Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10670.900132/2008-60
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: DCOMP ELETRÔNICO – PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Exercício: 2003 PRECLUSÃO DA DEFESA. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFESA NÃO CONHECIDA. Segundo o Decreto nº 70.235/72, o contribuinte deve protocolar sua defesa no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência do acórdão. Corrido esse prazo, precluso está o direito do contribuinte de se defender na esfera admnistrativa.
Numero da decisão: 1802-001.141
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Gustavo Junqueira Carneiro Leão
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : DCOMP ELETRÔNICO – PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Exercício: 2003 PRECLUSÃO DA DEFESA. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFESA NÃO CONHECIDA. Segundo o Decreto nº 70.235/72, o contribuinte deve protocolar sua defesa no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência do acórdão. Corrido esse prazo, precluso está o direito do contribuinte de se defender na esfera admnistrativa.
numero_processo_s : 10670.900132/2008-60
conteudo_id_s : 5760381
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 21 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-001.141
nome_arquivo_s : Decisao_10670900132200860.pdf
nome_relator_s : Gustavo Junqueira Carneiro Leão
nome_arquivo_pdf_s : 10670900132200860_5760381.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
id : 6901943
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781307232256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1661; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 36 1 35 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10670.900132/200860 Recurso nº 888.900 Voluntário Acórdão nº 1802001.141 – 2ª Turma Especial Sessão de 14 de março de 2012 Matéria NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Recorrente GAMA COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: DCOMP ELETRÔNICO – PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Exercício: 2003 PRECLUSÃO DA DEFESA. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFESA NÃO CONHECIDA. Segundo o Decreto nº 70.235/72, o contribuinte deve protocolar sua defesa no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência do acórdão. Corrido esse prazo, precluso está o direito do contribuinte de se defender na esfera admnistrativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 16/04/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/04/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10670.900132/200860 Acórdão n.º 1802001.141 S1TE02 Fl. 37 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora (MG), que considerou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte, não reconhecendo seu direito creditório. O interessado apresentou PER/DCOMP visando compensar os débitos nele declarados com crédito relativo a pagamento indevido ou a maior referente ao SIMPLES. Em 25/09/2008, a DRF/MCR emitiu o Despacho Decisório de fls. 09, no qual decidiuse pela não homologação da compensação declarada, por não ter sido confirmada a existência do crédito informado, pois o DARF discriminado no PER/Dcomp não foi localizado nos sistemas da RFB. Contra o feito, a empresa apresentou manifestação de inconformidade (fl. 13), na qual alega, em síntese, o seguinte: “GAMA COMERCIO E SERVIÇOS LTDA com sede e estabelecimento comercial e prestação de serviços na rua CARMINIO DE ABREU, N.° 291 MONTES CLAROS, cep 39.401708, MINAS GERAIS, CNPJ 01.660.127/000108, por seu representante legal, não se conformando com o auto de infração acima referido, lavrado pelo Sr. AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, do qual foi notificado em 02/05/2008, vein, respeitosamente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15 do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos de fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec. 70.235/72): Em 30/06/2004 foi feita uma PER/DCOMP 1.3 de n° 27486.43917.300604.1.3.04 5184 solicitando o credito de Simples referente ao período de apuração de 31/01/2003 no valor total recolhido de R$ 1.403,09 para ser compensado em PIS, COFINS, IRPJ e Contribuição Social. Só que ao preencher a PER/DCOMP foi informado o valor integral do recolhimento e não o valor de cada guia, ocorrendo portanto um erro de fato ao preenchimento. Solicitamos que fosse verificado os recolhimentos feito na data do dia 10/02/2008 os valores de R$ 201,98 e R$ 1.201,11 com o código 6106 do período de apuração 31/01/2003. E que esse crédito fosse compensado nos débitos de PIS, COFINS, IRPJ e Contribuição conforme solicitado na PER/DCOMP. Por oportuno. esclarecemos que houve um erro de fato no preenchimento da PER/DCOMP, mas sem causa qualquer prejuízo ao fisco. A empresa inconformada corn o despacho decisório, pede a Vossa Excelência que reveja os procedimentos adotados para analise do caso e considere a PER/DCOMP ou dê a empresa o direito do credito. A vista de todo exposto, inconformada com o despacho decisório, acima mencionado, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de que seja compensado os impostos indevidamente recolhidos pelos solicitados.” Fl. 40DF CARF MF Impresso em 16/04/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/04/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10670.900132/200860 Acórdão n.º 1802001.141 S1TE02 Fl. 38 3 Como mencionado, a DRJ de Juiz de Fora/MG considerou improcedente a manifestação de inconformidade, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS DE ADNIINISTRAÇÁO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 SIMPLES. OPÇÃO. Uma vez que a contribuinte, no anocalendário de 2003, ainda estava submetida ao regime de tributação do SIMPLES, não há direito creditório algum a favor da empresa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 24/08/2010, a Contribuinte apresentou em 30/09/2010 recurso voluntário de fls. 30 a 31, onde reitera as mesmas razões de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. Este é o Relatório. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 16/04/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/04/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10670.900132/200860 Acórdão n.º 1802001.141 S1TE02 Fl. 39 4 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. De acordo com o despacho de fls. 33, a contribuinte tomou ciência do acórdão 0930.475 da 1ª Turma da DRJ/JFA em 24/08/2010, tendo enviado o Recurso Voluntário, pelos correios em 30/09/2010. Sendo de 30 (trinta) dias o prazo para a interposição do recurso voluntário, de acordo com o Decreto nº 70.235/72, art. 33, contados na forma do art. 5º do mesmo diploma legal, considero a preclusão do direito da contribuinte de se defender na esfera administrativa. “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” ...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x... “Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato.” Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 42DF CARF MF Impresso em 16/04/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/04/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10711.003730/84-27
Data da sessão: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 1985
Ementa: Conferencia final de manifesto - Falta de volume - Improcedente
a exigência fiscal face a existência de carta de correção
sanando a irregularidade, cuja apresentação se deu antes da instauração de procedimento fiscal para apuração da falta.
Numero da decisão: 303-24.369
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,, em rejeitar a preliminar
de ilegitimidade passiva "ad causam"; no merito, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Afonso Celso Mattos Lourenço, João Evangelista Carneiro da Cunha Neto e, Helio Loyolla de Alencastro que negavam provimento, conforme relatório e votos que passam a integrar o presente julgado...
Nome do relator: Luiz Carlos Nogueira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198511
ementa_s : Conferencia final de manifesto - Falta de volume - Improcedente a exigência fiscal face a existência de carta de correção sanando a irregularidade, cuja apresentação se deu antes da instauração de procedimento fiscal para apuração da falta.
numero_processo_s : 10711.003730/84-27
conteudo_id_s : 5783508
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 06 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 303-24.369
nome_arquivo_s : Decisao_107110037308427.pdf
nome_relator_s : Luiz Carlos Nogueira
nome_arquivo_pdf_s : 107110037308427_5783508.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,, em rejeitar a preliminar de ilegitimidade passiva "ad causam"; no merito, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Afonso Celso Mattos Lourenço, João Evangelista Carneiro da Cunha Neto e, Helio Loyolla de Alencastro que negavam provimento, conforme relatório e votos que passam a integrar o presente julgado...
dt_sessao_tdt : Wed Nov 13 00:00:00 UTC 1985
id : 6968425
ano_sessao_s : 1985
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781313523712
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-28T11:47:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-28T11:47:36Z; Last-Modified: 2010-01-28T11:47:36Z; dcterms:modified: 2010-01-28T11:47:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-28T11:47:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-28T11:47:36Z; meta:save-date: 2010-01-28T11:47:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-28T11:47:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-28T11:47:36Z; created: 2010-01-28T11:47:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-28T11:47:36Z; pdf:charsPerPage: 1510; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-28T11:47:36Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEI RO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CSN R TERCEI RA CÂMARA seseae de13 de novembro de 1985 ACORDÃO N.° 303-24.369 Recurso n.° 107.730 - Proc . n g 10711/003730/84-27 Recorrente AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A Recorrld IRF - PORTO - RJ 11/ Conferencia final de manifesto - Falta de volume - Improce- dente a exigencia fiscal face a existencia de carta de cor- reção sanando a irregularidade, cuja apresentação se ' deu antes da instauração de procedimento fiscal para apuração da falta. Visto, relatado e discutido o presente processo. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,, em rejeitar a preliminar de ilegitimidade passiva "ad causam"; no merito, por maioria de vo- tos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Afonso Celso Mattos Lourenço, João Evangelista Carneiro da Cunha Neto e , He- lio Loyolla de Alencastro que negavam provimento, conforme relatorio e votos que passam a integrar o presente julgado.. Sala das SessZes, e t 1.3 de novem o de 1985. /PD HÉLIO e OLLA A AL " RO- President- , a , • o LUIZ CALOS rr EIRA - • ALEXANDRE COST DE LUNA FREIRE - Procurador da Fazenda Na- cional. VISTO EM 1985 SESSÃO DE: NA NOV RECURSO DO PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL. R.P. 303-0.890 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei - ros: JOSÉ PATROCÍNIO DA SILVEIRA, PAULO MORENO DE ALMEIDA,AFONSO CEL SO MATTOS LOURENÇO, ENILA LEITE FREITAS CHAGAS, JOAO EVANGELISTA CAW NEIRO DA CUNHA NETO e SIDNEY DE CAMPOS PESSOA. ' •i -n 1 _ , ' RECURSO:107.730 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL ACORDNO:303-24. 369 MF-TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1 RECORRENTE: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A , RECORRIDA : IRE - PORTO -, RJ 1 RELATOR : LUIZ CARLOS NOGUEIRA 1 , RELATÓRIO Contra a empresa Agencia Marítima Laurits Lachmann S/A foi lavrado o auto de infração de fls. 32, propondo o reco- lhimento do imposto de importação e da multa prevista no art. 106, inciso II, alínea "d",do DL 37/66, combinado com'o2art. 331ia II inciso I, do Decreto 63431/68. i , A autuaçao decorreu do fato da fiscalizaçao ',haver constatado, em ato de Conferencia Final de Manifesto do navio 1- tapa, entrado no Porto do Rio de Janeiro em 13/06/84, a falta de um (1) tambor contendo Oleo essencial. Em tempo hábil, a transportadora impugnou a peça mi — , dial onde alega em síntese: 1) Ilegitimidade passiva "ad causam"; 2) Inocorrencia da falta visto não haver o referido volume embarcado no porto de origem, fato este que foi consigna- do em Carta de Correção emitida pelos Agentes do porto de origem, datada de 31/05/84 e apresentada à IRF-RJ em 23/11/84. IML 3) Incabível a penalidade proposta face à deniSncia le• espontânea protocolada naquela Inspetoria em 26/06/84 e somente no dia 04/01/85 é que teve conhecimento do inicio do procedimen- to fiscal contra ela instaurado. 1 ' A 4) Taxa de cambio aplicada incorretamente uma Vez que o calculo deveria ser refeito com a taxa vigente na data e da entrada do navio no territOrio nacional, isto g , em 13/06/84 e não em 13/07/84, conforme consta do Demonstrativo de Classifi- cação e Avaliação de Mercadorias em Falta ou com Acréscimo (fls. 35). , 1 1 . I 1 Contestaçao fiscal, as fls. 55, pela manutençao da peça vestibular por considerar: I 1) que a carta de correção não foi aceita pela Rapar tição, cujo indeferiment está às fls. 13 do processo I 10711.6337/84, apenso. , , , n 1 I 1 -3- , , RECURSO:107.730 umnoNamonum AC0RDN0:303-24.369 2) que, ,quando a denuncia espontânea foi apresentada I em 26/07/84, a falta ja era do conhecimento da Repartiçao, uma vez que a DI foi registrada em 13/07/84. 3) que S falta da mercadoria st se configura legal mente com o termino 'da apuração procedida mediante processo fis- cal, sendo este o entendimento expresso pelo PN-CST n g 56/77. Decidindo o litígio a autoridade singular julgou pro cedente a ação fiscal, declarando devido o credito tributário con forme proposto no auto de infraçao. Inconformada com tal decisão a interessada recorre a -4 este Conselho com os mesmos argumentos levantados na impugnaça .1 É o relatário. ?)r /I1 nl• • new • RECURSO:107.730 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL ACORDÃO:303-24.369 VOTO Rejeito, de pronto, a preliminar de ilegitimidade pas siva "ad causam", com base nos arts. 60, parágrafo Unido e 95, in— ciso II, ambos do DL 37/66. Quanto ao márito, tem razão a interessada quando invo ca a seu favor a improcedôncia da ação fiscal face à apresentação da carta de correção. Como se verifica, esta foi emitida em 31/05/84, enquanto que a embarcação deu entrada no porto em 13/06/84, tendo sido apresentada na Repartição aduaneira em 23/11/84, datas estas anteriores à instauração de qualquer proce- dimento fiscal para apuração da falta. Vale ainda acrescentar que na legislaçao pertinente new inexiste previsao para a apresentaçao do referido documento, ra- . zão pela qual entendo que a carta em questão deve ser aceita, des de que não tenha sido instaurado procedimenton no sentido de apu- rar eventuais faltas. I Face ao exposto, dou provimento aorecurso. Sala iíks Sessges, em 13 de novembro de 1985. 111 - 0 -4d11111" LUIZ CARLOS NI RA - 'e a 81 % 1
score : 1.0
Numero do processo: 13855.001479/2005-13
Data da sessão: Wed Apr 07 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL,. A propositura de ação judicial, antes ou após o procedimento fiscal do lançamento, com o mesmo objeto, implica renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela Autoridade Administrativa a que caberia o julgamento.
Recurso Voluntário Não Conhecido,
Numero da decisão: 1302-000.218
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por concomitância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: EDUARDO RODRIGUES DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL,. A propositura de ação judicial, antes ou após o procedimento fiscal do lançamento, com o mesmo objeto, implica renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela Autoridade Administrativa a que caberia o julgamento. Recurso Voluntário Não Conhecido,
numero_processo_s : 13855.001479/2005-13
conteudo_id_s : 5896264
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-000.218
nome_arquivo_s : Decisao_13855001479200513.pdf
nome_relator_s : EDUARDO RODRIGUES DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 13855001479200513_5896264.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por concomitância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 07 00:00:00 UTC 2010
id : 7407003
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781319815168
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T23:37:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T23:37:31Z; Last-Modified: 2010-09-01T23:37:31Z; dcterms:modified: 2010-09-01T23:37:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:50a857cb-e5a1-4767-95f5-c15e1688e161; Last-Save-Date: 2010-09-01T23:37:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T23:37:31Z; meta:save-date: 2010-09-01T23:37:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T23:37:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T23:37:31Z; created: 2010-09-01T23:37:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-09-01T23:37:31Z; pdf:charsPerPage: 1469; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T23:37:31Z | Conteúdo => SI-C312 F 1 i70 • t,..,'..,'''4NN:4-. ..iMi.:;•.:, MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS .'LrgW7V, PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO '• . 1- :. - Processo n" 13855,001479/2005-13 Recurso n" 340.441 Voluntário Acórdão n" 1302-00.218 — •" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 07 de abril de 2010 Matéria SIMPLES Recorrente FERGITEL - COMERCIO DE MATERIAIS DE TELEFONIA LTDA. - ME Recorrida 1" TURMA/DM-RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL, CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL,. A propositura de ação judicial, antes ou após o procedimento fiscal do lançamento, com o mesmo objeto, implica renúncia ao litígio administrativo e impede a apreciação das razões de mérito pela Autoridade Administrativa a que caberia o julgamento, Recurso Voluntário Não Conhecido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por concomitância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, MARCOS RORIGUES DE MELLO - Presidente1 EDUARDO -j0 DE ANDRADE - Relator EDITADO E 12 A00 2010 Participaram do presente julgamento, os conselheiros: Wilson Fernandes • Guimarães, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Eduardo de Andrade, Irineu Bianchi e Marcos Rodrigues de Mello. t Relatório Relata a DRJ/RPO que: "Trata o presente de impugnação da exclusão da pessoa jurídica do Simples em virtude de exercício de atividade vedada, Com o indeferimento da Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples - SRS - a interessada impetrou Ação de Mandado de Segurança 2000.61.13000135-4, na qual foi concedida a segurança 'para declarar a nulidade da decisão administrativa que excluiu a Impetrante do Simples., por não observar os princípios do devido processo legal, notadamente quanto ao direito de ampla defesa e do contraditório na esfera administrativa, dai, porque, deverá a Impetrante ser mantida no referido Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições. Em pesquisa realizada, verifica-se que os autos se encontram conclusos ao Relatar no Tribunal Regiona1/3" Região em virtude do reexame necessário.. Na sua impugnação, em síntese, a interessada contesta o motivo da exclusão, alegando não desenvolver atividade vedada pelo art. 9 da Lei n° 9.317/1996.. Acrescenta que a exclusão fere o principio da isonomia, pois empresas com atividades semelhantes continuam amparadas pelo Simples e que a irretroatividade conferida ao Ato Declaratório Executivo n° 17 de 06/09/2005 a 01/01/2002 é ilegal, já que a IN SRF 355/2003 invocada está em desacordo com a Lei ri° 9.317/1996, que determina que os efeitos da exclusão operam-se a partir do mês subseqüente a esta.." A DRI/RPO, ao analisar a questão, decidiu, por maioria de votos, conhecer da matéria, e, no mérito, indeferir a solicitação. Irresignado, o recorrente interpôs Recurso Voluntário, alegando, em síntese, que: a) exerce atividade não vedada pela Lei n° 9.317/96, conforme atesta o objeto social destacado no contrato social; b) os documentos utilizados para embasar a exclusão, firmados com a empresa Engeset, são relativos a curtos períodos de tempo, que não podem ser considerados para efeito da exclusão do SIMPLES; c) a retroatividade dos efeitos do Ato Declaratório Executivo, para 01/01/2002, com base no inciso II, do parágrafo único, do art. 24 da IN SRF n° 355/03, afronta o disposto no art. 15 da Lei ri° 9,317/96; d) a exclusão fere o art. 150, II, da Constituição Federal, posto que outras empresas exercem a mesma atividade da recorrente e continuam sujeitas aos pagamentos com base no SIMPLES; e) a recorrente ingressou com o Mandado de Segurança n°200661.13000135-4, no qual foi concedida liminar, e posteriormente, por sentença, foi anulada a decisão que excluiu o recorrente do SIMPLES. Foi interposto recurso de apelação, mas este ainda não foi julgado.. Assim, a decisão que mantém a exclusão não pode prosperar, nem suas disposições podem ser cumpridas, enquanto pendente a questão no Poder Judiciário. .\ ., É o relatório.. 2 Processo n° 13855 001479/2005-13 SI-C3T2 Acórdão n." 1302-00.218 El 171 Voto Conselheiro EDUARDO DE ANDRADE O recurso é tempestivo. Dele torno conhecimento. A matéria está submetida à apreciação do Poder Judiciário, por meio do Mandado de Segurança n° 2006.61.13.000135-4, no qual foi concedida liminar, e posteriormente, por sentença, foi anulada a decisão que excluiu o recorrente do SIMPLES. A sentença que determinou a nulidade da ato de exclusão do SIMPLES da ora recorrente, o fez com base no cerceamento do direito a ampla defesa e ao contraditório, tendo em vista que a pessoa jurídica excluída não teve direito a apresentação de defesa em momento anterior à exclusão, mas só posteriormente a ela, e por meio de recurso, instrumento processual diverso da defesa. Concluiu o magistrado de primeiro grau, assim, que a despeito das razões expendidas pelo impetrante para justificar a manutenção no SIMPLES, as quais também foram apresentadas administrativamente, o pedido tem fundamento com base no procedimento adotado pela Administração, e não em suas razões de decidir. Assim, entendeu que o fato de negar o direito a defesa prévia à exclusão do SIMPLES, gerou a nulidade do ato de exclusão, e não os motivos nos quais a exclusão se baseou. Contudo, o pedido do autor, de fl., 138, integrante da peça apresentada ao Poder Judiciário, requer a manutenção da impetrante no SIMPLES, com base nas mesmas alegações deduzidas administrativamente, quais sejam: 1.. exerce atividade não vedada pela Lei n° 9.317/96, conforme atesta o objeto social destacado no contrato social; 2 os documentos utilizados para embasar a exclusão, firmados com a empresa Engeset, são relativos a curtos períodos de tempo, que não podem ser considerados para efeito da exclusão do SIMPLES; 3. a retroatividade dos efeitos do Ato Declaratório Executivo, para 01/01/2002, com base no inciso II, do parágrafo único, do art. 24 da IN SRF if 355/03, afronta o disposto no art. 15 da Lei n" 9.317/96; 4, a exclusão fere o art. 150, II, da Constituição Federal, posto que outras empresas exercem a mesma atividade da recorrente e continuam sujeitas aos pagamentos com base no SIMPLES. Desta forma, não vislumbro diferença entre o pedido administrativo e o judicial, senão nas razões para decidir. A Constituição da República estabelece no art. 5°, inciso XXXV, que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, garantindo, assim, a inafastabilidade do controle jurisdicional, e a prevalência da decisão judicial sobre a administrativa, nem mesmo sendo possível o condicionamento do exercício jurisdicional ao exaurimento da via \ administrativa, como se previa na Constituição de 1967, com a redação da BC n° 7/7 7 5</i 3 Tal questão não passou despercebida por JOSÉ AFONSO DA SILVA I , ao lembrar' que a primeira garantia que o texto (constitucional) revela é a de que cabe ao Poder Judiciário o monopólio da jurisdição, pois sequer se admite mais o contencioso administrativo que estava previsto na Constituição revogado. (grifo nosso) As decisões judiciais, e somente elas, produzem a coisa julgada, a qual deve ser, inclusive, observada pela Administração. Assim, perde todo e qualquer sentido o litígio na via administrativa, acaso já suscitada a demanda junto ao Poder Judiciário. Neste sentido também vão as construções legislativas consagradas no parágrafo único do art. 38 da Lei ri° 6.830/80 e no § 2', do art. 1', do DL 1.737/79, que estabelecem como modo de renunciar à instância administrativa a opção pela via judicial. Demais disso, a questão já se encontrava sumulada nos Conselhos de Contribuintes, tendo o CARF, nos termos da Portaria n o 106/2009, consolidado as Súmulas dos antigos 1', 2' e 3° Conselhos de Contribuintes, e às renumerado como Súmulas CARF, as quais, nos termos do §4°, do art. 72 do Regimento Interno do CARF, são de adoção obrigatória pelos seus membros Súmula CARF n' 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial Assim, não havendo distinção entre o pedido judicial e o administrativo, nem mesmo quanto às razões em que se 'fundamentam, impõe-se o afastamento da tutela administrativa, em sobrevalor da jurisdicional, quanto à questão posta. Isto posto, voto para não conhecer do recurso voluntário interposto.. EDUARDO DE N RADE - Relator Curso de Direito Constitucional Positivo, f1.377, 9 ed. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10469.720038/2007-33
Data da sessão: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
RESTITUIÇÃO COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA DA CERTEZA E
LIQUIDEZ.
Somente podem ser objeto de pedido de restituição ou de declaração de compensação créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Nesse contexto, o crédito pleiteado pelo sujeito passivo somente será líquido e certo se, quanto à certeza, não houver controvérsia sobre sua existência e, quanto à liquidez, quando restar indubitavelmente determinada a
sua importância. Havendo controvérsia sobre a existência do crédito, deve ser indeferida a restituição e não homologada a compensação.
Numero da decisão: 1801-000.464
Decisão: ACORDAM, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: Maria de Lourdes Ramirez
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201101
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 RESTITUIÇÃO COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA DA CERTEZA E LIQUIDEZ. Somente podem ser objeto de pedido de restituição ou de declaração de compensação créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Nesse contexto, o crédito pleiteado pelo sujeito passivo somente será líquido e certo se, quanto à certeza, não houver controvérsia sobre sua existência e, quanto à liquidez, quando restar indubitavelmente determinada a sua importância. Havendo controvérsia sobre a existência do crédito, deve ser indeferida a restituição e não homologada a compensação.
numero_processo_s : 10469.720038/2007-33
conteudo_id_s : 5778972
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.464
nome_arquivo_s : Decisao_10469720038200733.pdf
nome_relator_s : Maria de Lourdes Ramirez
nome_arquivo_pdf_s : 10469720038200733_5778972.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator
dt_sessao_tdt : Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
id : 6956972
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781327155200
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-26T20:01:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2658479_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2011-01-26T20:01:34Z; Last-Modified: 2011-01-26T20:01:34Z; dcterms:modified: 2011-01-26T20:01:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2658479_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:7954a901-425b-4c7e-a3a1-def2029f1bc5; Last-Save-Date: 2011-01-26T20:01:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2011-01-26T20:01:34Z; meta:save-date: 2011-01-26T20:01:34Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2658479_0.doc; modified: 2011-01-26T20:01:34Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2011-01-26T20:01:34Z; created: 2011-01-26T20:01:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-01-26T20:01:34Z; pdf:charsPerPage: 1648; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2011-01-26T20:01:34Z | Conteúdo => S1-TE01 Fl. 149 1 148 S1-TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.720038/2007-33 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801-00.464 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de janeiro de 2011 Matéria Compensação Recorrente USINAS ESTIVAS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 RESTITUIÇÃO COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA DA CERTEZA E LIQUIDEZ. Somente podem ser objeto de pedido de restituição ou de declaração de compensação créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Nesse contexto, o crédito pleiteado pelo sujeito passivo somente será líquido e certo se, quanto à certeza, não houver controvérsia sobre sua existência e, quanto à liquidez, quando restar indubitavelmente determinada a sua importância. Havendo controvérsia sobre a existência do crédito, deve ser indeferida a restituição e não homologada a compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Editado em 25/01/2011. Fl. 359DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 27/01/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmem Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Sandra Maria Dias Nunes e Ana de Barros Fernandes. Relatório Trata o presente processo de Declarações de Compensação (PERDCOMP fls. 01/05, 37/41, 42/46) pelas quais pretende a interessada a homologação de compensações de diversos débitos de CSLL e COFINS indicando como direito creditório a amparar referidas compensações pagamento de estimativa de CSLL feito a maior ou indevidamente, referente ao período de julho de 2003, no valor original de R$ 150.000,00. O pleito foi negado pelo Despacho Decisório de fls. 61 a 71 lavrado pela DRF em Natal/RN. Por bem descrever os fatos adoto, integralmente, o relatório da DRJ em Recife/PE: A interessada acima qualificada apresentou Declarações de Compensação no.s 30647.19170.120404.1.3.04-8495 (fls. 01/05), 40499.83770.300404.1.7.04-0493 (fls. 37/41) e 25600.83750.150604.1.3.04-8697 (fls. 42/46), por meio das quais compensou crédito da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL com débitos de sua responsabilidade. O crédito informado, no valor de R$ 150.000,00, seria decorrente de pagamento indevido ou a maior relativo a balancete de suspensão levantado em julho de 2003. Por meio do Despacho Decisório de fls. 61/71, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Natal não homologou as compensações, por não reconhecer o direito creditório postulado pela interessada. Considerou a autoridade a quo que as estimativas devidas nos meses anteriores a julho de 2003 foram pagas em valor inferior ao devido, de sorte que o balancete levantado naquele mês apresentou CSLL a pagar, e não CSLL negativa como declarado pela contribuinte. Assim sendo, o pagamento no valor de R$ 150.000,00 não teria sido indevido ou a maior do que o devido, razão pela qual não se reconheceu o crédito oferecido nas compensações. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 78/91), alegando que as estimativas foram extintas por via de compensação administrativa ainda em litígio e por via de compensação autorizada judicialmente. Discorre acerca da legitimidade do denominado crédito-prêmio e sustenta que os débitos ora compensados não podem ser exigidos, em face de cautelar obtida pela empresa. Requereu, ao final, a homologação das compensações e, alternativamente, a sustação da cobrança dos débitos. Apreciando o litígio a 3 a . Turma da DRJ em Recife/PE, por meio do Acórdão 11-25.727 (fls. 105/110 ) indeferiu a solicitação. Aquela autoridade observou que o saldo negativo de CSLL apurado pela interessada no mês de julho de 2003 seria decorrente, em sua integralidade, de estimativas de meses anteriores que teriam sido parcialmente compensadas na via administrativa e judicial, dado que houve homologação apenas parcial dessas compensações. Como resultado de toda essa análise e dos ajustes efetuados, de ofício, o período de julho 2003 apresentou saldo Fl. 360DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 27/01/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 10469.720038/2007-33 Acórdão n.º 1801-00.464 S1-TE01 Fl. 150 3 positivo de CSLL de R$ 938.659,38, e não saldo negativo. Assim, o recolhimento efetuado no valor R$ 150.000,00 não seria indevido e, consequentemente, não poderia ser pleiteado como direito creditório. Consignou que estaria fora do presente litígio argüições no tocante ao crédito premio de IPI, utilizado como direito creditório nas compensações das estimativas de CSLL de períodos anteriores que teriam sido objeto de outros pleitos. Apoiando-se nas disposições das IN SRF nos. 460/2004, 600/2005 e 900/2008, ressaltou que não podem ser objeto de compensação direitos de créditos que se encontrem em discussão na esfera administrativa ou judicial e que os débitos objeto do pleito de compensação discutido nestes autos permaneceriam com sua exigibilidade suspensa até o julgamento final. Pela intimação de fls. 114 a interessada foi cientificada, em 05/11/2009 (AR fl. 114, verso) do indeferimento do pleito e em 04/12/2009 apresentou o Recurso Voluntário de fls. 115/116. Como argumento principal afirma que em virtude da decisão final do STF, que considerou extinto o benefício denominado Crédito-prêmio de IPI em 1990, houve por bem quitar todos os valores de crédito-prêmio utilizados, inclusive aqueles compensados no processo administrativo n o 16707.001616/2002-51 e no processo judicial n o 2001.84.00.0023338-9, através da adesão ao programa instituído pela Medida Provisória no. 470. Assim, uma vez quitados os referidos créditos, as estimativas de CSLL, referentes ao ano- calendário 2003, devem ser consideradas como plenamente satisfeitas, assim como o pleiteado saldo negativo de CSLL. Protestou, ao final, pela juntada de novos documentos. É o relatório. Voto Conselheiro Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Registre-se, inicialmente, que esta Relatora entende não ser possível a restituição de estimativas a esse título. Apenas o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL porventura apurado ao final do período de apuração é passível de restituição ou utilização em compensações. Entretanto, como tal discussão foi superada pela DRJ em Recife/PE, que analisou o mérito do pleito, deixo de me pronunciar sobre a questão. Fl. 361DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 27/01/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 4 Por relevante, há que se distinguir as especificidades inerentes ao poder/dever da autoridade administrativa em aferir a liquidez e certeza do crédito tributário pretendido junto à Fazenda Pública. Vinculando-se a Declaração de Compensação a um direito alegado pelo sujeito passivo, a este incumbe demonstrar a certeza e a liquidez do credito invocado. De fato, nos termos da legislação em vigor, o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito, e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333 do Código de Processo Civil). Assim, a prova do indébito, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Portanto, não é somente um direito, mas sobretudo um dever da Administração analisar a correta composição e procedência do direito creditório invocado pelo sujeito passivo em Declarações de Compensação. Por outro lado, cabe a este provar a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Nesse sentido dispõe o Código Tributário Nacional: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Cumpre consignar, por relevante, que o crédito pleiteado pelo sujeito passivo somente será líquido e certo se, quanto à certeza, não houver controvérsia sobre sua existência e, quanto à liquidez, quando restar indubitavelmente determinada a sua importância. Nesse contexto há que se ressaltar que sobre o direito creditório reivindicado pela interessada nestes autos para fazer frente às compensações declaradas nos PERDCOMP de fls. 01/05, 37/41, 42/46, paira controvérsia. Isto porque o valor pleiteado de R$ 150.000,00 corresponde a um suposto pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL apurada em julho de 2003 com base em balanço/balancete de suspensão. Seria indevido em face dos recolhimentos anteriores – meses de janeiro a junho - a título de antecipações de CSLL, terem sido superiores àquele que seria devido em julho de 2003. Ocorre que na análise das quitações das antecipações de CSLL dos meses anteriores constatou-se que, em sua maior parte, a interessada também lançou mão de declarações de compensação para quitar tais débitos, compensações essas que ao final foram indeferidas, ora por discussão concomitante do direito creditório – crédito prêmio de IPI - junto ao judiciário, ora por indeferimento do direito creditório invocado na área administrativa – crédito prêmio de IPI - para fazer frente a tais compensações. Agora, por ocasião da apresentação do Recurso Voluntário sob análise, a solicitante alega que, diante do julgamento do STF que considerou extinto o benefício do crédito prêmio do IPI, teria efetuado a quitação de “todos os valores de crédito-prêmio utilizados (inclusive aqueles compensados no processo administrativo no. 16707.001616/2002- 51 e no processo judicial no. 2001.84.00.0023338-9), através da adesão ao programa instituído pela Medida Provisória no 470...” Fl. 362DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 27/01/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 10469.720038/2007-33 Acórdão n.º 1801-00.464 S1-TE01 Fl. 151 5 A citada Medida Provisória 470, de 13 de outubro de 2009 assim dispõe, no artigo 3 o .: Art. 3º Poderão ser pagos ou parcelados, até 30 de novembro de 2009, os débitos decorrentes do aproveitamento indevido do incentivo fiscal setorial instituído pelo art. 1º do Decreto-Lei nº 491, de 5 de março de 1969, e os oriundos da aquisição de matérias-primas, material de embalagem e produtos intermediários relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI, aprovada pelo Decreto nº 6.006, de 28 de dezembro de 2006, com incidência de alíquota zero ou como não tributados - NT. § 1º Os débitos de que trata o caput deste artigo poderão ser pagos ou parcelados em até doze prestações mensais com redução de cem por cento das multas de mora e de ofício, de noventa por cento das multas isoladas, de noventa por cento dos juros de mora e de cem por cento do valor do encargo legal. § 2º As pessoas jurídicas que optarem pelo pagamento ou parcelamento nos termos deste artigo poderão liquidar os valores correspondentes aos débitos, inclusive multas e juros, com a utilização de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido próprios, passíveis de compensação, na forma da legislação vigente, relativos aos períodos de apuração encerrados até a publicação desta Medida Provisória, devidamente declarados à Secretaria da Receita Federal do Brasil. § 3º Na hipótese do § 2º deste artigo, o valor a ser utilizado será determinado mediante a aplicação sobre o montante do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa das alíquotas de vinte e cinco por cento e nove por cento, respectivamente. § 4º A opção pela extinção do crédito tributário na forma deste artigo não exclui a possibilidade de adesão ao parcelamento previsto na Lei nº. 11.941, de 27 de maio de 2009. A fim de comprovar o quanto alegado, além da improcedência dos pedidos de compensação pugnados junto ao judiciário, a interessada juntou, às fls. 125, cópia de formalização do processo administrativo no. 18186.006625/2009-66 que trataria da adesão ao programa da MP 470/2009, com pedidos de pagamento a vista de débitos (fls. 126) e requerimentos de desistência de impugnações e recursos em processos administrativos (fls. 128/134 e 139/140), dentre os quais o de no. 16707.001616/2002-51 (fl. 134) que trata de compensação de estimativas de CSLL do ano-calendário 2003, com crédito prêmio de IPI, indeferido pela autoridade administrativa, que também levou ao indeferimento do direito creditório aqui pleiteado. Ocorre, entretanto, que os documentos juntados não fazem prova da quitação dos débitos de estimativa de CSLL de períodos anteriores. Isto porque o documento de fl. 126, denominado “Anexo I” que trata de “Pedido de Pagamento a Vista de Débitos” não veio juntado do anexo nos quais estariam discriminados os débitos cujo pagamento estaria requerido. Fl. 363DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 27/01/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES 6 Ademais, nos pagamentos requeridos a empresa solicita a utilização do benefício previsto no § 2º do art. 3º, da MP 470/2009, ou seja, os débitos devem ser liquidados com a utilização de prejuízo fiscal de IRPJ e de base de cálculo negativa da CSLL, passíveis de compensação. Embora a compensação a que alude o dispositivo acima transcrito não se refira àquela regulada pelo artigo 74 da Lei no. 9.430, de 1996, a Lei no. 11.941, de 2009, dispõe acerca dos procedimentos de parcelamento e pagamento de dívidas decorrentes de aproveitamento de créditos de IPI e sua observância é determinada pela própria MP 470/2009. Assim, benefício veiculado na MP 470/2009 possui rito próprio estipulado em Lei e legislação infra-legal e também deve ser submetido ao crivo da autoridade administrativa que deverá verificar e analisar a existência e a procedência dos prejuízos fiscais de IRPJ e de base negativa de CSLL. Se trata, pois, de outro e novo pleito, visto que o direito creditório a ser utilizado na quitação das estimativas de CSLL de períodos anteriores não mais se refere a crédito prêmio de IPI. E é justamente a prova da quitação dessas estimativas de CSLL de períodos anteriores que compõe o direito creditório pleiteado nestes autos, o que leva, novamente, ao início de todo o litígio sob apreciação. A falta de comprovação da quitação das estimativas de CSLL de períodos anteriores. Assim, diante da falta de comprovação da quitação das estimativas de CSLL dos meses de fevereiro a junho de 2003, que teriam dado origem à base negativa de CSLL do mês de julho de 2003 e o conseqüente pagamento indevido ou a maior, não há como reconhecer o direito creditório invocado. Como conseqüência as compensações pleiteadas devem ser não homologadas. Por todo o exposto voto no sentido negar provimento ao recurso voluntário. Sala de Sessões, 25 de janeiro de 2011. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 364DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 26/01/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 27/01/2011 por ANA DE BARROS FERNA NDES
score : 1.0
Numero do processo: 10120.008566/2007-51
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÕES. DEPENDENTE. COMPROVAÇÃO DA RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA.
São dedutíveis dos rendimentos tributáveis os valores relativos aos dependentes relacionados na legislação tributária, indicados na declaração de ajuste, desde que comprovada a relação de dependência.
Poderão ser considerados como dependentes a filha, o filho, a enteada ou o enteado maior de 21 anos, até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau.
Na hipótese, não ficou comprovada a condição de dependente da filha de 23 anos.
Numero da decisão: 2101-001.926
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DEPENDENTE. COMPROVAÇÃO DA RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA. São dedutíveis dos rendimentos tributáveis os valores relativos aos dependentes relacionados na legislação tributária, indicados na declaração de ajuste, desde que comprovada a relação de dependência. Poderão ser considerados como dependentes a filha, o filho, a enteada ou o enteado maior de 21 anos, até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau. Na hipótese, não ficou comprovada a condição de dependente da filha de 23 anos.
numero_processo_s : 10120.008566/2007-51
conteudo_id_s : 6015824
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2101-001.926
nome_arquivo_s : Decisao_10120008566200751.pdf
nome_relator_s : CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
nome_arquivo_pdf_s : 10120008566200751_6015824.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
id : 7769390
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781334495232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1839; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 55 1 54 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.008566/200751 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101001.926 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de outubro de 2012 Matéria IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física Recorrente Stenka Isaac Neto Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DEPENDENTE. COMPROVAÇÃO DA RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA. São dedutíveis dos rendimentos tributáveis os valores relativos aos dependentes relacionados na legislação tributária, indicados na declaração de ajuste, desde que comprovada a relação de dependência. Poderão ser considerados como dependentes a filha, o filho, a enteada ou o enteado maior de 21 anos, até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau. Na hipótese, não ficou comprovada a condição de dependente da filha de 23 anos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ________________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) _________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 85 66 /2 00 7- 51 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 29/12/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 23/ 10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Gonçalo Bonet Allage, Alexandre Naoki Nishioka, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Celia Maria de Souza Murphy (Relatora). Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento contra o contribuinte em epígrafe, na qual foi apurado imposto sobre a renda de pessoa física suplementar, correspondente ao anocalendário de 2003, exercício 2004, no montante de R$ 701,57 (fls. 8). Segundo relato da Fiscalização (fls. 10 e 11), foi glosado o valor de R$ 1.272,00, correspondente a dedução indevida com dependentes, por falta de comprovação da relação de dependência, assim como o montante de R$ 12.286,44, indevidamente deduzido a titulo de despesas médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Em 26 de outubro de 2007, o contribuinte impugnou em parte o lançamento, alegando que, conforme Declaração de Escolaridade que diz anexar, a dependente MireIla Castro Isaac está regularmente matriculada na Universidade Salgado de Oliveira — UNIVERSO desde o 2°. Semestre do ano de 2002. Assim, tratase de dependente, tendo todos os benefícios dispostos em lei. Ao examinar o pleito, a 7.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Brasília (DF) decidiu pela procedência do lançamento, por meio do Acórdão n.º 0330.405, de 16 de abril de 2009, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 IMPUGNAÇÃO PARCIAL. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Os valores correspondentes sujeitam se à imediata cobrança, não sendo, pois, objeto de análise desse julgamento administrativo. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DEPENDENTES. FILHOS E ENTEADOS ENTRE 21 E 24 ANOS. REQUISITOS LEGAIS. São considerados dependentes, para fins de dedução na Declaração do Imposto de Renda, os filhos e enteados, maiores até vinte e quatro anos, universitários ou cursando escola técnica de 2° grau. Lançamento Procedente Inconformado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 22 de junho de 2009, no qual argumenta que MireIla Castro Isaac está regularmente matriculada naquela Fl. 110DF CARF MF Impresso em 29/12/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 23/ 10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10120.008566/200751 Acórdão n.º 2101001.926 S2C1T1 Fl. 56 3 instituição de ensino superior desde o 2°. Semestre do ano de 2002 e que cursou o 1° semestre de 2003, enquadrandose, assim, na condição de dependente. Pede seja provido o recurso e determinado o cancelamento do auto de infração. É o relatório. Voto Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais previstos no Decreto n° 70.235, de 1972. Dele conheço. O lançamento veiculado por meio do Auto de Infração constante deste processo originouse de procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias do sujeito passivo. No procedimento fiscal levado a efeito, foi glosada a dedução com dependente, por falta de comprovação da relação de dependência, assim como a dedução de despesas médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Em sua impugnação, o interessado nada alegou quanto às glosas das deduções com despesas médicas. Sendo assim, o lançamento, neste ponto, tornouse definitivo, tal como constatado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DF). No tocante à dedução pleiteada a título de dependente, a Fiscalização esclarece que não foi comprovada a condição de universitária de Mirela C. Isaac, tendo sido juntado apenas um Atestado de Dependência Econômica, insuficiente para caracterizar dependência, para efeito tributário. Da comprovação das deduções Todas as deduções pleiteadas na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte devem estar comprovadas e justificadas, de acordo com o que prevê a legislação do imposto sobre a renda. O Regulamento do Imposto de Renda – Decreto n.º 3.000, de 1999, ao tratar do tema, assim prescreve: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). [...]. Art. 797. É dispensada a juntada, à declaração de rendimentos, de comprovantes de deduções e outros valores pagos, obrigandose, todavia, os contribuintes a manter em boa guarda os aludidos documentos, que poderão ser exigidos pelas autoridades lançadoras, quando estas julgarem necessário (DecretoLei nº 352, de 17 junho de 1968, art. 4º). Fl. 111DF CARF MF Impresso em 29/12/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 23/ 10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 [...] Art. 835. As declarações de rendimentos estarão sujeitas a revisão das repartições lançadoras, que exigirão os comprovantes necessários (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 74). [...]. § 4º. O contribuinte que deixar de atender ao pedido de esclarecimentos ficará sujeito ao lançamento de ofício de que trata o art. 841 (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 74, §3º, e Lei nº 5.172, de 1966, art. 149, inciso III). A Lei n.º 9.250, de 1995, ao determinar as pessoas que podem ser consideradas dependentes, para os fins de deduções da base de cálculo do imposto sobre a renda de pessoa física, assim estipula: Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea c, poderão ser considerados como dependentes: [...] III a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; [...] § 1º Os dependentes a que se referem os incisos III e V deste artigo poderão ser assim considerados quando maiores até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau. [...]. O contribuinte, no anocalendário 2003 (exercício 2004) informou que Mirella Castro Isaac era sua dependente na condição de filha ou enteada universitária ou cursando escola técnica de segundo grau, até 24 anos (código 22) e deduziu, em sua declaração de ajuste, despesas correspondentes a dependente, dedução esta glosada pela Fiscalização por falta de comprovação da condição de dependência. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Brasília (DF), ao apreciar o pleito, não acolheu os argumentos e as provas acostadas pelo contribuinte. A Relatora do voto condutor da decisão, no seu voto, assim se pronunciou: “Conforme legislação acima transcrita, contando sua filha com mais de 21 anos no ano calendário 2003, só pode ser considerada dependente caso seja comprovado que a mesma esteja cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica. O documento anexado as fls. 07 — Declaração de Escolaridade, emitido pela Universidade Salgado de Oliveira, atesta que Mirella Castro Isaac ingressou naquele estabelecimento no 2º semestre de 2002, esteve matriculada durante o ano de 2005 e encontrase com matrícula trancada desde o 2° semestre de 2005. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 29/12/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 23/ 10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10120.008566/200751 Acórdão n.º 2101001.926 S2C1T1 Fl. 57 5 Verificase que, para o anocalendário objeto da presente autuação — ano 2003, não há informação alguma de que a dependente estivesse cursando referido estabelecimento. Assim, diante da ausência de provas de que a dependente atendia aos requisitos legais durante o ano calendário 2003, deve ser mantida a glosa.” (destaques no original) Em sede recursal, o contribuinte repisa que Mirella Castro Isaac cursou o 1° semestre de 2003, enquadrandose como dependente, e apresenta documentos às fls. 48 a 51. Para comprovar suas alegações, carreou aos autos Fichas Financeiras de 2002, 2004 e 2005, emitidas pela ASOEC – Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura. Todavia, esses documentos não comprovam que Mirella Castro Isaac tenha efetivamente cursado a universidade no anocalendário 2003. O mesmo se diga quanto ao documento expedido pela mesma instituição, denominado “Declaração de Escolaridade”, acostado às fls. 49, que dá conta que Mirella Castro Isaac trancou a matrícula no primeiro semestre de 2003, reabrindoa no segundo semestre de 2004. A Lei n.º 9.250, de 1995, ao estipular aqueles que podem ser considerados dependentes, exige, para esse fim, que os maiores de 21 anos até 24 ainda estejam cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau. A questão que se apresenta neste processo é se a filha do contribuinte (Mirella Castro Isaac), que tinha, na época dos fatos, 23 anos, ainda estava cursando o ensino superior no anocalendário 2003, de modo a configurar situação de dependência para fins tributários, apesar de ter trancado sua matrícula naquele estabelecimento, ficando afastada das atividades curriculares durante todo o ano calendário, só voltando a freqüentar o curso no segundo semestre do ano seguinte. O trancamento é uma suspensão da matrícula do aluno sem que haja perda do seu vínculo com o estabelecimento de ensino. O procedimento para o trancamento da matrícula, assim como o prazo máximo para que o aluno retorne depende do Regimento Interno de cada escola. Porém, é certo que, ao trancar a matrícula, o aluno deixa de freqüentar as aulas e não participa de qualquer atividade relacionada com o curso. Para o fim de admitir a dedução com dependente maior de 21 até 24 anos, a Lei n.º 9.250, de 1995, estipula que a pessoa ainda esteja cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau. Nesse sentido, entendo que não basta haver um mero vínculo da pessoa que se pretende dependente com o estabelecimento de ensino. É preciso que haja a sua efetiva participação nas atividades curriculares durante, no mínimo, uma parte do ano calendário; caso contrário, a relação de dependência não se estabelece. Na hipótese em que e o pai ou mãe (ou outro, conforme previsão legal) provém o sustento do filho ou enteado maior de 21 anos até 24 anos quando este não freqüenta as aulas de escola técnica de segundo grau ou estabelecimento de ensino superior, nem participa de qualquer atividade acadêmica em qualquer período do ano calendário, o faz, perante a lei tributária, por mera liberalidade. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 29/12/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 23/ 10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 6 No caso vertente, a própria ASOEC – Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura declarou que, durante todo o anocalendário 2003, Mirella Castro Isaac permaneceu com sua matrícula trancada. Desse modo, no anocalendário sob análise, ela não freqüentou as aulas, não se submeteu a avaliações e provas, assim como não participou de qualquer outra atividade oferecida pela universidade. Não se pode afirmar, nesse cenário, que Mirella Castro Isaac ainda estava cursando ensino superior em 2003, mesmo que, tempos depois, tenha retomado os estudos. Há que se destacar que o anocalendário sob análise é o de 2003, e durante todo esse ano, não se comprovou que Mirella Castro Isaac tenha participado, em algum momento, de qualquer atividade acadêmica oferecida por aquele estabelecimento de ensino. Sendo assim, tendo em vista que Mirella Castro Isaac, que, na época dos fatos, tinha 23 anos, trancou sua matrícula na ASOEC – Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, permanecendo totalmente afastada das atividades escolares durante todo o ano de 2003, forçoso concluir que, nesse período, ela não estava cursando ensino superior. Por esse motivo, deixou de preencher um dos requisitos para se enquadrar na condição legal de dependente para fins tributários, nos termos do artigo 35 da Lei n.º 9.250, de 1995. Conclusão Ante todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 114DF CARF MF Impresso em 29/12/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 23/ 10/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13405.000132/84-85
Data da sessão: Fri Apr 11 00:00:00 UTC 1986
Numero da decisão: CSRF/01-00.051
Decisão: RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, como proposto pelo Relator.
Nome do relator: Raul Pimentel
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198604
numero_processo_s : 13405.000132/84-85
conteudo_id_s : 5776397
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 27 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : CSRF/01-00.051
nome_arquivo_s : Decisao_134050001328485.pdf
nome_relator_s : Raul Pimentel
nome_arquivo_pdf_s : 134050001328485_5776397.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, como proposto pelo Relator.
dt_sessao_tdt : Fri Apr 11 00:00:00 UTC 1986
id : 6941600
ano_sessao_s : 1986
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-21T13:25:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 3; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-21T13:25:52Z; Last-Modified: 2013-10-21T13:25:52Z; dcterms:modified: 2013-10-21T13:25:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:20047dea-0162-4f48-8424-dc6989e741e2; Last-Save-Date: 2013-10-21T13:25:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-21T13:25:52Z; meta:save-date: 2013-10-21T13:25:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-21T13:25:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-21T13:25:52Z; created: 2013-10-21T13:25:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2013-10-21T13:25:52Z; pdf:charsPerPage: 1061; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-21T13:25:52Z | Conteúdo => AMADOR OUT LUIZ FERNANDO 0 Brasilia ?I 411iiit e abril de 1986. IRA DEZ - PRESIDENTE - RELATOR E MORAES - PROCURADOR DA FAZEN DA NACIONAL PROCESSO NO 13405/00.132/84-85 MINISTÉRIO DA FAZENDA Sesoode_il_de_abril de 19.. ACORDÃO N.° Recurso n.° RP/105-0.020 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: ALBA NORDESTE S.A. INDUSTRIAS QUÍMICAS RESOLUgA0 N9-CSRF/01-0.051 Vistas, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: RESOLVEM os Membros da Camara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de vo os, onverter o julgamento emdiligencia, como proposto pelo Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: JACINTO DE MEDEIROS CALMON, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, URGEL PEREIRA LOPES, LUIZ MIRANDA, ANTONIO DA SILVA CABRAL, MARINHO MENDES DOMENICI, CARLOS AGOSTINHO ALESSIO OLIVETO, LOURIERDES FIUZA DOS SAN TOS, SEBASTIA0 RODRIGUES CABRAL. Ausente justificadamente o Conselhei ro JOSÉ AUGUSTO SALLES DE CARVALHO. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13405/000.132/84-85 RESOLUÇÃO N9-CSRF/01-0.051 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: ALBA NORDESTE S . A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS RELATÓRIO E VOTO Discute-se nesta fase processual se o produtovendidope lo sujeito passivo ALBA NORDESTE S/A INDUSTRIAS QUÍMICAS sob a especificação de "MONOMER° C" está, realmente, abrangidopela isen ca. () outorgada pela SUDENE, como entendeu a E.5- Camara, por maio- ria de votos. Considerando que não consta dos autos o teor do projeto em razão do qual foi reconhecido o favor fiscal: Voto no sentido de converter o presente julgamento em diligencia, a fim de que a repartição de origem intime o contri- buinte a juntar aos autos cópia integral do projeto industrial submetido a SUDENE - SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NOR- DESTE, através do qual foi concedida a isenção Brasilia (DF), •e_Abril de 1986.
_version_ : 1714076781346029568
score : 1.0
Numero do processo: 18365.721197/2011-10
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2007
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE.
As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornam-se definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972.
Numero da decisão: 3001-000.792
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário do contribuinte.
(assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Roberto da Sikva, Francisco Martins Leite Cavalcante e Luis Felipe de Barros Reche.
Nome do relator: FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2007 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE. As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornam-se definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972.
dt_publicacao_tdt : Wed May 29 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 18365.721197/2011-10
anomes_publicacao_s : 201905
conteudo_id_s : 6013435
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 29 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3001-000.792
nome_arquivo_s : Decisao_18365721197201110.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE
nome_arquivo_pdf_s : 18365721197201110_6013435.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Roberto da Sikva, Francisco Martins Leite Cavalcante e Luis Felipe de Barros Reche.
dt_sessao_tdt : Tue May 14 00:00:00 UTC 2019
id : 7760333
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781372243968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1235; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T1 Fl. 2 1 1 S3C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18365.721197/201110 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3001000.792 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 14 de maio de 2019 Matéria MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DACON Recorrente COMPANHIA TROPICAL DE HOTEIS DA AMAZÔNIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2007 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE. As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornamse definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Roberto da Sikva, Francisco Martins Leite Cavalcante e Luis Felipe de Barros Reche. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 36 5. 72 11 97 /2 01 1- 10 Fl. 94DF CARF MF 2 Adoto o relatório da decisão recorrida que bem historia os fatos objeto do presente processo (fls. 90/95), verbis. Em decorrência de atraso verificado na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON referente ao mês de março de 2007, foi lavrado contra a Interessada o Auto de Infração de fl. 39 — data de vencimento 26/08/2011 — com vistas à cobrança de uma multa no valor de R$ 6.400,46. A multa em questão foi calculada pelo percentual de 2% por mês de atraso, ou fração, incidente sobre o montante da COFINS informado no DACON — respeitados o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de R$ 500,00 —, aplicandose, no caso concreto, redução de 50% no valor da penalidade, por se tratar de entrega espontânea do demonstrativo (art. 7º, inciso III e §§, da Lei nº 10.426, de 2002, com redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 2004). Inconformada com a exigência, a Interessada apresentou, em 15/08/2011, a impugnação de fls. 02/34, alegando, em síntese: • Erro na apuração do PIS/COFINS – Inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998, que alargou indevidamente a base de cálculo das referidas contribuições, ao determinar sua incidência sobre a totalidade das receitas auferidas; • Erro na apuração da COFINS – Ilegalidade e inconstucionalidade do art. 8º da Lei nº 9.718, de 1998, que majorou a alíquota da contribuição para 3%; • Erro na apuração do PIS/COFINS – Ilegalidade da inclusão da taxa de administração de cartões de débito e crédito nas bases de cálculo das referidas contribuições; • Erro na apuração do PIS/COFINS – Inconstitucionalidade da inclusão do ISS na base de cálculo das referidas contribuições; • Erro na apuração do PIS/COFINS – Ilegalidade da incidência das referidas contribuições sobre receitas decorrentes de serviços prestados a pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior; • Efeito confiscatório da multa – Violação dos princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade – Ofensa à garantia do direito de propriedade; • Inconstitucionalidade e ilegalidade da taxa Selic. Subsidiariamente, a Interessada pleiteia “a realização de diligência, para que seja efetuada nova apuração dos Fl. 95DF CARF MF Processo nº 18365.721197/201110 Acórdão n.º 3001000.792 S3C0T1 Fl. 3 3 valores lançados no auto de infração em questão, considerando, para tanto, as deduções concernentes às despesas com a prestação dos serviços realizados, bem como a constituição de novos cálculos, excluindose da base do PIS e a majoração da alíquota do COFINS, a Receita Bruta esculpida pelo artigo 3º da Lei 9.718/98, declarado inconstitucional pelo STF, da não incidência do PIS/COFINS sobre a Taxa de Administração de Cartão de Crédito e Débito, bem como a não incidência do pagamento do PIS e COFINS sobre os serviços prestados à pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior”. Por fim, na eventualidade de se aplicar alguma multa, a Interessada postula, ao menos, “seja excluída a Taxa Selic, aplicandose os juros de mora de 1%, nos termos do parágrafo 1º, do artigo 161 do CTN, bem como sejam reduzidas as multas aplicadas em patamar condizente com a condição econômica da impugnante”. A decisão recorrida negou guarida à pretensão deduzida pelo contribuinte em sua impugnação (fls. 90/95), pelos argumentos sintetizados na seguinte ementa (fls. 90), verbis. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2007 ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. No âmbito do processo administrativo fiscal, é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação de lei sob fundamento de inconstitucionalidade. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2007 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DACON. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS. A apresentação do DACON fora do prazo fixado na legislação tributária enseja a aplicação de multa, calculada com base nos valores da COFINS, ou do PIS, informados pelo sujeito passivo. Alegações de equívocos na base de cálculo de tais contribuições só podem ser acatadas mediante prova inconteste do erro, fato que não se verifica no caso concreto, uma vez que os valores de COFINS a pagar informados no DACON coincidem com os débitos confessados em DCTF. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Fl. 96DF CARF MF 4 Os débitos fiscais recolhidos em atraso estão sujeitos à incidência de juros de mora calculados com base na taxa Selic. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Regularmente cientificada da decisão guerreada em 29 de maio de 2017 (fls. 98/103), ingressou a contribuinte com Recurso Voluntário em 12 de junho de 2017, vazado em singelas 6 linhas (fls. 108). É o relatório. Voto Conselheiro Francisco Martins Leite Cavalcante Relator O recurso é tempestivo, posto que o contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 29 de maio de 2017 e ingressou com Recurso em 12 de maio de 2017. Presentes os demais pressupostos processuais, dele tomo conhecimento. Em decorrência de atraso verificado na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON referente ao mês de março de 2007, foi lavrado contra a Interessada o Auto de Infração de fl. 39 — data de vencimento 26/08/2011 — com vistas à cobrança de uma multa no valor de R$ 6.400,46. A longa impugnação da empresa (fls. 3/35), foi devida e adequadamente rebatida pelo v. acórdão recorrido (fls. 90/96), em consonância com a jurisprudência predominante neste Conselho. Em seu singelo Recurso, a Companhia Tropical de Hoteis da Amazônia limitouse a reportarse ao que chamou de inicial e requerer o cancelamento do débito fiscal reclamado, em peça de apenas 6 linhas (fls. 108), verbis. I – Os Fatos/ Preliminar /Mérito Conforme já exposto na inicial sobre a improcedência dos débitos exigidos vêmse manifestar a este Conselho. II – Do pedido e Conclusão À vista de todo o exposto nas iniciais já apresentadas nos recursos, as estâncias anteriores e demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Termos em que, Pede deferimento Verificase, pois que, de fato, a empresa não se insurgiu sobre nenhum dos pontos abordados pelo v. Acórdão recorrido. Em outras palavras, não existe Recurso Voluntário a ser apreciado, uma vez que não foram rebatidos, mesmo que indiretamente, os fundamentos jurídicos formalizados através da decisão guerreada. Fl. 97DF CARF MF Processo nº 18365.721197/201110 Acórdão n.º 3001000.792 S3C0T1 Fl. 4 5 A matéria é conhecida deste Colegiado, sendo considerado como inexistente o Recurso Voluntário que não conteste motivadamente a decisão recorrida, haja vista que o apelo deve preencher todos os pressupostos processuais para ser conhecido. Quando não os preenche, não será conhecido, em obediência ao sistema recursal do processo à comando dos arts. 14 a 16 do Decreto nº 70.235/1972, regramento importante no exercício do direito na lide. Sob este aspecto, peço venia ao Conselheiro João Alfredo Duarte Filho para transcrever parte do seu voto que resultou no Acórdão nº 2001000.301 Turma Extraordinária 1ª Turma, proferido em 27 de fevereiro de 2018, verbis. Reformar decisão para afastar possível engano no julgamento que reflita injustiça corresponde a uma ação muito delicada e, especialmente por isso, o trâmite processual deve ser devidamente observado. A motivação é pressuposto fundamental para a admissão do recurso. A parte que recorre deve sempre motivar, ou seja, dar suas razões para interpor o recurso, seja pelo seu inconformismo, seja por discordar de algum ponto técnico na decisão. Nesse sentido não basta o Recorrente anexar provas sem dizer do contraditório ao que foi decidido no julgamento anterior. Relevante transcrever, também, a ementa constante do Acórdão nº 3302 006.108 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, poferido em 25 de outubro de 2018, tendo como Relator o ilustre Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, verbis ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. DEFINITIVIDADE. As matérias não contestadas por ocasião da impugnação tornamse definitivas, vez que sobre elas não se instaurou litígio, nos termos dos arts. 14 a 17 do Decreto Lei nº 70.235/1972. IMPUGNAÇÃO. DELIMITAÇÃO DA LIDE. INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS EM FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. O conhecimento e apreciação das alegações recursais e provas deve ser conduzido sob as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal, nos termos do disposto nos arts. 14 a 17 do Decreto nº 70.235/1972, segundo os quais as matérias que delimitam o contencioso devem ser aduzidas por ocasião da impugnação, não se podendo conhecer de novas alegações produzidas apenas em sede de recursal. Diante do exposto, e tendo em vista que, de fato, inexiste Recurso atacando o teor da decisão recorrida, voto POR NÃO CONHECER do apelo por falta de cumprimento de pressupostos básicos de admissibilidade, como recomendado nos arts. 14 a 16 do Processo Administrativo Fiscal (Decreto 70.235/1972). Fl. 98DF CARF MF 6 (assinado digitalmente) Francisco Martins Leite Cavalcante Relator Fl. 99DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10845.002581/2001-25
Data da sessão: Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 21/03/1987 a 30/03/1989
Pela inteligência dos artigos 50 e 3.3 do Decreto n". 70.235, de 07/03/1972, o Recurso Voluntário apresentado em 25/06/2008 contra Acórdão DRJ/SPO II tomado ciência em 14/05/2008 é INTEMPESTIVO.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3101-000.450
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, por intempestivo.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201006
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 21/03/1987 a 30/03/1989 Pela inteligência dos artigos 50 e 3.3 do Decreto n". 70.235, de 07/03/1972, o Recurso Voluntário apresentado em 25/06/2008 contra Acórdão DRJ/SPO II tomado ciência em 14/05/2008 é INTEMPESTIVO. Recurso Voluntário Não Conhecido.
numero_processo_s : 10845.002581/2001-25
conteudo_id_s : 5998940
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Apr 02 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3101-000.450
nome_arquivo_s : Decisao_10845002581200125.pdf
nome_relator_s : VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 10845002581200125_5998940.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
id : 7717723
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781384826880
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:31:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:31:14Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:31:14Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:31:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:730d5aab-8019-4efd-887d-ee4f97af423f; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:31:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:31:14Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:31:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:31:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:31:14Z; created: 2010-12-15T10:31:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-12-15T10:31:14Z; pdf:charsPerPage: 1246; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:31:14Z | Conteúdo => S3-CIT1 Fl 191 Á, ttit ,,ÃL ..:-. :,...„-f MINISTÉRIO DA FAZENDA ,, * 7 'ç I.f.= • '''-';',' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS,', • • ;,:. 5..._''.4.7.•- :' • TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTOTERCEIRA - j Processo n° 10845.002581/2001-25 Recurso n" 343.178 Voluntário Acórdão n° 3101-00.450 — I" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 30 de junho de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO DIVERSAS Recorrente JATOBÁ COMISSÁRIA EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 21/03/1987 a 30/03/1989 Pela inteligência dos artigos 5 0 e 3.3 do Decreto n". 70.235, de 07/03/1972, o Recurso Voluntário apresentado em 25/06/2008 contra Acórdão DRJ/SPO II tomado ciência em 14/05/2008 é INTEMPESTIVO. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. Henrique Piinheiro4forb- Presidente ,- Valdete Aparecida Marinheiro - Relatara , EDITADO EM: 23/07/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campeio Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Vaidete Aparecida Marinheiro. 1 Relatório Por bem resumir o corrido nos autos pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santos — pelo Serviço de Análise e Orientação Tributária SEORT, em fls. 186 a 189, adoto-o aqui como relatório: "Trata o presente processo de Pedido de Restituição de valores recolhidos a titulo de quota de contribuição sobre operações de exportação de café em grão cru, criada pelo Decreto-lei n" 2.295/1986, exação esta declarada inconstitucional por decisões do STF (17s .01/182 O pedido . foi indeferido (Despacho Decisório n". 98/01 — Restituição Quota Café), em 27/09/2001 (lis. 104), pelo Delegado da Receita Federal em Santos. Inconlbrinado, o requerente apresentou Manifestação de Inconformidade contra o teor do Despacho Decisório (fls 106/118). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento São Paulo II, julgando a Manifestação de Inconformidade, manteve o Despacho Decisório, indeferindo a solicitação da restituição pelo Acórdão n" 17-24.1.58, de 27/03/2008 (fls. 132/147) Encaminhado à requerente, para ciência, o citado Acórdão, via postal, pelo Comunicado 132/2008/DRF/STS/Seort/E4rest, de 11/04/2008 (11s.148), a correspondência restou devolvida pelos Correios, com a informação de que o destinatário mudou-se (lls. 186), apesar de o endereço constante dos cadastros da SRF não ter sido alterado, Entretanto, em 14/05/2008, a requerente, por seu representante legal, solicitou e recebeu cópias dos presentes autos, conforme atesta o recibo, com firma reconhecida, aposto ás fls. 1.53 Portanto, tendo tomado ciência do Acórdão exarado pela DRJ/SPO II, em 14/05/2008, este é o termo inicial para contagem do prazo para apresentação de Recurso Voluntário contra o teor do Acórdão, dirigido ao E. conselho de Contribuintes. A requerente protocolizou Recurso Vohmtário aos 25/06/2008, conforme . fis 156/181. (..)" Os autos foram encaminhados para este Conselho e distribuídos por sorteio a esta Conselheira. IÉ o Relatório, 2 Processo rt 10845002581/2001-25 S3-C1T1 Acórdão n ° 3101-00.450 El 192 Voto Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro, Relatora Preliminarmente o Recurso Voluntário é intempestivo, pois, a ciência pessoal da conta que a empresa conheceu a decisão recorrida em 14/05/2008 (fls. 153) e apresentou seu recurso em 25.06.2008, conforme protocolo de fls. 156. Os prazos, no processo administrativo fiscal, tem sua contagem estabelecida, como regra, no Artigo 5 0 do Decreto n'. 70,235, de 07/03/1972 e especificamente no artigo 33, que dispõe: "Art. 5" Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento "Art. 33 Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão Assim, como no caso especifico a contagem do termo inicial foi o dia 15/05/2008, ou seja, primeiro dia útil após a ciência do Acórdão do DR.I SPO II, o prazo para a Recorrente apresentar seu Recurso Voluntário esgotou-se em 13/06/2008, logo, protocolizado em 25/06/2008 conforme fis. 156, foi intempestiva sua presentação. Pelo exposto, NÃO CONHEÇO DO RECURSO VOLUNTÁRIO, por INTEMPESTIVO, --, / i Valdete Aparec;ida Marinheiro /t1 3
score : 1.0
Numero do processo: 15374.901136/2008-23
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2003
Ementa:
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. PAGAMENTO INDEVIDO. INOCORRÊNCIA.
Não tem natureza de indevido o pagamento efetuado com suporte em ato com força de lei, revelador de circunstância jurídica nova, distinta da existente à época em que foi prolatada a decisão judicial justificadora do pedido formulado pelo contribuinte. Nos termos do Parecer PGFN nº 492, de 2011, “alteradas as circunstâncias fáticas ou jurídicas existentes à época da
prolação da decisão, esta naturalmente deixa de produzir efeitos vinculantes, dali para frente, dada a sua natural inaptidão de alcançar a nova relação jurídica tributária.”
Numero da decisão: 1301-001.028
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os conselheiros Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Valmir Sandri.
Nome do relator: Guilherme Pollastri Gomes da Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. PAGAMENTO INDEVIDO. INOCORRÊNCIA. Não tem natureza de indevido o pagamento efetuado com suporte em ato com força de lei, revelador de circunstância jurídica nova, distinta da existente à época em que foi prolatada a decisão judicial justificadora do pedido formulado pelo contribuinte. Nos termos do Parecer PGFN nº 492, de 2011, “alteradas as circunstâncias fáticas ou jurídicas existentes à época da prolação da decisão, esta naturalmente deixa de produzir efeitos vinculantes, dali para frente, dada a sua natural inaptidão de alcançar a nova relação jurídica tributária.”
numero_processo_s : 15374.901136/2008-23
conteudo_id_s : 5635136
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 21 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1301-001.028
nome_arquivo_s : Decisao_15374901136200823.pdf
nome_relator_s : Guilherme Pollastri Gomes da Silva
nome_arquivo_pdf_s : 15374901136200823_5635136.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os conselheiros Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Valmir Sandri.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
id : 6497754
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781415235584
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1910; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 142 1 141 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.901136/200823 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301001.028 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de setembro de 2012 Matéria IRPJ COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Recorrente FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. PAGAMENTO INDEVIDO. INOCORRÊNCIA. Não tem natureza de indevido o pagamento efetuado com suporte em ato com força de lei, revelador de circunstância jurídica nova, distinta da existente à época em que foi prolatada a decisão judicial justificadora do pedido formulado pelo contribuinte. Nos termos do Parecer PGFN nº 492, de 2011, “alteradas as circunstâncias fáticas ou jurídicas existentes à época da prolação da decisão, esta naturalmente deixa de produzir efeitos vinculantes, dali para frente, dada a sua natural inaptidão de alcançar a nova relação jurídica tributária.” Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os conselheiros Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Valmir Sandri. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 90 11 36 /2 00 8- 23 Fl. 715DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 143 2 (assinado digitalmente) Wilson Fernandes Guimarães Redator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jackson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Alberto Pinto Souza Junior. Fl. 716DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 144 3 Relatório Trata o processo da PER/DCOMP n° 07606.27589.070404.1.3.04 7117 de fls. 1/5. Através do Despacho Decisório n° 757787986, não foi homologada a compensação declarada, diante da suposta inexistência do crédito, nos seguintes termos: "A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP." O interessado apresentou manifestação de inconformidade, tempestiva, onde alega, em síntese, que: a interessada é uma entidade fechada de previdência privada. em 04/07/1990 impetrou mandada de segurança para que lhe fosse reconhecida a imunidade na cobrança de todos os impostos. em 22/08/1991 transitou em julgado o acórdão que lhe conferiu a imunidade na cobrança de todos os impostos. os arts. 467 e 468 do Código de Processo Civil (CPC), estabelecem que a coisa julgada é imutável e tem força de lei entre as partes: "Art. 467 Denominase coisa julgada material a eficácia, que torna imutável e indiscutível a sentença, não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário". "Art. 468 A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões discutidas". a própria magistrada prolatora da sentença entendeu que a segurança tinha sido concedida de forma ampla e irrestrita, conforme se verifica: "SENHOR DIRETOR, Comunico a V.Sa. que a ordem mandamental proferida no Mandado de Segurança de n° 90.100712, impetrado pela • FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT face ao DELEGADO DA RECEITA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO, faz não nascer a obrigação tributária em relação a qualquer imposto, criado por qualquer lei, tudo de acordo com o despacho adiante transcrito: ...Oficiese, também, ao gerente do Banco Bradesco S/A comunicando que a ordem mandamental faz não nascer a obrigação tributária em relação a qualquer imposto, criado por qualquer lei. Segue em anexo cópia do Acórdão de fls. 293, certidão do trânsito em julgado de fls. 299 bem como da v. decisão de fls. 257/261, e do despacho de Fl. 717DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 145 4 fls.302." (Ofício n° 1008/91 – 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro) porém em 30/04/2002 foi realizado por equívoco, o pagamento de R$ 305.605,52, referente a IRPJ (cód.8972) de 30/04/2002 em 07/04/2004 requereu compensação do IRPJ recolhido indevidamente com IRRF de terceiros (cód. 1708), no montante de R$ 27.297,44. o art. 74 da Lei n° 9.430/96 e alterações posteriores garante ao contribuinte o direito de pleitear administrativamente a compensação de tributos de espécies diferentes sem qualquer restrição e no mesmo sentido, é a jurisprudência firmada pelo Conselho de Contribuintes. os créditos decorrentes de pagamento indevido devem ser acrescidos da taxa SELIC. A lª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo o Despacho Decisório, basicamente sob os seguintes argumentos: o imposto declarado na DCTF coincide com o informado na DIPJ/2003, na Ficha 49 (Cálculo do Imposto de Renda por Plano/ Conjunto de Planos / FAPI), conforme consulta do sistema da Receita Federal. o recolhimento efetuado pelo interessado era devido, com base na MP n 2 2.222, de 04 de setembro de 2001. se já se sabia imune desde 1991 a todos os impostos sobre o patrimônio, rendas e serviços (art.150, inciso VI, alínea "c", da CF/1988), por que o interessado teria efetuado em 2002 o pagamento que hoje afirma indevido? em sessão de 08/11/2001, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que as entidades de previdência privada não gozavam da imunidade de impostos de que trata a alínea "c" do inciso VI do art. 150 da CF (que é o mesmo dispositivo com base no qual o interessado ingressou no Judiciário para se eximir do IOF, e de cuja decisão transitada em julgado agora faz uso para requerer a compensação/restituição em exame, sublinhese). o advento da sobredita decisão de nossa Corte Suprema explica a razão pela qual o interessado efetuou o referido pagamento. conforme consulta no sistema em "Relação de Declarações", constatase que o interessado, que vinha apresentando Declarações Form. IMUNE, e a partir do ano calendário de 2002, passa a apresentar declarações Form. ISENTA. Fl. 718DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 146 5 a coisa julgada se fundamenta na imperativa necessidade de se impor limites definitivos à lide. Todavia, não se verifica entre os seus atributos, notadamente em matéria tributária, a produção de efeitos eternos. a decisão judicial que transitou em julgado há mais de onze anos do recolhimento do crédito do interessado, não tem o condão de impedir que lei nova venha a reger, diferentemente, fatos ocorridos a partir de sua vigência. o Parecer PGFN/CRJN n° 1.277, de 17 de novembro de 1994, corrobora este entendimento, nos termos seguintes: ( ... ) se de uma decisão transitada em julgado, numa ação declaratória, que se coloca no plano da relação de direito tributário material, para dizer da inconstitucionalidade da pretensão do Fisco, decorre coisa julgada a impossibilitar a renovação, em cada exercício, de novos lançamentos e cobranças do tributo, impende ponderar, por outro lado, que tal efeito não prevalece na hipótese de advir mudanças das relações jurídicotributárias, pelo advento de novas normas jurídicas e de alterações nos fatos, com os seus novos condicionantes. Assim, a “res judicata” proveniente de decisão transitada em julgado em uma ação declaratória em que se cuidou de questões situadas no Plano do direito fiscal material, não impede que lei nova passe a reger diferentemente os fatos ocorridos a partir de sua vigência, tratandose de relação jurídica continuatíva, como preceitua o inciso I, do art. 471, do C.P.C. Sobre esse assunto, registrase ainda, por oportuno, parte da ementa do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do recurso extraordinário n° 83.225SP, cujo teor preceitua, ipsis litteris: 2) A coisa julgada não impede que lei nova passe a reger diferentemente os fatos ocorridos a partir de sua vigência. o Despacho Decisório deve, então, ser mantido Intimado da decisão em 24/09/2009, apresentou recurso voluntário, tempestivo, em 16/10/2009, onde reitera os argumentos da manifestação de inconformidade, acrescendo ainda o seguinte: as decisões do MS nº 90.00100712 e do Agravo de Instrumento nº 199902010320250, reconheceram a imunidade à cobrança de qualquer imposto (nos termos do art. 150, IV, “c” da CF) de forma ampla e irrestrita até que o referido dispositivo constitucional seja modificado. eis o respectivo pedido inicial: "Ante o exposto e ouvido o Ministério Público espera a Impetrante seja, afinal, CONCEDIDA A SEGURANÇA para ver restabelecido o seu direito líquido e certo no sentido da não incidência do imposto acima referido na realização de suas operações, proclamada, uma Fl. 719DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 147 6 vez mais, sua imunidade constitucional já reconhecida na via judicial." a sentença concedeu a segurança, nos seguintes termos: "ISTO POSTO, 'CONCEDO A SEGURANÇA, nos termos pedido, reconhecendo a imunidade da impetrante." o MM. Juízo, em seguida à concessão da ordem, e para darlhe a devida efetividade, exarou expressamente a seguinte decisão, da qual não se interpôs qualquer recurso: "Oficiese ( ... ) comunicando que a ordem mandamental faz não nascer a obrigação tributária em relação a qualquer imposto, criado por qualquer lei ." a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, manteve integralmente a sentença pelo fundamento da imunidade (apelação em mandado de segurança AMS nº 9102048361, esse acórdão transitou em julgado em 22.08.1991 e a RECORRIDA não ajuizou ação rescisória visando desconstituir o referido acórdão. ainda que houvesse alguma dúvida quanto ao fato da imunidade da RECORRENTE ser ampla e irrestrita, essa foi sanada com a decisão proferida e transitada em julgado, nos autos do AG ns 1999.02.01.0320250, de que foi relator o Desembargador Federal PAULO BARATA, que esclareceu que: a) a imunidade reconhecida à RECORRENTE tem índole constitucional, porque concedida com fundamento no art. 150, VI, c, da CF/88 e b) a alteração da legislação infraconstitucional não tem o condão de limitar a coisa julgada proferida no MS ns 90.00100712. eis o respectivo acórdão referido no item acima: "CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL MANDADO DE SEGURANÇA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA COISA JULGADA. 1. Reconhecida a imunidade tributária da recorrida por sentença transitada em julgada, proferida em mandado de segurança, com base em dispositivo constitucional, não pode a Fazenda Nacional exigir o recolhimento de IOF com base em legislação infraconstitucional superveniente. ................................................... 3. Agravo de instrumento desprovido e agravo regimental prejudicado." (D.J., Seção II, de 11.07.2002 grifo da RECORRENTE Doc. 08 acostado à manifestação de inconformidade.) nesse particular, vale transcrever trecho do voto condutor desse acórdão, que concluiu que somente a alteração do art. 150, VI, c, da CF/88, pode restringir o alcance da coisa julgada formalizada no MS ns 90.00100712 : Fl. 720DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 148 7 “............................ Ao meu .ver, não .tem razão a ora agravante, pois, como salientou a juíza de 1º grau, a sentença transitada em julgado reconheceu ser a recorrida detentora de imunidade tributária, na forma prevista na Constituição Federal, sendo com ela incompatível a legislação infraconstitucional supramencionada . ................................................... O argumento da recorrente de que a coisa julgada não impede que lei nova passe a reger diferentemente os fatos ocorridos a partir de sua vigência não se aplica ao presente caso, já que se trata de legislação infraconstitucional, tendo sido declarada a imunidade tributária da recorrida, por sentença transitada em julgado, com base em dispositivo constitucional . .................................................... Diante do exposto, NEGO:" PROVIMENTO ao agravo de instrumento e JULGO PREJUDICADO o agravo regimental. É como voto.” ou seja, há decisão transitada em julgado reconhecendo que a RECORRENTE é imune e que a alteração da legislação infraconstitucional não afeta a coisa julgada que tem fundamento constitucional, a saber, o art. 150, VI, "c", da CF/88, que não foi alterado nem revogado. o fato de o STF, no julgamento do RE ns 202.7006DF, de que foi Relator o Ministro MAURÍCIO CORRÊA, ter decidido que as entidades de previdência privada não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, c, da CF/88 não descaracteriza a condição de imune da RECORRENTE, porque: a) esse julgamento produziu efeitos inter partes (apenas entre as partes litigantes), uma vez que o julgamento da inconstitucionalidade ocorreu em um caso concreto; e b) no caso, à RECORREN'T'E tem decisão judicial transitada em julgado reconhecendo a sua imunidade de forma ampla e irrestrita . o pagamento do IRPJ realizado pela RECORRENTE nos termos da MP nº 2.222/2001 e a informação da RECORRENTE em sua declaração de que é "ISENTA" e não "IMUNE" não tem o condão de importar em reconhecimento de que o referido tributo era efetivamente devido nem de alterar os efeitos da decisão transitada em julgado. isso porque (i) a obrigação tributária decorre da lei e é independente da vontade das partes, nos termos do art. 113 do CTN e (ii) a decisão que julga definitivamente a lide tem força de lei entre as partes, nos termos do art. 468 do CPC. ora, se a recorrente nada devia, então todo o valor que pagou foi a maior, ou indevido, cabendo restituição, observados os preceitos da legislação. por fim, vale ressaltar que é inaplicável ao presente caso o RE n° 83.225SP, de que foi relator o Ministro XAVIER DE ALBUQUERQUE, utilizado Fl. 721DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 149 8 como razão de decidir pela DECISÃO, no caso, há decisão transitada em julgado reconhecendo que a RECORRENTE é imune e que a alteração da legislação infra constitucional não afeta a coisa julgada que tem fundamento constitucional, que não foi alterado nem revogado. É o relatório. Fl. 722DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 150 9 Voto Vencido Relator Guilherme Pollastri Gomes da Silva Conheço do recurso voluntário por tempestivo e preencher todos os requisitos do Decreto nº 70.235/72. Como pode se extrair do relatório que faz parte desta decisão, o cerne da questão deste processo é se a decisão definitiva do Mandado de Segurança impetrado pela Recorrente que garantiu sua imunidade fiscal tem o condão e caráter definitivo em face da Medida Provisória superveniente nº 2.222/2001, que estipulou nova tributação, inclusive sobre entidades de previdência privada, nos seguintes termos: “Art. 1 ° A partir de lo de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas nãofinanceiras. ..... Art. 2° A entidade aberta ou fechada de previdência complementar, a sociedade seguradora e o administrador do Fundo de Aposentadoria Programada Individual FAPI poderão optar por regime especial de tributação, no qual o resultado positivo, auferido em cada trimestre calendário, dos rendimentos e ganhos das provisões, reservas técnicas e fundos será tributado pelo imposto de renda à alíquota de vinte por cento. ....... Art. 3º A opção pelo regime referido no art. 20 deverá ser efetivada até o último dia útil do mês de novembro de cada ano, produzindo efeitos para todo o anocalendário subseqüente. § 1' A entidade fechada de previdência complementar e o FAPI poderão optar pelo regime referido no art. 20 até o último dia útil do mês de dezembro de 2001, produzindo efeitos para o período de lº de setembro a 31 de dezembro de 2001.” Segundo a decisão da DRJ, a coisa julgada não impede que lei nova, no caso a MP 2.222, passe a reger diferentemente dos fatos ocorridos a partir de sua vigência. Para chegarmos a uma conclusão sobre o caso em tela, temos que esclarecer primeiramente a diferença dos institutos da incidência, não incidência, imunidade e isenção, que tem alcances próprios e devem ser bem entendidas para serem corretamente aplicadas. Não é raro o legislador ou o julgador chamar de não incidência ou de isenção o que é imunidade e viceversa, o que gera problema de interpretação e aplicabilidade. Chamar de isenção (decorrente de lei ordinária) o que é não incidência (constitucionalmente prevista) pode induzir a erro como no caso em tela, pois a isenção pode ser revogada por lei, enquanto a não incidência ou a imunidade só o podem ser por emenda ou novo texto constitucional. Fl. 723DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 151 10 O pagamento do IRPJ realizado pela RECORRENTE nos termos da MP nº 2.222/2001 e a informação da RECORRENTE em sua declaração de que é "ISENTA" e não "IMUNE" não tem o condão de importar em reconhecimento de que o referido tributo era efetivamente devido nem de alterar os efeitos da decisão transitada em julgado. O pedido feito pela Recorrente no referido Mandado de Segurança não deixa dúvida sobre sua imunidade, ao requerer no item 33 o seguinte: 33. Ante o exposto e ouvido o Ministério Publico espera a Impetrante seja, afinal, concedida a segurança para ver restabelecido o seu direito liquido e certo no sentido da não incidência do imposto acima referido na realização de suas operações, proclamada, uma vez mais, sua imunidade constitucional já reconhecida na via judicial. No caso subjúdice , tratandose de previdência privada, a mesma é contemplada com o princípio da imunidade do art. 150 , inciso VI , letra "C", da Carta Magna, que é norma constitucional e como tal irrevogável, não nascendo, pois , obrigação tributária, e em consequência não pode o legislador ordinário contrariar o comando determinando em legislação ordinária nova hipótese de incidência do tributo. Ainda mais no caso de Medida Provisória. A imunidade é uma exclusão constitucional ao poder de tributar. Tratase de proibição absoluta ao exercício desse poder. Emerge da Constituição, e as pessoas ou bens imunes tornamse inatingíveis pelas leis tributárias.” A Constituição Federal determina que o processo legislativo compreende a elaboração de Emendas Constitucionais, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções. Assim, na hierarquia representada por Kelsen por uma pirâmide jurídica cujo ápice é ocupada pela Constituição. Como ensina o ilustre Professor Vittorio Cassone, em sua obra Direito Tributário, Ed. Atlas, 9ª Ed., 1996, às fls. 33: “A Constituição Federal é fonte primeira e mais importante, pois é ela que contém princípios reguladores de todo o sistema tributário brasileiro. Não cria tributos, mas é ela que estabelece a competência tributária, isto é, quais os tributos que a União, Estados, Distrito Federal e os Municípios podem instituir e arrecadar.” O art. 150 da CF é claro quando veda a União em seu inciso I, exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça e no IV, letra ‘c’, instituir imposto sobre patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei. O argumento da DRJ de que a coisa julgada não impede que lei nova passe a reger diferentemente os fatos ocorridos a partir de sua vigência não se aplica ao presente caso, que se trata de legislação infraconstitucional, pois a imunidade tributária da recorrida, foi declarada por sentença transitada em julgado, com base em dispositivo constitucional. Fl. 724DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 152 11 Na lição do ilustre Professor Ruy Barbosa Nogueira, a imunidade é uma não incidência qualificada. O legislador não tem qualquer possibilidade de tributar bens, pessoas, serviços ou situações declaradas imunes pela Constituição. Na imunidade o fato gerador não pode se realizar, pois o fenômeno é excluído aprioristicamente pelo legislador constitucional de qualquer elenco de fatos objeto de tributação. Assim, independentemente da Contribuinte ter retificado ou não as declarações, não está impedido de requerer a devolução do imposto recolhido equivocadamente, sob pena de se ferir o princípio do enriquecimento sem causa. Assim, inalterada a finalidade para a qual foi constituída e que conduziu ao reconhecimento de sua imunidade tributária, a Recorrente permanece no abrigo da coisa julgada. Por todo o exposto, meu voto é no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Fl. 725DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 153 12 Voto Vencedor Em que pese a argumentação expendida pelo ilustre Conselheiro Relator, o Colegiado, por maioria, divergiu quanto ao mérito da controvérsia submetida à sua apreciação. O caso vertente, releva destacar, trata de pedido de compensação em que o crédito indicado deriva de pagamento espontâneo, efetuado em virtude das disposições da Medida Provisória nº 2.222, de 2001. A contribuinte, ao ter o seu pedido de compensação indeferido, haja vista que o pagamento foi devidamente alocado a débito declarado por ela própria em DCTF e em DIPJ, alegou ter incorrido em equívoco ao efetuar o citado pagamento, pois era imune, conforme decisão transitada em julgado em 22 de agosto de 1991 nos autos do Mandado de Segurança nº 90.00100712. O Colegiado, in limine, destacou que a Suprema Corte do país já se pronunciou sobre a ausência de imunidade das entidades previdência privada, eis que no RE nº 202700/DF, de 08 de novembro de 2001, relator o Ministro Maurício Correa, restou assentado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. INEXISTÊNCIA. 1. Entidade fechada de previdência privada. Concessão de benefícios aos filiados mediante recolhimento das contribuições pactuadas. Imunidade tributária. Inexistência, dada a ausência das características de universalidade e generalidade da prestação, próprias dos órgãos de assistência social. 2. As instituições de assistência social, que trazem ínsito em suas finalidades a observância ao princípio da universalidade, da generalidade e concede benefícios a toda coletividade, independentemente de contraprestação, não se confundem e não podem ser comparadas com as entidades fechadas de previdência privada que, em decorrência da relação contratual firmada, apenas contempla uma categoria específica, ficando o gozo dos benefícios previstos em seu estatuto social dependente do recolhimento das contribuições avençadas, conditio sine qua non para a respectiva integração no sistema. Recurso extraordinário conhecido e provido. Restou esclarecido, também, que a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional editou o Parecer PGFN nº 492, de 2011, aprovado pelo Exmo. Sr. Ministro da Fazenda e publicado no Diário Oficial da União em 26 de maio de 2011, do qual releva transcrever as seguintes conclusões: 1. A alteração das circunstâncias fáticas ou jurídicas existentes ao tempo da prolação de decisão judicial voltada à disciplina de uma dada relação jurídica tributária de trato sucessivo faz surgir uma relação jurídica tributária nova, que, por isso, não é alcançada pelos limites objetivos que balizam a eficácia vinculante da referida decisão judicial. Daí por que se diz que, alteradas as circunstâncias fáticas ou jurídicas existentes à época da prolação da decisão, esta naturalmente deixa de produzir efeitos vinculantes, dali para frente, dada a sua natural inaptidão de alcançar a nova relação jurídica tributária. (GRIFEI) 2. Possuem força para, com o seu advento, impactar ou alterar o sistema jurídico vigente, por serem dotados dos atributos da definitividade e objetividade, os Fl. 726DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 154 13 seguintes precedentes do STF: (i) todos os formados em controle concentrado de constitucionalidade, independentemente da época em que prolatados; (ii) quando posteriores a 3 de maio de 2007, aqueles formados em sede de controle difuso de constitucionalidade, seguidos, ou não, de Resolução Senatorial, desde que, nesse último caso, tenham resultado de julgamento realizado nos moldes do art. 543B do CPC; (iii) quando anteriores a 3 de maio de 2007, aqueles formados em sede de controle difuso de constitucionalidade, seguidos, ou não, de Resolução Senatorial, desde que, nesse último caso, tenham sido oriundos do Plenário do STF e confirmados em julgados posteriores da Suprema Corte. 3. Os precedentes objetivos e definitivos do STF constituem circunstância jurídica nova, apta a fazer cessar, prospectivamente, eficácia vinculante das anteriores decisões tributárias transitadas em julgado que lhes forem contrárias. 4. A cessação da eficácia vinculante da decisão tributária transitada em julgado operase automaticamente, de modo que: (i) quando se der a favor do Fisco, este pode voltar a cobrar o tributo, tido por inconstitucional na anterior decisão, em relação aos fatos geradores praticados dali para frente, sem que necessite de prévia autorização judicial nesse sentido; (ii) quando se der a favor do contribuinteautor, este pode deixar de recolher o tributo, tido por constitucional na decisão anterior, em relação aos fatos geradores praticados dali para frente, sem que necessite de prévia autorização judicial nesse sentido. Ressaltouse que a Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, que, entre outras providências, instituiu a Lei Orgânica da AdvocaciaGeral da União, vinculou os órgãos autônomos e entidades vinculadas aos pareceres da Consultoria Jurídica aprovados pelo Ministro de Estado1. Destacouse, ainda, que o presente caso trata de tentativa de repetição de indébito relativa a imposto incidente sobre fato ocorrido no anocalendário de 2001, período em que se encontrava vigente a Medida Provisória nº 2.222, que não foi objeto de discussão acerca da sua constitucionalidade. Ademais, a própria contribuinte tinha convicção acerca da procedência da incidência do imposto que agora tem como indevido, eis que o declarou à Receita Federal e promoveu o correspondente pagamento. Pelas razões expostas, decidiu o Colegiado negar provimento ao recurso. “assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Redator Designado 1 Nos termos do art. 13 da Lei Complementar nº 73, a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional desempenha as atividades de consultoria e assessoramento jurídicos no âmbito do Ministério da Fazenda. Fl. 727DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15374.901136/200823 Acórdão n.º 1301001.028 S1C3T1 Fl. 155 14 Fl. 728DF CARF MF Impresso em 21/09/2016 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 03/0 1/2013 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por GUILHERME POLLASTRI G OMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/01/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10930.004626/2001-37
Data da sessão: Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 201-00.537
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Walber Jose da Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200509
numero_processo_s : 10930.004626/2001-37
conteudo_id_s : 5668120
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 28 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 201-00.537
nome_arquivo_s : Decisao_10930004626200137.pdf
nome_relator_s : Walber Jose da Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10930004626200137_5668120.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2005
id : 6599896
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076781427818496
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 201-00.537; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-12-28T13:09:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 201-00.537; xmpMM:DocumentID: uuid:849058ad-3fff-4679-b97f-eeffc4b84c47; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 201-00.537; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-12-28T13:09:52Z; created: 2016-12-28T13:09:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2016-12-28T13:09:52Z; pdf:charsPerPage: 686; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-12-28T13:09:52Z | Conteúdo => Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SUL AMÉRICA COMÉRCIO DE LIVROS LTDA. 2º CC-MF FI. RESOLUÇÃO Nº 201-00.537 10930.004626/2001-37 127.355 SUL AMÉRICA COMÉRCIO DE LIVROS LTDA. DRJ em Curitiba - PR Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo uº Recurso nº Recorrente Recorrida RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 13 de setembro de 2005. Participaram, ainda, da presente resolução os Conselheiros Maurício Taveira e Silva, Sérgio Gomes Velloso, José Antonio Francisco, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. Ausente o Conselheiro Antonio Mario de Abreu Pinto. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. MULTA DE OFÍCIO. TAXA SELIC. 2 I" CC-MF IFI. RELATÓRIO 10930.004626/2001-37 127.355 SUL AMÉRICA COMÉRCIO DE LIVROS LTDA. Cobram-se juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), e multa de oficio, por expressa previsão legal. Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo nº Recurso nº Recorrente Contra a empresa SUL AMÉRICA COMÉRCIO DE LIVROS LTDA., já qualificada nos autos, foi lavrado auto de infração eletrônico para exigir o pagamento de Cofins, relativa aos meses de janeiro, fevereiro e março de 1997, no valor total de R$ 19.776,07 (dezenove mil, setecentos e setenta e seis reais e sete centavos), tendo em vista a falta de comprovação que o Processo Judicial n~ 92.00005977-5, citado pela recorrente em sua DCTP do primeiro trimestre de 1997, suspendeu a exigibilidade dos créditos tributários de Cofins declarados. "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 Ementa: DCTF. A UD1TORJA. Se o contribuinte não comprova a extinção do crédito tributário, tal como informado em sua DCTF, e se resta apurado que a ação judicial informada como vinculada à extinção, transitou em julgado, contrariamente aos seus interesses, anteriormente à lavratura do auto de infração, correto o lançamento. NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Inconformada com a autuação, a empresa interessada ingressou, tempestivamente, com a impugnação de fls. 01/12, alegando, em apertada síntese, que: 1 - preliminarmente, a descrição dos fatos é genérica, não tendo como delimitar o real objeto da autuação, devendo ser declarado nulo o auto de infração; 2 - a autuação foi abusiva porque não considerou os pagamentos efetuados e os depósitos judiciais realizados pela recorrente; 3 - fez opção pelo Refis após o encerramento do Mandado de Segurança nO 92.9560-7, que todos os débitos foram nele incluídos e que os valores foram devidamente apurados e informados à SRF através da DCTF; 4 - a multa aplicada no percentual de 75% é confiscatória, o que não é permitido pela Constituição Federal; e 5 - os juros de mora deveriam ser calculados à taxa de 1% ao mês e não à taxa Selic, que possui natureza remuneratória. A 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba - PR julgou procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/CTA nº 6.354, de 09/06/2004, cuja ementa abaixo transcrevo: O julgador da esfera administrativa deve limitar-se a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Lançamento Procedente ". A recorrente tornou ciência da decisão de primeira instância no dia 24/06/2004, conforme AR de fl. 115. 2Q CC-MF FI. Pr~~so US ~~~:::;::::::~:::::~~ I'~~,~::~~~~~i:~:~=~ RecursoU S 127.3~5;,~;:::=:.:::::~i::.::::~':':=j ALEGAÇOES DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETENCIA DAS AUTORI- DADES ADMINISTRATIVAS. Discordando da referida decisão de primeira instância, a interessada postou nos Correios, no dia 22/07/2004, o recurso voluntário de fls. 117/128, onde reprisa os argumentos da impugnação, exceto a preliminar de nulidade do auto de infração. Não foi efetuado o competente arrolamento de bens, em face da inexistência de bens no ativo permanente da recorrente, conforme documentos de fls. 143/184. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído no dia 06/07/2005, conforme despacho exarado na última folha dos autos - fl. 188. É o relatório. '~';--':~ ( (}i \.', 4 I,.ee-MF IFI. VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR WALBER JOSÉ DA SILVA Processo nº Recurso nº Estas informações são imprescindíveis para a formação da convicção deste Relator, razão pela qual voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência à repartiçãode origem para as seguintes providências: 1 - confirmar os depósitos judiciais cujas Guias encontram-se às fls. 35/40; 2 - confirmados, informar se os referidos depósitos foram convertidos em renda daUnião. Em caso positivo, informar a data da conversão e se houve vinculação a algum débito darecorrente; O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, posto que a recorrente não possui bens em seu ativo permanente passível de arrolamento], razão pela qual dele conheço. É fato que a recorrente possui depósitos judiciais vinculados à referida ação. No entanto,não há informação nos autos de que tais depósitos foram convertidos em renda da União e em que data, bem como se o pagamento resultante da conversão foi vinculado a algum débito darecorrente. Como relatado, a recorrente pretende cancelar o auto de infração lavrado em face de glosa efetuada na DCTF do primeiro trimestre de 1997, onde a recorrente declarou com a exigibilidade suspensa os créditos tributários de Cofins, vinculado-os ao Processo Judicial n~ 92.0005977-5 - Ação Declaratória. Impugnado, a DRJ em Curitiba - PR refutou os argumentos da recorrente sobre nulidade do lançamento, inclusão dos débitos no Refis, utilização da taxa Selic no cálculo dos juros de mora e aplicação da multa de oficio. Em grau de recurso a este Colegiado, a empresa interessada concorda com os argumentos sobre a inexistência de vícios no lançamento que justifiquem a sua anulação e contesta os demais argumentos da decisão recorrida. Compulsando os autos, constatei que depósitos judiciais vinculados à Ação Declaratória n~ 92.0005977-5 foram convertidos em renta da União (fl. 53) em datà ànterior à . lavratura do auto de infração objeto deste processo. Ocorre que a referida ação tem no pólo ativo 10 (dez) pessoas jurídicas e não se sabe se todos os depósitos, de todas as empresa autoras da ação, foram convertidos em renda da União. .I INSRF n~264/2002: , "ArL2!! O recurso voluntário somente terá seguimento se o recorrente arrolar bens e direitos de valor equivalente a trintapor cento da exigência fiscal definida na decisão . . J ]!!Nahipótese de o valor dos bens e direitos arrolados ser inferior ao previsto no caput, o recurso poderá ter seguimento,desde que o arrolamento abrarlja a totalidade dos bens integrantes do ativo permanente ou do patrimôniodo sujeito passivo. " 5 I "CC-MF IFJ. LVA " ~~ 10930.004626/2001-37 127.355 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo nº Recurso nº 3 - informar se os Darfs de fls. 35/36 estão vinculados aos débitos da recorrente lançados no auto de infração ou a qualquer outro débito da recorrente; 4 - concluída a diligência, dê-se ciência à recorrente desta resolução e do resultado da diligência para que esta, querendo, manifeste-se; e 5 - concluso, retome o processo a este Segundo Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 13 de setembro de 2005. \J1 ..) 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
