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Numero do processo: 13884.002783/2003-61
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PEREMPÇÃO - O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tornou definitiva, mormente quando o recursante não ataca a intempestividade.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 105-15.976
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso por perempto, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: José Clóvis Alves
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PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES NeOp , QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002783103-61 Recurso n°. : 153.031 Matéria : IRPJ e OUTRO - EX.: 1999 Recorrente : CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA. Recorrida : r TURMA DA DRJ em CAMPINAS/SP Sessão de : 20 DE SETEMBRO DE 2006 Acórdão n°. : 105-15.976 PEREMPÇÃO - O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva, mormente quando o recursante não ataca a intempestividade. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA. - ; ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de • Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso por perempto, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. oféL/7e)VIS AL ES •RESI ENTE e ELATOR 2 21/6FORMALI • DO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIS ALBERTO BACELAR :t VIDAL, DANIEL SAHAGOFF, CLÁUDIA LÚCIA PIMENTEL MARTINS DA SILVA (Suplente Convocada), EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, WILSON FERNANDES GUIMARÃES, IRINEU BIANCHI e JOSÉ CARLOS PASSUELLO. 3.e.z. MINISTÉRIO DA FAZENDA Fl. lik;Frt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° :13884.002783/03-6l Acórdão n°. :105-15.976 Recurso n°. : 153.031 Recorrente : CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA. RELATÓRIO CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, através da petição de fls. 497/509, da decisão prolatada pela r Turma de Julgamento da DRJ em Campinas — SP, que julgou procedente o lançamento consubstanciado no auto de infração constante dos autos. Trata-se o auto de infração a legislação do IRPJ e da CSLL que resultou na exigência do crédito tributário, bem como a multa de ofício e juros de mora. A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Campinas analisou os lançamentos bem como as defesas apresentadas e através do Acórdão n° 05-13.527 de 26 de maio de 2006, decidiu pela procedência com argumento de que o fundamento jurídico para a adoção de base de cálculo arbitrada e substitutiva daquela adotada pelo sujeito passivo está respaldado pelo art.148 do CTN. Que em face da impugnante não ter apresentado validamente a reconstituição da movimentação do estoque de mercadorias, que supririam as deficiências apontadas na escrituração obrigatória dos registros de controle da movimentação de estoques, inviável a verificação e validação da apuração pelo lucro real, sendo irreformável a conduta da fiscalização ao adotar o arbitramento dos lucros para a determinação da base tributável. No que refere-se a tributação reflexa é cabível, tendo em vista a correlação entre os fatos. i In nformada a empresa apresentou a petição recursal de fls.515/523. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Fl. ,j. :-.5Art PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Nor.,;1/4 QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002783/03-61 Acórdão n°. :105-15.976 Que em relação ao art.148 do CTN entende-se que o arbitramento fora medida extrema, haja visto que as informações foram prestadas, bem como a documentação contábil, fiscal e a planilha de estoque. Diz que nenhum momento o agente fiscal provou qualquer indicio mencionado no art.47, inciso II da Lei 8.981/95. Que no auto de infração não consta com clareza a apuração da base de cálculo e, nem da apuração do IRPJ e CSLL. Que não deve prosperar a tributação com base de cálculo arbitrado, primeiro com base na falta de Registro de Inventário, segundo com aparo em discrepâncias nos dados desse livro, e que as falhas apontadas na escrituração não impediram a tributação do lucro real. Por fim, requer o acolhimento de suas razões e contra razões e, que seja cancelado o auto de infração no todo. E de garantia arrolou bens. É o relatório. 3 eik 4. MINISTÉRIO DA FAZENDA Fl. 141:%;-:":"Irt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "Ppr" br QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002783/03-61 Acórdão n°. :105-15.976 VOTO Conselheiro JOSÉ CLÓVIS ALVES, Relator QUESTÃO PRELIMINAR - PEREMPÇÃO A contribuinte foi cientificada da decisão de primeira instância no dia 12 de maio de 2006, conforme AR constante da página 514, tendo início o prazo para interposição de recurso dia 15 de maio de 2006, numa segunda feira, e vencimento em 13 de junho de 2006, numa terça feira. A contribuinte interpôs recurso contra a decisão de primeira instância em 11 de julho de 2006, numa terça feira, conforme a fl.515. Diz o artigo 33 do Decreto 70.235/72 que rege o Processo Administrativo Fiscal: Art. 33 - Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. (grifamos). Art. 42. - São definitivas as decisões: I - De primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto. O prazo para interposição de recurso venceu no dia 13 de junho de 2006, numa terça, sendo portanto o recurso apresentado em 11 de julho do mesmo ano intempestivo e, nos termos do artigo 42 supra transcrito, a decisão de primeira instância passou a ser definitiva.IV 4 c .4. MINISTÉRIO DA FAZENDA Fl. ;fa-,IJi PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESk QUINTA CÂMARA Processo n° :13884.002783/03-61 Acórdão n°. :105-15.976 Considerando que não cumpriu o prazo previsto no artigo 33 do Decreto n° 70.235/72 para interposição de recurso contra a decisão singular. Deixo de conhecer o recurso, por perempto. Sala das S ssões - DF, em 20 de setembro de 2006. VIS AL 5 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10845.001408/94-65
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 105-00.977
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos dó voto do Relator.
Nome do relator: Jorge Ponsoni Anorozo
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DRF em SANTOS - SP 20 DE AGOSTO DE 1997 FORMALIZADO EM: RECURSO N° MATÉRIÀ RECORRENTE RECORRIDA SESSÃO DE RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos dó voto do Relator. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por "CICAL - CIMENTO E CAL LTDA." Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JOSÉ CARLOS PASSUELLO, NILTON PÊSS, VICTOR WOLSZCZAK, CHARLES PEREIRA NUNES, IVO DE LIMA BARBOZA e AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO. I ,MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 • • • • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 RECURSO N° 109.977 RECORRENTE: CICAL CIMENTO E CAL LTOA. RELATÓRIO 01 - A empresa acima identificada, já qualificada nos autos; interpôs recurso voluntário contra decisão da autoridade singular; que indeferiu integralmente a impugnação apresentada contra a exigência materializada nos autos de infração de fls. 02/14. 02 - Os autos que compõe o presente processo tratam da exigência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fls. 02/06); da Contribuição Social Sobre o Lucro (fls. 07/10) e do Imposto de Renda na Fonte Sobre o Lucro Líquido (fls. 11/14), abrangendo todos eles apenas o período-base de 1990, exercício de 1991. Cada exação será relatada individualmente, como segue. I - IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURíDICA 03 - A exigência relativa ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica está capitulada nos artigos nO157 S 1°, 191, 192, 197 e 387 inciso I; tudo do Regulamento para a cobrança e fiscalização do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza; aprovado pelo Decreto nO85450/80; e demais dispositivos legais citados no auto de infração e folhas complementares (fls.7 ,tF • • • • ~. _/_- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 04 - O lançamento de ofício tem por base de cálculo a omissão no registro de parte das receitas da empresa, omissão essa caracterizada pela falta de comprovação da origem e da efetiva entrega de numerário à mesma pelo sócio Júlio de A. Batista Filho; e pela falta de comprovação da efetiva utilização de materiais de construção registrados na escrituração contábil como custos, despesas operacionais e encargos. A empresa foi devidamente intimada, conforme documento de fls. 19; a apresentar as notas fiscais que comprovassem os custos glosados; assim como a efetiva entrega do numerário relativo ao suprimento de caixa efetuado pelo sócio. 05 - Inconformado com a exigência o contribuinte impugnou-a. Alega em seus reclamos que "A) Os valores lançados como despesas de veículos, foram efetivamente gastos com veículos, o mesmo ocorrendo com a conta de manutenção e reparos" e; "B) O empréstimo efetuado pelo Sr. Júlio de Almeida Batista Filho, foi de fato verdade, tendo inclusive o mesmo que se desfazer de um veículo para efetuar tal empréstimo.". Essa é a transcrição literal da impugnação apresentada pela empresa, como pode ser constatado as fls. 29. 06 - A autoridade monocrática, julgando o feito; considerou procedente o lançamento (fls. 32). Fundamentou a conclusão no parecer e proposta de decisão de fls. de fls. 30/31, onde consta; em síntese; que a nota fiscal glosada, relativa a Despesas com Veículos, foi emitida por empresa que opera com materiais de construção; e que os demais valores; também relativos a materiais de construção; foram glosados porque a empresa não logrou comprovar a efetiva utilização dos mesmos. No que tange ao suprimento de caixa efetuado pelo sócio, argumenta que não foi juntado aos autos nenhuma prova documental que pudesse enfrentar o lançamento. Todas as notas fiscais que compõe a base de cálculo da exação foram emitidas entre os dias 12 a 28/12190 Ifl,. 52, 54, 56, 57,59,7 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 07 - Insatisfeito com a decisão primeira, o contribuinte dela recorreu a este Colegiado. Alega agora, em resumo; que as mercadorias constantes das notas fiscais glosadas foram efetivamente utilizas pela empresa. As madeiras teriam sido utilizadas para reparos no assoalho das carrocerias dos caminhões e na estrutura de pallets; os materiais hidráulicos para reparos nos banheiros e demais áreas do depósito, que possui 1500 m2; o gesso para reparos na cobertura do forro da parte administrativa; os blocos de concreto para reparos na estrutura e construção de parede divisória no pátio do depósito; e as telhas de amianto para reposição e reparo da cobertura externa do depósito. Quanto ao suprimento de caixa alega, em síntese; que vários furtos ocorridos na empresa extraviaram e destruíram diversos papéis, o que vem dificultando a localização dos documentos necessários à comprovação da entrega do numerário. No que tange à origem dos recursos, insiste que o sócio vendeu um veículo de sua propriedade para suprir o caixa da empresa. (fls. 36/37). 08 - Anexa ao recurso os documentos de fls. 38/66, representado por cópia da decisão singular e da intimação da mesma; cópias de fotografias de uma sala ou escritório com indícios de ter sido violado; cópia de resposta à intimação efetuada pela fiscalização; cópia de requerimento solicitando cópia de boletim de ocorrência policial; cópia das notas fiscais emitidas pela empresa "Taquara Materiais para Construção Ltda"; cópia do Boletim de Ocorrência nO1156/94, onde não é informada a ocorrência que o teria motivado; cópia do BO emitido em 23/05/94, que informa a ocorrência de furto nos dias 02 a 04 de abril; cópia do BO nO2563/93, emitido em 28/06/93, dando conta do furto de máquinas de escritório e talões de cheque; e cópia do BO 4509/91, emitido em 08/10/91, dando conta do furto de veículo de propriedade do sócio Júlio de Almeida Batista7 4 '. • .' • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 09 - É o relatório a respeito do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. 11 - CONTRIBUiÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO DA EMPRESA. 10 - A exigência relativa à Contribuição Social sobre o lucro da empresa também abrange apenas o período-base de 1990, exercício de 1991; estando capitulada no artigo 2° e seus parágrafos, da Lei 7689/88; e nos demais dispositivos legais citados no auto de infração e folhas complementares (fls. 7/10) . 11 - Os fundamentos que sustentam esta exação são idênticos aos já descritos no relatório anterior, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica; o que demonstra tratar-se de lançamento decorrente e reflexivo e que tem os mesmos motivos de convicção do outro. Para a apuração da base de cálculo da exigência, a fiscalização excluiu da receita omitida e das despesas glosadas; o montante da contribuição objeto deste lançamento. 12 - Tanto a peça impugnatória quanto a recursal não identificam quais os autos que estão sendo enfrentados, portanto; para mim; tenho que elas se rebelam contra todos eles. Assim sendo, os reclamos e argumentos já desfiados contra a exigência relativa ao IRPJ aplicam-se também à esta exação, até porque se trata de procedimento reflexivo e decorrente. Nenhum fato ou argumento novo e específico foi a_ado rnlatl"meotaa a,ta Cootrlb"'ção('a. 28e ~ 5 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 13 - A autoridade singular, julgando o feito; considerou procedente também o lançamento desta Contribuição; utilizando para tanto a mesma fundamentação relativa ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fls. 30/32) . 14 - É o relatório a respeito da Contribuição Social sobre o lucro da empresa. 111 - IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO LíQUIDO 15 - A exigência relativa ao Imposto de Renda na Fonte sobre o Lucro ..• Líquido também abrange apenas o período-base de 1990, exercício de 1991; estando capitulada no artigo 350 da Lei 7713/88; e nos demais dispositivos legais citados no auto de infração e folhas complementares (fls. 11/14). 16 - Os fundamentos que sustentam esta exação são idênticos aos já descritos no relatório concernente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica; o que demonstra tratar-se de lançamento decorrente e reflexivo e que tem os mesmos motivos de convicção do outro. Para a apuração da base de cálculo da exigência, a fiscalização excluiu da receita omitida e das despesas glosadas; o Imposto de Renda Pessoa Jurídica lançado no auto de infração de fls. 02/06. 17 - Tanto a peça impugnatória quanto a recursal não identificam quais os autos que estão sendo enfrentados, portanto; para mim; tenho que elas se rebelam contra todos eles. Assim sendo, os reclamos e argumentos já desfiados contra a exigência relativa ao IRPJ aplicam-se também à esta exação, até porque se trata de procedimento reflexivo e decorrente. Nenhum fato ou argumento novo e específico foi =e=,tado ,elatl""moote• ~te I.,çame:t' 1ft,. 28e ~ • • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 18- A autoridade singular, julgando o feito; considerou procedente também esta exigência; utilizando para tanto a mesma fundamentação relativa ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fls. 30/32). 19 - É o relatório a respeito do Imposto de Renda na Fonte sobre oL",",L7 7 • .' MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 VOTO CONSELHEIRO JORGE PONSONI ANOROZO - RELATOR. 01 - O recurso voluntário é tempestivo e dele conheço porque preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade. No parecer e proposta de decisão de fls. 30/31, foi citado que a impugnação era intempestiva; porém está equivocada tal afirmação porque; na verdade; a mesma é tempestiva. O contribuinte foi cientificado da exigência no dia 05/05/94, vencendo os 30 (trinta) dias para impugnar . em 04/06/94; sábado. A impugnação foi apresentada na repartição fiscal no dia 06/06/94, segunda feira; portanto dentro do prazo legal (fls. 28). 02 - Todavia, não consegui formar minha convicção sobre parte da matéria tratada no processo; o que me impede de prolatar desde já o voto condutor para ,decidir a pendenga. Assim sendo, proponho que o processo retorne à repartição de origem para que, em diligência; sejam efetuadas as seguintes verificações: I) O contribuinte alega no recurso que os 1.000 (um mil) blocos de concreto, na medida de 15; constante da nota fiscal nO138; de fls. 52; foram utilizados no reparo de estrutura e construção de parede divisória no pátio do depósito (fls. 36). O fisco, por seu turno; argumenta que tais serviços não foram efetuados na empresa. Dada a con vérsia e buscando esclarecê-Ia, solicito que a recorrente seja intimada • 8 • • • .' '. • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 a) Mostrar ao Auditor diligenciante, fisicamente; onde foram efetuados os reparos de estrutura e onde foi construída a parede divisória; que alega ter. efetuado com o material; b) comprovar a aquisição dos produtos complementares necessários a execução desse tipo de trabalho, tais como cimento, cal, areia, ferro, etc ...; c) identificar, com documentação hábil e idônea; o pagamento para o profissional que efetuou os serviços. Caso o mesmo tenha sido realizado por empregado da empresa, identificá-lo de forma que seja possível ao fiscal diligenciante constatar a veracidade da informação; d) informar quantas pessoas trabalharam na obra entre o dia 28/12/90, data da nota fiscal de aquisição dos blocos; e o dia 31/12/90; de forma a permitir a constatação da possibilidade de tais produtos terem sido realmente aplicados nesse espaço de tempo; dado que as mercadorias foram integralmente escrituradas como despesa operacional; nada restando em estoque desse produto em 31/12/90 . 11 - A empresa alega no recurso que as placas e cantoneiras de gesso, assim como o gesso em pó; constante da nota fiscal nO136, de fls. 54; foram utilizados no reparo da cobertura de forro na parte administrativa (fls. 36). O fisco, por seu turno; argumenta que tais serviços não foram efetuados na empresa. Dada a controvérsia e buscando esclarecê-Ia, solicito que a recorrente seja intimada para: a) Mostrar ao Auditor diligenciante, fisicamente; onde os materiais foram 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 • •• • b) informar a metragem quadrada do local onde os produtos foram aplicados, estabelecendo a coerência entre a quantidade adquirida e aquela possível de ser aplicada no local identificado; c) identificar, com documentação hábil e idônea; o pagamento para o profissional que efetuou os serviços. Caso o mesmo tenha sido realizado por empregado da empresa, identificá-lo de forma que seja possível ao fiscal diligenciante constatar a veracidade da informação; d) informar quantas pessoas trabalharam na colocação do gesso entre o dia 26/12/90, data da nota fiscal de aquisição dos mesmos; e o dia 31/12/90; de forma a permitir a constatação da possibilidade de tais produtos terem sido realmente aplicados nesse espaço de tempo; dado que as mercadorias foram integralmente escrituradas como despesa operacional; nada restando em estoque desse produto em 31/12/90; 111 - A empresa alega no recurso que os materiais hidráulicos constantes das notas fiscais nO132 e 131, de fls. 56 e 57; foram utilizados no reparo dos banheiros e das demais áreas do depósito; que possui 1500 m2 (fls. 36). O fisco, por seu turno; argumenta que tais mercadorias não foram utilizadas pela empresa. Dada a controvérsia e buscando esclarecê-Ia, solicito que a recorrente seja intimada para: a) Identificar, com documentação hábil e idônea; o pagamento para o profissional que efetuou os serviços. Caso o mesmo tenha sido realizado por empregado da empresa, identificá-lo de forma que seja possível ao fiscal diligenciante constatar a veracidade da informação; b) informar quantas pessoas trabalharam nos reparos entre o dia 21/12/90, data da nota fiscal de aquisição das mercadorias; e o dia 31/12/90; de forma a p"mm, a "'"'talação da pc,,'bilidadade tal' p"",",o, te'em"do ,ealmemea7 10 ~L _ • •• • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 nesse espaço de tempo; dado que as mercadorias foram integralmente escrituradas como despesa operacional; nada restando em estoque desse produto em 31/12/90. IV - A empresa alega no recurso que as telhas de amianto constante da nota fiscal n° 113, de fls. 60; foram utilizadas para reposição e reparo da cobertura externa do depósito (fls. 36). O fisco, por seu turno; argumenta que tais produtos não foram utilizados pela empresa. Dada a controvérsia e buscando esclarecê-Ia, solicito que a recorrente seja intimada para: a) Mostrar ao Auditor diligenciante, fisicamente; onde os materiais foram aplicados; b) informar a metragem quadrada do local onde os produtos foram aplicados, estabelecendo a coerência entre a quantidade adquirida e aquela possível de ser aplicada no local identificado; c) identificar, com documentação hábil e idônea; o pagamento para o profissional que efetuou os serviços. Caso o mesmo tenha sido realizado por empregado da empresa, identificá-lo de forma que seja possível ao fiscal diligenciante constatar a veracidade da informação; d) informar quantas pessoas trabalharam nas obras de reposlçao e reparo da cobertura entre o dia 17/12/90, data da nota fiscal de aquisição das telhas; e o dia 31/12/90; de forma a permitir a constatação da possibilidade de tais produtos terem sido realmente aplicados nesse espaço de tempo; dado que as mercadorias foram integralmente escrituradas como despesa operacional; nada restando em estoque , •••• pco,uto em 31117, 11 • • • • • ~\ ) MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 v -A empresa alega no recurso que a madeira constante da nota fiscal nO108, de fls. 61; foi utilizada para reparar o assoalho da carroceria dos caminhões que relacionou no corpo da própria nota fiscal; e para reparar a estrutura de pallets (fls. 36). O fisco, por seu turno; argumenta que tais mercadorias não foram utilizadas pela empresa. Dada a controvérsia e buscando esclarecê-Ia, intimar o contribuinte para: a) Informar se possui marcenaria dentro da empresa, com condições para efetuar o tipo de trabalho que alega ter sido efetuado; b) caso não possua marcenaria própria, identificar com documentação hábil e idônea; devidamente escriturada; o pagamento para o profissional que efetuou os serviços; c) informar quantas pessoas trabalharam na efetuada dos reparos entre o dia 12/12/90, data da nota fiscal de aquisição das madeiras; e o dia 31/12/90; de forma a permitir a constatação da possibilidade de tais produtos terem sido realmente aplicados nesse espaço de tempo; dado que as mercadorias foram integralmente escrituradas como despesa operacional; nada restando em estoque desse produto em 31/12/90. VI - O Auditor diligenciante deverá informar ainda, no que tange as madeiras; se a empresa utiliza pallets para o manuseio de cargas. Como elemento adicional deverá também ser informada a quantidade de empregados registrados na em,,,,,,,, 00aoode 1990e o,,e"octi~ °'''90' e luZ 12 . t• • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10845.001408/94-65 RESOLUÇÃO N° 105-0.977 03 - Ao final o Auditor deverá emitir parecer conclusivo sobre o resultado da diligência, alicerçado nos elementos que apurar; devendo incluir no mesmo outras informações que julgue importante para a justa solução do litígio . . 04 - Concluído o parecer, deverá ser dado ciência do mesmo ao contribuinte; mediante entrega de cópia; com a fixação do prazo de 30 (trinta) dias para que a empresa; se desejar; sobre ele se manifeste. Transcorrido esse prazo deverá o processo ser devolvido à esta Câmara para novo julgamento. 05 - É o meu voto. Sala das Sessões - DF, em 20 de agosto de 1997 ~~'f'~ JORGE PONSONI ANOROZO. 13 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012 00000013
score : 1.0
Numero do processo: 13816.000663/97-23
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed May 23 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/1998
Ementa: IPI. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE ERRO NA CLASSIFICAÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA JULGAR.Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar os recursos que tratam de pedido de restituição de crédito tributário relativo ao IPI, decorrente de erro na classificação fiscal, quando referida classificação não é matéria controversa.
DECLINADA A COMPETÊNCIA EM FAVOR DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES
Numero da decisão: 301-33.901
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO
CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em declinar a competência em favor do Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: Irene Souza da Trindade Torres
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(EX-KENTINHA EMBALAGENS LTDA.) Recorrida DRJ/CAMPINAS/SP Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/1998 Ementa: rpi. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECORRENTE DE ERRO NA CLASSIFICAÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA JULGAR.Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar os recursos que tratam de pedido de restituição de crédito tributário relativo ao IPI, decorrente de erro na classificação fiscal, quando referida classificação não é matéria controversa. DECLINADA A COMPETÊNCIA EM FAVOR DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em declinar a competência em favor do Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do voto da relatora. 1IN OTACÍLIO DANTA CARTAXO - Presidente • S Processo n.° 13816.000663/97-23 Acórdão n.° 301-33.901 CC03/C01 Fls. 847 kr(fr .14/4V-Tuo IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar FonsEca de Menezes, George Lippert Neto, Adriana Giuntini Viana e Susy Gomes Hoffmann. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. Fez sustentação oral o advogado Dr. Rogério da Silva Venâncio Pires OAB / DF n° 8.987. • Processo n.° 13816.000663/97-23 Acórdão n.° 301-33.901 CC03/C01 Fls. 848 Relatório Por bem relatar o processo em tela, transcrevo o Relatório da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas — SP, fls. 684/686: "Trata o presente processo de pedido de restituição, no montante de R$ 830.467,01, em razão de valores recolhidos a maior a titulo de IPI, no período de novembro de 1992 a maio de 1997, cuja constatação se deu ern função da Decisão DISIT-8a RF n° 83, de 1997, referente ci consulta sobre classificação fiscal de mercadorias formulada no âmbito do processo n°13816000024/97-02. 2. A solicitação se formalizou mediante o requerimento de fls. 01/05, acompanhada dos documentos de fls. 06/597. 3. Antes, porém, de qualquer posicionanzento da repartição da Receita Federal acerca dessa solicitação, a interessada formulou consulta et Superintendência da 8° Regido Fiscal da Receita Federal, mediante o processo n° 13819.000184/98-86, na qual indagava se estava correto o procedimento por ela adotado de creditar-se e de compensar o montante do IPI indevidamente pago, atualizado monetariamente, com valores devidos do próprio IPI, de COFINS e PIS. Tal consulta, por meio do Despacho 10804/DT n° 36/2000, foi declarada ineficaz, com base nos incisos I e VII da IN SRF n° 2/1997 (fls. 599/605). 4. Em razão da referida consulta, a interessada apresentou o "Pedido de Desistência de Requerimento de Restituição c/c Pedido de Compensação de Tributos", as fls. 606/608, no qual pleiteia a autorização/homologação das compensações do crédito do IPI indevidamente pago com parcelas vincendas do próprio IPI e das contribuições ao PIS e COFINS. 5. A DRF em Silo Bernardo do Campo, mediante o Despacho n° 20/2000, as fls. 668/671, acolheu o pleito da interessada no que diz respeito ao cancelamento do pedido de restituição e, por outro lado, indeferiu o pedido de homologação da compensação efetivada pela contribuinte, por falta de objeto, considerando que não haveria mais vinculo com qualquer crédito reconhecido, como liquido e certo, em processo. 6. Discordando da decisão denegatória,a interessada apresentou manifestação de inconformidade de fls. 675/679, indevidamente direcionada ao Segundo Conselho de Contribuintes, acompanhada do documento de fl. 680, por meio da qual solicita que sejain autorizadas/homologadas as compensações do seu crédito de IPI com parcelas vincendas do próprio IPI e das contribuições ao PIS e COF1NS, argumentando, em síntese, que: 6.1. a despeito de todas as razões e considerações, o órgão administrativo furtou-se em analisar o mérito da questão, pela justificativa de que o pedido não estaria respaldado por pedido de restituição anterior que reconhecesse o direito de crédito; Processo n.° 13816.000663/97-23 Aceord5o n.° 301-33.901 CC03/C0 I Fls. 849 6.2. formulou consulta acerca de seu direito liquido e certo de compensar seu crédito de IPI, devidamente atualizado, com parcelas vincendas do IPI, PIS e COFINS, a qual foi julgada ineficaz, muito embora não se tenha feito qualquer objeção ã origem e legitimidade do crédito da interessada, bem como sua atualização monetária; 6.3. tem direito liquido e certo ao crédito, com a respectiva atualização monetária, dos valores indevidamente pagos de IPI, correspondente et diferença de aliquota efetivamente devida de 5% e da indevidamente paga de 10%; 6.4. a compensação dos créditos do IPI com parcelas vincendas de PIS e COFINS realizada pela interessada baseou-se no que dispõe o artigo 170 do CTIV, artigo 66 da Lei 8383/91 e artigo 74 da Lei 9.430/96; 6.5. afim de satisfazer o requisito formal estabelecido no artigo 12 da IN SRF 21/97, a interessada formalizou o pedido de compensação perante a DRF para que fosse finalmente autorizada/homologada a compensação entre tributos de espécies diferentes por ela realizada." Em 23 de julho de 2001, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas — SP manifestou-se por meio do acórdão n° 1.049, fls. 684, que assim foi ementado: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/1998 Ementa: COMPENSAÇÃO — IPI PAGO A MAIOR COM TRIBUTOS DIVERSOS. É de se indeferir o pedido de convalidação de compensação realizada pelo contribuinte, por conta própria, quando os procedimentos por ele adotados estão em desacordo coin as normas legais para a fruição da compensação. Solicitação Indeferida" • Em 17 de setembro de 2001, a Recorrente foi cientificada desta Decisão, fls. 691. Em 17/10/2001, não conformada com a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, interpôs Recurso Voluntário ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 692/717, na qual argumenta que houve ofensa ao procedimento administrativo por parte do julgador de primeira instância que descumpriu o próprio dever de encaminhar o Recurso ao órgão competente e apreciou novamente a matéria, razão pela qual entende a Recorrente deve ser anulada a decisão recorrida. Solicita ainda que sejam autorizadas/homologados as compensações do seu crédito de IPI com as parcelas vincendas do próprio IPI e das contribuições ao PIS e a COFINS. o Relatório. Processo n.° 13816.000663/97-23 Acórdão n.° 301-33.901 CC03/C01 Fls. 850 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora Inicialmente, cabe resumir a matéria em discussão para melhor entendimento. A recorrente formalizou, em 19 de novembro de 1997, pedido de restituição dos valores pagos a maior a titulo de lPI no período compreendido entre novembro de 1992 a maio de 1997, fls. 01 a 05. Antes de qualquer posicionamento da repartição fiscal acerca dessa solicitação, a interessada formulou, em 22 de janeiro de 1998, consulta a. Superintendência da 8a Região Fiscal, indagando se estava correto o procedimento por ela adotado de creditar-se e de compensar o montante do WI indevidamente pago no período compreendido entre janeiro de 1991 a maio de 1997, atualizado monetariamente, com valores devidos de WI, de Cofins e de PIS. Predita consulta foi declarada ineficaz, por meio do Despacho 108041DT n° 36/2000, cópias as fls. 599 a 605, proferido nos autos do processo administrativo n° 13819.000184/98- 86. Em 03 de abril de 2.000, a interessada apresentou petição, fls. 606 a 609, onde requereu a desistência do pedido de restituição de fls. 01 a 05, bem como a autorização/homologação das compensações do crédito do WI com parcelas vincendas desse imposto e com as de Cofins e de PIS. A DRF em Sao Bernardo do Campo — SP acatou o pleito da reclamante no tocante ao cancelamento do Pedido de restituição, mas indeferiu a autorização/homologação da compensação efetivada pela requerente, por considerar não mais haver vinculo com qualquer crédito reconhecido no processo como liquido e certo, fls. 669 a 672. Discordando do entendimento dado por aquela repartição fiscal, a reclamante, em 17 de novembro de 2.000, apresentou "recurso voluntário", fls. 676 a 681, onde refutou as razões do indeferimento de seu pedido, pugnou pela reforma da decisão atacada e reafirmou o requerimento da autorização/homologação das compensações do crédito do WI corn parcelas vincendas desse imposto e com as de Cofins e de PIS. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas — SP, por meio da • Decisão DRJ/CPS n° 001049, de 23 de julho de 2.001 (fls. 685 a 690) tomou corno manifestação de inconformidade a peça denominada pela reclamante de recurso voluntário e julgou improcedente a pretensão ai deduzida, mantendo a decisão proferida pela DRF em Sao Bernardo do Campo. Não conformada com o indeferimento de seu pleito, a reclamante apresentou, em 17 de outubro de 2.001, recurso voluntário a este Colegiado (fls. 693 a 706), alegando, em preliminar, a nulidade do julgamento pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, pois esta teria extrapolado sua jurisdição ao julgar o recurso voluntário de competência do Conselho de Contribuintes. No mérito, a recorrente reafirmou a legitimidade dos créditos por ela apurados, bem como o direito a compensá-los com débitos do próprio IPI e, também, com os de Cofins e PIS. Como se depreende do narrado linhas acima, claro está que as questões submetidas a julgamento dizem respeito ao atendimento das formalidades requeridas para utilização dos créditos. 0 indébito decorreria de erro na classificação fiscal, mas sobre esta não ha controvérsia, ao menos neste pedido de repetição. Desta feita, o julgamento da compensação pleiteada, por versar sobre supostos créditos de WI, é de competência do Segundo Conselho de Processo n.° 13816.000663/97-23 Acórdão n°301-33.901 CC03/C01 Fls. 851 Contribuintes, nos termos do artigo 8°, inciso I, c/c o inciso I de seu parágrafo único do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes: "Art. 8° Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar os recursos de oficio e voluntários de decisões de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente a: I - Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), inclusive adicionais e empréstimos compulsórios a ele vinculados, exceto o IPI cujo lançamento decorra de classificação de mercadorias e o IPI incidente sobre produtos saídos da Zona Franca de Manaus ou a ela destinados; (Redação dada pelo art. 2° da Portaria MF no 1.132, de 30/09/2002) Parágrafo dnico. Na competência de que trata este artigo, incluem-se os recursos voluntários pertinentes a: I - ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados; Seria da competência do Terceiro Conselho de Contribuintes, como entendeu o relator do Acórdão do Segundo Conselho, se a questão da classificação fiscal fosse controvertida, o que não é o caso. Diante do exposto, voto no sentido de que seja DECLINADA A COMPETÊNCIA em favor do Segundo Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 23 de maio de 2007 „itzp-A-r_Arv--2 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora •
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Numero do processo: 10120.002180/96-77
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 102-02.300
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os Embargos, para retificar o Acórdão n°102-46.415, da sessão de 07/07/2004, e CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Naury Fragoso Tanaka
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SEGUNDA CÃ MARA Processo n°. : 10120.002180/96-77 Recurso n°. : 133.961 Matéria: : IRPF — Exs: 1991, 1992 e 1995 Embargante : HUMBERTO LUDOVICO DE ALMEIDA FILHO • Embargada : DRJ-BRASILIA/DF Sessão de : 21 de setembro de 2006. RESOLUÇÃO N° 102-02.300 Vistos, relatados e discutidos os presentes Embargos de Declaração interpostos por HUMBERTO LUDOVICO DE ALMEIDA FILHO. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os Embargos, para retificar o • Acórdão n. 102-46.415, da sessão de 07/07/2004, e CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. ALEXANDRE AND DE LIMA DA FONTE FILHO PRESIDENTE EM ERCICIO NAURY FRAGOSO TAN RELATOR FORMALIZADO EM: 0\I 2U36 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, SILVANA MANCINI KARAM, ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA e MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA. Ausente, justificadamente, a Conselheira LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO (Presidente). - _ Processo n° : 10120.002180/96-77 Resolução n° : 102-02.300 Recurso n° : 133.961 Embargante : HUMBERTO LUDOVICO DE ALMEIDA FILHO RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração interpostos em 8 de abril de 2005, para protesto contra o posicionamento predominante no julgamento efetivado na sessão de 7 de julho de 2004, manifestado no Acórdão 102-46.415. A fim de propiciar o melhor entendimento, transcreve-se o Relatório deste último ato e ao final as conclusões da ilustre Presidente desta E. Câmara quanto aos Embargos interpostos. "DA AUTUAÇÃO O Recorrente em epígrafe, já devidamente qualificado, recorre a este Colendo Conselho de Contribuintes da decisão da DRJ em Brasília-DF que não acolheu as nulidades e a decadência suscitadas e julgou parcialmente procedente o lançamento do crédito tributário constante do presente processo. A querela teve início com o competente Auto de Infração de fls. 48 a 55, em 02/07/1996, no qual foi verificada omissão de rendimentos, tendo em vista a variação patrimonial a descoberto ocorrida nos meses julho de 1990, Julho de 1991, outubro e dezembro de 1994, cujo enquadramento legal consta às fls. 49. O procedimento fiscal iniciou-se em 10/05/1996 com a intimação n.° 194/1996 ao ora Recorrente (fls. 01/02), para comprovar as operações de aquisição e alienação de bens, gastos com construção e a discriminação mensal dos rendimentos auferidos de pessoa jurídica e de aplicações financeiras, informados pelo contribuinte nas declarações dos exercícios de 1991 a 1995, através de documentação hábil e idônea. Atendendo à intimação supracitada o ora Recorrente apresentou, em 03/06/1996, as justificativas de fls. 19/20, apensando os documentos de fls.21/27. Em 11/06/1996 foi emitida nova intimação de n.° 319, fls. 35 e demonstrativos anexos de fls.36/45, informando ao contribuinte que após a análise das declarações dos exercícios de 1991 a 1995, juntamente com a documentação e informações prestadas, verificou-se que o seu patrimônio apresentava, nos meses julho de 1990, julho de 1991, outubro e dezembro de 1994, variação incompatível com os rendimentos declarados. Assim, em 26/06/1996, o contribuinte, ora Recorrente, apresentou os esclarecimentos de lis. 47. Após o exame, o autuante lavrou o Processo n° : 10120.002180/96-77 • Resolução n° : 102-02.300 Termo de Verificação Fiscal de fls. 56, no qual informa ter efetuado o lançamento de ofício dos valores referentes às ocorrências registradas na última intimação, haja vista não ter o ora Recorrente apresentado qualquer comprovante, especialmente os extratos das aplicações financeiras declaradas e do recebimento de rendimentos do trabalho assalariado nos anos de 1990 e 1991, dos quais também não constam informações nos arquivos/sistemas. DA IMPUGNAÇÃO Cientificado, em 12/07/1996, do lançamento consubstanciado em auto de infração, o ora Recorrente, apresentou, em 12/08/1996, Impugnação de fls. 60/74, as quais foram juntadas aos autos, conforme termo de fls. 75. Em síntese, alega e solicita o que se segue: Segundo o ora Recorrente, o auto de infração deve ser anulado por vício insanável e que seja dado provimento à impugnação, considerando-se a flagrante improcedência do lançamento, eis que amparado em enquadramento legal inaplicável aos fatos tidos como infringidos. Afirma ter havido a decadência do lançamento correspondente ao ano base de 1990, porque em 28/06/96, data da ciência do contribuinte, já havia decorrido o prazo para a homologação. Não procede, de acordo com o Recorrente, a autuação referente ao ano base de 1990, fundamentada no art. 6.° da Lei n.° 8.021, publicada em 13/04/1990, que por ensejar aumento de imposto, somente entrou em vigor e tem eficácia a partir do exercício financeiro seguinte. A aplicação de juros de mora durante o ano de 1991, com base nas Leis n.°s 8.177, 1991 e 8.218, de 1991, afronta o disposto no art. 104, I do Código Tributário Nacional — CTN, por conflito com os princípios da irretroatividade e da anterioridade. DA DECISÃO COLEGIADA Em decisão de fls. 77/97, a autoridade julgadora de primeiro grau rejeitou as preliminares argüidas pelo lmpugnante, ora Recorrente, e julgou o lançamento procedente em parte, como se entrevê na ementa infratranscrita: "Assunto: Imposto de Renda sobre a Renda da Pessoa Física — 1RPF Ementa: NORMAS GERAIS — DECADÊNCIA — TERMO INICIAL - Em se tratando de lançamento por homologação, não tendo havido o pagamento antecipado do tributo, não se aplica a regra do parágrafo 4.° do art. 150 do CTN, decaindo o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário em cinco anos, contados da notificação do lançamento primário, que coincide com a data da entrega da respectiva declaração de rendimentos, conforme o disposto no art. 173, do Código Tributário Nacional. NULIDADES - Não se apresentando nos autos as causas apontadas no art. 59 do Decreto 70.235/1972, não há que se cogitar de nulidade processual nem de nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. OMISSÃO DE RENDIMENTOS — ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO - Tributam-se, mensalmente, como rendimentos • omitidos, os acréscimos patrimoniais a descoberto, caracterizados por sinais exteriores de riqueza, que idenciam a renda auferida e não 3 e Processo n° : 10120.002180196-77 • Resolução n° : 102-02.300 declarada. Os recursos não utilizados no levantamento fiscal são considerados como origem. IMPOSTO DEVIDO SOB A FORMA DE RECOLHIMENTO MENSAL, NÃO-PAGO - O imposto de renda das pessoas físicas devido, sujeito ao recolhimento mensal (Camê-leão), não-pago, submete-se à cobrança na forma disciplinada na IN/SRF/46/1997. TAXA REFERENCIAL DIÁRIA — TRD - Com fundamento na Instrução Normativa n.° 32/1997, exclui-se a cobrança de juros de mora equivalente à TRD no período anterior a 30 de julho de 1991. MULTA DE OFICIO — RETROATIVIDADE BENÉFICA - Aplica-se retroativamente a multa de ofício mais benéfica ao contribuinte, quando referente a atos e fatos pretéritos não definitivamente julgados. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE." A decisão da DRJ em Brasília-DF afastou as preliminares suscitadas pelo Recorrente, afirmando que não podem prosperar, citando os arts. 59 e 60 do Decreto n.° 70.235/1972, que trata de casos de nulidade. Em face disso, corroborou que no caso dos autos não há agasalho da tese do Recorrente. Em seguida, rebateu a alegação de falta de clareza do demonstrativo da evolução patrimonial mensal, expendida pelo Recorrente em sua peça impugnatória, realçando que os valores estavam ali classificados genericamente, ou seja, outras receitas (recursos) e outras despesas (aplicações). Posteriormente, invocou a Lei n.° 7.713/1988, arts. 1.°, 2.° e 3.° e §§ 1.0 e 4.° e art. 8.°, que versam sobre o IRPF e dá outras providências nesta matéria. Mais adiante, a autoridade colegiada a quo diz estar o Recorrente equivocado quando argúi a decadência do direito de constituir o crédito tributário pelo lançamento correspondente ao ano base de 1990, sob o argumento de que já havia escoado o prazo para a homologação. Afirma que não se aplica o disposto no § 4.° do art. 150, do CTN, e sim a regra geral do artigo 173 do aludido diploma legal. Sobre o instituto da decadência, a DRJ em Brasília-DF traz à baila o art. 173, I do CTN e o art. 29 da Lei n.° 2.862/1956, os quais trasladou às fls. 84. Diante de tais argumentos, concluiu que o período qüinqüenal do prazo decadencial teve início em 22/07/1991, data da entrega da declaração de rendimentos correspondente ao ano base de 1990 (fls. 04. Por conseguinte, em 12/07/1996, data da ciência do auto de infração, não estava decaído o direito do fisco realizar o lançamento. No mérito, a autoridade colegiada de primeira instância admoesta ser improcedente a contestação do Impugnante, ora Recorrente, quanto à aplicação da Lei n.° 8.021/1990 ao lançamento referente ao ano base de 1990, porquanto tal lei deve ser interpretada a luz do art. 144, § 1.° do CTN (transcrição às fls.86). Ante os argumentos desmiudados, a DRJ em Brasília-DF concluiu que a autoridade cumpriu corretamente o seu dever de efetuar o lançamento de ofício relativo à declaração de rendimentos, ficando evidente a omissão de rendimentos. Quanto às aplicações financeiras existentes em 31/12/1989, considerou que o procedimento fisal foi correto, pois embora haja 4 Processo n° : 10120.002180/96-77 Resolução n° : 102-02.300 registro da declaração de bens do exercício de 1991 (fls. 04/verso), não foram juntados os documentos comprobatórios aos autos. O contribuinte informa, na impugnação (fls. 64) que a documentação não foi localizada. Às fis.90/94 dos autos, consta, com riqueza de minudências, o Demonstrativo da Evolução Patrimonial Mensal do Recorrente, para melhor análise. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Em sede de recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, expendido às fls. 305/316, o Recorrente contraditou a decisão da DRJ em Brasília-DF, consoante se divisa infra, em síntese: No intróito de sua defesa, o Recorrente recrudesce as situações fáticas do processo, frisando que, em Impugnação, argüiu a decadência do lançamento referente ao mês de julho de 1990 e, no mérito, demonstrou a improcedência do auto de infração, já que todas as aquisições patrimoniais que respaldaram a omissão de rendimentos nos meses prelecionados estavam acobertadas por rendimentos do contribuinte e por seu cônjuge, e empréstimos e aplicações financeiras. Enfatiza que, na peça impugnatória, argüiu a decadência do lançamento relativo ao mês de julho de 1990 ante a incidência na hipótese do disposto no artigo 150, § 4.°, do CTN, tendo em vista que a ciência do Auto de Infração somente ocorreu em 12 de julho de 1996, sendo que a autoridade colegiada a quo assim não entendeu, afirmando que o dispositivo aplicável ao caso é o artigo 173 do CTN, em face da ausência do pagamento prévio do tributo. Realçou a Recorrente que não se questiona tratar a hipótese de lançamento por declaração ou homologação. A própria autoridade julgadora já asseverou verificar-se o lançamento por homologação (item 18, fls. 83). Contudo, questiona a aplicabilidade do artigo 150, § 4.° do CTN em casos em que não tenha ocorrido o prévio pagamento. Desse modo, o Recorrente passa a analisar o art. 150, § 4.° do CTN (fls. 306). Em conclusão, entende não haver qualquer exceção para fins de aplicação do prazo decadencial, impondo apenas verificar se a hipótese é de tributo sujeito a lançamento por homologação. Percebe, então, ser este o tipo de lançamento, o pagamento prévio não é requisito para a aplicação do prazo decadencial previsto no parágrafo 4.°., transcreveu artigo sobre o tema às fis. 307. Mais adiante, no mérito, em que trata da omissão de rendimento no mês de julho de 1990, o Recorrente diz ter mantido a autoridade julgadora a quo apenas parcialmente a omissão de rendimentos relativa ao mês de julho de 1990, considerando não ter havido prova capaz de demonstrar a ausência de acréscimo patrimonial a descoberto (cita vários acórdãos da lavra deste Conselho de Contribuintes, às fis. 309). Do mesmo modo, versando sobre a omissão de rendimentos nos meses de outubro e dezembro de 1994, o Recorrente diz que tudo fora comprovado por meio de fichas financeiras, restando comprovar a existência de rendimentos suficientes para acobertar acréscimo patrimonial a descoberto da ordem de 80.251,38 UFIR (fis.94). Informa que a autoridade da DRJ em Brasília, quanto a tal soma, não aceitou os argumentos do Recorrente no sentido de que não haviam sido considerados os rendimentos do trabalho assalariado do cônjuge- :ti Processo n° : 10120.002180/96-77 Resolução n° : 102-02.300 virago, o empréstimo junto ao Banco Brasileiro Comercial S/A no valor de R$ 140.000,00 e o valor auferido com a venda de um Kadet/1989. Por derradeiro, o Recorrente vociferou ser inconstitucional a cobrança da taxa SELIC para juros de mora, afirmando que a aplicação da aludida taxa vem sendo questionada pelo Superior Tribunal de Justiça, consoante ocorreu no julgamento do REesp 215.881, em que foi proferida a ementa transcrita às fls. 313/315. Os motivos que fundamentaram os Embargos, por omissões e erros materiais, foram: (1)falta de pronunciamento quanto à alegação de ser desnecessária a apresentação de outra prova diante de fato declarado na Dl RPF/91. (2)Acolhida de dinheiro em caixa, disponibilidade em moeda corrente, numerário em espécie; (3)apreciação do acréscimo patrimonial a descoberto no mês de julho de 1991, matéria já acolhida em primeira instância; (4) falta de apropriação dos recursos da esposa no levantamento de acréscimo patrimonial no ano-calendário de 1994; (5)argumentos no sentido de que não foi acolhido o cerceamento do direito de defesa dado pela impossibilidade de obter documentos do Banco Brasileiro Comercial S/A — BBC em razão da liquidação dessa instituição financeira na época em que interposto o recurso, 25 de novembro de 2002. Da análise desses motivos, a ilustre Presidente da 2' Câmara rejeitou aqueles identificados sob números (1), (2) e (5); enquanto os demais foram acolhidos, fls. 380. Finalizando, conveniente informar quanto aos rendimentos do cônjuge que o sujeito passivo em sua impugnação requereu considerar esse recurso para compor a evolução patrimonial construída pelo fisco, para o ano-calendário de 1994, fl. 65; ainda, que a decisão de primeira instância conteve negativa para o pedido com fundamento na falta de provas de sua obtenção e de indicação na declaração de rendimentos do ex. 1995, no quadro 9, fls. 17-verso. Em complemento ao recurso, pedido pela diligência para verificação dos dados declarados pelo cônjuge em razão da 6M . Processo n° : 10120.002180/96-77 Resolução n° : 102-02.300 falta da Declaração de Ajuste Anual — DAA em arquivo próprio, fl. 332, e juntados documentos às fls. 331 a 337, nos quais evidenciados rendimentos percebidos pelo cônjuge no referido ano-calendário. É o Relatório. . . • . Processo n° :10120.002180/96-77 • Resolução n° : 102-02.300 VOTO Conselheiro NAURY FRAGOSO TANAKA, Redator designado. Um dos argumentos acolhidos pela ilustre Presidente desta E. Câmara requer análise de pedido pela execução de diligência no sentido de que a unidade de origem informe dados da Declaração de Ajuste Anual — DAA do cônjuge Terezinha Teixeira Ludovico de Almeida, CPF n°410.005.281-20, exercício de 1995, relativos aos rendimentos percebidos no ano-calendário de 1994, em razão desta não possuir cópia em arquivo. Com fundamento na autorização contida no art. 37( 1 ), da Lei n° 9.784, de 1999, e no fato de que a parte da renda do cônjuge comprovada pelo Recorrente junto à peça recursal não corresponde ao total declarado e nem se presta para origem da totalidade dos acréscimos patrimoniais a descoberto constatados nos meses de outubro e dezembro do ano-calendário de 1994, entendo que o julgamento deve ser convertido em diligência para informação pela unidade de origem a respeito do valor dos rendimentos (tributáveis, não tributáveis, isentos e tributados exclusivamente na fonte) percebidos pelo cônjuge, com base na DAA entregue. Não existindo mais esse documento em arquivo, informar os dados mantidos em meio informatizado da Administração Tributária, inclusive aqueles havidos em DIRF's. Após, dar ciência ao sujeito passivo dos dados e documentos adicionais juntados ao processo, conceder prazo para manifestação e determinar o retomo dos autos à esta Câmara para julgamento. É como voto. Sala das Sessões - F, em 21 de setembro de 2006. I.)NAURY FRAGOc2ÀA N 1 Lei n° 9.784, de 1999 - Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de oficio, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. 8 - - Page 1 _0040700.PDF Page 1 _0040800.PDF Page 1 _0040900.PDF Page 1 _0041000.PDF Page 1 _0041100.PDF Page 1 _0041200.PDF Page 1 _0041300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10675.002311/00-06
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 102-02.170
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Maria Goretti de Bulhões Carvalho
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I I: - J, 1 I. I '. ~ I I. . , , , MINISTÉRIO DA 'FAZENDA PRIMEIRO. CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA r' Processo nO: : 10675.002311/00':06 ' .' Recurso nO. ': 133.779 Matéria: : IRPF - EX.: 1995 Recorrente : LUCAS JOSÉ DE UMA Recorrida :.4a TURMA/DRJ em,JIZ DE FORA - MG Sessão de : 17 DE MARÇO DE 2003 '. . R E'S O LU ç Ao N°. 102-2.170 .\ Vistos, relátados e discutidos os presentes autos' de recurso interposto por LUCAS JOSÉ DE LIMA. . I " RESOLVEM os' Membros da Segunda Câmara do Primeiro , ' , Conselho de Contribuintes, por unanimidade de' votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos térmos do voto do Relator. a • " "," " ./JL1~ ANTONIO D{ FREITAS DUTRA PRESIDENTE ~ '~' '~' .., a " .._' <, ., " "~/~ ' wll'-C> ,J MA~IA RETTI DE BULHÕES CARVALHO RELAT , '" .' .\ FORMALIZADO I;M: 2 l JlJN 2004 - , .. l Participaram, ainda, dó presente julgamentà;. os Conselheiros NAURY FRAGOSO I, TANAKA, LEON~RDO HENRIQUE MAGA~HÃES DE OLIVEIRA, MARIA,BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO, EZIO GIOBATTA BERNARDINIS, JOSÉ 'OLESKÔVICZ , , é GERALDO MASCARENHAS LOPES CANÇADO DINIZ. .. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA' .. Processo nO. , Resolução nO. Recurso nO. Recorrente : 10675.002311/00.06 : 102"'-2.170 : 133.779 : LUCAS JOSÉ DE LIMA RE;LATÓRIO I I I, j LUCAS JOSÉ DE LIMA, inscrito no CPF sob o 'n° 040.682.206-97, residente na Av. Cinco, 191 - .Ituil\taba, jurisdicionado à Delegacia da Receita Fed~ral em. Uberlândia - MG, apresenta impugnação as fls. 55/56 alegàndo que o auto de infrâção foi elaborado e efetuado o' lançamento de ofício, sem a devida, . , . . . .. , verificação do livro caixa. solicitando o cancelamento do crédito tributário no valor de , . . R$ 52.316,07, uma 'vez que sua conclusão se deu através da GLOSA de deduções com despesas que são devidamente comprovadas através do livro ,caixa, finalizá " . \ com a concordância no 'que se refere a multa por atraso na entrega da declaração \ . IRPF 1995/1994, requerendo o pagamento parcelado do mesmo.' 'o acprdão recorrido às fls. 126/137, apresenta a seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF i ~. Data do fato gerador: 31/05/1-996, 30/06/199q, 30/08/1996,. 30/09/1996; 3Õ/11/1996, 30/12/1996 . ' .Ementa: LUCRO PRESUMIDO - DISTRIBUiÇÃO - O lucro que. pode ser distribuído sem a incidência do imposto é aquele triJ 2 / I .Lançamento Procedenteer:n Parte." . , Processo nO. : 10675,002311/00':'06 ' Resolução nO. : 102-2.170 ,O 'contribuinte arrola, bens às, fls. 171, assegurando o , prosseguim'ento do recurso voluntário. / , . . 3 ;, É o Relatório.,rr~ correspondente'à diferença existente 'entre, o propno lucro' presumido eos valores pagos a título do IR, da CSLL, da COFINS e doPIS. LUCRO, EXCEDENTE AO / LUCRO PRESUMIDO DISTRIBUiÇÃO - NECESSIDADE DE APURAÇÃO EM BALANÇO - A d.istribuiç,ão de rendimentos a título de lucros ou dividendos a sócio de-pessoa jurídica subme~ida. ao regime 'de tributação. cç>m . base no lucro presumido, que exceder o valor da base de cálculo,do ,imposto deduzidq dos impostos . e contribuições, sujeita-se á incidência do imposto de renda com base na tabela progressiva se não foram apuràdos em balanço. . ' 'MINISTÉRIO DAFAZENÓA , PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA ' , . Em fase recursal as fls. 143/170; o contÍ"ibuinte apresenta os, , mesmos argumentos narrados em fase impugnatória e reafirma que a' autoridade fazendárié;llavrou o auto de infração ignorando o artigo 10 da Leino 9.24W95. " MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SE,GUNDA CÂMARA I,' I ~. t " r, j. I ~ t.. Processo nO.: 10675.002311/00-06 .Resolução nO. : 102-2.170 / VOTO' . Conselheira MARIA GORETTI DE'B.ULHÕES CARVALHO, Relatorà \ Estando o recurso' revestido de todos os requisitos I~gais, dele tomo. . . conhecimento. A pretensão da contribuinte diz respeito à comprovação dà :. .. inexistência da omissão de r~ndimentos ,e conseqüentemente o cancelamento do auto de infração. O contribuinte, ora recorrente entrego.u no prazo certo, os documentos que haviam sido solicitados pela autoridade' fiscal que, em I', ., . contrapartida, alego~ não ter tido acesso aos r~feridos documentos .. - ,. Já em, sede de impugnaçao, o contribui~te traz a baila, bfato dos .documentos terem sido entregues. no prazo estipulado pela autoridade fiscal, e não terem analisados pela mesma. \ Em decisã6de fls.234/242 a autoridade fiscal, .màntém parte 'do lan'çamento sob o argumentO de que não teve acesso aos documentosrequerido,s. Em; fase recursal o recorrente continua a alegar que' houve' . cerceamEmto do direito de defesa uma vez que os documentos que o mesmo juntou - ao processo não foram examinados pela autoridade " a quo" '.e, novamente junta todos os documentos. Não cabe a esta Relatoria, analisar e aceitar ou não os documentos. ' requeridos pela autoridade d'e 1a Instância. Levando em consider~ção. que foram juntados documen'tos novos ao processo agora em fase recursal, entendo s~ja de . • , i...If /.. /. . " '. , .,dj--/" Ll1, . . 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' SEGUNDA CÂMARA ' ' l ~ I I I I I, ',' I I iI, I. ,~ , i Processo nO. : 10675.002311/ÓO-06 Resolução nO. : 102-2.170 bom viltre que os mesmos sejam devidamente analisados peiaautoridade de 1a Instância. Desta forma, proponho que sejam os autos baixados para diligência. . .. . a fim de que se. providenpie o seguinte: (a) ofício ao contribuinte para que o mesmo junte aos autos os recibos originais com firma 'autenticada e CPF de quem assinou e \ ' de quem deu o de acordo ,- recibos de fl$. 272/283; , (b) análise dos documentos acostados defls. 59/216; (c) parecer conclusivo a respeito dos documentos analisados; J (d) prazo para que o contribuinte se manifeste sobre o' parecer conclusivo; (e) rêtorno dos autos ao Conselho para decisão final. , . Diante do exposto, voto por baixar os autos em diligência. Sala das Sessõe~- DF, em17 de março de 2004. ~ M :f.-~::.;~~/~ . MARIA ~RETTI DE BULHÕES CARVALHO 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 10711.008601/00-53
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.350
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, afastar a preliminar de nulidade suscitada pelo Conselheiro Relator e converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Redator designado Luis Marcelo Guerra de Castro. Vencidos os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Relator, Nilton Luiz Bartoli e Nanci Gama.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Numero do processo: 12965.000007/2007-97
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIOExercício: 1998NULIDADE.Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir lhe a falta.COMPENSAÇÃO.O reconhecimento do direito creditório deve ser seguido do procedimento de verificação da regularidade fiscal da Recorrente. Em se constando a existência de débitos, o valor da restituição deve ser utilizado para quitados, mediante compensação em procedimento de ofício, caso em que deve ser observado rito próprio.Como as Per/DComp têm natureza jurídica de confissão de dívida, cabe homologar as compensações dos débitos ali indicados até o limite dos créditos remanescentes e previamente reconhecidos.
Numero da decisão: 1801-000.540
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
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Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. COMPENSAÇÃO. O reconhecimento do direito creditório deve ser seguido do procedimento de verificação da regularidade fiscal da Recorrente. Em se constando a existência de débitos, o valor da restituição deve ser utilizado para quitálos, mediante compensação em procedimento de ofício, caso em que deve ser observado rito próprio. Como as Per/DComp têm natureza jurídica de confissão de dívida, cabe homologar as compensações dos débitos ali indicados até o limite dos créditos remanescentes e previamente reconhecidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 213 2 Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Diniz Raposo e Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório A Recorrente formalizou os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (PER/DComp) em 09/08/2004, fls. 02/53 utilizando se dos créditos relativos aos saldos negativos de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor de R$6.994,75, e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no valor de R$16.390,88, todos do anocalendário de 1997. Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 127/133, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento ao argumento: 16. No caso presente, tratandose de compensações de créditos oriundos de Saldos Negativos apurados no AC 1997, a data para o Pedido/Declaração de Compensação iniciouse em 01/01/1998 com término em 31/12/2002 (MAJUR 1998). Cientificada em 22/01/2007, fl. 134, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 15/02/2007, fls. 135/136, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. A firma Carloni Comércio e Indústria Ltda, estabelecida na cidade de GuaxupéMG, inscrita no CNPJMF n°. 18.621.870/000143, vem manifestar sua inconformidade com a decisão do despacho decisório do processo 12965.000007/200797, proferida por V.Sas., da não homologação das Compensações efetuadas pelas DCOMP mencionadas, no referido processo. Estes créditos são originários do processo 13656.0000611/200265, conforme DECISÃO preliminar datada de :02/09/2003, pelo Senhor Delegado Flávio Vilela Campos, a qual foi contestada pela empresa devido ao erro contido nas compensações em duplicidade de imposto de renda retido na fonte conforme discriminados na folha 85. E posteriormente foi efetuada uma DECISÃO RETIFICADORA do processo 13656.0000611/200265, onde se encontra uma ORDEM DE INTIMAÇÃO, datada de "07/01/2004", assinada então pela delegada substituta Maria de Lourdes Souza, na qual a mesma coloca o direito de compensação em novas declarações de compensação, sendo assim com esta decisão datada de 07/01/2004, autorizando em compensações após esta data, como os mesmos poderiam estar prescritos em 31/12/2002. Com referência a DCOMP n.° 16223.91186.090804.1.3.024040, a qual foi cancelada pela DCOMP 31083.73993.190906.18.02.6798, foi orientado pela receita federal, conforme consta de correspondência protocolada em 20/09/2006, com cópia Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 214 3 em anexo. Além disso, existente também a DCOMP entregue em 10/06/04 de n° 00914.31024.100604.1.3.028003 compensando o debito de mraio/2004. Baseando nestas duas decisões que segue cópias em anexo principalmente na data de “07/01/2004”julgamos nos direitos de compensação dos créditos a partir desta data. E por estes motivos solicitamos de V.Sas., que sejam consideradas as referidas compensações efetuadas. Consta no Despacho Decisório Retificador de 07/01/004 exarado no processo nº 13656.000611/200265, cuja cópia se encontra às fls. 142/145: O contribuinte pleiteia a compensação destes créditos de R$ 11.884,04 (CSLL) e R$ 16.390,88 (IRPJ) com os débitos integrantes do Pedido de Compensação, discriminados às folhas 21/27 e constantes da Listagem de Débitos às folhas 131/132. Deste cotejo, restaram ainda parte do saldo credor de CSLL, no montante de R$ 6.994,75, e todo o saldo credor de IRPJ, no valor de R$ 16.390,88, conforme a Listagem de Créditos à folha 130. [...] HOMOLOGO a compensação pretendida pelo contribuinte, nos termos' propostos, e RECONHEÇO ainda um direito creditório de R$23.385,63 (vinte e três mil, trezentos e oitenta e cinco reais e sessenta e três centavos), referente à sobra de saldo de CSLL e IRPJ da declaração de rendimentos relativa ao anocalendário dei 1997, o qual não será restituído ou compensado de ofício, mas poderá ser aproveitado pelo contribuinte em futuras Declarações de Compensação ou solicitado mediante Pedido de Restituição. Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09.23.799, de 06/05/2009, fls. 160/164, em que houve Declaração de Votos:“ Solicitação Indeferida”. Restou consignada a legalidade da retificação do Despacho Decisório originalmente constante no processo nº 13656.000611/200265, cuja cópia se encontra às fls. 138/141, bem como: O crédito compensado pela interessada referese a saldo negativo do IRPJ e da CSLL apurado no anocalendário de 1997. Em conformidade com o disposto no art. 168, I,1do CTN, a ora manifestante teria direito à restituição ou compensação desse crédito em até cinco anos contados da data do pagamento a maior, ou seja, até 31/12/2002. Assim sendo, como as DCOMPs de fls. 3/47 foram apresentadas em 2004, a interessada já não mais tinha direito ao referido crédito. Ocorre que, contrariando o disposto no art. 168, I, do CTN, a decisão de fls.142/145, exarada em de 07/01/2004 nos autos do processo administrativo n° 13656.000611/200265 (retificadora da decisão de fls. 138/141, expedida em 02/09/2003 no mesmo processo), afirmou categoricamente, o direito de a ora manifestante utilizar em novas declarações de compensação o crédito remanescente do saldo negativo do IRPJ e da CSLL apurado no anocalendário de 1997. Tratandose de decisão parcialmente ilegal (parcialmente, porque não se questiona a legalidade da compensação ali homologada), deve ser ela anulada na parte em que confere indevidamente à interessada o direito de promover novas Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 215 4 compensações do crédito remanescente do saldo negativo do IRPJ e da CSLL apurado no anocalendário de 1997. [...] Assim sendo, como a decisão de fls. 127/132 foi exarada antes de decorridos cinco anos da expedição da decisão de fls. 142/145, e como aquela decisão importou impugnação parcial desta, considerase que a Administração exerceu tempestivamente o seu direito/dever (art. 53 da Lei no 9.784/1999) de anular o ato na parte em que estava eivado de ilegalidade, ou seja, na parte que afirmou o direito de a interessada realizar compensação após o decurso do prazo de cinco anos previsto no art. 168, I, do CTN. Notificada em 18/05/2009, fl. 165, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 17/06/2007/2009, fls. 166/169, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta: Senhorias, podem certificar, a declaração de compensação foi entregue oportunamente, razão pela qual não há que se falar em prescrição e/ou decadência, visto que todo o procedimento administrativo seguiu orientação dos funcionários da agência da Receita Federal em Guaxupé. Assim sendo, em fase de primeira e única preliminar, é preceito constitucional o direito à ampla defesa e ao contraditório, não havendo portando que se, falar em prazo decadencial e/ou prescrição visto que somente em abril do corrente ano é que foi proferida decisão que não homologou as compensações requeridas pelo Recorrente. [...] Em se tratando de divergência no acórdão, melhor sorte assiste: ao relator Luiz Venâncio Guida, matrícula 11137, que em seu voto divergente, reconhece razão ao Recorrente em ter seus créditos compensados, motivo pelo qual submetese a este Conselho a aPreciação do mérito, por entender ser medida de inteira justiça, mesmo porque há o principio da boa fé, principio este que norteia o direito, previsto na Carta Magna em vigor. Não se pode admitir que em um processo administrativo tenha sua decadência e/ou prescrição computada antes do trânsito em julgado da apreciação do último pedido submetido a quem de direito, pois se assim o fosse, estaríamos impedindo o contribuinte de exercer seu legítimo direito à ampla defesa e ao contraditório. Desta forma, há de prevalecer o voto minoritário, data vênia, i muito bem embasado pelo relator Luiz Venâncio Guida, que admitiu à empresa Recorrente a legitimidade de efetuar a compensação dos valores pagos a maior, conforme planilha constante dos autos. Conclui Conforme muito bem salientado pelo relator Luiz Venâncio Guida, a administração pública teve em todo o momento processual administrativo, oportunidade de impugnar a prescrição, o que deixou de fazer a tempo e hora, não havendo que se falar em prescrição, devendo prevalecer o direito à compensação Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 216 5 efetuada pelo órgão Estatal, devendo ser i homologada por Vossas Senhorias, como foi a de Direito e Justiça !!! O processo nº 13656.000611/200265 está juntado por apensação a este. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente discorda do procedimento fiscal. Em relação à nulidade de parte do dispositivo do Despacho Decisório Retificador, exarado no processo nº 13656.000611/200265, fls. 142/145, o Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, determina: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Parágrafo único. Na hipótese de devolução do prazo para impugnação do agravamento da exigência inicial, decorrente de decisão de primeira instância, o prazo para apresentação de nova impugnação, começará a fluir a partir da ciência dessa decisão. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) [...] Art. 28. Na decisão em que for julgada questão preliminar será também julgado o mérito, salvo quando incompatíveis, e dela constará o indeferimento fundamentado do pedido de diligência ou perícia, se for o caso. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] Art. 18. [...] § 3º Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizados no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou emitida notificação de lançamento complementar, devolvendose, ao Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 217 6 sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) (grifos acrescentados) [...] Art. 59. São nulos: [...] II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) (grifos acrescentados) Verificase que o fato que serviu de fundamento para a emissão do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09.23.799, de 06/05/2009, fls. 160/164, é a alegada comprovação de que houve o reconhecimento dos direitos creditórios remanescentes relativos aos saldos negativos de IRPJ no valor de R$6.994,75 e de CSLL no valor de R$16.390,88, todos do anocalendário de 1997, em face do Despacho Decisório Retificador, exarado no processo nº 13656.000611/200265, fls. 142/145. Esta foi a questão proposta contra a qual a Recorrente se insurge e neste limite o julgador deve decidila (art. 128 do Código de Processo Civil – CPC). Tratase preservação da função garantista do processo de assegurar ao administrado que o fato por ele praticado por e que lhe foi imputado se subsuma a determinado modelo descrito na lei, no caso Decreto nº 70.235, de 1972. Observese que ao julgador de primeira instância incumbe proferir decisão observando os limites em que foi proposta a lide e lhe é vedado o agravamento da dos termos constantes no ato inicialmente impugnando, em conformidade com a redação vigente dos art. 14, art. 15 e art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972. À época em que o referido Acórdão foi notificado à Recorrente, ou seja, em 18/05/2009, o parágrafo único do art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972, já havia sido revogado pela Medida Provisória nº 449, de 03 de dezembro de 2008, posteriormente convertida na Lei nº11.941, de 27 de maio de 2009. Neste sentido, por falta de previsão legal, o Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09.23.799, de 06/05/2009, fls. 160/164, não poderia trazer determinações a respeito do agravamento da disposições constantes no Despacho Decisório Retificador, exarado no processo nº 13656.000611/200265, fls. 142/145. Houve, assim, cerceamento do direito de defesa da Recorrente, passível de nulidade da mencionada decisão de primeira instância de julgamento. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 218 7 Tendo em vista o disposto no § 3º do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, tem cabimento a análise do mérito. A prescrição é uma objeção, ou seja, é matéria de ordem pública que pode ser conhecida a requerimento da parte ou de ofício, a qualquer tempo e em qualquer instância de julgamento (art. 269 do Código de Processo Civil – CPC). Sobre a matéria, o Código Tributário Nacional (CTN) assim determina: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I – em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; [...] Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; [..] Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; A Lei Complementar nº 118, de 2005, determina: Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. Consta no Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos Fl. 7DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 219 8 artigos 543 B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, tem aplicação o entendimento do STJ proferido em recurso repetitivo, ou seja, mediante o regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ nº 08, de 2008, cuja matéria vincula esta segunda instância de julgamento. Em relação à matéria, cabe mencionar a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ proferida em recurso especial representativo da controvérsia, cujo trânsito em julgado ocorreu em 11/11/2010 (fonte: https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&sSeq=10053090&s Reg=200900083134&sData=20100521&sTipo=5&formato=PDF, acesso em 01/02/2011): RECURSO ESPECIAL Nº 1.110.578 SP (2009/00083134) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : MUNICÍPIO DE BARRETOS PROCURADOR : CLAUDIA REGINA VILLAR FANTONI E OUTRO(S) RECORRIDO : ARTUR FRANCISCO MORI RODRIGUES MOTTA E OUTROS ADVOGADO : ZAIDEN GERAIGE NETO E OUTRO(S) EMENTA TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO DE OFÍCIO. 1. O prazo de prescrição quinquenal para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento de ofício, é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, qual seja, a data do efetivo pagamento do tributo, a teor do disposto no artigo 168, inciso I, c.c artigo 156, inciso I, do CTN. A prescrição é a perda da pretensão do direito de a Fazenda Pública cobrar o crédito tributário já constituído pelo lançamento pela sua inércia, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previsto em lei (art. 174 do CTN). É uma causa de extinção do crédito tributário (inciso V do art. 156 do CTN), bem como é tema que exige lei complementar (art. 146 da CF). Em relação ao pedido de reconhecimento do direito creditório prevalece o prazo prescricional qüinqüenal a contar do pagamento maior que o tributo devido para formalização do pedido de repetição do indébito tributário. Cabe esclarecer que o regular reconhecimento do direito creditório do sujeito passivo pela Administração Pública vem privilegiar o princípio da moralidade administrativa, previsto no art. 37 da Constituição Federal (CF). Verificase que a Recorrente de forma tempestiva pleiteou o reconhecimento dos direitos creditórios remanescentes relativos aos saldos negativos de IRPJ no valor de R$6.994,75 e de CSLL no valor de R$16.390,88, todos do anocalendário de 1997, originalmente deferidos, em conformidade com o Despacho Decisório Retificador exarado no processo nº 13656.000611/200265, cuja cópia se encontra às fls 142/145. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 220 9 Cabe nesta instância de julgamento a análise da tempestividade dos pedidos de compensação apresentados em 09/08/2004, fls. 02/53, em face do direito creditório anteriormente reconhecido, fls. 142/145. Atinente à compensação, a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, prevê: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) § 6o A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) A Instrução Normativa SRF nº 210, de 30 de setembro de 2001, que vigorava à época da entrega da Per/DComp, determinava: Art. 5o Reconhecido o direito creditório do sujeito passivo, deverá ser verificada, mediante consulta aos sistemas de informação da SRF, sua regularidade fiscal relativamente aos tributos e contribuições administrados pela SRF, inclusive a existência de débitos inscritos em Dívida Ativa da União. § 1o Detectada a existência de débito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional relativamente aos tributos e contribuições administrados pela SRF, inclusive débito objeto de parcelamento, o valor a restituir deverá ser utilizado para quitá lo, mediante compensação em procedimento de ofício, conforme disposto nos arts. 24 a 27 desta Instrução Normativa. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 221 10 § 2o Inexistindo débito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional relativamente aos tributos e contribuições administrados pela SRF, ou remanescendo saldo a restituir após efetuada a compensação de que trata o § 1o, será promovida a restituição ao sujeito passivo. § 3o Quando o sujeito passivo tratarse de pessoa jurídica, a verificação de regularidade fiscal referirseá a todos os seus estabelecimentos. [...] Art. 21. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela SRF, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da SRF. [...] § 7º Os débitos do sujeito passivo serão compensados na ordem por ele indicada na Declaração de Compensação. (Incluído pela IN SRF 323, de 24/04/2003) [...] Art. 24. Antes de proceder à restituição de quantia recolhida a título de tributo ou contribuição administrado pela SRF ou ao ressarcimento de crédito do IPI, a autoridade competente para promover a restituição ou o ressarcimento deverá verificar a existência de débito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional relativamente aos tributos e contribuições sob administração da SRF. § 1o Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, inclusive de débito inscrito em Dívida Ativa da União ou de débito consolidado no âmbito do Refis ou do parcelamento a ele alternativo, o valor da restituição ou do ressarcimento deverá ser utilizado para quitálo, mediante compensação em procedimento de ofício. § 2º Previamente à compensação de ofício, deverá ser solicitado ao sujeito passivo que se manifeste, no prazo de quinze dias, contado do recebimento de comunicação formal enviada pela SRF, quanto ao procedimento, sendo o seu silêncio considerado como aquiescência. (Redação dada pela IN SRF 323, de 24/04/2003) § 3o Na hipótese de o sujeito passivo discordar da compensação de ofício, a autoridade da SRF competente para efetuar a compensação reterá o valor da restituição ou do ressarcimento até que o débito seja liquidado. § 4o Havendo concordância do sujeito passivo, expressa ou tácita, quanto à compensação, esta será efetuada e o saldo credor porventura remanescente da compensação será restituído ou ressarcido ao sujeito passivo. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 12965.000007/200797 Acórdão n.º 180100.540 S1TE01 Fl. 222 11 § 5º Quando o sujeito passivo tratarse de pessoa jurídica, a verificação de regularidade fiscal referirseá a todos os seus estabelecimentos. (Incluído pela IN SRF 323, de 24/04/2003) Inferese que o reconhecimento do direito creditório deve ser seguido do procedimento de verificação da regularidade fiscal da Recorrente. Em se constando a existência de débitos, o valor da restituição deve ser utilizado para quitálos, mediante compensação em procedimento de ofício. Neste caso, em rito próprio, a Recorrente deve ser previamente notificada para que se manifeste. No caso de discordância, haverá retenção do valor até que o débito seja liquidado. Havendo concordância, a compensação é efetuada e o saldo credor porventura remanescente da compensação será restituído. Partindo da premissa de que ao exarar o Despacho Decisório Retificador no processo nº 13656.000611/200265, fls. 142/145, a autoridade da RFB competente para efetuar a compensação verificou a regularidade fiscal da Recorrente, houve, portanto, o reconhecimento expresso dos direitos creditórios remanescentes relativos aos saldos negativos de IRPJ no valor de R$6.994,75 e de CSLL no valor de R$16.390,88, todos do anocalendário de 1997. Por estas razões, desde a ciência do mencionado ato, a Recorrente tem direito à restituição dos respectivos valores, cuja providência estava a cargo da Administração Pública. Como a autoridade fiscal não o fez e em tendo as Per/DComp, fls. 02/53, natureza jurídica de confissão de dívida, cabe homologar as compensações dos débitos ali indicados até o limite dos créditos remanescentes previamente reconhecidos no Despacho Decisório Retificador no processo nº 13656.000611/200265, fls. 142/145. Verificase no presente caso que o mérito da questão controvertida foi decidido em favor da Recorrente a quem aproveitaria a declaração de nulidade Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09.23.799, de 06/05/2009, fls. 160/164, razão pela qual esta não deve ser pronunciada nem mandado repetir o ato. Em face do exposto voto por dar provimento ao recurso voluntário homologar as compensações dos débitos indicados nas Per/DComp, fls. 02/52, até o limite dos créditos remanescentes reconhecidos no Despacho Decisório Retificador no processo nº 13656.000611/200265, fls. 142/145. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 11DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 08/04/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
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Numero do processo: 11030.001303/99-12
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA - SALDO CREDOR DE CAIXA - A apuração de saldo credor de caixa autoriza a presunção de omissão no registro de receitas, mormente quando o contribuinte não logra comprovar com prova hábil e idônea a existência de erro de lançamento no livro caixa ou a efetiva entrega e origem do numerário suprido.
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplica-se, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa.
PIS/FATURAMENTO – LEI COMPLEMENTAR 7/70 – BASE DE CÁLCULO – 1995 – Insubsistente os lançamentos que se encontrem em desacordo com o disposto no parágrafo único, art. 6o, da Lei Complementar n. 7/70,
Recurso provido parcialmente.
Numero da decisão: 101-94.629
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, para cancelar a exigência da contribuição para o PIS, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Valmir Sandri
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IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplica-se, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. PIS/FATURAMENTO — LEI COMPLEMENTAR 7/70 — BASE DE CÁLCULO — 1995— Insubsistente os lançamentos que se encontrem em desacordo com o disposto no parágrafo único, art. 6°, da Lei Complementar n. 7/70, Recurso provido parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DISTRIBUIDORA GRESSLER DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, para cancelar a exigência da contribuição para o PIS, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS PRESIDENTE SANDRI RELATOR FORMALIZADO EM: 1 7 AGO 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, PAULO ROBERTO CORTEZ, SANDRA MARIA FARONI, CAIO MARCOS CÂNDIDO, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIOR. 2 Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 Recurso n°. : 133.280 Recorrente : DISTRIBUIDORA GRESSLER DE PRODUTOS ALIMENTíCIOS LTDA. RELATÓRIO DISTRIBUIDORA GRESSLER DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA., já qualificada nos autos, recorre a este E. Conselho de Contribuintes, de decisão da 1 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria/RS, que julgou parcialmente procedente o lançamento consubstanciado nos autos de infração de fls. 02, 05, 07, 09, 11, relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica dos anos-calendário de 1994 e 1995, Imposto de Renda Retido na Fonte, PIS, Contribuição Social (CSLL) e COFINS, objetivando a reforma da decisão recorrida. O lançamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica decorreu de infrações apuradas em procedimento de fiscalização, como segue: Omissão de Receita - Saldo Credor de Caixa no montante de R$ 74.121,99 e Fato Gerador em 09/01/1995, conforme demonstrado do Termo de Verificação item 05.01 Omissão de Receita — Suprimento de Numerário nos montantes de R$ 70.000,00 e R$ 113.696,47 em 01/08/1994 e 01/08/1995, por falta de comprovação da origem e/ou efetividade de ingresso dos recursos de empréstimos efetuados pela empresa, conforme itens 05.2 e 05.3 do Termo de Verificação Fiscal, sendo decorrentes as demais exigências. A impugnação de fls. 59/64 instruída com os documentos de fls. 65/119, interposta tempestivamente em 28/09/1999, foi aditada em 20/04/2000 — (fls.121/135 e anexos de fls. 136/310). A decisão da DRJ de Santa Maria/RS, datada de 11 de setembro de 2002 (fls. 312/323), encontra-se assim ementada: "Assunto : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1994, 1995 3 Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 Ementa: PROVA DOCUMENTAL — APRESENTAÇÃO A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação, precluindo o direito de a interessada fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine- se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Não provada a violação das disposições dos artigos 10 e 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, não há que se falar em nulidade dos lançamentos formalizados por meio dos Autos de Infração. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA O cerceamento ao direito de defesa somente se caracteriza pela ação ou omissão por parte da autoridade lançadora, que impeça o sujeito passivo de conhecer os dados ou fatos que, notoriamente, impossibilitem o exercício de sua defesa. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1994, 1995 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE As autoridades administrativas não podem negar aplicação às leis regularmente emanadas do Poder Legislativo. O exame da constitucionalidade ou legalidade das leis é tarefa estritamente reservada aos órgãos do Poder Judiciário. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ Ano-calendário: 1994, 1995 Ementa: OMISSÃO DE RECEITA. SALDO CREDOR DE CAIXA Não afastada a indicação de saldo credor de caixa, subsiste a presunção de omissão de receita. SUPRIMENTO DE CAIXA EFETUADO POR TERCEIROS Por falta de amparo legal, não se submete à presunção de omissão de receita estabelecida no art. 229 do RIR11994, os suprimentos feitos por pessoas que não sejam administradores ou sócios da sociedade por quotas. LANÇAMENTOS DECORRENTES Imposto de Renda Retido na Fonte, Contribuição para o PIS/PASEP, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Anos-calendário: 1994, 1995 A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplica-se, no que couber, aos lançamentos 4 Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. COFINS. BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÃO Por falta de previsão legal, o ICMS não pode ser excluído da base de cálculo da COFINS. Lançamento Procedente em Parte" Em suas razões de recurso voluntário juntado às fls. 330/342, inicialmente a Recorrente reafirma seu direito de apresentar aditamento à impugnação. Afirma que o processo administrativo-fiscal deve guiar-se pelo princípio da verdade material e que a imposição tributária deve submeter-se, sempre, ao princípio da legalidade. Com fundamento nestes dois princípios, busca elidir os erros de fato e de direito havidos na formalização da exigência, entendendo estar, assim, consubstanciado o motivo de força maior referido no artigo 16 § alínea "a", do Decreto n° 70.235/72 (com a redação dada pelo artigo 67 da Lei n° 9.532/97). Reitera, ainda, que o lançamento contém irregularidades de ordem substancial: - foi considerado o valor bruto da receita presumivelmente omitida, confundindo-se receita com lucro. Entende que o Imposto de Renda deve ser apurado pela sistemática de lucro real, de lucro presumido ou de lucro arbitrado, esta sempre mais gravosa que nas outras sistemáticas; - admitindo, por hipótese o lançamento por presunção, à pretensa omissão deveria ser agregada ao resultado do ano, já declarado, recompondo-se a base de cálculo. Tendo apurado prejuízo, este absorveria parte do valor lançado; - em paralelo, dispunha do direito de compensar os prejuízos fiscais acumulados de exercícios anteriores. Afirmando que os argumentos explicitados aplicam-se igualmente aos lançamentos decorrentes de IRRF, a COFINS e à Contribuição Social sobre o Lucro, aduzindo ainda em relação a CSLL que o Fisco incorreu em equívoco na apuração da base de cálculo, ao aplicar a alíquota diretamente sobre a renda 5 Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 considerada omitida, com fulcro no artigo 43 da Lei n° 8.541/92, c/c artigo 3° da Lei n° 9.064/95. Reitera os argumentos já expendidos em sua impugnação com relação à inexigibilidade de Imposto de Renda—Fonte, calcado em mera presunção de distribuição de lucro, argüindo a ilegalidade e inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei n° 8.541/92. Com relação ao PIS, afirma que o Superior Tribunal de Justiça já teria se pronunciado no sentido de que a base de cálculo do PIS antes da edição da Medida Provisória 1.212/95 correspondia ao faturamento do sexto mês anterior, sem atualização monetária. Ao final, requer: - o cancelamento, por falta de suporte legal, das exigências de IRPJ e CSLL, que incidiu sobre a totalidade da presumida omissão de receita, ou, que seja admitido o direito à compensação do valor lançado com o saldo compensável do prejuízo (ou base de cálculo negativa) de anos anteriores; - o cancelamento total da exigência relativa ao Imposto de Renda Retido na Fonte por falta de suporte legal; - o cancelamento da exigência do PIS Faturamento por ter sido formalizada em desacordo com o disposto na LC n. 07/70 (semestralidade da base de cálculo sem atualização monetária) e, - o cancelamento da exigência da COFINS, face à relação de dependência do IRPJ. Traz à colação jurisprudência, citando, ainda, doutrina sobre a matéria. É o relatório. Processo n°. : 11030.001303199-12 Acórdão n°. :101-94.629 VOTO Conselheiro VALMIR SAN DRI, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos para sua admissibilidade. Dele, portanto, tomo conhecimento. Insurge-se a Recorrente contra a decisão de 1 a Instância, pleiteando que a apreciação dos termos do recurso seja complementada com os argumentos formulados em sua impugnação. Alega, ainda, que a exigência de crédito tributário referente ã Omissão de Receita resultante da apuração de "saldo credor de caixa" mantida pela decisão recorrida foi devidamente contestada em seu Aditamento à Impugnação, a qual deve ser conhecida em respeito aos princípios da verdade material e da legalidade que guiam o processo administrativo-fiscal. Pelo princípio da legalidade e da verdade material, nada impede que a autoridade administrativa possa conhecer de fatos e provas, quando favoráveis ao sujeito passivo, para anular ato que se encontre eivado de erro, vício ou em que seja flagrante a não ocorrência do fato jurídico-tributário ou a prática de infração, pois esse é um dos objetivos a que se destina o Processo Administrativo Tributário. Entretanto, não é o que se vislumbra nos presentes autos, porquanto, os argumentos despendidos pela Recorrente e os documentos por ela carreados ao processo quando do aditivo a impugnação e agora em grau de recurso, não são suficientes para modificar in tontum a decisão recorrida, na parte que manteve o crédito tributário por omissão de receitas decorrentes de saldo credor de caixa. Isto porque, a jurisprudência desse E. Conselho de Contribuintes é mansa e pacífica no sentido de que a base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro é a própria importância da receita omitida, pois, parte-se da primícia que o custo da mercadoria vendida ou do serviço prestado está 7 Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 integralmente computado na apuração do lucro real, ou seja, a omissão ocorre na receita e não nos custos ou despesas. O lançamento na forma em que foi constituído esta autorizado por disposição expressa do art. 228 do RIR/94, cuja base legal se reporta ao § 2°. do art. 12 do Decreto-lei n. 1598/77, que preceitua que o fato de a escrituração indicar saldo credor de caixa autoriza a presunção de omissão no registro de receita, ressalvada ao contribuinte provar a improcedência desta, o que não acorreu. Ainda, o mencionado artigo trata de uma presunção legal, ou seja, verificada a situação nele prevista, é lícito ao fisco presumir a omissão de receita com base no saldo credor registrado em decorrência de levantamento do caixa da empresa. Diante disso, conclui-se que o procedimento fiscal em causa foi formalizado em observância estrita às normas legais que regem a matéria, não se cogitando de violação às normas do CTN, conforme sugeriu a Recorrente. No que respeita às menções feitas à jurisprudência desse E. Conselho de Contribuintes (aplicação do art. 43 da Lei n. 8541/92, alterado pela Lei n. 9.064/95 e revogado pela Lei n. 9.249/95), cumpre observar que aquelas decisões se referiram aos casos de omissão de receita de empresa que tributou seus resultados pelo lucro presumido, diferentemente da ora Recorrente que tributou seus resultados com base no lucro real, o que impõe a tributação da omissão de receitas em separado, de forma definitiva, tanto para fins do Imposto de Renda quanto da Contribuição Social sobre o Lucro, nos termos da legislação de regência a época dos fatos geradores. Desta forma, entendo que não merece qualquer reforma a decisão recorrida relativo à exigência do IRPJ decorrente da omissão de receitas, caracterizada pela ocorrência de saldo credor de caixa, como também, os lançamentos reflexos, mais especificamente em relação a CSLL, IRRF e Cofins, por ser mera decorrência do principal, excluindo-se tão somente à exigência relativa a 8 Processo n°. : 11030.001303/99-12 Acórdão n°. : 101-94.629 Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, tendo em vista a jurisprudência dominante desta E. Câmara no sentido de que, são insubsistentes os lançamentos relativos a períodos anteriores a 01/03/96, que se encontrem em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 6°. da Lei Complementar n. 7/70, segundo o qual estabelece que "A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro, a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente.", vez que as alterações introduzidas na Lei Complementar n. 7/70 pelos Decretos-leis ns. 2445/88 e 2449/88 foram considerados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Desta forma, não há como subsistir o lançamento do PIS relativo ao ano-calendário de 1995, calculado em desacordo com o disposto acima, conforme se verifica dos autos ã fl. 08. Considerando o acima exposto, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da exigência do crédito tributário relativo a Contribuição para o Programa de Integração Social. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 07 de julho de 2004 41111~1 ° 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Numero do processo: 13045.000698/2005-10
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 02/05/2000 a 07/05/2002
PERDIMENTO. PENA PECUNIÁRIA. AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS DE MEDIDA LIMINAR.
Em face do princípio da segurança jurídica, não retroage sentença que casse direitos antes reconhecidos em medida liminar concedida em sede de mandado de segurança, quando dita medida liminar tenha autorizado práticas cujos efeitos são irreversíveis.
RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-39.324
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Mércia Helena Trajano D'Amorim e Ricardo Paulo Rosa.
Nome do relator: Judith Do Amaral Marcondes Armando
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 02/05/2000 a 07/05/2002 PERDIMENTO. PENA PECUNIÁRIA. AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS DE MEDIDA LIMINAR. Em face do princípio da segurança jurídica, não retroage sentença que casse direitos antes reconhecidos em medida liminar concedida em sede de mandado de segurança, quando dita medida liminar tenha autorizado práticas cujos efeitos são irreversíveis. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Mércia Helena Trajano D'Amorim e Ricardo Paulo Rosa.
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Numero do processo: 13829.000058/2001-51
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/12/1987 a 31/05/1988
Quotas de contribuição sobre exportações de café recolhidas ao
mc. Restituição. Decadência.
O direito à restituição de indébitos decai em cinco anos. Nas
restituições de quotas de contribuição sobre exportações de café
recolhidas ao IBC, o dies a quo para aferição da decadência é 30
de dezembro de 2004, data da publicação da Lei 11.051,
sancionada em 29 de dezembro de 2004.
Processo administrativo fiscal. Julgamento em duas instâncias.
É direito do contribuinte submeter o exame da matéria litigiosa às duas instâncias administrativas. Forçosa é a devolução dos autos para apreciação das demais razões de mérito pelo órgão julgador a quo quando superada, no órgão julgador adquem, prejudicial que fundamentava o julgamento de primeira instância.
Rejeitada prejudicial de decadência e não conhecidas as demais
razões de mérito devolvidas ao órgão julgador a quo para
correção de instância.
Numero da decisão: 303-34.761
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por maioria de votos, afastar a prejudicial de decadência do direito de pleitear a restituição, vencidos os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro e Anelise Daudt Prieto, que a acolhiam. Por maioria de votos, devolver o processo à autoridade competente para decidir as demais questões de mérito, vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Nilton Luiz Bartoli e Marciel Eder Costa. Designado para redigir o voto o Conselheiro Tarásio Campelo Borges.
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/12/1987 a 31/05/1988 Quotas de contribuição sobre exportações de café recolhidas ao mc. Restituição. Decadência. O direito à restituição de indébitos decai em cinco anos. Nas restituições de quotas de contribuição sobre exportações de café recolhidas ao IBC, o dies a quo para aferição da decadência é 30 de dezembro de 2004, data da publicação da Lei 11.051, sancionada em 29 de dezembro de 2004. Processo administrativo fiscal. Julgamento em duas instâncias. É direito do contribuinte submeter o exame da matéria litigiosa às duas instâncias administrativas. Forçosa é a devolução dos autos para apreciação das demais razões de mérito pelo órgão julgador a quo quando superada, no órgão julgador adquem, prejudicial que fundamentava o julgamento de primeira instância. Rejeitada prejudicial de decadência e não conhecidas as demais razões de mérito devolvidas ao órgão julgador a quo para correção de instância.
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