Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
9339858 #
Numero do processo: 10711.005167/87-83
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.863
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA/RJ, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199211

turma_s : Primeira Câmara

numero_processo_s : 10711.005167/87-83

conteudo_id_s : 6608612

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 23 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-00.863

nome_arquivo_s : Decisao_107110051678783.pdf

nome_relator_s : FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO

nome_arquivo_pdf_s : 107110051678783_6608612.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA/RJ, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 1992

id : 9339858

ano_sessao_s : 1992

atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:01 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1734062496432521216

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100863_107110051678783_199211; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-09T14:32:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100863_107110051678783_199211; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100863_107110051678783_199211; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-09T14:32:33Z; created: 2017-06-09T14:32:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-09T14:32:33Z; pdf:charsPerPage: 878; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-09T14:32:33Z | Conteúdo => • MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA , ' 1g 1 PROCESSO N' 10711.005167/87-83 • 19 novembro de 1.99-2 •Sessão de ACORDA0 N! Recurso n~. 110.587 Recorrente: TH GOLDSCHMIDT INDÚSTRIAS QUfMICAS LTDA. Re corrid IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ • R E S O L U ç Ã O Nº 301-863 VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Cons~ lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julga- mento em diligência ao LABANA/RJ, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, m 19 de novembro de 1992. DE SOUZA ~ Procurador da Faz. Nacional 30A RUY RO IT AMAR VISTO EM SESSÃO DE: • I• .',' Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros:JOÃO BAPTISTA MOREIRA, OTACfLIO DANTAS CARTAXO, SANDRA MIRIAM DE AZE- VEDO MELLO,LUIZ ANTÔNIO OACQUES,'RONALDO LINDIMAR JOSt MARTON e JOStTHEODORO MASCARENHAS MENCK. DAMEFP/DF - SECOS Nt 041'/92 _ ~. H. ~.•.. • • • • MINIST~RIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1"'1;:I 1'.11::: ....nr;I('";;(, F~E:(:;l.JI:~!~()1'1., 11()u5E~7 RI~:~~;(:JI.U~;A(] l'lu 3():L-"f363 RI:::CORREI~l.E.TH GOLDS[HMIDT IND~STRIAS QUIMICAS LTDA. RECORRIDA • IRE F'ORTO DO RIO DI:::JANEII~O 1:;:E:I...AT[lI:~ • Ff,USTU DE I::.I:~E:IT(,SE CNnT:O I'IETO R E L A T O R I O l'A 'f:i.l"'flia ~:\c:il'na (.:.!p:i.(.:.Il"'.;:\'fac1,':\!. atl"'~';l.'v'('~~~:;da D(':.~cl{':\I"'{;"l.~~:i:Y"od(.:.:. Impor.ta .... ~;:~~ú]1"1" lO ..Ol1()/Oó ('fl~;;" :l.~':;,,/:l.~:'\)!1 ~!:.ubil"j(.:-!t(,:.!u ~';\ d(,:,!~:!,p.::tchD ~{":~"OOO quilo~;; r:!(.:-:r ólec) (ie ~;:ilicc)fle Il:i(:II"()lizaclc) ti~)(J B ....~3404~ (:(Jt)el,.'to~; 1:)e:La (3l.lia de IfIi~)c)v'" ta~~â(J J'lu 636"-f~6/:l~~39"-2 (.r:Ls;"17) cla~;sj.'f::i.(:aJ'l(:I(J(:) lJI~(:)(:ll.l.tC) l'l() (:6(jigc) l'AB 39.,()1"OB02!. e:(:)fIi a:L:[(:lll(:)ta~:; (:Ie 30% ç)av'a (:) ]:fllP01!~.to (is ]:(llpov..taç~:) e ].0% pal"a (J l:nlj:)C)stcl ~;(Jbl"e F:'I~Cldlltos :1:lldl.l~5tl~j.aJ.i7a(1(:)s,. D l...~:).bOf.~':\tól""'iDdc-:.! !-:'\nAl:i'~!;(':'~':;;!1 <:tPÓ~;; (":.!){{:1.(l)C"! da {':\mo.::~tl'"{':'" elD PI"'oc/uto impCII,.tae1(:)li e~lj.til.l (:) L,altclc) 1'1" 3a350/f~6 ('f:15,. :LfJ)ejecla~a!ld(J tl~ata!"--se de.:.! pv'ncJu'l:,D o""(:.l~;tn:i.co t(-:'~l'i"::!.Dat.:i.'v'o n~';\n :i.ôn:i.cD~, pDl:i.(.~:.t\~,~I'"~:~:i.lDx{:\nD" F:m con~:;clql),ü~nc:i.~':\,i(':':'ffl~':),tDd<-:.! 1,"(,:,:'v:j..::;~.XCl i:\clu~':\n(":-)il"(':\. o pr"oc!l.tto 'fo:i. de~~e:]._a151;:i.'f:j,(:ado par'a () (:(~e:I:i.gc)'fAB 34,,()2u03uO()~ C()Jn. aliqLl(:)ta~~ele 5()% IJcll""a c:) J:.,J:" e 15~ IJalrcl o ]:"Pu]:u~ e exigi(1(J (J 1"ec:(Jlll:i.mer'lt(J (~a(jj.'fel~e!'l~:i:\ de :i.'llpCJ!:;t(JS e as nllAltas pl"evistcls n(JS cll,.t:i.g(:)S 524 e 526, ifl(:i~:;e) IJ:!, (1e:) Regl.t:laolerltD A(:ll.la!'le:i.I~C) (F~"Au) e 36q~ :j.nc:i.~5(:) 11, (:I(J F~egt,llamel'lto clc) ]:'0.... ~1(J15.t(:) sc)l)r'e I:'lr(:)ejl,l.t(:)~; :[ll(itAstl"ializacl(:)~:i (1~]:F)I)., Nâ(:) tel'lc/() ~sicleJ cl.l,n~)r':i.fla a ex:i.gêI1C:i.i:\ 'f:i5c:a1 1:ej,ta atl"avés de :i.nt:i.rn-:':\~;:~'?(o ('f}.:,:." ~;:Y») ~I .ro:i. ld'v'V'{';\clo o í~H.ttD d(.:.! In'fi"{':'I.~;:~?CD n" :I.:":'~O/B.? (.rl.::;" :L/~5)" :l:l'l.t:i.filadaem c!ec(:)I'I"êllcia dc) (::itaclo 2l.lt(] ('fJ.s;,. 24)~ a alj.tua(ja~ tenl~)est:i.va{llel'lte~ j.n1lJugrlOlj fI 1:ei.to ("f:115a 26/34)~ alegal'le1e] (~l.le: a) (J l:ll"c)(:l{.ltc) é um ó:lp(J (1e siJ.:ic(:)fle of)(:le C) 8rnLIJ.gadc)I" 21'li.()['1:i.CO (,:,:'n'I:.I"'d CC)(J)OE\~;;t,,':\b:i.:r.:i,~':antf~:, n~'Xn ~;;(.:.~tl"~':\-l:.~:\ndo!l PDI'.t~':\ntD!1 d(.:-! U.ITi~':\ p V'E' p.::\ 1""~:\~;:~;!((Jqu:t mi c.;:\ ~l j -:"i~ q t..\E' E•.1!; C.;:\ r'E•.c te.:.!r':í. s t :i. C:,':'l~:!. b(~\.!;;.:i. C~':\~;:. deJ jJI"oejlAt(J sâo mal'l't:i(:las;; t) D jJI"oejt..lte:) é C:()ll~;ti'tLl:[do cle po1:~fnel"(:) (10 pOJ.:i1;:i:l()Xcll'1() e pe:).... ].ic)xj.a:l(~ui:leilo~ (:ollterldcJ e1;te \~].t:i.~lCl\.tma ~;l.,bst~rlc:i.a (~;ul"" 'f:at(J (1e IJ(Jliétev') e::Dm PI~o~)I~iedd(:lesteJ'l~~(Jativas~ C") a .tellS(Ja.tivic!ae1e flâo é exclt..l(jente ~Iay'a (:)1;:i.lic(JJ1P e I'lacla ,na:i!s é (1(J (ll,le a (:dl:Jcl(:ie:lacle cll.te tem c:erta~; St.lt)S:.t~l'lc:[.as (je~ c:()].(:)C:dda~;em s()ll.l!;:â(J~ (llDClific:al"efn 2 .teflsâo 1;;Llpel-'f:i.c:ia:l, dc) so:lverlte~ e eS~5a C2IJa(:ie1ade taml:)éfll a tem C) ó:leo de s;i:l:i.-" con':-:-~" A 2lj.tLlallte ~;(Jl:ic:i.t(:)\.l j.n'fOlrnla0:~fu~; (::(:)m~)len)eflt2res; ac) l."at)clv'a'te~"- Irj.O ("f:].s .. 6(»~, qt,te 1:Clr'anl pr"e~5ta(ja!s atv'avé!:; cla :[r)fc)l~n,a~~)"'é(::J'lica fl" 77/E17 (fl~;" 62/63)" l\.l~':\ v'épl:i.c(:\ ("fI.:!;" i:'~:J./{~~';:)!l.;:\ .;:\utu{':\ntp n~XD E,c(:\tnu ~':\S l""'EtZe(e':'~Ed(.:-:- de'f:es;a e (:)IJj,ll(JLl l:)ela (na!llltel',~:â'J (:Ic) fe:it(:).,11 TJJr u• I MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Rec. Res. 3 110.587 301-863 •• • •i • '.1 IIF~E\.lI~:;;r."ÍO" DE\bcl~':\s~:;:i.'f:i.ca,!;:~'rDt~';\v':i.'f,fl,v':i.t':\ do PI"'Dc!uto (~\Jfo::'D dE~S:i," :I.:i.cem (-':! H :i. d v'o:l.:L:r ,':,-do B B40{~" (.~(~:r:~DI::'I SC{:'I!... 1;:'F~~DCEDl::J..rn:;:" 11 :[I'lC(:)I',f()v"nlada 110 IJI~aZO l.ega:L a ReCOV'V'011'te irlt01"!)Ô~~i C) ~~eL{ re ... cu \""';;;0 no q 1.,l.<:\:I.!, ri ~XD J'''(~!nD',./i:\n ciD t':\ P v'(.:.~:I.i m:i. ri i:\ 1"" cl i:\ :i.mpo~:;~:;i b:i. J :i. dE\cI t~:! ci{":\ V'(';':'v' :i." ~::.~XO {':l,dUE1.nf~:L v' ,:", '::;0 b C) -fuI') d~':\m(.:.:nto c!(.:~ (.~v-nJ clt':') c]. ;:1~:;~:;:i.'f :i. c{:\~;:~:'D t,':\ v' :i. 'f ,f\. I'" :i. ":\!' 1:eita na inlpllgl'~a~;:â(:), 1")(:)olais, j'"eIJ:i1i;a s;ellS 'f:l.tndament()s~8"1 0!;pe(::ia:L () de (:eV'(:e2n\El1t(:) (je e!e"fesa, lJ()lr 1118 tel" s;ido 11ega(jd a PI'"(:)(jl"~~â(:)ele ~)lr()Va!, ~tJ"avés; ele IJel"1(::i.a té(:J'):ic~u I::: o I"(":"~l(:'ttóf':i.o" ~ • • • I • • • 4 Rec. 110.587 Res. 301-863 V O T O A matéria objeto deste processo já foi exaus- tivamente examinada e, até agora, tem havido uma série de pontos controversos. Veja-se os documentos aqui acostados, além da Informação Técnica n. 079/80 de fls. 88/92 do LABANA/RJ: a) Parecer INT de 15.01.88; b) Parecer INT de 30.08.88; c) Parecer INT de 14.06.89; d) Parecer IPT n. 5713, de 20.11.91; e e) Parecer Técnico (Eng. Quim. Luiz Aurélio Alonso) de 17.11.92. Em 19.11.92 este processo entrou na pauta de julgamento e, "ad cautelam" este colegiado resolveu ouvir, pessoalmente, a opinião do AFTN, Dr. Marcelo de Macedo Mou- ra, Chefe do Laboratório de Análises - LABANA/RJ. Como havia uma quantidade grande de processos similares, do mesmo sujeito passivo, travou-se uma importan- te discussão técnica entre o assistente do advogado da em- presa e o Chefe do LABANA/RJ, que, a nosso pedido, esclare- cia os pontos levantados pela recorrente. Como resultado, verificou-se que, a luz de todos os elementos técnicos trazidos, seria melhor o LABANA/RJ analisá-los para proferir uma informação conclusi- va. Isto foi acordado com o próprio Chefe daquele Laborató- rio, o Dr. Marcelo Moura. Assim, voto no sentido de converter o julga- mento em diligência ao LABANA/RJ para que este possa profe- rir uma informação conclusiva que sirva, inclusive, para to- dos os processos pendentes. Sala das Sessões, 19 de novembro de 1992. -~~4t-DU~~ FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO --Relàtor 00000001 00000002 00000003 00000004

score : 1.0
9339866 #
Numero do processo: 10711.001864/89-27
Data da sessão: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.872
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA/RJ, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE THEODORO MARCARENHAS MENCK

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199211

numero_processo_s : 10711.001864/89-27

conteudo_id_s : 6608808

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 23 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-00.872

nome_arquivo_s : Decisao_107110018648927.pdf

nome_relator_s : JOSE THEODORO MARCARENHAS MENCK

nome_arquivo_pdf_s : 107110018648927_6608808.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao LABANA/RJ, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 1992

id : 9339866

ano_sessao_s : 1992

atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:01 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1734062496433569792

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100872_107110018648927_199211; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-09T14:42:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100872_107110018648927_199211; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100872_107110018648927_199211; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-09T14:42:13Z; created: 2017-06-09T14:42:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-06-09T14:42:13Z; pdf:charsPerPage: 924; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-09T14:42:13Z | Conteúdo => • PROCESSO N9 1071 I .00 I 864/89 - 2V'~-_._----------------- • MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PR IMEl RA CÂMARA Recurso n~. : Ill.I64 TH GOLDSCHMIDT INDÚSTRIAS QUfMICAS LTDA. IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ •ACORDA0 N! _19 novembro de1.99-3.Sessão de Recorrid Recorrente: Ig I • .~ ! I R E S O L U C Ã O Nº 301-872 - Procurador da Faz. NacionalRUY VISTO EM SESSÃO DE: 3 O A R 1993 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Cnnselheiros: JOÃO BAPTISTA MOREIRA, OTACfLIO DANTAS CARTAXO, SANDRA MIRIAM DE AZE- VEDO MELLO,LUIZ ANTÔNIO JACQUES,-RONALDO LINDIMAR JOSr MARTON e FAU~ TO DE FREITAS E CASTRO NETO. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Canse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o juIga~ menta em diligincia ao LABANA/RJ, atrav~s da Repartiç~o de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 19 de novembro de 1992. - o. JO~"EOOORO MA;~~NC' - R,l,'" LÁ/IV • DAMEP'P/D' - 'ECoe Nt 041/'2 •••. H. I I••I MINI5T~RIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •I, I PRIMEIRA CÂMARA RECURSO Nº 111.164 RESOLUÇÃO Nº 301-872 RECORRENTE: T.H. GOLOSCHMIDT INDÚSTRIAS QUfMICAS LTDA. RECORRIDA IRF PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ RELATOR FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO 2 • I i • • _R E L A T d R I O O presente procedimento artministrativo vem da Terceira ci mara deste Conselho, por ser aquela câmara, a epoca, incompetente para julgar o feito. O litígio foi bem descrito no relatório da decisão de prl meira instância, que transcrevo abaixo. " A firma acima epigrafada, através da Declaraçãode Importação (D.I.) n2 3043/87 (fls.3/7). submeteu a despacho 4.200 quilos de 6leo de silicone hidrolizado, com viscosidade 259C:200.300 m.pa.s. ph (42 H20): 3,5 ~ 0,5, ao amparo da Guia de ~rtaçio (GIl. n2 0636-86/4753-8 (fls.8), classificando o produto no código TAS 39.01~08:02, com alíquotas de 30% para o Imposto de Importação (I.I.l e 10% para o Imposto sobre Produtos Industrializados (I.P.I.). O Laboratório de Análises. apÓs exame da amostra da mercadoria. emitiu o Laudo n2 604/87 (fls.10). declarando tra~se de produto tensoativo não iônico à base de ailicone. Em conseqüência ,em"ato de revisão aduaneira o pr2 ,duto foi desclassificado para o código ~B 34402.03.00, relativo aos i produtos orgânicos tensoativos à base de si1icone. com alíquotas de 'J 50% para o 1.1. e 15% para o I.P.I., e exigido o recolhimento das di- diferenças dos impostos e das multas previstas nos arts. 524 e. 526, inciso 11, do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto.~1.030/85 e 80 da Lei n2 4502/64, com a redação modificada pelo D.L. 34/66, art. 22. 22! alteração, além dos encargos legais cablveis.(fls.15)~ Não tendo sido cumprida a exigência fiscal, foi l~ vrado o Auto de Infraçio n2 218/89 (fl.l). Devidamente intimada (fI5.25), a Autuada, tempesti vamente, impugnou a ação fiscal (fls.26/36) , alegando que: a) o parecer concluuivo do U\BANA esclarece que: "trata-se de produto orgânico tensoativo não iônico à base de silicone"; b) a identificação da mercadoria URportada. espe- lhada no Laudo do U\BANA, não infirma, tampouco diverge daquela que constou da D.I.; c) no ensaio de Espectrofotometria no Infraverme- lho encontra-se poliéter polisiloxano,-que, por si só, já define e caracteriza a mercadoria co- rno sendo um "óleo de silicone"; MINIST~RIO OA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Rec.Res . 3 111.164 301-872 i e) trata-se de um óleo de silicone modificado qui- micamente. com a finalidade de promover a solu- bilidade e compatibilidade com outrOB meios, principalmente água, conservando as propriedaies do silicone e possibilitando seu uso industrial: a descrição cons~ante dos documentos de Unporta ção e transportada para a D.I. pe~te, sem som bra de dúvida, à Fiscalizaçio classificar 'o pr.Q duto na posição 39.01, reservada aos" produtos de policondensação": subposição 39.01.08, que abaange 08 "siliconea. modificados ou nlo" : e, por fim, no código TAB 39.01.08.02. que distig que nominalmente os "óleos de ailicone": f) o fato de a tensão superficial (dyn/cm) da mer- cadoria importada situar-se em 35,5 em nada a1- . d) I 1 • I•I, • tera a mesma; g) a característica da baixa tensão superficial, Í!:!. ferior a 45 dynes/cm, é inerente à natureza qui mica dos silicones, não transformando os silicQ. nes num "substituto artificial. dos produtos de saooaria", enquadrados na posição 34.02 da NBM/TAB, h) o contribuinte procurou enquadrar a mercadoria a nível de Posição, obedecendo à Regra l! das Regras Gerais e à Regra Geral Complementar-lo chegando, assim, ao código TAB 39.01.08.02, on- de se enquadram, nominalmente, os 6l.eos de sil!. cone, i) a posição 34.02 é privativa dos produtos orgân~ cos tensoativos resultantes do tratamento indu2 trial de matérias gordas, agrupadas como substi tutivos artificiais de produtos de saboaria~ j) não consta do texto, em momento algum, referên- cia a silicones ou seus derivados, mesmo porque sua propriedade de agente estabilizador para a fabricaçio de espuma rígida de pol.iuretano não .seconfunde com aquelas típicas dos produtos l::e!! soativos J quais sejam emuls&o, umectação e âe- tergência, 1) a questão suscita controvérsias que só poderão .serdirimidas através da efetivação da perícia técnica, assegurando-se a intervenção da empre- 5a autuada através da formul.ação de quesito5 e apresentaçio de 5ubsidios técnicos, visto que a propriedade tensoativa, por si só, não define a classificação do produto em tela~ e, m) finalizando, a correspondência inequívoca entre a mercadoria descrita n08 documentos de impor- taçãoe- na.-O.•l.•,e a que foi identificada pelo LA BANA, afastará as multas fixadas nos artigos 524 e 526, II, do R.A•• MINISTéRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Rec.Res. 4 111.164 301-872 ~ I ~ ! I•, I, I • • Na réplica (f15.39/40) , o AFTN não acatou as ra- zões da defesa e opinou pela manutenção da ação fiscal, com base no. Laudo de Análises 02 604/87 (fls.l0), efetuado pelo Laboratório de An~ lises - !ABANA. // Em face das alegações da autuada, transcritas nas alíneas c e j da impugnação,o Setor de Preparo e Julgamento solicitou novo pronunciamento do LA~ (f15.41), que, em atenção, expediu a In- formação Técnica ne 163/89 (f15.42/43).1I A autoridade de primeira instância julgou procedente o feito integralmente. Inconformada, a empresa recorre a este Colegiado, onde ratifica os argumentos constantes de sua impugnação . t o relatório. I ''.I I.: I • I• • • 5 Rec. 111.164 Res. 301-872 V O T O A matéria objeto deste processo já foi exaus- tivamente examinada e, até agora, tem havido uma série de pontos controversos. Veja-se os documentos aqui acostados, além da Informação Técnica n. 079/80 de fls. 88/92 do LABANA/RJ: a) Parecer INT de 15.01.88; b) Parecer INT de 30.08.88; c) Parecer INT de 14.06.89; d) Parecer IPT n. 5713, de 20.11.91; e e) Parecer Técnico (Eng. Quim. Luiz Aurélio Alonso) de 17.11.92. Em 19.11.92 este processo entrou na pauta de julgamento e, "ad cautelam" este colegiado resolveu ouvir, pessoalmente, a opinião do AFIN, Dr. Marcelo de Macedo Mou- ra, Chefe do Laboratório de Análises - LABANA/RJ. Como havia uma quantidade grande de processos similares, do mesmo sujeito passivo, travou-se uma importan- te discussão técnica entre o assistente do advogado da em- presa e o Chefe do LABANA/RJ, que, a nosso pedido, esclare- cia os pontos levantados pela recorrente. Como resultado, verificou-se que, a luz de todos os elementos técnicos trazidos, seria melhor o LABANA/RJ analisá-los para proferir uma informação conclusi- va. Isto foi acordado com o próprio Chefe daquele Laborató- rio, o Dr. Marcelo Moura. Assim, voto no sentido de converter o julga- mento em diligência ao LABANA/RJ para que este possa profe- rir uma informação conclusiva que sirva, inclusive, para to- dos os processos pendentes. Sala das Sessões, em 19 de novembro de 1992. JOS~:~~~CK - R,l,'" 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005

score : 1.0
9346639 #
Numero do processo: 10711.008279/91-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 301-00.900
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos ,em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, vencidos os Cons. José Theodoro Mascarenhas Menck, relator, e Ronaldo Lindimar José Marton. Designado para redigir a resolução o Cons. João Baptista Moreira, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE THEODORO MARCARENHAS MENCK

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199304

turma_s : Primeira Câmara

numero_processo_s : 10711.008279/91-08

conteudo_id_s : 6610348

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-00.900

nome_arquivo_s : Decisao_107110082799108.pdf

nome_relator_s : JOSE THEODORO MARCARENHAS MENCK

nome_arquivo_pdf_s : 107110082799108_6610348.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos ,em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, vencidos os Cons. José Theodoro Mascarenhas Menck, relator, e Ronaldo Lindimar José Marton. Designado para redigir a resolução o Cons. João Baptista Moreira, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Apr 27 00:00:00 UTC 1993

id : 9346639

ano_sessao_s : 1993

atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:03 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1734062496440909824

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100900_107110082799108_199304; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-09T18:30:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100900_107110082799108_199304; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100900_107110082799108_199304; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-09T18:30:46Z; created: 2017-06-09T18:30:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-09T18:30:46Z; pdf:charsPerPage: 923; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-09T18:30:46Z | Conteúdo => ••MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANE"AMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA., hf PROCESSO N9 10711-008279/91-08 • Sessõo d. 27 de abri J • de 1.99".>3- ACORDA0 N~_. _ Recurso n~. : Re corrente: Recor-rid , 114.452 L. NICOLLINI S.A. INDUSTRIA GRAFICA IRF - PORTO/RJ R E S O L U ç A O N. 301-900 VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira C~mara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos ,em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Reparti~~o de Origem, vencidos os Cons. José Theodoro Mascarenhas Menck, relator, e Ro- naldo Lindimar José Marton. Designado para redigir a resoluc~o o Cons. Jo~o Baptista Moreira, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 27 de abril de 1993. d--- . ITAMAR VIEIR VISTO EM SESSAO DE Participaram,ainda,do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Fausto de Freitas e Castro Neto, Miguel Calmon Villas Boas, Maria de Fátima Pessoa de Mello Cartaxo. Ausente, o Cons. Luiz Antonio Jacques. DAM£FP/OF- SECoe"' 041/92 - oI.H. Resposta) j \ perunta \Resposta) ./ -2- MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUITES - PRIMEIRA RECURSO N. 114.452 RESOLUÇAO N. 301-900 RECORRENTE L. NICCOLINI S.A. INDUSTRIA GRAFICA RECORRIDA : IRF - PORTO/RJ RELATOR : JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK. RELATOR DESIGNADO : JOAO BAPTISTA MOREIRA R E L A T O R I O Reto~na o p~esente p~ocesso administ~ativo de diligência efetuada junto ao Labo~at6~io de Análises de Santos (Labana) em vi~tude da ~esolu~~o n. 301-817, cujo ~e- lat6~io e voto leio em sess~o. O Labana se manifestou da seguinte fo~ma. "Em atendimento à solicitac~o de info~ma~~o técnica exa~ada às folhas 155 e 157 do p~esente p~ocessos, ~efe~ente á me~cado~ia "Máquina de imp~ess~o ~otativa Off- set, ma~ca ROLAND, modo REkORD RVK3B" de inte~esse da fi~ma em epig~afe, info~mamos: RESPOSTAS AOS QUESITOS FORMULADOS A FOLHA 05: Pe~gunta 1) A máquina é uma imp~esso~a off-set ou imp~esso~a ~otativa off-set? Embasa~ a ~esposta. Segundo info~macÔes técnicas especificas (fls. 32 a 50), o equipamento de ma~ca ROLAND, modo REKFOD RVK3B t~ata-se de Máquina de Imp~es~o Rotativa off-sete constituida de cilind~os po~ta chapas e cilind~os po~ta bo~~acha (elementos ~otativos de Tintagem/lmp~esss~o) que é alimentada com folhas de até 720xl020mm. T~ata-se de uma Máquina Imp~esso~a Rotativa Off- sete que atende aos dizeres das Notas Explicativas do Sistema Ha~monizado-NESH item c) à página 1866, ou seja, possui os elementos ~otativos de Tinta- gem/lmp~ess~o ca~acte~isticos desse tipo de máqui- na. 2) Os equipamentos desc~itos na G.I. s~o pa~tes in- teg~antes da imp~esso~a ou acess6~ios? Apenas discriminar. o co~po técnico do nosso Labo~at6~io é fo~mado p~incipalmente po~ Quimicos, e os pa~ece~es s~o voltados essencialmente pa~a me~cado~ias que se ~elacionem com a A~ea Quimica. Para um parecer final inclusive da resposta ao quesito n.l é necessá~io que um técnico especia- lizado na A~ea G~áfica, po~ uma inspe~~o visual do equipamento em funcionamento comp~ove a autua- ~~o dos elementos ~otativos de Tintagem/lmp~ess~o e disc~iminem as pa~tes integ~ante da Máquina Im- p~esso~a p~op~iamente dita, e os seus acess6~ios. E o ~elat6~io. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES v O T O Rec. Res. 3 114.452 301-900 Por designa~~o do Sr. Presidente, exaro o presente voto que traduz o pensamento da'maioria deste Colegiado. N~o cabe ao Labana interpretar as notas explicativas, preli-minarmente. Além disso, informou que o seu corpo técnico é, eminentemen- te, formado por quimicos e que, por tal motivo, n~o poderia formular resposta conclusiva à pergunta: "Trata-se de uma impressora off-set ou de uma impressora rotativa off-set". Assim sendo, é de se nomear outro laborat6rio técnico, com competência especifica para o exame em quest~o. Destarte, voto no sentido de se converter o julgamento em diligência, ao INT, através da Reparti~~o de Origem, intimadas ambas as Partes a formularem os quesitos que julguem necessários ao deslinde da matéria, bem como o deste relatOr: liA máquina importada é uma impressora off-set ou uma impres- sora rotativa off-set?" Sala das Sessbes, em 27 de abril de 1993. 19l .@ ~ , { J 4 Rec. 114.452 Res. 301-900 v O T O V E N C I D O Fica claro da leitura dos autos , e princi- palmente das informacões técnicas nele constantes, que a mercadoria importada foi uma máquina impressora rotativo "off-set" que atende aos dizeres das notas explicativas do sistema harmonizado - NESH item "c", página 1.866, ou seja, possui os elementos rotativos de tintagem/impressão carac- teristicos desse tipo de máquina. E verdade que o Laboratório de Análises-San- tos (Labana) se declarou sem condições técnicas para se ma- nifestar de forma definitiva acerca da natureza da máquina (pág. 159 do feito). Porém, existem nos autos elementos pro- batórios o suficiente para a formacão de convicção, sendo pois, prescindível nova manifestação técnica. Destarte, voto no sentido de dar provimento ao recurso. Sala José das Sessões, em 27 de abril de 1993. T~:fY:::i.~l:ÁLto" 00000001 00000002 00000003 00000004

score : 1.0
9261235 #
Numero do processo: 10783.004650/94-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.074
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199608

turma_s : Primeira Câmara

numero_processo_s : 10783.004650/94-17

conteudo_id_s : 6585904

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 27 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-01.074

nome_arquivo_s : Decisao_107830046509417.pdf

nome_relator_s : MOACYR ELOY DE MEDEIROS

nome_arquivo_pdf_s : 107830046509417_6585904.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1996

id : 9261235

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:58 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314681774080

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301001074_107830046509417_199608; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-07T14:36:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301001074_107830046509417_199608; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301001074_107830046509417_199608; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-07T14:36:50Z; created: 2017-06-07T14:36:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-06-07T14:36:50Z; pdf:charsPerPage: 956; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-07T14:36:50Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA • PROCESSO N°SESSÃO DE RESOLUÇÃO N° RECURSO N° RECORRENTE INTERESSADA RECORRIDA 10783.004650/94-17 20 de agosto de 1996 301-1074 117.906 DRF DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX ALFIPORTO DE VITÓRIA/ES RESOLUÇÃO N° 301-1074 '1 .i , ! •• • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 20 de agosto de 1996 ~ -:>" ::2:IROS Presidente e Relator JOSÉ DE Procurad VISTA EM 2 9 1\8 1996 •I Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPTISTA. MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ .. DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausente o Conselheiro: SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Fez sustentação oral o Advogado Dr. ROBERTO SILVESTRE MAROSTON OAB N° 22.170 . Ime , i MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA I• RECURSO N°RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA INTERESSADA RELATOR(A) 117.906 301-1074 DRF - DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO ALF/PORTO DE VITÓRIA/ES CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATÓRIO E VOTO • • .\ Recurso de ofício. A fiscalização autuou a empresa por ter cometido erro de classificação, quando da importação de MITSUBISHI PAJERO, de uso misto, enquadrando-os corno jipes. Em apreciação e julgamento a decisão singular julgou iniprocedente a ação fiscal quanto ao mérito, após rejeitar a preliminar levantada pelo sujeito passivo e negar o seu pedido de perícia sobre os veículos. Declarou o julgador de primeira instância que só teria aplicação o Parecer Normativo nO02/94 para classificar os veículos que atendam simultaneamente os requisitos de serem "jeep" e "veículos de uso misto" no código 8703 33-0600 se não tivesse sido expedida a decisão contida na Orientação Normativa NBM-DISIT 258 8a RF, de 14 de setembro de 1993, corroborada pelo Despacho Homologatório COSIT/DINOM nO245, de 21/12/94, relativos a veículos que atendam às condições para serem tidos corno jipes (conforme o AD(N) 32/93 e não atendam às condições para serem tidos corno veículos de uso misto, conforme o referido PN COSlT/DINOM nO 02/94. Diz ainda que o citado Despacho Homologatório reconheceu que os veículos MITSUBISHI PAJERO não apresentam condições para serem veículos de uso misto, de modo que têm classificação no código 8703.33.0400 da TAB/TIPI. Com este fundamento, concluiu o julgador de primeira instância que a classificação correta dos citados veículos, deve ser no código 8703-33-0400 por não atenderem as condições para serem declarados corno sendo de uso misto, havendo sido confirmado pelos Despachos Homologatórios que devem ser tidos por jipes. Verifica-se que as análises das características dos veículos foram feitas exclusivamente com base em documentos e que existe, pelo menos aparentemente contradição nas conclusões dos órgãos encarregados de proferir a classificação tarifária das mercadorias. Assim é que, enquanto o PN nO 02/94 encontra nos veículos simultaneamente as características de jipes e de veículos de uso 2 . i I I MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 117.906 301-1074 •• •.' • misto, as decisões DINOM/DISIT 8a RF declara que tais veículos por serem jipes como tais devem ser classificados, ficado omitida qualquer menção ao uso misto. A contradição pode levar a concluir que talvez não se trate dos mesmos veículos ou que ocorreu simplificação ao máximo na enumeração das especificações da mercadoria ao ponto de a Orientação Normativa DISIT/DINOM 8a RF deixar de lado, por desprezíveis, algumas características outras para efeito de enquadramento tarifário. Estas contradições impedem saber o tipo de veículo importado, objeto da ação fiscal, e se tomam um obstáculo ao julgamento do presente recurso de ofício. Por outro lado, tem-se que foi impertinente o pedido da importadora de realização de perícia, havendo formulado quesitos como os que seguem: a) se os veículos tipo "jeep", marca Mitsubishi Pajero, objeto da presente ação fiscal, atendem cumulativamente os requisitos fixados pelo AD(N) 32/93; b) se além dos requisitos enumerados no citado AD(N), os veículos em discussão apresentam outros que lhes conferem a característica essencial e específica de "jeep". Como a resposta apenas a estes quesitos não daria esgotamento às indagações sobre a mercadoria a classificar, voto no sentido de converter o julgamento do recurso de ofício em diligência à Repartição de Origem, no sentido de ser ouvido o INT, para esclarecer se os veículos em questão se enquadram nas especificações previstas no Ato Declaratório COSIT nO32/93, ou no Parecer Normativo COSIT nO 02/94. Na ocasião deverá ser convidada também a importadora a apresentar os quesitos que julgar convenientes. Sala das Sessões, em 20 de agosto de 1996 3 í" 00000001 00000002 00000003

score : 1.0
4615347 #
Numero do processo: 19515.002189/2003-54
Data da sessão: Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Exercício: 2002 DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - DIRF - VALORES INFORMADOS - INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA - A DIRF elaborada pelo sujeito passivo que informa os rendimentos tributáveis pagos ou creditados, por si ou na qualidade de representante de terceiro, bem assim o respectivo Imposto de Renda Retido na Fonte, não é lançamento e não constitui crédito tributário e nem os valores nela indicados podem ser inscritos em dívida ativa por ausência de previsão legal, sendo cabível o lançamento do imposto não recolhido acompanhado da multa punitiva e demais acréscimos legais mediante ato de oficio. Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-000.156
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)

dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200907

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Exercício: 2002 DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - DIRF - VALORES INFORMADOS - INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA - A DIRF elaborada pelo sujeito passivo que informa os rendimentos tributáveis pagos ou creditados, por si ou na qualidade de representante de terceiro, bem assim o respectivo Imposto de Renda Retido na Fonte, não é lançamento e não constitui crédito tributário e nem os valores nela indicados podem ser inscritos em dívida ativa por ausência de previsão legal, sendo cabível o lançamento do imposto não recolhido acompanhado da multa punitiva e demais acréscimos legais mediante ato de oficio. Recurso negado.

dt_publicacao_tdt : Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 19515.002189/2003-54

anomes_publicacao_s : 200907

conteudo_id_s : 6616844

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.156

nome_arquivo_s : 280100156_165636_19515002189200354_005.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE

nome_arquivo_pdf_s : 19515002189200354_6616844.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.

dt_sessao_tdt : Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2009

id : 4615347

ano_sessao_s : 2009

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:55 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314691211264

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-14T13:54:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-14T13:54:32Z; Last-Modified: 2009-10-14T13:54:32Z; dcterms:modified: 2009-10-14T13:54:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-14T13:54:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-14T13:54:32Z; meta:save-date: 2009-10-14T13:54:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-14T13:54:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-14T13:54:32Z; created: 2009-10-14T13:54:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-10-14T13:54:32Z; pdf:charsPerPage: 1615; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-14T13:54:32Z | Conteúdo => S-TEoi Fl. 215 kl---,:••., ' MINISTÉRIO DA FAZENDA, • ,-. •. ...t.isk». i., r, ,, . 10..4 ::, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FIS.AIS 2 'tk-Zi.,:taa. SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO -.... . ,, Processo n° 19515.002189/2003-54 Recurso n° 165.636 Voluntário Acórdão n° 2801-00.156 — 1 3 Turma Especial Sessão de 27 de julho de 2009 Matéria IRF Recorrente EXPRESSO RING LTDA. Recorrida 3' TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP I ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Exercício: 2002 DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - DIRF - VALORES INFORMADOS - INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA - A DIRF elaborada pelo sujeito passivo que informa os rendimentos tributáveis pagos ou creditados, por si ou na qualidade de representante de terceiro, bem assim o respectivo Imposto de Renda Retido na Fonte, não é lançamento e não constitui crédito tributário e nem os valores nela indicados podem ser inscritos em dívida ativa por ausência de previsão legal, sendo cabível o lançamento do imposto não recolhido acompanhado da multa punitiva e demais acréscimos legais mediante ato de oficio. Recurso negado. ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE Presidente e Relatora FORMALIZADO EM: 21 AGO 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos (suplente convocado), Marcelo Magalhães Peixoto, Margareth Valentini (suplente convocada), Sandro Machado dos Reis e Júlio Cezar da Fonseca Furtado. i Processo n° 19515.002189/2003-54 Acórdão n.° 2801-00.156 Fl. 216 Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infraçã .cle fls. 45 a 51, referente a Imposto de Renda Retido na Fonte, ano-caleendário 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 13.904,83, acrescido de multa de Eticio e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira üs. tância (fls. 148): "Trata o presente processo de lançamentos relativos a Imposto de Renda Retido na Fonte — IRRF, cujos fatos geradores ocorreram no ano-calendário de 2000, totalizando o crédito tributário de R$ 31.309,29, incluídos nesse montante o tributo, juros de mora e multa de oficio de 75% Informa-se, no Auto de Infração (fls. 45/51), que o contribuinte não efetuou o recolhimento do IRRF incidente sobre rendimentos do trabalho assalariado, conforme Termo de Verificação de fls. 43/44. A autuação em referência teve como enquadramento legal os artigos 620, 621, 624, 625, 626, 636, 637, 638 e 641 a 646 do RIR/1999 c/c o art. 21 da Lei 9887/1999. Às folhas 54, consta a informação da existência do processo de Representação Fiscal para Fins Penais de número 19515.002190/2003-89, o qual se encontra apensado ao presente." IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a autuada apresentou a impugnação (fls. 55 a 59), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 148): "5.1. A Fiscalização desconsiderou alguns recolhimentos efetuados pela empresa com o código de receita 0561 e nas datas corretas, ou, quando a destempo, com os devidos acréscimos legais (documentos 3 a 50). A existência desses recolhimentos é reconhecida pela própria Receita Federal (documentos 51 a 54). 5.2. Há, outrossim, outros DARF com o código de receita 0561 não considerados pela Fiscalização (documentos 56 a 64). 5.3. A apuração realizada pela Fiscalização deveria ter comparado as DIRF com os DARF e não com as DCTF, como determinado pela própria Receita Federal. 2 Processo n° 19515.002189/2003-54 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.156 Fl. 217 5.4. Observe-se que, de acordo com o inciso Ido artigo 156 do CT1V, o pagamento extingue o crédito tributário, não sendo devida a exação apontada, uma vez que já foi realizado o pagamento do débito tributário, ainda que parcialmente. Deve, ademais, ser afastada, proporcionalmente, a aplicação da multa de oficio e dos juros de mora. 5.5. Dessa forma, considerando-se todos os recolhimentos, conclui-se que a diferença existente entre as declarações DIRF e DCTFXDARF é de R$ 3.144,70 e não de RS 13.904,83 (documento 65)." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3' Turma da DRJ-São Paulo/SP I, após o resultado de diligência para verificações complementares e esclarecimentos (despacho de fls. 132 a 134 e Relatório de Diligência de fls. 138 e 139), julgou parcialmente procedente o lançamento. Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados nas seguintes ementas: "Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 2000 Ementa: DÉBITO NÃO CONFESSADO. DIRFXDARFXDCTF. DEMONSTRAÇÃO DO QUANTUM DEVIDO. — Exige-se, por meio de lançamento de oficio, o tributo informado em D1RF, mas não em DCTF, e não recolhido. MULTA DE OFÍCIO. — Descabe multa de oficio quando o tributo informado em IMRE for recolhido antes da Intimação Fiscal. Lançamento Procedente em Parte" RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF). Cientificada da decisão de primeira instância em 06/09/2007 (fls. 182-verso), a autuada, por intermédio de representante (procuração às fls. 212), apresentou, em 26/09/2007, o Recurso de fls. 185 a 195. Após breve recapitulação dos fatos, argumenta, em síntese, que: • nem todos os pagamentos efetuados pela empresa foram aproveitados pela autoridade fiscalizadora; • os recolhimentos foram efetuados sob o código correto (0561), nas datas certas ou, quando em data posterior, receberam os acréscimos legais pertinentes; • tais recolhimentos foram confirmados nos Bancos de Dados administrados pela RFB; • deveria ter ocorrido o batimento Dirf x Darf e não Dctf x Dirf; 3 Processo n° 19515.002189/2003-54 Acórdão n.° 2801-00.156 Fl. 218 • a autoridade julgadora de primeira instância reconheceu parte dos Na-isentos realizados e a extinção dos respectivos créditos, mantendo os valores pra iluais e exonerando as multas de oficio aplicadas pela falta de pagamento; • oras, a manutenção do principal não pode prosperar tão-somente porque não nstaram da Dctf, eis que o pagamento extingue o crédito tributário. A DRF de origem, consoante intimação de fls. 197, solicitou que a interessada apresentasse cópia contrato social consolidado vigente e do respectivo instrumento de mandato. Em resposta, foram juntados os documentos de fls. 198 a 212. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls,21 4, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, como corretamente destacado pela autoridade julgadora de primeira instância (fls. 149): "A declaração instituída pela SRF, para fins de cumprimento do disposto no artigo 5° do Decreto-lei ri' 2.124/1984, é a DCTF, conforme dispunha a IN SRF 126, de 30.10.1998, com as alterações posteriores (revogado pela IN SRF 255/2002), e não a DIRF, cuja apresentação era regulada, à época dos fatos geradores em questão, pela IN SRF 146/1999, que foi revogado pela IN SRF 03/2001. Ou seja, os valores informados em D1RF, para efeitos fiscais, não constituem confissão de divida, motivo pelo qual a Fiscalização lançou de oficio os valores não informados em DCTF." Observe-se que tais valores passaram a ser controlados nos autos em exame. Assim, embora se reconheça que os recolhimentos já acatados na decisão de primeira instância foram efetuados, há que se considerar que o lançamento de oficio daqueles valores foi acertado. Ao ser mantida a exigência do principal, já expurgada a multa de oficio, eis que os recolhimentos se deram antes da ciência do lançamento, procede-se à alocação dos Darf comprovadamente recolhidos, conforme se vê do extrato de processo (fls. 183 a 185). 4 Processo n° 19515.002 1 89/2003-54 2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.156 Fl. 219 Portanto, embora os valores já pagos permaneçam controlad.6 nesse processo, eles não estão mais sendo objeto de cobrança, eis que extintcs pelos pagamentos/alocação já efetuados. Quanto a recolhimentos diversos daqueles já aproveitados na deisão de primeira instância, destaque-se que o interessado nada de novo traz aos autos, razão fea qual não há reforma a ser feita no acórdão recorrido. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 27 de julho de 2009 AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE

score : 1.0
4734263 #
Numero do processo: 13882.000472/2002-04
Data da sessão: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/0411997 a 31/0.3/2002 Isenção. Sociedade Civil de Profissão Regulamentada. Revogação. A isenção da Cofins que beneficiava as sociedades civis de profissão legalmente regulamentada, prevista na Lei Complementar 70/1991, deixou de vigorar com a publicação da Lei 9,430/1996 A norma revogada - embora inserida em lei formalmente complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à disposição de lei federal ordinária, que outra lei ordinária da União, validamente, poderia revogar, como efetivamente revogou.. Sociedade Civil de Profissão Regulamentada. Sócio sem habilitação legal. Sociedade na qual algum dos sócios não pode exercer a profissão regulamentada, por falta de habilitação legal, não se enquadra na forma de tributação específica para as contribuintes que prestam serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-000.081
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA TURMA ESPECIAL da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE. RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar Provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario

dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200905

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/0411997 a 31/0.3/2002 Isenção. Sociedade Civil de Profissão Regulamentada. Revogação. A isenção da Cofins que beneficiava as sociedades civis de profissão legalmente regulamentada, prevista na Lei Complementar 70/1991, deixou de vigorar com a publicação da Lei 9,430/1996 A norma revogada - embora inserida em lei formalmente complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à disposição de lei federal ordinária, que outra lei ordinária da União, validamente, poderia revogar, como efetivamente revogou.. Sociedade Civil de Profissão Regulamentada. Sócio sem habilitação legal. Sociedade na qual algum dos sócios não pode exercer a profissão regulamentada, por falta de habilitação legal, não se enquadra na forma de tributação específica para as contribuintes que prestam serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada. Recurso Voluntário Negado.

dt_publicacao_tdt : Tue May 05 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 13882.000472/2002-04

anomes_publicacao_s : 200905

conteudo_id_s : 4630172

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 28 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.081

nome_arquivo_s : 280100081_152022_13882000472200204_004.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA

nome_arquivo_pdf_s : 13882000472200204_4630172.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da PRIMEIRA TURMA ESPECIAL da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE. RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar Provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Tue May 05 00:00:00 UTC 2009

id : 4734263

ano_sessao_s : 2009

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:56 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314703794176

conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-07T11:00:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-01-07T11:00:57Z; Last-Modified: 2011-01-07T11:00:57Z; dcterms:modified: 2011-01-07T11:00:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f5553e40-e847-4bb5-a3de-1ebc138f0a96; Last-Save-Date: 2011-01-07T11:00:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-01-07T11:00:57Z; meta:save-date: 2011-01-07T11:00:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-01-07T11:00:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-01-07T11:00:57Z; created: 2011-01-07T11:00:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-01-07T11:00:57Z; pdf:charsPerPage: 1618; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-01-07T11:00:57Z | Conteúdo => Q)Ip5~ JOSEFIk MARIA COELHO MARQUES Presidente S2-TE01 El 516 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Vf:, SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 1.3882.000472/2002-04 Recurso n" 152.022 Voluntário Acórdão n" 2801-00.081 — 1" Turma Especial Sessão de 05 de maio de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO/COMP COFINS Recorrente FG.LABORATÓRIOS S/C LTDA Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/0411997 a 31/0.3/2002 Isenção. Sociedade Civil de Profissão Regulamentada. Revogação. A isenção da Cofins que beneficiava as sociedades civis de profissão legalmente regulamentada, prevista na Lei Complementar 70/1991, deixou de vigorar com a publicação da Lei 9,430/1996 A norma revogada - embora inserida em lei formalmente complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à disposição de lei federal ordinária, que outra lei ordinária da União, validamente, poderia revogar, como efetivamente revogou.. Sociedade Civil de Profissão Regulamentada. Sócio sem habilitação legal. Sociedade na qual algum dos sócios não pode exercer a profissão regulamentada, por falta de habilitação legal, não se enquadra na forma de tributação específica para as contribuintes que prestam serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA TURMA ESPECIAL da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE. RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar Provimento ao recurso. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n° 05-19.631, de 08 de outubro de 2007, da DR1/Campinas/SP, fls. 479 a 482, que indeferiu a solicitação da recorrente, ratificando a decisão da DRF, não reconhecendo o direito creditório e não homologando as compensações vinculadas, em face da manifestação de inconformidade, fls. 454 a 469. Cientificada da decisão em 10 de dezembro de 2007, inesignada, apresenta recurso voluntário, fls. 490 a 512, em 10 de janeiro de 2008, por meio o qual nada acrescenta, em substância, aos argumentos da manifestação de inconformidade, cuja menção ora faço nos próprios termos do relatório da DRJ: 1.colaciona jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes dando provimentos aos recursos das sociedades civis de prestação de serviços de profissões regulamentadas; 2. argui sobre o seu direito 'isenção com base na Lei Complementar n" 70/91, e sustenta a impossibilidade de sua revogação pelo art. 56, da Lei n" 9.430/96, sob o argumento de que esta fere o princípio da hierarquia das leis; 3,defende que a opção pelo regime tributário do IRPJ, segundo permissão trazida pelo art. 1" da Lei n° 8,541/92 não afeta a isenção da COFINS, e traz jurisprudência que o ampara; 4.pugna pela 'prescrição decenal' [sie], firstigando a ilegalidade do art. 3" da Lei Complementar n° 118/05, trazendo nova posição do ST1 e posicionamento do Segundo Conselho de Contribuintes; 5.Declara o direito subjetivo à compensação dos seus créditos com os débitos que compensa, pleiteando sobre os créditos a aplicação da SELIC. É o relatório. ydi\ 2 3 Processo n" 13882.000472/2002-04 S2-TE01 Acórdão n " 2801-00.081 H 517 Voto Conselheiro BELCHIOR MELO DE SOUSA, Relator O recurso é intempestivo, não atende aos demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele não conheço. Neste caso concreto vem de ser desnecessária a análise sobre o direito de a sociedade civil solicitante pleitear a restituição pretendida, em razão de sua opção pelo regime de tributação facultado pelo art. 1", da Lei n" 8,541/92, posto que os períodos referentes aos quais pede restituição dos valores supostamente pagos indevidamente, está regido pela Lei n° 9,430/96, que expressamente revogou a isenção concedida pela LC 70/91, tendo esta discussão recebido a atenção da quase totalidade do voto na decisão recorrida. Em que pese trabalhar com as duas teses, conforme relatado, só urna importa discutir: a validade ou não da lei revogadora, enquanto ordinária, a cancelar um beneficio concedido por lei complementar. Corroboro aqui os argumentos do acórdão recorrido, declarando que em nada merece ser reparado pelo acerto do julgado, quanto à legalidade do cancelamento da isenção da COF1NS das sociedade civis de prestação de serviços de profissões regulamentadas, pelo art. 56, da Lei n" 9.430/96.. Com efeito, não cabe ao Conselho de Administração de Recursos Fiscais-CARF afastar aplicação de lei sob a alegação de inconstitucionalidade, nos termos do que rege o art. 49, do Regimento interno dos Conselhos de Contribuintes.. Este argumento contraponho consignando que em 15 de agosto de .2006, deu- se início ao julgamento do Recurso Extraordinário n° 381..964/MG, perante a 2" Turma do STF e o voto inaugural, do Ministro Gilmar Mendes, foi favorável aos interesses do Fisco, vale dizer., no sentido da inexistência do direito de isenção da referida contribuição. Nesse processo, o Ministro Eros Grau deliberou submeter a questão ao Plenário do STF, ou seja, ao crivo dos onze ministros, pela relevância do tema. Aceita a deliberação, o Recurso Extraordinário configurou um kading case para a definição da questão. Em meados de 2007 foi encaminhado ao Pleno, e a maioria dos ministros defendeu e ue a lei ordinária não está subordinada à com lementa porque há hierarquia de leis jurídico brasileiro apenas competências relativas a , cada espécie. Como a COFINS é urna contribuição já prevista na Constituição, ela pode ser regulamentada por lei ordinária. A decisão final ocorreu em 17 de setembro de 2008, teve repercussão geral para todos os tribunais regionais, não foi concedida a modulação dos seus efeitos para considerá-los prospectivos, e, assim, deitou por terra a pretensão das sociedades civis, e ficou vazada nos seguintes termos: Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso, BELCHIOR MELO DE SOUSA. Assunto- DIREITO TRIBUTÁRIO LIMITAÇÕES AO PODER DE TROBUTAR ISENÇÃO CONTRIBUIÇÕES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. COFINS "O Tribunal, por maioria, desproveu o recurso, nos termos do voto do Relator vencidos os Senhores Ministros Eros Grou e Marco Aurélio. Não participou da votação o Senhor Ministro Menezes Direito por suceder ao Senhor Ministro Sepólveda Pertence, que proferira voto anteriormente Em seguida, o Tribunal, tendo em vista o disposto no artigo 27 da Lei n" 9.868/99, rejeitou pedido de modulação de efeitos, vencidos os Senhores Ministros Menezes Direito, Eros Grau, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Carlos Britto. Por fim, o Tribunal, nos termos do voto do Relator, Ministro Gibnar Mendes (Presidente), acolheu questão de ordem suscitada por Sua Excelência para permitir a aplicação do artigo 543-B do Código de Processo Civil, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio Não participou da votação na questão de ordem o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, por ter-se ausentado momentaneamente. Ausente, justilicadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie, Plenário, 17 09.2008. No RE 377..457, excertos de votos assentam a posição daquela Corte sobre situações específicas mais diretamente de interesse do presente julgamento: "Lei Complementar n" 70/91 tem natureza de lei ordinária para os fins específicos da fixação da isenção e, portanto, poderia ter sido revogado, como ofái, pelo art.. 56, da Lei n" 9.430/96." (voto Min. Carmen Lúcia). "A rigor, como se sabe — e a doutrina tem assentado isso de fim-ma majoritária , não há hierarquia entre lei complementar e lei ordinária, mas apenas âmbitos materiais de atuação distintos. Uma lei complementar invadiu, como é o caso sob exame, o âmbito de competência material da lei ordinária, não há que se falar em quebra de hierarquia das leis, como se sustenta no RE sob exame," (voto do Min.. Ricardo Lewandowski), 4

score : 1.0
9261249 #
Numero do processo: 12466.000697/94-57
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-.01.082
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199608

turma_s : Primeira Câmara

numero_processo_s : 12466.000697/94-57

conteudo_id_s : 6586268

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 27 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-.01.082

nome_arquivo_s : Decisao_124660006979457.pdf

nome_relator_s : MOACYR ELOY DE MEDEIROS

nome_arquivo_pdf_s : 124660006979457_6586268.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1996

id : 9261249

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:58 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314723717120

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301001082_124660006979457_199608; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-07T14:44:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301001082_124660006979457_199608; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301001082_124660006979457_199608; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-07T14:44:32Z; created: 2017-06-07T14:44:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-06-07T14:44:32Z; pdf:charsPerPage: 986; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-07T14:44:32Z | Conteúdo => MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° SESSÃO DE RESOLUÇÃO N° RECURSO N° RECORRENTE INTERESSADA RECORRIDA 12466-000697/94-57 20 de agosto de 1996 301-1082 117.942 DRF DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX ALFIPORTO DE VITÓRIA/ES RESOLUÇÃO N° 301-1082 e I• Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 20 de agosto de 1996 :: le• MóÃCYR ELOY DE MEDEIROS Presidente e Relator JOSÉ DE AMAR A. SOARES Procurado da Fazenda Nacional VISTA EM' \29 AGO SSÔ Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausente o Conselheiro: SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Fez sustentação oral o Advogado Dr. ROBERTO SILVESTRE MAROSTON OAB N° 22.170. trnc 'j MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA '. RECURSO N°RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA INTERESSADA RELATOR(A) 117.942 301-1082 DRF - DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO ALF/PORTO DE VITÓRIA/ES CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATÓRIO E VOTO j, I. ;, , ; 'I •• • Recurso de ofício. A fiscalização autuou a empresa por ter cometido erro de classificação, quando da importação de MITSUBISHI PAJERO, de uso misto, enquadrando-os como jipes. Em apreciação e julgamento a decisão singular julgou improcedente a ação fiscal quanto ao mérito, após rejeitar a preliminar levantada pelo sujeito passivo e negar o seu pedido de perícia sobre os veículos. Declarou o julgador de primeira instãncia que só teria aplicação o Parecer Normativo nO02/94 para classificar os veículos que atendam simultaneamente os requisitos de serem "jeep" e "veículos de uso misto" no código 8703 33-0600 se não tivesse sido expedida a decisão contida na Orientação Normativa NBM-DISIT 258 8" RF, de 14 de setembro de 1993, corroborada pelo Despacho Homologatório COSIT/DINOM nO245, de 21/12/94, relativos a veículos que atendam às condições para serem tidos como jipes (conforme o AD(N) 32/93 e não atendam às condições para serem tidos como veículos de uso misto, conforme o referido PN COSITIDINOM nO 02/94. Diz ainda que o citado Despacho Homologatório reconheceu que os veículos MITSUBISHI PAJERO não apresentam condições para serem veículos de uso misto, de modo que têm classificação no código 8703.33.0400 da TAB/TIPI. Com este fundamento, concluiu o julgador de primeira instãncia que a classificação correta dos citados veículos, deve ser no código 8703-33-0400 por não atenderem as condições para serem declarados como sendo de uso misto, havendo sido confirmado pelos Despachos Homologatórios que devem ser tidos por jipes. Verifica-se que as análises das características dos veículos foram feitas exclusivamente com base em documentos e que existe, pelo menos aparentemente contradição nas conclusões dos órgãos encarregados de proferir a classificação tarifária das mercadorias. Assim é que, enquanto o PN nO 02/94 encontra nos veículos simultaneamente as características de jipes e de veículos de uso 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 117.942 301-1082 •• misto, as decisões DINOM/DISIT 8' RF declara que tais veículos por serem jipes como tais devem ser classificados, ficado omitida qualquer menção ao uso misto. A contradição pode levar a concluir que talvez não se trate dos mesmos veículos ou que ocorreu simplificação ao máximo na enumeração das especificações da mercadoria ao ponto de a Orientação Normativa DISIT/DINOM 8' RF deixar de lado, por desprezíveis, algumas características outras para efeito de' :, . enquadramento tarifário. ! : Estas contradições impedem saber o tipo de veículo importado, objeto da ação fiscal, e se tomam um obstáculo ao julgamento do presente recurso de ofício. Por outro lado, tem-se que foi impertinente o pedido da importadora de realização de perícia, havendo formulado quesitos como os que seguem: a) se os veículos tipo "jeep", marca Mitsubishi Pajero, objeto da presente ação fiscal, atendem cumulativamente os requisitos fixados pelo AD(N) 32/93; b) se além dos requisitos enumerados no citado AD(N), os veículos em discussão apresentam outros que lhes conferem a característica essencial e específica de "jeep". Como a resposta apenas a estes quesitos não daria esgotamento às indagações sobre a mercadoria a classificar, voto no sentido de converter o julgamento do recurso de ofício em diligência à Repartição de Origem, no sentido de ser ouvido o INT, para esclarecer se os veículos em questão se enquadram nas especificações previstas no Ato Declaratório COSIT nO32/93, ou no Parecer Normativo COSIT nO ,1 02/94. Na ocasião deverá ser convidada também a importadora a apresenta.I:os ! quesitos que julgar convenientes. Sala das Sessões, em 20 de agosto de 1996 I,: "I ,:.j:: ", il • MOACYR 3 ROS-RELATOR 00000001 00000002 00000003

score : 1.0
4733097 #
Numero do processo: 10860.003600/2003-12
Data da sessão: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 1998 (Compensação COFINS com crédito de PIS - semestralidade, Inconstitucionalidade Decretos-Leis IV 2445, 2449, Em face da Inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n" 2445 e 2449 que alterou o critério de pagamento.) Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-000.074
Decisão: ACORDAM os membros da primeira câmara do segundo conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: DANIEL MAURICIO FEDATO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)

dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200905

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 1998 (Compensação COFINS com crédito de PIS - semestralidade, Inconstitucionalidade Decretos-Leis IV 2445, 2449, Em face da Inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n" 2445 e 2449 que alterou o critério de pagamento.) Recurso Voluntário Provido.

dt_publicacao_tdt : Tue May 05 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 10860.003600/2003-12

anomes_publicacao_s : 200905

conteudo_id_s : 4630209

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 28 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2801-000.074

nome_arquivo_s : 280100074_143204_10860003600200312_002.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : DANIEL MAURICIO FEDATO

nome_arquivo_pdf_s : 10860003600200312_4630209.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da primeira câmara do segundo conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Tue May 05 00:00:00 UTC 2009

id : 4733097

ano_sessao_s : 2009

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:56 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314724765696

conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-07T11:00:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-01-07T11:00:56Z; Last-Modified: 2011-01-07T11:00:56Z; dcterms:modified: 2011-01-07T11:00:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d8c7c76d-31f9-493a-85ed-75a24b07727e; Last-Save-Date: 2011-01-07T11:00:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-01-07T11:00:56Z; meta:save-date: 2011-01-07T11:00:56Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-01-07T11:00:56Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-01-07T11:00:56Z; created: 2011-01-07T11:00:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2011-01-07T11:00:56Z; pdf:charsPerPage: 995; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-01-07T11:00:56Z | Conteúdo => CCO2/C01 F1s 104 Processo n" Recurso n" Matéria Acórdão n" Sessão de Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 10860,00.3600/2003-12 143.204 Voluntário COFINS 2801-00,074 05 de maio de 2009 ARAYA DO BRASIL INDUSTRIAL LTDA DRI - CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 1998 (Compensação COFINS com crédito de PIS - semestralidade, Inconstitucionalidade Decretos-Leis IV 2445, 2449, Em face da Inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n" 2445 e 2449 que alterou o critério de pagamento.) Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da primeira câmara do segundo conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso. ; (),.n Q././Ogjtk: 4144,1,C3 I'leSEF IA MARIA COELHO MARQUEI Presidente DANIEL IVTAURICIO FEDATO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Belchior Melo de Sousa e Carlos Henrique Martins de Lima, Relatório Trata-se de recurso voluntário, contra o Acórdão proferido pela DRI de Campinas/SP, onde a Recorrente obteve decisão parcialmente favorável referente a solicitação relativa a COFINS, compensações de crédito do PIS a semestralidade, conferindo-se o direito para os meses expostos, exceção feito ao mês de fevereiro de 1998. Em face de que o documento que havia sido protocolizado junto a Delegacia Regional de Taubaté, não conter carimbo de recepção legível A discórdia dos fatos tem origem na insatisfação da interessada pela decisão proferida pelo Processo Administrativo (IV 10860,002619/97-14), que não reconheceu a compensação, conforme Auto de Infração (n" 0001335). Seguindo, a DRI de Campinas não acatou a solicitação da Recorrente, decidindo manter apenas o valor exigido do objeto em pauta, fevereiro de 1998, e exonerar a multa de oficio de 75%, aplicando a moratória de 20%. O pleito do sujeito passivo, no apelo, cinge-se objetivamente a, no mínimo, investigar-se a autenticidade do documento não admitido na instrução processual, É o relatório, Voto Conselheiro DANIEL MAURICIO FEDATO, Relatar Recurso tempestivo e atendendo proposições de admissibilidade me faz conceder conhecimento, A Recorrente está pleiteando deferimento para reconhecimento e acatamento do pedido de compensação, do período de fevereiro/98. A decisão recorrida não reconheceu o direito pleiteado pelo sujeito passivo, pela dúvida quanto ao protocolo do pedido, conforme cópia demonstrada. O teor do Recurso destaca providência de investigação que reputo válida ao caso, urna vez que havendo dúvida quanto a efetiva protocolização do documento citado. Reconheça, pela copia trazida neste processo (ti 111), que pela legibilidade do carimbo aposto, é possível identificar a sua recepção pela Delegacia de Taubaté/SP, Sendo o débito que consta do pedido de compensação mais antigo que outros cadastrados e compensados no processo n° 10860.0026192714, conforme extrato de processo de folhas 80/88, deve o débito referente a fevereiro de 1998, remanescente da decisão recorrida ser cadastrado e compensado no referido processo, por quanto dele originalmente faz parte. Diante do exposto, voto pelo provimento ao recurso. DANIEL MAURICIO FEDATO 2

score : 1.0
9261232 #
Numero do processo: 12466.000626/94-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.072
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199608

turma_s : Primeira Câmara

numero_processo_s : 12466.000626/94-17

conteudo_id_s : 6585738

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 27 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 301-01.072

nome_arquivo_s : Decisao_124660006269417.pdf

nome_relator_s : MOACYR ELOY DE MEDEIROS

nome_arquivo_pdf_s : 124660006269417_6585738.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 1996

id : 9261232

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:58 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314725814272

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301001072_124660006269417_199608; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-07T14:16:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301001072_124660006269417_199608; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301001072_124660006269417_199608; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-07T14:16:41Z; created: 2017-06-07T14:16:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-06-07T14:16:41Z; pdf:charsPerPage: 971; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-07T14:16:41Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA I ;. PROCESSO N° SESSÃO DE RESOLUÇÃO N° RECURSO N° RECORRENTE INTERESSADA RECORRIDA 12466-000626/94-17 20 de agosto de 1996 301-1072 117.884 DRF DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX ALFIPORTO DE VITÓRIA/ES RESOLUÇÃO N° 301-1072 , I' •• Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 20 de agosto de 1996 MOACYR ELOY DE MEDEIROS Presidente e Relator i " VISTA EM I M A. SOARES da Fazenda Nacional 7..S j\Gü SSÔ Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausente o Conselheiro: SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Fez sustentação oral o Advogado Dr. ROBERTO SILVESTRE MAROSTON OAB N° 22.170. tmc ,'~, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA INTERESSADA RELATOR(A) 117.884 301-1072 DRF - DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO ALF/PORTO DE VITÓRIA/ES CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATÓRIO E VOTO • •• • I I, Recurso de oficio. A fiscalização autuou a empresa por ter cometido erro de classificação, quando da importação de MITSUBISHI PAJERO, de uso misto, enquadrando-os como jipes. Em apreciação e julgamento a decisão singular julgou improcedente a ação fiscal quanto ao mérito, após rejeitar a preliminar levantada pelo sujeito passivo e negar o seu pedido de perícia sobre os veículos. Declarou o julgador de primeira instância que só teria aplicação o Parecer Normativo nO02/94 para classificar os veículos que atendam simultaneamente os requisitos de serem "jeep" e "veículos de uso misto" no código 8703 33-0600 se não tivesse sido expedida a decisão contida na Orientação Normativa NBM-DISIT 258 8a RF, de 14 de setembro de 1993, corroborada pelo Despacho Homologatório COSIT/DINOM nO245, de 21/12/94, relativos a veículos que atendam às condições para serem tidos como jipes (conforme o AD(N) 32/93 e não atendam às condições para serem tidos como veículos de uso misto, conforme o referido PN COSIT/DINOM nO 02/94. Diz ainda que o citado Despacho Homologatório reconheceu que os veículos MITSUBISHI PAJERO não apresentam condições para serem veículos de uso misto, de modo que têm classificação no código 8703.33.0400 da TAB/TIPI. Com este fundamento, concluiu o julgador de primeira instância que a classificação correta dos citados veículos, deve ser no código 8703-33-0400 por não atenderem as condições para serem declarados como sendo de uso misto, havendo sido confirmado pelos Despachos Homologatórios que devem ser tidos por jipes. Verifica-se que as análises das características dos veículos foram feitas exclusivamente com base em documentos e que existe, pelo menos aparentemente contradição nas conclusões dos órgãos encarregados de proferir a classificação tarifária das mercadorias. Assim é que, enquanto o PN nO 02/94 encontra nos veículos simultaneamente as características de jipes e de veículos de uso 2 " ..' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 117.884 301-1072 • • • misto, as decisões DINOM/DISIT 8" RF declara que tais veículos por serem jipes como tais devem ser classificados, ficado omitida qualquer menção ao uso misto. A contradição pode levar a concluir que talvez não se trate dos mesmos veículos ou que ocorreu simplificação ao máximo na enumeração das especificações da mercadoria ao ponto de a Orientação Normativa DISIT/DINOM 8" RF deixar de lado, por desprezíveis, algumas características outras para efeito de enquadramento tarifário. Estas contradições impedem saber o tipo de veículo importado, objeto da ação fiscal, e se tornam um obstáculo ao julgamento do presente recurso de ofício. Por outro lado, tem-se que foi impertinente o pedido da importadora de realização de perícia, havendo formulado quesitos como os que seguem: a) se os veículos tipo "jeep", marca Mitsubishi Pajero, objeto da presente ação fiscal, atendem cumulativamente os requisitos fixados pelo AD(N) 32/93; b) se além dos requisitos enumerados no citado AD(N), os veículos em discussão apresentam outros que lhes conferem a característica essencial e específica de "jeep". Como a resposta apenas a estes quesitos não daria esgotamento às indagações sobre a mercadoria a classificar, voto no sentido de converter o julgamento do recurso de ofício em diligência à Repartição de Origem, no sentido de ser ouvido o INT, para esclarecer se os veículos em questão se enquadram nas especificações previstas no Ato Declaratório COSIT nO 32/93, ou no Parecer Normativo COSIT nO 02/94. Na ocasião deverá ser convidada também a importadora a apresentar os quesitos que julgar convenientes. Sala das Sessões, em 20 de agosto de 1996 MOACYR ELOY DE IROS - RELATOR • 3 00000001 00000002 00000003

score : 1.0
4795573 #
Numero do processo: 10120.002520/91-19
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: 1RPJ - OMISSÃO DE RECEITA. - Quando o sujeito passivo logra comprovar o efetivo aporte de recursos à pessoa jurídica, improcede a exigência por omissão de receita. PASSIVO FICTICIO - Improcede a exação quando o contribuinte demonstra a efetiva liquidação de obrigações no exercício social seguinte. Mantêm-se a exigência em relação àquelas não adequadamente comprovadas. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 108-00.532
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação as parcelas de Cz$ 5.432.092,93 e Cz$ 79.482.918,40, nos exercícios de 1988 e 1989, respectivamente, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jul 02 09:00:00 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199310

ementa_s : 1RPJ - OMISSÃO DE RECEITA. - Quando o sujeito passivo logra comprovar o efetivo aporte de recursos à pessoa jurídica, improcede a exigência por omissão de receita. PASSIVO FICTICIO - Improcede a exação quando o contribuinte demonstra a efetiva liquidação de obrigações no exercício social seguinte. Mantêm-se a exigência em relação àquelas não adequadamente comprovadas. Recurso provido em parte.

dt_publicacao_tdt : Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 10120.002520/91-19

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4222890

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 108-00.532

nome_arquivo_s : 10800532_104380_101200025209119_018.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 101200025209119_4222890.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação as parcelas de Cz$ 5.432.092,93 e Cz$ 79.482.918,40, nos exercícios de 1988 e 1989, respectivamente, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993

id : 4795573

ano_sessao_s : 1993

atualizado_anexos_dt : Sat Jul 02 14:25:56 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1737251314730008576

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-28T19:35:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-28T19:35:10Z; Last-Modified: 2009-08-28T19:35:10Z; dcterms:modified: 2009-08-28T19:35:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-28T19:35:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-28T19:35:10Z; meta:save-date: 2009-08-28T19:35:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-28T19:35:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-28T19:35:10Z; created: 2009-08-28T19:35:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; Creation-Date: 2009-08-28T19:35:10Z; pdf:charsPerPage: 1284; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-28T19:35:10Z | Conteúdo => , . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120.002.520/91-19 SESSÃO DE : 18 de Outubro de 1993. ACÓRDÃO N° : 108-00.532 RECURSO N° : 104.380 MATÉRIA : 1RPJ - EXS. 1988 e 1989 RECORRENTE : PROCARD-GRÁFICA E EDITORA LTDA. RECORRIDA : DRF em GOIÂNIA (GO). 1RPJ - OMISSÃO DE RECEITA. - Quando o sujeito passivo logra comprovar o efetivo aporte de recursos à pessoa jurídica, irnprocede a exigência por omissão de receita. PASSIVO FICTICIO - Improcede a exação quando o contribuinte demonstra a efetiva liquidação de obrigações no exercício social seguinte. Mantêm-se a exigência em relação àquelas não adequadamente comprovadas. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PROCARD-GRÁFICA E EDITORA LTDA. ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação as parcelas de Cz$ 5.432.092,93 e Cz$ 79.482.918,40, nos exercícios de 1988 e 1989, respectivamente, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões-DF, em 18 de Outubro de 1993. JACKSOI.MUEDES FERREIRA PRESIDENTE LUIZ ALB à' TO CAVA MAC " IRA RELATO ' • / • • EL FE d' E REGO BRANDÃO PROC ' • 1 t DA FAZENDA NACIONAL MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO l‘r : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 VISTA EM SESSÃO DE: 25 AGO. 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: ADELMO MARTINS SILVA, PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA, JOSÉ CARLOS PASSUELLO, RENATA GONÇALVES PANTOJA, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR e SANDRA MARIA DIAS NUNES. \leo= Nae104380 11:37 2 14/08/95 • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N' : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 RECURSO N° : 104.380 RECORRENTE : PROCARD-GRÁFICA E EDITORA LTDA. RELATÓRIO PROCARD-GRÁFICA E EDITORA LTDA., teve contra si lavrada às fls. 39 a 42, auto de infração que lançou o crédito tributário de Cr$ 22.033.790,63, do qual de imposto de renda pessoa jurídica (Cr$ 7.173.983,89), multa de Cr$ 3.586.991,94, juros de Cr$ 1.812.482,26 e Cr$ 9.460.332,54 de TRD. A fiscalização abrangeu os exercícios de 1987 e 1989, anos-bases de 1986 a 1988 e consignou as seguintes irregularidades: 1) Omissão de Receitas. 1.1) Aumento de Capital não Comprovado, caracterizada por integralização em moeda corrente, nos anos-bases de 1986 no valor de Cz$ 42.250,00 e 1988, no valor de Cz$.9.153.132,91. Capitulação Legal: art. 154, 157, par. 1 0, 173, 179, 181, 387, 1I do RIR/80, aprovado pelo Decreto 85.450/80. 1.2) Passivo Fictício - por não comprovação de datas efetivas de pagamento de duplicatas, no exercício de 1988, ano-base de 1987, no valor de Cz$ 1.366.721,56. 1.3) Passivo Fictício - caracterizado por manutenção no passivo de obrigações já quitadas, conforme comprovam nos autos, documento dos emitentes dos títulos, no exercício de 1989, no importe de Cz$ 3.944.742,64. Capitulação Legal: art. 154, 157, par. 1°, 179, 180 e 387, II do RIR/80, aprovado pelo Decreto 85.450/80; 1.4) Suprimento de numerário não comprovado: Omissão de receita caracterizada pela não comprovação da origem por parte dos sócios dos recursos referentes a ingressos em caixa nos valores de Cz$ 4.275.205,00, no 1cons\ac104380 41' 11:37 3 14/08/95 :. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N' : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 ano-base 1987, exercício financeiro de 1988; e Cz$ 74.906.352,00, ano-base 1988, exercício financeiro de 1989. Tempestivamente a empresa impugnou o lançamento no prazo de prorrogação à exigência (fls. 52/58), solicitando seu cancelamento, com base em que: AUMENTO DE CAPITAL NÃO COMPROVADO Os recursos utilizados para o aumento do capital proveniente de doações do Sr. Leon Feffer para Dona Janet Guper, no valor de Cz$ 1.500.000,00, conforme consta das Declarações do IR no ano-base de 1986 das duas pessoas (fls. 59). Com relação ao exercício de 1989 (matéria tributável de Cz$ 9.153.132,91), a efetiva aplicação dos recursos por Dona Janet Guper e pelo Sr. Jaques Gersgorin para aumento de capital social da empresa, nos valores de Cz$ 4.889.948,68 e Cz$ 4.263.283,23, respectivamente, correspondentes a parte ideal de cada um, podem ser provados, no primeiro caso, através do débito lançado na conta "Empréstimo de Sócios," em 03/10/88, data de alteração do capital, conforme consta no livro Diário n° 3, pág. 139, e nas fichas do razão (fls. 60/62); e, no segundo, através do depósito do Sr. Jaques na conta corrente da empresa no Banco Brasileiro, em 29/12/88, no valor de Cz$ 4.762.602,76, conforme lançamento do Diário n° 3, fls. 187, sendo o excedente do valor depositado (Cz$ 499.319,53) lançado a crédito bancário e fichas razão (fls. 62/64). N...\.As origens dos recursos estão comprovadas às fls. 55 (item 4-B). , \ 1 com n. ac104380 11:37 4 14/08/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NP' : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00332 PASSIVO FICTÍCIO O valor de Cz$ 1.366.721,56 (exercício 1987) refere-se a duplicatas emitidas pela Cia. Suzano de Papel e Celulose, liquidadas em 1988, conforme comprovantes originais anexos (fls., 66/83), que perfazem o total de Cz$ 1.262.596,10. Quanto ao importe de 3.944.742,64 (exercício 1989), a duplicata n° 36- 1869121k emitida pela Cia. Suzano de Papel e Celulose, no valor de Cz$ 4.172.638,79, com vencimento em 17/11/88, foi liquidada em duas parcelas Cr$ 520.000,00, em 22/11/88, através de crédito em conta corrente do fornecedor no Banco Brasileiro de Desconto S/A, e o restante em 03/01/89, juntamente com a duplicata n° 36-184548-C, conforme comprovante de quitação do fornecedor (fls., 84), no valor de Cz$ 3.652.638,79. Como garantia do pagamento da duplicata 36-186912-A caucionou junto ao fornecedor várias duplicatas emitidas pela empresa. O fornecedor recebeu dos clientes os valores correspondentes às mesmas e quando completou o valor do débito, isto é, em 30/01/89, forneceu a duplicata quitada nesta data", quando foi dado baixa no Ativo (Contas a Receber) e Passivo (Conta Fornecedores). A Cia. Suzano de Papel e Celulose informou à Receita Federal "que havíamos pago em 1988 o valor de Cz$ 3.944.742,64, posteriormente, tal informação foi constatada como um engano". SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO NÃO COMPROVADO Os recursos no montante de Cz$ 4.275.205,00 (exercício de 1988) são originários: de lucro na venda de ações da Cia. Suzano de Papel e Celulose, no valor de CZ$ Ucon.t104380 11:37 5 14108/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520191-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 529.795,00, conforme consta de declaração de rendimentos (exercidos 1988) de dona Janet Guper e está comprovado pela carta do Banco Itaii S/A, custodiante das ações (fls. 86); de doações do Sr. Leon Feffer no valor de Cz$ 3.500.000,00, conforme sua declaração de rendimentos e de Janet Guper (fls. 86/89); e de salários recebidos por Dona Janet durante o exercício de 1988 (Cz$ 331.633,00), conforme holleriths e cópia de declaração de rendimentos (fls. 90/118). O ingresso destes recursos na empresa foram efetuados conforme ficha razão (conta Empréstimo de Sócios; fls. 119/122v), e demonstrativo de fls. 55. Quanto ao importe de Cd 74.906.351,84 (exercício 1989) lançado na conta Empréstimo de Sócios, este é proveniente: a) da venda de parte das ações da Cia. Suzano de Papel e Celulose de propriedade de Dona Janet Guper (Cd 2.521.450,00), conforme declaração de rendimentos do exercício de 1989 (quadro 05, item 08), comprovante do Banco Cidade CVMC Ltda. negociante das ações (lis. 123/128), e relação das notas de negociação do Banco Cidade de fls. 55; b) da venda de imóveis (Cz$ 2.848.000,00), conforme declaração de rendimentos relativa ao exercício de 1989 (quadro 05, item 10), de Dona Janet • (fls. 123); c) de doações efetuadas pelo Sr. Leon Feffer e Dona Fanny Feffer a Dona Janet (Cz$ 18.200.000,00), conforme declaração de rendimentos (exercício 1989) dos mesmos, microfilmagem dos cheques emitidos para Dona Janet e extratos bancários (fls. 123 e 129/170), além de demonstrativo de fls. 56; d) de empréstimos efetuados pelo Sr. Leon Feffer a Dona Janet Guper (Cd 9.015.909,00), conforme extratos bancários e contrato de mútuo anexos (fls. 171/187) e o demonstrativo de fls. 56; e) da correção monetária do saldo credor da conta Empréstimo de Sócios (Cd 51.428.182,64), conforme ficha razão e cópia utilizado o valor apurado na kl época, vez que o cometo é Cd 108.467.953,41 (demonstrativo de fls. 57). Uccms\ ac104380 11:37 6 14/08/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/001520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 Desta forma "pode-se constatar que as origens dos recursos ... foram bem superiores aos valores ingressados na empresa (Cz$ 84.013.541,64; comprovam-se com demonstrativo de fls. 57). O ingresso dos recursos na empresa foram efetuados conforme ficha razão, conta Empréstimo de Sócios (fls. 190/206) e demonstrativo de fls. 58. Às fls. 208/210, a autuante considera comprovada, em parte, a matéria tributável lançada, mantendo os valores de Cd 42.250,00 (exercido 1987 e Cd 4.576.566,40 (exercício 1989), relativo ao aumento de capital e os importes de Cd 209.833,63 (exercido 1988) e Cd 520.000,00 (exercício 1989), referentes ao passivo fictício. A decisão da autoridade singular às fls. 212 a 217, produz Ementa: - Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Exercício de 1987, 1988 e 1989, períodos-base de 1986, 1987 e 1988. - Omissão de Receita Operacional. A manutenção, no passivo, de obrigações já pagas, ou a não comprovação dos saldos das contas representativas das obrigações, bem como a falta de comprovação da origem, e do efetivo ingresso no caixa da empresa dos recursos fornecidos pelos sócios ensejam presunção de omissão de receitas. A ação fiscal procedente em parte. Relata as peças componentes do processo, fundamentando a decisão nos seguintes fatos: AUMENTO DE CAPITAL NÃO COMPROVADO A fiscalizada, com relação ao exercício de 1987, alega que os recursos utilizados para o aumento de capital tiveram origem em doações efetuadas à sócia Janet Guper, conforme o \leoas ac104380 11:37 7 14108/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 Mexo 2 de sua declaração de rendimentos (cópia fls. 59). Porém, referido documento não comprova a efetivação da doação nem o momento de sua realização; bem como não atesta que tenham referidos recursos ingressados na empresa. Quanto ao exercício de 1989, apresenta para comprovar a entrada do recurso da empresa, cópia da escrituração efetuada (fls. 60/62 e 64/65) e cópia de um extrato bancário da empresa, cujos depósitos destacados pela interessada, datam de 29112/88 (fls. 63). Porém, os lançamentos, além de carecerem de maiores esclarecimentos, não são suficientes para tal comprovação, vez que não estão alicerçados em documentos que o lastreie Já o extrato (fls. 63), este não comprova que o depósito foi feito pelo sócio, não vinculando a entrada dos recursos com o aumento de capital renli7ado. A defendente informa que tais recursos tiveram origem na venda de ações e de bens imóveis, em doações, empréstimos e na correção monetária do saldo credor da conta Empréstimo de Sócio, e junta ao processo a página 2 da declaração de rendimentos da sócia Janet Guper (fls. 123), documentos relativos à venda de ações (fls. 124/128), extratos bancários (fls., 129/141 e 171/175), cheques emitidos pelo Sr. Leon Feffer em favor da sócia Janet, durante o ano de 1988 (fls. 142/165 e 176/187), e a ficha razão de fls. 204, todos em fotocópia. Esses documentos, porém, em sua maioria, somente revelam a existência de certo numerário em poder da sócia Janet Guper e que parte deste foi obtido de um terceiro; não provando que referidos recursos foram utilizados para o aumento de capital. E a ficha razão, sem documentos que lastreiem esses lançamentos, não é meio de prova. Assim, a defendente não demonstrou que os rendimentos existentes na pessoa fisica do sócio foram repassados para a autuada, não comprovando, como determina o art. 181 do RIR/80, e efetivo ingresso no caixa da empresa e a efetiva entrega pelos subscritores do numerário para a integralização de aumento de capital, ensejando a presunção de que tais recursos tiveram origem em receita omitida. 1cooslac104380 11:37 8 14/08195 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002320/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO NÃO COMPROVADO A empresa esclarece que os recursos relativos ao ano-base de 1987 (Cz$ 4.275.205,00), se originavam da venda de ações, conforme consta da declaração de rendimentos da Dona Janet Guper (fls. 86) e da carta do Banco do baú, de doações do Sr. Leon Feffer (fls. 86/89), e de salários recebidos por Dona Janet (fls. 90/118); e que os mesmos ingressaram na empresa conforme ficha razão (fls. 119/122). Inicialmente, é de se observar que a carta do Banco nau e o contrato de mútuo, aos quais se refere a contribuinte, não constam dos autos. De qualquer forma a defendente, apresentando cópias de declarações de rendimentos, novamente dirige seus argumentos no sentido de provar a existência de numerário em poder da sócia, mas não prova que tais recursos foram utili7ados na empresa. Em relação ao sócio James Gersgorin, nada apresentou. Além disso, não traz aos autos qualquer documento que comprove o ingresso desses recursos no caixa da empresa. Quanto ao exercício de 1989 (Cz$ 74.906.351,84), a autuada baseia-se nos mesmos documentos já mencionados no item Aumento de Capital não Comprovado, relativo ao referido exercício. Comparando esses documentos com os de fls. 192, 194, 198 e 201, verifica-se que as entradas de numerários no caixa da empresa, efetuadas pela sócia Janet, não são coincidentes, em datas e valores, com os recursos por ela recebidos do Sr. Leon. Já os extratos bancários (fls. 190, 196 e 203), estes não atestam quem fez os depósitos e para que fim Cabe ressaltar que a cópia do cheque de fls. 158/159 (Cz$ 14.100.000), apesar de possuir o mesmo \Icem\ ac104380 11:37 9 14/08/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520191-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 valor dos documentos de fls. 196/197; ser nominal à sócia Janet; e constar de seu verso a denominação da empresa, o mesmo não se encontra devidamente endossado. Desta forma, não se comprovando, com documentação hábil e idónea, coincidente em datas e valores, os suprimentos feitos à pessoa jurídica, é de se manter o lançamento, quanto a este item. PASSIVO FICTICIO Para descaracterizar a matéria lançada a autuada apresenta, na fase impugnatória, os documentos de fls. 67/74 e 76/83, em fotocópia, e o de fls. 84. Porém os recibos de depósito de 74 a 82, trazidos aos autos para comprovar a quitação das duplicatas n° 164797/A, 163389/C, 165723/A e 164797/B (todas vencidas em 1987), não se vinculam a estes documentos, não informando quem efetuou os depósitos, e a que fim o fez. O mesmo ocorre com os documentos de fls. 73 e 83, que também não se vinculam aos títulos, limitando-se a mostrar que seus valores coincidem com os constantes dos recibos de depósito. Quanto a duplicata n° 186912/A (fls. 84), no valor de Cz$ 4.171638,79, vencida em 27/11/88, esta foi liquidada em duas parcelas, sendo a primeira em 22/12/88 (Cz$ 520.000,00) e a segunda em 03/01/89 (Cz$ 3.652.638,79), conforme quitação constante do verso do título. Assim, a empresa somente conseguiu comprovar, como existente no passivo, a importância de Cz$ 3.652.638,79 (exercício 1989). Julga procedente em parte a ação fiscal declarando devida a importância de Cr$ 6.994.947,96 de IRPJ e Cr$ 3.497.473,98 de multa de oficio, acrescida dos encargos legais. Ang ,1cons\ac104380 11:37 10 14/08/95 • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 O recurso tempestivamente interposto às fls. 244 a 252, argüi: Em preliminar que a fiscal autuante, na fase de contestação da impugnação, acatou grande parte das argumentações e novas provas juntadas por ser de justiça (conforme consta nos autos às fls. 208/210), Não obstante a recorrente não concordar com a manutenção da glosa do aumento de capital e na omissão quanto a utilização dos prejuízos acumulados, mas mesmo assim ela (fiscal autuante) não foi acompanhada pela autoridade julgadora que proferiu o parecer final; A autoridade julgadora de primeira instância, ao analisar o processo de defesa, em uma atitude que foge dos padrões normais de qualquer julgamento, para manter a matéria tributável, por motivo alheios ao conhecimento da ora recorrente, deixa de considerar documentos importantes anexados aos autos, pré-julga a idoneidade de outros documentos sem apresentar comprovações, mantém bi-tributação de matéria, faz afirmações incisivas que não condiz com a verdade, novamente sem apresentar comprovações e sem observar os princípios legais. "Em dúvida, Pro Réu", conforme relata: Ao analisar os documentos que a recorrente apresentou para comprovar a inexistência de Passivo Fictício a autoridade julgadora desconsiderou as correspondências de seu fornecedor, Cia. Suzano de Papel e Celulose, datadas de 21/11/91, anexadas aos autos fls. 66/75, onde confirma-se de forma irrefutável o lançamento correto de obrigações no passivo da empresa. A autoridade julgadora não condiz com a verdade quando ao desconsiderar as cartas, afirma taxativamente ".... os recibos de depósitos de 74 a 82, trazidos aos autos ... não se vinculam a estes documentos, não informando quem efetuou os depósitos, e a que fim o fez". Em uma simples vistas às fls. 66 a 83 encontra-se os documentos que comprovam a quitação com recursos da ora recorrente, nos valores informados pelo fornecedor da mesma, conforme será demonstrado novamente no item 8.1.A. Umas\ ac104380 11:37 11 14/08/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 Uma das maiores demonstrações que a autoridade julgadora que proferiu o parecer final agiu com o intuito primordial de prejudicar a ora recorrente, é a sua declaração às fls. 158/159 (Cz$ 14.100.000,00), apesar de possuir o mesmo valor dos documentos de fls. 196/197, ser nominal à sócia Janet Guper, e constar de seu verso a denominação da empresa, o mesmo não se encontra devidamente endossado". Este tipo de afirmação com o intuito de somente prejudicar a empresa em sua defesa chega às barras do absurdo, pois se na época em que foi efetuado o depósito de cheque na agência bancária, esta não se opôs ou não se ateve pela falta do endosso e aceitou o depósito do cheque na conta da empresa, não seria a autoridade julgadora que iria se investir em autoridade do Banco Central para criticar a ação da agência bancária. A ela, autoridade julgadora, no entender da ora recorrente, caberia constatar que o cheque foi efetivamente depositado na conta da empresa, comparando a autenticação do cheque na Agência 3114/Bradesco, com o crédito correspondente na conta corrente da recorrente, automaticamente, na Agência 3099-6/Bradesco, conforme cópia do extrato bancário levado aos autos, fls. 196. A autoridade julgadora torna a omitir informações fornecidas aos autos quando era seu parecer final às fls. 215, nada diz sobre o aumento de capital efetuado pela sócia Janet Guper em 03/10/88, e somente cita o aumento de capital efetuado pelo sócio Jaques em 29/12188, tudo em conformidade com a alteração do contrato social lavrado em 14/09/88 para aumento do capital social, como pode ser constatado às fls. 12, e mesmo assim mantém a glosa total do aumento do capital social. Mantendo bi-tributação ao manter decisão da ação fiscalizadora quando glosa o aumento de capital efetuado no ano-base de 1988, pois ao autuar a conta corrente dos sócios, indevidamente como demonstraremos abaixo, autua também o aumento de capital que foi levado a débito desta mesma conta corrente autuada. Refere-se a que, a fiscal autuante, na fase de fiscalização glosou Cz$ 1.366.721,56 (fls. 40) do total de Cz$ 5.240.117,00 lançado na conta fornecedores do passivo Circulante do ano-base de 1987 e reconsiderou sua posição na fase de contestação, perante as Icon:11=104380 11:37 12 14/08/95 • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/9119 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 provas apresentadas, mantendo a glosa de Cd 209.833,63 (fls. 209), mas em seu parecer final a autoridade julgadora não acompanhou esta reconsideração Discrimina as Operações: A) Relação dos compromissos lançados em 31/12/87. 1\11" DUPL. FORNECEDOR DT. VENC . DT.PG. VL. EMIS. VL. PAU. 01 36.163389C CIA.SUZANO 22/12/87 17/02/88 182.963,00 235.107,17 02 36.164797A CIA.SUZANO 14/12/87 17/02/88 325.395,69 431.149,39 03 36.165723A CIA.SUZANO 26/12/87 29/02/88 323.133,55 423.305,09 0436.163861C CIA.SUZANO 29/12/87 29/02/88 325.395,69 421.387,51 05 36.163861C CIA.SUZANO 27/12187 105.708,17 06 OUTROS FORNEC. 104.125,46 TOTAIS 1 .366.721,56 1.510.949,16 B) Para comprovar as liquidações em 17/02/88 dos itens 01 e 02 apesar de já constarem do processo, diz anexar novamente a esta os seguintes documentos: a) Carta do fornecedor comprovando a quitação das duplicatas em 17/02/88 no valor total de Cd 666.256,56 e que as mesmas são as que a recorrente lançou em seu passivo em 31/12/87. b) Comprovante de deposito do cheque da recorrente na conta de seu fornecedor em 17/02/88. c) Cópia do cheque n° 187 que foi depositado na conta do fornecedor para quitação das duplicatas dos itens 01 e 02. d) Extrato da conta corrente bancária da recorrente onde consta o lançamento do cheque n° 187 emitido para quitação das duplicatas dos itens 01 e 02. e) Duplicatas emitidas pelo fornecedor da recorrente. A si St) • 11 oons\ac104380 11:37 13 14/08/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 C) Para comprovar as liquidações em 29/02/88 dos itens 03 e 04 acima, apesar de já constarem do processo, anexamos novamente a esta os seguintes documentos: a) Carta do fornecedor comprovando a quitação das duplicatas em 29/02/88 no valor total de Cz$ 844.692,60 e que as mesmas são as que a recorrente lançou em seu passivo em 31/12/87. b) Comprovante de depósito do cheque da recorrente na conta de seu fornecedor em 29/02/88. c) Cópia do cheque de n° 211 que foi depositado na conta do fornecedor para quitação das duplicatas dos itens 03 e 04. d) Extrato da conta corrente bancária da recorrente onde consta o lançamento do cheque n° 211 emitido para quitação das duplicatas dos itens 03 e 04. e) duplicatas emitidas pelo fornecedor da recorrente. D) Quanto aos itens 5 e 6 não foram encontrados documentos que comprovam os valores declarados no total de Cd 209.833,63. Todos documentos ora relacionados nos vários itens anexados a este recurso, foram devidamente acatados e reconhecidos pela fiscal autuante na fase de contestação. O valor dos suprimentos de numerário glosados pela autoridade julgadora refere-se ao saldo da conta corrente dos sócios que mantiveram com a empresa durante o ano- base de 1987, que embora foram comprovadas e aceitas, as origens dos recursos lançados, conforme despacho da autoridade julgadora à fl. 216, a mesma não aceitou como comprovação os lançamentos contábeis como prova das aplicações dos recursos na empresa exigindo a comprovação através de documentação hábil e idónea, coincidente em datas e valores, os suprimentos feitos à pessoa jurídica". Para que não paire dúvidas quanto a efetiva aplicação dos recursos dos sócios na empresa, passa a transcrever a conta corrente dos mesmos, anexando os comprovantes bancários onde consta o débito na conta dos sócios e os comprovantes bancários da empresa onde consta o crédito correspondente, coincidentes em datas e valores conforme solicitado. ‘1 oons ac 104380 11:37 14 14108/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N" : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 Relaciona às fls. 248/250 movimentação da conta corrente da sócia Janet Guper: Quanto à conta corrente do sócio Jacques Gersgorin, afirma que teve lançado a crédito de sua conta corrente basicamente os prolabores que teve direito no período de 1987 e uni crédito transferido da conta da sócia Janet (uper, ficando com um saldo credor no final do ano de 87 no valor de Cz$ 1.622.841,97, conforme ficha de conta corrente constante dos autos às fls. 122 gv. E) Com a comprovação das aplicações dos recursos na empresa em quase sua totalidade, através de documentos hábeis e idóneos coincidentes em datas e valores conforme pode ser constatado, e com os registros contábeis dos mesmos conforme já demonstrado nos autos e com a cópia do contrato de mútuo (o original deve ter sido extraviado quando da apresentação da impugnação) que ora anexa aos autos, acredita estar comprovada a legitimidade dos suprimentos efetuados. O valor de Cz$ 520.000,00 lançado no passivo da empresa em 31/12/88 foi, por engano da recorrente, lançado indevidamente. Os suprimentos de numerário efetuados durante o ano-base de 1988 no valor de Cz$ 74.906.351,84, glosado pela autoridade julgadora por terem sido comprovados as origens dos recursos nas contas dos sócios mas não comprovadas as aplicações dos mesmos na empresa, segundo relato da autoridade julgadora às fls. 215/216, quando diz. Às fls. 216 "Quanto ao exercício de 1989 (74.906.351,84), a autuada baseia-se nos mesmos documentos já mencionados no item Aumento de Capital não Comprovado, relativo ao referido exercício". Às fls. 215 menciona sobre o Aumento de Capital não Comprovado: "Assim, a defendente não demonstrou que os rendimentos existentes na pessoa fisica do sócio foram repassados para autuada, não comprovando, como determina o art. 181 do RIR/80, o efetivo ‘1 const104380 11:37 15 14/08/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 ingresso no caixa da empresa e a efetiva entrega pelos subscritores do numerário para integralização de aumento de capital, ensejando a presunção de que tais recursos tiveram origem em receita omitida." A - Repete (transcreve o demonstrativo da conta corrente da sócia Janet Guper (fls. 58) e a composição do passivo dessas contas em 31/12/88; bem como a alteração do contrato social efetuada pelos sócios em 14/09/88 para aumento do Capital (fls. 12) previa naquela data a aplicação de recursos dos sócios no valor de Cz$ 9.153.132,91 da seguinte forma: a) Utilização de C4 4.889.849,68 da conta corrente dos sócios, o que foi feito conforme demonstrativo do item 8.4. "A". b) O saldo seria aplicado na empresa dentro das necessidades da mesma, o que foi feito em 29/12/88, conforme extrato bancário da empresa de 29/12/88, anexo e citado às fls. 215 pela autoridade julgadora. Requer o cancelamento da autuação de: a) Passivo do Ano-Base de 1987 no valor de C4 1.156.887,93. b) Suprimento de Numerário no Ano-Base de 1987 no valor de Cd 4.275.205,00. c) Aumento de Capital do Ano-base de 1988 no valor de Cd 9.153.132,91. d) Suprimento de Numerário no Ano-Base de 1988 no valor de Cd 74.906.351,84. É o relatório. .Y\-\ N. I cora \ ac 104380 11:37 16 14108/95 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO : 10120/002.520191-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 VOTO CONSELHEIRO - LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, RELATOR Recurso tempestivo, dele tomo conhecimento. Procederemos ao exame da matéria objeto do apelo na ordem em que se apresenta na peça vestibular: a) Omissão de receita (aumento de capital). Relativamente ao exercício de 1987, o sujeito passivo não logrou demonstrar a regularidade do aporte de recursos no valor de Cz$ 42.250,00, devendo subsistir a exigência pertinente. De outra forma, no tocante ao exercício de 1989, a Recorrente comprovou em parte o aporte de recursos no montante de Cz$ 4.576.566,40, de parte da sócia Janet Guper, através de transferências para a conta corrente da empresa de recursos repassados pelo Sr. Leon Feffer. No que respeita ao sócio Sr. Jaques (Jersgorin não foram apresentados elementos suficientes a afastar a exigência; sendo assim, resulta insubsistente a imposição sobre a parcela de Cz$ 4.576.566,40 que merece ser provida. b) Passivo fictício A Recorrente através dos documentos de fls. 66 e 75 e 253 a 272, logrou comprovar que efetivamente compunham suas obrigações em 31.12.87 valores no montante de Cz$ 1.156.887,93, correspondente a quatro duplicatas de emissão da Cia. Suzana de Papel e \I oons ac 1043E0 11:37 17 14108195 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10120/002.520/91-19 ACÓRDÃO N° : 108-00.532 Celulose, liquidadas somente no exercício social seguinte, ou seja, em 17.02.88 e 29.02.88, conforme restou documentado nos autos, razão pela qual merece ser provido o apelo nesta parte. c) Omissão de Receita (suprimentos) A exigência importou em Cz$ 4.275.205,00 e Cz$ 74.906.352,00, respectivamente, nos exercícios de 1988 e 1989, a título de valores supridos pela sócia Janet Guper à sociedade. Na realidade considerou-se a totalidade dos créditos na conta corrente da sécia mantida na empresa, no ano de 1988, quando a maior parte corresponde à atualização monetária do saldo, no importe de Cz$ 51.428.182,64. Em relação à imposição do ano de 1987, exercício de 1988, restaram devidamente comprovados os aportes de recursos cuja origem resultou de ganhos obtidos pela referida sócia em operações realizadas e documentadas. Quanto ao ano de 1988, exercício de 1989, de igual forma percebe-se que os recursos originaram-se de doações e empréstimos recebidos de pessoas com quem mantém grau de parentesco, de ganhos de capital decorrentes de venda de ações e de lucro imobiliário, portanto, denota-se insubsistente a exigência em tela. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação as parcelas de Cz$ 5.432.092,93 e Cz$ 79.482.918,40, respectivamente, nos exercícios de 1988 e 1989. Sala das Sessões-DF, em 18 de Outubro de 1993. • LUIZ' ERTO CAVA • CE IRA l‘ lloonslac104380 11:37 18 14108/95 Page 1 _0022000.PDF Page 1 _0022100.PDF Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1 _0022700.PDF Page 1 _0022800.PDF Page 1 _0022900.PDF Page 1 _0023000.PDF Page 1 _0023100.PDF Page 1 _0023200.PDF Page 1 _0023300.PDF Page 1 _0023400.PDF Page 1 _0023500.PDF Page 1 _0023600.PDF Page 1

score : 1.0