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Numero do processo: 16682.903162/2012-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 23/12/2011
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PERD/COMP. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. INSUFICIÊNCIA.
As alegações constantes da manifestação de inconformidade devem ser acompanhadas de provas suficientes que confirmem a liquidez e certeza do crédito pleiteado.
Não tendo sido apresentada documentação assaz apta a embasar a existência e suficiência crédito alegado pela Recorrente, não é possível o reconhecimento do direito a acarretar em qualquer imprecisão do trabalho fiscal na não homologação da compensação.
DCTF RETIFICADORA APRESENTADA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. EFEITOS.
A DCTF retificadora apresentada após a ciência da contribuinte do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável à comprovação do erro em que se funde, nos moldes do artigo 147, §1º do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 3402-007.532
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Thais De Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
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PERD/COMP. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. INSUFICIÊNCIA. As alegações constantes da manifestação de inconformidade devem ser acompanhadas de provas suficientes que confirmem a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Não tendo sido apresentada documentação assaz apta a embasar a existência e suficiência crédito alegado pela Recorrente, não é possível o reconhecimento do direito a acarretar em qualquer imprecisão do trabalho fiscal na não homologação da compensação. DCTF RETIFICADORA APRESENTADA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. EFEITOS. A DCTF retificadora apresentada após a ciência da contribuinte do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável à comprovação do erro em que se funde, nos moldes do artigo 147, §1º do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Thais De Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 90 31 62 /2 01 2- 51 Fl. 125DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-007.532 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16682.903162/2012-51 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento ("DRJ") de Ribeirão Preto/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Contribuinte. Por bem consolidar os fatos ocorridos até a decisão da DRJ, colaciono o relatório do Acórdão recorrido in verbis: Trata-se de manifestação inconformidade interposta contra despacho decisório que homologou, em parte, a compensação declarada na Declaração de Compensação (Dcomp) nº 19924.26585.301111.1.3.04-2451, transmitida em 30/11/2011. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária (Derat) no Rio de Janeiro homologou, em parte, a compensação sob o fundamento de que parte do crédito financeiro utilizado na Dcomp, em discussão, foi utilizada para extinguir o débito do PIS cumulativo, do mês de março de 2010, declarado na respectiva DCTF, remanescendo saldo credor disponível, insuficiente para a homologação integral, conforme despacho decisório datado de 04/09/2012. Intimado do despacho decisório, o interessado apresentou manifestação de inconformidade, insistindo na homologação integral da compensação, alegando, em síntese, erro na apuração da contribuição daquele mês e, conseqüentemente, na respectiva DCTF. O valor apurado originalmente de R$ 24.980.561,85 foi retificado para R$ 24.847.561,24, depois de notificado do despacho decisório. Alegou, ainda, que, em 23/04/2010, efetuou o recolhimento de R$ 24.980.561,85, conforme agenda tributária divulgada pelo Ato Declaratório Executivo (ADI) CODAC nº 16, de 29/03/2010 (doc. 05), em praça diversa do seu domicílio tributário, conforme DARF (doc. 04) em anexo. Contudo, a Receita entendeu que o recolhimento foi efetuado, a destempo, considerando como data tempestiva o dia 22 de abril, pelo fato de o dia 23 ter sido feriado estadual, instituído pela Lei Estadual nº 5.198, de 05/03/2008 (dia de São Jorge). Assim, o Fisco entendeu que o recolhimento deveria ter sido antecipado para o dia útil anterior. Como não foi, cobrou-se, indevidamente, acréscimo moratório. O julgamento da manifestação de inconformidade resultou no Acórdão da DRJ de Ribeirão Preto/SP, cuja ementa segue colacionada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 23/12/2011 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante a transmissão de Declaração de Compensação (Dcomp), está condicionada à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado. CRÉDITO FINANCEIRO. CERTEZA E LIQUIDEZ. PROVA. A certeza e liquidez de crédito financeiro contra a Fazenda Nacional, objeto de compensação com débitos fiscal vencido, mediante a transmissão Dcomp, deve ser provada pelo declarante. Irresignada, a Contribuinte recorre a este Conselho, repisando os argumentos de sua manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 126DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-007.532 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16682.903162/2012-51 Voto Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, Relatora. O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, de modo que dele tomo conhecimento. Como se depreende do relato acima, a lide resume-se à comprovação da existência e suficiência do crédito objeto da compensação. Inicialmente, cumpre salientar que, como bem apontado pelo Acórdão recorrido, as razões expendidas contra a cobrança de acréscimo moratório sobre o recolhimento do PIS cumulativo do mês de março de 2010, efetuado em 23/04/2010, conforme DARF apresentado, ficaram prejudicadas, porque a homologação parcial da compensação declarada decorreu, exclusivamente, da utilização de parte do crédito financeiro na extinção do próprio débito do PIS declarado na respectiva DCTF, e não por conta de acréscimo moratório. Pois bem. A Lei n. 5.172/66 (Código Tributário Nacional), em seu art. 165, assegura o direito à restituição de tributos por recolhimento ou pagamento indevido ou a maior que o devido e estabelece os casos que configuram tal recolhimento ou pagamento, como a Recorrente afirma possuir, nos seguintes termos: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos I - Cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória Por sua vez, o instituto da compensação de créditos tributários está previsto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (...) Com o advento da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a compensação passou a ser tratada especificamente em seu artigo 74, tendo a citada Lei disciplinado a compensação de débitos tributários com créditos do sujeito passivo decorrentes de restituição ou ressarcimento de tributos ou contribuições, âmbito da Secretaria da Receita Federal (SRF). Ainda, o §1º do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (incluído pelo art. 49 da Lei nº 10.637/02) 1 determina que a compensação será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados (PER/DCOMP), como pretende a Recorrente in casu. Nesse sentido, a Recorrente processou pedido de compensação, afirmando possuir créditos fiscais. 1 A referida legislação recebeu ainda algumas alterações promovidas pelas Leis nºs 10.833/2003 e 11.051/2004. Atualmente, os procedimentos respectivos encontram-se regidos pela IN RFB nº 1.300/2012 e alterações posteriores Fl. 127DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-007.532 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16682.903162/2012-51 Entretanto, a sob o fundamento de inexistência do crédito financeiro utilizado na Dcomp, tendo em vista que o valor declarado fora integralmente utilizado na extinção do débito do PIS cumulativo, do mês de março de 2010 concluiu a Fiscalização pela não homologação da compensação. Muito embora a falta de prova sobre a existência e suficiência do crédito tenha sido o motivo tanto da não homologação da compensação por despacho decisório, como da negativa de provimento à manifestação de inconformidade, a Recorrente permanece sem se desincumbir do seu ônus probatório, insistindo que efetuou a retificação da DCTF e do DACON, o que demonstraria seu direito ao crédito. Ocorre que o Dacon constitui demonstrativo por meio do qual a empresa apura as contribuições devidas. Com efeito, o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (DACON), instituído pela Instrução Normativa SRF nº 387, de 20 de janeiro de 2004, é uma declaração acessória obrigatória em que as pessoas jurídicas informavam a Receita Federal do Brasil sobre a apuração da Contribuição ao PIS e da COFINS. Em outros termos, sua função é de refletir a situação do recolhimento das contribuições da empresa, sendo os créditos autorizados por lei e com substrato nos documentos contábeis da empresa, basicamente notas fiscais os livros fiscais onde estão registradas as referidas notas, além da própria DCTF. Assim, são esses últimos documentos que possuem aptidão para comprovar o crédito. Ademais, a Instrução Normativa n. 1.015, de 05 de março de 2010, vigente à época dos fatos, estabelece que Art. 10. A alteração das informações prestadas em Dacon, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de demonstrativo retificador, elaborado com observância das mesmas normas estabelecidas para o demonstrativo retificado. § 1º O Dacon retificador terá a mesma natureza do demonstrativo originariamente apresentado, substituindo-o integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar alteração nos créditos e retenções na fonte informados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I - reduzir débitos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União (DAU), nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas no demonstrativo original, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização; e II - alterar débitos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. (...) § 5º A pessoa jurídica que entregar Dacon retificador, alterando valores que tenham sido informados na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), deverá apresentar, também, DCTF retificadora. Quanto à DCTF, cuja retificação foi feita posteriormente à prolação e cientificação do despacho decisório, trata-se de instrumento que não tem o condão de salvaguardar o pleito da Recorrente. Explico. Fl. 128DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3402-007.532 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16682.903162/2012-51 Este Conselho possui pacífica jurisprudência, tanto nas turmas ordinárias (e.g. Acórdãos 3801-004.289, 3801-004.079, 3803-003.964) como na Câmara Superior de Recursos Fiscais (e.g. Acórdão 9303-005.519), no sentido de que a retificação posterior ao Despacho Decisório não impediria o deferimento do crédito quando acompanhada de provas documentais comprovando o erro cometido no preenchimento da declaração original. Tal entendimento funda-se na letra do artigo 147, § 1º do Código Tributário Nacional, a seguir transcrito: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Portanto, a DCTF retificadora apresentada após a ciência do Despacho Decisório não é suficiente para a demonstração do crédito pleiteado em PER/DCOMP, sendo imprescindível que a Contribuinte faça prova do erro em que se fundou a retificação. Nesse sentido, destaco a ementa do Acórdão nº 9303005.708, cujo julgamento na CSRF, por unanimidade, ocorreu em 19 de setembro de 2017: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/2001 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. EFEITOS. A retificação da DCTF após a ciência do Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição não é suficiente para a comprovação do crédito, sendo indispensável a comprovação do erro em que se funde. Recurso Especial do Contribuinte negado.) Com relação a prova dos fatos e o ônus da prova, dispõem o artigo 36, caput, da Lei nº 9.784/99 e o artigo 373, inciso I, do Código de Processo Civil, abaixo transcritos, que caberia à Recorrente, autora do presente processo administrativo, o ônus de demonstrar o direito que pleiteia: Art. 36 da Lei nº 9.784/99. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 373 do Código de Processo Civil. O ônus da prova incumbe: I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; Peço vênia para destacar as palavras do Conselheiro relator Antonio Carlos Atulim, plenamente aplicáveis ao caso sub judice: “É certo que a distribuição do ônus da prova no âmbito do processo administrativo deve ser efetuada levando-se em conta a iniciativa do processo. Em processos de repetição de indébito ou de ressarcimento, onde a iniciativa do pedido cabe ao contribuinte, é óbvio que o ônus de provar o direito de crédito oposto à Administração cabe ao contribuinte. Já nos processos que versam sobre a determinação e exigência de créditos tributários (autos de infração), tratando-se de processos de iniciativa do fisco, o ônus da prova dos fatos jurígenos da pretensão fazendária cabe à fiscalização (art. 142 do CTN e art. 9º do PAF). Assim, realmente andou mal a turma de julgamento da DRJ, pois o ônus da prova incumbe a quem alega o fato probando. Se a fiscalização não provar os Fl. 129DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3402-007.532 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16682.903162/2012-51 fatos alegados, a consequência jurídica disso será a improcedência do lançamento em relação ao que não tiver sido provado e não a sua nulidade. No caso em análise, a Contribuinte esclarece que teria apurado créditos, para comprovar a liquidez e certeza do crédito informado nas declarações é imprescindível que seja demonstrada através da escrituração contábil e fiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A Contribuinte não juntou aos autos nenhum documento contábil ou fiscal capaz de comprovar a liquidez e certeza do credito apontado. Somente insistiu que as declarações retificadoras seriam suficientes para tanto, mesmo após a decisão da DRJ ter expressamente colocado quais documentos seriam necessários para a efetividade da prova do crédito. Sobre esse ponto, saliento que este Colegiado vem admitindo provas apresentadas em sede de recurso voluntário, haja vista o princípio da verdade material e da informalidade moderada que reinam na esfera do processo administrativo. Todavia, nem em sede recursal a Recorrente se desincumbiu do ônus da prova. Dessarte, não tendo sido comprovada pela Recorrente a liquidez e certeza do crédito pleiteado, de acordo com toda a disciplina jurídica supra mencionada, não há reparos a serem feitos quanto ao Acórdão recorrido. Dispositivo Por essas razões, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz Fl. 130DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11065.910820/2009-10
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 04/05/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO.
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de
ato administrativo regularmente proferido.
A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO.
INOCORRÊNCIA
A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos.
Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação.
Embargos de Declaração Rejeitados
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.917
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 04/05/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 04/05/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestarse. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Adriana Oliveira e Ribeiro (suplente) e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório CALCADOS QSONHO LTDA. transmitiu, em 30/11/2005, a Declaração de Compensação (Dcomp) nº 33610.90472.301105.1.3.040445 fls. 13 a 18, visando a extinguir débitos próprios com direito creditório advindo de pagamento indevido ou a maior de Cofins, recolhido em 04/05/2004, no valor de R$ 712,49. O Despacho Decisório da fl. 7 não reconheceu o direito creditório pleiteado e não homologou a compensação declarada porque o DARF indicado como pagamento indevido ou a maior teve seu valor integralmente aproveitado na amortização de crédito tributário referente ao mês de abril de 2004, declarado pela empresa em DCTF. Sobreveio reclamação, fls. 1 a 6, por meio da qual o requerente alega: a) erro nos valores informados nas declarações fiscais, tendo procedido, no ano de 2005, a revisão dos créditos tributários dos anos anteriores; b) que apresentou DCTF retificadora corrigindo o erro, na qual consta o valor correto da contribuição apurada no período de 01/04/2004 a 30/04/2004; c) que o não reconhecimento do direito creditório foi acarretado pelo sistema eletrônico aplicado pela Receita Federal do Brasil, no qual qualquer defeito de informação gera automaticamente um despacho decisório de denegação de crédito. Transcreve ainda acórdãos do Conselho de Contribuintes, que autorizaram a revisão de valores quando constatado erro de fato e apresenta como comprovação de suas alegações planilha de apuração do PIS/Cofins, DCTF retificadora e o Livro Razão de 2005 com a contabilização dos indébitos e da compensação realizada. A DRJ/POA2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente porque o reclamante não indicou a origem do erro na apuração da contribuição, nem mesmo juntou qualquer prova que confirmasse o novo valor indicado. O Acórdão nº 1027.981 de 28 de outubro de 2010, fls. 40 e 41, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: Cofins Período de apuração: 01/04/2004 a 30/04/2004 DIREITO CREDITÓRIO. CERTEZA E LIQUIDEZ. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910820/200910 Acórdão n.º 380302.917 S3TE03 Fl. 3 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Insatisfeito com o resultado do julgamento administrativo de primeira instância, o requerente interpôs recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 44 a 54, após síntese dos fatos relacionados com a lide, explicou que, em outubro de 2005, o contribuinte efetuou revisão nos seus cálculos tributários, ajustando a base de cálculo das contribuições sociais em face do creditamento dos valores decorrentes dos gastos com manutenção e depreciação de máquinas e equipamentos industriais utilizados no setor produtivo da empresa, previstos no art. 3º, incs. II e VI e § 1º, incs. I e III da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, tendo registrado e reconhecido o pagamento a maior em sua contabilidade, mediante lançamento no ativo circulante com contrapartida no resultado. Acrescentou que, como essa situação se repetiu em várias competências, optou por registrar todos os pagamentos a maior a titulo de PIS e COFINS efetuados entre novembro/2000 a novembro/2004 de uma só vez, motivo pelo qual o registro contábil se deu no valor de R$ 65.018,80, sendo R$ 12.960,62 de pagamentos a maior de PIS e R$ 52.058,18 de pagamentos a maior de Cofins. Na continuação, invocou o art. 147 do CTN, para insistir na possibilidade de retificação da DCTF. Afirma que o erro de fato no preenchimento da DCTF não pode afetar o seu direito. Pede a correção de ofício da DCTF, nos moldes do art. 149do CTN. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Invoca o princípio da verdade material, pugnando por seu direito ao crédito pretendido, decorrente do creditamento dos valores decorrentes dos gastos com manutenção e depreciação de máquinas e equipamentos industriais utilizados no setor produtivo da empresa, previstos no art. 3º, incs. II e VI e § 1º, incs. I e III da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, não havendo motivos para ser negada a existência daquele crédito e do procedimento compensatório adotado. Discorreu sobre os efeitos das declarações entregues ao Fisco. Concluiu, requerendo: i) Reconhecimento em favor da recorrente o crédito oposto na compensação; ii) Homologação da compensação declarada até o limite do crédito existente; iii) Alternativamente, a baixa em diligência do processo, para que a autoridade preparadora confirme a veracidade das informações prestadas e a existência dos créditos pleiteados. Pediu deferimento. Esta 3ª Turma Especial, em sessão de 7 de novembro de 2011, negou provimento ao recurso. O Acórdão nº 380302.138 fls. 70 a 73 teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 04/05/2004 PRECLUSÃO Fl. 97DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 4 É ilícito inovar na postulação recursal para incluir questões diversas daquelas que foram originariamente deduzidas quando da reclamação junto à instância a quo. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 04/05/2004 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Regularmente intimada do resultado do julgamento de seu recurso voluntário, o contribuinte interpôs os Embargos de Declaração de fls. s/nº, invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF e acusando a ocorrência de contradição no Acórdão nº 380302.138, na medida em que teria julgou precluído o direito de produção de provas e, ao mesmo tempo, negou provimento ao recurso por falta de provas. Discorre sobre a dilação probatória no processo administrativo fiscal federal. Pede que se analisem as provas e o mérito de seu pedido. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 380302.138, de 7 de novembro de 2011. A propósito, recorro à doutrina de Moacyr Amaral dos Santos1 (1998, p. 146 a 148) para lembrar que se dá omissão quando o julgado não se pronuncia sobre ponto, ou questão, suscitado pelas partes, ou que os julgadores deveriam pronunciarse de ofício. O autor sublinha que a contradição verificase “...quando o julgado apresenta proposições entre si irreconciliáveis.” Humberto Theodoro Junior2 (2004, p. 560), a seu turno, leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam a reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, 1 SANTOS, Moacyr Amaral. Primeiras linhas de direito processual civil. São Paulo: Saraiva, 1998. v3: 17ª ed. rev. e atual. por Aricê Moacyr Amaral Santos. 2 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 98DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910820/200910 Acórdão n.º 380302.917 S3TE03 Fl. 4 5 sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) De pronto destaco não existir qualquer contradição entre o decidido pelo Acórdão embargado e seus fundamentos. Com efeito, a decisão embargada foi coerente ao negar provimento ao recurso, sob o fundamento de que havia precluído o direito de produção de provas na fase recursal do procedimento e de que inexistiam provas suficientes para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação. A título de esclarecimentos ao embargante, saiba que a produção probatória, no PAF, já há 40 anos, obedece o art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 19723, que, em seu §4º, assim estatui: § 4.º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Sem a cabal demonstração de que tivesse ocorrido alguma das hipóteses das alíneas “a” a “c”, acima, as provas aportadas aos autos somente na fase recursal não mereceram conhecimento. Tal fato, absolutamente, não se coloca em contradição com a negativa de provimento por falta de provas. Ao contrário, tratase de decorrência lógica. Não conhecidas as provas intempestivamente apresentadas, e na ausência de outras que atestassem a liquidez e a certeza do direito creditório oposto em compensação, a pretensão do requerente não poderia ter outro destino. 3 Saiba a embargante, que as regras do PAF, originalmente postas para os processos de determinação e exigência de crédito tributário, têm sua aplicação ao processos de restituição, ressarcimento e compensação determinadas pelo art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, em seu § 11, incluído pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Com essas considerações e sem mais delongas, rejeito os declaratórios interpostos pelo contribuinte. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Alexandre Kern Fl. 100DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910820/200910 Acórdão n.º 380302.917 S3TE03 Fl. 5 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065.910820/200910 Interessado: CALÇADOS QSONHO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.917, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 101DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10283.001589/95-22
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Data da publicação: Mon Dec 04 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 303-00.781
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SERGIO SILVEIRA MELO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300781_102830015899522_200012; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-02T18:06:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300781_102830015899522_200012; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300781_102830015899522_200012; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-02T18:06:36Z; created: 2017-06-02T18:06:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-02T18:06:36Z; pdf:charsPerPage: 703; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-02T18:06:36Z | Conteúdo => PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 10283.001589/95-22 04 de dezembro de 2000 118.105 SHARP DO BRASIL S/A DRJ/MANAUS /AM RE S O L U ç Ã O N° 303-0.781 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 04 de dezembro de 2000 ACOSTA (} 1 JUN 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, NILTON LUIZ BARTOLI, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, JOSÉ FERNANDES DO NASCIMENTO e IRINEU BIANCHI. Ausente o Conselheiro ZENALDO LOIBMAN. tine MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 118.105 303-0.781 SHARP DO BRASIL SIA DRJIMANAUS/AM SÉRGIO SILVEIRA MELO RELATÓRIO E VOTO • Retoma o presente processo de diligência encaminhada à Repartição de Origem, através da Resolução nO303-657, de 04/12/96 (fls. 96/102), com vistas a sanar a seguinte dúvida: que mercadoria, de fato, a contribuinte importou?, pois na Guia de Importação descreveu-a como sendo uma ''fotocopiadora por sistema ótico", classificando-a na posição NBM 9009.21.0000 (alíquota 22%, para o IPI), ao passo que no processo de internação descreveu-a da mesma forma, porém com uma outra classificação, a saber, NBM 9009.12.0000 (alíquota 12%, para o IPI), provocando, assim, recolhimento a menor do referido imposto. Acontece que, na impugnação do Auto de Infração, a contribuinte argumentou que o erro deu-se no preenchimento da Guia de Importação, vale dizer, teria ela, no momento da internação da mercadoria, retificado a classificação fiscal anteriormente adotada, razão porque inexistia justa causa para a lavratura do auto. Todavia, apesar dessa informação da recorrente, a questão não se apresentava de fácil deslinde assim, uma vez que, a posição 9009, da TAB, era característica de aparelhos de fotocópia por sistema óptico ou por contato e aparelhos de termocópia. Além do que, tal posição desdobrava-se primeiramente em 9009.1 ("aparelhos de fotocópia eletrostático"), 9009.2 ("outros aparelhos de fotocópia") e, finalmente, 9009.3 ("aparelhos de termocópia"). Dessa forma, como já exposto na Resolução nO303-657, tanto em 9009.1, como em 9009.2, estão classificados os aparelhos por sistema óptico, sendo que a distinção entre eles dá-se no fato de, -em9009.1, ficarem enquadrados aparelhos de fotocópia por sistema óptico, eletrostático, e, em 9009.2, ,outros que não sejam eletrostáticos, mas podendo ser por contato ou por sistema óptico, ficando de fora aqueles de termocópia em 9009.3. Assim, dada a - forma genenca como foi descrita a mercadoria, indispensável tomou-se a conversão do julgamento em diligência, a fim de que a prova pericial examinasse a mercadoria e esclarecesse se o material, além de aparelho de fotocópia por sistema óptico é também eletrostático ou não, ou por contato, ou, ainda, se o mesmo é de termo cópia. 2 • MINIslÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 118.105 303-0.781 • • • Eis o teor da conclusão do Laudo Técnico nO39/00 (fls. 126): "A empresa SHARP DO BRASIL S.A - IND. DE EQUIPAMENTOS ELElRÔNICOS LTDA (sede Manaus) importou 65 unidades de copiadoras, modelo SF - 2022, 22 unidades de copiadoras modelo SF-8875, 14 unidades de copiadoras modelo SD-2060 da SHARP CORPORATION Foram solicitados laudos técnicos para definição do sistema de cópia, do sistema de exposição e do sistema de reprodução do original utilizados pelas referidas copiadoras . Através da análise do equipamento e de documentação constatou-se que a copiadora SHARP SF - 2022 utiliza sistema de cópia eletrostático do tipo seco, em papel plano (papel comum) e sistema de exposição com feixe de luz móvel de intensidade variável. O sistema de reprodução do original é indireto (a imagem é inicialmente formada no fotocondutor e posteriormente transferida ao papel). Não é um aparelho de termocópia e faz uso de processo térmico apenas na fusão do toner ao papel. No entanto, não foi possível a realização de laudo técnico das copiadoras SHARP modelos SF- 8875 e SD - 2060 por conta de que todas as unidades importadas não se encontravam mais na SHARP - Manaus. A informação dada pelos responsáveis pela indústria é de que, após a importação, todas as copiadoras foram internadas, a exceção de 01 unidade das 65 copiadoras SF 2022, a qual utilizei para análise técnica. " Analisando, então, o resultado do Laudo Técnico n° 39/90, elaborado pela Universidade do Amazonas, percebemos a existência de uma informação extremamente relevante do Sr. Perito, pois o mesmo afirma que não examinou os modelos SF- 8875 e SD - 2060 por conta de as unidades importadas não se encontrarem. mais na SHARP - Manaus, apenas periciando a copiadora SHARP modelo SF-2022. Ora, verificando a documentação constante dos autos, notadamente a de fls. 12 a 27, onde existem DI's, GI e Nota Fiscal -Fatura, conclui-se que no presente processo a importação restringiu-se, justamente, à copiadora SHARP modelo SF-8875, vale dizer, aquela que o Sr. Perito afirmou não se encontrar nas dependências da empresa contribuinte, razão porque se torna temerário emitir qualquer juízo de valor acerca da correta classificação fiscal da mercadoria importada. 3 r I MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 118.105 303-0.781 • • • • Adite-se, por fim, que o referido Laudo Técnico apresentado não está assinado e, muito menos, identifica quem o fez. DO EXPOSTO, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a Repartição de Origem intime a contribuinte, ora recorrente, para que a mesma anexe documentos comprobatórios da efetiva identificação da mercadoria importada (Copiadora SHARP modelo SF- 8875), tais como Manuais do Equipamento, Laudos Técnicos, entre outros meios de prova que se fizerem necessários ao esclarecimento da verdade real. Sala das Sessões, em 04 de Dezembro de 2000 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 11020.000114/2008-01
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 06/01/2008
DEIXAR A EMPRESA DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE. INFRAÇÃO.
A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Infração a dispositivo legal.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.599
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), em razão da decadência, excluir da infração a apresentação contábil deficiente referente ao período anterior a dezembro de 2002, inclusive, mantendo o valor do auto lavrado.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 06/01/2008 DEIXAR A EMPRESA DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE. INFRAÇÃO. A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Infração a dispositivo legal. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei nº 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratando-se de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Obrigação Acessória Recorrente UNIMED NORTEDETE RS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 06/01/2008 DEIXAR A EMPRESA DE LANÇAR MENSALMENTE EM TITULOS PRÓPRIOS DE SUA CONTABILIDADE. INFRAÇÃO. A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Infração a dispositivo legal. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUTO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ART. 173, I DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Tratandose de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Fl. 135DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 11020.000114/200801 Acórdão n.º 280300.599 S2TE03 Fl. 131 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), em razão da decadência, excluir da infração a apresentação contábil deficiente referente ao período anterior a dezembro de 2002, inclusive, mantendo o valor do auto lavrado. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 136DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 11020.000114/200801 Acórdão n.º 280300.599 S2TE03 Fl. 132 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária por ter deixado de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Foram lançados, na mesma conta contábil, valores que são bases de incidência das contribuições previdenciárias e valores que não integram as bases de cálculo das contribuições. Às fls 14, temos o detalhamento das contas envolvidas. A DecisãoNotificação – fls 111 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : • A multa, tanto quanto se depreende do relatório, deriva do fato de que a recorrente realizou lançamentos demais, ou seja, o sistema que utiliza lhe permitiu lançar fatos geradores de tributos e outras anotações que a recorrente entendeu por bem e para seu controle realizar. • Cerceamento de defesa pois a aplicação da multa não relaciona em que consistiria o prejuízo da fiscalização, ou a dificuldade causada ao Fisco. Não terá efeito didático a penalidade, posto que sem saber como seria o correto, no entender do Fisco, seguirá cometendo esta "infração". Não tece, o Fisco, nenhuma linha no sentido de dizer que a recorrente deixou de lançar contribuições devidas(porque tal não ocorreu), apenas que lançou o que era devido e também anotou o que não era devido, sendo que nenhum centavo deixou de ser recolhido. • A decadência quanto ao lançamento das multas relativas ao período anterior a janeiro de 2003 (inclusive). • Não sabe como o fiscal chegou ao valor de R$ 11.951,21, se a legislação pelo mesmo citada determina que a multa seja pelo valor mínimo, no caso de R$ 636,17 – RPS art. 292,I. • Pugna pelo provimento total do recurso, com o reconhecimento da decadência ou a redução da multa ao mínimo legal. É o relatório. Fl. 137DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 11020.000114/200801 Acórdão n.º 280300.599 S2TE03 Fl. 133 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA O auto de infração foi entregue ao contribuinte em 14/01/2008 em razão da contabilização indevida no período de 01/2002 a 08/2007. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há de se observar as regras previstas no CTN. Tratandose de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN, que transcrevemos. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Consoante a regra retrocitada, forçoso se faz reconhecer a decadência referente ao período anterior a dezembro de 2002, inclusive. Ressalvamos que, ocorrendo a infração em apenas uma competência não alcançada pela decadência, está configurada a infração à legislação previdenciária, sem alteração do valor da multa, uma vez que esta não varia em razão das competências envolvidas, tendo valor fixo. Ante o exposto, acolho parcialmente a preliminar de decadência nos termos do voto proferido. DO MÉRITO A empresa foi autuada por ter deixado de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Foram lançados, na mesma conta contábil, valores que são bases de incidência das contribuições previdenciárias e valores que não integram as bases de cálculo das contribuições. Fl. 138DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 11020.000114/200801 Acórdão n.º 280300.599 S2TE03 Fl. 134 5 Em sua defesa, alega que todos os fatos geradores foram lançados, informando ao fiscal as bases necessárias ao lançamento. A legislação previdenciária, art. 32,II, determina que a empresa deve “lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhido”. Do que consta na lei, o lançamento contábil deve ser em títulos próprios e discriminados. A contabilização, numa mesma conta, de valores que configuram e que não configuram fato gerador de contribuição previdenciária, como férias normais, e férias indenizadas ou proporcionais, 13º salário e 13º salário indenizado, configuram infração ao que determinado pela legislação específica, não importando se há prejuízo ou não a ação fiscal. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para a autuação. A penalidade aplicada encontra fundamento nos dispositivos legais retrocitados e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. Especificamente quanto ao valor da multa, a legislação transcrita na capa do auto de infração e no Relatório Fiscal de Aplicação da Multa fls 15 – demonstra de forma clara a fundamentação dos valores respectivos, indicando inclusive a portaria que reajusta anualmente os montantes aplicados. A multa é no valor fixo de R$ 11.951,21(onze mil e novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos), estando correta sua apuração. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para, em razão da decadência, excluir da infração a apresentação contábil deficiente referente ao período anterior a dezembro de 2002, inclusive, mantendo o valor do auto lavrado. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 139DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 11020.000114/200801 Acórdão n.º 280300.599 S2TE03 Fl. 135 6 Fl. 140DF CARF MF Emitido em 13/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 11/04/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 10/04/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13896.907980/2009-24
Data da sessão: Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 15/01/2002
PRELIMINAR DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA.
INOCORRÊNCIA.
Inexiste nulidade na decisão de primeira instância proferida em total conformidade com as normas do Processo Administrativo Fiscal (PAF) e os elementos fáticos presentes nos autos.
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
Numero da decisão: 3803-003.457
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Juliano Eduardo Lirani, que, abstendo-se de votar o mérito, votou por converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral: Dr. Rogério Pires da Silva, OAB/SP nº 111.399.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/01/2002 PRELIMINAR DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA. INOCORRÊNCIA. Inexiste nulidade na decisão de primeira instância proferida em total conformidade com as normas do Processo Administrativo Fiscal (PAF) e os elementos fáticos presentes nos autos. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/01/2002 PRELIMINAR DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA. INOCORRÊNCIA. Inexiste nulidade na decisão de primeira instância proferida em total conformidade com as normas do Processo Administrativo Fiscal (PAF) e os elementos fáticos presentes nos autos. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Juliano Eduardo Lirani, que, abstendose de votar o mérito, votou por converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral: Dr. Rogério Pires da Silva, OAB/SP nº 111.399. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Fl. 284DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face da decisão da DRJ Campinas/SP que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte para se contrapor à não homologação da compensação pleiteada, nos termos do despacho decisório eletrônico exarado pela repartição de origem. O contribuinte havia transmitido à Receita Federal, em 30 de agosto de 2006, Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), relativos a pretenso pagamento da Cofins efetuado a maior, no montante de R$ 397.557,33, cujo direito creditório reclamado neste processo totaliza o valor atualizado de R$ 134.771,06. Por meio de despacho decisório eletrônico, a repartição de origem decidiu por não homologar a compensação, sob o fundamento de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado para quitação de débito da titularidade do contribuinte. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e alegou que pretendia comprovar a efetividade da compensação, mas que, até aquele momento, não havia localizado os elementos comprobatórios, por se tratar de documentos antigos, em razão do que requereu o deferimento de prazo adicional para a apresentação dos documentos necessários ao exame dos fatos. Informou o então Manifestante que a apresentação do DARF estaria sendo providenciada e que teria havido recolhimento a maior da contribuição, do que decorreria a existência do crédito, cuja compensação pretendiase efetivar. Acrescentou o Manifestante que, no caso de indeferimento da dilação do prazo para apresentação dos documentos, se determinasse a realização de perícia contábil, nos termos do artigo 16 do Decreto n° 70.235/1972, para que o perito informasse, com base no exame da escrituração contábil e fiscal, o valor correto da base de cálculo da contribuição para o PIS no período sob análise, bem como o valor correto da contribuição devida e o montante do indébito decorrente do pagamento a maior, este devidamente atualizado até a data da compensação, detalhandose as explicações referentes a eventuais divergências apuradas entre os valores escriturados e os declarados em DCTF e/ou DIPJ. Indicou o Manifestante como seu assistente técnico o Sr. Waldir Luiz Bulgarelli e requereu a suspensão da exigibilidade de todo e qualquer débito discutido nos autos. A DRJ Campinas/SP julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL C0F1NS Período de apuração: 01/12/2001 a 31/12/2001 Fl. 285DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13896.907980/200924 Acórdão n.º 380303.457 S3TE03 Fl. 285 3 COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA Não havendo provas da existência do crédito utilizado, devese negar homologação à compensação declarada. PEDIDO DE DILAÇÃO DE PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. 0 pedido de juntada de documentos após a impugnação deve ser indeferido quando não demonstrada a ocorrência de força maior, fato novo ou superveniente. PERÍCIA. PEDIDO INDEFERIDO. Indeferese o pedido de perícia quando as informações necessárias encontramse nos autos e não é demonstrada sua real necessidade para a solução do litígio. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o contribuinte recorre a este Conselho e requer o deferimento da juntada, em até 30 dias contados da data da protocolização da peça recursal, de laudo contábil comprobatório do direito reclamado, assim como o provimento do Recurso Voluntário para a reforma integral da decisão atacada, com o reconhecimento do crédito e a homologação da compensação em sua totalidade, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) o julgamento da Manifestação de Inconformidade foi realizado de forma açodada, com indeferimento da pericia postulada que garantiria um mínimo de instrução ao feito; b) nulidade da decisão recorrida por cerceamento do direito de defesa; c) direito à compensação da contribuição recolhida a maior, relativamente a receitas financeiras, na vigência da Lei nº 9.718/1998, à luz da jurisprudência deste Egrégio Conselho e da inconstitucionalidade já declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF); d) a Lei nº 11.941/2009 agasalhou o entendimento do STF sobre a matéria, retirando do ordenamento jurídico o art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, fazendo cessar, desde então, a eficácia do preceito, precipuamente para as pessoas jurídicas que permaneceram no regime cumulativo de apuração das contribuições, mesmo após as edições das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003; e) o art. 53 da Lei nº 11.941/2009 introduziu no ordenamento tributário o dever fazendário de reconhecer de ofício a prescrição, reiterando a preocupação do legislador em prover maior eficiência à Administração tributária, evitandose desnecessárias inscrições de débitos já extintos, bem como os prejuízos decorrentes do ônus da sucumbência; f) os valores recolhidos foram apurados com base na totalidade das receitas, abarcando as operacionais e as não operacionais, estas últimas submetidas à tributação somente Fl. 286DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 a partir da vigência das Medidas Provisórias nº 65/2002 e 135/2003, convertidas, respectivamente, nas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003; g) “a preclusão do direito à dilação probatória não pode prevalecer sobre a finalidade do lançamento, que é constituir o crédito tributário efetivamente devido, e nem pode ser oposto ao contribuinte porque, a rigor, o laudo técnico a ser apresentado a esta Eg. Corte substitui a perícia negligenciada pela d. Delegacia de Julgamento”; h) “é dever da Administração Pública privilegiar a adoção de formas simples, suficientes para propiciar o grau de certeza e segurança que o lançamento exige”, sendo “os obstáculos temporais à dilação probatória em circunstâncias como estas (...) inoponíveis; i) “na remota hipótese de restarem dúvidas quanto à acurácia dos trabalhos periciais ou quanto à imparcialidade do “expert”, ainda assim restará a esta Egrégia Corte a opção de conversão do julgamento em diligência (...) de modo a permitir que auditoria fazendária analise a escrita fiscal da empresa e confirme, a um só tempo, a natureza das operações descritas no laudo técnico e a precisão dos números informados pelo perito assistente da empresa”. Ao final, o Recorrente requer o sobrestamento do presente processo até o julgamento final do RE 609.096, em que o STF discute a constitucionalidade da incidência da Cofins e da contribuição para o PIS sobre receitas financeiras de instituições financeiras, por se tratar de um “leading case”, que passará a ser obrigatoriamente reproduzido pelos Conselheiros, por força do contido no art. 62A do Regimento Interno do CARF. Junto ao Recurso Voluntário, o Recorrente traz aos autos cópias do documento de identificação do causídico, dos acórdãos do RE 346.084 e 390.840 (inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo), do E.M. Ministerial nº 161/2008 – MF/MP/MAPA/AGU, de 3 de outubro de 2008, do estatuto social, de alteração contratual, dentre outras. Posteriormente, o Recorrente traz aos autos laudo contábil, elaborado, segundo ele, por uma auditoria independente, que, ainda segundo ele, conteria a apuração do crédito pleiteado com base na escrita contábil da empresa, cujo conhecimento seria “imprescindível para a adequada mensuração da exigência”, assim como cópias de comprovantes de arrecadação obtidos no sítio da Receita Federal na internet. Afirma, ainda, que, segundo entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o PIS e a Cofins não incidem sobre juros sobre o capital próprio recebidos durante a vigência da Lei nº 9.718/1998 (REsp 1.104.184). É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, controvertese nos autos sobre Pedido de Restituição cumulado com Declaração de Compensação (PER/DCOMP), não acatados pela Fl. 287DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13896.907980/200924 Acórdão n.º 380303.457 S3TE03 Fl. 286 5 Receita Federal por se referir a pagamento integralmente utilizado na quitação de outro débito do sujeito passivo. Quanto à preliminar de nulidade da decisão a quo arguida pelo Recorrente, por cerceamento do direito de defesa, esclareçase, de pronto, que referida decisão se deu em conformidade com as regras previstas no Decreto nº 70.235/1972, que disciplina o Processo Administrativo Fiscal (PAF), tendo sido justificada com base nos elementos fáticos presentes nos autos, assim como fundamentada na legislação tributária de regência, com observância do amplo direito de defesa e do contraditório. O pedido de perícia, nos termos do art. 18 do PAF, subordinase a avaliação da autoridade julgadora de primeira instância, que pode indeferilo quando considerálo prescindível ou impraticável, tendo o julgador de piso fundamentado a sua decisão denegatória no fato de se tratar de provas que o próprio sujeito passivo enfrentava dificuldades em sua obtenção, conforme ele mesmo arguira, encontrandose o pedido de perícia formulado de forma genérica, em dissonância com o teor do despacho decisório, este baseado no DARF e na DCTF apresentada pelo sujeito passivo. Afastase, portanto, a preliminar de nulidade arguida. No mérito, registrese que o contribuinte, em sua Manifestação de Inconformidade – que corresponde à fase de Impugnação prevista no PAF, por força do disposto no art. 74, § 11, da Lei nº 9.430/1996 –, restringiu o seu pedido ao deferimento de prazo adicional para a apresentação dos documentos necessários ao exame dos fatos relativos ao pagamento indevido, nada dizendo sobre a natureza desses documentos ou mesmo do pagamento efetuado, se referente, por exemplo, à receita bruta decorrente da prestação de serviços ou a outras receitas, não havendo qualquer informação quanto à razão desencadeadora da ocorrência do respectivo indébito, mas apenas a informação de que houvera um recolhimento de tributo a maior, assim como o requerimento de prazo para a apresentação de documentos antigos que, segundo ele, até então não haviam sido localizados, ou, alternativamente, a realização de perícia, sem, contudo, pronunciarse sobre as razões de fato ou de direito ensejadoras do recolhimento indevido. Nesse sentido, temse que, desde a primeira instância, por força do contido no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal – PAF), tornouse definitiva na esfera administrativa a discussão acerca dos motivos fáticos e de direito que deram origem ao indébito que se pretende compensar, em razão do que eles não serão apreciados neste Conselho, tendo permanecido controvertida nos autos apenas a possibilidade de apresentação de documentos comprobatórios após a manifestação de inconformidade e a existência ou não de um pagamento a maior. Esclareçase que matéria não suscitada em sede de defesa no Processo Administrativo Fiscal (Impugnação ou Manifestação de Inconformidade) submetese à preclusão processual, não devendo ser conhecidas as razões e as alegações somente trazidas aos autos em sede de Recurso Voluntário, ou seja, questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF), somente demandada em sede de recurso, “constitui matéria preclusa da qual não se toma conhecimento” 1. 1 Conforme já decidiu o então Segundo Conselho de Contribuintes, quando do proferimento do acórdão nº 203.09143, em 9 de setembro de 2003. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 Nem mesmo o DARF correspondente ao alegado pagamento indevido foi trazido aos autos na fase de impugnação, tendo havido tão somente a afirmativa de que os elementos probatórios seriam documentos antigos de difícil localização, decorrendo daí o pedido de prorrogação do prazo para a sua apresentação. O Recorrente, somente após a interposição do Recurso Voluntário, trouxe aos autos um “laudo técnico” que, segundo ele, comprovaria o indébito, sem, contudo, lastreálo com os documentos hábeis e idôneos comprobatórios das informações nele contidas. Dessa forma, a questão relativa à possibilidade de apreciação de provas trazidas a destempo não merece acolhida nesta instância, pois, além da ocorrência de preclusão temporal, as provas que devem ser apresentadas pelo interessado são aquelas previstas na legislação tributária, como por exemplo, a escrituração contábilfiscal e as notas fiscais de venda de mercadorias ou serviços. Documentos particulares, como o referido “laudo técnico”, ainda que elaborados por profissionais competentes, não têm o condão de substituir as provas próprias do processo administrativo fiscal, ainda mais quando desacompanhadas dos documentos a que fazem referência. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal, inexistindo, nos casos da espécie, autorização legal para a inversão do ônus da prova, como pretende o Recorrente ao sugerir que esta Turma converta o julgamento em diligência para que a Fiscalização analise a escrita fiscal da empresa e confirme a natureza das operações descritas no laudo técnico e a precisão dos números informados pelo perito assistente da empresa. No que se refere ao pedido de sobrestamento do presente processo até o julgamento final do RE 609.096, em que o STF discute a constitucionalidade da incidência da Cofins e da contribuição para o PIS sobre receitas financeiras de instituições financeiras, tem se que a matéria discutida no referido RE não coincide com a matéria controvertida nestes autos, não se subsumindo, portanto, à previsão do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Além disso, conforme anteriormente afirmado, as razões de direito do alegado indébito não serão objeto de apreciação neste Conselho em decorrência da preclusão, dado que não foram objeto de análise na primeira instância administrativa em face da ausência de postulação no momento processual devido. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação da declaração apresentada, esta baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei Fl. 289DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 13896.907980/200924 Acórdão n.º 380303.457 S3TE03 Fl. 287 7 (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) No presente caso, nem na fase de Manifestação de Inconformidade, nem no Recurso Voluntário, o interessado se predispôs a demonstrar de forma inequívoca o direito pleiteado. Ele poderia ter apresentado, desde o primeiro momento de sua manifestação, os documentos necessários à demonstração do direito creditório, mas assim não procedeu, não havendo, conforme já afirmado, previsão legal para a inversão do ônus da prova. As exceções previstas no § 4º do art. 16 do PAF, supra reproduzidos, não se aplicam ao presente processo, pois não se trata de (i) impossibilidade de apresentação de provas por motivo de força maior, (ii) de fato ou direito superveniente ou (iii) de prova destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Nesse contexto, mostrase oportuno e esclarecedor o seguinte excerto extraído da obra “Processo administrativo federal” de autoria de Rodrigo Francisco de Paula, editora Dey Rey, Belo Horizonte, 2006, páginas 153 a 154: Dessa feita, em muitas situações, a mera alegação não se apresenta suficiente. É necessário conferirlhe grau substancial de veracidade, com elementos que revelem liame entre o alegado e o ocorrido. Assim, o impugnante deve se desimcumbir de sua tarefa de comprovar o que alega, para que suas alegações se revistam de um tônus diverso do meramente protelatório, já que a impugnação administrativa suspende a exigibilidade do crédito tributário. A defesa genérica desprovida de elementos probatórios e manifestamente orientada à inversão do ônus da prova não é apta a favorecer a defesa do ora Recorrente. Nesse contexto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 290DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13896.907980/200924 Interessada: SND DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INFORMÁTICA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.457, de 23 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 23 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 291DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 23/08/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/08/2012 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 35197.001860/2006-99
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/07/2005
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE GFIP’S COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RELEVAÇÃO DA MULTA.
1. Constatada infringência ao § 5º do inciso IV do art. 32 da Lei nº 8212/91, deve ser realizada a autuação fiscal.
2. Constatado o preenchimento de todos os requisitos exigidos pelo § 1° do art. 291 do Decreto nº 3.048/99 deve ser relevada a multa.
Recurso negado.
Numero da decisão: 206-00.087
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: DANIEL AYRES KALUME REIS
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/07/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE GFIP’S COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RELEVAÇÃO DA MULTA. 1. Constatada infringência ao § 5º do inciso IV do art. 32 da Lei nº 8212/91, deve ser realizada a autuação fiscal. 2. Constatado o preenchimento de todos os requisitos exigidos pelo § 1° do art. 291 do Decreto nº 3.048/99 deve ser relevada a multa. Recurso negado.
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AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE GFIP'S COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A FATOS ' GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS RELEVAÇÃO DA MULTA. 1. Constatada infringência ao § 50 do inciso IV do art. 32 da Lei n° 8212/91, deve ser realizada a autuação fiscal. 2. Constatado o preenchimento de todos os requisitos exigidos pelo § 1° do art. 291 do Decreto n° 3.048/99 deve ser relevada a multa. Recurso negado. C91 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • — MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIkiwNTES, CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 35197.001860/2006-99 23r:t 1 CCO2/C06., Acórdão n.° 206-00.087 Brasilia, Fls. 90 Maria de F erreira de CCliS 1 Mat. Siape 751683 ACORDAM o • - ,ros • a " 4 AMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIASqr"--SAM AIO FREIRE Presidente / 7(çÃ4, D IEL AYRES KALUME REIS Relator . . Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. ,MF - SEGUNDO CONSELHO DE comuna —si Processo n.° 35197.001860/2006-99 CONFERE COM O ORIGINAL CC.02/036e Acórdão n.° 206-00.087 Brada, 2, /...,HO Fls. 91 Maria de F erreira de Caw-17/U Mat. Siape 751683 Relatório Trata-se de Auto de Infração com base em infringência ao art. 32, inciso IV § 50 da Lei n° 8.212/91, em razão do contribuinte ter deixado de informar mensalmente ao INSS, por intermédio de GFIP/GRFP, os dados cadastrais e todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias no período de 01/2005 a 07/2005. À fl. 18, foi apresentada impugnação com a documentos atestando a correção da falta. Às fls. 78/81 foi proferida Decisão-Notificação relevando integralmente a multa, nos seguintes termos: "GUIA DE RECOLHIMENTO DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO E INFORMAÇÕES À PREVIDÉNCL1 SOCIAL — GFIP - APRESENTAÇÃO COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁ RIAS - INFRAÇÃO. Constitui infração ao art. 32, inciso IV, § 5°, da Lei n°8.212/91, com a redação dada pela MP n°1.596-14, de 10/11/97, convertida na Lei n" 9.528, de 10/12/97, apresentar GFIP/GRFP com dados não correspondentes ao total de fatos geradores de contribuições previdenciárias.. Ocorrendo as circunstâncias previstas no parágrafo 1° do art. 291 do RPS, a multa será relevada. AUTUAÇÃO PROCEDENTE COM RELEVAÇÃO DA MULTA" O contribuinte apresentou requerimento, recebido como recurso, pleiteando a descaracterização da primariedade da autuação (fl. 85). À fl. 87, consta as contra-razões. É o Relatório • • . MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR1B nt.SII• Processo n.°35197.001860/2006-99 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2/C0 6•, Acórdão n.°206-00.087 Bras • 23 • 1 ( / 4-- Fls. 92 I, Maria e ima F cucara áLie) I ai. Siape 751683 Voto Conselheiro DANIEL AYRES '<ALUME REIS, Relator O autuado teve a relevação da multa, nos termos do § 1° do art. 291 do RPS, in verbis: "Parágrafo I° - A multa será relevada, mediante pedido dentro de prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido em nenhuma circunstância agravante." Diante disso, embora seja procedente a autuação, o autuado recebeu o beneficio legal da relevação da multa, tendo em vista que atendeu todas as exigências previstas no citado dispositivo legal, quais sejam: a) pleiteou a relevacão da multa no prazo legal de defesa; b) é primária, pois não constam antecedentes em seu nome; c) corrigiu a falta; d) não incorreu em circunstâncias agravantes. Entretanto, apesar da concessão do beneficio o contribuinte requereu a descaracterização da primariedade, o que é inviável, considerando que houve a correta autuação, em razão do descumprimento de preceito legal, qual seja, art. 32, inciso IV, § 5°, da Lei n°8.212/91. Acrescente-se, ainda,' que a eventual incorrência do contribuinte em reincidência, é circunstânica agravante, nos termos do inciso V do art. 290, do Decreto n° 3048/99, o que gera o agravamento das penalidades aplicadas. Portanto, não há como prosperar o pleito do contribuinte. É como voto. )3) g Sala d Sessões m lo e outubro de 2007. ) 4;ill& NIE AYRES ICALUME REIS Page 1 _0058100.PDF Page 1 _0058200.PDF Page 1 _0058300.PDF Page 1
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Numero do processo: 11474.000119/2007-15
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 21/12/2006
DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS
COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91.
A empresa está obrigada a exibir os livros e documentos relacionados às contribuições previdenciárias quando regularmente intimada pela fiscalização. A não apresentação, ou apresentação de livros e documentos que não atendam as formalidades legais exigidas, que contenham informação diversa da realidade ou que omitam informação verdadeira, constitui infração
à legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.510
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IPI- ação fsical - auditoria de produção
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 21/12/2006 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91. A empresa está obrigada a exibir os livros e documentos relacionados às contribuições previdenciárias quando regularmente intimada pela fiscalização. A não apresentação, ou apresentação de livros e documentos que não atendam as formalidades legais exigidas, que contenham informação diversa da realidade ou que omitam informação verdadeira, constitui infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado.
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Obrigação Acessória Recorrente SIMATIC INDUSTRIAL LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 21/12/2006 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91. A empresa está obrigada a exibir os livros e documentos relacionados às contribuições previdenciárias quando regularmente intimada pela fiscalização. A não apresentação, ou apresentação de livros e documentos que nao atendam as formalidades legais exigidas, que contenham informação diversa da realidade ou que omitam informação verdadeira, constitui infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Fl. 89DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, 23/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11474.000119/200715 Acórdão n.º 280300.510 S2TE03 Fl. 87 2 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 90DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, 23/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11474.000119/200715 Acórdão n.º 280300.510 S2TE03 Fl. 88 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária conforme disposto no relatório fiscal, pela não apresentação dos Livros Diários e Razões ou Livros Caixa do período de outubro de 2001 a novembro de 2006.. A DecisãoNotificação – fls 33 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : • A requerente em 05/12/2006 sofreu diligência fiscal na qual, foi emitido termo de intimação para apresentação de documentos — TIAD, com prazo para apresentação em 08/12/2006 as 09:00 hrs. Na data e no horário determinado, a requerente apresentou a documentação solicitada, com exceção do livro diário e livro razão. Para a documentação faltante foi concedido prazo pelo DD Auditor Fiscal de 10 dias, ficando a disposição à referida documentação em 21/12/2006. Após a analise da documentação, o DD Auditor fiscal entendeu ser necessária à aplicação de multa administrativa, por estarem os livros diário e razão, sem autenticação. Ocorre que, o órgão estatal responsável pela autenticação dos referidos livros JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA entrou em recesso em razão das festividades de final de ano, retomando tão somente em 08/01/2007, não sendo possível no momento, à autenticação exigida por lei. • Requerse que seja deferido o presente pedido de relevação da multa aplicada, por estar à autuada revestida dos requisitos exigidos para tanto, ou então, prorrogação do prazo em 30 (trinta) dias, para que a JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA, volte as suas atividades normais, podendo assim ser realizada a autenticação dos livros faltantes, para que a requerente não seja prejudicada com o transcurso do prazo legal possível para a concessão do deferimento da relevação. É o relatório. Fl. 91DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, 23/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11474.000119/200715 Acórdão n.º 280300.510 S2TE03 Fl. 89 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra Em sua peça recursal, o recorrente requer a relevação da multa ou dilação de prazo para que sane a falta. Para a relevação da multa, o artigo 291, §1°, do Regulamento da Previdência Social decreto 3.048/99, tinha essa redação: Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) § 1o A multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Da situação posta, temos que o favor legal somente poderia ser deferido caso o contribuinte tivesse corrigido a falta durante o prazo da impugnação, o que não ocorreu. Sobre o pedido de dilação de prazo para a apresentação da documentação, a norma reguladora da matéria, art. 16 – Decreto 70.235/72, determina: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9/12/93) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) Fl. 92DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, 23/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11474.000119/200715 Acórdão n.º 280300.510 S2TE03 Fl. 90 5 § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) Podese assim constatar que não cabe, na fase recursal do processo administrativo, a dilação de prazo para apresentação de novos documentos. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 01/03/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, 23/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 13609.720225/2007-63
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2005
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. Súmula CARF nº 122
A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA).
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00.
A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR
ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. LAUDO TÉCNICO. COMPROVAÇÃO.
No caso dos autos o contribuinte apresentou laudo técnico que possibilitou a comprovação da existência da área de preservação permanente, cabendo a isenção pleiteada.
ITR. VTN. REVISÃO. VALOR PARA O EXERCÍCIO. NÃO COMPROVAÇÃO
A revisão do VTN arbitrado está condicionada à apresentação de laudo de avaliação conforme Norma ABNT NBR 14653, que contemple os métodos de avaliação e as fontes de informações pesquisadas, além de comprovar o valor da terra nua à época do fato gerador.
FISCALIZAÇÃO. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. SISTEMA DE PREÇOS DE TERRAS (SIPT). SECRETARIA ESTADUAL. APTIDÃO AGRÍCOLA. POSSIBILIDADE. DESCONSIDERAÇÃO DO ARBITRAMENTO DO VTN. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. LAUDO. OBRIGAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE REQUISITOS LEGAIS.
Cabe a manutenção do arbitramento realizado pela fiscalização com base no VTN registrado no SIPT, com valores fornecidos pela Secretaria Estadual da Agricultura e delineados de acordo com a aptidão agrícola do imóvel, se não existir comprovação, mediante laudo técnico, que justifique reconhecer valor menor. Somente se admite a utilização de laudo para determinação do VTN se este atender aos requisito determinados na legislação para sua validade. A avaliação de imóvel rural elaborada em desacordo com as prescrições da NBR 14653-3 da ABNT é ineficaz para afastar o valor da terra nua arbitrado com base nos dados do SIPT.
Numero da decisão: 2301-008.244
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos de votos, em rejeitar as preliminares. No mérito, por determinação do art. 19-E da Lei nº 10.522/2002, acrescido pelo art. 28 da Lei nº 13.988/2020, em face do empate no julgamento, dar provimento parcial ao recurso para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 3.857,60 ha e de preservação permanente de 608,30 ha. Vencidos os conselheiros João Maurício Vital, Fernanda Melo Leal, Paulo César Macedo Pessoa e Sheila Aires Cartaxo Gomes (presidente), que deram provimento parcial apenas para cancelar a glosa da área de reserva legal de 3.857,60 ha.
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2005 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. ÁREA DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. Súmula CARF nº 122 A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. LAUDO TÉCNICO. COMPROVAÇÃO. No caso dos autos o contribuinte apresentou laudo técnico que possibilitou a comprovação da existência da área de preservação permanente, cabendo a isenção pleiteada. ITR. VTN. REVISÃO. VALOR PARA O EXERCÍCIO. NÃO COMPROVAÇÃO A revisão do VTN arbitrado está condicionada à apresentação de laudo de avaliação conforme Norma ABNT NBR 14653, que contemple os métodos de avaliação e as fontes de informações pesquisadas, além de comprovar o valor da terra nua à época do fato gerador. FISCALIZAÇÃO. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. SISTEMA DE PREÇOS DE TERRAS (SIPT). SECRETARIA ESTADUAL. APTIDÃO AGRÍCOLA. POSSIBILIDADE. DESCONSIDERAÇÃO DO ARBITRAMENTO DO VTN. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. LAUDO. OBRIGAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE REQUISITOS LEGAIS. Cabe a manutenção do arbitramento realizado pela fiscalização com base no VTN registrado no SIPT, com valores fornecidos pela Secretaria Estadual da Agricultura e delineados de acordo com a aptidão agrícola do imóvel, se não existir comprovação, mediante laudo técnico, que justifique reconhecer valor menor. Somente se admite a utilização de laudo para determinação do VTN se este atender aos requisito determinados na legislação para sua validade. A avaliação de imóvel rural elaborada em desacordo com as prescrições da NBR 14653-3 da ABNT é ineficaz para afastar o valor da terra nua arbitrado com base nos dados do SIPT.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos de votos, em rejeitar as preliminares. No mérito, por determinação do art. 19-E da Lei nº 10.522/2002, acrescido pelo art. 28 da Lei nº 13.988/2020, em face do empate no julgamento, dar provimento parcial ao recurso para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 3.857,60 ha e de preservação permanente de 608,30 ha. Vencidos os conselheiros João Maurício Vital, Fernanda Melo Leal, Paulo César Macedo Pessoa e Sheila Aires Cartaxo Gomes (presidente), que deram provimento parcial apenas para cancelar a glosa da área de reserva legal de 3.857,60 ha. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
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ÁREA DE RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. Súmula CARF nº 122 A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. LAUDO TÉCNICO. COMPROVAÇÃO. No caso dos autos o contribuinte apresentou laudo técnico que possibilitou a comprovação da existência da área de preservação permanente, cabendo a isenção pleiteada. ITR. VTN. REVISÃO. VALOR PARA O EXERCÍCIO. NÃO COMPROVAÇÃO A revisão do VTN arbitrado está condicionada à apresentação de laudo de avaliação conforme Norma ABNT NBR 14653, que contemple os métodos de avaliação e as fontes de informações pesquisadas, além de comprovar o valor da terra nua à época do fato gerador. FISCALIZAÇÃO. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. SISTEMA DE PREÇOS DE TERRAS (SIPT). SECRETARIA ESTADUAL. APTIDÃO AGRÍCOLA. POSSIBILIDADE. DESCONSIDERAÇÃO DO AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 72 02 25 /2 00 7- 63 Fl. 198DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 ARBITRAMENTO DO VTN. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. LAUDO. OBRIGAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE REQUISITOS LEGAIS. Cabe a manutenção do arbitramento realizado pela fiscalização com base no VTN registrado no SIPT, com valores fornecidos pela Secretaria Estadual da Agricultura e delineados de acordo com a aptidão agrícola do imóvel, se não existir comprovação, mediante laudo técnico, que justifique reconhecer valor menor. Somente se admite a utilização de laudo para determinação do VTN se este atender aos requisito determinados na legislação para sua validade. A avaliação de imóvel rural elaborada em desacordo com as prescrições da NBR 14653-3 da ABNT é ineficaz para afastar o valor da terra nua arbitrado com base nos dados do SIPT. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos de votos, em rejeitar as preliminares. No mérito, por determinação do art. 19-E da Lei nº 10.522/2002, acrescido pelo art. 28 da Lei nº 13.988/2020, em face do empate no julgamento, dar provimento parcial ao recurso para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 3.857,60 ha e de preservação permanente de 608,30 ha. Vencidos os conselheiros João Maurício Vital, Fernanda Melo Leal, Paulo César Macedo Pessoa e Sheila Aires Cartaxo Gomes (presidente), que deram provimento parcial apenas para cancelar a glosa da área de reserva legal de 3.857,60 ha. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento, referente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), exercício de 2005, acrescido de multa lançada (75%) e juros de mora, do imóvel denominado “Fazenda Santa Antônio I”, cadastrado na RFB sob o nº 0.645.590-5, proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2005, tendo sido glosadas integralmente as áreas de preservação permanente e de reserva legal, respectivamente, 608,3 ha e 3.857,6 há e a área ocupada com benfeitorias de 658,4 ha, além de alterar, com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), o Valor da Terra Nua (VTN) do imóvel, que passou de R$ 645.480,82 (R$ 76,96 por hectare) para R$ 9.958.975,41 (R$1.187,43 por hectare). Fl. 199DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 Cientificado, o contribuinte apresentou impugnação onde alega o seguinte, de acordo com o relatório do acórdão recorrido: - a verificação fiscal ateve-se simplesmente à falta de envio de documentos e laudos sobre a DITR/2005, e isso ocorreu não porque não quis enviá-los, mas em função do exíguo prazo de 20 dias, que não foram suficientes para a confecção de laudos e relatórios de vistoria dos órgãos competentes, contudo a autoridade autuante não fez nenhuma visita "ín loco", assim como não foi realizado nenhum laudo técnico que contradissesse os dados declarados quanto as área ambientais, benfeitorias e VTN, e não levou em consideração as questões técnicas, legais e fáticas afetas ao caso; - considera que o processo deve ser julgado diante do princípio da verdade material, em face da efetiva presença das áreas declaradas e de outras que não foram lançadas, como comprovam o laudo ora juntado e as certidões de vistorias dos órgãos; - por exigência do INCRA, a área do imóvel foi georefenciada há pouco, ocasião em que se descobriu que a área total do imóvel não é a descrita no registro de 7.965,8 ha e tampouco aquela erroneamente declarada de 8.387,0 ha, mas sim de 8.251,38 ha e esse fato está comprovado por laudo de avaliação, não só quanto à extensão da área total, mas também, quanto às áreas de preservação permanente, reserva legal, benfeitorias e VTN; - requer a retificação da área total do imóvel para 8.251,38 ha; - informa que juntou o ADA e laudo técnico nos quais consta uma área de preservação permanente de 619,71 ha e uma área de reserva legal de 3.875,6 ha e também, no laudo, consta uma área de utilidade pública de 4,84 ha; - cita e transcreve artigos da Lei n° 9.398,/96 e do Decreto n° 4.382/2002 por entender que as áreas de preservação permanente, de utilização limitada e servidão florestal devem ser retiradas da área tributável do imóvel; - ressalta que a autoridade autuante glosou as áreas ambientais porque não foi entregue o ADA a tempo, ignorando, inclusive o fato de a área de reserva legal já estar averbada desde o ano de 2001; - informa que, anão obstante as provas, inequívocas da efetiva existência das áreas ambientais, via certidão de registro de imóveis, com a averbação e laudo técnico, está providenciando pedido de vistoria ao órgão conveniado e competente, o IBAMA, para atender a esta notificação, que será juntada posteriormente; - esclarece que a área de reserva legal se encontra averbada desde 2001 e as áreas de preservação permanente não são aquelas que dependem de declaração do órgão ambiental, por já estarem definidas no artigo 2° da Lei nº 4.77l/65; - entende que a área de preservação permanente de 619,71 ha, capitulada no art. 2° da Lei n° 4.771/65, a área de reserva legal de l3.857,6 ha, do art, 16 da Lei n° 4.771/65, devidamente provadas (princípio da verdade material), devem ser excluídas da área tributável, junto com as áreas de servidão (utilidade pública), independentemente de apresentação tempestiva do ADA e cita e transcreve ementas de Acórdãos do Conselho de Contribuinte, emenda do Acórdão n° 7.886, de 17.10.2003, da 2” Turma da Delegacia de Julgamento de Brasília e ementa de Decisão Judicial para referendar sua tese; - entende, ainda, que a linha de pensamento exposta deriva da determinação contida no § 7° do art. 10 da Lei n° 9.393/96; - cita e transcreve o § 7°, do art. 10, da Lei n“ 19.393/96, por entender que áreas ambientais não estão sujeitas á prévia comprovação por parte do declarante; Fl. 200DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 - em face das provas requer seja o lançamento considerado improcedente quanto as glosas feitas acatando as retificações propostas para algumas áreas (área total do imóvel de 8.251,38 ha, área de preservação permanente de 619,71 ha e área de servidão/utilidade pública de 4,84 ha) e que seja ratificada a área de reserva legal de 3.857,6 ha; - tece comentários sobre o princípio da verdade material cita entendimento doutrinário sobre o tema; - informa que está comprovando a existência das áreas de benfeitorias por meio de laudo técnico e requer que seja acatada a área de 627,59 ha, área essa menor que a declarada, composta por 621,28 ha de aceiros e estradas, 3,53 ha da casa sede e sua área de influencia e 2,78 ha de plantas de carbonização da lenha; - entende que houve erro na manipulação da tabela de valores do VTN pelo Auditor Fiscal, de se notar pela redação do auto de infração, pois a tabela correta a ser utilizada é a do ano de 2004, já que o ITR/2005 deverá levar em consideração que ocorreu entre 02.01.2004 e 01.01.2005 e não em datas posteriores; - considera que a DRFB de Sete Lagoas não enviou a tabela de preços de terras do ano de 2002 (sic), o que impossibilita saber com exatidão qual o valor médio de terra nua do Município de João Pinheiro durante o ano de 2004, devendo, portanto, serem acatadas as informações prestadas na declaração, pois o auto de infração, que utiliza tabela equivocada para aplicar novo VTN, deve ser considerado nulo; - quanto ao VTN, considera, também que a autuação fere os princípios determinados pelo art. 14 da Lei n° 9.393/96, que só aceita a aplicação de um novo VTN nos casos devidamente apurados em procedimento fiscal, sem esquecer que esta apuração deva ser feita como determina o art. 12 da Lei n° 8.629/93; - esclarece que não houve falta de entrega da DIAT, assim como não houve a devida apuração através de procedimento fiscal in loco, além do que o levantamento do SIPT não observou as regras de individualização da propriedade levando-se em consideração a localização do imóvel e a sua aptidão agrícola, mas somente utilizando dados errados de uma tabela que generalizou as propriedades do Município João Pinheiro, logo não poderia o fiscal ter arbitrado o VTN, devendo ser aceito como verdadeiro, o valor informado na DITR/2005; - o VTN arbitrado, para o ano de 2005 de R$700,00/ha foi instituído sem considerar os dados fáticos da propriedade, tais como o tipo de solo da propriedade, sem sequer comparecer ao local, cometendo a fiscalização uma injustiça, que será comprovada por meio de laudo técnico, em anexo, realizado com base na ~_l4653, da ABNT, que demonstra que o VTN médio para o imóvel seria de aproximadamente R$200,00/ha; - ressalta que o VTN mais provável da Fazenda Santo Antônio, para o ano de 2005, é de R$1.674.452,54 (8.251,38 x 202,93) afirmando que o VTN arbitrado está superavaliado; - cita e transcreve ementas do Conselho de Contribuinte para referendar o pedido de acatamento do VTN apresentado no Laudo de Avaliação; - protesta pela juntada posterior e oportuna de outros documentos ou procedimentos que se tornem necessários à comprovação de seu direito; - por fim, requer que sejam dadas por legítimas e retificadas as informações prestadas relativas ao ITR/2005, no que tange a área de preservação permanente de 619,71 ha, a área de reserva legal de 3.857,6 ha, a área de interesse público/servidão de 4,84 ha, além da aceitação das áreas de benfeitorias que somadas têm a extensão de 627,59 ha, e em Fl. 201DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 relação ao VTN, seja aplicado o valor de R$202,93/ha, o que está devidamente comprovado por prova inequívoca (laudo técnico). A DRJ considerou a impugnação improcedente e manteve o crédito tributário Inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário com as seguintes alegações: Preliminarmente Que fatos relevantes e de incontestável caráter técnico e legal, foram rechaçados pelo julgador de 1° instancia, sem levar em consideração o princípio do legalidade e da verdade material, Que a decisão de primeira instancia foi tomada sem a devida analise do processo Que o laudo Técnico juntado pelo recorrente é documento hábil para comprovar o existência dos áreas de benfeitorias, assim como é documento hábil para comprovar a real extensão do propriedade rural e de seu valor da terra nua no ano de 2004. Requer que seja devolvido o processo à lª instancia para que seja disponibilizada as consultas e laudos do SIPT, para só após iniciar o prazo de defesa novamente. No mérito requer: Assim, dentre as áreas de uso limitado (áreas de interesse ecológico) deve tombem ser alijado das áreas aproveitáveis, a extensão de 3.857,60 hectares de RESERVA LEGAL, averbado no CRI de João Pinheiro (Livro 2 - AAZ - Av- 420.322, em 13/072001 (doc. Fls. e anexo) ; o área de 619,71 hectares de PRESERVAÇÃO PERMANENTE, assim definido pelo só efeito do lei desde 1965, conforme ortigo 2° do Lei 4771/65; e ainda da área de 4,84 hectares de servidão (linha de transmissão do CEMIG), tudo comprovado por laudo técnico, ADA e certificação do IBAMA, É o relatório. Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade Das Preliminares O recorrente alega preliminarmente, que: Que fatos relevantes e de incontestável caráter técnico e legal, rechaçados pelo julgador de 1° instancia, sem levar em consideração o princípio do legalidade e da verdade material, Que a decisão de primeira instancia foi tomada sem a devida analise do processo Fl. 202DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 Que o laudo Técnico juntado pelo recorrente é documento hábil para comprovar o existência dos áreas de benfeitorias, assim como é documento hábil paro comprovar a real extensão do propriedade rural e de seu valor da terra nua no ano de 2004. Requer que seja devolvido o processo à lª instancia para que seja disponibilizada as consultas e laudos do SIPT, para só após iniciar o prazo de defesa novamente. Rejeita-se as preliminares, tendo vista que no julgamento da DRJ, todos os pontos apontados pela então impugnante, foram analisados e fundamentados, o laudo técnico foi considerado apenas para fins cadastrais, bem como, que no auto de infração encontra-se detalhada a forma como se chegou ao valor arbitrado pelo SIPT, de tal forma que o contribuinte pode agora apresentar recurso. Do Mérito Da Área de Reserva Legal No julgamento da impugnação, a DRJ manteve a glosa da ARL por não ter o contribuinte apresentado ADA do ano relativo ao exercício, da seguinte forma: Registre-se que essa exigência genérica não se confunde com a necessidade de averbação da área de reserva legal à margem da matricula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis competente, não podendo esta última providência suprir a primeira. Na realidade, a exigência específica de averbação da área de reserva legal, cumprida pela contribuinte, constitui apenas requisito para preenchimento e entrega, no prazo estipulado, do requerimento do ADA junto ao IBAMA. Em síntese, a solicitação tempestiva do ADA constituiu-se um ônus para o contribuinte. Assim, caso não desejasse a incidência do ITR sobre as áreas de preservação permanente e de utilização limitada/reserva legal, a proprietária do imóvel deveria ter providenciado, dentro do prazo legal, a protocolização do ADA junto ao IBAMA. Portanto, embora reconheça a averbação da ARL à margem da matrícula do imóvel, a DRJ manteve a glosa da área declarada na DITR como de reserva legal (3.857,6 ha), por falta de Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado tempestivamente no IBAMA. No entanto, tendo sido comprovado a averbação tempestiva da área de reserva legal declarada (3.857,61 ha) à margem da matrícula do imóvel, em 13/07/2001 (AV-4-20.322), doc./cópia de fls. 79, neste caso, de acordo com a Súmula CARF nº 122, esta averbação tempestiva da ARL supre a falta de apresentação do ADA, conforme abaixo: Súmula CARF nº 122: A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). Portanto, deve ser cancelada a glosa da área de reserva legal declarada, tendo em vista a averbação da tempestiva da área na matricula do imóvel. Ato Declaratório Ambiental ADA e Área de Preservação Permanente APP Fl. 203DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 Dos documentos apresentados pelo Recorrente, verifica-se que houve a entrega de um Ato Declaratório Ambiental ADA protocolado em 16/01/2008. Todavia, a DRJ ao apreciar os documentos apresentados na impugnação, não o acatou, pois verificou que o ADA foi apresentado intempestivamente. De acordo com o entendimento da DRJ, o ADA com informações sobre as áreas sujeitas à exclusão da base tributável do ITR/2005, deveria ser protocolado no IBAMA até o dia 31/03/2006, mas foi entregue em 16/01/2008, portanto intempestivo. No tocante ao prazo de entrega, entendo que o ADA apresentado não deve ser acatado, para efeito de exclusão da base tributável do ITR/2005, da área de preservação permanente, posto que protocolado intempestivamente junto ao IBAMA (16/01/2008), e após do início da ação fiscal (02/07/2007, fls. 10). Fato esse que pode ser verificado pelo confronto entre o ADA apresentado e o Termo de Intimação Fiscal. No entanto, após detalhada análise do laudo apresentado, verifica-se que o mesmo contém os requisitos da NBR 14.653-3, entre as quais a ART/CREA, a fundamentação/grau de precisão II, com a apuração de dados de mercado (ofertas/negociações/opiniões), referentes a pelo menos 05 (cinco) imóveis rurais, com o seu posterior tratamento estatístico (regressão linear ou fatores de homogeneização), de forma a apurar o valor da terra nua do imóvel, a preços de 1.º de janeiro do exercício de 2004, em intervalo de confiança mínimo e máximo de 80% (oitenta por cento). Apesar do Laudo ser de 16 de janeiro de 2008, o mesmo comprova a existência da área de preservação permanente no imóvel. Ademais, conforme observado anteriormente, o contribuinte anexa à demanda, intempestivamente, o Ato Declaratório Ambiental ADA para o exercício 2007 (fls 76-77), bem como Laudo Técnico de Vistoria (fl 120) os quais comprovam a existência da referida área. Assim, estando comprovado pelo Laudo Técnico a existência de 619,71 ha relativa a área de preservação permanente, , impõe-se reconhecer a isenção pleiteada sobre essa fração. No entanto, tendo em vista que a área declarada de preservação permanente na DITR, foi de 608,30 ha, esse é o valor a ser considerado. Da área de Servidão de 4,84 ha Quanto à esta matéria, adotamos e transcrevemos o voto da DRJ: No que tange à área destinada ao uso da CEMIG (servidão) de 4,84 ha, não existe, atualmente, previsão legal para que a mesma seja¡excluida da área tributável do imóvel, como requer a impugnante. Essas áreas cabem ser declaradas como benfeitorias não úteis à atividade rural, mais precisamente no campo 19 ~ DEMAIS BENFEITORIAS, do Quadro 14, da DITR/2005. Do Valor da Terra Nua – VTN Quanto ao cálculo do Valor da Terra Nua - VTN, a fiscalização enetedeu que houve subavaliação, tendo em vista os valores constantes do Sistema de Preço de Terras (SIPT), de acordo com o art. l4, caput, da Lei n° 9.393/96, razão pela qual o VTN declarado para o Fl. 204DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2301-008.244 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13609.720225/2007-63 imóvel na DITR do exercício de 2005, no valor de R$ 645.480,82 (R$ 76,96 por hectare), foi aumentado para R$ 9.958.975,41 (R$ 1.187,43 por hectare), valor este apurado com base nos valores apontados no SIPT para as aptidões agrícolas “cultura/lavoura” e “campos”, respectivamente, de R$ 2.000,00/ha e R$ 700,00/ha, consoante extrato do SIPT, às fls. 15 e demonstrativo de fls. 03/04. A DRJ manteve o valor arbitrado pela fiscalização por considerar que, tanto o valor declarado pela fiscalização como o informado no laudo técnico, se encontram muito abaixo dos VTNS relacionados no SIPT, bem como, que o documento trazido aos autos, não se mostrou hábil para a comprovação do VTN pretendido. Conforme analise anterior, em que pese, aparentemente, o novo laudo ter sido elaborado com observância da norma de avaliação da ABNT e de constar do documento apresentado, dados relevantes, bem como, terem sido apresentadas as fórmulas estatísticas e os resultados obtidos, o parecer de avaliação apresentado pela recorrente , não apura o valor da terra nua para o exercício em questão 2005, mas para o exercício de 2004, restando comprometida sua qualidade como prova. Portanto, sendo o valor declarado em muito inferior ao valor encontrado por aptidão agrícola no SIPT para o exercício de 2005, bem como, não tendo o contribuinte comprovado que o valor apurado no laudo de avaliação da terra nua da propriedade rural em questão , como sendo o mais adequado para refletir o preço de mercado das terras no exercício do lançamento, deve ser mantida a avaliação fiscal efetuada com base no citado art. 14 da Lei 9.393 /96. Do exposto, voto por rejeitar as preliminares e por dar parcial provimento ao recurso, para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 3.857,60 ha e de preservação permanente de 608,30 ha. (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 205DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 11080.100202/2007-17
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004
INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO.
Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolizado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2802-001.526
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO
CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ
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score : 1.0
Numero do processo: 10935.002291/00-66
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed May 12 00:00:00 UTC 2004
Ementa: SIMPLES.
Contribuinte excluído do Simples, sem, no entanto, constar dos
autos as razões da medida administrativa, uma vez não anexado o
ato declaratório, nem dele foi localizada uma cópia junto . do
contribuinte.
À falta de prova das razões de exclusão, dá-se provimento ao
recurso
Numero da decisão: 303-31.425
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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ementa_s : SIMPLES. Contribuinte excluído do Simples, sem, no entanto, constar dos autos as razões da medida administrativa, uma vez não anexado o ato declaratório, nem dele foi localizada uma cópia junto . do contribuinte. À falta de prova das razões de exclusão, dá-se provimento ao recurso
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RECORRIDA : DRJ/CURITIBA/PR SIMPLES. Contribuinte excluído do Simples, sem, no entanto, constar dos autos as razões da medida administrativa, uma vez não anexado o ato declaratório, nem dele foi localizada uma cópia junto . do contribuinte. À falta de prova das razões de exclusão, dá-se provimento ao recurso. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 12 de maio de 2004 • / Á JOÃO "à 1 ',ACOSTA Preside te e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, SERGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA e SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA (Suplente). Esteve Presente a Procuradora da Fazenda Nacional ANDREA KARLA FERRAZ. MA/3 • • . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.495 ACÓRDÃO N° : 303-31.425 RECORRENTE ARTEFATOS DE CIMENTO L1NDNER LTDA. RECORRIDA : DRT/CURITIBAJPR RELATOR(A) : JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO Retorna o processo de diligência encaminhada à repartição de origem com a Resolução n° 303-0.860, de 25 de fevereiro de 2003, com solicitação de juntada do Ato Declaratório n° 264.976, de 2000. Entendeu a Câmara que era absolutamente indispensável ter em mãos o inteiro teor do documento para que pudesse formular a decisão sobre a matéria dos autos. • Transcrevo o inteiro teor da Resolução: Por não haver comprovado com documento hábil a regularidade fiscal junto à PGFN, foi Artefatos de Cimento Lindner Ltda. excluída do SI1v1PLES e, em conseqüência, deu entrada. à Solicitação de Revisão — SRS; mas a exclusão foi mantida. Na impugnação, o contribuinte diz que fora orientada pela Receita Federal em Toledo no sentido de em lugar da certidão negativa enviar o Termo de Opção do REFIS, uma vez que à época da defesa não era emitida a certidão negativa da PGFN já que o processo 110 REFIS não havia sido processado mas que, junto com a impugnação, estava juntando a certidão negativa exigida. • O julgador de primeira instância indeferiu a solicitação de revisão da exclusão do simples. Com efeito, a decisão da DRF em Cascavel, de 11/0/01, teve por fundamento o fato de o contribuinte não haver apresentado a certidão da PGFN para comprovar sua regularidade fiscal. De sua parte o contribuinte tinha pendências junto à PGFN, como consta do Termo de Opção pelo REFIS; assim, a questão que se coloca é saber se a regularização posterior tem o poder de invalidar o ato declaratório por meio do qual a DRF em Cascavel excluiu a contribuinte do SIMPLES. Entende que não há como anular o ato, uma vez que ele está perfeito já que existiam pendências da interessada com a PGFN; e de outro modo não há possibilidade de sua revogação. Com efeito, o caso não é de nova adesão do contribuinte ao sistema, mas de sua permanência o que 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA — s TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.495 ACÓRDÃO N° : 303-31.425 implica a invalidação do ato que produziu a exclusão do contribuinte. Ora, a posterior regularização de pendência não pode afetar o ato declaratório excludente. A este respeito o comando do art. 9°, incisos XV e XVI da Lei 9.317/96 é peremptório vedando o contribuinte de participar do SIMPLES. Há, por conseguinte, um obstáculo legal para atender a pretensão do contribuinte. No recurso voluntário, consta que: "a entidade não enviou a Certidão quanto à divida ativa da União, emitida pela PGFN, em razão de a sistemática operacional do REFIS não estar apta a fornecer as informações necessárias, o Comitê Gestor não • processou os dados do optante em tempo hábil a fim de emitir a Negativa". Acrescenta que no momento da primeira exclusão do Simples, em 09/01/99, foi contrariada a legislação, pois seus débitos foram regularizados em consonância com a Lei 9.317/96 • (art. 26, parágrafos I° e 2°), parcelados todos os débitos. Por fim, diz que a emissão do AD de exclusão deu-se, não em virtude de interpretação extensiva da lei, mas em razão de falhas no sistema de processamento de dados da Receita Federal. É o relatório. VOTO Entendo que para melhor esclarecimento dos fatos e para permitir seja formulada a decisão deste Colegiado, necessário se faz ter em mãos o inteiro teor do Ato Declaratório de exclusão mencionado na 1110 Decisão de primeira instância (fl. 23), que, por sua vez, se reporta à fl. 12, documento de número 264.976 de 2000. Voto, por conseguinte, para converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que se digne providenciar a juntada do documento aos autos". É o relatório. 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA _ TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.495 ACÓRDÃO N° : 303-31.425 VOTO A ordem de diligência não atendeu ao objetivo da Câmara, uma vez que a repartição não dispunha de cópia do documento e muito menos o contribuinte. A motivação da diligência era saber em que termos fora emitido o documento; se atendida a todos os requisitos de garantia da plena defesa do contribuinte; ou se fora redigido de forma sumária em desobediência às regras impostas pelos art. 10 e 11, do Decreto n° 70. 235/72. Deduz-se da informação em resposta à diligência que não apenas o ato administrativo não se encontrava nos arquivos da repartição fiscal, como dele não dispunha o sujeito passivo de cópia. • Diante do exposto, inexistindo prova das razões de exclusão do Simples, voto para dar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 12 de maio de 2004 r. JOÃO H ANDA COSTA - Relator • 4 • Page 1 _0031000.PDF Page 1 _0031100.PDF Page 1 _0031200.PDF Page 1
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