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Numero do processo: 10580.722884/2013-50
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 26 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Tue Nov 21 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2010
DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA - NECESSIDADE DE HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL.
Pode ser deduzida na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte o aumento no valor da pensão alimentícia paga em virtude de acordo entre alimentando e alimentado deve ser homologado pela justiça para que produza seus efeitos legais.
Numero da decisão: 2002-008.084
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Marcelo de Sousa Sateles - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Freitas de Souza Costa - Relator(a)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Freitas de Souza Costa, Thiago Alvares Feital, Marcelo de Sousa Sateles (Presidente).
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
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Pode ser deduzida na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte o aumento no valor da pensão alimentícia paga em virtude de acordo entre alimentando e alimentado deve ser homologado pela justiça para que produza seus efeitos legais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo de Sousa Sateles - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Freitas de Souza Costa - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Freitas de Souza Costa, Thiago Alvares Feital, Marcelo de Sousa Sateles (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física - IRPF, referente ao exercício 2010, ano-calendário 2009. Foi AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 28 84 /2 01 3- 50 Fl. 163DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2002-008.084 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.722884/2013-50 apurado imposto suplementar no valor de R$ 3.300,00, acrescido de multa de ofício e juros de mora. O lançamento decorreu da constatação da seguinte infração: Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial - glosa do valor de R$ 12.000,00, efetuada por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Glosa de valores excedentes ao determinado na conversão da ação de separação judicial em divórcio. São dedutíveis na declaração de ajuste apenas as importâncias pagas a título de pensão alimentícia, conforme normas do Direito de Família, sempre em decorrência de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. As despesas com instrução e as despesas médicas pagas pelo alimentante, em nome do alimentando, em razão de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente,podem ser deduzidas em seus campos próprios, observado o limite anual relativo às despesas com instrução. A descrição dos fatos e o enquadramento legal encontram-se na Notificação de Lançamento. Depois da regular ciência do lançamento, o contribuinte apresenta a Impugnação (fls. 02/04) e documentos comprobatórios. O impugnante protesta pelo direito ao restabelecimento das despesas glosadas, pois se referem a pagamento(s) efetuado (s) a título de pensão alimentícia, inclusive a prestação de alimentos provisionais, conforme as normas do direito de família, em decorrência de decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou de escritura pública, no caso de divórcio consensual. Alega, ainda, que além da pensão alimentícia fixada em R$ 2.000,00 a ser paga à Ana Claudia Bezerra Costa também ficou responsável pelo pagamento de outros itens como mensalidades escolares e atividades correlatas, bem como plano de saúde e outras. É o relatório. Cientificado da decisão de primeira instância em 26/05/2015, o sujeito passivo interpôs, em 15/06/2015, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que: a) o acordo homologado judicialmente para o pagamento de pensão alimentícia está comprovado nos autos b) os pagamentos de pensão alimentícia estão comprovados nos autos É o relatório. Voto Conselheiro Marcelo Freitas De Souza Costa - Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço O litígio recai sobre as deduções efetuadas pelo contribuinte à título de pensão alimentícia. Tendo em vista que a recorrente trouxe em sua peça recursal basicamente os mesmos argumentos deduzidos na impugnação, nos termos do art. 57, § 3º do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09/06/2015, com a redação dada pela Portaria MF nº 329, de 04/06/2017, reproduzo no presente voto a decisão de 1ª instância com a qual concordo e que adoto: Fl. 164DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2002-008.084 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.722884/2013-50 A impugnação atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 7.574, de 2011, sendo tempestiva, motivo pelo qual dela se toma conhecimento, para examinar as razões trazidas pelo sujeito passivo. A legislação de regência autoriza a dedução pretendida, nos termos do disposto no Regulamento do Imposto de Renda – RIR/1999 aprovado pelo Decreto nº 3000/1999: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). ... Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). § 1º A partir do mês em que se iniciar esse pagamento é vedada a dedução, relativa ao mesmo beneficiário, do valor correspondente a dependente. ... A legislação tributária estabelece que a dedução de despesas com Pensão Alimentícia deve preencher dois requisitos legais. O primeiro, a comprovação do pagamento aos alimentandos. O segundo, que tais pagamentos sejam realizados em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, ou decorrentes de previsão estabelecida em escritura pública de separação/divórcio consensual. Do exame dos autos, resta comprovado o direito à dedução da Pensão Alimentícia Judicial apenas no valor limite de R$ 24.000,00 (obrigação de pagamento mensal no valor de R$ 2.000,00), já acatado pela fiscalização, conforme acordo homologado judicialmente e comprovantes de depósitos acostados às fls. 100/117. Conforme já mencionado na Notificação de Lançamento, as despesas com instrução e as despesas médicas pagas pelo alimentante, em nome do alimentando, em razão do acordo homologado judicialmente, podem ser deduzidas em seus campos próprios, observado o limite anual relativo às despesas com instrução. Cumpre ressaltar que, de acordo com a documentação comprobatória anexada aos autos pelo contribuinte em resposta à intimação, o valor à titulo de despesas com instrução do alimentando Saul Fingergut já foi incluído na declaração do contribuinte, e não constam outros documentos de despesas relativas ao alimentando. Dessa forma, deve ser mantida a glosa efetuada no valor de R$ 12.000,00. Diante do exposto, voto pela IMPROCEDÊNCIA da impugnação, mantendo o crédito tributário apurado. Vanessa Ramalho Martins Bettamio - Relatora Como se depreende dos autos e o próprio recorrente confirma em seu recurso, houve um aumento no valor da pensão sem que fosse levado para homologação judicial o suposto acordo que teria reajustado referida pensão. Logo, não poderia ser deduzido este aumento sem uma decisão judicial que lhe desse amparo. Conclusão Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, Negar- lhe Provimento. (documento assinado digitalmente) Marcelo Freitas De Souza Costa Fl. 165DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2002-008.084 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.722884/2013-50 Fl. 166DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10830.007266/2004-04
Turma: Quarta Turma Especial
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 28 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003
IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. INSUMOS ISENTOS, NÃO-TRIBUTADOS OU TRIBUTADOS A ALÍQUOTA ZERO.
Ressalvados os casos específicos previstos em lei, não geram
direito ao crédito do IPI os insumos não tributados, tributados
alíquota zero ou adquiridos sob regime de isenção.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 294-00.079
Decisão: ACORDAM os membros da QUARTA TURMA ESPECIAL do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: MAGDA COTTA CARDOZO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. INSUMOS ISENTOS, NÃO-TRIBUTADOS OU TRIBUTADOS A ALÍQUOTA ZERO. Ressalvados os casos específicos previstos em lei, não geram direito ao crédito do IPI os insumos não tributados, tributados alíquota zero ou adquiridos sob regime de isenção. Recurso Voluntário Negado
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CRÉDITOS BÁSICOS. INSUMOS ISENTOS, NÃO- TRIBUTADOS OUTRIBUTADOS A-ALÍQUOTA-ZERO. • Ressalvados os casos específicos previstos em lei, não geram direito ao crédito do IPI os insumos não tributados, tributados aliquota zero ou adquiridos sob regime de isenção. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da QUARTA TURMA ESPECIAL do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. — a 9 -3f; HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente eLf0 MG DA COTTA CARDOZO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Renata Auxiliadora Marcheti e Amo Jerke Júnior. IMF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM 0 ORIGINAL Brasilia, (31 / / 0 s/17 Necy Batista dos Reis Mal Siape 91g06 Processo n° 10830.007266/2004-04 Acórdão n.° 294-00.079 Relatório Trata-se de pedido de ressarcimento de crédito de IPI, atualizado monetariamente pela Selic, relativo ao segundo trimestre de 2003, no qual se pleiteia o creditamento de insumos adquiridos sob o regime de isenção (fls. 01, 02 e 33 a 41). A DRF em Campinas - SP indeferiu o pleito sob o argumento de que "os produtos contemplados com imunidade, isenção de IPI ou classificados, na Tipi, em uma das posições beneficiadas com aliquota zero não geram direito ao crédito desse imposto na entrada do estabelecimento" (fis. 46/47). 0 contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 52 a 67), alegando em sua defesa, em síntese, que: 1. 0 artigo 153, §3", inciso II da Constituição estabelece o princípio da não-cunzulatividade do IPI, devendo a tributação incidir apenas sobre o que foi agregado; 2. 0 sistema estabelecido pela legislação do IPI viola tal princípio; _ . 3. Com base no principio constitucional citado, não resta dúvida quanto ao direito ao crédito do contribuinte na aquisição de produtos isentos; 4. Ao contrário do disposto em relação ao ICMS (artigo 155, § 2', Ilda Constituição), no IPI não há limitação ao crédito no caso de aquisição de produtos isentos; 5. Tal entendimento é adotado pelo STF e pelo CC, conforme julgados citados. A DRJ em Ribeirao Preto - SP manteve o indeferimento do pedido (fls. 70 a 81) sob os mesmos argumentos constantes do Despacho Decisório, nos termos da ementa abaixo transcrita: DIREITO AO CRÉDITO. INSUMOS ISENTOS, NA -0 TRIBUTADOS OU TRIBUTADOS A ALiQUOTA- ZERO. É inadmissível, por total ausência de previsão legal, a apropriação, na escrita fiscal do sujeito passivo, de créditos do imposto alusivos a insumos isentos, não tributados ou sujeitos ci aliquota zero, uma vez que inexiste montante do imposto cobrado na operação anterior. INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para declarar a inconstitucionalidade da lei e dos atos infralegais. 0 contribuinte apresentou, tempestivamente, recurso voluntário (fls. 84 a 101), alegando em sua defesa as mesmas razões apresentadas na manifestação de inconformidade. o Relatório. -/ 2 Processo n° 10830.007266/2004-04 Acórdão n.° 294 -00.079 Voto I OAF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM 0 ORIGINAL Brasilia, 007— / 2—V12 ()) Ne Vila dos Reis Mai Siapc I Conselheira MAGDA COTTA CARDOZO, Relatora 0 recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele conheço. Conforme se constata a partir do relatório acima, a única questão trazida pelo contribuinte em seu recurso diz respeito ao direito a creditamento de IPI relativo a insumos adquiridos com isenção. Em outras palavras, faz-se necessário determinar se os estabelecimentos contribuintes do IPI tern direito ao ressarcimento de créditos deste imposto, referentes à aquisição de matéria-prima isenta, estando tal questão diretamente ligada ã. interpretação do principio constitucional da não-cumulatividade. 0 principio constitucional da não-cumulatividade do IPI se traduz no direito de o contribuinte abater do imposto devido na saída do produto do estabelecimento industrial o valor do IPI que incidira na operação anterior. Ou seja, o direito de compensar o imposto que --------- lhe foi cobrado na aquisição dos insumos (matéria-prima; - produto intermedidrió - e -Material -de--- embalagem) com o devido pela saída de produto tributado de seu estabelecimento. Tal principio foi estabelecido pelo artigo 153, § 3 0, inciso II da Constituição: Art. 153. Compete it União instituir impostos sobre: (.) IV - produtos industrializados; (.) 300 imposto previsto no inciso IV: (.) II - set-6 não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores; (.) Em atendimento ao principio constitucional, o Código Tributário Nacional - CTN estabelece, em seu artigo 49 e parágrafo único, as diretrizes aplicáveis à lei que disponha sobre o referido imposto: Art. 49. 0 imposto é não-cumulativo, dispondo a lei de forma que o montante devido resulte da diferença a maior, em determinado período, entre o imposto referente aos produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados. Parágrafo único. 0 saldo verificado, em determinado período, em favor do contribuinte, transfere-se para o período ou períodos seguintes. 3 Processo n° 10830.007266/2004-04 Acórdão n.° 294-00.079 Necy• atista dos Reis O legislador or i+14Fios—ittendAlitles4g-nliretrites—e , sta eleceu o sistema de créditos que, regra geral, confere ao contribuinte o direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações anteriores (IPI destacado nas notas fiscais de aquisição dos produtos entrados em seu estabelecimento), a fim de ser compensado com o aquele devido nas operações de saída dos produtos tributados de seu estabelecimento, em um mesmo período de apuração, sendo que, se em detenninado período os créditos excederem aos débitos, o excesso será transferido para o período seguinte. A lógica da não-cumulatividade do IPI, prevista no referido artigo 49, bem como no artigo 81 do RIPI/82, e posteriormente no artigo 146 do Decreto n° 2.637/98, 6, portanto, compensar do imposto a ser pago na operação de saída do produto tributado do estabelecimento industrial ou equiparado o valor do IPI já incidente sobre os produtos nele entrados (operação anterior). Destaque-se que ate o advento da Lei no 9.779199, caso os produtos fabricados saíssem do estabelecimento na condição de não tributados, tributados à aliquota zero, ou gozando de isenção do imposto, não havendo débito na saída, conseqüentemente não se poderia utilizar os créditos básicos referentes aos insumos (entradas), considerando não existir imposto a ser compensado (devido na saída). 0 principio da não-cumulatividade so se justifica nos casos em que haja débitos e créditos a serem compensados . mutuamente._____ IMF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Brasilia, 04- / I l, Essa é a regra trazida pelo artigo 25 da Lei no 4.502/64, reproduzida pelo artigo 82, inciso I do RIPI/82 e, posteriormente, pelo artigo 147, inciso I do RIP1/1998, c/c artigo 174, inciso I, alínea "a" do Decreto n° 2.637/98. Abaixo transcreve-se o referido artigo 82: Art. 82. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se: do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, exceto as de aliquota zero e os isentos, incluindo-se, entre as matérias-primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente. Da mesma forma, a regra acima vale para os casos em que as entradas foram desoneradas da incidência do imposto, isto 6, quando as aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem não foram oneradas pelo IPI, pois não há o que compensar, vez que o sujeito passivo não arcou com o correspondente ônus. Cabe destacar que o dispositivo legal acima confere o direito ao crédito do imposto relativo aos insumos utilizados em produtos tributados, restando claro que a premissa básica da não-cumulatividade do IPI reside, justamente, na compensação do tributo pago na operação anterior com aquele devido na operação seguinte. 0 texto constitucional é taxativo em garantir a compensação do imposto devido em cada operação com o montante cobrado na anterior. Se no caso em análise não houve a cobrança do tributo na operação de entrada do insumo em virtude de isenção, não há que se falar em não-cumulatividade, nem tampouco em direito a crédito. 4 Processo n° 10830.007266/2004-04 Acórdão n.° 294-00.079 Brasilia, itIF - SEGUNDO CONSEIHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL QZ. (7 91806 N atista dos Reis Miii S' utação-do-WII-relativarnerrte-A-não-cumulatividade, Ressalte-se, ainda, está centrada na sistemática conhecida como "imposto contra imposto" (imposto pago na entrada contra imposto devido a ser pago na saída), e não na denominada "base contra base", (base de cálculo da entrada contra base de cálculo da saída). Esta sistemática (base contra base) é adotada, geralmente, em países nos quais a tributação dos produtos industrializados e de seus insumos se dá pela mesma aliquota, o que não ocorre no Brasil. Havendo coincidência de aliquotas em todo o processo produtivo, a utilização desse sistema caracteriza a tributação sobre o valor agregado, pois em cada etapa do processo produtivo a exação fiscal incidirá sobre a parcela agregada, devendo o sujeito passivo recolher o valor correspondente A incidência do percentual da aliquota sobre o montante por ele agregado ao produto. Tal situação já não ocorre quando há diferenciação de aliquotas na cadeia produtiva, pois essa diferenciação descaracteriza, por completo, a chamada tributação sobre o valor agregado, uma vez que a exação efetiva incidente em cada etapa depende da oneração fiscal da etapa anterior, isto 6, quanto maior for o percentual do IPI incidente sobre os insumos (entradas), menor será o ônus efetivo desse tributo sobre o produto deles resultantes (saídas). inverso também é verdadeiro: havendo diferenciação de aliquotas nas várias fases do processo produtivo, quanto menor for a tributação sobre as entradás Jrn*rias-primas,...produtos --------- •interriie-didrio-s-e—m-áteriarde- embalagem), maior será o ônus fiscal sobre as saídas (produto industrializado). Conforme demonstrado acima, havendo aliquotas diferenciadas ao longo do processo produtivo, o gravame fiscal efetivo em uma fase da cadeia produtiva é inverso ao da anterior. Por conseguinte, nessa sistemática de imposto contra imposto adotada no Brasil, se uma fase for completamente desonerada, em virtude de aliquota zero, de isenção ou de não tributação pelo IPI, o gravame fiscal será deslocado integralmente para a fase seguinte. Tal sistemática (imposto contra imposto), por certo, não ofende o principio da não-cumulatividade do IPI, uma vez que este principio não assegura a equalização da carga tributária ao longo da cadeia produtiva, nem tampouco confere ao contribuinte o direito ao crédito relativo As entradas (operações anteriores), quando estas não são oneradas pelo tributo em virtude de aliquota zero, isenção ou não-tributação. Na verdade, o texto constitucional garante tão-somente o direito A compensação do imposto devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, sem que seja estabelecida qualquer proporção entre o exigido nas diversas fases do processo produtivo. Desta forma, o fato de haver insumos beneficiados com isenção na composição da base de cálculo do IPI relativo a produto tributado a aliquota positiva não confere ao estabelecimento industrial o direito a crédito a eles referente, como se onerados fossem. Repise-se que a diferenciação de aliquotas do IPI adotada no Brasil gera a incidência de maior ou menor carga tributária nas várias etapas do processo produtivo, ora se concentrando a tributação nos insumos, ora se deslocando para o produto elaborado, de acordo com a política econômica adotada. 0 principio da não-cumulatividade não anula tal desproporção, lembrando que a variação de aliquotas decorre de mandamento constitucional (seletividade em função da essencialidade). ./T 5 MA DA COTTA CARDOZO Processo n° 10830.007266/2004-04 Acórdão n.° 294-00.079 - SEGUNDO CONSFLHO DE CONTRIBUIN1 ES CONFERE COM 0 ORIGINAL Brasilia Mat. SIJ(1C 18t Por todo o exposto, s.14.ii-se--peia-trnpassibill dtrtfltação de créditos de IPI relativos a insumos adquiridos corn isenção, não se verificando em tal conclusão qualquer afronta ou restrição ao principio da não-cumulatividade do imposto, ou a qualquer outro dispositivo constitucional, razão pela qual voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 28 de novembro de 2008. 6
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Numero do processo: 11831.000079/2009-59
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 26 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Wed Nov 29 00:00:00 UTC 2023
Numero da decisão: 2003-000.120
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta promova a regularização processual, (i) instruindo os autos com peças do processo administrativo nº 13031.552716/2023-77, confirmando o pedido de adesão formulado, e também (ii) intime a contribuinte para suprir a incapacidade processual detectada, trazendo a procuração do patrono que subscreve as petições apresentadas (fls. 41/42 e 45), sob pena de não conhecimento dos pedidos formulados por ausência de capacidade postulatória.
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Wilderson Botto - Relator(a)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Rodrigo Alexandre Lazaro Pinto, Wilderson Botto, Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente).
Nome do relator: WILDERSON BOTTO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta promova a regularização processual, (i) instruindo os autos com peças do processo administrativo nº 13031.552716/2023-77, confirmando o pedido de adesão formulado, e também (ii) intime a contribuinte para suprir a incapacidade processual detectada, trazendo a procuração do patrono que subscreve as petições apresentadas (fls. 41/42 e 45), sob pena de não conhecimento dos pedidos formulados por ausência de capacidade postulatória. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Presidente (documento assinado digitalmente) Wilderson Botto - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleber Ferreira Nunes Leite, Rodrigo Alexandre Lazaro Pinto, Wilderson Botto, Ricardo Chiavegatto de Lima (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida (fls. 17/22): Do procedimento de revisão da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física - DIRPF 2006/2005 da contribuinte acima identificada, resultou o presente lançamento de ofício, tendo em vista a redução da base de cálculo em virtude de dedução indevida de despesas médicas, que totalizaram R$ 40.601,00 e de contribuições para previdência privada e Fapi, no valor de R$ 2.695,30 (fls. 03/06). Informa a autoridade fiscal lançadora que a contribuinte não atendeu à intimação fiscal, regularmente efetuada. A contribuinte apresentou impugnação de fls. 01/02, alegando, em síntese, que: RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 18 31 .0 00 07 9/ 20 09 -5 9 Fl. 46DF CARF MF Original Fl. 2 da Resolução n.º 2003-000.120 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11831.000079/2009-59 - é aposentada, não tem qualquer imóvel locado e, embora tenha elaborado sua declaração de IRPF, não tem conhecimento técnico para tanto; - a declaração apresentada está totalmente errada: não ocorreram os rendimentos tributáveis recebidos de pessoas físicas e as despesas médicas informadas, sendo que não houve má-fé da contribuinte; - tanto os rendimentos como as despesas declaradas devem ser excluídos, razão pela qual requer alteração da declaração e nova apuração. É o relatório. A decisão de primeira instância, por unanimidade, manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: Cientificada da decisão, em 31/01/2014 (fls. 27), a contribuinte, em 25/02/2014, interpôs recurso voluntário (fls. 34/35), alegando, em apertada síntese, a ocorrência da prescrição intercorrente, diante do decurso do prazo quinquenal entre a lavratura do lançamento e o julgamento da impugnação apresentada. Alega ainda que não é razoável a imposição de multa pelos erros e equívocos cometidos, dada sua incapacidade técnica ao elaborar sua declaração de ajuste anual. Requer, ao final, o cancelamento do débito fiscal reclamado. Em 21/03/2023, em face da extinção do mandato da conselheira relatora, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, ocorrido em 13/02/2023, o processo foi enviado para novo sorteio (fls. 38), sendo-me distribuído em 25/05/2023, para prosseguimento do julgamento. Em 25/09/2023, peticionou, por meio de procurador constituído, requerendo a desistência do prosseguimento do julgamento e a renúncia das alegações de direito recursais, ao teor do art. 6º, XII, da Portaria RFB nº 247/2022, a fim de possibilitar a inclusão do crédito tributário exigido no Programa de Redução da Litigiosidade Fiscal (PRLF), regulamentado pela Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1/2023, cujo processo administrativo será instaurado em campo próprio do e-processo, bem como a tramitação prioritária com base no Estatuto do Idoso (fls. 41/42). Em 07/10/2023, novamente peticionou, por seu procurador, noticiando a formalização do requerimento da transação tributária por adesão, por intermédio do processo Fl. 47DF CARF MF Original Fl. 3 da Resolução n.º 2003-000.120 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 11831.000079/2009-59 administrativo nº 13031.552716/2023-77, reiterando o sobrestamento do presente feito até ulterior análise do pedido de adesão formulado (fls. 44/45). É o relatório. Voto Conselheiro Wilderson Botto - Relator O litígio recai sobre as deduções indevidas de despesas médicas (R$ 40.601,00) e de previdência privada e FAPI (R$ 2.695,30), apuradas em sede de revisão da DAA/2006, buscando, por oportuno, nessa seara recursal, obter nova análise do processado, com especial destaque para o cancelamento da autuação em face da ocorrência da prescrição intercorrente, pelo longo tempo de tramitação processual decorrido entre a lavratura do lançamento e o julgamento da impugnação apresentada, bem como pela exclusão da multa de ofício aplicada. Ocorre que a contribuinte, interessada principal (fls. 40), por seu procurador, peticionou requerendo a desistência do prosseguimento do feito e a renúncia das alegações de direito suscitadas na peça recursal, a fim de possibilitar a inclusão do crédito tributário apurado no Programa de Redução da Litigiosidade Fiscal (PRLF), regulamentado pela Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1/2023 (fls. 41/42), cujo pleito foi formalizado, segundo alega, no processo administrativo nº 13031.552716/2023-77 (fls. 45) . Todavia, embora regularmente recebidos os pedidos formulados, ao teor dos termos de solicitação de juntada e análise de solicitação de juntada, constato que as petições apresentadas estão subscritas por advogado não habilitado, haja vista que não se encontra nos autos o instrumento conferindo-lhe poderes de representação postulatória perante a instância administrativa, formalidade esta indispensável para atestar a regularidade da legitimidade processual aventada. Conclusão Ante o exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem promova a regularização processual, (i) instruindo os autos com peças do processo administrativo nº 13031.552716/2023-77, confirmando o pedido de adesão formulado, e também (ii) intime a contribuinte para suprir a incapacidade processual detectada, trazendo a procuração do patrono que subscreve as petições apresentadas (fls. 41/42 e 45), sob pena de não conhecimento dos pedidos formulados por ausência de capacidade postulatória. (documento assinado digitalmente) Wilderson Botto Fl. 48DF CARF MF Original
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Numero do processo: 10735.004319/2008-39
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 03 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Tue Nov 14 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Será efetuado lançamento de ofício no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual.
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. PROVA. CONTRIBUINTE OU DEPENDENTES.
As deduções da base de cálculo do imposto de renda a título de despesa médica somente serão aceitas quando restarem comprovadas, mediante documentação hábil e idônea, o respectivo gasto e desde que relacionadas ao contribuinte ou aos seus dependentes.
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR.
Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos.
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTOS RELATIVOS AO TRATAMENTO DO PRÓPRIO CONTRIBUINTE. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO DOS SERVIÇOS MÉDICOS. DESNECESSIDADE.
Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, sendo que tais pagamentos são restritos aos tratamentos médicos do próprio contribuinte ou de seus dependentes, nos termos dos artigos 8º, § 2º, inciso II da Lei nº 9.250/1995 e 80, § 1º, inciso II do Decreto nº 3.000/99.
Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades.
Numero da decisão: 2402-012.233
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário interposto.
(documento assinado digitalmente)
Francisco Ibiapino Luz - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Diogo Cristian Denny Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Diogo Cristian Denny, Gregorio Rechmann Junior, Rodrigo Duarte Firmino, Ana Claudia Borges de Oliveira, Jose Marcio Bittes, Thiago Buschinelli Sorrentino (suplente convocado(a)), Thiago Alvares Feital (suplente convocado(a)), Francisco Ibiapino Luz (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro.
Nome do relator: DIOGO CRISTIAN DENNY
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Será efetuado lançamento de ofício no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. PROVA. CONTRIBUINTE OU DEPENDENTES. As deduções da base de cálculo do imposto de renda a título de despesa médica somente serão aceitas quando restarem comprovadas, mediante documentação hábil e idônea, o respectivo gasto e desde que relacionadas ao contribuinte ou aos seus dependentes. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR. Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTOS RELATIVOS AO TRATAMENTO DO PRÓPRIO CONTRIBUINTE. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO DOS SERVIÇOS MÉDICOS. DESNECESSIDADE. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, sendo que tais pagamentos são restritos aos tratamentos médicos do próprio contribuinte ou de seus dependentes, nos termos dos artigos 8º, § 2º, inciso II da Lei nº 9.250/1995 e 80, § 1º, inciso II do Decreto nº 3.000/99. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades.
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LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Será efetuado lançamento de ofício no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. PROVA. CONTRIBUINTE OU DEPENDENTES. As deduções da base de cálculo do imposto de renda a título de despesa médica somente serão aceitas quando restarem comprovadas, mediante documentação hábil e idônea, o respectivo gasto e desde que relacionadas ao contribuinte ou aos seus dependentes. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR. Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTOS RELATIVOS AO TRATAMENTO DO PRÓPRIO CONTRIBUINTE. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO DOS SERVIÇOS MÉDICOS. DESNECESSIDADE. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, sendo que tais pagamentos são restritos aos tratamentos médicos do próprio contribuinte ou de seus dependentes, nos termos dos artigos 8º, § 2º, inciso II da Lei nº 9.250/1995 e 80, § 1º, inciso II do Decreto nº 3.000/99. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 00 43 19 /2 00 8- 39 Fl. 112DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2402-012.233 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10735.004319/2008-39 juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário interposto. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz - Presidente (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Diogo Cristian Denny, Gregorio Rechmann Junior, Rodrigo Duarte Firmino, Ana Claudia Borges de Oliveira, Jose Marcio Bittes, Thiago Buschinelli Sorrentino (suplente convocado(a)), Thiago Alvares Feital (suplente convocado(a)), Francisco Ibiapino Luz (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro. Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 26.254.56, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. O crédito tributário foi constituído em razão de ter sido verificado, na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, exercício 2007. os seguintes fatos: - Dedução indevida de despesas médicas, no valor de RS 19.394.74. Segundo a Autoridade lançadora a glosa de se deu por falta de comprovação das despesas realizadas. O contribuinte não apresentou comprovantes da Bradesco Saúde e da Unimed Iguaçu Cooperativa de Trabalho Médico Ltda, além de não constar, do recibo emitido por Denise de Assunção Mathias. o beneficiário dos serviços e o endereço do destinatário dos pagamentos realizados. - Omissão de rendimentos de aluguéis recebidos de pessoas físicas, informados em Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias - DIMOB, no valor de RS 30.109,94. - Omissão de rendimentos do trabalho sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 556,22. O contribuinte apresentou a impugnação de fls. 2/7 deste processo digital, concordando com a infração de omissão de rendimentos do trabalho (matéria não impugnada) e contestando as demais infrações. Fl. 113DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2402-012.233 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10735.004319/2008-39 A impugnação apresentada foi julgada procedente em parte. Os julgadores da instância de piso entenderam que: - O sujeito passivo concordou com a omissão rendimentos no valor de RS 556,22 e já efetuou o recolhimento do imposto respectivo. - A simples alegação do sujeito passivo e a declaração prestada pela esposa não possuem carga probante suficiente para afastar a presunção de veracidade da DIMOB. - Deve ser restabelecido o valor de R$ 1.547.14. referente às mensalidades do plano de saúde Bradesco Saúde do próprio contribuinte. Os demais valores pagos a este plano referem-se a despesas de terceiras pessoas que sequer foram arroladas como dependentes do sujeito passivo. - O documento emitido pela Unimed Nova Iguaçu não especifica quem são os beneficiários deste plano de saúde. - O recibo emitido por Denise de Assunpção. além de informar um valor econômico considerável, possui descrição genérica do tipo de serviço prestado. Em razão disso, a autoridade lançadora e julgadora devem ter maior cautela no acatamento desse tipo de despesa, motivando a exigência outros meios de provas mais robustas, tais como cópia de cheques nominativos, extrato bancário, fatura de cartão de crédito etc. O interessado interpôs, em 07/07/2011. o recurso de fls. 58/67, aduzindo, em síntese, que: - não é proprietário de nenhum dos imóveis alugados cujos aluguéis teriam sido omitidos em sua declaração de ajuste anual. Os imóveis geradores da renda são de propriedade da ex-cônjuge, conforme declaração por ela fumada. - junta ao presente recurso o RGI dos dois imóveis, que comprova que a propriedade é de Vivien Josefina Canale e Irmãos. - o legislador ordinário se manifestou claramente sobre as formas de comprovação das despesas médicas, ou seja, através da comprovação do pagamento, que é feita mediante recibo ou nota fiscal. E foi de uma clareza ímpar ao estabelecer: "podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento". - ficou muita clara a intenção do legislador quando determinou que na falta de documentação a comprovação poderá ser feita por cheque nominativo. Em nenhum momento a legislação determina a utilização dos dois meios: é um ou outro e não um e outro. - o documento emitido pela Unimed Nova Iguaçu é hábil a comprovar o efetivo desembolso das despesas. Está revestido de legalidade, uma vez que foi lavrado em papel timbrado da operadora, informa o exercício de competência, está nominativo ao contribuinte e trás a identificação da pessoa que fumou o documento. Ao fim, requer seja acolhido o presente recurso, cancelando-se o débito fiscal reclamado. Em sessão de 21/02/2013, o julgamento foi convertido em diligência, tendo sido, em atendimento, prestadas informações e carreados novos documentos aos autos. Voto Fl. 114DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2402-012.233 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10735.004319/2008-39 Conselheiro Diogo Cristian Denny – Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Com relação à infração referente à omissão de rendimentos de alugueis, o atendimento à diligência foi conclusivo no sentido de que os rendimentos lançados pertencem à cônjuge e foram lançados por ela em sua DIRPF, motivo pelo qual não merece subsistir a autuação. Quanto à infração relacionada à glosa de despesas médicas, verifico que a autuação foi assim fundamentada: Em sede de impugnação, o lançamento foi mantido sob a seguinte justificativa: Fl. 115DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2402-012.233 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10735.004319/2008-39 Não merece reforma a decisão, relativamente ao que fora decidido em relação aos planos de saúde. De outro lado, tenho que a glosa da despesa relacionada à profissional Denise não deve prosperar, porquanto não foi exigida a comprovação do efetivo pagamento pela autoridade lançadora. Quanto à motivação relacionada à falta de endereço do profissional, tenho que deve ser afastada, adotando, para tanto, as razões de decidir do voto do Conselheiro Marcelo Rocha Paura, constante do infracitado excerto do voto prolatado no Acórdão 2001-005.686, de 22/03/2023: No que diz respeito a persistência da ausência do endereçamento do prestador dos serviços nos recibos apresentados, colaciono parcialmente a Solução de Consulta Interna n° 7/2015 que aborda especificamente este caso, trechos in verbis: Portanto, deve ficar claro que a ausência do endereço por si só não acarretaria a glosa da dedução e sim a não aceitação do recibo como meio de prova da despesa médica. A legislação ao descrever os requisitos fundamentais do recibo medico, não limitou os meios de prova do contribuinte, pois poderão ser utilizados outras provas, como por exemplo uma declaração do médico responsável em que conste as informações ausentes no recibo anteriormente apresentado, afastando assim a glosa da despesa. Convém destacar que com base nos princípios da verdade material e da oficialidade, a autoridade administrativa poderá agir de oficio determinando a realização de diligências ou se utilizando de informações existentes na própria Administração. Conforme compreende-se da leitura do art. IX do Decreto n° 70.235, de 1972 e do art. 37 da lei 9.784, de 1999 Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução provera, de oficio, á obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Com base no princípio da Razoabilidade, citado no art. 2° da Lei 9.784/1999, a autoridade competente deve agir com bom senso e prudência, tomando atitudes Fl. 116DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2402-012.233 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10735.004319/2008-39 adequadas a fim de que seja levada em conta a relação de proporcionalidade entre os meios empregados e a finalidade a ser alcançada. Portanto, de acordo com esse princípio, a autoridade competente poderá utilizar de outros meios para comprovação da despesa, seja intimando o contribuinte para que apresente novas provas ou buscando as informações necessárias nos sistemas informatizados da própria Administração, evitando assim o desgaste e o excesso de trabalhos desnecessários nos processos envolvidos. Portanto, a ausência de endereço poderá ser suprida de oficio, já que a autoridade administrativa possui essa prerrogativa de agir de oficio garantida em lei, o que permite que ela se utilize das informações fornecidas pelos próprios contribuintes à Receita Federal do Brasil. Conclusão Dessa forma, conclui-se que: A ausência de endereço nos recibos médicos é razão suficiente para ensejar a não aceitação desse documento como meio de prova das despesas médicas. Entretanto, isso não impede que outras provas sejam utilizadas evitando, assim, a glosa da despesa. Além disso, a autoridade administrativa poderá agir de oficio para suprir a ausência de endereço do prestador do serviço, nos recibos apresentados pelos contribuintes, com a finalidade de serem deduzidas suas despesas médicas, cabendo a ela o julgamento a respeito das informações apresentadas pelos contribuintes, contidas nos sistemas da RFB. Como visto, a Solução de Consulta em destaque demonstra que esta deficiência nos recibos pode ser suprida por outros meios, (por exemplo: declarações) ou de ofício por meio de consulta aos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil. Além disso, quando a ausência de endereço do prestador for a única falha constante do recibo, a jurisprudência contemporânea deste Conselho é majoritária pela sua aceitação, ementas in verbis: Acórdão n" 2802-00.647 – 2ª Turma Especial DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. FALTA DE ENDEREÇO. Sendo o único obstáculo indicado para não acatar os recibos das despesas médicas a ausência do endereço do profissional emitente, tendo sido informado o n" CPF e não havendo qualquer indicio cm desfavor da realização da despesas, deve ser restabelecida a dedução. Recurso provido cm parte. Acórdão 2801-02.205 – 1a Turma Especial GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE. DECLARAÇÃO. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente em recibos, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissào dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, c suficiente para afastar a glosa. Acórdão 2102-002.534 - I a Câmara / 2ª Turma Ordinária DESPESA MÉDICA. COMPROVAÇÃO. RECIBOS. ENDEREÇO DO PROFISSIONAL. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS. A mera falta da indicação do endereço do profissional ou até mesmo a ausência da descrição dos serviços médicos prestados nos recibos apresentados para comprovar despesas médicas não são, por si sós, fatos que permitem á autoridade fiscal glosar a dedução de despesas médicas, mormente quando não há nenhum outro elemento a evidenciar o uso de despesas médicas fictícias. Fl. 117DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 2402-012.233 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10735.004319/2008-39 De outro lado, tenho que a indicação do beneficiário dos serviços só deve ser obrigatória se o paciente for pessoa diversa daquela que efetuou o pagamento das respectivas despesas médicas, porque, do contrário, presume-se que aquele que efetuou o pagamento é o real beneficiário dos serviços médicos. Nesse sentido, confira-se a Solução de Consulta Interna – COSIT nº 23/2013, segundo a qual pode-se presumir que o beneficiário do serviço foi o próprio contribuinte nas hipóteses em que os recibos emitidos pelos respectivos profissionais médicos não indicam ou especificam o beneficiário do serviço, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidade, verbis: Solução de Consulta Interna – COSIT nº 23/2013 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. São dedutíveis, da base de cálculo do IRPF, as despesas médicas realizadas pelo contribuinte, referentes ao próprio tratamento e de seus dependentes, desde que especificadas e comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, podese presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades. No caso de o serviço médico ter sido prestado a dependente do contribuinte, sem a especificação do beneficiário do serviço no comprovante, essa informação poderá ser prestada por outros meios de prova, inclusive por declaração do profissional ou da empresa emissora do referido documento comprobatório. Dispositivos Legais: Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil (CPC), art. 332; Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, art. 8º, inciso II, alínea “a” e § 2º, e Decreto nº 3.000, de 26 de dezembro de 1999 (RIR/1999), art. 80, § 1º, incisos II e III.” (g.n.). Conclusão Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, dar- lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny Fl. 118DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10540.900262/2008-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 30/06/2003
Ementa: APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS DESPACHO HOMOLOGATÓRIO POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DO CRÉDITO. A declaração retificadora possui a mesma natureza e substitui integralmente a declaração retificada. Descaracterizadas às hipóteses em que a retificadora não produz efeitos. 1. Saldos enviados à PGFN para inscrição em DAU. 2. Valores apurados em
procedimentos de auditoria interna já enviados a PGFN. 3. Intimação de início de procedimento fiscal. Recurso Conhecido e parcialmente provido. Retorno dos autos a unidade de jurisdição para apuração do crédito.
Numero da decisão: 3102-001.173
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/06/2003 Ementa: APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS DESPACHO HOMOLOGATÓRIO POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DO CRÉDITO. A declaração retificadora possui a mesma natureza e substitui integralmente a declaração retificada. Descaracterizadas às hipóteses em que a retificadora não produz efeitos. 1. Saldos enviados à PGFN para inscrição em DAU. 2. Valores apurados em procedimentos de auditoria interna já enviados a PGFN. 3. Intimação de início de procedimento fiscal. Recurso Conhecido e parcialmente provido. Retorno dos autos a unidade de jurisdição para apuração do crédito.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1982; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 75 1 74 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10540.900262/200888 Recurso nº 509.845 Voluntário Acórdão nº 310200.173 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 01 de setembro de 2011 Matéria Declaração de Compensação Recorrente Docelar Suermercados Ltda. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/06/2003 Ementa: APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS DESPACHO HOMOLOGATÓRIO POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DO CRÉDITO. A declaração retificadora possui a mesma natureza e substitui integralmente a declaração retificada. Descaracterizadas às hipóteses em que a retificadora não produz efeitos. 1. Saldos enviados à PGFN para inscrição em DAU. 2. Valores apurados em procedimentos de auditoria interna já enviados a PGFN. 3. Intimação de início de procedimento fiscal. Recurso Conhecido e parcialmente provido. Retorno dos autos a unidade de jurisdição para apuração do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente. (assinado digitalmente) ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO Relator. EDITADO EM: 27/09/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes Maya Gomes, Álvaro Almeida Filho e Mara Cristina Sifuentes. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente e m 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por LUIS MARC ELO GUERRA DE CASTRO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário visando a reforma do acórdão nº 1520.261 –4ª Turma da DRJ/SDR, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. De acordo com o relato da decisão recorrida é possível identificar que: O estabelecimento acima identificado formalizou PERDCOMP eletrônica, fls. 08 a 12, visando compensar os débitos nele declarados com o crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior, do tributo de código 6912 – PIS (Programa de Integração Social), referente ao PA de 30/06/2003. A DRF/Vitória da Conquista emitiu Despacho Decisório eletrônico, n° de rastreamento 757696786, de 24/04/2008, fl. 03, não homologando a compensação pleiteada, em face de que o pagamento foi integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Cientificada do despacho decisório em 05/05/2008, conforme informação à fl. 22, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 01 a 02, alegando que: ⇒ efetuou pagamento a maior de valores devidos a título de PIS/Cofins, em face da não aplicação da Lei n° 10.637, de 2002; ⇒ considerando as movimentações da empresa e com espeque na Lei n° 10.637, de 2002, art. 3º, o valor apurado do referido tributo fica limitado R$ 1.773,38. Assim, no período de apuração mencionado foi pago a maior o valor de R$ 5.032,75, que foi objeto de compensação, conforme PERDCOMP às fls. 08 a 12; ⇒ requer, com base nos fatos relatados, o deferimento do processo de compensação. Após analisar a manifestação de inconformidade, decidiu a 4ª Turma da DRJ/SDR, pela improcedência não reconhecendo o direito creditório nos termos da ementa do voto abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/06/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que denegou a restituição, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, deve vir acompanhada dos documentos que indiquem prováveis erros cometidos, no cálculo dos tributos devidos, resultando em recolhimentos a maior. Não apresentada a escrituração contábil/fiscal, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração Fl. 80DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente e m 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por LUIS MARC ELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900262/200888 Acórdão n.º 310200.173 S3C1T2 Fl. 76 3 dos valores registrados em DCTF, mantémse a decisão proferida, sem o reconhecimento de direito creditório, com a conseqüente não homologação das compensações pleiteadas. Inconformada com a decisão acima, a contribuinte apresenta recurso voluntário alegando em síntese que: 1 – Realizou o pagamento a maior do tributo ao não observar os créditos da Lei nº 10.637/2002, referentes às compras do mês; 2 – Como exemplo afirma o recolhimento de R$ 6.865,19 referente ao PIS no mês de junho de 2003 e lançado no diário/razão, entretanto apenas em 2004 foi identificado que naquele mês incidiria PIS/COFINS apenas sobre R$ 309.184,57 e não sobre R$ 339.345,03. Somente após identificar o cálculo errado foi realizada retificação da DCTF. 3 – De acordo com os documentos anexos é possível identificar os créditos referente às compras; É o relatório. Voto Conselheiro Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Conheço do presente recurso por ser tempestivo e por tratar de matéria de competência da terceira sessão. Busca a recorrente em suas razões demonstrar a existência do crédito de PIS a ser compensado com débitos declarados, decorrente do pagamento a maior só constatados após a entrega da DCTF original e posteriormente incluídos na DCTF retificadora. Ora, de acordo o art. 741 da lei nº 9.430/96 com redação dada pela lei nº 10.637/2002, caberá a Secretaria da Receita Federal autorizar a utilização de créditos a serem restituídos ou ressarcidos para tributos e contribuições sob sua administração, já o decreto nº 2.138 de janeiro de 1997, disciplina que o pedido de compensação atenderá procedimento interno, podendo ser a requerimento do contribuinte ou de ofício, nos termos do parágrafo único do art. 1º, in verbis: Decreto n°2.138, de 29 de janeiro de 1997 Art. 1° É admitida a compensação de créditos do sujeito passivo perante a Secretaria da Receita Federal, decorrentes de restituição ou ressarcimento, com seus débitos tributários relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob 1 Art. 74. Observado o disposto no artigo anterior, a Secretaria da Receita Federal, atendendo a requerimento do contribuinte, poderá autorizar a utilização de créditos a serem a ele restituidos ou ressarcidos para a quitação de quaisquer tributos e contribuições sob sua administração Fl. 81DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente e m 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por LUIS MARC ELO GUERRA DE CASTRO 4 administração da mesma Secretaria, ainda que não sejam da mesma espécie nem tenham a mesma destinação constitucional. Parágrafo único. A compensação será efetuada pela Secretaria da Receita Federal, a requerimento do contribuinte ou de oficio, mediante procedimento interno, observado o disposto neste Decreto. Apresentada a DCOMP, a receita federal, possui um prazo de 05(cinco) anos para homologar ou não as compensações nos termos do § 5º art. 74 da lei nº 9.430/96, assim decorrido o período “contado da data da entrega da declaração de compensação” 2 , se não ocorrer nenhuma apreciação da autoridade administrativa, restará tacitamente homologado o pedido, o que de fato não ocorreu no caso dos autos ao ser proferido o despacho decisório. De acordo com o despacho decisório(fls.03) de 24/04/2008, quando da transmissão do PER/DCOMP no valor de R$ 5.032,75, observando o DARF discriminado foi identificado um ou mais pagamentos “mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/COMP”. Acontece que após o despacho decisório, foi realizada a retificação da DCTF, apresentada em 15/05/2008, conforme demonstra recibo de entrega fls. 06, oportunidade em que foram declarados com débitos apurados no 2º trimestres de 2003 os seguintes valores: R$ 357,29(IRPJ), R$ 214,38(CSLL), R$ 5.392,87(PIS/PASEP) e R$ 40.161,60(COFINS). Assim resta analisar a possibilidade de compensar crédito acrescidos em DCTF retificadora mesmo após ciência do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação. O decretolei nº 2.124 de 1984 autorizou, em seu art. 5º3, o Ministro da Fazenda instituir obrigações acessórias relativas a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, sob esse contexto o Ministro delegou sua competência ao Secretário da Receita Federal através da portaria nº 118 de 1984, esse, por sua vez instituiu a Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, através da instrução normativa nº 129/1986, a qual vem sendo modificada ao longo do tempo. No caso dos autos quando da apresentação da DCTF retificadora, estava em vigor a IN/RFB nº 786/2007, estabelecendo as diretrizes a serem seguidas pelas pessoas jurídicas para apresentarem a DCTF e suas retificadoras. Essa instrução definiu em seu art. 11 caput que a retificadora obedecerá as mesmas normas da declaração retificada e a substituirá integralmente, nos termos do § 1º, “e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados”. Ressaltese ainda que o art. 18 da medida provisória nº 218949, também estabelece que a retificação terá a mesma natureza da declaração original, in verbis: 2 Lei nº 9.430/96 art. 74 § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação 3 Decretolei nº 2.124/1984 Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente e m 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por LUIS MARC ELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10540.900262/200888 Acórdão n.º 310200.173 S3C1T2 Fl. 77 5 Art.18.A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. Percebese a princípio a inexistência de óbices para alterar débitos e créditos, entretanto a mesma instrução, logo em seguida, estabelece as hipóteses em que a retificação, não produzirá efeitos, nos termos do § 2º do art. 11 in verbis: §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. De acordo a norma acima, no caso em liça, não existe impedimento para a retificação produzir seus efeitos, pois não há débitos enviados à PGFN e inscritos em dívida ativa, com também não houve procedimento de auditoria ou início de procedimento fiscal e sim indeferimento ao pedido de compensação, assim a DCTF retificadora passa a substituir integralmente a DCTF original, produzindo seus efeitos. Diante do exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário para afastar o impedimento do reconhecimento do direito ao crédito após a DCTFreticadora apresentada posteriormente a intimação do despacho decisório, determinando o retorno do processo a unidade da jurisdição para apuração do crédito pretendido. Sala de sessões 01 de setembro de 2011. (assinado digitalmente) Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Relator Fl. 83DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente e m 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por LUIS MARC ELO GUERRA DE CASTRO 6 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente e m 27/09/2011 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA F, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por LUIS MARC ELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 13822.000029/2003-11
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. LEI Nº 9.363/96. AQUISIÇÕES DE
PESSOAS FÍSICAS.
Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de
recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF conforme o art. 62A do
Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF
nº 586, de 2010, matériasprimas, produtos intermediários e materiais de
embalagem adquiridos de pessoas físicas dão direito ao Crédito Presumido
instituído pela Lei nº 9.363/96.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. IPI SOBRE INSUMOS
O valor do IPI destacado nas notas fiscais relativas às aquisições de insumos
deve ser excluído da apuração do incentivo, porque o IPI não compõe a base
de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO AO MATERIAL APLICADO
NA PRODUÇÃO PRÓPRIA DE INSUMOS.
A legislação referente ao crédito presumido somente admite a inclusão dos
insumos aplicados na produção industrial; não há contemplação de material
aplicado na produção de atividade agrícola.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO A COMBUSTÍVEIS,
ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA.
Não se permite o aproveitamento de créditos relativos a combustíveis,
energia elétrica e a telefonia, visto não possuir relação com a produção
industrial. Sumula CARF nº 19.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRODUTOS INTERMEDIARIOS.
Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e
material de embalagem são aqueles que a legislação aplicável ao IPI admite, não abrangendo os produtos que não tiveram contato físico direto, nem
exerceram diretamente ação no produto industrializado, bem como não inclui
os bens destinados ao ativo permanente.
CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. É cabível a aplicação da taxa
SELIC em casos de cobrança de juros moratórios, conforme a Súmula nº 4
deste egrégio Conselho.
Numero da decisão: 3401-002.025
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria, dar provimento parcial ao recurso quanto às notas fiscais complementares, vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho e Emanuel Carlos Dantas de Assis, que negavam provimento quanto às notas complementares. Por unanimidade, deuse provimento quanto aos insumos adquiridos de pessoas físicas e à selic sobre a parcela ora deferida.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. LEI Nº 9.363/96. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF conforme o art. 62A do Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF nº 586, de 2010, matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de pessoas físicas dão direito ao Crédito Presumido instituído pela Lei nº 9.363/96. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. IPI SOBRE INSUMOS O valor do IPI destacado nas notas fiscais relativas às aquisições de insumos deve ser excluído da apuração do incentivo, porque o IPI não compõe a base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO AO MATERIAL APLICADO NA PRODUÇÃO PRÓPRIA DE INSUMOS. A legislação referente ao crédito presumido somente admite a inclusão dos insumos aplicados na produção industrial; não há contemplação de material aplicado na produção de atividade agrícola. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO A COMBUSTÍVEIS, ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. Não se permite o aproveitamento de créditos relativos a combustíveis, energia elétrica e a telefonia, visto não possuir relação com a produção industrial. Sumula CARF nº 19. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRODUTOS INTERMEDIARIOS. Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são aqueles que a legislação aplicável ao IPI admite, não abrangendo os produtos que não tiveram contato físico direto, nem exerceram diretamente ação no produto industrializado, bem como não inclui os bens destinados ao ativo permanente. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. É cabível a aplicação da taxa SELIC em casos de cobrança de juros moratórios, conforme a Súmula nº 4 deste egrégio Conselho.
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LEI Nº 9.363/96. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF conforme o art. 62A do Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF nº 586, de 2010, matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de pessoas físicas dão direito ao Crédito Presumido instituído pela Lei nº 9.363/96. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. IPI SOBRE INSUMOS O valor do IPI destacado nas notas fiscais relativas às aquisições de insumos deve ser excluído da apuração do incentivo, porque o IPI não compõe a base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO AO MATERIAL APLICADO NA PRODUÇÃO PRÓPRIA DE INSUMOS. A legislação referente ao crédito presumido somente admite a inclusão dos insumos aplicados na produção industrial; não há contemplação de material aplicado na produção de atividade agrícola. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO A COMBUSTÍVEIS, ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. Não se permite o aproveitamento de créditos relativos a combustíveis, energia elétrica e a telefonia, visto não possuir relação com a produção industrial. Sumula CARF nº 19. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRODUTOS INTERMEDIARIOS. Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são aqueles que a legislação aplicável ao IPI admite, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 2. 00 00 29 /2 00 3- 11 Fl. 715DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 não abrangendo os produtos que não tiveram contato físico direto, nem exerceram diretamente ação no produto industrializado, bem como não inclui os bens destinados ao ativo permanente. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. É cabível a aplicação da taxa SELIC em casos de cobrança de juros moratórios, conforme a Súmula nº 4 deste egrégio Conselho. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria, dar provimento parcial ao recurso quanto às notas fiscais complementares,. vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho e Emanuel Carlos Dantas de Assis, que negavam provimento quanto às notas complementares. Por unanimidade, deuse provimento quanto aos insumos adquiridos de pessoas físicas e à selic sobre a parcela ora deferida JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. EDITADO EM: 21/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório Em 14.2.03 a contribuinte Clealco Açúcar e Álcool S/A (CNPJ 45.483.450/000110) protocolou Pedido de Compensação de créditos de IPI no valor de R$ 256.257,69, referente ao período de apuração de jan/03. Em Parecer da Seção de Análise e Orientação Tributária – Saort da Delegacia da Receita Federal em Araçatuba – SP foi parcialmente deferido o Pedido de Ressarcimento. Segundo o Parecer: a) se não há incidência de PIS e COFINS sobre as aquisições feitas de pessoas físicas, nada há de ser ressarcido ao adquirente. Esse é o entendimento confirmado pelo Parecer PGFN/CAT nº 3.092/2002; b) quanto à glosa dos valores relativos às despesas de telefonia e aos demais produtos (calcário, fertilizantes, herbicidas e material intermediário), a glosa está correta, uma vez que tais produtos não foram aplicados no processo de fabricação e, por não integrarem direta ou indiretamente o produto final, não podem ser considerados insumos; Fl. 716DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13822.000029/200311 Acórdão n.º 3401002.025 S3C4T1 Fl. 714 3 c) foi correto o cálculo do percentual de energia elétrica utilizado no processo produtivo feito pelo Auditorfiscal responsável pela diligência. Quanto à cal virgem e aos demais produtos químicos comprovadamente consumidos no processo de produção, também é acertado o ajuste que considerou os estoques iniciais e finais, para chegar ao valor dos insumos efetivamente empregados; d) o IPI destacado nas notas fiscais de aquisição e registrado separadamente na escrituração fiscal não pode fazer parte da base de cálculo do crédito presumido. A contribuinte protocolou Manifestação de Inconformidade, na qual alegou, em síntese, que: a) não deve prosperar o entendimento do Agente fiscal, que transferiu para o presente os valores correspondentes aos insumos glosados no processo administrativo nº 13822.000149/200156, que se referiam a insumos utilizados em produtos inacabados ou acabados e não vendidos. É necessário que o fisco considere os valores reais e integrais dos custos informados, uma vez que os mesmos foram efetivamente utilizados e consumidos no processo produtivo da contribuinte; b) quanto aos insumos adquiridos de pessoa física, o Superior Tribunal de Justiça se manifestou da seguinte forma: “A IN/SRF extrapolou a regra prevista no art, 1º, da Lei nº 9.363/96 ao excluir da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI as aquisições, relativamente aos produtos da atividade rural, de matériaprima e de insumos de pessoas físicas que naturalmente não são contribuintes diretos do PIS/PASEP e da COFINS.” Transcreve jurisprudência sobre o assunto; c) são indevidas as glosas dos valores relativos à energia elétrica, óleo diesel e telefonia sob o argumento de que não se enquadram no conceito de insumos. O Parecer Normativo CST 65/79, ao criar um requisito inexistente no texto do regulamento, ingressou em uma seara, o que lhe é vedada, pois não é um veículo introdutor de normas no sistema jurídico, não podendo inoválo; d) o entendimento da Secretaria da Receita Federal é no sentido de que o IPI contido na nota fiscal/fatura deve ser considerado como custo da produção e deve compor a base de cálculo para a constituição do crédito presumido para ressarcimento do PIS/COFINS; e) quanto á glosa dos valores de calcário, fertilizantes, herbicidas e materiais intermediários (engrenagens de moenda, bombas centrifugas, tubos de aço e outros, como parafusos e ferramentas, rolamentos, materiais elétricos), estes constituem, efetivamente, produtos intermediários, haja vista que se desgastam no decorrer do processo produtivo e que possuem contato direto com a canadeaçúcar, embora não integrem o produto final; f) já efetuou a compensação dos créditos com outros débitos de sua escrituração e de competência da União, razão pela qual, com a glosa dos créditos, restariam débitos em aberto e passiveis de serem cobrados. As compensações foram feitas ao tempo oportuno e os débitos que ficaram descobertos foram declarados espontaneamente e no Fl. 717DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 respectivo prazo legal, sendo, portanto, impossível a cobrança da multa de mora caso prossiga a glosa; g) a Taxa SELIC não deve ser usada para a correção monetária dos débitos em aberto que seriam passíveis de cobrança, uma vez que esta taxa tem natureza remuneratória. Em sessão de 21.5.08, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto – SP acordou, por unanimidade de votos, indeferir a solicitação. Segundo o voto: a) quanto aos valores constantes no estoque de produtos em elaboração e de produtos acabados que haviam sido excluídos na apuração do benefício para o 4º trimestre de 2001, a fiscalização procedeu a inclusão dos valores de cal virgem, produtos químicos e cana deaçúcar adquiridos de pessoas jurídicas. Como a contribuinte não demonstrou que outras exclusões foram feitas, mantémse o procedimento da auditoria; b) a Lei nº. 9.363/96, em seu art. 1º, dispõe: “Art. 1º. A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1994 incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem para utilização no processo produtivo” Resta claro que, para gozo do benefício, é necessário que tenham incidido tais contribuições sobre as aquisições e, portanto, tenha ocorrido o fato gerador e o recolhimento das contribuições pelos fornecedores, o que não ocorre no caso das pessoas físicas; c) o IPI deve ser excluído da base de cálculo do PIS e da COFINS, justamente por não compor a base de cálculo destas contribuições; d) quanto à glosa dos valores dos materiais aplicados na produção de canade açúcar, estes não devem ser incluídos no cálculo, pois a legislação referente ao crédito presumido só permite a inclusão dos insumos aplicados na produção industrial, não contemplando os materiais aplicados na atividade agrícola; e) em relação ao óleo diesel, não se registrou, em qualquer momento, a sua exclusão. Quanto à energia elétrica, não houve, como manifesta a contribuinte, glosa sob o argumento de que não se enquadra no conceito de insumos. Como a contribuinte não apresentou qualquer elemento que altere o percentual anteriormente informado, justificase o procedimento adotado pela auditoria; f) os outros materiais excluídos pela fiscalização não se enquadram no conceito de insumo, pois integram o ativo permanente; g) em relação aos gastos com telefonia, estes não podem ser considerados matériaprima, produtos intermediário ou material de embalagem; h) a espontaneidade da denúncia exclui apenas as penalidades de natureza punitiva, não podendo ser aplicada às de natureza moratória, derivadas do inadimplemento de obrigação tributária; Fl. 718DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13822.000029/200311 Acórdão n.º 3401002.025 S3C4T1 Fl. 715 5 i) a adoção da taxa SELIC se fez via lei ordinária, como facultado pelo CTN. Sua cobrança, portanto, não é ilegal. Em 4.7.08, a contribuinte protocolou, tempestivamente, Recurso Voluntário, no qual repisa os argumentos da Manifestação de Inconformidade. Conclui requerendo que sejam devidamente apreciados os pontos levantados e retificados os equívocos cometidos pela decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte, Relator. Este recurso apresenta os requisitos de tempestividade e cumpre os pressupostos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. Em suma, a contribuinte protocolou pedido de compensação de créditos de IPI referente ao período do janeiro de 2003. Não logrando êxito em sua demanda, protocolou Recurso Voluntário onde defende que os insumos, como energia elétrica, óleo diesel, materiais intermediários, entre outros, geram créditos de IPI, passiveis de compensação. No que toca à glosa dos créditos presumidos como ressarcimento das contribuições relativas às aquisições de pessoas físicas é de se ressaltar que o STJ reconhece pela jurisprudência do Egrégio STJ, proclamando que a IN SRF nº. 23/97 extrapolou a regra prevista no art. lº da Lei nº. 9.363/96 ao excluir da base de cálculo do beneficio do crédito presumido do IPI as referidas aquisições, como constam as elucidativas ementas, a seguir transcritas: "PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO REMESSA EX OFFICIO: ABRANGÊNCIA CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI AQUISIÇÃO DE MATÉRIASPRIMAS E INSUMOS DE PESSOA FÍSICA LEI 9.363/96 E IN/SRF 23/97 LEGALIDADE (...) 4. A IN/SRF 23/97 extrapolou a regra prevista no art. 1º, da Lei 9.363/96 ao excluir da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI as aquisições, relativamente aos produtos da atividade rural, de matériaprima e de insumos de pessoas físicas, que, naturalmente, não são contribuintes diretos do PIS/PASEP e da COFINS. 5. Entendimento que se baseia nas seguintes premissas: a) a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtorexportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição; b) o Decreto 2.367/98 Regulamento do IPI , posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais; c) a base cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes. 6. Regra que tentou Fl. 719DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 resgatar exigência prevista na MP 674/94 quanto à apresentação das guias de recolhimentos das contribuições do PIS e da COFINS, mas que, diante de sua caducidade, não foi renovada pela MP 948/95 e nem na Lei 9.363/96. 7.Precedente da Segunda Turma no REsp 586.392/RN. 8. Recurso especial provido em parte." (cf. Acórdão da 2ª Turma do STJ no REsp nº. 529.758SC, Reg. nº. 2003/00726199, em sessão de 13/12/2005, rel. Min Eliana Calmon, publ. in DJU de 20/02/2006 p. (268)). “TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. LEI N. 9.363/96. IN/SRF 23/97 ILEGALIDADE.1. A Lei n. 9.363/96 instituidora de crédito presumido do IPI não distinguiu entre os fornecedores as pessoas físicas e jurídicas, não podendo a IN 23/97, da SRF, implantar tal distinção, estabelecendo que o benefício do crédito presumido do IPI, para ressarcimento de PIS/Pasep e COFINS, somente será cabível em relação às aquisições de pessoa jurídicas.2. Recurso especial improvido (Acórdão da 2ª Turma do STJ no REsp nº. 627.941 CE, Reg. nº. 2003/02193428, em sessão de 15/02/2007, rel. Min João Otávio de Noronha , publ. in DJU de 07/03/2007 p)” No mesmo sentido vem decidindo a CSRF, como se pode ver da seguinte ementa: "IPI CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI NA EXPORTAÇÃO AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários, e material de embalagem referidos no art. 1° da Lei n°. 9.363, de 13.12.96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 2° da Lei n°9.363/96). A lei citada referese a 'valor total' e não prevê qualquer exclusão. As Instruções Normativas nº. 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n°9.363, de 13.12.96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas à COFINS e às Contribuições ao PIS/PASEP (IN n°. 23/97), bem como que as matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas não geram direito ao crédito presumido (IN n° 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante Lei ou Medida Provisória, visto que as Instruções Normativas são normas complementares das leis (art.. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto da norma que complementam. (..) Recurso especial provido parcialmente." (cf. Acórdão CSRF/0201.416 da 2ª Turma da CSRF, no Recurso nº . 115.731, Processo nº 10980.015233/9941, rel. Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, em, sessão de 08/09/2003)” Fl. 720DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13822.000029/200311 Acórdão n.º 3401002.025 S3C4T1 Fl. 716 7 Levando em conta o art. 62A do Anexo II do RICARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: “Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes Portanto o direito ao crédito de IPI está restrita apenas as aquisições feitas de pessoa jurídica, sujeita a contribuição de PIS e Cofins. Se o insumo for fornecido por pessoa jurídica não sujeita ao PIS/Pasep e Cofins, ou diretamente por pessoa física, não há direito ao crédito presumido destes insumos. Conclui que a IN nº. 23/97 não extrapolou a regra prevista pelo art. 1º da Lei nº. 9.363/96.” Após essa exposição, parece não haver dúvida de que há que se reconhecer o crédito presumido, proveniente de insumos adquiridos de pessoas físicas. A contribuinte contesta a exclusão do valor de IPI destacado nas notas fiscais relativas às aquisições de cal virgem e produtos químicos, por entender que o valor de IPI constante nas notas fiscais compõe a base de cálculo do PIS e Confins pagos pelos fornecedores. Este argumento não merece prosperar. O IPI em comento não deve ser excluído do cálculo do beneficio, justamente porque o IPI não compõe a base de cálculo das referidas contribuições. Portanto, não há PIS e Cofins a serem ressarcidos em relação ao valor do IPI constante nas aquisições de insumos. Quanto à alegação de que os materiais aplicados na produção de cana de açúcar própria como calcário, fertilizantes e herbicidas geram créditos de IPI, a recorrente não merece sorte. A legislação referente ao crédito presumido não admite a inclusão dos insumos aplicados na produção industrial, não contemplando os materiais aplicados na produção de cana de açúcar, por esta se tratar de uma atividade agrícola, conforme dispõe o art. 1º da Lei nº. 9.363/96, o qual segue abaixo: “Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo.” Fl. 721DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Em relação aos valores referentes ao óleo diesel, eletricidade e telefonia, a Súmula CARF nº 19 é clara ao dispor: (grifos nossos) “Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário.” Todavia, não se verifica nos autos qualquer exclusão relativa a valores de óleo diesel. No relatório elaborado pela auditoria (fls. 93/133), com o detalhamento das exclusões não há qualquer registro de gastos realizados com óleo diesel. Como a recorrente não provou que tais valores foram indevidamente excluídos, não há controvérsia quanto à decisão da DRJ/RPO. Quanto aos créditos vinculados à energia elétrica, não houve glosa sob o argumento de que não se enquadra no conceito de insumo. A fiscalização aprovou os créditos referentes aos gastos com energia elétrica relativo à energia aplicada na produção, com percentual de 98,27% de toda a energia elétrica consumida. Essa porcentagem foi utilizada com base no relatório apresentado pela própria recorrente à fls. 142/149. Já telefonia não pode ser contemplada pelo conceito insumo, nem que seja feita uma interpretação mais ampla deste conceito, carecendo também de força legal para o seu crédito. Portanto, correta a glosa efetuada. Quanto aos produtos intermediários, cabe uma análise em consonância com o art. 147, inciso I, do Decreto nº. 2.637/98 (RIPI/98), o qual reproduzo abaixo: (grifos nosso) “Art. 147. Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditarse: I do imposto relativo a matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente;” Verificase que geram direito ao crédito, além das matériasprimas, os produtos intermediários e materiais de embalagem que, embora não se integrem ao produto final, sejam consumidos no processo de industrialização em decorrência do contato físico, portanto, que sofram mudanças, físicas ou químicas, em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação. Os materiais excluídos pela fiscalização do cálculo do incentivo, tais como engrenagens de moenda, tubos de aço, entre outros componentes explicitados na planilha 7 como parafusos e ferramentas, rolamentos, etc, não se enquadram no conceito de insumo, nem matériaprima, produto intermediário ou material de embalagem, sendo destinados ao ativo Fl. 722DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13822.000029/200311 Acórdão n.º 3401002.025 S3C4T1 Fl. 717 9 permanente, à manutenção e material de consumo. Apenas serão passiveis de crédito os bens que estão destacados no art. 3º da Lei nº. 9.363/96, que cito abaixo: “Art. 3º Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1º, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador. Parágrafo único. Utilizarseá, subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem.” Consoante com o parágrafo único transcrito acima, a legislação do IPI deve ser subsidiariamente utilizada para definição dos conceitos de produção. Matéria prima, produtos intermediários e material de embalagem. Assim mostrase oportuna a transcrição do art. 147, inc. I, do Decreto nº. 2.637/98, supracitado acima. Nesse entendimento, o STJ julgou que a aquisição de matériaprima, produtos intermediários ou materiais de embalagem que se desgastam durante o processo produtivo sem contato físico ou químico direto com as matériasprimas bens destinados ao uso e consumo, não geram crédito de IPI, caso não tenham , conforme julgamento da 1ª Seção, ementa a qual transcrevo abaixo: (destaques nosso) “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO IMOBILIZADO E AO USO E CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE. RATIO ESSENDI DOS DECRETOS 4.544/2002 E 2.637/98. 1. A aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera direito a creditamento de IPI, consoante a ratio essendi do artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (Precedentes das Turmas de Direito Público: AgRg no REsp 1.082.522/SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 16.12.2008, DJe 04.02.2009; AgRg no REsp 1.063.630/RJ, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 16.09.2008, DJe 29.09.2008; REsp 886.249/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18.09.2007, DJ 15.10.2007; REsp 608.181/SC, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 06.10.2005, DJ 27.03.2006; e REsp 497.187/SC, Rel. Ministro Franciulli Netto, Segunda Turma, julgado em 17.06.2003, DJ 08.09.2003). 2. Deveras, o artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (assim como o artigo 147, I, do revogado Decreto 2.637/98), determina que os estabelecimentos Fl. 723DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 industriais (e os que lhes são equiparados), entre outras hipóteses, podem creditarse do imposto relativo a matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose "aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente". 3. In casu, consoante assente na instância ordinária, cuidase de estabelecimento industrial que adquire produtos "que não são consumidos no processo de industrialização (...), mas que são componentes do maquinário (bem do ativo permanente) que sofrem o desgaste indireto no processo produtivo e cujo preço já integra a planilha de custos do produto final", razão pela qual não há direito ao creditamento do IPI. 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (Acórdão da 1ª Turma do STJ no REsp nº. 1.075.508SC, Reg. nº. 2008/01532905, em sessão de 23/09/2009, rel. Min Luiz Fux , publ. in DJU de 13/10/2009)” Portanto, verifico não ser possível ser creditado valores relativos à produtos intermediários que se desgastam durante o processo produtivo sem contato físico direto com as matériasprimas. Finalmente, quanto a inaplicabilidade da taxa de juros SELIC para fins de correção de débitos tributários, trata de matéria que já se encontra pacificada neste Tribunal Administrativo, nos termos da Súmula CARF nº. 04: “Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Portanto, em consonância com a jurisprudência sedimentada do CARF, afasto a alegação de ilegalidade na aplicação da taxa SELIC, para juros moratórios. Frente a todo o exposto, voto por julgar parcialmente procedente o Recurso Voluntário, acatando, pelos motivos acima expostos o pleito relativo à aquisição de insumos proveniente de pessoa física, negando os créditos referentes ao IPI como base de cálculo para PIS/Pasep e Cofins, os créditos presumidos de IPI referente aos materiais aplicados na produção própria de insumos, os créditos de produtos intermediários sem contato direto com o processo de produção, aos créditos de telefonia e óleo diesel, bem como a porcentagem de energia elétrica utilizada fora do processo produtivo e por fim, negando provimento também quanto à incidência de Taxa SELIC. É como voto! Sala das Sessões, em 26 de setembro de 2012. Fernando Marques Cleto Duarte – Relator. Fl. 724DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13822.000029/200311 Acórdão n.º 3401002.025 S3C4T1 Fl. 718 11 Fl. 725DF CARF MF Original Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP29.1123.09454.6QFF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. A página de autenticação não faz parte dos documentos do processo, possuindo assim uma numeração independente. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado ao processo em 21/12/2012 16:24:45 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE. Documento assinado digitalmente em 14/01/2013 11:25:02 por JULIO CESAR ALVES RAMOS e Documento assinado digitalmente em 21/12/2012 16:51:57 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 29/11/2023. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP29.1123.09454.6QFF Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 0F7B7A1B4770E0C57215FA7EEF887B31AAFF48C4 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13822.000029/2003-11. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 13852.000454/2003-52
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/06/1998 a 30/11/1998
COFINS. FALTA DE RECOLHIMENTO.
Mantém-se o lançamento quando constatada a falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS,
no período compreendido pelo auto de infração.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-001.700
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
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FALTA DE RECOLHIMENTO. Mantémse o lançamento quando constatada a falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, no período compreendido pelo auto de infração. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 2. 00 04 54 /2 00 3- 52 Fl. 111DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 112DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13852.000454/200352 Acórdão n.º 3801001.700 S3TE01 Fl. 101 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: A empresa qualificada em epígrafe foi autuada em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no período de junho a novembro de 1998, exigindoselhe contribuição de R$ 36.559,61, multa de oficio de R$ 27.419,71 e juros de mora de R$ 33.097,19, perfazendo o total de R$ 97.076,51. O enquadramento legal encontrase à fl. 21. O lançamento deveuse à nãocomprovação de compensação judicial informada em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Inconformada, a autuada impugnou o lançamento, alegando, em síntese, que as elevações da alíquota do Finsocial foram consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), assim teria direito a compensar os valores pagos acima de 0,5% com débitos da Cofins, e que a própria Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) reconheceu o indébito ao convalidar a sua compensação com débitos da Cofins, por meio da Instrução Normativa (IN) SRF n 32, de 1997. No despacho de fls. 37 e 38, há a informação que o lançamento não foi revisto porque a sentença obtida falava em compensação com débitos vincendos, portanto a contribuinte não teria direito a compensar débitos de 1998, anteriores à sentença. Após ciência desse despacho, a contribuinte apresentou "recurso voluntário”, de fls. 44 a 54, contra cobrança dos débitos lançados. Posteriormente, os autos foram remetidos a esta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento para prosseguimento. A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/1998 a 30/11/1998 FALTA DE RECOLHIMENTO. Fl. 113DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 A falta ou insuficiência de recolhimento da Cofins, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os acréscimos legais. DCTF. COMPENSAÇÃO. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. GLOSA. A nãocomprovação de processo judicial relativo à compensação indicada em DCTF acarreta o lançamento de oficio dos débitos não extintos. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase a ato pretérito a legislação que deixe de cominado como infração. Lançamento Procedente em Parte Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 76 a 89, reproduzindo na essência as mesmas alegações trazidas por ocasião da impugnação, acrescentando, em síntese: · Que as compensações NÃO FORAM realizadas com base em sentença judicial, mas sim em virtude de créditos de FINSOCIAL, uma vez que as majorações das alíquotas foram declaradas inconstitucionais conforme a decisão do Recurso Extraordinário n° 150.7641/PE pelo Supremo Tribunal Federal e com base na Instrução Normativa n° 21/97 que autoriza a compensação dos valores recolhidos indevidamente com tributos da mesma espécie e destinação constitucional independente de prévio requerimento administrativo. DO PEDIDO. 1. Diante de todo exposto, concluise que: a) as compensações em questão no Auto de Infração foram efetuadas em razão de créditos de FINSOCIAL, uma vez que as majorações das alíquotas foram declaradas inconstitucionais conforme a decisão do Recurso Extraordinário n° 150.7641/PE pelo Supremo Tribunal Federal e com base na Instrução Normativa n° 21/97 que autoriza a compensação dos valores recolhidos indevidamente com tributos da mesma espécie e destinação constitucional independente de prévio requerimento administrativo; Fl. 114DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13852.000454/200352 Acórdão n.º 3801001.700 S3TE01 Fl. 102 5 b) a decisão conferida no Mandado de Segurança citado não foi utilizada para a realização das compensações. 2. Assim, requerse que seja o presente RECURSO VOLUNTÁRIO conhecido e provido, para o fim de reformar parcialmente a r. decisão da 4ª Turma da DRJ/RPO, julgandose improcedente o Auto de Infração em objeto, e determinandose seu arquivamento, como medida de inteira justiça. É o relatório. Fl. 115DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Conforme visto anteriormente, tratase de auto de infração no qual foi exigido os valores não recolhidos da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, referentes aos períodos de apuração 06 a 11/1998. No mérito, aduz a Recorrente que o débito de cofins foi compensado com os valores pagos indevidamente a título de FINSOCIAL, à alíquota acima de 0,5%, nos períodos de 06 a 11/1998. Passo, a seguir, à análise da matéria em questão. Quanto a compensação alegada, é importante registrar que a autuada não é detentora de ação judicial que lhe assegure o direito de compensar um eventual crédito originário de pagamento a maior, em razão da declaração de inconstitucionalidade da majoração de alíquotas do FINSOCIAL, pela Lei n° 7.689/88, art. 9º; Lei n° 7.787/89, art.7°; Lei n° 7.784/89, art. 1º e Lei n° 8.147/90, as quais elevaram de 0,5% a 2,0%. Neste aspecto, importante dizer que a decisão do Recurso Extraordinário n° 150.7641/PE, alegado pela Recorrente como fundamento à compensação, só produz efeitos entre as partes envolvidas naquela ação específica. É o que se depreende do art. 472 do Código de Processo Civil (CPC), in verbis: “A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, nem prejudicando terceiros. Nas causas relativas ao estado de pessoa, se houverem sido citados no processo, em litisconsórcio, todos interessados, a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros”. Para que o julgamento do Supremo Tribunal Federal (SRF) tivesse efeito erga omines, faziase necessário que o Senado editasse uma resolução suspendendo os efeitos da lei julgada inconstitucional, conforme art. 52, inciso X, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: (...) X suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. (...)”. Na situação em comento, o Senado Federal não emitiu nenhum ato que suspendesse a aplicabilidade das leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Fl. 116DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13852.000454/200352 Acórdão n.º 3801001.700 S3TE01 Fl. 103 7 Assim, não obstante a alegação de que os débitos exigidos no auto de infração foram extintos pela compensação, a recorrente não logrou comprovar o crédito alegado, nem mesmo apresentou documentos que comprovem que a Receita Federal autorizou a compensação. Portanto, não sendo comprovada a compensação, tornase exigida a Cofins dos períodos de apuração 06 a 11/98. Diante de todo o exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso apresentado, mantendose a decisão proferida pela autoridade julgadora de primeira instância. É assim que voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 117DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0320.13036.CEO2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOSE LUIZ BORDIGNON em 08/02/2013 15:30:01. Documento autenticado digitalmente por JOSE LUIZ BORDIGNON em 08/02/2013. Documento assinado digitalmente por: FLAVIO DE CASTRO PONTES em 20/02/2013 e JOSE LUIZ BORDIGNON em 08/02/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 17/03/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP17.0320.13036.CEO2 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 23947183C10B3880A2293DFA221F177FDC22DB1D Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13852.000454/2003-52. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001296/2004-37
Turma: Quinta Turma Especial
Câmara: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA- IRPJ
Exercício: 2000, 2003
Ementa: REDUÇÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO
Mantém-se o lançamento decorrente da apuração de erro contábil
na escrituração de variações cambiais ativas e passivas, que
redundou em indevida redução do lucro líquido no exercício, já
.adequado pela decisão de primeira instância.
DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O VALOR DECLARADO/PAGO - Ausente a adequada instrução probatória da acusação fiscal e sua correta adequação à norma hipotética tributária, reputa-se improcedente o lançamento efetuado.
JUROS DE MORA - TAXA SELIC - A exigência de juros de
mora com base na Taxa Selic está em total consonância com o
Código Tributário Nacional, haja vista a existência de leis
ordinárias que expressamente a determina.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Exercício: 2000, 2003
CSLL - PROCESSO REFLEXO OU DECORRENTE - Pela Íntima relação de causa e efeito dá-se ao processo da CSLL o mesmo entendimento do IRPJ.
Numero da decisão: 195-00.042
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para afastar o valor de omissão de receita no valor de R$ 5.000,00, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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camara_s : Sexta Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA- IRPJ Exercício: 2000, 2003 Ementa: REDUÇÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO Mantém-se o lançamento decorrente da apuração de erro contábil na escrituração de variações cambiais ativas e passivas, que redundou em indevida redução do lucro líquido no exercício, já .adequado pela decisão de primeira instância. DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O VALOR DECLARADO/PAGO - Ausente a adequada instrução probatória da acusação fiscal e sua correta adequação à norma hipotética tributária, reputa-se improcedente o lançamento efetuado. JUROS DE MORA - TAXA SELIC - A exigência de juros de mora com base na Taxa Selic está em total consonância com o Código Tributário Nacional, haja vista a existência de leis ordinárias que expressamente a determina. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Exercício: 2000, 2003 CSLL - PROCESSO REFLEXO OU DECORRENTE - Pela Íntima relação de causa e efeito dá-se ao processo da CSLL o mesmo entendimento do IRPJ.
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Recorrida 73 TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I ASSUNTO:IMPOSTOSOBREARENDADEPESSOAJURÍDICA- IRPJ Exercício: 2000, 2003 Ementa: REDUÇÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO Mantém-se o lançamento decorrente da apuração de erro contábil na escrituração de variações cambiais ativas e passivas, que redundou em indevida redução do lucro líquido no exercício, já .adequado pela decisão de primeira instância. DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O VALOR DECLARADO/PAGO - Ausente a adequada instrução probatória da acusação fiscal e sua correta adequação à norma hipotética tributária, reputa-se improcedente o lançamento efetuado. JUROS DE MORA - TAXA SELIC - A exigência de juros de mora com base na Taxa Selic está em total consonância com o Código Tributário Nacional, haja vista a existência de leis ordinárias que expressamente a determina. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃOSOCIAL SOBREO LUCRO LÍQUIDO- CSLL Exercício: 2000, 2003 CSLL - PROCESSO REFLEXO OU DECORRENTE - Pela Íntima relação de causa e efeito dá-se ao processo da CSLL o mesmo entendimento do IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para afastar o valor de omissão de receita no valor de R$ 5.000,00, nos termos do relatório e voto que\j passam a integrar o presente julg~ 2- Processo nO 18471.00129612004-37 Acórdão n.o 195-0.042 P eslO.".deei)nt ./dJ; 'n pí)a~ frei!, WALTER AD'6LFO ~ARESCH Relator CCOl/T95 Fls. 325 Formalizado em: 1 O DEZ 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUCIANO INOCÊNCIO DOS SANTOS e BENEDICTO CELSO BENÍCIO JUNIOR. Relatório SOBREMETAL RECUPERAÇÃO DE METAIS LTDA., pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela 7a Turma da DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I, interpõe recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ. Trata o presente processo administrativo fiscal de autos de infração lavrados contra a contribuinte em epígrafe em 28/09/2004. Foi constituído crédito tributário de Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica - IRPJ (fls. 135 a 138), referente aos fatos geradores ocorridos em 31/12/1999 e 31/12/2002, e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL (fls. 142 a 145), referente ao fato gerador ocorrido em 31/12/1999, em decorrência de auditoria levada a efeito na escrita contábil e fiscal da empresa. O "Demonstrativo Consolidado do Crédito Tributário do Processo" (fl. 02) informa que os autos de infração, depois de formalizados, totalizaram o montante a pagar de R$ 167.929,72, incluídos os valores devidos a título de tributo, de multa de oficio e de juros de mora, calculados até 31/08/2004. A autoridade fiscal, além de relacionar as infrações apuradas no corpo dos autos de infração, pormenorizou-as no Termos de Verificação em anexo (fls. 128 a 134), no qual relata o resultado da auditoria fiscal: OMISSÃO DE RECEITAS Em primeiro lugar, constatou que a contribuinte não poderia ter considerado, em fevereiro de 1999, como redução do lucro líquido do período, a variação cambial ativa decorrente do empréstimo pactuado com a COSIPA, no total de R$ 143.584,69, correspondente a soma dos valores R$ 5.042,86 e R$ 138.541,83. 2 Processo nO 18471.001296/2004-37 Acórdão n.O 195-0.042 CCOl/T95 Fls. 326 3 Em segundo lugar, observou que foi considerado indevidamente a título de variação cambial passiva, decorrente do contrato com a HARSCO, em fevereiro de 1999, o montante de R$ 127.209,41, correspondente a soma dos valores R$ 6.172,06 e R$ 138.541,83. Explica que os lançamentos contábeis, decorrentes do contrato aqui mencionado, foram registrados equivocadamente no Livro Razão, ou seja, registrou-se a crédito na conta quando deveriam ser a débito. Reproduzimos o enquadramento legal da infração, constante na "Descrição dos Fatos e Enquadramento(s) Legal(is)", quanto ao IRPJ: art. 24 da Lei n° 9.249/1995; arts. 249, inciso 11,251 e ~ único, 278, 279, 280 e 288 do RIR/1999. Para a CSLL foi indicada a seguinte base legal: no art. 2° e ~~, da Lei 7.689/1988; arts. 19 e 24da Lei nO9.249/1995; art. 1° da Lei n° 9.316/1996; art. 28 da Lei n° 9.430/1996; art. 6° da Medida Provisória n° 1.858/1999 e reedições: A título de base tributável, foi apurado o valor de R$ 270.794,10. DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/P AGO (VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS) Quanto às verificações obrigatórias, verificou a autoridade fiscal que, no mês de julho de 2002, por um erro de trasncrição, foi registrado um valor inferior em R$ 5.000,00 na conta Receita de Serviços, fato que reduziu indevidamente a base de cálculo do IRPJ. Reproduzimos o enquadramento legal da infração, constante na "Descrição dos Fatos e Enquadramento(s) Legal(is)": IRPJ: arts. 247 e 841 do RIR/1999. Consta nos autos que o lançamento de ofico da CSLL está controlado no processo n° 18471.0001384/2004-39. A título de base tributável, foi apurado o valor de R$ 5.000,00. A contribuinte, que tomou ciência dos autos de infração em 28/09/2004, apresentou impugnação em 28/10/2004, nos termos da petição acostada aos autos (fls. 156 a 169). Alega, em síntese, o que segue: De plano, requer, citando os princípios da segurança jurídica e da celeridade, a nulidade dos autos de infração, já que o procedimento fiscal se estendeu por quase dois anos. Informa que possuía dois contratos de empréstimos. O primeiro contrato foi firmado com a empresa HARSCO, que resultava a obrigação de escriturar variaçãoes cambiais passivas. O segundo contrato foi pactuado com a empresa COSIPA, que exigia o registro de variação cambiais ativas. Logo em seguida, esclarece que os lançamentos contábeis referentes aos contratos foram efetuados de maneira invertida, ou seja, as receitas foram consideradas como despesas e vice-versa. Conclui que não haveria tributo a recolher se não fosse o mencionado erro formal, conforme planilha de fls. 194. Quanto à diferença entre o valor escriturado e o valor pago aduz que trata de mero erro formal de grafia das receitas da impugnante, que não influenciam o resultado do período e a apuração do IRPJ e da CSLL. Por fim, contesta a cobrança de juros de mora com base na Taxa Selic, visto que não haveria definição legal quanto à composição da taxa, que incluiria a inflação oficial, que a ~ Processo nO 18471.001296/2004-37 Acórdão n.o 195-0.042 CCOI/T95 Fls. 327 taxa em comento supera os juros do direito privado, que violaria o princípio da legalidade e que traria uma delegação de competência para a Administração Pública fixar seu valor. Requer a declaração de insubsistência dos autos de infração. A 73 Turma da DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I, através do acórdão 12-13.664 de 21 de março de 2007, julgou parcialmente procedente o lançamento, ementando assim a decisão: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano- calendário: 1999, 2002 PRELIMINAR DE NULIDADE. CONCLUSÃO DE AÇÃO FISCAL. PRAZO. POSSIBILIDADE DE PRORROGAÇÃO. O prazo máximo para conclusão de ação fiscal pode ser prorrogado sucessivamente, sendo infundado o pedido de nulidade do lançamento com base na duração do período da ação fiscal, principalmente em razão de durante o período não haver sido prejudicado o direito de defesa do autuado. OMISSÃO DE RECEITA. Considera-se omissão de receita a varzaçao cambial ativa contabilizada como redução do Lucro Real, conquanto deva-se considerar a variação cambial passiva do período apurada pela empresa. AUTO DE INFRAÇÃO. COMPROVAÇÃO. VALOR TRIBUTÁVEL. ERRO. -' Uma vez que ficou comprovado erro na apuração do valor tributável, a autuação deve ser mantida apenas em parte. DIFERENÇA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O VALOR DECLARADO/PAGO. Procede a cobrança de tributo calculado sobre a diferença entre o valor escriturado e o declarado, apurado com base na documentação do contribuinte. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A exigência de juros de mora com base na Taxa Selic está em total consonância com o Código Tributário Nacional, haja vista a existência de leis ordinárias que expressamente a determina. LANÇAMENTO DECORRENTE. O decidido quanto ao lançamento de oficio do IRPJ deve nortear a decisão do lançamento decorrente. Ciente da decisão em 16/04/2007, conforme AR constante às fls. 283.v, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 15/05/2007, onde repete os argumentos da inicial de que não existe omissãode receitasf 00 de lançamen]:tábil e lampouoo: Processo n° 18471.001296/2004-37 Acórdão n.o 195-0.042 eco 1ff95 Fls. 328 diferença entre o valor escriturado e o valor declarado. Questiona outrossim, a aplicação da SELIC no lançamento de oficio. É o relatório Voto Conselheiro WALTER ADOLFO MARESCH, Relator O recurso é tempestivo considerando a informação da autoridade preparadora às fls. 323 e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de constatação de redução indevida do lucro líquido do ano calendário 1999 em virtude de lançamentos contábeis equivocados em contas de variações cambiais ativas e passivas bem como diferença apurada entre o valor de tributo contabilizado e o declarado. Conforme se depreende dos documentos acostados aos autos a recorrente mantinha ao longo do ano calendário 1999, contratos com duas empresas, sendo um representativo de créditos a receber e que gerava variação cambial ativa (COSIPA) e outro representativo de obrigação que gerava variação cambial passiva (HARSCO). A fiscalização detectou que no mês de fevereiro de 1999, teria havido um lançamento indevido redutor da conta de variações cambiais ativas (doc. Fls. ), no valor de R$ 143.584,69, correspondente ao contrato da COSIP A. Simultaneamente segundo a fiscalização teria ocorrido um lançamento que aumentou indevidamente a conta de variações passivas (doc. Fls. ), no valor de R$ 127.209,41, correspondente ao contrato da HARSCO. Tendo havido uma redução indevida nas contas de variações cambiais ativas no valor de R$ 143.584,69 e um aumento indevido nas contas de variações passivas no valor de R$ 127.209,41, teria havido uma redução indevida do lucro líquido de R$ 270.794,10. Como bem observou a decisão de primeira instância equivocou-se neste aspecto a fiscalização pois com relação à conta de variações cambiais passivas ocorreu redução e não aumento o que redundou em prejuízo para a empresa, tendo por isso acatado parcialmente a impugnação e adequado o lançamento tributário neste aspecto. Alega a contribuinte por seu turno de que houve na verdade uma inversão nos lançamentos contábeis efetuados mas que isto não teria trazido nenhum prejuízo ao Fisco. Não assiste razão à interessada. Com efeito, a retificação de lançamentos contábeis incorretos é realizado através da técnica do estorno, que significa fazer um novo lançamento invertido anulando os efeitos do primeiro lançamento e fazendo um terceiro lançamento nos valores e ~s corretas. ff .. s Processo nO 18471.001296/2004-37 Acórdão n.o 195-0.042 CCOlrr95 Fls. 329 Desta forma constata-se que deveriam ocorrer dois créditos de R$ 143.584,69 nas contas de variações cambiais ativas (conta 1400.805100.201) e dois lançamentos à débito das contas de variações cambiais passivas (conta 1400.901100.202) no valor de R$ 127.209,41, cujos efeitos nas contas de resultado podem ser visualizados abaixo: CONTAS (+)OU (-) VALOR VAR.CAMBIAIS ATIVAS (+) 143.584,69 VAR. CAMBIAIS ATIV AS (+) 143.584,69 VAR.CAMBIAIS PASSIV AS (-) 127.209,41 VAR. CAMBIAIS PASSIV AS (-) 127.209,41 SALDO (+) 32.750,56 Correta portanto a decisão de primeira instância que manteve o valor tributável de R$ 32.750,56 para fins de incidência do IRPJ no ano calendário 1999. Com relação ao lançamento do período de julhol2002, em que teria havido diferença entre os valores contabilizados e declarados no valor de R$ 5.000,00, o lançamento de oficio não m"erece prosperar. Com efeito, conforme relatório da fiscalização (fls. 131) e na folha de continuação do auto de infração IRPJ (fls. 137), através dos procedimentos de verificações obrigatórias teria sido apurada uma diferença entre os valores declarados e os valores escriturados no valor de R$ 5.000,00, relativo ao mês de julho de 2002. A diferença teria sido apurada ao que tudo indica através do confronto entre a planilha de fls. 75 e cópia do balancete geral constante das folhas 76, não existindo outros elementos probatórios que possam sustentar a exigência fiscal. Equivocou-se evidentemente a fiscalização pois o confronto para verificação da correta declaração dos valores devidos é realizado pelo confronto da escrituração com a DCTP e DIRPJ e não com eventual planilha apresentada pelo contribuinte. Tratando-se de diferença apurada no mês de Julho de 2002, com base apenas em planilha apresentada pelo contribuinte, apresenta-se a ainda a dúvida se o lançamento decorre de falta de recolhimento de estimativa ou de omissão de receitas propriamente dita, dada a ínfima descrição dos fatos no auto de infração e no termo de verificação fiscal. Ausentes dos autos a DIRPJ 2003 (Ano Calendário 2002) e as DCTP do mesmo período, entendo desamparada de sustentação probatória a acusação fiscal apresentada, devendo ser exonerada a matéria tributável de R$ 5.000,00 tendo como fato gerador o mês de Julho de 2002. Com relação a irresignação da recorrente pela aplicação da taxa SELIC refoge da competência deste colegiado a eventual apreciação da inconstitucionalidade das leis postas, reportando-me integralmente ao voto que pautou a decisão de primeira jtãuCia que apreciou adequadamente a matéria, mantendo?us próprios fundamentos. , 6 " . .. . Processo nO 18471.001296/2004-37 Acórdão n.o 195-0.042 eco Irr95 Fls. 330 Diante do exposto, voto para dar provimento parcial ao recurso para excluir a matéria tributável de R$ 5.000,00 relativa ao ano calendário 2002, do auto de infração IRPJ, aplicando-se o mesmo entendimento ao auto de infração da CSLL, pela Íntima relação de causa e efeito. Sala das S ssõ s, em 21 de outubro de 2008. i ~~ f:::J. ti)a re ~ WALTER ADOLFO Mt-ESCH 7 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
score : 1.0
Numero do processo: 35318.000847/2005-18
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1995 a 01/08/1999
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO EM PECÚNIA. INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO.
O auxílio alimentação pago em espécie (pecúnia)não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. AUXÍLIO CRECHE.
AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DESTINAÇÃO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Para caracterização da natureza indenizatória a título de auxílio creche pago a empregados com filhos em idade inferior a 6(seis) anos é necessária a comprovação da destinação do valor.
PROFESSORES CONTRATADOS SOB O REGIME DA CLT OU EM CARGO COMISSIONADOS. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA.
Professores de instituição de ensino superior pública contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho ou em cargo de comissão, sem vínculo estatutário, sujeitam-se ao Regime Geral de Previdência, logo suas remunerações sofrem a incidência das contribuições a tal regime.
Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-002.648
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO EM PECÚNIA. INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. O auxílioalimentação pago em espécie (pecúnia)não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. AUXÍLIOCRECHE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DESTINAÇÃO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Para caracterização da natureza indenizatória a título de auxíliocreche pago a empregados com filhos em idade inferior a 6(seis) anos é necessária a comprovação da destinação do valor. PROFESSORES CONTRATADOS SOB O REGIME DA CLT OU EM CARGO COMISSIONADOS. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA. Professores de instituição de ensino superior pública contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho ou em cargo de comissão, sem vínculo estatutário, sujeitamse ao Regime Geral de Previdência, logo suas remunerações sofrem a incidência das contribuições a tal regime. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 31 8. 00 08 47 /2 00 5- 18 Fl. 722DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.1019.10024.WFBT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 35318.000847/200518 Acórdão n.º 2803002.648 S2TE03 Fl. 717 2 (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Junior , Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos. . Fl. 723DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.1019.10024.WFBT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 35318.000847/200518 Acórdão n.º 2803002.648 S2TE03 Fl. 718 3 Relatório O presente Recurso Voluntário foi interposto contra decisão da DRJ, que manteve parcialmente o crédito tributário oriundo de contribuições previdenciárias incidentes sobre valores pagos a colaboradores, professores estrangeiros (CLT), comissionados e substitutos (estatutários) a título de auxílio alimentação e auxílio creche, no período de 01/02/1995 a 31/12/2003. A ciência do auto de infração inaugural foi em 29.09.2004 (fls. 01). O acórdão a quo reconheceu a decadência parcial, com base nos períodos 02/1995 a 08/1999, bem como a não incidência sobre os valores pagos aos professores substitutos. Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: a natureza indenizatória das verbas pagas, bem como a não aplicação da contribuição aos servidores públicos federais. Esse é o relatório. Fl. 724DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.1019.10024.WFBT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 35318.000847/200518 Acórdão n.º 2803002.648 S2TE03 Fl. 719 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato I O recurso é tempestivo, preenchendo os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. II – Em que pese o entendimento da presente turma especial, com base do entendimento unânime do Superior Tribunal de Justiça e PGFN, de que auxílioalimentação in natura indiferentemente de inscrição no PAT e auxíliocreche pago a titulo de ressarcimento à empregados com filhos inferiores à 6(anos), têm natureza indenizatória, assim, sem incidência de contribuições previdenciárias, devese atentar para alguns detalhes. Quanto ao pagamento de auxílioalimentação no caso em voga, ficou evidente tanto nos documentos de constituição do crédito, quanto em momento algum foi trazida argumento ou documento por parte da Recorrente, de que o auxílioalimentação tratava se de pagamento in natura. Não há indicio que ele tenha sido pago mediante fornecimento de cestas básicas, disponibilidade de refeições, ou mesmo, em ticket alimentação (ou semelhados), o que caracterizaria a sua natureza indenizatória (art. 28, §9º,I, m da Lei n. 8.212/1991). Como se pode observar, tratase de jurisprudência pacificada no STJ (AgRg no AREsp 5810 / SC AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2011/00810687, publicado no DJe de 10/06/2011) e pelo Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011, DOU de 24/11/2011, Ato Declaratório nº 03/2011., é necessário que se demonstre a destinação dos valores à alimentação, logo indenizatória, para a não incidência da contribuição, caso contrário, terá natureza remuneratória no alcance e sentido do fato gerador e base de cálculo definidas no art. 28, I, da Lei n. 8.212/1991. Assim, quanto a esse ponto, não merece prosperar o recurso. Quanto ao pagamento de auxíliocreche, da mesma forma não há qualquer documento ou elemento probatório que indique que os valores pagos a esse título foram destinados a tal finalidade e para os devidos beneficiários, o que deixaria evidente a natureza indenizatória (art. 28, §9º,I, s da Lei n. 8.212/1991). Não há juntado qualquer comprovante de custo com creche ou ficha dos empregados beneficiários com dados de seus dependentes. Isso contraria o entendimento que entende como indenizatória tais verbas, pois não há evidências da mesma, inclusive somente há evidências contrárias a isso. (EREsp n. 413322/RS; REsp n. 228815/RS; REsp n. 365984, e Parecer n. 2600/2008, que foi objeto de Ato Declaratório n. 11, de 1º de dezembro de 2008, do Procurador Geral da Fazenda Nacional). Assim, o argumento da natureza indenizatória das verbas pagas não prospera por falta de provas de tal natureza, como lhe era facultado pelo art. 16, do Dec. 70235. III – Quanto ao fundamento de que os empregados beneficiados com tais verbas auxiliares são do corpo de funcionários estatutários, sob o Regime Próprio de Previdência, também não têm acolhimento. Conforme constou no relatório e decisão recorrida, os créditos foram mantidos com base em professores contratados sob o regime da Consolidação da Legislação Trabalhista ou comissionados, e conforme os artigos 12, I, a, b e g, da Lei n. 8.212/1991, os mesmos são vinculados ao Regime Geral de Previdência, vide texto: Fl. 725DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.1019.10024.WFBT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 35318.000847/200518 Acórdão n.º 2803002.648 S2TE03 Fl. 720 5 Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas; (...) g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; Por esses motivos, devese manter o lançamento. IV Isso posto, voto por conhecer o recurso voluntário, para no mérito, negarlhe provimento. Gustavo Vettorato – Relator. Fl. 726DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.1019.10024.WFBT. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por GUSTAVO VETTORATO em 26/09/2013 12:56:11. Documento autenticado digitalmente por GUSTAVO VETTORATO em 26/09/2013. Documento assinado digitalmente por: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 01/10/2013 e GUSTAVO VETTORATO em 26/09/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 22/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP22.1019.10024.WFBT Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: C786B3EB6F91E0D4DDF37606DED24B9BC198BD90 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 35318.000847/2005-18. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10680.009531/2007-94
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/2004 a 30/10/2005
FALTA DE REPASSE À SEGURIDADE SOCIAL DE IMPORTÂNCIA ARRECADADA DOS SEGURADOS MEDIANTE DESCONTO NA REMUNERAÇÃO.
O contribuinte deverá recolher no prazo legal a contribuição do segurado, bem como, a contribuição a seu cargo incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores a seu serviço.
Constatado o atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias, a fiscalização lavrará notificação fiscal, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem.
MULTA. RETROATIVIDADE. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-002.347
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para aplicar ao lançamento fiscal a multa prevista no art. 35-A da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparada à multa do lançamento fiscal, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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O contribuinte deverá recolher no prazo legal a contribuição do segurado, bem como, a contribuição a seu cargo incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores a seu serviço. Constatado o atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias, a fiscalização lavrará notificação fiscal, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem. MULTA. RETROATIVIDADE. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. A lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para aplicar ao lançamento fiscal a multa prevista no art. 35A da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparada à multa do lançamento fiscal, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte. Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 95 31 /2 00 7- 94 Fl. 546DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 547DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.009531/200794 Acórdão n.º 2803002.347 S2TE03 Fl. 543 3 Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada que, de acordo com o relatório fiscal, referese à contribuição destinada à Seguridade Social, parte do segurado empregado, arrecada pelo empregador, mediante desconto na respectiva remuneração, sem o correspondente repasse aos cofres públicos. O contribuinte foi cientificado da notificação em 18/12/2006, fl. 2 dos autos digitalizados. Inconformado, apresentou impugnação. A decisão de primeira instância administrativa fiscal julgou procedente o lançamento. O contribuinte foi cientificado da decisão em 14/10/2008, fl. 523, apresentando recurso voluntário, alegando em síntese: incabível a exigência de depósito prévio como condição para interposição do recurso; as contribuições sociais destinadas à seguridade social da qual as contribuições da previdência social fazem parte têm natureza tributária, sendo aplicáveis a estas as regras gerais tributárias previstas no Código Tributário Nacional; impossível depreender do Discriminativo Analítico de Débito apresentado o porquê de terem, em parte, sido desconsideradas as guias de recolhimento apresentadas pelo recorrente, guias estas cujas cópias acompanharam a impugnação oportunamente apresentada; impossível, ainda, depreender o porquê de se verificarem, quanto a uma mesma competência e uma mesma unidade da autuada, lançamentos diversos; ficou impossível verificar a exatidão dos cálculos apresentados ou, ainda, se de fato existem diferenças a serem recolhidas; imperioso era que o trabalho fiscal trouxesse em seu bojo elementos que permitissem ao contribuinte a verificação de sua exatidão. Somente assim, se estaria assegurando o exercício do contraditório e da ampla defesa, e prestigiando o devido processo legal; a Recorrente efetuou, sim, recolhimento de contribuições previdenciárias devidas, consoante fazem prova inequívoca as guias de recolhimento anexas à impugnação apresentada. Devem ser quantificados os recolhimentos efetivados; o lançamento fiscal deve ser cancelado ou pelo menos revisto; recolhida que foi a exação objeto de cobrança, quando menos em parte, não se pode exigir da Recorrente que novo recolhimento seja efetuado, sob pena de configuração do mal fadado bis in idem, não podendo prosperar o lançamento impugnado, sendo premente a reforma do julgado; Fl. 548DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 houve recolhimento a maior nas competências 08, 09 e 11/2003, assim, a compensação deve ser feita; a multa deve ser relevada ou atenuada; por fim, requer a improcedência do lançamento fiscal. É o relatório. Fl. 549DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.009531/200794 Acórdão n.º 2803002.347 S2TE03 Fl. 544 5 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O recurso é tempestivo, pressuposto de admissibilidade superado, passo para o exame das questões suscitadas. O depósito prévio no valor mínimo de 30% da exigência fiscal como condição para seguimento do recurso voluntário foi declarado inconstitucional pela Súmula Vinculante do STF nº 21, DOU de 10/11/2009, não sendo mais exigível. Consta do relatório fiscal e da decisão recorrida que o lançamento foi motivado pela falta de recolhimento de contribuições devidas pelos segurados empregados, descontadas pela empresa da remuneração correspondente e não repassadas aos cofres públicos, nos valores constantes do Discriminativo Analítico de Débito, fls. 6/19 dos autos digitalizados. As Guias da Previdência Social (GPS) apresentadas pela defesa estão todas relacionadas no Relatório de Documentos Apresentados RDA, fls. 42/51, e todas foram consideradas sendo apropriadas entre os lançamentos fiscais e se encontram identificadas no Relatório de Apropriação de Documentos — RADA, fls. 52/86 dos autos digitalizados. Os relatórios citados fazem parte da Notificação Fiscal e foram entregues a notificada, como consta de sua ciência, fls. 02. Dessa forma, não há que e falar em falta de cerceamento de defesa e contraditório. A alegação do contribuinte de que competências estão repetidas não procede, pois referem a outros estabelecimentos da empresa, identificados no Discriminativo Analítico de Débito DAD pelos próprios CNPJ (17.346.1981000162 e 17.346.1981000324, 17.346.1981000758, 17.346.1981000839, 17.346.1981001134, 17.346.1981001215, 17.346.1981001304, 17.346.1981001487), fls. 6 a 19 dos autos digitalizados. Assim, as guias de recolhimento apresentadas pelo contribuinte foram considerada nos lançamentos fiscais e quantificadas. Não há que se falar em bis in idem para créditos tributários lançados para cada estabelecimento do contribuinte, ou seja, por CNPJ matriz e filiais. Os cálculos e os dados estão demonstrados no relatórios apresentados pela fiscalização e constantes dos autos e as diferenças encontradas estão registradas. Não há necessidade de cancelamento, tampouco revisão, de valores apurados pela fiscalização com base em declaração de dados do contribuinte (GFIP), como demonstrado nos autos. Fl. 550DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 Constatada falta de recolhimento, a fiscalização apurará o crédito fiscal, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, nos termos do art. 37 da Lei 8.212/91. O lançamento fiscal está amparado nas disposições contidas no art. 30, inciso I, alíneas "a" e "b" da Lei n° 8.212, de 1991, bem como, na fundamentação legal constante do relatório de Fundamentos Legais do Débito – FLD. Eventuais créditos que o contribuinte diz ter direito, não demonstrado nos autos, se porventura existentes, podem ser objeto de pedido de restituição em processo apartado junto a Secretaria Federal da Receita Federal do Brasil, que analisará o pleito. O resultado da fiscalização apontou dois lançamentos efetuados contra o contribuinte NFLD nº 370513487 e 370513495, com relatório fiscal expondo os fatos geradores contatados pela fiscalização, registrados no Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF, fl. 94. Não consta no lançamento fiscal em epígrafe valores para as competências 08, 09 e 11/2003, assim, não há que se falar em compensação das competências. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Não cabe relevação ou atenuação da multa, pois não se trata de lançamento de ofício por descumprimento de obrigação acessória, mas sim de obrigação principal. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação nos termos do art. 150 do CTN. Corrobora com o entendimento o Superior Tribunal de Justiça STJ, REsp 289181/MG. A multa aplicada pela Lei 8.212/91, na redação introduzida pela Lei 11.941/2009, estabelece a distinção entre multa de mora (art. 35) e a multa de ofício (art. 35 A). Suas aplicações devem seguir formas distintas, aplicandose para a multa de mora o art. 61 da Lei 9.430/96, e para a multa de ofício o art. 44 da Lei 9.430/96. Este entendimento, também, é corroborado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no Processo AGRESP 200601560547. A multa de mora, art. 35 da Lei 8.212/91, deve ser aplicada para pagamento fora do prazo previsto na legislação e será calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso limitada a 20% (vinte por cento), nos termos do art. 61 da Lei 9.430/96. A multa de ofício, art. 35A da Lei 8.212/91, deve ser aplicada nos termos do art. 44 da Lei 9.430/96 (I 75% sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II 50%, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal). O lançamento de ofício está previsto no art. 149 do CTN: Outrossim, o Supremo Tribunal Federal – STF fixou entendimento no sentido de que as cominações impostas por meio de lançamento de ofício decorrem do fato de omissão na declaração e recolhimento intempestivos da contribuição, nos termos do Processo REAgR 241087. O julgado é acompanhado pelo STJ, REsp 330519/RS, e Tribunais Federais TRF3ª Região, AC 94.03.0108363/SP, e TRF1ª Região, AC 1997.01.00.0475312/DF; que compreendem que deve ser efetuado o lançamento de ofício quando constatada diferença a menor, ou inexistência de pagamento, ou irregularidades na declaração de tributos sujeitos a lançamento por homologação (omissão ou inexatidão). Fl. 551DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10680.009531/200794 Acórdão n.º 2803002.347 S2TE03 Fl. 545 7 As alterações trazidas pela Lei 8.212/91 quanto à aplicação da multa devem ser observadas no caso objeto de análise, buscando o disposto nos artigos 106, inciso II, e 112, ambos do CTN, no sentido de se analisar e aplicar a norma que for mais benéfica ao contribuinte. A análise será realizada pela comparação entre os valores das multas aplicadas por descumprimento de obrigação principal, conforme o art. 35 da Lei 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei 11.941, de 2009; por descumprimento de obrigações acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei 11.941, de 2009; e por multa de ofício calculada na forma do art. 35A da Lei 8.212, de 1991, acrescido pela Lei 11.941, de 2009. Ante ao exposto, tratandose de tributo declarado e não pago, impõese o lançamento de ofício do art. 149 do CTN, sendo que a prévia declaração (GFIP), por si só, não constitui óbice para a aplicação de eventuais penalidades previstas na lei tributária (AgRg no RESP 1.288.608 /MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma Dje 28.9.20012). Assim sendo, a multa aplicada limitarseá àquela prevista no art. 35A da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparada à multa do lançamento fiscal, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores por intermédio do Relatório Fiscal REFISC; com Discriminativo Analítico do Débito DAD; as Instruções para o Contribuinte – IPC; os Fundamentos Legais do Débito – FLD; a identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante; e demais informações constantes dos autos, consoante artigo 33 da Lei n° 8.212/91. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso, para aplicar ao lançamento fiscal a multa prevista no art. 35A da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparada à multa do lançamento fiscal, prevalecendo a mais favorável ao contribuinte. (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 552DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Fl. 553DF CARF MF Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.1019.10261.FVUY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 16/05/2013 17:52:13. Documento autenticado digitalmente por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 16/05/2013. Documento assinado digitalmente por: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA em 16/05/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 18/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP18.1019.10261.FVUY Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 06AACABB32793594504B2045DB9A74B9DEC25EE9 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10680.009531/2007-94. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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