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Numero do processo: 10980.014443/2005-68
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 13 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Exercício: 2003
OPÇÃO. CIRCUNSTÂNCIA PERMITIDA.
A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos não se equipara aos serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no Simples, nos termos do enunciado da Súmula CARF nº 57.
Numero da decisão: 1803-002.154
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Redatora Designada Ad Hoc e Presidente
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizan, Artur José André Neto e Carmen Ferreira Saraiva.
Nome do relator: VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
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CIRCUNSTÂNCIA PERMITIDA. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos não se equipara aos serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no Simples, nos termos do enunciado da Súmula CARF nº 57. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Redatora Designada Ad Hoc e Presidente Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizan, Artur José André Neto e Carmen Ferreira Saraiva. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 44 43 /2 00 5- 68 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 92 2 A Recorrente optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples foi excluída de ofício pelo Ato Declaratório Executivo DRF/CTA/PR nº 213, de 14.07.2008, fl. 32, com efeitos a partir de 01.01.2001, com base nos fundamentos de fato e de direito indicados: O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM CURITIBAPR, no uso da atribuição que lhe confere o art. 23, parágrafo único, da Instrução Normativa SRF nº 608, de 9 de janeiro de 2006, e tendo em vista o disposto no art. 14, I, da Lei n 2 9.317, de 5 de dezembro de 1996, declara: Art. 1º Fica excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte — Simples a empresa Vértice Manutenção e Montagem Industrial de Paranaguá Ltda, CNPJ n2 01.150.7691000159, por incorrer nas vedações previstas no art. 99, incisos V e XIII, c/c § 4°, da Lei n2 9.317, de 1996, conforme despacho decisório proferido nos autos do processo administrativo n 2 10980.014443/200568. Art. 2º Poderá o contribuinte, no prazo de 30 (trinta) dias contados a partir da ciência do presente Ato Declaratório Executivo, apresentar manifestação de inconformidade quanto à decisão referida no artigo anterior ao Delegado da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaPR. Parágrafo único. Findo o prazo a que se refere este artigo, tornarseá definitiva a exclusão do contribuinte do Simples. Art. 3º Este Ato Declaratório Executivo produzirá efeitos a partir de 01/01/2002, atendendo ao que dispõe o art. 15, II, da Lei nº 9.317, de 1996, com a redação alterada pelo art. 33 da Lei n.° 11.196, de 21/11/2005, combinado com o art. 52, XXXVI, da Constituição Federal. Cientificada, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade, fls. 3747, argumentado: Recorrendose, porém, mais uma vez ao texto do mencionado Despacho Decisório, notase que as atividades da requerente foram consideradas, em tese, como impeditivas de ingresso no Simples. Realmente, da sua leitura ressalta que o sobredito Despacho Decisório chegou a essa conclusão não porque seu signatário tivesse comparecido á. . sede da pessoa jurídica para constatar in loco as reais operações objeto da sua atividade econômica, mas sim, que a infere dos termos do contrato social e das notas fiscais de fls. 9/19. Todavia, tivesse dita autoridade comparecido ao estabelecimento da requerente certamente teria constatado tratarse de uma pequena oficina, familiar, tocada' para a confecção de esquadrias de alumínio e ferro grades para janelas, portões e armações para cobertura em cujo preço, dada a acirrada competitividade e concorrência de mercado, está incluído o custo da colocação no imóvel do encomendante. Resta claro, portanto, que as atividades desenvolvidas pela postulante dizem respeito a prestação de pequenos serviços de metalurgia, consistentes em pequenos reparos (retirada de ferrugem), manutenção (pintura) e confecção de artefatos de metal sob encomenda caldearia (solda) próprias de oficina mecânica, que, por óbvio, não requerem formação profissional de engenheiro ou assemelhada. As próprias notas fiscais anexadas aos autos sustentam suas afirmações. [...] Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 93 3 Na espécie, verificase, ainda, das notas fiscais inclusas, que, valendose da preferência na licitação de pequenas encomendas a micro e pequenas empresas como estimulo à geração de emprego na cidade, a requerente atendeu inclusive a encomenda da municipalidade, consistente na confecção de artefatos de proteção na revitalização de pequena área de lazer do município, próxima ao aeroporto da cidade, denominada aeroparque. Entretanto, mesmo que assim não fosse, a partir da promulgação da Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006, a opção pelo SIMPLES deixou de ser vedada para as atividades de construção civil e serviços profissionais de engenheiro ou assemelhados, consoante disposto nos seus §§ 1°, inciso XIII e 2°, ambos do artigo 17 [...]. Por outro lado não se objete a inaplicabilidade dos dispositivos legais acima transcritos ao caso versando, porque, segundo expressas disposições do artigo 106, II, "b" do CTN, a Lei tributária aplicase ao fato pretérito quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referência a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui que: Ante todo o exposto, demonstrado não haver qualquer impedimento à inscrição da reclamante no SIMPLES, bem como comportandose sua receita dentro dos limites que a legitimam permanecer no sistema, sobretudo porque os tributos sobre ela incidentes estão sendo recolhidos pontualmente, requer o cancelamento do ADE/DRF/CIA n° 213, de 14/07/2008. Está registrado como ementa do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 06 22.895, de 30.06.2009, fls. 7075: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROENIPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2002 SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E MONTAGEM INDUSTRIAL. Prestação de serviços de manutenção e montagem industrial são vedadas ao Simples pelo art. 9°, XIII da Lei no 9.317, de 1996. ELABORAÇÃO E INSTALAÇÃO DE ESTRUTURA METÁLICA PARA COBERTURA DE PRÉDIO Elaboração e instalação de estrutura metálica para cobertura de prédio é atividade complementar da construção civil, vedada ao Simples. LC N" 123, DE 2006. RETROATIVIDADE BENIGNA. INAPLICÁVEL. O princípio da retroatividade benigna se aplica a infrações, por isso não pode a Lei Complementar n" 123, de 2006, que rege a sistemática do Simples Nacional vigente a partir de 01/07/2007, admitir na sistemática do Simples Federal que vigorou até 30/06/2007, empresa cuja atividade é vedada por este Ultimo e o que Fl. 93DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 94 4 implicaria em falta de pagamento de tributo, dado que as alíquotas do Simples Nacional são diferentes das do Simples Federal. Solicitação Indeferida Notificada em 20.07.2009, fl. 78, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 01.08.2009, fls. 8085, esclarecendo Pelo Ato Declaratório Executivo (ADE)/DRF/CTA n° 213, de 14 de julho de 2008, a recorrente foi excluída do extinto SIMPLESFEDERAL, por incursa nas disposições do artigo 9°, V e XIII e § 4° da Lei n° 9.317/1996, com as alterações da Lei n° 9.528/1997, acusada de exercer a atividade de prestação de serviços de manutenção e montagem industrial. Tempestivamente, ingressou a recorrente com o pedido de Manifestação de Inconformidade perante a D. DRJ/Curitiba, sustentando que, embora a expressão manutenção e montagem industrial fizessem parte tanto de sua razão social quanto do seu primitivo objeto social depois alterado jamais exercera essa atividade, porquanto tratase de uma pequena oficina familiar de confecção de esquadrias de ferro, alumínio e madeira, conforme comprovantes que anexara ao sobredito processo. Argumentara, ainda, na mesma pega de inconformidade, que, como não auferira industrial, era de se lhe aplicar o entendimento esposado na decisão proferida„ no acórdão.n9 30315.A, na sessão do dia 30/01/2008, do E. Terceiro Conselho de Contribuintes, quando ficou decidido, por unanimidade, que a partir da vigência da LC n° 123/2006, não ser vedada às atividades assemelhadas às de construção civil e serviços profissionais de engenheiro, a opção pelo Simples [...]. Aliás, no próprio acórdão recorrido, seu digno relator faz questão de ressaltar não haver prova nos autos da prática pela recorrente de atividade de manutenção e montagem industrial no período abrangido pela exclusão (item 12, pg 68v.). Acrescenta, porém, no item 14 do mesmo acórdão, que o fato de constar atividade vedada do objeto social não é motivo para exclusão do Simples, desde que a empresa comprove não exercer tal atividade (fls. 68v.). Ora, há sobejas provas nos autos demonstrando não ter a recorrente praticado atividade de manutenção e montagem industriais. Por outro lado, nos termos do artigo 924 do RIR/99, o ônus da prova de que a recorrente exerce atividade de manutenção e montagem industrial é de quem acusa, ou seja, do Fisco [...]. À recorrente cumpre provar fatos crie a lei atribua a ela o ônus de demonstrar não serem verdadeiros, hipótese não contemplada nos autos, consoante dispõe o artigo 925 do mesmo RIR/99, [...]. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referência a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui que: Ante todo o exposto e, considerando a inexistência de provas que demonstrem haver a recorrente exercido em qualquer tempo atividade de manutenção e montagem industriais, requer a aplicação retroativa das disposições da LC n° 123/2006, ao caso dos autos, cancelandose, em consequência, o ADE/DRF/CTA n° 213/2008. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 95 5 De ordem, por designação como redatora ad hoc, cabe formalizar a presente decisão, dado que o relator original não mais compõe o colegiado, nos termos art. 17 e do art. 18, ambos do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Está registrada na Ata da Reunião de Julgamento formalizada no processo nº 15169.000109/201162: Aos dez dias do mês de abril do ano de dois mil e quatorze, às nove horas, Pauta de julgamento dos recursos das sessões ordinárias a serem realizadas nas datas a seguir mencionadas, no Setor Comercial Sul, Quadra 01, Edifício Alvorada, Andar, Sala 502, em Brasília Distrito Federal, reuniramse os membros da 3ªTE/4ªCÂMARA/1ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes CARMEN FERREIRA SARAIVA (Presidente), WALTER ADOLFO MARESCH, VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN, ARTHUR JOSE ANDRE NETO, SERGIO RODRIGUES MENDES, MEIGAN SACK RODRIGUES, e eu, MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. [...] Relator(a): VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN Processo: 10980.014443/200568 Recorrente: VERTICE MANUT E MONT INDL PARANAGUA LTDA e Recorrida: FAZENDA NACIONAL Acórdão 1803002.154 Decisão: Por unanimidade de votos deram provimento ao recurso voluntário. Votação: Por Unanimidade Questionamento: RECURSO VOLUNTARIO Resultado: Recurso Voluntário Provido Sem Crédito em Litígio Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Redatora Designada Ad Hoc O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 96 6 Cabe esclarecer que ao presente caso não se aplicam as disposições da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que institui o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno PorteSimples Nacional. A Recorrente afirma que fez a opção nos termos legais. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) é mensal e uma opção do sujeito passivo para todo anocalendário, desde que observados os requisitos legais, devendo ser manifestada mediante a alteração cadastral no prazo previsto em lei. A opção pelo Simples é um direito da pessoa jurídica que preenche todos os requisitos legais e que não incorra em circunstância objeto de vedação por expressa previsão legal. O pressuposto é de que os motivos que impedem sua adesão ou permanência no regime sejam dela conhecidas. A exclusão de ofício darseá mediante ato declaratório da autoridade fiscal da RFB que jurisdicione a pessoa jurídica optante, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo. A manifestação unilateral da RFB deve ser formalizada por ato administrativo, como uma espécie de ato jurídico, deve estar revestido dos atributos que lhe conferem a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade, ou seja, para que produza efeitos que vinculem o administrado deve ser emitido (a) por agente competente que o pratica dentro das suas atribuições legais, (b) com as formalidades indispensáveis à sua existência, (c) com objeto, cujo resultado está previsto em lei, (d) com os motivos, cuja matéria de fato ou de direito seja juridicamente adequada ao resultado obtido e (e) com a finalidade visando o propósito previsto na regra de competência do agente. Tratandose de ato vinculado, a Administração Pública tem o dever de motiválo no sentido de evidenciar sua expedição com os requisitos legais que constituem pressupostos essenciais de sua existência e de sua validade1. O pressuposto é de que não pode optar pelo Simples, a pessoa jurídica que preste serviço profissional de engenheiro ou de arquiteto ou de agrônomo, cujas atribuições consistem em planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial ou agroindustrial. Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à engenharia ou à arquitetura ou à agronomia fica sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento e é efetuada pelo profissional ou pela empresa no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). A vedação alcança a prestação de serviço de montagem e manutenção de equipamentos industriais. Ficam excetuadas da restrição a prestação de serviço de manutenção, de assistência técnica, de instalação ou de reparos em máquinas e equipamentos, bem como a prestação de serviços de usinagem, de solda, de tratamento e de revestimento de metais. Também ficam afastadas do impedimento as atividades de serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus e outros veículos pesados tais como caminhãotrator, trator de rodas, trator de esteiras e trator misto, de serviços de instalação, manutenção e reparação de 1 Fundamentação legal: art. 179 da Constituição Federal, art. 2º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965, § 2º do art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 97 7 acessórios para veículos automotores, de serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas, de serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática e de serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos, assegurada a permanência no Simples com efeitos retroativos à data de opção da pessoa jurídica2. O termo “assemelhado” não pode ser entendido como uma lacuna legal a possibilitar a adoção da analogia. Neste caso tem cabimento a interpretação extensiva, já que a lei estabelece um rol exemplificativo3. A emissão do ato de exclusão fundamentado na prestação de serviço profissional pressupõe a obtenção de receita proveniente de atividade vedada, qualquer que seja a sua proporção em relação à totalidade auferida pela pessoa jurídica4. Tem cabimento o exame da situação fática. No Contrato Social, fls. 0610, consta que “A sociedade tem como objetivo Prestação de serviços de manutenção e montagem industrial, mecânica, hidráulica, elétrica e civil em geral , calderaria e tratamento ante corrosão e comercio de peças em geral”. No Despacho Decisório, fls. 2631, está evidenciado Trata o presente processo de representação formulada por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil contra a interessada em epígrafe, diante da constatação de que, em tese, a empresa exerceria atividades incompatíveis com sua opção pelo Simples, efetuada em 01.01.2003, conforme registram os arquivos da RFB (fl.21). A empresa foi constituída em 08/04/1996 tendo como objeto social o ramo de Prestação de serviços de manutenção e montagem industrial, mecânica, hidráulica, elétrica e civil em geral, calderaria e tratamento ante corrosão e comércio de pegas em gerar, conforme f1.4/6. Apesar de não constar nestes autos todas as alterações sofridas, a 4a alteração contratual de f1.617, faz referência ao objeto social da 3a alteração (registrada na Junta Comercial do Paraná em 18/07/2003) que é a "Fabricação de esquadrias de ferro e alumínio, prestação de serviços de manutenção e montagem industrial, calderaria (sic) e tratamento anticorrosão (sic), comércio varejista de esquadrias de ferro, alumínio e madeira". Observamos pela 4a alteração que a atividade desenvolvida pela empresa continua a mesma, apenas com o acréscimo de "...abrasivos, soldas, acessórios e ferragens.". Pelas descrições acima, constatamos que a empresa, desde sua constituição, sempre desenvolveu atividades impeditivas à sua opção e permanência no SIMPLES. 2 Fundamentação legal: Lei nº 5.194, 24 de dezembro de 1996, art. 96 do Código de Trânsito Brasileiro, Lei nº 10.964, de 28 de outubro de 2004, Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004, Súmula CARF nº 57 e Lei nº 6.496, de 07 de dezembro de 1977. 3 Fundamentação legal: art. 96 e art. 108 do Código Tributário Nacional. 4 Fundamentação legal: art. 9º da Lei nº 9.317, de 05 de dezembro de 1996 e Classificação Brasileira de Ocupações, aprovada pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego nº 397 de 9 de outubro de 2002. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10980.014443/200568 Acórdão n.º 1803002.154 S1TE03 Fl. 98 8 Corroboram este entendimento as NFPS (Notas Fiscais de Prestação de Serviços) juntadas à fl. 9/19, que fazem referência à realização dos serviços de: confecção, instalação, retirada e recolocação de portão com gradil, confecção de esquadrias (portas, portões e janelas) e reforma de gradis; confecção e instalação de calhas e condutores; execução de estrutura metálica para cobertura de prédio; Confecção e montagem de quardacorpo e proteção de piso no aeroparque, corrimão com suporte parede, suporte para alvenaria, dentre outros. A prestação de serviços de manutenção e montagem industrial, caldeiraria e tratamento anticorrosão, caracteriza prestação de serviço profissional privativo de engenheiro, tecnólogo ou técnico de 2º grau, cujo exercício da profissão depende de habilitação legalmente exigida. [...] O conjunto probatório produzido nos autos evidencia que a Recorrente presta serviço de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais. Essas atividades econômicas não se equiparam aos serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da Recorrente no Simples, em conformidade com o enunciado da Súmula CARF nº 57, que é de adoção obrigatória por seus membros, nos termos do Regimento Interno do CARF. Temse que nos estritos termos legais o procedimento fiscal deve observar o princípio da legalidade a que o agente público está vinculado (art. 37 da Constituição Federal, art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972). A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, pode ser comprovada. Em assim sucedendo, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 98DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 25/06/2 015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Numero do processo: 13888.724227/2012-08
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/11/2008 a 01/01/2010
COFINS. ISENÇÃO. ENTIDADE EDUCACIONAL.
As entidades educacionais gozam da isenção de Cofins sobre suas receitas próprias, na forma como prevê a regra posta no artigo 14, inciso X, da Medida Provisória nº 2.158-35.
Numero da decisão: 3803-006.974
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para cancelar o auto de infração. O conselheiro Corintho Oliveira Machado votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente da 3ª Câmara
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis (Relator ad hoc), João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Paulo Renato Mothes (Relator).
Nome do relator: PAULO RENATO MOTHES DE MORAES
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ISENÇÃO. ENTIDADE EDUCACIONAL. As entidades educacionais gozam da isenção de Cofins sobre suas receitas próprias, na forma como prevê a regra posta no artigo 14, inciso X, da Medida Provisória nº 2.15835. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para cancelar o auto de infração. O conselheiro Corintho Oliveira Machado votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis (Relator ad hoc), João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Paulo Renato Mothes (Relator). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 72 42 27 /2 01 2- 08 Fl. 375DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 26/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.724227/201208 Acórdão n.º 3803006.974 S3TE03 Fl. 376 2 Tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, reproduzo o relatório elaborado pelo relator original e adoto o voto por ele redigido, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. Tratase de Auto de Infração decorrente da falta de pagamento de COFINS no montante de R$ 419.220,69, sendo R$ 201.859,46 da própria contribuição, R$ 151.394,61 de multa e R$ 65.966,62 de juros de mora. Segundo o relatório fiscal de fls. 277/283, tratase de entidade educacional que se enquadrou imune do imposto de renda, deixando de recolher COFINS também. A fiscalização entendeu que a contribuinte não fazia jus à imunidade prevista no art. 150 da CF/88, pois esta é dirigida a impostos. Ainda, que a contribuinte não fazia jus a isenção do art. 6, III da LC 70/91, pois não preenche os requisitos do art. 55 da Lei 8.121/91, nem da isenção do art. 14, X da MP 2.158/2001, pois esta alcança somente doações, contribuições e mensalidades destinadas ao custeio e manutenção das atividades sem fins lucrativos. Os valores cobrados a título de mensalidade foi enquadrado como receita de prestação de serviços e base de cálculo da COFINS, lançando o presente Auto de Infração. Diante disso, houve impugnação de fls. 291/299 alegando que entidades educacionais sem fins lucrativos são isentas da COFINS desde fevereiro/1999. Aduz, ainda, que as mensalidades por ela recebidas são revertidas na consecução de seu objeto social, logo, estariam abrangidas pela isenção. Em decisão, a DRJ/RPO afastou as teses da impugnação segundo planilhas de fls. 284/287, que deixam claro que a base de cálculo da COFINS, considerada pela fiscalização, levou em conta as contribuições escolares e taxas pagas pelos alunos e que essas não estariam enquadradas no conceito de receitas próprias da entidade. Em sede de Recurso Voluntário, a recorrente reitera as teses da impugnação, salienta que a isenção que postula está disciplinada no art. 14 da Medida Provisória nº 2.158 35/01. Ainda, colaciona decisões deste Egrégio Conselho de Contribuintes sobre o tema e que corroboram sua tese. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Conforme apontado no Relatório supra, tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, adoto o voto redigido pelo relator original, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. Preenchidos os requisitos formais de admissibilidade e conhecimento do Recurso Voluntário procedese ao julgamento. A discussão central gira em torno da isenção da COFINS para as entidades educacionais. Fl. 376DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 26/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.724227/201208 Acórdão n.º 3803006.974 S3TE03 Fl. 377 3 De um lado a Recorrente sustenta que goza da isenção, por força do art. 14, inciso X c/c o art. 13, ambos dispositivos da Medida Provisória 2.15835. Art. 13. A contribuição para o PIS/PASEP será determinada com base na folha de salários, à alíquota de um por cento, pelas seguintes entidades: III instituições de educação e de assistência social a que se refere o art. 12 da Lei no 9.532, de 10 de dezembro de 1997; Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. De outro lado, a decisão a quo sustenta que a interpretação da regra acima mencionada deve ser feita a partir do art. 47, § 2º, da IN SRF nº 247, de 2002, que definiu quais seriam as receitas derivadas das atividades próprias, mencionada na referida MP, verbis: Art. 47. As entidades relacionadas no art. 9º desta Instrução Normativa: I – não contribuem para o PIS/Pasep incidente sobre o faturamento; e II – são isentas da Cofins em relação às receitas derivadas de suas atividades próprias. § 1º Para efeito de fruição dos benefícios fiscais previstos neste artigo, as entidades de educação, assistência social e de caráter filantrópico devem possuir o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social expedido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos, de acordo com o disposto no art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991. § 2º Consideramse receitas derivadas das atividades próprias somente aquelas decorrentes de contribuições, doações, anuidades ou mensalidades fixadas por lei, assembleia ou estatuto, recebidas de associados ou mantenedores, sem caráter contraprestacional direto, destinadas ao seu custeio e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais. Assim, de acordo com a instrução normativa, somente se enquadram no conceito de receitas próprias aquelas referentes a doações, contribuições etc., que não apresentem caráter contraprestacional. Tenho que a respeitável decisão da DRJ/RPO merece ser reformada, pois o argumento de que a solução passaria pelo texto da IN SRF 247/2002 não se sustenta, a meu ver. Resta nítido que o texto da lei, inserto no art. 14 da Medida Provisória 2.158 35, é expresso em assegurar a isenção da COFINS sobre as receitas advindas de entidades educacionais. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 26/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.724227/201208 Acórdão n.º 3803006.974 S3TE03 Fl. 378 4 Pela leitura da regra legal, percebese que não existe qualquer espaço para a inovação normativa, como pretendeu a IN SRF 247/2002. Aliás, esta interferência normativa, através de instruções expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com a iniciativa de alterar comandos trazidos por lei, já foi considerada ilegal pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso repetitivo, cuja lição é possível aplicar no presente caso: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. (...) 7. Como de sabença, a validade das instruções normativas (atos normativos secundários) pressupõe a estrita observância dos limites impostos pelos atos normativos primários a que se subordinam (leis, tratados, convenções internacionais, etc.), sendo certo que, se vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia normativa sobrejacente, viciar seão de ilegalidade e não de inconstitucionalidade (Precedentes do Supremo Tribunal Federal: ADI 531 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 11.12.1991, DJ 03.04.1992; e ADI 365 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 07.11.1990, DJ 15.03.1991). 8. Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS (Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 849287/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19.08.2010, DJe 28.09.2010; AgRg no REsp 913433/ES, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 04.06.2009, DJe 25.06.2009; REsp 1109034/PR, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 16.04.2009, DJe 06.05.2009; REsp 1008021/CE, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 01.04.2008, DJe 11.04.2008; REsp 767.617/CE, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.12.2006, DJ 15.02.2007; REsp 617733/CE, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 03.08.2006, DJ 24.08.2006; e REsp 586392/RN, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 19.10.2004, DJ 06.12.2004). (...) 17. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 993.164/MG, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/12/2010, DJe 17/12/2010) Fl. 378DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 26/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.724227/201208 Acórdão n.º 3803006.974 S3TE03 Fl. 379 5 Se não bastasse, oportuno registrar que este tema já se encontra com precedentes da Câmara Superior desta 3ª Seção de Julgamento, senão vejamos: Ementa: COFINS. IMUNIDADE DE INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO. INEXISTÊNCIA Não se aplica às instituições de educação a imunidade relativa à COFINS deferida pelo art. 195, § 7º da Constituição Federal, pois não se confundem Educação e Assistência Social. INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO. ISENÇÃO. O art. 14, inciso X da Medida Provisória nº 1.858/99 apenas exigiu que as instituições de educação sejam sem fins lucrativos e prestem os serviços para que foram constituídas à população em geral. Suas receitas próprias, sobre as quais se aplica a isenção, são as decorrentes do serviço prestado. (Processo 19515.002662/2004 82. Recurso Especial da Fazenda Negado. Relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS. Acórdão nº 9303001.869. Data da Sessão: 06/03/2012) Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/07/1999 a 31/12/2003 COFINS. ISENÇÃO. São consideradas como receitas oriundas de atividades próprias de entidade mantedora de instituição educacional sem fins lucrativos, para fins da incidência da isenção da COFINS prevista no inciso X, do artigo 14, da MP nº 215835/01 (que alterou a MP nº 1858/99), aquelas receitas que são oriundas da prestação de serviços educacionais, desde que as mesmas se revertam em benefício da própria entidade, em consonância ao §3º, do artigo 12, da Lei nº 9.532/97, com redação dada pela Lei nº 9.718/98. O conceito de “receitas derivadas de atividades próprias” previsto no § 2º, do artigo 47, da IN nº 247/2002 não se aplica para instituição educacional. Recurso Especial do Procurador Negado. (Processo 10183.003953/200414. Relatora: Nanci Gama. Sessão: 31/05/2011). Portanto, entendo que a respeitável decisão a quo deve ser reformada, para assegurar a isenção da COFINS à Recorrente, na forma como a legislação lhe assegura expressamente, em consonância com a jurisprudência existente no âmbito do CARF. Diante do exposto, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, no sentido de cancelar o crédito tributário em apreço É o voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Fl. 379DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 26/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.724227/201208 Acórdão n.º 3803006.974 S3TE03 Fl. 380 6 Fl. 380DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 26/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10845.003690/2008-36
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SIMPLES NACIONAL
Exercício: 2009
EXCLUSÃO DE OFÍCIO. DEVER FUNCIONAL.
No caso de a pessoa jurídica optante incorrer em hipótese legal de vedação e não comunicar espontaneamente o fato, há exclusão de ofício mediante emissão do termo pela autoridade competente, sob pena de responsabilidade funcional.
ATO DE EXCLUSÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA.NULIDADE.
É nulo o ato proferido com preterição do direito de defesa, uma vez que deve ser adotado o critério da necessária indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinam a sua emissão, ou seja, a motivação deve estar explícita, clara e congruente.
Numero da decisão: 1801-000.720
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente
o Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira.
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
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DEVER FUNCIONAL. No caso de a pessoa jurídica optante incorrer em hipótese legal de vedação e não comunicar espontaneamente o fato, há exclusão de ofício mediante emissão do termo pela autoridade competente, sob pena de responsabilidade funcional. ATO DE EXCLUSÃO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA.NULIDADE. É nulo o ato proferido com preterição do direito de defesa, uma vez que deve ser adotado o critério da necessária indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinam a sua emissão, ou seja, a motivação deve estar explícita, clara e congruente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Fl. 73DF CARF MF Impresso em 15/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES WIP PRICH Processo nº 10845.003690/200836 Acórdão n.º 180100.720 S1TE01 Fl. 66 2 Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório A Recorrente optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) foi excluída de ofício mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/STS/SP nº 175.803, de 22.08.2008, com efeitos a partir de 01.01.2009, por possuir débitos com a Fazenda Pública Federal com exigibilidade não suspensa, fl. 04 (art. 17 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 e alínea “d” do inciso II do art. 3º e inciso I do art. 5º da Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007). Os débitos não estão identificados no ato de exclusão. Comunicada em 03.09.2008, fl. 32, ela apresentou a impugnação, fls. 0103, em 19.09.2008, fl. 20, aduzindo que os débitos foram pagos e parcelados. Requer que seja assegurada a opção pelo regime especial. No Despacho, fl. 20, constam as informações relativas ao fundamento da exclusão que foram analisadas, das quais se concluiu procedência do ato, oportunidade em que foram identificados os débitos que motivaram a emissão do ato de exclusão, a saber: (a) código 6106 de junho de 2007 no valor de R$226,35, fl. 35, (b) inscrição PFN nº 8040512744717 no valor de R$3.713,97, fls. 3638, (c) inscrição PFN nº 8040206805660 no valor de R$1.538,33, fls. 3940 e (d) inscrição PFN nº 8040206805902 no valor de R$1.477,56, fls. 4142. Cientificada em 04.06.2010, fl. 23, a Recorrente apresentou aditamento à impugnação em 07.07.2010, fls. 2425, reiterando as alegações apresentadas na peça às fls. 01 03. Requer que seja assegurada a opção pelo regime especial. Em conformidade com o Despacho DRJ/CPS/SP nº 1.494, de 05.08.2010, fl. 34, foi proposta a realização de diligência no sentido de que os débitos fossem identificados. No Despacho, fl. 47, está mencionado que as dívidas (a) inscrição PFN nº 8040206805660 no valor de R$1.538,33, fls. 3940 e (b) inscrição PFN nº 8040206805902 no valor de R$1.477,56, fls. 4142, foram extintas por cancelamento (art. 14 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009). De acordo com o Despacho DRJ/CPS/SP nº 3.077, de 17.11.2010, fls. 4849, foi proposta a realização de diligência no sentido de que a Recorrente fosse cientificada do Despacho, fl. 47. No Despacho, fls. 49verso está assinalado que no Despacho, fl. 20, estão identificados todos os débitos, o qual foi comunicado à Recorrente em 04.06.2010, fl. 23. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/CPS/SP nº 0531.608, de 06.12.2010, fls. 5052: “Manifestação de Inconformidade Improcedente”, porém sendo excluídos os débitos referentes (a) à inscrição PFN nº 8040206805660 no valor de Fl. 74DF CARF MF Impresso em 15/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES WIP PRICH Processo nº 10845.003690/200836 Acórdão n.º 180100.720 S1TE01 Fl. 67 3 R$1.538,33, fls. 3940 e (b) à inscrição PFN nº 8040206805902 no valor de R$1.477,56, fls. 4142. Restou ementado: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2008 SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO.DÉBITO. É causa de exclusão do SIMPLES NACIONAL a existência de débito com a exigibilidade não suspensa. Notificada em 09.02.2011, fl. 54, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 04.03.2011, fls. 5657, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na impugnação. Requer que seja assegurada a opção pelo regime especial. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A matéria objeto de litígio devolvida para reexame nesta segunda instância de julgamento restringese à análise dos débitos referentes (a) ao código 6106 de junho de 2007 no valor de R$226,35, fl. 35 e (b) à inscrição PFN nº 8040512744717 no valor de R$3.713,97, fls. 3638. A Recorrente menciona que o procedimento não poderia ter sido formalizado. A pessoa jurídica optante deve comunicar obrigatoriamente a sua exclusão à RFB, por meio do Portal do Simples Nacional na internet, quando incorrer em hipótese legal de vedação. Verificada a falta de informação espontânea, há exclusão de ofício mediante emissão do termo de exclusão do Simples Nacional pela autoridade competente, sob pena de responsabilidade funcional. Devem ser observadas as determinações do processo administrativo fiscal1. Por esta razão foi exarado Ato Declaratório Executivo DRF/STS/SP nº 1 Fundamentação legal: art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 29, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 15 de 23 de julho de 2007 e art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 15/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES WIP PRICH Processo nº 10845.003690/200836 Acórdão n.º 180100.720 S1TE01 Fl. 68 4 175.803, de 22.08.2008, com efeitos a partir de 01.01.2009, por possuir débitos com a Fazenda Pública Federal com exigibilidade não suspensa, fl. 04, de forma regular. A proposição mencionada pela defendente, por conseguinte, não tem validade. A Recorrente se insurge contra a exclusão. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção do sujeito passivo deve ser manifestada por meio da internet até o último dia útil do janeiro sendo irretratável para todo anocalendário oportunidade em que presta declaração quanto ao nãoenquadramento nas vedações legais.A exclusão por comunicação decorrente de opção ou de obrigatoriedade é feita pela internet. Verificada a falta da comunicação obrigatória, a exclusão de ofício é formalizada mediante termo emitido pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão de ofício. O seus efeitos podem ser retroativos, conforme o caso. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. A manifestação unilateral da RFB deve ser formalizada por ato administrativo, como uma espécie de ato jurídico, deve estar revestido dos atributos que lhe conferem a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade, ou seja, para que produza efeitos que vinculem o administrado deve ser emitido (a) por agente competente que o pratica dentro das suas atribuições legais, (b) com as formalidades indispensáveis à sua existência, (c) com objeto, cujo resultado está previsto em lei, (d) com os motivos, cuja matéria de fato ou de direito seja juridicamente adequada ao resultado obtido e (e) com a finalidade visando o propósito previsto na regra de competência do agente. Tratandose de ato vinculado, a Administração Pública tem o dever de motiválo no sentido de evidenciar sua expedição com os requisitos legais que constituem pressupostos essenciais de sua existência, de sua validade e de sua eficácia. Ademais a Administração Pública deve observar, dentre outros, os princípios da ampla defesa e do contraditório e por esta razão, no processo administrativo fiscal deve ser adotado o critério da necessária indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinam a sua emissão. Cabe destacar que é nulo o ato proferido com preterição do direito de defesa, ou seja, quando a motivação não estiver explícita, clara e congruente2. O ato de exclusão, fl. 04, tem como motivo a existência de débitos com a Fazenda Pública Federal com exigibilidade não suspensa, que devem estar inequivocamente indicados e comprovados pela autoridade administrativa. Os débitos que motivaram o procedimento fiscal, contudo, não estão identificados expressamente no ato de exclusão, do qual foi comunicada em 03.09.2008, fl. 32. Posteriormente, todavia, a autoridade preparadora a notificou do Despacho, fl. 20, em 04.06.2010, fl. 23, em que são indicados minuciosamente os débitos que motivaram a sua emissão. Por esta razão, tem cabimento declarar a nulidade do Ato Declaratório Executivo DRF/STS/SP nº 175.803, de 22.08.2008, fl. 04, por cerceamento do direito de defesa. 2 Fundamentação legal: art. inciso LIV e LV do art. 5º e 179 da Constituição Federal, Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, art. 2º e art. 50 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007,e Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007, art. 2º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965, § 2º do art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 15/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES WIP PRICH Processo nº 10845.003690/200836 Acórdão n.º 180100.720 S1TE01 Fl. 69 5 Em face do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 77DF CARF MF Impresso em 15/05/2015 por MARIA MADALENA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES WIP PRICH
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Numero do processo: 15504.004726/2009-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu May 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/11/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE ARRECADAR CONTRIBUIÇÕES MEDIANTE DESCONTO.. JULGAMENTO DO LANÇAMENTO PRINCIPAL TIDO POR PARCIALMENTE PROCEDENTE. Uma vez que o lançamento principal do qual decorre o presente Auto de Infração foi julgado parcialmente procedente, reconhecendo a incidência das contribuições previdenciárias sobre parcelas pagas a título de previdência privada complementar, bem como auxílio-saúde, é de se entender que, tratando-se de verbas componentes do salário de contribuição, sobre elas deverá a recorrente efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados.
RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA CORREÇÃO DA FALTA. MULTA. MANUTENÇÃO. Tendo em vista que a recorrente deixou de comprovar a correção integral da falta cometida no prazo para defesa, há de ser indeferido o pedido de relevação da multa.
LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE MULTA. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária.(Súmula CARF nº2)
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-004.569
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/04/2000 a 30/11/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE ARRECADAR CONTRIBUIÇÕES MEDIANTE DESCONTO.. JULGAMENTO DO LANÇAMENTO PRINCIPAL TIDO POR PARCIALMENTE PROCEDENTE. Uma vez que o lançamento principal do qual decorre o presente Auto de Infração foi julgado parcialmente procedente, reconhecendo a incidência das contribuições previdenciárias sobre parcelas pagas a título de previdência privada complementar, bem como auxílio-saúde, é de se entender que, tratando-se de verbas componentes do salário de contribuição, sobre elas deverá a recorrente efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados. RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA CORREÇÃO DA FALTA. MULTA. MANUTENÇÃO. Tendo em vista que a recorrente deixou de comprovar a correção integral da falta cometida no prazo para defesa, há de ser indeferido o pedido de relevação da multa. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE MULTA. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária.(Súmula CARF nº2) Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio César Vieira Gomes - Presidente Lourenço Ferreira do Prado - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1962; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 291 1 290 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.004726/200964 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402004.569 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de fevereiro de 2015 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: DEIXAR DE ARRECADAR MEDIANTE DESCONTO Recorrente R PARDINI SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2000 a 30/11/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE ARRECADAR CONTRIBUIÇÕES MEDIANTE DESCONTO.. JULGAMENTO DO LANÇAMENTO PRINCIPAL TIDO POR PARCIALMENTE PROCEDENTE. Uma vez que o lançamento principal do qual decorre o presente Auto de Infração foi julgado parcialmente procedente, reconhecendo a incidência das contribuições previdenciárias sobre parcelas pagas a título de previdência privada complementar, bem como auxíliosaúde, é de se entender que, tratandose de verbas componentes do salário de contribuição, sobre elas deverá a recorrente efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados. RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA CORREÇÃO DA FALTA. MULTA. MANUTENÇÃO. Tendo em vista que a recorrente deixou de comprovar a correção integral da falta cometida no prazo para defesa, há de ser indeferido o pedido de relevação da multa. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE MULTA. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária.(Súmula CARF nº2) Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 47 26 /2 00 9- 64 Fl. 213DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 15504.004726/200964 Acórdão n.º 2402004.569 S2C4T2 Fl. 292 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por R. PARDINI SERVIÇOS LTDA em face do acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.210.8172 lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições de contribuintes individuais a seu serviço. A recorrente complementou a remuneração de parte de seus dirigentes, mediante a concessão de benefícios como plano de previdência privada complementar e plano de saúde, sem efetuar o desconto da contribuição previdenciária, devida pelos segurados, em vários pagamentos, conforme constatado em análise de contabilidade e de Folhas de Pagamento. O período apurado compreende a competência 08/2004 a 12/2004, tendo sido o contribuinte cientificado em 19/08/2009 (fls. 01) Consta do Relatório Fiscal que o pagamento dos benefícios de plano de saúde e previdência privada não contemplou a todos os segurados, a seguir: “2.3 Da leitura das normas para concessão do beneficio previdência privada, constantes do documento "Resumo da Previdência Privada", em anexo, constatase que os empregados com menos de um ano de casa estão impedidos de usufruir do beneficio e em relação ao plano de saúde, apenas três diretores foram beneficiados.” (fls. 31) Estes benefícios foram computados nas contas "310200010013 – PREVIDÊNCIA PRIVADA" e "210200010013 – UNIMED/CLIDEC", entretanto não tenham sido computados na composição das bases de cálculo utilizadas pela recorrente para fins de recolhimento das contribuições sociais mensais. Assim, o agente fiscalizador considerou que os pagamentos efetuados pela recorrente, a título de "Plano de Previdência Privada" e "Plano de Saúde", não se enquadram nas condições previstas no art. 214, § 9º, incisos XV e VI do Regulamento da Previdência Social — RPS aprovado pelo Decreto 3.048/99, haja vista que estes benefícios não foram disponibilizados à totalidade de empregados e dirigentes. Por isso, então, configurou para todos os fins e efeitos que estes benefícios integram os salários de contribuição, conforme disposto no art. 214, § 10º do Decreto 3.048/99, não havendo motivos que justifiquem a não incidência das contribuições previdenciárias sobre estas remunerações. Quanto às providências do agente fiscal: “Conforme determina o artigo 42 da Lei n 10.666 de 08/05/2003 fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando a da respectiva remuneração.” Relativamente ao período 08/2004 a 12/2004, conforme demonstrado no Anexo retro citado, as bases de cálculo comandadas mensalmente pela empresa nas folhas de pagamento, sob o evento 295 — Pró labore, foram somadas as verbas pagas, a titulo de Fl. 215DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 4 previdência complementar privada e plano de saúde, cujas somas até o limite máximo definido em lei se constituíram nos novos salários de contribuição para fins de apuração da contribuição dos segurados. A recorrente foi considerada infratora primária, posto que não sofreu qualquer autuação posteriormente nem mesmo foram verificadas situações agravantes ou atenuantes. A recorrente interpôs o competente recurso voluntário de fls. 83/97, através do qual sustenta: 1) que houve a tempestiva retificação da GFIP e o pagamento, via GPS, das contribuições, juros e multas incidentes sobre os valores pagos a titulo de pro labore aos diretores; 2) que não há incidência contributiva nas verbas pagas a titulo de planos de previdência complementar e de saúde na base de cálculo das contribuições previdenciárias; 3) que há ausência de cláusulas discriminatórias e da natureza não retributiva dos planos de saúde e de previdência privada; 4) que deve ser feita a necessária observância aos princípios da reserva legal e do "In dubio pro contribuinte". Tais argumentos, ao extinguirem ou não darem azo ao crédito tributário cobrado, acarretariam necessariamente na impossibilidade de imputação de multa pelo não recolhimento da contribuição, visto que tal exação fora devidamente adimplida, na parte apta à incidência, e, por outro lado, simplesmente não exsurgia nas hipóteses de pagamento a titulo de previdência privada e planos de saúde (e, portanto, não geravam o dever de pagamento). Assim, a multa lavrada depende estritamente da verificação das irregularidades apontadas no Auto de Infração número 37.210.8156. Não havendo as irregularidades mencionadas nesse AI, o contribuinte não pode ser submetido a qualquer tipo de sanção. Em relação ao Levantamento PRO — Retirada Pro labore, esclarece que após tomar ciência do Termo de Constatação e Intimação, informou as remunerações em GFIP e realizou o recolhimento das contribuições previdenciárias dentro do prazo fixado, conforme documentos apresentados. A contribuição previdenciária incidente sobre valores pagos a titulo de prólabore já foi recolhida, devidamente corrigida e acrescida de juros e multa de mora, com a extinção do crédito tributário. De acordo com o inciso I, do art. 156, do CTN, o crédito tributário é extinto com o pagamento, devendo ser julgado improcedente o lançamento fiscal. No tocante aos Levantamentos PPD — Previdência Privada Diretores (Não Dec GFIP) e PSD— Plano de Saúde Diretores (Não Dec GFIP), entende que não integram a base de cálculo de contribuições previdenciárias parcelas pagas a titulo de planos de saúde e previdência, oferecidos a seus funcionários uma vez que, de acordo com o acórdão de 1ª instância: uma análise sistêmica da Constituição Federal, da CLT e da lei n° 8.212/91 aponta para a não integração dos planos de saúde e previdência oferecidos pelas empresas a seus funcionários. O art. 195 da CF/88 estabelece que as contribuições previdenciárias incidirão sobre a folha de salário e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados a pessoa física que lhe preste Fl. 216DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 15504.004726/200964 Acórdão n.º 2402004.569 S2C4T2 Fl. 293 5 serviços e os artigos 20 e 22 da lei n° 8.212/91 estabelecem que as contribuições incidirão sobre o salário de contribuição e a remuneração; o art. 28 da lei n° 8.212/91 traça o conceito de salário de contribuição, base de cálculo das contribuições previdenciárias, como sendo a remuneração auferida pelo trabalhador, assim entendida a totalidade dos rendimentos recebidos, a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma. Por sua vez, o § 90 desse mesmo artigo destaca as importâncias que não integram o salário de contribuição, entre as quais se encontram aquelas utilidades concedidas pelo empregador relativas à assistência médica e planos de previdência privadas, expressamente desvinculadas do trabalho; o art. 457 da CLT dispõe que se compreendem na remuneração do empregado, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. Já o art. 458 da CLT exclui expressamente de tal abrangência, o pagamento de planos de saúde e previdência. Consequentemente, os pagamentos de planos de saúde e previdência privada não podem ser incluídos na base de cálculo da contribuição previdenciária; as utilidades concedidas pelo empregador em beneficio da saúde e assistência social de seus empregados não são base de cálculo da contribuição previdenciária, tendo objetivo constitucional de cunho social e benéfico ao trabalhador; mesmo que o empregador não ofereça o plano de saúde a todos os seus trabalhadores, essa verba não é base de cálculo de contribuições previdenciárias, pois não possui natureza remuneratória, não constitui propriamente um ganho e nem tem repercussão direta em seu padrão de vida; o art. 444 da CLT permite a flexibilização das relações de trabalho, podendo as partes negociar seus benefícios e obrigações de forma livre, não significando que com isso haja infração aos artigos 9 e 468 da CLT; o STF já fixou entendimento no sentido de que as definições técnicas inseridas no inciso I do art. 195 da CF/88 devem ser interpretadas em conformidade com a dimensão que lhes da o Direito do Trabalho. O Ministro Celso de Melo afirmou em um voto seu que a locução constitucional “'folha de salários", inscrita no art. 195, inciso I, da Carta Política, há de ser definida em função de critérios estritamente técnicos, a serem considerados na exata e usual dimensão que lhes confere o Direito do Trabalho; a jurisprudência do TST aponta no sentido de unificação do conceito de remuneração com prevalência da definição na CLT; o beneficio indireto do Plano de Saúde não estava adstrito aos três diretores, mas sim sujeito As mesmas normas de anterioridade relativas aos Planos de Previdência Privadas, ou seja, era também franqueado a todos os seus colaboradores com mais de um ano de casa por uma questão de segurança jurídica e até por imposição das entidades contratadas, o critério para a adesão é que o colaborador interessado esteja na empresa há pelo menos um ano, abrangendo todos os empregados; Fl. 217DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 6 a previsão de um tempo mínimo de trabalho não restringe o acesso de seus funcionários e diretores aos benefícios, sendo apenas uma medida de proteção de ambas as partes, com vistas ao não enrijecimento precoce das relações trabalhistas; os Planos de Saúde e de Previdência Privada eram ofertados a todos os empregados e diretores, mediante adesão espontânea, atendendo plenamente ao comando do art. 28, § 90, da Lei n° 8.212/91, o que afasta tais pagamentos de incidência das contribuições previdenciárias; as regras estipuladas para a concessão desses benefícios não foram determinadas para proveito exclusivo de alguns dirigentes, estando À disposição de todos os funcionários, não sendo complementos de prólabore; os Planos de Saúde e de Previdência Privada não possuem natureza remuneratória, não se ajustando ao conceito de salário de contribuição, base de cálculo de contribuição previdenciária, uma vez que não são contraprestação aos serviços prestados pelo empregado ou diretores e nem têm mister retributivo; doutrinadores têm o mesmo entendimento seu acerca do que seriam parcelas salariais e não salariais; o Principio da Reserva de Lei Formal institui que toda conduta da Administração Fiscal terá fundamento positivo na Lei, em cumprimento ao inciso II do art. 5° da CF/88 que estabelece que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sendo em virtude de lei; esse Princípio da Legalidade determina que havendo qualquer dúvida sobre o perfeito enquadramento do fato à norma, tornase forçosa a aplicação do art. 112 do CTN, consagrador do Principio in dúbio pro contribuinte. Aduz estar suficientemente demonstrada a inexistência de qualquer ato que configure infração. Entretanto, havendo ainda alguma dúvida sobre a legitimidade no procedimento de apuração e recolhimento da contribuição previdenciária, devese aplicar o dispositivo supra não se aceitando a utilização de presunção do fato, que não é apto a revelar riqueza tributável. Não se pode exigir da recorrente valores devidos à composição de multa, pois sua conduta é complementarmente regular. A penalidade somente é ensejada caso se evidencie um comportamento irregular da autuada, o que não ocorreu, uma vez que foi efetuado o recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre o prólabore e os valores exigidos a titulo de Planos de Previdência Privada e Saúde não se inserem no conceito de salário de contribuição O Estado deve sujeitarse a determinados princípios contidos na Constituição da República, dentre os quais se destaca o da razoabilidade. Toca a esse princípio adotar atitudes adequadas e coerentes, levandose em conta a relação de proporcionalidade entre os meios empregados e a finalidade a ser alcançada, bem como as circunstâncias que envolvem a prática do ato, sob pena de a multa ser caracterizada como confisco. O bem protegido na imposição da multa isolada ao caso em comento é a arrecadação tributária e esta já se encontrava garantida e totalmente realizada. Por fim requer sejam feitas as intimações em nome de seu patrono. Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Conselho. É o relatório Fl. 218DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 15504.004726/200964 Acórdão n.º 2402004.569 S2C4T2 Fl. 294 7 . Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente, cumpre esclarecer que as alegações recursais já foram objeto de análise quando do julgamento dos processos n 15504.004724/200975 e 15504.004725/2009 10. Oportunidade na qual foi dado provimento parcial ao recurso da recorrente, TÃO SOMENTE no sentido se aplicar aos créditos tributários constituídos com base a fatos geradores ocorridos até o dia 05.12.2008 a multa do art. 35, da Lei n. 8.2121991, com redação anterior à MP n 449, de 04.12.2008, conforme a fase processual, comparada apenas com a do art. 35A, da Lei n. 8.2121991, com redação posterior à MP n 449, de 04.12.2008, desde que mais favorável ao contribuinte, sendo vedada a comparação conjunta com as penalidades dos arts. 32 e 32A, sob a anterior e atual redação. Vejamos a ementa do voto: “ASSUNTO:CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração:01/08/2004 a 31/12/2004 AUXÍLIO SAÚDE e PREVIDÊNCIA PRIVADA.O art.28,par.9º, alínea s e q, da Lei n.8.212/1991,para ser excluído da base de cálculo de contribuição previdenciária deverá ser disponibilizada a todos os funcionários da empresa. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF,ART.62,DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. MULTA MAIS BENÉFICA.APLICAÇÃO RETROATIVA.Apenas cabe aplicação retroativa de multa ou penalidade quando a mesma for realmente mais benéfica.Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Por tais motivos, em sendo o presente processo acessório ao principal, outra não pode ser a conclusão senão pelo acatamento de referidos fundamentos de mérito no julgamento do presente recurso, uma vez que os argumentos de defesa apresentados pela recorrente são os mesmos daqueles que já vieram a ser analisados por este Eg. Conselho, até mesmo em razão das conclusões adotadas quando do julgamento principal estarem em consonância com a jurisprudeência desta Turma. A propósito, cito as razões de decidir adotadas no julgamento principal: Fl. 219DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 8 “Quanto às alegações de não incidência de contribuições previdenciárias sobre valores referentes à saúde plano de assistência médicohospitalarodontológico e previdência privada aos diretores sócios e dependentes, bem como aos funcionários com mais de 1(um) ano de emprego,verificase que o art.28,par.9o .,alínea s ,da Lei n.8.212/1991,não limita que o plano de saúde deva limitarse apenas à pessoa funcionário ou dirigente da empresa, mas que deve ser oferecido a todos os seus colaboradores. Fato esse é claro no art.458,par.2o .,IV e VI, da CLT, ao apontar que tais valores não configuram salários quando disponíveis aos empregados.Assim,caso obedecido tais critérios, não podem considerandoos fatos geradores passíveis de informação em GFIP, e serem objeto da autuação em questão. Entendo que o auxílio saúde e previdência não se enquadra perfeitamente na hipótese prevista no art.28,§9º,alíneas“p”e“q”da Lê inº8.212, de1991,justamente em razão de não ter obedecido a parte final do dispositivo que ordena a disponibilidade a todos os funcionários. A contribuinte não apresentou documentos ou indícios de que tal benefício era disponibilizado a todos os funcionários ,apenas constatouse que era fornecido aos sócios e seus dependentes, ou seja nem chega a atender o disposto no art. 458, par. 2o ., IV e VI, da CLT. A discussão de que tratase tal exigência deve ser tratada como discriminatória, confiscatória, ou contrária a igualdade, para afastála, pois seria inconstitucionalidade, é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A do Regimento Interno do CARFMF. Por final, ressalvase que a fiscalização aplicou de forma equivocada o art. 35A, da Lei n. 82121991 ,na redação posterior à MP n. 449,de 04.12.2008,convertido na Lei n. 11.9412009, que remete à aplicação do art. 44, I, da Lei n. 9430/96, com multa estabelecida no patamar de 75%, por entender mais benéfico ao contribuinte. Em análise ao art. 35, da Lei n. 8.2121991, com redação anterior à MP n 449, de 04.12.2008 ,a multa aplicada ao caso é escalonada de acordo com a fase do processo de constituição e cobrança das contribuições previdenciárias, iniciando com 4% a 100%. Os patamares superiores à 75% somente eram aplicáveis após o ajuizamento de ação de execução fiscal.Ou seja, em fase administrativa, a aplicação mais favorável é a da redação do art.35, da Lei n.8.2121991,com redação anterior à MP n. 449, de 04.12.2008. Notese que os créditos são inclusive anteriores à publicação da MP n 449, de 04.12.2008, Assim, entendimento Pois bem, da análise de tais argumentos, verificase que toda a matéria de recurso resumida na não incidência das contribuições previdenciárias, restou devidamente enfrentada e decidida. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 15504.004726/200964 Acórdão n.º 2402004.569 S2C4T2 Fl. 295 9 Ademais, a recorrente aponta ter corrigido todas as GFIP´s, incluindo os valores das contribuições, de modo a corrigir a falta e ser agraciada com a benesse da relevação da multa. Todavia, da análise dos autos, verifico que a recorrente não trouxe seja em sua impugnação ou no recurso voluntário, a comprovação da correção da falta apurada, o que não lhe permite obter a relevação da multa, no presente feito. Assim, não faz jus a benesse inscrita no §1o do art. 291 do Decreto 3.048/99. O pedido de relevação da multa já demonstra que a recorrente entende a imputação que lhe fora plicada, reconhecendo ter deixado de efetuar a arrecadação de contribuições previdenciáiras mediante o desconto na remuneração de seus segurados, de sorte que também não vejo como acatar seu argumento no sentido de que a infração não fora por ele cometida. Ao contrário, o relatório fiscal bem aponta a infração e todos os seus fundamentos de fato e de direito, motivo pelo qual deve ser mantida a multa. A aplicação do princípio da razoabilidade, também não se justifica, já que tais irresignações não podem ser analisadas por este Conselho, em respeito a competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da legislação referente às contribuições, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Ante todo o exposto voto no sentido de conhecer do recurso voluntário, e, no mérito , em NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 09/0 4/2015 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES
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Numero do processo: 11080.918948/2012-39
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon May 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 23/10/2009
PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA.
Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito.
MULTA E JUROS DE MORA.
Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora.
INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2.
Não compete aos julgadores administrativos pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-005.131
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 23/10/2009 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA. Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. MULTA E JUROS DE MORA. Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora. INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. Não compete aos julgadores administrativos pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
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DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA. Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. MULTA E JUROS DE MORA. Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora. INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 91 89 48 /2 01 2- 39 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 3 2 Não compete aos julgadores administrativos pronunciarse sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo. Relatório Inicialmente, esclarecese que estão em julgamento nesta 1ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF cento e quarenta e oito processos da mesma contribuinte, em que o cerne da discussão é o mesmo: a certeza e liquidez de crédito pleiteado, decorrente de pagamento indevido ou a maior de Cofins, ou contribuição para o PIS/Pasep ou IPI, e o ônus da prova deste direito. Feitas estas observações, passase ao relato propriamente dito. Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaDRJ/CTA que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem. O processo se iniciou com PER/DCOMP, por meio do qual a contribuinte pleiteou o reconhecimento de direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo e a compensação de débitos tributários com o crédito pleiteado. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 4 3 De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF informado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos, utilizados para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível suficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência/insuficiência de crédito, a compensação declarada não foi homologada ou foi homologada apenas parcialmente. Como enquadramento legal foram citados os arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional CTN), e o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, conforme quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório “ Extraio do relatório da decisão recorrida resumo das alegações apresentadas pela contribuinte contra o despacho decisório: “Na manifestação apresentada, a contribuinte argúi em preliminar a nulidade do Despacho Decisório, alegando o não atendimento ao requisito constitucional da fundamentação do ato administrativo, além de ferir os princípios de ampla defesa, contraditório e do devido processo legal, estando, outrossim, revestido de desvio de finalidade. Expõe que o ato administrativo resumiuse a informar a não homologação da compensação declarada com o parco fundamento da inexistência de crédito disponível; entende que o procedimento correto da fiscalização seria o de intimar a contribuinte para que prestasse informações sobre a origem do crédito, bem como do fundamento de validade; e ressalta a necessidade de fundamentação ou motivação dos atos administrativos para o exame de sua legalidade, finalidade e moralidade administrativa. Alega que o Despacho Decisório não se presta a dar início ao contraditório administrativo, eis que carente de fundamentação, restando prejudicado o seu direito de defesa, e que também extrapolou sua função precípua, tornandose meio oblíquo pelo qual a fiscalização buscou interromper o prazo de homologação da compensação declarada. Diz que a autoridade preparadora deixou de cumprir seu dever de ofício de bem instruir o procedimento fiscal, como a solicitação de informações, apreensão de documentos, diligências, dentre outros expedientes. Sob o tema “Do Mérito”, discorre especificamente sobre o princípio da verdade material, citando diversos doutrinadores. Mas nada aduz sobre o origem do suposto crédito, apenas alegando a posterior juntada de documentos que comprovariam as ‘alegações trazidas na presente manifestação’, eis que o direito creditório, diz, pode ser comprovado a qualquer tempo. Por fim, argumenta sobre a inaplicabilidade da multa de mora em face do princípio constitucional de não confisco e dos princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade.. A ementa do acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaDRJ/CTA que julgou improcedente a manifestação de inconformidade contém o seguinte teor: “ASSUNTO: ... Data do Fato Gerador: ... CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 5 4 A ausência de pedido de esclarecimentos ou realização de diligência na fase preparatória do procedimento fiscal não caracteriza cerceamento do direito de defesa, que é assegurado na fase do contraditório, inaugurada com a manifestação de inconformidade. 1PIS/PASEP. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito está integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. PAGAMENTO A MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO. A mera alegação do direito creditório, desacompanhada de provas baseadas na escrituração contábil/fiscal do período, não é suficiente para demonstrar a existência de direito creditório pleiteado. MULTA E JUROS DE MORA. DÉBITOS NÃO HOMOLOGADOS. Os débitos indevidamente compensados sofrem a incidência de multa e juros de mora, nos percentuais determinados pela legislação, calculados a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento da contribuição até o dia em que se efetivar o seu pagamento, uma vez que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos não homologados.” No recurso voluntário a recorrente repete as alegações da manifestação de inconformidade. É o relatório. 1 Nos processos em que o crédito alegado se refere à Cofins, consta COFINS. Nos processos em que o crédito seria originado de Contribuição para o PIS/Pasep, consta PIS/PASEP. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. Admissibilidade do recurso voluntário. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para julgamento nesta turma especial. Preliminar de nulidade do despacho decisório. O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior do tributo em discussão. A Secretaria da Receita Federal do BrasilRFB, baseandose em dados constantes de seus sistemas informatizados, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias, constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido, não restando crédito disponível para a compensação declarada. Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório, no qual constam os artigos 165 e 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/66 (CTN), e o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, como fundamentos para a não homologação da compensação. No mesmo quadro 3, consta que diante da inexistência do crédito não se homologava a compensação declarada, bem como o valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, e a data para pagamento. Há, ainda, a informação de que para verificação de valores devedores e emissão de DARF, deveria ser consultado o endereço da internet “www.receita.fazenda.gov.br”, na opção “Onde Encontro” ou através de certificação digital na opção “eCAC”, assunto “PER/DCOMP Despacho Decisório”. Logo, não procede a alegação de que o despacho decisório não contém fundamentação e de que houve desvio de finalidade. Por outro lado, a manifestação de inconformidade, a qual, por força do art. 74, §§ 9º a 11 da Lei nº 9.430, de 1996, aplicamse as regras previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, demonstra que a contribuinte exerceu plenamente seu direito ao contraditório, sem nenhuma dificuldade, provando que não houve cerceamento do direito de defesa. Por estas razões, votase por negar provimento às alegações preliminares. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 7 6 Certeza e liquidez do crédito pleiteado. Conforme visto acima: i) O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior de tributo; ii) Foi constatado pela RFB que o pagamento informado como indevido ou a maior fora integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido; iii) Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório; iv) Esta constatação baseouse em dados constantes do sistemas informatizados da RFB, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias. Uma vez que o pagamento informado como indevido ou a maior estava totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF como devido, o DARF a ele relativo não prova a existência de crédito algum A DRJ/CTA, tendo em vista que a contribuinte não apresentou documentação fiscal e contábil hábil e suficiente para comprovação da certeza e liquidez do crédito pleiteado, manteve o despacho decisório. As decisões da DRF e da DRJ estão amparadas no fato de a legislação tributária dispor que a DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário (art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984) e que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada mediante existência de créditos líquidos e certos do interessado perante a Fazenda Pública (art. 170 do Código Tributário NacionalCTN), e de a lei que trata do processo administrativo tributário federal estabelecer que a prova documental deve ser apresentada na impugnação (art. 16, §4º, do Decreto nº 70.235, de 1972). Apesar de a decisão de primeira instância ter sido fundamentada de modo a dar a conhecer à contribuinte as razões de fato e de direito que levaram ao indeferimento de sua manifestação de inconformidade, nenhum documento ou livro fiscal ou contábil foi apresentado com o recurso voluntário. A recorrente limitouse a discorrer sobre o princípio da verdade material. Tratandose de despacho eletrônico, admitese a apresentação destes documentos e livros após a decisão da DRJ, pois alguns Conselheiros entendem que o princípio da verdade material assim autoriza, outros entendem que se está diante de caso em que a prova se destina a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, hipótese prevista no art. 16, §4º, letra “c” do Decreto nº 70.235, de 1972. O importante é que a contribuinte, até o presente, não apresentou nenhum documento ou livro, fiscal ou contábil, que pudesse comprovar seu direito. Logo, não comprovou a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 8 7 Não é só isso. A recorrente sequer argumentou sobre os fatos ou direito que ensejariam o crédito. Por estas razões, com fundamento no art. 170 do CTN e no art. 333 do CPC, aplicável subsidiariamente ao caso, que determina que o ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito, não cabe o reconhecimento do crédito pleiteado. Sobre multa e juros de mora Os artigos 61 e 74 da Lei nº 9.430, de 1996, deixam claro que são devidos juros de mora e multa no presente caso. Cito: “Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998) (Vide Lei nº 9.716, de 1998)” “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) §1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) §2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) §6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos Fl. 129DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 9 8 indevidamente compensados. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §7º Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §8º Não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no §9º. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §9º É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7º, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) (...)” Vejase que os §§ 6º a 8º acima dispõem que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados e que, não homologada a compensação e não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, sendo devidos juros de mora e multa. A exigência do pagamento destes débitos não se submete a julgamento administrativo. Além disso, os membros do CARF não podem afastar aplicação ou deixar de observar lei sob fundamento de inconstitucionalidade, salvo em casos excepcionais não presentes, a teor do disposto no art. 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/6/2009, e do disposto no art. 26A da Decreto nº 70.235, de 1972, com redação dada pela Lei nº 11.941, de 27/5/2009. O mesmo se conclui do enunciado da Súmula CARF nº 2, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.918948/201239 Acórdão n.º 3801005.131 S3TE01 Fl. 10 9 Conclusão Pelo exposto, em especial, pela não comprovação da existência de direito de crédito líquido e certo, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendose a decisão recorrida. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13766.000491/2007-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/09/1989 a 30/04/1991
APRESENTAÇÃO DE DEFESA. SIGNATÁRIO. REPRESENTAÇÃO. COMPROVAÇÃO AUSÊNCIA.
Não será conhecido o Recurso Voluntário apresentado por pessoa sem poder de representação do sujeito passivo no processo.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3102-001.839
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/09/1989 a 30/04/1991 APRESENTAÇÃO DE DEFESA. SIGNATÁRIO. REPRESENTAÇÃO. COMPROVAÇÃO AUSÊNCIA. Não será conhecido o Recurso Voluntário apresentado por pessoa sem poder de representação do sujeito passivo no processo. Recurso Voluntário Não Conhecido
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SIGNATÁRIO. REPRESENTAÇÃO. COMPROVAÇÃO AUSÊNCIA. Não será conhecido o Recurso Voluntário apresentado por pessoa sem poder de representação do sujeito passivo no processo. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 03/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 76 6. 00 04 91 /2 00 7- 63 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA 2 Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. 1. Trata o presente processo, formalizado em 18/11/1999, de pedido de reconhecimento de direito creditório no valor de R$ 9.717,07, para compensação com tributos de código 2372 e 2172, conforme formulários apresentados pelo requerente em fls. 01/03 e demais documentos de lis 4 a 35. 2. Analisado o pleito pela DRF/Vitória, o mesmo foi indeferido, conforme despacho decisório de lis, 37/38, fundamentandose a decisão nos artigos 165, I e 168, I do CTN, no Parecer PGFN/CAT/N° 1538/99 e no AD SRF n° 96/99, em razão de que o direito à repetição de indébito extinguiuse pelo decurso de prazo superior a 5 anos entre o pagamento e a formalização do presente processo. 3. O contribuinte foi intimado via postal da decido da autoridade administrativa local, do qual tomou ciência, constando a data de recepção na agência dos carreiros do destino como 12/01/2000 (lis. 40); 4. Foi juntado o recurso de fls 41 a 46, com data de protocolo de 08/02/2000. 5. O julgamento foi convertido em diligencia pela DRJ/Curitiba (fls 48), para que o contribuinte comprovasse ser o signatário de fls 46 seu representante legal. 6. Intimado comprovar a habilitação legal do subscritor do recurso (fls 49), o mesmo não se manifestou, conforme afirmação do Agente da SRF local (fls 53), encaminhando o processo para o julgamento desta DRJ/RIO II. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/09/1989 a 30/04/1991 Ementa: LEGITIMIDADE DO SUBSCRITOR DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. NÃO COMPROVAÇÃO. MANIFESTAÇÃO NÃO CONHECIDA. Não se conhecerá da manifestação de inconformidade em que não haja comprovação, nos autos, da habilitação legal outorgada pelo sujeito passivo ao subscritor da referida manifestação à época do protocolo da mesma. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a empresa apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Embora a Manifestação de Inconformidade não tenha sido conhecida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, por ausência de habilitação legal outorgada pelo sujeito passivo ao signatário da defesa, foi apresentado Recurso Voluntário a este Conselho. Ao examinar o processo, o i. Conselheiro Celso Pereira Neto, Relator, tendo em vista lacunas identificadas na instrução processual, da mesma natureza daquelas que motivaram o não conhecimento da Manifestação de Inconformidade por parte da DRJ, decidiu pela conversão do julgamento em diligência, no que foi acompanhado pelos seus pares. A seguir, excerto extraído da decisão. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13766.000491/200763 Acórdão n.º 3102001.839 S3C1T2 Fl. 3 3 Apesar de o recorrente citar uma procuração que teria sido juntada, com efeito, compulsando os autos não se localizam elementos documentais que comprovem que o signatário do recurso voluntário detivesse poderes para tanto. No recurso voluntário, falando a respeito da exigência da DRJ de que identificasse os subscritores das peças apresentadas quando da impugnação, o recorrente afirma que isso "foi feito às fls., cópia anexa." . No entanto, compulsando os autos não encontramos esta informação Sendo assim, voto no sentido de converter o presente recurso em diligência a fim de que o recorrente seja intimado a sanar tais falhas, através das seguintes providencias: 1 demonstração de que identificou os subscritores da impugnação; 2 — apresentação da procuração citada no recurso voluntário. Concluída tal providência, devem os autos retornar a este conselho para prosseguimento do julgamento. Uma vez que o processo tenha retornado a este CARF, foi designado para relatar, Ah Doc, o i. Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro. Sucedeu nova distribuição, da qual este Relator restou designado à relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Não restam dúvidas de que o processo não estava adequadamente instruído em relação à representação do sujeito passivo. A diligência teve por objetivo conceder uma oportunidade de regularização do problema, a fim de que fosse viável a análise de mérito. Vêse às folhas 109 a 111, que o empreendimento não obteve êxito. A seguir o despacho final, lavrado na Alfândega de Cachoeiro de Itapemirim. Em atenção ao Despacho de fly. 106 intimamos o interessado, conforme documentos de fls. 109/110, sendo que até a presente data não houve atendimento. Proponho o retorno deste processo ao CARF — MF – DF para prosseguimento. Uma vez que a ausência de habilitação para interposição de defesa, bem identificada na instância a quo, persiste, VOTO PELO NÃO CONHECIMENTO do Recurso Voluntário. Sala de Sessões, 25 de abril de 2013. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA 4 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 06/08/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 11128.003661/2007-51
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 30/07/2002
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. ACORDO ALADI. REDUÇÃO TARIFÁRIA. EXPEDIÇÃO DIRETA.
Não constitui descumprimento dos requisitos para a concessão do benefício de redução do imposto de importação o fato de quando do transporte de mercadoria originária de país participante, transitar justificadamente por país não participante e, quando demonstrada a operação como expedição direta e cumpridos os demais requisitos de origem, há que se reconhecer o cabimento do benefício do direito creditório proveniente do imposto recolhido a maior. Precedentes.
Numero da decisão: 3803-005.997
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório. O conselheiro Corintho Oliveira Machado votou pelas conclusões. Vencidos os conselheiros Hélcio Lafetá Reis e Demes Brito, que negavam provimento. Fez sustentação oral pela recorrente a advogada Ana Paula Mendes Gesing, OAB-DF 39387.
(Assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. ACORDO ALADI. REDUÇÃO TARIFÁRIA. EXPEDIÇÃO DIRETA. Não constitui descumprimento dos requisitos para a concessão do benefício de redução do imposto de importação o fato de quando do transporte de mercadoria originária de país participante, transitar justificadamente por país não participante e, quando demonstrada a operação como expedição direta e cumpridos os demais requisitos de origem, há que se reconhecer o cabimento do benefício do direito creditório proveniente do imposto recolhido a maior. Precedentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório. O conselheiro Corintho Oliveira Machado votou pelas conclusões. Vencidos os conselheiros Hélcio Lafetá Reis e Demes Brito, que negavam provimento. Fez sustentação oral pela recorrente a advogada Ana Paula Mendes Gesing, OAB DF 39387. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 36 61 /2 00 7- 51 Fl. 265DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues. Relatório A contribuinte protocolou junto à Inspetoria da Alfândega de Santos Pedido de Reconhecimento de Crédito Tributário e Restituição, com fulcro no art. 2º e seguintes da IN SRF nº 600/05. Desse pedido consta: Informações acerca da incorporação da PANASONIC DO BRASIL LTDA pela sucessora PANASONIC DO BRASIL LIMITADA (atual denominação de PANASONIC DA AMAZÔNIA S.A.); Que importou mercadorias produzidas no México, que posteriormente foram enviadas para os EUA, onde embarcaram para o Brasil ao amparo da DI nº 02/06767921, em operação de comercialização internacional, havendo as mesmas sido desembaraçadas na Alfândega de Santos em 30/07/2002. Que o México é país signatário da ALADI e, por tal razão, faz jus à redução de 20% sobre a alíquota normal do imposto de importação, independentemente da localização geográfica do exportador, no caso os EUA. Que no ato de registro da DI no SISCOMEX o reconhecimento da redução da alíquota de imposto de importação não foi possível, pois esse sistema de processamento de dados administrado pela SRF e SECEX, somente admite a aplicação de redução tarifária da ALADI nos casos em que o exportador esteja localizado em país membro da referida Associação, contrariando, assim, o sistema jurídico vigente, que permite a realização da operação praticada. Que o preenchimento dos campos da referida DI no SISCOMEX foi realizado nos termos seguintes: “Exportador Nome: AMAC CORPORATION País: ESTADOS UNIDOS. E Fabricante/Produtor Nome: KYUSHU MATSUSHITA DE BAJA CALIFÓRNIA País: MÉXICO. Que em razão do exposto foi compelida ao recolhimento integral do imposto de importação (débito automático em conta corrente), eis que o SISCOMEX não reconhece o seu direito, que pode ser devidamente comprovado mediante a apresentação do certificado de origem. Nas razões de direito aduziu pela expressa previsão para a realização da operação de importação e da redução tarifária nos moldes referenciados (Decretos nºs 90782/85 e 98.874/90 – redução de 20% por parte do país exportador), ex vi da Resolução nº Fl. 266DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11128.003661/200751 Acórdão n.º 3803005.997 S3TE03 Fl. 9 3 252 do Comitê de Representantes da ALADI, cuja regulamentação no Brasil deuse com a edição do Decreto nº 3.325/99, DOU de 31/12/1999. A contribuinte também formulou consulta à COANA acerca do preenchimento da DI para fruição de benefício de preferência tarifária, obtendo a orientação adequada nesse sentido, por meio do Ofício nº 2006/00263 – COANA, CoordenaçãoGeral de Administração Aduaneira, bem assim o reconhecimento, em tese, de que houve o cumprimento da expedição direta, em realização de operação de importação de mercadorias já descrita (fls. 75/78). A contribuinte formalizou o Pedido de Retificação de Declaração de Importação e Reconhecimento de Direito de Crédito de R$ 21.123,56 (fls. 23), havendo o pedido sido indeferido através de Despacho Decisório nº 167/2011, da lavra do Grupo de Restituição e Parcelamento – GRESP (fls. 111/113), sob a alegação de que as mercadorias produzidas no México foram transacionadas com empresa sediada nos EUA, conforme fatura comercial TO642, doc de fl., foram descarregadas em solo americano em 25/06/2002 (doc. F.19.) e, no dia 28/06/2002 foi emitida a fatura comercial PC07202 2 PC07203 (fls) pela AMAC CORPORATION, empresa sediada nos EUA, em favor da interessada, PANACONIC DO BRASIL LTDA, sendo as mercadorias embarcadas para o Brasil em 06/11/2002, procedentes de Houston (EUA), conforme conhecimento de Embarque (BL) de fls., portanto a mercadoria foi, no seu entender, faturada por operador de terceiro país, não integrante da ALADI (EUA), conforme atesta o Certificado de Origem em questão. Em face do pedido de restituição de Imposto de Importação formalizado pela contribuinte foi exarado o Despacho Decisório de nº 161/20111 pelo Servido de Orientação e Análise Tributária da Alfândega no Porto de Santos (fls. 135/137), que indeferiu o pleito, eis que a interessada não logrou atender as condições elencadas na alínea ‘b’ do item quatro do art. 1º, da Resolução ALADI nº 252, em especial as constantes nos incisos ‘i’ e ‘ii’, já que as mercadorias não transitaram pelo território dos EUA por motivos geográficos ou por requerimentos de transporte e estavam destinadas a comércio por empresa sediada naquele país. Inconformado o sujeito passivo interpôs a sua manifestação de inconformidade (fls. / ), protestando que o único fundamento para o indeferimento da restituição é o fato das mercadorias originárias do México terem transitado pelos Estados Unidos antes de serem remetidas ao Brasil; bem assim que o procedimento adotado pela Impugnante não feriu nenhuma disposição do acordo firmado no âmbito da ALADI, devendo tal despacho ser reformado, reiterando, ademais, as razões de fato e de direito aduzidas no pedido de reconhecimento de crédito (fls. 01/ ), para requer a declaração de ineficácia do referido despacho, a fim de que seja reconhecido o direito creditório e a restituição do indébito. Há o reconhecimento do direito creditório, por meio do contido no Despacho Decisório DRF/SOROCABA/SEORT nº 538, de 19/08/2010, que deferiu o pedido anteriormente formulado pela contribuinte nos autos do processo administrativo nº 10855.003858/200894 (fls. 174/175), a título de precedente. Conclusos foram os autos submetidos ao pronunciamento da 2ª Turma da DRJ/SP2, que por através do Acórdão nº 1755.329, de 17/11/2011 (fls.) proferiu decisão, cuja ementa transcrevese adiante. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 30/07/2002 Solicitação de RECONHECIMENTO DO CREDITO TRIBUTÁRIO, em virtude de mercadoria produzida no México, país integrante da ALADI, pleiteando o direito à redução do Imposto de Importação de 20% sobre a alíquota normal. A alínea b), do item quatro, do artigo 19, do DECRETO n° 3.325 de 31/12/199 DOU 31/12/1999, impõe três condições simultâneas para que se contemplem a redução do Imposto. A interessada não logrou êxito em justificar que a mercadoria transitou pelos Estados Unidos da América do Norte por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimentos do transporte. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. O entendimento vazado na decisão em comento segue a mesma linha daquele profligado no Despacho Decisório nº 167/2011, da lavra do Grupo de Restituição e Parcelamento – GRESP (fls. 144/145), de que a mercadoria em questão foi faturada por operador de terceiro país, não integrante da ALADI (EUA), e que não foram atendidas as condições elencadas na alínea ‘b’ do item quatro do artigo 1º da Resolução ALADI nº 252, em especial as constantes nos incisos “I” e “II”, já que as mercadorias não transitaram pelo território dos EUA por motivos geográficos ou por requerimento de transporte e estavam destinadas a comércio por empresa sediada naquele país. Acerca da Decisão nº 203, proferida pela Divisão de Tributação da 8ª RF, pautouse o entendimento exarado no acórdão suso mencionado, que a mesma se refere a INTERMEDIAÇÃO DE EMPRESA DE TERCEIRO PAÍS NÃO MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO, não refletindo a situação em comento, ou seja, mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes. Além disso, não faz qualquer concessão quanto às exigências solicitadas pelo artigo 19, do DECRETO n° 3.325 de 31/12/199 DOU 31/12/1999. No que atine às duas decisões proferidas na instância superior administrativa e colacionadas aos autos pela interessada, o voto condutor assinalou que ambas possuem o mesmo teor e, em que pese o respeito ao entendimento esposado e suas razões, não é essa a conclusão que se depreende das exigências da alínea b), do item quatro, do artigo 19, do DECRETO n° 3.325 de 31/12/199 DOU 31/12/1999. É explicita a exigência de que as únicas justificativas para trânsito por um ou mais países não participantes são por motivos geográficos ou por requerimentos de transporte e estavam destinadas a comércio por empresa sediada naquele país, o que a interessada não comprovou. A Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 08/12/2011 e protocolou o seu recurso voluntário na DRF em Campinas/SP, em 06/01/2012, reiterando as mesmas razões de fato e de direito expendidas na exordial, entretanto de maneira pormenorizada, haja vista que a operação de importação foi realizada nos moldes da Resolução nº 252, art. 1º, item quatro, alínea ‘b’, “I” e “II” e item nono, do Comitê de Representantes da ALADI, ex vi do Decreto nº 3.325/99, DOU de 31/12/99. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11128.003661/200751 Acórdão n.º 3803005.997 S3TE03 Fl. 10 5 Aduziu, inclusive, que no âmbito da ALADI admitese que a mercadoria produzida em um determinado País (ex: México) seja embarcada para o Brasil com trânsito em terceiro País que não seja membro da referida associação (ex: Estados Unidos), devendo, nesta situação, indicar no campo “observações” do Certificado de Origem que a mercadoria será faturada por terceiro país, identificando o nome, denominação ou razão social e domicílio do exportador (“que em definitivo será o que fature a operação a destino”). Persiste na defesa de que o trânsito das mercadorias por território de país não membro da ALADI se deu por conveniência geográfica, implicando inclusive em redução de custos operacionais; que apesar de o México ter acesso ao Oceano Atlântico, como consignado na decisão recorrida, o Porto de Houston oferece condições infinitamente melhores que os portos mexicanos com saída para esse oceano. Ressalta que se trata de uma questão de logística, em razão de maior facilidade e conveniência, motivos o bastante para todas as empresas do mesmo grupo adotar esse caminho para o transporte das mercadorias: México – EUA – Brasil, sem que haja qualquer benefício outro para a Recorrente. Tanto é assim que a própria documentação já indicava o destinatário final. Enfatizou a Recorrente que a eventual falta de justificativa para a operação ter como etapa os EUA antes do destino final (Brasil), alegada no acórdão combatido, não serve como referência para a mitigação do direito creditório, ora pleiteado, pois toda a documentação que acompanhava a DI, já anexada ao pedido de restituição, faz prova do direito a redução tarifária que, não foi concedida no desembaraço por exclusiva impossibilidade técnica do próprio SISCOMEX, inclusive o doc. 10 anexo ao pedido de restituição que menciona como destino final das mercadorias a PANASONIC DO BRAZIL LTDA, restando demonstrado portanto, que desde a entrada das mercadorias nos EUA já havia a consignação de que seu destino final seria o Brasil. Consubstanciou o alegado mencionando a Decisão nº 203, DOU de 15/09/1999, proferida pela Divisão de Tributação da 8ª Região Fiscal, que foi ratificada pelo Ofício nº 2006/00263 da COANA, além de jurisprudência administrativa na qual é parte interessada, por meio dos Acórdãos nº CSRF/0304.584 (11128.000691/0050) e CSRF/03 04.585 (11128.000687/0082), cuja ementa se reproduz: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – ACORDO ALADI – REDUÇÃO TARIFÁRIA – TRIANGULAÇÃO – não constitui descumprimento dos requisitos para a concessão do benefício de redução do imposto de importação o fato de quando do transporte de mercadoria originária de país participante, transitar justificadamente por país não participante, por inteligência do art. 4º, alínea ‘b’, e seus itens, do Regime Geral de Origem, da Resolução 78, firmado entre o Brasil e a Associação Latino americana de Integração – ALADI, aprovado pelo Decreto nº 98.874/90. Recurso especial provido. Cumpridas as exigências requer o provimento do recurso e a declaração de nulidade do acórdão recorrido pelo cerceamento do direito de defesa. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Relator O recurso interposto preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. A querela devolvida a este Colegiado resumese ao atendimento ou não das condições elencadas na Resolução ALADI nº 252, para fazer jus ao beneplácito da redução em 20% da tarifação do imposto de importação, na operação realizada. A questão inaugural pelo ponto de vista de elemento material de prova restringese à verificação da origem da mercadoria, do local de embarque e do seu destino final. O Certificado de Origem informa como: PAIS EXPORTADOR ESTADOS UNIDOS MEXICANOS PAIS IMPORTADOR BRASIL, além da norma que dá amparo à operação de importação com direito a fruição de redução da alíquota (fl.). No mesmo sentido o documento de fl., denominado: “TRANSPORTATION ENTRY AND MANIFESTO OF GOODS SUBJECT TO CUSTOMS INSPECTION AND PERMIT UNITED STATES CUSTOMS SERVICE”, informa que a mercadoria ali registrada foi importada do México, em 19/12/01, por meio de caminhão, via direta, tendo por porto estrangeiro de embarque BAJA CALIFORNIA e como destino final SÃO SEBASTIÃO, PANASONIC DO BRASIL LTDA, Rodovia Presidente Dutra, KM 155, Brasil. Igualmente a fatura, o BILL OF LADIN (fl.), informa que o local de recebimento da mercadoria como sendo TIJUANA, México, o porto de embarque como sendo HOUSTON e de desembarque como sendo o Porto de Santos. Do ponto de vista da legislação temse que o Decreto nº 3.325/99, DOU de 31/12/99, dispõe sobre a execução da Resolução nº 252, do Comitê de Representantes da ALADI. Assim dispõe o art. 1º dessa Resolução: Art. 1º. A Resolução nº 252, que aprova o texto consolidado e ordenado da Resolução nº 78, do Comitê de Representantes da Associação Latinoamericana de Integração, apensa por cópia a este Decreto, deverá ser executada e cumprida tão inteiramente como nela se contem. Por sua vez o item quarto dessa Resolução estabelece: Quarto – Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, as mesmas devem ter sido expedidas diretamente do país exportador para o país importador. Para tais efeitos, considerase com expedição direta: Fl. 270DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11128.003661/200751 Acórdão n.º 3803005.997 S3TE03 Fl. 11 7 (...); As mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes, com ou sem transbordo ou armazenamento temporário, sob a vigilância da autoridade aduaneira competente nesses países, desde que: o trânsito esteja justificado por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimentos do transporte; não estejam destinadas ao comércio, uso ou emprego no país de trânsito; não sofram, durante seu transporte e depósito, qualquer operação diferente da carga e descarga ou manuseio para mantêlas em boas condições ou assegurar sua conservação. Finalmente, o item nono do mesmo normativo assim registra: Nono. Quando a mercadoria objeto de intercâmbio for faturada por um operador de um terceiro país, membro ou não membro da Associação, o produtor ou exportador do país de origem deverá indicar no formulário respectivo, no campo relativo a “observações”, que a mercadoria objeto de sua Declaração será faturada de um terceiro país, identificando o nome, denominação ou razão social e domicílio do operador que, em definitivo, será o que fature a operação a destino. Do exposto é possível se fazer as seguintes inferências: (i) As mercadorias importadas sob o amparo da DI nº 02/06767921, de 30/07/02, efetivamente tiveram como origem o País do México, transitaram pelos EUA, e tiveram como destino final o Brasil; (ii) A operação de importação em comento seguiu de acordo com as orientações contidas no item ‘b’ e alíneas ‘i’ e ‘ii’ do artigo 1º da Resolução nº 252; Em razão do tipo de operação de importação por ela realizada, a Recorrente alegou que teria direito à redução do imposto de importação de 20% sobre a alíquota normal, bem assim que por ocasião do registro da DI no SISCOMEX, o referido sistema não reconheceu esse direito. O imbróglio ensejou a realização de consulta pela ora Recorrente formulada à SRF sob o protocolo nº 3633/2006, em 27/07/06, sobre o preenchimento de declaração de importação para fruição de benefício de preferência tarifária. Tais assertivas constam do Of. nº 2006/00263, de 06/10/06, expedido pela Coordenação Geral de Administração Aduaneira, cujos itens 5 a 12 explicitam que houve o cumprimento da expedição direta para as mercadorias em comento, como também o contido no item 13 esclarece sobre o preenchimento da DI para fim de fruição do benefício de preferência tarifária, ex vi do Anexo I da IN SRF nº 206/02, art. 10 (fls.). Fl. 271DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 Seguindo a orientação contida no ofício suso mencionado a Recorrente protocolou na unidade preparadora o Pedido de Cancelamento ou de Retificação de Declaração de Importação e Reconhecimento de Direito de Crédito no valor de R$ 21.123,56 (fls.). A título de precedente há o pedido de reconhecimento de direito creditório formulado pela Recorrente nos autos do processo nº 10855.003858/200894, o qual foi deferido por meio do Despacho Decisório DRF/SOR/SEORT nº 538, de 19/08/10 (fls. 174/175), que reconheceu o direito creditório no valor de R$ 23.622,41, relativo ao imposto de importação. Ainda em Relação ao tema a Recorrente trouxe à baila a Decisão nº 203, DOU de 15/09/99, proferida pela Divisão de Tributação da 8ª Região Fiscal, como também jurisprudência administrativa, na qual é parte interessada, com vistas à consubstanciar os seus argumentos. Ora, há o reconhecimento expresso pelos órgãos oficiais, seja no âmbito regional ou nacional, de que na importação de mercadorias, nas condições supramencionadas, devem as mesmas se beneficiar de alíquotas preferenciais por atender os requisitos previstos na Resolução 252 do Comitê de Representantes da ALADI. Ressaltese que o Despacho Decisório nº 167/2011, apenas analisou os mesmos documentos colacionados aos autos e concluiu que as mercadorias não podem ser beneficiadas com a redução pretendida, pois supostamente foram transacionadas com uma empresa sediada nos EUA, mediante fatura comercial TO 886, foram descarregadas em solo americano em 28/10/2002 e depois foi emitida fatura comercial PC07202 (fls.), ou seja, em razão da mercadoria haver sido faturada por operador em terceiro país, não integrante da ALADI. Data vênia, consoante o disposto na legislação pertinente já mencionada, não constitui descumprimento dos requisitos para a concessão do benefício de redução do imposto de importação o fato de quando do transporte de mercadoria originária de país participante, transitar justificadamente por país não participante e, quando demonstrada a operação como expedição direta e cumpridos os demais requisitos de origem, há que se reconhecer o cabimento do benefício d o direito creditório proveniente do imposto recolhido a maior. São precedentes o Acórdão CSRF/0304.584 e CSRF/0304.585, mencionados pela Recorrente. Ante todo o exposto oriento meu voto para dar provimento ao recurso interposto. É assim que voto. Sala de Sessões, em 23 de fevereiro de 2014. Jorge Victor Rodrigues – Relator Fl. 272DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11128.003661/200751 Acórdão n.º 3803005.997 S3TE03 Fl. 12 9 Fl. 273DF CARF MF Impresso em 26/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 04/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 25/06/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10425.001289/2010-27
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jul 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS.
São devidas contribuições da empresa, destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço.
MULTA. LEGALIDADE.
A multa de oficio foi aplicada com fundamento em dispositivos de lei vigentes. Impossível, no âmbito administrativo, afastar a aplicação de dispositivo de lei em vigor ou apreciar alegações de inconstitucionalidade.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-002.974
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Ivacir Júlio de Souza - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio de Souza, Ewan Teles Aguiar, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS. São devidas contribuições da empresa, destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. MULTA. LEGALIDADE. A multa de oficio foi aplicada com fundamento em dispositivos de lei vigentes. Impossível, no âmbito administrativo, afastar a aplicação de dispositivo de lei em vigor ou apreciar alegações de inconstitucionalidade. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 42 5. 00 12 89 /2 01 0- 27 Fl. 417DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio de Souza, Ewan Teles Aguiar, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10425.001289/201027 Acórdão n.º 2403002.974 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório A instância a quo produziu o Relatório abaixo que li, compulsei com os autos e tendo corroborado o adoto: " Temse em pauta auto de infração para a exigência de contribuições patronais (empresa e sat/rat) destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados que prestaram serviços ao sujeito passivo, no período de 01/2009 a 12/2009. No relatório fiscal (fls. 345/358), registrouse que o Município não possui, no período fiscalizado, sistema próprio de previdência para seus servidores. Aponta, como fatos geradores das contribuições lançadas: (a) as remunerações apuradas em folhas de pagamentos e não declaradas em GFIP, lançadas no levantamento "FP DIFERENÇA FOLHA GFIP"; (b) as remunerações apuradas em notas de empenhos, não incluídas em folhas deagamentos nem em GF1P, lançadas nos seguintes levantamentos "PA PAG. AUTÔNOMOS EMPENHOS", "PE PAG EMPREGADOS FORA FOLHA", "PT PAG TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS"; (c) remunerações referentes a rubricas das folhas de pagamentos consideradas pela legislação como base de cálculo da contribuição previdenciária mas não incluídas pela Prefeitura na apuração do tributo. As rubricas inseridas nesse levantamento foram: qüinqüênio, aula excedente, gratificação de difícil acesso, GAE, e produtividade. Além disso, também estão sendo exigidos acréscimos legais (juros e multa de mora) referentes a recolhimentos feitos fora do prazo legal, lançados no levantamento "DAL DIFERENÇA DE AC. LEGAIS". Os fatos geradores apurados foram confrontados com os recolhimentos efetuados pelo sujeito passivo, estabelecendose o montante do débito. A multa foi qualificada, tendo assim sido aplicada em dobro, por força do §1° do art. 44 da Lei n ° 9.430/96, em razão da sonegação (art. 71, inciso I da Lei n° 4.502/64), considerando omissão dolosa a não declaração em GFIP da totalidade dos segurados e remunerações constantes das folhas de pagamentos e empenhos, bem como o não oferecimento à tributação de rubricas consideradas como base de cálculo pela legislação. O Fisco registra que a lavratura deste AI ensejará a elaboração de representação fiscal para fins penais pela conduta, em tese, definida no rt. 337A do Código penal. Pessoalmente cientificado do lançamento em 26/08/2010 (fl. 1), o Autuado apresentou impugnação (fls. 366/368) em 27/09/2010, na qual argúi, em síntese: Fl. 419DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 1. que não pode haver crime de sonegação sem que exista a certeza de um tributo devido, tornando imprescindível o término do procedimento administrativo tributário; 2. a Lei n°. 9.430/96 levanos a imposição arbitrária e desfundamentada de multa isolada, e ainda, nos percentuais instituídos pela legislação, a multa isolada desvirtua a própria finalidade da instituição da penalidade, que seja punir pela conduta abusiva e não usar a multa como confisco, infringindo assim o art. 150, inciso IV da Constituição Federal. Requer a exclusão da multa isolada; 3. equivoco ou mesmo erro não é justificativa plausível para a aplicação da multa isolada no caso incorrido; 4. Requer ainda que: 4.1. seja verificado o efetivo recolhimento das contribuições indevidas pelo Município, de acordo com a documentação já anexada aos autos, e ainda solicita um prazo de 15 dias para juntada de novos documentos; 4.2. sejam refeitos os cálculos dos valores alegados como sonegados pela fiscalização com conseqüente exclusão da multa e juros de mora aplicados. Com a Impugnação não apresentou qualquer documento comprobatório das suas alegações. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 7ª Turma da Delegacia da Receito Federal de Julgamento no Recife DRJ/REC, em 14 de julho de 2011, exarou Acórdão de n° 1134.388, fls. 374, negando provimento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Irresignada a Recorrente interpôs Recurso Voluntário às. fls.412, onde inova com alegações não interpostas em sede de impugnação. É o relatório. Fl. 420DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10425.001289/201027 Acórdão n.º 2403002.974 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DO RECURSO VOLUNTÁRIO O sítio da Receita Federal abaixo transcrito, não obstante a previsão do conteúdo restar estabelecido em lei, trás orientação para o contribuinte, na hipótese de contribuinte sofrer eventual autuação: "http://www.receita.fazenda.gov.br/TextConcat/Default.asp?Pos=5&Div=Gui aContribuinte/RecursoVoluntario/" "Recurso Voluntário ao Conselho de Contribuintes Efeitos do Recurso Voluntário Assim como a impugnação, permanece a fase litigiosa do procedimento; suspende a exigibilidade do crédito tributário, tem efeito suspensivo (suspende a eficácia da decisão recorrida); suspende a fluência do prazo prescricional para propositura, pela Fazenda Pública, da ação de execução fiscal. O contribuinte poderá contestar todos os itens, caso não concorde com a da decisão de primeira instância, apresentando as razões para cada item. Caso o contribuinte concorde com parte do auto de infração ou notificação de lançamento, em conformidade com a decisão de 1ª instância, deverá pagar ou parcelar a parte concordante e apresentar o recurso para os outros itens (recurso parcial). No recurso o contribuinte deverá mencionar o fato, anexando os comprovantes de recolhimento ou parcelamento. Ressaltese que a omissão de um item no recurso por parte do contribuinte, por si só caracteriza a concordância do sujeito passivo (recorrente) relativo à parte, ou seja, a autoridade preparadora deverá, pela aplicação do art. 17 do PAF Processo Administrativo Fiscal (Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972), considerar o item como matéria não recorrida. A decisão tornase definitiva em relação à parte não recorrida. Em seguida, a autoridade preparadora providenciará a formação dos autos apartados para a imediata cobrança da parte não contestada. A parte recorrida seguirá para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). A Receita Federal agradece a sua visita. "( grifos do Relator) Fl. 421DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 A Portaria SRF n 1.170, de 05.10.2004, também esclarece ao contribuinte sob como proceder em Recurso Voluntário: " (...) 4) Elementos do Recurso Voluntário O Recurso Voluntário mencionará: Ao Conselho de Contribuintes competente a quem é dirigida; A qualificação do sujeito passivo (recorrente); Os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir" Os arts. 17 e 58 dos Decretos 70.235/72 e 7.574/2011, respectivamente, neste sentido têm a mesma redação : "Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n 9.532, de 1997) " "Art. 58. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante ( Decreto n 70.235, de 1972, art. 17), com a redação dada pela Lei no 9.532, de 1997, art. 67)." Exposto o acima, temse que o recurso é o meio pelo qual se provoca o reexame da decisão recorrida cabendo ao recorrente apontar na petição efetivamente o ponto obscuro ou contraditório ou aquele sobre o qual o pronunciamento administrativo permaneceu omisso., Em resumo, a parte que não concorda. Na condução do voto aquo, o i. Julgador destacou que a então impugnante não trouxera à colação contestações sobre a ocorrência dos fatos geradores , pelo que se consideram as matérias omissas não impugnadas, nos termos do art. 17 do Decreto o °. 70.235/72 : "Na impugnação, o Autuado não contesta a ocorrência dos fatos geradores, as bases de cálculos, nem as aliquotas utilizadas no lançamento, pelo que se consideram matérias não impugnadas, nos termos do art. 17 do Decreto o °. 70.235/72 " Expressos no diligente Relatório Fiscal a autoridade fiscal colaciona de sobejo elementos probantes plenamente vinculados que , de fato, sequer foram rechaçados pela autuada. Às fls. 345 do sobredito relatório a autoridade autuante registrou que no curso da ação fiscal, por duas vezes, a empresa fora oportunizada a se manifestar e esta se manteve silente: "Os valores referentes a contribuições em folhas de pagamentos não declaradas e não recolhidas abrange a totalidade das competências fiscalizadas, totalizando R$ 243.188,48 para o ano de 2009, valor esse bastante relevante, quando comparado com o total declarado em GFIP, que foi de R$ 2.524.123,94 (fonte: "Demonstrativo de Valores em Folha e GFIP"). Informase ainda que foram dadas duas oportunidades para a Prefeitura se manifestar sobre as omissões em GFIP, por meio dos Termos de Intimação Fiscal 2 e 5, não havendo contudo resposta. " Cabe ressaltar, por eloqüente, que enquanto a autoridade se expressou em pertinentes 14 páginas anexando diversos anexos, a impugnante de forma econômica se Fl. 422DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10425.001289/201027 Acórdão n.º 2403002.974 S2C4T3 Fl. 5 7 utilizou de 3 e mesmo assim para rechaçar de modo genérico tãosomente a aplicação da a multa isolada sem trazer elementos probantes de seus argumentos. DA INOVAÇÃO EM RECURSO VOLUNTÁRIO Na forma da previsão nos arts. 16, V, § 4º do Decreto 70.235/72 e 57, V, § 4º do Decreto 7.574/2011, a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. Aduz que no recurso voluntário interposto, ora em comento, a autuada INOVOU e trouxe à colação as matérias que se omitira em grau de impugnação. Desse modo, à exceção da MULTA QUALIFICADA, não tomarei conhecimento das matérias trazidas. Como visto alhures na impugnação apresentada pela recorrente, somente fora contestada a aplicação da multa qualificada que ela chamou de isolada e mesmo assim não exortando elementos fáticos e de direito que provasse a irregularidade da autuação sofrida. Na oportunidade guerreou tãosomente a lei: " DA MULTA ISOLADA Devemos tecer alguns comentários a cerca da aplicabilidade efetiva da multa isolada: (...) A Lei 9.430/96 levanos a imposição arbitrária e desfundamentada de multa isolada, etc. etc. " A rigor, pela generalidade da abordagem, até mesmo esta matéria não deveria ser analisada em julgamento tendo em vista não ter sido efetivamente combatida à luz de argumentos probantes que retirasse a autuada da hipótese de incidência de sua aplicação. Contudo, como o processo não anda para trás e, ainda, descabendo " Reformattio in Pejus ", tendo a instância a quo enfrentado a questão, também o faremos em sede recursal. DOS FUNDAMENTOS LEGAIS Às fls. 355 do Relatório Fiscal , a autoridade autuante destacou no item 5.3.4 os arts. 35A da Lei 8.212/91, 44 da a Lei 9.430/96 para aplicar a penalidade e o art 71 da Lei 4.502/64 para duplicar os efeitos : " 5.3.4 Multa qualificada Por tudo o que já foi dito, a multa com relação ao crédito constituído, considerado sonegado, foi aplicada em dobro, conforme previsto nas Leis 8.212/91, 9.430/96 e 4.502/64: Lei 8.212/91 Art. 35A. Nos casos de lançamento de oficio relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 Fl. 423DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 da Lei no 9.430, de 1996. (Incluído pela Medida Provisória n°449, de 2008) Lei 9.430/96 Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ouvcontribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; § 1° 0 percentual de multa de que trata o inciso I do Ca put deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Lei 4.502/64 Art. 71. sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a Impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazenda ria: I da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstancias materiais; " DO LEVANTAMENTO RN Não obstante todo o encimado, no item 5.3.3, a autoridade autuante faz registro de que ainda no curso da ação fiscal intimara a autuadaa por duas vezes (Termos de Intimação Fiscal 4 e 5) para apresentar as razões das irregularidades e que não houve resposta e que não tendo havido justificativas, todas contribuições decorrentes do levantamento "RN" foram consideradas sonegadas: "5.3.3 Rubricas em folha não oferecidas à tributação Como já dito antes, quando das explicações do levantamento "RN", a Prefeitura deixou de oferecer a tributação várias rubricas tidas pela legislação como base de cálculo da contribuição previdenciária. Mesmo depois de intimada por duas vezes (Termos de Intimação Fiscal 4 e 5) para apresentar as razões desse fato, não houve resposta. Observase inclusive, que nos termos há informações sobre mudanças de entendimentos na Prefeitura, que deixou de considerar como integrantes da base de cálculo da contribuição previdenciaria rubricas que assim eram consideradas. Não havendo justificativas para o fato descrito, todas contribuições decorrentes do levantamento "RN" foram consideradas sonegadas. " DOS DEMAIS LEVANTAMENTOS Da leitura do minucioso Relatório Fiscal, fica claro que a autoridade fiscal atribuiu sonegação à todas as rubricas levantadas muito embora tenha dado especial ênfase ao levantamento RN. Assim, quando quis falar de sonegação abriu item próprio e seguintes na forma do registro do tópico 5.3, verbis: "5.3 Sonegação fiscal é multa qualificada Fl. 424DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10425.001289/201027 Acórdão n.º 2403002.974 S2C4T3 Fl. 6 9 Durante a fiscalização, se firmou o entendimento de que os valores de contribuição das folhas de pagamento e os referentes a autônomos, transportadores autônomos e segurados empregados fora de folha de pagamento não declarados em GFIP e não recolhidos foram, em tese, sonegados, de acordo com o estabelecido no art. 337A do Código Penal: " CONCLUSÃO Conheço do Recurso voluntário, para NO MÉRITO, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Ivacir Júlio de Souza. Fl. 425DF CARF MF Impresso em 14/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2015 por IRDA MORAIS, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por IVAC IR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/07/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10940.000751/2002-30
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Apr 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995
AUTO DE INFRAÇÃO. MOTIVO DO ATO ADMINISTRATIVO FISCAL. INSUBSISTÊNCIA. EQUÍVOCO. COMPROVAÇÃO. CANCELAMENTO.
Diante da insubsistência do motivo do ato administrativo fiscal (proc. jud. de outro CNPJ), cumpre à DRJ o acolhimento da impugnação, com o consequente cancelamento do auto de infração. Descabe ingressar no exame da suposta convalidac¸a~o da compensac¸a~o das parcelas dos de´bitos tributa´rios, uma vez que se trata de matéria estranha à fundamentação originária do auto de infração.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 3802-004.294
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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MOTIVO DO ATO ADMINISTRATIVO FISCAL. INSUBSISTÊNCIA. EQUÍVOCO. COMPROVAÇÃO. CANCELAMENTO. Diante da insubsistência do motivo do ato administrativo fiscal (“proc. jud. de outro CNPJ”), cumpre à DRJ o acolhimento da impugnação, com o consequente cancelamento do auto de infração. Descabe ingressar no exame da suposta convalidaçaõ da compensação das parcelas dos débitos tributários, uma vez que se trata de matéria estranha à fundamentação originária do auto de infração. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 00 07 51 /2 00 2- 30 Fl. 251DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, que, por unanimidade de votos, julgou procedente, em parte, a impugnação ao auto de lançamento apresentada pelo Recorrente, em acórdão assim ementado (fls. 191): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de Apuração: 01/07/1988 a 30/09/1995 BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE A base de cálculo do PIS, na vigência dos Decretoslei nº2.445 e nº2449, ambos de 1888, era faturamento do sexto mes anterior, ao da respectiva apuraçãi do valor devido, sem correção monetária. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 15/08/1997, 15/09/1997, 15/10/1997 DÉBITOS. TRIBUTÁRIOS EXIGIDOS. COMPENSAÇÃO. DCTF. DECISÃO JUDICIAL. A compensação de débitos tributários, informada em DCTF, realizada com amparo em decisao judicial, deve ser convalidada pela autoridade administrativa até o limite do montante do créditofinanceiro reconhecido na ação judicial respectiva. CRÉDITOS FINANCEIROS. MONTANTE. APURAÇÃO. COMPENSAÇÃO. Compete à autoridade administrativa apurar o montante dos créditos financeiros (indébitos) reconhecidos na esfera judicial, de conformidade com a decisao transitada em julgado, passível de compensação. MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de ato não definitivamente julgado aplicase retroativamente a lei nova quando mais favorável ao contribuinte que a lei vigente ao tempo do lançamento, excluindo a multa de ofício pelo fato de os débitos lançados terem sido declarados nas respectivas DCTF. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. O Recorrente, nas razões recursais de fls. 199 e ss., alega que o auto de infração teria sido lavrado em razão da suposta falta de comprovação da existência de medida judicial (“proc. jud. de outro CNPJ”). A decisão recorrida, ao afastar esse fundamento, deveria ter cancelado o auto de infração, ao invés de mantêlo sob novo fundamento. Essa inovação caracteriza lançamento por meio de decisão, o que seria vedado pela ordem jurídica, notadamente porque fora do prazo decadencial. Requer o conhecimento e provimento do Fl. 252DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10940.000751/200230 Acórdão n.º 3802004.294 S3TE02 Fl. 252 3 recurso voluntário e, em caso de empate na votação, a prevalência dos votos em favor do sujeito passivo, na forma do art. 112 do Código Tributário Nacional. É o Relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn A ciência da decisão recorrida ocorreu em 18/11/2014 (fls. 196), ao passo que o recurso foi protocolizado em 18/12/2014 (fls. 199), dentro do prazo legal. Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto no 70.235/1972, o recurso deve ser conhecido. Compulsando os autos, notase que o auto de infração foi motivado pela não comprovação da medida judicial (“proc. jud. de outro CNPJ”). A decisão da DRJ, por outro lado, reconheceu que “o fato de o interessado ter informado o CNPJ nº 00.116.506/000160, da matriz, na ação judicial e na DCTF, e, ainda, ter a denominação social, vigente na data da propositura, Seg Transporte de Valores S/A, posteriormente alterada para Proforte S/A Transporte de Valores, não veda seu direito de compensar créditos do PIS a que tem direito, reconhecidos judicialmente, com débitos do próprio PIS. Ressaltese, também que, com a alteração da denominação social, os CNPJ da matriz e da filia não foram alterados” (fls. 193). Portanto, razão assiste ao Recorrente. Afinal, se não é verdadeiro o motivo do ato administrativo fiscal (“proc. jud. de outro CNPJ”), o encaminhamento apropriado para o caso seria o acolhimento da impugnação e o cancelamento do auto de infração. Descabe ingressar no exame da susposta convalidaçaõ da compensaçaõ das parcelas dos débitos tributários. Tratase de matéria estranha à fundamentação do auto de infração. Votase, assim, pelo conhecimento do recurso e pelo seu integral provimento. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 253DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 15/04/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 15563.720109/2011-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu May 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Constituindo-se o MPF elemento de controle da administração tributária, disciplinado por ato administrativo, eventual irregularidade nele detectada não enseja a nulidade do auto de infração, nem de quaisquer Termos Fiscais lavrados por agente fiscal competente para proceder ao lançamento, atividade vinculada e obrigatória nos termos da lei.
IPI. RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL. EXCLUSÃO DE SALDO CREDOR DE PERÍODO ANTERIOR. FALTA DE JUSTIFICATIVA. IMPROCEDÊNCIA DO EXPURGO DO CRÉDITO E DO IMPOSTO EXIGIDO.
A falta de indicação pela Autoridade Fiscal da glosa de crédito escriturado em período anterior ao dos períodos objeto de verificação indicados no Termo de Constatação Fiscal e no Termo de Encerramento impossibilita seja desconsiderado, na reconstituição da escrita fiscal do período fiscalizado, parcela do referido crédito que não foi expressamente glosado e que compõe o saldo credor advindo de períodos anteriores. A consideração de tal saldo na reconstituição da escrita fiscal não implica legitimação da escrituração daquele crédito indevido, mas tão somente o reconhecimento da falha cometida pela Autoridade Fiscal autuante quando da lavratura do auto de infração, ao exigir imposto sem a devida fundamentação, em decorrência do expurgo injustificado de parcela daquele crédito que não foi expressamente glosado [representada pelo saldo credor do período anterior do confronto débito x crédito.
RECURSO DE OFÍCIO E VOLUNTÁRIO IMPROVIDO
Numero da decisão: 3101-001.831
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e voluntário, nos termos do voto da relatora.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, José Henrique Mauri, Adolpho Bergamini e Fernando Luiz da Gama Deça.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Constituindo-se o MPF elemento de controle da administração tributária, disciplinado por ato administrativo, eventual irregularidade nele detectada não enseja a nulidade do auto de infração, nem de quaisquer Termos Fiscais lavrados por agente fiscal competente para proceder ao lançamento, atividade vinculada e obrigatória nos termos da lei. IPI. RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL. EXCLUSÃO DE SALDO CREDOR DE PERÍODO ANTERIOR. FALTA DE JUSTIFICATIVA. IMPROCEDÊNCIA DO EXPURGO DO CRÉDITO E DO IMPOSTO EXIGIDO. A falta de indicação pela Autoridade Fiscal da glosa de crédito escriturado em período anterior ao dos períodos objeto de verificação indicados no Termo de Constatação Fiscal e no Termo de Encerramento impossibilita seja desconsiderado, na reconstituição da escrita fiscal do período fiscalizado, parcela do referido crédito que não foi expressamente glosado e que compõe o saldo credor advindo de períodos anteriores. A consideração de tal saldo na reconstituição da escrita fiscal não implica legitimação da escrituração daquele crédito indevido, mas tão somente o reconhecimento da falha cometida pela Autoridade Fiscal autuante quando da lavratura do auto de infração, ao exigir imposto sem a devida fundamentação, em decorrência do expurgo injustificado de parcela daquele crédito que não foi expressamente glosado [representada pelo saldo credor do período anterior do confronto débito x crédito. RECURSO DE OFÍCIO E VOLUNTÁRIO IMPROVIDO
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DE PLASTICOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2009 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Constituindose o MPF elemento de controle da administração tributária, disciplinado por ato administrativo, eventual irregularidade nele detectada não enseja a nulidade do auto de infração, nem de quaisquer Termos Fiscais lavrados por agente fiscal competente para proceder ao lançamento, atividade vinculada e obrigatória nos termos da lei. IPI. RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL. EXCLUSÃO DE SALDO CREDOR DE PERÍODO ANTERIOR. FALTA DE JUSTIFICATIVA. IMPROCEDÊNCIA DO EXPURGO DO CRÉDITO E DO IMPOSTO EXIGIDO. A falta de indicação pela Autoridade Fiscal da glosa de crédito escriturado em período anterior ao dos períodos objeto de verificação indicados no Termo de Constatação Fiscal e no Termo de Encerramento impossibilita seja desconsiderado, na reconstituição da escrita fiscal do período fiscalizado, parcela do referido crédito que não foi expressamente glosado e que compõe o saldo credor advindo de períodos anteriores. A consideração de tal saldo na reconstituição da escrita fiscal não implica legitimação da escrituração daquele crédito indevido, mas tão somente o reconhecimento da falha cometida pela Autoridade Fiscal autuante quando da lavratura do auto de infração, ao exigir imposto sem a devida fundamentação, em decorrência do expurgo injustificado de parcela daquele crédito que não foi expressamente glosado [representada pelo saldo credor do período anterior do confronto débito x crédito. RECURSO DE OFÍCIO E VOLUNTÁRIO IMPROVIDO AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 56 3. 72 01 09 /2 01 1- 20 Fl. 1973DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 15563.720109/201120 Acórdão n.º 3101001.831 S3C1T1 Fl. 32 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e voluntário, nos termos do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Rodrigo Mineiro Fernandes, José Henrique Mauri, Adolpho Bergamini e Fernando Luiz da Gama D’eça. Relatório Tratase de Recurso de Ofício e Voluntário contra a decisão emanada do Acórdão nº. 0940468 da 3º Turma da DRJ/JFA de fls. 1.914 que traz a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/ 01/2006 a 31/12/2009 I MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Constituindose o MPF elemento de controle da administração tributária, disciplinado por ato administrativo, eventual irregularidade nele detectada não enseja a nulidade do auto de infração, nem de quaisquer Termos Fiscais lavrados por agente fiscal competente para proceder ao lançamento, atividade vinculada e obrigatória nos termos da lei. II IPI. RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL. EXCLUSÃO DE SALDO CREDOR DE PERÍODO ANTERIOR. FALTA DE JUSTIFICATIVA. IMPROCEDÊNCIA DO EXPURGO DO CRÉDITO E DO IMPOSTO EXIGIDO. A falta de indicação pela Autoridade Fiscal da glosa de crédito escriturado em período anterior ao dos períodos objeto de verificação indicados no Termo de Constatação Fiscal e no Termo de Encerramento impossibilita seja desconsiderado, na reconstituição da escrita fiscal do período fiscalizado, parcela do referido crédito que não foi expressamente glosado e que compõe o saldo credor advindo de períodos anteriores. A consideração de tal saldo na reconstituição da escrita fiscal não implica legitimação da escrituração daquele crédito indevido, mas tão somente o reconhecimento da falha Fl. 1974DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 15563.720109/201120 Acórdão n.º 3101001.831 S3C1T1 Fl. 33 3 cometida pela Autoridade Fiscal autuante quando da lavratura do auto de infração, ao exigir imposto sem a devida fundamentação, em decorrência do expurgo injustificado de parcela daquele crédito que não foi expressamente glosado [representada pelo saldo credor do período anterior] do confronto débito x crédito. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A Recorrente, insurgese contra a decisão da primeira instância, apresentando Recurso Voluntário tempestivo alegando basicamente todos os argumentos já relatados em fls. 1919 a 1.925, enfatizando o seguinte: I – Nulidade decorrentes de vícios na emissão do MPF; II –Créditos Adquiridos de Terceiro. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Conforme o relatório mencionado versa o presente processo da lavratura de Auto de Infração de fls. 1718/1723, e seus anexos, exigindolhe o crédito tributário no montante de R$ 30.254.489,59, sendo R$ 14.668.089,72 relativo ao IPI, R$ 11.001.067,14, referente à multa de Ofício (75% passível de redução) e R$ 4.585.332,73 de juros de mora (calculado até 31/05/2011). A decisão recorrida por sua vez, na forma do voto condutor exonerou o contribuinte do recolhimento do IPI no valor de R$ 2.008.783,43 (e respectiva multa de ofício e juros de mora) relativamente aos períodos de janeiro a outubro de 2006, conforme discriminado em fls. 1.915 e dessa exoneração foi interposto Recurso de Ofício, que desde já negolhe provimento em razão de não haver qualquer reparo na decisão recorrida na forma do voto do relator que as adoto como razões nesse julgamento. O mesmo relatório mencionado de fls. 1.916 a 1.919, informa que o Termo de Constatação Fiscal (fls. 1.806/1.808) a autuação decorreu da ação fiscal levada a efeito junto à contribuinte em cumprimento às determinações contidas no Mandado de Procedimento Fiscal nº 07103002011001690, resultando do procedimento de fiscalização iniciado, a constatação da falta de recolhimento ou recolhimento a menor do imposto, decorrente da glosa de créditos indevidos escriturados no RAIPI. Também, conforme informação prestada pela contribuinte às fls. 1274/1315 em resposta ao Termo de Intimação Fiscal de fls. 1272, tratamse de créditos (créditoprêmio) Fl. 1975DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 15563.720109/201120 Acórdão n.º 3101001.831 S3C1T1 Fl. 34 4 adquiridos da DOVER Indústria e Comércio S/A, CNPJ 33.268.079/000195, mediante escritura pública de cessão e transferência de direitos creditórios, escriturados nos períodos mantidos pela decisão recorrida. Quanto ao Recurso Voluntário que se insurge a favor da nulidade decorrentes de vícios na emissão do MPF, entendo que a decisão recorrida, através do voto condutor enfrentou muito bem as alegações da Recorrente e aqui para corroborar sito o entendimento da Câmara Superior de Recursos FiscaisCARF que melhor se adapta ao caso presente, ou seja: NORMAS PROCESSUAIS.MPF. É de ser rejeitada a nulidade do lançamento por constituir o Mandado de Procedimento Fiscal elemento de controle da administração tributária, não influindo na legitimidade do lançamento tributário. Acórdão nº 0106.100 Sessão de 02 de fevereiro de 2009; no mesmo sentido ACÓRDÃO CSRF/0202.187 em 23.01.2006; Sessão de 17 de outubro de 2006 Acórdão: CSRF/0202.509; Sessão de: 23 de janeiro de 2006. Acórdão nº: CSRF/0202.187; (Acórdão nº 0203.589 Sessão de 24 de novembro de 2008). Quanto aos créditos adquiridos de terceiros, que a Recorrente insiste na validade da compensação realizada em razão da coisa julgada e segurança jurídica com base em precedentes jurisprudenciais e doutrinários trazidos em seu Recurso Voluntário, entendo que os mesmos não se reportam ao caso específico dos autos. Assim, como no voto condutor da decisão recorrida é necessário examinar a origem da ordem judicial, ou seja, a decisão judicial que reconheceu por intermédio da Ação Ordinária que se encontram em fls. 1.320/1404 não é um cheque ao portador. O seu comando é que é a coisa julgada e nessa está a segurança jurídica de todos os envolvidos. Contudo, vou repetir aqui um trecho do voto condutor da decisão recorrida disposto em fls. 1.921 que demonstra bem o entendimento que aqui quero expor: “Da análise dos referidos elementos, verificase: à fl. 1338, na petição inicial, itens III.3.a e III.3.b, que o pedido da autora foi no sentido de que o créditoprêmio seria escriturado no RAIPI da Autora para confronto com os débitos do IPI pelas saídas tributadas para o mercado interno e, havendo excedente (saldo credor), seria endereçado Pedido de Ressarcimento [nos termos das IN 14/77 e 102/80] com posterior emissão de ordem bancária para o ressarcimento em espécie junto ao Banco do Brasil. à fl. 1.347 a sentença de 1º grau julgou “procedente a Ação para condenar a Ré a restituir à Autora o total do créditoprêmio do IPI.... O ressarcimento do créditoprêmio é devido ... nos termos do pedido”; Portanto, a decisão judicial transitada em julgado reconheceu o direito ao créditoprêmio nos termos em que pleiteado pela autora [a Dover], ou seja, para escrituração no RAIPI da autora e, havendo saldo credor depois do confronto com os débitos do IPI na saída, o seu ressarcimento em espécie. Em nenhum momento foi autorizada a autora a transferir os referidos créditos para utilização na escrita fiscal de terceiros, Fl. 1976DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 15563.720109/201120 Acórdão n.º 3101001.831 S3C1T1 Fl. 35 5 estando desprovida de consistência a assertiva da autuada no sentido de que desde 1997 tal proceder já estava chancelado por decisão judicial transitada em julgado, sem qualquer possibilidade de modificação por força de legislação posteriormente editada. O direito reconhecido à Dover (autora da ação] pela decisão judicial transitada em julgado, frisese uma vez mais, foi o de escrituração do total do créditoprêmio no seu RAIPI [da autora] e ressarcimento em espécie, à autora, do saldo credor resultante depois do confronto com os débitos originados das saídas tributadas para o mercado interno. Da análise dos referidos elementos, verificase: à fl. 1338, na petição inicial, itens III.3.a e III.3.b, que o pedido da autora foi no sentido de que o créditoprêmio seria escriturado no RAIPI da A utora para confronto com os débitos do IPI pelas saídas tributadas para o mer cado interno e, havendo excedente [saldo credor], seria endereçado Pedido de Ressarcimento [nos ter mos das IN 14/77 e 102/80] com posterior emissão de ordem bancária para o ressarcimento em espécie junto ao Banco do Brasil. à fl. 1.347 a sentença de 1º grau julgou “procedente a Ação para condenar a Ré a restituir à Autora o total do créditoprêmio do IPI.... O ressar cimento do créditoprêmio é devido ... nos termos do pedido”; Portanto, a decisão judicial transitada em julgado reconheceu o direito ao créditoprêmio nos termos em que pleiteado pela autora [a Dover], ou seja, para escrituração no RAIPI da autora e, havendo saldo credor depois do confronto com os débitos do IPI na saída, o seu ressarcimento em espécie. Em nenhum momento foi autorizada a autora a transferir os referidos créditos para utilização na escrita fiscal de terceiros, estando desprovida de consistência a assertiva da autuada no sentido de que desde 1997 tal proceder já estava chancelado por decisão judicial transitada em julgado, sem qualquer possibilidade de modificação por força de legislação posteriormente editada. O direito reconhecido à Dover (autora da ação) pela decisão judicial transitada em julgado, frisese uma vez mais, foi o de escrituração do total do créditoprêmio no seu RAIPI (da autora) e ressarcimento em espécie, à autora, do saldo credor resultante depois do confronto com os débitos originados das saídas tributadas para o mercado interno. Isto posto, NEGO provimento ao Recurso de Ofício e Voluntário para manter a decisão recorrida. É como voto. Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 1977DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 15563.720109/201120 Acórdão n.º 3101001.831 S3C1T1 Fl. 36 6 Fl. 1978DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 12/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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