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Numero do processo: 10480.908695/2009-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/03/2000 a 31/03/2000
PAF - CONCOMITÂNCIA - INOCORRÊNCIA -
A existência de ação judicial para discutir a legitimidade do crédito tributário restituendo objeto de compensação, impede o reexame da mesma matéria de mérito objeto do processo administrativo, que não pode ser reapreciada na instância administrativa, seja porque de acordo com a lei processual nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide (art. 471 do CPC), sendo defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas (art. 473 do CPC), seja porque a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia desta última (art. 38 LEF). Entretanto inocorre concomitância quando a decisão judicial transitada em julgado, com base na qual se pleiteia a restituição foi desconstituída pela via rescisória na própria instância judicial.
PAF - RECURSO - ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI - LIMITES - PRECEDENTES DO CARF, STF E STJ.
É assente na jurisprudência administrativa que a autoridade administrativa não é competente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelo Poder Legislativo, salvo se a respeito dela já houver pronunciamento do STF, cuja orientação tem efeito vinculante e eficácia subordinante para os demais tribunais., eis que a desobediência à autoridade decisória dos julgados proferidos pelo STF importa na invalidação do ato que a houver praticado.
Numero da decisão: 3402-002.382
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
Presidente Substituto
FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta. Ausente, o Conselheiro João Carlos Cassuli Junior.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/03/2000 a 31/03/2000 PAF - CONCOMITÂNCIA - INOCORRÊNCIA - A existência de ação judicial para discutir a legitimidade do crédito tributário restituendo objeto de compensação, impede o reexame da mesma matéria de mérito objeto do processo administrativo, que não pode ser reapreciada na instância administrativa, seja porque de acordo com a lei processual nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide (art. 471 do CPC), sendo defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas (art. 473 do CPC), seja porque a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia desta última (art. 38 LEF). Entretanto inocorre concomitância quando a decisão judicial transitada em julgado, com base na qual se pleiteia a restituição foi desconstituída pela via rescisória na própria instância judicial. PAF - RECURSO - ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI - LIMITES - PRECEDENTES DO CARF, STF E STJ. É assente na jurisprudência administrativa que a autoridade administrativa não é competente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelo Poder Legislativo, salvo se a respeito dela já houver pronunciamento do STF, cuja orientação tem efeito vinculante e eficácia subordinante para os demais tribunais., eis que a desobediência à autoridade decisória dos julgados proferidos pelo STF importa na invalidação do ato que a houver praticado.
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Não comprovada a liquidez e certeza do valor do suposto crédito restituendo, inexiste o direito à sua compensação com débitos (vencidos ou vincendos), donde decorre que estes últimos devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8º do art. 74 da Lei nº 9430/96 (na redação dada pela Lei nº 10.833/03) ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2000 a 31/03/2000 PAF CONCOMITÂNCIA INOCORRÊNCIA A existência de ação judicial para discutir a legitimidade do crédito tributário restituendo objeto de compensação, impede o reexame da mesma matéria de mérito objeto do processo administrativo, que não pode ser reapreciada na instância administrativa, seja porque de acordo com a lei processual “nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide” (art. 471 do CPC), sendo “defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas” (art. 473 do CPC), seja porque a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia desta última (art. 38 LEF). Entretanto inocorre concomitância quando a decisão judicial transitada em julgado, com base na qual se pleiteia a restituição foi desconstituída pela via rescisória na própria instância judicial. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 86 95 /2 00 9- 14 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 2 PAF RECURSO ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI LIMITES PRECEDENTES DO CARF, STF E STJ. É assente na jurisprudência administrativa que a autoridade administrativa não é competente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelo Poder Legislativo, salvo se a respeito dela já houver pronunciamento do STF, cuja orientação tem efeito vinculante e eficácia subordinante para os demais tribunais., eis que a desobediência à autoridade decisória dos julgados proferidos pelo STF importa na invalidação do ato que a houver praticado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso voluntário. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nayra Bastos Manatta. Ausente, o Conselheiro João Carlos Cassuli Junior. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (constante de arquivo em PDF sem numeração de páginas do processo físico) contra o Acórdão DRJ/REC nº 1133.696 de 12/05/11 constante de fls. 60/65 exarado pela da 2ª Turma da DRJ de Recife PE que, por unanimidade de votos, houve por bem “indeferir” a manifestação de inconformidade de fls. 11/13, mantendo o r. Despacho decisório (fls. 01) da DRF de Recife PE que indeferiu o foi indeferido/nãohomologada Pedido Eletrônico de Restituição/ Declaração de Compensação PER/DCOMP, etiquetado sob o n° 37055.77919.040708.1.7.046858, (fls. 01/05) no montante originário inicial de R$ 18.165,51, relativo a suposto pagamento indevido da COFINS (cód. 2172) do período de apuração de março/2000, realizado aos 14/04/2000, vez que estaria isenta do recolhimento da COFINS, por força do inciso II do art.6° da Lei Complementar n°70/91. Por seu turno a decisão de fls. 60/65 da 2ª Turma da DRJ de Recife PE, houve por bem “indeferir” a manifestação de inconformidade de fls. 11/13, mantendo o r. Despacho decisório nº (fls. 01), aos fundamentos sintetizados em sua ementa exarada nos seguintes termos: Fl. 156DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10480.908695/200914 Acórdão n.º 3402002.382 S3C4T2 Fl. 3 3 “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração 01/03/2000 a 31/03/2000 SOCIEDADE CIVIL. COFINS. ISENÇÃO RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. SUBSEQÜENTE POSICIONAMENTO DIVERSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXIGIBILIDADE DO TÍTULO JUDICIAL. É inexigível o titulo judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado que reconhece direito à isenção do pagamento da COFINS a sociedades civis prestadoras de serviços relacionados a profissão legalmente regulamentada, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal, especialmente quando a eficácia da decisão judicial transitada em julgado haja sido desconstituída em ação rescisória COMPENSAÇÃO. INDÉBITO FUNDADO EM TÍTULO JUDICIAL INEXIGIVEL. NÃOHOMOLOGAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. PROCEDÊNCIA. Procede o Despacho Decisório que não homologa compensações nas quais é utilizado suposto direito creditório fundado em titulo judicial inexigível. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Nas razões de Recurso Voluntário (constante de arquivo em PDF sem numeração de páginas do processo físico) oportunamente apresentadas, a ora Recorrente sustenta que a reforma da r. decisão recorrida e a legitimidade do crédito compensando, tendo em vista: a) preliminarmente a nulidade da r. decisão recorrida por ter suposta variação de motivação do indeferimento da restituição; b) a violação de coisa julgada relativamente a Mandado de segurança impetrado pela OAB transitado em julgado que referendado a inconstitucionalidade da revogação da isenção por lei ordinária; c) no mérito sustenta a vigência da isenção de COFINS das sociedades civis de profissão regulamentada prevista no art. 6 º da LC nº 70/91 e a inconstitucionalidade de sua revogação pelo art. 56 da Lei nº 9.430/96 em face do princípio constitucional da hierarquia das leis; e) finalmente sustenta seu direito subjetivo à compensação e a suspensividade do crédito compensando. É o Relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator Fl. 157DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 4 O Recurso voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço, mas no mérito não merece provimento. Preliminarmente rejeito a preliminar de nulidade da r. decisão recorrida por suposta variação de fundamentação em relação ao r. despacho decisório que lhe antecedeu, por entender que a variação se justifica em função de fatos novos, igualmente aptos para justificar o indeferimento do pleito. Da mesma forma, inicialmente anoto ser assente na jurisprudência deste Conselho que a autoridade administrativa não é competente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelo Poder Legislativo, salvo se a respeito dela já houver pronunciamento do STF, cuja orientação tem efeito vinculante e eficácia subordinante, eis que a desobediência à autoridade decisória dos julgados proferidos pelo STF importa na invalidação do ato que a houver praticado (cf. Ac. do STFPleno na Reclamação nº 1.770RN, rel. Min. Celso de Mello, publ. in RTJ 187/468; cf. Ac. do STFPleno na Reclamação nº 952, rel. Min. Celso de Mello publ. in RTJ 183/486). E isto porque, como também esclareceu o E. STJ, “a inconstitucionalidade é vício que acarreta a nulidade ex tunc do ato normativo, que, por isso mesmo, já não pode ser considerado para qualquer efeito” e, “embora tomada em controle difuso, a decisão do STF tem natural vocação expansiva, com eficácia imediatamente vinculante para os demais tribunais, inclusive para o STJ (CPC, art. 481, § único), e com a força de inibir a execução de sentenças judiciais contrárias (CPC, art. 741, § único; art. 475L, § 1º, redação da Lei 11.232/05)” (cf. Ac. da 1ª Turma do STJ no RESP nº 828.106SP, Reg. nº 200600690920, em sessão de 02/05/06, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, publ. in DJU de 15/05/06, pág. 186). Nessa ordem de ideias verifico que a questão constitucional objeto do recurso relativa à revogação da isenção da COFINS (art. 6 º da LC nº 70/91) pelo art. 56 da Lei nº 9.430/96 , já foi definitivamente decididas pela Suprema Corte como se pode ver das seguintes e elucidativas ementas: “Ementa: embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Processual civil. Omissão. Inexistência. Efeitos infringentes. Impossibilidade. rejeição. 1. O inconformismo, que tem como real escopo a pretensão de reformar o decisum, não há como prosperar, porquanto inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou obscuridade, sendo inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A pretensão de revisão do julgado, em manifesta pretensão infringente, revelase inadmissível, em sede de embargos. Precedentes: AI n. 799.509AgRED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8.9.2011; e RE n. 591.260AgRED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9.9.2011. 4. A existência de precedente firmado pelo Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. (Precedentes: RE n. 408.167AgR, 2ª Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 04.03.05, entre outros) 5. In casu, a decisão recorrida assentou: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PROFISSÃO LEGALMENTE Fl. 158DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10480.908695/200914 Acórdão n.º 3402002.382 S3C4T2 Fl. 4 5 REGULAMENTADA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O FATURAMENTO COFINS. ISENÇÃO. ARTIGO 6º, II, DA LEI COMPLEMENTAR N. 70/91. REVOGAÇÃO. ART. 56 DA LEI 9.430/96. CONSTITUCIONALIDADE. MODULAÇÃO DE EFEITOS. IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. 1. A constitucionalidade do artigo 56 da Lei n. 9.430/96, que revogou a isenção da COFINS concedida às sociedades civis prestadoras de serviços profissionais pelo art. 6º, II, da Lei Complementar n. 70/91, foi reconhecida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos REs ns. 377.457 e 381.864, ambos da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes. Na oportunidade, rejeitouse pedido de modulação de efeitos da decisão e permitiuse a aplicação do artigo 543B do CPC. A ementa dos referidos julgados restou consignada nos seguintes termos, verbis: “EMENTA: Contribuição social sobre o faturamento COFINS (CF, art. 195, I). 2. Revogação pelo art. 56 da Lei 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão regulamentada pelo art. 6º, II, da Lei Complementar 70/91. Legitimidade. 3. Inexistência de relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. Questão exclusivamente constitucional, relacionada à distribuição material entre as espécies legais. Precedentes. 4. A LC 70/91 é apenas formalmente complementar, mas materialmente ordinária, com relação aos dispositivos concernentes à contribuição social por ela instituída. ADC 1, Rel. Moreira Alves, RTJ 156/721. 5. Recurso extraordinário conhecido mas negado provimento.” 2. Ainda nesse sentido, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: AI n. 551.597AgRterceiro, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe de 19.12.11; RE n. 583.870AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 01.06.11; RE n. 486.094AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 22.11.10; RE n. 511.916AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 09.10.09; RE n. 402.098AgREDED, Relator o Ministro Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe de 30.04.09; RE n. 515.890 AgR, 1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 06.02.09; RE n. 558.017AgR, 2ª Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 24.04.09; RE n. 456.182AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 05.12.08, entre outros. 3. As decisões tomadas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal não possuem, por si, eficácia geral e vinculante, no entanto, formam orientação jurisprudencial dominante, pois são prolatadas pela expressão maior do princípio da colegialidade do órgão que ocupa a posição central no sistema jurisdicional. Vale dizer, as decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em controle difuso de constitucionalidade, têm densidade normativa suficiente para autorizar o julgamento monocrático, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil (cf., em reforço, o art. 101 do RISTF)” (RE n. 518.672AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 19.06.09). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 6 COFINS. ISENÇÃO. ART. 6º, II. L. C. 70/91. REVOGAÇÃO. ART. 56, LEI 9.430/96. LEGITIMIDADE. AUSÊNCIA DE HIERAQUIA ENTRE LEI COMPLEMENTAR E ORDINÁRIA. PRECEDENTES. STF. 1. Dispensável a lei complementar para veicular a instituição de Cofins conforme assentado na ADC nº 1/DF, Rel. Min. Moreira Alves, j. 01/12/93). 2. A isenção conferida pelo art. 6º da LC 70/91 pode, validamente, ser revogada, como o foi, pelo art. 56 da Lei 9.430/96, independentemente de ofensa aos princípios constitucionais, vez que ausente hierarquia entre lei complementar e lei ordinária, atuando, tais espécies normativas em âmbitos diversos. Precedentes. 3. Apelo improvido.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento. 6 . Embargos de declaração REJEITADOS.” (cf. Acórdão da 1ª Turma do STF no RE 677589 AgRED, em sessão de 28/08/12, Relator(a): Min. LUIZ FUX, ACÓRDÃO ELETRÔNICO publ. in DJU185 DIVULG 19092012 PUBLIC 20092012) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. REVOGAÇÃO. HIERARQUIA DE NORMAS. LEI COMPLEMENTAR Nº 70/91. LEI Nº 9.430/96. SOBRESTAMENTO REVOGADO. ALEGAÇÃO DE NÃO ESGOTAMENTO DE INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO DA ORIGEM EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO. PRECEDENTE DA REPERCUSSÃO GERAL JULGADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 377457. DESPROVIMENTO. 1. A exigência contida na norma do artigo 102, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, no que diz respeito à ultima instância de julgamento, referese ao pronunciamento de órgão colegiado de Tribunal ou Turma Recursal, sendo cabível a interposição do extraordinário contra acórdão de embargos de declaração, ainda que a apelação, recurso ordinário ou inominado tenham sido decididos, antes, monocraticamente. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento de mérito da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário nº 377457, Relator Ministro Gilmar Mendes, assim se pronunciou: EMENTA: Contribuição social sobre o faturamento COFINS (CF, art. 195, I). 2. Revogação pelo art. 56 da Lei 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão regulamentada pelo art. 6º, II, da Lei Complementar 70/91. Legitimidade. 3. Inexistência de relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. Questão exclusivamente constitucional, relacionada à distribuição material entre as espécies legais. Precedentes. 4. A LC 70/91 é apenas formalmente complementar, mas materialmente ordinária, com relação aos dispositivos concernentes à contribuição social por ela instituída. ADC 1, Rel. Moreira Alves, RTJ 156/721. 5. Recurso extraordinário conhecido mas negado provimento. 3. O pronunciamento exarado pelo Tribunal de origem não divergiu desse entendimento. 4. Agravo regimental desprovido.” (cf. Acórdão da 1ª Turma do STF no AI 702533 AgR, em sessão de 02/04/13, Rel. Min. LUIZ FUX, ACÓRDÃO ELETRÔNICO publ. in DJUe078 DIVULG 25042013 PUBLIC 26042013) Fl. 160DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10480.908695/200914 Acórdão n.º 3402002.382 S3C4T2 Fl. 5 7 Superada a prejudicial de constitucionalidade passo à questão da prejudicial de concomitância. Realmente, desde logo, verificase que a mera existência de ação judicial para discutir a legitimidade do crédito tributário restituendo objeto de compensação, já impediria o reexame da mesma matéria de mérito objeto do presente processo, que sequer poderia ser reapreciada na instância administrativa, seja porque de acordo com a lei processual “nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide” (art. 471 do CPC), sendo “defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas” (art. 473 do CPC), seja ainda porque, havendo concomitância de discussão a Jurisprudência Administrativa tem reiteradamente proclamado, que “a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia nesta, pelo princípio da inafastabilidade e unicidade da jurisdição” (cf. Ac. nº 20177.493, Rec. nº 122.188, da 1ª Câm. do 2º CC em sessão de 17/02/04, Rel. Antonio Mario de Abreu Pinto; cf. tb Ac. Acórdão no 20177.519, Rec. no 122.642, em sessão de 16/03/04 Rel. Gustavo Vieira de Melo Monteiro). Nesse sentido a jurisprudência dominante do 1º CC cristalizada na Súmula nº 1, que expressamente dispõe: “importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” (cf. DOU1 de 26/6/06, p. 26 e RDDT vol. 132/239). Como é curial, embora não produza “efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria” (cf. Súmula 271 do STF), a decisão em Mandado de Segurança sobre a legitimidade revogação da isenção da COFINS (art. 6 º da LC nº 70/91) pelo art. 56 da Lei nº 9.430/96, dado o seu caráter urgente e autoexecutório (cf. Ac. da 3ª Turma do STJ no AgRg na MC nº 4637 GO, Reg. nº 2002/00043998, em sessão de 11/06/02, Rel. Min. ARI PARGENDLER, publ. in DJU de 05/08/02 p. 322; Ac. da 5ª Turma do STJ no REsp nº 490884RJ, Reg. nº 2002/01621649, em sessão de 15/04/03, Rel. Min. FELIX FISCHER, publ. in DJU de 02/06/03 p. 337), no caso obviamente determinaria a procedência ou improcedência da repetição do indébito administrativa, que portanto já se encontraria adredemente vinculada à sorte da decisão final do processo judicial. Por esta razão, no intento de coordenar as instâncias administrativa e judicial, a lei de um lado estabelece que a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia desta última (art. 38 LEF), e de outro lado, veda a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, “antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial” (art. 170A do CTN inserido pela LC nº 104, de 10 de janeiro de 2001. Entretanto no caso verificase que a decisão judicial com base na qual a ora Recorrente pleiteia a restituição foi desconstituída pela via rescisória na própria instância judicial, razão pela qual a r. decisão recorrida merece subsistir, por seus próprios e jurídicos fundamentos quando assevera que: “15. Evidenciase acima que o E. TRF da 5ª Região desconstituiu, com efeitos ex nunc, os efeitos da decisão por ela proferida na AMS n° 2001.83.00.0145250; todavia, na parte em que lhe foi conferida eficácia prospectiva, o acórdão proferido Fl. 161DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 8 na ação rescisória ainda em tramitação, mercê dos embargos infringentes interpostos foi suspenso por decisão liminar de autoria do Exmo. Sr. Ministro Joaquim Barbosa nos autos da Reclamação n° 6.917/PE, fls. 57/60, abaixo parcialmente reproduzida: "Tratase de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada pela União contra ato praticado pelo Tribunal Regional Federal da 5° Região, nos autos de ação rescisória. Narra a reclamante que o tribunalreclamado flexibilizou o alcance temporal dos efeitos do acórdão que julgou procedente ação rescisória, tendente a desconstituir e substituir sentença favorável à Ordem dos Advogados do Brasil — Subsecção de Pernambuco quanto à validade da Contribuição destinada ao Custeio da Seguridade Social — Cofins devida pelas sociedades civis de profissão regulamentada. Segundo entende a reclamante, apenas o Supremo Tribunal Federal tem competência para realizar a modulação dos efeitos de decisões jurisdicionais. Observa que a constitucionalidade do art. 56 da Lei 9.430/1996, que teria revogado a isenção concedida pelo art. 6°, II da Lei Complementar 70/1991, foi reconhecida pela Corte em diversas oportunidades (cita o RE 377.457, o RE 381.964 e a ADI 4.071, rel. min. Menezes Direito, decisão monocrática). Lembra, nesse sentido, que o pedido de modulação dos efeitos fora, na oportunidade, rejeitado. (...) Ante o exposto, pede a concessão de medida liminar para "a suspensão da eficácia, da decisão usurpadora de competência desse Supremo Tribunal Federal [...] na parte em que conferiu efeitos ex nunc ao acórdão que julgou procedente a ação rescisória" (Fls. 14). (...) Ante o exposto, concedo a medida cautelar pleiteada, para suspender o acórdão reclamado na parte em que conferiu efeitos meramente prospectivos ao acórdão que julgou procedente a ação rescisória." 16. Logo, tanto em observância ao comando do art. 741, II e parágrafo único, do Código de Processo Civil, quanto em cumprimento às decisões proferidas nas citadas Ação Rescisória e Reclamação, concluise ser inexigível o titulo judicial, representado pelo acórdão transitado em julgado em 09/09/2004 na AMS n° 2001.83.00.0145250, ancoradouro do pretenso indébito. 17. Demonstrado inexistir direito A. repetição dos valores da COFINS recolhidos, por ser inexigível o titulo judicial que lhe reconhece isenção, é inócua a apreciação da alegação da contribuinte de que o fato dela não ter retificado sua DCTF não anularia o alegado direito á repetição do pagamento do tributo. 18. Diante do que consta acima, é improcedente, na forma do art. 165, I, do CTN, o pedido de restituição analisado, e, Fl. 162DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10480.908695/200914 Acórdão n.º 3402002.382 S3C4T2 Fl. 6 9 conseqüentemente, é impertinente a compensação de débitos da contribuinte com o pretendido valor a repetir, nos termos do art. 170, do CTN, segundo o qual a compensação de débitos da contribuinte pressupõe haver, em favor desta, crédito liquido e certo, que na situação aqui tratada inexiste.” De fato, embora não se ignore que “transitado em julgado, o acórdão que declare ser o crédito compensável servirá de título para a compensação no âmbito do lançamento por homologação” (Resp. 78.270 MG 95.565013 2ª Turma do STJ Rel. Ministro Ari Pargendler j. unânime 28.03.96 DJU 1 29.04.96 pág. 13.406/07), também não se pode ignorar que “o pagamento ou a compensação, propriamente, enquanto hipóteses de extinção do crédito tributário, só serão reconhecidos por meio da homologação formal do procedimento ou depois de decorrido o prazo legal para a constituição do crédito tributário, ou de diferenças deste (CTN, art. 156, incisos VII e II, respectivamente). O procedimento do lançamento por homologação é de natureza administrativa, não podendo o juiz fazer as vezes desta. Nessa hipótese, estáse diante de uma compensação por homologação da autoridade fazendária. (...). O juiz não pode, nessa atividade, substituirse à autoridade administrativa.” (cf. Ac. da 1ª Seção do E. STJ nos Embargos de Divergência no REsp. nº 100.523RS Reg. 97.46460, em sessão de 11/07/97, Rel. Min. Ari Pargendler, publ. in DJU de 30/06/97). Por outro lado, também já assentou o E. STJ que “só pode haver compensação se o crédito do contribuinte for líquido e certo, isto é, determinado em sua quantia” sendo que “só após esse estado de liquidez e certeza é que o contribuinte pode fazer o lançamento, efetuando a operação de compensação, sujeita a homologação pelo Fisco”, ou seja, “a liquidez e certeza só podem ser apuradas mediante operação que demanda provas e contas” (cf. Ac. da 1ª Turma do STJ no REsp. nº 100.523, Reg. 96/00427453, em sessão de 07/11/96, Rel. Min. José Delgado, publ. in DJU de 09/12/96), obviamente só apuráveis através da liquidação da decisão (administrativa ou judicial) que reconhece o direito à repetição do indébito tributário. Nesse sentido, o artigo 170 do CTN somente autoriza a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Considerando a inexistência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Pública – dada a inexistência do título que autorizaria a restituição , os de débitos vincendos de tributos administrados pela SRF, eventual e indevidamente compensados, devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8º do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (redação da Lei nº 10.833, de 2003). Isto posto voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso interposto para manter a r. decisão recorrida. É como voto. Sala das Sessões, em 27 de maio de 2014 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 163DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 10 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 16/06/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 10140.001671/98-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/1992 a 31/10/1995
COFINS. COMPENSAÇÃO COM FINSOCIAL. POSSIBILIDADE.
Reconhecido direito creditório à contribuinte, com consequente deferimento de pedido de compensação, faz-se necessária a exclusão dos valores compensados.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 3401-002.496
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, deu-se parcial provimento ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Júlio César Alves Ramos - Presidente.
(assinado digitalmente)
Fernando Marques Cleto Duarte Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonca, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Angela Sartori.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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COMPENSAÇÃO COM FINSOCIAL. POSSIBILIDADE. Reconhecido direito creditório à contribuinte, com consequente deferimento de pedido de compensação, fazse necessária a exclusão dos valores compensados. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, deuse parcial provimento ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Júlio César Alves Ramos Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Marques Cleto Duarte – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 00 16 71 /9 8- 33 Fl. 384DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 1/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonca, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Angela Sartori. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por JANGADA COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA em face de acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande /MS, que por unanimidade de votos, considerou procedente em parte o lançamento, declarando devida a Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social Cofins no montante de R$ 58.495,43, com os devidos acréscimos legais, assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DE SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/1992 a 31/10/1995 Cofins. Compensação com Finsocial. Possibilidade. Reconhecido direito creditório à contribuinte, com consequente deferimento de pedido de compensação, fazse necessária a exclusão dos valores compensados. Lançamento Procedente em Parte Aduz a contribuinte, em seu recurso, a existência de valores que não foram confirmados pela fiscalização, produzindo, para tanto, o demonstrativo de fl. 172. Por sua vez, a Fiscalização produziu o demonstrativo acostado a fl. 125, onde não constam alguns pagamentos realizados pela contribuinte, consoante comprovam os documentos acostados aos autos por ocasião do presente Recurso Voluntário (fls. 176 a 185). Ocorre que, mesmo tendo considerado parcialmente procedente o lançamento ora hostilizado, constatase, com facilidade, que a DRJ em Campo Grande/MS deixou de considerar diversos pagamentos efetuados pela contribuinte em tela (comprovados as fls. 176 a 185), bem corno valores depositados judicialmente pela empresa (também comprovados nos autos pelos Darf's e comprovantes da CEF Caixa Econômica Federal juntados). Por conseguinte, a fim de viabilizar um perfeito deslinde para a presente controvérsia, a Quarta Turma do Segundo Conselho de Contribuintes houve por bem em baixar os presentes autos em diligencia para que fossem considerados os documentos acima referidos, informando se ainda resta crédito tributário a ser cobrado. Cumprida a diligência, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Dourados – MS apurou a existência de um crédito de Confins no valor total de R$ 31.429,24 (trinta e um mil, quatrocentos e vinte e nove reais e vinte e quatro centavos), conforme planilha de fls. 369. No entanto, os autos vieram a esta Turma sem que fosse aberto prazo para o sujeito passivo manifestarse acerca dos cálculos refeitos e do resultado da diligência, o que evidenciou, no entender da Turma, flagrante desrespeito ao Principio da ampla defesa e do contraditório. Diante disso, foi convertido novamente o julgamento do recurso em diligência, para que fosse dado conhecimento ao sujeito passivo dos resultados das averiguações, a fim de manifestarse acerca dos demonstrativos e relatório fiscal de fls. 269/353, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de cerceamento do direito de defesa. Fl. 385DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 1/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS Processo nº 10140.001671/9833 Acórdão n.º 3401002.496 S3C4T1 Fl. 385 3 Sendo Cumprida a diligência determinada através da Resolução n° 3402 00.114. de 30/09/2010, do CARF, fl. 355, através da INTIMAÇÃO N° 2/2012, fl. 357, com ciência do interessado em 23/01/2012, fl. 363, e considerando que não houve manifestação do mesmo, os autos foram encaminhados a este Conselho para apreciação e julgado do Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte DA ADMISSIBILIDADE O recurso é tempestivo e presentes se encontram os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele eu conheço. DOS VALORES DE COFINS NÃO RECOLHIDOS O processo ora em epígrafe não necessita de maiores questionamentos por parte desta Turma, sendo que a controvérsia cingese somente no montante do saldo remanescente de Cofins devido pela contribuinte após a compensação da totalidade dos valores depositados em juízo e arrecadados a maior. Com a diligência cumprida pera Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Dourados – MS (fls. 285/369), apurouse que a contribuinte, após todas as compensações pleiteadas, ainda permaneceu devedora da Cofins no importe de R$ 31.429,24 (trinta e um mil, quatrocentos e vinte e nove reais e vinte e quatro centavos), conforme planilha de fls. 369, ou seja, valor menor que aquele determinado pela instância a quo. CONCLUSÃO Pelo exposto, conheço do recurso voluntário da contribuinte para, no mérito, darlhe parcial provimento, mantendo o débito da Cofins no valor de R$ 31.429,24 (trinta e um mil, quatrocentos e vinte e nove reais e vinte e quatro centavos), conforme planilha de fls. 369. (assinado digitalmente) Fernando Marques Cleto Duarte – Relator Fl. 386DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 1/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10830.907394/2011-71
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2003
PIS/PASEP. ICMS. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA Nº 02.
A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (Icms-ST). No demais casos, pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento desta, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.914
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2003 PIS/PASEP. ICMS. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA Nº 02. A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (Icms-ST). No demais casos, pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento desta, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2003 PIS/PASEP. ICMS. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA Nº 02. A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (IcmsST). No demais casos, pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento desta, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 90 73 94 /2 01 1- 71 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2003 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em sede de manifestação de inconformidade, o Recorrente alegou que o crédito seria decorrente do recolhimento indevido de PIS/Pasep e de Cofins, resultante da inclusão do Icms na base de cálculo das contribuições. Sustentou ainda que, em se tratando de receita tributária dos Estados da Federação, o referido imposto não faria parte da receita auferida pela empresa. Aduz que a manutenção do imposto na base de cálculo da contribuição afrontaria os arts. 146, III, da Constituição e art. 110 do Código Tributário Nacional. A Recorrente, nas razões de fls. 56 e ss., reitera os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, requerendo a reforma da decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 09/10/2013 (fls. 65), interpondo recurso tempestivo em 12/11/2013 (fls. 56). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.907394/201171 Acórdão n.º 3802002.914 S3TE02 Fl. 68 3 A exclusão do Icms da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, de acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.833/200e, art. 1º, § 3º, III; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, II), somente é autorizada no regime de substituição tributária (IcmsST). No demais casos, a exclusão pressupõe o reconhecimento da inconstitucionalidade da incidência, matéria que, como se sabe, é objeto da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 14, no Supremo Tribunal Federal. Antes do julgamento da referida ADC, não há como se afastar a inclusão do Icms na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, pela falta de previsão legal e, nos termos da Súmula CARF nº 02, pela incompetência do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno: Súmula Carf nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 1993. Votase pelo não conhecimento do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 69DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/07/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10850.722584/2012-62
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2010
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. INCIDÊNCIA DE MULTA.
A denúncia espontânea não exclui a responsabilidade do agente pelo atraso em cumprir obrigações acessórias, no caso, entrega de DCTF, mas somente as multas aplicadas de ofício pela autoridade responsável pelo lançamento tributário (Súmula CARF no. 49).
SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA.
As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Ricarf).
Numero da decisão: 1801-001.578
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2010 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. INCIDÊNCIA DE MULTA. A denúncia espontânea não exclui a responsabilidade do agente pelo atraso em cumprir obrigações acessórias, no caso, entrega de DCTF, mas somente as multas aplicadas de ofício pela autoridade responsável pelo lançamento tributário (Súmula CARF no. 49). SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Ricarf).
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OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. INCIDÊNCIA DE MULTA. A denúncia espontânea não exclui a responsabilidade do agente pelo atraso em cumprir obrigações acessórias, no caso, entrega de DCTF, mas somente as multas aplicadas de ofício pela autoridade responsável pelo lançamento tributário (Súmula CARF no. 49). SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Ricarf). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente. (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 0. 72 25 84 /2 01 2- 62 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Adoto o relatório da DRJ por bem descrever os fatos: “Trata o presente processo da Notificação de Lançamento nº106524535972, no valor de R$ 29.743,90, lavrada em decorrência da entrega em atraso da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF de março de 2010. A interessada foi cientificada da exigência fiscal em 08/08/2012 e apresentou recurso, em 23/08/2012, impugnação cujo conteúdo é resumido a seguir. Inicialmente, após um breve relato dos fatos, a interessada alega nulidade da exigência por ter havido cerceamento de direito de defesa. Diz que o auto de infração não foi devidamente instruído com os documentos que o motivaram e nem mesmo com a DCTF que originou o ilícito tributário. Alega que sem o documento fiscal que motivou a presente multa não pode se defender da autuação. Argumenta que houve cerceamento do seu direito de defesa e pugna pela anulação da multa aplicada. No mérito reclama pela aplicação do instituto da denúncia espontânea, prevista no artigo 138 do Código Tributário Nacional – CTN (Lei 5.172/66). Sustenta que apresentou a declaração de IRPJ referente ao ano de 2007 e que recolheu todos os tributos devidos que foram declarados na DCTF. No tópico seguinte a contribuinte sustenta a ilegalidade da multa por atraso da DCTF. Diz que somente a Lei pode criar obrigações acessórias e que a exigência de apresentação da DCTF, bem como a imposição de multas, não têm fundamento em lei. Na seqüência a interessada discursa sobre a natureza jurídica das obrigações acessórias, combate a delegação de competência procedida por meio do DecretoLei nº 2.124/84, dizendo que a mesma afronta os princípios da legalidade, da separação dos poderes e da indelegabilidade da competência tributária, e sustenta que as Instruções Normativas que instituem e obrigam a apresentação da DCTF não encontram amparo no ordenamento jurídico. Por fim, no último tópico, a interessada transcreve jurisprudências que, em seu entendimento, sustentam os posicionamentos por ela defendidos. Diante do exposto requer o acolhimento da impugnação, o reconhecimento da nulidade do lançamento e a suspensão da exigibilidade tributária, nos termos do inciso III, art. 151. do CTN.” A DRJ julgou improcedente a manifestação de inconformidade ao argumento de que a denúncia espontânea, a teor do artigo 138 do CTN, não se presta ao afastamento de multa decorrente de não cumprimento ou cumprimento em atraso de obrigação acessória. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA Processo nº 10850.722584/201262 Acórdão n.º 1801001.578 S1TE01 Fl. 3 3 Regularmente intimada a Recorrente apresenta Recurso Voluntário repetindo os mesmos argumentos lançados em sua impugnação, requerendo ainda subsidiariamente a aplicação de penalidade mínima por não haver imposto a pagar. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Relator Conheço do Recurso Voluntário por tempestivo. Afasto a preliminar de nulidade por suposto cerceamento de defesa. O Auto de Infração está devidamente fundamentado tendo possibilitado à Recorrente o oferecimento de ampla defesa. O fato de a DCTF apresentada em atraso, objeto da multa, não ter sido anexada ao auto de infração não compromete em nada a defesa da Recorrente, por tratarse de documento do qual possui pleno conhecimento. No mérito a matéria tratada nos autos já foi pacificada nesta turma, assim como sumulada nesta 1º seção, conforme transcrição do voto da Ilustre Relatora, Ana de Barros Fernandes, lançado no acórdão 1801001.523. “O cerne do litígio está em aplicarse, ou não, o instituto da denúncia espontânea preceituado no artigo 138 do Código Tributário Nacional (CTN) à mora no cumprimento das obrigações acessórias e exonerar o agente da imposição de penalidade de multa, in casu, multa pelo atraso na entrega de DCTF. O benefício da denúncia espontânea previsto no artigo 138 do CTN não socorre à recorrente, neste caso. Em face a inúmeros julgados relativos a esta matéria, foi consolidada de forma mansa e pacífica a jurisprudência administrativa, resultante na edição da Súmula nº 49 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Destarte, tratandose de matéria sumulada por este órgão, fica vedado a esta turma divergir do enunciado, nos termos do artigo 72, caput, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Ricarf (Portaria MF nº 256/09): Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. “ Quanto à aplicação da penalidade mínima por suposta ausência de valor a pagar na DCTF observase que a multa foi corretamente aplicada tendo por base o valor declarado na respectiva declaração, ainda que integralmente pago. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA 4 Este é o disposto no artigo 10 da IN 695/2006: Art. 10. A pessoa jurídica que deixar de apresentar a DCTF no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimada a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: I – de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos impostos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega dessa declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3 º ; . Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira Fl. 107DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10907.002248/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 11/07/2008
Instituição de Infração por Meio de Ato Hierarquicamente Inferior à Lei. Impossibilidade.
Inobstante o legislador tenha validamente delegado poderes para a RFB instituir obrigação acessória e punir as hipóteses em que essas obrigações não são descumpridas ou cumpridas a destempo, não permitiu equiparar a prestação de informações inexatas ou a impossibilidade de sua retificação a tais hipóteses.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3102-002.117
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro José Fernandes do Nascimento.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro.
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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IMPOSSIBILIDADE. Inobstante o legislador tenha validamente delegado poderes para a RFB instituir obrigação acessória e punir as hipóteses em que essas obrigações não são descumpridas ou cumpridas a destempo, não permitiu equiparar a prestação de informações inexatas ou a impossibilidade de sua retificação a tais hipóteses. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro José Fernandes do Nascimento. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 7. 00 22 48 /2 00 8- 11 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 0/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.002248/200811 Acórdão n.º 3102002.117 S3C1T2 Fl. 91 2 Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Trata o presente processo de exigência da multa prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei n.º 37/66, com redação da Lei n.º 10.833/2003, no valor de R$5.000,00. Segundo relato da fiscalização a interessada solicitou retificação do CE 1608055112503001 para alterar o valor do frete básico após o prazo estabelecido na IN RFB n.º 800/2007 para prestação de informações sobre as cargas transportadas. A IN citada permite a retificação de dados mas não exime da aplicação da multa caso tais retificações sejam feitas a destempo. Intimada da autuação, a interessada apresentou a impugnação de fls. 19/21 alegando que prestou as informações tempestivamente e somente a correção do frete marítimo é que foi feita posteriormente. Além disto a IN RFB n.º 800/2007previu a necessidade de tempo para adequação dos procedimentos, estabelecendo que os prazos passariam a ter eficácia a partir de 01/01/2009. Alternativamente, requer a aplicação do instituto da denúncia espontânea, previsto na forma do art. 138 do Código Tributário Nacional, haja vista que o pedido de retificação foi efetuado antes do início de qualquer procedimento fiscal. Ponderando as razões aduzidas pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão a quo pela manutenção integral da exigência. Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece a interessada mais uma vez ao processo para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa e arguir a prejudicial de ilegitimidade passiva. É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que preenche os requisitos de admissibilidade e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção. Enfrento a seguir cada um dos pontos acerca dos quais cabe a este Colegiado se manifestar. 1 Preliminarmente – Demarcação do Litígio Fl. 91DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 0/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.002248/200811 Acórdão n.º 3102002.117 S3C1T2 Fl. 92 3 Antes de adentrar na análise das alegações, entretanto, entendo pertinente demarcar, preliminarmente, as matérias sob as quais instaurouse o litígio e, por consequência, quais poderiam ser alvo de recurso. Não custa recordar o que diz o art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Nessa linha, comparando as peças impugnatória e recursal, verificase que, nesta última, foi trazida ao processo matéria que deixou de contestada no momento em que se apresentou a peça impugnatória, no caso a ilegitimidade passiva da autuada. Se não se instaurou o litígio sobre essa matéria, evidentemente não há espaço para analisála nesta fase recursal. Deixo de tomar conhecimento do recurso acerca dessa matéria. 2.Mérito No mérito, a discussão restringese à tipicidade da conduta atribuída à recorrente: Para tanto, peço licença para transcrever o texto que instituiu a penalidade em discussão, no caso, alínea “e” do inciso IV do art. 107 do Decretolei nº 37, de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: [...] IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): [...] e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta aporta, ou ao agente de carga; e A conduta típica, portanto, é deixar de prestar informações ou prestála em desacordo com a forma e o prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, hipóteses que, com a devida licença, não se verificam no presente processo. Como se viu, a recorrente prestou informações que, apesar de inexatas, foram declaradas no prazo e na forma preconizada nos atos normativos. O que se verifica, de fato, é a prestação de informação inexata e a impossibilidade de retificação dessa informação, hipóteses não contempladas pela lei que instituiu a penalidade litigiosa. É fato que o § 1º do art. 45 da mesma Instrução Normativa nº 800, de 2007 equipara a prestação de informações a destempo à conduta prevista no art. 107, IV, “e” do DL Fl. 92DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 0/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.002248/200811 Acórdão n.º 3102002.117 S3C1T2 Fl. 93 4 37, de 1966, já transcrito anteriormente, mas tal dispositivo, com a devida licença, é inaplicável. Art. 45. O transportador, o depositário e o operador portuário estão sujeitos à penalidade prevista nas alíneas "e" ou "f" do inciso IV do art. 107 do DecretoLei nº 37, de 1966, e quando for o caso, a prevista no art. 76 da Lei nº 10.833, de 2003, pela não prestação das informações na forma, prazo e condições estabelecidos nesta Instrução Normativa. § 1º Configurase também prestação de informação fora do prazo a alteração efetuada pelo transportador na informação dos manifestos e CE entre o prazo mínimo estabelecido nesta Instrução Normativa, observadas as rotas e prazos de exceção, e a atracação da embarcação. A meu ver, ainda que tivesse a intenção de regulamentar obrigação acessória, o dispositivo estende a aplicação de penalidade a conduta não prevista pelo legislador e, em assim fazendo, viola o art. 97, V do Código Tributário Nacional, cuja redação é suficientemente clara (original não destacado): Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: (...) V a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; Ou seja, por mais que o legislador tenha instituído norma penal em branco, permitindo que a Secretaria da Receita Federal do Brasil institua obrigação acessória e aplique penalidades na hipóteses do seu descumprimento, não deixou espaço, a meu ver, para que fosse aplicada penalidade a hipóteses diversas das previstas (não prestar informação ou prestála em atraso). Finalmente, não custa relembrar que as instruções normativas da RFB não estão elencadas entre os atos cuja legalidade não pode ser questionada por este Colegiado. Sabidamente, nos termos do art. 26A do Decreto nº 70.235, de 1972, inserido pela Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 20081, transcrito no art. 62 do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 2009, os atos de observância obrigatória pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais são tratados, acordos internacionais, leis ou decretos. Com essas considerações dou provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 28 de novembro de 2013 1 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 0/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.002248/200811 Acórdão n.º 3102002.117 S3C1T2 Fl. 94 5 Luis Marcelo Guerra de Castro Fl. 94DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 0/06/2014 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 13924.000640/2008-13
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
IRPF. RENDIMENTO RECEBIDO ACUMULADAMENTE. APLICAÇÃO DO REGIME DE COMPETÊNCIA.
O Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-003.493
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para cancelar o lançamento. Votou pelas conclusões o Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada. Vencido o Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida que negava provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 IRPF. RENDIMENTO RECEBIDO ACUMULADAMENTE. APLICAÇÃO DO REGIME DE COMPETÊNCIA. O Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Recurso Voluntário Provido
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1697; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 76 1 75 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13924.000640/200813 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.493 – 1ª Turma Especial Sessão de 14 de abril de 2014 Matéria IRPF Recorrente EDER JOSÉ SIMINO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 IRPF. RENDIMENTO RECEBIDO ACUMULADAMENTE. APLICAÇÃO DO REGIME DE COMPETÊNCIA. O Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para cancelar o lançamento. Votou pelas conclusões o Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada. Vencido o Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida que negava provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 92 4. 00 06 40 /2 00 8- 13 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 77 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 7ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 41), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o presente processo de Notificação de Lançamento lavrada para apuração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física — 1RPF, relativo ao exercício de 2006, anocalendário 2005, no valor original de: Demonstrativo Valor I Imposto Suplementar (sujeito à multa de oficio) R$ 16.772,08 Multa de Oficio R$ 12.579,06 Juros de Mora (até 28/11/2008) R$ 5.195,99 Total R$ 34.547,13 Conforme a Descrição dos Fatos de fls. 1415, o lançamento é resultado da apuração de omissão de rendimentos tributáveis no valor total de R$ 79.128,56 recebidos pelo contribuinte da fonte pagadora Brasil Telecom S.A em reclamatória trabalhista. Consta ainda que o presente lançamento foi efetuado após o deferimento parcial de Solicitação de Retificação de Lançamento — SRL apresentada pelo impugnante e substituiu integralmente a Notificação de n" 2006/609450628. Intimado do deferimento parcial de sua SRL e da nova Notificação, o contribuinte apresentou impugnação alegando em síntese que: Solicita a retificação do lançamento porque existe um erro no quadro "resumo geral" que considerou no total de R$153.359,44 o valor de R$15.013,57 que é referente a "INSS devido pelo empregador". Demonstrado o equivoco, a importância citada deve ser expurgada da base de cálculo do lançamento. Argumenta que os valores recebidos, para efeitos tributários, devem levar em conta as épocas próprias que deveriam ser pagos, considerando obviamente as deduções e isenções. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 78 3 Afirma que a responsabilidade pelos recolhimentos e deduções quando do pagamento de valor reconhecido judicialmente é da reclamada e não do reclamante. Cita julgado do TRT/1ª Região e conclui que o imposto precisa levar em conta o período reclamado na ação trabalhista. Aduz que os juros moratórios não podem integrar a base tributável e cita decisão do STJ que considera os juros corno indenizatórios e, portanto, não tributáveis. Desta forma, o valor de R$ 23.852,74 deve ser excluído da base tributável. Roga que seja acatada a dedução com honorários de R$ 33.572,00, nos termos da pergunta 407 do "Perguntas e Respostas" disponível no sitio da Receita Federal do Brasil. Por fim, reafirma seus argumentos defensivos e pede a desconstituição in totum da Notificação em debate. Passo adiante, a 7ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem julgar a Impugnação Improcedente, em decisão que restou assim ementada: IRPF. VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá no mês do recebimento, sobre o total dos ' rendimentos, inclusive juros e atualização monetária. Cientificado em 10/01/2011 (Fls. 49), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 09/02/2011 (fls. 50 a 63), argumentando em síntese: (...) II. 1 — PRELIMINAR DA ANULAÇÃO do ACÓRDÃO 06 29.591 da 7ª TURMA da DRJ/CTA POR DESATENÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE e da SEGURANÇA JURÍDICA e INTERESSE PÚBLICO (...) Assim, ao proferir julgamento em 10/12/2010, deixando de levar em consideração a Medida Provisória que reconhece o direito dos contribuintes em ter o cálculo do Imposto de Renda mês a mês nos casos decorrentes de ações judiciais conforme Medida Provisória n.o 497. de 27 de julho de 2010 feriu de morte tal principio, por conseguinte maculou todo o procedimento administrativo, tornandoo nulo. Os poderes administrativos no processo administrativo, na realidade deverespoderes, só existirão e portanto só poderão ser validamente exercidos na extensão e intensidade proporcionais ao que seja irrecusavelmente requerido pela legalidade a que estão vinculados. Qualquer excesso é extravasamento de sua configuração jurídica. É abuso, além do permitido e, como tal, é comportamento inválido que o Judiciário deve fulminar a requerimento dos cidadãos. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 79 4 Ante o exposto é a preliminar para pleitear a anulação do acórdão. II. 2 — MÉRITO Conforme se observa na Sentença Judicial dos autos RT 2004.072.09.003 00267/2004/PR, da Vara do Trabalho de Pato Branco/Pr., quem deu causa A indenização fora a Brasil Telecom S/A. Ainda, conforme se pode observar no Termo de Acordo Judicial, o valor do acordo trabalhista foi de R$ 120.000,00, (item 01 do termo de acordo), sendo devido custas e tributos pela Reclamada (item 05 do termo de acordo), o qual fora homologado pela Vara do Trabalho • (sentença de homologação em anexo). Assim a responsabilidade pela retenção correta e o respectivo pagamento do Imposto de Renda incidente é de sua competência, ademais tal obrigação ficou estabelecida no termo de acordo judicial que seria de responsabilidade do Reclamado Brasil Telecom S/A não podendo ser imputado ao contribuinte ora .requerente, e caso lhe seja imputada, deverá ser CALCULADA MÊS A MÊS, ... (...) Por outro lado, também se observa que o cálculo de atualização constante dos autos (documento em anexo) comporta o principal R$ 114.493,13, dentro dos quais está o F.G.T.S. de R$ 6.274,33, (Isento) e juros moratórios de R$ 23.852,74, e o STJ, em recente decisão considerou que sobre eles não há incidência de Imposto de Renda,... (...) Observase no caso em apreço que o Douto agente Fiscal, ignoro solenemente o contido na Medida Provisória que é datada de período anterior ao julgamento do Recurso ora objurgado, trazendo enorme prejuízo ao Peticionário. Há ainda que se levar em consideração que o contribuinte pagou a importância de R$ 30.672,00 (trinta mil seiscentos e setenta e dois reais) de honorários advocatícios, R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais) de honorários de contador e R$ 500,00 (quinhentos reais) totalizando R$ 33.572,00, de honorários advocatícios de sustentação oral, que de acordo com a legislação vigente à época Lei 7.713/1988, art. 12), podem ser deduzidos do montante a ser oferecido à tributação, pois o profissional que emitiu tal documento certamente deverá recolher o imposto sobre a parte que lhe compete, e exigir tal tributo configuraria o "bis in idem", ademais, fazendo contra ponto ao entendimento do Douto Agente Fiscal que indeferiu tal pretensão sob o argumento de que não há comprovante para tal, porém ignorou os recibos juntados aos autos, bem como que o cheque objeto da pretensa autuação foi nominado aos procuradores do Peticionário e depositados na conta corrente destes, que promoveram o depósito do valor liquido de R$ 87.100,00 (oitenta e sete mil e cem reais) na conta do Peticionário na C.E.F. Ag. 0602 Conta 14.0423, o que poderia Fl. 84DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 80 5 ser facilmente constatado pelo Agente Fazendário mediante a expedição de simples ofício, vez que o contribuinte disponibilizou os meios necessários à constatação fática da prova apresentada, demonstrando assim a boafé objetiva. (...) Desta feita é o presente para expor e requerer o que segue: a) Acolher a preliminar de mérito anulando o Acórdão por descumprimento de preceito legal, ou seja, o Principio da Legalidade e da Segurança Jurídica; e caso superada a preliminar: b) Acolher a exposição de mérito, imputando a Brasil Telecom• S/A a responsabilidade por eventual diferença de recolhimento de imposto conforme convencionado. em acordo judicial (Principio da coisa julgada); caso não seja esse o entendimento de V. Exa, promover o lançamento mês a mês nos termos da Medida Provisória n.e 497, de 27 de julho de 2010 e do entendimento judicial supra citado, e, acolher as demais exposições de mérito adiante; c) Acolher a presente estornando da base de calculo o valor constante da notificação as verbas decorrentes de honorários advocatícios, no importe de R$ 33.572,00 conforme demonstrativo anexado, sentença judicial, cópia da nota fiscal, cópia de cheque nominal ao escritório de advocacia e declaração de advogado, e ainda; d) Acolher o presente recurso, estornando da base de cálculo o valor constante da notificação as verbas decorrentes de juros moratórios, no importe de R$ 23.852,74, conforme consta no extrato do processo judicial AT 267/2004. e) Ao fim recalcular o imposto devido/restituição com base nos novos valores apurados excluídos os valores (itens B e C) no total de R$ 57.424,74, com os conseqüentes reflexos em multa e juros moratórios, e ao final declarando extinto o combatido crédito tributário no valor original de R$ 16.772,08; (...) Em 14 de Agosto de 2013, (Fls. 75 a 80) aprouve aos membros do Colegiado desta egrégia 1a Turma Especial da Segunda Sessão de Julgamento, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, com base no disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria nº 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações das Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral do tema, pelo Supremo Tribunal Federal, e a determinação do sobrestamento dos recursos extraordinários sobre a matéria. Encerrado o sobrestamento, o processo voltou para a pauta de julgamento. É o Relatório. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 81 6 Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Conforme se verifica nos autos, o litígio se refere apenas ao lançamento relativo aos rendimentos recebidos acumuladamente, em razão da ação da ação trabalhista. Também observo que a fiscalização realizou o lançamento utilizando o regime de caixa e não o de competência, conforme regra estabelecida no art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça, em recurso repetitivo, firmou o entendimento de que, no caso de recebimento acumulado de valores, decorrente de ações trabalhistas, revisionais, e etc., o Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF não deve ser calculado por regime de caixa, mas sim por competência; obedecendose as tabelas, as alíquotas, e os limites de isenção de cada competência (mês a mês). Processo: REsp 1118429 / SP RECURSO ESPECIAL 2009/00557226 Relator: Ministro Herman Benjamin (1132) ÓRGÃO JULGADOR: S1 – PRIMEIRA SEÇÃO Data do julgamento: 24/03/2010 Data da Publicação/Fonte: DJe 14/05/2010 Ementa TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AÇÃO REVISIONAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS DE FORMA ACUMULADA. 1. O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Precedentes do STJ. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 82 7 Acórdão Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça: "A Seção, por unanimidade, negou provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Hamilton Carvalhido, Eliana Calmon, Luiz Fux, Castro Meira e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Sra. Ministra Denise Arruda. Notas: Julgado conforme procedimento previsto para os Recursos Repetitivos no âmbito do STJ. Tal entendimento é de aplicação obrigatória pelos Conselheiros do CARF, conforme disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria nº 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações das Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010, in verbis: Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Por oportuno, esclareço que o Superior Tribunal de Justiça, em inúmeras recentes decisões, tem entendido que o recurso repetitivo se aplica, inclusive quando o rendimento acumulado é oriundo de ação trabalhista; conforme se verifica no julgado abaixo: Data da Publicação12/02/2014 AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 465.580 SE (2014/00135374) RELATOR : MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA AGRAVANTE : FAZENDA NACIONAL ADVOGADO : PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVADO : MARCOS ANTONIO MOURA SALES ADVOGADOS : WILLIAM DE OLIVEIRA CRUZ ANTÔNIO JOSÉ LIMA JÚNIOR DECISÃO Tratase de agravo interposto de decisão que não admitiu recurso especial manifestado pela FAZENDA NACIONAL, com base no art. 105, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão Fl. 87DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 83 8 proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região assim ementado (fl. 117e): TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. VERBA TRABALHISTA RECEBIDA JUDICIALMENTE DE FORMA ACUMULADA. INCIDÊNCIA EM CADA COMPETÊNCIA. O STJ pacificou o entendimento segundo o qual "(...) quando o pagamento dos benefícios previdenciários é feito de forma acumulada e com atraso, a incidência do Imposto de Renda deve ter como parâmetro o valor mensal do benefício, e não o montante integral creditado extemporaneamente, além de observar as tabelas e as alíquotas vigentes à época em que deveriam ter sido pagos. Precedente do STJ, em sede de recursos repetitivos (STJ. 1ª Seção. Rel. Min. Herman Benjamin. Resp 1118429. DJ, 14/05/10). "Não se pode prejudicar o contribuinte que, em virtude do atraso do empregador, recebeu um valor acumulado, quando deveria ter percebido mensalmente os valores devidos. Destarte, as alíquotas a incidirem no tributo devem levar em conta as parcelas mensais que deveriam ser pagas, e não o valor cumulado." (TRF 5ª Região. 2ª Turma. APELREEX 15694. DJ, 31/03/11). Remessa oficial e apelação da Fazenda Nacional improvidas. Opostos embargos de declaração (fls. 121/122e), foram rejeitados (fls. 124/129e). Nas razões do especial, sustenta a agravante, em resumo, que "A aplicação da alíquota oriunda da tabela do imposto de renda na fonte sobre rendimentos recebidos cumulativamente em um mesmo mês não significa alteração de alíquota, muito menos por meio de artifício, mas da tributação pura e simples dos rendimentos efetivamente recebidos em determinado mês, aplicandose o princípio constitucional da progressividade para o imposto sobre a renda" (fl. 136e). Pugna pela reforma do julgado. Sem contra razões e inadmitido o recurso especial na origem (fls. 146/147e), fora interposto o presente agravo. Decido. Inicialmente, verifico que a parte recorrente não indicou, nas razões de seu recurso especial, qual dispositivo de lei teria sido violado pelo acórdão recorrido. Assim, nos termos da jurisprudência pacífica deste Tribunal, a indicação de violação genérica a lei federal, sem particularização precisa dos dispositivos violados, implica deficiência de fundamentação do recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 284/STF. Neste sentido: AgRg no AG 586.236/RJ, Fl. 88DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 84 9 Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO, Sexta Turma, DJ 1º/7/05. Ainda que assim não fosse, quanto ao mérito, o recurso não merece acolhimento, uma vez que a pretensão recursal está em desconformidade com a jurisprudência desta Corte, formalizada, inclusive, sob a sistemática do julgamento dos recursos repetitivos. Sobre o tema. Confirase: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AÇÃO REVISIONAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS DE FORMA ACUMULADA. 1. O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Precedentes do STJ. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008 (Resp 1.118.429/SP, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, Primeira Seção DJe 14/5/10) TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO PAGO EM ATRASO REGIME DE COMPETÊNCIA – RESP 1.118.429/SP JULGADO SOB O RITO DO ART. 543C DO CPC – REPERCUSSÃO GERAL SOBRESTAMENTO DO FEITO IMPOSSIBILIDADE RESERVA DE PLENÁRIO INAPLICABILIDADE. 1. Nos termos da jurisprudência da Primeira Seção desta Corte, a incidência do imposto de renda sobre o pagamento de benefício previdenciário pago a destempo e acumuladamente, deve observar as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, considerandose a renda auferida mês a mês pelo segurado. (REsp 1.118.429/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Primeira Seção, DJe 14/5/2010). 2. O reconhecimento de repercussão geral em recurso extraordinário não implica direito ao sobrestamento de recursos no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 3. "Decidida a questão jurídica sob o enfoque da legislação federal, sem qualquer juízo de incompatibilidade vertical com a Constituição Federal, é inaplicável a regra da reserva de plenário prevista no art. 97 da Carta Magna." (AgRg no REsp 1.313.077/SC, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJe 13/06/2013) 4. Agravo regimental a que se nega provimento (AgRg no AREsp 269.125/RS, Rel. Min. SÉRGIO KUKINA, Primeira Turma, DJe 19/8/13) Incide, pois, o verbete sumular 83/STJ, aplicável, também, aos Fl. 89DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 85 10 recursos interpostos pela alínea a do permissivo constitucional. Ante o exposto, conheço do agravo para negarlhe provimento. Intimemse. Brasília (DF), 10 de fevereiro de 2014. MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA Relator Ainda, no Resp 783.724/RS Recurso Especial 2005/01589590, Relator Ministro Castro Meira, data do julgamento em 15/08/2006, o Relator bem demonstra que a aplicação da interpretação que deve ser dada ao artigo 12 da Lei nº 7.713/1988, em relação à forma de apurar o valor do tributo incidente sobre rendimentos recebidos acumuladamente, não se distingue em relação ao motivo da demora no recebimento, sejam benefícios previdenciários, onde a fonte pagadora seria o INSS, ou verbas trabalhistas, com fonte pagadora privada, citando, indiscriminadamente, como fundamento para decidir, uma e outra situação. Transcrevo do Voto: (...) O artigo 12 da Lei 7.713/88 dispõe que o imposto de renda é devido na competência em que ocorre o acréscimo patrimonial (art. 43 do CTN), ou seja, quando o respectivo valor se tornar disponível para o contribuinte. Prevê o citado dispositivo: "Art. 12. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá, no mês do recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos, diminuídos do valor das despesas com ação judicial necessárias ao seu recebimento, inclusive de advogados, se tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização." O dispositivo citado não fixa a forma de cálculo, mas apenas o elemento temporal da incidência. Assim, no caso de rendimentos pagos acumuladamente em cumprimento de decisão judicial, a incidência do imposto ocorre no mês de recebimento, como dispõe o art. 12 da Lei 7.713/88, mas o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referirem os rendimentos. Nesse sentido, há inúmeros precedentes de ambas as Turmas de Direito Público, como se observa das seguintes ementas(...) (sublinhei) Considerando que a jurisprudência do Tribunal Superior, a quem compete promover a interpretação última da lei federal, já se posicionou pela forma como deve ser interpretado o art. 12 da Lei nº 7.713/1988, esclarecendo que não se trata de negarlhe aplicação ou muito menos de conferirlhe inconstitucionalidade, verifico então que existe erro de cunho material na apuração do montante devido, por aplicação incorreta da legislação, destoante de interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de Recurso Especial. Assim, tendo o lançamento sido fundamentado na regra estabelecida no art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, é dever julgálo improcedente. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13924.000640/200813 Acórdão n.º 2801003.493 S2TE01 Fl. 86 11 Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 91DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 05/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN
score : 1.0
Numero do processo: 10880.720877/2006-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.191
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Carlos Eduardo Marino Orsolon, OAB/SP nº. 222.242.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente.
Luís Eduardo Garrossino Barbieri Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Carlos Eduardo Marino Orsolon, OAB/SP nº. 222.242. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente. Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório O presente litígio decorre de Declarações de Compensação, apresentadas em 14/01/2005 e 15/02/2005 (efls. 4/ss), onda a empresa pretende compensar créditos de Finsocial no montante de R$ 6.646.789,00, decorrente da ação judicial nº 92.00151035, com débitos da Cofins nos períodos de apuração de 12/2004 e 01/2005. Para elucidar os fatos ocorridos transcrevese o relatório constante da decisão de primeira instância administrativa, verbis: Relatório A empresa acima identificada apresentou Declarações de Compensação (DCOMP) em 14/01/2005 (fls. 03/06) e•15/02/2005 (fls. 07110), informando um suposto crédito de R$ 6.646.789,00 (seis milhões, seiscentos e quarenta e seis mil, setecentos e oitenta e RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 20 87 7/ 20 06 -1 8 Fl. 343DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10880.720877/200618 Resolução nº 3202000.191 S3C2T2 Fl. 334 2 nove reais) proveniente da ação judicial n° 92.00151035 (fls. 04 e 08) com vistas à compensação de débitos de Contribuições para Financiamento da Seguridade Social – COFINS nos períodos de apuração de 12/2004 (fls. 05) e 01/2005 (fls. 09). 2. A DERAT/DIORT/EQITD proferiu, em 17/10/2008, Despacho Decisório de fls. 37/40, com ciência à empresa em 31/10/2008 (fls. 297/298), por intermédio do qual não homologou as DCOMP apresentadas em razão da "não comprovação da homologação da renúncia ou desistência da execução judicial pela Justiça Federal e a possibilidade da repetição de indébito em duplicidade" (fls. 40), 3. Em virtude desta decisão, a empresa apresentou, tempestivamente, a manifestação de inconformidade de fls. 42/52, acompanhada de documentos de fls. 53/192 e fls. 196/294, requerendo que a manifestação de inconformidade seja recebida em seu efeito suspensivo (fls. 43) e alegando as seguintes razões de fato e de direito, em síntese: 3.1. Apresenta às fls. 44/46 um resumo da Ação Ordinária de Repetição de Indébito n° 92.00151035. 3.2. Entende que efetuou, nos termos da legislação em vigor, a compensação do valor principal incontroverso, com a apresentação de Declarações de Compensação (DCOMP) com débitos de COFINS. 3.3. O Despacho Decisório é insubsistente, devendo ser reformado conforme será demonstrado. 3.4. Na petição inicial de execução (fls. 124/133), requereu a citação da União Federal para manifestarse quanto à satisfação do crédito por meio de compensação com débitos de COFINS. 3.5. Nos embargos à execução (fls. 141/155), a União Federal questionou apenas o montante do crédito, no tocante à inclusão da taxa SELIC no cálculo, não se manifestando sobre a compensação. Portanto, do ponto de vista processual, por força do art. 473 do Código de Processo Civil CPC, a forma de aproveitamento do crédito por meio de compensação ficou preclusa. Apresenta doutrina às fls. 48 sobre preclusão e acrescenta que, neste momento, não pode ser indeferida a compensação. 3.6. Houve desistência do precatório para compensação do montante incontroverso Tendo em vista que a Fazenda Nacional não se opôs à satisfação do crédito por meio de compensação do montante incontroverso, foi apresentada, em 05/10/2004, petição (fls. 160/163) com a informação de que seria promovida a compensação deste montante, o que representa efetivamente a desistência do recebimento do crédito via precatório. 3.7. Segundo jurisprudência predominante do Superior Tribunal de Justiça STJ (fls. 49), a compensação deve ser analisada com base na legislação vigente à época da propositura da ação judicial. 3.8. Portanto, na época em que foi dado inicio à execução do julgado, encontravase em vigor a Instrução Normativa n° 21/97 que, em seu art. 17, exigia apenas a comprovação da desistência e não a homologação pelo Poder Judiciário contida nas instruções normativos nº 460/2004 e n°600/2005. 3.9. A desistência não precisa ser expressa, comprovandose a mesma pela petição de 05/10/2004 (fls. 160/163), na qual informou em juízo a compensação do crédito incontroverso, tomando, assim, infundado o Despacho Decisório. 3.10. Não há suporte legal que sustente a exigência de comprovação da desistência ou renúncia à execução do titulo judicial contida na instrução normativa. E que, ao dar início à execução, renunciou ao precatório do valor principal, por meio da pretensão de compensação do crédito. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10880.720877/200618 Resolução nº 3202000.191 S3C2T2 Fl. 335 3 3.11. "Com relação à assunção de custas e honorários advocatícios, há que se assumir todas as custas e honorários do processo de execução." (fls. 51). 3.12. Os honorários foram definidos na sentença que julgou o processo principal e não na sentença da execução. "A bem da verdade, não houve condenação em custas e honorários no processo de execução, em razão da sucumbência recíproca." (fls. 51). 3.13. Discorre sobre honorários às fls. 51 e afirma que: "Em suma, muito embora a MANIFESTANTE tenha assumido o compromisso de arcar com as custas e honorários advocatícios tais verbas não foram arbitradas no processo de execução. Entretanto, a legislação não lhe obriga a abrir mão dos honorários advocatícios da Ação Ordinária, sendo a compensação pretendida completamente viável nestes termos". (fls. 52). 3.14. Portanto, uma vez demonstrada a legalidade da compensação efetuada, não pode ficar à mercê de exigências que não se coadunam com a lei. 3.15. Diante do exposto, requer a declaração de insubsistência do despacho decisório para que sejam homologadas as Declarações de Compensação. 4. É o relatório. A 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo proferiu o Acórdão nº 1620.608, em 4 de março de 20091 (efolhas 304/ss), o qual recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COF1NS Período de apuração: 01/12/2004 a 31/01/2005 FINSOCIAL. AÇÃO JUDICIAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. DESISTÊNCIA E CUSTAS PROCESSUAIS. Para que possa efetivar compensação na esfera administrativa, incumbe ao contribuinte comprovar a homologação pelo Poder Judiciário da desistência da execução judicial e a assunção das custas do processo, inclusive honorários advocatícios. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. EFEITOS. SUSPENSÃO. COMPETÊNCIA. Não compete às Turmas das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ a apreciação da suspensão da exigibilidade do crédito tributário em razão da interposição de manifestação de inconformidade. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2004 a 31/01/2005 ATOS NORMATIVOS. LEGALIDADE. Não compete ao julgador administrativo a apreciação de questões que versem sobre a legalidade de atos normativos regulamente editados, sendo esta análise de competência exclusiva do Poder Judiciário. Compensação não Homologada A interessada regularmente cientificada do Acórdão em 23/03/2009 (efolhas 317/ss), interpôs Recurso Voluntário em 22/04/2009 (efls. 318/ss), onde repisa os argumentos trazidos em sua impugnação, os quais podem ser assim sintetizados: houve a preclusão quanto à forma de aproveitamento do crédito, uma vez que na petição que deu início à execução do julgado foi requerida a citação da União para Fl. 345DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10880.720877/200618 Resolução nº 3202000.191 S3C2T2 Fl. 336 4 manifestarse quanto à satisfação do crédito por meio da compensação, sendo que nos embargos à execução a União nada mencionou sobre a forma de aproveitamento por meio de compensação. Assim, do ponto de vista processual, a questão quanto a possibilidade de compensação já haveria se exaurido; quando foi dado o início à execução do julgado, com pedido de aproveitamento do crédito por meio de compensação, ainda não estavam vigentes as instruções normativas nº 460/2004 e nº 600/05, que exigem a comprovação da homologação pelo Poder Judiciário da desistência da execução do título judicial ou a renúncia à sua execução; a interessada teria apresentado, em 05/10/2004, petição junto ao Poder Judiciário, informando que promoveria a compensação do montante incontroverso do crédito (no valor principal de R$ 6.404.943,50) em relação à assunção de custas e honorários advocatícios, a legislação refere se apenas aqueles referentes ao processo de execução. No caso, os honorários teriam sido definidos na sentença que julgou o processo principal – ação ordinária; O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. VOTO Conselheiro Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Relator. Compulsandose os autos do processo verificase que ainda restam dúvidas em relação a fatos relatados pelas partes, especificamente em relação a dois pontos: a) A comprovação da homologação, pelo Poder Judiciário, da desistência da execução do título judicial ou renúncia à sua execução; b) A assunção de todas custas do processo de execução, inclusive honorários advocatícios. Destarte, entendo que deve ser propiciada a ampla oportunidade para as partes esclarecerem os fatos, através da juntada de documentação probante suficiente para demonstrar o seu direito, em atendimento aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Em face do acima exposto, nos termos dos artigos 18 e 29 do Decreto n° 70.235/72, os autos devem retornar a DERAT – São Paulo SP para que intime a Recorrente a: (a) apresentar Certidão de Objeto e Pé em relação à Ação Ordinária Declaratória cumulada com pedido de repetição de indébito nº 92.00151035; (b) apresentar Certidão de Objeto e Pé em relação à Ação de Execução nº 2004.61.00.0192217, onde a interessada buscou executar a decisão proferida na acima citada ação ordinária. (c) esclarecer, detalhadamente, se foi houve a desistência da execução do título judicial ou renúncia à sua execução, devidamente homologada pelo Poder Judiciário. Em caso afirmativo, apresentar a documentação probante. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10880.720877/200618 Resolução nº 3202000.191 S3C2T2 Fl. 337 5 (d) esclarecer, detalhadamente, se foi feita a assunção de todas custas do processo de execução, inclusive honorários advocatícios. Em caso afirmativo, apresentar a documentação probante. (e) apresentar outras informações e/ou documentos que entender necessários para a elucidação do caso em litígio. Após o atendimento a todos os itens da intimação acima, por parte da Recorrente, a autoridade fiscal da DERAT – São Paulo SP poderá manifestarse, em Relatório Fiscal, sobre os fatos apurados e as provas apresentadas em decorrência da diligência. Ao fim da instrução processual a Recorrente deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias sobre os documentos juntados aos autos em decorrência da diligência. Após a manifestação da Recorrente, os autos deverão ser remetidos à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência e manifestação, notadamente em relação ao andamento das mencionadas ações judiciais. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 347DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/03/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 31/03/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10880.915839/2008-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 10/06/1999
COMPENSAÇÃO REALIZADA ANTES DA VIGÊNCIA DA IN SRF Nº 210/2002. LANÇAMENTO CONTÁBIL. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
A mingua de prova de que a compensação alegada foi devidamente efetuada e regularmente lançada na contabilidade da Recorrente, à época em que ocorreu, não há como prosperar tal alegação.
COMPENSAÇÃO. DCTF É INSERVÍVEL PARA DECLARAR.
A partir da vigência da IN SRF nº 210/2002, a comunicação à RFB das compensações realizadas pelos contribuinte passou a ser feita exclusivamente através da Declaração de Compensação instituída por esse normativo. A DCTF não é instrumento para tal.
DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Não apresentado a escrita contábil, e a documentação que lhe deu suporte, que justifique a alteração dos valores declarados na DCTF, não há como alterar os valores declarados originalmente.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.621
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O conselheiro Gileno Gurjão Barreto declarou-se impedido.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator.
EDITADO EM: 01/06/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Mônica Elisa de Lima e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 10/06/1999 COMPENSAÇÃO REALIZADA ANTES DA VIGÊNCIA DA IN SRF Nº 210/2002. LANÇAMENTO CONTÁBIL. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A mingua de prova de que a compensação alegada foi devidamente efetuada e regularmente lançada na contabilidade da Recorrente, à época em que ocorreu, não há como prosperar tal alegação. COMPENSAÇÃO. DCTF É INSERVÍVEL PARA DECLARAR. A partir da vigência da IN SRF nº 210/2002, a comunicação à RFB das compensações realizadas pelos contribuinte passou a ser feita exclusivamente através da Declaração de Compensação instituída por esse normativo. A DCTF não é instrumento para tal. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Não apresentado a escrita contábil, e a documentação que lhe deu suporte, que justifique a alteração dos valores declarados na DCTF, não há como alterar os valores declarados originalmente. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1966; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.915839/200803 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.621 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 29 de maio de 2014 Matéria COFINS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 10/06/1999 COMPENSAÇÃO REALIZADA ANTES DA VIGÊNCIA DA IN SRF Nº 210/2002. LANÇAMENTO CONTÁBIL. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A mingua de prova de que a compensação alegada foi devidamente efetuada e regularmente lançada na contabilidade da Recorrente, à época em que ocorreu, não há como prosperar tal alegação. COMPENSAÇÃO. DCTF É INSERVÍVEL PARA DECLARAR. A partir da vigência da IN SRF nº 210/2002, a comunicação à RFB das compensações realizadas pelos contribuinte passou a ser feita exclusivamente através da “Declaração de Compensação” instituída por esse normativo. A DCTF não é instrumento para tal. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Não apresentado a escrita contábil, e a documentação que lhe deu suporte, que justifique a alteração dos valores declarados na DCTF, não há como alterar os valores declarados originalmente. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O conselheiro Gileno Gurjão Barreto declarouse impedido. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 58 39 /2 00 8- 03 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 3 2 WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/06/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Mônica Elisa de Lima e Gileno Gurjão Barreto. Relatório No dia 12/02/2004 a COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO transmitiu o PER/DCOMP Original (final nº 048250), pleiteando a restituição/compensação no valor original de R$ 582.503,76, relativo a COFINS tida como paga indevidamente no dia 10/06/1999, através de DARF de mesmo valor, relativo ao PA 05/99. Processado o pedido, o DARF informado no PER/DCOMP não foi localizado pela RFB. No dia 16/09/2006, a COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO transmitiu o PER/DCOMP Retificador (final nº 046027), para alterar o valor do DARF objeto do pedido, de R$ 582.503,76 para R$ 652.168,73, mantendo o valor do crédito objeto do pedido de restituição/compensação (R$ 582.503,76). Na DCTF Original entregue em maio de 1999, a Empresa Recorrente vinculou referido DARF de pagamento, no valor de R$ 652.168,73, ao débito declarado de COFINS do PA de 05/99. Processada a DCTF Original, a RFB confirmou o pagamento e sua alocação ao débito declarado pela Recorrente. No dia 05/12/2003 a Empresa Recorrente apresentou DCTF Retificadora, do 2º Trimestre de 1999, para alterar a forma de extinção do referido débito da COFINS do PA de 05/99, no valor de R$ 10.630.925,71. Na DCTF Retificadora a extinção desse débito passou a ser parte por compensação e parte por pagamento, nos seguintes valores: (1) R$ 1.549.312,10 por compensação com parte do pagamento da COFINS do PA 01/95, que a Recorrente alega indevido; e (2) R$ 9.081.613,61 com a utilização parcial do pagamento de R$ 9.978.756,98, efetuado no dia 10/06/99. Com a utilização parcial dos pagamentos feitos no dia 10/06/99, na DCTF Retificadora, a Empresa Recorrente entende possuir R$ 1.549.312,10 passível de restituição ou compensação. Desse valor, R$ 652.168,73 foi recolhido em um DARF separado e é exatamente esse o crédito pleiteado neste processo. Por meio do Despacho Decisório nº 783792383, a DERAT São Paulo indeferiu o pleito da recorrente, e não homologou a compensação declarada, sob a alegação de que o pagamento indicado no PER/DCOMP fora integralmente utilizado para quitação de débito do contribuinte declarado na DCTF original, não restando saldo credor disponível para compensação do débito informado na PER/DCOMP. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 4 3 Ciente, a empresa interessada apresenta manifestação de inconformidade cujas alegações foram resumidas pela decisão recorrida nos seguintes termos: Relata que a compensação declarada por meio do PER/DCOMP não foi homologada pelo despacho decisório, e que, por essa razão, estaria sendo cobrada dela o débito aí informado, no valor principal de R$ 1.062.778,11, mais multa e juros. Sustenta, no entanto, que tal valor teria sido devidamente compensado com créditos de COFINS, recolhidos em montante maior que o devido no período de apuração 30/05/1999, conforme DCTF do período em questão e DARF anexa, não podendo prosperar, assim, no seu entendimento, referida exigência. Destaca que, em maio de 1999, teria apresentado sua DCTF, apurando, para extinção por pagamento, o valor de COFINS, no montante de R$ 9.081.613,61, e que teria efetuado o recolhimento deste tributo, mediante DARF, em valor maior que o devido e declarado para pagamento em espécie. Afirma, então, que o inciso I do artigo 165 do Código Tributário Nacional concederia, ao sujeito passivo, o direito à restituição total ou parcial do tributo, no caso de pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, e que, assim sendo, considerando a existência de saldo em seu favor, teria procedido à compensação deste valor pago em excesso, proveniente da guia DARF com valor principal de R$ 652.168,73, com o débito tributário ora exigido, mediante entrega de PER/DCOMP. Menciona que, a fim de operacionalizar tal compensação, procedeu à entrega da PER/DCOMP retificadora 38131.65008.160906.1.7.046027 Informa, em seguida, que foi proferido despacho decisório não homologando a compensação desta PER/DCOMP, sob o fundamento de que, a partir das características do DARF discriminado, teriam sido localizados um ou mais pagamentos, mas que estes teriam sido integralmente utilizados para quitação de seus débitos, não restando créditos disponíveis para a compensação do débito informado na PER/DCOMP. Segundo ela, referida decisão não deveria prevalecer, visto que, por meio desta manifestação de inconformidade, não só apresentaria o DARF discriminado na PER/DCOMP, como demonstraria tratarse de recolhimento em valor superior ao devido para pagamento em espécie, e que seu procedimento de compensação teria sido efetuado como estabelece a legislação vigente, transcrevendo o artigo 74, caput e parágrafo 1º da Lei n.º 9.430/96. Ressalta, por outro lado, que a Administração deveria agir de acordo com a lei, com subordinação a dispositivos legais, não podendo sujeitar o particular à exação tributária, sem qualquer finalidade específica, afrontando as previsões constitucionais, e Fl. 130DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 5 4 que, neste contexto, os preceitos do artigo 37, caput da Carta Magna estabeleceriam que o administrador público estaria, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei, deles não podendo se afastar, sob pena de infringir ao princípio da legalidade. E conclui que, considerando suas alegações e os documentos acostados, a legitimidade do seu crédito seria inconteste, tendo sido este demonstrado pelo recolhimento em valor superior ao efetivamente devido e declarado, por ela, para pagamento em espécie, devendo a decisão ser reformada para homologar a compensação procedida, extinguindo o crédito tributário exigido, nos termos do artigo 156, inciso II do Código Tributário Nacional. A 11a Turma de Julgamento da DRJ em São Paulo SP indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1636.070, de 07/02/2012, que tem a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 10/06/1999 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO EM DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA. Não apresentada a escrituração contábil, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração dos valores registrados na DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) original, demonstrando a liquidez e certeza do crédito informado na DCOMP (Declaração de Compensação), se mantém a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo, que não homologou a compensação aí declarada pelo contribuinte. INSERÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR EM DCTF RETIFICADORA. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA. Considerase não declarada a compensação, simplesmente informada em DCTF retificadora, que não atenda aos requisitos estabelecidos na legislação então vigente à época formalização mediante o uso do programa PER/DCOMP ou, nos casos de impossibilidade de sua utilização, mediante a entrega de formulário específico Instruções Normativas SRF nº 210/2002 e nº 323/2003. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 03/05/2013, conforme AR, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 29/05/2013, com recurso voluntário, no qual reprisa os argumentos de que a DCTF retificadora prova que Fl. 131DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 6 5 ocorreu pagamento a maior da Cofins de 05/99, restando legítimo seu direito ao crédito no valor original de R$ 652.168,73. Alega, ainda, a Recorrente “que o mero erro na forma, qual seja: retificação da DCTF para efetivar a compensação da Cofins de maio/1999, com créditos pretéritos e legítimos, não tem o condão de desconstituir a compensação realizada”, citando decisões do Conselho de contribuintes que tratam de erro de fato no preenchimento de declaração e sustentando que a compensação realizada e declarada da DCTF retificadora foi efetuada tal como estabelece a legislação vigente, ou seja, o art. 74 da Lei nº 9.430/96. Cita doutrina. Concluindo que a decisão recorrida “entende como um empecilho ao reconhecimento do crédito, o fato de a DCTF retificadora, com a finalidade de desvincular parte o DARF recolhido, ter sido transmitida tão somente em 05/12/2003” passa a discorrer sobre o prazo para pleitear a restituição do crédito da Cofins de 1995, informado na DCTF Retificadora de 05/12/2003, que entende contarse após a homologação (tácita ou expressa) e as disposições da Lei Complementar nº 118/2005 atinge apenas os fatos geradores posteriores à sua vigência. É o relatório do essencial. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais e regimentais. Dele se conhece. Como relatado, a Empresa Recorrente está pleiteando a compensação de débitos seus com suposto crédito de COFINS, decorrente de pagamento por ela tido como a maior, relativo ao período de apuração de maio de 1999. O pagamento ocorreu no dia 10/06/1999. O crédito objeto deste processo decorre da utilização parcial, no dia 05/12/2003 (data da apresentação da DCTF Retificadora), de pagamentos feitos no dia 10/06/1999. Até a data da apresentação da DCTF Retificadora, referidos pagamentos estavam integralmente declarados e alocados ao débito, de mesmo valor, da COFINS do PA 05/99. Em síntese, a Recorrente defende que a DCTF Original continha erro posto que o débito da COFINS do PA 05/99 foi liquidado parte por compensação e parte por pagamento e que a retificação da DCTF se fez necessário para corrigir o erro cometido. Além disso, que mesmo tendo cometido erro na forma de retificar a DCTF, não pode tal erro prejudicar seu direito à repetição do indébito. Por seu turno, a decisão recorrida enfrentou a questão nos seguintes termos, que ratifico e adoto: Fl. 132DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 7 6 Cumpre esclarecer, aqui, que o despacho decisório apontou como causa da não homologação da compensação declarada: a inexistência de crédito disponível, tendo sido o DARF discriminado na DCOMP integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, que estavam declarados em DCTF. É de se ressaltar que a DCTF, a teor do que dispõe o Decreto Lei n.º 2.124/84, em seu artigo 5º, parágrafo 1º, se constitui em um instrumento de confissão de dívida, e que eventual retificação dos valores antes nela informados deve ter por fundamento os dados da escrituração contábil da empresa. Cabe observar, aqui, também, que, em consulta ao sistema informatizado da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), se verificou que, quando da entrega da DCTF original, relativa ao período de apuração em tela, o crédito informado pela empresa na presente DCOMP não existia, estando o pagamento realizado por meio do DARF aí discriminado integralmente alocado ao débito declarado pela empresa, na referida DCTF, referente a COFINS Db: cód 2172 PA 31/05/1999. Merece destaque, ainda, o fato, constatado mediante consulta ao sistema informatizado da RFB, de que a inserção de dados, pela empresa, como “Compensação de Pagamento Indevido ou a Maior”, em DCTF, visando desvincular o DARF em tela parcialmente do débito de COFINS do período de apuração 31/05/1999, por ela apurado e aí declarado, no valor de R$ 10.630.925,71, de modo a originar o crédito informado na DCOMP, se deu somente em 05/12/2003, em DCTF retificadora. Cumpre registrar, aqui, que a empresa não comprova, nos autos, mediante documentação idônea, como o registro na contabilidade, que os créditos informados na DCTF retificadora eram, de fato, decorrentes de pagamento indevido ou a maior, e que tal compensação tinha sido feita, efetivamente, à época da transmissão da DCTF original, e que, por um lapso, não teria sido informada nesta DCTF. E, assim, considerando que a compensação informada na DCTF retificadora ocorreu efetivamente somente na data de sua entrega à RFB, ou seja, em 05/12/2003, temse que não observou a legislação então vigente à época referente ao assunto Instruções Normativas (IN) da Secretaria da Receita Federal (SRF) n.º 210, de 30/09/2002, e n.º 323, de 24/04/2003, transcritas parcialmente a seguir que estabeleciam a necessidade de apresentação de uma declaração de compensação, seja em formulário ou mediante utilização do programa PER/DCOMP sendo que consta, na referida DCTF, a informação de compensação “sem processo”, no campo “formalização do pedido [...] Portanto, as normas que disciplinavam o exercício da compensação, à época, obrigavam que fosse formalizada primordialmente mediante o uso do programa PER/DCOMP, Fl. 133DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 8 7 disponibilizado para tal finalidade, admitindose, excepcionalmente, nos casos de impossibilidade de utilização desse programa, que fosse formalizada mediante a entrega de formulário específico aprovado pela legislação. Não se admite, pois, em nenhuma hipótese, a formalização de declarações de compensação – bem assim de reconhecimento de compensação praticada, de direito a compensação ou outra pretensão equivalente – em qualquer outro meio diverso dos estabelecidos nas Instruções Normativas SRF n.º 210/2002 e n.º 323/2003 (como a sua mera inclusão em DCTF retificadora), sendo o parágrafo único do artigo 3º desta última taxativo ao prescrever que, ocorrendo tais situações (não utilização do programa PER/DCOMP ou do formulário aprovado pela IN SRF nº 210/2002), deveria ser considerada não declarada a compensação. [...] Ademais, cabe destacar que a simples apresentação de DCTF retificadora não é suficiente para demonstrar a existência do crédito pleiteado, no presente processo administrativo, perante esta autoridade julgadora, sendo imprescindível a sua comprovação por documentação hábil que dê suporte aos valores declarados. Ou seja, nesta fase do processo, tal declaração – a DCTF retificadora – deveria estar acompanhada de documentos comprobatórios de erro no preenchimento da DCTF que já havia sido entregue antes dela, a fim de conferir liquidez e certeza ao crédito. E, no caso, a empresa não acostou aos autos documentos, como cópias da sua escrituração contábil, objetivando respaldar a retificação efetuada em sua DCTF. Vêse claramente que, ao contrário do argüido pela Recorrente, aqui não se trata somente de mero erro formal. Há erro no procedimento de efetuar a compensação, posto que a partir da vigência da IN SRF nº 210/2003, a compensação deveria ser feita pelo Contribuinte e informada à Receita Federal exclusivamente por meio de “Declaração de Compensação”, como bem disse a decisão Recorrida. Definitivamente, a Recorrente desobedeceu a legislação sobre compensação, vigente na data em que informou à Receita Federal a compensação que diz ter realizado 05/12/2003 (MP nº 66/2002, Lei nº 10.637/2002, MP nº 135/03, Lei nº 10.833/03, IN’s SRF nºs 210/2002, 320/2003 e 323/2003), não somente por ter utilizado a DCTF para isso, mas também por não ter efetuado os lançamentos contábeis que demonstrariam toda a operação em junho de 1999. Argumenta a Recorrente que a compensação de fato foi efetuada quando da extinção do débito declarado na DCTF Original, ou seja, até o dia 10/06/1999 (data do vencimento da COFINS do PA 05/99), e que naquela data era possível efetuar a compensação de crédito com débito do mesmo tributo e declarar em DCTF. Desse modo, o que ocorreu foi mero erro de forma. É verdade que compensação feita em 1999, entre crédito e débito do mesmo tributo, poderia ser declarada em DCTF. Observese que por essa sistemática o Contribuinte estava obrigado a provar que de fato efetuou os lançamentos contábeis da operação de Fl. 134DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 9 8 compensação que realizou, ou seja, estava obrigado a provar que em sua escrita contábil foi reconhecido e escriturado o crédito do pagamento a maior da COFINS do PA 01/95 e a compensação desse crédito com o débito da COFINS do PA 05/99. Para isso, bastaria juntar aos autos cópia do Livro Diário de junho de 1999, onde conta os lançamentos contábeis da compensação que a Recorrente alega ter realizado. De posse dessa informação, Auditores Fiscais da RFB confirmariam os lançamentos contábeis, à vista da documentação que lhe deu suporte. O mesmo vale para o aproveitamento parcial do pagamento de COFINS realizado no dia 10/06/1999. Tivesse a Recorrente trazido aos autos os elementos de prova acima referidos, poderseia discutir nos autos a existência ou não de erro de forma e a possível e eventual existência de crédito. Sem isso, o que fica claro é que a Recorrente usou de artifício ilegal para gerar crédito fictício, especialmente porque não prova sequer que ocorreu pagamento indevido da COFINS do PA de 01/95, devidamente reconhecido em sua contabilidade por meio de lançamento feito em data anterior à extinção do débito de COFINS do PA 05/99. Fica claro, como bem disse a decisão recorrida, que até a data da apresentação da DCTF Retificadora o débito da COFINS do PA 05/99 estava extinto por pagamento, somente. A extinção, em parte, por compensação somente passou a existir com a transmissão da referida DCTF Retificadora. E naquela data, a comunicação de compensação realizada pelo contribuinte somente poderia ser feita por meio de “Declaração de Compensação”. Portanto, o DARF informado no PER/DCOMP estava, de fato e legalmente, alocado ao débito declarado pela Recorrente na DCTF Original, não podendo ser objeto de compensação. Tendo a compensação sido realizada na data da apresentação da DCTF Retificadora, aplicase a legislação sobre compensação vigente nessa data, conforme decidiu o STJ no Recurso Especial nº 1.137.738 – SP, julgado no rito do art. 543C do CPC e de aplicação obrigatória por parte do CARF (art. 62A do Regimento Interno do CARF), cuja ementa abaixo se transcreve, naquilo que interessa à lide: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. SUCESSIVAS MODIFICAÇÕES LEGISLATIVAS. LEI 8.383/91. LEI 9.430/96. LEI 10.637/02. REGIME JURÍDICO VIGENTE À ÉPOCA DA PROPOSITURA DA DEMANDA. LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. INAPLICABILIDADE EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. ART. 170A DO CTN. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. HONORÁRIOS. VALOR DA CAUSA OU DA CONDENAÇÃO. MAJORAÇÃO. SÚMULA 07 DO STJ. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. 1. A compensação, posto modalidade extintiva do crédito tributário (artigo 156, do CTN), exsurge quando o sujeito passivo da obrigação tributária é, ao mesmo tempo, credor e devedor do erário público, sendo mister, para sua concretização, autorização por lei específica e créditos líquidos e certos, Fl. 135DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 10 9 vencidos e vincendos, do contribuinte para com a Fazenda Pública (artigo 170, do CTN). [...] 9. Entrementes, a Primeira Seção desta Corte consolidou o entendimento de que, em se tratando de compensação tributária, deve ser considerado o regime jurídico vigente à época do ajuizamento da demanda, não podendo ser a causa julgada à luz do direito superveniente, tendo em vista o inarredável requisito do prequestionamento, viabilizador do conhecimento do apelo extremo, ressalvandose o direito de o contribuinte proceder à compensação dos créditos pela via administrativa, em conformidade com as normas posteriores, desde que atendidos os requisitos próprios (EREsp 488992/MG). [...] Diante da inexistência do direito material ao crédito, desnecessário abordar e discutir aqui a questão relativa ao prazo para pleitear a restituição, até porque esta matéria já está pacificada no âmbito do CARF, em face da decisão do STF proferida no RE 566.621, que é de aplicação obrigatória por parte deste Colegiado. Por fim, ratifico e, supletivamente, adoto os fundamentos da decisão recorrida, que tenho por boa e conforme a lei (art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991). Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Relator 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10880.915839/200803 Acórdão n.º 3302002.621 S3C3T2 Fl. 11 10 Fl. 137DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10469.720262/2007-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1301-000.183
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
documento assinado digitalmente
Valmar Fonseca de Menezes
Presidente
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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NUNES FACTORING FOMENTO MERCANTIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. “documento assinado digitalmente” Valmar Fonseca de Menezes Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 69 .7 20 26 2/ 20 07 -2 5 Fl. 4939DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.460 2 Relatório F. NUNES FACTORING FOMENTO MERCANTIL LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, Pernambuco, que manteve, em parte, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e reflexos (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS), relativas ao anocalendário de 2002, formalizadas a partir da imputação de omissão de receitas, caracterizada pelos seguintes fatos: i) ausência de escrituração de resultados decorrentes de descontos de títulos, nos quais a Cersel (Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó) figurou como cedente ou como sacado (tabela 01, à fl. 52, infração 001); ii) não contabilização de resultados decorrentes de operações de factoring operacionalizadas por meio do Banco BCN (tabela 02, à fl. 53 a 55, infração 001); e iii) existência de saldos credores de caixa, verificados no próprio Razão analítico da conta Caixa (tabela 04, às fls. 63 a 68) e por decorrência da recomposição da referida conta contábil (estornos de reforços fictícios e cômputo dos valores das operações relativas a cheques recebidos da Cersel) tabela 05, às fls. 69 a 74, infração 002. Relativamente às operações de factoring que ocasionou a infração descrita no item “i” acima, na medida em que elas não foram contabilizadas e não transitaram por conta bancária de titularidade da fiscalizada, a autoridade fiscal entendeu que restou caracterizada a conduta dolosa, motivo pelo qual aplicou multa qualificada de 150%. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação ao feito fiscal (fls. 884/1.042), por meio da qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que teria decaído o direito de lançamento em relação aos fatos geradores correspondentes ao PIS e à COFINS dos meses de abril a maio de 2002; que deveriam ter sido deduzidos das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL os valores do PIS e da COFINS lançados de oficio, os relativos ao processo nº 10469.720249/200776 e as despesas bancárias relativas à conta mantida no BCN (tabelas às fls. 900 a 903), cuja movimentação não fora contabilizada; que não teria ocorrido "reforço fictício de caixa", porquanto teriam sido contabilizadas todas as operações de factoring a crédito da conta caixa, o que restaria evidenciado pelas operações descritas às fls. 907 a 917; Fl. 4940DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.461 3 que no cálculo do saldo da conta caixa deveriam ter sido incluídos os valores dos pagamentos (relativos a operações de factoring) efetuados por meio da conta do BCN, consoante operações descritas às fls. 922 a 1005; que diversos lançamentos a crédito da conta caixa não refletiriam a efetiva saída de recursos, vez que não teriam sido contabilizados como entradas os descontos, os cheques sem fundos e os valores quitados, relativos a operações anteriores (relação de contratos às fls. 1011 e 1012); que algumas operações, inclusive, não refletiriam pagamento algum (relação da fl. 1009/1010), de forma que esses fatos deveriam ter sido considerados no cálculo do saldo da conta caixa; que deveriam ter sido considerados no cálculo do saldo da conta caixa (tabela 03, à fl. 56 a 62) os valores concernentes à liquidação das operações de factoring, visto que a contabilidade, erroneamente, não os teria consignado; que as provas documentais das liquidações referenciadas no item anterior não teriam sido apresentadas com a impugnação em virtude de os bancos não terem entregado, em tempo hábil, as informações solicitadas sobre as contas bancárias, o que configuraria "motivo de força maior", nos termos do § 5° do art. 16 do Decreto n° 70.235, de 1972; que deveriam ter sido considerados no cálculo do saldo da conta caixa os valores dos créditos formalizados no processo n° 10469.720140/200739, relativos à omissão de receita, no montante de R$ 323.737,18, haja vista que os concernentes recursos teriam transitado pelas contas bancárias da empresa, como teria afirmado a Fiscalização; que teria ocorrido cerceamento do direito de defesa por não ter sido especificado na tabela n° 2, às fls. 53 a 55, donde foram extraídos os seus dados; que teria sido indevida a aplicação da multa agravada (qualificada) por inexistir provas de que tenha havido qualquer ação ou omissão dolosa no sentido de ocultar do Fisco rendimentos tributáveis. A contribuinte requereu, ainda, a realização de diligência. Às fls. 1.044, consta um denominado TERMO DE ANEXAÇÃO DE OBJETO, datado de 16 de outubro de 2007, no qual a Delegacia da Receita Federal em Natal informa que anexou ao processo uma caixa contendo quatro volumes de diversos documentos, numerados de 01 a 1.342. Atendendo solicitação efetuada por meio do Memorando de fls. 1.062, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento, em 25 de fevereiro de 2008, juntou ao processo os documentos de fls. 1.061/1.151, conforme registro às fls. 1.060 (diante de nova numeração do processo, a folha final é a de nº 1.152). Às fls. 1.153/1.185, consta petição da contribuinte, com registro de recepção em 02 de maio de 2008 pela Delegacia da Receita Federal em Natal, solicitando o seu encaminhamento à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, bem como a documentação a ela anexada (fls. 1.186/1.304). Fl. 4941DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.462 4 A documentação citada no parágrafo anterior foi juntada ao processo em 30 de maio de 2008, conforme registro aposto no documento de fls. 1.306. Às fls. 1.307/1.334, consta petição da contribuinte, com registro de recepção em 27 de maio de 2008 pela Delegacia da Receita Federal em Natal, solicitando o seu encaminhamento à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, bem como a documentação a ela anexada (fls. 1.335/1.459). Referida documentação foi encaminhada para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife em 06 de junho de 2008, conforme Memorando de fls. 1.460, tendo sido juntada ao processo em 24 de julho de 2008, de acordo com registro feito citado documento. A 3a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, analisando os feitos fiscais, a peça de defesa e a documentação reunida posteriormente ao processo, decidiu, por meio do Acórdão nº. 1123.847, de 19 de setembro de 2008, pela procedência parcial dos lançamentos. O referido julgado restou assim ementado: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. DESCRIÇÃO INCOMPLETA DA INFRAÇÃO. Não procede a alegação de cerceamento do direito de defesa, por deficiência na descrição da infração, quando os fatos apurados, bem assim a legislação subsunsora, estão descritos de forma clara e completa no Quadro da Descrição dos Fatos e Enquadramento LegaL PEDIDO DE DILIGÊNCIA. DESCABIMENTO. Descabe o pedido de diligência quando presentes nos autos os elementos necessários à formação da convicção da autoridade julgadora. OMISSÃO DE RECEITA. OPERAÇÕES DE FACTORING. FALTA DE ESCRITURAÇÃO. A falta de escrituração contábil de operações de factoring evidencia omissão das respectivas receitas auferidas. OMISSÃO DE RECEITA. SALDO CREDOR DE CAIXA. Caracterizase como omissão no registro de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção, a indicação na escrituração de saldo credor de caixa. Haja vista a omissão derivar de presunção relativa, eventuais erros ou omissões que, comprovadamente, operarem influência no saldo da conta caixa, devem ser considerados no cálculo da omissão. PRAZO DE DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. O prazo para a constituição de crédito relativo às contribuições sociais, quando não há pagamento da dívida, é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. Em havendo pagamento, o prazo extinguese após cinco anos, a partir da data do fato gerador. Fl. 4942DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.463 5 AGRAVAMENTO DA MULTA DE OFICIO. NÃO COMPROVAÇÃO DO DOLO. IMPROCEDÊNCIA. Não procede o agravamento da multa de ofício, com fundamento no § 1° do art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996 (redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007), quando não restar caracterizado o dolo, elementar dos tipos dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. PIS. COFINS. CSLL. Aplicase à tributação reflexa idêntica solução dada ao lançamento principal, em face da estreita relação de causa e efeito existente. Em 15 de setembro de 2008, antes, portanto, de ter sido prolatada a decisão de primeira instância, a contribuinte autuada protocolizou na Delegacia da Receita Federal em Natal, Rio Grande do Norte, requerimento no sentido de que fossem encaminhados à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife uma petição e documentos que anexara, para fins de juntada ao processo e apreciação (fls. 1.489/1.667). Referida documentação foi encaminhada para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife na mesma data, conforme Memorando de fls. 1.488. Por meio de Memorando datado de 25 de setembro de 2008 (fls. 1.668), a Delegacia da Receita Federal em Natal encaminhou a petição e os documentos de fls. 1.669/1.720 à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, que, conforme registro às fls. 1.721, foram juntados ao processo em 06 de novembro de 2008. Às fls. 1.724, consta novo Memorando da Delegacia da Receita Federal em Natal, datado de 17 de novembro de 2008, por meio do qual foram encaminhados, à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, petição e documentos apresentados pela fiscalizada (petição e documentos – fls. 1.725/1.768). Referidos documentos foram juntados ao processo pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife em 1º de dezembro de 2008, conforme registro às fls. 1.769. Por meio da empresa de correios e telégrafos (fls. 1.791), a contribuinte encaminhou, em 05 de fevereiro de 2009, novo conjunto de documentos (fls. 1.775/1.790), que, nos termos da comunicação de fls. 1.792, não foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife, vez que o processo já havia sido julgado em primeira instância. Às fls.1.796, consta TERMO DE PEREMPÇÃO, lavrado com base no pressuposto de que a contribuinte não apresentara, no prazo regulamentar, recurso à instância superior. Às fls. 1.801/1.802, identificase petição da contribuinte, dirigida ao Delegado da Receita Federal em Natal e datada de 12 de fevereiro de 2009, por meio da qual são apontados equívocos no demonstrativo de débito a ela encaminhado. Irresignada com a decisão exarada em primeira instância, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 1.807/1.960, por meio do qual sustentou: Fl. 4943DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.464 6 a anulação da decisão de primeira instância, em virtude de cerceamento do direito de defesa, vez que não foram apreciados documentos, fatos e alegações apresentados na impugnação, em especial as complementações; a decadência do direito de constituir crédito tributário do PIS e da COFINS relativos aos fatos geradores ocorridos no meses de abril e maio de 2002; a dedutibilidade das contribuições lançadas (PIS e COFINS) e dos juros incidentes, das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL; a dedutibilidade das contribuições lançadas no processo administrativo nº 10469.720249/200776 (PIS e COFINS) das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL; a dedutibilidade das despesas bancárias pagas e incorridas que não foram contabilizadas das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL; ter havido apuração incorreta dos valores considerados improcedentes relativos à COFINS de maio de 2002; ter havido contabilização indevida, a crédito da conta CAIXA, de cobrança de R$ 19.223,34, em 27 de dezembro de 2012, pelo Banco do Brasil, não computada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife; a nulidade da decisão de primeira instância em virtude da ausência de apreciação de alegações e documentos apensos às fls. 1.328/1.333, gerando, assim, cerceamento do direito de defesa; ter havido incorreções e conclusões equivocadas por parte da decisão recorrida, relativamente a pagamentos com cheques do Banco do Brasil relacionados a operações de FACTORING contabilizadas a crédito de CAIXA; ter havido apuração incorreta da movimentação da conta CAIXA; a nulidade da decisão de primeira instância, por cerceamento do direito de defesa, em virtude de ausência de apreciação de argumento trazido em sede de impugnação (Título VII, fls. 1.169/1.185 – “FATO SUPERVENIENTE AO LANÇAMENTO. DOS EQUÍVOCOS NA APURAÇÃO DOS SALDOS DAS CONTAS BANCOS CONTA MOVIMENTO E CAIXA, EM 31/12/2002”); a falta de justificativa para o indeferimento do pedido de diligência; ter havido contabilização de pagamentos de operações de FACTORING, a maior, a crédito de CAIXA, de forma indevida, e divergências entre “VALORES CONTABILIZADOS COMO PAGOS” e “VALORES EFETIVAMENTE PAGOS”. À peça recursal, a contribuinte juntou os documentos de fls. 1961/1.993. Às fls. 2003, consta despacho de encaminhamento a este Colegiado, datado de 26 de novembro de 2009, do qual releva destacar as seguintes informações: i) a contribuinte foi cientificada da decisão exarada em primeira instância em 11 de fevereiro de 2009 (AR – fls. 1.795); Fl. 4944DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.465 7 ii) o Recurso Voluntário foi apresentado em 27/02/2009, por via postal, sendo, assim, tempestivo; e iii) em virtude da tempestividade do recurso interposto, foram tornados sem efeito o Termo de Perempção e a carta de cobrança de fls. 1.796/1.799. Foram juntados aos autos, ainda, os seguintes documentos1: Memorando da Delegacia da Receita Federal em Natal, datado de 22 de novembro de 2010 (fls. 4.392), por meio do qual são encaminhados a petição e os documentos de fls. 4.394/4.577; Memorando da Delegacia da Receita Federal em Natal, datado de 28 de dezembro de 2010 (fls. 4.579), por meio do qual são encaminhados a petição e os documentos de fls. 4.581/4.618; Memorando da Delegacia da Receita Federal em Natal, datado de 13 de dezembro de 2012 (fls. 4.821), por meio do qual são encaminhados a petição e os documentos de fls. 4.822/4.847. Em atendimento à proposição apresentada em 05 de março de 2013 nos autos do processo administrativo nº 10469.720613/200889, conforme cópia do despacho anexada às fls. 4.848/4.849, foram distribuídos para fins de apreciação conjunta o citado processo nº 10469.720613/200889 e o de nº 10469.721334/200832. Em sessão realizada em 06 de agosto de 2013, esta Primeira Turma Ordinária, por meio da Resolução nº 1301000.142, resolveu converter o julgamento para que fosse apensado ao presente o processo administrativo nº 10469.720140/200739. É o Relatório. 1 A numeração de folhas do processo indicada é a decorrente do procedimento de digitalização. Fl. 4945DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.466 8 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Em conformidade com o auto de infração de fls. 06/15, foram as seguintes as imputações feitas pela Fiscalização à contribuinte fiscalizada: i) ausência de oferecimento à tributação dos resultados auferidos em operações de factoring com a Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó Ltda – CERSEL, tendo sido aplicada multa qualificada de 150% em virtude de tais operações não terem sido contabilizadas; MONTANTE TRIBUTÁVEL APURADO: 30/06/2002 = R$ 15.021,56 30/06/2002 = R$ 20.526,55 30/09/2002 = R$ 6.195,37 30/09/2002 = R$ 16.769,48 31/12/2002 = R$ 5.662,10 ii) ausência de oferecimento à tributação de receitas decorrentes de operações de factoring, extraídas de extratos bancários relativos à conta bancária não contabilizada (BANCO BCN S/A); MONTANTE TRIBUTÁVEL APURADO: 30/06/2002 = R$ 10.361,61 30/06/2002 = R$ 4.475,55 30/06/2002 = R$ 1.194,26 30/09/2002 = R$ 4.026,58 30/09/2002 = R$ 3.142,43 30/09/2002 = R$ 16.732,80 31/12/2002 = R$ 3.460,84 31/12/2002 = R$ 13.279,70 31/12/2002 = R$ 4.154,37 iii) omissão de receitas, caracterizada por saldo credor de CAIXA, tendo sido detectadas as seguintes irregularidades na referida conta: a) saldos credores contabilizados; b) Fl. 4946DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.467 9 ausência de contabilização das entradas e saídas de recursos referentes às operações realizadas com a Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó Ltda – CERSEL; e c) reforços fictícios de CAIXA, representados pela manutenção na referida conta de valores destinados a transferências e a cheques compensados. MONTANTE TRIBUTÁVEL APURADO: 30/06/2002 = R$ 190.656,21 30/06/2002 = R$ 414.414,37 30/06/2002 = R$ 72.316,60 31/12/2002 = R$ 111.392,88 31/12/2002 = R$ 7.398,39 31/12/2002 = R$ 56.032,27 Em primeira instância, parte do crédito tributário constituído foi afastada, conforme descrição abaixo. 1. COFINS referente aos períodos de apuração de abril e maio de 2002, em razão de decadência (por não terem sido constatados pagamentos nos referidos meses a título de PIS, não foi reconhecida a decadência, eis que, no caso, foi aplicado o disposto no inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional); 2. redução da matéria tributável decorrente da imputação de SALDO CREDOR DE CAIXA, em virtude da constatação de erros e omissões nos registros contábeis – a contribuinte alegou, em sede de impugnação, que os lançamentos descritos às fls. 922/1005 (CRÉDITO DE CAIXA e DÉBITO DE TÍTULOS A PAGAR) refletiram pagamentos de operações de factoring que teriam sido efetivadas pela conta do BCN que não havia sido escriturada, o que teria afetado o saldo da CONTA CAIXA em virtude da falta de registro dos valores pagos (DÉBITO DE CAIXA e CRÉDITO DA CONTA BANCOS). No caso, a autoridade julgadora considerou como comprovado os lançamentos para os quais havia correspondência de valor e de data com os cheques emitidos do BCN. Analisando adendo à impugnação (fls. 1.066), acolheu ainda o argumento de que houve registros a CRÉDITO DA CONTA CAIXA equivocados, razão pela qual considerou os valores correspondentes na recomposição da referida conta contábil; 3. redução da multa qualificada de 150% para 75%, no caso da ausência de oferecimento à tributação dos resultados auferidos em operações de factoring com a Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó Ltda – CERSEL. Por não terem ultrapassado o limite estabelecido pela Portaria MF nº 3, de 2008, não foi interposto recurso de ofício por parte da autoridade julgadora de primeira instância. Como regra, penso que a documentação apresentada após a interposição da peça impugnatória não deve ser apreciada por parte das autoridades julgadoras, ex vi do disposto no parágrafo 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972. Fl. 4947DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.468 10 Entretanto, em determinadas circunstâncias em que existem indícios robustos de que a fiscalizada não dispôs de tempo hábil para efetuar as comprovações requisitadas pela autoridade fiscal, e que a documentação aportada ao processo após a defesa inaugural revela que, ao menos em parte, o crédito constituído contém inconsistências, entendo que tal documentação deva ser admitida e analisada. No caso vertente, embora a ação fiscal tenha sido iniciada em 07 de julho de 2005 (fls. 79) e a sua finalização só tenha ocorrido em 28 de junho de 2007, isto é, praticamente dois anos depois, observo que, especificamente em relação aos fatos que serviram de suporte para parte das infrações imputadas pela Fiscalização, o tempo transcorrido entre a sua apuração e a conclusão do procedimento fiscal foi relativamente curto, senão vejamos: i) os questionamentos acerca da cessão e resgate de título foram formalizados em 02 de fevereiro de 2007, conforme Termo de Intimação de fls. 205; ii) as argüições sobre a conta BCN (não escriturada) e sobre os saldos credores de CAIXA foram formalizadas em 14 de março de 2007, conforme Termo de Intimação de fls. 215/216; e iii) as constatações que serviram de suporte para a acusação de que houve reforço fictício do CAIXA foram apresentadas à contribuinte em 18 de junho de 2007, conforme Termo de fls. 553/554. Considerada a natureza das infrações imputadas à Recorrente e a da atividade econômica por ela exercida, não resta dúvida que a investigação fiscal exigiu minuciosa análise dos registros contábeis da fiscalizada. Não obstante, constato que a contribuinte, embora tenha solicitado prorrogação do prazo para atendimento de algumas intimações, procurou atender a Fiscalização, apresentando esclarecimentos e documentos que julgava pertinentes. Faço tais considerações para, primeiramente, acolher a documentação trazida pela autuada após a apresentação da peça impugnatória, e, em segundo, para converter o julgamento em diligência para que sejam empreendidas as verificações a seguir explicitadas. Solicito que a unidade administrativa de origem promova a análise dos seguintes esclarecimentos e documentos: A) os anexados às fls. 1.489/1.667, apresentados antes de ter sido prolatada a decisão de primeira instância, mas que não foram apreciados em sede de julgamento; B) os anexados às fls. 1.669/1.720; 1.725/1.768; e 1.775/1.790; C) os constantes da peça recursal, identificados pelos seguintes itens: VIII (fls. 1.849); IX (fls. 1.853); X (fls. 1.865); XI (fls. 1.939); e XIII (fls. 1.947); D) os anexados às fls. 2.008/2.194; 2.197/2.236; e 2.239/2.260. Em virtude de digitalização duplicada sem a indicação seqüencial das folhas do processo, solicito a prestimosa colaboração para que seja revisada a indicação das folhas dos esclarecimentos e documentos para os quais se requer análise, não obstante o fato de tal procedimento (revisão) ter sido efetuado por duas vezes. Fl. 4948DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10469.720262/200725 Resolução nº 1301000.183 S1C3T1 Fl. 2.469 11 Informo que os esclarecimentos e os documentos objeto de análise por meio de diligência fiscal são aqueles que, apesar de terem sido apresentados antes do julgamento em primeira instância, não foram apreciados pela Turma Julgadora competente, os aportados ao processo por meio da peça recursal e os apresentados após a interposição do recurso voluntário. Solicito, ainda, que o resultado da análise que ora se requer seja sintetizada em Relatório, cujo teor deverá ser cientificado à Recorrente para, se quiser, aditar razões. O processo nº 10469.720140/200739 deve permanecer apenso ao presente. Para fins de julgamento conjunto, o presente processo deve ser reenviado a este Colegiado juntamente com os de nºs 10469.720613/200889 e 10469.721334/200832. Sala das Sessões, em 11 de fevereiro de 2014 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 4949DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/0 4/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES
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Numero do processo: 16832.000291/2010-63
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO. BASE DE CÁLCULO.INAPLICABILIDADE
O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pós-graduação a todos os empregados e dirigentes, enquadra-se na exceção legal prevista na alínea tdo § 9° do art. 28 da lei 8.212/91, não se constituindo em salário de contribuição.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2803-003.306
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Carlos Cornet Scharfstein.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 BOLSAS DE ESTUDO DE GRADUAÇÃO E PÓSGRADUAÇÃO. BASE DE CÁLCULO.INAPLICABILIDADE O pagamento de bolsas de estudo de graduação e pósgraduação a todos os empregados e dirigentes, enquadrase na exceção legal prevista na alínea “t”do § 9° do art. 28 da lei 8.212/91, não se constituindo em salário de contribuição. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 83 2. 00 02 91 /2 01 0- 63 Fl. 238DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16832.000291/201063 Acórdão n.º 2803003.306 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Carlos Cornet Scharfstein. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16832.000291/201063 Acórdão n.º 2803003.306 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve parcialmente o auto de infração lavrado, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos de auxílio educação. O r. acórdão – fls 156 e ss, conclui pela procedência parcial da impugnação apresentada, retificando o auto de infração lavrado em razão da parcial decadência reconhecida. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário, alegando, em síntese, o seguinte: · Cursos de formação superior se incluem no conceito de capacitação e qualificação profissional. · A limitação temporal de um ano no emprego não desnatura a natureza da verba. · Requer o provimento do recurso, com a reforma da decisão guerreada. É o relatório. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16832.000291/201063 Acórdão n.º 2803003.306 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Do que posto, temos que a fiscalização entendeu considerar as verbas pagas a título de salário educação como remuneração uma vez que a recorrente não apresentou documentos que comprovassem a efetiva destinação das parcelas ao pagamento de serviços educacionais. Na defesa foram apresentados tais documentos sendo que se tratavam de bolsas de estudo para nível superior e apenas s trabalhadores Lucival Santos Costa e José Ronario Lemos Vieira cursavam educação profissional tecnológica de nível superior, mesmo assim não consideraria tais valores uma vez que a política de empresa seria de concessão de bolsas a empregados com mais de um ano, o que desvirtuaria a norma isentiva prevista no § 9º e alínea “t” do artigo 28 da Lei nº 8.212/1991 Não acompanho o raciocínio esposado na r. decisão. O ponto controverso apontado cingese decidir se bolsas de estudo oferecidas para curso superior configuram salário de contribuição. Vejamos a legislação a respeito – lei 8.212/91: Art. 28. ... § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do Art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; Alínea acrescentada pela MP nº 1.59614, de 10/11/97 e convertida na Lei nº 9.528, de 10/12/97 Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.98 (grifei) Da legislação retro, temos que avaliar se cursos de graduação e pós graduação se enquadram como “a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa”. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16832.000291/201063 Acórdão n.º 2803003.306 S2TE03 Fl. 6 5 A evolução das relações de trabalho e das atividades desenvolvidas, há muito exigem uma formação multidisciplinar de seus atores. A busca de atividades que levem a um desenvolvimento cognitivo, seja ele qual for, influencia na qualidade do empregado e, dessa feita, o melhor qualifica e o capacita. Nesse sentido também já aponta a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. "TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE AUXÍLIOEDUCAÇÃO DE EMPRESA (PLANO DE FORMAÇÃO EDUCACIONAL). DESCABIMENTO. VERBAS DE NATUREZA NÃO SALARIAL. 1. Recurso Especial interposto contra v. Acórdão que considerou não incidir contribuição previdenciária sobre as verbas referentes ao auxílioeducacional de empresa (plano educacional), por considerar que as mesmas não integram o saláriodecontribuição. 2. O § 9º, do art. 28, da Lei nº 8.212/91, com as alterações efetivadas pela Lei nº 9.528/97, passou a conter a alínea 't', dispondo que 'não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente, o valor relativo a plano educacional que vise ao ensino fundamental e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. 3. Os valores recebidos como 'formação profissional incentivada não podem ser considerados como salário in natura, porquanto não retribuem o trabalho efetivo, não integrando, portanto, a remuneração do empregado, afinal, investimento na qualificação de empregados não há que ser considerado salário. É um benefício que, por óbvio, tem valor econômico, mas que não é concedido em caráter complementar ao salário contratual pago em dinheiro. Salário é retribuição por serviços previamente prestados e não se imagina a hipótese de alguém devolver salários recebidos. 4. Recurso não provido." (RESP 365.398/RS, 1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ de 18/3/2002) "TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. DESCABIMENTO. VERBAS DE NATUREZA NÃO SALARIAL. Os valores pagos pela empresa diretamente à instituição de ensino, com a finalidade de prestar auxílio escolar aos seus empregados, não podem ser considerados como salário 'in natura', pois não retribuem o trabalho efetivo, não integrando a remuneração. Tratase de investimento da empresa na qualificação de seus empregados. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16832.000291/201063 Acórdão n.º 2803003.306 S2TE03 Fl. 7 6 A Lei nº 9.528/97, ao alterar o § 9º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91, que passou a conter a alínea 't', confirmou esse entendimento, reconhecendo que esses valores não possuem natureza salarial. Precedente desta Corte. Agravo regimental improvido." (AGRESP 328.602/RS, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ de 2/12/2002) PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. BOLSA DE ESTUDO. VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE A BASE DE CÁLCULO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. "O auxílioeducação, embora contenha valor econômico, constitui investimento na qualificação de empregados, não podendo ser considerado como salário in natura, porquanto não retribui o trabalho efetivo, não integrando, desse modo, a remuneração do empregado. É verba empregada para o trabalho, e não pelo trabalho." (RESP 324.178PR, Relatora Min Denise Arruda, DJ de 17.12.2004). 2. In casu, a bolsa de estudos, é paga pela empresa e destinase a auxiliar o pagamento a título de mensalidades de nível superior e pósgraduação dos próprios empregados ou dependentes, de modo que a falta de comprovação do pagamento às instituições de ensino ou a repetição do ano letivo implica na exigência de devolução do auxílio. Precedentes:. (Resp. 784887/SC. Rel Min. Teori Albino Zavascki. DJ. 05.12.2005 REsp 324178/PR, Rel. Min. Denise Arruda, DJ. 17.02.2004; AgRg no REsp 328602/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ.02.12.2002; REsp 365398/RS, Rel. Min. José Delgado, DJ. 18.03.2002). 3. Agravo regimental desprovido.(AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.330.484 – RS, 1ª Turma, Min. Luiz Fuz. Julgado em 18.11.2010 Assim sendo, o pagamento de bolsas de graduação e pósgraduação pode ser enquadrado na exceção legal, não se configurando como base de cálculo de contribuições previdenciárias. Acerca da vedação constante nos normativos da empresa, de que somente empregados há mais de um ano se habilitariam às bolsas, temos norma objetiva que atinge indistintamente todos os que pleiteiam as referidas bolsas, não desvirtuando assim a norma legal. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 16832.000291/201063 Acórdão n.º 2803003.306 S2TE03 Fl. 8 7 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/06/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/06/2014 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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