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Numero do processo: 19515.000364/2007-01
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002, 2003
AUSÊNCIAS DE PROVAS DA ACUSAÇÃO FISCAL
O auto de infração que não traz a certeza e liquidez "quantum" devido em razão da ausência de provas da acusação fiscal, não pode prosperar.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-002.336
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
(Assinado digitalmente)
Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Pedro Anan Júnior e Pedro Paulo Pereira Barbosa.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro Relator. (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Jimir Doniak Junior (suplente convocado), Pedro Anan Júnior e Pedro Paulo Pereira Barbosa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 03 64 /2 00 7- 01 Fl. 330DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Relatório Em desfavor da contribuinte, FERNANDA CONTALDI, foi lavrado o Auto de Infração, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (fls. 106/108), anoscalendário de 2001 e 2002, respectivamente, exercícios de 2002 e 2003, para cobrança do crédito tributário de R$1.404.984,00, sendo R$569.352,68 de imposto; R$427.014,50 de multa proporcional e R$408.616,82 de juros de mora calculados até 28/02/2007. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal (fls. 97/102): A presente ação fiscal contra a contribuinte foi iniciada em 28/11/2006, com a ciência do Termo de Início de Fiscalização de fls. 73, em que a contribuinte foi intimada a apresentar, em relação aos anos calendário 2001 a 2003, documentação hábil e idônea comprovando a origem dos recursos que deram causa aos créditos/depósitos ocorridos na subconta 310085 — YAFECA S/A, intermediada por BEACON HILL SERVICE CORPORATION em agência no exterior do JP MORGAN CHASE BANK, da qual a contribuinte consta como responsável. Em resposta à intimação, a contribuinte informou, às fls. 74/75, que nunca participou ou trabalhou na empresa TAFECA S/A ou BEACON HILL SERVICE CORPORATION, desconhecendo a movimentação bancária das mesmas, não possuindo qualquer documento relacionado às citadas empresas; nunca foi titular de conta no exterior; não possui quantias depositadas no exterior em seu nome ou de terceiros; possui contacorrente como pessoa física no Brasil e que nunca utilizou a sua conta para fazer transferências de numerário para fora do país e que eventuais documentos, tais como cartões ou ficha cadastral, foram assinados em confiança ao seu pai e ao amigo deste Sr. Aníbal e sem que ela soubesse do que se tratava. Assim, de posse dos extratos bancários disponibilizados pelo Juízo da 2 a Vara Criminal Federal de Curitiba/PR, o Auditor Fiscal elaborou o Demonstrativo de Apuração de Créditos Bancários de fls. 81 a 84 e o submeteu ao julgamento da fiscalizada, mediante lavratura de Termo de Intimação n° 01/2007 (fls. 80), cientificado à contribuinte em 26/01/2007 (fls. 85). Atendendo à intimação, às fls. 86/87, a fiscalizada informou desconhecer a titularidade e a origem dos recursos e afirmou serem obscuras as informações contidas no demonstrativo, em razão deste não conter o número da conta bancária e o nome da respectiva instituição financeira, além de solicitar ampliação do prazo concedido no Termo de Intimação n° 01/2007 para anexar extratos bancários. A ampliação do prazo não pode ser concedida, tendo em vista que os esclarecimentos solicitados pela fiscalização foram formalizados em 28/11/2006, data da ciência do Termo de Início da Ação Fiscal, portanto, há mais de 90 (noventa) dias e de não restar evidenciado no procedimento fiscal circunstância especial autorizadora da prorrogação. A hipótese de obscuridade no demonstrativo levantada pela fiscalizada foi afastada de plano pela autoridade fiscal, devido Fl. 331DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.000364/200701 Acórdão n.º 2202002.336 S2C2T2 Fl. 3 3 ao fato de que no Termo de Início da Ação Fiscal foi explicitada claramente a subconta Tafeca e a instituição Beacon Hill Service Corporation. Revelada a completa falta de sintonia entre o alegado e o Laudo emitido pelo Instituto Nacional de Criminalística (fls. 59 a 70) que, sem sombra de dúvida, aponta a fiscalizada e sua irmã Carla Contaldi e sua mãe Marlene Oliveira Contaldi como responsáveis pela subconta 310085 Tafeca S/A, intermediada por Beacon Hill Service Corporation e mantida no JP Morgan Chase Bank, subconta da qual perpetrou o preenchimento de cartões de assinatura e outros documentos (Termo de Declarações de Fernanda Contaldi emitido pelo Departamento de Polícia Federal fls. 13/16). A falta de demonstração da origem dos recursos creditados, no curso dos anos calendário de 2001 e 2002, em conta de depósito que a fiscalizada manteve junto à instituição financeira, discriminada no Demonstrativo de Apuração de Créditos Bancários , configura a hipótese prevista no caput do artigo 42 da Lei n° 9.430/96, a saber, caracterizase omissão de rendimentos os valores creditados em contas de depósitos cujo titular, regularmente intimado, não comprove a sua origem, ficando, portanto, a fiscalizada sujeita ao lançamento de ofício para constituição do Imposto de Renda — Pessoa Física incidente sobre os rendimentos considerados omitidos. Assim, foi lavrado o presente auto de infração; no qual foi observada a proporcionalidade dos depósitos efetuados na citada conta de responsabilidade conjunta entre Marlene Oliveira Contaldi, Carla Contaldi e Fernanda Contaldi, que aponta a seguinte infração à legislação tributária. 001 DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta de depósito, mantida em instituição financeira, em relação aos quais a contribuinte, regularmente intimada, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. Anocalendário Montante Tributável (R$) Multa (%) 2001 991.064,39 75,00 2002 1.091.879,59 75,00 Cientificada do auto de infração em 15/03/2007, e, inconformada com o lançamento, a contribuinte apresentou impugnação de fls. 112/139, acompanhada da documentação relacionada às fls. 140, em que alega, em síntese, que: Desconhecia totalmente a existência desta conta e os valores movimentados ao longo dos anos de 2001 a 2003. Ademais, as Declarações de Renda, bem como os extratos bancários das contas que a Impugnante possui, cujas cópias ora junta ao processo, demonstram que a Impugnante não possui patrimônio compatível com a movimentação que lhe está sendo imputada, e que seus dados e identidade foram utilizados por terceiros, sem o seu conhecimento e consentimento; Fl. 332DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 O auto não pode subsistir devendo ser julgado improcedente, uma vez que o período analisado tem por base depósitos efetuados entre janeiro de 2001 e dezembro de 2002, sendo que parte deste período está albergada pelo instituto da decadência, posto que a Impugnante teve ciência do auto em 14/03/2007, tendo se passado mais de cinco anos da ocorrência dos fatos geradores até a lavratura e a cientificação do auto de infração. Neste sentido, transcreve julgados do Conselho de Contribuintes; Há muito a jurisprudência é no sentido de que cabe ao Fisco comprovar de forma concreta e cabal, através de sinais exteriores de riqueza, tais como o padrão de vida (gastos) ou aumento patrimonial incompatíveis com os rendimentos declarados, a existência de renda auferida ou consumida, única hipótese capaz de fazer incidir a norma legal. Tão reiteradas foram as decisões do TRF que a matéria foi objeto de Súmula que recebeu o n° 182, na qual se basearam diversas decisões dos atuais Tribunais Federais Regionais, cujas ementas transcreve; Os juros de mora exigidos com base na taxa SELIC jamais seriam devidos porque referida taxa, além de ser figura híbrida, composta de correção monetária, juros e valores correspondentes a remuneração de serviços das instituições financeiras, é fixada unilateralmente por órgão do Poder Executivo e, ainda, extrapola em muito o percentual de 1% previsto no artigo 161 do CTN; A Impugnante vem sendo investigada no processo criminal n° 2004.61.81.0063135, que tramita na 6 Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, assim, requer que se suspenda o presente processo até decisão final no Processo Criminal onde será demonstrado que ela não teve nenhuma participação nas remessas, nem nos depósitos realizados; A DRJSão Paulo II ao apreciar as razões do contribuinte, julgou o lançamento procedente, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA IRPF Anocalendário: 2001, 2002 ILEGITIMIDADE PASSIVA. COMPROVAÇÃO. As provas carreadas aos autos são suficientes para a segura identificação do contribuinte como autor das remessas de recursos ao exterior. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas e judiciais não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aplicam a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. DECADÊNCIA. Tratandose de tributação de fatos geradores que se completam em trinta e um de dezembro do ano calendário, com apuração do imposto devido na declaração de ajuste anual, incabível cogitar em prazo decadencial contado do fato gerador mensal. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. FATO INDICIÁRIO. FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.000364/200701 Acórdão n.º 2202002.336 S2C2T2 Fl. 4 5 A presunção legal júris tantum inverte o ônus da prova. Neste caso, a autoridade lançadora fica dispensada de provar que o depósito bancário não comprovado (fato indiciário) corresponde, efetivamente, ao auferimento de rendimentos (fato jurídico tributário). Cabe ao Fisco simplesmente provar a ocorrência do fato indiciário; e ao contribuinte cumpre provar que o fato presumido à não existiu na situação concreta. TAXA SELIC INCIDÊNCIA Os débitos, decorrentes de tributos, não pagos nos prazos previstos pela legislação especifica, são acrescidos de juros equivalentes à taxa referencial SELIC, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de um por cento no mês do pagamento. SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PROCESSO CRIMINAL. A existência de processo criminal em nome da Impugnante versando sobre fatos relacionados com a infração tributária não tem o condão de suspender o crédito tributário e nem tampouco o julgamento administrativo. Lançamento Procedente Insatisfeito, a contribuinte interpõe recurso voluntário ao Conselho onde reitera as mesmas razões da impugnação, enfatizando os seguintes pontos: Preliminarmente, argumenta o descumprimento do artigo 43, parágrafo 6 da Lei 9.430/96, que determina a necessidade de que o valor dos rendimentos seja imputado a cada titular mediante a divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares; Observa que ao imputarem o pagamento do Imposto sobre a Renda a cada uma das supostas contribuintes, com exceção ao seu pai, por se encontrar falecido, a previsão legal não foi observada, por ter sido atribuída a cada uma o pagamento integral do tributo, o que leva ao enriquecimento ilícito do Fisco, pois pretende receber 3 (três) vezes pelo mesmo fato imponível por ele imputado, quando na verdade a cada um deverseia imputar 25% (vinte e cinco) por cento a cada um, inclusive ao seu falecido pai, haja vista que as dívidas não ultrapassam a pessoa do seu titular. Solicitase que confrontese os referidos documentos com os mesmos produzidos nos autos presentes, para constatar que não foi feito a divisão entre o valor da receita ou rendimento pela quantidade de titulares (responsáveis), existindo na apuração final única diferença, em específico a base de cálculo do imposto informado na Declaração de Ajuste Anual apresentada por cada uma, sendo o único ponto divergente que reflete no valor. Da suspensão do processo administrativo até a decisão final do processo criminal; Da decadência do lançamento; Da irregularidade da presunção de omissão de rendimentos a partir de depósitos bancários; Da motivação do lançamento; Esta Turma resolveu converter o processo em diligência com as seguintes razões: Fl. 334DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 Ocorre que da análise dos autos constatase que os referidos documentos que dariam suporte aos depósitos bancários não estão presentes nos autos. No termo de verificação fiscal, fls. 199, a autoridade fiscal assim se pronuncia: "Tendo em mãos os extratos bancários disponibilizados pelo juizo da 2a Vara Criminal Federal de Curitiba/PR, elaboramos Demonstrativo de Apuração de Créditos Bancários de fls. 81 a 84 e o submetemos ao julgamento da fiscalizada, mediante lavratura de Termo de Intimação N° 01/2007 (ciência por via postal em 26/01/2007)" Inobstante a planilha de fls. 81 e 84 apontar os depósitos bancários, não há nos autos os extratos disponibilizados pelo juizo, o que seria fundamental para respaldar o lançamento, tendo em vista que este decorre em última instância desses valores apurados pelo laudo da Policia Federal. Diante dos fatos, para que não reste qualquer dúvida no julgamento, entendo que o processo ainda não se encontra em condições de ter um julgamento justo, razão pela qual voto no sentido de ser convertido em diligência para que a repartição de origem acoste aos autos os documentos com os quais alega demonstrar os depósitos bancários. Após isso se propicie vistas a recorrente, com prazo de 20 (vinte) dias para se pronunciar, querendo. Após vencido o prazo, os autos deverão retornar a esta Câmara para inclusão em pauta de julgamento. As fls. 325 a autoridade preparadora informa: A respeito do processo em epígrafe, cumprenos informar que esta fiscalização não possuía em mãos os extratos bancários. Correto seria ter escrito: "tendo em mãos as informações contidas nos extratos bancários". Os dados foram transferidos à Receita Federal conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal ás fls. 97 deste processo. Era o que tinha a informar. Proponho o retorno à autoridade solicitante para ciência e prosseguimento. É o relatório. Fl. 335DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 19515.000364/200701 Acórdão n.º 2202002.336 S2C2T2 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. O lançamento decorre de omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta de depósito, mantida em instituição financeira, em relação aos quais a contribuinte, regularmente intimada, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações Ocorre que da análise dos autos constatase que os referidos documentos que dariam suporte aos depósitos bancários não estão presentes nos autos. No termo de verificação fiscal, , a autoridade fiscal assim se pronuncia: “Tendo em mãos os extratos bancários disponibilizados pelo juízo da 2a Vara Criminal Federal de Curitiba/PR, elaboramos Demonstrativo de Apuração de Créditos Bancários de fls. 85 a 88 e o submetemos ao julgamento da fiscalizada, mediante lavratura de Termo de Intimação N° 01/2007 (ciência por via postal em 26/01/2007).” Inobstante a planilha de fls. 85 e 88 apontar os depósitos bancários, não há nos autos os extratos disponibilizados pelo juízo, o que seria fundamental para respaldar o lançamento, tendo em vista que este decorre em última instância desses valores apurados pelo laudo da Polícia Federal Uma vez que da resposta a autoridade fiscal aponta que os dados teria sido transferidos a conforme termo de verificação fiscal, persiste a insegurança do lançamento. Não há como respaldar um lançamento quando o mesmo não está baseada em provas. Em regra, ao fisco incumbe o ônus de provar o fato constitutivo do seu direito, e ao contribuinte o de provar a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo daquele direito, entretanto, no caso das presunções legais, invertese o ônus da prova , de sorte que ao fisco incumbe apenas provar o fato indiciário, definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção, enquanto que ao contribuinte se transfere o ônus de provar que o fato presumido pela lei não aconteceu em seu caso particular. Ocorre que no caso concreto, a fiscalização não apresenta no lançamento prova robusta que indique que realmente a recorrente teria sido beneficiada com depósitos bancários, dentro desse contexto aponto uma nulidade do auto de infração. O auto de infração que não traz a certeza e liquidez "quantum" devido em razão da ausência de provas da acusação fiscal, não pode prosperar. Lançamento tributário eivado de vícios ou erros, tais como, ausências de provas materiais do ilícito praticado, acarreta a improcedência da autuação, tendo em vista a iliquidez e incerteza do crédito tributário lançado de ofício. Ante ao exposto,voto por dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 336DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 8 Fl. 337DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 10875.000840/2004-79
Data da sessão: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA- CPMF
Período de apuração: 01/06/1999 a 31/07/2001
CPMF. EXIGÊNCIA DO CONTRIBUINTE. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA. A Lei n° 9.311/97, instituidora da contribuição sobre a movimentação financeira - CPMF - expressamente prevê sua exigibilidade do contribuinte quando o responsável não promover a retenção a que está obrigado.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Falece competência ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-00.196
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso nos termos do voto Relator.
Nome do relator: Antônio Lisboa Cardoso
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EXIGÊNCIA DO CONTRIBUINTE. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA. A Lei n° 9.311/97, instituidora da contribuição sobre a movimentação financeira - CPMF - expressamente prevê sua exigibilidade do contribuinte quando o responsável não promover a retenção a que está obrigado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Falece competência ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Câmara / i a Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso nos termos do voto Relator. JOSÉ ADA•064-"..---; 'O DE MORAIS - Presidente (rn ‘‘ NkicIo ANTONIO LISBOA eARP9SO — elrator EDITADO EM: Processo n° 10875.000840/2004-79 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 625 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mauricio Taveira e Silva, Maria Tereza Martinez Lopez e Gustavo Kelly Alencar Relatório Cuida-se de recurso em face do acórdão n° 05-15.275, prolatado pela 3a Turma da DRJ de Campinas/SP (fls. 153/163), em 16 de novembro de 2006, referente ao auto de infração de fls. 33/44, sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e Créditos e Direitos de Natureza Financeira — CPMF, relativo a fatos geradores ocorridos nos meses de junho de 1999 a julho de 2001, onde são exigidos o crédito tributário, incluídos principal, multa de oficio no percentual de 75% e juros de mora calculados até o mês anterior ao da lavratura, decorrente da não retenção e não recolhimento da CPMF por força de medida judicial posteriomáente revogada. O tributo foi apurado em conformidade ao disposto no inciso IV do art. 45 da MP n°2.113-30, de 26/04/2001 (e suas reedições). O acórdão recorrido recebeu a seguinte ementa (fls. 153/154): Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF Período de apuração: 01/06/1999 a 31/07/2001 Auto de Infração. Audiência Prévia do Contribuinte. Cerceamento do Direito de Defesa. Nulidade. Inexistência. Não é nulo o auto de infração ou o procedimento fiscal que lhe deu origem quando em sua elaboração a autoridade tributária competente observa todas as formalidades legais e descreve suficientemente os fatos que levaram à autuação. Não há nulidade pelo fato de a fiscalização lavrar auto de infração sem antes intimar o contribuinte a se manifestar, já que esta oportunidade é prevista em lei para a fase do contencioso administrativo. Tendo sido regularmente oferecida à autuada a oportunidade de defesa, resta descaracterizado o cerceamento desse direito. Lançamento de Oficio. Informações Fornecidas por Instituição Bancária. Falta de Recolhimento. Não Retenção. Responsabilidade Supletiva. Informada à Administração Tributária a falta de retenção/recolhimento da contribuição, está correta a formalização da exigência, com os acréscimos legais, contra o sujeito passivo na sua qualidade de responsável supletivo pela obrigação. — Compensação. Alegação. ónus da Prova. 2 Processo n° 10875.00084012004-79 S3-C3TI Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 626 A compensação somente constitui óbice ao lançamento de oficio se efetivada em conformidade com a legislação de regência e anteriormente à lavratura do auto de infração. Ao alegá-la como fato impeditivo ou modificativo do direito da União de proceder ao lançamento de oficio, cabe à interessada comprovar documentalmente sua alegação. Multa de Oficio. Confisco. A alegação de ofensa ao principio da vedação ao confisco diz respeito à inconstitucionalidade da lei, sendo defeso aos órgãos administrativos reconhecê-la de forma original. Controle de Constitucionalidade. O controle de constitucionalidade da legislação que fundamenta o lançamento é de competência exclusiva do Poder Judiciário e, no sistema difuso, centrado em última instância revisional no STF. Juros de Mora. Taxa Selic. Legitimidade. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, calculados por meio da taxa Sella, conforme apressa previsão legal, não tendo a autoridade administrativa competência para se pronunciar quanto à sua legalidade e constitucionalidade. Lançamento Procedente. Cientificada da decisão em 11/12/2006 (Al2/fl. 168), foi interposto o recurso voluntário de em 05/01/2007 (fls. 169/210), constando as seguintes preliminares: 1) Nulidade do auto de infração em razão da responsabilidade da retenção da CPMF pelas instituições financeiras, a partir do momento da revogação da liminar concedida, pois, ajuizou o Mandado de Segurança n° 1999.61.00.027219-7, visando afastar a exigência da CPMF, sendo a medida liminar concedida em 22/06/99, que perdurou até à prolação do acórdão do TRF da 3' Região, em 28/03/2001; 2) Nulidade do auto de infração dada a necessidade de encerramento do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF para a constituição do crédito tributário, em obediência aos princípios da legalidade, oficialidade, formalidade e publicidade assegurados pelo art. 37, da Constituição Federal de 1988, e, a recorrente não teve notícia do encerramento do MPF, o que macula o processo, sendo nulo de pleno direito. • Nesse sentido cita ensinamentos do ilustre professor José Antônio Minatel, em estudo intitulado "Mandado de Procedimento Fiscal como Condição de ' Validade do Lançamento Tributário" (Processo Administrativo Fiscal, 6° volume, Coordenador Valdir de Oliveira Rocha, Ed. Dialética, São Paulo, 2002, p. 48). 3 Processo nó 10875.000840/2004-79 S3-C3T1 Acórdão /1.° 3301-011196 Fl. 627 3) Nulidade do auto de infração, pois, o ônus da prova quanto à demonstração de que não houve retenção da CPMF pela instituição financeira cabe ao fisco, o que não aconteceu no caso, cita ensinamentos doutrinários do professor Hugo de Brito Machado e decisões dos então Conselhos de Contribuintes. 4) Requer a aplicação do princípio da verdade real em substituição à aplicação da presunção referente ao lançamento, pois, segundo alega, a autuação se baseou unicamente nas informações prestadas pelo Unibanco S/A, não tendo a fiscalização logrado êxito em demonstrar documentalmente a base de cálculo. 5) Ainda em sede de preliminar, alega que caso eventualmente venham ser superadas as anteriores, que as declarações prestadas pelas instituições bancárias, inclusive pelo Unibanco S/A à Receita Federal do Brasil, quanto à retenção da CPMF no período considerado, têm força de constituição dos créditos tributários nelas dispostos, pois, "a DCTF regularmente apresentada tem o condão de formalizar o crédito tributário, viabilizando a inscrição em divida ativa do débito assim denunciado e não paga" ("A Formalização do Crédito Tributário pelo Contribuinte" por Antônio Airton Ferreira, Jus Navegandi), em conformidade inclusive com a jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes (transcreve ementa de acórdãos). 6) Quanto ao mérito, alega inconstitucionalidade da cobrança da CPMF, no período objeto da autuação, tendo em vista sua instituição pela Lei ncl 9.311/96 (art. 20), onde se estabeleceu que referida contribuição incidiria pelo período de 13 meses a partir da entrada em vigor da lei, com termo final em 23 de fevereiro de 1998, e, em dezembro de 1997, foi editada a Lei n° 9.539/97, prorrogando o prazo de vigência da CPMF até 23 de janeiro de 1999, em patente afronta ao disposto no art. 2° da Lei de Introdução ao Código Civil ("Art. 2° Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue'). 7) Alega desproporcionalidade e irrazoabilidade da multa aplicada, pois, a aplicação da multa de oficio de 75% configura um verdadeiro acinte à ordem jurídica nacional, pois, implica violação de incontáveis princípios constitucionais que norteiam o Direito Tributário e o Direito Administrativo. Em favor de sua tese cita doutrina da Professora Maria Sylvia Zanella, ressaltando que os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade foram inseridos no processo administrativo pela Lei n°9.784/99. É o Relatório. ,„- 4 Processo n° 10875.000840/2004-79 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 628 Voto Conselheiro ANTÔNIO LISBOA CARDOSO, Relator O recurso merece ser conhecido, porquanto tempestivo e revestidos dos demais requisitos legais pertinentes. As preliminares de nulidades suscitadas pela recorrente não merecem prosperar, porquanto na falta de retenção da contribuição, fica mantida, em caráter supletivo, a responsabilidade do contribuinte pelo seu pagamento. Da mesma forma, falece competência a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei, por vedação expressa contida no Decreto n° 70.235, de 1972, com as alterações introduzidas pela Lei n° 11.941, de 2009, in verbis: Art. 25. O Decreto a 70.235, de 6 de março de 1972, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Quanto à preliminar relativa à necessidade de encerramento do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF para a constituição do crédito tributário, entendo igualmente, não assistir razão à recorrente, pois, A aplicação das normas do Direito Administrativo aos fatos jurídicos tributários somente é cabível no silêncio das normas que os regulam. O MPF tem como finalidade precipua dar segurança aos contribuintes quanto à atuação da Administração Tributária, principalmente quando atuar diretamente em seu estabelecimento. É instrumento de controle administrativo, representando a autoridade hierárquica da Administração na definição da execução das atividades que são de sua competência legal. Entretanto, não pode um expediente de controle administrativo alterar a principiologia e tipologia do Direito Tributário. A competência para apurar e exigir o crédito tributário é do Auditor-Fiscal e esta competência foi exercida por servidor regularmente investido na referida função. A inobservância das normas pertinentes à expedição do MPF deverá ser apurada pela autoridade administrativa hierárquica. A nulidade do auto de infração deve ser apurada com foco na legislação tributária. Verifica-se que nos presentes autos a norma tributária foi fielmente observada não comportando qualquer vício tendente à nulidade do ato administrativo que materializa a exigência tributária. A exigência de emissão do Mandado de Procedimento Fiscal deve ser inserida no contexto das normas que regem o procedimento fiscal, tal como o Decreto n 2 70.235, de 06/03/1972, que rege o processo administrativo fiscal. Portanto, rejeito a preliminar suscitada. Processo n° 10875.000840/2004-79 53-C311 Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 629 No mérito, melhor sorte não assiste à recorrente, pois, sua irresignação cinge- se ao fato de não ter sido feita a retenção de CPMF pela instituição financeira em virtude de medida judicial, posteriormente revogada. Entretanto, de acordo com o § 3° do art. 5° da Lei n° 9.311, de 1996, que trata da responsabilidade da obrigação pela retenção e recolhimento da CPMF, na falta de recolhimento é mantida, "em caráter supletivo", a responsabilidade do contribuinte pelo pagamento, verbis: 'Art. 5° É atribuída a responsabilidade pela retenção e recolhimento da contribuição: 1- às instituições que efetuarem os lançamentos, as liquidações ou os pagamentos de que tratam os incisos 1,11 e III do art. 2'; II - às instituições que intermediarem as operações a que se refere o inciso V do art. 2'; III - àqueles que intennediarem operações a que se refere o inciso VI do art. 2°. § 1° A instituição financeira reservará, no saldo das contas referidas no inciso Ido art. 2o, valor correspondente à aplicação da alíquota de que trata o art. 7° sobre o saldo daquelas contas, exclusivamente para os efeitos de retiradas ou saques, em operações sujeitas à contribuição, durante o período de sua incidência. § 2° Alternativamente ao disposto no parágrafo anterior, a instituição financeira poderá assumir a responsabilidade pelo pagamento da contribuição na hipótese de eventual insuficiência de recursos nas contas. § 3° Na falta de retenção da contribuição, fica mantida, em caráter supletivo, a responsabilidade do contribuinte pelo seu pagamento." [destaque acrescido] A lei é silente quanto aos motivos que ensejaram o não recolhimento, sendo atribuída, em qualquer caso, a responsabilidade supletiva do contribuinte pelo recolhimento. A jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes é pacifica quanto a este entendimento senão vejamos: "CPMF. EXIGÊNCIA DO CONTRIBUINTE. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA. A Lei n" 9.311/97, instituidora da contribuição sobre a movimentação financeira — CPMF — expressamente prevê sua exigibilidade do contribuinte quando o responsável não promover a retenção a que está obrigado. ACORDÃO 204-02665" Outra decisão (ementa parcialmente transcrita): "Lançamento de Oficio. Informações Fornecidas por Instituição Bancária. Falta de Recolhimento. Responsabilidade Supletiva. \ 6 Processo n° 10875.000840/2004-79 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 630 Informada à Administração Tributária a falta de retenção/recolhimento da contribuição, correta a formalização da exigência, com os acréscimos legais, contra o sujeito passivo, na qualidade de responsável supletivo pela obrigação." (Acórdão n.° 202-17.943, relator Gustavo Kelly Alencar) Decorre da leitura do § 3° do art. 5° da Lei n°9.311, de 1996, que o diploma que instituiu a CPMF cuidou de estabelecer a responsabilidade supletiva do contribuinte pelo recolhimento da CPMF, caso a instituição financeira não procedesse à retenção do tributo. O comando em tela encerra, portanto, a permissão para que o Fisco dirija o lançamento e a cobrança da CPMF não recolhida diretamente ao contribuinte, caso o tributo não tenha sido retido e recolhido pela instituição financeira onde o fato gerador tenha se materializado. Sobressai da leitura do apontado § 3 0 ainda, que é incondicional a atribuição de responsabilidade supletiva ao contribuinte Em decorrência dessa compreensão, não cabe ao intérprete cogitar das razões fáticas que concorreram para a falta de retenção da CPMF pela instituição bancária. Esclareça-se que a hipótese em exame não se vincula à situação em que, retida pela instituição financeira, não tenha a CPMF sido recolhida aos cofres públicos. O que ocorreu foi que não houve retenção e nem o recolhimento pela instituição bancária e nem o recolhimento supletivo pelo contribuinte. Exigir a CPMF diretamente do contribuinte, nos casos de imobilidade da instituição financeira responsável, como autorizou a Lei n° 9.311, de 1996, é determinação que vai ao encontro do instituto da responsabilidade supletiva, introduzida no ordenamento tributário pelo art. 128 do Código Tributário Nacional (CTN). Lei n°5.172, de 1966 (CTN): -Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação." No mencionado acórdão de relatoria do Conselheiro Gustavo Kelly Alencar, são transcritos os comentários sobre o conceito de responsabilidade supletiva de LUCIANO AMARO, o qual afirma que o contribuinte, quando designado no desenho da espécie tributária como responsável suplente nos termos do art. 128 do CTN, mantém-se na relação tributária para suprir ou complementar o pagamento caso o terceiro responsável não solva o débito tributário ou o faça com insuficiência. Confira-se: • "O art. 128 admite que, eleito o terceiro, a lei exclua a responsabilidade do contribuinte ou mantenha este como 7responsável subsidiário (ao prever que ao contribuinte pode ser/1._ ( _ .\%e, 'n \, \\ \ \\ C,'"--N. \.. '. \ -, Processo n° 10875.00084012004-79 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 631 atribuída responsabilidade em caráter supletivo caso o responsável nada pague ou pague menos que o devido). Observe-se que, ao falar em 'responsabilidade' do contribuinte, o Código não está usando o vocábulo no sentido correspondente ao art. 121, parágrafo único, II, em que se cuida do responsável como sujeito passivo que não se confunde com o contribuinte (ou que não 'reveste' a condição de contribuinte). Aqui se fala de responsabilidade do contribuinte no sentido de sujeição do contribuinte ao cumprimento da obrigação. Se atribuída a 'responsabilidade' supletiva ao contribuinte, ele se mantém na relação tributária, em posição subsidiária, de modo que, na hipótese de o terceiro responsável não aclimplir a obrigação ou fazê-lo com insuficiência, o contribuinte pode ser chamado para suprir ou complementar o pagamento."(LUCIANO AMARO, DIREITO TRIBUTÁRIO BRASILEIRO. 6° ed. Ed Saraiva. 2001. p. 297)' Veja-se que a mencionada responsabilidade supletiva do contribuinte em relação à CPMF não retida e não recolhida pela instituição bancária, instaurada pela Lei n° 9.311, de 1996, veio a ser repisada na edição de atos infra-legais. Assim, a IN SRF n° 41/2001, ainda que revogada, mas sem interrupção de sua força normativa, editada com base na Medida Provisória n°2.113-30, de 26 de abril de 2001, veio dispor sobre a cobrança da CPMF não recolhida por força de decisão judicial posteriormente revogada, como se configura o caso em tela. A citada Instrução, repisando o estabelecido na aludida Medida Provisória, regulou os procedimentos a serem adotados pelas instituições financeiras nos casos em que os contribuintes haviam encenado suas respectivas contas correntes, ou haviam se manifestado contrariamente à retenção ou, ainda, não apresentavam suficiência de disponibilidade de fundos na data da retenção. A exemplo, segue transcrito o art. 17 da IN SRF n°42/2001: IN SRF n° 42/2001: 'Art. 17° As instituições responsáveis pela retenção e pelo recolhimento da CPMF deverão: 1— apurar e registrar os valores devidos no período de vigência da decisão judicial impeditiva da retenção e do recolhimento da contribuição; II — efetuar o débito em conta de seus clientes, a menos que haja expressa manifestação em contrário: IV — encaminhar à Secretaria da Receita Federal — SRF, relativamente aos contribuintes que se manifestaram em sentido contrário à retenção, bem assim àqueles que, beneficiados por medida judicial revogada, tenham encerrado suas contas antes kA,7 8 Processo ri° 10875.000840/2004-79 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.196 Fl. 632 das datas referidas nas alíneas do inciso II, conforme o caso, relação contendo as seguintes informações: a) número de inscrição do contribuinte no Cadastro de Pessoas Físicas- CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica — CNPJ; b) valor total das operações que serviram de base de cálculo da contribuição, por período de apuração, e o valor da contribuição devida, por data de vencimento. § 70 As informações de que trata o inciso IV do "caput" deste artigo deverão: 1— abranger, também, os contribuintes que não foram cobrados por apresentem em suas contas insuficiência de disponibilidade de fundos na data da retenção da contribuição; Ii — ser apresentadas em meio magnético, de acordo com as especificações técnicas definidas pela Coordenação - Geral de Tecnologia e de Sistemas de Informação - COTEC; III- ser encaminhadas à Secretaria da Receita Federal até: a) 30 de novembro de 2000, nos casos de não retenção da contribuição em 27 de outubro de 2000; b) o Ultimo dia útil do mês subseqüente ao da não retenção, nos demais casos. Assumindo o instituto da responsabilidade supletiva do contribuinte pela CPMF não retida pela instituição bancária, o disposto no § 3° do art. 5° da Lei n° 9.311/1996, que encontra reverberação no art. 18 da IN SRF n°42/2001, abaixo transcritos, autorizou o Fisco a lançar a contribuição, acrescida de multa de oficio de juros de mora, contra a própria contribuinte, caso a CPMF não seja retida, mesmo nas situações em que a falta de retenção tenha se justificado por força de medida judicial posteriormente levantada: IN/SRF n°42/2001: Art. 3 0 A não retenção da contribuição, nas hipóteses estabelecidas nesta Instrução Normativa sujeita o contribuinte a lançamento de ofício. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a contribuição será acrescida de: I — juros de mora, determinados de conformidade com o inciso 1 do § 2° do art. 2"; [juros equivalente à taxa SELICJ — multa de lançamento de oficio, de 75% a 225%, conforme o caso.' (11 \\,‘ \, Processo no 10875.000840/2004-79 S3-C3T1 Acórdào n.° 3301-00.196 Fl. 633 Assim, não tendo havido retenção da CP21/IF por parte das instituições financeiras, deve o Fisco exigir do contribuinte, devedor principal e responsável supletivo por dívida própria, a satisfação do crédito - tributário." A multa pelo não pagamento do tributo devido é imposição de caráter punitivo, constituindo-se em sanção pela prática de ato ilícito, pelas infrações a disposições tributárias. Paulo de Barros Carvalho, eminente tratadista do Direito Tributário, em Curso de Direito Tributário, 93 edição, Editora Saraiva: São Paulo, 1997, pp. 336/337, discorre sobre as características das sanções pecuniárias aplicadas quando da não observância das normas tributárias: "a) As penalidades pecuniárias são as mais expressivas formas do desígnio punitivo que a ordem jurídica manifesta, diante do comportamento lesivo dos deveres que estipula. Ao lado do indiscutível efeito psicológico que operam, evitando, muitas vezes, que a infração venha a ser consumada, é o modo por excelência de punir o autor da infração cometida. Agravam sensivelmente o débito fiscal e quase sempre são fixadas em níveis percentuais sobre o valor da dívida tributária. (..)" O permissivo legal que esteia a aplicação das multas punitivas encontra-se no art. 161 do CTN, quando afirma que a falta do pagamento devido enseja a aplicação de juros moratórias "sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária", extraindo-se dai o entendimento de que o crédito não pago no vencimento é acrescido de juros de mora e multa — de mora ou de oficio —, dependendo se o débito fiscal foi apurado em procedimento de fiscalização ou não. _ 1 Em f \e do e osto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. , i' ' ‘ ' 1. - ‘, '' • n 'IV\ \j ‘ %/ ktp 6NIO LISBOA CA •nii O 'O lo
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Numero do processo: 13839.001768/2004-21
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999
BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DO IRPJ. EXCLUSÃO DOS RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS.
Nos termos dos artigos 67, parágrafo 5º e 73, parágrafo 7°, da Lei n°. 8.981, de 1995, os rendimentos de aplicações financeiras em renda fixa ou variável, existentes em 31 de dezembro de 1994 e auferidos a partir de 1° de janeiro de 1995, poderão ser excluídos do lucro real para efeito de apuração do adicional do IRPJ.
Numero da decisão: 1801-001.508
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedida a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez por haver participado do julgamento em primeira instância.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DO IRPJ. EXCLUSÃO DOS RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. Nos termos dos artigos 67, parágrafo 5º e 73, parágrafo 7°, da Lei n°. 8.981, de 1995, os rendimentos de aplicações financeiras em renda fixa ou variável, existentes em 31 de dezembro de 1994 e auferidos a partir de 1° de janeiro de 1995, poderão ser excluídos do lucro real para efeito de apuração do adicional do IRPJ.
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EXCLUSÃO DOS RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. Nos termos dos artigos 67, parágrafo 5º e 73, parágrafo 7°, da Lei n°. 8.981, de 1995, os rendimentos de aplicações financeiras em renda fixa ou variável, existentes em 31 de dezembro de 1994 e auferidos a partir de 1° de janeiro de 1995, poderão ser excluídos do lucro real para efeito de apuração do adicional do IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarouse impedida a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez por haver participado do julgamento em primeira instância. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 17 68 /2 00 4- 21 Fl. 431DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Este litígio foi objeto da Resolução nº 180100.044, deliberada em 09 de novembro de 2010, fls. 241 a 243, pelo que aproveito trechos do Relatório e Voto já redigidos para historiar os fatos: “A empresa foi autuada porque em trabalho de revisão da DIPJ/00, anocalendário de 1999, a malha fiscal apurou um adicional de IRPJ no valor de R$ 4.271.247,54, enquanto a empresa declarou R$ 4.110.401,87. fls. 05. O Auto de Infração consta às fls. deste processo e incidiu acréscimos legais sobre a diferença apurada R$ 160.845,67 mais multa de ofício, regular, e juros de mora fls. 06 a 09. A empresa esclareceu, em impugnação, que a diferença apontada não é devida, porquanto a Lei n° 8.981/95 alterou a tributação, na fonte e na declaração, dos rendimentos decorrentes das aplicações financeiras de renda fixa e dos ganhos líquidos nas operações variáveis, declarando que estes rendimentos, produzidos a partir de 01/01/1995, poderão ser excluídos do lucro real exclusivamente para efeitos de determinação do imposto adicional, consoante § 5° do artigo 67, c/c o §7° do art. 73 da citada Lei. Demonstra o alegado juntando declarações firmadas pelos bancos "Barclays S/A" e "BNL do Brasil S/A" que atestaram que a empresa realmente tinha aplicações em comodites, anteriores a 31/12/1994, e os informes de rendimentos fls. 54 e 54/ 184 e 185. Pelo princípio da eventualidade, a recorrente também insurgese contra a multa de ofício aplicada. Às fls. 188 a 196, a Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Campinas exarou o Acórdão n° 0517.202/07, mantendo o lançamento tributário pela ausência de comprovação por parte da contribuinte no concernente à composição, totalidade dos rendimentos auferidos, bem como a sua contabilização, nos seguintes termos: Como em qualquer procedimento de exclusão de base de cálculo há que ficar comprovado não apenas o amparo legal do procedimento, mas o seu formal e regular registro contábil. Pelo que consta das folhas 55 e 56, a impugnante trouxe aos autos declarações, formalizadas pelas instituições BARCLAYS CAPITAL e BANCO BNL DO BRASIL S/A, que dão conta de que a empresa auferiu, no anocalendário de 1999, rendimentos de aplicações em fundos de investimentos que já existiam em 31 de dezembro de 1994, apresentando, ainda, para uma delas, o seu respectivo histórico, o que prova a propriedade das aplicações e sua existência em 31/12/1994, conforme documentos colacionados às folhas 57 a 78. No entanto, em que pese constar das próprias declarações expressões como " . . . rendimen tos d iscriminados no Informe de Rendimento Financeiro” referidos informes não foram apresentados, o que torna impossível o conhecimento da composição desses rendimentos, bem como dos reais valores auferidos no período base de 1999. Além disso, a impugnante não fez prova de que tais rendimentos — que deveriam ter sido demonstrados pela apresentação dos citados informes — estariam regularmente registrados em sua escrituração contábil e fiscal." Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, o Recurso Voluntário de fls. apresentando cópias de folhas do Razão e planilhas discriminando as apropriações das receitas financeiras mantidas junto às duas instituições financeiras fls. 225 a 238. [...] Fl. 432DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13839.001768/200421 Acórdão n.º 1801001.508 S1TE01 Fl. 3 3 Tenho por verossimilhanças as alegações da recorrente, mas sendo o cerne do litígio a questão de prova, se a empresa de fato possuía aplicações financeiras devidamente contabilizadas, anteriores a 31/12/1994, consoante discriminado na legislação de regência artigos 67, § 5° e 73, § 7° ambos da Lei n° 8.981/95, resolvo converter o julgamento deste processo em diligência para que a fiscalização, de posse da contabilidade completa da recorrente, verifique os registros contábeis pertinentes, em face às planilhas apresentadas às fls. 235 a 238, a fim de que se assegure o direito de abater tais valores no cálculo do adicional do IRPJ devido para o ano calendário de 1999.” Em resposta à diligência solicitada, a autoridade fiscal, com fulcro no exame da contabilidade completa da recorrente, planilhas preenchidas pela recorrente de fls. 363 a 366 e Livros Diários, cuja cópias foram juntadas às fls. 367 a 404, informou: “Em impugnação, o contribuinte esclareceu que a diferença apontada não era devida, em consonância com o disposto no §5° do art.67, c/c o §7° do art.73, da Lei n° 8.981/95, abaixo transcritos, "in verbis": Art. 67. As aplicações financeiras de que tratam os arts. 65, 66 e 70, existentes em 31 de dezembro de 1994, terão os respectivos rendimentos apropriados prorata tempore até aquela data e tributados nos termos da legislação à época vigente. (...) § 5o Os rendimentos das aplicações financeiras de que trata este artigo, produzidos a partir de 1o de janeiro de 1995, poderão ser excluídos do lucro real, para efeito de incidência do adicional do Imposto de Renda de que trata o art. 39. Art. 73. O rendimento auferido no resgate de quota de fundo de ações, de commodities, de investimento no exterior, clube de investimento e outros fundos da espécie, por qualquer beneficiário, inclusive pessoa jurídica isenta, sujeitase à incidência do Imposto de Renda na fonte à alíquota de dez por cento. (...) § 7° Os rendimentos produzidos a partir de 1° de janeiro de 1995, referentes a aplicações existentes em 31 de dezembro de 1994 nos fundos e clubes de que trata este artigo, poderão ser excluídos do lucro real para efeito de incidência do adicional do Imposto de Renda de que trata o art. 39. Os membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ( CARF ) resolveram converter o julgamento do processo em diligência para que fossem verificados pela fiscalização os registros dos rendimentos das aplicações financeiras nos bancos BNL do Brasil S.A. e Barclays S.A. na escrituração contábil, em face das planilhas apresentadas às fls. 235 a 238 do processo, a fim de assegurar o direito do contribuinte abater os referidos valores no cálculo do adicional do IRPJ devido no anocalendário 1999. 2 Da Diligência Em procedimento de diligência fiscal no contribuinte, com base nas citadas planilhas, esta Auditoria Fiscal intimouo a apresentar a escrituração contábil ( Livros Diário e Razão ) dos anoscalendário de 1994 a 1999 que comprovasse o registro contábil dos rendimentos auferidos de aplicações financeiras, já existentes em 31/12/1994, nas instituições financeiras Barclays S.A. e BNL do Brasil S.A. . Fl. 433DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Alegando a inviabilidade de, em curto espaço de tempo, identificar todos os lançamentos contábeis referentes às aplicações financeiras que possuia junto aos aludidos bancos, o contribuinte apresentou relatório contendo a relação de 150 ( cento e cinquenta ) Livros Diário escriturados para o periodo solicitado, colocando os à disposição desta Auditoria Fiscal para consulta e análise no próprio estabelecimento sede. Desta forma, em visita ao estabelecimento do contribuinte na data de 19 de setembro de 2012, foram verificados, pelo critério de amostragem, os Livros Diário do periodo. Consoante cópias dos referidos livros, anexadas ao presente processo, constatouse que os rendimentos de aplicações financeiras nas aludidas instituições bancárias, conforme planilhas acostadas pelo contribuinte ( fls. 235 a 238 ), foram devidamente escriturados nos Livros Diário relativos aos meses de janeiro, março, abril, agosto e outubro do ano de 1999. Outrossim, as referidas aplicações financeiras já constavam da escrituração em 31/12/1994. Para melhor compreensão da escrituração contábil analisada, foi elaborado o demonstrativo anexo ao presente Termo denominado "Rendimentos de Aplicações Financeiras". Abaixo algumas considerações: [...] Através da análise do Balanço Patrimonial ( BP ) e da Demonstração do Resultado do Exercício ( DRE ) do anocalendário de 1999, cuja cópia foi anexada ao processo por esta Auditoria Fiscal, constam do Ativo Circulante aplicações financeiras nas contas denominadas "Fundos de Investimentos Financeiro", "CDB Com Contrato de Swap" e "Investimentos Temporários" ( fl.05 ). E na DRE, constam diversas receitas financeiras no referido ano ( fl.13 ). Por todo o exposto, mediante análise da escrituração contábil do contribuinte, pelo critério de amostragem, concluiuse que as aplicações financeiras nos bancos BNL do Brasil S.A. e Barclays S.A. existiam em 31/12/1994, outrossim os seus rendimentos auferidos no anocalendário de 1999 constam devidamente escriturados nos Livros Diário. Coletadas as informações requeridas pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para efeito de informação no Processo n°13839.001.768/200421, tendo cumprido a determinação do Mandado de Procedimento Fiscal em curso, dáse por encerrada a presente diligência fiscal.” Fez sustentação, oral pela recorrente, dr. Fábio Alexandre Lunardini, OAB/SP nº 109.971. É o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. Fl. 434DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13839.001768/200421 Acórdão n.º 1801001.508 S1TE01 Fl. 4 5 O relatório deixa claro que o cerne da questão ora debatida repousa na produção de provas com condão de afastar a exação fiscal. De igual forma, o acórdão combatido se posicionou, reconhecendo que havia ausência de provas suficientes para ilidir o ilícito tributário apontado no procedimento de malha fiscal, consoante relatado e ementado: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DO IRPJ EXCLUSÃO RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS PROVA Nos termos dos artigos 67, parágrafo 5º e 73, parágrafo 7°, da Lei n°. 8.981, de 1995, os rendimentos de aplicações financeiras em renda fixa ou variável, existentes em 31 de dezembro de 1994 e auferidos a partir de 1° de janeiro de 1995, poderão ser excluídos do lucro real para efeito de apuração do adicional do IRPJ. Mantémse a exigência do adicional nos casos em que o sujeito passivo não apresenta as provas da composição e totalidade dos rendimentos financeiros auferidos, bem como de sua contabilização para atestar a regularidade da exclusão da base de cálculo.” Deixo de reproduzir os preceitos legais em debate porque já o foram no relatório e não foram contestados, sendo a matéria em litígio puramente fática. O conflito foi dirimido com a realização das diligências ordenadas na Resolução nº 180100.044 (fls. 241 a 243). A autoridade fiscal designada ao cumprimento das verificações contábeis constatou que a impugnação da recorrente merece guarida, não podendo prosperar a autuação fiscal. A recorrente ao excluir do cálculo do adicional do IRPJ os rendimentos das aplicações financeiras estava albergada pelo permissivo legal. Voto em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 435DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10865.900838/2008-44
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 15/03/2001
PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. PROVA.
As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, a; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, a; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Direito Creditório Reconhecido em Parte.
Numero da decisão: 3802-003.555
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 15/03/2001 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, a; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, a; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 15/03/2001 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃOINCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 08 38 /2 00 8- 44 Fl. 580DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 581 2 (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 15/03/2001 BASE DE CÁLCULO. COMPOSIÇÃO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. As bonificações em mercadorias configuram descontos incondicionais, podendo ser excluídas da receita bruta para efeito de apuração da base de cálculo da Cofins, apenas quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento. Dispositivos legais: arts. 2º e 3º, § 2º, I, da Lei nº 9.718, de 27/11/1998; e IN SRF nº 51, de 03/11/1978. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em sede de manifestação de inconformidade, o Recorrente alegou que o crédito seria decorrente do recolhimento indevido de PIS/Pasep e de Cofins, resultante da inclusão de bonificações na base de cálculo das contribuições. Após a conversão do julgamento em diligência, a DRJ entendeu que a documentação apresentada pelo contribuinte seria insuficiente para o reconhecimento do direito. Isso porque as bonificações não constaram da nota fiscal de venda dos bens, tendo sido objeto de nota fiscal própria, o que impede a exclusão da base de cálculo, à medida que não poderiam ser consideradas descontos incondicionais. Fl. 581DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 582 3 O Recorrente, nas razões de fls. 542 e ss., alega que, embora as bonificações tenham sido objeto de nota fiscal separada, as mesmas eram emitidas conjuntamente às notas fiscais de venda, de forma sequencial, o que comprovaria a sua vinculação às operações de venda e a incondicionalidade do desconto concedido. Sustenta que as bonificações tanto podem ser concedidas mediante abatimento do preço ou com entrega de mercadorias em quantidade superior à paga pelo comprado, como na hipótese dos autos. Aduz não ter havido o recebimento de qualquer valor decorrente das notas fiscais de bonificação. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn, Relator O Recorrente teve ciência da decisão no dia 30/03/2010 (fls. 579), interpondo recurso tempestivo em 28/04/2010 (fls. 579 e 542). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. O contribuinte, ao transmitir o PER/Dcomp, deixou de retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) do período correspondente, o que fez com que a mesma continuasse atrelada à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em circunstâncias dessa natureza, a Turma tem interpretado que o contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. Fl. 582DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 583 4 REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). “COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da Fl. 583DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 584 5 verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o contribuinte apresentou como prova da liquidez e da certeza do direito de crédito as notas fiscais de bonificação. A DRJ, entretanto, após a Fl. 584DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 585 6 conversão do julgamento em diligência, entendeu que tais documentos seriam insuficientes porque a nota fiscal em separado, sem vínculo com outra nota de venda de produto que lhe daria suporte, não caracteriza o desconto incondicional concedido. Entendo, no entanto, que as notas fiscais, mesmo isoladas ou emitidas em separado, são suficientes para a demonstração da liquidez e da certeza do direito de crédito, porque denotam claramente que se trataram de bonificação. Cumpre considerar que há, na verdade, dois tipos de bonificação: as bonificações vinculadas e as desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço de venda e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto (condição), têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. Nesse sentido, cumpre destacar o entendimento da Solução de Consulta nº 130, de 3 de maio de 2012, da SRRF 8ª Região Fiscal/SP (D.O.U. de 26.06.2012): “Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS VINCULADAS A OPERAÇÃO DE VENDA. As bonificações em mercadorias, quando vinculadas à operação de venda, concedidas na própria Nota Fiscal que ampara a venda, e não estiverem vinculadas à operação futura, por se caracterizarem como redutoras do valor da operação, constituemse em descontos incondicionais, previstos na legislação de regência do tributo como valores que não integram a sua base de cálculo e, portanto, para sua apuração, podem ser excluídos da base cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS A TÍTULO GRATUITO, DESVINCULADAS DE OPERAÇÃO DE VENDA. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e definida legalmente como o valor do faturamento, entendido este como o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Nos casos em que a bonificação em mercadoria é concedida por liberalidade da empresa vendedora, sem vinculação a operação de venda e tampouco vinculada a operação futura, não há como caracterizála como desconto incondicional, pois não existe valor de operação de venda a ser reduzido. Por não haver atribuição de valor, pois que a Nota Fiscal que acompanha a operação tem natureza de gratuidade, natureza jurídica de Fl. 585DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 586 7 doação, não há receita e, portanto, não há que se falar em fato gerador do tributo, pois a receita bruta não será auferida. Dessa forma, a bonificação em mercadorias, de forma gratuita, não integra a base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep. Dispositivos Legais: Artigo 195 da CF/88; Artigo 1º Lei nº 10.637, de 2002 e Parecer CST/SIPR nº 1.386, de 1982.” Registrese ainda o Acórdão nº 3802002.410, decidido por unanimidade pela Turma, em sessão de 27 de fevereiro de 2014: “Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1998 a 31/07/2003 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO INCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.” A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação1. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, as notas fiscais, mesmo isoladas, são suficientes para a demonstrar a liquidez e a certeza do direito, sobretudo quando descrevem claramente a natureza da operação. 1 Isso não significa que todos as bonificações vinculadas à operações de venda devam ser concedidas na mesma nota fiscal. Há casos em que, mesmo em operações subsequentes, a bonificação redutora de custo de aquisição pode estar vinculada a uma ou mais vendas anteriores. Fl. 586DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900838/200844 Acórdão n.º 3802003.555 S3TE02 Fl. 587 8 Votase, assim, pelo conhecimento e provimento parcial do recurso, apenas para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos do processo administrativo fiscal. (assinado digitalmente) Solon Sehn Fl. 587DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10380.014129/2002-00
Data da sessão: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZAD/OS - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
CRÉDITO PRESUMIDO DE PIS E COFINS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE.
Somente as aquisições de insumos de contribuintes da Cofins e do PIS geram direito ao crédito presumido concedido como ressarcimento das referidas contribuições, pagas no mercado interno.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI NA EXPORTAÇÃO. MATÉRIA PRIMA IMPORTADA. IMPOSSIBILIDADE.
A empresa produtora e exportadora somente fará jus ao benefício fiscal decorrente do valor total dos insumos adquiridos no mercado interno.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC.
Inexiste amparo legal para a incidência de atualização monetária calculada pela variação da taxa Selic sobre ressarcimento de créditos de IPI.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3302-00.133
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Alexandre Gomes (Relator), Fabíola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto que davam provimento pra as aquisições de pessoas físicas e Selic. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro José Antonio Francisco.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Alexandre Gomes
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZAD/OS - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DE PIS E COFINS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE. Somente as aquisições de insumos de contribuintes da Cofins e do PIS geram direito ao crédito presumido concedido como ressarcimento das referidas contribuições, pagas no mercado interno. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI NA EXPORTAÇÃO. MATÉRIA PRIMA IMPORTADA. IMPOSSIBILIDADE. A empresa produtora e exportadora somente fará jus ao benefício fiscal decorrente do valor total dos insumos adquiridos no mercado interno. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. Inexiste amparo legal para a incidência de atualização monetária calculada pela variação da taxa Selic sobre ressarcimento de créditos de IPI. Recurso voluntário negado.
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AQIITSIC.OES DE Pla.SSOA.S FISICAS DE COOP ERATIVAS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO, IMPOSSIBILIDADE Somente as aquisições de insumos do contribuintes da Colins e do PIS }i,CT3111 direito ao crédito presumido concedido eomo ressarcimento das iereridas contribuições, pagas no mercado interno. CREDITO PRESUMIDO DE IPE NA ixpouvw.Ão. MATÉRIA PRIMA IMPORTADA. IMPOSSIBILIDADE A empiesa piodutora e exportadora somente Farll jus uo beneficio liscal decorrente do valor total dos insumos adquiridos no inercado interim. ASSUNIO: NORMAS CERAIS DIREI I /'Ç RIO Período de apina0o: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRIAITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. I ANA SELIC. Inexiste amparo legal para a incid3ncia de atita1iza0o monetaria calculada pela vat iaviio da taxa Selic sobre ressarcimento de créditos de 'IN. Recurso volunta.tio negado. Vistos, JelatadOS e discutidos oS presentes autos. ACORDAM os membros da 3" eãlLLa1r1 2" turnia ordinária do teicena \ SEÇÃO DE JU LGAMEN TO, pelo voto de qualidade, em nelr!,a . p ovimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Alexandre Gomes (Relator), Fahiola Cassi, 10 -Keramidas e Glen° Ginyao Barret() que davam provimento pia as aquisições de pessoL fisicas e Selie. Designado pai a redigir o voto vencedor o Conselheiro José Antonio liraneisco awma, (Mo,a5(-0,,ww .10SP F‘'■ MARIA COELHO MARQUL4- Presidente 77:71 .tosÉ: AN' VO-NIO FRANCISCO Redator Designado Participou, ainda, do presente julgamento, o Conselheiro Walber José da Silva. Itelatürio Trata-se de Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido dc IPI, relativo an terceiro ti imcsire do ano -calonciArio de 2002, no qual a Recorrente solicita o montante do R$6.000.000,00 (seis milheies de reais), relativo aos insumos empregados no processo de produe5o pant postei ior exportac5o. Lavrado o formo de Verificac5o Fiscal, foram glosados os créditos referentes: (i) aos insumos adquiridos sem a incidência do PIS/PASEP c da COFINS, fornecidos por [lessons lisicas e cooperativas; (ii) a matéria-prima importada, nib adquirida no mercado inferno; (iii) as Rotas fiscais relativas a sistema de comunicao5o, pot nao se enquadrarem no conceito de insumos, como determina o RIP!; (iv) as notas fiscais relativas transferências de matéria-prima, produtos químicos e material de embalagem pain as filiais do Marcanan e Sobra, levantadas polo I Ayr() de Regisho de A puracilo do IPT; (v) as dovolueCic.s de compras, códigos fiscal 5.31, 5.32, 6,31 e 6.32 e o crédito do IN Nesse passo, o Despair° Decisório pioferido pela DR I/Fortaleza-CE posicionou-se pelo indeferimento do Pedido de Rosso' cir»ento apresentado pela Recorrente. lmiconfoi nada, a Recorrente apresentou sua Mani festaciio de Inconformidade, argilindo: a) - o direito de obter o ressarcimento do crédito 1:nostril/id° do WI, com base no artigo 1 da I,ei 9.363/96 e artigo 3' da Portaria M F n' (54/03; b)- que o artigo zr, da Lei 9 36.3/96, demonstra de forma inequívoca que os contribuintes têm o direito de compensar o crédito presumido, somente sendo realizado o ressarcimento em moeda na impossibilidade de sua ealizacao. Aduz, ainda, quo o dheito de compensar é conlinnado pela própria administrac5o através da IN SRF IV 2.3/97; c) - sendo originario o ditch() de compensar, sobre o valor de crédito oro[eto dessa compensaciio devera ser aplicada a coii et,:ao monetaria, conlINtr estabelece o § 3", do artigo 66, da I ei n" g.383/9 I ; Ademais, como \a ■ 9 Proct!sso 1050 014120/2002-00 S3-C312 Acôrchio ti " 33n-09.133 1.1 100 I correçao monetaria nao se constitui em acresciino de valor, mas somente na manutenyao do poder econômico da inoeda, independe dc exptessa previsao legal , por ser implícita a toda legislaçao que trate de num direito de ordem economica dos coatribuintes. Traz t baila jurisprudência deste Conselho; (1) - como a taxa SELIC prevista no §4', do artigo 39, da Lei nu 9 250/95 aplica-se t compensaçao tributaria e, como a Lei 9.363/96 trata do direito de compensar, os iéditos a serem ressarcidos i Recondite devem softer sua incidência. Além disso, a incidência da Taxa SELIC também e originada nos efeitos da própria Lei 9 363196, que nos tonic*: do artigo 2°, §7°, versa que caso a expoitaçao nulo seja realizada, a empresa exportadora devera pagar 0 valor conespondente ao credito presumido atribuído a empresa proclaim a-vendedora iiCi eseidos dos juros equivalentes ul taxa SELIC; - ainda com relak,:ao 00 direito it utilizaçao da l'axa SRLIC, a Recorrente argumenta que este é garantido ante o Principio da isonomia 'Fributaria, previsto no artigo 150, 11, da Constiluiçao Federal. pois se 0 contribuinte deve recolher os tributos em ab uso com a aplieaçao desta Taxa, tera o mesmo direito de receber o que lhe -é devido no mestua proporçao: - quanto aos valores refeientes a aquisiçao de insumos adquiridos de nulo contribuintes da COF1NS e do PIS (pessoas Ilsicas e c000dativas), alega que os mesmos devem ser incluidos no calcitic) do erédito presumido e, consequentemente, i etiSa reidOS uu Recondite, haja vista que a Lei 9.363/96 nao estabelece restriçao para quo- o relendo crédito só seja devido aqueles que suportaram a incidência de ambas as contribuições; g) com relayao a en.ergia elétrica, salienta que pui ser um insumo utilizado para produyao dos produtos expottados, nulo pode ter negado semi dii eito ao crédito deste. Minna, ainda, que sem energia elétrica nulo existiria processo produtivo, pois esta é utilizada na pi oduyao dos produtos; la) - no que tange ao oleo combustivel, freles e despesas de carp, por constituírem um produtos intennediarios da industriulizayao, I.:11111)én' nib o se deve admitir as exclusões efetuadas pela tiscalizaçfio; para os insumos importados e serviços de telelOnia — comunicaçao — ROC:Oriente salienta que nao existem motivos pant serem ;„,dosados its créditos decorrentes de suas aquisições, 'maim; alem dc possuírem a natureza de insumos, nub existe nos aitigos 1 0 e seguintes da Lei 9.363/96 a t estriyao estabelecido pela DR F/FortaleLa; j) - quanto a exclusao das notas tiseais relativos as tiansferências de matéria- prima, produtos químicos e material de embalaw m . para asf fiiais de NlaracanoU e Sobral, alega que nao existe dispositivo legal qu ytrinja as transl'erências dos créditos entre as illiais, especiithuente\ mrque lazcm parte dos insumos adquiridos pela Recorrente, consider:nit a suit 1\ pessoa juridica como contribuinte legitimado para pleitear o pedido de ressarcimento do el -6(Mo presumido do IP1; k) - ao final, requer: (i) seu direito no ressarcimento do Crédito Presumido do IN i eferente ao 3 0 trimestre de 2002, corn acréscimo da Taxa SELIG, contada a partir da data de geração do (Indio ao crédito, ou, ao mews, sucessivamente, contada a partir da data do protocolo do Pedido de Ressarcimento; (ii) a manutenção da apuração do crédito presumido a sec ressarcido sem a exclusão dos valores relativos às compras de insumos de az'io contribuintes da COHNS e da Contribuição Para o PIS (pessoas fisicas e cooperativas), bcm como dos valores relativos as compras de matéria-prima impostada, não adquirida no mercado interno, de energia elétrica, sistema de comunicação e Óleo combustível; (iii) e ainda, sejam consideradas as notas fiscais de transrerências de matéria- prima, produtos quimicos e material de embalagem para as tiliais de Maracanan o Sobrai, bem como as que acobertai am devoluções de compras (iv) que sejam homologadas as compensações realizadas. decisão pro ferida pela 3' "forma da DR.I/Belém, decidiu-se: As Oulu) Procvsso Admit?! sir Wino Fiscal Period() de aparKtio: 01/07/2002 a 30/09,/200' ECISÕES ADAPIVI SIR/I'M/AS E ITOS deci.sticç admild,stratims. prokt Ow; pclos; Conselhos (10 Coittril)!fialGç POO X0 CO/1.011101-1 C111 17(11111(1.% r7iz,(7o pela uttal Sell' Igados se apRwel c?»I rela“7 o a 01011 ()( W1 Aena() (*do objcto ckcisdo, u -ma do w fig() 100 do CfN A “unto. - Impost.° sabre Prod utos nclustrial Lad ci% - 1P1 Period° de apt! açiio 01/0712002 a .30/09/2002 ti S'A 1 IN '1 CR 1;1) 11'0 P I? ES( 1M I DO 1121. IVS(JMOS A Dqt /11?11)0S DE Nii0-CONTRIBIllAll 'ES (PESSOAS .14 SI CAS, COOPER.'I TIVAS E IMP ORTAD ORES) Incabivel o ressarcimento do Pis/Pasop a da Col' ins a t111/10 incentivo fi.seal Cur relaç.iio Li in.sumas adquiriclos de pt's was fisic:as, cooperwivas e impol ¡adores, que nclo supomo am 0 paganten dessas muff .40 dctermilmr a forma do apuraccio clo ineentii10, a lei eveluin da base de ccileulo do beneficio fiscal as aquisk . 's quo mi.° sofivrant incidc.'ncia das mnt ilntio3'es ao Pis e à Co/his no fornecintento an in-1.1(11am - eAport (him . ..I ROS ( .0111PENS:ITÓRIOS. Rr,SSA RCIAlEN10 Arelo ineidi ¡if° »was ompensmórios 110 rev:arcinielLtp Gr4'd tos do WI, da Con!í'i7uiç/in para o Pi s/Pa scp e do difi ts, hem cola() na 4..omperts(4-cio cIt tufrridos' DF,CIA li,4 ÇiO DE C. OA:IPLVS!A C.4 .0 WINT(i. Rii,C0N1/56.0/ )0 Pt; CkKatt O. 4 - sttspeasito OH e.k.C11 11U em j'di 10 lrihulái.jo, Ji - mile» MU eh' 15 e'll(470; Processu n" 1 03 M).0.14 129/2002-00 N3-C3 I 2 Adyrii:gd n " 3302-90,133 H IN32 A (Law a s.iio de compen.sayio depende da eXiVi -'llel'ict de ant en'clito Assim, as declat açõos de eompensaçao só devem komologodas Ilu easo de d(ftrimento dC'AUf Li dito Solieitacii() indeJL'rida Irresignada, a Recorrente apresentou sell Rectirso Voluntario, onde contesta as glosas telativas aos insumos adquiridos de pessoas tisieas e cooperativas e relativas materia prima importada, bem como protesta pela aplieacao da Taxa SEI iC. É o Relatório Voto Vencido Conselheiro ALLXANDRE GOMES, Relator 0 presente recurso e tempestivo, preenche Os dentais requisitos do admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. crédito prestanido do IPI foi criado coin o intuito de incentivar a expoitaetio das empresas produtoras e exportadoras dc mercadk.nias naoionais, fazendo com Line ocorra o ressarcimento dos valores pagos à titulo do PIS c C.'0FINS incidentes em cascata na cadeia produtiva, desonerando o custo do produto exportado. A Lei 9.363/96, em seus art igos l' e 2u, assim prescreve: Ai! 1" A empre.sa produtot a 4.! C.VOtteichii - 41 eh' Ill0-001101 IS el LI (4111.0 ptesamido do Impost() sobre l'roduios ladustiializadas, como css scimetito das er)ntrilmio-io (lc que 01110011V) fl' 3.N 7, (lc 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezeml»o de 1970, e 70. eA: 30 de aiezentltro de 199 / , MC/de/11es ,sabre a respecii vas mild:405c 5,, mercado interno, de 1006111101. 1111110'101 C101)010g0,i, pal LI liall'ak:JO 110 OCC.SW prOdUltra Art, 2° A base de c(ilettlo eaVito prc.sumido seni detcyminada ink:chunk! o apl1ca0o, .sobre o valor total das aquisições de otatjrias-pt Emos , pl 'enti dos- inleiniediniiej mateïiol de embalagem rc:kt 'dos no (a tigo alltet lot do pet eentual cot yespondente a telaçito crate a teceila de exportaçao c: a eCe'l let Wei tee:WIWI hi rim do ptodulor eAporlador. (grtli) nosso) Código Tributario Nacional, em seu alt ill. detentaina que a legislaçào tributaria deve ser interpretada de forma literal, senào vejamos: At 1 1.11. Intopretal'So literalmente a legislação tribm:11 (me th,sponlat sobr e.. 7 III - div>enço do cumprimento de obrigKiics trilntu'Irias cesseirias. Analisando-se a literalidade do artigo supracitado (art. 2 da. Lei 9.636/96) DOS lermos dispostos no texto legal, cheta-se a conclusao de que os insumos adquiridos de pessoas fisieas e cooperativas integram a base de eillculo do crédito piesumido de 1st() se deve ao lato de que o referido diploma legal prever que a base de ciilculo do crédito presumido incide sobre o valor total das adoisiciles de matérias-primas, produtos intermediiirios e material de embalagem, conforme destacado acima. Este entendimento já se encontra pacificado no Superior Tribunal de Just iça: TRMU1IAP10 RECt /LSO ESPECIAL LAI MANDA 1)0 DE SEGURANÇA RASE DE CA ' LCUL( 1)0 CR1 %.0110 PR ESUA 1/DO DE LEI N 9 363/1906. AOUISIC ,i0 DE I.NSUMOS DE PESSOAS FÍSICAS if/Oil COOPERATIVAS. POSSIBILIDADE PRINCIPIO DA ERARQ CIA NORALITI VA INTERN? ETACZO LITERAL DA LEGISLAÇA -0 TR IRLIT ,IRIA ART. III DO CTN. JURISPRUDENCIA Pia PICA 1)0 si:! "Artio consubstancia liazdamento de tuttureza cons Min:Unto!, a exigit a in fc'tposivíio recurso es-traordimirio, afirmaOlo de (pie instraislio normativa C1130101! 11 !IOC'S (la lei tine in of endia reg,nlamcfaw Trata-se de ?per° juizo de legalidade, para 010 fin"nmula vio é indispens•tiiv/ 1121TS11gelC1-10 (la /711C1111 -(10y70 pclo acórelcio yecortido nos dispoyitipos coteiados, incidindo, nu tanto, o orientaciio csyyrcssa na Sinnula 636/STE, scgunclo qua! '11(71) C.0110 rCe111 . S0 OVO (101 .(li 10110 poi. contrariedadc I.» ice/pio efflwitucional da legalidadc, planet() a 5101 IL If icetvlio pres;uponita revel a inlet 'wt.:v(107in dada a nol inf-raconslitucionais pelts decisao recorrida'" (REsp .500 96$/B21, Rol Minislro Luiz Fay, Re! Acórdao illinisii o l'eori Albino Zavarcki, Primeira Turma, julgada On ,V8/2005, 3/10/2005 p 122) 2 No ca co, intetp ttr-s'e a Lei n. 9.363/96 com a cycluse7i0 (las aquisioTics dc ins- limos de pessoas fisicas c/ent cooperatit'ac da bas'e (Volt() err'di it) presumido do IP1 (7: ficcr onde a lei, 1150 a fOZ Nau ha como, 770117(1 117111 .1 7)V10V(1 . 0 feral (1( ) C1111(1t) 1111 V, chegar-se ci c0n0lus(70 (me 05 insmnos aefipilridos de irle,5801/v fisicos OU 00017C1 -0fil'ON i/(10 pOckfit compor a base de calculo do erc'dito prowmido di) IN. If cei fo quo a inlet prelaçiio preconizada /Ada lei What 'll la ol?jetir0 044.1111' 11110p1'01(0,750: (1111plialiVaS on anakigicav : REsp 62 4$6/V ), Min Francisco Pecanha Martins), nuts- tambc:m m'to pode loyal a interpt e1ay3cs que restrinjant /110 1.5 do que a lei pas 3. Coin c*i lush -11( .5-es Nemnativas conslintem esp,:vier jtli Micas (le can'aer secundai 104, cuja ,d.tliyhule e tfice 'icia re,sullant, itnediatamente, de Slid estrita obset i11120s111 peictS JCR' Do conycqiic.'neia, () luz dos oil do (Wig» iVaciona/ In siritc(Yes Normativas n modi ficar Lei 0' pFele.V0 C5IM"0111 111Sq110700 llprOlVi (10 Ci (Wit° presumido do IN (\v,_ o 1'roct.1.,;so u" 1031'10.0 I '1129/2002-00 S3-( :3 I 2 Aeói(1J(Jii ' 3302-01E133 1.1 100; 4. 0 acrirdiio Ic(miTido está em per/C//ti sintoniti coin a jurisprude'neia desla Corto Superior de Justiço, (pre tctil MIOS (ItTibIli ç 'CktS C0llA1i(llei01101V O de flitlibiWILOr lt jui isin-wl("Fmla in.liaconstitucional 5. Recurs() opecial nao provido (Re/.l n" 1 109 034/1R, Relator liii,, Bencdito Gunçalvo, 'Winch a Turina, julgado eni 16/04/200.9, R.1 ein 06/05/2009) Em voto exarado pela e. Ministra Eliana Cannon, no Rev. n'' 52975S/SC, destacamos as premissas adotadas no entendimento pacificado no ST.!: Aluito ponde, el .sobre o 'cum, especiabnente (B(1nk' elo almonds 1exc3e.s, dent, C as quais destaco I) a CONNS e o PIS (»retain CM CasCala o Ochei0 110 (1,1 C . 1101 isso, estao eminaidas no valor I/O podia() final ad(filli id° pCIO prOdlitOr-CAT 0110(10! , 11101110 n[10 havenda iticuljncia na sua filtima aquisiciio; 2) o Deercto 2,367/98 - Regulamento do 11'1 -, poytet iv,' ( .1 Lei 9.363/96. I100 l'Cçlfi ÇãO à,s act ill.skiieS pf0111110,, lose Ctik1110 d0 res.sarcimento d o valor total dos tiqui.sio-jes insmnos ntilizados no process() produnvo (art 2), svin condicionantes Depois' tOdas essas conaui Ncg ifink. 111(lih".11 0 • ') prochttor-capwlador adquit‹.' onno Iii "/1111(1, por e2t-vnil.4?), iecidos, holCies, etc, e em (oda_s e.s.sas c."! ele contribuinto de l'ato da P1S/COFINS, pogo pa() vendedor clue, 110 preço, já einbutiu a PIS/COFIArS 1)11,1;!0 polos s-ons hip;re.se, a lei pei mho 0 1 e s,,, arejm eilio Ao hre !MV O 171101 da aquisiçcio, c) clue lera a tonibi'm diduzir (IA (0112CedCtliC. iliCh//2i1C .01.1 do Pi.sv( 'otiNs, 2') m e s m o quelado o oduior-exportadoi adquire inal&iaprinia insumo agricola cIlietanierile do modulo,' Hum' pessoa paga, embiniclo no preço dessas meicadwias o ti lbw() (1)1S/Cf()1"1V0 indiretamente cm oinros iminnos ou produtos, tais como odubos, CU ctdi1itirulo ■ no Inci Cad() C no respectivo proecs'so od po 10010, (MC 1"0Za0 (ISs0.51V (WV lei" 0 insirtiçao normativa aqui yucs'tionatia exlrapolado H conleitdo da lei No âmbito do extinto Conselho de Contribuintes a ma16ria assitn vinha send() decidida: A ssunto. liniioWo .solne Produtos IndustrialLadm - 11)1Pcíodo de aim, aç.do 3111211999 a 31/12/1999CREDITO PRLS1_111110 \ DO 1 T' 1 A 0 UIS1COLS DE l'ESSOAS T. i S IC AS V COO PE RATI FAS' Integra a bow de calculu do crt'YglA presmindo de 11'1 o ralor 11.1CI'Cille 00 CI Mil 0 relativo 110 \J 7 ¡ITV/MI(24 adquitidor de cooperative's c persoar fisicay Recluse., Erpeeial d.o Sujeito Pavviro Pi 'ido (CS.R1 ," Recurso 20- 13,1 162. Relator Antãnia Jos& Praga dc Souza) CRIDITO PRESIIMIDO IPI NA EV -POP:LK-JO — 40(./I.V(Y3ES DE PESSOAS FISICAS E COOPERATIV.IS A hare de cOlculo cis,:dito presuntido tiet0i Milladtt Medif0110 aplicavão, robre 0 valor total (far aquisiVier de matcrias- prithas, 1.00(000s C iii aid 01 de CinhOlagclit, referidos na art I" da Lei it" 9.363, de 13,12..96, do percentual coffer /km(1(.711e à relação clarc a receita do exportação e a recei ta opera(!ional bruut do produtor exporialor (art 2" da Lei n" 9 363/96). A lei citctdo rof,... ,re-se a "valor total" e não prert.' q ualquer ex-Him -10. AY In,‘111 0-lies Nortnatimv 11"S 23/97 c 103/97 inovaraat o texto da Lei it" 9 363, de 13 12 96, ao estabeleceram que 0 etHito presumido IPI serc't calodado, eA-clurivantente, icla(,.ão eiy (Iqi .iç5C Ckli,ctc.fas de pesroas juridieas, Eujeitas COELVS ãy Conn ihuici;cs ao P1S/PASEP (IN n" 23/97), bent (onto quo as ntatt.'ria.v-printaE, proehrto.r intermedleit fps e. materiais de entbalagem adquiridoE cooperativas nao gerain direito ao er&lito prevumido (IN 0° 103/97) Tais exclusiies somente poderiam vcrliiitets medium(' Lei on Aledida Proviçínia, vivto epée as hirltuçõer Normativar s(10 normas complementares das leis (art 100 do C7N) e njo pOLICIII transpor, itlOVOr Oil mo di fl ew ' o texto dor aorma que complemenutitt SOAIIILA N'' 12 Nito ¡Imp am a hcAe dc calculo do c..raito presumido tia Tel 110 9 363, de 1996, as aquisições de contbuqhviv e energia c'!á/rica mna (pie M-if) So COnSioni flO S Cm contain direto coin 0 In 011010, 11170 SC englUMIT(111(10 1708 coneeilar do male', la-prima MI produto intermediritio Recurs() especial ncgado ( CARE RecuLso 207-116.391 Relator Dalton CCtiar Cordeiro tie Miranda. ). until) lado, corn I elaçao aos valores relativos as compras de matérias- primas impor tadas, entendo que a Recor -rente nil() possui dircito ao crédito presumido de IN, tondo CM vista quo o prOprio texto legal prevê expressamente que a empresa pi odutora exportadora somente fill L't jus ao licnericio fiscal dccorrente do valor total dos insninos adquiridos no mercado inferno. Assim dispõe o art. 1" da Lei 9.363196: Art I" A emptc.ra pmclutora e evpot tadora de met c:adorias nationals farri ha a er(Vito pi esumido (10 Impoyto 'ÇO111*C Pt -oil y inditstr iedizador, conto resvarchnento dav contlibui(00, de (pie Patent! ar Lois (.'sompleinentat es it's 7, do 7 LIE ietemln) de 1970, 8, de 3 d e dezembro de 1970, e 70 , da $0 de LIE 'Cd et de 1991, incidentes sobre as respeclivos aquisiciies, no mercado interna, de mau.'..riar-p, into>, produtar into inedifif ios e material de embalogem, para no proceiro piodtairo Corretas as glosas relativas a matét ia prima importada.., , \ Ns, IA no tocante a aplicaeiio da laxa SELIC, a Calenda \(17a). al a Superior de Recursos Fiscais • CSRF, ja decidiu quo, tratando-se de ressarcimentoNst écic do i -, 61eio restitni0o, t3 aplicúvel a atualizaciio dos créditos pela SELIC, seniio veiamos: a Prt ,cesm) n" I if; 014129/2002400 S.3-('31'2 3302-1111.133 1'i 100 , 1 PIS E COFINS 11VCENTI VO FISCAL - DAs CONTRIBUIÇÕES AO PIS E ME1)IAN:1E CREDIT° PRESUMIDO DE 11'1 BASE DE C41.(:(11.0 AQUISIÇÕES DE N110 CONTRIBUINTES E DE ÕRG/IOS GOVERNAMENTAIS - Os valot es cot I eypontlentes t`ty aquisiçõey tIC matériay-pritnay, produtos into mediáJht‘ e material de embalalym de nao contribuintes (10 PIS e CeFINS 6 )1 's.`""-' cooperativas . if órgiios L) 'C/ podem compor bas.e de cálcido do crtdito preyumido de qtte trala a Lei n u 9 363/96 Nau cab, au ait,'aproe disiino -io nos casos que a lei ?lac; (/1e2 A firma de eálculo prcrista lia 11017.11a kgal eStalk.lece unta fiCO-to aplieciVel a today as situações, independentemente da cletiva incidc'ucia day contribuicões na fhltfiSiair) du .> niereadOriaS OU riaN operaç'rk" (1)7ILTiOrcs ENERGIA ELETRICA L COAIBUSTiVEIS - ;Wu 12°11(.711 m'i' iflCliuii/O5, 11(2 bene de ceilculo ineentiro (lc (pre Pala a Lei it" 9 363/96, 00 raforeN de energia elútrica e combustively. T 4Y-1 SELK: - Incidindo a Taxa SELIC solve a restituiedo. nos termos do art. 39, k 4" da Lei 17" 9.25(1/95, a par/h' de 91.01.96, sendo o ressarcimento 1111111 espt5cie elo 4.Pnero restituiceio confin-me entendimento da (',n aia Superior de Recurs(' Fiscais no /ken-eh-Up CSRF/02-0.708, de 04.06.98, ale;ll, do que, tendo o Decrett»i" 2.138/97 tratado restituiciio e res.sareimento da mesma maneira, a referidet Taxa incidirá. tantbiln, solve o ressareimento. Recurs() especial da lazendr -1 Nacional negaduRecurso especial do contiibuinte prol -a/o pal eialnieme (CSRF Recurso 203-115.973 Relator Designado para redigir VOO) ve1recd4it a Conselheiro .1)allon Coat Cordeuo de Miranda) Do eselareecdor voto vencedor plofe-rido pelo Conselheiro 1),ilton Cesar Cot deii o dc Miranda no recurs() euja ementa foi acima transerila, destaco o treeho abaixo transcrito, cujos fundamentos adoto no presente voto: Cont eftito, d Segunda Cánuna do Segundo (Amselho de Cona - ilmintes; firnani entendimento no .sentido de que alc! advent() da Lei 9250/95, on U1C O evercieio de 1995, inclusive, ¡tau obstante a inexisancia de cxpressa (1:is :po5it:tit) legal neck' oy cr&litoy ineentivados „ITT devertam ycl" cottigiday monetariamente pelos me.smos indico at(' cntrio wilizados pal(' 1 ,"azenda Nacional pala unfair:act-al de seas ('7 0/1/41,5 cito te vcrnrhecido pot' ap1Ieao7() anal/)gica (h) d1 5/)0.sto 3' do Oil 66 da Lei 3.333/91. TUdavia, Cont a deyindexaçáo du economid, pelo Plano Real, e com o advent() da citada Lei 9 250/95, que acabou coin a corteolo monetória dos erc'ditos dos contribuintes contra a Fazendo Nacional havidos Cai decorraleia do pogamento indevido hibutos, premleceu ci eincndanento de clue a par lii de emaa nao haVella IIiaIS dirci to a arlia11,-..a070 mwtetiiii17,\,, (Me 100 ye poderia (Wheal' a 74.1:0 SP,L1C pin a tal flui. pak, a tneyma main e..7.a . hiridica de lava de jams, o que impediu aa oplicaçiio como bailee ale COrie07/1 filOnetc'a ia. NV), • ES To! eniendimento, entretanto, iillTeCe HMO welhor reflexao 'Fa( nccesvidade decorre de !MI eiptivoco no exame du natureza Pa ("dice( da dolomitic-Ida raVa MA,: NO pOrque, em i ce.'Cittc ['snide) sobre a matc'rial, o Ministro Domingos Frm)ehtlli A/cite), do Superior Tribunal dc MI5 (iça, expressamente demonStrof clue r(ferida taxa cc destina temthc.'m a trfaon os qfoilos da itylação, taT qua! reconhecido pelt) próprio Banco Central do Por (nitro /ado, cumpre olksetrar a utilizaylo da Tava SELIC pant finc tributeirios pact Fazenda Nacional, (mesar povvnir natureza - fares de mora e corre cão monetória e o fato do a correção monchiria ter sido ex-tinta pela Lei 9.249/95, per S'01 (117. 36, 11.„s.e ará exclusivamente a titulo de juros (le »lord (art 61, § 3, da Lei 9430/96) ,s-eja, o jinn de ci attralizacao monetaria ter sick enpressamente hanidet de nosso impediu o Govern° Federal de, poi- via transversa, gar-waif- o valor real dc seus cly&litos tiibiiiaiio,c 011'ata!'s da utiliZavio de unm ta -va (IC jul oi quo I'm:: Ni wicalitüleado indict' dc corrcoio monchiria Ora, &ante de lair consideravies, poi hirposkrio dos' principio s' con.slitucionais da isonomia e da moralidade, nada nials justo quo ao contribuinte titular c/ ) credito incentivado orlielti, allies desta suposta extincao da correc(ia 111011C1(»la, cc !...vriaittia, por aplicacao analógica do ml 66, § 3, cla Lei 8 383/91, ccmfin -mo auto) izado pelo art. 108, I, do Código Tributritio Nacional, direito à correçao moneleiria - e scat que tenha existido disposicao e.Apres.sa ;taste semido coin aos en.Witoc incentivados sob amine -, se garanta aqordi direito c't aplicaçao denotninada Taw cubic seu erc'elito, por aplicaelio analógica de dispasitivo da legislação tribuk;ria, dc..sta Ji2ita o art 39, § 4', da Lei 9 250/95- clue arclennina a incidc'ncia da mencientada taxa .sobw indj;bito tribuicirios a partit do pa.,_ iciiIe inelevido, crédito este quo em caso.„\ cont i 'Semi n niorrado pelas efil, itor dc ulna itorla4, ,a0 ekekiitecide im v ainda very edict soorc o vat°, do moeda „ AO R ECURSO, adquiridos de pess a ritual izacrio desse ntS O asa 'CC(i f Teo.: l'sica '1 ito 1 ia xposk 11 do O dir C , ooperr .Ia taxa vor no sentido de DAR PARCIAI, PROV IM ENT° Ito e crédito decorrente das aquisic6es de insumos adquiridos no mercado interno, hem como devida 'E IC. A AAN RE GO, Vote Vencedor Conselheiro rfOSI A N . FONIO FRANCISCO, Redator Dosiv,itado I "Da Tneonstituctimali(hide da Taya Solic pare tins I, ibutz .li RT 33 -59 \'k PIOCCSSt) n° 10350 0 I .1 12912002-OD 53-.31'2 Ac,'wtiTio 11 3302414,133 H 10(1S Quanto as aquisições de niTro contribuintes de PLS e Colitis, a (IlleSin0. ao final, diz respeito a saber se as IN da Secretaria da Receita Federal restringiram diicito previsto em lei, relativamente as aquisições de matérias-primas, produtos iracrmediarios e materiais de embalagem de cooperativas e de pessoas físicas. Desde logo, devem-se afirstar interpretações simplistas, baseadas cm chavões do tipo "onde a lei ill) restringe, rCro cabe ao intérprete restringii", ou "a lei. nao cont6n pa lavras inúteis", pois a interpretaçilo deve ser feint corn base em critérios jurídicos e meios liabeis a deli ni r os limites de sua aplica0o. No caso do credito presumido de IPI, guy 6 ilicentivo fiscal criado coin unia finalidade especilica (anular, ao mottos cur partc, o efeito indesejavel da "exportaçao de tributos"), nib ° se pode pi escindir da bite, pi etaçao toleológica A lei, nesse caso, deve adequar-se ao tin] que se propôs a al ingir. Nesse contexto. nao é possível admitir que se efetuc ressarcimento sobre aquilo (pie nat.) the sirva de causa, a vista de uma interpretaçao literal da lei. No caso do crédito presurnido, só cm apararcia taltou ao texto legal a dis:tinytio valorativa entre aquisições efetuadas de contribuintes da Coals e do PIS e de aquisições de 1150 contribuintes, uma vez que o próprio dispositivo do xi.. le[ete-w contribuições "incidentes sobre as respectivas aquisições".. Ademais, a valoraeao lambent somente aparenta estar ausente da disposiçao literal especifica do art. 2 0 da Lei n. 9.363, de 19%, uma vez que "mat6rias-piimas, p1 odutos intermediarios e material de embalagem" so os mencionados artigo anterior. Por fur, o art. 5 0 da Lei determina que, se houver restituieilo ao fornecedor de valores relativos ds contribuições pagas, etc deverd ser estornado pelo adquirente, o que implica sec completamente equivocada a tese de que. para a Lei n. 9.363, de 1996, a incidência das contribuições na aquisiçao seria irrelevante. No Mais, Adoto, ern meu voto, os fundamentos do Aeindao 201-77.932, do qual foi relatora a Conselheir a Adriana Gomes Rego Cialv5o: argumenla a reeo; renic que a enlihria. ptn a ( 'tiro cálculo do cr&lito prc.sumido, das aquiskr.)es- de insiniar, (-It'luadas a pcsmw.s fisieco foi indevida Ismrekudo, discord() complemente ciente s(!l? (!ttiCtIdin10110 que a Lei n=9.363/96, ein .sca ciii, 1'2, á 1111/1 10 clw a ao 41 'eon o tes.surCimeuto dos. con 1 butViie.s. de que Ina(1111 (IS Lei -, Complementare,s n'y 7, de 7 de setembio de 1970, 8, de 3 de defembro de 1970; e 70, de 30 de de:eml» o de 1991, )1, ineideifieN Aohre ropedivas aquisições." (negrilei) Ora, se náo houve incide‘ncia das cowl ibui0es nas )00 /id que se filial - em wssaivimento. L sentida, deve- si' observar que a lei lido - 1.1,1CICAllte.5 .50bre (1 i respectivas aquisiOn", de forma If pouco imp°, la se (-lapis amei lot es, „se, nas at] ui.4,iO3e..s 4.:Pluadczs pelt, empreça pi .od taw a C eXp011at101 a, L'Slas Ha() ilIehill ciuii A ? espeito deste amnia, contrapondo-sc (10 argument° da ream rente de (pie Mio pode haver inte?pl etaçiio resuitiva neste CL/So. destaco o PareCer PGFAT n .3 092, de 27 de clezemln 0 dc 2002, aprovado pelo Ministro da Fazenda "21 Quando o PI,S7PAS'EP e a COHNS oneram do forma hid/polo o produto final, isto signified quo os tributo.s uio 'ineidn am' sobre 11151lin0 adquitido pelo bony iciário erMito preStililid0 (o , fOrylece dor 100 (` me do MS/PAYE!' e da COPIN.9, nuts nos produtas ameriores, eptc' CoMpõeln este inslnno °corn? !flu: o legislador pi.cv(2, textualmentc, (pie sera° ressarcidas as contribukiies 'lia ideates • SObrc; 0 inS1M10 adquirido pelo produtor/exportarkP, sobre as aquisiciiás do ren:ciros, !pre ocorreram em lases ante! iot es da cadeia prochniva 22 Ao con071110, pant admitii• pc' 0 1cTiSlador teria (1 Ch:Cli10 pi-OS(11110o como ow Fe.SSIli -Cinienio) dos tribute3s que onerarant twill a c'el(leÜl produtiva, licevssáT uma ina'rpreta(rio da norma ineuhnilida„ ne.,;sci eSpeCifiCa hipliese , pc'la Constituk (70 Federal de 1988 e pelt -) Código Tributário Nacional " SI) a01 (ir do art I da Lei IC 9 363/96 que se pode vislumbrar c'Ale C:MendimOdo, nent laMponC0 Ferric) (10 qUe 11aPia Nido disposto pela liii> e 674/91, !pc fin remgado, poi (pie, nos dentais artigos da lei, lambáni se vo 0 tal po5ici01/amento, COMO Wait° bent elliCida 111(ncionado vorec t3 -, (I Us! tralL,;crevo "2-1. Provo incquimca de que 0 legislador condicionoz! frui00 cio er&lito presumido an pagamento do PhSVPASEP cl da COFINS pelo , fOrnecedo! insurno á depreendida da leitwa do a! ti go 5" da Lei n" 9 363, de 1996, in verbis: ' rt 5"A eventual restiluiciio, ao fianeecdor„ das importáncins leeolhidas pagamento das contribuiy7es referidas no all. I", hem assint a con/pens-act-iv mediantc crádito, implica imediato (worn!), pelo produtor erportador, do valor co! 1 esponchmte " 25. Ou scja, 0 tributo pogo pelo lOrnecedor insurno adquil ido pelo beneficiário do cie.Wito pwsumido, (pre for resamjdo 011 r'oMpenSad0 iilediantC ádito, ahellid0 do CFC'clit0 prOVUMido rcw;c'etivo 26. Como prestanido reçval'entiOd0 dO PISYPilSEP e da CO/INS, pagos pelo foinecedor do insumo, O legislador deternann, (to prodUlOr/i..XpOrlador. que estorne, do prcsurnido, o valop fá rcstituido. 27. 0 or 1. da Lei n" 9.363. de 1996, !fete? (Inc! apc'llaS ti•iblikp; `iiicickfilei . ' sobre o insumo odquil info pelo bendiciário do en:Wit() prcsumido (e rhio pclo A127 fin -)ee:Men) poilcm rc'cvarcidos (70,0rille 0 art .5", eas-o estes tributos já tenham sir!o ao . fi)rmu..ellor dos insumos que signified, na prática, que elo' nib os pagou), lab; valores ser170 oho' fielos (b) piV.t ?mild° 12 Procc,so n° 03.;(1 0141 29/2002-00 S3-C.317., A cio " 3302-00.133 UI 1001, 2S. Est(' intertneta070 lógica confirmada pot. todos. os &Amax dispositivos da Lei tt " 9. $63, dc 1996. Dc fat), CIII MMUS passagens da Lei, percebe-se flue o legislador pi evil( fin Mils de cu/di u/c adall1liS11 .0111'0 (11) f '!(1110 pte..511111id0, CS11211h1.100 (10 .5(71 ',C11(1 iCilith.) WHO 5t.:140 de Obi ignyiey nee -',5'01 ids% (Mc de 00 I .onse.guiria cumin - it caw 0 fOrticcedot do instan() atio tbsse pessoa idiea coatribuinte do PIS/PilSEP e du COP/NS 'VIM) exemplo, I -coot-biz-se o art. 3 " da multicitada Lei a " 9.363, de 1996 . 1/t 3 - Paw Os t] desta Lei, a apitivoio elo montaitte da ict.cita ()pet aeional bruta, da receita es-porakijo e 110 valor das maic'q ias-primas, produtos inlet mediíoios e crabahtgein Actii efetuada 11 1 15 (el /WS d(.15 flo1711(2.5 (Mt? 1'c,f_4(.'111 a incich2nci(l (las contribitiç0es I cleric/as no art I", tenth) cm tci 1) l'ellUr ("01111(11114: di! 111/10 Ii1C(11 dc pelo fl)tnecedor produloi exportailot ' (Grif0s 11(70 con-similes do ori,glit(10 29. Ora, coma dal e/Ciividade ao disposto acima, (Luanda o produtor/npui /actor adquire insunu) pessoa que Hat) obi igada a (wall,- ;iota fiscal e 141gO (fr l'18/1'21.V.P.I' e a COrlisiS? Poi warn !ado, COMO aferir (.1 valor dos insitinos adquiridos de pessoas fisieas, que into cstriu obi igados a mauler escributtoi0 contribil '! 30. Toda a Lei a" 9 363, de 1996, cskh daveionada, finica c csclu.sivamente, cl hipólese de coneesstio do ei:!dito pies/mild() (mantic) o finneL:etlot do inswito pc.ssoa jut itlica contribuitdc do PhSVPA.SEP e da COMA'S. if lógica das silos prey:1103es milda sempre nesse .semido NÜe) id (purity- no. clisposibio que teptle ott prevcja„sequer lacitamente. o ressarcimento nas hipóteses ein (plc o 1(1)i -two:dot do 'fusi (1 n() 1 n00 pagoit o pispAsky it CO1;DlS 31. Lin .5unia.. it Lei a' 9 363, de 1996, ci hut um sistenta dc concosstio e controle do cr&10.0 pi CN1(tilid0 dc! 11'1, caja ja emboa cl qUe o fin 110,:(!dOr d() ¡MUM() achlidlido pelo bend io ineentivo seja emit" du I'LSVP:ISE 1 ' tr. da CO» INS " propósito, tio tocante I evigelmia de twit:set:610;o de CO//l1 ()mutes do eLolltimento das cola, clue refet ia ii il/F' 1r 674/94, curivi'm timer t 't ;ono palavras pal ecer ' ,10 Outio al:giant:MO OpiV5C111(1(10 110 5cn lido de (pa:, no NiSteifla U111 ci , .5c11(1 COild1Cion1ido h proytl flue o fOrnecetioi pitgott o Iributo, (1 tine nctio ()co/ ,;(1 con, ci lei 11 (' 1) 363, dc 195)6 A NSini, COMO C'S 5(1 111-10 coast(' da 1 .0.'1-id(' Lei, estai ia deinonshado que o novo sistenta ntio condicionou a eancesstio do crl'ortto pi csitinido ao pag1ll1C1110 do MS/PASEP e da CO.FINS pet° fin neccdoi . de aistimo 'li. ()coi re que a alteraçO0 legislativa actda eni favor (less° lesc Mt() e (abivel dizer que, cm vista da revogat,..lio de tuna obrigaetio tzt..essolia (f rova pagainclito (le pelo 11 l'ruccsso it" 10350 Old 129/2002-00 S.3-C3 12 Ae6a1;;‘) n " :13(12-1)0.133 I.; 1007 A data prevista para O inicio da ineidência dos juros C. a do pagamento indevido ou a maior do que o devido, data que somente pode ser identificada se se tratar de pedido de restittoiello. A incidência dos juros Se lic a partir da data de protocolo do process() de pedido de ressarcimento 6 critério que nib o consta da legisla(.,:ao, o que reforça a fe so de que os twos nao podem incidir nesse caso. Como a incidência de juros depende de expressa previsao legal, Into cube a sua incidência no presente caso.. Pot fun, e preciso ater-se ao text() da IN SRI; n" 2.3, de 1997, ar t. 9", que tala em "utilizacao do crédito presumido" e nib o em econbecimento" do direito ao er6dito, o que nao bill absolutamente nada a ver coin a incidência de jut os vista do exposto, voto por negar provimento ao reeurso e/- JOSNTON10-FRANCISCO 15
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Numero do processo: 11128.003133/2004-50
Data da sessão: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3102-000.107
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. 4011M11~ - uerra de Castro - Presidente José Femandes do Nasámento - Relator EDITADO EM: 19/04/2010 \ Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Fernandes do Nascimento, Celso Lopes Pereira Neto, Nanci Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Nilton Luiz Bartoli. - Relatório Trata-se de lançamentos de crédito tributário, formalizados por meio do (i) Auto de Infração de fls. 01/07, consistente na exigência (i) do Imposto sobre a Importação, acrescido dos juros moratórios e das multas de oficio de 75% (setenta e cinco por cento), do controle administrativo (por falta de licenciamento) e regulamentar (por classificação fiscal incorreta); e (i) Auto de Infração de fls. 08/11, consistente na exigência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), acrescido dos juros moratórios e da multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento). Os motivos da presente autuação, narrados pela autoridade fiscal (fl. 02), e as razões de defesa, apresentadas na peça impugnatória (fls. 53/58 e 69/74), foram assim resumidas no relatório integrante do Acórdão do recorrido, in verbis: A autoridade aduaneira afirma que o produto importado, descrito como "cinza de origem mineral" e enquadrado pelo importador no código 2621.90.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), na verdade trata-se de "microesferas ocas de vidro, de tamanhos variáveis, com diâmetro médio menor que 1 mm" (fl. 2) e imputa o código NCM 7020.00.00. Intimado em 6/7/2004, o interessado apresentou "razões prévias de impugnação" em 19/7/2004, juntadas às fls. 53 e ss. e "razões definitivas" em 5/8/2004, juntadas às fls. 69 e ss. Alega, em síntese: O auditor-fiscal adota como razão para reclassificar as mercadorias importadas o entendimento de que as mesmas configurariam "obras de vidro". São esferas ocas produzidas pela combustão de carvão mineral. Trata- se de um silicato de alumina na maior parte de sua composição, o que não a configura como obra de vidro. O carvão mineral gerado pela combustão produz uma gonza que é arrastada de forma mecânica para uma determinada área (lagoa), na qual as microesferas ocas flutuam. Cita documento juntado aos autos e respectiva tradução juramentada (fls. 86-89). O que levou o fiscal a supor que as microesferas ocas seriam de vidro foi a expressão "glass hard" empregada na literatura (fls. 33, 37 e 41). A expressão "glass hard" é utilizada no campo comercial como "dura como vidro" , O pó cinza, composto dos elementos que descreve em seus laudos, constitui uma outra cinza de origem mineral. Estas esferas não se confundem com outras que existem no mercado, que são mais uniformes, de cor clara ou branca e com aparência de vidro. Requer novo exame pericial. Junta relatório técnico efetuado por setor próprio seu «is. 75-85). É indevida a imposição de multas, especialmente a por falta de licença de importação. Há licenciamento automático. A classificação indicada pela fiscalização não é correta. Requer que amostra do produto seja remetida ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT), indagando se o produto "é ou não obra de vidro, nos moldes como se poderia entender sob o ponto de vista das normas tarifárias" (fl. 73). Posteriormente, o interessado juntou cópia das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (fl. 109). Recebida a impugnação em face da tempestividade e aspectos formais, os autos foram encaminhados a esta Delegacia de Julgamento. . , /. 2,/ Processo n° 11128.003133/2004-50 S3-C1T2 Resolução n.° 3102-00.107 Fl. 2 Na sessão de 12/11/2008, a r Turma da DRJ — São Paulo II/SP, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, conforme decisão consignada no Acórdão de fls. 111/115, cuja ementa apresenta o seguinte teor: Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 14/04/2004 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Produto: "microesferas ocas de vidro, de tamanhos variáveis, com diâmetro médio menor que 1 mm". Correto o enquadramento imputado pela autoridade aduaneira no código NCM 7020.00.00. MULTA POR FALTA DE LICENCIAMENTO. Não foi informado na declaração de importação aspecto fundamental para identificação e enquadramento tarifário. Procedente a multa capitulada no artigo 169, L "b", do DL 37/1966. Lançamento Procedente. A autuada foi intimada do referido Acórdão, por via postal em 03/12/2008, conforme Aviso de Recebimento (AR) de fl. 116v. Inconformada, em 30/12/2008, protocolou na Unidade de origem o Recurso de Voluntário de fls. 118/132, em que reproduz as alegações apresentadas na fase impugnatória, acrescidas das seguintes: a) a decisão recorrida não rebateu o substancioso Relatório Técnico e as Razões de defesa apresentados, em especial, o argumento de que o produto não era uma obra de vidro, posto que obtido exclusivamente da natureza; b) o referido decisório não rebateu firmemente todas as considerações de ordem técnica e merceológica suscitadas na impugnação, limitando-se unicamente às conclusões apresentadas no Laudo Técnico oficial, nem enfrentou os argumentos fáticos e jurídicos apresentados nas razões de defesa; c) são indevidas as multas mantidas no decisum, em especial, a multa do controle administrativo das importações, pois, a mercadoria estava sujeita a licenciamento automático, condição que seria mantida, caso houvesse uma eventual reclassificação, pois o produto era o mesmo, tendo havido apenas mudança de posição tarifária, o que afasta a sanção por suposta classificação incorreta; e d) foi absurda e cerceou o seu direito de defesa, a negativa do pedido de exame_ pericial junto ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT), para que fosse esclarecido se o produto era ou não obra de vidro, sob alegação de que quesito fotinulado não era de natureza técnica. No final, requereu a improcedência e insubsistência da presente ação fiscal, cancelando-se as exigências que nela se contêm. Em cumprimento ao despacho de fl. 136, os presentes autos foram enviados ao extinto Terceiro Conselho de Contribuintes. Na sessão de 19/10/2009, realizada pôr este Colegiado, mediante sorteio, foram distribuídos para este Conselheiro. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, preenche os demais requisitos de admissibilidade e trata de matéria da competência deste Colegiado, portanto, dele tomo conhecimento. Da origem do procedimento fiscal. Na fase de conferência fisica do despacho aduaneiro foram retiradas as amostras dos produtos descritos na DI fl. 17/20 como "Fillite 500, 500 HA e 160 W - cinza de origem mineral". Após serem submetidas a exame, o Laboratório de Análise da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (FUNCAMP) expediu os Laudos de Análise de fls. 31/33, 35/36 e 39/40, informando que os citados produtos, na verdade, eram obras de vidro denominadas "Microesferas Ocas de Vidro, de tamanhos variáveis, com diâmetro médio menor que 1 mm". Com base em tal conclusão, a autoridade fiscal procedeu a reclassificação dos produtos do código NCM 2621.90.90, informada na DI, para o código NCM 7020.00.00, conforme consignado no referido Auto de Infração. Na data da ocorrência do fato gerador, para os referidos códigos, (i) a TEC- NCM previa para o II, respectivamente, as aliquotas de 4% (quatro por cento) e 18% (dezoito por cento), e (ii) a TIPI-NCM previa para o IPI, respectivamente, as aliquotas de 0% (zero por cento) e 15% (quinze por cento). Em decorrência da majoração das aliquotas, foram apuradas diferenças nos valores do II e IPI devidos, que acrescidas dos valores das multas e dos juros moratórios, compõem o valor total do crédito tributário formalizado por meio dos citados Autos de Infração. Da origem da controvérsia. Inconformada, a autuada impugnou o lançamento, dando início ao presente contraditório. No julgamento de primeiro grau, o lançamento foi julgado procedente em sua totalidade. Descontente, a recorrente, por meio do citado Recurso, veio novamente aos autos, dando seguimento a presente controvérsia. No citada Recurso, insiste a recorrente na defesa do enquadramento dos produtos no código NCM 2621.90.90, com o argumento de que os produtos por ela importados são esferas ocas ("ao microscópio: microesferas ocas de vidro") obtidas a partir das cinzas oriundas da queima do carvão mineral em pó, realizada nas usinas termelétricas, conhecida pela sigla PFA 1 ("Pulverized Fuel Ash) em inglês. Segundo a recorrente, o processo produtivo dos citados produtos realiza-se da seguinte forma, in verbis: 1 Segundo o Parecer Técnico apresentado pela recorrente a "expressão genérica para todas as cinzas oriundas da queima do carvão em pó é Pulverized Fuel Ash (PFA). Consiste essencialmente de: Flyl Ash — coletado tanto em filtros de feltro ou nos precipitadores eletrostáticos; Furnace Bottom Ash (FBA) — que é um material mais grosso, retirado de depósitos que se formam na base do forno; e Cenospheres (Floaters) — que se formam sobre a • superfície da água, após as cinzas serem transferidas para lagoas de sedimentos." Cenospheres (Floaters) é outra denominação comercial do produto Fillite Microsfere. \\,. 7/ Processo n° 11128.003133/2004-50 S3-C1T2 Resolução n.° 3102-00.107 Fl. 3 O produto, como se constata, é gerado (obtido) pelo calor oriundo de uma combustão. Dessa geração de calor de um carvão mineral nasce uma gonzo que é arrastada de uma forma mecânica para uma área como uma lagoa onde as micr-oesferas ocas flutuam devido a sua baixa densidade. Ditas esferas são separadas e selecionadas fisicamente par se constituírem já no produto final a ser utilizado como redutor de peso. (grifos do original). Assim, contestando a conclusão apresentada nos citados Laudos Técnicos oficiais, reafirma a recorrente que os mencionados produtos não são obras de vidro, pois não se trata de produtos oriundos de processo industrial. Comparando as informações técnicas contidas no Parecer e demais documentos apresentados pela recorrente (fls. 78/95) com as apresentadas nos Laudos Técnicos oficiais e nos documentos a estes anexados (fls. 31/42), verifico há concordância entre ela em relação aos seguintes principais aspectos técnicos: a constituição química, a forma, a característica, a denominação comercial e a aplicação dos produtos. Então, onde se encontra a divergência? No meu entender, a discórdia está no processo de obtenção dos produtos. Para a recorrente, os produtos são obtidos por processo físico de decantação das cinzas resultantes da queima do carvão mineral, enquanto que a autoridade fiscal entende que eles são resultantes do processo de industrialização do vidro. Dessa divergência resultou enquadramentos distintos dos produtos nos códigos da NCM. De acordo com a autoridade -fiscal, com suporte nos Laudos oficiais, como os produtos em apreço são obras de vidro, eles se incluem na subposição 7020.00 da NCM - Outras obras de vidro. Segundo as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) 2, os vidros e suas obras, compreendidos no Capítulo 70 da NCM, são produtos industrializados, conforme excerto a seguir transcrito: O presente Capítulo abrange o vidro em qualquer estado ou forma, bem como as obras de vidro, salvo as exclusões mencionadas na Nota 1 do Capítulo e as que resultam de posições mais especificas da Nomenclatura. O vidro (com exceção do quartzo e de outras sílicas fundidos, mencionados adiante) é uma mistura fundida e homogênea, em proporções variáveis, de um silicato alcalino (de sódio ou de potássio) com um ou mais silicatos de cálcio ou de chumbo e, acessoriamente, de bário, alumínio, manganês, magnésio, etc. Por sua vez, segundo a recorrente, como os produtos são obtidos por processo físico de decantação, a partir das cinzas resultantes da combustão do carvão mineral, conforme anteriormente descrito, eles pertencem à subposição 2621.90 da NCM — Outras (Outras escórias e cinzas). Segundo as NESH, esta subposiçao compreende: Esta posição abrange as escórias e cinzas (exceto as das posições 26.18, 26.19 ou 26.20 e as escórias de desfosforaçã o que se classificam no Capitulo 31), quer provenham do tratamento dos minérios, quer de 2 As NESH foram incorporadas à legislação aduaneira pelo Decreto n° 435, de 1992, definindo-as-no § único do art. 1° como "elemento subsidiário de caráter fundamental para a correta interpretação do conteúdo das posições e subposições, bem como das Notas de Seção, Capítulo, posições e subposições da Nomenclatura do Sistema Harmonizado". \ outras origens, ainda mesmo que possam ser utilizadas como corretivos de terras. São, entre outras: I) As cinzas e as escórias de origem mineral provenientes principalmente da combustão do carvão, da linhita, da turfa ou do petróleo nas caldeiras de centrais elétricas. São principalmente utilizadas corno matérias-primas na fabricação do cimento, como aditivos ao cimento na produção do concreto (betão), para preenchimentos e estabilização de galerias de minas, como cargas minerais nos plásticos e tintas, como agregados leves na fabricação de blocos para construção e, na engenharia civil, na construção de barragens, de rampas para auto-estradas e de cabeceiras de pontes. (não originais os últimos grifos). Dessa forma, fica evidenciado que a divergência em relação à classificação fiscal dos produtos em tela é apenas consequência da controvérsia principal, consistente no modo de obtenção dos produtos, ou seja, mediante processo industrial ou processo físico natural. Assim, chega-se o ponto fulcral da presente controvérsia. No caso, como o Laudo Técnico oficial não descreveu o processo de produção dos referidos produtos, limitando-se apenas em afirmar que se tratavam de obras de vidros, no meu entender, ainda remanesce a dúvida se tais produtos são ou não oriundas do processo industrial do vidro. Desse modo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a Unidade de origem providencie a realização de outro exame laboratorial, desta feita a a cargo do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), ou por outro órgão federal congênere, que deverá elaborar um novo laudo técnico, esclarecendo a divergência suscitada quanto ao processo de obtenção/produção das mercadorias, a partir das respostas, além dos que venham a ser apresentados pela recorrente e/ou autoridade fiscal, se assim desejarem, desde que formulados previamente ao início dos trabalhos periciais, aos seguintes quesitos: a) os produtos de nome comercial Fillite 500, 500 HA e 160 W, importados pela recorrente e descritos nas adições 001 e 002 da DI de fls. 17/20, são obras de vidros produzidas por processo industrial? Caso positivo, descrever, em detalhes, o respectivo processo produtivo; b) os citados produtos são uma cinza de origem mineral (ao microscópio: microesferas ocas de vidro), obtida a partir da queima do carvão mineral? Caso afirmativo, descrever em detalhes o respectivo processo de obtenção; c) os referidos produtos são as mesmas Cenospheres (Floaters) ou Fillite Microsfere extraídos da PFA (Pulverized Fuel Ash), expressão genérica que representa todas as cinzas oriundas da queima do carvão mineral? Caso negativo, qual diferença entre eles?; e d) demais considerações julgadas pertinentes. Esclareço ainda que, concluída a diligência, a recorrente deverá ser intimida, para, no prazo .de 15 (quinze) dias, querendo, apresentar manifestações em relação aos novos elementos trOdos aos autos...Após devolvam os autos para julgamento. José Fernande4o Nascimento 6(1
score : 1.0
Numero do processo: 10166.011736/2005-97
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005
IRPF. GRATIFICAÇÃO. ISENÇÃO. EXIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. A LEI Nº 8.852/1994 NÃO AUTORGA ISENÇÃO.
A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos e da forma de percepção das rendas ou proventos. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Súmula CARF nº 68).
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2101-002.279
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso do contribuinte.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Francisco Marconi de Oliveira Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Celia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka, Francisco Marconi de Oliveira e Eivanice Canario da Silva. Ausente o Conselheiro Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA
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GRATIFICAÇÃO. ISENÇÃO. EXIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. A LEI Nº 8.852/1994 NÃO AUTORGA ISENÇÃO. A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos e da forma de percepção das rendas ou proventos. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Súmula CARF nº 68). Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso do contribuinte. (ASSINADO DIGITALMENTE) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Francisco Marconi de Oliveira – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Celia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka, Francisco Marconi de Oliveira e Eivanice Canario da Silva. Ausente o Conselheiro Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 01 17 36 /2 00 5- 97 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 5/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Relatório O recurso voluntário é decorrente do indeferimento da manifestação de inconformidade da solicitação de restituição do imposto de renda retido na fonte incidente sobre gratificação compensação orgânica, décimo terceiro salário, adicional de férias até o limite de um terço da retribuição habitual, adicional por tempo de serviço, relacionado aos exercícios 2001 a 2005, pela DRF Brasília/DF. Os valores pleiteados pelo contribuinte estão relacionados na tabela de folha 3. Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação, afirmando que não ocorreu a decadência referente ao período anteriormente a novembro de 2000 e, quanto ao mérito, menciona o Principio da Legalidade e argumenta que o pedido de restituição estaria amparado pela Lei n° 8.852/1994, que excluiu da remuneração ou vencimento as verbas mencionadas. A DRJ Brasília, por meio do Acórdão nº 0324.507 (fls. 144 a 148), indeferiu a solicitação, informando que os rendimentos são tributáveis e que o direito de o contribuinte pleitear a restituição de imposto retido na fonte finda com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador. Cientificado em dezesseis de maio de 2008 (fl. 150, verso), o contribuinte interpôs o recurso voluntário em dezessete do mês subsequente (segundafeira). Na sua defesa, alega que o pedido inicial foi fundamentado no artigo 1°, inciso III, da Lei n° 8.852, de 04/02/1994, que exclui da remuneração a gratificação natalina, o adicional de férias até o limite de um terço sobre a restituição habitual, o adicional por tempo de serviço e a gratificação de compensação orgânica. Portanto, não sendo esses rendimentos porção tributável dos vencimentos dos servidores civis e militares. É o relatório. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 5/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10166.011736/200597 Acórdão n.º 2101002.279 S2C1T1 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Francisco Marconi de Oliveira Declarase a tempestividade, uma vez que o contribuinte foi intimado da decisão de primeira instância e interpôs o recurso voluntário no prazo regulamentar. Atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o recurso. O requerente solicita que sejam considerados isentos do imposto de renda o adicional por tempo de serviço, a gratificação de compensação orgânica, o décimo terceiro salário e o adicional de férias até o limite de um terço, com base na Lei n° 8.852, de 1994, restituindolhe os valores retidos na fonte. A questão da decadência, como já citou o requerente, já foi afastada pela DRJ. Compulsando aos autos, verificase que não procede a argumentação do contribuinte quanto à restituição do imposto, haja vista que a Lei nº 8.852, de 1994, no dispositivo citado, não contempla as hipóteses de incidência ou isenção do imposto de renda pessoa física. A lei – que dispõe sobre a aplicação dos art. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal – apenas define o que seja vencimento básico, vencimentos e remuneração para efeitos dos seus dispositivos. As exclusões referemse unicamente ao conceito de remuneração. A lei que concede isenção, nos termos do § 6º do art. 150 da Constituição Federal, deve ser específica. Ainda, conforme expresso no Código Tributário Nacional, art. 11, a legislação tributária deve ser interpretada literalmente. De acordo com a Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, a tributação independe “da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos [...] e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título.” As verbas relacionadas pelo recorrente são expressamente declaradas como tributáveis no Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999), aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 1999: Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): I salários, ordenados, vencimentos, soldos, soldadas, vantagens, subsídios, honorários, diárias de comparecimento, bolsas de estudo e de pesquisa, remuneração de estagiários; II férias, inclusive as pagas em dobro, transformadas em pecúnia ou indenizadas, acrescidas dos respectivos abonos; IV gratificações, participações, interesses, percentagens, prêmios e quotaspartes de multas ou receitas; Fl. 163DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 5/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 [...] Art. 638. Os rendimentos pagos a título de décimo terceiro salário (CF, art. 7º, inciso VIII) estão sujeitos à incidência do imposto na fonte com base na tabela progressiva (art. 620), observadas as seguintes normas (Lei nº 7.713, de 1988, art. 26, e Lei nº 8.134, de 1990, art. 16): (grifos nossos). Os rendimentos isentos do imposto de renda estão consolidados no Capítulo II do Título IV do RIR/1999 (arts. 39 a 42), a as gratificações e adicionais referidos não estão computados entre os rendimentos isentos e não tributáveis. Por fim, na Súmula CARF nº 68, de aplicação obrigatória pelos membros deste Colegiado, está expresso o entendimento de que “A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física”. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (ASSINADO DIGITALMENTE) Francisco Marconi de Oliveira – Relator Fl. 164DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 5/09/2013 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10425.000739/2007-69
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002
MULTA DE MORA - PAGAMENTO FORA DO PRAZO. NÃO OCORRÊNCIA DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Não configurada a denúncia espontânea, mas simples pagamento a destempo, é devida a incidência da multa de mora no cumprimento das obrigações tributárias fora do prazo legal.
Recurso Voluntário Improvido
Numero da decisão: 3101-001.134
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado em, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
Henrique Pinheiro Torres Presidente
Luiz Roberto Domingo Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Mônica Monteiro de los Rios Garcia (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 MULTA DE MORA - PAGAMENTO FORA DO PRAZO. NÃO OCORRÊNCIA DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não configurada a denúncia espontânea, mas simples pagamento a destempo, é devida a incidência da multa de mora no cumprimento das obrigações tributárias fora do prazo legal. Recurso Voluntário Improvido
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DE CELULOSE E PAPEL DA PARAÍBA S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2002 a 31/07/2002 MULTA DE MORA PAGAMENTO FORA DO PRAZO. NÃO OCORRÊNCIA DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não configurada a denúncia espontânea, mas simples pagamento a destempo, é devida a incidência da multa de mora no cumprimento das obrigações tributárias fora do prazo legal. Recurso Voluntário Improvido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado em, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. Henrique Pinheiro Torres – Presidente Luiz Roberto Domingo – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Mônica Monteiro de los Rios Garcia (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório Tratase de pedido de restituição c/c pedido de compensação de crédito de COFINS, formalizado através de Pedido de Restituição e Declaração de Compensação – AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 42 5. 00 07 39 /2 00 7- 69 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10425.000739/200769 Acórdão n.º 3101001.134 S3C1T1 Fl. 119 2 PER/DCOMP, decorrente de recolhimento realizado em 23/08/2002, período de apuração de 31/07/2002, vencimento em 15/08/2002, com débito de contribuição ao PIS, período de março/2005. O pedido de compensação foi indeferido sob o fundamento de que não há comprovação da existência do crédito originário porque o valor informado como pagamento a maior não foi confirmado no SIEF/FISCEL diante da alocação integral do valor pago a título de COFINS referente ao período de apuração de 28/03/2002. A Recorrente apresentou manifestação de inconformidade sob os seguintes argumentos: 1 – tratase de crédito decorrente de pagamento extemporâneo de COFINS realizado em junho de 2002, referente ao período de apuração de março de 2002; 2 – o valor recolhido a título de multa de mora (R$ 4.999,77) consiste em pagamento fora do prazo do tributo, devendo ser aplicada a disposição do artigo 138, do CTN que exclui a incidência de punição; e 3 – por possuir a multa de mora a natureza de penalidade, deve ser também excluída nos casos de denúncia espontânea, não havendo distinção entre multa de mora e multa de ofício no artigo 138, do CTN. Foi proferido acórdão pela DRJRecife/PE nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/03/2002 a 31103/2002 INCIDÊNCIA DA MULTA MORATÓRIA. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, declarado pelo contribuinte e recolhido com atraso, cabe a incidência da multa moratória. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. A compensação, nos termos em que está definida em lei (art. 170 do CTN), como em qualquer outra compensação dessa natureza, só poderá ser homologada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos estejam revestidos dos atributos de liquidez e certeza. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. As sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas , não beneficiando nem prejudicando terceiros. Solicitação Indeferida A Recorrente interpôs recurso voluntário com os mesmos fundamentos trazidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10425.000739/200769 Acórdão n.º 3101001.134 S3C1T1 Fl. 120 3 Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do Recurso Voluntário, por ser tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade. A questão debatida nos autos é sobre a possibilidade ou não de exclusão da multa de mora nos casos de denúncia espontânea, prevista no artigo 138, do Código Tributário Nacional, que determina, in verbis: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Nos termos do artigo 138, do CTN, a denúncia espontânea aplicase aos casos em que, mediante publicidade do ato, o contribuinte espontaneamente confessa o descumprimento da obrigação tributária no prazo legal e providencia imediatamente o recolhimento do tributo devido, com incidência de juros de mora. Da leitura do caput, do artigo 138, do CTN, verificase que se o mero recolhimento da guia em atraso fosse suficiente para configurar o instituto tributário em questão, não haveria a necessidade de constar, como pretendeu o legislador, o verbo “acompanhar”. Simplesmente seria determinado que a responsabilidade pela punição seria excluída pelo pagamento, o que de fato não ocorre. A denúncia espontânea não pode ser confundida com mero pagamento a destempo ou pagamento extemporâneo, que é aquele em que o contribuinte verifica a ausência do cumprimento da obrigação e efetua o pagamento com incidência de juros sem qualquer publicidade ou retificação de informações. Apesar da “espontaneidade” do contribuinte, exige se procedimento formal de informação do Fisco sobre o recolhimento em atraso, sob pena de admitirse a banalização da obrigatoriedade no cumprimento da obrigação tributária e o favorecimento no atraso no pagamento dos tributos de forma indiscriminada. A incidência de multa de mora tem previsão legal no artigo 61, da Lei nº 9.430/96, que dispõe, in verbis: “Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10425.000739/200769 Acórdão n.º 3101001.134 S3C1T1 Fl. 121 4 §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento.” Portanto, é devida a incidência de multa moratória em decorrência de seu caráter compensatório pelo não recebimento, pelo Fisco das quantias devidas no prazo legal (vencimento). No mesmo sentido já julgou o Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial nº 962.379/RS, sendo devida a incidência de multa de mora como forma de compensação do Fisco pelo atraso no cumprimento da obrigação principal. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Luiz Roberto Domingo Fl. 131DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10680.007362/2002-43
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2000
MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA - BASE DE
CÁLCULO IDÊNTICA.
Não pode persistir a exigência da penalidade isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de camê-leão, na hipótese em que cumulada com a multa de oficio incidente sobre a omissão de rendimentos recebidos de pessoas fisicas, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.664
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Caio Marcos Candido, Julio César Vieira Gomes, Francisco Assis de Oliveira Junior e Carlos Alberto Freitas Barreto que reduziam a multa isolada a 50%
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Gonçalo Bonet Allage
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA - BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA. Não pode persistir a exigência da penalidade isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de camê-leão, na hipótese em que cumulada com a multa de oficio incidente sobre a omissão de rendimentos recebidos de pessoas fisicas, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas. Recurso especial negado.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Caio Marcos Candido, Julio César Vieira Gomes, Francisco Assis de Oliveira Junior e Carlos Alberto Freitas Barreto que reduziam a multa isolada a 50%
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Não pode persistir a exigência da penalidade isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de camê-leão, na hipótese em que cumulada com a multa de oficio incidente sobre a omissão de rendimentos recebidos de pessoas fisicas, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Cai9 Marcos Candido, Julio César Vieira Gomes, Francisco Assis de Oliveira Junior e Carlos 4lberto Freitas Barreto que reduziam a multa isolada a 50%. 1 CARLOS ALBERTO ' '1 ITAS BARRETO- Presidente .440 GONÇALO BONE ALLAGE — 4lator Processo n° 10680.00736212002-43 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.664 Fl. 2 1 4 2.M9EDITADO EM: Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de João Pinheiro Coelho foi lavrado o auto de infração de fls. 03-08, para a exigência de imposto de renda pessoa física, exercício 2000, em razão da omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas. Além da multa de oficio de 75%, a autoridade fiscal também lançou a multa isolada de 75%, pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão. A 5a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG) manteve integralmente o crédito tributário (fls. 44-48). Por sua vez, a Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, ao apreciar o recurso voluntário interposto pelo contribuinte, proferiu o acórdão n° 106-16.487, que se encontra às fls. 74-79, cuja ementa é a seguinte: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - MULTA ISOLADA - MULTA DE OFÍCIO - CONCOMITÂNCIA - É inaplicável a multa isolada concomitantemente com a multa de oficio, tendo ambas a mesma base de cálculo. Recurso provido. A decisão recorrida, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário apresentado pelo sujeito passivo, para excluir da exigência a multa isolada em concomitância com a multa de oficio, vencidos os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos e Ana Maria Ribeiro dos Reis, que negaram provimento. Intimada do acórdão em 12/12/2007 (fls. 81), a Fazenda Nacional interpôs, com fundamento no artigo 7°, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, recurso especial às fls. 84-92, cujas razões podem ser assim sintetizadas: a) O acórdão recorrido excluiu a multa isolada prevista no artigo 44, § único, inciso III, da Lei n° 9.430/96, por considerar ilegítima a aplicação concomitante da mesma com a multa de oficio prevista no artigo 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96, quando ambas incidirem sobre base de cálculo idêntica; b) O acórdão recorrido viola o artigo 44, §1 0 , inciso III, da Lei n° 9.430/96; 2 Processo n° 10680.007362/2002-43 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.664 Fl. 3 c) Diferentemente, a l a Câmara do 1° Conselho considerou ser legítima a aplicação cumulativa de duas multas de ofício, que, no caso em tela, eram as multas previstas no art. 44, inciso I, e no § único, inciso IV, da Lei n° 9.430/96, mesmo que incidam sobre bases de cálculo idênticas, pois decorrem de infrações diversas, razão por que não há que se falar em bis in idem; d) O acórdão recorrido considera que a multa de oficio e a multa isolada decorrem de infrações idênticas, pois ambas visam penalizar o contribuinte pela omissão de rendimentos; e) Por outro lado, o acórdão paradigma considera que, enquanto a multa de oficio possui o escopo de penalizar o contribuinte que omite rendimentos, a chamada multa isolada prevista no artigo 44, § único, inciso IV, da Lei n° 9.430/96, visa penalizar o contribuinte que não cumpre a sistemática de recolhimento mensal da CSLL com base em estimativa; f) Vale destacar que a multa isolada prevista no artigo 44, § único, inciso III, da Lei n° 9.430/96 e aquela prevista no inciso IV do mesmo dispositivo legal possuem a mesma essência: ambas visam penalizar o contribuinte que deixa de antecipar, mês a mês, o recolhimento do tributo; g) O acórdão recorrido, ao afirmar que a multa de oficio e a multa isolada decorrem da mesma infração, diverge do acórdão mencionado, também, quando este conclui que a multa de oficio decorre da omissão de rendimentos, mas a penalidade isolada decorre do não cumprimento do regime de antecipação mensal do pagamento do imposto; h) A proibição do bis in idem pretende evitar a dupla penalização por um mesmo ilícito e não a utilização de uma mesma medida de quantificação para penalidades diferentes; i) O não recolhimento antecipado do IRPF devido a título de carnê-leão é infração bastante diversa daquela consistente na omissão de rendimentos apurada ao final do ano-calendário; j) No caso, não ocorre bis in idem; k) O artigo 97, inciso VI, do Código Tributário Nacional prevê que somente a lei pode estabelecer a dispensa ou a redução de penalidades. Admitido o recurso por inteimédio do Despacho n° DEF106149930 115 (fls. 93-94), o contribuinte foi intimado e apresentou contra-razões às fis. 98-104, onde defendeu, fundamentalmente, a necessidade de manutenção da decisão recorrida. 11, É o Relatório. 3 Processo n° 10680.007362/2002-43 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.664 Fl. 4 Voto Conselheiro GONÇALO BONET ALLAGE, Relator O recurso especial da Fazenda Nacional cumpre os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Reitero que o acórdão proferido pela Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo, para excluir da exigência a multa isolada em concomitância com a multa de oficio. Segundo a recorrente, não pode ser afastada a exigência da multa isolada incidente sobre a falta de recolhimento do IRPF devido a titulo de carnê-leão. Sob minha ótica, tal pretensão não merece prosperar. Não se pode admitir a incidência de duas penalidades (isolada e de oficio) sobre uma única base de cálculo ou sobre um único rendimento omitido, conforme, aliás, tem decidido de forma amplamente majoritária o Egrégio Conselho de Contribuintes. A jurisprudência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARF sobre a questão pode ser ilustrada através das ementas dos seguintes acórdãos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO ACÓRDÃO No 106- 16.281NORMAS PROCESSUAIS — EMBARGOS DE DECLARAÇÃO — PROCEDÊNCIA — RERRATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO — Confirmadas as omissões do acórdão, outro deve ser proferido na devida forma, para que sejam sanadas. IRPF — ORGANISMO INTERNACIONAL DA ONU - ISENÇÃO - A isenção de imposto sobre rendimentos pagos por Organismo Internacional da ONU é restrita aos salários e emolumentos recebidos pelos funcionários internacionais, assim considerados aqueles que possuem vínculo estatutário com a Organização e foram incluídos nas categorias determinadas pelo seu Secretário-Geral, aprovadas pela Assembléia Geral. Não estão albergados pela isenção os rendimentos recebidos pelos técnicos a serviço da Organização, residentes no Brasil, sejam eles contratados por hora, por tarefa ou mesmo com vínculo contratual permanente. (Precedente da CSRF/MF) MULTA ISOLADA — MULTA DE OFICIO — CONCOMITÂNCIA — É inaplicável a multa isolada concomitantemente com a multa de oficio, tendo ambas a mesma base de cálculo. Embargos acolhidos. 4 Processo n° 10680.007362/2002-43 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.664 Fl. 5 (Primeiro Conselho, Sexta Câmara, Recurso n° 153.931, acórdão n° 106-16.820, Relatora Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda, julgado em 07/03/2008) IRPF — RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL — Reflete omissão de rendimentos quando o contribuinte deixe de comprovar, de forma cabal, a origem dos rendimentos utilizados no incremento do seu patrimônio. RECURSOS — Empréstimo comprovado por Nota Promissória, devidamente autenticada, registrado nas declarações de ajustes anuais tempestivamente apresentadas, tanto da devedora como da credora e demonstrada a capacidade financeira das contratantes, justifica a origem dos recursos. IRPF. PRESUNÇÃO. DEPÓSITOS BANCÁRIOS ORIGENS COMPROVAÇÃO — A comprovação pela Contribuinte do exercício regular de atividade econômica e da correlação entre os ingressos financeiros decorrentes de empréstimos e os créditos/depósitos bancários realizados em suas contas correntes, afastam a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos de origem não comprovada. MULTA ISOLADA — MULTA DE OFÍCIO — CONCOMITÂNCIA — É inaplicável a multa isolada apenas quando aplicada em concomitância com a Multa de oficio, tendo ambas a mesma base de cálculo. Recurso provido parcialmente. (Primeiro Conselho, Sexta Câmara, acórdão n° 106-15.245, Relator Conselheiro Luiz Antonio de Paula, julgado em 25/01/2006) IRPF — IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS — Incide a tributação do imposto de renda sobre os rendimentos auferidos a título de honorários advocatícios sendo estes pagos mediante dação em pagamento de imóveis certificada em Escritura Pública cuja cláusula de retrovenda não foi exercida no prazo estabelecido. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO — CONCOMITÂNCIA — MESMA BASE DE CÁLCULO — A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do 3S. 1°, do art. 44, da Lei n°9.430, de 1996) e da multa de oficio (incisos I e II, do art. 44, da Lei n 9.430, de 1996) não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo. Recurso provido parcialmente. (Primeiro Conselho, Sexta Câmara, acórdão n° 106-15.013, Relator Conselheiro José Ribamar Barros Penha, julgado em 25/10/2005) 5 Processo n° 10680.007362/2002-43 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.664 Fl. 6 Dessa forma, não pode haver incidência concomitante de multa de oficio e de multa isolada sobre uma única base de cálculo, de modo que a decisão recorrida deve ser confirmada. Voto, portanto, no sentido de negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Gonçalo Bonet llage - Relator 6
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Numero do processo: 13971.000248/92-91
Data da sessão: Tue Oct 18 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IRF - Discussão acerca da alegada inconsiitucionaildade
da lei - não cabimento da apreciaçâo sobre inconstitucionalidade arguida na esfera administrativa Incompetência dos agentes da administra para apreciação da matéria. Imposto sobre o
lucro liquído - lucros apurados em períodos base
encerrados a partir de 01/01/89 - a tributação na fonte sobre lucros base encerrados a partir da Lei de janeiro de 1989
sujeita-se às regras previstas na legislação tributària,
nos termos, principalmente, das disposições contidas nas leis N° 7.713/88, 7.799/89,7,,959/89 e demais atos legais exemplo IN da
SRF N°139/89) pertinentes à matéria Mantém-se,
consequentemente, o procedimento do fisco que, ao seu final, constitui credito tributário cuja materialidade funda-se exclusivamente na lei. Recurso Improvido.
Numero da decisão: 102-29.430
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes por unanimidade de votos, negar provimento
recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julqado.
Nome do relator: Francisco de Paula Correa Carneiro Giffoni
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Ll',971/000.2A8/92 -91 NCA Sessão de 18 de outubro de 1.994 ACORDA0 No, 102 29 1 RECURSO No, g 76.776 - IRF - ANO de 199i, RECÍJRRENIE F"1 - i\11)]...JS R i (.1 DE PI AS f. ',...4211 E "Dr4 RECORRIDA g DRF - JOINVILLE' SC - Discussão acerca da alegada inconsiituciona- ildade da lei - nãocabi.mento da apre:riaçâo sobro inconstituf.ionalidade arguida na esfera admi lrativa„ Incomv.....Ência dos agentes da administra - para apreciaGJ:ão da matéria. Imposto s=.3bre o Jucro liquIdo - lu.nros apurados em pertodos -base encerrados a par!.-ir de 01/01/89 - a tributação na f .1 1 sob i-er c):::s C. cr cc. rEl:E c: icccc fE2 C)Ci C3:15 base encer p ados a pa p Uir de L2 de janeiro de 1989 suje E ta-se às regras previsas na legislação tri- buuària, nos termos, prinqipaimente, das disposi - çbes conLidas nas leis Ng:ã 7.713/88, 7.799/89, 7,,959/89 e demais aLos legais exemplog IN da SRF Ng I ..,Y:)../89). per'cinentes à mat:éria. Mantám se, consequentemente, o procedimenuo do fisco que, ao 52U final, constitui credito tr.ibutário Luja mate- rialidade funda ccc ccrc. iusivamente na lei. RWCW-50 Improvido. Vistos, relatados e discui. idos os presenlos autos de erposto por PLASVALE - INDUTTRIA DEPLASFICOS VALE LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Pr'imeiro Conse. .;1. 10 de Contril.ndilte:ii,.., por unanimidade de votos, negar prov1meni„0 recurso, nus termos do relatório e volo que passam a int . egrar o pre. sente qado. roupnn-- - -- • - - ARLos EMAIWEJ -SANTOS PAIVA s "1 , FRANCISCO DE A CORRE E3E J: RELA1OR-------- „ VIS:0 EE FRANCISCO IAROINO DA ROCHA NETO - PROCURADOR DA Fe. ID A 1--) ri, A r; r 12s. ii SEM:DPI NAU: HIMAI p „ Ec ;I ç.j.:';':Ifil;2-21 f. 1. Los 1 ros g WaLdevan Alves dE Oliveira, Ursula Hansen, Maria de Andra de Figueledo e Júlio CÉ,sar Gomes da Silva. Ausente o Conselheiro Jose Carlos Passuello. 2. MINTSTFRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, l',N971/()On.248/92.91 RECURSO No. g 76„:776 ACORDA° No.:; RECORRE N T'E .1)E: r1E3r vr:11 a E , LA. I.DELP E 1 NDrIS IR (-4 DE 83 E cLonada peia Delegac .;a da Receita Fedeal 2ffl - SC, foi. f i c.a )4 „ cio vi;:•:. I c:3r c:1( r181.1 i : 1c) c) tit.A1 de 3.u7.988,81 UFLR„ refeLente a periodo base ocorri.do de jane'iro a junho de J9f92. n ÍT1 1. g à !I rn e/l., , 3 ao .j .4. gaÏjdO rrm . que no rermo de enue;rameno da ação fiscal a fisc'aliza;ão a ..,...ont_ribuint:e ao descrever os valores devidos à União - que face a atual cri.se fi.nanc:eira geral, a Jmpugnant'e ,viik -Se forçada a efe'War o em at .l .aso aJgumas ohrigaçrjes trIbutárias que prei'ende negoL;.ar e 1 .1 1)UeU parGelamontss que o fisLal auLuante demonstra excrsso de zelo, Jà que hottve pror. i-ogação de Cl 1.,. dos impostos e c . ontributçries É..:0M vencimentos no MR51110 mas, dos mlicipios declarados em calamidade p(Abliva e MSSfflO assim o Lm'itr il:itdrit . c se ve! obrigado a tomar ci,ncia do anto de Infra anulável por esse feito è, ainda -'u•npediUivo de vec:,olhiment-o lar de parLe da iilfração auLuada por achar se sob fisuallzaçã. Reguei . afinal, o cancelament.o do auto de infração. Consta da decisão singular à fls. 13/15, 541151111 ese'; - que d impugnante r:àn consl. estou sua inadimplencia para CO .:(1 a Fazenda Nacionaj„ vez gue ; . euonheue o recolhimento com alraso de sHas obriga - tribulárias 3 . MINISTERIO DA FAZENDA. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 13971/000„240/92.R1 ACORDMO No. '102.29.430 --- n pedido de redução de juros de mora em 1%, em relação aos fatos ge- radores ocorridos na segundat.win .zena dos meses de maio e junho conce- dido pele Sr. Ministro da Economia quani...o a [..)n.. .......fl-:-..cnia.?;:ão do prazo de pag,m-mento das obriga42..jes deferida aos municipios atingidos por calami- dade pública, deve ser . concedido em face da proposição do servidor au- tuante:j -- quanto a alegação de o contribuinte sar. confundido em razão de con- versão de valores em UFIR, em momento algum O requeuente foi pii--...f,x,j1..itti.--- cado visto que não ocorreu o agravamento da exigmcia, a UFIR destina- -se Lão s;....mente à atualilação monetária do credito tributário, conforme determinação legaiN - não cabe a discussão sobre a perda da espontaneidade a partir . da ::..:incia. do primeiro ato escrito de servidor . competente, tal matéria não pode SEr - discutida no âmbito administrativo pois trata-se de de - berminação leg .i,I. contida no ar t ... 7, parágrafo único do Decreto N2.. 70.235/72, conclui por julgar procry,whente c lançamento. Ciente da decisão de primeira instância, a impugnante apresentou recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, atra- vés da petição de VI o. 20/21. Recurso lido na integra em sessão. E o relatório. içç' ,..... 4. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No. 1.1971/n00.24e/92-91 ACORDA° No:, 102„29„430 T. Conselheiro Francisco de Paula Correa Carneiro Siffoni - Relatar. s t: nar aru 1 55 Los de lei. Em verdade, .tratam estes autos da incidncia da 7.713/Se e em especial o seu art.. 38, o ifounpri.J.kinerlte 'Impos- to Sobre o L.L.kci -o L'iquido." J. ri 1:: .Y.? 5 e al a :*5. t Et VS G? ri C ..) F"C)1.1.: 255E:0 f Insurge-se contra esta incidncia, "Preliadri.',.:u-fri fáNte, a exação em comento, V12:i(3 tem e .:,d_stOn- cia legal, de que a Defendente, dentro da previsão le.- gal (Lei 1 deixou de recolh(i:, -1o, tendo em vista ter compensado o lucro obtido no Exercício de 1990, ano base dd 17E39, com o prejuízo existente no Exercido de 1989, ano base de 1988. Mesmo que não seja admitida a forma com que foi efetj...- vada a. compensação do pr .ejuizo, a exação em comento é inexigível, pois, alem de malfdrir a Constituição „ f ,1 ikO1) 1 - r C) verge da doutrina quanto da jurisprudncia dos T* . lbunais Regionais Federais. Com efeito, e inconstitucional, na medida, mm qua, apoiada no art. -..!!»..5 da Ng,, 7.711/8S, viola o princí• pio da hierarquia de leis. A Lei Na 7.713/88, criou Fur../as Iiipóteses dd fato gera- dor. do imposto de Renda das Pessoas Jur Id loas alteran- do disposição em ldi complementar, pois, assim fazendo, usurpou co:npetÊncia re'::::.el-vada pela Carta Mag-- na, ao Código Tributár-io Nacional. 5 . MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 13971/U00.248/92-91 ACORDA0 No„ 102.29.430 Com efeito, estabelecendo o ar t. 35 da lei Ng , 7.71..5/2B, que OS lucros das pessoas jurídicas, ainda não dis-i-• buldos, ':,,scyfrerão trilm..ttação na fulte pelo imposto de Renda, viola o disposto no art. 43 do Código Trilm.i.tàrio Nacional (lei Np, 5.172/66), pasto que cria nova hipóte- SC de fato gerador, diversa dos previstos em textos de maior . hierarqt..tia Assim estabel,endo o texto - ar 1,35 da lei No 7713/88 -- violentou o principio da hierarquia das leis, consti .bAcionalmenLe estabelecido no ao 1, 59 "1...c.x Maior". Igualmente, o fundamento em que se baseia o auto ora contrarlado, afasta-se do entendimento de doutrinadores renomados, denire os quais destacamos o ensinamento de Paulo Barros Carvalho, "in veri....)1:::":: "Não há compet .Ôncía para instituição de imposto de . renda presumida, provável ou hipotética. Nem a leí pode ser interpretada como criando essa hipótese de incidOncia, nem o princípio da capacidade con - tribuitíva contido nas dobras da isonomia, o con- sentiria." (in revista de Direito Tributário No. 34, página 375). Da mesma fim-ima, Ricardo Nariz de Oliveira, em sua obra "Omia TOB, de Imposto de Renda -. Pessoa Jurídica --- Sn.- plemento de.,.. r,omentários - Jurisprudncia e Ates Admi- nistrativos - nademo 12/1988 -. no art. "A Nova Siste- mática de TI-ibtuLação dos L1AC .1*-05 Distribul.dos" à página "Uma primeira observação crítica quanto aos aspec- tos jurldicos é que a tributação de E% contraria o art. 43 do CTN, segundo o qual o IR somente pode incidir quando haja disponibilidade econômica ou jurldica de renda. Ora, o lucro não distribuído efetivamente não está na disponibilidade dos so-• cios efP---tivamente, acionista.s ou titulares da fir- ma individual, de sorte que não ocorre o pressu•••• posto materl,R1 necessário á cobrança do IR sobre distribuição de luci -o. Na verdade, a tributação do ar 1,.35 repousa na ficção de renda distribuída, o que é inconstitu- cional. 1.. , , 6. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 13971/000::212/92 -91 ACORDMO No, 102”29::$30 Por derradeiro, a exigncia quc ora està sendo feita à Defendwnte, está distante do entendíment n ,,, spnsado pf,....rin 1.. Tribunal Regional Federal da 4@... Região, gur, por maioria de votos do seu Pleno, no julgamento do Ai na AMS 91„04.04947-0/R3, deixou consignadog "Constitucional. Tributário. Ar t. 35 da Lei No 7.713/88. Questão Preliminar desacolhida, eis que figurada a hipótese de inconstitucionalidade. Vio- lação ao princípio da hierarquia das leis, consti- tucionalmente assegurado. Criação de novas hipóte•-• soa de fato gerador . do Imposto de Renda das Pes- . soas Jurldicas, por via de lei ordinária, com al- teração de disposição contida em lei complementar. 1 - Reconhecido ser, o Código Tributário Nacional, lei ordinária, mas com força de lei complementar, configura-se a hipótese de inconstitucionalidade e 'i. não legalidade, já que usurpada competéncia reser.-- vada pelo texto maior àquele diploma. Precedentes do extinto Tribunal Federal de Recursos no julga- . mento da AM. 89.825 - e do Colando Supremo ri. Federal de Recursos na apreciação do RE: 101.084/PR. • 2 --- Questão preliminar que, por maioria, é rejei- tada. 3 - Estabelecendo, o art. 3$ da Lei No 7.713/88, que os lucros das pessoas Jurídicas, ainda não distribuídos, sofrerão tributação na fonte pelo Imposto de Renda, viola o disposto no ar t, 43 do Código Tributário Nacional (lei No 5.172/66), pos- to que cria nova hipótese de fato gerador, diversa das previstas em texto de maior hierarquia. 4 - Assim estabelecendo, o texto - art. 35 da Lei No 7. 71.3/88 - violentou o princípio da hierarquia das leis, constitucionalmente estabelecido no art. 59 da Lei Maior. 5-'- Arguição acolhida quanto ao mérito, após a re- jeiÇãO da prefaciai." (Repertório IOB de Jurispru- dÊ,ncia, M. 20/)2, pág in 356 - DJU ...U: - 16/09/922 -- página. 28.541). -. I,Z 2 f , , ,, , , 7 . MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 13971/000.248/92-91 ACORDA° No. 102.29.430 O jtAiZ Teuri Albino Zavascki, em seu voto, assim se ma-- nifesteu.; "Parece-me claro que, enquanto não forem distri- buídos os lucros, embora jà apurados, continuam, pertencendo á pessoa jurídica, que poderá dar-lhes outra destinação que não de integra-los ao patri- mónio do sócio. Portanto, se os lucros não parte-- cem ao sócio e se sua apropriação por parte deles ê um fato futuro e incerto, não há como imaginar . - se disponibilidade para efeito de imposição fis- cal." (Repertório 109 de durisprud .ância No 20/92 - página 3576 --- DJU II, p/ 28.541). Ainda recentemente, em data de 18/11/92, o mesmo Tribu- nal, por acórdão unânime de sua 3a . Turma.„ no .j1..1"Igémmnto do P'rOC:.-25,50 Np_ i a seguinte ementa "A inconstitucionalidade do art. 35 da Lei No 7.713/88, importa em que é indevida a tributação dos acionistas pelo lucro liquido não distribui- do." (BdA - No., 05/93 - pág. 89 - verbete 139.210). De todo o exposto, está claramente evidenciado que a. e .; .:.1.gneia estabelecida no Auto de Infração or .a impugna-. do, não tem qualquer .. razão de ser, merecendo, port.anto a total IMPROCEDENCIA." Em seu decisumj a nosso ver com a acuidade necessária para tratar de matéria tão controvertida, assim fundamentou sua deci- são a autoridade ora rocorrida, 'verbis":; 'Regularmente intimado do crédito tributár.io consubs- tanciado no Auto de .Infra.ção que se v0 ás fls. 29 ..- 1 JCRO LIQUIDO, o suJeito passivo apresentou, em 30/10/92, através de seu procurador, DR. CARLOS ROBERTO DE SOUZA, a peça impugnatória que se ve,.- ás fls. 31/14, alinhando, em sintese, razbes concernentes à legalidade da compensação do luel -o obtido no exer.:::::::Icio de 1990, ano-Pesca de 1989, com o preju í zo -..'eifi(..........ado no arcar cri - cio de 1989, ano-base de 1987 (sic). Além do mais, - apresentou tese pertinente á inconstitucionalidade da disposição eonsubstanciada no artigo 15, da Lei No. 7.713/88. 8. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No.. ..1....97:..1» ' )(X")..'.2.1.12/9'.::::.--91 ACORDA° No, 102.29.430 Citou ensinamentos derenomados ..:.....r.i..t...)1.JLE-.3-isl.....JAs pátrios e trouxe a colação decisão prolatada pele E.grégio Ir.i.lil.i-. nal Regional Federal j Região. Falando sobre a impugnação, o autor . do procedimento exarcii cota de fls. 37, nos seguintes termos-.4 "CONTESTANDO as alegaçbes da reclamante, irlf..7...)i-mo que 1 -. a compensação do prejuízo de um. exercício com o lucro de outro na atual circunstáncia, somente poderia ser feita por via contábil (art. 35, parà-- grafo ig, alínea "d" da Lei Ng 7.713 de 22/12/SS) e não através do LALUR (compensação fiscal), como efetuou (fls. 15 e 18); 2 -. me parece inoportuna a alegação de inconstitu-• cionalidade pois entendo que não foi violado o ar- tigo 43 do fll-Ki„ Não trazendo novidade alguma que pudesse invalidar. o ffi21 .1.....x4 apenas e tão somente fazendo alegaçbes e conjecturas som o necessário suporte legal ou do- cumental, PROPONHO a manutenção integral do lança- mento." ESTE E O RELATORIO.fl 1 ...irnifu:kr-im....,?nte, cabe destacar . que o Parecer Normativo CST No :52c7/7(..), está assim redigido "....................n.,:u.ü4 4,Ju.a.uug.uug...u.,,... Interativamente tem esta Coordenação se mw-ri...N..,...s.ba-- do no . sceÉ .Itido de que a arguição de inconstitncio -. nalidade não pode ser oponível na esfera adminis- .:::Alj..via, por t....,1-..arlsbordar os limites da sua campa ténu o julgamento da matéria, do ponto de vista constitucional. Em abono de suas ' Ei vale citar--se Ruy Bar-. bosa Nogueira, in"Da 1111:4Yàt-pi::::1::..,¡',"..2:40,O da aplicação das leis 1..J'..j..butár....ias (1965 1 pág. 32',.' ç,2 '? - ... 9. MINTSTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Nn, 1.3971/000.248/92-91 ACORDMO No. 102.29.430 "Devemos ;.Ti istinguir . o exercício da administração ativa, da. judie:ante. No exercir .. io da administração ativa o funcionário não pode negar aplicação a lei, sob mera alegação de sua inconstitucionalida- de, GM primeiro lugar- porque ine não cabe a i.unção de .,..jul.wRr, mas de cumprir . e, em segundo, porque a sanção presidencial afastou do funcionário de ad- ministração ative. o exercício do 'poder executi- A pág. 35, citando rito Rezende, continua "E princípio assente, e com muito sólido fundamento lógico, o de que os órgãos administrativos wrn ge- ral não podem negar . aplicação a uma lei OU um de-. ereto, porque lhes pareça inconstitucional. A pre -. sunção natural é que o Legislativo, ao estudar- o projeto de lei, ou o Executivo, antes de baixar o decreto, tenham examinado a questão da constitu- cionalidade e chegado á conclusão de não haver choque com a Constituição g só o Poder Judiciário é que não está adstrito a essa presunção e pode exa- minar novamente aquela questão". Também, decises consubstanciadas em Acórdãos do Egré- gio Primeiro Conselho de Contribuintes (ao acaso confi- ra os Acórdãos Ng2. 102-25.945 e 102- .26.600, sessCies de março e novembro de 1991, respectivamente, ambos da Co-- lenda Segunda Câmara), asseveram "INCONSTITUCIONALIDADE DE: LEJ -. Incompetente a Instância Administrativa para apreciar- a inconsti-- tucionalidade de dispositivo da legislação tr:it.n.1.-- No mesmo sentido, ó do entendimento do Egrégio Segundo Conselho de ContribuintesN "INCONSTITUCIONALIDADE -- A arguição de inconstitn-- cionalidade não ê oponível na esfera administrati--- va, por transbordar . os limites do sua competéncia a apreciação e julgamento de tal arguição. Recurso negado. (Processo is,42_ 10950/001.066/91 -89 Recurso Ng., 80.062N Acórdão N2 202-04.978N Sessão de 29/04/92:1 DOU - Seção I, de 05/11/92 -- página 15.481)." MINISTERIO DA FAZENDA 1 O. PRIMEIRO CONSELHO DE. CONTRIBUINTES PROCESSO No, 1.3971/000.248/92--91 ACORDA° NO:, 102.29.4-30 Ademais, no que pertine ao toma em comento (arguição na esfera administrativa. acerca da inconstitucionalidade da legislação tr-ibutária/ não ti-.fl ....NItária), cumpre des- 1...iac......:ar. que dispositivo .1.....r.,,iitç.n.c......"..c3n.E.d. em nosso direito, sendo norma constitucional desde 1934 (artigo 91, IV), outorga ao Senado - Federal competÊncia privativa. Aludi-- do princípio, hoje está contemplado na [:ctnrr; Li. ai .àc, Fe- deral de 1988, nos seguintes ter.illc:N 'Art. 52 --- Compete privativamente ao Senado Fede-- . val X ." suspender a execução, no todo ou GM parte, de lei declarada. inconstitucional poc . decisão defini- tiva do Supremo TrÁbunal FederaIN A lei tida como inconstitucional por . sentença 5...rl'-ecibr .- • rivel do Supremo Tribunal Federal deve ter a sua execu- ção suspensa pelo Senado, na parte GM que foi declarada. contrária ao ordenAmer....to maior, ou em seu todo, se ii-.1--- constitucional na. sua. fi..Itegra. Suspende-se a execução da lei, isto é, rf........tira --se da lei os seus. efeitos no mundo Jurla .....:cn :--,..-:.0 se pode aqui falar em re:vi.:.)(,..:f.,:ii..;..1.15, o que só ocorre por- processo legislativo. Não há notícia, até a pn .:::.ente data, de qualquer ato do Senado Ff...i.díi....,,í'.,.:.A].. determinante da suspensão da execução de qualquer dispositivo da legislação .-t--A-...ibi....1.1.-......ria/não tri-- butária (artigo 96, da Lei No 5.172/66 - Código Tribu--- • tário Nacional) a que alude o sujeito passivo, com base • em sen'1 ença. irref......orrivel prolatada pelo Supremo Tribu--- nal Fed'.....:ral. Em assim sendo, não hâ raz :'...jes plausiveis, no pres;m....ite capa-2es de elidir- c procedimento fiscal. Quanto ao mérito, as demais, argumentaç?les aduzidas não comportam maiores divagaçejes. A matéria 1.....¡-....i.l..n0......,".?,:.-21 decorre de expressa disposição le--- gal (artigo 35 da Lei Ng . 7.713/80, com as modificaçe5es posteriores), não se conhecendo, atb a 1....)r..c2s..,!..f,...:?:ite data, qualquer pronunciamento da Suprema Coi... te ci c ia::: ca do ca--- r. áter confiscatório do tributo exigido através do Auto de Lifração que se vÊ às fls. :, MINISIERIO DA FAZENDA 11. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No, 1971/o0u,,2 .18/92 91 ACORDMO Na, 1.(Y2.29.13n Finalmoute, mo que se refere à decisão prolatada pelo Regional Fedral da -1 .ü RegIX-), sem dUvida alguma, o liUSL .i .e.2 parone da impugnanle liem pleno eo- nheeimento das disposiOes conUidas no Deereto Ng 7 .'1,529, de janeiro de 1971.' Este relator nada mais Lem a aLresnentiar a est.a funda mentação, que c.om a devida vênia deve ser considerada pare integrante deste, e encaminho meu voto uns ande; se Ludo o mais que do prot. es c..oRsia, no seneldo de Regar pluvifmtto ao 1-2( :USO voluntárto. Brasilia - DF, 19 de outubro de 1994. Francis:To3d - Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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