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Numero do processo: 11070.000095/00-73
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 13 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu May 13 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS – PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - LEI APLICÁVEL - ATIVIDADE RURAL - COMPROVAÇÃO – Alberga-se no comando do artigo 14 da Lei 8023/90 c/c 44 da Lei 8383/1991 as compensações procedidas entre prejuízos acumulados e receitas decorrentes das atividades agro-pastoris. No ano calendário de 1995 ditas receitas deveriam ser informadas na DIRPJ na Demonstração da Receita Líquida (Ficha 03 - quadro 08). As outras receitas operacionais (declaradas na ficha 06 - quadro 09) se sujeitam à restrição imposta na Lei 8981 (artigos 42 e 58) e na Lei 9065/1995 (artigos 15 e 16), na compensação de prejuízos e bases negativas.
IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS – PRINCÍPIO DO DIREITO ADQUIRIDO - A restrição imposta na Lei 8981 (artigos 42 e 58) e na Lei 9065/1995 (artigos 15 e 16), na compensação de prejuízos e bases negativas, não representa nenhuma ofensa ao direito adquirido, posto que continuam passíveis de compensação integral. A forma de compensação dos prejuízos é matéria objeto de reserva legal, privativa do legislador. É concessão de um benefício, não é uma obrigação. O artigo 105 do CTN determina que a legislação aplicável aos fatos geradores futuros e pendentes será aquela vigente à época de sua conclusão, observadas às disposições dos incisos I e II do artigo 116 do mesmo diploma legal.
IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS – LIMITE DE 30% DO LUCRO REAL – Para determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, nos períodos de apuração (mensais ou anuais) do ano calendário de 1995 e seguintes, o lucro líquido ajustado e a base de cálculo da contribuição, poderão ser reduzidos, por compensação de prejuízos acumulados e bases de cálculo negativas, em no máximo trinta por cento.
Recurso negado.
Numero da decisão: 108-07.808
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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Recorrida : 1° TURMA/DRJ — SANTA MARIA/RS Sessão de : 13 de maio de 2004 Acórdão n°. : 108-07.808 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS — PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - LEI APLICÁVEL - ATIVIDADE RURAL - COMPROVAÇÃO — Alberga-se no comando do artigo 14 da Lei 8023/90 c/c 44 da Lei 8383/1991 as compensações procedidas entre prejuízos acumulados e receitas decorrentes das atividades agro-pastoris. No ano calendário de 1995 ditas receitas deveriam ser informadas na DIRPJ na Demonstração da Receita Líquida (Ficha 03 - quadro 08). As outras receitas operacionais (declaradas na ficha 06 - quadro 09) se sujeitam à restrição imposta na Lei 8981 (artigos 42 e 58) e na Lei 9065/1995 (artigos 15 e 16), na compensação de prejuízos e bases negativas. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS — PRINCÍPIO DO DIREITO ADQUIRIDO - A restrição imposta na Lei 8981 (artigos 42 e 58) e na Lei 9065/1995 (artigos 15 e 16), na compensação de prejuízos e bases negativas, não representa nenhuma ofensa ao direito adquirido, posto que continuam passíveis de compensação integral. A forma de compensação dos prejuízos é matéria objeto de reserva legal, privativa do legislador. É concessão de um benefício, não é uma obrigação. O artigo 105 do CTN determina que a legislação aplicável aos fatos geradores futuros e pendentes será aquela vigente à época de sua conclusão, observadas às disposições dos incisos I e II do artigo 116 do mesmo diploma legal. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA - COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS — LIMITE DE 30% DO LUCRO REAL — Para determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, nos períodos de apuração (mensais ou anuais) do ano calendário de 1995 e seguintes, o lucro líquido ajustado e a base de cálculo da contribuição, poderão ser reduzidos, por compensação de prejuízos acumulados e bases de cálculo negativas, em no máximo trinta por cento. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por LAZAROTO EMPREENDIMENTOS AGROPECUÁRIOS LTDA., • mgga Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão n°. :108-07.808 ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. DORI A 44-17+VAN PRE D NTE t • TE 0-ifroUlAS PESSOA MONTEIRO RELATORA skir " FORMALIZADO EM: 7.4 JUN 2C0 Participaram ainda do presente julgamento, os Conselheiros: NELSON LOSS° FILHO, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, MARGIL MOURÃO GIL NUNES, KAREM JUREIDINI DIAS DE MELLO PEIXOTO, JOSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA e JOSÉ HENRIQUE LONGO. 2 Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão n°. : 108-07.808 Recurso n°. : 135.620 Recorrente : LAZAROTTO EMPREENDIMENTOS AGROPECUÁRIOS LTDA. RELATÓRIO LAZAROTTO EMPREENDIMENTOS AGROPECUÁRIOS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, já qualificada nos autos, recorre voluntariamente a este Colegiado contra decisão da autoridade de 1° grau, que julgou procedente, em parte, o crédito tributário constituído através do lançamento de fls.72/74 para o Imposto de renda pessoa jurídica, formalizado em R$ 56.962,28. Revisão sumária da DIPJ/1996 apurou: a) compensação a maior de prejuízos fiscais da atividade rural, com os lucros da mesma natureza, havidos nos meses de julho, novembro e dezembro de 1995; b) compensação de prejuízo fiscal na apuração do lucro real, nos meses de maio e julho em montante superior a 30% do lucro real antes das compensações, inobservado os preceitos dos artigos 42 da Lei 8981/95. Impugnação apresentada às fls.78/80, anexos 81/139, informa o exercício da atividade comercial e rural, tendo suas operações segregadas na escrita contábil e fiscal. A INSRF 39 de 28.06.1996 em seu artigo 2°., autorizou a compensação dos prejuízos decorrentes da atividade rural sem observância da trava imposta na Lei 9065/1995. O autor da ação não considerou que a diferença apurada na ação fiscal decorreria de não haver o autor da ação. Quanto à trava sobre as demais atividades, não prevaleceria também o lançamento, pois nos termos do artigo 43 do CTN teria o direito adquirido à 3 1:1/ 0 Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão n°. :108-07.808 compensação integral porque a Lei 9065/1995 seria posterior a ocorrência dos prejuízos utilizados. Às fls. 142 o relator designado para conhecimentos dos autos baixa o processo em diligência para que fosse verificado o verdadeiro valor do saldo dos prejuízos acumulados em 31/12/1989, na atividade rural, pois a impugnante apresentava um saldo de NCz$ 560.093,00 e o demonstrativo de compensação fiscal de fls. 135 apresentava NCz$ 28.687,00. Resposta de fls. 145 devolve o processo informando não saber como explicar a diferença apresentada. A mesma fora objeto de revisão interna, mas não localizara a documentação de suporte dessa alteração. Decisão da 1° Turma da Delegacia de Julgamento, às fls.149/157, julgou procedente, em parte, o lançamento. Aceitou a alegação das razões impugnatórias, quanto à compensação dos prejuízos decorrentes da atividade rural, ante a impossibilidade da SRF justificar a motivação para revisão procedida na DIRPJ 1990, que restou inexplicada. A DIRPJ inserta às fls. 82/92 e o LALUR de fls. 96/98 fariam provas a favor do sujeito passivo. Quanto à limitação imposta à compensação dos prejuízos, através da MP 812/1994, o STJ já se pronunciara pela constitucionalidade do procedimento. Recurso inserto às fls. 159/161 repete os argumentos da peça impugnatória reclamando da conclusão exarada na decisão recorrida. O direito à compensação integral seria líquido e certo, nos meses de maio e julho de 1995. Onde a própria decisão reconheceu que a DRF não teve condições de demonstrar, através de seus registros, os valores de prejuízos fiscais a compensar, reconhecendo aqueles apresentados na impugnação. Informa que seus registros fiscais espelhariam os resultados das atividades comercial e rural devidamente segregados, juntando cópias do LALUR e se contrapondo à decisão de primeiro grau quando informou que "os prejuízos 4 :41 ré Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão n°. : 108-07.808 remanescentes de outros períodos, que dizem respeito a outros fatos geradores e respectivas bases de cálculo do imposto de renda do período em apuração, constituindo, ao contrário, benesse tributária visando minorar a má atuação da empresa em anos anteriores", um contra senso, frente à demonstração da existência real dos prejuízos a compensar no período. Refere-se ao processo relativo a CSL, onde a DRJ pretendeu demonstrar que a recorrente não transcreveu na 0IRPJ11996, separadamente, os resultados das duas atividades, embora as cópias do LALUR provassem o contrário. Também o programa da DIRPJ sob questão não solicita esta demonstração em campo específico (ficha 30). Requer provimento. Arrolamento de bens concluído às fls. 206. É o Relatório. 5 Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão n°. :108-07.808 VOTO Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Relatora. O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Remanesce após a decisão de primeiro grau, o lançamento para o imposto de renda pessoas jurídicas, referente aos meses de maio e julho de 1995, por inobservância ao limite imposto na lei 8981/1995, procedimento de ajustes na DIRPJ, através do programa de verificação fiscal, malha 96 - Compensações de Prejuízos Fiscais e Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. Invoca as razões de apelo a lisura em seu procedimento. Isto em nenhum momento foi questionado. Tanto é que, andou bem o julgador de 1 8 instância, quando cancelou o lançamento referente às diferenças das compensações realizadas no tocante ao resultado da atividade rural, pois a delegacia jursidicionante não conseguir explicar a motivação para a revisão procedida na declaração de 1990, origem daquela diferença. Todavia, o valor remanescente diz respeito à outra matéria de fato, a trava dos 30% introduzida no sistema tributário brasileiro através da Lei 8981/1995 (conversão da MP 812/1994), tema sobre o qual as razões não trouxeram qualquer novo argumento que justificassem sua exclusão. Analisando as informações constantes na declaração objeto da malha, inserta às fls. 23, Ficha 29 - Demonstração do lucro líquido no período, é apontado o resultado positivo de R$ 78.730,04, mais adição de 1.302,41, valor totalmente compensado com prejuízos acumulados, sem obediência ao limite imposto na regra 6 Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão n°. :108-07.808 matriz então vigente. Note-se que o mesmo valor informado pela recorrente foi considerado no cálculo do autuante, conforme se vê na planilha de fls. 66 (mesmo ocorrendo em relação ao mês de julho, onde às fls. 27 constam importâncias idênticas tanto na declaração quanto planilha). Apenas nas razões impugnatórias a recorrente invoca o seu direito adquirido a compensar os prejuízos sem obediência ao limite de 30% na compensação. Todavia tal raciocínio não prospera. A restrição imposta na Lei 8981 (artigos 42 e 58) e 9065/1995 (artigos 15 e 16), a proporção na qual os prejuízos e compensação de bases negativas podem ser apropriados a cada apuração de lucro real introduzidos nessa lei, não representa nenhuma ofensa ao direito adquirido, posto que continuam passíveis de compensação integral. Da mesma forma que a legislação anterior autorizava a compensação dos prejuízos fiscais, os dispositivos atacados não alteram este direito. A "forma" de compensação dos prejuízos é matéria objeto de reserva legal, privativa do legislador. Em sendo concessão de um beneficio, não representa uma obrigação. A regência do artigo 105 do CTN determina que a legislação aplicável aos fatos geradores futuros e pendentes será aquela vigente à época de sua conclusão, observadas às disposições dos incisos I e II do artigo 116, ou seja: quando referente à situação de fato, a partir dos efeitos que lhe sejam próprios e em situação jurídica, quando devidamente constituída segundo o direito aplicável. Neste sentido há jurisprudência. O STF decidiu no R. Ex. n°. 103.553- PR, relatado pelo Min. Octávio Gallotti, que a legislação aplicável é vigente na data de encerramento do exercício social da pessoa jurídica. Observada a Súmula n°. 584 do Excelso Pretório: 'Ao imposto calculado sobre os rendimentos do ano-base, aplica-se à lei vigente no exercício financeiro em que deve ser apresentada a declaração.' 7 ?./ 4 Processo n°. : 11070.000095/00-73 Acórdão no . :108-07.808 Como a recorrente não logrou afastar a imposição fiscal mantém-se o lançamento por não ser possível ao julgador afastar-se do comando normativo. Por todo exposto voto no sentido de negar Provimento ao Recurso. Sala das Sessões - DF, em 13 de maio de 2004. " ete Mneleas Pessoa Monteiro. Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1 _0022700.PDF Page 1 _0022800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.000612/98-70
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 107-00.644
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do Relatório Voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Albertina Silva Santos de Lima
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MINISTÉRIO DA FAZENDA i ,:tv . le a PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES : II SÉTIMA CÂMARA Processo n° : 10830.000612/98-70 Recurso n° : 141785 Matéria : IRPJ — Ex(s): 1993 a 1996 Recorrente : KREBSFER SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO LTDA. Recorrida : r TURMA/DRJ EM CAMPINAS/SP Sessão de : 24 DE JANEIRO DE 2007 RESOLUÇÃOn.° 107-00644 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por KREBSFER SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO LTDA. RESOLVEM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do Relató ',. - Voto que passam a integrar o presente julgado. /, M tr fitS VINICIUS NEDER DE LIMA A E IDENTE c., ALBERTINA SIL A ANT S DE LIMA RELATORA FORMALIZADO EM: o b MS 7007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIZ MARTINS VALERO, NATANAEL MARTINS, HUGO CORREIA SOTERO e os Suplentes Convocados FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ e SELMA FONTES CIMINELLI. Ausente a Conselheira RENATA SUCUPIRA DUARTE e, justificadamente, o Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. MINISTÉRIO DA FAZENDA :.;;.-‘""t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ri2 SÉTIMA CÂMARA > Processo n° : 10830.000612/98-70 Acórdão n° : 107-00644 Recurso n° : 141785 Recorrente : KREBSFER SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de pedido de restituição do saldo negativo do imposto de renda dos anos-calendário de 1992 a 1995 e compensação com débitos para com a Fazenda Nacional. A autoridade preparadora e a 2°.Turma Julgadora da DRJ em Campinas indeferiram o pedido de restituição e conseqüentemente o de compensação. A contribuinte apresentou recurso a este Conselho e na sessão de 10.11.2004, o julgamento foi convertido em diligência para que a contribuinte comprovasse pela escrituração comercial e fiscal, o oferecimento à tributação das receitas que geraram a retenção do imposto, de que tratam os informes de rendimentos de fls. 94, 96, 97, 99, 101, 102, 105, 107 e 109, em relação aos rendimentos relativos aos fundos de aplicações financeiras, para os anos-calendário de 1993 a 1994 e de fls. 144 a 149, relativos aos informes relativos a aplicações financeiras, inclusas eventuais variações monetárias ativas. Para a autoridade administrativa solicitou-se a elaboração de planilha que contemplasse a apuração do Imposto de renda de acordo com a legislação de regência. A autoridade administrativa intimou a recorrente a prestar os esclarecimentos, conforme doc. de fls. 199. A recorrente apresentou cópia das fls. do Livro Razão, fls. 205 a 239 e 271 a 281 e do balancete constante no Livro Diário, de fls. 240 a 270 e 282 a 297. Requereu que outras diligências fossem realizadas à prova do alegado, se for necessário. 2 • r MINISTÉRIO DA FAZENDA• 4•4144 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ." SÉTIMA CÂMARA ';‘Zieís8T>• Processo n° : 10830.000612/98-70 Acórdão n° : 107-00644 A autoridade administrativa emitiu informação fiscal e elaborou planilhas, em que constam os valores dos rendimentos considerados comprovados à luz da contabilidade, e comparação da totalização dos valores mês a mês com os valores constantes da linha 38 da Declaração de Rendimentos, para os anos- calendário de 1993 e 1994. Concluiu que nos meses de fevereiro, março, abril e junho do ano-calendário de 1993, e nos meses de fevereiro, março, abril e outubro do ano- calendário de 1994, a contribuinte não comprovou o oferecimento à tributação da totalidade das receitas financeiras. Em relação ao ano-calendário de 1995, em razão das fichas do Livro Razão estarem incompletas, comparou o valor dos rendimentos com os balancetes apresentados e considerou que foram comprovados, porque o valor de receitas financeiras consignadas na DIPJ é de valor maior. Também consignou que os informes de rendimentos de fls. 99, 105 e 109 do ano-calendário de 1994 e de fls. 145, 147 e 148 do ano-calendário de 1995, não foram localizados no sistema IRF/CONS e que o sistema não possibilita o acesso aos informes de rendimentos do ano-calendário de 1993. É o relatório. 3 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA • te.P.L.!=4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •• • SÉTIMA CÂMARA,op ••...„zir J ;;71. - nii• --V- Processo n° : 10830.000612/98-70 Acórdão n° : 107-00644 VOTO Conselheira ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Relatora. , Constato que a informação fiscal acompanhada das respectivas planilhas, não foi cientificada à recorrente. Também constato, que o informe de rendimentos de fls. 107 não está contido na planilha de fls. 303 e não consta na informação fiscal, justificativa para a sua não inclusão. Do exposto, oriento meu voto, para conversão do julgamento em diligência para as seguintes providências: a) Para que a autoridade administrativa leve em consideração em seus demonstrativos, o informe de rendimentos de fls. 107 ou que apresente justificativa para a sua não inclusão; b) Uma vez que a informação fiscal constatou que em alguns meses não foi oferecida à tributação, a totalidade das receitas financeiras, e para que não se alegue cerceamento do direito de defesa, deve ser dada ciência à contribuinte da respectiva informação fiscal e planilhas. A recorrente poderá se manifestar dentro do prazo de 10 dias, se entender necessário. Sala das Sessões - DF, em 24 janeiro de 2007. f) (—ALBERTINA SILfS NTOS LIMA 4 Page 1 _0020500.PDF Page 1 _0020600.PDF Page 1 _0020700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10805.000481/2002-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano calendário: 1993, 1994
CSLL. LANÇAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. Afastada a aplicação do art.
45 da Lei 8.212/1991, consoante Súmula Vinculante do STF No. 8, o prazo decadencial para lançamento dos tributos, nas hipóteses de dolo, fraude ou simulação é de 5 anos, contados do 1o. dia do ano seguinte ao que o lançamento poderia ter sido efetuado.
Preliminar acolhida. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1402-000.554
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso para acolher a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Carlos Pelá.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Antonio José Praga de Souza
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LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1993, 1994 CSLL. LANÇAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. Afastada a aplicação do art. 45 da Lei 8.212/1991, consoante Súmula Vinculante do STF No. 8, o prazo decadencial para lançamento dos tributos, nas hipóteses de dolo, fraude ou simulação é de 5 anos, contados do 1o. dia do ano seguinte ao que o lançamento poderia ter sido efetuado. Preliminar acolhida. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para acolher a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente, o Conselheiro Carlos Pelá. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Jaci de Assis Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 03/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10805.000481/200211 Acórdão n.º 140200.554 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório SOMA SOLUCOES MAGNETICAS IND. E COM. LTDA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela 4ª Turma da DRJ em Campinas DRJ/CAMPINAS SP em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Trata o presente processo de auto de infração de fls.28/36, relativo à exigência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O crédito tributário foi formalizado no valor total de R$ 171.769,20, já incluídos juros de mora, estes calculados até 31/01/2002. 2. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal do auto de infração às fls. 39, a autuação é decorrente de: “001 – APURAÇÃO INCORRETA DA CSL Valor apurado conforme Termo de Verificação anexo, ..... Fato Gerador Val. Tributável ou Contribuição Multa (%) 31/01/1993 Cr$ 2.297.976.000,00 0,00 28/02/1993 Cr$ 1.067.353.000,00 0,00 31/03/1993 Cr$ 3.762.471.000,00 0,00 30/04/1993 Cr$ 217.663.000,00 0,00 31/05/1993 Cr$ 3.284.696.000,00 0,00 30/06/1993 Cr$ 3.821.755.000,00 0,00 31/07/1993 Cr$ 2.807.349,00 0,00 31/01/1994 CR$ 310.310,00 0,00 28/02/1994 CR$ 53.339.954,00 0,00 31/03/1994 CR$ 129.113,00 0,00 30/04/1994 CR$ 118.507.385,00 0,00 31/05/1994 CR$ 234.850.584,00 0,00 31/07/1994 R$ 420.924,00 0,00 31/08/1994 R$ 97.244,00 0,00 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 03/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10805.000481/200211 Acórdão n.º 140200.554 S1C4T2 Fl. 3 3 ENQUADRAMENTO LEGAL: Art. 2º e §§, da Lei nº 7.689/88; Arts. 38 e 39, da Lei nº 8.541/92.” 3. Com relação aos fatos apurados a fiscalização deixou consignado no Termo de Verificação Fiscal de fls. 25/26, o que segue: “1 – DA ORIGEM DA FISCALIZAÇÃO ............procedi a fiscalização no contribuinte, com relação ao assunto referente ao processo nº 10805.002112/9519, que trata de Mandado de Segurança interposto pelo contribuinte, visando à obtenção de ordem que lhe assegure o direito de proceder à totalidade da compensação das bases de cálculo negativas da Contribuição Social sobre o lucro, apuradas nos períodosbase de 1989, 1990 e 1991, corrigidas monetariamente, com as bases de cálculo apuradas a partir do períodobase de 1992. 2 – DAS CONSTATAÇÕES Analisando o que consta no processo, constatei que o contribuinte já efetuou a compensação das referidas bases de cálculo negativas apuradas conforme cópia das Declarações do IRPJ dos períodos de: 1º e 2º semestres/1992, JANEIRO A JULHO/1993, JANEIRO A MAIO/1994, JULHO E AGOSTO/1994. De acordo com o acompanhamento processual, observo que a liminar foi denegada em 10/11/1995, que o Juízo de primeiro grau julgou procedente o pedido em 20/02/1998, e que o Tribunal Regional Federal, por maioria, deu provimento à apelação da União Federal e à remessa oficial em 13/12/2000. Diante da planilha de cálculo elaborada (anexa), constatei a suficiência dos valores a compensar em relação à compensação efetivamente procedida. 3. DA ELABORAÇÃO DOS AUTOS DE INFRAÇÃO Tendo em vista as constatações acima citadas, prevenindo o crédito tributário, em face do instituto da decadência estou lavrando nesta data, o devido Auto de Infração da Contribuição Social com exigibilidade suspensa até o trânsito em julgado .......... 4. DAS RESSALVAS Ressalto ainda que esta fiscalização teve como objeto somente os fatos acima relatados, tendo por base os documentos apresentados pelo contribuinte, razão pela qual ressalvo o direito da Fazenda Nacional de proceder a ulteriores verificações da matéria aqui tratada, ou outra qualquer de sua competência, para eventual exigência de tributos que lhe sejam devidos em razão de fatos ou circunstâncias não conhecidos ou não cogitados nesta oportunidade. [.......]” 4. Inconformada com a exigência fiscal, da qual foi cientificada em 28/02/2002, a interessada interpôs, em 01/04/2002, por intermédio de seu representante legal, com instrumento de procuração à fl. 69, impugnação de fls. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 03/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10805.000481/200211 Acórdão n.º 140200.554 S1C4T2 Fl. 4 4 41/67, acompanhada dos documentos de fls. 68/104, expondo em sua defesa as razões de fato e de direito a seguir sintetizadas: 4.1 De início, resume e reproduz parte do trabalho fiscal. 4.2 A seguir, argúi decadência com respaldo no artigo 150, § 4º do Código Tributário Nacional. Acrescenta, ainda, que a CSLL é tributo que segue a legislação do IRPJ e quanto a isso transcreve o artigo 38 da Lei nº 8.541, de 1992. A reforçar seu entendimento cita jurisprudência. 4.3 Quanto ao mérito informa que a interessada impetrou Mandado de Segurança preventivo “pleiteando o amparo jurisdicional que lhe garantisse o direito de proceder a compensação dos valores da base negativa da contribuição social sobre o lucro, apurada nos períodosbase de 1989, 1990 e 1991, com a base de cálculo apurada a partir do período base de 1992, determinando, por conseguinte, que a autoridade administrativa competente abstivessese de praticar qualquer ato coator contra a Impugnante, no sentido de exigirlhe que fosse adotado o disposto nas Instruções Normativas nº 198/88 e 90/92.” 4.4 Nesse compasso discursa acerca da inaplicabilidade das infrações face as ilegalidades das instruções normativas nºs 198/88 e 90/92, as quais vedaram a compensação realizada pela impugnante, pois tal vedação representaria, em sua análise, a tributação do que não é lucro, mas mera recuperação do patrimônio. 4.5 Reforça seu inconformismo ao afirmar que a vedação imposta pelas instruções normativas nº 198/88 e 90/92 corresponde a verdadeiro empréstimo compulsório disfarçado. 4.6 Prosseguindo, acrescenta que a proibição determinada pelas indigitadas instruções normativas faz distorcer a própria base de cálculo do tributo, uma vez que tal base será composta por valores fictícios, que não correspondem ao real auferimento de renda ou lucro. 4.7 Noutra vertente da defesa apresentada, com escopo no artigo 150, inciso IV da Constituição Federal, desenvolve a tese de que não se pode dar ao tributo caráter confiscatório. A embasar seu entendimento, cita jurisprudência. 4.8 Passa então a contraporse em relação à natureza e lançamento da multa. 4.9 Discorda, também, da utilização da taxa Selic como índice de atualização dos tributos. Cita jurisprudência. 4.10 Ao final, requer o cancelamento da exigência fiscal. A decisão recorrida está assim ementada: : I DECADÊNCIA. CSLL. A CSLL é contribuição destinada à Seguridade Social e, como tal, tem o prazo decadencial de dez anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 03/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10805.000481/200211 Acórdão n.º 140200.554 S1C4T2 Fl. 5 5 II INCONSTITUCIONALIDADE. A via administrativa não é o foro competente para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, matéria de competência do Poder Judiciário, por força do próprio texto constitucional. III JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Nos termos da legislação em vigor, para fatos geradores ocorridos a partir de 1995, os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC para títulos federais acumulada mensalmente. PROCESSO JUDICIAL CONCOMITANTE COM O PROCESSO ADMINISTRATIVO. A submissão da matéria à tutela autônoma e superior do Poder Judiciário, prévia ou posteriormente ao lançamento, inibe o pronunciamento da autoridade administrativa sobre o mérito da incidência tributária em litígio. Lançamento procedente. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 03/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 10805.000481/200211 Acórdão n.º 140200.554 S1C4T2 Fl. 6 6 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Conforme relatado, tratase de exigência da CSLL sob a acusação fiscal de compensação indevida de bases de cálculo negativa de períodos anteriores (acima do limite legal de 30%). Em preliminar a contribuinte alegou decadência do lançamento, desde a peça impugnatória, haja vista que a ciência do lançamento ocorreu em fevereiro de 2002, sendo o último período de autuação é 31/08/1994, logo, à luz do art. 150 do CTN, o prazo decadencial encerrouse 31/12/1999. A Decisão de 1a. instância rejeitou a preliminar sob o fundamento que o prazo decadencial deva ser contado na forma do art. 45 da Lei 8.212/1990, ou seja, seria de 10 anos. Ocorre que esse dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal consoante Súmula Vinculante No. 8. Assim, aplicandose tão somente o artigo 173 do Código Tributário Nacional, haja vista a ausência de pagamento da contribuição, o prazo iniciou em 1/1/1996, isto porque o lançamento poderia ter sido efetuado no transcurso do ano de 1995, com término em 31/12/2001. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para acolher a preliminar de decadência, cancelandose a exigência. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 6DF CARF MF Emitido em 03/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 03/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 03/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
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Numero do processo: 10783.911277/2009-08
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLLAno calendário: 2005Ementa: PROCESSO DE COBRANÇA. MATÉRIA NÃO CONHECIDA.No processo administrativo cuja essência é exclusivamente a cobrança do débito decorrente de crédito julgado insuficiente para sua compensação e extinção, inexiste mérito a ser analisado, eis que a matéria (Pedido de Restituição e Declaração de Compensação PER/ DCOMP) fora objeto do processo em que se analisou o direito creditório e a declaração de compensação não homologada ou homologada parcialmente. Assim, NÃO SE CONHECE do processo de cobrança do débito do saldo devedor por se tratar de matéria decorrente da análise do processo principal submetido ao rito processual do Decreto nº 70.235/72. Consequentemente devem os presentes autos ser encaminhados para juntada ao processo principal (10783.910601/2009-62), com observância da decisão definitiva nele proferida.
Numero da decisão: 1802-000.854
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLLAno calendário: 2005Ementa: PROCESSO DE COBRANÇA. MATÉRIA NÃO CONHECIDA.No processo administrativo cuja essência é exclusivamente a cobrança do débito decorrente de crédito julgado insuficiente para sua compensação e extinção, inexiste mérito a ser analisado, eis que a matéria (Pedido de Restituição e Declaração de Compensação PER/ DCOMP) fora objeto do processo em que se analisou o direito creditório e a declaração de compensação não homologada ou homologada parcialmente. Assim, NÃO SE CONHECE do processo de cobrança do débito do saldo devedor por se tratar de matéria decorrente da análise do processo principal submetido ao rito processual do Decreto nº 70.235/72. Consequentemente devem os presentes autos ser encaminhados para juntada ao processo principal (10783.910601/2009-62), com observância da decisão definitiva nele proferida.
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MATÉRIA NÃO CONHECIDA. No processo administrativo cuja essência é exclusivamente a cobrança do débito decorrente de crédito julgado insuficiente para sua compensação e extinção, inexiste mérito a ser analisado, eis que a matéria (Pedido de Restituição e Declaração de Compensação PER/DCOMP) fora objeto do processo em que se analisou o direito creditório e a declaração de compensação nãohomologada ou homologada parcialmente. Assim, NÃO SE CONHECE do processo de cobrança do débito do saldo devedor por se tratar de matéria decorrente da análise do processo principal submetido ao rito processual do Decreto nº 70.235/72. Consequentemente, devem os presentes autos ser encaminhados para juntada ao processo principal (10783.910601/200962), com observância da decisão definitiva nele proferida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel, André Almeida Blanco e Gilberto Baptista . Relatório Fl. 82DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 O presente processo traz como peça inicial a Manifestação de Inconformidade (fls.01/03), interposta em face do Despacho Decisório (fl.31) vinculado ao processo nº 10783.910601/200962 no qual constatou a procedência do crédito pretendido no valor de R$ 2.929,35 informado no PER/DCOMP nº 386.87528.140306.1.3.040046. Entretanto considerando que o crédito reconhecido revelouse insuficiente para quitar os débitos informados no PER/DCOMP, a autoridade administrativa HOMOLOGOU PARCIALMENTE a compensação declarada. O contribuinte contesta a cobrança do débito, código 2372, relativo ao período de apuração trimestral (3º Trim./2005 – 30/07/2007) em que restou não homologada a compensação no valor de R$ 250,93 e acréscimos legais, conforme detalhado às fls.31,32 e 46. O relatório da decisão recorrida (fls.40/41) resume a manifestação de inconformidade do interessado nos seguintes termos: (...) 5. Irresignado, o interessado apresenta a manifestação de inconformidade às fls.1/4, alegando que a compensação se deu quando da "transmissão da DCTF, original ou retificadora", antes do Perdcomp, que só foi transmitido para "atender a uma necessidade do sistema da DCTF", já que este exige o número de identificação do Perdcomp. 6 Diz que não se pode considerar que a compensação ocorreu apenas na data da transmissão do Perdcomp "porque o crédito já estava constituído, e, por conseguinte, o direito de compensar, que nasce quando é constituído um crédito passível de compensação". 7 Sustenta que "não há que se falar em cobrança de juros e multa dos créditos em questão, uma vez que foram compensados no tempo certo, e que a transmissão do Perdcomp ocorreu anterior ou simultaneamente ao envio da DCTF, seja ordinariamente, ou em forma de retificação". 8 Aduz que "ao se considerar a compensação havida na DCTF original, os créditos serão extintos naquela data, inteligência do art. 156, II, do CTN", havendo "que se verificar o disposto no artigo 151, III". 9 Requer: a) "seja acatada a compensação primeira havida na DCTF original, procedendo à extinção do respectivo crédito tributário"; b) "para fins de certidão, seja suspensa a exigibilidade do crédito, na forma do artigo 151, III, do CTN"; c) seja, por fim, julgado extinto o processo administrativo constante do pórtico, homologandose a compensação integralmente" A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Rio de Janeiro/RJI) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida mediante o venerando Acórdão nº 1227.451 de 30 de novembro de 2009 (fls.39/43), cientificado ao interessado em 22/01/2010 (AR fl.47). A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.39): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 Fl. 83DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10783.911277/200908 Acórdão n.º 1802000.854 S1TE02 Fl. 83 3 COMPENSAÇÃO DECLARADA. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazêlo em outro momento processual. As alegações desprovidas de prova não produzem efeito em sede de processo administrativo fiscal. COMPENSAÇÃO DECLARADA. HOMOLOGAÇÃO PARCIAL. CRÉDITO RECONHECIDO INSUFICIENTE. Mantémse o despacho decisório de homologação parcial da compensação declarada, se não elididos os seus fundamentos de fato e de direito. A empresa interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 22/02/2010, fls.48/51, trazendo os seguintes argumentos, em síntese, para contraditar a decisão recorrida: que, o julgador considerou insuficiente o crédito para compensar na forma disposta na PERDCOMP, sem, contudo, demonstrar onde reside a inconformidade; que, na planilha anexa e na própria DCTF retificadora informada em 26/10/2009, a compensação é perfeita e que restou crédito em favor do Contribuinte; que, não tem guarida a alegação do julgador de que "o interessado não traz aos autos provas de erro na alocação, ou de inexistência do débito; que, o administrado é verdadeiramente hipo suficiente em face do Administrador, e por isso deve ser lhe dado alguns privilégios, não serlhe taxado absurdos pelo simples fato de não ter apresentado documentos ao seu tempo; que, o artigo 60 da Lei 9784/99 permite a juntada de documentos na fase recursal; que, não houve o Termo de Intimação como afirmado pelo julgador no item 29 do Acórdão recorrido, tendo o fisco pulado diretamente para o Despacho Decisório, não permitindo ao Contribuinte a possibilidade de correção da inconsistência/dúvida, de modo a não permitir a formação de processo administrativo e o impedimento da emissão de CND; que, é absurdo o fisco admitir erro no julgamento da compensação, mas como não foi rebatido pelo Contribuinte, tal erro deve permanecer; que a compensação fora realizada na época devida, é o que se extrai de simples análise dos relatórios contábeis, documentos competentes para demonstrar qualquer fato tributário; que, embora a DCOMP seja instrumento competente para informar a compensação havida a SRF, não se pode onerar o Contribuinte que operou a compensação com base em seus créditos, mas não informou ou o fez tardiamente. Finalmente a recorrente requer seja provido o recurso voluntário, para o fim de que seja reformado o Acórdão ora recorrido, acatando a compensação realizada tal como foi na contabilidade do Contribuinte, ou seja então cancelado todo o processo administrativo a partir Fl. 84DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 do Despacho Decisório, retornando o prazo do Contribuinte para se manifestar quanto ao Termo de Intimação que deve ser emitido. É o relatório. Fl. 85DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10783.911277/200908 Acórdão n.º 1802000.854 S1TE02 Fl. 84 5 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo, dele conheço. Conforme relatado o presente processo trata da cobrança do débito, código 2372, relativo ao período de apuração trimestral (3º Trim./2005 – 30/07/2005) em que restou não homologada a compensação no valor de R$ 250,93 e acréscimos legais, detalhado às fls.31,32 e 46. Consta do Despacho Decisório (fl.31) que o crédito foi analisado mediante o processo nº 10783.910601/200962 no qual constatou a procedência do crédito pretendido no valor de R$ 2.929,35 informado no PER/DCOMP nº 386.87528.140306.1.3.040046. Entretanto considerando que o crédito reconhecido revelouse insuficiente para quitar os débitos informados no PER/DCOMP, a autoridade administrativa HOMOLOGOU PARCIALMENTE a compensação declarada. A Instrução Normativa RFB nº 900/2008 ao disciplinar a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, assim dispõe: (...) Art. 37. O sujeito passivo será cientificado da nãohomologação da compensação e intimado a efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência do despacho de nãohomologação. § 1º Não ocorrendo o pagamento ou o parcelamento no prazo previsto no caput, o débito deverá ser encaminhado à PGFN, para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvada a apresentação de manifestação de inconformidade prevista no art. 66. (...) Art. 55. Homologada a compensação declarada, expressa ou tacitamente, ou consentida a compensação de ofício, a unidade da RFB adotará os seguintes procedimentos: I debitará o valor bruto da restituição, acrescido de juros, se cabíveis, ou do ressarcimento, à conta do tributo respectivo; II creditará o montante utilizado para a quitação dos débitos à conta do respectivo tributo e dos respectivos acréscimos e encargos legais, quando devidos; III registrará a compensação nos sistemas de informação da RFB que contenham informações relativas a pagamentos e compensações. Fl. 86DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 IV certificará, se for o caso: a) no pedido de restituição ou de ressarcimento, qual o valor utilizado na quitação de débitos e, se for o caso, o saldo a ser restituído ou ressarcido; b) no processo de cobrança, qual o montante do crédito tributário extinto pela compensação e, sendo o caso, o saldo remanescente do débito; e V expedirá aviso de cobrança, na hipótese de saldo remanescente de débito, ou ordem bancária, na hipótese de remanescer saldo a restituir ou a ressarcir depois de efetuada a compensação de ofício. (...) Art. 66. É facultado ao sujeito passivo, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da ciência da decisão que indeferiu seu pedido de restituição, ressarcimento ou reembolso ou, ainda, da data da ciência do despacho que não homologou a compensação por ele efetuada, apresentar manifestação de inconformidade contra o não reconhecimento do direito creditório ou a não homologação da compensação. § 1º O disposto neste artigo não se aplica à compensação de contribuição previdenciária. § 2º A competência para julgar manifestação de inconformidade é da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em cuja circunscrição territorial se inclua a unidade da RFB que indeferiu o pedido de restituição ou ressarcimento ou não homologou a compensação, observada a competência material em razão da natureza do direito creditório em litígio. § 3º Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. § 4º A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam o caput e o § 3º obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. § 5º A manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação, bem como o recurso contra a decisão que julgou improcedente essa manifestação de inconformidade, enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 do CTN relativamente ao débito objeto da compensação. § 6º Ocorrendo manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação e impugnação da multa a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 38, as peças serão reunidas em um único processo para serem decididas simultaneamente. (...) (Grifos nossos) Fl. 87DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10783.911277/200908 Acórdão n.º 1802000.854 S1TE02 Fl. 85 7 Portanto, cabe a manifestação de inconformidade e o recurso a ser obedecido o rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 contra o não reconhecimento do direito creditório ou a nãohomologação da compensação. Desse modo, no processo nº 10783.910601/200962, em que analisado o crédito, foi proferido o Despacho Decisório que resultou na homologação parcial da compensação declarada no PER/DCOMP nº386.87528.140306.1.3.040046, ficando o sujeito passivo CIENTIFICADO desse despacho e INTIMADO a, no prazo de 30(trinta) dias, contados a partir da ciência deste, efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados, com os respectivos acréscimos legais, facultada a apresentação de manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, no mesmo prazo, nos termos dos §§ 7º e 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com alterações posteriores. Vêse que, o processo de cobrança de que tratam os presentes autos indica os fatos e os elementos de comprovação que lastrearam o processo nº 10783.910601/200962, inclusive a manifestação de inconformidade de fls.01/03, traz em epígrafe o número do mencionado processo. Nesse passo, depreendese que o processo nº 10783.910601/200962 em que se discutiu o crédito e a compensação do débito objeto do PER/DCOMP em comento, é principal (aprecia do primeiro) e o presente processo é dele decorrente. Portanto, o objeto desse é o resultado (reflexo) daquele outro. Sobre procedimentos conexos, assim dispõe o § 1º do artigo 9º do Decreto nº 70.235/72: Art. 9o (...) § 1o Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) (G.N) Assim, dada a íntima relação entre o processo principal e o dele decorrente, devem os presentes autos ser juntados ao processo nº 10783.910601/200962 a fim de que não sejam proferidas decisões contraditórias, no que tange à compensação nãohomologada versada nos mesmos processos. Ao teor da Instrução Normativa RFB nº 900/2008, acima transcrita, concluise por inadmissível que o processo nº 10783.910601/200962 trate da análise do PER/DCOMP com decisão pela homologação parcial submetida ao rito processual do Decreto nº 70.235/72, e o processo de cobrança do saldo devedor resultante da nãohomologação seja novamente submetido ao rito processual do Decreto nº 70.235/72, o que significa dizer que a mesma matéria seria duplamente discutida nas instâncias administrativas, sem que haja qualquer previsão normativa para tal. Com efeito, no presente processo administrativo cuja essência é exclusivamente de cobrança do débito decorrente de crédito julgado insuficiente para sua compensação e extinção, inexiste mérito a ser analisado, eis que a matéria (Pedido de Restituição e Declaração de Compensação PER/DCOMP) fora objeto do processo em que se analisou o direito creditório e a declaração de compensação nãohomologada ou homologada parcialmente. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER da cobrança do débito do saldo devedor por se tratar de matéria decorrente da análise do processo principal submetido ao rito processual do Decreto nº 70.235/72, consequentemente, devem os presentes autos ser encaminhados para juntada ao processo nº 10783.910601/200962, com observância da decisão definitiva nele proferida. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 89DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 12/04/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10880.034541/94-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 103-01.824
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Aloysio José Percínio da Silva
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RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos /" termos do voto do relator. , . S' RCINIO DA SILVA \ I I . FORMALIZADO EM: 12 AG02005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, MAURíCIO PRADO DE ALMEIDA, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, PAULO JACINTO DO NASCIMENTO, FLÁVIO FRANCO CORRÊA e'VICTOR Luís DE~ SALLES FREIRE. 142.B97*MSR*OB/OB/05 li, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo na Resolução na : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 Recurso na Recorrente : 142.897 : INTERMÉDICA SISTEMA DE SAÚDE LTDA. RELATÓRIO Analisa-se recurso voluntário da Intermédica Sistema de Saúde S/A, denominação social da autuada Intermédica Sistema de Saúde Ltda.1 na data do recurso, contra o Acórdão na 5.229/2004 da 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto-SP, fls. 255 ../ Segundo o relatório que integra o acórdão refutado: ~ "A contribuinte acima identificada apresentou, em 07/10/1994, às fls.65174, impugnação aos autos de infração formalizados no presente processo, relativos ao Imposto de Renda Pessoa Juridica - IRPJ, Programa de Integração Social - PIS, Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. ./ o procedimento fiscal foi instruído com os documentos de fls.01/39 . ...- Ao recurso foram anexados os elementos de fls. 75/91 . ./ o crédito tributário, consolidado no demonstrativo de fl. OI, totalizou 4.079.475,43 Unidade Fiscal de Referência (Ufir), na forma abaixo discriminada: -- (..y Conforme a descrição dos fatos do IRPJ (fl. 49), a fiscalizada teria omitido receitas de variações monetárias ativas, nos exercícios de 1990 a 1992, periodos-base (PB) 1989 a 1991, respectivamente, e no ano-calendário de 1992 (I ° e 2° semestres). --- Enquadramento Legal: Regulamento do Imposto de Renda - Decreto nO 85.450, de 04 de dezembro de 1980 (RIR/1980), arts.157 e S la; 175; 254,1 e parágrafo único; e 387 11' /, , Os autos de infração reflexos (PIS, IRRF e CSLL) foram lavrados com fulcro nos dispositivos legais discriminados às fls. 54, 58 e 62. -- 2 As fundamentações legais da multa de oficio e dos jur de mora encontram-se às fls.45/46, 51/52, 56 e 60 .../ l/ 1 Conforme "Ata de Reunião de Quotistas e de Transformação para Sociedade An n' ~ ,fls. 321/324. /' 142.B97*MSR"OB/OB/05 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo nO Resolução nO : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 _¥x: " Foi exigida multa por atraso na entrega da declaração de IRPJ, com base no RIR/1980, art.727, I, "a" e Decreto-lei nO1.967, de 1982, art. 17./ Segundo o "Termo de Verificação" de fis. 38/39, no periodo de 01/01/1989 a 31/12/1992, a contribuinte teria deixado de efetuar a atualização monetária de direitos de créditos relativos a "depósitos judiciais" diversos (Ativo Realizável a Longo Prazo)/ Na impugnação, subscrita pelos advogados Luiz Carlos Andrezani e Jorge Antonio Ioriatti Chami, nomeados procuradores da pessoa juridica, ora impugnante (fi. 75), foi argüido, em suma: /' - impossibilidade juridica da exigência de tributos, calculados sobre supostas "receitas" omitidas, pela não atualização monetária das importâncias depositadas judicialmente; / - inexistência de prejuízos ao Erário Público;-- - nulidade por erros formais e materiais, tendo em vista a utilização da TRD para o cálculo dos juros de mora; -- - em face dos dispositivos contidos no Código Tributário Nacional (CTN), arts.ll4 e 117, a ausência de decisões passadas em julgado nos processos que originaram os depósitos judiciais obstaria, de forma inexorável, a atualização monetária das importâncias depositadas pela impugnante, o que implicaria a impossibilidade juridica das exigências constantes dos autos de infração em análise. /' Por fim, firmando o entendimento de que teria restado comprovada a improcedência dos autos de infração ora impugnados, por total desrespeito aos comandos legais e constitucionais que regem a matéria, solicitou fosse cancelado o lançamento;, Posteriormente, em atendimento ao termo de intimação de fi. 96, a interessada trouxe aos autos os documentos de fis. 98/228.- Foi proferido o acórdão de fis. 236/245, por esta turma de julgamento, que, no entanto, apresentou erro em sua parte dispositiva, conforme constatado pela Derat/SPO (fi. 252), que ora se corrige."./ A turma julgadora de primeira instância, por unanimidade de votos dos seus integrantes, considerou o lançamento procedente em parte. Excluidos da exigência os itens adiante listados:/ a) a multa por atraso na entrega das declarações d~ rendimentos; /' b) a contribuição para o PIS; /' 142.89rMSR*08/08/05 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo nO Resolução nO : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 c) a incidência da TRD no período 04/02/1991 a 29/07/1991, remanescendo juros de mora à razão de 1% ao mês ou fração./ O percentual de multa ex officio foi reduzido de 100% para 75% em relação aos fatos geradores de 1991 e 1992, conforme comando do art. 44, I, Lei 9.430/96, c/c o art. 106, li, "c", da Lei 5.172/66 (CTN).-- / Cientificada da decísão em 28/06/2004, conforme comprovante às fls. 278-verso, a autuada, por intermédio dos seus advogados, apresentou recurso em 28/07/2004 (fls. 283), acompanhado do necessário arrolamento, que se encontra controlado no processo 10880.005125/2004-53, de acordo com a informação do órgão preparador às fls. 516./ No seu recurso, a interessada informa que dos seis processos judiciais acompanhados de depósito, três foram resolvidos a seu favor, dois lhe foram contrários e um ainda está em andamento perante o Supremo Tribunal Federal. Nos casos nos quais houve levantamento dos depósitos, os rendimentos auferidos foram registrados e tributados. Naqueles em que foram convertidos em renda da União, os tributos considerados devidos foram deduzidos na forma da lei, sem qualquer atualização./ Contesta a afirmação da turma julgadora a quo acerca da obrigatoriedade de reconhecimento da. variação monetária ativa sobre os depósitos judiciais pelo regime de competência. Alega: ...-- / "... a correção monetária da receita de um determinado período-base deveria, quando menos, ter sido decrescida da receita do período-base seguinte, procedimento imposto pelo art. 6° do Decreto-Lei nO1.598/77, cuja observância, nos termos do Parecer Normativo 2/96, é obrigatória tanto pelo contribuinte como pelo fisco." ../ 4142.897"MSR*08/08/05 Assegura que a definição quanto à titularidade dos "rendimentos" proporcionados pelos depósitos só ocorrerá quando do trânsito em julgado da decisão judicial. No seu modo de ver: /' MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo nO Resolução nO : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 "Os depósitos são simplesmente o valor do "débito/crédito" em disputa, na sua expressão original, que se mantém inalterada, diga-se, em razão mesma do depósito efetuado./' A conformação lógica desse raciocínio, testada por outras vias, pode ser surpreendida, outrossim, pelo fato de, a exemplo de os depósitos efetuados serem mantidos pelo seu valor original, as obrigações tributárias correspondentes, também registradas contabilmente mercê da lei, serem mantidas pelos seus valores originais, sem atualizações ou acréscimos nenhuns, consoante sereno e maciço entendimento jurisprudencial que vem sendo dado ao artigo 151, lI, do CTN/ Em suma, enquanto mantido em marcha o processo, e até a sua decisão final irrecorrivel, tem-se por assoreado o estabelecimento de situação jurídica definitiva, restando inibida, à luz do artigo 114 do CTN,a ocorrência do fato gerador do imposto." /' • • • Considera improcedente a exigência de imposto de renda na fonte com base no art. 35 da Lei 7.713/88 uma vez que o seu contrato social determina a destinação dos lucros só após deliberação dos sócios/ Reprova a aplicação da TRD (também no período de agosto a dezembro de 1991) e da taxa Selic e destaca o "caráter confiscatório da multa de mora". /' Ao final, protesta pela produção de outras provas em direito admitidas, especialmente pela juntada de documentos suplementares, ,apresentação de memoriais e sustentação oral. /' É o relatório. 142.897'MSR*08/08/05 5 \ •• MINISTÉRIO DA FAZENDAPRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° Resolução nO : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 VOTO • Conselheiro ALOYSIO JOSÉ PERCíNIO DA SilVA, Relator. ./ O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade . ./ A recorrente defende tese já vencida neste colegiado. A atualização dos depósitos judiciais deve ser reconhecida na escrituração contábil da pessoa jurídica e, conseqüentemente, incluída para fins de determinação do seu lucro líquido e da base de cálculo do IRPJ e da CSll/ No caso aqui examinado, a recorrente confirmou que não procedeu dessa maneira. Por outro lado, proclamou também não ter atualizado os valores dos tributos não recolhidos ao Tesouro em virtude de contestação judicial, para garantia dos quais providenciou os depósitos judiciais. /' De fato, a omissão de atualização dos depósitos significa erro contábil com conseqüência direta nos valores apurados de IRPJ e CSll. No entanto, o efeito tributário desse erro será anulado se restar confirmado que a recorrente cometeu semelhante equívoco e igualmente deixou de reconhecer a atualização das contas contábeis representativas dos tributos submetidos à tutela judicial. Na verdade, o efeito das duas faltas conjuntamente consideradas sobre a base de cálculo do tributo é igual a zero, uma vez que, se pelo lado da receita deveria ser reconhecida a atualização monetária do depósito, por outro lado, igual valor seria contabilizado como despesa a título de atualização da obrigação tributária questionada no Judiciário e garantida pelo respectivo depósito . ./ O exame dos autos não foi suficiente para. recorrente. Nada encontrei que pudesse corroborar sua afi 142.897*MSR'08/08/05 6 onfirmar a alegação da ção. A autoridade fiscal \.7 : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 142.897"MSR*08/08/05 a) Analisar a escrituração contábil da recorrente e verificar se ela deixou de reconhecer a atualização do valor dos tributos contestados na Justiça. relativos aos depósitos judiciais sobre os quais a fiscalização exigiu a respectiva atualização; -- b) Juntar cópia do contrato social vigente à época dos fatos geradores abrangidos pela autuação.--- A autoridade fiscal encarregada da diligência deverá elaborar relatório conclusivo das verificações. entregar cópia à recorrente e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusõé\, após o que. o processo I~ deverá retornar a este Conselho. /" Portanto, o processo deve retornar à unidade de origem para adoção das providências abaixo indicadas: /" Pelo exposto. considero necessária a realização de diligência para perfeito conhecimento dos fatos, em respeito ao principio da verdade material. orientador do processo administrativo tributário, de tal forma a instruir adequadamente o processo para o julgamento./ não fez qualquer referência acerca do registro contábil das obrigações tributárias questionadas na Justiça. / Também alegou a recorrente estar fora do campo de incidência do imposto de renda na fonte de que trata o art. 35 da Lei 7.713/88. Para fundamentar tal afirmação. citou a cláusula 6" do contrato social juntado às fls. 76/91. Entretanto. esse documento. denominado "Instrumento Particular de Consolidação do Contrato Social da Intermédica - Sistema de Saúde LIda .•.. é datado de 05/04/93. posterior aos fatos geradores abrangidos pelo auto de infração./" Processo nO Resolução nO ••• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo nO Resolução nO : 10880.034541/94-26 : 103-01.824 Ressalvo que a autoridade fiscal poderá fornecer informações adicionais e juntar aos autos outros documentos que venha a considerar necessários, /, ,INIO DA SILVA /, '\ I ! \ '. 142.897'MSR*08/08/05 8 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
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Numero do processo: 10980.007898/96-66
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 302-01.259
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular o acórdão n° 302-36.637, julgado em sessão de 26/01/05 e converter o julgamento em diligência ao INT, via Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO
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Numero do processo: 10820.002536/2004-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 21 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3201-000.047
Decisão: RESOLVEM os membros da 2ª Câmara/ 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - processos que ñ versem s/ exigência de cred.tribut(NT)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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RESOLVEM os membros da 2' Câmara/1'. Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. S MA ELO GUERRA DE CASTRO Presidente IPTON L BARTOL, Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Irene Souza da Trindade Torres, Celso Lopes Pereira Neto, Nanci Gama e Heroldes Bahr Neto. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. Processo n°10820.002536/2004-00 S3-C2TI Resolução n.° 3201-00.047 Fl. 61 Relatório Cuida o presente processo de pedido de "Requerimento de Cancelamento" das Declarações de Imposto Territorial Rural — DITR, referentes aos exercícios 2001, 2002, 2003 e 2004 (fls. 01 /02), relativos ao imóvel denominado Fazenda São Francisco, localizado no município de Planaltina do Paraná — PR, no qual o contribuinte, em síntese, aduz: que é proprietário do imóvel há mais de 20 anos e entrega regularmente sua DITR, sempre acompanhada dos respectivos pagamentos; em 1999 sua propriedade foi invadida pelo Movimento dos Sem Terra — MST, sendo que, a partir desta data, até o presente momento não teve mais acesso a sua propriedade; a época havia na propriedade cerca de 3.000 (três mil) cabeças de gado, das quais foram vendidas após a invasão, mediante urna longa negociação, cerca de 1032 (mil e trinta e duas) cabeças de gado; todas estas vendas estão regularmente registradas nas declarações, assim como os estoques de gado; ingressou com ação judicial para reaver a posse da propriedade; desde a invasão apresentou as D1TR's, e como não tinha acesso ao imóvel, não era possível especificar com exatidão as atividades realizadas, razão pela qual continuou declarando o estoque de gado restante, de aproximadamente 2.000 (dois mil) cabeças de gado; a sentença de primeira instância, a qual deu procedência para o pedido de reintegração, foi modificada após a apelação interposta pelo INCRA; não possui mais esperanças de obter a posse da propriedade, apesar da possibilidade de interpor recurso especial face à referida apelação, uma vez que há no local um assentamento, onde residem centenas de famílias em casas de alvenaria e com toda infra-estrutura; seu objetivo, ao continuar entregando suas DITR's, foi de evitar que, caso obtivesse a posse da propriedade, não possuísse débito em atraso com a Receita Federal; em uma consulta informal junto à Delegacia da Receita Federal em Ara çatuba foi aconselhado, pela própria Receita, a pagar o tributo devido para que evitasse que fosse negada a emissão de Certidão Negativa, e que fosse considerado devedor da União, na hipótese de reintegração de posse; como dito anteriormente, sempre houve um estoque de bovinos na propriedade, de cerca de 3.000 (três mil) cabeças, fato este que qualificava a fazenda como produtiva; na situação em que se encontrava só havia duas alternativas: ou-deixar de pagar, ou, congelar o estoque de bovinos no numerário remanescente, sendo esta a alternativa escolhida. Processo n°10820.002536/2004-00 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.047 Fl. 62 Diante do exposto requer o cancelamento das DITR's referentes aos exercícios de 2001 a 2004, com conseqüente restituição dos valores recolhidos à título de ITR. Instruem seu pedido os seguintes documentos: cópia da sentença de primeira instância (fls. 03 a 15); cópia da Apelação interposta pelo INCRA (fls. 16/ 20) e foto aérea do local em 22/11/2003 (fl. 21). O contribuinte foi intimado às 25/26, a fim de que: 1. esclarecesse a divergência entre a área do imóvel constante na certidão do Cartório Cível da Comarca de Santa Isabel do Ivaí acerca da "Ação de Interdito Proibitório com pedido de Liminar Convertida em Reintegração de Posse", que o próprio contribuinte juntou ao seu pedido e, a área do imóvel que o contribuinte vem declarando a Receita Federal, uma vez que o imóvel "Fazenda São Francisco" foi declarado com área de 2.757,30 ha, enquanto no referido cartório consta um imóvel de 2.263,35, composto por lotes; 2. comprovar por meio de certidões do INCRA ou da Justiça Federal (certidão de objeto e pé ou certidão de inteiro teor), que o imóvel já não mais lhe pertence, em virtude da desapropriação para fins de reforma agrária que ele alega ter ocorrido. Cientificado da intimação supra (AR — fls. 27), o contribuinte anexou às fls. 30/32, o Registro da Matrícula do Imóvel. Os autos foram remetidos para a Seção de Controle e Acompanhamento Tributário, da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Maringá/PR, a qual indeferiu o pleito do contribuinte, em razão de considerar que como o contribuinte tentou, e ainda tenta, readquirir a posse de sua propriedade, está obrigado a entregar a DITR. O pedido de restituição também restou indeferido em razão da autoridade fiscal considerar que o contribuinte é o proprietário, sendo então o sujeito passivo do ITR, nos termos do art. 121 do CTN e art. 4 0, da Lei n°9.393/1996. Notificado da decisão supra (AR — fls. 40), o contribuinte apresentou sua impugnação às fls. 45/46, no qual reitera os argumentos de seu requerimento (fls. 01/02) e protesta pela reapreciação e reforma da decisão, bem como pela suspensão temporária da obrigatoriedade da declaração e pagamento do ITR, até o trânsito em julgado da decisão, e que isto sirva para interrupção de qualquer alegação futura de prescrição, no tocante ao pedido de restituição. Os autos foram encaminhados para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS), a qual entendeu por indeferir o pleito do contribuinte sob a seguinte ementa (fls. 48/51): "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 2001,2002, 2003, 2004 SUJEITO PASSIVO DO ITR. São contribuintes do Imposto Territorial Rural o proprietário, o possuidor ou o detentor a qualquer título rural, assim definido em lei. ‘13)ki Processo n° 10820.002536/2004-00 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.047 Fl. 63 IMÓVEL INVADIDO. Havendo comprovação de que o proprietário do imóvel adotou providências judiciais visando recuperar a posse do imóvel, persiste sua obrigatoriedade de apresentar declaração do ITR do imóvel e de pagar o imposto respectivo. Solicitação Indeferida" O contribuinte, notificado da decisão supra, interpôs tempestivo recurso voluntário (fls. 55/57), no qual reitera os mesmos argumentos de seu requerimento, e acrescenta que, nunca uma fazenda como a São Francisco, com mais de 3.000 (três mil) cabeças de gado, poderia ter sido classificada como improdutiva, ainda mais com 95,44% de Grau de Eficiência de Exploração GEE. Requer o provimento de seu recurso voluntário. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro em 10/12/2008, em um único volume, constando numeração até às fls. 58, penúltima. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF no. 314, de 25/08/99. É o relatório. Processo n°10820.002536/2004-00 83-C2T1 Resolução n.° 3201-00.047 Fl. 64 Voto Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Conheço do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte interessado por ser tempestivo, por atender aos demais requisitos de admissibilidade, e por conter matéria de competência deste Eg. Terceiro Conselho de Contribuintes. Cinge-se a controvérsia quanto à possibilidade de cancelamento das Declarações do Imposto Territorial Rural - DITRs, com a conseqüente restituição dos valores recolhidos a título de Imposto Territorial Rural - ITR, diante do fato de que houve invasão da propriedade por integrantes do Movimento dos Sem Terras — MST. Requer o recorrente que a Receita Federal do Brasil, através do órgão competente, realize o cancelamento de suas DITRs, referentes aos exercícios de 2001, 2002, 2003 e 2004, bem como a restituição dos valores recolhidos, uma vez que desde 1999 a propriedade foi invadida por militantes do MST e, desde então, foi destituído da posse de sua propriedade. A decisão "a quo" indeferiu o pedido de cancelamento cumulado com pedido de restituição, sob o fundamento de que o recorrente será considerado o proprietário do imóvel até o cancelamento do registro em seu nome, ou até ocorrer a transferência da propriedade, bem como restando comprovando que houve providências judiciais, a obrigatoriedade de apresentar declaração do ITR é do proprietário do imóvel. A definição do fato gerador do Imposto Territorial Rural está prevista nos arts. I° e 4°, da Lei 9.393/1996, cuja transcrição segue abaixo: "Art. I° O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1"de janeiro de cada ano. § 1 0 0 ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade exceto se houver imissão prévia na posse. (g. n.) Infere-se do dispositivo acima que a propriedade, mesmo declarada como de interesse de reforma agrária, será tributada com o ITR, excetuando-se a hipótese de imissão prévia na posse. Isto posto, com base nas decisões judiciais acostadas pelo recorrente, constata-se que o recorrente ingressou com ação de Reintegração da Posse, sendo julgado procedente o seu pedido pelo juiz Federal da P Vara Federal de Paranavaí/PR, todavia, em face de referida decisão, o Instituto Nacional da Reforma Agrária interpôs apelação, a qual foi julgada procedente. Não foi juntado aos autos mais nenhuma outra peça referente à ação judicial em questão. . Processo n° 10820.00253612004-00 S3-C2T1 Resolução et° 3201-00.047 Fl. 65 Intimado a apresentar certidões do INCRA ou da Justiça Federal, tais como certidão de objeto e pé ou ainda de inteiro teor, o recorrente aduziu que continuava a se opor a expropriação do imóvel, sem esclarecer se esta oposição era judicial. Observa-se, ainda, do conteúdo da cópia do acórdão exarado nos Autos da Apelação interposta pelo INCRA, que o imóvel foi desapropriado por ter sido considerado improdutivo, entretanto, o recorrente não anexou cópia do processo de expropriação. No caso dos autos não restou demonstrado se houve, ou não, a imissão prévia da posse. Consigno que a apresentação da cópia do processo de expropriação, a confirmação se houve ou não imissão prévia na posse e a cópia de eventual ação onde se pleiteia a reintegração da posse, bem como sua decisão definitiva, são essenciais para que possa ser realizado o julgamento do mérito, uma vez que os documentos constantes nos autos não são suficientes para que se comprove qual é a real situação da propriedade em comento. Diante do exposto, entendo por converter o presente julgamento em diligência, sendo os autos remetidos para o órgão de origem, a fim de que o recorrente seja intimado a apresentar documentos e informações: sobre o processo expropriatório realizado pelo INCRA; se houve imissão prévia na posse: se continua com o processo judicial, caso a resposta seja positiva que apresente as pecas, bem como as decisões, acompanhadas de "Certidão de objeto e Ml Após o atendimento a referida diligência, os autos deverão ser encaminhados para este Egrégio Colegiado para o devido julgamento. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de maio de 2009. NAORÇ Relator Page 1 _0019200.PDF Page 1 _0019300.PDF Page 1 _0019400.PDF Page 1 _0019500.PDF Page 1 _0019600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11065.003888/2003-55
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/09/1998 a 30/09/1998
Delimitação das Hipóteses de Incidência. Competência Ratione Materiae. Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar recursos que envolvam exigências da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins que não estejam lastreadas, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviu para determinar a prática de infração à legislação do imposto sobre a renda.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO
Numero da decisão: 303-35.310
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, em razão da matéria, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: Celso Lopes Pereira Neto
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Numero do processo: 13830.001652/2003-91
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL
RURAL — ITR
Exercício: 1999
ITR - GRAU DE UTILIZAÇÃO - PASTAGENS -
A não comprovação da efetiva utilização das Areas disponíveis
pastagem de animais ou a ausência de justificativa de sua
destinação, tais como descanso e/ou produção de sementes,
impõe a glosa da Area declarada para consideração apenas das
Areas cuja utilização foi provada, para fins de cálculo do Grau de Utilização da Terra e, conseqüentemente, determinação da
aliquota do ITR.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.275
Decisão: ACORDAM os membros da primeira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da primeira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. OTACiLIO DANTA ARTAXO - Presidente LUIZ ROBERTO DOMINGO — Relator Processo n° 13830.001652/2003-91 Acórdão n.° 301-34.275 CC03/C01 Fls. 155 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Rodrigo Cardozo Miranda, Patricia Wanderkoke Gonçalves (Suplente), Susy Gomes Hoffmann e João Luiz Fregonazzi. Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. • 2 Processo n°13830.001652/2003-91 Acórclao n.° 301-34.275 CC03/C01 Fls. 156 Relatório Trata-se de Recurso voluntário contra decisão da DRJ-Campo Grande/MS que manteve a glosa da área de 299,00ha de pastagens declaradas na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — DITR do exercício de 1999, relativamente ao imóvel rural denominado Fazenda Juazeiro, cadastrado na Receita Federal sob o n°. 3.853.466-5, com área de 673,9 ha, localizado no Município de Vera Cruz-SP. A glosa parcial da área de pastagens, que implicou na diminuição do grau de utilização da terra e conseqüente aumento da aliquota do imposto, se deu pela falta de comprovação da efetiva utilização das áreas declaradas, seja pela comprovação das obras de descanso seja pela comprovação da utilização na pastagem de animais, apesar de a Recorrente ter sido intimada, em 15/09/2003, a apresentar documentos hábeis a comprovação da utilização. Ao analisar a impugnação a DRJ entendeu que os documentos juntados não alteraram o fundamento do lançamento. Irresignada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em 23/03/2006 (fls. 141/148), alegando em síntese que: - O número de animais é inferior ao necessário a comprovação da área de pastagem declarada, pois esta é imprestável à prática da agricultura e exploração agropecuária, ante a exploração descontrolada do antigo proprietário. - Por estarem as pastagens em processo de recuperação, não há incidência ou ocorrência de fato gerador do ITR, pois vetado pelo nosso ordenamento jurídico, conforme dispõe os artigos 1 0 caput, 10, § 1 0, II, "c" e 10, IV, "a" e "b" da Lei 9.393/96, e os artigos 10, incisos I a IV e 16, I e II do Decreto 4.382/02. - 0 legislador não quis punir o contribuinte que, por forças alheias à sua vontade, não consegue manter o número de cabeças por hectare que seria o esperado em um solo fértil, quando o mesmo encontra-se esgotado. Em casos especiais é plenamente justificável a redução de animais, até que a propriedade volte a ter condições adequadas de exploração. - Trata-se de questão de cunho administrativo e econômico, não devendo subsistir o auto de infração em comento, pois se estaria impondo prejuízo ao produtor que, mantendo número de animais maior que o suportado pelo pasto, teria que buscar meios para alimentá-los além dos naturalmente fornecidos pela propriedade. Por fim, requer seja desconsiderado o lançamento impugnado e cancelado o auto de infração. o relatório. 3 Processo n° 13830.001652/2003-91 Acórdão n. ° 301-34.275 CC03/C01 Fls. 157 Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade. Como visto a matéria recursal está limitada a comprovação da efetiva utilização da área de pastagem declarada na DITR-1999. 0 contribuinte trouxe aos autos, para subsidiar sua defesa, diversas notas fiscais que demonstram o manejo da criação de animais, mas tais provas referem-se aos anos- calendários de 1999 e 2000, enquanto o auto de infração trata do ano-calendário de 1998 (exercício 1999). E de notar-se que o fato gerador do ITR é 1° de janeiro de cada ano. o primeiro dia do exercício, devendo refletir para efeitos de grau de utilização da terra a efetiva utilização das áreas aproveitáveis durante o ano calendário anterior na forma do art. 10 da Lei 9.393/96. As únicas provas de manutenção de gado da Fazenda no ano de 1998 foram acolhidas pela fiscalização para determinar a área de pastagem em 12,9ha. 0 laudo que instruiu o Recurso Voluntário não atende aos requisitos necessários a comprovação da utilização das áreas de pastagens declaradas, seja porque se refere expressamente ao ano de 1999, seja porque não traz elementos de demonstração da produção pecuária e agrícola realizadas no ano de 1998, nem é subscrita por profissional que se responsabilizou pelo laudo por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica perante o órgão de fiscalização profissional. Ademais, há uma incoerência de argumentos nas manifestações do Recorrente que ora alega que a pastagem estava cansada, o que impediria a produção pecuária, ora aduz acerca da existência de produção agrícola/pecuária suficiente para comprovação das áreas declaradas. Diante do exposto, em face da não comprovação da efetiva utilização das Leas aproveitáveis, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 30 de jane.iro de 2008 LUIZ ROBERTO D•M GO - Relator 4
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Numero do processo: 10140.001053/98-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 21 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Feb 21 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 108-00.150
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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Recurso nO. Matéria: Recorrente Recorrida Sessão de MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA : 10140.001053/98-84 : 123.991 : IRPJ - Ano:1993 : COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE RIO BRILHANTE LTDA : DRJ - CAMPO GRANDE - MS : 21 de fevereiro de 2001 RESOLUÇÃO N.o.108-00.150 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interpostopor COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL RIO BRILHANTE LTOA. RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. ~£!~ MANOEL ANTÓNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE IVE AQUIAS PESSOA MONTEIRO REL~TORA FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON LÓSSO FILHO, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIOR, TÂNIA KOETZ MOREIRA, JOSE HENRIQUE LONGO, MARCIA MARIA LORIA MEIRA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Processo nO. : 10140.001053/98-84 Resolução nO. : 108-0.150 Recurso nO. Recorrente : 123.991 : COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE RIO BRILHANTE LTOA RELATÓRIO Formaliza COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE RIO BRILHANTE LTOA Pessoa Jurídica já qualificada nos autos, recurso voluntário a este Conselho, visando exonerar-se do lançamento de ofício, de f1s.25/29, que apurou crédito tributário de R$ 48.921,49 de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, no meses de Janeiro, • Fevereiro, Março, Abril, Maio Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro e Novembro do ano calendário de 1993, tipificado como erro no cálculo do imposto de renda sobre o lucro real, com enquadramento legal no parágrafo 1°do artigo 3° da lei 8541/1992. Na impugnação de f1s.01/07, argüi ser uma sociedade cooperativa de crédito de pequeno porte, congregando pequenos produtores rurais, exercendo suas atividades exclusivamente com associados, jamais operando com terceiros, fato que ensejaria a tributação pretendida pelo fisco. O fato das operações terem sido realizadas entre cooperados estaria • ressaltada na Declaração de Imposto de Renda entregue à Receita Federal, à exceção dos itens de demonstrativo do lucro real ,onde esses resultados deveriam constar no campo 25 , sob título adequado em "resultados não tributáveis de sociedades cooperativas", o que, por erro, não aconteceu. Solicita retificação da declaração anexando a retificadora, pedindo acolhimento por ocorrência de erro de fato.~ 2 • • Processo nO. : 10140.001053/98-84 Resolução nO. : 108-0.150 Seria o lançamento indevido, uma vez que, as operações comerciais, matéria do lançamento, trataram-se de atos com seus cooperados, sem objetivo de lucro. De acordo com o artigo 79 da lei 5764/1971, o qual transcreve, seus resultados seriam isentos. Expende longo estudo sobre a matéria transcrevendo doutrinadores, jurisprudência administrativa e judicial para requerer o acolhimento da declaração retificadora e em conseqüência a nulidade do lançamento. Às fls. 66 há despacho saneador no processo para apartar o lançamento para a contribuição social sobre o lucro, inserto às fls. 20/24 . A decisão monocrática (fls. 89/91 ) julga o lançamento procedente, considerando inicialmente que o pedido de retificação da declaração não poderia ser o aceito, frente às disposições do parágrafo 1 do artigo 147 do Código Tributário Nacional. Todavia, frente ao princípio da verdade material, seria possível examinar o erro argüido, se a impugnação contivesse os documentos comprobatórios( cópias dos balanços; livros comerciais; Lalur). Ressalta que o lançamento não questionou as atividades da interessada, apenas tomou por base os valores declarados na DIRPJ apresentada à Secretaria da Receita Federal. o recurso é interposto às fls. 95/102 onde a recorrente repete os argumentos apresentados na impugnação, dizendo que foi desprezado o fato de que as operações objeto do lançamento, foram realizadas com associados. "co-irmã" Diz ter o julgador em caso idêntico, dado ganho de causa a empresa ( Decisão. DRJ/CGElDITEXlMS 1111/99GJ 3 • Processo nO. : 10140.001053/98-84 Resolução nO. : 108-0.150 Reclama do excesso da autoridade singular por não ter aceito as provas apresentadas, exigindo os Livros Contábeis e Fiscais para formar seu convencimento. Comenta o artigo 147 do CTN, transcreve os Acórdãos: IR - Iniciando o procedimento fiscal, não pode o contribuinte obter a retificação de rendimentos visando a redução ou a exclusão do tributo, salvo comprovação de existência de erro de fato no preenchimento do formulário - Ac. (CC - 102 -27.209(Dou 08.02.1995) IR - Declaração de ajuste anual . Uma vez comprovado o erro cometido no preenchimento da declaração , esta pode ser retificada através de pedido antes de notificação do lançamento e depois disso, mediante impugnação apresentada ou revisão de ofício pela o administração tributária - Ac 1 CC - 102.30.314. De Ives Gandra Martins : "Mas é óbvio que, mesmo após completo o procedimento, mesmo após receber notificação, o sujeito passivo pode pretender a anulação judicial do crédito tributário, em conseqüência de erro de fato , devidamente comprovado." (Comentário ao CTN , Ed. Saraiva 1998, Vol. 2, pg.295). Complementa que no caso sob exame, as provas apresentadas seriam prescindíveis por ter restado cristalino o fato das operações terem sido realizadas exclusivamente com associados, por força de normativa do Banco Central e por seu interesse em proteger seus associados. Comenta a Lei 5764/197, artigos 79,86,88, transcrevendo-os. Refere- se à isenção específica das cooperativas consagrada na CF/1988, item 'li do artigo 146, ratificado no artigo 6 0 da Lei Complementar 70/1991, quanto a isenção específica da contribuição social sobre o lucro. No mesmo sentido as Instruções Normativas 51/1995; e 11/1996, que consagrariam a isenção determinada no item 1 do artigo 175 do CTN. Transcreve dos Tribunais: A orientação adotada nos textos lidos é, sem dúvida, a exata, pois se a isenção somente pode ser concedida por lei desde o momento em que esta a estabelece, já não surge a obrigação tnDutária com a ocorrência do fato gerador , e, portanto, se for condicionada a demonstração do preenchimento de determi:adas condições a serem reG2ecidas ~ • • Processo nO. : 10140.001053/98-84 Resolução nO. : 108-0.150 autoridade administrativa, o ato desta apenas declara que, à data do fato gerador, a obrigação não deveria ter surgido e, portanto, anula o crédito fiscal porventura constituído"(TRF -Ac. Ap. 57.637,RTFR 99.78/80, ReI. Min. Armando Rolemberg); Cumprida a condição exigida para obtenção da isenção fiscal, constitui este direito adquirido (TJ - RJ Ac .Ap. 36.630, de 11.10.1985, ReI. Des. Pessegueiro do Amaral) O Estado , ao conceder a isenção para o contribuinte, que na certeza de computá-Ia em seu programa financeiro elabora projeto , não pode ficar a mercê de ato discricionário posterior. Assim tratando-se de ato jurídico perfeito e direito adquirido, devem ser resguardadas as regalias à época da aprovação do projeto, não sendo aceitável a alteração ou limitação pretendida, pois a revogabilidade , total ou parcial , seria ludíbrio à boa-fé dos que confiam nos incentivos acenados pelo estado. (TJ - ProAc. Ap. 50007, de 17.08. 1988 ReI. Des. José Meger) A isenção fiscal do implemento da política fiscal e econômica , pelo Estado, tendo em vista o interesse social , é ato discricionário que escapa ao controle do Poder Judiciário e envolve juízo de conveniência e oportunidade do Poder Executivo.(STF AgRAg 151855/SP Rel.Min. a Paulo Brossard 2 Turma-24.05.94) A isenção ,como causa de exclusão de crédito tributário (CTN, I art. 175) é por sua própria natureza , fator de desigualação discriminação entre as pessoas, coisas e situações. Nem por isso, entretanto, as isenções são inconstitucionais (TRF _48 Região EDAMAS 92.04.07455 Rs. ReI. Juiz Teori Albino Zavascki - ~ Turma 01/12/1994). Da jurisprudência administrativa transcreve: Contribuição Social Sobre o Lucro - Não integra a base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, de que trata a Lei 7689/88, o resultado positivo apurado pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus associados ( Ac. 103-18.628, 15/05/1997) Contribuição Social Sobre o Lucro - As Sociedades Cooperativas . Os atos cooperativos não implicam operações de mercado e nem contratos de compra e venda de mercadorias , produtos ou serviços e, por conseqüência, o resultado positivo não se constitui lucro da cooperativa e não há incidência da Contribuição Social criada pela Lei 7689/1988 (Ac. 101-91.487). Contribuição Social . Sociedades Cooperativas- Exercício de 1990,1991,1992 - As sobras de operações realizadas com cooperados, não estão alcançadas pela tributação da Contribuição Social instituída pela lei 7689/88. Dá-se provimento ao recurso. (Ac. 103-15736 Dou 29AJ~199~. ~ 5 ~ Processo nO. : 10140.001053/98-84 • Resolução nO. : 108-0.150 Requer ao final reconsideração da decisão singular e restituição "incontineni "do valor recursal; aceitação das razões de recurso e dos documentos acostados nesta fase; reconhecimento da condição de contribuinte isento do imposto de renda e da contribuição social nos termos que teriam sido demonstrados. É o Relatório ~ • • 6 1- - "'I í ~ Processo nO. : 10140.001053/98-84Resolução nO. : 108-00.150 VOTO O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e dele tomo Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOAMONTEIRO - Relatora A matéria objeto do litígio é o reconhecimento de erro de fato no preenchimento da declaração do imposto de renda pessoa jurídica da recorrente, sociedade cooperativa de crédito, após concluído o procedimento fiscal. conhecimento. • Em que pese a insurreição da interessada contra decisão exarada pela autoridade singular, cabe notar que esta agiu em consonância com o regramento jurídico vigente. Isto porque, deixa claro não adentrar no mérito da atividade exercida, baseando-se tão somente nos dados apresentados na DIRPJ objeto da revisão de ofício, assim se pronunciando: • O pedido da contribuinte , na impugnação , de retíficar a declaração é de ser indeferido , face ao disposto no artigo 147 , parágrafo f do CTN, o qual dispõem taxativamente que "A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante , quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes da notificado o lançamento," norma essa que vem reproduzida no artigo 616 do Reg. Do Imposto de Renda (RIR/80), aprovado pelo Decreto no. 85450/1980. Não obstante, face ao princípio da verdade material, seria possível examinar o eventual erro praticado pela autuado ao preencher a declaração desde que a impugnação viesse acompanhada dos documentos embasadores da falha apontada, isto é, cópias do balanço, dos livros de sua escrituração comercial e do Livro de Apuração do Lucro Real - Lalur, onde deixasse evidenciado de forma induvidosa a erronia ocorrida na transposição dos dados de sua contabilidade para o formUI:rio de Declaração do IRP~ .' Processo nO. : 10140.001053/98-84 Resolução nO. : 108-00.150 (...) Quanto à matéria de direito alegada (fls. 02107), é impertinente ao lançamento feito, vez que, o fisco não qtJ.~stiOr;lQU a .natureza. das. atividades da autuada e sim lançou o imposto com base nos valores tributáveis que apresentou na DIRPJ. Portanto, cabia a recorrente ter instruído a impugnação com os documentos comprobatórios do acerto em seu procedimento, não apenas os informando. Contudo, segundo princípio da verdade material, como a interessada • nesta fase do processo junta às folhas 103/121 cópias dos livros fiscais e contábeis que embasaram sua declaração, mister se faz a análise desses dados, a fim de se confirmar a ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. Todavia, o exame dos documentos acostados não se mostram suficientes para firmar convicção sobre o julgamento, requerendo seja o mesmo convertido em diligência, para que a autoridade fiscal que vier a ser designada verifique junto aos livros e documentos da interessada, se procede a sua pretensãor esclarecendo os seguintes pontos: a) a autenticidade dos documentos juntados na fase recursal~ • b) a identificação da natureza das operações realizadas (com cooperados ou não), destacando-as por grupo de receitas elou resultados. Após, deverá o processo retornar a esta Câmara, instruído com os documentos que o agente fiscal entender necessários ao deslinde da questãor elaborando relatório com parecer conclusivo, dele dando ciência ao contribuinte para, querendo,falarnosautos~ ,;,!1t ~"~! (~' 1 1~'~' I' \ :.1.\ _ Processo nO. : 10140.001053/98-84 Resolução nO. : 108-00.150 Por tudo aqui exposto, voto no sentido de converter o julgamento em dHigência,. para os fins propostos. Sala das sessões, em 21 de fevereiro de 2001. Ivel& aI uias Pessoa Monteiro~ 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
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