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Numero do processo: 18471.001725/2005-57
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IRPJ E CSLL — COMPROVAÇÃO DE DESPESAS São dedutíveis as despesas incorridas para a realização das atividades da empresa.
Numero da decisão: 1102-000.210
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: João Carlos de Lima Junior
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MINISTÉRIO DA FAZENDA * Z CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 18471,001725/2005-57 Recurso n" 174A30 De Oficio Acórdão n" 1102-00.210 — i a Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 20 de maio de 2010 Matéria IRPJ Recorrente 6" TURMA DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ Interessado Integrar Comercio e Serviços LTDA IRPJ E CSLL — COMPROVAÇÃO DE DESPESAS São dedutiveis as despesas incorridas para a realização das atividades da empresa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , IVKE/MAL,,,QUIAS -BES •A MONTEIRO - Presidente, JOÃO CARLO DE ,IMA JUNIOR - Relator. EDITADO EM Q es-r Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), João Otávio Opperman Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barreto, José Sérgio Gomes (Suplente Convocado), e Manoel Mota Fonseca (Suplente Convocado), Processo n" 18471.001725/2005-57 SI-C1-12 Acórdão n." 1102-00210 F1 2 Relatório Trata-se de Autos de Infração lavrados com o fito de constituir crédito tributário de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido — CSLL, relativos ao ano-calendário de 2002, exercício de 2003, nos valores de R$ 1.204,703,60 (um milhão, duzentos e quatro mil, setecentos e três reais e sessenta centavos) e R$ 453.050,34 (quatrocentos e cinquenta e três mil, cinquenta reais e trinta e quatro centavos), respectivamente, incluídos a multa no importe de 75% e os juros de mora. Conforme se denota do procedimento fiscal, os autos de infração derivaram da não comprovação de efetiva prestação de serviços pela empresa White Martins Gases Industriais S.A., cujos custos foram deduzidos pela contribuinte quando do recolhimento do IRPJ e CSLL. Para chegar a tal conclusão a Receita Federal lavrou Termos de Intimação Fiscal objetivando a apresentação de contrato de prestação de serviço, notas fiscais originais, pagamentos e outros documentos, além da comprovação da efetiva prestação do serviço de solda, com o prazo de 05 (cinco) dias úteis para cumprimento. Em resposta ao referido Termo, a contribuinte apresentou as notas fiscais e, com relação aos demais documentos solicitou prorrogação de prazo por 20 dias, o que não foi concedido, tendo o Fisco procedido ao lançamento dos valores No devido prazo legal a empresa apresentou impugnação nos seguintes termos: - alegou, preliminarmente, a nulidade do auto pela não descrição e fundamentação das razões pelas quais foi desconsiderada a prestação de serviços; - explicou, no mérito, que com relação às intimações efetuadas, apresentou as notas fiscais exigidas e, requereu prazo para providenciar o restante da documentação solicitada por se encontrarem em arquivo em empresa terceirizada; - afirmou, ainda no mérito, que o fiscal partiu da premissa equivocada de que não houve negócio jurídico e ultrapassou sua competência legal quando desconsiderou os documentos fiscais que comprovaram a prestação dos serviços; - juntou à impugnação nova documentação, dentre as quais, o Contrato de Prestação dos serviços em tela, firmado com a empresa Mauá Jurong S.A.; - requereu, por fim, que fosse julgado improcedente o lançamento. Em análise ao procedimento fiscal e à impugnação da contribuinte, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro / RJ decidiu pela improcedência dos autos de infração lavrados, por entender que o estorno dos valores referentes aos serviços decorreu da falta de comprovação da efetiva prestação destes, embora seus custos tenham sido 'erfeitamente demonstrados pelas notas fiscais juntadas. Processo n" 18471.001725/2005-57 SI-CIT2 Acórdão ri" 1102-00.210 El 3 Sendo assim, a comprovação da efetiva prestação dos serviços dependeria de visitas ao local, apresentação de fotos ou até mesmo de filmes, por se tratarem de trabalhos com soldas (não aparentes), e não há nos autos nem mesmo menção de que o autuante tenha assim procedido Assim, julgados improcedentes os autos de infração, recorreu de oficio a Receita Federal. É o relatório. .•• 3 Processo n" 18471 001725/2005-57 5 I-CLI2 Acórdão n." 1102-00.210 Fl 4 Voto Conforme salientado, os autos de infração derivaram da falta de comprovação da prestação dos serviços que motivaram dedução dos custos do IRPJ e CS LL, Dos documentos acostados aos autos, bem como Contrato de Prestação de Serviços e Notas Fiscais, se extrai que a contribuinte firmou contrato com a empresa Mauá Jurong S,A com o objeto da realização de "serviços de corte e solda de "spools" destinados a redes de tubulação". Ocorre que, para cumprir com a obrigação assumida, a contribuinte convencionou com a empresa White Martins para que esta realizasse os serviços de solda,. Realizados os serviços, a prestadora White Martins emitiu as competentes notas fiscais, incluindo no corpo delas a seguinte informação: "SERVIÇOS MAUA JURONG". Todavia, os autos de infração foram lavrados porque embora as referidas notas fiscais tenham sido apresentadas em resposta ao Termo de Intimação Fiscal, o Contrato de Prestação de Serviços somente foi juntado aos autos no momento da impugnação. Entretanto, da análise do contrato e das notas fiscais apresentadas resta perfeitamente comprovada a prestação dos serviços, não havendo que se questionar a efetividade destes. Até porque, em querendo desconsiderar o fiscal a documentação apresentada, deveria o mesmo pelo menos ter procedido à visitação do local, extração de fotos, realização de filmagem, dentre outros atos capazes de demonstrar a inocorrência efetiva dos serviços, o que, pelo que consta dos autos, não foi feito em momento algum. Dessa forma, pelos suficientes documentos acostados, concluo pela ocorrência da prestação dos serviços, justificando-se, assim, as deduções efetuadas no IRRI e CSLL, Isto posto, nego provimento ao rec uso de oficio. É como voto, JOÃO CARLOS E L A JUNIOR 4 Processo o" 18471.001725/2005-57 SI-C1T2 Acórdão o" 1102-00.210 Fl 5 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3 0 , do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Podaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009.. Brasília, JOSÉ ANTONIO DA SILVA Chefe de Equipe da 1' Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais-ME Ciência Data: Nome: .• Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração; [ 5
score : 1.0
Numero do processo: 10840.002646/2001-82
Data da sessão: Thu Jul 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do tato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/1998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002
PIS BASE DE CALCULO ICMS MATÉRIA CONSTITUCIONAL COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA
O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitueionalidade de legislação tributária.
Normas Gerais de Direito Trihutário
Data do fato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/1998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002
JUROS DE MORA. TAXA SELIC MATÉRIA SUMULADA
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para corn a União decorrentes de tributos e contribuições adminishados pela Secretati a da Receita Federal do Brasil com base na taxa relérencial do Sistema Especial de Liquidaçáo e Custódia Sebe para títulos federais.
PIS SÉMESTRALIDADE. INDÉBITOS. COMPENSAÇÃO EFETIVAÇÃO DEMONSTRAÇÃO
A compensaçáo entre tributos da mesma espécie e destinação constitucional previsto na Lei nº 8.383, de 1991, art. 66, era efetuada pelo contribuinte em
sua escrituração, não bastando, para tomar insubsistente o lançamento, a alegação da existência em tese de indébito.
Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/ 998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002,
31/03/2002, 30/04/2002, 30/06/2002
EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO E VALORES RECOLHIDOS. PROVA. DILIGÊNCIA. NÃO CONSTATAÇÃO DAS ALEGAÇÕES
As matérias alegadas na impugnacao e recurso devem ser demonstradas pelo contribuinte. Realizada diligência e não confirmadas as alegações, mantém-se o lançamento.
BASE DE CÁLCULO. LEI Nº 9.718, DE 1998. RECEITAS FINANCEIRAS
A ampliação do conceito de faturamento as demais receitas pela Lei nº 9.718, de 1998, é inconstitucional, segundo decisão definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3302-00.458
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, par unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: José Antonio Francisco
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materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do tato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/1998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002 PIS BASE DE CALCULO ICMS MATÉRIA CONSTITUCIONAL COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitueionalidade de legislação tributária. Normas Gerais de Direito Trihutário Data do fato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/1998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002 JUROS DE MORA. TAXA SELIC MATÉRIA SUMULADA É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para corn a União decorrentes de tributos e contribuições adminishados pela Secretati a da Receita Federal do Brasil com base na taxa relérencial do Sistema Especial de Liquidaçáo e Custódia Sebe para títulos federais. PIS SÉMESTRALIDADE. INDÉBITOS. COMPENSAÇÃO EFETIVAÇÃO DEMONSTRAÇÃO A compensaçáo entre tributos da mesma espécie e destinação constitucional previsto na Lei nº 8.383, de 1991, art. 66, era efetuada pelo contribuinte em sua escrituração, não bastando, para tomar insubsistente o lançamento, a alegação da existência em tese de indébito. Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/ 998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/2002, 30/06/2002 EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO E VALORES RECOLHIDOS. PROVA. DILIGÊNCIA. NÃO CONSTATAÇÃO DAS ALEGAÇÕES As matérias alegadas na impugnacao e recurso devem ser demonstradas pelo contribuinte. Realizada diligência e não confirmadas as alegações, mantém-se o lançamento. BASE DE CÁLCULO. LEI Nº 9.718, DE 1998. RECEITAS FINANCEIRAS A ampliação do conceito de faturamento as demais receitas pela Lei nº 9.718, de 1998, é inconstitucional, segundo decisão definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Recurso voluntário provido em parte.
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Recorrida I.A .ZENDA NACIONAL ASSUNIO: PROCESS() ADMIN IS RA I -. I VO FISCAL Data do tato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 31/10/1998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 3 I /10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002 PIS BASE DE CALCULO 1CMS MA1 ER1A CONS 11 . 111CIONAL COMPETÊNCIA ADMINTSIRAll VA 0 Segundo Conselho de Comribuintes nau é competente para se prominciar sobre a inconstitueionalidade de legislaç'ao tributúria. Assunto: Normas Gerais de Direito Trihutário Data do fato gerador: 31/03/1997, 30/06/1997, 31/08/1997, 3 I /Oil /1998, 31/08/199 8 , 3 I /10/1998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 31/03/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002 JUROS Dk MORA. TAXA SELIC MATERIA SUMULA DA É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para corn a Unirlo decorrentes de tributos e contribuições adminishados pela Secretati a da Receita lederal do Brasil coin base na taxa relérencial do Sistema Especial de Liquidaçáo e Custódia Sebe para títulos Federais PIS SÉMESTRALIDADE. INDÉBITOS. COMPENSAÇÃO DEMONSTRAÇÃO A compensaçáo entre tributos da mesma espécie e destinaçáo constitucional previsto na Lei n 8 383, de 1991, art. 66, era efetuada pelo contribuinte em sua eseriturae5o, rtio bastando, para. tomar insubsistente O ançamento, alegaçáo da existência cm tese de ind6bi to. Assunto: Conti ibuieáo pala o fS/Pasep Data do fato gerador: .31/03/1997, 30/06/1997, .31/08/1997, 31/01/1998, 31/08/1998, 3 I /10/ 998, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/ I 999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, .31/10/1999, 30/1.1./1999, 31/12/ I 999, .31/01/2000, .31/0.3/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, .31/08/2000, 30/09/2000, .31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000, 31/01/2002, 28/02/2002, 31/03/2002, 30/04/20002, 30/06/2002 IACI.J_ISOES DA BASF D14, CALCUTO E VALORES RECOLEID(..)S. PROVA. D111(iNCIA. NÃO CONSTATAÇÃO DAS AI EGAÇOES As mareri as alegadas na impugnacao e recurso devem ser demonstradas pelo contribuinte Realizada diligência e nao confirmadas as aleg,acoes, mantém-se o lançamento BASE DE C.kT.C1.1LO. 1,1J1 N" 9 718, DE 1998 RE.CE1 •1 AS FINANCEIRAS A amplia.çâo do conceito de taturamento as demais receitas pel a Lei n" 9 718, de 1998, 6 inconstitucional, segundo decisáo definitivo do Plena rio do Supremo Tribunal Federal. Recurso voluntário provi do em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, par unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Walber da Silva - Psideiite /r ( Jose jagco- Relator EDITADO FIVI: 26/07/2010 Pai ticiparam do presente ¡ulgamento os Conselheiros Walbei Jose da Silva (Presidente), José, Antonio Francisco (Relator), Fabiola Çassiano Ket am idas, I Aris L dual do CT Barbieri, Alexanche Comes e Gileno Gorj5o Barreto Relatório Tinta -se de retorno de diligência aprovada pela Resoluedo n 201-00 784 ( lis 366 a 371), de I Ode outubro de 2008, da anliga la Cámat a do 2" Conselho de Conti ibuintes, cujo relatório foi 0 seguinte: .Trala-c.: de 1. iaso vohnitriilo Ws. 327 a 353) api. ey?ntado OnI de dezembro de 2005 conna o .,1e(jrdrio n" 8 597, de 14 de fu/ho de 2005, da 11)1?,1 RIRE11?„40 PRF,TO/ST Ws 306 a 317), do Trial tornou eincia a Intel 0%Aada em 9 de novembro de 2005 0 11140, Procvsso 0 $40 002046/200 -8 2 S3-C31 2 Acc:m -crio n. "3302 -00.458 relativamente a auto de infraçao de PL.S' dos per iodos de março, junho, agosto de 1997, janeiro, (.180.sto, outubro de 1998, fevereiro a dezembro de 1999, janeiro, março, junho a dezembro de 2000, »mein) a abril e julho de 2002, consider:in! procedentc o lançamento A ementa do acórdâo de primeira instancia foi a seguinte: -Assurao Processo Administrativo Fiyeal "Per iodo de (rpm açao 30/06/2000 a 31/08/2000 "Ementa DOCUMENTOS APRESENTADOS APÓS O PRAZO DE /1.12RESENTA(!ÃO DA liVIPUGN,4(!,,i0 "Documentos apt escutados após a impirl4naVio iiao produzem eferlos, salvo se deMonStrada que a impos.stbilidade rio acompanhamento da impugnaçao Ne LIC11 p01 11101±120,.; de marov On se Ill Irani a .fatos • off dfreilOS Super venientc on se destinam a contrapor fulos ou razões posterior mente trazidas aos autos. "A s stint() Nor mas Gerais de Direito Tributar lo "Ano-calendario 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 "Ernint a PAGA 114 E NTO P411(.1,41 ANTES DO PROCEDIMENTO FISCAL - Comprovado O pagamento d.e parcela do tributo, ocorr ido cm data anterior ao inicio agao flseal. Labe a deelaraçao de insubsist&icia da el- ig,encia no montante ja adimphdo "AKITA DE OFÍCIO NATUREZA (!ONELS"CATORIA SUBSTIPUICJO I'LL° PERCENTUAL MULL'! OE MORA EM »ACE 1)E REGULAR CON.T4BILIDADE E .INEXISSI6VCIA DE CONDUTA DOLOSA OU PRAUDULEN7:4 "O pei eel-rural de imilta de 75% previsto pelo (1/ligo 44, 1, da Lei n" 9 430, de 1996, esta em razao de olensa a legislayao tributaria, apurada em regular procedimento fiscal, .sujeitando- se, inclusive, ao agravamento quando observado o dolt) ou a Irtmdc, enquanto a denominada multa de mom diz respeito (to mero inadimplemento da obrigacao nibutaria, espontaneamente I; uzida clo c.'onhecnlicitto do sujeito ativo A vedaçqo ao con/isco pela ( -Arnstiluiçao Federal c,"! dirigida 00 legislador, cabendo autoridade administrativa °perms aplicar a multa nos mnolde da 1.0:,,risla(iio que a instiluitt -JUROS DL' MORA /AAA SELIC "0 pagamento do tributo após a data do vencimento implica na evigencia de juros morettórios que, nos termos da legislat,,ao ern vigor, serito equivalentes ó tax(' 14,1 erencial mio Sistema Especial de Liquida0o e de Custódia - SELIC par a titulos federats, mensalmente -As.sunto Comribukiio para o PLYPowp 3 "Ano-ealendririo. 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 "Ernenta . PIS. ESCRITURA00 CONTei RI REGIME DE COA4PkTIN(...7.4. Ii 1L D.L; CriLCLILO. It MS /11:11z,RtICÕES .INTRODUZIDAS PELI 1,E1 N" 9.718, DE 1998. CONSMUCIOArALIDADE. "Pot- . força tepirne de compeleneia previsto na legislar,:!ão contábil e fiscal o i CC-(11111eCillWilt0 daN receitas (1(12C NO (far nos mews do fUlwarnento, ao invês da época fauna em que feria havido as entir.nrs. das inr:..tcadorias "0 imposto de competência dos Es/ia/os (lenominado 1(.118` integra o pi eço da me; eadoria C. C0iFW 1111, O fir' ftraMCntO, ("Cit.() COMO base de calculo da conitilnfi(ão para financiamento semi idark inski ncia r fill ;710-Wiwi n( 1 0 possui competil1/2(.!ia pura se mal/es/ar .sohre a conriinicionalidade das leis "tançamento pi ocedente em parte" O auto de infração foi lavrado can 25 de setembro de 2001 e, segundo o lei mo de 11 4, aid marlin .° de 1908 fin am airinadas pequenar dihinenças em relação aos valor es declarados pela inter .errada A partir de levcreito de 1999, OpliFdrail7-Ne fi Te11“IN maiores, ioreN, em face da tocai; eta apuracdo pela inter essada das demais da empr era Os valores apurados pela fiscalização clef- it am-se a "rendimentos aplicaçães de liquidez imediato", "juror afivos", "descontos ohtidos -, "rendimentos de aplicações financeiras", "voria(do moneli "descontos .finane fr.)] necedores - , 'juros tecehidar de cherries em anaso-, "minas rendas diversas", "juros aphca<ites "¡tiros dr. cherries -, "out; as lecoiras fiiMaleeirtIS", "valores não reclamados levados a receita", "varia(ão rambial ativa iic ates 1)1 1. ex-Arlin da atituaçdo o valor eomprovadamenie pa!_o de k$ 1,30 relativamente ao period° de al,,tosto de 1.007 No recurso, a interessada alegou que o au), dão de primeira lust/111(.1a- seria nulo, em razão de não haver aprerfirdo as alegfkrTres de inconslitucionalidade de lei, citando voto prole; ido 110 AerSrelão n" 108-01 182, da 8" Camara do 1" Conselho de Contribuintes, *Mao da doutrina d1 entendimento do Supremo Tribunal .Fede; at a respeito nulidade do alo inconslitucional Ademais, a decisão ainela serra nub por hervet eel ceado sua defesa, ao de/vau de apteciar documento e (IlegaÇ 5.CS aprc";;eilielda 'N 7)0510 10i IT/Cilte Em fettled() ao mérito, iiiçaoi.i (fire a derjsão desconsidelou pagamento efiquado apr5s. o inicio da fiscalf7açdo. Segundo a inter escuda, runboi a não tenha havido espontaneidade, o wr/or do pr lido sei ia devido, run face i/o hoce:-.:so 0 10340 002636/2001-32 83-( :3 1 2 Acórd3o " .3302-00.458 01 3 Acicmais, nos periodos de e maio de 2000, teria havido recoMimenio a maior do PIS, em face da inelusao indcvida no sua base de aikido dc "receitas decorrenies de laturamento antecipado" A re,speita da matéria, citou entendimento dos Acardaos n" 101-71.908 c 10.3-05 726 do 1" Cons•elho de Contribuintes. Passou a tratar do ailment() da base de calculo do PIS ejétuailo pela Lei n" 9..718, dc 1998, que seria ineonstitucional cm firce de so tratar de -nova Lome de custeio .yegur idade .social " . natou, ainda, da nao cumulatividade do PIS, alegando que a base de calculo .seria a do sexto más anterior ao da ocorrencia do fato gerador; nos termos da Lei Complemental- 71 7, de 1970, art Ademais, o 1CMS deveria yer• excluído da bas e de calculi), cm razao flax) e (Tatai . de reeeila pr.ópria. Por alegou que a taxa nao poderia ser utilizada como taxa de juros de mora, por ter natureza reinuneratOr ia, 0 (plc a multa aplicada seria conllscatória, o que nao set' la admitido pela Constituiçao A tesoluei.lo foi aprovada nos seguintes termos: Desta for ma, á prod so vet pimeirament•e, houve a refer ida compens•acao contabil liscalizacao devera conk, ir a (ioeumentaçao juntada aos autos 1)010 interessada, verif/car se alegadas compensac6cs joiairi efetuadas contabilmente, dentro do prazo de vein:anent() das contribuições e requerer a demonstracao dos ca/cu/os efiarrados pela inter essada em rela (ao à apuraçao c à atualizacao dos a 1 egados indáintos Alein disso, det. ,era apurar OSvalows devidos do acordo corn a seme.stralidade da base de calculo da contribuicao e, cons•idcrando a totalidade dos -valor es ro...!idliidos„ apurar Os suldos devidos mensal/nerve ii pós a lawatura relatório da diligencia, que devera contei • as (:onclusOes, a inlet ewl(hr devera ser cientilicada da apurayio e do relatório, venda tnani/o star-se, se quiser no prazo dc Uinta dias. A dilig6neia iniciou-se pela intimayao da Interessada (fls.. 37 4 e 375), tendo a Fiscalizaeao lavrado o relatório de tis. 377 a 379, cujo teor foi o seguinte: a) os valores constantc,s da planilha de .f Is 202, a titulo de "Base de Cálculo do PIS e POg I de 3 Colitis.- A' L4.1 .," vamente aoN mcses de ai» d/2000 (R$ 925.031,8 e maio de2000( 1 .885 109,90, correspondem aos montantes reais do recede., bruta apurada em .SCHS assentamentos contábeis con/Or-me labclas abaixo • 01)\ /.)) Em elecOi rc cva, não foi levado a efeito polo pessoa jut idica, qualquer Cs tor no (.1c!. valores (ontabilizado.s et)) St?a,S contas receinr, tuna vez rpfc confi)rme demonstrado Mio ocorrer am lancamentos indevidos conforme enumerado proposio pe(ef recursal, C) Coe/o ics C COO stain pelo Auto de Infração de 03/06 o lançamento fiscal não qualquer pat cela 1108 pci iodos de abril e maio de 2000, razão petit qual,r0o170(IC ser promovida (r exclusão de parcelas que não integruni a base de crilculo evivencia liibutril ia levada a efeito pelo autuante Não foi p0Sq".1 ,C1 estabelecer qualquer relação entre os montantes i ceolhielos alegados pela empresa e as nours fiscais (le "venda Rua entrega »mu a" cujas cópias fin am amnyulas ao 121 oc es.S0, uma re:7 clue setts montantes ¡Oro Correv)0M7Cal 00.s elL,Ticlov rah» es c hem como ci maioria delas tantl6i não constant coin() interaritcs das bases de ccilculo dos respc,.etivos periodos de apura(qo para que sofressem qualquer exclusão, Não loran) identificados na escrituração contai/ da pessoa jurídica, lançamentos de "compensação - dos vahnas constantes a titulo de 'Dire, ença Compensada" de R$ 3 890,01 e RS 17 953,91 respectivamente Has rubricas de PIS e do COFINS, que scgundo rr teriam sido levados a eleito nos meses de janho, julho e agosto de 2002 Intimada do resultado da diligência 38I e verso), a Interessada não se manifestou É o relatório. Voto Consel heir() losé Antonio Francisco, Relator (7) recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidadc, dele devendo-se tomar conheejrnento Inicialmente, esclareça-se que não ha nulidade no acórdao de prin.-16.ra instancia. 0 au 62 do Regimento Interno do Carl ., anexo II da Pot latia MF II" 256, de 2009, determina o seguinte: Art. 62 Fica 1)(..dado aos membtos claç turmas dc. julgamento do alastar a aplicação on deixar de observam tratado, acordo interiumional, leu ou decreto, sob fwidaMCHIO de inconslitucionalidadc Paihvalb uuitic o. 0 &spasm no copal não se ciplica aos casos de ti atado, acol do ilaCi nacional, ou ato 1101 incuti 10 I'IOLLSO ii I 0840 00?.61612001,52 S3-C3 12 Aeúl di k ■ n 033(1200438 11 4 1 - LjHc ja tenha sido declarado incorkstitucional p01 decisao plena; ia delinitiva do Supiemo PrcYleral,. ou 11- clue fundamente c ..Tédito tributário ()Net() de a) dispensa legal de constituietio ou de ato deelatatório do Proeurador-Geral da Pazenda Nacional, na forma dos ar ts. 18 e 19 da Lei a"10.522, de 19 de julho de 2002; stimula da Advocacia-Geral da Unido, mi forma do art 43 da Lei Complementat n" 73, de 1993: ou ej par ecer do Advogado-Geral da Unil:io aptomd° pelo Presidente da Rcptiblica, na forma do art 40 da .fei Complementar n" 73, de 1993 LI a Súmula a." 2 do Cart dispõe que '`O CARP" ado e competent( pal a se 0711,1111 0l T e a inewLstiarcionalidade dc lei tributátio Assim, anteriormente à manilestação definitiva do S11., não seria possível apreciar adni inistr ativamente a matéria. Portanto, improcedem as alegações Da mesma forma, ern relação aos documentos eventualmente apresentados apos a impugnação, sua juntada seria permitida, desde que obedecidas as condições do art 16, .);5", do Decreto n . 70.235, de 1972, corn a redação dada pela Lei n, 9.532, de 1997. Ademais, conforme ressaltou o acórdão de primeira instancia, "nada lid demonstrado quanto aos eventuais motivos a justificar a não apresentação no prazo recursal." Por -fim, como se vera adiante, as alegações a respeito das vendas para entrega futura não restaram coinprovadas„ Conforme esclarecido na diligência, não -thram con firmadas as alegações da Interessada ern relação lis compensações contábeis, ii apuração a maior em..lace de laturamento antecipado ou cm relação a qualquer outro estorno ou ajuste que deveria ter sido efetuado em. decorrência de erro na apuração da base de cálculo ou da in.constitucionalidade parcial da Lei n. 9.718, de 1998. Constatou-se, ainda, que várias contestações apresentadas reteriizarn-se per iodos não abrangidos pela autuação Ademais, a titulo de esclarecimento, em relação ao taturamento antecipado, segundo o entendimento da interessada, poder-se-ia considerar que a contribuição seria devida sobre a receita apurada de acordo coin as normas contábeis, o que poderia °coffer seguirdo regime de competC,..hcia ou de caixa. 0 regime de competência é a regra e, nesse regime, as receitas seriam escrituradas de acordo com a realização, nos termos dos Acórdãos 11. 107-09 143 e 108-06.388 do 1" Conselho dc Contribuintes. 'Ens conclusões aplicam-se ao imposto de renda. Entretanto, o entendimento do 2' Conselho de Contribuintes tem sido o de tratar a questão como de venda para entrega futura, conforme Acordaos rt. 203-11 346 203- .11.360 e 202-15.645, o que torna a questao também improcedente em relação ao direito. No tocante, aos pagamentos efetuados após o Micro da ação ohviamente devem set considerados naapuração do saldo devedor. Entretanto, cm primeiro lugar, o pagan-lento importa recon.he,cimento do débito e exclui a. parcela paga do litígio idrn inistrativo, pot se tornar. incontroversa. ..Ademais, extitrçao do crédito hibutario não é matéria de litígio admini.strativo e, assim, não é discussao SO: levada a efeito no ambit() de impugnação de lançamento ou recurso. No entanto, eventuais pagamentos não s5o aptos a afastai 1 incidéncia da multa de oficio, 5 vista das disposições do art, § 1", do Decreto n. 70 235, de 1972, e do iitt 138 do Código Ttibutario Nacional Quanto aos alegados recolhimentos a maior ocoiridos nos pei iodos de abril e maio de 2000, a interessada não demonstrou suas alegações, conforme anichormente 01)5 er vario Ademais, na diligencia, que não foi contestada pela intelessada, não "fir). pos .!s. ter.belccer qualquer relapio calve os arontconos recoil/1(1os ale,.(zados poly ompi ma e as Row s ficais de vcncla para cal:toga futura' crtjaç Cópid8 fi»Orit onctada) ao procasso, Hind tvz quo sous inoilbliac ,, 000 con etipOrkicni aos ,;(.1.c7itio ,; valor es e bem como a maioria delay fambc'ill consfain como iniewontes das bases dc cálculo dos rospectivos peilodos de aptiraoiio pai 0 alto osscin qualquof e ychrsJo" Em relação a se.mestralidade da base de calculo e da Selie, o antigo 2° Conselho de Contribuintes aprovou as seguintes súmulas, de adoção Obrigatória em face do art. 72, §4'', do Ri cart: Sainfda n" .3 h. cabivel a cobrança do juros mora sobro os di.'bitos para com ci Uniiio decorrente de fr .ibutos e contribuiçõe_. admini..s. frodas !War Socretaria da Receita .1.eder al do .Brasil Con) base na fava re/c; cncial do Sistema Especial de 1,iqiiida(do e C .:1,6 1741a - par a tiados kelerais ,S`nmuld a" 11 /1 basc vie eólcido do P15', provista no ail1,-....;o 6" do .1-ci Complementar no 7, de 1970, é o faturamciao do _soar; ThIS antes tot, sem cor ic(do rnonctiiria Entretanto, a semestralidade somente feria relevância se houvesse a apuração compensação eontabi I dos valores relativos a periodos anteriores, o quo não restou comprovado. Nesse contexto, é importante resumir a evolução da legislação federal . Somente ern 1991 é que a compensação de iniciativa do sujeito passivo relativa, a tributos e contribuições federais passou a ter previsão legal, com a 1.ei n, 8 383, de 1991, que, CM SCLI ■:11".". 66, prOVia ai possibilidade de compensação entre débitos e créditos de trihatos da mesma especie. 0 dispositivo sofreu alteração em 1995, com a inctusão das receitas pattirnoniais. Além disso, a Lei n" 9.250, de 1995, em seu art_ 39, limitou a compensação "imposto, taxa, contribuição federal ou receiEis patrimoniais de mesma espécie e destinacao constitucional, apurado cm .periodos subseqüentes". n' [(PAO 002646/200 I -52 S3 -C.:31 -2 Acôicrio ii " .O2-0O.451 1 . 1 .5 A essa altura, entretanto, já se havia tornado .jurisprudencia no ambit() do Superior tribunal de Justiça (pot exemplo, REsp n" 82,038) a respeito da mencionada compensação, 110 sentido de que se trataria de norma dirigida ao sujeito passivo (e não 30 tisco), que poderia exerce-la por meio de sua escrituração, corn efeito de extinção do crédito tributario sob condição resolutoria de posterior homologação, na tOrma prevista no art, 150 do C•I'N . Portanto, não se tratou da compensação prevista no art. 170 do C. TN, que se refere a uma modalidade de extinção incond iciona.1 do crédito tributario, autorizada pelo rise°. Coin a edição da Lei n. 9 430, de 1996, previu-se finalinente a compensação critic quaisquer tributos e contribuições federais, efetuada pela autoridade fiscal a vista de pedido do sujei to passivo (o chamado pedido de compensação). Nessa modalidade de compensação, realizada pelo fisco, a extinção incondicional do credito tributário ocorria corn o ato de compeasação da autoridade fiscal, representando lOnna de extinção do credito tributário, con fOrtne previsão do CTN. No entendimento da Secretaria da Receita Federal, passaram a coexistir as duas modalidades de compensação: a realizada pelo sujeito passivo entre tributos e contribuições da mesma. espécie e destinação constitucional no ambit° do lançamento por hom.ologaçao, conforme dispôs a Instrução Normativa SRI n" 21, de 1_997; e a realizada pelo lisco à vista de pedido do sujeito passivo, entre tributos e contribuições de espécies diversas ou de di ferente destinação constitucional Emu 1 0 dc outubro de 2002, quando passaram a viger as disposições da Medida Provisória n" 66, de 2002, postcriormente convertida na Lei n" 10.637, de 2002, houve unia alteração completa na forma de efetuação da compensação, pela instituição da declaração de compenstição, cuja apresentação passou a ser a hnica forma legal de realização de compensação por iniciativa do sujeito passivo. A compensação assim efetuada SOITIC1110 extingue o credito tributário sob condição resolutoria de sua posterior homologação pela autotidade Ademais, as alterações efetuadas pela legislação posterior (MP n" 135, de 2003; Lei n" 10.833, de 2003; MP n" 219, de 2004; Lei n" 11.051, de 2004; Lei. n" 11.1.96, de 2005), que visaram dar contomos mais definidos á declaração dc compensação, ali ibuiram não homologação da compensação o procedimento previsto no Decreto n" 70 235, de 1972, que trata do Processo Administrativo Fiscal. Federal. 0 que há de comum entre todas as modalidades de compensação mencionadas é o fato cie se tratar de ato juridic° positivo. A compensação tratada nos presentes autos é a do art 66 da Lei n. 8 383, de 1991, que era realizada pelo sujeito passivo em sua escrituração A compensação prevista anteriormente no art 74 da Lei n 9 430, de 1996, era realizada pela Receita Federal à vista dc pedido do sujeito passivo A nova compensação é realizada pelo sujeito passivo mediante a apresentação de declaração de compensação Fsse tato distingue definitivamente a compensação tributaria da cornpensação que pode set alegada a qualquer tempo pela parte, ressalvada a extinção do direito . 9 No direito tributário, a compensação sempre foi realizada pot meio de ato juridic...7.o, cujo efeno mais imediato é a extinção dos créditos tributarios compensados. Veja-sc que, segundo o que determina, o art.. 156 do CTN, a extinção do crédito tributário ocon c por meio de um dos atos ou fatos lá previstos, No caso dos presentes autos, A. época dos fatos, a legislação somente permitia compensação escritural entre débitos e créditos da mesma nat Ui eia e desti nação constitucional, à vista do disposto no art. .66 da Lei 8.38.3, de 1991. Qualquer outra modalidade de compensação somente sei ia Possível nos termos então vigentes do air 74 da .n 4-) 9A30 de 1996, que exigia expressamente prévio pedido do contribuinte Atualmente, a compensação somente é possível por meio da liansmissão de declaração de compensação, nos termos da redação atual do art 74 da Lei a" 9.430, de 1996 Portanto, não havendo demonstração de que a compensação tenha ocorrido, o argumento da interessada é improcedente. Quanto à não-cumulatividade, a disposição citada do art 3", `';2", li I , da Lei n 9.718, de 1998, nada tem a ver com a matéria, uma vez que se trata da exclusão de receitas que não são ot iginalmente do contribuinte Ademais, tal disposição fbi revogada antes de regulamentada polo Poderl'Aecutivo. Por fun, as disposições relativas as empresas de /dcfo in são especificas para o tipo de receita representativo de fatutamento auferido pot tais empresas e não significam que a contribuição seja não cumulativa, Pelo contrario, a Constituição mio exige (Inca as contribuições sociais sejam não cumulativas e, poi isso mesmo, incidem sobre o faturamento das empresas relação à exclusão do ICMS da base de cálculo do P1S e da Cofins, União apresentou a Ação Declaratória de Constitucionalidade n" 18, de 2008, requerendo medida liminat para sobrestamento dos recursos que tratavam da matéria, até o julgamento da ADC. 0 Sign cmo Tribunal Federal, por maioria de votos, concedeu a liminat em julgamento de 13 de agosto de 2008, estabelecendo o prazo de 180 dias para o julgamento do mérito da ADC Desta forma, não ha possibilidade de exclusão de tais vaiam ($ cm sede de recurso administrativo, à vista das disposições do Regimento Interno da Simiula anteriormente ci tad as. Quanto à inconsli tucionalidade da base de cálculo da contribuição, Con forme esclarecido no relatório, as di fetericas apuradas pela. Fiscalização referiram-se a "rendimentos de aplicações de liquidez imediata", "juros ativos", "descontos obtidos", "rendimentos de aplicações financeiras", "variação monetária ativa", "descontos lmnane. lornecedores", rim os recebidos de clientes cm atraso", "outras rendas diversas", "juros sobre aplicações financeiras", "¡tiros de clientes'', "outras receitas financeiras", "valores nao reclamados levados a receita", "vatiaçao cambial ativa clientes".. Ern 15 de agosto de .2006, publicou-se decisão do Pleno do SIT no âmbito dos recursos extraindinarios .357.950 e .158.273, transitada em julgado em 5 de setembro, que considerou inconstitucionais as alterações das bases de calculo do PIS e da Colitis promovidas pela 9.718, de [998, arf.. 1" 1" ai Process° it' It».;40 002640/2001-S2 S3-(3 J2 Actiirititio it " 3302-00..458 0 Acórdao e a ementa , tiveram as seguintes redações: Após o.s votos dos Senhores Ministros Marco Awe /to Carlos Velloso e 56pUlveda Portence, conhecendo do recurso e provendo-o, em patio, e do.s votos dos Senhores Minisiros Cczar Peluza e Cols° do provendo-o, integralmente, pediu vista dos autos o Senhat Ministro Eros Gant Falaram, pela ente, o Dr Ives Gandra da Silva Mai tins o, pela recorrida, o Dr .Labileio da Softer, Procurador da PaLenda Nacional. Ausente, justificadamente, neste julgamento. Senhor Alli6tro Nelson Jobint (Presidente). Prosidcncia da Senhora Ministra Ellen Gracie (Vice-President() Pleruillo, 18 03 2005 Decisào Renovado o podido de vista do Senhor Ministro Ero.s Grew, justificadamente, nos lomos do s 1" do artigo 1" da Resoluetio n" 278, de 15 de dczembro de 2903 Presidncia do Sonhor Ministra Nelson Joblin. Plena' lo, 15 06.2005. DecisCio - O Tribunal, por unanimidade, conheceu do ¡edit:so eNtraordint'irio e, por maioria, deu-lhe provintemo, ern park. para declaim a inconstiuk..ionalidade do 1" do artigo da Lei n" 9.718, de 27 de novetnbro de 1998, vem idos, parcialmente, os Senhores Ministro Cecir Peluso e (...'elso de Mono, quo declartIVa111 iambi/u a inconstilucionalidade do arti.2,-o 8" e, ainda, os &whores 471inistros Eros Glint, Joaquin! Bar bosa, Gilmar Mendes e o Presidente (Ministro Nelson lob/m), quo negavam provimento ao recurso. Ausente, just.ificatlamc7Itt/, a ,S'onhot a Ministra Ellen Gracie. Plent'llio„ 09.11.2005 CONST1TUCIONAEIDADL SUPERVENIENTE - .11(11G0 3", 1)4 [Ti N'' 9 718, DL 27 DE NOfr -EXIBRO .0fi, 1998 - EAIL.NDA C.ONSTITUCIONAL N" 20, DE 15 1.)E. DEZEMBRO DE 1998 0 sistema juridic° brasileiro tontempla a Jlgi.irci da constitticionalidade super voniente RIBUIARIO - INSTITUTOS EXPR.ESSOLS' E vocABULOS - SENTIDO A norma pedagógica do artigo 110 do Código It rbotario iVacional ressalta a impossibilidade do a lei ii &Mai la alterar a delinkao, o conte/cio e o alcance do consagrados institutos, conceitos e foi irias de difeit0 pi ivado ?in/Lucius cypr 'essa ou implicitamente. Sobtep6e-se cio aspecto far awl o principio da ealidado, con.sidd ados os elementos Iriluotal ias CONTRI1/UI00 SOCIAL - PIS - RL(TIT/iBRUIA - NO(,1,40 - INCONS111 .1.1CIONALIDADE DO 1" DO AR//GO 3" DA ELI N" 9 7 .18/98 A .1 .1 -11 isPnitk;fleia do SuPtewo, aide ci reda0o do urligo 195 da Carla Leticia/ anterior a Lmenda Constitucional ri" 20/98, consolidou-se no .sentido do tomar as e.Tspre.'ssoe receita bruta e Arturamento como sigóramas. ,11111g1l1(10--(Pi (; .1 venda do me? cadarias, do serviços ou de mercadot las e set viço inconstitucional o I" artigo 3" da 1.ei n" 9.718/98, no (plc amphou o conceito cio receita hi ala par a envolver a totalidade das receitas ault'.7idas pot pessoas jut idicas, indopentientemonA atividadc pot elas desenvolvida e (11.1qica(lio otad In! adolada Dessa forma, como o presente lançamento ()corral ern função da não observaçao das disposições da Lei n 9.718, de 1998, em principio deveria ser afastada a exigaicia. Portanto, estavam sujeitas ã contribuição as receitas financeiras, cm face da inconstitucionalidade da majoração da base de cãlculo pela Lei II' 9.718, de 1998 A questão da incolleta apuração das receitas financeiras fi ca, portanto, superada, uma vez que as receitas iinanceiras devem ser excluídas da base de cálculo em sua total idade. Dessa fbrina, devem ser excluídos da base de calculo os valores relativos a "rendimentos de aplicações de liquidez imediata", "juros ativos", "descontos obtidos", "rendimentos de aplicações financeiras", "variação monetiria ativa", "descontos financ. fornecedores", "juros recebidos de clientes em at Faso", "juros sobre aplicações financeiras", "juros de clientes", "outras receitas financeiras" e "variação cambial ativa clientes". À vista do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo as receitas financeiras, conforme acima esclarecido .10 titonic "r-ra-A-G,isco 12
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Numero do processo: 12466.722313/2013-57
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 24/07/2009 a 23/12/2011
OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR. ORIGEM DOS RECURSOS. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. PRESUNÇÃO.
Presume-se à interposição fraudulenta quando o importador oculta o verdadeiro interessado. No caso concreto restou confirmado por meio da contabilidade a incapacidade financeira, comprovado os repasses financeiros de terceiros para pagamento dos tributos na nacionalização dos produtos.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.
Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie, bem como, o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem por intermédio de pessoa jurídica importadora.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.995
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário.
Ricardo Paulo Rosa - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Domingos de Sá Filho, Jose Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 24/07/2009 a 23/12/2011 OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR. ORIGEM DOS RECURSOS. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. PRESUNÇÃO. Presume-se à interposição fraudulenta quando o importador oculta o verdadeiro interessado. No caso concreto restou confirmado por meio da contabilidade a incapacidade financeira, comprovado os repasses financeiros de terceiros para pagamento dos tributos na nacionalização dos produtos. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie, bem como, o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem por intermédio de pessoa jurídica importadora. Recurso Voluntário Negado.
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ORIGEM DOS RECURSOS. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. PRESUNÇÃO. Presumese à interposição fraudulenta quando o importador oculta o verdadeiro interessado. No caso concreto restou confirmado por meio da contabilidade a incapacidade financeira, comprovado os repasses financeiros de terceiros para pagamento dos tributos na nacionalização dos produtos. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie, bem como, o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem por intermédio de pessoa jurídica importadora. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário. Ricardo Paulo Rosa Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Domingos de Sá Filho, Jose Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 72 23 13 /2 01 3- 57 Fl. 771DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 2 Relatório Tratase o presente feito de exigência de multa equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias em substituição a pena de perdimento. Acusação imputada se refere à interposição fraudulenta configurada pela falsidade ideológica pela infração da apresentação de documento falso para a nacionalização das mercadorias. Adoto o relatório da decisão recorrida por espelhar a realidade dos autos: “Relatório. Trata o presente processo do Auto de Infração, de fls. 03/06, por meio do qual é feita a exigência de R$ 124.381,52, relativa à multa de que trata o art. 23, §3º do DecretoLei nº 1.455, de 1976, com redação dada pelo art. 59 da Lei nº 10.637, de 2002, equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias importadas. Às fls. 07/56, a fiscalização relata que restou caracterizada a infração de ocultação do sujeito passivo, do real comprador ou do responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive interposição fraudulenta de terceiro, bem como uso de documentos ideologicamente falsos relativamente à importação de mercadorias que foram remetidas a consumo. Informa que a empresa AST COMÉRCIO INTERNACIONAL LTDA. registrou e desembaraçou diversas mercadorias, acobertadas pelas DI relacionadas, simulando ser por conta e risco próprio, o que, entretanto, restou comprovado que foi por conta e ordem de terceiros, sendo que a adquirente adiantou todos os valores para que a AST fizesse frente aos pagamentos dos impostos, remessas de câmbio e demais despesas. Demonstra que a empresa adquirente MARANGHETTI & MARRA LTDA – CNPJ 67.380.170/000110, foi intermediada, pela empresa JNATIVA IMP E DISTR DE ROLAMENTOS LTDA EPP – CNPJ 12.344.300/000177, na compra, por sua conta e ordem, das mercadorias envolvidas, diretamente da exportadora NTN SUDAMERICANA, sediada no PANAMÁ, através da sua representante NTN DO BRASIL LTDA – CNPJ 02.158.686/000179, que recebe 5% de comissão sobre todas as vendas. O pedido de compra da MARANGHETTI sempre foi incluído em um pedido maior, feito pela intermediária JNATIVA para a NTN BRASIL, que repassava para a NTN SUDAMERICANA. Perante a exportadora a devedora sempre foi a intermediária, que cobrou todos os valores, em tese, acrescidos de comissão de 6%, da empresa MARANGHETTI, indicando que os pagamentos, que Fl. 772DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722313/201357 Acórdão n.º 3302002.995 S3C3T2 Fl. 11 3 sempre foram adiantados em relação à data do registro da DI, fossem feitos diretamente na conta da empresa AST. Da mesma forma a AST sempre administrou essas operações como sendo em favor da intermediária, o que ficou evidenciado na forma como constou em sua contabilidade, na maioria dos processos os valores depositados, pela MARANGHETTI, foram registrados como tendo sido depositados pela JNATIVA. A auditoria chama a atenção para as datas de desembaraço, das notas fiscais de entradas e das notas fiscais das saídas, que são praticamente iguais, indícios claros de que as mercadorias, quando internadas, já tinham endereço certo para entrega. Igualmente, para as datas de registro e das notas fiscais das saídas, que quando comparadas com as datas dos pagamentos, deixa evidente que depósitos sempre aconteceram no dia ou em data anterior ao registro da DI, conforme comprovados com parcelas depositadas diretamente em conta corrente da AST, o que foi conferido com os seus registros contábeis obtidos através do SPED (SERVIÇO PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL). Constatou que a AST não tinha condição financeira para atuar no comércio internacional e que recebia benefícios financeiros do FUNDAP oferecido pelo Estado do Espírito Santo. Dessa forma, a auditoria concluiu que existe solidariedade entre todas as citadas empresas, seja na qualidade de importador e real adquirente das mercadorias estrangeiras, como também de beneficiários interessados. Foram lavrados os Termos de Sujeição Passiva Solidária às fls. 04/06. Cientificadas da exigência, as empresas NTN, AST e MARANGHETTI apresentaram impugnações (fls. 746/761, 795/802 e 815/839), com as alegações abaixo. A empresa JNATIVA foi cientificada pelo decurso do prazo estipulado por Edital (fl. 924), após três tentativas frustradas de cientificação por AR em seu domicílio fiscal (fl. 743/744), sem, no entanto, apresentar impugnação, o que motivou a lavratura do Termo de Revelia à fl. 926. Impugnação da NTN: Informa que tem 16 anos de existência na representação comercial, que consiste na mediação de realização de negócios mercantis para a NTN CO, do Japão e NTN Sudamericana, como sede no Panamá, realizando o agenciamento de propostas e a realização de pedidos de Fl. 773DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 4 seus distribuidores, sem, porém, qualquer intervenção sobre o processo de internalização dos equipamentos no Brasil. Salienta que é o distribuidor quem discrimina a quem será vendido ou consignado o produto, a quantidade de peças a serem embarcadas, forma de pagamento, dados do Agente na origem e no destino e o Porto de destino. Cumpre à NTN do Brasil a tarefa de transmitir as informações à NTN internacional. Após o encaminhamento do pedido, a atividade da NTN do Brasil frente ao distribuidor é de somente dar o suporte técnico dos produtos que representa. Argumenta que não lhe cabia controlar ou checar o procedimento de importação adotado entre adquirentes e as empresas importadoras por eles escolhidas e que não havia conluio, simulação ou coordenação por parte da NTN do Brasil para qualquer espécie de fraude ou operação ilícita. Alega que não existe qualquer nexo fático e jurídico que possa sustentar os argumentos acerca da indigitada solidariedade da NTN do Brasil nos fatos narrados e que não há benefício diferente para ela, além da comissão do negócio em si, entre uma modalidade ou outra de importação ou numa alegada ocultação do verdadeiro adquirente. Reclama pela ilegalidade do auto de infração, pelo que deve ser cancelada a sujeição passiva aplicada e o respectivo débito fiscal. Impugnação da empresa AST: Alega que detinha capacidade financeira para as importações mensais que não eram de grande monta, e que seu capital social era de R$ 755.000,00, conforme documentos que apresentou e 21ª Alteração Contratual. Afirma que o imóvel integralizado foi objeto de laudo pericial na 3a. Vara Cível da Comarca de Vitória, cujo valor que lhe fora atribuído, em abril de 2009, era de R$ 504.000,00. Argumenta que a fiscalização nada prova e somente faz presunções mal costuradas, além de não constar dos autos o apontamento de qual documento teria sido falsificado ou adulterado, exsurgindo a violação ao princípio do contraditório e ampla defesa. Informa, por fim, que é uma empresa idônea, presente há mais de 20 anos no mercado e cumpridora dos seus deveres. Requer seja atribuído à impugnação o efeito suspensivo e a anulação do presente auto de infração. Fl. 774DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722313/201357 Acórdão n.º 3302002.995 S3C3T2 Fl. 12 5 Impugnação da MARANGHETTI : Alega que a autoridade fiscal deixou de observar o prazo estabelecido pela IN SRF 228/2002, para a conclusão do procedimento ali previsto, pelo que pugna pela anulação do presente auto de infração. Afirma que nunca simulou, fraudou ou sonegou qualquer tributo, sempre agiu de boafé. No ano de 2009, firmou contrato de importação por conta e ordem com a empresa AST, de produtos da marca KOYO, o qual foi apresentado à Delegacia da RFB e a partir disto as importações também ficaram atreladas ao seu CNPJ, na modalidade ordinária, conforme documentos que ora junta, o que descaracteriza qualquer tese de existência de dolo. Em 2011, a fiscalizada AST efetuou importações por conta e risco próprio de um produto de marca diferente, oferecendolhe a venda para a impugnante, alegando que já estavam nacionalizados. Aduz que, no caso dos autos, houve simples contrato de compra e venda comercial e não importação e que não houve a intermediação da empresa JNATIVA ou pagamento de comissões para ela. Afirma que não tem nenhum controle sobre o fato desta empresa constar na contabilidade da AST e que se as mercadorias foram vendidas para mais de uma adquirente, como afirma o fisco, então é uma evidência de que ocorreu operação de importação por conta e risco próprio e posterior revenda no mercado nacional. Informa que era a AST quem entrava em contato com seu representante informando que possuía produtos em estoque para venda interna e que os valores depositados não se tratavam de antecipação para pagamento de tributos ou mercadorias, mas de rotineira prática mercantil de efetivar o pagamento antes da tradição do bem. Argumenta que, conforme o Balancete Contábil de 2011, a empresa AST possuía um ativo de liquidez imediata de R$ 233 mil e R$ 531 mil, o que fulmina a tese de que não possuía capacidade financeira. Afirma que se a transação comercial da venda ocorria em período próximo ao da entrada da mercadoria , não detinha este conhecimento. Aduz que o aumento de capital da AST fora realizado de acordo com as normas contábeis, mediante laudo técnico, e cinco anos antes do período fiscalizado. Fl. 775DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 6 Reforça que não houve dolo, fraude ou simulação, bem como não se trata de interposição fraudulenta, não se comprovando a conduta tipificada no art. 23 da Lei 1.455/76. E que não se pode macular o contrato de compra e venda havido entre as partes, por conta do fato de que, com outras empresas, houve a ocorrência de condutas ilícitas. Também não há que se falar em falsidade ideológica de documentos. E que se conduta irregular houve é de exclusiva responsabilidade da empresa AST, e que o descumprimento de obrigação acessória merece outra penalidade. Requer o cancelamento do debito fiscal reclamado.” Sobreveio decisão afastando os argumentos das empresas, mantendo o lançamento intacto. Intimadas em 09/10/2014 do Acórdão, a empresa AST apresentou recurso em 05/11/2014, e a NTN em 07/11/2014. Em razões recursais, as recorrentes mantiveram os mesmos argumentos sustentados na fase de impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Cuidamse de Recursos Voluntários interpostos pelas empresas AST e NTN, que atendem os pressupostos de admissibilidade devendo, portanto, serem conhecidos. As Recorrentes repeliram as acusações alegando que a motivação de “incapacidade financeira” tratavase de presunção por estar sem qualquer fundamento concreto por desconsiderar a aquisição legítima de bem imóvel utilizado no aumento do capital social. Tais afirmações corresponderiam inversão do ônus da prova; que a diferença apontada como sendo ajuste de comissão entre a AST e a empresa NTN também tratavase de ficção fiscal. Assim como, a fundamentação de caucionamento financeiro antecipado para subsidiar as importações, e, suposta presunção de que o atraso no pagamento de tributos teria por objeto desviar os supostos recursos financeiros para fortalecer o ativo circulante da empresa para suprir a incapacidade financeira. Compulsando os autos constatase juntada de extrato bancário das empresas envolvidas na trama, NTN, JNATIVA e MANAGUETTI & MARRA LTDA., e os razões contábeis da empresa AST, onde vislumbra pela leitura daqueles documentos que as transferências financeiras lançadas nos extratos bancários foram contabilizadas pela AST a título de antecipação, o que demonstração a incapacidade financeira, principalmente, caracterizado pelos registros de valores substanciais. Não merece prosperar os argumentos das Interessadas de que o conjunto de documentos aduaneiros e fiscais entregues voluntariamente à fiscalização são capaz de comprovar a regularidades dos atos negociais concretizados, e, de que não havou interposição fraudulenta. Fl. 776DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722313/201357 Acórdão n.º 3302002.995 S3C3T2 Fl. 13 7 A incapacidade financeira trazida pelas Autoridades Aduaneiras como uma das causas categóricas na existência de interposição fraudulenta, vejo com reserva, impondo exame criterioso dos demais elementos dos autos. No caso presente, verificase da documentação colecionada, que as tratativas negociais davam sempre por intermédio da empresa NTN DO BRASIL LTDA., essa certeza é extraída dos emails trocados entre os hipotéticos clientes da AST com a senhora NATÁLIA NAKAMURA, vinculada a empresa “NTN”, responsável pela tarefa de cobrar os pedidos e coordenar os embarques das mercadorias, informar o navio e a data da chegada no Brasil. Em alguns dos documentos a senhora Natália Nakamura, informa o tempo que os clientes dispunham para efetivar os pedidos em razão de “fechamento de carga por contêiner”, informando o país exportador, no caso em grande parte a origem das mercadorias vinham do Panamá, bem como, o nome do navio e a data prevista para chegar ao Porto de VitóriaES. As importações davam sempre pelo Panamá, tendo como exportador a empresa NTN SUDAMERICANA S/A, que no Brasil ao tempo dos fatos era representada pela empresa NTN DO BRASIL LTDA. A convicção de que a empresa NTN é o verdadeiro importador extraise das comunicações entre a “NTN” e os Interessados nos produtos importados, dando conhecimento a AST por meio de cópias dos acordos comerciais. O artifício adotado pela NTN DO BRASIL LTDA. em suas importações acontecia por intermédio da AST, procedimento doloso que restou confirmado em diligência fiscal realizada perante JNATIVA IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA DE ROLAMENTOS LTDA – EPP, nome de fantasia SAKAROL, quando foi ouvido o senhor JOÃO SAKAMOTO, sócio controlador, que afirmou: “2.1 As suas compras são feitas através da empresa NTN DO BRASIL LTDA., é para quem dirige os pedidos, e segundo o que sabe, esta consolida os pedidos dos revendedores e importa as mercadorias, em nome dos interessados, através da AST COM. INT. LTDA. de quem recebe as mercadorias já nacionalizadas. 2.1.1 – Todos os pagamentos foram feitos através de TED e/ou depósitos em cheque, diretamente em nome da AST; 2.1.2 Em alguns casos no inicio era cobrado também o frete que foram pagos junto com as notas fiscais de compra; 2.1.3 Nunca pagou qualquer valor para a NTN, seja a qualquer título. 2.2 – As mercadorias sempre foram garantidas pela NTN, quando existe falha a mercadoria é enviada para a NTN para que seja feito um laudo apurando as causas. Esse laudo depois de próton era encaminhado para o distribuidor das mercadorias. Desconhece a continuidade dos procedimentos, pois nunca ocorreu com a sua empresa.” Continua o depoente afirmando que: Fl. 777DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 8 “2.3 Pelo que sabe a empresa NTN DO BRASIL é remunerada com comissões recebidas da NTN PANAMERICANA e NTN DO JAPÃO; 2.4. – Para efetuar os pedidos se baseava em máster list, dos produtos fabricados pela NTN e comprava os itens que tinha maior giro no mercado, baseado em sua experiência; 2.4.1 – Esse pedido era encaminhado para a NTN por email a Natalia@ntn.com.br; Concluiu o depoimento: 2.5. – Os pagamentos poderiam ser feitos de duas formas a vista ou no prazo de 90 dias; 2.5.1 Para os pagamentos a vista, a NTN fazia os pedidos ao exterior e no embarque recebia cópia de diversos documentos e pelo que sabe encaminhava para a AST; 2.5.1.1 No embarque das mercadorias a AST recebia cópia do BL e da fatura internacional, com base nessas informações era cobrado pela AST e efetuava o pagamento do câmbio; 2.5.1.2 Na data do desembaraço, da mesma forma era cobrado e efetuava o pagamento dos impostos mais as despesas;” Dos documentos colecionados há email da NTN (fls.361/376) enviado pela senhora Natália Sakamura, esclarecendo o método de trabalho, veja: “Boa noite a todos, Visando esclarecer o método de trabalho e prazos adotados pela NTN do Brasil, quanto aos processos de importações, segue abaixo o cronograma com a definição de atividades e prazo as a serem cumpridos. Back order (Programação) – Resumo de todos os pedidos firmados com as respectivas datas prevista de disponibilidade no Panamá e preço FOB. Do envio da Back Order todos os distribuidores possuem 05 dias úteis para o envio da instrução de embarque completa. Após este período NÃO será aceito qualquer pedido de embarque para o mês corrente, visto que o Panamá necessita de tempo para dar continuidade ao processo (separação do Material, Embalagem, Contato com Agente, Reserva de Containeres/Navio, Agendamento de Retirada do Material do Armazém, Emissão dos Documentos (Proforma/Fatura/Packing list) para inicio da Exportação; ..." Tratase de um email extenso onde os procedimentos a serem seguidos pelos clientes devem ser cumpridos à risca. A própria remetente comenta tratarse de muitas informações a ser assimilada, razão pela qual deveria ser marcada reunião com todos, onde pudesse ser detalhado os procedimentos. As Recorrentes foram incapazes de contraditar essa documentação colecionada pela fiscalização, deixando transcorrer em silêncio os momentos oportunos de Fl. 778DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722313/201357 Acórdão n.º 3302002.995 S3C3T2 Fl. 14 9 impugnar ou mesmo debater sobre o conteúdo dos depoimentos colhidos, o que por si só revela ser verdadeiro de que trata sim de interposição fraudulenta. No que tange a irresignação quanto ao imóvel adquirido e utilizado para o aumento de capital social, tenho que esse aumento do patrimônio líquido, neste caso, não configura ingresso de numerário, mas sim ingresso no ativo permanente, incapaz de afastar macula imputada de insuficiência financeira para operar no comércio exterior exigido pela Aduana. Convencido de que a AST emprestou seu nome para a NTN do Brasil Ltda., efetivar importações contrariando todo arcabouço jurídico existente com intuito único de ludibriar as Autoridades Aduaneiras, se revela consistente acusação de ocultação do sujeito passivo, o real importador responsável pelas operações e distribuídos para vários parceiros comerciais, clientes, tudo isso corroborada pela prova concludente extraída das transferências de numerários verificadas nos extratos acostados e contabilizadas a título de antecipação de pagamento por futuras compras, o que leva concluir que a recorrente realmente não possuía capacidade financeira e se prestou a praticar infração lhe imputada caracterizando interposição fraudulenta. Não há como dissociar a empresa NTN DO BRASIL LTDA. da condição de ser o verdadeiro importador diante farta documentação colecionada nos autos, responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie bem como o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. A fiscalização cuidadosamente demonstrou os recursos repassados em contra partida pela importação e pelos pagamentos dos tributos devidos. Está configurado nos autos a sujeição passiva, devendo ser mantida pelos contornos jurídicos dado ao assunto pela autoridade julgadora de piso. Em sendo assim, conheço dos recursos, nego provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 779DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 11128.003835/2003-52
Data da sessão: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3201-000.093
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM
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Numero do processo: 17460.000729/2007-46
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2006
AI. NORMAS LEGAIS PARA SUA LAVRATURA. OBSERVÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa quando o fiscal efetua o lançamento em observância ao art. 142 do CTN, demonstrando a contento todos os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa.
MULTA. CONFISCO. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária.
RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DA .CORREÇÃO INTEGRAL DA FALTA NO PERÍODO DE DEFESA. MULTA. MANUTENÇÃO. Tendo em vista que o recorrente deixou de corrigir a totalidade da falta no prazo de defesa, a multa não merece ser relevada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-003.053
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausência momentânea justificada do Conselheiro Elias Sampaio Freire (Presidente).
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira - Presidente
Igor Araújo Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Kleber Ferreira de Araújo, Carolina Wanderley Landim, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Igor Araújo Soares.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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FATOS GERADORES Recorrente CAPEZIO DO BRASIL LTDA CONFECCAO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 30/06/2006 AI. NORMAS LEGAIS PARA SUA LAVRATURA. OBSERVÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se caracteriza o cerceamento do direito de defesa quando o fiscal efetua o lançamento em observância ao art. 142 do CTN, demonstrando a contento todos os fundamentos de fato e de direito em que se sustenta o lançamento efetuado, garantindo ao contribuinte o seu pleno exercício ao direito de defesa. MULTA. CONFISCO. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária. RELEVAÇÃO DA MULTA. AUSÊNCIA DA .CORREÇÃO INTEGRAL DA FALTA NO PERÍODO DE DEFESA. MULTA. MANUTENÇÃO. Tendo em vista que o recorrente deixou de corrigir a totalidade da falta no prazo de defesa, a multa não merece ser relevada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 46 0. 00 07 29 /2 00 7- 46 Fl. 921DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 18/11/2 013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausência momentânea justificada do Conselheiro Elias Sampaio Freire (Presidente). Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Presidente Igor Araújo Soares Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Kleber Ferreira de Araújo, Carolina Wanderley Landim, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Igor Araújo Soares. Fl. 922DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 18/11/2 013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 17460.000729/200746 Acórdão n.º 2401003.053 S2C4T1 Fl. 922 3 Relatório Tratase de recurso de voluntário interposto pela CAPEZIO DO BRASIL LTDA CONFECÇÃO LTDA, em face do acórdão de fls. 304, por meio do qual foi mantida a integralidade da multa lançada no Auto de Infração n. 35.820.7843, por ter a recorrente apresentado GFIP sem a informação de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias a que estava sujeita. O lançamento compreende as competências de 05/2005 a 06/2006, com a ciência do contribuinte acerca do lançamento efetivada em 29/08/2006 (fls. 01). Consta do relatório fiscal que os fatos geradores não informados em GFIP encontramse discriminados mensalmente nas Relações de LançamentosRL, Levantamentos FP, FPI, FP2 e CEB anexa ao auto. Em seu recurso sustenta que não houve na conduta da empresa dolo, culpa ou má fé, além de ser empresa optante pelo simples e ter parcelado o FGTS. Acrescenta que o auto de infração é nulo porque não atendeu aos requisitos do artigo 202 do CTN; não possui a indicação da origem do montante exigido, além de não indicar a forma de calcular os juros de mora e demais encargos, bem como o seu fundamento legal, cerceando assim o seu direito de defesa; Aponta que sobre as verbas de caráter indenizatório, como cesta básica, 13° salário, gratificação natalina, abono anual, abono de férias, licença prêmio, não há incidência de contribuição e que as empresas optantes pelo SIMPLES estão dispensadas do recolhimento da, contribuição patronal, inclusive SAT e terceiros; Por fim defende que multa aplicada é indevida; afronta os princípios da razoabilidade e proporcionalidade; fazendo jus à relevação ou redução da multa a 50% de seu valor, de acordo com o artigo 35, § 4°, da Lei 8.212/91 e que não há previsão legal para a cobrança de juros remuneratórios sobre débitos de natureza tributária, devendo ser excluída a cobrança da taxa SELIC. Na assentada de 08/02/2012 foi determinada a realização de diligência para que fossem trazidas aos autos informações acerca dos lançamentos principais relacionados ao lançamento da multa objeto do presente Auto de Infração. Com manifestação do fiscal, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 923DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 18/11/2 013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES 4 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, merece conhecimento. PRELIMINARES Não obstante, da leitura do relatório fiscal da infração, percebese que o fiscal apontou a contento todos os motivos de fato e razões de direito pelas quais concluiu que o pela necessidade de aplicação da multa objeto de irresignação, garantindolhe o pleno exercício do direito de defesa e ao contraditório, exatamente como preconiza o art. 142 do CTN, a seguir: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Consta do relatório fiscal a exata descrição dos fatos que ensejaram a aplicação da multa, a informação da legislação tida por infringida, a forma de cálculo da multa, o montante exigido e todos os demais consectários legais incidentes in casu. Logo, com relação a tal argumento, tendo em vista que a fiscalização apenas levou a efeito aquilo o que deveria, na forma preconizada pela legislação de regência, observando o princípio do contraditório e ampla defesa, não subsiste qualquer nulidade a ser reconhecida. Logo, rejeito a preliminar. MÉRITO. Inicialmente, ressalto que o resultado da diligência foi o seguinte: 1 – Em atenção à Resolução nº 2402000.200 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, de fls. 372/374, cujo julgamento foi convertido em diligência, informamos que as obrigações principais que deram origem a aplicação da multa pela falta de apresentação das GFIP's, objeto do presente AI, foram lançadas nos LDC's abaixo relacionados, cujas cópias foram juntadas às fls. 377/914 e telas do sistema DIVIDA, de fls. 915/917: a) LDC 35.820.7819:Proc. 14135.001124/201071 “FP” Ajuizado PSFN b) LDC 35.820.7827: Proc. 14135.002649/200991 “CEB e FP1”; Inscrito em DAU –Parcelado na Lei 11941/2009 PSFN Fl. 924DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 18/11/2 013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 17460.000729/200746 Acórdão n.º 2401003.053 S2C4T1 Fl. 923 5 c) LDC 35.820.7908: Proc. 14135.002645/200911 “CEB, FP1 e FP2” Inscrito em DAU –Parte do crédito pago e saldo cancelado PSFN Concluise, desde logo, que a própria recorrente confessou mediante documento próprio a procedência do lançamento das contribuições previdenciárias que não foram objeto de informação em GFIP, de sorte que outra conclusão não há senão pela necessidade de manutenção do presente lançamento, não podendo ser consideradas suas alegações de que as verbas lançadas possuem caráter indenizatório, até porque, das informações dos autos relativamente aos processos principais, verificase não ter havido o lançamento sobre as verbas indicadas no recurso voluntário. O pedido de relevação da multa também deve ser afastado, tendo em vista que no prazo de defesa, a falta cometida não fora corrigida em sua totalidade, conforme se atesta dos documentos juntados aos autos e também já analisados quando do julgamento em primeira instância. De fato foram enviadas novas GFIP´s, todavia, das mesmas não constavam as informações acerca de todos os empregados. Por exemplo, em 05/2005, a recorrente possuía 51 empregados, quando na GFIP retificadora informou apenas 02. E tal fato seguiu durante os demais períodos do lançamento. Sobre o assunto, oportuno trecho que demonstra pontualmente que as falhas objeto do Auto de Infração não foram em sua integralidade corrigidas: Os documentos apresentados na defesa referem a recolhimento de FGTS, fls. 103 a 142, e ao INSS, fls. 143 a 150. As GFIPs, competências 09 e 10/2005, fls. 152 a 175, bem como as apresentadas pela empresa, em 26/09/2006, competências 01/2006, 04/2006 e 05/2006, fls. 179 a 257, foram substituídas por outras que não correspondem à realidade da notificada (comprovantes às fls. 264 a 301). De acordo com o demonstrativo do cálculo da contribuição devida, fls. 07, o contribuinte possuía número maior de segurados do que aqueles constantes das novas GFIPs válidas, (código FPAS 507), como discriminado abaixo: Competências N° segurados/Relatório Fiscal N° segurados GFIP's válidas 05/2005 51 02 06/2005 75 03 07/2005 121 03 08/2005 193 01 09/2005 238 03 10/2005 248 14 11/2005 251 02 12/2005 242 04 01/2006 257 01 Fl. 925DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 18/11/2 013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES 6 02/2006 270 02 03/2006 297 01 04/2006 297 01 05/2006 299 01 06/2006 315 01 , Dessa forma, verificase que o envio das GFIP´s apresentadas, não corrigiu as faltas imputadas a recorrente pelo relatório fiscal, de modo que diante da claridade dos fundamentos adotados no julgamento do v. acórdão recorrido, nada a ser provido neste ínterim. No mais quanto a alegação de desproporcionalidade da multa, tenho que a irresignação não pode ser analisada por este Conselho, em respeito a competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente as contribuições, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Por fim, quanto a ilegalidade da SELIC, deixo de analisála, por absolutamente não incidir no lançamento das obrigações acessórias. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Igor Araújo Soares. Fl. 926DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 18/11/2 013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por IGOR ARAUJO SOARES
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Numero do processo: 10070.000184/2002-16
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 1997
RECOLHIMENTO COMPROVADO.
Cancela-se o lançamento de oficio motivado na não localização de pagamentos, quando resta comprovada a efetivação do pagamento antes do inicio do procedimento fiscal.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 3403-003.548
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Jorge Freire, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1997 RECOLHIMENTO COMPROVADO. Cancela-se o lançamento de oficio motivado na não localização de pagamentos, quando resta comprovada a efetivação do pagamento antes do inicio do procedimento fiscal. Recurso de ofício negado.
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Numero do processo: 10930.001995/00-52
Data da sessão: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1991 a 31/03/1992
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. CINCO ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. SÚMULA VINCULANTE DO STF Nº 8/2008.
Editada a Súmula vinculante do STF nº 8/2008, segundo a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da Cofins é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, nos termos dos art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-000.821
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: Gilson Macedo Rosenburg Filho
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1991 a 31/03/1992 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. CINCO ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. SÚMULA VINCULANTE DO STF Nº 8/2008. Editada a Súmula vinculante do STF nº 8/2008, segundo a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da Cofins é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, nos termos dos art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. Recurso Especial do Procurador Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto.
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1991 a 31/03/1992 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. CINCO ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. SÚMULA VINCULANTE DO STF Nº 8/2008. Editada a Súmula vinculante do STF nº 8/2008, segundo a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da Cofins é de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, nos termos dos art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Gilson Macedo Rosenburg Filho Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 19 95 /0 0- 52 Fl. 705DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por CAR LOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO 2 Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, fls. 595/602, contra decisão do Acórdão nº 30334806 da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuinte, que deu provimento ao recurso voluntário do sujeito passivo, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/01/1990 a 31/03/1992 Ementa: FINSOCIAL. DECADÊNCIA. O direito de constituição do crédito tributário pertencente à Fazenda Nacional, relativo ao Finsocial, decai no prazo de 5 anos contados da data da ocorrência do fato gerador. Inteligência do artigo 150, § 4° do CTN. Observado o artigo 146,111, b, da Constituição Federal. Recurso Voluntário Provido. Segundo a Fazenda Nacional, a decisão recorrida não poderia afastar a incidência do artigo 45 da Lei nº 8.212/91, diante da presunção de constitucionalidade das leis, corolário da supremacia que é deferida à Constituição, como vértice do ordenamento jurídico. Por intermédio do despacho nº 115/2008 de fls. 604/605, o recurso foi admitido. O contribuinte apresentou contrarazões, fls. 613/638. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. A controvérsia se instaurou por entendimentos divergentes quanto ao prazo decadencial para a constituição do crédito tributário referente à contribuição para o Finsocial. A recorrente defende a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212/91, uma vez que o Finsocial classificase como uma contribuição para Seguridade Social, devendo ser regido pelo referido ditame legal. Não obstante, consoante noção cediça, o Supremo Tribunal Federal publicou no Diário Oficial da União, do dia 20/06/2008, o enunciado da Súmula vinculante nº 08, verbis: Fl. 706DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por CAR LOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10930.001995/0052 Acórdão n.º 9303000.821 CSRFT3 Fl. 659 3 “Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos termos do § 4º do art. 2º da Lei nº 11.417/2006: Súmula vinculante nº 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, rel. Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: DecretoLei nº 1.569/1997, art. 5º, parágrafo único Lei nº 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III Brasília, 18 de junho de 2008. Portanto, dada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, não há como afastar a aplicação do art. 150, § 4, do Código Tributário Nacional (CTN) para definir o contorno do instituto da decadência aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...).” § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. No caso em análise, verificase que o sujeito passivo tomou ciência do auto de infração em 24/10/2000, restando decaído o direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários referentes aos fatos geradores ocorridos até 24 de outubro de 1995, na linha do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. Em razão do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso interposto pela Fazenda Nacional Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 707DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 30/07/2013 por CAR LOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 29/07/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 10680.002502/91-91
Data da sessão: Fri Nov 10 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS FATURAMENTO - Exs. 1988 a 1990
DECORRÊNCIA
Tratando-se de lançamento reflexivo, a
decisão proferida no processo matriz se
aplica ao julgamento do processo decorrente,
dada a intima relação de causa e efeito que
vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-30.398
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, Dar provimento parcial ao recurso, para ajustar a exigência ao decidido no processo principal, através do acórdão n/ 102-27.578 de 27/01/93, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen
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RECORRIDA DRF em BELO HORIZONTE, MO PIS FATURA!~ - Exs. I • :,z a 1 DECORRENCIA Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a intima relação de causa e efeito que vincula um ao outro. ll-iAto, itelatado4 e d-L4 cuUdois 04 p'Le4ente4 ctuto de itecut iso ínteApo3to pot BOUTIOUE NELLY LTDA. ACORDAM o4 Mmb'to4 da Segunda Camata do Ptímeíto Conelho de Co ntit,Lbuínte , pot ananímídade de voto, dat pitovímento pateíal ao tecuuo, pata ajuustan a exígencía ao decídído no ptoceo ptíncí- pai, attav -e:/s do Acdão NQ 102-27.578, de 27/01/93, no teitmo do telat j,tío e voto que pa)sam a -{integtair_ o io)te ente julgado. Sala dct4 Se -0e4, em 10 de novembto de 1995 ANTONIO DEREITAS DUTRAVA - PRESIDENTE , URSULA h ANSEIC— - RELATORA , O 8 pAz 1995PattícípaiLam,- aí , do pxe4 ente julgamento, 04 4egane4 Con4e£1,Leí- t0: Waldevan A/veA de Ove-/.a, Joei. Cl5ví4 keveA , wicolÁct ClElía de Andtade Fí3ueítedo, Suelí E")íg e nÁ. a Mendu de Btítto, Jrilío Cé-.4at GomeA da Sílva e Jo4 -e: Cato Paiuello. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO a 106801002.502/91-91 RECURSO a 89.868 ACÓRDÃO n. 102-3 0 . 3 9 g RECORRENTE BOUTIQUE NELLY LTDA. RELATÓRIO Versa o presente processo do Auto de Infração de fls. 03 e anexos, lavrado contra BOUTIQUE NELLY LTDA., CGC 21.108.816/0001-03, jurisdieionada à Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte:, MG, formalizando a exigência de PIS Faturamento, relativa aos exercicios de 1988 a 1990, no valor de Cr$ 73.639,52 e correspondentes gravames legais. O lançamento, com base na alínea "b" do artigo 3o. da Lei Complementar n7/70, cic o parágrafo único do artigo 1 o. da Lei Complenientar 17/73, e Regulamento do PIS/PASEP, decorreu de procedimento de fiscalização sendo apuradas irregularidades - omissão de receita operacional, ocasionando insuficiência na determinação da base de cálculo da Contribuição, e lançado Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no processo 10680/002.496/91-91. Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte apresentou, dentro do prazo dilatado, em 15/06/91, sua impugnação de fls„ 14115, e anexos, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão de primeira instância, de número 01424/91, foi proferida às fls. 31/32 e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi jul gado procedente.. Ciente da decisão singular em 13/09/91 (fls. 34), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 08/10/91, reiterando :, em suas Razões, juntadas às fls. 35/36, com os anexos de fls. 37/41, os argumentos formulados na fase impugiatória, e insurgindo-se contra a utilização de prova tomada emprestada do fisco estadual. O recurso é lido integralmente em Plenário. É o relatáriO. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO a 10680/002.5021910-91 ACÓRDÃO n. 102- 30 . 39 8 VOTO Conselheira Ursuia Hansen Relatora Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é decorrente da que foi apurada no processo matriz de n. 10680/002.496/91-91. Considerando que o recurso referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessão realizada em 27 de janeiro de 1993, foi jul gado parcialmente procedente, conforme faz certo o Acórdão n. 102-27.758, por entender ser admissivel o lançamento do imposto mediante prova emprestada pelo fisco de outro poder tributante, devendo, no entanto, restar comprovados os reflexos das irregularidades apontadas na apuração do resultado das atividades da contribuinte; Considerando que o auto estadual se constitue em indício que requer provas; Considerando que, nas Razões de recurso voluntário acostadas aos presentes autos, a Recorrente revela seu reconhecinento de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo principal, não tendo apresentado qualquer nova razão ou prova; Considerando o principio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro; Voto no sentido de dar-se provimento parcial ao recurso, adequando a matéria tributável ao decidido no processo principal. B1Z_A$ÍLIA„ DP, 1 O de no vembk.c, de 1 995 URSULA Relatora 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10675.001926/2007-18
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NÃO ENTREGA DA GFIP. REINCIDENCIA. MULTA. IMPOSSIILIDADE DE RELEVAÇÃO. APLICAÇÃO DA MAIS BENÉFICA.
A não entrega da GFIP com todos os fatos geradores de contribuição social previdenciária enseja em aplicação da multa prevista no artigo 32-A, da Lei 8.212/91, nos termos da redação dada pela Lei 11.941/09, se mais benéfica ao contribuinte.
A reincidência no descumprimento de obrigação tributária impede a relevação da multa.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2301-003.636
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 32-A, da Lei nº 8.212/1991, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a; b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
(assinado digitalmente)
DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro Jose Silva.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NÃO ENTREGA DA GFIP. REINCIDENCIA. MULTA. IMPOSSIILIDADE DE RELEVAÇÃO. APLICAÇÃO DA MAIS BENÉFICA. A não entrega da GFIP com todos os fatos geradores de contribuição social previdenciária enseja em aplicação da multa prevista no artigo 32-A, da Lei 8.212/91, nos termos da redação dada pela Lei 11.941/09, se mais benéfica ao contribuinte. A reincidência no descumprimento de obrigação tributária impede a relevação da multa. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 32-A, da Lei nº 8.212/1991, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a; b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente. (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro Jose Silva.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NÃO ENTREGA DA GFIP. REINCIDENCIA. MULTA. IMPOSSIILIDADE DE RELEVAÇÃO. APLICAÇÃO DA MAIS BENÉFICA. A não entrega da GFIP com todos os fatos geradores de contribuição social previdenciária enseja em aplicação da multa prevista no artigo 32A, da Lei 8.212/91, nos termos da redação dada pela Lei 11.941/09, se mais benéfica ao contribuinte. A reincidência no descumprimento de obrigação tributária impede a relevação da multa. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 32A, da Lei nº 8.212/1991, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a; b) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 19 26 /2 00 7- 18 Fl. 191DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro Jose Silva. Relatório 1. Cuidase de Recurso Voluntário interposto pela empresa AUTO VIAÇÃO TRIÂNGULO LTDA., em face da decisão que considerou procedente a autuação fiscal por descumprimento de obrigação acessória em razão da não apresentação ao Fisco das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social – GFIP, referentes ao pagamento de décimo terceiro dos anos de 2005 e 2006. 2. Este Conselho, por meio da Resolução 230100.118 (fls. 173/176), converteu o julgamento em diligência após análise da informação trazida pela contribuinte de que a suposta reincidência foilhe atribuída em razão do processo administrativo fiscal que examinava o Auto de Infração 35.278.6752, apesar de o fisco não ter juntado este auto no presente processo, porém o auditor reconheceu a correção da empresa durante o período de fiscalização (fls. 13 e 14). 3. Por oportuno, transcrevo parte do voto em que apontei a necessidade de conversão do julgamento em diligência, in verbis: 5. Com efeito, parte da controvérsia restringese em saber se o auto de infração anterior teria transitado em julgado administrativamente para efeito de considerar ou não, à época da presente autuação, o direito do contribuinte à relevação da multa. 6. Assim, entendo que o presente julgamento deverá ser convertido em diligência para que o fisco traga aos autos as informações necessárias sobre a data do trânsito em julgado do auto de inflação n.º 35.278.6752, bem como informações adicionais sobre a sua tramitação na via administrativa. 4. Em cumprimento à Resolução, o Fisco prestou as informações requeridas, às fls. 166, informando, em síntese, que o Auto de Infração 35.278.6752 transitou em julgado na esfera administrativa em 24.06.2002, sem que o contribuinte houvesse apresentado impugnação, embora devidamente cientificado do lançamento. 5. Intimado das informações prestadas, o contribuinte quedouse inerte. 6. Cumprido disposto na diligência, os autos foram restituídos a este Conselho para julgamento com a apreciação do mérito do Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10675.001926/200718 Acórdão n.º 2301003.636 S2C3T1 Fl. 192 3 Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DA MULTA 2. No que se refere à multa aplicada pelo descumprimento da obrigação acessória – apresentação de GFIPs com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, in casu, não foram incluídos os pagamentos sob título décimo terceiro salário – entendo que o lançamento deve ser mantido. 3. Isso porque, conforme resultado da Diligência requerida, o contribuinte recorrente é reincidente no cometimento da infração, sendo inviável a possibilidade de relevação da multa. Não obstante, ressalto que deve ser abrandado os valores da medida sancionadora, conforme a determinação da Lei 11.941, de 2009, alterou a Lei 8.212/91: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e. II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º deste artigo. § 1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2º Observado o disposto no § 3º deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou . II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: Fl. 193DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e. II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. 4. Diante da regulamentação acima exposta, é possível identificar as regras do artigo 32A: a) é regra aplicável a uma única espécie, dentre tantas outras existentes, de declaração: a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP; b) é possibilitado ao sujeito passivo entregar a declaração após o prazo legal, corrigila ou suprir omissões antes de algum procedimento de ofício que resultaria em autuação; c) regras distintas para a aplicação da multa nos casos de falta de entrega/entrega após o prazo legal e nos casos de informações incorretas/omitidas; sendo no primeiro caso, limitada a vinte por cento da contribuição; d) desvinculação da obrigação de prestar declaração em relação ao recolhimento da contribuição previdenciária; e) reduções da multa considerando ter sido a correção da falta ou supressão da omissão antes ou após o prazo fixado em intimação; e f) fixação de valores mínimos de multa. 5. Nesse momento, passo a examinar a natureza da multa aplicada com relação à GFIP, sejam nos casos de “falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo” ou “informações incorretas ou omitidas”. 6. O inciso II do artigo 32A manteve a desvinculação entre as obrigações do sujeito passivo: acessória, quanto à declaração em GFIP e principal, quanto ao pagamento da contribuição previdenciária devida: II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. 7. Dessa forma, depreendese da leitura do inciso que o sujeito passivo estará sujeito à multa prevista no artigo, mesmo nos casos em que efetuar o pagamento em sua integralidade, ou seja, cem por cento das contribuições previdenciárias. 8. E fazendo uma comparação do referido dispositivo com o artigo 44 da Lei 9.430, de 27/12/1996 (que trata das multas quando do lançamento de ofício dos tributos federais) percebese que as regras diferem entre si, pois as multas nele previstas incidem em razão da falta de pagamento ou, quando sujeito a declaração, pela falta ou inexatidão da declaração: LEI 9.430, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1996. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10675.001926/200718 Acórdão n.º 2301003.636 S2C3T1 Fl. 193 5 Dispõe sobre a legislação tributária federal, as contribuições para a seguridade social, o processo administrativo de consulta e dá outras providências. ... Seção V Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições ... Multas de Lançamento de Ofício Art.44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. 9. Outra diferença é que as multas elencadas no artigo 44 justificamse pela necessidade de realização de lançamento pelo fisco, já que o sujeito passivo não efetuou o pagamento, sendo calculadas independentemente do decurso do tempo, eis que a multa de ofício não se cumula com a multa de mora. A finalidade é exclusivamente fiscal, diferentemente do caso da multa prevista no artigo 32A, em que independentemente do pagamento/recolhimento da contribuição previdenciária, o que se pretende é que, o quanto antes (daí a gradação em razão do decurso do tempo), o sujeito passivo preste as informações à Previdência Social, dados esses que viabilizam a concessão dos benefícios previdenciários. 10. Feitas essas considerações, tenho por certo que as regras postas no artigo 44 aplicamse aos processos instaurados em razão de infrações cometidas sobre a GFIP. No que se refere à “falta de declaração e nos de declaração inexata”, devese observar o preceito por meio do qual a norma especial prevalece sobre a geral, uma vez que o artigo 32A da Lei n° 8.212/1991 traz regra aplicável especificamente a uma espécie de declaração que é a GFIP, devendo assim prevalecer sobre as regras do artigo 44 da Lei n° 9.430/1996 o qual se aplicam a todas as demais declarações a que estão obrigados os contribuintes e responsáveis tributários. Pela mesma razão, também não pode ser aplicado o artigo 43 da mesma lei: Auto de Infração sem Tributo Art.43.Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de Fl. 195DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. 11. Resumindo, é possível concluir que para a aplicação de multas pelas infrações relacionadas à GFIP devem ser observadas as regras do artigo 32A da Lei 8.212/1991 que regula exaustivamente a matéria, sendo irrelevante a existência ou não pagamento/recolhimento e qual tenha sido a multa aplicada no documento de constituição do crédito relativo ao tributo devido. 12. Quanto à cobrança de multa nesses lançamentos, realizados no período anterior à MP 449/2008, entendo que não há como aplicar o artigo 35A, pois poderia haver retroatividade maléfica, o que é vedado; nem tampouco a nova redação do artigo 35. 13. Os dispositivos legais não são interpretados em fragmentos, mas dentro de um conjunto que lhe dê unidade e sentido. As disposições gerais nos artigos 44 e 61 são apenas partes do sistema de cobrança de tributos instaurado pela Lei n° 9.430/1996. Quando da falta de pagamento de tributos são cobradas, além do principal e juros moratórios, valores relativos às penalidades pecuniárias, que podem ser a multa de mora, quando embora a destempo tenha o sujeito passivo realizado o pagamento/recolhimento antes do procedimento de ofício, ou a multa de ofício, quando realizado o lançamento para a constituição do crédito. Essas duas espécies são excludentes entre si. Essa é a sistemática adotada pela lei. As penalidades pecuniárias incluídas nos lançamentos já realizados antes da MP n° 449/1996 são, por essa nova sistemática aplicável às contribuições previdenciárias, conceitualmente multa de ofício e pela sistemática anterior multa de mora. Do que resulta uma conclusão inevitável: independentemente do nome atribuído, a multa de mora cobrada nos lançamentos anteriores à MP 449/1996 não é a mesma da multa de mora prevista no artigo 61 da Lei 9.430/1996. Esta somente tem sentido para os tributos recolhidos a destempo, mas espontaneamente, sem procedimento de ofício. Seguem transcrições: Art.35.Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 1996. Art.35A.Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996. Seção IV Acréscimos Moratórios Multas e Juros Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto Fl. 196DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10675.001926/200718 Acórdão n.º 2301003.636 S2C3T1 Fl. 194 7 para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. 14. Redação anterior do artigo 35: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; b) quatorze por cento, no mês seguinte; c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa;” 15. No que tange aos autos de infração referentes à GFIP, que foram lavrados antes da MP n° 449/1996, importa que seja feita a análise quanto à aplicação do artigo 106, inciso II, alínea “c” do CTN: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: ... II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 16. E como pode ser notado, as novas regras trazidas pelo artigo 32A são, a priori, mais benéficas que as anteriores, posto que nelas há limites inferiores, senão vejamos: no caso da falta de entrega da GFIP e omissão de fatos geradores, a multa não pode exceder a 20% da contribuição previdenciária, no primeiro caso; e será de R$ 20,00 por grupo de 10 informações omitidas ou incorretas, no segundo caso. 17. Portanto, nos casos mais benéficos ao sujeito passivo, consoante o disposto no artigo 106 do CTN, a multa deve ser reduzida para adequála ao artigo 32A. Porém, nos casos em a multa contida no autodeinfração é inferior à que seria aplicada pelas novas regras, não há como se falar em retroatividade. 18. Razão pela qual entendo que os valores impostos pelo fisco devem ser retificados, conforme o novo regramento do citado artigo 32A, eis que mais benéfico para o contribuinte. CONCLUSÃO 19. Ante ao exposto, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL determinando a aplicação da multa conforme determina o artigo 32A, da Lei 8.212/91, nos termos da redação dada pela Lei 11.941/09, se mais benéfica ao contribuinte. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 198DF CARF MF Impresso em 28/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 27/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Numero do processo: 13888.002275/2002-61
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS.
Em face do disposto no art. 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), c/c a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Resp 993.164, sob o regime do art. 543-C da Lei nº 8.869, de 11/01/1973 (CPC), reconhece-se o direito ao crédito presumido do IPI sobre aquisições, no mercado interno, de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, de pessoas físicas.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3301-001.885
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Fábia Regina Freitas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Em face do disposto no art. 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), c/c a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Resp 993.164, sob o regime do art. 543-C da Lei nº 8.869, de 11/01/1973 (CPC), reconhece-se o direito ao crédito presumido do IPI sobre aquisições, no mercado interno, de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, de pessoas físicas. Recurso Voluntário Provido
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CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Em face do disposto no art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), c/c a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Resp 993.164, sob o regime do art. 543C da Lei nº 8.869, de 11/01/1973 (CPC), reconhecese o direito ao crédito presumido do IPI sobre aquisições, no mercado interno, de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, de pessoas físicas. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Fábia Regina Freitas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 22 75 /2 00 2- 61 Fl. 320DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Ribeirão Preto que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que indeferiu, em parte, o pedido de ressarcimento (PER) de crédito presumido do IPI às fls. 03, apurado para o 3º trimestre de 2002, protocolado na data de 08/11/2002, cumulado com compensações de débitos tributários vencidos, objeto deste processo e dos juntados a este. A DRF em Piracicaba, SP, deferiu, em parte, o ressarcimento e homologou as compensações declaradas até o limite do valor reconhecido. O deferimento parcial do ressarcimento decorreu de glosas dos valores dos créditos presumidos apurados sobre aquisições de pessoas físicas e de cooperativas, bem como de outras aquisições que não se incluem no conceito de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, conforme Despacho Decisório às fls. 104/109. Inconformada com deferimento parcial do seu pedido e também com a homologação parcial das compensações declaradas, apresentou manifestação de inconformidade (fls. 114/132), insistindo no ressarcimento integral e na homologação das compensações, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “que é ilegal restringir, mediante atos administrativos, o que a Lei não restringiu, como é o caso das aquisições de insumos de pessoas físicas e cooperativas, bem como de mercadorias efetivamente empregadas no processo produtivo, conforme sua análise da legislação, o entendimento dos tribunais e acórdão do Conselho de Contribuintes citados.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, conforme Acórdão nº 1423.651, datado de 06/05/2009, às fls. 156/162, sob as seguintes ementas: “CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. Os valores referentes às aquisições de insumos de pessoas não contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não integram o cálculo do crédito presumido por falta de previsão legal. Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são os admitidos na legislação aplicável ao IPI, não bastando simplesmente participar do ciclo produtivo do estabelecimento. INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para declarar a inconstitucionalidade da lei e dos atos infralegais.” Cientificada dessa decisão, inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 167/168), requerendo a sua reforma a fim de que se defira seu pedido de ressarcimento, alegando, em síntese, as mesmas razões expendidas na manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 321DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.002275/200261 Acórdão n.º 3301001.885 S3C3T1 Fl. 321 3 Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. Depois de interposto o presente recurso voluntário, a recorrente apresentou o requerimento às fls. 215, datado de 28/02/2010, informando que, em face de sua adesão ao parcelamento instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, com exceção do direito ao crédito relativo às aquisições de canadeaçúcar de pessoa física, desiste de todos os demais questionamentos contra a glosa efetuada, inclusive, renunciando às respectivas alegações de direito sobre as quais estão fundamentadas. Assim, a questão de mérito se restringe ao direito de a recorrente apurar créditos presumidos do IPI sobre os custos incorridos com aquisições de canadeaçúcar de pessoas físicas. A Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, que institui o crédito presumido do IPI, assim dispõe: “Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Art. 4º Em caso de comprovada impossibilidade de utilização do crédito presumido em compensação do Imposto sobre Produtos Industrializados devido, pelo produtor exportador, nas operações de venda no mercado interno, farseá o ressarcimento em moeda corrente.” [...].” Conforme se verifica do conteúdo do art. 1º dessa lei, o crédito presumido do IPI é o valor do PIS e da Cofins incidente e pago nas respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, sendo que o art. 5º, daquela mesma lei, estabelece que eventual restituição ao fornecedor das contribuições pagas, bem assim a compensação mediante crédito implica estorno do crédito presumido pelo produtor exportador. Fl. 322DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 Assim, não tendo o produtor exportador pagado PIS e Cofins nas aquisições de não contribuintes destas contribuições, não há do que se ressarcir. Ressarcimento implica pagamento na etapa anterior, como não houve pagamento das contribuições não há custos a serem ressarcidos. No entanto, em face do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no RESP 993.164, decidido sob o regime do art. 543C da Lei nº 5.869, de 11/01/1973 (CPC), e do disposto no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), art. 62A, os valores dos créditos presumidos do IPI, apurados sobre aquisições de cooperativas e de pessoas físicas, glosados pela autoridade administrativa competente e mantidos pela autoridade julgadora de primeira instância, deverão ser restabelecidos, reconhecendose à recorrente o direito ao ressarcimento do benefício sobre os custos incorridos com aquisições de canadeaçúcar de pessoas físicas. Em face do exposto, dou provimento ao recurso voluntário para reconhecer o direito de a recorrente apurar créditos presumidos do IPI sobre os custos com aquisições de canadeaçúcar de pessoas físicas, cabendo a autoridade administrativa apurar os valores sobre tais aquisições e ressarcir/compensar os valores apurados. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 323DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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