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Numero do processo: 19515.000737/2010-31
Data da sessão: Tue Feb 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2011
COISA JULGADA. INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA.
A concomitância pressupõe a coexistência de dois processos, um judicial e outro administrativo, para que caracterize a renúncia à impugnação e recurso administrativo. Na hipótese de encerramento do processo judicial, com trânsito em julgado favorável ao contribuinte, cabe ao Colegiado aplicar o teor da decisão ao caso
Numero da decisão: 2201-004.124
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso de ofício para negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator
EDITADO EM: 16/03/2018
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Douglas Kakazu Kushiyama, Marcelo Milton da Silva Risso, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Ausente justificadamente a Conselheira Dione Jesabel Wasilewski.
Nome do relator: DANIEL MELO MENDES BEZERRA
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INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. A concomitância pressupõe a coexistência de dois processos, um judicial e outro administrativo, para que caracterize a renúncia à impugnação e recurso administrativo. Na hipótese de encerramento do processo judicial, com trânsito em julgado favorável ao contribuinte, cabe ao Colegiado aplicar o teor da decisão ao caso Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso de ofício para negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente (assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Relator EDITADO EM: 16/03/2018 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Douglas Kakazu Kushiyama, Marcelo Milton da AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 07 37 /2 01 0- 31 Fl. 822DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 810 2 Silva Risso, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Ausente justificadamente a Conselheira Dione Jesabel Wasilewski. Relatório Tratase de recurso de ofício interposto em face do Acórdão nº 0258.011 9a Turma da DRJ/BHE, o qual julgou procedente em parte a impugnação apresentada para exonerar o crédito tributário, pelo qual se exige Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF incidente sobre ganho de capital na alienação de bens e direitos (ações da empresa que era sócio). A descrição dos fatos foi feita de modo elucidativo pela decisão de piso, nos termos seguintes: Cuidase de Auto de Infração relativo ao Imposto de Renda de Pessoa Física, exercício 2010, anocalendário 2009 que formalizou a exigência do crédito tributário em decorrência de omissão de ganho de capital na alienação de bens e direitos, infração narrada no Termo de Verificação Fiscal TVF de fls. 357/365. O valor lançado inclui imposto de R$2.935.148,84, multa proporcional de 75%, no valor de R$2.201.361,63 e juros moratórios calculados até a data da lavratura. Imposto (2904) R$2.935.148,84 Multa Proporcional R$2.201.361,63 Juros de Mora (até 26/2/2010) R$161.433,18 Valor do Crédito Tributário Apurado R$ 5.297.943,65 Do Procedimento Fiscal Em sede de diligência fiscal o contribuinte havia sido intimado a demonstrar e comprovar o custo de aquisição das ações na empresa Expresso Araçatuba Transportes e Logística S/A e a apresentar o contrato social e alterações, bem como o contrato de venda. Em resposta o fiscalizado informou que adotou como base para apuração do ganho de capital a diferença entre 51% do custo das ações registradas da referida empresa em sua declaração de ajuste anual do anocalendário 2008 e o custo de aquisição. De posse do contrato de venda a fiscalização novamente o intimou a demonstrar e comprovar o depósito em garantia no valor de R$5.000.000,00. No atendimento à intimação foi apresentado extrato bancário da conta de depósito em garantia, ata da Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da Arex Control Adm. e Participação (AREX), bem como alegação de que os valores depositados na referida conta, na forma da Cláusula 4.1. do contrato de venda, até que aperfeiçoadas as condições de eventual liberação, não integraria o preço de venda. Fl. 823DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 811 3 extrato bancário com a titularidade em nome Eraldo Dias de Castro e as movimentações da conta depósito em garantia consta dos autos, às fls. 182/184. Após o exame de toda a documentação apresentada, bem como dos esclarecimentos do contribuinte a fiscalização apurou a seguinte infração, conforme auto de infração de fls. 366/371 e o próprio TVF: OMISSÃO DE GANHOS DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE AÇÕES/QUOTAS NÃO NEGOCIADAS EM BOLSA Nos termos dos §§ 3° e 4°, artigo 16 da Instrução Normativa SRF n° 84/2001, a autoridade autuante consignou que o custo de aquisição é o valor do custo médio ponderado multiplicado pela quantidade de ações ou quotas alienadas. Com base na ata da AGE da AREX apurouse que houve capitalização do saldo de lucros suspensos no montante de R$7.374.136,00 com aumento das 15.548.351 ações para 22.922.487 ações distribuídas aos acionistas proporcionalmente a sua participação. Houve redução de capital mediante a diminuição das quantidades de ações. Em troca os acionistas receberam quotas da empresa Expresso Araçatuba, da qual a AREX era sócia majoritária. Foram reduzidas 21.801.646 ações ordinárias da AREX no valor patrimonial de R$21.801.406,00 e distribuídas quotas da Expresso Araçatuba, conforme AGE, da seguinte maneira: Nome Ações reduzidas da AREX Quotas da Expresso Araçatuba recebidas em troca Valor Patrimonial Eraldo Dias de Castro 7.267.215 6.059.839 R$7.267.215,00 Oswaldo Dias de Castro 7.267.215 6.059.839 R$7.267.215,00 Antônio Dias de Castro 7.267.216 6.059.840 R$7.267.216,00 Total 21.801.646 18.179.518 R$ 21.801.646,00 Considerou a autoridade lançadora que o custo das quotas da empresa Expresso Araçatuba, recebidas pelos acionistas, terá o mesmo valor que a quantidade de ações da AREX reduzidas dos respectivos patrimônios. Segundo o relato fiscal, os valores declarados pelo contribuinte na coluna “situação em 31/12/2007” na DIRPF do exercício 2009, anocalendário 2008, referentes às ações da AREX, foram os seguintes: Fl. 824DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 812 4 Oswaldo Dias de Castro Quantidade Valor Declarado 4.906.432 R$4.905.425,84 273.283 R$273.265,68 3.000 R$3.000,00 5.182.715 R$5.181.691,52 O custo médio das ações na AREX, na capitalização e na redução de capital, bem como o custo médio da quota na Expresso Araçatuba estão demonstrados conforme tabelas de fls. 360/361, cujo resumo é o que se segue. Na capitalização do valor do saldo de lucros suspensos no montante de R$7.374.136,00, a AREX aumentou em 7.374.136 novas ações sendo que foi subtraído do campo “discriminação” na declaração de bens e direitos, a quantidade que o contribuinte recebeu de ações. Como o valor do custo total após o aumento de capital foi de R$7.639.737,35 e a quantidade de ações alcançou 7.640.730, o custo médio das ações da AREX após a capitalização alcançou R$ 0,99987; Na redução do capital social houve cancelamento de 21.801.646 ações, com divisão proporcional às participações. Visto que o contribuinte teve 7.267.215 ações canceladas e o custo médio encontrado foi de R$0,99987, o valor do custo total das ações canceladas do contribuinte foi de R$7.266.270,26; Na troca do cancelamento das ações da AREX por quotas da Expresso Araçatuba, o custo das ações da AREX de cada acionista corresponde ao custo de aquisição das quotas da Expresso Araçatuba. No caso do contribuinte, como o custo total de suas 6.059.839 ações na AREX alcançou R$7.266.270,26, o custo médio de cada quota na Expresso Araçatuba equivale a R$1,19909; Como nos termos do contrato de venda foram alienadas 9.271.590 ações ordinárias, a fiscalização concluiu que as 3.090.530 ações do contribuinte ao custo médio de R$1,19909 na Expresso Araçatuba alcançam o custo total de R$3.705.812,35. Apurado o custo de aquisição, a autoridade lançadora debruçouse sobre o instrumento de alienação da participação societária para identificar o valor das ações alienadas. Com base no itens 3.1. a fiscalização identificou o valor de alienação de R$69.820.413,95. Este valor foi decomposto no item 3.2. do contrato de venda de forma que R$64.820.413,95 seriam pagos na data do fechamento, mediante TED, de maneira proporcional a cada acionista e R$5.000.000,00 seriam transferidos para a conta depósito em garantida. Fl. 825DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 813 5 A autuante relata que de acordo com o contrato, o depósito em garantia prestase ao pagamento de certas indenizações por parte dos vendedores à compradora, nos termos avençados. Constatou ainda que o depósito de R$5.000.000,00 foi realizado pela compradora por meio de conta bancária cuja titularidade é dos vendedores e a movimentação financeira poderá ser feita por cada um deles isoladamente. Como o valor dado em garantia adveio do preço de compra, entendeu a autuante que para concedêla os vendedores necessariamente tinham a disponibilidade da renda. Por isto, o valor da alienação considerado inclui também o depósito em garantia e corresponde ao montante de R$69.820.413,95. No caso do contribuinte o valor de alienação de sua participação é de R$23.273.471,32. Considerados o valor de alienação de R$ R$23.273.471,32, o custo de aquisição de R$3.705.812,35, o ganho de capital de R$19.567.658,97 e a alíquota de 15%, foi apurado o imposto de renda no valor de R$2.935.148,85. Prossegue a autuante informando que o Poder Judiciário emitiu despacho, fl. 355, no qual autoriza o depósito judicial com a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, de acordo com o inciso II do artigo 151 do Código Tributário Nacional. Entendeu a fiscalização que o depósito deveria ser no montante integral, mas conforme cálculos efetuados, foi apurada uma insuficiência no valor de R$247.406,50, de acordo com a tabela de fl. 364. Conclui o seu relato acrescentando que ainda que suspensa a exigibilidade do crédito tributário, nos moldes do artigo 151 do CTN, o lançamento deve sempre ser efetuado, diante da fluidez do prazo decadencial. Da Impugnação Cientificado do lançamento o contribuinte apresentou a peça impugnatória de fls. 380/417. Argumenta inicialmente que não há impedimento ao conhecimento da impugnação em razão da ausência de concomitância entre o objeto discutido administrativamente e aquele da lide judicial. Afirma que enquanto no processo judicial a discussão gira em torno da legalidade da incidência do ganho de capital sobre alienação da participação societária, no âmbito administrativo discutese o valor da alienação. Preliminar de Nulidade Ressalta ainda que o lançamento é nulo por entender que houve erro na metodologia empregada pela fiscalização, na medida em que houve duplicidade na constituição do crédito tributário. Adverte que efetuou depósitos judiciais nos autos do mandado de segurança n° 2009.61.00.0148020, valores que não foram Fl. 826DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 814 6 considerados pela autoridade autuante. Salienta que ao discordar do valor depositado, a fiscalização em vez de promover o lançamento complementar, constituiu o crédito tributário integralmente, quando deveria imputar os valores e lançar apenas a parte divergente, acrescida de multa e juros. Cita jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça STJ para fundamentar seus argumentos no sentido de que os depósitos judiciais já correspondem a verdadeiro lançamento por homologação. Mérito Discorda do lançamento, pois a fiscalização teria considerado o valor de alienação como sendo R$69.820.413,95. Segundo afirma, o preço de compra fixado contratualmente previa o pagamento de duas parcelas. Uma de R$64.820.413,95 a ser transferida aos vendedores proporcionalmente a sua participação na empresa alienada e outra parcela de R$5.000.000,00 transferida em fundos imediatamente disponíveis para a conta de Depósito em Garantia. Argumenta que o valor da segunda parcela depositado como garantia tem por finalidade indenizar os compradores e a companhia, caso se realize qualquer das hipóteses previstas no contrato. A indenização será paga pelos vendedores mediante saque do valor a ser indenizado da conta de Depósito em Garantia e, subsequentemente o crédito deste valor em conta dos compradores ou do interessado (terceiro indenizado). Os saques na referida conta seriam, conforme contrato, ajuste do preço de compra e somente poderiam ser efetuados pelos titulares da conta em assinatura conjunta com a compradora. Acrescenta que não teve ainda a disponibilidade econômica ou jurídica do montante depositado, pois somente depois de decorridos cinco anos da data do fechamento do contrato é que, existindo saldo, haveria a reversão em favor dos vendedores, em respeito à condição suspensiva pendente. Nestas condições, o valor de R$5.000.000,00 não deve ser considerado para fins de apuração do ganho de capital. Destaca que o valor depositado em garantia corresponde a uma parte do preço de compra inicialmente acordado em razão do surgimento de passivos ocultos que impactam o valor da empresa, cujo pagamento aos vendedores sequer poderá ocorrer. O Depósito em Garantia foi o mecanismo criado pelas partes para operacionalizar os ajustes no preço de compra, porque não era possível no momento do fechamento do negócio definir todos os riscos e eventuais passivos da empresa. Explica ainda que com este procedimento impediuse que os vendedores pudessem dispor das quantias depositadas, já que dela não eram ainda titulares, nos termos do contrato firmado. Fl. 827DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 815 7 Com base em farta doutrina repisa que não há no presente caso nenhuma disponibilidade econômica ou jurídica, pois não há a liberdade de usar e dispor da parcela depositada em garantia. Por considerar que o próprio lançamento de ofício é descabido frente aos depósitos judiciais realizados, não há qualquer fundamento para a imposição de multa pecuniária. Afirma também serem inaplicáveis juros de mora sobre a multa de ofício. A DRJ Belo Horizonte proferiu decisão (acórdão de fls. 623/638) nos termos da seguinte ementa: NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento, enquanto ato administrativo. GANHO DE CAPITAL. PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. ALIENAÇÃO SEM PREÇO DETERMINADO. Na impossibilidade de determinação do preço total de alienação de participação societária no momento da realização da operação, o ganho de capital deve ser tributado na medida em que o preço for determinado e as parcelas pagas. IMPLEMENTO DE CONDIÇÃO SUSPENSIVA. FATO GERADOR. Somente haverá a incidência do Imposto de Renda sobre o ganho de capital, decorrente da alienação de bens e direitos, no tocante a rendimentos depositados em conta garantia, quando ocorrer a efetiva disponibilidade econômica ou jurídica destes para o alienante, depois de realizadas as condições a que estiver subordinado o negócio jurídico. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. Incabível o lançamento da multa de ofício e juros de mora na constituição de crédito tributário cuja exigibilidade esteja suspensa pelo depósito do montante integral. Em face da exoneração do crédito tributário em valor superior ao limite de alçada previsto na Portaria MF nº 03/2008, foi interposto recurso de ofício. Apresentada contrarrazões ao recurso de ofício às fls. 645/681. É o relatório. Fl. 828DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 816 8 Voto Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra – Relator Admissibilidade O recurso de ofício apresentado preenche os requisitos de admissibilidade, devendo, pois, ser conhecido. Do Recurso de Ofício Através da petição protocolada em 18/07/2016, fls. 718/719, acompanhada dos documentos de fls. 720/807, o interessado informa e comprova que operou o trânsito em julgado favorável ao ora recorrido, no dia 24/06/2016, nos autos do Mandado de Segurança 001480202.2009.403.6100, em trâmite perante a 26a Vara Cível da Subseção Judiciária de São Paulo/SP, em que foi reconhecida a isenção do imposto de renda incidente sobre a alienação de suas participações societárias, razão pela qual requer seja declarado extinto o crédito tributário objeto do presente Auto de Infração. A decisão de piso entendeu que ocorreu renúncia parcial ao contencioso administrativo, em função de haver pedido diverso do constante na ação judicial, tendo julgado não conhecer da impugnação, declarando a definitividade da exigência, no que se refere à matéria objeto de ação judicial e julgála procedente, relativamente às demais matérias. Pois bem. Dos fatos narrados, verificase não haver concomitância entre processos administrativo e judicial, tendo em vista as partes, causa de pedir e pedido, que caracterizam o objeto da demanda. É verdade que o processo judicial contém pedido mais abrangente que o processo administrativo fiscal, na medida em que uma decisão judicial desfavorável ao contribuinte no que pertine à isenção de Imposto de Renda sobre os ganhos de capital com base no art. 4º, alínea “d”, do Decreto Lei nº 1.510/76, obrigaria o julgador administrativo a apreciar as questões mais específicas afetas ao lançamento, como seria o caso da existência ou não de ganho de capital. A decisão de piso enfrentou a matéria para declarar a inexistência do ganho de capital correspondente à parcela do preço de compra cuja condição suspensiva ainda não havia sido implementada e excluiu o imposto no valor de R$ 247.415,45 e consectários legais. O valor remanescente do imposto de R$ 2.687.599,98 foi considerado como matéria idêntica à ação judicial. A decisão judicial reconheceu que o recorrido faz jus à isenção de que trata o art. 4º, alínea “d”, do Decreto Lei nº 1.510/76. No presente caso, o que há é uma processo administrativo em curso, e um processo judicial encerrado, com trânsito em julgado favorável ao contribuinte. Portanto, não se trata de hipótese de não conhecimento do impugnação por renúncia à instância Fl. 829DF CARF MF Processo nº 19515.000737/201031 Acórdão n.º 2201004.124 S2C2T1 Fl. 817 9 administrativa, mas sim de aplicação da coisa julgada existente favorável ao contribuinte de resto já plenamente reconhecida nos autos pela decisão. Quanto ao mérito recursal, haja vista a decisão favorável ao contribuinte transitada em julgado no Processo n° 001480202.2009.403.6100, da 26a Vara Cível da Subseção Judiciária de São Paulo, após a constituição do crédito tributário, reconhecendo a inexistência de ganho de capital na operação versada nos autos, cumprenos declarar a extinção do crédito tributário. Destarte, merece retoque a decisão recorrida no que pertine ao reconhecimento da renúncia ao contencioso administrativo de parte do crédito tributário, todavia, diante da decisão favorável ao contribuinte na via judicial, a declaração da extinção do crédito tributário é medida que se impõe. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso de ofício para, no mérito, negarlhe provimento. Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Fl. 830DF CARF MF
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Numero do processo: 14041.000094/2007-20
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 31/01/2001 a 31/03/2002
AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS E PIS. DECADÊNCIA. CINCO ANOS
CONTADOS DO FATO GERADOR.
Nos termos da Súmula Vineulante 8 do Supremo Tribunal Federal, de
20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n°8.212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/PASEP é a do § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional, ou seja, cinco anos a contar da
data do fato gerador.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 30/04/2002 a 31/05/2005
Efetuado o recolhimento das contribuições antes da ciência do Termo de Início de Fiscalização que resultou na lavratura de auto de infração, é de se tê-lo como espontâneo e de se aproveitá-lo para a quitação dos valores lançados. Por outro lado, correto o lançamento de oficio para a constituição dos valores não informados em DCTF.
Recurso de Oficio Negado.
Numero da decisão: 2201-000.001
Decisão: ACORDAM os Membros da 2ª Câmara 1ª Turma Ordinária da Segunda
Sessão do CARF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio e, de oficio, em reconhecer a decadência do Nireito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos fatos geradores ocorridos entre janeiro de 2001 a março de 2002, na linha da Súmula 08 do STF.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/01/2001 a 31/03/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS E PIS. DECADÊNCIA. CINCO ANOS CONTADOS DO FATO GERADOR. Nos termos da Súmula Vineulante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n°8.212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/PASEP é a do § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional, ou seja, cinco anos a contar da data do fato gerador. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 30/04/2002 a 31/05/2005 Efetuado o recolhimento das contribuições antes da ciência do Termo de Início de Fiscalização que resultou na lavratura de auto de infração, é de se tê-lo como espontâneo e de se aproveitá-lo para a quitação dos valores lançados. Por outro lado, correto o lançamento de oficio para a constituição dos valores não informados em DCTF. Recurso de Oficio Negado.
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I 5101 >: •-- -4' .- MINISTÉRIO DA FAZENDA / CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO --.... . ... • Processo n° 14041.000094/2007-20 Recurso n" 156.367 De Oficio Acórdão n° 2201-00.001 — 2* Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 3 de março de 2009 Matéria Auto de Infração de Pis e de Cofins Recorrente DRJ-BRAS1LIA/DF Interessado FUNDAÇÃO BANCO CENTRAL DE PREVIDÊNCIA PRIVADA - CENTRUS ASSUNTO: NORNIAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 3 1 /01 /200 1 a 31/03/2002 AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS E PIS. DECADÊNCIA. CINCO ANOS CONTADOS DO FATO GERADOR. Nos termos da Súmula Vineulante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n°8.212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/PASEP é a do § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional, ou seja, cinco anos a contar da data do fato gerador. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 30/04/2002 a 31/05/2005 Efetuado o recolhimento das contribuições antes da ciência do Termo de Início de Fiscalização que resultou na lavratura de auto de infração, é de se tê-lo como espontâneo e de se aproveitá-lo para a quitação dos valores lançados. Por outro lado, correto o lançamento de oficio para a constituição dos valores não informados em DCTF. Recurso de Oficio Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da 2' Câmara!!' Turma Ordinária da Segunda Sessão do CARF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio e, de oficio, em reconhecer a decadência do Nireito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos fatos geradores oc *dos entre janeiro de 2001 a março de 2002, na linha da Súmula 08 do STF. i i-,_ Processo n°14041.000094/2007-20 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.001 Fl. 2 • Aia ./41 / iír, LSON MACEPI ROSENBURG FILHO 'residente CHDASSI GUERZ°N1elator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jean Cleuter Simões Mendonça, José Adão Vitorino de Morais, Luciano Pontes de Maya Gomes (Suplente), Robson Bayerl (Suplente), Andréia Dantas Lacerda Moneta (Suplente) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Relatório Trata o presente julgamento de analisar Recurso de Oficio interposto pela DRJ-Brasília/DF em face de ter exonerado o sujeito passivo da exigência do recolhimento de multa de oficio em montante superior ao limite de alçada estabelecido pelo artigo 1 0 e parágrafo único da Portaria MF n° 3, de 3 de janeiro de 2008. Ocorreu que a interessada fora autuada em 27/04/2007 para a exigência de diferenças do PIS/Pasep e da Cofins, relativas aos períodos de apuração de janeiro a novembro de 2001 e de janeiro de 2002 a maio de 2005, tendo o crédito tributário montado a RS 2.970.247,48 para o PIS/Pasep e a RS 19.615.937,62 para a Cofins, em ambos incluídos o principal, os juros de mora e a multa de oficio de 75%. Na impugnação, a interessada suscitara a decadência dos lançamentos relativos aos períodos de apuração de janeiro de 2001 a maio de 2002, e, no mérito, que, ainda dentro do período em que detinha a espontaneidade, havia efetuado recolhimentos dos valores então exigidos por meio do auto de infração. Na primeira manifestação da instância de piso, que se deu por meio do Acórdão n° 03-21.726, de 27 de julho de 2007, foi afastada a prejudicial de decadência arguida e, no mérito, reconheceu-se que o recolhimento efetuado pela interessada na data de junho de 2005 deveria ser considerado como espontâneo, haja vista que, não obstante existisse Mandado de Procedimento Fiscal em aberto para as denominadas "Verificações Fiscais Obrigatórias", o fato é que a ação fiscal voltada especificamente para a verificação da regularidade dos recolhimentos do PIS/Pasep e da Cofins somente se deu em 05/02/2007, após, portanto, ter havido os recolhimentos dos valores que acabaram por serem exigidos por meio do auto de infração. Reportou ainda a DRJ a inexistência da confissão dos débitos em DCTF, o que justificaria a manutenção do lançamento para fins de constituição do crédito tributário, "inclusive para evitar que os recolhimentos permaneçam disponíveis no controle da repartição, devendo ser afastada a multa de oficio e alocados os pagamentos para extinguir o crédito, com multa de mora e juros até a data do recolhimento". 2 Processo n° 14041.00009412007-20 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.001 Fl. 3 Assim, em resumo, a DRJ votou pelo aproveitamento dos valores recolhidos pela interessada para fins de extinção dos valores constituídos de oficio por meio do auto de infração, excluindo-se a exigência da multa de oficio. Todavia, a Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário — Dicat, seção da DRF em Brasília/DF encarregada de executar os termos do referido Acórdão da DRJ, proferiu despacho relatando que, em relação a alguns períodos de apuração do PIS/Pasep l , os pagamentos efetuados pela empresa não se mostraram suficientes para quitá-los definitivamente, o que a motivou a formular o seguinte questionamento à instância de piso, verbis: "b) Assim, como ficará a questão da extinção da multa de oficio dos saldos dos créditos tributários que remanesceram? Que tratamento deverá ser dado aos pagamentos que 'sobraram' saldos? Poderá serfeita a 'compensação de oficio'?" Em Sessão realizada em 31 de janeiro de 2008 a r Turma da DRJ em Brasília/DF retificou o Acórdão anterior esclarecendo que os "pagamentos efetuados pelo sujeito passivo devem ser alocados ao crédito tributário constituído de oficio, afastando-se a multa de oficio quando o recolhimento for suficiente para extingui-lo, e, no caso de insuficiência, deve ser exigido do sujeito passivo o recolhimento do saldo devedor remanescente, acrescido de multa de oficio e juros morató rios respectivos." Quanto à outra parte do questionamento da DRF, a instância de piso se manifestou pela inexistência de previsão legal "para que eventuais recolhimentos a maior sejam aproveitados mediante compensação de oficio, até mesmo porque o procedimento de compensação é faculdade legal que depende de iniciativa do sujeito passivo, mediante a utilização do instrumento instituído para esta finalidade (PER/DCOMF)". É o Relatório. Voto Conselheiro ODASSI GUERZONI FILHO, Relator Inicialmente, verifico que, pelo fato do lançamento ser sido cientificado ao sujeito passivo em 27/04/2007, uma parte dele — períodos de apuração do PIS/Pasep e da Cofins de janeiro de 2001 a março de 2002 - fora atingida pela decadência, em face da regra aplicável para o caso - § 40 do artigo 150 do Código Tributário Nacional — dispor ser de cinco anos, contado da ocorrência do fato gerador da obrigação, o prazo da Fazenda Pública constituir o crédito tributário mediante lançamento de oficio. Esse entendimento passou a ser por mim adotado a partir da edição da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, que Fevereiro a setembro de 2001; fevereiro a agosto de 2002; fevereiro a junho, e agosto a dezembro de 2003; e fevereiro de 2004. Processo n° 14041.000094/2007-20 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.001 Fl. 4 considerou inconstitucional o disposto no artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991, que dispunha que o referido prazo era de dez anos. Assim, não obstante a interessada tenha efetuado recolhimentos de valores relacionados a tais períodos, e, muito embora, por outro lado, tivesse contra os respectivos lançamentos se insurgido justamente por conta da ocorrência da decadência, suscito de oficio a caracterização de tal instituto, de sorte que devem ser cancelados os créditos tributários do PIS/Pasep e da Cofins relacionados aos períodos de apuração de janeiro de 2001 a março de 2002. Quanto à matéria objeto do recurso de oficio, nego-lhe provimento, em face de considerar correto o entendimento da instância de piso ao reconhecer que o recolhimento efetuado pelo sujeito passivo se deu em período compreendido pela espontaneidade, cabendo à Unidade de origem considerá-lo para fins de exoneração dos créditos tributários constituídos por meio do auto de infração, com a exigência da multa de oficio apenas para os casos em que restarem saldo do valor principal em aberto. O mesmo se diga da parte do recurso que versou sobre a "compensação de oficio", ou seja, as providências para o aproveitamento dos valores recolhidos a maior ou indevidamente ficará a cargo da interessada. Em face de todo o exposto, nego provimento ao Recurso de Oficio e, de oficio, suscito a decadência para cancelar os lançamentos do PIS/Pasep e da Cofins relativos aos períodos de apuração de janeiro de 2001 a março de 2002. Sala das Sessões, e 3 de marçIde 2009 I ILHO CDASS:UERZ°N( 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 19740.000481/2004-50
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2000
DESPESAS NÃO NECESSÁRIAS. OPERAÇÕES COM OPÇÕES FLEXÍVEIS DE DÓLAR.
Desconstituído o fundamento que ensejou o provimento recorrido, mediante análise dos elementos e provas constantes dos autos, deve ser restabelecida a situação anteriormente modificada pela decisão a quo.
CSLL. TRIBUTAÇÃO REFLEXA.
A decisão proferida no julgamento do lançamento matriz aplica-se, no que couber, ao lançamento reflexo, em face da intima relação de causa e efeito entre eles existente.
Numero da decisão: 9101-000.880
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias (Relatora), Antonio Carlos Guidoni Filho e Susy Gomes Hoffmann. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz.
Nome do relator: Karem Jureidini Dias
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2000 DESPESAS NÃO NECESSÁRIAS. OPERAÇÕES COM OPÇÕES FLEXÍVEIS DE DÓLAR. Desconstituído o fundamento que ensejou o provimento recorrido, mediante análise dos elementos e provas constantes dos autos, deve ser restabelecida a situação anteriormente modificada pela decisão a quo. CSLL. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. A decisão proferida no julgamento do lançamento matriz aplica-se, no que couber, ao lançamento reflexo, em face da intima relação de causa e efeito entre eles existente.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias (Relatora), Antonio Carlos Guidoni Filho e Susy Gomes Hoffmann. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz.
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Numero do processo: 10280.004044/2002-33
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica
Exercício: 2002
Ementa: COMPENSAÇÃO – IRRF – SALDO NEGATIVO DE IRPJ –
Comprovada a efetiva retenção de IR, e desde que computado
saldo negativo de IRPJ na apuração anual, é de se reconhecer o direito à compensação do saldo negativo, na forma da lei. Uma vez discrepantes os montantes informados em DIPJ e em DIRF, pode a autoridade fiscal firmar o cálculo na fonte mais verossímil, não lhe sendo lícito, contudo, adotar critério sincrético, tendente apenas a minorar o direito creditório do contribuinte.
PEDIDO DE PERÍCIAS - Rejeita-se o pedido de perícia quando
desnecessária, por existir nos autos elementos suficientes para o julgamento, bem assim quando não formulado conforme determinado pelo art 18 do Decreto n° 70.2.35/72.
Numero da decisão: 1803-000.452
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para reconhecer direito creditório adicional no valor de R$ 1.703,01 e homologar as compensações até o limite do direito creditório reconhecido, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Benedicto Celso Benício Júnior
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica Exercício: 2002 Ementa: COMPENSAÇÃO – IRRF – SALDO NEGATIVO DE IRPJ – Comprovada a efetiva retenção de IR, e desde que computado saldo negativo de IRPJ na apuração anual, é de se reconhecer o direito à compensação do saldo negativo, na forma da lei. Uma vez discrepantes os montantes informados em DIPJ e em DIRF, pode a autoridade fiscal firmar o cálculo na fonte mais verossímil, não lhe sendo lícito, contudo, adotar critério sincrético, tendente apenas a minorar o direito creditório do contribuinte. PEDIDO DE PERÍCIAS - Rejeita-se o pedido de perícia quando desnecessária, por existir nos autos elementos suficientes para o julgamento, bem assim quando não formulado conforme determinado pelo art 18 do Decreto n° 70.2.35/72.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer direito creditório adicional no valor de R$ 1.703,01 e homologar as compensações até o limite do direito creditório reconhecido, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica Exercício: 2002 Ementa: COMPENSAÇÃO – IRRF – SALDO NEGATIVO DE IRPJ – Comprovada a efetiva retenção de IR, e desde que computado saldo negativo de IRPJ na apuração anual, é de se reconhecer o direito à compensação do saldo negativo, na forma da lei. Uma vez discrepantes os montantes informados em DIPJ e em DIRF, pode a autoridade fiscal firmar o cálculo na fonte mais verossímil, não lhe sendo lícito, contudo, adotar critério sincrético, tendente apenas a minorar o direito creditório do contribuinte. PEDIDO DE PERÍCIAS - Rejeita-se o pedido de perícia quando desnecessária, por existir nos autos elementos suficientes para o julgamento, bem assim quando não formulado conforme determinado pelo art 18 do Decreto n° 70.2.35/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer direito creditório adicional no valor de R$ 1.703,01 e homologar as compensações até o limite do direito creditório reconhecido, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. 41— e e eiTeira de Moraé-7-T)iesidente • Benedicta„Celso B icio Júnior - Relator EDITADO EM:218/2010 Processo n° 10280 004044/2002-33 S1-1E03 Acórdão n. 1803-00452 Fl 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresà, Luciano Inocêncio dos Santos, Roberto Armond Ferreira da Silva, Sérgio Rodrigues Mendes e Benedicto Celso Benício Júnior. Relatório Versa o presente processo sobre pedido de restituição (fl. 01) protocolizado em 26/07/2002, em que o contribuinte informa possuir crédito de saldo negativo — LM do ano-calendário 2001, no valor de R$ 80.945,97. A tela da DIPJ/02 (f1,390) mostra que o valor original do pedido é R$ 78.686,98. Em sua fundamentação (f1s.2/10), o contribuinte afirma que, por ocasião do fechamento do balanço anual, apurou resultado real diferente daquele calculado mensalmente, causador dos recolhimentos por estimativa. O contribuinte apresentou as seguintes declarações de compensação: Tabela I Declaração de Compensação Data de Apresentação Houve Retificação (Sim ou Não) Pl. 59 14/08/2002 Não Fl, 60 16/09/2002 Não Pl. 61 16/10/2002 Não Fl. 63 18/10/2002 Não Pl. 67 13/12/2002 Não Ft 69 16/01/2003 Sim (fl. 84) PI, 71 19/02/2003 Não Pl. 73 14/03/2003 Não Fl. 75 15/04/2003 Não PI 78 19/05/2008 Sim (11, 93) 24905....„. . „ .0376 (lis. 148/151) 13/06/2003 Não 26667....„.. .„4435 (fls. 152/155) 14/07/2003 Não 03199..,.......0958 (fis. 156/159) 15/08/2003 Não 36118, .. „..... 43'74 (fls. 160/163) 12/09/2003 Não 25317 (fis. 164/167) 14/11/2003 Não 41184.. ....,5400 (fls. 168/171) 12/05/2005 Não Por intermédio do Parecer SEORT/DRF/BEL n° 0088, e respectivo Despacho Decisório, de 28/02/2008 (11s, 215/226), foi parcialmente deferido o pedido de restituição, com reconhecimento de direito creditório no valor de R$ 67.516,60, e parcialmente homologadas as compensações, conforme tabela de fl. 226, O contribuinte tomou ciência em 07/04/2008 (fl. 239, verso). Processo n' 10280 004044/2002-33 81-TE03 Acórdão " 1803-00452 El 3 Posteriormente, houve a retificação do Parecer SEORT/DRF/BEL n i" 0088 e do Despacho Decisório (fls. 3071316), com a ciência do contribuinte em 29/07/2008 (fl. 317, verso), Após tornar ciência do Parecer/Despacho Decisório de fls. 215/226, em 07/04/2008, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, em 03105/2008 (tis, 319/335), por meio de representante legal (fls.16/19, 3.36 e 345/356), alegando, em síntese, que: - não obstante o correto e irreparável deferimento, no que tange ao reconhecimento do direito, aquela decisão deveria ser impugnada, parcialmente, pelo presente instrumento, na parte que deixou de reconhecer o montante total do crédito a que tem direito a ora impugnante; - a peticionária optou pelo pagamento do IRP.1 e da CSLL com base no lucro real anual, estimando e antecipando, mensalmente, o valor devido a título daqueles tributos, conforme lhe facultava o art, 20 da Lei 9,4:30/96; - tendo antecipado o imposto de renda e o adicional, e não tendo a estimativa sido confirmada pela apuração do lucro real anual, sobre o qual deve incidir aquele tributo, apurou a requerente saldo de imposto de renda a restituir, conforme determina o § 6' do art. 2° da Lei 9.430/96; - não obstante o reconhecimento do direito à restituição ou à compensação dos valores recolhidos pela impugnante, a quantificação do montante a ser restituído ou compensado se fez com equivoco; - tendo adotado a forma de tributação do IRPJ e da CSLL pelo lucro real anual, a impugnante procedeu à apuração dos saldos devidos durante o exercício, por meio da estimativa sobre a receita bruta, em conjunto com balancetes de suspensão e redução, na forma que lhe faculta a lei; - apurados débitos de IRP,I e de CSLL, a impugnante procedeu à sua quitação, mediante os meios de extinção do crédito tributário admitidos pela lei, especificamente, no caso, pelo pagamento e pela compensação; - a forma de quitação — e conseqüente extinção — dos débitos tributários se fez por modalidades diversas, "mas que concorrendo para o mesmo objetivo extinguiram o crédito tributário"; - a extinção do crédito tributário se deu parte com pagamento e parte com crédito de IRRF; - as compensações realizadas também devem ser consideradas no cômputo do quantwn restituivel/compensável; - o direito da impugnante emerge cristalino das disposições constantes do art.165 do CTN; - a compensação extingue o crédito tributário nos termos do CTN (artigo 170 do CTN e artigo 74, caput e §§1° e 2°, da Lei 9.430/96); - o crédito da impugnante deve ser atualizado pela incidência da SELIC; - há necessidade de perícia contábil, a fim de certificar-se a total procedência das alegações da impugnante; Processo n" 10280.00404412002-33 S1-T E03 Acórdão n 1803-00A52 Fi 4 - deve ser reconhecido o direito creditório no valor de R$ 78,686,98, com a conseguinte homologação de todas as compensações realizadas. A 1' TURMA — MJ EM BELÉM — PA, ao julgar a manifestação de inconfOrmidade apresentada, acolheu em parte a insurgência da postulante, reconhecendo: i) a homologação tácita das compensações pleiteadas em fls. 59, 60, 61, 63 e 67; ii) a existência, ao lado do direito creditório assegurado pela DRF de Belém-PA, de saldo negativo de IRPJ (ano- base de 2001) equivalente a R$ 8.024,13, atinente a IR retido a maior na fonte; iii) a homologação expressa das compensações encartadas às fls., 71, 73, 75, 84, 93, 151, 155, 159, 163, 167 e 429; e iv) a homologação parcial da compensação exorada à fl. 171, até o limite do direito crediticio ratificado. Assim restou ementada dita decisão: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001 SALDO NEGATIVO IRPL ESTIMATIVAS MENSAIS APROVEITAMENTO Compõem as estimativas mensais pagas, além dos -miares recolhidos via DARF, as deduções utilizadas mediante aproveitamento de IRRF e 1RRF por órgãos públicos." Cientificado da decisão em 16/12/2008, interpôs o contribuinte recurso a este conselho, em 15/01/2009, aduzindo razões similares às apresentadas em primeiro grau administrativo. É o relatório do essencial. Voto Conselheiro Benedicto Celso Benício Júnior, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. Não obstante a recorrente tenha reproduzido, em sua peça recursal, variados argumentos a respeito da legitimidade do direito creditório originalmente pleiteado (fls.. 01 e ss.), está claro, da leitura do atesto guerreado, que ó único ponto de divergência, ainda pendente, entre o entendimento fazendário, de um turno, e a pretensão do contribuinte, de outro, corresponde ao montante de IRRF que cada parte admite corno restituivel/compensável. A decisão recorrida, neste sentido, acolheu, in totum, a parcela de saldo negativo equivalente a pagamentos efetuados via DARF's, pertinentes a estimativas mensais quitadas a maior, Os recolhimentos efetuadas neste campo, perfazedores da cifra de R$ 71.947,11, foram, com efeito, assegurados pela DRJ competente, depois de descontado o montante de IRPJ a recolher, apurado ao fim do ano-calendário de 2001 (R$ 71,947,11 — R$ 4,430,51 = R$ 67.516,60). A este montante foi reconhecida, ainda, a necessidade de atualização, mediante cominação da taxa Selic, nos moldes da legislação de regência.. Sobressalente, pois, afiguram-se também os argumentos recursais respeitantes ao tópico. Plucesso n" I 0280 004044/2002-33 SI-TE03 Má: (là° n,° 1803-00.452 Fi 5 O aresto discutido admitiu, no mais, a compensabilidade de parte dos valores de IR retidos a maior. Neste ponto, contudo, os julgadores ad quo entenderam incabível a ratificação dos montantes descritos na DIRI/02, vez não condizerem tais quantias com aquelas declinadas nas DIRF's de fis. 418/428. Para melhor explanação do entendimento consubstanciado no deciálan atacado, reproduzamos, abaixo, a tabela comparativa adotada pelos julgadores inferiores, com algumas alterações de ordem didática: MÊS ESTIMATIVA - IRPJ IRRF (R$) IRRF - ÓRGÃO PúBLIco (RS) DIRF DIPJ DIRF DIPJ Janeiro/01 233,53 350,46 76,64 15,72 Fevereiro/01 250,22 384,74 0,00 0,00 Março/01 622,41 1.396,56 218,98 22,46 Abril/01 1.019,35 412,99 218,98 22,45 Maio/01 622,47 821,02 109,49 44,90 Junho/01 97,10 302,69 0,00 0,00 Julho/01 1.453,98 1.652,53 145,99 22,46 Agosto/01 800,86 999,41 199,30 24,33 Setembro/01 349,36 540,87 117,24 24,04 Outubro/01 986,69 1.210,44 117,24 24,05 Novembro/01 1.121,59 1.513,73 117,24 24,04 Dezembro/01 848,48 1.336,47 0,00 24,04 TOTAL 8,406,04 10.921,91 1.321,10 248,49 A planilha acima exposta evidencia que, considerados os valores de IRRF declarados pelo contribuinte na DIPI/02, chega-se a um saldo a restituir/compensar equivalente a R$ 11,170,40 (R$ 10.921,91 + R$ 248,49); doutro lado, se aceitarmos os montantes consignados exclusivamente nas DIRF's, assoma, como montante creditório a ser convalidado, somente a cifra de R$ 9.727,14 (R$ 8.406,04 -1- R$ 1.321,10). Acontece, todavia, que o aresto guerreado houve por bem consagrar critério sincrético, formatado de molde a representar o menor direito de crédito possível. Esta interpretação se baseou, então, na tomada, mês a mês, do menor montante de retenção consignado, verificado dentre as duas fontes de informação alternativas - DIPJ/02 ou DIRF's. Em tal cenário, somando-se as quantias negritadas na tabela suso explicitada, chegaram os julgadores recorridos a direito creditório adicional equivalente a R$ 8,024,13, inferior ao resultado descrito tanto nas DIRF's quanto na DIPJ/02. Esta cifra, todavia, não corresponde àquela que efetivamente compõe o saldo negativo compensável, eis ter sido artificial e pouco criteriosamente erigido. Conforme se estabelece da análise da DIPJ/02, o contribuinte, durante o ano- ealendiátio de 2001, estava sujeito à sistemática de apuração do IRPJ pelo lucro real anual. Neste !contexto, o saldo devedor alegadamente existente deveria ser computado, integralmente, ao fin do respectivo lapso de apuração - e não segundo periodicidade mensal, incidente exclusi mente para fins de contabilização das estimativas recolhidas. O critério adotado pela decisão recorrida é teratológico. Entendendo que o total retido no exercício não seria aquele informado em DIPJ - mas, sim, o constante dos bancos de dados alimentados pelas DIRF's -, deveria o .julgador fiscal consagrar incondicionadamente os últimos montantes, computando-os ao término do período anual de Y- Processo n" 10280.004044/2002-33 s1-TE03 Acórcliio n " 1803-00.452 Fl 6 apuração, Relativizar a sistemática correta, corno ocorreu, adotando as informações da DIP.1 apenas quando fosse conveniente, não é lídimo. O direito creditório a ser reconhecido, naquilo que respeita ao IR retido a mais, corresponde, pois, a R$ R$ 9,727,14, nos moldes evidenciados pelas DIRF's respectivas. A esta conclusão se pode chegar a partir da simples análise dos documentos carreados aos autos, fornecidos tanto pela peticionária quanto pelas autoridades fazendárias de grau inferior, Despiciendo se mostra, nestes termos, o requerimento de perícia contábil formulado pelo contribuinte. A este respeito, lembre-se que o artigo 18 do Decreto n" 70.235/72, adiante transcrito, deixa ao julgador a avaliação da necessidade de prova pericial, segundo juízos objetivos de conveniência e de oportunidade: "Art 18, A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no ai t. 28, in fine" Sendo possível o deslinde do mérito recursal sem apelo a provas de índole excepcional, não há mais o que se discutir, sendo imperiosa a consideração da inutilidade do pleito pericial apresentado, tanto na instância anterior quanto na presente. Isto posto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para: i) reconhecer, ao lado do saldo credor consagrado em grau inferior, direito creditório adicional equivalente a R$ 1.703,01 (R$ 9.727,14 — R$ 8.024,13), a titulo de saldo negativo de IRPJ computado no ano-calendário de 2001, devidamente corrigido à taxa Selic, na forma da lei; e ii) homologar, nos limites dos ativos rati $ dos, as compensações ainda pendentes. .. Be diet ' - so .Benício Júnior 4 Processo n" 10280.004044/2002-33 81-TE03 Acórdão n 1803-00,452 FI 7 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3 0 , do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, 0 5 t\ 5fl 2 010 lans e a e -homa"-Koi ay):Secretária da Câmara Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: []apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA %Os CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF i a SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n0 : 10280,004044/2002-33 Interessado(a) BETTA SERVIÇOS GERAIS E COMÉRCIO LTDA TERMO DE JUNTADA a Seção Declaro que juntei aos autos o Acórdão n o 1803-00,452, (fls. ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil Em / / ASSINATURA
score : 1.0
Numero do processo: 13971.000151/2004-64
Data da sessão: Fri Nov 29 00:00:00 UTC 2019
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 31/03/2000 a 10/07/2003
MULTA MORATÓRIA. DENUNCIA ESPONTÂNEA.
Na forma da Súmula n. 360 do Superior Tribunal de Justiça, o beneficio da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo.
Numero da decisão: 3201-000.456
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/03/2000 a 10/07/2003 MULTA MORATÓRIA. DENUNCIA ESPONTÂNEA. Na forma da Súmula n. 360 do Superior Tribunal de Justiça, o beneficio da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-20T14:02:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-20T14:02:21Z; Last-Modified: 2011-04-20T14:02:21Z; dcterms:modified: 2011-04-20T14:02:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:ed734f9c-ddb0-489b-bb59-e4abfd072661; Last-Save-Date: 2011-04-20T14:02:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-20T14:02:21Z; meta:save-date: 2011-04-20T14:02:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-20T14:02:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-20T14:02:21Z; created: 2011-04-20T14:02:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2011-04-20T14:02:21Z; pdf:charsPerPage: 1196; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-20T14:02:21Z | Conteúdo => residente Judith D arcelo Ribeiro Nogueira - 1 Editado Em: 24 de fevereiro de 2011. S3-C2T1 Fl. 126 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13971.000151/2004-64 Recurso n° 141.236 Voluntário Acórdão n° 3201-00.456 — 2 Camara / la Turma Ordinária Sessão de 24 de maio de 2010 Matéria RESTITUIÇÕES DIVERSAS Recorrente CHRISTIAN GRAY LTDA. Recorrida DRJ FLORIANÓPOLIS-SC ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 31/03/2000 a 10/07/2003 MULTA MORATÓRIA. DENUNCIA ESPONTÂNEA. Na forma da Súmula n. 360 do Superior Tribunal de Justiça, o beneficio da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. t'S Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 'A66i-dain . os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar jirovimento ao recurso voluntário.. • Participaram do presente julgamento os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Ricardo Paulo Rosa, Mercia Helena Trajano D'Amorim,,Tatiana Midori Migiyama (Suplente) e Marcelo Ribeiro Nogueira. Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: A Interessada, por seu mandatário (fls. 02/05) protocolou/ em 13/02/2004, o pedido de restituição de fl. 01, no mo. ntante, segundo seus cálculos, de R$ 11.297,30, de R$ 4.446,88 e'de R$ 34.543,38, demonstrado às fls. 42, 51 e fl.59, respectivamente, referente a valores de multa de mora, recolhidos juntamente com os pagamentos tributos e contribuições, então efetuados fora de prazo, sob a alegação de que o art.138 do CTN afasta a aplicação de multa no caso de denuncia espontânea. Consta nos autos também, cópia de Declaração de Compensação (DCOMP) (fis.67 a 70) transmitida pela Interessada em 13/02/2004, para compensação de débitos com o crédito que pretende ora ver reconhecido. A Delegacia da Receita Federal em Blumenau/SC, por meio do Despacho Decisório de fls. 72/76, indeferiu o pedido em discussão, sob o argumento de ser devida a multa de mora, concluindo não estar caracterizado o pagamento indevido que ensejasse a restituição. Eis a ementa do referido despacho (/1.72): A multa de mora tem caráter indenizatório 'e tem por fim reparar, o Estado pelos transtornos que causa o recolhimento em atraso. Não 'tendo caráter punitivo, não cabe afastá-la em casof4e denúncia espontânea. Cientificada em 11/10/2004 (/1. 80), a interessada, por seu mandatário, em 08/11/2004 apresentou a manifestação, de inconformidade de fls. 81/91, transcrevendo o art. 138 do GIN e ementas de decisões judiciais e administrativas em segunda instância, reportando-se a denúncia espontânea e postulando a reforma do despacho decisório e o reconhecimento do direito restituição pleiteada. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 31/03/2000 a 10/07/2003 MULTA MORATORIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O instituto da denúncia espontânea não tem aptidão para afastar a multa de mora decorrente de mera inadimplacia, configurada no pagamento fora de prazo de tributos apurados e declarados pelo sujeito passivo, na forma do artigo 150 do CTN. Solicitação indeferida. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário no qual reforça os argumentos trazidos em sua manifestação de inconformidade. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de -e ,k,u,vt,c70 arcelo Ribeiro Nogueira C) Processo n° 13971.000151/2004-64 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.456 Fl. 127 dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. o Relatório. Voto • Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira - Relator 0 recurso atende os requisitos legais, portanto dele tomo conhecimento. Independente da opinião pessoal deste relator, a matéria do presente recurso foi objeto de Súmula pelo Superior Tribunal de Justiça (n. 360 - DJe 08/09/2008, RSTJ vol. 211 p. 549) corn o seguinte teor: O beneficio da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. No presente feito, o contribuinte apresentou regularmente suas declarações e deixou de recolher o tributo no prazo estabelecido pela legislação, contudo, segundo a interpretação do STJ, que vem sendo sistematicamente adotada por este Conselho Administrativo, como o contribuinte não descumpriu sua outra obrigação fiscal, qual seja a entrega correta das declarações, não poderá gozar do beneficio previsto no artigo 138 do CTN. Assim, ressalvada minha opinião pessoal e observada a jurisprudência do Superior Tribunal de . Justiça, VOTO por conhecer do recurso para negar-lhe provimento. 1 3
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Numero do processo: 10980.006045/2003-14
Data da sessão: Fri Oct 21 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1998 a 30/04/1998 PIS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INSUFICIENTE. Confirmada a insuficiência do direito creditório, correta a lavratura de auto de infração para a exigência de diferenças relativas a valores compensados a maior por iniciativa do contribuinte. Recurso Voluntario Negado.
Numero da decisão: 1402-000.797
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Antônio José Praga de Souza
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COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INSUFICIENTE. Confirmada a insuficiência do direito creditório, correta a lavratura de auto de infração para a exigência de diferenças relativas a valores compensados a maior por iniciativa do contribuinte. Recurso Voluntario Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 216DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/ 11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Acórdão n.º 140200.797 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório LUSON VEICULOS LTDA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela ª Turma de Julgamento da DRJ/CTA – CURITIBAPR em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Em decorrência de ação fiscal desenvolvida junto à empresa qualificada, foi lavrado o auto de infração de fls. 13/16, pelo qual se exige o recolhimento de R$ 16.551,66 de PIS e R$ 12.413,74 de multa de ofício de 75%, prevista no art. 86, § 1º, da Lei n.º 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 2º da Lei n.º 7.683, de 02 de dezembro de 1988, e art. 44, I, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além dos encargos legais. A autuação, cientificada em 04/07/2003 (fl. 15), ocorreu devido à falta de recolhimento da contribuição ao PIS, relativa aos períodos de apuração 03/1998 a 04/1998, conforme consta da descrição dos fatos e enquadramento legal de fl. 16, demonstrativo de apuração de fl. 13, demonstrativo de multa e juros de mora de fl. 14, tendo como fundamento legal os arts. 1º e 2º da Lei Complementar nº 07, de 1970, os arts. 2º, I, 3º, 8º, I, e 9º, da Medida Provisória n.º 1.212, de 28 de novembro de 1995, e suas reedições, convalidadas pela Lei n.º 9.715, de 25 de novembro de 1998. Na referida descrição dos fatos (fl. 16) consta que a interessada, para os períodos de apuração fiscalizados, foi intimada a apresentar demonstrativo das bases de cálculo da Cofins e respectivos recolhimentos; como resposta forneceu o demonstrativo de fl. 04, cujos valores teriam sido extraídos de sua escrita contábil, informando, também, que os valores de Cofins devidos teriam sido compensados por meio de petições protocolizadas no processo administrativo fiscal (PAF) n.º 10912.000051/9862; os citados pedidos de compensação não foram homologados pela autoridade competente, conforme despacho decisório de fls. 11/12, e os débitos vinculados aos pretensos indébitos ficaram sem uma razão legal para não recolhimento, o que motivou o lançamento de ofício. Tempestivamente, em 01/08/2003, a interessada, por intermédio de representante legal, apresentou a impugnação de fls. 20/30, instruída com os documentos de fls. 31/40, cujo teor é sintetizado a seguir. Inicialmente, esclarece que é sucessora de Servopa São José Comércio de Veículos Ltda. (inscrita sob o mesmo CNPJ), tendo adquirido o negócio e iniciado suas próprias operações a partir de 04/1994; no item intitulado “A origem do crédito de imposto de renda pessoa jurídica – IRPJ”, fala que a sucedida era detentora de prejuízos fiscais no montante de CR$ 29.815.367,00, conforme declarações de rendimentos relativa ao anocalendário 1993. Apresenta, no seguimento, demonstrativos dos valores que teria pagado a maior ou indevidamente, a título de IRPJ, relativamente a períodos de apuração dos anoscalendário 1994 a 1997 (fls. 22 a 27), e que teriam sido utilizados para as compensações de PIS e Cofins que teria realizado, Fl. 217DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/ 11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Acórdão n.º 140200.797 S1C4T2 Fl. 3 3 conforme indica em demonstrativos de fl. 28; relativamente ao PIS, observa que “(a) a compensação do PIS sobre o fato gerador ocorrido em abril de 1998, no montante de 8.801,52, no entanto no processo protocolado na SRF em 11/05/98 sob o n. 10912.000051/9862, o valor a compensar é de R$ 8.802,05;”; apresenta, à fl. 29, resumo dos procedimentos que adotou para o cálculo da variação monetária e/ou juros sobre o IRPJ que teria pago a maior ou indevidamente, além de dizer que as DIPJ, DCTF e LALUR, correspondentes aos anoscalendário mencionados serão objeto de retificação, com o objetivo de adequar corretamente as informações pertinentes. No item “Da inaplicabilidade da multa e dos juros de mora sobre as compensações tributárias”, argumenta que por entender improcedentes as exigências de PIS e de Cofins feitas nos autos de infração, igual tratamento deve ser dado aos valores cobrados a título de multa de ofício e de juros de mora. Por fim, requer o acatamento de sua impugnação, para que se determine o cancelamento integral do auto de infração. À fl. 41, despacho da ARF/SJP atestando a tempestividade da impugnação. Pelo despacho de fls. 42/43, esta 3ª Turma de Julgamento devolveu o processo à DRF/CTA para verificar se havia sido dada ciência à interessada do despacho decisório de fls. 11/12, e, caso negativo, para que fosse providenciada tal ciência. Em atendimento, consta à fl. 45 despacho da ARF/São José dos Pinhais PR, encaminhando cópia do referido despacho decisório e reabrindo prazo para eventual manifestação da contribuinte. Cientificada em 31/10/2006 (AR à fl. 46), de acordo com o despacho da ARF/São José dos Pinhais de fl. 47, não houve manifestação da interessada dentro do prazo concedido (30 dias). A decisão recorrida está assim ementada: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO COMPENSAÇÃO. INDEFERIMENTO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. NECESSIDADE. Comprovandose a inexistência, nos autos, de reconhecimento de direito creditório com vistas à compensação de débitos fiscais de PIS, tornase imperativo o lançamento de ofício dessa contribuição, que de outra forma restou não extinta. Lançamento procedente. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual repisa as alegações da peça impugnatória, buscando demonstrar a origem de seu direito creditório em saldos negativos de IRPJ dos períodos de apuração dos anoscalendário de 1994 a 1997, ao final, requer o provimento. Fl. 218DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/ 11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Acórdão n.º 140200.797 S1C4T2 Fl. 4 4 Na sessão de 31/03/2011 o presente processo foi convertido em diligencia por esta Turma, mediante Resolução 140200.067, nos termos do voto condutor a seguir transcrito: Verificase de plano que embora se trata de auto de infração do PIS não há litígio quanto aos débitos. A autuação originou exatamente pelo fato de a Unidade de origem não ter reconhecido o direito creditório do contribuinte no processo 10912.000064/9812. Ocorre que, tal qual asseverado na decisão de 1a. instancia, o aludido pleito foi indeferido sem apreciação do mérito em face do não atendimento de aspectos formais atinentes à Instrução Normativa nº 21/97 (despacho de fls. 11 e 12). A DRJ manteve a exigência, não apreciando as alegações do contribuinte sobre seu direito creditório pelos seguintes fundamentos: Por seu turno, uma vez que a contribuinte faz alegações sobre a origem do suposto direito creditório de IRPJ, cabe destacar não ser possível tal análise no presente processo, relativamente às razões atinentes ao reconhecimento do mencionado direito, posto que tal análise somente poderia se dar no âmbito do precitado PAF n.º 10912.000064/9812, do qual estes autos são, processualmente, independentes. Convém esclarecer, também, que à interessada foi dada ciência do despacho decisório que indeferiu seu pedido de restituição/compensação (fls. 45/46), com possibilidade de a mesma contra ele se manifestar, o que acabou não se realizando, conforme despacho de fl. 47. Em que pese os processos serem independentes, no presente caso, verificase que não há prova de que o contribuinte foi cientificado do indeferimento de seu pleito no processo 10912.000064/9812, que a seguir foi arquivado. Aliás, a diligencia fiscal da DRJ à fl. 4243 foi justamente para juntar aos autos prova de que o contribuinte fora cientificado do indeferimento e, caso contrário, intimálo apresentar razões adicionais (o que foi feito, vide fl. 46). Diante dessa situação especifica, cabe sim analisar o direito creditório do contribuinte no presente processo. Pois bem, da análise dos elementos trazidos aos autos pelo contribuinte não é possível concluir se realmente ocorreram recolhimentos indevidos ou a maior do IRPJ nos aludidos anoscalendário, pelo que propugno pela conversão do processo em diligencia para: 1) verificar todos os recolhimentos efetuados pelo contribuinte relativo ao IRPJ dos anoscalendário de 1994 a 1997; tomandose por correto os valores devidos declarados pelo contribuinte em suas DIPJ as fls 70166, apurar o eventual direito creditório do contribuinte. verificar se o contribuinte utilizou tais créditos para compensação com outros valores. apurar os valores remanescente a pagar neste processo após as compensações dos créditos do contribuinte. Cientificar o contribuinte das verificações realizadas e reabrir prazo para manifestação. Fl. 219DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/ 11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Acórdão n.º 140200.797 S1C4T2 Fl. 5 5 A diligencia foi realizada, sendo que os resultados estão consubstanciados na Informação Fiscal de fls. 205 e seguintes, cuja conclusão a fl. 211 e’ no sentido que remanescem os seguintes débitos: Cofins maio/98 R$ 12.804,08 PIS mar/98 R$ 7.750,14 PIS abr/98 R$ 8.802,05. O contribuinte foi cientificado da diligencia em 13/07/2011 (fl. 219), todavia não se manifestou e os autos retornaram ao CARF. É o relatório. Fl. 220DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/ 11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10980.006045/200314 Acórdão n.º 140200.797 S1C4T2 Fl. 6 6 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Conforme relatado, tratase de exigência do PIS, em face de o contribuinte ter realizado compensações com pretensos créditos de IRPJ, relativo a saldos negativos dos anos de 1995 a 1997. Em face da possível pertinência das alegações do recorrente no que tange à compensação, foi determinada a realização de diligencia e, consoante detalhado relatório fiscal de fls. 205 a 210, restou confirmado que as exigências deste processo estão corretas, bem como saneados eventuais vícios de ciência da aludida compensação. Analisei os procedimentos fiscais realizados na diligencia e não encontrei qualquer falha; pelo contrario, a diligencia foi plenamente cumprida. Uma vez que o contribuinte não se manifestou sobre apesar de regularmente cientificado, resta manter a exigência deste processo. Diante do exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntario. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 221DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 10/ 11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA
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Numero do processo: 11080.012391/2008-44
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Simples Nacional
Data do fato gerador: 01/01/2009
Ementa:
SIMPLES NACIONAL. DÉBITO COM EXIGIBILIDADE NÃO SUSPENSA. EXCLUSÃO
A teor do que expressamente indicam as disposições do Art. 17, inciso V da Lei Complementar 123/2006, não podem permanecer no regime do Simples Nacional as empresas que possuam débitos com a exigibilidade não suspensa junto à Fazenda Pública.
No caso tratado nos autos, pelos documentos juntados pela própria
contribuinte, confirma-se, de fato, a existência de débito inscrito perante da Fazenda Nacional (INSS) à época da exclusão apontada.
Numero da decisão: 1301-000.870
Decisão: Os membros da Turma acordam, por unanimidade, negar provimento ao
recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: Carlos Augusto de Andrade Jenier
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ementa_s : Simples Nacional Data do fato gerador: 01/01/2009 Ementa: SIMPLES NACIONAL. DÉBITO COM EXIGIBILIDADE NÃO SUSPENSA. EXCLUSÃO A teor do que expressamente indicam as disposições do Art. 17, inciso V da Lei Complementar 123/2006, não podem permanecer no regime do Simples Nacional as empresas que possuam débitos com a exigibilidade não suspensa junto à Fazenda Pública. No caso tratado nos autos, pelos documentos juntados pela própria contribuinte, confirma-se, de fato, a existência de débito inscrito perante da Fazenda Nacional (INSS) à época da exclusão apontada.
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DÉBITO COM EXIGIBILIDADE NÃO SUSPENSA. EXCLUSÃO A teor do que expressamente indicam as disposições do Art. 17, inciso V da Lei Complementar 123/2006, não podem permanecer no regime do Simples Nacional as empresas que possuam débitos com a exigibilidade nãosuspensa junto à Fazenda Pública. No caso tratado nos autos, pelos documentos juntados pela própria contribuinte, confirmase, de fato, a existência de débito inscrito perante da Fazenda Nacional (INSS) à época da exclusão apontada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma acordam, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (Assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. (Assinado digitalmente) Carlos Augusto de Andrade Jenier Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório Por bem retratar a realidade contida nos autos, adoto o relatório apresentado pela r. decisão recorrida: Tratase de Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte acima identificado, em 16/10/2008, às fls. 01/04, em razão de sua exclusão do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte ( Simples Nacional ) através do Ato Declaratório Executivo – ADE DRF/POA no 333794, de 22 de agosto de 2008 ( fls. 13 ). A referida exclusão ocorreu em virtude do contribuinte possuir débitos com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa e está fundamentada no inciso V do art. 17 da Lei Complementar n° 123/2006 e na alínea "d" do inciso II do art. 3°, combinada com o inciso 1 do art. 50, ambos da Resolução CGSN n° 15/2007, produzindo efeitos a partir de 01/01/2009. O contribuinte foi cientificado do ADE em 15/09/2008, conforme fls. 44, e, dentro do prazo, apresentou sua manifestação de inconformidade, alegando que: 1 É pessoa jurídica de direito privado e dedicase, basicamente, ao comércio de vestuário, calçados, perfumaria, bijuterias e artigos de couro; 2 O débito que gerou o ADE está regularizado, pois abarcado por compensação, com base no art. 156, inc. II do CTN, e apresenta quadro demonstrativo; e 3 Regularizou a situação fiscal da empresa dentro do prazo de 30 dias, constante do próprio ADE. Ao final, requer seja revogado o ADE DRF/POA n° 333794/2008 face à manifesta extinção dos débitos que originou sua exclusão do Simples Nacional e seja mantida nesta sistemática de tributação. Analisando os termos da manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte, concluiu a douta DRJ de origem pela sua improcedência, em aresto que, inclusive, assim restara ementado: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Data do fato gerador : 01/01/2009 EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL DÉBITOS COM A SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Não poderá recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que possua débito com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Inconformada com a conclusão apresentada, interpõe a contribuinte o seu Recurso Voluntário, agora destacando – em sentido completamente diverso daquele antes apresentado em sua Manifestação de Inconformidade , que a regularização dos débitos apresentados havia sido formalizada por meio de “parcelamento”, o que, acredita, seria suficiente para a reforma do julgado proferido. Em rápida síntese, é o relatório. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 11080.012391/200844 Acórdão n.º 1301000.870 S1C3T1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Sendo tempestivo o recurso voluntário, dele conheço. Em primeira lugar, cumpre observar que a recorrente, na tentativa de ver reformada a decisão proferida pela douta DRJ de origem, apresenta, agora, argumentos novos, completamente dissociados daqueles antes apresentados nos autos. Analisando os termos da Manifestação de Inconformidade, verificase que, à época, a contribuinte destacava que os débitos apontados pela fiscalização haviam sido quitados por meio de “compensação”, o que, entretanto, não correspondia – conforme destacado na r. decisão recorrida , com qualquer registro mantido pela Fazenda. Em seu recurso, entretanto, sustenta a contribuinte que os débitos em referência teriam sido objeto de “parcelamento”, chegando a destacar que, inclusive, tendo sido promovida a “regular” e “tempestiva” inclusão dos débitos no “Refis”, teria dele posteriormente desistido, incluindoos, novamente, no chamado “Refis da crise” trazido pelas disposições da Lei 11.941/2009. Em que pese todo o esforço empreendido pela contribuinte, cumpre destacar que, ao contrário do que acredita, a realidade jurídica aplicável ao tratamento das operações na sistemática do SIMPLES exigem, de fato, a manutenção da regularidade fiscal da empresa, o que, quando não observado, gera, por conseqüência, a necessária a imediata exclusão do sistema, a rigor, inclusive, do que expressamente determinam as disposições do Art. 17, inciso V da Lei Complementar no 123/2006, que, sobre o assunto, inclusive, assim expressamente se pronuncia: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: (...) V que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; Analisando os registros mantidos nos autos, verificase que a contribuinte foi excluída do simples, através do Ato Declaratório Executivo – ADE DRF/POA no 333794, de 22 de agosto de 2008 ( fls. 13 ), sendo destacado, às fls. 27 e ss., exatamente, o rol de débitos que teriam então fundamentado a exclusão determinada. Pelas informações apresentadas pela recorrente, verificase que, ao contrário do que afirma, a regularização dos mencionados débitos teria sido posterior à edição do mencionado Ato Declaratório, não sendo suficiente, per se, para “desfazer” a exclusão efetivada. Diante dessas considerações, encaminho meu VOTO no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário apresentado pela contribuinte, mantendo, assim, a exclusão determinada, tendo em vista a ausência de argumentos suficientes para elidir a Fl. 112DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 4 existência dos mencionados débitos com a exigibilidade nãosuspensa que teria motivado o respectivo ADE DRF/POA no 333794. É como voto. (Assinado digitalmente) Carlos Augusto de Andrade Jenier Relator Fl. 113DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 30/07/2012 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 06/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10880.917118/2013-97
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/01/2013
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO
É válido o despacho decisório eletrônico que menciona que "foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados", demonstra os cálculos e apuração, proferido por autoridade competente e segue os demais requisitos legais, não havendo de se falar em mácula ao contraditório.
ÔNUS DO CONTRIBUINTE DE DEMONSTRAR A LIQUIDEZ E CERTEZA DE SEU CRÉDITO.
É do Contribuinte interessado na compensação de tributos demonstrar a liquidez e certeza do crédito que alega possuir, trazendo aos autos não apenas as DCTF mas também documentação que possa fazer a prova ou ser indício do direito creditório.
Numero da decisão: 3302-006.361
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto)
(assinado digitalmente)
Raphael Madeira Abad - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: RAPHAEL MADEIRA ABAD
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/01/2013 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO É válido o despacho decisório eletrônico que menciona que "foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados", demonstra os cálculos e apuração, proferido por autoridade competente e segue os demais requisitos legais, não havendo de se falar em mácula ao contraditório. ÔNUS DO CONTRIBUINTE DE DEMONSTRAR A LIQUIDEZ E CERTEZA DE SEU CRÉDITO. É do Contribuinte interessado na compensação de tributos demonstrar a liquidez e certeza do crédito que alega possuir, trazendo aos autos não apenas as DCTF mas também documentação que possa fazer a prova ou ser indício do direito creditório.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto) (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad.
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ÔNUS DO CONTRIBUINTE DE DEMONSTRAR A LIQUIDEZ E CERTEZA DE SEU CRÉDITO. É do Contribuinte interessado na compensação de tributos demonstrar a liquidez e certeza do crédito que alega possuir, trazendo aos autos não apenas as DCTF mas também documentação que possa fazer a prova ou ser indício do direito creditório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto) (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 71 18 /2 01 3- 97 Fl. 73DF CARF MF Processo nº 10880.917118/201397 Acórdão n.º 3302006.361 S3C3T2 Fl. 3 2 Participaram do julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad. Relatório Tratase de pedido de processo no bojo do qual discutese o direito a compensação de créditos tributários, controvérsia esta iniciada a partir de "Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação" formulado pelo contribuinte, ora Recorrente. O pedido de compensação foi parcialmente deferido, contudo o Despacho Decisório ressaltou que foram localizados e relacionados pagamentos parcialmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. "A análise do direito creditório está limitada ao "crédito original na data de transmissão" informado no PER/DCOMP, no valor de 1.248,99 Valor do crédito original reconhecido: 114,34 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante do exposto, HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada. Valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, para pagamento até 31/05/2013. (...) Para detalhamento da compensação efetuada, verificação de valores devedores e emissão de DARF, consultar o endereçowww.receita.fazenda.gov.br, menu "Onde Encontro", opção "PERDCOMP", item "PER/DCOMPDespacho Decisório". Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 1996. Art. 36 da IN RFB nº 900, de 2008." Deste Despacho Decisório a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade, na qual não adentrou no mérito da origem dos créditos, limitandose a Fl. 74DF CARF MF Processo nº 10880.917118/201397 Acórdão n.º 3302006.361 S3C3T2 Fl. 4 3 impugnar a nulidade da decisão, o que fez sob o argumento de alegada ausência de fundamentação da decisão que afirmou que "não havia crédito disponível". Questionou a validade da decisão eletrônica, que não é submetida ao crivo de um Auditor Fiscal e discorre acerca do instituto da nulidade dos atos administrativos, trazendo aos autos farta doutrina e jurisprudência. Pugna pela posterior produção de provas, eis que admite não ter a Administração motivado a decisão, impossibilitandoa de saber qual prova deveria ser produzida, ou seja, qual documento deve ser trazido aos autos. Em sua Manifestação de Inconformidade, a Recorrente não trouxe aos autos qualquer alegação de mérito ou qualquer documento que pudesse corroborar o seu alegado direito ao crédito, atacando tão somente as razões de direito. Submetida a questão ao crivo da DRJ Ribeirão Preto, restou declarada a validade do Despacho Decisório sob o argumento de que o documento, ainda que eletrônico, possui todos os elementos legalmente exigidos, proferido por autoridade competente, motivado pela verificação dos valores objeto de outras declarações. Contra tal decisão a Recorrente manejou o Recurso Voluntário no qual reitera a tese da nulidade do despacho decisório por falta de fundamentação. É o Relatório. Voto Conselheiro Raphael Madeira Abad Relator. Sinteticamente, a Recorrente questiona a validade do Despacho Decisório por meio do qual foi denegado o pedido de compensação de tributos, sob o argumento de que ele limitouse a afirmar. "A análise do direito creditório está limitada ao "crédito original na data de transmissão" informado no PER/DCOMP, no valor de 1.248,99 Valor do crédito original reconhecido: 114,34 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante do exposto, HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada. Fl. 75DF CARF MF Processo nº 10880.917118/201397 Acórdão n.º 3302006.361 S3C3T2 Fl. 5 4 Valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, para pagamento até 31/05/2013. (...) Para detalhamento da compensação efetuada, verificação de valores devedores e emissão de DARF, consultar o endereçowww.receita.fazenda.gov.br, menu "Onde Encontro", opção "PERDCOMP", item "PER/DCOMPDespacho Decisório". Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 1996. Art. 36 da IN RFB nº 900, de 2008." Em sua Manifestação de Inconformidade, a ora Recorrente não traz aos autos qualquer prova documental e para a dilação de sua entrega invoca o artigo 16, §4º, a), do Dec. 70235 sob o argumento de que "... demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna por força maior." eis que ao seu ver "... a autoridade administrativa quedouse inerte em expor os motivos pelos quais entendeu por não reconhecer o direito creditório e, por conseguinte, não homologar as compensações realizadas." Já no Recurso Voluntário também sustenta tratarse de um ato vinculado que, portanto, necessita ser realizado em conformidade com o ordenamento jurídico. Inicialmente, pela análise do Despacho Decisório é possível aferir que, data venia, ao contrário do que afirma a Recorrente, foi redigido de forma a permitir o exercício do devido processo legal, inclusive com expressa menção à legislação atinente e ao motivo do deferimento parcial. Este colegiado possui entendimento consolidado no sentido de que a Manifestação de Inconformidade é a ocasião em que o Contribuinte possui a oportunidade de trazer aos autos os elementos probatórios que estiverem ao seu alcance produzir, como notas fiscais e livros contábeis. É por meio da apresentação de tais provas, ou apenas indícios, se for o caso, que é possível, por exemplo, determinar a produção de outras mais robustas ou que se mostrem mais adequadas. O que não se pode admitir é que a Recorrente apresente alegações genéricas, sob o argumento de que não compreendeu o perfeito sentido e alcance do Despacho Decisório. Em relação à interpretação do artigo 16 do Dec. 70.235, vale destacar que ele permite a ulterior apresentação de provas em caso de força maior, e não a posterior alegação de argumentos por incompreensão do Despacho Decisório. Quanto aos elementos essenciais ao ato administrativo, temse que encontramse presentes todos eles, quais sejam a autoridade competente, motivo, finalidade, objeto e forma. Especificamente no que diz respeito à motivação, a própria Recorrente reconhece que o ato foi motivado pela verificação da inexistência de crédito disponível a ser aproveitado, apresentando cálculos, cabendo a ela, interessada na compensação do crédito, demonstrar a existência do referido crédito, com documentação idônea. Fl. 76DF CARF MF Processo nº 10880.917118/201397 Acórdão n.º 3302006.361 S3C3T2 Fl. 6 5 No caso concreto a Recorrente não trouxe aos autos qualquer alegação ou qualquer indício de crédito, limitandose a afirmar que não lhe foi indicado quais teriam sido os pagamentos localizados, eis que lhe foi informado haver "... um ou mais pagamentos..." Desta forma, diante do fato de que o Contribuinte, ora Recorrente, não se desincumbiu do seu ônus processual de comprovar a liquidez e certeza de seu crédito, não havendo trazido aos autos qualquer documento, indício ou mesmo argumento de liquidez e certeza de seu crédito, e não vislumbrando qualquer ilegalidade no despacho por tratarse de não desincumbência do ônus de demonstrar a origem do direito, é de se negar provimento ao Recurso Voluntário. Por estes motivos, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Fl. 77DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12466.000501/2005-11
Data da sessão: Thu Jul 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 09/12/2004
CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. IMPRESSORAS MULTIFUNCIONAIS.
Não se classificam na posição NCM 9009, as impressoras multifuncionais, identificadas como aquelas capazes de realizar duas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile e escâner, capazes de se conectarem a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede.
Numero da decisão: 3201-000.503
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 09/12/2004 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. IMPRESSORAS MULTIFUNCIONAIS. Não se classificam na posição NCM 9009, as impressoras multifuncionais, identificadas como aquelas capazes de realizar duas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile e escâner, capazes de se conectarem a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T19:10:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T19:10:33Z; Last-Modified: 2010-11-18T19:10:34Z; dcterms:modified: 2010-11-18T19:10:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:dd4e3ba0-db33-44c6-a6b8-f697d72b8a00; Last-Save-Date: 2010-11-18T19:10:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T19:10:34Z; meta:save-date: 2010-11-18T19:10:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T19:10:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T19:10:33Z; created: 2010-11-18T19:10:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-11-18T19:10:33Z; pdf:charsPerPage: 1366; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T19:10:33Z | Conteúdo => S3-C2TI Fl 314 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 12466,000501/2005-11 Recurso n" 341,515 Voluntário Acórdão n" 3201-00.503 — 2" Câmara / I" Turma Ordinária Sessão de 01 de julho de 2010 Matéria 11/CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Recorrente CISA TRADING S/A Recorrida DRI FLORIANÓPOLIS/SC ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 09/12/2004 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS, IMPRESSORAS MULTIFUNCIONAIS. Não se classificam na posição NCM 9009, as impressoras multifuncionais, identificadas corno aquelas capazes de realizar duas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile e escâner, capazes de se conectarem a urna máquina automática para processamento de dados ou a uma rede. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, . A JUDITIp AMARAL MARCONDES ARMANDO -1-esidente j10l/U,VbZ)A,,1 //17.km . ,,u(ÁiLov.) MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA -,,,Rlator FORMALIZADO EM: 23 de Setembro de 2010. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes armando, Mércia Trajano D'Amorim, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Ricardo Paulo Rosa e Tatiana Midori Migiyama (Suplente), Processo n° 12466 000501/2005-11 S3-C211 Acéran n "3201-00.503 Fl 315 Presente o Patrono Roberto Maraston, OAB/SP 22,170 Processo n" 12466 000501/2005-11 S3-C2TI Acórao n " :3201-00303 Fl 316 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o presente processo dos autos de infração de/is. 01 a 0.5; 08 a 10; 13 e 14 por meio dos quais são feitas as seguintes exigências contra CISA Trading S/A, CNPJ n° 39.373 .782/0001- 40 e a considerada solidária Hewlett-Packard Brasil Ltda CNPI n° 61.797 9.24/0007-40: fls. 01 a 05 1) R$ 4.198,44 (quatro mil cento e noventa e oito reais e quarenta e quatro centavos) de Imposto sobre Produtos hulustrializados (IPI), aplicados sobre os produtos importados; ,fls. 08 a 10 2) R$ 791,88 (setecentos e noventa e um reais e oitenta e oito centavos) de multa por classificação incorreta na Nomenclatura Comum do Met-comi, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhanzentos instituídos para a identificação da mercadoria, nos termos do art. 84 captei, I e § da Medida Provisória n" 2,158-35 de 24/08/2001 - DOU 27/08/2001; ft 13 3) R$ 2,09 (dois reais e nove centavos) de Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação, nos termos dos anis 1 0; 3', I; 40, 1; 5", I; 72, I; 8°., I; 13, I; 19 e 20 da Lei n" 10.865 de 30/04/2004 - DOU 30/04/2004 - ed. extra; 4.) R$ 1,56 (um real e cinqüenta e seis centavos) de multa de lançamento de oficio do PIS/PASEP-Importação, no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto devido, nos termos do art. 44, I, da Lei IP 9.430 de 27/12/1996 - DOU 30/1.2/1996; .5) juros de mora 14 6) R$ 10,09 (dez reais e nove centavos) de Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior - COFINS-Importação, nos termos dos arts. 1 0; 30, I; 40, 1; 52, I; 7', I, 8', II; 13, I, 19 e 20, da Lei IP 10.865 de 30/04/2004 - DOU 30/04/2004 - ed extra; 3 Processo n" 12466.000501/2005-11 83-C211 Acórdão ri " 3201-00.503 F I 317 7) R$ 7,56 (sete reais e cinqüenta e seis centavos.), de multa de lançamento de oficio da COHNS-Importação, no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto devido, nos termos do ar! 44, I, da Lei n 9.430 de 27/12/1996 - DOU 30/12/1996; 8)juros de mora; Confbrme constam nas Descrições dos Fatos e Enquadramentos Legais de fls_ 02 e 09, na importação realizada pela autuada através da DI/DSI n 04/1261996-7, registrada em 09/12/2004 (fls. 17 a 39), a autuada submeteu a despacho 130 (cento e trinta) unidades de impressora a laser multifuncional modelo Laserjet 3030 (impressora, fax, copiadora, scanned classificando o produto no código NCM 8471.60.25, recolhendo o IPI à alíquota de 15%. A fiscalização, com base no entendimento constante nas soluções de consulta anexadas às fls. 40 a 48 entendeu que a classificação fiscal correta desses tipos de equipamentos é no código NCM 9009 21.00 com ai/quota do IPI igual a 20%. Da alteração do código NCM decorreu não somente a exigência da diferença do IN, mas todas as outras (exigências) deste processo. Lavrados os autos de infração em tela e intimada a autuada em 10/02/05 (11s. 01, 08, 13 e 14), em 11/03/05 ela e a considerada solidária Hewlett Packard Brasil Ltda ingressaram com a impugnação de fls. 55 a 67 por meio da qual discorrem sobre OS motivos dos lançamentos, infininam que procederam ao depósito das quantias demandadas (fls. 17.3 a 176) e defendem o acerto da classificação . fiscal por eles declarada. Pedem a realização de diligência, protestando por todas as provas em direito admitidas e que a final sejam julgados insubsistentes os lançamentos, autorizando o levantamento dos depósitos efetuados. A decisão recorrida acolheu a reclassificação feita pela fiscalização, apontando corno principais fundamentos, a solução de consulta de tis, 40/42, que versa sobre produto similar ao examinado nos presentes autos (e não foi resposta a consulta formulada pela recorrente), e o Ato Declaratório Interpretativo SRF IV 7, de 26 de julho de 2005, que dispõe sobre a classificação fiscal de impressoras multifuncionais: O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do ar! 230 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria ME n" 30, de 25 de fevereiro de 2005, e considerando o que consta no processo n" 10168 000174/2005-36, declara.- Artigo único. As máquinas multifuncionais, que realizam tinas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile e escâner, capazes de se conectarem a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, classificam-se na posição 90.09 da Nomenclatura Comum do Mercosu DO U de 28/07/2005 4 Processo tf 12466000205-11 S3-C2T I Acórdão n " 3201-00,503 El 318 O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação.. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado corno relator do presente recurso voluntário, na forma regimental.. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória ri" 449, de 0.3 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar corno relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n" 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. Processo n" I 2466.000501/2005-11 S3-C211 Acárdào n a 320100..503 Fl 319 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos legais de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Antes de adentrar no mérito, aponto meu entendimento de que este Colegiado não está sujeito a qualquer obrigatoriedade de observância da interpretação emprestada pela Fazenda e expressa no Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 7, de 26 de julho de 2005, sendo nossa obrigação legal o exame pleno da matéria fática e legal apresentada nos autos. E novamente antes de adentrar o mérito do presente feito, trago à colação a decisão unânime da Segunda Câmara do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes sobre produto similar ao examinado nestes autos, qual seja, o recurso ri' 130.624, da relatoria da ilustre Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando, datado de 19.09.2006, cuja ementa foi a seguinte: Assunto,• Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador.- 26/04/2002 Ementa. EQUIPAMENTOS MULTIFUNCIONAIS EQUIPAMENTOS MODELO AFICIO, Equipamentos multifinicionais que não tem função preponderante ou principal podem ser classificados pela utilização da RGI .3. FAMÍLIA AFICIO Equipamentos nudtifuncionais com igual capacidade para copiai; imprimir, escanear e transmitir dados. Recurso voluntário provido.. E ainda, da antiga Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, colho a decisão também unânime, prolatada no recurso n° 130„625 e relatada pelo ilustre Conselheiro Marciel Eder Costa, na data de 26,02,2007: Assunto.. Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 03/09/2002 Ementa.' Classificação Fiscal Os equipamentos multifinicionais, expansíveis através de módulos para operarem como impressoras e scanner e aparelho de fac-símile (fax), modelos ¡Vício 1013/1035, classificam-se na posição NCM 8472.90,99, no caso das máquinas sub lhe, a imagem a ser copiada é primeiro "traduzida" em um código numérico, e este então orienta o movimento da unidade de impressora para reproduzir a imagem original, Multa ao Controle das Importações Incabível a multa decorrente do controle administrativo das importações, por falta de licença de importação, quando a mercadoria é corretamente descrita na declaração de importação, conforme Ato Declaratório Normativo COSIT n" 12/97. Multa de Oficio, Incabível a multa de ofício decorrente de insuficiência de recolhimento por conta de classificação fiscal 6 Cív\ jeC -V4 k\J-9/tÁk.',Vçe ARCELO RIBEIRO NOGUEINOGUEI Processo n" 12466 000501/2005-11 S3-C2T1 Acórdão ti" 3201-.00303 Fl 320 incorreta, quando correta a descrição da mercadoria, nos termos do Ato Declamatório Normativo COSIT n" 10/97. Recurso Vohnuário Provido. Enquanto que a primeira decisão julgou o feito entendendo que não havia urna função predominante, a segunda entendeu que a função predominante era a de impressão, sendo a função de cópia, na realidade não era aquela que autorizava a classificação na posição 9009 No presente caso, foi trazido pelo contribuinte em sua impugnação laudo técnico do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas (fis. 178/200), do qual extrai a seguinte conclusão (fls. 198/199): O mulfilimcional é, como demonstrado no parecer; uma combinação de Ihnções típicas de Mfonnática, utilizando tecnologias pré-existentes, combinadas de forma a oferecer aos usuários-destaque para uso doméstico, profissões liberais e pequenos escritórios — uma opção atraente do ponto de vista de uso (economia de espaço) e de custo( valor menor do que a compra de equipamentos especialistas). Dados apresentados na introdução mostram que os multifinicionais apresentam demanda crescente, afetando especialmente o segmento de impressoras. Isto ocorre porque a [Unção mais utilizada por seus compradores ainda é a impressão, sendo o acréscimo de novas fimções, com vantagens de custo e de espaço, o que os tornam uma opção econômica atraente. Em vista desta conclusão, acho justo entender que a principal função deste produto, seu principal atrativo para o consumir, é exatamente a multiplicidade de funções, sendo impossível definir qual seria a função principal. Contudo, conforme consta da parte final do trecho do laudo acima transcrito, "a função mais utilizada por seus compradores ainda é a impressão", ou seja, apesar de tecnicamente poder ser considerada corno uma máquina de diversas funções igualmente importantes, ainda hoje, é a função de impressão que a toma especialmente atraente para o consumidor e esta deve ser considerada sua função principal para efeitos de classificação fiscaL Neste ponto, fica afastada a classificação fiscal pretendida pela fiscalização, já que a posição 9009 destina-se a classificar máquinas copiadoras, o que não é a função principal deste produto. Ademais, entendo que não cabe a este Colegiado discutir a correta classificação fiscal da mercadoria, quando afastada a classificação pretendida pela fiscalização e aplicada na lavratura do respectivo auto de infração. Desta forma, VOTO por conhecer do recurso para dar-lhe integral provimento. 7 Processo I? 12466 000501/2005-11 S3-C211 Acórdão ri '3201-00.503 Fl 321 8
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Numero do processo: 10675.000389/2005-27
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 2000
IRPF. DEDUÇÕES DESPESAS MÉDICAS. IDONEIDADE DE RECIBOS CORROBORADOS POR DECLARAÇÕES DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. FISCALIZAÇÃO.
A apresentação de recibos médicos, corroborados por Declarações dos prestadores de serviços médicos, após intimados pela fiscalização, sem que haja qualquer indicio de falsidade ou outros fatos capazes de macular a idoneidade de aludidos documentos declinados e justificados pela fiscalização, é capaz de comprovar a efetividade e os pagamentos dos serviços médicos realizados, para efeito de dedução do imposto de renda pessoa física.
Recurso especial negado
Numero da decisão: 9202-000.817
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
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Turma Sessão de 10 de maio de 2010 Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL interessado MARILOCIA DE MENEZES RODRIGUES ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2000 IRPF. DEDUÇÕES DESPESAS MÉDICAS. IDONEIDADE DE RECIBOS CORROBORADOS POR DECLARAÇÕES DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. FISCALIZAÇÃO. A apresentação de recibos médicos, corroborados por Declarações dos prestadores de serviços médicos, após intimados pela fiscalização, sem que haja qualquer indicio de falsidade ou outros fatos capazes de macular a idoneidade de aludidos documentos declinados e justificados pela fiscalização, é capaz de comprovar a efetividade e os pagamentos dos serviços médicos realizados, para efeito de dedução do imposto de renda pessoa fisica. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiado, por un. j imidade de votos, em negar provimento ao recurso. CARLOS ALI\í RTO FRE • :ARRETO - 'residente n RYCARDO HE ' IQUE MAI' • LHÃES DE 0LIVEIRA — Relator EDITADO EM: 3 m A 2010, Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Francisco de Assis Oliveira Junior. Relatório MAM-LÚCIA DE MENEZES RODRIGUES, contribuinte, pessoa fisica, já devidamente qualificada nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrado Auto de Infração, em 24/02/2005, exigindo-lhe crédito tributário relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF, concernente a omissões de rendimentos decorrentes de glosas de deduções indevidas de despesas médicas, em relação ao ano-calendário 2000, conforme peça inaugural do feito, às fls. 42/49, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao Primeiro Conselho de Contribuintes contra Decisão da 4 a Turma da DRS em Juiz de Fora/MG, consubstanciada no Acórdão n° 10.737/2005, às fls. 67/72, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia zia Câmara, em 13/09/2007, por maioria de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO DA CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão n° 104-22.646, sintetizados na seguinte ementa: "DESPESA MÉDICA - GLOSA - Comprovada a efetividade dos serviços médicos, mediante a apresentação de declaração do prestador, não havendo nada que a desabone, tem o contribuinte o direito à sua dedução na apuração do IRPF devido. Recurso provido." Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 108/112, com animo no artigo 7°, inciso I, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado a legislação de regência, mais precisamente os artigos 73 e 80, do Regulamento do Imposto de Renda — RIR/1999, aprovado pelo Decreto n" 3.000/1999, os quais estabelecem os requisitos dos recibos comprobatórios dos serviços médicos prestados, capazes de ensejar a dedução do IRPF. Sustenta que as deduções concernentes às despesas médicas acham-se previstas no dispositivo legal supra, exigindo que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Em defesa de sua pretensão, infere que os recibos colacionados aos autos pelo contribuinte, não se prestam a justificar as deduções procedidas, uma vez não constar n À 2 Processo na 10675.000389/2005-27 CSRF-T2 Acórdão o.° 9202-00.817 Fl. 2 daqueles documentos a qualificação correta da beneficiária dos pagamentos, o que por si só ensejaria a manutenção da glosa efetuada pela fiscalização. Contrapõe-se ao entendimento levado a efeito pela Câmara recorrida, aduzindo para tanto que as Declarações firmadas pelos prestadores de serviços médicos, igualmente, não tem o condão de amparar a pretensão do contribuinte. Dessa forma, assevera inexistir nos autos qualquer documento hábil/inequívoco e idôneo capaz de comprovar a efetividade dos serviços prestados e os respectivos pagamentos deduzidos do IRPF, requisitos essenciais ao gozo da isenção em epígrafe, cuja legislação de regência deverá ser interpretada literalmente. Por Em, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, a ilustre Presidente da então 4a Câmara do 1° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial do Procurador, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão recorrido, em tese, contrariou a legislação de regência, conforme Despacho n° 104-062/2008, às fls. 114/115. Instada a se manifestar a propósito do Recurso Especial do Procurador, a contribuinte não ofereceu suas contrarrazões, como se verifica das informações constantes dos documentos de fls. 116/121. É o relatório. Voto Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pela ilustre Presidente da então 4 a Câmara do 1° Conselho a contrariedade à lei suscitada, conheço do Recurso Especial e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende da peça recursal, como já robustamente demonstrado nos autos, a contribuinte deduziu de seu imposto de renda as despesas médicas. Uma vez intimada à comprovar a efetividade e pagamento de tais serviços, a autuada apresentou recibos e notas fiscais (desconsideradas) correspondentes à totalidade dos valores pagos, estando ausente, porém, em relação à psicóloga, a sua qualificação correta. Mais precisamente, a matéria objeto de análise nesta assentada diz respeito tão somente aos serviços de tratamento psicoterápico, prestados pela Sra. Marina Vasconcellos - Laprega, eis que para as demais despesas médicas, parte fora admitida pela própria fiscalização, após intimação e confirmação dos médicos, e outra parcela a contribuinte pagou o valor lançado. Diante desses fatos, corroborando os argumentos da fiscalização, pretende a Procuradoria o restabelecimento da glosa procedida pela autoridade lançadora, relativamente aos valores não lastreados em recibos inequívocos e idôneos, aduzindo que os constantes dos 3 autos, juntamente com a respectiva Declaração da psicóloga, trazida à colação, não são capazes de comprovar as despesas médicas realizadas, uma vez que desprovidos dos requisitos legais inseridos no artigo 8°, § 2°, incisos H e III, da Lei n° 9250/95, que deverá ser interpretado literalmente. Por seu turno, a Câmara recorrida, entendeu por bem rechaçar a pretensão fiscal, sob o argumento de que os recibos apresentados pela contribuinte, associados com a Declaração da prestadora de serviços, de fls. 56, seriam suficientes à comprovar a efetividade e pagamento das despesas médicas em comento. Em que pesem os argumentos da recorrente, seu inconformistno, contudo, não tem o condão de prosperar. Do exame dos elementos que instruem o processo, conclui-se que o Acórdão recorrido apresenta-se incensurável, devendo ser mantido em sua plenitude. Antes mesmo de se adentrar ao mérito da questão, cumpre trazer à baila os dispositivos legais que regulamentam a matéria, que assim prescrevem: Lei n°9250/1995 Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: i-1 LI - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias,' "Decreto n°3.000/1999 — Regulamento do Imposto de Renda Art 73. 7'odas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei n2 5.844, de 1943, art. 11, § 39. § 13 Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto- Lei n2 5.844, de 1943, art. 11, §49. § 22 As deduções glosadas por falta de comprovação ou justificação não poderão ser restabelecidas depois que o ato se tornar irrecorrivel na esfera administrativa (Decreto-Lei n9 5.844, de 1943, art. 11, § 59. ri Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os -- - pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, , psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e , próteses ortopédicas e dentárias (Lei n 2 9250, de 1995, art. 82, inciso II, alínea "a'). § P0 disposto neste artigo (Lei n2 9.250, de 1995, art. 82, § 22): 4 , • Processo n° 10675.000389/2005-27 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.817 Fl. 3 I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; ti" Consoante se infere dos dispositivos legais acima transcritos, de fato, as despesas dedutiveis do imposto de renda, in casu, despesas médicas, deverão ser comprovadas, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu. In casu, como muito bem asseverado pela Procuradoria da Fazenda Nacional os recibos isoladamente não se prestam à comprovar a efetividade e o pagamento dos serviços médicos prestados, eis que desprovidos de requisito essencial, qual seja, a qualificação correta da prestadora de sei-Viços. Entrementes, ao contrário do que sustenta a recorrente, em nosso entender, a Declaração apresentada pela contribuinte, firmada pela prestadora de serviços, indicando os beneficiários dos tratamentos médicos realizados, bem como a sua correta qualificação, corroboram a pretensão do autuado, tendo em vista que, conjuntamente, com os recibos (os saneando no que omissos) atendem às exigências legais para efeito da fruição das deduções procedidas pela autuada, sobretudo quando a fiscalização não indica qualquer nulidade naqueles documentos. É bem verdade, que o artigo 73 do RIR/1999 autoriza à autoridade lançadora, à juizo próprio, a refutar os comprovantes apresentados pelo contribuinte. No entanto, tal procedimento deverá ser devidamente fundamentado, indicando a fiscalização quais os motivos que a levaram a não admitir os provas ofertadas pela autuada. Este entendimento, aliás, encontra-se sedimentado no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARF, conforme se extrai dos julgados com suas ementas abaixo transcritas: "DESPESAS MÉDICAS - RECIBOS - Recibos emitidos por profissionais da área de saúde são documentos hábeis para - comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados. ^ IRecurso provido." (2' Câmara do 1° Conselho de Contribuintes — 5 Recurso n" 159.160 — Acórdão n° 102-49.020, Sessão de 24/04/2008) (grifamos) "IRPF - DESPESAS MÉDICAS - GLOSAS INDEVIDAS - Meros indícios, relevantes, é certo, para desencadear uma investigação fiscal, que deveria centrar-se nos profissionais emitentes dos recibos, não podem, por si sós, fiardamentar a glosa de despesas médicas consubstanciadas em recibos revestidos dos requisitos legais. Não é licito opor à presunção legal urna presunção simples, mas tão-só provas consistentes. Recurso provido." (6' Câmara do 1° Conselho de Contribuintes — Recurso n° 119.009 - Acórdão n° 106-10.967, Sessão de 15/09/1999) "DESPESAS MÉDICAS - RECIBO IDÔNEO - Não existindo fundado receio quanto à legitimidade dos recibos comprobatórios de despesas dedutiveis, tais instrumentos deverão ser aceitos corno meios de prova. Recurso provido" (4a Câmara do 1° Conselho de Contribuintes — Recurso n° 145.606 — Acórdão n° 104-21.833, Sessão de 17/08/2006) (grifamos) Não se pode inverter o ônus da prova, quando inexistir dispositivo legal assim contemplando, a partir de uma presunção legal. Na hipótese dos autos, em virtude de dúvidas quanto a efetividade e pagamento dos serviços médicos prestados, a autoridade julgadora de primeira instância converteu o julgamento em diligência, intimando o Conselho Regional de Psicologia — CRI' a informar da regularidade da inscrição da Sra. Maria Vasconcellos Laprega no período lançado (docs. De fls. 61/63), assim o tendo feito, às fls. 65, informando que aludida psicóloga se encontrava devidamente inscrita naquele órgão, apta, portanto, à prestação de serviços de psicologia, sendo defeso, por conseguinte, presumir que os serviços médicos não foram prestados tão somente porque houve apresentação de recibos sem a perfeita qualificação da prestadora de serviços, o que fora devidamente saneado com a Declaração colacionada aos autos. Destarte, o artigo 142 do Código Tributário Nacional, ao atribuir a competência privativa do lançamento a autoridade administrativa, igualmente, exige que nessa atividade o fiscal autuante descreva e comprove a ocorrência do fato gerador do tributo lançado, identificando perfeitamente a sujeição passiva, como segue: "Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível." Decorre daí que quando não couber a presunção legal, a qual inverte o ônus da prova ao contribuinte, deverá a fiscalização provar a ocorrência do fato gerador do tributo, com a inequívoca identificação do sujeito passivo, só podendo praticar o lançamento posteriormente a esta efetiva comprovação, sob pena de improcedência do feito, como aqui se vislumbra. Processo e 10675.00038912005-27 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.817 Fl. 4 Ademais, como é de conhecimento daqueles que lidam com o direito, o ônus da prova cabe a quem alega, in casu, ao Fisco, especialmente por inexistir disposição legal contemplando a presunção para a glosa de despesas médicas escoradas exclusivamente em recibos, incumbindo à fiscalização buscar e comprovar a realidade dos fatos, podendo para tanto, inclusive, intimar os prestadores de serviços e/ou outros órgãos da categoria para confirmar a idoneidade dos documentos ofertados pela contribuinte, o que ocorrera no caso vertente. A doutrina pátria não discrepa dessas conclusões, consoante de infere dos ensinamentos de renomado doutrinador Alberto Xavier, em sua obra "Do lançamento no Direito Tributário Brasileiro", nos seguintes termos: " 8) Dever de prova e "in dúbio contra fiseum" Oue o encargo da prova no procedimento administrativo de lançamento incumbe à Administração fiscal, de modo que em caso de subsistir a incerteza por falta de prova fbeweilãigkeit), esta deve abster-se de praticar o lançamento ou deve praticá-lo com um conteúdo qualitativo inferior, resulta claramente da existência de normas excepcionais que invertem o dever da prova e que são as presunções legais relativas, • [..1" (Xavier, Alberto — Do lançamento no direito tributário brasileiro — 3' edição. Rio de Janeiro: Forense, 2005) (grifos nossos) Outro não é o posicionamento do eminente professor Paulo de Barros Carvalho, que assim preleciona: " Com a evolução da doutrina, nos dias atuais, não se acredita mais na inversão da prova por força da presunção de legitimidade dos atos administrativos e tampouco se pensa que esse atributo exonera a Administração de provar os ocorrências que afirmar terem existido. Na própria configuração oficial do lançamento, a lei institui a necessidade de que o ato jurídico administrativo seja devidamente fundamentado o que significa dizer que o Fisco tem que oferecer prova contundente de que o evento ocorreu na estrita conformidade da previsão genérica da hipótese normativa." (CARVALHO, Paulo de Bano. Notas sobre a Prova no Procedimento Administrativo Tributário. In: SHOUERI, Luís Eduardo — cood. — Direito Tributário: • Homenagem a Alcides Jorge Costa. São Paulo: Quartier Latin, 2003, v II, p. 860) (grifamos) Por sua vez, a jurisprudência administrativa é -fimia e mansa nesse sentido, exigindo a comprovação por parte do fiscal autuante dos fatos imputados aos contribuintes, mormente quando o lançamento não se apoiar em presunções legais, conforme se extrai dos julgados com suas ementas abaixo transcritas: "IRPJ — OMISSÃO DE RECEITAS — Nas presunções simples é necessário que o fisco esgote o campo probatório. Á atividade do lançamento tributário é plenamente vinculada e não comporta incerteza. Havendo dúvida sobre a exatidão dos elementos em que se baseou o lançamento, a exigência não pode prosperar, 7 por força do diposto no art. 112 do CTN." (r Câmara do I° Conselho de Contribuintes — Acórdão n° 107-06229-- Sessão de 22/03/2001) 1RPF — PRESUNÇÕES — Em matéria tributária as presunções admitidas somente se referem às expressamente autorizadas em lei, presentes os pressupostos legais exigíveis à sua sustentação. " ( 4ft Câmara do 1° Conselho de Contribuintes — Acórdão n° 104-16.433-- Sessão de 08/07/1998) "IRPF - ATIVIDADE RURAL - CONDOMÍNIO - RENDIMENTOS - OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA - PRESUNÇÃO - A obrigação tributária deflui da lei, não podendo criar imposição fiscal por mera presunção subjetiva da autoridade administrativa. Os rendimentos da atividade rural em condomínio devem ser tributados na proporção que couber a cada um, ex vi do artigo 13 da Lei n. 8.023/90, art. 13. Recurso provido." ( 2d Câmara do 1° Conselho Contribuintes — Acórdão n° 102-44022, Sessão de 08/12/1999) (grifamos) Na esteira desse raciocínio, deixando a autoridade lançadora de justificar a • não aceitação da comprovação das despesas médicas com base nos recibos, corroborados pelas Declarações dos prestadores de serviços médicos, notadamente quando sequer indicou qualquer motivo capaz de macular a idoneidade de aludidos documentos, não se pode cogitar na manutenção da glosa pretendida pela recorrente. Mais a mais, o conjunto probatório trazido à colação pela contribuinte se apresenta robusto, prevalecendo em face de uma simples presunção do fiscal autuante, desprovida de qualquer fundamento fático ou legal. Com efeito, os recibos em epígrafe, ainda que atendendo parcialmente as exigências legais, encontram-se apoiados por Declarações firmadas pela profissional médica e, bem assim, do Conselho Regional de Psicologia - CRP, corroborando o entendimento da efetividade da prestação dos serviços, com o correspondente pagamento. Não bastasse isso, a existência de eventual DÚVIDA, ao contrário do que sustenta a Procuradoria, só pode vir a beneficiar o acusado, qual seja, o contribuinte, em observância ao artigo 112, do Códex Tributário, que assim preconiza: • "Art 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I - à capitulação legal do fato; - - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à - - natureza ou extensão dos seus efeitos; 111-à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV- à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação." Assim, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o provimento ao recurso voluntário da contribuinte, na forma decidida pela 2' Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. \ Processo n° 10675.000389/2005-27 CSRF-T2 Acórdão r3° 9202-00.817 E. 5 Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL ,DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. isagsitl Rycardo 'que Magalhães de Oliveira - Relator \C 9
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