Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,235)
- Segunda Câmara (27,802)
- Primeira Câmara (25,085)
- Segunda Turma Ordinária d (17,417)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,076)
- Primeira Turma Ordinária (15,870)
- Primeira Turma Ordinária (15,862)
- Primeira Turma Ordinária (15,851)
- Segunda Turma Ordinária d (15,719)
- Segunda Turma Ordinária d (14,277)
- Primeira Turma Ordinária (12,970)
- Primeira Turma Ordinária (12,280)
- Segunda Turma Ordinária d (12,256)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (84,103)
- Terceira Câmara (66,411)
- Segunda Câmara (54,642)
- Primeira Câmara (19,299)
- 3ª SEÇÃO (16,076)
- 2ª SEÇÃO (11,243)
- 1ª SEÇÃO (6,794)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,446)
- Segunda Seção de Julgamen (113,241)
- Primeira Seção de Julgame (75,650)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,918)
- Câmara Superior de Recurs (37,709)
- Terceiro Conselho de Cont (25,973)
- IPI- processos NT - ressa (5,010)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,864)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,245)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,627)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,201)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,645)
- HELCIO LAFETA REIS (3,513)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,614)
- WILDERSON BOTTO (2,602)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,084)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,915)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,467)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,246)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,078)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,840)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10980.724886/2011-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006, 2007, 2008, 2009, 2010
Ementa:
IRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. BENEFICIÁRIO ALIMENTANDO .COMPROVAÇÃO.
Podem ser deduzidos como despesas com instrução os valores pagos pelo contribuinte, relativos a instrução de alimentandos em função de decisão judicial. Para fazer prova das despesas com instrução pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os documentos apresentados devem atender aos requisitos exigidos pela legislação do imposto sobre a renda de pessoa física.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-002.699
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: Por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro MÁRCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), que negava provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM: 12/8/2014
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez (Presidente), Vinicius Magni Vercoza, Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado), Jimir Doniak Junior, Dayse Fernandes Leite (Suplente Convocada), Fabio Brun Goldschmidt.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 Ementa: IRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. BENEFICIÁRIO ALIMENTANDO .COMPROVAÇÃO. Podem ser deduzidos como despesas com instrução os valores pagos pelo contribuinte, relativos a instrução de alimentandos em função de decisão judicial. Para fazer prova das despesas com instrução pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os documentos apresentados devem atender aos requisitos exigidos pela legislação do imposto sobre a renda de pessoa física. Recurso provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.724886/2011-17
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5374164
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2202-002.699
nome_arquivo_s : Decisao_10980724886201117.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 10980724886201117_5374164.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: Por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro MÁRCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), que negava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora EDITADO EM: 12/8/2014 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez (Presidente), Vinicius Magni Vercoza, Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado), Jimir Doniak Junior, Dayse Fernandes Leite (Suplente Convocada), Fabio Brun Goldschmidt.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
id : 5597326
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033754943488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1874; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 596 1 595 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.724886/201117 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.699 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de julho de 2014 Matéria IRPF Recorrente DANIELA NASCIMENTO DUARTE PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 Ementa: IRPF. DEDUÇÕES. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. BENEFICIÁRIO ALIMENTANDO .COMPROVAÇÃO. Podem ser deduzidos como despesas com instrução os valores pagos pelo contribuinte, relativos a instrução de alimentandos em função de decisão judicial. Para fazer prova das despesas com instrução pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os documentos apresentados devem atender aos requisitos exigidos pela legislação do imposto sobre a renda de pessoa física. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: Por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro MÁRCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), que negava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM: 12/8/2014 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Lopo Martinez (Presidente), Vinicius Magni Vercoza, Marcio de Lacerda Martins (Suplente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 48 86 /2 01 1- 17 Fl. 363DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/08/201 4 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Convocado), Jimir Doniak Junior, Dayse Fernandes Leite (Suplente Convocada), Fabio Brun Goldschmidt. Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, às fls. 48/61, lavrado em face da revisão da declaração de ajuste anual dos exercícios 2006 a 2010, anos calendário 2005 a 2009, que exige R$ 20.552,01 de imposto, R$ 16.068,00 de multa de ofício de 75% e 150%, e encargos legais. Consoante descrição dos fatos do Auto de Infração às fls. 57/60, foram constatadas deduções indevidas, nos anos calendário de 2006 a 2009, conforme demonstrativo a seguir: Ano calendário 2005 2006 2007 2008 2009 Dependente 2.808,00 4.548,96 7.923,00 8.279,40 8.652,00 Despesas médicas 8.659,00 0,00 11.967,00 15.577,06 11.450,70 Despesas médicas *** 2.400,00 0,00 1.600,00 1.980,00 0,00 Despesas com instrução 0,00 0,00 4.961,32 7.776,87 5.967,88 *** Infrações com incidência de multa qualificada de 150% A contribuinte foi cientificada do lançamento fiscal e apresentou impugnação, alegando, consoante o relatório da decisão de primeira instância, o seguinte: “... efetuou a entrega das suas declarações dos anos calendário de 2005 a 2009 dentro do prazo legal, de forma que foi surpreendida com recebimento do auto de infração em que havia glosado todas as deduções, gerando a exigência de R$ 42.342,16. Esclarece que em momento algum teve ciência de que o correio esteve nos dias 29/04, 02/05 e 03/05/2011, no seu endereço para entregar intimação, pois se estivesse em casa, jamais deixaria de atendê los. Lembrase apenas de ter recebido uma ligação telefônica, cujo interlocutor identificouse como funcionário da Receita, lhe pedindo para confirmar o endereço, tendo atendido prontamente. Informa que constam em suas declarações as seguintes pessoas: (1) Irineu de Andrade Junior – CPF 518.991.08904, companheiro/cônjuge, com o qual convive em união estável desde 2005, tendo formalizado o casamento em 05/06/2009, conforme Certidão anexa, bem assim, cópias do Divórcio Consensual e das condições pactuadas, ficando o companheiro responsável pelo pagamento integral das mensalidades da Faculdade cursada pelo filho Diego de Andrade e 50% das mensalidades da filha Ana Paula Andrade, sendo que a partir de 21/06/2009, assumiu a mensalidade total da faculdade Fl. 364DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/08/201 4 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.724886/201117 Acórdão n.º 2202002.699 S2C2T2 Fl. 597 3 da referida filha; (2) Diego de Andrade– CPF 007.850.87974– filho do companheiro, do qual anexa cópia do RG, CPF, Certidão de Nascimento e das despesas de instrução; (3) Ana Paula de Andrade – CPF 066.320.05985– filha do companheiro, da qual anexa cópia do RG, CPF, Certidão de Nascimento e das despesas de instrução; (4) Bruno Papaiz Duarte de Andrade – filho menor do casal –sem RG/CPF, do qual apresenta Certidão de Nascimento e das despesas médicas e de instrução; (5) Eliana Nascimento Duarte Pereira – CPF 713.433.93787, sua mãe, da qual anexa comprovantes do pagamento do plano de saúde. Ante ao exposto, espera ter esclarecido as infrações apontadas, eis que teria anexado todos os comprovantes que ainda possuía, pois, após a confirmação do processamento das suas declarações, não costumava guardálos.Por fim, requer o acolhimento das suas razões, para fins de cancelamento do débito fiscal reclamado ou caso se chegar ao valor real do débito, seja o mesmo parcelado da melhor forma para se atender a exigência da RF” A DRJ julga a impugnação procedente em parte, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário:2005, 2006, 2007, 2008, 2009 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DEDUÇÃO INDEVIDA. DESPESAS MÉDICAS. PARCIAL. Considerase como não impugnada a parte do lançamento com a qual a contribuinte concorda ou não se manifesta expressamente. DEDUÇÃO. DEPENDENTES. COMPROVAÇÃO. Cabe restabelecer a dedução dos dependentes cuja relação de dependência restou devidamente comprovada. DESPESA DE INSTRUÇÃO. ALIMENTANDOS. HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL. VÍNCULO E RESTRIÇÃO. O direito à dedução de despesas de instrução de alimentandos está vinculado e restrito aos termos da sentença ou do acordo homologado judicialmente. DEDUÇÃO. DESPESA DE INSTRUÇÃO. COMPROVAÇÃO PARCIAL. São dedutíveis apenas os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino, relativamente à educação infantil (creche e educação pré escolar), e de 1º, 2º e 3º graus e aos cursos de especialização ou profissionalizantes do próprio contribuinte e de seus dependentes, quando restarem devidamente comprovados. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO PARCIAL. DESPESAS PRÓPRIAS E COM DEPENDENTES. RESTRIÇÃO. A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual está sempre vinculada à comprovação prevista em lei e restringese aos pagamentos efetuados pelos contribuintes, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Fl. 365DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/08/201 4 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 SANEAMENTO DE ACÓRDÃO. LAPSO MANIFESTO. É de se proferir novo acórdão para a correção de lapso manifesto detectado no acórdão anterior Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A ciência de tal julgado se deu por via postal em 17/04/2012, consoante o AR de fl. 257. À vista da decisão, foi protocolizado, em 15/05/2012, recurso voluntário dirigido a este colegiado, fls.310/243, no qual a recorrente, com vistas a obter a reforma do julgado, alega que conforme consta no processo de separação consensual nº2824 e processo de conversão de separação em divórcio nº 3591, que tramitam na 1ª vara de família de Curitiba – PR, as definições de pagamento de mensalidades escolares/faculdade ficaram a cargo do pai – Irineu de Andrade Junior – CPF 518.991.08904, cujas despesas constaram das suas DIRPF, por terem sido efetivamente pagas pelo mesmo, bem como anexa aos autos, cópia da Declaração de convivência Marital, que foi efetuada em outubro de 2006, declarando a união estável teve início no dia 06.06.2005. É o relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Importa destacar que pelos fundamentos constantes no Acórdão 0635.974 – da 4ª Turma da DRF/CTA, proferido em 20 de março de 2012, fls. 245/253, as deduções mantidas foram as seguintes: Ano calendário 2005 2006 2007 2008 2009 Dependente 1.404,00 3.032,64 4.753,80 4.967,80 3.460,98 Despesas médicas 6.281,89 11.213,20 14.380,06 8.613,04 Despesas médicas *** 2.400,00 0,00 1.600,00 1.980,00 0,00 0,00 Despesas com instrução 0,00 0,00 4.961,32 5.184,58 3.258,94 Conforme já destacado no acórdão de primeira instância a interessada não se manifesta ou apresenta comprovantes de pagamento das despesas médicas com incidência da Fl. 366DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/08/201 4 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.724886/201117 Acórdão n.º 2202002.699 S2C2T2 Fl. 598 5 multa qualificada de R$ 2.400,00, R$ 1.600,00 e R$ 1.980,00, referentes aos anos calendário de 2005, 2007 e 2008, bem assim, de parte das despesas médicas com incidência da multa de ofício de 75%, nos montantes de R$ 6.281,89, R$ 8.651,75, R$ 11.686,15 e R$ 8.133,04, relativas aos anos calendário de 2005 e 2007 a 2009, respectivamente, pelo que é de se considerar essas infrações, como matérias não impugnadas e, portanto, não litigiosas, conforme o disposto no art. 17 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, com a redação do art. 67 da Lei 9.532, de 10 de dezembro de 1997: Destarte, o litígio restringese ao ano calendário 2007 a 2009 à dedutibilidade das glosas relativas dedução de despesas de instrução dos alimentandos Diego de Andrade – CPF 007.850.87974 e Ana Paula de Andrade – CPF 066.320.05985. Quanto à dedução de despesas de instrução de alimentandos, assim se manifestou o julgador de primeira instância: “No que tange à dedução de despesas de instrução de alimentandos, o RIR/1999, em seu art. 78, e §§ 4º e 5º, estabelece: Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida às importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais “(Lei 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). (...) § 4º Não são dedutíveis da base de cálculo mensal as importâncias pagas a título de despesas médicas e de educação dos alimentando, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente (Lei 9.250, de 95, art. 8º, § 3º). § 5º As despesas referidas no parágrafo anterior poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de renda na declaração anual, a título de despesa médica (art. 80) ou despesa com educação (art. 81) (Lei 9.250, de 95, art. 8º, § 3º). (Grifouse). A interessada não acostou aos autos, cópia da decisão judicial ou do acordo homologado judicialmente, não havendo, nesse sentido, comprovação de que os valores relativos às despesas de instrução dos filhos do companheiro estejam em conformidade com homologação da separação judicial, destacandose que, para fins de imposto de renda, há vinculação aos estritos termos da sentença judicial. Assim, seria requisito da dedução, pelo alimentante, a comprovação de que os valores envolvidos amoldamse à especificação da sentença, destacandose que eventuais valores pagos por liberalidade do alimentante, não seriam passíveis de dedução da base de cálculo do imposto. Mantemse, pois, a glosa das despesas de instrução dos filhos do companheiro Diego de Andrade e Ana Paula de Andrade.” Fl. 367DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/08/201 4 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 No caso destes autos, pelo conjunto probatório de fls. 330/350, entendo, que resta evidenciado que na petição inicial consta que, o Sr. Irineu de Andrade Junior, dependente da recorrente a partir do ano calendário de 2007, arcará com o pagamento integral da faculdade do filho Diego de Andrade – CPF 007.850.87974 e com 25% mensalidade da filha Ana Paula de Andrade – CPF 066.320.05985. Observo que no Termo de Audiência em Separação Consensual e todos os documentos emitidos pelo juiz ratificam os termos da petição inicial. Assim, fica comprovado o direito da recorrente a dedução de despesa de instrução dos alimentandos nos exercícios de 2008, 2009 e 2010, nos valores de R$ 4.960,00 R$ 5.184,58 e R$ 2.708,94, respectivamente Assim, refazendose os cálculos, os valores das glosas mantidas são as seguintes: Ano calendário 2005 2006 2007 2008 2009 Dependente 1.404,00 3.032,64 4.753,80 4.967,80 3.460,98 Despesas médicas 6.281,89 11.213,20 14.380,06 8.613,04 Despesas médicas *** 2.400,00 0,00 1.600,00 1.980,00 0,00 Despesas com instrução 0,00 0,00 0,00 0,00 550,00 Diante do exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso para restabelecer a dedução da despesa de instrução dos alimentandos nos exercícios de 2008, 2009 e 2010, nos valores de R$ 4.960,00 R$ 5.184,58 e R$ 2.708,94, respectivamente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Fl. 368DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/08/201 4 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 19647.011786/2006-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2202-000.455
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente.
(Assinado digitalmente)
Rafael Pandolfo - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19647.011786/2006-17
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5380318
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2202-000.455
nome_arquivo_s : Decisao_19647011786200617.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 19647011786200617_5380318.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
id : 5619937
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033770672128
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1604; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 1.155 1 1.154 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.011786/200617 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2202000.455 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 12 de março de 2013 Assunto IRPF Recorrente JOSÉ ADALBERTO BARBOSA DE ARRUDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 96 47 .0 11 78 6/ 20 06 -1 7 Fl. 1157DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.156 2 Relatório 1 Procedimento de Fiscalização Em cumprimento ao Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) – Fiscalização nº 04.1.01.002005000662 (fl. 01) e seu Complementar nº 04.1.01.0020050006621 (fl. 02), iniciouse ação fiscal referente aos exercícios 2002 e 2003, anos calendários 2001 e 2002, verificação do cumprimento das obrigações tributárias relativas ao Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Em 02/02/05 o recorrente foi intimado, mediante Termo de Início de Fiscalização (fls. 1517), a apresentar os seguintes documentos/informações: a) Apresentar as Declarações de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física referentes aos exercícios 2002 e 2003, anos calendários 2001 e 2002, respectivamente; b) Extratos bancários das contas correntes, das contas poupança e das contas de investimento mantidas nos anoscalendário 2001 e 2002; c) Comprovar, mediante apresentação de documentação hábil e idônea, a origem dos recursos depositados nas contas bancárias mantidas nos anos calendários 2001e 2002; d) Especificar, apresentando documentação comprobatória, a natureza da(s) atividade(s) profissional(ais) e/ou atos(s) negocial(ais) que ensejou(ram) os depósitos efetuados nas contas bancárias mantidas nos anoscalendário 2001 e 2002; e) Cópia, autenticada pela instituição financeira, da ficha cadastral de cada uma das contas bancárias mantidas nos anoscalendários 2001 e 2002 (ou declaração, por escrito, prestada pela mesma instituição financeira), na qual constasse a informação de ter havido ou não, naqueles anos, co titulares(es) da conta bancária. Em caso afirmativo, deveriam estar identificado(s), na citada documentação, o nome e o nº do CPF do(s) outro(s) titular(es) da conta bancária; f) Caso tivesse(m) sido outorgada(s) procuração(ões) a terceiros(s) para fins de movimentação das contas bancárias mantidas nos anoscalendário 2001 e 2002, apresentasse cópia(s) da(s) mesma(s) autenticadas(s) pela instituição financeira. Em que pese o pedido de prorrogação de prazo pelo contribuinte (fl. 19), não houve atendimento à intimação. Em 30/03/05, o recorrente foi reintimado a apresentar os documentos e informações solicitadas (fl. 1518), novamente sem resposta. Fl. 1158DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.157 3 Diante da omissão do Recorrente nos atendimentos aos Termos de Intimação Fiscal, foi expedida Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira (RMF) ao Banco Bradesco (fl. 583), para que fornecesse os documentos e informações anteriormente solicitados e não fornecidos pelo contribuinte. Consta atendimento ao RMF às fls. 585589, contendo extratos da conta corrente e de poupança mantidas sob a titularidade do contribuinte nos anoscalendário 2001 e 2002. Após ciência ao contribuinte da continuidade da ação fiscal (fls. 26, 33), e de pedido de prorrogação de prazo (fls. 2829), o contribuinte apresentou em 20/07/05 e 01/08/05 uma série de documentos, tais como extratos bancários e cheques (fls. 3790, 91108, 111199, 202272, 109110). Após uma série de pedidos de prorrogação de prazo (fls. 501, 504, 508), o contribuinte apresentou em 31/10/05 (fl. 509517) esclarecimentos acompanhados de uma relação referente a cheques que teriam sido emitidos pelo contribuinte, nos anoscalendário 2001 e 2002, para pagamento de mercadorias a fornecedores. Na oportunidade foi solicitada nova prorrogação de prazo. Desta forma, a fiscalização intimou o recorrente em 06/02/06 para que identificasse os referidos fornecedores, informando, por escrito, a razão social, o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e o endereço completo dos mesmos (fl. 524). Não houve atendimento por parte do contribuinte. Diante da inércia do contribuinte em apresentar documentação comprobatória da origem dos recursos depositados em conta bancária sob sua titularidade nos anos calendários 2001 e 2002, mesmo tendo sido concedidas várias prorrogações de prazo, a fiscalização procedeu com a elaboração de demonstrativos “Depósitos Bancários a Comprovar a Origem” (fls. 528544, 545566). De acordo com o Relatório de Ação Fiscal (fl. 972), os valores relativos a cheques devolvidos, lançados a débito na conta bancária em questão, foram subtraídos dos respectivos créditos. Desta feita, o contribuinte foi intimado em 16/02/2006 (fls. 526527) a apresentar documentação comprobatória hábil e idônea da origem dos recursos relacionados nos demonstrativos “Depósitos Bancários a Comprovar Origem”. Em 20/07/06 o contribuinte foi novamente intimando a apresentar os documentos e informações anteriormente solicitados e a apresentar outros documentos específicos. Novamente não houve atendimento. Em 28/11/05 foi expedido nova RMF ao Banco Bradesco (fl. 590) para que fornecesse os documentos bancários solicitados e não fornecidos pelo contribuinte, restando atendido às fls. 595599 e 602661. Com base nos documentos apresentados pelo contribuinte e pelo Banco Bradesco S/A, foram realizadas diligências. De acordo com o Relatório de Ação Fiscal (fl. 974), “as pessoas físicas identificadas nos comprovantes encaminhados a esta Repartição pelo Banco Bradesco S/A, referentes a lançamentos efetuados a crédito, e as pessoas físicas e jurídicas identificadas nas cópias dos cheques apresentadas anteriormente pelo contribuinte, emitidos contra a conta bancária mantida sob a titularidade do mesmo, nos anoscalendário 2001 e 2002, no total de 46 (quarenta e seis), foram intimadas (fls. 662 a 799 e 802 a 961) a informar, por escrito, apresentando documentação comprobatória, a natureza do ato negocial e/ou atividade profissional realizada que ensejou o(s) crédito(s) na conta bancária do contribuinte (fls. 595 a 599 e 602 a 661) e/ou o recebimento de cheque(s) emitidos por meio Fl. 1159DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.158 4 dessa conta (fls. 91199, 202272, 277399, 402500), bem como informar, por escrito, sobre a pessoa ou empresa com quem a operação foi tratada. Caso as operações não tivessem sido realizadas diretamente com o contribuinte mas sim por meio de outras pessoas ou empresas, as mesmas deveriam ser identificadas” 2 Auto de Infração Com base na documentação recolhida e no resultado das diligências realizadas junto a pessoas físicas e jurídicas, a fiscalização decidiu lavrar auto de infração (fl. 0510) imputando infração por omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem comprovação da origem, nos meses de janeiro a dezembro dos anoscalendário 2001 e 2002, com crédito tributário apurado de R$ 2.583.587,28, incluídos imposto, juros de mora e multa de 75%. 3 Impugnação O recorrente apresentou impugnação tempestiva (fls. 9931004), esgrimindo, em síntese, os seguintes argumentos: a) O contribuinte praticou operações de intermediação de compra e venda de mercadoria entre terceiros, sendo grande parte dos aportes relacionados a valores que os compradores de mercadorias entregavam ao contribuinte para que a aquisição se desse por seu intermédio, não devendo tais valores ser compreendidos como receitas omitidas da tributação. Tais operações foram amplamente comprovadas por meio de documentação nos autos; b) Houve quebra de sigilo bancário pela obtenção de informações e documentos junto a instituições bancárias, sem autorização judicial, sendo ilegítimo o procedimento que culminou no lançamento de ofício do crédito tributário; c) O mero trânsito de recursos financeiros, mediante depósitos bancários do contribuinte, não servem para comprovar omissão de receita sujeita à tributação do Imposto de Renda; d) Por fim, postulou pela realização de perícia contábil com o objetivo de se apurar os verdadeiros valores a serem tributados. 4 Acórdão de Impugnação A impugnação foi julgada pela 2ª Turma da DRJ/REC, que acordou, por unanimidade, pela procedente do auto de infração (fls. 1.0131.039), apresentando os seguintes fundamentos: a) Há previsão legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo; b) Nos casos de presunção legal, o ônus da prova é do contribuinte, cabendo lhe comprovar a origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários; Fl. 1160DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.159 5 c) É lícito à autoridade fiscal, independente de autorização judicial, requerer informações perante instituições financeiras quando houver procedimento de fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis; d) As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos normativos regularmente editados; e) As decisões judiciais, mesmo que proferidas por tribunais superiores, só produzem efeitos para as partes envolvidas no processo; f) Deve ser indeferido o pedido de perícia que não contiver os requisitos estabelecidos pelo inciso IV do art. 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, e quando dos autos do processo se constate os elementos necessários à formação da livre convicção do julgador. O recorrente tomou ciência da decisão de impugnação em 22/06/09. 5 Recurso Voluntário O contribuinte interpôs, tempestivamente, recurso voluntário (fls. 1.0431.053), repisando os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 1161DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.160 6 Voto Conselheiro Relator Rafael Pandolfo O recurso ora analisado foi interposto no âmbito de procedimento administrativo no qual foi constituído, contra o recorrente, crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda. A autuação utilizou como fundamento a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. Para alcançar seu desiderato, a Fiscalização utilizou requisição de movimentação financeira (RMF) (fls. 585589, 590). A constitucionalidade das prerrogativas estendidas à autoridade fiscal através de instrumentos infraconstitucionais obtenção de informações junto às instituições através da RMF está sendo analisada pelo STF no âmbito do Recurso Extraordinário nº 601.314, que tramita em regime de repercussão geral, reconhecida em 22/10/09, conforme ementa abaixo transcrita: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE CONTRIBUINTES, PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, DIRETAMENTE AO FISCO, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (LEI COMPLEMENTAR 105/2001). POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA LEI 10.174/2001 PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES A EXERCÍCIOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RELEVÂNCIA JURÍDICA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL Conforme disposto no § 1º do art. 62A da Portaria MF nº 256/09, devem ficar sobrestados os julgamentos dos recursos que versarem sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido admitida pelo STF. O dispositivo há pouco referido vai ao encontro da segurança jurídica, da estabilidade e da eficiência, pois ao tempo em que assegura a coerência do ordenamento, confere utilidade à atividade judicante exercida no âmbito do CARF. Assim, reconhecida, pelo STF, a relevância constitucional de tema prejudicial à validade do procedimento utilizado na constituição do crédito tributário, deve ser sobrestado o julgamento do recurso no CARF. Não se desconhece a decisão Plenária do STF no âmbito do RE nº 389.808, que acolheu o recurso extraordinário interposto pelos contribuintes. O Recurso foi pautado pelo Ministro Marco Aurélio (i) poucos dias antes da publicação da Emenda Regimental nº 42, do RISTF, que determina que todos os recursos relacionados ao tema do caso admitido como paradigma, em repercussão geral, devam ser distribuídos ao respectivo Relator, e (ii) quase um ano após o reconhecimento da repercussão geral no RE 601.314, o que gerou confusão quanto à mecânica processual de julgamento dos recursos extraordinários anteriores à Emenda Constitucional nº 45/04. Uma leitura atenta do acórdão revela que o julgamento, inicialmente adstrito à reanálise da medida cautelar requerida pela parte recorrente, desbordou para enfrentamento do mérito a partir da contrariedade manifestada pela Min. Ellen Gracie centrada, sobretudo, na ausência do Min. Joaquim Barbosa e sua consequência à apuração do quorum de votação. A atipicidade do caso, entretanto, não indica posicionamento da Corte afastando as Fl. 1162DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.161 7 consequências imediatas da repercussão geral, como o sobrestamento dos processos que veiculam o tema da violação de sigilo pela Fazenda. O fato é que, com exceção do inusitado julgamento ocorrido no âmbito do RE 389.808, o posicionamento do STF tem sido uníssono no sentido de sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários que veiculam a mesma matéria objeto do Recurso Extraordinário nº 601.314. As decisões abaixo transcritas são elucidativas: DESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verificase que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publiquese. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente (RE 488993, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 09/02/2011, publicado em DJe035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011) DECISÃO REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA – SIGILO DADOS BANCÁRIOS – FISCO – AFASTAMENTO – ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 – SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. Ministro MARCO AURÉLIO Relator (AI 691349 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 04/10/2011, publicado em DJe213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011) REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01. CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discutese nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o Fl. 1163DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.162 8 fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verificase que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO – UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS – IMPOSTO DE RENDA – QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO – PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 – APLICAÇÃO IMEDIATA – RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN – PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO – RECURSO ESPECIAL PROVIDO.” Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064AgRAgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626AgR AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543B e seus parágrafos do Código de Processo Civil). Publiquese. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente (RE 602945, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 01/08/2011, publicado em DJe158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011) DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal –discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõese o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publiquese. Brasília, 21 de maio de 2010. Ministro CELSO DE MELLO Relator Fl. 1164DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 19647.011786/200617 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.455 S2C2T2 Fl. 1.163 9 (RE 479841, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, julgado em 21/05/2010, publicado em DJe100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010) Vistos. Verifico que a discussão acerca da violação, ou não, aos princípios constitucionais que asseguram ser invioláveis a intimidade e o sigilo de dados, previstos no art. 5º, X e XII, da Constituição, quando o Fisco, nos termos da Lei Complementar 105/2001, recebe diretamente das instituições financeiras informações sobre a movimentação das contas bancárias dos contribuintes, sem prévia autorização judicial teve sua repercussão geral reconhecida no RE nº 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Dessa forma, dados os reflexos da decisão a ser proferida no referido recurso, no deslinde do caso concreto, determino o sobrestamento do presento feito, até o julgamento do citado RE nº 601.314/SP. Publiquese. Brasília, 13 de junho de 2012. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente (RE 410054 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 13/06/2012, publicado em DJe120 DIVULG 19/06/2012 PUBLIC 20/06/2012) Sendo assim, tenho como inquestionável o enquadramento do presente caso ao art. 26A, §1º, da Portaria 256/09, ratificado pelas decisões acima transcritas, que retratam o quadro descrito pela Portaria nº1, de 03 de janeiro de 2012 (art. 1º, Parágrafo Único). Nesses termos, voto para que seja sobrestado o presente recurso, até o julgamento definitivo do Recurso Extraordinário nº 601.314, pelo STF. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo Fl. 1165DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 06/04/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por RAFAEL PANDOLFO
score : 1.0
Numero do processo: 10830.917838/2011-86
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3802-000.178
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por maioria, em converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem certifique se as receitas especificadas nas contas juros recebidos, juros s/ aplicações, descontos obtidos, royalties, franquias e venda de sucata foram efetivamente incluídas na base das contribuições do PIS/Pasep e Cofins, intimando o contribuinte e a Fazenda Nacional para se manifestarem. Designado para redigir a resolução o Conselheiro Solon Sehn.
Vencido o Conselheiro Waldir Navarro, que negava provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Fez sustentação oral Dr. Maurício Bellucci, OAB/SP 161.851.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10830.917838/2011-86
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5370801
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-000.178
nome_arquivo_s : Decisao_10830917838201186.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : WALDIR NAVARRO BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 10830917838201186_5370801.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por maioria, em converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem certifique se as receitas especificadas nas contas juros recebidos, juros s/ aplicações, descontos obtidos, royalties, franquias e venda de sucata foram efetivamente incluídas na base das contribuições do PIS/Pasep e Cofins, intimando o contribuinte e a Fazenda Nacional para se manifestarem. Designado para redigir a resolução o Conselheiro Solon Sehn. Vencido o Conselheiro Waldir Navarro, que negava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral Dr. Maurício Bellucci, OAB/SP 161.851.
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5573796
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033778012160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1805; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 130 1 129 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.917838/201186 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3802000.178 – 2ª Turma Especial Data 27 de maio de 2014 Assunto PER/DCOMPRETIFICAÇÃO Recorrente HUNTER DOUGLAS DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por maioria, em converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem certifique se as receitas especificadas nas contas juros recebidos, juros s/ aplicações, descontos obtidos, royalties, franquias e venda de sucata foram efetivamente incluídas na base das contribuições do PIS/Pasep e Cofins, intimando o contribuinte e a Fazenda Nacional para se manifestarem. Designado para redigir a resolução o Conselheiro Solon Sehn. Vencido o Conselheiro Waldir Navarro, que negava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral Dr. Maurício Bellucci, OAB/SP 161.851. Relatório e Voto RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .9 17 83 8/ 20 11 -8 6 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 20/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.917838/201186 Resolução nº 3802000.178 S3TE02 Fl. 131 2 Tratase de recurso voluntário interposto em face de acórdão da 2ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, que, por unanimidade, indeferiu a manifestação de inconformidade formalizada pela interessada em face da nãohomologação de compensação. Aduziu a Recorrente que a origem do crédito seria decorre da inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, declarada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Informa que a contribuição em tela foi apurada sobre a “receita bruta”, com base no dispositivo referenciado ainda em vigor. Com a declaração de inconstitucionalidade do parágrafo acima, que promoveu o alargamento da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, houve por bem a recorrente efetuar uma revisão contábil interna, ocasião em que se constatou recolhimento a maior da contribuição no período mencionado. Sustenta ainda que a decisão do STF deve ser reproduzida pelos Conselheiros do CARF, por força do disposto no artigo 62A, Regimento Interno (Portaria MF nº 256/09). Aduz a prescindibilidade da retificação da DCTF, apresentando, ao final, documentação contábil e fiscal, bem como demonstrativo do débito. Ao final, requer que seu recurso seja conhecido e provido, reformandose o acórdão recorrido e subsidiariamente, caso não seja esse o entendimento deste colegiado, o retorno do autos a DRJ de origem para que, em instancia inicial, proceda a análise de toda documentação apresentada, pugnando pela juntada posterior de documentos, bem como, sendo necessária, a conversão do julgamento em diligência. É o Relatório. Por conter matéria de competência deste Colegiado, estando o crédito pleiteado dentro do seu limite de alçada e presentes os demais requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. Como se sabe, o §1º do art. 3o da Lei no 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE no 346.084/PR: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da Fl. 131DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 20/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.917838/201186 Resolução nº 3802000.178 S3TE02 Fl. 132 3 classificação contábil adotada. (STF. T. Pleno. RE 346.084/PR. Rel. Min. ILMAR GALVÃO. Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO. DJ 01/09/2006). Esse entendimento foi reafirmado pela jurisprudência do STF no julgamento de questão de ordem no RE no 585.235/RG, decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B), no qual também foi deliberada a edição de súmula vinculante sobre a matéria: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. (STF. RE 585235 RGQO. Rel. Min. CEZAR PELUSO. DJ 28/11/2008). Assim, apesar de ainda não editada a súmula vinculante, deve ser aplicado o disposto no art. 62A do Regimento Interno, o que implica o reconhecimento da inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998. Não é possível, entretanto, o exame das demais questões de mérito sem que as receitas especificadas nas contas juros recebidos, juros s/ aplicações, descontos obtidos, royalties, franquias e venda de sucata foram efetivamente incluídas na base das contribuições do PIS/Pasep e Cofins. Entendese, assim, que o julgamento deve ser convertido em diligência para que a unidade de origem verifique se as receitas contabilizadas nas contas em questão foram efetivamente incluídas na base de cálculo da contribuição, intimando o contribuinte e a Fazenda Nacional para se manifestarem. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 132DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 20/08/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10120.721408/2009-52
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO RECONHECIDA, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS.
Verificada a existência de omissão que não afeta o mérito da decisão embargada, impõe-se acolher os embargos para que seja sanada, sem efeitos modificativos no acórdão embargado.
Numero da decisão: 1302-001.461
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente.
(assinado digitalmente)
LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Helio Eduardo de Paiva Araújo.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO RECONHECIDA, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS. Verificada a existência de omissão que não afeta o mérito da decisão embargada, impõe-se acolher os embargos para que seja sanada, sem efeitos modificativos no acórdão embargado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10120.721408/2009-52
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5374149
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1302-001.461
nome_arquivo_s : Decisao_10120721408200952.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 10120721408200952_5374149.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Helio Eduardo de Paiva Araújo.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 29 00:00:00 UTC 2014
id : 5597117
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033794789376
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1752; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 840 1 839 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.721408/200952 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1302001.461 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 29 de julho de 2014 Matéria Compensação de Saldo Negativo de IRPJ Embargante DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM GOIÂNIA Interessado SEMENTES SELECTA S/A ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO RECONHECIDA, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS. Verificada a existência de omissão que não afeta o mérito da decisão embargada, impõese acolher os embargos para que seja sanada, sem efeitos modificativos no acórdão embargado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Helio Eduardo de Paiva Araújo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 72 14 08 /2 00 9- 52 Fl. 840DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 15 /08/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR Processo nº 10120.721408/200952 Acórdão n.º 1302001.461 S1C3T2 Fl. 841 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM GOIÂNIA em face do Acórdão nº 130200.999 proferido por esta 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara, em 02/10/2012 , com a seguinte ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO. Matéria específica que não foi expressamente impugnada na manifestação de inconformidade apresentada ao julgador de primeira instância será considerada incontroversa, precluindo processualmente a oportunidade de questionamento ulterior, não podendo, assim, ser alegada em grau de recurso. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PRAZO DECADENCIAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. Por ser matéria de ordem pública, a decadência deve ser conhecida a qualquer tempo, inclusive de ofício. PER/DCOMP RETIFICADORA. REINÍCIO DA CONTAGEM DE PRAZO. INOCORRÊNCIA DE HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. A apresentação da Per/Dcomp retificadora tem como consequência o reinício da contagem do prazo para a homologação da compensação pela autoridade administrativa, previsto no § 5ª do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, na medida em que a retificadora substitui a primeira declaração apresentada, que deixa de existir juridicamente, mantidos os demais efeitos, com as alterações. A turma julgadora, por unanimidade negou provimento ao recurso voluntário interposto. Ao efetuar os procedimentos para a execução do acórdão em referência a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Goiânia, constatou que o acórdão recorrido fez referência tão somente ao Acórdão nº 0338.736, proferido pela 4a. Turma da DRJ/Brasília. Ocorre que o referido acórdão foi retificado em face da constatação de inexatidão material quanto ao montante creditório reconhecido, por meio do Acórdão nº 0341.048, do mesmo órgão de julgamento. Em face do que foi relatado suscita a autoridade preparadora a necessidade de retificação do acórdão embargado. É o relatório. Fl. 841DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 15 /08/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR Processo nº 10120.721408/200952 Acórdão n.º 1302001.461 S1C3T2 Fl. 842 3 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Os embargos opostos são tempestivos e atendem aos pressupostos regimentais. Assim, dele conheço. Relata a autoridade embargante uma omissão no Acórdão nº 1302000.999, proferido por esta turma ordinária, quanto à retificação do acórdão de primeiro grau proferido inicialmente (Acórdão nº 0338.736) por meio do Acórdão nº 0341.048, no qual se reconheceu uma inexatidão material quanto ao valor do direito creditório reconhecido. De fato, o acórdão embargado foi omisso ao deixar de relatar a ocorrência de tal fato. Assim, impõese retificar o acórdão embargado para dele contar que o Acórdão nº 03 38.736, proferido pela 4a. Turma da DRJ/Brasília, foi retificado por meio do Acórdão nº 03 41.048, no qual se reconheceu uma inexatidão material quanto ao valor do direito creditório reconhecido, devendo este último ser considerado com vistas a execução do acórdão. Não obstante, tal omissão em nada altera os fundamentos e as conclusões do acórdão embargado, posto que não afetam as discussões de mérito examinadas. Ante ao exposto, voto no sentido de acolher os embargos para reconhecer a omissão apontada, sem efeitos modificativos no acórdão recorrido. Sala de Sessões, em 29 de julho de 2014 (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 842DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 15 /08/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOU ZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 35170.000171/2002-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1991 a 31/12/2000
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA.
A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto nº 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa.
Numero da decisão: 2301-003.828
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator.
EDITADO EM: 31/07/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1991 a 31/12/2000 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA. A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto nº 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 35170.000171/2002-31
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5372338
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-003.828
nome_arquivo_s : Decisao_35170000171200231.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 35170000171200231_5372338.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. MARCELO OLIVEIRA - Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator. EDITADO EM: 31/07/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5588080
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033796886528
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-31T20:29:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-31T20:29:52Z; Last-Modified: 2014-07-31T20:29:52Z; dcterms:modified: 2014-07-31T20:29:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:af77428f-244d-4ec7-ba94-10d59d50d65f; Last-Save-Date: 2014-07-31T20:29:52Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-31T20:29:52Z; meta:save-date: 2014-07-31T20:29:52Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-31T20:29:52Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-31T20:29:52Z; created: 2014-07-31T20:29:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2014-07-31T20:29:52Z; pdf:charsPerPage: 1731; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2014-07-31T20:29:52Z | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 609 1 608 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35170.000171/200231 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2301003.828 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de novembro de 2013 Matéria Órgão Público Recorrente MUNICÍPIO DE CAPANEMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1991 a 31/12/2000 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA. A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto nº 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. MARCELO OLIVEIRA Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator. EDITADO EM: 31/07/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 17 0. 00 01 71 /2 00 2- 31 Fl. 609DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/ 07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior. Relatório Adoto relatório de fls. 230: Tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização contra o órgão público acima identificado, que de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 153 a 156, referese aos valores apurados na Câmara Municipal de Capanema, relativas as rubricas: segurado, empresa, financiamento da complementação das prestações por acidente do trabalho SAT (para competências até 06/97), financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (para competências a partir de 07/97), autônomos (até 02/2000) e contribuinte individual (a partir de 03/2000), consolidado em 08/06/2001, totalizando o valor de R$1.438.850,68 (Um milhão, quatrocentos e trinta e oito mil, oitocentos e cinqüenta reais e sessenta e oito centavos),abrangendo as competências de 01/1991 a 12/2000. 2. Objetivando a transparência da fiscalização e possibilitando a ampla defesa do município, foram elaborados relatórios de fatos geradores distintos para cada uma das situações detectadas pela Auditoria Fiscal, nos quais verificase a discriminação clara e precisa dos fatos geradores e dos valores apurados no lançamento "in casu". Assim, o lançamento possui os seguintes tipos de levantamento explicitados de acordo com o Relatório Fiscal e Relatórios de Fatos Geradores : "CME Câmara Municipal Pagamento de remuneração aos detentores de mandato eletivo"; "CSP Câmara Municipal Remuneração paga a autônomo/contribuinte individual"; "CTC Câmara Municipal Folha dos servidores temporários, efetivos e comissionados"; "CTP Câmara Municipal Folha dos servidores temporários, efetivos e comissionados"; "DIA Câmara Municipal Pagamento de diárias". 3. Constituem fatos geradores das contribuições previdenciárias ora lançadas contra a Câmara Municipal de Capanema a remuneração paga ou creditada: aos detentores de mandato eletivo; pelos serviços prestados sem vínculo empregatício por segurado autônomo/contribuinte individual contratado pela notificada; aos servidores temporários, contratados nos termos do inciso IX do art. 37, da CF/88; aos servidores efetivos e aos comissionados; 4. Foram examinados os seguintes elementos: Notas de Empenho, Notas Financeiras, Folhas de Pagamento e recibos de autônomo/contribuinte individual. Fl. 610DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/ 07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35170.000171/200231 Acórdão n.º 2301003.828 S2C3T1 Fl. 610 3 DA IMPUGNAÇÃO 5. Dentro do prazo regulamentar, a interessada contestou o lançamento, através do instrumento de fls. 169 a 214 do presente, alegando em síntese que: 5.1. Através da Lei 4.790, de 03/07/90, a requerente optou pelo regime estatutário para ser aplicado sem exceção a todos os seus servidores públicos, quer sejam eles efetivos, comissionados ou temporários. 5.2. Posteriormente, o Município de Capanema editou a Lei n.° 5.795, de 05 de março de 1999, dispondo sobre o Plano de Cargos e Salários dos Servidores Públicos Municipais. 5.3. Em 28.05.1993, instituiu seu regime próprio de previdência através da Lei n. 0 5.249, posteriormente modificado pela Lei n.° 5.817, de 28/09/99, reconhecendo, inclusive como segurados facultativos o Prefeito e o VicePrefeito, os Vereadores e seus Suplentes; 5.4. Alega que todos os servidores do Município, sem exceção, estariam excluídos do Regime Geral de Previdência Social, inclusive no que s e refere aos servidores temporários, em razão de que não há qualquer distinção entre estes e o quadro de provimento efetivo no texto da Lei 4.790/90 e submetêlos a outro regime seria onerar a própria categoria e o erário público. 5.5. Que o Art 13 da Lei n.° 9.506/97 é de flagrante inconstitucionalidade, pois a matéria que procura disciplinar deveria ser objeto de Lei Complementar, como exige o § 4.° do art. 195 da Constituição Federal, logo: não haveria como vincular os Vereadores Municipais, agentes políticos que são, ao Regime Geral de Previdência Social. 5.6. Requer por fim, a improcedência do crédito em razão de que o Município de Capanema e seus servidores, por contar com regime de previdência própria na forma da lei, estão excluídos do regime geral de previdência social. DA DILIGÊNCIA 6. Ante a apresentação da defesa tempestiva, foi a Auditora Fiscal notificante instada a s e pronunciar, o que o fez às fls. 229, informando o seguinte: 6.1. Reivindica a insubsistência do crédito sob a alegação de que o Regime Próprio de Previdência do Município foi instituído através da Lei Municipal n° 5.249, de 28/05/93, o qual garantiria aos servidores públicos municipais e seus dependentes os benefícios básicos de aposentadoria e pensão, razão pela qual entende que o Município desvinculouse totalmente do Regime Geral de Previdência Social RGPS. Por meio da DecisãoNotificação n. 12.401.4/0233/2002 [fls. 230 e seguintes], a autoridade julgadora de primeira instância entendeu por procedente o lançamento: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DÉBITO REGULARMENTE LAVRADO. Fl. 611DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/ 07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA 4 ATENDIMENTO DAS FORMALIDADES LEGAIS. Crédito previdenciário constituído dentro das técnicas fiscais e atendendo à legislação previdenciária vigente é plenamente regular, em conformidade com o art. 37, da Lei 8.212/91 e alterações posteriores c/c art. 142 doC.T.N. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Irresignado com o decisum, a Entidade Pública interpôs recurso voluntário que reiterou os argumentos da defesa [fls. 243 e ss]. É relatório. Voto Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade, devendo ser conhecido. O lançamento referese às contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores não abrangidos pelo Regime Próprio de Previdência Social do Município e antes da emissão da Decisão de primeira instância foi realizada diligência, que contestou alguns argumentos da defesa, tendo sido esses utilizados como razões de decidir da DN. Analisando os autos verifiquei que não há provas de que a notificada tenha sido cientificada do decisum recorrido. A DecisãoNotificação pugnou pela procedência em parte do lançamento, sem a possibilidade do contraditório em relação à diligência fiscal. A impossibilidade de conhecimento dos fatos elencados pelo Auditor Fiscal ocasionou a supressão de instância. O recorrente possui o direito de apresentar suas contra razões aos fatos apontados pela fiscalização ainda na primeira instância administrativa. Da forma como foi realizado o procedimento, o direito do contribuinte ao contraditório foi conferido somente em grau de recurso. Há vários precedentes deste órgão colegiado neste sentido. Transcrevo a ementa do Acórdão nº 10515982 (relator Conselheiro Daniel Sahagoff; data da sessão 20/09/2006), verbis: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA CONTRIBUINTE NÃO TOMOU CIÊNCIA DO RESULTADO DA DILIGÊNCIA A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídicoprocedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação do processo, por cerceamento ao seu direito de defesa. Necessidade de retorno dos autos à instância originária para que se dê ciência ao contribuinte do resultado da diligência, concedendolhe o prazo regulamentar para, se assim o desejar, apresentar manifestação. Recurso provido. E a ampla defesa, assegurada constitucionalmente aos contribuintes, deve ser observada no processo administrativo fiscal. A propósito do tema, é salutar a adoção dos Fl. 612DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/ 07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35170.000171/200231 Acórdão n.º 2301003.828 S2C3T1 Fl. 611 5 ensinamentos de Sandro Luiz Nunes que, em seu trabalho intitulado Processo Administrativo Tributário no Município de Florianópolis, esclarece de forma precisa e cristalina: A ampla defesa deve ser observada no processo administrativo, sob pena de nulidade deste. Manifestase mediante o oferecimento de oportunidade ao sujeito passivo para que este, querendo, possa oporse a pretensão do fisco, fazendose serem conhecidas e apreciadas todas as suas alegações de caráter processual e material, bem como as provas com que pretende provar as suas alegações. De fato, este entendimento também foi plasmado no Decreto nº 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. Feitas estas considerações, entendo que a decisão recorrida deve ser anulada, uma vez que prolatada sem que o contribuinte tivesse a oportunidade de se manifestar, regularmente, em relação à informação fiscal carreada aos autos pelo fisco. Pelo princípio constitucional do contraditório, é facultado à parte manifestar sua posição sobre fatos trazidos ao processo pela outra parte vez que tomando conhecimento dos atos processuais, pode, se desejar, reagir contra os mesmos. Inseremse no princípio do contraditório a chamada regra da informação geral e também a regra da ouvida dos sujeitos ou audiência das partes. O princípio do contraditório é de índole constitucional, devendo ser observado inclusive em processos administrativos, consoante art. 5°, LV, da Constituição Federal vigente. Art. 5°, LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Foi contemplado também no art. 2º, caput e parágrafo único, inciso X, da Lei nº 9.784/99, abaixo transcrito: Lei n° 9.784/99, art. 2° A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: (...) X garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; (grifo nosso) Fl. 613DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/ 07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA 6 Nesse sentido, entendo que a decisão proferida é nula, por cerceamento ao direito de defesa, com fulcro no art. 31, II, da Portaria MPS n° 520/2004, abaixo transcrito. Art. 31. São nulos: (...) II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa; DISPOSITIVO Por todo o exposto, voto pela anulação da decisão de primeira instância. devendo ser conferida ciência ao recorrente, conforme disposto na sentença do Mandado de Segurança, do resultado da diligência fiscal de fls. 204/300, abrindolhe prazo para manifestação e posterior emissão de nova decisão. É o voto. Manoel Coelho Arruda Júnior Relator Fl. 614DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/ 07/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10580.727442/2009-13
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2202-000.270
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: NELSON MALLMANN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10580.727442/2009-13
conteudo_id_s : 6385200
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 19 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2202-000.270
nome_arquivo_s : 220200270_10580727442200913_201207.pdf
nome_relator_s : NELSON MALLMANN
nome_arquivo_pdf_s : 10580727442200913_6385200.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 5567327
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033824149504
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-03-24T18:52:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-03-24T18:52:56Z; Last-Modified: 2015-03-24T18:52:56Z; dcterms:modified: 2015-03-24T18:52:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:e77f9b3d-118b-4ba1-858d-3268c47069f8; Last-Save-Date: 2015-03-24T18:52:56Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-03-24T18:52:56Z; meta:save-date: 2015-03-24T18:52:56Z; pdf:encrypted: true; modified: 2015-03-24T18:52:56Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-03-24T18:52:56Z; created: 2015-03-24T18:52:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2015-03-24T18:52:56Z; pdf:charsPerPage: 1630; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2015-03-24T18:52:56Z | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.727442/200913 Recurso nº 999.999 Resolução nº 220200.270 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 11 de julho de 2012 Assunto Solicitação de Sobrestamento Recorrente DANIELA GUIMARÃES ANDRADE GONZAGA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente e Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Julianna Bandeira Toscano, Rafael Pandolfo e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Pedro Anan Junior, Odmir Fernandes e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.727442/200913 Resolução n.º 220200.270 S2C2T2 Fl. 2 2 Relatório DANIELA GUIMARÃES ANDRADE GONZAGA, contribuinte inscrita no CPF/MF sob o nº 633.167.49500, com domicílio fiscal na cidade de Salvador, Estado da Bahia, à Rua Dr. Américo Silva, n.º 42 – apto 801 Bairro Morro do Gato, jurisdicionada a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador BA, inconformada com a decisão de Primeira Instância de fls. 64/69, prolatada pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador BA, recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 74/105. Contra o contribuinte acima mencionado foi lavrado, em 18/11/2009, Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 03/10), com ciência através de AR, em 19/11/2009 (fls. 24), exigindose o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 67.944,36 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de Imposto de Renda Pessoa Física, acrescidos da multa de lançamento de ofício normal de 75% e dos juros de mora de, no mínimo, de 1% ao mês, calculados sobre o valor do imposto de renda, relativo aos exercícios de 2005 a 2007, correspondentes aos anoscalendário de 2004 a 2006, respectivamente. Da ação fiscal resultou a constatação de omissão de rendimentos constituído em razão de ter sido apurada classificação indevida de rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual como sendo rendimentos isentos e não tributáveis. Os rendimentos foram recebidos do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”, em 36 (trinta e seis) parcelas no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 08 de setembro de 2003. As diferenças recebidas são natureza eminentemente salarial, pois decorreram de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1994, conseqüentemente, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento. Infração capitulada nos arts. 1º ao 3º e §§, da Lei nº 7.713, de 1988; arts. 1º ao 3º, da Lei nº 8.134, de 1990 e art. 1º da Lei nº 11.311, de 2006. Observa, ainda, a autoridade fiscal lançadora de que na apuração do imposto devido não foram consideradas as diferenças salariais que tinham como origem o décimo terceiro salário, por estarem sujeitas à tributação exclusiva na fonte, nem as que tinham como origem o abono de férias, em atendimento ao despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 16 de novembro de 2006, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ nº 2.140/2006. Foi atendido, também, o despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 11 de maio de 2009, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ nº 287/2009, que dispõe sobre a forma de apuração do imposto de renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente. Irresignado com o lançamento o contribuinte apresenta, tempestivamente, em 04/12/2009, a sua peça impugnatória de fls. 25/59, instruído pelos documentos de fls. 60/63, solicitando que seja acolhida a impugnação e determinado o cancelamento do Auto de Infração, com base, em síntese, nos seguintes argumentos: que não classificou indevidamente os rendimentos recebidos a título de URV, pois o enquadramento de tais rendimentos como isentos de imposto de renda encontrase em perfeita consonância com a legislação instituidora de tal verba indenizatória; Fl. 109DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.727442/200913 Resolução n.º 220200.270 S2C2T2 Fl. 3 3 que o STF, através da Resolução nº 245, de 2002, reconheceu a natureza indenizatória das diferenças de URV recebidas pelos magistrados federais, e que por esse motivo estariam isentas da contribuição previdenciária e do imposto de renda. Este tratamento seria extensível aos valores a mesmo título recebidos pelos membro do magistrados estaduais; que o Estado da Bahia abriu mão da arrecadação do IRRF que lhe caberia ao estabelecer no art. 5º da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 2003, a natureza indenizatória da verba paga, sendo a União parte ilegítima para exigência de tal tributo. Além disso, se a fonte pagadora não fez a retenção que estaria obrigada, e levou o autuado a informar tal parcela como isenta em sua declaração de rendimentos, não tem este último qualquer responsabilidade pela infração; que independentemente da controvérsia quanto à competência ou não do Estado da Bahia para regular matéria reservada à Lei Federal, o valor recebido a título de URV tem a natureza indenizatória. Neste sentido já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal, o Presidente do Conselho da Justiça Federal, Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, Poder Judiciário de Rondônia, Ministério Publico do Estado do Maranhão, bem como, ilustres doutrinadores; que caso os rendimentos apontados como omitidos de fato fossem tributáveis, deveriam ter sido submetidos ao ajuste anual, e não tributados isoladamente como no lançamento fiscal; que ainda que as diferenças de URV recebidas em atraso fossem consideradas como tributáveis, não caberia tributar os juros e correção monetária incidentes sobre elas, tendo em vista sua natureza indenizatória; que mesmo que tal verba fosse tributável, não caberia a aplicação da multa de ofício e juros moratórios, pois o autuado teria agido com boafé, seguindo orientações da fonte pagadora, que por sua vez estava fundamentada na Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 2003, que dispunha acerca da natureza indenizatória das diferenças de URV; que o Ministério da Fazenda, em resposta à Consulta Administrativa feita pela Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, também, teria se manifestado pela inaplicabilidade da multa de ofício, em razão da flagrante boafé dos autuados, ratificando o entendimento já fixado pelo Advogado Geral da União, através da Nota AGU/AV 12/2007. Na referida resposta, o Ministério da Fazenda reconhece o efeito vinculante do comando exarado pelo Advogado Geral da União perante a PGFN e a RFB. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante, os membros da Terceira Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Salvador BA, concluíram pela procedência da ação fiscal e pela manutenção do crédito tributário, com base, em síntese, nas seguintes considerações: que, primeiramente, cabe observar que os rendimentos objeto do lançamento fiscal foram recebidos em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 2003, que em seu art. 3º dispõe sobre “diferenças decorrentes do erro na conversão de Cruzeiro Real para Unidade Real de Valor – URV”. A referida conversão era realizada mês a mês no período de abril de 1994 a 31 de agosto de 2001, e visava a manutenção do valor real do salário. Verifica se, portanto, que as diferenças reconhecidas através da citada lei tinham, em sua origem, natureza eminentemente salarial, por se incorporarem à remuneração dos Magistrados do Fl. 110DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.727442/200913 Resolução n.º 220200.270 S2C2T2 Fl. 4 4 Estado da Bahia. Tanto é assim, que as parcelas recebidas no devido tempo foram espontaneamente oferecidas à tributação pelo contribuinte, que reconhecia a ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do art. 43, inciso I, do CTN; que o recebimento extemporâneo de tais diferenças não altera sua natureza, mesmo que o beneficiário tenha sido obrigado a recorrer à justiça, e que o acordo tenha sido implementado mediante lei complementar; que quanto ao art. 5º da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 2003, que dispõe expressamente que as diferenças em questão são de natureza indenizatória, cabe lembrar que o imposto de renda é regido por legislação federal, portanto, tal dispositivo não tem qualquer efeito tributário. Além disso, devese observar que a incidência do imposto independe da denominação do rendimento, e que as indenizações não gozam de isenção indistintamente, mas tão somente as previstas em lei específica que conceda a isenção, conforme previsto no art. 150, § 6º, da Constituição Federal; que o art. 55, inciso XIV, do RIR/99 dispõe claramente que tanto os juros moratórios, quanto quaisquer outras indenizações por atraso de pagamento estão sujeitos à tributação, a menos que correspondam a rendimentos isentos ou não tributáveis, conforme abaixo transcrito; que, foi alegado, também, que caberia o reconhecimento da isenção com base na Resolução do STF nº 245, de 2002, que reconheceu a isenção do abono vinculado a diferenças de URV conferido aos magistrados federais. Entretanto, tal resolução não pode ser estendida às verbas pagas aos Magistrados do Estadual da Bahia, pois isto resultaria na concessão de isenção sem lei específica. Não se poderia, também, recorrer à analogia em matéria que trate de isenção, que está sujeita a interpretação literal, conforme preconiza o art. 111, inciso II, do CTN; que o impugnante reclama isonomia de tratamento frente aos membros da esfera federal, entretanto, tratase de funcionários públicos sujeitos a leis específicas distintas, cada um com suas peculiaridades. Observese, ainda, que o reconhecimento da isenção na esfera federal decorreu de resolução no âmbito do poder judiciário federal, cujo alcance não pode ser ampliado mediante a aplicação da analogia; que quanto à responsabilidade da fonte pagadora pela retenção do IRRF, o Parecer Normativo SRF nº 1, de 24 de setembro de 2002, dispõe que tal responsabilidade extinguese na data fixada para a entrega da declaração de ajuste anual pessoa física, e que a falta de oferecimento dos rendimentos à tributação por parte desta última, a sujeita à exigência do imposto correspondente, acrescido de multa de ofício e juros de mora; que quanto à alegação de que não caberia a imposição de multa de ofício em razão do impugnante ter agido de boa fé, seguindo informação prestada pela fonte pagadora, cabe observar que a aplicação desta multa no percentual de 75% independe da intenção do agente, conforme estabelecido no art. 136, do CTN. Não se trata da multa qualificada no percentual de 150%, que depende da ocorrência de evidente intuito de fraude, conforme previsto no art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. que quanto à tributação das diferenças de URV de forma isolada, sem que fossem considerados os rendimentos e deduções já declarados, cabe observar que, nos anos calendários em questão, as bases de cálculo declaradas já sujeitavam o contribuinte à Fl. 111DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.727442/200913 Resolução n.º 220200.270 S2C2T2 Fl. 5 5 incidência do imposto de renda em sua alíquota máxima, bem como que já tinham sido aproveitadas as parcelas a deduzir previstas em tabela progressiva. Nesta situação, o imposto apurado mediante aplicação direta da alíquota máxima sobre os rendimentos omitidos coincide com o imposto apurado com base na tabela progressiva sobre a base de cálculo ajustada em razão da omissão; que se verifica, ainda, mediante a confrontação entre as planilhas de cálculo da diferença de URV emitidas pela Justiça Estadual e o demonstrativo de apuração do imposto de renda elaborado pela fiscalização, que as parcelas dos valores recebidos a título de URV que se referiam à correção incidente sobre férias indenizadas e 13º salário não foram inclusas no lançamento fiscal, por serem respectivamente isentas e sujeitas à tributação exclusiva. A decisão de Primeira Instância está consubstanciada nas seguintes ementas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA IRPF. As diferenças de remuneração recebidas pelos Magistrados do Estado da Bahia, em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 08 de setembro de 2003, estão sujeitas à incidência do imposto de renda. MULTA DE OFÍCIO. INTENÇÃO. A aplicação da multa de ofício no percentual de 75% sobre o tributo não recolhido independe da intenção do contribuinte. Impugnação Improcedente. Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 26/07/2011, conforme Termo constante às fls. 71/73, e, com ela não se conformando, a recorrente interpôs, em tempo hábil (04/08/2011), o recurso voluntário de fls. 74/105, sem instrução adicional de documentos, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória. É o Relatório. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.727442/200913 Resolução n.º 220200.270 S2C2T2 Fl. 6 6 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator Do exame inicial dos autos verificase que existe uma questão prejudicial à análise do mérito da presente autuação, relacionada com sobrestamento de julgados. Observase no Auto de Infração (fls. 03/10) que a acusação que pesa contra a recorrente é a de rendimentos recebidos acumuladamente, conforme consta dos seguintes excertos: Da ação fiscal resultou a constatação de omissão de rendimentos constituído em razão de ter sido apurada classificação indevida de rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual como sendo rendimentos isentos e não tributáveis. Os rendimentos foram recebidos do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”, em 36 (trinta e seis) parcelas no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 8.730, de 08 de setembro de 2003. As diferenças recebidas são natureza eminentemente salarial, pois decorreram de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1994, conseqüentemente, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento. Infração capitulada nos arts. 1º ao 3º e §§, da Lei nº 7.713, de 1988; arts. 1º ao 3º, da Lei nº 8.134, de 1990 e art. 1º da Lei nº 11.311, de 2006. Na apuração do imposto devido não foram consideradas as diferenças salariais que tinham como origem o décimo terceiro salário, por estarem sujeitas à tributação exclusiva na fonte, nem as que tinham como origem o abono de férias, em atendimento ao despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 16 de novembro de 2006, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ nº 2.140/2006. Foi atendido, também, o despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 11 de maio de 2009, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ nº 287/2009, que dispõe sobre a forma de apuração do imposto de renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente. Assim sendo, a discussão sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, por enquanto, não faz sentido, haja vista que se trata de mais um caso de sobrestamento de julgado feito, por unanimidade de votos, por esta turma de julgamento, nos termos do art. 62A e parágrafos do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN Processo nº 10580.727442/200913 Resolução n.º 220200.270 S2C2T2 Fl. 7 7 § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Após breve análise no conteúdo da acusação fiscal resta claro, nos autos de que a exigência fiscal teve origem em procedimentos de fiscalização de Imposto de Renda, onde a autoridade lançadora entendeu haver classificação indevida de rendimentos na Declaração de Ajuste Anual. Ou seja, o contribuinte classificou indevidamente nas Declarações de Ajustes os rendimentos recebidos em virtude de ação trabalhista. Assim sendo, resta evidente nos autos de que se trata de imposto de renda incidente sobre rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial, assunto na esfera das matérias de repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, conforme os recursos extraordinários 614232 e 614406. A vista disso seja o presente processo encaminhado à Secretaria da 2ª Câmara da 2ª Seção para as devidas providências no sentido de atender o sobrestamento do julgamento. Observando que, após solucionada a questão, o presente processo será novamente incluído em pauta publicada. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Fl. 114DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por NELSON MALLMANN
score : 1.0
Numero do processo: 15563.000409/2010-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
IMUNIDADE. REQUISITOS. ART. 55 DA LEI 8.212/91. REVOGAÇÃO. LEI N. 12.101/2009. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE EXCLUSÃO. APLICAÇÃO RETROATIVA. RETROATIVIDADE BENÉFICA. ART. 106, II. B.
Uma vez constatado que o ato administrativo que nega o gozo da imunidade pelo contribuinte em processo administrativo que fora lavrado e encerrado sob a égide de lei nova, que deixe de tratar determinado fato como contrário à qualquer exigência de ação ou omissão, in casu, obtenção de Decreto de Utilidade Pública Estadual ou Municipal, e ausente a alegação e prova de fraude,deve-se aplicar retroatividade o novo diploma benéfico, nos termos do art. 106, II, b combinado com o art. 112, I, ambos do CTN.
Numero da decisão: 2403-002.597
Decisão: Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a retroatividade da Lei 12.101/2009, com base na regra do art. 106 II, b, do CTN, combinado com o artigo 112, I do CTN. Vencidos o relator Carlos Alberto Mees Stringalhari e Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas. Votaram pelas conclusões os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Daniele Souto Rodrigues. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Marcelo Magalhães Peixoto
Relator Designado
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 IMUNIDADE. REQUISITOS. ART. 55 DA LEI 8.212/91. REVOGAÇÃO. LEI N. 12.101/2009. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE EXCLUSÃO. APLICAÇÃO RETROATIVA. RETROATIVIDADE BENÉFICA. ART. 106, II. B. Uma vez constatado que o ato administrativo que nega o gozo da imunidade pelo contribuinte em processo administrativo que fora lavrado e encerrado sob a égide de lei nova, que deixe de tratar determinado fato como contrário à qualquer exigência de ação ou omissão, in casu, obtenção de Decreto de Utilidade Pública Estadual ou Municipal, e ausente a alegação e prova de fraude,deve-se aplicar retroatividade o novo diploma benéfico, nos termos do art. 106, II, b combinado com o art. 112, I, ambos do CTN.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15563.000409/2010-16
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5377344
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2403-002.597
nome_arquivo_s : Decisao_15563000409201016.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 15563000409201016_5377344.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a retroatividade da Lei 12.101/2009, com base na regra do art. 106 II, b, do CTN, combinado com o artigo 112, I do CTN. Vencidos o relator Carlos Alberto Mees Stringalhari e Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas. Votaram pelas conclusões os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Daniele Souto Rodrigues. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Marcelo Magalhães Peixoto Relator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5607632
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033840926720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 26; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1871; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15563.000409/201016 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.597 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 13 de maio de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente NUCLEO DE SAUDE E AÇÃO SOCIAL SALUTE SOCIALE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 IMUNIDADE. REQUISITOS. ART. 55 DA LEI 8.212/91. REVOGAÇÃO. LEI N. 12.101/2009. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE EXCLUSÃO. APLICAÇÃO RETROATIVA. RETROATIVIDADE BENÉFICA. ART. 106, II. B. Uma vez constatado que o ato administrativo que nega o gozo da imunidade pelo contribuinte em processo administrativo que fora lavrado e encerrado sob a égide de lei nova, que deixe de tratar determinado fato como contrário à qualquer exigência de ação ou omissão, in casu, obtenção de Decreto de Utilidade Pública Estadual ou Municipal, e ausente a alegação e prova de fraude,devese aplicar retroatividade o novo diploma benéfico, nos termos do art. 106, II, b combinado com o art. 112, I, ambos do CTN. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a retroatividade da Lei 12.101/2009, com base na regra AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 56 3. 00 04 09 /2 01 0- 16 Fl. 538DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 2 do art. 106 II, b, do CTN, combinado com o artigo 112, I do CTN. Vencidos o relator Carlos Alberto Mees Stringalhari e Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas. Votaram pelas conclusões os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Daniele Souto Rodrigues. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Marcelo Magalhães Peixoto Relator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues. Fl. 539DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, Acórdão 1255.081 da 10ª Turma, que julgou a impugnação improcedente, conforme ementa abaixo transcrita. CONTRIBUIÇÕES PARA TERCEIROS. REQUISITOS PARA A INEXIGIBILIDADE. Apenas das entidades isentas das contribuições para a seguridade social não são exigidas as contribuições destinadas a outras entidades e fundos. A isenção das contribuições sociais prevista no art. 55 da Lei nº 8.212/91 pressupõe ato administrativo declaratório do direito à isenção, que se processa mediante requerimento administrativo. Não dispondo a entidade do ato declaratório de isenção fornecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social, hodiernamente pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, temse por válido o lançamento fiscal. INCRA E SALÁRIO EDUCAÇÃO. As contribuições destinadas ao INCRA e ao Salário Educação são devidas por todas as empresas vinculadas à Previdência Social Urbana. RUBRICAS. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Integram a remuneração, para fins de incidência das contribuições sociais, as rubricas não expressamente desvinculadas do saláriodecontribuição, pelo art. 28, § 9º, da Lei 8.212/1991. ACRÉSCIMOS LEGAIS. INCIDÊNCIA. São devidos os juros e a multa de mora sobre as contribuições arrecadadas em atraso, no percentual estabelecido pela legislação de regência. O lançamento e a impugnação foram assim relatadas no julgamento de primeira instância: Tratase de crédito lançado pela fiscalização (AI DEBCAD 37.280.9456, consolidado em 07/11/2010), no valor de R$ Fl. 540DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 4 3.368.119,97; acrescidos de juros e multa de mora, contra a empresa acima identificada que, de acordo com o Relatório Fiscal (fls.136/141), referese às contribuições sociais destinadas a outras Entidades ou Fundos, quais sejam FNDE e INCRA, incidentes sobre as remunerações pagas a segurados empregados, nas competências 01/2007 a 13/2007. 2. Segundo o relatório fiscal, constituem fatos geradores das contribuições lançadas, as remunerações pagas a segurados empregados e contribuintes individuais apurados nas GFIP e em folhas de pagamento, entretanto as contribuições patronais foram apuradas tendo em vista a empresa ter se auto enquadrado equivocadamente como entidade isenta, utilizando se na GFIP o código FPAS 639, apesar de ter seu pedido de isenção de contribuições sociais indeferido, conforme cópia do Ofício 0334/2007 – DRF/NIU/SECAT, de 30/11/2007. DA IMPUGNAÇÃO 3. Inconformada com o lançamento, a interessada manifestouse às fls. 158/179, alegando em síntese que: 3.1. a tempestividade da impugnação protocolada em 26/07/2011, em face da suspensão dos prazos processuais até 31/07/2011, determinada pelo art. 2º, da Portaria do Ministro da Fazenda nº 23/2011; 3.2. as contribuições para o INCRA e o Salário Educação não são contribuições para a Seguridade Social, não estando reguladas pelo art. 195, da CF/88 e nem abrangidas pela imunidade do §7º do citado dispositivo constitucional; 3.3. que não sendo reconhecida a natureza jurídica de contribuição especial de intervenção no domínio econômico da contribuição para o INCRA, forçoso será reconhecer que esta foi extinta pela Lei 8.212/1991; 3.4.que a contribuição para o Salário Educação tem natureza jurídica de contribuição social geral; 3.5. que não assumindo as contribuições apuradas a natureza jurídica de contribuição social para a seguridade social, não estão sujeitas às disposições do art. 195, da CF/88 e nem à regra de isenção do art. 55, da Lei 8.212/1991; 3.6. que o direito do autuado à isenção tem fundamento legal em legislação específica, não dependendo, pois, de prévio reconhecimento pelo INSS; 3.7. que a Lei 9.766/1998 condiciona a isenção do Salário Educação ao específico atendimento dos requisitos dos incisos I a V do art. 55, da Lei 8.212/1991; 3.8. que quanto à contribuição ao INCRA, tampouco há previsão legal a condicionar a isenção ao prévio reconhecimento do INSS; 3.9. que o que importa para o caso é que o contribuinte no ano calendário 2007 possuía CEBAS válido, fazendo jus à isenção das aludidas contribuições; Fl. 541DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 4 5 3.10. que qualquer exigência fiscal depende da suspensão do benefício da imunidade/isenção, procedimento disciplinado no art. 32, da Lei 9.430/1996, pelo que inexistente ato declaratório suspensivo do benefício, é de se decretar a nulidade da autuação; 3.11. que ainda que superada toda a argumentação acima, o processo administrativo de reconhecimento de isenção (35331.000241/200776 – anexo 3) terminou de forma irregular; 3.12. que a decisão de indeferimento do pedido de reconhecimento de isenção (fls. 158 do processo nº 35331.000241/200776) expressamente facultou ao contribuinte a interposição de recurso para o Conselho de Contribuintes; 3.13. que o contribuinte apresentou petição e documentos com a finalidade de atender o ofício de folha 155, cujo não atendimento motivou o indeferimento do seu pedido de reconhecimento de isenção, sendo que tal petição deveria ter sido recebida como recurso voluntário e encaminhado o processo para o Conselho de Contribuintes, para reapreciação da matéria; 3.14. que de forma absolutamente irregular, a petição de folha 160 foi simplesmente reapreciada (vide folha 233) e, apesar de mantido o indeferimento do pleito inicial, foi negado o direito do contribuinte à nova manifestação, notadamente a interposição de recurso à superior instância julgadora; 3.15. que houve claro cerceamento de defesa, baseado em exacerbado formalismo e em negativa ao princípio do duplo grau de cognição, pelo que o processo 35331.000241/200776 é nulo a partir da petição de folha 160, que deve ser recebida como recurso para o Conselho de Contribuintes; 3.16. em havendo recurso pendente de julgamento, deve ser reconhecido que o pedido de reconhecimento de isenção não foi indeferido em definitivo, não havendo que se falar em descumprimento do art. 55, § 1º, da Lei 8.212/1991; 3.17. que ainda que se entenda que o contribuinte não faz jus à imunidade alegada, ainda assim a autuação é improcedente, já que o art. 55, da Lei 8.212/1991 foi revogado pela Lei 12.101/2009, que, consoante art. 29, não mais condiciona a fruição do beneficio ao prévio reconhecimento pelo INSS ou qualquer outra autoridade administrativa; 3.18. que tendo a autuação sido formalizada posteriormente ao advento da Lei 12.101/2009, não poderia a autoridade lançadora ter desconsiderado o disposto no seu art. 29, haja vista o disposto no art. 106, II, “b”, do CTN; 3.19. que por imposição do art. 106, II, “b”, do CTN, o prévio reconhecimento da isenção, pelo INSS, não pode ser considerada condição válida para que o contribuinte usufrua a isenção de Fl. 542DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 6 que tratava o art. 55, da Lei 8.212/1991, ainda que para fatos geradores relativos ao anocalendário 2007; 3.20. que sendo o reconhecimento da isenção pelo INSS o fundamento da autuação, e não sendo tal ação mais exigível, deve ser cancelada a autuação; 3.21. que mesmo que se entenda que o autuado não é isento do recolhimento das contribuições para o INCRA e Salário Educação, ainda assim a autuação é improcedente, haja vista não ter sido eleito pelo legislador sujeito passivo dessas exações; 3.22. que apenas as empresas são sujeitos passivos das contribuições, não podendo se enquadrar uma entidade de assistência social sem fins lucrativos; 3.23. que não sendo possível equiparar o ora impugnante à empresa e tendo a legislação estabelecido que esses tributos só são devidos pela empresa, improcede a autuação; 3.24. que devem ser julgados improcedentes os lançamentos de multas e juros, em face do disposto no art. 100, do CTN; 3.25. que tal norma tem aplicabilidade no presente caso, haja vista que o impugnante, ao se entender isento, observou fielmente o disposto no art. 1º, § 1º, V, da Lei 9.766/1998 e art. 2º, parágrafo único, V, do Decreto 6.003/2006, pelo que pelo menos devem ser afastados os encargos de multa e juros; 3.26. que se firmou jurisprudência no sentido de não estarem sujeitas à contribuição as verbas indenizatórias e as que correspondem a benefício previdenciário ou da seguridade social, pelo que devem ser excluídas da tributação os valores pagos a título de terço constitucional de férias, auxíliocreche, auxíliodoença, auxílioacidente, saláriomaternidade e o aviso prévio indenizado. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega/questiona, em síntese: · Omissão sobre a alegação de nulidade do lançamento por ausência do procedimento de suspensão de imunidade/isenção do art. 32 da Lei 9.430/96; · Inaplicabilidade do artigo 55, § 1º da Lei 8.212/91: desnecessidade do prévio reconhecimento da isenção pelo INSS ou pela RFB; · Nulidade do processo administrativo de reconhecimento da isenção; Fl. 543DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 5 7 · Desnecessidade de prévio reconhecimento da isenção pelo INSS. Artigo 29 da Lei 12.101/2009. · Não sujeição a INCRA e Salário Educação; · Exclusão da multa e juros; · Não incidência sobre verbas indenizatórias ou que não se agregam à aposentadoria. É o relatório. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 8 Voto Vencido Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. ISENÇÃO / IMUNIDADE Quanto às alegações acerca de seu direito à imunidade entendo que não assiste razão à recorrente. A Constituição Federal de 1988, estabeleceu no seu art. 195, § 7º, imunidade, embora o texto constitucional faça referência a isenção, quanto a contribuições previdenciárias apenas e tão somente para entidades beneficentes de assistência social que atendam as exigências estabelecidas em lei isto é, é uma imunidade condicionada a certos requisitos estabelecidos na lei. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.(grifei) Antes da promulgação da Lei n.º 8212/91 foi ajuizado o Mandado de Injunção nº 2321 – RJ (Rel. o Min. Moreira Alves), pois desde a promulgação da Constituição, o dispositivo constitucional imunizante, reconhecido como de eficácia limitada, carecia de regulamentação. Apreciando especificamente a imunidade de contribuições previdenciárias aqui tratada no referido Mandado de Injunção, decidiu o Supremo Tribunal Federal que: a) a norma constitucional carecia de regulamentação para permitir o gozo da imunidade; b) que os arts. 9º e 14 do CTN não serviam para a regulamentação exigida; e Fl. 545DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 6 9 c) que a regulamentação podia ser feita por meio de lei ordinária. A regulamentação da imunidade veio através da Lei n.º 8.212/91. Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente I seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; II seja portadora do Certificado e do Registro de Entidade de Fins Filantrópicos, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos;(Redação dada pela Lei nº 9.429, de 26.12.1996). IIseja portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos;(Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). III promova a assistência social beneficente, inclusive educacional ou de saúde, a menores, idosos, excepcionais ou pessoas carentes; III promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência;(Redação dada pela Lei nº 9.732, de 1998).(Vide ADIN nº 2.0285) IV não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título; V aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades.(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 1º Ressalvados os direitos adquiridos, a isenção de que trata este artigo será requerida ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, que terá o prazo de 30 (trinta) dias para despachar o pedido. § 2º A isenção de que trata este artigo não abrange empresa ou entidade que, tendo personalidade jurídica própria, seja mantida por outra que esteja no exercício da isenção. Fl. 546DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 10 § 3oPara os fins deste artigo, entendese por assistência social beneficente a prestação gratuita de benefícios e serviços a quem dela necessitar.(Incluído pela Lei nº 9.732, de 1998).(Vide ADIN nº 20285) § 4oO Instituto Nacional do Seguro SocialINSS cancelará a isenção se verificado o descumprimento do disposto neste artigo.(Incluído pela Lei nº 9.732, de 1998).(Vide ADIN nº 2028 5) § 5oConsiderase também de assistência social beneficente, para os fins deste artigo, a oferta e a efetiva prestação de serviços de pelo menos sessenta por cento ao Sistema Único de Saúde, nos termos do regulamento.(Incluído pela Lei nº 9.732, de 1998).(Vide ADIN nº 20285) §6oA inexistência de débitos em relação às contribuições sociais é condição necessária ao deferimento e à manutenção da isenção de que trata este artigo, em observância ao disposto no§ 3odo art. 195 da Constituição.(Incluído pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). À época dos fatos geradores era a Lei 8.212/91 que disciplinava acerca da isenção e,segundo o CTN, é essa a legislação que deve ser aplicada, o que inclui o § 1º do artigo 55. Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. O artigo 14 do CTN não se aplica visto que, segundo o próprio texto, regulamenta a imunidade relativa a impostos e não se aplica às contribuições. Art. 9º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV cobrar imposto sobre: c) o patrimônio, a renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, observados os requisitos fixados na Seção II deste Capítulo;(Redação dada pela Lei Complementar nº 104, de 10.1.2001) d) papel destinado exclusivamente à impressão de jornais, periódicos e livros. § 1º O disposto no inciso IV não exclui a atribuição, por lei, às entidades nele referidas, da condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, e não as dispensa da Fl. 547DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 7 11 prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros. § 2º O disposto na alínea a do inciso IV aplicase, exclusivamente, aos serviços próprios das pessoas jurídicas de direito público a que se refere este artigo, e inerentes aos seus objetivos. Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;(Redação dada pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) II aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; III manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. § 1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo, ou no § 1º do artigo 9º, a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. § 2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º são exclusivamente, os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo, previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos. A Lei 9.430/96 também não se aplica por se referir a impostos e não às contribuições. Art.32.A suspensão da imunidade tributária, em virtude de falta de observância de requisitos legais, deve ser procedida de conformidade com o disposto neste artigo. §1º Constatado que entidade beneficiária de imunidade de tributos federais de que trata a alínea c do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal não está observando requisito ou condição previsto nos arts. 9º, §1º, e 14, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional,a fiscalização tributária expedirá notificação fiscal, na qual relatará os fatos que determinam a suspensão do benefício, indicando inclusive a data da ocorrência da infração. Fl. 548DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 12 §2º A entidade poderá, no prazo de trinta dias da ciência da notificação, apresentar as alegações e provas que entender necessárias. §3º O Delegado ou Inspetor da Receita Federal decidirá sobre a procedência das alegações, expedindo o ato declaratório suspensivo do benefício, no caso de improcedência, dando, de sua decisão, ciência à entidade. §4º Será igualmente expedido o ato suspensivo se decorrido o prazo previsto no §2º sem qualquer manifestação da parte interessada. §5º A suspensão da imunidade terá como termo inicial a data da prática da infração. §6º Efetivada a suspensão da imunidade: I a entidade interessada poderá, no prazo de trinta dias da ciência, apresentar impugnação ao ato declaratório, a qual será objeto de decisão pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento competente; II a fiscalização de tributos federais lavrará auto de infração, se for o caso. §7º A impugnação relativa à suspensão da imunidade obedecerá às demais normas reguladoras do processo administrativo fiscal. §8º A impugnação e o recurso apresentados pela entidade não terão efeito suspensivo em relação ao ato declaratório contestado. §9º Caso seja lavrado auto de infração, as impugnações contra o ato declaratório e contra a exigência de crédito tributário serão reunidas em um único processo, para serem decididas simultaneamente. §10.Os procedimentos estabelecidos neste artigo aplicamse, também, às hipóteses de suspensão de isenções condicionadas, quando a entidade beneficiária estiver descumprindo as condições ou requisitos impostos pela legislação de regência. § 11. Somente se inicia o procedimento que visa à suspensão da imunidade tributária dos partidos políticos após trânsito em julgado de decisão do Tribunal Superior Eleitoral que julgar irregulares ou não prestadas, nos termos da Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 12. A entidade interessada disporá de todos os meios legais para impugnar os fatos que determinam a suspensão do benefício.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Constituição Federal Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: Fl. 549DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 8 13 VI instituir impostos sobre:(Vide Emenda Constitucional nº 3, de 1993) c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; No presente processo fica claro que houve um pedido de isenção (processo 35331.000241/200776) e que o pedido foi indeferido. A recorrente busca, neste processo, rediscutir questões daquele processo. Tal procedimento não é cabível. AS CHAMADAS VERBAS INDENIZATÓRIAS (Terço Constitucional de Férias, AuxílioCreche, AuxílioDoença e Auxíl io Acidente, Salário Maternidade e Aviso Prévio Indenizado) A recorrente entende improcedente o lançamento incidente sobre o que chamou de verbas indenizatórias O acórdão impugnado destaca que as bases de cálculo utilizadas pela fiscalização foram as mesmas que foram reconhecidas pela própria empresa como sendo integrantes do saláriodecontribuição nas GFIPs e nos resumos de folhas de pagamento apresentados e que tal alegação foi trazida à baila em razão de discussão jurisprudencial recente sobre determinadas rubricas, sem, no entanto, trazer qualquer decisão judicial que vincule a empresa interessada. 37. Pleiteia ainda a improcedência do lançamento, com base na alegação de que houve a cobrança de contribuições previdenciárias e para terceiros sobre rubricas tidas como indenizatórias (terço constitucional de férias, 15 primeiros dias de afastamento por motivo de saúde ou acidente, auxíliocreche, adicional noturno, saláriomaternidade, entre outros). Entretanto, as bases de cálculo utilizadas pela fiscalização foram as mesmas que foram reconhecidas pela própria empresa como sendo integrantes do saláriodecontribuição nas GFIPs e nos resumos de folhas de pagamento apresentados. Vejase que tal alegação foi trazida à baila em razão de discussão jurisprudencial recente sobre determinadas rubricas, sem, no entanto, trazer qualquer decisão judicial que vincule a empresa interessada. Assim, sem a demonstração de que houve a Fl. 550DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 14 cobrança sobre rubricas expressamente previstas em lei como não integrantes do saláriodecontribuição, nada há que se reparar no lançamento. A recorrente, no recurso, afirma que é certo que foram tributados valores informados em GFIP pagos aos empregados a título de terço constitucional de férias, férias, auxílio creche, auxílio doença e acidente, salário maternidade e aviso prévio indenizado. 62. Recaindo a autuação sobre todas as verbas informadas em GFIP, é certo que foram tributados valores pagos aos empregados a título de terço constitucional de férias, férias, auxílio creche, auxílio doença e acidente, salário maternidade e aviso prévio indenizado, que pelas razoes abaixo expostas não estão sujeitas à incidência de contribuição social para a seguridade social. Inicialmente observo que a comprovação de que tais verbas foram consideradas, quando da elaboração das folhas de pagamento e GFIP, como sujeitas à tributação, não está presente. Como segundo ponto, registro que, pela vinculação estabelecida pela GFIP entre as bases, tanto da tributação quanto da determinação do valor dos benefícios, para se considerar indevidos os valores, caso se confirmasse a inclusão de tais verbas nas GFIP, estas deveriam ser retificadas com a exclusão de tais valores. Também não consta retificação de GFIP. Entendo totalmente incompatível e contrário aos princípios do sistema previdenciário, declarar valores como base de cálculo dos benefícios e querer afastálos da tributação. Tanto pela falta de provas quanto pelo fato de as bases de cálculo lançada serem as declaradas pelo contribuinte para a definição dos valores dos benefícios, entendo que não cabe razão à recorrente. INCRA Quanto às empresas urbanas terem que recolher contribuição destinada ao INCRA, não há óbice normativo para tal exação. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra: Fl. 551DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 9 15 DECRETOLEI Nº 1.110, DE 9 DE JULHO DE 1970. Regulamento Cria o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), extingue o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário e o Grupo Executivo da Reforma Agrária e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição, DECRETA: Art. 1º É criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede na Capital da República. Art. 2º Passam ao INCRA todos os direitos, competência, atribuições e responsabilidades do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA) e do Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA), que ficam extintos a partir da posse do Presidente do novo Instituto. LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 37. São órgãos específicos para a execução da Reforma Agrária: (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) I O Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA); (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Il O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), diretamente, ou através de suas Delegacias Regionais; (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) III as Comissões Agrárias. (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Art. 43. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá a realização de estudos para o zoneamento do país em regiões homogêneas do ponto de vista sócioeconômico e das características da estrutura agrária, visando a definir: I as regiões críticas que estão exigindo reforma agrária com progressiva eliminação dos minifúndios e dos latifúndios; II as regiões em estágio mais avançado de desenvolvimento social e econômico, em que não ocorram tenções nas estruturas demográficas e agrárias; Fl. 552DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 16 III as regiões já economicamente ocupadas em que predomine economia de subsistência e cujos lavradores e pecuaristas careçam de assistência adequada; IV as regiões ainda em fase de ocupação econômica, carentes de programa de desbravamento, povoamento e colonização de áreas pioneiras. Art. 74. É criado, para atender às atividades atribuídas por esta Lei ao Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA), entidade autárquica vinculada ao mesmo Ministério, com personalidade jurídica e autonomia financeira, de acordo com o prescrito nos dispositivos seguintes: I o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário tem por finalidade promover o desenvolvimento rural nos setores da colonização, da extensão rural e do cooperativismo; II o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário terá os recursos e o patrimônio definidos na presente Lei; III o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário será dirigido por um Presidente e um Conselho Diretor, composto de três membros, de nomeação do Presidente da República, mediante indicação do Ministro da Agricultura; IV Presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário integrará a Comissão de Planejamento da Política Agrícola; ... Quanto à alegação de aplicação do artigo 240 da Constituição Federal, não é em razão desse dispositivo que as contribuições ao INCRA não se destinem à Seguridade Social, mas em razão das competências atribuídas à autarquia federal, como já exposto acima. A redação é clara quanto sua restrição apenas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, onde não se enquadra o INCRA: Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) A contribuição ao INCRA não alcança exclusivamente a produção rural, conforme sua lei de instituição, que relaciona atividades industriais que podem ser desenvolvidas tanto no meio rural como nas regiões urbanas: DECRETOLEI Nº 1.146, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1970. Fl. 553DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 10 17 Consolida os dispositivos sôbre as contribuições criadas pela Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955 e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item II, da Constituição, DECRETA: Art 1º As contribuições criadas pela Lei nº 2.613, de 23 de setembro 1955, mantidas nos têrmos dêste DecretoLei, são devidas de acôrdo com o artigo 6º do DecretoLei nº 582, de 15 de maio de 1969, e com o artigo 2º do DecretoLei nº 1.110, de 9 julho de 1970: I Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA: 1 as contribuições de que tratam os artigos 2º e 5º dêste DecretoLei; 2 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o art. 3º dêste Decretolei. II Ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural FUNRURAL, 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o artigo 3º dêste Decretolei. Art 2º A contribuição instituída no " caput " do artigo 6º da Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955, é reduzida para 2,5% (dois e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 1971, sendo devida sôbre a soma da fôlha mensal dos salários de contribuição previdenciária dos seus empregados pelas pessoas naturais e jurídicas, inclusive cooperativa, que exerçam as atividades abaixo enumeradas: I Indústria de canadeaçúcar; II Indústria de laticínios; III Indústria de beneficiamento de chá e de mate; IV Indústria da uva; V Indústria de extração e beneficiamento de fibras vegetais e de descaroçamento de algodão; VI Indústria de beneficiamento de cereais; VII Indústria de beneficiamento de café; VIII Indústria de extração de madeira para serraria, de resina, lenha e carvão vegetal; IX Matadouros ou abatedouros de animais de quaisquer espécies e charqueadas. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que também se consolidou no Supremo Tribunal Federal: Fl. 554DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 18 PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL E INCRA EMPRESA URBANA LEGALIDADE ORIENTAÇÃO DESTA PRIMEIRA SEÇÃO, SEGUINDO A JURISPRUDÊNCIA DO STF RECURSO NÃO ADMITIDO SÚMULA 168/STJ AGRAVO REGIMENTAL AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA MERA REPETIÇÃO DAS RAZÕES DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA IRRESIGNAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA RECURSO NÃO CONHECIDO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. 1. Nos termos da orientação desta Primeira Seção e do Supremo Tribunal Federal, é legítimo o recolhimento da contribuição social para o FUNRURAL e INCRA pelas empresas urbanas. Considerando que o acórdão embargado corroborou esse entendimento, correta é a aplicação da Súmula 168 desta Corte Superior. 2. Não tendo a agravante rebatido especificamente os fundamentos da decisão recorrida, limitandose a reproduzir as razões oferecidas nos embargos de divergência, é inviável o conhecimento do recurso. 3. Tratandose de agravo interno manifestamente infundado, impõese a condenação da agravante ao pagamento de multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação de multa. (AgRg nos EREsp 530802/GO. Primeira Seção. Relatora Ministra DENISE ARRUDA. Julgamento 13/04/2005. DJ 09/05/2005, p. 291) (sem grifos no original). Ementa no Agravo Regimental do Recurso Extraordinário de n ° 211.190, publicado no Diário da Justiça em 29 de novembro de 2002: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DESTINADA A FINANCIAR O FUNRURAL. VIOLAÇÃO DO PRECEITO INSCRITO NO ARTIGO 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO INSUBSISTENTE. A norma do artigo 195, caput, da Constituição Federal, preceitua que a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem expender qualquer consideração acerca da exigibilidade de empresa urbana da contribuição social destinada a financiar o FUNRURAL. Precedentes. Agravo regimental não provido. Ressaltase, por fim, que é vedado a este órgão julgador afastar a aplicação de normas legais sob fundamento de inconstitucionalidade. Neste sentido, foi aprovada pelo Conselho Pleno do Segundo Conselho de Contribuintes a Súmula 02, publicada no DOU de 26/09/2007: “O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária” Fl. 555DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 11 19 SALÁRIO EDUCAÇÃO Com relação à contribuição social ao salárioeducação, sua constitucionalidade é reconhecida através da Súmula de n ° 732 do Supremo Tribunal Federal, o que reforça a presunção de legalidade da lei que instituiu sua cobrança, conforme plenamente indicado no relatório de fundamentos legais, impedindo este órgão colegiado de afastar sua aplicação. Súmula nº 732 É constitucional a cobrança da contribuição do salário educação, seja sob a carta de 1969, seja sob a constituição federal de 1988, e no regime da lei 9.424/96. MULTA E JUROS – ARTIGO 100 CTN A recorrente alega que devem ser afastadas as cobranças de multa e juros com base no artigo 100, § 1º, do CTN e no direito à isenção. Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; III as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. Fl. 556DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 20 A questão da isenção já foi discutida acima e concluiuse pela ausência desse direito. Para a questão do artigo 100 do CTN, a recorrente afirma que observou fielmente o disposto no artigo 1º, § 1º, V, da Lei 9.766/98. Art.1oA contribuição social do SalárioEducação, a que se refere o art. 15 da Lei no 9.424, de 24 de dezembro de 1996, obedecerá aos mesmos prazos e condições, e sujeitarseá às mesmas sanções administrativas ou penais e outras normas relativas às contribuições sociais e demais importâncias devidas à Seguridade Social, ressalvada a competência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE, sobre a matéria. §1oEstão isentas do recolhimento da contribuição social do SalárioEducação: Ia União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, bem como suas respectivas autarquias e fundações; IIas instituições públicas de ensino de qualquer grau; IIIas escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, devidamente registradas e reconhecidas pelo competente órgão de educação, e que atendam ao disposto no inciso II do art. 55 daLei no8.212, de 24 de julho de 1991; IVas organizações de fins culturais que, para este fim, vierem a ser definidas em regulamento; Vas organizações hospitalares e de assistência social, desde que atendam, cumulativamente, aos requisitos estabelecidos nosincisos IaV do art. 55 da Lei no8.212, de 1991. Conforme acima, o SalárioEducação, obedece aos mesmos prazos e condições, e sujeitarseá às mesmas sanções administrativas ou penais e outras normas relativas às contribuições sociais e demais importâncias devidas à Seguridade Social. Como não gozava de isenção das contribuições, também não goza da isenção para o Salário Educação. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a Fl. 557DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 12 21 contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Voto Vencedor Fl. 558DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 22 Não obstante a clareza e as razões expostas pelo Ilmo. Conselheiro relator, ei de apresentar minhas razões que, data venia, acredito serem mais adequadas ao julgamento do caso concreto. Segundo o relatório fiscal, constituem fatos geradores das contribuições sociais destinadas a outras Entidades ou Fundos, quais sejam: FNDE e INCRA, incidentes sobre as remunerações pagas a segurados empregados, nas competência 01/2007 a 13/2007. As contribuições patronais foram apuradas tendo em vista a empresa ter se autoenquadrado como entidade isenta, nos termos do art. 195, parágrafo 7º da Constituição Federal, utilizandose na GFIP o Código FPAS 639, sem, no entanto, preencher os requisitos do art. 55 da Lei 8.212/91, vigente à época dos fatos geradores. A Recorrente sustenta que a autuação é indevida tendo em vista que é imune ao pagamento da contribuição previdenciária, nos termos do art. 195, parágrafo 7o da CF, in verbis: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. (sem destaques no original) Da leitura do artigo, verificase que as “entidades beneficentes de assistência social” precisam atender às exigências estabelecidas em lei para serem imunes à contribuição previdenciária. Nesse diapasão, assim disciplinava a norma infralegal (art. 55 da Lei n. 8.212/91), vigente à época do fato gerador, in verbis: Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: I seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; II seja portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). III promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência; (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 1998). (Vide ADIN nº 2.0285) IV não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título; Fl. 559DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 13 23 V aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). É possível constatar, da leitura dos dispositivos supra, que a benesse fiscal presentemente discutida cuida, em verdade, de imunidade tributária condicionada ao cumprimento dos requisitos estabelecidos no então art. 55, da Lei nº 8.212/91. Posteriormente, a Lei nº 12.101/2009 disciplinou os requisitos para a fruição da imunidade discutida, revogando o referido dispositivo, além de elencar nova relação de condições a serem cumpridas, excluindose desta, o reconhecimento como utilidade pública federal e estadual ou distrital e municipal. É o que se vê no art. 29 da novel lei, in verbis: Art. 29. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: I não percebam, seus dirigentes estatutários, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; (Redação dada pela Lei nº 12.868, de 2013) II aplique suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional, na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais; III apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS; IV mantenha escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade; V não distribua resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto; VI conserve em boa ordem, pelo prazo de 10 (dez) anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial; Fl. 560DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 24 VII cumpra as obrigações acessórias estabelecidas na legislação tributária; VIII apresente as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006. Vêse que o legislador retirou tais requisitos meramente formais e burocráticos que tanto dificultavam o gozo da benesse fiscal concedida constitucionalmente, para dispor tão somente de condições materiais que efetivamente caracterizam a beneficência e assistência social de determinada entidade. Isso porque a entidade beneficente de assistência social vem exercendo papel de profunda relevância no seio da sociedade, ao objetivar suprir as necessidades básicas da população carente que, em verdade, deveriam ser promovidas pelo Estado. Tratase, pois, de serviços essencialmente públicos com a peculiaridade de estarem sendo desenvolvidos por entidade privada, embora não visem a obtenção de quaisquer lucros oriundos das atividades promovidas. É importante, assim, destacar que a imunidade conferida no seio da Constituição tem por fito proporcionar o desenvolvimento dos serviços prestados pelas entidades beneficentes como se público fosse, eis que esta é natureza que se revestem. Portanto, até o advento da Lei nº 12.101/2009, aqueles que não cumprissem os requisitos meramente formais dispostos nos incisos I e II do art. 55 da Lei nº 8.212/91, não poderiam ser enquadrados como entidades beneficentes, sofrendo, pois, o ônus da não fruição da imunidade tributária. Nos presentes autos o contribuinte apresentou pedido de gozo de imunidade à Secretaria da Receita Federal do Brasil, o qual foi indeferido, ante a não apresentação de Decreto de Declaração de Utilidade Pública Estadual ou Municipal, requisito da segunda parte do inciso I, do art. 55 da Lei 8.212/91. No entanto, o processo 35331.000241/200776, fls. 142 e seguintes (do processo conexo n. 15563.000407/201019), perdurou a discussão até momento posterior à vigência da Lei 12.101/2009, de 27 de novembro de 2009, conforme se percebe da sua movimentação disponível no COMPROT da Receita Federal, abaixo colacionado: Data Tipo Seq Relação Origem Destino 02/04/2013 Arquivamento 0004 01945 ARQUIVO GERAL DA SAMFRJ ARQUIVO GERAL DA SAMFRJ 20/07/2011 Movimentação 0003 11545 SERV ORIENT ANALISE TRIBUTARIADRFNIURJ ARQUIVO GERAL DA SAMFRJ 15/06/2011 Movimentação 0002 11665 SERV CONTROLE ACOMP TRIBUTARIODRFNIURJ SERV ORIENT ANALISE TRIBUTARIADRFNIURJ 22/07/2009 Primeira Distribuição 0001 00000 SERV CONTROLE ACOMP TRIBUTARIODRFNIURJ SERV CONTROLE ACOMP TRIBUTARIO DRFNIURJ Fl. 561DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO Processo nº 15563.000409/201016 Acórdão n.º 2403002.597 S2C4T3 Fl. 14 25 Por tal razão, era dever da autoridade aplicar a nova disciplina para gozo da imunidade, em conformidade com expressa disposição do Código Tributário Nacional, princípio da retroatividade benigna, nos termos no art. 106, II, ‘b’, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Em arremate a este dispositivo, o mesmo diploma legal, no art. 112, I, prevê a aplicação interpretação mais favorável ao acusado em caso de dúvida, in verbis: Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I à capitulação legal do fato; II à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. No caso concreto, a infração tributária fora caracterizada como o fato de o contribuinte ter se auto enquadrado no FPAS 639, o que afastava a incidência de contribuições previdenciárias, parte patronal, em razão do disposto no art. 195, parágrafo 7º da CF/88, mesmo não preenchendo os requisitos do art. 55, I, da Lei 8.212/91, à época dos fatos geradores. Ao revogar o art. 55, a Lei 12.101/09 deixou de exigir o Decreto de Utilidade Pública Estadual ou Municipal, o que afasta, portanto, a falta do contribuinte, e, consequentemente, a caracterização da multa, principalmente pelo fato de o processo de isenção ter se findado sob a égide da lei nova, bem como o auto ter sido lavrado também posteriormente. Ante o exposto, entendo que a devese aplicar retroativamente a Lei 12.101/09, para deixar de definir como infração, o autoenquadramento como imune às contribuições, em razão de o fato que ensejaria a infração, ter deixado de existir. Fl. 562DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO 26 CONCLUSÃO Do exposto, voto pelo provimento do Recurso Voluntário. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 563DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 6/08/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por MARCELO MAGALHA ES PEIXOTO
score : 1.0
Numero do processo: 13896.000622/2010-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. EXCLUSÃO DE PESSOAS. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO.
As Delegacias da Receita Federal de Julgamento e o Conselho Administrativo Fiscal são competentes para apreciar alegações contrárias a inclusão de pessoas arroladas como responsáveis solidárias pelos tributos exigidos do contribuinte.
Numero da decisão: 1402-001.548
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância a fim de que outra seja proferida na boa e devida forma com apreciação das razões de defesa apresentadas pelos coobrigados relativamente à responsabilização que lhes foi atribuída, os quais deverão também ser intimados do novo acórdão com abertura de prazo recursal.
(assinado digitalmente)
LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente.
(assinado digitalmente)
FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: Frederico Augusto Gomes de Alencar
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. EXCLUSÃO DE PESSOAS. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. As Delegacias da Receita Federal de Julgamento e o Conselho Administrativo Fiscal são competentes para apreciar alegações contrárias a inclusão de pessoas arroladas como responsáveis solidárias pelos tributos exigidos do contribuinte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 15 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13896.000622/2010-22
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5378532
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1402-001.548
nome_arquivo_s : Decisao_13896000622201022.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Frederico Augusto Gomes de Alencar
nome_arquivo_pdf_s : 13896000622201022_5378532.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância a fim de que outra seja proferida na boa e devida forma com apreciação das razões de defesa apresentadas pelos coobrigados relativamente à responsabilização que lhes foi atribuída, os quais deverão também ser intimados do novo acórdão com abertura de prazo recursal. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente. (assinado digitalmente) FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
id : 5611150
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033860849664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1964; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2.606 1 2.605 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.000622/201022 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.548 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de fevereiro de 2014 Matéria IRPJ Recorrente KOFAR PRODUTOS METALURGICOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. EXCLUSÃO DE PESSOAS. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. As Delegacias da Receita Federal de Julgamento e o Conselho Administrativo Fiscal são competentes para apreciar alegações contrárias a inclusão de pessoas arroladas como responsáveis solidárias pelos tributos exigidos do contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância a fim de que outra seja proferida na boa e devida forma com apreciação das razões de defesa apresentadas pelos coobrigados relativamente à responsabilização que lhes foi atribuída, os quais deverão também ser intimados do novo acórdão com abertura de prazo recursal. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente. (assinado digitalmente) FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 00 06 22 /2 01 0- 22 Fl. 14DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.607 2 Relatório Kofar Produtos metalúrgicos Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 3ª Turma da DRJ Ribeirão Preto/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Em ação fiscal levada a efeito contra a contribuinte em epígrafe, relativa ao anocalendário de 2005, foi efetuado lançamento para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 69.681.520,75 (sessenta e nove milhões e seiscentos e oitenta e um mil e quinhentos e vinte reais e setenta e cinco centavos), conforme demonstrativo de fl.1, tendo sido lavrados os seguintes autos de infração: I – Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) – fls. 2.177/2.186 Imposto:R$ 10.668.257,55 Juros de mora:R$ 5.043.952,16 Multa proporcional:R$ 16.703.454,48 Multa exigida isoladamente:R$ 3.649.243,77 Total:R$ 36.064.907,96 Enquadramento legal: Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 24; Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 3o, § 2o, IV; Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999) – Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 –, arts. 222, 247, 248, 249, II, 251 e parágrafo único, 278, 279, 280, 288 e 843; Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 44, § 1o, IV, alterado pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, art. 14, c/c Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 106, II, “c”. II – Contribuição para o PIS/Pasep – fls. 2.187/2.197 Contribuição:R$ 569.287,80 Juros de mora:R$ 307.809,75 Multa Proporcional:R$ 1.257.137,51 Total:R$ 2.134.235,06 Enquadramento legal: Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, arts. 1o, 3o e 4o. III – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – fls.2.198/2.208 Contribuição:R$ 2.622.174,31 Juros de mora:R$ 1.417.790,79 Multa Proporcional:R$ 5.790.452,15 Total:R$ 9.830.417,25 Enquadramento legal: Lei nº 10.833, de 24 de dezembro de 2003, arts. 1o, 3o e 5o. IV – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – fls. 2.209/2.215 Contribuição:R$ 3.715.580,22 Juros de mora:R$ 1.756.726,32 Multa Proporcional:R$ 5.732.010,49 Total:R$ 11.204.317,03 Enquadramento legal: Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 2o e §§; Lei nº 9.249, de 1995, art. 24; Lei nº 9.316, de 22 de novembro de 1996, art. 1o, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 28; Lei nº 10.637, de 2002, art.37. V – Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – fls. 2.216/2.222 Imposto:R$ 2.356.302,82 Juros de mora:R$ 1.250.595,18 Multa proporcional:R$ 5.301.681,31 Total:R$ 8.908.579,31 Enquadramento legal: RIR/1999, art. 674. VI – Multa exigida isoladamente – CSLL – fls. 2.228/2.2232 Multa exigida isoladamente:R$ 1.539.064,14 Enquadramento legal: RIR/1999, arts. 222 e 843, c/c Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, § 1o, IV, alterado pela Lei nº 11.488, de 2007, art. 14, c/c Lei nº 5.172, de 1966, art. 106, II, “c”. O Termo de Constatação Fiscal de fls. 2.110/2.138 descreve a ação fiscal, relatando as seguintes infrações apuradas: Fl. 15DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.608 3 Pagamento de dívidas da empresa por terceiros, com recursos próprios, por meio de dação em pagamento, representando receita não operacional, caracterizada por doações, correspondentes a ingressos não decorrentes das atividades operacionais, que aumentam o patrimônio do donatário (CTN, art. 43; Decretolei nº 1.598, de 1977, art. 38, § 2o; Decretolei nº 1.730, de 1979, art. 1o, VIII; e Lei nº 7.689, de 1988, art. 2o); Créditos bancários não comprovados, relativos a transferências bancárias (RIR/1999, arts. 287 e 288); Pagamentos a beneficiários não identificados, contabilizados como transferências a conta bancária de titularidade da contribuinte (RIR/1999, art. 675, § 3o; Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 61, § 3o); Receitas de aluguel de máquinas não contabilizadas (Lei nº 9.249, de 1995, art. 24; RIR/1999, arts. 251 e parágrafo único, e 288). Sobre os valores submetidos à tributação, referentes a créditos bancários sem comprovação de origem, foi aplicada multa qualificada, por entender a fiscalização que a contribuinte teria praticado atos que se enquadram nos arts. 71 e 72 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, incorrendo na hipótese prevista no § 1o do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, com redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, quais sejam: Embaraço à fiscalização no início do procedimento fiscal; Escrituração de conta bancária inexistente no Deustch Bank, com fins de acobertar os valores que transitaram pela conta no Banespa; Apresentação de contratos de Cessão de Direitos Creditórios com diversas inconsistências, bem como de planilhas justificando créditos bancários por meio de desconto de duplicatas via Spinelli FIDC, sem qualquer relação com os valores creditados no banco; Créditos bancários sem comprovação de origem e demais receitas omitidas em valores contrastantes com a receita informada à Receita Federal do Brasil (RFB) na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) original (R$ 0,00); Conduta reiterada de não prestar à RFB as informações previstas na DIPJ; Transferências efetuadas pela sócia e justificadas incoerentemente; Diversas incoerências verificadas nas justificativas dos créditos bancários, sem qualquer respaldo em documentação idônea; Passivo junto à CSN não contabilizado, bem como a quitação de parte do passivo escriturado com imóveis de propriedade dos sócios; Indistinção entre os patrimônios da empresa e dos sócios, verificada nos empréstimos sem formalidades, nos pagamentos não contabilizados, nas dações em pagamento à margem da escrituração. Considerou o autuante que todos os elementos acima corroboram sua convicção de que não se pode considerar a completa omissão de informações à RFB como simples “erro humano” na digitação da DIPJ, como declara a contribuinte, Fl. 16DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.609 4 mas antes demonstram as condutas previstas na Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, arts. 1o e 2o. A multa referente à omissão dos créditos bancários foi agravada pela falta de apresentação de livros, documentos e arquivos, sem justificativas ou esclarecimentos, de acordo com o previsto no RIR/1999, art. 959, e na Lei nº 9.430, de 1996, art. 44. Com a alteração dos valores apurados pela contribuinte nos balancetes mensais, após a omissão de receitas, constatouse o nãorecolhimento das estimativas mensais de IRPJ e CSLL, exigindose a multa isolada de 50% do valor não recolhido mensalmente, com base no RIR/1999, arts. 222 e 843, c/c Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, § 1o, IV, alterado pela Lei nº 11.488, de 2007, e Lei nº 5.172, de 1966, art. 106, II, “c”. Os valores da CSLL, do PIS e da Cofins, reflexos do IRPJ sobre as receitas omitidas, foram apurados de acordo com a Lei nº 9.249, de 1995, art. 24, § 2o. Foram compensados, na apuração do IRPJ e da CSLL, os valores dos saldos de prejuízos operacionais e base de cálculo negativa de períodos anteriores. Foi efetuado o lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), relativo à multa isolada pelo IPI não lançado, com base no Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002 (RIPI/2002) –, art. 448, com alterações do Decreto nº 4.859, de 14 de outubro de 2003, que foi objeto do processo nº 13896.000707/201019. Foram considerados responsáveis solidários, com base no CTN, arts. 124, 134 e 135, Cleide Pedroza Cortez (sócia administradora à época dos fatos) e Antonio Carlos Settani Cortez (sócio administrador). Notificada do lançamento em 04/05/2010, conforme autos de infração, a interessada, representada pela advogada Andréa da Silva Corrêa (procuração de fl. 2.356), ingressou, em 31/05/2010, com a impugnação de fls. 2.300/2.355, alegando, em suma: cerceamento de defesa, tendo em vista que foi intimada, em 12/04/2010, a apresentar novos documentos no prazo de 5 (cinco) dias úteis, tendo requerido prazo suplementar de 30 (trinta) dias, sem que houvesse resposta da fiscalização quanto a esse pedido; a tributação nos moldes efetuados evidencia aplicação de penalidade baseada em valores levantados por amostragem, o que evidencia “presunção”, que não pode embasar a autuação fiscal; ocorrência do lapso prescricional, tendo a Receita Federal decaído do seu direito de cobrar da requerente qualquer parcela a título de tributo ou encargos relativo ao período de 01/2005 a 04/2005; no caso da omissão de receitas não contabilizadas de aluguéis, houve erro contábil no registro da receita, pois, como praticamente não havia o recebimento desses valores pela empresa, uma vez que eles sempre foram utilizados automaticamente para o pagamento de dívidas, a contabilidade equivocouse a não fazer os registros; de outro lado, por um equívoco na contabilidade, a penalidade aplicada é deveras elevada; no que se refere à omissão de receitas com base em depósitos bancários, a autuada apresentou todos os documentos exigidos pela fiscalização de que dispunha, Fl. 17DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.610 5 pelos quais foi possível justificar todos os valores constantes das indigitadas contas correntes, sua identificação etc.; o autuante não se atentou que várias operações são oriundas de empréstimo de mútuo, conforme comprovam os documentos juntados à impugnação; no termo de verificação fiscal, o auditor fundamentou as razões que levaram à lavratura do auto impugnado, desconsiderando todos os documentos apresentados tempestivamente pela autuada, e definiu como receita tributável o total da movimentação financeira, aduzindo que os valores transacionados pela empresa não tiveram tratamento contábil regular e que há inconsistência nos livros apresentados, o que os torna imprestáveis; o fato de a empresa ter apresentado o livro Razão é de suma importância, pois é cediço que nele se encontram escrituradas todas as operações fiscalizadas, e, no caso vertente, ele foi acompanhado do Livro Caixa, que trouxe declinada toda a movimentação financeira da contribuinte, dia a dia; a existência desses livros e a escrituração da movimentação financeira impediriam, em princípio, o arbitramento do lucro; o auditorfiscal assaca que os livros seriam imprestáveis, diante de discrepâncias encontradas, entretanto, em nenhum momento, especifica quais seriam essas discrepâncias; até mesmo para fins de regularização por parte da contribuinte, as decisões administrativas devem ser fundamentadas, como determina a Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, arts. 2o, parágrafo único, VII, e 50, § 1o; a agente fiscal argumenta em seu relatório que, nas relações das operações financeiras apresentadas pela contribuinte, haveria erro em algumas operações ou falta de justificativa; por outra via, em relação aos documentos apresentados, foram acompanhados dos esclarecimentos pertinentes; não obstante, nesse relatório foram citados outros documentos que seriam necessários ao convencimento da fiscalização, e o próprio contribuinte apresentou diversos documentos que não haviam sido solicitados quando das intimações, que não foram sequer considerados pela fiscalização; a omissão de receita ocorre apenas quando não há escrituração das operações financeiras ou a não comprovação da origem dos valores constantes de contas bancárias; na situação em tela, toda a movimentação foi escriturada, bem como a origem de todos os depósitos foi apontada, de forma que inevitável o afastamento da presunção de omissão de receitas; nem todo depósito efetuado em uma conta pode ser configurado como renda, portanto há movimentações financeiras da contacorrente que não são necessariamente renda, pois empréstimos não são renda, por exemplo; são uníssonas, nesse sentido, as jurisprudências administrativas e judiciais, consoante Súmula nº 182, do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR); Fl. 18DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.611 6 concluise, portanto, que houve presunção no presente caso, sem quaisquer provas, não podendo ser aceito como correto; por suposta irregularidade na apresentação da declaração do imposto de renda, a empresa seria, quando muito, penalizada por infração ao descumprimento de obrigações acessórias, desde que não sanasse tal erro no prazo assinalado pela fiscalização; o fato de não haver registro regular desses livros não afasta a possibilidade de constatação da receita da contribuinte e, quando muito, justificaria a aplicação de uma penalidade por descumprimento de obrigação acessória, mas jamais afastaria as informações deles constantes, o mesmo ocorrendo no que se reporta à declaração de imposto de renda de pessoa jurídica apresentada de forma equivocada; o equívoco perpetrado quanto à apuração da base de cálculo ocasiona cobrança de imposto sobre valor indevido, evidenciando exigência de imposto sem fato gerador, o que é expressamente proibido pela Constituição Federal (CF); a legislação federal é bastante clara quando limita a receita obtida pelas empresas de “factoring”, como sendo representada pela “diferença entre a quantia expressa no título de crédito adquirido e o valor pago” (vide ADN Cosit nº 51, de 1994); há erro no auto lavrado que nulifica o procedimento fiscal, conquanto são exigidos valores distorcidos da realidade, sendo que no caso do PIS e da Cofins, a situação é ainda mais gritante, pois há disposição legal expressa, que define a receita da empresa; no que se refere às receitas não operacionais, a autuante considerou que a empresa possuía uma dívida com a CSN e para tanto utilizou recursos próprios para o pagamento, representando assim “efetivo ingresso de valores na empresa fiscalizada”; os bens imóveis que “seriam” utilizados para pagamento da dívida se encontram devidamente escriturados na contabilidade da empresa, informação que pode ser devidamente comprovada por meio dos lançamentos efetuados nos Livros Diário e Razão de 2002, cuja cópia já solicitou para sua contabilidade e deverá ser apresentada nos próximos dias; os bens oferecidos em “dação” para pagamento da indigitada dívida nunca saíram da empresa, ou seja, nunca foram efetivamente transferidos para a CSN, portanto o valor que foi calculado em relação às dívidas da Kofar Nordeste, conforme descrito no item “Dação em Pagamento”, nunca foram quitadas, logo não há de se falar em “ingresso de valores” na empresa; no que se refere à apuração reflexa do PIS, Cofins e CSLL, quaisquer impropriedades incorridas quando da apuração de omissão de receitas estão produzindo efeitos confiscatórios, já que não se consegue comprovar com exatidão que o que foi apurado de “lucro” corresponde necessariamente a receitas; a agente fiscal não pode simplesmente, a seu exclusivo critério, formular exigência reflexa a título de demais impostos; inexigibilidade da Cofins e do PIS, em face de diversas inconstitucionalidades; nulidade do lançamento por falta de liquidez; Fl. 19DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.612 7 a multa aplicada é excessivamente grave, não encontra respaldo na situação fática, sendo que a falta de proporcionalidade ao caso gera excesso, podendo ser caracterizada como confisco, que é proibido pela CF, art. 150, IV; conforme jurisprudência, o lançamento da multa qualificada de 150% deve ser minuciosamente justificado e comprovado nos autos, o que não ocorreu no presente caso; além disso, exigese que o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos arts.71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 1964, sendo inadmissível a qualificação da multa de ofício sobre a falta de comprovação da origem dos recursos depositados em contacorrente bancária, a qual se trata de simples presunção de omissão de receitas, não caracterizando evidente intuito de fraude; o próprio CTN, art. 112, dispõe que a lei tributária que define infrações, ou lhe comine penalidades, se interpreta da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato; à natureza ou às circunstâncias materiais do fato ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; à autoria, imputabilidade ou punibilidade; e à natureza da penalidade aplicável ou à sua graduação; a penalidade, se ficar comprovado o cometimento da infração, deve equivaler a, no máximo, dez por cento do valor devido a titulo de tributo; cabe repudiar a taxa Selic como fator de juros, à vista de sua flagrante inconstitucionalidade; a recusa da Administração em reconhecer a ilegalidade em sede administrativa não é o posicionamento mais correto diante da lei vigente; mesmo a lei que regula os processos administrativos (Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 56) disciplina dessa forma. Requereu o reconhecimento da preliminar de nulidade da autuação fiscal ou, alternativamente, a alteração da base de cálculo utilizada, a exclusão do auto da tributação referente às contribuições sociais pela sua inconstitucionalidade, a substituição da multa aplicada em 225% por 10% e a substituição da taxa Selic por juros não superiores a 1%. Posteriormente, em 02/06/2010, a contribuinte apresentou a petição de fl.2.369, requerendo a juntada dos documentos de fls. 2.370/2.418, que não acompanharam a impugnação protocolada em 31/05/2010. Os senhores Antonio Carlos Settani Cortez e Cleide Pedrosa Cortez apresentaram, respectivamente, as impugnações de fls. 2.419/2.423 e 2.439/2.443, contra os Termos de Sujeição Passiva Solidária.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 14 31.413 (fls. 2.4492.471) de 28/10/2010, por maioria de votos, julgou procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2005 DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITA. Evidencia omissão de receita a existência de valores creditados em conta de depósito mantida em instituição financeira, em relação aos quais a contribuinte, regularmente Fl. 20DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.613 8 intimada, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindoo para o contribuinte, que pode refutála mediante oferta de provas hábeis e idôneas. OMISSÃO DE RECEITAS NÃO OPERACIONAIS. DOAÇÃO. PAGAMENTO DE DÍVIDAS POR TERCEIROS.A quitação de dívidas da empresa por terceiros, não registradas na escrituração, constitui receita não operacional, por representarem ingressos não decorrentes das atividades operacionais que aumentam o patrimônio do donatário Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2005 DECADÊNCIA. PAGAMENTO. IRPJ. CSLL. PIS. COFINS.O direito de a Fazenda Pública rever lançamento por homologação extinguese no prazo de 5 (cinco) anos, contados do fato gerador, no caso de haver pagamento antecipado do tributo e não ter ocorrido dolo, fraude ou simulação, caso contrário o prazo é contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. JUROS DE MORA. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. A cobrança de juros de mora está em conformidade com a legislação vigente. MULTA. CARÁTER CONFISCATÓRIO. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. MULTA QUALIFICADA. FRAUDE. Mantémse a multa por infração qualificada quando reste inequivocamente comprovado o evidente intuito de fraude. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2005 INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO. A autoridade administrativa é incompetente para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei. NULIDADE. Não há que se cogitar de nulidade do lançamento quando observados os requisitos previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. PIS. COFINS. CSLL. Aplicase à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. EXCLUSÃO DE PESSOAS. FALTA DE COMPETÊNCIA. Não compete às Delegacias da Receita Federal de Julgamento a apreciação da exclusão de Fl. 21DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.614 9 pessoas arroladas como responsáveis solidárias pelos tributos exigidos do contribuinte. Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 07/01/2011 (A.R. de fl. 2.481), a interessada interpôs recurso voluntário em 27/01/2011 (fls. 2.4852.543) onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação, acrescentando questão preliminar sobre a impossibilidade de quebra do seu sigilo bancário da maneira como procedeu a fiscalização. É o relatório. Fl. 22DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.615 10 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. De início ressalto que, decorrente do procedimento fiscal, foram considerados responsáveis solidários, com base nos arts. 124, 134 e 135 do CTN, o Sr. Antonio Carlos Settani Cortez (sócio administrador) e a Sra. Cleide Pedroza Cortez (sócia administradora à época dos fatos). Os responsáveis solidários apresentaram as impugnações de fls. 2.419/2.423 (Sr. Antonio Carlos Settani Cortez) e 2.439/2.443 (Sra. Cleide Pedroza Cortez) contra os Termos de Sujeição Passiva Solidária. A Delegacia de Julgamento, por maioria de votos, deixou de apreciar a matéria alegando incompetência. Vejase a ementa do decisum recorrido, na parte de interesse: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. EXCLUSÃO DE PESSOAS. FALTA DE COMPETÊNCIA. Não compete às Delegacias da Receita Federal de Julgamento a apreciação da exclusão de pessoas arroladas como responsáveis solidárias pelos tributos exigidos do contribuinte. Conclui relatora da decisão a quo, à fl. 2.464: “[...] Em princípio, a circunstância de haverem sido arrolados responsáveis solidários autoriza a formação de litisconsórcio passivo no momento da cobrança do crédito. Nesse momento, portanto, será apropriado discutir se aquelas pessoas físicas possuem interesse comum na situação que constitui o fato gerador da obrigação principal. É necessário registrar, portanto, que não somente o momento, mas também a autoridade incumbida de decidir essa questão, será outra, ou seja, o Poder Judiciário. Assim, o registro constante do termo de declaração de sujeição passiva é uma mera informação destinada a subsidiar a Procuradoria da Fazenda Nacional para a inscrição do débito em dívida ativa. Como se sabe, o CTN, art. 202, I, determina que o termo de inscrição da dívida ativa indicará o nome do devedor e, sendo o caso, o dos coresponsáveis. Essa mesma disposição consta do § 5º do art. 2º da Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, que regula o processo de inscrição e cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública. Por outro lado, o § 4º do mesmo artigo estipula que a Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional. Assim sendo, fácil é de concluir que caberá à Procuradoria da Fazenda Nacional, órgão incumbido da inscrição da dívida ativa, a análise das circunstâncias relatadas pela fiscalização e, entendendo que aqueles senhores realmente se encontram na condição prevista no CTN, art. 124, I, fazer constar seus nomes como responsáveis. Em hipótese contrária, proceder de forma diversa. Fl. 23DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.000622/201022 Acórdão n.º 1402001.548 S1C4T2 Fl. 2.616 11 [...] Assim, este Colegiado não dispõe da necessária competência para analisar a pretendida exclusão daqueles senhores do pólo passivo do auto de infração e afastar a imputação de responsabilidade solidária, como solicitado. Assim sendo, devese abster de emitir julgamentos a respeito.” Da decisão de primeira instância, apenas a empresa autuada foi cientificada e apresentou recurso voluntário. Não há registro da ciência daquela decisão aos arrolados como responsáveis solidários. Tampouco se apresentam nos autos recursos voluntários dos arrolados. Com efeito, entendo equivocada a decisão recorrida quanto à não apreciação da responsabilidade solidária dos arrolados. Tal matéria é assente neste CARF, conforme súmula nº 71, in verbis. Súmula CARF nº 71: Todos os arrolados como responsáveis tributários na autuação são parte legítima para impugnar e recorrer acerca da exigência do crédito tributário e do respectivo vínculo de responsabilidade. Precedentes neste Conselho: Acórdão nº 140200.423, de 28/01/2011; Acórdão nº 120100.267, de 20/05/2010; Acórdão nº 140200.093, de 26/01/2010 e Acórdão nº 110300.043, de 01/10/2009. Por todo o exposto, não vislumbro outra forma senão encaminhar meu Voto no sentido de anular a decisão de primeira instância a fim de que outra seja proferida com apreciação das razões de defesa apresentadas pelos coobrigados, Sr. Antonio Carlos Settani Cortez e Sra. Cleide Pedroza Cortez, relativamente à responsabilização que lhes foi atribuída, intimandoos do novo acórdão com abertura de prazo recursal conforme art. 33 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 24DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/04/2014 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 35292.000176/2007-92
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2003,2004,2005,2006
RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIDO.
A apresentação, por protocolo ou via postal, fora do prazo legal de 30(trinta) dias a contar da intimação da decisão de primeira instância administrativa é considerado intempestivo, não preenchendo os requisitos de admissibilidade. Logo, não pode ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-003.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2003,2004,2005,2006 RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIDO. A apresentação, por protocolo ou via postal, fora do prazo legal de 30(trinta) dias a contar da intimação da decisão de primeira instância administrativa é considerado intempestivo, não preenchendo os requisitos de admissibilidade. Logo, não pode ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido - Crédito Tributário Mantido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 35292.000176/2007-92
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5381785
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.277
nome_arquivo_s : Decisao_35292000176200792.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 35292000176200792_5381785.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2014
id : 5629563
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033866092544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1743; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 618 1 617 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35292.000176/200792 Recurso nº 35.292.000176200792 Voluntário Acórdão nº 2803003.277 – 3ª Turma Especial Sessão de 16 de abril de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente METALURGICA SOLEDADE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2003,2004,2005,2006 RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIDO. A apresentação, por protocolo ou via postal, fora do prazo legal de 30(trinta) dias a contar da intimação da decisão de primeira instância administrativa é considerado intempestivo, não preenchendo os requisitos de admissibilidade. Logo, não pode ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em razão da intempestividade. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 29 2. 00 01 76 /2 00 7- 92 Fl. 620DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 11/09/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35292.000176/200792 Acórdão n.º 2803003.277 S2TE03 Fl. 619 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca a reforma de decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que manteve integralmente o lançamento do crédito tributário oriundo de aplicação de sanção por descumprimento ao art. 33, §§2º e 3º, da Lei n. 8.212/1991, por não ter apresentado à fiscalização documentos de acordo com as formalidades legais, em especial quanto aos livros do período 20032006, que foram inclusive desconsiderados para fins da fiscalização.. Do julgamento de primeira instância, foi realizada a ciência do contribuinte no dia 18 de julho de 2008(AR de fls. 590 dos autos digitais). O recurso foi protocolizado no dia 26 de agosto de 2008/ (fls. 597 dos autos digitais). Às fls. 617 dos autos digitais (fls. 611 dos autos físicos), foram confirmadas tais datas. Os autos vieram a presente 3ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARFMF para apreciação e julgamento do recurso voluntário. Os autos vieram à turma especial. É o relatório. Fl. 621DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 11/09/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 35292.000176/200792 Acórdão n.º 2803003.277 S2TE03 Fl. 620 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso foi interposto intempestivamente, o que impede a sua admissibilidade. O contribuinte tomou ciência do Acórdão recorrido em 18 de julho de 2008 e o prazo para interposição de recurso é de 30 (trinta) dias, considerandose que na contagem é excluído o dia do início, o prazo venceria no dia 17 de agosto 2008. Contudo, nos autos o comprovante protocolo do recurso demonstra a data como 26 de agosto de 2008, oito dias após o final do prazo, logo fora do prazo normativo (art. 33 do Decreto n° 70.235/72), preculindose o direito de apresentação do recurso voluntário. Isso posto, voto por NÃO CONHECER O RECURSO VOLUNTÁRIO, por intempestividade, mantendose o lançamento. (assinado digitalmente) Gustavo Vettorato – Relator Fl. 622DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 11/09/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13963.000815/2010-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009
AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR A EMPRESA DE LANCAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, OS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES, O MONTANTE DAS QUANTIAS DESCONTADAS, AS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA E OS TOTAIS RECOLHIDOS.
A contabilização deficiente constitui infração à legislação previdenciária, conforme previsto na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.597
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Thiago Taborda Simões Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente), Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: THIAGO TABORDA SIMOES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR A EMPRESA DE LANCAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, OS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES, O MONTANTE DAS QUANTIAS DESCONTADAS, AS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA E OS TOTAIS RECOLHIDOS. A contabilização deficiente constitui infração à legislação previdenciária, conforme previsto na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13963.000815/2010-32
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5371600
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2402-003.597
nome_arquivo_s : Decisao_13963000815201032.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : THIAGO TABORDA SIMOES
nome_arquivo_pdf_s : 13963000815201032_5371600.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes - Presidente Thiago Taborda Simões Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente), Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
dt_sessao_tdt : Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5581769
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047033873432576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1767; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 66 1 65 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13963.000815/201032 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.597 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2013 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FALTA DE LANÇAMENTO EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. Recorrente TRANSAL TRANSPORTADORA SALVAN LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR A EMPRESA DE LANCAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, OS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES, O MONTANTE DAS QUANTIAS DESCONTADAS, AS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA E OS TOTAIS RECOLHIDOS. A contabilização deficiente constitui infração à legislação previdenciária, conforme previsto na lei nº. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Thiago Taborda Simões – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 96 3. 00 08 15 /2 01 0- 32 Fl. 66DF CARF MF Impresso em 26/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 08/08/201 4 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 13/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente), Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 26/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 08/08/201 4 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 13/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13963.000815/201032 Acórdão n.º 2402003.597 S2C4T2 Fl. 67 3 Relatório Tratase de auto de infração de obrigação principal lavrado sob DEBCAD n° 37.279.7946, relativo ao período de 01/01/2006 a 31/12/2009, no Código de Fundamento Legal – CFL 34, por infração ao disposto no art. 32, II, da Lei n° 8.212/91 c/c art. 225, II, e parágrafos 13 a 17, do Regulamento da Previdência Social. De acordo com o relatório fiscal de fls. 6, Na análise realizada junto aos documentos e livros contábeis da empresa, constatamos que a mesma registrou, com deficiência, fatos geradores das contribuições previdenciárias, deixando de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, remunerações pagas a segurados a seu serviço, ocorridas no período fiscalizado, 01/2006 a 12/2009. Ainda, nos termos do relatório de multa de fls. 7, a multa foi imputada nos termos do art. 283, II, ‘a’, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99 c/c a Portaria 333 de 29/06/2010. Face a autuação, a Recorrente interpôs impugnação (fls. 9/25), a qual foi julgada improcedente pela DRJ, nos termos do acórdão de fls. 42/50. Intimada do resultado do julgamento (fls. 52/53), a Recorrente interpôs recurso voluntário de fls. 54/62, alegando, em síntese: i) Descabida a aplicação da penalidade, pois para tanto é necessário que efetivamente não haja o lançamento em livros próprios, na forma prevista na legislação e, no caso, as obrigações acessórias foram cumpridas pelas empresas IRMÃOS SALVAN e TS TRANSPORTES; ii) Deveria a autoridade fiscal considerar os registros e lançamentos contábeis realizados pelas empresas e abrir prazo legal para que a Recorrente se adequasse a sua nova realidade fiscal em vista da decretação da desconsideração de personalidade jurídica; iii) Ao final, requer o cancelamento do auto de infração. Os autos foram remetidos ao CARF para julgamento do Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 26/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 08/08/201 4 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 13/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Thiago Taborda Simões, Relator Inicialmente, o recurso voluntário atende a todos os requisitos de admissibilidade, dentre eles o da tempestividade, razão pela qual dele conheço. Sem preliminares. No Mérito Pretende a Recorrente o cancelamento do auto de infração por entender que uma vez preparadas as folhas de pagamentos pelas empresas coligadas, a obrigação acessória deva ser dada por cumprida. Não merece guarida a pretensão. A justificativa da Recorrente de que, uma vez considerada uma única empresa, deverseia também considerar todas as obrigações acessórias por elas realizadas não possui qualquer fundamento. Aliás, é justamente o fato de se ter reconhecido a irregularidade na terceirização que justifica a autuação nos termos do art. 32, II, da Lei n° 8.212/91 c/c art. 225, II, e parágrafos 13 a 17, do Regulamento da Previdência Social. O art. 32, II, da Lei n° 8.212/91 dispõe: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; Art.225. A empresa é também obrigada a: I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: Fl. 69DF CARF MF Impresso em 26/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 08/08/201 4 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 13/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13963.000815/201032 Acórdão n.º 2402003.597 S2C4T2 Fl. 68 5 I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do salário de contribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. § 14. A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na escrituração contábil. § 15. A exigência prevista no inciso II do caput não desobriga a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. §16. São dispensados da escrituração contábil: I o pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decreto lei nº 486, de 3 de março de 1969, e seu Regulamento; II a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo com a legislação tributária federal, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário; e (...) Assim, não tendo a empresa Recorrente cumprido com as exigências previstas pela legislação e, ainda, considerando a simulação observada entre Recorrente e demais empresas, não há que se considerar cumpridas obrigações acessórias indiretamente pelas empresas então prestadoras de serviços. Conclusão Por todo o exposto, conheço do recurso voluntário e a ele nego provimento. É como voto. Thiago Taborda Simões. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 26/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2014 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 08/08/201 4 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 13/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
