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4758063 #
Numero do processo: 13808.002737/96-75
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 10/0511995 a 10/0711996 Ementa: COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada deixaram de ser isentas da Contribuição para a Seguridade Social — Cofins somente a partir de abril de 1997, conforme disposto no art. 56 da Lei nº 9.430, de 1996. Até então, a isenção não dependia do reginie de tributação adotado para o pagamento do Imposto de Renda. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-12.097
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Antonio Bezerra Neto.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Odassi Guerzoni Filho

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Recorrida DRJ-SÃO PAULO SP Assunto: Contribuição para o Financiamento da• Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 10/0511995 a 10/0711996 Ementa: COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada deixaram de ser isentas da Contribuição para a Seguridade Social — Cofins somente a partir de abril de 1997, conforme disposto no art. 56 da Lei n2 9.430, de 1996. Até então, a isenção não dependia do reginie de tributação adotado para o pagamento do Imposto de Renda. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Antonio Bezerra Neto. / ) ANTONIO/BEZERRA NETO MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRJBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Presidente sita, 0,6 ,04 Matado C, reino do Oliveira Mat. Siape 91650 • I Processo n." I 3808.002737/96-75 CCO2/CO3- Acórdão ft 203-12.097 AS. 332 , .. i - ODAS I GUERZONI/ / LHOSI - -Storff\-' \ ".Reça . / . • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Damas de Assis, Ivan Alegretti (Suplente), Silvia de Brito Oliveira, Dory Edson Marianelli. Luciano Pontes de isilaya Gomes e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. /eaal ME-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL sua 0t' oi- i 04 fé. Marlide Cursino do aiveira Mal. Moo 91650 • , , Processo n.° [3808.002737/96-75 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.097 Fls. 333 [ Relatório Trata o presente jul gamento de analisar ar gumentação trazida pelo Recurso Voluntário de fls. 316/327, que não se conformou com o decidido pela 9' Câmara da DRJ de Julgamento em São Paulo/SP, a qual. por meio do Acórdão n° 16-10_555, de 12 de setembro de 2006, indeferiu a solicitação contida na Manifestação de Inconformidade (fls. 107-117). Pleiteara inicialmente a recorrente, uma sociedade civil de profissão regulamentada. a restituição dos valores recolhidos a titulo da Cofins durante o período de 10/05/1995 a 10/07/1996, por entender estar abrigada pela isenção do inciso II. do arti go 6° da Lei . Complementar n° 70/91. Para o aproveitamento desse crédito, a empresa declarou compensações de débitos. Obteve do Setor de Julgamento da Dele gacia da Receita Federal de Administração Tributária (fls. 94-105).parecer parcialmente favorável, qual seja. de que estaria realmente isenta da Cofins, mas apenas com relação aos recolhimentos de 1996, sob o argumento de que, para os pa gamentos efetuados no ano de 1995 a contribuição incidiria por ter a empresa optado pelo regime de tributação do lucro presumido, opção esta que. nos termos do parágrafo único do artigo 33 da IN SRF 21, de 26/02/1992. a excluiria da isenção. Na esteira daquele entendimento, foram homolo gadas as compensações que declarara até o limite do crédito que Lhe foi reconhecido. O recurso voluntário, portanto. clama pela extensão da isenção também para os recolhimentos efetuados em 1995, haja vista que. ale ga, a Súmula no 276 do Superior Tribunal de Justiça estabelece que, verbis: "As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas da Cofins. irrelevante o regime tributário adotado". Além disso, traz à colação vários julgados deste Colegiado nesse sentido. É o Relatório. 1- ME-SEGUNDO CONSELHO DE ~ROMEU ÉitaillaseculrE"CabtaCiiii/ ./— c- — 2 1 s _ _ __ _ _. ..., 04 , Man,dt turato •fratr: il • Mat. Sinpe 91850n t ' . • • . . Processo n.° 13808.002737/96-75 CCO2/CO3 Acórdão n.°203-12.097 FIs. 334 VOO Conselheiro ODASS I GUERZONI FILHO. Relator O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, merecendo ser conhecido. A questão a ser decidida é se a isenção do artigo 6°, inciso II, da Lei Complementar n°70. de 1991. ao menos durante os períodos em que efetuou o recolhimento da Cofins (maio de 1995 a julho de 1996) estava condicionada ao regime de tributação para fins de pagamento do Imposto de Renda adotado pela sociedade civil de profissão regulamentada. O referido dispositivo estabelece: "A rt. 60 São isentas da contribuição: (•••) II — as sociedades civis de que trata o art. I' do Decreto-lei n°2.397, de 21 de dezembro de 1987." O artigo 1° do DL 2.397/87, por sua vez, dispõe: "Art. 1° A partir do exercício financeiro de 1989, não incidirá o Imposto de Renda das pessoas jurídicas sobre o lucro apurado. no encerramento de cada período-base. pelas sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão regulamentada, registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País". Fazendo a junção dos dois dispositivos, podemos dizer que. pelo menos à época dos pagamentos cuja restituição é pleiteada neste processo, eram isentas da Cofins as sociedades civis de que trata o arti go 1 2 do Decreto-Lei n2 2.397/87. Portanto, o único requisito exigido pela LC n2 70/91 para que uma empresa prestadora de serviços pudesse gozar da isenção da Cofins era seu enquadramento na previsão do decreto-lei supra-referido. E, conforme se extrai da previsão legal acima citada, tal enquadramento implicava em que: fosse sociedade civil de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão re gulamentada: possuísse re gistro no Registro Civil das Pessoas Jurídicas: e fosse constituída exclusivamente por pessoas físicas dotniciliadas no país. Não há, portanto, qualquer menção à opção pelo regime tributário para efeitos do Imposto de Renda exercida pela sociedade, como sendo condição necessária para o enquadramento na isenção do arti go 6°. Tampouco no presente caso foram postos em dúvida o cumprimento dos três requisitos acima mencionados. Assim. não vejo como prosperar a pretensão do Fisco. O ST1 assim se manifestou sobre o tema: . WIF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL IBrasjja, 0€ / 64. Mati:Tis Cs. fie C2.ee:To Mn: 3 o . _ • .7:6-SEGUNIDO CONRELHO C.0147R1i3U1N7ES CONF:F117 C;t:>.1 O ORIGINAL B V 6 C4- .1_01— . _ Processo n.° 13808.002737/96-75 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.097 Fls. 335 Marikin ave:ra Siapr: 91;550 TRIBUTÁRIO. COTINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS • PRESTADORAS DE SERVIÇOS MÉDICOS._ I. A Lei Complementar n° 70/91, de 30/12/1991. em seu art. 6°. II. isentou, expressamente, da contribuição da COTIIVS. as sociedades civis de que trata o art. 1°, do Decreto-Lei n°2.397, de 22/12/1987, sem exigir qualquer outra condição senão as decorrentes da natureza jurídica das mencionadas entidades. 2. Em conseqüência da mensagem concessiva de isenção comida no art. 6°. IL da •LC n° 70/91. fixa-se o entendimento de que a interpretação do referido comando posto em Lei Complementar, conseqüentemente, com potencialidade hierárquica em patamar superior à legislação ordinária, revela que será abrangida pela isenção da COF1NS as sociedades civis que. cumulativamente, apresentem os seguintes requisitos: - seja sociedade COnStintida exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no Brasil: - tenha por objetivo a prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada: e - esteja registrada no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 3. Outra condição não foi considerada pela Lei Complementar, no seu art. 6°. II, para o gozo da isenção. especialmente, o tipo de regime tributário adotado para fins de incidência ou não de Imposto de Renda. 4. Posto tal panorama, não há suporte jurídico para se acolher a tese da Fazenda Nacional de que há. também, ao lado dos requisitos acima delicados, um último, o do tipo de regime tributário adotado pela sociedade. A Lei Complementar não faz tal exigência. pelo que não cabe ao intérprete criá-la. 5. É irrelevante o fato de a recorrente ter optado pela tributação dos seus resultados com base no lucro presumido. conforme lhe permite o art. 71, da Lei n° 8.383/91 e os arts. 1° e 2" da Lei n° 8.541/92. Eira opção terá reflexos para fins de pagamento do Imposto de Renda. Não afeta. porém. a isenção concedida pelo art. 6°. II. da Lei Complementar n" 70/91, haja vista que esta repita-se. não colocou como pressuposto para o gozo da isenção o tipo de regime tributário' seguido pela sociedade civil. 6. Recurso especial improvido (1° T, Resp 156.839-SP. rel. Ministro José Delgado. DJU-1 27.4.1998, p.104). 7. Recurso provido". (grifei). Reproduzo ainda a doutrina de Kiyoshi Harada, que, com propriedade. fala sobre a matéria. verbis: "A contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COTINS). instituída pela Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991. ao amparo do disposto no inciso I. do artigo 195 da Carta Constitucional de 1988. é destinada a atender às despesas havidas pelo . _ Processo n.° 13803.002737/96-75 CCOVCO3 Acórdão n.° 203-12.097 Fls. 336 Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). com as atividades fins das áreas da saúde, previdência e assistência social. . . _ .. . . _ Contudo, a mesma Lei Complementar que instituiu a referida Contribuição. LC 70/91. em seu artigo 6°, 11. isentou as sociedades civis de prestações de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada, registradas no registro civil das pessoas jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no país, da incidência do tributo. vejamos: [...1 Argumento utilizado pelo Fisco federal. a fim de legitimar a cobrança de referida contribuição das sociedades aludidas 720 Decreto- Lei it` 2.397-87, seria o de que tais sociedades, ao se amoldarem ao disposto nas Leis 8.383/91 e n" 8.541/92. optando pela tributação dos resultados pelo lucro presumido, perderiam. de imediato, o direito ao benefício da isenção fiscal. Não merece prosperar tal entendimento. A Lei Complementar 70/91. tomando de empréstimo a definição do artigo 1". do aludido Decreto- Lei, identificou três, e apenas três, condições necessárias e inafastáveis à concessão da isenção. São condições subjetivas, afeitas à finalidade • da pessoa jurídica. São elas: a) ser a sociedade constituída exclusivamente por pessoas domiciliadas no Brasil: b) estar registrada no Registro Civil das Pessoas Jurídicas: e c) ter por objetivo a prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada. Desta feita não há como incluir condições outras que não as previstas em lei e. de outro lado, não há como estender à aplicação da norma a entidades despossuídas de quaisquer das condições arroladas. Por outro lado, Imposto de Renda e COFINS são tributos de espécies distintas, com regimes de tributação próprios e independentes, desvinculados e que, portanto, não ensejam a repercussão de um na esfera jtiridico tributária do outro. Em face do exposto, dou provimento ao recurso para reconhecer o direito ao aproveitamento também dos créditos relativos aos recolhimentos efetuados no período de 10/05/1995 a 08/12/1995 para fins de homologação das compensações efetuadas. Sala das Sessões, em 24 de maio de 2007 n ...e-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORiGINAL ODASSI GUERZONI FILHO Brasi;:a , 06 ! o / o -det Mr.r2.5 C.;.u.::nr. Baeira Page 1 _0011000.PDF Page 1 _0011100.PDF Page 1 _0011200.PDF Page 1 _0011300.PDF Page 1 _0011400.PDF Page 1

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4755856 #
Numero do processo: 10805.004365/89-05
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Tue May 22 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 201-74605
Nome do relator: Serafim Fernandes Corrêa

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MINISTÉRIO DA FAZENDA Rubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10805.004365/89-05 Acórdão : 201-74.605 Sessão 22 de maio de 2001 Recurso : 100.470 Recorrente : METAL 2 INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida : DRJ em Campinas - SP IPI - PROCESSO DECORRENTE - Se o processo de IPI é decorrente do processo de IRPJ e sobre este decidiu a Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes pela improcedência do recurso na parte conexa entre os dois lançamentos, o primeiro segue a mesma sorte do segundo. OMISSÃO DE RECEITA — Nos termos do art. 343, §§ P e 2°, do RIPI/82 "apuradas receitas cuja origem não seja comprovada, considerar-se-ão provenientes de vendas não registradas e sobre elas será exigido o imposto". Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: METAL 2 INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2001 Jorge Freire Presidente 411n 41/C. ~Nb Serafim Fernandes Corrêa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes, José Roberto Vieira, Rogério Gustavo Dreyer, Gilberto Cassuli, Antonio Mário de Abreu Pinto e Sérgio Gomes Velloso. Eaal/cf 1 c • , MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10805.004365/89-05 Acórdão : 201-74.605 Recurso : 100.470 Recorrente : METAL 2 INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO A contribuinte acima identificada foi autuada em 24.11.89, relativamente a FRPJ, 1RRF, IPI, F1NSOCIAL e PIS, sendo o processo de IRPJ o principal e os demais reflexos. A ora recorrente apresentou impugnação, atacando o lançamento principal e os reflexos. A DRJ em Campinas - SP julgou parcialmente procedente o lançamento principal e na mesma linha os reflexos. A contribuinte recorreu do processo principal ao Primeiro Conselho de Contribuintes e do relativo a IPI a este Segundo Conselho. Foi o presente processo baixado em diligência, a fim de que fosse juntado o acórdão referente ao processo princip. , etornando, em seguida, a esta Câmara. É o relatório. 2 , MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10805.004365/89-05 Acórdão : 201-74.605 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SERAFIM FERNANDES CORRÊA O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Como se vê da leitura do presente processo, o lançamento de IPI é decorrente do lançamento de IRPJ e diz respeito à omissão de receitas. O processo principal foi julgado pela Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, conforme documento juntado às fls. 194/208 do presente processo. Por oportuno, transcrevo a Ementa e a parte do voto que diz respeito à matéria conexa entre o lançamento de IRPJ e de lPI, a seguir: EMENTA: "PASSIVO FICTÍCIO - As parcelas do passivo exigível, incomprovadas ou pagas dentro do exercício configuram hipótese legal de omissão de receita se não infirmada pelo sujeito passivo. (fls. 194) VOTO: "A segunda discordância refere-se ao passivo fictício. Das parcelas remanescentes da decisão singular, temos a duplicata do I0B, cuja contabilização, sem apresentação da documentação pertinente, não é suficiente para afastar a presunção legal imputada à recorrente. Da mesma forma, a duplicata de A. Alonso & Cia- Ltda. Apresentada já quitada dentro do período-base, não suporta as razões expendidas na defesa, sem um documento da fornecedora para certificar os documentos emitidos pela recorrente. Neste item, por último, temos o saldo não comprovado de financiamentos a curto prazo, cuja comprovação restante ao foi trazida aos autos para infirmar a tributação. (fls. 205) (negritei) 3 • MI NISTÉ RIO DA FAZENDA " :4" /. • - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10805.004365/89-05 Acórdão : 201-74.605 O art. 343, §§ 1° e 2°, do RIPI182, que serviu de base para o lançamento, é muito claro na parte em que diz "apuradas, também, receitas cuja origem não seja comprovada, considerar-se-ão provenientes de vendas não registradas e sobre elas será exigido o imposto ...". Isto posto, considerando ser este processo decorrente daquele que foi julgado pela Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É o meu voto. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2001 41111. dr. S ERAFTM FERNANDES CORRÊA 4

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4757771 #
Numero do processo: 13628.000233/2001-76
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 202-16621
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim

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Publicado no Diário Oficial da União De_021/ I n6 Processo n2 : 13628.000233/2001-76 Recurso n2 : 124.701 VISTO Acórdão n2 : 202-16.621 Recorrente : INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COLCHÕES VALE DO AÇO LTDA. Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO. • No regime jurídico dos créditos de IPI inexiste direito à compensação ou ressarcimento dos créditos básicos gerados até 31/12/1998, antes ou após a edição da Lei n2 9.779, de 19/01/1999. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COLCHÕES VALE DO AÇO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala d. essaes, em e de outubro de 2005. pas • t. o anos Atulim Presidente e Relator •. cob_.11NNIFSETRÉE'Rel 00 imi)A0 FAZENDAe7893urldoCF.oentrisesiho de/Capotai:ante: AbS st • tafuji ~nua & Segunda Cimbre Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Antonio Zomer, Raimar da Silva Aguiar, Evandro Francisco Silva Araújo (Suplente) e Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. 1 4 2° CC-MF e. Ministério da Fazenda ter, ...»K Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo n2 : 13628.000233/2001-76 MINISTÉRIO ma DSF TE Cl ÉR:ER:ICI ne°0:914:COAbZt b uEGI. NI Ni AAls e uza Téleafuji Recurso nt : 124.701 ~Uns de Segunda Croma Acórdão n2 : 202-16.621 Recorrente : INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COLCHÕES VALE DO AÇO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de pedido de ressarcimento de créditos de IPI com fulcro no art. 11 da Lei n2 9.779, de 19/01/1999. O pleito foi indeferido pela autoridade administrativa, sob o fundamento de que o direito previsto por este dispositivo legal não se aplica a créditos gerados antes de 1 2 de janeiro de 1999. A DRJ em Juiz de Fora - MG manteve o indeferimento. A empresa recorreu a este Conselho pleiteando a reforma do acórdão recorrido, alegando que o julgador a quo não levou em conta o entendimento dos órgãos decisórios administrativos e que perante as normas legais e regulamentares é perfeitamente cabível o deferimento do ressarcimento. O processo foi baixado em diligência a fim de se verificar o tipo de tributação ao qual estavam submetidos os produtos fabricados pela empresa e se existia algum incentivo fiscal que garantia a manutenção dos créditos. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Coniributntes r CC-MF CONFERE COM,0 ORIGINAL Fl.Segundo Conselho de Contribuintes atedia-DF, em a ble 14005- 025: • Processo ra2 : 13628.000233/2001-76 d i afuji Recurso nel : 124.701 tantins ele Segunda CMnw Acórdão n2 : 202-16.621 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS ATULIM O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme se verifica no formulário que inaugurou o presente feito, trata-se de crédito gerado por entradas de insumos ocorridas antes do dia 1 2 de janeiro de 1999. Assim dispõe o art. 11 da Lei n 2 9.779, de 19/01/1999: "0 saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, acumulado em cada trimestre-calendário decorrente da aquisição de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à aliquota zero que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei n° 9.430. de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal - SRF, do Ministério da Fazenda(.)" (grifei). Ao editar este dispositivo legal, o legislador ordinário, além de acabar com a distinção entre créditos básicos e créditos incentivados, instituiu o direito de compensação e ressarcimento do saldo credor da conta corrente de IPI, direito inexistente até então. Por ter extinguido uma situação jurídica anteriormente existente e também por ter instituído um novo regime jurídico para os créditos de IPI, que agora assegura a compensação com outros tributos e o eventual ressarcimento, é inequívoco que a Lei n 2 9.779, de 19/01/1999, criou direito novo, razão pela qual suas disposições não podem retroagir para alcançar créditos gerados antes de sua vigência, a teor do art. 105 do CTN. Do fato de ter criado direito novo, resulta que não é correto o entendimento segundo o qual o art. 11 da Lei n 2 9.779, de 19/01/1999, teria "explicitado" o princípio constitucional da não-cumulatividade, mesmo porque não é dado ao legislador ordinário o direito de fazer interpretação autêntica da constituição por meio de norma de hierarquia inferior. - Resulta dai que não cabe a aplicação do principio da retroatividade benéfica, previsto no art. 106 do CTN, uma vez que no caso concreto não ficou caracterizada nenhuma das situações ali previstas. Por tais razões é que o art. 42 da IN SRF n2 33/1999 estabeleceu que o direito ao aproveitamento do saldo credor de IPI nas condições previstas no art. 11 da Lei n2 9.779, de 19/01/1999, só se aplica a insumos ingressados no estabelecimento a partir de 1 2 de janeiro de 1999. Tendo em vista que os documentos juntados aos autos comprovam que o crédito pleiteado refere-se a insumos ingressados no estabelecimento antes daquela data e que a diligência demonstrou que o estabelecimento industrial não usufruía de nenhum incentivo fiscal que garantisse a manutenção e a utilização dos créditos gerados até 31/12/1999, conclui-se que não existe direito ao ressarcimento pleiteado. 3 Page 1 _0011600.PDF Page 1 _0011700.PDF Page 1

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4758198 #
Numero do processo: 13839.002234/2003-31
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 203-13338
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva

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Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 1998 CONFLITO DE SÚMULAS. RECURSO QUE CABE A APLICAÇÃO DE DUAS SÚMULAS. DEVE SER APLICADA A SÚMULA DE NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Quando a contribuinte optar pela via judicial, não há como conhecer do recurso, devendo ser aplicada a Súmula 01 deste Conselho, não podendo ser apreciado o mérito do recurso. SÚMULA VINCULANTE N° 08. DECADÊNCIA. ART. 150, § 4° DO CTN, Declarada pela Súmula Vinculante n° 08 a inconstitucionalidade do prazo de 10 (dez) anos para o lançamento das contribuições sociais, o prazo decadencial para a constituição dos referidos créditos tributário passa a ser de 5 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 40 do art. 150 do - CTN. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) por maioria de votos, em não conhecer do recurso em face de concomitância com a via judicial. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes de Castro e Silva (Relator), Odassi Guerzoni Filho e Fernando Marques Cleto Duarte. Designado o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça para redigir o voto vencedor; e II) por unanimidade de votos, olher a decadência dos periodos de apuração anteriores a 07/1998, na linha da súmula 01- 'à • TF. T;Yi f LON MACEDOT RÕSENBURG FILHO Presidente JEAN CLEUTER-S1 ES MENDONÇA Relator-Design o Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Relatório Trata de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ que julgou parcialmente procedente, para exclusão apenas dos consectários legais, o Auto de Infração relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, lavrado em 12/11/2001 e cientificado ao contribuinte, por via postal, em 10/12/2001, formalizando crédito tributário no valor total de R$ 291.498,96, em virtude da não confirmação do processo judicial indicado para fins de suspensão da exigibilidade dos débitos declarados de janeiro a março/97. A decisão recorrida foi assim vazada, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 1998 DCTF. REVISÃO INTERNA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. NULIDADE DO LANÇAMENTO. Incabível discutir aspectos que poderiam ensejar a nulidade do lançamento se o crédito tributário subsistiria constituído pelo contribuinte, mediante formalização em declaração. PROCESSO JUDICIAL CONFIRMADO. CRÉDITO SUFICIENTE. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. A propositura de ação judicial antes da . lavratura do auto de infração, com o mesmo objeto, não obstaculiza a formalização do lançamento. MULTA DE OFÍCIO. Não cabe a aplicação de multa de oficio na constituição do crédito tributário cuja exigibilidade admitiu-se estar suspensa por decisão em mandado de segurança. Inconformada, vem a contribuinte no seu Recurso aduzir que no voto da decisão recorrida foi reconhecido que dispõe de crédito suficiente para homologar a compensação por ele efetuada, mas por mero formalismo a decisão não reconhece ser indevido o auto de infração originário. Nestes termos, formula o seguinte pedido, cuja fundamentação resume sua insatisfação, verbis: "Diante de todo o exposto, a Recorrente requer seja dado provimento ao presente Recurso Voluntário, reformando-se integralmente o v. acórdão recorrido, anulando-se integralmente o lançamento em virtude da existência de créditos a favor da recorrente, seja pela decisão judicial obtida (96.0607314-9), seja pela legislação que autoriza o crédito em favor da empresa (Decreto n° 2.346/97, IN n° 31/97, Resolução do Senado Federal n° 49/ 8, ) ou pelas normas que regem a \\\J compensação efetivada (lei n° 8.3; ,*1)". É o Relatório. thd 2 Processo n° 13839.002234/2003-31 CCO2/CO3 Acórdão n.° 20343.338 Fls. 222 Voto Vencido Conselheiro ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA, Relator O recurso satisfaz os seus requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Para o caso, pela clareza da exposição, passo a adotar como fundamento deste voto o despacho decisório da SACAT, que bem explicita a questão ora posta, verbis: "Trata-se de processo de acompanhamento de Mandado de Segurança n°96.0607314-9, objetivando ver reconhecido o direito à compensação dos valores pagos a títulos de PIS nos moldes dos Decretos-leis n° 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais, com valores vincendos do mesmo tributo. A sentença concedeu a segurança pleiteada, conforme fls. 232 a 238. O acórdão do TRF, fls. 301 a 334 reformou parcialmente a sentença, em relação à atualização monetária. Às fls. 380 a 435 constam os cálculos efetuados por esta SACAT, segundo os quais não havia crédito compensável, conforme despacho de fls. 436. Não obstante, verifica-se que os cáluculos não consideram . a base de cálculo do sexto mês anterior. Tendo em vista o que dispõe o Parecer PGFN/CRI/N° 2143/2006, autorizando a dispensa/desistência dos recursos contra a declaração de que o parágrafo único do art. 6' da Lei Complementar n° 7, de 7 de setembro de 1970, trata da base de cálculo e não do prazo de recolhimento da contribuição para o PIS; e, ainda, em vista do disposto no art. 19 da lei n° 10.522/2002, impedindo a Secretaria da Receita Federal de constituir o crédito tributário relativo ao presente caso e obrigando a revisão de ofício dos lançamentos já efetuados, procedeu-se à nova elaboração dos cálculos, em acordo com o acórdão de fls. 301 a 334 e levando-se em conta a "semestralidade". Os demonstrativos de fls. 449 a 454 apresentam pagamentos efetuados, consolidados e atualizados até dezembro/ 1995, em UFIR. A planilha de fls. 455 resume os valores devidos de acordo com a LC n° 07/70, em seus valores originais. O demonstrativo de fls. 456/457 apresenta a atualização dos débitos até dezembro/1995, em UFIR. Com os pagamentos e os valores devidos apurados e atualizados para - - dez/95, calculou-se o crédito em favor do interessado, conforme planilha de fls. 458. Às fls. 459 conferem-se as compensações efetuadas. Foram consideradas todos os débitos informados como compensados com base no MS 96.0607314-9. Veri_fica-se que o crédito em favor do interessado foi suficiente para amparar completamente os débitos até o período de novembro/2000 e 4 parcialmente o débito de dezembro/2000 (fls. 459). 411" 3 Ressalte-se que, conforme cópias das DCTF's de fls. 460 a 495, o interessado informou ter como compensados pelo MS 96.0607314-9, ainda, os períodos de 01/2001 a 09/2001, atualmente controlados pelo processo n°13839.000815/2007-62. Isto posto, proponho a substituição dos cálculos de fls. 380 a 435 por estes novos cálculos, de fls. 449 a 459. Proponho, ainda, instruir os processos que controlam os débitos declarados compensados pelo MS n°96.067314-9, a saber: Finalmente, em vista de que o Mandado de Segurança n° 96.0607314-9 ainda não transitou em julgado, conforme pesquisa de fls. 496 a 502, proponho que se acompanhe a ação judicial até o seu trânsito em julgado, para as providências posteriores cabíveis" Os despacho decisório acima é cristalino no reconhecimento dos créditos do contribuinte, suficientes para homologar a compensação por ele efetuada, que à época, na vigência da lei n° 8383/91, era realizada por sua conta e risco, ficando sujeita a posterior fiscalização pela Receita Federal, como aqui houve, demonstrando a existência dos créditos. Na realidade, nos termos categóricos acima postos, "Verifica-se que o crédito em favor do interessado foi suficiente para amparar completamente os débitos até o período de novembro/2000 e parcialmente o débito de dezembro/2000 (fls. 459)", ou seja, suficientes para extinguir o crédito objeto do auto de infração originário. A pendência ou não do julgamento definitivo do Mandado de Segurança é irrelevante para a hipótese dos autos, seja em razão, de como bem posto no despacho acima, da orientação da Procuradoria da Fazenda em não mais recorrer em tais hipóteses, seja em razão da matéria objeto do Writ se encontrar sumulada nestes Conselhos. - Assim, demonstrado que houve o reconhecimento do crédito do contribuinte, suficiente para homologar a compensação por ele feita, nos termos então vigentes, voto por dar.. provimento ao presente Recurso e reformar a decisão recorrida, para declarar indevida a cobrança formulada no auto de infração. Restando vencido quanto a reforma de todo o auto de infração, passo a analisar a questão da decadência de parte do crédito tributário. Nesse sentido, reconheço parte da decadência dos créditos objeto do Auto de Infração, já que com a edição da súmula vinculante n. 08, não mais se aplica do prazo decadencial de 10 anos previsto na lei 8.212/91, mas sim o parágrafo 4° do art. 150 do CTN. Assim, tendo em vista que o contribuinte só foi cientificado em junho de 2003, considero decaídos os créditos anteriores a junho de 1998. É como voto. Sala das Sessões, em 07 de outubro de 2008//7 / / áfi 4 er Ifr i , ERIC MORAES DE CASTRO E SILV À afroy,---Ikk„ 4 Processo n° 13839.002234/2003-31 CCO2/CO3 Acórdão n.° 20343.338 Fls. 223 Voto Vencedor Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA, Relator-Designado A questão gira em tomo se a Súmula 01 da concomitância pode ser ultrapassada para ser aplicada a Súmula 11 da Semestralidade. Acontece que de acordo com o voto vencido o objeto discutido pela via judicial é o mesmo do recurso administrativo, então temos o conflito de Súmulas, vez que a Súmula 01 dispões sobre a renúncia do sujeito às esferas administrativas ao buscar seu direito no judiciário e a Súmula 11 é referente à semestralidade do PIS, veja-se o conteúdo das súmulas: "SÚMULA N°1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo". "SÚMULA N° 11 A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6o da Lei Complementar no 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção . monetária". A divergência foi justamente saber se a Súmula 01 pode ser relevada e ser aplicada uma Súmula mais especifica. A maioria entendeu que não, já que a Súmula 01 implica o não conhecimento do recurso e a Súmula 11 adentrar ao mérito e logo conhecer do recurso. Assim, o maior problema enfrentado é que a decisão judicial se sobrepõe a administrativà, não podendo haver conflito, portanto, em caso de conflito da Súmula da concomitância com a de mérito, não há como deixar de aplicar a súmula de não conhecimento do recurso. Outra questão a ser enfatizada é que se deve considerar a recorrente renunciante da esfera administrativa, de modo que ela não poderia ter interposto Recurso Voluntário, e, se não poderia ter interposto o recurso, os membros deste conselho não podem conhecer da matéria concomitante. Assim sendo, a aplicação da Súmula 11 contrariaria a Súmula 01, no entanto, a recíproca não é verdadeira, vez que não se pode aplicar a Súmula inerente à matéria não conhecida. Ex positis, voto pelo não conhecimento do recurso voluntário, Sala das Sessões, em 07 de outubro de 2008 , /11, í - _ JEAN yCLE T. - r SI • P MENDONÇA 7 .„ , , . / ., 5 -

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Numero do processo: 13851.000542/95-01
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu May 15 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 106-08992
Nome do relator: Mário Albertino Nunes

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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LUIZIR SOARES DOS SANTOS. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a ii egrar o presente julgado. Øfc - ti 11 RI GUE S DEDLIVffiRA-r O ALBERTINO NUNES 4 LATOR FORMALI • PI EM:EM: rt 2 JUN1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: HENRIQUE ORLANDO MARCONI, ANA MARIA RIBEIRO DOS REIS e ROMEU BUENO DE CAMARGO. Ausentes os Conselheiros ADONIAS DOS REIS SANTIAGO, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES e GENÉSIO DESCHAMPS. MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :13851/000.542/95-01. ACÓRDÃO N°. : 106-08.992 RECURSO N°. : 09.840 RECORRENTE : LUIZIR SOARES DOS SANTOS RELATÓRIO LUIZIR SOARES DOS SANTOS, já qualificado, recorre da decisão da DRJ em Ribeirão Preto - SP, de que foi cientificado em 14.06.96 (fls. 31v.), através de recurso protocolado em 18.06.96 (fls. 32). 2. Contra a contribuinte foi emitida NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO (fls. 02), na área do Imposto de Renda - Pessoa Física, relativa ao Exercício 1995, ano- calendário 1994, por: omissão, a titulo de "rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas" de parcela de rendimentos recebida em ação trabalhista, declarada como "rendimento não tributável". 3. Inconformado, apresenta tempestiva impugnação (fls. 01), em que se limita a solicitar o cancelamento da notificação, conforme cláusula de acordo judicial. 4. A decisão recorrida mantém integralmente o feito feirai, alicerçando-se nos seguintes fundamentos: a) como consta da cópia do acordo homologado, juntada Ws Autos, a CPFL pagou diferenças de salários calculadas mediante a aplicação do percentual de 26,05% sobre os salários de janeiro/89; b) que, na cláusula 5' do referido acordo, as partes declaram que 90% dos valores pagos serão considerados verbas de natureza indenizatória e 10% verbas de natureza salarial. Contudo, um acordo entre partes não pode excluir da tributação valores efetivamente tributáveis, simplesmente por lhes dar denominação diversa da real; MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 13851/000.542/95-01. ACÓRDÃO N°. : 106-08.992 c) o Imposto de Renda tem como fato gerador a renda e proventos de qualquer natureza, consoante o art. 153, III da Carta Magna; d) o CTN, art. 43, estabelece que o fato gerador do imposto é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de rendas e proventos de qualquer natureza, definindo ambos; c) o mesmo CTN, em seu art. 4°, estipula que a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la a denominação e demais características formais adotadas pela lei; O a lei n° 7.713/88, em seu art. 3°, preceitua que o imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, exceto as expressamente previstas nos arts. 9° e 14; g) outrossim, as isenções contempladas na lei são as elencadas nos vinte incisos do art. 6°; h) que, ainda que intitulados "indenização", os rendimentos contidos no acordo judicial são salários, não podendo serem considerados não tributáveis; i) ademais, o art. 45 do R1RJ94 estabelece que, também, são tributáveis os juros e a correção monetária incidentes sobre salários pagos em atraso, citando, inclusive, jurisprudência deste Colegiado, nesse mesmo sentido. _ MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO IV'. : 13851/000.542195-01. ACÓRDÃO N°. : 106-08.992 5. Regularmente cientificado da decisão, o contribuinte dela recorre, interpondo o recurso de fls. 32 e sgs., reeditando o pedido apresentado na impugnação e aditando argumentos, conforme leitura de inteiro teor, que faço em Sessão. 6. A PGFN, apresentou contra-razões, às lis. 44 e sgs., propondo a manutenção da decisão recorrida, conforme leitura que, também, faço em Sessão. 70) É o Relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO /%1°. : 13851/000.542/95-01. ACÓRDÃO N°. : 106-08.992 VOTO CONSELHEIRO MÁRIO ALBERTINO NUNES, RELATOR 1. O recurso é tempestivo, porquanto interposto no prazo estabelecido no art. 33 do Decreto n° 70.235/72, e a parte está legalmente representada, preenchendo, assim, o requisito dc admissibilidade, razão pela qual dele conheço. 2. Como relatado, permanece a discussão, perante esta instância, relativamente à tributação pelo imposto de renda dos rendimentos recebidos em função de sentença condenatória na área trabalhista. 3. O artigo 6° da Lei 7.713/88, que trata das isenções do imposto de renda, assim dispõe: "Art. 6°. Ficam isentos do Imposto sobre a Renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas fisicas: IIV - as indenizações por acidentes de trabalho; V - a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como 4. Vê-se que os rendimentos recebidos pelo recorrente, a despeito de terem sido classificados pelas partes como indenização, não se enquadram em nenhum dos dois casos de isenção por recebimento de indenização trabalhista contemplados pela legislação acima transcrita. 5. Tendo em vista o que dispõe o Código Tributário Nacional, cm seu artigo 111, no sentido de que interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção, conclui-se que não assiste razão ao recorrente quanto à tributação dos rendimentos recebidos. 47) MINISTÉRIO DA FAZENDA 6 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N'. : 13851/000.542/95-01. ACÓRDÃO : 106-08.992 6. Desta forma, obedecendo-se o comando legal vigente à época do pagamento, ou seja, o artigo 27 da Lei 8.218/91, o imposto deveria ter sido retido pela fonte pagadora por ocasião deste, pois assim dispõe o rctromencionado artigo, verbis: "Art. 27- O rendimento pago em cumprimento de decisão judicial será considerado líquido do imposto de renda, cabendo à pessoa física ou jurídica, obrigada ao pagamento, a retenção e recolhimento do imposto de renda devido, ficando dispensado a soma dos rendimentos pagos, no mês, para aplicação da alíquota correspondente, nos casos de: 7. Ilusório supor, como quer fazer crer o recorrente, que, se a retenção deixou de ser efetuada, o rendimento recebido constitui montante liquido, estando, também, isento de tributação na declaração de rendimentos. A fonte pagadora deixou de fazer a retenção, cabendo, então, ao contribuinte a inclusão em sua declaração de rendimentos do montante recebido. 8. Além de não poderem ser considerados rendimentos isentos, como demonstrado, a lei tributária foi especifica ao conceituá-los dentro da área de incidência do tributo. Com efeito, dispõe o art. 45 do RIR/94: "Art. 45 - São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Leis n° 4.506/64, art. 16; 7.713/88, art. 3°, §4°, e 8.383/91, art. 74): 1- salários, ordenados (.) § 3° - Serão também considerados rendimentos tributáveis a atualização monetária, os juros de mora e quaisquer outras indenizações pelo atraso no pagamento das remunerações previstas ne e artigo (Lei n° 4.506/64, art. 16, parágrafo único)." MINISTÉRIO DA FAZENDA 7 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO W. : 13851/000.542/95-01. ACÓRDÃO N°. : 106-08.992 9. Inconteste que o que foi pago ao contribuinte foi parcela de salário, o qual, à época, era reajustado monetariamente segundo índices estabelecidos pelo Poder Público (URP). Porque a empregadora, in casu, deixou de aplicar a URP de fevereiro/89, em função de política econômico-governamental, teve o contribuinte, através do seu sindicato, que recorrer à Justiça para que seu salário fosse reajustado, em função daqueles índices. O que o contribuinte, portanto recebeu foi a difèrença de salários de fevereiro/89 até à data da sentença, passando, a partir daí. tal reajuste a ser considerado (incorporado) ao salário futuro, embora o recorrente afirme - sem provar - que tal incorporação não tenha ocorrido. 10. Pouco importa se as partes do acordo homologado judicialmente convencionaram chamar tais rendimentos (ou parte deles) de indenização. Sua caracterização decorre da lei e do seu regulamento, como demonstrado, e estes os caracterizam como salários, constituindo fato gerador do tributo exigido. 11. Entendo, portanto, deva ser mantida a r. decisão recorrida, por seus próprios e jurídicos fundamentos. Por todo o exposto c por tudo mais que dos autos consta, conheço do recurso, por tempestivo e interposto na forma da Lei e, no mérito, nego-lhe provimento. Sala das Sessões - DF, em 15 de abril de 1997 e • 1 ERTEN° NUNES Page 1 _0030000.PDF Page 1 _0030100.PDF Page 1 _0030200.PDF Page 1 _0030300.PDF Page 1 _0030400.PDF Page 1 _0030500.PDF Page 1

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4758462 #
Numero do processo: 13973.000234/96-26
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Aug 20 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Mon Aug 20 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 201-75182
Nome do relator: Serafim Fernandes Corrêa

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Recorrida : DRJ em Florianópolis - SC PIS - DCTF - Tendo o contribuinte apresentado DCTF incluindo Contribuições para o PIS, fatos geradores de 03 e 04/96, incabível a lavratura de auto de infração para exigir a mesma contribuição, referente aos mesmos meses e nos mesmos valores. SEMESTRAL1DADE - BASE DE CÁLCULO - A regra estabelecida no parágrafo único do artigo 6° da Lei Complementar n° 07/70 diz respeito à base de cálculo e não a prazo de recolhimento, razão pela qual o PIS correspondente a um mês tem por base de cálculo o faturamento de seis meses atrás. Tal regra manteve-se incólume até a Medida Provisória n° 1.212/95, a partir da qual a base de cálculo passou a ser o faturamento do mês. No caso, sendo os fatos geradores anteriores à MP n° 1.212/95, prevalece o disposto na Lei Complementar n° 07/70. Recurso parcialmente provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: KOHLBACH S.A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Antonio Mário de Abreu Pinto. Sala s Sessões, em 20 de agosto de 2001 Jorge reire Presidentese • Serafim Fernandes Corrêa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes, Rogério Gustavo Dreyer, Gilberto Cassuli, José Roberto Vieira e Sérgio Gomes Velloso. lao/cf 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA .‘ • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 Recorrente : KOHELBACH S.A. RELATÓRIO A contribuinte acima identificada foi autuada, relativamente ao PIS referente aos fatos geradores ocorridos nos meses de 11/94, 12/94, 01/95, 03/96 e 04/96, por falta de recolhimento. Em seguida, a recorrente apresentou impugnação, alegando, em síntese: a) cerceamento do direito de defesa; b) falta de documentos que atestem a notificação; e c) ilegalidade dos juros de mora. A autoridade julgadora de primeira instância julgou parcialmente procedente a ação fiscal. Apenas reduziu a multa de 100% para 75%. De tal decisão, foi interposto recurso ao Segundo Conselho de Contribuintes. A PSFN/Joinville apresentou contra razões. Subiu, então, o processo a este Conselho, distribuído a esta Primeira Câmara, tendo sido designada Relatora a Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda, que propôs converter o julgamento do recurso em diligência em 07.07.99, a fim de que fosse elaborada planilha/memória Realizada a diligência, o processo retornou a esta Câmara em 05.06.01. Como a ilustre Conselheira Ana Neyle Olímpio Bolanda foi transferida para a Segunda Câmara, o processo foi a mim redistribuído. É o relatório. 2 • - = 4s- . MINISTÉRIO DA FAZENDA :-. •:-:,-r, ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SERAFIM FERNANDES CORRÊA O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Após a realização da diligência, verifica-se que, em relação aos fatos geradores ocorridos nos meses de 03/96 e 04/96, a contribuinte havia apresentado DCTF, confessando os débitos nos exatos valores constantes do auto de infração; não efetuou os pagamentos correspondentes; os débitos foram inscritos em Divida Ativa e executados na Justiça Federal, conforme se vê pela cópia do Processo n° 10920.240674/98-68, cópia de fls. 133/190. Em relação a estes dois meses — 03/96 e 04/96 —, não pode prosperar a exigência formalizada neste processo, sob pena de ocorrer a cobrança em duplicata. Deve a mesma ser cancelada. Já em relação aos fatos geradores correspondentes aos meses de 11/94 a 01/95, não há dúvida quanto à falta de recolhimento. Um único reparo a ser feito quanto à decisão recorrida diz respeito à base de cálculo, que no auto de infração consta como sendo a do faturamento do mês, mas o entendimento unânime desta Câmara e predominante na Câmara Superior de Recurso Fiscais e no Superior Tribunal de Justiça é o de que, nos termos do art. 60, parágrafo único, da Lei Complementar n° 07/70, a base de cálculo é a do faturamento de seis meses atrás. Inicialmente cabe transcrever o citado dispositivo, a seguir: "Art. 6° - A efetivação dos depósitos no Fundo correspondente à contribuição referida na alínea "h" do art. 3° será processada mensalmente a partir de 1 0 de julho de 1 971 . Parágrafo único - A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente." Como é sabido, profundas modificações foram introduzidas na legislação do PIS, inclusive em relação ao artigo citado e transcrito, pelos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88. E, mais tarde, pelas Leis n's 7.691/88, 7.799/89, 8.218/91, 8.383/91, 8 850/9.4 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA f .r.nz SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 8.981/95 e 9.069/95. Por último, pela MP n° 1.212/95, suas reedições e a Lei n° 9.715, de 25/11/98, na qual foi convertida. Ocorre que os referidos decretos-leis foram considerados inconstitucionais por decisão do Supremo Tribunal Federal e, posteriormente, retirados do mundo jurídico pela Resolução n° 49/95 do Senado Federal, como se vê pelas transcrições a seguir "EMENTA: - CONSTITUCIONAL. ART. 55-11 DA CARTA ANTERIOR. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. DECRETOS-LEIS 2.445 E 2.449, DE 1988. INCONSTITUCIONALIDADE. I - Contribuição para o PIS: sua estraneidade ao domínio dos tributos e mesmo aquele, mais largo, das finanças publicas. Entendimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da EC n° 8/77 (RTJ 120/1190). II - Trato por meio de decreto-lei: impossibilidade ante a reserva qualificada das matérias que autorizavam a utilização desse instrumento normativo (art. 55 da Constituição de 1969). Inconstitucionalidade dos Decretos-leis 2.445 e 2.449, de 1988, declarada pelo Supremo Tribunal. Recurso extraordinário conhecido e provido." (negritei) "Faço saber que o Senado Federal aprovou, e eu, José Sarney, Presidente, nos termos do art. 48, item 28 do Regimento Interno, promulgo a seguinte RESOLUÇÃO N° 49, DE 1995 Suspende a execução dos Decretos-Leis n° s 2.445, de 29 de junho de 1988, e 2.449, de 21 de julho de 1988. O Senado Federal resolve: Art. 1° É suspensa a execução dos Decretos-Leis les 2.445, de 29 de junho de 1988, e 2.449, de 21 de julho de 1988, declarados inconstitucionais por decisão definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n° 148.754-2/210/Rio de Janeiro. Art. 2° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3° Revogam-se as disposições em contrário. Vjf4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 Senado Federal, em 9 de outubro de 1995 SENADOR JOSÉ SARNEY Presidente do Senado Federal". (negritei) Com isso, o PIS voltou a ser regido pela Lei Complementar n° 07/70 , com destaque para o parágrafo único do artigo 6° da Lei Complementar n° 07/70, a respeito do qual surgiram duas interpretações. A primeira, a de que o prazo de seis meses era prazo de recolhimento, ou seja, o fato gerador era em janeiro e o prazo de recolhimento era em julho. E tal prazo havia sido alterado pelas leis anteriormente citadas (7.691/88, 7.799/89, 8.218/91, 8.383/91, 8.850/91, 8981/95 e 9069/95). A segunda, a de que não se tratava de prazo de recolhimento, mas, sim, de base de cálculo, ou seja, o PIS correspondente a julho tinha como base de cálculo o faturamento de janeiro e o prazo de recolhimento era, inicialmente, 20 de agosto, conforme Norma de Serviço n° CEP-PIS n° 2, de 27/05/71. E o que as Leis n's 7.691/88, 7.799/89, 8.218/91, 8.383/91, 8.850/91, 8.981/95 e 9.069/95 alteraram foi o prazo de recolhimento. A base de cálculo manteve- se incólume até a MP n° 1.212/95, quando deixou de ser a do faturamento do sexto mês anterior e passou a ter por base o faturamento do mês. Depois de muita controvérsia, e, principalmente, após as manifestações do STJ (RECURSO ESPECIAL N° 240.938/RS-1999/0110623-0) e da CSRF (RD/201-0.337 - ACÓRDÃO N° 02-0.871), esta Câmara, seguindo o mesmo entendimento dos referidos julgados, optou pela segunda interpretação, qual seja, a de que o prazo previsto no parágrafo único da Lei Complementar n° 07/70 não era prazo de recolhimento, mas, sim, base de cálculo, que se manteve inalterada até a MP n° 1.212/95. Cabe, para melhor ilustrar o presente voto, transcrever as Ementas dos Acórdãos do STJ e da CSRF, bem como o inteiro teor da MP n° 1.212/95, a seguir: "EMENTA PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DELCARAÇÃO. OMISSÃO INEXISTENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 535, II, DO CPC, QUE SE REPELE. CONTRIBUIÇÃO PARA O PROGRAMA DE INTEGRA' 5 - - - • St...- MINISTÉRIO DA FAZENDA 1.4-Q...--i.- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES rkiL v .. . Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 SOCIAL - PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. PARÁGRAFO ÚNICO, DO ART. 6°, DA LC 07/70. MENSALIDADE: MP 1.212/95. 1 - Se, em sede de embargos de declaração, o Tribunal aprecia todos os fundamentos que se apresentam nucleares para a decisão da causa e tempestivamente interpostos, não comete ato de entrega de prestação jurisdicional imperfeito, devendo ser mantido. In casu, não se omitiu o julgado, eis que emitiu pronunciamento sobre a aplicação das Leis n's 8.218/91 e 8.383/91, asseverando que as mesmas dizem respeito ao prazo de recolhimento da contribuição e não à sua base de cálculo. Por ocasião do julgamento dos embargos, apenas se frisou que era prescindível a apreciação da legislação integral, reguladora do PIS, para o deslinde da controvérsia. 2 — Não há possibilidade de se reconhecer, por conseguinte, que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem contrariou o preceito legal inscrito no art. 535, II, do CPC, devendo tal alegativa ser repelida. 3 — A base de cálculo da contribuição em comento, eleita pela LC 07/70, art. 6°, parágrafo único ("A contribuição de julho será calculada com base do faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro, e assim sucessivamente"), permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP 1.212/95, quando, a partir desta, a base de cálculo do PIS passou a ser considerado "o faturamento do mês anterior" (art. 2°). PIS — LC 07/70 — Ao analisar o disposto no artigo 6 0, parágrafo único, da Lei Complementar 07/70, há de se concluir que "faturamento" representa a base de cálculo do PIS (faturamento do sexto mês anterior), inerente ao fato gerador (de natureza eminentemente temporal, que ocorre mensalmente), relativo à realização de negócios jurídicos (venda de mercadorias e prestação de serviços). A base de cálculo da contribuição em comento permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP em 1.212/95, quando, a partir dos efeitos desta, a base de cálculo do PIS passou a ser considerado o faturamento do mês anterior. Recurso a que se dá provimento." "MEDIDA PROVISÓRIA N° 1.212, DE 28 DE NOVEMBRO DE 1995. Dispõe sobre as Contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, e dá outras providências." 6 - ' ' MINISTÉRIO DA FAZENDA »44. .:nzt ;k1:j".6.rf SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: Art. 10 Esta Medida Provisória dispõe sobre as Contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP, de que tratam o art. 239 da Constituição e as Leis Complementares n° 7, de 7 de setembro de 1970, e n° 8, de 3 de dezembro de 1970. Art. 2° A Contribuição para o PIS/PASEP será apurada mensalmente: I - pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; II - pelas entidades sem fins lucrativos definidas como empregadoras pela legislação trabalhista, inclusive as fundações, com base na folha de salários; III - pelas pessoas jurídicas de direito público interno, com base no valor mensal das receitas correntes arrecadadas e das transferèncias correntes e de capital recebidas. Parágrafo único. As sociedades cooperativas, além da contribuição sobre a folha de pagamento mensal, pagarão, também, a contribuição calculada na forma do inciso I, em relação às receitas decorrentes de operações praticadas com não associados. Art. 3° Para os efeitos do inciso I do artigo anterior, considera-se faturamento a receita bruta, como definida pela legislação do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia. Parágrafo único. Na receita bruta não se incluem as vendas de bens e serviços canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, e o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias - ICMS, retidos pelo ven or dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA _As SECUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 Art. 40 Observado o disposto na Lei n° 9.004, de 16 de março de 1995, na determinação da base de cálculo da contribuição serão também excluídas as receitas correspondentes: I - aos serviços prestados a pessoa jurídica domiciliada no exterior, desde que não autorizada a funcionar no Brasil, cujo pagamento represente ingresso de divisas; II - ao fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; Iii - ao transporte internacional de cargas ou passageiros. Art. 5° A contribuição mensal devida pelos fabricantes de cigarros, na condição de contribuintes e de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculada sobre o preço fixado para venda do produto no varejo, multiplicado por 1,38 (um inteiro e trinta e oito centésimos). Parágrafo único. O Poder Executivo poderá alterar o coeficiente a que se refere este artigo. Art. 6° A contribuição mensal devida pelos distribuidores de derivados de petróleo e álcool etílico hidratado para fins carburantes, na condição de substitutos dos comerciantes varejistas, será calculada sobre o menor valor, no País, constante da tabela de preços máximos fixados para venda a varejo, sem prejuízo da contribuição incidente sobre suas próprias vendas. Art. 7° Para efeitos do inciso III do art. 2°, nas receitas correntes serão incluídas quaisquer receitas tributárias, ainda que arrecadadas, no todo ou em parte, por outra entidade da Administração Pública, e deduzidas as transferências efetuadas a outras entidades públicas. Art. 8° A contribuição será calculada mediante a aplicação, conforme o caso, das seguintes alíquotas: I - 0,65% sobre o faturarnento; II - um por cento sobre a folha de salários- '7--d 8 a". MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-75.182 Recurso : 103.430 III - um por cento sobre o valor das receitas correntes arrecadadas e das transferências correntes e de capital recebidas Art. 9° À Contribuição para o PIS/PASEP aplicam-se as penalidades e demais acréscimos previstos na legislação do imposto sobre a renda. Art. 10. A administração e fiscalização da Contribuição para o PIS/PASEP compete à Secretaria da Receita Federal. Art. 11. O processo administrativo de determinação e exigência das Contribuições para o PIS/PASEP, bem como o de consulta sobre a aplicação da respectiva legislação, serão regidos pelas normas do processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União. Art. 12. O disposto nesta Medida Provisória não se aplica às pessoas jurídicas de que trata o § 1° do art. 22 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, que para fins de determinação da Contribuição para o PIS/PASEP observarão legislação especifica. Art. 13. Às pessoas jurídicas que aufiram receita bruta exclusivamente da prestação de serviços, o disposto no inciso 1 do art. 2° somente se aplica a partir de I° de março de 1996. Art. 14. O disposto no inciso III do art. 8° aplica-se às autarquias somente a partir de 1° de março de 1996. Art. 15. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995. Brasília, 28 de novembro de 1995; 174° da Independência e 107° da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Malan". (negritei). Após tais transcrições e tendo em vista que estão em exame os fatos geradores ocorridos nos meses de 11/94 a 01/95, portanto, bem antes da citada e transcrita MP n° 1.21 /95, indubitavelmente, eles devem ser tratados pela Lei Complementar n° 07/70, exclusivamente. 9 14, MINISTÉRIO DA FAZENDA XL; 1.,"( SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES : npc Processo : 13973.000234/96-26 Acórdão : 201-'75.182 Recurso : 103.430 Na mesma linha de raciocínio adotada por esta Câmara em outros julgados, pela CSRF (RD/201-O.337 — Acórdão n° 02-0.871) e pelo STJ (Recurso Especial n° 240.9381RS- 1999/0110623 -O), entendo assistir razão à recorrente, apenas em relação à base de cálculo, de vez que o período abrangido pelo lançamento é anterior à vigência da MP n° 1.212/95, devendo, portanto, serem refeitos os cálculos, tendo como base o faturamento do 6° mês anterior. CONCLUSÃO Isto posto, dou provimento parcial ao recurso para que: a) sejam excluídas do lançamento as parcelas relativas aos fatos geradores ocorridos nos meses de 03 e 04/96, e b) sejam refeitos os cálculos dos fatos geradores ocorridos nos meses de 11/94 a 01/95, adotando-se como base de cálculo o faturamento do 6° mês anterior. É o meu voto. Sala das Sessões, em 20 de agosto de 2001 /Ir e e SERAFIM FERNANDES CORRÊA 10

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Numero do processo: 10925.004092/96-53
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 1999
Ementa: ITR - Logrando o contribuinte comprovar com base em Laudo Técnico de Avaliação assinado por profissional devidamente habilitado, ou emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica, que o VTN utilizado como base de cálculo do lançamento não reflete o real valor do imóvel, cabe ao julgador administrativo, a prudente critério, rever a base de cálculo (art. 3º, § 4°, Lei n° 8.847/94). Recurso provido.
Numero da decisão: 201-73.179
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Geber Moreira.
Nome do relator: Valdemar Ludvig

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C Processo : 10925.004092/96-53 Acórdão : 201-73.179 Sessão 19 de outubro de 1999 Recurso : 103.897 Recorrente : PALMASOLA S.A. MADEIRAS E AGRICULTURA Recorrida : DRJ em Florianópolis - SC 1TR - Logrando o contribuinte comprovar com base em Laudo Técnico de Avaliação assinado por profissional devidamente habilitado, ou emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica, que o VTN utilizado como base de cálculo do lançamento não reflete o real valor do imóvel, cabe ao julgador administrativo, a prudente critério, rever a base de cálculo (art. 3 0, § 4°, Lei n° 8.847/94). Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: PALMASOLA S.A. MADEIRAS E AGRICULTURA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente, justiticadamente, o Conselheiro Geber Moreira. Sala das Sessões, em 1' I e outubro de 1999 • Luiza - . . e de Moraes Presis • / ar' _fisa Rel. or Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Rogério Gustavo Dreyer, Ana Neyle Olímpio Holanda, Serafim Fernandes Corrêa e Sérgio Gomes Velloso. Imp/cf 1 C) MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004-92/96-53 Acórdão : 201-73.179 Recurso : 103.897 Recorrente : PALMASOLA S.A. MADEIRAS E AGRICULTURA RELATÓRIO A contribuinte acima identificada impugna a exigência referente à cobrança consignada na Notificação de fls. 07, referente ao IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR/95 incidente sobre o imóvel de sua propriedade denominada parte da Gleba 14, localizado no Município de Palma Sola-SC, com área total de 753,4ha. A impugnação apresentada questiona basicamente o Valor da Terra Nua atribuído ao imóvel, o qual se apresenta em valor muito elevado, segundo os termos da peça inicial. Alegou que, conforme Certidão expedida pela Prefeitura Municipal de Palma Sola- SC, o VTN da área onde está localizada sua propriedade é de R$ 300,00 (trezentos reais) por hectare, e diante desta avaliação apresentou quadro demonstrativo dos valores a serem lançados a título de ITR. Informou ainda que houve o pagamento parcial do imposto, na quantia correspondente a R$ 4.470,38 (quatro mil, quatrocentos e setenta reais e trinta e oito centavos), juntando aos autos o DARF como prova do recolhimento. Requereu ao final que fossem aceitos os valores já pagos, ficando impugnada a diferença existente no lançamento. Foram juntados aos autos os seguintes documentos: Procuração, DARF comprovando o recolhimento parcial, Certidão expedida pela Prefeitura Municipal de Palma Sola-SC, Notificação ITR/95, Notificações 111(192 e 93, Declaração do ITR194, Retificação I11(192, Matrícula de propriedade dos Imóveis registradas sob os rfs. n.247, 11.245, 11.244, 11.243, 11.242, 11.241, 11.240, 11.239 e 11.238. Foi juntado aos autos o respectivo extrato contendo os dados Cadastrais da contribuinte constantes no CAFIR. A autoridade julgadora em primeira instância indefere a impugnação, em decisão sintetizada na seguinte ementa, in verbis: 2 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA a4r4t)i,À., , • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004-92/96-53 Acórdão : 201-73.179 "IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (1TR) NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO Ano-base: 1995 Base de Cálculo do ITFt. É o Valor da Terra Nua (VTN), não inferior ao valor da Terra Nua mínimo (VTNm), estabelecido na legislação tributária (Lei n o 8.847, de 28 de janeiro de 1994). Revião do VTNm do imóvel. A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o VTNm que vier a ser questionado pelo contribuinte, ou o VTN que tiver sido, por erro de fato, incorretamente declarado. LANÇAMENTO PROCEDENTE". Inconformada com o decidido em primeiro grau, a recorrente apresentou Recurso a este Conselho, alegando, em síntese, que não concorda com o VTN lançado no ITR195, o qual considera totalmente desproporcional com o que foi recolhido no ano anterior. Informa ainda que o ITR referente ao ano-base 1994 foi impugnado, tendo obtido sucesso, vez que conseguiu que o VTN fosse fixado em R$ 362,00 UFIR o hectare, juntando aos autos a respectiva decisão administrativa. 111 Que, com base na Certidão expedida pela Prefeitura Municipal de Palma Sola, a recorrente recalculou o valor do ITR, considerando-se o valor de R$ 300,00 (trezentos reais) o hectare, chegando a um valor bem inferior ao constante na Notificação. Afirma que, de acordo com o que estabelece a legislação, procurou a Prefeitura Municipal para que fosse realizada a avaliação da área, tendo sido fixado o valor acima mencionado por hectare. Que ninguém melhor que a autoridade municipal para avaliar as terras que compõem a área do município, e não a Secretaria da Receita Federal, a qual faz avaliação abrangente. Que a Prefeitura seria a única repartição pública que está determinada ou habilitada a fornecer com maior precisão o Valor da Terra Nua. 3 ' 41 • .s MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo : 10925.004-92/96-53 Acórdão : 201-73.179 Finalizou requerendo o recebimento do seu Recurso para, ao final, ser cancelada a parte restante do Lançamento, visto que a recorrente já recolheu parte do imposto, devendo ser aceitos os valores trazidos pela contribuinte, vez que sem cabimento a pretensão da Fazenda Pública em fixar o valor do hectare em R$ 955,95 para áreas de baixa utilização Foram juntados ao Recurso os seguintes documentos: cópia da decisão administrativa da Impugnação do 1TR/94, DARF comprovando recolhimento parcial do imposto, Notificação ITR/95, Certidão expedida pela Prefeitura Municipal de Palma Sola-SC, Declaração de Informações ITR195. Às fls. 60/61 foram juntadas as Contra-Razões apresentadas pela Procuradoria da Fazenda Nacional, a qual opinou pela total manutenção da decisão de primeiro grau. Esta Corte decidiu por baixar o processo em diligência para que a contribuinte fosse intimada a apresentar Laudo Técnico de Avaliação de conformidade com o que determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, demonstrando as características da região onde está localizado o imóvel, sua avaliação com base em pesquisa de valores e os critérios de avaliação utilizados. Em atenção à diligência solicitada, a contribuinte trouxe aos autos Laudo Técnico de Vistoria e Avaliação, tis. 77/85, formulado de conformidade com as exigências da ABNT, indicando para o período avaliado um Valor da Terra Nua de 189,72 UFIR/ha. É o relatório. • 4 - ei MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004-92/96-53 Acórdão : 201-73.179 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR VALDEMAR LUDVIG Tomo conhecimento do recurso por tempestivo e apresentado dentro das formalidades legais A base de cálculo do ITR é o Valor da Terra Nua — VTN, apurado em 31 de dezembro do exercício anterior e informado na declaração anual apresentada pelo contribuinte, retificado de oficio, caso não seja observado o valor mínimo fixado pela Secretaria da Receita Federal A partir da publicação, em 28/01/94, da Lei n° 8.847, passou a ser facultado ao contribuinte o direito de questionar o Valor da Terra Nua mínimo (VTNm), a partir do comando contido no artigo 3°, § 4°, da citada lei, valendo a reprodução do texto legal. "Art. 30 - A base de cálculo do imposto é o Valor da Terra Nua (VTN), apurado em 31 de dezembro do exercício anterior. § 4° - A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua minimo (VTNm), que vier a ser questionado pelo contribuinte." (destaque nosso) • Pela legislação acima descrita verifica-se que a apresentação de Laudo Técnico se trata de exigência legal, tornando-se condição para a apreciação do pedido de revisão do ITR lançado. A lei esclarece que a autoridade administrativa poderá rever o Valor da Terra Nua mínimo que vier a ser questionado pelo contribuinte, no entanto, para que isso aconteça, mostra-se imprescindível a apresentação do respectivo Laudo Técnico, o qual servirá de base ao pedido de possível alteração no imposto lançado. Logo, para embasar qualquer questionamento sobre o valor do ITR lançado, toma- se imprescindível a apresentação de Laudo Técnico que preencha os requisitos legais, devendo ser emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica, ou profissional habilitado, conforme determina a Legislação, a qual é taxativa neste aspecto. Obedecendo tais requisitos o Laudo representará instrumento probante a que está condicionada a revisão da base de cálculo do ITR. 5 • - MINISTÉRIO DA FAZENDA Werrhr SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004-92/96-53 Acórdão : 201-73.179 Em atenção à diligência solicitada por este Colegiado, a recorrente fez juntar aos autos Laudo Técnico de Vistoria e Avaliação, assinado por profissional habilitado de conformidade com o que determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, fixando para o imóvel, em 31/12/94, o Valor da Terra Nua — VTN em 189,72 UFIR/ha. Em face do exposto, e tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de dar provimento ao recurso para que seja emitida nova notificação de lançamento com base no VTN fixado pelo Laudo Técnico de Avaliação. •• • Oto. Sala das Se oes, em 19 de outubro de 1999 • r"—WS ew -""4.1111ilt • • • 6

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Numero do processo: 13689.000119/96-76
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 1999
Numero da decisão: 201-73228
Nome do relator: Não Informado

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4756124 #
Numero do processo: 10840.002203/91-02
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2002
Ementa: PIS-FATURAMENTO. AUTO DE INFRAÇÃO. EXIGÊNCIAS LASTREADAS EM FATOS CUJA APURAÇÃO SERVIRAM PARA DETERMINAR A PRÁTICA DE INFRAÇÃO A DISPOSITIVOS LEGAIS DO IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. Nos termos do art. 1 0 do Decreto n° 2.191/97, compete ao Primeiro Conselho de Contribuintes julgar o recurso interposto em processo fiscal, relativo ao PIS, quando sua exigência esteja lastreada, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviram para determinar a prática de infração a dispositivos legais do Imposto de Renda. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 201-76501
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: Gilberto Cassumi

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Segundo Conselho de Contribuintes .814brica SZD54i). 1 Processo n9 : 10840.002203/91-02 Recurso n2 : 89.951 Acórdão n9 201-76.501 Recorrente : FABIO ARNALDO ORTOLAN Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP PIS-FATURAMENTO. AUTO DE INFRAÇÃO. EXIGÊNCIAS LASTREADAS EM FATOS CUJA APURAÇÃO SERVIRAM PARA DETERMINAR A PRÁTICA DE INFRAÇÃO A DISPOSITIVOS LEGAIS DO IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. Nos termos do art. 1 0 do Decreto n° 2.191/97, compete ao Primeiro Conselho de Contribuintes julgar o recurso interposto em processo fiscal, relativo ao PIS, quando sua exigência esteja lastreada, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviram para determinar a prática de infração a dispositivos legais do Imposto de Renda. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: FABIO ARNALDO ORTOLAN. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 16 de outubro de 2002. Kahict. LUAOW11. : sefa Maria Coelho Marques Presidente Gil :Cassu ,' ar Re tor Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Antônio Mário de Abreu Pinto, José Roberto Vieira, Márcia Rosana Pinto Martins Tuma. (Suplente), Sérgio Gomes Velloso e Rogério Gustavo Dreyer. Imp/ovrs 1 29 CC-MF - Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n" : 10840.002203/91-02 Recurso n" : 89.951 Acórdão n' : 201-76.501 Recorrente : FABIO ARNALDO ORTOLAN RELATÓRIO A contribuinte acima, firma individual, foi autuada em 26/09/1991, conforme o Auto de Infração de fl. 01, pela falta de recolhimento de PIS-FATURAIVIENTO, em virtude de omissão de receita, relativamente aos exercícios de 1986 a 1989, períodos-base de 1985 a 1988. Foi enquadrado por infração ao art. 3°, 'b', da LC n° 7/70, c/c o art. 1°, parágrafo único, da LC 17/73, e título 5, capítulo 1, seção 1, alínea b, itens I e II do Regulamento do PIS/PASEP, aprovado pela Portaria MF n° 142/82. Foi lançado o valor do crédito apurado de 90.721,11 Cruzeiros, referente à contribuição devida, TRD acumulada, juros de mora e multa proporcional. Tempestivamente, a empresa apresentou sua impugnação, às fls. 07/10, afirmando que o Auto de Infração não poderia prosperar por contrariar diversos preceitos legais mencionados e a jurisprudência aplicável à espécie. Alega que a "apuração de suprimento de caixa deve ser feita por exercício findo e não mês a mês, já que esse critério é determinado pela legislação que regulamenta o Imposto de Renda". Afirma que a autuada passou o exercício financeiro com suprimento de caixa coberto por empréstimo de terceiros somente no exercício de 1987, tendo sido, nos demais, cobertos com a própria receita gerada pela empresa. Requer a extinção do Auto de Infração. Juntou cópias de notas promissórias. Após juntada de cópia da decisão proferida nos autos do Processo n° 10840.002199/91-29, do qual este processo é "decorrente", onde a ação fiscal foi julgada procedente e mantido o lançamento, por omissão de receitas, a Delegacia da Receita Federal em Ribeirão Preto — SP, às fls. 28/29, indeferiu a impugnação e decidiu pela procedência do lançamento, mantendo a exigência tributária, conforme a ementa: "CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. PIS/FATURAMEIVTO. A omissão de receitas apurada na pessoa jurídica e julgada procedente, implica na exigência da contribuição para o PIS/FATURAMENTO, calculado sobre o valor omitido. Asseverou que sendo os valores não oferecidos à tributação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica apurados em procedimento de oficio, a Contribuição para o PIS/FATURAMENTO se torna devida também, dispensando igual tratamento ao dado à exigência formulada contra a pessoa jurídica no processo-matriz. Em recurso voluntário, tempestivo, às fls. 34/42, a recorrente manifesta sua inconformidade com a decisão atacada, apresentando suas razões, alegando novamente que "a apuração de suprimento de caixa deve ser feita por exercício findo e não mês a mês, já que o critério de apuração é determinado pela legislação que regulamenta o Imposto de Renda...". Afirma estar sendo tributada por uma receita que não houve, e afirma estar em haver da pessoa jurídica, a pessoa física proprietária da recorrente, importâncias já devolvidas e desconsideradas pelo Auto de Infração; faz referências a valores emprestados de terceiros. Requer a reforma da decisão atacada para o cancelamento do Auto de Infração. 4 n• - 2 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Is.`,MM"- Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10840.002203/91-02 Recurso n2 : 89.951 Acórdão 112 : 201-76.501 Em 15/03/1993, fl. 81, o Segundo Conselho de Contribuintes determinou a baixa dos autos em diligência, para que fossem juntados elementos do "processo matriz", inclusive acórdão do Eg. Primeiro Conselho de Contribuintes, por entender que esses elementos contribuem para o esclarecimento e deslinde da matéria tratada. Entretanto, após a remessa, pela Delegacia da Receita Federal de Ribeirão Preto — SP dos autos ao Eg. Primeiro Conselho de Contribuintes para o cumprimento da diligência, fl. 82, a secretaria do Eg. Primeiro Conselho determinou a remessa dos autos a este Segundo Conselho, em face da matéria tratada, sem dar cabo à diligência determinada. Então, esta Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em Sessão de 10/07/2001, resolveu converter o julgamento do recurso em diligência junto ao Primeiro Conselho de Contribuintes, para o cumprimento da diligência que já havia sido determinada, ou seja, que fossem anexados elementos do Processo n° 10840.002199/91-29, notadamente a decisão do Eg. Primeiro Conselho de Contribuintes. Distribuídos os autos à Quarta Câmara do Eg. Primeiro Conselho de Contribuintes, para cumprimento da diligência, foi exarado o Despacho n° 104-0.114/02, fls. 91/93, afirmando haver "flagrante equívoco" na decisão. Afirma que a competência para julgamento do pf'ocesso era do Primeiro Conselho de Contribuintes, nos termos do Decreto n° 2.191/97, que alterou as competências relativas a matérias de julgamento pelos Conselhos de Contribuintes. Assim, aduz que faltava competência à Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes para julgamento da matéria, ou conversão de julgamento em diligência. Foi então, pelo Ilustre Presidente do Primeiro Conselho de Contribuintes, determinado o encaminhamento do processo novamente ao Segundo Conselho para conhecimento do despacho e demais providências. É o relatório. n 3É • . 4 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes • Processo n2 : 10840.002203/91-02 Recurso n2 : 89.951 Acórdão n2 : 201-76.501 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR GILBERTO CASSULI O recurso voluntário é tempestivo. Contudo, dele não conheço. A contribuinte, ora recorrente, foi autuada pela falta de recolhimento de PIS referente aos exercícios de 1987 a 1989. Segundo a descrição dos fatos, o lançamento foi decorrente da fiscalização do IRPJ, "na qual foi apurada omissão de receita operacional ocasionando, por conseguinte, insuficiência na determinaç'ã o da base de cálculo deste imposto/contribuição". O Auto de Infração foi impugnado. A DRJ manteve o lançamento, e houve a interposição de recurso voluntário. Distribuído o processo ao Segundo Conselho de Contribuintes, houve a conversão do julgamento em diligência, para a juntada de cópia da decisão proferida nos autos do processo n° 10840.002199/91-29, referente ao IRPJ, e considerado em relação a estes autos o "processo-matriz". Contudo, encaminhados os presentes autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes, e distribuídos para sua Quarta Câmara, foi exarado o Despacho n° 104-0.114/02, fundamentando não caber à Quarta Câmara do Primeiro Conselho o cumprimento do decidido na Resolução n° 201-00.158, porque à Primeira Câmara do Segundo Conselho falecia competência para julgamento da matéria. Com razão o despacho, e por isso devem estes autos ser encaminhados para o Primeiro Conselho de Contribuintes, competente para seu julgamento. É que, quando esta Câmara resolveu converter em diligência o julgamento do recurso, estava em vigor o Decreto n° 2.191, de 03 de abril de 1997, que estabeleceu: "Art. 1° Fica transferida do Primeiro para o Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda a competência para julgar os recursos interpostos em processos fiscais de que trata o art. 25 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, alterado pela Lei n° 8.748, de 9 de dezembro de 1993, cuja matéria, objeto do litígio, decorra de lançamento de oficio das contribuições para o Programa de Integração Social - PIS, para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP, para o Fundo de Investimento Social - FINSOCIAL e para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS. Parágrafo único. A competência para julgar os recursos interpostos em processos fiscais, relativos às contribuições de que trata o caput deste artigo, permanece no Primeiro Conselho de Contribuintes, Quando suas exitências estejam lastreadas, no todo ou em parte, em fatos cuia apuração serviram para determinar a prática de infração a dispositivos letais do imposto de renda." 4,0 #. 4 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes • • Processo n9- : 10840.002203/91-02 Recurso n2 : 89.951 Acórdão n2 : 201-76.501 Com efeito, este lançamento é decorrente de fiscalização realizada em relação ao IRPJ. Tanto que no Despacho n° 202-00.778, de 15/03/1993, o então Presidente do Conselho de Contribuintes afirmou que o processo que tratava do lançamento relativo ao IRPJ era o "processo-matriz" em relação a este, considerado "decorrente". Como bem salientou o Despacho n° 104-01.14/02, "a decorrência é claríssima". Destarte, consistindo este processo de lançamento 'astreado em fato cuja apuração serviu para determinar a prática de infração a dispositivo legal do Imposto de Renda, é competente para julgar o recurso o Primeiro Conselho de Contribuintes_ Pelo exposto, e por tudo mais que dos autos consta, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, por incompetência deste Segundo Conselhos de Contribuintes, nos termos da fundamentação. Devem estes autos ser encaminhados ao Primeiro C onselho de Contribuintes, para as providências cabíveis. É como voto. Sala das Sessões, 16 de outubro de 2002. 4011\ G1LBER CASS 5

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Numero do processo: 13830.000635/2003-37
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 203-13450
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva

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I I 8 á, e. MINISTÉRIO DA FAZENDA •Ck" SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo e 13830.000635/2003-37 Recurso n• 134.145 Voluntário Matéria RESSARCIMENTO DE TI Acórdão n° 203-13.450 Sessão de 09 de outubro de 2008 Recorrente BERCAMP ALIMENTOS LTDA. Recorrida DRJ - RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 SÚMULA N° 10 A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. • IPI. CRÉDITOS RELATIVOS ÀS AQUISIÇÕES DE INSUMOS ISENTOS E NÃO TRIBUTADOS PELO 'PI. O Princípio da não-cumulatividade do IPI é implementado pelo sistema de compensação do débito ocorrido na saída de produtos - do estabelecimento do contribuinte com o crédito relativo ao imposto que fora cobrado na operação anterior referente à entrada de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem. Não havendo exação de IPI nas aquisições desses insumos, por serem eles tributados isentos ou não estarem dentro do campo de incidência do imposto, não há valor algum a ser creditado Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA. CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CO • IBUINTES, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselhe alton Cor' - irofie Miranda, que reconhecia o crédito referente aos insumos isento . 4/ Ar 401/ nvir O 441..CP DO ROSENBURG FILHO Presid - te N-------árCr 400ECON aLIIN N TES i'lF-SEGUCONFERE COM O ORIGINAL e% Co Matilde t4o de Oliveira Met. Ssact91650_________ Processo e 13830.000635/2003-37 CO)2/CO3 Acórdão n.• 203-13.450 Fls. 119 " — / , ERI "ORA S DE ASTRO E SILVA Relator Participaram, ainda, do pres te jul gamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, J Center Simões Mendonça, José Adão Vitorino e‘ de Morais e Fernando Marques Cleto Duarte vr--sE CON---.-aal"---C----11NDIO De CON BUINTES — FEFtE COM O ORIGINAL ri BroMa 4,6 Lii_j_f_n_ Matilde et-Edu OINtara Mat. Seape 91650 .— 2 _ — • Processo n° 13830.000635/2003-37 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-13.450 Fls. 120 • Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o acórdão que manteve o indeferimento • do pedido de ressarcimento de créditos, protocolizado em 06/05/2003, de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de fl. 01, acumulados e oriundos da aquisição de insumos isentos, não tributados e sujeitos à aliquota zero, utilizados em seu processo produtivo, no valor total de R$ 60.017,25, e apurados no terceiro trimestre do ano de 2002. • A decisão recorrida foi vazada nos seguintes termos: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 Ementa: CRÉDITOS DE In. INSUMOS NÃO TRIBUTADOS OU TRIBUTADOS A ALIQUOTA ZERO. Somente os créditos relativos a insumos onerados pelo imposto são suscetíveis de escrituração, apuração e aproveitamento". Inconformada, vem a contribuinte no seu Recurso aduzir que o não reconhecimento dos créditos viola o principio da não-cumulatividade do IPI, aduzindo, • especificamente em relação aos insumos adquiridos com isenção, precedente do Supremo Tribunal Federal quanto ao tema. Ainda colaciona doutrina e jurisprudência sobre o tema. Por fim, na eventualidade de reconhecimento dos créditos, pede que os mesmos • sejam atualizados pela taxa Selic. É o Relatório. • ME-SEGUNDO CONSELHO DE CON1Ri3UNTES CONFERE COM O ORIGINAL Braswa O76/ Mak S de Oltveina %gut 91650 3 Processo n°13830.000635/2003-37 CCO2/CO3 Acórdão n.• 203-13.450 mr--sEcio oe QUNTZUMES Fls. 121CONFEitE COM 0 ORtGINN. ~Ido Cetfute Met. &ene 01650 ara VOE0 • CONSELHEIRO ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA, Relator O Recurso satisfaz os seus requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço e adentro no mérito. -Insumos Adquiridos à Aliquota Zero doIPI: Quanto ao direito ao crédito nas aquisições de insumos tributados à aliquota • zero, o entendimento deste Conselho já se encontra sumulado, nos seguintes termos: • SÚMULA N° 10 A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à aliquota zero não gera crédito de IPI. Insumos Isentos ou não tributados pelo IPI: 1 — Insumos Adquiridos à Aliquota Zero: • O IPI, por determinação constitucional é tributo não cumulativo, compensando- se o imposto devido em cada operação com o cobrado nas anteriores. Para atender esse • mandamento constitucional, o legislador ordinário criou o sistema de créditos que permite os estabelecimentos industriais e o que lhes são equiparados fazer o encontro entre os débitos pertinentes às saídas de produtos industrializados do estabelecimento com o imposto pago nas entradas dos insumos utilizados na fabricação de tais produtos. Há, ainda, previsão legal para que os contribuintes apropriem-se a titulo de crédito do IPI de outros valores não relacionados à entrada de insumos, mas em qualquer caso, por tratar-se de exceção à regra geral, a legislação do imposto elenca numerus clausus as hipóteses permitidas. A não-cumulatividade do IPI nada mais é do que o direito de os contribuintes abaterem do imposto devido nas saídas dos produtos do estabelecimento industrial o valor do WI que incidira na operação anterior, isto é, o direito de compensar o imposto que lhe foi cobrado na aquisição dos insumos (matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem) com o tributo referente aos fatos geradores decorrentes das saídas de produtos tributados de seu estabelecimento. A Constituição Federal de 1988, reproduzindo o texto da Carta Magna anterior, assegurou aos contribuintes do IPI o direito a creditarem-se do imposto cobrado nas operações antecedentes para abater nas seguintes. Tal principio está insculpido no art. 153, § 3 0, inc. II, verbis: Art. 153. Compete à União instituir imposto sobre: • 1- omissis IV - produtos industrializados; &,é-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' CONFERE COM O ORIGINAL /.1 Processo n° 13830.000635/2003-37 mama / 0 00Y CCO2/CO3• Acórdão n.° 203-13.450 4e Fls. 122 Mate Cursino de Oliveira Mal. Signe gloso § 3° O imposto previsto no inciso IV: I - Omissis II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores; (grifo não constante • do original) Para atender à Constituição, o C.T.N. estabelece, no artigo 49 e parágrafo único, as diretrizes desse princípio, e remete à lei a forma dessa implementação. _ _ — — Art. 49. O imposto é não-cumulativo, dispondo a lei de forma que o montante devido resulte da diferença a maior, em determinado período, • entre o imposto referente aos produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados. Parágrafo único. O saldo verificado, em determinado período, em favor do contribuinte, transfere-se para o período ou períodos seguintes. O legislador ordinário, consoante essas diretrizes, criou o sistema de créditos que, regra geral, confere ao contribuinte o direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações anteriores (o IPI destacado nas Notas Fiscais de aquisição dos produtos entrados em seu estabelecimento) para ser compensado com o que for devido nas operações de saída dos • produtos tributados do estabelecimento contribuinte, em um mesmo período de apuração, sendo que, se em determinado período os créditos excederem aos débitos, o excesso será • transferido para o período seguinte. • A lógica da não-cumulatividade do IPI, prevista no art. 49 do CTN, e reproduzida no art. 81 do RIPI/82, posteriormente no art. 146 do Decreto n° 2.637/1998, é, pois, compensar do imposto a ser pago na operação de saída do produto tributado do estabelecimento industrial ou equiparado o valor do IPI que fora cobrado relativamente aos produtos nele entrados (na operação anterior). Essa é a regra trazida pelo artigo 25 da Lei n° 4.502/64, reproduzida pelo art. 82, inc. I, do RIPI/82 e, posteriormente, pelo art. 147, inc. I, do RIP1/1998 c/c art. 174, Inc. 1, alínea "a", do Decreto n°2.637/1998, a seguir transcrito: Art. 82. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se: I- do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, exceto as de aliquota zero e os isentos, incluindo-se, entre as matérias-primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente. (grifo não constante do original) De outro lado, a mesma sistemática vale para os casos em que as entradas foram desoneradas desse imposto, isto é, as aquisições das matérias-primas, dos produtos ind 5 MF.SEGLIt.---CCDO ONSELHO DE IBUINTES _ • emitia CONFERE COM O ORIGINAL d.:_) Processo n° 13830.000635/2003-37 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-13.450 Fls - MadIS . 123 no de Oliveira Mat. Eine 91650 • intermediários ou do material de embalagem não foram onerados pelo IPI, pois não há o que compensar, porquanto o sujeito passivo não arcou com ônus algum. A premissa básica da não-cumulatividade do IPI reside justamente em se compensar o tributo pago na operação anterior com o devido na operação seguinte. O texto constitucional é taxativo em garantir a compensação do imposto devido em cada operação com o montante cobrado na anterior. Ora, se no caso em análise não houve a cobrança do tributo na operação de entrada da matéria-prima em razão de sua tributação à aliquota zero, não há falar-se em direito a crédito, tampouco em não-cumulatividade. É de notar-se que a tributação do IPI, foque tange à não-cumulatividade, está -- centrada na-sistemática -conhecida como "imposto contra imposto" (imposto pago na entrada • contra imposto devido a ser pago na saída) e não na denominada "base contra base" (base de cálculo da entrada contra base de cálculo da saída) como pretende a reclamante. Esta sistemática (base contra base), é adotada, geralmente, em países nos quais a • tributação dos produtos industrializados e de seus insumos são onerados pela mesma aliquota, o que, absolutamente, não é o caso do Brasil, onde as aliquotas variam de O a 330%. Havendo coincidência de aliquotas em todo o processo produtivo, a utilização • desse sistema de base contra base caracteriza a tributação sobre o valor agregado, pois em cada etapa do processo produtivo a exação fiscal corresponde exatamente à da parcela agregada. Assim, se a aliquota é de 5%, por exemplo, o sujeito passivo terá de recolher o valor correspondente à incidência desse percentual sobre o montante por ele agregado. Isso já não ocorre quando há diferenciação de aliquotas na cadeia produtiva, pois essa diferenciação descaracteriza, por completo, a chamada tributação do valor agregado, vez que a exação. efetiva de cada etapa depende da onera* fiscal da antecedente, isto é, quanto maior for a exação do IPI incidente sobre os insumos menor será o ônus efetivo desse tributo sobre o produto deles resultantes. O inverso também é verdadeiro, havendo diferenciação de aliquotas nas várias fases do processo produtivo, quanto menor for a taxação sobre as entradas (matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem) maior será o ônus fiscal sobre as saldas (produto industrializado). Exemplificando: a fase "a" está sujeita à aliquota de 10% e nela foi agregado $ 1.000,00. Havendo, portanto, uma exação efetiva de $ 100,00. Na etapa seguinte, a aliquota é de 5%, e agregou-se, também, $ 1.000,00. A tributação efetiva dessa fase é de 0%, pois, embora a aliquota do produto seja de 5%, o crédito da fase anterior vai compensar integralmente o valor da correspondente exação e o sujeito passivo não terá nada a recolher. De outro lado, se os produtos da fase "a" forem taxados em 5% e o da "b" em 10%, mantendo-se os valores do exemplo anterior, a tributação efetiva nesta fase, na realidade, é de 15%, como mostrado a seguir. Fase "a": valor agregado $ 1.000,00, aliquota 5%, imposto calculado $ 50,00, crédito $ 0,00, imposto a recolher $50,00. Fase "b": valor agregado $ 1.000,00, aliquota 10%, imposto calculado $ 200,00, ($ 2.000 x 10%), crédito $ 50,00, imposto a recolher $ 150,00. Tributação efetiva 15% sobre o valor agregado. • Como 'se pode ver do exemplo acima, o gravame fiscal efetivo em uma fase da cadeia produtiva é inverso ao da anterior. Por conseguinte, nessa sistemática de imposto contra • imposto adotada no Brasil, se uma fase for completamente desonerada, em virtude de aliquota zero ou de não tributação pelo IPI (produtos NT na TIPI), o gravame fiscal será deslocad,a integralmente para a fase seguinte. • h. e:14 06 . 1 Processo o 13830.000635/2003-37 CCO2/CO3 Acórdão n! 203-13.450 Fls. 124 Não se alegue que essa sistemática de imposto contra imposto va" de encontro ao principio da não-cumulatividade, pois este não assegura a equalização da carga tributária ao longo da cadeia produtiva, tampouco confere o direito ao crédito relativo às entradas • (operações anteriores) quando estas não são oneradas pelo tributo em virtude de aliquota neutra (zero) ou não ser o produto tributado pelo IPI. Na verdade, o texto constitucional garante tão- somente o direito à compensação do imposto devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, sem guardar qualquer proporção entre o exigido nas diversas fases do processo produtivo. Assim, com o devido respeito aos que entendem o contrário, o fato de insumos - - -isentos ou não tributados comporem a base de cálculo de um produto tributado à aliquota - - - - - - - — - positiva não confere-ao- estabelecimento industrial o direito a crédito a eles referente, como se onerados fossem. Até porque, em caso contrário, ter-se-ia que, para estabelecer o quantum a ser creditado, atribuir a tais produtos aliquotas diferentes das estabelecidas por lei. Em outras palavras, o aplicador da lei estaria legislando positivamente, usurpando funções do legislador. Repise-se que a diferenciação generalizada de aliquotas do IPI adotada no Brasil gera a desproporção da carga tributária entre as várias cadeias do processo produtivo, hora se concentrando nos insumos hora se deslocando para o produto elaborado, e o principio da não- curnulatividade não tem o escopo de anular essa desproporção, até porque, a variação de aliquotas decorre de mandamento constitucional. o principio da seletividade em função da essencialidade. Desta forma, a impossibilidade de utilização de créditos relativos a esses produtos tributados não constitui, absolutamente, afronta ou restrição ao principio da não- cumulatividade do IPI ou a qualquer outro dispositivo constitucional. Por todo o exposto, nego provimento ao Recurso, mantendo a decisão recorrida. Sala das Sessões, em 09 de outubro de 200;k Pah g are ERIC MORAES DE CASTRO E SILV lry ------------6-6C-4 ..RIBuINTEsi MF-SEGU OND CONSELHO DE \ CONFERE COM O ORIGINAL n aretlet,Ciii_11_, o 3 1 ~Ide Cursinoitampla Mat. SlaS 91650 7 Page 1 _0024900.PDF Page 1 _0025000.PDF Page 1 _0025100.PDF Page 1 _0025200.PDF Page 1 _0025300.PDF Page 1 _0025400.PDF Page 1

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