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Numero do processo: 15922.000471/2008-59
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO FISCAL. RECIBOS APRESENTADOS SOMENTE COM A IMPUGNAÇÃO.
Deixando o contribuinte de atender à intimação fiscal para apresentar dos documentos comprobatórios das despesas médicas, os elementos que instruíram a impugnação, após submetidos ao exame pela autoridade administrativa de primeira instância, devem satisfazer os requisitos legais estabelecidos para o convencimento do julgador.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-002.384
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite (relatora) e German Alejandro San Martín Fernández que davam provimento. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jaci de Assis Júnior.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Melo.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO FISCAL. RECIBOS APRESENTADOS SOMENTE COM A IMPUGNAÇÃO. Deixando o contribuinte de atender à intimação fiscal para apresentar dos documentos comprobatórios das despesas médicas, os elementos que instruíram a impugnação, após submetidos ao exame pela autoridade administrativa de primeira instância, devem satisfazer os requisitos legais estabelecidos para o convencimento do julgador. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite (relatora) e German Alejandro San Martín Fernández que davam provimento. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jaci de Assis Júnior. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Melo.
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NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO FISCAL. RECIBOS APRESENTADOS SOMENTE COM A IMPUGNAÇÃO. Deixando o contribuinte de atender à intimação fiscal para apresentar dos documentos comprobatórios das despesas médicas, os elementos que instruíram a impugnação, após submetidos ao exame pela autoridade administrativa de primeira instância, devem satisfazer os requisitos legais estabelecidos para o convencimento do julgador. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido(s) o(s) Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite (relatora) e German Alejandro San Martín Fernández que davam provimento. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jaci de Assis Júnior. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso –Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior – Redator designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 92 2. 00 04 71 /2 00 8- 59 Fl. 51DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado d igitalmente em 10/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Melo. Relatório Versam os autos sobre Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, fls. 17/19, na qual se exige R$ 502,89, de imposto suplementar, R$377,16, de multa de ofício de 75%, e acréscimos legais decorrentes da revisão da declaração de rendimentos relativa ao exercício de 2004, ano calendário de 2003, em face de glosa de despesas médicas, no montante de R$ 25.430,00, por falta de comprovação, vez que regularmente intimado, o contribuinte não atendeu a intimação Apresentada Impugnação de fls. 1/46, na qual o contribuinte contesta parte da glosa das despesas médicas, a ação fiscal foi julgada procedente, sob o fundamento de que se deve manter a glosa do valor de R$ 25.430,00, vez que a documentação ofertada pelo contribuinte para a comprovação das despesas médicas, não estavam acompanhadas da comprovação da assunção do efetivo encargo financeiro, pela confirmação do respectivo trânsito financeiro por meio de saques bancários coincidentes com as quantias glosadas Nas razões de Voluntário (fls. 46/47), o recorrente: · Argumenta que em nenhum momento alegou cerceamento de defesa. · Estranha a desqualificação dos recibos por ele apresentados para a comprovação das despesas médicas e uma vez que o pagamento em espécie não é proibido, razão pela qual não concorda com o argumento de que além do recibo, também tornase necessário o pagamento em cheque e/ou em forma de transferência bancária a favor do profissional prestador dos serviços, para que torne o documento hábil. · Ressalta que a exigência de relatório médico após o atendimento a pacientes não portadores de doenças crônicas ou graves também não pode ser motivo para entre outros a autoridade julgadora, exija como complemente de prova da prestação dos serviços. · Assevera que os documentos apresentados junto a IMPUGNAÇÃO referemse ao pagamento 'efetuado em espécie nas datas como se apresentam, contra prestação de serviços médicos relacionados como dedutíveis e efetuados dentro do ano calendário, plenamente identificados pelo CPF, os quais a Receita Federal tem acesso para identificálos como hábeis. · Destaca que como provado, teve a época capacidade financeira para usufruir do direito de juntamente com sua família dos atendimentos médicos profissionais, todos comprovados pelos documentos já juntados . Fl. 52DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado d igitalmente em 10/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 15922.000471/200859 Acórdão n.º 2802002.384 S2TE02 Fl. 52 3 · Observa que talvez a principal dúvida consista quanto aos profissionais prestadores de serviços encontraremse domiciliados em outro Estado da Federação e não em Jundiaí/SP. O que é justificado vez que sua família encontravase residindo em Nova FriburgoRJ, embora o seu trabalho fosse em SÃO PAULOSP. · Ressalva que não existe MATÉRIA INCONTROVERSA em face das despesas médicas deduzidas, cujos recibos encontramse juntados na IMPUGNAÇÃO. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos de admissibilidade. Dele tomo conhecimento. Verificase que não consta dos autos a intimação para o contribuinte apresentar documentação comprobatória da prestação dos serviços médicos declarados com indicação do efetivo dispêndio por meio de documentação bancária. Na fundamentação do lançamento:” Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu a Intimação até a presente data. Em decorrência do não atendimento da referida Intimação, foi glosado o valor de R$ 25.430,00 deduzido indevidamente a titule de , Despesas Médicas, por falta de comprovação.” Em primeira instância o lançamento foi mantido sob o fundamento de que: “Equivocase o contribuinte ao entender que recibos anexados aos autos, são suficientes e hábeis para a comprovação dos pagamentos e das deduções pleiteadas na DIRPF Exercício 2004, Ano calendário 2003. O imposto de renda tem relação direta com os fatos econômicos. Quando a um ato jurídico se segue a tributação, não quer dizer que se tribute aquele, mas sim o fenômeno econômico que está por detrás dele. Não pode o contribuinte alegar simples forma jurídica se o fenômeno econômico não ficar provado, e, não consta dos autos qualquer comprovação do efetivo pagamento das despesas constantes dos recibos emitidos. O contribuinte deve levar em conta que o pagamento das despesas médicas não envolve apenas ele e o profissional de saúde, mas também o Fisco caso haja intenção de se beneficiar desta dedução na declaração de rendimentos. E, por isso, deve se acautelar na guarda de elementos de prova da efetividade do pagamento e do serviço prestado. A prova definitiva e incontestável da despesa médica é feita com a apresentação de documentos que comprovem não só a efetividade do pagamento, mediante cópia de cheques nominativos e de extratos bancários, mas também a realização dos serviços prestados pelos profissionais, através de exames, laudos médicos, etc. O recibo é apenas uma prova simples que pode ser contestada por diversos elementos coletados no decorrer da ação fiscal. Assim, a comprovação das despesas havidas por meio de recibos é muito frágil. A apresentação destes documentos, em muitos casos, deve servir apenas como ponto de partida para a comprovação, não podendo o fisco se satisfazer apenas com eles. Ainda que os recibos preencham os requisitos legais acima, não possuem valor probante absoluto e são analisados dentro do conjunto de provas apresentado. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado d igitalmente em 10/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Havendo dúvidas quanto à efetiva prestação dos serviços neles indicados, a autoridade fiscal pode lançar mão da prerrogativa dada pela legislação de exigir a comprovação efetiva tanto do serviço quanto do pagamento.” Vejamos: A princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direito/dever de o fisco intimálo a comprovar por outros meios o desembolso e a prestação do serviço. A dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. O ponto de partida é a imputação feita no lançamento, se nele não há apontamento de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, nem qualquer objeção quanto aos requisitos formais destes documentos, não há elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas É certo que o artigo 73 do RIR/99 estabelece em seu caput que “todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora”. Todavia não contém o RIR/99 ou outro diploma legal qualquer permissivo genérico para a exigência dos comprovantes de efetivo desembolso, independentemente de fundamentação Assim, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço, na esteira do comando legal do §3º do art. 11 do DecretoLei nº 5.844, de 1943. O caso concreto é de resolução simples, na medida em que o lançamento de ofício não pode prevalecer diante dos recibos apresentados pelo contribuinte aos quais a autoridade lançadora ou a autoridade julgadora de primeira instância, não atribuem vício algum, exceto a necessidade de comprovação de efetivo desembolso. Ademais, a autoridade lançadora sequer esclareceu quais os pagamentos estavam sendo glosados. Analisando a declaração de ajuste anual, exercício 2004,fls. 08/09, verificase que o contribuinte deduziu da base de cálculo do IRPF, a título de despesas médicas, o valor de de R$ 25.430,00. Entretanto, ao relacionou no campo s pagamentos efetuados a título de despesas médicas as seguintes despesas : :Cláudio Roseubaum, , no valor de R$200,00,Coinf. Centro Odont. Integr. De N Friburgo SC LTDA, , no valor de R$1.185,00, Odontológica Imagem . Odontológica Terceiro Milenio, , no valor de R$45,00, Dr. A Ismélia Rodrigues Monteiro, , no valor de R$2.800,00,Dr. Sormani Gama Pereira, , no valor de R$3.600,00, Marcio Caetano do Vale, , no valor de R$5.800,00, Sandro Caetano do Valle, , no valor de R$6.200,00 e Maria Venina R. da Conceição, no valor de R$14.400,00. Total das despesas médicas relacionadas = R$33.830,00. Na fase impugnatória apresentou os seguintes comprovantes, fls. 12/27, Cláudio Roseubaum, , no valor de R$200,00, Odontológica Imagem . Odontológica Terceiro Milenio, , no valor de R$45,00, Vânia Lucia Bonin Freitas, no valor de R$5.600,00, Dr. A Ismélia Rodrigues Monteiro, , no valor de R$2.800,00, Dr. Sormani Gama Pereira, , no valor de R$3.600,00, Marcio Caetano do Vale, , no valor de R$5.800,00, Sandro Caetano do Valle, , no valor de R$6.200,00, totalizado o valor de R$24.245,00. Na impugnação o contribuinte informa que o valor de R$1.185,00, apesar de ter sido pago por ele a ,Coinf. Centro Odont. Integr. De N Friburgo SC LTDA, referese a Fl. 54DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado d igitalmente em 10/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 15922.000471/200859 Acórdão n.º 2802002.384 S2TE02 Fl. 53 5 beneficiário que não está relacionado em sua declaração de rendimentos como dependente, ou seja o seu pai. Assim, cotejando a imputação constante da Notificação de Lançamento, a impugnação, a peça recursal e os documentos trazidos aos autos, especificamente os recibos fls. 12/27, considero que não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas, tendo em vista que esses preenchem os requisitos do Art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$24.245,00 (vinte e quatro mil, duzentos e quarenta e cinco reais). (assinatura digital) Dayse Fernandes Leite Relatora Voto Vencedor Conselheiro Jaci de Assis Junior, Redator designado Em que pese a fundamentação utilizada pela ilustre Conselheira Relatora, permitome discordar da conclusão do voto no que diz respeito à dedutibilidade das despesas médicas pleiteadas pelo contribuinte em sua Declaração de Ajuste Anual. Conforme observou a ilustre Conselheira Relatora, consta da fundamentação do lançamento, fls. 29, que “Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu a Intimação até a presente data. Em decorrência do não atendimento da referida Intimação, foi glosado o valor de R$ 25.430,00 deduzido indevidamente a titule de , Despesas Médicas, por falta de comprovação.” Diante do não atendimento à intimação fiscal, coube a autoridade lançadora glosar a totalidade das despesas médicas declaradas pelo contribuinte. De outro giro, como o contribuinte instruiu sua peça impugnatória com os recibos de fls. 12 a 26, à autoridade julgadora de primeira instância confere a tarefa de examinálos à luz da legislação que regulamenta a matéria. Nesse sentido, o acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento entendeu que uma vez estarem ausentes da comprovação da efetividade da prestação do serviço médico e da comprovação do pagamento, os recibos apresentados não seriam suficientes para o convencimento do julgador da certeza da dedução pleiteada. Uma vez estabelecido os elementos necessários ao convencimento do julgador, ao recorrente caberia instruir sua peça recursal com os referidos elementos, o que não ocorreu no presente caso. Além do mais, cumprese observar que o exame dos mencionados recibos revela que eles, ao contrário do que afirmou a ilustre Conselheira Relatora, não cumprem os requisitos formais estabelecidos no inciso III, § 2° do art. 8° da lei n. 9.250, de 1995, haja vista Fl. 55DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado d igitalmente em 10/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 que as deduções das despesas médicas são limitadas a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro de Pessoas Jurídicas de quem recebeu. Conforme se vê às fls. 13, o recibo apresentado, por ter sido emitido por pessoa jurídica, não atende aos requisitos legais, haja vista estar desacompanhado da nota fiscal específica. Por sua vez, os recibos de fls. 14 a 16 e 21 a 26, não indicam o beneficiário dos respectivos tratamentos. Já os recibos de fls. 17 a 20, além de não indicarem o beneficiário do tratamento, não especificam o número de inscrição da pessoa emitente no respectivo conselho profissional, que regulamenta a profissão. Portanto, deixando o contribuinte de atender à intimação fiscal para apresentar dos documentos comprobatórios das despesas médicas, os elementos que instruíram a impugnação, após submetidos ao exame pela autoridade administrativa de primeira instância, devem satisfazer os requisitos legais estabelecidos para o convencimento do julgador. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 56DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado d igitalmente em 10/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10283.002335/90-35
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ACORDÃO N2 ,CSRF703-01.833 Recurso n 2: RP/303-01.017 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrido : TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: SENIP TOSHIBA AMAZONAS S/A I - Infração administrativa ao controle das importaç6es. II - Emissão da GI após chegada da mercado ria ao pais, mas antes do registro d -a- respectiva declaração de importação, momento do fato gerador do imposto (art. 23 do Decreto-lei n9 37/66). III- Caracterizado embarque da mercadoria no exterior antes de emitida a GI e não importação sem GI oudocumentoequi valente. Infração punida na forma do inciso VI do art. 526 do Regulamento Aduaneiro. IV - Negado provimento ao Recurso da Pro- curadora da Fazenda Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos - de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar apresente julgado. ala dÁs Se,...Oes (DF), em 27 de setembro de 1991. .( /, MA-,AM 117 - PRESIDENTE Z 'OLA A COSTA , - RELATOR IRAN DE LIMA — PROCURADOR DA FAZENDA NACIO- NAL DAM£FP/OF-3ECOB N 9 084/90 V.V. Participaram; ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, JOSÉ ALVES DA FONSECA, UBALDO CAMPELO NETO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JüNIOR e 1Ç1 SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL x, . p4 ' ._ , , zr,r)vir:-.(-) ri lnu r-o rF-nr-r•,i_ PROCESSO N 2 10283/002335/90-35 RECURSO N 2 RP/303-1.017 ACÓRDÃO CSRF/ 03-01.833 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : 3 4 CÂMARA DO 3 2 CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: SEMP TOSHIBA AMAZONAS S/A RELATÓRIO A Procuradoria da Fazenda Nacional, irresignada com a de cisão proferida pelo Conselho de Contribuintes nos autos do processo em referencia, interpOs o presente recurso especial para ver restabe. lecida a aplicação da penalidade prevista no inciso II do art. 526, do RA, posto ter a recorrida, mesmo acolhendo a infração descrita nos autos, desclassificado tal sanção para a prevista no inciso VI do mesmo dispositivo legal. Afirma a recorrente que o acórdão recorrido contraria as disposições constantes do inciso II do já mencionado art. 526, uma vez que a empresa autuada importou insumos diversos antes de emitida a respectiva Guia de Importação. Lembra a peticionária que a autuada contestara a autua- ção alegando que a G.I., emitida pela CACEX, não é documento consti- tutivo de seu direito de importar, o qual é garantido pela aprovação de projeto pela SUFRAMA. Quanto a isso, defende a recorrente não ser a G.I. um do cumento meramente declaratório do direito de importar, caracterizan do-se num documento essencial ao despacho de importação e, no caso da Zona Franca de Manaus, sua essencialidade é verificada no art. 35 do DL n 2 1455/76, regulamentado pela Portaria Interministerial n2 192/76 que estipula em seu item I: "as importações efetuadas através da Zona Franca de Manaus ficam sujeitas à obtenção de Guia de Impor- tação, previamente ao embarque das mercadorias no exterior." Faz menção à IN-SRF n 2 89/83 que, normatizando o assun- to, interpreta que a emissão da Guia de Importação após o embarque das mercadorias não exclui os benefícios fiscais previstos no D.L. n 2 288/67 o que, porém, não prejudica a aplicação das penalidades previstas. A emissão da G.I. após o ingresso das mercadorias no I país, prática esta normatizada pela Port. n 2 222/81, visa dar cober à1--- MN ) PROCESSO N9 1G283/002.335J90-35 3. <;rpvir:,:•:-) rk3n1 Ir 0 rFDEPAL tura à formalização do despacho aduaneiro, mas nem por isso tem o condão de elidir a infração já configurada. Sendo assim, à semelhança do que decidiram os acórdãos 303-25.264 e 303-25.182, não há como eximir a empresa do pagamento da multa exigida no auto de infração, uma vez que importou mercado- rias ingressadas no pais anteriormente à emissão da G.I. O contribuinte, paralelamente à apresentação de suas contra-alegações, dirigiu a esta Câmara Superior, recurso especial, o qual não foi objeto do despacho do Presidente da Câmara recorrida, previsto no art. 5 2 da Portaria n 2 434/79. Contraditando as razões da recorrente, expOe o sujeito passivo que, se realmente a infração tivesse sido cometida, consis tina esta na emissão tardia da G.I., à qual corresponde a penalida- de descrita no inciso VI do art. 526, e não na importação sem guia a que se reporta o inciso II desse mesmo artigo. Assim, prossegue, o entendimento não pode ser outro se- não o de que o processo administrativo de importação já estava con- cluído, restando apenas a emissão da guia para bem formalizar o ato, k-PTaticado em razão de projeto aprovado pela SUFRAMA . É o relatório. YrkW \14. , 4. Proc. 0- 10283-002335/90-35 5 FF rt VV.; O r UM . Ir: r.-..) rrDEPAL Ac. CSRF/03-01.833 VOTO A mercadoria foi embarcada, no exterior e descarre- pada em territário nacional, antes que tivesse sido emitida a cor- respondente guia de importação. A autoridade julgadora local, 3M primeira instância, entendeu que com a entrada da mercadoria se ca - racterizara uma importaçao sem GI ou documento equivalente, razao pela qual exigiu da empresa o pagamento da multa de que trata o inciso II do art. 526 do Regulamento Aduaneiro. - O Recurso Especial / interposto contra a decísao no unanime da douta 3a. Cara do 3 .0. Conselho de Contribuintes í mani - festa o mesmo entendimento da digna autoridade administrativa local. Peço vênia para discordar da douta Procuradora da Fazenda Nacional. Com efeito, o sinales fato de haver descarregado a mercadoria não configura ainda em sua plenitude o conceito de im __, - portaçao para os efeitos da legislaçao especifica. Deve-se salientar, como consta dos autos, que a im- portadora não se descuidara da obtenção do documento mas estavam em curso suas gestEes junto às autoridades governamentais competen tes (SUFRAMA e CACEX), com razoável antecedência, de modo que fi- cara ela a depender de autorizaçães cujo desfecho dependia to sá . -, de decis ooes unilaterais desses rgaos sem que ela pudesse exercer qualquer interferência. Ademais, nesse ínterim, a transação comer- cial com o exportador estrangeiro estava em curso e foi concluída, sendo a mercadoria sob encomenda afinal posta para embarque nos por tos estrangeiros, submissa às desossas normais de armazenagem e capatazia, etc. A demora na expediçao do documento admita-se como normal, não vindo a justificar para a importadora tenha determina do o embarque no exterior, por sua conta e risco, ciente de que co metia uma infraçao, já que no obtivera ainda a CI. O que acima se relata, como está nos autos, serve - _ - para demonstrar que "importaçao" no se resume no mero ato de fazer ingressar a mercadoria no territário nacional, mas percorre toda uma tramitação, fase por fase, sob pena de se tornar um descaminho. . Â- Acrescente-se ainda que essa tramitaçao, alem do pedido de licencia mento, prossegue com outros procedimentos da iniciativa do impor 04 li ) 5. Proc. n 2 10283-002335/90-35 ,;FTH IÇO rim! TDFP Ac. CSRF/03-01.833 tadar, junto às autoridades portuárias no porto da descarga e peran te a administração aduaneira. Nesses procedimentos, o contribuinte vai manifestar a sua intenção e seu interesse de dar continuidade à sua importaçao ate obter o desembaraço aduaneiro, condiçao para afi nal receber sua carga. Não á demais lembear ainda que o contribuinte tem que cumprir prazos para promover o despacho das mercadorias ou dar- -lhe continuidade, sob risco de vir a cometer a infração de aban - dono cuja pena será a declaraçao especifica a que se segve o proces se para aplicação da pena da perdimento, em favor da Fazenda Nacio- nal. No caso desta importação, está comprovado que, final mente, a CACEX expediu a GI (ou GIs) em data anterior à do registro da declaração de importação, momento essa que se deve ter como acue le em que, formalmente, ocorreu o fato gerador do imposto de impor- tação (art. 23 do Decreto-lei n g 37/66). Como bem admite a Fazenda Nacional, no seu Recurso, a GI atende à formalizaçao do despacho a- duaneiro, o que induz a convicção de que, na espécie, completado o despacho aduaneiro com a existância da GI, a infração que restou a descoberto foi a do embarque antes da emissao da GI ou documento e- quivalente, conforme previsto no inciso VI do art. 526 do RA. A penalidade do inciso II do mesmo art. 526 está re- servada à infração descrita como: "importar mercadoria do exterior sem guia de ím portaçao ou documento equivalente...." A previsão á para os casos em que não tenha sido emi tida, a Gi atá o momento do registro da DI. G caso mais comum á o da divergância de mercadoria, isto á, entre a licenciada na Gi e aquela que se verifique em conferencia física, divergáncia usualmen te atestada através de laudos laboratoriais. No caso em foco, existe (m) a(s) guia (s) de impor- tação, emitida (s) especificamente para a(s) mercadoria(s) constan- te (s) do despacho de importação. Por entender que a decisão da 3a. Câmara do 3 g Canse lho de Contribuintes foi exarada cám os melhores fundamentos de di reito, voto para negar provimento ao Recurso Especial. Sala das 5 ssd e s , em 27 de setembro de 19!. Jo o Iolanda Costa 041!Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10735.003348/2003-79
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS PROVENIENTES DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS. AUSÊNCIA DE PROVAS DA ORIGEM DOS RECURSOS. LANÇAMENTO MANTIDO.
Regularmente intimado para tanto e incapaz de comprovar a origem de valores depositados em suas contas bancárias, segundo extratos apresentados pelo próprio contribuinte, é de manter-se o lançamento.
PEDIDO DE LIBERAÇÃO DO PAGAMENTO DE JUROS. FALTA DE FUNDAMENTO LEGAL. PEDIDO NEGADO.
Pedido de liberação do pagamento de juros, fundado tão somente na falta de recursos para fazer frente ao débito. Ausência de fundamento legal para o deferimento.
Recurso improvido.
Numero da decisão: 2802-002.253
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 24/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas De Mello (Relator), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS PROVENIENTES DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS. AUSÊNCIA DE PROVAS DA ORIGEM DOS RECURSOS. LANÇAMENTO MANTIDO. Regularmente intimado para tanto e incapaz de comprovar a origem de valores depositados em suas contas bancárias, segundo extratos apresentados pelo próprio contribuinte, é de manterse o lançamento. PEDIDO DE LIBERAÇÃO DO PAGAMENTO DE JUROS. FALTA DE FUNDAMENTO LEGAL. PEDIDO NEGADO. Pedido de liberação do pagamento de juros, fundado tão somente na falta de recursos para fazer frente ao débito. Ausência de fundamento legal para o deferimento. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 00 33 48 /2 00 3- 79 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 24/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas De Mello (Relator), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Relatório Contra o contribuinte foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física (fls.6970; 7478), referente ao exercício 1999, anocalendário de 1998, em razão de suposta omissão de rendimentos provenientes de depósitos bancários de origem não comprovada. Impugnou o lançamento (fls. 8696), aos seguintes argumentos. Alega que está impossibilitado de apresentar os documentos que comprovariam a movimentação bancária uma vez que, foram destruidos em virtude de uma enchente ocorrida em Angra dos Reis, juntando registro de ocorrência policial, relatando o fato e o extravio de documentos e termo de interdição de sua residência pela Municipalidade. Tece diversas considerações jurídicas sobre a CPMF, sua natureza e a constitucionalidade de sua exigência. Por fim, solicita que o auto de infração seja tido por improcedente pelo fato de estar impossibilitado de apresentar a comprovação dos ingressos numerários e “pela inconstitucionalidade da cobrança, ora retroativa”. Em julgamento, a 2ª Turma da DRJ/RJOII, em sessão realizada no dia 25/06/2007, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, aos seguintes fundamentos: que o imposto cobrado nos autos é o imposto de renda e não a CPMF, não tendo pertinência com a matéria dos autos a discussão da constitucionalidade da cobrança da referida contribuição; que os informações obtidas a partir da cobrança da CPMF podem ser usadas para fim de fiscalização tributária; que o lançamento se fundamenta na Lei n.9.430/96, que estabelece presução legal de omissão de rendimentos, se o contribuinte, regularmente intimado, não comprova mediante documentação idônea a origem dos recursos creditados em sua conta Fl. 141DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10735.003348/200379 Acórdão n.º 2802002.253 S2TE02 Fl. 141 3 bancária; que, intimado, o contribuinte não se desincumbiu de tal ônus; que a alegação de extravio de documentos não o impedia de contatar aquelas pessoas ou instituições que depositaram os valores questionados. Cientificado da supramencionada decisão, conforme fl. 127, o contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 128, atacando a decisão exarada pela DRJ, repisando os argumentos esgrimidos em sua impugnação e acrescendo que não tem meios para pagar os juros, que alcançam valor maior que o principal, tendo feito tentativas junto a Receita de pagar o principal; que não tem meios de fazer frente ao débito que lhe é imputado, com os parcos recursos de sua aposentadoria, tecendo considerações acerca da ideia de Justiça; que o lançamento tributário não pode fundarse em meras presunções ou indícios; que pede seja ao menos exonerado do pagamento de juros, pelas razões já expendidas. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, relator. Em sede preliminar, registrese que restou superada na presente sessão de julgamento o óbice da eventual necessidade de sobrestamento da apreciação deste recurso levantado pelos Emin. Cons. Drs. German Alejandro San Martín Fernandez e Julianna Bandeira Toscano, já que o Recorrente apresentou espontaneamente seus extratos bancários, razão pela qual o recurso deve ser conhecido, por tempestivo, nos limites de seu objeto, isto é, a omissão de rendimentos provenientes de depósitos bancários de origem não comprovada. Na ação de fiscalização que deu origem ao lançamento, o que despertou a atenção do Fisco para a situação do contribuinte foi a movimentação financeira, evidenciada pelo recolhimento de CPMF, em montantes expressivamente superiores aos rendimentos declarados pelo mesmo. Regularmente intimado, o contribuinte trouxe aos autos voluntariamente cópias dos extratos de suas contas bancárias, alegando a impossibilidade de compravação da origem dos valores depositados, em razão do extravio da documentação que mantinha em sua guarda, em razão de tragédias climáticas que atingiram a região de Angra dos Reis. Embora constem dos autos elementos que a princípio corroborem as alegações do contribuinte quanto à sua trágica circunstância, tais fatos não o eximem de comprovar a origem dos depósitos em suas contas bancárias, assistindo razão à DRJ ao afirmar que poderia e deveria o contribuinte haver feito esforços no sentido de contactar as pessoas ou instituições responsáveis pelos depósitos, de modo a obter elementos que pudessem comprovar ao menos em parte sua origem, o que não fez. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 Quanto à alegação de que o lançamento não pode fundarse em mera presunção, de fato, como exposto pela DRJ em seu acórdão, a Lei n.9.430/96, em seu artigo 42, institui e autoriza o uso de tal presunção, sendo certo que foram desconsiderados movimentações relativas a depósito da aposentadoria do contribuinte ou de resgates de investimentos em seu nome. Por fim, o pedido de exoneração do pagamento de juros não pode ser acolhido, por falta de fundamento legal. Desta forma, é de negarse provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Fl. 143DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N 2 10680/000.627/90-13 AAP Sessão de 21 de outubro de ig 93 ACORDÃO N9 CSRF/01-01.600 Recurso ne. RP/106-0.278 Recorrente . FAZENDA NACIONAL Recorrido SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: JOSÉ MARIA DE SALES IRPF - CÉDULA "E" - RENDIMENTOS - OMISSÃO - VA- LOR LOCATIVO - IMÓVEL CEDIDO A DEPENDENTE ECO- NÔMICO - Incablvel a exigencia de imposto inci — dente sobre o valor locativo de imOvel, quando o mesmo estiver gratuitamente cedido a dependen te considerado encargo de família. IRPF - CÉDULA "G" - INCIDÊNCIA DO IMPOSTO - LI- MITE DA RECEITA BRUTA - Oferecidas ou não à tri butação na declaração de rendimentos comprovada mente obtidas com a atividade rural estão su- jeitos à incidencia do imposto com atendimento ao limite de 15% estabelecido no Art. 60 do RIR/ /80. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recurso Fis cais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julga- do. Sala •..s SessOes (DF), em 21 de outubro de 1993. MA Agir - PRESIDENTE 1 JOSE C A RLOS GUIMARÃES - RELATOR Á , 7 ded 4' LUIZ FERNANDO O , E I ".. fMORAES - PROCURADOR DA . FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, IRINEU SDWIANER, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, TEILA MARIA SCHERRER TEITÃO,CAR- LOS WALBERTO CHAVES ROSAS, CELI DEP= MARIZ DELDUQUE, AFONSO CELSO MATTOS LOU- RENÇO, RAFAEL GARCIA CALDERON BARRANCO, DICLER DE ASSUNÇÃO, JACKSON GUEDES FER- REIRA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausente justificadamente o Conselheiro AQUI- TES RODRIGUES DE OLIVEIRA. 1.)t 44 ! .1 g i 1 4 " SERVIÇO PÚBLICO FEDER/kl PROCESSO N° 10680/000.627/90-13 • RECURSO P49: RP/n 2 F06-0.278 ACORDÃOW : cs.RF/01-,01.6w RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : SEXTA CÂMARA DO 1 2 CONSELHO DE CONTRIBUINTES RELATÓRIO A FAZENDA NACIONAL, por seu Procurador junto à Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, recorre para a Cama- ra Superior de Recursos Fiscais, pleiteando a reforma do AcOrdão n 2 106-04.600, de 05/05/92, prolatado no julgamento do recurso vo- luntário n 2 65.795, interposto pelo contribuinte - Pessoa Física - JOSÉ MARIA DE SALES. A decisão recorrida está assim ementada: IRPF - CÉDULA "E" - RENDIMENTOS - OMISSÃO -VALOR LOCATIVO - IMÓVEL CEDIDO A DEPENDENTE -ECONÔMICO - Incabível a exigencia de imposto incidente so- bre o valor locativo de imOvel, quando o mesmo estiver gratuitamente cedido a dependente consi- derado encargo de família. IPRF - CÉDULA "G" - INCIDÊNCIA DO IMPOSTO-LIMI- TE DA RECEITA BRUTA - Oferecidas ou não à tribu tação na declaração de rendimentos comprovadamen te obtidas com a atividade rural estão sujeitos a incidencia do imposto com atendimento -ao limi- t n te de 15% estabelecido no Art. 60 do R r'-/80. 4 , • SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 3. AcOrdão n 2 CSRF/01-01.600 Discute-se duas questões, em litígio: a primeira re fere-se a "atribuição de valor locativo a imOvel cedido pelo con- tribuinte" (Art. 31 do RIR/80) e a segunda a "determinação do va- lor tributável na exploração de atividades rurais" (Art. 60 do RIR/80. Provocou a primeira questão o fato de o contribuinte no ter feito constar em suas declaraçoes anuais de rendimentos (exercidos 1985 e 1986) valores correspondentes a rendimentos de alugueis de determinado imOvel urbano, de sua propriedade em Belo Horizonte. Assim, com base em informações provenientes da Prefei- tura Municipal daquela cidade (fls. 70) foram arbitrados alugueis à base de 10% do valor venal. Na fase impugnatOria, viria o contribuinte autuado alegar tratar-se de imOvel cedido gratuitamente a filho universi- tário, relacionado como dependente. A exigencia fiscal foi mantida em primeira instancia e sua manutenção fundamentou-se no entendimento de que o contri- buinte autuado não trouxe provas para corroborar a alegação de que o imOvel estava realmente cedido a dependente, razão pela qual foi mantida a exigencia fiscal (fls. 95 a 99). Relativamente à segunda questão, que trata de deter- minação do valor tributável na exploração de atividades rurais, tanto a exigencia fiscal quanto a decisão de sua manutenção, em primeira instancia, fundamentaram-se no entendimento de que os ren dimentos originalmente relacionadas à atividade rural (Cedula "G") quando omitidos perdem, apOs o lançamento de ofício, o direito de serem tributados no limite de 15% (quinze por cento) da receita bruta apurada (Art. 60, §, 1 2 , RIR/80). , SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 4. Acórdão n 2 CSRF/01-01.600 A Camara recorrida, por maioria de votos, deu provi_ mento ao recurso voluntário interposto contra o ato da autoridade de primeira instancia, por entendimento que, no caso do imóvel em_ prestado ao filho dependente, "não cabe à fiscalização o questio- namento a respeito do motivo pelo qual o dependente não reside com os pais", e, no que se refere à omissão de receita da Cedula "G", por entender que "tal favor fiscal está efetivamente capitulado na legislação". A douta Procuradoria insurge-se contra esse entendi- mento adotando como raz6es do recurso especial a divergencia con- substanciada na declaração de voto (fls. 115 e 116), atraves da qual o Conselheiro declara: a) quanto a questão do imóvel cedido, o fundamento da decisão singular foi o de que o contribuinte não trouxe "provas para corroborar o que alega" (fls. 97), e que o fa- to de a Universidade frequentada pelo filho dependente estar lo- calizada na mesma cidade de residencia do sujeito passivo foi ape nas um comentário emitido pelo Auditor em sua informação fiscal; h) quanto a determinação do valor tributável na exploração agro- pastoril, "a limitação a 15% (quinze por cento) da receita bruta (...) e favor fiscal só concedido, nos termos do parágrafo único do art. 60 do RIR/80, a quem apure os resultados de acordo com as instruçOes daquela sub-seção, ou seja, declara espontaneamente". (fls. 116). O recurso foi admitido pelo iluStre -PreSidente da , Camara recorrida, atraves do despacho de fls. 121. Intimado, o contribuinte tempestivamente ofereceu contra-razOes de fls. 125 a 136, onde reitera as raz3es postas na 1 impugnação e no recurso, salienta que em momento algum lhe foi exi_ tit gido provas da ocupação do imóvel por seu filho ' faz anexar có- /I 11' l'n _.------- ' 1 SERViCO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 5. AcOrdão n 2 CSRF/01-01.600 pias de correspondencias/documentos encaminhados ao endereço . do imOvel cedido, todos tendo seu filho como destinatário. É o relatOrio. ‘()1(-7-' , SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 6. Acórdão n 2 CSRF/01-01.600 VOTO Conselheiro JOSÉ CARLOS GUIMARÃES, Relator: O recurso especial interposto pelo Procurador da Fa zenda Nacional reune as condiçOes legais de admissibilidade, o que j foi reconhecido e declarado pelo ilustre Presidente da Câmara recorrida (fls. 121). Inicialmente cabe observar que a inconformidade ma- nifestada no recurso especial adota como razOes a divergencia ma- nifestada através de Declaração de Voto que, por sua vez, fora pro ferida anteriormente à juntada aos Autos de documentos que viriam comprovar ter sido, o imóvel cedido, efetivamente utilizado, no período fiscalizado, como endereço residencial do filho do sujeito passivo. Como, no tocante a questão do imóvel cedido, a De- claração de Voto do Conselheiro apoia-se unicamente no fato de que "não há nos Autos, qualquer prova de que o imóvel em questão esta ria ocupado pelo referido filho universitário" (fls. 119), e de 1 se imaginar que, houvesse o Conselheiro conhecido tais documentos (fls. 129 a 135), de outra forma conduziria sua divergencia. , Ademais, com a juntada aos Autos de referidos do- cumentos (fls. 129 a 135) e tendo em vista a cessão do imóvel ter sido feita em benefício de filho sob a inquestionada condição de . dependente considerado encargo de família, a questão em julgamen- ,.. , to passa a enquadrar-se integralffiente na exceção expressa no para / (fr/7 grafo único do Art. 31 do RIR/80, que trans evo: (18;s2 i .,--' ¡Áig ne n , , SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 7. AcOrdão n 2 CSRF/01-01.600 "Art. 31 ... Parágrafo único - Será tambem classificado na Cédula "E" o valor locativo do predio urbano constrUído,. quando cedido seu uso gratuitamen te, exceto quando a dependente considerado en- cargo de família." (Grifei) Quanto à segunda questão em litígio, entendo que a tributação dos rendimentos classificáveis na cédula "G" vincula-se a comprovação da origem dos recursos, devendo ser efetivamente ge rados com atividades rurais, já que tal tributação favorecida fo ra criada como incentivo àquelas atividades. Este tem sido o entendimento manifestado atraves.:de , .., diversos Acordaos do Primeiro Conselho de Contribuintes, deduzin- do-se tambem, que os rendimentos provenientes da atividade rural, ainda que não declarados espontaneamente, devem ser aceitos para a tributação favorecida da Cedula "G". Os AcOrdãos n 2 104-6.162/88 e n 2 102-23.491/88 estão, respectivamente, assim ementados: IRPF - CÉDULA "G" - RENDIMENTOS OMITIDOS - COM- PROVAÇÂO PARA JUSTIFICAR ACRÉSCIMO PATRIMONIAL - São aceitos para justificar acrescimo patri- monial, comprovação, em qualquer fase, de rendi mentos da cedula "G" omitidos na declaração do ano base objeto do lançamento". I I IRPF - CÉDULA "G" - Se o contribuinte somente I declara rendimentos provenientes de uma única 1 atividade e o Fisco não prova que a receita pe- lo contribuinte declarada tem origem em outra 1 _ .., I atividade, no procede a pretensão de deslocar o rendimento da Cedula "G" para Cedula "H"." I Tambem em pronunciamento prolatado por esta Câmara Superior, atraves do AcOrdão CSRF n 2 01-0825/88, ainda que sobre . !I A. ¡A , ,,%--- SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 8. AcOrdão n 2 CSRF/01-01.600 assunto diverso deste ora sob análise, encontramos afirmaçOes que corroboram o entendimento de que os rendimentos provenientes da atividade rural, para desfrutarem da tributação favorecida da ce- dula "G" devem necessariamente comprovar sua origem; senão veja- mos a ementa do referido AcOrdão: RECLASSIFICAÇÃO INVIÁVEL DE RENDIMENTOS DA CÉ- DULA H PARA A G. - A tributação favorecida de rendimentos clas- sificáveis na cedula G pressupie a sua origem e comprovada vinculação a atividade agropecuá- ria, sendo assim inadmissível no que concerne a rendimentos omitidos, apurados através de de- - positos e creditos bancarios, cuja origem no comprovada os exclui implicitamente da cedula G, e os enquadra na cedula H. Deve ser ressaltado, tambem, que, no presente caso, em momento algum foi questionada a origem dos rendimentos omiti- dos, pelo contrário, a prOpria fiscalização cuidou de caracteri- za-los como provenientes de atividade rurais (fls.79). Estanto, portanto, os rendimentos pacificamente clas — sificados na Cedula "G", não vejo outra forma de determinação :do valor tributável senão aquelas expressamente descritas pelos arts... 54 a 65 do RIR/80. Assim, entendo que, estando os rendimentos ficados na cedula "G", inadmissível sera o descumprimento do dis- posto no parágrafo 1 2 do Art. 60 do RIR/80, que diz: "Art. 60 ... 1 2 - Em qualquer hipOtese, o rendimento líqui,. do tributável na Cedula G, obtidos pelos crite- rios de que trata esta Seção fica limitado ao 1 SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10680/000.627/90-13 9. AcOrdão n 2 CSRF/01-01.600 máximo de 15% (quinze por cento) da receita bru ta (Decreto-lei n 2 902/69, art. 4 2 , § 6 2 , Decre to-lei n 2 1.074/70, art. 1 2 , e Decreto-lei n2 1.584/77, art. 4 2 )." (grifei) Isto posto, entendo que a decisão recorrida está em perfeita consonância com os dispositivos legais vigentes, bem como - em consonância com a jurisprudencia do 1 2 CC. razão por que, no merito, nego provimento ao recurso especial. Brasília-DF, em 21 de outubro de 1993. 41111-- JOSE CA' ÁS GUIMARÃES - RELATv' 104 Li4t \ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Recurso ne: RP/303-01.126 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrido: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: GRADIENTE INDUSTRIAL S/A •- A emissão de Guia de Importação mesmo após a entrada do produto estrangeiro no território nacio- nal não configura infração por ausência dela. Aplica-se a penalidade por embar que da mercadoria no exterior an tes da expedição da Guia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar opresente jul gado. :ala .as Sessões (DF), em 27 de novembro de 1991. _. . - PRESIDENTEmA ”, wq ffl". j p , ' ULO, AFFOI>ECA DE .À1. • FARIA JÚNIOR - RELATOR7/1 / 7,,....„._,_.-..* IRAN DE LIMA - PROCURADOR DA FA - ZENDA NACIONAL - , Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: ITAMAR VIEIRA DACOSTA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, UBALD5 CAMPELO NETO, JOSÉ ALVES DA FONSECA, JOÃO HOLANDA DA COSTA e SEBAS TIÃO RODRIGUES CABRAL. Presente ao julgamento o advogado da lote:: ressada, Dr. Jorge de Souza Ramalho - OAB/SP ri- 76.418 - A/84. \44 tik DAPAEFP/0E- 3E009 N9 064/90 Rtar:=,,~ •, 4 •~n \(s -:.,. P: ;07 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10283/004.169/90-39 RECURSO N2 : RP/303-01.126 ACORDAO N2 : CSRF/03-01.847 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: GRADIENTE INDUSTRIAL S/A , R ELATÕRI O A 3a. Câmara deste Conselho, em decisão adotada por , maioria de votos, em Acórdão que leio em sessão e que considero co_ mo se neste estivesse transcrito, desclassificou a penalidade im- posta por importação não amparada por GI para a de embarque de mer cadoria no exterior _antes da emissão da competente GI. ' Dessa decisão recorre a douta Procuradoria da Fazenda Nacional alegando, em síntese, o seguinte. Se acontece o embarque no exterior, antes de expedi- da a GI, mas se ela é obtida anteriormente 5. entrada dbs bens no bm=itOrionacional, a infração cometida é. a descrita no inciso VI do ART. 526 do RA. Se ela não estiver emitida no momento da entra- da, fica confirmada a ocorrência da infração capitulada no inciso II desse mesmo artigo. Assim, forçosamente, acontecem as duas in- fraçaes mas, por força do § 49 desse dispositivo, será' imputada a penalidade mais grave, ou seja, a do inciso II. A emissão da GI posteriormente 5 entrada dos produtos no território brasileiro, prêtica essa normatizada pela PortariaMF 222/81 e IN SRF 89/83, que visam a dar c ertura 5 formalização do '(f'lj • \ Vx DAMEFP/0E- SECO(' N9 065/90 SERVIÇO PUBLICO EFOERAL PROCESSO N9 10283/004.169/90-39 3. Acórdão n9-CSRF/03-0.1.847 despacho aduaneiro, evitando até, a decretação do perdimento da mercadoria, não elide a infração já caracterizada. Pede a reforma dessa decisão para se manter a de la. Instância, citando Acórdãos de 1988 dessa mesma Câmara nesse sen tido. Acolhido esse Recurso Especial, é dada vista ã interes sada que oferece contra razões. Nelas é mencionado o voto vencedor e arguido que, na forma do ART. 528 do RA, é considerado ter ocorrido o embarque na data da emissão do conhecimento internacional de transporte,o Que aconteceria em uma importação via aérea Quando o conhecimen- to fosse datado num domingo ã noite, em um pais da Europa, che- gando a mercadoria na 2a. feira às 8 horas damanhã ao Brasil, an tes do início do expediente normal do órgão emissor da GI. Neste caso não crê que fosse de se aplicar a penalidade do inciso II do ART. 526 do RA, em razão do § 49 do mesmo artigo, pois a GI I não poderia ser obtida antes desse horário. Esse exemplo serve para demonstrar que se fosse inten- ção do legislador agir com tal vigor etário, ele não teria cria- do o §. 29, Ir, desse ART. 526 que gradua e limita a aplicação da pena para infrações formais e menores como as contidas nos inci- sos IV e VII desse mesmo artigo, todas com GI emitidas. Cita voto vencedor em muitos Recursos Voluntários seme lhantes e pede seja mantida a decisão recorrida É. o re1ateStio. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10283/004.169/90-39 4. AcOrdão n9-CSRF/03-C11.847 VOTO Conselheiro PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, relator. Entendo que a importação não ocorreu a descoberto de GI. A mesma, emitida após a entrada dos bens no território nacio _ nal, existe. Só se configuraria a hipótese da penalidade prevista - no ART. 526, II, do RA, se a Guia não fosse expedida. Ora, seela foi pedida e o órgão competente para esse controle autoriza sua . edição, descabe falar-se em importação ao desamparo de GI. Face ao exposto, nego provimento ao Recurso, mantendo- -se a decisão recorrida. Brasília - D. NJ1 deF., 27 setembro de 1991.4 , ,,-PAULO AFFONSECA DE BARRO ARIA JÚNIOR - RELATOR R‘ \è‘. -..4. _ : ,„,, :: , ,„ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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DE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA NETUMAR Conferência final de manifesto. Falta de papel linha d'água. Decisão unânime da egrégia Câmara recorrida no sentido da inexigência do tributo não pode ser objeto de recurso especial nos termos do item II do art. 49 do Regimento. Recurso não conhecido, sob este aspecto. Multa pelo extravio. Cálculo combase na taxa de câmbio vigente na data do lança mento (art. 107 e parágrafo único do R.A.1. Provimento, com apoio em prece- dentes desta Câmara Superior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar nrovimento ao recurso especial quan- to 3. base de cálculo da multa, vencido o Conselheiro Paulo César de Ãvila e Silva, e, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso quanto ao restante, nos termos do relatOrio e voto que passam a in- tegrar o presente julgado. Sala das SessOes(DF), em 21 de setembro de 1987. / C- URGEL PEREIRA LOPE - PRESIDENTE v.v 7 '-'•• /7' ,"- á , ,,,( MAMEP)E - RELATOR rAW , 70,f,„ MARC) eo TONIO MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA- CIONAL Participaram, ainda, do Presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: AFONSO CELSO DE MATTOS LOURENCO, HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO, HAMILTON DE Sgs, DANTAS, EDWALDO REIS DA srLvA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. : ais SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/007.673/85-18 RECURSO N9: RP/302-0.342 ACÓRDÃO N9: CSRF/03-01.490 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL. SUJEITO PASSIVO: CIA DE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA NETUMAR. RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, por seu procurador junto à 2Q. Câmara do egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, contra decisão daquele colegiado, consubstanciada no Acórdão n9 302-30.917 (fls. 51/58), lido em sessão e assim ementado: "FALTA DE MERCADORIA importada (bobinas de papel de jornal com linhas d'água). Rejeitada a preli minar de cerceamento de defesa, argüida pela re= corrente. Falta de previsão legal para a exigên- cia do tributo (I.I.). Cabível, entretanto, . a aplicação da multa respectiva, cujo valor é de ser calCulada com base na taxa de conversão cam- bial e aliquota vigorantes à data da entrada(Pe sumida) da mercadoria no país." Nas suas razões, diz oilustre recorrente, citando ju- risprudência desta Câmara Superior, que é inadmissível a exclusão do tributo, no caso, visto que a falta do produto na descarga caracteri za a não efetivação de sua utilização na finalidade para a qual foi importada e, por conseqüência, o descumprimento de condição legal pa ra o reconhecimento da imunidade. Aduz que nos termos das disposi ções do Regulamento Aduaneiro, a taxa de câmbio que serve de base pa ra o lançamento é a da data deste ato e não a da entrada da mercado- ria no território nacional. DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 02. SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/007.673/85-18 Acórdão n9 CSRF/03-01.490 Não há contra-razões do sujeito Passivo() ç.,,,.______) , --- É o relatório. / ,/ /i' ' - )Lk , , 03. SERVIÇO Plieuco FEDERAL PROCESSO N9 10711/007.673/85-18 Acórdão; rã =7 03-01.490 VOTO Conselheiro JOSÉ FAÇANHA MAMEDE - Relator: A decisão da Câmara recorrida, no sentido de excluir o tributo, foi tomada por unanimidade, conforme, se lê da folha de rosto que compõe o Acórdão 302-30.917. Ora, _o Recurso Especial pre_ visto no item 1 do art. 49 do Regimento desta Câmara Superior só po_ de ser interposto de decisão não unânime de Câmara de Conselho de Contribuintes. Para a interposição do Recurso Especial de Divergên- cia, que independe de ser a dec4ão recorrida unânime ou não, ..fa2;4se necessária a comprovação da divergência, "mediante a apresentação de cópia autêntica de seu inteiro teor ou de cOpia da publicação em que tenha sido divulgada, ou mediante cópias de publicação de até duas (2) ementas, cujos acórdãos serão examinados pelo presidentedá Câmara recorrida". O ilustre procurador da Fazenda não declinou a , que título apresentava o seu Recurso, o qual foi recebido comoenqua drado no item 1 do art. 49 do Regimento Interno - RP. Em qualéluer das hipóteses, porém, o recurso não preenche os requisitos de adáis_ sibilidade, não devendo, pois, ser conhecido sob este aspecto. Quanto à exigência da multa, no entanto, tendo sídoa decisão recorrida tomada por maioria, cabe a acolhida e o exame clõ recurso. Neste aspecto, tem razão o ilustre recorrente, pois es_taCã_ mara Superior já proferiu inúmeras decisões no sentido dedetermi=, como data base para a tributação, a do lançamento, com apoio no Re_ gulamento Aduaneiro (arts. 87 e 107). Cito, entre outros, o Acórdão CSRF-03-1.470. ; Face ao exposto, dou provimento, Pjtk parte, apenas pa_ ra determinar que, no cálculo da multa, seja adotado o critério uga_ do pela decisão de I.. instância, isto é, utilização da taxa de dâm bio vigente na data do lançamento, face ao disposto no art. 107 eloa rágrafo único do Regulamento Aduaneiro. ilL7 ; ,,,, Brasjaia, DF, em 21 de setembro de 1987. 1 „-; ; Je "' iÇANHA MAMEDE,- ELATOR s hí L,- l'Lí f Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13961.000794/2007-70
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1997 a 28/02/2007
DECADÊNCIA PARCIAL. STF. INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS. LEI 8.212/91. EXIGIBILIDADE DE JUROS DE MORA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
No presente caso, por não constar o pagamento antecipado do débito, aplica-se o art. 173, I, do CTN.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2301-002.681
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em excluir do lançamento, devido a regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Wilson Antonio de Souza Correa e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em excluir as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para a utilização da regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, nos termos do voto do Relator;b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) Redator: Mauro José Silva.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Damião Cordeiro de Moraes - Relator.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonazales Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa , Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva e Leonardo Henrique Pires Lopes.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/1997 a 28/02/2007 DECADÊNCIA PARCIAL. STF. INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS. LEI 8.212/91. EXIGIBILIDADE DE JUROS DE MORA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso, por não constar o pagamento antecipado do débito, aplica-se o art. 173, I, do CTN. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em excluir do lançamento, devido a regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Wilson Antonio de Souza Correa e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em excluir as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para a utilização da regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, nos termos do voto do Relator;b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) Redator: Mauro José Silva. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes - Relator. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonazales Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa , Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva e Leonardo Henrique Pires Lopes.
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STF. INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS. LEI 8.212/91. EXIGIBILIDADE DE JUROS DE MORA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso, por não constar o pagamento antecipado do débito, aplica se o art. 173, I, do CTN. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em excluir do lançamento, devido a regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Wilson Antonio de Souza Correa e Damião Cordeiro de Moraes, que votaram em excluir as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para a utilização da regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, nos termos do voto do Relator;b) em negar provimento ao Recurso nas AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 96 1. 00 07 94 /2 00 7- 70 Fl. 196DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) Redator: Mauro José Silva. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonazales Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa , Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva e Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário apresentado pelo MUNICÍPIO DE MARACAJÁ – PREFEITURA MUNICIPAL em face da decisão que julgou procedente o lançamento feito em desfavor do contribuinte, referente ao período 03/1997 a 02/2007. 2. Como consta do Relatório Fiscal, o levante de débito referese às contribuições devidas ao INSS e destinadas à Seguridade Social, correspondentes às partes dos segurados contribuintes individuais contratados pelo Município de Maracajá – Prefeitura Municipal e da parte da empresa deixou de recolher as contribuições previdenciárias devidas no prazo e na forma da legislação de regência. 3. Cumpre transcrever a ementa do julgamento administrativo de origem nos seguintes termos: “TRIBUTÁRIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições sociais previdenciárias, a fiscalização lavrará notificação de débito. CONSELHEIRO TUTELAR. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 197 3 Somente a partir da competência 11/2001, por força do Decreto n° 4.032/2001, que acrescentou o inciso XV ao §15 do artigo 9° do Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999), é que o membro de conselho tutelar deverá ser considerado, quando remunerado, segurado contribuinte individual. DECADÊNCIA. 0 prazo decadencial para o lançamento de contribuições sociais previdenciárias é de 10 anos. TAXA SELIC. As contribuições sociais previdenciárias, quando não recolhidas nos prazos previstos na legislação especifica, sujeitamse A aplicação da taxa SELIC. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/1997 a 28/02/2007 ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. Ressalvados os casos previstos no artigo 18, incisos I e II, da Portaria RFB n° 10.875/2007, é vedado a autoridade julgadora, em sede de processo administrativo fiscal relativo as contribuições de que tratam os artigos 2° e 3° da Lei n° 11.457/2007, afastar a aplicação, por inconstitucionalidade, de lei em vigor. Lançamento Procedente em Parte.” 4. O contribuinte, por sua vez, interpôs recurso voluntário. Tendo em vista que os argumentos apresentados em sede recursal são similares aos da decisão anterior, os transcrevo, em parte, abaixo: a) a cobrança dos juros nos montantes pretendidos pelo notificante é confiscatório, representando mais de 90% (noventa por cento) do total da divida, não sendo especificado o dispositivo de lei que autoriza tais imposições, o que viola o artigo 150, inciso IV, da Constituição Federal; b) os juros devem ser calculados de acordo com o disposto no artigo 69 da Lei 5.983/81, com a redação da Lei 6.760/86; c) o prazo de decadência das contribuições sociais previdenciárias é de 5 anos, conforme previsto no CTN; É o relatório. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 Voto Vencido Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DA ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DA DECADÊNCIA 2. Preliminarmente, é importante que seja feita a análise da decadência, conforme requerido pelo contribuinte, tendo em vista que parte do crédito tributário constituído já se encontra decaída, segundo o prazo quinquenal previsto no Código Tributário Nacional. 3. Sobre essa questão, cumpre ressaltar que, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: “(...) Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se hígida a legislação anterior, com seus prazos quinquenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto.” ............................................................. “Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 4. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentados pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Fl. 199DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 198 5 “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.” 5. Ainda sobre o assunto, a Lei n° 11.417, de 19 de dezembro de 2006, dispõe o que segue: “Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 6. Assim, como demonstrado, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Dessa forma, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. 7. Acerca das regras de verificação da decadência, frisese, posto que importante, que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidouse no seguinte sentido: “(...) 1. Está assentado na jurisprudência desta Corte que, nos casos em que não tiver havido o pagamento antecipado de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de se aplicar o art. 173, inc. I, do Código Tributário Nacional (CTN). Isso porque a disciplina do art. 150, § 4º, do CTN estabelece a necessidade de antecipação do pagamento para fins de contagem do prazo decadencial. Precedente em recurso representativo de controvérsia (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 18.9.2009). [...] 3. Recurso especial parcialmente provido”. (REsp 1015907/RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 10/09/2010) “(...) 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo Fl. 200DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o ‘primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado’ corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, ‘Decadência e Prescrição no Direito Tributário’, 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199) (...) 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008”. (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 18/09/2009). 8. Compulsando os autos, entendo que não houve recolhimento parcial do débito, e, portanto, aplico o art. 173, I, do CTN. 8. Dessa forma, tendo em vista que a recorrente foi cientificada do lançamento fiscal em 10/09/2007, referente às contribuições do período de 01/03/1997 a Fl. 201DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 199 7 28/02/2007 ficam alcançadas pela decadência quinquenal as competências 03/1997 a 13/2001, restando mantidas as competências 02/2002 a 02/2007. 9. E considerando a existência de débito remanescente, passo a examinar as demais questões recursais. DOS JUROS DE MORA 10. Alega a recorrente que a cobrança dos juros de mora nos montantes pretendidos possui caráter confiscatório, representando mais de 90% (noventa por cento) do total da dívida, e, por não haver especificações relativas ao dispositivo de lei que autorize tais imposições, há violação do artigo 150, inciso IV, da Constituição Federal. 11. Quanto a essas alegações, cabe salientar, que o princípio constitucional do nãoconfisco pertine a tributos, inaplicandose aos juros de mora, que é encargo que tem por fundamento o inadimplemento de tributo. 12. Além disso, o percentual de sua aplicação tem expressa previsão legal e constitui meio inibitório para que o contribuinte não continue a protrair o pagamento do tributo. A matéria, inclusive, já foi sumulada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, verbis: “Súmula CARF No 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” 13. Portanto, por todo exposto, devese concluir que os argumentos relativos aos juros de mora não possuem fundamento, pois a sua imposição atendeu à determinação legal. CONCLUSÃO 14. Assim, CONHEÇO do recurso voluntário, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, nos termos acima, acolhendo a preliminar de decadência, excluindose do lançamento o período 03/1997 a 13/2001. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 202DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 Voto Vencedor Conselheiro Mauro José Silva, Redator Designado Apresentamos nossas considerações em sintonia com os aspectos do Acórdão para os quais fomos designados como Redator do voto vencedor. Decadência. Prazo de cinco anos e dies a quo tomando a regra do art. 173, inciso I ou art. 150, §4º, conforme detalhes do caso. Aplicação do Resp 973.733SC. A aplicação da decadência suscita o esclarecimento de duas questões essenciais: o prazo e o dies a quo ou termo de início. O prazo decadencial para as contribuições sociais especiais para a seguridade social, que era objeto de disputa com relação à aplicação do que dispunha a Lei 8.212/1991 – dez anos ou o CTN – cinco anos, suscitou o surgimento de súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 200 9 Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos devem acatar o conteúdo da Súmula Vinculante n°. 08. Temos, então, que a partir da edição da Súmula Vinculante nº 08 o prazo decadencial das contribuições sociais especiais destinadas para a seguridade social é de cinco anos. Definido o prazo decadencial, resta o esclarecimento sobre o seu dies a quo. Como podemos extrair dos trechos citados acima, a referida súmula trata, no que se refere â decadência, da definição de seu prazo – 05 anos – em harmonia com o previsto Fl. 204DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 no CTN , deixando o dies a quo do prazo decadencial para ser definido segundo as regras constantes do art. 150,§4º ou do art. 173, inciso I do CTN. A regra geral para aplicação dos termos iniciais da decadência encontrase disciplinada no art. 173 CTN: “Art. 173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Quis o legislador dispensar tratamento diferenciado para os contribuintes que antecipassem seus pagamentos, cumprindo suas obrigações tributárias corretamente junto a Fazenda Pública, fixando o termo inicial do prazo decadencial anterior ao do aplicado na regra geral, no dispositivo legal do §4o do art. 150 do CTN, in verbis : "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. (...). § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Observese, pois que, da definição do termo inicial do prazo de decadência, há de se considerar o cumprimento pelo sujeito passivo do dever de interpretar a legislação aplicável para apurar o montante devido e efetuar o pagamento ou o recolhimento do tributo ou contribuição correspondente a determinados fatos jurídicos tributários. Nesta mesma linha transcrevemos algumas posições doutrinárias: Misabel Abreu Machado Derzi, Comentários ao Código Tributário Nacional, coordenado por Carlos Valder do Nascimento, Ed. Forense, 1997, pág. 160 e 404: Fl. 205DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 201 11 “A inexistência do pagamento devido ou a eventual discordância da Administração com as operações realizadas pelo sujeito passivo, nos tributos lançados por homologação, darão ensejo ao lançamento de ofício, na forma disciplinada pelo art. 149 do CTN, e eventual imposição de sanção.” (auto de infração). “O prazo para homologação do pagamento, em regra, é de cinco anos, contados a partir da data da ocorrência do fato gerador da obrigação. Portanto a forma de contagem é diferente daquela estabelecida no art. 173, própria para os demais procedimentos, inerentes ao lançamento com base em declaração ou de ofício. Tratase de prazo mais curto, menos favorável a Administração, em razão de ter o contribuinte cumprido com seu dever tributário e realizado o pagamento do tributo.”. Luciano Amaro , Direito Tributário Brasileiro, Ed. Saraiva, 4a Ed., 1999, pág. 352: “Se porém o devedor se omite no cumprimento do dever de recolher o tributo, ou efetua recolhimento incorreto, cabe a autoridade administrativa proceder ao lançamento de ofício (em substituição ao lançamento por homologação, que se frustrou em razão da omissão do devedor), para que possa exigir o pagamento do tributo ou da diferença do tributo devido.”. Sob o mesmo enfoque, no Acórdão CSRF/0101.994, manifestouse o Relator: “O lançamento por homologação pressupõe o pagamento do crédito tributário apurado pelo contribuinte, prévio de qualquer exame da autoridade lançadora. Segundo preceitua o art. 150 do Código Tributário Nacional, o direito de homologar o pagamento decai em cinco anos, contados da data da ocorrência do fato gerador, exceto nos casos de fraude, dolo ou simulação, situações previstas no § 4º do referido artigo 150. O que se homologa é o pagamento efetuado pelo contribuinte, consoante dessumese do referido dispositivo legal. O que não foi pago não se homologa, porque nada há a ser homologado. Se o contribuinte nada recolheu, se houve insuficiência de recolhimento e estas situações são identificadas pelo Fisco, estamos diante de uma hipótese de lançamento de ofício. Tratase de lançamento ex officio cujo termo inicial da contagem do prazo de decadência é aquele definido pelo artigo 173 do Código Tributário Nacional, ou seja, o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.” (negrito da transcrição). O Superior Tribunal de Justiça (STJ), que durante anos foi bastante criticado pela doutrina por adotar a tese jurídica da aplicação cumulativa do art. 150, §4º com o art. 173, inciso I, julgou em maio de 2009 o Recurso Especial 973.733 – SC (transitado em julgado em Fl. 206DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 12 outubro de 2009) como recurso repetitivo e definiu sua posição mais recente sobre o assunto, conforme podemos conferir na ementa a seguir transcrita: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: Resp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadência regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). Extraise do julgado acima transcrito que o STJ, além de afastar a aplicação cumulativa do art. 150, §4º com o art. 173, inciso I, definiu que o dies a quo para a decadência Fl. 207DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 202 13 nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação somente será aquele da data do fato gerador quando o contribuinte tiver realizado o pagamento antecipado. Nos demais casos, deve ser aplicado o dispositivo do art. 173, inciso I. Apesar de contribuir para clarificar a aplicação da decadência, tal julgado não eliminou por completo as possíveis dúvidas do aplicador da lei. Entre elas, a que nos interessa no momento é a seguinte: qualquer pagamento feito pelo contribuinte relativo ao tributo e ao período analisado desloca a regra do dies a quo da decadência do art. 173, inciso I para o art. 150, § 4º? Nossa resposta é: não. O pagamento antecipado realizado só desloca a aplicação da regra decadencial para o art. 150, §4º em relação aos fatos geradores considerados pelo contribuinte para efetuar o cálculo do montante a ser pago antecipadamente. Fatos não considerados no cálculo, seja por omissão dolosa ou culposa, se identificados pelo fisco durante procedimento fiscal que antecede o lançamento, permanecem com o dies a quo do prazo decadencial regido pelo art. 173, inciso I. Vale dizer que a aplicação da regra decadencial do art. 150, §4º referese aos aspectos materiais dos fatos geradores já admitidos pelo contribuinte. Afinal, não se homologa, não se confirma o que não existiu. Assim, mesmo estando obrigados a reproduzir as decisões definitivas de mérito do STJ, por conta da alteração do Regimento do CARF pela Portaria 586 de 26/12/2010, manteremos nossa posição quanto a esse aspecto, uma vez que a decisão daquele Tribunal Superior não esclarece a dúvida quanto à abrangência do pagamento antecipado. Definida a aplicação da regra decadencial do art. 173, inciso I, precisamos tomar seu conteúdo para prosseguirmos: “Art. 173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;” Da leitura do dispositivo, extraímos que este define o dies a quo do prazo decadencial como o “primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado”. Mas ainda precisamos definir a partir de quando o lançamento pode ser efetuado. O texto do item 3 do Resp 973.733 fala que tal data “corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível”. ,Se considerássemos isoladamente tal trecho da ementa do Resp 973.733 poderíamos concluir que o dies a quo da decadência para aplicação do art. 173, inciso I do CTN seria o primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível. Um fato gerador ocorrido em 31/12/20XX teria como dies a quo do prazo decadencial 01/01/20(X+1), o que levaria o fim do prazo de caducidade para 31/12/20(X+5). Tal conclusão, entretanto, estaria em desalinho com a lógica, uma vez que um fato gerador que se constata ocorrido em 31/12/20XX só poderá ser lançado a partir de 01/01/20(X+1), dada a cristalina premissa de que só existe obrigação tributária após a ocorrência do fato gerador. Se só poderia ser lançado em 01/01/20(X+1) , o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado é 01/01/20(X+2), o que leva o fim do prazo de caducidade para 31/12/20(X+6). Fl. 208DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 14 Ainda sobre o assunto, estamos cientes que após o trânsito em julgado do Resp 973.733, em 22/10/2009, a Segunda Turma do STJ já se manifestou no sentido de admitir que os fatos geradores ocorridos em dezembro de 200X só tem seu dies a quo em relação à decadência em 01 de janeiro de 20(X+2), conforme podemos conferir na ementa a seguir: EDcl nos EDcl no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 674.497 PR (2004/01099782) Julgado em 09/02/2010. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS. ART. 173, I, DO CTN. DECADÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. EXCEPCIONALIDADE. 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional objetivando afastar a decadência de créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos em dezembro de 1993. 2. Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. Dessa maneira, já podemos afirmar que o próprio STJ já expressou, por uma de suas Turmas, que a afirmação categórica do item 3 do Resp 973.733 serviu apenas para afastar a tese da decadência decendial que houvera sido adotada por aquele Tribunal. Ademais, ao adotarmos a interpretação mais formalista do item 3 do Resp 973.733, estaríamos em contradição com a própria finalidade da norma regimental que criou a obrigatoriedade de os conselheiros seguirem as decisões do STJ tomadas em Recursos Repetitivos. O art. 62A do RICARF tem nítida finalidade de evitar que o CARF continue emitindo decisões que serão revistas pelo Poder Judiciário, o que estaria em desacordo com o princípio da eficiência, da moralidade administrativa e acarretaria despesas para o Erário Público na forma de ônus de sucumbência. Como o próprio STJ já vem adotando uma interpretação alinhada com lógica do texto do art. 173, inciso I do CTN, a continuidade de uma interpretação formalista resultaria em não atingimento da finalidade da norma regimental. Resulta, então, em síntese, que para fatos geradores ocorridos em 31/12/20XX (competência 12/20XX das contribuições previdenciárias, por exemplo) teremos o fim do prazo decadencial em 31/12/20(X+6) no caso de aplicação da regra do art. 173, inciso I do CTN. Assim, para o lançamento do crédito tributário de contribuições sociais especiais destinadas à seguridade social, seja este oriundo de tributo ou de penalidade pelo não pagamento da obrigação principal, o prazo decadencial é de cinco anos contados a partir do Fl. 209DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13961.000794/200770 Acórdão n.º 2301002.681 S2C3T1 Fl. 203 15 primeiro do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, no caso dos fatos geradores para os quais não houve qualquer pagamento por parte do contribuinte, em atendimento ao disposto no art. 173, inciso I do CTN. Para o lançamento de ofício em relação aos aspectos materiais dos fatos geradores relacionados a pagamentos efetuados pelo contribuinte nas situações em que não haja caracterização de dolo, fraude ou sonegação, o dies a quo da decadência é a data da ocorrência do fato gerador, conforme preceitua o art. 150, §4º do CTN. Para a aplicação do art. 150, § 4º, entretanto, temos que atentar para o texto do referido dispositivo: § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Notamos que o texto legal referese a uma homologação tácita por parte da Fazenda Pública – “considerase homologado” é a expressão utilizada no caso de expirado o prazo de cinco anos do fato gerador sem que o fisco “se tenha pronunciado”. A interpretação mais comum desse trecho conclui que o pronunciamento a que se refere o dispositivo deve ser entendido como a homologação expressa ou a conclusão do lançamento de ofício com a ciência do sujeito passivo. Discordamos de tal entendimento. A expressão “pronunciado” não conduz a uma interpretação inequívoca de que equivale a homologação expressa ou lançamento de ofício. O verbo pronunciar, no dicionário Michaelis, é associado a diversos sentidos possíveis, entre eles, “emitir a sua opinião, manifestar o que pensa ou sente “. Quando a Fazenda Pública inicia fiscalização sobre um tributo em um período, está se manifestando, se pronunciando no sentido de que irá realizar a atividade prevista no art. 142 do CTN. Caso o §4º do art. 150 quisesse exigir a homologação expressa e não um simples pronunciamento, teria feito referência ao conteúdo do caput do mesmo artigo que define os contornos de tal atividade, mas preferiu a expressão ”pronunciado”. Com esse entendimento concluímos que, iniciada a fiscalização, a decadência em relação a todos os fatos geradores ainda não atingidos pela homologação tácita, passa a ser submetida à regra geral de tal instituto, ou seja, passa a ser regida pelo art. 173, inciso I. Ressaltamos que não se trata de interrupção ou suspensão do prazo decadencial, mas de um deslocamento da regra aplicável. Vejamos um exemplo. Considerando que uma fiscalização tenha sido iniciada em 06/20XX em relação a um tributo para o qual o sujeito passivo exerceu a atividade dele exigida pela lei, ou seja, o sujeito passivo realizou sua escrituração, prestou as informações ao fisco e antecipou, se foi o caso, algum pagamento. Nesse caso teria ocorrido a homologação tácita em relação aos fatos geradores ocorridos até 05/20(XX5). Os fatos geradores ocorridos depois de 05/20(XX5) poderão ser objeto de lançamento de ofício válido, desde que este seja cientificado ao sujeito passivo antes de transcorrido o prazo previsto no art. 173, inciso I. Feitas tais considerações jurídicas gerais sobre a decadência, passamos a analisar o caso concreto. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 16 Observamos a inexistência de pagamentos relativos aos fatos geradores que interessam para a discussão sobre a decadência, logo, conforme acima explanado, é de ser aplicada a regra do art. 173, inciso I do CTN. Tendo sido o lançamento cientificado em 10/09/2007, o fisco poderia efetuar o lançamento para fatos geradores posteriores a 11/2001. Todos ao fatos geradores anteriores a tal competência, inclusive esta, estão atingidos pelo prazo de caducidade. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Redator Designado Fl. 211DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 27/05/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AF 'RAMO EDUARDO DUARTE CERQUEIRA. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por ausência dos pressupostos para sua admissibilidade, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado Sala das Sessões - DF, em 25 de março de 1994. P' • e N, JACKSO 'GUEDES FERREIRA RELATOR á7-7 40), LUIZ FERNAND O I IRA 15 E MORAES,14-' PROCURADOR A FAZENDA NACIONAL — MINIS l'ÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° 10640/002221/90-15 ACÓRDÃO N° C SRF/01-1 671 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, KASUKI SHIOBARA (Suplente Convocado), WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, CELI DEPINE MARIZ DELDUQUE, JACKSON MEDEIROS DE FARIAS SCHNEIDER (Suplente Convocado), JOSÉ CARLOS GUIMARÃES, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES (Suplente Convocado), RAFAEL GARCIA CALDERON BARRANCO, DICLER DE ASSUNÇÃO e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA Ausente, justificadamente, o Conselheiro AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO 4 1CONS AC-CSRF/01-1 671 13/09/95 2 clay MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° 10640/002221/90-15 ACÓRDÃO N° C SRF/01-1 671 RECURSO RD/105-0345 RECORRENTE AFRÂNIO EDUARDO DUARTE CERQUEIRA RELATÓRIO Com base no art 3°, inciso II, do Decreto n° 83304/79, e no art 4°, inciso II, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais aprovado pela Portaria MF n° 540/92, o contribuinte AFRÂNIO EDUARDO DUARIE CERQUEIRA, já qualificado nos autos, recorre a esta Câmara Superior de decisão prolatada pela egrégia Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, consubstanciada no Acórdão n° 105-6609, de 24.0692; através do referido atesto, aquele Colegiado, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância, que manteve a exigência do IRPF correspondente à inclusão na cédula "F" das declarações de rendimentos do recorrente, exercícios de 1986 a 1988, dos lucros considerados distribuídos aos sócios, nos termos do art 34, inciso I, do RIR/80, face ao arbitramento do lucro da empresa Panificadora e Confeitaria Central Ltda. O acórdão ora recorrida adotou, na integra, a decisão proferida no processo principal, de n° 10640/002219/90-73 através do Acórdão n° 105-6.608 de 24.06 92, por via do qual a Câmara recorrida, unanimemente, negou provimento ao recurso voluntário interposto pela pessoa jurídica antes mencionada No seu apelo a esta instância Superior o contribuinte limita-se a reportar-se às nossas razões e fiindamentos oferecidos no recurso especial apresentado no processo matriz, já examinado por este Colegiado. \ 1 CONS AC-CSRF/01-1 671 05/09/95 3 clay MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° 10640/002221/90-15 ACÓRDÃO N° C SRF/01-1. 671 Pelo despacho de lis 53, o ilustre Presidente da Câmara recorrida admitiu o seguimento do presente recurso especial O douto Representante Procurador da Fazenda Nacional, às fls 55/58, fez acostar aos autos as mesmas contra - razões apresentadas no processo matriz, por entender que à decisão que for prolatada naquele processo principal aproveitará, integralmente, o presente É o Relatório /14 ,1CONS \ AC-CSRF/01-1 671 05/09/95 4 day MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° 10640/002221/90-15 ACÓRDÃO N° C SRF/01-1.671 VOTO CONSELHEIRO JACKSON GUEDES FERREIRA, RELATOR Corno visto no relato, trata-se de processo decorrente. E tendo em vista a última relação de causa e efeito que se observa, na espécie sob exame, entre o processo denominado principal, já apreciado, e este, sob julgamento, é de se aplicar aqui o decidido naquele. Os membros desta Câmara Superior por unanimidade de votos, decidiram não conhecer do recurso especial interposto pela pessoa jurídica PANIFICADORA E CONFEITARIA CENTRAL LTDA no processo matriz, como faz certo o Acórdão n° CSRF/01.651 de 25 03 94, cuja ementa reza: "RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA ADMISSIBILIDADE - Não caracterizado o dissídio jurisprudencial entre o acórdão recorrido e o paradigma não se toma conhecimento do mérito do recurso especial interposto Recurso não conhecido." Por estas razões e por tudo mais que do processo consta, voto no sentido de não se tomar conhecimento, também, do recurso especial sub judice, fazendo-se refletir aqui o decidido no processo matriz. Sala das Sessões - DF, em 25 de março de 1994. ÀfiA JACKSO GUEDES FERREIRA '1 1J \ 1CONS\AC-CSRF/01-1 671 05/09/95 5 clay Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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CASARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: BANCO DE DESENVOVIKENTO DO RIO GRANDE DO NORTE S.A. IOF - FATO GERADOR - Lançamento a djbíto de "Devedo- ne4 Díveuoe, decoxkente de IOF 3obne conttato de 4ínancíamento. Sendo hípde4e de íncíd2ncía legalmen te ptevíAta, E ítite/evante, nos teAmo do ant.118 dõ CTN, a natuteza do 4eu objeto ou de .2,u)s e4eíto. Re_ cuuo epecíal ptouído. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recur- so interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAR os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Deixou de votar o Suplente convocado, Dr. Franc . co Martins Leite Ca valcante,dado não haver assistido ao Relatariov/Pf Sala das, em 30 de setembro , d 1985 ifl , A r, /7 AMADOR PI ''1 O F RNÃNDEZ - PRESIDENTE ROBERTO /7 AR:iSA DE C" . RO - RELATOR , LUIZ FERNANDO 01/ // E A E MORAES - PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros HAROLDO BRAGA LOBO, SERGIO GOMES VELLOSO, JOSE FAÇANHA MAMEDE, SEBASTIÃO BOR GES TAQUARY e SEBASTIAQ RODRIGUES CABRAL. ,M)04 OÃW negf - MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10168-001.157/84-58 Recurso n.°: RP/201-0.185 Acordõo n.°: CSRF/02-0.172 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrida: 1Q. CÂMARA DO 29 CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: BANCO DE DESENVOLVIMENTO DO RIO GRANDE DO NORTE S.A. RELATÓRIO Decorre o recurso especial da Fazenda Nacional, por seu s Procurador-Representante, de decisão não unânime favorâvel ao sujei to passivo supra indicado, em processo originado de autuação pela - falta de recolhimento de IOF sobre importância que figurou a desco- berto, de 07.10.80 a 18.10.80, na conta de cliente seu, decorrente do débito do valor do IOF calculado sobre contrato de financiamento. A decisão recorrida recebeu a seguinte ementa: "10F - FATO GERADOR - TYtíbuto íneídente. 4obte conttato de 4ínancíamento da /ínha FINAME. Valote4 enttegue4 ao 4onnecedox 4em netencão do ímpo4to, ví4to dão 4eit. eleo . contAíbuínte. 0 tecolhímento 4e.íto pela ín4títuíeãoV, flanceíta, pot contítuíit. obtígação legal, não pode 4e71.-- con4ídenado adíantamento ao mutujotío aínda que o valot covt.e4pondente 4eja debítado na conta "Devedote4 Dívet — ,404". Recut4o ptouído". - . . I O voto do relator designado para o acórdão tomou como razão para decidir o fato de que o banco fizera o recolhimento e o lançamento do imposto na qualidade de responsável legal para tanto, vale dizer, em nome próprio, que teria de fazer de qualquer manei- ra, ainda que o cliente não possuisse na conta recursos para o pa- gamento; a cobrança ao cliente é questão irrelevante para a Fazen- da e para os efeitos tributários.-,- /4: segue - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - 2 - Processo n9 10168-001.157/84-58 Acórdão n9 CSRF/02-0.172 Em seu recurso, alega o Procurador-Representante da Fazen- da Nacional com a definição de fato gerador estabelecido pelo artigo114 do CTN, ("... a ,í,,ttlação degínída em leí como neee43 -ditía e aaente. a . 'sua ocottencía"),e com o artic0.118 . domesmo CTN, não vendo como se possa considerar Tele O lançamento na conta Devedores Diversos seja apenas uma obrigação legal sem conseqüência de ordem tributária, desde que se abs- traia da validade e dos efeitos dos atos efetivamente ocorridos. Concor - . da com o voto vencido, na parte que considera que no período considera- do era a empresa cliente devedora do banco pela importância lançada a seu débito. Esse interstício temporal não pode ser apagado sob funda- • mento de ter havido mera formalidade ou motivos análogos. Cita Geraldo Ataliba para reforçar a tese de objetividade do fato gerador e lembra que, no caso, sequer foi alegado erro de escrituração. Em suas contra-razões, o sujeito passivo lembra que a ope- ração tratou- . de renegociação de débitos do cliente, inexistindo efe- tivo desembolso de moeda, tornando impossível a retenção do valor do IOC. Como a operação foi realizada no decurso do mês civil, nada obsta que o valor do imposto ,que .~nte seria'recolhído.ho final _dã mês,fasselançado ã con_ ta Devedores Diversos enquanto era providenciado o recolhimento pelo(cli - - ente, ao banco. Não houve nova operação, pois lhe cabia tão somente re _ ceber do cliente e recolher aos cofres públicos não financiou ao clien _ te o seu próprio capital, e em nenhum momento verificou-se a "entrega ou colocação de recursos â disposição" do cliente/- _.....--, , É o relatório. i / , _ , : ,:,, , SERVIÇO NEIWO FEDERAL -3- Processso n9 10168-001.157/84-58 Acõrdão n9 CSRF/02-0.172 VOTO DO RELATOR, CONSELHEIRO ROBERTO BARBOSA DE CASTRO Plena razão a recorrente. Temerária a vinculação do fato, que a lei e suas nor- mas complementares explicitamente elegem como causadora da obriga- ção tributãria, a considerações em torno de seus efeitos, validade, obrigação do agente, ou outros, de tal sorte que objetividade do fato gerador, assim como aquer o Cõdigo Tributãrio Nacional, fica- ria prejudicada por inúmeras versões decorrentes de diferentes an- gulações que se pode adotar na analise de cada casó particular. No caso em exame temos um lançamento a débito de Deve— dores Diversos porque o banco realmenIe era obrigado a fazer o lan çamento- erlmais que isso - a fazé-lo naquela data. Obrigado porque um comando legal assim o determinava. Por mera coincidéneia, por conveniéncia ou até por negligência, aconteceu de não haver prévio provimento de fundos, pelo cliente para suportar, na data, o valor do impsoto que forçosamnete seria cobrado conforme presumilvemente era de conhecimento de todas as partes envolvidas. Em cada caso se hã, de identificar dezenas de fatores subjetivos que, em torno do fato gerador, levariam a finalmente dã-lo por inválido para efeitos tributãrios, vitoriosa a tese con substanciada na decisão recorrida. Parecem realmente irrelevantes, os motivos da ocorrén — cia do saldo devedor. Se a lei quer que, uma vez tendo ocorrido o fato gerador nasceu a obrigação de contribuir, nada mais a questio nar. / De repetir o comando do artigo 118 do CTN: deíníeão legal do Çato getadon íntetwLetada ab — ttaíndo-4e: I - da ualídade jutídíca do ato ' eM.tívamente ptatí- cados peio 4 conttíbuínte4, ne3pon4 jueí ou tetceí YLO, bea como da natu/Leza do ca objeto ou iseuis “eíto; //f/Y-) If- dos egeíto4 do e4etíva Amente OCOA 4("74)! SERVIÇO PUBLICO FEDERAL - 4 - Processo n9 10168-001.157/84-58 AcErdão n9 CSRF/02-0.172 Por outro lado, eis a norma infringida (MNI): "4.4.2.2- Ocoxte o Çco getadot e tonna-4e devído o ímpoto )4obte opetac0e4 de ctedíto: d) no4 lancamento4 a daíto de "Deved~ DíveitAo" ou de quatquek outA.a conta de4te gene/to, telatívo4 a openacõe4 de ctedíto..." Este foi o caso, sem divida. Aliãs, bem distinto do des- crito na ementa do acardio, que fala em financiamentos da linha FINAME e valores entregues ao fornecedor, dados absolutamente ausentes dos au- tos. /2 Voto pelo provimento do recursoO) —7 4 Sala dasSes ..; , em 30 de .s.t, o de 1985 e, #/#t4 ROBERTO BA k ieSA DE CASTRO Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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