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Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010
RESSARCIMENTO. GLOSA DE CRÉDITO. EMPRESA EMITENTE DA NOTA FISCAL BAIXADA POR INCORPORAÇÃO. EMISSÃO DA NOTA FISCAL POSTERIORMENTE AO PROCESSAMENTO DA BAIXA NOS SISTEMAS DE CADASTRO DO CNPJ NA RECEITA FEDERAL.
As aquisições de insumos de estabelecimento em situação de CNPJ cancelado/baixado não ensejam direito à fruição de crédito do IPI.
EMPRESA EMITENTE DA NOTA FISCAL OPTANTE PELO SIMPLES.
Mantém-se a glosa de crédito do IPI cujo CNPJ emitente da nota fiscal consta dos sistemas da RFB como optante pelo Simples, uma vez que tais aquisições não ensejam direito à fruição de crédito do IPI por expressa vedação legal (§ 5º do art. 5º da Lei nº 9.317, de 1996, regulamentado pelo art. 166 do RIPI/2002).

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.

Assinado Digitalmente
Neiva Aparecida Baylon – Relator

Assinado Digitalmente
Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao – Presidente

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros  Gisela Pimenta Gadelha, Keli Campos de Lima, Luiz Carlos de Barros Pereira, Neiva Aparecida Baylon, Renan Gomes Rego (substituto[a]integral), Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  10920.905623/2011-11  

ACÓRDÃO 3002-003.575 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA    

SESSÃO DE 20 de fevereiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE MOVEIS RUDNICK S A 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI 

Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010 

RESSARCIMENTO. GLOSA DE CRÉDITO. EMPRESA EMITENTE DA NOTA 

FISCAL BAIXADA POR INCORPORAÇÃO. EMISSÃO DA NOTA FISCAL 

POSTERIORMENTE AO PROCESSAMENTO DA BAIXA NOS SISTEMAS DE 

CADASTRO DO CNPJ NA RECEITA FEDERAL.  

As aquisições de insumos de estabelecimento em situação de CNPJ 

cancelado/baixado não ensejam direito à fruição de crédito do IPI. 

EMPRESA EMITENTE DA NOTA FISCAL OPTANTE PELO SIMPLES.  

Mantém-se a glosa de crédito do IPI cujo CNPJ emitente da nota fiscal 

consta dos sistemas da RFB como optante pelo Simples, uma vez que tais 

aquisições não ensejam direito à fruição de crédito do IPI por expressa 

vedação legal (§ 5º do art. 5º da Lei nº 9.317, de 1996, regulamentado pelo 

art. 166 do RIPI/2002).  

 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Neiva Aparecida Baylon – Relator 

 

Fl. 449DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  3002-003.575 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  10920.905623/2011-11 

 2 

Assinado Digitalmente 

Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao – Presidente 

 

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros  Gisela Pimenta Gadelha, Keli 

Campos de Lima, Luiz Carlos de Barros Pereira, Neiva Aparecida Baylon, Renan Gomes Rego 

(substituto[a]integral), Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao (Presidente). 

 
 

RELATÓRIO 

Para fins de economia processual adoto o relatório da decisão recorrida a fim de 

elucidar os fatos que motivaram a autuação, vejamos:  

O contribuinte ora interessado transmitiu o pedido eletrônico de ressarcimento 

(PER) nº 24946.83392.251010.1.1.01-6568, atinente ao saldo credor do IPI 

apurado ao final do 3º trimestre calendário de 2010. 

Vinculado ao PER acima, ou seja, tendo como lastro creditório o aludido pleito de 

ressarcimento, o contribuinte interessado transmitiu declarações eletrônicas de 

compensação (DCOMPs) de débitos próprios. 

A análise do direito creditório objeto do PER – e da respectiva compensação 

declarada na DCOMP – deu-se por via eletrônica, por meio do sistema SCC1 da 

Receita Federal do Brasil, tendo sido proferido o despacho decisório nº 

948148328 (fl. 358),  1 SCC - Sistema de Controle de Créditos e Compensação - 

que analisa o direito creditório pleiteado em ressarcimento (PER) e operacionaliza 

as compensações declaradas em DCOMP. 

Original Processo 10920.905623/2011-11 Acórdão n.º 09-55.780 DRJ/JFA Fls. 404 

3 que reconheceu parcialmente do direito creditório e, assim, indeferiu em parte 

o ressarcimento pleiteado e homologou, também em parte, as compensações 

declaradas, conforme abaixo. 

“Analisadas as informações prestadas no PER/DCOMP e período de apuração 

acima identificados, constatou-se o seguinte: 

- Valor do crédito solicitado/utilizado: R$97.230,59 - Valor do crédito 

reconhecido: R$86.719,52 O valor do crédito reconhecido foi inferior ao 

solicitado/utilizado em razão do(s) 

seguinte(s) motivo(s): 

- Ocorrência de glosa de créditos considerados indevidos. 

- Constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor 

pleiteado. 

Fl. 450DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  3002-003.575 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  10920.905623/2011-11 

 3 

O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos 

informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: 

HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP 

03834.57318.251010.1.3.01-0035 NÃO HOMOLOGO a compensação declarada 

no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: 

37522.56510.280311.1.7.01-1312 Não há valor a ser restituído/ressarcido para 

o(s) pedido(s) de restituição/ressarcimento apresentado(s) no(s) PER/DCOMP: 

24946.83392.251010.1.1.01-6568” Os detalhamentos relativos ao direito 

creditório reconhecido no despacho decisório acima se encontram nas fls. 

359/361. 

Cientificada do despacho decisório pela via postal em 16/08/2011 (fl. 386), a 

interessada manifestou sua inconformidade de fls. 362/366, datada de 

30/08/2011 e instruída pelos elementos de fls. 367/398, alegando, 

essencialmente, que: 

- reconhecia ter pedido indevidamente créditos que totalizavam R$1.006,24, 

correspondentes ao i) CNPJ 02.473.058/0002-69, no valor de R$30,75; ii) CNPJ 

62.035.928/0001-69, no valor de R$959,20 e iii) CNPJ 07.337.375/0003-52, no 

valor de R$16,29. Informou que tais valores já haviam sido recolhidos com os 

acréscimos legais em Darfs, totalizando R$1.310,39; - a manifestação de 

inconformidade atinha-se ao pleito de reconhecimento de crédito do IPI no total 

de R$9.504,83 sob as seguintes razões: 

"a) Com relação ao CNPJ 01.486.412/0001-46, cabe esclarecer que o mesmo foi 

baixado em razão da incorporação da empresa titular desse pela empresa inscrita 

no CNPJ sob o nº 76.518.836/0021-98, esta empresa incorporadora não inutilizou 

os blocos de NFs da empresa incorporada; tão somente fez menção no corpo da 

NF 'novo CNPJ' sendo que ao se proceder o lançamento da NF nos registros 

fiscais, lançou-se ERRONEAMENTE essa operação no CNPJ antigo, cancelado. 

b) Nos demais CNPJs lançados no CFOP 1.949 e 2.949, o fisco glosou crédito por 

serem empresas optantes pelo simples nacional; porém, trata-se de clientes da 

Recorrente em que esta enviou peça para conserto/troca, mas o cliente devolveu 

a peça defeituosa substituída, peça esta reaproveitada no processo industrial; isto 

motivou o crédito dos impostos. Nessas condições a Recorrente aproveitou o 

crédito do imposto pago pela Recorrente em operação anterior, naquela em que 

o cliente efetuou a devolução da peça, nos mesmos moldes das operações usuais 

de devolução de vendas, não ferindo o principio da não cumulatividade. Ainda 

com referência ao CFOP 1.912 trata-se também de Original Processo 

10920.905623/2011-11 Acórdão n.º 09-55.780 DRJ/JFA Fls. 405 4 devolução de 

produto enviado para demonstração onde erroneamente foi informado o CFOP 

1.912 quando deveria ser 1.913 Retorno de demonstração, sendo que o 

embasamento legal para os créditos dos impostos também é o princípio da não-

cumulatividade devido aos móveis retornarem para saída posterior. 

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 4 

c) Quanto aos CNPJs não cadastrados no CFOP 3.101 trata-se de importação de 

matéria-prima, conforme as cópias das NFs anexas - o número informado como 

CNPJ é o número de controle interno no sistema da Recorrente - pois a empresa 

fornecedora, localizada fora do Brasil, não possui estabelecimento, portanto, 

também não tem qualquer inscrição perante órgãos governamentais em nosso 

país. Independente deste aspecto inerente a registro cadastral, à Recorrente é 

lícito manter o crédito dos impostos pagos no processo de importação, como de 

fato procedeu em seu pedido." Ao final, solicitou o acolhimento da sua peça de 

inconformidade, com o reconhecimento do direito creditório no valor de 

R$9.504,83 e a homologação respectiva. 

É o relatório. 
 

VOTO 

 

Conselheira Neiva Aparecida Baylon, Relatora. 

Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais pressupostos de 

admissibilidade, portanto deve ser admitido. 

Trata-se de recurso voluntário resultado do despacho decisório que indeferiu o 

pedido de ressarcimento referente ao 3º trimestre de 2010, decorrentes de glosas de crédito do 

IPI. 

O Direito de crédito está relacionado aos seguintes pontos remanescentes: 

Estabelecimento Emitente da Nota Fiscal na situação de cancelado. Emitente da 

Nota Fiscal não cadastrado no CNPJ. 

A recorrente alega que por erro não utilizou os blocos de NFs da empresa 

incorporada e que ao proceder o lançamento da NF somente fez a menção de “novo CNPJ’. 

A decisão recorrida deixou claro que em pesquisa ao sistema CNPJ confirmou-se a 

informação de que tal empresa era, à época, optante do SIMPLES. 

Empresa emitente da nota fiscal optante pelo simples  

 A Recorrente não trouxe nenhum elemento probatório apto a derruir os 

argumentos da decisão da DRJ. Nesse sentido, as aquisições de insumos de estabelecimento em 

situação de CNPJ cancelado/baixado não ensejam direito à fruição de crédito do IPI. 

O CARF possui jurisprudência pacífica na matéria:  

“Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Período de apuração: 

01/04/2004 a 30/06/2004 (...) PER/DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. 

CNPJ DA EMPRESA FORNECEDORA. CADASTRO IRREGULAR. São insuscetíveis de 

aproveitamento na escrita fiscal os créditos concernentes a notas fiscais de 

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 5 

aquisição de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagens 

emitidas por estabelecimento não cadastrado no CNPJ. PER/DCOMP. DESPACHO 

DECISÓRIO ELETRÔNICO. CNPJ DA EMPRESA FORNECEDORA. CNPJ CANCELADO. 

São insuscetíveis de aproveitamento na escrita fiscal os créditos concernentes a 

notas fiscais de aquisição de matérias primas, produtos intermediários e materiais 

de embalagens emitidas por estabelecimento na situação de cancelado no CNPJ.” 

(Processo nº 10920.903639/2009-67; Acórdão nº 3003-000.247; Relator 

Conselheiro Vinícius Guimarães; sessão de 17/04/2019). 

“ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de 

apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003PER/DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO 

ELETRÔNICO. CNPJ DA EMPRESA FORNECEDORA. CNPJ CANCELADO. 

São insuscetíveis de aproveitamento na escrita fiscal os créditos concernentes a 

notas fiscais de aquisição de matérias primas, produtos intermediários e materiais 

de embalagens emitidas por estabelecimento na situação de cancelado no CNPJ.” 

(Processo nº 10980.902173/2006-25; Acórdão nº 3402-007.554; Relator 

Conselheiro Pedro Sousa Bispo; sessão de 29/07/2020). 

Assim, cabe a quem pleiteia, provar os fatos alegados, entretanto a recorrente 

limitou-se a apresentar argumentos genéricos de seu direito creditório sem equívoco constante da 

decisão recorrida.  

O artigo 170 do CTN trata expressamente da possibilidade de compensação, mas 

desde que seja ela feita com a utilização de créditos líquidos e certos. Veja-se 

Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja 

estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a 

compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou 

vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.  

Na mesma linha de entendimento, o CPC, de aplicação subsidiária ao processo 

administrativo tributário, estabelece, em seu art. 373, inciso I, que o ônus da prova incumbe ao 

autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito.  

Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu 

direito;  

(...) 

No recurso apresentado a recorrente não trouxe elementos que pudessem infirmar 

as conclusões da decisão recorrida, dessa forma, já restaria prejudicada a atribuição de certeza e 

liquidez ao crédito pleiteado.  

Nesse sentido, deve ser mantida a decisão recorrida quanto ao crédito pleiteado 

por meio do Pedido de Restituição ou Ressarcimento objeto deste processo.  

Conclusão 

Por todo exposto, VOTO por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. 

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 6 

Assinado Digitalmente 

Neiva Aparecida Baylon 

 

 
 

 

 

Fl. 454DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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