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Numero do processo: 11080.010650/2007-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2005
Ementa: RENDIMENTOS DE ALUGUEL. BASE DE CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO. DEDUÇÃO. Para a apuração da base de cálculo do
imposto incidente sobre rendimentos de aluguel podem ser deduzidos os valores comprovadamente pagos a empresa imobiliária, a título de taxa de administração.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2201-001.599
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 Ementa: RENDIMENTOS DE ALUGUEL. BASE DE CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO. DEDUÇÃO. Para a apuração da base de cálculo do imposto incidente sobre rendimentos de aluguel podem ser deduzidos os valores comprovadamente pagos a empresa imobiliária, a título de taxa de administração. Recurso provido.
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BASE DE CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO. DEDUÇÃO. Para a apuração da base de cálculo do imposto incidente sobre rendimentos de aluguel podem ser deduzidos os valores comprovadamente pagos a empresa imobiliária, a título de taxa de administração. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 17/05/2012 Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Rayana Alves de Oliveira França. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/ 06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Relatório EGYDIO ROBERTO MALABARBA interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJPORTO ALEGRE/RS (fls. 32) que julgou procedente em parte lançamento, formalizado por meio da notificação de lançamento de fls. 03/08, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício de 2005, no valor total de R$ 35.817,70, incluindo imposto, juros de mora, multa de ofício e multa de mora. A infração que ensejou o lançamento foi a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, com a correspondente glosa de valores informados como imposto de renda retido na fonte. As fontes pagadoras e os valores dos rendimentos considerados omitidos estão detalhadamente descritos na Notificação de Lançamento. O Contribuinte impugnou o lançamento e limitouse a afirmar que não houve omissão de rendimentos, mas um erro quanto à informação do CNPJ da fonte pagadora. A DRJPORTO ALEGRE/RS julgou procedente em parte o lançamento, acatando a alegação da defesa de que, quando aos rendimentos recebidos da Caixa Econômica Federal, o Contribuinte já havia declarado o valor de R$ 48.965,64, com IRRF de R$ 9.402,12, porém havia informado outro CNPJ. Também afastou a glosa do IRRF nos valores de R$ 1.595,03 e R$ 9.402,12, reconhecendo que os mesmos foram devidamente informados em DIRF. Assim, reduziu a autuação a um saldo de imposto a pagar de R$ 2.578,70, relativo a uma omissão de rendimentos, mantida, de R$ 9.377,09. O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 21/08/2008 (fls. 46) e, em 25/08/2008, interpôs o recurso voluntário de fls. 38/39, que ora se examina, e no qual afirma, em síntese, que a decisão de primeira instância deixou de considerar o valor por ele pago a título de taxa de administração, valor este que totaliza R$ 9.376,81, conforme declarou no campo dos “pagamentos e doações efetuados da DIRPF.” O Contribuinte indica cada uma das fontes pagadoras, com os valores pagos por cada uma e a correspondente taxa de administração. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator Fl. 54DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/ 06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 11080.010650/200711 Acórdão n.º 2201001.599 S2C2T1 Fl. 2 3 O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, das infrações originalmente apuradas, somente foi mantida pela decisão de primeira instância uma omissão de rendimentos de R$ 9.377,09. O Contribuinte, no recurso, diz que este valor referese a taxa de administração, que deduziu do valor bruto dos rendimentos. Pois bem, analisando a DIRPF apresentada pelo Contribuinte verificase que, de fato, como alegado, foi informado como “doações e pagamentos efetuados” o valor de R$ 9.376,81, como pagamento à Imobiliária City. Por outro lado, é fácil constatar também que os rendimentos em questão referemse a alugueis. Ora, o lançamento baseouse apenas na comparação entre os rendimentos declarados e os valores informados na DIRF, sendo que esta não traz a informação sobre o pagamento das taxas de Administração. E como o Contribuinte não foi em nenhum momento intimado a comprovar valores pagos como taxa de Administração, devese acatar a informação constante da DIRPF. Assim, considerando os elementos constantes dos autos e, especialmente, a coincidência entre o valor mantido como omissão de rendimentos e o valor declarado como pagamento de taxa de administração, acolho a alegação da defesa e, assim, afasto a omissão de rendimentos. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de dar provimento ao recurso. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2ª CAMARA/2ª SEÇÃO DE JULGAMENTO Fl. 55DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/ 06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 Processo nº: 11080.010650/200711 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº. 2201001.599. Brasília/DF, 17 de maio de 2012. ______________________________________ MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente da Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: // Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 56DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/ 06/2012 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 10183.002071/2003-51
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Sep 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO- CSLL
FATO GERADOR: 31/12/1998
CSLL. COMPENSAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. ATIVIDADE RURAL. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA MP 1991-15/2000. SÚMULA N° 53 DO CARF. RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS. Nos termos da súmula n° 53 do CARF:
Não se aplica ao resultado decorrente da exploração de atividade rural o limite de 30% do lucro líquido ajustado, relativamente à compensação da base de cálculo negativa de CSLL, mesmo para os fatos ocorridos antes da vigência do art. 42 da Medida Provisória n° 1991-15, de 10 de março de 2000. Não se conhece de recurso especial, quando a decisão recorrida reflete entendimento fixado em súmula do CARF.
Numero da decisão: 9101-001.183
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: CSL- glosa compens. bases negativas de períodos anteriores
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO- CSLL FATO GERADOR: 31/12/1998 CSLL. COMPENSAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. ATIVIDADE RURAL. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA MP 1991-15/2000. SÚMULA N° 53 DO CARF. RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS. Nos termos da súmula n° 53 do CARF: Não se aplica ao resultado decorrente da exploração de atividade rural o limite de 30% do lucro líquido ajustado, relativamente à compensação da base de cálculo negativa de CSLL, mesmo para os fatos ocorridos antes da vigência do art. 42 da Medida Provisória n° 1991-15, de 10 de março de 2000. Não se conhece de recurso especial, quando a decisão recorrida reflete entendimento fixado em súmula do CARF.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL FATO GERADOR: 31/12/1998 CSLL. COMPENSAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. ATIVIDADE RURAL. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA MP 199115/2000. SÚMULA N° 53 DO CARF. RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS. Nos termos da súmula n° 53 do CARF: Não se aplica ao resultado decorrente da exploração de atividade rural o limite de 30% do lucro líquido ajustado, relativamente à compensação da base de cálculo negativa de CSLL, mesmo para os fatos ocorridos antes da vigência do art. 42 da Medida Provisória n° 199115, de 10 de março de 2000. Não se conhece de recurso especial, quando a decisão recorrida reflete entendimento fixado em súmula do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Fl. 271DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10183.002071/200351 Acórdão n.º 9101001.183 CSRFT1 Fl. 2 2 (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Valmir Sandri, Susy Gomes Hoffmann, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Carlos de Lima Junior e Claudemir Rodrigues Malaquias. Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, com fundamento em violação à legislação tributária. O contribuinte foi autuado, com fundamento em “compensação indevida de base de cálculo negativa de períodos anteriores”. Fato gerador ocorrido em 31/12/1998. O contribuinte apresentou impugnação às fls. 67/74 dos autos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento julgou procedente o lançamento, nos termos da seguinte ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 1998 Ementa: COMPENSAÇÃO DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. A partir de 1° de abril de 1996, para efeito de determinar a base de cálculo da contribuição social, o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação da contribuição social poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento do referido lucro ajustado. COMPENSAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO NEGATIVA. ATIVIDADE RURAL A exceção à regra que limita a 30% a compensação de prejuízos fiscais, prevista no § 4° do artigo 35 da IN SRF n° 11/1996, referese à atividade rural, no contexto do imposto sobre a renda. A exceção não se aplica às bases negativas da contribuição social sobre o lucro, ainda que decorrentes de Fl. 272DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10183.002071/200351 Acórdão n.º 9101001.183 CSRFT1 Fl. 3 3 exploração de atividades rurais, prevalecendo em relação à contribuição a regra limitadora expressa no artigo 16 da Lei n°9.065/1995. Lançamento Procedente O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 121/126). A antiga Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento ao recurso do contribuinte, conforme a seguinte ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Exercício: 1999 Ementa: CSLL. COMPENSAÇÃO. BASE NEGATIVA. ATIVIDADE RURAL. LIMITAÇÃO. INAPLICABILIDADE. As restrições para compensação de base negativa da CSLL não se aplicam a contribuintes que exercem atividades rurais. A Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs recurso especial, com fundamento em violação à legislação tributária (fls. 218/227). Segundo a recorrente: “Como se vê, com a edição da Lei 8.383/91 foi permitido às pessoas jurídicas a compensação integral da base de cálculo negativa para fins de apuração da CSLL. 15 Entretanto, a compensação de prejuízos, disposta pela Lei 8.383/91, foi limitada pela Lei 8.981/95, que permitiu o abatimento de apenas 30% da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. 16 Ocorre que as pessoas jurídicas que exploram atividade rural foram beneficiadas com a Lei 8.023/90, que estabelece regras específicas para o cálculo do imposto de renda por essas pessoas jurídicas. E o artigo 14 dessa norma especial atribuiu a tais sociedades o direito de compensar integralmente ás seus prejuízos na apuração do imposto. 17 Como se trata de norma específica frente à Lei 8.981/95, a Receita Federal interpretou, corretamente, que não se aplicava o limite de compensação de prejuízos “(trava dos 30%"), para a apuração do IRPJ devido pelas pessoas jurídicas que exploram atividade rural. 18 Porém, as normas específicas instituídas pela Lei 8.023/90 se aplicam apenas ao IRPJ, como se percebe claramente em seu texto. A Lei n.° 8.023/90 não se refere em nenhum momento à forma de apuração da CSLL, ou de qualquer outro tributo, pelas pessoas jurídicas 'que exploram atividade rural. A norma alude exclusivamente ao IRPJ, daí porque o acórdão recorrido violou Fl. 273DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10183.002071/200351 Acórdão n.º 9101001.183 CSRFT1 Fl. 4 4 os preceitos da lei acima, interpretandoos equivocadamente, data venta. 19 Por esse motivo, a Receita Federal interpretou, corretamente, que as pessoas jurídicas que exploravam atividade rural, não poderiam compensar integralmente os prejuízos incorridos na apuração da base de cálculo da CSLL, pois inexistia norma legal que lhes atribuísse esse direito. Argumentou que o benefício postulado pelo contribuinte foi instituído apenas pela Medida Provisória n° 199115/2000. Segundo o recorrente: “Somente com a edição da Medida Provisória n° 199115/2000, foi autorizado às pessoas jurídicas que exploram atividade rural a compensação integral da base de cálculo negativa da CSLL. Antes, não havia regra prevendo este direito (...) Com efeito, se a Lei n° 8023/90 houvesse atribuído à pessoa jurídica que explora atividade rural o direito de compensar integralmente a base de cálculo negativa da CSLL, sem obedecer ao limite de 30% fixado pela Lei n° 8.981/95, não haveria motivo para editar a Medida Provisória n° 199115/2000, pois não era preciso que norma posterior viesse a regular o assunto”. O contribuinte apresentou contrarazões (fls. 241/252). Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo. Não preenche, contudo, os demais requisitos de admissibilidade. A recorrente defende a tese de que apenas com a edição da Medida Provisória n° 199115/2000 as pessoas jurídicas que exploram atividade rural podem proceder à compensação integral da base de cálculo negativa para a apuração da CSLL. Com relação aos períodos anteriores, não havia norma neste sentido. O antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais estabelecia, em seu artigo 7°, §3°, que: Fl. 274DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10183.002071/200351 Acórdão n.º 9101001.183 CSRFT1 Fl. 5 5 § 3º Não cabe recurso especial de decisão de qualquer das Câmaras que aplique súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes ou da Câmara Superior de Recursos Fiscais, ou que na apreciação de matéria preliminar decida pela anulação da decisão de primeira instância. O dispositivo valia tanto para o recurso especial por maioria quanto para o recurso especial de divergência. Assim, a ausência de súmula sobre a matéria constituíase, como atualmente se constitui, em requisito negativo de admissibilidade do recurso especial. No presente caso, o acórdão recorrido repousa em entendimento que já se encontra consolidado no âmbito do CARF, conforme o enunciado n°53 da sua súmula, consolidado em 29 de novembro de 2010. Eis o seu teor: Súmula CARF n° 53: Não se aplica ao resultado decorrente da exploração de atividade rural o limite de 30% do lucro líquido ajustado, relativamente à compensação da base de cálculo negativa de CSLL, mesmo para os fatos ocorridos antes da vigência do art. 42 da Medida Provisória n° 199115, de 10 de março de 2000. Desta forma, baseandose, o acórdão a quo, em posicionamento fixado em súmula deste tribunal administrativo, com fundamento no artigo 7°, §3°, do antigo RICSRF, não se deve conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. Ressaltese que o Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais não estabelece qualquer distinção, no que tange ao requisito negativo de admissibilidade em questão, consistente em existência de súmula deste Tribunal Administrativo, no mesmo sentido da decisão proferida pelo órgão julgador a quo. Desta forma, seja em se tratando de recurso especial por maioria, seja em seu cuidando de recurso especial de divergência, existindo súmula jurisprudencial sobre o tema, o recurso não deve ser conhecido pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. Diante disso, não conheço do recurso especial da Fazenda Nacional. Sala das Sessões, em 14 de setembro de 2011 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 275DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10183.002071/200351 Acórdão n.º 9101001.183 CSRFT1 Fl. 6 6 Fl. 276DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 18/04/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10410.006343/2010-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005
DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não.
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - TERMO A QUO
Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, se o fato gerador ocorrer em 12/2005, o fisco tem prazo até 12/2010, inclusive, para efetuar o lançamento.
Recursos de Ofício e Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.438
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento aos recursos de ofício e voluntário.
Júlio César Vieira Gomes Presidente
Ana Maria Bandeira- Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005 DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - TERMO A QUO Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, se o fato gerador ocorrer em 12/2005, o fisco tem prazo até 12/2010, inclusive, para efetuar o lançamento. Recursos de Ofício e Voluntário Negado.
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LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO DECADÊNCIA TERMO A QUO Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, se o fato gerador ocorrer em 12/2005, o fisco tem prazo até 12/2010, inclusive, para efetuar o lançamento. Recursos de Ofício e Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 41 0. 00 63 43 /2 01 0- 90 Fl. 1166DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento aos recursos de ofício e voluntário. Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 1167DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10410.006343/201090 Acórdão n.º 2402003.438 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa e a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Segundo o Relatório Fiscal (fls. 23/25), foram analisadas as notas de empenhos emitidas pela Prefeitura para as Secretarias da Saúde, Educação, Assistência Social, Administração e as demais Secretarias, no período de 01/2005 a 12/2005, com a finalidade de identificar os empregados contratados, como também os contribuintes individuais, incluídos os pagamentos de fretes de pessoa física. A auditoria fiscal informa que não houve descontos de todos os empregados contratados e nem a retenção de 11% para a Seguridade Social de todos os segurados que prestaram serviços na época. Como os valores constantes nas notas de empenho eram superiores àqueles informados em GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, a auditoria fiscal efetuou o lançamento das contribuições incidentes sobre a diferença apurada. As bases de calculo das contribuições lançadas foram apuradas nos processos de empenhos das despesas com seus respectivos recibos e folhas de pagamentos, os quais são anexados por amostragem. À folha 180, encontrase planilha elaborada pela auditoria fiscal em que demonstra as diferenças apuradas. A autuada teve ciência do lançamento em 22/12/2010 e apresentou defesa (fls. 1136/1138), onde alega que os créditos estariam extintos pela decadência. Pelo Acórdão nº Acórdão 1134.384 (fls. 1145/1147) a 7ª Turma da DRJ/Recife considerou a autuação procedente em parte e reconheceu a decadência das competências de 01 a 11/2005, mantendo as competências 12/2005 e 13/2005. Desta decisão, houve o recurso de ofício. Contra tal decisão, a autuada apresentou recurso onde alega que a competência 13/2005 também estava decaída quando da lavratura do auto de infração, haja vista que eram devidas antes de dezembro, além disso, o décimo terceiro foi efetivamente pago antes de 22/12/2005. No mesmo sentido, considera que a prestação de serviços referente à competência 12/2005 já tinha se realizado em 22/12/2005, razão pela qual esta competência também estaria decaída no momento da lavratura do auto de infração. É o relatório. Fl. 1168DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora Não há óbice ao conhecimento dos recursos de ofício e voluntário. A recorrente questiona tão somente a decadência que embora tenha sido reconhecida e parte pela primeira instância, não atendeu ao pleiteado pela recorrente que entendia estar o lançamento integralmente fulminado pela decadência. O lançamento se deu em 22/12/2010, relativamente ao período de 01 a 12/2005, incluindo 13/2005, relativa ao décimo terceiro salário. A primeira instância reconheceu que estariam decadentes as competências de 01 a 11/2005, pela aplicação do art. 150 § 4º do Código Tributário Nacional e desta decisão recorreu de ofício. Inicialmente trato do recurso de ofício. A Súmula Vinculane nº 08 do Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 Portanto, para o cômputo da decadência é necessário verificar as disposições do Código Tributário Nacional a respeito da matéria. O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: “Art.173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Por outro lado, ao tratar do lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art. 150, § 4º o seguinte: “Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, Fl. 1169DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10410.006343/201090 Acórdão n.º 2402003.438 S2C4T2 Fl. 4 5 tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ..................................... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Entretanto, tem sido entendimento constante em julgados do Superior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Se, no entanto, o sujeito passivo não efetuar pagamento algum, nada há a ser homologado e, por conseqüência, aplicase o disposto no art. 173 do CTN, em que o prazo de cinco anos passa a ser contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Para corroborar o entendimento acima, colaciono alguns julgados no mesmo sentido: "TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. TERMO INICIAL. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 173, I, E 150, § 4º, DO CTN. 1. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do art. 173, I, do CTN, segundo o qual 'o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado'. 2. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação —que, segundo o art. 150 do CTN, 'ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa' e 'operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa' —,há regra específica. Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Precedentes jurisprudenciais. 3. No caso concreto, o débito é referente à contribuição previdenciária, tributo sujeito a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento. É aplicável, Fl. 1170DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 portanto, conforme a orientação acima indicada, a regra do art. 173, I, do CTN. 4. Agravo regimental a que se dá parcial provimento." (AgRg nos EREsp 216.758/SP, 1ª Seção, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 10.4.2006) "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL. MANDADO DE SEGURANÇA. MEDIDA LIMINAR. SUSPENSÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN), que é de cinco anos. 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Omissis. 4. Embargos de divergência providos." (EREsp 572.603/PR, 1ª Seção, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 5.9.2005) No caso em tela, tratase do lançamento em que houve antecipação de pagamentos conforme informa a decisão de primeira instância e que também pode ser observado no Relatório de Documentos Apresentados. Assim, demonstrada a ocorrência de antecipação de pagamento, correta a aplicação do art. 150 § 4º do CTN, conforme decidiu a primeira instância, razão pela qual deve ser negado provimento ao recurso de ofício. Quanto ao recurso voluntário, entendo que a recorrente está equivocada quanto ao início da contagem do prazo decadencial. Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, para os fatos geradores ocorridos na competência questionada, ou seja, 12/2005, o fisco terá até 12/2010 para efetuar o lançamento. Como o lançamento se deu em 22/12/2010, a competência 12/2005 não se encontrava decadente. O mesmo entendimento se aplica à competência 13/2005, uma vez que o fato gerador das contribuições relativas também ocorreu em 12/2005. Portanto, sem razão a recorrente quando pretende desconstituir o restante do lançamento. Fl. 1171DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10410.006343/201090 Acórdão n.º 2402003.438 S2C4T2 Fl. 5 7 Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER dos recursos DE OFÍCIO E VOLUNTÁRIO e NEGARLHES PROVIMENTO. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 1172DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 16327.907263/2008-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano calendário:2004
RETENÇÃO. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA.
A ausência de comprovação da efetiva retenção, por parte do tomador de serviço, impede o reconhecimento do direito creditório pleiteado pela contribuinte.
SERVIÇOS DE CORRETAGEM. RETENÇÃO. RECOLHIMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
Impossível a consideração de supostas retenções de CSLL relativas a serviços de corretagem, uma vez que tais serviços não estão sujeitos à retenção pelo tomador do serviço. Além disso, supostos recolhimentos efetuados sob o código 5952 referem-se a pagamento de serviços tomados pela interessada, e não a pagamentos por serviços que foram por ela prestados.
Numero da decisão: 1401-000.657
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano calendário:2004 RETENÇÃO. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA. A ausência de comprovação da efetiva retenção, por parte do tomador de serviço, impede o reconhecimento do direito creditório pleiteado pela contribuinte. SERVIÇOS DE CORRETAGEM. RETENÇÃO. RECOLHIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Impossível a consideração de supostas retenções de CSLL relativas a serviços de corretagem, uma vez que tais serviços não estão sujeitos à retenção pelo tomador do serviço. Além disso, supostos recolhimentos efetuados sob o código 5952 referem-se a pagamento de serviços tomados pela interessada, e não a pagamentos por serviços que foram por ela prestados.
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2004 RETENÇÃO. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA. A ausência de comprovação da efetiva retenção, por parte do tomador de serviço, impede o reconhecimento do direito creditório pleiteado pela contribuinte. SERVIÇOS DE CORRETAGEM. RETENÇÃO. RECOLHIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Impossível a consideração de supostas retenções de CSLL relativas a serviços de corretagem, uma vez que tais serviços não estão sujeitos à retenção pelo tomador do serviço. Além disso, supostos recolhimentos efetuados sob o código 5952 referemse a pagamento de serviços tomados pela interessada, e não a pagamentos por serviços que foram por ela prestados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Fl. 837DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Sergio Luiz Bezerra Presta, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira e Mauricio Pereira Faro. Fl. 838DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA Processo nº 16327.907263/200864 Acórdão n.º 1401000.657 S1C4T1 Fl. 833 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto parcialmente o relatório que integra o Acórdão recorrido (fls. 311313): A interessada, supra qualificada, entregou via Internet as Declarações de Compensação cujas cópias encontramse as fls. 54/162 (DCOMP n° 40647.49263.291106.1.7.036969 que retificou a DComp33720.15284.280205.1.3.031011, transmitida em 29/11/2006, corn demonstrativo do crédito, DCOMPs n°s 23003.16520.291106.1.7.035715; 24310.33816.291106.1.7.03 4130; 07015.46172.291106.1.7.034851; 23778.33179.291106. 7.032512; 37752.44956.291106.1.7.037974 e 31885.62719. 291106.1.7.030328; ), nas quais declara a compensação de pretenso crédito de saldo negativo de CSLL relativo ao ano calendário de 2004 (Crédito informado R$ 28.261,11). 2. 0 Despacho Decisório (fls. 40) encontrase fundamentado no art. 168 da Lei n° 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional), no inciso II do § 1° do art. 6° da Lei 9.430, de 1996, no art. 5° da IN SRF 600, de 2005 e no art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e assim dispõe: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação da contribuição social devida e a apuração do saldo negativo, verificouse: PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO INFORMADAS NO PER/DCOMP PARC. CRÉDITO IR EXTERIOR RETENÇÕES FONTE PAGAMENTOS [...] SOMA PARC. CRED. PER/DCOMP 0,00 28.261,11 0,00 0,00 28.161,11 CONFIRMADAS 0,00 504,13 0,00 0,00 504,13 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: RS 28.261,11 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 28.261,11 CSLL devida: R$ 0,00 Valor do saldo negativo disponível= (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (CSLL devida), observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Fl. 839DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA 4 Valor do saldo negativo disponível: RS 504,13 O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP:40647.49263.291106.1.7.036969 NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: 23003.16520.291106.1.7.035715, 24310.33816. 291106.1.7.034130, 07015.46172.291106.1.7.034851, 23778. 33179.291106.1.7.032512, 37752.44956.291106.1.7.037974, 31885.62719.291106.1.7.030328 Valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, para pagamento até 30/09/2008. PRINCIPAL MULTA JUROS 29.170,21 5.834,01 13.217,07 2.1. Também constam dos autos a cópia das informações Complementares da Análise do Crédito, as fls. 41/50 e a cópia do detalhamento da compensação as fls. 51/53. 3. Cientificada do Despacho Decisório cm 02/10/2008 (fls. 297), a contribuinte apresentou,.em 03/11/2008, a manifestação de inconformidade de fls. 01 a 14, acompanhada dos documentos de fls. 15 a 296. Em tópico de conclusão a impugnante assim resume as suas razões de defesa: (i) a Requerente apura a CSLL sob o Regime do lucro real anual, sujeita, portanto ao recolhimento de estimativas mensais, sendo que ao apurar o Lucro Real do período verificou prejuízo fiscal, de modo que todos os valores retidos a título de CSLL converteramse em saldo negativo no valor de RS 28.261,11; (ii) A Requerente, em conformidade com os artigos 30 e 31 da lei nº 10.833/2003, sofre retenção da CSLL sobre os serviços de assessoria geral em operações de câmbio; (iii) Em face das dúvidas suscitadas quando da edição da Lei n° 10.833/03, com relação a eventual retenção de contribuições sobre rendimentos pagos em contrapartida à prestação de serviços de corretagem, a Requerente, conservadoramente, optou por reler a CSLL (e demais contribuições) sobre os referidos serviços, na forma prevista na legislação para imposto de renda (art. 651, do Decreto n°3.000/1999 — RIR c/c o item 1 da IN SRF n° 153/87, no anocalendário de 2004; (iv) A Requerente também sofreu a retenção sobre os valores recebidos quando da prestação de serviços de assessoria em operações de câmbio. As notas fiscais, juntamente com as cópias do Livro Razão comprovam a existência do crédito (doc. 11 a 74 fls. 193 a 234); (v) Assim, em virtude da equivocada retenção da CSLL sobre os serviços de corretagem, a Requerente adquiriu direito creditório Fl. 840DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA Processo nº 16327.907263/200864 Acórdão n.º 1401000.657 S1C4T1 Fl. 834 5 e, consequentemente, pode compensar esses valores com outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, como o fez, compensando a CSLL retida com a própria CSLL, o PIS e a COFINS devidos no anocalendário de 2005; (v) Ainda em razão de a base de cálculo da CSLL ter sido negativa no montante de RS 168.781,47, a integralidade dos valores retidos tornaramse um direito creditório a ser aproveitado pelo Requerente; (vii) Nem se alegue que a Requerente não teria comprovado as retenções realizadas, visto que, em relação ao serviço de assessoria em operações de câmbio, as retenções são evidenciadas nas notas fiscais e todos os documentos estão escriturados em seu Livro Razão (doc. 11 a 74 e doc. 75). E, em relação ao serviço de corretagem, como a própria Requerente efetuou a retencdo e recolheu a CSLL, juntou a presente todos os comprovantes de recolhimento. Conseqüentemente, a compensação tem de ser aceita; (viii) Em prol do principio da verdade material, este direito creditório não pode ser descartado ainda que o contribuinte tenha cometido equivoco na forma de compensar estes valores com os seus débitos futuros; e (ix) Subsidiariamente, na remota hipótese de a D. Autoridade Julgadora entender que os documentos juntados não são suficientes a comprovar o montante do crédito, deve ser deferido o pedido de diligência às fontes pagadoras para verificar se os valores retidos por elas foram devidamente repassados aos Cofres Públicos, já que é a Administração a única ,entidade competente para exigir o cumprimento de obrigações tributárias. 3.1. Ao final pede ainda que todas as comunicações e intimações sejam realizadas em nome de Victor de Luna Paes, OAB/SP 208.299. Também protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, notadamente pela juntada de novos documentos se necessários. A 8ª Turma da DRJ São Paulo I, por unanimidade, indeferiu a solicitação da contribuinte, e não homologou a compensação pretendida. OAcórdão 1626.466, foi assim ementado (fls. 310): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LIQUIDO CSLL Anocalendário: 2004 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Fl. 841DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA 6 SALDO NEGATIVO. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. Uma vez apresentadas notas fiscais a indicar inequivocamente a retenção da CSLL pelo tomador do serviço prestado, deve a compensação pretendida ser homologada até o montante do direito creditório declarado e reconhecido. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Cientificada do Acórdão em 27/09/2010 (fls. 326), a contribuinte, em 27/10/2010, interpôs o recurso voluntário de fls. 327340, com base nos seguintes argumentos: a) no tocante aos serviços de assessoria geral em operações de câmbio, se as notas fiscais, como foram apresentadas, não se mostraram suficientes para provar a retenção da contribuição, bastava, para tanto, além da observação delas e dos valores ali contidos, a verificação da DIRF Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte das fontes pagadoras. Nesta oportunidade, a contribuinte junta as notas fiscais cujos valores ensejaram a retenção da contribuição, devidamente acompanhadas dos extratos bancários (doc. 04A a 04AP), os quais demonstram que o valor efetivamente recebido pela Recorrente é o valor liquido de todos os tributos incidentes sobre os tais serviços. Renovou o pedido de diligência, visando obter esclarecimentos junto às fontes pagadoras; b) no tocante aos serviços de corretagem, a Recorrente, por ocasião da introdução da obrigação de retenção de contribuições sociais, teve dúvidas acerca da necessidade de retenção de CSLL sobre tais serviços, na forma prevista na Lei n° 10.833/ 03, motivo pelo qual optou pela adoção do mesmo procedimento ao aplicado à retenção de IRRF sobre tais serviços, qual seja, ela própria efetuou o recolhimento da contribuição devida. Assim, ainda que o contribuinte tenha cometido equívoco na forma de compensar seus débitos, como sugerido no Acórdão recorrido, o crédito é legítimo e deve ser reconhecido, em respeito ao princípio da verdade material; c) houve erro quanto ao valor do saldo devedor no acórdão recorrido. Assim, requer a Recorrente seja o crédito de saldo negativo de CSLL, quando do seu reconhecimento, utilizado para a compensação dos demais débitos relacionados no Despacho Decisório e no Acórdão ora combatidos. É o relatório. Fl. 842DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA Processo nº 16327.907263/200864 Acórdão n.º 1401000.657 S1C4T1 Fl. 835 7 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos O recurso atende aos requisitos legais, razão pela qual deve ser conhecido. Retenções – Serviços de assessoria geral em operações de câmbio Em relação a este tema, o colegiado julgador a quo aceitou como prova da retenção as notas fiscais emitidas pela contribuinte, com o devido cômputo da retenção das contribuições e com a consignação do valor líquido recebido (não obstante tais retenções não constarem de DIRFs apresentadas pelos tomadores dos serviços). Para maior clareza, transcrevo o seguinte trecho do acórdão recorrido, fls. 316317: 6.5.3. [...] entendo que, independentemente da perfeita descrição do serviço prestado, haverá de ser considerada como comprovada a retenção da CSLL quando a nota fiscal de prestação de serviço assinalar e computar o valor da retenção das contribuições (4,65%) e, ainda, consignar o valor liquido recebido no campo pertinente ao total dos serviços a receber (Valor dos Serviços menos as Retenções — campo na nota fiscal ao lado da advertência "NÃO TEM VALOR COMO RECIBO" Nota: a advertência ao lado do campo com o” valor dos serviços/desta nota" sugere que aquele será o valor a pagar/a receber). 6.5.4. Por outro lado, em relação àquelas notas fiscais em que a contribuinte destacou a retenção mas não informou o valor liquido recebido, não será admitida corno prova da retenção. Em sua peça recursal, a contribuinte solicitou a verificação das DIRFs Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte das fontes pagadoras. Ora, tal verificação foi realizada pela autoridade competente da unidade de origem, que glosou todas aquelas retenções não comprovadas, conforme se observa às fls. 4142. Por outro lado, devese levar em conta que, após a decisão de primeira instância, restou estabelecido que a ausência de declaração em DIRF poderia ser suprida pela comprovação da emissão de nota fiscal pela contribuinte, com o devido cômputo da retenção das contribuições e com a devida consignação do valor líquido recebido. Consequentemente, não se justificaria uma eventual diligência junto a todos os tomadores de serviço (fontes pagadoras), diante do fato de que a própria contribuinte poderia facilmente comprovar a efetividade daquelas retenções, mediante a simples apresentação de notas fiscais de sua própria emissão, com todos os dados necessários (valor da retenção e valor líquido recebido). Por esta razão, rejeito o pedido de diligência. Fl. 843DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA 8 A contribuinte trouxe aos autos extratos bancários, tentando demonstrar que também no caso de algumas notas fiscais com problemas de preenchimento efetivamente houve a retenção das contribuições (ou seja, nestes casos a contribuinte recebeu o valor líquido, deduzida as retenções). No entanto, resultaram infrutíferos meus esforços visando correlacionar as diversas notas fiscais relacionadas às fls. 732734 com os respectivos valores constantes do extratos bancários trazidos aos autos pela Recorrente. Vou apresentar um exemplo práticos, visando demonstrar a ausência de correlação entre os valores das notas fiscais e dos extratos bancários: às fls. 412, consta a Nota Fiscal nº 000804, datada de 30/09/2004, com o valor bruto de R$ 4.325,40. O valor final da referida nota não indica a ocorrência de qualquer retenção a título de PIS, COFINS, CSLL e IRRF. Caso efetivamente houvesse ocorrido tais deduções, a contribuinte deveria ter recebido o valor líquido de R$ 4.059,39, conforme consta da relação apresentada pela contribuinte às fls. 732734. Às fls. 413414 consta um extrato bancário referente ao mês de outubro. Analisandose todos os valores creditados na conta corrente da contribuinte não logrei identificar nenhum depósito no aludido valor de R$ 4.059,39. A Recorrente não informou se o valor correspondente a esta nota fiscal teria sido pago em conjunto com alguma outr nota fiscal emitida para o mesmo cliene. Consequentemente, é forçoso reconhecer que a contribuinte não logrou comprovar a efetividade daquelas retenções. Diante da impossibilidade de correlacionar as notas fiscais com problemas de preenchimento com os valores consignados nos extratos bancários trazidos aos autos pela recorrente, concluo que, em relação a este tema, o acórdão recorrido não merece quaisquer reparos. Retenções serviços de corretagem Em relação a este tema, a Recorrente reconhece que os serviços em questão não estavam sujeitos a nenhuma espécie de retenção. No entanto, alegou que mesmo assim ela própria teria efetuado a retenção e o recolhimento da contribuição devida. Apesar de implicitamente admitir que teria cometido equívoco na forma de compensar seus débitos, como mencionado no Acórdão recorrido, a Recorrente sustenta que o crédito em apreço é legítimo e deve ser reconhecido, em respeito ao princípio da verdade material. Não assiste razão à Recorrente. No tocante a esta matéria, adoto e transcrevo parcialmente as razões de decidir constantes do acórdão recorrido, fls. 315 (grifado): Com relação ao recolhimento efetuado pela interessada, sob o código 5952, relativo à "antecipação" dos recebimentos a titulo de serviços de corretagem, notese que, além de não ser objeto do litígio, porque tal situação sequer consta da DCOMP analisada, o código 5952 é utilizado pelo tomador do serviço quando da retenção das contribuições CSLL, PIS e COFINS. Notese que o CNPJ da interessada sequer consta do rol das Fontes Pagadoras informados na DCOMP n° 40647.49263.291106.1.7.036969, o que, por ser estranho ao Fl. 844DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA Processo nº 16327.907263/200864 Acórdão n.º 1401000.657 S1C4T1 Fl. 836 9 tipo de recolhimento, poderia dar ensejo a outras verificações e questionamentos antes da emissão dos despacho decisório. 6.4.1. Quanto a tais "retenções" que teriam sido feitas pela própria impugnante, não merecem guarida as suas arguições, primeiro, porque os recolhimentos apresentados (fls. 240/244) não foram listados em DComp, portanto não fazem parte do litígio e, segundo, porque fica subentendido que os recolhimentos efetuados sob o código 5952 referemse a retenções das contribuições CSLL, PIS e COFINS quanto a "pagamentos" efetuados por serviços recebidos. A retenção e recolhimento de contribuições por serviços cabe ao tomador do serviço e não ao prestador. A argumentação apresentada é paradoxal. Subentendese que os recolhimentos efetuados pela interessada sob o código 5952 referemse a pagamento dos serviços "tomados" pela interessada, e não aos [serviços] por ela prestados. Assim sendo, concluo que também em relação a este tema o recurso da contribuinte não merece ser provido. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 845DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 1 5/02/2012 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por JORGE CELSO FRE IRE DA SILVA
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Numero do processo: 10831.008295/2005-56
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3202-000.069
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Júnior declarou-se impedido.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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(GE DAKO S/A) Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Júnior declarouse impedido. Irene Souza da Trindade Torres Presidente. Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Rodrigo Cardozo Miranda, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Fl. 447DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.008295/200556 Resolução n.º 3202000.069 S3C3T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO O presente processo trata de lançamento de ofício, veiculado através de auto de infração, lavrado em 27/03/2000 (folhas 221/233), para a cobrança do II – imposto de importação, multa de ofício e multa do controle administrativo das importações; da diferença do IPI, em decorrência de alegado erro no enquadramento da mercadoria importada em EX Tarifário. Consta dos autos que a Recorrente submeteu a despacho a mercadoria descrita como máquina de comando numérico para perfilar gabinetes, com alimentador automático, banco de corte, descarregamento automático e sistema de controle de falhas, pleiteando EX Tarifário n° 001 do código 8462.21.00. Foram elaborados Laudos Técnicos por engenheiros credenciados junto à Alfândega de Viracopos. A fiscalização desqualificou o EXTarifário utilizado sem, entretanto, alterar a classificação no código 8462.21.00, relativo às máquinas de comando numérico para enrolar, arquear, dobrar, endireitar ou aplanar. Entendendo ser adequado o enquadramento no EXTarifário utilizado, a Recorrente apresentou impugnação (fls. 160 a 176). A Segunda Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo II julgou o lançamento procedente, nos termos do Acórdão n° 1736.235 de 17/11/2009 (fls. 342/ss). A Recorrente foi cientificada do Acórdão em 30/11/2009 (fl. 349/351). Inconformada com a decisão da autoridade julgadora administrativa, interpôs Recurso Voluntário, em 28/12/2009 (fls. 352/ss), onde aduz o seguinte: quanto aos fatos, informa que importou o equipamento denominado Washer Cabinet Forming System — Sistema Formador de Gabinete, com os benefícios do "ex" tarifário, por meio da Declaração de Importação n° 00/00892127, com classificação fiscal na NCM 8462.21.00, por tratarse de MáquinasFerramentas para Enrolar, Arquear, Dobrar, Endireitar, Aplanar Metais com Comando Numérico. Afirma, assim, que o EXTarifário deve ser aplicado ao equipamento importado, estando em sintonia com a classificação aduaneira que a autoriza; em preliminares, requer a insubsistência da autuação fiscal por entender que o Agente Fiscal limitouse a indicar um emaranhado de dispositivos legais sem estabelecer qualquer vínculo de fundamentação com o suposto procedimento inadequado utilizado pela empresa. Aduz, ainda, que o relatório de acusação encontrase enunciado de maneira incompleta, pois não está fundamentado, o que macula o lançamento de vício insanável, nos termos do que dispõe o artigo 142 do Código Tributário Nacional, sendo o auto de infração nulo de pleno direito; no mérito, aduz que diferentemente do que constou no Laudo objeto do presente processo, os gabinetes de máquinas de lavarem formados são completos e não poderia ser de outra forma, haja vista o projeto não conter qualquer operação durante o restante da montagem das máquinas de lavar que agreguem outras partes ou modifiquem o gabinete; a expressão "máquina.., para perfilar gabinetes ..." significa que a máquina dará a forma final do gabinete ou seja sem a operação que agrega os respaldos, barras Fl. 448DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.008295/200556 Resolução n.º 3202000.069 S3C3T2 Fl. 3 3 diagonais e cantoneiras, o gabinete não estará em sua forma final e portanto não está concluído. Neste caso, devese entender que a operação de agregação destes elementos faz parte de PERFILAR, não existindo, pois, quaisquer operações de montagem que dê ensejo a configurar a máquina como semiautomática; no tocante ao sistema eletroeletrônico do equipamento, afirma que o Agente Fiscal reescreveu as definições de Comando Numérico, de Comando Numérico Computadorizado e Controlador Lógico Programável constante do laudo realizado. Embora o Laudo Técnico tenha afirmado "que o sistema é dotado de comando numérico, porém para algumas operações" e "para a maioria das operações a máquina tem controle exclusivo do Controle Lógico Programável", o mesmo engenheiro Israel Gerardi, na parte que se refere às explicações acerca do laudo, afirma que "Muitas vezes, na prática os termos CNC e CLP são usados de forma indistinta embora erroneamente...” Assim, ao afirmar que o CLP e CN têm aplicações distintas, o engenheiro que elaborou o laudo, confirma que o CLP deveria existir de qualquer forma, pois este é que é responsável pela sequência de movimentos das ferramentas de corte e dobra; afirma que “perfilar gabinetes” traduzse, em um contexto geral, como a construção do perfil do gabinete da lavaroupa, e, não uma operação especifica; e, considerando ainda, que a grande maioria das operações realizadas pela máquina foram expressamente reconhecidas pelo Agente Fiscal como enquadradas no "EX" (item 01b do auto de infração), resta evidente que o enquadramento do equipamento na posição 8462.2100 é plenamente correto; e, ainda, que o mencionado Laudo Técnico foi realizado sem qualquer interferência ou acompanhamento efetivo dos engenheiros da Recorrente e, nem tampouco foi dada qualquer oportunidade para que a Recorrente, através de seus técnicos se manifestasse sobre o laudo realizado. Entende que houve violação ao seu direito ao contraditório e à ampla defesa. as multas em percentual de 75% do valor do suposto débito tributário e a multa de 30% sobre o valor do equipamento importado são confiscatórias; o equipamento importado foi descrito corretamente, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, sendo discutidos nos presentes autos, pontos técnicos de interpretação ao seu funcionamento, sem qualquer indício de máfé ou dolo por parte da Recorrente, devendo ser aplicável ao caso o disposto na ADN n° 10/97, afastandose, assim, a multa de ofício; a multa prevista no artigo 526, II, do RA somente seria cabível se após a verificação do Agente Fiscal, a classificação do SH ou da TEC a qual o equipamento foi declarado na DI fosse alterado, ou se a Recorrente tivesse deixado de cumprir exigência ou requisito ligado ao licenciamento, o que não ocorreu no caso concreto; requer, por fim, seja dado provimento ao presente Recurso, a fim de que seja reformada a decisão recorrida ou, alternativamente, seja o julgamento convertido em diligência para a realização de prova pericial, a teor do disposto no art. 18 do Decreto n° 70.235/72, para que seja esclarecido o quesito quanto ao equipamento importado pela Recorrente ser automático, contendo operação de montagem ou não, a fim de enquadrálo nos benefícios do "ex" tarifário. Fl. 449DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.008295/200556 Resolução n.º 3202000.069 S3C3T2 Fl. 4 4 O processo digitalizado foi sorteado e, posteriormente, distribuído a este Conselheiro Relator em 01/03/2011, na forma regimental. Em sessão de julgamento realizada no dia 05/05/2011, a 1ª. Turma da 2ª. Câmara da 3ª. Seção do CARF resolveu converter o julgamento em diligência para a realização de perícia técnica para a identificação da mercadoria importada, nos termos do Despacho No. 3201 000.235 (fls. 408/412 – Vol. III). A interessada foi intimada para indicar e contratar instituição para a elaboração de Laudo Técnico, por meio do Termo de Intimação EQTRAN n° 34/2011/Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos (fl. 414). Em 30/09/2011, a interessada requereu dilação de prazo por vinte dias para atendimento do Termo de Intimação EQTRAN n° 34/2011 (fl. 417). Em 31/10/2011, a autoridade fiscal da ALFVIRACOPOS concedeu a dilação de prazo solicitada (fl. 425), entretanto, não consta dos autos que foi dada a ciência deste despacho ao interessado. Em despacho datado de 20/03/2012, a autoridade fiscal da ALFVIRACOPOS informa que não houve manifestação por parte da Recorrente (fls. 426). Posteriormente, o presente processo foi encaminhado ao CARF. Consta ainda dos autos, documento datado de 04/05/2012 (protocolizado diretamente no CARF), através do qual a Recorrente indica o Instituto Nacional de Tecnologia – INT para a realização da perícia técnica solicitada. É o relatório. VOTO Conselheiro Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Relator. A questão central para o deslinde deste litígio fiscal reside na perfeita identificação da mercadoria importada. E, pelo que consta dos autos, ainda não se conseguiu elaborar o Laudo Técnico para dirimir as dúvidas relativas à identificação da mercadoria. O julgamento foi convertido em diligência (Despacho n° 3201 000.235 / fls. 408/412 – Vol. III) para a realização de perícia técnica, sem que se obtivesse êxito na sua realização. Registrese, por oportuno, que a Recorrente solicitou a dilação de prazo para indicação e contratação de instituição para a realização de perícia (fl. 414), sendo que a autoridade fiscal da AFVVIRACOPOS concedeu o prazo, entretanto, não comunicou este fato à interessada (fl. 425). Posteriormente, a interessada indica o INT – Instituto Nacional de Tecnologia para a realização da citada perícia técnica. Entendo que deve ser propiciada a ampla oportunidade para a Recorrente esclarecer os fatos, através da juntada de Laudo Técnico que possa demonstrar o seu direito, em atendimento aos princípios da verdade material, da ampla defesa e do contraditório, Fl. 450DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.008295/200556 Resolução n.º 3202000.069 S3C3T2 Fl. 5 5 notadamente pelo fato de que não foi dada ciência, à Recorrente, da dilação de prazo concedida pela autoridade fiscal. Em face do acima exposto, nos termos dos artigos 18 e 29 do Decreto n° 70.235/72, no intuito de se identificar perfeitamente a mercadoria importada, os autos devem retornar a ALFVIRACOPOS para a realização de perícia técnica (se é que ainda é possível, após tantos anos) nos equipamentos importados objeto do presente litígio, para que sejam respondidos os mesmos quesitos constantes dos pedidos de Laudos de folhas 53 e 120 (volume I), quais sejam: Quesitos: 1) Identificar tipo, modelo, fabricante e país de origem da mercadoria examinada. 2) A mercadoria examinada é uma "máquina de comando numérico para perfilar gabinetes, com alimentador automático, banco de corte, descarregador automático e sistema de controle de falhas"? 3) Acrescentar outras informações que possam ser úteis. 4) Definir o conceito de Comando Numérico, Comando Numérico Computadorizado e Controlador Lógico Programável. 5) A mercadoria está descrita como "Máquina de comando numérico para perfilar gabinetes, com alimentador automático, banco de corte, descarregamento automático e sistema de controle de falhas"; 5.1) A mercadoria examinada é uma máquina de comando numérico? — Se verdadeiro especificar as etapas onde atua e detalhar sua função. 5.2) A mercadoria tem um sistema de controle de falhas? Se positivo especificar as etapas onde atua e detalhar seu funcionamento. Desta forma, a autoridade fiscal da ALFVIRACOPOS CAMPINAS (SP) deverá intimar a Recorrente para contratar de instituição de renomada reputação (IPT, INT, UNICAMP, p.ex.) para realização do Laudo Técnico. Caso entenda necessário, a fiscalização poderá manifestarse sobre o novo Laudo Técnico elaborado. Encerrada a instrução processual a Interessada deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, antes da devolução do processo para julgamento. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 451DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 13/09/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 19647.007863/2007-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Constitui falta passível de multa, deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos
próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos conforme determinado pela Lei 8212/91.
DECADÊNCIA A decadência a ser aplicada em casos de lançamentos de
contribuição previdenciária é qüinqüenal nos termos da Súmula Vinculante nº 08, do STF. Em se tratando de multa única que independe do número de competência em que a falta ocorreu, a decadência não altera o valor lançado.
OFENÇA AOS PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, do CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA INOCORRÊNCIA Tendo a autoridade lançadora demonstrado de forma clara e precisa os fatos geradores
do lançamento, identificando as competências, os valores e apurados, as bases de cálculo aplicadas e oportunizado a manifestação do autuado, não há que se falar em cerceamento de defesa.
PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 29, do
Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora de primeira instância, na apreciação das provas, formará livremente sua convicção, podendo determinar diligência que entender necessária.
INDEFERIMENTO DE REUNIÃO DE CRÉDITOS É prerrogativa e não
imposição, que a administração reúna em um só feito, vários créditos lançados contra o mesmo sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-002.622
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Constitui falta passível de multa, deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos conforme determinado pela Lei 8212/91. DECADÊNCIA A decadência a ser aplicada em casos de lançamentos de contribuição previdenciária é qüinqüenal nos termos da Súmula Vinculante nº 08, do STF. Em se tratando de multa única que independe do número de competência em que a falta ocorreu, a decadência não altera o valor lançado. OFENÇA AOS PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, do CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA INOCORRÊNCIA Tendo a autoridade lançadora demonstrado de forma clara e precisa os fatos geradores do lançamento, identificando as competências, os valores e apurados, as bases de cálculo aplicadas e oportunizado a manifestação do autuado, não há que se falar em cerceamento de defesa. PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 29, do Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora de primeira instância, na apreciação das provas, formará livremente sua convicção, podendo determinar diligência que entender necessária. INDEFERIMENTO DE REUNIÃO DE CRÉDITOS É prerrogativa e não imposição, que a administração reúna em um só feito, vários créditos lançados contra o mesmo sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado.
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DECADÊNCIA A decadência a ser aplicada em casos de lançamentos de contribuição previdenciária é qüinqüenal nos termos da Súmula Vinculante nº 08, do STF. Em se tratando de multa única que independe do número de competência em que a falta ocorreu, a decadência não altera o valor lançado. OFENÇA AOS PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, do CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA INOCORRÊNCIA Tendo a autoridade lançadora demonstrado de forma clara e precisa os fatos geradores do lançamento, identificando as competências, os valores e apurados, as bases de cálculo aplicadas e oportunizado a manifestação do autuado, não há que se falar em cerceamento de defesa. PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 29, do Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora de primeira instância, na apreciação das provas, formará livremente sua convicção, podendo determinar diligência que entender necessária. INDEFERIMENTO DE REUNIÃO DE CRÉDITOS É prerrogativa e não imposição, que a administração reúna em um só feito, vários créditos lançados contra o mesmo sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado Fl. 398DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente. Marcelo Freitas de Souza Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire; Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira; Igor de Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Marcelo Freitas de Souza Costa. Declarouse impedido o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo Fl. 399DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19647.007863/200715 Acórdão n.º 240102.622 S2C4T1 Fl. 378 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado, com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei nº 8.212/1991, no art. 32, inciso II, que consiste em a empresa deixar de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos conforme determinado pela Lei 8212/91. De acordo com o Relatório Fiscal, a empresa apesar de possuir na estrutura de seu plano de contas, rubricas destinadas a contabilização das remunerações pagas a seus empregados, descumpre o dispositivo legal ao efetuar tais lançamentos em contas destinadas aos registros de remunerações dos prestadores de serviços pessoas físicas autônomos/contribuintes individuais. Consta ainda que o contribuinte firmou contrato com a empresa INCENTIVE HOUSE S/A a qual fornecia aos beneficiários, indicados pela contratante, cartões magnéticos denominados FLEXCARD e PREMIUM CARD, que eram utilizados para efetuar pagamentos de remunerações por serviços prestados relacionados às atividades de pesquisas a empregados e contribuintes individuais. Inconformada com a decisão de fls. 218 e seguintes, a empresa apresentou recurso onde alega em síntese; Inicialmente faz um breve relato sobre a presente autuação. Em sede preliminar alega que o fisco previdenciário não poderia exigir documentos e livros fiscais relativos a períodos alcançados pela decadência qüinqüenal. Que houve afronta aos princípios da Verdade Material, do Contraditório e da Ampla Defesa, praticada pela autoridade autuante e, baseadas em flagrante erro material, as autoridades julgadoras entenderam que não teria havido afronta aos referidos principio, porquanto a NFLD não estaria baseada em presunções, mas exclusivamente em informações e listagens apresentadas pela empresa; No mérito insurgese contra a autuação afirmando que: Não pode e não deve ser avaliado um empreendimento de cunho eminentemente social, educacional e cientifico, núcleo ou foco primordial de atuação que constitui objeto social de instituições como a Recorrente, como se fora estabelecimentos comerciais com finalidades lucrativas; Aduz que a fiscalização exige contribuição sobre parcelas legalmente excluídas do campo de tributação, tais como prêmios de produtividade e itens indenizatórios, a exemplo de despesas de táxi, com alimentação e outros gastos reembolsáveis; Fl. 400DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Defende que a conduta do fiscal afronta ao artigo 28, da Lei 8.212/91, em seu § 9º, que afasta a incidência de contribuição previdenciária para todas as hipóteses no AI. Sustenta que os pagamentos efetuados aos empregados mediante cartão de premiação caracterizamse como ganhos eventuais ou abonos desvinculados do salário, podendo ser considerados participação no resultado e ainda, os prêmios conhecidos como incentivo a desempenho estão relacionados ao resultado do impugnante e não ao salário do empregado, ficando afastada assim a possibilidade de tributação. Salienta que há farta jurisprudência que corrobora a tese de que não é remuneração o prêmio pago em razão do alcance de metas fixadas pela empresa e a premiação pela aplicação de questionário não pode ser confundida como remuneração de autônomo, posto que é um bônus oferecido em razão dos resultados alcançados pelo contratado, durante curto lapso de tempo; Diz que a oferta de renda a pessoas físicas (donas de casa, desempregados, estudantes, etc.) para aplicação de questionários de pesquisa é assemelhada a bolsas de ensino, pesquisa e extensão, sobre as quais não incide contribuição previdenciária, devendose ter em conta que tal atividade pode ser até desenvolvida por via telefônica sendo que a própria Justiça do Trabalho não tem reconhecido nesses casos a relação empregatícia, conforme sentença proferida pela Juíza Titular da 2ª Vara do Trabalho de Teresina em reclamatória ajuizada contra o IPESPE, o que pode comprovar mediante documento juntado; Prossegue alegando que, os serviços de transporte de passageiros mediante veículo táxi não se confunde com o condutor autônomo de veículos automotores tratado pela legislação previdenciária como segurado obrigatório, bem como os serviços de transporte de passageiros por via aérea também não podem sofrer incidência de contribuição; Que também não é admissível a exigência de contribuição sobre despesas com reembolso de gastos com alimentação, hospedagem e reprodução de documentos; Refuta a exigência de declaração em GFIP dos fatos geradores controversos, posto que somente a partir do julgamento final do processo administrativo é que ficará definido se as remunerações em questão são consideradas salário de contribuição; Que a exigência da contribuição relativa à retenção sobre as faturas dos prestadores de serviço pessoa jurídica não merece prosperar, posto que as retenções foram promovidas dentro dos parâmetros legais; Entende que não existe possibilidade legal de se penalizar o contribuinte duplamente pela mesma conduta, sendo assim não procede a aplicação de multa moratória e a multa por divergência entre a folha de pagamento e a GFIP; Menciona que o presente lançamento tem caráter confiscatório o que é vedado pela Constituição Federal. Requer a produção de perícia e que todos os créditos lançados sejam reunidos em um feito único para se evitar divergência. Por fim pede o acolhimento do recurso para anular o AI, julgálo improcedente ou ainda, que seja anulada a decisão de primeira instância. É o relatório. Fl. 401DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19647.007863/200715 Acórdão n.º 240102.622 S2C4T1 Fl. 379 5 Voto Conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa O recurso é tempestivo e estão presentes os pressupostos de admissibilidade. DAS PRELIMINARES Da Decadência Em que pese haver na autuação períodos alcançados pela decadência qüinqüenal, tal fato não tem o condão de modificar a penalidade imposta a recorrente uma vez que a multa aplicada independe do número de competências abrangidas. Como existem períodos não contemplados pelo prazo decadencial e a multa é única para este tipo de descumprimento de obrigação acessória, deve ser rejeitada esta preliminar. Da Ofensa aos princípios da Verdade Material, do Contraditório e da Ampla Defesa. Também desprovida de amparo as alegações acerca da ocorrência de afronta aos princípios acima mencionados. A autoridade lançadora demonstrou de forma clara e precisa os fatos geradores do lançamento, identificando as competências, os valores e apurados e as bases de cálculo aplicadas, não havendo razões para se falar em presunção como pretende a recorrente. Além disso, foi oportunizado à recorrente o pleno direito de se manifestar e produzir provas, tanto que foi apresentado defesa e recurso e os argumentos trazidos pela autuada não só foram analisados pelo julgador de primeira instância, como estão sendo submetidos a análise desta turma julgadora. Assim, encaminho pela rejeição da preliminar. DO MÉRITO No mérito insurgese a recorrente contra o lançamento, aduzindo que os valores pagos aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestaram serviço mediante cartão de premiação, que era fornecido através de contrato firmado com a empresa INCENTIVE HOUSE S/A. Em que pese sua irresignação, esta matéria foi objeto de análise no julgamento das NFLD’s correlatas, processos nºs. 19647.007931/200746 e 19647.007924/200744 julgados nesta oportunidade e onde foram mantidos os lançamentos com relação ao mérito ora questionado. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Assim, tendo as obrigações principais sido mantidas em seu mérito, a presente obrigação acessória deve ter a mesma destinação. Notese que empresa é obrigada ao lançamento em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, de todos os fatos geradores de contribuições, do montante das quantias descontadas, das contribuições da empresa e dos totais recolhidos, conforme previsão no art. 32, inciso II da Lei n ° 8.212/1991, o que não restou demonstrado pelo recorrente, bem como pelo Decreto n ° 3.048, em seu art. 225, II, § 13, , que assim dispõe: Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (grifo nosso) (...) § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. Em assim não procedendo, correta a autuação. Sobre a cumulação de multa moratória e a penalidade por descumprimento de obrigação acessória, não há vedação legal para tanto, sendo que uma ocorre por falta de recolhimento de tributo e a outra por ação ou omissão do sujeito passivo, no presente caso a não apresentação de documentos. Sobre a produção de prova pericial, está somente se faz necessária quando indispensável ao deslinde da questão, não se prestando para fins protelatórios, o que impõe o seu indeferimento nos termos do artigo 38, § 2º da Lei nº 9.784/99 c/c o artigo 16, inciso IV, § 1º do Decreto 70.235/72, in verbis: “Lei 9.784/99 Art. 38. [...] § 2º Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.” Fl. 403DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19647.007863/200715 Acórdão n.º 240102.622 S2C4T1 Fl. 380 7 “Decreto 70.235/72 Art. 16. [...] IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16.” A reunião de processos para julgamento em conjunto, embora razoável, não é exigência procedimental e sim faculdade da administração pública visando a celeridade e economia processual, o que não impede o julgamento em separado de autos diversos. VOTO no sentido de Conhecer do Recurso, Rejeitar as preliminares e no mérito Negar Provimento ao recurso. Marcelo Freitas de Souza Costa Fl. 404DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 22/08/2012 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 27/08/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 17460.000863/2007-47
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2803-000.083
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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Numero do processo: 13708.001334/00-21
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA – VERBA PAGA PELO
EMPREGADOR POR MERA LIBERALIDADE – Não se comprovando nos
autos que a verba paga por ocasião de demissão imotivada integra o rol contido no artigo 6°, inciso V, da Lei n° 7.713, de 1988, ou que decorreu de convenção ou acordo homologados pela Justiça do Trabalho, ou de sentença em dissídio coletivo, ou ainda que teria sido paga no contexto de Programa de Demissão Voluntária ou Incentivada, conclui-se que se trata de mera liberalidade do empregador, portanto é passível de tributação pelo Imposto de
Renda.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.303
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Relatora Fl. 125DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 EDITADO EM: 17/08/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Alexandre Naoki Nishioka, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em sessão plenária de 19/10/2006, a 6ª Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário 147.387, exarando o Acórdão 10615.920 (fls. 82 a 90), assim ementado: “IRPF — VERBA INDENIZATÓRIA — NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA. Tem nítido caráter indenizatório e não representa acréscimo patrimonial o valor recebido a titulo de "Gratificação Especial", cuja finalidade é apenas a de recompor o patrimônio do contribuinte pelo rompimento imotivado do seu vinculo empregatício. Não se está diante de fato gerador do imposto de renda, tal qual previsto no artigo 43, incisos I e II, do CTN e a pretensão de tributálo ofende o principio da capacidade contributiva, expresso no artigo 145, § 1°, da Constituição Federal. Recurso provido.” Cientificada do acórdão em 1º/03/2007, a Fazenda Nacional interpôs, na mesma data, o Recurso Especial de fls. 93 a 96, ao qual foi dado seguimento, com fundamento nos artigos 7°, I, e 15, caput, §§ 1° e 6°, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 2007, conforme Despacho nº 106 258/2007 (fls. 97/98). O Recurso Especial da Fazenda Nacional contém os seguintes argumentos, em síntese: no caso dos autos, o contribuinte, ao ser desligado da empresa em que trabalhava, veio a receber, a título de gratificação especial, determinadas verbas que, no seu entender, seriam indenizatórias; por disposição legal, as verbas indenizatórias vêm a ser aquelas recolhidas a título de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): essa que se vê presente nesta controvérsia tem o caráter de mera liberalidade por parte da empresa; o caso presente difere essencialmente daqueles a que, usualmente, conferemse isenção (PDV PIA), quando, sponte sua, o interessado deixa a empresa; não é o caso dos autos, em que está expressa a razão do afastamento: “demitido sem justa causa”, ocorrência coberta pela indenização proporcionada pelo FGTS; Fl. 126DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13708.001334/0021 Acórdão n.º 9202002.303 CSRFT2 Fl. 2 3 urge estabelecerse divisor de águas, fincaremse vetores e balizas a partir dos quais, a norte seria renda; a sul, indenização; a persistir o sistemático avanço de entendimento, chegarseá à conclusão, logo, logo, de que todo o salário seria indenização das horas despendidas em beneficio da empresa.... De que o salário seria ressarcimento pelo prejuízo físico e moral .... E de que o salário, por essas razões, não aumentaria o patrimônio do interessado. Ao final, a Fazenda Nacional solicita a reforma do acórdão, restabelecendo se a sua prevalência quanto às questões objeto de controvérsia no recurso. Cientificado do Recurso Especial da Fazenda Nacional, bem como do despacho que lhe deu seguimento, em 10/12/2010 (fls. 113), o contribuinte ofereceu, em 11/01/2011, as contrarazões de fls. 119 a 123. Por meio do despacho de fls. 124, a Autoridade Preparadora registra a intempestividade da peça de defesa. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, Relatora Preliminarmente, verificase que o Recurso Especial da Fazenda Nacional, interposto por contrariedade à lei ou à evidência de prova, é tempestivo e atendeu aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Quanto às contrarazões oferecidas pelo contribuinte, estas não podem ser conhecidas, já que o seu protocolo extrapolou o prazo de quinze dias, estabelecido no art. 69, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009. Trata o presente processo, de decidir sobre a natureza tributária da verba denominada “Gratificação Especial”, no valor de R$ 35.324,26, recebida pelo contribuinte quando da sua demissão, sem justa causa, da empresa Laboratório Silva AraújoRoussel S/A, conforme o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho de fls. 29. 0 tratamento tributário das verbas indenizatórias pagas em função de demissão ou rescisão de contrato de trabalho está disciplinado no artigo 6°, inciso V, da Lei n° 7.713, de 1988, que assim estabeleceu: "Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei , bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;" Relativamente a esse dispositivo legal, foi exarado o Parecer Normativo COSIT n° 01, de 1995, conferindo força de lei, como norma individual, às convenções e acordos homologados pela Justiça do Trabalho, bem como às decorrentes de sentenças em dissídios coletivos. Assim, as indenizações fixadas nesses instrumentos estariam beneficiadas pela isenção estabelecida no dispositivo legal acima transcrito. Confirase o texto do citado Parecer: "3. Releva notar que as convenções e acordos trabalhistas, homologados pela Justiça do Trabalho, bem como as sentenças em dissídios coletivos, têm eficácia normativa para as partes envolvidas, nos termos estabelecidos pela CLT (art. 619), logo, as indenizações pagas por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho, enquadramse também no conceito de indenização isenta a que se refere o art. 6° da Lei nº 7.713, de 1988. " Fl. 128DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13708.001334/0021 Acórdão n.º 9202002.303 CSRFT2 Fl. 3 5 Releva notar que, em consonância com o entendimento acima, a própria decisão de Primeira Instância já reconheceu a isenção relativamente à verba denominada “Gratificação”, no valor total de R$ 2.979,60, constante dos Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho de fl. 29 e 30. Isso porque a própria empresa declara, às fls. 13, que se trata de verba paga em função da cláusula 29 do acordo coletivo da categoria, celebrado nos autos do DC nº TRT/RJ 95/96. No que tange à verba objeto do Recurso Especial, no valor de R$ 35.324,26, no acórdão recorrido entendeuse que, embora de maneira informal, tratarseia de um Plano de Demissão Incentivada, promovido pela pessoa jurídica Laboratórios Silva Araújo Roussel S.A.. Entretanto, no presente caso, não foi apresentado Plano de Demissão Voluntária ou Incentivada, tampouco foi colacionado o respectivo Termo de Adesão. A empresa Hoeschst Roussel Vet S/A declarou no documento fl. 13, que o pagamento se efetivou "por ocasião da Rescisão do Contrato de Trabalho dos empregados desligados, no intuito de indenização adicional às verbas indenizatórias legais, com a finalidade de proteger financeiramente esses empregados no período de sua recolocação no mercado de trabalho ...”. Nesse mesmo documento, a empresa esclarece ainda que os desligamentos ocorreram após o encerramento de suas atividades farmacêuticas de uso humano no Rio de Janeiro e atingiram todos os funcionários sem exceção, de forma uniforme, que não continuaram nas atividades veterinárias, ou ainda os que não se transferiram para a nova empresa farmacêutica criada em São Paulo. Assim, concluise que o desligamento do contribuinte não decorreu de adesão a Plano de Demissão Voluntária ou Incentivada, e a Gratificação Especial ora tratada foi paga por mera liberalidade da empresa, portanto não pode gozar da pretendida isenção. Por fim, cabe lembrar que, conforme o artigo 111 do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 1966), devem ser interpretadas literalmente as normas que disponham sobre isenção, destarte não há como admitirse a informalidade verificada na decisão recorrida, a ponto de classificarse uma verba como isenta, ausente a respectiva prova. Ao contrário, as provas dos autos apontam para a classificação da verba em tela como mera liberalidade do empregador. Diante do exposto, DOU provimento ao Recurso Especial, interposto pela Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 129DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 6 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 20/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/08/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 11831.002131/2009-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÕES.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-001.783
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Eivanice Canário da Silva, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rafael Pandolfo e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Relatório Em desfavor do contribuinte, FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, foi lavrado auto de infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física DIRPF exercício 2005 / anocalendário 2004, onde está sendo exigido o crédito tributário de R$ 58.656,50. De acordo com a Descrição do Fatos constataramse as seguintes infrações: Dedução indevida de contribuições para Previdência Privada e Fapi R$51.060,00, por falta de comprovação. Dedução indevida de dependentes R$2.544,00 ** Leise Marques Cleto Duarte cód. 31, por não comprovação da relação de dependência **Mozart Cleto Duarte Júnior cód. 24, por não comprovação da incapacidade física ou mental Dedução indevida de despesas médicas R$54.015,06, por falta de comprovação De acordo com a autoridade fiscal, o contribuinte foi intimado a comprovar a regularidade das deduções acima, teve o prazo para atendimento prorrogado, mas não atendeu à intimação fiscal. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação de fls.01/04, em que requer o cancelamento do débito fiscal. Tendo localizado os documentos ora os apresenta (fls. 09/28) e informa, em síntese: Dedução de contribuições para Previdência Privada e Fapi Efetuou pagamentos a título de contribuições para previdência privada no valor total de R$87.892,36, valor superior ao deduzido em sua DIRPF. Os pagamentos foram realizados mediante desconto em folha por seu empregador, Banco Itaú S/A, CNPJ 60.701.190/000104, como demonstra o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção do Imposto de Renda na Fonte, anexado a esta impugnação. Dedução de dependentes **Leise Marques Cleto Duarte é sua mãe, viúva sem rendimentos, como comprovam os documentos que ora apresenta. **Mozart Cleto Duarte Júnior é seu irmão, incapacitado física e mentalmente para o trabalho e ficou sob sua dependência econômica de 1997 até 12/08/2008, quando veio a falecer. Junta documentos comprobatórios. Dedução de despesas médicas Fl. 77DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 11831.002131/200910 Acórdão n.º 220201.783 S2C2T2 Fl. 2 3 plano de saúde R$5.195,06, conforme Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção do Imposto de Renda na Fonte. despesa com dentista Dr. Hélvio Geraldo Nunes, conforme cópia de recibos que anexa, totalizando R$49.120,00. A DRJ SP2 ao apreciar os documentos do interessado, julgou a impugnação procedente em parte, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 DEDUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PARA PREVIDÊNCIA PRIVADA. O direito à dedução do valor das contribuições para previdência privada está condicionado ao enquadramento nos requisitos legalmente estabelecidos e à comprovação do efetivo pagamento. Ausente a comprovação quanto ao tipo de plano contratado, mantémse a glosa. DEDUÇÃO DE DEPENDENTES. O direito à dedução relativa a dependentes está condicionado ao enquadramento nos requisitos legalmente estabelecidos e a sua comprovação. Restabelecese as deduções, cuja regularidade foi devidamente comprovada. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. O direito à dedução de despesas médicas restringese àquelas cujo beneficiário foi o próprio contribuinte ou seus dependentes para fins de imposto de renda, e está condicionado ao enquadramento nos requisitos legalmente estabelecidos e a sua comprovação. À vista do documento apresentado, restabelecese parcialmente as deduções. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A autoridade de primeira instância entendeu por bem restabelecer as seguintes deduções: Dedução de dependentes com Leise Marques Cleto Duarte e Mozart Cleto Duarte Júnior, face a comprovação. Dedução de despesas médicas no valor de R$ 48.820,00, relativos a tratamento do próprio contribuinte e de seus dependentes. Insatisfeito, o interessado interpõe recurso voluntário, com os seguintes pontos principais: Fl. 78DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 No relativo as Deduções de Contribuições Previdenciárias A decisão recorrida não ataca a possibilidade de dedução de contribuições previdenciárias, apenas alega que não foi devidamente comprovado o tipo de plano de previdência privada a que o impugnante aderiu. O único óbice para o deferimento deste item seria a identificação do tipo de plano contratado. Para atender e restar provada a natureza da contribuição, apresenta Declarações e Cópias de Extratos. No relativo as Deduções de Despesas Médicas A decisão recorria alega que não foram devidamente comprovadas, devendo ser demonstrado apenas que as despesas foram assumidas pelo contribuinte. Para comprovar a despesa apresenta Declaração do empregador, que comprova que as despesas foram deduzidas de sua remuneração a título de contribuição para o plano de saúde. É o relatório. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 11831.002131/200910 Acórdão n.º 220201.783 S2C2T2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. A lide versa sobre deduções de contribuições de previdenciárias e de despesa médicas, que glosadas pela autoridade fiscal no lançamento, não foram acolhidas pela autoridade recorrida. O recorrente deseja assim restabelecer plenamente as deduções originalmente declaradas. Da análise dos documentos, e das razões apontadas pela autoridade recorrida para indeferir o restabelecimento das Deduções de Contribuição Previdenciária, entendo que as declarações atestando a natureza do plano de previdência (PGBL) e documentação adicional acostada com o recurso, dão suporte aos argumentos do recorrente. Deste modo, é de se restabelecer o valor declarado pela dedução de contribuições previdenciária, uma vez que está comprovado e dentro do limite prescrito na legislação. No que toca as dedução de despesas médicas, a declaração apresentada e acompanhada com o documento originalmente entregue, propiciam a segurança da pertinência da dedução médica pleiteada., que permanecia ainda glosada após análise da autoridade recorrida. Ante ao exposto, diante da documentação de fls. 60 a 74, voto por dar provimento ao recurso. (Assinado Digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 80DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10680.909828/2010-57
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2006
Restituição. Compensação. Indébito de Estimativa.
Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. (Súmula CARF n º 84)
Reconhecimento do Direito Creditório. Análise Interrompida.
Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
Numero da decisão: 1801-001.380
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para analise do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2006 Restituição. Compensação. Indébito de Estimativa. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. (Súmula CARF n º 84) Reconhecimento do Direito Creditório. Análise Interrompida. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO DE ESTIMATIVA. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. (Súmula CARF n º 84) RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. ANÁLISE INTERROMPIDA. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringese a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para analise do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 98 28 /2 01 0- 57 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 0234.859, de 27/09/2011, da 2a. Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG (fls. 43/47) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório da DRF em Belo Horizonte/MG, que não homologou as compensações declaradas em DCOMP. Histórico Trata o presente processo de Declaração de Compensação transmitida eletronicamente em 27/02/2007 (fls. 30/34), que informa direito creditório relativo a pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL relativa ao mês de junho de 2006 (recolhimento em julho/2006). O valor da estimativa recolhida em DARF foi de R$ 29.578,32. O valor pleiteado original é de R$ 309,07 (corrigido de R$ 332,25), indicado para compensação de débito de estimativa de IRPJ do mês de janeiro de 2007, no mesmo valor do crédito corrigido pleiteado. Pelo Despacho Decisório Eletrônico da DRF em Belo Horizonte/MG, emitido em 06/09/2010 (fl. 24) não houve reconhecimento do direito creditório pleiteado sob a seguinte justificativa; “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 309,07. Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP, por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal da pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período.” Foi apresentada manifestação de inconformidade (fls. 02/06) na qual alega, a interessada, que, de acordo com balancete mensal levantado, não teria apurado qualquer valor devido de CSLL mas, por engano, acabou por efetuar recolhimento, conforme DARF anexado, o que caracterizaria pagamento indevido ou a maior, não vedado pelo artigo 10 da IN SRF n º 600, de 2005. Analisando o pedido a 2a. Turma Julgadora da DRJ em Belo Horizonte/MG indeferiu o pleito ao argumento de que, nos termos da IN SRF 600/2005, pagamentos efetuados a título de estimativa de IRPJ ou CSLL não podem ser utilizados como indébito, em compensação, e somente podem ser aproveitados para dedução da imposto ou contribuição anual devidos ou na composição do saldo negativo respectivo (fls. 43/47). Notificada da decisão, em 13/12/2011, como demonstra a cópia do AR (fl. 52 processo digital) apresentou, a interessada, em 05/01/2012, recurso voluntário. Nas razões de Fl. 71DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.909828/201057 Acórdão n.º 1801001.380 S1TE01 Fl. 3 3 defesa, além de reproduzir os argumentos deduzidos na manifestação de inconformidade, transcreve trechos de acórdão deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, sobre o assunto, de lavra desta relatora. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. No mérito observase que a DRF em Belo Horizonte/MG indeferiu o pleito ao argumento de que não poderia haver recolhimento indevido ou a maior no cálculo e pagamento de estimativas mensais de IRPJ e de CSLL no curso do anocalendário a gerar um indébito a favor do contribuinte passível de restituição e compensação. Tal questão já foi superada neste órgão de julgamento como se verifica da seguinte Súmula: Súmula CARF n º 84. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. O pagamento indevido de estimativas caracterizase na hipótese de erro no recolhimento. Assim, se o valor efetivamente pago foi superior ao devido, seja com base na receita bruta, seja com base no balancete de suspensão/redução, essa diferença é passível de restituição ou compensação, e esse pedido ou utilização pode, inclusive, ser feito no curso do anocalendário, já que independente de evento futuro e incerto. No presente caso, a contribuinte afirma ter efetuado, por engano, o recolhimento de estimativa de CSLL do mês de junho de 2006, quando seus balancetes indicavam que não haveria tal obrigatoriedade. Alega, portanto, que o pagamento seria indevido. Imperioso, entretanto, para homologação da compensação, a confirmação da existência, suficiência e disponibilidade do indébito alegado. Ou seja, a homologação expressa exige que a contribuinte comprove, perante a autoridade administrativa que a jurisdiciona, o erro cometido, seja na apuração da estimativa com base em receita bruta, seja com base em balancete de suspensão/redução, a sua adequação para a formação do indébito pretendido e a correspondente disponibilidade, mediante prova de que não se valeu desta antecipação para liquidação da CSLL devida no ajuste anual, ou para formação do correspondente saldo negativo. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 E isto porque, em verdade, o fato de o único fundamento da decisão ser a impossibilidade de aproveitamento de indébitos decorrentes de recolhimentos estimados, não permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade administrativa centrou sua decisão, exclusivamente, na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Cumpre registrar, inclusive, que, enquanto a contribuinte não for cientificada de uma nova decisão quanto ao mérito de sua compensação, os débitos compensados permanecem com a exigibilidade suspensa, por não se verificar decisão definitiva acerca de seus procedimentos. E, caso tal decisão não resulte na homologação total das compensações promovidas, develhe ser facultada nova manifestação de inconformidade, possibilitandolhe a discussão do mérito da compensação nas duas instâncias administrativas de julgamento. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito pela autoridade preparadora, com o conseqüente retorno dos autos à jurisdição da contribuinte, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 73DF CARF MF Impresso em 02/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 18/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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