada fOrmulou :onsulta sobre classificação da mercadoria importada (processo 10880.000152/2002-78), iji 1, decisão foi dada pela SRRF/8 8 Região Fiscal através da Solução de Consulta n ° 37, de 31,1(?/2003, que classificou a mercadoria no código TEC/NOM 853120.00, sendo a consulente :ientificada em 6/5/2003 sem se manifestar; • que em 18/6/2003 a contribuinte foi intimada a providenciar a devida retificação das classificações adotadas em DIs anteriores, divergentes lnquela estabelecida na solução de consulta, com o beneficio da espontaneidade, entretanto, RAO havendo manifestação por parte da contribuinte, o Fisco promoveu a revisão aduaneira daquelas operações de importação, do que resultou o presente Auto de Infração; e que a foi-Mulaçao da consulta e a sua solução produziu os efeitos regulares, devendo ser cumprida nela consulente; • que os proce3sos de consulta são solucionados em instância única e suas olições só podem ser desconstituidas pela própria Administração; • que a solução favorável no contribuinte vincula a Administração, e quando desfavorável ao interessado fica de I ciente ia decisão adotada e, no seu descumprimento, fica sujeito ao lançamento de oficio, descabendo autoridade julgadora discutir o mérito da classificação adotada. 11 acesso n° 10314.005484/2003-54 A aka° n° 3202-00171 S3-C212 Fl. 138 4 rro,cesso no 10314005484/2003-54 S.3-C2T2 Acórdão n ° 3202-00171 FL 89 A interessada apresenta recurso As fls. 166/182, no qual suscita preliminar de i cerceamento do direito de defesa, por não ter sido deferida pela autoridade julgadora a perícia Itéénica solicitada e, no mérito, ratifica as razões já explicitadas em sua impugnação, I ,deptacando, basicamente, que no processo de consulta se tratou com o mesmo critério produtos manifestamente diferentes. Alega que: • o fundamento da decisão de consulta foi de que as Mercadorias seriam "aparelhos elétricos de sinalizaça o", ou seja, aparelhos que têm função pl-ópria e que não dependem de estar acoplados a outro equipamento para serem utilizados, enquanto que os "dispositivos de cristal liquido (LCD)" objeto de consulta não possuem função própria, pois dependem de estar instalados em outros equipamentos para que se i tomem como, por exemplo: acoplados em telefones, automóveis, máquinas de calcular, balanças, esteiras ergométricas, aparelhos de ginástica, máquinas automáticas de vendas, relógios, aparelhos médicos, aparelhos de teste de medição e outros; • o código 8531.20.00 trata de "painéis indicadores com dispositivos de cristais líquidos (LCD)", enquanto que o código 9013.80.10 o produto é tão somente "dispositivos de cristais líquidos (LCD); • atualmente, a posição fiscal adotada na consulta respeita a painéis montados corn LEDs (diodos emissores de luz), ou seja, painéis de propaganda dinâmica com imagens iguais As de uma televisão, corno so aqueles afixados ern ruas e avenidas dos grandes centros urbanos e os estádios de futebol, sem considerar aqueles menores que são confeccionados com LED, lâmpadas menores, muito utilizados em vitrines de lojas para a promoção de produtos e outros fins. Requer, ao final, seja decretada a nulidade da decisão de primeira instância e ia nulidade do Auto de Infração, ou, se assim não for entendido, que seja o mesmo julgado improcedente, ou ainda, seja feita diligência à sede da recorrente para constatar que as Mercadorias não estão enquadradas na classificação fiscal afirmada na decisão, bem como para cdnstatar que foram equivocadamente englobados no Auto de Infração outros produtos não a rangidos pela classificação fiscal em comento. E o relatório. 5 rivocesso a' 10314.005484/2003-54 4146rdao n.° 3202-00.171 IV S3-C212 Fly 190 Conselheiro JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI, Relator v O recurso interposto pela interessada é tempestivo e atende aos requisitos de dmissibilidade, razões por que dele tomo conhecimento. Verifico que a preliminar de nulidade por cerceamento de direito de defesa to tem base par a que seja acolhida, visto que a autoridade julgadora pode deferir pedidos de rí9ia quando entender necessários, da mesma forma que pode indeferir os que considerar escindiveis, nos termos do art. 18 do Decreto n ° 70.235, de 1972, com a redação dada pelo 1 ° da Lei rvi° 8.748, de 1993, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal de terminação e exigência de créditos tributários da Unido. No caso em exame, a decisão de primeira instancia indeferiu o pedido de ricia por entendê-la desnecessária, considerando que o laudo técnico é peça acessória e não ssui o poder de vincular a fiscalização, que év competente para a atividade de classificação de . ereadonas, e que os produtos já haviam sido objeto de consulta de classificação fiscal, onde pn4avam as características dos produtos informados pela reconente. Por tais motivos, incipalmente diante do fato de que os produtos já havia sido objeto de consulta eni que a eionslulente pôde explicitar a descrição, funções e características dos produtos, entendo que não Tv s justifica a perícia requerida, nem o acolhimento da preliminar de nulidade, que rejeito. De outra parte, a recorrente pede que seja alterado o Auto de Inflação por 9 nter outros produtos não abrangidos pela classificação fiscal. Verifico que a recorrente não l uxe tal matéria à discussão quando da apresentação de argumentos para efeitos de reciação pelo órgão julgador de primeira instância administrativa. A ocorrência desse fato implica considerar que o litígio, quanto a esse tópico, o foi instaurado nos termos do art. 14 e 16, III, do Decreto 70.235/1972. Está-se, portanto, dr ante de hipótese de preclusdo, que implica a perda da faculdade de a recorrente trazer à lide rv ateria não suscitada por ocasião da instancia inicial. A respeito, é claro o art. 17 desse mesmo diploma legal, ao tratar da hipótese matéria que não tenha sido impugnada expressamente, verbis: "Art. 17. Considerar-se-6 não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante," Destarte, não procede o pedido, haja vista ter-se constatado a ocorrência de reclusdo, devendo ser considerada a inexistência de lide nessa parte. No mérito, trata-se de lide sobre a classificação fiscal de produto que já foi j to do devido exame por parte de órgão competente da Secretaria da Receita Federal, nos os dos arts. 99- e 10, III, da IN SRP ri° 230/2002 (arts. 9' e 10, III, da vigente RF13 ledaçao dada pelo art. 67 da Lei n" 9.532/1997. 6 Processo n° 10314 005484/200.3-54 S3-C2T2 Ac6rd5o n 3202-00 1 71 S fl. 191 740/2007), como se constata da Decisão de Consulta DIANA/SRRF/10" Região Fiscal ri ° 37, de 31/3/2003, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Classificação de Mercadorias Ementa: CÓDIGO TEC: 8531.20.00 Mercadoria: Mostradores de cristal liquido (LCD) próprios para a apresentação de 16 a 40 caracteres por linha (16x2, 16x4, 20x2 e 40x2, conforme o modelo), modelos WM-C1602K6BLYA, 11M-C4002P1 YNN, WM-C 1602K1 YLY, WM-C1602 YlVN, WM-C1602M1YLY, W7vI-C1602M1YNN, WM-CI 602N 1 YAW, WM-C1 604M6G1'TN AA, WM-C2002P1 YLY, WM-C4002P 1YLY, fabricados pela empresa Wintek Dispositivos Legais.: RGIs I," e 6." (textos da posição 853] e da subposigdo 8531.20) da TEC - Decreto n° 2.376/97, Anexos Resolução Camex n," 42/200], coin os esclarecimentos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (Decreto n' 435/92 - alterado pela INSRF 157/02) " Cumpre ressaltar, preliminarmente, que a formulação de processo de consulta implica a vinculação da Administração e do consulente em relação à decisão proferida, até que, eventualmente, essa decisão venha a ser alterada pelo órgão competente da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Verifico que a interessada formulou consulta sobre a classificação do produto, com o correto envio do processo à autoridade competente, tendo a consulta sido decidida com a observância de todos requisitos previstos na legislação que rege o processo de consulta, inclusive com a posterior ciência da decisão a consulente, tendo sido assegurado a essa o prazo para a regularização das pendências correspondentes As introduções de mercadorias no Pais. ' A. vista do exposto, entendo descabida a lide, por tratar da mesma matéria que já se encontra esgotada na esfera administrativa, em razão de sua apreciação e decisão por parte de órgão competente e especifico da RFB para se pronunciar sobre a classificação fiscal de mercadorias, e que, corno se verificou, considerou todas as nuances e regras de classificação previstas na legislação pertinente à matéria para solucionar a consulta. Cabe ressaltar nesta oportunidade, e apenas a titulo de esclarecimento, que, ainda que tal decisão não tivesse sido proferida para a consulente, a classificação fiscal dos produtos objeto de ação fiscal já é matéria resolvida na esfera administrativa, tendo sido decidido nos mesmos termos a consulta sobre classificação de mercadoria similar através da solução de Consulta n° 32, de 3/5/2007, da SRRF/10" RF/Diana, cuja ementa dispôs, verbis: "ASSUNTO CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS CÓDIGO TEC 8531.20.00 — Visor de cristais líquidos, alfantimérico, coin linhas de 16 caracteres, próprio para máquinas e aparelhos diversos, marca "Winstar", modelo WH1602A. 7 Z NOVO ROS SARI cesso n ° 10314005434/2003-54 S3-C2 1 2 orcKio n ° 3202-00.171 Fl 192 Dispositivos Legais, RGI I (texto da posição 8531) e 6 (texto da subposigão 8531.20) da TIPI aprovada pelo Decreto n°6 006, de 2006" Tal decisão foi alicerçada com o argumento de que "Os aparelhos de latzação visual da posição 8531 são pot-tanto aparelhos elétricos restritos aquelas funções de alização visual mais simples (geralmente caracteres alfanuméricos ou simbolos simples), devido as as limitações operacionais. As telas de visualização de um número limitado de caracteres a anuméricos (a exemplo da tela WHI602,4, com 2 linhas de 16 caracteres) classificam-se, por C 'neguinte, na posição 8531, tendo por base a Regra Get-al Interpretativa n" 1 RGI-1) do Sistema rmonizado (SH)." Pela similitude A decisão acima transcrita das funções apresentadas no oduto objeto de lide, a posição 9013 defendida pela recorrente não tem possibilidade de ser nsiderada para os efeitos de classificação fiscal de seus produtos, por estar reservada As telas d visualização de maior capacidade de resolução, capazes de apresentar imagens r lativarnente bem mais complexas. Finalmente, cumpre observar que não é correta a alegação da recorrente de tualmente a posição fiscal adotada na consulta respeita a painéis montados com LEDs. O e se verifica é que não houve qualquer alteração na Nomenclatura Comum do Mercosul b seada no Sistema Harmonizado, permanecendo na posição 8531 tanto os painéis montados m LEDs como os de LCD. Diante do exposto, considerando que a classificação do produto objeto de lide j foi objeto de consulta formulada pela própria recorrente, com solução que classificou o p oauto no código 8531.20.00, que lhe foi desfavorável e implicou sua vinculação nos termos 4 processo de consulta, voto por que se rejeite a preliminar de nulidade do Auto de Infração e, n Mérito, seja negado provimento ao recurso voluntário.
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