Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13706.006165/2008-55
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL E IDÔNEA IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO
A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados por meio de documentação hábil e idônea. Sendo comprovada a despesa de forma parcial, afigura-se
necessário o restabelecimento parcial da glosa efetuada pelo lançamento.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-001.432
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$16.550,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2005 DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL E IDÔNEA IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados por meio de documentação hábil e idônea. Sendo comprovada a despesa de forma parcial, afigura-se necessário o restabelecimento parcial da glosa efetuada pelo lançamento. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 13706.006165/2008-55
conteudo_id_s : 5230767
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.432
nome_arquivo_s : Decisao_13706006165200855.pdf
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13706006165200855_5230767.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$16.550,00, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
id : 4579337
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1741672649415720960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1563; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 65 1 64 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13706.006165/200855 Recurso nº 886.870 Voluntário Acórdão nº 280101.432 – 1ª Turma Especial Sessão de 16 de março de 2011 Matéria IRPF Recorrente MARILENE BOURGET LEITÃO PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL E IDÔNEA IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados por meio de documentação hábil e idônea. Sendo comprovada a despesa de forma parcial, afigurase necessário o restabelecimento parcial da glosa efetuada pelo lançamento. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas médicas no valor de R$16.550,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Fl. 65DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 66 2 Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Carlos Cesár Quadros Pierre e Tânia Maria Paschoalin. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que transcrevo abaixo: “Tratase de Notificação de Lançamento (fls. 09/11) em nome do sujeito passivo em epígrafe, decorrente de procádimento de revisão da sua Declaração de Ajuste Anual do exercício 2006 (fls. 36/39), onde se / constatou a dedução indevida de despesas médicas no valor total de R$ 42.692,80 (fls. l0/verso). De acordo com a Complementação da Descrição dos Fatos, as despesas médicas relacionadas pela autoridade fiscal foram excluídas por não se revestirem das formalidades legais exigidas: Ivo Steiman — R$ 42,00, Múcio Canedo — R$ 100,00, Sebastião Evandro — R$ 4.100,00, Xênia Sicueira — R$ 150,00, Edgar Guilherme — R$ 7.300,00, Liramênia Campos — R$ 9.000,00 e Maria de Fátima Pinheiro — R$ 22.000,00. Após a revisão da declaração, foi apurado o imposto suplementar de R$ 11.740,52, que resultou no crédito tributário de R$ 23.670,06 já acrescido de multa de oficio e juros de mora (fls. 09). Cientificada da exigência, por via postal, em 22/07/2008 (fls. 41), a interessada apresentou impugnação em 14/08/2008 (fls. 01/06), por intermédio de sua procuradora, com os argumentos a seguir sintetizados. a) Afirma que jamais teve a intenção de agir de forma ilegal ou com máfé. b) Apresenta questões pessoais psicológicas que resultaram em outros problemas de saúde. c) Informa que a despesa de R$ 42,00 referese a consulta dermatológica com o Dr. Ivo Steiman, cujo pagamento foi efetuado mediante cheque do Banco Itaú, sem emissão de recibo. Alega que, devido ao curto prazo para impugnação, tornouse impossível obter a cópia do cheque com 'a Instituição Financeira para a comprovação de suas alegações, mas entende que a Receita Federal possui meios de obter o número do referido cheque e comprovar esses fatos. Defende que é justo e correto a contribuinte declarar o valor pago com despesas médicas mesmo semi recibo, tendo apenas como comprovante a receita médica. d) Argumenta que, por um equívoco da funcionária do Dr. Múcio Canedo, foi incluído o nome de sua filha no recibo referente à sua consulta oftalmológica. Acrescenta que sua filha foi atendida utilizando o plano de saúde Golden Cross, pelo qual o profissional em questão é credenciado, mas que não foi possível conseguir nenhum documento q e comprovasse tal fato. Alega Fl. 66DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 67 3 que o carimbo com o nome do médico consta do recibo original, mas ficou ilegível na cópia juntada. Informa o endereço e telefone do mesmo. e) Expõe que possui periodontopatia crônica e que faz tratamento com e Dr. Sebastião Evandro Ferreira Gomes, parcelado e quitado conforme documento em anexo. f) Assere que os recibos médicos da Dra. Xênia Siqueira Borges de Carvalho são incontestáveis e que a ausência de endereço não é uma irregularidade e/o ilegalidade da contribuinte, já que é dever da médica cumprir as exigências legais. Informa e endereço profissional da mesma e alega que não pode ser penalizada por erro de terceiros. g) Afirma que os recibos do Sr. Edgar Guilherme Middendorf referemse a tratamento de fisioterapia, DOIN e massoterapia. No entanto, reconhece a dúvida sobre a qualificação profissional do Dr. Edgar, tendo conhecido como fisioterapeuta. h) Alega que, por insistência de seus filhos, aceitou procurar uma psicóloga para tentar impedir que seu quadro ficasse pior devido à seqüência de problemas familiares ocorridos desde 2000. Esclarece que o pagamento efetuado à psicóloga Liramênia Campos do Nascimento corresponde a oito atendimentos mensais durante todo o ano. Informa o endereço da profissional e discorre mais detalhadamente sobre seu estado de saúde. i) Sustenta que o tratamento dentário realizado pela Dra. Maria de Fátima Pinheiro foi aplicado na própria contribuinte e junta os recibos correspondentes ao seu pagamento parcelado. j) Ressalta que as despesas médicas declaradas são compatíveis com os seus rendimentos e que não consta do Auto qualquer limite previsto para esses gastos.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente em parte o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, desde que especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu. DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Cabe ao contribuinte juntar à sua defesa todos os documentos necessários à confirmação das deduções glosadas no lançamento. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 68 4 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, notadamente em relação aos pontos do mantidos no lançamento pela decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, porque presentes os seus requisitos de admissibilidade. Tratase o presente de lançamento decorrente de procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual da Recorrente, referente ao exercício 2006 (fls. 36/39), onde se constatou suposta dedução indevida de despesas médicas no valor total de R$ 42.692,80 (fls. 10/verso). Na decisão ora recorrida, a autoridade julgadora de primeira instância julgou parcialmente procedente o lançamento, para restabelecer a glosa referente aos recibos do Dr. Sebastião Evandro Ferreira Gomes e da Drª Maria de Fátima Pinheiro, no total de R$ 4.100,00 e R$ 22.000,00, respectivamente. Assim, o Recurso Voluntário pretende que sejam restabelecidas as glosas decorrentes dos recibos de prestação dos serviços prestados pelos seguintes profissionais: Ivo Steiman, no valor de R$ 42,00; Múcio Canedo, no valor de R$ 100,00; Xênia Sicueira, no valor de R$ 150,00; Edgar Guilherme, no valor de R$ 7.300,00; e, por fim, Liramênia Campos, no montante de R$ 9.000,00. Primeiramente, cumpre trazer à baila a legislação acerca do tema, a começar pela Lei nº 9.250/95: “Art. 8º. A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença: (...) II – das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º – O disposto na alínea “a” do inciso II: (...) III – limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro de Pessoas Jurídicas de quem recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetivado o pagamento.” Fl. 68DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 69 5 O art. 29 do Decreto nº 70.235/72, por sua vez, dispõe que: “Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.” Por fim, o art. 73, §1º, do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99, especifica que: “Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º)”. No caso concreto sob análise, consoante se pode apurar dos documentos acostados aos autos do processo, o Recorrente traz algumas provas hábeis e idôneas, aptas a corroborar o que expõe em parte do Recurso Voluntário. No que se refere aos pagamentos realizados para a Drª Xênia, fato é que os recibos indicaram de forma satisfatória o serviço prestado, o valor, o nome, e o número no órgão de classe profissional, além de ter a Recorrente colacionado no Recurso Voluntário declarações nas quais a profissional confirma a veracidade do serviço. Já para o Dr. Edgar G. Middendorf, comprovase que o mesmo é fisioterapeuta, inscrito no CREFITO sob o nº 106658200, com endereço profissional sito Av. Alfredo Baltazar da Silveira, nº 419, sala 1606, bloco1, Recreio, Rio de Janeiro – RJ, razão pela qual há que se restabelecer a respectiva glosa. Com base nas informações prestadas no recurso em análise, constatase que a Drª. Liramênia encontrase devidamente inscrita no Conselho Regional de Psicologia sob o nº 10.102, com endereço profissional sito Rua Pedro Luis nº 93 Sem Braço Búzios RJ Tels: (22) 26236212 – 99157732 e que o Dr. Múcio encontrase inscrito no Conselho Regional de Medicina sob o nº 2 5.643, com endereço profissional sito Rua 95 n 2 194 – Setor Sul Goiânia Goiás Tel: (62) 32294432, pelo que restam cumpridos os requisitos legais. Por fim, sendo certo que a Recorrente não traz qualquer documento apto a comprovar o serviço prestado pelo profissional Ivo Steiman, certo é que tal glosa deve ser mantida. Sendo assim, haja vista a comprovação de parte das despesas médicas pela Recorrente, dou provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas medicas no valor de R$ 16.550,00. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 69DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13706.006165/200855 Acórdão n.º 280101.432 S2TE01 Fl. 70 6 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 16/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 18/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13727.000144/2002-92
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
ANO-CALENDÁRIO: 1997
NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE DE RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO.
Nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72, não se conhece, por intempestivo, de Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da ciência da decisão proferida pela primeira instância.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3805-000.065
Decisão: ACORDAM os Membros da QUINTA TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por perempto, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF ANO-CALENDÁRIO: 1997 NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE DE RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. Nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72, não se conhece, por intempestivo, de Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da ciência da decisão proferida pela primeira instância. Recurso não conhecido.
dt_publicacao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13727.000144/2002-92
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 5459604
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3805-000.065
nome_arquivo_s : 380500065_13727000144200292052009.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13727000144200292_5459604.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da QUINTA TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por perempto, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
id : 4614479
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-27T15:23:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-04-27T10:48:57Z; Last-Modified: 2015-04-27T15:23:06Z; dcterms:modified: 2015-04-27T15:23:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:b0380189-5c09-458b-89e1-e7f222f1592e; Last-Save-Date: 2015-04-27T15:23:06Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-27T15:23:06Z; meta:save-date: 2015-04-27T15:23:06Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-04-27T15:23:06Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-04-27T10:48:57Z; created: 2015-04-27T10:48:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2015-04-27T10:48:57Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-04-27T10:48:57Z | Conteúdo =>
_version_ : 1741672649416769536
score : 1.0
Numero do processo: 13736.001741/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2006
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2801-001.224
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitaras preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no. DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 13736.001741/2008-11
anomes_publicacao_s : 201010
conteudo_id_s : 4942361
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.224
nome_arquivo_s : 280101224_13736001741200811_201010.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 13736001741200811_4942361.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitaras preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no. DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
id : 4736511
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1741672649419915264
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-07-19T14:46:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-07-19T14:46:43Z; Last-Modified: 2011-07-19T14:46:43Z; dcterms:modified: 2011-07-19T14:46:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d4ae5b35-92c6-4f4b-87c9-22015f32b1c2; Last-Save-Date: 2011-07-19T14:46:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-07-19T14:46:43Z; meta:save-date: 2011-07-19T14:46:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-07-19T14:46:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-07-19T14:46:43Z; created: 2011-07-19T14:46:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2011-07-19T14:46:43Z; pdf:charsPerPage: 1394; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-07-19T14:46:43Z | Conteúdo => S2-TE01 Fl. 35 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo no 13736.001741/2008-11 Recurso n° 516.173 Voluntário Acórdão if 2801-01.224 — 1' Turma Especial Sessão de 21 de outubro de 2010 Matéria 1RPF Recorrente NILSON EVANGELISTA LIMA Recorrida DRJ/RIO DE JANEIRO II/RJ ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2006 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94. A Lei if 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF if 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Amarylles Reinaldie Henriques Resende — Presidente e Relatora EDITADO EM: 03/12/2010 Participaram do julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Antônio de Padua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Tania Mara Paschoalin, Carlos Cesar Quadros Pierre e Julio Cezar da Fonseca Furtado. Relatório Trata-se de lançamento de (Akio, cuja ciência se deu antes de transcorrido o prazo de cinco anos contados da data do fato gerador do imposto em discussão, cuja matéria em litígio restringe-se à omissão de rendimentos referidos no artigo 1°, inciso III, da Lei n" 8.852, de 1994. Adotar-se-á no julgamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, sera aplicada a este recurso c a todos os demais repetitivos, conforme divulgado através da pauta de julgamento: "0 item 78 é acórdão paradigma do julgamento dos recursos correspondentes aos itens 108 a 305. Os interessados em fazer sustenta cão oral nos citados recursos deverão jazê-lo no dia e hora previstos para o julgamento do item 78, na forma do Art. 47, parcigrafos e 2" do Regimento Interno do CARE 78 - Recurso: 172.519 - Processo: 13747.000277/2007-35 - Recorrente: ADEMIR DA SILVA - Recorrida: 1" TURMA/DR1 RIO DE JANEIRO II/RJ Matéria: IRPF - Exercício. 2004." É o relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. 0 recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Conforme relatado, a ciência do lançamento se deu antes de transcon-ido o prazo de cinco anos contados da data do fato gerador do tributo em discussão (artigo 150, §4°, do CTN). Relativamente ao mérito, destaque-se que as razões de decidir são aquelas expostas no Acórdão 2801-01.039, anexo, proferido por este Colegiado, em 21 1 1012010, no julgamento do Processo n° 13747.000277/2007-35, cujo recorrente é ADEMIR DA SILVA, o qual passa a ser parte integrante deste julgado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende 2 DF CARF MF F1.52 S2-TE01 Fl. 52 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13747.000277/2007-35 Recurso n° 172.519 Voluntário Acórdão n° 2801-01.039 — 1' Turma Especial Sessão de 21 de outubro de 2010 Matéria IRPF Recorrente ADEMIR DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário: 2003 ERPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEIN' 8.852/94. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em ne gar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no arti go 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, re gulamentado pela Portaria CARP' n° 83, de 24/09/2009, publicada no DOU de 29/09/2009, pá gina 50, que trata dos recursos repetitivos. Assinado digitalmente Amarylles Remain Henriques Resende - Presidente Assinado digital/mime Antonio de Padua Athayde Magalhães- Relator -I D, L 2B Participaram do presbrie j iflgamento os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Antonio de Padua Atha yde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Asoinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 1B/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalrnente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Emitido em 14/12/2010 pelo Ministario da Fazenda DF CARF MF Fl. 53 Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento, tls. 04/06, decorrente do resultado da revisão efetuada na declaração de rendimentos retificaclora apresentada pelo contribuinte, referente ao exercício 2004, ano-calendário 2003. A fiscalização apontou que houve omissão de rendimentos informados em DaF pela fonte pagadora, além de compensação indevida de IRRF. Cientificado do lançamento ern 08/06/2007, conforme AR - Aviso de Recebimento à fl. 34, o contribuinte apresentou sua impugnação em 19/06/2007, As fls. 01/02, argumentando, em síntese, que apresentou declaração retificadora do exercício 2004 efetuando alteração de valores anteriormente informados como rendimentos tributáveis, uma vez que, no Informe de Rendimentos, sua fonte pagadora não os havia excluído da tributação. Esclarece que assim o fez ao amparo do art. 1 0, inciso Ill, alíneas "b", "j", e "n", da Lei n° 8.852/94. Ao apreciar a questão, o órgão colegiado de primeira instancia decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência da exigência fiscal, nos termos do Acórdão As fls. 36/40. Devidamente intimado da decisão a quo em 15/10/2008, nos termos do AR— Aviso de Recebimento A. fl. 47, o contribuinte interpas o Recurso Voluntário as fls. 48/49. Ern suas razões, o recorrente apresenta idêntica linha de argumentação posta na impugnação. Cumpre ressaltar que se adotará no presente julgamento o procedimento previsto na Portaria CARE' n° 83, de 24/09/2009, publicada no DOU de 29/09/2009, página 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no presente recurso-padrão, será aplicada a todos os demais recursos repetitivos incluídos na mesma pauta de julgamento, conforme a seguir: No julgamento dos itens 78 (recurso-padrão) e 108 a 305 (demais recursos repetitivos) será adotado o procedimento previsto na Portaria CARE n° 83, de 24/09/2009 DOU de 29/09/2009, tendo como idêntica questão de direito as exclusões do conceito de remuneração contidas nas alíneas "a" até "r" do inciso III, do art. 1 0, da Lei n° 8.852/94. 78 - Processo: 13747.000277/2007-35 - Recorrente: ADEMIR DA SILVA - Recorrida: 1° TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO II/RJ - Matéria: IRPF — Exercício: 2004. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Padua Athayde Magallides, Relator. O recurso em julgamento foi ternpestivanaente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autentrcado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda 1)F CARF MF Fl. 54 Processo if 13747.000277/2007-35 S2 -TE01 Acórciar a.' 2801-01.039 Fl. 53 A partir da análise dos autos, constata-se que o presente litígio restringe-se a discussão acerca da interpretação da Lei n° 8.852, de 04/0211994, uma vez que o contribuinte não contestou a infração "Compensação Indevida de IRRF", encontrando-se, portanto, como bem ressaltado no acárddo recorrido, administrativamente consolidada, nos termos do art. 17 do Decreto n° 70.235/72, esta parcela do credito tributário lançado. E assim, no tocante à matéria que resta á. apreciação, assevera-se, de inicio, que a norma posta em destaque pelo recorrente (Lei n° 8.852, de 04/02/1994) versa sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, §1°, da Constituição Federal, e di outras providências, in verbis: Art. 1°. Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração publica direta, indirect e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: I - como vencimento básico: a) a retribuição a que se refere o art. 40 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, devida pelo efetivo exercício do cargo, para os servidores civis por ela regidos; b) o soldo definido nos termos do art. 6. 0 du Lei 8.237, de 30 de setembro de 1991, para os servidores militares; c) o salário básico estipulado em planos ou tabelas de retribuição ou nos contratos de trabalho, convenções, acordos ou dissidios coletivos, para os empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista, de suas subsidiárias, controladas ou coligadas, ou de quaisquer empresas ou entidades de cujo capital ou património o poder público tenha o controle direto ou indireto, inclusive ern virtude de incoiporagdo ao patrimônio publico; II - como vencimentos, a soma do vencimento básico C0111 us vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III - como remuneração, a soma dos vencimentos coin os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas a natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo exchddas: a) diárias; ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transpor/e, c) auxilio-fardamento; d) gratificação de compensação orgánica, a que se refere o art. 18 da Lei 8.237, de 1991; e) salário-família; Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANADwi8 tacfskR,A9A-41-siat4Na,v,EL,4219,,i6iftc#Açar-ki-H8d4i0; NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 0911112010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 3 Emitido em 14112/2010 pelo Ministêrio da Fazenda CARF MF Fl. 55 g) abono pecuniário resultante da conversão de ate 1/3 (um terço) das férias; 11) adicional ou auxilio-natalidade; i) adicional ou auxilio-funeral; adicional ou férias, até o limite de 1/3 (um terço,) sobre a retribuição habitual; I) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regimentos, convenções, acordos ou dissidios coletivos e desde que o valor pago não exceda ern mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; tn) adicional notut-no, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licença-prêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa publica ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a I °. de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de periculosiclade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período ern que o beneficiário estiver sujeito as condições ou riscos que deram causa à sua concessão; q) hora de repouso e alimentação e adicional de sobreaviso a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3.° e o inciso II do art. 6. 0 da Lei 5.811, deli de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatório esteja definido em lei, ou seja, reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo, (vetado pelo Presidente da República e mantido pelo Congresso Nacional - D.O.U. 05-04-94). Parágrafo 1°. 0 disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatória. Como se pode observar, em seu art. 1 0 , a Lei n° 8.852/94 define a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dividindo-a cm vencimento básico (inciso I), vencimentos (inciso II), e remuneração (inciso III), para aplicação dos seus dispositivos. O inciso UI explica o que compreende a remuneração, configurando-se "a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei n° 8.112/90, ou outra paga sob o mesmo fundamento [..1". Ao final, exclui da remuneração algurnas verbas. Para melhor esclarecer a matéria é necessário compreender qual foi a intenção do legislador ao fazer esta divisão, que se tomou importante para limitar o Assirodo rtgrd1sbiiifet 2aboaar2F61bi\êq¡3nli6ellq-BANOYS r/Acztd-agg-c9 -HIti o4VsAtasrMfeiEffhado que: NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/1112010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 Emitido em 14/1212010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF Fl., 56 Processo n° 13747.000277/2007-35 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-01.039 Fl. 54 Parágrafo 2°. As parcelas de retribuição excluídas do alcance do inciso III não poderão ser calculadas sobre base superior ao limite estabelecido no art. 3°. Neste pi-Limo, assim estabelece o art. 3 0 : Art. 3°. 0 limite máximo de remuneração, para os efeitos do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, corresponde aos valores percebidos, em espécie, a qualquer título, por membros do Congresso Nacional, Ministros de Estado e Ministros do Supremo Tribunal Federal. Portanto, o diploma legal em referência foi editado para regular os artigos 37, XI e XII da Constituição Federal, veiculando classificação dos diversos recebimentos para fins de determinação dos tetos de remuneração dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, sem qualquer vinculacão quanto b matéria do imposto de renda. Importante, neste ponto, destacar o disposto no art. 3°, § 1°, da Lei n° 7.713/88, ao estabelecer que o imposto dc renda incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos artigos 9° a 14 desta mesma Lei. E neste sentido, o § 4° do art. 3 0 define que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo. Corno se vê, as verbas destacadas pelo contribuinte em sua peça recursal configuram claramente rendimentos do trabalho, subsumindo-se ao conceito de renda definido no art. 43 do Código Tributário Nacional e A hipótese de incidência veiculada pelo art. 43 do RIR/99. No mais, para a concessão de isenção, é necessário lei especifica, nos termos do § 6° do artigo 150 da Constituição Federal, de 1988. E as legislações que embasam o pedido do presente recurso voluntário, não tratam especificamente da matéria tributária de isenção ou não incidência. Destaque-se que, nessa mesma linha de entendimento são as decisões sobre a matéria até então proferidas por este Egrégio Conselho. Transcrevo a seguir algumas ementas: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício. 2003 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. A Lei n° 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas, portanto as verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. (Recurso n° 156.795. Acórdão 1° CC n° 104-23.174, Sessão de 24 de abril de 2008) Assinado digitalmente ern 09/1//2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL. 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 5 Emitido em 14/12/2010 pelo Ministario da Fazenda DF CARF MF Fl. 57 IRPF - RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS - A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas. As verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço, adicional de férias e gratificacdo constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, it mingua de enunciado isetnivo na legislação. Recurso negado. (Recurso n° 155.978. Acórdão 1° CC n° 104- 22.484, Sessão de 25 de maio de 2007) OMISSÃO DE RENDIMENTOS - CONCEITO DE REMUNERAÇÃO - As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n°. 8.852, de 1994, não são hipóteses de isenção ou não incidência de JEFF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Recurso negado.(Recurso n° 159.315. Acórdão I° CC n° 104-22.932, Sessão de 07 de dezembro de 2007) Assim, é importante ressaltar que a regra geral é a tributação de todos os rendimentos decorrentes do trabalho assalariado, sendo necessária expressa previsão legal para que algumas verbas não se sujeitem à tributação. Verifica-se ainda que, na essência, a questão posta nos autos é similar a discussão travada no âmbito deste Egrégio Conselho, em que se discute a exclusão da "indenização de horas trabalhadas - JET" dos rendimentos tributáveis. E no tocante a este tema, a jurisprudência da Camara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) é pacifica no sentido de que rendimentos percebidos a titulo de "IBT" não têm caráter indenizatório e, sim, natureza salarial ou remuneratória, estando, pois, sujeitos A incidência do imposto de renda, senão vejamos: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Exercício: 1997, 1998 JEFF. REMUNERAÇÃO DE HORAS EXTRAS. PAGAMENTO SOB A DENOMINAÇÃO DE INDENIZAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS. NATUREZA JURÍDICA. Embora o pagamento tenha sido efetuado sob a denominação Indenização de Horas Trabalhadas, a natureza jurídica da verba é que define a incidência tributária ou não. lid incidência tributária, conforme dispõe o art. 43, II, do CTN, sobre renda e proventos quando ficar tipificado acréscimo ao patrimônio material do contribuinte, e ai estão inseridos os pagamentos efetuados por horas-extras trabalhadas, porquanto sua natureza é rem uneratória, e não indenizatória. (Recurso Especial n° 149.316. Acórdão CSRF n° 9202-00.219, Sessão de 21 de setembro de 2009)" "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1996 6 IRPF - VERBAS RECEBIDAS A TITULO DE INDENIZAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS (1H1) - NATUREZA SALARIAL - Assinado digitalmente em 09/11/21306EVWFODWAWAI DE MAGAL, 18/11 12010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente ern 091 11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Emitido em 14/12/2010 pelo Ministerio da Fazenda DF CARF .MF Fl. 58 Processo n° 13747 000277/2007-35 s2-rEut Acórdão n.° 2801-01.039 Fl. 55 Os valores percebidospelo contribuinte a titulo de IHT não têm caniter indenizatório e, sim, natureza salarial ou remutzeratória, estando, pois, sujeitos à incidência do imposto de renda, de acordo com precedente bastante atual da Primeira Seção do Egrégio ST.! (Ag. Rg. no REsp n° 933.117/RN). (Recurso Especial n° 104-150.035. Acórdão CSRF n° 9202- 00.183, Sessão de 18 de agosto de 2009)" (grifos acrescidos) Deste modo, diante da análise da referida legislação, infere-se claramente que as alíneas "a" até "r" do inciso III, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94 tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, mas sim, repise-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei n° 8.852/94. Isto posto, VOTO em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário apresentado nos autos. Assinado digitalmente Antonio de Pidua Athayde Magalhães Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NIALDf E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 7 Ernit,do em 14/12/2010 pelo Ministêrio da Fazenda
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000161/2004-67
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS.
Confirmado mediante documentação hábil e idônea o montante dos
rendimentos tributáveis efetivamente recebidos, retificase
o lançamento.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.345
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. Confirmado mediante documentação hábil e idônea o montante dos rendimentos tributáveis efetivamente recebidos, retificase o lançamento. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10925.000161/2004-67
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4862924
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 17 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.345
nome_arquivo_s : 280101345_10925000161200467_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10925000161200467_4862924.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4738369
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:07 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1741672649422012416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1426; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 96 1 95 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.000161/200467 Recurso nº 170.674 Voluntário Acórdão nº 280101.345 – 1ª Turma Especial Sessão de 8 de fevereiro de 2011 Matéria IRPF Recorrente LEONIR CARON Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. Confirmado mediante documentação hábil e idônea o montante dos rendimentos tributáveis efetivamente recebidos, retificase o lançamento. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Julio Cezar da Fonseca Furtado e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 100DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 04/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL 2 AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03 a 06, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$3.735,81, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 46verso): Através do formulário "Demonstrativo das Infrações", de fls. 05, verificase que a autuação foi lavrada por omissão de rendimentos recebidos decorrentes de trabalho com vínculo empregatício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), CNPJ 29.797.0360311 00, no valor de R$ 18.865,31. Observase também, com base no formulário "Mensagens", de fls.04, que a linha da declaração relativa aos rendimentos recebidos de pessoas jurídicas foi alterada para R$ 40.335,42. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 02), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 46verso): (...) que (...) seus rendimentos recebido no ano de 1999, em razão de tanto o INSS quanto à Prefeitura Municipal de São Miguel d'Oeste/SC, terem declarado que efetuaram pagamentos de salários ao mesmo tempo a seu favor. Afirma que "O correto é que no ano de 1999 foi descontado e devolvido pela Prefeitura de São Miguel d'Oeste e por mim (Leonir Caron) o montante de R$ 19.309,72 (dezenove mil e nove reais e setenta e dois centavos) conforme comprovantes de folhas n° 04 à 25 no código 125 DESC.REMP/RESTITIC. Conf anexos, portanto, sendo indevida a cobrança de imposto sobre valores que não ficaram em favor do Declarante (Leonir Caron)".(grifos no original) ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 5ª Turma DRJ Florianópolis/SC, conforme Acórdão de fls. 46 e 47, julgou procedente o lançamento com base, entre outras, nas seguintes considerações: Entretanto, em que pese os argumentos do contribuinte, os comprovantes juntados às fls. 09/30, que mostram descontos, a titulo de "DESC.REM.P/RESTITUIC", efetuados no salário que lhe é devido pela Prefeitura Municipal, não provam que haja incorreção nas Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte — Dirf, , emitidas pelas fontes pagadoras: Prefeitura Municipal de São Miguel d'Oeste e INSS (extratos juntados às fls.46/47), que apontam como rendimentos tributáveis pagos ao autuado no anocalendário 1999, respectivamente, os valores de R$ 21.470,11 e R$ 18.865,31. Fl. 101DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 04/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10925.000161/200467 Acórdão n.º 280101.345 S2TE01 Fl. 97 3 RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 26/09/2008 (fls. 51), o contribuinte, por intermédio de representante (Procuração às fls. 63, cópias de documentos de identidade às fls. 64), apresentou, em 22/10/1008, o Recurso de fls. 54 a 62, reafirmando, em síntese, que não recebeu rendimentos tanto da Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste quanto do INSS. Esclarece que é funcionário público federal lotado na Agência do INSS em São Miguel do Oeste, mas que esteve cedido ao mencionado Município para exercer função de confiança no Poder Público Municipal no período de 1997 a 2000, sem ônus para a instituição cedente. Assim, respeitando a legislação que rege tais casos, o Município repassava ao INSS a remuneração do contribuinte, o qual permaneceu recebendo tãosomente do INSS. Os documentos de fls. 65 a 93 são referentes ao pedido de liberação do funcionário para exercer cargo de confiança no Município de São Miguel do Oeste, bem como suas fichas financeiras referentes a 1997 a 2000, emitidas pelo INSS. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 95, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, conforme Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF constantes dos bancos de dados administrados pela Receita Federal do Brasil, o interessado teria recebido, no anocalendário de 1999, rendimentos tributáveis do INSS e da Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste/SC, o que motivou a autuação. O interessado, ao impugnar o lançamento, asseverou que fora cedido ao Município para exercer cargo de confiança e que os únicos rendimentos efetivamente recebidos foram pagos pela Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste. Explicou que o Município lhe descontava os salários referentes ao INSS e ressarcia o órgão cedente. As autoridades julgadoras de primeira instância entenderam que a comprovação de que o interessado sofria descontos ("DESC.REM.P/RESTITUIC") nos salários percebidos da mencionada Prefeitura Municipal era insuficiente para comprovar que as DIRFs apresentadas pudessem conter erros. Diante desse quadro, em sede de recurso voluntário, o contribuinte apresenta o documento de fls. 65, a saber, MEMORANDO/INSS/SRH/20.322.3 Nº 144/2001, de 23/04/2001, em que se dá notícia à CoordenaçãoGeral de Administração de Recursos Fl. 102DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 04/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL 4 Humanos que todas as despesas com a remuneração do servidor cedido, Leonir Caron, foram ressarcidas pela Prefeitura Municipal de São Miguel do Oeste. Portanto, não havendo dúvidas de que os salários pagos pelo INSS foram ressarcidos pelo Município, mediante descontos efetuados nas folhas de pagamentos do interessado (documentos de fls. 09 a 30), descontos esses não computados na DIRF de fls. 44, não há como considerar que os valores também informados na DIRF de fls. 45 (num total de R$18.865,31), entregue pelo INSS, como concomitantemente auferidos. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 103DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 18/02/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 04/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 12466.002139/2003-51
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.627
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200606
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 12466.002139/2003-51
anomes_publicacao_s : 200606
conteudo_id_s : 5587116
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.627
nome_arquivo_s : 30101627_12466002139200351_200606.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
nome_arquivo_pdf_s : 12466002139200351_5587116.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
id : 4627088
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2016-05-05T13:30:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: C:\Users\14675722172\Desktop\301.xps; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 14675722172; dcterms:created: 2016-05-05T13:29:21Z; Last-Modified: 2016-05-05T13:30:58Z; dcterms:modified: 2016-05-05T13:30:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: C:\Users\14675722172\Desktop\301.xps; xmpMM:DocumentID: uuid:e1b853a5-1520-11e6-0000-b0120a977101; Last-Save-Date: 2016-05-05T13:30:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2016-05-05T13:30:58Z; meta:save-date: 2016-05-05T13:30:58Z; pdf:encrypted: false; dc:title: C:\Users\14675722172\Desktop\301.xps; modified: 2016-05-05T13:30:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 14675722172; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 14675722172; meta:author: 14675722172; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-05-05T13:29:21Z; created: 2016-05-05T13:29:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2016-05-05T13:29:21Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 14675722172; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2016-05-05T13:29:21Z | Conteúdo =>
_version_ : 1741672649423060992
score : 1.0
Numero do processo: 10073.001709/2004-64
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2002
IRPF. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO.
Tendo sido o laudo pericial comprovadamente emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (Lei n° 9.250/1995, art. 30), afasta-se a tributação indevidamente exigida por suposta ineficácia documental.
IRPF. CPF UTILIZADO POR EX-CÔNJUGE.
Comprovado documentalmente que o lançamento foi efetuado sobre
rendimentos auferidos pelo ex-cônjuge que utilizava o CPF do contribuinte recorrente, é de se afastar a exigência. Matéria de prova.
Recurso provido.
Numero da decisão: 3805-000.085
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, no termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 IRPF. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. Tendo sido o laudo pericial comprovadamente emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (Lei n° 9.250/1995, art. 30), afasta-se a tributação indevidamente exigida por suposta ineficácia documental. IRPF. CPF UTILIZADO POR EX-CÔNJUGE. Comprovado documentalmente que o lançamento foi efetuado sobre rendimentos auferidos pelo ex-cônjuge que utilizava o CPF do contribuinte recorrente, é de se afastar a exigência. Matéria de prova. Recurso provido.
dt_publicacao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10073.001709/2004-64
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 6640448
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3805-000.085
nome_arquivo_s : 380500085_160065_10073001709200464_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10073001709200464_6640448.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, no termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4612423
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1741672649425158144
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T11:40:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T11:40:35Z; Last-Modified: 2009-08-10T11:40:36Z; dcterms:modified: 2009-08-10T11:40:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T11:40:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T11:40:36Z; meta:save-date: 2009-08-10T11:40:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T11:40:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T11:40:35Z; created: 2009-08-10T11:40:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-10T11:40:35Z; pdf:charsPerPage: 1265; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T11:40:35Z | Conteúdo => i S3-TEOS Fl. 88 71,14 :T.csi MINISTÉRIO DA FAZENDA , ,¡Si ttor• CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ..... : ...- 1 I Processo n° 10073.001709/2004-64 Recurso n° 160.065 Voluntário Acórdão n° 3805-00.085 — 5' Turma Especial Sessão de 28 de maio de 2009 Matéria IRPF Recorrente RONALDO ALCEDO REIS ALVES Recorrida 2' TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ II ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 IRPF. MOLÉSTIA GRAVE. COMPROVAÇÃO. Tendo sido o laudo pericial comprovadamente emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (Lei n° 9.250/1995, art. 30), afasta-se a tributação indevidamente exigida por suposta ineficácia documental. IRPF. CPF UTILIZADO POR EX-CÔNJUGE. Comprovado documentalmente que o lançamento foi efetuado sobre rendimentos auferidos pelo ex-cônjuge que utilizava o CPF do contribuinte recorrente, é de se afastar a exigência. Matéria de prova. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os embros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Adminis ativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, no termos 'o voto do Relator. - SIDNEY F R O : , RROS Presidente Exer• ,e e Relatork i Processo n° 10073.00170912004-64 S3-TE05 Acórdão n.°3805-00.085 Fl. 89 FORMALIZADO EM: 28 JUL 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos (Suplente convocado), Rubens Mauricio Carvalho e Sandro Machado dos Reis. Relatório Com a finalidade de descrever os fatos sob foco neste processo, até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto o relatório do acórdão de fls. 50 a 54 da instância a quo, in verbis: "Contra o contribuinte foi lavrado o Auto de Infração relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (fis. 04/11), ano-calendário 2001, para cobrança do crédito tributário, no valor total de R$ 7.984,67 (sete mil novecentos e oitenta e quatro reais e sessenta e sete centavos). O lançamento se reporta à revisão dos dados informados na declaração de ajuste anual/2002 (DAA) do interessado, tendo sido alteradas as seguintes linhas de sua DAA: * total dos rendimentos tributáveis para R$ 70.445,77; * imposto de renda retido na fonte para R$ 9.187,36. O auto de infração registra às fls. 07,08 e 10, os dispositivos legais considerados, pela autoridade fiscal, adequados para dar amparo ao lançamento. Inconformado, o interessado, ingressou com a impugnação de fls. 01/02, com os seguintes argumentos : 1.o interessado deveria ser informado, por escrito, do valor das receitas diferentes das lançadas em sua declaração de ajuste que originou o auto de infração, inclusive das retenções na fonte; 2.se houve algum rendimento recebido pelo contribuinte, o qual não foi lançado em sua DAA, a origem do rendimento deveria ser apurada, observando-se se o mesmo não se enquadrava no item de moléstia grave; 3. por fim, requer que, após analisada a documentação acostada ao presente, seja realizada a transposição dessas informações também para as declarações de ajuste de 2003 e 2004 e nas subseqüentes. Em 03 de novembro de 2004, o processo foi encaminhado à SACAT/DRFNOLTA REDONDA (fls. 22123), tendo sido anexados, em conseqüência, os documentos de fls. 25/31. Cabe frisar que o interessado solicitou à fl. 33 fosse juntada a petição de fls. 34/36, instruída com os documentos de fls. 37/38, alegando, em síntese, que: 2 \i" Processo n° 10073.001709/2004-64 83-TE05 Acórdão n.° 3805-00.085 Fl. 90 1.prestava serviços à Câmara Municipal de Barra Mansa , na função de cargo de confiança, quando soube que sua condição de portador de cardiopatia grave lhe dava isenção dos proventos da aposentadoria, pedida precocemente em 1999; 2.depois ter sido aposentado junto ao INSS, por ser portador de moléstia grave, passou a declarar seus rendimentos de aposentadoria como isentos e os percebidos de outras fontes empregaticias, ou de origem autônoma, como tributáveis; 3.contudo, a autoridade fiscal entendeu que todos os seus rendimentos são tributáveis, o que deu origem ao auto de infração objeto do presente; 4.assim, requer mais uma vez impugnação do auto de infração, reservando-se, do direito de ingressar na Justiça com ação própria para não ficar à mercê de interpretação errônea." A decisão de primeira instância, contudo, manteve o lançamento por concluir ser inservível o documento de fls. 28 e, também, por ter apurado que o único rendimento de aposentadoria recebido do INSS pelo interessado foi no montante de RS 9.780,12 (fls. 25, v.). Às fls. 59/63 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o contribuinte traz as seguintes razões, em síntese: 1. Que o médico municipal da Prefeitura Municipal de Barra Mansa emitiu o laudo em um minúsculo papel, onde constava o logotipo da Prefeitura e um carimbo do INSS certificando que ele é um MPL (Médico Perito Local), a sua matrícula SIAPE, faltando o número do CRM; Que essas ausências foram as razões para que o laudo não fosse aceito pelo autuante e pela Turma Julgadora de primeira instância; Que, no entanto, isso agora, em sede de recurso voluntário, está sendo sanado pela "confirmação de laudo" de fls. 67/69; IV. Que, de outro lado, a omissão de rendimentos do trabalho assalariado pagos pela Prefeitura Municipal de Volta Redonda refere-se a uma "tremenda confusão", pois, na verdade, o número do CPF do Recorrente estava sendo utilizado por sua ex- esposa, agora com o nome de solteira MARCIA DUARTE FURTADO, CPF 072.607.787-92 a partir da data do divórcio, conforme documentos de fls. 70/72; V. Que em julgamento da Notificação de Lançamento n° 2005/607405049272042, em face da protocolização, pelo Recorrente, de uma Solicitação de Retificação de Lançamento — SRL, as argumentações supra — tanto quanto à autenticidade do laudo médico como em relação à utilização de seu CPF pela ex-esposa — foram aceitas, com a anulação da Notificação (docs. de fls. 65/66). É o relatório. Processo n° 10073.001709/2004-64 S3-TE05 Acórdão n.° 3805-00.085 A. 91 Voto Conselheiro SIDNEY FERRO BARROS, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. O lançamento decorreu da inclusão, entre os rendimentos tributáveis do contribuinte, da importância correspondente a R$ 16.647,85, confonne se observa, por diferença, no documento "Demonstrativo das Alterações na Declaração de Ajuste Anual" de fls. 06. Tal acréscimo de oficio gerou o IR suplementar de R$ 3.665,22. Não fica claro por que o autuante considerou R$ 16.647,85, onde deveria, segundo seus critérios, considerar R$ 22.627,97, que corresponde à soma dos R$ 12.847,85 (fls. 49 — fonte pagadora CNPJ 32.512.501/0001-43 — Prefeitura Municipal de Volta Redonda) com os R$ 9.780,12 (INSS — tls. 25-v.), uma vez que entendeu não aplicável ao Recorrente a isenção por moléstia grave pelas razões suso relatadas. Contudo, o fato que se extrai dos autos é que o lançamento não pode ser mantido. O conjunto de provas acostado, em especial, ao recurso voluntário, espanca ambas as acusações e, assim, afasta a exigência, pois: as declarações de fls. 67 a 69 demonstram integralmente a condição de portador de moléstia grave do contribuinte desde 1997, atestado por laudo emitido por serviço médico oficial municipal — assim, inexiste razão para tributar os proventos de aposentadoria; a declaração de fls. 73 comprova que o interessado nada recebeu da Prefeitura de Volta Redonda nos últimos 20 anos; o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de IR Fonte de fls. 74 comprova que a importância de R$ 12.847,85 foi paga à ex-esposa do Recorrente, MARCIA FURTADO ALVES, com o CPF deste, conforme declaração da própria fonte pagadora (fls. 70); questão semelhante se verificou em 2004, tendo o Fisco aceitado estas explicações dadas pelo contribuinte, conforme documento de fls. 65. Por todo o expo o, dou provimento ao recurso. Sala das ssões DF, em 28 de maio de 2009 SIDNEY F O RROS 4 Page 1 _0019600.PDF Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13629.000552/2003-33
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Data do fato gerador: 04/07/1997
Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO. AUSÊNCIA DE ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. NULIDADE.
O ato exarado pela autoridade administrativa que determinou a exclusão do contribuinte é vinculado, deve encontrar-se revestido de forma, de finalidade, de motivação e de objeto, para que tenha validade e produza seus jurídicos e legais efeitos.
IMPRESCINDIBILIDADE.
O Ato Declaratório de Exclusão importa em sua efetiva expedição. Sua inexistência implica a impossibilidade de exame de sua legalidade.
PROCESSO ANULADO AB INITIO
Numero da decisão: 301-33.966
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: OTACILIO DANTAS CARTAXO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200706
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Data do fato gerador: 04/07/1997 Ementa: SIMPLES. EXCLUSÃO. AUSÊNCIA DE ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. NULIDADE. O ato exarado pela autoridade administrativa que determinou a exclusão do contribuinte é vinculado, deve encontrar-se revestido de forma, de finalidade, de motivação e de objeto, para que tenha validade e produza seus jurídicos e legais efeitos. IMPRESCINDIBILIDADE. O Ato Declaratório de Exclusão importa em sua efetiva expedição. Sua inexistência implica a impossibilidade de exame de sua legalidade. PROCESSO ANULADO AB INITIO
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 13629.000552/2003-33
anomes_publicacao_s : 200706
conteudo_id_s : 6641569
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 17 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-33.966
nome_arquivo_s : 30133966_13629000552200333_200706.pdf
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : OTACILIO DANTAS CARTAXO
nome_arquivo_pdf_s : 13629000552200333_6641569.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular o processo ab initio, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2007
id : 4619830
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-03-15T17:39:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-03-15T17:39:44Z; created: 2013-03-15T17:39:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-03-15T17:39:44Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-03-15T17:39:44Z | Conteúdo =>
_version_ : 1741672649429352448
score : 1.0
Numero do processo: 13161.000159/2004-65
Data da sessão: Mon Jun 29 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jun 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2002
GANHO DE CAPITAL. PERMUTA.
Para que seja afastada da base de cálculo do ganho de capital o valor da permuta, a legislação exige que a escritura pública da operação seja de permuta.
MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. CONFISCO.
Cabível a aplicação da multa de oficio sobre diferenças do imposto lançados de oficio. O principio constitucional da vedação ao confisco é dirigido aos tributos em geral e não alcança as multas de lançamento de oficio.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 3805-000.126
Decisão: ACORDAM os membros da QUINTA TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal (AF) - ganho de capital ou renda variavel
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal (AF) - ganho de capital ou renda variavel
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200906
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 GANHO DE CAPITAL. PERMUTA. Para que seja afastada da base de cálculo do ganho de capital o valor da permuta, a legislação exige que a escritura pública da operação seja de permuta. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. CONFISCO. Cabível a aplicação da multa de oficio sobre diferenças do imposto lançados de oficio. O principio constitucional da vedação ao confisco é dirigido aos tributos em geral e não alcança as multas de lançamento de oficio. Recurso Negado.
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13161.000159/2004-65
anomes_publicacao_s : 200906
conteudo_id_s : 6641260
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3805-000.126
nome_arquivo_s : 380500126_160730_13161000159200465_008.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : RUBENS MAURICIO CARVALHO
nome_arquivo_pdf_s : 13161000159200465_6641260.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da QUINTA TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Mon Jun 29 00:00:00 UTC 2009
id : 4614269
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1741672649432498176
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T12:33:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T12:33:30Z; Last-Modified: 2009-09-03T12:33:30Z; dcterms:modified: 2009-09-03T12:33:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T12:33:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T12:33:30Z; meta:save-date: 2009-09-03T12:33:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T12:33:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T12:33:30Z; created: 2009-09-03T12:33:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-09-03T12:33:30Z; pdf:charsPerPage: 1187; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T12:33:30Z | Conteúdo => : $ S3-TE05 Fl. 88 , . ., /AV P ‘ t\g--y. '5 ‘i. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13161.000159/2004-65 Recurso n° 160.730 Voluntário Acórdão n° 3805-00.126 — 5* Turma Especial Sessão de 29 de junho de 2009 Matéria IRPF Recorrente IRSE SALETE REOLON Recorrida 2aTURMA/DRJ-CAMPO GRANDE/MS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 GANHO DE CAPITAL. PERMUTA. Para que seja afastada da base de cálculo do ganho de capital o valor da permuta, a legislação exige que a escritura pública da operação seja de permuta. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. CONFISCO. Cabível a aplicação da multa de oficio sobre diferenças do imposto lançados de oficio. O principio constitucional da vedação ao confisco é dirigido aos - tributos em geral e não alcança as multas de lançamento de oficio. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da QUINTA TURMA ESPECIAL da TERCEIRA íçSEÇÃO do CONSELHO ADMl ISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em NEGAR PRO \IME TO A RECURSO, nos termos do voto do Relator. SIDNEY F RRO RROS ç s Presidente e exerc cio OP RUB i5 MAURÍCIO CARVALHO Relator i Processo n° 13161.000159/2004-65 S3-TE05 Acórdão n.° 3805-00.126 Fl. 89 FORMALIZADO EM: 21 AGO 2009 • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Núbia Matos Moura (Suplente convocada) e Sandro Machado dos Reis. Relatório Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto o relatório do acórdão de fls. 40 a 49 da instância a quo, in verbis: Contra Irse Salete Reolon, acima qualificada, foi lavrado o Auto de Infração e respectivos anexos de fls. 12/21, apurando-se omissão de ganhos de capital obtido na alienação de bens e direitos. Tal ganho demonstrado às fls. 13/16 resultou num imposto devido de R$ 25.550,32 ao qual foram acrescidos multa de oficio e juros de mora calculados até 30/01/2004, totalizando um crédito tributário de R$ 56.806,47. Inicialmente foi expedido Mandado de Procedimento Fiscal de fl. 01 autorizando o início do procedimento de fiscalização, o qual resultou no Auto de Infração ora contestado. Com base nos documentos apresentados, que constam do Anexo I do presente processo, foi elaborado o Relatório Final (fls. 07/11) que concluiu ter havido ganho de capital no valor de R$ 170.335,50, obtido com a alienação do imóvel localizado em Lucas do RioVerde/MT, ocorrida em 19/06/2001. O auto de infração foi lavrado em 11/02/2004 e dada ciência ao contribuinte em 12/02/2004 (fl. 12). A contribuinte apresentou, em 12/03/2004, a impugnação de fls. 26/37, alegando, em síntese, que: Não existência de alienação, hipótese de permuta. caracterização de não incidência de IRPF. • Embora não mencione a auditora em seu Relatório Final, existiu outra escritura, onde figura como vendedor o Sr. Oliveiro Hoffmann e como compradora a contribuinte impugnante. Com isso infere-se que na realidade houve uma permuta, pois foram lavradas duas escrituras de venda e compra (apenas nominalmente), sendo que em uma delas consta como vendedor, e noutra como comprador; • Apesar de não existir formalmente uma escritura pública de permuta, é cediço que as duas escrituras devem ser analisadas num contexto, chegando-se a conclusão acurada de existir material e realmente uma permuta; • O fisco dá maior valor ao formalismo em detrimento da verdade real, chegando a uma conclusão viciada, qual seja ter havido tão somente uma venda e compra; • Nesse diapasão, tem-se urna inexorável e diametral ofe • principio constitucional não-positivado da razoabilidade/proporcional*”4, ,/ 2 Processo e 13161.000159/2004-65 S3-TE05 Acórdão n.°3805-00.126 Fl. 90 • Chega-se à conclusão de tratar-se de um contrato de permuta, cuja regulação é aquela apregoada pelo Código Civil, em seu art. 533 e seguintes; Inexistência de demonstrativo de cálculo para se apurar montante. invalidade. • A autoridade autuante não demonstra de forma clara, objetiva e escorreita a via adotada para se chegar ao montante tido como devido, neutralizando a possibilidade constitucional de defesa por parte do contribuinte; Inexistência do crédito exigido: hipótese tributária do imposto sobre a renda, fato impositivo expresamente previsto na constituição e rigorosamente delimitado. impossibilidade de ampliação ou restrição, nulidade da exigência fiscal • É fundamental precisar a definição constitucional de "renda" para confrontá-la com aquela que está sendo dada pelo legislador Federal. E mais, averiguar se a sua aplicação está respeitando os limites estabelecidos pelo Texto Constitucional; • A Constituição delimita a definição de renda como sinônimo de "resultado" de entradas e saídas E desse confronto, realizado ao final de cada exercício, entre as receitas e despesas é que se vai determinar se houve ou não acréscimo patrimonial a ser tributado; • É terminantemente vedado ao legislador infraconstitucional e ao aplicador do direito, manipular os critérios de apuração das oscilações patrimoniais do contribuinte, para alcançar pela tributação, via imposto sobre a renda, situações não abrangidas pela definição constitucional de renda, o que definitivamente ocorre no presente caso, ao ter o fiscal autuado a contribuinte com base em mera valorização imobiliária, cuja ocorrência é consectário lógico da propriedade prolongada no tempo; • A autuação não obedeceu aos critérios legais para autuar a contribuinte, pois a atuação do legislador ordinário não é totalmente livre, deve observar as normas de construção do sistema, ou seja, as normas que prescrevem como outras normas que podem ser inseridas na ordem jurídica; • O fato típico constitucional que enseja a obrigação de pagar o imposto sobre a renda, tem como pressuposto o fato de, comprovadamente, o contribuinte auferir renda ou proventos; • Nenhuma lei poderá, à escusa de regular a cobrança do imposto de renda, inserir no seu antecedente - hipótese descritiva de um fato - fato diverso de auferir renda ou proventos. Da mesma sorte, nenhum aplicador da lei poderá estribar-se em qualquer norma infraconstítucional para dela sacar a conclusão de que alguém, a título de imposto de renda, está obrigado a recolher certa quantia em dinheiro, advinda de algum fato que não seja auferir renda ou proventos; • Denota-se, portanto, que o fato típico autorizado para compor a hipótese de incidência é "auferir renda ou proventos de qualquer natureza", não a valorização imobiliária; • É por essas razões que se redica a t alidada do auto de infração objeto da presente impugnação. 3 Processo e 13161.000159/2004-65 53-TE05 Acórdão n.° 3805-00.126 Fl. 91 Multa de caráter confucatório - inconstitucionalidade • A multa cominada afronta um dos mais caros princípios constitucionais que integram o dominado Estatuto do Contribuinte. E uma imposição sancionatória fiindacia em norma infraconstitucional que não se coaduna com as prescrições contidas na Carta Magna; • Se trata de multa de nítido caráter confiscatório, mormente quando se compara esse valor com o montante do suposto crédito tributário. Considerando esses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, não acatou as preliminares de nulidade e no mérito, considerou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, pela falta de apresentação de provas e previsão legal do pedido, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: MULTA. CARÁTER CONFISCATÓRIO. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. - Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. PRELIMINAR - EXAME DA LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS - Não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/constitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do Poder Judiciário. GANHO DE CAPITAL -PERMUTA DE IMÓVEIS. COMPROVAÇÃO Para uso do tratamento tributário mais benéfico, a permuta de imóveis não pode ser subentendida; é necessário que a escritura, quando lavrada, seja de permuta, uma vez que a interpretação da norma concessiva de isenção tributária faz-se literalmente e para seu gozo devem ser atendidos todos os requisitos e condições por ela impostos. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 64 a 84, requerendo o provimento ao recurso e cancelamento da exigência, com base em argumentos cuja relevância se resume no seguinte: a) O recurso é tempestivo porque foi localizado no endereço correto somente na carta de cobrança quando tomou ciência da decisão de primeira instância; b) Houve a permuta não obstante inexistente a escritura pública própria, requerendo que seja julgado o pleito com base na verdade material e c) Requer a redução da multa de oficio por ser abusiva e confiscatória. Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento --- de segunda instância. 4 / Processo n° 13161.000159/2004-65 S3-TE05 Acórdão n." 3805-00.126 A. 92 É O RELATÓRIO. Voto Conselheiro RUBENS MAURÍCIO CARVALHO, Relator O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n°70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Observo que nos termos da. Portaria MF n Q.41/2009, os regimentos internos dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovados pela Portaria Ministerial n°. 147, de 28 de junho de 2007, são aplicáveis a este julgamento. Tempestividade Acerca da tempestividade, cumpre registrar que o contribuinte não foi localizado para tomar ciência da decisão de primeiro grau em 3 oportunidades, conforme mostram os documentos de f1.52 (Rua João Cândido da Câmara), fl.55 (Rua Marcelino Pires) e fl.58 (Rua Ciro Mello). Dessa forma, a unidade de origem procedeu a intimação via Edital de fl. 59. Vencido o prazo, o contribuinte foi cobrado do seu débito, conforme carta de f1.61 (Rua Joaquim Teixeira Alves). Alega a recorrente que o seu recurso deve ser considerado tempestivo, pois, as notificações foram enviados em endereços desatualizados e que a RFB tinha o seu endereço correto tanto que a localizou para cobrar o débito. Da analise dos fatos, verificamos que as 3 tentativas de intimação ocorreram entre 05/04/2007 a 02/05/2007, ou seja, dentro de um espaço temporal de 30 dias. O Regulamento do Imposto de Renda, Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, estabelece o seguinte acerca da mudança de domicilio do contribuinte:• Art.30. O contribuinte que transferir sua residência de um município para outro ou de um para outro ponto do mesmo município fica obrigado a comunicar essa mudança às repartições competentes dentro do prazo de trinta dias (Decreto- Lei n2 5.844, de 1943, art. 195). (grifei) Parágrafo único A comunicação será feita nas unidades da Secretaria da Receita Federal, podendo ser também efetuada quando da entrega da declaração de rendimentos das pessoas físicas. Destarte, considerando que as tentativas de intimação do contribuinte ocorreram dentro do prazo legal para que ele comunicasse a alteração de endereço da sua residência e que a RFB, após esse prazo tinha o endereço correto, haja vista, que o localizou na carta de cobrança, tomo o recurso anresentado como tem. - tivo. Ganho de Capital. Permuta. S0 5 Processo n° 13161.000159/2004-65 S3-TE05 Acórdão n.°3805-00.126 Fl. 93 O mérito da lide concentra-se no fato da requerente pleitear o beneficio da permuta, no cálculo de ganho de capital na alienação de imóvel, sendo que para comprovar essa permuta, traz 2 escrituras de compra e venda de onde alega ser possível atestar a permuta, sem necessidade do formalismo da escritura pública específica, em nome da verdade material. A Instrução Normativa SRF n° 84, de 1998, estabelece que, quando da ocorrência de permuta com toma, somente deve ser considerado como valor de alienação a quantia recebida em torna, entretanto, exige-se que a escritura pública da operação seja de permuta. Como é patente no presente caso, a contribuinte não juntou aos autos escritura pública de permuta, conforme exige a legislação. Há de se concluir, portanto, que, para fins de apuração do ganho de capital em questão, não se deve considerar a permuta alegada pela recorrente. Observe-se que no caso das permutas envolvendo bens imóveis existe a previsão normativa para que a incidência do tributo seja afastada e o fundamento para sua edição é o fato de a transação não expressar a aquisição de disponibilidade de renda, apenas mera substituição de patrimônio. Para que essa condição seja alcançada, necessário cumprimento de alguns requisitos como por exemplo a transferência dar-se por meio de escritura pública de permuta, mediante laudo de avaliação das unidades e sem toma. Tais restrições visam garantir a fidelidade da transação econômica quanto à materialidade e aos valores praticados. Essa questão é conhecida e já foi objeto de vários julgamentos neste órgão, cujos julgados se amoldam com perfeição ao caso em debate, verbis: Número do Recurso: 143.092 Relator: Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Decisão: Acórdão 106-14831 IRPF - GANHO DE CAPITAL - PERMUTA - Na determinação do ganho de capital serão excluídos exclusivamente a permuta de unidades imobiliárias, objeto de escritura pública sem recebimento de parcela complementar em dinheiro, denominada -torna. Assim, mantém-se a tributação dos mesmos nos casos em que há torna. Número do Recurso: 120.790 Relator: Wilfrido Augusto Marques Decisão: Acórdão 106-11157 IRPF - GANHO DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE BENS E DIREITOS POR PESSOAS FÍSICAS - Sobre o rendimento obtido à título de ganho de capital deve haver tributação, considerando-se como ganho de capital a diferença positiva entre o valor de transmissão do bem ou direito e o respectivo custo de aquisição corrigido monetariamente. Na determinação do ganho de capital serão excluídos exclusivamente a permuta de unidades imobiliárias objeto de escritura pública sem recebimento de parcela complementar em dinheiro, denominada torna. Assim, não cabe, para efeito de excluir lucro imobiliário 6 Processo n°13161.000159/2004-65 S3-TEOS Acórdão n.° 3805-00.126 Fl. 94 tributável, pretender, contra a prova dos autos, que a transação se operou na forma de pennuta.Recurso negado. Número do Recurso: 116,538 Relator: Nelson Mallmann Decisão: Acórdão 104-16329 IRPF - ALIENAÇÃO DE BENS - CONTRATO PARTICULAR - GANHO DE CAPITAL - PERMUTA - Na determinação do ganho de capital serão excluídos a permuta exclusivamente de unidades imobiliárias, objeto de escritura pública sem recebimento de parcela complementar em dinheiro, denominada torna. Assim, não cabe, para efeito de excluir lucro imobiliário tributável, pretender, contra a prova dos autos, que a transação se operou na forma de permuta, sem torna, se o contrato afirma que foi alienação normal. Concluo assim que sem a escritura pública de permuta, toma-se impossível o afastamento do imposto de renda sobre o ganho de capital do negócio registrado em escritura como compra e venda. MULTA DE OFÍCIO. Da análise dos documentos constantes nestes autos, verifico que a contribuinte na data do lançamento não contava com nenhuma medida judicial com força suficiente para suspender a exigibilidade da contribuição evitando o lançamento da multa de oficio. Salientamos que uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicá-la. A base legal para a multa e juros aplicados está indicada no anexo do auto de infração. Assim engana-se a impugnante ao reclamar da multa aplicada, pois ela é conseqüência pelo não recolhimento da contribuição, apurada em procedimento de fiscalização, conforme mandamento legal vigente. A multa de lançamento de oficio foi aplicada com fundamento na legislação pertinente, como se observa pelo enquadramento legal informado no auto de infração. A vedação ao confisco, expressamente contida no art. 150, IV, da Constituição da República, restringe-se aos tributos, não é extensiva às multas. Sobre o tema, ensina objetivamente Hugo de Brito Machado': "Em síntese, qualquer que seja o elemento de interpretação ao qual se dê ênfase, a conclusão será contrária à aplicação do princípio do não-confisco às multas fiscais. Se prestigiarmos o elemento literal, temos que o art.150, inciso IV, refere-se apenas aos tributos. O elemento ideológico não nos permite interpretar o dispositivo constitucional de outro modo, posto que a finalidade das multas é exatamente desestimular as práticas ilícitas. O elemento lógicosistêmico, a seu turno, não leva a conclusão diversa, posto que a não confiscatoriedade dos tributos é garantida para preservar a garantia do livre exercício "Os Princípios Jurídicos da Tributação na Constituição de 1988", Dialética, 4' edição, página 107. )fir 7 Processo n°13161.000159/2004-65 53-TE05 Acórdão n°3805-00.126 Fl. 95 da atividade económica, e não é razoável invocar-se qualquer garantia jurídica para o exercício da ilicitude." Destarte, com fundamento no exposto, não há possibilidade legal para se considerar a exclusão ou redução da multa de oficio no lançamento impugnado. Concluo assim que a impugnante apresentou alegações acerca de vícios que estariam presentes na autuação, contudo, da análise dessas alegações, verifica-se que nada de concreto foi realmente apresentado ou comprovado. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. Sala das Sessões, em 29 de junho de 2009 RUBENSSIV‘URICI CA ' ALHO. , • 4 8 Page 1 _0022700.PDF Page 1 _0022800.PDF Page 1 _0022900.PDF Page 1 _0023000.PDF Page 1 _0023100.PDF Page 1 _0023200.PDF Page 1 _0023300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13706.002037/2007-51
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2004
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRODUÇÃO DE PROVA.
Diante da constatação, pelo Fisco, de que rendimentos recebidos de pessoa jurídica deixaram de ser informados na Declaração de Ajuste Anual, cabe ao contribuinte fazer a prova de que os valores foram incluídos entre aqueles recebidos de pessoas físicas, conforme alega.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3805-000.106
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2004 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRODUÇÃO DE PROVA. Diante da constatação, pelo Fisco, de que rendimentos recebidos de pessoa jurídica deixaram de ser informados na Declaração de Ajuste Anual, cabe ao contribuinte fazer a prova de que os valores foram incluídos entre aqueles recebidos de pessoas físicas, conforme alega. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13706.002037/2007-51
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 5459717
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3805-000.106
nome_arquivo_s : 380500106_13706002037200751052009.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 13706002037200751_5459717.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quinta Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4614430
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-27T15:18:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-04-27T10:47:45Z; Last-Modified: 2015-04-27T15:18:19Z; dcterms:modified: 2015-04-27T15:18:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:963a19c4-e9f4-4d30-acbe-a20512703467; Last-Save-Date: 2015-04-27T15:18:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-27T15:18:19Z; meta:save-date: 2015-04-27T15:18:19Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-04-27T15:18:19Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-04-27T10:47:45Z; created: 2015-04-27T10:47:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2015-04-27T10:47:45Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-04-27T10:47:45Z | Conteúdo =>
_version_ : 1741672649434595328
score : 1.0
Numero do processo: 11007.000674/2001-50
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.597
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 20 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200605
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 11007.000674/2001-50
anomes_publicacao_s : 200605
conteudo_id_s : 6639920
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.597
nome_arquivo_s : 30101597_11007000674200150_200605.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 11007000674200150_6639920.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
id : 4626341
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 20 09:41:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1741672649437741056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30101597_11007000674200150_200605; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-06T18:42:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30101597_11007000674200150_200605; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30101597_11007000674200150_200605; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-06T18:42:38Z; created: 2017-06-06T18:42:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2017-06-06T18:42:38Z; pdf:charsPerPage: 742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-06T18:42:38Z | Conteúdo => • Processo nO Recurso n° Sessão de Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 11007.000674/2001-50 131.669 24 de maio de 2006 RHODIA ACETOW BRASIL LTDA. DRJIFLORIANÓPOLIS/SC R E S O L U ç Ã O Nº 301-1.597 •• • • I• • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACÍLIOD~ CARTAXO Presidente AN~ 'i ~~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Relatora Formalizado em: 23JUN 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Henrique Klaser Filho. ccs I• Processo nO Resolução nO 11007.000674/2001-50 301-1.597 RELATÓRIO • • • Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: "Trata o presente processo de impugnação ao Auto de Infração de fls. 02 a 06, por meio do qual é feita a exigência de Imposto de Exportação bem como de multa de oficio e juros de mora. A autuação se deu por falta de recolhimento do Imposto de Exportação incidente sobre as mercadorias constantes do Registro . de Exportação (RE) n. °00/1121607-001, registrado em 24/10/2000, vinculado à Declaração de Despacho de Exportação (DDE) n. o 2000805208/5, registrada em 01/11/2000 (fls. 09/21) . À época do registro do RE, 24/10/2000, vigia o Decreto n. 03.586, de 05/09/2000, que fixava em seu art. 1. o a alíquota de 150% para o tipo de mercadoria descrita no RE, cabos de filamentos artificiais de acetato de celulose, classificados sob o código 5502.00.10 da TIP!. • • Em 01/11/2000 houve o registro da DDE, sendo concedido o início de Trânsito Aduaneiro para a unidade de saída, a DRF/Livramento/RS. Não tendo sido constatado, quando da conclusão do Trânsito Aduaneiro, o recolhimento do IE, foi exigido a apresentação de sua comprovação, interrompendo o despacho de exportação e não autorizando a transposição de fronteira. Vencido o prazo para pagamento do Imposto de Exportação nos termos da Portaria MF n. o 674, de 22/12/1994, sem que houvesse o recolhimento pela interessada, foi lançado o valor do imposto devido, multa de oficio e juros de mora. Na impugnação defls. 43/55, a exportadora alega que: 1- Não houve a ocorrência do fato gerador do imposto, tendo em vista que o Decreto n. o 3.586/2000 que estipulava a alíquota de 150% de 1E para a mercadoria classificada no código 5502.00.10, foi revogado pelo Decreto n. 03.647, de 30/10/2000 e após esta data as mercadorias em questão não haviam ainda transposto a fronteira; 2 • • •• Processo nO Resolução nO 11007.000674/2001-50 301-1.597 2- O fato gerador do IE, segundo a definição do CTN, é a saída da mercadoria do território nacional, e não a data de seu registro de exportação como dispõe o Decreto-Lei n. o 1.578/1977; 3- Este Decreto-Lei criou uma confUsão a respeito do fato gerador do Imposto de Exportação, criando dois fatos típicos cabíveis para incidência do IE: o do CTN, saída da mercadoria e outro da data da expedição da guia de exportação. 4- Porém o Decreto-Lei n. o 1.578/77 foi recebido na Constituição de 1988 como lei ordinária e assim sendo não guarda consonância material com a lei complementar referida pela Constituição . Federal, que é o Código Tributário Nacional e por isso não tem validade sua aplicação. 5- É indevida, também, a aplicação da taxa de juros SELIC, pois esta taxa caracteriza-se como remuneração e não como indenização para recompor o patrimônio lesado pela mora do devedor; 6- Por fim requer a insubsistência do Auto de Infração, ou no mínimo, a aplicação dos juros legais referidos no artigo 161, 9 1. o do CTN." • • • A DRJ-Florianópolis/SC indeferiu e o pedido da contribuinte (fls. 64/71), nos termos da ementa transcrita adiante: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 24/10/2000 Ementa: JUROS DE MORA. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC Compete à autoridade administrativa aplicar e exigir o cumprimento das disposições contidas em lei tendo em vista o caráter vinculado de sua atuação. A cobrança de juros de mora em' percentual equivalente à taxa Selic está prevista em lei. Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 24/10/2000 Ementa: LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. RECEPÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988. VIGÊNCIA DE DECRETO-LEI. A legislação editada sob a égide da Constituição anterior é acolhida na nova Carta, desde que compatível com a mesma. Permanecem válidos, portanto vigentes, os Decretos-Leis que não conflitem com o novo ordenamento jurídico. 3 Processo n° Resolução n° 11007.000674/2001-50 301-1.597 Assunto: Imposto sobre a Exportação - IE Data do fato gerador: 24/10/2000 Ementa: FATO GERADOR - OCORRÊNCIA- DATA DO REGISTRO DE EXPORTAÇÃO Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da exportação, aplicando-se a legislação que fixa as alíquotas do imposto vigente nessa data. Lançamento Procedente" • • I•I Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado (fls. 75/78), aduzindo, em suma, o não cabimento da exigência do imposto, visto que não foi efetivada a exportação. Reporta-se, ainda, às razões expendidas na impugnação, inclusive quanto ao tocante da ilegalidade da aplicação da taxa SELIC Pede, ao final, a improcedência do Auto de Infração. Éo relatório . 4 • Processo n° Resolução n° 11007.00067412001-50 301-1.597 VOTO • •• • I. I•I • Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora . O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. A teor do relatado, versam os autos sobre Auto de Infração lavrado contra a contribuinte acima identificada, em razão da falta de recolhimento do Imposto de Exportação incidentes sobre as mercadorias constantes do Registro de Exportação(RE) nO. 00/1121607-001, vinculado à Declaração de Despacho de Exportação (DDE) nO.2000805208/5, elaborada em 01/11/2000 . Alega a contribuinte não ser devido referido tributo, posto não ter ocorrido o fato gerador, isto é, não ter ocorrido a efetiva exportação do produto, em face do superveniente desinteresse do importador, em razão da exagerada demora na liberação das mercadorias. Informa a recorrente, em sua peça recursal, a existência de decisão judicial a qual, segundo afirma, assegurou-lhe a liberação das mercadorias por entender não ser possivel a exigência do Imposto de Exportação . De fato, consultando o site da Justiça Federal, verifica-se que a recorrente ajuizou Medida Cautelar, nos autos do processo n° 2002.34.00.006188-3, o qual tramita perante a 22" Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, tendo sido prolatada sentença favorável em 21/01/2003. Vislumbra-se de extrema importância conhecer o teor da referida decisão, posto ser possível haver reflexos no caso que ora se discute. Assim, não vislumbrando nos autos elementos que possam embasar decisão final inconteste, bem como, norteada pela busca pela verdade real como princípio informador do processo administrativo fiscal - que clama de seus atores não se conformarem apenas com a verdade formal enquanto não esgotados todos os recursos para se conhecer a verdade real - voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a autoridade preparadora diligencie junto ao contribuinte, a fim de que sejam juntados aos autos os seguintes documentos: - Certidão de objeto e pé relativa à ação judicial interposta; e 5 • Processo n° Resolução n° 11007.000674/2001-50 301-1.597 • •• \ • I., I, - cópias legíveis das principais peças processuais: petição inicial, liminar concedida, sentença, trânsito em julgado da sentença, cópia da apelação e das contra-razões de apelação, bem como do acórdão prolatado e do seu trânsito em julgado, caso haja estes últimos. É como voto. Sala das Sessões, em 24 de maio de 2006 ~'<t.Y> lRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
