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Numero do processo: 10680.015698/2008-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.082
Decisão: RESOLVEM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto que deste formam parte integrante.
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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Câmara busque tal processo junto à 4ª. Câmara da 1ª. Sessão do CARF e o apense a este para que ambos possam ser julgados em conjunto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto que deste formam parte integrante. “documento assinado digitalmente” MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. “documento assinado digitalmente” LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello, Irineu Bianchi, Wilson Fernandes Guimarães, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, André Ricardo Lemes da Silva. Relatório Em 11122008, a contribuinte foi notificada do lançamento de IRPJ. Foi, contra a contribuinte MINAS DA SERRA lavrado o Auto de Infração (fls. 02/08), que formalizou a exigência do crédito tributário referente a IRPJ, no valor de R$ 2.680.539,27, já acrescidos multa e encargos legais, assim fundamentado: Fl. 481DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Assinado di gitalmente em 04/04/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por LAVI NIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Processo nº 10680.015698/200875 Resolução n.º 1302000.082 S1C3T2 Fl. 469 2 “Lançamento de oficio que ora se faz, para sanar irregularidade, tendo em vista vicio de natureza material apontado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em seu acórdão n° 0118.087 2' Turma da DRJ/. Em razão de conflito entre o Auto de Infração e o Termo de Verificação Fiscal, o lançamento anterior, formalizado através do processo administrativo fiscal de n° 10680.020638/200793, foi anulado. O contribuinte pretendeu se respaldar nas ações judiciais que impetrou para fins de proceder às exclusões acima demonstradas. Porém, são totalmente descabidas estas exclusões pelo que passamos a relatar com base nas cópias das partes do processo judicial, fornecidas. Antes, porém, realçamos que o valor glosado representa o cálculo efetuado pelo contribuinte em função de suas ações judiciais, como mostram as memórias de cálculo da empresa que anexamos a esse processo. Ao atender aos termos de intimações fiscais, a empresa nos mostrou que o histórico "Encargos e baixas diferença CM IPC/13TNF' se refere ao expurgo do índice de janeiro/1989 e aos dispositivos da Lei n° 8.200/1991, que questionam na esfera judiciária. Para discutir o expurgo do índice da janeiro/1989, impetraram o Mandado de Segurança preventivo com Pedido de Liminar n° 94.00131100, em 10/06/2004. O pleito da empresa é "deduzir fiscalmente as despesas de 1989,computandose a variação do 1PC de janeiro de 1989 de 70,28%, substituindose a OTN de NCzS 6,92, pela 01N de NCzS 10,51, na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social apurados a partir de 1994, como se fosse ajuste de exercícios anteriores, com todos os efeitos daí decorrentes, tais como os de depreciação, amortização e baixa dos bens do ativo permanente, com a conseqüente correção dos prejuízos fiscais". Consta do lançamento: 01. GLOSA DE PREJUÍZOS FISCAIS COMPENSADOS INDEVIDAMENTE, SALDO DE PREJUÍZOS INSUFICIENTES, no ano de 2003. 02. EXCLUSÕES/COMPENSAÇÕES NÃO AUTORIZADAS NA APURAÇÃO DO LUCRO REAL. EXCLUSÕES INDEVIDAS, a título de prejuízos originados em anos de 2002, inclusive, e anteriores, decorrentes da exclusão integral, em anos anteriores, de CM IPC/BTNF, sem provimento jurisdicional pelo STJ. A contribuinte havia ingressado com Mandado de Segurança para pleitear o expurgo inflacionário de 1990 sobre a correção monetária de balanço e segundo a autoridade fiscal no ano de 2001 o STJ proibiu tal procedimento. O saldo de prejuízo fiscal precisaria ser por essa decisão ser revisado. Cientificada do lançamento em 11/12/2009, a contribuinte apresentou a impugnação protocolada em 09/01/2009, com a argumentação a seguir sintetizada. (i) É nulo o lançamento, pois trata de matéria tributável já tributada, revista de ofício sem autorização do artigo 149 do Fl. 482DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Assinado di gitalmente em 04/04/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por LAVI NIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Processo nº 10680.015698/200875 Resolução n.º 1302000.082 S1C3T2 Fl. 470 3 CTN, ainda pendente de análise pelo Conselho de Contribuintes, em outro processo por força de recurso. (ii) É intempestivo o lançamento, pois se esgotou o prazo de cinco anos para a glosa de prejuízos fiscais declarados. (iii) Se ao mérito chegar, é inválido pois são legítimas as exclusões e a compensação de prejuízos realizadas pela contribuinte. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte acordou, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte o lançamento, para, conforme consta do acórdão: rejeitar as preliminares de nulidade; acatar a decadência da glosa de prejuízos fiscais relativamente aos anos calendárioS de 1995 e 1996; manter parcialmente a exigência do IRPJ para o anocalendário de 2003, no valor de R$ 934.049,16, multa de ofício de 75% de 700.536,87, acrescida de juros de mora. A DRJ entendeu que os prejuízos compensados em 2003 têm relação com dedução de IPCBTNF em anos anteriores e fez o ajuste do saldo de prejuízos compensados nesse ano, admitindo as práticas realizadas em anos anteriores. Cientificada do acórdão em 21/05/2009, vem a contribuinte, inconformada, apresentar a impugnação (fls. 429 e seguintes) protocolada em 18/06/2009, com as alegações a seguir sintetizadas. (i) O lançamento em questão fora lavrado para corrigir o vício material de anterior lançamento, à margem das hipóteses previstas pelo artigo 149 do CTN, considerando ainda que o lançamento anterior é objeto de discussão em processo diverso. Não é admitido novo lançamento na pendência de julgamento do anterior. (ii) Como a ciência do lançamento deuse em 11122008, na realidade a revisão dos prejuízos fiscais anteriores ao ano de 2002, inclusive, compensados em 2003, já está decaída. (iii) Improcedente a glosa realizada pela Autoridade Fiscal, uma vez que se fundamenta na falta de provimento jurisdicional em processo que discute expurgos inflacionários e os respectivos índices no ano de 1990, quando na realidade a dedução das despesas com a diferença de correção monetária IPC/BTNF do ativo permanente no ano de 1989 não tem relação com o objeto da ação judicial e decorre da mera aplicação da Lei 8.200/91. (iv) A diferença de correção monetária do IPC/BTNF, como qualquer outra, é despesa operacional dedutível necessária para a apuração efetiva do lucro real, sob pena de se tributar Fl. 483DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Assinado di gitalmente em 04/04/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por LAVI NIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Processo nº 10680.015698/200875 Resolução n.º 1302000.082 S1C3T2 Fl. 471 4 correção monetária do capital, que à época não era reconhecida como renda. (v) O Acórdão, ao fundamentar o lançamento em interpretação da lei nº. 8.200/91, trouxe nova fundamentação ao lançamento, não utilizada pela autoridade lançadora. O Acórdão faz uma elação entre o saldo credor de correção monetária e a diferença IPC/BTNF do ativo permanente para sugerir que se não houve tributação do saldo credor não pode haver dedução da depreciação, baixa, etc, da correção monetária do ativo permanente. Essa relação, além de não guardar qualquer procedência diante da redação da Lei, não consta no lançamento fiscal. (vi) Assim, é nulo o Acórdão, pois não compete a autoridade julgadora trazer novos fundamentos ao lançamento. (vii) Quanto à infração imputada à contribuinte, compensação indevida de prejuízos fiscais, o Fisco teria que elaborar uma listagem que relaciona o prejuízo declarado pela empresa e o apurado pela fiscalização, desde 1994 até 2003, promovendo a alteração de apuração dos vários períodos envolvidos e o reflexo disso em 2003, justificando a razão pela qual entende indedutível a correção monetária do IPC/BTNF, em anos anteriores, e a relação disso com a decisão judicial de 2001. (viii) Contudo, a autoridade fiscal não fez isso, optou por glosar em 2003 a integralidade da diferença de IPC/BTNF deduzida em anos anteriores com base em decisão judicial de assunto absolutamente distinto e inepto para justificar o lançamento, o que é procedimento integralmente equivocado ocasionando erro material insanável nas instâncias posteriores. (ix) A DRJ visou corrigir o erro do lançamento refazendo fundamentação e cálculos, mas extrapolou a previsão do art. 141 do CTN. É o relatório. Voto Analisando o documento 4 anexo à impugnação da contribuinte, às folhas 328 e seguintes, efetivamente verifico que o objeto do lançamento efetuado e discutido no processo administrativo 10680.020638/200793 é idêntico ao objeto autuado posteriormente neste caso, antes do trânsito em julgado daquele anterior. Efetivamente, em sessão de 17062008, a DRJ cancelou o lançamento efetuado de 2003, relativo à glosa do prejuízo fiscal compensado. A autoridade fiscal glosara o prejuízo fiscal da contribuinte, mas como houve Divergência entre o Auto de Infração, que apura um valor de IRPJ para o ano de 200,3 e o Termo de Verificação Fiscal, que traz valores diferentes, a autoridade julgadora entendeu que havia Vicio de Fl. 484DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Assinado di gitalmente em 04/04/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por LAVI NIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Processo nº 10680.015698/200875 Resolução n.º 1302000.082 S1C3T2 Fl. 472 5 Natureza Material pela contradição e cancelou a glosa de prejuízo fiscal feita no ano calendário de 2003. Notese que o prejuízo havia sido glosado pela revisão de anos anteriores, em decorrência de a autoridade fiscal ter discordado da dedução da diferença de correção monetária IPC/BTNF de 1989, tendo em conta ainda a ação judicial que pedia a diferença de correção monetária de 1990. Eis o teor da decisão da DRJ: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURIDICA IRPJ Exercido: 2003,2004 Correção Monetária Complementar da diferença IPC/BTNF. Efeitos da Ação Judicial O contribuinte teve reconhecido, judicialmente, o direito de aplicar, em janeiro de 1989, . correção monetária com o índice de 42,72% no seu Balanço de 1989, que abrange tanto as contas do ativo quanto do passivo. • Exclusões Indevidas. A correção monetária pela diferença IPC/BTNF, instituída pela Lei n° 82000, de 1991, dos prejuízos fiscais apurados até 31/12/1989, poderá ser excluída do lucro líquido na determinação do lucro real, a partir do períodobase de 1993; nas condições e nos 1 percentuais estabelecidos pela legislação. Os encargos de depreciação, amortização, exaustão ou custo dos bens baixados a qualquer titulo, relativos à diferença de correção monetária complementar IPC/BTNF, adicionados ao lucro liquido para efeito de determinação do lucro real, nos períodosbase de 1991 e 1992, poderão ser excluídos na determinação do lucro real em qualquer períodobase iniciado a partir de 1993. Voto: anular o lançamento de IRPJ do anocalendário de 2003. Verifico então que a decisão da DRJ no processo 10680.020638/200793 ainda está passível de recurso de ofício e que em sorteio de fevereiro de 2011 o processo foi destinado ao relator Antônio José Praga de Souza que o retirou de pauta para julgamento em conjunto com este processo. Este processo foi sorteado a mim em julho de 2010 e, dada a conexão das duas matérias, voto no sentido de converter este julgamento em diligência para que a Secretaria da 3a Câmara possa, por favor, executar as seguintes atividades. a) Localizar o processo 10680.020638/200793, junto à presidência da Quarta Câmara da Primeira Seção. b) Apensar tal processo a este para julgamento conjunto. c) Obter autorização da Quarta Câmara da Primeira Seção para redistribuição de ambos a esta Relatora da 2ª. Turma da 3ª. Câmara para que o julgamento possa ser prosseguido ou, caso Fl. 485DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Assinado di gitalmente em 04/04/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por LAVI NIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Processo nº 10680.015698/200875 Resolução n.º 1302000.082 S1C3T2 Fl. 473 6 contrário, distribuir ambos para aquela 4ª. Câmara para julgamento. É como voto. LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA Relatora. Fl. 486DF CARF MF Impresso em 13/05/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Assinado di gitalmente em 04/04/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por LAVI NIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10880.930082/2013-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 3301-001.080
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, sobrestar o processo até o julgamento final no CARF do processo administrativo n° 19311.720077/2014-28. Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira, que votaram pelo prosseguimento do julgamento.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: Não se aplica
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Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira, que votaram pelo prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro. Relatório Tratase de Despacho Decisório (Eletrônico), que não reconheceu o direito de crédito relativo pleiteado através de PER/DCOMP, e não homologou as compensações vinculadas. O crédito pleiteado foi apurado pelo estabelecimento filial, inscrito no CNPJ sob nº 61.186.888/006558. Os motivos do indeferimento foram a constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado, a ocorrência de glosa de créditos considerados indevidos, em procedimento fiscal e a redução do saldo credor do trimestre, passível de ressarcimento, resultante de débitos apurados em procedimento fiscal. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 30 08 2/ 20 13 -3 7 Fl. 1505DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930082/201337 Resolução nº 3301001.080 S3C3T1 Fl. 3 2 Foi lavrado auto de infração objeto do processo administrativo 19311.720077/201428, para exigir diferenças de imposto não recolhidos em função do aproveitamento dos referidos créditos. Foi apresentada manifestação de inconformidade tempestiva, na qual consta a alegação inicial de que diante da relação direta entre os objetos do presente processo administrativo e do processo 19311.720077/201428, o exame das compensações deve aguardar a decisão definitiva a respeito do mérito deste último. Entende a impugnante que o imediato indeferimento das compensações importaria enriquecimento sem causa do Fisco, com cerceamento de defesa e supressão de instância de discussão na esfera administrativa. Por outro lado, o sobrestamento não causaria prejuízo à Fazenda Pública, porque o crédito tributário relativo aos débitos declarados já foi constituído, nos termos do art. 74, § 6º da Lei nº 9.430/1996, estando com a exigibilidade suspensa até julgamento final deste processo administrativo, conforme §§ 7º a 11 do mesmo dispositivo legal. Defende ainda, no mérito, o direito ao crédito pleiteado. O colegiado a quo julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, nos termos do Acórdão nº :10051.733. Em recurso voluntário, a empresa requer o afastamento da aplicação do art. 25 da IN n° 1300/2012; o sobrestamento deste processo ou o julgamento em conjunto deste processo com o de n° 19311.720077/201428. Reitera os termos de sua manifestação de inconformidade quanto à legitimidade do direito creditório, para, ao final, requerer o provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3301001.074, de 27 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 10880.930077/201324, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Ressaltese que a decisão do paradigma foi, em parte, contrária ao meu entendimento pessoal, pois fui vencido na votação da questão do sobrestamento dos autos. Todavia, ao presente processo deve ser aplicada a posição vencedora, conforme consta da ata da sessão do julgamento. Portanto, transcrevese como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3301001.074): "O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. A empresa requer o sobrestamento do presente processo até o julgamento final do processo n° 19311.720077/201428 ou o julgamento em conjunto. Fl. 1506DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930082/201337 Resolução nº 3301001.080 S3C3T1 Fl. 4 3 Como já relatado, o auto de infração constituiu IPI oriundo das glosas do crédito considerados como indevidos. Assim, se o lançamento no processo n° 19311.720077/201428 fosse julgado improcedente, os créditos seriam restabelecidos para análise da compensação, porquanto o saldo credor de IPI é o objeto do PER/DCOMP. Dispõe o art. 6° do RICARF que: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; (...) § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. Ocorre que a não homologação das declarações de compensação decorreu das conclusões da ação fiscal que auditou os créditos pleiteados. Com a glosa dos créditos, a reconstituição da escrita fiscal resultou na apuração de diferenças de IPI, que foram lançadas em auto de infração que é objeto do processo administrativo n° 19311.720077/201428. O auto de infração teve a seguinte descrição da infração: “O estabelecimento industrial não efetuou o recolhimento do imposto (IPI), de janeiro de 2009 a setembro de 2010, por se utilizar de créditos do IPI, como se devido fosse, na aquisição de insumos de estabelecimentos na Amazônia Ocidental, conforme Termo de Verificação Fiscal.” Por conseguinte, a ausência do direito creditório, o que gerou a lavratura de auto de infração, é objeto do processo n° 19311.720077/201428. Logo, a sorte do presente processo depende do deslinde do processo do auto de infração. Em consulta ao sítio do CARF, “andamento processual”, verificase que o processo n° 19311.720077/201428 já foi julgado em sede de Recurso Especial, embora ainda não tenha transitado em julgado: Fl. 1507DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.930082/201337 Resolução nº 3301001.080 S3C3T1 Fl. 5 4 Desse modo, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o presente processo seja sobrestado e aguarde na 3ª Câmara o encerramento do processo n° 19311.720077/201428. Após, os autos devem ser serem devolvidos a esta Relatora para prosseguimento do julgamento." Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência para que o presente processo seja sobrestado e aguarde na 3ª Câmara o encerramento do processo nº 19311.720077/201428. Após, os autos deverão ser devolvidos a este Relator para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 1508DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10805.000481/2002-11
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 107-00.694
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto da relator.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: JAYME JUAREZ GROTTO
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Numero do processo: 15983.000672/2007-51
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 01/04/2007
DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. DECADÊNCIA: Reconhecida a decadência do período de 01/1997 a
08/2002, por força da Súmula Vinculante nº 8, do STF que declarou
inconstitucional os arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, aplicando-se o art. 150, § 4º do CTN para reconhecer que decai em 05 (cinco) anos da data do fato gerador o direito da Fazenda constituir o crédito tributário atinente às contribuições previdenciárias, independentemente de antecipação
ou não de pagamento.
CERCEAMENTO DE DEFESA: Não caracterizado o cerceamento de defesa,
é de ser rejeitada a argüição de nulidade do procedimento.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE: O CARF não se pronuncia sobre matéria tributária constitucional, nos termos da Súmula nº 2
do CARF.
MULTA DE MORA: Recálculo da multa para que seja aplicada a mais
benéfica ao contribuinte por força do art. 106,II, “c” do CTN.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2403-000.336
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para nas preliminares acatar a decadência das competências de 01/97 a 07/2002 com base no Art. 150, § 4º do CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora,
com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao Art. 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido na questão de multa de mora o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para nas preliminares acatar a decadência das competências de 01/97 a 07/2002 com base no Art. 150, § 4º do CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao Art. 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido na questão de multa de mora o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
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APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. DECADÊNCIA: Reconhecida a decadência do período de 01/1997 a 08/2002, por força da Súmula Vinculante nº 8, do STF que declarou inconstitucional os arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que previa prazo de decadência de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, aplicando se o art. 150, § 4º do CTN para reconhecer que decai em 05 (cinco) anos da data do fato gerador o direito da Fazenda constituir o crédito tributário atinente às contribuições previdenciárias, independentemente de antecipação ou não de pagamento. CERCEAMENTO DE DEFESA: Não caracterizado o cerceamento de defesa, é de ser rejeitada a argüição de nulidade do procedimento. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE: O CARF não se pronuncia sobre matéria tributária constitucional, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. MULTA DE MORA: Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106,II, “c” do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para nas preliminares acatar a decadência das competências de 01/97 a 07/2002 com base no Art. 150, § 4º do CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao Art. 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido na questão de multa de mora o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 07/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Marcelo Magalhães Peixoto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari , Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 07/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.000672/200751 Acórdão n.º 240300.336 S2C4T3 Fl. 115 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD DEBCAD, consolidada em 30/08/2007, cientificado o contribuinte aos 04/09/2007, correspondente às contribuições previdenciárias devidas e não recolhidas relativas à parte empresa, as incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais, as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos Terceiros. O período de lançamento do débito corresponde às competências de 05/2000; 04/2002, 10/2005 correspondentes às diferenças de acréscimos legais apuradas pela autoridade fiscal e, 01/97 a 13/1999; 10/05 a 04/07, quanto as contribuições sociais previdenciárias. Inconformada, a recorrente contestou o lançamento, através do instrumento de fls. 65/76, alegando em síntese: o cerceamento de defesa, pela ausência de apontamento dos dispositivos legais desrespeitados pela empresa; a ocorrência da decadência, diante da aplicabilidade dos artigos 173 e 174 do Código Tributário Nacional e, por fim; a inconstitucionalidade do Decreto nº 4.729/03 que introduziu várias alterações no Regulamento da Previdência Social (Decreto n.°3.048/1999), dentre elas a do inciso II, do §5°, do artigo 201, que amplia o elenco de segurados obrigatórios na condição de contribuinte individual, mediante o acréscimo do citado inciso II, atribuindose ao sócio cotista a dupla condição de segurado obrigatório. Deste modo, pleiteou a recorrente pelo provimento da defesa para tornar insubsistente a NFLD impugnada. A DRJ julgou pela procedência do lançamento (fls. 89/95), rejeitando os argumentos apresentados pela Recorrente, consagrando a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 45 da Lei 8.212/91, bem como afastando o suposto vício de inconstitucionalidade presente no Decreto nº 4.729/03, alegando que referida legislação não amplia o rol de segurados obrigatórios na condição de contribuinte individual, mas tão somente estipula critérios de apuração de base de cálculo, pois o inciso II, do § 5º, do art. 201, do respectivo Decreto somente é aplicável no caso de não haver comprovação efetiva dos valores pagos ou creditados aos segurados contribuinte individuais. Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 98/109), sob os mesmos argumentos de sua defesa. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 07/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator. O Recurso preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, independentemente da ocorrência ou não de antecipação de pagamento, logo, se as competências das contribuições lançadas referemse ao período de 01/1997 a Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 07/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.000672/200751 Acórdão n.º 240300.336 S2C4T3 Fl. 116 5 13/1999 e 10/2005 a 04/2007, seu prazo decadencial corresponde ao período de 01/2002 a 13/2004 e 10/2010 a 04/2012. O lançamento de NFLD das referidas contribuições previdenciárias ocorreu em 30/08/2007 (conforme fl. 1), portanto, é certo que ocorreu o fenômeno da decadência de parte do crédito tributário (período 01/1997 a 13/1999, bem como daquelas apuradas em 05/2000 e 04/2002), nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Quanto à parte do crédito que não sofreu decadência, vale dizer que; descabe o argumento de cerceamento do direito de defesa, uma vez que não caracterizadas as alegadas irregularidades no procedimento fiscalizatório, inclusive quanto a omissões do dispositivo legal que fundamenta a NFLD (Fls. 39/46). No mérito, quanto à alegação de inconstitucionalidade do Decreto nº 4.729/03, que introduziu várias alterações no Decreto nº 3.048/99, especialmente no que se refere ao art. 201, § 5º, inciso II, que, conforme argumentação da Recorrente, teria ampliado o elenco de segurados obrigatórios na condição de contribuinte individual, atribuindose a sócio cotista a dupla condição de segurado obrigatório, não há o que se pronunciar, posto que o CARF não é competente para se pronunciar sobre matéria constitucional nos termos da Súmula nº 02 do CARF, abaixo transcrita: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35, da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática (princípio da retroatividade benigna), impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 07/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Diante do exposto, manifestome pelo provimento parcial do recurso para reconhecer a decadência das competências do período de 01/1997 a 07/2002 (inclusive) e para determinar o recalculo da multa de mora, de acordo com o determinado no art. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 6DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 07/04/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 16024.000039/2009-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1301-000.095
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: WiILSON FERNANDES GUIMARÃES
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ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Plínio Rodrigues Lima Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Plínio Rodrigues Lima, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 24 .0 00 03 9/ 20 09 -3 5 Fl. 1710DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/1 2/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 16024.000039/200935 Resolução nº 1301000.095 S1C3T1 Fl. 918 2 RELATÓRIO PRODUTORA DE CHARQUE ROSARIAL LTDA (ATUAL ROSARIAL ALIMENTOS S/A), já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto, São Paulo, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, reflexos (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS) e multa isolada1, relativas ao anocalendário de 2005, formalizadas a partir da imputação de omissão de receitas, caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, e insuficiência de recolhimento de antecipações obrigatórias (estimativas). Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação2 ao feito fiscal (fls. 794), por meio da qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que os extratos bancários demonstrariam que as movimentações financeiras poderiam ser facilmente detectadas no Livro Razão e no Livro Diário, esclarecendo a origem dos créditos alegados como receita omitida; que tais créditos seriam decorrência de empréstimos bancários a título de conta garantida e até mesmo empréstimos financeiros firmados com as citadas entidades financeiras, e que as operações bancárias de desconto de títulos, liquidação de empréstimos e liquidação de cobrança poderiam ser facilmente vistas no movimento dos citados livros. A 3a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto, analisando os feitos fiscais e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 1430.869, de 16 de setembro de 2010, pela procedência dos lançamentos. O referido julgado restou assim ementado: DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITA. Evidencia omissão de receita a existência de valores creditados em conta de depósito mantida em instituição financeira, em relação aos quais a contribuinte, regularmente intimada, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA. 1 Na decisão de primeira instância consta informação de que a MULTA ISOLADA foi exigida por meio do processo administrativo nº 16024.000040/200960, anexado ao presente em virtude de determinação judicial. 2 Esclarece a autoridade julgadora de primeiro grau que a impugnação foi dirigida especificamente para o processo nº 16024.000040/200960, que tratou do lançamento da multa isolada, mas, sentença proferida em mandado de segurança determinou a reunião dos processos, estabelecendo que a referida impugnação produzisse efeito em relação a todos os autos de infração lavrados. Fl. 1711DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/1 2/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 16024.000039/200935 Resolução nº 1301000.095 S1C3T1 Fl. 919 3 A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindoo para o contribuinte, que pode refutála mediante oferta de provas hábeis e idôneas. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 865/866, por meio do qual sustentou: que as movimentações bancárias podem ser esclarecidas se confrontadas com os Livros Razão, Diário e Registro de Saídas, onde constam os registros dos fatos geradores da receita; que, como a empresa realiza inúmeras operações financeiras com diversos estabelecimentos bancários, grande parte da movimentação são transferências de conta; que, ao analisar os extratos, até mesmo valores creditados e estornados pelo próprio banco foram postos como receita omitida; que solicitou documentação junto às instituições financeiras; que os créditos bancários são decorrência de empréstimos a título de conta garantida e até mesmo empréstimos firmados com entidades financeiras, que deve ser promovida uma nova apreciação dos contratos, extratos, Livros Diário, Razão e de Registros Fiscais, bem como das próprias notas fiscais de saída e de todo documento que se fizer necessário. Por ocasião dos debates que antecederam a apreciação da lide nesta segunda instância, representante da autuada esclareceu que protocolizou junto à secretaria desta Terceira Câmara documentos que, apesar de não representarem provas distintas das que já haviam sido aportadas ao processo, possibilitariam uma maior compreensão dos seus argumentos de defesa. Em virtude de tal argumentação, a 2ª Turma Ordinária desta 3ª Câmara decidiu, por meio da Resolução nº 1302000.152, de 15 de março de 2012, acolher a juntada da documentação trazida pela contribuinte. É o Relatório. Fl. 1712DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/1 2/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 16024.000039/200935 Resolução nº 1301000.095 S1C3T1 Fl. 920 4 VOTO Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Trata a lide de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, reflexos e multa isolada, relativas ao anocalendário de 2005, formalizadas a partir da imputação de omissão de receitas, caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, e insuficiência de recolhimento de antecipações obrigatórias (estimativas). Tais exigências foram integralmente mantidas pela autoridade julgadora de primeira instância. Na mesma linha da argumentação expendida na peça impugnatória, a contribuinte sustenta em sede de recurso que as movimentações bancárias podem ser esclarecidas se confrontadas com os Livros Razão, Diário e Registro de Saídas, onde constam os registros dos fatos geradores da receita. Diz que, como realiza inúmeras operações financeiras com diversos estabelecimentos bancários, grande parte da movimentação são transferências de conta. Argumenta que, ao analisar os extratos, até mesmo valores creditados e estornados pelo próprio banco foram postos como receita omitida. Informa que solicitou documentação junto às instituições financeiras e que os créditos bancários são decorrência de empréstimos a título de conta garantida e até mesmo empréstimos firmados com entidades financeiras. Adita que deve ser promovida uma nova apreciação dos contratos, extratos, Livros Diário, Razão e de Registros Fiscais, bem como das próprias notas fiscais de saída e de todo documento que se fizer necessário. Acolhendo petição apresentada por ocasião do julgamento em segunda instância, a 2ª Turma Ordinária desta 3ª Câmara decidiu converter o referido julgamento em diligência para que fosse juntada ao processo documentação que, segundo a contribuinte, comprovam que os créditos bancários em que se presumiu que são representativos de receitas omitidas dizem respeito a fatos outros. Em petição protocolada neste Colegiado em 28 de fevereiro de 2012, a contribuinte sustenta que a movimentação financeira tida como não justificada pela autoridade fiscal decorre de operações de transferências bancárias entre contas de mesma titularidade; pagamentos de cheques devolvidos; resgate de títulos próprios; redução de saldo devedor de CPMF; e depósitos bancários realizados indevidamente, posteriormente estornados pela instituição financeira. A Recorrente requer, ao final da petição, a conversão do julgamento em diligência para que a documentação juntada seja devidamente analisada ou o provimento do recurso voluntário interposto. Superada por meio da Resolução nº 1302000.152 a questão do acolhimento da documentação trazida pela contribuinte por ocasião do julgamento em segunda instância, penso que a ela deve ser dispensado tratamento igual ao que seria dado caso os elementos que a compõem tivessem sido apresentados por meio do recurso voluntário interposto. Fl. 1713DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/1 2/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 16024.000039/200935 Resolução nº 1301000.095 S1C3T1 Fl. 921 5 Assim, diante da existência de indícios de que valores que deveriam ter sido excluídos do montante a tributar (créditos decorrentes de transferências de outras contas bancárias da própria contribuinte, entre outros), foram inadvertidamente ali mantidos, conduzo meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a unidade administrativa de jurisdição promova a análise da documentação juntada pela contribuinte por meio da petição protocolada em 28 de fevereiro de 2012. Sala das Sessões, em 06 de novembro de 2012 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 1714DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/1 2/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por PLINIO RODRIGUES LIMA
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Numero do processo: 12689.000725/93-12
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.017
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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" MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 12689-000725/93-12 27 de março de 1996 116.689 MET ANOR SIA - MET ANOL DO NORDESTE ALFÃNDEGA - PORTO DE SALVADOR - BA RESOLUÇÃO N° 301-1017 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. .'I •,.' • RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 27 de março de 1996 MOAC P.reSiôente o 5 SE T 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO, LEDARUIZ DAMASCENO E LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS mfciac 116689 ,:'. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA .1 RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRlDA RELATOR(A) 116.689 301-1017 MET ANOR S/A - MET ANOL DO NORDESTE ALFÃNDEGA - PORTO DE SALVADOR - BA JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRIO .1 •• , ti Adoto o Relatório integrante da Decisão Recorrida, de fls. 44 et seqs, ut infra: "Neste processo foi lavrado Auto de Infração às fls. 01/14 em virtude de ato de revisão aduaneira das D.I' s nO001497 e 001480 de 06/12/90 por acreditar a Fiscalização que o contribuinte atribuiu alíquota de 0% para o 1.1. para a mercadoria "Catalizador a Base de Óxido de Cobre e Óxido de grânulos", usada na sintese do metanol a partir de cargas de alimentação gasosa ou líquida à base de hidrocarbonetos (gás natural, gás de refinaria ou nefta), baseado no EX da Portaria MEFP 356/90, que beneficia com alíquota de 0% para o 1.1.o "Catalizador a base de óxido de zinco e cobre, próprio para purificação de hidrogênio em processo de reforma de gás natural", quando deveria ter usado a alíquota normal de 40% para o LL, visto que utilizou o catalizador no processo de mistura de óxidos de carbono (CO e C02) e hidrogênio proveniente da reforma de gás natural, conforme resposta enviada pelo mesmo à Intimação nO052/93, e o EX da citada Portaria só beneficia este catalizador quando usado para purificação de hidrogênio em reforma de gás natural. Deixou, desta forma, de recolher aos cofres da Fazenda Nacional a importância de 33.418,88 UFIR's referente ao LP.L vinculado e de 286.628,98 UFIR's referente ao 1.1., ambos recolhidos a menor, mais acréscimos legais cabiveis. Apresentando, tempestivamente, sua impugnação às fls. 38/40 o autuado alega que catalizadores à base de óxido de cobre e zinco são utilizados normalmente em reações quimicas em que o elemento hidrogênio esteja presente, na forma de reagente ou produto; que os reagentes utilizados pela METANOR provem da reforma de gás natural; que estes catalizadores são também utilizados em reações de hidrogenação e desidrogenação, geralmente em conexão com compostos orgânicos oxigenados, e na purificação de gases, especialmente para remoção de traços de oxigênio enxofre; e que como o catalizador importado é a base de óxido de cobre e zinco, a reação de hidrogenação dos óxidos de carbono satisfaz o Ex da Portaria MEFP 356/90, pois os produtos são oriundos dos processos de reforma de gás natural e o catalizador é próprio para síntese do metanol e purificação de hidrogênio, ambos comercializados pela empresa, acredita fazer jus à redução de 0% para o LL com base na citada Portaria, e solicita que o auto seja julgado improcedente. Manifestando-se às fls 42 o fiscal autuante diz não concordar com as pretensões da interessada, uma vez que a mesma não demonstrou que utilizou o catalizador para purificação de hidrogênio em processo reforma de gás natural, e sim no processamento de mistura de óxidos de carbono e hidrogênio proveniente da reforma de 2 : MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONlRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA e RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 116.689 301-1017 • • e' gás natural. Ou seja, o catalizador foi utilizado em etapa posterior à reforma de gás natural e o EX da Portaria 356/90 só beneficia com redução de aliquota para o 1.1. o catalizador quando utilizado para "purificação de hidrogênio em processo de reforma de gás natural". Opina pela manutenção na íntegra do auto. A Autoridade a quo, às fls. 44, assim decidiu: Revisão Declaração de importação. Redução indevida da aliquota do 1.1.. Recolhimento a menor do LP.L e do 1.1. Auto de Infração. Ação Fiscal PROCEDENTE. Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 49 et seqs, que leio para meus pares. É o relatório 3 ,.' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 11 RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 116.689 301-1017 VOTO • Verifica-se nos autos que a desclassificação foi intentada, em assunto de grande complexidade, sem a assistência de laudo pericial de amostra do produto. Há grande confrontação argumentativa entre as partes, mas nada que pudesse levar a uma formação de juizo sobre a matéria. Assim sendo e tendo em vista que a parte em seu recurso pede a produção de provas para amparar seu arrozoado, voto no sentido de transformar o julgamento em diligência, através da repartição de origem, junto ao INT, intimada ambas as partes a apresentarem os quesitos que julguem necessários ao deslinde da controvérsia e os deste julgador: - O produto importado é um catalizador á base de zinco e cobre~ - Tem, ainda, a propriedade de purificar hidrogênio decorrente do processo de reforma do gás natural? •• S'l'd~;;"~, . JOÃ1BAPTf~MÓREIRA I R ' ATOR • 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10380.007253/2008-04
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do Fato Gerador: 29/05/2008
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. CONTABILIZAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.
Constitui infração deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de, forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.287
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de voto, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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CONTABILIZAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de, forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Cid Marconi Gurgel de Souza. Ausente o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 116DF CARF MF Emitido em 17/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/02/2011 por LIZONTINA MARIA CAETANO Assinado digitalmente em 11/02/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Fortaleza, Acórdão 08 – 15.461 5ª Turma, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária acessória. Segundo a fiscalização, o lançamento decorre do fato de a recorrente deixar de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, II, combinado com o art. 225, II, e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. O Relatório Fiscal, folhas 15 e 16, assim detalha os eventos que motivaram o auto de infração: A empresa exerce a atividade de prestação de serviços de manutenção , limpeza e conservação de prédios, edifícios e locação de mãodeobra de qualquer natureza , para vários tomadores . Apresentou a Contabilidade no Ano de 2004 registrando os lançamentos de folha de pagamento nas contas , sem subtítulos, ou centro de custos. Contas : 32102.0001 Salários e Ordenados, 32102.0004Rescisão 32102.0005Férias e 32102.0009 13° Salário, não separando por tomador e nem separando as remunerações que são fatos geradores de contribuições previdenciárias , das que não são, como na conta 32102.0004 Rescisão do mês de agosto/2004 que não houve a separação de fatos geradores. Foram lançados na Conta 34201.00282 Despesas Diversas , pagamentos que tem natureza específica de salários (Gratificações ). Jun/2004 Pagt.gratificações Benedito Jesus Ferreira conf. Diário 6, dia 2 ,Ict 2 , cta 3420100282 Jun/2004 Pagt.gratificações Gilberto Oliveira de Carvalho conf. Diário 6, dia 2 ,Lçt 3 , cta 3420100282 Jun/2004 Pagt.gratificações Francisco Ediglê conf. Diário 6, dia 2 ,Lçt 4 , cta 3420100282 Ago/2004 Pagt.gratificações Aline conf. Diário 6, dia 10 ,Lçt 4, cta 3420100282 Set/2004 Pagt.gratificações Benedito de Jesus conf. Diário 6, dia 3 ,Lçt 1 , cta 3420100282 Set/2004 Pagt.gratificações Fco Ediglê conf. Diário 6, dia 3 ,Lçt 2 , cta 3420100282 Fl. 117DF CARF MF Emitido em 17/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/02/2011 por LIZONTINA MARIA CAETANO Assinado digitalmente em 11/02/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10380.007253/200804 Acórdão n.º 240300.287 S2C4T3 Fl. 112 3 Out/2004 Pagt.gratificações Aline conf. Diário 6, dia 30 ,Lçt 15 , cta 3420100282 Out/2004 Pagt.gratificações Isabel Cristina conf. Diário 6, dia 30 ,Lçt 16 , cta 3420100282 Nov/2004 Pagt.gratificações Isabel Cristina conf. Diário 6, dia 8 ,Lçt 10 , cta 3420100282 Nov/2004 Pagt.gratificações Aline conf. Diário 6, dia 8 ,Lçt 12 , cta 3420100282 Dez/2004 Pagt.gratificações Isabel Cristina conf. Diário 6, dia 7 ,Lçt 2 , cta 3420100282 Dez/2004 Pagt.gratificações Benedito de Jesus conf. Diário 6, dia 7 ,Lçt 4 , cta 3420100282 Registra também o relatório Fiscal ter anexado, por amostragem, cópias do Diário e do Razão e da Folha de Pagamento. Inconformada com a decisão da DRJ, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 91 a 106, onde alega, em síntese, que: • O vale alimentação distribuído aos empregados não constitui salário de contribuição. • Questiona a multa sobre a obrigação principal. • Discorre sobre a verdade material e requer realização de perícia, além de juntada posterior de documentos necessários à ampla via probatória, formula quesitos e indica assistente técnico. É o Relatório. Fl. 118DF CARF MF Emitido em 17/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/02/2011 por LIZONTINA MARIA CAETANO Assinado digitalmente em 11/02/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Inicialmente cabe registrar alguns equívocos no recurso apresentado. Constato que a ação fiscal resultou em 12 autos de infração e que o recurso menciona questões não presentes neste processo e presentes em lançamento de obrigação principal. Lembro que este processo trata de descumprimento de obrigação acessória. Este lançamento está baseado na obrigação de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; previsto no inciso II da Lei 8.212/91. Art. 32. A empresa é também obrigada a: II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; Analisando o Relatório Fiscal e seus anexos, constatase que foram incluídas na mesma conta contábil pagamentos que são fatos geradores de contribuições sociais e pagamentos que não são fatos geradores, bem como lançando de remuneração (fatos geradores) em conta de Despesas Diversas. Entendo bem caracterizada a infração e pelo fato de o quesito formulado quando da solicitação da perícia não se relacionar com a presente autuação, indefiro o pedido. Conclusão À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 119DF CARF MF Emitido em 17/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/02/2011 por LIZONTINA MARIA CAETANO Assinado digitalmente em 11/02/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11080.730281/2017-59
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 15 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 3301-011.679
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301-011.678, de 15 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 11080.730320/2017-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Liziane Angelotti Meira - Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro, Marco Antonio Marinho Nunes, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Marcelo Costa Marques d Oliveira (suplente convocado) e Liziane Angelotti Meira (Presidente).
Nome do relator: Semíramis de Oliveira Duro
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COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO. Aplica-se a multa isolada de 50%, prescrita no §17, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996, às compensações declaradas que não forem homologadas pela Administração Tributária. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301- 011.678, de 15 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 11080.730320/2017- 18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira - Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro, Marco Antonio Marinho Nunes, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Marcelo Costa Marques d’ Oliveira (suplente convocado) e Liziane Angelotti Meira (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, em síntese: Trata-se de impugnação apresentada contra a Notificação de Lançamento nº NLMIC - 3123/2017, por meio da qual foi aplicada multa por AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 73 02 81 /2 01 7- 59 Fl. 76DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.679 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.730281/2017-59 compensação não homologada com fundamento no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com alterações posteriores. Notificação de Lançamento De acordo com informação constante na Notificação de Lançamento (NL) e seu anexo, as compensações foram declaradas na(s) Dcomp nº 04921.93780.300812.1.3.11-8367, 13731.51393.311012.1.3.11-3080 e 05839.15126.280912.1.3.11-8906 e sua análise foi realizada no âmbito do processo administrativo nº 10783.904498/2013-06. Do valor total dos débitos declarados nas Dcomp, R$ 111.541,33 não tiveram a compensação homologada, o que resultou na aplicação de multa de R$ 55.770,67, equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor dos débitos objeto de compensação não homologada. Impugnação Ciente da NL (...), a empresa apresentou impugnação (...). Irresignada, a Autuada alega tempestividade e apresenta, em síntese, as seguintes argumentações: Impossibilidade da Cominação de Multa (50%) por Compensação Não Homologada (alteração legislativa inserta pela Lei 12.249/2010) A penalidade cominada inviabiliza um dos mais basilares direitos reconhecidos na ordem democrática, o direito de petição, além de inibir a iniciativa dos contribuintes de buscarem junto ao Fisco a cobrança de valores indevidamente recolhidos, afrontando também diretamente o princípio da proporcionalidade. A matéria em questão tem repercussão geral reconhecida pelo STF no RE 796939, sintetizada no tema 736: Constitucionalidade da multa prevista no art. 74, §§ 15 e 17, da Lei 9.430/1996 para os casos de indeferimento dos pedidos de ressarcimento e de não homologação das declarações de compensação de créditos perante a Receita Federal. “Nada obstante o recurso aguarde julgamento, o debate instaurado fere as hipóteses nas quais na ausência de dolo/fraude é, ou não, possível impor multa.” “Qual conduta abusiva enseja referida imposição? O pedido de compensação/restituição tem previsão legal. Sintetizando-se como um informe da existência de crédito a favor do contribuinte, tal instrumento constitui a via, o requerimento atribuído pela lei ao contribuinte para exercer seu direito em perfeita sintonia com o direito de petição.” “Eventual sucesso da defesa administrativa não desconfigura o caráter autoritário da multa. A matéria não tangencia a autotutela. Diversamente, Fl. 77DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.679 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.730281/2017-59 viola a segurança jurídica e a proteção da confiança a imposição de penalidade em resposta ao exercício de direito reconhecido pelo ordenamento jurídico e decorre diretamente da ideia de Estado de Direito.” A própria imposição indistinta da multa isolada está em análise no Judiciário. No STF, paralelamente ao RE 796939, há a tramitação da ADI 4905: Repercussão geral, tema 487 – Caráter confiscatório da “multa isolada” por descumprimento de obrigação acessória decorrente de dever instrumental. Noutro ângulo, à vista da data de apresentação do pedido, revela-se extremamente gravosa a incidência de alteração legislativa superveniente, que prejudica o pleito compensatório do contribuinte. A redação do § 17 da Lei nº 9.430, de 1996, foi modificada pela Lei nº 13.097, de 2015, para que a multa passasse a incidir sobre o valor do débito objeto da declaração de compensação não homologada e não mais sobre o valor do crédito utilizado. Caráter Confiscatório “A incidência da multa aos pedidos de compensação não homologados acarreta efeitos confiscatórios em razão justamente da desproporcionalidade evidenciada. Assunto este também incluso nos debates da ADI 4905 em relação ao qual o STF já tem jurisprudência - ADI 551.” O Pedido Por todas as razões expostas, a Impugnante postula: (i) A admissão, processo e julgamento da defesa com atribuição do efeito suspensivo; (ii) A verificação dos fatos arguidos na preliminar; e (iii) No mérito, a procedência da manifestação de inconformidade anulando-se em definitivo a exação ora impugnada. A DRJ negou provimento à impugnação, com decisão assim ementada: COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MULTA ISOLADA. LANÇAMENTO. MOMENTO. O fato gerador da multa isolada por compensação não homologada é a não homologação e não a decisão definitiva em âmbito administrativo quando há litígio. Desta forma, o lançamento da multa pode ser realizado antes do término da lide administrativa. Em recurso voluntário, a Recorrente aduz: Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-011.679 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.730281/2017-59 - 3.1.1. Irretroatividade de multa para alcançar PER/DCOMPs anteriores à redação do § 17, art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 (modificada pela Lei nº 13.097, de 2015); - 3.1.2. Tese firmada no REsp 1.221.170. Direito superveniente. “Em questão está a própria definitividade da imposição da multa ao contribuinte à vista da decisão que reconheceu que o crédito é insuficiente, essa decisão deveria ao menos ser definitiva. A matéria reverbera na tese firmada no REsp 1.221.170! A Recorrente questiona o pressuposto inserto na imposição da multa isolada de 50% de que o contribuinte agiu incorretamente. Infirmada pelo STJ a diretriz de insumos para efeito de creditamento do PIS/COFINS então praticada pela RFB. Em função destes argumentos pede a deliberação e o acolhimento da preliminar”. - 3.1.3. Inadequação do desentranhamento dos documentos anexados pela Recorrente antes da análise da impugnação administrativa em 1ª instância. Ausência de preclusão: “postula a reforma do acórdão também para viabilizar à análise dos documentos anexada na fase processual instrutória”. - 3.2. Mérito – a autuação inviabiliza um dos mais basilares direitos reconhecidos na ordem democrática, o direito de petição. É manifesta a inadequação da multa ainda, à vista da carência da descrição dos fatos e fundamentos. Não houve dolo. - 3.2.1. Caráter confiscatório. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, contudo será conhecido apenas em parte, como se demonstrará a seguir. Em primeiro lugar, não podem ser conhecidos os argumentos do recurso voluntário em seus itens 3.1.2. e 3.1.3., eis que estranhos ao objeto do presente processo, que é a imposição de multa por não homologação da compensação (50% aplicado sobre o valor do débito objeto de declaração). Além disso, cabe ressaltar que não subsiste o contencioso em relação ao mérito da compensação, processo n° 10783-904499/2013-42, já que houve renúncia para adesão a parcelamento, o PERT, conforme o despacho anexado aos autos. Não há qualquer nulidade no auto de infração com suporte no §17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, pois a autuação para a aplicação da multa isolada é atividade vinculada (art. 142, do CTN), bem como estão presentes os requisitos dos art. 10 e 11 do Decreto n° 70.235/72. Sustenta a Recorrente que houve a irretroatividade da multa para alcançar PER/DCOMPs de 2012, anteriores à redação do §17, art. 74 da Lei nº 9.430/1996, modificada pela Lei nº 13.097/2015. Fl. 79DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-011.679 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.730281/2017-59 Confira-se a capitulação e a alteração na redação do dispositivo: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) § 15. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) (Revogado pela Medida Provisória nº 656, de 2014) (Vide Lei nº 13.097, de 2015) (Revogado pela Medida Provisória nº 668, de 2015) (Revogado pela Lei nº 13.137, de 2015) § 16. O percentual da multa de que trata o § 15 será de 100% (cem por cento) na hipótese de ressarcimento obtido com falsidade no pedido apresentado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) (Revogado pela Medida Provisória nº 656, de 2014) (Vide Lei nº 13.097, de 2015) (Revogado pela Medida Provisória nº 668, de 2015) (Revogado pela Lei nº 13.137, de 2015) § 17. Aplica-se a multa prevista no § 15, também, sobre o valor do crédito objeto de declaração de compensação não homologada, salvo no caso de falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) § 17. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do débito objeto de declaração de compensação não homologada, salvo no caso de falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei nº 13.097, de 2015) Observe-se que o §17 do art. 74 da Lei n° 9.430/96 teve a redação alterada, mas não houve revogação da multa. A redação alterada se deu em função da revogação dos §§ 15 e 16 que tratavam da multa isolada incidente sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. A aplicação da multa isolada de 50% foi mantida apenas nos casos de não homologação de compensação, com a substituição de “crédito” por “débito", que é efetivamente o valor indevidamente compensado e que deverá ser a base de cálculo da multa isolada. A alteração promovida no texto do §17 pela Lei nº 13.097/2015 não acarretou qualquer alteração no valor da base de cálculo da multa isolada, uma vez que em uma compensação não homologada o valor do crédito informado e o valor do débito compensado são idênticos. Dito de outra forma, a multa calculada sobre o valor do crédito objeto de compensação não homologada (redação vigente à época do fato gerador) teria exatamente o mesmo valor da multa calculada sobre o valor do débito objeto de declaração de compensação não homologada. No tocante à boa-fé, tem-se que à multa regulamentar, aplica-se o disposto no art. 136, do CTN: Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Em suma, a penalidade foi corretamente aplicada. Com relação às alegações de que a aplicação da multa isolada implica em violação aos princípios - direito de petição, segurança jurídica, proteção da confiança e confisco -, Fl. 80DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-011.679 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11080.730281/2017-59 tais alegações remetam à análise de constitucionalidade de dispositivo de norma válida e vigente, o que esbarra na Súmula CARF n° 2: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Do exposto, voto por conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira - Presidente Redatora Fl. 81DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10945.900595/2014-01
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Mar 08 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL.
Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
Numero da decisão: 3401-010.369
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.360, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900579/2014-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Luis Felipe de Barros Reche e Carolina Machado Freire Martins.
Nome do relator: Oswaldo Gonçalves de Castro Neto
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OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.360, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900579/2014-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Luis Felipe de Barros Reche e Carolina Machado Freire Martins. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 05 95 /2 01 4- 01 Fl. 64885DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-010.369 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900595/2014-01 Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão proferida por esta Turma e assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010 PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria não impugnada e a impugnada de maneira genérica em tempo e modo próprios não deve ser conhecida por este Colegiado. DIALETICIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada. REVISÃO. LANÇAMENTO. RESSARCIMENTO. POSSIBILIDADE. SÚMULA CARF 159. Não é necessária a realização de lançamento para glosa de ressarcimento de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS não-cumulativos, ainda que os ajustes se verifiquem na base de cálculo das contribuições. DECADÊNCIA. ART. 150 § 4 o CTN. GLOSAS. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica o disposto no art. 150, § 4 o , do Código Tributário Nacional (CTN) no caso de análise de solicitação de crédito em despacho decisório, por não se tratar a operação de lançamento. NÃO INCIDÊNCIA. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. COMERCIAL EXPORTADORA. A não incidência de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, descrita no artigo 14, inciso VIII, da MP 2.158-35/2001, exige prova de que a venda se destinou a exportação, ou seja, prova de que a mercadoria foi efetivamente exportada. ISENÇÃO. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. TRADING COMPANY. O artigo 1 o do Decreto 1.248/1972 isenta de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS a exportação indireta por meio de Trading Company desde que os bens a exportar sejam enviados diretamente a armazém alfandegado, embarque ou para regime de entreposto extraordinário na exportação. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. VENDA NO MERCADO INTERNO. VENDAS NÃO TRIBUTADAS. Impossível a exclusão da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS das vendas no mercado interno e das vendas não tributadas, eis que não compõem, a priori, a base de cálculo das exações. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. FRETES. O artigo 15 da MP 2.158-35/2001 não trata de essencialidade, mas de especialização concernente a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e serviços da mesma natureza. Assim, salvo prova da especialização do frete, impossível a dedução. EXCLUSÃO. CUSTO AGREGADO. MÃO-DE-OBRA. Fl. 64886DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-010.369 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900595/2014-01 O conceito de custo agregado descrito pelo § 8 o do artigo 11 da IN SRF 635/2006 é amplo, e não vincula o custo agregado ao gasto com salário ou ainda com remuneração, limitando-se o artigo a tratar de dispêndios com mão-de-obra, ou seja, todos os valores pagos e benefícios concedidos às pessoas que prestam serviço ao contribuinte. INSUMOS. PALLETS. MATERIAL DE EMBALAGEM. Não é possível a concessão de crédito não cumulativo de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS ao pallet, salvo quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique a perda do produto ou de sua qualidade, ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. FRETE DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS. CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal de crédito referente a Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS para frete de produtos acabados entre estabelecimentos da empresa. CRÉDITOS. MANUTENÇÃO. ART. 17 DA LEI 11.033/2004. IMPOSSIBILIDADE. A manutenção dos créditos, prevista no art. 17 da Lei 11.033/2004 não se refere a créditos cuja aquisição é vedada em lei. SÚMULA CARF 157. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. MERCADORIA PRODUZIDA. O percentual da alíquota do crédito presumido das agroindústrias de produtos de origem animal ou vegetal, previsto no art. 8 o da Lei 10.925/2004, será determinado com base na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroindústria, e não em função da origem do insumo que aplicou para obtê-lo. Intimada, a Embargante opôs Embargos de Declaração, apontando uma série de omissões, contradições e erros de fato no julgado. Os Embargos foram acolhidos apenas e tão somente no tópico despesas com armazenagem e frete na operação de venda, isto porque, dentre as matérias declaradas preclusas por esta Turma, o tópico em questão foi, efetivamente, aventado tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto em Recurso Voluntário. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: A fiscalização glosa em tópico específico as DESPESAS DE ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA porquanto: Dentre as Notas Fiscais apresentadas pela Embargante “foram identificados fretes sem comprovação de origem, destino e/ou produto transportado” o que torna impossível a análise da natureza do frete; Fl. 64887DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-010.369 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900595/2014-01 Fretes entre armazéns da Embargante não geram créditos das contribuições quer estes sejam de produtos acabados, quer sejam de insumos; Quatro fretes referem-se a aquisição de ativo imobilizado. A Embargante em sede de Manifestação de Inconformidade apresentou o seguinte argumento sobre o tema: “Dentre os inúmeros fundamentos da decisão que merecem reforma, a recorrente destaca as glosas a seguir relacionadas: (...)(d3) fretes sobre a aquisição de bem não sujeito ao pagamento das contribuições e tributação monofásica e fretes de transferência entre estabelecimentos (itens 86 a 87 e 107, Informação Fiscal SEORT/EQMAC/DRF FOZ 06/2016)”. Com a máxima vênia ao ilustre Presidente desta Turma, quer parecer que, para inaugurar a lide administrativa a impugnação deve ser específica, apontar, ao menos os motivos de fato que deveriam levar ao afastamento do fundamento, o que no presente caso - sem prejuízo da vasta sabedoria do combativo patrono da Embargante - não se apresenta verdadeiro. Aliás, a Ementa do Voto destaca que “para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada”. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e rejeito os Embargos de Declaração. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de rejeitar os Embargos de Declaração. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 64888DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003180/2006-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.128
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 588 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso de Ofício e Recurso Voluntário interpostos em face de acórdão proferido nestes autos pela 1ª Turma da DRJ/RPO, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, considerar procedente em parte o lançamento, mantendo parcela do crédito tributário exigido, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2001 DECLARAÇÃO DE AJUSTE. ESTIMATIVAS MENSAIS. Poderão ser deduzidas do imposto a pagar, na declaração de ajuste (a título de estimativa), as estimativas efetivamente recolhidas ou compensadas no curso do anocalendário. Exoneramse os valores decorrentes de estimativas não declaradas em DCTF, por terem sido integralmente compensadas com IRRF do período. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ANTERIOR AO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Comprovandose que o crédito tributário (principal, juros de mora e multa de mora não pagos) exigido foi objeto de compensação por meio de declaração de compensação apresentada anteriormente ao lançamento de ofício, cancelase a exigência. CONTRIBUIÇÃO NÃO CONFESSADA. DEDUÇÃO REJEITADA A comprovação do tributo retido na fonte incidente sobre rendimentos incluídos na DIPJ deve ser efetuada pela apresentação do comprovante da retenção emitido pela fonte pagadora. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: A empresa acima qualificada foi autuada em 27/12/2006, no montante de R$ 2.305.553,38, a título de IRPJ e CSLL (fls. 90/99), em decorrência de ter sido constatado durante procedimento de verificação de cumprimento das obrigações tributárias diferenças entre valores escriturados e valores declarados/pagos. Conforme o Termo de Verificação Fiscal de fls.86, no curso da ação fiscal verificouse que o contribuinte não declarou ou declarou a menor em DCTF, valores relativos ao IRPJ e à CSLL, ao serem confrontados com os valores escriturados em sua contabilidade, nos seguintes montantes: PERÍODO: DEZEMBRO/2001 VR ESCRITURAÇÃO DCTF INSUFICIÊNCIA CONTÁBIL VALOR DECLARADO DECLARAÇÃO IRPJ 827.246,73 ZERO 827.246,73 CSLL 304.235,03 238.306,46 65.928,57 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 589 3 O contribuinte foi cientificado, em 29/12/2006, por via postal, AR em fls. 100, e apresentou em 31/01/2007 a impugnação de fls. 103/111, propugnando pela improcedência da autuação nos seguintes termos: teria apurado prejuízo fiscal durante todo o anocalendário de 2001, sendo que somente no mês de dezembro teria apurado lucro real, conforme declarado na DIPJ/2002 o valor apurado a título de IRPJ no anocalendário de 2001, após dedução do PAT, totalizaria R$ 827.246,73, tendo a empresa utilizado parte do valor do IRRF pago ou retido na fonte no período, para dedução do crédito tributário especificado. a composição do IRRF que teria sido pago ou retido no anocalendário de 2001, bem como as deduções que teria efetuado no período e que estariam evidenciadas no razão contábil (doc. 04), são apresentados na tabela de fls. 105, abaixo reproduzido: IRRF pago/retido Deduções efetuadas DESCRIÇÃO (DIPJ 2002/2001 para satisfação do Saldo de IRRF a Ficha 43) débito compensar IRRF aplicação financeira 2.479.015,46 (506.497,91) 1.972.517,55 IRRF mútuos 384.576,80 (297.118,57) 87.458,23 IRRF remuneração serviços 0 prestados por PJ 4.098,61 4.098,61 IRRF outros rendimentos 174,00 174,00 IRRF órgãos públicos (não 0,00 declarado) (23.630,24) (23.630,24) TOTAL 2.867.864,87 (827.246,72) 2.040.618,15 da tabela acima se depreenderia que o valor do IRRF utilizado na dedução em questão seria substancialmente inferior ao montante total dos pagamentos e retenções referentes ao anocalendário de 2001, devidamente declarados em DIPJ (doc. 05) pág. 120; o saldo de R$ 2.040.618,15, não utilizado no anocalendário em questão, teria passado a compor o saldo negativo de IRPJ do período, passível de restituição ou compensação em períodos subseqüentes. foram acostados parte dos informes de rendimentos e guias Darfs comprobatórias dos valores pagos e/ou retidos a título de IRRF declarados em DIPJ (docs. 06 a 18), tendo sido os informes de rendimentos não apresentados já solicitados junto às fontes pagadoras, em caráter de urgência. o saldo do IRRF não seria apenas suficiente à satisfação do débito apurado a título de IRPJ como também à constituição de saldo negativo do imposto, passível de restituição/compensação em períodos posteriores. para fins de apuração do débito concernente ao IRPJ, o IRRF seria considerado antecipação do imposto devido no encerramento do período de apuração, nos moldes do art. 37, §3º, alínea “c”, da Lei nº 8.981/95. teria deduzido o valor de R$ 23.630,24, parte do IRPJ retido em operações realizadas junto a órgão públicos no anocalendário de 2001, conforme estaria demonstrado no razão contábil (doc. 04). Fl. 3DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 590 4 o valor referente a tais deduções para o anocalendário de 2001, a título de IRRJ, totalizaria R$ 49.296,80, conforme comprovaria o razão contábil (doc. 19) e conciliação correspondente (doc. 20), o que restaria clara a legitimidade da dedução efetuada, bem como devidamente demonstrada a existência de saldo suficiente à adoção de tal procedimento; restando, ainda, saldo remanescente no valor de R$ 25.666,56. quanto ao preenchimento da DCTF deveria ser informado o débito apurado após a dedução do valor do IRRF pago ou retido no anocalendário, bem como ao montante de IRPJ retido em operações realizadas junto a órgãos públicos, em razão da ausência de campo específico para informação de tais deduções. o valor do débito a ser informado corresponderia à diferença entre o débito total apurado, que totalizaria R$ 827.246,73 e o montante da dedução efetuada no mesmo valor. assim, não haveria débito remanescente a ser informado em DCTF (doc. 21), pois com as deduções efetuadas teria quitado integralmente a obrigação tributária. restaria claro que o lançamento, no que concerne ao IRPJ seria totalmente improcedente, uma vez que a Impugnante procedeu, tempestivamente, ao pagamento integral do crédito tributário exigido pela Fazenda Nacional, o qual se encontra extinto em razão do pagamento, por força do disposto no artigo 156, I do Código Tributário Nacional. o valor apurado a título de CSLL no anocalendário de 2001 totalizaria R$ 304.235,03 e a empresa teria deduzido R$ 19.696,62, que corresponderia a parte da CSLL retida em operações realizadas junto a órgãos públicos no anocalendário de 2001, conforme estaria demonstrado no razão contábil (doc. 22), resultando em R$ 284.538,40 o valor das retenções referentes ao anocalendário de 2001, a título de CSLL, em ditas operações totalizaria R$ 41.077,63, conforme comprovaria o razão contábil (doc. 23) e conciliação correspondente (doc. 24). restaria assim saldo remanescente de R$ 21.381,01. a impugnante teria efetuado tempestivamente o pagamento de R$ 238.306,46, (DARF, doc. 25) e teria compensado o montante de R$ 46.231,94 com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ, conforme demonstraria o PERCOMP colacionado (doc. 26). a impugnante teria feito constar, por equívoco, na DCTF do 4º trimestre de 2001, (doc. 27), exclusivamente a parcela do débito que foi objeto de pagamento mediante guia DARF, conforme demonstrado a seguir: Descrição Valor declarado Valores corretos a Variação em DCTF serem considerados Débito apurado 238.306,46 284.538,40 46.231,94 Pagamento (238.306,46) (238.306,46) Outras compensações (46.231,94) (46.231,94) Saldo a pagar com relação ao preenchimento da DCTF, teria informado o débito apurado após a dedução concernente ao valor de CSLL retida em operações realizadas junto a órgãos públicos, em razão da ausência de campo específico para tal dedução. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 591 5 A parcela exonerada não mereceu remanescer porque, no entender do colegiado: (a) Relativamente ao IRPJ, os débitos são decorrentes de valores apurados por estimativa (fls. 66) no montante de R$827.246,73, não declarados em DCTF e tampouco recolhidos, mas que, no entanto, foram compensados no AJUSTE, na Declaração de Informações de Imposto de Renda –Pessoa Jurídica (DIPJ) (fls. 65), como se o tivessem sido, apurando saldo negativo na Declaração de Ajuste Anual. O contribuinte, em sua tese de defesa, alegou não ter declarado em DCTF o referido valor de R$827.246,73 a título de estimativa devida no mês de dezembro por ter compensado, com o IRRF recolhido no período e ter quitado integralmente a obrigação tributária com as deduções efetuadas, não havendo débito a declarar em DCTF. Tal compensação consta na DIPJ/2002, colacionada pela fiscalização em fls. 66, e quando não há valor de estimativa devido depois das deduções da Ficha 11 – Calculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa, linhas 05 a 10, não havendo imposto de renda a pagar, de fato nada deve ser declarado em DCTF, até por que não se trata de compensações, mas sim de deduções previstas na legislação tributária e informadas em DIPJ. Verificouse, ainda, recolhimento no valor de IRRF no valor de R$1.220.413,91 (superior, portanto, ao valor de R$ 827.246,73), tendo como beneficiário o autuado. (b) relativamente à CSLL, a parcela de R$46.231,94 (do montante de R$65.928,57 que está sendo exigido) foi compensada com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ, conforme demonstraria o PERCOMP colacionado em fls. 151/155(doc. 26). Pesquisa aos sistemas de controle da RFB, confirma que o montante de R$46.231,94 devido a título de estimativa de CSLL, com vencimento em 31/01/2002, que deu origem ao valor constante do auto de infração foi incluído em declaração de compensação entregue em 18/10/2004 (fls. 189/190), antes, portanto, do lançamento (efetuado em 27/12/2006 – fl. 92, e cientificado em 29/12/2006 – fl. 100). A declaração de compensação em questão (06948.64148.181004.1.3.020990), como já ressaltado, foi entregue antes do lançamento de ofício de fls. 166/169 e posteriormente à Lei nº 10.833, de 2003, assim, tendo havido a confissão espontânea anteriormente ao lançamento de ofício, devese cancelar a parcela de R$46.231,94 da exigência respectiva. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: (a) Relativamente à parcela não exonerada de R$19.696,62 (retenção de CSLL sofrida nas operações com órgãos públicos) acostou ao processo ficha contábil que reflete o registro contábil do crédito decorrente das retenções de CSLL sofridas nas operações mencionadas, que faz a conciliação dos valores contabilizados, com especificação dos órgãos públicos responsáveis pelas retenções. Assim, não pode ser penalizada porque o órgão público deixou de apresentar os documentos que a autoridade entende serem a única prova cabível ao caso. Isto porque os agentes devem buscar a verdade material, tendo amplos poderes de investigação. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 592 6 Além disso, embora não tenha juntado todas, efetuou juntada da maior parte das notas fiscais de venda a tais órgãos públicos. Acosta, ainda, balanços patrimoniais e fichas contábeis, de modo a demonstrar a ocorrência de tais vendas; (b) Solicita realização de diligência para completa elucidação das deduções efetuadas. É o relatório. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 593 7 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. A análise do presente recurso contém questão prejudicial, relativa à parcela de R$19.696,62 (retenção de CSLL sofrida nas operações com órgãos públicos). No que tange a este ponto, a recorrente acostou diversos documentos para provar que efetuou as vendas (notas fiscais de venda, balanços patrimoniais e fichas contábeis), dispondose, ainda, a buscar as provas eventualmente ausentes cuja produção esteja a seu cargo. O indeferimento de tais compensações deuse pela inexistência de documento produzido pela fonte pagadora, que no caso são órgãos públicos. A mera adoção dos valores declarados em Dirf pelas fontes pagadoras sem um aprofundamento maior da investigação acerca dos valores retidos não é bastante para esgotar o tema, mediante a glosa do IRRF lançado na DIPJ e utilizado para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL. Isto porque tal procedimento, calcado única e exclusivamente no procedimento – por vezes equivocado de terceiros, acaba em alguns casos por ferir direito líquido e certo do contribuinte, e este, muitas vezes, não dispõe de condições de produzir evidências em seu favor. Assim, voto para converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de jurisdição aprecie os documentos acostados pela recorrente, e, podendo efetuar outras diligências, manifestese conclusivamente acerca dos valores de IRRF retidos de órgãos públicos no anocalendário de 2001 (R$19.696,62). Do resultado deverá ser notificada a recorrente, devendo serlhe concedido prazo de 10 dias para se manifestar, nos termos da Lei nº 9.784/99. Sala das Sessões, 23 de novembro de 2011. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 7DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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