Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
10067512 #
Numero do processo: 10855.003412/2003-55
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 1998 AUTUAÇÃO POR SUPOSTA FALTA DE RECOLHIMENTO - O prazo para se exigir a cobranca de tributos e de 5 anos a contar da data do fato gerador. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-000.356
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: RENATA AUXILIADORA MARCHETI

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)

dt_index_tdt : Sat Sep 09 09:00:01 UTC 2023

anomes_sessao_s : 201002

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 1998 AUTUAÇÃO POR SUPOSTA FALTA DE RECOLHIMENTO - O prazo para se exigir a cobranca de tributos e de 5 anos a contar da data do fato gerador. Recurso Voluntário Provido.

turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção

numero_processo_s : 10855.003412/2003-55

conteudo_id_s : 6926161

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 05 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 3801-000.356

nome_arquivo_s : Decisao_10855003412200355.pdf

nome_relator_s : RENATA AUXILIADORA MARCHETI

nome_arquivo_pdf_s : 10855003412200355_6926161.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010

id : 10067512

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:07:44 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592153804800

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:30:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:30:19Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:30:19Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:30:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c29e29df-8910-48a5-94c9-eb2012b87ed6; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:30:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:30:19Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:30:19Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:30:19Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:30:19Z; created: 2010-12-15T10:30:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-15T10:30:19Z; pdf:charsPerPage: 935; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:30:19Z | Conteúdo => S3-TE01 Fl 100 MINISTÉRIO DA FAZENDA "141, 4-Áf." CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10855,.003412/2003-55 Recurso n" 238.888 Voluntário Acórdão IV 3801-00.356 — 1' Turma Especial Sessão de 01 de fevereiro de 2010 Matéria PIS Recorrente FRANGO FORTE PRODUTOS AVICOLAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 1998 AUTUAÇÃO POR SUPOSTA FALTA DE RECOLHIMENTO - O prazo para se exigir a cobranca de tributos e de 5 anos a contar da data do fato gerador, Recurso Voluntário Provido„ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso„ 10 Magia otta Cardozo - Presidente Renala-,-A:fficilarch i "'Relatara EDITADO EM: 04/08/2010 Participaram do presente julgamento os conselheiros Magda Cotta Cardozo, Andréia Dantas Lacerda Moneta, Arrio Jerke Júnior e Renata Auxiliadora Marchetti, Relatório Trata-se de recurso voluntário tempestivamente protocolado pelo qual o contribuinte se insurge contra decisão que manteve autuação conforme relatório de fls, o qual adoto. A empresa qualificada em epígrafe lbi autuada para exigência de crédito Tributário no valor total de R$ 2.161,48, conforme auto de inflação de .f1 14, em virtude de apuração de irregularidades quanto a quitação de débitos em auditoria da Declaração de Contribuições e Tributos Federais DCTF, períodos de apuração de 1998. A autuação decorre de constatação de . falta de recolhimento (pagamentos não localizados) de débitos da Contribuição para o Pis, declarados em DCTF (fls 16/17), sendo exigidos principal, multa de oficio e juros de mora previstos em Lei. Cientificada, a autuada impugnou o lançamento, em 12/08/2003 07 01), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões a) que seria nulo o lançamento por se tratar .. de débitos já declarados em DCTF; e portanto já constituídos mediante "auto-lançamento"; b) que se encontraria prescrito o direito da Fazenda Pública propor ação de cobrança do crédito Tributário em questão, tendo em vista o transcurso do lapso de cinco anos, conforme art. 174 do CTN, Ao final, requereu seja cancelado o auto de infração Considerado procedente em parte o lançamento recorrido, para afastar a multa de oficio no valor de R$ 585,00, mantida a exigência do principal e juros de mora, em sua integralidade, recorreu o contribuinte a esse CARF, repisandoem seu recurso, seus argumentos da impugnacao. Passo ao voto. Voto Conselheira Renata Auxiliadora Marcheti, Relatora A autuação em exame foi procedida sob fundamento de pagamento a menor de contribuições para o PIS, tendo sido datado o auto de infração em 16 de março de 2003 e o AR datando de 07/07/2003. Os períodos sob os quais o Fisco demanda pagamento de diferença de valores refere-se a jan, fev e março de 1998. 2 Processo n° I 0855.0034 /2/2003-55 S3-TE01 Acórdão n." 3801-00356 Fl. 101 Alega o recorrente, em preliminar, a decadência do direito do Fisco de proceder tal lançamento tendo em vista que decorreu mais de 5 anos dos fatos geradores da obrigação tributária ora demandada. Socorre a razão ao contribuinte. Está pacificado em nossos tribunais que tributos e contribuições sujeitos a lançamento por homologação, decorridos 5 anos do fato gerador, caso o fisco não se insurja antes disso contra a ausência de pagamento, não mais poderá exigir tendo em vista que, com 5 anos contados do fato gerador ocorre a prescrição. Nesse sentido transcrevo ementa do REsp 757922: "CONSTITUCIONAL, PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO CONTRIBUIÇÃO PREV1DENCI4' RIA. ARTIGO 45 DA LEI 8.212/91. OFENSA AO ART. 146, III, B, DA CONSTITUIÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO, TERMO INICIAL: (A) PRIMEIRO DIA DO EXERCÍCIO SEGUINTE AO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR, SE NÃO HOUVE ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO (CTN, ART. 173, I); (B) FATO GERADOR, CASO TENHA OCORRIDO RECOLHIMENTO, AINDA QUE PARCIAL (CTN, ART 150, ,5ç 49 PRECEDENTES DA 1" SEÇÃO, I.. "As contribuições sociais, inclusive as destinadas a financiar a seguridade social (CF, art.. 195), têm, no regime da Constituição de 1988, natureza tributária. Por isso mesmo, aplica-se também a elas o disposto no art. 146, III, b, da Constituição, segundo o qual cabe à lei complementar dispor sobre normas gerais em matéria de prescrição e decadência tributárias, compreendida nessa cláusula inclusive a .fixação dos respectivos prazos. Conseqüentemente, padece de inconstinicionalidade formal o artigo 45 da Lei 8,21.2, de 1991, que .fixou em dez anos o prazo de decadência para o lançamento das contribuições sociais devidas à Previdência Social" (Corte ESpecial, Argüição de 1nconstitucionalidade no REsp n" 616348/MG) 2. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do art 173, 1, do CTN, segundo o qual "o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado". 3. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação —que, segundo o art. 150 do CTN, "ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa" e "opera-se pelo ato eni que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa" — , há regra especifica Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o §. 4" do art. 1.50 do CTN Precedentes furisprudenciais. 4. No caso, trata-se de contribuição 3 previdenciária, tributo S ujei to a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento Aplicável, portanto, a regra do art 173, 1, do CTA T 5 Recurso especial a que se nega provimento." Isto posto, acolho o argumento da decadência para declarar nulo lançamento efetuado e, por conseguinte, extinguir o processo administrativo em tela, É como voto.. ia archeti 4

score : 1.0
10079860 #
Numero do processo: 10907.002967/2005-99
Data da sessão: Tue Jun 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 01/12/2005 COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE. O reconhecimento do indébito tributário somente é viável quando o sujeito passivo comprova de forma inequívoca a existência do crédito. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-000.446
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario

dt_index_tdt : Sat Sep 16 09:00:03 UTC 2023

anomes_sessao_s : 201006

ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 01/12/2005 COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE. O reconhecimento do indébito tributário somente é viável quando o sujeito passivo comprova de forma inequívoca a existência do crédito. Recurso Voluntário Negado.

numero_processo_s : 10907.002967/2005-99

conteudo_id_s : 6930892

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 11 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 3801-000.446

nome_arquivo_s : Decisao_10907002967200599.pdf

nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES

nome_arquivo_pdf_s : 10907002967200599_6930892.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Tue Jun 29 00:00:00 UTC 2010

id : 10079860

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:08:03 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592155901952

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T19:17:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T19:17:28Z; Last-Modified: 2010-11-18T19:17:28Z; dcterms:modified: 2010-11-18T19:17:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d775742e-bbee-48e5-b972-eadca8df9ddc; Last-Save-Date: 2010-11-18T19:17:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T19:17:28Z; meta:save-date: 2010-11-18T19:17:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T19:17:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T19:17:28Z; created: 2010-11-18T19:17:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-11-18T19:17:28Z; pdf:charsPerPage: 1135; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T19:17:28Z | Conteúdo => t) (") Cq-C310- agda Cotta Cardozo - Presidente S3-TEOI Fi I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10907.002967/2005-99 Recurso n" 345,016 Voluntário Acórdão n° 3801-00.446 — 1" Turma Especial Sessão de 29 de junho de 2010 Matéria COFINS/PIS - RESTITUIÇÃO Recorrente SADIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 01/12/2005 COMPENSAÇÃO, COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITORIO. NECESSIDADE. O reconhecimento do indébito tributário somente é viável quando o sujeito passivo comprova de forma inequívoca a existência do crédito, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, Flávio de astro Pontes - Relatou EDITADO EM: 26/07/2010 Participaram do presente julgamento os conselheiros Magda Cotta Cardozo, Flávio de Castro Pontes, Amo Jerke Júnior, Andréia Dantas Lacerda Moneta, José Luiz Bordignon e Maria Adelaide Cancro Gonçalves de Aquino (Suplente), Ausente, justificadamente, a Conselheira Renata Auxiliadora Marchetti, Requer seja declarado direito a restituição: 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: O presente processo originou-se da solicitação, feita pela interessada, "Pedido de Restituição" (t1 01), referente às contribuições PIS — hnportação e COFINS — importação, por motivo de erro na informação da alíquota do ICMS utilizada quando do registro da declaração de importação. Constatado que de fato havia sido utilizado na base de cálculo das contribuições alíquota de 18% e não 17%, a autoridade fiscal por meio da Intimação SARAC n° 1 04 7/2007 intimou a interessada a apresentar uma série de documentos com vistas a se certifica, de que a interessada não havia aproveitado ou utilizado para compensa,' outras operações com o valor integral do presente crédito, Tendo atendido parciahnente a intimação, a interessada deixou de apresentar para a autoridade fiscal a declaração de aproveitamento ou não do citado crédito, cópia dos registros contábeis (Livro Diário), não permitindo deste modo que a autoridade fiscal pudesse comprovar efetivamente a apropriação ou não dos créditos referentes aos valores das contribuições pleiteadas neste processo. Mediante o Despacho Decisório n° 61, de 11/06/2008, de fls. 77 a 81, a autoridade competente da Alfândega da Receita Federal do Brasil em Paranaguá (PR) indeferiu o pedido, sob o argumento de que a interessada não trouxe os documentos relativos à escrituração fiscal, o que implica em prejuízo para a análise do pleito, visto haver- nítida possibilidade de aproveitamento dos valores em duplicidade_ Cientificada da decisão administrativa, a interessada apresentou a manifestação de inconformidade de .fis 88 a 91, alegando, em síntese. Que, o despacho decisório reconheceu que a Recorrente efetivamente pagou imposto a maior a título de PIS/COFINS — Importação; Que, reputa ter cumprido rigorosamente todas as exigências do auditor fiscal e juntado Iodos os documentos que comprovam a operação de importação, o recolhimento das contribuições a maior e o seu direito a restituição; Que, indeferir o pedido tão-somente por que não apresentado livro diário original ou cópia microfilmada do livro diário visado por contador configura um excesso de .formalismo a coroar a burocracia e o locupletamento ilícito do Estado. 3 Processo ri" 10907 002967/2005-99 S3-TE01 Acórdão n 3801-00446 F1 2 A DRJ em Florianópolis (SC) indeferiu a solicitação, fls. 96 a 101, Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, fls. 105 a 111, alegando em síntese que: - a Recorrente reputa ter cumprido rigorosamente todas as exigências do auditor fiscal e juntado todos os documentos que comprovam a operação de importação, o recolhimento de P1S/COFINS a maior e o seu direito à restituição, vez que carreou aos autos os seguintes documentos: a) Formulário de Pedido de Restituição devidamente preenchido; b) Cópia do Extrato da Dl n°05/1306997-0; c) Conhecimento de Transporte B/L n° 0241- 11-05009-01; d) Nota Fiscal n° 006608 de 08/12/2005; e) Livro de Registro de Entradas — RE — Modelo PI/A e f) Estatuto Social da Empresa e Procurações; - de toda a documentação trazida pode-se concluir com segurança absoluta que em momento algum a Recorrente apropriou-se do valor pleiteado no pedido de restituição, qual seja, R$ 324,99; - a decisão a quo chancelou, destarte, um verdadeiro locupletamento ilícito por parte do Estado em detrimento do empobrecimento da Recorrente; Por último, requereu o conhecimento e o integral provimento do seu Recurso Voluntário. É o relatório, Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes - Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto, dele tomo conhecimento, Do exame desse litígio administrativo verifica-se que, em tese, a interessada recolheu a maior a contribuição PIS-importação no valor originário de R$ 57,97 e a Cofins no valor de R$ 267,02 em razão da utilização equivocada da ali quota do ICMS-SC de 18%, sendo que a aliquota correta seria de 17%. Destarte, a princípio, os pagamentos a maior estão configurados nesse processo administrativo, inclusive, na DI n° 05/1306997-0 essa informação foi inserida em dados complementares, nos termos do despacho de fl. 25. O cerne da controvérsia consiste em verificar se os elementos comprobatórios apresentados pela interessada são suficientes para o deferimento do pedido de restituição. A decisão recorrida não merece reparos, tendo em vista que o art. 15 da Lei 10.865/2004, que dispõe sobre a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social incidentes sobre a importação de bens e serviços, possibilita as pessoas 4 jurídicas o desconto de crédito em relação às importações sujeitas ao pagamento das mencionadas contribuições, verbis: Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da CUPINS, nos termos dos arts. 2" e 3" das Leis WS. 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar crédito, para .fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. lo desta Lei, nas seguintes hipóteses: 1- bens adquiridos para revenda; — bens e serviços utilizados como instaria na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustível e lubrificantes, (..) (grifou-se) É certo que a interessada, com base nesse dispositivo legal, poderia utilizar, ainda que parcialmente, os valores pagos a maior para reduzir outros débitos das aludidas contribuições. Desta forma, para o deferimento do pleito era premente identificar a forma como a recorrente apropriou os créditos em sua escritas contábil e fiscal, sendo que a maneira adequada seria através do exame dos lançamentos contábeis no livro Diário. De fato, apesar de intimada a apresentar uma série de documentos, fl. 28, a requerente, não se sabe os motivos, deixou de apresentar o Livro Diário Original referente aos meses de dezembro de 2005 e janeiro de 2006, além de cópias autenticadas do Diário referentes aos lançamentos contábeis da importação em tela. Ao contrário do alegado de excesso de formalismo, não se pode concluir com segurança absoluta que a recorrente não se apropriou em sua escrita contábil do valor pleiteado no pedido de restituição, pois os lançamentos contábeis, como visto, não foram apresentados à autoridade fiscal. Ademais, há indícios de que as contribuições foram apropriadas no montante dos valores recolhidos, conforme doc. "Conta do Razão" de fl. 38 e dados complementares da declaração de importação, fl, 23: "SISCOMEX OCIC-3743" PIS/PASEP 4.327,03 Cofins 19.930,55 I. I. 26.649,28 Taxa Siscomex 40,00 Valor total 50.946,86 Além disso, é dever do contribuinte apresentar todo e qualquer documento que esteja relacionado a um direito que ele está pleiteando junto à Administração. A propósito, vale lembrar, o disposto no art.. 40 da Instrução Normativa n° 600/2005, vigente no momento da apreciação do pedido de restituição: Processo n' 10907.002967/2005-99 S3-TE01 Acórdão n 3801-00.446 El. .3 Art. 4" A autoridade da SRF competente para decidir sobre a restituição poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos compmbatórios do referido direito, bem como determinar a realização de diligência .fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas (grifou-se). A requerente, tanto na apresentação da manifestação de inconformidade quanto no recurso voluntário, não apresentou os lançamentos contábeis efetuados no Livro Diário referentes à importação em discussão, logo não se pode falar em reconhecimento de direito creditório. Ora, tendo alegado recolhimentos a maior, a recorrente tinha por obrigação legal de colacionar ao processo administrativo as provas inequívocas de seu direito, in casu, os registros contábeis. Registre-se, ainda, que a requerente não apresentou a declaração prevista no item 04 da intimação Sarac ri° 1.047/2007, que tinha por objeto a informação sobre o aproveitamento ou utilização do crédito pleiteado em outras operações da empresa, fi. 31. De sorte que não se configurou o enriquecimento ilícito do Estado, visto que a autoridade fiscal apenas foi diligente no sentido de evitar uma possível utilização em duplicidade dos valores requeridos. Assim sendo, por falta de provas do direito creditório, o pedido de restituição deve ser indeferido. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. d. /y-% / Flávio de Castro Pontes

score : 1.0
10069146 #
Numero do processo: 12448.725143/2017-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Mon Sep 04 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2014 a 30/12/2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. SÚMULA CARF Nº 103. Com a publicação da Portaria MF nº 02/2023, o limite de alçada para que se recorra de oficio da decisão tomada pela DRJ passou para R$ 15.000.000,00, o que impede o conhecimento de recurso de oficio no qual a desoneração do sujeito passivo tenha sido inferior a este novo valor. Nos termos da Súmula CARF nº 103, para fins de conhecimento de recurso de oficio, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em sede recursal. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. FALHAS NOS BANCOS DE DADOS DA RFB. APROPRIAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO. Merecem ser excluídos da autuação os valores que, por falhas constantes no Banco de Dados Informatizados da Receita Federal do Brasil, deixaram de ser apropriados, embora declarados em Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social(GFIP), tendo sido efetivamente pagos através de Guia da Previdência Social (GPS).
Numero da decisão: 2202-010.179
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente (documento assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Christiano Rocha Pinheiro, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Gleison Pimenta Sousa, Leonam Rocha de Medeiros, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Martin da Silva Gesto, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
Nome do relator: LUDMILA MARA MONTEIRO DE OLIVEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 09 09:00:01 UTC 2023

anomes_sessao_s : 202308

camara_s : Segunda Câmara

ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2014 a 30/12/2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. SÚMULA CARF Nº 103. Com a publicação da Portaria MF nº 02/2023, o limite de alçada para que se recorra de oficio da decisão tomada pela DRJ passou para R$ 15.000.000,00, o que impede o conhecimento de recurso de oficio no qual a desoneração do sujeito passivo tenha sido inferior a este novo valor. Nos termos da Súmula CARF nº 103, para fins de conhecimento de recurso de oficio, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em sede recursal. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. FALHAS NOS BANCOS DE DADOS DA RFB. APROPRIAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO. Merecem ser excluídos da autuação os valores que, por falhas constantes no Banco de Dados Informatizados da Receita Federal do Brasil, deixaram de ser apropriados, embora declarados em Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social(GFIP), tendo sido efetivamente pagos através de Guia da Previdência Social (GPS).

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Sep 04 00:00:00 UTC 2023

numero_processo_s : 12448.725143/2017-12

anomes_publicacao_s : 202309

conteudo_id_s : 6926475

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 04 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 2202-010.179

nome_arquivo_s : Decisao_12448725143201712.PDF

ano_publicacao_s : 2023

nome_relator_s : LUDMILA MARA MONTEIRO DE OLIVEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 12448725143201712_6926475.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente (documento assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Christiano Rocha Pinheiro, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Gleison Pimenta Sousa, Leonam Rocha de Medeiros, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Martin da Silva Gesto, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).

dt_sessao_tdt : Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2023

id : 10069146

ano_sessao_s : 2023

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:07:49 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592157999104

conteudo_txt : Metadados => date: 2023-08-28T14:58:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-08-28T14:58:34Z; Last-Modified: 2023-08-28T14:58:34Z; dcterms:modified: 2023-08-28T14:58:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-08-28T14:58:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-08-28T14:58:34Z; meta:save-date: 2023-08-28T14:58:34Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-08-28T14:58:34Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-08-28T14:58:34Z; created: 2023-08-28T14:58:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2023-08-28T14:58:34Z; pdf:charsPerPage: 1932; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-08-28T14:58:34Z | Conteúdo => S2-C 2T2 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 12448.725143/2017-12 Recurso De Ofício Acórdão nº 2202-010.179 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de agosto de 2023 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado INSTITUTO DOS LAGOS - RIO ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2014 a 30/12/2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. SÚMULA CARF Nº 103. Com a publicação da Portaria MF nº 02/2023, o limite de alçada para que se recorra de oficio da decisão tomada pela DRJ passou para R$ 15.000.000,00, o que impede o conhecimento de recurso de oficio no qual a desoneração do sujeito passivo tenha sido inferior a este novo valor. Nos termos da Súmula CARF nº 103, para fins de conhecimento de recurso de oficio, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em sede recursal. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. FALHAS NOS BANCOS DE DADOS DA RFB. APROPRIAÇÃO. COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO. Merecem ser excluídos da autuação os valores que, por falhas constantes no Banco de Dados Informatizados da Receita Federal do Brasil, deixaram de ser apropriados, embora declarados em Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social(GFIP), tendo sido efetivamente pagos através de Guia da Previdência Social (GPS). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente (documento assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Christiano Rocha Pinheiro, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Gleison Pimenta Sousa, Leonam Rocha de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 51 43 /2 01 7- 12 Fl. 3987DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-010.179 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725143/2017-12 Medeiros, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Martin da Silva Gesto, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente). Relatório Trata-se de recurso de ofício contra acórdão proferido pela 8ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil 06 que acolheu parcialmente a impugnação apresentada pelo INSTITUTO DOS LAGOS - RIO para i) alterar o auto de infração das contribuições patronais (f. 2/12) com a exclusão de R$17.880.018,78 (dezessete milhões, oitocentos e oitenta mil e dezoito reais e setenta e oito centavos); ii) excluir integralmente do auto de infração de cobrança das contribuições destinadas a outras entidades e fundos ( f.19/34) R$5.185.205,16 (cinco milhões, cento e oitenta e cinco mil, duzentos e cinco reais e dezesseis centavos); e, iii) manter os autos de infração da contribuição dos segurados (f.13/18) e de cobrança das multas previdenciárias por descumprimento da obrigação acessória ( f. 35/39). Em sua peça impugnatória (f. 1.090/1.104) alega, preliminarmente, que a autuação parte de inadvertida premissa, conquanto “independente de (...) ter pleiteado o CEBAS e não ter logrado êxito no pedido, o contribuinte efetuou os recolhimentos normalmente pelo código 515 (...), conforme comprovam as guias anexadas à presente impugnação.” (f. 1.092) Quanto ao indigitado descumprimento de obrigações acessórias afirmou não ter perpetrado qualquer conduta antijurídica, razão pela qual deveriam as autuações ser afastadas. Acostados às f. 1.105/3.898 os documentos que comprovariam a insubsistência da alegação. Às f. 3.903 determinado o retorno dos autos à unidade fiscalizadora, de modo a se manifestar sobre os documentos apresentados. Cumprida a determinação, expedida informação fiscal (f. 3.916/3.920), sobre a qual, oportunizada vista, manifestou-se a parte ora recorrida (f. 3.927/3.928). Ao se debruçar sobre os motivos de insurgência, bem como sobre o resultado da diligência, prolatada a decisão assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2014 a 30/12/2014 CONTRIBUIÇÃO A CARGO DA EMPRESA. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. A empresa é legalmente obrigada a recolher as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados contribuintes individuais que lhe prestaram serviço INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de exibir à fiscalização os livros e documentos solicitados, relacionados ou não com as contribuições previdenciárias, mas necessários à verificação de sua situação perante a Seguridade Social, bem como deixar de realizar os descontos das contribuições previdenciárias devidas pelos segurados contribuintes individuais. Fl. 3988DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-010.179 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725143/2017-12 Em se tratando de empresas sob o regime de Direito Privado, as informações de que trata o Art. 1º da Portaria MPS/SRP Nº 58/2005 deverão ser apresentadas em arquivo digital padronizado, nos termos do Manual Normativo de Arquivos Digitais - MANAD Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte (f. 3.931) Consignado que deveriam os autos ser submetidos à apreciação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, de acordo com o art. 34 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações introduzidas pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de1997, e Portaria nº 63, de 9 de fevereiro de 2017, por força de recurso necessário. A exoneração do crédito procedida por este acórdão só será definitiva após o julgamento em segunda instância. Intime-se para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, conforme facultado pelo art. 33 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, alterado pelo art. 1º da Lei nº 8.748, de 9 de dezembro de 1993, e pelo art. 32 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002. (f. 3.932) Cientificado da procedência parcial da impugnação – vide termo de ciência às f. 3.969 – quedou-se inerte a parte ora recorrida. Às f. 3.971, consta que o contribuinte INSTITUTO DOS LAGOS – RIO, CNPJ nº (...), não apresentou recurso voluntário ou qualquer medida suspensiva face aos créditos tributários mantidos no processo no 12448- 725.143/2017-12– Acórdão DRJ/JFA nº 09 – 66.456 – 5ª Turma . Tendo em vista o exposto, lavro nesta data, a presente representação para formar processo apartado para cobrança dos créditos tributários referidos. É o relatório. Voto Conselheira Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Relatora. Nos termos do Decreto nº 70.235/1972, art. 34, inc. I e da Portaria MF nº 02, de 18 de janeiro de 2023, cabe recurso de ofício (remessa necessária) ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) sempre e quando “a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais).” Assim, em atenção à previsão dos dispositivos retromencionados e em convergência com a Súmula CARF nº 103, que prevê que “[p]ara fins de conhecimento de Fl. 3989DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2202-010.179 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725143/2017-12 recurso de oficio, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância”, verifica-se que o acórdão sob escrutínio promoveu a exoneração das seguintes parcelas: a alteração parcial do auto de infração das contribuições patronais (fls. 2/12) com a exclusão de R$17.880.018,78; a exclusão integral do auto de infração de cobrança das contribuições destinadas a outras entidades e fundos ( fls.19/34) de R$5.185.205,16 Decotados os juros moratórios, a exigência exonerada pela instância a quo supera R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), razão pela qual conheço do recurso de ofício, presentes os pressupostos de admissibilidade. Conforme relatado, determinada a realização de diligência, tendo sido lavrada a informação fiscal nos seguintes termos: -Em resposta a diligência fiscal determinada pela 5ª turma DRJ/JFA, informo que por falhas na consulta ao Banco de Dados informatizados da RFB, deixaram de ser apropriados os valores efetivamente pagos através de GPS e declarados em GFIP, sendo considerado, de forma equivocada, que o contribuinte teria se valido de isenção fiscal (CEBAS), fato esclarecido pela impugnação apresentada. 2-Neste sentido, passo a excluir do lançamento efetuado todos os valores efetivamente recolhidos em GPS, conforme abaixo – vide f. 3.916/3.918. A instância a quo, ao promover exclusivamente a exoneração dos montantes indicados na planilha elaborada pela autoridade fiscalizadora, justificou a procedência parcial da impugnação nos seguintes termos: Como se vê às fls. 3903/3913 dos autos, diante das alegações da empresa, dos documentos anexados e de pesquisas realizadas nos Sistemas informatizados da RFB, conclui pela necessidade de formulação de Despacho de Diligência, onde destaquei a efetiva existência em todos os estabelecimentos de GFIP no FPAS 515, bem como, a comprovação do pagamento dos valores declarados, fatos que geraram uma enorme discrepância com os valores apurados pela fiscalização. (...) Como referido no relatório supra, à vista dos documentos apresentados na impugnação e a manifestação do Auditor-Fiscal, impõe-se a retificação do lançamento, mediante a exclusão dos valores a seguir apresentados – vide f. 3.938/3.939. Restando comprovado o pagamento, merece ser mantido o acórdão proferido pela DRJ. Ante o exposto, nego provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Fl. 3990DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2202-010.179 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 12448.725143/2017-12 Fl. 3991DF CARF MF Original

score : 1.0
10088334 #
Numero do processo: 10980.923592/2009-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 22 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Fri Sep 15 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 15/03/2002 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a existência do direito creditório por provas apresentadas pelo interessado e apreciadas pela Fiscalização impõe-se a homologação da Declaração de Compensação.
Numero da decisão: 3201-010.871
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Robson Costa - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Sierra Fernandes, Marcio Robson Costa, Ana Paula Pedrosa Giglio, Tatiana Josefovicz Belisario, Mateus Soares de Oliveira, Helcio Lafeta Reis (Presidente).
Nome do relator: MARCIO ROBSON COSTA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 16 09:00:03 UTC 2023

anomes_sessao_s : 202308

camara_s : Segunda Câmara

ementa_s : ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 15/03/2002 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a existência do direito creditório por provas apresentadas pelo interessado e apreciadas pela Fiscalização impõe-se a homologação da Declaração de Compensação.

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Sep 15 00:00:00 UTC 2023

numero_processo_s : 10980.923592/2009-43

anomes_publicacao_s : 202309

conteudo_id_s : 6933962

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 15 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 3201-010.871

nome_arquivo_s : Decisao_10980923592200943.PDF

ano_publicacao_s : 2023

nome_relator_s : MARCIO ROBSON COSTA

nome_arquivo_pdf_s : 10980923592200943_6933962.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Robson Costa - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Sierra Fernandes, Marcio Robson Costa, Ana Paula Pedrosa Giglio, Tatiana Josefovicz Belisario, Mateus Soares de Oliveira, Helcio Lafeta Reis (Presidente).

dt_sessao_tdt : Tue Aug 22 00:00:00 UTC 2023

id : 10088334

ano_sessao_s : 2023

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:08:12 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592168484864

conteudo_txt : Metadados => date: 2023-09-08T17:41:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-09-08T17:41:31Z; Last-Modified: 2023-09-08T17:41:31Z; dcterms:modified: 2023-09-08T17:41:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-09-08T17:41:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-09-08T17:41:31Z; meta:save-date: 2023-09-08T17:41:31Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-09-08T17:41:31Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-09-08T17:41:31Z; created: 2023-09-08T17:41:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2023-09-08T17:41:31Z; pdf:charsPerPage: 1786; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-09-08T17:41:31Z | Conteúdo => S3-C 2T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10980.923592/2009-43 Recurso Voluntário Acórdão nº 3201-010.871 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2023 Recorrente ZANLORENZI BEBIDAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 15/03/2002 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a existência do direito creditório por provas apresentadas pelo interessado e apreciadas pela Fiscalização impõe-se a homologação da Declaração de Compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Robson Costa - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Sierra Fernandes, Marcio Robson Costa, Ana Paula Pedrosa Giglio, Tatiana Josefovicz Belisario, Mateus Soares de Oliveira, Helcio Lafeta Reis (Presidente). Relatório Replico o relatório utilizado pela DRJ para retratar os fatos. Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada contra a não homologação da compensação declarada por meio do Per/Dcomp nº 27358.33012.300506.1.3.04-6098, nos termos do despacho decisório emitido em 22/06/2009 pela DRF em Curitiba/PR (rastreamento nº 842574041). Na aludida Dcomp, transmitida eletronicamente em 30/05/2006, a contribuinte indicou um crédito de R$ 58,54, que corresponde a parte de um pagamento de PIS/PASEP (código 8109), efetuado em 15/03/2002, no valor de R$ 8.503,52, mas que estaria AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 92 35 92 /2 00 9- 43 Fl. 104DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-010.871 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.923592/2009-43 totalmente utilizado para quitação de débitos da própria interessada, inexistindo, portanto, crédito para ser aproveitado na compensação declarada. Na manifestação apresentada, a interessada diz que o crédito decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998 no RE 357950, e que aproveitou o referido crédito nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Demonstra numericamente a origem do crédito, especificamente quanto ao valor da contribuição sobre Receitas Financeiras, dizendo estar amparada pelo art. 170 do CTN. Cita e transcreve jurisprudência administrativa e, ressaltando o contido no art. 165 do CTN, insiste no seu direito ao crédito. Ao final, pede a homologação da compensação. Encaminhado para julgamento, foi proferido, em sessão de 24/08/2011, Acórdão (nº 06- 33.228) unânime pela 3ª Turma da DRJ Curitiba, não acolhendo as razões contidas na manifestação de inconformidade, mantendo-se a não homologação da compensação declarada, em razão da incompetência da autoridade administrativa para apreciar alegações de inconstitucionalidade de leis. Cientificada, a interessada ingressou com recurso voluntário dirigido ao CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, onde insiste na alegação de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, e solicita a homologação da compensação pleiteada. Em 23/04/2014, após análise, foi proferido acórdão unânime (nº 3802-002.939) pela 2ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF, dando provimento parcial ao recurso, afastando a questão prejudicial de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998, e determinando o retorno dos autos à DRJ CTA para a apreciação do mérito, “sob pena de supressão de instância”. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba (PR) julgou improcedente a manifestação de inconformidade e a decisão foi assim ementada: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do Fato Gerador: 15/03/2002 PIS/PASEP. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO DO CARF. LAVRATURA DE NOVO ACÓRDÃO PARA A ANÁLISE DE MÉRITO. Afastada a questão prejudicial de inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS, em decisão proferida pelo CARF, aprecia-se, em novo acórdão, o mérito não analisado anteriormente pela DRJ. PIS/PASEP. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Para fins de homologação de compensação declarada pelo contribuinte, o direito creditório decorrente de recolhimento indevido ou a maior em virtude da declaração de inconstitucionalidade de dispositivo relativo ao alargamento da base de cálculo do PIS deve ser comprovado mediante documentação hábil e idônea. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, através de Recurso Voluntário, no qual requer o reconhecimento do crédito devido juntando como prova do alegando um demonstrativo no qual resume a sua apuração nas fls. 81 e cópias ilegíveis nas fls 82/84. Fl. 105DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-010.871 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.923592/2009-43 O processo foi distribuído a minha relatoria, contudo não estava instruído com as informações necessárias ao julgamento e por essa razão o colegiado, por unanimidade, resolveu converter o feito em diligência para Unidade Preparadora, a par das provas apresentadas nos autos verificar a existência do crédito pleiteado. Resolução nº 3201-002.683 – Sessão datada em 30/07/2020. O processo voltou da diligência solicitada com o relatório de e-fls. 111/113, emitido através da Informação Fiscal EQAUD1/DRF/PTG/DEVAT/SRRF09/RFB. Sendo esses os fatos, passo ao julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Márcio Robson Costa, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Não foram arguidas preliminares. Conforme já relatado, a controvérsia pode ser resumida nas razões da não homologação do pedido de compensação de créditos de PIS, no valor de R$ 58,54 com débitos de IRPJ no valor R$ 101,54, descritos na DCOMP de fls 6/11. O Despacho Decisório não reconheceu a existência do crédito alegado, deixando de homologar a compensação com a seguinte decisão: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 58,54. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Ao apresentar a manifestação de inconformidade a contribuinte relata que apurou crédito tributário de PIS e COFINS em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei n.º 9.718/98 e por essa razão realizou o pedido de compensação com crédito que estende ser devidos. Ainda na Manifestação de inconformidade a contribuinte esclarece que não realizou retificação da DCTF na qual “o débito foi declarado integralmente, inclusive com a parcela inconstitucional incidente sobre as receitas financeiras no valor de R$ 58,54” (fls. 14). À referida Manifestação de Inconformidade não foi juntado provas. Nos termos do relatório supracitado, restou reconhecido nos autos a inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei n.º 9.718/98, pois assim deve ser para todos, visto que a decisão proferida pelo STF tem eficácia erga omnes. Conforme relatado, superada a questão prejudicial do reconhecimento da inconstitucionalidade pelo CARF, os autos foram remetidos ao julgador de piso para apuração do Fl. 106DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-010.871 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.923592/2009-43 crédito requerido à luz das provas dos autos. Ocorre que não havia nenhuma prova nos autos, bem como não houve intimação para que o contribuinte as apresentasse. Sendo assim, outro não seria o julgamento da DRJ que o não provimento da Manifestação de inconformidade por ausência de documentos hábeis e idôneos que comprovasse o crédito requerido, fundamentando a negativo na ausência de liquidez e certeza prevista no artigo 170 do CTN. Diante do que ficou decidido pela DRJ, a manifestante juntou aos autos o razão da conta contábil que deu lastro aos valores que compõe as receitas financeiras (fls. 81 a 84), determinante para demonstrar o crédito pleiteado. Muito embora não tenha juntado nos autos as declarações que ratificam a memória do cálculo do PIS, tais como o DACON ou mesmo a Ficha específica da DIPJ. Em observância ao princípio da Verdade Material no âmbito do processo administrativo, as alegações da requerente estavam acompanhadas dos elementos que pudéssemos considerar como indícios de prova dos créditos alegado, necessários para que o julgador pudesse aferir a pertinência dos argumentos apresentados, e foi com base nesse princípio que, excepcionalmente, o feito foi convertido em diligência para análise dessas provas pela Unidade Preparadora. Dentro desse contexto, considerando a documentação que foi apresentada junto com o Recurso Voluntário, o razão da conta contábil que deu lastro ao valor que compõe as receitas financeiras, a Unidade Preparadora conclui que: FUNDAMENTOS 7. De acordo com a análise dos documentos contábeis/fiscais apresentados pelo contribuinte em anexo ao Recurso Voluntário, constata-se que: a) os saldos credores dos pagamentos apurados pelo interessado e, em consequência, onstantes das declarações de compensação, estão em consonância com os livros contábeis apresentados no processo, conforme demonstrado no Anexo Único; b) não foram encontradas irregularidades na apuração da contribuição e, portanto, nos saldos de pagamentos a restituir/compensar. CONCLUSÃO 8. Atendida a solicitação de fls. 88/92, dá-se ciência desta Informação Fiscal ao contribuinte, facultando-lhe o prazo de 30 (trinta) dias para oferecimento de razões adicionais. 9. Decorrido o prazo, ofertadas ou não as razões adicionais, encaminhe-se o processo ao CARF para apreciação. Fl. 107DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-010.871 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.923592/2009-43 Diante do exposto, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Márcio Robson Costa Fl. 108DF CARF MF Original

score : 1.0
10080424 #
Numero do processo: 13766.720330/2016-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Mon Sep 11 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 DESPESAS MÉDICAS. EFETIVO PAGAMENTO. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 180. É lícita a exigência de outros elementos de prova além dos recibos das despesas médicas quando a autoridade fiscal não ficar convencida da efetividade da prestação dos serviços ou da materialidade dos respectivos pagamentos. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios adicionais.
Numero da decisão: 2402-012.052
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário interposto. Vencidos os conselheiros Diogo Cristian Denny (relator), Rodrigo Duarte Firmino e Francisco Ibiapino Luz, que negaram-lhe provimento. Designado redator do voto vencedor o conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz - Presidente (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Relator(a) (documento assinado digitalmente) Rodrigo Rigo Pinheiro – Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Diogo Cristian Denny, Gregorio Rechmann Junior, Rodrigo Duarte Firmino, Ana Claudia Borges de Oliveira, Rodrigo Rigo Pinheiro, Jose Marcio Bittes, Wilderson Botto (suplente convocado(a)), Francisco Ibiapino Luz (Presidente).
Nome do relator: DIOGO CRISTIAN DENNY

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 16 09:00:03 UTC 2023

anomes_sessao_s : 202308

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 DESPESAS MÉDICAS. EFETIVO PAGAMENTO. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 180. É lícita a exigência de outros elementos de prova além dos recibos das despesas médicas quando a autoridade fiscal não ficar convencida da efetividade da prestação dos serviços ou da materialidade dos respectivos pagamentos. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios adicionais.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Sep 11 00:00:00 UTC 2023

numero_processo_s : 13766.720330/2016-81

anomes_publicacao_s : 202309

conteudo_id_s : 6931237

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 11 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 2402-012.052

nome_arquivo_s : Decisao_13766720330201681.PDF

ano_publicacao_s : 2023

nome_relator_s : DIOGO CRISTIAN DENNY

nome_arquivo_pdf_s : 13766720330201681_6931237.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário interposto. Vencidos os conselheiros Diogo Cristian Denny (relator), Rodrigo Duarte Firmino e Francisco Ibiapino Luz, que negaram-lhe provimento. Designado redator do voto vencedor o conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz - Presidente (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Relator(a) (documento assinado digitalmente) Rodrigo Rigo Pinheiro – Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Diogo Cristian Denny, Gregorio Rechmann Junior, Rodrigo Duarte Firmino, Ana Claudia Borges de Oliveira, Rodrigo Rigo Pinheiro, Jose Marcio Bittes, Wilderson Botto (suplente convocado(a)), Francisco Ibiapino Luz (Presidente).

dt_sessao_tdt : Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2023

id : 10080424

ano_sessao_s : 2023

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:08:05 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592216719360

conteudo_txt : Metadados => date: 2023-09-04T14:36:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-09-04T14:36:17Z; Last-Modified: 2023-09-04T14:36:17Z; dcterms:modified: 2023-09-04T14:36:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-09-04T14:36:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-09-04T14:36:17Z; meta:save-date: 2023-09-04T14:36:17Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-09-04T14:36:17Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-09-04T14:36:17Z; created: 2023-09-04T14:36:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2023-09-04T14:36:17Z; pdf:charsPerPage: 1491; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-09-04T14:36:17Z | Conteúdo => S2-C 4T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13766.720330/2016-81 Recurso Voluntário Acórdão nº 2402-012.052 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de agosto de 2023 Recorrente ALCYR LEAL CANDIDO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 DESPESAS MÉDICAS. EFETIVO PAGAMENTO. COMPROVAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 180. É lícita a exigência de outros elementos de prova além dos recibos das despesas médicas quando a autoridade fiscal não ficar convencida da efetividade da prestação dos serviços ou da materialidade dos respectivos pagamentos. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios adicionais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário interposto. Vencidos os conselheiros Diogo Cristian Denny (relator), Rodrigo Duarte Firmino e Francisco Ibiapino Luz, que negaram-lhe provimento. Designado redator do voto vencedor o conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz - Presidente (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Relator(a) (documento assinado digitalmente) Rodrigo Rigo Pinheiro – Redator Designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 76 6. 72 03 30 /2 01 6- 81 Fl. 97DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Diogo Cristian Denny, Gregorio Rechmann Junior, Rodrigo Duarte Firmino, Ana Claudia Borges de Oliveira, Rodrigo Rigo Pinheiro, Jose Marcio Bittes, Wilderson Botto (suplente convocado(a)), Francisco Ibiapino Luz (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Para o(a) contribuinte, já qualificado(a) nos autos, foi lavrada Notificação de Lançamento pela DRF/Vitória/ES, que lhe exige o recolhimento de um crédito tributário no montante de R$ 14.387,28, atualizado até 31/05/2016. Decorreu o citado lançamento da revisão efetuada na Declaração de Ajuste Anual – DAA – entregue pelo(a) interessado(a), relativa ao exercício financeiro de 2014, quando foi constatada, conforme a Descrição dos Fatos, dedução indevida de despesas médicas, no total de R$ 26.160,00, a saber: O(A) notificado(a) apresentou impugnação, instruída por elementos, os quais, no seu entender, comprovam as deduções glosadas pela autoridade fiscal, argumentando, em apertada síntese, o que segue: · Toda a documentação carreada pelo contribuinte demonstra a efetiva ocorrência das despesas deduzidas da base de cálculo do imposto de renda no ano de 2014, bem como que essas despesas originaram-se de hipóteses permissivas contidas no art. 80 do RIR/1999. Fl. 98DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 · Os recibos apresentados pelo contribuinte só vêm a asseverar a legitimidade das deduções, ainda que sob a ótica da fiscalidade lhes tenha faltado qualquer requisito previsto no já citado dispositivo legal. · “Ao que parece, o auditor fiscal gostaria, por interesse seu, vale dizer, que não encontra suporte em qualquer dispositivo legal, muito menos aqueles transcritos no lançamento, que o contribuinte tivesse pago em cheque, ou transferência bancária, e não em espécie, como efetivamente fez, comprovou e lhe é autorizado pela lei”. · “É sabido que as glosas de deduções de despesas médicas (e congêneres) tem sido um procedimento comum da Receita Federal, com o fim exclusivo de super-arrecadar. Contudo, têm entendido as instâncias administrativas superiores que, nestes casos, porventura ofereça o contribuinte declarações dos profissionais que prestaram os serviços cujas deduções foram glosadas, contendo as informações outrora alegadas inexistentes, têm estas, juntamente com os recibos inicialmente apresentados, o condão de sustentar a pretensão da parte tributada”. · Não há qualquer elemento probatório que desabone a documentação emitida pelos profissionais, o que se afere da simples consulta ao registro, por exemplo, do cirurgião dentista Peter Fernandes Fontes, razão pela qual se faz inaplicável o entendimento da Súmula nº 40 do CARF. · No intuito de findar o debate acerca da idoneidade dos recibos, apresentou o contribuinte à autoridade fiscal, como faz nesta impugnação, declarações dos profissionais que lhe prestaram os serviços, com o estrito atendimento aos requisitos (supostamente inobservados) suscitados para fundamentar as glosas efetuadas. · Assim, não há que se falar em manutenção das glosas, uma vez que realizadas ao arrepio da lei, haja vista que as despesas foram sobejamente demonstradas e comprovadas pelo impugnante. · Ante o exposto, requer: a) seja julgado totalmente insubsistente o lançamento; b) provar o alegado com a oitiva dos profissionais. Em seu socorro o interessado citou alguns Acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. A decisão de primeira instância, proferida com dispensa da ementa, manteve o lançamento do crédito tributário exigido. Cientificado da decisão de primeira instância em 23/04/2018, o sujeito passivo interpôs, em 22/05/2018, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que os documentos apresentados cumprem com os requisitos legais e são hábeis a comprovar as despesas médicas - prestação dos serviços e efetivo pagamento. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro(a) Diogo Cristian Denny - Relator(a) O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço Tendo em vista que a recorrente trouxe em sua peça recursal basicamente os mesmos argumentos deduzidos na impugnação, nos termos do art. 57, § 3º do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09/06/2015, com Fl. 99DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 a redação dada pela Portaria MF nº 329, de 04/06/2017, reproduzo no presente voto a decisão de 1ª instância com a qual concordo e que adoto: Há que se observar, acerca da dedução de despesas médicas, o que dispõe o art. 80 do RIR/1999, cuja matriz legal é a Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a": Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). § 1º O disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §2º): I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV - não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V - no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exige-se a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. §2º Na hipótese de pagamentos realizados no exterior, a conversão em moeda nacional será feita mediante utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América, fixado para venda pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do pagamento. §3º Consideram-se despesas médicas os pagamentos relativos à instrução de deficiente físico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais. §4º As despesas de internação em estabelecimento para tratamento geriátrico só poderão ser deduzidas se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. §5º As despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo da declaração de rendimentos (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §3º). O já citado RIR/1999, em seu art. 73, § 1º, estabelece: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretos-lei nº 5.844, de 1943, art. 11 e § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto-lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). À luz da legislação exposta, tem-se que a autoridade administrativa, nos termos que lhe reserva e determina o art. 142 do CTN, age de forma vinculada, revestida da legalidade que norteia a sua atividade. Fl. 100DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 Para a glosa do montante de R$ 26.160,00, a motivação da autoridade revisora foi a falta de comprovação, pelo fiscalizado, do efetivo pagamento (transferência de recursos) aos prestadores dos serviços que emitiram os recibos apresentados durante a ação fiscal. Conforme constou da Descrição dos Fatos, fl. 44, o contribuinte não comprovou os efetivos desembolsos das despesas médicas, conforme solicitado no Termo de Re- Intimação Fiscal. Denota-se, mediante o fato de a autoridade fiscal intimar o sujeito passivo para apresentação de documentos comprobatórios dos pagamentos estampados em recibos, plena observância à legalidade que reveste o ato. Nos termos já discorridos, cabe à Fiscalização perquirir, notadamente quando as deduções forem consideradas exageradas. A consideração do que seja exagerado, embora possa transmitir a noção de subjetividade, assume perfil de cunho notadamente indiciário para o aprofundamento na busca da comprovação das despesas declaradas. Registre-se que a Fiscalização desenvolve na espécie atividade vinculada. A demanda ao sujeito passivo de documentos subsidiários aos recibos, para efeito de confirmá-los, no que tange os efetivos pagamentos desses, consiste em salvaguarda da administração, necessária, devida e, como visto, amparada pela legislação, ao contrário do que foi insinuado pelo impugnante; logo, não se vislumbra vício de legalidade em relação ao determinado. Não há, por cediço, obrigatoriedade para que a satisfação de despesas médicas se dê por cheque ou depósito bancário. Por outro lado, os pagamentos pretensamente realizados, em montas significativas, como no presente caso, afastam a possibilidade da inexistência de suas marcas na movimentação financeira do(a) contribuinte. Essas despesas, se verdadeiras, estariam vinculadas, por exemplo, a saques com valores e datas compatíveis, cheques, transferências bancárias, depósitos, ordens de pagamento e outros meios comprováveis via extrato ou demais documentos emitidos por instituição financeira. No entanto, conforme visto, afastou-se o(a) interessado(a) de qualquer demonstração nesse sentido. A busca, naquela oportunidade, por meio de intimação, concentrava-se a elementos distintos aos recibos como prova de validá-los. Daí, se houvesse algum cheque, transferência bancária ou mesmo saques compatíveis, em valores e datas, com as operações expressas nos recibos, poder-se-ia subtender a confirmação dos aludidos pagamentos. Em seu socorro, o interessado reapresentou os mesmos documentos já enviados à Fiscalização e rejeitados pela autoridade fiscal, depois de analisados, para o fim por ele pretendido, além de declarações dos profissionais. As declarações dos(as) profissionais, bem assim os recibos por eles(as) emitidos, têm natureza de documentos particulares e, como tais, não comprovam por si sós o fato declarado, cabendo ao(à) interessado(a) na sua veracidade o ônus de prová-lo (NCPC, art. 408). Nesse mesmo sentido, tem-se que as declarações presumem-se verdadeiras apenas em relação ao signatário (Código Civil, art. 219); quando enunciam o recebimento de um crédito fazem prova apenas contra quem os escreveu (NCPC, art. 415); e valem somente entre as partes nele consignadas, não em relação a terceiros, estranhos ao ato (Código Civil, art. 221), no caso a RFB. Consoante expresso nos arts. 15 e 16, III, e §§ 4º e 5º, do Decreto nº 70.235/1972, com a redação conferida pelo art. 1º da Lei nº 8.748/1993 e pelo art. 67 da Lei nº 9.532/1997, cabe ao interessado instruir a impugnação com os documentos em que se apoiar, assim como mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e as provas documentais que possuir. Na relação processual tributária compete ao sujeito passivo oferecer os elementos que possam elidir a imputação da irregularidade e, se a comprovação é possível e esse não a faz - porque não pode ou porque não quer - é lícito concluir que as operações Fl. 101DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 questionadas não ocorreram de fato, tendo sido registradas unicamente com o fito de reduzir indevidamente a base de cálculo tributável. Ao contrário do que disse o requerente, o trabalho fiscal com relação à dedução de despesas médicas não tem fim arrecadatório, mas sim coibir o exagero com que determinados contribuintes se valem desta dedução, em comum acordo com os profissionais, apenas e tão somente para reduzir a base de cálculo do imposto de renda. Cumpre ainda ressaltar que a apresentação de provas compete, no caso em foco, ao interessado e não à RFB produzi-la. O já citado Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999) vigente, em seu art. 73, repise-se, estabelece que “todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora”. A inversão legal do ônus da prova, do Fisco para o contribuinte, transfere para o sujeito passivo a responsabilidade pela comprovação e justificação das deduções por ele pleiteadas, e, não o fazendo, deve assumir as consequências legais. Não há dúvidas de que o encargo da comprovação inequívoca dessas deduções é do contribuinte, pois foi ele quem as declarou como existentes e somente ele se beneficiará delas. Portanto, se o Fisco lhe exigir a comprovação da efetividade dos pagamentos, o contribuinte deve fazê-la. Nesse sentido, prejudicado o pedido do impugnante de oitiva dos profissionais, a uma porque a prova no presente caso compete ao contribuinte, repise-se, e, a duas, por falta de amparo legal para tanto nesta instância de julgamento, visto que tal procedimento (oitiva de testemunhas e/ou defesa oral) não está contemplado no Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores, que regulamenta o Processo Administrativo Fiscal. Vale observar, por oportuno, que o uso de dinheiro em espécie em qualquer tipo de operação não se sujeita a nenhum impeditivo legal; entretanto, não pode tal fato ser considerado provado sem um aprofundamento maior na análise do poder probante de simples recibos firmados nesse sentido. Independentemente de considerações a respeito da prestação dos serviços, a utilização, para caracterizar “despesas médicas”, de recibos sem a prova dos desembolsos representativos dos pagamentos supostamente realizados, conforme exigido pela autoridade fiscal, autoriza a glosa da dedução requerida a este título e a tributação dos valores correspondentes. A idoneidade, ou não, dos recibos médicos em apreço não foi a tônica do trabalho fiscal, ao contrário do que entendeu o peticionário. A par disso, foi inoportuno a menção na peça de defesa à Súmula 40 do CARF, eis que a autoridade fiscal não trabalhou com “súmula administrativa de documentação tributariamente ineficaz”. Sequer este pronunciado foi citado na Descrição dos Fatos. Caso tais hipóteses tivessem sido aventadas pela autoridade lançadora, certamente, a multa de ofício seria qualificada (150%) e haveria o processo de Representação Fiscal para Fins Penais, e nada disso ocorreu. Acerca do assunto aqui examinado, existe o respaldo de diversos Acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, podendo ser mencionados alguns, a título de ilustração, os quais melhor se adequam à presente situação, e são mais recentes do que aqueles citados pelo impugnante: DESPESA MÉDICA. COMPROVAÇÃO. A dedutibilidade de despesa médica está condicionada à comprovação do pagamento dos valores, se assim solicitado pela autoridade tributária. No caso dos autos, não foi comprovado o efetivo pagamento das despesas médicas. Recurso Voluntário Negado. (Ac. CARF nº 2401-004.589 – 4ª Câmara – 1ª Turma – Sessão de 07/02/2017) DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. TRATAMENTO FISIOTERÁPICO E ODONTOLÓGICO. PAGAMENTOS EM ESPÉCIE. GLOSA. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. VALORES DE GRANDE MONTA. RAZOABILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 80 DO RIR/99 C/C ARTIGO 8º, § 2º, II DA LEI 9.259/95. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. A legislação do Fl. 102DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 Imposto de Renda determina que as despesas com tratamentos de saúde declaradas pelo contribuinte para fins de dedução do imposto devem ser comprovadas por meio de documentos hábeis e idôneos, podendo a autoridade fiscal exigir que o contribuinte apresente documentos que demonstrem a real prestação dos serviços e o efetivo desembolso dos valores declarados, para a formação da sua convicção (RIR/99, Art. 73, caput; Dec. 70.235/72, Art. 29). Recurso Voluntário Negado. (Ac. CARF nº 2201- 003.651 – 2ª Câmara – 1ª Turma Ordinária – Sessão de 11/05/2017) DIRPF. DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO. REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA/RIR 1999. Todas as deduções na base de cálculo do imposto, previstas pela legislação, estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 3°). DESPESAS MÉDICAS. Poderão ser deduzidos os pagamentos referentes a despesas médicas efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, desde que comprovados mediante documentação hábil e idônea (Lei nº 9.250/1995, art. 8º, inc. II, § 2º). O recibo emitido por profissional da área de saúde, com observação das exigências estipuladas no artigo 80 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/ 1999, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, via de regra faz prova da despesa pleiteada como dedução na declaração de ajuste anual do imposto de renda, salvo quando, a juízo da Autoridade Lançadora, haja razões para que se apresentem documentos complementares, como dispõe o artigo 73 do mesmo Decreto. A fiscalização pode exigir a comprovação do efetivo pagamento da despesa e, não o fazendo, o contribuinte fica sujeito à glosa da dedução. Recurso Voluntário Negado. (Ac. CARF nº 2202- 003.922 – 2ª Câmara – 2ª Turma Ordinária – Sessão de 06/06/2017) Vale notar que os julgados administrativos citados tanto pelo notificado, quanto por esta relatora, a despeito de sua inestimável validade como fonte de consulta, não hão que ser tomados como normas complementares da legislação tributária, nos moldes estabelecidos pelo art. 96 do CTN, em função da inexistência de ato legal que lhes confira efetividade de caráter normativo. Registre-se por fim, apenas a título ilustrativo que, coincidência ou não, em face das Notificações de Lançamento lavradas em nome do contribuinte (para os exercícios de 2012 a 2014), a partir do exercício financeiro de 2015 ele não mais informou dedução de despesas médicas em valores expressivos, conforme consultas realizadas nos sistemas da RFB. Observo, por fim, que há declarações dos profissionais declarando o recebimento de valores em espécie, da seguinte forma: - Myla Santolin – R$5.000,00 (fl. 28) - Peter Fernandes – R$10.000,00 (fl. 29) - Nely dos Anjos – R$11.160,00 (fl. 27) Conclusão Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, negar- lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny Fl. 103DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 Voto Vencedor Conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro, Redator Designado. Em que pesem as razões do voto proferido pelo Ilustríssimo Conselheiro Relator, peço máxima vênia para divergir do seu entendimento neste caso específico. Conforme mencionado no relatório, a controvérsia recursal limita-se à discussão de glosa de despesas médicas, em função da autoridade fiscal não ter reconhecido as provas carreadas aos autos pelo contribuinte. O Acórdão prolatado pela 4ª Turma da DRJ/JFA, em 27 de outubro de 2017, manteve este racional ao julgar improcedente a impugnação de primeira instância, por entender que a autoridade lançadora não agiu com arbitrariedade, mas em conformidade com a legislação de regência. Antes da análise das provas do caso em concreto, dar-se-á um passo para trás, a fim de avaliar, mesmo que rapidamente, as regras legais que se subsumem aos fatos narrados neste processo administrativo fiscal. O primeiro ponto é rememorar que o artigo 8º, da Lei nº 9.250/95, prescreve que poderão ser deduzidos dos rendimentos percebidos no ano pelo contribuinte, os valores relativos às despesas com serviços de saúde. Tais estão expressos no inciso II, assim como seus requisitos comprobatórios estão descritos no parágrafo segundo: “Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: I - de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio Fl. 104DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;” Pela leitura da regra legal, a primeira premissa que se pode firmar é que a comprovação da realização das despesas dedutíveis poderá ser feita pela apresentação dos recibos emitidos pelo respectivos profissionais, com a identificação de elementos suficientes para sua efetiva validade (serviço prestado, nome e CRM do médico etc). O Regulamento do Imposto de Renda então vigente - Decreto nº 3.000/95-, contudo, dispunha em seus artigos 73 e 80 ser possível, à juízo da autoridade lançadora, a solicitação de novas provas para fins de viabilidade da dedução: “Art.73.Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. §1ºSe forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte. §2ºAs deduções glosadas por falta de comprovação ou justificação não poderão ser restabelecidas depois que o ato se tornar irrecorrível na esfera administrativa. §3ºNa hipótese de rendimentos recebidos em moeda estrangeira, as deduções cabíveis serão convertidas para Reais, mediante a utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América fixado para venda pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do pagamento do rendimento. Art.80.Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. §1ºO disposto neste artigo: ... III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas-CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica-CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;” A segunda premissa que se pode firmar, portanto, após a leitura da regra infralegal é que os recibos de despesas médicas não têm valor absoluto, sendo possível, sim, a solicitação de outros elementos de prova pela fiscalização. Bem por isso, perpassada essas duas premissas, há de se concluir que a análise que se deve percorrer nestes autos é probatória. Em outras linhas, há de se verificar a Fl. 105DF CARF MF Original Fl. 10 do Acórdão n.º 2402-012.052 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13766.720330/2016-81 existência de elemento adicional capaz de ratificar os recibos apresentados pelo contribuinte. Ao analisar as provas juntadas, identifiquei os seguintes pontos como elementos de avaliação para o caso em concreto: (i) recibos médicos e declarações dos respectivos profissionais Myla santolin Cipriano (R$5.000,00); Nely dos Anjos de Loureiro *R$11.160,00); e Peter Fernandes Fontes (R$10.000,00), nos quais atestam, de maneira clara e assertiva, que os serviços foram prestados ao contribuinte em litígio, bem como seus correlatos pagamentos. Não obstante à regra infralegal - já mencionada e contida no artigo 73, caput e § 1° do Decreto nº 3.000/99 - outorgar à autoridade fiscal solicitar elementos adicionais para comprovação das despesas médicas deduzidas das receitas percebidas, no entendimento deste Conselheiro, as declarações emitidas pelos profissionais são exemplos claros e suficientes dessas provas adicionais. Tais foram emitidas, exatamente, para afastar a dúvida suscitada e, sobre tais, não há qualquer ressalva quanto veracidade ou imputação de fraude. Não fosse isso suficiente, é válido, ainda, recordar que que as normas que tratam da dedução não fazem restrições e/ou impõem um rigor maior nas situações em que os serviços são pagos em espécie ou em cheques de terceiro. Considerando, então, as provas carreadas aos autos – e sobretudo as declaração de própria lavra dos profissionais médicos, não é razoável exigir do contribuinte, em especial depois de anos, a apresentação de extratos bancários e/ou movimentações financeiras coincidentes em valores para comprovação do efetivo desembolso. Diante do exposto, considerando os elementos presentes nos autos, dou provimento ao Recurso Voluntário interposto, com consequente cancelamento do crédito tributário em litígio. É como voto. Rodrigo Rigo Pinheiro Fl. 106DF CARF MF Original

score : 1.0
4753248 #
Numero do processo: 10640.002906/2010-67
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 29/09/2010 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO INSTRUMENTAL. 1. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. 2. A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-001.610
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 09 09:00:01 UTC 2023

anomes_sessao_s : 201206

ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 29/09/2010 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO INSTRUMENTAL. 1. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. 2. A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário. Recurso Voluntário Negado

turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012

numero_processo_s : 10640.002906/2010-67

anomes_publicacao_s : 201206

conteudo_id_s : 5158576

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 08 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 2803-001.610

nome_arquivo_s : 2803001610_10640002906201067_201206.pdf

ano_publicacao_s : 2012

nome_relator_s : AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR

nome_arquivo_pdf_s : 10640002906201067_5158576.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).

dt_sessao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012

id : 4753248

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:08:14 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592220913664

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1900; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE03  Fl. 107          1 106  S2­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10640.002906/2010­67  Recurso nº             Voluntário  Acórdão nº  2803­001.610  –  3ª Turma Especial   Sessão de  19 de junho de 2012  Matéria  AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL  Recorrente  RODMIX MÓVEIS LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Data do fato gerador: 29/09/2010  PREVIDENCIÁRIO.  CUSTEIO.  AUTO  DE  INFRAÇÃO.  DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO INSTRUMENTAL.   1.  A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto  de  infração,  o  qual  se  constitui,  principalmente,  em  forma  de  exigir  que  a  obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na  administração previdenciária.  2.  A  responsabilidade  pela  infração  é  objetiva,  independe  da  culpa  ou  da  intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme  disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação  tributária  independe  da  intenção  do  agente  ou  do  responsável  e  da  efetividade,  natureza  e  extensão  dos  efeitos  do  ato,  a  não  ser  que  haja  disposição em contrário.  Recurso Voluntário Negado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.    Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).    (Assinado digitalmente)  Helton Carlos Praia de Lima – Presidente       (Assinado digitalmente)  Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator     Fl. 128DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 108          2     Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de  Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato,  Natanael Vieira dos Santos e Osmar Pereira Costa.    Fl. 129DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 109          3   Relatório    Trata­se de Auto de Infração (CFL 59) lavrado em desfavor do contribuinte  acima  identificado,  em  virtude  da  não  arrecadação  das  contribuições  dos  segurados  contribuintes  individuais,  conforme  consta  dos  lançamentos  constantes  nos  Livros Diários  e  recibos  apresentados  (não  declarados  pela  empresa  na  folha  de  pagamento  e  na  GFIP,  descumprindo, dessa forma, as disposições contidas no art. 30, I, “a” da Lei nº 8.212/91, Lei nº  10.666/03,  art.  4º,  caput,  bem  como  o Regulamento  da  Previdência  Social  – RPS,  aprovado  pelo Decreto nº 3.049/99, art. 216, I, “a”.         O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva.      A impugnação foi julgada em 28 de junho de 2011 e ementada nos seguintes  termos:    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL    Data do fato gerador: 29/09/2010    DEBCAD 37.304.786­0    Período de apuração: 01/01/2006 a 30/10/2010    DEBCAD – 37.261.168­0    ARGUIÇÃO  DE  ILEGALIDADE  E  INCONSTITUCIONALIDADE    Não  cabe  à  instância  administrativa  manifestar­se  acerca  das  alegações  de  ilegalidade  e  inconstitucionalidade  apresentadas na impugnação.    PRINCÍPIO  DA  CAPACIDADE  CONTRIBUTIVA  E  DA  LEGALIDADE.    Não compete à autoridade  lançadora perquirir acerca dos  princípios da capacidade contributiva e da legalidade, que  devem  ser  endereçados  ao  legislador  e  ao  Judiciário,  restando  tão  somente  aplicar  a  lei  então  vigente,  em  obediência ao princípio da legalidade.    EXCLUSÃO  DO  SIMPLES.  INEXISTÊNCIA  DE  EFEITO  SUSPENSIVO.    O  recurso  em  processo  de  exclusão  do  sujeito  passivo  do  SIMPLES não impede o regular andamento do processo de  Fl. 130DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 110          4 lançamento  das  contribuições  sociais  previstas  na  legislação previdenciária.    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS    Data do fato gerador: 29/09/2010    INFRAÇÃO FALTA DE DESCONTO NA REMUNERAÇÃO  DOS SEGURADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS.    Constitui  infração  à  legislação  previdenciária,  deixar  a  empresa  de  arrecadar,  mediante  desconto  das  remunerações, a contribuição dos segurados empregados e  contribuintes individuais a seu serviço.    Impugnação Improcedente    Crédito Tributário Mantido    Inconformado  com  resultado  do  julgamento  da  primeira  instância  administrativa,  o  Contribuinte  apresentou  recurso  tempestivo,  onde  alega,  em  síntese,  o  seguinte:      ­  A  empresa  sofreu  uma  fiscalização  previdenciária,  que  teve  início  em  atuação  fiscal  na  região,  não  sendo  uma  fiscalização  pontual  na  Recorrente,  neste  tempo  a  empresa vinha sendo representada por sua contadora a Sra. Adriana, que estava assumindo a  parte fiscal e contábil da empresa, já que devido a um desastre ocorrido na cidade de Rodeiro e  região,  com  chuvas,  alagamentos  e  enchentes  a  empresa  teve  seus  documentos  contábeis  e  fiscais todos perdidos.      ­ No transcorrer do procedimento houve a publicação pela Receita Federal de  um Ato Declaratório n. 47, de 06/05/2010, desenquadrando a Impugnante do SIMPLES.      ­ No que se refere especificamente ao presente auto de infração, qual seja, o  de n. 37.304.786­0, que se refere a autuação por ter deixado a empresa de efetuar o desconto  dos  11%  dos  contribuintes  individuais  e  demais  segurados  obrigatórios.  Conforme  pode  ser  verificado  foi  lavrado  o  auto  de  infração  37.304.789­4,  que  relatava  a  falta  de  retenção  e  recolhimento dos referidos 11%, fazendo o cálculo de todos os valores que deixaram de serem  pagos com incidência de juros e multa de ofício. Agora nos deparamos com uma autuação por  deixar a empresa de efetuar o desconto, demonstrando claramente o que vem sendo  relatado  nesta  defesa  e  nas  referentes  aos  demais  autos  de  infração,  de  que  a  i.  Fiscal  não  poupou  esforços para  autuar  a  empresa,  demonstrando vontade clara de penalizar  a  empresa. Pois,  o  princípio e o objeto dos dois autos de infração são os mesmos.      ­  A  Impugnante  diante  de  tais  fatos  esperava  que  o  Fisco  conduzisse  a  fiscalização  de  forma  a  analisar  os  princípios  tributários  da  arrecadação  e  não  da  punição  extrema.    Fl. 131DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 111          5   ­  Assim,  vem  a  Recorrente  requerer  seja  recebido  o  presente  recurso  e  analisado  item  a  item principalmente  a  boa­fé  da  empresa  e  sua  extrema necessidade  de  em  tempo recorde refazer sua contabilidade.      ­ E por todo exposto, espera a Recorrente que ao final o presente lançamento  seja cancelado, eis que o presente auto de  infração  foi  lavrado através de punição  extrema e  exagerada fugindo aos princípios basilares da ordem tributária.    Não apresentadas as contrarrazões.    É o relatório.  Fl. 132DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 112          6 Voto             Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator.    Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame.    Como é do conhecimento geral, a responsabilidade pela infração é objetiva,  independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração.  Assim,  o  fato  de  trazer  ou  não  prejuízo  ao  Fisco  é  irrelevante,  pois  a  obrigação  sendo  instrumental,  qualquer  descumprimento  por  presunção  legal,  acarreta  dificuldade  na  ação  fiscal. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação  tributária  independe  da  intenção  do  agente  ou  do  responsável  e  da  efetividade,  natureza  e  extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário.    Assim, não resta qualquer dúvida de que o lançamento, bem como a decisão  de  primeira  instância  administrativa  foi  pautado  em  conformidade  com  as  determinações  contidas na legislação tributária, em especial aquelas previstas no art. 142 do CTN.    Ademais,  não  se  pode  perder  de  vista  que  as  obrigações  acessórias  são  impostas aos  sujeitos passivos como forma de auxiliar e  facilitar a ação  fiscal. Por meio das  obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida.     A obrigação acessória decorre da legislação tributária e não apenas da lei em  sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2º do CTN, in verbis:    Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.    § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato  gerador,  tem  por  objeto  o  pagamento  de  tributo  ou  penalidade  pecuniária  e  extingue­se  juntamente  com  o  crédito dela decorrente.  § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária  e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela  previstas  no  interesse  da  arrecadação  ou  da  fiscalização  dos tributos.    §  3º  A  obrigação  acessória,  pelo  simples  fato  da  sua  inobservância,  converte­se  em  obrigação  principal  relativamente à penalidade pecuniária.    A  legislação  engloba  as  leis,  os  tratados  e  as  convenções  internacionais,  os  decretos  e  as  normas  complementares  que  versem,  no  todo  ou  em  parte,  sobre  tributos  e  relações jurídicas a eles pertinentes, conforme dispõe o art. 96 do CTN.      Na situação vertente, não há dúvida da ocorrência do  fato  imponível,  tendo  em  vista  que  o  recorrente  não  apresentou,  na  forma  prevista  na  legislação  de  regência,  a  documentação solicitada pela  fiscalização;  tampouco há dúvida quanto ao dispositivo  legal a  ser aplicado, no caso o 30, I, “a” da Lei nº 8.212/91, Lei nº 10.666/03, art. 4º, caput, bem como  Fl. 133DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 113          7 o Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.049/99, art. 216,  I,  “a”.         O  descumprimento  de  obrigações  instrumentais  está  amplamente  evidenciado, conforme se pode observar do item III (DA INFRAÇÃO) do Relatório Fiscal do  Auto de Infração (fls. 5/6) dos autos, in verbis:    A  empresa  apresentou  os  Livros Diários  de  2006  e  2007,  em  folhas  soltas,  sem  encadernação  e  sem  o  registro  obrigatório  na  Junta  Comercial.  Analisando  os  diversos  lançamentos solicitamos a apresentação dos comprovantes,  tendo  em  vista  a  forma  deficiente  em  que  foram  apresentados  os  respectivos  livros.  Verificamos  que  os  pagamentos  referem­se  a  pagamentos  a  trabalhadores  autônomos,  contribuintes  individuais,  sem  vínculo  empregatício. Após intimação para prestar esclarecimentos  a empresa informa, através de esclarecimentos por escrito,  que  houve  prestação  de  serviço  de  vários  trabalhadores  autônomos e apresenta diversos recibos para o período de  06/2007 a 10/2007 (xerox em anexo).  A partir da competência 04/2003, a responsabilidade pelos  recolhimentos  das  contribuições  devidas  pelos  segurados  contribuintes  individuais  é  da  empresa  que  contratar  seus  serviços, conforme disposto na Lei nº 10.666/2003.  A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa  da remuneração paga, devida ou creditada ao contribuinte  individual  a  seu  serviço,  observado  o  limite  máximo  do  salário de contribuição, é de 11% (onze por cento) no caso  das empresas em geral (art. 216 parágrafo 20, 21, 22, 26 e  31 do RPS – Regulamento da Previdência Social).  Para  o  contribuinte  individual  que  ultrapassar  o  limite  máximo  do  salário­de­contribuição  ou  que  eleger  outras  empresas  para  efetuar  o  desconto  deve  informar  a  existência  de  múltiplas  fontes  pagadoras  no  campo  ocorrência da GFIP (códigos 05, 06, 07 ou 08 conforme o  caso).  Em  consulta  aos  sistemas  informatizados  da  Receita  Federal  do  Brasil  (CNIS  –  Cadastro  Nacional  de  Informações  Sociais)  verificamos  que  os  referidos  trabalhadores  não  possuem  contribuições  sobre  o  teto  máximo como informa a empresa.  Estes trabalhadores não foram informados pela empresa na  GFIP,  na  DIPJ  (Declaração  de  Imposto  de  Renda  de  Pessoa  Jurídica)  e  não  constam  da DIRF  (Declaração  de  Imposto  Retido  na  Fonte),  caracterizando,  dessa  forma,  a  omissão de informações.  Ressaltamos que a empresa não efetuou o referido desconto  (11%)  sobre  os  valores  pagos  ao  contribuinte  individual,  não  havendo,  portanto  a  apropriação  dos  respectivos  valores,  o  que  motivou  a  lavratura  do  presente  Auto  de  Fl. 134DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10640.002906/2010­67  Acórdão n.º 2803­001.610  S2­TE03  Fl. 114          8 Infração  CFL  59.  Ressaltamos  ainda  que  não  houve  comprovação  de  que  os  referidos  trabalhadores  já  contribuíam  sobre  o  limite  máximo  do  salário­de­ contribuição.    Nestes  autos,  independentemente  de  as  verbas  terem  ou  não  natureza  tributária,  a  recorrente  é  obrigada  a  cumprir  as  exigências  impostas  pela  fiscalização,  até  porque, tais exigências encontram absoluto respaldo na legislação de regência.     A  aplicação  de  penalidade  por  descumprimento  de  obrigação  acessória  constante  da  Lei  n.º  8.212/91  está  dentro  dos  pressupostos  legais  e  constitucionais,  não  foi  inquinada de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, estando totalmente válida e  devendo ser obedecida pela via administrativa.      Por  último,  a  autuação  objeto  do  presente  recurso,  foi  executada  de  acordo  com os preceitos legais e o Auto de Infração lavrado, contém todos os elementos essenciais à  sua validade, descritos no art. 10 do Decreto n.º 70.235, de 06/03/1972, devendo ser mantido  na sua integralidade, já que a recorrente não comprovou a correção da falta.    Pelo  exposto  voto  por  CONHECER  do  recurso  voluntário,  para  no  mérito  NEGAR­LHE PROVIMENTO.          É como voto.        (assinado digitalmente)  Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator.                              Fl. 135DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por LUZILMAR XIMENES MESQUITA MATOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/06/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR

score : 1.0
10085479 #
Numero do processo: 10835.001896/2005-06
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2004 PER/DCOMP, CRÉDITOS DECORRENTES DE AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. A compensação de créditos decorrentes de ação judicial somente é viável após o trânsito em julgado da decisão judicial que a autorizou. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS, O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-000.516
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario

dt_index_tdt : Sat Sep 16 09:00:03 UTC 2023

anomes_sessao_s : 201008

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2004 PER/DCOMP, CRÉDITOS DECORRENTES DE AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. A compensação de créditos decorrentes de ação judicial somente é viável após o trânsito em julgado da decisão judicial que a autorizou. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS, O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Recurso Voluntário Negado.

numero_processo_s : 10835.001896/2005-06

conteudo_id_s : 6933384

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 14 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 3801-000.516

nome_arquivo_s : Decisao_10835001896200506.pdf

nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES

nome_arquivo_pdf_s : 10835001896200506_6933384.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010

id : 10085479

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:08:10 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592224059392

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T19:18:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T19:18:02Z; Last-Modified: 2010-11-18T19:18:03Z; dcterms:modified: 2010-11-18T19:18:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:fddd2f66-4ea3-459a-a0c8-5c91ca43ce58; Last-Save-Date: 2010-11-18T19:18:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T19:18:03Z; meta:save-date: 2010-11-18T19:18:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T19:18:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T19:18:02Z; created: 2010-11-18T19:18:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-11-18T19:18:02Z; pdf:charsPerPage: 951; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T19:18:02Z | Conteúdo => dárotta Cardozo - Presidente S3-TE01 Fl 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10835.001896/2005-06 Recurso n" 259,814 Voluntário Acórdão n° 3801-00.516 — la Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2010 Matéria PIS Recorrente CLÍNICA ORTOCARDIO S/C LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2004 PERJDCOMP, CRÉDITOS DECORRENTES DE AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. A compensação de créditos decorrentes de ação judicial somente é viável após o trânsito em julgado da decisão judicial que a autorizou. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS, O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Flávio de Castro Pontes - Relator EDITADO EM: 28/09/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Magda Cotta Cardozo, Flávio de Castro Pontes, Amo Jerke Júnior, Andréia Dantas Lacerda Moneta, José Luiz Bordignon e Renata Auxiliadora Marcheti. Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do principio da economia processual: Trata o presente processo de análise de PER/DCOMP apresentada por meio eletrônico. PER/DCOMP foi transmitida em 19/01/2004, com objetivo de ver compensado pretenso direito creditório advindo de pagamento indevido ou a maior que teria sido reconhecido no Processo Judicial n°2001.61..12..006827-2, que tramitou na Vara Federal em Presidente Prudente, com trânsito em julgado na data de 22/04/2002, conforme informações plasmadas no documento. O crédito foi informado como sendo de PIS, tendo como período final 31/12/199.5, a ser compensado com débitos do próprio PIS de períodos posteriores.. PER/DCOMP da contribuinte foi baixada para tratamento manual pela repartição de origem. Foram anexadas aos autos cópias de documentos que compõem o Processo Administrativo n" 10835.001311/2005-48, Certidão de Objeto-e-Pé e Decisão do DRF/Presidente Prudente. A citada decisão, adotada em 11/07/2005, indeferiu o "Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado" apresentado pela interessada, pela inexistência de "direito creditório reconhecido por decisão transitada em julgado". A Certidão de Objeto-e-Pé, expedida pela Secretaria da 1" Vara Federal de Presidente Prudente, em 22/06/2005, certifica que a interessada impetrou Mandado de Segurança n" 2001.61,12.006827-2, objetivando direito à compensação de PIS com PIS e outros tributos. Em 22/10/2001, o pedido de Liminar foi indeferido pelo MM" Juiz, com sentença em 22/04/2002, acolhendo o pedido e concedendo a Segurança para assegurar à Impetrante "o direito a compensar a diferença entre o valor recolhido nos moldes dos Decretos-Lei n" 2.445/88 e 2..449/88 e o valor devido nos moldes da LC 7/70 e alterações posteriores" (.. ), "observando-se a prescrição de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, acrescida de mais cinco anos a contar da data em que se deu a homologação tácita", Certifica também que "em acórdão do Egrégio Tribunal Regional Federal da 3" Região, foi dado provimento à remessa oficial e julgada 2 3 Processo n° 10835.001896/2005-06 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.516 Fl. 2 prejudicada a apelação da União Federal, nos termo do voto do Desembargador Federal Relator da Sexta Turma, reconhecendo- se a prescrição da pretensão restituitória referente aos montantes recolhidos até 19/10/96, julgando improcedente o pedido nos termos do ar!. 269-IV do CPC.", que o Recurso Especial da Impetrante foi "inadmitido" no TRF 3" Região, estando, os autos, no aguardo de "decisão no Agravo de Instrumento n° 2004.03.00.028.576-9", interposto junto ao Colendo ST1 A DCTF apresentada pela interessada, contempla a declaração de compensação aqui tratada. A DRF/PPE efetuou a análise da citada PER/DCOMP e, em Despacho Decisório de 16/09/2005, decidiu pela não homologação da declaração por ter constatado, conforme consta no Processo Administrativo n°10835.001311/2005-40 de análise de habilitação de crédito de ação judicial que, em sede de recurso, o pedido ,foi julgado improcedente, estando atualmente no aguardo de apreciação do Agravo interposto pela impetrante, inexistindo, portanto, o trânsito em julgado previsto no capta do art. 74 da Lei n" 9,430/96 e no art. 170-A do CTN, e conseqüentemente por faltar a necessária liquidez e certeza do crédito pretendido. Intimada da Decisão DRF/PPE em 20/09/200.5, conforme AR, a interessada apresentou, em 17/10/2005, petição na qual manifesta sua inconformidade com o feito . fiscal, alegando, em resumo que.- - ciente da Decisão Judicial em Mandado de Segurança, iniciou o procedimento de compensação nos termos em que ,fora autorizado na rsentença, consoante o disposto no parágrafo único do ar!. 12 da Lei n" 1,533/51; - o ar!, 170-A do CTN, graças a sua redação bastante imperfeita, gera variada ordem de dificuldades interpretativas. citado artigo terá aplicação restrita aos casos em que não haja concessão de medida liminar para compensação, pois a nova regra não pode suprimir ou obstar efeitos de decisão judicial; a expressão "contestação judicial" foi utilizada com elevado grau de imprecisão .jurídica, pois remete aos arts, 300 a 303 do CPC; transparece o propósito de empecer aos contribuintes o acesso à .justiça, criando dificuldades artificiais com o ilegítimo escopo de penalizar o cidadão que promove medidas judiciais contra o estado e fere o principio da garantia jurisdicional; - uma vez concedido o mandado de segurança como no caso vertente, através de sentença definitiva, a tutela judicial passa a resultar da sentença, que é de execução imediata, e o recurso contra ela tem efeito meramente devolutivo; - ademais, continua a consuknte, a lei assegura o direito de proceder à autocompensação, conforme art. 66 da Lei n° 8,383/91, dispensados, portanto, o prévio reconhecimento da 4 autoridade fazend ária ou a existência de decisão judicial transitada em julgado; - noticia provimento ao recurso de Agravo de Instrumento, processo n" 626527, interposto pela recorrente junto ao ST,I, reconhecendo a admissibilidade do Recurso Especial interposto perante o TRF da 3" Região, que, à luz de farta jurisprudência, certamente irá rever seu ponto de vista, sendo precipitada eventual inscrição dos débitos em DA U. Ao final, pede seja suspensa a homologação até a decisão final do processo judicial em questão. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) indeferiu a solicitação, fis, 34 a 40, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep EXERCÍCIO: 2004 COMPENSAÇÃO SENTENÇA EM MANDADO DE SEGURANÇA. A efetivação da compensação objeto de decisão judicial não prescinde da comprovação da existência dos indébitos, seja em sede manda mental, seja na esfera administrativa, Assunto; Processo Administrativo Fiscal EXERCÍCIO: 2004 ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E DE ILEGALIDADE, INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e de ilegalidade de atos regularmente editados. RESTITUIÇÃO.. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A restituição/compensação de tributos é um direito subjetivo a ser exercido dentro de regras administrativas processuais próprias, estabelecidas na legislação tributária. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, fls. 46 a 49, instruído com os documentos de fls. 50 e 51. Em síntese, apresentou as mesmas alegações suscitadas na manifestação de inconformidade, acrescentando basicamente que: - o indébito compensado é decorrente da inconstitucionalidade da cobrança do PIS nos termos dos Decretos-Leis 2445/88 e 2449/88, sobre a qual foi expedida a Resolução 49 pelo Superiores, vez que a matéria já estava pacificada; - a compensação efetivada pela recorrente com amparo na r sentença proferida no mencionado "mandannts", não trouxe qualquer- prejuízo ao erário público, vez que a mesma foi confirmada pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 3' Região, autorizando a compensação do PIS com o próprio PIS, cuja decisão já transitou em julgado em 02/07/2007. É o relatório Processo IV 10835001896/2005-06 S3-1£01 Acórdão n 3801-00.516 Fl 3 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto, dele tomo conhecimento. A controvérsia tem por objeto o direito do sujeito passivo de compensar créditos oriundos de decisão judicial não transitada em julgado. A recorrente, por meio da apresentação de PER/DCOMP, pleiteou a compensação de suposto crédito da contribuição PIS com débito da própria contribuição, período de apuração de dezembro de 2003, com base no processo judicial n° 2001.61.12.006827-2. Da análise da ação judicial, verifica-se que a interessada impetrou, em 19 de outubro de 2001, um mandado de segurança, autos n° 2001.61.12,006827-2, junto à ia Vara Federal de Presidente Prudente, 12a Subseção Judiciária de São Paulo, objetivando o reconhecimento de seu direito à compensação dos valores indevidamente recolhidos a titulo de PIS, nos termos dos Decretos-Leis 2.445/88 e 2.449/88, com parcelas do próprio PIS, coFrNs, da CSL e do 1RPJ, de acordo com os artigos 73 e 74 da Lei n° 9.4.30/96. A liminar foi indeferida, porém em sentença proferida em 22/04/2002, o pedido da autora foi julgado procedente para declarar a inconstitucionalidade dos referidos Decretos-Leis e o direito de compensar. Discordando da decisão "a quo", a Fazenda Nacional apresentou o recurso de apelação. Em acórdão do Egrégio Tribunal Regional Federal da 31 Região, foi dado provimento à remessa oficial e julgada prejudicada a apelação da União Federal, reconhecendo-se a prescrição da pretensão restituitória referente aos montantes recolhidos até 19/10/96, julgando- se improcedente o pedido, nos termos do art 2694V do CPC. Após os recursos (agravo de instrumento e recurso especial) da recorrente terem sido providos no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Federal da 3' Região proferiu nova decisão, nos termos do andamento processual de fis. 50 e 51. Em acórdão publicado em 03/04/2007, a Turma, por maioria, deu parcial provimento à apelação e à remessa oficial para restringir a compensação com parcelas vincendas do próprio PIS. A decisão transitou em julgado em 02/07/2007. Do relato acima, é incontroverso que no momento da apresentação do PER/DCOMP em 19/01/2004, a ação judicial não havia transitado em julgado. A Lei Complementar n° 104, de 10-1-2001, publicada no Diário Oficial da União de 11/01/2001, acrescentou o art. 170-A ao Código Tributário Nacional, que passou a vedar a compensação realizada antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial: "Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. "(grifou-se.) O dispositivo legal acima, por se tratar de autêntico comando processual, é dotado de aplicabilidade imediata a partir de sua publicação. Destarte, considerando que no caso vertente o mandado de segurança foi impetrado quando já vigia a Lei Complementar 104/2001, a compensação somente seria possível após o trânsito em julgado da decisão judicial que a autorizou, conforme bem assentaram o despacho decisório e a decisão recorrida Ao contrário do sustentado no recurso voluntário, é irrelevante o tipo de ação e a natureza processual, por conseguinte o art. 170-A do CTN abarca o rito sumário especial do mandado de segurança previsto na Lei 1 533/51 e alterações. A propósito, acerca da correta aplicação do art. 170-A do Código Tributário Nacional, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por intermédio do Parecer PGFN/CREN° 679/2001 explicou: ) 10.Assim sendo, o novo dispositivo se restringe, na prática, às antecipações de tutela e às decisões definitivas ainda não transitadas em julgado, uma vez que, na verdade, apesar de inserto no Código Tributário Nacional é autêntico comando processual, que veio conferir efeito suspensivo não só à apelação, mas também aos Recursos Especial e Extraordinário, 11. Portanto, não há que se . falar em aplicação do princípio da irretroatividade das leis tributárias, pois o artigo em debate é de natureza processual e não material. 12 Neste passo, é o dispositivo dotado de gplicabilidade imediatá, mantendo-se intactas apenas as situações jurídicas já definitivamente consolidadas, ou seja, as compensações realizadas, antes de 10 de .janeiro de 2001, por força de comando judicial 13.A .firn de melhor esclarecer a questão, passa-se a análise das hipóteses de incidência da norma. 14,No que toca às sentenças favoráveis ao contribuinte, proferidas em sede de procedimento ordinário ou cautelar, nada há de inovador, pois, face ao art. 475,11 do Código de Processo Civil, estão sujeitas ao duplo grau obrigatório de jurisdição, não produzindo efeitos enquanto não confirmadas pelo tribunal.. 15.0 mesmo não acontecia com as sentenças proferidas em sede de mandado de segurança em que . fora autorizada a compensação de tributos. Veja-se. 16. As sentenças concessivas de segurança em geral podem, por força do parágrafo único do art.. 12 da Lei n, 1,533/51, ser executadas provisoriamente, caso seja interposta apelação.. 17„Hoje, em se tratando compensação mediante aproveitamento de tributo, isto não é mais possível. Tomando-se por base o principio da especialidade das leis, o art. 170-A do Código Tributário Nacional deve ser aplicado em detrimento do 1 Processo n° 10835.001896/2005-06 Acórdão n° 3801-00.516 83-TE01 Fl. 4 parágrafo único do art. 12 da Lei do Mandado de Segurança, que foi, neste particular, derrogado. 18. Como dito acima, o art. 170-A do Código Tributário Nacional criou uma nova hipótese de efeito suspensivo, Assim, uma vez interposto Recurso Especial ou Extraordinário, seja em sede de procedimento ordinário, seja em sede de mandado de segurança, não poderá haver execução provisória do decisum, restando ao contribuinte aguardar o pronunciamento final do Poder Judiciário,. (...) (grifou-se) A recorrente efetuou a compensação em 19/01/2004, data de transmissão do PER/DCOMP, de sorte que nessa data a decisão judicial ainda não tinha transitado em julgado, ou seja, em desacordo com o art. 170-A do Código Tributário Nacional. Além desse fator, a recorrente equivocadamente informou no PER/DCOMP que a decisão havia transitado em julgado em 22/04/2002. No presente caso, em que pese a sentença favorável à interessada ter sido proferida em sede de mandado de segurança, a compensação não poderia ter sido efetivada antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial nos termos do art. 170-A do CIN. Ademais, o trânsito em julgado posterior da ação em que se reconheceu o direito de crédito não é capaz de alterar a situação fática no momento da apresentação do PER/DCOMP. Não se pode perder de vista que a compensação é urna das modalidades de extinção do Crédito Tributário, cujo procedimento se dá entre créditos líquidos e certos com débitos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo, segundo o art. 170 do CTN, que por sua vez remete à lei ordinária a disciplina da matéria: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários con: créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública." (grifou-se). Desta forma, a Lei n° 9.430/96 estipulou as condições da compensação tributária, tendo estabelecido, em consonância com o art. 170-A do CTN, como requisito para a compensação de crédito oriundo de ação judicial o trânsito em julgado, ia verbis: "Art. 74, O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão", (Redação dada pela Lei n°10.637/2002) (grifou-se) No caso vertente, embora os Decretos-Leis já tinham sido declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive com a expedição da Resolução 49 pelo Senado Federal com efeito "erga omnes", era imprescindível aguardar o trânsito em julgado para que se tivesse certeza quanto à ocorrência do direito de repetição, em face da discussão do prazo prescricional. Outrossim, não assiste razão à interessada em relação as alegações de inconstitucionalidade e/ou ilegalidade do art. 170-A do CTN. De fato, a autoridade julgadora não pode afastar a aplicação de norma jurídica, pois o controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Neste sentido, o art, 26-A do Decreto n° 70.235/72: Art, 26-A_ No âmbito do processo administrativo .fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade (Redação dada pela Lei e 11,941, de 2009) (grifou-se) Vale observar que, no caso em tela, não ocorreu nenhuma das exceções previstas no § 6' desse artigo. Outrossim, essa discussão já se encontra pacificada no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), conforme o disposto na Súmula 2: Súmula CARFn° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, StM2ulas 2 do 1°c 2° CC Por tais razões tanto o despacho decisório quanto a decisão recorrida não merecem quaisquer reparos, pois estão de acordo com a legislação de regência. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário interposto, não reconhecendo o direito creditório e não homologando a compensação pleiteada. / 713 ‘!- Flávio de ( - '.----/- ‘stro Pontes 8

score : 1.0
10068620 #
Numero do processo: 11080.733456/2012-75
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Mon Sep 04 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2009 RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. CARNÊ-LEÃO. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE PELO RECOLHIMENTO. CONJUNTO PROBATÓRIO INSUFICIENTE. Os rendimentos de aluguéis recebidos por pessoa física de outra pessoa física são tributados mensalmente, descontadas as despesas alusivas ao seu regular recebimento previstas na legislação, competindo ao locador promover o recolhimento do imposto pelo carnê-leão. Mantém-se o lançamento quando o conjunto probatório produzido não se presta a confirmar a ocorrência da retenção do imposto deduzido na declaração de ajuste anual. MULTA DE MORA. PREVISÃO LEGAL. INCIDÊNCIA. A multa de ofício tem como base legal o art. 61, caput e § 2º da Lei 9.430/96, segundo o qual, nos casos de lançamento de ofício, será aplicada a multa de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20%, sobre os débitos decorrentes de tributos e contribuições não pagos nos prazos previstos na legislação de regência. Enquanto vigentes, os dispositivos legais devem ser cumpridos, principalmente em se tratando da administração pública, cuja atividade está atrelada ao princípio da estrita legalidade. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas, mesmo as proferidas pelo CARF e as judiciais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência senão aquele objeto da decisão, à exceção das decisões do STF deliberando sobre a inconstitucionalidade da legislação. PAF. DILAÇÃO PROBATÓRIA. PEDIDO DE DILIGÊNCIA, PERÍCIA OU PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS. Deve-se instruir os autos com elementos de prova que fundamentem os argumentos de defesa de maneira a não deixar dúvida sobre o que se pretende demonstrar. Presentes os elementos de convicção necessários à solução da lide, e não se desincumbindo o contribuinte no momento processual adequado do ônus que lhe competia, indefere-se o pedido de dilação probatória para obtenção de prova documental, por não restar demonstrado a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por referir-se a fato ou direito superveniente ou destinar-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas, na exata dicção do art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 2003-004.925
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente (documento assinado digitalmente) Wilderson Botto - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo Alexandre Lazaro Pinto, Wilderson Botto, Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).
Nome do relator: WILDERSON BOTTO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 09 09:00:01 UTC 2023

anomes_sessao_s : 202307

ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2009 RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. CARNÊ-LEÃO. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE PELO RECOLHIMENTO. CONJUNTO PROBATÓRIO INSUFICIENTE. Os rendimentos de aluguéis recebidos por pessoa física de outra pessoa física são tributados mensalmente, descontadas as despesas alusivas ao seu regular recebimento previstas na legislação, competindo ao locador promover o recolhimento do imposto pelo carnê-leão. Mantém-se o lançamento quando o conjunto probatório produzido não se presta a confirmar a ocorrência da retenção do imposto deduzido na declaração de ajuste anual. MULTA DE MORA. PREVISÃO LEGAL. INCIDÊNCIA. A multa de ofício tem como base legal o art. 61, caput e § 2º da Lei 9.430/96, segundo o qual, nos casos de lançamento de ofício, será aplicada a multa de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20%, sobre os débitos decorrentes de tributos e contribuições não pagos nos prazos previstos na legislação de regência. Enquanto vigentes, os dispositivos legais devem ser cumpridos, principalmente em se tratando da administração pública, cuja atividade está atrelada ao princípio da estrita legalidade. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas, mesmo as proferidas pelo CARF e as judiciais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência senão aquele objeto da decisão, à exceção das decisões do STF deliberando sobre a inconstitucionalidade da legislação. PAF. DILAÇÃO PROBATÓRIA. PEDIDO DE DILIGÊNCIA, PERÍCIA OU PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS. Deve-se instruir os autos com elementos de prova que fundamentem os argumentos de defesa de maneira a não deixar dúvida sobre o que se pretende demonstrar. Presentes os elementos de convicção necessários à solução da lide, e não se desincumbindo o contribuinte no momento processual adequado do ônus que lhe competia, indefere-se o pedido de dilação probatória para obtenção de prova documental, por não restar demonstrado a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por referir-se a fato ou direito superveniente ou destinar-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas, na exata dicção do art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235/72.

turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Sep 04 00:00:00 UTC 2023

numero_processo_s : 11080.733456/2012-75

anomes_publicacao_s : 202309

conteudo_id_s : 6926402

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 04 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 2003-004.925

nome_arquivo_s : Decisao_11080733456201275.PDF

ano_publicacao_s : 2023

nome_relator_s : WILDERSON BOTTO

nome_arquivo_pdf_s : 11080733456201275_6926402.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente (documento assinado digitalmente) Wilderson Botto - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo Alexandre Lazaro Pinto, Wilderson Botto, Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).

dt_sessao_tdt : Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2023

id : 10068620

ano_sessao_s : 2023

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:07:48 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592235593728

conteudo_txt : Metadados => date: 2023-08-29T12:15:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-08-29T12:15:51Z; Last-Modified: 2023-08-29T12:15:51Z; dcterms:modified: 2023-08-29T12:15:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-08-29T12:15:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-08-29T12:15:51Z; meta:save-date: 2023-08-29T12:15:51Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-08-29T12:15:51Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-08-29T12:15:51Z; created: 2023-08-29T12:15:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2023-08-29T12:15:51Z; pdf:charsPerPage: 2192; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-08-29T12:15:51Z | Conteúdo => S2-TE03 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11080.733456/2012-75 Recurso Voluntário Acórdão nº 2003-004.925 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária Sessão de 25 de julho de 2023 Recorrente CARLOS CAETANO BLEDORN VERRI Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2009 RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. CARNÊ-LEÃO. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE PELO RECOLHIMENTO. CONJUNTO PROBATÓRIO INSUFICIENTE. Os rendimentos de aluguéis recebidos por pessoa física de outra pessoa física são tributados mensalmente, descontadas as despesas alusivas ao seu regular recebimento previstas na legislação, competindo ao locador promover o recolhimento do imposto pelo carnê-leão. Mantém-se o lançamento quando o conjunto probatório produzido não se presta a confirmar a ocorrência da retenção do imposto deduzido na declaração de ajuste anual. MULTA DE MORA. PREVISÃO LEGAL. INCIDÊNCIA. A multa de ofício tem como base legal o art. 61, caput e § 2º da Lei 9.430/96, segundo o qual, nos casos de lançamento de ofício, será aplicada a multa de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20%, sobre os débitos decorrentes de tributos e contribuições não pagos nos prazos previstos na legislação de regência. Enquanto vigentes, os dispositivos legais devem ser cumpridos, principalmente em se tratando da administração pública, cuja atividade está atrelada ao princípio da estrita legalidade. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões administrativas, mesmo as proferidas pelo CARF e as judiciais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência senão aquele objeto da decisão, à exceção das decisões do STF deliberando sobre a inconstitucionalidade da legislação. PAF. DILAÇÃO PROBATÓRIA. PEDIDO DE DILIGÊNCIA, PERÍCIA OU PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS. Deve-se instruir os autos com elementos de prova que fundamentem os argumentos de defesa de maneira a não deixar dúvida sobre o que se pretende demonstrar. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 73 34 56 /2 01 2- 75 Fl. 141DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-004.925 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733456/2012-75 Presentes os elementos de convicção necessários à solução da lide, e não se desincumbindo o contribuinte no momento processual adequado do ônus que lhe competia, indefere-se o pedido de dilação probatória para obtenção de prova documental, por não restar demonstrado a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por referir-se a fato ou direito superveniente ou destinar-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas, na exata dicção do art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente (documento assinado digitalmente) Wilderson Botto - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo Alexandre Lazaro Pinto, Wilderson Botto, Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida (fls. 67/69): Mediante Notificação de Lançamento, Demonstrativos e Descrição dos Fatos, de fls. 09 a 13, exige-se do contribuinte acima qualificado o recolhimento da importância de R$ 10.511,88, calculados até 28/09/2012, em virtude da constatação de infringência a dispositivos legais, referente ao ano-calendário de 2008, descrita a seguir. 1. A autoridade lançadora detectou Dedução Indevida a Título de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no valor de R$ 6.865,58. Enquadramento Legal: art. 12, inciso V da Lei n° 9.250/1995; arts. 7º, §§ 1º e 2º, 87, inciso IV, § 2º, do Decreto nº 3.000/1999 (RIR/99), fl. 11. O contribuinte apresentou impugnação, de fls. 02 a 04, alega ter declarado o IRRF corretamente das fontes pagadoras Clovis Batista Sperotto Junior - CPF: 457.423.160-20, no valor de R$ 5.948,67, e Degar Auditores – CNPJ: 93.246.528/0001-26, no valor de R$ 916,91, e apresentou documentação. Solicita, ao final, o cancelamento da exigência fiscal. A decisão de primeira instância, por unanimidade, manteve parcialmente o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2009 Fl. 142DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-004.925 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733456/2012-75 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - ALUGUEL -DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL - O Imposto de Renda Retido na Fonte, devidamente comprovada a sua retenção e/ou o seu recolhimento pela Pessoa Jurídica pagadora dos seus rendimentos de aluguel, pode o contribuinte pleitear a compensação em sua declaração de ajuste anual no respectivo exercício do recebimento. Cientificado da decisão, em 11/03/2014 (fls. 73/74), o contribuinte, por procuradora habilitada interpôs, em 08/04/2014, recurso voluntário em extenso arrazoado (fls. 77/99), alegando em apertada síntese, que o imposto de renda em face do contrato de locação firmado com Clóvis Batista Sperotto Júnior, foi retido e recolhido aos cofres públicos, ao teor do comprovante de rendimentos emitido pelo locatário na condição de fonte pagadora e já carreado aos autos, o qual foi elaborado em conformidade com o art. 87, § 2º do RIR/99, devendo ser acatada a compensação declarada. Cita jurisprudência do CARF neste sentido. Reforça e repisa acerca da responsabilidade da fonte pagadora pelo cumprimento da obrigação tributária, registrando que já pagou o imposto devido, uma vez que sofreu o desconto do IRRF sobre os aluguéis recebidos mensalmente, ao teor dos DARF pagos pelo locatário, portanto não deu causa a irregularidade apontada, agindo no caso de boa-fé, adotando zelo e prudência normais. Requer, ao final, seja cancelado o débito fiscal reclamado, incluindo-se aí a multa de mora aplicada. Protesta, ainda, pela produção de todos os meios de prova admitidos, sobretudo documental e diligências junto à RFB, visando atestar e certificar a realização da retenção e recolhimento do imposto devido em face do contrato de locação firmado. Instrui a peça recursal com os documentos de fls. 100/137. É o relatório. Voto Conselheiro Wilderson Botto - Relator. Admissibilidade O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, razões por que dele conheço e passo à sua análise. Preliminares Não foram alegadas questões preliminares no presente recurso. Mérito Da compensação indevida do imposto de renda sobre rendimentos de aluguéis recebidos de pessoa física: O litígio recai sobre a dedução indevida do imposto de renda sobre rendimentos de aluguéis recebidos de pessoa física, no valor de R$ 5.948,67, em face da revisão da Fl. 143DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2003-004.925 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733456/2012-75 DAA/2009, buscando, por oportuno, nessa seara recursal, obter nova análise do processado, no sentido do afastamento da glosa da dedução operada. Pois bem. Em que pese as alegações suscitadas, do cotejo dos documentos carreados aos autos, atendo-se aos fundamentos contidos no voto condutor da decisão recorrida (fls. 67/69) e aliado às informações contidas na notificação de lançamento (fls. 9/13), não há como prosperar a pretensão recursal. Assim, considerando que o Recorrente, nesta fase recursal, não trouxe novas alegações contundentes a modificar o julgado – limitando-se basicamente em alegar que a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto retido competiu exclusivamente ao locatário que lhe forneceu inclusive o informe de rendimentos, além escorar-se nos documentos emitidos pela imobiliária administradora do imóvel locado, sem contudo trazer aos autos, como lhe competia, as guias DARF código 0190, atestando a efetividade das retenções realizadas, cujos recolhimentos competem exclusivamente ao locador, servindo a declaração da imobiliária apenas para confirmar a comissão paga pelos serviços por ela prestados, não sendo hábil para comprovar a retenção tributária – me convenço do acerto da decisão recorrida, pelo que adoto como razão de decidir os fundamentos lançados no voto condutor (fls. 68), mediante transcrição dos excertos abaixo, à luz do disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do RICARF: Analisando a documentação acostada aos autos e as argumentações do contribuinte, verificamos que este anexou os comprovantes de rendimentos pagos das fontes pagadoras Clovis Batista Sperotto Junior - CPF: 457.423.160-20, com retenção de imposto no valor de R$ 5.948,67, e Degar Auditores - CNPJ: 93.246.528/0001-26, no valor de R$ 916,91. Contudo não há previsão legal para retenção na fonte para recebimento de aluguel de fonte pagadora “pessoa física”, somente para recebimento de pessoa jurídica. Para recebimento de pessoa física, o contribuinte tem que recolher o imposto por meio do “carne-leão” e não há nos autos prova que isto foi efetuado, conforme Decreto nº 3.000/1999 (RIR/99), art. 620 e seguintes. Portanto, o contribuinte só pode pleitear a compensação do IR retido na Fonte pela fonte pessoa jurídica Degar Auditores – CNPJ: 93.246.528/0001-26, no valor de R$ 916,91, em sua DIRPF/2009, não podendo ser aceita retenção por pessoa física para efeitos de compensação, por falta de previsão legal. (...) Salientamos que a responsabilidade pelas informações na declaração anual é do Contribuinte, que deve manter em boa guarda todos os elementos de provas necessários para quando solicitado pelo Fisco. De fato, da análise dos autos não há qualquer indício de prova consistente da retenção alegada, sujeita ao recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão) sob responsabilidade do locador, ao teor da legislação de regência (art. 106, IV do RIR/99). Ademais, não foram apresentados cópia de cheques, comprovantes de depósitos e/ou transferências bancárias, enfim, outros meios probatórios hábeis a demonstrar o efetivo recebimento dos aluguéis declarados, mesmo que pelo valor líquido mensal creditado e/ou repassado, não sendo suficiente para tanto informe de rendimentos, declarações ou extratos fornecidos pela imobiliária contratada e pelo locatário/pessoa física (fls. 14 e 29/31), por falta de previsão legal neste sentido. Com efeito, à mingua de comprovação hábil e consistente acerca da ocorrência da retenção do imposto declarado, mediante recolhimentos mensais obrigatórios (carnê-leão) via DARF código 0190, devido sobre os aluguéis pagos por Clóvis Batista Sperotto Júnior – aliado ao fato de não há registros da espécie lançados nas DAA/2009 original e retificadoras (fls. 38/64), o que reforça a inexistência da retenção tributária que se pretende compensar – corretos o Fl. 144DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2003-004.925 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733456/2012-75 lançamento e a decisão recorrida, restando ao Recorrente arcar com o pagamento do imposto não comprovadamente retido, razão pela qual mantenho subsistente o crédito tributário em litígio. Quanto à multa de mora aplicada sobre o crédito tributário remanescente, sua incidência equivalente à taxa de 0,33%, por dia de atraso, limitada a 20%, decorre de expressa previsão legal (art. 61, caput e § 2º da Lei nº 9.430/96), não podendo ser reduzida e nem dispensada, cabendo a fiscalização aplicá-la, sob pena de violação do dever funcional, por força do art. 142 do CTN. Portanto, escorreita e legal é a conduta fiscal no particular. Enquanto vigentes, os dispositivos legais devem ser cumpridos, principalmente em se tratando da administração pública, cuja atividade está atrelada ao princípio da estrita legalidade. Em relação ao entendimento jurisprudencial trazido para justificar as pretensões recursais, o mesmo, nesta seara, é improfícuo, porquanto as decisões, mesmo que colegiadas, sem um normativo legal que lhe atribua eficácia, não se traduzem em normas complementares do Direito Tributário, e somente vinculam as partes envolvidas nos litígios por elas resolvidos. No que tange ao pedido de dilação probatória, com especial destaque para a realização de diligência no sentido de apurar eventual retenção/recolhimento do IR por parte da pessoa física locatária, não vislumbro a necessidade de sua realização, visto que o processo se encontra suficientemente instruído e é contundente a demonstrar a sujeição passiva. Ademais, no processo fiscal a produção probatória somente se justifica se necessária à formação de convicção do julgador (art. 18 do Decreto nº 70.235/72), o que se torna despiciendo no presente feito. Por fim, cabe relembrar que o lançamento rege-se por expressa determinação legal, sendo portanto, a atividade fiscal, vinculada e obrigatória, na exata dicção do art. 142 do CTN, competindo ao Fisco revisar a declaração de ajuste, calcular a exigência e constituir o crédito tributário ou ajustar o imposto a restituir declarado, sob pena de responsabilidade funcional. Conclusão Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso, para manter o lançamento remanescente e as alterações decorrentes realizadas na base de cálculo do imposto de renda. É como voto. (documento assinado digitalmente) Wilderson Botto Fl. 145DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2003-004.925 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11080.733456/2012-75 Fl. 146DF CARF MF Original

score : 1.0
10074173 #
Numero do processo: 11065.001008/2009-00
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2008 RELAÇÃO JURÍDICA CONSIDERADA. PRIMAZIA DA VERDADE MATERIAL. Configurada a interposição injustificada de empresa, com indevida redução de recolhimento das contribuições devidas, pode e deve a fiscalização efetivar o enquadramento devido, com suporte na verdade material demonstrada, com o correto direcionamento do pólo passivo tributário. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-001.592
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 09 09:00:01 UTC 2023

anomes_sessao_s : 201206

camara_s : 2ª SEÇÃO

ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2008 RELAÇÃO JURÍDICA CONSIDERADA. PRIMAZIA DA VERDADE MATERIAL. Configurada a interposição injustificada de empresa, com indevida redução de recolhimento das contribuições devidas, pode e deve a fiscalização efetivar o enquadramento devido, com suporte na verdade material demonstrada, com o correto direcionamento do pólo passivo tributário. Recurso Voluntário Negado

turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS

numero_processo_s : 11065.001008/2009-00

conteudo_id_s : 6928149

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 06 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 2803-001.592

nome_arquivo_s : Decisao_11065001008200900.pdf

nome_relator_s : OSÉAS COIMBRA

nome_arquivo_pdf_s : 11065001008200900_6928149.pdf

secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).

dt_sessao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012

id : 10074173

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:07:52 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592242933760

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1386; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE03  Fl. 1          1             S2­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11065.001008/2009­00  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2803­01.592  –  3ª Turma Especial   Sessão de  19 de junho de 2012  Matéria  Contribuições Previdenciárias  Recorrente  CALÇADOS VALE LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias  Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2008    RELAÇÃO  JURÍDICA  CONSIDERADA.  PRIMAZIA  DA  VERDADE  MATERIAL.  Configurada  a  interposição  injustificada  de  empresa,  com  indevida  redução  de  recolhimento  das  contribuições  devidas,  pode  e  deve  a  fiscalização  efetivar  o  enquadramento  devido,  com  suporte  na  verdade  material  demonstrada, com o correto direcionamento do pólo passivo tributário.      Recurso Voluntário Negado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).    assinado digitalmente  Helton Carlos Praia de Lima ­ Presidente.     assinado digitalmente  Oséas Coimbra ­ Relator.     Fl. 214DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 2          2     Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de  Lima,  Oséas  Coimbra  Júnior,  Gustavo  Vettorato,  Amílcar  Barca  Teixeira  Júnior,  Natanael  Vieira dos Santos e Osmar Pereira Costa.  .     Fl. 215DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 3          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  interposto  contra  decisão  da  Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o auto de infração lavrado,  referente  a  contribuições  de  terceiros,  devidas  em  razão  de  a  fiscalização  ter  considerado  os  empregados  de  GUSTAVO  LEHNEN  CALÇADOS  com  vínculo  efetivo  com  EMPRESA  CALÇADOS VALE LTDA, em razão de simulação de terceirização.  A  Decisão­Notificação  –  fls  250  e  ss,  conclui  pela  improcedência  da  impugnação apresentada, mantendo o auto de infração lavrado.  Inconformada com a decisão,  apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte:  •  O fundamento utilizado para realizar o aqui guerreado procedimento  fiscal teve como fundamento Leis Ordinárias e Decretos já revogados,  ou  seja,  tal  autuação  fora  procedida  sem  amparo  legal.  A  suposta  legitimação  ao  fiscal  se  deu  pela  Lei  11.098/05,  esta  atribui  competência para o Agente Fiscal do INSS para fiscalizar, arrecadar e  lançar débitos contra o sujeito passivo e tal norma subsistiu até a sua  revogação, dada pela Lei 11.501/07  •  O  agente  fiscal  fazendário  considerou  que  as  empresas,  na  verdade,  trata­se  de  sistema  de  pré­montagem  uma  da  outra,  com  total  dependência  econômica,  por  isso  descaracterizou  a  relação  empresarial entre elas.  •  Indevida desconsideração da personalidade jurídica.  •  Falta  do  devido  processo  legal.  Ao  não  realizar  o  chamamento  da  empresa  Gustavo  Lenhen  Calçados  para  defender­se  de  eventual  responsabilidade, o agente fiscal não procedeu no estrito cumprimento  da  legalidade oportunizando a possibilidade de defesa, devendo, por  isso,  o  presente  auto  de  infração  ser  anulado  por  falha  quanto  aos  termos fundamento acima.  •  Não  incide  contribuição  previdenciária  sobre  parcela  indenizatória,  como  é  o  caso  do  ressarcimento  ao  empregado,  mediante  comprovação,  de  despesas  com  combustível  e  quilômetro  rodado  despendidos por força do serviço, por exemplo.  •  Descabimento da taxa selic  •  Requer seja acolhido o presente recurso para reconhecer a nulidade do  auto de lançamento por falta de fundamentação legal, seja quanto aos  termos  da  autuação,  seja  pela  desconsideração  da  personalidade  jurídica das empresas e a realização de confusão entre elas. E, por fim  que  seja  extinto  o  suposto  débito  fiscal  lançado,  cassando  a decisão  administrativa ora recorrida.  Fl. 216DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 4          4 É o relatório.  Fl. 217DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 5          5 Voto             Conselheiro Oséas Coimbra    Dos  fatos narrados,  temos que  a discussão principal  cinge­se  a decidir  se  a  empresa  GUSTAVO  LEHNEN  CALÇADOS  exercia  regular  atividade  comercial  ou  fora  criada com a mera intenção de desviar o pólo ativo da relação empregatícia de CALÇADOS  VALE LTDA, servindo apenas como intermediário formal entre os empregados e a recorrente.  O relatório fiscal aponta o seguinte:  1.  Sr.GUSTAVO  LEHNEN,  CPF  811.107.400­00  é  filho  de  Liberto  José Lehnen  e Maria Neiva Lehnen  (ANEXO  III),  únicos  sócios  da  Empresa Calcados Vale Ltda.  2.  O  faturamento  de  .GUSTAVO  LEHNEN  é  oriundo  exclusivamente  de vendas a CALÇADOS VALE.  3.  CALÇADOS  VALE  financia  praticamente  sozinha  a  atividade  de  GUSTAVO LEHNEN, especialmente para o pagamento de salários  4.  Nos  anos  de  2006,  2007  e  2008,  o  faturamento  de  GUSTAVO  LEHNEN  não  foi  suficiente  para  pagar  sequer  a  mão­de­obra  empregada  5.  A empresa Gustavo Lehnen é na verdade o sistema de pré montagem  da Calçados Vale com outro CNPJ. Ou seja, a desverticalização feita  pela  Calçados  Vale,  ocorreu  só  no  papel.  Com  isso,  Um  dos  benefícios que a empresa Calçados Vale Ltda obteve desta forma, foi  o ingresso de seu sistema de Pré Montagem de Calçados (atualmente  com quase 200 empregados) no Sistema SIMPLES (ANEXO VIII), a  partir de abril de 2006  6.  GUSTAVO  LEHNEN  não  possui  prédios,  não  paga  aluguel  de  imóveis, não possui equipamentos, a conta de insumos é irrisória, não  compra  matéria  ­  prima,  não  paga  telefone,  energia  elétrica,  nem  água.  7.  Embora  com endereço  distinto  (Rua Santa Terezinha  165)  a mesma  funciona  na  prática  dentro  do Parque  da Calçados Vale,  à Rua Gal.  Nascimento  Vargas  309,  ocupando  as  mesmas  instalações  fabris  sendo  em  realidade  o  sistema  de  pré  montagem  de  calcados  da  Calcados Vale, operando com esta em sistema de produção contínua,  o que foi por nós constatado pelos Auditores Eduardo Godoy e Eduardo  Dias Porto e confirmado pelo próprio advogado Dr João Daniel.  Fl. 218DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 6          6 8.  Concluindo a auditoria que:  a.  A empresa Gustavo Lehnen ao longo de sua existência produz  de forma Cativa para a empresa Calçados Vale Ltda   b.  A empresa Gustavo Lehnen tem total dependência econômica  da Calçados Vale Ltda.  c.  A  empresa  Gustavo  Lehnen  opera  dentro  das  mesmas  instalações de produção da Calçados Vale, sendo exatamente o  processo de pré montagem de Calçados desta Empresa  d.  A  empresa  Gustavo  Lehnen  é  na  verdade  o  sistema  de  pré  montagem  da  Calçados  Vale  com  outro  CNPJ.  Ou  seja,  a  desverticalização  feita  pela  Calçados  Vale,  ocorreu  só  no  papel.   e.  Nessa  sistemática,  a  empresa  Calçados  Vale  Ltda  obteve  o  transverso  ingresso  de  seu  sistema  de  Pré  Montagem  de  Calçados (atualmente com quase 200 empregados) no Sistema  SIMPLES, a partir de abril de 2006.  f.  Ficam  assim  descaracterizadas  as  relações  empresariais  de  Produção  e  Comércio  efetuadas  entre  as  Empresas  Calçados  Vale Ltda e Gustavo Lehnen, já que em realidade, uma é parte  do sistema de produção da outra.  Dos que posto, a recorrente consigna:  1.  O fundamento utilizado para realizar o aqui guerreado procedimento  fiscal teve como fundamento Leis Ordinárias e Decretos já revogados,  ou  seja,  tal  autuação  fora  procedida  sem  amparo  legal.  A  suposta  legitimação  ao  fiscal  se  deu  pela  Lei  11.098/05,  esta  atribui  competência para o Agente Fiscal do INSS para fiscalizar, arrecadar e  lançar débitos contra o sujeito passivo e tal norma subsistiu até a sua  revogação, dada pela Lei 11.501/07  2.  O  agente  fiscal  fazendário  considerou  que  as  empresas,  na  verdade,  trata­se  de  sistema  de  pré­montagem  uma  da  outra,  com  total  dependência  econômica,  por  isso  descaracterizou  a  relação  empresarial entre elas.  3.  Indevida desconsideração da personalidade jurídica.  4.  Falta  do  devido  processo  legal.  Ao  não  realizar  o  chamamento  da  empresa  Gustavo  Lenhen  Calçados  para  defender­se  de  eventual  responsabilidade, o agente fiscal não procedeu no estrito cumprimento  da  legalidade oportunizando a possibilidade de defesa, devendo, por  isso,  o  presente  auto  de  infração  ser  anulado  por  falha  quanto  aos  termos fundamento acima.  Fl. 219DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 7          7 5.  Não  incide  contribuição  previdenciária  sobre  parcela  indenizatória,  como  é  o  caso  do  ressarcimento  ao  empregado,  mediante  comprovação,  de  despesas  com  combustível  e  quilômetro  rodado  despendidos por força do serviço, por exemplo.  6.  Descabimento da taxa Selic.  As  razões  trazidas  pela  recorrente  não  são  suficientes  a  afastar  o  que  constatado pela fiscalização fazendária, senão vejamos.    DA LAVRATURA – COMPETÊNCIA LEGAL  Sobre a competência do Auditor Fiscal para a lavratura de Autos de Infração,  a Lei nº 11.457, de 16 de março de 2007 esclarece a matéria:  Art. 2o Além das competências atribuídas pela legislação vigente  à  Secretaria  da  Receita  Federal,  cabe  à  Secretaria  da  Receita  Federal  do Brasil  planejar,  executar,  acompanhar  e avaliar  as  atividades  relativas  a  tributação,  fiscalização,  arrecadação,  cobrança e recolhimento das contribuições sociais previstas nas  alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de  24 de  julho de 1991, e das  contribuições  instituídas a  título de  substituição.  (...)  § 3o As obrigações previstas na Lei no 8.212, de 24 de julho de  1991,  relativas  às  contribuições  sociais  de  que  trata  o  caput  deste  artigo  serão  cumpridas  perante  a  Secretaria  da  Receita  Federal do Brasil.  (...)  “Art.  6º  São  atribuições  dos  ocupantes  do  cargo  de  Auditor­ Fiscal da Receita Federal do Brasil:  I ­ no exercício da competência da Secretaria da Receita Federal  do Brasil e em caráter privativo:  a)  constituir,  mediante  lançamento,  o  crédito  tributário  e  de  contribuições;  b) elaborar e proferir decisões ou delas participar em processo  administrativo­fiscal,  bem  como  em  processos  de  consulta,  restituição  ou  compensação  de  tributos  e  contribuições  e  de  reconhecimento de benefícios fiscais;  c)  executar  procedimentos  de  fiscalização,  praticando  os  atos  definidos na legislação específica, inclusive os relacionados com  o  controle  aduaneiro,  apreensão  de  mercadorias,  livros,  documentos, materiais, equipamentos e assemelhados;  d)  examinar  a  contabilidade  de  sociedades  empresariais,  empresários,  órgãos,  entidades,  fundos  e  demais  contribuintes,  Fl. 220DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 8          8 não  se  lhes  aplicando  as  restrições  previstas  nos  arts.  1.190  a  1.192 do Código Civil  e observado o disposto no art.  1.193 do  mesmo diploma legal;  e)  proceder  à  orientação  do  sujeito  passivo  no  tocante  à  interpretação da legislação tributária;  f)  supervisionar  as  demais  atividades  de  orientação  ao  contribuinte;  A  base  legal  para  a  competência  do  Auditor  autuante  foi  a  retrocitada  lei.  Dessa  feita,  fica  demonstrado  que  o  Auditor  autuante  tinha  o  necessário  respaldo  legal  à  lavratura do presente auto.    DA TAXA SELIC   A cobrança de juros está prevista em lei específica da previdência social, art.  34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito.   Art.34.  As  contribuições  sociais  e  outras  importâncias  arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de  lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento,  ficam  sujeitas  aos  juros  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema Especial de Liquidação e de Custódia­SELIC, a que se  refere  o  art.  13  da  Lei  nº  9.065,  de  20  de  junho  de  1995,  incidentes  sobre  o  valor  atualizado,  e multa  de mora,  todos  de  caráter  irrelevável.  (Artigo  restabelecido,  com  nova  redação  dada  e  parágrafo  único  acrescentado  pela  Lei  nº  9.528,  de  10/12/97)  Parágrafo  único.  O  percentual  dos  juros  moratórios  relativos  aos  meses  de  vencimentos  ou  pagamentos  das  contribuições  corresponderá a um por cento.  Nesse  sentido  já  se  posicionou  o  STJ  no  Recurso  Especial  n  °  475904,  publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado:  PROCESSUAL  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO.  EXECUÇÃO  FISCAL.  CDA.  VALIDADE.  MATÉRIA  FÁTICA.  SÚMULA  07/STJ.  COBRANÇA  DE  JUROS.  TAXA  SELIC.  INCIDÊNCIA.  A  averiguação  do  cumprimento  dos  requisitos  essenciais  de  validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória,  situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da  Súmula  07/STJ. No  caso  de  execução de dívida  fiscal,  os  juros  possuem  a  função  de  compensar  o  Estado  pelo  tributo  não  recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC  estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não  há confronto  com o art.  161, § 1º,  do CTN. A aplicação de  tal  Taxa  já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da  sua  instituição,  isto é, 1º/01/1996.  (REsp 439256/MG). Recurso  especial  parcialmente  conhecido,  e  na  parte  conhecida,  desprovido.  Fl. 221DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 9          9 Este  Conselho  Administrativo  já  tem  a  matéria  sumulada,  de  seguimento  obrigatório por seus membros:  Súmula  CARF  nº  4:  A  partir  de  1º  de  abril  de  1995,  os  juros  moratórios  incidentes  sobre  débitos  tributários  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  são  devidos,  no  período  de  inadimplência,  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação e Custódia ­ SELIC para títulos federais.  Pondo  fim  a  essa  discussão,  o  STF,  em  sede  de  repercussão  geral,  no  julgamento do RE 582461/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, em 18.5.2011, decidiu ser legítima a  incidência da Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso.  Dessa feita, foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal.    DAS PARCELAS INDENIZATÓRIAS  Além  de  não  haver  descrição  acerca  de  quais  parcelas  indenizatórias  a  recorrente  se  refere,  tal  tema  não  foi  objeto  da  impugnação  apresentada,  acarretando  a  preclusão  de  sua  discussão,  nos  termos  do  art.  17  do  decreto  70.235/72,  sendo  vedado  ao  contribuinte  suscitar  nova  contenda  em  sede  recursal,  em  razão  do  trânsito  em  julgado  administrativo.  Senão vejamos jurisprudência deste Colegiado  (...)  MATÉRIA PRECLUSA – Questões não provocadas a debate em  primeira  instância,  quando  se  instaura  a  fase  litigiosa  do  procedimento  administrativo,  com  a  apresentação  da  petição  impugnativa inicial, e somente vêm a ser demandadas na petição  de recurso, constituem matérias preclusas das quais não se toma  conhecimento,  por  afrontar  o  princípio  do  duplo  grau  de  jurisdição  a  que  está  submetido  o  Processo  Administrativo  Fiscal.  Recurso  negado.  Por  unanimidade  de  votos,  NEGAR  provimento  ao  recurso.  Processo  nº.  :  13808.000955/2002­93  Recurso nº.: 156.154. Sessão de: 12 de setembro de 2007.  NORMAS  PROCESSUAIS  ­  MATÉRIA  NÃO  ABORDADA  NA  FASE IMPUGNATÓRIA ­ PRECLUSÃO – À inteligência do art.  14  do Decreto  70.235,  de 1972,  considera­se  preclusa,  na  fase  recursal,  matéria  não  questionada  na  fase  impugnatória  e  não  tratada  na  decisão  recorrida.(...)  Acórdão  n°  102­48.152.  Processo  11080.001460/2005­41.  Sessão  de  25  de  janeiro  de  2007  MATÉRIA PRECLUSA  ­ O  julgamento  administrativo  inicia­se  com o exame do lançamento sobre o qual pode falar o julgador  independentemente  de  argumentação  por  parte  do  sujeito  passivo. Admitida a legalidade do ato, questões não provocadas  a  debate  em  primeira  instância,  quando  se  instaura  a  fase  lítígíosa do procedimento administrativo, com a apresentação da  Fl. 222DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 10          10 petição  ímpugnatíva  inicial,  constituem matérias  preclusas  das  quais não pode o Conselho tomar conhecimento, por afrontar o  princípio  do  duplo  grau  de  jurisdição  a  que  está  submetido  o  Processo Administrativo Fiscal. O não enfrentamento da matéria  na inicial implica em concordância tácita do contribuinte com o  tributação do valor omitido,  sendo "extra petíta" a decisão que  afasta a exigência. Recurso de ofício provido. (Câmara Superior  de Recursos Fiscais ­ Primeira Turma/ ACÓRDÃO n.° CSRF/01­ 03.351 de 17/04/2001, publicado no D.O.U de 28/09/2001)  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  FISCAL.  PRECLUSÃO.  Considera­se  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada  na  impugnação,  não  competindo  ao  Conselho  de  Contribuintes  apreciá­la  (Decreto  no  70.235/72,  art.  17,  com  a  redação  dada  pelo  art.  67  da Lei  no  9.532/97).  Processo nº. : 10280.004214/2002­80    MATÉRIA  NÃO  IMPUGNADA  NO  PRAZO  ­  PRECLUSÃO  ­  NÃO INSTAURAÇÃO DO CONTENCIOSO Considerar­se­á não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada  pelo  impugnante  no  prazo  legal.  O  contencioso  administrativo  fiscal  só  se  instaura  em  relação  àquilo  que  foi  expressamente contestado na impugnação apresentada de forma  tempestiva. Processo nº.  35464.002340/2006­04    MATÉRIA PRECLUSA – Questões não provocadas a debate em  primeira  instância,  quando  se  instaura  a  fase  litigiosa  do  procedimento  administrativo,  com  a  apresentação  da  petição  impugnativa inicial, e somente vêm a ser demandadas na petição  de recurso, constituem matérias preclusas das quais não se toma  conhecimento,  por  afrontar  o  princípio  do  duplo  grau  de  jurisdição  a  que  está  submetido  o  Processo  Administrativo  Fiscal. Processo nº. : 15374.004371/2001­89    MATÉRIA NÃO IMPUGNADA – PRECLUSÃO – Nos termos do  art.  17  do  Decreto  70235/72,  a  matéria  não  contestada  pelo  sujeito  passivo  está  fora  do  litígio  e  o  crédito  tributário  a  ela  relativo  torna­se  consolidado.  Processo  nº.  :   11516.001652/2005­91    RECURSO  VOLUNTÁRIO  –  MATÉRIA  NÃO  IMPUGNADA  –  PRECLUSÃO  –  é  preclusa  a  discussão  em  sede  recursal  de  matéria para a qual não houve impugnação, tendo como efeito a  constituição  definitiva  do  crédito  tributário  no  âmbito  administrativo. Processo nº. : 10980.008007/2003­98    Fl. 223DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 11          11 MATÉRIA  INCONTROVERSA.  Considera­se  incontroversa  a  matéria objeto de recurso, quando não impugnada em primeiro  grau. Processo nº. :  10540.000616/2003­88    DA RELAÇÃO JURÍDICA CONSIDERADA  O minucioso relatório fiscal descreve situação onde fica patente o desvio das  relações jurídicas envolvidas.  A (i) relação familiar entre os sócios, (ii) a insuficiente geração de receita de  Gustavo  Lehnen,  com  total  dependência  econômica  da Calçados  Vale  Ltda,  sua  principal  ­  para não dizer exclusiva financiadora ­  (iii) o compartilhamento do mesmo espaço industrial,  (iii)  o  não  pagamento  de  despesas  essenciais  como  aluguel,  energia,  etc,  (iiiii)  a  atividade  desempenhada por Gustavo Lehnen, configurando verdadeira extensão de linha de produção de  Calçados Vale, com os favores advindos do Sistema Simplificado Tributário, tudo considerado,  deságua no convencimento da  ilegalidade da  interposição  tentada,  tendo a  fiscalização agido  com  o  acerto  que  a  situação  impunha,  dissecando  a  realidade  que  ora  restou  configurada,  afastando a relação meramente formal que se tentava representar.  Assim  sendo,  tenho  como  correta  a  decisão  de  primeiro  grau,  cujo  excerto  transcrevo e incorporo a este voto.  Os acontecimentos descritos no relatório fiscal evidenciam uma  situação  fática  completamente  divergente  da  situação  jurídica.  Por  meio  dos  mesmos,  em  consonância  com  a  autoridade  lançadora,  é  possível  firmar  a  convicção  de  que  a  empresa  TERCEIRIZADA  optante  pelo  SIMPLES,  constitui  empresa  interposta  utilizada  pela  empresa  PRINCIPAL  para  contratar  empregados com redução de encargos previdenciários.  Não se trata aqui de configuração de vínculo empregatício, pois  o mesmo existe de forma evidente, vê­se que os formalismos dos  contratos  de  trabalho  foram  observados  junto  a  empresa  terceirizada, todavia nas relações trabalhistas deve prevalecer a  situação fática, sendo aplicável, ao caso, o princípio da primazia  da realidade sobre a forma. Por esse princípio a realidade fática  prevalece  sobre  qualquer  instrumento  formal  utilizado  para  documentar o contraio, pois as circunstâncias e o cotidiano na  relação  empregatícia  pode  ser  diversa  daquilo  que  ficou  documentado. A essência do ato jurídico é o fato e não a forma,  no  caso,  convence  a  fiscalização  que  o  efetivo  empregador  diverge da formalidade aparente.  Assim,  respaldado  no  princípio  da  primazia  da  realidade,  nas  normas  previstas  nos  artigos  9º    e  444  da CLT,  no Enunciado  331 do TST, artigo 142 do CTN, art. 33 da Lei n° 8.212/1991 e  229 § 2 o do Regulamento da Previdência Social­ RPS, aprovado  pelo Decreto n° 3.048/1999,  impõe­se à  fiscalização, no uso de  sua  atribuição  funcional,  a  desclassificação  do  vínculo  empregatício  dos  empregados  da  empresa  terceirizada  e  o  reconhecimento  de  vinculação  com  a  empresa  locadora  dos  Fl. 224DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 12          12 serviços,  com  a  conseqüente  exigência  legal  das  contribuições  previdenciárias.  Ao  contrário  do  que  afirma  a  autuada a  fiscalização  de  forma  diligente  e  cuidadosa  narrou  a  situação  fática  com  riqueza  de  detalhes,  bem  como  os  escorou  na  escrituração  contábil  da  terceirizada,  configurando­se,  desta  forma,  em  elementos  robustos de confirmação da situação presenciada.  O  acusatório  fiscal  teve  como  suporte  para  o  presente  lançamento,  o  convencimento  de  que  o  propósito  da  empresa  autuada  era  de  criar  uma  situação  jurídica  com  vistas  a  dissimular os fatos geradores das contribuições previdenciárias.  Verifica­se  pelas  informações  extraída  dos  autos,  que  o  convencimento  foi  formado  levando­se  em  conta  dados  e  fatos  detectados pelo auditor fiscal no decorrer do procedimento, que  para isto, utilizou recursos vistos e colhidos junto às empresas.  De  tudo  isso,  verifica­se  que  a  autuada  visando  gozar  indevidamente  dos  benefícios  do  SIMPLES,  terceirizou  irregularmente,  por  meio  de  empresa  utilizada  e  criada  exclusivamente  para  tal  finalidade,  mão­de­obra  de  sua  atividade­fim. Acórdão 09­34.542 ­ 5a Turma ­ DRJ/JFA  Finalmente, não vislumbro cerceamento de defesa, uma vez que a recorrente  teve  disponibilizados  todos  os  meios  legais  para  o  pleno  desempenho  da  mesma,  que  foi  inteiramente exercida, o que inclusive se constata pela profundidade das peças apresentadas. O  devido processo legal foi devidamente observado, participando do pólo passivo da autuação a  entidade empresarial considerada e efetivamente comprovada como empregadora.    CONCLUSÃO  Pelo  exposto,  voto  por  conhecer  do  recurso  e,  no  mérito,  nego­lhe  provimento.      assinado digitalmente  Oséas Coimbra ­ Relator.                              Fl. 225DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.001008/2009­00  Acórdão n.º 2803­01.592  S2­TE03  Fl. 13          13   Fl. 226DF CARF MF Documento de 13 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1019.11436.DMCU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por OSEAS COIMBRA JUNIOR em 21/06/2012 13:26:07. Documento autenticado digitalmente por OSEAS COIMBRA JUNIOR em 21/06/2012. Documento assinado digitalmente por: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 24/06/2012 e OSEAS COIMBRA JUNIOR em 21/06/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 17/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP17.1019.11436.DMCU Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: FB23023A78143A49F8AF680929109708E1BBBE58 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11065.001008/2009-00. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

score : 1.0
10078712 #
Numero do processo: 13609.720487/2011-12
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Fri Sep 08 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Ano-calendário: 2009 EMENTA OMISSÃO DE RENDIMENTO. ALEGADO ERRO DE CLASSIFICAÇÃO DOS VALORES DECLARADOS PELAS FONTES PAGADORAS. AUSÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL EM SENTIDO CONTRÁRIO. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO-RECORRIDO. Ausentes provas de suposto erro de classificação atribuída pelas fontes pagadoras aos valores em questão (resgate antecipado de contribuições previdenciárias complementares vs. mútuo - “empréstimo”), deve-se manter o reconhecimento da omissão de rendimentos identificada pela autoridade lançadora.
Numero da decisão: 2001-006.014
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honorio Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Buschinelli Sorrentino - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Rocha Paura, Thiago Buschinelli Sorrentino, Honorio Albuquerque de Brito (Presidente).
Nome do relator: THIAGO BUSCHINELLI SORRENTINO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 09 09:00:01 UTC 2023

anomes_sessao_s : 202306

ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Ano-calendário: 2009 EMENTA OMISSÃO DE RENDIMENTO. ALEGADO ERRO DE CLASSIFICAÇÃO DOS VALORES DECLARADOS PELAS FONTES PAGADORAS. AUSÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL EM SENTIDO CONTRÁRIO. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO-RECORRIDO. Ausentes provas de suposto erro de classificação atribuída pelas fontes pagadoras aos valores em questão (resgate antecipado de contribuições previdenciárias complementares vs. mútuo - “empréstimo”), deve-se manter o reconhecimento da omissão de rendimentos identificada pela autoridade lançadora.

turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Sep 08 00:00:00 UTC 2023

numero_processo_s : 13609.720487/2011-12

anomes_publicacao_s : 202309

conteudo_id_s : 6930319

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 08 00:00:00 UTC 2023

numero_decisao_s : 2001-006.014

nome_arquivo_s : Decisao_13609720487201112.PDF

ano_publicacao_s : 2023

nome_relator_s : THIAGO BUSCHINELLI SORRENTINO

nome_arquivo_pdf_s : 13609720487201112_6930319.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honorio Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Buschinelli Sorrentino - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Rocha Paura, Thiago Buschinelli Sorrentino, Honorio Albuquerque de Brito (Presidente).

dt_sessao_tdt : Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2023

id : 10078712

ano_sessao_s : 2023

atualizado_anexos_dt : Sat Sep 16 09:08:00 UTC 2023

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1777184592246079488

conteudo_txt : Metadados => date: 2023-08-16T19:08:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-08-16T19:08:38Z; Last-Modified: 2023-08-16T19:08:38Z; dcterms:modified: 2023-08-16T19:08:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-08-16T19:08:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-08-16T19:08:38Z; meta:save-date: 2023-08-16T19:08:38Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-08-16T19:08:38Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-08-16T19:08:38Z; created: 2023-08-16T19:08:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2023-08-16T19:08:38Z; pdf:charsPerPage: 1412; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-08-16T19:08:38Z | Conteúdo => S2-TE01 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13609.720487/2011-12 Recurso Voluntário Acórdão nº 2001-006.014 – 2ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 27 de junho de 2023 Recorrente WAINER DE ANDRADE NETHER Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Ano-calendário: 2009 EMENTA OMISSÃO DE RENDIMENTO. ALEGADO ERRO DE CLASSIFICAÇÃO DOS VALORES DECLARADOS PELAS FONTES PAGADORAS. AUSÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL EM SENTIDO CONTRÁRIO. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO-RECORRIDO. Ausentes provas de suposto erro de classificação atribuída pelas fontes pagadoras aos valores em questão (resgate antecipado de contribuições previdenciárias complementares vs. mútuo - “empréstimo”), deve-se manter o reconhecimento da omissão de rendimentos identificada pela autoridade lançadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honorio Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Buschinelli Sorrentino - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Rocha Paura, Thiago Buschinelli Sorrentino, Honorio Albuquerque de Brito (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 72 04 87 /2 01 1- 12 Fl. 69DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-006.014 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13609.720487/2011-12 Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Para o(a) contribuinte acima identificado(a), foi lavrada a Notificação de Lançamento (fls. 15 a 19), relativa ao Exercício 2010, exigindo R$ 5.603,11 de imposto de renda pessoa física suplementar, R$ 4.202,33 de multa de ofício (passível de redução) e R$ 430,87 de juros de mora (calculados até 31/01/2011), tendo em vista a constatação de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, no montante de R$ 22.021,08 (Fundação Forluminas de Seguridade Social Forluz – R$ 21.905,03 e CEMIG – R$ 116,05). Cientificado(a) da notificação, o(a) contribuinte apresentou a SRL de fls. 27/28, alegando, em síntese, que o valor de R$ 21.905,03, tido por omitido, refere-se a um saldo remanescente de empréstimo devido à Forluz, descontado pela CEMIG no termo de rescisão de contrato. Tal justificativa não foi acatada pela autoridade fiscal, que indeferiu a SRL (fl. 22), argumentando que “Conforme DIRF e SRL do contribuinte constata-se que o contribuinte não declarou o rendimento recebido da fonte pagadora CNPJ 06.981.176/0001- 58 – CEMIG GERAÇÃO e TRANSMISSÃO S.A (rend. R$ 116,05) e o contribuinte declarou a menor o rendimento recebido de resgate prev. privada sendo a fonte pagadora CNPJ 16.539.926/0001-90 – FUNDAÇÃO FORLUMINAS DE SEGURIDADE SOCIAL FORLUZ (rend. De R$ 136.248,50).” Inconformado com o indeferimento da SRL, o contribuinte protocolou a impugnação de fls. 03 a 06, da qual se extraem os seguintes fragmentos: “1. Com relação aos rendimentos declarados em DIRF pela fonte pagadora Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz, no importe de R$ 136.248,50 (cento e trinta e seis mil, duzentos e quarenta e oito reais e cinqüenta centavos), cabe esclarecer que: • Trata-se de reembolso pelo impugnante a título de Previdência Complementar no período em que o mesmo era empregado da empresa Cemig Geração e Transmissão S.A. • A Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz é mantida pela CEMIG e por contribuições recolhidas dos funcionários da CEMIG. • O impugnante realizou, aproximadamente no ano de 2003, resgate antecipado de parte de suas contribuições no importe, devidamente atualizado, de R$ 21.905,03 (vinte e um mil, novecentos e cinco reais e três centavos), valor este que foi deduzido diretamente nos valores recebidos a título de indenizações trabalhistas. • Em virtude de um erro no preenchimento da DIRF por parte da Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz, a mesma não realizou o desconto dos valores resgatados anteriormente pelo impugnante, os quais foram devidamente tributados pelo Imposto de Renda na Fonte, na época do efetivo resgate, tendo lançado na DIRF o valor Total resgatado no ano de 2009, somando-se com o valor resgatado anteriormente, uma vez que a CEMIG fez o referido desconto na Rescisão Trabalhista. • Tais alegações podem ser facilmente percebidas através da análise dos descontos efetuados no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho, do impugnante onde traz o desconto de R$ 21.905,03 (vinte e um mil, novecentos e cinco reais e três centavos), sob o título de Empréstimo Forluz, porém, mais uma vez, foi cometido um equívoco por parte da fonte pagadora ao lançar o referido desconto sob o título de empréstimo Forluz, quando o correto seria desconto de resgates antecipados FORLUZ. 2. Com relação aos rendimentos declarados em DIRF pela fonte pagadora Cemig Geração e Transmissão SA, no importe de R$ 116,05 (cento e dezesseis reais e Fl. 70DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-006.014 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13609.720487/2011-12 cinco centavos), o impugnante esclarece que realmente não realizou o lançamento do referido valor em sua DIRPF, sendo, devido os valores apurados.” A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido. Cientificado da decisão de primeira instância, o sujeito passivo interpôs este Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que houve prescrição intercorrente e que os valores tributados caracterizam-se como resgate antecipado no âmbito de rescisão trabalhista, e não um empréstimo. É o relatório. Voto Conselheiro(a) Thiago Buschinelli Sorrentino - Relator(a) O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço parcialmente. Não conheço das razões recursais e do respectivo pedido, pertinente à declaração administrativa de prescrição intercorrente, por incompetência (Súmula CARF 02). Passo ao exame de mérito. A questão de fundo devolvida ao conhecimento deste Colegiado consiste em decidir-se se os valores tidos por omitidos são tributáveis ou não. A autoridade lançadora identificou a omissão de dois ingressos patrimoniais do recorrente, assim dispostos (fls. 17): 1. Fundação Forluminas de Seguridade Social Forluz, R$ 21.905,03 2. Cemig Geração e Transmissão S.A., R$ 116,05. O órgão julgador de origem manteve o reconhecimento das omissões, com base nos seguintes fundamentos 1 : 1 Lê-se no acórdão-recorrido, verbatim: "Ora, tais documentos não se prestam a comprovar a ocorrência do suposto resgate antecipado em 2003 nem sua devida tributação. Ademais, em pesquisas realizadas nos sistemas da RFB, consta, para o AC2003, apenas DIRF, enviada pela CEMIG, com rendimentos do trabalho assalariado; nada sobre resgate de previdência (fls. 42/43). No mesmo compasso, as informações prestadas pelo contribuinte na DIRPF/2004 não evidenciam a existência de resgate para o período (vide fls. 40/41). Também, apenas com base nesses documentos, não resta demonstrado o alegado equívoco que teria sido cometido pela fonte pagadora ao lançar sob o título de Empréstimo Forluz, o que de fato, segundo argumentação passiva, corresponderia a resgates antecipados. Com efeito, os documentos colacionados pelo interessado ratificam a notificação, já que o valor bruto indicado no comprovante de rendimentos emitido pela Forluz, coincide com o apontado em DIRF e, consequentemente, no lançamento. Tão pouco pode se admitir como exclusão da base de cálculo do IR, por falta de previsão legal, os gastos com pagamento de empréstimo, rubrica sob a qual informou a CEMIG o valor de R$ 21.905,03 no Termo de Rescisão." Fl. 71DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-006.014 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13609.720487/2011-12 a. Os documentos apresentados pelo recorrente, Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho, Comunicação a empregado desligado e Comprovante de Rendimentos, não registram o resgate antecipado de contribuições previdenciárias, tampouco a respectiva tributação; b. O recorrente não declarou tais resgates no momento oportuno (DAA/DIRPF 2004); c. As declarações emitidas pelas fontes pagadoras reforçam a classificação dos valores controvertidos como rendimentos tributáveis ou como pagamentos para os quais não há previsão de dedução (quitação de mútuo). Em resposta, o recorrente afirma que a leitura de tais documentos permite reconhecer a correta classificação jurídica dos valores, verbis (fls: 57): As alegações podem se facilmente comprovadas através da análise dos descontos efetuados no termo de rescisão do Contrato de trabalho no montante de. R$ 21.905,03, valor idêntico ao montante tido por omitido, caracterizando um resgate antecipado e não um empréstimo. Ocorre que o termo de rescisão registra o desconto de R$ 21.905,31 como “Empréstimo Forluz”. Os demais documentos e informações constantes dos autos, como a falta de declaração dos supostos resgates e as declarações de pagamento e retenção emitidas pelas fontes, não permitem infirmar a classificação como quitação de mútuo. Por outro lado, não demonstrado que a obtenção dos dados adicionais perante as fontes pagadoras ser-lhe-ia impossível ou desproporcionalmente onerosa, não faz sentido acolher o requerimento do recorrente para ampliação da instrução probatória. Ante o exposto, CONHEÇO do recurso voluntário e NEGO-LHE PROVIMENTO. É como voto. (documento assinado digitalmente) Thiago Buschinelli Sorrentino Fl. 72DF CARF MF Original

score : 1.0