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Numero do processo: 10715.000176/2010-49
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 31/03/2006, 01/04/2006
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-004.949
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges (Relator) que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges (Relator) que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 01 76 /2 01 0- 49 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 3 2 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). Fl. 124DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Trata o presente processo de auto de infração lavrado para constituição de crédito tributário no valor de R$ 10.000,00, referentes à multa regulamentar por não prestação de informação sobre veículo ou carga transportada, ou sobre operações que executar, na forma e no prazo estabelecidos pela Receita. Conforme se descrição dos fatos, a interessada deixou de registrar os dados de embarque de Declarações de Exportação no Siscomex, na forma e prazo estabelecidos, conforme o disposto no art. 37 da IN SRF n° 28/94. Entendendo estar caracterizada a prestação de informação fora do prazo estabelecido pela Receita Federal do Brasil, a autoridade fiscal aplicou a multa de R$ 5.000,00 por embarque, pelo descumprimento do prazo na informação dos dados de embarque no Siscomex. Regularmente cientificada a interessada apresentou impugnação que, em síntese, apresenta os seguintes argumentos: Deve ser reconhecida a nulidade do auto, pois está evidenciada a violação dos princípios constitucionais da proporcionalidade, da razoabilidade e da moralidade do ato administrativo, além do fato de que eventuais atrasos no registro de embarque foram motivados pela própria Impugnada, em função das constantes falhas no Siscomex. por ausência de divulgação da novidade veiculada na IN 510/05, a lmpugnante e, certamente, diversas outras transportadoras aéreas, não foram avisadas desse prazo de 02 dias e tampouco da multa que lhes seria aplicável pela intempestividade do registro de embarque. eventual falta de cumprimento do novo prazo não decorreu de máfé da Impugnante, mas da falta de informação essencial devida por parte das Unidades Alfandegárias, dever este inerente ao Principio da Publicidade, a inobservância da finalidade educativa da multa fere não só a eficiência, como também a moralidade do ato administrativo, pois joga por terra a função balizadora do ato administrativo em relação à conduta dos administrados. a sua exigência se contrapõe à finalidade educativa da norma, pois está sendo formalizada após quase 5 anos do erro cometido pela lmpugnante. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 5 4 uma das principais causas da demora no registro de dados no sistema e que, certamente, lhe impediu de efetuar de maneira mais célere o registro dos embarques em referência foi a indisponibilidade constante do SISCOMEX verificada época dos fatos em debate (2006). As constantes falhas verificadas no sistema SISCOMEX isentam de culpa a Impugnante nos atrasos alegados. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou improcedente a Impugnação, sendo o acórdão recorrido dispensado de ementa nos termos da Portaria SRF n.° 1.364/2004: Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho repisando as alegações ofertadas quando da impugnação, acrescentando que com a edição da Instrução Normativa n° 1.096/2010 deixouse de definir como infração a inserção de dados de embarque de mercadorias no Siscomex, quando realizada dentro do prazo de 07 dias e pleiteando ainda a aplicação do instituto da denúncia espontânea após a publicação da Lei nº 12.350/2010, a qual alterou o art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devendose aplicar ao caso o instituto da retroatividade benigna. disposto no art. 106. II. do Código Tributário Nacional. É o Relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. No presente caso foi lavrado Auto de Infração para cobrança da multa prevista na alínea "e" do inciso IV do art. 107 do DecretoLei n° 37/1966, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, abaixo transcrita, haja vista o descumprimento da obrigação acessória disposta no art. 37 da IN SRF no. 28/1994, o qual foi posteriormente alterado pela IN SRF n° 510/2005: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada ir empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga. (Grifado) A IN SRF n° 28, de 27/04/1994, em seu art. 37, na redação dada pela IN SRF n° 510/2005, determinava que referido registro deveria ser efetuado no prazo de até dois dias da data do embarque: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. (Grifado) Da aplicação do novo prazo previsto na IN RFB no 1.096, de 13/12/2010. Entretanto, no tocante à penalidade, cumpre ainda verificar que a IN SRF n° 28/1994, teve sua redação alterada pela IN RFB n° 1.096, de 13/12/2010, com vigência a partir de 14/12/2010, estabelecendo o novo prazo de sete dias para a prestação das informações sobre embarque de mercadoria, conforme abaixo: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias,, contados da data da realização do embarque. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB n°1.096, de 13 de dezembro de 2010) (grifei) Portanto, vêse, de fato, que a nova redação deixou de considerar como infração a prestação da informação em tela no prazo de até 7 dias da data do embarque, o que Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 7 6 possibilita, em tais casos – desde que a lide não tenha sido definitivamente julgada – a aplicação da retroatividade benigna capitulada no artigo 106, inciso II, “b”, do CTN, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo: c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Quanto a contagem do prazo previsto para se prestar a informação sobre veiculo ou carga transportada, no Siscomex, este deve ser contado de forma contínua, a partir da data da realização do embarque, conforme estipulado no caput do artigo 37 da IN/SRF 28/04, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o de vencimento, em obediência a forma prevista no caput do artigo 210 do CTN, independente do expediente da repartição aduaneira, uma vez que o acesso ao referido sistema informatizado pelo responsável por prestar a informação ocorre de forma ininterrupta, sem a necessidade da intervenção da repartição aduaneira. Da análise da tabela acostada aos autos temse que o lançamento só poderia vigorar em relação às Declarações de Despacho de Exportação – DDE nas quais ao menos uma das informações sobre o embarque foi prestada em prazo superior aos 7 dias previsto na nova redação do artigo 37 da IN SRF nº 28/94 dada pela IN RFB no 1.096, de 13/12/2010, conforme reconhecido pela decisão recorrida. Da aplicação do instituto da denúncia espontânea No entendimento do STJ, conforme comprovam diversos julgados, a entrega extemporânea de qualquer tipo de obrigação acessória (DCTF, por exemplo) configura infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. A prestação de informações no Siscomex, como é o caso, é uma obrigação acessória e, aplicandose essa linha de raciocínio, deveria se observar a aplicação da Súmula CARF n° 49, que adota a mesma interpretação: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. No entanto, essa discussão foi reaberta em face da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) Fl. 128DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 8 7 § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) Apesar de alguns julgados recentes do CARF estarem admitindo a caracterização da denúncia espontânea com fundamento da nova redação do dispositivo, entendo que na aplicação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devese analisar o conteúdo da “obrigação acessória” violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Esse entendimento, do qual eu compartilho, foi evidenciado em voto do eminente Conselheiro José Fernandes do Nascimento, no Acórdão 310200.988. 3a S/1a C/2a TO. S. de 22/08/2013: O objetivo da norma em destaque, evidentemente, é estimular que o infrator informe espontaneamente à Administração aduaneira a prática das infrações de natureza tributária e administrativa instituídas na legislação aduaneira. Nesta última, incluída todas as obrigações acessórias ou deveres instrumentais (segundo alguns) que tenham por objeto as prestações positivas (fazer ou tolerar) ou negativas (não fazer) instituídas no interesse fiscalização das operações de comércio exterior, incluindo os aspectos de natureza tributária, administrativo, comercial, cambial etc. Não se pode olvidar que, para aplicação do instituto da denúncia espontânea, é condição necessária que a infração de natureza tributária ou administrativa seja passível de denunciação à fiscalização pelo infrator. Em outras palavras, é requisito essencial da excludente de responsabilidade em apreço que a infração seja denunciável. No âmbito da legislação aduaneira, em consonância com o disposto no retrotranscrito preceito legal, as impossibilidades de aplicação dos efeitos da denúncia espontânea podem decorrer de circunstância de ordem lógica (ou racional) ou legal (ou jurídica). No caso de impedimento legal, é o próprio ordenamento jurídico que veda a incidência da norma em apreço, ao excluir determinado tipo de infração do alcance do efeito excludente da responsabilidade por denunciação espontânea da infração Fl. 129DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 9 8 cometida. A título de exemplo, podem ser citadas as infrações por dano erário, sancionadas com a pena de perdimento, conforme expressamente determinado no § 2°, in fine, do citado art. 102. A impossibilidade de natureza lógica ou racional ocorre quando fatores de ordem material tornam impossível a denunciação espontânea da infração. São dessa modalidade as infrações que têm por objeto as condutas extemporâneas do sujeito passivo, caracterizadas pelo cumprimento da obrigação após o prazo estabelecido na legislação. Para tais tipos de infração, a denúncia espontânea não tem o condão de desfazer ou paralisar o fluxo inevitável do tempo. Compõem essa última modalidade toda infração que tem o atraso no cumprimento da obrigação acessória (administrativa) como elementar do tipo da conduta infratora. Em outras palavras, toda infração que tem o fluxo ou transcurso do tempo como elemento essencial da tipificação da infração. São dessa última modalidade todas as infrações que têm no núcleo do tipo da infração o atraso no cumprimento da obrigação legalmente estabelecida. A título de exemplo, pode ser citada a conduta do transportador de registrar extemporaneamente no Siscomex os dados das cargas embarcadas, infração objeto da presente autuação. Veja que, na hipótese da infração em apreço, o núcleo do tipo é deixar de prestar informação sobre a carga no prazo estabelecido, que é diferente da conduta de, simplesmente, deixar de prestar a informação sobre a carga. Na primeira hipótese, a prestação intempestiva da informação é fato infringente que materializa a infração, ao passo que na segunda hipótese, a mera prestação de informação, independentemente de ser ou não a destempo, resulta no cumprimento da correspondente obrigação acessória. Nesta última hipótese, se a informação for prestada antes do início do procedimento fiscal, a denúncia espontânea da infração configurase e a respectiva penalidade é excluída. De fato, se registro extemporâneo da informação da carga materializasse a conduta típica da infração em apreço, seria de todo ilógico, por contradição insuperável, que o mesmo fato configurasse a denúncia espontânea da correspondente infração. De modo geral, se admitida a denúncia espontânea para infração por atraso na prestação de informação, o que se admite apenas para argumentar, o cometimento da infração, em hipótese alguma, resultaria na cobrança da multa sancionadora, uma vez que a própria conduta tipificada como infração seria, ao mesmo tempo, a conduta configuradora da denúncia espontânea da respectiva infração. Em consequência, ainda que comprovada a infração, a multa aplicada seria sempre inexigível, em face da exclusão da responsabilidade do infrator pela denúncia espontânea da infração. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 10 9 Esse sentido e alcance atribuído a norma, com devida vênia, constitui um contrassenso jurídico, uma espécie de revogação da penalidade pelo intérprete e aplicador da norma, pois, na prática, a sanção estabelecida para a penalidade não poderá ser aplicada em hipótese alguma, excluindo do ordenamento jurídico qualquer possibilidade punitiva para a prática de infração desse jaez. Assim, a aplicação da denúncia espontânea às infrações caracterizadas pelo fazer ou nãofazer extemporâneo do sujeito passivo, no caso a prestação de informação no Siscomex na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, implicaria no esvaziamento do dever instrumental, comprometendo o controle aduaneiro efetuado pela autoridade administrativa no exercício do seu Poder de Polícia. Entendese, portanto, que a denúncia espontânea (art. 138 do CTN e art. 102 do DecretoLei n° 37/1966) não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias caracterizadas pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira. Quanto às alegações da recorrente de que a imposição da penalidade viola os princípios da finalidade e da proporcionalidade, respeitam a matéria cuja discussão é estranha à competência deste Colegiado. Com efeito, na via administrativa o exame da lide há de se ater apenas à aplicação da legislação vigente, sendo descabido pronunciarse sobre a validade ou constitucionalidade dos atos legais, matéria que se encontra afeta ao Supremo Tribunal Federal, como se verifica dos artigos 102, I, “a” e III, “b”, da CRFB. Matéria está pacificada no âmbito administrativo, tendo sido objeto da Súmula CARF no 2, consolidada na Portaria CARF no 52, de 21/12/2010 (DOU de 23/12/2010), que dispôs, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Desta forma, em virtude de todos os motivos apresentados e dos fatos presentes no caso concreto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 131DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 11 10 Voto Vencedor Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Apesar do bem fundamentado entendimento do Conselheiro Relator, voto em sentido diverso. Denúncia Espontânea O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço, portanto. A questão em debate cingese à incidência da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66. Entendo que a penalidade não deve ser aplicada no presente caso. Ocorre que a Recorrente alega que as informações foram prestadas antes da lavratura do auto de infração. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea: “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Deste modo, entendo que por ter a Recorrente apresentado as declarações, mesmo que fora do prazo, passou a existir o instituto da denúncia espontânea. Assim, muito embora típica e perfeitamente subsumido o fato à norma, no caso em tela se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. No presente caso temse que o pedido de retificação prestado pela recorrente foi anterior à lavratura do Auto de Infração, bem como de qualquer outra intimação da RFB. Deste modo, aplicase ao presente caso o instituto da denúncia espontânea. O Código Tributário Nacional disciplina no art. 138 a exclusão da responsabilidade quando a denúncia espontânea for acompanhada do pagamento do tributo e Fl. 132DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 12 11 dos juros de mora, restringindo tal hipótese quando caracterizado o início do procedimento administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) No presente caso, temos, portanto, que a retificação foi apresentada antes de qualquer procedimento de fiscalização, caracterizando a denúncia espontânea, devendo ser excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do artigo 102 do DecretoLei nº 37/66. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento. Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, deixo de apreciar os demais argumentos trazidos pela recorrente. Alega a recorrente que apesar de ter realizado todos os registros tempestivamente, a averbação das referidas informações no Sistema foi realizada após o prazo legal de dois dias, de cunho eminentemente prático, que o Siscomex já vinha apresentado, no momento da inserção de dados. A autuação com base da averbação configuraria erro de tipificação legal, matéria que implicaria em nulidade do auto de infração. Esse seria o entendimento se a matéria não estivesse prejudicada pelo instituto da denúncia espontânea. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.000176/201049 Acórdão n.º 3801004.949 S3TE01 Fl. 13 12 Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para excluir a penalidade aplicada, em razão da denúncia espontânea. É assim que voto. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Fl. 134DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10580.011868/2007-90
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
DECISÃO DEFINITIVA
É definitiva a decisão de primeira instância quando esgotado o prazo para o recurso voluntário sem que este tenha sido interposto.
Numero da decisão: 1803-001.456
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Meigan Sack Rodrigues e Selene Ferreira de Moraes (Presidente à Época do Julgamento).
Nome do relator: VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Meigan Sack Rodrigues e Selene Ferreira de Moraes (Presidente à Época do Julgamento).
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 01 18 68 /2 00 7- 90 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 10580.011868/200790 Acórdão n.º 1803001.456 S1TE03 Fl. 3 2 Presta, Meigan Sack Rodrigues e Selene Ferreira de Moraes (Presidente à Época do Julgamento). Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração com a exigência dos créditos tributários no valor de R$699,72 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 08.11.2005 da Declaração de Débitos e Créditos Tributário Federais (DCTF) do sexto mês do anocalendário de 2005, cujo prazo final era 05.08.2005. Consta na Descrição dos Fatos e Fundamentação Legal: Descrição dos fatos: A entrega de Declaração de Débitos e Créditos Tributáveis Federais DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja aplicação de multa correspondeste a 2% (dois por canto) sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, por miscalendário ou fração, respeitado o percentual máximo de 20% (vinte por canto) e o valor mínimo de R$200,00. no caso de Inatividade, e de R$ 500,00, nos demais casos. A muita cabível foi reduzida em 50% (cinqUenta por canto) em virtude da entrega espontânea da declaração, exceto no caso da multa aplicada ter sido a multa mínima. Fundamentação Legal: Art. 113, 6 3º e 160 de Lei nº 5.172. de 26/10/1960 (CTN); art. 11 do Decreto lei nº 1.968, de 23/11/1982, com redação dada pelo art.10 do Decretolei nº 2.065, de 26/10/1983; art. 30 de Lei nº 9.249, de 26/12/1995; art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 18, de 24/02/2000; art. 72 da Lei n2 10.426. de 24/04/2002. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação com as alegações a seguir transcritas: A entrega por atraso, da DCTF discriminado neste auto de infração, devese ao fato de na época, ocorreram mudanças na DIRETORIA EXECUTIVA da LIMPURB, o que, conseqüentemente nos leva a sermos obrigados a providenciar uma série de atividades em diversos órgão públicos, entre os quais citamos o arquivamento da ata de nomeação da Diretoria junto a Junta Comercial da Bahia, sendo este um dos principais motivos da demora, tendo em vista o atraso no desarquivamento da mesma. Após a realização do procedimento acima, é que podemos atualizar o cadastro da pessoa jurídica constando o nome do novo GESTOR da empresa junto a essa RECEITA FEDERAL DO BRASIL Em seguida, de posse de toda documentação, entre elas, documentos que deveriam ser autenticados, e que não fora possível tempestivamente, em virtude da greve dos serventuários do Tribunal de Justiça, da Bahia, providenciar a renovação do certificado digital da LIMPURB junto ao SERPRO, órgão credenciado por esta Receita para tal fim. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 10580.011868/200790 Acórdão n.º 1803001.456 S1TE03 Fl. 4 3 Ainda com referencia ao atraso, podemos citar também a greve dos funcionários dessa receita a época, pois muito embora todo processo se faz via o site da receita, há a necessidade da entrega da documentação física e isto levou muito tempo para ser concretizado. Por fim, vem requer, que seja o auto de infração, objeto desta, julgado insubsistente, pelas relevantes razões, acima expostas. Está registrado como ementa do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/SDR/BA nº 1521.313, de 14.10.2009: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO. A apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais em atraso pelo contribuinte enseja a exigência pelo Fisco da multa prevista na legislação tributária. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Notificada em 15.01.2010, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 25.02.2010, suscitando que: O auto lavrado [...] é improcedente já que a entrega da referida declaração foi feita dentro do prazo legal, conforme se verifica do respectivo recibo e agenda tributária aqui anexados [...]. Face exposto, requer, após a devida analise, seja os autos [...], julgados sem efeito e improcedente os valores das multas ali cobradas, por ser de JUSTIÇA. Cabe formalizar a presente decisão conforme apresentada em plenário, dado que o relator original não mais compõe o colegiado, nos termos do art. 17 e do art. 18 ambos do Anexo II do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF nº 343, 09 de junho de 2015, que em seu art. 6º extinguiu as turmas especiais. Está registrada na Ata da Reunião de Julgamento formalizada no processo nº 15169.000109/201162: Aos oito dias do mês de agosto do ano de dois mil e doze, às nove horas, reuniramse os membros da 3ªTE/4ªCÂMARA/1ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes SELENE FERREIRA DE MORAES (Presidente), MEIGAN SACK RODRIGUES, SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN, SERGIO RODRIGUES MENDES, WALTER ADOLFO MARESCH e eu, MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente justificadamente a Conselheira Viviani Aparecida Bacchmi. [...] Relator(a): VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN Processo: 10580.011868/200790 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 10580.011868/200790 Acórdão n.º 1803001.456 S1TE03 Fl. 5 4 Nome do Contribuinte: LIMPURB EMPRESA DE LIMPEZA URBANA DO SALVADOR Acórdão 1803001.456 Decisão: Por unanimidade de votos, não conheceram do recurso, por intempestividade. Questionamento: RECURSO VOLUNTARIO Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheiro André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto. Em face da necessidade de formalização da decisão proferida nos presentes autos, e tendo em vista que o relator originário do processo não mais integra o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encontrome na posição de Redator, nos termos dos arts. 17 e 18, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (RICARF). Informo que, na condição de Redator, transcrevo literalmente a minuta que foi apresentada pelo Conselheiro durante a sessão de julgamento. Portanto, a análise do caso concreto reflete a convicção do relator do voto na valoração dos fatos. Ou seja, não me encontro vinculado: (1) ao relato dos fatos apresentado; (2) a nenhum dos fundamentos adotados para a apreciação das matérias em discussão; e (3) a nenhuma das conclusões da decisão incluindose a parte dispositiva e a ementa. A seguir, a transcrição do voto. Em preliminar tem cabimento o exame da tempestividade do recurso voluntário interposto. As garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes são asseguradas aos litigantes em processo administrativo. Por esta razão há previsão de que a pessoa jurídica seja intimada para apresentar sua defesa, inclusive, por via postal no domicílio fiscal constante nos registros internos da RFB, procedimento este que deve estar comprovado nos autos. No caso de lavratura de Auto de Infração, a autoridade administrativa deve cientificar o sujeito passivo para apresentação de impugnação no prazo de 30 (trinta) dias, contado da sua notificação. No mesmo prazo de 30 (trinta) dias, contra a decisão de primeira instância, cabe recurso voluntário para reexame da sucumbência. O recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 10580.011868/200790 Acórdão n.º 1803001.456 S1TE03 Fl. 6 5 Estes prazos legais são contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento e só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Outra característica é que também são peremptórios, já que não podem ser reduzidos ou prorrogados pela vontade das partes. Considerase definitivo o ato decisório de primeira instância, no caso de esgotado o prazo legal sem que a peça de defesa em instância recursal tenha sido interposta1. Feitas essas considerações normativas, tem cabimento a análise da situação fática. Verificase no presente caso que a Recorrente foi notificada em 15.01.2010 e apresentou o recurso voluntário em 25.02.2010. Logo, restando evidenciada a apresentação intempestiva da petição, a decisão de primeira instância tornouse definitiva, caso em que o procedimento considerase findo na esfera administrativa. Em assim sucedendo, voto por não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto 1 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 5º, art. 15, art. 16, art. 23, art. 33, art. 35 e art. 42 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e art. 182 do Código de Processo Civil. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA
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Numero do processo: 10680.723109/2010-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed May 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008
RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-004.645
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reis, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Júlio César Vieira Gomes - Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reis, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Lourenço Ferreira do Prado.
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JUSTIÇA DE 2 INSTÂNCIA DO EST. MG Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 31 09 /2 01 0- 41 Fl. 259DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Júlio César Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Luciana de Souza Espíndola Reis, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 10680.723109/201041 Acórdão n.º 2402004.645 S2C4T2 Fl. 162 3 Relatório Tratase de auto de infração constituído em 14/09/2010, para exigência de contribuição previdenciária calculada no percentual de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de serviço, relativamente aos serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho, no período de 01/2005 a 12/2008. O Recorrente apresentou Impugnação (fls. 134/188), requerendo o cancelamento da autuação, ante a sua insubsistência. A DRJ de Belo Horizonte/MG julgou o lançamento totalmente procedente (fls. 202/212), sob o argumento de que o art. 22, IV, da Lei n° 8.212/91, determina o recolhimento de contribuição previdenciária à alíquota de 15 sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de serviço, relativamente aos serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho, não cabendo ao órgão administrativo a análise da constitucionalidade das leis, em razão do disposto no 26A, do Decreto n° 70.235/72. Intimado da decisão em 30/01/2012 (fl. 233), o Recorrente apresentou Recurso Voluntário em 02/03/2012 (fls. 244/247), visando à reforma da decisão, sob o argumento de que ele não teria contratado a cooperativa de trabalho, mas tão somente intermediado a contratação desta com os servidores que compõe a sua organização. É o relatório. Fl. 261DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Ao analisar o recurso interposto pela Recorrente, verificase que o mesmo não preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Isto porque, a Recorrente tomou ciência da decisão de 1ª instância em 30/01/2012 (fl. 233) e protocolou o recurso voluntário apenas em 02/03/2012 (fls. 244), ou seja, após o prazo fatal, que ocorreu em 01/03/2012. Como é cediço, o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, contados do primeiro dia subsequente à data da ciência da decisão, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, abaixo transcrito: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” Assim, resta evidente que a Recorrente interpôs o referido recurso depois do transcurso do prazo de 30 dias, motivo pelo qual a r. decisão recorrida se torna definitiva, nos termos do art. 42, inc. I, do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; (...)” Diante disso, entendo que o recurso voluntário não deve ser conhecido, por não preencher a todos os requisitos de admissibilidade. Ante todo o exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 27/03/20 15 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 27/04/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES
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Numero do processo: 10860.002537/2003-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3302-000.199
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da TERCEIRA
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Assunto Solicitação de Diligência Recorrente MAXION COMPONENTES ESTRUTURAIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da TERCEIRA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas (relatora); José Antonio Francisco; Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz; Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10860.002537/200399 Resolução n.º 330200.199 S3C3T2 Fl. 214 2 Relatório Tratase de Pedido de Compensação de fl. 01, protocolado em 02/06/03, com fundamento em anterior Pedido de Ressarcimento consubstanciado no processo n° 13881.000001/200117. Ao tempo da data de 30/09/02, pela inclusão do parágrafo 4º ao art. 74 da Lei n° 9.430/96, com a redação dada pelo art. 49 da Lei n° 10.637/02, o pedido de compensação formulado, por até então não ter sido apreciado pela autoridade administrativa, foi considerado Declaração de Compensação. Em 23/05/05, com fundamento no despacho decisório de fl. 07 que deferiu apenas parcialmente o Pedido de Ressarcimento realizado no bojo do processo n° 13881.000001/200117, o Delegado da Receita Federal em Taubaté determinou a emissão, à Recorrente, de carta de cobrança (fl. 14) do débito em voga. Concluise que em vista de não ter sido deferida a totalidade do crédito pleiteado, deveria ser mantida a exigência do débito então compensado. Irresignada com a exigência supramencionada, a Recorrente apresentou manifestação de inconformidade às fls. 16/19, requerendo, em síntese, o cancelamento da carta de cobrança e o sobrestamento do presente processo até final decisão a ser proferida nos autos do Pedido de Ressarcimento, visto que este ainda estava pendente de julgamento. Alternativamente a Recorrente pleiteou a homologação das compensações efetuadas. Por não constar despacho decisório para o processo em comento, sendo certo que o D. Delegado limitouse a determinar a expedição de carta de cobrança, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto expediu a Resolução n° 521/06, por meio da qual remeteu o processo à delegacia de origem (fls. 100/102), a fim de que fosse proferido o competente Despacho Decisório. Em 03/03/06, a autoridade da DRF de Taubaté proferiu o Despacho Decisório de fl. 103, concluindo pela não homologação das compensações de fl. 1 e consequente cobrança do débito. Devidamente intimada a Recorrente apresentou nova manifestação de inconformidade aduzindo, em suma, a (i) legitimidade dos créditos pleiteados no processo n° 13881.000001/200117; (ii) necessidade de sobrestamento do feito até final decisão a ser proferida nos autos do Pedido de Ressarcimento, uma vez que é neste processo que se julga a procedência dos créditos; (iii) suspensão da exigibilidade do crédito tributário até o julgamento final daquele processo, sob pena de cobrança indevida; ou, se mantida a análise da defesa (iv) a integral homologação das compensações declaradas; (v) ou, quando menos, o cancelamento da cobrança de juros com base na taxa Selic. Às fls. 164/174 foi proferido acórdão pela DRJ/RPO que, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da Recorrente e, por via reflexa, não homologou a compensação requerida, sob o argumento de que o acórdão n° 8.736 de 03/08/05, proferido no julgamento da manifestação de inconformidade interposta no processo n° 13881.000001/200117, manteve o indeferimento parcial do Pedido de Ressarcimento. Dessa forma, portanto, estaria correta a não homologação das compensações declaradas, pois não pode ser objeto de compensação o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da SRF. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10860.002537/200399 Resolução n.º 330200.199 S3C3T2 Fl. 215 3 Ademais, os julgadores entenderam que (i) não há previsão legal para o sobrestamento do processo; (ii) que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário se efetivará quando da interposição do competente recurso ao Conselho de Contribuintes, e; (iii) que as Delegacias de Julgamento não tem competência para julgar a legalidade da aplicação da taxa Selic na cobrança de débitos declarados. Intimada do acórdão a Recorrente apresentou o competente Recurso Voluntário (fls. 178/188) a este Egrégio Tribunal Administrativo, articulando, novamente, as razões antes expostas na manifestação de inconformidade e requerendo seja este processo sobrestado até decisão final a ser proferida no Pedido de Ressarcimento ou, subsidiariamente, que seja reconhecido seu direito à compensação efetuada, com a devida homologação do procedimento adotado. É o relatório. Voto Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, Relatora O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele o conheço. Conforme se verifica do extrato obtido pelo site do Comprot o processo que trata do Pedido de Ressarcimento (n° 13881.000165/0056), objeto das Declarações de Compensação aqui formuladas e pelas quais se requer a homologação, foi julgado tendo sido, parcialmente provido, após retorno de diligência. Há registro, por outro lado, da interposição de Recurso à CSRF. Ocorre que, no entender desta julgadora, a análise das compensações objeto dos autos, bem como sua homologação, está diretamente vinculada ao deslinde do Pedido de Ressarcimento. Desta forma, por imperativo lógicoprocessual, não vejo outra opção a não ser determinar a descida dos autos à DRF, para juntada da decisão final definitiva do Processo nº 13881.000165/0056 (Pedido de Ressarcimento). Caso a decisão final daqueles autos defira o Pedido de Ressarcimento – total ou parcialmente – a autoridade administrativa deverá analisar se o valor do crédito cujo ressarcimento foi deferido é suficiente para realizar a compensação pleiteada nestes autos, exarando parecer conclusivo sobre a questão. Posteriormente, a Recorrente deverá ser intimada para, querendo, no prazo de 10 dias apresentar suas considerações, quando então, com ou sem manifestação do contribuinte os autos deverão retornar a mim, para que seja possível realizar seu julgamento definitivo. É como voto. Sala das Sessões, em 20 de março de 2012. (assinado digitalmente) Relatora Fabiola Cassiano Keramidas Fl. 215DF CARF MF Impresso em 04/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 16327.720615/2013-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. DESISTÊNCIA
Nos termos do Art. 78 do RICARF, em qualquer fase do processo poderá o recorrente desistir do recurso interposto, impondo, com isso, o necessário reconhecimento da falta de interesse recursal, e, nessas circunstâncias, a extinção da fase litigiosa do feito.
Numero da decisão: 1301-001.749
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER DO RECURSO em razão de pedido de desistência.
(Assinado digitalmente)
VALMAR FONSECA DE MENEZES - Presidente.
(Assinado digitalmente)
CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. DESISTÊNCIA Nos termos do Art. 78 do RICARF, em qualquer fase do processo poderá o recorrente desistir do recurso interposto, impondo, com isso, o necessário reconhecimento da falta de interesse recursal, e, nessas circunstâncias, a extinção da fase litigiosa do feito.
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Recorrente UBS BRASIL CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. DESISTÊNCIA Nos termos do Art. 78 do RICARF, em qualquer fase do processo poderá o recorrente desistir do recurso interposto, impondo, com isso, o necessário reconhecimento da falta de interesse recursal, e, nessas circunstâncias, a extinção da fase litigiosa do feito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER DO RECURSO em razão de pedido de desistência. (Assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 72 06 15 /2 01 3- 36 Fl. 924DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 2 Relatório Tratase, nos presentes autos, de Recurso Voluntário, interposto pela contribuinte contra a r. decisão exarada pela 4a turma da DRJ/BHE, que, julgando pela IMPROCEDÊNCIA DA IMPUGNAÇÃO, apresenta na ementa de seu acórdão, as seguintes e objetivas considerações: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2008 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. No desempenho das atividades de verificação da regularidade do cumprimento das obrigações tributárias principais e acessórias pelo contribuinte, e de formalização dos créditos tributários daí decorrentes, os agentes fiscais têm uma atuação estritamente vinculada à Lei. Verificada a ocorrência de infração à legislação tributária, por dever de ofício, esses agentes públicos devem proceder à formalização da exigência dos tributos, acréscimos legais e penalidades aplicáveis. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O termo inicial será o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento. MULTA DE OFÍCIO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS SUCESSORES. A responsabilidade tributária não está limitada aos tributos devidos pelos sucedidos, mas também se refere às multas, moratórias ou de ofício, que, por representarem dívida de valor, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2008 NULIDADE DA AÇÃO FISCAL. Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, nem dos arts. 10 e 59 do Decreto nº 70.235/72, não há que se falar em nulidade do lançamento formalizado através de auto de infração. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 GANHO DE CAPITAL As operações que importem alienação a qualquer título, de bens e direitos, estão sujeitas a apuração do ganho de capital. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2008 LANÇAMENTO DECORRENTE O decidido para o lançamento de IRPJ estendese ao lançamento da CSLL, com os qual compartilha o mesmo fundamento de fato e para o qual não há outras razões de ordem jurídica que lhe recomenda tratamento diverso. Fl. 925DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16327.720615/201336 Acórdão n.º 1301001.749 S1C3T1 Fl. 3 3 Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Regularmente intimada, a contribuinte comparece aos autos pretendendo a reforma da decisão, ali aduzindo toda a matéria que entende pertinente para a revisão do julgado. Contraditando o recurso, a douta PGFN apresenta também as suas competentes contrarazões, sustentando a regularidade do lançamento efetivado, e, por isso, a integral manutenção da decisão de primeira instância. Vindo os autos a julgamento, entretanto, apresenta a contribuinte o seu pedido de desistência do recurso, tendo em vista a adesão à anistia/parcelamento concedido pelas disposições do Art. 42 da Lei 13.043/2014, com a redação determinada pela Lei 13.097/2015. Em rápida síntese, é o que há aqui a relatar. Fl. 926DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 4 Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, relator. A par de todas as razões discutidas nos presentes autos, relevante destacar que, embora regularmente interposto o recurso voluntário aqui referenciado, antes do julgamento, conforme destacado no relatório apresentado, pela recorrente foi então especificamente informado nos autos a adesão aos termos da anistia/parcelamento concedido pelas disposições do Art. 42 da Lei 13.043/2014, com a redação determinada pela Lei 13.097/2015, por ela não mais subsistindo qualquer interesse na continuidade do presente litígio. A respeito do referido pedido de desistência, assim dispõe o RICARF em seu art. 78: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1° A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse. (Grifos nossos) Em face dessas disposições, a efetivação, pela contribuinte, da confissão irretratável da dívida, e, também, o expresso pedido de desistência do recurso interposto, acarretam a completa impossibilidade de conhecimento de seus termos por esta egrégia turma de julgamento, impõe o necessário apontamento da falta de interesse de agir, e, nessas circunstâncias, a completa impossibilidade de conhecimento do recurso. Diante disso, encaminho o meu voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO, em decorrência do pedido de desistência especificamente apresentado pela Fl. 927DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16327.720615/201336 Acórdão n.º 1301001.749 S1C3T1 Fl. 4 5 contribuinte, pondo fim, assim, definitivamente, à fase litigiosa do presente processo administrativo fiscal. É como voto. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator Fl. 928DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 14/04/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES
score : 1.0
Numero do processo: 10640.900904/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples
Ano-calendário: 2002
Ementa:
SIMPLES. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS A MAIOR. INEXISTÊNCIA.
Não há que se falar em recolhimentos a maior feitos sob o regime do
SIMPLES, quando a pessoa jurídica havia sido foi excluída do sistema no período em que ocorreram os pagamentos.
Numero da decisão: 1102-000.594
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: SIMPLES. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS A MAIOR. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em recolhimentos a maior feitos sob o regime do SIMPLES, quando a pessoa jurídica havia sido foi excluída do sistema no período em que ocorreram os pagamentos.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 Ementa: SIMPLES. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS A MAIOR. INEXISTÊNCIA. Não há que se falar em recolhimentos a maior feitos sob o regime do SIMPLES, quando a pessoa jurídica havia sido foi excluída do sistema no período em que ocorreram os pagamentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ – Presidente em exercício. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Leonardo de Andrade Couto, Silvana Rescigno Guerra Barreto, Gleydson Kleber Lopes de Oliveira, Eduardo de Andrade e João Carlos de Lima Junior. Relatório Fl. 91DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME 2 Trata o presente de pedido de compensação formalizado através da Dcomp, 25299.11818.090904.1.3.049499 pela qual a interessada requer a quitação dos débitos nela indicados com o crédito decorrente de pagamento a maior no SIMPLES efetuado em 10/06/2002. A DRFJuiz de Fora/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação de débito do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação. Em manifestação de inconformidade, a interessada alega que à época dos fatos não entregou a Declaração Anual Simplificada retificadora correspondente ao ano calendário de 2002, que demonstraria os pagamentos a maior. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento prolatou o Acórdão 0929964 negando provimento à solicitação, por entender que não foram demonstrados os motivos que levaram à retificação da Declaração. De acordo com a decisão, tendo em vista que a Declaração Anual Simplificada constituise em confissão de divida, os débitos nelas declarados e não pagos são exigíveis, sendo passíveis de inscrição em Divida Ativa da União para futura execução fiscal. Assim o pagamento efetuado foi corretamente alocado ao débito declarado pela empresa, não existindo de fato saldo disponível a ser usado em compensação, na data da transmissão da Dcomp em análise. Conclui o acórdão recorrido que, nos termos da legislação de regência, considerase ocorrida a compensação na data de transmissão da Dcomp e naquele momento não havia qualquer indicação da existência do crédito declarado. Em recurso dirigido a este Colegiado, o sujeito passivo afirma ter constatado o recolhimento a maior de valores devidos ao SIMPLES entre os anos de 1999 a 2003 e, portanto, em 2004 apresentou Declaração Anual Simplificada retificadora para todos esses períodos e também Dcomps para compensação desses valores. Sustenta que as Declarações Anuais retificadoras foram aceitas com exceção daquela referente ao anocalendário de 2002, nesse último caso em função da existência de processo de exclusão do SIMPLES através de Ato Declaratório emitido pela Receita Federal de Juiz de Fora – MG.Daí porque só conseguiu entregar a Declaração retificadora em 2008, após o processamento da Dcomp. Alega a inexistência de motivos para a recusa no recebimento da Declaração retificadora do anocalendário de 2002, ocorrida em 2004, tendo em vista que as demais Declarações foram recepcionadas normalmente. Por fim, argui a prescrição do despacho decisório. É o Relatório. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME Processo nº 10640.900904/200811 Acórdão n.º 1102 00.594 S1C1T2 Fl. 2 3 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO O pedido de compensação tem origem em supostos recolhimentos a maior efetuados sob a modalidade do SIMPLES no anocalendário de 2002. De acordo com a decisão recorrida, os pagamentos a maior não teriam sido demonstrados. No momento de entrega da Dcomp, instante esse em que é considerada realizada a compensação, não havia qualquer indicativo de pagamentos indevidos, pois os recolhimentos efetuados estavam devidamente alocados aos valores do tributo informados na Declaração Anual Simplificada referente ao ano calendario de 2002 constante dos arquivos da Receita Federal do Brasil. Segundo a recorrente, em 2004 houve uma tentativa de entregar uma Declaração Anual Simplificada retificadora correspondente ao período em questão, com demonstração dos pagamentos efetuados a maior. A declaração não foi processada pois, naquele momento, a pessoa jurídica havia sido excluída do SIMPLES através de Ato Declaratório emitido pela autoridade competente. Por causa disso, apenas em 2008 conseguiu formalizar a entrega da retificadora. Não há comprovação dessas alegações. Na peça recursal, a interessada argui a ocorrência de prescrição na análise do pleito. Tal argüição demanda avaliação cronológica dos fatos que, na verdade, conduz a uma conclusão diametralmente oposta, como se verá a seguir. Esclareçase, de imediato, que a argüição do sujeito passivo dirigese na verdade à decadência, e não à prescrição, pois envolve um direito potestativo exercido pelo estado. Considerando que a Dcomp extingue o débito nela informado sujeito a ulterior homologação, o período que a norma concede ao estado para confirmar ou não o procedimento representa justamente o prazo decadencial .Em pedidos de compensação, o prazo homologatório é definido pelo § 5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/96: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (.......) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (.......) Vêse que o termo inicial da contagem do prazo quinquenal é representado pela entrega da declaração de compensação. No presente caso, o documento foi formalizado Fl. 93DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME 4 em 09/09/2004, e a Administração teria até 09/09/2009 para fazer as verificações pertinentes. Tendo em vista que o Despacho Decisório foi cientificado ao sujeito passivo em 20/05/2008, conforme consulta de postagem que integra os autos, não ocorreu a decadência. Cabe aqui uma observação. Alguns respeitáveis integrantes dessa Corte entendem que o prazo definido nos termos do dispositivo legal supra mencionado não poderia se sobrepor ao prazo qüinqüenal de homologação com termo inicial a partir do fato gerador. Aplicando tal entendimento ao presente caso, se o crédito em discussão envolve o ano calendário de 2002, o Fisco teria até 31/12/2007 para retificar qualquer informação prestada pelo sujeito passivo em relação ao crédito informado. Entretanto, como a Declaração retificadora só foi entregue em 28/05/2008, a Declaração homologada em 31/12/2007 foi a original, com pagamentos totalmente vinculados aos débitos informados. Assim, não havia qualquer crédito a ser reconhecido e, mesmo sob esse entendimento, estaria correto o procedimemto da autoridade administrativa. Nesse caso, a prescrição teria agido contra o administrado, inviabilizando a aceitação da declaração retificadora. O entendimento em questão, no presente caso, implicaria na não homologação da compensação sem que se fizesse qualquer análise de mérito do pleito. Por outro lado, superada a questão da decadência do despacho decisório e prevalecendo o entendimento de que o contraditório foi instaurado com a manifestação de inconformidade, a interessada poderia demonstrar a existência do crédito pleiteado, independentemente da tempestividade da Declaração retificadora. Sob essa ótica, verificase que não foi apresentada qualquer explicação que indicasse a origem do crédito. Pelo exame da tabela apresentada na peça de defesa, pareceme que houve um equívoco na aplicação dos percentuais de apuração do tributo sobre a receita bruta acumulada nos meses de janeiro a setembro de 2002, tendo sido utilizado ao longo desse período uma percentual maior do que o correto. Destarte, a princípio assistiria razão ao recorrente. No entanto, uma informação crucial merece melhor análise: A interessada foi excluída do SIMPLES. De fato, através do Ato Declaratório Executivo (ADE) 429561, de 07/08/2003, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Juiz de Fora – MG, excluiu a recorrente do SIMPLES pelo exercício de atividade vedada ao programa, com efeitos a partir de 01/01/2002. Portanto, no anocalendário em que teriam ocorridos pagamentos a maior na modalidade do SIMPLES, a interessada já estava excluída do sistema. Com a exclusão, caberia nova apuração dos tributos devidos pela interessada sob as regras aplicáveis às demais pessoas jurídicas o que – ressalvado o prazo decadencial – em vez de crédito poderia gerar a necessidade de pagamentos adicionais. A recorrente tinha plena ciência da exclusão e até mencionou tal fato na peça de defesa. Ainda assim, manteve seu pleito nos moldes originariamente formulados, sem demonstrar como remanesceriam pagamentos indevidos na impossibilidade de usufruir dos benefícios do SIMPLES. Registrese que o processo de exclusão do SIMPLES foi formalizado sob o nº 10640.002237/200302 e foi julgado em caráter definitivo pela antiga 3ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes, sessão de 06/12/2007, Acórdão 30335039; sendo mantida a exclusão nos termos do ADE. O processo já foi arquivado. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME Processo nº 10640.900904/200811 Acórdão n.º 1102 00.594 S1C1T2 Fl. 3 5 Pelo exposto, em função de não ter sido demonstrada a existência do crédito pleiteado, voto por negar provimento ao recurso. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator Fl. 95DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por LUIZ TREZZI NETO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 28/10 /2011 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por JOAO OTAVIO OPPERMANN T HOME
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Numero do processo: 10314.003993/2007-76
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Data do fato gerador: 29/10/2002, 02/12/2002
GUINDASTES.
Guindastes autopropulsados sobre pneus, corn capacidade de carga superior ou igual a 60 toneladas, corn chassi projetado especialmente para esse fim, formando urn veiculo único e não montado sobre um chassi de caminhão ou automóvel, projetado para elevação de cargas, corn deslocamento em sentido
longitudinal, transversal e diagonal(tipo caranguejo), deve ser classificado na posição 8426 do código NCM.
Numero da decisão: 3102-002.133
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10314.003993/2007-76 Recurso n° Voluntário Acórdão n° 3102-002.133 — ia Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 29 de janeiro de 2014 Matéria Classificação de Mercadorias Recorrente CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO CAMARGO CORREA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 29/10/2002, 02/12/2002 GUINDASTES. Guindastes autopropulsados sobre pneus, corn capacidade de carga superior ou igual a 60 toneladas, corn chassi projetado especialmente para esse fim. formando urn veiculo único e não montado sobre um chassi de caminhão ou automóvel, projetado para elevação de cargas, corn deslocamento em sentido longitudinal, transversal e diagonal(tipo caranguejo), deve ser classificado na posição 8426 do código NCM. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos. em dar provimento ao recurso, nOsste7os do relatorio e voto que integram o presente julgado. RICARDO PAULO ROSA - Presidente. 464, ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO - Relator. EDITADO EM: 28/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, MÔnica Monteiro Garcia de Los Rios (Suplente), Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Relatório Trata-se de recurso voluntário com o objetivo de reformar o acórdão n°. 17- 051035 - 2" Turma da DRJ/SP2, que julgou improcedente a impugnação. De acordo com o relatório da decisão recorrida se pode observar que: "O importador por meio das Declarações (DI) de 17 °S 02/0983814-6 e 02/1067313-8, registradas em 29/10/2002 e 02/12/2002, importou mercadoria assim descrita: 'GUINDASTE PARA TODO O TERRENO, AUTOPROPULSORES, SOBRE ' PNEUS, COMPUTADORIZADOS, COM LANÇA TELESCOPIA DE 52 AI DE COMPRIMENTO E CAPACIDADE MÁXIMA DE CARDA DE 90 TONELADAS, MODELO LTM 1090/2, NÚMERO DE SÉRIE (..). "EX" 004 — RESOLUÇÃO CAMEX 22- DOU DE 28.06.01' A mercadoria foi classificada no código NCM 8426.41.00, tendo sido recolhido o Impost() de Importação (II) a aliquota de 4% ("ex" tarifário 004 — Resolução Comex n° 22/01) e Imposto sobre Produtos Industrializadas (IPI a aliquota de 5%. Segundo a fiscalização, a classificação fiscal correta é a NCM 8705.10.00, com aliquota do II de 35%, e aliquota do IPI de 5%. Através do Auto de Infração de fls. 04/25, cobraram-se as diferenças de Imposto de Importação, Imposto sobre Prochitos Industrializados, juros, multa de oficio, multa pela folio de guia de importação e multa por classificação incorreta. Intimada do Auto de Infração em 28/05/2007 76 verso), a interessada apresentou impugnação e documentos em 26/06/2007, juntados as folhas 80 e seguintes, alegando em síntese que: (a) há diferenças fundamentais entre CARROS-GUINDASTES AUTOPROPULSADOS DE PNEUMÁTICOS (84.26.41) e CAMINHÕES GUINDASTE (87.05.10). A fiscalização, porém, sent um maior estudo de identificação das mercadorias importadas, mal interpretou e aplicou as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado, concluindo que as mesmas são caminhões- guindaste; (b) no caminhão-guindaste há três partes, formadas por 11117 chassi caminhão veicular, unia unidade chassi intermediário (para adaptação do guindaste sobre o chassi do caminhão, e a unidade do guindaste. Nesse caso, o guindaste é um implement o rodoviário adaptável a qualquer tipo de chassi de caminhão. Isoladamente, o chassi do caminhão pode ser prestar a outras funções como veiculo transportador ou para implementação de outro veiculo rodoviário; (c) no carro-guindaste ou guindaste propulsor, temos uni projeto único, fornicido por um carro inferior e um carro superior, 2 Fl. 272DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo n° 10314.003993/2007-76 S3-C I 12 Acórdilo n°3102-002.133 1 1. 2 especialmente desenhados e concebidos um port' o outro. Isoladamente, os carros inferior e superior não iéni outralunção; (d) a autoridade autuante, sem examinar a máquina e conhecer suas peculiaridades, apenas lendo superficialmente o catálogo técnico do produto, que indica o modelo LTA4 1090/2 como composto de um chassis portador, ulna superestrutura de guindaste e peças opcionais, concluiu apressadamente que se trata de elementos distintos, e que o segundo (superestrutura) esta mattock) sobre o primeiro; (e) ocorre, porém, que o catálogo não fala simplesmente em chassis, as elll chassis portador (crane carrier), denotando que é tuna pork, do todo integrado que move o guindaste. Um chassis portador de superestrutura do guindasle não pode ser considerado um veiculo autônomo (caminhão) sobre o qual foi montado o guindaste. 0 fat() de o catálogo especificar as partes do todo, não significa que elas são independentes e Irma mattock, sobre a outlay (1) as características do chassis portador (kiloton] que este /ái exclusivamente fabricado para portar o guindaste, e que não pode ter outra unlização ou linalidade. sendo parte integrante do mesmo, posto que: (i) as pato/as (estruturas de apoio do chassis no solo) estão incorporadas desde a fabricação do chassi; (ii) um grande rolamento com furos especiais para a fixação da superestrutura cio guindaste também está incorporado ao chassi desde SLICI fabricação; chassi possui ern sua cabine comandos de suspensão que controlam o nivelamento e fixam as pato/as e suas sapa/as; (iv) a cabine superior permite ao seu ()per-odor movimentar o chassi; (v) o chassi portador faz o movimento "caranguejo" (em diagonal), necessário para o trabalho do guindaste em obras de construção civil, função esta inexistente nos caminhões; (g) trabalho técnico elaborado por engenheiro da empresa representante cio .fabricante no pais . Liebherr do Brasil, esclarece que, como os caminhões convencionais não tinhorn e ainda não rem condições mínimas necessárias para transportar as superestruturas dos guindastes; os fabricantes tiveram que idealizar um equipamento que reunisse no guindaste a capacidade de se movimentar (autopropulsdo), o que faz corn que o chassi do caminhão e o chassi integrado (10 guindaste autopropulsor tenham concepções completantente distintas. No carro-guindaste, muitos dos elementos de controle e comando do carro superior (guindaste) estão situados no carro inferior e vice-versa; c/c que não se pode desacoplar o carro inferior do carro superior cio guindaste lotto terreno, pois estes não teriam outra função isoladamente; (h) laudo técnico elaborado por engenheiro mecânico que não possui vinculo empregancio C0111 a impugnante, confirma as distinções existentes entre o equipamento LTM 1090/2 e um caminhão-guindaste; Fl. 273DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA (i) parecer sobre classificação fiscal, feito por especialista na matéria, conclui que o equipamento LTM 1090/2 se classifica na posição 8426.41.00. Acrescenta que a fiscalização equivocou-se por não ter atentado para um aspecto fundamental a dirimir a questão: a perfeita identificação do equipamento, trazida aos autos pela impugnante. Além da identificação do aparelho, são fundamentais as NESH, que nos auxiliam para estabelecer essa diferença: no caminhão guindaste, houve a fábrica cão de um veiculo (caminhão) que fbi equipado com um instrumento de trabalho (guindaste). 0 guindaste é apená s um equipamento do caminhão. .16 o guindaste autopropulsor um conjunto integrado onde a peça fundamental é o guindaste, que pode se locomover, através de um chassi que está nele integrado. Uni foi feito para o outro. E o fato de haver a possibilidade de comandos da cabine inferior (chassi) em relação ao guindaste, e vice-versa, é um indicativo dessa integração; (j) cita ementário de consultas sobre classificação. fiscal de mercadorias da Secretaria da Receita Federal e jurisprudência do Conselho de Contribuintes; (h) inobstante a classificação adotada pelo importador estar correta, vale acrescentar que se estiver incorreta que se levanta unicamente para argumentar), a mercadoria de qualquer firma, se enquadra no "ex", fazendo jus à aliquota do II ali prevista; (iV é totalmente improcedente a penalidade de 30% do valor da mercadoria, posto que houve licenciamento da mercadoria, com a apresentação do respectivo catálogo a SECEX, inexistindo discrepáncias entre este e a descrição feita pelo importador. Ademais, o ADN Cosit 12/97 dispõe que não cabe penalidade para produto corretamente descrito; também não procede a penalidade de 1% sobre o valor da mercadoria, por erro de classificação fiscal, simplesmente porque a mercadoria está corretamente classificada,. (n) requer, por fim, o cancelamento do Auto de Infração. Em 16/09/2010, a impugnante apresentou aditamento el impugnação (fls.. 211/221) sob o argumento da ocorrência de fatos novos após a apresentação da defesa, aduzindo as seguintes razões, em suma: (a) no primeiro semestre de 2008, a SRF classificou equipamento praticamente igual ao discutido como guindaste autopropulsor, na posição 8426.41.00, através de duas consultas sobre classificação fiscal de mercadorias. Também o ex tarifário utilizado foi concedido pela CAMEX para um guindaste da própria marca Liebherr, com as mesmas características; (b) a partir do segundo semestre de 2008, a Coana passou a editar Soluções de Divergência reformulando várias 4 Fl. 274DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo 11" 10314.003993/2007-76 S3-(' 112 Acórdão n." 3102-002.133 H. 3 consultas, onde guindastes que possuíam duas cabines passaram a ser classificados na posição 8705.10.10. Recentemente, há decis5es administrativas de primeira instância, onde guindastes semelhantes (duas cabines) estdo sendo considerados como classificáveis na posiçdo 8705.10.10, sem que a Delegacia de Julgamento observe que a mudança de critério juridic() só pode alcançar fulos geradores ocorridos após a adoçdo do novo critério; (c) para Os fatos ocorridos sob a égide das Consultas onde o critério jurídico era frivol-aye!, há que ser adotada aquela classificação fiscal, em respeito ao elcito vinculante dos atos emanados da SRF, mas também em homenagem ao principio da segurança das relaçães jurídicas, observando-se ainda o disposto no art. 14„' 6°, da IN/SRF 270/2007; (d) as soluções de consulta e os ex tarifários se aplicam igualmente a todos os contribuintes que se encontram em situação idêntica, aplicando-se não só an produto consultado, mas a qualquer outro produto que tenha as mesmas características, em razão do principio da igualdade em matéria tributária; (e) junta cópia do Parecer Normativo COSIT n° 05/94 para lembrar que aSolução de Consulta se aplica retroativamente." Após analisar a impugnação da Contribuinte, decidiu a DR.1 por manter lançamento nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 29/10/2002 e 02/12/2002 CLASSIFICAÇA -0 FISCAL. O caminhão guindaste marca LIEBHERR, modelo L7'111 1090/2, classifica-se no código NCA1 8705.10.00 Ciente da decisão acima a recorrente apresenta recurso voluntário alegando em síntese que: a) Em 2002 quando importou dois guindastes, apesar da fiscalização não ter questionado o ex tarifário, cujas características são atendidas pelas mercadorias importadas, entendeu que a classificação estaria errada pois a mercadoria seria caminhão guindaste e não carro guindaste, como classificado pela recorrente; b) a administração pnblica classificaria tal produto no capitulo 84 e teria modificado posteriormente seu critério jurídico, classificando-o como guindaste com duas cabines; c) as alterações da nomenclatura teriam sido feitas antes que o ex tarifário fosse alterado mantendo-se o ex no capitulo 84 e o mesmo produto no capitulo 87., Fl. 275DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA d) a SECEX teria esclarecido o direito das empresas utilizarem o ex 004 na posição do capitulo 84, até 12/2004 e 06/2005. e) a Resolução n.° 22 da CAMEX, de 22 março de 2001, era o instrumento normativo em vigência a época dos acontecimentos, e o seu artigo S.°, disciplinava que a Receita Federal deveria assessorar a CAMEX para a indicação da correta classificação fiscal do ex tarifário; I) conforme o artigo 3°, da resolução n.°08/01 da CAMEX, de 26 de março de 2001, compete a CAMEX , estabelecer o processo para a obtenção do EX, neste passo atesta que EX não estaria vinculado ao código tarifário que lhe fora dado, mas sim a tributação. noutro giro o ex seria concedido à mercadoria, de acordo com a sua descrição e não classificação tarifária em que o ex fora colocado, lastreando tal entendimento através de entendimento jurisprudencial; g) por não ter a fiscalização contestado o enquadramento do ex tarifário, não haveria plausibilidade ao pleito , da exigência de diferença de tributos, por motivo de classificação fiscal, ademais argumenta que, mesmo não tendo 'sido contestado o ex tarifário, solicitou a SECEX copia de ex tarifário teria que teria motivado a publicação do ex 004, posição 8426.41.00, que caso seja localizado e posteriormente juntado ao processo, como requerido, poderá comprovar, em seu sentir, que o bem objeto da discussão, seria um guindaste corn duas cabines; h) quanto à consulta fiscal, além de reiterar tudo que foi dito em sede impugnação, atesta ainda que a classificação adotada pela Coana e Camex, a época dos fatos, encontrava-se corretamente lastreada pelas normas jurídicas, até então vigentes e que tal critério jurídico, adotado pela SRF, não poderia ter sido modificado até meados de 2008, sob pena de violar o artigo 150, inciso II, da CF, o D.L 37/66, artigo 101, inciso I e a Lei 4.502/64, artigo 76, inciso II, impugnação; I) quanto a multa por declaração inexata, alegou que o bem em questão seria urn carro guindaste e que no momento da descrição, teria utilizado a terminologia do mercado e dos catálogos, o que ao seu sentir é o que lhe caberia fazer na DI, ademais entende que seria descabida a aplicação da supracitada multa, com penalidade de 75%, sobre a diferença do imposto de importação, por descrição inexata da mercadoria; j) quanto a multa por falta de licença de importação, no valor de 30% sobre a mercadoria, atesta que, respeitando os tramites da época, todas as mercadorias atinentes a esse processo teriam sido licenciadas automaticamente no SISCOMEX, dando continuidade argui que a fiscalização não especificou porque as mercadorias não teriam sido descrita com todos os elementos; e por fim 1) quanto a multa por erro de classificação fiscal, em seu perceber, não poderia ser punido por ter adotado a classificação do órgão condescendente do ex, no caso a classificação emitida pela CAMEX, assessorada pela COANA/SRF, publicada no DOU posição 8426.41.00. o relatório. Voto 6 Fl. 276DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo n° 10314.003993/2007-76 S3-C112 Acórdao n°3102-002.133 11.4 Conselheiro Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Conheço do presente recurso por ser tempestivo e por tratar de matéria de competência da terceira sessão. De acordo com relato acima, vê-se que a presente discussão restringe-se a classificação dos guindastes importados pela recorrente, os quais foram classificados na posição NCM 8426.41.00 enquanto a fiscalização defende o código n° 8705.10.00, vejamos os referidos códigos como definidos na TIPI quando do lançamento: Contribuinte 84.26 Cábreas; guindastes, incluindo os de cabo; pontes rolantes, pórticos de descarga ou de movimentação, pontes-guindastes, carros-pórticos e carros-guindastes. 8426.41 -- De pneumáticos Fiscalização 87.05 Veículos automóveis para usos especiais (por exemplo, auto-socorros, caminhões- guindastes, veículos de combate a incêndio, caminhões-betoneiras, veículos para varrer, veículos para espalhar, veículos-oficinas, veículos radiológicos), exceto os concebidos principalmente para transporte de pessoas ou de mercadorias. 8705.10 - Caminhões-guindastes Defende a recorrente que a classificação apresentada pelo fiscalização apenas seria possível a partir de setembro de 2008 corn o entendimento proferido em reunião do grupo técnico do Mercosul, momento em que se diferenciou urn carro guindaste do capitulo 84 de um caminhão guindaste do capitulo 87 pelo número de cabines nos seguintes termos "' A característica essencial que define os produtos classificados na subposkylo SH 81.26.41 é a presença de um finica cabine que refine os comandos tank) do veiculo (caminhao) quanto do dispositivo de elevaqiio (guindaste)." Até então vigia a Consulta DISIT n° 272 dc 1998, que disciplinava que essas superestruturas, com uma ou duas cabines se classificavam no capitulo 84. Ora, como as DI's que acarretaram o presente lançamento foram registradas em 2002, não há como afastar o entendimento adotado pela própria Receita à época dos fatos. Apesar da consulta vincular apenas o consulente, essa não deve ser affistada para fins de interpretação da norma, e no caso dos autos denota claramente que a época dos fatos a classificação vigente foi a adotada corretamente pelo contribuinte. Destaque-se ainda que em 26 de abril de 2008 foi publicada um solução de consulta n° 26 que também ratifica a posição adota pela recorrente, vejamos: "ASSUNTO: Clussificaçõo de Mercadorias EMENTA: CÓDIGO TEC 8426.41.90 Guindastes Pneumáticos Autopropulsados, marca registrada Truck Crane XCMGQ1'50K e 65K, tipo Crane Con, 5 seções de lança de perfil, comando hidráulico tipo "joystick", coin bomha hidráulica de operaçõo com "10a(1 sensing", avançadas válvulas pilotadas e motores hidráulicos de pistões e vazOo variável utilizadas para içar e movimemar cargas, denominadaS comercialmente "Guindastes Telescópico XCMGQY5OK" e "Guindastes Telescópico Hidráulico 50 e 65 7 Fl. 277DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA toneladas", fabricado por GTM Máquinas & Equipamentos — Xuzhou Construction Machinery. DISPOSITIVOS LEGAIS: RGI 1" (Texto da Posição 8426), RGI 6" (Texto da Subposição 8426.41), e RGC1, da TEC Decreto n ° 2376/1997, com as alterações introduzidas pela INSRF n ° 697/2006, em vigor desde 1 ° de janeiro de 2007, e coin as atualizações ejetuadas pela Resolução CAMEX n ° 07, de 1 ° de março de 2007". Apenas em setembro de 2008 foi publicada a solução de divergência dn° 8 de 12 de setembro a qual estabeleceu a diferença por quantidade de cabines: , "SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA N ° 8, DE 12 DE SETEMBRO DE 2008 ASSUNTO: Classificação de Mercadorias Reforma da Solução de Consulta n ° 026/2008 SRRF/ TRF/Diana, de 17 de abril de 2008 e Reforma da Solução de Divergência le 6 C'oana, de 7 de julho de 2008. Mercadorias: Caminhão-guindaste autopropidsor mama registrada Truck Crane XCMGQY65K, tipo ,Truck Crane, com haste telescópica de altura extensível até 42m, capacidade máxima de levantamento de 65 toneladas, contendo dois eixos direcionciveis, consistindo em veiculo para usos especiais, coin chassi de caminhão, motor de propulsão, caixa e dispositivos de mudança de marchas, órgãos de direção e de travagein, comportando duas cabbies, sendo unia para acionar o deslocamento do veiculo e outra para operação do guindaste, denominado comercialmente "Guindaste , telescópico XCMGQY65K" e "Guindaste Telescópico Hidráulico 65 toneladas", fabricado por GTM Máquinas & Equipamentos Xuzhou Construction Machinery classificase no código 8705.10.10 da Nomenclatura Comm do Mercosul (NC11/f) constante da Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada pela Resolução Camex no 43, de 22 de dezembro de 2006, republicada em 9 de janeiro de 2007, com alterações posteriores. Caminhão-guindaste autopropulsor marca registrada Truck Crane XCMGQY50K, tipo Truck Crane, com haste telescópica c/c altura extensível até 40,1m, capacidade máxima de levantamento de 50 toneladas, contendo dois eixos direcionáveis, consistindo em veiculo para usos especiais, com chassi de caminhão, motor de propulsão, caixa e dispositivos de niudança de marchas, órgãos de direção e de travagem, comportando duas cabbies, sendo uma para acionar o deslocamento do veiculo e outra para operação do guindaste, denominado comercialmente "Guindaste telescópico XCMGQY5OK" e "Guindaste Telescópico Hidráulico 50 toneladas", GTM Máquinas & Equipamentos Xuzhou Construction Machinery classifica-se no código 8705.10.90 da Nomenclatura CO11111111 clo Mercosul (NCM) constante da Tarifa Externa C011711171 (TI/C',), aprovada pela Resolução annex no 43, de 22 de dezembro de 2006, republicada em 9 de janeiro de 2007, coin alterações posteriores. Dispositivos Legais: RGI1 (textos da posição 87.05 e da Nota 1), alínea "1" da Seção XVI), RG16 (texto da subposição 8705.10) e 8 Fl. 278DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo t-r) 10314.003993/2007-76 S3-C1T2 1:1. 5 Acórdilo n." 3102-002.133 RGC1 (texto dos sub/tens 8705.10.10 e 8705.10.90) da Tarifa Externa Comum (TEC) aprovada pela Resolução Comex no 43. de 22 de dezembro de 2006, republicado eni 9 de janeiro de 2007, coin alterações posteriores, com Os subsídios fornecidos para a posição 87.05 pelas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), aprovadas no Brasil pelo Decreto no 435, de 27 de janeiro de 1992, coin a versão atual aprovada pela IN RFB no 807, cie 11 de janeiro de 2008, poi- firça da delegação de competência outorgada pelo art, lo da Portaria MF no 91, de 24 de janeiro de 1994". Em julgamento análogo, realizado na sessão de novembro de 2013, que teve como Relator o ilustres Conselheiro Luis Marcelo Guerra Castro então presidente desta Turma, processo n° 10314.007378/2008-10 e acórdão n° 3102-002.123, foi dado provimento por unanimidade ao Recurso Voluntário, decidindo-se pela classi ficação na posição 8426 do código NCM. Assim, por oportuno, peço vênia para transcrever as palavras do ilustre relator: "Ante a tais elementos, estou convencido de que os produtos que são alvo do presente processo não podem ser classificados na posição 8705 e tal convicção, registre-se, não ckcorre dos conclusões do perito acerca do que seria relevenne ou não paw distinguir Os caminhões-guindaste dos guindastes autopropulsados. Inicialmente, é importante deixar claro que a classificação de um produto na NCM, que se baseia mio Sistema Harmonizado (SH) é, essencialmente, levada a efeito segundo as regras de interpretação fixadas no texto desse Sistema. Assim, é peifeitamente possível que, de acordo coin determinado ramo do conhecimento, no caso, a engenharia meccinica, o produto não retina as características necessárias para ser enquadrado como veiculo (no caso, caminhão-guindas/e) e, pani efeito de classificação na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), sin!. Ou seja, em ! que pese a relevcincia do conhecimento cientifico, a classificação fiscal é realizada regra geral, com hose nos en1111ChICIOS inerentes ao Sistema Harmonizada Con i efeito, diz a Regra Geral I (os grifos não constenn do original): Os títulos' das seções, capítulos e subcaphulos têm apenas valor inchcativo. Para Os efeitos legais, a classificação é determinada pelos textos das posições e das notas de seção e de capitulo e, cksck que não sejam contrárias aos textos dos reftridas posições e notas, pelas regras seguintes: Adicionalmente, há que se recorrer ao texto das Notas Explicativas ao Sistema Harmonizado, aplicáveis por firça do Decreto n° 435, de 1992, mais especificamente no parágrafo único' do seu art. 1°. Parágrafo único. As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado constituem elemento subsidiário de caráter fundamental para a correta interpretação do conteúdo das posições e subposições, bem como das Notas de Seção, Capitulo, posições e subposições da Nomenclatura do Sistema Harmonizado, anexas à Convenção Internacional de mesmo nome. L ) Fl. 279DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Ou seja, decidir se o produto, a luz da NCM, é uni guindaste autopropulsado ou uni caminhão-guindaste não representa uma questão técnica ser solucionada pelo perito, Mas de unia questão jurídica, a ser enfrentada por este Colegiado. Com relação esse aspecto, é necessário recordar o que diz o parágrafo 1° do art. 30 do Decreto le 70.235, de 1972: § 1 0 Não se considera como aspect() técnico ci cla ssificação fiscal de prodittós. Pois bem. 0 item da NCM que a recorrente pretende classificar o produto litigioso (8426.41.10) esta assim descrito: 8426 BREAS; GUINDASTES, INCLUÍDOS OS DE CABO; PONTES ROLANTES, PÓRTICOS DE DESCARGA OU DE MOVIMENTACJO, PONTES-GUINDASTES, CARROS- PÓRTICOS E CARROS-GUINDASTES 8426.4 Outras máquinas e aparelhos, autopropulsados 8426.41 --De pneumáticos 8426.41.10 Coin deslocamento em sentido longitudinal, transversal e diagonal (tipo caranguejo) com capacidade de carga superior ou igual a 60 toneladas OBK Já o Fisco argumenta que os equipamentos deveriam ser enquadrados no item 8705.10.90 87.05 Veículos automóveis para ,iisos especiais (por exemplo, auto-socorros, caminhões-guindastes, veículos de combate a incêndio, caminhões-betoneiras, veículos para varrer, veículos para espalhar, veículos-oficinas, veículos radiológicos,), • exceto os concebidos principalmente para transporte de pessoas ou de mercadorias. 8705.10 - Caminhões-guindastes 8705.10.10 Com haste telescópica de altura maxima superior ou igual a 42m, capacidade maxima de elevação superior ou igual a 60 toneladas, segundo a Norma DIN 15019, Parte 2, e com 4 ou mais eixos de rodas direcionáveis 8705.10.90 Outros COMO salta aos olhos, por qualquer ângulo, ct compara cão entre as duas posições é tarefa das mais complexas, pois o fato do equipamento ter emprego específico, diverso transporte de passageiros ou mercadorias, por si so, não afasta a classificação do produto na posição 8705. Ocorre que, após analisar os elementos de prova carreados ao processo (parte deles pelo próprio Fisco), passei a considerar que a posição defendida pelas Autuantes, não poderia ser empregada para classificação dos equipamentos, apesar do raciocínio defendido na autuação encontrar-se referendado por duas Soluções de Divergência expedidas pela Coana (n° 5/2008 e 77" 8/2008). hiobstante tais respeitáveis manifestações, expedidas por técnicos altamente capacitados, pelo menos no presente processo, há questões que merecem ser consideradas. 1 0 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA Processo rl° 10314.003993/2007-76 S3-C1T2 Acórdiio n •° 3102-002.133 Confira-se, a propósno, o que dizem as NESH, no item dedicado ci posição 8705 (original não destacado): Deve notar-se que, para se incluir na presente posição um veículo que possua aparelhos de elevação ou c/c movimentação. mciquinas de terraplenagem, de escavação ou de perfuração. etc., deve consistir em um verdadeiro chassi de veiculo automóvel ou de caminhão que refina nele próprio, no minima os seguinies órgãos mecânicos: motor de propulsão. caixa e dispositivos de mudança de marchas (velocidades), órgãos de direção e de travagem. Pelo contrário, permanecem classificados, por exempla, 11(1S posições 84.26, 84.29 e 84.30, Os aparelhos e inciquinas autopropulsores (guindastes, escavadoras, etc.) ell1 que um ou mais dos mecanismos de propulsão ou de comando acima mencionados se encontram reunidos na cabbie da máquina de trabalho montados sobre um chassi com rodas ou lagartas, mesmo que o C017i1111i0 seja capaz de circular por estrada por sells próprios meios. Do mesmo modo, seriam excluídas desta posição as mfiquinas- autopropulsoras de rodas cujos chassis e instrumentos de trabalho sejam especialmente concebidos um para o outro de modo a formar um conjunto mecânico homogêneo (por exemplo, algumas niveladoras autopropulsoras denominadas "motoniveladoras" (motor-graders). Neste caso, o instrumento de trabalho 11 (70 está simplesmente montado sobre um chassi de veiculo automóvel, mas inteiramente integrado a um chassi que não pode ser utilizado para outros fins e que pode possuir OS mecanismos automóveis essenciais acima mencionados. Como é possível concluir, inobstcmte reste evidente que o equipamento possui duas cabines2 e que a parte denominada carro inferior apresenta meccmismos automóveis essenciais (motor de propulsão, caixa e dispositivos de mudança de morellos, órgãos de direção e de travagem), entendo que, em observância à exclusão fixada na parte . final tia nota, não há espaço para enquadrá-lo na posição 8705. Coin efeito, todos os subsídios de mien] técnica carreados ao processo deixam registrado que o carro inferior não representa simplesmente um veiculo de transporte acoplável ao guindaste. mas parte de uni todo, concebido para funcionar em conjunto. Coin efeito, estabelecer as diferenças entre as duos posições referidas é sobremaneira finidamental para a resolução do bem i como a identificação precisa das mercadorias importadas, contudo, penso que no caso dos bens importados em 2002 e 2004, outra questão a ser enfrentada diz cam o /)e/jeito enquadramento do identificação dos bens importados com a identificação dos bens descritos nos des/ac/lies EX respectivos. Podese caracterizar o guindaste autopropulsor, de (1C01*(10 C0111 as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado, como um equipamento no qual uni ou vários dos mecanismos de propulsão 11.6 2 Questão considerada essencial para definição do enquadramento ou no na subposição 8426.41 pelo ('omite Técnico 0 1 (CT-1) do Mercosul. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA ou de comando se encontrem reunidos na cabine do aparelho de elevação ou de movimentação montado em chassi com rodas, cujo chassi e instrumentos de trabalho sejam especialmente concebidos um para o outro de modo a formar um conjunto 111eCaniC0 homogêneo que não pode ser utilizado para outros fins e que pode possuir os mecanismos automóveis essenciais que lhe permita circular por seus próprios meios; ao passo que o caminhão guindaste, vem a ser um veiculo não destinado ao transporte de mercadorias, constituído por urn verdadeiro chassi de veiculo automóvel ou de caminhão, com cabina sobre o qual está instalado, em caráter permanente, 14117 guindaste rotativo, e que refine nele próprio, no mínimo, os seguintes órgãos meccinicos: motor de propulsão, caixa e dispositivos de mudança de velocidade, órgãos de direção e frenagenz (travageni). Após a efetivação da perícia complementar, i pelo engenheiro mecânico credenciado pela IRF/SP, ficou claro, ao menos para este conselheiro, que as mercadorias importadas tratam-se, de fato, de guindastes autopropulsores, e não de caminhões guindastes." Por todo exposto dou provimento ao recurso voluntário, afastando o crédito tributário em discussão. Sala de sessões 29 de janeiro de 2014. Alvaro Arthur Lopes de Almeida Filho - Relator 12 Fl. 282DF CARF MF Impresso em 10/06/2015 por EUNICE AUGUSTO MARIANO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2015 por FERNANDO ANDRADE SILVA
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Numero do processo: 10680.720316/2011-24
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 16 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3403-000.426
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, sobrestar o julgamento do recurso voluntário até que sobrevenha a decisão definitiva do STF no RE nº 609.096 (Tema 372). Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho (Relator), que votou no sentido de julgar o mérito do recurso. Designado o Conselheiro Robson José Bayerl. Sustentou pela recorrente o Dr. Glaydson Ferreira Cardoso, OAB/MG nº 81.931.
Antonio Carlos Atulim Presidente
Domingos de Sá Filho Relator
Robson José Bayerl Redator designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Transchesi Ortiz.
Nome do relator: Não se aplica
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1509; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 2 1 1 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.720316/201124 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3403000.426 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 26 de fevereiro de 2013 Assunto PIS/COFINS Recorrente BANCO RURAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, sobrestar o julgamento do recurso voluntário até que sobrevenha a decisão definitiva do STF no RE nº 609.096 (Tema 372). Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho (Relator), que votou no sentido de julgar o mérito do recurso. Designado o Conselheiro Robson José Bayerl. Sustentou pela recorrente o Dr. Glaydson Ferreira Cardoso, OAB/MG nº 81.931. Antonio Carlos Atulim – Presidente Domingos de Sá Filho – Relator Robson José Bayerl – Redator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Transchesi Ortiz. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .7 20 31 6/ 20 11 -2 4 Fl. 1562DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 3 2 Cuidase de Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 02.32094 (DRJ) interposto pelo Banco Rural S/A visando modificar a decisão que manteve o lançamento efetivado por meio de auto de infração lavrado para exigir o recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS e para a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, relativos aos fatos geradores do período de apuração de 01.01.2006 a 31.12.2008. Extraise da leitura do Termo de Verificação Fiscal de fls. 32/42 que se trata de instituição financeira, em sendo assim, enquadrada como contribuinte das contribuições sociais para o PIS e COFINS pelo regime cumulativo, conforme dispõe o art. 10, inciso I, da Lei nº 10.833/2003, à alíquota de 4% (quatro por cento), art. 18 da Lei nº 10.684/2003, bem como, art. 8º, inciso I, da lei nº 10.637/2002. Constatase, também, afirmação de que os créditos tributários constituídos referemse aos valores das diferenças entre os valores de apurados e aqueles declarados em DCTF. Em síntese, o entendimento da fiscalização é de que toda a receita obtida pela instituição financeira decorre da própria atividade, com exceção das receitas não operacionais, devendo compor a base de cálculo a título de COFINS e PIS. A tese fundamental da Recorrente é de que obteve provimento judicial com trânsito em julgado, assegurando o cálculo e o recolhimento das contribuições ora em discussão com base unicamente em receitas provenientes da prestação de serviços – tarifas. Para corroborar os argumentos expendidos juntou cópias do mandado de segurança, ação ordinária com pedido de antecipação tutela e outras peças processuais, decisões e acórdãos. A decisão recorrida manteve o lançamento in totum com o seguinte argumento: “A base de cálculo para as instituições financeiras e assemelhadas, ainda que entendida como receita bruta derivada exclusivamente da vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza, compõese da receita bruta operacional auferida no mês proveniente de cuja atividadefim, o que inclui as receitas advindas de intermediações financeiras, podendo ser realizadas as exclusões e deduções especificadas em Lei”. Com vista à apresentação sistemática e abrangente deste feito aproveitase o relatório da decisão recorrida: “Relatório. Foram lavrados contra o contribuinte acima identificado os presentes Autos de Infração, relativos à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (fls. 04/17) e à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS (fls. 18/31), correspondentes aos períodos de apuração de janeiro/2006 a dezembro/2008, nos montantes respectivos de R$ 80.109.517,05 e R$ 13.017.795,96, incluindo multa de ofício e juros de mora. As autuações ocorreram em virtude de falta/insuficiência de recolhimento das contribuições nos períodos acima identificados, Fl. 1563DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 4 3 conforme o Termo de Verificação Fiscal (TVF), de fls. 32/41, cuja apuração encontrase discriminada nos demonstrativos de fls. 42/43. No TVF, a fiscalização informa que o entendimento do contribuinte é de que estão sujeitas à tributação pela Cofins e pelo PIS, conforme as ações judiciais impetradas contra o recolhimento com base na Lei nº 9.718, de 1998, somente as rendas de prestação de serviços, que são registradas na conta Cosif nº 7.1.7.00.009. Dessa forma, a movimentação financeira decorrente de operações bancárias (em síntese, relacionadas à intermediação financeira) estaria fora do conceito de faturamento determinado pelo STF. No entanto, a PGFN, nos termos do Parecer PGFN/CAT nº 2.773, de 2007, formulado em decorrência da Nota Técnica Cosit/SRF nº 21, de 28 de agosto de 2006, firmou assinado digitalmente conforme MP nº 2.2002 de 24/08/2001 entendimento de que, para as instituições financeiras, não devem ser consideradas na apuração da base de cálculo as receitas não operacionais previstas no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (Cosif), tais como rendas de aluguel e outras rendas não operacionais. Ocorre que as receitas da atividade própria dessas instituições se constituem no próprio faturamento destas, reconhecidas inclusive como operacionais pelo próprio Cosif. A atividade bancária é composta por serviços que são disponibilizados aos clientes, dentre os quais se inclui a intermediação financeira. As receitas provenientes são receitas de prestação de serviços, e, portanto, integrantes do faturamento. Foram constituídos os créditos tributários relativos às diferenças entre os valores de Cofins e PIS apurados e os declarados em DCTF, cujos demonstrativos foram elaborados partir das bases de cálculo obtidas mediante o preenchimento pela fiscalização do Anexo I da IN SRF nº 247, de 2002, com base nos balancetes 4010 apresentados pelo contribuinte. Foram excluídas das bases de cálculo as receitas não operacionais, que não fazem parte da base de cálculo das contribuições por força da declaração de inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998. Os dispositivos legais infringidos constam na Descrição dos Fatos e Enquadramento(s) Legal(is) dos referidos Autos de Infração (fls. 08 e 22). Irresignado, tendo sido cientificado em 19/01/2011 (fls. 05 e 19), o autuado apresentou, em 18/02/2011, acompanhadas dos documentos de fls. 1.301/1.437, as suas razões de defesa (fls. 1.276/1.300), a seguir resumidas: Informa que impetrou, em janeiro de 2006, o Mandado de Segurança n° 2006.38.000.069.884, no qual pleiteou o reconhecimento da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da Cofins pelo §1º do art. 3º da Lei n° 9.718, de 1998, tendo sido a liminar concedida e posteriormente confirmada por sentença que afastou a exigência da contribuição sobre as receitas que não correspondem à venda de mercadorias e/ou à prestação de serviços, ou seja, ficou determinada a apuração com base no art. 2º da LC nº 70, de 1991. O TRF da 1ª Região negou provimento ao apelo da Fazenda Nacional e o STF negou seguimento ao Recurso Extraordinário por ela interposto. Fl. 1564DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 5 4 Foram também inadmitidos pelo STF o Agravo Regimental e os Embargos de Declaração peticionados, transitando em julgado, em maio de 2009, a decisão proferida. Dessa forma, o entendimento do STF é no sentido de que não ocorre a incidência da Cofins sobre receitas financeiras. E se instituição financeira não vende mercadorias, contribuirá somente sobre as receitas decorrentes da prestação de serviços que, por força da LC aplicável, devem ser entendidos em sentido estrito. Em abril de 2000 ajuizou a Ação Ordinária n° 2000.51.01.0077003 com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, buscando a declaração de inexistência de relação jurídica que o obrigasse a efetuar o recolhimento do PIS sobre a receita bruta, devendo ser adotada como base de cálculo tão somente o faturamento (tal como definido no art. 3º, alínea b, da LC nº 7, de 1970), nos termos da antiga redação do art. 195, I, b, da CF/1988, declarando se, incidentalmente, a inconstitucionalidade do art. 3º, caput e seu §1º, da Lei nº 9.718, de 1998. O pedido de antecipação de tutela foi deferido e confirmado por sentença que declarou a inexistência de relação jurídicotributária que obrigasse o recolhimento da referida exação na forma da Lei n° 9.718, de 1998, prevalecendo, para efeito de recolhimento, o previsto pela LC n° 70, de 1991. O recurso de apelação interposto pela União foi provido, mas o STF, julgando o Recurso Extraordinário, acolheu o pedido da empresa para excluir da base de cálculo do PIS receita que não correspondesse à venda de mercadorias e/ou prestação de serviços, não havendo dúvidas de que essa decisão autoriza o recolhimento do PIS estritamente sobre as receitas de serviços. Embora seja titular de duas decisões transitadas em julgado que autorizaram o recolhimento do PIS e da Cofins com base somente nas receitas de prestação de serviços (tarifas), a Receita Federal adotou estratégia para tentar contornar esse trânsito em julgado, buscando rediscutir a base de cálculo das contribuições. No entanto, essa discussão já restou superada e não pode ser reaberta, já que está acobertada pelo manto da coisa julgada material. Sobre o conceito da coisa julgada, traz definições, transcrevendo artigos da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC) e do Código de Processo Civil (CPC) e entendimentos doutrinários. No seu caso, tornouse imutável que a tributação do PIS e da Cofins deverá se dar com base exclusivamente em suas receitas de prestações de serviços. Isso significa que qualquer discussão, mesmo que sobre a natureza jurídica das receitas auferidas, deveria ter sido travada, a seu tempo, nos autos das ações judiciais, porque a coisa julgada preclui a possibilidade de rediscussão de todos os argumentos “alegações e defesas”, na dicção legal que poderiam ter sido suscitados, mas não foram. E nem mesmo o entendimento adotado no Parecer PGFN/CAT nº 2.773, de 2007, é capaz de mudar a decisão transitada em julgado, que impede a reabertura, tanto na esfera administrativa como na judicial, de matéria envolvendo a discussão sobre a base de cálculo do PIS e da Cofins. Assim, a autuação deve ser cancelada, sob pena de se estar violando a coisa julgada. Alega que o Auto de Infração não indicou, detalhadamente, a base de cálculo utilizada para a completa identificação sobre o que lhe está sendo exigido o tributo, pois os demonstrativos elaborados pela Fl. 1565DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 6 5 fiscalização não representam, com exatidão, a base de cálculo que se apura com observância da IN n° 247, de 2002, e com base dos saldos contábeis. Considerando os saldos contábeis a partir do plano de contas específico das instituições financeiras, não se apura o mesmo valor apontado pelo AuditorFiscal, sendo impossível questionar, especificamente, em quais linhas estão os eventuais equívocos cometidos. O fato de o Auditor não ter checado os demonstrativos junto ao contribuinte antes de lavrar o Auto de Infração prejudica o seu direito de questionar como foi elaborada a base de cálculo, não restando outra alternativa para saber qual dos critérios teria sido adotado para a concretização do lançamento, a não ser através de tentativas e erros. Conforme a memória de cálculo apresentada, não se pode constatar se os valores relativos a atualizações de depósitos judiciais, juros sobre o capital próprio, recuperações de encargos e despesas e outros foram ajustados. Também questiona se seria correto entender que as receitas decorrentes da cobrança de tarifas são atividade operacional de uma instituição financeira. Sem a descrição precisa da origem do crédito exigido, isto é, sem a individualização dos serviços que compõem a exação, não há como aferir, com precisão, se os valores que lhe estão sendo cobrados são devidos ou não, ou ainda, devidos em parte. O Auto de Infração, e não as folhas do processo administrativo fiscal (que também não são suficientemente claras quanto aos cálculos da autoridade fiscal), devem conter a descrição, principalmente, dos cálculos utilizados para o lançamento. Transcreve entendimento doutrinário acerca do art. 142 do CTN e jurisprudência do Carf, pedindo a nulidade do Auto de Infração, tendo em vista que não contempla todos os requisitos legais para a sua formação, prejudicando o seu direito ao contraditório e à ampla defesa. Caso seja mantido o lançamento, requer a realização de diligência para se apurar os valores que realmente compõem as suas receitas operacionais. Tece considerações acerca do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS), afirmando que tal Acordo não define o conceito de “serviços financeiros” para a relação impugnante/fisco, já que as relações regidas, conforme abordado na parte que trata do “alcance e definição”, são aquelas existentes entre um e o outro membro signatário. Dessa forma, nas relações que ocorrem dentro do território de cada um dos signatários, sem que haja a participação de outro membro signatário, será aplicada a norma interna. No presente caso, portanto, não se aplica o GATS, pois se trata de uma relação entre duas pessoas que fazem parte do mesmo território. Mesmo que assim não fosse, as definições lá contidas são estabelecidas para os propósitos específicos mencionados e não são precisas, além de ser indispensável examinar a terminologia nele utilizada face a Constituição Federal de 1988. Isso porque o GATS é posterior à sua promulgação e, por ser norma hierarquicamente inferior à Constituição, não pode alterar seus dispositivos. O fato da palavra “serviço” ter sido utilizada no GATS para se referir à atividade Fl. 1566DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 7 6 financeira não significa que a palavra “serviço”, utilizada na LC n° 70, de 1991, abrange as receitas das atividades financeiras. Pelos argumentos trazidos, a presente autuação, uma vez que baseada em conceito que não pode ser aplicado para reger a relação existente entre o contribuinte e a Receita Federal do Brasil, não pode subsistir. Sobre a menção da fiscalização à ementa da apelação em mandado de segurança impetrado contra o recolhimento da Cofins, que diz que a contribuição “deve ser recolhida com base na Lei Complementar 70/91 somente até a eficácia da Medida Provisória 153/2003, convertida na Lei 10.833/2003”, lembra que o trânsito em julgado é da parte dispositiva do Acórdão. Assim, ao negar provimento à apelação voluntária e à remessa oficial, o que transitou em julgado foi o mérito da decisão de primeira instância, a qual não faz qualquer menção à aplicação da Lei n° 10.833, de 2003, mesmo porque não houve qualquer advertência quanto a uma eventual alteração de fundamentação. Se existiu algum sentido daquela referência, seria apenas expressar que se o dispositivo da Lei n° 10.833, de 2003, que, desde o início e até os dias atuais, expressamente exclui as instituições financeiras de seu âmbito de aplicação, vier a incluílas, em algum momento, deixará de valer, a partir da data de alteração de legislação, a decisão transitada em julgado de exoneração da obrigação tributária aplicada, a partir de então. Ressalta que a base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos da decisão do STF que declarou a inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei n° 9.718, de 1998, e das decisões obtidas, já transitadas em julgado, só poderá ser calculada levandose em consideração as contas 7.1.7.99 denominadas “rendas de prestação de serviço”, constantes no Anexo I da IN SRF n° 247, de 2002. Isso porque, a teor do art. 110 do CTN, faturamento abrange apenas a receita da venda de mercadorias e serviços, e não a receita operacional. Dessa forma, não poderia o Fisco, sob pena de descumprir a sua própria norma interna, ampliar o rol de operações que se enquadrariam em serviços, se tais atividades nem mesmo constam em seu próprio normativo. Por fim, requer seja declarado o cancelamento do Auto de Infração ou, se for mantido o lançamento, seja realizada diligência para a apuração dos valores que realmente compõem as suas receitas operacionais. É o relatório”. Na fase recursal sustenta duas preliminares são arguidas: a primeira – Nulidade do Auto de Infração – erro na base de cálculo adotada pela fiscalização e impossibilidade de correção pelo Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF, o ponto indagado é que o fundamento utilizado para o lançamento se encontra consubstanciado no Parecer PGNF/CAT 2.773/2007, razão pela qual entende tratarse de erro da autoridade administrativa na determinação da matéria tributável e no cálculo do montante do tributo. A segunda preliminar cuida de violação da coisa julgada e impossibilidade de revisão da decisão judicial proferida na esfera administrativa ou judicial. Resumidamente, no mérito sustenta: Fl. 1567DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 8 7 1. Mandado de Segurança n° 2006.38.000.069.884, no qual pleiteou o reconhecimento da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da COFINS pelo §1º do art. 3º da Lei n° 9.718, de 1998, tendo sido a liminar concedida e posteriormente confirmada por sentença que afastou a exigência da contribuição sobre as receitas que não correspondem à venda de mercadorias e/ou à prestação de serviços, ou seja, ficou determinada a apuração com base no art. 2º da LC nº 70, de 1991; 2. Ação Ordinária n° 2000.51.01.0077003 com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, buscando a declaração de inexistência de relação jurídica que o obrigasse a efetuar o recolhimento do PIS sobre a receita bruta, devendo ser adotada como base de cálculo tão somente o faturamento (tal como definido no art. 3º, alínea b, da LC nº 7, de 1970), nos termos da antiga redação do art. 195, I, b, da CF/1988, declarandose, incidentalmente, a inconstitucionalidade do §1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718, de 1998. O pedido de antecipação de tutela foi deferido e confirmado por sentença que declarou a inexistência de relação jurídico tributária que obrigasse o recolhimento da referida exação na forma da Lei n° 9.718, de 1998, prevalecendo, para efeito de recolhimento, o previsto pela LC n° 70, de 1991; 3. Duas decisões transitadas em julgado que autorizaram o recolhimento do PIS e da COFINS com base somente nas receitas de prestação de serviços (tarifas), a Receita Federal adotou estratégia para tentar contornar esse trânsito em julgado, buscando rediscutir a base de cálculo das contribuições. No entanto, essa discussão já restou superada e não pode ser reaberta, já que está acobertada pelo manto da coisa julgada material. Sobre o conceito da coisa julgada, traz definições, transcrevendo artigos da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC) e do Código de Processo Civil (CPC) e entendimentos doutrinários; 4. Auto de Infração não indicou, detalhadamente, a base de cálculo utilizada para a completa identificação sobre o que lhe está sendo exigida o tributo, pois os demonstrativos elaborados pela fiscalização não representam, com exatidão, a base de cálculo que se apura com observância da IN n° 247, de 2002, e com base dos saldos contábeis; 5. Impossibilidade de aplicação dos conceitos trazidos pelo Acordo Geral sobre comércio de Serviços (GATS). É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Relator Domingos de Sá Filho. Entendo que o caso é passível de exame de mérito, pois a decisão nesse caso não iria de encontro à matéria submetida à apreciação do Supremo Tribunal Federal – STF, não importando na aplicação de disposição regimental que determina o sobrestamento do julgamento do feito e a aplicação do que vier a ser decidido pela Corte Superior. Assim, voto no sentido de se conhecer o mérito. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 1568DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 9 8 Voto Vencedor Conselheiro Robson José Bayerl, Redator designado Em que pese a existência de decisões judiciais proferidas, inclusive com trânsito em julgado, na Ação Ordinária n° 2000.51.01.0077003 (PIS) e no Mandado de Segurança nº n° 2006.38.000.069.884 (COFINS), não é possível concluir de maneira insofismável qual o alcance do termo “faturamento” para instituições financeiras. Em ambas as decisões restou consignado que o conceito de faturamento “é o estrito de receita bruta de venda de mercadorias e da prestação de serviços de qualquer natureza”, contudo, na seqüência, o equipara à “soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais”, residindo aí a confusão dos comandos sentenciais, havendo nelas certa dubiedade, na medida em que, aparentemente, faz equivaler conceitos que são mutuamente dissonantes. Com efeito, no julgamento do Ag.Reg. no RE nº 400.479/RJ, o Min. Cezar Peluso, ao examinar a incidência das contribuições em epígrafe sobre os prêmios de seguros, registrou o seguinte entedimento prevalente: “Seja qual for a classificação fiscal que se dê às receitas oriundas dos contratos de seguros, denominados prêmios, o certo é que tal não implica na sua exclusão da base de incidência das contribuições para o PIS e COFINS, mormente após a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98 dada pelo plenário do STF. É que, conforme expressamente fundamentado na decisão agravada, o conceito de receita bruta sujeita à exação tributária em comento envolve, não só aquela decorrente da venda mercadoria e da prestação de serviços, mas a soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais” (destaque no original) Como denota o excerto supra transcrito, a expressão “soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais”, também reproduzida nas sentenças prolatadas nos processos judiciais aqui examinados, não tem o alcance restrito que pretende o contribuinte, porém, de outra banda, também não se pode afirmar categoricamente que possui a amplidão de conteúdo fixada pela Administração Tributária. Deste modo, a situação ora descortinada em muito se assemelha àquela examinada no processo administrativo 16327.001221/201032, consubstanciada no acórdão 340300.361, julgado na sessão de 18/07/2012, valendo a reprodução de parte do voto condutor exarado naquela assentada: “A questão das receitas que devem integrar a base de cálculo da contribuição devida por instituições financeiras é objeto do RE nº 609.096 (Tema 372), em relação ao qual o Supremo Tribunal Federal decidiu que existe repercussão geral e sobrestou os demais feitos judiciais em andamento, conforme se depreende do despacho do Ministro Ricardo Lewandowski, que transcrevo a seguir: Fl. 1569DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 10 9 ‘RE 609096 / RS RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI Julgamento: 10/06/2011 Publicação DJe115 DIVULG 15/06/2011 PUBLIC 16/06/2011 Partes RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA REPÚBLICA RECTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) Decisão LibreOffice Petição 73745/2010STF. Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN requer seu ingresso neste recurso extraordinário na condição de amicus curiae, bem como “ a suspensão de todos os processos que tramitam em primeiro e segundo graus de jurisdição, que versem sobre a questão constitucional debatida nestes autos” (fl. 666). No caso, tratase de recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Ministério Público Federal contra acórdão que entendeu que as receitas financeiras das instituições financeiras não se enquadram no conceito de faturamento para fins de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS. Esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral do tema versado neste recurso. Transcrevo a ementa: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS E CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. INCIDÊNCIA. RECEITAS FINANCEIRAS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. CONCEITO DE FATURAMENTO. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (fl. 1.054). É o breve relatório. Decido. De acordo com o § 6º do art. 543A do Código de Processo Civil: ‘O Relator poderá admitir, na análise da repercussão geral, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal’. Por sua vez, o § 2º do art. 323 do RISTF assim disciplinou a matéria: Fl. 1570DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 11 10 ‘Mediante decisão irrecorrível, poderá o(a) Relator(a) admitir de ofício ou a requerimento, em prazo que fixar, a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, sobre a questão da repercussão geral’. A esse respeito, assim se manifestou o eminente Min. Celso de Mello, Relator, no julgamento da ADI 3.045/DF: ‘a intervenção do amicus curiae, para legitimarse, deve apoiarse em razões que tornem desejável e útil a sua atuação processual na causa, em ordem a proporcionar meios que viabilizem uma adequada resolução do litígio constitucional’. Verifico que a requerente atende aos requisitos necessários para participar desta ação na qualidade de amicus curiae. Quanto ao pedido de suspensão dos processos que tratam da mesma matéria versada nesses autos que tramitam em primeiro e segundo graus, entendo que não merece acolhida. É que os arts. 543B do CPC e 328 do RISTF tratam do sobrestamento de recursos extraordinários interpostos em razão do reconhecimento da repercussão geral da matéria neles discutida, e não de ações que ainda não se encontram nessa fase processual. Além disso, uma vez que esta Corte já reconheceu a repercussão geral da matéria aqui debatida, os recursos extraordinários que versam sobre o mesmo assunto ficarão sobrestados, na origem, por força do próprio art. 543B do CPC. Isso posto, defiro o pedido de ingresso da FEBRABAN na qualidade de amicus curiae e indefiro o pedido de suspensão requerido. Publiquese. Brasília, 10 de junho de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI’ (Grifei) Considerando que houve determinação de sobrestamento por parte do STF dos demais feitos relativos à mesma questão que tramitam no Judiciário, voto no sentido de que este Colegiado aplique o art. 62A do Regimento Interno do CARF para sobrestar o julgamento do recurso voluntário até que sobrevenha decisão difinitiva do STF no STF no RE nº 609.096 (Tema 372).” No mesmo sentido, proponho o sobrestamento do recurso voluntário interposto, nos termos do art. 62A do RICARF (Portaria MF 256/09), até superveniente manifestação defintiva do Supremo Tribunal Federal no RE 609.096 (tema 372). É como voto. Robson José Bayerl Fl. 1571DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10680.720316/201124 Resolução nº 3403000.426 S3C4T3 Fl. 12 11 Fl. 1572DF CARF MF Impresso em 16/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.013770/2008-45
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 15 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/07/2002
DESISTÊNCIA DO DIREITO DE RECORRER.
Apresentado requerimento de desistência dos embargos interpostos, o processo experimenta a perda do seu objeto, não devendo os seus fundamentos ser apreciados pelo Colegiado.
Numero da decisão: 3803-006.407
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por carência de objeto.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Apresentado requerimento de desistência dos embargos interpostos, o processo experimenta a perda do seu objeto, não devendo os seus fundamentos ser apreciados pelo Colegiado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por carência de objeto. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma. Relatório Cuida o que ora se aprecia de embargos de declaração interpostos pela Pessoa jurídica acima identificada contra o Acórdão nº 380303.767, de 29 de novembro de 2012, da 3ª Turma Especial da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 37 70 /2 00 8- 45 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 (CARF), com fulcro no art. 65, II, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, nos termos da petição anexa. O acórdão embargado tem a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 10/10/2003 LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Decai em cinco anos a contar no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado o direito da Fazenda de constituir o crédito tributário, na hipótese de falta de pagamento. COMPENSAÇÃO EM SEDE DE DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. Argumento que pretende opor saldo credor ao crédito tributário no âmbito do processo consubstancia compensação em sede de defesas, pretensão que encontra abrigo na Ordem legal. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 10/10/2003 DIFERENÇA ENTRE O VALOR APURADO E O DECLARADO/PAGO. SALDO CREDOR DO TRIMESTRE ANTECEDENTE. USO EM COMPENSAÇÕES. RECOMPOSIÇÃO DA ESCRITA PELO VALOR REMANESCENTE . IMPOSSIBILIDADE. É legítimo o lançamento do IPI que apontou divergências tributáveis no confronto entre os valores apurados do IPI e aqueles pagos/declarados em DCTF. A escrita fiscal não pode ser refeita, para fins de recomposição do valor do IPI a Pagar que foi alvo do lançamento, quando o saldo credor oriundo do trimestrecalendário antecedente foi utilizado, ainda que parcialmente, em compensações de outros débitos. A Embargante aponta para contradição existente no acórdão, a partir do excerto abaixo do voto condutor: "...a Recorrente presta informação adicional de que outros usos do crédito de R$ 38.300,80 foram feitos em compensações, resultante dos quais teria restado, ainda, crédito em seu favor de R$ 7.510,89. (...) Fl. 199DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.013770/200845 Acórdão n.º 3803006.407 S3TE03 Fl. 199 3 Uma vez que o saldo credor de IPI não permaneceu íntegro ao longo do tempo, não há como proceder ao refazimento da escrita fiscal para que o valor que Recorrente afirma ainda lhe restar do crédito seja deduzido do valor do IPI declarado na DIPJ. Os diversos usos em compensação dados a esse saldo credor é que deveria ter sido, em sequência, ao valor que deles restou, a esta data alcançado pela extinção do direito de repetir, acaso a recorrente tenha mantidose inerte em relação a ele. Outrossim, o que está subjacente no argumento da Recorrente é que se admita uma compensação em sede de defesa..." (Grifamos) Esclarece a embargante: "ao contrário do que pressupôs o acórdão embargado, não houve diversas compensações, mas apenas e exclusivamente uma PER/DCOMP no valor de R$ 7.163,59. Considerando que o saldo credor do IPI na conta gráfica em dezembro de 2002 era de R$ 38.300,80, conforme se verifica da DIPJ de 2003, anobase 2002 (fls. 84 do PAF), mesmo considerando que uma parte desse crédito (R$ 7.163,59) foi utilizada para compensação em setembro de 2003, o contribuinte sempre permaneceu com saldo credor de IPI em conta gráfica durante todo o exercício de 2003. A existência do saldo credor de IPI (R$ 38.300,80) em dezembro de 2002, conforme DIPJ 2003, anobase 2002 carreada aos autos (fls. 84 do PAF) e reconhecida pela decisão da DRJ, é fato incontroverso nos autos. O único argumento da decisão da DRJ para manter o lançamento é que tal crédito da conta gráfica teria sido integralmente compensado através da PER/DCOMP de setembro de 2003. Esse fundamento da decisão recorrida, no entanto, está equivocado, pois, conforme demonstrado no recurso voluntário e reconhecido pelo acórdão ora embargado, a PDCOMP foi de apenas parte do crédito (R$ 7.163,56), e não integral. Deixou o acórdão embargado, no entanto, de se pronunciar acerca de que o saldo credor de IPI de R$ 38.300,08 em conta gráfica é anterior aos débitos lançados pela autoridade fiscalizadora. Na verdade, o auto de infração foi lavrado em auditoria interna da Receita Federal, com base apenas exclusivamente nos débitos de IPI declarados na DIPJ de 2004, anobase 2003. Ocorre que, como demonstrado no processo e reconhecido pela decisão da DRJ, houve um erro no preenchimento dos valores do IPI da DIPJ de 2004, pois não considerou o saldo credor de R$ 38.300,80 de IPI Fl. 200DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 em conta gráfica existente em dezembro de 2002, conforme consta da DIPJ 2003, anobase 2002. Considerando o saldo credor de IPI do ano anterior (R$ 38.300,00), verificase que durante todos os meses do exercício de 2003, mesmo considerando a PER/DCOMP de R$ 7.163,59 em setembro de 2003, a empresa sempre manteve saldo credor em conta gráfica de IPI, razão pela qual não apurou IPI a pagar em nenhum dos períodos de apuração de 2003. O que houve foi apenas um erro no preenchimento da DIPJ de 2004 na qual se deixou de considerar o saldo credor de IPI anterior existente de R$ 38.300,00; Não se trata, portanto, de compensação em sede de defesa, e sim de compensação do regime da nãocumulatividade do IPI, que tem previsão legal no art. 49 do Código Tributário Nacional: Como, na espécie, a empresa sempre tinha saldo credor de IPI (R$ 38.300,80) em dezembro de 2002, conforme DIPJ 2003, anobase em 2002 (fls. 84 do PAF), em nenhum dos períodos de apuração de 2003 a empresa apurou IPI a pagar, mesmo considerando a PER/DCOMP de R$ 7.163,59 em setembro de 2003. Se o saldo credor da conta gráfica fosse posterior aos períodos de apuração objeto de lançamento, daí sim se poderia cogitar de compensação como meio de defesa. Mas sendo o saldo credor de IPI anterior aos períodos objeto de lançamento, a compensação do saldo credor nos meses subsequentes tem previsão específica no indigitado preceito do Código Tributário. Portanto, a autoridade lançadora não poderia exigir o IPI sobre as saídas ocorridas durante o exercício de 2003 sem considerar o saldo credor de IPI acumulado no exercício anterior de 2002. Ao assim proceder, afrontou de morte o citado parágrafo único do art. 49 do CTN. Enfim, o que demonstra a Recorrente, ora Embargante, é que, seguindo o regime não cumulativo do IPI e considerando o saldo credor de IPI em dezembro de 2002 (fls. 84 do PAF), não houve IPI a pagar em nenhum dos meses do exercício de 2003. Por tais razões é que se requer o provimento dos embargos de declaração, inclusive com efeitos infringentes para provimento do recurso voluntário, para fins de essa Colenda Turma pronunciese sobre o fato do saldo credor de IPI ser anterior aos períodos de apuração autuados, bem como sobre a previsão legal do art. 49 do CTN acerca da compensação do saldo credor nos períodos de apuração posteriores. Fl. 201DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10980.013770/200845 Acórdão n.º 3803006.407 S3TE03 Fl. 200 5 Submetido à exame de admissibilidade, viuse configurados os pressupostos de cabimento. Após a inclusão na pauta de julgamento do mês de agosto, chegou ao conhecimento deste Conselheiro a comunicação de desistência dos embargos, pela Contribuinte, datada de 23 de dezembro de 2013, documento ainda não anexado ao processo. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator Reza o art. 78 e da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, que o pedido de parcelamento importa a desistência do recurso, sobretudo quando já expresso pelo contribuinte, disso decorrendo a perda do objeto do recurso voluntário, verbis: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse. ( Redação dada pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010 ) Em vista do exposto, voto por não conhecer do recurso por falta de interesse. Sala das sessões, 22 de julho de 2014 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 202DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Fl. 203DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 23/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10510.002000/2003-07
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 30/04/1998 a 31/12/1998
VALOR DECLARADO EM DCTF. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
À exceção dos casos em que tenha ocorrido sonegação, fraude ou conluio, afasta-se a multa de ofício em relação aos valores declarados em DCTF nos lançamentos determinados pelo art. 90 da MP nº 2.158-35/ 2001, com base na aplicação retroativa do art. 18 da Lei nº 10.833/2003.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-003.280
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Rodrigo da Costa Pôssas e Joel Miyazaki, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Júlio César Alves Ramos.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Júlio César Alves Ramos - Redator Designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Rodrigo da Costa Pôssas e Joel Miyazaki, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Júlio César Alves Ramos - Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 30/04/1998 a 31/12/1998 VALOR DECLARADO EM DCTF. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. À exceção dos casos em que tenha ocorrido sonegação, fraude ou conluio, afastase a multa de ofício em relação aos valores declarados em DCTF nos lançamentos determinados pelo art. 90 da MP nº 2.15835/ 2001, com base na aplicação retroativa do art. 18 da Lei nº 10.833/2003. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Rodrigo da Costa Pôssas e Joel Miyazaki, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Júlio César Alves Ramos Redator Designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 20 00 /2 00 3- 07 Fl. 211DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 212 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Por meio do Acórdão nº 340300.211, de 01/02/2010, a Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Sessão de Julgamento do CARF deu provimento parcial ao recurso voluntário por unanimidade de votos, para excluir a multa de ofício, fls. 149 a 155. O julgado recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 30/04/1998 a 31/12/1998 COFINS. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE N° 8. Editada a súmula vinculante n° 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei n° 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional. COMPENSAÇÃO. PIS E COFINS. TRIBUTOS DE ESPÉCIES DISTINTAS. ART. 66 DA LEI N° 8.383/91. INAPLICABILIDADE. A jurisprudência deste sodalício é assente quanto a ser o PIS/Pasep e a Cofins tributos de espécie e destinação constitucional distintas, não se lhes aplicando por conseguinte o disposto no art. 66 da Lei n° 8.383/91, mas sim, o art. 74 da Lei n° 9.430/96, de tal sorte que, não adotados os procedimentos estatuídos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, temse como não realizada a compensação. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. APLICAÇÃO. Nos termos do art. 106, I, “a” do Código Tributário Nacional, a legislação aplicase aos fatos pretéritos, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando deixe de definilo como infração. Recurso Provido em Parte. Inconformada, a Fazenda Nacional apresentou recurso especial, fls. 158 a 167, requerendo a reforma do acórdão vergastado para que seja restabelecida a aplicação da multa de ofício, com fundamento no art. 44, inc. I, da Lei nº 9.430/96. Sustenta a Procuradoria da Fazenda Nacional que o entendimento do acórdão recorrido divergiu do paradigma 20402.753, o qual manteve a aplicação da multa respaldando Fl. 212DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 213 3 se no art. 44, inc. I, da Lei n. 9.430/96. Argumenta que a situação fática verificada nos autos estaria perfeitamente tipificada pelo retrocitado dispositivo legal, já que o contribuinte declarou os valores em DCTF como tributos devidos mas deixou de recolher os respectivos valores mediante DARFs, portanto seria o caso de simples falta de pagamento. Aponta que o art. 18 da Lei nº 10.833/2003 prevê multa isolada para o caso de diferenças decorrentes de compensação indevida e “nãohomologada”, na vigência do sistema PER/DCOMP, situação que não se igualaria à hipótese dos autos, onde os DARFs informados não foram localizados, o que se configura como pagamento não realizado. Neste sentido, explica que, conforme o art. 106 do Código Tributário Nacional, apenas existiria retroatividade benigna nas hipóteses em que a lei nova: a) deixa de definir o ato como infração; b) deixa de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão c) comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Logo, como o aludido art. 18 da Lei nº 10.833/03 teria sido concebido para disciplinar apenas os fatos atrelados à sistemática da PER/DCOMP, conclui que o mesmo não se aplicaria à hipótese dos autos e portanto não haveria que se falar em retroatividade benigna para excluir a multa do inc. I, do art. 44 da Lei nº 9.430/96, que seria perfeitamente cabível no presente caso. Reclama que o afastamento da referida multa não teria autorização legal e seria contrário à Lei, o que poderia inclusive incentivar o não recolhimentos dos tributos, já que passaria a se aplicar apenas a multa de mora em caso de autuação. O recurso foi admitido integralmente, conforme despacho de fl. 172, e as contrarrazões vieram às fls. 185 a 193. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. A matéria devolvida ao Colegiado cingese à questão do afastamento da multa de ofício aplicada. No que tange à questão da exclusão da multa de ofício, a divergência consiste na aplicação do princípio da retroatividade benéfica ao art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e alterações posteriores para excluir a multa de ofício em lançamento efetuado com base no art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. A Procuradoria da Fazenda Nacional apresenta decisão divergente consubstanciada no paradigma 20402.753, entendendo que o art. 18, da Lei nº 10.833/2003 e suas alterações posteriores constituem normas especiais pertinentes à declaração de compensação, sendo inaplicável ao presente caso, o qual se trataria de simples falta de pagamento, onde o contribuinte declarou valores em DCTF´s como tributos devidos mas deixou de recolhêlos mediante DARF´s, que não foram localizados. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 214 4 No caso, a decisão recorrida já ressaltou o fato de que o auto de infração não fundamentou sua lavratura no art. 90 da Medida Provisória n° 2.15835/2001, também em momento algum se referiu à homologação de compensação. Contudo, o argumento trazido pelo contribuinte em suas contrarrazões, de que os valores lançados se referem apenas a compensações não aceitas pela auditoria da Receita Federal também não corresponde à real situação dos autos. Vejamos nos demonstrativos anexados ao lançamento, fls. 24 a 26, consolidados na fl. 27, que os valores lançados são oriundos de parte do que foi declarado em DCTF´s, onde o contribuinte informava que teria havido “compensação com DARF” (grifo nosso) mas cujos efetivos recolhimentos não foram localizados. Somente foram descontados no lançamento os valores que foram confirmados pela auditoria e informados nas DCTF´s como “pagamento”, em cada período de apuração. Neste ponto, devese ressaltar que os valores que o contribuinte informava como “pagamento” eram bem inferiores aqueles informados como “compensação com DARF”, sendo que estes últimos, além de mais elevados, também eram sempre valores “redondos”. O contribuinte juntou às suas contrarrazões apenas os DARF´s correspondentes ao que foi informado como “pagamento”, mas não trouxe qualquer comprovação quanto ao efetivo recolhimento dos DARF´s que teriam originado as compensações informadas. Ainda, sequer apresentou argumentos para esclarecer qual seria a razão desses DARF´s precisarem ser objeto de compensação ao invés de corresponderem ao pagamento direto do total do débito, que sempre efetuava apenas uma pequena parcela do valor. POR EXEMPLO: PA SETEMBRO/98, demonstrativo na fl. 25 e a DCTF na fl. 74, ele teria que pagar R$ 5.285,65 mas só pagou R$ 85,65 e declarou como “compensação com DARF” R$ 5200,00, repetiu esta conduta nos demais PA´s, sempre recolhia mesmo só as dezenas e informava o restante no campo “compensação com DARF” que não foram confirmados. Esse procedimento poderia até ensejar o agravamento da multa, por fraude, visto que a inserção de informação falsa com o claro intuito de burlar os controles fiscais amoldase ao tipo descrito no art. 72 da Lei 4.502/1964. Portanto, se se descaracterizar a fraude, resta, como bem apontado pela recorrente, a simples falta de pagamento de tributos, que embora declarados em DCTF, não foram recolhidos em sua totalidade. Desta forma, deve ser restabelecida a aplicação da multa de ofício, conforme fundamentada no auto de infração em exame, uma vez que restou evidenciado que a situação dos autos se amolda ao disposto no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/96 (grifo nosso): Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (...) Fl. 214DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 215 5 Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional para restabelecer a decisão de primeira instância, no tocante à matéria aqui recorrida. Henrique Pinheiro Torres Voto Vencedor Conselheiro Júlio César Alves Ramos, Redator Designado Vime obrigado a divergir do Presidente Henrique por entender que a matéria em discussão já se encontra pacificada nos colegiados do CARF ainda que a douta PFN não se conforme, o que, aliás, é seu dever institucional. Deveras, como relatado pelo dr. Henrique, foi lavrado auto de infração por conta de compensações informadas em DCTF que não tinham lastro algum na medida em que os supostos pagamentos a maior que lhes constituiriam os créditos simplesmente não existiam. Ainda assim, a multa foi exigida no percentual de 75% não se apontado qualquer intuito doloso na atitude da empresa. A meu sentir, em tais casos, a exigência por meio de auto de infração da diferença não compensada está, sim, lastreada no art. 90 da Medida Provisória 2.15835, ainda quando a maioria dos lançamentos efetuados pela SRF não o mencionem, o que, segundo o n. relator, também ocorre aqui. Diz o art. 90: Art. 90. Serão objeto de lançamento de ofício as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Não consigo, por mais que me esforce, chegar à conclusão da douta Procuradoria da Fazenda Nacional de que tal dispositivo apenas regularia as declarações de compensação. Pareceme, ao contrário, bastante claro que ele se refere a qualquer declaração prestada que contenha informações acerca de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, ou seja, a todas as luzes, às informações que passaram a ser prestadas em DCTF a partir de 1997. Por isso mesmo, também não posso concordar com a afirmação de que o art. 18 da MP 135, posteriormente convertido no art. 18 da Lei 10.833, às Dcomp se restrinja. É certo que nele nada há de claro, mas vejamos o que diz: Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à Fl. 215DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 216 6 imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicarseá unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964. § 1o Nas hipóteses de que trata o caput, aplicase ao débito indevidamente compensado o disposto nos §§ 6o a 11 do art. 74 da Lei no 9.430, de 1996. § 2o A multa isolada a que se refere o caput é a prevista nos incisos I e II ou no § 2º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, conforme o caso. § 3o Ocorrendo manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação e impugnação quanto ao lançamento das multas a que se refere este artigo, as peças serão reunidas em um único processo para serem decididas simultaneamente Ora, como pode um dispositivo que modifica o art. 90 da MP 2.158 se restringir a apenas uma das hipóteses de lançamento nele previstas se é absolutamente genérico ao dizer que tal lançamento se restringirá à imposição de multa sobre as diferenças decorrentes de compensação indevida? Pareceme que a PFN pretende ler o dispositivo como se estivesse a dizer: nos casos de compensação indevida, o lançamento de ofício de que trata o art. 90 da MP 2.158 se restringirá à exigência de multa de ofício e apenas quando se comprovar a ocorrência... Podese até querer que ele dissesse isso, mas daí a entender o que está efetivamente escrito dessa forma vai, a meu sentir, e com todo o respeito aos que pensam diferente, uma grande distância. A PFN prossegue no seu raciocínio dizendo que a base para exigência da multa é o próprio art. 44 da Lei 9.430 porque aí já se prevê a declaração inexata. Ocorre que tal dispositivo não tem vida própria: primeiro é preciso que caiba um dado lançamento de ofício para que a multa encontre nele validade. Vejamos o dispositivo com a ênfase na parte que interessa aqui: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 217 7 § 1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: I juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; II isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III isoladamente, no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto (carnêleão) na forma do art. 8º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de fazêlo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste; IV isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2º, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano calendário correspondente; V isoladamente, no caso de tributo ou contribuição social lançado, que não houver sido pago ou recolhido. § 2º Se o contribuinte não atender, no prazo marcado, à intimação para prestar esclarecimentos, as multas a que se referem os incisos I e II do caput passarão a ser de cento e doze inteiros e cinco décimos por cento e de duzentos e vinte e cinco por cento, respectivamente. § 3º Aplicamse às multas de que trata este artigo as reduções previstas no art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, e no art. 60 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. § 4º As disposições deste artigo aplicamse, inclusive, aos contribuintes que derem causa a ressarcimento indevido de tributo ou contribuição decorrente de qualquer incentivo ou benefício fiscal Óbvio: só se aplica multa se há lançamento de ofício a ser feito. Ocorre que uma vez entendido que o art. 18 da MP 135 está afastando o lançamento em qualquer hipótese outra antes prevista no art. 90 da MP 2158, desaparece, por consequência, o fundamento para o próprio lançamento de ofício da diferença, não havendo como aplicarse a multa prevista no art. 44 por força do art. 106, I, a do CTN, corretamente aplicado pelo colegiado de piso. Este Conselho longamente debateu acerca das consequências do malsinado e pessimamente redigido art. 18 acima reproduzido, firmandose ao longo do tempo a jurisprudência que mantinha a exigência do principal mas repelia a exigência da multa. Não vislumbro no presente caso nada diferente das muitas dezenas já antes examinadas. Em especial, não posso concordar com a afirmação do Presidente Henrique de que a não comprovação dos pagamentos supostamente feitos a maior e geradores dos direitos creditórios que estariam sendo compensados equivale à mera falta de recolhimento que sempre foi exigida por meio de auto de infração e com a competente multa. Desde a criação da DCTF (ou, mais precisamente, desde que o Poder Judiciário aceitou as execuções fiscais nela diretamente embasadas, isto é, sem a lavratura de auto de infração) que não se lançam mais Fl. 217DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10510.002000/200307 Acórdão n.º 9303003.280 CSRFT3 Fl. 218 8 valores confessados em DCTF; os lançamentos por "mera" falta de recolhimento são, em verdade, decorrentes de falta de recolhimento e de confissão em dívida. Não foi por outro motivo, a meu entender, que se editou o art. 90 da MP 2158: veio ele para dirimir os questionamentos surgidos após a DCTF passar a incluir as hipóteses de extinção ou suspensão de exigibilidade do débito ali confessado. Sem ele não se sabia se tais débitos deveriam, ainda assim, ser considerados confessados e passíveis, portanto, de imediata inscrição em dívida, ou se, como acabou prevalecendo, haveria a necessidade de prévio lançamento de ofício. Digase, a respeito, que nem mesmo a SRF conseguiu firmar, desde logo, um entendimento, tendo revisto mais de uma vez sua posição, inclusive com base em pareceres da própria Procuradoria da Fazenda Nacional. Por todos esses motivos é que entendemos, na esteira da consolidada jurisprudência da Casa, manter o afastamento da multa por aplicação do art. 106 do CTN, negando, assim, provimento ao recurso especial da PFN. Este o acórdão que me coube redigir. Júlio César Alves Ramos Fl. 218DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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