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Numero do processo: 13804.004091/99-80
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2003
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO – DECADÊNCIA – O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 05 (cinco) anos, distinguindo-se o início de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem início a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter início com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. Prejudicial rejeitada.
PIS - SEMESTRALIDADE – Os indébitos oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, tendo em vista a jurisprudência consolidada do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, bem como, no âmbito administrativo, da Câmara Superior de Recursos Fiscais, deverão ser calculados considerando-se que a base de cálculo do PIS, até a edição da Medida Provisória nº 1.212/95, é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária.
CORREÇÃO MONETÁRIA - A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº 08, de 27/06/97, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-15342
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em acolher o pedido para afastar a decadência e em dar provimento parcial ao recurso, quanto à semestralidade, nos termos do Relator
Nome do relator: ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO
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Segundo Conselho de Contribuintes _ . ..,-; . 0 cyk-)-' f--::,- Unia° . . InblICadO no u+dn , — _ - 1 0 Processo n° : 13804.004091/99-80 4#(...)--Recurso n° : 119.354 VISTO ---,— Acórdão n° : 202-15.342 Recorrente : FAC PRODUTOS ARQUITETÕNICOS LTDA. (nova razão social de FAC PROJETOS INSTALAÇÕES E COMÉRCIO LTDA.) Recorrida : DRJ em Curitiba - PR NORMAS PROCESSUAIS - RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO — DECADÊNCIA — O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 05 (cinco) anos, distinguindo-se o .._________.,.........._—_,......_ início de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. 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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por:, FAC PRODUTOS ARQUITETÕNICOS LTDA. (nova razão social de FAC PROJETOS INSTALAÇÕES E COMÉRCIO LTDA.) 1 1 • . .22 CC-MF Ministério da Fazenda 21; F. A .ZE;;DA - C C I Fl. Segundo Conselho de Contribuintes C3 - E R' C‘I O C "- • - BR L.; j) g „ Processo n° : 13804.004091/99-80 liatsfiÁtA, Recurso n° : 119.354 1- o Acórdão n° : 202-15.342 - ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em acolher o pedido para afastar a decadência e em dar provimento parcial ao recurso, quanto à semestralidade, nos termos do Relator. Sala das Sessões, em 02 de dezembro de 2003 enrique Pinheiro 1'6 Presidente • , à ni -1 os :ueno Ribeiro Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Eduardo da Rocha Schmidt, Ana Neyle Olímpio Holanda, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Nayra Bastos Manatta e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. cl/opr 2 , . •,.. .,4,...._,..- rw. n,A, r- A7:-:? ,' DA - 2' CC 2.2 CC-MFMinistério da Fazenda .........----- -- -, - - • .. ....- , ;. .,,, ....,, Fl. %-':\ : Segundo Conselho de Contribuintes C O r :i : :1P, I. C: - O .. Z C,,,7 ~g> OA 1 e). !k -,., 1&• - ' Processo n° : 13804.004091/99-80 ---5~ I Recurso n° : 119.354 * VibTO mar tre.....*É.1*... nn•••nn••n••••• Acórdão n° : 202-15.342 Recorrente : FAC PRODUTOS ARQUITETÕNICOS LTDA. (nova razão social de FAC PROJETOS INSTALAÇÕES E COMÉRCIO LTDA.) RELATÓRIO Em pleito encaminhado à Delegacia da Receita Federal em São Paulo — SP, protocolizado em 10/11/1999, a ora Recorrente pede a restituição/compensação de alegados créditos da contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis ri s 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, no período compreendido entre maio/91 e junho/94, com parcelas de outros impostos e contribuições, como consta nos formulários próprios acostados aos autos. A chefe da DISIT daquela repartição, mediante a Decisão de fls. 90/91, indeferiu o pleito, tendo em vista, em síntese, que os supostos indébitos decaíram nos termos do art. 165, I, c/c art. 168 do CTN, à vista do disposto no Parecer PGFN/CAT n° 1.538/99 e no Ato Declaratório SRF n° 096/99. Intimada dessa decisão, a Contribuinte ingressou, tempestivamente, com a Petição de fls. 94/97, manifestando sua inconformidade com o indeferimento de seu pleito, alegando, em suma, que em se tratando de pedido de restituição/compensação fulcrado em inconstitucionalidade, o prazo prescricional tem início com a resolução do Senado Federal que suspenda a execução da norma inconstitucional, como decidido no Acórdão n° 108-05.791 do Primeiro Conselho de Contribuintes. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba — PR manteve o indeferimento do pedido de restituição em tela, mediante a Decisão de fls. 98/101, assim ementada: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/1991 a 31/05/1994 Ementa: PIS. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição paga indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do • prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. p Solicitação Indeferida". 3 , . '2Ministério da Fazenda f,v,ZE-:,,m, 2 CC-MF ..Ce Fl.•, ,,==i7*.,-:-;ç - Segundo Conselho de Contribuintes coffu,s:; c -,:, i o c;mo,,;-,E, .-.4,~v, , '• BRAEiliA o , (A 1 ÇO.' Processo n° : 13804.004091/99-80 Ri.71,1(42..._. Recurso n° : 119.354 ___ VISTO 4. Acórdão n° : 202-15.342 - Inconformada, a contribuinte apresenta, tempestivamente, o Recurso de fls. 105/117, no qual, reforça os argumentos de sua impugnação. jiÉ o relatório. Ir - 4 > . (1 iisl. rA F. :i \ 7 '''1'.,' 1 ,̀ ,'k, - 2 '? C, C. 2 CC-MF ..4~ .= Ministério da Fazenda b T. :, ', ' O :- ,1 C i N` 1. . Fl. Segundo Conselho de Contriuintes ç o --,:t :`, A id6 — •,=i ,1'..w A%•,,,,,' , - Processo n° : 13804.004091/99-80 Ram.C.C4-'W VISTO Recurso n° : 119.354 Acórdão no : 202-15.342 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTÔNIO CARLOS BUENO RIBEIRO Conforme relatado, o pleito de restituição/compensação em tela diz respeito a créditos da contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis d's 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, e cuja conseqüente retirada do ordenamento jurídico foi promovida através da Resolução n°49, de 10/10/95, do Senado Federal. A negativa desse pleito se deu ao exclusivo fundamento de que, por ocasião de seu protocolo (10/11/99), já teria decorrido o prazo para o contribuinte pleitear a repetição de indébito de 5 (cinco) anos, contado da extinção do crédito tributário, inclusive quando se tratasse de pagamento efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, consoante o Parecer PGFN/CAT/n° 1.538/99 e Ato Declaratório SRF no 096/99, tendo em vista referir-se a recolhimentos efetuados no período compreendido entre maio/91 e junho/94. Enfim, o presente caso, em face do direito de pleitear a restituição, se enquadra dentre aqueles em que o indébito resta exteriorizado por situação jurídica conflituosa segundo a terminologia adotada no Acórdão n° 108-05.791, da lavra do ilustre Conselheiro José Antonio Minatel, cujas razões de decidir, neste particular, aqui adoto e abaixo reproduzo: 7-...1. Voltando, agora, para o tema acerca do prazo de decadência para pleitear a restituição ou compensação de valores indevidamente pagos, à falta de disciplina em normas tributárias federais de escalão inferior, tenho como norte o comando inserto no art. 168 do Código Tributário Nacional, que prevê expressamente: 'Art. 168 – O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: — 1 – nas hipóteses dos incisos-I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário. II – na hipótese do inciso III do art. 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.' Veja-se que o prazo é sempre de 5 (cinco) anos, sendo certo que a distinção sobre o inicio da sua contagem está assentada nas diferentes situações que possam exteriorizar o indébito tributário, situações estas elencadas, com caráter exemplificativo e didático, pelos incisos do referido art. 165 do CTN nos seguintes termos: 5 ' 22 CC-MF Ministério da Fazenda NuN. FA7EN,U - 2° rY; Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFER: 02/U: nif, ..ÀAZ Processo n° : 13804.004091/99-80 Recurso n° : 119.354 Acórdão n° : 202-15.342 'Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no parágrafo 4 ' do art. 162, nos seguintes casos: 1— cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; — erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III — reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.' O direito de repetir independe dessa enumeração das diferentes situações que exteriorizam o indébito tributário, uma vez que é irrelevante que o pagamento a maior tenha ocorrido por erro de interpretação da legislação ou por erro na elaboração do documento, posto que qualquer valor pago além do efetivamente devido será sempre indevido, na linha do princípio consagrado em direito que determina que 'todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir', conforme previsão expressa contida no art. 964 do Código Civil. Longe de tipificar numerus clausus, resta a função meramente didática para as hipóteses ali enumeradas, sendo certo que os incisos I e II do mencionado artigo 165 do CIN voltam-se mais para as constatações de erros consumados em situação fática não litigiosa, tanto que aferidos unilateralmente pela iniciativa do sujeito passivo, enquanto que o inciso III trata de indébito que vem à tona por deliberação de autoridade incumbida de dirimir situação jurídica conflituosa, daí referir-se a 'reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória'. Na primeira hipótese (incisos I e II) estão contemplados os pagamentos havidos por erro, quer seja ele de fato ou de direito, em que o juízo do indébito opera-se unilateralmente no estreito círculo do próprio sujeito passivo, sem a participação de qualquer terceiro, seja a administração tributária ou o Poder Judiciário, daí a pertinência da regra que fixa o prazo para desconstituir a indevida incidência já a partir da data do efetivo pagamento, ou da 'data da extinção do crédito tributário', para usar a linguagem do art. 168, I, do próprio CIN. Assim, quando o indébito é exteriorizado em situação fática não litigiosa, parece adequado que o prazo para exercício do direito à restituição ou compensação possa fluir imediatamente, pela inexistência de qualquer óbice ou condição obstativa da postulação pelo sujeito passivo. a/ 6 . . .--------- 2Q CC-MF - Ministério da Fazenda ;r!. E) FI, 7 E: ,1 ' .' ", - 2') e .....1r, Fl. Segundo Conselho de Contribuintes • i:- ,Ani •';,j1p:-N e :;.-:;-E.R:: o . — O ‘-Rit-j 1N -4-1. ° -- - .A. q L9A 1 06 Processo n° : 13804.004091/99-80 Recurso n° : 119.354 VISTO Acórdão n° : 202-15.342 -- O mesmo não se pode dizer quando o indébito é exteriorizado no contexto da solução jurídica conflituosa, uma vez que o direito de repetir o valor indevidamente pago só nasce para o sujeito passivo com a decisão definitiva daquele conflito, sendo certo que ninguém poderá estar perdendo direito que não possa exercitá-lo. Aqui, está coerente a regra que fixa o prazo de decadência para pleitear a restituição ou compensação só a partir 'da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa, ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória' (art. 168, II, do CIN). Pela estreita similitude, o mesmo tratamento deve ser dispensado aos casos de soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes, como acontece na hipótese de edição de Resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência da exação tributária anteriormente exigida. Esse parece ser, a meu juízo, o único critério lógico que permite harmonizar as diferentes regras de contagem de prazo previstas no Estatuto Complementar (CIN). Nessa mesma linha também já se pronunciou a Suprema Corte, no julgamento do RE n° 141.331-0 em que foi relator o Ministro Francisco Resek, em julgado assim ementado: 'Declarada a inconstitucionalidade das normas instituidoras do depósito compulsório incidente na aquisição de automóveis (RE 121.136), surge para o contribuinte o direito à repetição do indébito, independentemente do exercício financeiro em que se deu o pagamento indevido' (Apud OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO - In 'Repetição do Indébito e Compensação no Direito Tributário' - pág. 290 - Editora Dialética - 1.999)." Nesse diapasão, a extinção do direito de pleitear a restituição, in casu, dar-se-ia em 10/10/2000 (cinco anos contados da edição da Resolução n° 49, de 10/10/95), do Senado Federal e, como- o pedido foi protocolizado em 10/11/99, é de se-afastar a prejudicial de decadência na qual se fundou a decisão recorrida para negar o presente pleito. Este Colegiado, na situação presente, vinha anulando a decisão recorrida por considerar que, superada a prejudicial de decadência, exsurgia que a não consideração das demais alegações e provas da Recorrente, com vistas a amparar e dimensionar o pleito, importava em preterição ao seu direito de defesa. Não obstante, tenho que deva ser dado prosseguimento ao julgamento, à vista da nova abordagem do assunto dada com maestria no voto condutor do Acórdão n° 202-15.184, da lavra do ilustre conselheiro Dalton César Cordeiro de Miranda, amparada nos seguintes fundamentos: „(.) g. 7 ‘:‘ s OIMInAt• CC-MF Ministério da Fazenda MIN. k4 re- Fl. Segundo Conselho de Contribuintes con r WAL Processo n° : 13804.004091/99-80 n(21m47,--,Recurso n° : 119.354 v:s-ro 5 Acórdão n° : 202-15.342 Examino, agora, a possibilidade de este Colegiado proferir decisão que, afastando a decadência aplicada pelo acórdão recorrido, aprecie a discussão referente ao critério da semestralidade para o PIS. Tal análise, observo, é feita com fundamento naquilo que prevêem os artigos 61 da Lei n° 9.784, de 29/01/1999, e 515, sç' 1°, do Código de Processo Civil, subsidiariamente empregado na espécie. Preceitua o aludido artigo 61 da Lei n°9.784/99: "Art. 61. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo. Parágrafo único. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de oficio ou a pedido, dar efeito suspensivo ao recurso." Como se vê, não só está implícita no dispositivo legal acima transcrito a concessão necessária do efeito devolutivo aos recursos interpostos em esfera administrativa (pois, segundo renomados doutrinadores, o efeito suspensivo é regra de exceção), assim como a correta interpretação que se deva dar à extensão da matéria que é devolvida para análise de segunda instância administrativa; que, a meu ver, é ainda mais ampla do que aquela que vinha sendo dada por este Colegiado.1 E a fundamentar a afirmativa acima, adoto, com base na aplicação subsidiária, o que determina o ,¢ 1° do artigo 515 do Código de Processo Civil: "Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. sç 1° Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro. "11. EFEITO DO RECURSO EFEITOS GERAIS DOS RECURSOS — São efeitos gerais dos recursos o suspensivo e o devolutivo. Naquele, a interposição do recurso suspende, até decisão final, os efeitos do ato hostilizado; neste, o recurso implica a apreciação integral da matéria questionada pelo órgão que julga o recurso. Na verdade, todos os recursos tê efeito devolutivo, porque sempre possibilitam o exame integral do processo pelo órgão superiorl 1. Nem sempre, porém, terão efeito suspensivo, fato que só será viável se houver expressa previsão legal." (Processo Administrativo Federal — Comentários à Lei n° 9.784 de 29/1/1999, José dos Santos Carvalho Filho, Editora LUmen Júris, RJ, 2001, p. 284). irp 8 , 2'=) CC-MF • -..f>,..-1'::7-- Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes MIN. DA FAZ F•i,! . A - ';-: ) C'.:..r.,* •... Fl. CONFERE . C .. .^- 1 Processo n° : 13804.004091/99-80 B R A 5: I uz , A g' e0/)_/ Ci`-',/ Recurso n° : 119.354 - qr - ''-'---- Acórdão n° : 202-15.342 __ VISTO Na hipótese em que se assemelha à discussão ora enfrentada, Nelson Nerj) Junior e Rosa Maria de Andrade Nery2, comentando o dispositivo parcialmente acima transcrito, consignam: "5. Prescrição e decadência. Caso na sentença tenha o juiz pronunciado a prescrição ou decadência, houve julgamento do mérito, por força de disposição expressa do CPC 2691V Evidentemente, com o decreto da prescrição ou decadência, as demais partes do mérito restaram prejudicadas, sem o exame explícito do juiz. Como o feito devolutivo da apelação, faz com que todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que o juiz não as tenha julgado por inteiro, como no caso do julgamento parcial do mérito com a pronúncia da decadência ou prescrição, sejam devolvidas ao conhecimento do tribunal, é imperioso concluir que o mérito como um todo pode ser decidido pelo tribunal quando do julgamento da apelação, caso dê provimento ao recurso para afastar a prescrição ou decadência. Como, às vezes, o tribunal não tem elementos para apreciar o todo do mérito, porque, por exemplo, não foi feita instrução probatória, ao afastar a prescrição ou decadência, pode o tribunal determinar o prosseguimento do processo no primeiro grau para que outra sentença seja proferida. O importante é salientar que ao tribunal é lícito julgar todo o mérito, não estando impedido de fazê-lo." Assim, em conclusão ao exame realizado e com fundamento nos artigos 61 da Lei n°9.784/99 e 515, ,sç' 1°, do Código de Processo Civil, admito ser possível ao Colegiado afastar a decadência nos moldes em que acima se procedeu, para, então, enfrentar a segunda discussão destes autos que se limita ao reconhecimento, ou não, da restituição/compensação reclamada pela contribuinte." Isto posto, prossigo no julgamento. Acerca do critério da semestralidade previsto no art. 3°, "b", da Lei Complementar n° 7/70, este Colegiado houve por bem submeter à posição do Superior Tribunal de Justiça e da Câmara Superior de Recursos Fiscais para admitir que a exação se dê considerando-se como base de cálculo da Contribuição para o PIS o faturamento do sexto mês 2 Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante, 7' Edição, revista e ampliada, Editora Revista tdos Tribunais, p.885. ifi 9 CC-MF Ministério da Fazenda rj. or 7 C C Fl. Segundo Conselho de Contribuintes _ . , Co m • f• • ' , 06- Processo n° : 13804.004091/99-80 Recurso n° : 119.354 RO(A- vis-ro, Acórdão n° : 202-15.342 --- anterior ao da ocorrência do fato gerador — faturamento do mês, o que deve ser observado até os efeitos da edição da Medida Provisória n° 1.212, de 28/11/1995, quando a base de cálculo passou a ser o faturamento do próprio mês. Observe-se que a Instrução Normativa SRF n° 06, de 19 de janeiro de 2000, em seu artigo 1°, determina que a constituição do crédito tributário, baseado nas alterações da MP n° 1.212/95, ocorra apenas a partir de 1° de março de 1996. - Assim decidiu a Câmara Superior de Recursos Fiscais, no julgamento do Acórdão CSRF/02-0.907, cuja síntese encontra-se na ementa a seguir transcrita: "PIS — LC 7/70 — Ao analisar o disposto no artigo 6°, parágrafo único da Lei Complementar 7/70, há de se concluir que faturamento' representa a base de cálculo do PIS (faturamento do sexto mês anterior), inerente ao fato gerador (de natureza eminentemente temporal, que ocorre mensalmente), relativo à realização de negócios jurídicos (venda de mercadorias e prestação de serviços). A base de cálculo da contribuição em comento permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP 1.212/95, quando, a partir dos efeitos desta, a base de cálculo do PIS passou a ser considerado o faturamento do mês anterior (sic). " A correção monetária dos indébitos, até 31.12.1995, deverá ater-se aos índices formadores dos coeficientes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08, de 27.06.97, que correspondem àqueles previstos nas normas legais da espécie, bem como aos admitidos pela Administração, com base nos pressupostos do Parecer AGU n° 01/96, para os períodos anteriores à vigência da Lei n° 8.383/91, quando não havia previsão legal expressa para a correção monetária de indébitos. A partir de 01.01.96, sobre os indébitos passam a incidir exclusivamente juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada, mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição, e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada, por força do art. 39, § 4°, da Lei n° 9.250/95. Em resumo, é de se admitir o direito da Recorrente_aos indébitos do PIS, originários do confronto dos recolhimentos efetuados com base nos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88 com o devido nos termos da Lei Complementar n° 7/70, considerando-se como base de cálculo, até o mês de fevereiro de 1996, o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, indébitos esses corrigidos segundo os índices formadores dos coeficientes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08, de 27.06.97, até 31.12.1995, sendo que a partir dessa data passam a incidir exclusivamente juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. 10 Ministério da Fazenda 11WN J`,7 " .ÇC 22 CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes coFER C c2:;;?,:-FAL EF),;U- Processo n° : 13804.004091/99-80 Recurso n° : 119.354 VISTO — Acórdão n° : 202-15.342 Os indébitos assim calculados, depois de aferida a certeza e liquidez dos mesmos pela administração tributária, poderão ser compensados com parcelas de outros tributos e contribuições administrados pela SRF. Nestes termos, dou provimento parcial ao recurso. Sala das Sessões, e.. 0— de dezembro de 2003 AN : ME I " PO 11
score : 1.0
Numero do processo: 10711.000143/2002-29
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 08 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jul 08 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.449
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
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RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. ANELISFJDAUDT PRIETO Presidente NA G A Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nilton Luiz Bartoli, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Tarásio Campelo Borges. Processo n.° 10711.000143/2002-29 Resolução n.° 303-01.449 CC03/CO3 Fls. 72 RELATÓRIO Adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento (fls. 69 a 74), que passo a transcrever: "Trata o presente processo de exigência fiscal originada em auditoria de revisão aduaneira, relativa ás mercadorias importadas e submetidas a despacho pela Declaração de Importação n° 00/0393392-4/001,11s. 10 a 13. Por meio dos Autos de Infração de fls. 01 a 09, exigiu-se, da contribuinte retro epigrgfada, as quantias de R$ 2.733,91, a titulo de Imposto sobre a Importação e de R$ 2.665,56, a titulo de Imposto sobre Produtos Industrializados, ambos tributos acrescidos de multa de mora de 20% e juros morató rios devidos de acordo com a legislação vigente. De acordo com o relato da fiscaliza cão e os documentos acostados aos autos, depreende-se que a Autoridade Autuante promoveu a lavratura dos autos de infração em razão da desclassificação fiscal do produto tecnicamente denominado como "SILICONE SILOX4NE", clescrito como "Outro composto organosilicico em estado liquido, tecnicamente denominado Silicone Siloxane", importado por meio da Declaração de Importação n° 00/0393392-4/001 e desembaraçada em 5/05/2000, tendo em vista que o Laudo de Análise n° 0400/01 (fis. 21), revela que foi coletada amostra de um "liquido incolor, de baixa viscosidade. Silicone Siloxane" concluindo que "Trata-se de óleo de poli(dimetilsiloxano)". O produto foi classificado pela contribuinte no código NCM 2931.00.29 (OUTROS COMPOSTOS ORGANO-INORGANICOS Outros). O Fisco, com base em laudo técnico produzido pelo LABOR, reclassificou o produto no código NCM 3910.00.19, (SILICONES EMFORMAS PRIMÁRIAS .Outros) (lis. 02). Não se conformando com a ação fiscal da qual foi regularmente cientificada (fls. 25 e verso), a Autuada se insurge contra o lançamento efetuado, apresentando impugnação (fls. 28 a 31), instruída com os documentos de fis. 32 a 40, contrapondo-se ao laudo técnico, sobre o qual se alicerçou a fiscalização para efetuar o lançamento, com as informações fornecidas pelo fabricante. Afirma, mais uma vez, que o produto em questão possui todas as características químicas e conceituais pertinentes aos compostos- silicicos da posição 2931, conforme dispõem as Notas Explicativas. 2 Processo n.° 10711.000143/2002-29 Resolução n.° 303-01.449 CC03/CO3 Fls. 73 Por fim, pede a insubsistência dos Autos de Infração contestados, requerendo a elaboração de nova perícia técnica. Conforme o despacho de fis. 41, o processo foi encaminhando a esta Delegacia da Receita Federal de Julgamento para prosseguimento." A Delegacia Regional de Julgamento de Florianópolis/SC, por unanimidade de votos, negou provimento à impugnação, sob a seguinte fundamentação: "por força da aplicação das Regras Gerais para Interpretação do sistema Harmonizado (RGIs) n°1 (notas 3 e 6 do Capitulo 39 e texto da posição 3910), e da Regra Geral Complementar (RGC) n° 1, com os esclarecimentos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), que o produto importado por meio da DI 00/0393392-4/001- descrito pelo Importador como 'Outro composto organosilico em estado liquido, tecnicamente denominado Silicone Siloxane' classifica-se no código NCM 3910.00.19 (Outros)." (fls. 42 a 47) Intimado dessa decisão em 16/10/06 (fls. 50), o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 09/11/06, repisando os argumentos objeto de sua impugnação e alegando, ainda, que: - a questão envolve aspectos técnico-químicos de significativa complexidade, que exigem, portanto, conhecimento especifico; o indeferimento da prova pericial fere o princípio da ampla defesa e do contraditório, especialmente, quando o contribuinte apresenta parecer do fabricante mundial que informa que a classificação fiscal adotada pelo contribuinte está correta; - a fatura comercial emitida pelo fabricante/exportador indica a que o produto esta classificado na posição SH 2931; o relatório. • 3 Processo n.° 10711.000143/2002-29 Resolução n.° 303-01.449 CC03/CO3 Fls. 74 VOTO Conselheira NANCI GAMA, Relatora 0 Recurso Voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Camara. O lançamento, objeto do presente recurso voluntário, decorre da reclassificação fiscal do produto denominado "Silicone Siloxane" submetido a desembaraço aduaneiro pelo contribuinte, através da Declaração de Importação n° 00/0393392-4 (fls. 10 a 3). Para o contribuinte, referidas mercadorias devem ser classificadas no código NCM n° 2931.00.29, enquanto o fisco entende que a classificação correta seria a de n° 3910.00.19, tendo por base laudo emitido pelo Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda, no qual se verificou que o produto importado corresponde a um óleo de poli (dimetilsiloxano) (fls. 21). Nos termos da tabela de classificação fiscal, no código NCM n° 2931.00.29 enquadram-se "Outros compostos organo- inorgânicos; Outros.", enquanto que no código NCM n° 3910.00.19 enquadram-se: -3910.00 Silicones em formas primárias. 3910.00.19 Outros" Ocorre que, não obstante a existência de laudo emitido pelo laboratório oficial do Ministério da Fazenda, no presente processo não lid provas suficientes capazes de formar a convicção dessa Relatora acerca da correta classificação da mercadoria. Com efeito, analisando-se as notas dos capítulos referentes As classificações fiscais possíveis de serem utilizadas para a mercadoria importada pelo contribuinte, constata-se a ausência de informações técnico-químicas a respeito da mercadoria que são indispensáveis para sua correta classificação. Nesse sentido, pede vênia essa Relatora para citar as notas que contém informações que entende imprescindíveis para se aferir a classificação fiscal da mercadoria, in verbis: Capitulo 29: 1.- Ressalvadas as disposições em contrario, as posições do presente Capitulo apenas compreendem: 4 Processo n.° 10711.000143/2002-29 Resolução n.° 303-01.449 CC03/CO3 Fls. 75 os compostos orgânicos de constituição química defmida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas; 6.- Os compostos das posições 29.30 e 29.31 são compostos orgânicos cuja molécula contém, além de átomos de hidrogênio, de oxigênio ou de nitrogênio, átomos de outros elementos não-metálicos ou de metais, tais como enxofre, arsênio, chumbo, diretamente ligados ao carbono. As posições 29.30 (tiocompostos orgânicos) e 29.31 (outros compostos organo- inorgânicos) não compreendem os derivados sulfonados ou halogenados (incluidos os derivados mistos) que, exceção feita ao hidrogênio, ao oxigênio e ao nitrogênio, apenas possuam, em ligação direta corn o carbono, os átomos de enxofre ou de halogênio que lhes conferem as características de derivados sulfonados ou halogenados (ou de derivados mistos). Capitulo 39: 2.- 0 presente Capitulo não compreende: c) os compostos orgânicos isolados de constituição química definida (Capitulo 29); 3.- Apenas se classificam nas posições 39.01 a 39.11 os produtos obtidos mediante síntese química e que se incluam nas seguintes categorias: d) os silicones (posição 39.10); 6.- Na acepção das posições 39.01 a 39.14, a expressão formas primárias aplica-se unicamente às seguintes formas: a) líquidos e pastas, incluídas as dispersões (emulsões e suspensões) e as soluções; b) blocos irregulares, pedaços, grumos, pós (incluídos os pós para moldagem), grânulos, flocos e massas não coerentes semelhantes. Dessa forma, resta inequívoco que para o correto deslinde da lide, torna-se mister que sejam trazidas aos autos as informações acima mencionadas, pelo que acolho a preliminar argüida pelo contribuinte tão somente para determinar a realização de prova pericial, sem anular, portanto, a decisão da DRJ de origem. Por todo o exposto, voto no sentido de converter o julgamento do feito em diligencia, a fim de que o Instituto Nacional de Tecnologia ([NT), analisando as amostras do produto objeto do presente lançamento, demonstre, em laudo fundamentado, se: (i) se trata de composto orgânico de constituição química definida apresentado isoladamente, (ii) contém impurezas, (iii) são compostos orgânicos cuja molécula contém átomos de hidrogênio, de oxigênio ou de nitrogênio e átomos de outros elementos não-metálicos ou de metais, tais como enxofre, arsênio, chumbo, diretamente ligados ao carbono, (iv) o mesmo é derivado de sulfonados ou halogenados (incluídos os derivados mistos), (v) a resposta ao item "iv" for positiva, se possuem, em ligação direta com o carbono, os átomos de enxofre ou de halogênio, (vi) o mesmo é obtido mediante síntese química, (vii) o mesmo esta incluído na categoria de silicone, e (viii) o mesmo é apresentado em um das seguintes formas: a) líquidos e pa tas Processo n.° 10711.000143/2002-29 Resolução n.° 303 -01.449 CC03/CO3 Fls. 76 incluídas as dispersões (emulsões e suspensões) e as soluções, ou b) blocos irregulares, pedaços, grumps, pós (incluidos os pós para moldagem), grânulos, flocos e massas não coerentes semelhantes. como voto. Sala das Sessões, em 08 de julho de 2008. NAJCI GA - Relatora • 6
score : 1.0
Numero do processo: 13606.000413/2008-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 06 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005
NÃO SE CONHECE DE RECURSO VOLUNTÁRIO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A MATÉRIA EM LITÍGIO.
Ausente objeto em discussão ou em se tratando de matéria estranha à lide, não merece ser conhecido o Recurso Voluntário apresentado.
Recurso Voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 1301-004.788
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto relator.
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente
Lucas Esteves Borges - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Heitor de Souza Lima Junior, Rogerio Garcia Peres, Lucas Esteves Borges, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausentes a conselheira Bianca Felicia Rothschild e o conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa.
Nome do relator: LUCAS ESTEVES BORGES
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003, 2004, 2005 NÃO SE CONHECE DE RECURSO VOLUNTÁRIO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A MATÉRIA EM LITÍGIO. Ausente objeto em discussão ou em se tratando de matéria estranha à lide, não merece ser conhecido o Recurso Voluntário apresentado. Recurso Voluntário não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto relator. Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente Lucas Esteves Borges - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Heitor de Souza Lima Junior, Rogerio Garcia Peres, Lucas Esteves Borges, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausentes a conselheira Bianca Felicia Rothschild e o conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa.
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IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003, 2004, 2005 NÃO SE CONHECE DE RECURSO VOLUNTÁRIO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A MATÉRIA EM LITÍGIO. Ausente objeto em discussão ou em se tratando de matéria estranha à lide, não merece ser conhecido o Recurso Voluntário apresentado. Recurso Voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto relator. Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente Lucas Esteves Borges - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Heitor de Souza Lima Junior, Rogerio Garcia Peres, Lucas Esteves Borges, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausentes a conselheira Bianca Felicia Rothschild e o conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 6. 00 04 13 /2 00 8- 82 Fl. 1128DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-004.788 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13606.000413/2008-82 Relatório AUTO PEÇAS POSTO ITABIRITO LTDA. recorre a este Conselho Administrativo pleiteando a reforma do acórdão proferido pela 4ª Turma de Julgamento da DRJ/BHE que NEGOU PROVIMENTO à Manifestação de Inconformidade apresentada. Trata o presente processo de autos de infração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS decorrente de ação fiscal realizada na documentação contábil e fiscal do contribuinte. Conforme consta do TVF (e-fls. 40/49), iniciado os trabalhos de fiscalização, constatou-se que o contribuinte, que era optante pelo Simples Federal, havia sido excluído pelo ADE DRF/BHE 429140, devido ao fato de o sócio participar com mais de 10% no capital de outra empresa e a receita global ultrapassou o limite legal no ano-calendário de 2001, surtindo efeitos a partir de 01/01/2002. Durante a fiscalização foi demonstrado que, com base em decisão judicial, os efeitos deveriam se iniciar a partir de 07/08/2003. Não tendo o contribuinte realizado o recolhimento da 1ª parcela ou quota única do imposto devido, correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário, segue o TVF, não pode o contribuinte optar pelo regime do lucro presumido, sujeitando-se, assim, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Verificando a omissão quanto a entrega da DIPJ relativa ao AC 2003 e posteriores, a fiscalização intimou o contribuinte a apresentar os Livros Diário e Razão, Livro de Prestação de Serviços e, ainda, Livro de apuração do ICMS que comprovem a escrituração contábil e fiscal, além dos blocos de notas fiscais de vendas de bens ou serviços prestados nos AC 2003, 2004 e 2005. Respondendo à intimação, o contribuinte apresentou cópia do contrato social, do cartão CNPJ, blocos de notas fiscais emitidas nos AC 2003, 2004 e 2005, livro de apuração do ICMS e cópias de processos fiscais, administrativos e judiciais que é parte. Restou pendente de apresentação os livros comerciais e fiscais, sob a justificativa de que possui ação judicial para permanecer na sistemática de apuração do SIMPLES, entendendo não estar obrigado a apresentar os referidos livros. Em nova intimação, o contribuinte apresentou Livro Razão AC 2003, 2004 e 2005, LALUR AC 2004 e 2005 e planilhas de apuração de PIS e COFINS não-cumulativos. De posse dos livros, a fiscalização apurou os valores da receita escriturada, calculando os valores devidos de PIS/COFINS não-cumulativo, além do IRPJ trimestral e CSLL, com base no lucro real. Por fim, verificou, a fiscalização, que o contribuinte não declarou nem recolheu o valor do IRPJ apurado, e como tributação reflexa, a CSLL, tributados trimestralmente pelo lucro real, constante de sua escrita fiscal, do período compreendido de agosto do AC 2003 a dezembro do AC 2005, comprovada com as cópias das Demonstrações do Resultado do Exercício do período, escrituradas no Livro Diário, e as cópias do LALUR. Da mesma forma, com base na escrituração contábil e fiscal, a fiscalização expediu o TVF (e-fls. 46/61), por falta de recolhimento do PIS e da COFINS. Inconformado, o contribuinte apresenta Impugnação argumentado que: - a autuação seria prematura, posto que a Ação Declaratória se encontra pendente de julgamento; Fl. 1129DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-004.788 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13606.000413/2008-82 - o período da autuação deveria limitar-se tão somente ao período compreendido entre agosto/2003 a dezembro/2003, haja vista que providenciou a alteração societária, devendo retornar à sistemática de apuração do SIMPLES, haja vista a inexistência, em janeiro/2004 de fato impeditivo; - não teria sido considerada a exclusão do ICMS da base de cálculo dos tributos exigidos. Ao tratar da questão, a DRJ/BHE julgou improcedente o pleito do contribuinte, sob o entendimento, em síntese, de que: - o alegado impedimento ao lançamento em razão da ausência jurídica acerca da sua permanência ou não no SIMPLES, careceria de amparo legal, haja vista que a autoridade fiscal detém a obrigação em proceder com o lançamento, sob pena de ser responsabilizada por deixar de cumprir com obrigação da qual é vinculada. - a alteração societária não é suficiente para que a empresa retorna à sistemática de apuração do SIMPLES, haja vista que se trata de uma opção (escolha) do contribuinte, não podendo a autoridade tributária ainda que tivesse conhecimento da alteração societária, proceder a inclusão de ofício. Não tendo o contribuinte demonstrado a sua vontade de aderir ao sistema. - restou constatado que o contribuinte não apresentou qualquer declaração de IRPJ no AC 2003 e subsequentes. Não tendo manifestado sua vontade e nem mesmo cumprido com as obrigações acessórias no que diz respeito à apresentação de suas declarações. - no mérito, a impugnação se limitaria a argumentar que não foi observada a exclusão do ICMS e CSLL da base de cálculo utilizada para a exigência dos tributos constantes dos respectivos autos de infração, o que não merece respaldo, haja vista que a fiscalização aceitou a escrituração e a documentação contábil e fiscal fornecido pelo próprio contribuinte, apurando com base nos documentos fornecidos os tributos devidos com base no lucro real, haja vista a não opção por outro tipo de regime de tributação. Ressaltando que não houve qualquer inclusão indevida. - por fim, tendo em vista que restou constatado o não cumprimento da obrigação de declarar e recolher os tributos devidos, correto é o procedimento fiscal para lançar de ofício os valores devidos. Inconformado, o contribuinte apresentou sucinto Recurso Voluntário alegando, em síntese que: (i) o fato impeditivo que deu causa ao ADE de 27/08/2003 deixou de existir em 24/09/2003, pois houve alteração contratual onde retirou-se o sócio participante com mais de 10% em outra sociedade que excedeu o limite da tributação do SIMPLES. (ii) ao receber o comunicado de exclusão, ingressou com contestação judicial, que estaria pendente de julgamento definitivo. (iii) no mérito, não quer contestar o feito fiscal, pois o mesmo (sic) foi baseado em dados fornecidos pelo próprio contribuinte, mas sim solicitar sua inclusão no SIMPLES a partir de 1º de janeiro de 2004, trazendo elementos de fato e prova que entendem serem suficientes para atender ao pleito. Fl. 1130DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1301-004.788 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13606.000413/2008-82 Por fim, requer a sua inclusão no sistema de apuração do SIMPLES, por entender que teria demonstrado sua vontade através do recolhimento dos impostos que menciona. É o relatório. Fl. 1131DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1301-004.788 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13606.000413/2008-82 Voto Conselheiro Lucas Esteves Borges, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo, quantos aos requisitos de admissibilidade, entretanto, merece uma ressalva. Dentre os elementos essenciais de admissibilidade está a existência de objeto. O presente processo administrativo foi inaugurado com a apresentação da impugnação em razão de inconformismo do contribuinte quanto aos autos de infração acima relatados. Nesse contexto, a discussão administrativa versa em torno exclusivamente da manutenção ou não da exigência fiscal, por inúmeras circunstâncias que possam vir a ser elencadas em tese de defesa. Acontece que, conforme se verifica do Recurso Voluntário o contribuinte não se insurge contra o lançamento realizado, muito pelo contrário, de forma expressa se manifesta no sentido de que não quer contestar o feito fiscal, vide trecho destacado abaixo, retirado das e-fls. 1.074: O contribuinte não quer contestar o feito fiscal, pois o mesmo foi baseado em dados fornecidos pelo próprio contribuinte, mas sim solicitar a sua inclusão no regime tributário do SIMPLES a partir de 01 de janeiro de 2.004, pelos fatos que se fundamenta: [...] Entendo, entretanto, que o litigio em questão se resume à autuação fiscal realizada, sendo a exclusão do Simples Federal matéria estranha à lide, devendo ser discutida em via própria quando da expedição do Ato Declaratório Executivo (ADE). Dessa forma, tendo em vista que o recorrente não se insurge contra a autuação fiscal, mas, pelo contrário, a confirma, em razão de ter sido realizada com base nos dados em que ele próprio forneceu, entendo que não há objeto em litígio que possa ser apreciado. Pelo exposto, voto por não conhecer do Recurso Voluntário por ausência de objeto. Lucas Esteves Borges Fl. 1132DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1301-004.788 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13606.000413/2008-82 Fl. 1133DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000170/2007-31
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 29/06/2004
Ementa: OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA – DESCUMPRIMENTO - RESPONSABILIDADE DO DIRIGENTE – APLICAÇÃO DO ART. 41 DA LEI Nº 8.212/91 – INCONSTITUCIONALIDADE – ARGUIÇÃO – IMPOSSIBILIDADE.
Município. Ente Federativo. Prefeito. Chefe do Poder Executivo Municipal. Direção política e administrativa. Poder hierárquico. Não comprovação de delegação para prática dos atos que cumpram as obrigações acessórias previdenciárias.
É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.192
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/06/2004 Ementa: OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA – DESCUMPRIMENTO - RESPONSABILIDADE DO DIRIGENTE – APLICAÇÃO DO ART. 41 DA LEI Nº 8.212/91 – INCONSTITUCIONALIDADE – ARGUIÇÃO – IMPOSSIBILIDADE. Município. Ente Federativo. Prefeito. Chefe do Poder Executivo Municipal. Direção política e administrativa. Poder hierárquico. Não comprovação de delegação para prática dos atos que cumpram as obrigações acessórias previdenciárias. É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:11:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:11:15Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:11:15Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:11:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:11:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:11:15Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:11:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:11:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:11:15Z; created: 2009-08-05T21:11:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-05T21:11:15Z; pdf:charsPerPage: 1367; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:11:15Z | Conteúdo => MF -F SEGUNDO A NCD1Smo DE commu, nts . CONFER1: .1'.'1 • / O ORIGINAL Brasília, IX i 09" / %OCO> CCOVC06 &.L... I*e Carvalho Fls. 178 Maria de F ira d Mat. tape 751683, ,.. dr. L'a MINISTÉRIO A :áiçi'•- • - ,g, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 12045.000170/2007-31 Recurso n° 143.296 Voluntário Matéria AUTO DE INFRAÇÃO lho de C"1-Sntas MF-Segund°,,Cotsitcleds dl'' , ./ Acórdão n° 206-00.192 pdS3 , II de --- Si Rd:~ Sessão de 22 de novembro de 2007 Recorrente SIDRÔNIO FREIRE DA SILVA Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/06/2004 Ementa: OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA — DESCUMPREVIENTO - RESPONSABILIDADE DO DIRIGENTE — APLICAÇÃO DO ART. 41 DA LEI N° 8.212/91 — INCONSTITUCIONALIDADE — ARGUIÇÃO — IMPOSSIBILIDADE. Município. Ente Federativo. Prefeito. Chefe do Poder Executivo Municipal. Direção política e administrativa. Poder hierárquico. Não comprovação de delegação para prática dos atos que cumpram as obrigações acessórias previdenciárias. É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ÇYI AlF - SEGUrjR70 riTES CONT . ;r4NAL Processo n. 12045.000170/2007-31 hrtaisa, k_ CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.192Fls. 179 Maria de Mat. Siape 75 1683.,16tc ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. Q11---"r ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente ISACIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.• 12045.000170/2007-31 CCOVC06• - SEGUNDO CON'zil MOO. CONTRIMNTESAct dão n.° 206-00.192 'GINAL Fls. 180 0 9— / %%Yb Relatório (aiktaido Maria dt: tárizna t n ;21: de Carvalho Met. Siam 751683 Trata-se de Auto de Infração lavrado com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei n° 8.212/91, no art. 32, inciso IV e §§ 3° e 9°, acrescentados pela Lei n° 9.528/97 c/c art. 225, inciso IV e parágrafos 2°, 3° e 4° do caput do Decreto n° 3.048/99, que consiste em a empresa deixar de informar mensalmente ao INSS por intermédio da GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo. O Relatório Fiscal da Infração (fl. 02) informa que a Municipalidade deixou de apresentar GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social na competência 12/2001. O cálculo da multa está demonstrado na folha 03. No caso, a autuação se deu contra o Sr. Sidrônio Freire da Silva, Prefeito, à época, do Município de Tibau - RN. De acordo com o art. 41 da Lei n°8.212/1991, em se tratando de órgão público, seu dirigente responde pessoalmente pelas multas aplicadas por descumprimento de obrigação acessória no período de sua atuação. No caso, apesar de intimado, não foi apresentado pelo Município nenhum ato legal ou normativo de atribuição de competência para a prática de atos relativos às obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária. Em razão da ocorrência de reincidência, houve a gradação da multa de acordo com o que dispõe o art. 292, inciso IV do Decreto n°3.048/1999. O autuado apresentou defesa tempestiva (fls. 15/23) onde afirma que nos termos do art. 41 da Lei n° 8.212/1991, o dirigente só poderia ser responsabilizado se houvesse prova de que foi ele a pessoa responsável pela não entrega da GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. Argumenta que não consta entre as atribuições do Chefe do Poder Executivo previsto na Lei Orgânica Municipal, a responsabilidade pela apresentação de informações ao INSS por meio da GFIP. Entende inimaginável que o Chefe do Poder Executivo Municipal execute essa tarefa que se enquadra entre aquelas afetas aos seus auxiliares, não sendo privativa nem indelegável. Afirma que os Tribunais Regionais Federais não têm reconhecido responsabilidade do Chefe do Poder Executivo quando há prova (?) de que foi ele a pessoa responsável pela omissão ou violação das informações prestadas ao INSS. Também entende que o valor da multa aplicada vai de encontro ao art. 150, inciso IV da Constituição Federal que veda a utilização de tributo com efeito de confisco. Afirma que a multa aplicada, de tão exorbitante, agride o patrimônio do autuado. Pela Decisão-Notificação n° 18.421.4/062/2004 (fls. 30/45), a autuação foi considerada procedente. ?2,\) — - — — MI: . SECI UNDr: DE CONTRIBUINTES Cor;: ! NAL Processo n.° 12045.000170/2007-31 Dr-ti",-94.-k 0 1—U —05-1 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.192 Fls. 181 Maria de .a e -arm:.1.) Mat. Sustx 751683 Irresignado, o autuado apresentou recurso tempestivo (fls. 50/59), onde efetua repetição dos argumentos já apresentados em defesa. Em contra-razões (fls. 61/67), a SRP manteve a decisão recorrida Os autos foram encaminhados à 2" Câmara de Julgamentos do Conselho de Recursos da Previdência Social que pelo Decisório n° 168/2005 (fls 68/70), converteu o julgamento em diligência para que fossem juntados aos autos a Lei Orgânica Municipal e eventual ato que defina a estrutura organizacional do ente municipal e estabeleça atribuições. Quanto ao auto de infração anterior que ensejou a reincidência, é solicitada a informação da data em que transitou em julgado na esfera administrativa. Ainda é solicitado que se informe o número de segurados a serviço do ente municipal na competência n° 12/2001. Em resposta, a auditoria fiscal informou (fl. 72) que o auto de infração que ensejou a reincidência transitou em julgado em 21/03/2003, de acordo com consulta aos sistemas informatizados do INSS e que o número de segurados na competência da infração era de 216 (duzentos e dezesseis). A auditoria fiscal anexa aos autos cópia da Lei Orgânica do Município de Tibau/RN. Encaminhados à 2' CO do CRPS, houve nova conversão em diligência para que fosse dada ciência ao autuado do resultado da diligência anterior. À folha n° 151, o autuado manifestou-se dizendo não ter nenhuma impugnação a fazer em face da documentação acostada aos autos.. Não satisfeita, a 2' CaJ do CRPS ainda converteu o julgamento em diligência uma vez mais (fls. 153/154) para que o autuado fosse intimado a apresentar suposta lei municipal que estabelecia a estrutura do Poder Executivo, a qual atribuía competência a servidor para o cumprimento da obrigação acessória em questão. Tal lei teria sido mencionada pelo próprio autuado em uma de suas manifestações. Em resposta (fl. 157), a auditoria fiscal informou que consta do Relatório Fiscal da Infração menção expressa da não apresentação, por parte do autuado, de nenhum ato legal/ normativo de atribuição de competência para prática de atos relacionados ao cumprimento de obrigações acessórias. Ainda é informado que foram expedidos oficios ao autuado e à Municipalidade para apresentação do Regimento Interno e/ou Ato/Lei Municipal que estabelecesse a estrutura do Poder Executivo Municipal, tendo em vista a alegação do autuado da existência de tais documentos. A Prefeitura Municipal informou a inexistência de Regimento Interno, porém, informa que a Lei Municipal n° 180/2005, publicada em 24/02/2006, tem por objeto a organização e a estrutura do município. O autuado não apresentou qualquer documento ou alegação. Foi efetuada a devida intimação do autuado a respeito da informação fiscal resultante da diligência efetuada, porém o mesmo absteve-se de qualquer manifestação. É o Relatório. J Processo n.° 12045.000170/2007-31 CCO2./C06• Acórdão n.° 206-00.192 sagiNt „-.. 14n og CONTRIBUINTES . ' Fls. 182 4:16 (k). O 9- / 10_ lb ....NB 2,0 Votomaria de mFeliatustri.....f75:83. Conselheira ANA MARIA BANDEIRA, Relatora Trata-se de recurso já acolhido pela então 2' Câmara de Julgamentos do Conselho de Recursos da Previdência Social, que converteu o julgamento em diligência. Em razão da transferência de competência para julgamento dos processos de débito relativos às contribuições previdenciárias para o 2° Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, a continuidade do julgamento se dá no âmbito desse órgão. Assim, os autos foram a mim distribuídos para análise. No caso em testilha, a autuação ocorreu pela não apresentação da GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social referente à competência 12/2001. Em seu recurso, o autuado alega, em sede de preliminar, a ilegitimidade passiva, bem como entende ser confiscatória a multa aplicada. Tem-se que a responsabilidade do Prefeito, como chefe do Poder Executivo Municipal, é política e administrativa. No entanto, nada impede que disponha desse Poder Hierárquico, desde que observado o Princípio da Legalidade, ou seja, que o faça por meio de manifestação expressa de sua vontade, transferindo obrigações a seus subordinados; Embora tenha sido solicitado pela auditoria fiscal em TIAD — Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (f1.11), qualquer ato normativo onde constasse a delegação de competência para a prática do ato que se consubstancia em obrigação acessória nada foi apresentado. O art. 41 da Lei n° 8.212/1991 dispõe que o dirigente de órgão ou entidade da administração federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, responde pessoalmente pela multa aplicada por infração de dispositivos da citada Lei e do seu regulamento. Nesse sentido, não cabe ao fisco demonstrar que a atribuição é do dirigente, pois esta já se encontra expressa em lei. No caso, cabe ao dirigente apresentar qualquer ato que demonstre de forma inequívoca que a competência para prática do ato seria de outrem. In casu, o procedimento adotado pela auditoria fiscal foi correto, pois antes da lavratura do auto de infração, ofereceu ao autuado a oportunidade de apresentar qualquer documento que o exonerasse do cumprimento da obrigação, o que não foi feito. Ainda assim, em todas as diligências solicitadas, foi dada ao autuado a oportunidade de comprovar que o mesmo não deveria integrar o pólo passivo no presente caso. Dessa forma, pela não comprovação da delegação da competência para a prática do ato a outra pessoa, a autuado é, efetivamente, o responsável pelo cumprimento da obrigação tributária acessória. Nesse sentido, rejeito a preliminar suscitada. MF . sEcaiNpn :'n9w CONTRUI !NAL Processo n.• 12045.000170/2007-31 — - - o 9-- %ode • CCO2JC06 _ Acórdão n.° 206-00.192 Maria de Fls. 183 Fu : Laa - (R13.3 e • -o Mat. Stare 751683 Quanto à alegação do caráter confiscatório da multa aplicada,a, vale dizer que a mesma tem previsão legal, conforme consta discriminado na folha de rosto do presente auto de infração. Tal dispositivo não foi inquinado de inconstitucionalidade e permanece vigente no ordenamento jurídico, portanto, não pode o julgador no âmbito do contencioso administrativo, pelo principio da legalidade, afastar a aplicação de lei vigente. A argüição a respeito da constitucionalidade de lei deve ser efetuada pelo Poder Judiciário que detém a competência para tanto. Ademais, quanto à impossibilidade de manifestação a respeito da inconstitucionalidade da legislação tributária, o Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda sumulou a questão na Súmula n° 02, publicada no Diário Oficial da União de 26/09/2007. Diante de todo o exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso para NEGAR-LHE PROVIMENTO. É COMO voto. Sala das Sessões, em 22 de novembro de 2007 jalChABAP9IRA Page 1 _0066400.PDF Page 1 _0066500.PDF Page 1 _0066600.PDF Page 1 _0066700.PDF Page 1 _0066800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10166.020470/99-37
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.952
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, conveter o julgamento do
recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, conveter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 16 de junho de 2004 Jo, ; JOÃO se11A COSTA Presid nte ANELISE DAUDT PRIETO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOMMAN, SERGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SELVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA e DAVI EVANGELISTA (Suplente). Esteve Presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. e MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° 127.007 RESOLUÇÃO N° : 303-00.952 RECORRENTE : LOURDES MEIRELLES DE MELLO RECORRIDA DRJ/BRASILIA/DF RELATOR(A) : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO Adoto o relatório da decisão recorrida, verbis: "Após resultado de SRL, parcialmente deferida, conforme Despacho Decisório DISIT/DRF/BSB/N° 02057/99, de fls. 23, a contribuinte, acima identificada, foi notificada e intimada a recolher o créditos tributário referente ao lançamento — ITR/96, no valor originário total de RS 653,34, doc. de fls. 22, incidentes sobre o imóvel rural denominado "Fazenda Santa Maria", localizado no município de Brasilia - DF, com area total de 55,5 ha, cadastrado na SRF sob o n° 2944374.1. Inconformada com esse resultado, a contribuinte interessada, através de advogada e procuradora legalmente constituída, doc. de fls. 27, apresentou a impugnação de fls. 25/26, alegando, em síntese, o seguinte: - originariamente o referido imóvel rural possuia uma area total de 68,17 alqueires, sendo alienada, em 18/11/77, uma Area de 16,5 alqueires ao Sr. Renato de Melo Motta Accioly, correspondente, após a divisão do imóvel original, à Gleba "A", conforme Escritura Pública de Re-Ratificação de Area anexada aos autos; - que a area remanescente de 51,67 alqueires, equivalente a 248,03 ha, foi dividida em 03 (três) glebas distintas, ou seja, Gleba "B" com 11,5 ha; Gleba "C" com 38,55 ha e Gleba "D" com 200,03 ha, conforme consta dessa mesma Escritura Pública de Re- Ratificação de Area anexada aos autos; - a area correspondente a Gleba "Er, com 200,03 ha, estava sendo declarada pela impugnante, em razão da existência de ação de indenização por ter sido a mesma invadida pela antiga Fundação Zoobotinica do Distrito Federal, que passou a ter, também, o domínio sobre a referida area, corn o pagamento da indenização devida em juizo. No entanto, essa area, após devidamente medida, foi reduzida para 156,0 ha; Aor 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.007 303-00.952 - conforme carta de adjudicação anexada aos autos, os limites da area objeto da adjudicação são os mesmos constantes da referida Escritura de Re-Ratificação; e - a area correspondente a Gleba "C", com 38,5ha foi alienada, em 16/10/95, ao Grupo OK — Construções e Incorporações S/A, conforme Escritura Pública de Compra e Venda em anexo, ficando apenas com a area remanescente correspondente a. Gleba "B" de 11,5ha, e - informa o pagamento realizado em 08/11/2000, no valor total de R$ 185,00, para quitação do débito correspondente a essa area de 11,5 ha, cópia do DARE, de fls. 49. Inicialmente o presente processo foi instruido com os documentos de prova de fls. 02, 03/05, 06/07, 08/10, 11, 12, e 13/20, 21, 22 e 23/24. Posteriormente, para instruir a impugnação de fls. 25/26, foram apresentados os documentos de fls. 28/29, 30/31, 32/35, 36/38, 39/47, 48, 49, 50, 51, 52 e 53". 0 julgado a quo considerou o lançamento procedente em parte, em decisão cuja ementa transcrevo a seguir: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR Exercício: 1996 Ementa: DA ÁREA TOTAL E TRIBUTADA DO IMÓVEL. Cabe alterar a area total e tributada do imóvel, para excluir as areas correspondentes as glebas de terras que foram objeto de desapropriação e alienação, devidamente comprovadas, antes do lançamento do referido imposto. '.7)FÉ o relatório. 1,,'y 7 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 127.007 303-00.952 VOTO Conheço do recurso, que trata de matéria de competência deste Colegiado, é tempestivo e está acompanhado da comprovação da realização de garantia de instancia. A meu ver, da forma como esta apresentado nos autos, não há como entender os cálculos efetuados pela Receita Federal para chegar ao valor pago pela recorrente, cabendo-lhe, no mínimo, o beneficio da dúvida. Por isso, para que não se incorra em cerceamento do direito de defesa, voto pela realização de diligencia para que sejam demonstrados os cálculos efetuados, da seguinte forma: a-) de que maneira foram calculados os tributos e contribuições devidos em decorrência da decisão recorrida, ou seja, considerando a area de 11,5 ha para a propriedade; b-) corno foram corrigidos tais valores (discriminar a parcela relativa a multa de mora); c-) como foram deduzidos os valores já pagos por meio do DARF de -fl. 49. Deve ser observado que a decisão recorrida foi clara quanto ao descabimento do pagamento de acréscimos legais dentro dos 30 dias a partir do resultado da SRL. Do demonstrativo resultante deverá ser dada vista à interessada para que, querendo, se manifeste. Sala das Sessões, em 16 de junho de 2004 ALISE DALTDT PRIETO - e atora 4 \\po cig,9)00 11• 9,- \;,a, 2ocuoCtJ 9rocora4oya, co PCIA-C n 60( Waoonal o -kb/1\AG' 65qa Ciente em Brasilia, 10/08/2004 Presid te da Terceira Camara JOAO ANDA COSTA MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°: 10166.020470/99-37 Recurso n°: 127007 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto Terceira Camara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Resolução n° 303 -00952. S
score : 1.0
Numero do processo: 10865.903798/2009-73
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.185
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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BENEFICIAMENTO DE MATERIAIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto vencedor que integram o presente julgado. Vencido o Relator, que votou pela conversão do julgamento em diligência. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Alexandre Kern. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Redator designado [assinado digitalmente] Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 104DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Relatório O contribuinte supra descrito apresenta Recurso Voluntário contra decisão denegatória de PER/DCOMP eletrônico referente ao recolhimento a maior de PIS/Pasep referente ao PA de 31.01.2003. O despacho eletrônico anexo fls. 06 indeferiu o pedido de homologação da compensação com fundamento no fato de que o “suposto” pagamento a maior não foi comprovado pelo contribuinte. Na manifestação de inconformidade anexa fls. 11/14 o contribuinte sustentou que a partir de 1º de novembro de 2002 a Lei n.º 10.485/2002 reduziu para zero a alíquota da COFINS e PIS/Pasep incidentes sobre as receitas auferidas com a venda e industrialização por encomenda de autopeças. Afirmou ainda que com a edição da Lei n.º 10.865/2004 foi afastado o regime monofásico do setor automotivo, retornando a incidência do PIS e da Cofíns a todos os componentes da cadeia, a partir de 1º de agosto de 2004. Alegou ainda ter recolhido indevidamente PIS e COFINS durante o período de dezembro de 2002 ao final de julho de 2004, incidente sobre suas receitas de venda e industrialização sob encomenda de autopeças relacionadas nos anexos I e II da Lei n 10.485/2002 e por essa razão tem direito a homologação da compensação desses créditos, embora não tenha retificado a DCTF para informar a alteração do valor correto devido. Por fim, o contribuinte alegou na Manifestação de Inconformidade que não informou o número do recibo da DCOMP na correspondente DCTF, sendo que, por outro equívoco, pagou o tributo informado nesta DCOMP por meio de DARF, ocasionando um pagamento em duplicidade (Darf e Dcomp). As fls. 26/28 sobreveio a Decisão n.º 1428.850 4 º Turma da DRJ/POR, cuja ementa foi lavrada com o seguinte teor: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/01/2003 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. O direito creditório só é passível de ser reconhecido se lastreado em documentação fiscal e contábil, demonstrada nos autos pelo contribuinte. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Extraise da decisão atacada que os julgadores de primeiro grau têm ciência de que a alíquota do PIS e COFINS foi reduzida a zero relativamente à receita bruta de venda de produtos relacionados nos Anexos I e II da Lei n.º 10.485/2002 dos produtos classificados nos códigos da TIPI mencionados no art. 1º desta Lei. Entretanto, a decisão recorrida concluiu que o direito creditório pleiteado não restou comprovado por meio de documentação idônea, uma vez que o contribuinte não demonstrou que toda ou parte das receitas auferidas foram provenientes de venda de produtos classificados nos códigos da TIPI, conforme definido no art. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903798/200973 Acórdão n.º 3803003.185 S3TE03 Fl. 105 3 1º da Lei n.º 10.485/2002, logo o motivo do indeferimento decorreu da ausência de provas, segundo a decisão recorrida. Em Recurso Voluntário, anexo fls. 30/40 o contribuinte alega nulidade da decisão de primeiro grau, com fundamento no art. 59, II do Decreto n.º 70.235/72 tendo em vista que a mesma desconsiderou o direito a ampla defesa e contraditório, pois o Fisco não o intimou a apresentar documentos e deixou de reconhecer o direito creditório sob o argumento de que não foram apresentada prova contábil que fizesse lastro com o direito pretendido, quando na realidade é obrigação da Fazenda Nacional realizar diligência e buscar informações no sentido de apurar a existência do crédito. Afirmou que o cerne da questão neste processo se refere a discussão da alíquota zero da contribuição incidente sobre as receitas auferidas com a venda e com a industrialização por encomenda relacionadas nos anexos I e II da Lei nº 10.845/02, durante o período compreendido entre dezembro de 2002 a julho de 2004. Argumenta ter acontecido equívoco da não retificação da DCTF informando sobre a alteração do valor efetivamente devido de PIS e COFINS, isto é, deveria ter informado na DCTF que sobre estas contribuições incidia alíquota zero, razão pela qual houve o pagamento a maior do tributo no período de apuração em tela. Neste sentido, ressalta o contribuinte que por não ter acontecido a retificação da DCTF, o despacho decisório concluiu pela inexistência de crédito para fazer frente aos débitos apontados no PER/DCOMP. Assim, com fulcro no princípio da verdade material o contribuinte solicita que seja homologada a Dcomp apresentada e que seja cancelado o saldo devedor constante no despacho decisório, principalmente porque agora trás em seu recurso voluntário planilha contendo relação de notas fiscais objeto de recolhimento indevido de PIS e COFINS e notas fiscais por amostragem, conforme se observa dos DOCUMENTOS 2 e 3, respectivamente. Por fim, requer que seja homologada a Dcomp e seja cancelado o saldo devedor apurado. Voto Vencido Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, Relator O recurso é tempestivo e por isso merece ser analisado. Conforme relatado, tratase de decisão denegatória de pedido de compensação em razão de pagamento a maior de PIS/Pasep, sob o argumento de que o pagamento indevido não foi comprovado pelo contribuinte. Retirase da decisão recorrida, que os julgadores de primeiro grau concluíram não ter trazido o contribuinte “quaisquer” elementos de prova por meio das quais a Fazenda Nacional pudesse verificar quais receitas do período apontado se referem efetivamente a Fl. 106DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 4 industrialização por encomenda, principalmente se os produtos estariam relacionados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei 10.845/2002. Já compulsando os autos, constatase que o despacho decisório foi emitido de forma eletrônica e se limitou a indeferir o pedido por falta de comprovação do crédito apontado para realizar a compensação pleiteada. Acontece que em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte teceu comentários a respeito da incidência da alíquota zero da COFINS para as operações de industrialização por encomenda de autopeças relacionadas nos anexos I e II da Lei n 10.485/2002 e informou também ter recolhido indevidamente o tributo, pois indicou valores equivocados em DCTF. É verdade que em sua Manifestação de Inconformidade não trouxe elementos probatórios capazes de derruir a premissa fazendária de ausência de crédito e por conta disso a DRJ concluiu pelo indeferimento do pedido. Entretanto, agora em seu recurso voluntário o contribuinte trouxe importantes provas da existência do crédito, ou seja, planilha contendo relação de notas fiscais objeto de recolhimento indevido de PIS e COFINS e notas fiscais, ainda que por amostragem. Com efeito, “data vênia”, entendimento contrário, manifesto posicionamento de que os autos devem ser encaminhados à repartição de origem, com o propósito de que a fiscalização intime o contribuinte a apresentar todas as notas fiscais relacionadas na referida planilha, bem como lançamentos contábeis, relatório do seu processo produtivo e demais documentos que entenda necessários para a apuração do direito creditório. Alertase ainda para o fato de que em momento algum ocorreu a intimação, por parte da Fazenda Nacional, para que o contribuinte apresentasse qualquer documento fiscal. Assim, ainda que seja ônus do sujeito passivo colacionar aos autos provas constitutivas do seu direito, por outro lado também é verdade que uma vez trazidos pelo contribuinte elementos de provas do seu direito, ainda que posteriormente a decisão da DRJ, não deve ser criado óbice a apuração da verdade material. Ante o exposto, considerando o contido no art. 18, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF – Portaria MF n 256/2008 – que prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, bem como o princípio da verdade material, proponho que se converta o julgamento em diligência à repartição de origem para que se proceda à verificação se os produtos sob os quais ocorreu a industrialização por encomenda estão relacionados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei 10.845/2002, pois tal constatação é fundamental para a apuração do direito crédito. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2012 Juliano Eduardo Lirani Voto Vencedor Conselheiro Alexandre Kern, Redator designado A compensação declarada não foi homologada porque o pagamento apontado como indevido estava integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A decisão recorrida, por sua vez, não reconheceu o direito creditório reivindicado, no valor de R$ Fl. 107DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903798/200973 Acórdão n.º 3803003.185 S3TE03 Fl. 106 5 19,60, mantendo o Despacho Decisório atacado, porque o interessado não trouxe quaisquer elementos de prova que permitisse a verificação de se toda ou parte das receitas daquele período referemse à industrialização por encomenda especificamente daqueles produtos classificados nos códigos da TIPI listados nos anexo I e II à Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002. Fazendo tabola rasa das regras processuais de preclusão e apoiandose em noção arrevesada do princípio da verdade material, o redator, equivocadamente, propôs a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal de jurisdição sobre o contribuinte produzisse a prova que toca ao interessado produzir, nos momentos processuais adequados. Evidentemente, a 3ª Turma Especial, à exceção do Conselheiro Juliano Eduardo Lirani, jamais respaldaria tal proposição. A natureza extintiva –ainda que condicionada a ulterior homologação – da Declaração de Compensação, impõe que o interessado assegurese que crédito oposto no encontro de contas seja líquido e certo, já no momento da transmissão da Dcomp, sob pena de não têlo homologado. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008, apresentando, não apenas as alegações que fez, vazias, pois desacompanhadas de qualquer embasamento documental, mas de documentação contábilfiscal idônea e hábil para demonstrar o erro cometido e afastar o atributo de irretratabilidade da confissão feita na DCTF. O que o recorrente – e o relator também não pode esperar é que a autoridade fiscal suplemente a sua vontade e o intime a tanto. Matéria de extremada importância em sede processual é a referente à repartição do ônus da prova nas questões litigiosas. Com efeito, da delimitação do onus probandi depende a definição de grande parte das responsabilidades processuais. Assim é nas relações de direito privado e, igualmente, nas relações de direito público, dentre as quais as relacionadas à imposição tributária. Neste campo, a legislação processual administrativotributária inclui disposições que, em regra, reproduzem aquele que é, por assim dizer, o principio fundamental do direito probatório, qual seja o de que quem acusa e/ou alega deve provar. Assim é que, nos casos de lançamentos de oficio, não basta a afirmação, por parte da autoridade fiscal, de que ocorreu o ilícito tributário; pelo contrário, é fundamental que a infração seja devidamente comprovada, como se depreende da parte final do caput do artigo 9° do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que determina que os autos de infração e notificações de lançamento "deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito". De outro lado, ao contribuinte a legislação 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 6 impõe o ônus de provar o que alega em face das provas carreadas pela autoridade fiscal, como expresso no inciso III do artigo 16 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, que determina que a impugnação conterá "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". Esse, portanto, o quadro nos lançamentos de oficio: à autoridade fiscal incumbe provar, pelos meios de prova admitidos pelo direito, a ocorrência do ilícito; ao contribuinte, cabe o ônus de provar o teor das alegações que contrapõe às provas ensejadoras do lançamento. Já nos casos de repetição de indébito, como no presente processo, entretanto, o quadro resta um pouco modificado, como a seguir se verá. Quando a situação posta se refere à restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, é atribuição do contribuinte a demonstração da efetiva existência do indébito. Tanto é assim que a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que rege atualmente os processos de restituição, compensação e ressarcimento de créditos tributários, assim expressa em vários de seus dispositivos: Art. 3° A restituição a que se refere o art. 2° poderá ser efetuada: I a requerimento do sujeito passivo ou da pessoa autorizada a requerer a quantia; ou II mediante processamento eletrônico da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF). § Iº A restituição de que trata o inciso I do caput será requerida pelo sujeito passivo mediante utilização do programa Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). § 2º Na impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP, o requerimento será formalizado por meio do formulário Pedido de Restituição, constante do Anexo I, ou mediante o formulário Pedido de Restituição de Valores Indevidos Relativos a Contribuição Previdenciária, constante cio Anexo II, conforme o caso, aos quais deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. [..1 § 4° Tratandose de pedido de restituição formulado por representante do sujeito passivo mediante utilização do programa PER/DCOMP, os documentos a que se refere o § 3° serão apresentados à RFB após intimação da autoridade competente para decidir sobre o pedido. [..1 Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito. inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada. mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903798/200973 Acórdão n.º 3803003.185 S3TE03 Fl. 107 7 Como se percebe, em qualquer dos tipos de repetição é exigida a apresentação dos documentos comprobatórios da existência do direito creditório como prerrequisito ao conhecimento do pleito. E o que se deve ter por documentos comprobatórios do crédito? Por óbvio que os documentos que atestem, de forma inequívoca, a origem e a natureza do crédito; sem tal evidenciação, o pedido repetitório fica inarredavelmente prejudicado. É certo que as normas acima transcritas prevêem a realização de diligências, por parte da autoridade fiscal, destinadas à verificação da exatidão das informações trazidas pelos contribuintes, mas é preciso ter em conta que tal previsão não existe com o fim de suprir o ônus da prova colocado às partes, mas sim de elucidar questões pontuais mantidas controversas mesmo em face dos documentos trazidos pelo contribuinte/pleiteante; em outras palavras, as diligências servem para esclarecer pontos duvidosos específicos, e não para que a autoridade fiscal, diante da falta de comprovação da existência do crédito, supra tal omissão do contribuinte. No caso específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, o contribuinte cumpre o ônus que a legislação lhe atribui, quando traz os elementos de prova que demonstrem a existência do crédito. E tal demonstração, no caso das pessoas jurídicas, está, por vezes, associada a uma conciliação entre registros contábeis e documentos que respaldem tais registros. Assim, para comprovar a existência de um crédito vinculado a um registro contábil, não basta apresentar o registro, mas também indicar, de forma específica, que documentos estão associados a que registros; ainda, é importante, quando a natureza da operação escriturada/documentada for importante para a caracterização ou não do direito creditório, que a descrição da operação constante dos registros e documentos seja clara, sem abreviaturas ou códigos que dificultem ou impossibilitem a perfeita caracterização do negócio. Em regra, portanto, cumpre ao contribuinte vincular registros contábeis a documentos fiscais, estabelecendo com clareza a natureza das operações por eles instrumentadas, não lhe sendo lícito simplesmente juntar uma massa de documentos ao processo, sem indicação individualizada de a quais registros se referem. A atividade de "provar" não se limita, no mais das vezes, a simplesmente juntar documentos aos autos; nos casos em que se tem inúmeros registros associados a inúmeros documentos, provar significa associar registros e documentos de forma individualizada, do mesmo modo que, no caso das provas indiciárias, exigese a contextualização dos fatos por via do cruzamento dos indícios. Não é tarefa do julgador contextualizar os elementos de prova trazidos pelo contribuinte no caso de um pedido de restituição, compensação ou ressarcimento, tanto quanto não é contextualizar os elementos de prova trazidos pela autoridade fiscal no âmbito de um lançamento de oficio. Quem acusa deve provar, contextualizando os elementos de prova que evidenciam a infração; da mesma forma, quem pleiteia repetição deve provar a existência do direito creditório, contextualizando os elementos de prova que evidenciam o indébito. Não é lícito ao julgador, tanto em sede de apreciação de lançamento de oficio, quanto em sede de pleito repetitório, dispensar a autoridade lançadora ou o pleiteante, conforme o caso, do ônus que a lei impõe a cada um deles; tanto quanto não lhe é lícito valer se das diligências e perícias para, por vias indiretas, suprir o ônus probatório que cabia a cada parte. Diligências existem para resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. Já as perícias existem para fins de que sejam dirimidas Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 8 questões para as quais exigese conhecimento técnico especializado, ou seja, matéria impassível de ser resolvida a partir do conhecimento das partes e do julgador. Dentro deste quadro, percebese que quando a Instrução Normativa SRF nº 900, de 2008, acima parcialmente transcrita, prevê a "realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas", não está querendo dizer que, diante de qualquer pleito repetitório apresentado, deve a autoridade fiscal diligenciar para fins de verificar, de oficio, a existência do crédito pleiteado. O que o ato legal quer dizer, e isto sim, é que, apresentado o pedido e constatado que o contribuinte demonstrou, por documentos e registros contábeis individualmente associados, a origem dos créditos pleiteados, pode a autoridade fiscal, se dúvidas remanescerem em relação a questões pontuais (natureza da operação em um ou outro registro, falta de clareza de algum documento ou registro etc.), demandar por diligências para dirimir tais dúvidas. Por certo que o ato legal não quer, com a previsão da realização das diligências, transferir para a autoridade fiscal ou para o julgador administrativo a responsabilidade pela produção probatória atribuída originariamente ao contribuinte no caso dos pedidos de repetição de indébito. E é isso que ocorreria, por exemplo, se fossem promovidas diligências no caso, por exemplo, em que o contribuinte, junto com seu pleito, nada aporta aos autos além de suas alegações, ou traz apenas uma listagem genérica de créditos e uma massa de documentos fiscais sem vinculação recíproca; neste caso, a promoção das diligências estaria suprindo, irregularmente, a omissão do contribuinte, o que não é processualmente admissível. De se ressaltar, igualmente, que o fato de o processo administrativo ser informado pelo principio da verdade material, em nada macula tudo o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destinase a busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de, por via de diligências, produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento e por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento e por via de diligências, se oportunize tais demonstração e comprovação. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp comprova um recolhimento, de outro, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI Processo nº 10865.903798/200973 Acórdão n.º 3803003.185 S3TE03 Fl. 108 9 No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC). A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI 10 TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) À falta da prova do erro, capaz de afastar o atributo de irretratabilidade da confissão de dívida, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, prévia e espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria espontaneidade para retificar a DCTF,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 2008. O recorrente, contudo, limitouse a apresentar planilha de bases de cálculo, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposta na compensação declarada. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 17 de julho de 2012 Alexandre Kern Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por A LEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por JULIANO EDUARDO LIRANI
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Numero do processo: 16095.000391/2007-75
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Apr 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/09/2002
CONTRIBUIÇÃO AO SAT. REGULAMENTAÇÃO PELO DECRETO Nº 3.048/99. POSSIBILIDADE.
O Supremo Tribunal Federal já se pronunciou sobre a possibilidade de norma
regulamentar dispor sobre os conceitos de atividade preponderamente para fins de definição do grau de risco leve, médio e grave, para fins de enquadramento à alíquota de 1%, 2% ou 3% da contribuição ao SAT.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.060
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos em conhecei do recurso para no mérito negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: CAROLINA SIRQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1999 a 30/09/2002 CONTRIBUIÇÃO AO SAT. REGULAMENTAÇÃO PELO DECRETO Nº 3.048/99. POSSIBILIDADE. O Supremo Tribunal Federal já se pronunciou sobre a possibilidade de norma regulamentar dispor sobre os conceitos de atividade preponderamente para fins de definição do grau de risco leve, médio e grave, para fins de enquadramento à alíquota de 1%, 2% ou 3% da contribuição ao SAT. Recurso Voluntário Negado.
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REGULAMENTAÇÃO PELO DECRETO N" 3,.048/99. POSSIBILIDADE. O Supremo Tribunal Federal já se pronunciou sobre a possibilidade de norma regulamentar dispor sobre os conceitos de atividade preponderamente paia fins de definição do grau de risco leve, médio e grave, para fins de enquadramento à alíquota de 1%, 2% ou 3% da contribuição ao SAT. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em conhecei do recurso para no mérito negar-lhe provimento, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ii ,,E.6-70-51 C á • "LOS RAIA DE LIMA — Presidente 00/50/14001/vId/uLCLL CAROLINA. SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE— Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato (Vice-Presidente), Helton Carlos Praia de Lima (Presidente).. Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD lavrada contra a empresa CINDUMEL INDUSTRIAL DE METAIS E LAMINADOS LTDA. — GRUPO CINDUMEL pela ausência de recolhimento de contribuições a cargo da empresa, destinadas ao custeio da aposentadoria especial, incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados que laboram expostos a agentes nocivos no período de 04/1999 a 09/2002. Em sua peça impugnatória, o contribuinte argúi, em síntese, que: (a) o lançamento fiscal não é claro quanto à exigência nele contida, inclusive no que diz respeito à capitulação legal das exigências nele contidas; (b) a falta de disponibilização, pela autoridade fiscal, do relatório CCORGFIP constitui cerceamento de defesa, na medida em que o documento foi utilizado como subsídio para a autuação; (c) que a cobrança das contribuições previdenciárias destinadas ao custeio da aposentadoria especial, fundamentada, basicamente, na disposição contida no art. 22, inciso II, da Lei n 8 212/91, seria ilegal e inconstitucional, em razão de o conceito de risco da atividade preponderante ter sido estabelecido por norma regulamentar; e; (d) a taxa Selic não deveria ser aplicada a débitos tributários, em razão da sua evidente natureza remuneratória, devendo-se aplicar o percentual máximo de 1% a título de juros, conforme preceitua o art. 161, § 1" do Código Tributário Nacional. Na decisão de fis, 111/115, a autoridade julgadora ressaltou que a consta dos autos indicação clara da legislação que deu origem ao lançamento fiscal; que o Relatório CCOR.GFIP é de uso interno do Fisco Previclenciário e não contém informações diversas das que já foram disponibilizadas ao contribuinte; que a contribuição para o SAT, tal como prevista no ordenamento jurídico pátrio, já foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal; e que a taxa Mie pode ser aplicada na atualização de débitos previdenciários. .„ . . Contra a referida decisão, foi interposto Recurso Voluntáio tempestivo. Em suas razões, a Recorrente reforça os argumentos trazidos em sua defesa inicial, afirmando, quanto à discussão sobre a legalidade e constitucionalidade da contribuição para o SAI, que a decisão recorrida teria se limitado a citar julgado do Supremo Tribunal Federal no qual não teriam sido analisados os firndamentos expostos nos autos. Em razão de decisão favorável proferida nos autos do Mandado de Segurança n° 2004.61 19.004403-8, em trâmite na Seção Judiciária do São Paulo — Subseção de Guarolhos, foi dispensada a realização de depósito no valor de 30% do débito discutido nos presentes autos.. Os autos foram encaminhados ao 2" Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, atual Conselho A.dministrativo de Recursos Fiscais, para regular julgamento. É o relatório, 2 :4- Processo 0 I 6095 000391/2007-75 SZ-T E.03 Acórdão n " 2803-00.060 1:1 2 Voto Conselheira CAR.OLINA SIQUEIRA MONTE1R.A DE ANDRADE, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passo a analisá-lo. Apenas a título de esclarecimento, a declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da exigência de depósito prévio, no valor mínimo de 30% da exigência fiscal, como condição para seguimento do recurso voluntário, deu ensejo à edição da Súmula Vinculante n " 21 DOU de 10/11/2009, tornando prejudicada a verificação da manutenção da decisão judicial proferida em favor do contribuinte. Em sede de preliminar, alega o Recorrente à existência de vícios formais que implicariam no cerceamento do seu direito de defesa. Data márima vênia, entendo que não assiste razão ao Recorrente.. Constam da NFL,D todos os elementos necessários à identificação da infração praticada pelo contribuinte, seu correto fundamento legal, bem como o detalhamento dos valores apurados pela Fiscalização. A não disponibilização, pela autoridade fiscal, de relatório utilizado como subsídio à lavratura da presente NFLD só poderia configurar cerceamento do direito de defesa se ficasse comprovado nos autos o efetivo prejuízo da parte. Todavia, tanto em sua impugnação, quanto em 'seu Recurso Voluntário, a parte não logrou demonstrar a insuficiência de dados capaz de inviabilizar a sua defesa. Esse, inclusive, o entendimento que vem sendo reiteradamente adotado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais: "CERCEAMENTO DE DEFESA PRELIMINAR DE NULIDADE. DESCABIMENTO A exposição das razões de fato e de direito utilizadas pela requerente em _sua plenitude, por todos os meios inerentes, comprova a inexistência do prejuízo alegado, descaracteriza o cerceamento ao direito de de/asa" (CSRF/03-04,323, Terceira Câmara, Relator: Otacílio Dantas Cartaxo, DOU: 08/08/2007). Já no que diz respeito à exigência consubstanciada na NFL,D, o contribuinte afirma que a regulamentação, pelo Decreto n° 3.048/99, do grau de risco da atividade preponderante previsto no art. 22, inciso II, da Lei n" 8.212/91, pertinente à contribuição ao SAT, seria inconstitucional por violar os Princípios Constitucionais da Legalidade e da Tipicidade. A pilai i, há que se ressaltar que a atividade da Administração Pública é, por força do que dispõe o art. 37 da Constituição Federal de 1988, plenamente vinculada à lei. Dessa forma, não pode a autoridade fiscal deixar de aplicar o que se encontra expressamente prevista na legislação previdenciária, especificamente no Decreto n" 3.048/99, que regulamenta o conceito de atividade preponderante para fins de incidência da contribuição ao SAT. Nestes termos, qualquer alegação acerca de inconstitucionalidade ou ilegalidade da aplicação de regulamento que trate de contribuição previdenciária é matéria que foge à alçada deste órgão administrativo de julgamento, havendo, para isto, os meios judiciais próprios Todavia, como já ressaltado pela autoridade julgadora, o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou no sentido de que todos os elementos necessários à instituição de obrigação tributária válida estão presentes na Lei no 7.787/89, art. .3 0 , inciso II, e na Lei n°8212/91, art. 22, inciso Il. O fato 3 de a lei deixar para o regulamento a complementação dos conceitos de "atividade prepondel ante" e "grau de 'isco leve, médio e gi ave" não implica ofensa ao princípio da legalidade genérica. Em análise do voto do Ministro Carlos Velloso, no julgamento do RE 343,446/SC, percebe-se que a leitura combinada do inciso II, alíneas "a", "b" e "c", com o § 3" ambos do art. 22 da Lei n" 8,212/91, permite a conclusão de que a norma primária, que fixou a aliquota, delegou ao regulamento a função de alterar, com base em estatística e análise concreta dos casos futuros, o enquadramento referido nas referidas alíneas, ou seja, a definição de risco "leve", "médio" e "grave" Portanto, a norma primária não fez nada mais do que garantir a sua boa aplicação no caso concreto, delegando ao regulamento as referidas atribuições. O regulamento, nesse contexto, foi criado na forma prevista pela norma primária, e não modifica a essência da contribuição, mas apenas delimita conceitos necessários à aplicação concreta da norma, pelo que se conclui pela sua validade. Não há dúvidas de esse entendimento, embora proferido à luz do Decreto n° 2..173/97, tem aplicação irrestrita aos dispositivos contidos no Decreto IV 3..048/99, por não haver diferença substancial entre os dois diplomas. Em assim sendo, já tendo o próprio STF reconhecido a validade da regulamentação dos conceitos de atividade preponderante e de seus riscos para fins de definição da aliquota da contribuição ao SAT, não restam dúvidas de qua pretensão do contribuinte é despropositada e, ainda, de que ele está sujeito aos ditames do Decreto n" 3,048/99 Por fim, no que diz respeito ao questionamento dos juros de mora, também não restam dúvidas de que a atuação fiscal baseou-se nos preceitos legais que regulamentam a matéria. A exigência de juros SELIC e da multa de mora, nas hipóteses de recolhimento a destempo de contribuições previdenciárias, encontra-se prevista no art. 34 da Lei n" 8.212/91, que assim estabelece: "Ari 34 As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com anYiso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, a que se refere o art 13 da Lei n°9 065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável" No mesmo sentido, o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99 preceitua, em seu art. 239: "Ali 239 As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas . pelo Instituto Nacional do Seguro Sbcial, incliiidás ou não em notificação fiãcal -de tánçanie. i'itõ Se. débito, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas à". - juros de mora, de caráter irrelevável, incidentes sobre os valores atualizados, equivalentes a: a) um por cento no mês de vencimento b) taxa m elerencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos meses imite, mediários e c) um por cento no mês do pagamento 4 \ • Processo n* 16095 000391/2007-75 S2-TE03 Adncliio n " 2803-00.060 El 3 Corno se depreende do exposto, a exigência de juros SELIC incidente sobre as contribuições previdenciárias em atraso é decorrente de lei, e não pode o Fisco PI evidenciado furtar-se de sua obrigação de aplicar a lei, já que o ato administrativo de lançamento é totalmente vinculado à norma. A cobrança os referidos acréscimos legais, assim, tem previsão legal que ampara sua exigência e, portanto, sua aplicação obedece ao principio da legalidade, essencial ao funcionamento da Administração Pública. CONCLUSÃO: Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte e confirmo a decisão de primeira instância, para manter o crédito tributário lançado. É corno voto. Sala das Sessões, em 27 de abril de 2010. CAROLI p,o(i/mowidwu--- A SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora 5
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Numero do processo: 10166.722383/2009-88
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 17/11/2009
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COMPETÊNCIA 13
A partir da competência 13/2005, tornou-se obrigatória a apresentação de GFIP específica para os valores referentes a 13º salário. Sua não apresentação consubstancia infração a legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.823
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 17/11/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COMPETÊNCIA 13 A partir da competência 13/2005, tornou-se obrigatória a apresentação de GFIP específica para os valores referentes a 13º salário. Sua não apresentação consubstancia infração a legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1280; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 131 1 130 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.722383/200988 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.823 – 3ª Turma Especial Sessão de 08 de junho de 2011 Matéria Auto de Infração. Obrigação Acessória Recorrente CONDOR ATACADISTA DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 17/11/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COMPETÊNCIA 13 A partir da competência 13/2005, tornouse obrigatória a apresentação de GFIP específica para os valores referentes a 13º salário. Sua não apresentação consubstancia infração a legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Fl. 131DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722383/200988 Acórdão n.º 280300.823 S2TE03 Fl. 132 2 Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722383/200988 Acórdão n.º 280300.823 S2TE03 Fl. 133 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária, por ter entregue a GFIP 13/2005 em 18.06.2009, após o início da ação fiscal. A DecisãoNotificação – fls 117 ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: • Há que prevalecer o princípio da legalidade e à época da ocorrência do fato que ensejou a lavratura do auto de infração não existia lei em sentido formal prevendo penalidade para a não apresentação da GFIP para fatos geradores referentes ao décimoterceiro salário (competência 13). Para a imposição de penalidade a decisão recorrida reportase ao art. 32, IV, § 9° da Lei nº 8.212/91, e redação da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. Ora, no que pese a Lei 8.212/91, a despeito de ser anterior ao fato que ensejou a lavratura do auto de infração em referência, a penalidade prevista no arte 32, IV, § 9° da mencionada Lei foi introduzida no ordenamento jurídico após a ocorrência do fato que gerou a lavratura do auto de infração. • Requer seja conhecido e no mérito julgado procedente o presente recurso para o fim de anular o auto de infração DEBCAD 37.232.988 8, com a conseqüente reforma da decisão recorrida. É o relatório. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10166.722383/200988 Acórdão n.º 280300.823 S2TE03 Fl. 134 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O relatório fiscal informa que a empresa foi autuada segundo a novel legislação trazida pela MP 449/08, demonstrando através de planilha de fls 10, que esta seria a penalidade mais benéfica, pois a autuação com base na não entrega de GFIP 13/2005, pelas normas vigentes quando da infração – art. 32,IV e §§ 4º e 7º, na redação anterior a MP 449/08, atingiria um montante de R$ 39.875,40 ao invés dos R$ 2.417,28 aplicados. A partir da competência 13/2005, tornouse obrigatória a apresentação de GFIP específica para os valores referentes a 13º salário, consoante Instrução Normativa MPS/SRP Nº 9, de 24 de novembro de 2005. Sua não apresentação justifica a autuação lavrada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 08/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 12848.000674/90-14
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 303-00.801
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Irineu Bianchi.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Numero do processo: 13925.000766/2008-70
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 24 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2005
PRELIMINAR DE NULIDADE
Não há de falar-se em nulidade, quando presentes os requisitos do art.10 do Dec. 70.235/72, e não existir ofensa ao art. 59 do mesmo decreto, que regulamenta o PAF.
OFENSA AO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
Observa-se que o recorrente pode livremente entabular sua defesa, juntando documentos que achou necessário ao deslinde da questão. Assim não há de falar-se em violação dos princípios do contraditório, e da ampla defesa.
MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA. PODER JUDICIÁRIO.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 2.
Não há que se falar em confisco quando a multa for aplicada em conformidade com a legislação.
DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS.
As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte, ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99).
Numero da decisão: 2002-005.730
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas de R$ 5.328,30. Vencida a conselheira Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, que deu provimento parcial em menor extensão.
(documento assinado digitalmente)
Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Virgílio Cansino Gil - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Virgílio Cansino Gil e Thiago Duca Amoni.
Nome do relator: VIRGILIO CANSINO GIL
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OFENSA AO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. Observa-se que o recorrente pode livremente entabular sua defesa, juntando documentos que achou necessário ao deslinde da questão. Assim não há de falar-se em violação dos princípios do contraditório, e da ampla defesa. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA. PODER JUDICIÁRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 2. Não há que se falar em confisco quando a multa for aplicada em conformidade com a legislação. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte, ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para restabelecer a dedução de despesas médicas de R$ 5.328,30. Vencida a conselheira Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, que deu provimento parcial em menor extensão. (documento assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 92 5. 00 07 66 /2 00 8- 70 Fl. 256DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 (documento assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Virgílio Cansino Gil e Thiago Duca Amoni. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 214/231) contra decisão de primeira instância (e-fls. 199/207), que julgou procedente em parte a impugnação do sujeito passivo. Em razão da riqueza de detalhes, adoto o relatório da r. DRJ, que assim diz: Trata-se da Notificação de Lançamento n° 2006/609425189063041 (fls. 07), lavrada contra a contribuinte acima mencionada, para exigência dos seguintes valores, relativos ao Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF do Exercício de 2006, Ano-Calendário de 2005: IRPF Suplementar R$ 7.480,94 Multa de oficio (75%) R$ 5.610,70 Juros de Mora (calculados até 29/08/2008) R$ 2.070,72 Total do Crédito Tributário Apurado R$ 15.162,36 Segundo consta na Notificação de Lançamento e na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 09 e 10), a exigência é decorrente da revisão da Declaração de Ajuste Anual da contribuinte, na qual foram glosadas, por falta de comprovação, as deduções feitas a titulo de previdência privada (R$ 771,09), dependentes (R$ 1.404,00) e despesas médicas (R$ 25.028,30). A contribuinte apresentou impugnação tempestiva em 10/10/2008 (fls. 01 a 06), acompanhada de documentos (fls. 07 a 61), requerendo o cancelamento da Notificação de Lançamento, com base nas alegações a seguir sintetizadas: - Alega que atendeu As solicitações feitas pelo agente fiscal, apresentando diversos documentos, nos prazos estabelecidos nos termos de intimação. - Questiona a glosa de despesas médicas, afirmando que os recibos apresentados à fiscalização são suficientes para comprovar os pagamentos efetuados e os serviços prestados. Acrescenta que essa prova é agora corroborada por declarações emitidas pelos profissionais (anexas à impugnação). - Contesta a glosa de dedução de previdência privada, sob o argumento de que já foi entregue A fiscalização o informe de rendimentos emitido pela fonte pagadora no qual está discriminado o valor das contribuições descontadas. Fl. 257DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 - Afirma que a certidão de nascimento de seu filho Henrique Luis Prange, nascido em 12/02/2004, já foi entregue à fiscalização, sendo totalmente legal a respectiva dedução. Em 20/10/2010, autoridade fiscal responsável pelo lançamento anexou aos autos todos os comprovantes de despesas médicas apresentados pela contribuinte no decorrer do procedimento fiscal (fls. 73 a 149), bem como uma análise desses documentos (fls. 150 a 153). Em síntese, as observações e conclusões exaradas pela autoridade fiscal foram as seguintes: • Pagamentos A. nutricionista Jaqueline Danieli Martins Bechi (R$ 4.060,00): não foi comprovada a efetividade dos desembolsos, além de não existir previsão legal de dedução de despesas com nutricionista. • Pagamentos à fisioterapeuta Luciane Raquel Benatti (R$ 5.480,00): os recibos apresentados indicam que a contribuinte teria se submetido a 108 sessões de fisioterapia em um período de seis meses e seu filho de pouco mais de um ano de idade também teria se submetido a fisioterapia, mas não foram apresentados comprovantes do efetivo desembolso dos referidos valores. • Pagamentos à fisioterapeuta Sandra Márcia Diel da Rocha (R$ 4.000,00): os recibos apresentados indicam que o filho da contribuinte, com oito meses de idade, teria se submetido a diversas sessões de fisioterapia, mas não foram apresentados comprovantes ao efetivo desembolso dos referidos pagamentos. • Pagamentos à fonoaudióloga Juliana Lahoud Torres (R$ 5.080,00): os recibos apresentados indicam que o filho da contribuinte, com apenas um ano de idade, teria começado a se tratar com a fonoaudióloga, submetendo-se a 76 sessões de fonoterapia no período de abril a outubro de 2005, mas a profissional não informou rendimentos recebidos de pessoa física nesse ano-calendário e, ademais, não foram apresentados comprovantes do efetivo desembolso dos valores deduzidos. • Pagamentos A. psicóloga Tereza Balbina Ramirez Klein (R$ 720,00): a assinatura constante dos recibos não é da profissional e, ademais, não foram apresentados comprovantes do efetivo desembolso dos valores correspondentes. • Pagamentos à dentista Graziela Leonardi Kannemberg (R$ 360,00): os recibos apresentados indicam que o filho da contribuinte, com apenas um ano de idade, já frequentava um dentista, mas não foram apresentados comprovantes do efetivo desembolso dos referidos pagamentos. • Pagamentos A. fonoaudióloga Adriana de Souza Lima (R$ 2.000,00): os recibos apresentados indicam que o filho da contribuinte, com menos de um ano de idade, teria começado a se tratar com a fonoaudióloga, submetendo-se a 39 sessões de terapias fonoaudiológicas no período de janeiro a março de 2005, mas a profissional não informou rendimentos recebidos de pessoa fisica nesse ano-calendário e, ademais, não foram apresentados comprovantes do efetivo desembolso dos valores deduzidos. • Pagamentos à psicóloga Neiva Terezinha Barbieri Ceron (R$ 1.560,00): os recibos apresentados indicam que algumas das sessões teriam sido Fl. 258DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 realizadas em sábados e, ademais, não foram apresentados comprovantes do efetivo desembolso do referido montante. • Extratos bancários e cópias de cheques: o contribuinte solicitou prazo para apresentar copias de cheques e novos extratos bancários, mas o prazo concedido transcorreu sem apresentação de documentos, sendo certo que, quanto aos extratos apresentados (Banco do Brasil) foram verificados diversos cheques de pequenos valores, o que demonstra incoerência da afirmação da contribuinte de que a maioria dos pagamentos teriam sido realizados em dinheiro. • Observou-se que a contribuinte possuía planos de saúde da Unimed Cascavel e da Unimed Vale do Piquiri. A contribuinte teve ciência da análise fiscal em 25/03/2010 e manifestou-se sobre a mesma em 22/04/2010, por meio da petição de fls. 160 a 162, acompanhada dos documentos de fls. 163 a 191. A seguir, consta um resumo da manifestação da contribuinte: - Afirma que são verdadeiros os pagamentos feitos A. fisioterapeuta Luciane Raquel Benatti, conforme declaração prestada pela profissional. Esclarece que as sessões relativas a própria contribuinte foram para tratamento de reeducação postural — RPG e terapia manual — TM para sanar dores lombares, conforme copias de solicitação médica e prontuário em anexo. Destaca que as sessões relativas a seu filho Henrique Luis Prange, de apenas um ano de idade, foram motivadas por problemas pulmonares, conforme solicitação médica e prontuário em anexo. - Da mesma forma, afirma que os pagamentos feitos a fisioterapeuta Sandra Marcia Diel da Rocha referem-se, uma parte a RPG realizada na contribuinte, e o restante a terapia para recuperação pulmonar de seu filho, conforme prontuário em anexo. - Quanto aos pagamentos para fonoaudióloga Juliana Lahoud Torres, esclarece que se referem a tratamento de seu filho, que tinha necessidade de acompanhamento prévio decorrente das deficiências diagnosticadas após seu nascimento, conforme cópia do prontuário em anexo. Argumenta que não lhe cabe verificar e obrigar que o prestador de serviços declare corretamente seus rendimentos, pois isso é atribuição da Secretaria da Receita Federal do Brasil. - Quanto aos pagamentos para a psicóloga Tereza Balbina Ramirez Klein, afirma que o fato de os recibos terem sido assinados pela secretária da profissional, até porque os serviços foram de fato prestados, conforme declaração do prestador em anexo. Destaca que é comum nos consultórios médicos que os recibos sejam assinados pela secretária, com utilização do carimbo do profissional responsável, pois muitas vezes este encontra-se em atendimento e não pode ser interrompido para assinatura do recibo. - No que se refere aos pagamentos para a dentista Graziela Leonardi Kannemberg, argumenta que se trata de serviços de acompanhamento e prevenção "dente a dente" para seu filho, visando a não incidência de cáries na vida futura (conforme ficha de acompanhamento em anexo). Fl. 259DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 - Quanto aos pagamentos para fonoaudióloga Adriana de Souza Lima, esclarece que se referem a tratamento de seu filho, sendo a sequência necessária dos serviços prestados pela fonoaudióloga Juliana Lahoud Torres. Nesse ponto, também argumenta que não lhe cabe verificar e obrigar que o prestador de serviços declare corretamente seus rendimentos, por ser isso uma atribuição da Secretaria da Receita Federal do Brasil. - Quanto aos pagamentos para a psicóloga Neiva Terezinha Barbieri Ceron, alega que se trata de sessões de psicoterapia e que o fato de constarem recibos com datas de sábado é plenamente normal, pois não há proibição legal nem dias pré-determinados para atendimentos na área de saúde. Acrescenta que algumas sessões foram realizadas em sábados em face da escassez de tempo da contribuinte e da falta de horários disponíveis da prestadora de serviços. - Afirma que apresentou o extrato de sua conta bancária e só não apresentou as cópias dos cheques em razão da demora do banco em atender a solicitação. Argumenta que exerce sua atividade em mais de um local de trabalho, sendo por isso imperioso manter certo valor em dinheiro disponível para as despesas correntes. Alega ainda que não existe obrigação de depositar todos os recursos em instituição bancária e de efetuar todos seus pagamentos com cheques. - Alega que a manutenção de dois planos de saúde — Unimed de Cascavel e Unime do Vale do Piquiri — se justifica porque no período estava em fase de transição entre os planos, devido ao prazo de carência nos atendimentos especializados. Acrescenta que muitos atendimentos não eram e ainda não são cobertos pela Unimed, o que torna necessária a contratação de serviços de forma particular, sendo que em muitos casos, mesmo estando os serviços cobertos pela Unimed, há necessidade de contratação particular em razão da falta de horários disponíveis que lhe fossem favoráveis. Ao final, com base nesses argumentos, a contribuinte reiterou seu pedido de cancelamento da Notificação de Lançamento. O resumo da decisão revisanda está condensado na seguinte ementa do julgamento: DEDUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA PRIVADA. A contribuição para plano de previdência privada é dedutível da base de cálculo do imposto sobre a renda da pessoa física, observado o limite de doze por cento do total dos rendimentos. -DEPENDENTES. DEDUÇÃO. Pode ser deduzida da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física a quantia especificada na legislação, a título de dependentes. Para esse fim, podem ser considerados dependentes, entre outros, os filhos menores de 21 anos. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. VALOR PROBANTE DOS RECIBOS. EXIGÊNCIA DE OUTROS DOCUMENTOS. Fl. 260DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 É permitida a dedução das despesas médicas devidamente comprovadas, relativas ao próprio contribuinte ou aos seus dependentes. A autoridade fiscal pode exigir a apresentação de comprovantes dos tratamentos realizados e do efetivo desembolso dos valores deduzidos, quando os recibos apresentados pelo contribuinte mostrarem-se inidôneos ou insuficientes para comprovar as despesas médicas. A 7ª Turma da DRJ/CTA julgou procedente em parte a impugnação, assim concluindo: Ante o exposto, entendo que devem ser restabelecidas as deduções de previdência privada (R$ 771,09), dependentes (R$ 1.404,00) e despesas médicas (R$ 15.640,00). Por outro lado, deve ser mantida a glosa das despesas médicas do montante de R$ 9.388,30, correspondente aos valores relativos A. nutricionista Jaqueline Danieli Martins Bechi, fonoaudióloga Adriana de Souza Lima, à psicóloga Neiva T. Barbieri Ceron e aos planos de saúde Unimed Cascavel e Unimed Vale do Piquiri Inconformada a contribuinte apresentou Recurso Voluntário, lançando preliminares de nulidade e inconstitucionalidade, alegando o que: - o julgamento foi contraditório por não aplicar o disposto nos artigos 5º, inc. III e IV, 7º, inc. VI e 13º, §2º da Portaria SRF 3007/2001 ou pelo art. 7, inc. VI da Portaria SRF nº 11.371/07; - a contribuinte não foi cientificada da prorrogação da totalidade dos MPF’s, prorrogados inúmeras vezes, sendo assim, por não observar o art. 195 do CTN, houve ofensa ao princípio da segurança jurídica e o julgamento local pela ausência de ciência de prorrogação dos MPFs; - o art. 8, inc. II, “a” da Lei 9250/95 por possuírem caráter amplo, geral e ilimitado, devem abranger valores gastos com nutricionista, pois tem ligação com a área da medicina, sendo assim, a dedução deve ser reconhecida; - quanto à glosa de despesas médicas com a psicóloga Neiva e a fonoaudióloga Adriana, junta documentos; - em relação à glosa das despesas com planos de saúde, também junta documentos; - referente à multa aplicada, alega confisco por violação do art. 150, inc. IV da CF/88. Cita jurisprudências. Ao final requer o reconhecimento das deduções pleiteadas. É o relatório. Passo ao voto. Voto Fl. 261DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 Conselheiro Virgílio Cansino Gil, Relator. Recurso Voluntário aviado a modo e tempo, portanto dele conheço. A contribuinte foi cientificada em 10/06/2010 (e-fl. 210); Recurso Voluntário protocolado em 12/07/2010 (e-fl. 214), assinado por procurador legalmente constituído (e-fl. 253). A r. decisão revisanda, julgou procedente em parte a impugnação, restabelecendo as seguintes deduções: - Previdência Privada – R$ 771,09; - Dependente – R$ 1.404,00; - Despesas Médicas: - R$ 15.640,00 (Luciane – R$ 5.480,00 + Sandra – R$ 4.000,00 + Juliana – R$ 5.080,00 + Tereza – R$ 720,00 + Graziela – R$ 360,00). Irresignada, a contribuinte maneja recurso próprio, lançando preliminares e atacando o mérito, juntando documentos. Alega o recorrente em razões preliminares, a nulidade do auto de infração. O auto está em perfeita consonância com o art. 10 do Dec. n° 70235/72, como também não se observa as hipóteses do art. 59 do mesmo decreto. Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I - a qualificação do autuado; II - o local, a data e a hora da lavratura; III - a descrição do fato; IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias; VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Art. 59. São nulos: I - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Também em razões preliminares alega a recorrente, cerceamento do direito de defesa e violação aos princípios do contraditório e ampla defesa. No âmbito do Processo Administrativo Fiscal, o direito ao contraditório e a ampla defesa devem ser plenamente garantidos ao contribuinte desde a ciência do lançamento, sob pena de nulidade. No caso ora sub-oculis, observo que a recorrente pode livremente entabular sua defesa, juntando documentos que achou necessário ao deslinde da questão. Assim não há de falar-se em violação dos princípios do contraditório, e da ampla defesa. Rejeito as preliminares. Fl. 262DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 Relativamente à alegação de que a multa aplicada é confiscatória e ilegal, a disposição constitucional que veda o confisco não se dirige ao julgador administrativo, pois não cabe aos órgãos de julgamento administrativo conhecer de arguição de inconstitucionalidade de lei, cuja competência é do Poder Judiciário. Nesse sentido, é entendimento pacífico neste Conselho, cuja matéria está sumulada, conforme Súmula CARF nº 02. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Em sua irresignação a contribuinte, não concorda com os valores glosados pela r. decisão primeira, referente as despesas médicas com as profissionais Adriana de Souza Lima (R$ 2.000,00) e Neiva Terezinha Barbieri Ceron (R$ 1.560,00), por não apresentar documentos para demonstrar a realização de tratamentos ou comprovar a efetividade dos desembolsos; Jaqueline Danieli Martins Bechi (R$ 4.060,00), por falta de previsão legal. A outra divergência diz respeito à dedução com planos de saúde Unimed Cascavel (R$ 781,32) e Unimed Vale do Piquiri (R$ 986,98), as quais não foram aceitas por serem as provas acostadas aos autos, insuficientes, não sendo emitidos pelas operadoras do plano de saúde e por não identificar os beneficiários dos planos. Quanto aos pagamentos feitos à Adriana de Souza Lima (R$ 2.000,00), os documentos juntados (recibos, declaração e a ficha de atendimento) às e-fls. 18, 32, 232/235, são provas suficientes de que os serviços foram prestados, sendo assim, deve ser restabelecido. Referente à profissional Neiva Terezinha Barbieri Ceron (R$ 1.560,00), os documentos juntados (recibos, extratos bancários, declaração) às e-fls. 33/32, 114/115, 130, 142, 150/151, 236/238, também comprovam a prestação de serviços, bem como o efetivo pagamento, sendo assim, deve ser restabelecido. Já em relação à dedução pleiteada no valor de R$ 4.060,00, referente à profissional Jaqueline Danieli Martins Bechi, correta a r. decisão, pois não há previsão legal para dispêndio com nutricionista. Mantenho. Relativamente às deduções de despesas com planos de saúde, a recorrente carreia aos autos, documentos emitidos pela administração dos planos de saúde Unimed Cascavel e Unimed Vale do Piquiri: - Unimed Cascavel, foi declarado e glosado o valor de R$ 781,32; às e-fls. 15 + 35/37 apresenta documentos comprovando o valor declarado, porém não foi aceito por não terem sido emitidos pela operadora e sim pela empresa. Em fase de R.V., traz aos autos o documento de e-fl. 239, emitido pela Unimed Cascavel. - Unimed Vale do Piquiri, foi declarado e glosado o valor de R$ 986,98, por não identificar os beneficiários do plano. Pois bem, às e-fls. 240/24, junta aos autos o documento UVP 541/2010, emitido pela operadora do plano, constando os valores e beneficiários do plano. Os valores referentes aos planos de saúde devem ser restabelecidos. Assim nesta quadra de entendimento, parcial razão assiste à recorrente, eis que no ordenamento não há como deduzir despesas com nutricionista. Fl. 263DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 2002-005.730 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13925.000766/2008-70 Isto posto, e pelo que mais consta dos autos, conheço do Recurso Voluntário, em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dá-se provimento parcial para restabelecer a dedução de despesas médicas no valor de R$ 5.328,30. É como voto. (documento assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Fl. 264DF CARF MF Documento nato-digital
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