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Numero do processo: 15165.000272/2009-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Jul 06 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2011
PIS/PASEP. IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. RE Nº 559.937.
O STF já decidiu, em repercussão geral, que é inconstitucional a seguinte parte do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04: acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01".
Portanto, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasep-importação e da Cofins-Importação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937
Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2011
COFINS. IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. RE Nº 559.937.
O STF já decidiu, em repercussão geral, que é inconstitucional a seguinte parte do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04: acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01".
Portanto, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasep-importação e da Cofins-Importação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 3301-003.861
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, Por unanimidade de votos, Dar Provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Henrique Mauri - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto do Couto Chagas (Presidente), José Henrique Mauri (Relator), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: JOSE HENRIQUE MAURI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2011 PIS/PASEP. IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. RE Nº 559.937. O STF já decidiu, em repercussão geral, que é inconstitucional a seguinte parte do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04: acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01". Portanto, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasep-importação e da Cofins-Importação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937 Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2011 COFINS. IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. RE Nº 559.937. O STF já decidiu, em repercussão geral, que é inconstitucional a seguinte parte do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04: acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01". Portanto, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasep-importação e da Cofins-Importação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937 Recurso Voluntário provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, Por unanimidade de votos, Dar Provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente (assinado digitalmente) José Henrique Mauri - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto do Couto Chagas (Presidente), José Henrique Mauri (Relator), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
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IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. RE Nº 559.937. O STF já decidiu, em repercussão geral, que é inconstitucional a seguinte parte do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04: “acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01". Portanto, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasepimportação e da CofinsImportação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2011 COFINS. IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. RE Nº 559.937. O STF já decidiu, em repercussão geral, que é inconstitucional a seguinte parte do art. 7º, I, da Lei nº 10.865/04: “acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01". Portanto, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasepimportação e da CofinsImportação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937 Recurso Voluntário provido. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 16 5. 00 02 72 /2 00 9- 41 Fl. 627DF CARF MF Processo nº 15165.000272/200941 Acórdão n.º 3301003.861 S3C3T1 Fl. 628 2 Fl. 628DF CARF MF Processo nº 15165.000272/200941 Acórdão n.º 3301003.861 S3C3T1 Fl. 629 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, Por unanimidade de votos, Dar Provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Augusto do Couto Chagas Presidente (assinado digitalmente) José Henrique Mauri Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto do Couto Chagas (Presidente), José Henrique Mauri (Relator), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Liziane Angelotti Meira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Fl. 629DF CARF MF Processo nº 15165.000272/200941 Acórdão n.º 3301003.861 S3C3T1 Fl. 630 4 Relatório A Recorrente pleiteia a restituição dos valores recolhidos a maior de PIS Importação e Cofins Importação, sob a alegação de alargamento inconstitucional da base de cálculo da contribuição, determinada pelo art. 7º, da Lei nº 10.865/2004. Alega que o dispositivo é inconstitucional e ilegal, na medida em que não respeita o art.149, §2º, III, alínea “a”, da Constituição Federal; o Acordo Geral de Tarifas e Comércio de 1994 (GATT), promulgado pelo Decreto nº 1.355/1994 e ainda, o disposto no art. 110 CTN, por alargar o conceito de “valor aduaneiro”. O despacho decisório não reconheceu o crédito e indeferiu o pedido. Após a impugnação, o colegiado de primeira instância não acatou os argumentos de inconstitucionalidade defendidos pela Recorrente, por impossibilidade da Administração Pública em reconhecer a inconstitucionalidade de lei, julgando improcedente a manifestação de inconformidade e mantendo o despacho decisório que indeferiu o pedido de restituição pleiteada. Em seu recurso voluntário, a Recorrente requer seu provimento interpretandose o artigo 7º, I, da Lei 10.865/2004 de modo compatível com a Constituição, extirpando da base do PISImportação e da Cofins Importação os valores correspondentes ao ICMS e os das próprias Contribuições Sociais, deferindose o pedido de restituição e a homologação da compensação. Em primeira assentada o colegiado do Carf deliberou por converter o julgamento em diligência para que os autos retornassem à Unidade da Receita Federal do Brasil de origem para: (i) informar qual o regime de tributação adotado pelo sujeito passivo à época (lucro real ou lucro presumido); (ii) considerando exclusivamente as DIs, objeto dos autos, segregar as importações realizadas por conta e ordem, própria ou por encomenda, bem como as importações acobertadas por suspensão; e (iii) calcular o montante do PIS e da COFINS sobre o valor aduaneiro relativo às importações próprias ou por encomenda. Em seguida, os autos retornaram para julgamento, incumbindome, por sorteio, relatar e pautar. É o relatório. Voto Conselheiro José Henrique Mauri Relator O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. Fl. 630DF CARF MF Processo nº 15165.000272/200941 Acórdão n.º 3301003.861 S3C3T1 Fl. 631 5 Desde já é de se registrar que encontramse sob apreciação nessa oportunidade um conjunto doze processos do mesmo sujeito passivo, versando sobre a mesma matéria litigada (alargamento da base de cálculo), diferenciandose quanto às datas dos fatos geradores, conforme planilha a seguir, todos regularmente pautados para julgamento. Processo Modalidade de importação Tributo Período das DI 15165.000271/200904 Conta Própria PIS Importação 2004 a 2005 15165.000272/200941 Conta Própria Cofins Importação 2004 a 2005 15165.000278/200918 Conta Própria PIS Importação 2006 15165.002153/201066 Conta e Ordem PIS Importação Janeiro a maio 2010 15165.002155/201055 Conta e Ordem Cofins Importação Janeiro a maio 2010 15165.002465/201070 Conta e Ordem PIS Importação Maio a junho 2010 15165.002466/201014 Conta e Ordem Cofins Importação Maio a junho 2010 15165003291/201062 Conta e Ordem PIS Importação Agosto 2010 15165003292/201015 Conta e Ordem Cofins Importação Agosto 2010 15165003285/201013 Conta e Ordem PIS Importação Junho a setembro 2010 15165003284/201061 Conta e Ordem Cofins Importação Junho a setembro 2010 15165720786/201131 Conta Própria e Conta e Ordem Cofins Importação 2011 Assim, visando celeridade processual e procedimental, o voto que ora submeto a apreciação do colegiado contempla, simultaneamente, o conjunto dos processos suso relacionados, preservandose contudo a individualidade e autonomia de cada um. 1 Do Mérito 1.1 DA INCONSTITUCIONALIDADE NO ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO Conforme relatado, a matéria posta em controvérsia diz respeito à alegação de inconstitucionalidade no alargamento da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, determinada pelo art. 7º, da Lei nº 10.865/2004, ao incluir o ICMS, bem como as próprias contribuições, na base de cálculo dessas mesmas contribuições sociais incidentes sobre a importação de bens e serviços. Nesse pormenor, faço meus os fundamentos de recente voto proferido pela Conselheira Semíramis de Oliveira Duro nos autos do processo 15165720784201141, Acórdão 3301003.240, de 28 de março de 2017, nos seguintes termos: Quanto à questão expressa de mérito, ou seja, o alargamento da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP trazido pelo art. 7º da Lei nº 10.865/2004, Fl. 631DF CARF MF Processo nº 15165.000272/200941 Acórdão n.º 3301003.861 S3C3T1 Fl. 632 6 ressaltese que o Plenário do STF já declarou inconstitucional a inclusão de ICMS, bem como do PIS/Pasep e da Cofins na base de cálculo dessas mesmas contribuições sociais incidentes sobre a importação de bens e serviços. Tratase do RE nº 559.937, julgado na sistemática de repercussão geral, no qual o STF reconheceu que o art. art. 7º da Lei nº 10.865/2004 extrapolou os limites previstos no artigo 149, §2º, III, “a” da Constituição Federal, nos termos definidos pela Emenda Constitucional nº 33/2001, que prevê o valor aduaneiro como a base de cálculo para as contribuições sociais. A ementa do julgado se reproduz a seguir: Tributário. Recurso extraordinário. Repercussão geral. PIS/COFINS importação. Lei nº 10.865/04. Vedação de bis in idem. Não ocorrência. Suporte direto da contribuição do importador (arts. 149, II, e 195, IV, da CF e art. 149, § 2º, III, da CF, acrescido pela EC 33/01). Alíquota específica ou ad valorem. Valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias contribuições. Inconstitucionalidade. Isonomia. Ausência de afronta. 1. Afastada a alegação de violação da vedação ao bis in idem, com invocação do art. 195, § 4º, da CF. Não há que se falar sobre invalidade da instituição originária e simultânea de contribuições idênticas com fundamento no inciso IV do art. 195, com alíquotas apartadas para fins exclusivos de destinação. 2. Contribuições cuja instituição foi previamente prevista e autorizada, de modo expresso, em um dos incisos do art. 195 da Constituição validamente instituídas por lei ordinária. Precedentes. 3. Inaplicável ao caso o art. 195, § 4º, da Constituição. Não há que se dizer que devessem as contribuições em questão ser necessariamente não cumulativas. O fato de não se admitir o crédito senão para as empresas sujeitas à apuração do PIS e da COFINS pelo regime nãocumulativo não chega a implicar ofensa à isonomia, de modo a fulminar todo o tributo. A sujeição ao regime do lucro presumido, que implica submissão ao regime cumulativo, é opcional, de modo que não se vislumbra, igualmente, violação do art. 150, II, da CF. 4. Ao dizer que a contribuição ao PIS/PASEP Importação e a COFINS Importação poderão ter alíquotas ad valorem e base de cálculo o valor aduaneiro, o constituinte derivado circunscreveu a tal base a respectiva competência. 5. A referência ao valor aduaneiro no art. 149, § 2º, III, a, da CF implicou utilização de expressão com sentido técnico inequívoco, porquanto já era utilizada pela legislação tributária para indicar a base de cálculo do Imposto sobre a Importação. 6. A Lei 10.865/04, ao instituir o PIS/PASEP Importação e a COFINS Importação, não alargou propriamente o conceito de valor aduaneiro, de modo que passasse a abranger, para fins de apuração de tais contribuições, outras grandezas nele não contidas. O que fez foi desconsiderar a imposição constitucional de que as contribuições sociais sobre a importação que tenham alíquota ad valorem sejam calculadas com base no valor aduaneiro, extrapolando a norma do art. 149, § 2º, III, a, da Constituição Federal. 7. Não há como equiparar, de modo absoluto, a tributação da importação com a tributação das operações internas. O PIS/PASEP Importação e a COFINS Importação incidem sobre operação na qual o contribuinte efetuou despesas com a aquisição do produto importado, enquanto a PIS e a COFINS internas incidem sobre o faturamento ou a receita, conforme o regime. São tributos distintos. Fl. 632DF CARF MF Processo nº 15165.000272/200941 Acórdão n.º 3301003.861 S3C3T1 Fl. 633 7 8. O gravame das operações de importação se dá não como concretização do princípio da isonomia, mas como medida de política tributária tendente a evitar que a entrada de produtos desonerados tenha efeitos predatórios relativamente às empresas sediadas no País, visando, assim, ao equilíbrio da balança comercial. 9. Inconstitucionalidade da seguinte parte do art. 7º, inciso I, da Lei 10.865/04: “acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, por violação do art. 149, § 2º, III, a, da CF, acrescido pela EC 33/01. 10. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Este Colegiado está vinculado a essa decisão, por imperativo do art. 62, §1º, I, do RICARF. Portanto, sobre essa questão, não há mais o que se discutir, apenas reconhecer a inconstitucionalidade do dispositivo acima indicado, e conseqüentemente acolher o Recurso Voluntário no sentido de que devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasepimportação e da CofinsImportação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado acima colacionado. Dispositivo Ante o exposto voto por Dar Provimento ao Recurso Voluntário no sentido de que devem ser excluídos da base de cálculo do PIS/Pasepimportação e da Cofins Importação o valor do ICMS e o valor das próprias contribuições, conforme decidiu o STF no julgado do RE nº 559.937. É como voto. José Henrique Mauri Relator Fl. 633DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13804.000706/2009-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 06 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Jun 26 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE.
Poderão ser deduzidos os pagamentos referentes a plano de saúde efetuados pelo contribuinte, cujo beneficiário seja o próprio declarante ou seus dependentes, desde que comprovados mediante documentação hábil e idônea. Lei nº 9.250/1995, art. 8º, inc. II, § 2º.
ÔNUS DA PROVA. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Não tendo o contribuinte apresentado documentação comprobatória de seu direito, deve ser mantida a glosa.
Numero da decisão: 2202-003.934
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente
(assinado digitalmente)
Cecilia Dutra Pillar - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto.
Nome do relator: CECILIA DUTRA PILLAR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE. Poderão ser deduzidos os pagamentos referentes a plano de saúde efetuados pelo contribuinte, cujo beneficiário seja o próprio declarante ou seus dependentes, desde que comprovados mediante documentação hábil e idônea. Lei nº 9.250/1995, art. 8º, inc. II, § 2º. ÔNUS DA PROVA. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Não tendo o contribuinte apresentado documentação comprobatória de seu direito, deve ser mantida a glosa.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente (assinado digitalmente) Cecilia Dutra Pillar - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto.
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PLANO DE SAÚDE. Poderão ser deduzidos os pagamentos referentes a plano de saúde efetuados pelo contribuinte, cujo beneficiário seja o próprio declarante ou seus dependentes, desde que comprovados mediante documentação hábil e idônea. Lei nº 9.250/1995, art. 8º, inc. II, § 2º. ÔNUS DA PROVA. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Não tendo o contribuinte apresentado documentação comprobatória de seu direito, deve ser mantida a glosa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Presidente (assinado digitalmente) Cecilia Dutra Pillar Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 07 06 /2 00 9- 12 Fl. 40DF CARF MF 2 Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (fls. 03/07), decorrente de revisão da Declaração de Ajuste Anual do IRPF do exercício de 2005, ano calendário de 2004, em que foram glosados valores indevidamente deduzidos a título de despesas com instrução (R$ 1.998,00) e despesas médicas no valor de R$ 9.205,60, por falta de comprovação. Foi apresentada impugnação tempestiva e parcial, onde a interessada expôs seu inconformismo com o lançamento fiscal e sua dificuldade de arrecadar os comprovantes de despesas médicas, motivo pelo qual estaria apresentando apenas a declaração dos pagamentos feitos ao convênio médico, abrindo mão das demais. Anexou Declaração do Centro Trasmontano de São Paulo, referente aos valores pagos no ano de 2004, no valor de R$ 3.919,49 (fls. 08). Portanto, restaram não impugnadas as glosas de despesas com instrução e parte das despesas médicas, totalizando R$ 7.284,11. A 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP), julgou improcedente a impugnação, conforme acórdão de fls. 12/15, em decisão um tanto confusa, pois afirma que a despesa do Centro Trasmontano de SP não teria sido glosada pela fiscalização; que foram declarados R$ 16.425,60 de despesas médicas e que o fisco alterou para R$ 9.205,60, glosando R$ 7.220,00 pela falta de comprovação de despesas com Maria José Asprino (R$ 7.000,00) e com B&M Oncologia Cirúrgica Ltda. (R$ 220,00) e que sobre estes pagamentos a contribuinte não se manifestou em sua defesa. Cientificada dessa decisão por via postal em 17/09/2013 (A.R. de fls. 19), a interessada interpôs Recurso Voluntário em 16/10/2013 (fls. 21), trazendo os mesmos argumentos da impugnação e juntando demonstrativo das despesas médicas declaradas (fls. 23), recibos da Dra. Maria José Asprino Cândido (fls. 24/28), recibo da B&M Oncologia Cirúrgica Ltda (fls. 29) e novamente a declaração do Centro Trasmontano de SP (fls. 30). É o Relatório. Voto Conselheira Cecilia Dutra Pillar Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais formalidades legais, portanto dele conheço. A Decisão de primeira instância contém incorreções e merece reforma. No quadro de fls. 23, a recorrente demonstra as despesas médicas informadas em sua DIRPF e as aceitas por ocasião do atendimento à intimação quais sejam: Fl. 41DF CARF MF Processo nº 13804.000706/200912 Acórdão n.º 2202003.934 S2C2T2 Fl. 41 3 Despesa Valor Declarado R$ Aceito na Intimação R$ Glosado por falta de comprovação R$ Manoel José de Andrade 360,00 360,00 Instituto de Olhos Reynaldo Rezende Ltda 2.950,00 2.950,00 B&M Oncologia Cirúrgica Ltda 1.220,00 220,00 1.000,00 Serkar Serviços Médicos Ltda 210,00 210,00 Maria José Asprino Cândido 7.000,00 7.000,00 Clínica Médica Mutinga S/S Ltda 360,00 360,00 Centro Trasmontano de São Paulo 4.325,60 4.325,60 Somas 16.425,60 7.220,00 9.205,60 Na Complementação da Descrição dos Fatos, da Notificação de Lançamento (fls. 05) está escrito que face a documentação apresentada pelo contribuinte alteramos o valor da dedução de despesas para R$ 7.220,00 e identifica as despesas comprovadas. No Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, fls. 06, consta que foram declaradas deduções de R$ 18.423,60 (que corresponde à soma das despesas médicas de R$ 16.425,60 e da despesa com instrução de R$ 1.998,00) e glosadas deduções indevidas de R$ 11.203,60 (soma das glosas remanescentes de despesas médicas de R$ 9.205,60 e das despesas com instrução glosadas). O acórdão da DRJ equivocadamente concluiu que as despesas médicas glosadas e não comprovadas seriam os pagamentos já aceitos pela autoridade fiscal em momento anterior à lavratura da Notificação de Lançamento e que as despesas com o Centro Trasmontano de São Paulo sequer teriam sido glosadas. A recorrente tem consciência do que lhe foi glosado, tanto é que no recurso apresentou o quadro acima, reivindicando a aceitação do comprovante do plano de saúde e a dedução desta despesa. Assim, o presente recurso resumese à controvérsia acerca do documento apresentado pela contribuinte para fins de comprovação de despesa com plano de saúde no valor de R$ 3.919,49. As demais glosas são incontroversas. A Declaração do Centro Trasmontano de São Paulo (fls. 08 e 30), trazida na impugnação e novamente no recurso, não se presta a comprovar a despesa, porque não identifica quem seriam os beneficiários do plano de saúde e, principalmente, não contém assinatura e identificação do agente que a emitiu e não está autenticada (à vista do original) pelo servidor que a recepcionou. Quanto à dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual, a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, em seu art. 8º, estabelece: “Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: Fl. 42DF CARF MF 4 I – de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II – das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. (...) § 2º O disposto na alínea ‘a’ do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos feitos pelo contribuinte, relativos ao seu próprio tratamento e ao de seus dependentes; Deste modo, deve ser mantida a glosa da dedução. Conclusão Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Cecilia Dutra Pillar Relatora Fl. 43DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 37280.002064/2005-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 10 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed May 17 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1998
NORMAS GERAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo ser aplicadas as regras de contagem do prazo decadencial previstas no Código Tributário Nacional para as contribuições previdenciárias.
Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°, do CTN; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I, do CTN.
No presente caso, devido à data da ciência e as competências em que há lançamentos, a aplicação de quaisquer das regras determinadas no CTN implicará na extinção do crédito tributário, motivo do provimento do recurso do sujeito passivo.
Numero da decisão: 2301-005.033
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário, para dar-lhe provimento declarando a sua decadência, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
ANDREA BROSE ADOLFO - Presidente em Exercício e Relatora.
EDITADO EM: 16/05/2017
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Evaristo Pinto, Andrea Brose Adolfo (Presidente em Exercício e Relatora), Fabio Piovesan Bozza, Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes (suplente convocado) e Julio Cesar Vieira Gomes.
Nome do relator: ANDREA BROSE ADOLFO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1998 NORMAS GERAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo ser aplicadas as regras de contagem do prazo decadencial previstas no Código Tributário Nacional para as contribuições previdenciárias. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°, do CTN; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I, do CTN. No presente caso, devido à data da ciência e as competências em que há lançamentos, a aplicação de quaisquer das regras determinadas no CTN implicará na extinção do crédito tributário, motivo do provimento do recurso do sujeito passivo.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário, para dar-lhe provimento declarando a sua decadência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) ANDREA BROSE ADOLFO - Presidente em Exercício e Relatora. EDITADO EM: 16/05/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Evaristo Pinto, Andrea Brose Adolfo (Presidente em Exercício e Relatora), Fabio Piovesan Bozza, Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes (suplente convocado) e Julio Cesar Vieira Gomes.
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CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo ser aplicadas as regras de contagem do prazo decadencial previstas no Código Tributário Nacional para as contribuições previdenciárias. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°, do CTN; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I, do CTN. No presente caso, devido à data da ciência e as competências em que há lançamentos, a aplicação de quaisquer das regras determinadas no CTN implicará na extinção do crédito tributário, motivo do provimento do recurso do sujeito passivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso voluntário, para darlhe provimento declarando a sua decadência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) ANDREA BROSE ADOLFO Presidente em Exercício e Relatora. EDITADO EM: 16/05/2017 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 28 0. 00 20 64 /2 00 5- 79 Fl. 2048DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Evaristo Pinto, Andrea Brose Adolfo (Presidente em Exercício e Relatora), Fabio Piovesan Bozza, Fernanda Melo Leal, Jorge Henrique Backes (suplente convocado) e Julio Cesar Vieira Gomes. Relatório Tratase de pedido de revisão, já analisado e aceito, interposto pela Secretaria da Receita Previdenciária (efls. 1972/1982), combatendo o acórdão de efls. 1962/1964 proferido pela 4ª Câmara do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), que anulou o lançamento por vício formal. O pedido de revisão foi acatado e, posteriormente, a 5ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes determinou a conversão em diligência a fim de que a autoridade prestasse esclarecimentos sobre os TIADs emitidos na fiscalização. Em 16/12/2004 foi lavrada a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD Debcad nº 35.563.2330, referente ao lançamento de contribuições previdenciárias (segurados, patronal e SAT) decorrente de responsabilidade solidária com a empresa prestadora de serviços PARTRAN PARTICIPAÇÕES E TRANSPORTES LTDA, abrangendo o período de 10/1996 a 12/1998,totalizando o valor de R$ 936.516,55. A ciência do sujeito passivo ocorreu em 08/03/2005 (fls. 289) e da empresa prestadora de serviços em 09/05/2005 (efl. 292). O Estado do Rio de Janeiro apresentou impugnação, que foi julgada improcedente nos termos da DecisãoNotificação nº 17.003/0226/2005 (efls. 332/358): RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA CESSÃO DE MÃODE OBRA O Art. 31, § 3° da Lei 8.212/91, na redação da Lei 9.032/95, bem como o Art. 46, § 2 do Regulamento de Organização e Custeio da Seguridade Social, aprovado pelo Dec. 612/92 (vigente ate a competência marco de 1997) e o Art. 42, § 2º do Regulamento de Organização e Custeio da Seguridade Social, aprovado pelo Dec. 2173/97 (aplicado até a competência dezembro de 1998) definem a forma de elisão da responsabilidade solidária. Não cumpridos estes requisitos, a tomadora é responsável pelas contribuições previdenciárias apuradas pela fiscalização. TRIBUTÁRIO PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. A solidariedade passiva, legalmente imposta, pode unir diversos devedores que responderão, cada qual, pela dívida toda. O INSS tem o direito de escolher e de exigir, de acordo com seu interesse e conveniência, o valor total do crédito constituído, sem que o devedor tenha qualquer benefício de ordem. TRIBUTÁRIO PREVIDENCIÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 10 anos, por disposição expressa da Lei 8.212/91, em seu artigo 45. Precedentes do STJ Fl. 2049DF CARF MF Processo nº 37280.002064/200579 Acórdão n.º 2301005.033 S2C3T1 Fl. 3 3 TAXA SELIC. As contribuições sociais e outras Importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. LANÇAMENTO PROCEDENTE O sujeito passivo foi cientificado da decisão em 15/08/2005 e apresentou Recurso em 12/09/2005 (efls. 1938/1955). A empresa prestadora de serviços também foi cientificada em 12/08/2005 e apresentou recurso às efls. 1.933/1.936 e juntou documentos (GFIP, folhas de pagamento e guias de recolhimento efls. 375/1931). O INSS apresentou suas Contrarrazões (efls. 1957/1961). Em em 13/02/2006, a 4ª CaJ Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS anulou a NFLD nos termos do Acórdão nº 330/2006 (efls. 1962/1964), verbis: EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES NÃO RECOLHIDAS PARA A SEGURIDADE SOCIAL. NFLD LAVRADA EM NOME DA GOVERNADORIA DO ESTADO. VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 351 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 100, DE 18.12.2003, COM VIGÊNCIA A PARTIR DE 01.04.2004. Os documentos de constituição de crédito serão emitidos no CNPJ da União, Estados, DF ou Municípios, quando a auditoria fiscal se desenvolver nos órgãos públicos da Administração Direta (ministérios, secretarias, assembléias legislativas, câmaras municipais, etc). No campo destinado a identificação do sujeito passivo sob ação fiscal deverá ser consignado o nome da União, do estado, do Distrito Federal ou do município, seguido da designação do órgão notificado. A notificação em questão tem como fato gerador as remunerações pagas aos servidores de Secretaria Municipal. Todavia, a Governadoria do Estado consta como órgão notificado. NFLD ANULADA. A Secretaria da Receita Previdenciária interpôs pedido de revisão, conforme efls. 1972/1982, combatendo o acórdão de efls. 1962/1964, proferido pela 4ª Câmara do CRPS que anulou a NFLD por vício formal. A unidade da SRP entende, em síntese, que a falha encontrada é uma mera irregularidade e não um vício insanável e que há acórdãos divergentes da própria 4ª Câmara de Julgamento do CRPS. Fl. 2050DF CARF MF 4 Cientificada do pedido de revisão, a notificada manifestouse às efls. 1985/1995. Em síntese alega que não cabe o pedido de revisão, por se tratar de rediscussão de matéria; inexistindo violação a preceito legal. Em decisão monocrática, o Conselheiro Presidente desta Câmara, efls. 1997/1998, acolheu o pedido de revisão. Em 08/10/2008, a 5ª Câmara de Julgamento do 2º Conselho de Contribuintes, decidiu conhecer dos embargos de declaração para rescindir o acórdão recorrido e converter o julgamento em diligência (efls. 1999/2002) para que a fiscalização esclarecesse qual a data da emissão do primeiro procedimento fiscal junto ao contribuinte, em decorrência de divergências entre as datas da emissão do Termo de Início do Procedimento fiscal (TIAF) e a data do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD). A fiscalização se pronunciou por meio da Informação Fiscal de efl. 2006, esclarecendo que as datas dos Termos de Início de Ação Fiscal e de Intimação para entrega de documentos estavam abrangidas por MPF válido (original e complementares). Cientificado, o contribuinte apresentou nova manifestação efls. 2025/2030, repisando as alegações do recurso, especialmente, ocorrência de decadência, impossibilidade de cobrança da tomadora de serviços e nulidade da autuação. É o relatório. Voto Conselheira Andrea Brose Adolfo Relatora Admissibilidade Verificada a tempestividade do Recurso Voluntário, dele conheço e passo a sua análise. Preliminar Decadência Com relação à alegação de decadência, verifico que assiste razão à recorrente. Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Fl. 2051DF CARF MF Processo nº 37280.002064/200579 Acórdão n.º 2301005.033 S2C3T1 Fl. 4 5 Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. No processo há cópias de Guias de Recolhimento da Previdência Social, do período do lançamento, em nome do prestador de serviços, o que atrai a aplicação da regra decadencial do art. 150, § 4º do CTN. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Tal entendimento ainda pode ser corroborado pela Súmula CARF nº 99: “Súmula CARF nº 99 Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4º, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração.” Fl. 2052DF CARF MF 6 O período de lançamento abrange as competências 10/1996 a 12/1998, com ciência em 08/03/2005. No presente caso, devido à data da ciência e às competências em que há lançamentos, a aplicação de quaisquer das regras determinadas no CTN implicará na extinção do crédito tributário, motivo do provimento do recurso do sujeito passivo. Do Mérito Em vista do instituto da decadência quanto aos valores lançados, na notificação, o exame do mérito resta prejudicado. Conclusão Pelo exposto, voto por conhecer do recurso voluntário, acolhendo a preliminar de decadência. É como voto. Andrea Brose Adolfo Relatora Fl. 2053DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13819.722276/2013-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 08 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Jul 12 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
INTEMPESTIVIDADE. PRAZO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO DE RECURSO VOLUNTÁRIO.
O prazo para interposição de recurso voluntário é de trinta dias a contar da ciência da decisão recorrida, sendo intempestivo o recurso quando protocolizado após o prazo legal, não devendo ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2202-003.996
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade.
(assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente
(assinado digitalmente)
Martin da Silva Gesto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto.
Nome do relator: MARTIN DA SILVA GESTO
1.0 = *:*
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PRAZO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO DE RECURSO VOLUNTÁRIO. O prazo para interposição de recurso voluntário é de trinta dias a contar da ciência da decisão recorrida, sendo intempestivo o recurso quando protocolizado após o prazo legal, não devendo ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 72 22 76 /2 01 3- 01 Fl. 55DF CARF MF Processo nº 13819.722276/201301 Acórdão n.º 2202003.996 S2C2T2 Fl. 56 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo nº 13819.722276/201301, em face do acórdão nº 1262.748 julgado pela 18ª Turma da Delegacia Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro (DRJ/RJI), no qual os membros daquele colegiado entenderam por julgar improcedente a impugnação apresentada pelo contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ de origem que assim os relatou: "Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrada a notificação de lançamento do anocalendário de 2009 (fls. 13 a 16) tendo sido apurada Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica, Decorrentes de Ação da Justiça Federal, no valor de R$ 36.183,92, da Caixa Econômica Federal. Inclusão de R$ 36.183,92, de rendimentos recebidos através da Caixa Econômica Federal, CNPJ n° 00.360.305/000104, conforme DIRF daquela instituição financeira e comprovantes apresentados pelo interessado, em atendimento à intimação fiscal, já deduzidos dos honorários advocatícios de R$ 12.061,31, conforme cópia do recibo apresentado. O crédito tributário e o enquadramento legal constam na notificação de lançamento. Inconformado, o contribuinte apresentou a impugnação, de fls. 2 a 11, por intermédio de seu procurador, conforme instrumento de mandato, de fl. 17, e demais documentos, conforme as razões ali expostas. O Interessado solicitou prioridade na tramitação do presente processo, com fulcro no art. 71 e parágrafos da Lei n° 10.741/2003 (Estatuto do Idoso)." A DRJ de origem entendeu pela improcedência da impugnação apresentada pelo contribuinte. Inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário, às fls. 35/40, reiterando as alegações da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Martin da Silva Gesto Relator O recurso voluntário de fls. fls. 35/40 foi apresentado em 13/03/2014, conforme se verifica pelo carimbo da Receita Federal. No presente caso, a ciência se deu por via postal comprovada por aviso de recebimento –AR com data de 06/02/2014, conforme fl. 33. O prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, tendo ele findado em 10 de março de 2014. Fl. 56DF CARF MF Processo nº 13819.722276/201301 Acórdão n.º 2202003.996 S2C2T2 Fl. 57 3 Assim, considerandose que o contribuinte tomou ciência do resultado do acórdão ora recorrido em 06/02/2014 (quintafeira), iniciase o prazo recursal em 07/02/2014 (sextafeira), sendo 30ª dia em 08/03/2014 (sábado), prorrogandose assim o prazo recursal para 10/03/2014 (segundafeira). Logo, temse que o recurso voluntário apresentado em 13/03/2014 após o término do prazo recursal é intempestivo e, portanto, não deve ser conhecido. Os artigos 5° e 33 do Decreto 70.235, de 1972 estabelecem as regras para contagem do prazo de interposição do recurso voluntário: Art. 5° Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindo se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. [...] Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso, por intempestividade. (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Fl. 57DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11065.003857/2004-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Jul 05 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO.
Cabem os Embargos de Declaração quando caracterizada a omissão, contradição ou obscuridade e não se prestam a rediscutir matéria já decidida.
Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004
COFINS NÃO-CUMULATIVA. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS
É devida a glosa de créditos decorrentes da COFINS não-cumulativa, quando não forem observadas as normas que reguem a matéria.
COMPENSAÇÃO. GLOSA PELA NÃO INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ICMS CEDIDO.
O art. 1º, § 3º, inciso VI, da Lei nº 10.833/03, incluído pela Lei nº 11.945/09, colocou um fim na controvérsia acerca da possibilidade de exclusão da base de cálculo do PIS, do valor correspondente à cessão de créditos de ICMS. Contudo, a produção de efeitos fora fixada como sendo a partir de 01/01/2009. Assim, eventos ocorridos anteriormente deverão compor a base de cálculo da contribuição.
Embargos de Declaração acolhidos em parte
Numero da decisão: 3301-003.660
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher em parte os Embargos de Declaração do Contribuinte, sem efeitos infringentes, para alterar a indicação do período de apuração para o segundo trimestre de 2004, bem como, para alterar o tributo para a contribuição à COFINS.
Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente.
Valcir Gassen - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Luiz Augusto do Couto Chagas, José Henrique Mauri, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Marcos Roberto da Silva, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: VALCIR GASSEN
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO. Cabem os Embargos de Declaração quando caracterizada a omissão, contradição ou obscuridade e não se prestam a rediscutir matéria já decidida. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 COFINS NÃO-CUMULATIVA. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS É devida a glosa de créditos decorrentes da COFINS não-cumulativa, quando não forem observadas as normas que reguem a matéria. COMPENSAÇÃO. GLOSA PELA NÃO INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ICMS CEDIDO. O art. 1º, § 3º, inciso VI, da Lei nº 10.833/03, incluído pela Lei nº 11.945/09, colocou um fim na controvérsia acerca da possibilidade de exclusão da base de cálculo do PIS, do valor correspondente à cessão de créditos de ICMS. Contudo, a produção de efeitos fora fixada como sendo a partir de 01/01/2009. Assim, eventos ocorridos anteriormente deverão compor a base de cálculo da contribuição. Embargos de Declaração acolhidos em parte
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OMISSÃO. OBSCURIDADE. CONTRADIÇÃO. Cabem os Embargos de Declaração quando caracterizada a omissão, contradição ou obscuridade e não se prestam a rediscutir matéria já decidida. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 COFINS NÃOCUMULATIVA. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS É devida a glosa de créditos decorrentes da COFINS nãocumulativa, quando não forem observadas as normas que reguem a matéria. COMPENSAÇÃO. GLOSA PELA NÃO INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ICMS CEDIDO. O art. 1º, § 3º, inciso VI, da Lei nº 10.833/03, incluído pela Lei nº 11.945/09, colocou um fim na controvérsia acerca da possibilidade de exclusão da base de cálculo do PIS, do valor correspondente à cessão de créditos de ICMS. Contudo, a produção de efeitos fora fixada como sendo a partir de 01/01/2009. Assim, eventos ocorridos anteriormente deverão compor a base de cálculo da contribuição. Embargos de Declaração acolhidos em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher em parte os Embargos de Declaração do Contribuinte, sem efeitos infringentes, para alterar a AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 38 57 /2 00 4- 85 Fl. 221DF CARF MF Processo nº 11065.003857/200485 Acórdão n.º 3301003.660 S3C3T1 Fl. 222 2 indicação do período de apuração para o segundo trimestre de 2004, bem como, para alterar o tributo para a contribuição à COFINS. Luiz Augusto do Couto Chagas Presidente. Valcir Gassen Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Luiz Augusto do Couto Chagas, José Henrique Mauri, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Marcos Roberto da Silva, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls. 195 a 198) interpostos pelo Contribuinte contra decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301000.385 (fls. 157 a 161), de 4 de dezembro de 2009, proferido pela 3ª Câmara/1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF – que deu provimento, por unanimidade de votos, ao Recurso Voluntário interposto pelo Contribuinte. Visando a elucidação do caso e a economia processual adoto e cito o relatório do Acórdão ora embargado: SCHMIDT IRMÃOS CALÇADOS LTDA., devidamente qualificada nos autos, recorre a este colegiado, através do recurso de fls. 108/137 contra o acórdão nº 1010.712, de 30/11/2006, prolatado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre RS, fls. 99/101, que indeferiu solicitação de ressarcimento/Declaração de Compensação, visando a extinção de tributos mediante crédito do PIS nãocumulativo, referente ao 4º trimestre de 2005, protocolizado em 24/01/2006 (fl. 01). Ao analisar a pretensão da contribuinte a DRF efetuou glosa decorrente da transferência de créditos de ICMS a terceiros cujas receitas não foram oferecidas à tributação. Assim, com base no Relatório da Ação Fiscal de fls. 44/47, por meio do Despacho Decisório de fl. 51, reconheceuse parcialmente o direito ao ressarcimento/compensação. Inconformada, a contribuinte apresentou, em 06/04/2006, manifestação de inconformidade de fls. 61/85, com as seguintes alegações: 1. o fisco identificou supostas receitas não submetidas à tributação, apurou o montante devido e o deduziu do crédito sem, contudo, formalizar o lançamento, acarretando cerceamento do direito de defesa e a impossibilidade de exigência de crédito tributário; Fl. 222DF CARF MF Processo nº 11065.003857/200485 Acórdão n.º 3301003.660 S3C3T1 Fl. 223 3 2. menciona não se configurar fato gerador da contribuição a transferência de créditos de ICMS, se tratando de mero ingresso, recuperação de despesa/custo, decorrente da sistemática de apuração da contribuição nãocumulativa. Por fim, requer seja excluída a referida glosa e reconhecido integralmente o direito creditório. A DRJ indeferiu a solicitação cujo acórdão restou assim ementado: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 Ementa: Há incidência de Pis e Cofins na cessão de créditos de ICMS, dada a existência de uma alienação de direitos classificados no ativo circulante. Solicitação Indeferida Tempestivamente, em 25/01/2007, a contribuinte protocolizou recurso voluntário de fls. 108/137, aduzindo, preliminarmente, ser inviável a glosa de créditos pleiteados, de modo incidental, ao exame de pedidos de ressarcimento, sem a formalização do respectivo lançamento. No mérito menciona não se configurar fato gerador da contribuição a transferência de créditos de ICMS, a uma pois, acaso auferisse algum valor na transferência de créditos de ICMS, não se constituiria em receita; a duas, pois, tal recebimento não poderia ser considerado receita tributável e, a três, porque restringiria a imunidade insculpida nos arts. 149, §2º, inc. I e 155, § 2º, inc. X, “a” da CRFB, segundo a qual o PIS, a Cofins e o ICMS não devem incidir sobre as exportações. Por fim, requer seja excluída a referida glosa e reconhecido integralmente o direito creditório. Tendo em vista a decisão da 3ª Câmara / 1ª Turma da Terceira Seção de Julgamento do CARF, consubstanciada no Acórdão ora embargado, o Contribuinte ingressou com Embargos de Declaração, em 25 de setembro de 2015, visando sanar alegada omissão e erro do referido Acórdão. A admissibilidade dos Embargos de Declaração se deu por intermédio do Despacho S/N (fls. 218 a 220) da 3ª Câmara / 1ª Turma da Terceira Seção de Julgamento do CARF que considerou que os Embargos devem ser admitidos parcialmente por cumprir os requisitos necessários. É o Relatório Voto Conselheiro Valcir Gassen Os Embargos de Declaração interpostos pelo Contribuinte, em face ao Acórdão nº 3301000.385, são tempestivos e estão de acordo com o previsto no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF , que assim dispõe: Fl. 223DF CARF MF Processo nº 11065.003857/200485 Acórdão n.º 3301003.660 S3C3T1 Fl. 224 4 Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a turma. §1º Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciência do acórdão. Os embargos ora analisados visam sanar alegada omissão e erro presentes no Acórdão nº 3301000.385 que tem a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 PIS NÃOCUMULATIVO. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS É devida a glosa de créditos decorrentes do PIS nãocumulativo, quando não forem observadas as normas que reguem a matéria. COMPENSAÇÃO. GLOSA PELA NÃO INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ICMS CEDIDO. O art. 1º, § 3º, inciso VII, da Lei nº 10.8637/02, incluído pela Lei nº 11.945/09, art. 16 colocou um fim na controvérsia acerca da possibilidade de exclusão da base de cálculo do PIS, do valor correspondente à cessão de créditos de ICMS. Contudo, a produção de efeitos fora fixada como sendo a partir de 01/01/2009. Assim, eventos ocorridos anteriormente deverão compor a base de cálculo da contribuição. Recurso Voluntário Negado. Salientase que dos dois vícios alegados nos embargos, omissão e erro (contradição), não foi admitido o vício da omissão pelo conselheiro Luiz Augusto do Couto Chagas no despacho de admissibilidade (fls. 220) desta forma: Da omissão: Na peça recursal em apreço o sujeito passivo não logrou identificar objetivamente qualquer omissão do acórdão. Muito pelo contrário, foca sua irresignação na alegação de suposta desobediência a mandamento regimental do CARF. Ainda que eventualmente possa ter ocorrido tal lapso por parte do colegiado, situação que não merece análise neste momento, é de se destacar que os embargos declaratórios não são o remédio recursal cabível para corrigir eventuais erros de julgamento, como restou recentemente assentado em decisão do STF no julgamento do RE nº 194662. Em relação ao segundo vício o Contribuinte alegou nos Embargos de Declaração que ocorreu erro (contradição) desta forma (fls. 197): 5. Ademais, o acórdão ora embargado aponta, no relatório, tratarse de "solicitação de ressarcimento/declaração de compensação visando a extinção de tributos mediante crédito do PIS nãocumulativo referente ao 4o. trimestre de 2005". Todavia, como expresso no recurso voluntário, este processo tem por objeto pedido de ressarcimento de saldo credor de COFINS nãocumulativa referente ao 2o. trimestre de 2004. Assim sendo, fazse necessária a retificação do equívoco aludido. Já no que tange ao alegado nos embargos acerca de erro constante no acórdão quanto ao período de apuração deuse admissibilidade nestes termos (fls. 220): Do erro: Fl. 224DF CARF MF Processo nº 11065.003857/200485 Acórdão n.º 3301003.660 S3C3T1 Fl. 225 5 Assiste razão à recorrente neste ponto. Tanto a ementa quanto o relatório do acórdão fazem menção ao quarto trimestre de 2005, enquanto o período efetivamente analisado diz respeito ao segundo trimestre de 2004, consoante se constata dos documentos instrutivos e da decisão da DRJ. No que diz respeito a alegação de erro face a indicação incorreta do período de apuração apreciado, ainda que este fato não interfira na fundamentação e nas conclusões do acórdão, é evidente o lapso, fazendose necessário o acolhimento dos embargos para sua correção. Quando do despacho de admissibilidade constatouse o erro quanto ao período de apuração, mas no exame do pedido nos embargos percebese que além deste erro faz se referência equivocada ao PIS, sendo que a contribuição objeto do litígio é a COFINS. O período objeto da análise no Acórdão nº 3301000.385 ora embargado referese ao segundo trimestre de 2004, o que é constatável também nos documentos do processo e na decisão da DRJ. De fato, na leitura da decisão ora embargada, é perceptível o erro, visto que na ementa e também no relatório do acórdão constou de forma equivocada o período do quarto trimestre de 2005. Cito a ementa da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre para elucidar o erro quanto à contribuição e quanto ao período de apuração (fls. 122): Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 Ementa: Há incidência de Pis e Cofins na cessão de créditos de ICMS, dada a existência de uma alienação de direitos classificados no ativo circulante. Solicitação Indeferida. Desta forma, de acordo com a legislação aplicável e os autos do processo, voto por acolher parcialmente os Embargos de Declaração do Contribuinte, sem efeitos infringentes, para alterar a indicação do período de apuração para o segundo trimestre de 2004, bem como, quanto à contribuição à COFINS e legislação pertinente, devendo a ementa do Acórdão nº 3301000.385 ter a seguinte redação: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 COFINS NÃOCUMULATIVA. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS É devida a glosa de créditos decorrentes da COFINS nãocumulativa, quando não forem observadas as normas que reguem a matéria. COMPENSAÇÃO. GLOSA PELA NÃO INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ICMS CEDIDO. O art. 1º, § 3º, inciso VI, da Lei nº 10.833/03, incluído pela Lei nº 11.945/09, colocou um fim na controvérsia acerca da possibilidade de exclusão da base de cálculo do PIS, do valor correspondente à cessão de créditos de ICMS. Contudo, a produção de efeitos fora fixada como sendo a partir de 01/01/2009. Assim, eventos ocorridos anteriormente deverão compor a base de cálculo da contribuição. Recurso Voluntário Negado. Fl. 225DF CARF MF Processo nº 11065.003857/200485 Acórdão n.º 3301003.660 S3C3T1 Fl. 226 6 Valcir Gassen Relator Fl. 226DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.902868/2012-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu May 18 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3402-001.003
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, em converter julgamento em diligência. Vencidos os Conselheiros Jorge Freire, Waldir Navarro Bezerra e Maria Aparecida Martins de Paula, quanto à diligência. Designado o Conselheiro Diego Diniz Ribeiro. Sustentou pela recorrente o Sr. Sílvio Gomes Cardozo, RG 721.555 -SDS/PE, procurador da recorrente.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Jorge Olmiro Lock Freire - Relator.
Diego Diniz Ribeiro - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Jorge Freire, Diego Diniz Ribeiro, Waldir Navarro Bezerra, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
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score : 1.0
Numero do processo: 16682.900444/2014-69
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed May 31 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 1401-000.441
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro José Roberto Adelino da Silva declarou-se impedido de votar.
Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin - Relatora
(assinado digitalmente).
Antonio Bezerra Neto - Presidente.
(assinado digitalmente).
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Livia De Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa.
Nome do relator: LUCIANA YOSHIHARA ARCANGELO ZANIN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. O Conselheiro José Roberto Adelino da Silva declarouse impedido de votar. Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin Relatora (assinado digitalmente). Antonio Bezerra Neto Presidente. (assinado digitalmente). Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Livia De Carli Germano, Abel Nunes de Oliveira Neto, Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 66 82 .9 00 44 4/ 20 14 -6 9 Fl. 579DF CARF MF Processo nº 16682.900444/201469 Resolução nº 1401000.441 S1C4T1 Fl. 580 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão 1269.351 4ª Turma da DRJ/RJ1, que acolheu parcialmente à Manifestação de Inconformidade da Interessada, para rejeitar o pedido de realização de diligência, reconhecer o direito creditório pleiteado de R$ 7.011.596,65, afastar a parcela de R$ 1.063.300,05, correspondente ao IRRF não comprovado; e homologar a compensações objeto desta lide, no limite do crédito reconhecido, devendose prosseguir na cobrança dos débitos remanescentes. Por bem delimitar os contornos da lide, trascrevo parte do relatório que acompanhou a decisão de piso: Versa o presente processo sobre o PERDCOMP nº 28605.13221.271210.1.7.02 1604 (fls.369/444), transmitido em 27/12/2010 (retificador do PER/DCOMP nº 40400.19462.290610.1.3.021185), através do qual a interessada declarou a compensação de débito do código 2362, com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ, do ano calendário de 2005, no valor total de R$ 18.839.858,33. Outra compensação foi declarada com parcela do mesmo crédito, por meio do PER/DCOMP de nº 32567.97610.271210.1.3.020470 (fls.445/448). Através de Despacho Decisório Eletrônico (fl.348), a DEMAC/Rio de Janeiro, reconhecendo apenas o crédito tributário no valor de R$ 10.764.860,09, homologou parcialmente a compensação declarada no PER/DCOMP de nº final 1604 e não homologou a compensação declarada no PER/DCOMP de nº final 0470. Esse despacho apresenta, no seu item 3, os seguintes elementos: Cientificada do Despacho Decisório em 14/04/2014 (AR, fl.368), a interessada apresenta, em 14/05/2014 (fl.02), sua defesa (fls.03/14), alegando, em síntese, o que segue: Fl. 580DF CARF MF Processo nº 16682.900444/201469 Resolução nº 1401000.441 S1C4T1 Fl. 581 3 Dos Fatos a) os créditos que originaram o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005 é composto das seguintes parcelas: b) relativamente à retenção de IRPJ, o auditor fiscal reconheceu apenas o valor de R$ 10.699.796,25, sob o argumento de que não houve confirmação de parte das retenções realizadas, no valor de R$ 1.063.300,05; c) também não foi reconhecida a existência do crédito referente às estimativas parceladas por meio do Processo Administrativo nº 16682.720075/201007. No Recurso Voluntário, a recorrente defende através de tabelas demonstrativas que da totalidade dos valores glosados (R$ 1.063.300,05), i R$ 742.098,79 decorrem de suposta não comprovação da retenção indicada no PER/DECOMP, ii R$ 319.974,03 referem se ao suposto excesso realizado na retenção do tributo, e, finalmente, III R$ 1.227,23 são derivados de divergência de CNPJ constante do sistema da RFB e daquele indicado pela Recorrente em seu pedido de compensação e requer realização de diligência para comprovar a integralidade dos valores retidos no pedido em análise. VOTO Conselheira Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin. O recurso voluntário preenche os requisitos legais para admissibilidade. A Recorrente fundamenta pedido de conversão do julgamento em diligência demonstrando que os valores declarados como retidos no período estão indubitavelmente, refletidos na escrituração contábil da recorrente, anexando para tanto cópia do Livro Razão do IRPJ Retido, mês a mês, no ano calendário de 2005, referente aos órgãos públicos; relatório de retenção anual sobre os órgão públicos; bem como a contabilização dos recebimentos correspondentes às Retenções de Fonte, por amostragem. Demonstra ainda que grande parte dos valores referentes ao Saldo Negativo de IRPJ informados advém de retenções realizadas por órgãos da administração pública federal direta e que cabe exclusivamente aos órgãos responsáveis pela retenção a disponibilização dos respectivos comprovantes nos termos do art. 37 da IN 1.234/2012, não tendo, por isso, disponibilidade sobre tais documentos. Assim, dada a impossibilidade da Recorrente na apresentação da prova necessária ao reconhecimento de seu direito, mas tendo a administração o poder de alcançar tais elementos, voto pela conversão do julgamento em diligência a fim de que sejam analisados os documentos anexados ao recurso voluntário, com o objetivo de apontar se os valores sobre os quais se reclama crédito, foram de fato retidos na fonte pelos órgãos da administração pública direta, possibilitando, via de consequência, o reconhecimento dos créditos provenientes de saldo negativo informados nas declarações em questão, no limite dos valores que puderem ser identificados como retidos e se os respectivos saldos eram suficientes para homologar o Fl. 581DF CARF MF Processo nº 16682.900444/201469 Resolução nº 1401000.441 S1C4T1 Fl. 582 4 crédito em questão, considerando o conteúdo da Súm. CARF 80, segundo qual: "Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto". Após, intimar o contribuinte para no prazo de 30 dias oferecer suas considerações sobre o resultado da diligência, após o que, o processo deverá retornar a este CARF para prosseguimento do julgamento. Ante o exposto, oriento meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin Fl. 582DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13204.000107/2004-45
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue May 16 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004
CONTRIBUIÇÕES. CONCEITO DE INSUMO.
O termo insumo utilizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. Sua justa medida caracteriza-se como o elemento diretamente responsável pela produção dos bens ou produtos destinados à venda, ainda que este elemento não entre em contato direto com os bens produzidos, atendidas as demais exigências legais.
No caso julgado, são exemplos de insumos os serviços de remoção de rejeitos industriais (lama vermelha).
VARIAÇÃO CAMBIAL. REGIME DE APURAÇÃO.
À opção da pessoa jurídica, que valerá para todo o ano-calendário, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência (art. 30 da Medida Provisória - MP nº 2.158-35, de 2001).
Recurso Especial do Procurador provido em parte.
Numero da decisão: 9303-004.779
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento parcial, somente quanto à variação cambial, vencidos os conselheiros Rodrigo da Costa Possas e Júlio César Alves Ramos, que lhe deram provimento integral.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Charles Mayer de Castro Souza, Andrada Márcio Canuto Natal, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Érika Costa Camargos Autran.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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CONCEITO DE INSUMO. Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ALUNORTE ALUMINA DO NORTE DO BRASIL S/A ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 CONTRIBUIÇÕES. CONCEITO DE INSUMO. O termo “insumo” utilizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. Sua justa medida caracterizase como o elemento diretamente responsável pela produção dos bens ou produtos destinados à venda, ainda que este elemento não entre em contato direto com os bens produzidos, atendidas as demais exigências legais. No caso julgado, são exemplos de insumos os serviços de remoção de rejeitos industriais (lama vermelha). VARIAÇÃO CAMBIAL. REGIME DE APURAÇÃO. À opção da pessoa jurídica, que valerá para todo o anocalendário, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência (art. 30 da Medida Provisória MP nº 2.15835, de 2001). Recurso Especial do Procurador provido em parte. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento parcial, somente quanto à variação cambial, vencidos os conselheiros Rodrigo da Costa Possas e Júlio César Alves Ramos, que lhe deram provimento integral. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 20 4. 00 01 07 /2 00 4- 45 Fl. 523DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Charles Mayer de Castro Souza, Andrada Márcio Canuto Natal, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Érika Costa Camargos Autran. Relatório Tratase de Recurso Especial de Divergência interposto tempestivamente pela Procuradoria da Fazenda Nacional – PFN contra o Acórdão nº 3403001.965, de 20/03/2013, proferido pela 3ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF, do qual se reproduz apenas as partes da ementa que interessam ao presente julgamento: ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de Apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 (...) CONTRIBUIÇÕES NÃO CUMULATIVAS. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo das contribuições ao PIS e à Cofins no regime não cumulativo engloba a totalidade das receitas da pessoa jurídica, sendo inaplicável a extensão administrativa dos efeitos da decisão do STF acerca da inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98. VARIAÇÕES MONETÁRIAS. REGIME DE COMPETÊNCIA. As variações monetárias ativas, inclusive para os sujeitos passivos que as reconheçam sob o regime de competência, somente constituem receita e, portanto, somente passam a integrar a base de cálculo das contribuições no regime não cumulativo, quando caracterizem direitos definitivamente incorporados ao patrimônio e, assim, insujeitos à reversão por condições futuras falíveis. Mutatis mutandis o mesmo entendimento se aplica às variações monetárias passivas, para fins de desconto de créditos como despesas financeiras, nas hipóteses admitidas em lei. REGIME NÃO CUMULATIVO. INSUMOS. CONCEITO. No regime não cumulativo das contribuições o conteúdo semântico de “insumo” é mais amplo do que aquele da legislação do IPI e mais restrito do que aquele da legislação do imposto de renda, abrangendo os “bens” e “serviços” que integram o custo de produção. CRÉDITOS. SERVIÇOS DE REMOÇÃO DE REJEITOS INDUSTRIAIS. É legítima a tomada de crédito da contribuição nãocumulativa em relação ao serviço de remoção de lama vermelha, por integrar o custo de produção do produto destinado à venda (alumina). (...) Recurso Provido em Parte. Fl. 524DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 4 3 No Recurso Especial, por meio do qual pleiteou, ao final, a reforma do decisum, a Recorrente insurgiuse contra as seguintes matérias: (a) direito de crédito das contribuições não cumulativas quanto às despesas com serviço de remoção de lama vermelha; e (b) direito do contribuinte reconhecer as receitas financeiras provenientes de variações cambiais somente quando da liquidação do contrato ou da obrigação. Alega divergência de interpretação em relação ao decidido nos paradigmas apontados, cujas ementas foram transcritas no recurso. O exame de admissibilidade do Recurso Especial, do Presidente da Quarta Câmara da Terceira Seção do CARF, deu seguimento ao especial da Fazenda Nacional. A contribuinte apresentou contrarrazões ao especial Fazendário. Também interpôs recurso especial, o qual, todavia, não foi admitido. É o Relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 9303004.754, de 22/03/2017, proferido no julgamento do processo 13204.000007/200508, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Ressaltese que a decisão do paradigma foi, em parte, contrária ao meu entendimento pessoal, pois fui vencido na votação da questão do direito de crédito sobre os serviços de remoção de rejeitos industriais. Todavia, ao presente processo deve ser aplicada a posição vencedora, conforme consta da ata da sessão do julgamento. Portanto, transcrevese como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 9303004.754): "Presentes os demais requisitos de admissibilidade, entendemos, tal como proposto no seu exame, que o recurso especial interposto pela PFN deve ser conhecido. Com efeito, com relação à remoção de resíduos industriais (lama vermelha), enquanto o acórdão paradigma adotou a tese mais restritiva para o conceito de insumos, de forma a guardar correspondência com o obtido da legislação do IPI, o acórdão recorrido consubstanciou entendimento mais amplo, de sorte a incluir, no mesmo conceito, os produtos e serviços necessários ao processo produtivo da contribuinte. No concernente ao segundo tema, o acórdão recorrido entendeu que somente se deveria reconhecer as receitas financeiras provenientes de variações cambiais quando da liquidação do contrato ou da obrigação. Já o Acórdão nº 20180.817, concluiu que, por expressa previsão legal (art. 92 da Lei n2 9.718/98), a variação cambial ativa equiparase à receita financeira e deve tributada pelo PIS da mesma forma que for tributada pelo IRPJ e pela CSLL: regime de caixa ou de competência, conforme o caso. Fl. 525DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 5 4 Conhecido na integralidade, entendemos assistir, em parte, razão à douta Procuradoria da Fazenda Nacional. Com relação ao primeiro tema, depois de longos debates, passamos a adotar o entendimento majoritário que, justo, encontrase encartado no acórdão recorrido. Como os motivos do nosso convencimento coincidem, na totalidade, com o que exposto no voto proferido pelo il. Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, nos autos do processo administrativo n.º 11065.101271/200647 (Acórdão 3ª Turma/CSRF nº 930301.035, sessão de 23/10/2010), passamos a adotálas, também aqui, como razão de decidir. Eilas: A questão que se apresenta a debate diz respeito à possibilidade ou não de se apropriar como crédito de PIS/Pasep dos valores relativos a custos com combustíveis, lubrificantes e com a remoção de resíduos industriais. O deslinde está em se definir o alcance do termo insumo, trazido no inciso II do art. 3º da Lei 10.637/2002. A Secretaria da Receita Federal do Brasil estendeu o alcance do termo insumo, previsto na legislação do IPI (o conceito trazido no Parecer Normativo CST n° 65/79), para o PIS/Pasep e a para a Cofins não cumulativos. A meu sentir, o alcance dado ao termo insumo, pela legislação do IPI não é o mesmo que foi dado pela legislação dessas contribuições. No âmbito desse imposto, o conceito de insumo restringese ao de matériaprima, produto intermediário e de material de embalagem, já na seara das contribuições, houve um alargamento, que inclui até prestação de serviços, o que demonstra que o conceito de insumo aplicado na legislação do IPI não tem o mesmo alcance do aplicado nessas contribuições. Neste ponto, socorrome dos sempre precisos ensinamentos do Conselheiro Júlio Cesar Alves Ramos, em minuta de voto referente ao Processo n° 13974.000199/200361, que, com as honras costumeiras, transcrevo excerto linhas abaixo: Destarte, aplicada a legislação do ao caso concreto, tudo o que restaria seria a confirmação da decisão recorrida. Isso a meu ver, porém, não basta. É que, definitivamente, não considero que se deva adotar o conceito de industrialização aplicável ao IPI, assim como tampouco considero assimilável a restritiva noção de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem lá prevista para o estabelecimento do conceito de ‘insumos’ aqui referido. A primeira e mais óbvia razão está na completa ausência de remissão àquela legislação na Lei 10.637. Em segundo lugar, ao usar a expressão ‘insumos’, claramente estava o legislador do PIS ampliando aquele conceito, tanto que ai incluiu ‘serviços’, de nenhum modo enquadráveis como matérias primas, produtos intermediários ou material de embalagem. Ora, uma simples leitura do artigo 3º da Lei 10.637/2002 é suficiente para verificar que o legislador não restringiu a apropriação de créditos de PIS/Pasep aos parâmetros adotados no creditamento de IPI. No inciso II desse artigo, como asseverou o Fl. 526DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 6 5 insigne conselheiro, o legislador incluiu no conceito de insumos os serviços contratados pela pessoa jurídica. Esse dispositivo legal também considerou como insumo combustíveis e lubrificantes, o que, no âmbito do IPI, seria um verdadeiro sacrilégio. Mas as diferenças não param aí, nos incisos seguintes, permitiuse o creditamento de aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa, máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado etc. Isso denota que o legislador não quis restringir o creditamento do PIS/Pasep as aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e ou material de embalagens (alcance de insumos na legislação do IPI) utilizados, diretamente, na produção industrial, ao contrário, ampliou de modo a considerar insumos como sendo os gastos gerais que a pessoa jurídica precisa incorrer na produção de bens ou serviços por ela realizada. Vejamos o dispositivo citado: [...] As condições para fruição dos créditos acima mencionados encontramse reguladas nos parágrafos desse artigo. Voltando ao caso dos autos, os gastos com aquisição de combustíveis e com lubrificantes, junto à pessoa jurídica domiciliada no pais, bem como as despesas havidas com a remoção de resíduos industriais, pagas a pessoa jurídica nacional prestadora de serviços, geram direito a créditos de PIS/Pasep, nos termos do art. 3º transcrito linhas acima. Com essas considerações, voto no sentido de negar provimento ao recurso apresentado pela Fazenda Nacional. (grifamos) Passemos ao caso concreto. A Recorrente contesta a concessão de crédito oriundo de serviços de remoção de resíduos industriais. Antes de concluirmos o voto em relação a cada item e os motivos que sustentam o nosso convencimento, reputamos imprescindível fazer a seguinte observação: em julgamentos recentes envolvendo a mesma contribuinte e, grosso modo, os mesmos produtos e serviços, esta mesma CSRF chegou a conclusões divergentes das que aqui serão adotadas. Nestes julgamentos, acompanhamos o voto do relator, porque nos pareceu que os motivos por ele adotados encontravamse plenamente compatíveis com a tese majoritária. Referimonos aos Acórdãos CSRF/3ª Turma nº 9303004.378, 9303004.379 e 9303004.380, todos de 09/11/2016. Aqui, contudo, na condição de relator, ao analisarmos com maior detença os itens cujo creditamento a Recorrente pretende afastar, formamos a convicção de que andou bem a Câmara baixa ao reconhecer os créditos (exceto, como se verá, quanto a um dos itens). Com relação à remoção dos Fl. 527DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 7 6 resíduos industriais, diferentemente do que se deu noutros processos do mesmo contribuinte, o crédito sobre este serviço foi expressamente reconhecido pela Câmara baixa, com base nos seguintes fundamentos, replicados de outros acórdãos da mesma turma: “Deve ser reconhecido o direito de crédito em relação ao pagamento pela prestação de serviço de remoção de rejeitos industriais, visto que tal atividade deve ser considerada como inserida no contexto da produção, tal como sustenta o Recorrente (fl. 464/465). Entendo que assiste razão ao Recorrente, pois os serviços de transporte dos resíduos industriais configuram atos que viabilizam e integram a atividade produtiva. Não apenas o transporte de matériaprima destinada ao processo produtivo, mas também o transporte dos resíduos decorrentes da produção configura ato que viabiliza e integra o processo produtivo. Este tema foi enfrentado logo nos primeiros julgados deste Conselho a respeito do regime nãocumulativo, concluindose que “Quanto aos dispêndios realizados com o serviço de remoção de resíduos industriais, não há nenhuma dúvida de que este serviço é parte do processo de industrialização dos bens exportados e está vinculado à receita de exportação. Pela natureza da atividade da recorrente, sem este serviço não há produção. Sendo um serviço diretamente vinculado ao processo produtivo, entendo que a recorrente tem direito ao crédito da Cofins incidente sobre a compra desse serviço e, como tal, tem direito ao ressarcimento desse crédito em face da exportação dos produtos (inciso II do art. 3º da Lei nº 10.637/2002)” (trecho do voto proferido no Acórdão 20181.139, Recurso 148.457, Processo 11065.101271/200647, Rel. Cons. Walber José da Silva, j. 02.06.2008). Entendo, pois, que deve ser reconhecido o direito de crédito em relação aos serviços de remoção de resíduos em questão. Nos autos do processo administrativo nº 10280.722274/200954 – que envolveu a mesma contribuinte e a mesma controvérsia –, o il. Conselheiro Antônio Carlos Atulim ainda teceu as seguintes considerações a respeito: Relativamente aos serviços de transporte de rejeitos industriais, a análise da descrição do processo produtivo revela que ele gera os detritos lama vermelha, areia e crosta, que depois de serem devidamente tratados, vão para os tanques de rejeitos industriais a fim de serem descartados. Estando esses rejeitos umbilicalmente ligados à produção da alumina, o serviço de transporte para a sua remoção é um custo de produção que se enquadra perfeitamente na disposição do art. 290, I do RIR/99. Deve, portanto, gerar créditos do regime não cumulativo, pois se enquadra na previsão do art. 3º, II, da Lei nº 10.833/04. Não há como se concordar com a alegação da Ilustre Procuradora da Fazenda Nacional, no sentido de que custos incorridos após a Fl. 528DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 8 7 obtenção da alumina não podem ser considerados como insumo. O fato de o gasto ser posterior à obtenção do produto final não significa que seja um gasto incorrido na atividademeio. Observese que o rendimento da bauxita está na razão de 5:1. Isso significa, em um cálculo grosseiro, que para produzir uma tonelada de alumina, são necessárias cinco toneladas de minério. O minério não se encontra na natureza em estado puro. Ele se encontra disperso no solo e vem contaminado com impurezas. Após a retirada da tonelada de alumina, as quatro toneladas restantes são rejeitos industriais aos quais a empresa é obrigada a dar destino adequado, a fim de evitar problemas ambientais. Isso não é um gasto com atividademeio. Ainda que se considere que os gastos com esses rejeitos são posteriores ao processo produtivo, é fora de qualquer dúvida que eles decorrem do processo produtivo, pois os rejeitos somente deixariam de existir se a linha de produção parasse. Por isso o gasto com o serviço de retirada desses rejeitos é um custo de produção da alumina que se enquadra no art. 290, I do RIR/99. (g.n.) Considerando, pois, que a remoção dos resíduos industriais que resultam da produção da alumina revestese de particularidades que a afastam das verificadas nos processos que comumente chegam a este Colegiado, entendemos correto o acórdão recorrido, ao conferir ao contribuinte, quanto a este item, o direito ao crédito do PIS/Cofins. Com relação ao segundo tema, assim dispôs o acórdão recorrido: Segundo o texto do item 8 do relatório de diligência, o contribuinte utilizou as despesas financeiras como dedução das receitas financeiras na apuração das contribuições. A descrição da fiscalização sugere que foi aplicado o entendimento costumeiro que a Administração vem dispensando a casos semelhantes, qual seja: tendo em vista que o contribuinte optou pelo regime de competência, foram incluídas nas bases de cálculo as variações monetárias positivas aferidas em cada período de apuração durante a vigência do contrato, desconsiderandose as variações negativas ocorridas no mesmo período, aplicandose de forma literal o art. 9º da Lei nº 9.718/98 combinado com o art. 30, § 1º da Medida Provisória nº 2.15835/2001. Este colegiado, com outra composição, já enfrentou essa questão no Acórdão nº 340301.503, relatado pelo Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz, no qual, por maioria de votos, foi firmado entendimento semelhante àquele do STJ, no sentido de que só pode ser considerado como receita o ingresso que se incorpore definitivamente ao patrimônio da pessoa jurídica. A questão encontrase disciplinada no art. 30 da Medida Provisória – MP nº 2.15835, de 2001, reedição do art. 30 da Medida Provisória nº 1.85810, de 1999, cuja redação é a seguinte: “Art. 30. A partir de 1o de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do Fl. 529DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 9 8 contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. § 1º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência. § 2º A opção prevista no § 1o aplicarseá a todo o ano calendário. § 3o No caso de alteração do critério de reconhecimento das variações monetárias, em anoscalendário subseqüentes, para efeito de determinação da base de cálculo dos tributos e das contribuições, serão observadas as normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal.” (g.n.) No presente caso, a contribuinte optou, no períodobase a que se referem os autos, pelo regime de regime de competência na apuração de suas receitas, de modo que não há dúvida de que o mesmo regime deveria ter sido observado na apuração das variações cambiais que decorreram de suas obrigações ou de seus direitos. Não fosse pelo só fato da previsão legal (ver Súmula CARF nº 2), a tese adotada no acórdão recorrido não se sustenta: a de que somente se deveria reconhecer as receitas financeiras provenientes de variações cambiais quando da liquidação do contrato ou da obrigação. Sobre ela, assim escrevemos em obra de autoria coletiva (PIS e Cofins à luz da jurisprudência: Conselho Administrativa de Recursos Fiscais; volume 3 / Coordenação Marcelo Magalhães Peixoto, Gilberto de Castro Moreira Junior, 1ª ed, São Paulo, MP Editora, 2014): Ela se apoia na ideia de que haveria um conteúdo material, de estatura constitucional, para o termo “receita”, para o qual o constituinte teria valorizado a perspectiva dos negócios jurídicos que evidenciem a capacidade econômica revelada pelo ingresso financeiro apurado de forma isolada e instantânea em cada evento. Esse conteúdo material, com a tônica no ingresso financeiro, é que teria sido colocado ao alcance do legislador federal para que sobre ele se fizesse incidir a contribuição com específica destinação, voltada para o custeio do sistema de Seguridade Social. Os fautores dessa tese trabalham ainda com a ideia de que a receita deve ser definitiva de modo a assegurar a disponibilidade e a titularidade dos recursos financeiros sem qualquer obrigação correspondente, devendo ter como causa a remuneração de negócio jurídico concernente aos atos relacionados apenas com o exercício de atividade empresarial. O argumento se fundamenta no art. 195, III, da Constituição Federal, que estabelece, como uma das fontes de financiamento da Seguridade Social, a contribuição incidente “sobre a receita de concursos de prognósticos”, de sorte que a alusão ao vocábulo Fl. 530DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 10 9 “receita” só poderia estar relacionada, no seu entendimento, com o efetivo ingresso de recursos provenientes dos diferentes jogos existentes no país, vale dizer, com a possibilidade de destaque pura e simples de uma parcela a título das contribuições a serem retiradas do volume de recursos arrecadados com os referidos “concursos de prognósticos”. Assim, em tal previsão constitucional, o termo “receita” não poderia referirse a outra perspectiva que não a do efetivo ingresso financeiro, vale dizer, ao efetivo ingresso de recursos pecuniários ao qual não corresponda uma obrigação, pena de inviabilizar o próprio custeio da Seguridade Social. De conseguinte, esse conteúdo semântico do vocábulo “receita” deveria vincular o exercício da atividade legiferante, em ordem a impossibilitar que o legislador infraconstitucional venha a emprestar ao termo significado diverso. Pois bem. O argumento, embora bem apresentado, encerra, no sentido técnico do termo, uma falácia (repitase aqui: no sentido técnico do termo, já que a sua referência no presente artigo não constitui, de forma alguma, juízo de demérito de nenhum trabalho acadêmico), um raciocínio incorreto, porquanto, a nosso juízo, não se poderia, apenas na única perspectiva da norma insculpida no art. 195, inciso III, da Constituição Federal, chegar à conclusão a que se chegou. Antes de apresentar os motivos que nos levam a entender inválido o argumento, cabe ressaltar, aqui mais uma vez, que o conceito de ingresso financeiro corresponderia, na tese exposta, ao efetivo e definitivo (ao qual não corresponda uma obrigação) ingresso de recursos pecuniários derivados do exercício de atividade empresarial, excluindose, de conseguinte, as receitas que resultem de qualquer outra atividade, tal como os valores recebidos a título de crédito presumido de ICMS. Que o dispositivo constitucional avaliza a ideia da necessidade de haver efetivo ingresso de recursos financeiros na Seguridade Social, é coisa que ninguém dissente. Aliás, foi essa necessidade que conduziu o legislador constituinte a prever tantas fontes para a manutenção de seus múltiplos deveres. O que esse fato não está a autorizar é a de que também no contribuinte deve a receita representar ingresso efetivo de recursos financeiros, assim como não autoriza a ideia de que receita só é aquela que decorra da atividade empresarial. Vejamos. As falácias – os raciocínios que, embora prima facie possam parecer corretos, mas na verdade não o são – dividemse em falácias de ambiguidade e de relevância. As primeiras, como a sua denominação já indica, estão relacionadas à linguagem utilizada para construir o argumento; as segundas, com o fato de as premissas serem absolutamente irrelevantes para estabelecer a verdade da conclusão. Como se passa a comprovar, esta última encontrase plenamente configurada na tese aqui refutada. Fl. 531DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 11 10 Não se pode analisar um caso particular e extrair dele uma regra geral como se todos os demais casos relativos à mesma matéria fossem idênticos, é dizer, não se pode estabelecer uma regra geral aplicável a todos os fatos típicos a partir de um fato inquestionavelmente atípico. É o que os estudiosos da Lógica denominam de falácia do acidente convertido ou da generalização precipitada1, sendo que a falácia do acidente, da qual deriva a aludida expressão, consiste em aplicar uma regra geral a casos particulares cujas características acidentais tornam a regra inaplicável (Exemplo: “O que você comprou ontem comerá hoje. Logo, se você comprou carne crua ontem comerá carne crua hoje”). Notese que, a partir de uma única regra constitucional – a que estabelece como uma das fontes de financiamento da Seguridade Social a contribuição incidente “sobre a receita de concursos de prognósticos” – os que defendem haver um conceito constitucional de receita, baseados no único e exclusivo fato de que a contribuição é retirada, neste caso, do volume total de apostas, constituindo, assim, como decorrência inarredável, efetivo ingresso de receita nos cofres da mencionada instituição (não há como a Caixa Econômica Federal deixar de recolher a contribuição aos cofres da Previdência), levam esta particular situação ao patamar de regra geral, em ordem a determinar que receita só pode representar o efetivo ingresso de recursos financeiros também na pessoa jurídica, quando os fatos que norteiam a sua tributação – as operações que esta realiza – nada têm a ver com concursos de prognósticos e com a forma de arrecadação da contribuição social sobre eles incidente (destaque do volume total de apostas, sem a necessidade de interposição do Fisco e sem depender da vontade exclusiva do apostador, incidindo as contribuições sobre um setor específico sem qualquer semelhança com o universo dos contribuintes e com as atividades por eles realizadas). E não é só: o fato de a receita constituir efetivo ingresso de recursos financeiros na pessoa jurídica não significa de modo algum que também assim deva configurarse a contribuição devida à Seguridade Social, porque depende, entre outros fatores, da vontade do contribuinte de adimplir a respectiva obrigação tributária. Portanto, em face de suas particularidades, as características que envolvem esta especial fonte de financiamento da Seguridade Social, porque atípica em relação às demais, a estas não podem ser estendidas, muito menos para estabelecer o conceito de receita a todas aplicado. O argumento é, com a devida vênia, inválido. (grifamos). Ante o exposto, conheço do recurso especial e, no mérito, doulhe parcial provimento, apenas para que as receitas decorrentes das variações cambiais obedeçam ao regime de competência, em conformidade com a opção realizada pela contribuinte." 1 Copi, Irving Marmer. Introdução à lógica. 2ª ed. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1978, p. 83. Fl. 532DF CARF MF Processo nº 13204.000107/200445 Acórdão n.º 9303004.779 CSRFT3 Fl. 12 11 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, conheço do recurso especial da Fazenda Nacional e, no mérito, doulhe parcial provimento, apenas para que as receitas decorrentes das variações cambiais obedeçam ao regime de competência, em conformidade com a opção realizada pela contribuinte. assinado digitalmente Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 533DF CARF MF
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Numero do processo: 12448.721320/2010-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 03 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Jun 09 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
OMISSÃO DE MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO IRPF. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Cabe ao contribuinte demonstrar se os rendimentos percebidos por sua dependente estão isentos de tributação, nos termos insculpidos no inciso XXXIII e § 4º do artigo 39 do Decreto 3.000, de 26 de março de 1999.
Numero da decisão: 2401-004.692
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Lazarini - Presidente
(assinado digitalmente)
Luciana Matos Pereira Barbosa - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Rayd Santana Ferreira, Marcio de Lacerda Martins, Andréa Viana Arrais Egypto e Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez.
Nome do relator: LUCIANA MATOS PEREIRA BARBOSA
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ISENÇÃO IRPF. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Cabe ao contribuinte demonstrar se os rendimentos percebidos por sua dependente estão isentos de tributação, nos termos insculpidos no inciso XXXIII e § 4º do artigo 39 do Decreto 3.000, de 26 de março de 1999. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 13 20 /2 01 0- 15 Fl. 62DF CARF MF 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso, e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini Presidente (assinado digitalmente) Luciana Matos Pereira Barbosa Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Carlos Alexandre Tortato, Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Rayd Santana Ferreira, Marcio de Lacerda Martins, Andréa Viana Arrais Egypto e Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez. Fl. 63DF CARF MF Processo nº 12448.721320/201015 Acórdão n.º 2401004.692 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeiro grau que negou provimento à impugnação apresentada pelo contribuinte, em face de levantamento de Notificação de Lançamento decorrente de revisão de Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda referente ao exercício de 2009, anocalendário 2008, tendo sido apurado crédito tributário no valor de R$ 3.365,84. A omissão de rendimentos em debate decorre de valores recebidos pela dependente do Recorrente – Hiralda Bitton Rodrigues, CPF nº 055.053.13434 (R$ 6.461,49), da fonte pagadora Ministério do Trabalho e Emprego. Inconformado com a notificação apresentada, o contribuinte protocolizou impugnação alegando que sua esposa foi obrigada a se afastar do serviço público por moléstia grave, razão pela qual aposentouse por invalidez (juntando o ato que determinou a aposentadoria e contracheques), e assim, por força do Decreto nº 1.041 de 11 de janeiro de 1944, ela goza de isenção para pagamento de imposta de renda. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) manteve o crédito tributário, com a seguinte consideração: “De acordo com o texto legal, depreendese que há dois requisitos cumulativos indispensáveis à concessão da isenção. Um reportase à natureza dos valores recebidos, que devem ser proventos de aposentadoria ou reforma e pensão, e o outro se relaciona com a existência da moléstia tipificada no texto legal, sendo a comprovação da doença grave feita obrigatoriamente através de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Quanto ao primeiro requisito, identificase que os rendimentos recebidos referemse à aposentadoria, tendo em vista o documento de fls. 10. Quanto ao segundo requisito, não foi anexado aos autos laudo pericial onde se possa verificar se doença que motivou a invalidez enquadrase entre as legalmente previstas.” Posteriormente, após apresentação de Recurso Voluntário perante o CARF, foi proferida, nesta Turma Ordinária, a Resolução nº 2401000.511, em 10/05/2016, convertendo o julgamento em diligência tendo em vista que o Recorrente foi cientificado da r. decisão em debate no dia 05/05/2014, conforme termo de ciência às fls. 39, vencendose o prazo para interposição do recurso em 04/06/2014, entretanto, o Recurso Voluntário foi apresentado por via postal (fls. 48), porém o carimbo da postagem está apagado, não permitindo a identificação com segurança da data de sua interposição. Assim os autos foram convertidos em diligência para verificação da data da postagem e consequente possibilidade de análise quanto a tempestividade, ou não, do recurso voluntário apresentado. Fl. 64DF CARF MF 4 Conforme se observa do despacho de cumprimento da diligência solicitada, às fls. 59/60, promoveuse mais uma digitalização do envelope, juntada às fls.59 e houve a informação de que a data da postagem do Recurso Voluntário ocorreu em 29/05/2014, estando os mesmos fisicamente arquivados na equipe DRF RJ1/ DICAT/ CAF / MALHA PF. Assim os autos retornaram a esta Conselheira para relatar. O Contribuinte em seu recurso voluntário ratifica os termos de suas alegações em sede de Impugnação, arguindo em síntese que: É o relatório. Fl. 65DF CARF MF Processo nº 12448.721320/201015 Acórdão n.º 2401004.692 S2C4T1 Fl. 4 5 Voto Conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa, Relatora 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1 DA TEMPESTIVIDADE O Recorrente foi cientificado da r. decisão em debate no dia 05/05/2014 (fls. 39), conforme termo de ciência às fls. 39, o prazo para interposição do recuso esgotouse em 04/06/2014, e o presente Recurso Voluntário foi apresentado TEMPESTIVAMENTE, no dia 29/05/2014 (fls. 41), razão pela qual CONHEÇO DO RECURSO já que presentes os requisitos de sua admissibilidade. 2. DO MÉRITO A 21ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ), proferiu o Acórdão nº 1255.905 em 15/05/2013, reconhecendo que a inclusão da Sra Hiralda Bitton Rodrigues, na condição de dependente na Declaração de Ajuste Anual, é uma opção do contribuinte, mas cabe a ele demonstrar se os rendimentos percebidos por ela estão isentos de tributação. O Contribuinte em seu recurso informa que o rendimento recebido por sua dependente e esposa é decorrente de sua Aposentadoria por Invalidez, razão pela qual os rendimentos percebidos por ela são isentos de tributação. Informa ainda que a doença incapacitante que afastou a Sra Hiralda do serviço público está prevista expressamente na Lei nº 1.711/52 – Estatuto dos Funcionários Públicos e Civis da União – com a redação dada pela Lei nº 6.481/77, e no Decreto nº 1.041/94 – Regulamento do Imposto de Renda, pois tratase de NEFROPATIA GRAVE. O ponto controvertido que motivou o indeferimento da instância a quo reside no fato do Contribuinte não ter anexado aos autos laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, onde se pudesse verificar se a doença que motivou a invalidez da sua dependente Sra Hiralda Bitton Rodrigues – enquadrase entre as legalmente previstas para fazer jus à isenção por moléstia grave noticiada. É importante esclarecer que o contribuinte menciona que a doença de sua dependente é NEFROPATIA GRAVE, e de fato essa doença consta no rol de moléstia grave passível de isenção de tributação, como alegado em seu recurso; entretanto, o recorrente não apresentou nenhum elemento de prova apto a comprovar qual a doença incapacitante de sua esposa para que a Fazenda Nacional pudesse deferir a isenção pretendida, razão pela qual foi emitida a Notificação ora guerreada. Nessa esteira de entendimento, impende salientar que o benefício de aposentadoria por invalidez NÃO É DEFINITIVO, ao contrário de outras aposentadorias, conforme se depreende da Lei nº 8.213/91. E nem seria recomendável assim o fazer, pois não Fl. 66DF CARF MF 6 se pode desprezar a constante evolução das pesquisas e da ciência médica na cura de diversas moléstias, outrora ditas “insuscetíveis de reabilitação”. Outro aspecto importante é que o Estado deve sempre fomentar o direito fundamental do trabalho (art. 1º, IV, 6º, 170, ambos da CF/88), e não incentivar a inatividade definitiva. Logo, independentemente do tempo transcorrido da concessão da aposentadoria por invalidez e o do tipo da patologia, recuperada a capacidade ou o retorno ao trabalho, o benefício será cessado. A Legislação Previdenciária privilegia esse entendimento, conforme se depreende do art. 46 do Decreto 3.048/99: Art. 46. O segurado aposentado por invalidez está obrigado, a qualquer tempo, sem prejuízo do disposto no parágrafo único e independentemente de sua idade e sob pena de suspensão do benefício, a submeterse a exame médico a cargo da previdência social, processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos. Parágrafo único. Observado o disposto no caput, o aposentado por invalidez fica obrigado, sob pena de sustação do pagamento do benefício, a submeterse a exames médico periciais, a realizaremse bienalmente.(grifos nossos) Notese que a Lei 9.032/95, inclusive, retirou a previsão da desnecessidade de submissão à perícia após o segurado completar 55 anos, existente anteriormente no artigo 101 da mesma. Portanto, o tempo de gozo da aposentadoria por invalidez terá reflexo apenas na aplicação da regra protetiva do art. 47 da Lei 8.213/91, conhecida como “mensalidades de recuperação”. Bem como a legislação previdenciária não fixa prazo para a fruição do benefício de aposentadoria por invalidez, pois será pago “enquanto permanecer o segurado nesta condição” (parte final do art. 42 da Lei 8.213/91). Diante da norma de regência para concessão e manutenção do benefício de aposentadoria, observase que todo aposentado por invalidez é obrigado a submeterse a exames médicospericiais bienalmente, ou seja, a cada 2 (dois) anos. Noutro giro, a fundamentação legal fazendária apta a sustentar a omissão de rendimentos recebidos pela dependente do Contribuinte, encontra substrato no Decreto 3.000, de 26 de março de 1999, a saber: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: ... Proventos de Aposentadoria por Doença Grave XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de Fl. 67DF CARF MF Processo nº 12448.721320/201015 Acórdão n.º 2401004.692 S2C4T1 Fl. 5 7 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); § 4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e § 1º). Nesse diapasão, depreendese que para fruição da isenção tributária prevista em lei, compete ao contribuinte apresentar laudo médico atestando a doença que gera o direito pretendido, não bastando a simples alegação da doença incapacitante em sede de recurso voluntário (Fls. 43), nem tampouco a juntada de cópia do ato de concessão de aposentadoria para exame e julgamento da legalidade de sua concessão perante o Tribunal de Contas da União e cópias de contracheques (fls. 46/47). Por fim, registrese que diante da obrigatoriedade constante na norma de regência previdenciária para a concessão e manutenção do benefício de aposentadoria, onde todo aposentado por invalidez é obrigado a submeterse a exames médicospericiais bienalmente, ou seja, a cada 2 (dois) anos, não há de se alegar que referida exigência legal, é absurda e de difícil cumprimento pelo Contribuinte. Pelo exposto, tendo em vista que não foram cumpridas pelo contribuinte as exigências normativas exigidas para a concessão de isenção tributária pretendida, referente aos rendimentos percebidos pela dependente – Sra Hiralda Bitton Rodrigues – oriundos de sua aposentadoria por invalidez, mantemse a omissão de rendimento apurada, negando provimento ao recurso voluntário apresentado. 3. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do Recurso Voluntário, pois manifestamente tempestivo, para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO nos termos do relatório e voto. É como voto. (assinado digitalmente) Luciana Matos Pereira Barbosa. Fl. 68DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12466.001107/98-09
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Feb 17 00:00:00 UTC 2004
Ementa: VALORAÇÃO ADUANEIRA - VALORES PAGOS POR IMPORTADORAS ÀS
DETENTORAS DO USO DA MARCA NO PAIS - Os valores pagos por
concessionárias às detentoras do uso da marca no país, pelos serviços efetivamente contratados e prestados no país, não constituem acréscimo ao Valor Aduaneiro da mercadoria, para cálculo dos tributos na importação. Inteligência dos artigos 1° 8° e 15° do Acordo. de Valoração Aduaneira, promulgado pelo Decreto nº 92.930, de 16.07.86, e das Decisões COSIT nº14 e 15/97.
PROVA PERICIAL - É de ser indeferida quando desnecessária para a
formação da prova e do processo de convicção da decisão
REVISÃO ADUANEIRA - A revisão aduaneira é ato expressamente
autorizado. na lei, enquanto não decair o direito da Fazenda Nacional Inteligência do artigo 173 dó Código Tributário Nacional.
SOLIDARIEDADE - INAPLICABILIDADE DO ART.. 124 DO CÓDIGO
TRIBUTÁRIO NACIONAL. TENDO O COMISSÁRIO- IMPORTADORA- AGIDO
EM NOME PRÓPRIO POR CONTA E ORDEM DO COMITENTE CONCESSIONÁRIAS, NÃO HÁ QUALQUER EVIDENCIA, NEM PROVA NOS.AUTOS,QUE CARACTERIZE A ALEGADA SOLIDARIEDADE DE TERCEIROS NA OPERAÇÃO.
Não obstante, são inaplicáveis ao feito, as normas da solidariedade da Medida Provisória 2158, de agosto de 2001 e Lei 10.13712002, por envolverem matéria de direito substantivo, de aplicação retroativa vedada, eis que o fato gerador das
obrigações apuradas ocorreram em 1994, e o lançamento realizado em 1998.
VALORAÇÃO ADUANEIRA - Não provada a vinculação ou a ocorrência de
situações que justifiquem os ajustes previstos no artigo 8°, do Acordo de
Valoração Aduaneira, impõe-se a aceitação ,dos valores de transação, nas operações de importação.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-31.142
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos Dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar,o presente julgado. Vencidos os Conselheiros, João Holanda Costa, relator, Anelise Daudt Prieto e Zenaldo Loibman. Designado para redigir o voto o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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I . MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "TERCEiRA cÂMARA PROÇESSON° SESSÃO DE ACÓRDÃON°. RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA' 12466.001107/98-09. 17 de fevereiro de 2004 303-31.142 . 126.102 :. CIA. IMPORTADORA E EXPORTADORA - COIMEX DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC / .' VALORAÇÃO ADUANEIRA - VALORES PAGOS POR IMPORTAOORAS ÀS DETENTORAS DO USO DA MARCA NO PAis - Os valores pagos por concessionárias às detentoras do uso da marca no país, pelos serviços efetivamente contratados e prestados no país, não constituem acréscimo ao Valor ' Aouaneiro da mercadoria, para' cálculo dos tributos na importação. Inteligência . -dos artigos' 1° -.8° e 15° do Acordo. de' Valoração Aduaneira, •promulgado pelo Decreto nO92.930, de 16.07.86, e das Decisões COSIT nO14 e 15/97. PROVA PERICIAL - É de ser indeferida quando desnecessária para a formação da prova e do processo de convicção da decisão. . . , . REVlSÂO ADUANEIRA - A . revisão aduaneira é ato expressamente autorizado. na lei, enquanto não decair o direito da Fazenda NacionaL Inteligência do artigo 173 dó Código Tributário Nacional. ' SOLIDARIEDADE - INAPLlCABILlDADE,DO ART.. 124 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIONACIONAL. TENDO O COMISSÁRIO- IMPORTADORA- AGIDO EMNOMEPRÓPRIOPORCONTAE ORDEMDOCOMITENTE-~CONCESSIONÁRIAS' , ~ NÃOHÁQUALQUEREVID~CIA, NEMPROVANOS.AUTOS,QUECARACTERIZEA ALEGADASOLIDARIEDADEDETERCEIROSNAOPERAÇÃO. Não' obstante, são inaplicáveis ao feito, as normaS da solidariedade da Medida Provisória 2158, de agosto de 2001 e Lei 10.13712002, por envolverem matéria de direito substantivo, de aplicação retroativa vedada, eis que o fato gerador das obrigações apuradas ocorreram em 1994, e o lançamento realizado em 1998. VALORAÇÀOADUANEIRA - Não .provada a vinculação ou a ocorrência de situações que justifiquem os ajustes previstos no artigo 8°, do Acordo de .... Valoração Aduaneira, impõe-se a ~ceitação ,dos valores de transação, nas operações de importação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos; relatados e discutidos os presentes autos. . \ ACORDAM 'os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por. maioria de' votos; (lar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar, o presente julgado. Vencidos O"S Conselheiros, João Holanda Costa, relator, Anelise Daudt Prieto e Zenaldo. Loibman. Designado para redigir o voto o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. ' . Brasília-DF, em 17 de fevereiro de 2004 tme /, \' , ' \ " - " MINISTÉRIO DA FAZE~A .,./ TERCEIRO 9?N~ELHODE CONTRIBUINTES TERCEIRAGAMARA . ," - l.,-. ~, • ,~ :#- 4~.r I . RECURSO N° " ' •. I ACÓRDÃO N0 \ , .. : 126.102 303~31.142 ACOSTA ,- 'j r , - \ I ' '"", .•.. , \ , ', ' .. - i ,/ . \; , , Participaram, aind8, doprese~te Julgamento', os ~eguintesCoh~ielheirós: IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS e FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE. ' Ausente o' ConseÍheiro CARLÓS' FERNANDO, FIQUÉIREDO BARROS: Esteve . presente a Procuradçrada Fazenda N~ci~nalANDREA ~A FERRAZ. r',' ) \ t,. , ( • I ,i , .. , . .\ ,'( '" 'o • ,I, . ) , " .'{' ',' ,I 2 ,', I, I ', •. .~ ./ I, ,t I " ) , I .-," ,/ 'I / , ( . ' , " MINISTÉRIO riA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . L- '(- ...•. I•. ~ I . RECU~N° ACÓRDÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) RELATOR DESIG. :' 126.102 303-31.142 CIA. IMPORTADORA E EXPORTADORA - COIMEX DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC . JOÃO HOLANDA COSTA NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Em de" Auto de Infração lavrado em revisão de despachos de importação de veículos Mitsubishi, foi autuada a empresa CIA IMPOTADORA E . EXPORTADORA - COIMEX, por ter sido verificada declaração a menor do, valor 'aduaneiro de metcadorias. " . . Na ação fiscal, foi examinado o aspecto da vinculaçã() entre importador e exportador, e se isso influenciou o preço de transaç~o, assegurádo à autuada o direito de provar que este valor de transação estava próximo a um dos valores critério previstos no Acordo de Valorarão Aduaneira. , Afirmapl os autUantes J que a vinculação existe, pois há uma associação legal .de negócios entre a ora recorrente e a MMC do Brasil e do Japão . .Para venda dos veículos. no Brasil foi colocado um intermediário, empresa de VitórialES, o que possibilitaria a fruição dos beneficios do FUNDAP e já demonstra a vinculação entre exportador e. importador. Diz, à frente, que a vinculação, segundo o Acordo de Valoração Aduaneira, não depende da existência de uma subordinação . societária ou de uma empresa ser subsidiária da outra, b~tando haver um contrato que promova esta Vínculação,a qual existirá sempre que uma empresa tiver posição de mando na operação. Nestas operações, haviauma'vinculação ~direta da. COIMEX e direta da MMC com o exportador. A seguir, insiste-se em que há a responsabilidade da' MMC .Aut~motores do Brasil Ltda. pelos tributos, pois era quem determinava como seriam introduzidos os veículos no território nacional; é-lhe, em consequ~ncia, atribuída solidariedade .pelo débito tributário. É feita referência às notas fiscais de venda: dos veículos e das repercussões no âmbito do IPI. _ As provas f~ram obtidas dos seguintes instrumentos: 1. contratos que evidenciilm que a transação era entre a MMC ea Mitsubishi Motor Co., atuando a COIMEX como mera . intermediária; . ' ~ 2. Ii~ de preços do fabricante no.exterior, válidas para a MMC; . '3. faturas comerciais emitidas para a MMC; " \ 3. MINISTÉRIO DA FAZENDA I TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA'f- '.\.. I .. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 .-' 4. documentos contábeis emitidos pél~ MMC para seus revendedores, em que é cobrada "comissãopelousó da marca". ' .' ' ,.', I , O auto indica em seguida quais as penalidades a que a interessada estaria sujeita, lisaber, as multas: . . ' a) do art. 4°, inciso I etaLei 8.218/91, por faltade recolhimento do I.I., ,decorrente de declaração mexata,' sendo ressaltado que se ' no decorrer do litígio houver motivos para qué sé caracterize o evident~ intuito de 1;raude,passar-se-:ia a considerar o inciso II do mesmo artigo; . " . . b) de' mora, pelo não pagamento do imposto total na data do registro da DI; , c) d) e) do' art. 364, inciso li' do RIPII81 , pelo não lançamento e , pagamen,to do IPI; do art. 108, dó Decreto-Iei'no 37/66m reproduzido pelo art. 524 do RA, de 50% ~ diferença do .1I, em razão 'de atribuição do" valor diferente do real; por irifração adIÍlinistrativa ao controle das importações prevista no art. 169 do Decreto-lei nO37/66, reproduzido pelo art. 526, inciso a qual deixa de ser imposta no momento por não haver sido caracterizado o subfaturamento em seu inteiro teor, ressalvando..:seo direito de sua imposição np decorrer do litígio, no caso de aparecerem novos elementos:. ' , , Esclarece que estavam sendo, de fato, aplicadas as seguintes,multas: I. Na área dó imposto' de importação: Art. 4°, inciso I, da Lei nO 8219/91; . . lI. Na área'do IPI: Art. 80, inciso II da Lei 4.502/64. ',Quanto ao valor, dizem os autuantes que a vinculação influenciou o preço; poderia não ser a'ceito o valor de transação. ou que o Fisco poderia aceitar o preço da transação ajustado pelo valor cobrado a título de comissão de compras e/ou , licença para uso de marca,. em' conformidade com o art. 8°,do Acordo. Esclarecem que 'os ajustes não depéndem da vinculação e que o Acordo não estabelece' qúe se 4 '\ .. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA .•. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 -" beneficiário deva ser obrigatoriamente o exportador. Descrevem como se chegou ao cálculo do percentual da comissão. Dizem ainda que o pedido de reconsideração apresentado pela COIMEX ao SRRF, com base no art. 14 da IN SRF 39/94, referente aos valores mandados ajustar, no qual se pleiteou a nulidade do Auto de Infr~ção, afirmou-se a inexistência de associação em negócios, que o preço praticado é aceitável. e que os percentuais de ajuste não estão fundamentados, foi indeferido. Conseqüentemente, a fiscalização aceitou o preço de ~ção declarado, mas com o ajuste da "comissão pelo uso da marca", cobrado pela MMC autom6veis do Brasil Ltda., reservando.,.se a fazenda Nacional do direito de efetuar outros ajustes de valores suportados pelos compradores dos veículos, caso os mesmos sejam comprovados. Constam dos autos as seguintes impugnações: A) A empresa COIMEX àpresentou sua impugnação (fls. 699/727) para alegar o seguinte: I - preliminarmente, a nulidade do Auto de infração, sob o fundamento de que o lançamento s6 pode ser revisto quando ocorrer erro de fato, sendo que a revisão pretendida diz respeito a suposto erro de direito, e porque teria havido decadência, sendo a revisão efetuada em desacordo com o prazo estabelecido no art. 447 do R A e art. 50 do Decreto-lei 37/66, estribando-se, ademais, nos art. 145 e 149 do ClN, em opiniões doutrinárias e na jurisprudência. Sustenta, ainda, a nulidade do Auto de Infração por violação ao devido processo legal, por. inobservância do disposto nos art. 1° e seu parágrafo 2°, letra "a", pois foi exigido da autuada a comprovação de que não havia vinculação com o exportador, de que o valor de transação não foi influenciado pela vinculação e de que não houve pagamento sujeito a ajustes, ou seja, exigência de produção de prova negativa, tendo sido descumprido, também, o disposto no art. 142 do ClN, segundo o qual cabe ao Fisco apurara essência dos fatos ocorridos e provar o seu direito, acrescentando que baseado em mera suposição extraiu conclusão equivocada. Agrega que deveriam ter sido realizadas diligências e concedido prazo razoável para o contribuinte se defender antes da lavratura do Auto de Infração. TI - No mérito,. sustenta a inexistência. de vinculação com o exportador, citando o art. 15, parágrafo 4° e 5°, discorrendo sobre eles. Diz, ademais, não ser intermediária da importação, mas que realiza as importações, na qualidade de empresa Fundapeana, .e vende os bens importados no mercado interno para várias e diversificadas empresas. Seus documentos societários provam a inexistência do vínçu1o, cuja comprovação incumbia ao Fisco. 5 ,•• .. • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . . RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 \ m ~Alega, ainda, estar 'correto o valor aduaneiro declarado, o que toma irrelevante a existência: de vinculação. Por outro lado, o preço de venda é o valor de mercado, com pequenas variações, sendo que o preço. FOB tem por parâmetro a lista de preços fornecida pelo fabricante estrangeiro, correspondendo ao valor critério previsto no parágrafo 2°, "bt>. Deve ser aplicada a regra do art. l° 'e excluídas as Dispo'sições dos .art. 5°, 6°e 15, A-erescenta não haver prova de que a vinculação exista ou. de que, se existente, teria influenciado o preço. Diz, também, que os percentuais de ajuste não' estão fuÍldamentados, pois os quadros levantados p'ela fiscalização não são auto;.explicativos, não se podendo' saber' qual a metodologia adotada, tendo sido solicitados insistentemente, sem resultados, esclarecimentos. Foi informado que os percentuais resultam da divisão do valor da nota fiscal de serviço, emitida pela MMc Brasil, pelo valor tributável (CIF), multiplicando-se o resultado por cem.' Aduz que não tem ligação com essa empresa, não tem conhecimento dos critérios que utiliza para a cobrança e que esses valores não têm qualquer relação com os que ela cobra ao vender os veículos e, assim; a relação percentual é absolutamente '. inócua e despropositada, não foi citado. o fundamento legal do cálculo, transcrevendo os questionamento apresentado durante a fiscalização (fls. 531 e 532), discorrendo sobre o art. 8°, destacando que, na condição de importadora, não arca com nenhum .. dos valores previstos no citado dispositivo, cita o parágrafo 3°, há uma relação . .autônoma entre a MMC Brasil e os revendedores, que a MMC representa a Mitsubishi sem exclusividade, não tendo os valores por ela cobrados qualquer relação com o valor aduaneiro, tra~do-se de operação subseqüente à importação, sendo receita própria, não havendo remessa à MMC-Japão. , IV - Sustenta que o Auto de Infração viola o princípio da não cumulatividade, pois ós veículos importados já foram vendidos no mercado intemoe o imposto que deveria ser pago em duas fases, teria sido recolhido de uma só vez, todo o IPI já foi pago. Cita decisão a respeito do leM.' v -Menciona as Decisões COSIT 14 e 15 de 1997. VI - Protesta por diligência, ~equerendo prova pericial, indicando assiStente técnico e formulando os quesitos de fls. 542 e 543. Às fls. 570 e 571 consta aditamento à impugnação, pelo qual a MMC aponta irregularidades materiaIs nas planilhas de cálculo, pois a fiscalização, ao invés de discriminar cada guia de importação, baseou-se em dados gerais dos movimentos mensais de importação e utilizou uma UFIR média, correspondente ~o valor no dia 15 de cada mês, o que gerou uma distorção nos cálculos, o que acarretaria a iliquidez e incerteza do lançamento fiscal. i' ... B) - A empresa MMC Automotores do Brasii Ltda. apresentou impugnação do seguinte teor (fls. 7391762) para alegar: ., \ , 6 , , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA / RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 -I - PRELIMINARES. 1. ilegitimidade passiva, dizendo q~e, em decorrência de contrato fInnado com a exportadora, tem o direito do uso da marca Mitsilbishi no Brasil ,e, por ser responsável pela criação e manutenção da rede de concessionários, recebe desses" concessionários remuneração pelos serviços de garantia, treinamento, assistência técnica. não realiZando importação de -veículos, não tendo sido intennediária nas importações realizadas pela COIMEX,C01n quem não tem qualquer vinculação, sendo o único elo a marca Mitsubishi,_ tendo a ora impugnante direito à remuneração pelos citados serviços a cada importação efetuada pelos concessionários, restringindo-se sua atuação ao mercado interno; desvinculados dos valores aduaneiros, sendo, por isso, nulo o Auto de Infração; . 2. decadência do direito de impugnar o valor aduaneiro, declarado, com base no art. 447 do RA, que se esgotou no 5° dia seguinte ao do término da conferência aduaneira, bem como pela revisão do despacho com base em suposto erro de direito, mençionando os art. 145 e 149 do CTN, discorrendo sobre eles e citando decisões judiciais; 3. violação ao devido processo legal, pela falta da comunicação dos motivos pelos quais o Fisco entende que ,a vinculação influenciou o preço, como previsto nO art. 1'0, parágrafo 2°, a do Acordo,. e da falta de oportunidade para se defender, acrescentando que foi exigida produção de prova negativa, não tendo o Fisco buscado a verdade material, havendo cerceamento do direito de defesa e' violação à legalidade estrita. lI-MÉRITO , 1. Quanto ao mérito, contestou .a existência de associação 'legal em negócios, afirmando não existir vinculação entre a impugnante, MMC, a importadora, , COIMEX, _e a -exportadora, mencionando o art. 15, parágrafo 4° e 5° do Acordo, sustentando não estar sujeita a suas normas, pois não efetuou importações, dizenq.o que é a COIMEX quem importa e negocia os'veículos internamente. Acrescenta não, ter qualquer vínculo, quer direto ou indireto, com a Mitsubishi, do Japão ou dos EUA, referindo-se à composição de seu capital e à participação societária, sustenta que não foi feita q,ualquer prova, da existência do VínCulO',Repete os esclareci,mentos referen,te~s à sua posição como interveniente no contrato entre a autuada e os concessionários. diz, ainda, que a COIMEX realiza importações de veículos de diversas marcas. e de , 7 . - ... -. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.1~2 \ variados produtos. Diz não dispor de elementos relativos ao valor aduaneiro declarado, todavia, endossa na íntegra as alegações da COIMEX, que trapscreve~ Cita Decisões COSIT 14 e 15. de 1997, os quais vinculam todos os órgãos da Administração, a 'teor do art. '37 da CF, em resposta a consultas da Confederação Nacional do Comércio, nas quais ~sclarece que os valores' cobrados das .concessio.nárias de veículos, pelas detentoras de uso de marca, a título de treinamento, garantia, . divulgação da marca etc .. não .integram a base de cálculo dos tributos incidentes sobre a importàção. . 2. Endossou o pedido de perícia formUlado pela COIMEX e pleiteou '. a insubsistência doAuto de Infração. . Da decisão de ?rimeira Instância (fls. 789 a 834) A DRJ manteve a exigência fiscal. .. . I - Desconsiderou, por intempestivo, o aditamento à impugnação, I apresentado intempestivamente, face à inexistência de previsão legal para sua aceitação, de~larando a preclusão do direito de inovação 'da defesa. 11- Indeferiu o pedido de realização de prova pericial, discorrendo sobre os art.l8 do Decreto 70.235/72 e 420 da CPC, sustentando que as questões levantadas não abordam questões controversas' ou que tenham deixado, margem a ambigüidade, limitarido-se a nova análise dos dados e documentos constantes dos' autos, contendo um. pleito genérico, a revisão de toda a documentação. Diz que os fiscais apresentaram planilhas econômico-financeiras que elucidam como se chegou aos dados constantes dos autos. Conclui que a matéria não necessita de elucidação complementar.' /. , . ' .. m - Rejeitou a preliminar de nulidade. do Auto de Infração, afirmando que foram observados os dispositivos legais que regem o procedimento fiscal, não houve prejuízo ao direito de defesa, tanto que constam dos autos robustas .impugnações. - Contesta a alegada decadência, pelo fluxo do prazo de 5 dias do término da conferência aduaneira, dizendo que, após a edição do Decreto-lei' 2.472/88, os tributos aduaneiros pasSar8m a ter tratamento de imposto lançado' por homologação, que o mencionado prazo diz respeito' ao curso .do despacho, discorrendo sobre a conferência aduaneira e a revisão aduaneira, bém como sobre as etapas do exame do valor aduaneiro, previstas na IN SRF 39/94, cita os art. 18 dess~ IN e o 54 do Decreto-lei 37/66, transcrito à fl. 596. , , , . ', . 8 -, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'TERCEIRA cÂMARA •. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 - Refuta a tese de que a revisão de lancamento somente pode ser efetuada quanto a erro de fato. citando opiniões doutrinárias e os dispositivos legais que autorizam a revisão do lançamento. ' - Não concorda com a alegação de que não foi observado o devido processo legal, analisando os dispositivos pertinentes do Acordo de Valoração Aduaneira, da IN SRF 39/94 e dos atos expedidos pelo Comitê Técnico de Valoração Aduaneira. As autuadas tiveram, desde o início, cOnll(~cimentoda ação fisc~ e o direito de apresentar esclarecimentos e provas. Segundo o Acordo, cabe ao importador produzir as provas que mostrem a correção do valor declarado. A importadora foi cientificada, pela Intimação 58/96 (fls. 265 e 266) dos motivos do Fisco que levaram' à conclusão de que a vinculação influenciou os preços, não havendo sido apresentadas contra,razoes no curso da investigação. - Agrega que não houve descaracterização do valor de transação, em decorrência de eventual vinculação entre importador' e exportador, como se vê na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, sendo efetuado apenas ajuste no valor declarado. Assim, ainda que houvessem sido descumpridos os dispositivos citados pelas interessadas, não estaria comprometido o Auto de Infração, que não se originou diretamente da vinculação e de sua influência sobre o preço. O ajuste em questão independe da vinculação. Deixou a alegação de ilegitimidade passiva para ser examinada com as alegações de mérito, por sua estreita correlação. ' IV - Quanto à vinculacão, decidiu não existirem provas do vínculo entre a autuada, COIMEX, ea exportadora, acrescentando que o lançamento não foi efetuado especificamente com base em vinculação, cuja suspeita foi o primeiro motivo para os trabalhos de fiscalização. O real motivo do lançainento foi a constatação de haver 'sempre uma parcela, acrescida ao produto já nacionalizado, destinada à MMC Brasil, na revenda efetuada pela importadora' às concessionárias, adicionada ao preço de aquisição dos veículos. Agrega que a conclusão dos autuante de que existia a vinculação perde relevância, pois foi aceito o valor de transação declarado. V - Em relação às decisões cosrr, afirma não atingirem o presente. lanç~ento, versando sobre matéria distinta, pois estão embasadas no art. 63, inciso I, "a" do RIPI/82, no art. 89 do R A e art., 8°, inciso I, "a" do Acordo de Valoração Aduaneira, enquanto a autuação está embasada no art. 1°, "c" e no art. 8°, inciso I, "d", pois as concessionárias pagam à MMC Brasil importância que pode ser determinada como resultado de revenda subseqüente das mercadorias importadas, que reverte direta ou indiretamente ao vendedor (exportador). Trata das razões do Fi$cO para rever o valor aduaneiro, diz que o que se discute é a adequação do ajuste, sendo' 9 •.. ; MINISTÉRIO DA FAZENDA .TERCEIRO CONSEI,.HO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 , .~ . irrelevante a denominação dada às parcelas adicionais e se elas beneficiam direta ou indiretamente a exportadora. Transcreve parte do contrato padrão (fls. 607 e 608), no . qual se estabelece o pagamento obrigatório, de um percentual sobre o valor do faturamento, sendo possível depreender tratar-se de pagamentos destinados ao fortalecimento da marca no Brasil, devendo tal valor ser adicionado ao preço de transação, a título de ajuste, com base nas letras "c" do art. 1° e "1. d" do art. ~o, como resultado de revenda, subs~üente das mercadorias importadas, que reverte direta ou indiretamente ao vendedor (exportador) .. Cita, ainda, a Lei das S.A. e opinião doutrinária referente ao valor de bens intangíveis como as marcas. VI - Quanto ao percentual de ajuste adotado' pelo Fisco, diz que as explicações encontram~se nos itens' 5 a 9 da Intimação 059/97, de fls. 439 e 440, transcritos às fls. 614 e 615, que leio em Sessão. VII - em relação à solidariedade passiva tributária, assinala que as, importações foram efetuadas pela COIMEX, em seu próprio nome, mas que afirma detentora dos direitos de importação e comercialização dos veículos no Brasil é a .MMC-Brasil, o que evidencia que as importações foram feitas a seu mando e, portanto, o fato de a COIMEX constar como importadora, constitui simulação. Menciona os art. 150 do Código ComerCial, o art. 124, inciso I do CTN, opinião doutrinária. VIII - Diz que as autoridades administrativas não têm competência para analisar as argüições de inconstitucionalidade ou de ilegalidade. IX -' A respeito da exigência da diferença do IPI vinculado à importação; com a alegação de violação do princípio da não cumulatividade, cita os art. 46 e 51 do CTN e o art. 9°, inciso I do RIPI/82, relativos à equiparação do revendedor de produtos importados a estabelecimento industrial, bem como o PN CST 367/71. Inconformada com a decisão, a empresa COIMEX dirige-se a este Terceiro Conselho de Contribuintes em recurso tempestivo,- 1. Preliminarmente, a nulidade do auto de .itlfração,' por violação ao princípio do devido processo legal, contestando o indeferimento do pedido de realização da prova pericial, o que configuraria cerceamento do direito de defesa, sustentando ademais que a revisão dos valores. aduaneiros declarados. descumpriu. o procedimento previsto no Acordo de Valoração Aduaneira, especificamente~ o que dispõe o parágrafo. 2°, letra "a'\ do art. 1° e que houve exigência de produção de prova negativ~ nega a afirmativa constante da decisão recorrida de 10 -. .' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . . . RECURSO N° ACÓRDÃO N° • > '126.102 : 303-31.142 • " --" que não teria apresentado contra-razão ao' argumento da autoridade aduaneira, pois forneceu todas as infonnações e documentos exigidos, fez.' a demonstração ,dé todos os elementos poss'íveis de prova e demonstrou que eram'. suficientes para afastar 'a pretensãÓ do Fisco. Aduz que a produção de provas compete à autoridade lançadora. . . 2. Em segurida' preliminar, pretende a nulidáde do Auto de Infração porque <> lançamento' s6 pode, em sua opinião, ser revisto por erro de fato. Haveria, também, nulidade porque teria ocorrido a decadência, pelo decurso do prazo de cinco dias úteis do término da conferência, previsto no art. 447 do RA e, . além das razões anterionnente apresentadas, diz que as opiniões de Hugo de Brito Machado e de Aliomar Baleeiro estão ultrapassadas e erndescompasso com a jurisprudência admini~ativa e judicial. . . . .. No mérito, sustenta a inexistência de vinculação entre o exportador e o importador, mencionando, o art. 15, parágrafos 4° e 5° do Acordo de Valoração Aduaneira, sustentando, ainda, não haver sido intennediária nas operações de importação, operando como empresa fundapearia. Diz que o acórdão recorrido, ao afirmar que "o lançamento, entretanto, não foi efetuado especificamente com base em vincUlação - embora a suspeita de viriculação tenha sido o motivo primeiro de todos os levantamentos procedidos pelas autoridades autuantes", afasta um dos fundamentos da ação 'fiscal e inova" criando outro funcUl,mento,artificial~de que a suposta 'vinculação deve..,se aos contratos flnnados entre as partes, o que não seria verdadeiro e não está listado na relação constante do dispositivo legal citado neste item, criando uma presunção, selI} base legal ou fática. Contesta o entendimento de que haveria, uma associação legal em negócio~, pelas razões constantes de fls. 646 e 647, concluindo. não poder haver lançaÍnento com base em presunção. Reitera as argumentações baseadas nas Decisões COSIT 14 e 15 de 1997, dizendo ser prova irrefutável de que a operação é totalmente regular, pelo que não se sustenta a decisão que as desconsidera. . Volta a contestar a vinculação, agora com base na legislaçãO do regime automotivo, que adota o conceito .de importação indireta. . Repete os argumento's no sentido de que o valor da 'transação ~. aceitável, sustentarido que: . , 11 I' "o o. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . . RECURSO N° ACÓRDÃO N° .126.102 .303-31.142 . a) o preço de venda nasoperaçõcs foi. o . de mercado, acresCentando que a:decisão desconsiderou totahnenteaprova produzida,Jimitando-se a confirmar o trabalho fiscal,.com base em presunção e admitindo ajustes arbitrariamente .fixados. . Volta às mencionadas decisões COSIT, para sustentar que. a Administração não pode desprezar o entendimento já . manifestado e apegar-se a. um dispositivo genérico de legislação. b) os percentuais' de ajuste não estão fundamentados, aduzindo que o' acórdão desc~nsiderou' a fragilidade da ..ação fi'scal e a' farta prova produzida pela recorrente; Ataca, ainda, o Auto de Infração porque viola o' princípio da não cumulatividade e~profunda a defesa fundamentada nas Decisões COSIT 14 e 15 de, 1997. ' . Às Fls 1005/1006, consta o MEMO NO:1011 02/SAORT"de 13/07/ 02, segundo o qual a Cia. Importádora e Exportadora COIMEX obteve antecipação de tutela no Agravo de Instrumento nO 2002.02:01.032570-4, no sentido de não ser exigido o.depÓsito de 30% para efeito de recurso administrativo, ordem que se refere a diversos processos, inclusive o de númem12466001107/98-09. O feito original foi o MS nO2002.50.01.003595-7. Acrescenta que todos QS documentos referidos estão noSECAT. É o relatório. , . 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . TERCEIRA cÂMARA ' RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 voto VENCEDOR I Primeiramente, antes mesmo de adentrar na análise, do processo em comento, por opórtuno" cabe ressaltar que a matéria objeto do 'presente litígio, já esteve Por inúmeras vezes sob apreciação da Primeira, Segunda e Tercerra Câmaras , d~ Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo que, o' entendimento à' respeito já encontra-se pacifico. Desta feita, ~ fIm de ilustrar o presente processo, demonstrando o entendimento ora fIrmado por 'esta Eg. Câmara, cito o voto prolatado nos autos do Processo 12466.001649/96-10, ensejando no Acórdão 303-29051, quando por unanimidade de votos, julgou-se: ' "Preliminaimente a que se fazer uma análise apurada do conteúdo ontológico do 'Acordo de Valoração Aduaneira, cuja efetiva aplicação .vem demonstrando' que há certos limites a ,serem observados na intervenção do Estado nas relações comerciais internacionais entre empresas vinculadas ou não. A destinação da norma irtternacionálmente fIrmada é sem dúvida coibir a realiZação de operações comerciais internacionais com p nítido objetivo de burlar o .pagamento de impostos relativós à importação ou propiciar vantagenS ilícitas ao importador ou ao exportador suportadas pelo poder econômico ou pela influência que possa exercer na fIxação do preço da operação. ' Portanto, 9s limites da aplicação das normas do Acordo de Valoração Aduaneira devem ceritrar-se às operações de importação e exportação, tendo-se como raio de visão as' diversas ,outras operações c;:orrelatasque possam influenciar a operação central. "-Tal fixação de objeto é necessária, pois o Acordo de Valoração .Aduaneira prescinde de uma abordagem dos atos e fatos' rel~cionados com as operações regidas pelo Direito Privado, e, assim, necessário separar-se as operações que estão direÍaIp.ente relacionadas com o ato de comércio internacional (importação e exportação) e os atos preliminares ,e/ou posteriores riecessário~ à ?oll$ecução, pelo i~portador do objetivo interno que pretende comi' nnportação que realIza. ..'. . , .. 13 I I, -. MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA " RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 .303-31.142 No que tange especificamente ao mercado automobilístico, cujas características particulares galgaram, no Brasil, legislação espe,cial (Lei nO6.729, de 28/11/1979 - DOU 29/11/1979 - Dispõe sobre a Concessão Comercial entre, Produtores e Pistribuidores de Veículos Automotores de Via Terrestre) as operações comerciais internacionais também merecem tratamento particularizado, uma vez que as Marcas, sejam nacionais como internacionais, têm grande , influência no sucesso ou não das vendas aosconsuInidores finais. Nesse cpntexto; a divisão das operações relativas à importação de ' veículos e as operações relativ~ à divulgação, proteção e representação da Marca ou ~nda outros serviços a ela relacionados tais como assistência ,técnica, garantia, treinamento de pessoâI visando o padrão internacional, é fundamental para compreensão de . , quais elementos devem compor o valor aduaneiro e quais elementos que não devem compô-lo, ou seja, quais elementos' estão re}aciona4os com a operação de importação' e quais o,sque estão relacionados com as op.erações de 'venda ao consumidor interno. A propósito a própria Lei nO6.729/79, que dispõe sobre a Concessão Comercial entre 'Produtores e Distribuidores de Veículos. Automotores de Via Terrestre, com as alterações trazidas pela Lei nO. 8.132/90, define o obj~to da constituição da concessão, os critérios da realização do contratO de concessão e a vedação de fixação do , preço ao consumidor final, pelo concedente, conforme art. 13: Ar(. ./.1 -Élivre opreço de venda do ~~nceJ'siondn'o ao consumidor,. relativamente aos bens e serviços objeto da conceJ'são dela decorrentes. f .I D Os valores, do ./Tete. 'seguro e outros encargos variáveis de remeJ'sa da mercadoria ao conceJ'sÍ(},!án'o e deJ'te ao reJ'pectivo adquirente deverõo ser discriminados. individualmente, nos dOCllmentosfiscais per/inentes. f 2D Cúe IID conatlenle./fr!u o preço tIe Penú 'llDs concessionmfos, prese"'lHIt1o SUl Nnifól7l1itúu1ee conmçóes tIe pIKlllllemoP/UI ~OÚI I'I!tIetIe t/is1riAuip1o. Note-se que apesar de livre o preço de venda do concessionário ao consumidor, cabe ao' concedente fixar o p~o de venda aos . concessio.niriOS,' preservando sua uniformidade e condiçôes dl. pagamento para tod. a rede de distribuição. ",. " ~' , '. ,. \ / MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELH0 DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA ". \ RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 I. . A p~eiravista parece coritraditório, mas a interpretação que se dá a locução "fixar. o preço de venda" é sugerir o preço' máximo de venda, a fIm de dar uniformidade à rede. Tal introdução cognitiva ao mercado automótivo é necessária ao deslinde da questão, uma vez que, como já falado tal segmento' é . caracterizado por sua especifIcidade e (pela particularidade das relações jurídicas entre . o fabricante, o concessionário e o consumidor fInal, tanto no que pertine ao objeto corpóreo como aos outros elementos de direitos e obrigações, como. a marca a assistência técnica e a garantia. Quanto aos fatos do caso em .tela, temos que o .fabricante não é domiciliado no País, sendo a legislação supracitada aplicada subsidiariamente no que for pertinente à relação de concessão. Trata-se de importação realizada pela empresa Coimex, que revendeu os veículos para as concessionárias da marca RONDA no . Brasil, conforme consta do "Contrato de Compra e Venda de Produtos Importados", operação esta realizada com os beneficios da FúNDAP, sob a égide da Portaria DECEX nO08/91. A concessão é advinda de contrato específIco mantido com a Moto Ronda da Amazôlüa Ltda, que é detentora do direito de .exploração da marca Honda e das atividades d~ comercialiZação dos produtos industrializados pela empresa sediada no Japão (Bonda Motor Co. Ltda) oüpor suas subsidiárias em outros. .' Com relação às preliminares levantadas entendo que não têm. o condão .de proclamar a nulidade do auto de infração, isto porque, em . relação ao art. 477 do Regulamento AdUaneiro, aprovado pelo ..Decreto nO 91,030/85, cuja previsão seria impeditiva da revisão aduaneira, ultrapassado o prazo de cinco dias. úteis, não pode prosperar face à previsão dos artigos art. 455 e 456 do Regul,amento ' Aduaneiro, àprovado pelo Decreto nO91.030/85, in.JlerbiJ: Ar/. 455. .ReJlisãoaduaneiro é o % pelo quoIa autoridode fiscol após o deJ'embaraçoda mercodoritl, reexamiira o deJ'pocho oduoneiro, com a finolidode de Jlert/icar a reguloridade da impor/ação ou expor/ação quanto oos ospec/os fiscois, e outros, inc!lISiJle() cabimento de belll!ficiofiscal oplicodo (LJL n° .J7/ó4 ar/.~ 5-1)' '. ' I 15 ". .. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA / RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102. 303-31.142 Ar/. 4.fó. A revisõo poderá ser.reolizodo enquonto não decoir o .direito de o Fazendo Nacionol co//Sti/uir o crédito tributário (Lei n (1 .fJ72/ó6, (Jr/. /4JJ. .f IÍnico) , Por certo não. pode haver antinomia de. normas entre o que estabelece o art.' 477 e o que estabelecem os arts. 455 e 456, unia vez 'que seria impossível a aplicação simultâriea de ambas. --'--'- Ao interpretar tais normas é necessário 'visualizar em que' contexto cada qual se aplica. A meu ver 'a norma contida no art. 477 'está , vinculada à verificação do despacho, exClusivamente, tanto que seu parágrafo 2°, prevê que "anão observância do prazo de que trata este artigo implicará a autorização para entrega da mercadoria antes . do' desembaraço, assegurados os meios de prova necessários, e sem prejuízo de posterior forma:1izaçãode exigência". Ora 'a interpretação que deve ser dada aOlart. 447 é a de que, quando da conferência e desembaraço aduaneiro, verificada pela fiscalização eventual exigência tributária em relação ao va:1or aduaneiro, Classificação ou outros elementos do despacho, a fisca:1izaçãodeverá, no prazo máximo de 5 dias úteis, da conferência . (aquela rea:1iiada ná presença do impo~dor ou de quem o represente), sob pena de ser obrigada a liberação da mercadoria. o prazo de 5 dias úteis' está relacionado ao período que a ' fisca:1ização aouaneira pode reter a iIlercadori~ ,para', fazer a exigência e não como prazodecadencia:1 para constituição do crédito tributário~ ' Por outro lado, considerando que, o, imposto de importação é constitqído através de lançamento por homologação, não há que se socorrer aos artigos 145 e 149 do Código Tributário Naciona:l, para a:1egarque não é possível o ato administrativo do, lançamento por er:ro de direito, 'uma v~z que ta.l ato, privativo da autoridade , administrativa de fisca:1iZação,não foi, praticado no momento do despacho aduaneiro. ' A Revisão Aduaneira é Ato Administrativo com previsão legal, expressa e, portanto, procedimento juridicamente legítimo enquanto não deéair o direito de a Fazenda Naciona:1 constituIr o crédito tributário aviar!. 455 e 456 do RA e art. 14~,N e 173 do CTN. ~, i6 ~ ,- -. --.. . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . RECURSO N° .ACÓRDÃO N° 126.102 303.;.31.142 Assim rejeitam-se as preliminares relativas à decâdência do prazo para lançamento do .crédito tributário, consoante à vasta e consolidada jurisprudência deste Egrégio Terceirq Conselho de Contribuintes. J • , . -oi INo.que tange à' preliminar de cerceamento de defesa, está não pode ser levantada, urna vez que a Re,corrente Co~ex foi~ por diversas vezes intimada a se' manife~tar' quanto às importações realizadas, . . ' sendo-l,he'garantido ~ direito de'àmpla defesa e do contraditório. Analisemos, então, a ,vinculação entre a Concedente e a Importadora dos veículo~, ou seja, entre a Moto Honda e a Coimex, recorrentes, como fulcro de responsabilidade tributáriá solidária. ' o fundamento de que o vinculo entre as partes, cápaz de constituir a responsabilidade solidária prevista no art. 124 do Código ,Tributário Nacional é, a meu ver, uma suposição não comprovada nos a~tos. . Ao fundamentar a solidariedade a fiscalização busca alicerce no art. 80 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nO91.030/85, no art. 128 do Código Tributário. Nacional, conduzindo seu raciocínio para concluir que' como a Recorrente Moto Bonda,' por sed:redora da comissão convencionada com a concessionária, seria ' na forma do art. '124, l, pessoa que teria interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. . Ocorre que a responsabilidade solidária não se presume, como se apreende da interpretação da norma contida no art. 128 do Código Tributário NaciQnal, in verbiS: ' A,t. ./23. (/tesponsabllidade Trl-butór'ro- trans/êrénc/aa terceiro) . Sem prejuízo do disposto neste copímlo, (I lei potk tdriAlli, iIemodo Dl!Nsso' (I respo.llsllAUitfmkpelo uét6io ;,mil/mo '(I tel'CeÍm pesSOII. vinculado ao .fiIto gerador da respectivo obngoção, £!rcluindo o responsabilidade do contribuinte ou otribuindo-o'o dte em caráter supletivo do cumprimento total ou porclol do referido obrigação. (grifos âcrescidos) ,Quanto à responsabilidade tributária específica e diretamente o Código Tributário Nacional ,enumera, as . pessoaS que tem a responsabilidade solidária nos artigos 134 e seguinte, nos quais1 transação em ques~o não está prevista. 'v \ I -. -" '. , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , TERCEIRA cÂMARA ' RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102' ,303-31.142 Com efeito, o Decreto-lei nO37/66, em seus artigos 31 e 32 define os contribuintes do imposto e os que solidariamente respondem por seu pagamento, sem, contudo prever que o concedente do direito 'de comercialização c:: disiribuiçãode produtos esteja enquadrado como responsável tributário 4a ope~ção de importação. Conclui-se, assim, que a responsabilidade solidária não se presume, há qúe ser prevista' em lei, e, que, por força. da legislação vigente, não é possível vincular a pessoa do concedente' (recorrente Moto Honda) com a operação de importação,' porquanto não tenha participàdo dela. Há ausência de tipicidade para caracterizá-la como responsável solidárias das obrigações ,tributárias relativas à importação dos veículos da marca HONDA, realizadas pela recorrente Coime~, por força de Contratp de Compra e Venda de Produtos Importados. estabelecidos entre a importadora e as concessionárias da marca HONDA. ,Salvo o caso que simulação" fraude ou COnluio,que seriam capazes de ,desconsiderar os fatos da forma que' são declarados, para a constituição de uma,outra realidade não se poderia descaracterizar a operação da forma que se,apresentou, para atribuir responsabilidade tributária à Moto Honda. Note-se que se analisarmos a operação de concessão do direito, comercializar e distribuir veículos automotores sob a égide da ler nO 6.729179, o contrato realizado entre a recorrente Moto Hondae suas concessionárias é plenamente válido e não. configura qualquer vínculo entre a recorrente e a operação de importação, impugnada. Aliás, pelo que dos autos consta, a fiscalização não logrou êxito em comprovar que ,este vínculo; limitando-se a mera ,presunção de que o ,Vínculo existisse, utilizando-se que argumentos que a própria legislação' específica considera-os como pertencentes ao mercado ' , ,automotivo, uma vez que o contr6le que a concedente tem sobre as operações da concessionária pertinem à preservação da imagem da marca e das garantias que a legislação de proteção ao consumidor' exigem. o que se verifica, então~ é, de um lado, um contrato de concessão tendente ao controle da 'exploração das atividades comercias que a Moto Honda realiza em relação às suas concessionárias com o fim de proteger a marca que representa e garantir coneomitante~ente: ~ 18 2l> -. ". MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA REcuRSo N° ACÓRDÃO N° .: .126.102 . 303-31.142 consumidor, e, de-outro lado, um contrato entre as concessionárias da marca HONDA, com a iInportadora, (Coimex), qu~ visa o. aproveiUunento 'dos' beneficios ficais garantidos pelo .projeto Fundap., , . Independentemente do nome que é dada à comissão incorpor~da como ajuste da valoração aduaneira, há que se verificar a essênciâ e conteúdo dessa coinissão, a fllll de que seja ela' o ,quantum pretendido da minoiação do preço de importação, ou seja, a redução I " , do preço ocorrida por. força da ipfluência que a vinculação entre o importador e o exportador. A ,fiscali?é1ção não demonstrou tal vinculação (o"; qualquer outra), nem que a comissão corresponde a .qualquer parcela do valor de transação que tenha sido indevidamente deduzida e transfe~da ao exportador. Outra questão, que salta aos olhos; é o fato de a fiscalização ter elaborado uma composição do valor das' comissões devidas pelos concessionários à recorrente Moto Honda, estabelecendo, uma média de 12%, sem contudo constituir um demonstrativo cabal e convinc~nte de que esSa' comissão foi cobrada em todos os casos~ Aliás, não colacionou' aos autos as guias de importação para que fosse possível comprovar a relação entre os valores das importações e os valores das comissões, estabelecendo ~ relações necessárias à efetiva comprovação, de que a comisSão seria parte sonegada do ' preço da mercadoria. Não se está querendo dizer que não há vínculo entre a recorrente Moto Honda e as-concessionárias e que indiretamente há um vinculo entre a Moto Honc41e a' recorrente Coimex, mas este vínculo, pelo que se depura dos auto, não seria capaz de influenciar o preço da transação, cujo valor será mais detalhadamente analisado mais adiante. Assim, faz-se necessário a 'interpretação do art. 15, parágrafo 4, alínea "e" e parágrafo 5, do Acordo de Valoração Aduaneira (implementaçãp do' artigo VII do Acordo" Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio), aprovado ,pelo Decreto n° 92.930, de 16.07.86, que consagra o seguinte:. ' , I I' , Ar/. /50 Herte acordo.' ,\ ' / .- . \ 4., Poro os fins derte Acordo, as persoas serão Jl/RClllodassomente se.' 19 ". MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' TERCEIRA cÂMARA RECURSO N°. .... ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 \. ,. • (e) um.o delar, direto ou indiretomente. con/rolor o outroflrem legolmente reconhecidos como associodos em negócio~' .f. AspeYsoos queforom associadas em negócios, peloftto de uma ser o ogente. o diStribuidor ou o conceYsionório exc!lISivo do oulr~ qualquer que se.Jo o denominação utilizod~ serão cOlISiderodas vinculodas poro os fillS deYte Acordo. oeYde que se enquodrem em OIguIlSdos critérios doparógrafo .f deYteArtigo. , O vínculo indireto entre a exportadora fabricante dos veículos e os concessionários é evidente, como demonstrado pelos contratos entre a Moto Honda da Amazônia Ltda. e suas concessionárias, bem como, pela própria capacidade (faculdade) de a Moto Honda, poder intervir no caso de. inadimplemento d~ suas concessionárias junto à . recorrente Coimex, () que denota os mecanismos que estabeleceu .para proteção da marca HONDA. . Não há, portanto o que se discutir a respeito da vinculação, pois esta existe e é inegáveL Porém não se trata davincuIação a que alude o Acordo de Valoração Aduaneira, que trata exclusivamente da vinculação entre Importador e Exportador. " Contudo, a' vinculação não é 'capaz de caracterizar a responsabilidade solidária pela obrigação tributária, como entendeu a r. decisão às fls. 295/296, que ao tratar da vinculação alçou fundamento no art. 80, inciso I, alínea "a" do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nO91.030/85, para concluir que a recorrente Coimex era in verbis: Ar/. 30. É contribuinte do imposto: I -1Ie Impod4p1o (D.L11'.17/~i', IUI. .1.1): 11)o imponmlor, 6Ssim cOIIsillerf1Í4 'lItII'lIer peSSOIl'lIe promoJ'1I 11enbmlll iemercllÍOrItr estrmtgeirll no J'ermório m1l1mteiro; b) odquirente. em licitação, de mercodorio estrangeiro,' ~\ - •. ff - de Exportação. o exportodor. assim cOIISI'derada 'lua/quer, . peYsoo que promovo o saído de mercadorio do território aduonCir.x,(lJ£ '1°/.573/77. or/. 5'. 20 .' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° : 126.102 : 303~31.142 Parógrq/o único. .É Contnõllinte do impostõ de importação também , o ,destinattirio de remessa postal Jnternacional indicado pelo respectivo remetente, co'!Jôrme estabelecerem os atos, internacionaispertinentes. Ora,0 que se percebe é que apesar de a recorrente Moto Honda ter .vinculação com a exportadora e a destinatária fmaJ,da mercadoria, / ela não pode ser considerada como contrlpuinte do imposto, por não - se enquadrar ao tipo definido pelo regulamento aduaneiro, ou seja, o importador, assimconsid,rada qualquer pessoa que promova a entrada de mercadoria estraJ;igeirano território aduaneiro. '. No que tange ao Valor da Operação, a Recorrente Moto Honda, colaCionou aos autos provas cabais de que o' preço das exportações dos veículos realizadas pela American Honda' Motor Co. Inc. é , plenamente compatível se comparada às exportações realizadas com mercado semelhante ao brasileiro, tendo sido justificadas as eventuais dife~enças. Nas Notas Interpretativas do Acordo de Valoração Aduaneira, ao ser abordado o art. 1°,.~2°,a NOTA lesclarece: 3. Se a administràção aduaneira não puder aceitar o valor de ,transação ,sem investigações complementares, deverá - 'dar ao { , importador uma oportunidade 'de fornecer informações mais detalhadas, necessárias para capacitá-la a examinar as circunstâncias' da venda. ,Nesse eontexto;a administraçào aduaneira' deverá estar preparada para examinar os aspectos relevantes .da transaçào, inclusive a maneira pela qual o comprador e, o vendedor organizam 'suas relações comerciais' e a maneira pela qual o preço eJ;llquestào foi definido" com a finalidade de determinar se a 'vineulaçàoinflueneiou o preço; Quando ficar demonstrado que o comprador e o véndedor, emQora viriculados conforme as disposições do artigo 15, compram e vendem um do outro como se não fossem vinculados, isto comprovará que o preço não influenciado pela vinculação. Como exemplo, se o preço tivesse sido determinado de maneira eompatfvel eom as,práticas normais de maçào de preços do setoriÍldustrial em questào, ou com a maneira peta qual o vendedor ma seus preços para os compradores nào vinculados a ele, isto demonstrará que o preço . não foi infIuenci~o pela:inCulação. (grifos acrescidos ao original) ~ '. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA, 9. • . -.... .- , '. RECURSO N° ACÓRDÃO N° " .126.102 303-31.142 • I . . Nesse contexto verifiCa-se a pertinência de lançar mão da legislação , específica do setor automotivo, no que diz respeito. à concessão de distribuição e venda a consumidor fmal, Lei nO6.729/79. . ' ' No que diz respeito às pmticas de fixação de preços' com outros , compradores, não vinculados, as provas colacionadas aos autos seriam suficientes para deséáracterizar' qualquer 'influência da , vinculação entre as efetivas importadoras e a exportadoras na fixação do preço da transação. 'Contudo, a ql,le~tãonão se cinge na eventual influência na fixação do preço da transação, mas sim no imperativo ajuste do valor aduaneiro de mer~adoria, por força da interpretação cQnjunta dos artigos 1 e 8 do Acordo de Valoração Aduaneira (iIÍlplementação do Artigo vn do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio), aprovado pelo Decreto nO92.930, de 16/07/86, in verbir: I) -OJltrlo,IlÍlllllleiro tk ",ercm1ómu ÚllPOrIIuMsse,t1 o.Jltrlo, 6e IrIlllSllpio. iSlo ~, o preço t!fêlivamenle pago ou a pagar pelas mercadorias,. em uma' venda para exportação para o país de ,importação. tVlIsIIHIo lIe «0,110 com 'tIS 'iisposições tio Amro J; defdeque: 0./ não ht!la reflriçõef d cefsão ou. d ulilização das mercadorias pelo comprador. refsalvadas as que: •(Í) sejam imposlas ou erigidas por (ei ou pela adminiSlração pública do país de imporlação,' ' (Í'() limilem a órea geográfico na qual as mercadorias podem ser revendidos,"du , "o ",' , (Íi'[) não o./elem subslancialmente Q valor doS mercadorias.' b) a venda ou opreç(J não eslttiam slfieilos a alguma condição ou conlra-preflação para a qual não se possa delerm/~ar um valor em relação tis mercadorias objelo de ~aloração: c) nenhuma parcela do refitllado'de qualquer revendo, cefsão ou , ulil/zação subseqiienle das mercadorias pelo comprador beneficie direla ou indirelamenle o vendedor. a menos que um ~i/lSle ' ade~uad~ possa ser ./Cito. de co'!fônnidade com as disposiçõef dO~ artIgo ~ e '. . , . " '. ~ ' ' .' -' , ". ,I MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . • • ,- RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 ,d) nôo hqja vinculaçôo entre o comprador e o vendedor ou se houve'; que o valor de IrallSaçôo. sf'/a 'aceitável paro finJ' aduaneiros, conforme os disposiçõeF doparágrq/ô2 deFle artigo . • , # • \ i " , 2) Ao se íelemlÍIIIH' se o ,,1110'Ú h'IHIsopio é-~ plH'lI os .füts "" plH'llptrfo I,0/810 Ú"filie, JIÍIIcNlllpioe"he o comp'mIo, eo Pe"lIeíoF, "os temlOS "" ArtiGO I.f, "60 co"slimúll, po, sls4 momo mficiel'lle plH'lI se consille,1H' o ,,1110' lIe ÚIUISllpiO ÍllllCeÍltiPel NtWe CU4 IIS CÚCN"st4nCÍIIS ÍII Pe"1ÚI se60' tallmÍllmllls e o .,,1II0,1Ie úlinSllçiio se,4 1lCeb4 mú 'Ne 11 Pi"crótrp1o "IÚJ te,,1I11ÍII./INe"ciIIIIoo pl"eço. Se 11IIÚIÍllirtnrpio IHINIUleinr,~om lJIISeem Úlfomlllpies pFt!Sfmlllspelo impomuloF, ON PO' ONhos meios, 1Iw, momos plUlI consúlôlH' 'Ne 11 JIÍIIclÓllpÍO"'./INe"cioN opl"eço, hei comNmclH' Immomos 110 imponmloF, 11'Nem tIIInJ opol"1'N"úImIe'lIroÍPeI plUlI coillesltU. 8trPe""" soficllllpio r/oimpomuloF, os moÓJI(Js, file senTo comN"iemIos po,esclilo. ~ Cabe, neste ponto fazer breve referência à preliminar argüída pela Recorrente' Coimex, que apoia-se nesse parágrafo' 2 do Artigo!, para pleitear o vício quanto ao Devido Processo Legal, ou seja, reclama que não foi comunicada .por escrito quanto aos motivos que levaram a fiscalização a considerar que o preço havia sido influenciado pela vinculação. Contudo inaplicável ao caso, vez que os ajustes relacionados no Artigo 8, independem da vinculação entre. o 'importador e o exportador, mas sim, dizem respeito aos pagamentos indiretos ou beneficios indiretos que apesar de não terem sido incluídos ao valor aduaneiro a ele reservam ligação. Em continuação, v~remos às n~rmas que contempla o Artigo 8: ' '~Artigo 8 /. Na determinaçôo do valor aduaneiro; segUndo os disposiçõeF do Artigo /,devert;io ser acreFcentados aopreço efetivamente pago ou a pagar pelos. mercadorios importados (NiJle-se ,ue Ílltlepe"ú"temel'lle tIe Pi"cNftrp1oe"be o comp,lHIo, eo "e"lIetloF, ONúiirceihrlJilJtlníe tio ,,1110'IHINue/ro 6pl"ese"hHlo)/ (o) Os seguinteF elementos, na med/da em que'sejam suportados pelo comprador moS nôo estejam incluídos no preço efetivamente . _~~~~~m~@~. _ . ~ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA -. '. .,•. i RECURSO N° ACÓRDÃON°' ~. 126.102' 303-31.142 (i) cOlllissões e cond6Ke;'~ acelulHÚrS lU cOlllissiÍestle COIII,'6;' (W'01l1.. 'Me sl10 rep"tkY nos .l)eclsôes COS./Tn° ./4/97 e n° ./5/97, COIIIOlIiIúrnIe) . " (it) o custo de embalagens e recljJieniesconSiderados,para../ins , aduaneiros,. como .fõnnando um todo com os mercadorios em questão,. (Íi'() o. custo de embalar, c~mpreéndendo os gostos com mão-de- obra e com materiais,' fb) o volor, devidamente alribuído, dos seguintes bens e serlllços, desde que fornecidos direta ou indiretamente pelo comprador, gralllitaniente oua preços reduzidos, para serem utilizados na produção e na vendapara ~portação dos mercadorios importadas, e na medida em que tal valor não tiver sido' incluído nO,preço efttivamentepógo ou apagar:•••~ '\ . . : O que se depura da interpretação .sistemática de tais artigos, em relação às comissões e outros valores sujeitos ao ajuste, é que há uma níti4a separação dos valores que possam influenciar no preço da mercadoria no momento da importação e os valores que influenciám. o preço da mercadoria em eventual. comercializaÇão, futura, ou seja, após'a importação. Assim, todo valor que cause impacto no custo da iniportação deve ser considerado como ajuste do valor ilduaneiro .da mercadoria. Doutro lado, os valores relativos às relações jurídicas, posteriores à importação e que com ela não guardam vínculo, não podem impactar o valor aduaneiro. A Nota Interpretativa ao ,Artigo 1, ~m seu parágrafo 3, destaca que: 2. O valor aduaneiro nãq incidirá oS seguintes encargos ou custos, desde que estes sejam destacados do preço efetivamente pago ou a' pagar pelas mercadorias importadas: (o) encargos relativos d construçõo, instalação, montagem, manutenção oUlISsisfênCÍIItécniC6,'executadosapós,i1 importação, relacionadps com os' merc,!dorios importadas, tais como , insta/ações,máquinos ou equljJamentosindustriais,' (/J) o cuSlód~transporte após a importação,' 24, , { , %. . . MINISTÉRiO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA • ft • A . RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102' 303-31.142 (c) direitos aduaneiros e impostos .incidentes no' ,paIS de importaçõo. o qüe se verifica é que a Recorrente Moto Hondaexerce as atividades de assistência, técnica' às concessionárias, bem como gerenciaa marca HO~A, sob sua responsabilicladeno País. Todas operações ou serviços prestados após a importação. que pouco ou nada se reportam à, importação, senão pelo fato de tais serviços. somente serem prestados porque as mercadorias foram importadas. Tal sitUação veio ser. reconhecida como a correta interpretação do Acordo ,de Valoração Aduaneira, sendo' que recentemente a Coordenaçãp do .Sistema de Tributação • COSiT, exarou duas decisões (Decisões ~os .14 e 15/97) que interpretam a incidência: de . Imposto de Importação e Imposto' sobre Produtos Industrializados nas operações de importação de veículos, nas quais a Concessionária pagam às Detentoras do Uso da Marca no País valor relativo à prestação de serviços mercadológica, treinamento de pessoal, diVÍllgação, sustentação e representação da marca no País. • As decisões têm como fundamento o art. 8, parágrafo 1, ~ínea "a" do Acordo de Valoração Aduaneira ( implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio-- GATT, 1994), aprovado pelo Decreto nO92.930, de 16/07/86 . .Oportuno transcrever ~ decisões da"Coordenação-Geral do Sistema de Tributação, publicadas no' Diário Oficial da União, em 22/12/97, por serem de suma relevância no deslinde da questão: ''lJecisõo n° /4. de /5 de dezembro de / jJjJ;t ASSl/NTo., Impogo 6eImpodlrpio-O £MENTA ••YA.LOIUç,l'O ADUANEDU - Os valores pagos por Concessionárias tis .Detentoras do lIs.o da Marca no PaíS, pelos serviços, tf/etivamente contratados e prestados no .Brasil nõo con,;.tituirõo acréscimos ao valor aduaneiro' da mercadoria, para cálculo do Imposio de Importaçõo . . As comissões pagos pela.Importadora tis .Detentoras do liso da Marca no País, pelo agenciamento de compras de veículos, no erterior, nõo serõo acrescidas ao valor da tranJ'açõo, para fins de cálculo d,! Imposto de Impor/açõo, se comprovado que esses valores ./01'01/1 pagos dirétamen.'tepelo .impor/ador ao agente de c,.'Omp,,,a" ~. DISPOSIÇtJES .LEGAIS: Ar/lgo 3jJ do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo .Decreto nO.5JJ.(}3(}/35,.'Artigo3~J, 'a'; e /5 do . \ , '. I' . 2S" , , ' : '. MINISTERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .,'TERCEIRA cÂMARA , RECURSON° ACÓRDÃO N° . 126.102 303:'31.142 Acordo .$'obre o .Implementoçõo do Artigo JI7.Ido Acordo ,Gerol. sobre Tori/asAdllo'feiras. e Coinércio - GA77 ./.9J)4(Acordo de Yoloroçõo Adlloneiro)" . \ ''lJecisõo n o./.f, de./.f de dezembro de '/J)j)7 . ASSlhVTa. Imposto soAM Pr(JÚlos InÍ6sh'i41izlH/os .•UI ' .EMENTA: BAS.EO.E cácULO 00 UI NA IALPORTAÇÃO- OS valores pogos por Concessionórias às betentoras do liso do Marco iro Poís. em retribliiçõo oosserviço.y de, pesqlliso mercodolójicl1, treinomento' de pessool diVulgoçõo. sllStenioçõo e re,presentoçõodo marco no Poís. nõointegrom o base decólCIIlo do . .IPI incidente nas importoções de mercodoriaf. ainda 'llle as Petentoras do liso do Marco no Pois tenham atilado como Agentes de Compro das .Importodoras. Os volorespogos Pelos .Importodorl1.f às Petentoras do liso do Morco no País. integrorão o bose de cóli:lllo do .IP.Iincidente no importoçõo. sempre que esses valoresfirem ocrescidos 'lo valor de . tronsoçõo do mercodoril1, poro fins de cólclllo do Imposto de Importoçõo. " . . OISPOSIÇdES LEGAIS:, Artigo 63, ihciso /. olíneo '0'; do . HEP//ef2,.Artlgoef.9 do Regulamento Adlloneiro.oprovodo pelo Pecreto nOJ)J.().J()/ef.f,"Artigo 8~/, '0'; e /.fdiJ Acordo'sobre o .Implel1(entoçõodo Artigo JI7.Ido Aconlo Geral sobre Torf/os Aduaneiros e Comércio -GA77 ./.9J)i.(Ae,ordo de Yoloroçõo Aduoneiro) " . : '. Assim sendo, é de se reconhecer que: ~(i)apesar de existir ,vinculoçõo indireto entre 'o exportador e o concessioitóno contratante do ImpOr/odor, (Coimex) no fil7l/o do or!- ./.f, porógr'!/o 4, olíneo 'é'; o preço do tronsoçõo nõo fii i~lIenciodo pelo VlirCIIloçõo," (í"tJopesor de_exirtir vlircllloçõo lirdireto entre o .!?ecorrenteMoto Hondl1, o ,exporttl.t(ore o concesslonóno controtunte do Importador, nõo é possivel estender o conceito de vlirculoçõo poro doi dedll.Zir . responsabilidade solidário de obri,goçõo triblltório,por absolllto ollSêncio de hipóteselegol' (í"()11.fcomissões pagos pelo c.oncessionório d Recorrente Moro HO/ldl1, nõo per/IRem d importoçõo. mos sim d pres/oçõo ~~ ' serviços poJ"leriO~ RÔOdePendo ser considerados como qjusli!k 26 -. MINISTÉRIO DA FAZENDA I TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 firma doarllgo ~ parógrq/o.l, alínea 'Íl"da Acordo de J7aloraçõo Aduaneiro, . .e Diante de tais argumentos e dos relevantes fundamentos jurídicos expostos, julgo procedentes os Recursos Voluntários para desconstituir a respo~bilidade solidária das obrigações tributárias formalizadas no auto de infração, e no mérito, para descaracterizar as comissões pagas pelas concessionárias à concedente, uma vez que não podem ser consideradas como "ajustes", pois não são pertinentes à importação dos veículos, e, assim, julgar insubsistente' o auto de infração~ excluindo os lançamentos tribu~os e respectivos consectários legais, nele veiculados." Demonstrado o entendimento ora manifestado, passo à análise do rec:urso em julgamento. Registro inicialmente irregularidade formal no processamento do feito, 'VÍcio que ensejaria a exclusão do contribuinte a quem foi imputado inicialmente o instituto da solidariedade tributária. , O artigo 142, do Código Tributário Nacional, preceitua que o crédito tributário é' constituído pelo lançamento, procedimento 8dministrativo que identifica o fa~ogerador, a matéria tributável e o sujeito passivo. No procesSo em exame, o sujeito passivo identificado e qualificado em seu preâmbulo, é a Cia Importadora e Exportadora Coimex. ' Extrai-se da confusa, conflitante e insegura menção à empresa MMC-Automotores do Brasil, no relato sobre as diligências do alongado período de. apuração, 'as seguintes afirmações. verbis; "- quanto a responsabilidade, embora bem presente na operação comercial, depende de interpretação da lei tributária, pois a mesma diz: "outras pessoas expressamente indicadas na legislação vigente -; "- muito embora pudéssemos invocar a MMC - Automotores do ,Brasil como contribuinte do imposto, ou imputar sua responsabilidade em virtude dos documentos comerciais que acompanham a operação, - seguimos sem que se excluam essas possibilidades no decorrer do litígio o caminho de que a declaração de 'lançamento de impostos foi feita pela Cia. Importadora e Exportadora Coimex, e estamos procedendo a revisão daquele lançamento, imputando porém a solidanedade do mesmo, sendo' que providenciaremos para que seja esta última intimada a tomar ciência do presente para os efeitos legais." ."- como' introduziu os veículos no teIritório nacional, a MMC Automotores do Brasil é contribuinte do IPI, devendo por este fato ter adotado um~ série de obrigaçôesfiscais"; como nopiesente Auto de Infração, está sendo lançado .Jt> ZJ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 IPI correspondente com os acréscimos legais, não fizemos lançamento no momento para a MMC, mas registre-se o direito da Fazenda Nacional de fazê-lo durante o litígio." . Verifica-se que a peça que dá vitalidade a exigência do crédito tributário, em nenhum momento individualizou, titulou e qualificou a empresa MMC - Automotores no pólo passivo da imputação fiscal, e disso. deu expressa demonstração no prolixo, titubeante e inseguro texto da descrição dos fatos, conforme se vê dos excertos acima arrolados, onde evidenciou de modo expresso, dúvidas sobre a materialização da responsabilidade, que entende depender de interpretação da lei tributária, comoQamente reservando o direito da Fazenda em defini-lo posteriormente e sugerindo, quanto a solidariedade, mera ciência para os efeitos legais. I . Tais dúvidas e insegurança, após cerca de 32 meses de apuração, que propõe suprir ao longo do litígio, no momento exato e apropriado de formular a imputação identificar e qualificar o pólo passivo com clareza e objetivar com liquidez a exigênCia, macula de vício capaz 'de questionar a legitimidade processual, porque viola expresso dispositivo contido no art.lO, do Decreto 70235/72, onde se determina . que o auto de infração conterá obrigatoriamente a qualificação do autuado. A anomalia tem ainda reflexos maiores nos registros cadastrais do crédito fiscal e sua adimplência, eis que, em qualquer pesquisa que se faça, jamais aparecerá o nome da empresa MMC - Automotores; porque, em verdade, não sofreu autuaçãO regular, eis que a imputação está titulada na empresa Coimex, como se percebe até da formalização dos registros d.acapa deste processo. A titulação de ambas as empresas, se tanto se quisesse, poderia ser realizada no mesmo auto com a individualização e qualificação de ~bas, ou em autos processados em apenso, com a tarja de solidariedade. E isso porque, diferente da situação de contribuinte e responsável, em que este supre a omissão ou substitui aquele, na solidariedade a obrigação é conjunta de todos os solidários, eis que não comporta beneficio de ordem, como determina o artigo 124 ~ único do Código Tributário Nacional, vale dizer, qualquer deles, pode ser chamado a solver o débito total, sem respeito a qua.!quer preferência. Ademais, se considerada como foi , como solidária, impunha-se não excluir a MMC- Automotores do Brasil, da possibilidade processual do pedido de reconsideração, prerrogativa apenas concedida a Coimex. Inobstante, . ambas as empresas foram notificadas da autuação, ofe~ impugnações, repelidas.pela decisão que manteve os lançamentos .. Feitas essas considerações preliminares, anoto que do r. decisório, somente foi intimada a empresa titular da imputação, Cia. Importadora e Exportadora 2B - . -. ~. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE-CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA \ RECURSO "N° ACÓRDÃO N° . 126.102 . 303-31.142 Coimex, cuja peça recursal preenche os requisitos de admissibilidade, e passo a examinár. 1-PRELIMINARES A recorrente argúi nulidàde do auto, por violação do processo legal, face ao indeferimento da perícia. A preliminar argüida carece de e~bas3mento legal e fática e foi bem repelida pela decisão recorrida, já que nulidade do processoadrilinistrativo só é admitida nas duas hipóteses elencadas no artigo 59, do Decreto 70.235/72, ou seja, no . caso de ato praticado por pessoa incompetente; ou com preterição .do direito de defesa. Examinando o alegado cerceamento de defesa, verifica-se que a recórrente indicou experto contador e formulou quesitos que não só envolvem apreciação de matéria jurídica, para cuja apreciação o profissional indicado não tem qualificação, como ~bém objetivam 'obter opinião. sobre subjetividades e não sobre a constatação de fatos. Acresce-se que as questões formuladas-vinculação, àceitabilidade de valor de transação, - constituem matéria de mérito, relevando anotar que a ~eiterada troca de inforntações e a juntada de documentos ao longo de mais de dois anos de processame~to, ~rmite obter dados suficientes e conclusivos -para o desate da matéria questionada, tomando a pos~ação pericial prescindível, na forma \ do art. 18 do Decreto 70235/72. Anoto por oportuno, que a prova' periciaÍ é. repelida por desnecessária e- não porque a matéria e do domínio dos auditores fiscais que,' unilateralmente a supririélm. -4t Convém ter presente que é fundamento da legitimidade do ,co'ntencioso adn\inistrativo, a observância estrita do princípio do cOIJtraditório, vale dizer, instaurado o litígio, o contribuinte tem o direito de postular a produção de prova pericial e indicar experto de. sua confiança, que se necessária, deve ser deferida, independente da- reconhecida competência dos agentes do Fisco, repr~sentantes da. parte adversa na relação processual. A) EXIGÊNCIA DE PROVA NEGATIVA. Reitera a. recorrente argüição de nulidade da pretensão, fiscal por cerceamento do direito de defesa, que teria ocorrido ante a inversão do ônus probatório, eis que a imputação lhe exigia a ptodução de prova negativa, ou sejl demonstração de que nào tinha vinculação com o fabricante dos veículos, e que os , ,I .li> \ 29 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA . RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 . 303-31.142 .preços. nào foram influenciados pela vinculação, em ofensa às determinações do artigo 142, do Código Tributário Nacional, que comete o encargo privativamente a áutoridade administrativa. . .. Ainda aqui, a pretensão não pode prospérar. Sem embargo de que a matéria envolve o cerne do mérito do litígio e não se enquadra nas restritas hipóteses de nulidade do procedimento, acima e retroenunciadas, releva anotar que as intimações atenderam as prescrições do artigo 10 - 2. a, do Acordo de Valoração AdUaneira,. aprovado pelo Decreto Legislativo 09, de 08/05/85, cuja execução no' 'Brasil foi autorizada pelo Decreto nO92.930/86, determinando que: "se a' administração aduaneira tiver motivos para considerar que a vinculação influenciou o preço, deverá comunicar tais motivo.s ao importador, a quem dará oportunidade razoável para contestar." . A forma redacional das intimações, ao propor que a recorrente provasse que não tinha vinculação com o fabricante e 'que os preços não' foram influenciados Pela vinculação, poderia ensejar a caracterização da exigência de prova' 'negativa, .evento que, quando materializado, transfere o ônus pàra a parte contrária, segundo a melhor doutrina do processo civil. . Entretanto, na verdade, o ,que e se extrai do processado era a pretensão fiscal de cumprir ó dispositivo do artigo 1° - 2 - a, do Acordo de Valoração Aduaneira, transcrito, que a recorrente apreendeu com. suficiência, consoante se vê das suas inúmeras manifestações e do maitanciaI de documentos com. que instruiu o feito. B - IMPOSSmILIDADE DE REVISÃO DO LANÇAMENTO - ERRO DE DIREITO. . . / . . Iguálmente carece de fomento legal, a argüição de que o lançamento .só comporta revisão quando .ocorrer erro de fato, face ao disposto no artigo 447 dp .Regulamento Aduaneiro, que autoriza a providência somente se formalizada em 5 dias do término .da conferência, bem como; que houve nova valoração jurídica para erro de direito, vedada pela jurisprudência e doutrina, que aiTola;eis que a hipótese não se enquadraria em nenhUma dás causas previstas nos artigos 145 e 149 do Código Tributário Nacional. _..----- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA '. RECURSO N° ACÓRDÃO N°, 126.102 303-31.142 liberação da mercadoria sob conferência" enquanto que as prescrições dos artigos 145 e J49, aludem ao momento e em que condições o lançamento pode ser alterado. O ato de revisão encontra legitimidade no artigo 54, do Decreto~Lei 37/66; alterado pelo Decreto-Lei 2472/88, artigos 4551456, do Regulamento Aduaneiro, e pode, ser exercitado enquanto não decair ó direito da Fazenda Nacional; cujo prazo é de 5 anos, segundo ó disposto no artigo 173, do Código Tributário Nacional. , . ' Por oportuno impõe-se ainda examinar, que na hipótese não se trata de 'nova valoração jurídica, para erro de direito, mas sim, nova valoração jurídica, para nova sitUação de fato, que estaria configurada, no caso, de novos fatos, consistentes em verbas a serem adicionadas ao valor de transação, poi' omissão ou ' inexatidão, eventos que encontram agasalho no disposto expressamente no artigo 149 - VI, do Código tributário Nacional. ' - RepE;!lidas as preliminares, passo ao exame do mérito. ,Na busca da necessária objetividade, ante a prolixidade do libelo inauiural, a fundamentação do r. Acórdão recorrido,' e o arrazoado recursal, verifico- que a matéria litigiosa de mérito, se circunscreve a decisão se: . . 1- nas operações de importação feitas pela recorrente houve , vinculação para fins de valoração aduaneira, com a exportadora, ou re com a empresa MMC - Automotores do Brasil; \ 2 ~ éni havendo vmculação, os valores das transações, para fi-ns aduaneiros, eram ounã~, aceitáveis; J - mesmo não havendo vinculação, as verbas cobradas é recebidas pela firma MMC - Automotores,' intituladas, . comissões, uso da marca, etc., devem ser adicionadas ao valor de transação; 4 - a vinculação estaria configurada também pela, associação de negÓcios. ' , Examinando a vinculação entre a recorrente e a empresa MMC - Automotores,' o auto de infração, em seutexto afirma: "quanto à vinculação, ela existe,- como se provará li seguir, pois existe uma associação legal de negócios entre aCoimex e a MMC ': Automotores do :Brasil" , 31 I ' ---_.- - . , ' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° , ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 "a operação por si s6 deQ10nstra a vinculação entre exportador e importador, mas colocà um intermediário, na tentativa de declarar- se não vinculada". ' "festa dizer que embora a vinculação exista neste caso específico, «;> acordo não dispõe que para haver ajustes no artigo oitavo, deve haver vinculaç~ entre as partes interessadas nos ajustes." Tem-se, pois,' que o Auto de Infração afirma e reitera existir vinculação entre as partes. Inicialmente, entre exportador -: fabricante e importador, vale dizer, entre Mitsubishi Mótors Corporation e Coim~x, aludindo estranha e confusamente a existência de terceiro inteni1ediário,' que no desenho da operação seria a pr6pria Coimex e não a MMC - Automotores. Ao longo ,do texto refere a vinculação entre a importadora, Coimex e aMMC • Automotores Brasil, distribuidora dos veículos no Brasil.' , É inegável, que a peça inaugural 'reitera a vinculação, ora entre exportador e importador, ora entre este e afirma MMC - Automotores do Brasil, ora de forma genérica e conflitante~, admite que para a irilputação de ajustes é desnecessária a configuração da vinculação. , ' . O r. Àcórdão recorrido dando retoque e na tentativa de sanear a imputação inaugural, desquàlifica a 'existência de vinculação, preservando a exigênci~ agoraface às parcelas acrescidas ao produto já nacionalizado, sob arubrica de autorização pelo uso da marca. ' , ' Paradoxalmente, aduz que o exame da vinculação perde relevância ". na medida em que foi aceito, como visto anteriormente, para a composição do valor aduaneiro, o valor de transação declarado,". Na avença contratual entre a Mitsubishi Motors, Corporation - fabricânte/exportadora e a Brabus Autospor Ltda., hoje MMC - Automotores do Brasil anexada ao feito, e no que pertine ao li!ígio, dispôs-se no, Contrato, de Distribuição: ~ar/.2~sujeita aos/ermos e condições deste contrato. a mitsubishi motors coporation designa, por este instmmento. o'distribuidor, como impOr/odor e distribuidor dos produtos no território. em uma base ,,40 tael6.riP1I~ 'ar/. 4°-cf - a: nenhuma das condições declaradaS o'u'garantias serõo feitas ou consideradas como feitas pela NNe ~bricante,l com respeito aosprodutos vendidos': - 32 '. . . _.-- .. . ," MINiSTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA ,e REcuRSbN° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 "011. .(°-.10 - o distnouidor deverá.por sutipróprio conto. obter ou providenciar seguro de responsobilidodedoproduto"~ "011. ÓO -.0 distdbuidor concordo em ireinor.. inslnJir e supervisionor codo concessionón'o e deveró ter 'totol responsobilidodepelos otividodes de tois concessl'onón'os,e deveró protege!; deftnde!; reembolso!; indenizor e monter o .MMCisento de e contro todos os reclomoções e processos resultonteJ'idessos otividodes .•~ "011.' .1.1-.tis.suos custos. o distribuidor deveró proporcionor um progromo de treinomento de serviço e ,/ornecer. oraíh'os de treinomentosl!ficientesporo os seus cóncessl'onón'os.•~ / "011. .1.1 - o distribuidor.' concordo em ossumir tois responSobilidodes de propogondo e apresentor o NNe; poro oprovoçõodescnçõo gerol de suo estrotégia. I~ , . Nos contràtos-padrãà entre a MMC - Automotores do Brasil, distribuidora, avençados com as. concessionárias, se estabelece regramento sobre a prestação de serviços no desenvolvimento de campanha publicitária, uso da marca, assistência. técnica através de treinamento de pessoal, dispondo a cláusula 2a.,. e parágrafos~ que tais atendimentos seriam ressarcidos à 4istribuidora, em valores constantes da listã de preços, mediante a emissão de nota fiscal. Na avença entre a Cia. Coimex - recorrente e as concessionárias, que tem por objeto a compra e venda por 'enc.omenda de produtos importados "Mitsubishi", a empresa MMC - Automotores do Brasil comparece como interveniente, na qualidade de distrib,uidora da marca no país, com incumbência formal de solicitação de documentos ão fabricante dos veículos. I Todas as obrigações contratuais referentes a importação de veículos, no que respeita a valores e,responsabilidade pelos pagamentos, estão regradas apenas entre as partes contratuais, a Coimex, - recorrente -, e as concessionárias encomendantes. Registro, preambularmente, que não há, no alentado e demorado processamento, qualquer evidência de se examinâr as opérações, com a utilização do .10 critério de valoração, .através da comparação, por exemplo, entre o valor de transação das importações feitas pela recorrente, com os da empresa Cotia - Trading, ou mesmo qe outros importadores, ainda que indivjduais ou particulares, observados os devidos ajustes de nível de comercialização. Se tal comparação, em se obtendo os paradigmas, se exercitasse, poder-se-ia concluir, se 'os valores de transação eram' aceitáveis, independente da eventual e alegada vinculação. 33 '. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ~RCEIRA cÂMARA RECURSO N° .ACÓRDÃO N° . 126.102 303-31.142 Ademais, importa. registrar que é da doutrina que instrumenta. o Sistema de Valoração, que a apuração se circunscreve às verbas indispeÍ1sáveis e . justificadas que oneram a importação, até a liberação da mercadoria, vale diZer, até o .momento do seu ingresso no território aduaneiro importador, bem assim, .que direta ou indiretamente beneficiem o exportador-vendedor, circunstância que legitimaria o .. ajuste, havendo ou não vinculação. Essa é a mensagem do Ácordo de Valoração Aduaneira, como se vê do, ar!: 1° - o valor aduaneiro de mercadoriàS importadas será o valor de transação desde que:' "c - nenhuma parcela do resultado de qualquer revenda, cessão ou utilização subseqüente das mercadoriaS pelo comprador, beneficie direta ou indiretamente o vendedor." "art. 8° - na detemiinação .do valor aduaneiro, segundo as disposições do. artigo 10, deverão ser acrescentados ao preço efetivamente pago ou a pagar, pel!iSmercadorias importadaS: d) - o valor de qualquer parcela do 'resultado de qualquer revenda, . cessão ou utilização subseqüente' das mercadorias importadas, que reverta di~etaou indiretamente ao vendedor.'" \ Nota interpretativà - ao art. 1° - anexo 1: Nota Geral do Acordo de Valoraç.ão Aduaneira: .' "o preço efetivamente pago ou a pagar é o pagamento total efetuado ou a ser efetuado pelo comprador, ao vendedor, em beneficio deste, pelas mercadórias importadas". "as atividades desempenhadas pelo comprador, por sua própria conta, excetuadas aquelas para as quais tenha sido previsto um ajuste no art .. 8° nào seno cOJiSideradas como' um pagamento' indireto ao vendedor, mesmo que sejam consideradas como em beneficio deste." Ainda mais. Nota Explicativa ao art. 8°, ~ 1°, "c": . "c- 2 - os pagamentos efetuados pelo comprador pelo direito .de distribuir ou revender as mercadorias importadas, nào seno acrescidos ao preço efetivamente pago ou a pagar por elas, caso não sejam tais pagamentos uma condição de venda, para expo~ções para o país de importação das mercadorias~" Ao .exame das avenças e da volumosa documentação coligida, . verifica-se que inexiste prova, ou mesmo indício~ de que os valores cobrados pel, 34 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEÍRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 distribuidora, MMC -, dos concessionários, reverteram direta ou indiretamente ao vendedor exportador da mercadoria. Aliás, os dispositivos desses pactos .retrotranscritos., estabeleceram expressamente que tais custos erespectiv~ cobranças, seriam efetivados pela MMC - Automotores, distribuidora, dos concessionários. À míngua de provas, não seria criveI presumir, que uma empresa internacional, com a organização e o porte da Mitsubishi Motors~ estabelecesse via contrato as condições de operação de uma distribuidora,. traçando normas expressas sobre. ônus de propaganda, treinamento e garantia, e silenciasse, como silenciou, em dispor sobre a sua participação nessas receitas, se delaS tencionasse beneficiar-se.. . Tem-se, pois, que os valores cobrados pela Automotores, distribuidora, dos concessionários, jamais vendedor/exportador ou sensibilizaram o valor das transações. empresa MMC - beneficiarám o Com respeito a recorrente, efetiva importadora, não há sequer notícia em todo o processado, de relacionamento com o exportador/vendedor, que enseje prova ou mera presunção de remessa ou crédito, de valores alheios aos que' .compõem o preço das importações. Assim, a alegada vinculação insistentemente afirmada pela peça vestibular, entre a importadora, ora recorrente, a exportadora e a distribuidora, carece do mínimo de suporte legal, face as taxativas e exclusivas hipóteses previstas no artigo i5, do Acordo de Valoração Aduaneira, para caracterizar a vinculação, de cujo elença, importa transcrever a constante do item 5: "art. 15 - 5 .;: as pessoas que forem associadas em negócios, pelo fato de um ser o agente o distribuidor ou o concessionário exclusivo da. outra, ou por terem qualquer outra forma de associação exclusiva, ~erão .consideradas vinculadas". Ora, o çontrato entre a exportadora e a distribuidora MMC - Automotores do Brasil, é expresso na cláusula retro transcrita, ao afirmar que a representação da marca, concedida é nào exclusiva. Por seu turno, igualme~te inexiste vinculação por exclusividade entre a recorr~nte e .aMMC - Automotores, como demonstram as peças processuais coligidas, por onde se constata que a Coimex presta seus serviços na importação das mais diversificadas mercadorias, para inúmeros importadores, tais como Peugeot, Moto Honda, e outras, meramente pela sua condição de empresa "fundapeana", objetivando a fruição de benefleios fiscais :oneedidOS pelo Estado do ESpírito Santo. ~ ." i' I MINISTÉRIQ DA FAZENoA ,TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA - I • '.-o" •. '. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.162 303-31.142 \ \ Além de inexistir exclusividade, exCluindo a vinculação, igualmente carece de legitimidade a pretensa argüição de "associação ,em neg6cios'\ 'com a recorrente, consoante se vê da "Opinião Co~ultiva" 21,1., emanada do ,Comitê Técnico de Valoração 'Aduaneira, (DOU-17.02.9.8): .\ "o artigo 15, ~ 4°,_ b -, cOIl$idera as pessoas como vinculadas se ' forem legalmente recorihecidas como associadas em negócios. O dicionário Webster define a palavra sócio como: alguém que é associado a uma ou mais pessoas no mesmo negócio, e,partilha com ela, seus lucros. um membro de uma. sociedade. - a palavra ,sociedade é por seu turno definida como: ''uma associação de duas ou mais pessoas que contribuem com rdinheiro ou bens, para realizar um negócio conjunto e que dividem lucros e perdas em certas proporcões." , A clareza dos' textos permite desde logo concluir a inexistência de vinculação por associação em negócios, eis que a prova produzida não demonstrou qualquer liame societário, ou participação de resultados da recorrente com a exportadora e ou a distribuidora. Abstraída a vinculação, entende o r. Acórdão rec~rrido computáveis ao valor de transação, os valores 'IIerbis; acrescidos ao produto já nacionalizado, recebidos pela MMC - Automotores, com., fundamento. em autorização do uso da màrca. Adiciona que a vinculação perde relevância na medida em que foi aceito, como visto anteriormente, para a composição do valor aduaneiro o valor de transação declarado. . . É inequívoca a distorção em que labora o processo de,convic'ção do r. Acórdão recorrido .. ~ As 'verbas' repassadas 'pelas concessionárias à distribuidora, estão explicitadas nas avenças contratuais e além do uso da ,marca, se referem a 'prestação de serviços de garantia, assistência técnica e treinamento de pessoal. Assevera o julgado que tais parcelas foram acrescidas ao "produto já nacionalizado", e que o "valor de transaçao declarado fora aceito para efeito 'do valor aduaneiro". " 'Ora, se o valor declarado. já fora aceito para ~feito do valor aduaneiro, nada haveria a ajustar, 'notadamente, após O produto já ter Sid~' nacionalizado, eis que verbas recebidas por terceiros alheios a importação não poderiam sensibilizar o processo de valoração., . "" 36 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . "' . ." ...•• .•. '. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.i02 303-31.142 .e \ Na verdade, os' ajuStes autorizados pelo artigo 8° do AVA, somente se legitimam se sensibi.lizam a mercadoria no e até a sua nacionalização, como extenuantemep!e se demonstrou,. com o aporte de manifestações interpretativas e explicativas da matéria,retrotranscritas. Igualmente carece de suporte e contraria a prova produzida, a assertiva feita pelo r. Acórdão recorrido de. que tais verbas constituem "resultado de .revenda subseqüente das mercadorias importadas, que reverte direta ou indiretamente ao vendedor/ exportador". - Por oportuno, é de se examinar o Comentário nO9.1, emanado. do Comitê Técnico de Valoração Aduaneira, de observância obrigatória pela administração, anexo a Instrução Nonnativa n° 17/98 - DOU de 17/02/98: \ "tratamento aplicável aos custos das atividades executadas no país de importação: 3. a esse respeito" para determinar o valor aduaneiro, de. conformidade como artigo IOdo Acordo, os custos das atividades executadas após a importaçâo, quando não estiverem inçluídos no preço efetivamente pago ou a pagar, nào devem ser inclufdos no valor aduaneiro, salvo disposição em contrário do artigo 8°.'~ . . Ademais, os textos contratuais transcritos, que em inteiro teor' estão anexados I a<;>,feito, no~ente o pactuado entre o exportador/fabricante,. e /a distribuidoraMMC Automotores, dispõe de modo expresso, que os custos de publicicb¥le, tremamento, etc., serão suportados por esta última, inexistindo qualquer disposição, que evidencie repasse de quaisquer valores ao fabricante, nem há prova ou 'sequer indício que autorize tão enfática afIrmação. . _ A argumentação do julgado de que o pagamento de valores à guisa de. uso da marca refletem indiretamente em beneficio do fabricante, alongando-se em extenso, elogioso e 'didático levantamento doutrinário sobre a apropriação para fIns . contábeis, de bens intangíveis, é inaplicável para os efeitos da valoração aduaneira, que exige, dados objetivos e valores quantifIcáveis, (art. 8° - 3- do AVA) impossíveis de aferir. . . Além do mais,' se tal beneficio fosse 'quantifIcável para fIns aduaneiros, deveria ser incluído também o valor da propagação da marca pelos' clientes consumidores, que circulam diariamente no país com veículos Mitsubishi. . I' :!Na verdade, a utílização da marca reverte em beneficio imediato de~uem aufere lucros comerciando os Veícul:S, mais imediatamente os concessionários, MINISTÉRIO DA FAZENDA . .TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINtES . TERCEIRA cÂMARA . •• I ,'. I. .. .-..- . .'. .RECURSO N° Ac6RDÃON° 126.102 303 ..31.142.', ~. / eis que os referentes ao fabricante exportador, já estão inseridos e computados no seu preço de exportação. -, . . A iIllputação de solidariedade passiva à empresaMMC Automotores, no crédito tributário exigido da recorrente, constitui matéria de interesse daquela empreSa, 'que não foi intimada para conhecer do acórdão e integrar o feito na fase recursal. Entretanto, considerando a abordagem da matéria no r. Acórdão, para opinar no sentido de que, face ao manancial probatório carreado para os autos, não me parece configufada, a alegada solidariedade . . I O instituto está regrado no artigo 124 do Código. Tributário Nacional, que dispõe: "são solidariamente obrigadas: i ':"""as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; ii- as pessoas expressamente designadas pela lei.", Ora, o fato gerador da obrigação, no caso, é a entrada dos veículos no território. nacional, valê dizer, o processo de iIllportação, de interesse exclusivo da Coimex recorrente, como atesta a documentação produzida, e;nele não se evidenci~ a menor interferência da empresa MMC - Automotores do Brasil. . , A prova disso é. que a autuação elegeu como cQntribuinte a recorrente, como não poderia deixar de ser, e só a ela .foi dado ciência do r. Acórdão. \ ' . \ . , - Observe-se a própria disposição do artigo 150, do Código Comerciai que.dispÕe sobre o contrato de mandato mercantil, transcrita no Acórdão recorrido, por onde se verifica que, "ficará o mandatário pessoalmente obrigado se obrar em seu. próprio.nome. ainda que o negócio seja na conta do comitente" É de' notar-se. que a posição da' recorrente_na .operação, tem maior similitude' cóm a figura do comissário, no contrato de comissão mercantil - art. 165 do Código Comercial -, eis que opera em seu próprio nome,'.por ordem do comitente, assumindo a responsabilidade pelos atos que praticar e com as pessoas com quem~ contratar. ., I 38 , .. 1 I , I I i MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA" . •• I 4' •. .. ." . " .-. RECURSO N° Ac6RDÃON° 126.102 303-31.142 Como a recorrente, nó caso, enfeixa a figura do comissário, agindo . em nome próprio - importadora -, por conta e ordem do comitente - concessionárias - não há qualquer, evidência, nem prova nos autos, que caracterize a alegada solidariedade de terceiros na operação se vislumbra, Registre-se, a propósito, que são inaplicáveis ao feito, aS'normas da solidariedade ,da Medida Provi~ória 2158, de agosto de '2001 e Lei 10.137/2002, por envolverem matéria de direito substantivo, de aplicação retroativa vedada, eis que o fato gerador das obrigações apuradas ocorreram em 1994, e o lançamento realizado em 1998.' . . A recorrente questiona. mais o r. Acórdãó recorrido, por haver se recusado a aplicar as decisões Cosit nOs14 e 15, de 1997, que abordam a matéria e transcritâs, sob o fundamento de que: "decisões exaradas em processos de. consulta, representam entendimentos específicos da administração e' não devem ser estendidos a outros dispositivos legms, ainda que sejam meras . variações' de incisos ou parágrafos do. mesmo artigo de lei"; As .. ,Decisões n014 e 15 versam sobre matéria distinta daquela que é tratada no .presente processo, os dispositivos que embasatam as decisões foram o art. 63 - i do RIPI/82, o art. 89 do Regulamento .Aduãneiro, enquanto que os elementos fáticos que sedimentaram a presente autuação; encontram-se embasados no artigo 1° "c" do art. 8° - i - d, ambos do GAIT0994. o omisso e inusitado contorcionismo semântico a que se submeteu Q decisório, .não faz justiça aos princípios éticos' que devem informar a atuação dá administração pública. A uma, porque a consulta, quando, como no caso, é realizada por entidade de classe ou de categorias profissionais (art. 46 ~ único do Decreto 70.235/72), a que provavelmente pode pertencer a recorrente, estende os efeitos aos seus respectivos componentes associados. A duas, porque as decisões, embora fundamentadasef:ll dispositivos diversos dos da autuação, dispuseram de modo expresso, claro e inquestionável, o' entendimento da administração superior, sobre o regramento. que deve presidir . exatamente a matéria que constitui. o cerne do litígio sob qesate neste feito, ao dispor na Decisão Cosit - !lo 14, que: . "valoração - os valores pagos pelas concessionárias às detentoras d~ uso da marca no país, pel~s serviços efetivamente contratados e, '. . 39 MINISTÉRIO DA FAZENDA. TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . • I • .. - •.••1 _ •. . -... RECURSO N°Ac6RDÃON° )26.102303-31.142 , I e. prestados no' Brasil, não constituirão acréscimos ao. valor' aduaneiro da mercadoria, para cálculo do ,valor do imposto,de importação .. Exaininandoa exigência dó IPI, dispôs a decisão CÓ~IT nO15: "base decálcwo do IPI na importação - os valores pàgos pelas concessionárias às deten.toras do uso da marca no país, em retribuição aos serviços de pesquisa mercadológica, treinamento de pessoal, divulgação, sustentação e representação da marca no país, não integram a base de cálculo do IPI nas importações realizadas pela importadora,' ainda.que as detentoras do'uso da marca no país tenham atuado como agente de compras das ~portadoras .." Por derradeiro, cumpre aSsinalar, que as decisões de órgãos .' superiores, por constituírem.manifestações formais do entendimento e orientação da . administração, devem ser observadas pelos órgãos subordinados, em homenagem a unifónnização de procedimentos e a segurança jurídica que devem presid,ir o relacionamento da administração pública com os contribUintes jurisdicionados. Finalmente opõe-se a recorrente a exigência do Imposto sobre '. Produtos Industrializados, argüindo que seu valor teria sido incluído nO'recolhini.ento ' pelo total do débito,. feito pela concessionária, ao comercializar o veículo com o consumidor. A arquitetura teórica da equação guarda coerência, mas. carece de .legitimidade e prova, em cada operação. . O IPI é imposto indireto, que embora lançado e recolhido pelo . contribuinte de direito, tem o seu ônus efetivo suportado pelo contrlbuinte ~e fato, no . caso, o consumidor. . O, imposto lançado e' recolhido por ocaslao do' desembaraço aduaneiro, tealmente constitui crédito do impo,rtador, que' se debitará pelo devido na venda do veículo. Nada autoriza desde logo, certificar que' se acrescido por ocasião do desembaraço, a operação de faturamento final, em conseqüência, não teria valor superior ao efetivamente realizado: '~, . Além disso, mesmo que recolhido na comercialização final, haveria encargos da mora, multaS, etc.,. pela intempestividade do devido no ato d01 desembaraço~ apenas recolhido na etapa final. I' 40 - I I I • .-. MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA .. ... RECURSONP Ac6RDÃON° 126.102 : .303-31.142 À míngua de prõvá sobre o valor devido em cada caso, a correção se faria, quando devida, mediante o pagamento pela llnportadora, que o utilizaria como crédito na escrita fiscal, para futurás operações. '" _" " . Face ao exposto, considerando que a prova pericial pode e deve ser indeferida, quando desnecessária à instrução do feito e ao processo de convicção para o julgamento; , , I Considerando que a revisão aduaneira é procedimento legalmente autorizado, enquanto. não ocorrer a decadência do direito da Fazenda Nac,ional para' o lançamento, cujo prazo é de 5 anos, na forma do disposto no artigo 173 do Código . Tributário Nacional; , , Considerando' que os valores pagos pelas concessionárias às detentoras do uSo da marca, por serviços prestados no país, após a nacionalização dos bens, não constituem ajustes ao val~r a~~eiro da mercadoria, para: cálculo dos tributos; . Considerando que o relacionamento contratual entre as empresas exportadora, importadora e. distribuidora dá marca, não caracterizou a vinculação preceituada no artigo 15, do Acordo de Valoração Aduaneira; , , Considerando que a prova produziClaao,longo de todo <> processado, não consegui1,l evidenciar a ocorrência de situações que autorizasse~ os ajustes . previstos no art .. 8° do' Acordo de Valoração Aduaneira e elidir a aceitabilidade do valor de transação nas operações efetuadas; . . Cons,iderando que ás decisões Cosit:- 14 e 15/97, examinándo! a matéria, repeliram a inclusão nó. valor aduaneiro dos produtos' impOrtados, as importâncias pagas no país pelas concessionárias às detentoras do uso da marca; Consid~rando tudo o mais que dos autos consta; Voto por dar provimento ao Recurso Voluntário, concluindo pela insubsistência da imputaç~o vestibular. ' I . , /' fevereiro de 2004.. ' B;;;o1- Rel~tor Designado Sala das Sessões, em 17 . I 41 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA •• I I .• -....•. o- -~. • .•. •I. /'" 'RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 VOTOVENCIDO. _ Para o deslinde da.lide, adoto os fundamentos do voto do ilustre Conselheiro, Dr. Luiz Sérgio Fonseca Soares, no julgamento do Processo _nO . I , 12466.000833/98-97 Recurso nO125.890, de-interesse da mesma empresa; e versando as mesmas questões, conforme está no Acórdão nO301-30.602. de 14 de abril de 2003, da douta Primeirà Câmara deste 'Terceiro Conselho de Contribuintes, e cujo voto transcrevo por seu inteiro téor: - "Apresentou o recorrente varias _preliminares. que serão, (e%aminadasno ordem de suo apresentação.' /' ,A primeiro dizr~peitod provo pericial C/tio indiferimento teria cerceado o direitó de difesa no entenderda recorrente, quepleiteia -seja decretado o nulidade do decisão recorrido. Ainda que houvesse o alegado prejuízo poro o difer'Z. não se co'!/iguraria o ntllidade do Acórdão de Primeiro /nstônci'Z no qual o pleito ./oi e%aminado e indiferido, justificadamente, podendo o /nstôncia revisora' apenas discordar desse entendimento e determinar o realização do perícia requerido. Nessa hipótese só se co'!/igura o nulidade se opleito não I é eXaminado ou seja indiferido sem justificativo. £m outro giro, o perícia requerido não diz respeito ti questões de./oto, mas resultaria num parecer de /urirconsl/lto sobre o mérito do e%igênciaflrcal e vincularia o decisão dos /ulgadores. o que réJ.ulta cloro do simples leilllro dos quesitos apresentados, nos quais o recorrentepede 00 perito que esclareço se os valores aduaneiros declarados /oram apurados em col{/ormidade'com o ar/. jOdoAcordo de fáloração Aduaneir'Z se hti vinculação entre as empresas envolvidas nas - importações objeto da OI/moção,'se o valor de transação éaceittivel e se esses volores atendem Os disposições contidas nas LJecisões COSO' 14 e 15, de 1.9.97, 'ous~~ sea e%igênciaflrcal deve ou ntio -ser mantida. 'Reje/~o, portanto, essa preliminar. por entendê-lo dispenstivele por versarsobre questões jurídicos. ' . Rcfle1i'0, ademais,' a preliminqr de nulidade por violação ao princiPio do devido processo legal 'eis que o apuração do valor aduaneiro 'seguiu os procedimentos previstos no Ac(}rdo de fáloração Aduaneiro e na legislação b;'asileira pertinente. .D/trante~ os procedimentos defiscalização, e%amlnou-se a JllÍlCIIlaçõoentre o eXportador e as empresas brasileiras envolvidas na operação de , 42 . - -, . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA ' -" " .. .~. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 importação. " .lJeu-se conhecimento doJ' procedimentos -Os interessados, propiciando-lhes ampla opOrltlnidade para apresentação ,de provas materiair e de esclarecimentos. não se co'!/igurando a alegada exigência de produção de prova negativo porque os .fiscaIS intimaram as interessadas a demonstrar - a inexirtência de vinCIIlação ~ se exirtente. que ela não influenciou . no preço de transação. Essa produção .de,pr.ovas lastreia-se no própno ar/. ./0 do Acordo, na respectiva Nota Intelpretaiiva e nos comenttÍrios a seu respeito ftitos pelo Comitê ricnico de Póloração, bem como' no ar/. 60 da .JA!SRF .1J)/J)4, Assinale-se. ainda. que o própria recorrente afirma haver' demonstrado a inexirtência da vinculação' e a aceitabilidade dos preços declarados. Finalmente. porque o valor de ,transação niJo./oi rdeitado pelos aulrlantes; apesar de assinalarem a existência de vinculação por associação legal em I/egócios. A diftrença de tributos./oi exigida nõo em decorrência da existência de vlnCIIlaçõo e de sua influência sobre opreço, mas porque o valor de transação declarado ./oisubmetido a ajuste previJ'to no ar/. 30 do Acordo. A terceiril preliminar refere-se ti decadência do direito de rever o valor aduaneiro, que a recorrente pretende exaurir-se no '.lo dia posterior ao término da co~rência aduaneira. co'!fõrme consta do ar/. -177 do lU Esse prózo nunca./oi obs/Óculo ti revisão' do lançamento e diz respeito apenas tifase de verificação imediata do valor aduaneiro, co'!fõrme consta do ar/. 20 da IH SRF .1J)/J)4, A revisão aduaneira esttÍprevista no ar/. ./3dessa ./H e no ar/. .l-I do .lJecreto-lei .17/66. Ademais. com a alteraçõo da redação do ar/. .lO do LJecreto-lei .17/f4 pelo .lJecreto-lei 2.-172/33, deIXou de existir (lualquer pndamento legal para essa alegação,. pois o Indigitado prazo de cinco dias não consta mais do texto desse ar(lgo. A quarta preliol/nar diz respeito ti alegada impossibilidade de reviJ'ão de lançamento por' erro de direito. A matéria é' controvertida na doutrina brasileira. sendo contrtÍnos ti tese da recorrente o mestre Altomar .Baleeiro, cuja opinião ./oi niaR,tida na' edição revista e anotada por Mizabel.lJerzl; de autoridade Incontes/Óvel, e Hugo di! Brito Machado. Contrariamente ao que alega ,a recorrente. essas. opiniões esiõo atualtzadíssilllos, especialmente no que diZ respeito aos lançamentos relativos a' valor adUaneiro,,'por serem absolutamente coerentes, com iJ legiSlaçõo~,. Internacional e brasileira a respeito de seu exame e aceitação. Os precedenteJ dessa Câmara são no sentido da legalt'dade da revisõo, , . . ' c ' , I .' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA - " . , ~ " RECURSO N° , ACÓRDÃO N° , ' 126.102 303-31.142 ~ ! , , , I " contestodo. .É inodmissível, diollte do princljJio do legolidode, pretende;-sea monlltenção de 11m lonçomento contrário ti lei somente porqlle o mercodorio fti liberodo no A!fiíndego, hovendo . previsão legol apresso poro' o revisão do despocho odllon.eiro e do volor odlloneiro declorado, A ngor, não sepoderio nem mesmo.~ ./Olor em relllsão de lonçomei/to 110$cosas de despachos nos qllois os volores odlloneiros aindo não tenhom sido ao/eto de exame pelo Adllono. .H~elí'~portonto. essopreliminor. ~ A decisão qllonto 00 mérlí'o depende, iniciolmeníe, 1ft!, ver(/icoção 'do reol porticljJoção dos intervementes' nos óperoções de' importoção oo/eto do talgêncio.fiscal, clljo vértice éo Milsllbishi do Jopão ~'l.yllbimi Motor Co.) exportadoro dos veíclllos olltomotores em qllestão, /. A recorrente, CO.hV£f."' o) é empreso Fllndopeono. tendo beneftcios relotivos 00 ICNS,' 'b) promoveu' os despochos de imp0r/oção dos veíctilos, \ no ,condição de intermediário. por conto e ordem do MNC Alltomotores do .Brosil, e emitiono/oS fiscois de vendo, em seu próprio nome, poro os ~oncessionários vinCIIlodos ti ..MMC sendo qlle o MNC tinha, poder de inondo 110operoção.' o transoção de./Oto ero entre o AtNC .Brosil e o Nilsllbishi do Jopão,' o NNC e/eIllOVOospogomentos e repossovo os cortos de crédlí'o 00 taporttldor, como comprovo o contri!to com os r~vendedores dos veíC/llos,' . ,,c) opr~ço consktnti! de SilOSnoios .fiscoiS poro os concessionári(lS correspondla 00 preço de oqllisiçõo dos veíclllos, acrescido de porcelo destinodo ti NNe do .Brosil, correspondente o 11m percentllol do volor do' veíclllo.talgidiJ. pelo' "olltorizoçõo pelo lISO de morco '; ,tendo' como porômetro '{/listo de preços do ./Obriconte estrongeiro. /. oNNC Alltom%res do .Brosil £/do.: o) , é detentora do direito de lISOdo morco Nitsllbishi no .Brosil, sem tac!lISiv.idode, tendo controto de t/.iSifiblliçõo no .Brosil, 'send(J responsável pelo divlllgoção, de SetlSprodlltos, em decorrêncio do . 'l"e cria e IntZlftémrede de eonc=iondn"os. receóeJrd()remUJ1em""J . pe/fJS sen: ' {:t1s de ~tZrtZIft: treinamento. assIStência técnica ~tc.; .Lf . ., ..'..: '-."". MINISTÉRIO riA FAZENDA I . TERCEI,RO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . ••• ....- RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.14i,- / .. ó)' o codo impor/oção, efetuodo opedido de um concessionário de suo red~ tem direito o remuneroÇlio proporcionol 00 preço do veículo imp0r/odo, coórodo pelo IIcenço deUI'o do marco Miúuóishi . . epelo prestoção de serviços.~ . c) é interveniente nos con/rotos entre o COIJI££F e os concessionários.' ti) pedia o emissão do 6£ determino como seriam introduzidos os veículos no Br4S'ii tendo poder de mondo no operação, efetuando os pagamentos erepossando os cor/os de crédito 00 expor/odor. . , É{mpor/ante, tombém, esclarecer os reois motivos do ou/uoção, que não decorreu 0'0 v/nculoção entre os interessados e o expOr/odor estrangeiro e de suo in.fluêncio soóre o preço de tronsoção, do que poderio resultor' o nyeiçt10 do valor de tronsoção do produto impor/odo, o que não ocorreu neste processo. ,O valor de transação declarado foi mantid~ efetuando-se openos'o o.iUI'teprevisto no £Ir(. 3° do 4cordo de J'óloroção Aduoneiro. Àproliridod~ dos outuontes no redoção do Auto de I'!froção, mencionondo o quepoderio ter sido dlgido, mos não o foi. propkiou o trazido poro o feito de controvérsios oósolutomente irrelevontes poro o solução do IIo~ tais como o existência do vinculação e os LJecÍJões COSII: Como . , "'. foi óem_ossinalodo no decisão recorrloo ~ ó(}.J) '~..o reol motivo' do lonçomento foi devido ti constatação, pelo fiscollzoção, hover sempre porcelo - ocrescloo 00 produto nocionollzado - destinado ti .MjyC AlITOMOTOMS LJOB/USI£ £TLJA., no revendo efetuado pelo impQr/odora às concessionórios. "Hão se troto de inovoção ou de supressão de um dos ftndomentos do autudçtfo, eis que essa .circunstância consto expressamente do Auto de I'!fração. LJeve, ossim, o disCussão centrar-se no procedência ou não do mencionodo ojuste. , Hó, aqui. outro equívoco do recorrente, 00 discuti-lo como se foro comissão pre.vista' no or(. 3~ inciso £. olíneo '(I" e objeto dos mencionodos decisões COSII: Ainda que oflsse, o ojuste deverio ser feito, eis que o o/uaçãp' do MMC não corresponde ti de um .agente de compras, pois não atuo no interesse dos concessionárias, mos ti de um agente de vendas, sendo suo atuação primordialmente feito em óenijicio do exportador. estrangeiro, constituindo suo remuneração, o percentual soóre opreço dos veÍCulos exponqdos .poro o Brosii uma condição de vendo. Esclareceu oprópn'o .AmC que cobrova dos revendedorer. até maio de .IJJ.9.f, quantiàJ' qite I 45 , , . /. • ' •. 1 • .J - -I'.. '~-"....• '. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA . - .. • ••.. e. RECURSO N° ACÓRDÃO N° 126.102 303-31.142 correYpondiom. olém dos decorrenteY dos serviços, o ./()% do volor. C/F de codo veíCIIloo tíllllo de "direito do uso. de morco " e outro de 7%o tíllllo de constitulçõo de 11mftndo poro compensoçõo dos vodoçõeY combiois. percenlllol qlle ero colCIIlodo sobre os voloreY de cadoveíCIIlo . .lJeveno. ossim. ser odiCionodo 00 volor odlloneir~ por se enqllodror no or/. 3~ inciso £'olíneo ',1';.c/c or/. ./~ c do Acord~ correYpondendo o reYllltodo de revendo, sllbseqüente dos lI!ercododos .importodos, qlle reverte direto 011indiretom.ente 00 erportodor 011oos direitos de licenço,'previstos no or/. 3~IÍlciso'£ olíneo 'c'~ Yeri/ico-se qlle os odqllirenteY dos veíCIIlos devem pogor ti CO~ olém do volor normol do tronsoçõo comercio!. 11mpercentuol sobre o volor d~se ./oturomento do prodllt~ o ser repossodo ti NNe: volor eYte que reverte- IÍldiretomente 00 vendedor e eYtti relocionodo com o morco. Os ojustes; por suo vez; nõo decorrem depreYunçõ~ como pretende .tirecorrente. tendo sido cloromente demohStrodo o SilObose/ego!. e ./orom colCIIlodos com ~ose em' elementos .fbmecidos pelos IÍltereYsodos, Cl(/OsponderoçõeY ./orom. oceitos. Adot~ o eYse reYpeit~ os rozõeY constonteY do decisõo recorrido, constonteY de 7Js. ó./4 o ó./ó, qlle leio em seYSõ~ deYtocondo:./orom colcillodos._' conforme oSplonilhos deflr.377 o jJ)1. 42tf e 434,,433, -14./e 4ft}, reYlI/todo do erome dos' dOCllmentOs relotivos Os operoçõeY de importóçõo e dos reYpostoS e erplicoçõeY dodoS pelos /ÍltereYsodos,. '/Orom colocodos todos os voloreY em l/F.1R mensol (Jl/gente no época). feitos os dedllçõeY e ochodo o volor médio de /3, 44%" (Jl tf./.f). A metodologio tio CÓ/CIIloconsto do item J) do .1ntimoçõo ()fJ)/J)7,troliscnlo tifl tf./.f. . , - Folto,finolmente. ftndomentolegol ti afirmoçõo de qlle o erlgéncio do IP/violo oprinclj.Jio donõo clIHrultitividode.pois o erigêncio do tliftrenço deYte imposto decorre do eqlli)Joroçõoo recorrente o. eYtobelecimento industdol e eYtti lostreodo n.os or/. 4ó e f./do Cm or/. J)Ddo £ei 4. f()2/tf4 e or/. J)~/ÍlciJ:ó./d(JR./P.1/32. Nego provimento 00 recurso '~ ...•'".... Pelas mesmas razões, voto, neste processo, para negar provimento ao recurso voluntáiio. . .. Sala das Sessões, em 17de fevereiro de 2004 A COSTA - .conselheiro ,46 J. ..~ 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011 00000012 00000013 00000014 00000015 00000016 00000017 00000018 00000019 00000020 00000021 00000022 00000023 00000024 00000025 00000026 00000027 00000028 00000029 00000030 00000031 00000032 00000033 00000034 00000035 00000036 00000037 00000038 00000039 00000040 00000041 00000042 00000043 00000044 00000045 00000046
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