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Numero do processo: 10680.910821/2010-88
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.804
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado
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ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 08 21 /2 01 0- 88 Fl. 37DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.910821/201088 Acórdão n.º 3801002.804 S3TE01 Fl. 38 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 880511563 emitido eletronicamente em 06/09/10, fls. 7, referente ao PER/DCOMP nº 38711.31912.300307.1.3.047316 (doc. de fls. 1316). A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS – Código de Receita 2172, no valor original na data de transmissão de R$2.834,17, representado por Darf recolhido em 15/06/04 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade (fl. 2), alegando que no período de 31/05/2004 o valor do imposto, código 2172 foi informado indevidamente através da DCTF de 13/08/2004; que o mesmo foi recolhido em 15/06/2004 no valor de R$ 3677,40; que posteriormente apurouse o valor correto de R$ 843,23, originando o crédito; que naquela época o contador não retificou a DCTF; que a empresa tentou retificar a DCTF, mas não obteve êxito. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Ano calendário: 2004 Fl. 38DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.910821/201088 Acórdão n.º 3801002.804 S3TE01 Fl. 39 3 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual, alega, em síntese, que: A Recorrente após verificação analítica em sua escrita fiscal percebeu que havia recolhido a maior valores devidos a título de contribuição para Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS. Em momento algum do feito foi questionado pela Recorrida a existência do crédito, sua origem e legalidade. As decisões foram tomadas apenas com base no descumprimento de obrigação acessória.; ausência de retificação da DCTF não retira do contribuinte o direito ao crédito, ele existe, e, em momento algum foi questionado. A apropriação de créditos extemporâneos das contribuições ao Pis e a Cofins não pressupõe a retificação de obrigações acessórias e tampouco a observância do princípio jurídico contábil da competência, o que implica afirmar que o entendimento adotado no r. acórdão não encontra respaldo legal. É o Relatório. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.910821/201088 Acórdão n.º 3801002.804 S3TE01 Fl. 40 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da COFINS, do período de apuração de 31/05/2004, que teria sido paga a maior. Alega ainda que efetuou erroneamente o lançamento referente à esse débito na respectiva DCTF. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos em DCTF e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. Por certo, na sistemática da análise dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior, na qual é feito um batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não, não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. A alegação de erro na apuração dos débitos que teriam dado ensejo ao crédito de pagamento indevido ou a maior não foi acompanhada na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte. O entendimento predominante deste Colegiado é no sentido da prevalência da verdade material, sendo que a falta de apresentação de DCTF retificadora, por se tratar de prova indiciária, não excluiria o direito da recorrente à repetição do indébito, nos termos do art. 165 do CTN, caso acompanhado de documentos comprobatórios, o que inclusive poderia acarretar em eventual retificação de ofício. No entanto, o Recorrente não trouxe aos autos elementos suficientes para comprovar a origem do seu crédito ou que se pudesse ao menos considerar como prova indiciária. Não apresentou nenhuma prova do seu direito creditório, em especial, a escrituração fiscal e contábil do período de apuração em que se pleiteou o crédito. Se limitou, tãosomente, a argumentar que houve um erro de fato no preenchimento da DCTF original e que, por isso, faz jus ao reconhecimento do crédito. Para que se possa superar a questão de eventual erro de fato e analisar efetivamente o mérito da questão, deveriam estar presentes nos autos os elementos comprobatórios que pudéssemos considerar no mínimo como indícios de prova dos créditos alegados e necessários para que o julgador possa aferir a pertinência do crédito declarado, o que não se verifica no caso em tela. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.910821/201088 Acórdão n.º 3801002.804 S3TE01 Fl. 41 5 No mais, considerandose que as informações prestadas na DCTF situamse na esfera de responsabilidade do próprio contribuinte, cabe a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para NÃO HOMOLOGAR o pedido de compensação. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 41DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 11543.001117/2010-70
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2009
MULTA ATRASO DACON. DACON MENSAL.
Inexistente a comprovação de erro de fato na apresentação de DACON - Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais, e ausente a prova de inexigibilidade da apresentação mensal, não é possível elidir a multa pelo descumprimento do prazo de entrega.
Numero da decisão: 1803-001.972
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Raimundo Parente de Albuquerque Júnior (suplente) e Sérgio Luiz Bezerra Presta.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2009 MULTA ATRASO DACON. DACON MENSAL. Inexistente a comprovação de erro de fato na apresentação de DACON - Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais, e ausente a prova de inexigibilidade da apresentação mensal, não é possível elidir a multa pelo descumprimento do prazo de entrega.
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DACON MENSAL. Inexistente a comprovação de erro de fato na apresentação de DACON Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais, e ausente a prova de inexigibilidade da apresentação mensal, não é possível elidir a multa pelo descumprimento do prazo de entrega. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Raimundo Parente de Albuquerque Júnior (suplente) e Sérgio Luiz Bezerra Presta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 11 17 /2 01 0- 70 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório D ANGELO INCOPAR CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA, ,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I , interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Trata o processo de notificação de lançamento por atraso na entrega da DACON mensal relativa ao fato gerador JULHO/2009. Tempestivamente, apresentou a contribuinte impugnação ao lançamento onde alega em síntese: a) Que não estava obrigada a entrega da DACON mensal pois é tributada pelo Lucro Presumido; b) Que houve equívoco na indicação de periodicidade mensal pois pretendia informar estar sujeita à entrega Semestral; c) Que entregou na mesma data (08/04/2010) as DACON dos fatos geradores de Julho a Dezembro de 2009, indicando equivocadamente estar sujeita à DACON mensal; d) Que a data de entrega coincide com o prazo de entrega da DACON do 2º Semestre/2009, demonstrando ter havido equívoco na indicação da periodicidade. A DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I, através do acórdão nº 1242.857, de 08 de dezembro de 2011 (fls. 23/25), julgou procedente o lançamento, assentando que mesmo tendo ocorrido por equívoco a informação de periodicidade mensal é cabível a multa acessória pelo atraso na entrega da DACON. Ciente da decisão em 22/02/2012, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 34), apresentou o recurso voluntário em 23/03/2012 fls. 35/37, onde pugna pela insubsistência da penalidade considerando que houve entrega da DACON mesmo a destempo. É o relatório Fl. 65DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 11543.001117/201070 Acórdão n.º 1803001.972 S1TE03 Fl. 65 3 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de multa por atraso na entrega da DACON mensal relativa ao fato gerador Julho de 2009. O recurso voluntário apresentado, de certa forma desconectado com o teor da impugnação alega em síntese: a) Que houve problemas na hora da transmissão mas que as informações da DACON mensal foram prestadas mesmo a destempo; b) Que a aplicação de multa representa um exagero já que houve a prestação das informações e que somente houve inadimplemento parcial da obrigação acessória, fato que afastaria a multa pelo atraso na entrega; Não assiste razão à interessada. Com efeito, conforme se depreende da notificação de lançamento (fl. 09/10), a recorrente deixou de apresentar no prazo regulamentar a DACON relativa ao mês de Julho/2009. Embora possa realmente haver alguma verossimilhança nas alegações aviadas na impugnação, não há qualquer prova de que a recorrente não estava sujeita à apresentação da DACON mensal. A Instrução Normativa RFB 940/2009, que disciplinou a entrega das DACON do segundo semestre de 2009, dispunha: Da Periodicidade de Apresentação Art. 2 º As pessoas jurídicas obrigadas ou optantes pela entrega mensal da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) devem apresentar o Dacon Mensal. § 1 º O demonstrativo deve ser apresentado para cada mês do anocalendário, de forma centralizada pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica. § 2 º As pessoas jurídicas que não entregam mensalmente a DCTF podem, mediante opção, entregar o Dacon Mensal. § 3 º A opção de que trata o § 2 º será exercida em cada ano calendário pela entrega na modalidade mensal do 1 º (primeiro) Fl. 66DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Dacon, sendo essa opção definitiva e irretratável para todo o anocalendário que contiver o mês correspondente ao do demonstrativo apresentado. § 4 º No caso de ser exercida a opção de que trata o § 2 º com a apresentação de Dacon relativo a mês posterior ao 1 º (primeiro) mês do anocalendário, a pessoa jurídica ficará obrigada à apresentação do(s) demonstrativo(s) relativo(s) ao mês ou aos meses anteriores daquele ano, observado o disposto no Capítulo II. Art. 3 º As pessoas jurídicas não obrigadas ou não optantes pela entrega do Dacon Mensal devem apresentar Dacon Semestral. Parágrafo único. O demonstrativo deve ser apresentado para cada semestre do anocalendário, de forma centralizada pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica. No mesmo sentido a Instrução Normativa SRF 590/2005, que tratava da entrega das DACON até o primeiro semestre de 2009: Art. 2º A partir do anocalendário de 2006, as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, submetidas à apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), nos regimes cumulativo e não cumulativo, inclusive aquelas que apuram a Contribuição para o PIS/Pasep com base na folha de salários, deverão apresentar o Dacon Mensal, de forma centralizada pelo estabelecimento matriz, caso esta seja a periodicidade de entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). (Redação dada pela IN SRF nº 708, de 9 de janeiro de 2007) §1 º As pessoas jurídicas não enquadradas no caput deste artigo poderão optar pela entrega do Dacon Mensal. §2 º A opção de que trata o § 1 º será exercida mediante apresentação do primeiro Dacon, sendo essa opção definitiva e irretratável para todo o anocalendário que contiver o período correspondente ao demonstrativo apresentado. §3 º No caso de ser exercida a opção de que trata o § 1 º com a apresentação de Dacon relativo a mês posterior ao primeiro mês de 2006, a pessoa jurídica ficará obrigada à apresentação dos demonstrativos relativos aos meses anteriores. §4 º Na hipótese de que trata o § 3 º , será devida a multa pelo atraso na entrega de Dacon referente a mês anterior ao da opção, no caso de apresentação após o prazo fixado. (NR) Art.3 º As demais pessoas jurídicas deverão apresentar o Dacon Semestral, de forma centralizada pelo estabelecimento matriz. Art.4 º O Dacon apresentado com periodicidade diversa do primeiro demonstrativo entregue, relativo ao mesmo ano calendário, não produzirá efeitos legais. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 11543.001117/201070 Acórdão n.º 1803001.972 S1TE03 Fl. 66 5 Estavam sujeitas à DCTF mensal de acordo com a Instrução Normativa RFB 903/2008: Art. 3º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas de direito privado: I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao 2º (segundo) anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); III cuja massa salarial constante das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) no 2º (segundo) anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido igual ou superior a R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais); IV cujo valor total dos débitos declarados na GFIP no 2º (segundo) anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido igual ou superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou V sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. § 1º A partir do anocalendário de 2005, uma vez enquadrada em uma das hipóteses de obrigatoriedade de apresentação da DCTF Mensal, a pessoa jurídica permanecerá obrigada a sua apresentação nos anoscalendário posteriores, independentemente da alteração dos parâmetros considerados. § 2º Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. SEÇÃO III DA OPÇÃO PELA APRESENTAÇÃO DA DCTF MENSAL Art. 4º As pessoas jurídicas não enquadradas nas hipóteses do art. 3º poderão optar pela apresentação da DCTF Mensal. § 1º A opção de que trata o caput será exercida mediante a apresentação da 1º (primeira) DCTF Mensal, sendo essa opção definitiva e irretratável para todo o anocalendário que contiver o período correspondente à declaração apresentada. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 6 § 2º Exercida a opção de que trata o caput com a apresentação de DCTF Mensal relativa a mês posterior a janeiro, a pessoa jurídica ficará obrigada à apresentação das declarações relativas aos meses anteriores ao da 1º (primeira) DCTF apresentada, sendo devida multa pelo atraso na entrega das referidas declarações. § 3º A obrigatoriedade de entrega na forma prevista no § 2º não se aplica no caso de pessoa jurídica dispensada da apresentação da DCTF no período considerado. Ou seja, para que as alegações da recorrente tivessem o condão de eximila das penalidades aplicadas, deveria comprovar inicialmente de que não estava sujeita à DCTF mensal conforme comando das Instruções Normativas citadas. Da mesma forma, deveria comprovar de que não utilizou da faculdade prevista de entrega mensal quanto às DCTF e DACON relativas ao primeiro semestre de 2009. Destarte, por absoluta falta de comprovação de não estar sujeita à entrega mensal das DACON relativas aos fatos geradores julho a dezembro/2009, seja por falta de opção no primeiro semestre/2009, seja por não estar sujeita à entrega mensal da DCTF, não é possível acolher as alegações apresentadas na impugnação e tampouco no recurso voluntário que na verdade limitase apenas a alegar problemas na transmissão da DACON. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 69DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
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Numero do processo: 19515.000943/2009-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
DCOMP. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Nos casos em que a Dcomp não constitua confissão de dívida ou seja considerada não declarada, o crédito tributário é constituído por meio de lançamento de ofício.
MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO.
A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a norma, nos moldes da legislação que a instituiu.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4.
A aplicação da taxa Selic para a atualização do crédito tributário é determinada em Lei, devendo a Administração Tributária observá-la, aplicando o referido índice (Súmula CARF nº 4).
Numero da decisão: 3201-001.510
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Mércia Helena Trajano Damorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência momentânea do conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 DCOMP. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Nos casos em que a Dcomp não constitua confissão de dívida ou seja considerada não declarada, o crédito tributário é constituído por meio de lançamento de ofício. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a norma, nos moldes da legislação que a instituiu. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4. A aplicação da taxa Selic para a atualização do crédito tributário é determinada em Lei, devendo a Administração Tributária observála, aplicando o referido índice (Súmula CARF nº 4). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Mércia Helena Trajano Damorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausência momentânea do conselheiro Daniel Mariz Gudiño. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 09 43 /2 00 9- 15 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 174 2 Relatório Por bem descrever a matéria de que trata este processo, adoto e transcrevo abaixo o relatório que compõe a Decisão Recorrida. 1. A pessoa jurídica acima identificada foi submetida a procedimento de auditoria que redundou na constituição de crédito tributário de PIS/PASEP e COFINS do anocalendário de 2004, (autos de infração e respectivos demonstrativos de cálculo encontramse anexados às fls. 76/80 e 82/86 as folhas do processo mencionadas neste relatório e no voto se referem à numeração digital). 2. No Termo de Constatação (fls. 74/75) foi consignado que: A interessada apresentou PER/DCOMP em 16/11/2004, 07/12/2004, 09/12/2004 e 10/12/2004, os quais foram formalizados respectivamente sob os nºs 36774.78779.161104.1.3. 578990, 36991.62147.071204.1.3. 572408, 12296.42511.091204.1.3. 576326 e 05012.84073.101204.1.3. 570722, e examinados por meio do Processo Administrativo n° 10880720.160/ 200587. Por meio dessas PER/DCOMP, a contribuinte pleiteou a utilização de créditos originários de ação judicial (RE37056), na compensação de débitos tributários de sua titularidade, conforme cópia do despacho decisório emitido pela DERAT/DIORT/EQITD. As compensações foram consideradas NÃO ADMITIDAS pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo — DERAT/SPO. Dentre esses débitos, constatouse a existência de PIS/PASEP e COFINS informados na PER/DCOMP n° 05012.84073.101204.1.3.570722 que não foram informados em DCTF. Fazse necessário, portanto, os lançamentos para a constituição dos mesmos. 3. As disposições legais que embasaram as autuações encontramse citadas às fls. 80 e 86. 4. A interessada tomou ciência desses autos de infração em 02/04/2009 (fls. 88/89) e, em 17/04/2009, apresentou a impugnação de fls. 95/105, alegando, em síntese, que: Pretendem as autoridades fiscais transformar o ato administrativo ora contestado em auto de infração e imposição de multa. À luz do disposto na legislação pertinente, verificamos que ao agente fiscal cabe apenas constatar e descrever a infração. O CTN, como lei complementar, prevê essa apuração por meio de procedimento do lançamento, no qual cabe ao Fl. 174DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 175 3 agente propor a aplicação da penalidade cabível, ou seja, devem ser feitos apenas o relatório circunstanciado e a capitulação e não a aplicação da penalidade; fazendoo estará usurpando a função privativa do órgão judicante. Conforme dispõe o art. 5º, inciso LV, da CF/88, "aos litigantes em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes". Ninguém poderá ser acusado e ao mesmo tempo condenado sem defesa. Nessa esteira, o auto de infração sem prévia anuência do acusado é absolutamente nulo. Estaria a Impugnante, se condenada a pagar o "quantum" ora questionado, sendo despojada de seus bens sem qualquer oportunidade de defesa, fato que fere de forma absoluta os princípios constitucionais. Ninguém pode privar outrem dos bens que por direito lhe pertencem. Por isto, concluise que o fiscal pode propor, mas não impor multa, vez que o auto de infração é meramente declaratório e não ato constitutivo, angariando a personalidade de um lançamento de oficio que deverá descrever a subsunção do conceito do fato ao conceito da norma, deixando a valoração ou cognição do conteúdo para o órgão judicante que realmente tem competência para apreciar e rever, não só os aspectos de direito como os de fato, e deduzir se ocorreram ou não os efeitos. Embora os pedidos de compensação não tenham sido admitidos, é fato que a empresa declarou no formulário a existência dos referidos débitos, ou seja, o lançamento de ofício não se torna necessário, podendo o fisco propor a ação de cobrança a partir do débito declarado pelo contribuinte. Ou seja, desnecessário lançamento substitutivo quando o débito foi declarado pelo contribuinte, ainda que não tenha sido feito em DCTF, mas em outro formulário emitido pelo Fisco Federal. A multa se configura verdadeiro confisco ao patrimônio do contribuinte. A cobrança de juros de mora com base na variação da SELIC não pode ocorrer, tendo em vista que se trata de taxa de juros remuneratórios e, como tal, não pode ser aplicada no cálculo do suposto débito da impugnante. A SELIC foi criada e definida por resoluções do Banco Central e não por Lei. Assim, não foram respeitados os ditames do artigo 161 do Código Tributário Nacional, uma vez que a Lei n° 9.065/95 não criou a Taxa SELIC. A cobrança de juros superiores ao estabelecido pelo Código Tributário Nacional representa efetivamente um aumento de tributo sem lei que o autorize, o que afronta o artigo 150 da Constituição Federal/1988, que determina: "sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado á União, Fl. 175DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 176 4 aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça”. Os juros de mora aplicados nos cálculos da autuação não podem suplantar 1% ao mês, sem capitalização. Requerse a anulação dos autos de infração. Sobreveio decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em.São Paulo I, que julgou, por unanimidade de votos, improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido encontram se consubstanciados na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. COMPETÊNCIA. O auto de infração é o instrumento legal de que dispõe a administração fazendária para a formalização do crédito tributário correspondente não só aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, mas também à penalidade cabível. NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. ANUÊNCIA PRÉVIA DO CONTRIBUINTE. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. Não padece de nulidade o auto de infração lavrado sem a anuência prévia do contribuinte, posto que a oportunidade para este se manifestar é prevista em lei para a fase do contencioso administrativo. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. A apreciação de constitucionalidade ou legalidade de norma é atribuição do Poder Judiciário; não cabe à Administração proceder a tal exame a fim de afastar a aplicação de lei corretamente inserida no ordenamento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2004 DCOMP NÃO ADMITIDA. DÉBITOS NÃO CONFESSADOS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A DCOMP não admitida implicará o lançamento de ofício dos débitos tributários que não tenham sido confessados. MULTA DE OFÍCIO. Nos casos de lançamento de ofício, em que restou configurado ato infringente às normas tributárias, é exigível a multa ao percentual de 75%, por imposição legal. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 177 5 JUROS DE MORA. SELIC. Sobre o crédito tributário que deixou de ser recolhido na data do vencimento, são exigidos juros de mora com base na taxa SELIC, calculados até a data do efetivo pagamento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2004 DCOMP NÃO ADMITIDA. DÉBITOS NÃO CONFESSADOS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A DCOMP não admitida implicará o lançamento de ofício dos débitos tributários que não tenham sido confessados. MULTA DE OFÍCIO. Nos casos de lançamento de ofício, em que restou configurado ato infringente às normas tributárias, é exigível a multa ao percentual de 75%, por imposição legal. JUROS DE MORA. SELIC. Sobre o crédito tributário que deixou de ser recolhido na data do vencimento, são exigidos juros de mora com base na taxa SELIC, calculados até a data do efetivo pagamento. Inconformada com a decisão, apresentou a recorrente, tempestivamente, o presente recurso voluntário. Na oportunidade, reiterou os argumentos colacionados em sua defesa inaugural. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A recorrente afirma que o presente auto de infração não é meio competente para a efetivação da cobrança, em especial quanto à imposição de multa, afirmando ainda a nulidade do lançamento posto feito sem anuência prévia. Em atenção ao alegado, não se constata no presente lançamento nenhum vício passível de ensejar a nulidade do mesmo. Adoto, neste ponto, o entendimento exarado no acórdão recorrido, abaixo transcrito: 6. Primeiramente, cumpre transcrever o art. 142 do CTN: Fl. 177DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 178 6 Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. 7. De acordo com o dispositivo transcrito, compete à autoridade administrativa efetuar o lançamento, não somente para descrever o fato e sua subsunção à hipótese normativa, mas para constituir efetivamente o crédito tributário. 8. Complementese que no conceito de lançamento estão abrangidos os tributos e contribuições, bem como as penalidades pecuniárias. É o que se extrai do art. 149 desse mesmo diploma legal: Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: I quando a lei assim o determine; II quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária; III quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse se a prestálo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; IV quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; V quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; VI quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; VIII quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior; IX quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou Fl. 178DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 179 7 omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial. – g.n. 9. Do que se depreende do inciso VI, quando a autoridade administrativa estiver diante de uma infração sujeita a penalidade pecuniária, deverá lançála de oficio. 10. Notese que o Decreto nº 7.574/2011, que consolidou as normas relativas ao processo administrativo fiscal, em seu art. 39, IV, determina que o auto de infração deve conter, dentre os requisitos essenciais, a disposição legal infringida e a penalidade aplicável: Art. 39. O auto de infração será lavrado no local da verificação da falta, devendo conter (Decreto no 70.235, de 1972, art. 10; Lei no 10.593, de 2002, art. 6º): I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição dos fatos; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias, contados da data da ciência; e VI a assinatura do AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil responsável pela autuação e o número de sua matrícula. – g.n. 11. Inferese, portanto, dos dispositivos acima, que o auto de infração é o instrumento legal de que dispõe a administração fazendária, nas circunstâncias concretas do presente processo, para a constituição do crédito tributário, correspondente não só aos tributos e contribuições, mas também à penalidade cabível. 12. Nesse compasso, frisese que é totalmente descabida a alegação de que o órgão judicante devia valorar o quantum devido. É necessário que no auto de infração estejam consignados expressamente o percentual e valor da penalidade, para dar ao contribuinte a possibilidade de se defender. 13. Assim, quando houver provocação por parte do interessado, ao órgão judicante caberá exercer o controle da legalidade e verificar a procedência ou não do crédito tributário lançado de ofício o que inclui a penalidade , devendo alterálo ou cancelálo caso a exigência não se coadune com as regras impostas pela legislação tributária. 14. Tampouco procede a alegação de que o auto de infração seria nulo por ter sido lavrado sem a anuência prévia do contribuinte. A fiscalização é um procedimento que não necessita ser precedido de audiência do interessado, porquanto a oportunidade para este se manifestar, na via administrativa, é garantida após a ciência do auto de infração lavrado. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 180 8 15. A orientação de Alberto Xavier, em Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, Forense, 2005, pp. 89, também conduz a esse entendimento: Dificilmente se concebe, na verdade, que o lançamento tributário deva ser precedido de uma necessária audiência prévia dos interessados. Duas razões desaconselham tal audiência: em primeiro lugar, o caráter estritamente vinculado do lançamento quanto ao seu conteúdo torna menos relevante a prévia ponderação de razões e interesses apresentados pelo particular do que nos atos discricionários; em segundo lugar, o fato de se tratar de um “procedimento de massas”, dirigido a um amplo universo de destinatários e baseado em processos tecnológicos informáticos, tornaria praticamente inviável o desempenho da função, se submetida ao rito da prévia audiência individual. No que concerne a atos deste tipo a garantia de ampla defesa não atua necessariamente pela via do direito de audiência prévia à prática do ato primário (pretermination hearing), mas no “direito de impugnação” deste mesmo ato, pelo qual o particular toma a iniciativa da instauração de um processo administrativo em que o seu direito de audiência assumirá força plena (posttermination hearing). Assim, a audiência, apesar de não ser “prévia” à prática do ato primário (lançamento), ainda é “prévia” no que respeita à decisão final da Administração fiscal tomada pelo órgão de julgamento no processo administrativo. 16. Assim, quando constatado fato infringente à lei tributária, deve a autoridade fiscal lavrar o auto de infração para formalização da exigência, em conformidade com o disposto no artigo 142 do CTN. A partir da lavratura do auto de infração e da intimação para ciência da autuada é que o contribuinte, na hipótese de discordar da exigência, apresenta as razões e provas referentes aos fatos constantes da autuação e os fundamentos de sua discordância, instaurando a fase litigiosa do processo administrativo de exigência de crédito tributário. 17. Destarte, como o procedimento de lançamento é privativo da autoridade lançadora, não há qualquer nulidade pelo fato de a fiscalização lavrar um auto de infração após apurar o ilícito, para exigir o tributo ou a contribuição, acrescidos dos juros de mora e da penalidade, se for o caso, sem a consulta prévia ao sujeito passivo, já que a oportunidade para este se manifestar é prevista em lei para a fase do contencioso administrativo. 18. Nessa esteira, é infundada a alegação de que a contribuinte não teria tido oportunidade de defesa, haja vista a apresentação da impugnação que ora se aprecia. A recorrente alega ainda a desnecessidade do lançamento de ofício devido ao débito ter sido declarado pelo contribuinte nas declarações de compensação. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 181 9 Observase, contudo, que as declarações de compensação (Dcomp) citadas pela recorrente não foram admitidas pela DERAT/SP devido a terem por objeto direito creditório cedido por terceiro e que não se refere a tributos administrados pela RFB. Em tendo sido consideradas não declaradas, as Dcomp não se configuram como confissão de dívida, tornando necessário o lançamento de ofício para a constituição do crédito tributário declarado nestas Dcomp. No tocante à multa de ofício, a mesma encontrase prevista no artigo 44, I, da Lei nº 9.430/96: Art. 44 Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após vencido o prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; A recorrente defende o cancelamento da exigência da multa de ofício baseado no princípio constitucional do não confisco. Esclarecese, inicialmente, que ao julgador administrativo, membro de órgão de julgamento vinculado ao Poder Executivo, são impostas condições que não se aplicam aos membros do Poder Judiciário, as quais limitam sua esfera de cognição. Entre as limitações encontrase a impossibilidade de negar validade a lei em decorrência de sua inconstitucionalidade. Tal entendimento, inclusive, encontrase previsto Súmula CARF nº 02, abaixo transcrita, a qual vincula todos os Conselheiros do Órgão, nos termos do art. 72 do Regimento Interno. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Desta forma, estando a contestada multa prevista em lei tributária, a mesma deve ser aplicada quando incorridas as hipótese previstas para a sua exigência. Correta, portanto, a exigência da multa de ofício. A recorrente pretende ainda a exclusão da taxa Selic do lançamento, argumentando que sua aplicação seria inconstitucional e ilegal, pois estaria em desacordo com a Constituição e com o Código Tributário Nacional. Ocorre que a aplicação da taxa Selic é determinada pelo art. 13 da Lei nº 9.065//95 e pelo art. 61, § 3º, da Lei nº 9.430/96 – dispositivos de lei que se encontram em vigor, não tendo sido revogados nem julgados inconstitucionais, sendo por isso de aplicação obrigatória pelos agentes fiscais, conforme exigido pelo art. 142 do CTN. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 19515.000943/200915 Acórdão n.º 3201001.510 S3C2T1 Fl. 182 10 Com efeito, na medida em que a atividade do lançamento é estritamente vinculada à aplicação da lei, é dever do agente fiscal aplicar as normas vigentes. Ademais, este entendimento encontrase já sumulado pelo CARF, nestes termos: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Por tais motivos, concluise pela manutenção da taxa Selic. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Relator Fl. 182DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 27/12/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 16327.002528/2002-41
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1999
Ementa:
IRPJ INCENTIVOS FISCAIS PERC MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL
Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindo-se a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72 (Súmula CARF nº 37).
Numero da decisão: 9101-001.728
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Ementa: IRPJ — INCENTIVOS FISCAIS — PERC — MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72 (Súmula CARF nº 37). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo – Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 25 28 /2 00 2- 41 Fl. 385DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de recurso especial de divergência aviado pela Procuradoria da Fazenda Nacional – PFN, com base no art. 7º, inciso II, do então vigente Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007, contra o Acórdão nº 19100.039, de 21/10/2008, da extinta Primeira Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes, que deu provimento ao recurso voluntário com vistas ao deferimento de Pedido de Revisão de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC, assim ementado (fls. 305): Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ Exercício: 1999 IRPJ — INCENTIVOS FISCAIS — PERC — MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL. O momento em que deve ser comprovada a regularidade fiscal, pelo sujeito passivo, com vistas ao gozo do benefício fiscal é a data da apresentação da DIRPJ, na qual foi manifestada a opção pela aplicação nos Fundos de Investimento correspondentes. INCENTIVOS FISCAIS — PERC. Sendo o único óbice apontado pela autoridade administrativa para o indeferimento a existência de débitos de tributos e contribuições federais, afastado o óbice mediante apresentação de certidões negativa e positiva com efeito de negativa, impõese o deferimento do PERC. O indeferimento do PERC pela repartição da RFB, despacho de fls. 201/203, deuse em virtude de, na data do despacho (11/04/2006), ser irregular a situação do interessado junto à PGFN (fls.198/199); impedindoo de apresentar a comprovação atualizada da quitação de tributos e contribuições federais, com o que fica materializada a vedação prevista na legislação transcrita: Lei n.º 9.69, de 29 de junho de 1995 Art. 60. concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. Para demonstrar a divergência argüida, a recorrente apresentou o Acórdão nº 10807970, da extinta Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, cuja ementa está transcrita no RE às fls. 316, no qual foi considerado que o contribuinte deve estar com a situação regular perante a RFB no momento em aue solicitar a emissão do certificado, sem possibilidade de diferimento dessa comprovacão. Confrontandose com o acórdão recorrido, verificase que a Câmara a quo desconsiderou a irregularidade fiscal da empresa na data do despacho do PERC, deferindo o pedido sob o entendimento de que a regularidade fiscal deve ser comprovada à época da opção exercida na declaração de rendimentos, e que, sendo esse o único óbice para o deferimento do Fl. 386DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 16327.002528/200241 Acórdão n.º 9101001.728 CSRFT1 Fl. 4 3 pleito, poderá ele ser sanado mediante a comprovação de que o mesmo fora superado, impondose, assim, o deferimento do PERC. Através do Despacho nº 176, de 18/12/2009 (fls. 332), foi dado seguimento ao recurso, não tendo a recorrida apresentado contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, relator. Tratase de matéria que não mais comporta discussões no contencioso administrativo, em face da Súmula CARF nº 37, a seguir transcrita: Súmula CARF nº 37: Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. Da leitura do relatório, verificase que o caso sob análise ajustase perfeitamente à situação fática que a Súmula pretendeu alcançar. Por essas razões, não conheço do recurso fazendário. É como voto. (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Fl. 387DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10882.910116/2011-95
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000
PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO.
Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.241
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 91 01 16 /2 01 1- 95 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 25): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de Apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 Ementa: RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Sendo diferentes os regimes pelos quais a restituição e a compensação podem ou não ser viabilizadas, e por falta de previsão legal, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Por sua vez, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade alegando ter ocorrido a homologação tácita do pedido, devido ao decurso de cinco anos entre a apresentação do PER/Dcomp e a prolação do despacho decisório. A DRJ entendeu que o prazo estipulado no §5º, do art. 74, não seria aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição, em decorrência da diversidade do regime jurídico da restituição e da compensação, bem como por ausência de previsão legal. O Recorrente, nas razões recursais de fls. 35, reitera a alegação de homologação tácita, requerendo o provimento do recurso voluntário e a consequente reforma da decisão recorrida. É o Relatório. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10882.910116/201195 Acórdão n.º 3802002.241 S3TE02 Fl. 46 3 Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 10/05/2013 (fls. 33), interpondo recurso tempestivo em 03/06/2013 (fls. 35). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. A Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, teve por objetivo unificar o regime de compensação, extinguindo a compensação realizada na Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), na escrituração contábil ou condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Todas essas modalidades foram substituídas pelo regime de autocompensação, que ressaltadas as contribuições previdenciárias compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, como se sabe, a extinção do crédito tributário é considerada tacitamente homologada após o decurso do prazo de cinco anos, nos termos do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003). Notase, portanto, que o prazo do §5º do art. 74 não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. O fato destes serem transmitidos pelo mesmo instrumento da declaração de compensação (o PER/Dcomp) não autoriza nem mesmo por analogia, como sustentou a Recorrente a aplicação do prazo de cinco anos para a homologação tácita, até porque, ao contrário do que ocorre na compensação, não haveria uma extinção do crédito tributário prévia a ser homologada. Votase, assim, pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS 4 (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 48DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 13802.000485/97-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1994, 1995, 1996
OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES ANTERIORES À LEI Nº 9.430/1996. PRESUNÇÃO SIMPLES. ÔNUS DA PROVA.
Para fatos geradores ocorridos antes da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/1996, não se sustenta a presunção de omissão de receitas com base exclusivamente em depósitos bancários de origem não comprovada. Incumbiria ao Fisco aprofundar as investigações de modo a reunir provas adicionais e/ou indícios variados, fortes e convergentes no sentido da efetiva ocorrência de omissão de receitas. Não sendo este o caso dos autos, é de se cancelar a exigência, conclusão extensiva aos lançamentos reflexos.
Numero da decisão: 1302-001.261
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Junior - Presidente
(assinado digitalmente)
Waldir Veiga Rocha - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Alberto Pinto Souza Junior.
Nome do relator: WALDIR VEIGA ROCHA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 1994, 1995, 1996 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES ANTERIORES À LEI Nº 9.430/1996. PRESUNÇÃO SIMPLES. ÔNUS DA PROVA. Para fatos geradores ocorridos antes da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/1996, não se sustenta a presunção de omissão de receitas com base exclusivamente em depósitos bancários de origem não comprovada. Incumbiria ao Fisco aprofundar as investigações de modo a reunir provas adicionais e/ou indícios variados, fortes e convergentes no sentido da efetiva ocorrência de omissão de receitas. Não sendo este o caso dos autos, é de se cancelar a exigência, conclusão extensiva aos lançamentos reflexos.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 1994, 1995, 1996 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES ANTERIORES À LEI Nº 9.430/1996. PRESUNÇÃO SIMPLES. ÔNUS DA PROVA. Para fatos geradores ocorridos antes da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/1996, não se sustenta a presunção de omissão de receitas com base exclusivamente em depósitos bancários de origem não comprovada. Incumbiria ao Fisco aprofundar as investigações de modo a reunir provas adicionais e/ou indícios variados, fortes e convergentes no sentido da efetiva ocorrência de omissão de receitas. Não sendo este o caso dos autos, é de se cancelar a exigência, conclusão extensiva aos lançamentos reflexos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 2. 00 04 85 /9 7- 35 Fl. 1082DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.083 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Alberto Pinto Souza Junior. Relatório PLAST BENA COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA., já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 00.118, de 27/11/2001, da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / SP, recorre voluntariamente a este Colegiado, objetivando a reforma do referido julgado. Por bem descrever o ocorrido, valhome do relatório elaborado por ocasião do julgamento do processo em primeira instância, a seguir transcrito: A empresa retro identificada foi autuada, em 30/07/1997, no IRRF, PIS, e COFINS, além do IPI objeto do processo n.° 13802.000481/9784 calculados sobre a RECEITA OMITIDA (fls. 661 a 664), relativamente aos fatos geradores de 1993, 1994 e 1995. 2 Os autos de infração foram lavrados conforme o Decreto n.° 70.235/72 e suas alterações, e a autuação do lRRF decorreu, conforme o Relatório Fiscal, do seguinte (fls. 641 a 664): 2.1 a Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda considerou inidôneas as notas fiscais da empresa PLACIFER, pois no logradouro declarado como sede, constante das suas notas fiscais, não existia o número indicado e o local que lhe correspondia era um terreno baldio, além de não localizar os sócios nos endereços por eles indicados (fl. 641); 2.2 a empresa AZULPLAST deu entrada a mercadorias acompanhadas de notas fiscais inidôneas emitidas pela PLACIFER, mas comprovou tanto a entrada das mercadorias como os efetivos pagamentos, por meio de cheques nominativos à PLAST BENA (fls. 641); 2.3 tais fatos se amoldam, em tese, a crime contra a ordem tributária de autoria da empresa e foram comunicados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo ao Ministério Público Federal/SP, que, por sua vez, solicitou à Superintendência da 8ª Região a instauração de procedimentos fiscais (fl. 641); 2.4 Antônio Carlos Ferreira e Roberto Carlos Ferreira foram objeto de denúncia por parte do Ministério Público do Estado de São Paulo (fl. 641); 2.5 intimada, em 20/11/1996, a PLAST BENA apresentou livros e documentos contábeis e fiscais, tendo optado pelo pagamento do IRPJ na modalidade do Lucro Presumido e efetuado o recolhimento normalmente (fls. 642 a 646); 2.6 foi fornecida a cópia da movimentação de uma conta bancária, no período de 22/03/1993 a 30/09/1993, e posteriormente foi fornecida a movimentação desta conta, no período de 01/10/1993 a 31/12/1993 (fl. 646); Fl. 1083DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.084 3 2.7 está transcrita a movimentação bancária diária de 22/03/1993 a 30/09/1993 (fls. 646 a 649); 2.8 há um resumo dos totais mensais de depósitos, cobranças e créditos na conta em tela, de 03/1993 a 09/1993, um resumo dos valores das vendas, de 03/1993 a 12/1993, um resumo parcial das diferenças apuradas, uma observação a respeito de correção efetuada nos valores e, após a entrega das cópias dos extratos de 10/1993 a 12/1993, um resumo das diferenças apuradas no ano de 1993, com destaque para a exclusão efetuada, nos valores movimentados nessa conta, dos créditos decorrentes de transferências entre contas, de operações de empréstimo e de resgates de fundos (fls. 650 a 652); 2.9 a PLAST BENA é intimada, em 18/03/1997, a apresentar livros e documentos contábeis faltantes, extratos das contas bancárias, e a esclarecer as diferenças apuradas entre créditos em conta corrente e receita de vendas, bem como a apresentar cópias de cheques de sua emissão, para apurar o destino dos valores depositados pela AZULPLAST, como pagamento de mercadorias entregues pela PLACIFER (fl. 652); 2.10 entregues as cópias de cheques, verificouse que a maioria dos cheques foram endossados pelo representante da emitente — Roberto Carlos Ferreira — e sacados (fls. 652 e 653); 2.11 demonstrativos corrigindo equívocos cometidos pala fiscalização relativos aos valores dos extratos bancários, diminuindo as diferenças apuradas, foram entregues pela intimada (fl. 653); 2.12 diferenças entre vendas e créditos em conta corrente também foram apuradas para os anoscalendário de 1994 e 1995 (fls. 653 e 654); 2.13 a PLAST BENA justifica a posse dos cheques emitidos pela AZULPLAST como resultante da venda de uma estrutura metálica a um corretor do ramo de plásticos, de nome João Alberto (fls. 654 e 655); 2.14 a fiscalização insiste em obter explicações para o fato de a AZULPLAST ter dado, comprovadamente, entrada a mercadorias fornecidas pela PLACIFER, acompanhadas de notas fiscais consideradas inidôneas, e ter emitido três cheques nominais à PLAST BENA, valores estes iguais aos das vendas efetuadas com documentos inidôneos, e creditados em sua conta corrente (fl. 655 e 656); 2.15 a PLAST BENA insiste na explicação da venda da estrutura metálica (fl. 656); 2.16 a fiscalização registra que a diferença não explicada entre valores creditados apenas a titulo de depósitos e cobranças e a receita de vendas configura omissão de receita e insiste em obter esclarecimentos a respeito, recebendo respostas evasivas (fls. 656 e 657); 2.17 a fiscalização localizou, nos extratos, os três depósitos de cheques da AZULPLAST, em 07/1993 e em 08/1993, referentes àquelas operações comprovadamente acobertadas por notas fiscais inidôneas emitidas pela PLACIFER, e obteve a explicação que os cheques se deviam "à venda de estrutura metálica feita ao senhor João Alberto", exatamente a mesma explicação inconsistente dada pelos sócios por ocasião da fiscalização na GRAFF, com as mesmas imprecisões a respeito dessa estrutura metálica e desse senhor João Alberto, muito embora o Fl. 1084DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.085 4 inexplicável lapso de 6 meses entre os depósitos na conta da GRAFF e na conta da PLAST BENA (fls. 656 a 659); 2.18 diante dos elementos coligidos, a fiscalização concluiu que os valores de depósitos e cobranças bancárias que superam as receitas escrituradas decorrem de vendas não escrituradas, conforme resumo de diferenças mensais para os anos calendário de 1993, 1994 e 1995 (fl. 659); 2.19 a PLAST BENA optou pelo Lucro Presumido nos exercícios de 1993 a 1996, nos termos do art. 521 e seguintes do RIR/94 (fl. 659); 2.20 são transcritos os conteúdos dos art. 521 e § 1º, 525 e § 1º, 523 e § 3º, 739 e § 1º, 892 e § 1° e 2° (fls. 659 a 661); 2.21 a fiscalização aponta que no anocalendário de 1993 a soma das receitas declarada e omitida não supera o limite do Lucro Presumido, conforme demonstrativo mensal com a conversão em UFIR (fls. 661 e 662); 2.22 a fiscalização registra que a receita omitida nos anoscalendário de 1993, 1994 e 1995, sera tributada exclusivamente na fonte, à aliquota de 25%, nos termos do § 2° do art. 892, do RIR/94, aplicandose o art. 3° da MP n.° 492/94 no ano calendário de 1993, e relaciona as receitas omitidas de junho a dezembro do ano calendário de 1993 e de janeiro a dezembro dos anoscalendário de 1994 e 1995, considerando como data do fato gerador, o último dia de cada mês dos anos calendário de 1994 e 1995, não cabendo o arbitramento em razão de ter sido escriturada a conta bancária (fls. 662 e 663); 2.23 a fiscalização aponta que as operações do contribuinte estão sujeitas ao IPI, à aliquota de 12%, e portanto, a receita omitida esta sujeita a esse tributo (fl. 664); 2.24 a fiscalização registra, também, que a receita omitida esta sujeita ao PIS e ao COFINS (fl. 664); 2.25 a fiscalização registra, ainda, que a receita omitida não comporá a base de calculo da CSLL, conforme o § 2°, do art. 43, da Lei n.° 8.541/92, com a redação dada pela MP n.° 492/94 (fl. 664); 2.26 cópia do Relatório Fiscal (fls. 563 a 585) referente à ação fiscal na empresa GRAFF foi acostada a este processo, visando esclarecer as operações realizadas e o tratamento fiscal dispensado a cada empresa (fl. 664). 3 A cópia do Relatório Fiscal referente à ação fiscal na GRAFF, acostada a este processo, é resumida como segue (fls. 563 a 585): 3.1 a Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda considerou inidôneas as notas fiscais da empresa PLACIFER, pois no logradouro declarado como sede, constante das suas notas fiscais, não existia o número indicado e o local que lhe correspondia era um terreno baldio, além de não localizar os sócios nos endereços por eles indicados (fl. 564); 3.2 a empresa AZULPLAST deu entrada a mercadorias acompanhadas de notas fiscais inidôneas emitidas pela PLACIFER, mas comprovou tanto a entrada das mercadorias como os efetivos pagamentos, por meio de cheques nominativos, à PLASTICOS BENA, à PLAST BENA e à GRAFF, e à esta, em um caso, por meio de depósito bancário (fls. 563 e 564); Fl. 1085DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.086 5 3.3 tais fatos se amoldam, em tese, a crime contra a ordem tributária de autoria da empresa e foram comunicados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo ao Ministério Público Federal/SP, que, por sua vez, solicitou à Superintendência da 8ª Região a instauração de procedimentos fiscais (fl. 563); 3.4 os sócios da GRAFF também são sócios da PLAST BENA (fl. 564); 3.5 dois dos três sócios da GRAFF Antônio Carlos Ferreira e Roberto Carlos Ferreira foram objeto de denúncia por parte do Ministério Público do Estado de Sao Paulo (fls. 563 e 565); 3.6 intimada, em 20/11/1996, a apresentar livros e documentos contábeis e fiscais, bem como a esclarecer as razões de dois depósitos bancários efetuados em janeiro e fevereiro de 1993, pela AZULPLAST em sua conta bancária, a GRAFF entregou, inicialmente, apenas a cópia da "DECLARAÇÃO CADASTRAL — DECA", datada de 31/03/1992, com a declaração de encerramento definitivo das atividades da empresa na mesma data, bem como os documentos relativos à busca efetuada na Junta Comercial do Estado de Sao Paulo, que demonstram que a última alteração arquivada datava de 16/08/1990 e que a sociedade continuava a ter existência legal (fls. 564 e 565); 3.7 os sócios Antônio Carlos Ferreira e Roberto Carlos Ferreira informaram, verbalmente, não dispor de outros documentos relativos à empresa (fl. 565); 3.8 a empresa estava omissa relativamente ao IRPJ dos exercícios de 1993, 1994 e 1995 e seu CGC encontravase "SUSPENSO" desde 31/12/1993 (fl. 565); 3.9 foram requisitadas as DIRPJ referentes aos exercícios de 1991 e 1992, verificandose que foram calculadas com base no Lucro Real (fls. 565 e 568); 3.10 após nova intimação, em 16/12/1996, foram entregues cópias das "GUIA DE INFORMAÇÃO E APURAÇÃO DO ICM GIA", relativas ao período de 03/1990 a 03/1992, cuja análise, em confronto com as informações das DIRPJ, evidenciou que o seu conteúdo não merece fé, pois foi constatada a existência de valores discrepantes para o faturamento dos períodosbase de 1990 e de 1991, bem como a entrada de mercadorias no mês 03/1992, mês declarado na DECA como de encerramento definitivo de atividades, e, também, a existência de estoque por ocasião da paralisação das atividades, cujo valor e destino são desconhecidos (fls. 566 a 568); 3.11 está transcrita a legislação aplicável, por opção da empresa, ou seja, Lucro Real: artigos 156, 157, 159, 160, 161, incisos I, II e III, 165 e parágrafos 1° e 2°, 399, incisos I e III, 400 e parágrafos 1º, 6º este, com a ressalva de que a partir de 01/01/1993, aplicase o artigo 43 e seu parágrafo 2°, da Lei n.° 8.541, de 23/12/1992 e 7° (fls. 568 a 570); 3.12 há um resumo dos valores de receitas de vendas com base nas GIA dos períodosbase de 1991 e 1992, na DIRPJ do períodobase de 1991, bem como das receitas financeiras com base na DIRPJ do períodobase de 1991, além dos valores dos dois depósitos bancários efetuados pela AZULPLAST, com a observação da decadência em relação ao anobase de 1990 (fl. 571); 3.13 tendo sido, então, entregues extratos de uma conta bancária, foi constatada movimentação de recursos correspondentes a depósitos, cobranças e outros, após o dia 31/03/1992 data declarada na DECA como de encerramento definitivo de atividades até 25/06/1993, quando o saldo foi zerado (fls. 571 e 572); Fl. 1086DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.087 6 3.14 os valores lançados a crédito da conta bancária em tela foram totalizados mensalmente, de 03/1992 a 06/1993 (fl. 572); 3.15 intimada, em 18/03/1997, a esclarecer a situação, apresentou respostas evasivas, e tendo a fiscalização localizado, nos extratos, os dois depósitos de cheques da AZULPLAST, em 01/1993 e em 02/1993, referentes a operações comprovadamente acobertadas por notas fiscais inidôneas emitidas pela PLACIFER, a fiscalização obteve a explicação que os cheques se deviam "à venda de estrutura metálica feita a um senhor de nome João Alberto" exatamente a mesma explicação inconsistente dada pelos sócios por ocasião da fiscalização na PLAST BENA, com as mesmas imprecisões a respeito dessa estrutura metálica e desse senhor João Alberto, muito embora o inexplicável lapso de 6 meses entre os depósitos na conta da GRAFF e na conta da PLAST BENA bem como a declaração de "não localização de documentos comprobatórios do recolhimento de tributos" (fls. 572 a 576); 3.16 diante dos elementos coligidos, a fiscalização concluiu "que ocorreram operações sem emissão de notas fiscais" (fl. 574); 3.17 a fiscalização foi atendida em sua solicitação verbal aos sócios Antônio Carlos Ferreira e Roberto Carlos Ferreira, relativa à entrega dos extratos relativos ao período de 01/01/1991 a 29/02/1992 (fl. 576); 3.18 os valores lançados a crédito da conta bancária em tela, representados por cobranças e depósitos, excluídas as transferências e empréstimos, foram totalizados mensalmente, de 01/1991 a 02/1992 (fls. 576 e 577); 3.19 há um resumo da receita de vendas, comparando valores das GIA de 01/1991 a 03/1992, com os totais mensais de créditos na conta corrente em tela, e respectivas diferenças a maior dos depósitos sobre as vendas, bem como são reproduzidos os valores relativos à receita de vendas constantes da DIRPJ referente ao períodobase de 1991, concluindo, a fiscalização, que "os valores tidos como de receita bruta, discrepam de tal forma, que não podem (sic) ser tida como conhecida" (fls. 577, 578 e 580); 3.20 está transcrita a Exposição de Motivos da Lei n.° 9.430/96, bem como seu artigo 42 e parágrafo 1° (fl. 578); 3.21 diante de nova intimação, em 17/06/1997, apenas uma resposta evasiva, afirmando a inexistência dos documentos da GRAFF, o decurso do prazo de prescrição e uma nova data para o encerramento das atividades, qual seja, 12/05/1992 (fls. 578 e 579); 3.22 aponta, a fiscalização, que, nos termos do artigo 173, inciso I e parágrafo 1º, do CTN, não ocorreu o decurso do prazo de decadência ou de prescrição, tanto se a data de encerramento fosse 31/03/1992, como se fosse 12/05/1992 (fl. 579); 3.23 conclui, a fiscalização, que a GRAFF funcionou até 25/06/1993, quando zerou a conta bancária em tela, que a não apresentação da DIRPJ referente aos exercícios de 1993 e 1994 constitui infração ao artigo 592 do RIR/80, que a não exibição e conservação dos livros e documentos comerciais e fiscais da sociedade constitui infração aos artigos 160, 161 e 165, do RIR/80, e que a não apresentação da escrituração relativa ao períodobase em que entregou DIRPJ com base no Lucro Real constitui infração ao artigo 157 do RIR/80 (fl. 580); Fl. 1087DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.088 7 3.24 a fiscalização submeteu à apreciação superior o arbitramento do lucro, com base no capital social, por não ser conhecida a receita bruta, nos exercícios de 1992, 1993 e 1994, com fundamento legal nos incisos I e III, do artigo 399, e no parágrafo 4º do art. 400, do RIR/80, com a aplicação do coeficiente de 0,5 sobre o valor do capital registrado no inicio do períodobase nos termos do item c, do inciso I, da IN n.° 108, de 22/10/1980 atualizado monetariamente para os períodos base subseqüentes (fls. 580 e 581); 3.25 a fiscalização considerou receita omitida os valores dos depósitos e cobranças lançados na conta bancária em tela, cuja origem não foi justificada pelo contribuinte, na forma do artigo 42 da Lei n.° 9.430/96, e que deve ser tributada "na fonte e definitivamente, na forma do art. 43 e Par. 2° da Lei n.° 8.541/92", valores estes totalizados mensalmente de 02/1991 a 06/1993 (fl. 581); 3.26 a fiscalização aponta que "na hipótese de arbitramento em mais de um exercício dentro de um mesmo quinqüênio, a percentagem de arbitramento será aumentada em 20% sobre a última adotada, desprezadas as possíveis frações, respeitado, em qualquer caso, o limite máximo igual ao dobro da percentagem inicial", nos termos da IN n.° 108/80, sendo que, no períodobase de 1993, "o percentual será aumentado em 6% ao mês sobre o último adotado, observado como limite máximo o dobro do estabelecido" (fl. 581); 3.27 aponta, também, que para o períodobase de 1992, "o lucro arbitrado será apurado mensalmente e diminuído do imposto de renda da pessoa jurídica e da contribuição social, será considerado distribuído aos sócios e tributado exclusivamente na fonte a aliquota de 25%, conforme determinam os parágrafos 10 e 2°, art. 41, da Lei n.° 8.383/91" (fl. 582); 3.28 aponta, ainda, que, para o períodobase de 1991, o valor das receitas financeiras no total de 423.189,00, constante da DIRPJ (fl. 31), deve ser acrescido ao lucro arbitrado (fl. 582); 3.29 a fiscalização relata que as operações do contribuinte estão sujeitas ao IPI, à aliquota de 12% (fl. 582); 3.30 a fiscalização conclui, em face dos elementos já estabelecidos, que "a sociedade está com as suas atividades encerradas, sem que se tenha procedido à sua liquidação e dissolução na forma da lei" ou seja, em desconformidade com o artigo 206, inciso I, alínea c, 208 e 210 da Lei n.° 6.404/76, e, que estando ocupada a sede social da GRAFF pela PLAST BENA, da qual são sócios Antônio Carlos Ferreira e Roberto Carlos Ferreira, a GRAFF está com sede social indeterminada, tendo também deixado de funcionar sem apresentar a DIRPJ de encerramento, respondendo por isso os sócios, na forma do artigo 169, inciso V do RIR194, sem beneficio de ordem, conforme o parágrafo único do artigo 124 do CTN, e conforme jurisprudência administrativa e judicial transcrita (fls. 582 a 584); 3.31 a fiscalização registra que a receita omitida está sujeita ao PIS e ao COFINS (fls. 584). 4 0 auto de infração de IRRF, para os fatos geradores ocorridos entre 30/06/1993 e 31/12/1995, consignando o crédito tributário de R$ 2.017.443,73 – incluindo imposto, multa de oficio de 75% e juros de mora calculados até 30/06/1997 foi lavrado com fundamento no art. 8° do Decretolei n.° 2.065/83, art. 44 da Lei n.° 8.541/92, arts. 739 e 892, § 2° do RIR194, art. 3° da MP n.° 492/94, e art. 62 da Lei n.° 8.981/95 (fls. 661 a 663, e 665 a 678). Fl. 1088DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.089 8 5 Como decorrência, foram lavrados os seguintes autos de infração: 5.1 COFINS, para os fatos geradores ocorridos entre 30/06/1993 e 31/12/1995, consignando o crédito tributário de R$ 161.889,30 incluindo contribuição, multa de oficio de 75% e juros de mora calculados até 30/06/1997 com fundamento nos arts. 1º, 2º, 3°, 4° e 5º, da Lei Complementar n.° 70, de 30 de dezembro de 1991 (fls. 679 a 692); 5.2 PIS, para os fatos geradores ocorridos entre 30/06/1993 e 31/12/1995, consignando o crédito tributário de R$ 59.842,96 incluindo contribuição, multa de oficio de 75% e juros de mora calculados até 30//06/1997 com fundamento no art. 3°, alínea "b", da Lei Complementar n.° 07/70, c/c art. 1º, parágrafo único da Lei Complementar n.° 17/73, e para os fatos geradores ocorridos até 12/1994, fundamento acrescido pelo art. 53, inciso IV, da Lei n.° 8.383/91; para os fatos geradores ocorridos entre 01/1995 e 10/1995, o acréscimo no fundamento é substituído pelo art. 83, inciso III, da Lei n.° 8.981/95; e para os fatos geradores ocorridos de 11/1995 em diante, o acréscimo no fundamento é substituído pelo art. 2°, inciso I, arts. 3° e 8°, inciso I, e art. 90 da MP n.° 1.249/95 e suas reedições (fls. 693 a 707). 6 A empresa, em 29/08/1997, por meio de seu advogado (fl. 726), acostou cópias de documentos (fls. 727 a 747), e apresentou impugnação (fls. 722 a 725), cujo resumo é o seguinte: 6.1 houve relação negocial entre AZULPLAST e PLACIFER, sendo que as notas fiscais desta foram consideradas inidôneas pela Secretaria da Fazenda Estadual, tendo a primeira comprovado que efetuou o pagamento com depósitos na conta bancária da impugnante que, todavia, não teve qualquer participação nos atos praticados pela PLACIFER, da qual apenas intermediou vendas fato que será provado oportunamente mediante pequena comissão, e os valores aportados em sua conta bancária, por esta apenas transitaram, sendo logo transferidos a quem de direito, e portanto, a impugnante nunca teve o poder de dispor dos referidos valores, fato provado pelos diminutos saldos bancários existentes ao final de cada exercício (fls. 722 a 724); 6.2 todos os valores e cálculos do Relatório Fiscal estão errados, pois não foram efetuadas as conversões de moedas decorrentes das mudanças ocorridas desde o cruzado novo de 1989 até o real de 1994, devendo ser cortados 3 zeros em 01/08/1993 e divididos os valores por CR$ 2.750,00, em 01/07/1994, procedimento que torna inexpressivas as diferenças detectadas (fls. 723 e 724); 6.3 verificase, na Recomendação n.° 3 (fl. 743), com base em levantamento contábil, com valores atualizados em reais, que a soma das vendas nos 3 exercícios fiscalizados atinge R$ 1.317.542,41 valor confirmado pelas GIAS enquanto a fiscalização apurou apenas R$ 210.484,09, e na Recomendação n.° 4 (fl. 743), que as vendas correspondem ao declarado nas GIAS e que os tributos estão corretos (fl. 723); 6.4 o levantamento efetuado pela fiscalização não é confiável, pois verifica se, no Relatório Fiscal, às fls. 14, 19 e 24 (fls. 654, 659 e 664), uma diferença apurada a maior no montante de ......6.004.941,33, o que demonstra a grande contradição entre os valores considerados como diferenças entre os créditos em contacorrente e as vendas (fl. 724); 6.5 requer efetuar provas em qualquer instância para corroborar suas alegações (fl. 724); Fl. 1089DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.090 9 6.6 a PLACIFER tem ou teve existência legal, conforme cópia de GIA anexa, e os sócios e a impugnante não tem com ela nenhuma relação jurídica (fl. 724); 6.7 como os valores encontrados em sua contacorrente não eram de sua propriedade e a impugnante apenas os detinha em nome de terceiros, as multas impostas são injustas e improcedentes, sem fulcro jurídico para sustentálas (fl. 724); 6.8 invoca o art. 5°, II, da Constituição pois não há lei que a impeça de atuar como intermediadora de vendas mercantis e, por ordem dos vendedores, efetuar o recebimento do valor correspondente e depositálo temporariamente em sua conta bancária (fl. 724); 6.9 a fiscalização não fez prova da omissão, limitandose a somar e tributar os valores da conta bancária, sem perquirir se eram disponíveis ou quem os usou, concluindo que a autuação baseiase em presunções (fls. 724 e 725). 7 A DRJ/SP baixou o processo em diligência (fls. 750 a 752), em 19/11/1999, para que fosse verificada a necessidade de lançar o IRPJ e a CSLL, relativamente à omissão de receitas, observado o decurso dos prazos decadenciais, visto que o Relatório Fiscal apresenta o entendimento de que o artigo 892, § 2°, do RIR/1994 determina a tributação exclusiva na fonte da receita omitida, quando, na verdade, o § 1° do mesmo artigo dispõe que o IRPJ incidente sobre a omissão de receita será definitivo, o que não exclui a tributação exclusiva na fonte, na forma do artigo 739 do RIR/1994; aponta, também, o entendimento da fiscalização, de que a receita omitida não comporia a base de calculo da CSLL, em razão do disposto no artigo 43, § 2°, da Lei n.° 8.541/1992, com a redação dada pela MP n.° 492/1994, quando, segundo a DRJ/SP, a CSLL incidente sobre a omissão será definitiva, razão pela qual os valores omitidos não compõem a sua base de calculo. 8 Cópias acostadas às fls. 753 a 795 revelam que a fiscalização promoveu o lançamento do IRPJ e da CSLL sobre os valores das receitas omitidas, objetos dos processos n.° 13808.001327/0056 e n.° 13808.001326/0093, respectivamente (fl. 796). A 4ª Turma da DRJ em São Paulo I / SP analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão nº 00.118, de 27/11/2001 (fls. 850/866), considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – IRRF Período de apuração: 30/06/1993 a 31/12/1995 Enicnta: OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO REGISTRADOS. Comprovada a omissão de receitas, é mantido o lançamento do IRRF efetuado nos termos do art. 44 da Lei n.° 8.541/92. AUTOS REFLEXOS. PIS. COFINS. O decidido no mérito do IRRF, em decorrência de omissão de receita, repercute na tributação reflexa. A correspondência contendo cópia da decisão de primeira instância, enviada para o domicílio tributário da interessada, foi devolvida pelos Correios, com a indicação “mudouse” (fl. 877). Em seguida, cópia da decisão foi enviada para o Sr. Roberto Carlos Fl. 1090DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.091 10 Ferreira, que consta no cadastro da Receita Federal como sóciogerente e responsável pela empresa. A correspondência foi recebida em 29/12/2001, conforme Aviso de Recebimento à fl. 881, e a contribuinte apresentou recurso voluntário em 22/01/2002 conforme carimbo de recepção à folha 883. No recurso interposto (fls. 890/894), a interessada busca esclarecer, inicialmente, que sua atuação seria meramente como intermediária na venda de plásticos, e que isso teria ocorrido, inclusive, com a Placifer. O numerário encontrado em suas contas, portanto, não lhe pertenceria e ali estaria meramente “em consequência do mandato, da autorização que tinha de medear vendas e efetuar o recebimento”. A recorrente afirma que seria ilegítima a autuação por presunção, com fulcro unicamente em depósitos bancários e colaciona jurisprudência judicial e administrativa em favor de sua tese. A seguir, sustenta que a empresa Placifer Comercial Ltda. teria tido existência real e teria funcionado regularmente. Isso teria restado comprovado nos autos do processo nº 98.1005874, da Primeira Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo. Conclui, assim, que “quando se alega que taes valores encontrados na conta bancária da recorrente, pertenciam a terceiros, é afirmação verdadeira”. Ao final, conclui com o pedido de reforma da decisão recorrida e nulidade dos autos de infração. Em 20/06/2013 o processo foi levado a julgamento perante a Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção de Julgamento deste CARF. Na oportunidade, mediante o acórdão nº 2101002.224 (fls. 1076/1080 do sistema eprocesso), o colegiado decidiu não conhecer do recurso e declinar competência para a Primeira Seção de Julgamento. A seguir, o processo foi distribuído a este Relator, mediante sorteio, para relato e julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Waldir Veiga Rocha, Relator O recurso é tempestivo e dele conheço. Trata o processo de autuação de IRRF incidente sobre receitas omitidas, com base no art. 44 da Lei nº 8.541/92. Com base nas omissões, foram também lavrados autos de PIS e COFINS, como reflexos, neste mesmo processo 13802.000485/9735 – IRRF (fls. 713 e segs.) – PIS (fls. 741 e segs) – COFINS (fls. 727 e segs.). Protesta a recorrente que as receitas tidas por omitidas teriam sido apuradas pelo Fisco por presunção, sem base legal, com fulcro exclusivamente em depósitos bancários. Fl. 1091DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.092 11 Compulsando os autos, é de se concluir que isto foi o que, de fato, ocorreu. Após a extensa descrição dos fatos no Relatório Fiscal, eis a conclusão do AuditorFiscal, à fl. 707 (item 14 do Relatório Fiscal, grifos no original): 14 Diante de todo o exposto, entendemos, como originados de vendas, realizadas pela epigrafada, e não escrituradas, os valores dos depósitos e cobranças bancárias, que superam as receitas escrituradas, mencionadas nos documentos de fls.64/138, 268/555 e 563/616, (resumidos as fls. 265/267) como segue: É bem verdade que o procedimento fiscal teve origem em denúncia (fls. 9 e segs.) oferecida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra os sócios da empresa ora recorrente. Não obstante, tão somente três cheques, emitidos pela Indústria Plástica Azulplast Ltda. para pagamento de mercadorias recebidas ao abrigo de notas fiscais tidas por inidôneas, emitidas por Placifer Comercial Ltda., três cheques, repito, foram emitidos nominalmente à Plast Bena e depositados em sua contacorrente. Não encontro nos autos o resultado dessa denúncia, nem qualquer outro documento que demonstre que as vendas teriam sido feitas, de fato, pela Plast Bena, tratandose a Placifer de mera interposta pessoa. Ao fim e ao cabo, diante dos três cheques mencionados e da ausência de maiores esclarecimentos, a autuação foi feita considerandose a movimentação bancária de três anos (1993, 1994 e 1995), totalizada mensalmente (apenas depósitos e cobranças bancárias), e comparada às receitas escrituradas. Os excessos foram tidos como omissão de receitas, sendo importante registrar que não identifiquei, no extenso Relatório Fiscal (fls. 689 e segs. da sequência do sistema eprocesso), a base legal para que tais diferenças pudessem ser imputadas a receitas omitidas. A decisão recorrida manteve a acusação de omissão de receitas (fl. 863 do e processo) com base no art. 181 do RIR/80, verbis: Art. 181. Provada por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova, a omissão de receita, a autoridade tributária poderá arbitrála com base no valor dos recursos de caixa fornecidos à empresa por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual, ou pelo acionista controlador da companhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas (Decretoslei nºs 1.598/77, art. 12, § 3°, e 1.648/78, art. 1°, II). Pareceme frágil tal sustentação. Diante dos fatos descritos, por certo que há indícios da existência de omissão de receitas, mas o dispositivo em epígrafe prevê que a receita omitida seria arbitrada com base no valor dos recursos de caixa fornecidos à empresa pelas pessoas ali especificadas, o que não ocorreu no caso concreto. Não é demais lembrar que, à época dos fatos geradores (anoscalendário 1993, 1994 e 1995) ainda não estavam em vigor as disposições do art. 42 da Lei nº 9.430/1996. Tenho, assim, que a conclusão do Fisco acerca de receitas omitidas não se deu por presunção legal (quando restaria invertido o ônus da prova), mas por presunção simples. E assim sendo, o ônus de provar é do Fisco, ainda que tal prova se pudesse fazer pela reunião de indícios, variados, fortes e convergentes, que pudessem firmar a convicção do julgador. Não é o que ocorre aqui. Os três cheques, depositados na conta da interessada, ainda Fl. 1092DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13802.000485/9735 Acórdão n.º 1302001.261 S1C3T2 Fl. 1.093 12 que à míngua de justificativa comprovada, são insuficientes para que se possa afirmar que a movimentação bancária de três anos decorre de vendas não escrituradas. Insubsistente a omissão de receitas, não se há de cogitar da cobrança sobre esses valores do Imposto de Renda na Fonte (IRRF) nem das contribuições para o PIS e a COFINS. Voto, pois, pelo provimento do recurso voluntário, cancelandose integralmente os lançamentos. (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Fl. 1093DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10073.002125/2007-59
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
AUSÊNCIA DE INSTAURAÇÃO DO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
A contribuinte não atacando diretamente os fundamentos que serviram à decisão que considerou improcedente a impugnação, impede o conhecimento do recurso voluntário interposto.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2101-002.337
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
EDITADO EM: 22/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Francisco Marconi de Oliveira, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
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A contribuinte não atacando diretamente os fundamentos que serviram à decisão que considerou improcedente a impugnação, impede o conhecimento do recurso voluntário interposto. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. EDITADO EM: 22/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Francisco Marconi de Oliveira, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 00 21 25 /2 00 7- 59 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls.35/36) interposto em 31 de maio de 2012 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ) (fls.222/238), do qual o Recorrente teve ciência em 21 de maio de 2012, fls.33, que, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento de fls. 9, emitido em 20 de agosto de 2007, referente à multa pelo atraso na entrega da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 2005, sendo constituído um crédito tributário de R$ 3.140,74. O acórdão teve a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. Quando o imposto de renda devido apurado na declaração original, que embasou o lançamento da multa, é alterado mediante declaração retificadora processada pela Receita Federal, impõese a retificação da base de cálculo da multa por atraso na entrega da declaração. Impugnação Procedente Crédito Tributário Mantido em Parte Não se conformando, a Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 35/36), onde argumenta que o débito reclamado fora objeto de parcelamento, estando a dívida já quitada conforme comprovantes carreados aos autos. Requer, ao final, a improcedência da Notificação de Lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa O recurso é tempestivo, entretanto não atende às condições de admissibilidade, uma vez que a Recorrente não ataca a decisão do julgador a quo, apenas requerendo que este Conselho determine que a cobrança seja definitivamente arquivada por considerar totalmente quitada a divida oriunda da multa que lhe fora imposta. Não compete a este Conselho fazer alocações de DARFs recolhidos, sendo atribuição da Autoridade Lançadora, devendo a Recorrente fazer tal solicitação à Receita Federal do Brasil. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10073.002125/200759 Acórdão n.º 2101002.337 S2C1T1 Fl. 56 3 Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 13866.000178/2002-92
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO PELA SELIC.
A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não-cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543-C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009).
APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES.
O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção "juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte.
Os valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez.
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9303-002.273
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Ivan Allegretti, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Ausente, justificadamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO PELA SELIC. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não-cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543-C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção "juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. Os valores correspondentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Recurso Especial do Contribuinte Provido.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO PELA SELIC. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da nãocumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543 C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção "juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 6. 00 01 78 /2 00 2- 92 Fl. 340DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 2 Os valores correspondentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente Substituto Rodrigo Cardozo Miranda Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Ivan Allegretti, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente, justificadamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Relatório Cuidase de recurso especial interposto por Usina Cerradinho Açúcar e Álcool S/A (fls. 213 a 232) contra o v. acórdão proferido pela Colenda Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 192 a 206), que negou provimento ao recurso voluntário. A ementa do v. acórdão recorrido, que bem resume os seus fundamentos, é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2001 a 30/06/2001 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. LEI N° 9.363/96. AQUISIÇÕES A NÃO CONTRIBUINTES DO PIS E COFINS. PESSOAS FÍSICAS. EXCLUSÃO. Matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de pessoas físicas, que não são contribuintes de PIS Faturamento e Cofins, não dão direito ao Fl. 341DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 13866.000178/200292 Acórdão n.º 9303002.273 CSRFT3 Fl. 315 3 Crédito Presumido instituído pela Lei n° 9.363/96 como ressarcimento dessas duas Contribuições, devendo seus valores ser excluídos da base de cálculo do incentivo. PRODUTOS NÃO CLASSIFICADOS COMO INSUMOS PELO PN CST Nº 65/79. GASTOS GERAIS DE FABRICAÇÃO. EXCLUSÃO NO CALCULO DO INCENTIVO. Incluemse entre os insumos para fins de crédito do IPI os produtos não compreendidos entre os bens do ativo permanente que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos, desgastados ou alterados no processo de industrialização, em função de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre aquele. Produtos outros, não classificados como insumos segundo o Parecer Normativo CST n° 65/79, incluindo os gastos gerais de fabricação, não podem ser considerados como matériaprima ou produto intermediário para os fins do cálculo do credito presumido estabelecido pela Lei n° 9.363/96, devendo os valores correspondentes ser excluídos no cálculo do beneficio. PRODUTOS NÃO ACABADOS OU ACABADOS, MAS NÃO VENDIDOS. INSUMOS EMPREGADOS. EXCLUSÃO. Excluise da base de calculo do incentivo, no último trimestre de cada ano ou no último trimestre em que houver efetuado exportação, o valor das matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem utilizados na produção de produtos não acabados ou acabados e não vendidos. RESSARCIMENTO. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE. Ao ressarcimento de IPI, inclusive do Crédito Presumido instituído pelo Lei n° 9.363/96, inconfundível que é com a restituição ou compensação, não se aplicam os juros Selic. Recurso negado. (grifos nossos) O recurso especial do contribuinte foi admitido através do r. despacho de fls. 321 a 322 no que tange à inclusão, na base de cálculo do crédito presumido, das aquisições de insumos de pessoas físicas, e no tocante à incidência da SELIC no ressarcimento do IPI. Contrarrazões da Fazenda Nacional às fls. 326 a 336. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, entendo que o recurso merece ser conhecido. Fl. 342DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 4 Quanto ao mérito, da mesma forma, o recurso especial do contribuinte deve ser acolhido. Deveras, com relação à atualização do ressarcimento de créditos presumidos de IPI pela taxa SELIC, veiculada no recurso especial do contribuinte, é de se notar que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça já se posicionou quanto à matéria na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, ou seja, através da análise dos chamados “recursos repetitivos”. O precedente acima referido tem a seguinte ementa: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA.INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o conseqüente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: EREsp 490.547/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977/RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796/PR, Rel.Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1035847/RS, Rel. Ministro oLUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 24/06/2009, DJe 03/08/2009) (grifos nossos) Fl. 343DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 13866.000178/200292 Acórdão n.º 9303002.273 CSRFT3 Fl. 316 5 A decisão acima aludida foi proferida justamente em julgamento relativo a pedido de ressarcimento/compensação de crédito presumido de IPI, em que atos normativos infralegais obstaculizaram a inclusão na base de cálculo do incentivo das compras realizadas junto a pessoas físicas, também objeto do presente processo. Restou consolidado, assim, no âmbito do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a atualização do ressarcimento de créditos presumidos de IPI pela taxa SELIC. O Regimento Interno do CARF, por sua vez, na redação dada recentemente pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, tem os seguintes comandos nos seus artigos 62 e 62 A: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifos e destaques nossos) Verificase, portanto, que a referida decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 6 Para corroborar o meu entendimento quanto à inclusão dos gastos com insumos adquiridos de pessoas físicas na base de cálculo do crédito presumido do IPI, destaco o seguinte precedente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, ao qual me filio: Processo n° 13974.0001221200391 Recurso n° 228.637 Especial do Contribuinte Acórdão n° 930300.682 – 3ª Turma Sessão de 2 de fevereiro de 2010 Matéria IPI Crédito Presumido Aquisições de não contribuintes Recorrente CEREAGRO S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção "juris et de jure", não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. Os valores correspondentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas e cooperativas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n° 9.363/96. Não cabe ao intérprete fazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo da Costa Pôssas e Carlos Alberto Freitas Barreto, que negavam provimento. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente e Relator (grifos nossos) Por conseguinte, em face de todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso especial do contribuinte. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 345DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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Numero do processo: 10950.907778/2011-27
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/11/2001 a 30/11/2001
BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. INCLUSÃO DO ICMS.
Inclui-se na base de cálculo da contribuição a parcela relativa ao ICMS devido pela pessoa jurídica na condição de contribuinte, eis que toda receita decorrente da venda de mercadorias ou da prestação de serviços corresponde ao faturamento, independentemente da parcela destinada a pagamento de tributos.
Numero da decisão: 3803-005.208
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/11/2001 a 30/11/2001 BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. INCLUSÃO DO ICMS. Inclui-se na base de cálculo da contribuição a parcela relativa ao ICMS devido pela pessoa jurídica na condição de contribuinte, eis que toda receita decorrente da venda de mercadorias ou da prestação de serviços corresponde ao faturamento, independentemente da parcela destinada a pagamento de tributos.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/11/2001 a 30/11/2001 BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. INCLUSÃO DO ICMS. Incluise na base de cálculo da contribuição a parcela relativa ao ICMS devido pela pessoa jurídica na condição de contribuinte, eis que toda receita decorrente da venda de mercadorias ou da prestação de serviços corresponde ao faturamento, independentemente da parcela destinada a pagamento de tributos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 90 77 78 /2 01 1- 27 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.907778/201127 Acórdão n.º 3803005.208 S3TE03 Fl. 95 2 Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Curitiba/PR que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada em decorrência da emissão de despacho decisório que não reconhecera o direito creditório pleiteado por meio de Pedido Eletrônico de Restituição (PER), pelo fato de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado na quitação de débitos da titularidade do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento do direito creditório, devidamente atualizado com base na taxa Selic, alegando que o indébito decorreria da falta de exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição. Segundo o então Manifestante, tratarseia, o presente caso, de tributação incidente sobre ingressos (ICMS) não abrangidos pelo conceito de faturamento. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias do despacho decisório, do PER, da DCTF e de planilhas por ele elaboradas. A DRJ Curitiba/PR não reconheceu o direito creditório, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 14/12/2001 COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que indeferiu o pedido da contribuinte, por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o pagamento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de outros débitos confessados. BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO PELO STF. Até que haja a manifestação da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, sobre matérias decididas de modo desfavorável à Fazenda Nacional pelo STF ou pelo STJ, nos termos dos arts. 543B e 543C do Código de Processo Civil, aplicase, ao caso, a disposição do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, relativamente à ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Apontou o relator do voto condutor do acórdão recorrido que, ainda que se superasse a questão de direito, o contribuinte não se desincumbira do ônus de comprovar o direito alegado, não tendo apresentado documentos e/ou livros fiscais e contábeis que demonstrassem a efetiva base de cálculo da contribuição, bem como as receitas que deveriam Fl. 95DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.907778/201127 Acórdão n.º 3803005.208 S3TE03 Fl. 96 3 ser excluídas em razão da alegada inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998. Cientificado da decisão em 17 de setembro de 2013, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 11 de outubro do mesmo ano e requereu o deferimento do pedido de restituição, repisando os mesmos argumentos de defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele conheço. Com base no relatório supra, contatase que a controvérsia nos autos se restringe à existência ou não do direito de exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição. De início, ressaltese que permanece pendente, pelo prisma constitucional, a discussão acerca da exclusão do valor do ICMS da base de cálculo das contribuições para o PIS e Cofins. A matéria encontrase sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) que já reconheceu a sua repercussão geral, estando pendente de julgamento o mérito do Recurso Extraordinário nº 574.706, cuja ementa tem o seguinte teor: Ementa: Reconhecida a repercussão geral da questão constitucional relativa à inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS e da contribuição ao PIS. Pendência de julgamento no Plenário do Supremo Tribunal Federal do Recurso Extraordinário n. 240.785. Encontrase pendente de julgamento, também, a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 1, cuja ementa da medida cautelar assim dispõe: EMENTA Medida cautelar. Ação declaratória de constitucionalidade. Art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. COFINS e PIS/PASEP. Base de cálculo. Faturamento (art. 195, inciso I, alínea "b", da CF). Exclusão do valor relativo ao ICMS. 1. O controle direto de constitucionalidade precede o controle difuso, não obstando o ajuizamento da ação direta o curso do julgamento do recurso extraordinário. 2. Comprovada a divergência jurisprudencial entre Juízes e Tribunais pátrios relativamente à possibilidade de incluir o valor do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP, cabe deferir a medida cautelar para suspender o julgamento das demandas que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. 3. Medida cautelar deferida, excluídos desta os processos em andamentos no Supremo Tribunal Federal 1 ADC n° 18/DF Fl. 96DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.907778/201127 Acórdão n.º 3803005.208 S3TE03 Fl. 97 4 Por não se ter ainda uma decisão definitiva de mérito no STF, não há que se invocar o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), em que se prevê a obrigatoriedade de os conselheiros reproduzirem o teor de decisão transitada em julgado em processos submetidos à regra da repercussão geral (art. 543B do Código de Processo Civil – CPC). Além do mais, tendo a Portaria MF nº 545, de 18 de novembro de 2013, revogado os parágrafos primeiro e segundo do mesmo art. 62A, desde então, não se perscruta mais acerca de possível sobrestamento de julgamentos no âmbito deste Colegiado enquanto pendente decisão definitiva no regime do art. 543B do CPC. Para a análise do mérito da presente controvérsia, não se pode perder de vista que o ICMS é imposto cujo cálculo se processa pelo método denominado “por dentro”, ou seja, o montante do imposto integra a sua própria base de cálculo; logo, pretender excluir o valor do imposto para cálculo do PIS e da Cofins é pretender reduzir o próprio faturamento. Em conformidade com esse entendimento, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) editou a súmula n° 68 com o seguinte teor: a parcela relativa ao ICM incluise na base de calculo do PIS. Essa mesma conclusão tem sido exarada em outros julgados, como por exemplo na decisão contida no Recurso Especial n° 501.626/RS e no AMS 2004.71.01.0050408/PR do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, in verbis: REsp 501626 / RS TRIBUTÁRIO PIS E COFINS: INCIDÊNCIA INCLUSÃO NO ICMS NA BASE DE CÁLCULO. 1. O PIS e a COFINS incidem sobre o resultado da atividade econômica das empresas (faturamento), sem possibilidade de reduções ou deduções. 2. Ausente dispositivo legal, não se pode deduzir da base de cálculo o ICMS. (grifei) 3. Recurso especial improvido. AMS APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA Processo: 2004.70.01.0050408 Ementa: PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DA PARCELA DO ICMS. Incluise na base de cálculo do PIS e da COFINS a parcela relativa ao ICMS devido pela empresa na condição de contribuinte (Súmula 258, TFR e Súmula 68, STJ), eis que tudo o que entra na empresa a título de preço pela venda de mercadorias corresponde à receita faturamento , independente da parcela destinada a pagamento de tributos. (grifei) Nesse sentido, temse que a receita de vendas de mercadorias configura o faturamento da pessoa jurídica, base de cálculo da contribuição, sendo irrelevante haver ou não Fl. 97DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.907778/201127 Acórdão n.º 3803005.208 S3TE03 Fl. 98 5 tributo incluso na receita bruta de vendas, pois a Constituição Federal, ao atribuir competência à União para instituir a contribuição, não disseca os elementos constituintes do termo linguístico “faturamento”, prevendose a incidência sobre todo o montante assim constituído. Além do mais, nos termos do art. 110 do Código Tributário Nacional (CTN), “[a] lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias”. Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.718, de 1998, as contribuições para o PIS e a Cofins incidem sobre o faturamento, encontrandose previstas no § 2º do art. 3º da mesma lei as exclusões autorizadas, havendo a previsão de exclusão do ICMS (inciso I do art. 2º da Lei nº 9.718, de 1998) quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; mas somente nessa hipótese. Dessa forma, concluise pela impossibilidade de exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins. Além disso, mesmo que houvesse previsão legal do direito à exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição, nenhum benefício obteria o ora Recorrente, pois nenhum elemento de prova hábil e idôneo (escrituração contábilfiscal e documentos fiscais) foi apresentado para comprovar o direito arguido. Nos processos administrativos originados de pleito do interessado, como o de pedidos de restituição e de declaração de compensação, prevalece o princípio do dispositivo, em que a atividade probatória se desenvolve nos limites do pedido formulado pelo sujeito passivo. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 98DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.907778/201127 Acórdão n.º 3803005.208 S3TE03 Fl. 99 6 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 13971.001063/2003-07
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2003 a 01/03/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA.
Rejeitam-se os embargos de declaração para sanar omissão quando a embargante não logra demonstrar objetivamente a existência de matérias sobre as quais o colegiado deveria ter se manifestado e não o fez.
Numero da decisão: 3402-002.274
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente-substituto.
SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira Ribeiro (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Junior, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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Embargante PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL Interessado BUNGE ALIMENTOS S/A ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 01/03/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. Rejeitamse os embargos de declaração para sanar omissão quando a embargante não logra demonstrar objetivamente a existência de matérias sobre as quais o colegiado deveria ter se manifestado e não o fez. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Presidentesubstituto. SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira Ribeiro (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Junior, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Gilson Macedo Rosenburg Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 10 63 /2 00 3- 07 Fl. 652DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 2 Relatório Tratase de embargos de declaração apresentados pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) a Acórdão proferido por esta 2ª Turma de Julgamento. A embargante acusou omissão do Acórdão embargado, pois esta turma teria decidido sobre a incidência da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e esta matéria, embora objeto do recurso voluntário, não fora objeto da manifestação de inconformidade e, por isso, esta Turma não poderia têla examinado, pois teria ocorrido inovação da lide, com flagrante desrespeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Ao final, a embargante solicitou que seus embargos fossem conhecidos e providos para sanar a omissão, com excepcionais efeitos modificativos do julgado, para excluir a incidência da taxa Selic. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira Inicialmente, sobre o cumprimento dos requisitos de admissibilidade dos embargos, registro que tratase de processo digitalizado cujas peças anexadas a partir do Acórdão nº 3402002.046, de 23 de abril de 2013, ora embargado, (fls. 640 a 645) não permite aferir diretamente a tempestividade dos declaratórios em questão. Examinando as peças processuais que interessam ao exame da tempestividade, verificase que o despacho de encaminhamento ao APOIO/COCAT/PGFN/DF para ciência foi emitido em 22 de maio de 2013 e os declaratórios apresentados foram datados em 24 de maio de 2013. Há, assim, indícios de tempestividade. Mas, tratandose de norma processual, a conclusão sobre o cumprimento de prazo para a prática de ato processual não pode basearse em meros indícios. Vejamos então o que diz o Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, com as alterações dadas pela Lei nº 11.457, de 16 de março de 2007, sobre a intimação dos procuradores da Fazenda Nacional. Interessanos então, reproduzir os parágrafos 7º, 8º e 9º, do art. 23 do mencionado Decreto: Art. 23 Farseá a intimação: (...) § 7º Os Procuradores da Fazenda Nacional serão intimados pessoalmente das decisões do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda na sessão das respectivas câmaras subseqüente à formalização do acórdão. Fl. 653DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 13971.001063/200307 Acórdão n.º 3402002.274 S3C4T2 Fl. 653 3 § 8º Se os Procuradores da Fazenda Nacional não tiverem sido intimados pessoalmente em até 40 (quarenta) dias contados da formalização do acórdão do Conselho de Contribuintes ou da Câmara Superior de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda, os respectivos autos serão remetidos e entregues, mediante protocolo, à Procuradoria da Fazenda Nacional, para fins de intimação. § 9º Os Procuradores da Fazenda Nacional serão considerados intimados pessoalmente das decisões do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda, com o término do prazo de 30 (trinta) dias contados da data em que os respectivos autos forem entregues à Procuradoria na forma do § 8ºdeste artigo. À vista dessas disposições das normas processuais e verificado que não há nenhuma peça que tenha registrado a ciência pessoal de um Procurador da Fazenda Nacional do Acórdão embargado e que foi expedido despacho de encaminhamento dos autos para ciência, na forma do § 8º acima transcrito, embora não se constate a existência do protocolo referido nesse dispositivo legal, imprescindível para a contagem do prazo de trinta dias referido no § 9º, findo o qual se concretiza a presunção legal da intimação pessoal do Procurador da Fazenda Nacional, não se pode dizer com certeza qual o prazo final para apresentação dos declaratórios, nos termos do art. 65, § 1º, do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – Regimento Interno do CARF (RICARF). Ocorre que, se, por um lado, faltanos informação processual para estabelecer o marco exato da tempestividade, por outro lado, a proximidade das datas de expedição dos dois atos processuais relevantes1 para o exame da tempestividade permitenos dizer, diante da elasticidade do prazo legal para se considerar intimado o ProcuradorGeral, que os embargos são tempestivos. Os declaratórios também foram apresentados por parte legítima e referemse a acórdão proferido por esta Turma de Julgamento, estando, pois satisfeitos os requisitos formais de admissibilidade. É necessário então perquirir sobre a ocorrência ou não da apontada omissão no Acórdão embargado. Antes, porém, cumpre registrar que não há nestes autos designação do Presidente da Turma, na forma do art. 65, § 2º, do RICARF e, por conseguinte, também não se configura aqui hipótese de não submissão dos embargos ao colegiado, com despacho definitivo do Presidente da Turma. Assim, considerando que os autos me foram distribuídos apenas com despacho de encaminhamento para analisar os embargos de declaração, desde já cabe reconhecer que eles serão submetidos ao colegiado, independentemente das conclusões a que aqui se chegue sobre a ocorrência ou não da omissão apontada. 1 Atos procesuais relevantes: 1) despacho de encaminhamento ao APOIO/COCAT/PGFN/DF para ciência, em 22 de maio de 2013; e 2) embargos declaratórios em 24 de maio de 2013. Fl. 654DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 4 A questão posta nos embargos de declaração da PGFN, com efeito, parte do princípio de ocorrência do instituto da preclusão, que, de acordo com seu entendimento, não tendo sido notado por este colegiado, conduziu ao julgamento extra petita relativamente à incidência da taxa Selic sobre o valor objeto do ressarcimento, embora redigido em outros termos. Com efeito, no Acórdão embargado, não se tratou da questão da possibilidade ou não do conhecimento do pedido da então recorrente para incidência da taxa Selic, pois essa questão só surgiu com os embargos declaratórios ora em exame. Assim, processualmente, não se pode dizer que matéria de natureza processual até então não ventilada nos autos era matéria sobre a qual este colegiado estava obrigado a se manifestar, pois que não houve divergência, nos debates orais que antecederam o pronunciamento dos votos, quanto a estarse cuidando de matéria de ordem pública, não se suscitou a possibilidade de nãoconhecimento do pedido. Dessa forma, tendo sido tratada a Selic também como índice de correção monetária, o colegiado viuse diante de matéria de ordem pública sobre a qual deveria se pronunciar, conforme Recurso Especial (Resp) nº 1112524, julgado em 1º de setembro de 2010, como representativo de controvérsia, nos termos do art. 543C do Código de Processo Civil (CPC), do qual transcrevese a ementa: RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. PROCESSUAL CIVIL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO AUTOR DA DEMANDA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PRONUNCIAMENTO JUDICIAL DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. JULGAMENTO EXTRA OU ULTRA PETITA. INOCORRÊNCIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. APLICAÇÃO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. TRIBUTÁRIO. ARTIGO 3º, DA LEI COMPLEMENTAR 118/2005. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA (RESP 1.002.932/SP). 1. A correção monetária é matéria de ordem pública, integrando o pedido de forma implícita, razão pela qual sua inclusão ex officio, pelo juiz ou tribunal, não caracteriza julgamento extra ou ultra petita, hipótese em que prescindível o princípio da congruência entre o pedido e a decisão judicial (Precedentes do STJ: AgRg no REsp 895.102/SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 15.10.2009, DJe 23.10.2009; REsp 1.023.763/CE, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 09.06.2009, DJe 23.06.2009; AgRg no REsp 841.942/RJ, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 13.05.2008, DJe 16.06.2008; AgRg no Ag 958.978/RJ, Rel. Ministro Aldir Passarinho Júnior, Quarta Turma, julgado em 06.05.2008, DJe 16.06.2008; EDcl no REsp 1.004.556/SC, Rel. Ministro Castro Fl. 655DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 13971.001063/200307 Acórdão n.º 3402002.274 S3C4T2 Fl. 654 5 Meira, Segunda Turma, julgado em 05.05.2009, DJe 15.05.2009; AgRg no Ag 1.089.985/BA, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 19.03.2009, DJe 13.04.2009; AgRg na MC 14.046/RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 24.06.2008, DJe 05.08.2008; REsp 724.602/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 21.08.2007, DJ 31.08.2007; REsp 726.903/CE, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 10.04.2007, DJ 25.04.2007; e AgRg no REsp 729.068/RS, Rel. Ministro Castro Filho, Terceira Turma, julgado em 02.08.2005, DJ 05.09.2005). 2. É que: "A regra da congruência (ou correlação) entre pedido e sentença (CPC, 128 e 460) é decorrência do princípio dispositivo. Quando o juiz tiver de decidir independentemente de pedido da parte ou interessado, o que ocorre, por exemplo, com as matérias de ordem pública, não incide a regra da congruência. Isso quer significar que não haverá julgamento extra, infra ou ultra petita quando o juiz ou tribunal pronunciar se de ofício sobre referidas matérias de ordem pública. Alguns exemplos de matérias de ordem pública: a) substanciais: cláusulas contratuais abusivas (CDC, 1º e 51); cláusulas gerais (CC 2035 par. ún) da função social do contrato (CC 421), da função social da propriedade (CF art. 5º XXIII e 170 III e CC 1228, § 1º), da função social da empresa (CF 170; CC 421 e 981) e da boafé objetiva (CC 422); simulação de ato ou negócio jurídico (CC 166, VII e 167); b) processuais: condições da ação e pressupostos processuais (CPC 3º, 267, IV e V; 267, § 3º; 301, X; 30, § 4º); incompetência absoluta (CPC 113, § 2º); impedimento do juiz (CPC 134 e 136); preliminares alegáveis na contestação (CPC 301 e § 4º); pedido implícito de juros legais (CPC 293), juros de mora (CPC 219) e de correção monetária (L 6899/81; TRF4ª 53); juízo de admissibilidade dos recursos (CPC 518, § 1º (...)" (Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, in "Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante", 10ª ed., Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2007, pág. 669). 3. A correção monetária plena é mecanismo mediante o qual se empreende a recomposição da efetiva desvalorização da moeda, com o escopo de se preservar o poder aquisitivo original, sendo certo que independe de pedido expresso da parte interessada, não constituindo um plus que se acrescenta ao crédito, mas um minus que se evita. 4. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção desta Corte (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) enumera os índices oficiais e os expurgos inflacionários a serem aplicados em ações de compensação/repetição de indébito, quais sejam: (i) ORTN, de 1964 a janeiro de 1986; (ii) expurgo inflacionário em substituição à ORTN do mês de fevereiro de 1986; (iii) OTN, de março de 1986 a dezembro de 1988, substituído por expurgo inflacionário no mês de junho de 1987; (iv) IPC/IBGE em janeiro de 1989 (expurgo inflacionário em substituição à OTN Fl. 656DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 6 do mês); (v) IPC/IBGE em fevereiro de 1989 (expurgo inflacionário em substituição à BTN do mês); (vi) BTN, de março de 1989 a fevereiro de 1990; (vii) IPC/IBGE, de março de 1990 a fevereiro de 1991 (expurgo inflacionário em substituição ao BTN, de março de 1990 a janeiro de 1991, e ao INPC, de fevereiro de 1991); (viii) INPC, de março de 1991 a novembro de 1991; (ix) IPCA série especial, em dezembro de 1991; (x) UFIR, de janeiro de 1992 a dezembro de 1995; e (xi) SELIC (índice não acumulável com qualquer outro a título de correção monetária ou de juros moratórios), a partir de janeiro de 1996 (Precedentes da Primeira Seção: REsp 1.012.903/RJ, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, julgado em 08.10.2008, DJe 13.10.2008; e EDcl no AgRg nos EREsp 517.209/PB, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 26.11.2008, DJe 15.12.2008). 5. Deveras, "os índices que representam a verdadeira inflação de período aplicamse, independentemente, do querer da Fazenda Nacional que, por liberalidade, diz não incluir em seus créditos" (REsp 66733/DF, Rel. Ministro Garcia Vieira, Primeira Turma, julgado em 02.08.1995, DJ 04.09.1995). 6. O prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (09.06.2005), nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada.") (Precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543 C, do CPC: RESP 1.002.932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 25.11.2009). 7. Outrossim, o artigo 535, do CPC, resta incólume quando o Tribunal de origem, embora sucintamente, pronunciase de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Ademais, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 8. Recurso especial fazendário desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Concluise pois que, no curso deste processo, este colegiado não foi instado a manifestarse sobre a matéria processual relativa ao conhecimento do pedido de incidência da Selic, que só foi suscitada na via dos embargos de declaração; enquanto que a questão de direito material relativa à incidência da Selic, objeto do pedido da contribuinte apenas em grau Fl. 657DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 13971.001063/200307 Acórdão n.º 3402002.274 S3C4T2 Fl. 655 7 recursal, constitui matéria de ordem pública, que requer o pronunciamento de ofício deste colegiado. Diante disso, não constato a omissão apontada pela embargante e voto por rejeitar os embargos declaratórios apresentados. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 658DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO
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