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4689585 #
Numero do processo: 10950.000441/2003-87
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Fri Apr 16 00:00:00 UTC 2004
Ementa: ALIENAÇÃO DE BENS OU DIREITOS - GANHO DE CAPITAL - APURAÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO - O ganho de capital na alienação de bens ou direitos deve ser reconhecido e apurado por ocasião da celebração do contrato de cessão ou promessa de cessão e o recolhimento do imposto deverá ocorrer até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que o ganho de capital houver sido percebido, quando se tratar de alienante residente ou domiciliado no País. Desta forma, os ganhos de capital não compõem a base de cálculo do ajuste anual e se sujeitam à tributação em separado. TRÂMITE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - SUSPENSÃO EM VIRTUDE DE PROCESSOS JUDICIAIS - Incabível a suspensão do trâmite do processo administrativo fiscal se restar incomprovada a relação de dependência com os processos judiciais, principalmente quando o processo administrativo fiscal trata de falta de recolhimento de imposto sobre ganho de capital e os processos judiciais tratam de enriquecimento ilícito e danos ao patrimônio público (desvio de dinheiro). TRIBUTO NÃO RECOLHIDO - MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO - MULTA EXIGIDA JUNTAMENTE COM O TRIBUTO - A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto sujeita o contribuinte aos encargos legais correspondentes. Sendo perfeitamente válida a aplicação da penalidade prevista no inciso I, do artigo 4° da Lei n° 8.218, de 1991, reduzida na forma prevista no art. 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996. ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS - O crédito tributário não integralmente pago no vencimento, a partir de abril de 1995, deverá ser acrescido de juros de mora em percentual equivalente à taxa referencial SELIC, acumulada mensalmente. Recurso negado.
Numero da decisão: 104-19.926
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: Nelson Mallmann

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Desta forma, os ganhos de capital não compõem a base de cálculo do ajuste anual e se sujeitam à tributação em separado. TRÂMITE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — SUSPENSÃO EM VIRTUDE DE PROCESSOS JUDICIAIS — Incabível a suspensão do trâmite do processo administrativo fiscal se restar incomprovada a relação de dependência com os processos judiciais, principalmente quando o processo administrativo fiscal trata de falta de recolhimento de imposto sobre ganho de capital e os processos judiciais tratam de enriquecimento ilícito e danos ao patrimônio público (desvio de dinheiro). TRIBUTO NÃO RECOLHIDO - MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO — MULTA EXIGIDA JUNTAMENTE COM O TRIBUTO - A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto sujeita o contribuinte aos encargos legais correspondentes. Sendo perfeitamente válida a aplicação da penalidade prevista no inciso I, do artigo 4° da Lei n° 8.218, de 1991, reduzida na forma prevista no art. 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996. ACRÉSCIMOS LEGAIS — JUROS — O crédito tributário não integralmente pago no vencimento, a partir de abril de 1995, deverá ser acrescido de juros de mora em percentual equivalente à taxa referencial SELIC, acumulada mensalmente. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LUIS ANTÔNIO PAOLICCHI., n ,t s I. 44 • - MINISTÉRIO DA FAZENDA; 'yr::S.P PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES a.,f's:/>- QUARTA CÂMARA Processo no . : 10950.000441/2003-87 Acórdão no . 104-19.926 ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. -Pokigrik-s LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE r4; &Ne R LA FORMALIZAD EM: 2 4 MAI 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, MEIGAN SACK RODRIGUES, MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO, OSCAR LUIZ MENDONÇA DE AGUIAR e REMIS ALMEIDA ESTOL. 2 • " • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES gf>. QUARTA CÂMARA Processo no. : 10950.00044112003-87 Acórdão no . 104-19.926 Recurso no . : 136.526 Recorrente : LUÍS ANTÔNIO PAOLICCHI RELATÓRIO LUíS ANTÔNIO PAOLICCHI, CPF/MF 239.274.969-87, com domicílio fiscal na cidade de Maringá, Estado do Paraná, à Rua Joaquim Nabuco, 163— apto 1101 - Bairro Centro, jurisdicionado a DRF em Maringá - PR, inconformado com a decisão de Primeira Instância de fls. 79/85, prolatada pela Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba - PR, recorre a este Primeiro Conselho de Contribuintes pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 89/95. Contra o contribuinte acima mencionado foi lavrado, em 13/02/03, o Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física de fls. 17/21, com ciência em 13/02/03, exigindo-se o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 87.138,98 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de Imposto de Renda Pessoa Física, acrescidos da multa de lançamento de ofício normal de 75%, e dos juros de mora, de no mínimo, de 1% ao mês, calculados sobre o valor do imposto de renda, relativo ao exercício de 2001, correspondente ao ano-calendário de 2000. Da ação fiscal resultou a constatação de falta de recolhimento do imposto incidente sobre os ganhos de capital, referente à alienação dos imóveis descritos no Termo de Verificação Fiscal. Infração capitulada nos artigos 1° e 2°, da Lei n.° 8.134, de 1990; artigos 1°, 2° 3° e §§, e 8°, da Lei n°7.713, de 1988; artigos 4°, 12, § 1° e 53, inciso V, da Lei n° 8.383, de 1991; artigos 7° e 21, da Lei n°8.981, de 1995 e artigo 17 da Lei n° 9.249, de 1995. 3 • e 44 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 Irresignado com o lançamento, o autuado, apresenta, tempestivamente, em 28/02/03, a sua peça impugnatória de fls. 24/29, instruída pelos documentos de fls. 30/60, solicitando que seja acolhida a impugnação para determinar o cancelamento do crédito tributário constituído, com base, em síntese, nos seguintes argumentos: - que no presente caso está caracterizado dupla tributação, uma vez que, na declaração do imposto de renda pessoa física ano-calendário de 2000, exercício de 2001 anexa, o impugnante preencheu os Demonstrativos de Apuração de Ganhos de Capital de todas as alienações de bens efetuados naquele ano-calendário e constantes do presente auto de infração, informando na ocasião os valores do imposto de renda sobre ganhos de capital a pagar, sujeitando-se assim no caso do não recolhimento dentro dos prazos legais, a inscrição em Dívida Ativa e posterior execução fiscal; - que sendo assim, fica claro que é inaplicável a penalidade de ofício, uma vez que, se informados os valores a recolher na declaração do imposto de renda pessoa física, fica a receita federal desobrigada de efetuar outro tipo de lançamento para sua inscrição em dívida ativa e conseqüente execução fiscal, sujeitando o contribuinte a cobrança de multa de mora e não de ofício; - que o dispositivo legal é claro quando prevê, que o lançamento de ofício deve ser efetuado no caso do sujeito passivo não apresentar declaração de rendimentos pessoa física, fizer declaração inexata ou omitir informações que implique em redução do imposto de renda a pagar - que trata o presente auto de infração de uma ação fiscalizadora continuada, ou seja, esta é a terceira autuação decorrente das denúncias formuladas pelo 4 . • • K, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo no. : 10950.000441/2003-87 Acórdão no . : 104-19.926 Ministério Público, tendo como suporte às mesmas matérias tributáveis (valores recebidos da Prefeitura Municipal de Maringá e depósitos bancários de origem não comprovada); - que como são de conhecimento do Ministério Público Federal e da Receita Federal os processos: 10950.00032712001-95 e 10950.006081/2002-46, refere-se a autuações em conseqüências de recursos provenientes da Prefeitura Municipal e não do impugnante, devendo os referidos recursos serem devolvidos integralmente aos cofres públicos do município; - que através de ação criminal na Justiça Federal, o impugnante foi condenado a pena de 09 anos e 15 de reclusão, e em data de 21 de janeiro de 2002, todos os seus bens foram seqüestrados pela Justiça Federal, conforme documento anexo; - que em data de 11 de novembro de 2002, o Juiz Federal Edvaldo Mendes da Silva da Circunscrição Judiciária de Maringá — PR (Vara Criminal) nos autos de n° 2002.70.03.000102-9, determinou o cumprimento do seqüestro dos bens e rendas dos imóveis do impugnante; - que o primeiro processo de n° 10950.000327/2001-95, objeto da primeira autuação, retomou a repartição de origem (DRF/Maringá — PR), por força da Resolução n° 104-1.854, de 21/02/2002, proferida pela Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, para aguardar as decisões definitivas dos processos judiciais que tramitam tanto na Vara Federal como na Comarca de Maringá — PR, contra o impugnante; - que o segundo processo de n° 10950.006081/2002-46, objeto da segunda autuação também decorrente das denúncias formuladas pelo Ministério Público apontadas nos Autos de Ação Civil Pública n''s 516/2000, 548/2000 e 196/2001 em curso na comarca de Maringá, tendo como suporte às mesmas matérias tributáveis; 5 h. 44 • •• • MINISTÉRIO DA FAZENDAk- -t .t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ›- QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 - que o processo de n° 10950.000441/2003-87, objeto da presente impugnação é a terceira autuação decorrente das denúncias do Ministério Público acima mencionadas, ou seja, reexame do ano-calendário de 2000 já fiscalizado, em conseqüência da falta de recolhimento do imposto de renda referente a alienações de bens imóveis; - que, sendo assim, entendo que, se o primeiro processo não está em condições de ser julgado, os demais também não estão, já que ambos possuem a mesma origem; - que se no entendimento da Justiça Federal os bens do impugnante foram acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio; se todos os seus bens e rendas foram seqüestrados para o ressarcimento integral do dano aos cofres públicos do município de Maringá, inclusive os adquiridos com produto dos recursos oriundos das presentes transações (alienações), então não há que se falar em imposto de renda sobre o ganho de capital das alienações dos imóveis constantes do Termo de Verificação Fiscal; - que no presente caso, não houve ganho de capital, pois no entendimento da Justiça Federal o dinheiro não pertencia ao impugnante, tanto é que todos os seus bens e rendas foram seqüestrados em favor dos cofres públicos do município. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pelo impugnante, a autoridade singular conclui pela procedência da ação fiscal e pela manutenção integral do crédito tributário, com base, em síntese, nas seguintes considerações: - que na sistemática da Lei n° 7.713, de 22/12/1988, os ganhos de capital compunham o rendimento bruto e sujeitavam-se ao ajuste anual, entretanto com o advento 6 4r, • v. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 da Lei n° 8.134, de 28/12/90, os ganhos de capital passaram a ser tributados em separado, e não mais no ajuste anual; - que é certo que a legislação determina a apresentação de anexo à declaração de ajuste, denominado "Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital", conforme se vê às fls. 10/12. Todavia, tais formulários não constituem confissão de débito, e não dispõem do poder de constituir o crédito tributário para fins de inscrição em dívida ativa; - que resulta, portanto, que em face do não cumprimento espontâneo da obrigação de recolher o tributo, o lançamento de ofício é medida imprescindível a evitar a decadência do direito de faze-lo em outro momento. Improcede, portanto, a alegação de ser desnecessário o lançamento por caracterizar dupla tributação; - que também não encontra condições de ser acolhida a pretensão do impugnante de que este processo tenha seu trâmite suspenso para aguardar as decisões definitivas dos processos judiciais que tramitam em seu desfavor na Justiça Federal e Estadual. Ocorre que, ao contrário do que sustenta, este lançamento nada tem a ver com denúncias formuladas pelo Ministério Público ou com desfalque no Município de Maringá- PR. Pelo contrário, o fato gerador do tributo lançado é o auferimento de ganho de capital, declarado pelo próprio impugnante; - que é óbvio, portanto, que nenhuma decisão a ser proferida nos processos judiciais poderá, de forma alguma, influir no presente lançamento. Os imóveis já foram alienados e o ganho de capital auferido. Em quê, eventual condenação ou absolvição do impugnante poderá interferir neste lançamento?; 7 . • • tt..`:;;„ MINISTÉRIO DA FAZENDA ' n:,* P.`f PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4"11, b1k>. QUARTA CÂMARA Processo : 10950.000441/2003-87 Acórdão no . : 104-19.926 - que da mesma forma, a alegação do impugnante de que todos os seus bens e rendas foram seqüestrados não interfere na circunstância de ser ou não procedente este lançamento; - que, por último, ao contrário do que sustenta o impugnante, o fato de ter recebido o preço dos imóveis vendidos caracteriza sim fato gerador do imposto. Obteve sim a disponibilidade (dinheiro) e ganho (renda), porque o dinheiro, até aquele momento, lhe pertencia e sobre ele nenhum questionamento existia. As ementas que consubstanciam a decisão da Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba - PR são as seguintes: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Fisica - IRPF Ano-calendário; 2000 Ementa: GANHOS DE CAPITAL. LANÇAMENTO DE OFICIO. NECESSIDADE. Os ganhos de capital não compõem a base de cálculo do ajuste anual e sujeitam-se à tributação em separado. Assim sendo, à míngua do recolhimento espontâneo suscetível de ser homologado, deve ser efetuado pela autoridade fiscal o lançamento de oficio respectivo, independente da apresentação da declaração de rendimentos do contribuinte. SUSPENSÃO DO TRÂMITE DO PAF EM VIRTUDE DE PROCESSOS JUDICIAIS. Dada a impertinência de um tema com o outro, a existência de processos judiciais que apuram suposto desfalque perpetrado pelo contribuinte em Erário Municipal não é razão para se cogitar da suspensão do trâmite do PAF relativo a lançamento por omissão do recolhimento do IR sobre ganho de capital. Lançamento Procedente." 8 . • k - MINISTÉRIO DA FAZENDA, ty PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo no . 10950.000441/2003-87 Acórdão no, 104-19.926 Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 25/06/03, conforme Termo constante às fls. 86/88, e, com ela não se conformando, o recorrente interpôs, em tempo hábil (09/07/03), o recurso voluntário de fls. 89/95, instruído pelos documentos de fls. 96/97, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória. Consta às fls. 96, dos autos do processo, a Relação de Bens e Direitos para Arrolamento objetivando o seguimento ao recurso administrativo sem a exigência do prévio depósito de 30% a que alude o art. 10, da Lei n° 9.639, de 1998, que alterou o art. 126, da Lei n°8.213, de 1991, com redação dada pela Lei n°9.528, de 1997. É o Relatório. 9 • ' MINISTÉRIO DA FAZENDA ;..ir PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES \\ 9;;;I: QUARTA CÂMARA Processo no . : 10950.000441/2003-87 Acórdão no . : 104-19.926 VOTO Conselheiro NELSON MALLMANN, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Câmara. Não há argüição de qualquer preliminar. Da análise dos autos se verifica que a acusação que pesa contra o suplicante é falta de recolhimento do imposto incidente sobre os ganhos de capital, referente à alienação dos imóveis descritos no Termo de Verificação Fiscal, cuja infração foi capitulada nos artigos 1° e 2°, da Lei n.° 8.134, de 1990; artigos 1°, 2° 3° e §§, e 8°, da Lei n° 7.713, de 1988; artigos 4°, 12, § 1° e 53, inciso V, da Lei n°8.383, de 1991; artigos 7° e 21, da Lei n°8.981, de 1995 e artigo 17 da Lei n°9.249, de 1995. Após a análise das peças acusatória, impugnatória, decisória e recursal chega-se a conclusão que toda a discussão reside em tomo da questão da falta de recolhimento do imposto de renda originado na apuração do ganho de capital realizado pelo próprio suplicante (fls. 10/12). É cristalino nos autos, que o processo trata da tributação do ganho de capital apurado na alienação de bens conforme os Demonstrativos da Apuração dos Ganhos de Capital de fls. 10/12. Segundo esses demonstrativos, os ganhos de capital teriam io n....p; MINISTÉRIO DA FAZENDA ; s r PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4:t> QUARTA CÂMARA Processo no. : 10950.000441/2003-87 Acórdão no. : 104-19.926 ocorrido em 23/02/00; 20/03/00 e 19/06/00 e os impostos a recolher seriam, respectivamente de R$ 15.842,70; R$ 1.376,97 e R$ 22.500,00. Da mesma forma, é cristalino nos autos que o próprio suplicante concorda que a transação foi definitivamente realizada, ou seja, de forma irrevogável e irretratável, ou perfeita e acabada. Como também é sabido que na sistemática da Lei n°7.713, de 22/12/1988, os ganhos de capital compunham o rendimento bruto e se sujeitavam ao ajuste anual, entretanto, com o advento da Lei n° 8.134, de 28/12/90, os ganhos de capital passaram a ser tributados em separado, e não mais no ajuste anual. Como também é certo que a legislação determina a apresentação de anexo à declaração de ajuste, denominado "Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital", conforme se vê às fls. 10/12. Todavia, tais formulários não constituem confissão de débito, e não dispõem do poder de constituir o crédito tributário para fins de inscrição em divida ativa. Ora, se o imposto não foi recolhido dentro do prazo indicado pelo próprio contribuinte, ou seja, em face do não cumprimento espontâneo da obrigação de recolher o tributo, o lançamento de oficio é medida imprescindível a evitar a decadência do direito de faze-lo em outro momento. Como se vê, a questão discutida nos autos é relativamente simples já que se trata de falta de recolhimento do imposto oriundo de ganho de capital, onde o próprio contribuinte indica de forma clara o imposto apurado. 11 . • Si.. MINISTÉRIO DA FAZENDA•f PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';'11-9:::;" QUARTA CÂMARA Processo no. : 10950.000441/2003-87 Acórdão no . : 104-19.926 Ora, o ganho de capital na alienação de bens ou direitos deve ser reconhecido e apurado por ocasião da celebração do contrato de cessão ou promessa de cessão e o recolhimento do tributo deverá ocorrer no prazo ali fixado. Da mesma forma, se toma incabível a suspensão do trâmite do processo administrativo fiscal se restar incomprovada a relação de dependência com os processos judiciais, principalmente quando o processo administrativo fiscal trata de falta de recolhimento de imposto sobre ganho de capital e os processos judiciais tratam de enriquecimento ilícito e danos ao patrimônio público (desvio de dinheiro). A documentação acostada aos autos comprova de forma inequívoca que este lançamento nada tem a ver com denúncias formuladas pelo Ministério Público ou com desfalque no Município de Maringá- PR. Pelo contrário, o fato gerador do tributo lançado é o auferimento de ganho de capital, declarado pelo próprio impugnante. Assim, nenhuma decisão a ser proferida nos processos judiciais poderá, de forma alguma, influir no presente lançamento. Os imóveis já foram alienados e o ganho de capital auferido. No Direito Tributário, um aspecto da maior relevância que deve ser salientado neste passo é que, enquanto cabe ao poder legislativo, dentro da sua competência constitucional, escolher e descrever "as hipóteses de incidência" do imposto, também como um princípio fundamental da liberdade, cabe ao contribuinte a faculdade de realizar ou não o fato ou situação. Porém se este realiza a situação, incide compulsoriamente na obrigação legal. Para o nascimento da obrigação tributária não basta só a descrição pela lei da 'hipótese de incidência", mas é preciso que alguém pratique ou realize em concreto o fato ou situação que se encaixe perfeitamente na forma ou hipótese de incidência que previamente a lei modelou ou instituiu. Somente depois que alguém realize o fato ou 12 - • - MINISTÉRIO DA FAZENDAst: .• PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '::C(b'Sn1> QUARTA CÂMARA Processo no. : 10950.00044112003-87 Acórdão no. : 104-19.926 situação enquadrável na hipótese é que pode nascer a obrigação. O fato para ser gerador jurídico-tributário precisa ser um casamento ou adequação entre a hipótese de incidência descrita na lei, com a situação realizada concretamente pela pessoa e só então produz o efeito jurídico ou conseqüência. É entendimento pacífico nesta Câmara que integrará o ganho de capital, o resultado da soma dos ganhos auferidos no mês, decorrentes de alienação de bens ou direitos de qualquer natureza, considerando-se como ganho a diferença positiva entre o valor de transmissão do bem ou direito e o respectivo custo de aquisição corrigido monetariamente. Na apuração do ganho de capital serão consideradas as operações que importem alienação, a qualquer titulo, de bens ou direitos ou cessão ou promessa de cessão de direitos à sua aquisição, tais como as realizadas por compra e venda, permuta, adjudicação, desapropriação, dação em pagamento, doação, procuração em causa própria, promessa de compra e venda, cessão de direitos ou promessa de cessão de direitos e contratos afins. Ora, tanto o processo quanto à decisão administrativa, no particular, ambos devem primar pela objetividade factual, impedidos, liminarmente, que estão, de trilhar a irracionalidade. Assim, pretender-se, como pretendido pelo recorrente, desconhecer de provas documentais, é olvidar a realidade, mediante agressão à objetividade material que fundamentou o lançamento (falta de recolhimento do imposto). Finalmente, no presente caso, são oportunas algumas considerações a propósito da interpretação das leis, especialmente no campo do Direito Tributário: "Ensina FRANCISCO FERRARA, in "Ensaio Sobre a Teoria de Interpretação das Leis" - Studiu, Coimbra, 1978, 3° Ed. pág. 26: 13 44, MINISTÉRIO DA FAZENDA wft - ' ...7 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 "... interpretar, quando de leis se trata, significa algo diverso de interpretar em outros casos: interpretar, em matéria de leis, quer dizer não só descobrir o sentido que está por detrás da expressão, como também, dentre as várias significações que estão cobertas pela expressão, eleger a verdadeira e decisiva." Ensina, ainda, que "Assim, não há dúvida que as palavras da lei podem comportar, e em regra comportam, diversos pensamentos. Mas nem todos têm, sob este ponto de vista, a mesma legitimidade. Um deles representará a significação natural, imediata, espontânea dos dizeres legais; outro uma significação artificiosa ou reservada. Um deles encontrará no teor verbal da lei uma expressão perfeitamente adequada; outro uma notação vaga, tosca, infeliz. Um deles sente-se como que à sua vontade dentro do texto legal; outro só lá se agüenta com certo mal estar." CARLOS MIXIMILIANO, em sua obra 'HERMENÊUTICA APLICAÇÃO DO DIREITO", Forense, 1981,9 ed. Pags. 165/166, preleciona: "Prefere-se o sentido conducente ao resultado mais razoável, que melhor corresponda às necessidades da prática, e seja mais humano, benigno, suave. É antes de crer que o legislador haja querido exprimir o conseqüente e adequado à espécie do que o evidentemente injusto, descabido, inaplicável, sem efeito. Portanto, dentro da letra expressa, procura-se a interpretação que conduza a melhor conseqüência para a coletividade. Deve o Direito ser interpretado inteligentemente: não de modo que a ordem legal envolva um absurdo, prescreva inconveniências, vá ter conclusões inconsistentes ou impossíveis. Também se prefere a exegese de resulta eficiente à providência legal ou válido o ato, à que tome aquela sem efeito, inócua, ou este juridicamente nulo." (...). "Desde que a interpretação pelos processos tradicionais conduz a injustiça flagrante, incoerências do legislador, contradição consigo mesmo, impossibilidades ou absurdos, deve-se presumir que foram usadas 14 k 1• .. cy, MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘11 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 expressões impróprias, inadequadas, e buscar um sentido eqüitativo, lógico e acorde com o sentido geral e o bem presente e futura da comunidade." Assim, interpretar não significa desobedecer ao mandamento legal, mas, cumprir o seu ordenamento, seu preceito, só de forma a tomá-lo consentâneo com a realidade que nos cerca. O que se busca, em última análise, é tornar o comando legal exeqüível, eficiente, eficaz, de alcance lógico, racional, principalmente, jurídico. Por isso mesmo, as ações praticadas pelos contribuintes para ocultar sua real intenção, e assim se beneficiar indevidamente do tratamento diferenciado, deve merecer a ação saneadora contrária, por parte da autoridade administrativa fiscal, em defesa até dos legítimos beneficiários daquele tratamento. Dessa forma, não podia e não pode o fisco permanecer inerte diante de procedimentos dos contribuintes cujos objetivos são exclusivamente o de ocultar, retardar ou impedir o surgimento das obrigações tributárias definidas em lei. Detectado esse procedimento irregular, como no presente caso, compete ao fisco proceder como o fez: lavrar o auto de infração para exigir o recolhimento do imposto de renda apurado. E, como no direito processual brasileiro, para provar-se um fato, são admissíveis todos os meios legais, inclusive os moralmente legítimos ainda que não especificados na lei adjetiva, sendo livre a convicção do julgador, firmo a minha convicção que está correto o procedimento fiscal. Cabe, ainda, tecer alguns comentários sobre a aplicação da penalidade e dos acréscimos legais. Entende-se como procedimento fiscal à ação fiscal para apuração de infrações e que se concretize com a lavratura do ato cabível, assim considerado o termo de 15 ''5,- MINISTÉRIO DA FAZENDA et 1 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 início de fiscalização, termo de apreensão, auto de infração, notificação, representação fiscal ou qualquer ato escrito dos agentes do fisco, no exercício de suas funções inerentes ao cargo. Tais atos excluirão a espontaneidade se o contribuinte deles tomar conhecimento pela intimação. Os atos que formalizam o início do procedimento fiscal encontram-se elencados no artigo 7° do Decreto n.° 70.235/72. Em sintonia com o disposto no artigo 138, parágrafo único do CTN, esses atos têm o condão de excluir a espontaneidade do sujeito passivo e de todos os demais envolvidos nas infrações que vierem a ser verificadas. Em outras palavras, deflagrada a ação fiscal, qualquer providência do sujeito passivo, ou de terceiros relacionados com o ato, no sentido de repararem a falta cometida não exclui suas responsabilidades, sujeitando-os às penalidades próprias dos procedimentos de ofício. Além disso, o ato inaugural obsta qualquer retificação, por iniciativa do contribuinte e toma ineficaz consulta formulada sobre a matéria alcançada pela fiscalização. Ressalte-se, com efeito, que o emprego da altemativa "ou" na redação dada pelo legislador ao artigo 138, do CTN, denota que não apenas a medida de fiscalização tem o condão de constituir-se em marco inicial da ação fiscal, mas, também, consoante reza o mencionado dispositivo legal, 'qualquer procedimento administrativo" relacionado com a infração é fato deflagrador do processo administrativo tributário e da conseqüente exclusão de espontaneidade do sujeito passivo pelo prazo de 60 dias, prorrogável sucessivamente com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos, na forma do parágrafo 2°, do art. 7°, do Dec. n° 70.235/72. O entendimento aqui esposado é doutrina consagrada, conforme ensina o mestre FABIO FANUCCHI em "Prática de Direito Tributário", pág. 220: 16 4", 2:v MINISTÉRIO DA FAZENDAk PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES WS'> QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 "O processo contencioso administrativo terá início por uma das seguintes formas: 1. pedido de esclarecimentos sobre situação jurídico-tributária do sujeito passivo, através de intimação a esse; 2. representação ou denúncia de agente fiscal ou terceiro, a respeito de circunstâncias capazes de conduzir o sujeito passivo à assunção de responsabilidades tributárias; 3 - autodenúncia do sujeito passivo sobre sua situação irregular perante a legislação tributária; 4. inconformismo expressamente manifestado pelo sujeito passivo, insurgindo-se ele contra lançamento efetuado. A representação e a denúncia produzirão os mesmos efeitos da intimação para esclarecimentos, sendo peças iniciais do processo que irá se estender até a solução final, através de uma decisão que as julguem procedentes ou improcedentes, com os efeitos naturais que possam produzir tais conclusões." No mesmo sentido, transcrevo comentário de A.A. CONTREIRAS DE CARVALHO em "Processo Administrativo Tributário", 28 Edição, págs. 88/89 e 90, tratando de Atos e Termos Processuais: "Mas é dos atos processuais que cogitamos, nestes comentários. São atos processuais os que se realizam conforme as regras do processo, visando dar existência à relação jurídico-processual. Também participa dessa natureza o que se pratica à parte, mas em razão de outro processo, do qual depende. No processo administrativo tributário, integram essa categoria, entre outros: a) o auto de infração; b) a representação; c) a intimação e d) a notificação.... Mas, retomando a nossa referência aos atos processuais, é de assinalar que, se o auto de infração é peça que deve ser lavrada, privativamente, por 17 k. 44 MINISTÉRIO DA FAZENDA Ne C' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 agentes fiscais, em fiscalização externa, já no que conceme às faltas apuradas em serviço interno da Repartição fiscal, a peça que as documenta é a representação. Note-se que esta, como aquele, é peça básica do processo fiscal ...". Portanto, o Auto de Infração deverá conter, entre outros requisitos formais, a penalidade aplicável, a sua ausência implicará na invalidade do lançamento. Assim, a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto dá causa a lançamento de oficio, para exigi-lo com acréscimos e penalidades legais. Desta forma, é perfeitamente válida a aplicação da penalidade prevista no inciso I, do artigo 4° da Lei n° 8.218/91, reduzida na forma prevista no art. 44, I, da Lei n° 9.430/96. Sendo inaplicável às penalidades pecuniárias de caráter punitivo o princípio de vedação ao confisco. Assim, a multa de 75% é devida, no lançamento de ofício, em face da infração às regras instituídas pela legislação fiscal, não declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, cuja matéria não constitui tributo, e sim de penalidade pecuniária prevista em lei, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no art. 150, IV da CF, não conflitando com o estatuído no art. 5°, XXII da CF, que se refere à garantia do direito de propriedade. Desta forma, o percentual de multa aplicado está de acordo com a legislação de regência. Os juros de mora são devidos desde o momento do vencimento da obrigação tributária até o seu respectivo pagamento, nos percentuais previstos nas normas de regência sobre o assunto, ou seja, a partir de abril de 1995, deverá ser acrescido de juros de mora em percentual equivalente à taxa referencial SELIC, acumulada mensalmente, tal qual consta do lançamento do crédito tributário. 18 MINISTÉRIO DA FAZENDA eni,, b• PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10950.000441/2003-87 Acórdão n°. : 104-19.926 Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 16 de abril de 2004 ltaN1( 19 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1

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Numero do processo: 10980.007318/00-52
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PIS-PASEP. TEMPO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO. Nos pedidos de restituição de PIS recolhido com base nos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88 em valores maiores do que os devidos com base na Lei Complementar nº 07/70, o prazo decadencial de 5 (cinco) anos conta-se a partir da data do ato que concedeu ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição, assim entendida a data da publicação da Resolução nº 49/95, de 09/10/95, do Senado Federal, ou seja, 10/10/95. LEGITIMIDADE DE PEDIR. Por não integrar o pólo passivo da obrigação tributária, o contribuinte substituído não tem legitimidade para pleitear restituição. SEMESTRALIDADE. MUDANÇA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 07/70 ATRAVÉS DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.212/95. Com a retirada do mundo jurídico dos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, através da Resolução do Senado Federal nº 49/95, prevalecem as regras da Lei Complementar nº 07/70, em relação ao PIS. A regra estabelecida no parágrafo único do artigo 6º da Lei Complementar nº 07/70 diz respeito à base de cálculo e não ao prazo de recolhimento, razão pela qual o PIS correspondente a um mês tem por base de cálculo o faturamento de seis meses atrás, sem atualização monetária. Tal regra manteve-se incólume até a Medida Provisória nº 1.212, de 28/11/95, a partir da qual a base de cálculo do PIS passou a ser o faturamento do mês, produzindo seus efeitos, no entanto, somente a partir de 01/03/96. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 201-76936
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Serafim Fernandes Corrêa

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Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10980-007318/00-52 Centro de Documentação Recurso n2 : 122.175 RECURSO ESPECIAL Acórdão n 201-76.936 149 „Mi -1207,145 Recorrente : AUTO POSTO SPRENGER LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR PIS-PASEP. TERMO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO. Nos pedidos de restituição de PIS recolhido com base nos Decretos Leis IN 2.445/88 e 2.449/88 em valores maiores do que os devidos com base na Lei Complementar n° 07/70, o prazo decadencial de 5 (cinco) anos conta-se a partir da data do ato que concedeu ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição, assim entendida a data da publicação da Resolução n° 49/95, de 09/10/95, do Senado Federal, ou seja, 10/10/95. LEGITIMIDADE DE PEDIR. Por não integrar o pólo passivo da obrigação tributária, o contribuinte substituído não tem legitimidade para pleitear restituição. SEMESTRALIDADE. MUDANÇA DA LEI COMPLEMENTAR N° 07/70 ATRAVÉS DA MEDIDA PROVISÓRIA N° 1.212/95. Com a retirada do mundo jurídico dos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88, através da Resolução do Senado Federal ri° 49/95, prevalecem as regras da Lei Complementar n° 07/70, em relação ao PIS. A regra estabelecida no parágrafo único do artigo 6 0 da Lei Complementar n° 07/70 diz respeito à base de cálculo e não ao prazo de recolhimento, razão pela qual o PIS correspondente a um mês tem por base de cálculo o faturamento de seis meses atrás, sem atualização monetária. Tal regra manteve-se incólume até a Medida Provisória n° 1.212, de 28/11/95, a partir da qual a base de cálculo do PIS passou a ser o faturamento do mês, produzindo seus efeitos, no entanto, somente a partir de 01/03/96. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AUTO POSTO SPRENGER LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 13 de maio de 2003. (lk6t.k1:0„., 1 • • osefa aria Coelho Marques Preside!• Serafim Fernandes Corrêa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Antonio Mario de Abreu Pinto, Adriene Maria de Miranda (Suplente), Antônio Carlos Atulim (Suplente), Sérgio Gomes Velloso e Rogério Gustavo Dreyer. iao CC-MF Ministério da Fazenda • n. r7", Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10980-007318100-52 Recurso n't : 122.175 Acórdão Q : 2 01-76.936 Recorrente : AUTO POSTO SPRENGER LTDA. RELATÓRIO O contribuinte acima identificado solicitou restituição do PIS-PASEP que teria recolhido a maior com base nos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88 quando comparados com o que seria devido com base na Lei Complementar n2 07/70. Não anexou planilha, nem cópias de DARFs. A DRF em Curitiba - PR indeferiu o pedido pelas seguintes razões: a) o prazo para pedido de restituição é de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário; e b) não foram juntados os comprovantes do recolhimento. O contribuinte manifestou sua inconformidade junto a DRJ em Curitiba - PR alegando que: a) em relação à falta de apresentação dos DARFs esclarece que é um revendedor de combustíveis e que durante a vigência dos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88, por força da Portaria n" 238, de 21/12/1984, os postos de combustíveis passaram a recolher a contribuição social ao PIS no momento da aquisição do combustível da distribuidora, a qual passou a ser a responsável tributária; b) o prazo da decadência do direito de pleitear restituição é de cinco anos contados da data da publicação da Resolução n' 49/95, do Senado Federal; c) a base de cálculo do PIS prevista na Lei Complementar n° 7/70 é do faturamento de seis meses atrás, sem correção monetária; e d) juntou comprovantes dos DARFS referentes a outras vendas que não combustíveis, de fls. 29/103. A DRJ em Curitiba PR manteve o indeferimento. Foi interposto, tão recurso a este Conselho. É o relato .1( 410k- 2 _ .4 I: ..t, 2* CC-MF 4 rc. ',,,,, Ministério da Fazenda Fl. t:i- •n lé.` Segundo Conselho de Contribuintes Processo n' : 10980-007318/00-52 Recurso te : 122.175 Acórdão n' : 201-76.936 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SERAFIM FERNANDES CORRÊA Do exame do processo, verifica-se que três são os tópicos a serem analisados: a) a legitimidade da recorrente para pleitear; b) a decadência referente ao período anterior a cinco anos da data do protocolo do pedido; e c) a semestralidade do PIS. Abordo a seguir, item a item. LEGITIMIDADE A recorrente é uma empresa revendedora de combustíveis e pleiteia restituição do PIS-PASEP, incidente nas vendas de combustíveis e nas vendas de outras mercadorias, dos valores que teriam sido recolhidos a maior com base nos Decretos-leis IN 2.445/88 e 2.449/88 quando comparados com os devidos com base na Lei Complementar ri' 7/70. Em relação aos combustíveis, não juntou DARFs, mas sim treze volumes anexos contendo notas fiscais de aquisição de combustíveis da distribuidora. Esclareceu que por força da Portaria MF n't 238, de 21/12/1984, os postos de combustíveis passaram a recolher a contribuição social ao PIS no momento da aquisição do combustível da distribuidora, a qual passou a ser a responsável tributária. Cabe aqui decidir liminarmente se a recorrente tem legitimidade para pleitear a restituição pretendida. No meu entendimento, não. Isto porque, por força da portaria ministerial citada, a contribuição para o PIS- PASEP passou, a partir de 27/12/84, a ser de responsabilidade das distribuidoras. Ou seja, as distribuidoras de derivados de petróleo e álcool etílico hidratado para fins carburantes aos postos de combustíveis passaram a ser contribuintes substitutos. Sendo assim, o contribuinte substituído, no caso o posto de combustíveis, não integra o pólo passivo da obrigação tributária. E não integrando, não pode o mesmo nem ser compelido a pagar o PIS-PASEP por ventura não recolhido pela distribuidora, como também não pode pleitear restituição, no caso de pagamento indevido ou maior do que o devido, por lhe faltar legitimidade, razão pela qual manifesto-me no sentido de excluir do litígio os valores pleiteados referentes às operações onde a recorrente foi substituída pela distribuidora. Já em relação às demais mercadorias, a que correspondem os DARFs juntados ao processo e recolhidos em nome da recorrente, tem ela legitimidade para pleitear a restituição. E é em relação, apenas a esses valores, que prossigo na apreciação. DECADÊNCIA A decisão recorrida considerou alcançada pela decadência parte do pedido, nos termos do Ato Declaratório SRF n 096, de 26/11/99, publicado no Diário Oficial da Uni" e 30/11/99. Para tal Ato, o termo inicial para contagem do prazo de cinco anos para o cym ui e 'IV ey 3 Jék Ministério da Fazenda V CC-MF ke;-+ t- Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n' : 10980-007318/00-52 Recurso n2 : 122.175 Acórdão n : 20 1-76.936 pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior do que o devido inclusive na hipótese de o pagamento haver sido efetuado com base em lei posteriormente considerada inconstitucional pelo STF, conta-se a partir da extinção do crédito tributário. Considera a decisão que a extinção ocorre com o pagamento, seguindo o entendimento do Parecer PGFN/1•19 1.538/99. Com isso, considerou decaído o pedido em relação aos recolhimentos efetuados anteriormente a cinco anos da data do protocolo do pedido. Sobre o assunto, a jurisprudência milita em sentido contrário da decisão recorrida, estando inteira e unanimemente pacificada no âmbito das três Câmaras do 2° Conselho de Contribuintes, bem como da Câmara Superior de Recursos Fiscais, como se vê dos Acórdãos a seguir transcritos: "Número do Recurso: 116857 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 10480.002282/98-83 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: RESTITUIÇÃO/COMP PIS Recorrente: FARMÁCIA DOS POBRES LTDA Recorrida/Interessado: DRJ-RECIFE/PE Data da Sessão: 05/12/2001 12:00:00 Relator: Jorge Freire Decisão: ACÓRDÃO 201-75710 Resultado: DPM - DADO PROVIMENTO POR MAIORIA Texto da Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro José Roberto Vieira que apresentará declaração de voto quanto a semestralidade do PIS. Ementa: PIS - DECADÊNCIA - SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO - A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição tem como prazo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional (Resolução do Senado Federal n° 49, de 09/10/95, publicada em 10/10/95). Assim, a partir de tal data, conta-se 05 (cinco) anos até a data do protocolo do pedido (termo final). In casu, não ocorreu a decadência do direito postulado. A base de cálculo do PIS, até a ediç% da MP n°1.212/95, corresponde ao fatura r- o do sexto mês anterior ao da ocorrênci, 'o • "Cl• 'IA, 22 CC-MFMinistério da Fazenda Fl. n Segundo Conselho de Contribuintes - • Processo n2 : 10980-007318/00-52 Recurso 112 : 122.175 Acórdão n2 : 201-76.936 gerador (Primeira Seção STJ - REsp n°144,708 - RS - e CSRF). Aplica-se este entendimento, com base na LC n° 07/70, aos fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996, consoante dispõe o parágrafo único do art. 1° da IN SRF n° 06, de I 9/01/2000. Recurso a que se dá provimento_ " "Número do Recurso: 118798 Câmara: SEGUNDA CÂMARA Número do Processo: 10183.005901/99-45 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: RESTI7'UIÇÃO/COMP PIS Recorrente: COMERCIAL E PAPELARIA 'PIRANGA LTDA Recorrida/Interessado: DRJ-CAMPO GRANDE/MS Data da Sessão: 09/07/2002 14:00:00 Relator: Reinar da Silva Aguiar Decisão: ACÓRDÃO 202-13956 Resultado: PPU - DADO PROVIMENTO PARCIAL POR UNA.N1MIDADE Texto da Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Ementa.- NORA/L4S PROCESSUAIS - RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO - DECADÊNCIA - O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 05 (cinco) anos, distinguindo-se o início de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito esurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou a compensação tem início a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter início com a decis - definitiva da controvérsia, como aconte as soluções jurídicas ordenadas com efi e -Í 1 r sâti 5 otta. :4, 2° CC-MF Ministério da Fazenda str»:4----. ft, Fl. »"":•;: lk Segundo Conselho de Contribuintes yc.reitk- '--, - Processo n2 : 10980-007318/00-52 Recurson 122.175 Acórdão te : 201-76.936 omites, pela edição de Resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida. PIS - SEMESTRALIDADE - Os indébitos oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, tendo em vista a jurisprudência consolidada do Egrégio Superior Tribunal de Justiça bem como, no âmbito administrativo da Câmara Superior de Recursos Fiscais, deverão ser calculados considerando que a base de cálculo do PIS, até a edição da Medida Provisória n° 1.212/95, é o faturarnento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. CORREÇÃO AfONETÁRGI - A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 8, de 27/06/97, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4°, da Lei n° 9.250/95. Recurso provido em parte." "Número do Recurso: 1 17055 Câmara: TERCEIRA CÁMARA Número do Processo: 13821.000211/99-61 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: RESTITUIÇÃO/COMP PIS Recorrente: COMACO COM DE MADEIRA E MAT. DE CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida/Interessado: DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP Data da Sessão: 22/05/2002 09:00:00 Relator: Maria Teresa Martínez López Decisão: ACÓRDÃO 203-08190 Resultado: DPU - DADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provi to 2Q CC-MF - •-• Ministério da Fazenda Fl. "lFILf-ii lt Segundo Conselho de Contribuintes 1- n Processo n0 : 10980-007318/00-52 Recurso n 122.175 Acórdão n9 : 201-76.936 recurso. Ementa: PIS - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITORIO SOBRE RECOLHIMENTOS DO PIS - DECADÊNCIA - INOCORRÊNCIA - O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. BASE DE CÁLCULO - Ao analisar o disposto no artigo 6°, parágrafo único, da Lei Complementar n° 7/70, há de se concluir que sfaturamento" representa a base de cálculo do PIS (faturamento do sexto mês anterior), inerente ao fato gerador (de natureza eminentemente temporal, que ocorre mensalmente), relativo à realização de negócios jurídicos (venda de mercadorias e prestação de serviços). A base de cálculo da contribuição em comento permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP n° 1.212/95, quando, a partir dos efeitos desta, a base de cálculo do PIS passou a ser considerado o faturamento do mês anterior. Recurso a que se dá provimento." "Acórdão CSRF n° 01-03.239 Recurso RP 104-0.304 Processo 10930-002479/97-31 DECADÊNCIA - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - TERMO INICIAL Em caso de conflito quanto à inconstitucionalidade da exação tributária, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente inicia-se: a) - da publicação do acórdão proferido pelo Supremo Tribunal federal em ADIN; b) - da Resolução do Senado que confere efeito erga omnes à decisão proferida inter partes em processo que reconhece a inconstitucionalidade de tributos; c) - da publicação de ato administrativo que reconhece caráter indevido de exação tributária. Dessa forma, no presente caso, o prazo de cinco anos conta-se da data e . publicação da Resolução n 49/95, do Senado Federal que foi 10/10/95, vencendo-se, po • s , o prazo em 10/10/2000. Como o protocolo do pedido foi realizado exatamente ne- • .. 4 - 10/10/2000 - não ocorreu a decadência. 4.6 7 tr,b.2 CC-MF Ministério da Fazenda n. -.Pp---;.;*.x Segundo Conselho de Contribuintes tre).s.i.„ Processo ng : 10980-007318/00-52 Recurso n2 : 122.175 Acórdão n2 : 201-76.936 SEMESTRALIDADE A questão da semestralidade do PIS diz respeito a interpretação do art. 6, parágrafo único, da Lei Complementar rit' 07/70, a seguir transcrito: "Art. - A efetivação dos depósitos no Fundo correspondente à contribuição referida na alínea "b" do art. 32 será processada mensalmente a partir de 1° de julho de 1971. Parágrafo único — A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente." Como é sabido, profundas modificações foram introduzidas na legislação do PIS, inclusive em relação ao artigo citado e transcrito, pelos Decretos-Leis IN 2.445/88 e 2.449/88. E mais tarde pelas Leis n's 7.691/88, 7.799/89, 8.218/91, 8.383/91, 8.850/91, 8.981/95 e 9.069/95. Por último, pela M? n2 1.212/95, suas reedições e pela Lei ri° 9.715, de 25/11/98, na qual foi convertida. Ocorre que os referidos Decretos-Leis foram considerados inconstitucionais por decisão do Supremo Tribunal Federal e, posteriormente, retirados do mundo jurídico pela Resolução di 49/95, do Senado Federal, como se vê pelas transcrições a seguir: "Ementa EMENTA: - CONSTITUCIONAL ART. 55-11 DA CARTA ANTERIOR. CONTRIBUICAO PARA O PIS. DECRETOS-LEIS 2.445 E 2449, DE 1988. INCONSTITUCIONALIDADE. 1- Contribuição para o PIS: sua estraneidade ao domínio dos tributos e mesmo aquele, mais largo, das finanças publicas. Entendimento, pelo Supremo Tribunal Federal da EC te 8/77 (RTJ 120/1190). II - Trato por meio de decreto-lei: impossibilidade ante a reserva qualificada das matérias que autorizavam a utilização desse instrumento normativo (art. 55 da Constituição de 1969). Inconstitucionalidade dos Decretos-lei 2.445 e 2.449, de 1988, declarada pelo Supremo Tribunal. Recurso extraordinário conhecido e provido." "Faço saber que o Senado Federal aprovou, e eu, José Sarney, Presidente, nos termos do art. 48, item 28 do Regimento Interno, promulgo a seguinte RESOLUÇÃO N°49. DE 1995 Suspende a execução dos Decretos-Leis n° s 2.445, de 29 de junho de 1988, e 2.449, de 21 de julho de 1988. O Senado Federal resolve: Art. I° É suspensa a execução dos Decretos-Leis n°5 2.445, de 29 de junho de 1988, e 2.449, de 21 de julho de 1988, declarados inconstitucionais por decisão d- • a proferida pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n I ..7. 2/210/Rio de Janeiro. 41; 8 2 Q CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes -;;CliRt - Processo n2 : 10980-007318/00-52 Recurso n2 : 122.175 Acórdão n : 201-76.936 Art. 2° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3° Revogam-se as disposições em contrário. Senado Federal, cru 9 de outubro de 1995 SE1VADOR JOSÉ SARNEY Presidente do Senado Federal" Com isso, o PIS voltou a ser regido pela Lei Complementar n 2 07/70 , com destaque para o parágrafo único do art. 6, a respeito do qual surgiram duas interpretações. Primeira, a de que o prazo de seis meses era prazo de recolhimento. Ou seja, o fato gerador era em janeiro e o prazo de recolhimento era julho. E tal prazo havia sido alterado pelas Leis anteriormente citadas (7.691/88, 7.399189, 82.18/91, 8.383/91, 8.850/91, 8.981/95 e 9.069/95). Segunda, a de que não se tratava de prazo de recolhimento, mas sim de base de cálculo. Ou seja, o PIS correspondente a julho tinha como base de cálculo o faturamento de janeiro e o prazo de recolhimento era inicialmente 20 de agosto, conforme Norma de Serviço n2 CEP-PIS n2 2, de 27/05/71. E o que as leis 7.691/88, 7.799/89, 8.218/91, 8.383/91, 8.850/91, 8981/95 e 9069/95 alteraram foi o prazo de recolhimento. A base de cálculo manteve-se incólume até a MP ri° 1.212/95, quando deixou de ser a do faturamento do sexto mês anterior e passou a ter por base o faturamento do mês. Depois de muita controvérsia, e principalmente após as manifestações do STJ (RECURSO ESPECIAL N2 240.938/RS-1999/0110623-0) e da CSRF (RD/201-0.337 - ACÓRDÃO In12 02-0.871), esta Câmara, seguindo o mesmo entendimento dos referidos julgados, optou pela segunda interpretação, qual seja a de que o prazo previsto no parágrafo único da Lei Complementar n2 07/70 não era prazo de recolhimento, mas sim base de cálculo que se manteve inalterada até a MP ri' 1.212/95. Cabe, para melhor ilustrar o presente voto, transcrever as Ementas dos Acórdãos do STJ e da CSRF, a seguir: "EMENTA PROCESSO CIVIL E TRIB UTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO INEXISTENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 535, II, DO CPC, QUE SE REPELE. CONTRIBUIÇÃO PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDA_DE. PARÁGRAFO ÚNICO, DO ART. 6°, DA LC 07/70. ME1VS4LIDADE: MP 1.212/95. 1 - Se, em sede de embargos de declaração, o Tribunal aprecia todos os fundamentos que se apresentam nucleares para a decisão da causa e tempestivamente interpostos, não comete ato de entrega de prestação jurisdicional imperfeito, devendo ser mantido. In casu, não se omitiu o julgado, eis que emitiu pronunciamento sobre a aplicação das Leis n's 8.2 18/9 1 e 8.383/91, asseverando que as mesmas dizem respeito ao prazo de recolhimento da contribuição e não à sua base de cálculo. Por ocasião do julgament dos embargos, apenas se _frisou que era prescindível a apreciação da legislação i reguladora do PIS, para o deslinde da controvérsia. 9 22 CC-MF . Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo ri2 : 10980-007318/00-52 Recurso 10 : 122.175 Acórdão fl2 : 201-76.936 2 — Não há possibilidade de se reconhecer, por conseguinte, que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem contrariou o preceito legal inscrito no art. 535, II, do CPC, devendo tal alegativa ser repelida. 3 — A base de cálculo da contribuição em comento, eleita pela LC 07/70, art. 6°, parágrafo único ("A contribuição de julho será calculada com base do faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente'), permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP 1.212/95, quando, a partir desta, a base de cálculo do PIS passou a ser considerado "o faturamento do mês anterior (art. 2°)." "PIS — LC 07/70 — Ao analisar o disposto no artigo 6°, parágrafo único, da Lei Complementar 07/70, há de se concluir que "faturamento" representa a base de cálculo do PIS (faturamento do sexto mês anterior), inerente ao fato gerador (de natureza eminentemente temporal, que ocorre mensalmente), relativo à realização de negócios jurídicos (venda de mercadorias e prestação de serviços). A base de cálculo da contribuição ern comento permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP em 1.212/95, quando, a partir dos efeitos desta, a base de cálculo do PIS passou a ser considerado o faturamento do mês anterior. Recurso a que se dá provimento. Sendo base de cálculo e não prazo de recolhimento, não há que se falar em correção monetária da base de cálculo. Este é o entendimento predominante nesta Câmara, como se vê das Ementas dos Acórdãos a seguir: "Número do Recurso: 115648 Câmara: PRIMEIRA CIM4RA Número do Processo: 10930.000475/99-71 Tipo do Recurso: VOLUIVTÁRIO Matéria: RESTITUIÇÃO/COMP PIS Recorrente: SEGURA & OLIVEIRA LTDA Recorrida/Interessado: DAI-CURITIBA/PR Data da Sessão: 19/02/2002 14:30:00 Relator: António Mário de Abreu Pinto Decisão: ACÓRDÃO 201-75890 Resultado: DPM - DADO PROVIMEN7'0 POR MAIORIA Texto da Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Josefa Maria Coelho Marques e José Roberto Vieira, que apresentará Declaração de voto, quanto a semestralidade do PIS. Ementa: PIS/FATURAMENTO. BASE DE,560.ei IffAk t e ,br.:Án r CC-MF Ministério da Fazenda Fl. ri- .n;;,» Segundo Conselho de Contribuintes Processo lit2 : 10980-007318/00-52 Recurso di : 122.175 Acórdão n2 : 201-76.936 SEMESTRAL IDADE. A base de cálculo da Contribuição ao PIS, eleita pela Lei Complementar n° 7/70, art. 6° parágrafo único (" A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro, a de agosto com base no faturamento de fevereiro, e assim sucessivamente '9, permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP n° 1.212/95, quando, a partir desta, o faturamento do mês anterior passou a ser considerado para a apuração da base de cálculo da Contribuição ao PIS. CORREÇÃO MONETÁRIA DA BASE DE CÁLCULO. Essa base de cálculo do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador não deve sofrer qualquer atualização monetária até a data da ocorrência do mesmo fato gerador. PRAZO DECADENCIAL. Aplica-se aos pedidos de compensação/restituição de PIS/FATURAMENTO cobrado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF o prazo decadencial de 05 ( cinco) aos, contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 168 do CM, tomando-se como termo inicial a data da publicação da Resolução do Senado Federal n° 49/1995, conforme reiterada e predominante jurisprudência deste Conselho e dos nossos tribunais. Recurso provido." "Número do Recurso: 109809 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 11080.011081/94-18 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: PIS Recorrente: ZAMPROGNA S.A. Recorrida/Interessado: DRJ-PORTO ALEGRE/RS Data da Sessão: 16/04/2002 14:30:00 Relator: Jorge Freire Decisão: ACÓRDÃO 201-76045 Resultado: PPM - DADO PROVIMENTO PARCIAL POR MAIORIA Texto da Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento par ao recurso, termos do voto do relator. ci • • • 4041- 1 _ ....:4"._ . . . 22 CC-ME -ci-er,..,.., Mmisténo da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n' : 10980-007318/00-52 Recurso n2 : 122.175 Acórdão 10 : 201-76.936 Conselheiro José Roberto Vieira, quanto à semestralidade, que apresentou declaração de voto. Esteve presente ao julgamento o advogao da recorrente Dr. César Loeftler. . Ementa: PIS/FATURAMENTO - BASE DE CÁLCULO - SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, até a edição da MP n° 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária (Primeira Seção - STJ - REsp 144.708 - RS - e CSRF). Recurso provido em parte." "Número do Recurso: 118904 Câmara: PRIMEIRA CÂMARA Número do Processo: 10805.002726/97-62 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: PIS Recorrente: VOLKAR S. A. COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO LTDA Recorrida/Interessado- DRJ-CAMPINAS/SP Data da Sessão: 16/04/2002 10:00:00 Relator: Jorge Freire Decisão: ACÓRDÃO 201-76030 Resultado: PPM - DADO PROVIMENTO PARCIAL POR MAIORIA Texto da Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro José Roberto Vieira quanto à semestralidade, que apresentou dclaração de voto. Ementa: PIS/FATURAMENTO. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. JUROS DE MORA. MULTA DE OFICIO. 1 - A base de cálculo do PIS, até a edição da MP n° 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária (Primeira Seção STJ - REsp 144.708 - RS - e CSRF). 2 - Havendo depósito tempestivo do tributo guerreado e estando sob tal fundamento suspensa a exigibilidade do : • . . lltributário no momento da atuação, n% . h; ai i 4FAA- 2 CC-MF •-••=i.'"ic.. Ministério da Fazenda '4) n. 't Segundo Conselho de Contribuintes - Processo n2 : 10980-007318/00-52 Recurso n2 : 122-175 Acórdão n9 : 201-76.936 a ensejar cobrança de juros desta natureza. 3 - Se no momento da autuação a exigibilidade estava suspensa, não há fundamento para sua cobrança. Recurso provido em parte." Isso posto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso em relação, apenas, aos recolhimentos de PIS-PASEP referentes a outras vendas de mercadorias que não combustíveis, ocorridas no período de julho de 1988 a dezembro de 1995, cujas cópias de DARFS em nome da recorrente constam no presente processo as fls. 29/103, com base nos Decretos-Leis n's 2A45/88 e 2.449(88 no que excederem ao devido com base na Lei Complementar n0Q7/70, para: a) reconhecer que não ocorreu a decadência do direito de pleitear da recorrente; b) determinar que os cálculos do PIS devido sejam realizados considerando-se como base de cálculo o faturarnento do sexto mês anterior, sem correção monetária; e c) ressalvar o direito da Fazenda Nacional conferir todos os cálculos. É o meu voto. Sala das Sessões, em 13 de maio de 2003. e e SERAFIM FERNANDES CORRÊA 13

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Numero do processo: 10983.001969/97-03
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 1999
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - DECADÊNCIA – Consoante art.44 da Lei n.º 8.212/91, o direito de proceder ao lançamento relativo à Contribuição Social extingue-se no prazo de 10 anos. IMPOSTO DE RENDA -PESSOA JURÍDICA - ARBITRAMENTO DO LUCRO - RECEITA CONHECIDA - As pessoas físicas que praticarem operações imobiliárias de loteamento de terrenos equiparam-se às pessoas jurídicas como empresas individuais, ficando obrigadas a manter escrituração contábil completa. CRITÉRIO DE ARBITRAMENTO - Comprovado que a apuração das disposições contidas na letra “c” do item III da Portaria MF nº 22/79 (lucro arbitrado = receita de venda – custo comprovado corrigido monetariamente até o mês da operação), não é benéfica para o contribuinte, aplica-se a regra geral para efeito de apuração da base de cálculo do lucro arbitrado, adotando-se o percentual de 15% da receita bruta conhecida. DECORRÊNCIA - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida, no que couber, ao lançamento relativo ao imposto de renda pessoa jurídica é aplicável ao lançamento decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Preliminar rejeitada. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 108-05668
Decisão: Por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de decadência, vencido o Conselheiro José Henrique Longo, e, no mérito, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para que o arbitramento seja calculado à base de 15% da receita bruta, para fins do IRPJ e do IR-FONTE. Vencido o Conselheiro José Henrique Longo que afastava integralmente as exigências do IRPJ e do IRF.
Nome do relator: Marcia Maria Loria Meira

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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - DECADÊNCIA – Consoante art.44 da Lei n.º 8.212/91, o direito de proceder ao lançamento relativo à Contribuição Social extingue-se no prazo de 10 anos. IMPOSTO DE RENDA -PESSOA JURÍDICA - ARBITRAMENTO DO LUCRO - RECEITA CONHECIDA - As pessoas físicas que praticarem operações imobiliárias de loteamento de terrenos equiparam-se às pessoas jurídicas como empresas individuais, ficando obrigadas a manter escrituração contábil completa. CRITÉRIO DE ARBITRAMENTO - Comprovado que a apuração das disposições contidas na letra “c” do item III da Portaria MF nº 22/79 (lucro arbitrado = receita de venda – custo comprovado corrigido monetariamente até o mês da operação), não é benéfica para o contribuinte, aplica-se a regra geral para efeito de apuração da base de cálculo do lucro arbitrado, adotando-se o percentual de 15% da receita bruta conhecida. DECORRÊNCIA - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida, no que couber, ao lançamento relativo ao imposto de renda pessoa jurídica é aplicável ao lançamento decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Preliminar rejeitada. Recurso parcialmente provido.

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decisao_txt : Por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de decadência, vencido o Conselheiro José Henrique Longo, e, no mérito, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para que o arbitramento seja calculado à base de 15% da receita bruta, para fins do IRPJ e do IR-FONTE. Vencido o Conselheiro José Henrique Longo que afastava integralmente as exigências do IRPJ e do IRF.

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T12:15:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T12:15:55Z; Last-Modified: 2009-09-03T12:15:55Z; dcterms:modified: 2009-09-03T12:15:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T12:15:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T12:15:55Z; meta:save-date: 2009-09-03T12:15:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T12:15:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T12:15:55Z; created: 2009-09-03T12:15:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-09-03T12:15:55Z; pdf:charsPerPage: 1630; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T12:15:55Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. RECURSO N° :118.645. MATÉRIA :IRPJ E OUTROS. Anos de 1991 a 1994. RECORRENTE: :SANTINO LUDOVINO VOLTOLINI. RECORRIDA :DRJ EM FLORIANÓPOLIS/SC. SESSÃO DE :13 de abril de 1999. ACÓRDÃO N° :108-05.668. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - DECADÊNCIA- Consoante art.44 da Lei n°8.212/91, o direito de proceder ao lançamento relativo à Contribuição Social extingue-se no prazo de 10 anos. • IMPOSTO DE RENDA -PESSOA JURÍDICA - ARBITRAMENTO DO LUCRO - RECEITA CONHECIDA- As pessoas físicas que praticarem operações imobiliárias de loteamento de terrenos equiparam-se às pessoas jurídicas como empresas individuais, ficando obrigadas a manter escrituração contábil completa. CRITÉRIO DE ARBITRAMENTO - Comprovado que a apuração das disposições contidas na letra "C" do item III da Portaria MF n°22/79 (lucro arbitradd receita de venda - custo comprovado corrigido monetariamente até o mês da operação), não é benéfica para o contribuinte, aplica-se a regra geral para efeito de apuração da base de cálculo do lucro arbitrado, adotando-se o percentual de 15% da receita bruta conhecida. DECORRÊNCIA - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL - IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida, no que couber, ao lançamento relativo ao imposto de renda pessoa jurídica é aplicável ao lançamento decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Preliminar rejeitada. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SANTINO LUDOVINO VOLTOLINI. Qyan~ 6.1) MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos REJEITAR a preliminar de decadência, vencido o Conselheiro José Henrique Longo, e no mérito, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para que o arbitramento seja calculado à base de 15 % da receita bruta, para fins do IRPJ e do IR-FONTE. Vencido o Conselheiro José Henrique Longo que afastava integralmente as exigências do IRPJ e do IRF, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ( (-- MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE Chtinurg MARCIA M ) ARIA L IA MEIRA RELATORA FORMALIZADO EM: 2v jki \_11,q,?q, PARTICIPARAM ,ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JOSÉ ANTÔNIO MINATEL, NELSON LÓSSO FILHO, TÂNIA KOETZ MOREIRA E LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausente justificadamente o Conselheiro MARIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. 2 ' , , • , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. RECURSO N° :118.645. RECORRENTE: :SANTINO LUDOVINO VOLTOLINI. ACÓRDÃO N° :108-05.668. RELATÓRIO A empresa SANTINO LUDOVINO VOLTOLINI., com sede na Rua Rubens Alves siri - Porto Belo/SC, após indeferimento de sua petição impugnativa, recorre, tempestivamente, do ato do Senhor Delegado da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, que confirmou a exigência formalizada através do Auto de Infração de fis.226/228, na pretensão de ver reformada a decisão singular. Trata-se de Arbitramento de Lucro - Receita de Venda de Imóveis, referentes aos exercícios de 1992 a 1995, em virtude da pessoa física ter se equiparado a pessoa jurídica, por ter promovido o loteamento de vários terrenos de sua propriedade, com a venda dos respectivos lotes, e não possuir escrituração contábil completa, conforme determina a legislação. A ação fiscal teve origem na Representação (fis.01) efetuada pela auditora - fiscal que procedeu a fiscalização da pessoa física do Sr. Santino L. Voltolini. Através das Intimações n°357/94, 040/95 e 042/95, de 25/11/94, 10/02/95 e 24/02/95, respectivamente, foi solicitada à pessoa física a documentação abaixo relacionada: 1- Registro dos Loteamentos Giovani e Jardim Santino Voltoline na Prefeitura de Porto Belo; alt 3 , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. 2- escrituração contábil completa; 3- os contratos de vendas dos lotes de cada loteamento firmados a partir de janeiro/89; 4- memorial descritivo de cada tateamento ou projeto; 5- comprovantes de despesas efetuadas em cada tateamento, inclusive com o loteamento Bel Mar II; 6- documentos de compra da área que foi transformada no Loteamento Bel Mar. A fiscalização da pessoa jurídica teve início em 06/12/96, através da Intimação n°287196, onde foi solicitada: cópia do cartão CGC, D1RPJ do ano-base de 91 e anos-calendários de 1992 a 1995, livros fiscais, inclusive LALUR e o Registro de Inventário, os demonstrativos das vendas efetuadas no período de 01101191 a 31/12/95, referentes aos loteamentos Giovani, Jardim Santino Voltolini, Bel Mar I e II, identificando o lote, a data e o valor da venda, conforme formulário padronizado anexado e comprovantes dos custos das benfeitorias efetuadas em cada loteamento. Prazo 20 dias. Em resposta a fiscalizada apresentou os documentos de fis.1581179, informando que os livros ainda não haviam sido escriturados, ao tempo em que anexou os demonstrativos das vendas efetuadas no período solicitado e documentos relativos às despesas efetuadas com os loteamentos em apreço. O Auto de Infração do IRPJ (fis.194/228) foi lavrado em 10/05/97 e, em decorrência, os relativos ao Programa de Integração Social - PIS (fis.229/238) Imposto de Renda Na Fonte - IRRF (fis.239251), Contribuição Social-CSL(fis.2521261). 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. Contestando a exigência, a autuada ingressa, tempestivamente, com a impugnação de fls.266/268, anexando os Contratos de Compromisso de Compra e Venda de fls.2691303, alegando que os créditos tributários decorrentes da venda de diversos lotes incluídos no lançamento, ocorridas até 15/06/92, já teriam sido alcançados pela prescrição. Na Decisão N°0366/98, prolatada às fls.306/311, a autoridade singular, acolheu a preliminar de decadência do IRPJ e PIS, relativo ao ano-base de 1991, e, no mérito, julgou procedentes em parte os lançamentos relativos ao IRPJ e PIS e procedentes os demais lançamentos, CSL e IRRF. Irresignada, interpôs recurso a este Colegiado (fls.321/326), em 06/10/98, onde reitera todos os tópicos levantados na impugnação, anexando os documentos de fls.326/327, argumentando ainda, que: 1-a apuração do lucro do loteamento Jardim Santino Voltolini está por demais distorcida; 2-o lançamento como um todo não evidencia a realidade do tributo que foi apurado e arbitrado; 3-os Contratos, anexados na fase impugnativa, apesar de não terem sido registrados no Registro de Imóveis ou Títulos e Documentos, são atos jurídicos perfeitos, revestidos de todas as formalidades legais; 4- não cabe ao Vendedor, em hipótese alguma, o registro de tais documentos, pois tal registro cabe apenas as Comprador; 5- para corroborar reforçando a evidência e validade dos contratos de compra e venda anexados aos autos, anexa as Certidões fornecidas pelas Prefeituras Municipais de Porto Belo e Bombinhas, onde consta o lançamento do IPTU já em nome de terceiros (compradores) , anteriormente ao exercício de 1991; Chvgnue 5 &et . , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. 6- não resta a menor dúvida de que os lançamentos dos tributos, relativos as negociações realizadas através dos contratos de compra e vendas, anteriores ao exercício de 1991, foram atingidos pela decadência. 7-questiona a aplicação da multa de ofício de 75%; 8-requer que os lançamentos sejam julgados improcedentes. Em função de liminar concedida no Mandado de Segurança impetrado pela recorrente, processo n°98.2005636-5, os autos foram encaminhados a este E. Conselho sem o depósito de 30%, previsto no art.32 da M.P n°1.621197 É o relatório. gó. Git( 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. VOTO CONSELHEIRA MARCIA MARIA LORIA MEIRA RELATORA O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. Inicialmente, não cabe a preliminar de decadência da Contribuição Social sobre o Lucro, haja vista que o direito de proceder ao lançamento relativo à mencionada contribuição, extingue-se após 10 (dez) anos, contados do 1° dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, por força do art.44 da Lei n°8.212/91. Portanto, deve ser mantida a exigência relativa a CSL, relativa ao período-base de 1991. No mérito, em litígio o arbitramento do lucro com base na receita de venda de imóveis, a correta determinação da base de cálculo e a aplicação da multa de ofício de 75%, relativos aos anos-calendários de 1992 a 1994. A recorrente teve o seu lucro arbitrado, em função de ter-se equiparado à condição de empresa individual, por ter praticado operações imobiliárias de loteamento de terrenos, e não possuir escrituração contábil completa. A falta de escrituração nos termos do art.12 do Decreto-lei n°1.510176 autoriza o arbitramento. qn,(11~ 7 . , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. Em sua defesa, a recorrente alega que a apuração do lucro relativo ao loteamento Jardim Santino Voltolini está distorcido, em função do Fisco ter computado como data da venda dos lotes a constante das escrituras, quando deveria ter adotado as datas dos Contratos de Compromisso de Compra e Venda, anexados às fls.296/303. Com efeito, o Contrato de Compra e Venda, normalmente, e com raras exceções, antecede a escritura pública, só vindo o imóvel a ser regularizado, alguns anos após. Do cotejo dos Contratos de Compra e Venda dos lotes com as escrituras respectivas, verifica-se que muitos localizados no loteamento Jardim Santino Voltolini foram negociados em 1989 e 1990, e teriam sido atingidos pela decadência. No entanto, tais contratos não merecem ser aceitos, porque, estranhamente, nenhum deles menciona o preço da transação. Desta forma, fica valendo como data da venda efetiva dos lotes as constantes das escrituras. As Certidões fornecidas pelas Prefeituras de Porto Belo e Bombinhas, também, não merecem ser acolhidas. A de Porto Belo por não indicar o nome dos proprietários e a de Bombinhas por não possuir elementos convergentes, nem estarem corroborados por qualquer outro elemento subsidiários de prova. Quanto a forma de determinar o lucro arbitrado, verifica-se do exame dos Demonstrativos de Apuração do Imposto de Renda e Demonstrativos do Lucro dos Loteamentos que o lucro foi apurado deduzindo-se da receita de venda o valor do custo 975w-0- • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. dos lotes, devidamente comprovado, corrigido monetariamente (fls.183/193), com base no item III , letra "C" da Portaria n°22/79. No entanto, a letra "C" , item III da Portaria n° 22, ao estabelecer um critério de arbitramento em função das peculiaridades das atividades econômicas das empresas, teve como objetivo beneficiar as empresas que se dedicam à venda de imóveis, de loteamentos e à incorporação de prédios em condomínio. Contudo, do exame dos Demonstrativos elaborados pela fiscalização verifica-se que o sujeito passivo teve a tributação agravada, em virtude de não conseguir comprovar os custos efetivamente incorridos. Desta forma, uma vez que ficou comprovado que o critério de arbitramento com base na letra "C" do item III da Portaria n°22/79 não é benéfico para o contribuinte, entendo que deve ser aplicada a regra geral para efeito de apuração da base de cálculo do lucro arbitrado, adotando-se o percentual de 15% da receita bruta conhecida, uniformemente, para todos os anos-calendários. Relativamente à aplicação da multa, a partir do exercício de 1992, por força da Lei N°.8.218/91, a multa de ofício teve sua alíquota alterada de 50% (cinqüenta por cento) para 100% (cem por cento). Entretanto, com base no art.106, inciso II, alínea "c" do Código Tributário Nacional que consagra o princípio da retroatividade benigna, o lançamento já q113.~ 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001.969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. foi efetuado com a aplicação da multa de 75% (setenta e cinco por cento) prevista no art.44, °I" da Lei n°9.430, de 27/12196, estando correta a multa aplicada. Em decorrência foram efetuados os lançamentos relativos ao Programa de Integração Social - PIS (fls.229/238), Imposto de Renda Na Fonte - IRRF (fls.239251), e Contribuição Social - CSL ( fls.252/261) PIS / IRRF / CSL As exigências relativas aos tributos supra mencionadas foram constituídas, conforme enquadramento legal discriminado a seguir: PIS - art.3°, alínea "b" da Lei Complementar n° 07/70, c/c artigo 1°, parágrafo único, da Lei Complementar n°17/73, c/c art. 53, inciso IV da Lei n°8.383/91. IRRF - art.41 § 2° da Lei n°8.383/91, art.22 da Lei n°8.541/92 e Tart.5° e parágrafo único da Lei n°9.064/95. CSL - artigos 38 e 39 da Lei n°8.541/92, art. 2° e seus parágrafos, da Lei n°7.689/88. Tendo em vista que a tributação reflexa é matéria consagrada na jurisprudência administrativa e amparada pela legislação de regência, o julgamento deste acompanha o decidido em relação à matéria principal, em virtude da íntima relação de causa e efeito. Ante o exposto, VOTO no sentido de Rejeitar a preliminar de decadência da CSL suscitada e, no mérito, Dar Provimento Parcial ao recurso, para que lo grane-442,-.5 eill •e MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :10.983-001,969/97-03. ACÓRDÃO N° :108-05.668. o lucro arbitrado seja apurado mediante a aplicação do percentual de 15% sobre o valor da receita bruta conhecida, para todos os anos-calendários, desde que não implique em agravamento da exigência, bem como adequar a exigência do IRRF ao decidido quanto ao IRPJ. SALA DE SESSÕES - DF em, 13 de abril de 1999. MARCIA MAggv\-1181A MEIRA e4I II Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1

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Numero do processo: 10980.010027/2004-18
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Processo n.º 10980.010027/2004-18 Acórdão n.º 302-38.709CC03/C02 Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2000 Ementa: DCTF ANTERIORIDADE Existe legislação anterior ao período em que não foram entregues as DCTFs cuidando de sua implantação e regulamentação. PRELIMINAR REJEITADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA A entidade denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a DCTF. Precedentes do STJ e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-38709
Decisão: Por unanimidade de votos, rejeitou-se a preliminar argüída pela recorrente e no mérito, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR

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Recorrida DRJ-CURITIBAJPR • Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2000 Ementa: DCTF ANTERIORIDADE Existe legislação anterior ao período em que não foram entregues as DCTFs cuidando de sua implantação e regulamentação. PRELIMINAR REJEITADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA A entidade denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a DCTF. Precedentes do STJ e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. • RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar argüida pela recorrente e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. IP 41 ,„„_, ,„,._ JUDI 1. AMARAL MARCONDES s e . • • -Presidente Processo n.° 10980.010027/2004-18 CCO3/CO2 Acórdão 302-38.709 Fls. 61 j). PAULO AFFONSECA DE BMOS FARIA JÚNIOR - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira Mércia Helena Trajano D'Amorim e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Ausente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. • • Processo n.° 10980.010027/2004-18 CCO3/CO2 Acórdão n.°302-38.709 Fls. 62 Relatório Pelo Acórdão 06-10.959 da 3' Turma da DM/CURITIBA, em 17/05/2006, de fls. 32/36, foi considerado procedente o Al (fls. 17), lavrado em 18/10/2004 contra a contribuinte por haver entregue em 14/11/2002 as DCTFs referentes aos 1° e 2° trimestres e em 19/11/2002 as referentes aos 3° e 4° trimestres, todos eles do ano calendário de 2000, com montante informado em todos eles, cobrando multa mínima de R$ 500,00, totalizando R$ 2.000,00, no qual consta toda a fundamentação legal. Em impugnação tempestiva, suscita em preliminar que o atraso nas entregas das DCTFs não só não acarretou qualquer ônus à Receita Federal como houve o recolhimento dos tributos, e, no mérito, aceita que as entregou a destempo, mas alega que o fez espontaneamente, e, com base no que estatui o Art. 138 do C1N, pede a liberação da multa imposta, com farta citação jurisprudencial. Leio em Sessão a decisão da DRJ que manteve o lançamento pois a denúncia espontânea não se aplica ao presente caso porque a multa em discussão é decorrente da satisfação extemporânea de uma obrigação acessória, prevista em dispositivo próprio da legislação tributária, com citações doutrinárias e jurisprudenciais do STJ e do Conselho de Contribuintes. Em Recurso tempestivo, de fls. 40/45, que leio em Sessão, com garantia de instância, por ser o débito consolidado superior a R$ 2.500,00, arrolando bens móveis não passíveis de registro, conforme a IN/SRF 264/02, argúi a preliminar de que a Lei 10.426 de 24/04/2002, regulamentadora da entrega da DCTF, não pode retroagir a 1999 e repete as alegações da impugnação, pedindo a anulação da cobrança da multa. Este processo foi enviado a este Relator, conforme documento de fls. 59, nada mais havendo nos Autos a respeito çlo litígio. É o Relatório. V • Processo n.° 10980.010027/2004-18 CCO3/CO2 Acórdão n.°302-38.709 Fls. 63 Voto Conselheiro Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior, Relator Conheço do Recurso por reunir as condições de admissibilidade. Não procede a alegação, feita em preliminar, de que a Lei regulamentadora da entrega da DCTF é a de n° 10.426 de 24/04/2002, posterior ao dia 13/08/1999, quando deveria ter sido entregue a DCTF relativa ao 2° trimestre e as subseqüentes desse ano de 1999. A implantação e regulamentação da DCTF são tratadas, além da legislação anterior adiante mencionada, pelos art. 5 2 do Decreto-lei n2 2.124, de 13 de junho de 1984, art. 16 da Lei n2 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 18 da Medida Provisória n 2 2.189-49, de 23 de agosto de 2001, art. 90 da Medida Provisória n 2 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e também pelo art. 72 da Lei n2 10.426, de 24 de abril de 2002, além de diversas Instruções • Normativas. Assim verifica-se a existência de disposições legais a respeito da DCTF anteriores ao exercício de 1999. Rejeito a preliminar suscitada. No mérito a autuação refere-se a uma obrigação acessória. O STJ vem se pronunciando de maneira uniforme no sentido de que não há de se aplicar o beneficio da denúncia espontânea, nos termos do Art. 138 do CTN, quando se referir à prática de ato puramente formal, de entrega, com atraso, das DCTFs. Nesse mesmo sentido tem a Câmara Superior de Recursos Fiscais se manifestado, como no caso do Acórdão CSRF/02-0996: "DCTF- DENÚNCIA ESPONTÂNEA — É devida a multa pela omissão 411 na entrega da DCTF. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo artigo 138 do CTN". Essas Decisões mostram o entendimento correto a respeito da não aplicação da denúncia espontânea nos casos de cumprimento fora do prazo de obrigações acessórias. Foi ao abrigo do Art. 113, §§ 2° e 3°, do CTN e Portaria MF 118/84, que lhe delegou competência para tanto, o Secretário da SRF, pela IN 129/1986, instituiu a DCTF, bem como a obrigação acessória de serem apresentadas periodicamente informações relativas à obrigação principal de tributos e/ou contribuições federais através desse formulário, fixando, caso não obedecidos os prazos, a multa de que tratam os §§ 2°, 3° e 4° do Art. 11 do DL 1968, de 23/11/1982, com a redação a ele dada pelo DL 2065, de 26/10/1983. Com base nesses DLs, outros atos normativos foram editados, estabelecendo orientações técnicas e procedimentais, sem criar ou inovar qualquer obrigação. Hoje, a Lei j 10426/2002 e a IN/SRF 695 de 20/12/2006 cuidam da matéria. ertinente legislação, Processo n.° 10980.01002712004-18 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.709 Fls. 64 presentemente, está consolidada no Art. 966 do RIR/99, em data anterior à entrega das DCTFs deste processo. Face ao exposto, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 24 de maio de 2007 PAULO AFFONSECA DE BAtIbS FARIA JÚNIOR - Relator • • Page 1 _0014500.PDF Page 1 _0014600.PDF Page 1 _0014700.PDF Page 1 _0014800.PDF Page 1

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Numero do processo: 10940.000978/99-91
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2000
Ementa: SIMPLES - EXCLUSÃO - I - É requisito de validade do Ato Declaratório de exclusão de pessoa jurídica do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte - SIMPLES o correto enquadramento legal em que se fundamenta para produzir os efeitos jurídicos a que se destina. II - A decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, ainda, que pudesse ser admitida como correta, não tem o condão de dar validade a ato administrativo, que contempla capitulação imprópria à realidade dos fatos. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-12453
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO

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' ;Ir . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 11". Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 Sessão : 17 de agosto de 2000 Recurso : 113.720 Recorrente : KOGA E KOSLOSKY S/C LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR i SIMPLES — EXCLUSÃO — I - É requisito de validade do Ato Declaratório de 1 exclusão de pessoa jurídica do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte — SIMPLES o correto enquadramento legal em que se fundamenta para produzir os efeitos jurídicos a que se destina. II — A decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, ainda, que pudesse ser admitida como correta, não tem o condão de dar validade a ato administrativo, que contempla capitulação imprópria à realidade dos fatos. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: KOGA E KOSLOSKY S/C LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Ses ; , em 17 de agosto de 2000 / i e" - Mar» nicius Neder de Limavir Pres] e nte a.Vïcç/g:,- uiz Roberto Domingo Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Ricardo Leite Rodrigues, Oswaldo Tancredo de Oliveira, Maria Teresa Martinez López e Adolfo Monteio. Eaal/mas/cf 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA .0 ).4. J .' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 Recurso : 113.720 Recorrente : KOGA E KOSLOSKY S/C LTDA. RELATÓRIO Por bem descrever a sucessão de fatos e as razões de direito discutidas no presente processos, adoto o Relatório de fls. 31/32 que instruiu a decisão da Delegacia de Julgamento em Curitiba - PR, conforme abaixo transcrito: "Trata o presente processo de reclamação contra o indeferimento da Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à Opção pelo Simples (SRS), de 19/02/1999, à fl. 15. À fl. 16, consta o Ato Declaratório n.° 74.066/1999, da DRF em Ponta Grossa/PR, comunicando à contribuinte, acima identificada, a sua exclusão da sistemática do Simples, pelo(s) seguinte(s) motivo(s): 1. atividade econômica não permitida para o Simples. Tendo em vista petição apresentada pela contribuinte de fls. 18/20, a DRF em Ponta Grossa/PR alterou de oficio o código de atividade da empresa no CNPJ de 7499-3-Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas, não especificadas anteriormente, para 6720-2/02 "Peritos e avaliadores de seguros", conforme consta da SRS à O. 15, verso. No despacho denegatório da mencionada SRS, de fl. 15, verso, a DRF em Ponta Grossa/PR manteve a exclusão em fiincão de atividade econômica não permitida para o Simples, argumentando que a atividade "de vistoria prévia para seguros" é perfeitamente enquadrável no código de atividade CNAE n° 6720-2/02 "Peritos e avaliadores de seguros", do Capítulo 672 - Atividades Auxiliares dos Seguros (Tabela de Classificação de Atividades Econômicas, publicada na IN SRF n° 70/98, de 21/07/1998); prossegue argumentando, ainda, que de acordo com o art. 12 (sic), IV da Lei n° 9.713/1996, estão vedadas ao Simples as empresas dedicadas às atividades do sistema financeiro (bancos, financeiras, seguradoras, etc.) bem como as atividades auxiliares daquelas. 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA ?V :4“fè SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 Cientificada em 25/05/1999 (cópia do AR, à fl. 13-frente e verso), a interessada apresentou, tempestivamente, em 22/06/1999, a sua manifestação de inconformidade, às fls. 01/03, alegando, em síntese, o seguinte. Que ao ser comunicaria de sua exclusão do Simples, entrou com um pedido de solicitação de revisão da exclusão alegando que o ato declaratário era nulo, uma vez que não possibilitava o contraditório e a ampla defesa e não apresentava a motivação, um dos requisitos do ato administrativa Que em análise da SRS, o julgador, sem manifestar-se sobre a nulidade do ato declaratório e sem qualquer motivação ou fundamentação, simplesmente mencionou que a empresa se encontrava indevidamente enquadrada no código de atividade 7499-3, visto que a atividade de vistoria prévia para seguros é perfeitamente enquadrável no código de atividade 6720-2/02, vedada ao Simples, conforme art. 12, IV da Lei n° 9.713/1996. Argumenta que a referida decisão, tal qual a primeira, é nula de pleno direito, por carecer de fundamentação e mencionar legislação inexistente; a contribuinte, mesmo presumindo que o julgador quis referir-se ao art. 9 0, IV da Lei n° 9.317/1996, diz não concordar com tal entendimento, visto que a sua atividade, vistoria prévia de seguros, não está expressamente prevista no rol das atividades que não poderão optar pelo Simples, de acordo com a legislação citada. Alega ainda que o julgador, ao referir-se a "atividades auxiliares" para vedação à opção pelo Simples, novamente deixou de informar com que base legal chegou a tal conclusão; por último, salienta que a atividade desenvolvida pela empresa não está sujeita a qualquer fiscalização por órgão regulador e não necessita de habilitação especifica, devendo, portanto, ser reformada a decisão que manteve sua exclusão do Simples." Remetidos os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba - PR, esta proferiu decisão dando procedência a exclusão, cujo fimdamento está consubstanciado na seguinte ementa: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples. Ano-calendário: 1999 sK)ii 3 es2G9 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 Ementa: ATIVIDADE ECONÓMICA Mantém-se a exclusão de pessoa jurídica que presta serviços de atividade econômica não permitida, no caso, de CNAE 6720-2 "Atividades auxiliares dos seguros e da previdência privada". SOLICITAÇÃO INDEFERIDA". Com fundamento de sua decisão a autoridade julgadora de primeira instância, ao confrontar o objeto social da Recorrente com a norma regulamentadora do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte — SIMPLES, entende que a atividade de "vistoria prévia para seguro" deve ser enquadrada dentre as hipóteses de exclusão previstas no art. 9 0, inciso XIII, da Lei n° 9.317/96, alterada pela Lei n° 9.779/99, por ser atividade assemelhada à de consultor e auditor. Ainda inconformada com a decisão singular, da qual foi intimada em 03/01/2000, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário, em 01/02/2000, alegando, em suma, os mesmos argumentos aduzidos na impugnação. É o relatório. 4:1117 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES (ffS; Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR LUIZ ROBERTO DOMINGO A matéria em exame refere-se à exclusão da Recorrente do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte — SIMPLES, com fimdamento no inciso IV do artigo 9° da Lei n° 9.317/96, que veda a opção à pessoa jurídica: "IV - cuja atividade seja banco comercial, banco de investimentos, banco de desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário, sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidora de títulos e valores imobiliários, empresa de arrendamento mercantil, cooperativa de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidade de previdência privada aberta," Pelo que se depura do contrato social da Recorrente, não há previsão para a prática de quaisquer das atividades relacionadas no prefalado inciso IV. Ainda que a atividade da Recorrente seja auxiliar à das companhias de seguros, por realizar perícias e vistorias, a lei instituidora do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES não vedou sua inclusão no sistema por ser atividade auxiliar, nem sequer utilizou dessa linguagem para conceituar as empresas que tenham tais objetivos. Poder-se-ia entender que a atividade de perícias e vistorias estariam muito mais próximas do conceito de consultoria. É certo que os atos administrativos gozam de legitimidade para consecução possível de seus efeitos, pois se assim não fosse, todo ato dependeria de referendo para tanto, o que tomaria a máquina administrativa mais morosa do que hoje já se verifica. Ademais, é de se ressaltar que, para o mundo dos administrados, o ato administrativo está capacitado de algumas prerrogativas inegáveis, como as lições de Hely Lopes Meirelles (in "Direito Administrativo, Ed. Revista dos Tribunais, págs. 125/126), nos demonstram: "Os atos administrativos, qualquer que seja a sua categoria ou espécie, nascem com a presunção de legitimidade, independentemente de norma legal que estabeleça." 5 li MINISTÉRIO DA FAZENDA , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 E mais, continua o autor: "Essa presunção decorre do princípio da legalidade Administrativa, que nos Estados de Direito, informa toda a atuação governamental. Além disso, a presunção de legitimidade dos atos administrativos responde a exigência de celeridade e segurança das atividades do Poder Público, que não poderiam ficar na dependência da solução de impugnações dos atos administrativos, quanto à legitimidade de seus atos, para só após dar-lhes execução. A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou operatividade dos atos administrativos, mesmo que argüidos de vícios ou defeitos que os levem à invalidade. Enquanto, porém não sobrevier o pronunciamento de nulidade os atos administrativos são tidos por válidos e operantes, quer para a Administração, quer para os particulares sujeitos ou beneficiários de seus efeitos. Admite-se, todavia, a situação dos efeitos dos atos administrativos através de recursos internos ou de mandado de segurança, ou de ação popular, em que se conceda a suspensão liminar, até o pronunciamento final de validade do ato impugnado. Outra conseqüência da presunção de legitimidade é a transferência do ônus da prova de invalidade do ato administrativo para quem a invoca. Cuide-se de argüição de nulidade de ato, por vício formal ou ideológico, a prova do defeito apontado ficará sempre a cargo do impugnante, e até sua anulação o ato terá plena eficácia." Obviamente, os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade, o que diz respeito à sua conformidade com a lei e, por seu turno, de veracidade, o que diz respeito à verdade dos fatos que motivaram o ato. Contudo, a dinâmica processual não demonstrou tal validade e legitimidade, uma vez que, quando do ingresso da Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à Opção pelo Simples — SRS, a autoridade busca dar à sua decisão fundamento mais especifico, salientando que as atividades auxiliares ao sistema financeiro estão vedadas de optar pelo Simples, de acordo com o art. 12, inciso IV, da Lei n° 9.713/96. A decisão singular, por sua vez, apesar de ter mencionado tal dispositivo legal, remete a exclusão da Recorrente ao disposto no art. 9°, inciso XIII, do mesmo diploma legal, salientando que tal atividade é de consultor e auditor. Como ensina o Prof. Eurico Marcos Diniz de Santi (in Lançamento Tributário, 1' Edição, 1996, Ed. Max Limonad, pág. 88): "Se validade é a qualidade de norma válida em decorrência de fato jurídico suficiente, então, para se produzir ato- norma administrativo válido, é necessário que se dêem os pressupostos de seu suporte 6 a2 t.5 MINISTÉRIO DA FAZENDA :0t;',.:,"? ft SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,(?54-;:r Processo : 10940.000978/99-91 Acórdão : 202-12.453 físico: a) agente público competente (sem impedimentos para prática do ato-fato), b) procedimento previsto normativamente, c) motivo do ato, e d) publicidade. Nesse ponto não há como negar a nulidade da exclusão, uma vez que houve o reconhecimento tácito da administração de que o fundamento do Ato Declaratório n° 74 799, de 09/01/99, não cumpriu os requisitos de validade, por dar como fundamento de sua decisão hipótese normativa não aplicável aos fatos do mundo fenomênico. Se uma inicial de processo judicial fosse, o Ato Declaratório em apreço conduziria o juizo ao julgamento de inépcia, uma vez que dos fatos e fundamentos não decorre a conclusão. Ainda que a decisão singular da Delegacia da Receita Federal de Julgamento tivesse adaptado a motivação e fundamento da exclusão a outro dispositivo, e, ainda, que tal decisão pudesse ser considerada como correta, não tem ela o condão de salvaguardar o ato inválido, pelo contrário, vem a evidenciar ainda mais sua insubsistência. Diante do exposto DOU PROVIMENTO ao recurso. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2000 ara &V11-517 LUIZ ROBERTO DOMINGO 7

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Numero do processo: 10980.001130/2002-05
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - RETROATIVIDADE BENIGNA - MULTA DE OFICIO ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA - Revogado o dispositivo legal que estabelecia a penalidade, cancela-se sua exigência à luz do art. 106, inciso III, alínea “c” do Código Tributário Nacional. Recurso provido.
Numero da decisão: 102-48.010
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: Antônio José Praga de Souza

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I ria,r; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10980.001130/2002-05 Recurso n" 150.904 Voluntário Matéria IRF - Ano:1997 Acórdão n° 10248.010 Sessão de 20 de outubro de 2006 Recorrente CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES POSITIVO LTDA. Recorrida Ia TURMA/DRJ-CURITIBA/PR Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte — IRRF. Ano-calendário: 1997. Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - RETROATIVIDADE BENIGNA - MULTA DE OFICIO ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA - Revogado o dispositivo legal que estabelecia a penalidade, cancela-se sua exigência à luz do art. 106, inciso III, alínea "c" do Código Tributário Nacional. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. dita'kb.". LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO Presidente ANTONIO JOSE PRAGA SO ZA Relator FORMALIZADO EM: 1 6 NOV 2W6 , Processo n.° 10980.001130/2002-05 CC0I1CO2 • Acórdão n.° 10248.010 Fls. 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: : NAURY FRAGOSO TANAICA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, SILVANA MANCINI KARAM, MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. Aer Processo n.° 10980.001130/2002-05 CCOI/CO2 • Acórdão n.° 102-48.010 Fls. 3 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão proferida pela 3a. TURMA DA DRJ CURITIBA, em 03/02/2006 (fls.117-121). Em seu acórdão, a DRJ confirmou a seguinte exigência: Multa isolada no valor de R$ 13.530,46. O lançamento, que se refere ao Imposto de Renda Retido na Fonte, originou-se em revisão das DCTF apresentadas pelo contribuinte relativas ao ano de 1997. Cientificada, a contribuinte apresentoit recurso voluntário 05/04/2006 (fls. 126- 138), contestando a cobrança. A seguir, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento, haja vista que foram cumpridas as determinações da Instrução Normativa SRF 264 de 2002, quanto ao arrolamento de bens ou depósito recursal. É o Relatório. • • Processo n.° 10980.001130/2002-05 CC01/CO2 $ • Acórdão n.° 102-48.010 Fls. 4 • - Voto Conselheiro ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Relator • O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Câmara. De inicio, abordo a exigência da multa isolada de 75% Por recolhimento em atraso sem a multa de mora. Isto porque, a Medida Provisória n° 303, publicada no Diário • Oficial de 30/06/2006, em seu artigo 18, alterou a redação do artigo 44 da Lei 9.430 de 1996, • que passou a vigorar com os seguintes termos: -Art. 18. O art. 44 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: 'Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: 1- de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de tributo, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração • inexata; II - de cinqüenta por cento, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8o da Lei n°7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. § 1 o O percentual de multa de que trata o inciso 1 do caput será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n°4.502, de 1964, independentemente de outras • penalidades administrativas ou criminais cabíveis. 2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso 1 do capta e o § 1 o, serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: 1- prestar esclarecimentos; • 11- apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8218, de 29 de agosto de 1991; III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38' (NR) . • Observa-se que a hipótese de exigência da multa de oficio . isolada, por falta de recolhimento da multa de mora, que constava do inciso I e do §1°, inc. I, da redação anterior do artigo 44, foi subtraída do ordenamento legal. Sendo assim, essa penalidade deve ser excluída da exigência por força do artigo 106, inciso II, alínea "c" do Código Tributário Nacional, que dispõe: 47- • • • Processo n.• 10980.00113012002-05 CCOI/CO2 • • Acórdão n.° 102-48.010 Fls. 5 "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, exchdda a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II- tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. Sala das Sessões— DF, em 20 de outubro de 2006. ANTONIO JOSE PRAGA DE S UZA • Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1

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Numero do processo: 10940.000262/97-78
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2000
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADE - Decisão omissa quanto ao exame de argumentos apresentados para defesa do contribuinte deve ser declarada nula, por ensejar cerceamento do direito de defesa e supressão de instância (Decreto nº 70.235/72, artigos 31 e 59). Processo que se anula, a partir da decisão de primeira instância, inclusive.
Numero da decisão: 203-06323
Decisão: Por unanimidade de votos, anulou-se o processo a partir da decisão singular, inclusive.
Nome do relator: Francisco Sérgio Nalini

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O. V. 1 - Deges3../126. je00 0 C WI-"Vdr,t, .IpÀ • . ticrnrtib . MINISTÉRIO DA FAZENDA C Rubrica ----.._ at-.;'.IQ . • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES; . Processo : 10940.000262197-78 Acórdão : 203-06.323 Sessão : 22 de fevereiro de 2000 Recurso : 107.204 Recorrente : OSCAR MASAHIRO FURUYA Recorrida : DRJ em Curitiba - PR NORMAS PROCESSUAIS - NULIDADE - Decisão omissa quanto ao exame de argumentos apresentados para defesa do contribuinte deve ser declarada nula, por ensejar cerceamento do direito de defesa e supressão de instância (Decreto i no 70.235/72, artigos 31 e 59). Processo que se anula, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: OSCAR MASAHIRO FURUYA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Renato Scalco Isquierdo. Sala d. Sessões, em 22 de fevereiro de 2000 ç‘.\\ Otacili IX1,1 -; s Cartaxoi Presiden '•• ii, ---- . . ii. • rancisco ` -rgio Nalini Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Lina Maria Vieira, Daniel Correa Homem de Carvalho, Sebastião Borges Taquary e Mauro Wasilewslci. lao/cf 1 f • g :CM MINISTÉRIO DA FAZENDA 144( da." SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000262/97-78 Acórdão : 203-06.323 Recurso : 107.204 Recorrente : OSCAR MASAHIRO FURUYA RELATÓRIO OSCAR MASAHIRO FURUYA, nos autos qualificado, foi notificada do lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR e das Contribuições Sindicais Rurais, exercício de 1996 (doc. de fls. 02), referente ao imóvel rural denominado "Arroio Cambará", de sua propriedade, localizado no Município de Castro, PR, com área de 376,1ha, inscrito na Secretaria da Receita Federal (SRF) sob o registro de n.° 2710664.0. O contribuinte impugnou o lançamento (doc. de fls. 01), solicitando a retificação do VTN adotado na tributação. Para sustentar seu pleito, trouxe aos autos o Laudo de Vistoria Técnica de fls. 06. A autoridade singular julgou o lançamento procedente, conforme Decisão n.° 0022/98, assim ementada (doc. de fls. 21/22): "IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL. Exercício de 1995. A base de cálculo do imposto será o valor da terra nua constante da declaração, quando não impugnado pelo órgão competente, e que, se inferior, terá como parâmetro o valor mínimo estabelecido em lei. A retificação da declaração, após notificado o lançamento, só é cabível quando evidenciado erro de fato no seu preenchimento. Lançamento procedente" Ciente dessa decisão, o requerente interpôs Recurso Voluntário (doc. de fls. 28/34), dirigido a este Segundo Conselho de Contribuintes, solicitando a retificação do lançamento do ITR/95, baseando-se no seguinte histórico: "3.1- Em data de 28/09/94, o recorrente apresentou a inclusa DITR/94 (doc. 02), cujas informações foram bas adas na produção vegetal e florestal verificada no ano de 1993 (quadro 06), q tinha por objetivo o lançamento do 1TR/94. 2 .4' , t' e • ‘ kct .;,f; MINISTÉRIO DA FAZENDA I ral"S SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000262/97-78 Acórdão : 203-06.323 , 3.2 — Com base nas mesmas informações, isto é, do quadro 06, do DITR/94, a SRF fez o lançamento do ITR/95 (doc. 01 — em anexo). 3.3 — Ocorre, que à partir do ano de 1994, o recorrente aumentou o grau de utilização do imóvel cadastrado sob n°2710664-O. 3.4 — Considerando os fatos acima alegados, o recorrente procurou a Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, tendo na ocasião sido orientado que deveria preencher o formulário denominado SRL — Solicitação de Retificação de Lançamento (doc. 03 — em anexo), onde deveria ser informado os dados atualizados sobre a produção vegetal e florestal referente ao ano de I 1994, sendo que por conseqüência o ITR relativo ao exercício de 1995 seria automaticamente corrigido, mediante a expedição de nova guia de lançamento. 3.5 — Para surpresa do recorrente a SRL retro citada foi indeferida. Inconformado com o indeferimento de seu pedido, o recorrente retornou à Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, tendo, desta vez, sido orientado pelos dedicados funcionários daquela Delegacia, que deveria apresentar impugnação do aludido lançamento do ITR/95 junto à Delegacia de Julgamento de Curitiba, anexando à dita impugnação os seguintes documentos: - Xerox das matriculas atualizadas (doc. 05 a 07); - Xerox da SRL (doc. 03); - Xerox do Cadastro ITR/94 (doc. 02); - Laudo Técnico do Engenheiro Agrônomo responsável (doc. 08); - ART referente ao Laudo Técnico (doc. 09); - Lançamento do ITR195 (doc. 01). 3.6 - Seguindo a orientação fornecida pelos próprios funcionários da DRF em Ponta Grossa, o recorrente apresentou impugnação ao lançamento do 1ITR195 (doc. 04), acompanhada dos documentos retro-mencionados. , 3.7 - Mais uma vez, o recorrente teve seu pedido indeferido, desta vez, sob o argumento, em síntese, que q . laudo de vistoria não preenchia os padrões estabelecidos em lei e, que não foi omprovada a produção vegetal e florestal 3 - 1IF. MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000262/97-78 Acórdão : 203-06.323 mediante a anexação de notas fiscais referente a área plantada e quantidade colhida (doc. 10— em anexo)." Junta os documentos e provas de fls. 36 a 102, solicitando, por fim, que seja retificado o lançamento do tribut É o relatório. 4 9 ge.. MINISTÉRIO DA FAZENDA . 1141.14n •4L.p..;;;Zr.. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10940.000262/97-78 Acórdão : 203-06.323 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR FRANCISCO SÉRGIO NALINI O Recurso foi tempestivamente apresentado e dele tomo conhecimento. Na análise da decisão recorrida, verifico que o julgador singular deixou de se manifestar sobre a análise de documentos apresentados pelo recorrente, principalmente em relação 1 à distribuição da área do imóvel e sobre a produção vegetal e florestal. Segundo a inteligência do art. 31 do Decreto n° 70.235/72, com a nova redação dada pela Lei n° 8,748/93: "Art. 31 - A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referir-se, expressamente, a todas os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, hem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. "(grifei) Pelo exposto, o julgador não pode silenciar sobre argumentos apresentados nos autos, devendo sempre se manifestar, expressamente, inclusive para declará-las insuficientes. Assim dispõe o inciso II do artigo 59 do Decreto n° 70.235/72, com a nova redação dada pela Lei n° 8,748/93: "Art. 59. São nulos: 1 - omissis 11 - Os despachos proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa." (grifei) Isso posto, para que não haja o cerceamento do direito de defesa do contribuinte e em respeito ao principio do duplo grau de jurisdição, voto no sentido de anular a decisão de primeira instância para que outra seja proferida à luz de todos os documentos trazidos ao processo. i Sala das Sessões 22 de fevereiro de 2000 , • , RANCISCO • • RGIO NALINI 5

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Numero do processo: 10980.008740/2002-21
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/1989 a 31/12/1990 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Havendo omissão do julgado sobre ponto a que devia se pronunciar, cabível a apresentação de embargos de declaração. EMBARGOS ACOLHIDOS EM PARTE.
Numero da decisão: 302-38941
Decisão: Por maioria de votos, conhecidos e acolhidos parcialmente os Embargos Declaratórios, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior e Marcelo Ribeiro Nogueira. Fez sustentação oral o advogado Julio Cezar Fonseca Furtado, OAB/RJ - 9.852.
Nome do relator: Luciano Lopes de Almeida Moraes

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II Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário . Período de apuração: 01/05/1989 a 31/12/1990 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Havendo omissão do julgado sobre ponto a que devia• se pronunciar, cabível a apresentação de embargos de declaração. EMBARGOS ACOLHIDOS EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, conhecidos e acolhidos parcialmente os Embargos Declaratórios, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior e Marcelo Ribeiro Nogueira. #2/1A Iro -, JUDITH DO L MA • ONDES IDO- Pre 'dente # , — LUCIANO LOPES DE A i E .5A MORAES - • elator Processo n.° 10980.008740/2002-21 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.941 Es. 107 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Corintho Oliveira Machado, Mércia Helena Trajano D'Amorim e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Paula Cintra de Azevedo Aragão. Fez sustentação oral o advogado Julio Cezar Fonseca Furtado, OAB/RJ - 9.852. k • • . . . . Processo n.° 10980.00874012002-21 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.941 Fls. 108 Relatório Trata-se de embargos de declaração interpostos pela União requerendo seja sanada a omissão no acórdão proferido para efeitos de análise da questão referente ao pagamento do tributo devido nos moldes do exigido pela legislação que instituiu a anistia ora guerreada. Nas razões de recurso o ilustre embargante aduz, em síntese, que, quando do julgamento do recurso voluntário interposto, a Câmara incorreu em omissão ao não enfrentar o tema do pagamento do tributo, tratando apenas da possibilidade de alcance de processos já baixados. Por serem tempestivos os embargos interpostos, o recurso é apresentado em mesa para novo julgamento. É o Relatório. k o . . Processo n.°10980.008740/2002-21 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.941 Fls. 109 Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Como se verifica, os autos discutem a possibilidade do contribuinte usufruir da anistia prevista na Lei n°9.779/99. A decisão a quo entendeu não ser aplicável a processos já baixados, motivo pelo qual foi apresentado recurso voluntário, o qual foi provido, no sentido de afastar a necessidade do processo em que se discutiu o FINSOCIAL estar em andamento e deferir o beneficio da anistia, nestes termos: 411 Ante o exposto, dou provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto supra. A União, então, apresenta embargos de declaração alegando omissão no julgado, que somente teria se manifestado sobre a questão do processo necessitar estar em andamento e silenciando quanto à questão do pagamento do tributo devido, nos moldes do exigido pela legislação que instituiu a anistia ora guerreada, requerendo, ao fim, o não provimento do recurso voluntário. Apesar de entender que o recurso interposto pela embargante não se traduz em embargos de declaração, mas em recurso inominado que busca discutir novamente o mérito, neste caso me curvo ao entendimento desta Câmara, de acolhê-los e, assim, os julgar. A embargante possui razão em parte do seu pleito, qual seja, efetivamente ocorreu omissão no julgado, pois foi dado provimento ao recurso no sentido de ser cabível a anistia ao contribuinte. • Entretanto, o acórdão silenciou quanto à necessidade de ser baixado os autos à autoridade preparadora para que fosse verificado o atendimento dos demais requisitos exigidos pela legislação para a aplicação da anistia no caso em concreto. Em face do exposto, devem a conclusão do julgado e a ementa assim constar, respectivamente: Ante o exposto, dou provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto supra, para declarar possível a aplicação da anistia prevista na Lei 9.779/99, devendo os autos retornar à autoridade preparadora, para que verifique o atendimento dos demais requisitos exigidos pela lei instituidora. FINSOCIAL. ANISTIA. O inciso III, do §1°, do art. 17 da Lei 9.779/99 e alterações posteriores é claro ao dispor que o contribuinte poderá efetuar o pagamento do tributo, sem o acréscimo da multa e dos juros, com relação aos fatos que forem objeto dos processos judiciais ajuizados até a data prevista Processo n. 0 10980.008740/2002-21 CCO3/CO2 Acórdão n.° 302-38.941 Fls. 110 para sua concessão, não havendo qualquer menção do legislador sobre a necessidade de existência de processo judicial em curso. Estando o recorrente albergado naquelas disposições legais, deve ser aplicada a anistia prevista, desde que verificado o atendimento dos demais requisitos exigidos pela lei instituidora. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Assim, existindo omissão no julgado, conheço dos embargos de declaração e, no mérito, os acolho parcialmente, nos molde , do acima exposto. Sala das Sessões, em 12 de •-tembro de 2007 e ,... . LUCIANO LOPES DE h IDA MO1 • . ES — Relator • • • Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1

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Numero do processo: 10983.000557/93-79
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 1994
Ementa: RENDIMENTO DO TRABALHO ASSALARIADO - AÇÃO RECLAMATÓRIA TRABALHISTA - DIFERENÇAS ORIGINÁRIAS DA APLICAÇÃO DA URP - Estão sujeitos à tributação os rendimentos auferidos a título de trabalho assalariado, mesmo que obtidos através da prestação jurisdicional do Poder competente. DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS INEXATO - Devidamente caracterizada a inexatidão apurada, procede a aplicação da multa prevista no art. 4º, inciso I, da Lei nº 8.218/91. Recurso negado.
Numero da decisão: 106-06442
Decisão: Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Henrique Isleb

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DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS INEXATA - Devidamente caracterizada a inexatidão apurada, procede a aplicação da multa prevista no art 40, inciso I, da Lei n° 8.218/91. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MÁRIO AURÉLIO AGUIAR TEIXEIRA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a iate o presente julgado. • IL • arz D.. !h r. • I . • alialrfra ' val¥ - "AD HCC" FORMALIZADO EM: 1 6 M AI 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MÁRIO ALBERTINO NUNES, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, LUCIANA MESQUITA SABNO DE FREITAS CUSSI, JOSÉ FRANCISCO PALOPOLI JÚNIOR e NORTON JOSÉ SIQUEIRA SILVA Ausente o Conselheiro FAME MIDLEL e nt» a‘ ••= •:if MINISTÉRIO DA FAZENDA `"fre. 1-,L-0-5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES- PROCESSO N° : 10983/000.557/93-79 RECURSO N° : 78.745 MATÉRIA : IRPF EX: DE 1992 RECORRENTE : MARIO AURÉLIO AGUIAR TEIXEIRA RECORRIDA : DRF EM FLORIANÓPOLIS - SC SESSÃO DE : 11 DE MAIO 1994 ACÓRDÃO N' : 106-06.442 RELATÓRIO Não se conformando com as alterações dos valores procedidas em sua declaração de rendimentos - pessoa fisica - exercício 1992, ano-base 1991, (confira cópia da Notificação - fis. 15), o contribuinte, tempestivamente, impugnou a exigência fiscal originária do procedimento de revisão adotado, através da argumentação aduzida as fia. 01/10. Através da DECISÃO n° 252/93 (fia. 41/48), a autoridade monocrática manteve, integralmente, a exigência fiscal consubstanciada no aludido documento de fls. 15, determinando o prosseguimento da cobrança. Cientificado do inteiro teor da decisão a quo, em 22 de abril de 1993, inconformado dela recorreu, conforme razões de Ih. 56/68, apresentadas em 12 de maio de 1993. Este o relatório. • 2 1,A;teni, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10983/000.557/93-79 ACÓRDÃO /41" :106-06.442 VOTO CONSELHEIRO DIMAS RODRIGUES DE OLIVEIRA, RELATOR "AD HOC" O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. A argumentação desenvolvida na peça recursal não reúne condições de prosperar. Não merece reparos o decisório de primeiro grau que analisou lançamento realizado observando a correta aplicação dos mandamentos legais em vigor. As questões factuais presentes no caso em exame estão sobejamente esclarecidas (confira as assertivas contidas nos cinco parágrafos iniciais - fia. 47 - ). Judiciosamente, a autoridade de primeira instância desenvolveu sólida argumentação . justificadora da mantença do procedimento do fisco. Inclusive, exemplificou, mostrando o entendimento oficial da autoridade fazendária aplicável em caso idêntico de contribuinte que, obedecendo as instruções de regência, procurou a devida proteção assegurada pelo instituto da consulta. A tese apresentada, que procura refutar a aplicação da penalidade (artigo 40, inciso I, da Lei n° 8.218/91), do tem qualquer respaldo jurídico, sendo incensuráveis, no tema, os argumentos expedidos pela autoridade monocrática 3 t`S‘ av:W•'„;,-51 MINISTÉRIO DA FAZENDA :r4M.41, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10983/000.557/93-79 ACÓRDÃO N° : 106-06.442 Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recinto voluntário. Sala das Sessões - DF, em lide maio de 1994. DIMAS Roi, I" h. DE O :A - RELATOR "AD HOC" 4 Page 1 _0056100.PDF Page 1 _0056300.PDF Page 1 _0056500.PDF Page 1

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4689978 #
Numero do processo: 10950.002492/2001-81
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2002
Ementa: VERBA DE REPRESENTAÇÃO - INCIDÊNCIA -– As verbas de representação são consideradas tributáveis pela legislação tributária. Eventual isenção deve ser expressa. Recurso negado.
Numero da decisão: 106-12761
Decisão: Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Edison Carlos Fernandes

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Eventual isenção deve ser expressa. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOSÉ GERÔNIMO BENATTI. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. rir • - • .0 PRESID :1\1 E DISONICARLOS FERNANDES 7LATOR FORMALIZADO EM: 09 SEI 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, THAISA JANSEN PEREIRA e LUIZ ANTONIO DE PAULA. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros ROMEU BUENO DE CAMARGO, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10950.002492/2001-81 Acórdão n°. : 106-12.761 Recurso n°. : 129.109 Recorrente : JOSÉ GERÓNIMO BENATTI RELATÓRIO O presente procedimento administrativo originou-se com a lavratura de auto de infração (fls. 06-08), realizado por meio de revisão de ofício da Declaração de Rendimentos do ano-calendário de 1999, Exercício 2000, na qual foi alterado o valor referente aos rendimentos percebidos de pessoa jurídica, o que ocasionou um imposto suplementar. Em sua Impugnação (fls. 01-04), o Contribuinte alega que a diferença apontada no auto de infração tem a natureza de "Verba de Representação", sendo ela rendimento não tributável. Isso se justifica pelo fato de que a remuneração de prefeito se dá mediante subsídios, enquanto as verbas de representação servem para cumprir despesas extras, inerentes ao cargo de representação. A Delegada de Julgamento em Curitiba/PR manteve o auto de infração sob o entendimento de que não há previsão legal para a isenção de verbas de representação, sendo que tal benefício fiscal deve ser interpretado de maneira literal (fls. 33-37). Ainda inconformado, o Contribuinte apresenta seu recurso voluntário (fls. 41-46), reiterando os termos da peça impugnatória. É o Relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10950.002492/2001-81 Acórdão n°. : 106-12.761 VOTO Conselheiro EDISON CARLOS FERNANDES, Relator Uma vez que presentes os critérios de admissibilidade, inclusive com o oferecimento de bem em arrolamento para garantir o processamento do Recurso Voluntário (fls. 47-50), dele tomo conhecimento. A cerne da discussão dos presentes autos é a natureza da "Verba de Representação", paga pela municipalidade de Maringá/PR ao seu prefeito, e se seria ela isenta do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. A decisão de primeira instância bem esclarece a questão, evocando o artigo 43, X do Regulamento do Imposto de Renda atualmente em vigor (aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 1999), que expressamente considerada tributadas as verbas de representação de cargos, bem como o artigo 111 do Código Tributário Nacional — CTN, que determina a interpretação literal para o caso de isenção. Diante do exposto, pelos fundamentos apresentados na decisão anterior, da Delegacia de Julgamento em Curitiba/PR, julgo no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao presente Recurso Voluntário, mantendo o auto de infração no seu todo. Sala das Sessões - DF, em 9 de julho de 2002. 51, --EDI • N_CAR L OS E NAN D E S 3 Page 1 _0008400.PDF Page 1 _0008500.PDF Page 1

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