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Numero do processo: 10540.000218/2007-95
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 23/10/2006
DIREITO CREDITÓRIO JUDICIALMENTE RECONHECIDO.
COMPENSAÇÃO
Em se tratando de direito creditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos da decisão que transitou em julgado, que autorizou o seu aproveitamento em compensação, exclusivamente, de débitos de PIS e COFINS.
AÇÃO JUDICIAL - LIMITES DA SENTENÇA
Havendo provocação da tutela jurisdicional e semelhança da causa de pedir, não pode a autoridade administrativa se manifestar, devendo apenas cumprir as disposições contidas na sentença sem emitir qualquer juízo de valor.
Numero da decisão: 3803-001.341
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 23/10/2006 DIREITO CREDITÓRIO JUDICIALMENTE RECONHECIDO. COMPENSAÇÃO Em se tratando de direito creditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos da decisão que transitou em julgado, que autorizou o seu aproveitamento em compensação, exclusivamente, de débitos de PIS e COFINS. AÇÃO JUDICIAL - LIMITES DA SENTENÇA Havendo provocação da tutela jurisdicional e semelhança da causa de pedir, não pode a autoridade administrativa se manifestar, devendo apenas cumprir as disposições contidas na sentença sem emitir qualquer juízo de valor.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1614; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 284 1 283 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10540.000218/200795 Recurso nº 523.762 Voluntário Acórdão nº 380301.341 – 3ª Turma Especial Sessão de 2 de março de 2011 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DECISÃO JUDICAL Recorrente MADEIREIRA REAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 23/10/2006 DIREITO CREDITÓRIO JUDICIALMENTE RECONHECIDO. COMPENSAÇÃO Em se tratando de direito creditório reconhecido judicialmente, há de se observar os estritos termos da decisão que transitou em julgado, que autorizou o seu aproveitamento em compensação, exclusivamente, de débitos de PIS e COFINS. AÇÃO JUDICIAL LIMITES DA SENTENÇA Havendo provocação da tutela jurisdicional e semelhança da causa de pedir, não pode a autoridade administrativa se manifestar, devendo apenas cumprir as disposições contidas na sentença sem emitir qualquer juízo de valor. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Fl. 288DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Madeireira Real Ltda. transmitiu as declarações n° 02792J55693 .230207.1.3.570908 e nº 08174.22230.300407.1.3.577609, visando à compensação de débitos de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, no valor total de R$1 50.547,02, com os créditos do Finsocial e da Contribuição para o PIS/PASEP, reconhecidos por decisão judicial transitado em julgado, em 23/10/2006. As compensações não foram homologadas sob a consideração de que a decisão judicial somente autorizou a compensação do direito creditório com débitos do próprio PIS e da Cofins. Sobreveio Manifestação de Inconformidade . A 4ª Turma da DRJ/SDR indeferiua. O Acórdão nº 1521.909, de 9 de dezembro de 2009, fls. 260 a 262, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 23/10/2006 COMPENSAÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. Em respeito ao principio da unicidade de jurisdição contemplado na Constituição Federal, a decisão judicial transitada em julgado, proferida em ação proposta pela contribuinte, deve ser cumprida pela administração tributária. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/SDR4ª Turma. O arrazoado de fls. 276 a 281 argumenta que, quando da formulação da petição inicial da ação judicial, ainda não estava em vigor a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, que ampliou a possibilidade compensação dos créditos apurados com débitos próprios relativos a quaisquer tributos administrados pela então SRF, razão pela qual devese aplicar ao caso a lei mais benéfica ao contribuinte posterior à decisão. Cita jurisprudência. Pede reforma. Modo sintético, é o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 276 a 281 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJSDR4ª Turma nº 1521.909, de 9 de dezembro de 2009. Pedem as razões apresentadas que a instância administrativa reconheça o direito à compensação declarada. Todavia a matéria de mérito dessa compensação foi objeto de ação judicial. Em respeito ao principio da unidade de jurisdição e da tripartição dos Poderes da República, cabe a administração obedecer a decisão oriunda da tutela judicial. Admitir a compensação intentada pelo ora recorrente representaria conspurcação da coisa julgada formada nos autos do Mandado de Segurança nº 2000.33.00.0084281, que tramitou na 11ª Vara da Justiça Federal na Bahia, o que não se cogita, até porque, ao contrário do alegado na peça recursal, o ora recorrente buscou na esfera judicial, em sede de apelação, o alargamento da compensação, mas não obteve êxito. Fl. 289DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10540.000218/200795 Acórdão n.º 380301.341 S3TE03 Fl. 285 3 Assim, acolho as razões defendidas no voto da decisão recorrida que, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto, para negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de março de 2011 Alexandre Kern Fl. 290DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10540.000218/200795 Interessada: MADEIREIRA REAL LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.341, de 2 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 291DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13900.000011/2003-49
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
EXERCÍCIO: 2000
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
Não há que se falar em óbice à defesa do recorrente em 2ª instância, quando o julgado de 1º grau minudencia individualmente as razões por que dados documentos não foram acatados como corroboração de despesa dedutível, tanto mais se o interessado se defende claramente em sede de recurso quanto a tais razões de decidir.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2000
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. ALEGAÇÃO DE ERRO DE PREENCHIMENTO
Depois de iniciado o procedimento de ofício, incabível é a retificação da declaração de rendas que vise excluir rendimentos da tributação, acrescer deduções não requeridas ou intentar qualquer procedimento na busca da diminuição da base de cálculo do imposto.
DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. DESPESAS MÉDICAS.
Os dispêndios efetuados com a saúde só serão dedutíveis, para fins de IR, quando relativos a pagamentos efetuados pelo contribuinte para o seu próprio tratamento ou para o daquelas pessoas que, em acordo com a lei, foram consignadas como suas dependentes na competente declaração de rendas.
ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. JUROS. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC.
A cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, acrescidos de juros moratórios calculados com base na taxa SELIC, ampara-se na legislação ordinária, cabendo à autoridade administrativa, cuja atividade é plenamente vinculada, simplesmente, exigi-los nos exatos termos da legislação em vigor.
(Inteligência da Súmula CARF n.º 4, de 21 de dezembro de 2009))
Numero da decisão: 2802-000.557
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por
unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de cerceamento do direito ao contraditório e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso interposto.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: VALÉRIA PESTANA MARQUES
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL EXERCÍCIO: 2000 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não há que se falar em óbice à defesa do recorrente em 2ª instância, quando o julgado de 1º grau minudencia individualmente as razões por que dados documentos não foram acatados como corroboração de despesa dedutível, tanto mais se o interessado se defende claramente em sede de recurso quanto a tais razões de decidir. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. ALEGAÇÃO DE ERRO DE PREENCHIMENTO Depois de iniciado o procedimento de ofício, incabível é a retificação da declaração de rendas que vise excluir rendimentos da tributação, acrescer deduções não requeridas ou intentar qualquer procedimento na busca da diminuição da base de cálculo do imposto. DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. DESPESAS MÉDICAS. Os dispêndios efetuados com a saúde só serão dedutíveis, para fins de IR, quando relativos a pagamentos efetuados pelo contribuinte para o seu próprio tratamento ou para o daquelas pessoas que, em acordo com a lei, foram consignadas como suas dependentes na competente declaração de rendas. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. JUROS. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. A cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, acrescidos de juros moratórios calculados com base na taxa SELIC, ampara-se na legislação ordinária, cabendo à autoridade administrativa, cuja atividade é plenamente vinculada, simplesmente, exigi-los nos exatos termos da legislação em vigor. (Inteligência da Súmula CARF n.º 4, de 21 de dezembro de 2009))
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NÃO OCORRÊNCIA. Não há que se falar em óbice à defesa do recorrente em 2ª instância, quando o julgado de 1º grau minudencia individualmente as razões por que dados documentos não foram acatados como corroboração de despesa dedutível, tanto mais se o interessado se defende claramente em sede de recurso quanto a tais razões de decidir. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. ALEGAÇÃO DE ERRO DE PREENCHIMENTO Depois de iniciado o procedimento de ofício, incabível é a retificação da declaração de rendas que vise excluir rendimentos da tributação, acrescer deduções não requeridas ou intentar qualquer procedimento na busca da diminuição da base de cálculo do imposto. DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. DESPESAS MÉDICAS. Os dispêndios efetuados com a saúde só serão dedutíveis, para fins de IR, quando relativos a pagamentos efetuados pelo contribuinte para o seu próprio tratamento ou para o daquelas pessoas que, em acordo com a lei, foram consignadas como suas dependentes na competente declaração de rendas. ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. JUROS. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. A cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, acrescidos de juros moratórios calculados com base na taxa SELIC, ampara-se na legislação ordinária, cabendo à autoridade administrativa, cuja atividade é plenamente Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Assinado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES 2 vinculada, simplesmente, exigi-los nos exatos termos da legislação em vigor. (Inteligência da Súmula CARF n.º 4, de 21 de dezembro de 2009)) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de cerceamento do direito ao contraditório e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso interposto. (Assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques - Presidente e Relatora. EDITADO EM: 03/11/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ana Paula Locoselli Erichsen, Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae e Valéria Pestana Marques (Presidente). Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório Trata-se de Auto de Infração, fls. 39/42, relativo ao exercício financeiro de 2000, lavrado em virtude da glosa parcial das despesas médicas pleiteadas pelo requerente na competente declaração de rendas, alteradas que foram de R$ 29,864,40 para R$ 4.377,81. E isso porque o contribuinte, conforme “Demonstrativo de Infrações” de fl. 41, intimado a comprová-las, logrou fazê-lo tão-só com relação aos seguintes estipêndios: Dr. Lenuel Borneli (R$ 100,00), Dr. Gustavo Magalhães Renno (R$ 1.855,00) e Associação Comercial e Industrial de Jacareí (R$ 2.422,81). Na ocasião a autoridade lançadora deixou ainda registrado que despesas médicas realizadas com pessoas não pleiteadas pelo contribuinte como dependentes (Romeu Arice, Wander Arice e Maxmillin Arice) não se configuravam como gastos passíveis de dedução. Insurgido contra o lançamento, o peticionário apresentou a impugnação de fls. 01/03, na qual alega o cerceamento de seu direito de defesa e requer o rastreamento dos valores glosados por meio da realização de diligências, haja vista que considera que o Fisco se baseou em meros indícios e não em provas que remetessem a um juízo de valores. A autoridade recorrida ao examinar o pleito decidiu por unanimidade de votos, mediante o acórdão de fls. 65/70, pela procedência do lançamento sob os argumentos sintetizado pelo fragmento do voto condutor a seguir transcrito: ......................................................................................................... Consoante a documentação apresentada, o contribuinte comprova despesas no valor de R$ 4.377,81 (fl.40), inclusive acatadas pela fiscalização, quando da lavratura do auto de infração. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Assinado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13900.000011/2003-49 Acórdão n.º 2802-00.557 S2-TE02 Fl. 117 3 Antes de passar às considerações acerca da glosa das despesas médicas, é importante deixar em relevo que o contribuinte não em informou dependentes em sua declaração de rendas (fls. 15/16). Acerca do conjunto probatório, este não é hábil e idôneo para confirmar que as despesas médicas restantes, no valor de R$ 25.486,59, restingem-se (sic) a pagamentos efetuados pelo contribuinte para o seu próprio tratamento ou o de seus dependentes, uma vez que estavam em nome de terceiros não- dependentes. O recibo apresentado do INCON (R$ 3.500,00) contém informações de paciente diverso: Romeu Arice. Outros dois recibos apresentados, nos valores de R$ 11.878,55 e R$ 6.000,00, correspondem a despesas também do paciente Romeu Arice, discriminadas nos relatórios de serviços/medicamentos/materiais emitidos pelo Hospital Alvorada (fl. 18/28), juntado com prova pelo próprio contribuinte em sua impugnação. O recibo de R$ 480,00, da Fisioterapia Hospitalar e Ambulatorial S/C Ltda, explicitamente, informa que é referente a paciente particulares. Dessa forma, não é possível precisar com quem foram efetuados o gasto nesta rubrica. ......................................................................................................... Devidamente cientificado desse julgado em 19/03/2007, fl. 73, ingressa o contribuinte por meio de seus bastantes procuradores consoante instrumentos de mandato de fls. 75 e 104, com recurso voluntário dirigido ao então Primeiro Conselho de Contribuintes, fls. 78/102. Em sede de recurso, o litigante, em apertadíssima síntese, alega: a) erro de fato no preenchimento da aludida declaração de rendas, haja vista ter deixado de ali consignar como dependentes seus pais – Romeu Arice e Anália Arice – conforme demonstra o cotejo das cópias da certidão de casamento de ambos com sua cédula de identidade, respectivamente, colacionadas às fls. 106 e 107; b) que a autoridade de 1ª instância, ao deixar de elencar os motivos pelos quais seu conjunto probatório não foi considerado hábil e idôneo para a corroboração das deduções requeridas, cerceou seu direito ao contraditório e c) que consideradas as correções por ele consideradas cabíveis, conforme a declaração retificadora de fls. 109/113, o imposto por ele devido no exercício em tela já estaria integralmente quitado, pois recolhera aos cofres públicos R$ 157,26 e foi apurado como imposto a pagar na referida retificadora a quantia de R$ 148,47, o que lhe dá ensejo inclusive de requerer a restituição da importância de R$ 8,79, por ele considerada como indevidamente recolhida. Por fim, o recorrente contesta o cálculo dos juros de mora com base na aplicação da taxa SELIC. É o relatório do essencial. Voto Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Assinado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES 4 Conselheira Valéria Pestana Marques - Relatora O recurso de fls. 188/209 é tempestivo, consoante o cotejo do AR – Aviso de Recebimento - de fl. 73 e o carimbo de recepção aposto à fl. 75. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. 1) Cerceamento do direito ao contraditório O pólo passivo assevera que a autoridade julgadora de 1º grau ao não explicitar as razões porque não tomou seu conjunto probatório como hábil e idôneo, cerceou seu direito de defesa em 2º grau. Para o enfrentamento de tal preliminar cumpre inicialmente destacar o dispõe o artigo 59 do Decreto balizador do Processo Administrativo Fiscal - aquele de n.º 70.235/1972 - in verbis: Art. 59 – São nulos: I – os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II – os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Pela leitura do inciso I do Comando Legal supra transcrito, depreende-se que basta que os atos e termos processuais, dentre os quais se inclui o Auto de Infração, tenham sido lavrados por pessoa competente para que sejam considerados válidos, esclarecendo-se que esses atos e termos são os chamados, no processo civil, despachos de mero expediente, sem qualquer carga decisória. Note-se quanto às decisões - e a lei não faz qualquer distinção e, portanto, está-se tratando aqui, também, das decisões interlocutórias - são tratadas no inciso seguinte. Delas é exigido, para que sejam tidas como eficazes, terem sido proferidas por autoridade competente e sem preterição no direito de defesa do requerente. Não há qualquer discussão nos presentes autos acerca da incompetência das autoridades que proferiram os atos, termos, despachos ou as decisões que o compõem. De outra banda, entendo não caber razão do fiscalizado quando assevera que seu direito ao contraditório foi cerceado pelo decisório de 1ª instância. A autoridade a quo no acórdão de fls. 65/70, conforme reproduzido no relatório do presente julgado, até fala que o conjunto probatório apresentado pelo então impugnante não era hábil e idôneo. Mas isso para logo depois explicitar que suas razões de decidir estavam fulcradas no fato dos comprovantes de despesas médicas trazidos pelo contribuinte para corroborar as deduções pleiteadas eram atinentes, naqueles que individualmente cita, a pessoas não-dependentes do declarante. Tanto assim, que em sede recursal é trazida pelo interessado até uma declaração retificadora com o fito de tentar incluir seus pais como dependentes no ano- calendário em questão. Ou seja, o contribuinte entendeu claramente as razões de decidir da autoridade de 1º grau e delas expressamente se defendeu em sede recursal. Preliminar rejeitada. 2) Mérito Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Assinado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13900.000011/2003-49 Acórdão n.º 2802-00.557 S2-TE02 Fl. 118 5 Quanto ao mérito o contribuinte tenta, de plano, alegar a ocorrência de erro de fato do preenchimento de sua declaração original, representado pela falta de consignação de seus pais como dependentes. De plano, cumpre esclarecer ao autuado a diferença entre a autorização dada aos contribuintes pelo Fisco de mediante a comprovação de erro contido nas declarações de rendas por eles entregues ao Fisco de retificá-las e de seu direito de impugnar exações já constituídas. A retificação da declaração de rendas há, em tese, que ser efetuada antes de iniciado qualquer procedimento de ofício contra o contribuinte, a teor do artigo 832 do RIR/99. E, na espécie, tem-se este no mínimo inaugurado na data da apresentação da tempestiva impugnação de fls. 01/03, qual seja em 13/01/2003, como bem observado no parágrafo inicial do voto condutor de 1º grau. Ou seja, a partir, repise-se, no mínimo desse momento ficou defeso ao interessado excluir rendimentos, acrescer deduções não requeridas ou intentar qualquer procedimento visando diminuir a base de cálculo do imposto na declaração de rendas sob análise. Melhor ainda, perdeu sua espontaneidade. E o contribuinte só veio trazer uma presumível declaração retificadora, fls. 109/113, quando da protocolização de sua peça recursal em 18/04/2007. Saliente-se nesse momento, por oportuno, que o erro de fato – aquele de natureza grosseira, material, de simples preenchimento – desde que efetivamente comprovado, é sim sanável em qualquer momento processual. Mas, por todo o exposto, resta claro que não tem essa natureza a inclusão, só na fase recursal e mesmo que obedecidas às condições legais para tanto, de dependentes até então não pleiteados pelo fiscalizado, tais como seus genitores. Em assim sendo, tendo a fiscalização constituído a exigência pela glosa de gastos com a saúde de dependentes não requeridos na declaração de rendas original do contribuinte, só lhe restava a opção, aí assim com a instauração da lide administrativa, de demonstrar que tais dispêndios foram realizados ou consigo ou com pessoas originalmente pleiteadas como encargos de família. In casu, em que pese ser crível e razoável que o contribuinte tenha efetivamente suportado despesas médicas realizadas com seus pais e se por lapso, ou não, deixou de relacioná-los como dependentes em sua declaração de rendas original, não há como utilizar tais dispêndios como despesas dedutíveis. Ainda que assim não fosse, esclareça-se, ad argumentadum, quanto a uma possível dedutibilidade dos pais do peticionário como encargos de família, que a simples apresentação da cópia da certidão de casamento de ambos e da cédula de identidade do interessado não se faz suficiente para comprovar a relação de dependência econômico- financeira entre os genitores e o ora recorrente nos termos do art. 77, § 1º, VI, do Regulamento do Imposto de Renda vigente – o RIR/99. Ou seja, não restou demonstrado, apenas com o que consta dos autos, que os rendimentos tributáveis, ou não, auferidos pelos pais do litigante eram inferiores, Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Assinado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES 6 individualmente, ao limite de isenção mensal do imposto de renda retido na fonte, como exige o precitado Comando Legal para que sejam considerados como encargos de família do peticionário para fins de imposto de renda. Destarte, só posso admitir como dedutível as despesas médicas realizadas pelo interessado consigo próprio, que são aquelas já acatadas pela Fiscalização quando da lavratura do auto de infração vergastado. Não, pois, qualquer indébito de ser reconhecido. 3) Considerações Finais Por fim, é de se analisar as alegações passivas de afronta a princípios constitucionais no concernente a exigência dos juros de mora com base na taxa SELIC. Tal assertiva não há de ser objeto de manifestação por parte desta relatora, haja vista ter restado entendimento pacificado e até mesmo sumulado por este Colegiado sobre o tema, in verbis: Súmula CARF n.º 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Por via de conseqüência e em obediência ao § 4º, do art. 72 do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que determina a adoção obrigatória das indigitadas súmulas pelos membros do CARF, falece a esta autoridade julgadora competência para administrativamente enfrentar tal tema. 4) Conclusão Em face de todo o exposto, só posso votar no sentido de REJEITAR a preliminar de cerceamento do direito de defesa do autuado e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso interposto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2010. (Assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques Fl. 6DF CARF MF Emitido em 13/01/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Assinado digitalmente em 04/11/2010 por VALERIA PESTANA MARQUES
score : 1.0
Numero do processo: 10166.901910/2008-38
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 24/04/2008
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO
RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.936
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-000.952, nos termos do voto do Relator. A Conselheira Adriana Oliveira e Ribeiro acompanhou o relator em suas conclusões.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803000.952, nos termos do voto do Relator. A Conselheira Adriana Oliveira e Ribeiro acompanhou o relator em suas conclusões. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Adriana Oliveira e Ribeiro (suplente) e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Fl. 495DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório AUTOTRAC COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES SA formulou, em 23/12/2011, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803000.952, de 28 de outubro de 2010, fls. s/nº, assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 24/04/2008 PROVA AUSÊNCIA DA ESCRITURAÇÃO A ausência nos autos de material comprobatório consistente na escrituração contábil e fiscal que justifique a redução da base de cálculo da contribuição na DCTF retificadora, impede formar convicção sobre as alegações de existência de crédito. Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de omitirse de analisar a documentação contábil e fiscal, aportada aos juntamente com o recurso voluntário, e os esclarecimentos, também trazidos no recurso voluntário, acerca da origem do crédito informado na Dcomp e sua correlação com a argumentação deduzida nos autos. Requer o enfrentamento dos pontos omissos no acórdão embargado e a reversão do resultado do julgamento, dandose provimento ao seu recurso. voluntário. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 3803000.952, de 28 de outubro de 2010. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Compulsando o voto condutor da decisão embargada, há que se dar razão à Embargante, já que, aparentemente, o relator limitouse a refutar o poder probante das provas acostadas aos autos até o momento processual da Manifestação de Inconformidade, sem nada acrescentar quanto aos documentos e esclarecimentos trazidos aos autos no recurso voluntário, no sentido de evidenciar o erro cometido nas informações prestadas em DCTF. Nesse sentido, portanto, entendo que a omissão deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. Fl. 496DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10166.901910/200838 Acórdão n.º 380302.936 S3TE03 Fl. 3 3 Talvez tal omissão expliquese pela preclusão temporal que se operou. É que, de acordo com as normas processuais, é na manifestação de inconformidade que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, só é lícito produzir novas provas quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. Este colegiado já teve oportunidade de manifestarse nesse sentido, por meio do Acórdão nº 380302.042, de 6 de outubro de 2011: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003, 2004 ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Ainda que, por liberalidade injustificada, se conhecesse dos documentos aportados aos autos intempestivamente, o recorrente o recorrente não se preocupou em identificar, inequivocamente, a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, limitandose a apresentar planilha de demonstração do valor recolhido a maior de cálculo e demonstrativos outros, sem resguardo de qualquer formalidade2 e, principalmente, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação declarada. Este tem sido o entendimento deste Colegiado por reiteradas vezes, estampado, por exemplo no recente Acórdão nº 380302.634, de 21 de março de 2012, da lavra do Conselheiro Belchior Melo de Sousa: Assunto : Processo Administrativo Fiscal 1Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. 2 Notese, por exemplo, que o documento que o recorrente diz tratarse de um balancete de verificação nem está assinado por contabilista responsável, formalidade indispensável segundo a Resolução CFC nº 685, de 1990. Fl. 497DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. Aplicamse as regras processuais previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, à manifestação de inconformidade, a qual deve mencionar os motivos de fato c de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as provas que possuir. Assunto : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 DCTF. ALTERAÇÃO NAS INFORMAÇÕES. REQUISITOS. ÔNUS DA PROVA As alterações nos dados informados em DCTF são formalizados por meio de DCTF retificadora, que tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. Não provida antes de despacho decisório de não homologação de compensação vinculada, cabe à Defendente o ônus de comprovar os erros em que se fundou a informação, por meio da escrituração contábil e/ou fiscal Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, rerratificandose a decisão embargada, sem alterar o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Alexandre Kern Fl. 498DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10166.901910/200838 Acórdão n.º 380302.936 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10166.901910/200838 Interessada: AUTOTRAC COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES SA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.942, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 499DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 11050.000277/91-10
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2000
Ementa: IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. Insuficientes as provas aptas a justificar a autuação efetuada. Artigo 112 do CTN impõe a interpretação mais benigna ao contribuinte em caso de dúvida.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-29.378
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES
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ementa_s : IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. Insuficientes as provas aptas a justificar a autuação efetuada. Artigo 112 do CTN impõe a interpretação mais benigna ao contribuinte em caso de dúvida. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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Numero do processo: 11065.907127/2008-89
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/05/2000 a 31/05/2000
RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO
Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, é essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996
PIS VIGÊNCIA.
Suspensa a aplicação de medida provisória durante o período de anterioridade nonagesimal, aplica-se o disposto na legislação então vigente
ANTERIORIDADE. CONTAGEM DO PRAZO VACATIO LEGIS
INEXISTÊNCIA
O termo a quo de prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primitiva edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei
Numero da decisão: 3803-000.909
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2000 a 31/05/2000 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, é essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996 PIS VIGÊNCIA. Suspensa a aplicação de medida provisória durante o período de anterioridade nonagesimal, aplica-se o disposto na legislação então vigente ANTERIORIDADE. CONTAGEM DO PRAZO VACATIO LEGIS INEXISTÊNCIA O termo a quo de prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primitiva edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei
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BORDADOS SC1lUC.11 LIDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSIIN 10: PROCESS() ADMINIS'IRM WO FISCAL P■nioilo do apurat,..5o: 01101/1996 a 31/01/1996 1:12,S I I I ti100/COMPENSAÇÃO Di] eilos imedit6rios pleiteados via 1)eclaray.50 de. Compimsaçao, nos tomnos do :ango 170 do (digo 1 ribulario Nacional, essoncial a complova00 da liquidez e cortoza dos (Ai:L[11os pant a oletivaç5o do enec.)utio de contaN AsStiN10: NORMAS GERAIS DE DIRE( 10 • IRIIBI 1ARR) Pei iodode apinaçao: 01/01/1996 a 31/01./1996 PIS VIGENC1A. Suspensa a tipliea0o do medida provisólia dutante o pot iodo de ;mteriolidado nonay. osimal, apnea-se o disposto na lOSisiOCilO ein -Jo Vigente AN 114:1( )RIDADE. CON I ACkM Di) Pl:ALO r4C2 -1170 /./iG/S 1NEXIS I ÊNCLA 0 teimo 41 quo do pvitzo de aliterioriditdo da conti ibuiçao social cilada ou ;nancitfada pia medida provis6i ia a data de: sua pi imitiva edic:to o Lido daquela que após sucessivas ediçães tenha sido convottida ciii lei Vistos, teialados e discutidos os picseute.s autos.. Acoidam os momluos do colegiada pot maioi Ifl de volos,tin negal - piovimonto ao ucuiso, 110ti LaMOS do voto do reldlot. Vencido o C:ouselheivo Ranrel Petvueei (assinado cliqiuirliefiLe) A lexandi e 1<oin Presidenle. ss. • " (assinado cligilaIrnelite) 1\dclo de Sousa - Robot, Poi ticipatom da sessao de . julgoinento s cousclheims: Cat los Ifcmicitto .Marthis de 1 inia, I kidcio Laliola Reis, Rangel Pei tucci F ciii e 1)aiticl Maur fed() liedato ftelalcirio I) presente de toeutso voltint in conno o AeOld5o de ii de 11 do sctembio do 200g. da DR 1-Porto Alogro/RS, lis. 48/49. que iii coonhecon o chichi, co editúl io dcdtvido cm dcolamOn dc compeinsaçaio e ut homologou as compensaf6es decloi arias e detenninou a col-Hallo dos dki'bitos indevidamcnic, compensados Ao opiesentor manirestaçfio do Mc-A.)1111.1111141We, o into ossada alegoti que ao ("170•1 levantarnonto de importilneias pagns a titulo de PIS, con rot ino disposiOn da Lei id 9 71519S, constatou valoics pagos a maior, localizado voancia de lei coin a tovoi .?,:tç.i10 do Lei Complemental 07, do 07 de setentlmo do 1970, que, por impodimonto ao instinno da en' islinoçiio no oidenamonlo pith in, him podo esm set aplicada no peliodo do outubi o do 1995 a Fevereiro de 1996, hem corm) pela inexigihilidade do PIS desde maiço de 1996, nos clitamos da MP n" 1.212/1993 e icediçCies tii.acoiivcrsuio na citada lei.. A sou ver 11110 seria Cu veto oniendimento do decidido no ADin 1 147-0, 11:0 \Oslo que portir da deolaroçfio do inconstitucinnalidadc do art 15 da MP 1.212, dc 211 do novemhi o de 1995, o toodiç6es, hansini mad° no ait.IS da lei 9 715, de 25 de noventhi a dc 199g, .:ontonto da eiliç',10 desta Lei que a modilicaç;io not mativa tio fait) L,!crodoi do PIS coincçou ci viger Outrossim, aloi:o pie tom o direito de Lo.. , mpensat nos inoldes tio le;:!,islaç.fro quo. iO debilos compensodos estai ion) suspensos. lbrte Ito itil. SI, inciso 111. do CIN o no Lig, poi agt fo 3" do incise 1 da IN SRI' 600;2005. CientiCiçada da doeisan cm 24 de Iveteiro dc 2010, iii csignada, apesentou o local so voluntatio de lis. 411 a SS, em IS dc mat ço dc 2010, em que evoca a mesino fundamentoim [(lien com que respaldou sua martirestaçiio do in.:01111)11111(1;1de Pede, ao liinil, quo seja ecehido e conhecido o ilk:sonic recut so voluntat ia. polo 0 1111/ do clat -111c plovimento (- 7 reconhecido o sou ditch° cicditiu in declaim homologadas as suas compensoçncs. E 0 re latót IO V010 Consolheii o Relatei Belchior Melo dc Sonso 0 teems° d: tempestivo e monde os domnis tequisitos pata sua adnuisiiiIidade Pot tonto dole conheço. II" 110( 1 S 9(l7127/201)Z1-:.'0) cc l;ie II " 3803-000 409 -To& a cowl ovei sia centra-se na considetaçao Lie existência de vactincia de ICI, deiNando de existit inci&ncia da conuibuiyao em apt cyo dc l' do outubto do 1995 a 28 de fexereito de 199S, polo ttrgnmento da Neon ewe apontado aeima. A questt:io encontra-se pacilicada nesta C'otte, do que result a sem razilo a recoil elite No julgamento peto Pion° do till-. conk:Ankh .) 0111 02 do agosto de 1999, no 232.S96, caio relator 101 o Min. Carlos VeHost.). 101 dado "pi 01.7nmemno, ern on me, o Jim do ,ycia ser vai() o pl inciplo cIO elllIC11.01 [Wad(' ilWillgeSiiikil, CONI(tilt'i 1 10rentil (140 Cl /1 , 111: 1 t10 Aledida Proviv'n lo n" 212, de 2`)./11/1995, dechuod41 do (Itypastoio inscri eta no seu cal I 'apliccuiclo—se CRP, ;7 (Ow e.. °conic- Ivy ce de 01/19/19.95 - e de ignal ineriniy no mneilulim 01.1q5rIas c,:tirrador. na Lei n" 9 715'/9, de 25/11/199,!i - mma 15', poi Cl refin mat o ocinekio mecum rub) no 1101710 emit mlime ckeidin nrio 0001 m Ida 0 comircv‘iit, firn rniclurocict a Job diploma, ofetadu pc10 nmeditlo Osmi.yóini 100 C (»NCI lie/CF " Coat esta posiyIt definida pela Corte Supyema, nao se hzi nizlis Clue r•lm . 011 inexistent:la de lei impositiva da contribuiyilo, nem no period() cline outubto (I,: 199.5 e revel cii o do 1996, period° em quk.... a efic;Acia do citado aitigo da MI' foi stispensa pela di:elm:10o de inconstituciOnalidade, new a pat tir do mattio de 1996, quando tegia eficazmente Medida 1 ) 6.)vis6tia a" 1.212, de 1995 e suas til{ceskqls Le‘,:dit;t3e:-: Pelo CNIN)S10, pl0VI111C111.0 ;JO li.ealr:ith Sala das sess()os, 27 de ou tub' o dc 2010 llotelnor ÍVlelo do Sousa 3
score : 1.0
Numero do processo: 37362.002107/2005-14
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/05/1999
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ÓRGÃO PÚBLICO. PARECER DA AGU. IMPOSSIBILIDADE.
I – A responsabilidade instituída pelo inciso VI do art. 30 da Lei n° 8.212/91, é solidária e não subsidiária, e não comporta qualquer espécie de benefício de ordem;
II – Segundo o Parecer da AGU nº 08/2006, aprovado pela Presidência da República, para os Órgãos Públicos, não há que se falar em solidariedade previdenciária na execução dos serviços contratados quando estes envolverem cessão de mão-de-obra.
Recurso provido.
Numero da decisão: 206-00.062
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/05/1999 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ÓRGÃO PÚBLICO. PARECER DA AGU. IMPOSSIBILIDADE. I – A responsabilidade instituída pelo inciso VI do art. 30 da Lei n° 8.212/91, é solidária e não subsidiária, e não comporta qualquer espécie de benefício de ordem; II – Segundo o Parecer da AGU nº 08/2006, aprovado pela Presidência da República, para os Órgãos Públicos, não há que se falar em solidariedade previdenciária na execução dos serviços contratados quando estes envolverem cessão de mão-de-obra. Recurso provido.
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Fls. 150 • ErasIlia. 2z • (5)(3 i o g, MINISTÉRIO DA A 7,F,NaWt.. orna auu•:1-7=:'-t; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES /5+‘41 SEXTA CÂMARA Processo n° 37362.002107/2005-14 Recurso n° 141.363 Voluntário o cla" Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA P t° _1(2-- Acórdão n° 206-00.062 Sessão de 10 de outubro de 2007 "c[elutitSeciu" , Ch:eniele otcuiti Recorrente MUNICÍPIO DE TRABUU - PREFEITURA MUNICIPAL E OUTRO Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/05/1999 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ÓRGÃO PÚBLICO. PARECER DA AGU. IMPOSSIBILIDADE. I — A responsabilidade instituída pelo inciso VI do art. 30 da Lei n° 8.212/91, é solidária e não subsidiária, e não comporta qualquer espécie de beneficio de ordem; II — Segundo o Parecer da AGU n° 08/2006, aprovado pela Presidência da República, para os Órgãos Públicos, não há que se falar em solidariedade previdenciária na execução dos serviços contratados quando estes envolverem cessão de mão-de-obra. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUNTES Processo e.° 37362.002107/2005-14 . CCO2/C06. CONFFn.F . C'M C OF:1C1NAL Acórdão n.° 206-00.062 .: Oras Fls. 151 ãia. 92 1 o 5 i 03 uit .Sn A:1,... • nen MaL:Siape 877882 ACORDAM os Membros ' a . • • • v• -Ir • s • • . 0 CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. ELIAS SA AIO FREIRE Presidente ila leee. 411iairRis ' Wr RO i• .. ELLIS PINTO Rel r ê. - Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Bernadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. - - -- - - Processo n.°37362.002107/2005-14 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.062 - SEGUNDO CONSELF:0 DE CON1'0.3,. ' Fls. 152 CON rEr:t. COM O GR _ 2- _f O • Otg 041 SÍMIL:J. ; Cata Relatório ma: siapo 877N2 Trata:se de Recurso Voluntário interposto pelo MUNICÍPIO DE TRABIJU — SP — PREFEITURA - MUNICIPAL, contra Decisão-Notificação (fis.77/87), exarada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto-SP, que julgou procedente a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito-NFLD, no valor de R$ 18.599,98 (dezoito mil, quinhentos e noventa e nove reais e noventa e oito centavos). Segundo o Relatório Fiscal, o crédito tributário ora questionado, refere-se a contribuições previdenciárias apuradas de forma indireta, e devidas em razão da responsabilidade solidária do Recorrente, frente aos débitos fiscais-previdenciários da empresa contratada para execução de obra de construção civil, por meio de empreitada total. O Município alega em seu recurso que a fiscalização previdenciária lavrou contra si, várias NFLDs, todas de matéria complexa, das quais lhe foram dado ciência na mesma data, não havendo por isso, prazo suficiente para uma defesa técnica e adequada em todas elas, configurando-se assim o cerceamento do seu direito de defesa, trazendo embasamento doutrinário para sustentar sua tese, e encerra requerendo o provimento do seu recurso para reformar a decisão recorrida, restabelecendo prazo para defesa. A SRP apresentou suas contra-razões, reiterando os fundamentos da DN, requerendo a sua manutenção. É o Relatório. • Processo n.° 37362.002107/200544 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.062 VE - SEt3UNDO CCASELHO DE CONTRIBUINTES ns, 153 CON-'2:FC;.: DM O OR:GUAL . an oS Brunia. I 1 tg VOtO Sarna • e arei/o M~ anae2 -- Conselheiro ROGERIO DE LELLIS PINTO, Relator • Recurso tempestivo, dispensado o depósito recursal por se tratar de ente público, e considerando assim estar presente todos os requisitos para sua admissibilidade, passo à sua análise. De inicio, importa-nos mencionar que os argumentos aventados em sede recursal, propõe-nos uma discussão que em nada reflete na validade do ato administrativo que visa combater, representando senão uma maneira de se defender, daquilo que não nos parece ter sido compreendido adequadamente. Não obstante tal entendimento, não podemos perder de vista que a este Colegiado foi concedido, ou mais que isso, imposto o dever de velar pela legalidade dos atos fiscais, tomados na esfera do Governo Federal, de forma que lhe cabe sempre pronunciar-se no sentido de excluir ou inadmitir irregularidades que se apresentam flagrantes no bojo dos atos constitutivos do crédito tributário. Registre-se ainda, que o processo administrativo em geral tem como um de seus alicerces o Principio da Legalidade, atribuindo à autoridade administrativa o dever-poder de anular, corrigir ou modificar o lançamento, independentemente de manifestação do administrado. E é com este- pensamento, que creio eu a NFLD em vergasta, não reúne condições suficientes para ser mantida, na medida em que contraria as disposições legais que lhe dão suporte, conforme, inclusive, reconhecido pela E. Advocacia Geral da União, conforme veremos. A questão posta aqui, não é nova, é já vinha sendo reconhecida pelo próprio CRPS, nos seus mais recentes e últimos, posicionamentos sobre a matéria. Com efeito, a responsabilização solidária dos entes públicos, frente aos débitos previdenciários das empresas por eles contratadas, sempre foi objeto de celeuma na doutrina e na jurisprudência judicial e administrativa, que sempre a viu com algumas restrições. Entretanto, e em que pese à natureza louvável dessas divergências, é de se evidenciar que a Advocacia Geral da União, analisando a matéria, materializou seu entendimento a esse respeito, por meio do Parecer AGU/MS n° 08/2006, o qual, inclusive, foi aprovado pelo Presidente da República em 20/11/2006. O referenciado parecer da AGU restou vazado nos seguintes termos: "A Administração Pública não responde, nem solidariamente, pelas obrigações para com a Seguridade Social devidas pelo construtor ou sub-empreiteira contratados para a realização de obras de construção, reforma ou acréscimo, qualquer que seja a forma de contratação, desde que não envolva cessão de mão de obra, ou seja, desde que a empresa construtora assuma a responsabilidade direta e total pela obra ou repasse o contrato integralmente (Lei n° 8.212/91, art. 30, VI e Dec. Ar 3.048/99, art. 220, § 1° c/c Lei n°8.666/93 art. 71)". Consoante se pode verificar da normatização introduzida pelo indicado Parecer da AGU, os Entes Públicos somente ficarão responsáveis pelos débitos previdenciários devido» 1.1F -SEGUNDO CC.:'..t.FtO CE C01•111.10.1,NTES • Processo n.° 37362.00210712005-14 Cat CO!: O r,F,11•11•ZAL CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.062 Brasília. 22 / 115 OS Fls. 154• o Sarna Oliveira • pelos seus contratados, caso estes não a- -- • • • - • obra, ou seja, nos casos em que houver cessão de mão-de-obra na sua execução, onde subsistirá a solidariedade em relação aos períodos anteriores a atual redação do art. 31 da Lei 8.212/91, conferida pela Lei n° 9.711/98, que justamente impõe a retenção de 11% (onze por cento) nesses casos, o qual, também, a Administração Pública deve observar. Vale dizer, se o Órgão Público contratou uma obra, no período anterior a atual vigência do indicado art. 31 da Lei do Custeio Previdenciário, segundo a AGU, a solidariedade ainda persistirá. Do mesmo modo, se o período for contemporâneo à redação atual do indicado dispositivo legal, a solidariedade será substituída pela retenção de que trata. De qualquer forma, se na execução dos serviços contratados não envolverem cessão de mão-de-obra na sua execução, não há que se falar em dever de solidariedade dos Entes Públicos. Por fim, calha consignar que os Pareceres emitidos pela AGU, quando aprovados pela Presidência da República, segundo se positiva dos arts. 40 e 41 da Lei Complementar n° 73/93, tem força vinculante para com os órgãos da Administração Pública Federal, de forma que não me parece viável que este Conselho possa afastar o entendimento ora esposado. Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO, para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO nos termos da fundamentação supra. É como voto. - Sala das Sessões em 10 de outubro de 2007. ign ROG • nus PINTO Page 1 _0040400.PDF Page 1 _0040500.PDF Page 1 _0040600.PDF Page 1 _0040700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10530.001264/2004-88
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício, 2002
IRPF: MOLÉSTIA GRAVE. DATA DE INÍCIO DA ISENÇÃO PARA FINS DE IMPOSTO DE RENDA.
Serão alcançados pela isenção prevista no art, 6°, inciso XIV, da Lei nº7,71.3/88 e alterações posteriores, os rendimentos de aposentadoria recebidos a partir da data referida em laudo pericial oficial como de origem da moléstia contraída.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.255
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae José Evande Carvalho Araújo
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS NOGUEIRA NICÁCIO
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Át:.:WiSk- ,:i1,-'115-.P.;.,,,,,,..nJ:; MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n°n" 105.30.001264/2004-88 Recurso n" 158,646 Voluntário Acórdão n" 2802-00.255 — 2" Turma Especial Sessão de 13 de abril de 2010 Matéria IRPF - Ex(s),: 2002 Recorrente PEDRO ADEMIR TEIXEIRA BATISTA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO, IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício, 2002 IRPF: MOLÉSTIA GRAVE. DATA DE INÍCIO DA ISENÇÃO PARA FINS DE IMPOSTO DE RENDA. Serão alcançados pela isenção prevista no art,6°, inciso XIV, da Lei n'7,71.3/88 e alterações posteriores, os rendimentos de aposentadoria recebidos a partir da data referida em laudo pericial oficial como de origem da moléstia contraída,. Recurso provido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae e .1 sé Evande Carvalho Araújo. eQI (:) _5 j - c..._ c,—.C, 1 ,. Carlos Nogueira Nieácio- Presidente em exercício e Relatar EDiTADO EM: 2 0 AGO 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae, Odmir Fernandes (Suplente convocado), José Evande Carvalho Araujo (Suplente convocado) e Carlos Nogueira Nicacio (Presidente em exercício). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Sidney Ferro Barros e Valéria Pestana Marques (Presidente), 1 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador/BA. Em procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual do ano calendário 2001, foi lavrado Auto de Infração em face do Recorrente em razão da omissão de rendimentos recebidos de Pessoa Jurídica decorrentes de trabalho com vinculo empregaticio, no valor total de R$13.621,02, os quais foram lançados na referida declaração como rendimentos isentos e não tributáveis. Em sede de impugnação, alegou o Recorrente que os rendimentos auferidos da Petros são decorrentes de sua aposentadoria por moléstia profissional, razão pela qual devem os mesmos ser considerados isentos para fins de imposto de renda. A fim de corroborar suas alegações, anexou o Recorrente cópia do Pedido de Informação sobre Isenção de Desconto de Imposto de Renda de fl..02, emitido pela Petros e assinado por médico pneumologista, datado de 28/06/2004. O acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento declarou o lançamento procedente, na medida em que: a) A fim de que seja reconhecida a isenção do imposto de renda sobre rendimentos de aposentadoria, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sendo a apresentação de tal laudo pericial condição indispensável ao reconhecimento da isenção; b) O documento apresentado pelo Recorrente não foi assinado por perito oficial credenciado, bem como não indica a data em que o Recorrente teria sido acometido por moléstia grave capaz de ensejar a isenção do imposto de renda; c) Não há prova nos autos das razões consideradas pelo Instituto Nacional do Seguro Social para a concessão de aposentadoria ao Recorrente; d) Ainda que o documento apresentado pelo Recorrente fosse considerado hábil a produzir os efeitos pretendidos, a isenção do imposto de renda somente poderia aproveitar-lhe a partir da data de sua emissão, a saber, do ano-calendário 2004. Dada a decisão proferida pela Delegacia de Julgamento, houve a interposição de Recurso Voluntário, através do qual o Recorrente reitera as alegações anteriormente apresentadas e pede pela desconstituição do lançamento, (..ç.._,É o relatório. 2 Nocesso 11" 10530 001264/2004-88 S2-TE02 Acórdão n " 2802-00,255 Fl Voto Conselheiro Carlos Nogueira Nicácio, Relator. O recurso é tempestivo e preenche as formalidades legais, por isso, dele conheço. A matéria em litígio corresponde à isenção do imposto de renda incidente sobre rendimentos de aposentadoria recebidos por portador de doença grave, a qual o Recorrente alega ser portador, conforme documentos anexados às fis. 02 e 03, Conforme previsto no art,6", inciso XIV, da Lei n° 7.713, de 1988, a isenção relativa aos rendimentos percebidos a titulo de aposentadoria ou pensão por contribuintes portadores de doença grave somente se inicia na data em que a doença for contraída: Art. 6° Ficam isentos do- imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por . pessoas .fisicas,. (Oniissis) .X117 - os proventos de aposentadoria ou relbrma, desde que motivadas por acidente em serviço, e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose-mültipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropada grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte delbrinante), contaminação por radiação, síndrome da inumodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma, (grifo nosso) No mesmo sentido, o artigo 5°, § 2 0, da Instrução Normativa SRF É' 15/2001 determina o termo inicial para a concessão de isenção sobre rendimentos de aposentadoria auferidos por portador de moléstia grave, a saber: Ari 5" Estão isentos ou não se sujeitam ao imposto de renda os seguintes rendimentos,. (Omissis) XII - proventos de aposentadoria ou teforma motivadas por acidente em serviço e recebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopa tia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefiopatia grave, estados avançados da doença de Paget (ostelte deformante.), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) e fibrose cística (mucoviscidose.); 3 (grijb nosso) (Oinissi s) XXXV - quantia recebida a titulo de pensão quando o beneficiário desse rendimento fin' portador das doenças relacionadas no inciso XII deste artigo, exceto as decorrentes de moléstia profissional; (Omissis) § 2.4.5 isenções a que se referem os incisos XII e XXXV aplicam- se aos rendimentos' recebidos a partir. I - do mês da concessão da aposentadoria, refbrina ou pensão, quando a doença fbr preexistente, II - do mês da emissão do laudo pericial, emitido par serviço médico oficial da União, dos Estado- s, do Distrito Federal ou dos Municípios, que reconhecer a moléstia, se esta for contraida após a concessão da aposentadoria, refbnna ou pensão; III - da data em que a doença .fbi contraída, quando identificada no laudo pericial (Omissis) No presente caso, apesar de o Recorrente ter apresentado documento emitido pela Petros datado de 25/06/2004 e de pleitear pela isenção do imposto de renda devido em sua Declaração de Ajuste Anual do Exercício de 2002, ano-calendário 2001, data anterior àquela em que o laudo foi emitido, o médico responsável, ao preencher tal documento, declara que a moléstia foi adquirida no trabalho. Neste caso, considerando que a moléstia foi adquirida no trabalho, antes da concessão da aposentadoria, entende-se que trata-se de moléstia profissional, referida no art,6°, inciso XIV, da Lei n° 7.713, de 1988, citada anteriormente. Deste feita, forçoso concluir que o Recorrente demonstrou o atendimento aos . requisitos previstos na legislação de referência para a concessão da isenção do imposto de renda incidente sobre rendimentos de aposentadoria recebidos no curso do ano-calendário 2001. . Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário interposto apresentado na çã forma da lei e voto no sentido dar-11 e provimento, Carlos Nogueira Nicácio 4 •. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ,\4i4 2" CAM.ARA/2" SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo IV: 10530.401264/2004-8$ - Recurso n': 158.646 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3' do ali:, 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n" 2202-00.255. n7" Brasilia/DF, 2U A G a 2010 41 EVELINE COÊLHO DF. ME' O HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 10314.002494/95-58
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Data do fato gerador: 03/05/1995
NORMAS TRIBUTÁRIAS. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. CENTRAIS DE COMUTAÇÃO DE PACOTES.
Apenas se classificam no item 8517.30.41, sujeito a alíquota zero do imposto de importação quando sua velocidade de tronco supera 72 Kbps e sua velocidade de comutação é superior a 3600 pacotes por segundo, por aplicação da Regra Geral de Interpretação nº 1 do Sistema Harmonizado.
Numero da decisão: 9303-002.094
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso e no mérito, por maioria, em dar-lhe provimento. Vencidos os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Declararam-se impedidas as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martinez López, que foi substituída pelo Conselheiro Antonio Lisboa Cardoso.
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1876; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 10 1 9 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10314.002494/9558 Recurso nº 111.111 Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.094 – 3ª Turma Sessão de 11 de setembro de 2012 Matéria CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado BANCO BRADESCO S/A ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 03/05/1995 NORMAS TRIBUTÁRIAS. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. CENTRAIS DE COMUTAÇÃO DE PACOTES. Apenas se classificam no item 8517.30.41, sujeito a alíquota zero do imposto de importação quando sua velocidade de tronco supera 72 Kbps e sua velocidade de comutação é superior a 3600 pacotes por segundo, por aplicação da Regra Geral de Interpretação nº 1 do Sistema Harmonizado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conhecer do recurso e no mérito, por maioria, em darlhe provimento. Vencidos os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Declararamse impedidas as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martinez López, que foi substituída pelo Conselheiro Antonio Lisboa Cardoso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente da Segunda Seção no exercício da Presidência do CARF em face da ausência justificada do Presidente Otacílio Cartaxo. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. EDITADO EM: 14/12/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 00 24 94 /9 5- 58 Fl. 604DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Possas, Francisco Maurício de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Antonio Lisboa Cardoso e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Insurgese a Representação da Fazenda Nacional contra acórdão por meio do qual a Terceira Câmara do então Terceiro Conselho de Contribuintes deu provimento a recurso do contribuinte. O especial encontra fundamento no inciso I do art. 32 da Portaria nº 55/98 porque a decisão, não unânime, teria contrariado a prova constante dos autos, consistente no laudo pericial que embasara a autuação – fls. 14/15 – bem como na informação técnica de fls. 146/153, mais especificamente na afirmação à fl. 151. Em virtude da decisão proferida, foi desconstituído lançamento de ofício que buscava a exigência do imposto de importação com respeito aos produtos desembaraçados por meio da DI nº 60.746.948/0001-12, adição 001. Nela descrevese o produto como centrais automáticas de comutação de pacotes, com velocidade de tronco superior a 72 KBITS por segundo e de comutação superior a 3600 pacotes por segundo...”, e se o classifica na posição 8517.30.0199 da antiga NBM, correspondente à 8517.30.41 da Nomenclatura Comum do Mercosul, cuja alíquota do imposto de importação era zero. Ocorre que essa classificação requer que as centrais de comutação sejam capazes de processar os dados às velocidades nela mesma indicadas. Em não o sendo, classificamse na subposição 8517.30.49 sujeita ao II à alíquota de 33%, que é o que está sendo exigido pelo auto de infração. Para elucidar se os produtos importados cumpriam a exigência, a unidade responsável pelo seu desembaraço requereu laudo técnico para que fosse respondido: 1. No que consistem as mercadorias constantes da adicão 001? 2, As mercadorias formam una Central ou um conjunto de Centrais de Comutação de Pacotes? Justifique. 3. Caso a resposta ao quesito anterior seja negativa, informar se as unidades podem ser consideradas isoladamente como Centrais de Comutação de Pacotes? 4, Casei resposta ao quesito anterior seja positiva, informar se cada uma das Centrais apresenta "Velocidade de Tronco Superior a 72 Kbps” e se a "Capacidade de comutação iguala ou supera 3.600 pacotes por segundo”?' 5. Outras informacões que julgar necessárias A resposta a essas questões, assinada pelos engenheiros Hermann Kogos CREA 21.555/D e Sérgio de Campos Gomes, CREA 140.912/D, consta às fls. 14/15 e registra: 1 A conferência física das mercadorias Importadas pelo Banco Bradesco, procedentes dos EUA, fabricadas e exportadas pela Telematics International Inc., permitiu a constatação de que as mesmas consistem em: Fl. 605DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10314.002494/9558 Acórdão n.º 9303002.094 CSRFT3 Fl. 11 3 01 x Unidade ACP70 básica PIN # 7702101, com a seguinte configuração de Hardware/Software: 2 MB de memória, PIN #1 7706002 03 X módulos com 04 x V.24 – (RS232), PIN # 7703001 01 x mod. VHSL com 02 x V.24(RS232),PIN# 7710024 01 x módulo para conexão de uma LAN Ethernet 01 x módulo de personalização de Software PIN # 7499/PKA – (SW/AS/SNA/IP/DSP/PKA) 69 x Unidades ACP70 básicas PIN # 7702101, com a seguinte configuração de Hardware/Software: 2 MB de memória, PIN #1 7706002 03 X módulos com 04 x V.24 – (RS232), PIN # 7703001 01 x mod. VHSL com 02 x V.24(RS232), PIN# 7710024 01 x módulo para conexão de uma LAN Ethernet 01 x módulo de personalização de Software PIN # 7499/PKS – (SW/AS/SNA/IP/DSP/PKS) 2 Não, pois as unidades ACP70 destinamse ao interfaceamento entre LAN's e WAN's. isto é, redes locais e redes geográficas de longa distância de forma isolada. São montadas em gabinetes dotados de alimentação independente, possuem unidade de processamento tipo 486 'customizada'. memória e interfaces de comunicação dedicadas. não havendo a possibilidade de interação de um módulo sobre outro a nível de controle operacional, ou seja, cada unidade realiza seu próprio gerenciamento para transmissão e recepção de pacotes ao longo de uma rede X25. 3 Sim, pois as unidades ACP (Access Communication Processor) permitem que pacotes de dados sejam conduzidos em circuitos virtuais estabelecidos ao longo de Linhas tronco, dentro de padrões estabelecidos pelo protocolo X25 de REMPACK, ou Rede de Comutação de Pacotes 4 Não, as unidades ACP,.não atendem nenhuma das duas características questionadas pelo quesito, devido aos seguintes motivos: I Todas as Linhas Tronco de Comunicação estão vinculadas a Interfaces de Comunicado V.24, que possuem uma limitação de velocidade igual a 64 Kbps,sem considerar que a velocidade máxima de comunicado no padrão X25 está limitada a 19.2 Fl. 606DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 4 Kbps.Nesta condição, mesmo prevalecendo a velocidade da Unidade ACP, esta não atinge o limite mínimo necessário de 72 Kbps por tronco. II – Se considerarmos todas as interfaces de comunicação da unidade ACP, veremos que ao longo das WAN's, as Linhas Tronco é que limitarão o número máximo de pacotes a serem chaveados, pois ainda que o Link Ethernet permita uma velocidade de acesso de até 10 Mbps, não conseguimos atingir este nível de trafego, pois só possuímos um total de: 12 x canais V.24 de 64 Kbps 02 x canais VSHL V.24 de 645 Kbps Se utilizarmos todos os caminhos de comunicação possíveis, teremos um total de: 14 x canais V.24 de 64.000 bps ou 896.000 bps (bits por segundo) Sabendose que 01 Byte = 08 bits, temos: 896.000/8 = 112.000 Bps (Bytes por segundo) No padrão X25, o tamanho de 01 pacote é de 126 Bytes. Logo 112.000/128 = 875 pacotes por segundo 5 Conclusão. Como á notório peles exposições feitas neste relatório, as unidades ACP, apesar de se destinarem á comutação .de pacotes, tal como declarado, estão bastante longe de atingir as características de velocidade e troughput declaradas. Nada mais a acrescentar Lavrado o auto de infração, a empresa vemse defendendo com o argumento, novamente repetido nas contrarazões ao recurso especial, de que as centrais importadas, embora possam operar isoladamente, podem também ser interligadas vindo a constituir uma nova central, com capacidade de processamento que atende à exigência fiscal. Vale transcrever a tese da defesa, que veio a ser aceita pela Câmara recorrida: Ocorre porém, "data maxima venia", que muito embora as unidades ACP's importadas possam ser consideradas isoladamente como Centrais de Comutação de Pacotes, no caso concreto formam na realidade uma rede de nós de pacote, conforme demonstrado em trabalhos técnicos apresentados pela Telematics International Inc., fabricante dos equipamentos importados, e pela CPM Comunicações, Processamento e Mecanismos de Automação Ltda., sua representante exclusiva no Fl. 607DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10314.002494/9558 Acórdão n.º 9303002.094 CSRFT3 Fl. 12 5 Brasil, ambos posteriormente corroborados pelo Relatório Técnico elaborado pelo INT. Assim, instaladas segundo a configuração demonstrada no relatório técnico já constante dos autos (doc. 02 da impugnação), cada 10 unidades ACP 70 formam uma única central, com características técnicas que em muito superam os requisitos necessários ao seu enquadramento no item 8517.30.41 da TEC, conforme restou confirmado pelo Relatório Técnico elaborado pelo INT... (...)Salientese também que não se trata, como pretendeu a d. autoridade administrativa e sustenta a Recorrente, com base no voto vencido do ilustre Conselheiro Paulo de Assis, de uma mera ligação em rede de unidades autônomas, mas de uma configuração especifica de instalação em virtude da qual se obtém uma única central de capacidade muito superior. Realmente, o Recorrido importou não várias unidades ACP 70, cada uma delas "constituindose uma unidade autônoma", como sustenta a Recorrente, mas sim uma rede de nós de pacotes composta por 70 ACP70. Tanto é assim que o Recorrido apresentou ao representante do fabricante do equipamento no Brasil pedido exatamente nesse sentido (doc. 5 anexo à impugnação). Por conta dessa alegação, decidiu a Câmara recorrida em primeira assentada converter o julgamento em diligência para que novo laudo técnico fosse elaborado de modo a dirimir o correto enquadramento na TEC respondendo às mesmas questões inicialmente formuladas pela fiscalização (laudo de fls. 14/15) e mais às seguintes: 1. A mercadoria importada, ACP 70, individualmente, constitui unidade autônoma e independente? 2. A operação de interligação de várias unidades do ACP 70, modifica ou transforma a unidade individualizada? Justifique. 3. As unidades ACP 70 interligadas pelo barramento ETHERNET resultarão em velocidade de tronco igual ou superior a 72 kbits/segundo e comutação superior a 3600 pacotes/segundo? 4. A operação de interligação de várias unidades do ACP 70, na forma das fls. 36 a 42, transforma a unidade ACP 70, em parte de um outro produto ? Justifique. 5. Havia outras tecnologias para as Centrais Automáticas de Comutação de pacotes, à época dos fatos, que não se utilizavam da interligação de várias unidades autônomas, ou seja, que em um único corpo tem capacidade de comutação superior a 3600 pacotes por segundo e velocidade de tronco superior a 72 kbits por segundo? Explicar.. Fl. 608DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 6 Em resposta, o INT apresentou o Relatório Técnico nº 003/2001 (fls. 143/156), assinado pelos engenheiros Geraldo Lima Rangel CREA/RJ nº 801019584D e Carlos Alberto Marques Teixeira, CREA/RJ nº 43219D, do qual extraio: (...) 4. A mercadoria, em questão, tratase de produto eletrônico aplicado à automação bancária, necessitando estar sempre atualizado tecnologicamente. Devido ao longo tempo passado desde a importação, a Central de Comutação, modelo ACP 70, tomouse um equipamento obsoleto, não sendo mais utilizado pelo Banco Bradesco tendo, as partes do equipamento, sido desmontadas não sendo possível realizar testes no Brasil, porém, este mesmo equipamento encontravase estocado no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América em condição de ser utilizado para simulação em laboratório. 5. No dia 5 de novembro de 2000, o Engenheiro Genaldo Lima Rangel, da Divisão de Avaliação Tecnológica, do Instituto Nacional de Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, acompanhado dos funcionários da CPM: Flávio Cappelletti Júnior (Diretor Administrativo) e Katsumi Ota (Gerente de Suporte) visitou a empresa NETKIT SOLUTION situada em "Agoura Road 26630, Condado de Calabasas, Los Angeles, Califórnia, CA91302" nos Estados Unidos da América, com o objetivo de realizar uma perícia técnica nos equipamentos denominados Centrais Automáticas de Comutação de Pacotes, marca TELEMETICS, modelo ACP 70. 16. Em resposta aos quesitos formulados pela Autoridade Autuante, acima transcritos, podemos afirmar que: 1) São Centrais Automáticas de Comutação de Pacotes, marca TELEMETICS, modelo ACP 70, constituídos de Módulo de Memória, Módulo de Protocolo V.24, Módulo VHSL e de Módulo LAN ETHERNET. 2) O equipamento operando independentemente apresentase como uma central de módulo individual constituindose em unidade autônoma, porém, tal equipamento tem características modulares podendo formar um conjunto de centrais devido sua capacidade de interconexão. 3) Prejudicado. 4) Não. O equipamento ACP70 operando independentemente não atinge a velocidade de comutação de pacotes superior a 3600 pacotes por segundo, porém, quando interligados ultrapassam esse parâmetro. 5) As entidades que trabalham com finanças e estão sempre conectados entre suas agências, suas unidades de compensação, com outras entidades, com clientes pessoas fisicas e/ou jurídicas necessitam comutar um grande número de banda passante (THROUGHTPUT), e, para atingir este objetivo estão sempre ampliando a velocidade de comutação de pacotes, devido a isso utilizam várias centrais tendo cada uma vários equipamentos Fl. 609DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10314.002494/9558 Acórdão n.º 9303002.094 CSRFT3 Fl. 13 7 iguais, pois, são modulares, compatíveis, de expansão programável e em caso de problemas entre eles ainda assim funcionam via linha ETHERNET. Devido a isso o Banco Bradesco importou setenta equipamentos iguais com o objetivo de instalar sete centrais de comutação tendo em cada uma 10 equipamentos ACP 70. (...) 17. Em resposta aos quesitos formulados pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes acima transcritos, podemos afirmar que: 1) Sim, conforme já mencionado e exibido durante os testes o equipamento ACP 70 tem característica modular que pode operar também na forma de módulo individual constituindo em unidade autônoma e independente, porém, não se restringe a esse modo de operação. 2)Sim. Conforme foi demonstrado nos testes a interligação de várias unidades do ACP 70 permite o aumento da capacidade de comutação de pacotes (pps — pacotes por segundo). 3) Sim, o equipamento ACP 70, em modo independente, possui velocidade de tronco de Megabits/seg e capacidade de comutação de 700 pacotes por segundo, quando interligados, podem possuir comutação superior a 3600 pacotes por segundo. 4) Sim, devido a facilidade de interligação dos equipamentos independentes do ACP 70, após interligação, configurase uma central de comutação com maior capacidade de comutação. 5) Sim, dependendo do fabricante, o acabamento dado por cada central pode configurarse de maneiras diferentes, sendo a forma modular a mais usual e prática. E com base nessa informação, o relator a quo concluiu: Dessa conclusão, divergiram os Conselheiros Zenaldo Loibman, Carlos Fernando Figueiredo de Barros e Paulo de Assis, tendo o último apresentado declaração de voto. O recurso especial reitera as conclusões do laudo inicial e aponta que mesmo naquele por último produzido consta a afirmação de que as centrais não atendem, quando operando isoladamente, aos requisitos para enquadramento no código pretendido. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Fl. 610DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 8 Inicialmente, entendo que o recurso especial atende aos requisitos para sua admissibilidade, contestada nas contrarazões apresentadas. É que, diferentemente de tantos outros “baseados na contrariedade à prova dos autos”, ele não aponta uma contrariedade genérica, isto é, não afirma que o “conjunto probatório” teria sido contrariado. Pelo contrário, é específico em apontar qual exatamente teria sido a prova contrariada, in casu, o laudo técnico de fls. 14/15 e o relatório técnico em que, supostamente, se baseou a decisão. E isso porque ambos afirmam que o equipamento importado não alcança a velocidade de processamento exigida para o enquadramento fiscal pretendido. O segundo, além disso, afirma que, quando reunidos, o conjunto daí resultante alcança. Admito, pois, o recurso. Seu julgamento depende, como bem apontado pelo voto recorrido, do aspecto que seja privilegiado nas informações técnicas já produzidas, isto é, se deve prevalecer o fato de que cada unidade não atinge a velocidade requerida ou o de que, reunidas dez unidades, a velocidade do conjunto supera o requisito. E essa definição decorre, como também aduzido pelo i. relator a quo, de qual regra de classificação deva prevalecer. Com efeito, a prevalência do entendimento do fisco está condicionada à adoção da regra geral de interpretação do sistema harmonizado (RGI) nº 1, assim redigida: REGRAS GERAIS PARA INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO A CLASSIFICAÇÃO DAS MERCADORIAS NA NOMENCLATURA REGESE PELAS SEGUINTES REGRAS: REGRA 1 OS TÍTULOS DAS SEÇÕES, CAPÍTULOS E SUBCAPÍTULOS TÊM APENAS VALOR INDICATIVO. PARA OS EFEITOS LEGAIS, A CLASSIFICAÇÃO É DETERMINADA PELOS TEXTOS DAS POSIÇÕES E DAS NOTAS DE SEÇÃO E DE CAPÍTULO E, DESDE QUE NÃO SEJAM CONTRÁRIAS AOS TEXTOS DAS REFERIDAS POSIÇÕES E NOTAS, PELAS REGRAS SEGUINTES Já a posição pretendida pela empresa depende de que se aplique ao caso a regra geral nº 2, que estabelece: REGRA 2 a) QUALQUER REFERÊNCIA A UM ARTIGO EM DETERMINADA POSIÇÃO ABRANGE ESSE ARTIGO MESMO INCOMPLETO OU INACABADO, DESDE QUE APRESENTE, NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA, AS CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DO ARTIGO COMPLETO OU ACABADO. ABRANGE IGUALMENTE O ARTIGO COMPLETO OU ACABADO, OU COMO TAL CONSIDERADO NOS TERMOS DAS DISPOSIÇÕES PRECEDENTES, MESMO QUE SE APRESENTE DESMONTADO OU POR MONTAR. Fl. 611DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10314.002494/9558 Acórdão n.º 9303002.094 CSRFT3 Fl. 14 9 b) QUALQUER REFERÊNCIA A UMA MATÉRIA EM DETERMINADA POSIÇÃO DIZ RESPEITO A ESSA MATÉRIA, QUER EM ESTADO PURO, QUER MISTURADA OU ASSOCIADA A OUTRAS MATÉRIAS. DA MESMO FORMA, QUALQUER REFERÊNCIA A OBRAS DE UMA MATÉRIA DETERMINADA ABRANGE AS OBRAS CONSTITUÍDAS INTEIRA OU PARCIALMENTE DESSA MATÉRIA. A CLASSIFICAÇÃO DESTES PRODUTOS MISTURADOS OU ARTIGOS COMPOSTOS EFETUASE CONFORME OS PRINCÍPIOS ENUNCIADOS NA REGRA 3 Como se vê, as regras gerais de classificação aplicamse de forma sucessiva, isto é, somente se passa para a RGI 2 se a primeira não for suficiente para a classificação. No presente caso, e contrariamente ao defendido pela empresa em contra razões, o equipamento importado foi “central de comutação de pacotes” (assim consta em sua DI às fls. 06 dos autos) e não uma rede de nós de pacotes composta por 70 ACP70. E o equipamento “central de comutação de pacotes” é expressamente referido no texto da suposição 8517.30.4; quando atinge as velocidades indicadas classificase no item 1 e quando não, no 9. Não há, portanto, qualquer necessidade de se recorrer à RGI nº 2. Tal necessidade apenas existiria se as respostas técnicas houvessem definido que o equipamento individual importado, nessa condição, isto é, individualmente, não é uma central de comutação mas apenas parte de uma central. Aliás, é exatamente isso o que diz o Parecer Normativo COSIT citado pela empresa em suas contrarazões: "...se um artigo completo e acabado se classifica em determinada posição, subposição ou item, por força da 2a Regra Geral para Interpretação 'a' sua classificação não se altera pelo fato de ele se apresentar sob a forma de um conjunto de partes e/ou peças, ou', seja, é indiferente, para determinar o código de classificação de um artigo da NBM, se ele se apresenta completo, incompleto ou, sob a forma de um conjunto de partes e/ou peças...”. Em outras palavras, o que se diz (do mesmo modo que a própria RGI) é que se centrais de comutação se classificam na posição 8517.30.49, quando completas, (e é o caso) aí também se classificarão se forem importadas de forma incompleta e/ou inacabada. Ainda mais especificamente, se a empresa tivesse importado não a central completa ACP 70, mas as suas partes constitutivas, e mesmo que não todas desde que esse conjunto já lhe desse sua característica essencial. Mas a regra não vale para frente, ou seja, se o que se importa é central de comutação não muda nada na classificação se a importação é de uma unidade ou se são setenta unidades. Para arrematar, o fato de que essas setenta possam ser reunidas para aumentar a velocidade de processamento que cada uma individualmente tem não transmuta em “partes de central de comutação” o que central de comutação já é. Fl. 612DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 10 Com essas considerações, voto por dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional para restabelecer a autuação praticada, dado que o imposto de importação é de fato devido no montante ali exigido. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 613DF CARF MF Impresso em 22/02/2013 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR ALVES R AMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10845.007006/91-21
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 03 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Jul 03 00:00:00 UTC 1996
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL - ESPIRULINA.
Alíquota ESTABELECIDA EM "EX" POR PORTARIA MINISTERIAL:
1. Produto "Espirulina", identificado como alga monocelular morta, em pó (microorganismo monocelular morto, em pó) classifica-se no código TAB SH 2102 20 9900.
2. Reconhecida para a importação a alíquota de 20% criada pela
Portaria MEFP 564/90. Vigente na data do registro da Declaração de
Importação relativa ao produto "Espirulina".
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-28.463
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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Produto "Espirulina", identificado como alga monocelular morta, em pó (microrganismo monocelular morto, em pó) classifica-se no código TAB SH 2102 20 9900. 2. Reconhecida para a importação a aliquota de 20% criada pela Portaria MEFP 564/90. Vigente na data do registro da Declaração de Importação relativa ao produto "Espirulina". RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasflia-DF, 03 de julho de 1996 J OLANDA • g STA RES DENTE e RELA o PROCURADOR DA • 9 DA NACIONAL atroe Cailgiat tadD0.0VISTA EM2 2 O U T 1996 . , ifrertfina° F atenda ~watt d• Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : ANELISE DAUDT PRIETO, NILTON LUIZ BARTOLI, LEVI DAVET ALVES, GUINEZ ALVAREZ FERNANDES, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES. Ausentes os Conselheiros SERGIO SILVEIRA MELO e FRANCISCO RITTA BERNARDINO. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.130 ACÓRDÃO N° : 303-28.463 RECORRENTE : NATURALIS ALIMENTOS NATURAIS LTDA RECORRIDA : DRF - SANTOS/SP RELATOR(A) : JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO Retorna este processo, de diligência encaminhada ao LAIIANA- Santos, com a Resolução n° 303-542, de 3 de fevereiro de 1993, que leio em sessão. A resposta do órgão técnico oficial está contida na sua Informação Técnica n° 021/96, às fls. 38/39 que a seguir transcrevo: "PROCESSO N° 10845.007006/91-21 INTERESSADA: NATURALIS ALIMENTOS NATURAIS LTDA. INFORMACÃO TÉCNICA N° 021196 Em atendimento à solicitação de informação técnica constante à folha 37 do presente processo referente à mercadoria "ALGAS SPIRULINA", de interesse da firma em epígrafe, informamos: Pergunta a) A mercadoria importada, identificada como espirulina, uma microalga molecular morta, pode dizer-se que é microorganismo monomolecular mono? Resposta - Sim, Espirulina é uma microalga monocelular morta; microorganismo monocelular morto. Pergunta b) Verificou-se que apresenta as características das matérias pécticas ou pectinatos ou pectatos no sentido da subposição 1302-20 da TAB/SH e as Notas Explicativas correspondentes? Resposta - Não, a mercadoria não apresenta características de matérias pécticas. Pergunta c) Caso seja negativa a última resposta em que condições uma espirulina poderia apresentar as referidas características? Resposta - Segundo Referências Bibliográficas, as Pectinas incham primeiro na água e depois formam soluções coloidais. Desse modo, embora existam algumas algas e plantas aquáticas que apresentam na sua composição alto teor de poliçsararídeos hidrofílicos e coloidais, como o ágar, alginatos e carragena, a Espirulina faz parte de uma variedade de alga, a azul esverdeada, que justamente não apresenta essa característica. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.130 ACÓRDÃO N° : 303-28.463 Portanto, desconhecemos em que condições a Espirulina poderá apresentar as características de matérias pécticas. Pergunta d) Outros dados informativos que entender necessários para a solução do problema. Resposta - De acordo com Referências Bibliográficas, a Espirulina é constituída de: Proteína Bruta : 55-65% Gorduras : 2-6% Carboidratos : 10-15% Fibras : 1-4% Cinzas : 5-12% Umidade : 5-10% Quanto as Matérias Pécticas, descreve que se trata de um grupo complexo de Polissacarideos, encontrados nas células das paredes das plantas e, constituídas principalmente de Ácidos Poligalacturônicos de alto peso molecular. As principais fontes da Pectina são polpas de maçãs e as cascas de cítricos. Dessa maneira, ratificamos integralmente a Conclusão e as Respostas aos Quesitos do Laudo de Análise n° 6677/90 do Pedido de exame n° 442/142: Trata-se de Espirulina, uma Microalga Monocelular Morta, em pó." É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CAMARA RECURSO N° : 115.130 ACÓRDÃO N° : 303-28.463 VOTO Duas são as questões suscitadas neste processo fiscal: uma, de classificação tarifária para o produto ESPIRULINA e a outra, de alíquota "ad valorem" criada para dita mercadoria, por Portaria Ministerial. Para a classificação, duas opções são finalmente cogitadas: código 1302 20 9900, pretendida pela recorrente e 2102 20 9900, preferida pelo fisco. Uma outra classificação, aquela adotada no despacho de importação foi descartada, tanto pelo fiscal que não a aceitou quanto pela empresa que dá preferência ao código 1302 20 9900 em vista da alíquota prevista em "EX". Pelo que se contém nos autos, claro está que o produto ESPIRULINA, identificado como sendo microalga monocelular morta, em pó, corresponde ao microorganismo monocelular morto de que trata o código TAB-SH 2102 20 9900 "OUTROS", que prevê microalga monocelular morta, em pó. Cometeu engano, por conseguinte, a recorrente ao atribuir à sua mercadoria o código 1211-90- 9900, sendo de ressaltar que a Nota 5, letra "a" do Cap. 12 remete para a posição 2102 "os microrganismos monocelulares mortos". Quanto à Portaria Ministerial que criou a alíquota de 20% para o produto denominado ESPIRULINA, é de lembrar que objetivou alterar alíquotas "ad valorem" de diversos produtos, com vigência até 31/12/91. Referiu porém, equivocadamente, o código 1302-20-9900, porquanto, segundo o LABANA, a ESPIRULINA não tem as características das mercadorias desta posição tarifária e acrescenta que desconhece em que condições este material poderia apresentar-se como "matéria péctica." No caso desta importação, como a mercadoria foi importada na vigência da Portaria MEFP 564, de 28/09/90 (DO de 01/10/90) com validade até 31/12/91, e porque a alíquota de 20% foi atribuída diretamente ao produto, forçoso será reconhecer o direito da recorrente à mesma alíquota de 20%. Com efeito, a criação de "EX" de destaque, em códigos tarifários não pretende corrigir nem alterar a Nomenclatura mas tão só atribuir a certas mercadorias um tratamento fiscal diferenciado, de modo que a citação do código tarifário tem mero valor indicativo como para orientar os usuários, mas sem corrigir conceitos nem alterar as definições contidas na lei tarifária. it —Em conclusão, VOTO para classificar ESPIRULINA, alga monocelular morta, em pó, no código tarifário 2102 20 9900 e, ao mesmo tempo, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CAMARA RECURSO N° : 115.130 ACÓRDÃO N° 303-28.463 para reconhecer para o produto submetido a despacho com a DI n° 45 644, de 08/11/90 da DRF em Santos-SP, a aliquota prevista na Portaria MEFP-564/90 criada para o mesmo produto. Sala das Sessões, em 03 de julho de 1996 - JO â ANDA COSTA - RELATOR _ _ Page 1 _0007700.PDF Page 1 _0007800.PDF Page 1 _0007900.PDF Page 1 _0008000.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.908553/2009-22
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002
DECISÃO NÃO CONTESTADA.
Considerar-se-á não recorrida a matéria que não for expressamente
contestada pelo interessado.
Numero da decisão: 3803-001.368
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 DECISÃO NÃO CONTESTADA. Considerarseá não recorrida a matéria que não for expressamente contestada pelo interessado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1024.217, de 4 de março de 2010, da DRJPorto Alegre/RS, fls. 22 a 23, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Fl. 151DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 A nãohomologação da compensação declarada fundamentase na falta de comprovação do pagamento indicado na declaração de compensação. Na manifestação de inconformidade apresentada a interessada “contesta o Despacho alegando que, ao fazer levantamento de importâncias pagas a título de Pis e Cofins, constatou a existência de valores pagos a maior a título das contribuições. Afirma que houve tributação indevida sobre valores repassados a terceiros, que deveriam ter sido excluídos da base tributável da contribuição com base no disposto no art. 3º, §2º, inciso III, da Lei n° 9.718/1998, o que teria gerado indébitos compensáveis. Transcreve decisões judiciais favoráveis ao seu pleito. Não traz ao processo qualquer comprovação da existência do DARF indicado na DCOMP.”, nos termos do relatório do acórdão recorrido. Em seu julgamento, a DRJ/Porto Alegre, considerou inexistente o direito creditório, seja pela falta de comprovação do recolhimento indicado, seja pela impossibilidade de conferir eficácia ao dispositivo legal que, não tendo o atributo da autoexecutoriedade, foi revogado pela Medida Provisória n° 1.99118, de 2000. Cientificada da decisão em 05 de maio de 2010, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 36 a 45, em 21 de maio de 2010, em que não se contrapõe à decisão recorrida, mas busca alcançar por meio do recurso outro fim, nos termos como registra a seguir o seu pedido: “antes de adentrar (mos) aos fatos do presente recurso fazse necessário deixar claro que a empresa não busca a reforma da decisão que manteve a decisão de não homologação dos créditos tributários, exarada pela Delegacia da Receita.”. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, porém não atende a todas as condições de admissibilidade. No requerimento de fl. 24, dirigido ao Delegado da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre, a empresa informa que aderiu ao parcelamento instituído pela Lei n.°11.941/2009, que se deu em 21 de setembro de 2009. A Agência da Receita Federal em Guaíba, órgão jurisdicionante da contribuinte, atendendo o recomendado pelo SEORT/DRF/Porto Alegre intimou a requerente do resultado do seu pleito de desistência de interpor recurso voluntário, para confirmar a adesão no dito parcelamento, nos termos abaixo: Informar, que referente a Desistência do direito a interpor Recurso Voluntário, protocolada em 19/03/2010, não há de se considerar, tendo como base a Portaria Conjunta PGFN/RFB n o 13, de 19 de novembro de 2009, Art. 29 que determina: "Os prazos para desistência de impugnação ou recurso administrativos ou de ação judicial de que batam o caput do art 13e o § 40 do art. 32 da Portaria Conjunta PGFN/RFI3 No 6, de 2009, ficam prorrogados para 28 de fevereiro de 2010." Fl. 152DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11080.908553/200922 Acórdão n.º 3803001.368 S3TE03 Fl. 141 3 Informar, ainda, que é facultado à interessada, no mesmo prazo de 30 dias da intimação, o direito de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. [grifos do original] A recorrente expressamente declara que não contesta a decisão de primeira instância, que não homologou as compensações, e o que almeja – completa: e sim pretende ver CONSOLIDADA SUA ADESÃO AO PARCELAMENTO INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/09, inobstante não ter havido protocolo de petição de desistência dos recursos administrativos dentro do prazo estipulado pela Portaria Conjunta n°. 13/2009, pelas razões de fato e de direito que passa a expor. Na linha do que enuncia o art. 14 do Decreto nº 70.235, de 1972, “A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento.”, o recurso voluntário permite a continuidade do litígio na esfera de julgamento de segundo grau, vale dizer, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Assim deixa claro o art. 56 da Lei nº 9.784, de 1999, litteris: Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. No mesmo diapasão do art. 17, que estabelece: que “considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997), matéria que não houver sido expressamente contestada na decisão de piso, será considerada não recorrida. Não é escopo deste processo decidir acerca da inclusão ou não de débitos em programa de parcelamento. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso. Sala das sessões, 02 de março de 2.011 Belchior Melo de Sousa Fl. 153DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11080.908553/200922 Interessada: SINALIZADORA RODOVIÁRIA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803001.368, de 02 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 02 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 154DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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