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Numero do processo: 10983.901454/2006-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3401-000.303
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Júlio César Alves Ramos Presidente Odassi Guerzoni Filho – Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Maria Sartori, Raquel Motta Brandão Minatel e Fernando Marques Cleto Duarte. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 09/09/201 1 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/09/2011 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10983901454200631 Resolução n.º 3401000.303 S3C4T1 Fl. 133 2 Relatório Por meio da Resolução nº 340100.058, de 30 de setembro de 2010, esta Turma, com outra composição, convertera o julgamento em diligência para que a Unidade de origem trouxesse a informação precisa quanto aos valores que efetivamente integram as rubricas “receitas financeiras” e “receitas não operacionais”, ou seja, se nelas estariam ou não contidos valores que nada têm a ver com o conceito de “faturamento” da empresa. Na ocasião, especificáramos que a Recorrente deveria ser cientificada dos termos da diligência para que, fosse o caso, se manifestasse sobre seus termos no prazo de dez dias. A diligência foi concluída pela Equipe de Arrecadação e cobrança da DRF em Florianópolis/SC, porém, com a observação de que o encaminhamento anterior do processo ao Carf se dera de forma equivocada, haja vista que a apresentação do Recurso Voluntário por parte da Recorrente teria se dado mediante a assinatura de pessoa [Maurício Alvarez Mateos] sem legitimidade para representála, visto que a procuração para tanto teria sido outorgada ao Sr. Vicente Grecco Filho e ao Sr. Fabrício Fávero, com vedação expressa a substabelecimento. Assim, considera aquela Autoridade preparadora que o prazo para apresentação do Recurso Voluntário transcorreu sem qualquer manifestação válida do contribuinte, o que justificaria a imediata cobrança dos débitos indevidamente compensados. Remeteu o processo a este Colegiado com a proposição de que, antes de se prosseguir no julgamento do mérito, seja reavaliada a preliminar de legitimidade por ela aventada. O resultado da diligência não foi comunicado à Recorrente. No essencial, é o Relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 09/09/201 1 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/09/2011 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10983901454200631 Resolução n.º 3401000.303 S3C4T1 Fl. 134 3 Voto Conselheiro Odassi Guerzoni Filho. De fato, o Recurso Voluntário submetido a esta Turma fora firmado pelo Sr. Maurício Alvarez Mateos, que sobrepôs sua assinatura (precedida da sigla “p.p.”) ao nome do Sr. Vicente Grecco Filho, este detentor de procuração constante dos autos para representar os interesses da Recorrente neste e em outros vários processos de compensação. Também, de fato, acompanhou o Recurso Voluntário apenas uma cópia autenticada da Carteira da Ordem dos Advogados do Brasil do referido Sr. Maurício, ou seja, não se fez acompanhado o referido recurso de qualquer procuração legitimandoo para representar os interesses da Recorrente, a qual, na Procuração de fl. 63, fizera constar a vedação expressa do substabelecimento total ou parcial a qualquer outro advogado/procurador. Essas circunstâncias passaram despercebidas, tanto pela autoridade preparadora do processo, que remeteu o processo para julgamento no Carf, quanto por este Relator, que considerou que o Recurso Voluntário preenchera todos os requisitos para sua admissibilidade. Pois bem. Tivesse eu me dado conta da falta de legitimidade da pessoa que assinou o Recurso Voluntário, certamente teria proposto à Turma, em homenagem aos princípios da lealdade processual e do formalismo moderado que rege o processo administrativo fiscal, que devolvêssemos o processo à Unidade de origem de forma a se obter os necessários esclarecimentos e/ou documentos da Recorrente sobre tal acontecimento. Não o tendo feito no momento oportuno, invoco a defesa da observância dos princípios a que me referi acima e ao da eficiência administrativa, para, considerando ainda a situação em que se encontra o presente processo [diligência já realizada para fins de análise do mérito], propor que o processo retorne à Unidade de origem de modo que, primeiro, intime a Recorrente para regularizar a referida representação processual em nome do signatário do Recurso Voluntário, e que, segundo, seja cientificada a Recorrente dos termos da diligência de fls. 130/131, para que, caso deseje, manifestese sobre ela no prazo de trinta dias. É como voto. Odassi Guerzoni Filho Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/09/2011 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 09/09/201 1 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/09/2011 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 15586.000833/2005-27
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA TEMPESTIVO. APRESENTAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO. OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
O princípio da verdade material determina que o processo administrativo tributário seja conduzido de modo a que o seu desfecho seja amparado, da melhor maneira possível, na verdade dos fatos apurados. A apresentação do Ato Declaratório Ambiental, tempestivo, pelo contribuinte, ainda que posteriormente à impugnação, por desbancar o fundamento mesmo da autuação, não pode ser desconsiderada, sob pena de se solucionar o respectivo processo administrativo fiscal em descompasso com a verdade dos fatos, apenas em benefício de formalidades procedimentais.
Numero da decisão: 9202-002.295
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos FISCAIS, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA TEMPESTIVO. APRESENTAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO. OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O princípio da verdade material determina que o processo administrativo tributário seja conduzido de modo a que o seu desfecho seja amparado, da melhor maneira possível, na verdade dos fatos apurados. A apresentação do Ato Declaratório Ambiental, tempestivo, pelo contribuinte, ainda que posteriormente à impugnação, por desbancar o fundamento mesmo da autuação, não pode ser desconsiderada, sob pena de se solucionar o respectivo processo administrativo fiscal em descompasso com a verdade dos fatos, apenas em benefício de formalidades procedimentais.
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ADA TEMPESTIVO. APRESENTAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO. OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O princípio da verdade material determina que o processo administrativo tributário seja conduzido de modo a que o seu desfecho seja amparado, da melhor maneira possível, na verdade dos fatos apurados. A apresentação do Ato Declaratório Ambiental, tempestivo, pelo contribuinte, ainda que posteriormente à impugnação, por desbancar o fundamento mesmo da autuação, não pode ser desconsiderada, sob pena de se solucionar o respectivo processo administrativo fiscal em descompasso com a verdade dos fatos, apenas em benefício de formalidades procedimentais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Fl. 163DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 15586.000833/200527 Acórdão n.º 9202002.295 CSRFT2 Fl. 2 2 Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Alexandre Naoki Nishioka, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pelo contribuinte. Lavrouse auto de infração contra o contribuinte, para a cobrança de crédito tributário concernente ao ITR de 2001, tendo em vista que o Ato Declaratório Ambiental apresentado foi expedido em 2005, concernente à Área de Preservação Permanente (358,2 ha). O contribuinte apresentou impugnação (fls. 40/50). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 55/62) julgou o lançamento procedente, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2001 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de áreas declaradas como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está. condicionada ao protocolo do Ato Declaratório Ambiental ADA no Ibama ou em órgão estadual competente, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2001 ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. Lançamento Procedente O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 67/82). Fl. 164DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 15586.000833/200527 Acórdão n.º 9202002.295 CSRFT2 Fl. 3 3 A 1° Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do CARF (fls. 85/87) negou provimento ao recurso do contribuinte, conforme a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2001 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL INTEMPESTIVIDADE Incabível a exclusão de área de preservação permanente respaldada tãosomente em Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolizado fora do prazo previsto na legislação. Recurso negado. O contribuinte interpôs recurso especial de divergência às fls. 93/113, sustentando, na hipótese, a desnecessidade de apresentação do Ato Declaratório Ambiental. Alegou, em primeiro lugar, que, em verdade, consta dos autos ADA, protocolado tempestivamente no Ibama no dia 18/02/02. Por outro lado, relativamente à divergência jurisprudencial, argumentou, em síntese, que, segundo o artigo 10, §7°, da Lei n° 9.393/96, basta a declaração do contribuinte para a exclusão da área de preservação permanente e de reserva legal da incidência do ITR. Alegou que, não obstante tal artigo de lei tenha sido inserido no ordenamento após a ocorrência do fato gerador em questão, a sua aplicação retroage, por se cuidar de dispositivo legal meramente interpretativo (art. 106, inciso I, do CTN). A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões (fls. 141/152). Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade. A divergência jurisprudencial restou efetivamente comprovada. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 15586.000833/200527 Acórdão n.º 9202002.295 CSRFT2 Fl. 4 4 No presente caso, a autuação teve por objeto a glosa de área declarada como de preservação permanente (358,2 ha), com base na intempestividade da apresentação do Ato Declaratório Ambiental. O contribuinte, no seu recurso voluntário, alegou que, equivocadamente, apresentou, anteriormente, à fiscalização ADA protocolizado em 21/06/2005, juntando, na ocasião (da interposição do recurso voluntário), o ADA tempestivamente protocolizado no IBAMA em 18/02/2002. No acórdão recorrido, negouse provimento ao recurso do contribuinte, sobre o fundamento de que, em verdade, não consta dos autos referido documento, ao contrário do alegado pelo contribuinte. No recurso especial, o contribuinte assevera que: “Destacase que em registro na abertura do voto da ilustre Conselheira Relatora e Presidente da Turma Especial, é mencionado que não consta dos autos a cópia do Ato Declaratório Ambiental, tempestivamente protocolado no IBAMA em 18.02.2002, que a Recorrente alega ter anexado aos autos como doc. 1 (...) Cabe salientar, no entanto, que o Ato Declaratório Ambiental existe e sua apresentação se faz nesta oportunidade (doc. 2) para a devida apreciação desta Câmara Superior de Recurso Fiscais ou, ante apresentação do documento de prova o reexame da matéria pela l° Turma Especial.” Com efeito, vêse que o Ato Declaratório Ambiental em questão encontrase presente às fls. 115, constando como respectiva data: 06/02/2002. Pareceme que, numa situação que tal, em que a situação fática que rendeu ensejo à autuação efetivamente, no decorrer do processo, veio a ser afastada pela prova apresentada pelo contribuinte, não há como se desconsiderar essa prova, ainda que tenha assomado nos autos perante esta Câmara Superior de Recursos Fiscais. No presente caso, cumpre ressaltar, nos termos da Instrução Normativa SRF n° 60/2001, o prazo para a protocolização do requerimento do ADA expirou em 28/03/2002, seis meses após o prazo final para a entrega da DITR (28/09/2001). Desta forma, o ADA constante dos autos é tempestivo e não pode ser desconsiderado. Com efeito, não há que se falar em preclusão. Isto porque, como se sabe, o processo administrativo fiscal é informado, dentre outros, pelo princípio da verdade material, a qual deve ser perseguida sempre pelos órgãos julgadores do CARF. Neste sentido, cito o ilustre Fábio Soares de Melo: “O exercício da busca pela verdade material, por intermédio do exame pormenorizado e da valoração das provas carreadas aos Fl. 166DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 15586.000833/200527 Acórdão n.º 9202002.295 CSRFT2 Fl. 5 5 autos pelas partes (tanto pelas autoridades fazendárias quanto pelos contribuintes), é, sem dúvida, um dos mais relevantes no âmbito do processo administrativo tributário (...) No que concerne ao objeto, a instrução do processo administrativo tributário tem por finalidade a incessante busca pela verdade material, de forma que seus meios de instrução possibilitem a formação da convicção acerca da efetiva e real existência do fato tributário”. 1 O princípio da verdade material restaria absolutamente desrespeitado, no presente caso, se não se aceitasse, como prova, o Ato Declaratório Ambiental apresentado pelo contribuinte, independentemente do momento em que tal apresentação ocorreu. E de uma forma bastante afrontosa, na medida em que não se estaria a negar a busca propriamente dita da verdade real. Mais grave, estarseia, sim, a fechar os olhos à verdade real efetivamente comprovada nos autos. A previsão de um momento próprio para a produção probatória, em princípio e em tese, funciona como uma baliza, uma orientação acerca do momento mais propício para a comprovação dos fatos que serão analisados nos autos. Não pode servir de obstáculo intransponível, pois que, neste caso, como no presente caso, tal baliza importaria violação dos princípios que devem sempre nortear a condução do processo administrativo fiscal, como a verdade material. Citese Eduardo Domingos Bottallo, ao comentar o Decreto n° 7.574/2011: “Com relação à prova documental, declara o parágrafo 4° do dispositivo ora sob comentário que a não ser em casos excepcionais, os mesmos deverão ser apresentados com a impugnação, sob pena preclusão. Esta previsão não se compraz com a tradicional vocação do processo administrativo tributário, orientado para a busca da verdade material. Não bastasse isso, a Lei n° 9.784/1999 que, como já foi dito em outra oportunidade, trata do processo administrativo federal, não abona tal limitação na medida em que assegura ao administrado o direito de ‘formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente’ (art. 3°, III). Antes da decisão não significa, como é óbvio, com a impugnação, como, indevidamente se pretendeu impor ao processo administrativo tributário federal, tornando clara a incompatibilidade entre esta determinação e as exigências da ampla defesa, com os meios a ela inerentes” 2. Devese ter em mente, sempre, que as normas de cunho processual e procedimental são constituídas por uma característica essencial: a instrumentalidade. Não são normas que encerram uma finalidade em si mesmas. Elas devem servir, devem instrumentalizar, da melhor maneira possível, a aplicação do direito material. Se, num caso concreto, a aplicação cega de uma dada norma procedimental importar, como importa no 1 MELO, Fábio Soares de. Processo Admistrativo Tributário: Princípios, Vícios e Efeitos Jurídicos. São Paulo: Dialética, 2012. 2 BOTTALLO, Eduardo Domingos. Processo Administrativo Tributário (Comentários ao Decreto n° 7.574/2011 e à Constituição Federal). São Paulo: Dialética, 2012.p.71. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 15586.000833/200527 Acórdão n.º 9202002.295 CSRFT2 Fl. 6 6 presente caso, uma violação da sua instrumentalidade, violando a finalidade para que fora editada, tal aplicação não pode imperar. É nesta toada que acolho o Ato Declaratório Ambiental apresentado pelo contribuinte, de sorte que a glosa da área declarada como de preservação permanente, que se deu justamente com base na ausência do ADA, não pode subsistir. Diante de todo o exposto, dou provimento ao recurso especial do contribuinte. Sala das Sessões, em 08 de agosto de 201208 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN
score : 1.0
Numero do processo: 10314.005968/2004-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Importação - II Exercício: 1999, 2000,02001, 2002, 2003 REVISÃO ADUANEIRA. DECADÊNCIA. PRAZO O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao despacho aduaneiro de Importação, extingue-se em 5 (cinco) anos contados da data do Registro da Declaração de Importação.
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. LAUDO TÉCNICO.
Constando em laudo técnico que a reclassificação de mercadoria realizada
pela Fiscalização Aduaneira não corresponde as mercadorias importadas.
Deverão ser mantidas as classificações registradas na Declaração de
Importação.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 3102-001.380
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Ricardo Rosa, que foi substituído pela Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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Interessado FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Importação II Exercício: 1999, 2000,02001, 2002, 2003 REVISÃO ADUANEIRA. DECADÊNCIA. PRAZO O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente ao despacho aduaneiro de Importação, extinguese em 5 (cinco) anos contados da data do Registro da Declaração de Importação. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. LAUDO TÉCNICO. Constando em laudo técnico que a reclassificação de mercadoria realizada pela Fiscalização Aduaneira não corresponde as mercadorias importadas. Deverão ser mantidas as classificações registradas na Declaração de Importação. Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Ricardo Rosa, que foi substituído pela Conselheira Mara Cristina Sifuentes. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Fl. 771DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 16/04/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Mara Cristina Sifuentes, Luciano Pontes de Maya Gomes, Winderley Morais Pereira, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Relatório Trata o presente processo de Recurso de Ofício interposto pela 3ª turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro II RJ, para ver reexaminado a exoneração do lançamento referente a desclassificação de mercadoria. A empresa importadora realizou diversas importações de equipamentos de medição, todos classificados na posição NCM 9031.8090. A Fiscalização Aduaneira, em procedimento de revisão das declarações, considerou incorreta as classificações adotadas. Os equipamentos bloco padrão individual, bloco padrão em V, paralelo ótico para micrômetro, aferidor de anel padrão, padrão de altura para micrômetro, aferidor de micrômetro e aferidor de paquímetro foram reclassificados para a posição 9017.30.90 e os equipamentos relógio apalpador, relógio comparador, aferidor de relógio comparador, comparador de diâmetro e medidor de diâmetro, a Fiscalização reclassificou na posição 9017.80.90. As alegações para alteração dos produtos em litígio, concentramse no fato da Fiscalização entender que são instrumentos de medida dimensional e de aferição de instrumentos de uso manual, o que alteraria a classificação originalmente adotada nas declarações de importação. Cientificado do lançamento, a empresa autuada veio aos autos apresentando manifestação de inconformidade, alegando que mais de 90% dos despachos de classificação foram submetidos a conferência por parte da fiscalização, que o Auto de Infração não foi elaborado a partir de laudo técnico, que os instrumentos são portáteis e não manuais, que a fiscalização não deveria aterse somente ao catálogo comercial e sim em literatura técnica e na análise física dos equipamentos. Os equipamentos em discussão podem ser armados e desarmados, mas não podem ser manobrados com as mãos, pois são de metrologia de altíssima precisão. Ao final questiona as multas aplicadas, os juros com utilização de taxa Selic e requer a conversão do julgamento em diligência. A Delegacia de Julgamento decidiu por converter o julgamento em diligência, sendo designado o Instituto Nacional de Tecnologia INT, para que fossem respondidos os seguintes quesitos: i) Tratase de instrumentos de medida de distâncias ? ii) Tratase de calibre ou instrumento semelhante ? iii) Foram os instrumentos concebidos para serem utilizados apenas quando montados permanentemente em suportes ou ligados (por cabos, tubos flexíveis por exemplo) a máquinas ou aparelhos ? Fl. 772DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 16/04/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10314.005968/200484 Acórdão n.º 310201.380 S3C1T2 Fl. 2 3 iv) Se positiva a resposta ao quesito 2, possui o instrumento dispositivos reguláveis que permitem apenas controlar, por comparação, dimensões, ângulos, formas, etc. (por exemplo calibradores tampão, medidores de anel) ? v) Outras considerações que julgar necessárias. Concluída a diligência, o laudo técnico foi juntado às fls. 352 a 394. A Delegacia de Julgamento exonerou a integralidade do lançamento, parte em razão da decadência que alcançou os lançamentos anteriores a 30/08/1999 e no mérito, observando as considerações do laudo técnico, entendeu que a classificações imposta pela Fiscalização Aduaneira não correspondem aos produtos em discussão. A decisão da DRJ foi assim ementada: "ASSUNTO: Imposto Sobre a Importação II Exercício: 1999,2000,2001, 2002, 2003 Decadência. Transcorrido o prazo de cinco anos, homologaram se os pagamentos. Decadente o Lançamento em relação a parte das DI. Mérito. Classificação fiscal. Constatado, com base em laudo técnico pericial produzido em diligência, que os produtos importados não possuem as características merceológicas exigidas pela posição da NCM imputada pela autoridade fiscal. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado." Diante dessa decisão, cuja exoneração do sujeito passivo ultrapassou o limite de alçada, foi apresentado pela Turma Julgadora o competente recurso de ofício. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso atende os requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. O recurso protocolado pela autoridade a quo, teve o condão de ver novamente analisada a exoneração realizada sobre o lançamento constantes do Auto de Infração. Fl. 773DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 16/04/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 De início aprecio a decadência de parte do lançamento. O autuado teve ciência do auto de infração em 30/08/2004, e os lançamentos referemse a declarações registradas no período de 13/01/1999 a 10/06/2003. A autoridade de primeira instância decidiu pela decadência para os lançamentos referente às Declarações de Importação registradas em data anterior a 30/08/1999, considerando o prazo de 5 (cinco) anos contados da data do fato gerador. È cediço nos entendimentos deste colegiado que o prazo decadência para exigência é de 5 (cinco) anos, contados a partir da data do fato gerador, caso tenha ocorrido antecipação do pagamento nos termos do art. 150, § 4º do CTN ou nos outros casos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I, do art. 173 do CTN. Examinando os autos consta a informação que a Recorrente realizou o registro das DI, com o recolhimento referente ao imposto de importação e Imposto sobre Produtos Industrializados. Portanto, tendo em vista a ocorrência de recolhimento, o termo de início para contagem do prazo decadencial é aquele previsto no art. 150, § 4ª do CTN. Não existindo nenhum reparo a ser feito na decisão da autoridade a quo. Quanto ao mérito, os produtos em litígio que sofreram reclassificação por parte da Fiscalização Aduaneira são instrumentos de medida dimensional e de aferição de instrumentos. O importador classificou os produtos na posição 9031.80.90 e a Fiscalização aduaneira entendeu que por tratarse de equipamentos de uso manual seriam classificados na posição 9017.30.90 e 9017.80.90. A posição indicada pelo importador 9031.80.90 e as posições apuradas pela Fiscalização 9017.30.90 e 9017.80.90, encontramse assim descrita na TEC. 90.31 Instrumentos, aparelhos e máquinas de medida ou controle, não especificados nem compreendidos noutras posições do presente Capítulo; projetores de perfis. 9031.10.00 ‐ Máquinas de balancear (equilibrar) peças mecânicas 14BK 9031.20 ‐ Bancos de ensaio 9031.20.10 Para motores 14BK 9031.20.90 Outros 14BK 9031.4 ‐ Outros instrumentos e aparelhos ópticos: 9031.41.00 ‐‐ Para controle de plaquetas (wafers) ou de dispositivos semicondutores ou para controle de máscaras ou retículos utilizados na fabricação de dispositivos semicondutores 14BK 9031.49 ‐‐ Outros 9031.49.10 Para medida de parâmetros dimensionais de fibras de celulose, por meio de raios laser 0BK 9031.49.20 Para medida da espessura de pneumáticos de veículos automóveis, por meio de raios laser 0BK 9031.49.90 Outros 14BK 9031.80 ‐ Outros instrumentos, aparelhos e máquinas 9031.80.1 Dinamômetros e rugosímetros 9031.80.11 Dinamômetros 14BK 9031.80.12 Rugosímetros 14BK 9031.80.20 Máquinas para medição tridimensional 14BK 9031.80.30 Metros padrões 10BK 9031.80.40 Aparelhos digitais, de uso em veículos automóveis, para medida e indicação de múltiplas grandezas tais como: velocidade média, consumos instantâneo e médio e autonomia (computador de bordo) 16BIT 9031.80.50 Aparelhos para análise de têxteis, computadorizados 0BK 9031.80.60 Células de carga 14BK 9031.80.9 Outros 9031.80.91 Para controle dimensional de pneumáticos, em condições de carga 0BK 9031.80.99 Outros 14BK 9031.90 ‐ Partes e acessórios 9031.90.10 De bancos de ensaio 14BK Fl. 774DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 16/04/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10314.005968/200484 Acórdão n.º 310201.380 S3C1T2 Fl. 3 5 9031.90.90 Outros 14BK 90.17 Instrumentos de desenho, de traçado ou de cálculo (por exemplo, máquinas de desenhar, pantógrafos, transferidores, estojos de desenho, réguas de cálculo e discos de cálculo); instrumentos de medida de distâncias de uso manual (por exemplo, metros, micrômetros, paquímetros e calibres), não especificados nem compreendidos noutras posições do presente Capítulo. 9017.10 ‐ Mesas e máquinas de desenhar, mesmo automáticas 9017.10.10 Automáticas 0BK 9017.10.90 Outras 18 9017.20.00 ‐ Outros instrumentos de desenho, de traçado ou de cálculo 18 9017.30 ‐ Micrômetros, paquímetros, calibres e semelhantes 9017.30.10 Micrômetros 10 9017.30.20 Paquímetros 18 9017.30.90 Outros 18 9017.80 ‐ Outros instrumentos 9017.80.10 Metros 18 9017.80.90 Outros 18 9017.90 ‐ Partes e acessórios 9017.90.10 De mesas ou máquinas de desenhar, automáticas 0BK 9017.90.90 Outros 16 As classificações adotadas pela fiscalização, considerou as informações constantes dos manuais dos equipamentos que descreviam a possibilidade de utilização manual e portanto, a classificação deveria ser aquela constante da posição 9017. Analisando as exigências para classificação na posição 9017, constantes das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado NESH, há de se verificar 3 (três) características gerais que deverão ser apresentadas pelos produtos ali classificados: serem utilizados para medir distâncias, de uso manual e nos casos de calibres e semelhantes, que aqueles sem "dispositivos reguláveis", excluemse dessa posição. O laudo técnico determinado pela autoridade de primeira analisou estas características, conforme se depreende da leitura do laudo técnico, a maioria dos instrumentos não se trata de equipamentos para medir distâncias, não podendo ser classificados na posição 9017. Dos produtos analisados, restaram 5 (cinco), considerados equipamentos para medir distâncias: Padrão de altura para micrômetro, Aferidor de paquímetro, Relógio apalpador, Relógio comparador, Aferidor de relógio comparador. Entretanto, os 5 equipamentos, segundo o laudo técnico, não são de uso manual, não sendo classificados na posição 9017. Considerando as conclusões do laudo técnico, os equipamentos reclassificados que deram origem ao lançamento, não podem classificarse na posição adotada pela fiscalização e portanto, há de se exonerar o lançamento, não existindo nenhum reparo a fazer na decisão de primeira instância. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso de Ofício. Fl. 775DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 16/04/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 6 Winderley Morais Pereira Fl. 776DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 16/04/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10215.720167/2007-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2004
DA REVISÃO DO LANÇAMENTO - ERRO DE FATO.
O lançamento deverá ser revisto, de ofício, quando caracterizada a ocorrência de erro de fato na área total do imóvel, informada na declaração anual do ITR.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 2202-001.768
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2004 DA REVISÃO DO LANÇAMENTO - ERRO DE FATO. O lançamento deverá ser revisto, de ofício, quando caracterizada a ocorrência de erro de fato na área total do imóvel, informada na declaração anual do ITR. Recurso de ofício negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1624; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10215.720167/200711 Recurso nº 921.245 De Ofício Acórdão nº 220201.768 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria ITR Recorrente PEDRO ANTONIO RODRIGUES DE MELLO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 DA REVISÃO DO LANÇAMENTO ERRO DE FATO. O lançamento deverá ser revisto, de ofício, quando caracterizada a ocorrência de erro de fato na área total do imóvel, informada na declaração anual do ITR Recurso de ofício negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Eivanice Canário da Silva, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rafael Pandolfo e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Relatório Em desfavor do contribuinte, PEDRO ANTONIO RODRIGUES DE MELLO, foi lavrada a notificação de lançamento nº 02102/00020/2007 (fls. 04), no qual foi intimado a recolher o crédito tributário de R$ 4.870.890,28, correspondente ao lançamento do ITR/2003, da multa proporcional (75,0%) e dos juros de mora calculados até 31/11/2007, tendo como objeto o imóvel rural "Fazenda Mello” (NIRF 6.565.9465), com a área total declarada de 1.290.762,0 ha, localizado no município de Novo Progresso – PA. A descrição dos fatos, o enquadramento legal da infração e o demonstrativo da multa de ofício e dos juros de mora encontrase às fls. 04/07. A ação fiscal, proveniente da revisão da DITR/2004, iniciou se com o termo de intimação de fls. 01/02, não atendido, para o contribuinte apresentar laudo de avaliação do imóvel, com ART/CREA, nos termos da NBR 14653 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. Na análise da DITR/2004, a autoridade fiscal desconsiderou o VTN declarado de R$ 0,00, arbitrandoo em R$ 22.020.399,72 (R$ 17,06/ha), com base no SIPT, tendo sido apurado imposto suplementar de R$ 2.202.029,97, conforme demonstrado às fls. 06. Cientificado do lançamento em 18/12/2007 (fls. 29/30), o contribuinte, inconformado com a referida notificação de lançamento, protocolou em 28/12/2007 a impugnação de fls. 10/11, exposta nesta sessão e lastreada nos documentos de fls. 17/28, alegando, em síntese: A área total informada na DITR/2004 foi digitada indevidamente com 1.290.762,0 ha, quando, verdade, o imóvel possui um total de 1.290,7 ha, área essa já cadastrada na Receita Federal e de acordo com documentos anexados; solicita a respectiva alteração no campo “área total do imóvel” e concorda em pagar quaisquer débitos oriundos desse NIRF. Ao final, o contribuinte espera e requer o acolhimento da presente impugnação, por insubsistência e improcedência da ação fiscal, cancelando se o débito fiscal reclamado referente ao ITR/2003. A DRJ Brasília ao apreciar as razões do impugnante julgou a impugnação procedente, retificando a área total informada na DITR/2004 de 1.290.762,0 ha para 1.290,7 ha, mantendose o VTN arbitrado (R$ 17,06/ha), com a redução do imposto suplementar apurado de R$ 2.202.029,97 para R$ 936,75, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A DRJ submeteu recurso de ofício à apreciação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda. O contribuinte foi cientificado do Acórdão da DRJ por edital, não se pronunciando sobre o mesmo. É o relatório. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10215.720167/200711 Acórdão n.º 220201.768 S2C2T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso ofício reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Em sua impugnação o contribuinte questionou que teria cometido um erro no preenchimento da DITR. Em face dos elementos presentes nos autos não resta dúvida que o erro está demonstrado. Ao tratar da matéria assim se pronunciou a DRJ: O contribuinte alega que a área total correta da propriedade (1.290,7 ha), constante do CAFIR da RFB (fls. 19), foi informada erroneamente na DITR/2003 com 1.290.762,0 ha, por erro de digitação. Em princípio, a aceitação da pretendida área total de 1.290,7 ha estaria prejudicada pela modalidade de lançamento do ITR/2004, autolançamento, e por ter sido apresentada somente após o início do procedimento de ofício. Entretanto, quando argüida pelo contribuinte na fase de impugnação, a hipótese de erro de fato deve ser analisada, observando se aspectos de ordem legal. Caso fosse negada essa oportunidade ao contribuinte, estaria sendo ignorado um dos princípios fundamentais do Sistema Tributário Nacional, qual seja, o da estrita legalidade e, como decorrência, o da verdade material. Porém, na hipótese levantada, o lançamento regularmente impugnado somente poderá ser alterado, nos termos do art. 145, inciso I, do CTN, em caso de evidente erro de fato, devidamente comprovado através de provas documentais hábeis e idôneas, previstas na Norma de Execução Cofis nº 003/2006. No presente caso, o contribuinte também anexou aos autos cópia do protocolo do INCRA, memorial descritivo do imóvel e plantas topográficas (fls. 18/28), para comprovar a área total pretendida. Diante dos fatos, atuou corretamente a DRJ ao retificar a área total do imóvel informada erroneamente na DITR/2004, de 1.290.762,0 há para 1.290,7 ha e, consequentemente, ajustadas as áreas declaradas de preservação permanente e como ocupadas com benfeitorias, respectivamente, de 645.381,0 ha para 645,3 ha e de 190,0 ha para 0,2 ha. Ante ao exposto, voto por negar provimento ao recurso de ofício. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 66DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 30/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 19740.900221/2009-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2009
PROVA. ERRO DE FATO. DCTF. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Cabe ao contribuinte o ônus da prova em relação ao erro no preenchimento da DCTF, sob pena de não ser homologada a compensação declarada. Deve ser desprovido o recurso quando não restar demonstrado o pagamento a maior do tributo.
Numero da decisão: 3803-004.018
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e José Luiz Feistauer de Oliveira.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2009 PROVA. ERRO DE FATO. DCTF. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Cabe ao contribuinte o ônus da prova em relação ao erro no preenchimento da DCTF, sob pena de não ser homologada a compensação declarada. Deve ser desprovido o recurso quando não restar demonstrado o pagamento a maior do tributo.
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ERRO DE FATO. DCTF. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Cabe ao contribuinte o ônus da prova em relação ao erro no preenchimento da DCTF, sob pena de não ser homologada a compensação declarada. Deve ser desprovido o recurso quando não restar demonstrado o pagamento a maior do tributo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e José Luiz Feistauer de Oliveira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 74 0. 90 02 21 /2 00 9- 91 Fl. 405DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Tratase de PER/DCOMP por meio do qual o contribuinte pretende compensar crédito proveniente de recolhimento a maior de IOF correspondente ao período de julho de 2009 no valor de R$ 52.542,82, com débito do mesmo imposto. A Fazenda, através do Despacho Decisório à fl. 04 deixou de homologar o pedido, pois considerou não haver crédito disponível em favor do contribuinte para a compensação almejada. Notificado do Despacho Decisório, o contribuinte tempestivamente apresentou Manifestação de Inconformidade às fls. 09/17, alegando em suma que teria apresentado DCTF original às fls.53/54 onde declarou e recolheu indevidamente o IOF no valor de R$ 455.698,00. Ainda na Manifestação de Inconformidade, afirmou ter apresentado DARF (Documento 4) para comprovar o imposto recolhido. Entretanto, cumpre informar que analisando o DARF juntado à fl. 55, verificase que o valor recolhido foi de R$ 438.737,33. O contribuinte ainda argumenta que o valor correto por ele apurado, a titulo de IOF, referente a julho de 2009, é igual a R$ 403.155,18, resultando no crédito pleiteado no valor de R$ 52.542,82 e que às fls. 73 e seguintes apresentou DCTF retificadora. Esclarece ter utilizando a DCTF retificadora para compensar o crédito proveniente do recolhimento a maior de IOF em exame, com o IOF apurado em agosto de 2009. Cita legislação atinente ao seu direito a repetição de tributo indevido e a compensação. Às fls. 99/101 sobreveio decisão da DRJ julgando improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, declarando não homologada a compensação realizada, vez que o contribuinte somente teria apresentado a DCTF retificadora após ser notificado do despacho decisório e ainda sem provas de seu direito creditório. A decisão da DRJ foi lavrada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS – IOF Ano calendário: 2009 DISPENSA EMENTA. Dispensa a ementa, na forma do inciso I do art. 1° da Portaria SRF n° 1.364/2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Cientificado da decisão da DRJ, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário e inova em seus argumentos, vez que diferente do que havia alegado na Manifestação de Inconformidade, tentou esclarecer os meandros da operação financeira que gerou a incidência de IOF a maior, juntando ainda documentos novos aos autos. O recorrente aduz ter firmado cédula de crédito em 25/06/2009 em favor da empresa Monte Cristo Negócios e Participações Ltda., no valor de R$ 10.000.000,00, conforme Doc 2. Todavia informa que já no dia seguinte, ou seja, em 26/06/2009 este contrato sofreu aditamento que está comprovado no Anexo 3, segundo alega o contribuinte. Fl. 406DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 19740.900221/200991 Acórdão n.º 3803004.018 S3TE03 Fl. 102 3 Assim, o contribuinte ainda advoga que a DCTF original foi informada levando em consideração as operações com a empresa Monte Cristo Negócios e Participações Ltda., e ainda outras realizadas em julho/2009. Explica ainda que se retira dos demonstrativos de apuração do IOF, que o valor de R$ 438.737,33 é na realidade composto dos valores de R$ 418.639,25, R$ 7.739,86 e R$ 12.358,22 Destaca que o equívoco do recolhimento a maior do imposto foi encontrado no pagamento do valor de R$ 418.639,25, por ter considerado 2 (duas) vezes o mesmo crédito concedido para a empresa Monte Cristo Negócios e Participações Ltda., no valor de R$ 10.000.000,00 na base de cálculo apurada em julho/2009. Com efeito, pretende demonstrar que apurou o IOF incidente sobre a operação da referida empresa em duplicidade em relação ao 2º e o 3º decênio de julho/2009, esclarece que esta alegação se comprova dos lançamentos contidos no Livro Razão, mais especificamente na conta nº 4.9.1.10.10.0026 (Anexo 13). Ao final tece comentários contra a tese de que ao contribuinte é vedado retificar a DCTF após o envio do PER/DCOMP e cita em sua defesa a IN nº 903/2008 e reclama a aplicação do princípio da verdade material e anexa decisões do CARF neste sentido e por derradeiro pleiteia o reconhecimento do direito creditório e a homologação da PER/DCOMP. É o relatório. Voto Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani O recurso é tempestivo e cumpre os requisitos de admissibilidade e por isso deve ser conhecido. Conforme se extrai da decisão da DRJ, o pedido de compensação foi indeferido em razão de que o contribuinte teria deixado de apresentar documento contábil por meio do qual restasse comprovada a apuração da base de cálculo a maior do que efetivamente indicada em DCTF original. Assim, a decisão de primeiro grau afastou o direito pleiteado em razão do contribuinte não ter demonstrado o erro no preenchimento da DCTF. É sabido que o artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 exige que o contribuinte apresente as provas documentais no momento Manifestação de Inconformidade. Todavia, compreendo que o princípio da verdade material possibilita ao sujeito passivo produzir provas em momento posterior e ainda mais quando estas tenham o condão de afastar a exação. Apenas no recuso voluntário o contribuinte anexou o Livro Razão visando comprovar que possui direito ao crédito no valor de R$ R$ 52.542,82, por se tratar de recolhimento em duplicidade do IOF. Entretanto não basta que o recorrente tenha retificado a DCTF e comprovado o recolhimento do tributo por meio da DARF anexa como forma de configurar o seu direito Fl. 407DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 creditório, pois é preciso demonstrar a existência do crédito por meio dos documentos contábeis capazes de afastar qualquer dúvida do seu direito. Nestes termos, não consegui depreender do conjunto probatório apresentado, principalmente do Livro Razão, a comprovação do pagamento em duplicidade do IOF em relação ao 2º e o 3º decênio de julho/2009, muito embora tenha verificado na conta contábil nº 4.9.1.10.10.0026 (Anexo 13), que o valor de R$ 418.639,25 é referente ao 3º decênio de julho/2009, todavia não apurei o “bis in idem” alegado. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Sala das sessões, 28 de fevereiro de 2013. (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Fl. 408DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10425.900017/2008-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1998
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PRESCRIÇÃO
O regramento estabelecido pela Lei Complementar 118/2005, de 09/02/2005, é aplicável aos pedidos de restituição formalizados após o decurso do vacatio legis, ou seja, a partir de 09/06/2005. Para solicitações formalizadas em data anterior, a contagem do prazo prescricional segue a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, conforme entendimento consolidado no STJ.
No caso, formalizada a solicitação em 30/01/2004, aplicase
o prazo de dez anos. (STF/RE 566621/RS, sessão de 04/08/2011, DJ 11/10/2011).
Recurso Voluntário Provido em Parte..
Numero da decisão: 1302-000.893
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, considerar tempestivas PER/DCOMP e dar provimento parcial ao recurso, determinando o retorno dos autos à DRF de origem para prosseguimento da análise do pretenso crédito pleiteado (origem e disponibilidade) e da DCOMP, na qual o contribuinte informou a utilização desse crédito, restabelecendo-se o trâmite processual a partir daí.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1998 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PRESCRIÇÃO O regramento estabelecido pela Lei Complementar 118/2005, de 09/02/2005, é aplicável aos pedidos de restituição formalizados após o decurso do vacatio legis, ou seja, a partir de 09/06/2005. Para solicitações formalizadas em data anterior, a contagem do prazo prescricional segue a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, conforme entendimento consolidado no STJ. No caso, formalizada a solicitação em 30/01/2004, aplicase o prazo de dez anos. (STF/RE 566621/RS, sessão de 04/08/2011, DJ 11/10/2011). Recurso Voluntário Provido em Parte..
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2290; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 79 1 78 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10425900017/200897 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302000.893 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de maio de 2012 Matéria RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO IRPJ Recorrente CERW CENTRO RADIOLÓGICO RICARDO WANDERLEY LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PRESCRIÇÃO O regramento estabelecido pela Lei Complementar 118/2005, de 09/02/2005, é aplicável aos pedidos de restituição formalizados após o decurso do vacatio legis, ou seja, a partir de 09/06/2005. Para solicitações formalizadas em data anterior, a contagem do prazo prescricional segue a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, conforme entendimento consolidado no STJ. No caso, formalizada a solicitação em 30/01/2004, aplicase o prazo de dez anos. (STF/RE 566621/RS, sessão de 04/08/2011, DJ 11/10/2011). Recurso Voluntário Provido em Parte.. Aguardando Nova Decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, considerar tempestivas PER/DCOMP e dar provimento parcial ao recurso, determinando o retorno dos autos à DRF de origem para prosseguimento da análise do pretenso crédito pleiteado (origem e disponibilidade) e da DCOMP, na qual o contribuinte informou a utilização desse crédito, restabelecendose o trâmite processual a partir daí. (assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello Presidente (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade, Diniz Raposo e Silva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira e Marcos Rodrigues Mello. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente e m 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARCOS RO DRIGUES DE MELLO Processo nº 10425900017/200897 Acórdão n.º 1302000.893 S1C3T2 Fl. 80 2 Relatório A interessada acima qualificada apresentou a Declaração de Compensação DCOMP de fls. 01/06, por meio da qual compensou crédito do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ com débitos de sua responsabilidade. O crédito informado, no valor de R$ 5.026,38, seria decorrente do saldo negativo do imposto apurado no 1º trimestre de 1998. A Delegacia da Receita Federal DRF em Campina Grande, através de Despacho Decisório eletrônico, não homologou as compensações, por entender extinto, em virtude do decurso do prazo, o direito de utilização do crédito. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o prazo de cinco anos contase a partir da homologação expressa ou tácita do pagamento, bem assim que a Lei Complementar n° 118/2005 não é interpretativa, pelo que não alcançaria os casos em andamento nem os fatos geradores ocorridos antes da sua edição (com base em decisões administrativas e judiciais). Requereu a anulação do despacho decisório, para que a autoridade a quo aprecie o mérito do pedido. A 3ª Turma da DRJ/Recife, através da ementa abaixo, por unanimidade, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por ter sido o pedido de compensação feito a destempo. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/ COMPENSAÇÃO. PRAZO PARA REQUERER. O direito de pleitear a restituição/compensação extinguese com o decurso do prazo de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário. Cientificado da decisão em 17/03/2011 o contribuinte apresentou recurso voluntário tempestivo, em 31/03/2011, reprisando os argumentos apresentados na impugnação e requerendo a inaplicabilidade dos argumentos da DRJ, para que sejam aceitas as compensações, considerando o prazo decadencial de 10 anos. É o Relatório. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente e m 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARCOS RO DRIGUES DE MELLO Processo nº 10425900017/200897 Acórdão n.º 1302000.893 S1C3T2 Fl. 81 3 Voto Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Considerando que a DCOMP não foi analisada, o cerne da querela cingese à definição da contagem do prazo prescricional para solicitar a restituição de valores do tributo indevidamente recolhidos. Com o advento da Lei Complementar nº 118/2005, a questão teria ficado decidida pelo texto do art. 3º da referida norma ao estabelecer que, para efeito de interpretação do inciso I, do art. 168, do CTN, a extinção do crédito tributário no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação ocorreria no momento do pagamento antecipado. Assim, nos termos dos dispositivos legais mencionados, o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo qüinqüenal contado a partir do pagamento indevido. Dirimido o tema quanto à contagem do prazo, restou a discussão quanto à aplicabilidade da Lei Complementar aos fatos ocorridos anteriormente a sua vigência, tendo em vista o caráter interpretativo que lhe foi dado pelo art. 4º, o que implicaria a retroatividade da norma. Essa aplicação da norma a fatos anteriores foi questionada judicialmente e gerou manifestação do STJ no sentido da irretroatividade do dispositivo. Após o STF manifestar entendimento de que a decisão do STJ violaria cláusula de reserva de Plenário, caberia então o aguardo da decisão do Pretório Excelso quanto ao tema, o que ocorreu recentemente (STF/RE 566621/RS, sessão de 04/08/2011, DJ 11/10/2011). (Destaques acrescidos): DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a Fl. 81DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente e m 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARCOS RO DRIGUES DE MELLO Processo nº 10425900017/200897 Acórdão n.º 1302000.893 S1C3T2 Fl. 82 4 aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Considerando que ao Acórdão em comento aplicase o art. 543B, § 3º, do CPC; o entendimento nele esposado deve ser reproduzido nos julgados deste Colegiado, nos termos do art. 62A do Anexo II, da Portaria MF nº 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF. Sob esse prisma, a decisão deixa claro que a regra a ser utilizada é definida pela data em que foi interposta a ação ou, no caso, o pedido administrativo. Se o pleito foi formalizado após 09/06/2005, a LC 118/2005 é aplicável em sua plenitude. Caso contrário, o prazo prescricional deve seguir a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, nos termos definidos pelo STJ. Na presente situação o pedido foi formalizado em 30/01/2004, data anterior a 09/06/2005. Aplicarseá, portanto, o prazo decenal definido pelo STJ. Sob esse prisma, considerando que o crédito referese a saldo negativo do IRPJ apurado no anocalendário de 1998, o termo inicial a ser considerado é 31/12/1998 (data do fato gerador) e o termo final seria 31/12/2008. Como o pedido foi formalizado em data anterior, não se caracterizou a prescrição. Do exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso , para considerar tempestivas PER/DCOMP, determinando o retorno dos autos à DRF de origem para prosseguimento da análise do pretenso crédito pleiteado (origem e disponibilidade) e da DCOMP, na qual o contribuinte informou a utilização desse crédito, restabelecendose o trâmite processual a partir daí. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Fl. 82DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente e m 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARCOS RO DRIGUES DE MELLO Processo nº 10425900017/200897 Acórdão n.º 1302000.893 S1C3T2 Fl. 83 5 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente e m 14/05/2012 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SIL, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARCOS RO DRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 13706.000868/2004-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÕES - DEPENDENTES - A opção do casal pela declaração em separado implica na impossibilidade de que se considere o cônjuge como dependente.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-001.874
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Conselheiro Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente justificadamente o Conselheiros Helenilson Cunha Pontes. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Relatório Em desfavor do contribuinte, PAULO ROBERTO MIRANDA DE SIQUEIRA , foi lavrada Notificação de Lançamento de fls. 02/04, resultante de alterações em sua Declaração de Ajuste Anual, exercício de 2003, anocalendário de 2002. O procedimento de revisão alterou o resultado apurado na Declaração de Ajuste Anual de saldo de imposto a pagar no valor de R$21,92 para saldo de imposto a pagar após revisão de R$1.142,97. Foram glosada integralmente as deduções de dependentes de as despesas de instrução, respectivamente declaradas no valor de R$ 3.816,00 e R$ 3.657,66. Cientificado do lançamento, o(a) interessado(a) apresentou impugnação contestando o fato de não terem sido levados em consideração, no cálculo do imposto de renda, as deduções com seus dependentes, bem como os valores declarados a título de despesas com instrução. A DRJ ao apreciar as razões do contribuinte, julgou o lançamento procedente em parte, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 GLOSA DE DEPENDENTES. Restabelecemse as deduções com dependentes na declaração de rendimentos somente quando comprovadas as relações de dependência. GLOSA DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Uma vez não comprovado o efetivo pagamento da totalidade das despesas com instrução informadas na declaração de rendimentos, há que ser mantida em parte a glosa efetuada pelo Fisco. Lançamento Procedente em Parte A DRJ da análise da documentação entendeu que restou confirmada as relações de dependência de seus filhos, Paula Helena Pinheiro Andrade de Souza Miranda de Siqueira e Fellipe Luiz Pinheiro Andrade de Souza Miranda de Siqueira. A esposa do contribuinte não pode constar como dependente na declaração do interessado, pois entregou declaração de rendimentos, em separado, no modelo simplificado. No que toca a dedução de despesas de instrução, os documentos trazidos aos autos, reconheceuse como despesas de instrução o montante de R$ 2.433,25. Insatisfeito com o acórdão, o recorrente interpões recurso voluntário solicitando que seja considerado a sua esposa como dependente, indicando que esta nunca trabalhou e que a declaração da mesma foi feita apenas para manutenção do CPF. É o relatório. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13706.000868/200446 Acórdão n.º 220201.874 S2C2T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. O fato de a cônjuge do contribuinte não auferir rendimentos não autoriza a dedução, uma vez que ela apresentou declaração em separado. Ressaltese que, no caso em apreço, o próprio contribuinte optou pela declaração em separado, tanto assim que não assinalou a quadrícula correspondente a declaração em conjunto (fls. 24). A opção do casal pela declaração em separado implica na impossibilidade de que se considere o cônjuge como dependente. Ante ao exposto, nego provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 75DF CARF MF Impresso em 13/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 10480.722392/2010-40
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2202-000.266
Decisão: RESOLVEM os Membros da 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Conselheiro Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Julianna Bandeira Toscano, Rafael Pandolfo e Nelson Mallmann. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Pedro Anan Junior, Odmir Fernandes e Helenilson Cunha Pontes. Fl. 386DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10480.722392/201040 Resolução n.º 220200.266 S2C2T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO Em desfavor da contribuinte, SUAPE COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO, lavrado o Auto de Infração de fls. 01/04, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, exercício 2006, relativo ao imóvel denominado "Grupo Engenho Massangana e Outros", localizado no município de Ipojuca PE, com área total de 7.741,9 ha, cadastrado na RFB sob o n° 1.950.8972, no valor de R$ 9.012.014,38 (nove milhões doze mil catorze reais e trinta e oito centavos), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora perfazendo um crédito tributário total de R$ 19.613.748,09 (dezenove milhões seiscentos e treze mil setecentos e quarenta e oito reais e nove centavos). A contribuinte foi intimada a comprovar as áreas declaradas como ocupadas com benfeitorias e o valor da terra nua declarado, conforme Termo de Intimação Fiscal — TIF n° 04101/00029/2010, fls. 07/08, com ciência em 30/06/2010 Aviso de Recebimento — AR RF867727707BR, fl. 10. Não havendo resposta ao TIF foi reenviado o referido termo tendo a Intimada tomado ciência em 05/08/2010 pelo AR SK 47992750 3 BR, fl. 13. No procedimento de análise e verificação das informações declaradas na DITR/2006 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conforme Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido ITR, fl. 03, a fiscalização: a) glosou a Area declarada como ocupada com benfeitorias úteis e necessárias destinadas à atividade rural; b) alterou o Valor Total do Imóvel; c) alterou o valor das benfeitorias; d) alterou o Valor da Terra Nua. O Auto de Infração foi postado nos correios tendo a contribuinte tomado ciência em 30/09/2010, conforme Aviso de Recebimento 880866059 RF, fl. 22. Não concordando com a exigência a contribuinte apresentou impugnação de fls. 23/24, em 29/10/2010, fl. 23, alegando em síntese: • I Preliminarmente requer a devolução integral do prazo em face de obstáculo processual criado pela unidade do Cabo de Santo Agostinho que obstruiu a vista dos autos ao funcionário da Impugnante, Sr. Moacir Carneiro Leão, o que fez de forma sistemática e por diversas vezes, ora exigindo agendamento prévio pela intemet quando esta encontravase bloqueada para tal fim, ora se recusando a fazelo pessoalmente. Tal faro causou prejuízo a sua defesa, a qual e realizada sem que se tenha tido, destaquese, vista dos autos e do respectivo laudo ou critério que norteou afixação dos valores do ITR; II Consoante se verifica do lançamento do ITR relativo ao ano de 2005 o valor total do imóvel encontrado por esta Secretaria foi de R$ 13.487.890,27, havendo sido fixado para fins de incidência do ITR, após as deduções legais, o valor final de R$ 5.300.051,73, valores significativamente inferiores ao apontado para o exercício subseqüente de 2006, de exatos R$ 98.388.716,25 como valor total do imóvel e de Fl. 387DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10480.722392/201040 Resolução n.º 220200.266 S2C2T2 Fl. 3 3 R$ 75.336.063,84 para fins de incidência do ITR sobre o mesmo imóvel, frisese (sic); III essa gritante discrepancia não se justifica sob nenhum cenário que se possa imaginar, razão pela qual protesta, de logo, pela produção de prova pericial conjunta com vista a encontrar o valor justo e adequado, fazendo juntada, outrossim, do laudo apresentado ao processo do ITR 2005; IV essa gritante reavaliação de valores foi realizada sem a ouvida da Impugnante, o que leva a sua nulidade de pleno direito; V protesta juntada posterior de documentos. A DRJRecife a partir da analise dos argumentos do interessado, julgou a impugnação improcedente. Insatisfeito com o resultado, o interessado interpõe recurso voluntário, reiterando basicamente as mesmas razões da impugnação. É o relatório. Fl. 388DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10480.722392/201040 Resolução n.º 220200.266 S2C2T2 Fl. 4 4 VOTO Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. No que toca ao Valor da Terra Nua, na hipótese de não serem fornecidos os preços de terras para um determinado município, nem pela Secretaria Estadual de Agricultura, nem pela Secretaria Municipal de Agricultura, tendo em vista o comando e a competência legal para a instituição do SIPT, nos termos do art. 14 da Lei n° 9.393, de 1996, a Receita Federal do Brasil disporá, para fins de lançamento de oficio do ITR, do prego médio do hectare obtido a partir dos valores informados nas Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) pelo conjunto dos próprios contribuintes dos imóveis localizados em cada município. Sendo assim, os valores instituídos pela RFB para o SIPT, conforme Portaria SRF n. 447 de 28/03/02, com valores evidenciados em extrato do SIPT devem se encontrados no processo de autuação. Entretanto após análise cuidadosa do processo não foi possível identificar os referidos extratos do SIPT, ainda que expressamente na fls. 03, indicase que os mesmos encontramse em folha anexa. Diante dos fatos, para que não reste qualquer dúvida no julgamento, entendo que o processo ainda não se encontra em condições de ter um julgamento justo, razão pela qual voto no sentido de ser convertido em diligência para que a repartição de origem anexe ao processo os extratos de SIPT a que faz referência na Notificação de Lançamento, fls 01 e 04, dandose vista ao recorrente, com prazo de 20 (vinte) dias para se pronunciar, querendo. Após vencido o prazo, os autos deverão retornar a esta Câmara para inclusão em pauta de julgamento. É o meu voto. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 389DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 13/08/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 10/08/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 11020.002079/2004-23
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES FEDERAL. EMPRESA QUE COMERCIALIZA BEBIDAS DO CAPÍTULO 22 DA TIPI. EXCLUSÃO. EFEITOS Nos termos do artigo 15, inciso II da Lei n º 9.317, de 1996, os efeitos da exclusão de ofício do Simples Federal de empresa que exerça a atividade de industrialização, por conta própria ou por encomenda, dos produtos classificados nos Capítulos 22 e 24 da Tabela de Incidência do IPI - TIPI, sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei nº 7.798, de 10 de julho de 1989, se verificam a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente.
Numero da decisão: 1801-001.121
Decisão: Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Momentaneamente ausente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 SIMPLES FEDERAL. EMPRESA QUE COMERCIALIZA BEBIDAS DO CAPÍTULO 22 DA TIPI. EXCLUSÃO. EFEITOS Nos termos do artigo 15, inciso II da Lei n º 9.317, de 1996, os efeitos da exclusão de ofício do Simples Federal de empresa que exerça a atividade de industrialização, por conta própria ou por encomenda, dos produtos classificados nos Capítulos 22 e 24 da Tabela de Incidência do IPI TIPI, sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei nº 7.798, de 10 de julho de 1989, se verificam a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Momentaneamente ausente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 128DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra decisão da 4a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada contra Ato Declaratório Executivo da DRF em Caxias do Sul/RS que excluiu a empresa da sistemática do Simples Federal a partir de 01/01/2002. Histórico. O SACAT da DRF em Caxias do Sul/RS verificou que a empresa acima interessada teria sido excluída do Simples Federal, com efeitos a partir de 01/01/2001, pelo Ato Declaratório Executivo n º 454.059, de 07/08/2003 (fl. 05), pela ocorrência do evento 325: “pessoa jurídica industrializa bebida classificada no capítulo 22 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI)”. Contra essa exclusão teria apresentado SRS (fl. 03/04) argumentando que industrializava e comercializava a produção exclusivamente à granel, anexando notas fiscais que teriam comprovado tal fato (fls. 09/15). Como resultado da análise da SRS a empresa teria sido mantida na sistemática do Simples Federal porque não teria industrializado, até dezembro de 2001, bebidas classificadas no capitulo 22 da TIPI, sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei n° 7.798, de 10 de julho de 1989 (fls. 24/27). Todavia, teria declarado, também, que iniciou a venda em vasilhames garrafa e garrafão partir de janeiro de 2002, decorrentes da industrialização de bebidas classificadas no capitulo 22 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), atividade vedada conforme legislação de regência, o que impediria sua permanência no sistema, fato que teria sido confirmado pelas licenças de engarrafamento concedidas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento, anexadas à SRS (fls. 16/19). Diante da constatação foi formalizada representação fiscal para fins de exclusão da empresa do Simples Federal (fls. 01/02), tendo sido emitido o ADE n º 38/2004, da DRF/CXL que excluiu a empresa do Simples Federal a partir de 01/01/2002 (fl. 28). Em manifestação de inconformidade tempestivamente apresentada a interessada opôsse contra os efeitos retroativos do ato de exclusão e pediu, ao final, para que a exclusão somente surtisse efeitos a partir de 01/01/2005, anocalendário subseqüente ao que fora emitido o ADE ou, alternativamente, para que os efeitos retroagissem a 01/11/2004, mês subseqüente à ciência do ato de exclusão (fls. 33/41). A 4a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS julgou improcedente a inconformidade ao argumento de que a IN SRF n º 608/2006 delimitou os efeitos da exclusão, no caso da contribuinte, a 01/01/2002, conforme artigo 24. (fls. 92/94). Cientificada da decisão, em 03/03/2008, como demonstra a cópia do AR de fl. 66, apresentou a interessada, em 25/03/2008, o recurso voluntário de fls. 99 e ss, no qual, em Fl. 129DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.002079/200423 Acórdão n.º 180101.121 S1TE01 Fl. 122 3 preliminares, afirma que o STF julgou inconstitucional a exigência de prévio arrolamento de bens para interposição de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes, e que teria havido cerceamento do direito de defesa pois não teriam sido apreciadas, pela turma julgadora de 1a. instância, todas as razões de inconformidade. No mérito reproduziu as alegações deduzidas na manifestação de inconformidade a respeito da ilegalidade e inconstitucionalidade dos efeitos retroativos do ato de exclusão, reiterando os pedidos finais para que a exclusão somente surta efeitos a partir de 01/01/2005, anocalendário subseqüente ao que fora emitido o ADE ou, alternativamente, para que os efeitos retroajam a 01/11/2004, mês subseqüente à ciência do ato de exclusão É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Primeiramente, como bem lembrou a recorrente, o arrolamento de bens ou depósito prévio para garantia de estância foi considerado inconstitucional pelo STF e não mais é exigido, razão pela qual não houve cerceamento do direito de defesa sendo necessário discorrer a respeito do tema. No mérito, é fato que a contribuinte, na vigência da Lei nº 9.317, de 1996, descumpriu as exigências estabelecidas nesse comando normativo, para usufruir do benefício da apuração e pagamento simplificado de impostos e contribuições. E com base nesse mesmo comando normativo foi excluída da sistemática pela qual optou de forma indevida. A recorrente, contudo, não se opõe ao ato de exclusão do Simples, admitindo, assim, praticar atividade vedada para permanência na sistemática do Simples Federal, qual seja, a venda em vasilhames garrafa e garrafão partir de janeiro de 2002, de produtos decorrentes da industrialização de bebidas classificadas no capitulo 22 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi). Sua contestação é dirigida aos efeitos da exclusão, retroativos a 01/01/2002. Resta, então, analisar os comandos legais vigentes a respeito dos efeitos da exclusão do Simples. Nesse sentido a Lei n º 9.317, de 1996, dispõe: Com a redação dada pelo artigo 14 da MP 218949 de 23.08.2001 Art. 9º Não poderá optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica: ... Fl. 130DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 XIX que exerça a atividade de industrialização, por conta própria ou por encomenda, dos produtos classificados nos Capítulos 22 e 24 da Tabela de Incidência do IPI TIPI, sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei nº 7.798, de 10 de julho de 1989, mantidas, até 31 de dezembro de 2000, as opções já exercidas.(*) (*)Com a redação dada pelo artigo 14 da MP 218949 de 23.08.2001 Art. 12. A exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de ofício. Art. 13. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica darseá: ... II obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 9º; ... Art. 14. A exclusão darseá de ofício quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses: I exclusão obrigatória, nas formas do inciso II e § 2º do artigo anterior, quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica; Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: ... II a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIV e XVII a XIX do caput do art. 9º desta Lei; A redação deste inciso II foi dada pelo artigo 33 da Lei n º 11.196, de 21/11/2005. Não existia, portanto, à época em que foi proferido o Ato Declaratório 38/2004, mas permanece em vigor até a presente data sem que tenha sido introduzida, no dispositivo mencionado, qualquer alteração. E a IN SRF n º 608/2006, mencionada pela Turma de Julgadora de 1a. instância, não regulamentou de forma diferente o quanto estabelecido pela Lei n º 9.317, de 1996. Vejamos: IN SRF n º 608, de 2006: Art. 20. Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica: ... XVIII que exerça a atividade de industrialização, por conta própria ou por encomenda, de bebidas, cigarros e demais produtos classificados nos Capítulos 22 e 24 da Tabela de Incidência do IPI (TIPI), sujeitos ao regime de tributação de Fl. 131DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.002079/200423 Acórdão n.º 180101.121 S1TE01 Fl. 123 5 que trata a Lei nº 7.798, de 10 de julho de 1989; mantidas até 31 de dezembro de 2000, as opções já exercidas. ... Art. 21. A exclusão do Simples será feita mediante comunicação da pessoa jurídica ou de ofício Art. 22. A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica darseá: ... II obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 20; ... Art. 23. A exclusão darseá de ofício quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses: I exclusão obrigatória, nas formas do inciso II e § 2º do art. 22, quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica; ... Art. 24. A exclusão do Simples nas condições de que tratam os arts. 22 e 23 surtirá efeito: ... II a partir do mês subseqüente àquele em que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIII e XVI a XVIII do art. 20; A interpretação dada pelo dispositivo acima pela Turma Julgadora de 1a. instância foi além do que dispõe o próprio comando normativo. Aquela autoridade consignou, ainda, que seriam aplicáveis, ao caso, o quanto disposto nos IX e parágrafo 1o., inciso II do artigo 24: Art. 24. A exclusão do Simples nas condições de que tratam os arts. 22 e 23 surtirá efeito: ... IX a partir da data dos efeitos da opção quando nesta data incorrer nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIII e XVI a XVIII do art. 20. Os efeitos da opção, como menciona o inciso IX acima, restaram implementados em 01/01/2001, como decidiu a DRF em Caxias do Sul/RS ao julgar a SRS (fls. 03/04) apresentada contra o Ato Declaratório Executivo n º 454.059, de 07/08/2003 (fl. 05), que havia excluído a empresa do Simples Federal, com efeitos a partir de 01/01/2001. Pela decisão a empresa foi mantida no Simples Federal com efeitos a partir de 01/01/2001, data de Fl. 132DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 sua opção. Mas nessa data, ao contrário do que prevê o inciso IX acima, ela não havia incorrido na hipótese excludente prevista no inciso XVIII do artigo 20. A situação excludente somente ocorreu em janeiro de 2002, quando a empresa passou a comercializar em vasilhames as bebidas alcoólicas classificadas no capitulo 22 da TIPI. Portanto, o inciso IX do artigo 24 acima não é aplicável ao presente caso. Os efeitos da exclusão do Simples, no presente caso, são aqueles determinados pelo inciso II do artigo 15 da Lei n º 9.317, de 1996, reproduzido pelo inciso II do artigo 24 da IN SRF n º 608, de 2006 e se verificam a partir do mês subseqüente àquele em que ocorrida a situação excludente, portanto, em fevereiro de 2002, já que a situação excludente, como fartamente consignado, ocorreu a partir de janeiro de 2002. Por todo o exposto voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, determinando que os efeitos da exclusão do Simples Federal sejam aplicados a partir de 01/02/2002. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 133DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 13401.000667/2006-35
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano calendário: 2003 PROCESSO FISCAL. NULIDADE – CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. Tem-se como nulos os autos de infração (IRPJ e CSLL) que não descrevem os fatos que fundamentam a exigência fiscal (artigo 10, inciso III, do Decreto nº 70.235/72), pois, não demonstram a base de cálculo que importa no recolhimento a menor do tributo devido, restando impedida a autuada de elaborar plenamente sua defesa o que caracteriza ofensa aos princípios constitucionais do devido processo, contraditório e ampla defesa. LANÇAMENTO REFLEXO –CSLL, Decorrendo a exigência da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada a mesma decisão proferida para o imposto de renda, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa.
Numero da decisão: 1802-001.253
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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NULIDADE – CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. Temse como nulos os autos de infração (IRPJ e CSLL) que não descrevem os fatos que fundamentam a exigência fiscal (artigo 10, inciso III, do Decreto nº 70.235/72), pois, não demonstram a base de cálculo que importa no recolhimento a menor do tributo devido, restando impedida a autuada de elaborar plenamente sua defesa o que caracteriza ofensa aos princípios constitucionais do devido processo, contraditório e ampla defesa. LANÇAMENTO REFLEXO –CSLL, Decorrendo a exigência da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada a mesma decisão proferida para o imposto de renda, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa – Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José De Oliveira Ferraz Corrêa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gilberto Baptista. Relatório Fl. 513DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Por economia processual e bem resumir a lide adoto o Relatório da decisão recorrida (fls.469/470) que transcrevo a seguir: Contra a empresa acima qualificada foram lavrados os Autos de Infração a seguir especificados, para exigência de crédito tributário relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, IRPJ e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, CSLL: Tributo Fls. Imposto!Contribuição Juros de Mora Multa Proporcional Total R$ IRPJ 04 531,64 255,15 398,73 1.185,52 CSLL 234 1.467,09 660,17 1.100,31 3.227,57 Total 4.413,09 De acordo com o Relatório de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal à fl. 05, foram constatadas divergências entre os valores declarados e/ou pagos e os valores escriturados. Diferenças que foram apuradas pelo cotejo entre os valores de receitas escriturados no Registro de Apuração do IPI e os constantes do Registro de Apuração do ICMS e do Razão, tudo relativamente ao anocalendário de 2003. Fato que originou a tributação do IRPJ e da CSLL para os fatos geradores com respectivos enquadramentos legais listados às fls.05 e 235. Devidamente intimada, a autuada apresentou impugnações às fls. 210 a 218 e fls. 441 a 449, de igual teor, fazendo, em síntese, as alegações a seguir descritas. Afirma que a empresa é sociedade empresarial limitada que atua no comércio varejista e atacadista de pneumáticos e câmara de ar e que de acordo com o parágrafo único do art. 5° da Lei 10.485/2002, que transcreve à fl. 211, a empresa tem alíquota reduzida a zero para as contribuições do PIS e COFINS. DA PRELIMINAR Considera que a descrição dos fatos deveria conter o completo relato da infração supostamente praticada com especificação das irregularidades encontradas e, no caso, o autuante se limitou a se reportar às planilhas anexadas, sem descrever com precisão a infração detectada o que macula o princípio da ampla defesa e do devido processo legal. A defesa tece diversos comentários, fls. 212 a 218, sobre aspectos inconstitucionais da taxa SELIC e da multa considerada confiscatória. Pede, ao final, caso haja indeferimento das questões preliminares seja julgado improcedente o lançamento, em caso de entendimento diverso, seja determinada a exclusão dos juros SELIC e redução da multa pelas razões elencadas. A decisão de primeira instância julgou improcedente a impugnação, mantendo os lançamentos do IRPJ e CSLL, mediante o Acórdão nº 1121.310, de 20/12/2007, da 3ª Turma da DRJ/Recife/PE (fls.468/472), assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 514DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13401.000667/200635 Acórdão n.º 1802001.253 S1TE02 Fl. 514 3 Anocalendário: 2003 PRELIMINAR DE NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Estando o lançamento revestido das formalidades previstas no art. 10 do Decreto n.° 70.235/72, sem preterição do direito de defesa, não há falar em nulidade do procedimento fiscal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 INCONSTITUCIONALIDADE. ESFERA ADMINISTRATIVA. COMPETÊNCIA. Incabível a argüição de inconstitucionalidade na esfera administrativa visando afastar obrigação tributária regularmente constituída, por transbordar os limites de competência desta esfera, o exame da matéria do ponto de vista constitucional. O sujeito passivo foi cientificado da mencionada decisão em 24/07/2008 e, protocolizou o recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em 20/08/2008, fls.479/499, no qual apresenta os seguintes argumentos, em síntese: que, no seu julgamento, a autoridade de 1ª. Instância não levou em consideração nenhum dos argumentos expendidos na peça impugnatória, desprezandoos por completo e ignorando o pedido de diligência efetuado; que, reafirma todos os termos da inicial, reforçando especificamente a decadência do direito de lançar e o erro na apuração das bases de cálculo do lançamento. NULIDADE DOS AUTOS DE INFRAÇÃO que, o agente fiscal autuante, na pressa em concluir a fiscalização, não indicou, como era indispensável, a descrição minuciosa da infração objeto da exigência fiscal, optando por uma descrição simplória e confusa dos fatos, alguns deles sem qualquer relação direta com a pretensa irregularidade fiscal objeto, ao final, do lançamento, o que fere frontalmente o art. 10, no seu inciso III, do Decreto n° 70.235/72, incidindo, assim, na nulidade prevista no art. 59, do citado instrumento normativo. que, a descrição do fato é, portanto, essencial, pois a tipicidade é inerente à tributação. O fato é a situação existente é que autoriza o lançamento fiscal. que, foram objeto de lançamento em cada auto de infração acusações vagas, principalmente no que tange à apuração das bases de cálculo, remetendose a descrição dos fatos para um confuso e genérico relatório fiscal; que, os procedimentos fiscais de ofício (AUTOS DE INFRAÇÃO)restaram impostos injusta e arbitrariamente à empresa uma vez que formalmente lavrados contra expressa disposição do Decreto n° 70.235/72, que rege o Processo Administrativo Fiscal Federal. Desta forma, argumentos insuficientes e uma metodologia confusa e extremamente imprecisa, adotados neste caso pelo agente fiscal da SRF, não podem nem devem ser considerados como pressupostos válidos para fundamentar uma exação fiscal. Fl. 515DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Como reforço de suas acusações transcreve doutrina e jurisprudência das fls.482/486. DA IMPRECISÃO DAS BASES DE CÁLCULO que, as exigências fiscais fundamentamse numa presumida FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO e/ou DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO, entretanto as bases de cálculo sobre as quais se assenta a ilegítima pretensão do fisco não constam devidamente explicitadas no questionado auto de infração. Há valores que realmente não foram recolhidos ao fisco, entretanto não atingem o montante exigido no lançamento formalizado contra este contribuinte. Por mais que goze da presunção de legitimidade não tem a autoridade fiscal o poder de determinar base de cálculo de tributo baseada em suas próprias considerações. Ao contrário, deve investigar, averiguar, apurar as bases de cálculo do tributo, para tanto compulsando todos os elementos da escrita fiscal e contábil do contribuinte. O ônus da prova dos elementos constitutivos do seu direito (inclusive a base de cálculo) é exclusivo do fisco, que tem a obrigação de deixar cabalmente demonstrada a pertinência dos valores que leva a lançamento. Agir de maneira diferente ocasiona evidente cerceamento ao direito defensório do autuado; que, a maioria (senão a totalidade) das bases de cálculo apontadas pela fiscalização e carreadas para os autos de infração encontramse eivadas de absoluta imprecisão. Assim é que o fiscalizado, dentro do prazo concedido para defesa (30 dias), efetuou um minucioso e acurado levantamento das bases de cálculo com base nos livros fiscais e contábeis apurando os valores que constam das planilhas anexas que são a expressão da Verdade Material e que divergem dos levantados pela fiscalização. que, a empresa é tributada pelo Lucro Presumido, tendo a obrigação contábil, de manter o Livro Caixa, entretanto optou por escriturar e manter Livro Razão, o qual, por uma falha do profissional encarregado da contabilidade, registra valores de receitas completamente dissociados da realidade fiscal e fática do contribuinte. Devem portanto ser levados em consideração os valores, constantes nos Livros fiscais e notas fiscais emitidas, e, não aqueles incorretos valores escriturados no Livro Razão. que, as planilhas anexas levantadas pelo defendente são bastante esclarecedoras da situação fiscal que se pleiteia. Entretanto,, caso alguma dúvida persista, desde já roga que seja o processo baixado em diligência para que a própria Autoridade preparadora possa comprovar o equívoco cometido no levantamento das bases de cálculo, e assim, confirmar os valores que constam nas mencionadas planilhas. DA DECADÊNCIA DO DIREITO DE LANÇAR que, além dos vícios e imprecisões acima referidas, ocorre que há nítida decadência do direito de lançar em relação a algumas competências sobre as quais foram arbitrariamente efetuados lançamentos contra a Autora: períodos anteriores a Dezembro/2000; que, em se tratando de tributos sujeitos à ulterior homologação pela Administração, é sabido que o pagamento realizado pelo contribuinte somente se toma definitivo e imodificável com a homologação expressa da autoridade administrativa competente ou com o transcorrer dos cinco anos previstos no artigo 150, Parágrafo 4º do CTN, sem qualquer manifestação da Fazenda Pública. Sobre a decadência discorre das fls.487/493, e, sobre o POSICIONAMENTO DEFINITIVO DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, com relação ao PIS e a COFINS, das fls.493/497. Fl. 516DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13401.000667/200635 Acórdão n.º 1802001.253 S1TE02 Fl. 515 5 Finalmente requer, o reconhecimento da absoluta nulidade/improcedência da exigência fiscal em questão, em todos os seus termos. Requerse para tanto, inclusive, a adoção de todas as providências legais e técnicas que se fizerem necessárias para o completo afastamento das suspeitas fiscais em questão, se ainda persistirem, principalmente a realização de diligência fiscal para comprovar a exatidão dos valores constantes nas planilhas anexas, valores estes que, por si sós, são suficientes para determinar a improcedência de parte substancial da lançamento. Por fim, o recorrente requer seja dado total provimento ao recurso e cancelados os autos de infração. É o relatório. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheira ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72 e suas alterações posteriores. Dele tomo conhecimento. Conforme relatado e da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal às fls. 05 e 235 (auto de infração do IRPJ e auto de infração da CSLL), no procedimento de verificações obrigatórias pela fiscalização foram constatadas divergências entre os valores declarados e/ou pagos e os valores escriturados. Consta que, as diferenças foram apuradas pelo cotejo entre os valores de receitas escrituradas no Registro de Apuração do IPI (RAIPI) e o Livro Razão, relativamente ao ano calendário de 2003. O autuante afirma que, de acordo com o RAIPI o total de receitas do mencionado ano de 2003 foi superior àquele calculado com base nos livros: Registro de Apuração do ICMS (RAICMS) e Razão do mesmo ano. Fato que originou o auto de infração do IRPJ: 1º e 3º trimestres (31/03/2003 e 30/09/2003) e da CSLL para os fatos geradores, 1º, 3º e 4º trimestres (31/03/2003, 30/09/2003 e 31/12/2003) com respectivos enquadramentos legais. A recorrente, dentre outros argumentos, alega que as bases de cálculo sobre as quais se assenta a pretensão do fisco não constam devidamente explicitadas no questionado auto de infração. Há valores que realmente não foram recolhidos ao fisco, entretanto não atingem o montante exigido no lançamento formalizado contra este contribuinte. Por mais que goze da presunção de legitimidade não tem a autoridade fiscal o poder de determinar base de cálculo de tributo baseada em suas próprias considerações. Ao contrário, deve investigar, averiguar, apurar as bases de cálculo do tributo, para tanto compulsando todos os elementos da escrita fiscal e contábil do contribuinte. O ônus da prova dos elementos constitutivos do seu direito (inclusive a base de cálculo) é exclusivo do fisco, que tem a obrigação de deixar cabalmente demonstrada a pertinência dos valores que leva a lançamento. Agir de maneira diferente ocasiona evidente cerceamento ao direito defensório do autuado. De fato em relação ao IRPJ, à fl.06, consta um demonstrativo intitulado COMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO (APURAÇÃO SINTÉTICA), no qual contém apenas os valores mensais das receitas de venda e receitas de serviços do ano de 2003, e, à fl.07, a planilha intitulada: DEMONSTRATIVO DE SITUAÇÃO FISCAL APURADA na qual contém “Base de Cálculo”, “Alíquota” e “Principal”. Consta a observação: Fonte: Planilha de Base de Cálculo, Apuração de Débitos e Planilha de Pagamentos. Ocorre que, a planilha dita como fonte (Planilha de Base de Cálculo, Apuração de Débitos e Planilha de Pagamentos.) não consta dos autos. Assim, o autuante não demonstra a apuração da base de cálculo utilizada para a aplicação da alíquota do tributo devido indicado no auto de infração. Fl. 518DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13401.000667/200635 Acórdão n.º 1802001.253 S1TE02 Fl. 516 7 Insistese, das planilhas (fls.06/07) bem como da Descrição dos Fatos (fl.05) não restam demonstrados os valores declarados e/ou pagos e os valores escriturados, a esclarecer as diferenças entre os valores de receitas escrituradas no Registro de Apuração do IPI (RAIPI), as dita apuradas pela fiscalização, e, os valores já declarados/pagos com base no Registro de Apuração do ICMS e Livro Razão, de modo a evidenciar a apuração da base de cálculo e o débito. O mesmo se observa em relação à CSLL (auto de infração e planilhas, fls.235/238). Sequer consta dos autos, cópia da DIPJ/2004 para o confronto das receitas declaradas x apuradas pela fiscalização. Não se sabe quais das receitas constantes da planilha fl.06 (IRPJ) e fl.237 (CSLL) não foram declaradas ao fisco. O autuante não demonstra quais receitas mensais declaradas são inferiores ao apurado pelo Registro de Apuração do IPI (RAIPI), com notas fiscais emitidas. Não há planilha que faça o Comparativo Receita Bruta Apurada X Receita Bruta Declarada, Ano Base 2003. Apesar de, a fiscalização descrever a divergência como motivo da autuação, conforme explicado acima, constatase que o lançamento tributário foi realizado sem os demonstrativos dos valores adotados, considerados como elementos necessários, à quantificação do fato gerador da obrigação tributária. Além da descrição dos fatos de maneira clara, é preciso apresentar ao processo os elementos que levaram àquela conclusão. Conforme determinação expressa no artigo 142 do CTN, na atividade do lançamento, compete à autoridade administrativa determinar a matéria tributável e calcular o montante do tributo devido. O autuante não se desincumbiu do seu mister, nos termos do artigo 10, inciso III do Decreto nº 70.235/72, pois, não demonstrou as diferenças entre os valores das receitas escrituradas no Registro de Apuração do IPI (RAIPI), e, os valores já declarados/pagos com base no Registro de Apuração do ICMS e Livro Razão, de modo a evidenciar a apuração do débito. É preciso que os fatos conhecidos pelo autuante que fundamentam a exigência sejam apresentados no processo de forma clara. O autuante não demonstrou a base tributável (lucro presumido), base de cálculo do IRPJ e CSLL, ou seja, não restou demonstrada a apuração resultante da aplicação dos percentuais fixados em lei sobre as receitas não declaradas, de modo a explicitar a falta de recolhimento do IRPJ e CSLL a justificar o lançamento de ofício. Deveria o autuante ter informado o Valor Declarado (R$), Valor Alterado (R$), Base de Calculo (R$) e Diferença Apurada (R$). Como se vê, a insuficiência de informações cerceia a defesa do contribuinte. Desse modo, temse como nulos os autos de infração (IRPJ e CSLL) que não descrevem os fatos que fundamentam a exigência fiscal (artigo 10, inciso III, do Decreto nº 70.235/72), pois, não demonstram a base de cálculo que importa no recolhimento a menor do tributo devido, restando impedida a autuada de elaborar plenamente sua defesa o que caracteriza ofensa aos princípios constitucionais do devido processo, contraditório e ampla defesa (artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal de 1988). LANÇAMENTO REFLEXO –CSLL. Decorrendo as exigências da mesma imputação que fundamentou o lançamento do IRPJ, deve ser adotada a mesma decisão proferida para o Fl. 519DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 imposto de renda, na medida em que não há fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 520DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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