Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10880.935285/2009-33
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/06/2004
PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO A QUO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. SUSTENTAÇÃO ORAL NA PRIMEIRA INSTÂNCIA.
É válida a decisão da Delegacia de Julgamento proferida em total conformidade com as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF), dentre as quais não se insere o direito à sustentação oral na primeira instância.
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO.
Questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF), somente demandada em sede de recurso, constitui matéria preclusa da qual não se toma conhecimento.
Numero da decisão: 3803-003.657
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida, sendo vencidos os conselheiros Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dra. Márcia de Lourenço Alves de Lima, OAB/SP nº 126.647.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/06/2004 PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO A QUO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. SUSTENTAÇÃO ORAL NA PRIMEIRA INSTÂNCIA. É válida a decisão da Delegacia de Julgamento proferida em total conformidade com as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF), dentre as quais não se insere o direito à sustentação oral na primeira instância. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF), somente demandada em sede de recurso, constitui matéria preclusa da qual não se toma conhecimento.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10880.935285/2009-33
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5174675
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3803-003.657
nome_arquivo_s : Decisao_10880935285200933.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10880935285200933_5174675.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida, sendo vencidos os conselheiros Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira. No mérito, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dra. Márcia de Lourenço Alves de Lima, OAB/SP nº 126.647. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
id : 4360193
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217017610240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2225; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 180 1 179 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.935285/200933 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803003.657 – 3ª Turma Especial Sessão de 25 de outubro de 2012 Matéria COFINS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente VOITH PAPER MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/06/2004 PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO A QUO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. SUSTENTAÇÃO ORAL NA PRIMEIRA INSTÂNCIA. É válida a decisão da Delegacia de Julgamento proferida em total conformidade com as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF), dentre as quais não se insere o direito à sustentação oral na primeira instância. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF), somente demandada em sede de recurso, constitui matéria preclusa da qual não se toma conhecimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida, sendo vencidos os conselheiros Jorge Victor Rodrigues e João Alfredo Eduão Ferreira. No mérito, por unanimidade de votos, negouse provimento ao AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 93 52 85 /2 00 9- 33 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 recurso, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral: Dra. Márcia de Lourenço Alves de Lima, OAB/SP nº 126.647. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em decorrência da decisão da DRJ São Paulo I/SP que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte para se contrapor à não homologação da compensação pleiteada, nos termos do despacho decisório eletrônico exarado pela repartição de origem. O contribuinte havia transmitido à Receita Federal, em 11 de agosto de 2005, Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), relativos a pretenso pagamento da Cofins não cumulativa efetuado a maior, cujo direito creditório reclamado neste processo totaliza o valor atualizado de R$ 236.816,03. Por meio de despacho decisório eletrônico, a repartição de origem decidiu por não homologar a compensação, sob o fundamento de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado para quitação de débito da titularidade do contribuinte. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, protestou pela juntada de outros documentos e outras provas e requereu a homologação da compensação declarada, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) o erro cometido no preenchimento da DCTF não poderia invalidar o direito de compensação e o reconhecimento de ofício do crédito líquido e certo; b) o Fisco deveria observar o princípio da verdade material e aceitar a documentação acostada aos autos; c) inexistiria possibilidade de incidência de multa ou de imputação de juros pelo fato de não haver débitos a serem liquidados; d) no caso, caberia apenas multa por descumprimento de obrigação acessória. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias de alterações do contrato social, do despacho decisório, da DIPJ retificadora entregue em 24/03/2009, da DCTF retificadora entregue em 08/09/2005, da declaração de compensação e do DARF relativo ao pagamento sob comento. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.935285/200933 Acórdão n.º 3803003.657 S3TE03 Fl. 181 3 A DRJ São Paulo I/SP julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade sob os seguintes fundamentos: 1) cabe ao contribuinte a responsabilidade pelas informações sobre os pretensos créditos e respectivos débitos a serem extintos, cabendo à Administração tributária a verificação e validação dos dados informados, sendo que, no presente caso, tais procedimentos revelaram a inexistência do crédito pleiteado; 2) na data da entrega do PER/DCOMP (11/08/2005), o contribuinte declarava ser devedor da Cofins, apurada na modalidade não cumulativa (código de receita 5856), no valor de R$ 559.326,47, tendo sido apresentadas DIPJ e DCTF retificadoras anteriormente à transmissão da declaração de compensação, cujas informações não foram consideradas no despacho decisório; 3) não foram mencionadas na Manifestação de Inconformidade as razões de fato e de direito em que se fundamentariam os pontos de discordância do interessado, não tendo sido apresentados, ainda, os respectivos elementos probatórios que as comprovassem; 4) não se demonstrou a origem do crédito pleiteado, procedimento esse imprescindível à formação do convencimento do julgador; 5) a nova apuração da contribuição tida como devida, por meio de DIPJ retificadora, sem a apresentação das razões que conduziram à retificação da declaração, nada comprova quanto ao direito creditório alegado. Por fim, indeferiramse os pedidos de envio das intimações/notificações ao endereço do patrono e de intimação para a apresentação de sustentação oral, por falta de autorização legal. Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho, junta as mesmas cópias de documentos apresentadas na primeira instância, repisa os argumentos de defesa e requer a extinção do presente processo ou a anulação da decisão a quo por cerceamento do direito de defesa, bem como a baixa do processo à repartição de origem para que se confirmem as informações trazidas aos autos, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: i) o indeferimento do pedido de sustentação oral infringe o direito constitucional da ampla defesa e do contraditório previsto no art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, preceito esse garantidor do direito de os contribuintes se oporem à pretensão estatal por todas as formas de manifestação e provas admitidas, conforme já decidiu o Poder Judiciário (reproduz parte de decisão judicial nesse sentido); ii) a falta de retificação da DCTF não desnatura o direito creditório pleiteado, devendo este ser reconhecido de ofício pela Administração tributária; iii) o indébito decorre da apuração indevida da contribuição sobre a remuneração pela licença de uso ou de direito de comercialização ou distribuição de programa de computador, nos termos da Lei nº 10.168/2008; iv) a DIPJ e o Livro Razão não podem ser desconsiderados como prova, pois eles fornecem os elementos de composição da base de cálculo do tributo; Fl. 182DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 v) a necessidade de se informarem as operações que foram objeto de retificação transcende o objeto do presente processo, pois nele se discute a ocorrência de erro de forma, havendo necessidade de uma melhor apuração por parte da Fiscalização, por meio de MPF, para se apurarem os motivos ensejadores da retificação; vi) todo erro de forma que não turbe o direito material é passível de retificação, havendo sempre a possibilidade, seja na esfera judicial ou na administrativa, de revisão de procedimentos, declarações e decisões conflitantes, de ofício ou por provocação das partes; vii) de acordo com o princípio da verdade material, as obrigações acessórias que efetivamente demonstram as bases de cálculo da contribuição e atestam a inconsistência apontada na DCTF não podem ser desconsideradas; viii) o julgador deveria ter determinado a baixa do processo à Fiscalização para se apurar o erro de fato informado e não rechaçar de plano as alegações apresentadas. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, controvertese nos autos sobre Pedido de Restituição cumulado com Declaração de Compensação (PER/DCOMP), não acatados pela Receita Federal por se referir a pagamento integralmente utilizado na quitação de outro débito do sujeito passivo. I. Preliminar. Ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. O Recorrente requer a anulação da decisão da Delegacia de Julgamento por ofender os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório ao negar direito à sustentação oral na primeira instância administrativa. A autoridade julgadora a quo, ao apreciar o pedido de sustentação oral do então Manifestante, arguiu que inexistiria autorização legal para tal, argumentando que tanto o Decreto nº 70.235/1972, quanto a Portaria MF nº 58/2006 (que dispõe sobre o funcionamento das turmas das delegacias de julgamento) e a Portaria MF nº 587/2010 (Regimento Interno da Receita Federal do Brasil) não preveem tal possibilidade no âmbito das delegacias de julgamento. Tal decisão mostrase de todo acertada, pois, diferentemente da previsão expressa contida no art. 58, inciso II, do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256/2009), na legislação que rege o funcionamento das delegacias de julgamento no âmbito da Receita Federal, inexiste previsão de sustentação oral na primeira instância. Os artigos 27 a 36 do Decreto nº 70.235/1972, que regem o julgamento em primeira instância no Processo Administrativa Fiscal (PAF), nada dizem a respeito do direito à sustentação oral, restringindo sua regulamentação aos elementos de prova constantes dos autos, produzidos pela Fl. 183DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.935285/200933 Acórdão n.º 3803003.657 S3TE03 Fl. 182 5 Administração tributária, pelos contribuintes ou em decorrência de diligência considerada necessária pela autoridade julgadora. Inobstante haver o direito fundamental à ampla defesa e ao contraditório (art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal), não se pode perder de vista que inexistem direitos absolutos, devendo todos os direitos e as garantias assegurados pela ordem jurídica ser compreendidos em conjunto e dialogicamente. Os princípios da ampla defesa e do contraditório devem ser sopesados dialeticamente com outros princípios, como o da celeridade processual (art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal). O Processo Administrativo Fiscal (PAF) encontrase regido pelo Decreto nº 70.235/1972, devendo as regras de funcionamento do litígio administrativo ser buscadas, primariamente, nesse instrumento normativo e, subsidiariamente, nas demais regras que regulam o processo judicial e/ou o administrativo. Nesse contexto, afasto a preliminar de nulidade arguida. II. Mérito. Origem do crédito. No mérito, registrese que o contribuinte, em sua Manifestação de Inconformidade – que corresponde à fase de Impugnação prevista no PAF, por força do disposto no art. 74, § 11, da Lei nº 9.430/1996 –, restringiu o seu pedido ao reconhecimento do direito creditório decorrente de pagamento indevido, nada dizendo sobre a natureza desses créditos, se referentes, por exemplo, a aquisições de insumos ou a outra forma de creditamento autorizada pela lei, inexistindo, portanto, pronúncia quanto às razões de fato ou de direito que deram ensejo ao indébito. Alegou o então Manifestante que o crédito pleiteado seria líquido e certo e que, em face do princípio da verdade material, ele não poderia ser obstado por meros erros formais no preenchimento da DCTF, nada dizendo sobre a sua origem. Somente no Recurso Voluntário o contribuinte informou que o direito creditório decorreria da apuração indevida da contribuição sobre a remuneração pela licença de uso ou de direito de comercialização ou distribuição de programa de computador, nos termos da Lei nº 10.168/2008, informação essa essencial à apreciação do pleito. Nesse sentido, temse que, desde a primeira instância, por força do contido no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal – PAF), tornouse definitiva na esfera administrativa a discussão acerca dos motivos fáticos e de direito que deram origem ao crédito que se pretende compensar, em razão do que eles não serão apreciados neste Conselho, tendo permanecido controvertida nos autos apenas a ocorrência de erro material no preenchimento da DCTF, assim como a existência de um indébito apurado a posteriori. Esclareçase que matéria não suscitada em sede de defesa no Processo Administrativo Fiscal (Impugnação ou Manifestação de Inconformidade) submetese à preclusão processual, não devendo ser conhecidas as razões e as alegações somente trazidas aos autos em sede de Recurso Voluntário, ou seja, questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF), somente demandada em sede de recurso, constitui matéria preclusa da qual não se toma conhecimento. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 Passase, então, à análise dos elementos probatórios presentes nos autos para fins de se confirmar o indébito pleiteado, independentemente de sua natureza. Desde a Manifestação de Inconformidade, o contribuinte havia trazido aos autos, além de cópias do PER/DCOMP e do despacho decisório, cópias da DIPJ retificadora, de parte de uma planilha identificada como “Razão Acumulado” e da DCTF, de cujo teor se obtêm as seguintes constatações: a) no PER/DCOMP (fls. 1 a 7), transmitido em 11/08/2005, pleiteouse o direito creditório no valor original de R$ 279.858,68, valor esse inserido no montante pago de R$ 559.326,47, relativo à Cofins não cumulativa, a ser compensado com débitos da contribuição para o PIS no montante de R$ 236.816,03; b) o despacho decisório (fl. 10), exarado em 20/04/2009, confirma o pagamento de R$ 559.326,47, referente à receita 5856 do mês de maio de 2004 (Cofins não cumulativa), efetuado em 15/06/2004, mas considera que ele foi integralmente utilizado na quitação de débitos do contribuinte; c) a DIPJ 2005 retificadora (fls. 46 a 48), transmitida em 24/03/2009, informa que no mês de maio de 2004 foi apurado um valor de Cofins a pagar de R$ 1.136.023,14; d) na planilha intitulada “Razão Acumulado” (fls. 49 a 52), consta que houve um pagamento a maior relativo à Cofins de maio de 2004 no montante de R$ 279.858,68; e) na DCTF, relativa ao 2º trimestre de 2004 (fls. 53 a 55), transmitida em 08/09/2005, informase que o valor apurado e pago da Cofins não cumulativa (código de receita 5856) de maio de 2004 seria de R$ 559.326,47, bem como que o valor referente à Cofins sobre o faturamento (código de receita 2172) seria de R$ 856.555,35, quitado com os valores de R$ 563.536,83 (ressarcimento de IPI) e de R$ 293.018,52 (depósito judicial); O julgador de piso afirmou que a DCTF retificadora apresentada anteriormente à data do despacho decisório não havia sido considerada na prolação deste; contudo, tal assertiva não coincide com a realidade fática dos autos, pois confrontandose a referida DCTF retificadora com o despacho decisório, verificase que se trata das mesmas informações relativas ao tributo, ao código de receita e aos valores declarados, não havendo dúvida que a decisão da repartiação de origem se dera com base nessa mesma DCTF retificadora. Consta dos autos do processo nº 10880.915161/200931 que o contribuinte transmitira uma segunda DCTF retificadora do 2º trimestre de 2004 em 05/06/2009, data essa posterior à da ciência do despacho decisório ocorrida em 28/04/2009. Com base nesses dados, é possível concluir que o Recorrente, apesar de a DCTF corresponder exatamente ao apurado no despacho decisório, pretende quitar o débito apurado na DIPJ, no montante de R$ 1.136.023,14, com os seguintes créditos: (i) R$ 559.326,47 (pagamento via DARF), (ii) R$ 293.018,52 (depósito judicial) e (iii) 563.536,83 (ressarcimento de IPI), valores esses que totalizam R$ 1.415.881,82, do que decorreria o saldo credor de R$ 279.858,68 pleiteado neste processo. Para comprovar tais créditos, o Recorrente trouxe aos autos cópias dos DARFs relativos ao pagamento de R$ 559.326,47 e de R$ 293.018,52, este referente a depósito judicial, nada havendo em relação ao ressarcimento de IPI no montante de R$ 563.536,83. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.935285/200933 Acórdão n.º 3803003.657 S3TE03 Fl. 183 7 Ainda que se acatassem como bastantes a DIPJ, o “Razão Acumulado” e os DARFs para comprovar os valores a que fazem referência, não se pode perder de vista que inexiste nos autos qualquer comprovação do alegado crédito decorrente de ressarcimento de IPI no montante de R$ 563.536,83, sem o que o conteúdo do PER/DCOMP se torna, em tese, apenas parcialmente comprovado, pois os valores dos DARFs totalizam R$ 852.344,99, valor esse insuficiente para quitar o débito de R$ 1.136.023,14 declarado na DIPJ. A diferença seria de R$ 283.678,15, valor esse a descoberto que supera o crédito pleiteado neste processo (R$ 279.858,68). Dessa forma, mesmo que, em tese, se superasse a ocorrência de preclusão temporal, temse que as provas apresentadas não seriam bastantes para comprovar a existência do alegado indébito. Conforme preceitua o parágrafo único do art. 195 do Códito Tributário Nacional (CTN), “[os] livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram”. Declarações e demonstrativos elaborados pelo próprio interessado não têm o condão de substituir as provas próprias do processo administrativo fiscal, ainda mais quando desacompanhados dos documentos em que constam, originalmente, as informações a que fazem referência. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal (DCTF e sistemas de arrecadação), inexistindo, nos casos da espécie, autorização legal para a inversão do ônus da prova, como pretende o Recorrente ao sugerir que esta Turma converta o julgamento em diligência para que a Fiscalização confirme os dados declarados em DIPJ. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei (...) Fl. 186DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) As exceções previstas no § 4º do art. 16 do PAF, supra reproduzidos, não se aplicam ao presente processo, pois não se trata de (i) impossibilidade de apresentação de provas por motivo de força maior, (ii) de fato ou direito superveniente ou (iii) de prova destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Nesse contexto, mostrase oportuno e esclarecedor o seguinte excerto extraído da obra “Processo administrativo federal” de autoria de Rodrigo Francisco de Paula, editora Dey Rey, Belo Horizonte, 2006, páginas 153 a 154: Dessa feita, em muitas situações, a mera alegação não se apresenta suficiente. É necessário conferirlhe grau substancial de veracidade, com elementos que revelem liame entre o alegado e o ocorrido. Assim, o impugnante deve se desimcumbir de sua tarefa de comprovar o que alega, para que suas alegações se revistam de um tônus diverso do meramente protelatório, já que a impugnação administrativa suspende a exigibilidade do crédito tributário. Nesse contexto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 187DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.935285/200933 Acórdão n.º 3803003.657 S3TE03 Fl. 184 9 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10880.935285/200933 Interessada: VOITH PAPER MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.657, de 25 de outubro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 25 de outubro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 188DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 25/10/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10120.908023/2009-06
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 30/11/2004
PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL.
A prova documental deverá ser apresentada com a manifestação de inconformidade, sob pena de ocorrer a preclusão temporal. Não restou caracterizada nenhuma das exceções do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 (PAF).
Recurso Voluntário Negado.
A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório.
Numero da decisão: 3801-001.563
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel que convertiam o processo em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a legitimidade do crédito.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
EDITADO EM: 08/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 30/11/2004 PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deverá ser apresentada com a manifestação de inconformidade, sob pena de ocorrer a preclusão temporal. Não restou caracterizada nenhuma das exceções do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 (PAF). Recurso Voluntário Negado. A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10120.908023/2009-06
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5175545
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3801-001.563
nome_arquivo_s : Decisao_10120908023200906.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 10120908023200906_5175545.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel que convertiam o processo em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a legitimidade do crédito. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. EDITADO EM: 08/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4380092
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217023901696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1891; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 10 1 9 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.908023/200906 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801001.563 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de outubro de 2012 Matéria COFINS/PIS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente DATAREY SERVIÇOS DE INFORMÁTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DA DCTF. A simples retificação de DCTF não é elemento de prova suficiente para aferir a liquidez e certeza do direito creditório. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INCERTO. A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/11/2004 PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deverá ser apresentada com a manifestação de inconformidade, sob pena de ocorrer a preclusão temporal. Não restou caracterizada nenhuma das exceções do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 (PAF). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel que convertiam o processo em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a legitimidade do crédito. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 80 23 /2 00 9- 06 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 11 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. EDITADO EM: 08/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 12 3 Relatório Adotase o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Tratase o presente processo da Declaração de Compensação (DCOMP) de nº 14671.91527.161006.1.7.048360, transmitida eletronicamente em 16/10/2006, com base em créditos relativos à Contribuição para o PIS/Pasep. A contribuinte declarou no PER/DCOMP a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, cujo DARF apresenta as seguintes características: Características do DARF: PERÍODO DE APURAÇÃO CÓDIGO DE RECEITA VALOR TOTAL DO DARF DATA DE ARRECADAÇÃO 30/11/2004 6912 2.718,27 15/12/2004 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP foi identificado pelos sistemas internos da RFB, que o referido DARF, na verdade, havia sido utilizado para pagamento de outro débito e PER/DComp, conforme demonstrado no quadro a seguir, de modo que não existia crédito disponível para efetuar a compensação solicitada pela contribuinte no PER/DCOMP objeto da atual lide. Utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no PER/DCOMP: NÚMERO DO PAGAMENTO VALOR ORIGINAL TOTAL PROCESSO (PR) / PERDCOMP (PD) / DÉBITO (DB) VALOR ORIGINAL UTILIZADO SALDO DO CRÉDITO ORIGINAL DISPONÍVEL PARA COMPENSAÇÃO 1737475331 2.718,27 DB: cód 6912 – PA 30/11/2004 2.718,27 0,00 Assim, em 20/4/2009, foi emitido eletronicamente o Despacho Decisório (fl. 12), cuja decisão não homologou a compensação dos débitos confessados por inexistência de crédito. O valor do principal correspondente aos débitos informados é de R$ 728,31. Cientificado, via postal, dessa decisão em 29/4/2011 (fl. 38), bem como da cobrança dos débitos confessados na Dcomp, o sujeito passivo apresentou em 29/5/2009, manifestação de inconformidade à fl. 2, acrescida de documentação anexa. A contribuinte contesta a decisão proferida no Despacho Decisório, esclarecendo que na data do envio do PER/DCOMP ainda não teria transmitida DCTF retificadora, pertinente ao crédito do pagamento a maior. Informa que esta providência Fl. 92DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 13 4 teria sido tomada em 28 de maio de 2009. Anexa as vias referentes aos créditos, juntamente com o recibo de entrega. A DRJ em Brasília (DF) julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não reconheceu o direito creditório pleiteado, nos termos da ementa abaixo transcrita: APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE PARA COMPROVAR EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO A MAIOR. Para se comprovar a existência de crédito decorrente de pagamento a maior, comparativamente com o valor do débito devido a menor, é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábilfiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A simples entrega de DCTF retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido ou a maior. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, cujo teor é sintetizado a seguir. Após breve relato do processo, discorre sobre o instituto da compensação tributária. Enfatiza que a compensação é uma das modalidades de extinção do crédito tributário e exige a existência de crédito líquido e certo, nos termos do art. 170 do CTN. Sustenta que pelos documentos que foram juntados, restou cabalmente comprovado que, por meio de DCTF retificadora, há a existência de pagamento indevido ou a maior. Argumenta que as provas juntadas no recurso voluntário, planilhas discriminando os valores a serem compensados e o Livro Diário da empresa, consubstanciam provas robustas da existência dos créditos que deverão ser compensados. Defende a tese de que não há qualquer óbice que impeça ao recorrente de trazer novas provas, ainda que em âmbito recursal, dada a prevalência do princípio da verdade material ou liberdade da prova. Colaciona doutrina sobre o princípio da verdade material. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 14 5 Insiste na tese de que pelo princípio da verdade material, que além do contribuinte poder trazer novas provas, a todo o momento, inclusive na fase recursal, a Fazenda não deve ficar adstrita às provas trazidas aos autos pelas partes, com o fito de descobrir a verdade dos fatos, inclusive realizando perícias e diligências. Por fim, requereu que fosse acolhido e provido seu recurso para reformar o acórdão da Turma e julgar procedente o pedido de direito creditório pleiteado. É o relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 15 6 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomo conhecimento. Em que pese a alegação de erro de fato no preenchimento das DCTFs, o seu pleito não pode prosperar, uma vez que tanto na manifestação de inconformidade quanto no recurso voluntário, não apresentou os documentos essenciais para o reconhecimento de seu crédito, tais como: demonstrativo da base de cálculo do suposto pagamento a maior, notas fiscais de venda, escrituração fiscal e contábil do período de apuração em que se pleiteou o crédito, etc. A requerente teve a oportunidade de comprovar o seu direito creditório, todavia limitouse a apresentar um demonstrativo da compensação, uma demonstração de resultado para efeito de suspensão/ redução de IRPJ/CSLL, período base de 01/01/2005 a 31/10/2005, e o Livro Diário do período de apuração de outubro de 2005. Destaco que os lançamentos colacionados no Livro Diário não fazem quaisquer referências à composição da base de cálculo do período de apuração do suposto pagamento a maior. Os lançamentos referemse à apropriação dos créditos no mês outubro de 2005. Destarte, verificase que a recorrente não apresentou qualquer documento fiscal ou contábil referente ao fato gerador (auferimento de receita) do seu pretenso crédito, de sorte que o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve ser homologado. Com efeito, a simples apresentação de uma declaração retificadora não produz os efeitos pretendidos pela interessada, visto que seu crédito não goza de liquidez e certeza. Convém ressaltar que não há óbice legal para a retificação da DCTF após a emissão do despacho decisório, porém a simples retificação deste documento não é elemento de prova suficiente para aferir a liquidez e certeza do direito créditório. Além do mais, o art. 333 do Código de Processo Civil preceitua que o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito. Ora, tendo alegado que efetuou pagamento a maior de Contribuição, a recorrente tinha por obrigação legal de colacionar ao processo administrativo os respectivos documentos comprobatórios que sustentariam seu direito. Pertinente é a colocação de Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart sobre o ônus da prova in Manual do processo de conhecimento. 5 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006, p. 271: A produção de prova não é um comportamento necessário para o julgamento favorável. Na verdade, o ônus da prova indica que Fl. 95DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 16 7 a parte que não produzir prova se sujeitará ao risco de um julgamento desfavorável. Ou seja, o descumprimento desse ônus não implica, necessariamente, um resultado desfavorável, mas no aumento do risco de um julgamento contrário [...](grifo do original) Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para a compensação que o crédito seja líquido e certo, in verbis: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda.” (grifouse) No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não o comprovou por meio de provas documentais hábeis, em especial, demonstração da base de cálculo do período de apuração em que se apurou, em tese, um pagamento a maior. É preciso insistir no fato de que a simples retificação de DCTFs é insuficiente para se comprovar o direito creditório. Quanto ao princípio da verdade material, é importante salientar que o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, estabelece que a prova documental tem que ser apresentada na impugnação, salvo os casos expressos abaixo mencionados: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Assim sendo, a lei estabelece o momento de apresentação da prova documental, qual seja, a interposição da manifestação de inconformidade. In casu, a recorrente não alegou uma das exceções do aludido dispositivo, portanto precluiu o seu direito de produção de prova documental. A propósito, Maria Teresa Martinez López e Marcela Cheffer Bianchini no artigo Aspectos Polêmicos sobre o Momento de Apresentação da Prova no Processo Administrativo Fiscal Federal em A Prova no Processo Tributário – São Paulo: Dialética, 2010, p. 51, esclarecem: (...) O devido processo legal manifesta princípios outros além do da verdade material. O processo requer andamento, desenvolvimento, marcha e conclusão. A segurança e a observância das regras previamente estabelecidas para a Fl. 96DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10120.908023/200906 Acórdão n.º 3801001.563 S3TE01 Fl. 17 8 solução das lides constituem valores igualmente relevantes no processo. E, neste contexto, o instituto da preclusão passa a ser figura indispensável ao devido processo legal, e de modo algum se revela incompatível com o Estado de Direito ou com o direito de ampla defesa ou com a busca pela verdade material. O artigo 16 do PAF, em seu parágrafo 4º, estabelece limitações à atividade probatória do administrado ao determinar que a prova documental deve ser apresentada com a impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que restar demonstrada a impossibilidade de sua apresentação por motivo de força maior ou referirse a fato ou direito superveniente.(grifouse) Em remate, o direito creditório não restou comprovado. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, não reconhecendo o direito creditório pleiteado, e, por conseguinte, não homologando a compensação. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 97DF CARF MF Impresso em 20/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 16/11/2 012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 11080.000633/2008-57
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2005
ERRO MATERIAL. CORREÇÃO PELO ÓRGÃOS JULGADOR. ARTIGO 32 DO DECRETO N. 70.235/72
Nos termos do artigo 32 do Decreto n. 70.235/72, as inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de cálculos existentes na decisão poderão ser corrigidos de ofício ou a requerimento do sujeito passivo
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA - PRECLUSÃO.
Resta preclusa a matéria questionada apenas na fase recursal, não debatida na primeira instância e considerada como não-impugnada na decisão recorrida.
Recurso Provido em Parte
Numero da decisão: 2802-001.973
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos e nos termos do voto do relator: (a) dar provimento parcial ao recurso voluntário para corrigir o valor do imposto a pagar de fl. 94 com a redução de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, com exclusão da frase final utilizado no acórdão de primeira instância "totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23"; e (b) não conhecer do recurso quanto ao pedido de reconhecimento das despesas médicas no valor de R$ 5.553,31.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2005 ERRO MATERIAL. CORREÇÃO PELO ÓRGÃOS JULGADOR. ARTIGO 32 DO DECRETO N. 70.235/72 Nos termos do artigo 32 do Decreto n. 70.235/72, as inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de cálculos existentes na decisão poderão ser corrigidos de ofício ou a requerimento do sujeito passivo MATÉRIA NÃO IMPUGNADA - PRECLUSÃO. Resta preclusa a matéria questionada apenas na fase recursal, não debatida na primeira instância e considerada como não-impugnada na decisão recorrida. Recurso Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11080.000633/2008-57
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5183135
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Feb 02 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-001.973
nome_arquivo_s : Decisao_11080000633200857.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 11080000633200857_5183135.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos e nos termos do voto do relator: (a) dar provimento parcial ao recurso voluntário para corrigir o valor do imposto a pagar de fl. 94 com a redução de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, com exclusão da frase final utilizado no acórdão de primeira instância "totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23"; e (b) não conhecer do recurso quanto ao pedido de reconhecimento das despesas médicas no valor de R$ 5.553,31. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4463636
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217058504704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2053; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 119 1 118 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.000633/200857 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.973 – 2ª Turma Especial Sessão de 18 de outubro de 2012 Matéria IRPF Recorrente ANTONIO GUILHERME TANGER JARDIM Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 ERRO MATERIAL. CORREÇÃO PELO ÓRGÃOS JULGADOR. ARTIGO 32 DO DECRETO N. 70.235/72 Nos termos do artigo 32 do Decreto n. 70.235/72, as inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de cálculos existentes na decisão poderão ser corrigidos de ofício ou a requerimento do sujeito passivo MATÉRIA NÃO IMPUGNADA PRECLUSÃO. Resta preclusa a matéria questionada apenas na fase recursal, não debatida na primeira instância e considerada como nãoimpugnada na decisão recorrida. Recurso Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos e nos termos do voto do relator: (a) dar provimento parcial ao recurso voluntário para corrigir o valor do imposto a pagar de fl. 94 com a redução de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, com exclusão da frase final utilizado no acórdão de primeira instância "totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23"; e (b) não conhecer do recurso quanto ao pedido de reconhecimento das despesas médicas no valor de R$ 5.553,31. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 06 33 /2 00 8- 57 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros. Relatório Versam os autos sobre Notificação de Lançamento de fls. 82/87, em procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física referente ao exercício 2006, anocalendário 2005. Foi apurado Imposto de Renda suplementar no valor de R$ 8.700,30, referente à glosa de despesas médicas, no montante de R$ 16.948,36 e de pensão alimentícia judicial, no montante de R$ 3.925,70. Foi, ainda, constatada a omissão de rendimentos do trabalho, no valor de R$ 16.165,00, recebidos da Associação dos Juizes do Rio Grande do Sul, CNPJ n.° 92.965.748/000147. Na Impugnação de fls. 1/2, o Recorrente demonstrou sua inconformidade apenas em relação à glosa das despesas médicas de sua exesposa Neila Mesquita Couto e dos valores pagos a Tânia Rocha Bohns, a título de prestação de serviços de psicologia, restando como não impugnados os demais itens apontados pela fiscalização. A decisão de 1ª. Instância acolheu em parte a Impugnação apresentada para restabelecer a dedução das despesas médicas no montante de R$ 10.611,69, com a conseqüente redução do Imposto de Renda suplementar apurado, de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23 (fls. 91/94). Nas razões de Voluntário (fls. 102 a 107), aponta equívoco na apuração do novo valor da exigência fiscal. Aponta a necessidade de exclusão da exigência o valor de R$ 1.158,15, referentes a imposto já pago, mais a multa de oficio correspondente, de 75%, bem como os juros de mora incidentes sobre a diferença. Reclama ainda seja restabelecida a glosa de despesas com pensão judicial, descontadas em folha, no valor de R$ 3.925,70 (fl. 92) e das despesas médicas no valor de R$ 5.553,31, mantidas na decisão recorrida. Era o der essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. Por tempestivo e pela presença dos pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. Cumpre ressaltar, de início, que a insurgência do Recorrente, a inaugurar a fase litigiosa da ação fiscal em Impugnação (fls. 1 e 2), se cinge apenas à glosa com despesas decorrentes de pensão alimentícia pagas à excônjuge e de despesas médicas glosadas com a profissional Tânia Rocha Bohns. Passo à análise do quanto posto em recurso. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.000633/200857 Acórdão n.º 2802001.973 S2TE02 Fl. 120 3 O Recorrente aponta erro na decisão a quo, decorrente do seguinte trecho: "Os membros da 7ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgaram procedente a impugnação, reduzindo o Imposto de Renda suplementar apurado, de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23”. Requer a correção do erro cometido pela DRJ, excluindose o valor de R$ 1.158,15 (fl. 10) mais multa de oficio de 75%, bem como os juros de mora incidentes sobre a diferença. O acolhimento parcial da Impugnação alterou o valor do imposto suplementar a pagar, de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09. A DRJ, de fato, incluiu no valor do “imposto a pagar”, o montante de R$ 1.158, 15, imposto este declarado e excluído da exigência fiscal, resultando no valor de R$ 6.940,23. É de se corrigir o decidido pela DRJ à fl. 94, com fulcro no artigo 32 do Decreto n. 70.235, para que conste apenas a redução de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, com exclusão da frase final: “totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23”. Insurgese Recorrente em Voluntário contra a mantença de glosa de despesas no valor de R$ 5.553,31, por se tratarem de despesas com não dependentes (filhas sob a guarda judicial da mãe) pagas em virtude de decisão judicial. Entretanto, conforme esclarecido de início, a glosa dessas despesas não foi objeto de Impugnação, o que impede o conhecimento do recurso quanto a esse pedido, restando preclusa a discussão sobre esse item, nos termos do artigo do 17 do Decreto n. 70.235/72. Nesse sentido, jurisprudência desta 2ª Turma Especial: Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF 2a. Seção 2a. Turma Especial. Processo n.1.3707.001104/200549 Recurso n. 161.587 Voluntário Acórdão n. 280200.296 – 2ª Turma Especial. Sessão de 11 de maio de 2010 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA PRECLUSÃO. Resta preclusa a matéria questionada apenas na fase recursal, não debatida na primeira instância e considerada como tal não impugnada na decisão recorrida. Recurso Voluntário Não Conhecido. Pelo exposto, conheço e dou parcial provimento ao recurso voluntário quanto à correção do valor do imposto a pagar de fl. 94, com fulcro no artigo 32 do Decreto n. 70.235, para que conste apenas a redução de R$ 8.700,30 para R$ 5.782,09, com exclusão da frase final: “totalizando o saldo de imposto a pagar de R$ 6.940,23”. Não conheço do recurso quanto ao pedido de reconhecimento das despesas médicas no valor de R$ 5.553,31, com fundamento no artigo 17 do Decreto n. 70.235/72. É o meu voto. (assinado digitalmente) Fl. 128DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 German Alejandro San Martín Fernández Fl. 129DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11080.000633/200857 Acórdão n.º 2802001.973 S2TE02 Fl. 121 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 28 de novembro de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 130DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000772/2008-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Oct 31 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 21/01/2008
RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
Interposto o recurso voluntário pelo contribuinte fora do prazo legal, não há de ser o mesmo conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3302-001.819
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 01/10/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Fábia Regina Freitas.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 21/01/2008 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Interposto o recurso voluntário pelo contribuinte fora do prazo legal, não há de ser o mesmo conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 31 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11128.000772/2008-97
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5174565
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 01 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3302-001.819
nome_arquivo_s : Decisao_11128000772200897.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : WALBER JOSE DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 11128000772200897_5174565.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Fábia Regina Freitas.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2012
id : 4353029
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217060601856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1456; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.000772/200897 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302001.819 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de setembro de 2012 Matéria ADUANA. MULTA AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente CMA CGM DO BRASIL AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 21/01/2008 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Interposto o recurso voluntário pelo contribuinte fora do prazo legal, não há de ser o mesmo conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Fábia Regina Freitas. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 07 72 /2 00 8- 97 Fl. 175DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11128.000772/200897 Acórdão n.º 3302001.819 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado para exigência de crédito tributário referente a multas por violação de lacre de contêineres e pela falta de comunicação imediata à autoridade aduaneira das irregularidades acontecidas no navio CMA CGM JAGUAR em 03/07/2007, narradas no Termo de Ocorrência nº 32/07. As multa lançadas foram as previstas no art. 107, inciso IV, alínea “c”, e inciso VI, todos do DecretoLei nº 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833/03. Tempestivamente a contribuinte insurgese contra a exigência fiscal, conforme impugnação às fls. 16/38, cujos argumentos de defesa estão sintetizados no relatório do acórdão recorrido, que leio em sessão. A DRJ em São Paulo SP manteve parcialmente o lançamento, para excluir a multa prevista na alínea “c”, inciso IV, do art. 107 do Decretolei nº 37/66, nos termos do Acórdão no 1755.322, de 17/11/2011, cuja ementa apresenta o seguinte teor: EMBARAÇAR, DIFICULTAR OU IMPEDIR A AÇÃO FISCALIZADORA. PENALIDADE. COMPROVAÇÃO. A exigência de penalidade deve estar amparada em prova inequívoca da ocorrência da infração, sob pena de insubsistência do lançamento. CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR O roubo ou o furto de mercadoria importada não se caracteriza como evento de caso fortuito ou de força maior, para efeito de exclusão de responsabilidade, nos termos do art. 595 do Decreto nº 4.543, de 26 de dezembro de 2002 Regulamento Aduaneiro, com as alterações do Decreto nº 4.765, de 24 de junho de 2003, tendo em vista não atender, cumulativamente, as condições de ausência de imputabilidade, de inevitabilidade e de irresistibilidade. Ciente da decisão de primeira instância em 12/12/2011, conforme AR de fl. 135, a empresa autuada interpôs recurso voluntário em 12/01/2012, no qual repisa os argumentos da impugnação, relativamente multa em face da violação de lacres de contêineres. Na forma regimental, o processo foi distribuído a este Conselheiro Relator. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11128.000772/200897 Acórdão n.º 3302001.819 S3C3T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA Relator. O recurso voluntário apresentado não atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, por ter sido apresentado intempestivamente. Assim, dele não conheço. Com efeito, a empresa CMA CGM DO BRASIL AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 12/12/2011, conforme AR de fl. 135, de modo que o prazo para interposição de seu recurso voluntário teve início em 13/12/2011 e encerrouse em 11/01/2012, de acordo com os arts. 5º e 33 do Decreto nº 70.235/72. Todavia, tal recurso só veio a ser oposto em 12/01/2012 (fl. 137), ou seja, no 31o dia após a ciência da decisão recorrida. Por sua vez, o art. 35, também do Decreto no 70.235/72, determina que o recurso voluntário, mesmo perempto, será encaminhado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, que julgará a perempção. Sobre a tempestividade do recurso voluntário, a empresa Recorrente enganouse ao afirmar que tomou ciência da decisão recorrida no dia 14/12/2011 e que teria até o dia 13/01/2012 para apresentar o dito recurso voluntário. Disse a Recorrente: A Recorrente foi intimada do acórdão do qual ora recorre em 14 de dezembro de 2011. Logo, é tempestivo o presente Recurso, desde que apresentado, como está sendo, até o dia 13 de janeiro de 2012. Em face do exposto, e por tudo o mais que do processo consta, voto no sentido de, em sede de preliminar, não conhecer do recurso voluntário posto que perempto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator Fl. 177DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10283.720366/2010-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Exercício: 2005
ARQUIVOS DIGITAIS. DADOS EM IDIOMA ESTRANGEIRO. CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS. INFRAÇÃO QUANTO À FORMA. INOCORRÊNCIA.
Os arquivos digitais e sistemas das pessoas jurídicas que utilizam sistema de processamento eletrônico de dados devem observar, quanto à forma, as disposições contidas no ADE COFIS nº 15/2001. O fato de as informações estarem em língua estrangeira não constitui infração pelo não atendimento da forma de apresentação dos registros e respectivos arquivos.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 3102-001.641
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
(assinado digitalmente)
Ricardo Paulo Rosa - Relator.
EDITADO EM: 12/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira e Adriana Oliveira e Ribeiro.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2005 ARQUIVOS DIGITAIS. DADOS EM IDIOMA ESTRANGEIRO. CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS. INFRAÇÃO QUANTO À FORMA. INOCORRÊNCIA. Os arquivos digitais e sistemas das pessoas jurídicas que utilizam sistema de processamento eletrônico de dados devem observar, quanto à forma, as disposições contidas no ADE COFIS nº 15/2001. O fato de as informações estarem em língua estrangeira não constitui infração pelo não atendimento da forma de apresentação dos registros e respectivos arquivos. Recurso de Ofício Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10283.720366/2010-11
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177589
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 17 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3102-001.641
nome_arquivo_s : Decisao_10283720366201011.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : RICARDO PAULO ROSA
nome_arquivo_pdf_s : 10283720366201011_5177589.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa - Relator. EDITADO EM: 12/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira e Adriana Oliveira e Ribeiro.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4418584
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217088913408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1896; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 2 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.720366/201011 Recurso nº 922.276 Voluntário Acórdão nº 3102001.641 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de outubro de 2012 Matéria Multa Regulamentar Recorrente SAMSUNG ELETRÔNICA DA AMAZÔNIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 ARQUIVOS DIGITAIS. DADOS EM IDIOMA ESTRANGEIRO. CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS. INFRAÇÃO QUANTO À FORMA. INOCORRÊNCIA. Os arquivos digitais e sistemas das pessoas jurídicas que utilizam sistema de processamento eletrônico de dados devem observar, quanto à forma, as disposições contidas no ADE COFIS nº 15/2001. O fato de as informações estarem em língua estrangeira não constitui infração pelo não atendimento da forma de apresentação dos registros e respectivos arquivos. Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 12/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira e Adriana Oliveira e Ribeiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 03 66 /2 01 0- 11 Fl. 405DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Tratase de auto de infração referente à aplicação da multa prescrita no inciso I do artigo 12 da Lei nº 8.218/91, no valor de R$ 15.196.314,17 (fls. 01/08), lavrado em decorrência de fiscalização levada a efeito pela Alfândega do Porto de Manaus AM. A ciência do lançamento foi dada pessoalmente, em 08/07/2010, sendo que a autuada apresentou impugnação em 05/08/2010. Do Lançamento A fiscalização informa que a autuada, devidamente intimada a fornecer os arquivos digitais que estava obrigada a manter à disposição da Receita Federal, por força do disposto no artigo 11 da Lei nº 8.218/91, entregou o arquivo a seguir identificado com dados escritos em inglês: ARQUIVO 4.1.1 – LANÇAMENTOS CONTÁBEIS. Dessa maneira, deixou de atender à forma legal como devem ser apresentadas essas informações, contrariando os Princípios Fundamentais da Contabilidade e o Código Civil Brasileiro, em seu artigo 1.183. A autuada foi intimada duas vezes seguidas para sanear essa falha, mas os novos arquivos fornecidos permaneceram com o mesmo problema. Apesar de o contribuinte ter solicitado e obtido duas prorrogações do prazo para atendimento à solicitação do Fisco, não corrigiu as informações retrocitadas, nem prestou qualquer justificativa ou esclarecimento sobre o vício apontado. A irregularidade constatada pela fiscalização está demonstrada, de forma sintética, no Relatório denominado BALANCETE/2005 – 1ª, 2ª e 3ª entregas (fls. 37/99). Diante desses fatos, com base nos artigos 11 e 12, inciso I, da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, com redação dada pela MP nº 2.15835, de 2001; no art. 1.183 do Código Civil, bem como nas orientações contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) e no Ato Declaratório Executivo COFIS nº 15/2001, a fiscalização lavrou o auto de infração em debate. Da Impugnação Irresignada com o lançamento, a autuada aduziu os seguintes argumentos em sua contestação (fls. 103/123): as palavras em língua inglesa utilizadas nos arquivos digitais apresentados à fiscalização foram: notebook, pen drive, scrapping e conveyor – great rack metálico, que são usualmente utilizadas no comércio e de fácil compreensão; não houve nenhuma infringência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, eis que nenhum deles diz respeito ao idioma; a NBC T2, aprovada pela Resolução 563/83 do Conselho Federal de Contabilidade, estabelece que a escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais. Porém, esse comando restringese à “escrituração”, que não abrange balancetes e balanço; a mesma observação vale em relação ao artigo 1.183 do Código Civil, que trata tão somente de escrituração, determinando que, além do uso do idioma e moeda corrente nacionais, seja feita em ordem cronológica de dia, mês e ano. Balancete não Fl. 406DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10283.720366/201011 Acórdão n.º 3102001.641 S3C1T2 Fl. 3 3 é “escriturado” em ordem cronológica, já que se trata apenas de um resumo do que já foi contabilizado, e sendo assim, não pode ser alcançado pelo referido comando legal; cada grupo de contas utilizado pela impugnante é composto por subgrupos, que por sua vez contém várias contas contábeis. Os nomes dos grupos e dos subgrupos de contas são padrão do sistema SAP, utilizado globalmente por várias empresas multinacionais, e não podem ter a descrição alterada. Por esse motivo, o balancete da impugnante foi realizado com esses nomes em inglês, mas com os nomes da contas analíticas que compõem cada subgrupo em português; embora não seja necessário, para demonstrar que não existe a pretensa imprestabilidade dos balancetes apresentados, juntase, nesta oportunidade, tradução juramentada dos balancetes mensais relativos ao ano de 2005; no Auto de Infração, a fiscalização relata que foram apuradas inconsistências no arquivo magnético, ou seja, erro. Ocorre que, por conta de infração com idêntica descrição – erro em informação apresentada via arquivo magnético, a empresa já fora autuada anteriormente, em relação ao mesmo período. Dessa forma, estão sendo aplicadas duas penalidades distintas para a mesma conduta, pois em nenhum momento foi dito que os dados não foram fornecidos na forma do ADE COFIS nº 15/2001; a imputação feita pela fiscalização não condiz com a realidade dos fatos, já que a utilização de linguagem estrangeira poderia até ser considerada como erro ou inconsistência nos dados fornecidos, mas não como afronta à forma legal para prestação das referidas informações. Portanto, deveria ter sido tratada no mesmo auto de infração supra mencionado; para aplicação de penalidades no campo tributário, por se tratar de norma sancionatória, o tipo nela descrito deve guardar estrita consonância com a conduta tida como faltosa ou delituosa. No caso em tela, os arquivos apresentados pela impugnante não contrariaram a forma de apresentação estabelecida no ADE Cofis nº 15/2001; além de não ter havido a irregularidade quanto à forma de apresentação dos arquivos magnéticos, não houve redução do ônus tributário suportado pelo contribuinte. Subsidiariamente, a autuada alega a desproporcionalidade da multa aplicada em relação à infração apurada, o que confere à exação fiscal caráter confiscatório, violando assim o disposto no artigo 150, IV, da Constituição Federal. Ao final, requer a nulidade do auto de infração e protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos, sob pena de cerceamento de seu direito de defesa. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2005 ARQUIVOS DIGITAIS. DADOS EM IDIOMA ESTRANGEIRO. INFRAÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS E NÃO QUANTO À FORMA. Fl. 407DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 4 O fornecimento dos arquivos digitais que a lei obriga a disponibilizar ao Fisco, com a descrição de contas da contabilidade da empresa em idioma estrangeiro, não configura infração no tocante à forma de apresentação, pois não contraria nenhum dos requisitos estipulados no ADE COFIS nº 15/2001, mas sim quanto ao conteúdo, eis que os dados noutro idioma podem ser considerados como omitidos ou erroneamente apresentados. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2005 NULIDADE POR VÍCIO MATERIAL. FALTA DE SUBSUNÇÃO DOS FATOS À NORMA. Constatada que não há uma escorreita ligação entre os fatos supostamente praticados pelo contribuinte com a norma legal que fundamenta a autuação, nulo por vício material será o auto de infração, por ferir requisito essencial na constituição do lançamento, nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2005 MULTA CONFISCATÓRIA. EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO. O exame da constitucionalidade de normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional compete exclusivamente ao Poder Judiciário, restando inócua e incabível qualquer discussão nesse sentido na esfera administrativa. PRODUÇÃO ULTERIOR DE PROVAS. PROTESTO GENÉRICO. INADMISSIBILIDADE. Nos termos do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, a impugnação deverá conter todos os argumentos pertinentes à tese defensória, bem como as provas e fundamentos legais em que se baseia, e ainda, eventual pedido de diligência ou perícia, formulado de acordo com as exigências ali fixadas. Assim, não restando configurada nenhuma das hipóteses do § 4° do citado art. 16, é incabível o pedido genérico pela produção posterior de prova. Exonerado integralmente o valor do lançamento fiscal, de expressão superior ao limite de alçada, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento recorre de ofício da decisão tomada. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso. Para esclarecer as razões porque a Delegacia da Receita Federal de Julgamento considerou procedente a impugnação, exonerando o crédito tributário constituído Fl. 408DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10283.720366/201011 Acórdão n.º 3102001.641 S3C1T2 Fl. 4 5 no Auto de Infração guerreado, reproduzo excertos extraídos da decisão. Primeiro breve fundamentação do Voto Vencedor. No caso aqui tratado, a fiscalização aduaneira elaborou todo um raciocínio lógico para demonstrar que a autuada incorreu na infração constante do artigo 12, inciso I da Lei 8.218/91, entretanto conforme explanado no item “Da ausência de subsunção dos fatos ao tipo penal da norma aplicada” do voto vencido, ficou demonstrado que a conduta praticada pela autuada não se amolda perfeitamente neste dispositivo legal, assim, não há a necessária subsunção do fato à norma, conforme já destacado. O tópico “Da ausência de subsunção dos fatos ao tipo penal da norma aplicada”, fundamentação contida no Voto Vencido, mas adotada pelo Relator do Voto Vencedor tem o seguinte teor. No presente lançamento, a fiscalização considerou que houve ofensa à forma de apresentação dos citados arquivos, fato que ensejou a aplicação da multa prevista no inciso I do artigo 12 da Lei nº 8.218/91. Todavia, essa não parece ser a melhor interpretação dos fatos. Com efeito, os requisitos relacionados a esse aspecto foram detalhadamente estabelecidos no ADE COFIS nº 15/2001, e dizem respeito às especificações técnicas, meios de entrega, regras de formatação, relatórios de acompanhamentos e leiaute de arquivos padronizados. Nada que se refira ao idioma a ser utilizado. Verificase que os requisitos estabelecidos relacionados à forma têm como objetivo básico a padronização dos arquivos digitais a serem fornecidos pelos contribuintes, a fim de possibilitar a realização de testes de auditoria fiscal por meio de sistemas informatizados, desenvolvidos para esse fim. No caso sob exame, entendese que a forma de apresentação foi a exigida, visto que aparentemente os arquivos foram validados, fato que inclusive permitiu a constatação da irregularidade sob exame, entre outras. Ademais, tratandose de norma sancionatória, é pacífico na doutrina e na jurisprudência que a interpretação deve ser restrita. Considerandose que no ato normativo que estabeleceu a forma de apresentação dos arquivos digitais não consta nenhuma especificação quanto ao idioma a ser utilizado, o uso do inglês na descrição de algumas contas da contabilidade da autuada não poderia ser considerada como vício na forma de apresentação dos referidos arquivos. O uso de língua estrangeira na escrituração de uma entidade, ainda que de forma parcial, é irregularidade que pode dar ensejo à desconsideração da contabilidade para fins de apuração do lucro real. Ou seja, caberia a tributação com base no lucro arbitrado. No tocante aos arquivos digitais obrigatórios, poderia até implicar em considerálos como não entregues, caso tivesse ocorrido em todos eles. Porém, como esse fato aparentemente se deu apenas em parte de um arquivo específico, o entendimento visto como correto é considerar as informações em inglês como fornecidas com erro ou omissão. Assim, tal conduta poderia ser enquadrada no inciso II do artigo 12 da Lei nº 8.218/91, e não no inciso I. A decisão vencida propunha a conversão do julgamento em diligência, para as providências a seguir reproduzidas. Diante do exposto, com fulcro no artigo 18, § 3º, c/c artigos 59 e 60 do Dec. nº 70.235/72, entendo que o processo deve retornar à autoridade lançadora, para adoção das seguintes medidas: Fl. 409DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 6 a) verificar se é cabível o ajuste do lançamento à fundamentação legal considerada correta, levando em conta a possibilidade de ensejar o bis in idem, conforme alega a autuada, bem como a existência de suporte fático para cálculo da multa; b) caso positivo, emitir auto de infração complementar, corrigindo a tipificação legal e procedendo aos demais ajustes daí decorrentes, inclusive nos registros do crédito tributário nos sistemas da Receita Federal; c) caso negativo, emitir parecer explicitando os fatos impeditivos do lançamento complementar, inclusive se houver discordância quanto ao entendimento deste relator quanto à fundamentação legal; d) trazer ao processo outros documentos ou esclarecimentos que a autoridade preparadora entenda necessários ou relevantes à instrução destes autos e ao conseqüente julgamento da presente lide; e e) cientificar o sujeito passivo da presente Resolução e de seu resultado, bem como da reabertura do prazo para impugnação relativamente ao auto de infração complementar, se for o caso, concedendolhe, de qualquer forma, o prazo de 30 (trinta) dias para se manifestar. De tudo isso fica claro ter havido consenso no entendimento de que a infração identificada pela Fiscalização Federal no Auto de Infração estava incorreta. Votos Vencedor e Vencido convergem neste particular, discrepando apenas em relação às consequências daí advindas. No entendimento majoritário, retratado no Voto Vencedor, o lançamento é nulo, por vício material. A fundamentação legal incorreta trouxe como consequência a ausência de subsunção do fato à norma, problema que não pode ser resolvido com a conversão do julgamento em diligência, como propunha o Relator do Voto Vencido. Antes de qualquer ilação quanto às soluções propostas, necessário que sejam examinadas as disposições legais pertinentes. No entendimento consensual dos i. Julgadores de primeira instância, a Fiscalização Federal deveria ter enquadrado a infração no inciso II do artigo 12 da Lei 8.218/91 e não no I, como fez. Segue o texto. Art. 12 A inobservância do disposto no artigo precedente acarretará a imposição das seguintes penalidades: I multa de meio por cento do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não atenderem à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos; II multa de cinco por cento sobre o valor da operação correspondente, aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, limitada a um por cento da receita bruta da pessoa jurídica no período; A decisão a quo esclarece: “considerandose que no ato normativo que estabeleceu a forma de apresentação dos arquivos digitais não consta nenhuma especificação quanto ao idioma a ser utilizado, o uso do inglês na descrição de algumas contas da contabilidade da autuada não poderia ser considerada como vício na forma de apresentação dos referidos arquivos”. Em lugar disso, a presença de informações em língua estrangeria “poderia até implicar em considerálos como não entregues, caso tivesse ocorrido em todos eles. Porém, como esse fato aparentemente se deu apenas em parte de um arquivo específico, o entendimento visto como correto é considerar as informações em inglês como fornecidas com erro ou omissão”. Fl. 410DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10283.720366/201011 Acórdão n.º 3102001.641 S3C1T2 Fl. 5 7 Submetida à revisão de ofício, a decisão merece ser analisada em dois aspectos. Primeiro, requer avalição o entendimento unânime de que a infração foi indevidamente apontada no Auto de Infração. Depois, preciso que se decida sobre o acerto da posição majoritária ao exonerar o crédito tributário em face desse erro. Quanto ao primeiro aspecto, sou de entendimento de que não será a presença de um equívoco qualquer na indicação do enquadramento legal do auto de infração que acarretará a nulidade da autuação. Uma vez que a infração esteja bem definida na descrição dos fatos e não tenha ocorrido preterição ao direito de defesa, o problema poderá ser contornado. Contudo, no caso presente, a imprecisão parece, mesmo, ter ido um tanto mais longe. Na Descrição dos Fatos, o relato da ocorrência que deu azo à autuação encontrase sob o título “NÃO ATENDIMENTO QUANTO A FORMA INFORMAÇÃO PRESTADA EM MEIO MAGNÉTICO”. Segue descrição com menção à infração pelo não atendimento “quanto à forma em que devem ser apresentados os registros nos meios magnéticos”, sujeitando o contribuinte à multa “regulamentar equivalente a 0,5% da Receita Bruta da Pessoa Jurídica no Ano Calendário de 2006”. De fato, não se trata de erro de enquadramento legal. A infração identificada e descrita pelo Fisco foi a que consta no inciso I do artigo 12 da Lei 8.128/91, capitulada como “multa de meio por cento do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não atenderem à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos”. Decidido isso, é preciso avaliar se, como entendeu a Delegacia da Receita Federal de Julgamento, a forma de apresentação das informações previstas no artigo 11 da Lei 8.218/91 de fato está definida no ADE COFIS 15/2001, que não faz qualquer referência à língua na qual a descrição da mercadoria deva estar registrada. Transcrevo o texto do artigo 11 da Lei 8.218/91, de onde destaco o teor do parágrafo 3º, versando sobre a competência para expedição de atos estabelecendo a forma e prazo de apresentação das informações previstas no caput. Art. 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. .(Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) (Vide Mpv nº 303, de 2006) § 1º A Secretaria da Receita Federal poderá estabelecer prazo inferior ao previsto no caput deste artigo, que poderá ser diferenciado segundo o porte da pessoa jurídica. § 2º Ficam dispensadas do cumprimento da obrigação de que trata este artigo as empresas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES, de que trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. § 3º A Secretaria da Receita Federal expedirá os atos necessários para estabelecer a forma e o prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão ser apresentados. (grifos meus) Fl. 411DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 8 § 4º Os atos a que se refere o § 3o poderão ser expedidos por autoridade designada pelo Secretário da Receita Federal. Por seu turno, o Ato Declaratório Executivo COFIS nº 15/2001, por meio do qual a Secretaria da Receita Federal exerceu a competência outorgada pela Lei 8.218/91, traz o seguinte enunciado. Ato Declaratório Executivo COFIS nº 15, de 23 de Outubro de 2001 DOU de 26.10.2001 Estabelece a forma de apresentação, a documentação de acompanhamento e as especificações técnicas dos arquivos digitais e sistemas de que trata Instrução Normativa SRF n2 86, de 22 de outubro de 2001. (grifos meus) Com efeito, diante de tais disposições legais e normativas, difícil entender de forma diferente, se não que a forma de apresentação dos registros e arquivos em meio magnético a que estão obrigadas as pessoas jurídicas por força do disposto no artigo 11 da Lei 8.218/91 é aquela definida no ADE COFIS nº 15/2001, que, como se viu, não faz qualquer referência à língua em que as mercadorias devem ser descritas. Correto, portanto, o entendimento da decisão de piso ao considerar ausente a perfeita subsunção do fato à norma. Finalmente, quanto à consequência de desse entendimento, penso que mais uma vez andou bem a decisão recorrida. Embora haja, a meu sentir, uma área nebulosa em torno do limite até onde é admissível o retorno do processo à Unidade de Jurisdição para o agravamento da exigência inicialmente consignada nos autos, a alternativa proposta pelo i. Relator do Voto Vencido, data máxima vênia, se situa na posição mais extremada dentre as possibilidades imagináveis, admitindo que o processo retorne para que a Fiscalização avalie se concorda com o entendimento da DRJ, investigue a possibilidade de que a outra infração tenha sido cometida, e se assim for, decida sobre a possibilidade da ocorrência do bis in idem, com revisão da tipificação legal e do crédito tributário constituído e com a apresentação de novos elementos de prova. Acho que seria um caso típico de aperfeiçoamento do auto de infração, alternativa amplamente rejeitada na jurisprudência administrativa. VOTO POR NEGAR provimento ao Recurso de Ofício. Sala de Sessões, 23 de outubro de 2012. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 412DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 13851.001135/99-18
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1989 a 30/11/1991
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO.
O Supremo Tribunal Federal - STF fixou entendimento no sentido de que deva ser aplicado o prazo de 10 (dez) anos para o exercício do direito de repetição de indébito para os pedidos formulados antes do decurso do prazo da vacatio legis de 120 dias da LC n.º 118/2005, ou seja, antes de 9 de junho de 2005 (RE 566621).
O Superior Tribunal de Justiça - STJ firmou, ainda, entendimento no sentido de que o prazo para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ainda que tenha sido declarada a inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou exista Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso), é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, acrescidos de mais cinco anos, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005).
No presente caso, o pedido de repetição de indébito deu-se antes do início da vigência da LC nº 118/2005, aplicando-se, portanto, o prazo decenal para a contagem do prazo para o exercício do direito de repetição de indébito.
Para os pagamentos indevidos realizados em período igual ou inferior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, há de se concluir que o contribuinte exerceu tempestivamente o seu direito.
Por outro lado, no que diz respeito aos pagamentos realizados em período superior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, o pedido formulado pelo contribuinte não merece prosperar, em virtude de ter ultrapassado o decênio posto a sua disposição para o exercício de seu direito.
Recurso Extraordinário Provido em Parte.
Numero da decisão: 9900-000.594
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Elias Sampaio Freire Relator
EDITADO EM:21/11/2012
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim, que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Pleno
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1989 a 30/11/1991 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO. O Supremo Tribunal Federal - STF fixou entendimento no sentido de que deva ser aplicado o prazo de 10 (dez) anos para o exercício do direito de repetição de indébito para os pedidos formulados antes do decurso do prazo da vacatio legis de 120 dias da LC n.º 118/2005, ou seja, antes de 9 de junho de 2005 (RE 566621). O Superior Tribunal de Justiça - STJ firmou, ainda, entendimento no sentido de que o prazo para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ainda que tenha sido declarada a inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou exista Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso), é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, acrescidos de mais cinco anos, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005). No presente caso, o pedido de repetição de indébito deu-se antes do início da vigência da LC nº 118/2005, aplicando-se, portanto, o prazo decenal para a contagem do prazo para o exercício do direito de repetição de indébito. Para os pagamentos indevidos realizados em período igual ou inferior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, há de se concluir que o contribuinte exerceu tempestivamente o seu direito. Por outro lado, no que diz respeito aos pagamentos realizados em período superior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, o pedido formulado pelo contribuinte não merece prosperar, em virtude de ter ultrapassado o decênio posto a sua disposição para o exercício de seu direito. Recurso Extraordinário Provido em Parte.
turma_s : PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13851.001135/99-18
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5189535
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9900-000.594
nome_arquivo_s : Decisao_138510011359918.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ELIAS SAMPAIO FREIRE
nome_arquivo_pdf_s : 138510011359918_5189535.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Elias Sampaio Freire Relator EDITADO EM:21/11/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim, que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4511199
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217093107712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2333; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 2 1 1 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13851.001135/9918 Recurso nº Extraordinário Acórdão nº 9900000.594 – Pleno Sessão de 29 de agosto de 2012 Matéria RESTITUIÇÃO Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida VIEIRA & ROCETI LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1989 a 30/11/1991 NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE. DIVERGÊNCIA COMPROVADA. Ao apreciar regra de norma geral acerca do prazo para repetição de indébito (art. 165, incisos I e II , e 168, inciso I, do CTN), ao contrário do decidido no acórdão recorrido, o acórdão paradigma considerou ser irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro, aplicando o prazo a partir da extinção do crédito tributário. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1989 a 30/11/1991 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO. O Supremo Tribunal Federal STF fixou entendimento no sentido de que deva ser aplicado o prazo de 10 (dez) anos para o exercício do direito de repetição de indébito para os pedidos formulados antes do decurso do prazo da vacatio legis de 120 dias da LC n.º 118/2005, ou seja, antes de 9 de junho de 2005 (RE 566621). O Superior Tribunal de Justiça STJ firmou, ainda, entendimento no sentido de que o prazo para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ainda que tenha sido declarada a inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou exista Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso), é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, acrescidos de mais cinco anos, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118∕05 (09.06.2005). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 1. 00 11 35 /9 9- 18 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 No presente caso, o pedido de repetição de indébito deuse antes do início da vigência da LC nº 118/2005, aplicandose, portanto, o prazo decenal para a contagem do prazo para o exercício do direito de repetição de indébito. Para os pagamentos indevidos realizados em período igual ou inferior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, há de se concluir que o contribuinte exerceu tempestivamente o seu direito. Por outro lado, no que diz respeito aos pagamentos realizados em período superior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, o pedido formulado pelo contribuinte não merece prosperar, em virtude de ter ultrapassado o decênio posto a sua disposição para o exercício de seu direito. Recurso Extraordinário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Elias Sampaio Freire – Relator EDITADO EM:21/11/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim, que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13851.001135/9918 Acórdão n.º 9900000.594 CSRFPL Fl. 3 3 Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão n.º 03 06.022, proferido pela 3ª Turma da CSRF em 08/09/2008, interpôs, dentro do prazo regimental, recurso extraordinário à Câmara Superior de Recursos Fiscais. A decisão recorrida, por maioria de votos, negou provimento ao recurso especial. Segue abaixo sua ementa: “FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇAO/COMPENSAÇÃO Exercício: 1999 O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que tenha sido declarada inconstitucional, somente surge com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a .suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Ante à inexistência de ato específico do Senado Federal, o Parecer COSIT n° 58, de 2710/98, firmou entendimento de que o termo a quo para o pedido de restituição começa a contar a partir da edição da Medida Provisória n° 1.110, em 31/08/95, primeiro ato emanado do Poder Executivo a reconhecer o caráter indevido do recolhimento do Finsocial à alíquota superior a 0,5%, expirando em 31/08/00. O pedido de restituição da contribuinte foi formulado em 05/11199. Recurso Especial Negado.” A Fazenda Nacional afirma que o acórdão recorrido diverge da jurisprudência mantida pela Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão CSRF/0400.810). Segue abaixo a ementa do paradigma: “PEDIDO DE RESTITUIÇÃO — ILL — O direito de pleitear a restituição de tributo indevido, pago espontaneamente, perece com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário, sendo irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro (art. 165, incisos I e II, e 168, inciso I, do CTN, e entendimento do Superior Tribunal de Justiça). Recurso Especial do Procurador Provido.” (AC CSRF/0400.810) Explica que o aresto atacado negou provimento ao recurso especial da PGFN para determinar que o prazo para restituição do indébito tributário, nos casos de declaração de inconstitucionalidade, tem início no momento em que o Poder Executivo reconhece (ou é obrigado a reconhecer) não mais ser devida a malfadada exação. Afirma que tal decisão resolveu que, no caso do FINSOCIAL, tributo objeto do pedido de restituição, o prazo teve início com a publicação da MP n° 1.110/95, momento em que a inconstitucionalidade foi formalmente reconhecida pelo Poder Executivo. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Observa que o voto condutor do aresto declinado como paradigma entende que o direito de pleitear a restituição de tributo indevido, pago espontaneamente, perece com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário, sendo irrelevante que o indébito tenha por fundamento a inconstitucionalidade ou simples erro. No mérito afirma que, pelo exame dos artigos 165, inciso I e 168, inciso I, ambos do CTN, constatase que o direito de o sujeito passivo pleitear a restituição total ou parcial de tributo pago indevidamente ou maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido, extinguese com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Diz que decisão recorrida respaldouse em posicionamento superado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, pois a referida Corte é unânime em sufragar que a declaração de inconstitucionalidade do tributo não influi no prazo decadencial para a repetição do indébito. Ao final, requer o provimento do presente recurso. Nos termos do Despacho n.º 910000.618, foi dado seguimento ao pedido em análise. Eis o breve relatório. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13851.001135/9918 Acórdão n.º 9900000.594 CSRFPL Fl. 4 5 Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator Acerca da admissibilidade do recurso extraordinário constatase que ao apreciar regra de norma geral acerca do prazo para repetição de indébito (art. 165, incisos I e II , e 168, inciso I, do CTN), ao contrário do decidido no acórdão recorrido, o acórdão paradigma considerou ser irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro, aplicando o prazo a partir da extinção do crédito tributário. Portanto, demonstrado o dissídio jurisprudencial e preenchidas as demais formalidades, conheço do recurso extraordinário interposto pela Fazenda Nacional. O Supremo Tribunal Federal – STF fixou entendimento no sentido de que deva ser aplicado o prazo de 10 (dez) anos para o exercício do direito de repetição de indébito para os pedidos formulados antes do decurso do prazo da vacatio legis de 120 dias da LC n.º 118/2005, ou seja, antes de 9 de junho de 2005 (RE 566621), em acórdão assim ementado: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações Fl. 5DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” O Superior Tribunal de Justiça – STJ firmou, ainda, entendimento no sentido de que o prazo para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ainda que tenha sido declarada a inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou exista Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso), é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, acrescidos de mais cinco anos, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118∕05 (09.06.2005): “TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL EM CONTROLE CONCENTRADO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. REGRA DOS "CINCO MAIS CINCO". PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. A Primeira Seção desta Corte firmou entendimento de que, "mesmo em caso de exação tida por inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, seja em controle concentrado, seja em difuso, ainda que tenha sido publicada Resolução do Senado Federal (art. 52, X, da Carta Magna), a prescrição do direito de pleitear a restituição, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita ou expressa." 2. O entendimento jurisprudencial é a síntese da melhor exegese da legislação no momento da aplicação do direito, por isso é aceitável a sua mudança para o devido aprimoramento da prestação jurisdicional. Agravo regimental improvido.” (AgRg no Ag 1406333 / PE, Relator: Ministro Humberto Martins) “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA O SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (ILL). PRESCRIÇÃO. TESE DOS "CINCO MAIS CINCO". RESP 1.002.932/SP (ART.543C DO CPC). COMPENSAÇÃO. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL. DATA DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. RESP Fl. 6DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13851.001135/9918 Acórdão n.º 9900000.594 CSRFPL Fl. 5 7 1.137.738/SP (ART. 543C DO CPC). POSSIBILIDADE, IN CASU, DE COMPENSAÇÃO COM TRIBUTO DA MESMA ESPÉCIE. CORREÇÃO MONETÁRIA. FEV/1991. IPC. 21,87%. 1. Agravos regimentais interpostos pelos contribuintes e pela Fazenda Nacional contra decisão que negou seguimento aos seus recursos especiais. 2. A Primeira Seção adota o entendimento sufragado no julgamento dos EREsp 435.835/SC para aplicar a tese dos "cinco mais cinco" à contagem do prazo prescricional, inclusive para a repetição de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes: EREsp 507.466/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Primeira Seção, julgado em 25/3/2009, DJe 6/4/2009; AgRg nos EAg 779581/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em 9/5/2007, DJe 1/9/2008; EREsp 653.748/CE, Rel. Ministro José Delgado, Rel. p/ Acórdão Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 23/11/2005, DJ 27/3/2006. 3. O Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial representativo de controvérsia (REsp 1.002.932/SP), ratificou orientação no sentido de que o princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC n. 118/05 aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, porquanto é norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação respectiva. 4. Em sede de compensação tributária, deve ser aplicada a legislação vigente por ocasião do ajuizamento da demanda. "[A] autorização da Secretaria da Receita Federal constituía pressuposto para a compensação pretendida pelo contribuinte, sob a égide da redação primitiva do artigo 74, da Lei 9.430/96, em se tratando de tributos sob a administração do aludido órgão público, compensáveis entre si" (REsp 1.137.738/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 1º/2/2010, julgado sob o rito do art. 543C do CPC). 5. Na correção de indébito tributário incide o índice de 21,87% em fevereiro de 1991 (expurgo inflacionário, IPC/IBGE em substituição à INPC do mês). Precedentes: REsp 968.949/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 10/3/2011; EDcl no AgRg nos EDcl no REsp 871.152/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19/8/2010; AgRg no REsp 945.285/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 7/6/2010; REsp 1.124.456/DF, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 8/4/2010. 6. Agravo regimental das contribuintes parcialmente provido para assegurar a correção monetária no mês de fevereiro de 1991 pelo índice de 21,87%. 7. Agravo regimental da Fazenda Nacional não provido.” Fl. 7DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 (AgRg no REsp 1131971 / RJ, Relator: Ministro Benedito Gonçalves) No presente caso, o pedido de repetição de indébito deuse antes do início da vigência da LC nº 118/2005 (05/11/1999), aplicandose, portanto, o prazo decenal para a contagem do prazo para o exercício do direito de repetição de indébito. Para os pagamentos indevidos realizados em período igual ou inferior a dez anos entre a entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, há de se concluir que o contribuinte exerceu tempestivamente o seu direito. Por outro lado, no que diz respeito aos pagamentos realizados em período superior a dez anos entre a data do fato gerador e a data do pedido de repetição do indébito, o pedido formulado pelo contribuinte não merece prosperar, em virtude de ter ultrapassado o decênio posto a sua disposição para o exercício de seu direito. Ante o exposto, voto por conhecer do recurso extraordinário da Fazenda Nacional e darlhe parcial provimento, para não acolher o direito de repetição de indébito do contribuinte para os fatos geradores ocorridos anteriormente à 05/11/1989. É como voto. Elias Sampaio Freire Fl. 8DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10980.003314/2003-82
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 31/10/2002 a 31/12/2002
DCOMP. DÉBITOS VENCIDOS. ATUALIZAÇÃO.
Nos termos do art. 61, da Lei nº 9.430/96, os débitos vencidos indicados em declarações de compensação devem ser acrescidos de juros e multa moratória.
IPI. CRÉDITO ESCRITURAL. ACRÉSCIMO DE TAXA SELIC.
De acordo com precedente do E. STJ submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e aplicável ao processo administrativo fiscal por força do artigo 62-A, do RICARF (REsp no. 1.035.847), o ressarcimento de créditos de IPI está sujeito a acréscimo da Taxa SELIC entre as datas do protocolo do pedido e aquela em que o postulante fruir efetivamente o direito.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3403-001.866
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito de o contribuinte corrigir o ressarcimento pela Taxa Selic entre a data de apresentação do pedido de ressarcimento e a data da efetiva utilização do crédito.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Marcos Tranchesi Ortiz Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira, Domingos de Sá Filho, Liduína Maria Alves Macambira, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Ausente o Conselheiro... . Ausente ocasionalmente o Conselheiro ... .
Nome do relator: MARCOS TRANCHESI ORTIZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 31/10/2002 a 31/12/2002 DCOMP. DÉBITOS VENCIDOS. ATUALIZAÇÃO. Nos termos do art. 61, da Lei nº 9.430/96, os débitos vencidos indicados em declarações de compensação devem ser acrescidos de juros e multa moratória. IPI. CRÉDITO ESCRITURAL. ACRÉSCIMO DE TAXA SELIC. De acordo com precedente do E. STJ submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e aplicável ao processo administrativo fiscal por força do artigo 62-A, do RICARF (REsp no. 1.035.847), o ressarcimento de créditos de IPI está sujeito a acréscimo da Taxa SELIC entre as datas do protocolo do pedido e aquela em que o postulante fruir efetivamente o direito. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10980.003314/2003-82
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177655
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 17 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3403-001.866
nome_arquivo_s : Decisao_10980003314200382.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARCOS TRANCHESI ORTIZ
nome_arquivo_pdf_s : 10980003314200382_5177655.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito de o contribuinte corrigir o ressarcimento pela Taxa Selic entre a data de apresentação do pedido de ressarcimento e a data da efetiva utilização do crédito. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira, Domingos de Sá Filho, Liduína Maria Alves Macambira, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Ausente o Conselheiro... . Ausente ocasionalmente o Conselheiro ... .
dt_sessao_tdt : Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4418650
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217106739200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1918; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 6 1 5 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.003314/200382 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403001.866 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 29 de novembro de 2012 Matéria IPI.COMPENSAÇÃO Recorrente COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 31/10/2002 a 31/12/2002 DCOMP. DÉBITOS VENCIDOS. ATUALIZAÇÃO. Nos termos do art. 61, da Lei nº 9.430/96, os débitos vencidos indicados em declarações de compensação devem ser acrescidos de juros e multa moratória. IPI. CRÉDITO ESCRITURAL. ACRÉSCIMO DE TAXA SELIC. De acordo com precedente do E. STJ submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e aplicável ao processo administrativo fiscal por força do artigo 62 A, do RICARF (REsp no. 1.035.847), o ressarcimento de créditos de IPI está sujeito a acréscimo da Taxa SELIC entre as datas do protocolo do pedido e aquela em que o postulante fruir efetivamente o direito. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito de o contribuinte corrigir o ressarcimento pela Taxa Selic entre a data de apresentação do pedido de ressarcimento e a data da efetiva utilização do crédito. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 33 14 /2 00 3- 82 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 2 (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira, Domingos de Sá Filho, Liduína Maria Alves Macambira, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Ausente o Conselheiro... . Ausente ocasionalmente o Conselheiro ... . Relatório Tratase de ressarcimento de saldo credor de IPI acumulado no quarto trimestre de 2002 e requerido em 08.04.2003 pelo estabelecimento matriz da recorrente, com fundamento nos artigos 11, da Lei nº 9.779/99 e 1º, inciso II, da Lei nº 8.402/92 (fls. 4). Seguiuse ao pedido declaração de compensação, formalizada em 30.07.2003, por meio da qual a interessada pretendia empregar os créditos objeto do ressarcimento na extinção de débitos tributários próprios. No despacho decisório que proferiu ao término da análise do pleito, o órgão de origem (fls. 57/60): (i) reconheceu integralmente o direito creditório reivindicado; (ii) verificou da declaração de compensação que a recorrente não acrescera os débitos tributários nela confessado dos correspondentes consectários da mora, não obstante já estivessem vencidos por ocasião da respectiva transmissão; e, em razão desta desconformidade; (iii) homologou parcialmente a compensação, até o limite do crédito reconhecido. Cientificada da decisão, a recorrente manifestou inconformidade restringindo sua irresignação ao item (ii) acima exposto. Sustentou a respeito que, ao tempo em que transmitiu as declarações de compensação objeto dos autos inexistia norma vigente no sistema prescrevendo o acréscimo de encargos moratórios sobre os débitos compensados, o que teria sido modificado somente com a edição das INs SRF nº 323/03 e 360/03, esta última em vigor desde 01.10.2003, apenas. Daí porque, sob pena de retroatividade não respaldada pelo artigo 106 do CTN, os débitos compensados nestes autos estariam a salvo da incidência de juros e de multa moratória. Ainda que assim não fosse, porém, seu direito de crédito haveria de receber semelhante tratamento, imputandoselhe a correção monetária do mesmo período (fls. 66/78). Por meio do v. acórdão de fls. 119/126 a DRJRibeirão Preto/SP julgou improcedente a inconformidade aos seguintes principais fundamentos: (a) a incidência de juros e de multa de mora aos débitos fiscais não adimplidos tempestivamente tem fundamento no próprio artigo 61, da Lei nº 9.430/96 e não em normativos infralegais expedidos pela Secretaria da Receita Federal, de sorte que a prescrição vigorava validamente já ao tempo em que realizadas as compensações objeto destes autos; e Fl. 148DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10980.003314/200382 Acórdão n.º 3403001.866 S3C4T3 Fl. 7 3 (b) por falta de amparo legal, é incabível a atualização de créditos tributários escriturais passíveis de ressarcimento. Irresignada, a recorrente interpõe o presente voluntário repetindo, in verbis, os argumentos já expostos na inconformidade (fls. 131/143). É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz O recurso é tempestivo e, observadas as demais formalidades aplicáveis, dele tomo conhecimento. Dois temas foram devolvidos à apreciação deste Colegiado, no voluntário interposto pela ora recorrente. São eles (i) a sujeição a acréscimos moratórios (juros e multa) dos débitos tributários compensados depois do prazo dos respectivos vencimentos, e (ii) o direito do contribuinte à atualização monetária dos créditos de IPI objeto de ressarcimento, segundo a variação da Taxa Selic. Debruçandose sobre o primeiro ponto, a recorrente se esforça em sustentar que a previsão de acréscimo de juros e de multa de mora aos débitos compensados depois do prazo de seus respectivos vencimentos apenas foi introduzida no sistema pela IN SRF nº 323/03, por meio da modificação que trouxe ao artigo 28 da anterior IN SRF nº 210/02. Sustenta, ainda, que “detalhes importantes” do programa gerador da declaração de compensação foram definidos ainda depois disso, através da IN SRF nº 360/03, cuja produção de efeitos se iniciou em 01.10.2003. Daí porque, sob sua ótica, a exigência de consectários da mora sobre débitos compensados antes de então significaria aplicação retroativa da norma tributária. O argumento, contudo, não procede. Bem equacionou a questão a DRJ recorrida, afirmando que a disciplina dos acréscimos moratórios aos débitos tributários extintos além do prazo de vencimento está posta na própria lei – Lei nº 9.430/96, artigo 61 –, de sorte que a reiteração da regra em nível infralegal sempre foi prescindível. Dizer que, sob tais circunstâncias, a imposição dos acréscimos ainda supusesse a disposição por veículo expedido pelo Executivo, significaria condicionar a eficácia da lei onde ela mesma não o prevê. Mas vou além para consignar que, na sua redação original, vigente antes do advento da IN SRF nº 323/03, o artigo 28 da IN SRF nº 210/02 também já previa a fluência de acréscimos moratórios entre as datas de vencimento do débito tributário e de transmissão da declaração de compensação. Vejase: "Art. 28. A compensação deverá ser efetuada considerandose as seguintes datas: II do ingresso do pedido de ressarcimento, quando destinado à compensação com débito vencido;" Fl. 149DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 4 Semelhante é a conclusão que se extrai do próprio artigo 74, da Lei nº 9.430/96, na redação já vigente à época dos fatos. Com as modificações que a Lei nº 10.637/02 introduziu no dispositivo, a compensação de créditos passíveis de restituição ou ressarcimento com débitos tributários do sujeito passivo passou a se processar através de declaração, cuja transmissão produz a extinção destes últimos sob condição resolutória da futura não homologação (§2º). Ora, se a extinção da obrigação é efeito da entrega de declaração, até a prática deste ato o débito a cargo do contribuinte remanesce insatisfeito. E insatisfeito que está, sujeitase aos encargos do atraso. Simples assim. Neste particular, portanto, o apelo não convence. Examino, agora, a segunda pretensão formulada no recurso, consistente na aplicação de atualização monetária, pela Taxa SELIC, aos créditos reivindicados em ressarcimento. Sobre o tema, este Colegiado da Quarta Câmara da Terceira Seção do CARF decidiu recentemente, sob inspiração do acórdão prolatado pelo E. STJ no recurso especial no. 1.035.847, julgado sob o rito do artigo 543C do CPC, que o postulante ao ressarcimento de créditos tributários de IPI tem direito à remuneração do principal a partir da data em que formaliza sua pretensão perante a administração tributária. Reportome ao votovencedor do Conselheiro Robson José Bayerl no acórdão no. 340301.569: “(...), em minha opinião, o fundamento para o reconhecimento do direito à atualização monetária não reside especificamente no óbice ao aproveitamento do crédito, caracterizado pela oposição de ato estatal ou vedação à sua utilização, mas sim no indesejado enriquecimento sem causa por parte do Estado, quando ocorrente tais hipóteses, como restou demarcado no voto condutor do REsp 1.035.847/RS, citado no REsp 993.164/MG, cujo excerto transcrevo: ‘Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o conseqüente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco.’ Em meu sentir, a oposição de ato estatal ou vedação à percepção do direito creditório pode se concretizar tanto de forma comissiva, pela expedição de ato administrativo que restrinja o direito, como de forma omissiva, pela inércia em examinar o pleito formulado em prazo razoável. (...) Não se está aqui a defender o direito à correção monetária de créditos escriturais registrados extemporaneamente, mas, na esteira do raciocínio engendrado pelo STJ, a necessária atualização monetária do crédito requerido e garantido por lei a partir do protocolo do pedido junto à RFB, quando então passaria a Administração Tributária a incorrer em mora perante o contribuinte. Mais uma vez, o obstáculo à fruição de um direito assegurado pela lei pode se verificar tanto por um “fazer o que não é Fl. 150DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10980.003314/200382 Acórdão n.º 3403001.866 S3C4T3 Fl. 8 5 devido” (comissão), como um “não fazer o que é devido” (omissão), de modo que qualquer destes comportamentos, adotados a partir do protocolo do pedido, enseja o direito à atualização monetária. Importante acentuar que o caso concreto examinado no REsp 1.035.847/RS, paradigma do recurso repetitivo (art. 543C do Código de Processo Civil), envolvia ressarcimento de saldo credor de IPI, requerido com lastro no art. 11 da Lei nº 9.779/99. Demais disso, aquela corte judicial deferiu a correção monetária desde a data de apuração do saldo até a sua utilização, do que se depreende que, com maior razão, deverá ser admitido para aquelas hipóteses em que o reajuste do valor tenha como dies a quo a formulação do pedido. Em conclusão, deve ser admitida a atualização do valor a ser ressarcido pela taxa selic, não porém a partir da apuração, pois até então a Fazenda Nacional não estaria em mora, por assim dizer, mas sim, como marco inicial, o protocolo do pedido administrativo, podendo, daí, configurar o obstáculo no reconhecimento do direito, seja pela oposição de ato estatal, seja pela inação em prontamente examinar o pleito, até a data da utilização por compensação ou, no caso de ressarcimento em espécie, até a sua efetivação.” No caso em análise, recordo que originalmente a pretensão fora formulada sob a forma de pedido de ressarcimento de saldos credores em pecúnia (em 08.04.2003), seguida, depois, de declaração de compensação por meio da qual a recorrente aplicou total/parcialmente o direito de que se dizia titular na extinção de obrigações tributárias a seu cargo (em 30.07.2003). Aplicadas à hipótese dos autos, as conclusões acima conduzemme a reconhecer à ora recorrente o direito ao acréscimo da Taxa SELIC sobre o montante do crédito que lhe foi assegurado pelo despacho decisório de fls. 57/60, aplicandose o índice desde a data do protocolo do pedido (08.04.2003) até a data da respectiva utilização, seja ela na transmissão da respectiva DCOMP, seja ela na entrega de numerário em espécie, em havendo excedente para ressarcimento em pecúnia. Isso posto, voto pelo provimento parcial do recurso voluntário para reconhecer ao sujeito passivo tributário o direito à atualização do crédito objeto do ressarcimento, nos termos em que acima definido. (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Fl. 151DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 6 Fl. 152DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 08/12/20 12 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
score : 1.0
Numero do processo: 15374.724332/2009-59
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3302-000.268
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora.
EDITADO EM: 09/01/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15374.724332/2009-59
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5181696
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3302-000.268
nome_arquivo_s : Decisao_15374724332200959.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 15374724332200959_5181696.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora. EDITADO EM: 09/01/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
id : 4461599
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217109884928
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1265; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 10 1 9 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.724332/200959 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3302000.268 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 28 de novembro de 2012 Assunto Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S/A PETROBRÁS Recorrida FAZENDA NACIONAL Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora. EDITADO EM: 09/01/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .7 24 33 2/ 20 09 -5 9 Fl. 346DF CARF MF Impresso em 23/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 14/0 1/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 11 ___________ Tratase de pedido de restituição de PIS, transmitido em 20/5/2008, pela Recorrente, por meio de PER/DCOMP, na intenção de reaver a restituição de valores pagos indevidamente no período de apuração de outubro de 2004. Na sequência foram apresentadas declarações de compensação. A Demac RJ indeferiu o pedido da Recorrente alegando que a empresa aproveitou créditos, no período de apuração de outubro/04, relativos a importações de insumos/mercadorias cujas Declarações de Importação foram registradas em períodos anteriores, conforme Despacho Decisório de fls. 190/198. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com a manifestação de inconformidade (fls. 204/222), cujas razões foram sintetizadas pela decisão recorrida nos seguintes termos: “a) Para o cálculo do crédito a compensar, a interessada trouxe não só os créditos de PIS apurados em outubro de 2004, como também créditos de PIS NÃO CUMULATIVO/ COMBUSTÍVEIS referentes a aquisições realizadas nos meses de maio, julho, agosto, setembro de 2004, tudo conforme devidamente apontado no DACON; b) A instituição e regulamentação do DACON veio com a IN SRF n° 387, de 20/01/2004. De acordo com o art. 1º da IN SRF 437/2004, as informações referentes ao segundo trimestre calendário do ano de 2004 foram autorizadas a serem prestadas até o dia 29 de outubro de 2004, vale dizer, juntamente com aquelas referentes ao DACON do terceiro trimestre calendário. Cumprindo isto, a Requerente alocou os créditos referentes aos segundo e terceiros trimestre de 2004 em um único DACON, conforme autorizado pela própria Receita; c) Por outro lado, se irregularidade há, ela é meramente formal, não impedindo o aproveitamento dos créditos indicados, desde que devidamente demonstrada sua legitimidade, tal como assim procedeu a Contribuinte, justamente porque se trata de direito inerente à própria não cumulatividade instituída pelas Leis 10.833/2003 e 10.865/2004; d) O legislador garantiu ao contribuinte o direito de buscar a apropriação direta, nos meses subseqüentes, do crédito não apurado em momento pretérito, independentemente do motivo que o tenha impossibilitado de perseguilo no mês em que se deu sua gênese conforme se depreende da regra posta no inciso I do §8° do artigo 3º da Lei 10.637/2002; e) Desde que o contribuinte demonstre a legitimidade do crédito, na forma como lhe é garantido pela legislação vigente, e busque seu aproveitamento no quinquídio legal, independentemente do mês em que tenha ele sido gerado, mostrase juridicamente legítima a sua utilização para compensálos com débitos provenientes de períodos diverso; f) Ao anunciar que a única via para o contribuinte garantir os seus créditos é a aquela caracterizada pela retificação do DACON relativo ao mês em que se deu a aquisição geradora do crédito, o que se vê, na verdade, é a intenção de se restringir, de forma antijurídica, os meios concedidos pela legislação para aproveitamento do crédito; g) A apresentação do DACON não tem uma finalidade em si mesma, tratandose, quando muito, de uma obrigação acessória que, como qualquer outra, busca viabilizar o controle das contribuições sociais. Uma vez constada a ausência de Fl. 347DF CARF MF Impresso em 23/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 14/0 1/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 15374.724332/200959 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3302000.268 S3C3T2 Fl. 12 3 qualquer prejuízo à União, fato este facilmente possível de ser apurado no presente Auto, o que se pede, em verdade, é que o direito se sobreponha à exigências meramente formais, destituídas de amparo legal e até mesmo prático; h) Ao contrário do anunciado pela Receita (e revelado pelas DI's ora trazidas pela Contribuinte), não foi internalizado nafta petroquímica (NCM 2710.11.41), mas sim (e apenas), nafta (NCM 2710.11.49), produto último com NCM diversa daquela que, segundo a Receita, determinaria a aplicação da Lei n° 11.196/2005; i) Mesmo na hipótese de se considerar o produto internalizado como sendo nafta petroquímica, os créditos perseguidos pela Contribuinte dizem respeito aos custos suportados por ela quando da importação da nafta. A Lei 10.865/04 já garantia, à época das importações, a geração de créditos provenientes da aquisição e importação de insumos, dentre os quais se encontra a nafta; j) Na prática, o que mudou com o advento da Lei n° 11.196/2005 2 3 foi a necessidade de se estabelecer tratamento diferenciado daquele que, até então, era atribuído às operações de nafta envolvendo o produtor, o importador e as centrais petroquímicas; k) A regra constante no artigo 57 da Lei 11.196/2005, de uma forma ou de outra, jamais se aplicaria à Contribuinte justamente porque ela, ou ostenta a condição de importadora, ou de produtora da nafta, mas nunca a de central petroquímica (esta última a se utilizar do produto como matéria prima), condição que lhe foi erroneamente atribuída para fins de incidência da norma acima; l) Constitui erro grosseiro atribuirlhe a condição de central petroquímica para fins de incidência da regra disposta no artigo 57 da Lei 11.196/2005; m) Protesta pela juntada posterior de documentos complementares, bem como pela produção de outras provas que necessariamente contribuam para o melhor deslinde da questão. Por fim, requer seja julgada procedente a manifestação de inconformidade, para fins de se atribuir efeito modificativo ao Despacho Decisório e, assim, declarar legítimo o direito à integralidade dos créditos apontados para fins de compensação efetuada, procedendose a devida homologação dela, tendo em vista que o crédito de PIS alegado existe, é certo, líquido e exigível.” A 17a Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro RJ indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1244.914, de 4/4/2012, cuja ementa abaixo transcrevo: “PIS NÃOCUMULATIVA. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. Na apuração nãocumulativa do PIS/PASEP, os créditos a descontar devem ser calculados em relação às aquisições de insumos ou bens para revenda ocorridas no próprio mês de apuração. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ELEMENTOS DE PROVA. A prova deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, por força do artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72.” A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 12/4/2012, conforme Termo de Ciência de fl. 287, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 25/5/2012, com o recurso voluntário de fls. 290/301, no qual reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade, acima resumidos. Fl. 348DF CARF MF Impresso em 23/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 14/0 1/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 15374.724332/200959 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3302000.268 S3C3T2 Fl. 13 4 É o relatório. O recurso voluntário atende aos pressupostos de admissibilidade razão pela qual dele conheço. Dos termos relatados verificase que a matéria em discussão é o direito à restituição, por parte da Recorrente, de valores indevidamente recolhidos no mês de outubro/2004, em virtude do não aproveitamento de crédito tributários do sistema não cumulativo. Em síntese, alega a Recorrente que no período de apuração de outubro de 2004 abstevese de creditarse do PIS incidente na importação de insumos e mercadorias para revenda e, consequentemente, o valor recolhido da exação foi superior ao efetivamente devido. De acordo com as considerações das autoridades administrativas, a glosa do aproveitamento do crédito ocorreu porque a Recorrente atribui o indébito ao não aproveitamento de créditos, sendo que (i) estes créditos são extemporâneos e foram aproveitados de forma inadequada, sem a retificação da DACON do período (mês) relativo ao crédito e (ii) parte dos créditos são indevidos porque decorrem de importação do produto “nafta petroquímica” e não simplesmente “nafta”. Nos termos registrados pelo Conselheiro Walber, que analisou o processo nº 15374.724315/200911, referente à COFINS do mesmo período: “Ao efetuar as verificações fiscais, a Demac/RJ concluiu que o valor recolhido foi inferior ao efetivamente devido. Isto porque a empresa recorrente, ao calcular os créditos que julga ter direito no PA 10/97, incluiu créditos relativos a importação de insumos ou mercadorias cujas Declarações de Importação (DI) foram registradas em meses anteriores a outubro de 2004, contrariando as disposições do art. 3º, incisos I e II, § 1º, inciso I, da Lei nº 10.833/2003, que autoriza o crédito no mês de aquisição do insumo/mercadoria, não podendo o crédito ser realizado em meses subseqüentes ao da aquisição. No caso de insumo/mercadoria importada, a Demac/RJ considera o dia do registro da DI como sendo a data da aquisição a que se refere a lei. Além do fato acima, foi também glosado o crédito de nafta importada pela recorrente com fulcro nos arts. 57 e 132 da Lei nº 11.196/2005.” Neste sentido, assim como bem resumido pelo Conselheiro Relator acima citado, as questões colocadas para julgamentos são duas: (i) a legalidade do registro e aproveitamento do crédito da Cofins em meses subseqüentes ao do registro da Declaração de Importação; e (ii) o direito ao aproveitamento do crédito da Cofins nas importações de nafta realizadas pela recorrente, desembaraçadas por meio das DI nº 04/08898750 e 04/08909344. Ainda, sobre o crédito da nafta importada pela Recorrente a solução da pendenga depende de prova material sobre a identificação da mercadoria importada: se nafta (NCM 2710.11.49) ou se nafta para petroquímica (NCM 2710.11.41). Registrase que a decisão recorrida não chegou a analisar estas provas, pois entendeu pela impossibilidade dos créditos serem aproveitados porque aplicou seu entendimento acerca da regra geral, acerca da impossibilidade de aproveitamento – da forma como aproveitada dos créditos extemporâneos (anteriores a out/2004). Fl. 349DF CARF MF Impresso em 23/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 14/0 1/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 15374.724332/200959 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3302000.268 S3C3T2 Fl. 14 5 Todavia, a própria DRJ aponta para o fato de a prova, neste ponto, estar inconclusiva, a saber: Trecho da Decisão Recorrida – fls. 281/282 “O demonstrativo “PIS e COFINS na Importação de Produtos” apresentado pelo contribuinte à fiscalização, anexo à fl. 61 contém informações que se mostram contraditórias quando confrontadas com a descrição dos códigos acima citados, uma vez que a importação de nafta foi indicada com o código NCM 2710.11.49, conforme alegado, mas a classificação tarifária foi descrita como “Nafta para petroquímica”, produto correspondente ao código NCM 2710.11.41. Não há outros elementos no auto que permitam a comprovação de que a importação realizada se refira a produto diverso da nafta petroquímica, conforme alegado na manifestação de inconformidade. Da análise do demonstrativo apresentado pela empresa concluise, contudo, que tal comprovação é irrelevante para o deslinde da questão trazida à análise no presente processo, assim como o exame acerca da aplicação da regra prevista na Lei 11.196/2005. Isto porque de acordo com as informações ali constantes, as importações de naftas ocorreram em 06/09/2004 (Declarações de Importação nºs 04/08898750 e 04/08909344), período anterior àquele objeto do crédito utilizado na DCOMP, recaindo, portanto, na questão analisada no tópico anterior, ou seja, tratandose de aquisição em operação de importação ocorrida em setembro de 2004, não é cabível a apropriação dos créditos daí decorrentes na apuração do PIS não cumulativo referente a outubro de 2004, período do crédito pleiteado através da DCOMP analisada.” destaquei Em vista das informações contraditórias não é possível formar convicção sobre a solução da lide. É necessário que a mercadoria seja perfeitamente identificada. Por isto, pareceme imprescindível, seguindo o pensamento desenvolvida pelo Relator do processo de COFINS, que o processo deve retornar à Demac/RJ para providenciar a identificação, por técnico especializado, da mercadoria importada e, também, para juntar aos autos de cópia das DI nº 04/08898750 e 04/08909344. Neste sentido, adoto as razões de decidir do Conselheiro Walber José da Silva para o fim de converter o presente julgamento em diligência, para serem tomadas as seguintes providências: 1 providenciar, se for possível, a identificação técnica da mercadoria desembaraçada por meio das DIs nº 04/08898750 e 04/08909344 (nafta). Ou seja, se a mercadoria é nafta para petroquímica ou não. Se for necessário, a recorrente pode ser intimada a informar em que utilizou a nafta importada. 2 juntar aos autos cópia das DI nº 04/08898750 e 04/08909344; 3 informar, para cada DI relacionada nos demonstrativos de fls. 218/271, o seguinte: 3.1 mês da conclusão do desembarque da mercadoria; 3.2 mês da conclusão do desembaraço aduaneiro da mercadoria; 3.3 mês em que a recorrente efetuou o registro da entrada da mercadoria no seu livro Registro de Entrada de Mercadorias. Fl. 350DF CARF MF Impresso em 23/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 14/0 1/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 15374.724332/200959 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3302000.268 S3C3T2 Fl. 15 6 4 prestar os esclarecimentos e juntar documentos que entender importante para o deslinde da questão; 5 dar ciência à recorrente desta Resolução e do resultado da diligência, abrindo lhe o prazo previsto no Parágrafo Único do art. 35 do Decreto nº 7.574/11. Registro, ainda, tendo em vista tratarse de mesmo assunto, que a diligência deste processo deverá ser realizada conjuntamente com aquela que será feita no processo administrativo nº 15374.724315/200911, também em sessão nesta turma de julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Fl. 351DF CARF MF Impresso em 23/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 14/0 1/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/01/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
score : 1.0
Numero do processo: 15540.720315/2011-06
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008
UNIFORME
Não integra o salário-de-contribuição o valor correspondente a vestuário fornecido ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços
Numero da decisão: 2403-001.727
Decisão: Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os valores referentes a "Ajuda Uniforme"
Carlos Alberto Mees Stringari
Relator/Presidente
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhaes Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 UNIFORME Não integra o salário-de-contribuição o valor correspondente a vestuário fornecido ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15540.720315/2011-06
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5179856
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-001.727
nome_arquivo_s : Decisao_15540720315201106.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 15540720315201106_5179856.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os valores referentes a "Ajuda Uniforme" Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhaes Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Carolina Wanderley Landim.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4432823
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217114079232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1349; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15540.720315/201106 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.727 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 20 de novembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente EXPRESSO GARCIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 UNIFORME Não integra o saláriodecontribuição o valor correspondente a vestuário fornecido ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os valores referentes a "Ajuda Uniforme" Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 54 0. 72 03 15 /2 01 1- 06 Fl. 537DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhaes Peixoto, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Carolina Wanderley Landim. Fl. 538DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15540.720315/201106 Acórdão n.º 2403001.727 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil no Rio de Janeiro I, Acórdão 1246.005 da 10ª Turma, que julgou a impugnação procedente em parte. Os créditos tributário foram reduzidos de R$ 16.186,79 e R$ 4.081,89 para R$ 11.175,45 e R$ 2.818,17, respectivamente. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de crédito lançado pela fiscalização, contra a empresa acima identificada que, de acordo com o Relatório Fiscal (fls. 05/11), referese aos autos de infração abaixo relacionados, consolidados em 07/11/2011, referentes ao período de 01/2007 a 12/2008, a saber: a) AI DEBCAD Nº 37.085.4144, valor original de R$ 16.186,79: contribuições da empresa destinadas a Seguridade Social e, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT 3%), incidentes sobre valores recebidos a título de auxílio para aquisição de uniformes prevista em convenções coletivas, bem como sobre valores pagos na rescisão a título de décimo terceiro salário proporcional, além da diferença apurada de R$ 120,50 na competência 04/2008 para o segurado Sidney Silva Mendes não vinculada a qualquer rubrica específica. Tais divergências foram apuradas pela comparação da folha de pagamento com a GFIP e foram evidenciadas conforme anexo denominado “Salário de Contribuição não Declarado” (fls. 12/28); b) AI DEBCAD Nº 37.085.4152, valor original de R$ 4.081,89: contribuições patronais destinadas a terceiros (Salário Educação, INCRA, SEST, SENAT e SEBRAE), incidentes sobre as acima citadas divergências apuradas na comparação entre folha de pagamento e GFIP do período fiscalizado. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde questiona apenas a tributação da “ajuda uniforme”. Quanto às demais verbas, não se manifesta. É o relatório. Fl. 539DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. O recurso atémse à questão da “Ajuda Uniforme”. Visto que os demais itens do lançamento são incontroversos, os créditos tributários a eles referentes estão mantidos. AJUDA UNIFORME A Lei 8.212/91 estabelece que não integra o saláriodecontribuição o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela MP nº 1.59614, de 10/11/97 e convertida na Lei nº 9.528, de 10/12/97). (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: Fl. 540DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15540.720315/201106 Acórdão n.º 2403001.727 S2C4T3 Fl. 4 5 (...) r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; (Incluído pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) Existe uma diferença que entendo relevante entre o acórdão recorrido e o recurso. O primeiro afirma que os valores são recebidos mensalmente e o segundo , quadrimestralmente. Com base nos valores e documentos presentes, entendo que os pagamentos são quadrimestrais. Quanto à questão de fundo, entendo que os valores referemse sim a uniforme utilizado no local de trabalho para a prestação do serviço. Os valores são compatíveis e existe a obrigatoriedade de trabalhar uniformizado, conforme contrato de trabalho, convenção coletiva e Decreto nº 3.893/81 do Estado do Rio de Janeiro. Este último estabelece o Regulamento do Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros, que inclusive prevê como infração “Manter pessoal de tráfego em serviço com ausência de uniforme”. O uniforme estabelecido para o pessoal de tráfego pela Convenção Coletiva de Trabalho estabelecida entre os Sindicatos das Empresas de Transporte e dos Trabalhadores Rodoviários é composto de: · camisa azul; · calça preta; · cinto preto; · meias pretas; · gravata preta (dispensada nas linhas urbanas) e; · sapatos pretos. O valor era de R$ 50,00 por quadrimestre e passou a R$ 55,00 a partir de 01/04/2008. Entendo que a situação fática descrita no processo enquadrase na hipótese prevista no artigo 28, § 9º, “r”, da Lei 8.212/91, do que resulta em os valores correspondentes a “ajuda uniforme” não integrarem o salário de contribuição. Fl. 541DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 CONCLUSÃO Voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os valores referentes “Ajuda Uniforme”. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 542DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 9/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13839.003004/2009-85
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2006
DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO
A comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas é ônus do contribuinte, sempre que instado pela fiscalização a fazê-la. A apresentação de recibos, isoladamente, não assegura o direito à dedução da base de cálculo do imposto dos valores supostamente pagos, sendo imprescindível a exibição de cópias de cheques, transferência de numerário ou comprovação de saques em datas que precederam aos pagamentos, que evidenciem a disponibilidade para fazê-lo com numerário.
Numero da decisão: 2102-002.173
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
Presidente
Assinado digitalmente
ATILIO PITARELLI
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: ATILIO PITARELLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2006 DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO A comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas é ônus do contribuinte, sempre que instado pela fiscalização a fazê-la. A apresentação de recibos, isoladamente, não assegura o direito à dedução da base de cálculo do imposto dos valores supostamente pagos, sendo imprescindível a exibição de cópias de cheques, transferência de numerário ou comprovação de saques em datas que precederam aos pagamentos, que evidenciem a disponibilidade para fazê-lo com numerário.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13839.003004/2009-85
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5178084
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 24 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2102-002.173
nome_arquivo_s : Decisao_13839003004200985.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ATILIO PITARELLI
nome_arquivo_pdf_s : 13839003004200985_5178084.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Presidente Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
id : 4420532
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041217120370688
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1698; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 49 1 48 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.003004/200985 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.173 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2012 Matéria Imposto de Renda Pessoa Física IRPF Recorrente TERESA CRISTINA BORGONOVI SILVA BARBI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2006 DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO A comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas é ônus do contribuinte, sempre que instado pela fiscalização a fazêla. A apresentação de recibos, isoladamente, não assegura o direito à dedução da base de cálculo do imposto dos valores supostamente pagos, sendo imprescindível a exibição de cópias de cheques, transferência de numerário ou comprovação de saques em datas que precederam aos pagamentos, que evidenciem a disponibilidade para fazêlo com numerário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Presidente Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 30 04 /2 00 9- 85 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13839.003004/200985 Acórdão n.º 2102002.173 S2C1T2 Fl. 50 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Tratase de Recurso Voluntário face decisão da 11a Turma da DRJ/SP2, de 6 de janeiro de 2011 (fls. 31/33), que por unanimidade de votos negou provimento à impugnação apresentada tempestivamente pelo Recorrente, mantendo assim a exigência fiscal objeto do auto de infração lavrado em 08/09/2009 (fl. 22), no valor de R$ 10.953,03, sendo R$ 5.426,06 de imposto de renda suplementar, R$ 4.069,54 de multa de ofício e R$ 1.457,43 de juros de mora calculados até 30/09/2009. Conforme consta da Notificação de Lançamento (fl. 23), o mesmo decorre da glosa de deduções médicas no valor de R$ 19.731,15. que a Recorrente deduziu dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual – 2007 (fl. 26), que redundou em saldo de imposto a pagar de R$ 254,69. A Recorrente impugnou o trabalho fiscal alegando que é funcionária pública cartorária, e que por motivo de força maior, não apresentou os documentos solicitados pela autoridade fiscal, anexando naquela peça, todos os recibos de despesas médicas e plano de saúde, constantes nas fls. 04/21. Conforme destacado inicialmente, a DRJ/SP2 manteve a exigência fiscal, citando o art. 8o da lei n.o 9.250/95, em especial, o inciso II do par. 2o, que restringe a dedução aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes e reproduz também, o par. 3o do art. 11 da lei 5.844/43 que trata da sujeição à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora, razão pela qual, não considerou os recibos apresentados isoladamente na peça de impugnação, fazendo constar a necessidade da apresentação de outras evidências, como cópias de cheques e extratos bancários e realização dos serviços prestados pelos profissionais, transcrevendo ementas de precedentes deste colegiado neste sentido. Menciona ainda a decisão recorrida, a não observância de requisitos formais nos recibos acostados, como a não especificação do tratamento e paciente da profissional Simone Andrade (fls. 04/09), irregularidade esta, que também ocorreu com os firmados pela profissional Fernanda Thais de Oliveira (fls. 10/21), nestes, também sem indicação do endereço da profissional. Em grau de Recurso Voluntário a este colegiado, às fls. 37/44, resumidamente, alega que a comprovação foi efetivada nos termos da lei, apenas intempestivamente, o que não pode ser confundida com a não apresentação. Ferindo assim, princípios constitucionais como da legalidade, finalidade, ampla defesa, dentre outros. Menciona que face aos princípios constitucionais, o servidor público federal deve examinar e considerar a verdade material dos fatos e do direito, mesmo que este favoreça o sujeito passivo, citando doutrina e precedentes do Poder Judiciário. Também argumentou sobre a validade dos recibos apresentados, face ao Código Civil. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13839.003004/200985 Acórdão n.º 2102002.173 S2C1T2 Fl. 51 3 É o relatório. Voto Conselheiro Atilio Pitarelli, Relator. O recurso é tempestivo, em conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, foi interposto por parte legítima e está devidamente fundamentado. A Recorrente comprometeu aproximadamente 33% da receita bruta obtida no ano calendário de 2.006 com despesas médicas, e quando instada pela fiscalização para apresentação de documentos, a ela não deu atendimento, apresentando na impugnação apenas recibos de supostos serviços odontológicos, nos valores de R$ 840,00, de 19/01/2006; R$ 960,00, de 14/02/2006; R$ 735,00, de 14/03/2006; R$ 980,00, de 30/06/2006; R$ 1.075,00, de 30/07/2006; R$ 815,00, de 11/07/2006R$ 980,00, de 16/08/2007, R$ 1.010, de R$ 28/09/2006; R$ 970,00, de 11/10/2006R$ 955,00 de 27/11/2006 e R$ 770,00, de 21/12/2006 e 12 outros recibos, no valor aproximado de R$ 500,00, atribuídos a terapias, que conforme destacado na decisão recorrida, sem observância de formalidades legais, desprovidos de qualquer outra evidencia que as despesas efetivamente ocorreram, assim como provas de que foram por ela suportadas. Não obstante a decisão proferida expressamente destacar estes fatos, na peça recursal limitouse a afirmar apenas a intempestividade face a impossibilidade de atendimento a procedimento que precedeu a lavratura do auto de infração e princípios constitucionais que não comprometem o trabalho fiscal, pois observados pelo autuante, merecendo destaque, o da legalidade e devido processo legal, pois nele está amparada a exigência fiscal e no presente processo, foram asseguradas todas as oportunidades de defesa. Também improcedente alegação da ausência da busca da verdade material, pois a comprovação do efetivo desembolso dos valores despendidos para fazer frente às supostas despesas é encargo do contribuinte, que não se limita com a simples apresentação de recibos, conforme prevê a legislação fiscal, já citadas na decisão recorrida. Com efeito, dedução da base de cálculo do imposto de renda dos valores pagos a profissionais da medicina encontra previsão legal no inciso II alínea “a” e par. 2o da Lei 9.250/95 , que assim estabelecem: Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: II das deduções relativas a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Fl. 56DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13839.003004/200985 Acórdão n.º 2102002.173 S2C1T2 Fl. 52 4 §2° O disposto na alínea a do inciso II: II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; (Grifos Nossos). Mas além desta previsão legal, relevante mesmo é que as razões da fiscalização bem como o trabalho que resultou na lavratura do Auto de Infração encontra respaldo na legislação fiscal, que até mesmo coloca para o agente como uma atribuição nas suas funções, a de exigir dos contribuintes a comprovação dos efetivos pagamentos das despesas alegadas, sob pena de glosa, pois envolve a base de cálculo do imposto de renda, sobre a qual não lhe é facultado dispor de forma diferente. Com efeito, o artigo 73, § 1° do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/99) e o artigo 46 da IN SRF n° 15/2001 estabelecem: Regulamento do Imposto de Renda RIR199 Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretoslei n°5.844, de 1943, art. 11, § 3°). (grifamos) Vários são os precedentes deste colegiado a respeito, todos, como não poderia deixar de ser, no sentido do que estabelece a legislação acima transcrita, dos quais destacamos as seguintes ementas: IRPF DEDUÇÕES COM DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas, não basta a disponibilidade de um simples recibo, sem vinculação do pagamento ou a efetiva prestação de serviços. Essas condições devem ser comprovadas quando restar dúvida quanto _à idoneidade do documento (Ac. 1° CC 10243935/1999 e Ac. CSRF 01 1.458). IRPF DESPESAS MÉDICAS DEDUÇÃO Inadmissível a dedução de despesas médicas, na declaração de ajuste anual, cujos comprovantes não correspondam a uma efetiva prestação de serviços profissionais, nem comprovados os desembolsos. Tais comprovantes são inaptos a darem suporte à dedução pleiteada. Legitima, portanto, a glosa dos valores correspondentes, por se respaldar em recibo imprestável para o fim a que se propõe (Ac. 1° CC 10416647/1998). IRPF GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS Se o contribuinte não logra comprovar por outros meios as despesas médicas relacionadas em recibos declarados inidôneos, apresentase Fl. 57DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13839.003004/200985 Acórdão n.º 2102002.173 S2C1T2 Fl. 53 5 correta a glosa de despesas, conforme preceitua o art. 73 do Decreto n° 3.000/99 (Ac.10615484, sessão de 26/4/2006). Destarte, considerando que a Recorrente não apresentou qualquer outro documento além dos questionados recibos, que evidenciasse a efetiva realização das despesas, que nos termos da legislação, amparassem a dedução da base de cálculo do imposto, entendo que exigência fiscal deve ser mantida. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário da contribuinte. Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Fl. 58DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
