Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10580.004321/2007-38
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/1996 a 28/02/2006
DECADÊNCIA. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. PRAZOS DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL.
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Tratando-se de cumprimento de obrigação acessória, aplica-se o prazo previsto no artigo 173, inciso I, do CTN.
EMISSÃO DE COMUNICADO DE ACIDENTE DO TRABALHO.
A emissão de CAT não está vinculada apenas quando surgirem ocorrências relacionadas a morte ou a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho, mas em qualquer acidente do trabalho, como previa o inciso VII, do artigo 381 da Instrução Normativa MPA/SRP nº 03/2005.
Numero da decisão: 2301-003.604
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, os fatos geradores ocorridos até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Sustentação oral: Daiane Ambrosino OAB: 294.123/SP.
Marcelo Oliveira - Presidente.
Adriano Gonzales Silvério - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/06/1996 a 28/02/2006 DECADÊNCIA. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. PRAZOS DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Tratando-se de cumprimento de obrigação acessória, aplica-se o prazo previsto no artigo 173, inciso I, do CTN. EMISSÃO DE COMUNICADO DE ACIDENTE DO TRABALHO. A emissão de CAT não está vinculada apenas quando surgirem ocorrências relacionadas a morte ou a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho, mas em qualquer acidente do trabalho, como previa o inciso VII, do artigo 381 da Instrução Normativa MPA/SRP nº 03/2005.
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10580.004321/2007-38
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5296233
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-003.604
nome_arquivo_s : Decisao_10580004321200738.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ADRIANO GONZALES SILVERIO
nome_arquivo_pdf_s : 10580004321200738_5296233.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, os fatos geradores ocorridos até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Sustentação oral: Daiane Ambrosino OAB: 294.123/SP. Marcelo Oliveira - Presidente. Adriano Gonzales Silvério - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5097409
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610787803136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2241; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 133 1 132 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.004321/200738 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301003.604 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de junho de 2013 Matéria Auto de Infração Deixar de comunicar acidente do trabalho Recorrente PRIMO SCHINCARIOL INDUSTRIA DE CERVEJA E REFRIGERANTE DO NORDESTE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/1996 a 28/02/2006 DECADÊNCIA. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. PRAZOS DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Tratandose de cumprimento de obrigação acessória, aplicase o prazo previsto no artigo 173, inciso I, do CTN. EMISSÃO DE COMUNICADO DE ACIDENTE DO TRABALHO. A emissão de CAT não está vinculada apenas quando surgirem ocorrências relacionadas a morte ou a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho, mas em qualquer acidente do trabalho, como previa o inciso VII, do artigo 381 da Instrução Normativa MPA/SRP nº 03/2005. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, os fatos geradores ocorridos até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Sustentação oral: Daiane Ambrosino OAB: 294.123/SP. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 43 21 /2 00 7- 38 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 Marcelo Oliveira Presidente. Adriano Gonzales Silvério Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Relatório Tratase de Auto de Infração nº 37.059.5319, cientificado ao contribuinte em 27/12/2006, o qual exige multa por deixar a empresa de comunicar a Previdência Social, por meio de Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), os acidentes ocorridos com os segurados apontados no relatório fiscal. A ora recorrente, devidamente intimada, apresentou sua impugnação alegando a decadência do direito do Fisco constituir seus créditos tributários, bem como que não há necessidade de emissão de CAT para acidentes que não ocasionem a morte ou a redução da capacidade para o trabalho. A DRJ de Salvador julgou improcedente a impugnação, mantendo, assim, o crédito lançado no auto de infração. A autuada apresentou recurso voluntário renovando os argumentos deduzidos anteriormente. É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério O recurso reúne as condições de admissibilidade e dele conheço. Decadência Por se tratar a decadência de matéria cujo reconhecimento prejudica o mérito da demanda administrativa, passo apreciar esse tema em sede de preliminar. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10580.004321/200738 Acórdão n.º 2301003.604 S2C3T1 Fl. 134 3 De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. O Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 5596664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8212/91. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 na respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Cumpre ressaltar que o art. 62, da Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconst6itucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. Afastado, pois, o prazo previsto originalmente no citado artigo 45, cabe agora verificar o prazo aplicável, se aquele do 150, § 4º ou 173, inciso I, ambos da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Temos adotado a posição doutrinária e jurisprudencial no sentido de que havendo pagamento antecipado por parte do contribuinte, em relação ao fato gerador posto em discussão, deve incidir o prazo decadencial qüinqüenal previsto no mencionado artigo 150, § 4º. Nesse sentido a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, na sistemática Fl. 161DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 4 de recurso repetitivo, nos autos do Recurso Especial 973.733/SC, a qual deve ser atendida, por força do disposto no artigo 62A Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758∕SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142∕SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163∕210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa∕concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91∕104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396∕400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183∕199). Fl. 162DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10580.004321/200738 Acórdão n.º 2301003.604 S2C3T1 Fl. 135 5 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008.” No caso dos autos, não há que se analisar o prazo decadencial previsto no arigo 150, § 4º do CTN, haja vista que os presentes autos versam sobre descumprimento de obrigação acessória e não de pagamento de tributo, sujeito à atividade homologatória por parte do Fisco. Assim, há de se reconhecer a decadência parcial para aplicar ao caso o artigo 173, inciso I, do CTN. Sabendose que a recorrente foi intimada da autuação em 27/12/2006, verificase que está decaído o período até 11/2001. Em relação ao mérito, verificase que os acidentes ocorridos realmente não geraram morte ou a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho, nos termos do artigo 19 da Lei nº 8.213/91. Não obstante a emissão da CAT não está vinculada apenas quando surgirem ocorrências dessa natureza, mas em qualquer acidente do trabalho, como previa o inciso VII, do artigo 381 da Instrução Normativa MPA/SRP nº 03/2005, vigente à época dos fatos: “Art. 381. A existência ou não de riscos ambientais em níveis ou concentrações que prejudiquem a saúde ou a integridade fisica do trabalhador será comprovada mediante a apresentação dos seguintes documentos, dentre outros, que deverão respaldar as informações prestadas em GFIP: (...) VII Comunicação de Acidente do Trabalho CAT, que é o documento que registra o acidente do trabalho, a ocorrência ou o agravamento de doença ocupacional, mesmo que não tenha sido determinado o afastamento do trabalho, conforme previsto nos arts. 19 a 23 da Lei n° 8.213, de 1991, e nas NR7 e NR15, ambas do MTE, sendo seu registro fundamental para a geração de análises estatísticas que determinam a morbidade e mortalidade nas empresas e para a adoção das medidas preventivas e repressivas cabíveis.” Ademais, como bem observado pela decisão recorrida, os registros dos acidentes relatados nas Atas da Cipa, estão intimamente ligados ao trabalho realizados pelos segurados, conforme excerto a seguir: Fl. 163DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 6 “São os acidentes documentados no Livro de Atas da CIPA: Manoel levou um choque; Severino relata que caiu soda caustica no olho; Jorge Pires queimou as coxas com o maçarico; corte no braço de Manuel Messias; Clebio teve corte no ombro; Paulo foi pegar saco com aproximadamente 5 mil préformas e deu problema na coluna; Jorge Luiz Araújo passou mal com vazamento de amônia; e Jailson da Produção teve acidente grave, estando registrado na ata que foi descrito na reunião o modo como foi feito o socorro, já que a ambulância estava no conserto.” Ante o exposto, VOTO no sentido de CONHECER o recurso voluntário e, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, para acolher a decadência, nos termos do artigo 173, inciso I, sendo, no mais, mantida a autuação. Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 164DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 23/09 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 10247.000009/2008-47
Data da sessão: Tue Aug 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
INSUMO. DELIMITAÇÃO DO CONCEITO
Para efeito de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o termo "insumo" não abrange qualquer bem ou serviço que onere a atividade econômica da empresa. Nesse contexto, o termo “insumo” alcança exclusivamente o conjunto de bens ou serviços diretamente empregados no processo produtivo. Por outro lado, a destinação da mercadoria, à exportação ou ao mercado interno, não estende o conceito de insumo a bens e serviços diversos dos diretamente empregados no processo produtivo.
FORMAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE FLORESTAS
Gastos inerentes ao plantio e manutenção de florestas devem ser incorporados ao valor desse ativo, descabendo, portanto, computá-los como despesa.
EXTRAÇÃO
Os serviços necessários à extração da matéria-prima empregada no processo produtivo enquadram-se no conceito de insumo, para efeito de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social não-cumulativas.
FRETES E COMBUSTÍVEIS
Os fretes comprovadamente atrelados ao transporte dos insumos e dos produtos em industrialização incorporam-se ao seu custo e devem ser considerados para efeito de cálculo. Pelo mesmo raciocínio, os combustíveis comprovadamente empregados em tal finalidade devem receber o mesmo tratamento. Em sentido oposto, se não for trazida ao processo prova de que as despesas guardam relação com o processo produtivo, não há como se reconhecer o direito a crédito.
PARTES DE MÁQUINAS. TEMPO DE VIDA ÚTIL.
O tempo de vida útil de partes e peças de máquinas atreladas ao processo produtivo é essencial para a definição da metodologia de cálculo do crédito: se restar demonstrado que possuem vida útil inferior a um ano, o dispêndio associado à sua aquisição deverá ser considerado como insumo e, consequentemente, gerará direito a crédito. Em sentido oposto, se não for trazida ao processo prova do seu tempo de vida útil, não há como se reconhecer o direito a crédito, independentemente da metodologia empregada para sua contabilização.
SERVIÇOS ATRELADOS À MANUTENÇÃO DO PARQUE FABRIL
Despesas com serviços de manutenção, que só atingem o processo produtivo indiretamente, não se incluem no rol dos dispêndios capazes de gerar crédito, independentemente da possibilidade de serem contabilizadas como custo.
CORREÇÃO MONETÁRIA. VEDAÇÃO.
Por expressa determinação legal, os créditos da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep não-cumulativas, apurados quando da aquisição de produtos e serviços que serviram de insumo de produto exportado não estão sujeitos à correção pela taxa Selic.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3102-01.148
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, para acolher os créditos calculados sobre gastos com corte, arraste, baldeio, traçamento e transporte da madeira, incorridos quando da sua extração. Vencida a Conselheira Nanci Gama, que também acolhia os créditos calculados em razão dos gastos na formação e manutenção de florestas, na manutenção das máquinas e do parque fabril e a correção monetária a partir da apresentação da PER/Dcomp, além do Conselheiro Álvaro Almeida Filho, que também acolhia os créditos calculados em razão dos gastos na formação e manutenção de florestas e na manutenção das máquinas e do parque fabril.
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 INSUMO. DELIMITAÇÃO DO CONCEITO Para efeito de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o termo "insumo" não abrange qualquer bem ou serviço que onere a atividade econômica da empresa. Nesse contexto, o termo “insumo” alcança exclusivamente o conjunto de bens ou serviços diretamente empregados no processo produtivo. Por outro lado, a destinação da mercadoria, à exportação ou ao mercado interno, não estende o conceito de insumo a bens e serviços diversos dos diretamente empregados no processo produtivo. FORMAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE FLORESTAS Gastos inerentes ao plantio e manutenção de florestas devem ser incorporados ao valor desse ativo, descabendo, portanto, computá-los como despesa. EXTRAÇÃO Os serviços necessários à extração da matéria-prima empregada no processo produtivo enquadram-se no conceito de insumo, para efeito de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social não-cumulativas. FRETES E COMBUSTÍVEIS Os fretes comprovadamente atrelados ao transporte dos insumos e dos produtos em industrialização incorporam-se ao seu custo e devem ser considerados para efeito de cálculo. Pelo mesmo raciocínio, os combustíveis comprovadamente empregados em tal finalidade devem receber o mesmo tratamento. Em sentido oposto, se não for trazida ao processo prova de que as despesas guardam relação com o processo produtivo, não há como se reconhecer o direito a crédito. PARTES DE MÁQUINAS. TEMPO DE VIDA ÚTIL. O tempo de vida útil de partes e peças de máquinas atreladas ao processo produtivo é essencial para a definição da metodologia de cálculo do crédito: se restar demonstrado que possuem vida útil inferior a um ano, o dispêndio associado à sua aquisição deverá ser considerado como insumo e, consequentemente, gerará direito a crédito. Em sentido oposto, se não for trazida ao processo prova do seu tempo de vida útil, não há como se reconhecer o direito a crédito, independentemente da metodologia empregada para sua contabilização. SERVIÇOS ATRELADOS À MANUTENÇÃO DO PARQUE FABRIL Despesas com serviços de manutenção, que só atingem o processo produtivo indiretamente, não se incluem no rol dos dispêndios capazes de gerar crédito, independentemente da possibilidade de serem contabilizadas como custo. CORREÇÃO MONETÁRIA. VEDAÇÃO. Por expressa determinação legal, os créditos da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep não-cumulativas, apurados quando da aquisição de produtos e serviços que serviram de insumo de produto exportado não estão sujeitos à correção pela taxa Selic. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
numero_processo_s : 10247.000009/2008-47
conteudo_id_s : 5514540
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 28 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-01.148
nome_arquivo_s : Decisao_10247000009200847.pdf
nome_relator_s : Luis Marcelo Guerra de Castro
nome_arquivo_pdf_s : 10247000009200847_5514540.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, para acolher os créditos calculados sobre gastos com corte, arraste, baldeio, traçamento e transporte da madeira, incorridos quando da sua extração. Vencida a Conselheira Nanci Gama, que também acolhia os créditos calculados em razão dos gastos na formação e manutenção de florestas, na manutenção das máquinas e do parque fabril e a correção monetária a partir da apresentação da PER/Dcomp, além do Conselheiro Álvaro Almeida Filho, que também acolhia os créditos calculados em razão dos gastos na formação e manutenção de florestas e na manutenção das máquinas e do parque fabril.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 09 00:00:00 UTC 2011
id : 6109238
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610793046016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1977; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 351 1 350 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10247.000009/200847 Recurso nº 868.571 Voluntário Acórdão nº 310201.148 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 9 de agosto de 2011 Matéria COFINS RESSARCIMENTO Recorrente JARI CELULOSE SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 INSUMO. DELIMITAÇÃO DO CONCEITO Para efeito de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o termo "insumo" não abrange qualquer bem ou serviço que onere a atividade econômica da empresa. Nesse contexto, o termo “insumo” alcança exclusivamente o conjunto de bens ou serviços diretamente empregados no processo produtivo. Por outro lado, a destinação da mercadoria, à exportação ou ao mercado interno, não estende o conceito de insumo a bens e serviços diversos dos diretamente empregados no processo produtivo. FORMAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE FLORESTAS Gastos inerentes ao plantio e manutenção de florestas devem ser incorporados ao valor desse ativo, descabendo, portanto, computálos como despesa. EXTRAÇÃO Os serviços necessários à extração da matériaprima empregada no processo produtivo enquadramse no conceito de insumo, para efeito de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social nãocumulativas. FRETES E COMBUSTÍVEIS Os fretes comprovadamente atrelados ao transporte dos insumos e dos produtos em industrialização incorporamse ao seu custo e devem ser considerados para efeito de cálculo. Pelo mesmo raciocínio, os combustíveis comprovadamente empregados em tal finalidade devem receber o mesmo tratamento. Fl. 367DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 Em sentido oposto, se não for trazida ao processo prova de que as despesas guardam relação com o processo produtivo, não há como se reconhecer o direito a crédito. PARTES DE MÁQUINAS. TEMPO DE VIDA ÚTIL. O tempo de vida útil de partes e peças de máquinas atreladas ao processo produtivo é essencial para a definição da metodologia de cálculo do crédito: se restar demonstrado que possuem vida útil inferior a um ano, o dispêndio associado à sua aquisição deverá ser considerado como insumo e, consequentemente, gerará direito a crédito. Em sentido oposto, se não for trazida ao processo prova do seu tempo de vida útil, não há como se reconhecer o direito a crédito, independentemente da metodologia empregada para sua contabilização. SERVIÇOS ATRELADOS À MANUTENÇÃO DO PARQUE FABRIL Despesas com serviços de manutenção, que só atingem o processo produtivo indiretamente, não se incluem no rol dos dispêndios capazes de gerar crédito, independentemente da possibilidade de serem contabilizadas como custo. CORREÇÃO MONETÁRIA. VEDAÇÃO. Por expressa determinação legal, os créditos da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep nãocumulativas, apurados quando da aquisição de produtos e serviços que serviram de insumo de produto exportado não estão sujeitos à correção pela taxa Selic. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, para acolher os créditos calculados sobre gastos com corte, arraste, baldeio, traçamento e transporte da madeira, incorridos quando da sua extração. Vencida a Conselheira Nanci Gama, que também acolhia os créditos calculados em razão dos gastos na formação e manutenção de florestas, na manutenção das máquinas e do parque fabril e a correção monetária a partir da apresentação da PER/Dcomp, além do Conselheiro Álvaro Almeida Filho, que também acolhia os créditos calculados em razão dos gastos na formação e manutenção de florestas e na manutenção das máquinas e do parque fabril (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Álvaro Almeida Filho, Mara Cristina Sifuentes, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes. Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Fl. 368DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 352 3 Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de créditos de COFINS NãoCumulativa, apurados no primeiro trimestre de 2007, no montante de R$ 3.489.226,69. A Inspetoria da Receita Federal do Brasil em Monte Dourado, por intermédio do Despacho Decisório de fls. 180/196, deferiu parcialmente o pleito, indicando às fls. 193/195 os bens e serviços que cujo ingresso na base de cálculo dos créditos em questão não foi reconhecido. Irresignada com a decisão, de que tomou ciência em 25.08.2008 (fl. 198), a contribuinte interpôs manifestação de inconformidade, em 23.09.2008 (fls. 208/221), a qual exibe o conteúdo que segue resumido: a) A glosa parcial dos créditos é absolutamente dessarrazoada, não só em virtude de uma interpretação sistemática da Lei n° 10.833/2003, como também pelo dispositivo contido no artigo 195, § 12, da Constituição Federal, que elimina toda e qualquer dúvida sobre o princípio da não cumulatividade aplicável de forma ampla e irrestrita à contribuição em tela. b) Apresenta síntese do seu processo produtivo e ressalta que, ao contrário de outras empresas do setor de celulose, em virtude de necessidades específicas e de estratégias de mercado, utiliza para sua produção matériasprimas produzidas por ela própria, eliminando assim uma etapa da cadeia básica do seu setor. Deste modo, ao invés de adquirir a madeira de terceiros, investiu e investe muito em sua floresta. Ocorre que, por isso, incorre em despesas de elevada monta para a sua manutenção, que se consubstanciam inegavelmente em insumos imprescindíveis à sua atividade agroindustrial de fabricação de celulose. c) Entende que os custos advindos do emprego de bens e serviços na sua atividade florestal enquadramse claramente no conceito de insumos para a produção da celulose que comercializa, devendo, portanto, ser admitidos como passíveis de creditamento na apuração da contribuição social em comento. A legislação permite que o contribuinte aproveite como créditos os valores de bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes. A celulose é obtida através da decomposição da madeira, por um processo físico químico. A madeira é a própria matériaprima essencial da celulose. A glosa dos produtos e serviços utilizados no plantio da madeira viola claramente o princípio da nãocumulatividade. Questiona se sua opção em produzir a própria matériaprima é fato que autoriza a sua discriminação. Conclui que o fato de ser uma empresa agroindustrial, de ter uma cadeia de produção maior que a maioria das demais empresas do setor, não autoriza a oneração de sua produção, mediante a tributação majorada do seu faturamento. Portanto, geram direito a crédito os custos havidos com os serviços e insumos florestais, sob pena de afronta às disposições contidas na Lei n° 10.833/2003 e violação aos princípios da igualdade e da nãocumulatividade. Refere Fl. 369DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 entendimento recente exarado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. d) A decisão ora impugnada desconsiderou o direito da defendente ao aproveitamento do crédito da contribuição calculado sobre serviços de transporte, na aquisição de combustível utilizado em sua própria frota de veículos, bem como a prestação de serviços contratados para a manutenção de seu parque fabril. e) A contratação de empresa que presta serviços de transporte é essencial às suas atividades, de maneira que podem ser considerados como insumos ensejadores da apuração dos créditos em pauta. Também o combustível utilizado para movimentar sua frota de veículos deve ser considerado na apuração dos créditos. f) Já com relação aos créditos apurados sobre os custos da prestação de serviços da manutenção do parque fabril, resta claro que sem a realização de tal manutenção, as atividades relacionadas à produção de celulose ficam seriamente prejudicadas. À medida que os serviços de manutenção são essenciais à atividade de produção realizada pela defendente, possuindo assim estrita relação com o processo produtivo da pasta de celulose, os créditos apurados da contribuição social sobre os respectivos custos incorridos devem também ser reconhecidos. Refere solução de consulta. g) Também não merece prosperar a glosa de valores relativos à aquisição de base de contrafaca, placas de desgaste, carimbos, lâminas de facas, pente inferior de picador, bigorna para picador, quebrador de cavaco e dos respectivos custos de frete. Tratamse de insumos utilizados diretamente na produção de celulose, que não foram incorporados ao ativo permanente e cuja vida útil não ultrapassa um ano. A recorrente sequer realiza a depreciação dos bens em questão. A IN SRF nº 404/2004 assegura o direito ao crédito sobre o custo de bens que se desgastam durante o processo produtivo. Por sua vez, a glosa dos créditos sobre o custo do frete relacionado a estes bens não se justifica pelas razões já expostas. h) A nãoaplicação da taxa Selic sobre os créditos da defendente anula o princípio da isonomia previsto no caput do artigo 5° da Carta Magna, uma vez que a RFB faz uso de tal taxa para a atualização de seus créditos. Refere julgados administrativos. i) Ratificando todos os argumentos até aqui apresentados, junta parecer jurídico elaborado pelo advogado Marco Aurélio Greco, que corrobora o entendimento da defendente sobre a questão jurídica em exame e encontrase às fls. 223/273. Em complementação ao laudo do processo produtivo florestal apresentado anteriormente, apresenta laudo complementar, no qual é realizada a discriminação detalhada deste processo e a utilização dos denominados insumos silviculturais (fls. 274/304). j) Abre mão do questionamento acerca do indeferimento dos créditos relacionados às operações de venda de água e energia elétrica aos habitantes da Vila de Monte Dourado. Fl. 370DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 353 5 Ponderando as razões aduzidas pela recorrente, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pelo indeferimento da manifestação de inconformidade, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improfícuos os julgados administrativos trazidos pelo contribuinte, por lhes falecer eficácia normativa, na forma do art. 100, II, do CTN. COFINS NÃOCUMULATIVA. INSUMOS. CRÉDITO. Somente podem gerar créditos da Cofins as despesas com matériaprima, produto intermediário, material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado. JUROS COMPENSATÓRIOS. RESSARCIMENTO. Não incidirão juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, bem como na compensação de referidos créditos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece a interessada mais uma vez ao processo para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa. É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que foi tempestivamente apresentado e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção 1 Preliminarmente Demarcação do Litígio Antes de passar à análise dos fundamentos do recurso, entendo prudente demarcar a matéria litigiosa. Não há questão preliminar a ser enfrentada. Fl. 371DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 6 No mérito, a discussão limitase à possibilidade de apuração de créditos quando das seguintes despesas: a) produtos e serviços empregados na pesquisa, plantio, manutenção e extração de florestas; b) fretes e movimentação de insumos; c) combustível empregado na frota; d) aquisições de partes e peças com vida útil inferior a um ano, empregadas em máquinas incorporadas à linha de produção; e) outros produtos e serviços empregados na manutenção do parque fabril. Pleiteiase, ainda a correção dos créditos mediante a aplicação da taxa Selic, a partir da apresentação de Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). 2 Mérito 2.1 Regime Probatório Antes de passar à análise do mérito, entendo que é importante registrar a opinião deste relator no sentido de que a nãocumulatividade, diferentemente do que se tem corriqueiramente alegado, não representa um benefício. Entretanto, independentemente da aplicabilidade dos comandos do CTN afetos à hermenêutica dos dispositivos legais, no caso o art. 1111 ou à repartição do ônus da prova, no caso o art. 1792, não se pode olvidar que a apuração de créditos é um redutor do imposto a pagar e, como tal, uma circunstância impeditiva da formação da obrigação tributária. Consequentemente, nos litígios que envolvem essa matéria não se pode olvidar do comando do art. 333, do Código de Processo Civil3, aplicado subsidiariamente. Analisando tal distribuição, concluiu o professor Hugo de Brito Machado4 No processo tributário fiscal para apuração e exigência do crédito tributário, ou procedimento administrativo de lançamento tributário, autor é o Fisco. A ele, portanto, incumbe o ônus de provar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária que serve de suporte à exigência do crédito que está a constituir. Na linguagem do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus do fato constitutivo de seu direito (Código de Processo Civil, art.333, I). Se o contribuinte, ao impugnar a 1 Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I suspensão ou exclusão do crédito tributário; II outorga de isenção; III dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. 2 Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. 3 Art. 333 O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. 4 Mandado de Segurança em Matéria Tributária, 3. ed., São Paulo: Dialética, 1998, p.252. Fl. 372DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 354 7 exigência, em vez de negar o fato gerador do tributo, alega ser imune, ou isento, ou haver sido, no todo ou em parte, desconstituída a situação de fato geradora da obrigação tributária, ou ainda, já haver pago o tributo, é seu ônus de provar o que alegou. A imunidade, como isenção, impedem o nascimento da obrigação tributária. São, na linguagem do Código de Processo Civil, fatos impeditivos do direito do Fisco. A desconstituição, parcial ou total, do fato gerador do tributo, é fato modificativo ou extintivo, e o pagamento é fato extintivo do direito do Fisco. Deve ser comprovado, portanto, pelo contribuinte, que assume no processo administrativo de determinação e exigência do tributo posição equivalente a do réu no processo civil”. (original não destacado) Assim sendo, não vejo como atribuir exclusivamente ao fisco o dever de buscar elementos que infirmem as alegações do sujeito passivo. Cabe a este último, a meu ver, o dever de trazer ao processo os elementos que respaldem seu pleito. 2.2 Conceito de Insumo Outro ponto que merece ser demarcado preambularmente é a opinião deste relator acerca do conceito de insumo, para efeito de apuração de créditos do PIS e da Cofins não cumulativos. Como já tive oportunidade de me manifestar anteriormente, entendo que esse conceito não segue o mesmo viés que norteia a apuração de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados. Neste, privilegiase o critério físico, no caso do PIS e da Cofins, o da pertinência (ou inerência, se tomado o conceito doutrinário fixado no parecer juntado aos autos). Com efeito, a tributação pelo IPI, tem como fato gerador, regra geral, a saída do produto industrializado. Nada mais coerente, portanto, do que avaliar a qualificação do dispêndio (como insumo) em razão da sua relação com aquele produto. Lembrar, nessa senda, o que dizia o art. 164 do Regulamento do IPI vigente à época dos fatos litigiosos5 e que repete a redação de regulamentos anteriores e é repetida pelo que lhe sucedeu: Art. 164. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I do imposto relativo a MP, PI e ME , adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; De se destacar, ademais, que a exegese desse dispositivo, tanto no âmbito do extinto Segundo Conselho de Contribuintes, quanto do atual Conselho Administrativo de 5 Aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 26/12/2002 Fl. 373DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 8 Recursos Fiscais, sempre levou em consideração as orientações do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979 10.1 Como o texto fala em ‘incluindose entre as matérias primas e os produtos intermediários’, é evidente que tais bens hão de guardar semelhança com as matériasprimas e os produtos intermediários ‘stricto sensu’, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida. Por outro lado, quando se trata das contribuição para o PIS e a Cofins não cumulativas, incidentes sobre o faturamento, coerentemente, a meu ver, o legislador ampliou o universo dos dispêndios classificáveis como insumo, conforme se extrai do art. 3º, II, da Lei nº 10.833, de 2003, que repete a redação do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Como é possível perceber, de acordo com a legislação de regência, a relação do bem com o processo produtivo não seria medida exclusivamente em razão do produto, mas daquele processo. Evidentemente, isso não significa equiparar a insumo, para efeito de cálculo dos créditos de PIS e Cofins, toda e qualquer despesa ou custo inerente à atividade econômica, nem muito menos estender, por analogia, os conceitos fixados pela legislação que rege a apuração do Lucro Real, no caso, os artigos 249 e 250 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 3000, de 1999. Com efeito, tal e qual se verifica com relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados, tratase de fato gerador diverso (auferir lucro) e de base de cálculo formada sob uma sistemática igualmente diversa. Ademais, pedindo vênia ao sujeito passivo, registro minha opinião no sentido de que o texto do já transcrito art. 3º, II, da Lei nº 10.637, de 2002, não dá margem para que se considere a “essencialidade” por si só como critério para a classificação do gasto como insumo. Mais uma vez, reafirmese, o dispositivo legal privilegia a relação de pertinência (ou inerência, segundo o parecer juntado aos autos) com o processo produtivo, não fazendo menção, salvo engano, à essencialidade do gasto. Nessa linha, entendo ser perfeitamente possível que determinado gasto, por alguma circunstância extrínseca ao processo produtivo, seja considerado essencial, mas que por não estar diretamente ligado àquele processo, não possa ser considerado insumo. Outro ponto sobre o qual não posso deixar de me manifestar é a interpretação fixada nos acórdãos trazidos ao processo. Fl. 374DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 355 9 Mesmo reconhecendo a excelência do colegiado responsável, peço vênia para discordar da exegese assentada em tais acórdãos, pois entendo que o § 3º do art. 5º da Lei nº 10.833, de 20036 não autoriza a apuração de créditos a partir de todo e qualquer dispêndio vinculado à receita de exportação. Confirase, preambularmente, a redação do dispositivo: § 3º O disposto nos §§ 1º e 2º aplicase somente aos créditos apurados em relação a custos, despesas e encargos vinculados à receita de exportação, observado o disposto nos §§ 8º e 9º do art. 3º. Em uma leitura isolada, poderseia concluir que o comando ampliou o rol de despesas passíveis de gerar direito a crédito: ao invés de limitálos aos bens e serviços empregados no processo produtivo, passara a admitir que toda e qualquer despesa vinculada à exportação conferisse tal direito. Ocorre que, a meu ver, esse parágrafo não pode interpretado sem a leitura demais parágrafos do mesmo art. 5º, em especial do 1º e do 2º, assim redigidos (original não destacado): § 1º Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica vendedora poderá utilizar o crédito apurado na forma do art. 3º, para fins de: I dedução do valor da contribuição a recolher, decorrente das demais operações no mercado interno; II compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 2º A pessoa jurídica que, até o final de cada trimestre do ano civil, não conseguir utilizar o crédito por qualquer das formas previstas no § 1º poderá solicitar o seu ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Como é possível concluir, a apuração dos créditos aptos a usufruir do tratamento diferenciado conferido a empresas exportadoras, diferentemente do que se cogitou, deve ser realizada segundo os moldes do art. 3º da mesma Lei nº 10.833, de 2003, observando se, consequentemente, o critério fixado no já transcrito inciso II desse mesmo artigo. Finalmente, no que se refere a máquinas e equipamentos incorporados ao ativo permanente, o valor do crédito será apurado mediante aplicação das alíquotas da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre os encargos de depreciação e amortização, conforme consignado no §1º, III do mesmo art. 3º: § 1º O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no art. 2º sobre o valor: (...) 6 Igualmente aplicável ao cálculo do PIS/Pasep por força do comando inserido no art. 15 da mesma lei. Fl. 375DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 10 III dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do caput, incorridos no mês; Em suma, para efeito da discussão que povoa o presente litígio, somente são passíveis de gerar crédito os bens e serviços utilizados no processo de fabricação e, no caso dos bens do ativo imobilizado, os valores de depreciação e amortização. Feitas tais considerações, passase à análise higidez das glosas. 2.3 Pesquisa, Plantio e Manutenção de Florestas Com a devida licença, penso que não há como reconhecer os gastos em questão como custo ou despesa, para efeito de cálculo do crédito do PIS e da Cofins não cumulativos. De fato, apesar de não concordar com a premissa de que os gastos na formação e manutenção de floresta estejam dissociados ao processo produtivo, não vejo como considerar esses gastos como despesa ou custo, na medida em que os mesmos se incorporam ao valor daquelas florestas, contabilmente classificadas no ativo imobilizado, nos termos do art. 183, V da Lei nº 6.404, de 1976: Art. 183 No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: (...) V os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; Por outro lado, o § 2º, “c”, do mesmo art. 183 deixa claro que os valores investidos em tal ativo devem ser alvo de exaustão, na medida em que o bem seja explorado (original não destacado): § 2º A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: (...) c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Ora, se representam um bem do ativo imobilizado, o valor da sua aquisição ou produção jamais será computado como despesa ou custo. Relembro o comando do no §1º, III do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003. Ou seja, tratandose de floresta, o custo a ser considerado é o valor da exaustão, calculada sobre o valor contábil do bem. Destaco, ainda, que eventual resistência do Fisco em admitir que se apurem créditos de PIS e Cofins a partir de tais custos, matéria estranha ao presente litígio, esclareça se, a meu ver, não desvirtua a natureza desses gastos. Ou seja, dispêndios que agreguem valor a determinado bem do ativo imobilizado, salvo expressa disposição legal em contrário, não representam um custo, mais um Fl. 376DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 356 11 investimento, independentemente do tratamento tributário que posteriormente vier a ser conferido ao desgaste do bem. 2.4 Serviços Atrelados à Extração de Florestas Com base no que já foi debatido anteriormente, não vejo como rejeitar os créditos relativos aos serviços de corte, arraste, baldeio, traçamento, transporte e manuseio da madeira. Com efeito, tratandose de serviços atrelados aos produtos que servirão de matériaprima, seu emprego direto no processo produtivo da recorrente é inegável. Satisfeita tal condição, consequentemente, há que se reconhecer o direito ao crédito, nos termos do art. 3º, II, das Leis 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003. Por outro lado, a norma não dá margem para desconsiderar os gastos incorridos em etapa da produção que antecede a industrialização do produto. Basta fazer uma leitura isolada do dispositivo para concluir que se admitem créditos inerentes a insumos utilizados na produção (qualquer que seja o processo) e na industrialização. Ademais, no que se refere aos gastos com o transporte de insumos, a Solução de Consulta nº 210 SRRF/8ª RF, de 25 de junho de 2009 (D.O. U: de 07/07/2009 (original não destacado): Geram direito a créditos da Cofins apurada em regime não cumulativo os dispêndios com combustíveis e lubrificantes utilizados ou consumidos no processo de produção de bens e serviços, os dispêndios com a energia elétrica consumida estabelecimentos da pessoa jurídica, os dispêndios com armazenagem de mercadoria e os dispêndios com o frete pago na aquisição de insumos. O transporte de bens entre os estabelecimentos industriais da pessoa jurídica, desde que estejam estes em fase de industrialização, também enseja apuração de créditos da Cofins. Nessa ordem de consideração, acato os gastos incorridos com corte, arrasto, baldeio, taçamento mecanizado, transporte rodoviário, desdobramento, desgalhamento, manuseio, carga e descarga da madeira. 2.5 Combustível Empregado na Frota Própria. Na esteira do que exposto quando da análise do conceito de insumo, após compulsar os autos, em especial as planilhas onde são descritas as despesas com a aquisição de combustível, vêse que aquelas que se referem ao processo produtivo (óleo tipo BPF e para a Casa de Força), já foram aceitas pela Autoridade de Jurisdição. Restaria enfrentar, assim, a possibilidade de se apurar créditos quando da aquisição de combustíveis para a frota de veículos da recorrente. Como destacado anteriormente, os custos relativos à movimentação dos produtos em elaboração, que englobam, evidentemente, os combustíveis empregados na frota do contribuinte, em princípio, inseremse no rol dos insumos capazes de gerar crédito. Fl. 377DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 12 Em sentido diverso, tal tratamento não se estende aos combustíveis empregados em atividade diversa, como, por exemplo, o transporte de empregados ou de produtos industrializados entre estabelecimentos. Justamente em razão desse tratamento diferenciado em razão do emprego é que a apuração dos créditos não pode prescindir de uma escrituração que permita identificar o uso dado ao combustível. Assim, na medida em que não foi trazido ao processo qualquer elemento que demonstre qual foi o valor incorrido ou o quantitativo empregado como insumo e quais são utilizados em veículos que, se observado o texto da lei, não seriam utilizados em tal finalidade, não vejo como reconhecer os créditos atrelados à aquisição de combustíveis para a frota. 2.6 Partes e Peças Como é possível extrair do despacho decisório, mais especificamente no trecho à fl. 190, a autoridade de jurisdição acatou expressamente os créditos atrelados a bens que considerou possuir vida útil inferior a um ano. Confirase: Porém, foram consideradas, para cálculo de crédito, as partes de equipamento que têm contato direto com o produto, cujo tempo de vida seja inferior a um ano, com base no Parecer Normativo CST n° 02, de 15/02/84, e Art. 301 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/99 (Decreto n° 3.000/99). Encaixase nesta situação a contra faca, a faca para o picador, feltro úmido agulhado, grampo de fixação da faca, selo mecânico e telas (filtros). Mais adiante, esclarece a autoridade de jurisdição que, em face dos argumentos já expendidos quando da análise dos gastos na manutenção de florestas, foram glosados os créditos decorrentes das aquisições de partes de máquinas que julgou possuir vida útil superior a um ano. Com efeito, conforme já mencionado, penso que, em se tratando de dispêndios classificáveis no ativo permanente, o valor do crédito deverá ser calculado proporcionalmente ao montante depreciado. Até certo ponto corroborando com essa linha de argumentação, postula o sujeito passivo o reconhecimento do direito ao crédito com base na alegação de que, diferentemente do que concluíra o Fisco, os bens alvo de glosa possuiriam vida útil inferior a um ano. No intuito de demonstrar tal fato, aduz que os gastos correspondentes não foram contabilizados no ativo permanente. Ocorre que, diferentemente do que se verificou em outros recursos do mesmo contribuinte, onde foi acostada ao processo declaração do fornecedor, não foi juntado ao presente processo qualquer elemento adicional capaz de demonstrar qual seria a vida útil dos bens. Conforme me manifestei em outras oportunidades, não vejo como considerar que, isoladamente, a classificação contábil dos gastos seja meio de prova das alegações da Recorrente. Para cumprir tal desiderato a contabilização deveria estar amparada em elementos capazes de demonstrar a sua higidez. Fl. 378DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 357 13 Quanto a esse aspecto, relembrese o que dispõe o art. 264 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 3000, de 1999: Art. 264. A pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial (DecretoLei nº 486, de 1969, art. 4º). Ante ao exposto, mantenho as glosas. 2.7 Manutenção do Parque Fabril Com a devida vênia, não vejo como considerar que a manutenção do parque fabril, independentemente da sua relevância para o exercício da atividade econômica, possa se inserir no conceito de insumo, para efeito de cálculo da contribuição alvo de discussão. Mais uma vez, há que se relembrar a delimitação imposta pelo inciso II do art. 3º: o crédito se limita aos bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos. Assim, na esteira do que já foi abordado anteriormente, não vejo como considerar as despesas com manutenção, que só atingem o processo produtivo indiretamente, no rol dos dispêndios capazes de gerar crédito, independentemente da possibilidade de serem contabilizadas como custo indireto. 2.8 Taxa Selic. Busca a contribuinte, finalmente, a correção monetária dos créditos a partir da data da formulação do pedido objeto do presente litígio, onde é pleiteado, relembrese, o ressarcimento do saldo credor remanescente àquele utilizado nos termos do § 1º do art. 6º da Lei nº 10.833, de 2003, onde se lê: Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: (...) § 1º Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica vendedora poderá utilizar o crédito apurado na forma do art. 3º, para fins de: I dedução do valor da contribuição a recolher, decorrente das demais operações no mercado interno; II compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria. Com efeito, o § 2º do mesmo art. 6º da Lei nº 10.833, de 2003, prevê expressamente tal possibilidade: Fl. 379DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 14 § 2º A pessoa jurídica que, até o final de cada trimestre do ano civil, não conseguir utilizar o crédito por qualquer das formas previstas no § 1º, poderá solicitar o seu ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Ocorre que, em pese a alegada violação aos princípios constitucionais expostos com maestria no parecer acostado ao processo, não vejo como, em nome de tais princípios, reconhecer a correção pleiteada. Para tanto, seria necessário afastar a proibição expressa gizada no art. 13 da mesma Lei nº 10.833, de 2003, onde se lê (original não destacado): Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4º do art. 3º, do art. 4º e dos §§ 1º e 2º do art. 6º, bem como do § 2º e inciso II do § 4º e § 5º do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. Não vejo, outrossim, como aplicar no presente julgamento a interpretação assentada no REsp nº 1.035.847 / RS, julgado em sede de “Recurso Repetitivo”, disciplinado pelo art. 543C do Código de Processo Civil. Com efeito, como é cediço, por força no art. 62A do Regimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais7, este Colegiado deve reproduzir as decisões proferidas pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Entretanto, a matéria ali debatida, esclareçase, é a aplicação da correção monetária sobre créditos do IPI, apurados nos termos da Lei nº 9.779, de 1999, diploma que, sabidamente, não previu a incidência da Selic, mas também não proibiu tal incidência. Assim sendo, tratandose de arcabouço jurídico diverso, não vejo como reproduzir as conclusões daquela egrégia corte. 3 Conclusão Com essas considerações, dou parcial provimento ao recurso voluntário para acolher os créditos calculados sobre gastos com corte, arraste, baldeio, traçamento, transporte e manuseio da madeira, incorridos quando da sua extração Sala das Sessões, em 9 de agosto de 2011 Luis Marcelo Guerra de Castro 7 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 380DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10247.000009/200847 Acórdão n.º 310201.148 S3C1T2 Fl. 358 15 Fl. 381DF CARF MF Emitido em 28/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 9/10/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 16349.000147/2007-83
Data da sessão: Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3302-000.078
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201010
numero_processo_s : 16349.000147/2007-83
conteudo_id_s : 6467885
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 10 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3302-000.078
nome_arquivo_s : 330200078_16349000147200783_201010.pdf
nome_relator_s : JOSE ANTONIO FRANCISCO
nome_arquivo_pdf_s : 16349000147200783_6467885.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2010
id : 5951728
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610810871808
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-10T09:37:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2483780_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2011-01-10T09:37:23Z; Last-Modified: 2011-01-10T09:37:23Z; dcterms:modified: 2011-01-10T09:37:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2483780_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:4761c61f-198d-465c-a83c-d9b1d1226082; Last-Save-Date: 2011-01-10T09:37:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2011-01-10T09:37:23Z; meta:save-date: 2011-01-10T09:37:23Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2483780_0.doc; modified: 2011-01-10T09:37:23Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2011-01-10T09:37:23Z; created: 2011-01-10T09:37:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-01-10T09:37:23Z; pdf:charsPerPage: 1515; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2011-01-10T09:37:23Z | Conteúdo => S3-C3T2 Fl. 1 1 S3-C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16349.000147/2007-83 Recurso nº 270.456 Resolução nº 3302-00.078 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 28 de outubro de 2010 Assunto Cofins Não-Cumulativa - PER Recorrente JBS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Walber José da Silva - Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) José Antonio Francisco - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (fls. 98 a 122) apresentado em 18 de agosto de 2008 contra o Acórdão n o 16-17.706, de 04 de julho de 2008, da 9 a Turma de Julgamento da DRJ São Paulo I / SP (fls. 81 a 90), cientificado em 18 de julho de 2008, que, relativamente a pedido eletrônico de ressarcimento de Cofins não cumulativa do 3 o trimestre de 2006, indeferiu a solicitação da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Fl. 614DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 16349.000147/2007-83 Resolução n.º 3302-00.078 S3-C3T2 Fl. 2 2 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 NULIDADE. Satisfeitos os requisitos do Decreto no 70.235/72 e não tendo ocorrido o disposto no art. 59 do mesmo diploma legal, não há que se falar em anulação ou invalidação do Despacho Decisório. DETERMINAÇÃO JUDICIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. A liminar concedida nos autos do Mandado de Segurança no 2007.61.00.005209-3 determinou que o que o Delegado da DERAT/SPO apreciasse os pedidos de ressarcimento no prazo de 30 dias, conforme requerido pelo impetrante. Autoridade a quo seguiu a determinação judicial, que não comporta interpretação diversa. RESSARCIMENTO. COFINS NÃO-CUMULATIVO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A não comprovação pelo contribuinte do crédito pleiteado enseja o indeferimento do pedido de ressarcimento. Nos termos do art. 36 da lei no 9.784/99, cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Solicitação indeferida O pedido foi apresentado em 28 de novembro de 2006 e, à vista da demora na apreciação do pedido, em 2007, a Interessada apresentou mandado de segurança, com pedido de liminar, “que pleiteia a apreciação e conclusão de pedidos de ressarcimento referentes aos documentos de n os 31387.44992.281106.1.1.08-3132, 15880.03519.281106.1.L09-5510; 21627.12028.160107.1.1.08-1284 e 17255.56497.160107.1.1.09-5136, que estariam indevidamente sem análise pela Administração, até o presente momento”, nos termos da medida liminar concedida, que estabaleceu o prazo de trinta dias para decisão (processo judicial n o 2007.61.00.005209-3), nos processos administrativos n os 16349.000146/2007-39, 16349.000148/2007-28, 16349.000147/2007-83 e 16349.000149/2007-72. A liminar foi posteriormente confirmada por sentença de 14 de maio de 2007. À vista da medida liminar, foi determinada a realização de diligência para apreciação do pedido. Entretanto, para apresentar a documentação solicitada, a Interessada requereu o prazo de sessenta dias. A autoridade fiscal, diante do dilema apresentado, preferiu indeferir o pedido, cumprindo o prazo originalmente estabelecido na sentença, nos termos do despacho decisório de fls. 24 a 29, cuja ementa foi a seguinte: DESPACHO DECISÓRIO COFINS NÃO-CUMULATIVA. RESSARCIMENTO. IMPEDIMENTO DE EXAME DE LIVROS FISCAIS E CONTÁBEIS. DECISÃO JUDICIAL. PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA PROBIDADE E DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA. Cabendo ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, segundo o artigo 36 da Lei no 9.784, de 29 Fl. 615DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 16349.000147/2007-83 Resolução n.º 3302-00.078 S3-C3T2 Fl. 3 3 de janeiro de 1999, e concorrendo o contribuinte para que seus livros contábeis e fiscais não fossem examinados - pois solicitou prorrogação do prazo por mais 60 dias para apresentação da documentação necessária à análise do pleito - e tendo em vista a decisão judicial que determinou a análise do requerimento em 30 dias, deve-se indeferir o pedido de ressarcimento em epígrafe, sob pena de desobediência aos princípios da legalidade, probidade e moralidade administrativa (Constituição da República, artigo 37, caput; Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, artigo 10) e falta de comprovação do direito creditório. PEDIDO DE RESSARCIMENTO INDEFERIDO. A Interessada apresentou manifestação de inconformidade, alegando que os dispositivos legais que embasaram a ação judicial (arts. 48 e 49 da Lei n o 9.784, de 1999) estabeleceriam que o prazo de manifestação da autoridade fiscal no processo administrativo seria de trinta dias, mas contados após a instrução do processo. A DRJ, entretanto, conforme ementa anteriormente reproduzida, manteve o indeferimento do pedido. No recurso, a Interessada repetiu as alegações, fazendo histórico do processo e manifestando sua indignação com o procedimento adotado, que, segundo relatou, feriria os princípios da verdade material, da finalidade, da eficiência. Por fim, alegou que juntaria aos autos, no prazo de quinze dias, toda a documentação comprobatória, o que não faria naquele momento à vista “do grande volume de documentos”. Mencionou o acórdão do 2 o Conselho de Contribuintes no RV n o 132.865. Posteriormente, a Interessada apresentou a documentação (fls. 138 a 609). Nas fls. 613 e 614, foi juntado ofício que deu prioridade aos processos administrativos, à vista do mandado de segurança impetrado pela Interessada. É o relatório. VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendo-se tomar conhecimento. A decisão tomada no âmbito do presente processo pela autoridade de origem não pode ser criticada, uma vez que, conforme ressaltado anteriormente, tratou-se de verdadeiro dilema. A própria Interessada, ao requerer a apreciação do pedido no prazo de trinta dias, certamente poderia prever a necessidade de apresentação e instrução do processo. Entretanto, é relevante a tese de que o prazo somente iniciar-se-ia a partir da instrução processual. Fl. 616DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 16349.000147/2007-83 Resolução n.º 3302-00.078 S3-C3T2 Fl. 4 4 Além disso, como já foram realizadas diligências em outros processos, apurando-se, ao menos em parte, direito de ressarcimento, existe ao menos indícios de que, de fato, a Interessada teria condições de apresentar prova de seu direito. Dessa forma, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, para que, relativamente aos períodos dos processos administrativos n os 16349.000146/2007-39, 16349.000148/2007-28, 16349.000147/2007-83 e 16349.000149/2007-72 seja apurado o valor de ressarcimento a que a Interessada tem direito, da mesma forma que ocorreu os processos 16349.000220/2006-36, 16349.000221/2006-81, 16349.000223/2006-70 e 16349.000228/2006-01. Deverá ser dada prioridade ao processo, à vista da ação judicial apresentada pela Interessada. Sala das Sessões, em 28 de outubro de 2010 José Antonio Francisco Fl. 617DF CARF MF Emitido em 04/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 10/01/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, 10/01/2011 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 35313.000211/2006-05
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1995 a 28/02/1997
NOVO LANÇAMENTO FISCAL. LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO -FALTA DOS ELEMENTOS NECESSÁRIOS. TIAD.
Havendo nova ação fiscal, é imprescindível a lavratura de novos documentos fiscais: TIAD.
O lançamento que visa substituir o anterior por vício formal, não está dispensado da observância das formalidades necessárias para constituição do crédito previdenciário.
Decisão Recorrida Nula.
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 2302-000.406
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular o auto de infração/lançamento, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
Nome do relator: Marco Andre Ramos Vieira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 28/02/1997 NOVO LANÇAMENTO FISCAL. LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO -FALTA DOS ELEMENTOS NECESSÁRIOS. TIAD. Havendo nova ação fiscal, é imprescindível a lavratura de novos documentos fiscais: TIAD. O lançamento que visa substituir o anterior por vício formal, não está dispensado da observância das formalidades necessárias para constituição do crédito previdenciário. Decisão Recorrida Nula. Aguardando Nova Decisão
numero_processo_s : 35313.000211/2006-05
conteudo_id_s : 5575022
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2302-000.406
nome_arquivo_s : Decisao_35313000211200605.pdf
nome_relator_s : Marco Andre Ramos Vieira
nome_arquivo_pdf_s : 35313000211200605_5575022.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular o auto de infração/lançamento, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
id : 6310142
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2016-03-17T16:49:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: C:\Users\14675722172\Desktop\2302.xps; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 14675722172; dcterms:created: 2016-03-17T16:47:14Z; Last-Modified: 2016-03-17T16:49:13Z; dcterms:modified: 2016-03-17T16:49:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: C:\Users\14675722172\Desktop\2302.xps; xmpMM:DocumentID: uuid:6987223c-eebb-11e5-0000-4075a6a55fe0; Last-Save-Date: 2016-03-17T16:49:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2016-03-17T16:49:13Z; meta:save-date: 2016-03-17T16:49:13Z; pdf:encrypted: false; dc:title: C:\Users\14675722172\Desktop\2302.xps; modified: 2016-03-17T16:49:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 14675722172; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 14675722172; meta:author: 14675722172; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-03-17T16:47:14Z; created: 2016-03-17T16:47:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2016-03-17T16:47:14Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 14675722172; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2016-03-17T16:47:14Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714076610816114688
score : 1.0
Numero do processo: 13678.000233/2003-42
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC.
Incabível atualização monetária ou juros de mora incidentes sobre o eventual valor a ser objeto de ressarcimento, por ausência de previsão legal.
Numero da decisão: 3803-000.562
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato, que autorizaram a correção do ressarcimento pela taxa Selic.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato.
Nome do relator: Relator BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. Incabível atualização monetária ou juros de mora incidentes sobre o eventual valor a ser objeto de ressarcimento, por ausência de previsão legal.
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13678.000233/2003-42
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5438544
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3803-000.562
nome_arquivo_s : Decisao_13678000233200342.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Relator BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 13678000233200342_5438544.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato, que autorizaram a correção do ressarcimento pela taxa Selic. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
id : 5849559
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610820308992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1841; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 99 1 98 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13678.000233/200342 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803000.562 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de julho de 2010 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente MINERAÇÃO SERRA DA FORTALEZA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. Incabível atualização monetária ou juros de mora incidentes sobre o eventual valor a ser objeto de ressarcimento, por ausência de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato, que autorizaram a correção do ressarcimento pela taxa Selic. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 10.848, de 11 de agosto de 2005, da DRJJuiz de Fora/MG, fls. 51 a 57, que indeferiu a solicitação de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 67 8. 00 02 33 /2 00 3- 42 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/01/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por ALEXANDRE KERN 2 correção monetária sobre o valor objeto do pedido de crédito presumido de IPI, de que trata o artigo 1° da Lei n° 9.363, de 13/12/1996, apurado no 1º trimestre de 2002, fls. 01, no valor de R$ 60.657,37. Em sua manifestação de inconformidade, a interessada destacou inúmeras decisões favoráveis no âmbito dos Tribunais Superiores, acórdãos do Conselho de Contribuintes, bem como de textos doutrinários, amparada nos quais a interessada solicitou a reforma do despacho decisório, com o conseqüente deferimento de seu pedido, alegando: a) que a correção monetária não representa um plus, apenas e tãosomente visa a recompor a perda aquisitiva da moeda, corroída pela inflação do período, e que não se exige expressa previsão legal; b) os princípios da igualdade e da finalidade vedam o enriquecimento ilícito e que, a partir do momento que a Receita Federal opõe impedimentos ao ressarcimento, uma vez superados esses impedimentos, temse que proceder à correção dos valores inicialmente pleiteados. c) a aplicação isonômica do § 4º do art. 39 da Lei nº 9.250, de 1995, para fazer incidir a taxa SELIC sobre o crédito, aduzindo que a controvérsia jurisdicional sobre a matéria não se encontra definitivamente encerrada, tendo em vista a possibilidade do Supremo Tribunal Federal considerar constitucional a utilização da taxa Selic. Cientificada da decisão em 14 de novembro de 2008, irresignada apresenta recurso voluntário, fls. 59 a 67, em 17 de dezembro de 2008, em que tece o mesmo argumento trazido na manifestação de inconformidade, segundo o qual, por analogia aos institutos da compensação e restituição, deve ser aplicada a taxa SELIC na atualização dos créditos objeto de ressarcimento. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A matéria em disputa neste processo conta com jurisprudência neste Conselho quanto à ontológica distinção entre os institutos do ressarcimento e o da restituição. O acórdão combatido esgarça bem esta controvérsia, está fundamentado com solidez e deixa claro que a Administração Pública nada pode prover senão em virtude de lei. No caso, tratase de avaliar o alcance dado pelo art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, e pelo art. 39, caput e § 4º , da Lei nº 9.250, de 1995, que permitem, respectivamente, a atualização monetária indexada à UfiR e a incidência de juros à taxa SELIC, nas expressas hipóteses de pagamento indevido ou a maior de tributos, como se pode ver: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e Fl. 100DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/01/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13678.000233/200342 Acórdão n.º 3803000.562 S3TE03 Fl. 100 3 receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente.(Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995)(Vide Lei nº 9.250, de 1995) § 1º A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 2º É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) § 3º A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) ................ Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada com o recolhimento de importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais de mesma espécie e destinação constitucional, apurado em períodos subseqüentes. Vejo que as hipóteses de fato normativas são estritas, de inteligência cristalina, não deixando margem ao aplicador do Direito para estender seu regramento a situação que em nada corresponde a pagamento indevido ou a maior de tributos. A distinção entre os institutos do ressarcimento e da restituição, já exposta pela decisão de primeira instância, conformase em não ser o ressarcimento resultante de pagamento direto de tributo pelo contribuinte, do qual resultara o indébito, mas de benefício fiscal consubstanciado, no caso presente, na desoneração das exportações dos ônus das contribuições para a Cofins e para o PIS/Pasep mediante concessão de crédito presumido do IPI, segundo fórmula estabelecida. Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/99, a Administração Pública, regese pelo princípio da legalidade, segundo o qual seus atos somente podem ser produzidos segundo os ditames do que está positivado. Dessa forma, sendo distinta a natureza jurídica de ambos os institutos e taxativa a hipótese de fato concessora da atualização monetária, não há como fazer aplicação extensiva do art. 39, § 4º , da Lei nº 9.250, de 1995, para permitir a atualização dos valores objeto de ressarcimento. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 27 de julho de 2010 (assinado digitalmente) Fl. 101DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/01/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por ALEXANDRE KERN 4 Belchior Melo de Sousa Fl. 102DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/01/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001734/2004-76
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - CONFINS
Data do tato gerador: 01/03/2003 a 30/11/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO
Somente após ter sido proferido, pela autoridade competente, o despacho de não-homologaclio da compensação declarada por meio de DCOMP apresentada antes da edição da MP IV 135/03, poder-se-a efetivar o lançamento de oficio do débito indevidamente compensado.
INTIMAÇÕES ESCRITÓRIO PROCURADOR. IMPOSSIBILIDADE.
As intimações, no processo administrativo fiscal, devem obedecer
disposições do Decreto n° 70.235/72 devendo ser endereçadas ao domicilio fiscal do sujeito passivo.
Recurso de Oficio Negado.
Numero da decisão: 3301-000.760
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Maurício Taveira e Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201012
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - CONFINS Data do tato gerador: 01/03/2003 a 30/11/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Somente após ter sido proferido, pela autoridade competente, o despacho de não-homologaclio da compensação declarada por meio de DCOMP apresentada antes da edição da MP IV 135/03, poder-se-a efetivar o lançamento de oficio do débito indevidamente compensado. INTIMAÇÕES ESCRITÓRIO PROCURADOR. IMPOSSIBILIDADE. As intimações, no processo administrativo fiscal, devem obedecer disposições do Decreto n° 70.235/72 devendo ser endereçadas ao domicilio fiscal do sujeito passivo. Recurso de Oficio Negado.
numero_processo_s : 19515.001734/2004-76
conteudo_id_s : 5586780
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 27 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3301-000.760
nome_arquivo_s : Decisao_19515001734200476.pdf
nome_relator_s : Maurício Taveira e Silva
nome_arquivo_pdf_s : 19515001734200476_5586780.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2010
id : 6365617
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610860154880
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:13:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:13:44Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:13:44Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:13:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:18ad68c2-8efe-4950-9658-639f93f4054f; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:13:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:13:44Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:13:44Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:13:44Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:13:44Z; created: 2011-03-10T13:13:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-03-10T13:13:44Z; pdf:charsPerPage: 1332; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:13:44Z | Conteúdo => S3-C3 T I UI 366 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO OF. RECURSOS FISCAIS TERcLIRA SF(.,A0 DE JULGAMENTO Processo n' 1951.5 001734/2004-76 Recurso if 258.262 1)c Oficio Acórdão n" 3301-W1.7611 — 3 Camara / F Turma Ordinária Sessão de 09 de dezembro de 20 10 Matéria CofillS Recorrente FAZENDA NACIONAL interessado SPIRAL DO BRASIL L'I . DiV ASSUNTO: CON I RIB1.111(..A0 PARA O FINANCIANI EN 1 -0 DA SEG RIDAD E SOCIAL - COP INS Data do tato gerador: 01/03/2003 a 30/11/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSA00 Somente apos ter sido proferido, pela ititoridade competente, O despaeho de nilo-homologaclio da compensação declarada por meio de DCOMP apresentada antes da edição da MP IV 135/03, poder-se-a efetivar o lançamento de olicio do débito indevidamente compensado. IN'IIMACOES ESCRITÓRIO PROCURADOR. .IMPOSSIBILIDADE. As intimacZies, no processo administrativo fiscal, devem obedecei' ãs disposições do Decreto if 70,235/72 devendo ser endereçadas ao domicilio fiscal do sujeito passivo. Recurso de Oficio Negado Vistos, relatados e di scutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao reCUFSO de oticio, nos termos do voto do Relator.. ilk iXA4 Rokri go d A) a . ,ostarossas Presidente Mauritio .faveira e S . Ay:- Relator EDII ADO FM: 24/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Morais, Mauricio Taveira e Silva (Relator), Maria Teresa Martinez 'Lopez, Antônio Lisboa Cardoso .e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente da Turma) Ausente .justificadamente o onsetheiro Suplente Rodrigo Pereira de Mello. Relatório Trata-se de Recurs() de Oficio contra o acórdão IV 13-17.641, da [)RJ no Rio de Janeiro Ri. DRJ/I.Z...101I, de 26/10/2007, fis .345/352, que julgou improcedente o lançamento referente a Morellos entre os valores escrilurados e os valores declarados/pagos (verificações obrigatorias) da Corms (As. 243/244), relativa aos fatosl .:_,, eradores ocorridos entle março a novembro de 200.3, cuja ciência ocorreu em 1.3/09/2004 (It 24.3), conforme relatado pela instãncia a quo, nos seguintes temos: Trata-se ele auto de inft ekiio de 11...s 2-10 a 245 lavrado contra et empresa qualifieader ry7ígrale! cm virtude da apirraelio de difi.!reivis entre os valores escrittuados e os valores dedo:FadoOmgoti (verificações obriatórias) da Co/in s ',tiro os nieses 03/2003 a 1 1/2003, exiginelo-se-the c:ontribtriceio de R$644. 151,29, multa de qficio de R$483.1 13,43 e juras de mora tic R$98.926,94, calculados 31/0812004, perlitT.eneto o total de R,S1 226 /91,66 No Term() de Consiatacqo de 0" 4, fis 235 a 238, intcgrante ,47tio do Infra(iio, a autoridade fiscal relata ter voilicado Tire et contr ibuinte acima identificado p(4.1 on On /09/200.2 (11.s 7$ O 104), /100 DECI1R4101?14 coin eceito condemn/trio c/c de compensaceio de inder!bito fiscal , com pedido de TUTE1,.4 ANTECIPADA, no.s termos dos en in/os 1. 282 e segnintes, e o ti/i) 273, do (1.'6(li,Q.o do Pi (ices so Civil (-1070 Orcliiióriíi n" 2002.61.00 020712-1, cm (m-so na 2" Vara da J.P ), obietivando que a) sole". decle.trado, como ba8e de calculo do 1>15', instituido pela Lei Complementar n' 7, de 07 de setembro de 197 o fihrtuarnemto auk, ido no Senn) WW1 ¡W .- ree.:(71hit rent( em seu valor nominal, uno inciefindo qualeyret indice cor -ecesio monetdrie .t. desde a edkiio dos Decretos-leis 2.445 e 2 dinbos de 1988, (1l0 marco de 1906. quando a .34ellida PI oviso • 1.212/95 passou a produzir c.fe!itos, once] rand° a sistemeitica (la ira of a e, Ii,) pot decor, encier, -Sela dean:Fad() (.01110 COInpcTly'r.vel todo o montante de et&lito de P15', resultante da dikrenea entre pagamento da contribuiçao sobre o. faturamenio atiferido no ine".;.s (/0/0/ 101 (Deeretos-leis n/c 2 44.5/88 e 2 449/88) e o que deveria ser recolhido r:ont base no Plutonic:v-0o - cm a . ' (polo valor nominal., sem qualquer ajuste!) do sento tris anterior (art. 6', nitie'0, da Ted Complementar n° 7/70) co m o pt7jprio PIS VinCend0 24:/02/2002 (/Is 105 a 108) foi indel ido 0 1)0(100 de antecipac50 dos cle!itos da ui/cia Pace ao indel inferno foi interposto O Agravo de In.stiornento . jurito 00 TRI: da 3" Regiiio, 11s 109 a 141 A decisao do rohrtor 101ha 181 untrue-1v a decisdo entad(7 e indrfi:The o pedido de (kite, suspensive). Ty/ Procc;,;so 195 1. 5 001731/2001 -76 S3-C3 1 1 Ac61(Lio ' .330 1-00..760 H 367 Em 09/04/2003 (11.s. 223 a 226), a empre,sa interpos adendo, requerendo endor .izaçao para compensar seus créditos corn todas os tributos artccadados pela Receito Federal, corn base no ai tigo 49 da Let it 0 10 637,de 31/12/2002, que alterou o art.4o 74 da Lei n" 9 430/96. reconhecendo o direito de efetuar comperivações coal ()taros tributos, independente de fequerimento 17710177W 0 fiscal autuante que a (.'ertitiao de Objeto e Pé apt esentada 9e10 court/mink!, a5 231, datada de 24/02/2004, nub-cover que, após monikstaoio das panes, os autos foram conclusos para sentença em 24/06/2004, ou stja, 0 acao continua no mesmo continuando .sein decisao definitiva e, tanto, indekrido O pedido TUIELA 11N1EC1PADA da AcCio Ordinal ia n° 2002 61.00 020712-1 veruicon que os débitos relacionados na planilha à folha 239 foram declarados nas D(..7F (f1s. 52 a 64) como compensadas r,.orit base na Ação Ordinária ii`) 2002.61 00 0207.124, a quill fluo permitiu tais compensações, tendo em vista que a ttlfELA ANYECIPADA erida em 24/02/2002, sendo essa decisão ratifkada em 21/10/2002, após a intcrpo.skao de AGRA VC) DE INSTRUMPAÍTO pelt) contribuinte. Considerando que o or tipo 90 da Medido Pravisoria n" 2,158- 3 5, de 24/08/2001, determina o lançamento de (Vie:4o das diferença s aputudas, em declaração presiada pelo sujeito passivo. decorr ernes de pagamento, parcelamento, compensaçao ou susperksao de ev .igibilidadc, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e -as contribuições admirdstradas pela Reteita Federal, procedeu a Ia viatura de Auto de Infierçao de COFINS, SCI17 a mspensi.io tendo em vista que, conforme evposto, irtrid erido o pedido de 1'111ELA ilAITECIPADA p0r7.1 as COMpalStIOCS' 6fillfada,S, 17770 estando, portanto, em vigoi quaisquei medidas impeditivas ao Ian yamento, na !briny do artigo .144 do CriV Fundamentou a auturro-lo nos artigos e 2' do Lei Complemental n'70/91, ai ligo 2', inciso 11 e putt grato 3', 10', 22 e 51, do Decreto 11' 4 524/02, anti 30 151 du Le' 77" 5 172/66 ((:IA) e artigo 90 da Medida Provisória n" 2 1 8 de 24/08/2001 13/09/2004, a intetessada apresentou ern 08/10/2004 a iinpugnaçao de JR. 247 a 285, na qual alegou. Preliminarmente, ler • ocorrido cerceamento de deJcsa, tend() em vista que o Fisco mio indica de forma clara c objetivei tyro' seria O dispositivo legal que supostamente compensoçao tlettrada.; Que ti teor do disposto no art. 142 tio cabe ao fiscal apenas constatar e descrever a intioção e (Toms propor a aplicaeao de penalidade. Assim, a atituaçJo .sem prévia Clinitlejel do acusado absolummente nula, No inforina ter compensado eruditos dc recolhidos sistenmitica impost(' pelos Deeretos-leis 211.5 e 2 449/88, declatados Inc ortslitheioncti pelo 51F. Compenson coin a C(?fins, confOrmc autoriza o art 74 (la I,ei 9.4.10/96, Coin r(y1a00 dada pela Lei n" .10.637/02 Sendo a compensa(ao ulna das fOrmas cvtinoio (10 ea:Wit() trilmuirio, nos termo do ocupa 165, 11 do ('TN, leaver a anulay'io do amo 1(.114 ado, At, ,,,,,th a impos.sibilidade ntilizaelio (la Selic orno laya juros morauirios, 101-1(10 CM vista tratar-se Oyu r emunel'a (.4 in /11e.ga ainda n4o ter a mesma .sido instithida por lei, 0 (pre. a tot nil inconstilu(4onal; Contesta ainda ci aplicacdo da multa de 75%, par cmisider(i ex.cessiya e confiscatória eilh? 11101V ililifliemeamenic, configure' a chaniado his. in ulem ern decorrcric ia aplica(eio merino penalidade poi duas ve7es Por sua vez, a DRJ decidiu que na data da ciência da lavratura do auto de in.fiaêao, os débitos objeto dos pedidos dc compeusacao e declamOes de compensacao estavam extintos sob condiçao resolutória de ulterior hornolog,acao. Neste passo, considerou improcedente o Lineament° c cancelou o credito trihuttnio exigido . acórdao teston assim ementado: As . sunto Cl'onn ihniedo para 0 inanciamento Segui idadc - Colins i0(10 apurac ao 01/03/2003 ci 30/11/200; L1NCAAIENTO DE OP:100 0/1"ERFNC15 .1PURADAS PM 1.)LCI ACAO 0 1alkali-IC/110 de o//cio efr que ti Uhl o c/il 90 da Medida f'r ovi sór la n" 2 158-35 , 24 (le agasta de 200/, imitar-se-ri imposieJ0 de multa isolada solve as di ferenc.as apurad apliecir-se é somente evil( itaclas no al ti go I A11 1 n" 135, de ,:;() outuln o de 2001, poste' went(' convert no Lei tr' 10 8 6, de 29/12/2003 (.70.44 PL,NS,r1(.: 110MOLOG A00 (.:0111)h;11:NC I A. A hinnolo2.,acao (lc decb,a(ao c/c.> compcproVio apt eseinada pelo si//cito passivo O SRI' serei oinovida pelo Willa/ da 7)1?1;, [)c lat au Dcini DEci,ARAciii7 DE coAlpENsAcjo Somente apeis icc sidÚ prokrido, pela litot idade competente, des:pc-taw de ndo-hontologeu,lio (la compensacito declarada poi male c DCOM I) a presen tada ant es tin ed cla Al I' n" I li, de 2001, poder-sc-(i. Oliva; o lawainemo de 011.c.10 do dc:'4)1.T0 indevidamente compensado I an(etincino ntpi 0( c(ienic Apos a ciência. da dccisao, em 30/05/2008.. (11. 357), tbra protocolizada. peticao de ti, ,364, solicitando que "em face do v. aeordao n' 16.16.572 da .2 Tutma da DR.I/SPOI" (sic), os patrOHOS fossern intimados "no andei eco abaixo citado, para olelecer contia-razões ao R.ecurso de 0 ficio da Fazenda Nacional." Proctsso n I 95 I 5 001734120(14-76 S3-C3 Ii Acúrch:io ii 3301 -00.760 I "368 Na sequéricia, os autos tOram encaminhados a esta instancia julgadora., por forya do recurso necessário,. o Relatói irr Voto Conselheiro Maurício . faveira e Silva, Relator . Repisando o que SC encontra relatado, tirita -se de Recurs() de Oficio, em face de c.lecisao prolatada pela DR.1 no Rio de Janeiro, DIU/R.1011, poi - haver considerado improcedente o lançamento, cancelando o crédito tributário exigido em valor superior ao sou limite de alçada, conforme estabelece o inciso 1. do art, 34 do Decreto n° 70.235/72, alterado polo art.. 67 da Lei IV' 9.532/97, combinado Corn o art. 2 0 .da Portaria ME n" 375/01, posteriormente revogada pela Portaria Mt n° 03/08, que alterou o limite impost() ao recurs° de quando a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, ern valor total superior a R.$ 1,000.000,00 (um milhao de reais).. Do acordo com o auto de intiação à ti. 243, o lançamento da contribuição foi no valor de R$644 151,29 e multa de oficio no valor de R$483 .113,66, ultrapassando o referido limite devendo, portanto, ser zip eciado o present e recurso. Conforme mencionado anteriormente, a contribuinte efetuou compensações indevidas, vez que os créditos utilizados eram objeto de discussão judicial em CMS() (Ação Ordinária n° 2002,61 .00.020712-1, visando ao reconhecimento de indébitos decorrentes do PIS recolhido na forma dos Decretos-Leis 11' )s 2.445/88 e 2.449/88), sem qualquer decisão que amparasse a pretendida compensayao.. Registra-se, tambern, que os débitos relacionados na planilha "Apuração das Compensações con) Base nu Ação Judicial N. 2002 6 l.00 020712-1" a fl. 239, objeto do presente lançamento, idrarn dean ados nas DC (Ps. 52 a 64) como compensados coin base na referida ação ordinária, gnat nib o permitiu tais compensações Por outro lado, a contribuinte apresentou Declarações de Compensação convertidas em Deomp visando guitar os débitos de março e abisil de 2003 e Dcomp referentes aos meses de maio a novembro de 2003, conforme DC -IF de fls.. 52/64, sem que tivessem sido apreciadas ate o momento da decisão a quo, conforme extrato das [)comp (li s. 330/336) e consulta aos sistemas Coinprot. e Prolisc (Hs, 337/344). Portanto, no momento da ciência do lançamento, cm 13/09/2004 ( fl . 243), a autoridade competente para apreciar pedidos de compensação (art. 227 da Portaria .ME' n° 259/01); ainda não havia se manifestado sobre as referidas Dcomp, impossibilitando o present° lançamento, vcz que cm consonância corn a legislação que rege a matéria (art 74, § 2', da 1,ei ri" 9,430/96), os débitos objeto dos pedidos de compensação e declarações de compensação estavam extintos sob cot -1(HO° resolatória de ulterior homologação,. Destarte, caberia ao delegado da unidade imp. ernefi&) a condição resolutória, não homologando as com.pensacões declaradas e, soment a partir de então, ------ poderia ser efetuado algum lan.çamento. Portanto, conforme concluiu o relator do voto condutor da instância a quo, "os lançamentos ser exonerados-, poi's, na data ela law atura do Auto de Infração, o.s débitos °Net() dos pedidos de compensação e declarações de compensação estavam (..-xtinto,s sob condiçii resolut(iria de ulteyior homologa(ão" Quanto ao pleito para que os patronos lqssein intimados. ern seu escritário para oferecer contrarrazi.ies ao Recut so de Oficio da Fazenda 'Nfacional ha. (plc ser indeferido, a. 70.2.35/72, as ii -itiniac(3es devem. ser endereçadas ao domicilio fiscal do sujeito parivo, ---''' uma, pois inexiste previsao para tanto e a duas, pc--)is, consoante o art 23, II, do Dec enquanto que o § it' do mesmo artigo define como domicilio ti ibutario eleito -pelo s fjeito passivo aqiiele por ele indicado nos cadastros da Secretaria da Receita Fedei ai. _-:----- -----) Isto posto, nego provimento ao recurs() de oficio Maui leio aveir lva 6
score : 1.0
Numero do processo: 10805.720240/2006-16
Data da sessão: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2001
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO.
RETENÇÕES DE IMPOSTO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. Na hipótese de a fonte pagadora não fornecer o comprovante anual de retenção, sua prova pode se dar por meio dos registros contábeis do beneficiário, acompanhados da nota fiscal ou fatura e da comprovação do valor líquido quitado pela fonte pagadora.
Numero da decisão: 1101-000.986
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PREIRA BESSA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Edeli Pereira Bessa, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Nara Cristina Takeda Taga.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES DE IMPOSTO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. Na hipótese de a fonte pagadora não fornecer o comprovante anual de retenção, sua prova pode se dar por meio dos registros contábeis do beneficiário, acompanhados da nota fiscal ou fatura e da comprovação do valor líquido quitado pela fonte pagadora.
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10805.720240/2006-16
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5305738
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1101-000.986
nome_arquivo_s : Decisao_10805720240200616.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDELI PEREIRA BESSA
nome_arquivo_pdf_s : 10805720240200616_5305738.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PREIRA BESSA - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Edeli Pereira Bessa, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Nara Cristina Takeda Taga.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5159666
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610868543488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1870; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T1 Fl. 2 1 1 S1C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10805.720240/200616 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1101000.986 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de outubro de 2013 Matéria IRPJ Saldo Negativo Restituição e Compensação Recorrente MAXBRILL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS E COMÉRCIO DE PRODUTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES DE IMPOSTO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. Na hipótese de a fonte pagadora não fornecer o comprovante anual de retenção, sua prova pode se dar por meio dos registros contábeis do beneficiário, acompanhados da nota fiscal ou fatura e da comprovação do valor líquido quitado pela fonte pagadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PREIRA BESSA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vicepresidente), Edeli Pereira Bessa, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Nara Cristina Takeda Taga. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 80 5. 72 02 40 /2 00 6- 16 Fl. 727DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 3 2 Relatório MAXBRILL SERVIÇOS ESPECIALIZADOS E COMÉRCIO DE PRODUTOS LTDA, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas/SP que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não reconheceu o saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário 2001, no valor de R$ 112.884,02. As verificações foram motivadas pelo pedido de restituição veiculado no processo administrativo nº 10830.004287/200117, referente a saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário 1997, utilizado para compensação de estimativas de IRPJ em períodos de apuração subseqüentes. Na análise do saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2001, a autoridade administrativa local admitiu apenas as retenções de IRRF confirmadas em DIRF (R$ 44.504,24), vez que a interessada, intimada, não logrou apresentar os comprovantes de retenção que demonstrariam a totalidade do valor deduzido em sua apuração (R$ 112.884,02). Quanto às estimativas apontadas no total de R$ 130.235,64, nada foi admitido porque não confirmadas as compensações promovidas com saldos negativos de períodos anteriores, tratados nos processos administrativos nº 10805.720238/200647 e 10805.720239/200691, vez que nos referidos autos não foi apurado qualquer crédito. O saldo negativo foi convertido em imposto a pagar de R$ 85.731,40, não sendo reconhecido o direito creditório e restando nãohomologada a compensação vinculada ao crédito por meio da DCOMP retificadora nº 01635.66570.011106.1.7.025052. A autoridade administrativa também discorre sobre a apuração da CSLL no anocalendário 2001, mas suas verificações não repercutem no presente litígio. Manifestando sua inconformidade, a interessada apresentou alguns comprovantes de retenção que logrou obter, observou que não lhe cabe fazer as declarações de retenção do IRPJ em nome de seus tomadores de serviços e muito menos enviálas, e defendeu a prova de seu crédito mediante apresentação de suas faturas devidamente escrituradas em seu Livro Diário. Posteriormente complementou sua defesa apresentando as notas fiscais de fls. 404/674. A Turma julgadora admitiu como comprovada apenas a retenção promovida por Neonefro Nefrologia e Clínica Médica Ltda (CNPJ 67.139.600/000106), rejeitando outros comprovantes de retenção apresentados porque já contemplados nas deduções admitidas no despacho decisório, ou porque não atendiam aos requisitos normativos para seu preenchimento. No mais, reproduziu a legislação que impõe ao sujeito passivo o dever de se resguardar com referida demonstração para valerse das retenções sofridas ao longo do período de apuração. Ao final, demonstrou que a retenção comprovada apenas reduziria a saldo a pagar apurado pela autoridade administrativa, mantendo o despacho decisório que não reconheceu direito creditório e não homologou as compensações promovidas pela interessada. Fl. 728DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 4 3 Cientificada da decisão de primeira instância em 06/08/2008 (fl. 689), a contribuinte postou recurso voluntário em data que não é possível distinguir no carimbo de postagem (fls. 692/702), no qual reprisa os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, argüindo ofensa ao princípio da nãocumulatividade, bem como a ocorrência de bitributação, e reportandose a julgados deste Conselho que admitem a prova da retenção por meio de documentos indiretos. Fl. 729DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 5 4 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Não é possível identificar qual a data de postagem do recurso voluntário, mas o carimbo da unidade preparadora à fl. 692 indica que em 05/09/2008 a defesa já se encontrava naquele órgão. Tendo em conta que, intimada em 06/08/2008, a interessada poderia interpor recurso até 05/09/2008, considerase tempestiva a defesa apresentada. Tratase, aqui, da apuração do saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário 2001, informado na DIPJ pelo valor de R$ 112.884,02, em razão do confronto do tributo devido com antecipações a título de retenções (R$ 112.884,02) e de estimativas (R$ 130.235,64), conforme demonstrado à fl. 11. Tais estimativas, por sua vez, estão informadas como devidas em vários meses do anocalendário (fls. 07/10) e às fls. 12/18 consta a Ficha 43 da DIPJ, na qual estão relacionadas 49 (quarenta e nove) fontes pagadoras que teriam promovido referidas retenções, todas sob o código 1708 (remuneração de serviços profissionais prestados por pessoa jurídica). Às fls. 26/37 constam as Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF nas quais a contribuinte foi identificada como beneficiária no ano calendário 2001. Intimada a apresentar os comprovantes das referidas retenções (fls. 38/39), a interessada juntou os documentos de fls. 40/247 detalhando mensalmente as notas fiscais emitidas que ensejaram as retenções sofridas, e indicando o correspondente registro em Livro Diário, este também apresentado por cópia, acompanhado dos Termos de Abertura e Encerramento. A autoridade administrativa juntou às fls. 254/278 a DCOMP apresentada em 31/05/2004, e retificada a partir de 31/10/2006, na qual o crédito em referência foi utilizado. Ali também estão relacionadas 49 (quarenta e nove) fontes pagadoras dos rendimentos que se sujeitaram a retenção de imposto, bem como o valor das estimativas liquidadas mediante compensação com saldo negativo de períodos anteriores. No despacho decisório de fls. 320/330, a autoridade fiscal limita as retenções a R$ 44.504,24 (montante confirmado em DIRF), na medida em que a contribuinte, intimada, não apresentou os comprovantes de rendimentos, mas apenas demonstrativos de retenções acompanhados do Livro Diário, sem sequer apresentar as correspondentes notas fiscais, as quais, de qualquer forma, por serem documentos emitidos pela requerente, não permitiriam comprovar a efetividade das retenções. Ainda, atesta que as estimativas do período não foram confirmadas, porque vinculadas a saldos negativos não reconhecidos nos processos administrativos nº 10805.720238/200647 e 10805.720239/200691. Referido despacho foi cientificado à interessada em 08/10/2007. Manifestando sua inconformidade, a interessada limitou seus argumentos à glosa de retenções na fonte, apresentando os comprovantes juntados às fls. 349/366 e relacionando as fontes pagadoras que não lhe enviaram referidos documentos. Posteriormente apresentou as notas fiscais emitidas no período sob análise (fls. 398/674). Fl. 730DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 6 5 Em recurso voluntário, a contribuinte mais uma vez somente defende a dedução dos valores retidos no período, sem questionar a desconsideração das antecipações computadas no saldo negativo declarado, porque não confirmado o crédito utilizado para sua compensação. É certo que os processos administrativos nº 10805.720238/200647 e 10805.720239/200691 encontramse neste Conselho aguardando digitalização para sorteio e, em tese, o reconhecimento de direito creditório naqueles autos poderia repercutir na formação do saldo negativo aqui utilizado em compensação. Contudo, como a contribuinte não vinculou o presente litígio à matéria tratada naqueles autos, este órgão julgador não poderia determinar, de ofício, que eventual reconhecimento de direito creditório naqueles autos fosse imputado às estimativas que compõe o direito creditório aqui utilizado. Assim, na medida em que a admissibilidade das estimativas na composição do saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2001 não está aqui em discussão, cumpre apenas apreciar a validade da prova juntada pela contribuinte para demonstrar as retenções que integram referido saldo negativo. Comparando as alegações apresentadas pela recorrente com as parcelas já reconhecidas nestes autos, têmse a seguinte consolidação: Fonte Pagadora CNPJ DIPJ DRF Man.Inconformidade DRJ Informes N/C Option 00.185.334/000187 77,56 77,56 77,56 CSM Cartões de Segurança 00.624.910/000145 3.417,61 3.417,61 3.417,61 Não identificado 00.829.365/000123 3,11 Não identificado 01.641.591/000149 1,90 Produtos Elsie 01.702.007/000118 194,14 193,22 193,22 SESI 03.779.133/000104 44,09 44,09 44,09 Splice 45.397.007/000127 35,99 Hospital Guilhermo Álvaro 46.374.500/001670 14.115,76 14.115,76 Hospital Geral Jesus T. da Costa 46.374.500/010904 11.199,43 11.199,43 Hospital Geral de Taipas 46.374.500/011129 10.284,46 10.284,46 Hospital Regional Sul 46.374.500/011200 10.420,74 9.609,77 Hospital e Matern. Interlagos 46.374.500/013091 7.256,48 7.256,48 Hospital Psiquiátrico Pinel 46.374.500/013253 1.954,26 1.954,26 Sec. Gov. e Gestão Estratégica 46.379.400/000150 11.694,19 Bunker 47.100.862/000150 529,03 469,33 469,33 ICA Telecomunicações 47.103.106/000184 2.216,56 2.100,22 2.100,22 Cia Brasileira de Distribuição 47.508.411/000156 7.522,53 6.951,54 7.522,53 Imprensa Oficial do Estado 48.006.047/000184 4.767,80 4.235,00 4.235,00 Irmãos Russi 50.947.761/000123 5.650,46 5.601,98 5.601,98 Int Hemodiálise Sorocaba 54.329.859/000178 585,74 535,79 DaimlerChrysler do Brasil 59.104.273/000129 84,87 84,87 Inylbra 59.135.509/000194 350,87 350,87 350,87 Não identificado 60.701.190/000100 130,05 Ibrame 60.846.599/000100 1.062,00 1.062,00 1.062,00 Laboratório Sardalina 60.885.613/000185 2.462,45 2.648,16 2.462,45 Soc. de Beneficência Filantropia 60.975.174/000100 4.101,40 4.479,98 4.479,98 Hochtief do Brasil 61.037.537/000110 25,00 25,00 25,00 Não identificado 61.411.633/000187 216,20 Santa Helena Comércio 61.980.272/000190 321,55 321,55 321,55 Fl. 731DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 7 6 Fonte Pagadora CNPJ DIPJ DRF Man.Inconformidade DRJ Informes N/C CIESP 62.226.170/000146 10.693,11 10.633,97 10.633,97 Siemefre Sind. Est. Ind. Equips. 62.520.960/000130 50,00 Sind Ind. Prod. Cim. Estado de SP 62.648.563/000148 20,88 Matec 64.978.646/000120 474,93 474,93 474,93 Neonefro 67.139.600/000106 530,22 445,31 9.648,17 530,22 Penteado & Romanini 67.160.002/000119 274,37 Hemodialise Sorocaba 67.361.402/000192 810,16 Santa Casa de Vinhedo 72.909.179/000105 586,39 586,39 Depto. Saúde Sist. Penitenciário 92.291.141/000129 153,52 153,52 Totais 112.884,02 44.504,24 Do exposto constatase que as retenções alegadas em manifestação de inconformidade relativamente às fontes pagadoras Penteado & Romanini (CNPJ 67.160.002/000119) e Hemodiálise Sorocaba (CNPJ 67.361.402/000192) não foram deduzidas na apuração original do saldo negativo e devem ser desconsideradas. Além disso, considerando o reconhecimento integral pela autoridade julgadora de 1a instância da retenção promovida por Neonefro (CNPJ 67.139.600/000106), as diferenças de pequena monta constatadas pela autoridade fiscal nas retenções promovidas por algumas fontes pagadoras e reiteradas nos informes de rendimento apresentados com a manifestação de inconformidade, bem como as demais retenções confirmadas em DIRF pela autoridade fiscal que não mantêm relação direta com as fontes pagadoras informadas na DIPJ, cumpre reconhecer que não subsiste litígio acerca das retenções promovidas pelas seguintes fontes pagadoras: Fonte Pagadora CNPJ DIPJ DRF Man.Inconformidade DRJ Informes N/C Option 00.185.334/000187 77,56 77,56 77,56 CSM Cartões de Segurança 00.624.910/000145 3.417,61 3.417,61 3.417,61 Não identificado 00.829.365/000123 3,11 Não identificado 01.641.591/000149 1,90 Produtos Elsie 01.702.007/000118 194,14 193,22 193,22 SESI 03.779.133/000104 44,09 44,09 44,09 Splice 45.397.007/000127 35,99 Bunker 47.100.862/000150 529,03 469,33 469,33 ICA Telecomunicações 47.103.106/000184 2.216,56 2.100,22 2.100,22 Imprensa Oficial do Estado 48.006.047/000184 4.767,80 4.235,00 4.235,00 Irmãos Russi 50.947.761/000123 5.650,46 5.601,98 5.601,98 Int Hemodiálise Sorocaba 54.329.859/000178 585,74 535,79 DaimlerChrysler do Brasil 59.104.273/000129 84,87 84,87 Inylbra 59.135.509/000194 350,87 350,87 350,87 Não identificado 60.701.190/000100 130,05 Ibrame 60.846.599/000100 1.062,00 1.062,00 1.062,00 Laboratório Sardalina 60.885.613/000185 2.462,45 2.648,16 2.462,45 Soc de Beneficência Filantropia 60.975.174/000100 4.101,40 4.479,98 4.479,98 Hochtief do Brasil 61.037.537/000110 25,00 25,00 25,00 Não identificado 61.411.633/000187 216,20 Santa Helena Comércio 61.980.272/000190 321,55 321,55 321,55 CIESP 62.226.170/000146 10.693,11 10.633,97 10.633,97 Fl. 732DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 8 7 Siemefre Sind. Est. Ind. Equips. 62.520.960/000130 50,00 Sind Ind. Prod. Cim. Estado de SP 62.648.563/000148 20,88 Matec 64.978.646/000120 474,93 474,93 474,93 Neonefro 67.139.600/000106 530,22 445,31 9.648,17 530,22 Penteado & Romanini 67.160.002/000119 274,37 Hemodialise Sorocaba 67.361.402/000192 810,16 Totais 37.696,26 37.552,70 Assim, as retenções não confirmadas restam vinculadas às seguintes fontes pagadoras: Fonte Pagadora CNPJ DIPJ DRF Man.Inconformidade DRJ Informes N/C Hospital Guilhermo Álvaro 46.374.500/001670 14.115,76 14.115,76 Hospital Geral Jesus T da Costa 46.374.500/010904 11.199,43 11.199,43 Hospital Geral de Taipas 46.374.500/011129 10.284,46 10.284,46 Hospital Regional Sul 46.374.500/011200 10.420,74 9.609,77 Hospital e Matern Interlagos 46.374.500/013091 7.256,48 7.256,48 Hospital Psiquiátrico Pinel 46.374.500/013253 1.954,26 1.954,26 Sec. Gov e Gestão Estratégica 46.379.400/000150 11.694,19 Cia Brasileira de Distribuição 47.508.411/000156 7.522,53 6.951,54 7.522,53 Santa Casa de Vinhedo 72.909.179/000105 586,39 586,39 Depto.Saúde Sist. Penitenciário 92.291.141/000129 153,52 153,52 Totais 75.187,76 6.951,54 Observase, neste conjunto, que excluída a referência à Cia. Brasileira de Distribuição, as demais fontes pagadoras aparentam prestar serviços públicos, podendo representar a órgãos da administração pública. Em tais condições, a Receita Federal já se manifestou, em Solução de Consulta, favoravelmente à comprovação, por meios indiretos, das retenções sofridas pelos prestadores de serviços. Neste sentido é a ementa da Solução de Consulta SRRF/5a RF/DISIT nº 19/2004: Assunto: Obrigações Acessórias Ementa: COMPROVANTE ANUAL DE RETENÇÃO FORNECIDO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL. AUSÊNCIA. Na hipótese de o órgão ou entidade da administração pública federal não fornecer o comprovante anual de retenção, a pessoa jurídica poderá utilizar os seus registros contábeis, acompanhados da nota fiscal ou fatura e da comprovação do valor depositado pela fonte pagadora, para respaldar a compensação dos tributos e contribuições federais retidos. Dispositivos Legais: art. 64 da Lei n° 9.430, de 1996; arts. 5o e 28 da IN SRF n° 306, de 2003; art. 923 do Decreto n° 3.000, de 1999. É certo que a Lei nº 7.450/85 estabelece, em seu art. 55, que o imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, se o contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Por sua vez, o art. 86 da Lei nº 8.981/95 obriga as fontes pagadoras a fornecer tais documentos e fixa multa de cinqüenta Ufirs por documento que deixar de ser fornecido ou fornecido com inexatidão. Fl. 733DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 9 8 Contudo, como o prestador de serviços não dispõe de meios cogentes próprios para obrigar a fonte pagadora a fornecerlhe referidos comprovantes, sua ausência não pode ensejar a impossibilidade de dedução daquela antecipação, sem que outra forma de prova lhe seja facultada, mormente tendo em conta que o Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000/99 – RIR/99, dispõe que a escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (art. 923). No presente caso, a contribuinte apresentou à autoridade fiscal demonstrativo das retenções, com referências à emissão da nota fiscal e seu pagamento, acompanhado de sua escrituração no Livro Diário. Deixou, porém, de apresentar as notas fiscais, que somente vieram aos autos por ocasião da manifestação de inconformidade. Assim, cumpre avaliar se as notas fiscais apresentadas suportam as operações alegadas e se a escrituração destas evidencia as retenções pretendida pela contribuinte. É certo que, como apontou a autoridade fiscal que primeiro examinou a pretensão da contribuinte, as provas apresentadas correspondem a documentos produzidos pela própria contribuinte, sem intervenção de terceiros. Todavia, não se pode olvidar que, antes de utilizar o indébito, contemporaneamente ao período no qual o saldo negativo foi apurado, a contribuinte apresentou DIPJ em 27/06/2002, lá relacionando as fontes pagadoras e as retenções sofridas, as quais guardam correspondência com o total deduzido na apuração do IRPJ devido em 2001. E, intimada durante o procedimento de análise desta apuração, iniciado mais de 5 (cinco) anos depois daquela declaração prestada ao Fisco, a contribuinte apresentou demonstrativo consistente com as retenções informadas na DIPJ, e praticamente equivalente aos seus registros contábeis expostos em Livro Diário autenticado contemporaneamente à época em que apresentada a DIPJ. Para além disso, as notas fiscais apresentadas por ocasião da manifestação de inconformidade denotam prestação de serviços contínuos a empresas privadas e órgãos públicos, com valores uniformes ao longo do período fiscalizado, e por várias vezes acompanhadas de cartas de correção ou de correspondências remetidas pelos clientes, denotando operações efetivas. Logo, nada há que desabone a qualidade probatória dos elementos apresentados. E, a partir do exame dos autos, constatase que a contribuinte contabilizou as notas fiscais de serviço creditando a conta de receita nº 302.005 seu valor bruto, mas registrando direitos a receber na conta nº 107.0XX (final variável conforme o cliente) apenas pelo valor líquido da retenção de imposto de renda, esta contabilizada a débito da conta nº 153.007, possivelmente como imposto a recuperar. O recebimento dos serviços prestados se dá pelo valor líquido das notas fiscais, inclusive já reduzido pela retenção para a Seguridade Social (11%), e em regra é contabilizado um ou mais meses depois da emissão da nota fiscal, a débito de conta de disponibilidade nº 10100X (final variável conforme o destino) e a crédito da conta representativa de direitos a receber (nº 107.0XX). Notese que algumas retenções somente são confirmadas pelo pagamento do valor líquido das notas fiscais ocorrido no anocalendário 2002. Porém, como a contabilização da receita se verificou no anocalendário 2001, observado está o entendimento que orienta a Súmula CARF nº 80 (Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto). Fl. 734DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 10 9 Na quase totalidade dos casos em debate constam dos autos as notas fiscais emitidas em favor das fontes pagadoras alegadas, demonstrando o valor da operação e a retenção destacada, bem como os lançamentos contábeis de reconhecimento da receita e do recebimento do direito já líquido da retenção sofrida. A abordagem individualizada abaixo evidencia as folhas dos autos nas quais constam referidas informações. Hospital Guilhermo Álvaro – CNPJ nº 46.374.500/001670 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 14.115,76, e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo. Embora a interessada não tenha juntado a folha 27 do Livro Diário correspondente a janeiro/2002, na qual estaria contabilizado o pagamento, pelo valor líquido, da nota fiscal nº 615, emitida em 1/11/2001, a regularidade de todas as demais operações realizadas com esta fonte pagadora autoriza concluir que o registro contábil se deu na forma indicada no demonstrativo apresentado originalmente à autoridade fiscal (fls. 53/64). Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 14.115,76 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Hospital Guilherme Álvaro CNPJ 46.374.500/001670 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 181 2/1/2001 111.617,82 1.116,18 406 98.223,68 12/6/2001 144 215 1/2/2001 120.770,40 1.207,70 424/425 106.277,95 14/5/2001 127 255 1/3/2001 120.770,48 1.207,70 445/446 106.277,96 12/6/2001 144 290 2/4/2001 120.770,48 1.207,70 469/470 106.278,02 11/7/2001 160 333 1/5/2001 120.770,48 1.207,70 490/491 106.278,02 13/8/2001 176 369 1/6/2001 120.770,48 1.207,70 513/514 106.278,02 12/9/2001 193 414 2/7/2001 120.770,48 1.207,70 539/540 106.278,02 9/10/2001 204 458 1/8/2001 120.770,48 1.207,70 563/564 106.278,02 6/11/2001 215 517 3/9/2001 120.770,48 1.207,70 591 106.278,02 30/11/2001 226 568 1/10/2001 120.770,48 1.207,70 610 106.278,02 12/12/2001 232 615 1/11/2001 106.514,22 1.065,14 638 93.732,51 30/1/2002 NC 30 3/12/2001 106.514,22 1.065,14 654 93.732,51 22/2/2002 245 Totais 1.411.580,50 14.115,76 Hospital Geral Jesus Teixeira da Costa – CNPJ nº 46.374.500/010904 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 11.199,43, e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo, mesmo em relação às notas fiscais nº 337, 367, 412, 457, 516, 613 e 32, que apesar de indicarem as retenções que seriam devidas, apresentam valor líquido igual ao valor bruto dos serviços. E, embora a interessada não tenha juntado a folha 27 do Livro Diário correspondente a janeiro/2002, na qual estaria contabilizado o pagamento, pelo valor líquido, da nota fiscal nº 613, emitida em 1/11/2001, a regularidade de todas as demais operações realizadas com esta fonte pagadora autoriza concluir que o registro contábil se deu na forma indicada no demonstrativo apresentado originalmente à autoridade fiscal (fls. 53/64). Por estas razões, deve Fl. 735DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 11 10 ser admitida a dedução da parcela de R$ 11.199,43 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Hosp Geral Jesus Teixeira da Costa CNPJ 46.374.500/010904 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 187 2/1/2001 43.691,80 436,92 410/411 38.448,78 11/4/2001 113 188 2/1/2001 46.376,48 463,76 412/413 40.811,31 11/4/2001 113 218 1/2/2001 93.625,29 936,25 426 82.390,26 14/5/2001 127 258 1/3/2001 93.625,29 936,25 449/450 82.390,26 12/6/2001 144 302 2/4/2001 93.625,29 936,25 475/476 82.390,26 11/7/2001 160 337 1/5/2001 93.625,29 936,25 495 82.390,26 13/8/2001 176 367 1/6/2001 93.625,29 936,25 512 82.390,26 12/9/2001 193 412 2/7/2001 93.625,29 936,25 538 82.390,26 9/10/2001 204 457 1/8/2001 93.625,29 936,25 562 82.390,26 16/11/2001 220 516 3/9/2001 93.625,29 936,25 589/590 82.390,26 30/11/2001 226 570 1/10/2001 93.625,29 936,25 612 82.390,26 12/12/2001 232 613 1/11/2001 93.625,29 936,25 636 82.390,26 30/1/2002 NC 32 3/12/2001 93.625,29 936,25 656 82.390,26 22/2/2002 245 Totais 1.119.946,47 11.199,43 Hospital Geral de Taipas – CNPJ nº 46.374.500/011129 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 10.284,48, e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo. Embora a interessada não tenha juntado a folha 27 do Livro Diário correspondente a janeiro/2002, na qual estaria contabilizado o pagamento, pelo valor líquido, da nota fiscal nº 614, emitida em 1/11/2001, a regularidade de todas as demais operações realizadas com esta fonte pagadora autoriza concluir que o registro contábil se deu na forma indicada no demonstrativo apresentado originalmente à autoridade fiscal (fls. 53/64). Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 10.284,48 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Hospital Geral de Taipas CNPJ 46.374.500/011129 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 185 2/1/2001 85.841,69 858,42 408/409 75.523,08 13/3/2001 101 228 1/2/2001 85.670,00 856,70 430 75.389,60 14/5/2001 126 264 5/3/2001 85.605,19 856,05 453 75.332,57 12/6/2001 144 305 2/4/2001 85.665,81 856,66 477 75.385,91 12/4/2001 114 344 4/5/2001 85.601,54 856,02 498 75.329,36 13/8/2001 176 381 1/6/2001 85.821,69 858,22 518/519 75.523,09 12/9/2001 193 424 2/7/2001 85.713,44 857,13 544 75.427,83 9/10/2001 204 470 2/8/2001 85.618,18 856,18 569 75.344,00 16/11/2001 220 523 3/9/2001 85.784,82 857,85 593 75.490,64 30/11/2001 226 569 1/10/2001 85.821,69 858,22 611 75.523,09 12/12/2001 232 614 1/11/2001 85.674,47 856,74 637 75.393,53 30/1/2002 NC 34 3/12/2001 85.626,84 856,27 658 75.351,62 22/2/2002 245 Totais 1.028.445,36 10.284,46 Fl. 736DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 12 11 Hospital Regional Sul – CNPJ nº 46.374.500/011200 A contribuinte não apresentou notas fiscais emitidas em favor desta fonte pagadora, mas sim juntou o comprovante de retenção de fl. 352, rejeitado pela autoridade julgadora de 1a instância porque, a teor do disposto na Instrução Normativa SRF nº 119/2000: 54. Dessa forma, verificase que no comprovante de retenção do imposto deve constar, entre outros dados, “o nome empresarial” e “o código utilizado no DARF (com 4 dígitos)”, destacandose ainda que, “na hipótese de pessoa jurídica com filiais, as informações relativas ao nome empresarial e ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), a que se refere o inciso I, a serem informadas no Comprovante, serão as do estabelecimento matriz.” 55. No que se refere ao documento de fl. 352, consulta ao Sistema CNPJ indica que o CNPJ 46.374.500/011200 referese à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, sendo este o nome empresarial da fonte pagadora, e não “Hospital Regional Sul”, conforme consta no documento. 56. Cabe ressaltar que, ainda que o Hospital Regional Sul possa indicar uma filial ou unidade da Secretaria da Saúde, o ato normativo acima transcrito é expresso ao determinar que os dados a serem informados devem sempre corresponder ao da pessoa jurídica matriz, e não da filial. 57. Além disso, não foi indicado o código de retenção, o qual é de preenchimento obrigatório. 58. Ressaltese que não houve a apresentação das notas fiscais respectivas, por meio da petição apresentada em 14 de abril de 2008. 59. Diante desses fatos, não há como aceitar o documento apresentado pela contribuinte, visando à comprovação da retenção do imposto de renda retido na fonte na importância de R$ 9.609,77. Em que pese a interessada nada esclareça a respeito destes aspectos em seu recurso voluntário, observase que a parte principal do CNPJ desta fonte pagadora (46.374.500) é a mesma indicada para os demais hospitais para os quais a interessada prestou serviços ao longo do anocalendário 2001. Demais disso, o comprovante de rendimentos está assinado por Diretora de Serviços de Finanças do Hospital Regional Sul e apresenta valores consistentes com o demonstrativo de fls. 53/64, que se presta como índice dos registros contábeis destas operações no Livro Diário. Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 9.609,77 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001, inferior à originalmente informada em DIPJ, no montante de R$ 10.420,74, na medida em que nada foi esclarecido acerca da divergência entre tais montantes. Hospital e Maternidade Interlagos – CNPJ nº 46.374.500/013091 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 7.256,48, e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo. Embora a interessada não tenha juntado as folhas 27 e 180 do Livro Diário correspondente a janeiro/2002 Fl. 737DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 13 12 e abril/2002, nas quais estaria contabilizado o pagamento, pelo valor líquido, das notas fiscais nº 603 e 64, emitidas em 1/11/2001 e 31/12/2001, a regularidade de todas as demais operações realizadas com esta fonte pagadora autoriza concluir que o registro contábil se deu na forma indicada no demonstrativo apresentado originalmente à autoridade fiscal (fls. 53/64). Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 7.256,48 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Hospital e Maternidade Interlagos CNPJ 46.374.500/013091 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 182 2/1/2001 45.968,14 459,68 407 40.451,97 14/5/2001 127 227 1/2/2001 51.015,44 510,15 428 44.893,59 12/6/2001 144 263 1/3/2001 56.062,74 560,63 452 49.335,21 12/6/2001 144 297 2/4/2001 56.062,74 560,63 473 49.245,16 13/8/2001 176 335 1/5/2001 56.062,69 560,63 493/494 49.335,17 13/8/2001 176 379 1/6/2001 56.062,69 560,63 516 49.335,17 21/9/2001 196 422 2/7/2001 56.062,69 560,63 541/542 49.335,17 9/10/2001 204 463 1/8/2001 56.062,69 560,63 565 49.335,17 16/11/2001 220 510 3/9/2001 56.062,69 560,63 586 49.335,17 30/11/2001 226 553 1/10/2001 59.056,37 590,56 607 51.969,61 3/12/2001 239 603 1/11/2001 59.056,37 590,56 633 51.969,61 30/1/2002 NC 33 3/12/2001 59.056,37 590,56 657 51.969,61 22/2/2002 245 64 31/12/2001 59.056,37 590,56 673 51.969,61 29/4/2002 NC Totais 725.647,99 7.256,48 Hospital Psiquiátrico Pinel – CNPJ nº 46.374.500/013253 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 1.954,26 e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo. Embora a interessada não tenha juntado as folhas 27, 123 e 180 do Livro Diário correspondente a janeiro/2002, março/2002 e abril/2002, nas quais estaria contabilizado o pagamento, pelo valor líquido, das notas fiscais nº 555, 655, 31 e 66, emitidas de 01/10/2001 a 31/12/2001, a regularidade de todas as demais operações realizadas com esta fonte pagadora autoriza concluir que o registro contábil se deu na forma indicada no demonstrativo apresentado originalmente à autoridade fiscal (fls. 53/64). Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 1.954,26 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fl. 738DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 14 13 Fonte Pagadora: Hospital Psiquiátrico Pinel CNPJ 46.374.500/013253 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 178 2/1/2001 14.681,88 146,83 405 12.920,05 11/4/2001 113 214 1/2/2001 14.681,88 146,82 423 12.950,08 12/6/2001 144 254 1/3/2001 14.681,88 146,82 444 12.920,05 11/7/2001 160 298 2/4/2001 14.681,88 146,82 474 12.920,05 13/8/2001 176 334 1/5/2001 14.681,88 146,82 492 12.920,05 12/9/2001 193 370 1/6/2001 14.681,88 146,82 515 12.920,05 9/10/2001 204 426 12/7/2001 4.893,96 48,67 545 4.306,68 16/11/2001 220 427 12/7/2001 10.452,20 104,52 546/547 9.197,94 30/11/2001 226 478 3/8/2001 15.638,02 156,38 570 13.761,46 30/11/2001 226 513 3/9/2001 15.638,02 156,38 588 13.761,46 12/12/2001 232 555 1/10/2001 15.638,02 156,38 608 13.761,46 30/1/2002 NC 605 1/11/2001 15.638,02 156,38 634 13.761,46 30/1/2002 NC 31 3/12/2001 14.730,69 147,31 655 12.963,01 26/3/2002 NC 66 31/12/2001 14.730,69 147,31 674 12.963,01 29/4/2002 NC Totais 195.450,90 1.954,26 Secretaria de Governo e Gestão Estratégica – CNPJ nº 46.379.400/000150 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 11.694,19, e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo, mesmo em relação às notas fiscais nº 196, 222, 341, 380, 559, 573, 574, 575 e 616 que, apesar de indicarem as retenções que seriam devidas, apresentam valor líquido igual ao valor bruto dos serviços. Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 11.694,19 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Sec. Gov. Gestão Estratégica CNPJ 46.379.400/000150 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 195 9/1/2001 87.466,82 874,67 416 76.970,80 23/1/2001 76 196 9/1/2001 7.760,42 77,60 417 6.829,17 23/1/2001 76 222 1/2/2001 95.227,24 952,27 427 83.799,97 19/2/2001 87 262 1/3/2001 95.227,24 952,27 451 83.799,97 19/3/2001 105 296 2/4/2001 95.227,24 952,27 471/472 83.799,97 18/4/2001 116 341 1/5/2001 95.227,24 952,27 496 83.799,97 16/5/2001 128 380 1/6/2001 95.227,24 952,27 517 83.799,97 12/6/2001 144 423 12/7/2001 95.227,24 952,27 543 83.799,97 25/7/2001 167 464 1/8/2001 95.227,24 952,27 566 83.799,97 21/8/2001 182 511 3/9/2001 95.227,24 952,27 587 83.799,97 1/10/2001 202 559 1/10/2001 95.227,24 952,27 609 83.799,97 24/10/2001 210 573 1/10/2001 10.150,90 101,51 614 8.932,79 29/10/2001 211 574 11/10/2001 2.928,09 29,28 616 2.576,72 24/10/2001 210 575 11/10/2001 4.538,54 45,38 617 3.993,92 30/10/2001 212 616 1/11/2001 99.765,78 997,66 639 87.793,89 27/11/2001 225 28 3/12/2001 99.765,78 997,66 653 87.793,89 19/12/2001 237 Totais 1.169.421,49 11.694,19 Fl. 739DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 15 14 Companhia Brasileira de Distribuição – CNPJ nº 47.508.411/000156 A recorrente alega que sofreu retenções no total de R$ 7.522,53, mas a fonte pagadora somente informou, em DIRF, retenções no valor de R$ 6.951,54. Verificase que a interessada emitiu notas fiscais para oito diferentes filiais da fonte pagadora e, com exceção de pequenas diferenças no pagamento das notas fiscais 207 e 394, todas as demais foram baixadas contabilmente pelo valor líquido informado nas notas fiscais, depois da dedução das retenções de imposto de renda e para a Seguridade Social. Somadas, as retenções verificadas ao longo do anocalendário 2001, mesmo excluindo aquelas referentes a notas fiscais liquidadas em 2002, superam a dedução promovida pela contribuinte, bem como os valores informados pela fonte pagadora, razão pela qual deve ser admitida a dedução total de R$ 7.522,53 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Cia. Brasileira de Distribuição CNPJ 47.508.411/000156 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 206 19/1/2001 5.950,00 59,50 418 5.235,97 5/2/2001 83 207 19/1/2001 7.140,00 71,40 419 6.283,20 5/2/2001 83 212 22/1/2001 4.560,00 45,60 422 4.012,80 5/2/2001 83 229 16/2/2001 11.400,00 114,00 432 10.032,00 5/3/2001 98 231 16/2/2001 11.900,00 119,00 433 10.472,00 5/3/2001 98 232 16/2/2001 5.950,00 59,50 434 5.236,00 5/3/2001 98 235 16/2/2001 1.800,00 18,00 435 1.584,00 5/3/2001 98 238 16/2/2001 4.950,00 49,50 436 4.356,00 6/3/2001 98 239 16/2/2001 5.040,00 50,40 437 4.435,20 5/3/2001 98 240 16/2/2001 2.070,00 20,70 438 1.821,60 6/3/2001 99 253 20/2/2001 10.260,00 102,60 443 9.028,80 5/3/2001 98 268 15/3/2001 11.400,00 114,00 455 10.032,00 5/4/2001 110 269 15/3/2001 5.950,00 59,50 456 5.236,00 5/4/2001 110 270 15/3/2001 11.900,00 119,00 457 10.472,00 5/4/2001 110 271 15/3/2001 1.800,00 18,00 458 1.584,00 5/4/2001 110 272 15/3/2001 2.700,00 27,00 459 2.376,00 5/4/2001 110 273 15/3/2001 10.800,00 108,00 460 9.504,00 5/4/2001 110 274 15/3/2001 8.100,00 81,00 461 7.128,00 5/4/2001 110 275 15/3/2001 10.260,00 102,60 462 9.028,80 2/4/2001 109 287 19/3/2001 9.060,00 90,60 466/467 7.972,80 5/4/2001 110 309 16/4/2001 11.400,00 114,00 479 10.032,00 7/5/2001 124 310 16/4/2001 5.950,00 59,50 480 5.236,00 7/5/2001 124 311 16/4/2001 11.900,00 119,00 481 10.472,00 7/5/2001 124 312 16/4/2001 1.800,00 18,00 482 1.584,00 7/5/2001 124 313 16/4/2001 2.700,00 27,00 483 2.376,00 7/5/2001 124 315 16/4/2001 8.100,00 81,00 484 7.128,00 7/5/2001 125 316 16/4/2001 8.100,00 81,00 485 7.128,00 7/5/2001 125 317 16/4/2001 8.100,00 81,00 486 7.128,00 7/5/2001 125 348 15/5/2001 8.100,00 81,00 500 7.128,00 5/6/2001 140 349 15/5/2001 8.100,00 81,00 501 7.128,00 5/6/2001 140 350 15/5/2001 2.700,00 27,00 502 2.376,00 5/6/2001 140 351 15/5/2001 1.800,00 18,00 503 1.584,00 5/6/2001 140 352 15/5/2001 11.900,00 119,00 504 10.472,00 5/6/2001 140 353 15/5/2001 5.950,00 59,50 505 5.236,00 5/6/2001 140 354 15/5/2001 13.300,00 133,00 506 11.704,00 5/6/2001 140 355 15/5/2001 8.100,00 81,00 507 7.128,00 5/6/2001 140 Fl. 740DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 16 15 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 387 15/6/2001 8.100,00 81,00 525 7.128,00 8/7/2001 157 388 15/6/2001 8.100,00 891,00 526 7.128,00 8/7/2001 157 389 15/6/2001 2.700,00 27,00 527 2.376,00 8/7/2001 156 390 15/6/2001 1.800,00 18,00 528 1.584,00 8/7/2001 158 391 15/6/2001 11.900,00 119,00 529 10.472,00 8/7/2001 156 392 15/6/2001 5.950,00 59,50 530 5.236,00 8/7/2001 156 393 15/6/2001 13.300,00 133,00 531 11.704,00 8/7/2001 156 394 15/6/2001 8.100,00 81,00 532 6.237,00 5/10/2001 203 395 15/6/2001 10.010,00 100,10 533 8.808,80 8/7/2001 156 396 15/6/2001 8.190,00 81,90 534 7.207,20 8/7/2001 156 433 16/7/2001 6.300,00 63,00 548 5.544,00 22/8/2001 182 434 16/7/2001 8.100,00 81,00 549 7.128,00 6/8/2001 173 435 16/7/2001 2.700,00 27,00 550 2.376,00 6/8/2001 173 436 16/7/2001 1.800,00 18,00 551 1.584,00 6/8/2001 173 437 16/7/2001 11.900,00 119,00 552 10.472,00 6/8/2001 173 438 16/7/2001 5.950,00 59,50 553 5.236,00 6/8/2001 173 439 16/7/2001 11.400,00 114,00 554 10.032,00 6/8/2001 173 440 16/7/2001 8.100,00 81,00 555 7.128,00 6/8/2001 173 441 16/7/2001 8.190,00 81,90 556 7.207,20 6/8/2001 173 442 16/7/2001 7.280,00 72,80 557 6.406,40 6/8/2001 173 479 15/8/2001 6.300,00 63,00 571 5.544,00 5/9/2001 190 480 15/8/2001 8.100,00 81,00 572 7.128,00 5/9/2001 190 481 15/8/2001 2.700,00 27,00 573 2.376,00 5/9/2001 190 482 15/8/2001 1.800,00 18,00 574 1.584,00 5/9/2001 190 483 15/8/2001 12.740,00 127,40 575 11.211,20 5/9/2001 190 484 15/8/2001 6.370,00 63,70 576 5.605,60 5/9/2001 190 485 15/8/2001 11.400,00 114,00 577 10.032,00 5/9/2001 190 487 15/8/2001 8.190,00 81,90 578 7.207,20 5/9/2001 191 488 15/8/2001 7.280,00 72,80 579 6.406,40 5/9/2001 190 508 3/9/2001 7.200,00 72,00 584/585 6.336,00 11/9/2001 192 525 3/9/2001 2.700,00 27,00 594 2.376,00 24/9/2001 197 526 15/9/2001 1.800,00 18,00 595 1.584,00 5/10/2001 203 527 15/9/2001 9.100,00 91,00 596 8.008,00 5/10/2001 203 528 15/9/2001 6.370,00 63,70 597 5.605,60 5/10/2001 210 530 15/9/2001 8.100,00 81,00 598 7.128,00 5/10/2001 203 531 15/9/2001 8.190,00 81,90 599 7.207,20 5/10/2001 203 532 15/9/2001 6.764,34 67,64 600 5.952,62 5/10/2001 203 534 15/9/2001 6.300,00 63,00 601 5.544,00 5/10/2001 204 535 15/9/2001 11.400,00 114,00 602 10.032,00 5/10/2001 203 576 15/10/2001 8.100,00 81,00 618 7.128,00 5/11/2001 215 577 15/10/2001 2.700,00 27,00 619 2.376,00 5/11/2001 215 578 15/10/2001 1.800,00 18,00 620 1.584,00 5/11/2001 215 579 15/10/2001 9.100,00 910,00 621 8.008,00 5/11/2001 215 580 15/10/2001 6.370,00 63,70 622 5.605,60 5/11/2001 215 581 15/10/2001 8.100,00 81,00 623 7.128,00 5/11/2001 215 582 15/10/2001 8.190,00 81,90 624 7.207,20 5/11/2001 215 583 15/10/2001 6.370,00 63,70 625 5.605,60 5/11/2001 215 584 15/10/2001 6.300,00 63,00 626 5.544,00 5/11/2001 215 585 15/10/2001 11.400,00 114,00 627 10.032,00 5/11/2001 220 Fl. 741DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 17 16 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 1 16/11/2001 11.400,00 114,00 640 10.032,00 5/12/2001 229 2 16/11/2001 6.300,00 59,39 641 5.544,00 6/12/2001 230 3 16/11/2001 6.370,00 63,70 642 5.605,60 6/12/2001 229 4 16/11/2001 8.190,00 81,90 643 7.207,20 6/12/2001 229 5 16/11/2001 8.100,00 81,00 644 7.128,00 6/12/2001 230 6 16/11/2001 6.370,00 63,70 645 5.605,60 6/12/2001 229 8 16/11/2001 1.800,00 18,00 646 1.584,00 6/12/2001 229 9 16/11/2001 2.700,00 27,00 647 2.376,00 6/12/2001 230 10 16/11/2001 8.100,00 81,00 648 7.128,00 6/12/2001 230 40 3/12/2001 12.740,00 127,40 660 11.211,20 26/12/2001 238 42 17/12/2001 11.400,00 114,00 661 10.032,00 7/1/2002 NC 43 17/12/2001 6.300,00 63,00 662 5.544,00 7/1/2002 NC 44 17/12/2001 6.370,00 63,70 663 5.605,60 7/1/2002 NC 45 17/12/2001 8.190,00 81,90 664 7.207,20 11/1/2002 NC 46 17/12/2001 8.100,00 81,00 665 7.128,00 7/1/2002 NC 47 17/12/2001 6.370,00 63,70 666 5.605,60 7/1/2002 NC 48 17/12/2001 10.920,00 109,20 667 9.609,60 7/1/2002 NC 49 17/12/2001 2.700,00 27,00 668 2.376,00 7/1/2002 NC 50 17/12/2001 8.100,00 81,00 669 7.128,00 7/1/2002 NC Totais 752.614,34 9.151,53 Santa Casa de Vinhedo – CNPJ nº 72.909.179/000105 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 586,39 e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora. Contudo, não se verifica a correspondente quitação destas operações pelo valor líquido, de modo a demonstrar que a retenção se efetivou. As folhas 278, 347, 388, 404 e 422 do Livro Diário nas quais, segundo o demonstrativo de fls. 53/64, estariam contabilizadas as correspondentes liquidações promovidas em 28/08/2001, 30/11/2001, 17/10/2001, 27/11/2001 e 26/12/2001, não expressam qualquer registro vinculado às notas fiscais que teriam sido recebidas, o mesmo não se verificando nos demais registro do dia informado. Por estas razões, mantémse a glosa da parcela de R$ 586,39 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Santa Casa de Vinhedo CNPJ 72.909.179/000105 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 466 1/8/2001 14.438,67 144,39 567 12.706,03 28/8/2001 NC 467 1/8/2001 8.840,00 88,40 568 7.779,20 28/8/2001 NC 522 3/9/2001 8.840,00 88,40 592 7.779,20 30/11/2001 NC 562 1/10/2001 8.840,00 88,40 609 7.779,20 17/10/2001 NC 611 1/11/2001 8.840,00 88,40 635 7.779,20 27/11/2001 NC 35 3/12/2001 8.840,00 88,40 659 7.779,20 26/12/2001 NC Totais 58.638,67 586,39 Fl. 742DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 18 17 Departamento de Saúde do Sistema Penitenciário – CNPJ nº 92.291.141/000129 A recorrente alega que sofreu retenções de R$ 153,52, e elas estão evidenciadas em notas fiscais emitidas em favor daquela fonte pagadora, que pagou à interessada apenas o valor líquido devido contabilizado conforme tabela abaixo. Por estas razões, deve ser admitida a dedução da parcela de R$ 153,52 na apuração do saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2001. Fonte Pagadora: Depto Saúde Sist. Penitenciário CNPJ 92.291.141/000129 Nota Fiscal de Serviços Livro Diário Nº Data Valor Retenção Fl. Vl. Líquido Data Fl. 177 2/1/2001 3.462,63 34,63 404 3.047,11 9/4/2001 112 225 2/2/2001 3.462,63 34,63 431 3.047,11 12/4/2001 114 265 5/3/2001 3.462,63 34,63 454 3.047,11 11/5/2001 126 308 10/4/2001 3.462,63 34,63 478 3.047,11 30/5/2001 133 347 8/5/2001 1.500,47 15,00 499 1.320,41 22/6/2001 151 Totais 15.350,99 153,52 Finalizando, relativamente aos itens em litígio, devem ser admitidas as seguintes retenções no cômputo do saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2001: Fonte Pagadora CNPJ DIPJ DRF R.Voluntário Hospital Guilhermo Álvaro 36.374.500/001670 14.115,76 14.115,76 Hospital Geral Jesus T da Costa 46.374.500/010904 11.199,43 11.199,43 Hospital Geral de Taipas 46.374.500/011129 10.284,46 10.284,46 Hospital Regional Sul 46.374.500/011200 10.420,74 10.420,74 Hospital e Matern Interlagos 46.374.500/013091 7.256,48 7.256,48 Hospital Psiquiátrico Pinel 46.374.500/013253 1.954,26 1.954,26 Sec. Gov e Gestão Estratégica 46.379.400/000150 11.694,19 11.694,19 Cia Brasileira de Distribuição 47.508.411/000156 7.522,53 6.951,54 570,99 Santa Casa de Vinhedo 72.909.179/000105 586,39 Depto.Saúde Sist. Penitenciário 92.291.141/000129 153,52 153,52 Totais 75.187,76 6.951,54 67.649,83 Portanto, subsiste a glosa, apenas em relação à retenção de R$ 586,39, referente à fonte pagadora Santa Casa de Vinhedo. E, embora a admissibilidade de tais retenções, somada às parcelas antes comprovadas, seja insuficiente para liquidar o IRPJ devido no anocalendário 2001 e ensejar o reconhecimento, ao menos em parte, do direito creditório utilizado em compensação pela interessada, restam acolhidos parcialmente os argumentos por ela deduzidos em recurso voluntário. Por estas razões, o presente voto é no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para limitar a R$ 586,39 a glosa das retenções deduzidas na apuração do saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2001. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 743DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10805.720240/200616 Acórdão n.º 1101000.986 S1C1T1 Fl. 19 18 Fl. 744DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 13706.002597/2007-14
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - LEI Nº 8.852, de 1994
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68)
Numero da decisão: 2202-002.402
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(Assinado Digitalmente)
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Pedro Anan Junior - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Pedro Anan Junior, Fabio Brun Goldschmidt, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Maria Lucia Moniz De Aragao Calomino Astorga
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - LEI Nº 8.852, de 1994 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68)
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13706.002597/2007-14
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287527
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2202-002.402
nome_arquivo_s : Decisao_13706002597200714.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : PEDRO ANAN JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 13706002597200714_5287527.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa - Presidente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Pedro Anan Junior, Fabio Brun Goldschmidt, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Maria Lucia Moniz De Aragao Calomino Astorga
dt_sessao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5044795
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610880077824
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1363; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 76 1 75 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13706.002597/200714 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.402 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de agosto de 2013 Matéria lei 8852 isencao irpf Recorrente Helder Sartori Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS LEI Nº 8.852, de 1994 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 25 97 /2 00 7- 14 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Pedro Anan Junior, Fabio Brun Goldschmidt, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Maria Lucia Moniz De Aragao Calomino Astorga Fl. 78DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 13706.002597/200714 Acórdão n.º 2202002.402 S2C2T2 Fl. 77 3 Relatório Trata o processo fiscal de lançamento, gerado após o processamento da declaração de ajuste, por omissão de rendimentos recebidos. Cientificado, o impugnante insurgiuse contra o lançamento, focando primordialmente o inciso III do art 1° da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever a autuação. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro – DRJ/RJOII, ao analisar a impugnação decidiu pela manutenção do lançamento, conforme podemos verificar através do acórdão 13.779 de 28 de novembro de 2007, cuja ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 OMISSÃODE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, nãó são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica. Devidamente cientificada dessa decisão, o contribuinte apresenta tempestivamente recurso voluntário onde reitera os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA 4 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade portanto deve ser conhecido. O recorrente defende que os rendimentos objeto do lançamento não se encontram no âmbito de incidência do imposto de renda da pessoa fisica, com base no art. 1°, III, "n", da Lei 8.852/94 (que dispõe sobre a aplicação dos arts, .37, incisos XI e XII, e 39, § 1°, da Constituição Federal), verbis: Art. 1" Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e .fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: 1 como vencimento básico: 11 como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei n" 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxíliofardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se refere o art. 18 da Lei n° 8.237 de 1991; e) saláriofamília; I) gratificação ou adicional natalino, ou décimoterceiro salário; g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxílio natalidade; i) adicional ou auxílio funeral, j) adicional de férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual,. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 13706.002597/200714 Acórdão n.º 2202002.402 S2C2T2 Fl. 78 5 1) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regulamentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licençaprêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1" de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito às condições ou aos riscos que deram causa à sua concessão; q) hora repouso e alimentação e adicional de sobreaviso, a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3' e o inciso lido art, 6" da Lei n° 5811, de 11 de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatório esteja definido em lei, ou seja reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executiva § 1" O disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória. A Lei acima regula a estrutura remuneratória do Poder Público Federal, definindo as verbas que devem ser consideradas como vencimento, vencimentos e remuneração, excluindo desse último conceito um conjunto de verbas, algumas isentas, pois de caráter indenizatório, corno as diárias ou a ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte, e outras tributáveis, como a gratificação natalina, o terço de férias ou o pagamento das horas extraordinárias. Aqui se deve observar que é a lei tributária do imposto de renda da pessoa fisica que define quais as verbas que transcendem o conceito de remuneração são isentas do IRPF, notadamente constando tais isenções no art. 60 da Lei IV 7.713/88. Assim, por exemplo, no art, 6', II e XX, da Lei n'7.713/88 constam as isenções relativas às diárias e à ajuda de custo em decorrência da mudança de sede. As isenções tributárias não são definidas pela Lei n° 8.852/94, como equivocadamente defende o contribuinte Se assim fosse, por exemplo, o pagamento do décimoterceiro salário seria isento (art. 1', III, "f", da Lei n° 8.852/94), o que demonstra o equívoco do raciocínio do recorrente, pois não se conhece quem já tenha defendido a ausência de tributação sobre o décimoterceiro salário (esta verba consta como tributável especificamente no art 25 da Lei n° 7.713/88). Fl. 81DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA 6 Ainda, o legislador, no art. 1°, § 1°, da Lei 8.852/94, tomou o cuidado de alertar que as verbas que transcendem à remuneração, previstas no art. 1 0, III, da Lei aqui citada, abrangem adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória, ou seja, alertou que há rendimentos em tal inciso que não tem caráter indenizatório, sendo, assim, tributáveis pelo imposto de renda. Em relação ao adicional por tempo de serviço dos agentes públicos federais e a gratificação de compensação orgânica não há qualquer legislação que o isente do imposto de renda da pessoa fisica, São verbas tributáveis. Do entendimento acima, especificamente no tocante ao adicional por tempo de serviço, não discrepa a jurisprudência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, como se pode ver no Acórdão n" 10421174, sessão de 24/04/2008, relatara a Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, unânime, que restou assim ementado, verbis: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício, 2003 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS SERVIDORES PÚBLICOS ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. A Lei n". 8.8.52, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas físicas, portanto as verbas recebidas a título de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, à míngua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. Além do mais, devemos aplicar ao caso em concreto a sumula CARF 68: Súmula CARF nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física Ante o exposto; voto no sentido conheço do recurso e no mérito negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 82DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/08/2013 po r PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 10070.000290/2003-72
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2001
IRRF. ANTECIPAÇÃO DO IRPJ DEVIDO.
No caso das empresas tributadas com base no lucro real, o IRRF constitui antecipação do IRPJ devido ao final do período de apuração, podendo ser deduzido na DIPJ no cálculo do imposto a pagar.
Numero da decisão: 1103-000.466
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.
Nome do relator: MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2001 IRRF. ANTECIPAÇÃO DO IRPJ DEVIDO. No caso das empresas tributadas com base no lucro real, o IRRF constitui antecipação do IRPJ devido ao final do período de apuração, podendo ser deduzido na DIPJ no cálculo do imposto a pagar.
numero_processo_s : 10070.000290/2003-72
conteudo_id_s : 5390641
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1103-000.466
nome_arquivo_s : Decisao_10070000290200372.pdf
nome_relator_s : MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO
nome_arquivo_pdf_s : 10070000290200372_5390641.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
id : 5669119
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610895806464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1481; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 1 1 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10070.000290/200372 Recurso nº 516.347 Voluntário Acórdão nº 110300.466 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 26 de maio de 2011 Matéria IRPJ Recorrente CIA BOZANO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 IRRF. ANTECIPAÇÃO DO IRPJ DEVIDO. No caso das empresas tributadas com base no lucro real, o IRRF constitui antecipação do IRPJ devido ao final do período de apuração, podendo ser deduzido na DIPJ no cálculo do imposto a pagar. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. Aloysio José Percínio da Silva Presidente Mário Sérgio Fernandes Barroso Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Leonardo de Andrade Couto, Eric Moraes de Castro e Silva, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.. Relatório Fl. 1DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO 2 Tratasse de recurso voluntário a respeito da decisão da DRJ que deferiu parcialmente a impugnação da contribuinte. A interessada formalizou Declarações de Compensação (fls. 01/08) e Pedido de Restituição (fl. 09), de créditos provenientes de saldo negativo do IRPJ, referente ao ano calendário de 2001 que, de acordo com ela, montaria ao valor de R$ 3.462.736,19, indicado em sua DIPJ2002, originado na dedução decorrente do IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte, Linha 13 da Ficha 12A (fl.27), levando ao valor de R$ 1.076.913,35 objeto do pedido. Em análise preliminar (fls. 107/110), a DERAT/RJ observou que em consulta a DIRF tendo a interessada como beneficiária (fls. 93/103), informa valor divergente do constante da DIPJ2002 (R$ 423.474,74). Além disso, a Ficha 43 – Demonstrativo do Imposto de Renda Retido na Fonte (fl. 57), informa o recebimento de juros sobre o capital próprio (fontes pagadores e valores: planilha de fl. 107), não informados na Ficha 06A – Demonstração do Resultado (fl. 21), nem na Ficha 09A – Demonstração do Lucro Real (fl. 22). Por este motivo, a DERAT/RJ solicitou diligência nos termos do artigo 4º da IN SRF nº 600/2005, para verificar, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, os valores relativos a juros sobre capital próprio recebidos da EMBRAER S/A (CNPJ 60.208.493/000181) e BERNECK S/A (CNPJ 81.905.176/000197), informados na declaração de rendimentos da interessada, no anocalendário de 2001, além de outras verificações que se fizerem necessárias para subsidiar a análise do crédito solicitado pela interessada. Em resposta a diligência solicitada, foi emitida a Informação Fiscal de fl.196, abaixo transcrita: 1.BERNECK S/A Conforme informação prestada pelo contribuinte em 28 de novembro de 2007, fl. 179/180, houve um equívoco da diligenciada ao preencher a ficha 43 da DIPJ, informando que o código da receita era 5706 (JCP) quando deveria ter sido mencionado o código 3426, em concordância com informação da própria fonte pagadora BERNECK, constante da DIRF entregue, fl. 178. O contribuinte apresenta ainda, planilha com demonstrativo dos mútuos com a empresa em questão, informando o saldo das contas de resultado onde foram registrados os rendimentos auferidos (fl. 181). 2. EMBRAER S/A Com relação aos rendimentos de JCP recebidos da EMBRAER, ficou constatado, conforme informação da própria diligenciada fl. 187 a 190, que a Cia Bozano adotou a norma CVM nº 207/1996, ou seja, os JCP recebidos foram registrados a crédito da conta investimentos, já que a participação acionária estava sujeita ao método da equivalência patrimonial. Entretanto, estes mesmos juros não foram adicionados ao lucro liquido na apuração do lucro real. A diligenciada argumenta que a não adição na ficha 09A apenas diminuiria o prejuízo fiscal do período, sem resultar em imposto a pagar e que nos anos posteriores a 2001 não pôde e não poderia utilizar como compensação a título de prejuízo fiscal o valor correspondente ao JCP recebidos, pela ausência de fatos que a permitissem. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Processo nº 10070.000290/200372 Acórdão n.º 110300.466 S1C1T3 Fl. 2 3 Nos termos do Parecer DIORT nº 35/2008 (fls. 265/268) consta que o crédito pleiteado é proveniente de saldo negativo de IRPJ apurado ao final do anocalendário de 2001, demonstrado na DIPJ2002 nº 0966709, entregue em 28.06.2002 e que relativamente aos juros sobre capital próprio recebidos da Embraer S/A, no valor de R$ 18.652.105,23, verificouse que “não foram adicionados ao lucro líquido na apuração do lucro real”. O Parecer ainda destaca que a sistemática da dedução do IRRF está disciplinada no inciso III do artigo 231 do Decreto nº 3.000, de 1999 (RIR/1999), que assim dispõe: “Art. 231. Para efeito de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor (Lei nº 9.430, de 1996, art. 2º, § 4º): ......................................................................................................... .......... III – do imposto pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real;” Conclui o Parecer que a interessada não adicionou ao lucro líquido o valor correspondente aos juros sobre o capital próprio recebidos da Embraer e que o saldo negativo de IRPJ concernente ao anocalendário 2001 a ser informado na DIPJ é de R$ 423.474,74, não ficando comprovada a existência de crédito líquido e certo passível de restituição/compensação e, por conta disso, não reconheceu o direito creditório no valor de R$ R$ 1.076.913,35 e não homologou as DCOMP apresentadas nos processos apensados nºs 10070.000761/200342, 10070.000659/200347, 10070.000621/200314, 10070.000533/200372, 10071.000708/2003 41, 10070.000950/200315, 10070.001013/200387, 10070.000810/200347 e 10070.000841/200306, tendo em vista referiremse ao mesmo crédito solicitado no Pedido de Restituição de fl. 09. Em sua Manifestação de Inconformidade (fls. 286/297), acompanhada dos documentos de fls. 298/330, a interessada alega, em suma, que: o saldo de IRRF informado teve por base a retenção efetivamente levada a efeito pela fonte pagadora dos rendimentos respectivos (Embraer S/A) e se encontra documentalmente provado pelo informe de rendimentos elaborado na forma da lei (Doc. 03), que faz prova a favor da interessada; a ausência de adição dos rendimentos que deram origem ao crédito é irrelevante in causa para o deslinde da questão, uma vez que mero equívoco formal no momento da elaboração do LALUR e do preenchimento da DIPJ, que não causou qualquer prejuízo ao Erário, não pode ser usado como justificativa para simplesmente desprezar a retenção feita a título de antecipação do imposto de renda anual devido; entrou em contato com a Embraer S/A para que fosse informado à SRF rendimentos pagos e o imposto de renda retido na fonte no exercício de 2002, para que não houvesse dúvida quanto ao valor de R$ 2.797.815,75 (fls. 57 e 91), a título de antecipação do imposto de renda anual, o que elimina qualquer possibilidade de questionamento acerca da origem do crédito; Fl. 3DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO 4 em 2001 detinha participação acionária na Embraer S/A,submetendose à obrigatoriedade de adotar o registro contábil dos investimentos pelo método da equivalência patrimonial e os juros sobre o capital próprio recebidos deverão ser registrados a crédito da conta de investimentos, em razão de terem sido anteriormente computados no resultado da investidora por ocasião da apuração do resultado da equivalência patrimonial (Deliberação CVM nº 207 de 13.12.1996, item II), estando esses juros sujeitos ao imposto de renda na fonte, considerado antecipação do devido na declaração de ajuste anual do beneficiário; ao seguir as determinações da CVM os juros sobre o capital próprio não transitam pela conta resultado, em razão do que o contribuinte deve fazer a respectiva adição ao lucro líquido para fins de determinação do lucro real; contabilizou os juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 18.652.105,23 recebidos da Embraer S/A a crédito da conta investimentos e, para fins de determinação do lucro real daquele período deveria têlo adicionado ao lucro líquido, o que não o fez; o erro de fato é irrelevante juridicamente e não pode acarretar a perda do direito ao crédito do IRRF devidamente retido pela fonte pagadora; o artigo 231 do RIR/99, invocado pelo despacho decisório trata apenas de estabelecer a forma de cálculo do IRPJ anual, estabelecendo quais as deduções admitidas para fins de determinar o saldo de imposto a pagar ou a ser compensado e que não basta a simples verificação da falta de adição para que o IRRF, antecipadamente retido, seja inaproveitável para o fim de reduzir ou extinguir mediante compensação tributos federais; o fato contido no enunciado da norma (cômputo na determinação do lucro real) como condição para aproveitamento do IRRF correspondente não resiste ao teste da relevância jurídica, porquanto a adição aludida viria apenas e tãosó a reduzir o saldo de prejuízos acumulados e de bases negativas então existente, sem qualquer impacto no que se refere ao saldo de imposto e contribuição a pagar no exercício de 2001 ou nos subsequentes; o procedimento adotado enquadrase na moldura dos erros materiais ou de fato, deslizes irrelevantes juridicamente que não acarretam qualquer prejuízo ou perda de arrecadação para o Fisco, e, por isso mesmo, são passíveis de retificação a qualquer momento; está diante de erro de fato, passível de correção a qualquer tempo, uma vez que o que se passou foi apenas a ausência de adição dos rendimentos recebidos a título de juros sobre o capital próprio ao lucro líquido para fins de determinação do lucro real e que tal deslize não tem o poder de tornar inexistente ou ilegítimo um crédito de IRRF absolutamente inquestionável jamais tratou os rendimentos como nãotributáveis ou entendeu que estes tivessem outra natureza; a jurisprudência administrativa é uníssona ao reconhecer que os simples equívocos formais que não causem prejuízo de arrecadação ao Erário são irrelevantes sob o ponto de vista fiscal e não se prestam a justificar o lançamento de ofício; em obediência ao princípio da proporcionalidade, tem a Administração Tributária o dever de, dentre várias alternativas disponíveis, escolher aquela que for menos gravosa para o administrado. Neste caso, a opção mais consentânea com o referido princípio teria sido determinar a adição do montante recebido a título de juros sobre o capital próprio ao lucro líquido para fins de determinação do lucro real daquele exercício, retificandose a DIPJ Fl. 4DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Processo nº 10070.000290/200372 Acórdão n.º 110300.466 S1C1T3 Fl. 3 5 respectiva. A Administração Tributária poderia ter notificado a interessada para que retificasse os erros materiais cometidos, procedendo aos ajustes necessários, optando assim pela alternativa menos gravosa para o contribuinte; durante o curso da diligência, a interessada reconheceu o erro de fato cometido e prontificouse a corrigilo mediante entrega de declaração retificadora, agindo dentro da mais estreita legalidade e dando o direito a ampla defesa; o princípio da ampla defesa e do contraditório são apenas manifestações de um princípio mais amplo, acarretando para o particular o direito de conhecer os fatos e o direito invocado pela autoridade administrativa, de ser ouvido pessoalmente, de apresentar provas e, também, de confrontar aquelas produzidas pela fiscalização. O que apenas reforça a arbitrariedade e ilegalidade do despacho decisório ora atacado. Requer a devolução dos autos à delegacia de origem, a fim de que sejam determinadas as retificações necessárias no LALUR e na DIPJ, a fim de refletir a adição da quantia de R$ 18.652.105,23 ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real do ano de 2001, atribuindose, por conseguinte, o direito creditório a que faz jus e homologandose as DCOMPS respectivas. A DRJ decidiu: “COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. O saldo negativo de IRPJ apurado ao final do período só pode ser restituído ou compensado com outros débitos se possuir os atributos de certeza e liquidez quanto à sua composição e desde que sejam atendidos os demais requisitos e formalidades legais. IRRF. ANTECIPAÇÃO DO IRPJ DEVIDO. No caso das empresas tributadas com base no lucro real, o IRRF constitui antecipação do IRPJ devido ao final do período de apuração, podendo ser deduzido na DIPJ no cálculo do imposto a pagar somente se as receitas correspondentes tiverem sido incluídas na DIPJ. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO. DESCABIMENTO. A retificação da DIPJ reservase à correção de erro de fato, não se destinando à inserção de ajustes no lucro real, mormente se tais ajustes correspondem ao exercício de uma faculdade atribuída ao contribuinte e por ele não exercida na época própria. EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. RESULTADO POSITIVO OU NEGATIVO EM PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS. EFEITOS. Os resultados positivos ou negativos em participações societárias contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial não afetam o lucro real do exercício, desde que os valores escriturados na contabilidade sejam os mesmos que os escriturados no LALUR.” Fl. 5DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO 6 A contribuinte, ora recorrente, alega: DO DIREITO DA RETENÇÃO DO IRRF E DO CORRESPONDENTE DIREITO AO CRÉDITO Como já afirmado, do montante pago a título de juros sobre o capital próprio pela Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. — Embraer, no valor de R$ 18.652.105,23, foram retidos na fonte R$ 2.797.515,75, conforme se depreende do informe de rendimentos acostado à manifestação de inconformidade. A Embraer tomou as devidas medidas no sentido de retificar as informações referentes à Recorrente nos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil, tal como se pode comprovar pelo documento anexado à manifestação de inconformidade (doc. 04 da manifestação). Dúvida não há, portanto, de que o IRRF no valor de R$ 2.797.515,75 foi efetivamente retido e pago pela fonte produtora dos rendimentos, a título de antecipação do imposto de renda anual da Recorrente, o que elimina qualquer possibilidade de questionamento acerca da origem do crédito, sua veracidade e seu montante. DO DIREITO AO APROVEITAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA NA FONTE RETIDO A TITULO DE ANTECIPAÇÃO No ano de 2001 a Recorrente detinha participação acionária na Embraer S.A. equivalente a 20% do capital votante e de 10,4421% no capital total daquela empresa, submetendose assim à obrigatoriedade de adotar o registro contábil dos investimentos pelo método da equivalência patrimonial para atender às normas emanadas da lei das sociedades por ações (Lei n°. 6.404/76). Outro aspecto de fundamental importância, e que aqui merece se realçado, reside no fato de que, ao seguir as determinações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os JCP não transitam pela conta de resultado, em razão do que o contribuinte deve fazer a respectiva adição ao lucro líquido para fins de determinação do lucro real, como forma de compatibilizar os comandos emanados da legislação societária e os ditames da legislação fiscal. A Recorrente contabilizou os JCP, no valor bruto R$ 18.652.105,23, recebidos da Embraer S.A. a crédito da conta de investimentos e, para fins de determinação do lucro real daquele período deveria têlo adicionado ao lucro líquido.Ocorre, entretanto, que, por erro, não o fez. Nada obstante, esse erro de fato é irrelevante juridicamente e não pode de forma alguma acarretar a perda do direito ao crédito do IRRF devidamente retido pela fonte pagadora, como a partir de agora se verá. o caso vertente, verificase, sem maior esforço, que o fato contido no enunciado da norma (cômputo na determinação do lucro real) como condição para aproveitamento do IRRF correspondente não resiste ao teste da relevância jurídica antes mencionado, porquanto a adição aludida viria apenas e tãosó a reduzir o saldo de prejuízos acumulados e de bases negativas então existente, sem qualquer impacto no que se refere ao saldo de imposto e contribuição a pa r no exercício de 2001 ou nos subseqüentes. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Processo nº 10070.000290/200372 Acórdão n.º 110300.466 S1C1T3 Fl. 4 7 O procedimento adotado pela Recorrente enquadrase na moldura dos denominados erros materiais ou de fato, deslizes irrelevantes juridicamente que não acarretam qualquer prejuízo ou perda de arrecadação para o Fisco, e, por isso mesmo, são passíveis de retificação a qualquer momento. Neste caso, não resta a menor dúvida de que estamos diante de erro de fato, uma vez que a Recorrente jamais tratou os rendimentos como nãotributáveis ou entendeu que estes tivessem outra natureza qualquer. Não. O que se passou foi simplesmente um erro de fato na medida em que se deixou tãosomente de fazer a adição da importância recebida ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real. O que o artigo 231, inciso III do RIR199 diz é que as receitas sobre as quais haja retenção de IRF e que sejam passíveis de adição ao lucro real dão direito a crédito. As demais receitas, ou seja, aquelas que mesmo tendo sofrido retenção na fonte não sejam passíveis de adição ao lucro real, quer porque estejam submetidas ao regime de tributação exclusiva no momento da percepção dos rendimentos, quer por qualquer outra razão não geram crédito de IRF. Não colhe, portanto, a interpretação da norma segundo a qual o IRF retido sobre receitas que sofreram retenção e que, mesmo sendo passíveis de adição, não o foram por erro de fato manifesto, perderia sua natureza de antecipação, transmudandose em imposto definitivo. Isto posto, o valor de IRF efetivamente retido pela fonte pagadora constitui crédito a favor do Recorrente, crédito este passível, inclusive, de restituição.Não colhe, portanto, a interpretação da norma segundo a qual o IRF retido sobre receitas que sofreram retenção e que, mesmo sendo passíveis de adição, não o foram por erro de fato manifesto, perderia sua natureza de antecipação, transmudandose em imposto definitivo. Isto posto, o valor de IRF efetivamente retido pela fonte pagadora constitui crédito a favor do Recorrente, crédito este passível, inclusive, de restituição. Cita opiniões doutrinárias acerca de erro de fato. Anexa jurisprudência. Como se vê, ao contrário do que afirmara decisão hostilizada, é sim possível a retificação de declaração por erro de fato, notadamente quando tal erro é identificado em período anterior ao lançamento, ainda no curso da diligência fiscal e o contribuinte expressamente o requer, exatamente como ocorre no caso presente, ainda mais quando este equívoco não causou — repitase — qualquer espécie de prejuízo ao Fisco, haja vista que a Recorrente possuía estoque de prejuízos fiscais e de bases negativas de CSSL mais que suficiente para absorver, com folga, a integralidade das receitas que não foram adicionadas. Em síntese, não se explica o porquê de as Dcomps apresentadas pela Recorrente não terem sido homologadas e seu direito creditório ter sido considerado "inexistente", quando a Administração Tributária poderia simplesmente ter notificado a Recorrente para que retificasse os erros materiais cometidos, procedendo aos ajustes necessários, optando assim pela alternativa legal menos gravosa para o contribuinte. Outro aspecto que chama atenção é a circunstância de a Recorrente ter reconhecido, durante o curso da diligência, o erro de fato cometido e terse prontificado a corrigilo mediante a entrega de declaração retificadora, providência esta que teria sanado por completo a falta cometida e possibilitado que a Administração Pública, agindo dentro da mais estreita legalidade, atingisse o mesmo objetivo da forma menos gravosa para a Recorrente. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO 8 Voto Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, Relator O recurso preenche o requisito de admissibilidade, motivo pelo qual dele tomo conhecimento. Nos termos do Parecer DIORT nº 35/2008 de 07/01/2008 (dentro dos cinco anos do pedido, de 14 /01/2003) (fls. 265/268) consta que o crédito pleiteado é proveniente de saldo negativo de IRPJ apurado ao final do anocalendário de 2001, demonstrado na DIPJ2002 nº 0966709, entregue em 28.06.2002 e que relativamente aos Juros sobre Capital Próprio (JCP) recebidos da Embraer S/A, no valor de R$ 18.652.105,23, verificouse que “não foram adicionados ao lucro líquido na apuração do lucro real”. Assim, o saldo dos prejuízos fiscais da recorrente foi diminuído do valor não adicionado referente a fonte. Contudo, a própria informação fiscal fl. 196 afirma: “A diligenciada argumenta que a não adição na ficha 09A apenas diminuiria o prejuízo fiscal do período, sem resultar em imposto a pagar e que nos anos posteriores a 2001 não pôde e não poderia utilizar como compensação a título de prejuízo fiscal o valor correspondente ao JCP recebidos, pela ausência de fatos que a permitissem.” Na ficha 9 A, observo que o saldo de prejuízos é R$ 23.349.205,87, adicionando os R$ 18.652.105,23, ainda resta saldo de prejuízo. Portanto, o fato da não adição referida, não pode mudar o outro fato que é a retenção dos R$ 2.797.515,75. Assim, reconheço o pedido da recorrente. Fica a cargo da DRF de origem atualizar os sistemas de controle dos prejuízos da SRF. Em face do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 26 de maio de 2011 Mário Sérgio Fernandes Barroso Fl. 8DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Processo nº 10070.000290/200372 Acórdão n.º 110300.466 S1C1T3 Fl. 5 9 Fl. 9DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000489/2007-30
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999
DECADÊNCIA. PRAZO PREVISTO NO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN.
É irrelevante designar a aplicação do art. 150, §4º ou o art. 173 do CTN quando ambas as regras fulminarem o crédito tributário pela decadência.
Numero da decisão: 2302-002.623
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi Presidente
Leonardo Henrique Pires Lopes Relator
Participaram à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, BIANCA DELGADO PINHEIRO e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 DECADÊNCIA. PRAZO PREVISTO NO CTN. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. É irrelevante designar a aplicação do art. 150, §4º ou o art. 173 do CTN quando ambas as regras fulminarem o crédito tributário pela decadência.
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 17546.000489/2007-30
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285096
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2302-002.623
nome_arquivo_s : Decisao_17546000489200730.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
nome_arquivo_pdf_s : 17546000489200730_5285096.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes Relator Participaram à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, BIANCA DELGADO PINHEIRO e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5019849
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610914680832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2134; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 1.264 1 1.263 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17546.000489/200730 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302002.623 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2013 Matéria Decadência Recorrente COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS AMBEV E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 DECADÊNCIA. PRAZO PREVISTO NO CTN. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. É irrelevante designar a aplicação do art. 150, §4º ou o art. 173 do CTN quando ambas as regras fulminarem o crédito tributário pela decadência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi – Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Participaram à sessão de julgamento os Conselheiros LIEGE LACROIX THOMASI (Presidente), JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, BIANCA DELGADO PINHEIRO e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de Débito, lavrada em 23/11/2006, em desfavor de Companhia de Bebidas das Américas – AMBEV e outros, responsáveis AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 04 89 /2 00 7- 30 Fl. 1334DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.265 2 solidários pelos débitos da empresa Assevi Segurança e Vigilância Patrimonial SC Ltda., devido ao não recolhimento de contribuições destinadas à Seguridade Social, referentes à parcela dos segurados empregados e da empresa, bem como do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e as destinadas a outras entidades e fundos, relativo à contratação de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, conforme determina o artigo 31, da Lei n° 8.212/91, na redação anterior à Lei n° 9.711/98. Inconformadas, todas as empresas responsabilizadas solidariamente pelo débito apresentaram Defesas Administrativas similares, à exceção da Indústria de Bebidas Antarctica S/A, que afirma ter sido incorporada pela empresa Fratelli Vita Bebidas Ltda., requerendo, portanto, sua exclusão do feito. O Acórdão de fls. 1.012/1.030 cuja ementa segue abaixo transcrita julgou parcialmente procedente a notificação, excluindo do lançamento o contribuinte incorporado, bem como retirando da base de cálculo do montante devido as contribuições destinadas a terceiros. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 01/01/1999 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. NÃO ELISÃO. A responsabilidade solidária não comporta beneficio de ordem, podendo o INSS exigir o total do crédito constituído da empresa contratante, a teor dos art. 30, inciso VI, da Lei nº 8.212/91, com a redação vigente à época dos fatos geradores, c/c art. 124, parágrafo único, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/66). GRUPO ECONÔMICO DE FATO. CONFIGURAÇÃO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Constatados os elementos necessários à caracterização de Grupo Econômico de fato, deverá a autoridade fiscal assim proceder, atribuindo a responsabilidade pelo crédito previdenciário a todas as empresas integrantes daquele Grupo. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁ1RIAS. O prazo decadencial para o lançamento de contribuições previdenciárias é de 10 anos. RELATÓRIO CORESPONSÁVEIS. A relação de corresponsáveis anexadas pela fiscalização tem como finalidade listar todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, que poderão ser responsabilizadas na esfera judicial, caso constatado ato praticado com infração de Lei. SELIC. TAXA DE JUROS. CARÁTER IRRELEVÁVEL. No âmbito da Previdência Social, a aplicação da multa moratória e de juros equivalentes à taxa SELIC às contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, não recolhidas até o vencimento, obedecem a disciplinamento próprio, inserto nos artigos 34 e 35, da Lei n° 8.212/91. Lançamento Procedente em Parte Irresignadas, as empresas interpuseram Recurso Voluntário constando o da AMBEV às fls. 1.042/1.063 em que se alegou sinteticamente: Fl. 1335DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.266 3 a) A decadência dos débitos fustigados, observandose o disposto no art. 173 inc. I do CTN; b) A vedação constitucional a que determinados temas sejam regulamentados por lei ordinária, como é o caso de matéria tributária; c) O fato de a AMBEV ser qualificada como responsável solidária pelos tributos devidos por outrem, não significa que a autoridade fiscal possa autuála sem proceder à fiscalização de eventual pagamento efetuado previamente pelo contribuinte; d) Não ter o auditor fiscal, no presente caso, procedido à fiscalização anterior da empresa prestadora de serviço, de sorte a confirmar a existência de crédito tributário do Fisco, fato este que pode ensejar a cobrança de tributação já extinta; e) Predominar, no processo administrativo, o princípio da verdade material com a finalidade de garantir a legalidade e exatidão da ocorrência dos fatos geradores; f) Não poder o descumprimento de um dever instrumental consistente na ausência da apresentação das guias e folhas de pagamento das empresas prestadoras de serviços com cessão de mãodeobra, ensejar a exigibilidade imediata de suposto crédito tributário devido pelo responsável solidário, sem a averiguação da regularidade fiscal da empresa prestadora; g) Ter o crédito tributário constituído sido estabelecido com valor superior ao máximo legal, em flagrante violação às normas reguladoras; h) Ter o auto de infração em vergaste imputado o suposto débito cobrado a inúmeras pessoas físicas cuja atividade nunca coincidiu com a administração e gestão das empresas recorrentes e que tampouco figuram como sócias das referidas pessoas jurídicas, demonstrandose, portanto, a irregularidade do presente lançamento; i) O fato de a inserção dos sócios e acionistas das recorrentes como corresponsáveis pelo pagamento dos débitos fiscais configurar medida arbitraria e contra a legislação pátria, uma vez que não constatou, na situação entelada, abuso algum à personalidade jurídica das empresas; j) Ter a AMBEV capacidade econômica amplamente conhecida pelo mercado e pela sociedade, possuindo, portanto, possibilidade de suportar o encargo tributário elucidado, sendo vedada a responsabilização das pessoas físicas referidas; k) A impossibilidade de se aplicar, no presente caso, a Taxa SELIC, por esta possui natureza eminentemente remuneratória; Já nos recursos evidentemente semelhantes das demais empresas afirmouse em síntese: Fl. 1336DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.267 4 a) Terem sido utilizados com fundamentos para a decisão ora recorrida conceitos provenientes do Direito do Trabalho que difere substancialmente do Direito Tributário; b) Caber ao poder Público o dever de apurar a existência de eventual débito fiscal por parte de contribuinte identificando corretamente o sujeito passivo da obrigação tributária; c) Deve ser o sujeito passivo da obrigação aquele estritamente definido em lei; d) Inexistir no Código Tributário Nacional definição legal de grupo econômico tampouco se prestar a esta finalidade o disposto no art. 30, inc. IX, da Lei nº 8.212/1991; e) Nos termos da estrita legalidade tributária, não possuir ato administrativo efeito algum perante o Sistema Tributário Nacional, não se acolhendo o disposto no art. 748 da Instrução Normativa 03/2205 que intenta conceituar grupo econômico; f) O fato de as empresas recorrentes estarem sendo representadas pelo mesmo escritório de advocacia não ignifica que as mesmas constituem grupo econômico; g) No caso em tela, não se pode falar em responsabilidade solidária das demais recorrentes, haja vista a plena capacidade econômica da AMBEV para cumprir com suas obrigações tributárias; h) Somente podese imputar às demais recorrentes responsabilidade solidária sobre os débitos da AMBEV, nos casos de inequívoca existência de vinculo entre as empresas e os fatos geradores das obrigações tributárias, ou diante da comprovação de fato danoso irregular decorrente do controle societário exercido pelos sócios/acionistas da pessoa jurídica em questão, o que não se constatou na situação em comento; i) A decadência do credito tributário em fustigo, haja vista o disposto no art. 173, inc. I do CTN; j) A inexistência de previa averiguação da situação fiscal da empresa contratada pela AMBEV, não se comprovando a presença de crédito tributário do Fisco; k) A constatação de equivoco da Autoridade Fiscal, quando da apuração do montante devido a titulo de contribuição previdenciária parte do empregado, por utilizar base de calculo maior do que a legalmente estabelecida; l) Impossibilidade de aplicação da taxa SELIC no presente caso, tendo em vista seu caráter eminentemente remuneratório. Fl. 1337DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.268 5 Ocorre que o julgamento do referido Recurso foi convertido em diligência, objetivando a juntada aos autos do Relatório Fiscal da NFLD nº 35.847.9142, a qual o lançamento em vergaste substituiu, bem como o Acórdão que s julgou nula, uma vez que considerouse imprescindível, para análise de eventual decadência do crédito tributário, a verificação da natureza do vício que culminou com a anulação do primeiro lançamento. Destarte, como pretendida, foi efetuada a juntada dos retrocitados documentos às fls. 1252/1262. Sem contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade Sendo o Recurso tempestivo, passo ao seu exame. Da Decadência Os presentes autos referemse à NFLD de número 35.848.4227, lavrada em substituição a lançamento anterior, sob o número 35.847.9142, em desfavor da Companhia de Bebidas das Américas – AMBEV e outros responsáveis solidários pelos débitos decorrentes de descumprimento de obrigação principal de empresa que lhe prestou serviços, estando os fatos geradores das contribuições previdenciárias compreendidos no período de 002/1997 a 01/1999. No caso em apreço, o lançamento foi realizado enquanto vigorava os art. 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, segundo os quais os prazos decadencial e prescricional das contribuições previdenciárias seria de 10 anos. Ocorre que, nas sessões plenárias dos dias 11 e 12.06.2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal–STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais aqueles dispositivos legais e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, Fl. 1338DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.269 6 como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A da Constituição Federal O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Lei n° 11.417, de 19/12/2006 Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. (...). ...Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. Temos que a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficaram obrigados a acatar a Súmula Vinculante. Assim, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplica ao caso concreto, uma vez que existem duas regras, aparentemente conflitantes, dispondo sobre a decadência de créditos tributários, tomando a primeira como termo inicial o pagamento indevido (art. 150, §4º), e a segunda o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido realizado ou a data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado (art. 173). Cumpre transcrever os referidos dispositivos legais: Fl. 1339DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.270 7 Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...). § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Imperiosa, portanto, a identificação do caráter do vício responsável por tornar nulo o lançamento anterior. Em se tratando de vício formal, devese aplicar o disposto no art. 173 inc. II do CTN, dispositivo que tem o condão de reiniciar a contagem do prazo decadencial, tomandose como ponto de partida a data da decisão que julgou nula a notificação original. Caso se constatasse que a nulidade decorreu de vício material, em se tratando de tributos cujo lançamento ocorre por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devese aplicar o disposto no art. 150 § 4º do CTN que determina prazo qüinqüenal para consumação da decadência contado a partir da data da ocorrência dos fatos geradores. No caso dos autos, contudo, após o cumprimento da diligência anteriormente solicitada, qual seja, a apresentação do Relatório Fiscal da NFLD nº 35.847.9142, a qual o lançamento em vergaste substituiu, bem como o Acórdão que a julgou nula, verificouse ser irrelevante se a contagem do prazo decadencial tem como fundamento o art. 150, §4º ou o art. 173 do CTN, uma vez que ambos levam à conclusão de que está decaído o período fiscalizado. Isso porque a decadência ocorreu em relação ao primeiro lançamento, objeto da NFLD nº 35.847.9142, que data de 20/01/2006. Assim, ainda que contado o prazo decadencial, em relação ao primeiro lançamento, nos moldes do art. 173, I, do CTN, que seria mais desfavorável ao contribuinte, estariam decaídas todas as competências em 31/12/2004. Imperioso ressaltar que, embora tenha havido anulação da NFLD nº 35.847.9142 por vicio formal, teoricamente fazendo com que o prazo seja contado a partir do último lançamento, os períodos já estavam decaídos desde antes, conforme ficou demonstrado. Fl. 1340DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI Processo nº 17546.000489/200730 Acórdão n.º 2302002.623 S2C3T2 Fl. 1.271 8 Ademais, na ocasião da revisão da NFLD nº 35.847.9142, era adotado o período decadencial de 10 anos. Desta feita, tenho como certo que as competências em exame foram atingidas pela decadência qüinqüenal. Da Conclusão Ante ao exposto, conheço do Recurso, para, no mérito, DARLHE TOTAL PROVIMENTO, reconhecendo a decadência de todas as contribuições previdenciárias lançadas. É como voto. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2013 Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 1341DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 0 1/08/2013 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por LIEGE LACROIX T HOMASI
score : 1.0
