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Numero do processo: 15586.001099/2010-81
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO DAS REMUNERAÇÕES, AS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS EMPREGADOS. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. OBRIGAÇÃO AUTÔNOMA.
Constitui infração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições devidas pelos segurados empregados a seu serviço.
Independência das exigências, sendo que as multas decorrem de fatos geradores específicos distintos, portanto, não há caracterização de bis in idem.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.280
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA - Presidente.
(assinado digitalmente)
NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO DAS REMUNERAÇÕES, AS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS EMPREGADOS. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. OBRIGAÇÃO AUTÔNOMA. Constitui infração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições devidas pelos segurados empregados a seu serviço. Independência das exigências, sendo que as multas decorrem de fatos geradores específicos distintos, portanto, não há caracterização de bis in idem. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Presidente. (assinado digitalmente) NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 10 99 /2 01 0- 81 Fl. 255DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 256 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 257 3 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela TRANSPORTES FIOROTI LTDA. em face da decisão que julgou improcedente a impugnação apresentada. 2. Conforme consta do relatório fiscal, a autuação se deu em razão da empresa deixar de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, conforme previsto na Lei nº. 8.212/91, artigo 30, inciso I, alínea “a” e/ou dos segurados contribuintes individuais, segundo o disposto na Lei nº. 10.666/2003, artigo 4º, caput e no Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº. 3.048/99, artigo 216, inciso I, alínea “a”. 3. Esta infração é identificada nos sistemas informatizados da Seguridade Social sob o Código de Fundamentação Legal — CFL 59. A sanção aplicada foi a multa prevista nos artigos 92 e 102 da Lei nº. 8.212/91, bem como a dos artigos 283, I, “g” e 373 do Regulamento da previdência Social (RPS). 4. A contribuinte por não concordar com o lançamento, do qual tomou ciência em 28/09/2010, apresentou impugnação, tendo o julgador a quo ao analisar o pleito decidido pela improcedência do pedido (fls. 79 e ss). 5. O acórdão (fl. 222) exarado em primeira instância restou ementado nos termos que passo a transcrever abaixo: DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições devidas pelos segurados empregados a seu serviço. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. Inexiste bis in idem entre as multas decorrentes de descumprimento da obrigação acessória e inadimplemento da obrigação principal. Impugnação improcedente Crédito Tributário Mantido” (fls. 222/232). 6. Buscando reverter o lançamento, a contribuinte apresentou recurso voluntário, reiterando os argumentos trazidos na impugnação, aduzindo em síntese: a) que a multa decorre de um mesmo fato, o que representa a imposição de dupla penalidade ao contribuinte; b) natureza não salarial das verbas destinadas à alimentação, portanto, não incidência tributária e impossibilidade de imputação de pena por descumprimento de obrigação acessória. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 258 4 7. Sem apresentação de contrarrazões, os autos foram enviados para a apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 259 5 Voto Conselheiro NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Relator. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que foi tempestivamente apresentado, preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº. 70.235, de 6 de março de 1972 e passo a analisálo. DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA 2. A recorrente deixou de arrecadar, mediante desconto das remunerações, a contribuição de segurados empregados, relativo aos pagamentos efetuados referentes à alimentação, pagos por meio de ticket alimentação e em dinheiro, sem que a empresa estivesse inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). 3. Tal fato constituiu infração ao artigo 30, I, “a”, da Lei nº. 8.212/91, c/c artigo 216, I, “a”, do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº. 3.048/2010. 4. Em suas alegações, a recorrente dispôs sobre a existência de bis in idem, mas não determinou relação com outro auto de infração que desse ensejo consideração de existência de dupla tributação sobre o mesmo fato gerador. Discorrendo da seguinte forma: “(...) Da ação fiscal que deflagrou o auto de infração ora combatido, também sobrevieram os autos de infração números 37.264.9386, 37.264.9394 e 37.264.9408, estes lavrados para a exigência das contribuições previdenciárias a cargo da empresa, dos segurados empregados e contribuintes individuais, bem como das contribuições a terceiros, nos quais todos os créditos tributários correspondentes às contribuições que entendeu a auditoria fiscal que teriam sido recolhidos a menor foram acrescidas de elevadas multas.” 5. Notase a independência das exigências, posto que, até mesmo a natureza das obrigações é diversa, sendo utilizadas como parâmetro obrigações principais, enquanto este auto de infração trata de descumprimento de obrigação acessória. Portanto, ocorre que cada obrigação é decorrente de fato gerador específico distinto, não merecendo prosperar tal alegação em análise. 6. Ademais, aduziu a insubsistência da obrigação acessória em questão, diante da não incidência tributária relativamente às verbas destinadas à alimentação, por possuírem natureza não salarial. 7. Cumpre esclarecer que, no que se refere ao pagamento in natura da alimentação, não há incidência tributária, estando a empresa inscrita ou não no PAT. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 260 6 8. Sobre a matéria discutida (fato gerador), concessão de auxílio alimentação sem inscrição no PAT, os membros do CARF (RICARF, art. 62, III) devem se ater às disposições contidas no Ato Declaratório PGFN nº. 03/2011, in verbis: “A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. JURISPRUDÊNCIA: Resp nº 1.119.787SP (DJe 13/05/2010), Resp nº 922.781/RS (DJe 18/11/2008) EREsp nº 476.194/PR (DJ 01.08.2005), Resp nº 719.714/PR (DJ 24/04/2006), Resp nº 333.001/RS (DJ 17/11/2008), Resp nº 977.238/RS (DJ 29/11/2007).” 9. O valor referente ao fornecimento de alimentação paga aos empregados sem a adesão ao programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho PAT não integra o salário de contribuição, conforme dispõe o Ato Declaratório PGFN nº. 03/2011. 10. Salientase, ainda, que para firmar esse entendimento fazse mister a referência de acórdão cuja relatoria é do Ministro José Delgado que tratou da matéria em questão, conforme ementa abaixo transcrita: “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. REFEIÇÃO REALIZADA NAS DEPENDÊNCIAS DA EMPRESA. NÃOINCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRECEDENTES. DÉBITOS PARA COM A SEGURIDADE SOCIAL PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ DA CERTIDÃO DA DÍVIDA ATIVA. PRECEDENTES. 1. Recurso especial interposto pelo INSS contra acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região segundo o qual: a) o simples inadimplemento da obrigação tributária não constitui infração à lei capaz de ensejar a responsabilidade solidária dos sócios; b) o auxílioalimentação fornecido pela empresa não sofre a incidência de contribuição previdenciária, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Em seu apelo, o INSS aponta negativa de vigência dos artigos 135 e 202, do CTN, 2º, § 5º, I e IV, 3º da Lei 6.830/80, 28, § 9º, da Lei n. 8.212/91 e divergência jurisprudencial. Sustenta, em síntese, que: a) a) o ônus da prova acerca da não ocorrência da responsabilidade tributária será do sócio executado, tendo em vista a presunção de legitimidade e certeza da certidão da dívida ativa; b) é pacífico o entendimento no STJ Fl. 260DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 261 7 de que o auxílioalimentação, caso seja pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, é salário e sofre a incidência de contribuição previdenciária. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o pagamento in natura do auxílioalimentação, isto é, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais. Precedentes. EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006. 3. Constando o nome do sóciogerente na certidão de dívida ativa e tendo ele tido pleno conhecimento do procedimento administrativo e da execução fiscal, responde solidariamente pelos débitos fiscais, salvo se provar a inexistência de qualquer vínculo com a obrigação. 4. Presunção de certeza e liquidez da certidão da dívida ativa. Ônus da prova da isenção de responsabilidade que cabe ao sóciogerente.Precedentes: EREsp 702.232/RS, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 26/09/2005; EREsp 635.858/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 02/04/2007. 5. Recurso especial parcialmente provido.” (REsp 977.238/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13.11.2007, DJ 29.11.2007 p. 257) (g.n.) 11. Ora, se não há incidência de contribuição previdenciária sobre o referido benefício, por certo também não haveria necessidade de cumprimento de obrigações acessórias decorrentes dessa matéria. 12. Contudo, houve pagamento de alimentação também em pecúnia, como consta do relatório (fl.23 – Levantamento “DA”), sem a devida inscrição no PAT, há que se observar que o pagamento de auxílio alimentação em dinheiro não é abrangido pelo Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. A desobediência às regras do PAT implica no tratamento da verba paga a este título como salário de contribuição. 13. Desse modo, verificase que subsiste a obrigação acessória em análise. CONCLUSÃO 14. Por todo exposto, conheço do recurso, para no mérito, negarlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Fl. 261DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 15586.001099/201081 Acórdão n.º 2803002.280 S2TE03 Fl. 262 8 NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS Fl. 262DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 03/0 5/2013 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000729/2007-61
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/2000 a 31/10/2006
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL.
CINCO ANOS. TERMO A QUO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou
inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose
de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das
contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código
Tributário Nacional CTN.
Assim, comprovado nos autos o pagamento
parcial, aplicase
o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase
o disposto no
artigo 173, I.
Encontramse
atingidos pela decadência os fatos geradores referentes à
competência 08/2000.
JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. MULTA DE MORA.
APLICABILIDADE.
A cobrança concomitante de juros e multa de mora está prevista na legislação
tributária federal, conforme consta do relatório FLD Fundamentos
Legais
do Débito, desse modo foi correta sua aplicação pela fiscalização
previdenciária.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-001.152
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a decadência
referente a competência 08/2000, somente.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/2000 a 31/10/2006 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência os fatos geradores referentes à competência 08/2000. JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. MULTA DE MORA. APLICABILIDADE. A cobrança concomitante de juros e multa de mora está prevista na legislação tributária federal, conforme consta do relatório FLD Fundamentos Legais do Débito, desse modo foi correta sua aplicação pela fiscalização previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte
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PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência os fatos geradores referentes à competência 08/2000. JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. MULTA DE MORA. APLICABILIDADE. A cobrança concomitante de juros e multa de mora está prevista na legislação tributária federal, conforme consta do relatório FLD Fundamentos Legais do Débito, desse modo foi correta sua aplicação pela fiscalização previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 19DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16004.000729/200761 Acórdão n.º 280301.152 S2TE03 Fl. 197 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a decadência referente a competência 08/2000, somente. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 20DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16004.000729/200761 Acórdão n.º 280301.152 S2TE03 Fl. 198 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos aos segurados empregados, contribuintes individuais e aquisição de cestas básicas. A DecisãoNotificação – fls 189 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • A multa é cobrada desmedidamente, ou seja, três vezes mais ao valor inicialmente estabelecido(sic). Embora exista previsão legal para tanto, é de se constatar que fixada nesses patamares, a multa fiscal desvinculase de sua finalidade, que é punir o descumprimento das obrigações e dos deveres jurídicos, e fere princípios expressos de nossa Constituição para revestirse de caráter confiscatório. • A ilegalidade na aplicação da taxa SELIC para fins tributários, é flagrante. • Pugna pelo PROVIMENTO do presente Recurso, com a declaração de improcedência do Auto de Infração e conseqüentemente cancelamento do débito levantado pela fiscalização. É o relatório. Fl. 21DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16004.000729/200761 Acórdão n.º 280301.152 S2TE03 Fl. 199 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Transcrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Fl. 22DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16004.000729/200761 Acórdão n.º 280301.152 S2TE03 Fl. 200 5 Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Já o artigo 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Aplicandose as regras dos arts. 150 ou 173, há que se reconhecer a decadência referente à competência 08/2000, uma vez que a ciência da notificação foi em 25.10.2007 – fls 144. Nessa linha já se manifestou o STJ, no rito do art. 543C do Código Processual, consoante RESP 973.733/SC. Como a próxima competência apurada foi 08/2004 – fls 17, não existem outras competências decadentes. MULTA CONFISCATÓRIA. INEXISTÊNCIA A multa aplicada tem seu valor determinado pela legislação em vigor. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para sua aplicação. A multa aplicada encontra fundamento nos dispositivos legais trazidos no relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, fls 30 a 34 e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. DA TAXA SELIC A cobrança de juros está prevista em lei específica da previdência social, art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito. Fl. 23DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16004.000729/200761 Acórdão n.º 280301.152 S2TE03 Fl. 201 6 Art.34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n ° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996. (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. Quanto à inconstitucionalidade apontada pela recorrente, não cabe tal análise na esfera administrativa. Não é de competência da autoridade julgadora a recusa ao cumprimento de norma supostamente inconstitucional – ex vi art. 62 do regimento interno do CARF, aprovado pela portaria GMF no 256, de 22 de junho de 2009. Toda lei presumese constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame da matéria, deve o agente público, como executor da lei, respeitála. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. Pondo fim a essa discussão, o STF, em sede de repercussão geral, no julgamento do RE 582461/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, em 18.5.2011, decidiu ser legítima a incidência da Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. Fl. 24DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16004.000729/200761 Acórdão n.º 280301.152 S2TE03 Fl. 202 7 Dessa feita, foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para declarar a decadência referente a competência 08/2000, somente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 25DF CARF MF Impresso em 15/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/01/2012 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13839.901799/2008-16
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jun 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003
PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE.
Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos.
NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA.
Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório.
DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE.
Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-001.289
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Por maioria, em face da preclusão, não conhecer da documentação juntada aos autos, consoante alegação da recorrente em sustentação oral, após a publicação da pauta da reunião de julgamento - e, portanto, após a análise dos autos pelo Relator. Vencido, nesse ponto, o Conselheiro Solon Senh que, devido às particularidades do caso, entendia por converter o julgamento em diligência para juntado dessa documentação aos autos. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. O Dr. Fábio de Almeida Garcia, OAB/SP n. 237.078, fez sustentação oral.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
EDITADO EM: 09/10/2012
Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório. DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE. Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Por maioria, em face da preclusão, não conhecer da documentação juntada aos autos, consoante alegação da recorrente em sustentação oral, após a publicação da pauta da reunião de julgamento - e, portanto, após a análise dos autos pelo Relator. Vencido, nesse ponto, o Conselheiro Solon Senh que, devido às particularidades do caso, entendia por converter o julgamento em diligência para juntado dessa documentação aos autos. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. O Dr. Fábio de Almeida Garcia, OAB/SP n. 237.078, fez sustentação oral. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 09/10/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2253; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 10 1 9 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.901799/200816 Recurso nº 919.270 Voluntário Acórdão nº 3802001.289 – 2ª Turma Especial Sessão de 25 de setembro de 2012 Matéria PIS COMPENSAÇÃO Recorrente VALEO SISTEMAS AUTOMOTIVOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). DIREITO CREDITÓRIO NÃO COMPROVADO NA FASE RECURSAL. DECISÃO NÃO HOMOLOGATÓRIA MANTIDA. Não comprovada, na fase recursal, a certeza e liquidez do crédito, mantémse a decisão recorrida que, pelo mesmo motivo, não homologou a compensação declarada pelo sujeito passivo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 90 17 99 /2 00 8- 16 Fl. 238DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório. DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE. Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Por maioria, em face da preclusão, não conhecer da documentação juntada aos autos, consoante alegação da recorrente em sustentação oral, após a publicação da pauta da reunião de julgamento e, portanto, após a análise dos autos pelo Relator. Vencido, nesse ponto, o Conselheiro Solon Senh que, devido às particularidades do caso, entendia por converter o julgamento em diligência para juntado dessa documentação aos autos. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. O Dr. Fábio de Almeida Garcia, OAB/SP n. 237.078, fez sustentação oral. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 09/10/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão proferido pelos membros da 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Campinas/SP, em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901799/200816 Acórdão n.º 3802001.289 S3TE02 Fl. 11 3 Para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo, deve ser demonstrada a liquidez e certeza de crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos registrados até a prolação do Acórdão de primeiro grau, transcrevo a seguir o relatório nele encartado: Tratase de Declaração de Compensação – DCOMP, com base em suposto crédito de PIS oriundo de pagamento indevido ou a maior. A DRF de origem emitiu Despacho Decisório eletrônico de não homologação da compensação, fundamentando: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão do PER/DCOMP: 17.956,58 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada desse despacho em 29/07/2008, a interessada apresentou sua manifestação de inconformidade em 19/08/2008, alegando, em síntese e fundamentalmente, que: Seu crédito decorre de ter considerado equivocadamente na base de cálculo da contribuição do período em questão algumas vendas de produtos que se encontravam relacionados nos Anexos I e II da Lei nº 10.485/2002; Transmitiu a DCOMP utilizando aquele crédito, mas, por um lapso, deixou de retificar a DCTF relativa ao período, para que nela passasse a constar o valor correto da contribuição devida; Somente com a ciência do Despacho em tela é que percebeu seu equívoco. Assim, procedeu imediatamente à retificação da DCTF; Tratase de mero erro de preenchimento de obrigação acessória, que não afasta a existência inequívoca de seu crédito, e não pode lhe tolher o direito à compensação. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 Jurisprudência administrativa e judicial corroboram seu entendimento; Não há prejuízo ao Fisco. Ao contrário, não lhe permitir utilizar tal crédito configuraria enriquecimento ilícito do Erário. Em 15/03/2011, a Interessada foi cientificada do referido Acórdão. Inconformada, em 14/04/2011, protocolou o presente Recurso Voluntário, em que reafirmou as razões de defesa suscitadas na manifestação de inconformidade. Em aditamento, a Recorrente alegou, em preliminar, a nulidade do Acórdão recorrido, com base no argumento de que houve inovação dos motivos e fundamentos expostos no vergastado Despacho Decisório, que apontou a insuficiência de crédito como causa da não homologação da compensação declarada, ao invés da suposta não comprovação da origem do crédito compensado, apresentada no referido Acórdão. No mérito, em síntese, alegou a Recorrente que (i) a origem do crédito utilizado era proveniente da indevida tributação das receitas das vendas dos produtos sujeitas ao regime monofásico; (ii) por um lapso, somente retificou a DCTF, para informar o valor correto débito, após a ciência do Despacho Decisório; (iii) a guia Darf, a DComp e a DCTF retificadora, apresentados com a manifestação de inconformidade, eram documentos hábeis e idôneos para comprovar a liquidez e certeza do crédito compensado; e (iv) o princípio da verdade material , deveria se sobrepor a qualquer equívoco cometido no cumprimento das obrigações acessórias, em consequência, meros erros de preenchimento de declaração não poderia tolher o seu direito à compensação da quantia paga a maior. Caso não fosse acolhida a preliminar de nulidade nem acatada as provas já carreadas aos autos, requereu a Recorrente a realização de diligência, com o objetivo de obter a documentação complementar destinada a comprovar o que alegara. Em 10/08/2011, os presentes autos foram enviados a este E. Conselho. Na Sessão de março de 2012, mediante sorteio, foram distribuídos para este Conselheiro, em conformidade com o disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, foi apresentado por parte legítima, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, incluindo o limite de alçada, portanto, dele tomo conhecimento. Do não conhecimento da suposta prova documental não colacionada aos autos. Na sustentação oral realizado durante a Sessão de julgamento, alegou o patrono da Recorrente que havia entregue na Secretaria da 2ª Câmara desta 3ª Seção petição Fl. 241DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901799/200816 Acórdão n.º 3802001.289 S3TE02 Fl. 12 5 com pedido de juntada aos autos de notas fiscais de venda, emitidas durante o período de apuração do crédito informado na DComp em apreço. No memorial, naquele momento entregue, consta a informação de que tais notas foram exemplificativamente apresentadas. Na oportunidade, consultei o e.processo e verifiquei que tais documentos ainda não constavam dos autos. Além dessa circunstância, entendo que, no estágio em que se encontram os autos, tal documentação não pode ser admitida nem conhecida, uma vez que consumada a preclusão do direito de apresentála, estabelecida no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, ainda que destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, situação que vislumbro no caso em tela, conforme a seguir explicitado. Da preliminar de nulidade do Acórdão recorrido. Em preliminar, alegou a Recorrente a nulidade do Acórdão recorrido, sob o argumento de que ele havia alterado a motivação e a fundamentação do presente Despacho Decisório, pois, enquanto este apontara a insuficiência de crédito como sendo a causa da não homologação da compensação declarada, aquele indicara a não comprovação da origem do crédito compensado. Não procede argumento suscitado pela Recorrente, com a devida vênia. A uma, porque insuficiência e inexistência tem o mesmo efeito em relação à utilização do direito creditório na compensação, o que equivale, para fim de compensação, a ausência dos requisitos da certeza e liquidez do crédito informado. A duas, porque ambas as decisões apontaram a falta do suposto crédito como motivo para não homologação da compensação. Na verdade, em decorrência das novas razões de defesa alegadas na manifestação de inconformidade colacionada aos autos, verificase que a diferença entre uma e outra decisão está apenas nos argumentos utilizados para respaldar a conclusão de que o crédito compensado não existia. Com efeito, segundo o teor do vergastado Despacho Decisório, a compensação em tela não foi homologada porque a existência do valor do crédito informado não foi comprovada, pois, embora o pagamento referente à origem do crédito, informado na DComp, tivesse sido localizado na base de dados da Administração Tributária, o seu valor fora integralmente utilizado na quitação do débito da Cofins do respectivo período de apuração, confessado pela própria Recorrente na DCTF original. Logo, o real o motivo da não homologação da compensação foi a inexistência do crédito compensado. Por sua vez, na manifestação de inconformidade, que deu origem ao presente contencioso, alegou a Recorrente que o débito da Cofins informado na DCTF original estava errado e que o valor correto seria aquele declarado na DCTF retificadora, o que significa que a não comprovação do alegado pagamento a maior fora motivada por erro no preenchimento da DCTF original, retificada somente após a emissão e ciência do citado Despacho Decisório. Em face dessa alegação, o Acórdão recorrido manteve a não homologação da compensação em tela, desta feita, com base no argumento de que a Recorrente não havia comprovado, com documentação contábil e fiscal adequada, as razões de fato e de direito que ensejaram a retificação do valor do débito anteriormente declarado na DCTF original. Aliás, asseverou a Turma de Julgamento de primeiro grau que a simples apresentação da DCTF retificadora, sem suporte em documento comprobatório do alegado erro de apuração do valor Fl. 242DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 débito original, por si só, não tinha o condão de comprovar a existência do alegado indébito, mantendo inalterado o valor do débito anteriormente declarado na DCTF original. Em suma, o motivo da não homologação da compensação também foi a falta de comprovação da existência do crédito compensado. Ratifica o asseverado, o teor do enunciado da ementa do referido julgado, a seguir transcrito: COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. Para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo, deve ser demonstrada a liquidez e certeza de crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. No caso em tela, comparando o teor dos dois julgados, fica evidenciado que a diferença entre ambos está no argumento utilizado para não reconhecimento do direito creditório alegado, pois, enquanto o Despacho Decisório limitouse a comparar o valor do pagamento informado com o valor do débito declarado na DCTF original, o Acórdão recorrido foi além da análise meramente formal, uma vez que também analisou o alegado equívoco na apuração do valor débito retificado, porém, não acatou a retificação, porque não foi comprovada, por meio de documentação contábil e fiscal adequada, a origem do alegado erro de apuração do valor do debito retificado, consistente no montante das supostas receitas de vendas dos produtos relacionados nos Anexos I e II da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, submetidas a alíquota 0% (zero por cento) da Cofins, por força do regime de tributação monofásica, estabelecido nos arts. 1º e 3º1 do citado diploma legal. Assim, se a Turma de Julgamento a quo não admitiu a retificação do valor do débito original, obviamente, ficou mantido o valor do débito declarado na primeira DCTF e, portanto, mantido o mesmo motivo, para a não homologação da compensação, exposto no referido Despacho Decisório, a saber: o fato de o valor do pagamento, informado como origem do crédito, ter sido “integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados” na presente DComp. No caso em tela, teria havido alteração de motivação da decisão originária, caso a Turma de Julgamento de primeiro grau tivesse acatado a retificação do valor original do débito, porém, por motivo diverso da inexistência do crédito, tivesse mantido a decisão de não homologação da compensação em apreço, como por exemplo, em decorrência do indébito não 1 "Art. 1º As pessoas jurídicas fabricantes e as importadoras dos produtos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto no 4.070, de 28 de dezembro de 2001, relativamente à receita bruta decorrente da venda desses produtos, ficam sujeitas ao pagamento das contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) às alíquotas de 1,47% (um inteiro e quarenta e sete centésimos por cento) e 6,79% (seis inteiros e setenta e nove centésimos por cento), respectivamente. [...] Art. 3º Fica reduzida a 0% (zero por cento) a alíquota das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins relativamente à receita bruta da venda: I dos produtos relacionados nos Anexos I e II desta Lei; II dos produtos referidos no art. 1º, auferida por comerciantes atacadistas e varejistas, exceto as pessoas jurídicas a que se refere o art. 17, § 5º, da Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001. Parágrafo único. Fica o Poder Executivo autorizado, mediante decreto, a alterar a relação de produtos discriminados nesta Lei, em decorrência de modificações na codificação da TIPI. [...]" Fl. 243DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901799/200816 Acórdão n.º 3802001.289 S3TE02 Fl. 13 7 ser passível de restituição, por falta de previsão legal, o que, evidentemente, não ocorreu no caso em tela. Por fim, cabe ainda ressaltar que, no caso em tela, não tem qualquer relevância a alegação da Recorrente de que houve violação ao art. 146 do CTN, pois, como de sabença, o referido preceito legal aplicase aos casos de revisão do lançamento de ofício, situação que não ocorreu nos presentes autos. Por todas essas razões, rejeito a presente preliminar de nulidade, para manter incólume o Acórdão recorrido. Da análise do mérito. No mérito, o cerne da presente controvérsia gira em torno da comprovação da existência do valor do crédito utilizado pela Recorrente na quitação dos débitos confessados na DComp colacionada aos autos. Para Recorrente, contrariando o princípio da verdade material, a simples retificação do valor do débito, por meio da DCTF retificadora, acompanhada apenas da guia de recolhimento (Darf), era suficiente para comprovar a certeza e a liquidez do crédito alegado. Por outro lado, ao meu ver, em consonância com o princípio da verdade real, entenderam os integrantes da Turma de Julgamento de primeiro grau que a simples retificação da DCTF desacompanha da comprovação, por documentação contábil e fiscal adequada, do motivo do erro de apuração do débito retificado, não era suficiente para comprovar a certeza e liquidez do crédito informado na DComp em apreço. No meu entendimento, a razão está com a Turma de Julgamento, pois, se foi a própria Recorrente quem informou os dois valores distintos para um mesmo débito, não há como saber qual deles é o correto (se o valor do débito informado na DCTF original ou o declarado na DCTF retificadora), sem que haja a confirmação por uma outra fonte de informação idônea. Daí a necessidade da apresentação da adequada documentação, com vista a confirmação do alegado equívoco. A Recorrente ainda alegou que o débito informado na DCTF original estava errado e que o valor correto seria o informado na DCTF retificadora, porém, não trouxe aos autos os elementos probatórios necessários a comprovação do mencionado erro, limitandose a apresentar apenas as cópias da Guia de Recolhimento (Darf) e da DCTF retificadora. Tal alegação trata de questão defesa que este Colegiado já apreciou e, por unanimidade, tem manifestado o entendimento de que, a simples retificação da DCTF, desacompanhada de prova robusta do alegado equívoco, não tem o condão de comprovar a existência da certeza e liquidez do crédito compensado. Com efeito, não se pode olvidar que, em conformidade com o disposto no art. 7º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, aplicável ao processo de compensação em apreço, a ciência do primeiro ato de oficio tem o condão de excluir a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores. No caso em tela, após ciência do Despacho Decisório, a redução do valor débito, objeto da compensação não homologada, somente seria admitida se demonstrada e comprovada, por meio de documentação adequada, a origem do erro na apuração do valor do débito retificado. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 8 Especificamente em relação à redução dos débitos tributários, em consonância com o referido preceito legal, é oportuno ressaltar que somente nas hipóteses em que caracterizada a espontaneidade a DCTF retificadora tem a mesma natureza da DCTF original, substituindoa integralmente. Por outro lado, afastada a espontaneidade, evidentemente, tal retificação não pode mais ser admitida com a simples retificação da dita Declaração. Corrobora o asseverado, o disposto nos §§ 1° e 2º do art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.1102, de 24 de dezembro de 2010, que, com pequenas alterações, manteve a redação das Instruções Normativas anteriores, conforme o teor dos referidos dispositivos, a seguir transcritos: Art. 9º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU;ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. II alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. 2 Na data da apresentação da presente DCTF retificadora estava em vigência a Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, cujo art. 11 assim dispunha sobre o assunto: “Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. [...]”. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901799/200816 Acórdão n.º 3802001.289 S3TE02 Fl. 14 9 § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não extinto o crédito tributário. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.177, de 25 de julho de 2011) [...]. (grifos não originais) Inequivocamente, o presente Despacho Decisório representa o ato administrativo final, resultante do procedimento de controle da legalidade da compensação declarada pela Recorrente, previsto nos §§ 2º e 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. Nesta hipótese, a redução do valor do débito somente será admitida se existir prova inequívoca da ocorrência de erro de fato cometido no preenchimento da DCTF retificada. Além disso, por ter efeito direto sobre desfecho do julgamento da presente controvérsia, inaugurada com a citada manifestação de inconformidade, obviamente, a comprovação da origem da redução do valor do débito retificado deve ser tratado como um questão de defesa. Dessa forma, para que seja aceita tal retificação, ela deve atender, necessariamente, todos os requisitos previsto na legislação que rege contraditório na esfera do processo administrativo fiscal, dentre os quais merece destaque a comprovação, com documentação adequada, do equívoco cometido, especialmente, quando o erro informado não se encontra apenas no preenchimento da DCTF, mas na própria apuração do valor débito em questão. Neste último caso, admitir a simples retificação da DCTF como suficiente para comprovar a existência do crédito glosado, resultaria sem efeito a atividade de controle da regularidade da compensação declarada prevista no § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores, uma vez que o Despacho Decisório, regularmente prolatado, tornarseia juridicamente inexistente, sem que fosse pronunciada a sua inexistência ou nulidade, afrontando regras basilares que regem o processo administrativo fiscal. Nos presentes autos, para justificar a origem da redução do valor original do débito, a Recorrente alegou que a quantia paga a maior era proveniente da indevida tributação das receitas das vendas dos produtos sujeitas ao regime monofásico, contudo, nas duas oportunidades que compareceu aos autos, não apresentou qualquer documento que confirmasse tal alegação. Assim, em sintonia com o entendimento aqui esposado, como o erro apontado pela Recorrente referese a erro de apuração do valor do débito, logo, por força do disposto no art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), era ônus da Interessada trazer aos autos os documentos hábeis e idôneos que comprovassem o montante da receita submetida ao referido regime de tributação monofásico. Para esse fim, a simples apresentação das cópias autenticadas dos livros contábeis (Diário e Razão) e fiscais (Apuração do IPI e ICMS), corroborados pelas respectivas notas fiscais de venda, ao meu ver, eram suficientes para tal comprovação. No entanto, nem sequer o demonstrativo de apuração da referida Contribuição, instituído pela legislação tributária, foi apresentado pela Recorrente. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 10 Da mesma forma, também evidencia a insuficiência da instrução probatória da incumbência da Recorrente, o fato de ela não ter relacionado sequer os produtos que se encontravam submetidos a mencionada incidência monofásica. Não é demais lembrar que, em relação ao fato constitutivo do direito pleiteado, o ônus da prova incumbe sempre a quem o alega, segundo, expressamente, dispõe inciso I do art. 3333 do CPC, que se aplica subsidiariamente ao processo administrativo fiscal. Nesse sentindo, é oportuno ressaltar que, por força do disposto no art. 170 do CTN, combinado o disposto no caput do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores, a homologação da compensação depende da comprovação, na data da realização da compensação, da certeza e liquidez do crédito passível de restituição ou ressarcimento. Entretanto, no caso em tela, nenhum dos referidos requisitos foi comprovado, o que confirma a falta de comprovação da existência do crédito utilizado no presente procedimento compensatório. Por fim, alegou a Recorrente que o princípio da verdade material deve se sobrepor a qualquer equívoco presente nas obrigações acessórias, não podendo meros erros de preenchimento de declaração tolher o seu direito a restituição ou compensação da quantia indevidamente paga. Discordo. No âmbito do processo administrativo fiscal, em conformidade com o princípio da estrila legalidade, o princípio da verdade material atribui primazia a busca pela verdade substancial em detrimento da verdade formal, porém, isto não significa dizer que a autoridade julgadora tenha de assumir ônus probatório das partes interessadas, seja da Fiscalização ou do sujeito passivo. Na verdade, a orientação determinada pelo referido princípio é no sentido de que a autoridade julgadora não deve contentarse apenas com os aspectos formais da controvérsia. Entretanto, no que tange ao dever de provar as suas alegações, tal princípio não ampara a omissão deliberada ou injustificada da parte interessada, incluindo, obviamente, o sujeito passivo, conforme expressamente determinado no § 4º4 do art. 16 do PAF, aplicável ao processo de compensação, por força do disposto no art. 74, § 115, da Lei nº 9.430, de 1996, que, em face da preclusão, veda o conhecimento da prova documental apresentada após a fase impugnatório ou de manifestação de inconformidade, caso não atendidas as ressalvas previstas nas alíneas do referido parágrafo. 3 "Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor". 4 "Art. 16. [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos".(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997). 5 "Art. 74. Omissis. (...) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. " Fl. 247DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901799/200816 Acórdão n.º 3802001.289 S3TE02 Fl. 15 11 No presente caso, ao pretender atribuir a simples retificação da DCTF a condição de prova suficiente do indébito informado, contraditoriamente, a Recorrente está agindo em dissonância com a orientação expressa no princípio em comento. Além disso, em consonância com o disposto nos arts. 15 e 18 do PAF, o encargo da instrução probatória é sempre da incumbência da parte que alega o fato probando, não podendo tal atividade ser transferida para a autoridade julgadora, sob pena de desvirtuamento das regras que rege o processo administrativo fiscal. Em consequência desse regramento legal, somente quando a instrução probatório se revelar imprescindível e necessária à formação do convencimento da autoridade julgadora é que ela poderá determinar a sua produção ou complementação, de ofício ou a requerimento da parte interessada. Não se pode também olvidar que, na condição de titular do crédito compensado, o ônus de provar a certeza e liquidez do alegado crédito, na data da compensação, era da Recorrente, conforme expressamente exige o art. 170 do CTN, combinado com o disposto no § 1º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. No caso em tela, não foi comprovado o alegado erro de preenchimento da DCTF original, portanto, não há que se falar na alegada afronta ao princípio da verdade real. Por fim, é oportuno ressaltar que o entendimento aqui esposado não significa privilegiar o aspecto formal em detrimento da verdade material, mas em deixar expresso que a aceitação da redução do valor do débito confessado na DCTF original, especialmente, após a ciência do despacho decisório, somente pode ser acatada se respaldada em provas documentais robustas do alegado equívoco. Por essas razões, rejeito as alegações da Recorrente, para manter a não homologação da compensação em tela, por falta do crédito informado na presente DComp. Do pedido de realização de diligência. No presente Recurso, a Recorrente ainda pleiteou a realização de diligência, para fim de obtenção da documentação complementar, com a finalidade de comprovar, em relação aos anos calendários de 2002 a 2004, que: a) a Recorrente recolheu valores a título de Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins em montante superior ao devido, em virtude da desconsideração do regime monofásico e redução das alíquotas das aludidas Contribuições a 0% (zero por cento); e b) as declarações e retificações apresentadas pela Recorrente eram suficientes para comprovar a existência do saldo credor, bem como para efetuar as compensações realizadas. Em consonância com o princípio verdade material, determina o art. 18 do PAF que a autoridade julgadora somente determinará a realização de diligência, de ofício ou a requerimento do interessado, quando entendêla necessária. No presente caso, a realização da diligência requerida, para fim de juntada de provas complementares, revelase totalmente desnecessária, pois, como visto, no presente caso, tratase de documentos da escrituração contábil e fiscal da própria Recorrente que, se existentes, poderiam ter sido facilmente por ela carreadas aos autos nas duas oportunidades em Fl. 248DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 12 que nele se manifestou, especialmente, na presente fase recursal, quando ela já tinha pleno conhecimento de que tais documentos eram imprescindíveis para comprovação do alegado equívoco. Com base nessas considerações, reputo desnecessária a realização da diligência pleiteada. Em consequência, com respaldo no art. 18 do PAF, sou pelo seu indeferimento. Da conclusão. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao presente Recurso, para manter na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 249DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA
score : 1.0
Numero do processo: 13787.720076/2012-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
LIVRO CAIXA. SALÁRIO. APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE.
As despesas e os rendimentos devem manter relação mútua com a atividade, consequentemente os rendimentos oriundos da aposentadoria e de trabalho assalariado não podem integrar o livro caixa do profissional autônomo.
LIVRO CAIXA. DESPESAS DEDUTÍVEIS. LIMITE
As despesas necessárias à percepção dos rendimentos e à manutenção da fonte produtora serão dedutíveis limitadas aos rendimentos a que se referem.
Numero da decisão: 2201-002.057
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
MARCIO DE LACERDA MARTINS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (presidente), Eduardo Tadeu Farah, , Marcio de Lacerda Martins, German Alejandro San Martin Fernandez (suplente convocado), Ricardo Anderle ( suplente convocado) e Rodrigo Santos Masset Lacombe. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França.
Nome do relator: MARCIO DE LACERDA MARTINS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (Assinado digitalmente) MARCIO DE LACERDA MARTINS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (presidente), Eduardo Tadeu Farah, , Marcio de Lacerda Martins, German Alejandro San Martin Fernandez (suplente convocado), Ricardo Anderle ( suplente convocado) e Rodrigo Santos Masset Lacombe. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França.
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SALÁRIO. APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE. As despesas e os rendimentos devem manter relação mútua com a atividade, consequentemente os rendimentos oriundos da aposentadoria e de trabalho assalariado não podem integrar o livro caixa do profissional autônomo. LIVRO CAIXA. DESPESAS DEDUTÍVEIS. LIMITE As despesas necessárias à percepção dos rendimentos e à manutenção da fonte produtora serão dedutíveis limitadas aos rendimentos a que se referem. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (Assinado digitalmente) MARCIO DE LACERDA MARTINS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (presidente), Eduardo Tadeu Farah, , Marcio de Lacerda Martins, German Alejandro San Martin Fernandez (suplente convocado), Ricardo Anderle ( suplente convocado) e Rodrigo Santos Masset Lacombe. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 78 7. 72 00 76 /2 01 2- 49 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 13787.720076/201249 Acórdão n.º 2201002.057 S2C2T1 Fl. 83 2 Relatório Do Lançamento Notificação de lançamento suplementar inicial de R$40.017,81 que, após apresentação dos documentos do Livro Caixa, reduziu para R$1.836,05 mantido as glosas de despesas relacionadas aos rendimentos de trabalho não assalariado. Da Impugnação Na impugnação de fls. 02 a 11 , o autuado alegou, em síntese, que: Os rendimentos recebidos de pessoa jurídica são decorrência de trabalho não assalariado, tendo em vista que o contribuinte presta serviços advocatícios e de técnico contábil, logo não concorda com as glosas do livro caixa. Requer cancelamento do Auto de Infração. Da decisão de 1ª Instância A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande, por meio do Acórdão 0429.293, decidiu manter o crédito tributário exigido no lançamento em função de dois limitadores legais, a saber: 1 Os rendimentos de aposentadoria e de trabalho assalariado, por sua natureza, não admitem deduções por livro caixa. É o caso dos rendimentos auferidos pelo contribuinte do INSS e da Câmara Municipal de Levy Gasparian. 2 As despesas de livro caixa não podem ser maiores que os rendimentos que a originaram. Do Recurso Voluntário Cientificado do Acórdão 0429.293 em 26/07/2012, AR fl.62,o contribuinte apresentou em 21/08/2012 o Recurso Voluntário de fls. 63 a 73 nos termos que são resumidos a seguir. Considera legítima a dedução das despesas registradas no livro caixa sobre o total dos rendimentos que auferiu no ano calendário. Solicita a reforma do Acórdão e o cancelamento da Notificação de lançamento por total falta de respaldo legal. Abaixo são selecionados trechos da peça recursal nos quais o Recorrente reafirma que os rendimentos auferidos no ano base têm a natureza de não assalariados. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 13787.720076/201249 Acórdão n.º 2201002.057 S2C2T1 Fl. 84 3 No trecho acima (fl.70) o Recorrente afirma ter juntado cópias de contratos de honorários de seus clientes e dos informes oriundos da Câmara de Vereadores de Levy Gasparian e parte do INSS para comprovar os rendimentos declarados como não assalariado. No trecho acima (fl. 72) o Recorrente afirma que os rendimentos de aposentadoria pagos pelo INSS assim como os da Câmara de Vereadores de Levy Gasparian foram gerados pelo trabalho não assalariado nas profissões de Advogado e Técnico em Contabilidade. Da distribuição do processo Este processo foi distribuído para este relator em 23/01/2013, por sorteio, em sessão pública realizada no CARF em Brasília. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcio de Lacerda Martins O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972. Dele tomo conhecimento. Constatase pelo lançamento de fl. 15, que a Autoridade Fiscal glosou o valor de R$ 16.484,25 “tendo em vista que a dedução foi superior ao limite de R$183.640,22, qual Fl. 84DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 13787.720076/201249 Acórdão n.º 2201002.057 S2C2T1 Fl. 85 4 seja: Total dos rendimentos recebidos de PJ sem vínculo empregatício, R$139.180,95 mais os rendimentos recebidos de pessoas físicas de R$44.459,27.” Não foram considerados os rendimentos oriundos da Câmara Municipal de Comendador Levy Gasparian e do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS por terem natureza de rendimentos de trabalho assalariado. Do trecho acima reproduzido do Recurso Voluntário (fl. 72) percebese que o recorrente deseja demonstrar que a aposentadoria paga pelo INSS e os valores pagos pela Câmara de Vereadores tiveram origem e foram gerados por trabalho não assalariado que teria prestado no exercício da advocacia ou na prestação de serviços como Técnico em Contabilidade. Entretanto, os rendimentos de aposentadoria têm a natureza de trabalho assalariado independentemente da natureza do trabalho exercido antes da aposentadoria, durante o período de contribuição. Verifico ainda que, contrariamente ao afirmado pelo Recorrente no Recurso Voluntário não há nos autos os informes, comprovantes de pagamentos, contratos de prestação de serviços ou qualquer outro documento que possa comprovar a natureza não assalariada dos rendimentos pagos pela Câmara de Vereadores de Levy Gasparian e pelo INSS. Ademais, é importante ressaltar que os rendimentos e as despesas registradas em livro caixa devem manter relação mútua com a atividade exercida e sempre comprovadas mediante documentação idônea nos termos exigidos pela Lei nº 8.134, de 27 de dezembro de 1990, art. 6º e §§ 2º e 3º, a conferir: (grifei) Art. 6° O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho não assalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade: [...] III as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. [...] § 2° O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em livrocaixa, que serão mantidos em seu poder, a disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência. § 3° As deduções de que trata este artigo não poderão exceder à receita mensal da respectiva atividade, permitido o cômputo do excesso de deduções nos meses seguintes, até dezembro, mas Fl. 85DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 13787.720076/201249 Acórdão n.º 2201002.057 S2C2T1 Fl. 86 5 o excedente de deduções, porventura existente no final do ano base, não será transposto para o ano seguinte. Conseqüentemente os rendimentos oriundos de aposentadorias ou de trabalho assalariado não podem integrar o livro caixa do profissional autônomo que deve manter a comprovação dos rendimentos por meio dos informes oferecidos pelas fontes pagadoras que, neste caso, não foram localizados nos autos apesar da informação em sentido contrário por parte do Recorrente. Acrescentese que o disposto no § 3º estabelece que a dedução mensal das despesas não podem exceder a receita mensal da respectiva atividade e que o excedente de despesas, porventura apurado ao final do ano base, não poderá ser transposto para o ano seguinte. Eis os motivos que me levam a negar provimento ao Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Marcio de Lacerda Martins Relator Fl. 86DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO
score : 1.0
Numero do processo: 13807.006565/00-11
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/1995 a 29/02/1996
DECRETOS- LEIS Nº 2.445 E Nº 2.449/88. INCONSTITUCIONALIDADE. VIGÊNCIA DA LC Nº 07/70.
Declarada a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449/88 exsurge a incidência das normas da LC nº 07/70, incluindo a alíquota de 0,75%.
ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO.
Nos termos da legislação vigente não há amparo legal para exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição. O imposto compõe a estrutura de formação do preço.
BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE.
A base de cálculo do PIS, prevista no art. 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. (Súmula nº 15 do CARF).
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 3803-000.378
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, (a) por maioria, para aplicar a tese da semestralidade da base de cálculo do PIS, nos termos da Súmula nº 15 do CARF vencido o Relator que votou pelo cancelamento do lançamento, e; (b) pelo voto de qualidade, manter o valor do ICMS na base de cálculo da contribuição vencidos os conselheiros Rangel Perrucci Fiorin, Daniel Maurício Fedato e Ângela Sartori. Designado o Conselheiro Alexandre Kern para a redação do voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente e redator designado
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Ângela Sartori.
Nome do relator: Alexandre Kern
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1995 a 29/02/1996 DECRETOS- LEIS Nº 2.445 E Nº 2.449/88. INCONSTITUCIONALIDADE. VIGÊNCIA DA LC Nº 07/70. Declarada a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449/88 exsurge a incidência das normas da LC nº 07/70, incluindo a alíquota de 0,75%. ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Nos termos da legislação vigente não há amparo legal para exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição. O imposto compõe a estrutura de formação do preço. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, prevista no art. 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. (Súmula nº 15 do CARF). Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1995 a 29/02/1996 DECRETOS LEIS N 2.445 E N 2.449/88. INCONSTITUCIONALIDADE. VIGÊNCIA DA LC N 07/70. Declarada a inconstitucionalidade dos DecretosLeis n s 2.445 e 2.449/88 exsurge a incidência das normas da LC n 07/70, incluindo a alíquota de 0,75%. ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Nos termos da legislação vigente não há amparo legal para exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição. O imposto compõe a estrutura de formação do preço. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, prevista no art. 6 da Lei Complementar n 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. (Súmula n 15 do CARF). Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, (a) por maioria, para aplicar a tese da semestralidade da base de cálculo do PIS, nos termos da Súmula n 15 do CARF vencido o Relator que votou pelo cancelamento do lançamento, e (b) pelo voto de qualidade, manter o valor do ICMS na base de cálculo da contribuição vencidos os conselheiros Rangel Perrucci Fiorin, Daniel Maurício AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 65 65 /0 0- 11 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Fedato e Ângela Sartori. Designado o Conselheiro Alexandre Kern para a redação do voto vencedor. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e redator designado (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Ângela Sartori. Relatório Trata o presente de recurso voluntário objetivando a reforma do Acórdão de n 06401, de 21 de janeiro de 2005, da DRJ/São PauloSP, fls. 175 a 183, que considerou o lançamento procedente, em face da manifestação de inconformidade de fls. 44 a 59. O auto de infração foi lavrado em face da insuficiência de recolhimento da contribuição para o PIS, decorrente da aplicação da alíquota de 0,65% em vez de 0,75%, em conformidade com a LC n 07/70, cujas normas de incidência a recorrente reclama estar submetida após a declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis n s 2.445 e 2.449/88. Outra parcela da insuficiência deve à exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição nos períodos de apuração julho/95 a janeiro/96. Em sua contestação a impugnante alegou que: a) promoveu ação judicial n 93.00283634, contra a alteração conduzida pelos DecretosLeis n 2.445 e 2.449/88, tendo sido julgada procedente, determinando a sentença que fosse utilizada as bases de cálculo de seis meses anteriores ao fato gerador, segundo dispõe a LC n 07/70 b) não foi em nenhum momento questionada a alíquota de 0,65% estabelecida pelos aludidos decretosleis c) obteve judicialmente o direito de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS, decisão que conta com o trânsito em julgado d) não são aplicáveis os juros com base na taxa SELIC, sendo este um verdadeiro indexador monetário vinculado ao mercado de capitais, e mesmo só podendo incidir sobre fatos ocorridos após a edição da lei n 9.065/95. Em sua decisão a DRJ/São Paulo amparouse numa posição doutrinária e em excerto de decisão do TRF3 Região, para rejeitar o provimento que a impugnante declara ter obtido para excluir o ICM da base de cálculo, em razão das mudanças ocorridas no ordenamento jurídico pátrio a partir da nova Constituição, de 1988, por se tratarem de obrigações tributárias de trato sucessivo Fl. 2DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13807.006565/0011 Acórdão n.º 3803000.378 S3TE03 Fl. 226 3 Ademais, para considerar este direito pretendido, reportase a decisão combatida a uma nova ação judicial, n 93.00219189, na qual foi negada à impetrante, a então impugnante, a tutela almejada. Defende a legalidade da cobrança da taxa Selic, face a disposições expressas de lei, e rebate o argumento acerca de ocorrência de anatocismo. Cientificada da decisão em 08 de janeiro de 2008, irresignada, a autuada apresenta o recurso voluntário de fls. 190 a 205, em 30 de janeiro de 2008, em que enceta os seguintes argumentos: a) identifica a base sobre a qual foi efetuado o lançamento: a.1.) a não inclusão do montante relativo aos ICMS incidente sobre seu faturamento a.2.) o não pagamento da diferença da aplicação da alíquota de 0,75% prevista na LC n 07/70 versus a alíquota de 0,65% prevista nos DecretosLei n s 2.445 e 2.449/88. b) constrói a tese firmando balizas sobre as quais defende ser indevida a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS: i. as competências tributárias e os limites para o seu exercício ii. da competência para instituir o PIS iii. das funções da base de cálculo e do princípio da capacidade contributiva iv. dos conceitos de faturamento e receita v. da inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS c) sustenta o direito de não recolher o PIS com a alíquota de 0,75%, aplicação da semestralidade prevista na LC n 07/70, para o cálculo da contribuição devida e paga a maior, devendo, em consequência, o fato gerador julho de 1995 ter como base de cálculo o faturamento de janeiro de 1995, assim, sucessivamente, os demais, e, por fim, para o último fato gerador, fevereiro de 1996, base de cálculo de agosto de 1995. Sobre todos os pontos de defesa acima, pede o cancelamento do auto de infração. É o relatório. Voto Vencido Fl. 3DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Conselheiro BELCHIOR MELO DE SOUSA, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Não se sustentam os argumentos da recorrente para lograr a exclusão do ICMS na base de cálculo e para afastar a incidência da alíquota de 0,75%. A ação judicial que refere como tendo reconhecido o seu direito expõe: No tocante ao ICM, entendo que a parcela relativa a este tributo não deve ser deduzida da base de cálculo do FINSOCIAL, coerente com a doutrina e jurisprudência.... Se há legitimidade, naquela hipótese, para a aludida restituição ao sujeito passivo tributário, parece evidente que o valor do tributo – se e quando incluído no preço – é custo e não tributo e, assim, não há porque excluílo da vertente base de cálculo, malgrado r. e doutas opiniões em contrário.[original sem grifo]. A propósito a jurisprudência não manifesta qualquer estranheza em admitir a exclusão do IPI da base de cálculo, e não fazêlo em relação ao ICM ao contrário do que entende a Autora já estando pacificado o entendimento no Egrégio Superior Tribunal de Justiça, em relação ao FINSOCIAL, tendo editado a respeito a Súmula n 94 e em relação o PIS a Súmula n 68, do seguinte teor: ‘A parcela relativa ao ICM incluise na base de cálculo do PIS’. Relevandose o equívoco de mencionar FINSOCIAL a controvérsia quanto ao PIS teve o deslinde nesse processo, logrando a impetrante recolhêlo com base na LC n 07/70 e não sob o comando das alterações promovidas pelo DecretosLeis n 2.445 e 2.449/88. E isto inclui a incidência da alíquota de 0,75%, eis que o seu afastamento do ordenamento jurídico se deu por inconstitucionalidade formal, inteiramente banido desde sua origem. Como se vê, não há provimento judicial que lhe tenha garantido o direito de efetuar a exclusão do ICMS da base de cálculo, nem de fazêlo sob a alíquota de 0,65%. Vale, ainda, esclarecer que o DecretoLei n 406, de 31 de dezembro de 1968, que estabelece normas gerais aplicáveis aos impostos sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre serviços de qualquer natureza, dispõe que o montante do ICMS integra a base de cálculo do valor da operação de saída de mercadoria. Correta, pois a autuação sobre essas bases e a decisão da DRJ que indeferiu o pleito da interessada. Pacífica também a aplicação da alíquota de 0,75% prevista na LC n 07/70, alterada pela LC n 17/73, segundo os próprios fundamentos de que se serviu a decisão de piso. Quanto à reivindicação de aplicação dos termos da LC n 07/70 com respeito às bases de cálculo do sexto mês anterior ao fato gerador, apliquese a Súmula n 15 deste CARF. Porém, em circunstâncias como a que se apresentam nestes autos, dada a ocorrência de pagamentos e o crédito tributário ser constituído para cobrar diferenças em razão Fl. 4DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13807.006565/0011 Acórdão n.º 3803000.378 S3TE03 Fl. 227 5 da alíquota utilizada, sua aplicação suscita a dicotomia de demandar dois direcionamentos para o julgamento. O primeiro, é considerarse que a essência primária do auto de infração é a materialidade das bases de cálculo dos meses trabalhados, que receberam a incidência da alíquota errada, 0,65%, e, feita a reparação aplicandose a alíquota de 0,75% sobre cada base, o recolhimento da contribuição devida não se daria no mês subseqüente, como originariamente ocorrera, mas seis meses após, em obediência à súmula. Adotar esta solução implica na apuração das diferenças a recolher em cotejar a contribuição devida, agora não mais com os pagamentos do mês subseqüente, mas, logicamente, com os pagamentos efetuados seis meses após as bases inalteradas. Recompor a planilha de cálculo com outros valores de pagamentos diferentes do que foram tomados resulta de erro na correta descrição do fato, requisito intrínseco do auto de infração. E tal vício na formalização do auto de infração caracteriza o vício formal, do qual decorre não se poder dizer que o auto é ou não procedente. O auto deve ser anulado. A segunda posição é, tomandose como tal essencialidade os fatos geradores considerados e secundarizandose a materialidade das bases de cálculo trabalhadas no procedimento fiscal, ir em busca das bases que se formaram seis meses antes do fato gerador considerado. A conclusão não é diferente, pois agora está caracterizado o erro na fiel descrição do fato, consubstanciado nas equivocadas bases tomadas. De igual modo, o erro eiva o lançamento de vício formal. O resultado do julgamento deve ser o mesmo. Gizese que adotarse uma outra série de pagamentos ou outra série de bases de cálculo não se confunde com o erro de fato de quantificação de base de cálculo no âmbito do seu respectivo fato gerador, inexatidões materiais ou erros de cálculos, vícios estes que poderiam ser saneado dentro do próprio auto de infração. Qualquer reparação nos elementos formais do auto de infração tomados equivocadamente por erro de identidade, é novo lançamento. Dessumese que no mesmo lançamento não é possível reparar a incorreta descrição dos fatos. Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso e anular o auto de infração, em decorrência de aplicação da súmula n 15 deste CARF. Sala das Sessões, em 29 de abril de 2010 Belchior Melo de Sousa Voto Vencedor Conselheiro Alexandre Kern, Relator designado Ouso divergir do ínclito relator, quanto à anulação do lançamento por vício formal, como consequência da aplicação da Súmula n 15 do CARF. Os antigos Primeiro e Segundo Conselhos de Contribuintes consagraram o entendimento de que a base de cálculo das contribuições para o PIS e para o Pasep, com a declaração de inconstitucionalidade do DecretoLei n 2.445, de 29 de junho de 1988, e do DecretoLei n 2.449, de 21 de julho de 1988, voltou a ser dissociada do faturamento ou das Fl. 5DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 receitas e transferências ocorridas no período de apuração atinente ao de ocorrência do fato gerador, para vincularse ao do sexto mês anterior tese da semestralidade sumulada no âmbito desses dois colegiados e objeto da atual Súmula n 15 do CARF. No caso de lançamento que tenha sido efetuado considerando como base de cálculo da contribuição o faturamento ou as receitas e transferências mensais, a jurisprudência então dominante no âmbito do 2 Conselho de Contribuintes sempre foi no sentido de determinar a adequação da referida base aos ditames das respectivas Lei Complementar n 7, de 7 de setembro de 1970, e Lei Complementar n 8, de 7 de setembro de 1970, de modo a refletir o faturamento ou receitas e transferências ocorridas no sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. A 3 Turma Especial em linha com jurisprudência das demais turmas da Terceira Seção e da CSRF1, majoritariamente, vem entendendo que esse procedimento não infirma o lançamento fiscal, eis que, qualitativamente, não há alteração na base de cálculo, mas, tãosomente, quantitativamente, decotandose os excessos eventualmente existentes nos períodos de apuração abertos no lançamento. Marcos Vinícius e Maria Teresa2 já ensinaram que, nos termos da Lei da Ação Popular, vício formal é a omissão ou observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato (Lei n 4.715, de 29 de julho de 1965, art. 4 , alínea b ). O vício de forma existe sempre que na formação ou na declaração da vontade traduzida no ato administrativo foi preterida alguma formalidade essencial ou que o ato não reveste a forma legal. Formalidade é, a seu turno, todo o ato ou fato, ainda que meramente ritual, exigido por lei para segurança da formação ou da expressão da vontade de um órgão de uma pessoa coletiva3, ou ainda, mostramse como prescrições de ordem legal para feitura do ato ou promoção de qualquer contrato, ou solenidades próprias à validade do ato ou contrato4. A propósito, é posição assente na doutrina e na jurisprudência5 que a omissão de requisitos essenciais à formação do ato vício formal, portanto enseja a nulidade do lançamento apenas quando cercear o direito de defesa do contribuinte como um todo, caso contrário, em nome dos princípios da formalidade mitigada e da salvabilidade do processo, o ato deverá ser sanado. Para as demais incorreções e omissões que não alcancem as formalidades essenciais, a menos que fique cabalmente comprovado o prejuízo para o sujeito passivo, não se pronunciará a nulidade do ato, sanandose tais ocorrências, salvo se não influírem no julgamento da lide ou tiverem sido causadas pelo próprio sujeito passivo. No caso concreto, não há como inquinar o procedimento de vício formal por erro na correta descrição do fato e com isso anulálo, como pretendeu o nobre relator já que os fatos que ensejaram o lançamento estão plenamente descritos na peça infracional e o enquadramento legal infringido também foi informado, dando ao recorrente uma perfeita compreensão dos fatos e dos motivos que ensejaram a lavratura do auto de infração. A comprovação disto é a impugnação e o recurso voluntário apresentados nos quais se constata que o recorrente, compreendendo as acusações que lhe foram imputadas e as disposições legais 1 À guisa de exemplo, ver o recente Acórdão nº 930300.534, de 10 de dezembro de 2009, da 3ª Turma da CSRF. 2 NEDER, Marcus Vinícius e LÓPEZ, Maria Teresa Martínez. Processo administrativo fiscal federal comentado. São Paulo: Dialética. 1ª ed. 2002. p. 416. 3 CAETANO, Marcelo. Manual de Direito Administrativo. Lisboa, 10ª ed., 1973, Tomo I, apud ARRUDA, Luiz Henrique Barros de. Manual de processo administrativo fiscal. São Paulo: Resenha Tributária, 1993.p. 83. 4 SILVA, De Plácido e. Vocabulário Jurídico. Rio de Janeiro: Forense, 2008, 27ª ed. p. 635. 5 e.g., GRINOVER, Ada Pellegrini et alli. Nulidades no Processo Penal. São Paulo: RT, 1197. 6ª ed., p. 78/9, e Acórdão 10611.750, Primeiro Conselho de Contribuintes, Sexta Câmara, D.O.U. de 5/4/2001. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13807.006565/0011 Acórdão n.º 3803000.378 S3TE03 Fl. 228 7 infringidas, defendeuse plena e precisamente. E em não havendo cerceamento do direito de defesa como um todo, não há falar em anular o lançamento por vício formal. Como se o acima exposto não bastasse, determina a norma do 3 do art. 59 do Decreto n 70.235, de 6 de março 1972 PAF que, quando o julgador puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveita a declaração da nulidade, não a pronunciará, nem fará suprir a falta, em medida que visa à economia processual. Afinal, por que anular por vício formal um procedimento que deverá ser totalmente refeito apenas para se implementar o mesmo resultado que se pode obter deste julgamento, com a adequação das base de cálculo dos períodos lançados? Por todo o exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer o direito à semestralidade, para que o crédito tributário seja apurado segundo o determinado pela Lei Complementar no 7, de 1970, pela aplicação da alíquota de 0,75% ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária, até fevereiro de 1996, inclusive, e o resultado reduzido pelo valor dos pagamentos efetuados relativamente aos períodos de apuração respectivos. Sala das Sessões, em 29 de abril de 2010 Alexandre Kern Fl. 7DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/12/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 19404.000422/2003-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 1999
NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
OBSCURIDADE.
Verificada a existência de omissão, obscuridade ou de
contradição no acórdão embargado deve o mesmo ser acolhido para os fins de retificação e de esclarecimento da questão
suscitada.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROVIDOS - MANTIDA A DECISÃO.
Numero da decisão: 3201-000.218
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, retificou-se o Acórdão 303-35.372, de 21/05/2008 para dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Heroldes Bahr Neto
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 1999 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Verificada a existência de omissão, obscuridade ou de contradição no acórdão embargado deve o mesmo ser acolhido para os fins de retificação e de esclarecimento da questão suscitada. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROVIDOS - MANTIDA A DECISÃO.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-14T18:23:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-14T18:23:50Z; Last-Modified: 2010-01-14T18:23:50Z; dcterms:modified: 2010-01-14T18:23:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-14T18:23:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-14T18:23:50Z; meta:save-date: 2010-01-14T18:23:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-14T18:23:50Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-14T18:23:50Z; created: 2010-01-14T18:23:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-14T18:23:50Z; pdf:charsPerPage: 1274; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-14T18:23:50Z | Conteúdo => S3-C2T1 Fl. 95 MINISTÉRIO DA FAZENDA f4t.'??4 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS • TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 19404.000422/2003-11 Recurso n° 137.977 Voluntário Acórdão n° 3201-00.218 — 2 Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2009 Matéria DCTF Recorrente EMPRESA PÚBLICA DE VIGILÂNCIA E TRÂNSITO DE MACAÉ - GUARDA MUNICIPAL Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO/Ri ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 1999 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE.Verificada a existência de omissão, obscuridade ou de contradição no acórdão embargado deve o mesmo ser acolhido para os fins de retificação e de esclarecimento da questão suscitada. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROVIDOS - MANTIDA A DECISÃO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2a Câmara / i a Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, retificou-se o Acórdão 303-35372, de 21/05/2008 para dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. LUIS • ' CELO GUERRA DE CAST r O Presidente s , 44b, HEROLDES BAH ' NETO • Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os conselheiros Anelise Daudt Prieto, Irene Souza da Trindade Torres, Celso Lopes Pereira Neto, Nanci Gama, Vanessa Albuquerque Valente e Nilton Luiz Bartoli. Relatório Na sessão de 21 de maio de 2008 este processo entrou em pauta para julgamento do respectivo recurso voluntário, cujo resultado ensejou o Acórdão 303-35.372. Na oportunidade, após fazer um breve relato dos fatos e das razões recursais, o Colegiado deu provimento ao recurso, na forma do voto deste relator. Ocorre que por equívoco deixou de ser apreciada uma das duas condições que ensejam a dispensa de entrega de DCTF, qual seja, o fato da pessoa jurídica ser imune ou isenta. Nessas condições, a questão cinge-se ao fato de que não foi apresentado o motivo pelo qual se considerou preenchido o requisito de imunidade/isenção da pessoa jurídica em questão. Por essa razão, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou Embargos de Declaração em 03 de dezembro de 2008 (fls.86/92). Em 19 de dezembro de 2008, foi designado este relator para analisar os embargos, sendo-me encaminhados os presentes autos, em 22 de dezembro de 2008, conforme fls.93/94. É o relatório. 410 2X Processo ti° 19404.000422/2003-11 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.218 Fl. 96 Voto Conselheiro Heroldes Bahr Neto, Relator Preenchidos estão os requisitos ensej adores da admissibilidade deste recurso, razão pela qual deve ser ele conhecido. No presente caso, infere-se que a questão central diz respeito ao esclarecimento sobre o motivo pelo qual se considerou a Contribuinte imune/i isenta, situação, esta, que é uma das condições exigidas pelo art.3°, II da IN SRF n° 126/98, para que se possa considerar a pessoa jurídica dispensada da apresentação de DCTF. Primeiramente, cumpre ressaltar que, no presente caso, não se trata de discutir situação de isenção da pessoa jurídica, mas sim de imunidade. Mais especificamente a chamada imunidade recíproca, disposta no art.150, VI, "a" da Constituição Federal, que é aquela que proíbe que a União, Estados, DF e Municípios instituam iMpostos sobre o patrimônio, renda e serviços, uns dos outros, e abrange as atividades das próprias pessoas políticas de Direito Público.' Porém, essa imunidade não abrange apenas a Administração Pública Direta, sendo extensiva às autarquias e fundações mantidas pelo poder público, tendo em vista que praticam atos e procedimentos peculiares àquela, sendo consideradas, portanto, sua extensão (art.150, §2°, Constituição Federal). Nessa seara, correlacionando ao caso em tela, confoillie pode ser comprovado à f1.04, em que pese a Contribuinte, inicialmente, ser constituída como pessoa jurídica de direito privado, a mesma realiza a prestação de serviço público, conforme pode ser averiguado no art.3° da LC n'.007/98 (fl.04), bem como, tem como objetivo de sua criação, segundo o art.9° do mesmo dispositivo legal, o interesse público. Ademais, segundo o art.6° de citada LC, a contribuinte "agirá como concessionária de serviços públicos sendo declarada de utilidade pública, gozando seus bens, rendas e serviços, de imunidade de impostos...". (grifo nosso) Tanto é que, por desempenhar tais funções, de acordo com o documento de fls. 35, pode-se observar que a pessoa jurídica em questão foi transformada em uma autarquia. Dito isso, acerca da regulamentação da imunidade, discorre An.drei Pitten Velloso2 : "Em razão de as imunidades serem relevantes limitações constitucionais ao poder de tributar, sua regulamentação está sujeita à reserva de lei complementar, nos termos do art. 146, II, da CF (que dispõe caber a tal instrumento legislativo "regular as 1 Paulsen, Leandro. Impostos federais, estaduais e municipais/ Leandro Paulsen, José Eduare Soares de Me ,) 5 ed. rev. e atual. — Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2009, p.350. 2 htto ://www ca rtaforense co .br/Materia. as ox?id =3311. 3 limitações constitucionais ao poder de tributar"). Conscientes da firme jurisprudência do STF no sentido de somente haver tal reserva quando a Constituição expressamente qualifica a lei regulamentadora a ser editada como complementar, reputamos que a reserva se estende até mesmo aos preceitos imunizantes em que essa qualificação inexiste, como ocorre nos arts. 150, VI, c ("atendidos os requisitos da lei") e 195, ,ss' 70 ("entidades [..] que atendam às exigências estabelecidas em lei")." Assim, partindo-se do pressuposto acolhido pelo STF, qual seja, o de que a interpretação acerca de imunidade deve ser extensiva, conclui-se que, pelo exposto, a Contribuinte se encaixa na chamada imunidade recíproca, pois realiza a prestação de serviço público, tanto que passou a ter natureza de autarquia, e sua regulamentação se deu por Lei Complementar (fl.34). Ademais, mesmo que não fosse este o entendimento, ou seja, mesmo que se considerasse a Contribuinte como empresa pública (pessoa jurídica de direito privado), já assentou a Suprema Corte que a norma do art. 150, VI, "a", da Constituição Federal alcança as empresas públicas prestadoras de serviço público, como é o caso da recorrente, que não se confunde com as empresas públicas que exercem atividade econômica em sentido estrito. Com isso, impõe-se o reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a da Constituição Federal. Senão vejamos: " Imunidade recíproca. Art. 150, VI, "a", da Constituição Federal. Extensão. Empresa pública prestadora de serviço público. Precedentes da Suprema Corte. 1. Já assentou a Suprema Corte que a norma do art. 150, VI, "a", da Constituição Federal alcança as empresas públicas prestadoras de serviço público, como é o caso da autora, que não se confunde com as empresas públicas que exercem atividade econômica em sentido estrito. Com isso, impõe-se o reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a da Constituição Federal. 2. Ação cível originária julgada procedente." (ACO 959-Rio Grande do Norte. Rel. Min. Menezes Direito, julgamento: 17/03/2008). (grifo nosso) No mesmo sentido: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS AUTORIZADORES DA TUTELA. AÇÃO CAUTELAR SUBMETIDA A REFERENDO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, a, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Plausibilidade jurídica do pedido (fumus boni juris) diante do entendimento firmado por este Tribunal quando do julgamento do RE 407.099/RS, rel. Min. Carlos Velloso, ri Turma, DJ 06.8.2004, no sentido de que as empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado são abrangidas pela imunidade tributária reciproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. 2. Exigibilidade imediata do tributo ("-'\ questionado no feito originário, a caracterizar o risco de dano irreparável ou de dificil reparação (periculum in mora). 3. 40 Processo n° 19404.000422/2003-11 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.218 Fl. 97 Decisão cautelar referendada." (AC 1851 QO /RO — Rondônia, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento: 17/06/2008) (grifo nosso) Nessas condições, tendo em vista restar justificado o motivo (faltante no acórdão anterior) pelo qual se considerou a Contribuinte dispensada da entrega de DCTF, qual seja, o fato da mesma ser imune, DÁ-SE PROVIMENTO aos Embargos para corrigir a omissão e N.TIFICAR o acórdão anteriormente prolatae .. Sala das S4 i - s, em re 'unhe o e 2019 \, II $ n ‘ i \ ' EROL b : AHR , TO - R Ilator i • 1 1 i 1 1 •(-2'i, -
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Numero do processo: 10480.722462/2009-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.711
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência.
JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente.
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayerl, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayerl, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .7 22 46 2/ 20 09 -2 6 Fl. 1570DF CARF MF Impresso em 26/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10480.722462/200926 Resolução nº 3401000.711 S3C4T1 Fl. 1.571 2 Relatório Trata o presente processo de dois Autos de Infração lavrados contra a contribuinte em referência. Somados, os lançamentos totalizam R$ 18.188.918,33 devidos em IPI, sendo o primeiro de período de apuração de janeiro a setembro/2004 e o segundo pertinente ao período de apuração de outubro/2004 a dezembro/2006. A autuação se deu pela falta de destaque (ou de lançamento) do IPI nas notas fiscais de saídas de produtos industrializados pelo estabelecimento, por conta de erros na classificação fiscal e na alíquota do imposto. Foi identificada a aplicação de alíquotas em desconformidade com a legislação na saída de produtos fabricados pela contribuinte. Os produtos Bobina de/para PDV, Formulário Contínuo Personalizado Multivias, Formulário Contínuo Documento Fiscal e Formulário Contínuo Personalizado Simples, considerados pela autuada como sendo alíquota zero, após reclassificação fiscal, foram indicados pela fiscalização como sendo detentores da alíquota de 15% (classificação fiscal, respectivamente: 4816.20.00,4820.40.00 e 4820.90.00), o que caracterizou o cometimento de infração consubstanciada na falta de lançamento do imposto nas respectivas notas fiscais de saída. Constadas as irregularidades acima, a fiscalização reconstitui a escrita da contribuinte e lançou o valor do IPI resultante. Os Autos de Infração foram fundamentados nos arts. 15, 16, 17, 24, inciso II, 34, inciso II, 122, 123, inciso I, alínea “b” e inciso I, alínea “c”, 127, 130, 131, inciso II, 199, 200, inciso IV e 202, inciso III, do Decreto nº 4.544/02 (RIPI /2002). Consta ainda no relatório fiscal a informação de que a empresa autuada apresentou pedidos de ressarcimento/compensação de IPI, relativos a saldo credores acumulados em trimestrescalendários referentes ao período fiscalizado, tendo sido tais pedidos analisados no bojo dos correspondentes processos administrativos, junto aos quais poderá o interessado, caso julgue pertinente, apresentar manifestações de inconformidade contra as decisões exaradas. Em 30.11.2009, a contribuinte foi cientificada da autuação e, em 29.12.2009, protocolou impugnação, alegando, em síntese: Com fundamento no §4º do art. 150 do CTN, os lançamentos anteriores a 30.11.2004 foram atingidos pela decadência. A requerente é uma empresa prestadora de serviços, logo o lançamento de IPI não deve prosperar. Questiona a classificação fiscal indicada pela fiscalização, argumentado que os impressos que produz não possuem caráter acessório, visto que a impressão de logomarcas, timbres, nomes e brasões, não pode ser considerada apenas uma atividade acessória, pois seria a própria essência dos documentos produzidos. Nessa linha, aduz que sua principal atividade consiste em transformar bobinas de papel em determinados impressos previamente encomendados e que são submetidos a um processo de personalização. Fl. 1571DF CARF MF Impresso em 26/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10480.722462/200926 Resolução nº 3401000.711 S3C4T1 Fl. 1.572 3 A impressão de documentos fiscais depende de autorização estatal e, por isso a atividade gráfica desenvolvida por ele não pode ser considerada meramente acessória. A tese da fiscalização é esdrúxula ao tentar equiparar uma nota fiscal a uma agenda e, com isso, desqualificar a atividade gráfica realizada e, consequentemente, inserir seus produtos no capítulo 48 da TIPI, retirandoos assim do capítulo 49 da mencionada tabela, que indica uma alíquota de 0%. Apresenta abordagem a respeito do princípio constitucional da seletividade em razão da essencialidade, no sentido de defender que os produtos que fornece estão presentes nas mais diversas atividades comerciais, de forma que seria absurda a tentativa do fisco de majorar a alíquota do imposto a ser aplicada. Destaca que o TRF3 já afastou a possibilidade de que o Fisco, ao se deparar com produtos que possam se enquadrar em mais de uma posição, busque impor àquela alíquota mais alta. Questiona a reclassificação feita pelo fisco dos produtos em discussão, de modo. Argumenta que a multa de ofício aplicada é exorbitante, confiscatória e atinge frontalmente a sua capacidade contributiva, desrespeitando o princípio de proporcionalidade. Não tendo se configurado a ocorrência de dolo ou má fé, a aplicação de multa de 75% demonstraria ter havido desvio na finalidade da sanção, a qual, segundo expõe, deveria possuir um caráter educacional e não exclusivamente punitivo e arrecadatório. Requereu, por fim, o acatamento da preliminar argüida, o reconhecimento da não incidência do IPI sobre os seus produtos e da classificação fiscal por ela adotada, a redução da multa de ofício e a realização da perícia técnica com vistas a assegurar a correta aplicação da classificação fiscal. Em, 29.11.2011, a 6ª Turma da DRJ/REC julgou a impugnação improcedente, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006 IPI. SERVIÇOS GRÁFICOS. ISS. Os serviços de composição e impressão gráficas abrangidos no art. 8º, §1º, do Dl 406/68, estão sujeitos à incidência do ISS municipal, mas também do IPI federal. A incidência do ISS não exclui a do IPI, desde que as operações realizadas se caracterizem dentre as modalidades de industrialização previstas no Decreto nº 4.544, de 2002 (RIPI/2002). A partir da vigência da CF/88, a Súmula STJ 156 serve tão somente para dirimir eventual conflito de competência entre municípios e estados, isto é, resolve conflitos acerca da incidência de ISS ou ICMS. IPI. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Os produtos “formulários cont personalizados multivias”, “formulários contínuos documento fiscal” e “formulários contínuos personalizados simples” classificamse na posição 4820 da TIPI com alíquota de 15%. Fl. 1572DF CARF MF Impresso em 26/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10480.722462/200926 Resolução nº 3401000.711 S3C4T1 Fl. 1.573 4 O produto “bobina de/para PDV” classificase no código 4816.20.00 da TIPI, sujeita ao IPI, à alíquota de 15%. MULTA DE OFÍCIO. Verificada a falta ou insuficiência de lançamento do imposto nas saídas do produto do estabelecimento industrial, aplicase a penalidade pecuniária cominada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006 PERÍCIA. REQUISITOS. Considerase não formulado o pedido de perícia que deixe de atender os requisitos legais. MULTA RELATIVA AO IPI NÃO LANÇADO COM COBERTURA DE CRÉDITO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. A contribuinte foi cientificada da decisão, porém não consta nos autos desse processo a data de ciência do acórdão. Sendo assim, não é possível verificara a tempestividade do Recurso Voluntário protocolado pela interessada. Na peça, a requerente argumenta, em linhas gerais, que: Decorridos cinco anos do fato gerador do IPI, resta esgotado o prazo da Receita Federal exercer o seu direito de lançamento, sendo incabível, portanto, quaisquer exigências de pagamento de suposto IPI não destacado e multas relativas ao período anterior a 30.11.2004. Segundo a NESH (Notas Explicativas do Sistema Harmonizado) , a posição 4820 destinase a formulários e outras obras de papel sem impressos ou, quando com impressos, apenas e tão somente quando tais impressos tenham caráter acessórios relativamente à sua utilização. Nos documentos emitidos pela Recorrente, tais como documentos fiscais, notas fiscais fatura, duplicatas, outros impressos produzidos em formulário contínuo utilizando papel autocopiativo e produtos denominados “folha solta”, os impressos são de importância absoluta. A atividade desenvolvida pela contribuinte não se resume meramente à impressão do documento, mas sim em todo o preparo de grandes bobinas de papel para que venham a ser impressas; A personalização do documento não se refere “apenas” à impressão da logomarca e símbolos de clientes da Recorrente, mas à própria estrutura do documento, ou seja, o tipo impresso que será produzido. O fato de o documento possuir campos a serem preenchidos não retira do impresso personalizado a sua característica de composição gráfica, classificada na posição 4911. A contribuinte repisa os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade e, por fim, requer: Fl. 1573DF CARF MF Impresso em 26/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10480.722462/200926 Resolução nº 3401000.711 S3C4T1 Fl. 1.574 5 Que seja acatada a preliminar argüida, reconhecendose a decadência do suposto IPI não destacado relativo ao período anterior a 30.11.2004; Que sejam reconhecidas as classificações fiscais apontadas e utilizadas pela contribuinte, relativas aos produtos bobina de/para PDV, formulário contínuo documento fiscal e formulário contínuo personalizado simples, cancelandose o Auto de infração lavrado, dando se integral provimento ao presente Recurso. Que as intimações relativas à presente defesa sejam realizadas também em nome dos advogados signatários desta petição. É o Relatório. Fl. 1574DF CARF MF Impresso em 26/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10480.722462/200926 Resolução nº 3401000.711 S3C4T1 Fl. 1.575 6 Voto Fernando Marques Cleto Duarte – Relator. De imediato, cumpre a esta relatoria analisar os pressupostos de admissibilidade do Recurso Voluntário. Não sendo todos eles preenchidos, devese investigar o porquê do não atendimento daqueles requisitos. No caso em tela, temse o enquadramento dos requisitos formais da “petitio” recursal feita pela contribuinte, contudo, mesma sorte não há quando conferida a tempestividade do recurso. Senão vejamos. Em sede recursal, suscita a contribuinte “da tempestividade do recurso” (fls. 1507/1508), conforme abaixo transcrito: “Ab initio, cabe registrar a tempestividade do presente recurso voluntário. No dia 31 de janeiro de 2012, foi a hora Recorrente intimada do Acórdão ora guerreado, iniciandose, portanto, o prazo de 30 dias para a apresentação do presente recurso. Portanto, sendo devidamente protocolado durante o interregno previsto para tanto, resta comprovada a tempestividade do recurso voluntário em análise” Conquanto haja a alegação de tempestividade, esta relatoria não consegue auferir se é ou não tempestivo o Recurso protocolado em 27.2.2012, já que não há acostado aos autos qualquer documento (AR) que comprove ter sido a ora recorrente intimada aos 31 de janeiro de 2012. Desta forma, por carência de elementos cognitivos nos autos, voto por transformar o presente recurso em diligência, remetendo, pois, os autos ao juízo “a quo”, para que este se pronuncie acerca da intimação da ora recorrente e, assim, possase afirmar ou não a tempestividade do Recurso Voluntário apresentado a esta Turma Julgadora. Após a diligência, cientifiquese a contribuinte do resultado para, caso queira, manifestarse no prazo de trinta dias. Fernando Marques Cleto Duarte Fl. 1575DF CARF MF Impresso em 26/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 10830.000706/2007-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE.
O direito à dedução de despesas é condicionado a comprovação da
efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes
pagamentos. Cabe ao contribuinte, mediante apresentação de meios probatórios consistentes, comprovar a efetividade da despesa médica para afastar a glosa.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2101-001.453
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar
provimento ao recurso.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
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ONUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. O direito à dedução de despesas é condicionado a comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes pagamentos. Cabe ao contribuinte, mediante apresentação de meios probatórios consistentes, comprovar a efetividade da despesa médica para afastar a glosa. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 (assinado digitalmente) ___________________________________ Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luis Eduardo de Oliveira Santos, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Célia Maria de Souza Murphy, Gonçalo Bonet Allage, Alexandre Naoki Nishioka. RELATÓRIO AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado Auto de Infração de fls. 28 a 33, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2002, para lançar exigência de Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar, no valor de R$6.109,09, multa de oficio de R$ 4.581,81 e juros de mora de R$ 3.636,74. Conforme relatado pela fiscalização na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (As fls. 28 / 29), o imposto suplementar lançado por meio do Auto de Infração em tela tem por base alterações nos valores informados na Declaração de Ajuste Anual do anocalendário 2002, Exercício 2003, decorrente de glosa de deduções indevidas a titulo de despesas médicas por falta de comprovação. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 1), acatada como tempestiva, requerendo o cancelamento do Auto de Infração em tela, alegando serem indevidas as glosas de valores referentes despesas médicas e odontológicas efetuadas pela fiscalização, fundamentando sua impugnação com cópias de recibos emitidos pelos prestadores de serviços Srs. Regina H. Ogata e Daniel Janczuk, bem como Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte — ano base 2002 — emitido por UNIMED Campinas — CNPJ: 46.124.624/000111. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Fl. 92DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10830.000706/200737 Acórdão n.º 2101001.453 S2C1T1 Fl. 2 3 A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou improcedente a impugnação, em julgamento consubstanciado na seguinte ementa (fls. 47 a 51): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. ONUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. O direito à dedução de despesas é condicionado a comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes pagamentos. Cabe ao contribuinte, mediante apresentação de meios probatórios consistentes, comprovar a efetividade da despesa médica para afastar a glosa. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O julgador de 1a instância entendeu que a notificada não comprovou as despesas relativas aos serviços objeto de glosa, e votou pela improcedência da impugnação com a manutenção integral do crédito tributário exigido. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 12/11/2009 (fl. 54), o Recorrente apresentou, em 09/12/2009, o recurso de fls. 47 a 51. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 85, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o relatório. VOTO Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Relator. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte apresentou a declaração de ajuste de ajuste do exercício de 2002, com irregularidades, e foi autuada sofrendo glosas relativas às despesas médicas. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 O julgador a quo manteve glosas relativas às despesas entendidas como não comprovadas. No voluntário, o recorrente apresentou comprovantes da execução dos serviços, bem como declaração dos profissionais que executaram tais serviços, além de radiografias, conforme se vê nas folhas 66, 67, 69 e 71. Para fazer jus a deduções na Declaração de Ajuste Anual, tornase indispensável que o contribuinte observe todos os requisitos legais, sob pena de ter os valores pleiteados glosados. Afinal, todas as deduções, inclusive as despesas odontológicas, por dizerem respeito à base de cálculo do imposto, estão sob reserva de lei em sentido formal, por força do disposto na Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), art. 97, inciso IV. Por oportuno, confirase o estabelecido na Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, a propósito de dedução de despesas médicas: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Por sua vez, o Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, art. 73, dispõe: Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). Verificase, portanto, que a dedução de despesas médicas na declaração do contribuinte está, sim, condicionada ao preenchimento de alguns requisitos legais. Observese que a dedução exige a efetiva prestação do serviço, tendo como beneficiário o declarante ou seu dependente, e que o pagamento tenha se realizado pelo próprio contribuinte. Assim, havendo qualquer dúvida em um desses requisitos, é direito e dever da Fiscalização exigir Fl. 94DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10830.000706/200737 Acórdão n.º 2101001.453 S2C1T1 Fl. 3 5 provas adicionais da efetividade do serviço, do beneficiário deste e do pagamento efetuado. E é dever do contribuinte apresentar comprovação ou justificação idônea, sob pena de ter suas deduções não admitidas pela autoridade fiscal. Com a apresentação de documentos da prestação dos serviços (recibos), o contribuinte produz a comprovação exigida, confirmandose a regularidade das despesas dedutíveis concernentes às glosas, superando o óbice à dedução. Sobre a questão vejamse as ementas dos seguintes acórdãos exarados por este Conselho: Acórdão nº : 10248789 DESPESAS MÉDICAS RECIBOS REQUISITOS ESSENCIAIS Quanto aos requisitos essenciais que devem constar do recibo, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda, o valor, a natureza da prestação dos serviços, o nome de quem pagou e a assinatura identificando quem recebeu são pressupostos essenciais à sua validade. O endereço, o CPF do profissional e a identificação do beneficiário dos serviços, caso ausentes, podem ser completados, posteriormente, pelo tomador dos serviços, adotandose procedimento semelhante ao do pagamento com cheque nominal. Acórdão nº : 10616.890 DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO DAS DESPESAS COM RECIBOS ACOSTADOS AOS AUTOS FISCALIZAÇÃO NÃO LOGROU INFORMAR A HIGIDEZ DOS RECIBOS CABIMENTO DA DEDUÇÃO O único óbice aventado pela fiscalização para rejeitar os recibos das despesas médicas foi a ausência do número de inscrição do profissional emitente no seu órgão de classe. Na via recursal, o recorrente trouxe recibo emitido em ano precedente com o número de inscrição referido. Superado o óbice, é de se deferir a dedução das despesas médicas na declaração de renda do recorrente. Diante do exposto, e em razão do conjunto probatório apresentado pela Impugnante, voto por dar provimento ao recurso voluntário para restabelecer as deduções de despesas médicas glosadas no valor de R$ 16.080,00. (assinado digitalmente) Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relatório Fl. 95DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 Voto Fl. 96DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/06/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10384.720363/2011-12
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008 OMISSÃO DE RECEITA. RECEITAS DE VENDAS DE MERCADORIAS. DIFERENÇA APURADA PELO CONFRONTO ENTRE A RECEITA ESCRITURADA NOS REGISTROS CONTÁBEIS COM A RECEITA DECLARADA NAS OBRIGAÇÕES FISCAIS. Caracterizam-se como omissão de receitas as vendas de mercadorias registradas no Livro Diário (escrituração contábil), Mas não oferecidas a tributação, quando da apresentação da DIPJ/2009, constando declaração de base de cálculo do IRPJ e da CSLL em valores menores do que aqueles constantes de sua escrituração comercial.
Numero da decisão: 1802-001.262
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008 OMISSÃO DE RECEITA. RECEITAS DE VENDAS DE MERCADORIAS. DIFERENÇA APURADA PELO CONFRONTO ENTRE A RECEITA ESCRITURADA NOS REGISTROS CONTÁBEIS COM A RECEITA DECLARADA NAS OBRIGAÇÕES FISCAIS. Caracterizam-se como omissão de receitas as vendas de mercadorias registradas no Livro Diário (escrituração contábil), Mas não oferecidas a tributação, quando da apresentação da DIPJ/2009, constando declaração de base de cálculo do IRPJ e da CSLL em valores menores do que aqueles constantes de sua escrituração comercial.
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RECEITAS DE VENDAS DE MERCADORIAS. DIFERENÇA APURADA PELO CONFRONTO ENTRE A RECEITA ESCRITURADA NOS REGISTROS CONTÁBEIS COM A RECEITA DECLARADA NAS OBRIGAÇÕES FISCAIS. Caracterizamse como omissão de receitas as vendas de mercadorias registradas no Livro Diário (escrituração contábil), Mas não oferecidas a tributação, quando da apresentação da DIPJ/2009, constando declaração de base de cálculo do IRPJ e da CSLL em valores menores do que aqueles constantes de sua escrituração comercial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 118DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 119 2 (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 120 3 Relatório Tratase de recurso interposto contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza – CE DRJFOR que decidiu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido. Para descrever os fatos, e, também, por economia processual, transcrevemos, a seguir, o relatório constante do Acórdão citado, verbis: “Tratase de Auto de Infração correspondente a fato gerador ocorrido no ano calendário 2008, exercício 2009, por meio do qual foi exigido Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor de R$ 173.927,71 (cento e setenta e três mil, novecentos e vinte sete reais e setenta e um centavos) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no montante de R$ 104.329,99 (cento e quatro mil, trezentos e vinte nove reais e noventa e nove centavos). A ação fiscal, determinada pelo Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) de nº 0330100/00085/11, iniciouse com a emissão de Termo de Início de Fiscalização, fl. 20, documento em que o sujeito passivo, submetido à tributação pelo Lucro Presumido, foi instado a apresentar os Livros Caixa ou Diário/Razão, o Livro de Registro de Entradas e os Livros de Saídas, de Apuração do ICMS e de Registro de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências. A intimação fiscal alcançou ainda a apresentação do Contrato Social e alterações posteriores, os comprovantes de entrega das DCTF e o documentário concernente às receitas, aos custos e às despesas, inclusive a totalidade das Notas Fiscais de saídas de mercadorias. Foi estabelecido prazo de cinco dias para o atendimento da demanda. A ciência desse documento inaugural, por via postal, deuse no dia 05/04/2011, fl. 21. Em resposta datada de 06/04/2011, fl. 22, a intimada solicitou 30 (trinta) dias adicionais para a apresentação da documentação. Em resposta, a autoridade lançadora determinou o dia 15/04/2011, como termo final do prazo estabelecido. Conforme consta dos autos, foram disponibilizados à fiscalização o Livro Diário, o Livro Razão, cópias das DCTF e cópia da DIPJ/2009, fls. 35/67. A partir da análise da documentação apresentada, foi elaborado Termo de Solicitação de Esclarecimentos, fl. 68, cientificado pelo representante legal da pessoa jurídica no dia 12/05/2001. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 121 4 Nesse documento foi constatada a apuração de significativas diferenças entre as receitas escrituradas nos livros contábeis e aquelas declaradas pela apresentação da DIPJ/2009, ficando a pessoa jurídica intimada a justificar a causa dessa distorção, observado o prazo de cinco dias, sob pena de lançamento fiscal. Em documento recepcionado na repartição fiscal no dia 19/05/2011, a impugnante afirmou que “o valor das receitas declaradas, foram informadas com base dos pagamentos efetuados, conforme faz prova os DARFs (anexos)”. No dia 23/05/2001 foram lavrados Autos de Infração relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), fls. 03/10, e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), fls. 11/16, face às diferenças detectadas entre as receitas escrituradas e aquelas oferecidas à tributação na DIPJ/2009. A ciência do lançamento, por via postal, se efetivou em 29/05/2011, fl. 76. Em 10/06/2011 o sujeito passivo impugnou o lançamento, fls. 80/88, sob o seguinte fundamento: “A impugnante não pode concordar com o auto de infração em tela, pois, os valores referentes ao IRPJ e a CSLL, apurados, foram devidamente recolhidos, conforme DARFs anexos”. Diante do exposto o contribuinte impugnante requer a esse ilustre Delegado a IMPROCEDÊNCIA do auto de infração em tela. É o que se tem a relatar.” A 3˚ Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza – CE DRJFOR, indeferiu a Impugnação da ora Recorrente através do Acórdão n° 08 21.910 de 06 de outubro de 2011, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ. Ano calendário: 2008 OMISSÃO DE RECEITA. RECEITAS DE VENDAS DE MERCADORIAS. DIFERENÇA APURADA PELO COTEJAMENTO ENTRE A RECEITA ESCRITURADA E A DECLARADA. Caracterizamse como omissão de receitas as vendas de mercadorias registradas nos Livros Diário / Razão oferecidas à tributação, quando da apresentação da DIPJ/2009, em valores menores do que aqueles constantes de sua escrituração comercial”. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 122 5 Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário no qual aduziu; pela desconstituição do crédito tributário com base no princípio da verdade material e da legalidade, sem apresentar qualquer outro argumento ou prova para basear a interposição do Recurso Voluntário. É o relatório, passo a decidir. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 123 6 Voto Conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Tratase o presente processo de Autos de Infração relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), face às diferenças detectadas entre as receitas escrituradas e aquelas oferecidas à tributação na DIPJ/2009. Inconformada com a decisão proferida pela Delegacia de Julgamento, a recorrente interpôs Recurso Voluntario no qual, quanto ao mérito, apenas relata que a constituição do crédito tributário estaria contrariando o princípio da legalidade, além de afrontar o princípio da verdade material, sem apresentar qualquer fato ou argumento que justificasse sua afirmação. Quando analisamos o Auto de Infração lavrado pela autoridade fiscal, constatamos que esta efetuou uma busca nos livros contábeis da Recorrente, de onde constatou a existência de divergência, entre o saldo contábil ali escriturado com a base de cálculo declarada junto a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – DIPJ de 2009, referente ao ano calendário de 2008. Diante deste fato, a autoridade fiscal, procedeu à inclusão dos saldos referente à receita com revenda de mercadorias à base de cálculo dos tributos. Cumpre salientar neste ponto, que as referidas inclusões processaramse respeitando a margem de presunção descrita na legislação fiscal para cada tributo, IRPJ e CSLL. Constatei que a lavratura do Auto de Infração foi totalmente embasado nos preceitos da legislação fiscal, como foi confirmado no Acórdão proferido pela autoridade responsável pelo julgamento do presente processo no âmbito da Delegacia Regional de Julgamento de Fortaleza, que manteve o crédito tributário por entender que o procedimento adotado pela autoridade responsável pela Autuação Fiscal se encontrava em perfeita adequação com os preceitos legais. Ao elaborar sua defesa, a Recorrente não o instruiu com provas ou argumentos que justificassem a não inclusão das receitas de revendas de mercadoria a base de cálculo dos tributos. Sendo assim, diante do arcabouço legal apresentado pela autoridade lançadora, confirmado pelo julgador da Delegacia Regional, considero que o Auto de Infração, e a consequente constituição do crédito tributário, não padecem de vício de legalidade. Outro princípio suscitado pela recorrente, foi o principio da busca pela verdade material, mas, neste ponto questionome qual seria o entendimento da recorrente sobre aplicabilidade deste princípio ao caso em tela. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 124 7 Como se extrai do Auto de Infração, a verdade material do processo está sendo comprovada pelas provas e argumentos apresentados pela Autoridade Fiscal, pois até o presente momento processual a Recorrente não apresentou qualquer prova ou argumento que pudessem afastar a alegação da autoridade lançadora. Ou seja, a Recorrente sequer enfrentou, ainda que indiretamente, a questão das diferenças apontadas pela fiscalização no que tange aos valores informados ao fisco na DIPJ, dos constantes de seus livros contábeis escriturados, limitandose apenas argumentar levianamente ofensas ao princípio da legalidade e da verdade material. Conforme leciona o Professor Sergio André Rocha, a busca pela Verdade Material, corolário do processo administrativo fiscal, evidencia a necessidade de se averiguar as provas existentes para se concluir, com a máxima clareza, pela liquidez do crédito tributário constituído, conforme o trecho abaixo transcrito: “Dessa forma, o princípio da verdade material, corolário da própria imposição da legalidade dos atos administrativos, determina uma tripla exigência; a) que se demonstre, com maior grau de verossimilhança possível, a veracidade dos fatos alegados no âmbito do processo; b) limitandose as situações em que se presume a ocorrência dos fatos relevantes; c) sendo deferido às partes o direito de produzir as provas necessárias para bem demonstrar a procedência de suas alegações.” (Rocha, Sergio André, 1977 – Processo administrativo fiscal: controle administrativo do lançamento tributário, pag. 174 – 175 4˚. Ed. – Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010). Sendo assim, ante a inexistência de qualquer prova ou alegação da Recorrente demonstrando a ilegalidade ou o equívoco do lançamento, mantenho o crédito tributário exigido. Diante de todo o exposto, voto no sentido de REJEITAR as preliminares e, no mérito NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pela Recorrente, mantendose a decisão da DRJ/FOR pelos seus próprios termos. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Fl. 124DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA Processo nº 10384.720363/201112 Acórdão n.º 180201.262 S1TE02 Fl. 125 8 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 03 /07/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 07/07/2012 por ESTER MARQUES LIN S DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 18108.000964/2007-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 30/11/2006
EMBARGOS. CONTRADIÇÃO.
A contradição entre o acórdão e o texto da ementa deve ser sanado para
melhor compreensão do entendimento da turma, o que contribui para a
segurança jurídica e ampla defesa das partes.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2402-002.597
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os
embargos opostos para re-ratificar
o acórdão embargado nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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CONTRADIÇÃO. A contradição entre o acórdão e o texto da ementa deve ser sanado para melhor compreensão do entendimento da turma, o que contribui para a segurança jurídica e ampla defesa das partes. Embargos Acolhidos. Fl. 580DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos opostos para reratificar o acórdão embargado nos termos do voto do relator. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Jhonatas Ribeiro da Silva e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 581DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18108.000964/200708 Acórdão n.º 2402002.597 S2C4T2 Fl. 581 3 Relatório Tratamse de Embargos de Declaração com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno do CARF, opostos pela Fazenda Nacional contra acórdão desta turma: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Alega o embargante que a parte dispositiva do acórdão é no sentido de negar provimento ao recurso voluntário enquanto a ementa informa a procedência parcial. É o Relatório. Fl. 582DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Comprovado nos autos o cumprimento dos pressupostos de admissibilidade do recurso, passo ao seu exame. De fato assiste razão à embargante. Assim está redigida a ementa do acórdão embargado: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 30/11/2006 IMUNIDADE. A lei complementar só é exigível quando a Constituição expressamente a determina. Os requisitos para o gozo da imunidade prevista no §7° do artigo 195 da Constituição Federal estão previstos no art. 55 da Lei 8.212/91. Por se norma especial, prevalece sobre o art. 14 do CTN. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. CORESPONSABILIDADE DOS REPRESENTANTES LEGAIS. Com a revogação do artigo 13 da Lei no 8.620/93 pelo artigo 79, inciso VII da Lei n° 11.941/09, a “Relação de CoResponsáveis– CORESP” passou a ter a finalidade de apenas identificar os representantes legais da empresa e respectivo período de gestão sem, por si só, atribuirlhes responsabilidade solidária ou subsidiária pelo crédito constituído. JUROS DE MORA. SELIC. APLICAÇÃO. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC. MULTA DE MORA. Aplicase aos processos de lançamento fiscal dos fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449 e declarados em GFIP o artigo 106, inciso II, alínea "c" do CTN para que as multas de Fl. 583DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18108.000964/200708 Acórdão n.º 2402002.597 S2C4T2 Fl. 582 5 mora sejam adequadas às regras do artigo 61 da Lei nº 9.430/96. No caso da falta de declaração, a multa aplicável é a prevista no artigo 35 da Lei nº 8.212, de 24/07/91, nos percentuais vigentes à época de ocorrência dos fatos geradores. INCONSTITUCIONALIDADE. É vedado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar dispositivo de lei vigente sob fundamento de inconstitucionalidade. Recurso Voluntário Provido em Parte Enquanto na conclusão do voto vencedor todas as alegações preliminares e de mérito foram rejeitadas, tendo assim concluído por negar provimento ao recurso voluntário: No mais, a regra no artigo 26A do Decreto n° 70.235/72 restringe a atuação do órgão administrativo no sentido de afastar dispositivo legal vigente: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Por tudo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes O saneamento do acórdão tem por finalidade a melhor compreensão do entendimento da turma, o que contribui para a segurança jurídica e ampla defesa das partes e pode ser promovida por embargos de declaração ou mesmo de ofício. Assim, voto pelo acolhimento dos embargos opostos. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 584DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Fl. 585DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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