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Numero do processo: 35226.002776/2006-06
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 01/02/2005
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 08 DO STF. DECADÊNCIA PARCIAL.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segundo a formula do artigo 150, § 4°, ou pela do artigo 173,1, todos da Lei 5.172/66 - CTN, tendo em vista o período de apuração e a data do lançamento e a ciência do contribuinte, exato para uma competência.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2803-000.333
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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S2-TE03 Fl. 146 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35226.002776/2006-06 Recurso n° 254.279 Voluntário Acórdão n° 2803-00.333 — 3' Turma Especial Sessão de 19 de outubro de 2010 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS FORA DA FOLHA; CONRIBUINTES INDIVIDUAIS. Recorrente EMPRESA 0 DIA LTDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA EM TERESINA - PI ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 01/02/2005 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 08 DO STF. DECADÊNCIA PARCIAL. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n 08.212 de 1991. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segundo a formula do artigo 150, § 4°, ou pela do artigo 173,1, todos da Lei 5.172/66 - CTN, tendo em vista o período de apuração e a data do lançamento e a ciência do contribuinte, exato para uma competência. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). HELTO C EDUARDO DE-Obl\TIRA - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Debito - NFLD tem por objeto a exigência de contribuição previdencidria, sobre remunerações de empregados fora da folha de pagamento e de contribuintes individuais fora da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Inforrnações à Previdência Social — GFIP, bem como das duas rubricas anteriores, porém antes do sistema de arrecadação simples, decorrente de procedimento fiscal empreendido no sujeito passivo a partir de 02/02/2006, fls. 37, ate 28/04/2006, fls. 43, sendo que neste procedimento o período de apuração foi de 01/1999 a 09/2006, conforme MPF's, de fls. 37 e 38. 0 sujeito passivo, as fls. 47 a 74, apresentou sua defesa/impugnação, acompanhada dos documentos, de fls. 75 a 89. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 93, uma vez que o contribuinte foi cientificado do AI, em 10/05/2006, AR, fls. 45, e em 25/05/2006, protocolizou a impugnação, fls. 90. A Delegacia da Receita Previdencidria em Teresina — PI emitiu a Decisão- Notificação — DN N° 44.016.020.05/0022/2007, fls. 97 a 104, em 22/02/2007. Na qual a autuação foi considerada procedente. 0 contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 12/03/2007, AR, fls. 106. Iffesignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, fls. 109, com razões recursais, as fls. 110 a 130, onde alega em síntese. • 0 crédito é decadente, aplicação do CTN as contribuições previdencidrias. • Que a aliquota do SAT foi majorada indevidamente, servindo esta para financiar as aposentadoria especiais e as do giilrat, estando regulada o artigo 400 e seguintes da IN 100; • Que a recorrente não pode ser enquadrada em grau médio - aliquota 2% em razão da especificidade dos seus serviço e dos investimentos em prevenção. • Que segundo o STJ a aliquota SAT deve ser aferida em relação ao grau de risco de estabelecimento da empresa, que ao se aplicar este entendimento a recorrente verifica-se que ela possui estabelecimento que não se enquadra em risco médio; • Que o artigo 10 da Lei 10.666/2003 permite a redução do SAT em 50% ou sua majoração em 100%, conforme definido pelo CNPS, sendo a empresa merecedora desta redução, pois seu LTCAT atestam seu investimento em segurança, apesar da falta de regulamentação; 2 Processo n° 35226.002776/2006-06 S2-TE03 Acórdão n.° 2803 -00.333 Fl. 147 • Que com as Lei 7.787/89 e 8.212/91 a contribuição para o Incra foi extinta essa é a posição do STJ. • Finaliza pedindo: a) conhecimento e provimento do recurso; b) reforma da decisão a quo; c) reconhecimento da decadência no lustro legal; d) redução da aliquota SAT para 1%; e) exclusão do rubrica Incra do crédito discutido. o Relatório. Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator 0 recurso foi interposto tempestivamente, em 11/04/2007, conforme, fls. 109 e 139. No que tange ao depósito recursal a empresa foi dispensada deste em razão do Provimento do Agravo de Instrumento n° 2007.01.00.011036-0 PI no MS 200740000013990, fls. 136, bem como pela Sentença, de fls. 141 e 142, que concedeu a segurança no MS. Pressupostos superados, passo ao exame das questões preliminares ao mérito especificamente quanto a decadência. 0 Supremo Tribunal Federal, confonne entendimento sumulado, Sumula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante 8"Siio inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Súmula de n " 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. 0 Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisdo de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Verifica-se da leitura do Relatório Fiscal da Notificação - REFISC, de fls. 34 a 36, que a notificação se restringe ao período de 01/1999 a 12/1999 e ainda 02/2006 — referente exclusivamente a diferenças de acréscimo legais — DAL. Desta forma, como não seria mais possível incluir as competências que antecedem ao ano de 2000 no procedimento fiscal, pois anteriores ao período em que a fiscalização estaria legalmente autorizada a examinar a documentação do contribuinte, não cabe a presente notificação. Salvo quanto a competência 02/2006, que se refere exclusivamente a DAL, sendo que esta, porém em razão da falta de definição de sua competência origi ria das Se sZies;-em-1-9-de-outubro de 2010 A RDO DE 01114EIRA. deve ser excluída do presente crédito, urna vez que no REFISC o agente notificante sita que decorrente de recolhimento na competência 02/2006. Ocorre, no entanto, que do Relatório de Documentos Apresentados — RDA, de fls. 17 e 18, da competência 01/2004 a 09/2005, o contribuinte recolheu em 02/2006 e o crédito não especifica para qual delas o sistema está cobrando o DAL.. Os demais argumentos não serão analisados, tendo em vista que não refletem sobre diferenças de acréscimos legais, sendo que na competência sobejante s6 esta rubrica está sendo exigida. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DAR- LHE PROVIMENTO, reconhecendo que parte do crédito foi atingido pela decadência, e que a competência 02/2006, que se refere exclusivamente a Diferenças de Acréscimos Legal — DAL deve ser excluída, pois o crédito não esclarece qual sua competência origem. corno voto. 4
score : 1.0
Numero do processo: 12268.000214/2007-17
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 11/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. FOLHA DE PAGAMENTOS. ELABORAÇÃO DE ACORDO COM AS NORMAS PREVISTAS. OBRIGAÇÃO.
1. Constitui infração punível na forma da lei deixar de preparar folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos, conforme disposto no art. 225, I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99.
2. É obrigatória a inclusão em folhas de todos os pagamentos a segurados, independente da natureza salarial. Compete à autoridade fiscal identificar as parcelas integrantes ou não da base de cálculo das contribuições previdenciárias.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.948
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: AMÍLCAR BARCA TEIXEIRA JÚNIOR
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 11/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. FOLHA DE PAGAMENTOS. ELABORAÇÃO DE ACORDO COM AS NORMAS PREVISTAS. OBRIGAÇÃO. 1. Constitui infração punível na forma da lei deixar de preparar folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos, conforme disposto no art. 225, I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. 2. É obrigatória a inclusão em folhas de todos os pagamentos a segurados, independente da natureza salarial. Compete à autoridade fiscal identificar as parcelas integrantes ou não da base de cálculo das contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado.
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CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. FOLHA DE PAGAMENTOS. ELABORAÇÃO DE ACORDO COM AS NORMAS PREVISTAS. OBRIGAÇÃO. 1. Constitui infração punível na forma da lei deixar de preparar folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos, conforme disposto no art. 225, I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. 2. É obrigatória a inclusão em folhas de todos os pagamentos a segurados, independente da natureza salarial. Compete à autoridade fiscal identificar as parcelas integrantes ou não da base de cálculo das contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente) Fl. 301DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12268.000214/200717 Acórdão n.º 280300.948 S2TE03 Fl. 292 2 Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Amilcar Barca Teixeira Junior Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12268.000214/200717 Acórdão n.º 280300.948 S2TE03 Fl. 293 3 Relatório Tratase de Auto de Infração (CFL 30) lavrado em desfavor do contribuinte acima indicado, por infringência ao disposto no art. 32, inciso I, da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com o art. 225, inciso I e parágrafo 9°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1999, por deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS. A autuada não incluiu na sua folha de pagamento, os valores pagos a segurados listados nos demonstrativos denominados “Empregados”, “Contribuintes Individuais Autônomos”, “Contribuintes Individuais Fretes”, que prestara serviços à empresa no período de 01/1999 a 07/2006. O Contribuinte, devidamente notificado em 14 de dezembro de 2007, apresentou defesa tempestiva em 14 de janeiro de 2008. A impugnação foi julgada em 25 de abril de 2008, ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 11/12/2007 FOLHA DE PAGAMENTO EM DESACORDO COM PADRÕES. INFRAÇÃO. DECADÊNCIA. FOLHA DE PAGAMENTO. ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO. Constitui infração ao artigo 32, inciso I, da Lei nº 8.212/91, preparar folha de pagamento de salários dos segurados a serviço da empresa em desacordo com os padrões estabelecidos pelo órgão gestor da Seguridade Social. A lei ordinária federal pode fixar prazo decadencial e prescricional especifico para as contribuições previdenciárias, eis que a fixação de prazo não se vincula a hipótese de norma geral, havendo expressa autorização no § 4º do art. 150 do CTN. A obrigação de a empresa manter durante 10 anos as folhas depagamento devidamente preparadas não se vincula à decadência das contribuições previdenciárias, dada a existência de norma expressa nesse sentido. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12268.000214/200717 Acórdão n.º 280300.948 S2TE03 Fl. 294 4 É vedado aos órgãos do Poder Executivo afastar, no âmbito administrativo, a aplicação de lei, decreto ou ato normativo, por inconstitucionalidade ou ilegalidade. Lançamento Procedente Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, repetindo basicamente os mesmos argumentos apresentados na impugnação, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Em preliminar o sujeito passivo requer a extinção do lançamento, invocando ter havido a ocorrência do instituto da decadência. A imposição de diversas sanções sob um mesmo fundamento fático é postura que não se coaduna com o direito, contrariando os princípios da legalidade, da finalidade e da proporcionalidade, que norteiam a atividade do Estado. O auto de infração não procede também porque a multa imposta tem nítido caráter de confisco. Se no caso em apreço alguma infração tivesse efetivamente sido verificada, o comportamento da Recorrente estaria dirigido para um só objetivo, qual seja, não recolher as contribuições previdenciárias. Assim, a aplicação de eventual pena no presente caso não poderia ocorrer sem a observância do concurso formal. O auto de ser anulado por falta de previsão legal das multas, bem como pela cominação de pena por decreto, situação de ilegalidade e inconstitucionalidade. Em face do exposto, requer o Contribuinte se digne Vossa Excelência a receber, conhecer e prover o presente RECURSO VOLUNTÁRIO, para o fim de cancelar os Autos de Infração, dada a sua total improcedência. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12268.000214/200717 Acórdão n.º 280300.948 S2TE03 Fl. 295 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. A recorrente estava obrigada a confeccionar folha de pagamento com todas as remunerações pagas aos segurados a seu serviço. A obrigação de preparar folhas para todos os pagamentos a segurados vem expressa na legislação vigente, artigo 32, I, da Lei n. 8.212/9, e independe da obrigação principal de recolhimento das contribuições previdenciárias: Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; O Decreto n.º 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social traz no seu artigo 225, parágrafo 9º, os elementos que devem conter a folha de pagamento: Art.225. A empresa é também obrigada a: I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; (...) § 9º A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: I discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; IIagrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99) III destacar o nome das seguradas em gozo de salário maternidade; IV destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e V indicar o número de quotas de saláriofamília atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12268.000214/200717 Acórdão n.º 280300.948 S2TE03 Fl. 296 6 Pelo exposto, é obrigatória a inclusão em folhas de todos os pagamentos a segurados, independente da natureza salarial. Compete à autoridade fiscal identificar as parcelas integrantes ou não da base de cálculo das contribuições previdenciárias. Da análise dos autos percebese que o contribuinte realmente descumpriu a legislação tributária, a partir do momento em que deixou de incluir em sua folha de pagamento, os valores pagos aos segurados que lhe prestaram serviços, conforme se pode observar do Relatório Fiscal de Infração às fls. 23, in verbis: Empresa sob Auditoria Fiscal conforme Mandado de Procedimento Fiscal n. 09375443F00, de 05/02/2007. A autuada deixou de incluir em sua folha de pagamento, os valores pagos aos segurados listados nos demonstrativos denominados "Empregados", "Contribuintes Individuais Autônomos", "Contribuintes Individuais Fretes", "Contribuintes Individuais Remuneração Indireta" e "Contribuintes Individuais Conselho Fiscal", que prestaram serviços à empresa no período de 01/1999 a 07/2006, cujos beneficiários, valores e competências em que foram feitos os pagamentos estão identificados nos demonstrativos acima, além de contas e respectivos históricos, que foram extraídos de sua contabilidade. Esclareçase que a empresa elaborou folha de pagamento em todo período da auditoria fiscal, entretanto, deixou de incluir em sua folha de pagamento os valores acima citados. Nos termos do inciso I do artigo 32 da Lei n. 8.212, de 24/07/1991, a empresa é obrigada a preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pela Receita Federal do Brasil, não s6 de segurados empregados e de remuneração de diretores, foi o que aconteceu em sua folha de pagamento. (grifouse e destacouse) A multa punitiva foi aplicada nos estritos termos da legislação em obediência ao disposto pelos artigos 283, inciso I, e 373, ambos do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048/99. O artigo 283, inciso I, especifica a multa a ser aplicada frente à conduta da autuada e o artigo 373, determina que os valores expressos em moeda corrente referidos no Regulamento serão reajustados nas mesmas épocas e nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Frente à disposição legal, a multa foi aplicada de acordo com os valores constantes da Portaria MPS GM 142, de 11/04/2007, vigente à época da autuação e que reajustou o valor da multa prevista no artigo 283, do Regulamento da Previdência Social para R$1.195,13 (um mil cento e noventa e cinco reais e treze centavos). Vêse da análise dos autos, que constitui infração punível na forma da lei deixar de preparar folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu Fl. 306DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12268.000214/200717 Acórdão n.º 280300.948 S2TE03 Fl. 297 7 serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos, conforme disposto no art. 225, I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. É obrigatória, portanto, a inclusão em folhas de todos os pagamentos a segurados, independente da natureza salarial. Compete à autoridade fiscal identificar as parcelas integrantes ou não da base de cálculo das contribuições previdenciárias. A discussão a respeito de ter havido ou não decadência em parte do lançamento tornase despicienda, in casu, tendo em vista tratarse de multa fixa, bastando o descumprimento de apenas uma competência para o lançamento ser mantido na sua forma originária, como é exatamente a situação destes autos. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 307DF CARF MF Impresso em 15/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 6/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 30/08/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 10425.000360/2005-97
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE MOTIVAÇÃO PARA DESCARACTERIZAÇÃO DOS RECIBOS E DECLARAÇÕES.
Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos e declarações dos profissionais, que afirmaram a devida prestação de serviços e atendem às disposições legais, quando glosadas sem a devida fundamentação para sua desconsideração no auto de infração.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-000.774
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
PROVIMENTO ao recurso, para cancelar a glosa de despesas médicas no valor de R$ 33.341,26 (trinta e três mil, trezentos e quarenta e um reais e vinte e seis centavos).
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
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FALTA DE MOTIVAÇÃO PARA DESCARACTERIZAÇÃO DOS RECIBOS E DECLARAÇÕES. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos e declarações dos profissionais, que afirmaram a devida prestação de serviços e atendem às disposições legais, quando glosadas sem a devida fundamentação para sua desconsideração no auto de infração. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso, para cancelar a glosa de despesas médicas no valor de R$ 33.341,26 (trinta e três mil, trezentos e quarenta e um reais e vinte e seis centavos). (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Relator. EDITADO EM: Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado (Suplente convocado), Dayse Fernandes Leite e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório Fl. 76DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 13/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDO SO 2 Tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na 1ª instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 41/ 47, que considerou procedente em parte o lançamento relativo a “DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS”, no valor de R$ 33.571,26 “OS RECIBOS EMITIDOS PELAS PROFISSIONAIS REJANE M BORBOREMA, DANIELA M. BARBOSA CARNEIRO. EDNA MACEDO DOS SANTOS, EDJANE DOS SANTOS MANGUEIRA. IRACI BARBOSA DE MEDEIROS E ANUNCIADA DANTAS BARBOSA NÃO PODEM SER CONSIDERADOS DOCUMENTOS HÁBEIS PARA COMPROVAR DESPESAS MÉDICAS. POIS NÃO ESTÃO DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO. NÃO FOI CONSIDERADO O VALOR DE R$ 230,00 CONSTANTE DO RECIBO DA CLINICA DR. WANDERLEY. POIS O EXAME FOI REALIZADO EM PESSOA NÃO RELACIONADA COMO DEPENDENTE. E O CONTRIBUINTE NÃO COMPROVOU OS VALORES LANÇADOS COMO PAGAMENTOS EFETUADOS Á UNIMED” (fl. 06) Inconformado, o contribuinte impugnou que: “Os comprovantes atendem às exigências da legislação, pois contêm o nome, o endereço e o número de inscrição no CPF dos profissionais e CNPJ do plano de saúde, que receberam os pagamentos e a indicação em quem foram realizados os serviços, conforme documentação anexada. O Impugnante concorda com a glosa de parte da dedução de despesas médicas no valor de R$ 230,00, por não estar de acordo com a legislação citada pelo contribuinte. Alegou que necessitou de tratamento médico, odontológico, fisioterápico e psicológico no ano calendário de 2001, como comprovam as copias dos correspondentes recibos, os quais não foram acatados pela fiscalização sem justificar o motivo de ter considerado tal dedução indevida. ... O Impugnante relacionou, detalhadamente, em seguida, os nomes dos emitentes dos recibos e os serviços realizados, como também em quem foram executados, para dirimir quaisquer dúvidas que ainda existam:.....”(vide fls. 42 /43) “ (grifei) A decisão de 1ª instância para negar o pleito fundamentouse na assertiva de que "[...] não basta a disponibilidade de um simples recibo ou declaração, sem vinculação do pagamento ou da efetiva prestação do serviço, sobretudo quando se tratam de despesas na declaração que totalizam valores expressivos, quando o contribuinte tem plano de saúde próprio. Caberia ao contribuinte apresentar demais elementos de prova com o intuito de demonstrar efetiva prestação dos serviços [...hfnos seguintes termos de ementa: A ciência de tal julgado se deu por via postal em em 03/09/2009, e , consoante o AR – Aviso de Recebimento – respectivamente de fls. 54 . Fl. 77DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 13/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDO SO Processo nº 10425.000360/200597 Acórdão n.º 280200.774 S2TE02 Fl. 73 3 À vista da decisão, foi protocolizado, em 21/09 /2009, recurso voluntário de fls. 55/ 63, no qual o pólo passivo, através de sua inventariante (fl. 67) questiona a decisão proferida, requerendo a dedução no valor de R$ 30.680,00, conforme recibos e declarações apresentadas, Na peça recursal, a inventariante contesta que “os documentos apresentados estão totalmente em conformidade com a legislação, perfeitamente especificados e comprovados, nos moldes do exigido, posto que contêm NOME, CPF e ENDEREÇO (requisitos exigidos pela legislação pertinente) das prestadoras dos serviços, emitidos em recibos por elas assinados, e ainda, para melhor reforçar, apresentou declarações emitidos por todas as profissionais, as quais declaram com inteira responsabilidade a prestação dos serviço e o recebimento da quantia cobrada por seu trabalho, tudo isso com o especial escopo de garantir a idoneidade e veracidade das afirmações apresentadas.o contribuinte informando . ... Ainda fica desde já requerido que, na ocasião de vossa senhoria não compartilhar do mesmo entendimento nosso, seja o percentual referente à multa de oficio aplicado sobre o valor do imposto, no importe de 75%, erroneamente calculado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Campina Grande PB, reduzido a 10% sobre o valor inicialmente devido, por ser de legitimo direito, tendo em vista ser o recorrente falecido, nos moldes do inciso I, alínea b, do art. 964 do RIR/99,...” É o relatório Voto Conselheiro Lucia Reiko Sakae, Relator O recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Tratase de recurso voluntário em face da decisão que manteve o lançamento por glosa da dedução de despesas médicas pleiteadas. Salientese que o contribuinte falecera em 22/07/2006, conforme Certidão de Óbito (fl. 66), tendo sido cientificado da autuação em 22/02/2005 (conforme impugnação de fl. 01). Os valores das despesas glosadas são as seguintes: Profissional Área Recibos (fls.) Declaraçã o (fl. ) Valor (R$) REJANE M BORBOREMA odontologia 12 11 1.680,00 Fl. 78DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 13/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDO SO 4 DANIELA M. BARBOSA CARNEIRO 14 a 17 13 10.000,00 EDJANE DOS SANTOS MANGUEIRA fisioterapeuta 28 a 31 27 7.000,00 ANUNCIADA DANTAS BARBOSA 33 a 34 32 3.000,00 IRACI BARBOSA DE MEDEIROS psicóloga 23 a 26 22 7.000,00 EDNA MACEDO DOS SANTOS 19 a 21 18 2.000,00 UNIMED 35 2.661,26 subtotal 33.341,26 reconhecido pelo impugnante 230,00 total lançado 33.571,26 valor em recurso voluntário 33.341,26 Como citado nos autos, as deduções de base de cálculo encontram previsão legal no art. 8º, inciso II e §2º, da Lei nº. 9.250, de 26 de dezembro de 1995 e “II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. § 3º As despesas médicas e de educação dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de renda na declaração, observado, no caso de despesas de educação, o limite previsto na alínea “b” do inciso II deste artigo.” Ainda, dispõe o artigo 73 do Decreto 3000/1999 (RIR/99), abaixo in verbis, a necessidade da comprovação efetiva dos pagamentos efetuados ou justificação das despesas, a saber: “Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). § 2º As deduções glosadas por falta de comprovação ou justificação não poderão ser restabelecidas depois que o ato se tornar irrecorrível na esfera administrativa (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 5º).” (grifo nosso) Fl. 79DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 13/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDO SO Processo nº 10425.000360/200597 Acórdão n.º 280200.774 S2TE02 Fl. 74 5 Antes de adentrar na análise do caso em questão, quero registrar meu atual entendimento, desenvolvido com o desenrolar das discussões nas sessões, quanto à aplicabilidade do disposto no artigo 73 do RIR/99. Primeiramente devese observar que, à medida que tal dispositivo tem como base, o artigo 11 , § 3º do Decreto Lei n° 5.844, de 1943, fica a dúvida quanto à sua aplicabilidade após a Constituição de 1988, que consagrou o Estado Democrático de Direito, com observância do devido processo legal, direito ao contraditório e à ampla defesa. Ao mesmo tempo, como tal dispositivo continua sendo reproduzido, mesmo após 88, nos regulamentos que se sucederam, quer sejam no de 1994 e no de 1999, entendo que sua aplicabilidade deve ser considerada “constitucionalizadamente”. Não restam dúvidas que termos como “a juízo da autoridade lançadora”, pleiteadas deduções “exageradas”, deduções “incabíveis”, glosadas “sem audiência” do contribuinte, sem a devida fundamentação e esclarecimentos não se coadunam com o Estado Democrático de Direito, tampouco demonstram atendimento aos princípios constitucionais, pois, para que não pairem dúvidas quantos às exigências a serem comprovadas pelo contribuinte e a razão desse aprofundamento, fazse necessária a motivação da autoridade lançadora que não pode ao seu alvitre desconsiderar os comprovantes que apresentem os requisitos legais sem um mínimo de fundamentação para o não acolhimento. Assim, entendo que, em princípio, os recibos que atendam aos requisitos legais são os documentos hábeis à comprovação para efeito de dedução, salvo, quando a autoridade lançadora desconstituílos, apresentando a devida motivação e esclarecimentos minudentemente detalhados, para que o contribuinte possa se defender, inclusive, desse fundamento, contrapondose ou derrubando a motivação e as alegações que fundamentem a desconsideração dos recibos. Neste caso, observase pela descrição constante do lançamento (fl. 06) que não restou devidamente demonstrado quais especificações da legislação referente às deduções da base de cálculo com despesas médicas não foram atendidas pelos documentos apresentados. Somente o recibo indicado como do Dr. Wanderley foi descrito como inaceitável por se referir a tratamento de pessoa não caracterizada como dependente do contribuinte, fato, inclusive acatado pelo impugnante que acolheu a autuação. Desta feita, a não aceitação de recibos conjugadas com as declarações dos profissionais que cumpram os requisitos legais, por discricionariedade da autoridade lançadora, sem a devida motivação que permita ao contribuinte a sua ampla defesa, não pode ser acatada; caso encontrássemos as devidas justificativas para a desconsideração desses documentos, aí sim, poderíamos entender que a autoridade fiscal agiu com base nos princípios constitucionais que regem e se espera dos representantes da Administração Pública. Com a devida vênia, valho me de trecho do voto proferido pelo ilustre Conselheiro Sidney Ferro Barros, que assim fundamentou: “Insisto que o art. 8º da Lei nº 9.250/1995 dispõe (§ 2º, III) que a dedução: “limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, Fl. 80DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 13/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDO SO 6 ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento”. Não me parece licito, em nome da tal “formação de convicção do julgador”, exigir a prova bancária que a lei não exige. Se a legislação contém falhas – e acho, mesmo que as tem – que dão margem até mesmo a abusos de forma lastreados em documentação de aparência formal lícita, que se modifique a legislação. Não se puna o contribuinte por lacunas nesta; não se tribute a dúvida.” (grifei) Por todo o exposto, a glosa no valor de R$ 33.341,26, a titulo de despesas médicas deve ser cancelada. Conclusão. Ante o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso para cancelar a glosa de despesas médicas no valor de R$ 33.341,26 (trinta e três mil, trezentos e quarenta e um reais e vinte e seis centavos). (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Fl. 81DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 13/05/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 13/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDO SO
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Numero do processo: 19647.008528/2004-91
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 28/02/2001 a 31/12/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
Cabe à Primeira Seção do CARF processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre a aplicação da legislação dos demais tributos, quando derivados de procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ.
Numero da decisão: 3803-002-531
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Cabe à Primeira Seção do CARF processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre a aplicação da legislação dos demais tributos, quando derivados de procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern – Presidente (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Trata o presente processo de auto de infração (fls. 5 a 15) em que se exige parcela da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) decorrente da Fl. 973DF CARF MF Impresso em 15/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 constatação de divergência entre os valores declarados e os apurados pela Fiscalização, em operação fiscal em que o contribuinte foi excluído do SIMPLES, pelo fato de ter extrapolado o limite da receita bruta. Consta do Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 16 a 20), que, em decorrência da exclusão do contribuinte do Simples, foram lavrados autos de infração individualizados para cada tributo, sendo que, em relação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o lançamento se deu com base no lucro arbitrado por falta de apresentação dos livros Diário, Razão e Lalur (fls. 18 a 19). Em relação à Cofins, assim como à Contribuição para o PIS, dada a exclusão do SIMPLES, promoveuse também o lançamento tomando por base as receitas decorrentes das vendas de produtos, tendo como fonte as notas fiscais anexas ao auto de infração (fl. 20). Irresignado, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 882 a 888) e requereu a suspensação da exigibilidade do crédito tributário, a compensação dos valores pagos a título de SIMPLES , a declaração da ilegalidade na aplicação dos juros moratórios com base na taxa Selic e o cancelamento do auto de infração, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) como preliminar de nulidade, o contribuinte afirma que foi excluído do SIMPLES sem que tivesse havido a ciência do ato declaratório de exclusão mencionado pelo Auditor Fiscal responsável pelo lançamento, o que representa violação do princípio disposto no art. 5°, inciso LV da Constituição Federal, afirmando se tratar de "ato arbitrário, violento, praticado com efeitos retroativos e sem ciência da vitima "(sic); b) pelo fato de os autos de infração terem sido lavrados com base em procedimento de exclusão do. SIMPLES do qual não tivera chances de se defender, eles se tornaram sem fundamento; c) a legislação processual prevê que a notificação por edital é secundária, cabendo proceder antes à notificação pessoal; d) "não tendo o processo de exclusão do SIMPLES observado as formalidades da lei processual, contrariando os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, nula é a notificação via edital, e nulo é todo o procedimento fiscal que teve como suporte ato flagrantemente ilegal e inconstitucional”. A DRJ Recife/PE manteve em parte o lançamento (fls. 924 a 934), tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 28/02/2001 a 31/12/2003 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA Não é cabível a alegação de cerceamento ao legítimo direito de defesa quando as infrações apuradas estiverem perfeitamente identificadas e os elementos dos autos demonstrarem, inequivocamente, a que se refere à autuação, dando suporte material suficiente para que o sujeito passivo possa conhecêlos e apresentar a sua defesa e também para que o julgador possa formar livremente a sua convicção e proferir a decisão do feito. Fl. 974DF CARF MF Impresso em 15/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 19647.008528/200491 Acórdão n.º 380302.531 S3TE03 Fl. 963 3 Estando o lançamento ,revestido das formalidades previstas no art. 10 do Decreto n.° 70.235/72, sem preterição do direito de defesa, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal. EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES DE OFÍCIO. A empresa que na condição de empresa de pequeno porte, tenha auferido, no anocalendário, receita bruta superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) será excluída do SIMPLES a partir do ano calendário subseqüente. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. FALTA DE RECOLHIMENTO DA COFINS. Apurados, através de procedimento de oficio, valores devidos da Contribuição para a COFINS, que não haviam sido declarados ou confessados pela contribuinte é procedente a autuação, com a aplicação da multa de oficio. SIMPLES. RECOLHIMENTOS. EXCLUSÃO DO LANÇAMENTO. Excluemse do lançamento de oficio da Cofins os valores a ela correspondente recolhidos a título de Simples Lançamento Procedente em Parte Não satisfeito, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 940 a 955), contesta o efeito retroativo dado à exclusão do SIMPLES, aponta ilegalidade da utilização da taxa Selic como juros moratórios e reitera seu pedido de cancelamento do auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, mas dele não tomo conhecimento. Conforme consta do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) presente à fl. 1, a fiscalização foi determinada para se executar procedimento fiscal relativo ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). No Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 16 a 20), consta que, em decorrência da exclusão do contribuinte do Simples, foram lavrados autos de infração individualizados para cada tributo, sendo que, em relação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o lançamento se deu com base no lucro arbitrado por falta de apresentação dos livros Diário, Razão e Lalur (fls. 18 a 19) e, no que tange à Cofins e à Contribuição para o PIS, o lançamento se deu tomando por base as receitas decorrentes das vendas de produtos, tendo como fonte as notas fiscais anexas ao presente auto de infração (fl. 20). Fl. 975DF CARF MF Impresso em 15/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte afirma que, com a exclusão do SIMPLES, foram formalizadas exigências relativas ao “IRPJ, COFINS, PIS e CSLL, assim como a necessidade da apresentação de DCTFs dos períodos abrangidos pelo procedimento” (fl. 941). Constatase, portanto, que as verificações fiscais levadas a efeito abrangiam os mesmos fatos contábeis e fiscais que impactavam a apuração dos quatro tributos, dentre os quais, o IRPJ. Considerando que, nos termos do art. 2º, IV, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF; cabe à Primeira Seção do CARF processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre a aplicação da legislação dos demais tributos, quando derivados de procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso voluntário, declinandome da competência para seu julgamento, determinandose seu encaminhamento à 1ª Seção deste Conselho para prosseguimento. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Fl. 976DF CARF MF Impresso em 15/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 19647.008528/200491 Acórdão n.º 380302.531 S3TE03 Fl. 964 5 Processo nº: 19647.008528/200491 Interessada: RINALDO RAUPP SILVA ME Encaminhemse os presentes autos à SESEJ/1ª Seção, tendo em vista que o presente processo referese a matéria da competência daquela Seção, nos termos do Acórdão no 380302.531, de 16 de fevereiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção. Brasília DF, em 16 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 977DF CARF MF Impresso em 15/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10820.000023/2002-94
Data da sessão: Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.259
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao
Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-19T14:41:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 1; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-19T14:41:41Z; Last-Modified: 2013-08-19T14:41:41Z; dcterms:modified: 2013-08-19T14:41:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0687ca2f-9812-4a05-befc-1b5240de2d23; Last-Save-Date: 2013-08-19T14:41:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-19T14:41:41Z; meta:save-date: 2013-08-19T14:41:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-19T14:41:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-19T14:41:41Z; created: 2013-08-19T14:41:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-08-19T14:41:41Z; pdf:charsPerPage: 822; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-19T14:41:41Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° Recurso n° Sessão de Recorrente Recorrida : 10820.000023/2002-94 : 133.973 : 07 de dezembro de 2006 : BEBIDAS VENCEDORA INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA. : DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC RESOLUÇÃO N2 303-01.259 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar da competência ao Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do voto do relator. ANELISE DAUDT PRIETO Presidente SIL IO MARCOS 18 OS FIÚZA t% Relator Formalizado em: 30 JAN uJUI Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli, Tardsio Campelo Borges e Sergio de Castro Neves. DM Processo n° : 10820.000023/2002-94 Resolução n° : 303-01.259 RELATÓRIO Em auditoria interna de Declaração de Créditos e Débitos Tributários Federais (DCTF) de que tratam a IN SRF n° 045, de 1998, e a IN SRF n° 077, de 1998, foi constatado pagamento de IPI corn os acréscimos legais (multa de mora) a menor, relativamente ao período de apuração de janeiro de 1997, consoante capitulação legal consignada à fl. 17 (quadro 10 do auto de infração), e, então, foi lavrado o auto de infração n° 0000053, de fls. 16/20. Em 07/01/2002, a empresa apresentou a impugnação de fls. 01/3, na qual contestou a exigência de multa de mora no pagamento espontâneo, em atraso, com base no artigo 138, do Código Tributário Nacional. • Para corroborar seu entendimento citou vasta doutrina e jurisprudência. A DRF de Julgamento em Ribeirão Preto — SP, através do Acórdão N° 9.178 de 21/09/2005, julgou o lançamento como procedente, nos termos que a seguir se resume, através da Ementa transcrita: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI Data do fato gerador: 21/01/1997 Ementa: RECOLHIMENTO ESPONTÂNEO. MULTA MORATORIA. 0 recolhimento espontâneo de tributos e contribuições em atraso deve ser acompanhado do pagamento da multa de mora. MULTA MORATORIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA Desconsidera-se denuncia espontânea o cumprimento de obrigações acessórias, após decorrido o prazo legal para seu adimplemento, sendo a multa indenizatória decorrente da impontualidade da contribuinte. Lançamento Procedente. Marcela Cheffer Bianchini - AFRF/DRJ/P OR" Inconformada, a ora recorrente apresentou corn a guarda do prazo legal, recurso voluntário ao Segundo Conselho de Contribuintes, mantendo praticamente na integra todo o arrazoado apresentado em primeira instancia, repisando as alegações de denúnii espontânea, ao final requereu o provimento do recurso. Processo n° : 10820.000023/2002-94 Resolução n° : 303-01.259 0 processo foi então encaminhado, por engano, a este Terceiro Conselho de Contribuintes, constando como sendo a matéria recurso de DCTF. É o relatório. • 4, • Processo n° : 10820.000023/2002-94 Resolução n° : 303-01.259 VOTO Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator VOTO então, no sentido de não tomar conhecimento do presente Recurso Voluntário, pelas razões já apresentadas no relatório anteriormente relatado, como sendo, em vista do que reza o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, a matéria referente a IPI (falta ou insuficiência de recolhimento — multa de mora), não é de competência deste Terceiro Conselho, então é dever Declinar da competência ao Segundo Conselho de Contribuintes. É como Voto. Sala das Sessa ,s em 07 de dezembro d 2060. SILVIO MARCOS ARCELOS FIÚZA - Relator •
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Numero do processo: 11128.002050/97-07
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.034
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sérgio de Castro Neves e Anelise Daudt Prieto.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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' DRJ/SÃO PAULO/SP I. _ ,- R E S b L U ç Ã ,O Nº 303- 01.034 .. Vistos, relatados e discutidos o,spresentes autos. , RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuinte~, por maioria de votos, converter 0\ julgamento do recurso em diligência, na f~rma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiro's Sérgio de Castro Neves e Anelise Daudt Prieto. Brasília-DF, em 18 de maio de 2005 , . /-''-."" ~, /' ' ~ \;.-/_-- ... '.", " ./'. " ZENAiDO">LOIBMAN Relator \ !\J' Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA, MARCIEL EDER COSTA, NILTON LUIZ BARTOLI e LUIS CARLOS MAIA CERQUEIRA (Suplente). Ausente o Conselheiro TARÁSIO CAMPELO BORGES. 'Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECÍLIA BARBOSA. dm 1. O produto é um composto orgânico com constituição química definida contendo impurezas.O seu teor de pureza é de 96%. 2. ,O produto é utilizado como matéria prima para a fabricação de amaciante para produtos têxteis e semelhantes. / . I RELATÓRIO 125.333 ,303-01.034 HOECHST DO BRASIL QUÍMICA E I:ARMACÊUTICA ~A. ' ' DRJ/SÃO PAÚLO/SP ZENALDO LOIBMAN 5. Solicita a conversão do julgamento ém diligência ao LABANA para nova manifestação. 2 4. Não cabe penalidade, pois não .ocorreu declaração inexata. Tampouco cabe exigir juros de mora, que somente serão devidos depois da constituição definitiva do crédito tributário, com o trânsito ~m julgado da decisão administrativa O interessado não concordou com a classificação apontada pela fiscalização e apresentou a impugnação' de fls. 36/43; com as seguintes principais alegações: . 3. Aplica-se ao caso a regra 3 "a", segundo a qual a posição mais específica prevalece sobre a mais genérica. O importador por meio da DI n° 114828, de.08/10/1996, declarou a importação do produto "Nome Comercial: GENAMINSH 301, BASE QUÍMICA DIESTEARILMETILAMINA, METILDIALQUILAMINAS, TEOR DE PUREZA 96%", classificando-o no código 2921.19.9900, como um composto orgânico de constituição químic~ definida e isolado. , Trata o presente processo da exigência de crédito tributário lançado , pelo auto de infração de fls.0l/06, cobrando diferença de imposto de importação (LI) e IPI vinculado à importação, acrescidos de multa de ,oficio e juros de mora. I . ' O Laudo Técnico do LABANA, de fls. 17, a partir de amostra, identificou a mercadoria como ~ma mistura de aminas graxás terciãrias, um produto diverso das indústrias químicas, na forma sólida,' acrescentando não tratar-se de composto orgânico de constituição química definida e isolado, nem de preparação .. . \ RECORRIDA RELATOR(A) RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE MINISTÉRlO' DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRlBUINTES TERCEIRA CÂMARA 3 em resumo, que: 6. Requer a improcedência da autuação. . / , / 125.333 : 303-01.034 b) Assim o processo está eivado de vícios formais insanáveis,. sendo nulo. , d) Ratifica as alegações da impugnação e solicita a improcedência do auto de infração. c) A Informação Técnica não P9de embasar o feito porguanto trata de aspecto classificatório ao citar Notas Explicativas para sustentar a classificação tarifária apontada pelo fisco. .' • ' ,A 2 a Turma de Julgamento da DRJ/SPO lI, por unanimidade de votos, decidiu pela procedência em' parte do lançamento. As razões evocadas foram resumidamente que: - L 'É desprovicia de fundamento a argmçao de inovação da fup.damentação legal da autuação. Uma mistura ou mistura de reação são' coisas equivalentes para efeito de classificação, somente. se a' mistura fosse uma , preparação, uma mistura intencional, é,que poderia haver enquadramento diferenciado. RECURSO N° " RESOLUÇÃO N° a) ,Houve inovação' da fundamentação legal da ação fiscal, posto que o novo laudo retificou a conclusão do laudo original, definindo o produto C0il10 ,"uma mistura de reação dé aminas graxas terciárias". Então deveria ser reaberto o prazo para nova impugnação. 2. A Informação Técnica 59/2001 nãocoritém' vício formal. . insanável por citar as NESH,O PAF adverte que a classificação fiscal não se-considera como a~pecto técnico, ou seja, não 'é da 'competência do LAANA efetuar a classificação, fiscal, mas a mera citação das NESH não pode ser tomada éO~O extrapolação da competência doLABANA, aliás qualquer um pode citar as NESH. A respeito da Informação técnica do LABANA'a interessada alegou, ,'. '~ A DRJ em face das alegações do interessado solicitou nova perícia aoLABANA para que ~e proilUnciasse sobre os quesitos formulados às fls. 54. ' , J MINISTERIO DA FAZENDA . / TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA ' Da:. diligência. resultou a Infonrtação Técnica n° 059/2001. (fls.58/66)~ que, em resumo, conclui que não se trata de um produto especialmente, formulado (preparado) e sim de uma mistura de reação, não se trata de composto orgânico de constituição química definida porque nenhum dos componentes possui . teor de pureza superior a 90%. Afirma, ainda, que a mercadoria não contém impurezas decorrentes do processo de fabricação. MINISTÉRIO DA FAZENDA , TERCEIRO CONSELHO :DÉ CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Além das razões já antes expóstas na ocasião' da impugnação acentuou entre seus argumentos, resumidamente, o que segue:, Dentro do prazo legal, o contribuinte insatisfeito com a decisão de primeira instância, protocolou seu recurso voluntário ao 'Conselho de Contribuintes, conforme consta às fls. 89/1 08. , 4 125.333 303-01.034 1. Preliminar de, nulidade do procedimento. Houve cerceamento ao direito de defesa, o fundamento legal adotado no auto de infração se baseou no Laudo, nO 4.599/96, posteriormente após a apresentação da impugnação, por decorrência de questionamento 'da interessada de que o produto se classifica no Capo 29 da TAB-SR a DRJ, atendendo ao pleito da impugnante, converteu o julgamento em diligência ao LABANA' para nova manifestaçãó. Daí resultou a informação Técnica 059/2001 (fls. 58/66) que retificou totalmente o entendimento inicial no qual ~ RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 7.' 'Entretanto são incabíveis as multas apllcadas tendo em vista a <;lescrição correta do produto pelo importador, a mercadoria é Dlestearil,metilamina, não ocorreu declaração inexata, houve mero erro de classificação. 4. O LABANA identificou a mercadoria como uma mistura contendo 66% de Cl8 (Estearil), 30% de C16 (Palmitil), 2% de C14 (Miristil), 1% de ,C12 (Lauril) e 1% de C20(Eicosçmil). Esclareceu também que o produto não contém impurezas, e que_os teores dos componentes da mistura são todos inferiores a 90%. / 5. ,Em princípio a Nota 1 do Cap.29 assegurarià a classificação do. produto nesse Capítulo, se ficasse provado que se trata de~omposto orgânico de ~onstituição definida, isolado ou contendo uma das substâncias permitidas pelas letras "a" a "g" da Nota 1 do referido Capítulo, inclusive impurezas. Mas diante da inforÍnação de que não 'contém impurezas e o fato de que os componentes da mistura associados ao elemento principal (o Estearil, 66%), não se identificam com nenhuma das substâncias permitidas pela Nota 1, exclui-se a possibilidade de classificação no Capítulo 29. ,. 6. Tratando-se de ,um produto das indústrias qUlmlcas não especificado nem compreendido em posição diferente da 3824, é nela que deve ser classificado, por aplicação da RGI n° t do SR. A subposição e o item indicados pela fiscalização também estão corretos em razão da inexistência, de classificação I específica nesses níveis. 3. No mérito a pendência está em se decidir se o produto importado se classifica c9mo um composto orgânico de composição química definida e isolado, no Capítulo 29, como pretende a impugn~nte , ou como um produto do ·Capítulo 38, mais especificamente,da posição 3824, como entende a fiscalização. , I, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. TERCEIRA CÂMARA 3. O cerceamento acusado fica mais evidente porque a formulação de quesitos só foi assegurada ao fisco, representado pelos julgadores de primeiro grau, . embora tenha a DRJ atendido ao pedido de diligência ignorou o pedIdo de formulação de quesitos pela impugnante. Por esses motivos requer a decretação da nulidade do processo, a teor do art.59 do Decreto 70.235/72. J , se embasara a autuação.A nova informação alterou as conclusõeS antes apresentadas quanto à identificação química do produto. Deveria, então, a fiscalização promover a .retificação do enquadramento legal do 'auto de infração conforme previsto no PAF c/as alterações posteriores. Assim na medida em que não houve a lavratura de novo auto de infração e reabertura do prazo de 30 dias para nova impugnação houve ofensa ao devido processo legal com' cerceamento ao direito de defesa. 125.333 303-01.034 RECURSO N° RESOLUÇÃO N° . 2. Acresce que a Informação Técnica 5.9/2001 também apresenta vício formal insanável, pois :ao LABANA compete exclusivamente tecer considerações acerca da identificação do produto e jamais adentrar na seara da classificação, inclusive com 'citação das NESH. O LABANA deve agir de forma imparcial, limitando-se a. conceitos e conclusões sobre questões científicas relacionadas à identificação do produto importado., . . I I I I ! i i, I I i , I I II, 4. No mérito a autuação também não merece prosperar.A questão é entorno do produto de nome comercial "GENAMIN SH301". a mércadoria foi cl~ssificada pela ora recorrente nocódig~ TEC-NCM 2921.19.41.. A fiscalização. reclassificou para o códÍgo TEC-NCM 3824.90.90. Essa reclassificação se baseolf-llo Laudo Téçnico/LABANA n° 4.599/96 cuja conclusão roi: . "TRATA-SE DE MISTURA DE AMINAS GRAXAS TERCIÁRIAS, NA FORMA SÓLIDA". . .5. Tal entendimento está equivocado. Trata-se efetivamente de um composto orgânico de constituição química definida, fato inclusive comprovado pela resposta ao quesito n° 2 da Informação Técnica n° 059/2001 (fls. 58/66) emitida p~lo mesmo LABANA. 6. A classificação apontada pelo importador tem respaldo na.Nota 1, "a", do Capo 29 da 'fEC-NCM. Ressalta-se que o produto sob exame apresenta teor de pureza igual a 96%, o, que é confirmado pelo laudo técnico que embasou, a, autuação. 7. As NESH relativas ao Cap.29' da TAB-SH ratificam o enquadramento tarifário adotado. 8. Destaca que se trata de matéria prima que deverá ser submetida a processo de industrialização para' posterior comercialização do produto final denominado "Praepa~en WB", um amaciante para produtos têxteis e 5 fi PKV I -.J MINISTÉRIO DA FAZENDA 'TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 125.333 303-01.034 , , semelhantes.Isto, por si só, já, excluiria o produto do Cap.38, posto que não se encontra acondicionado para venda a retalho. 9. O "GENAMIN SH 301" tendo em vista sua aplicação corno matéria prima do "Praepagen WB",. e na forma em que se apresenta não está particularmente apto para usos especificos em defrimento de sua aplicação mais geral. Deve ser observada a Regra 3a que determina 'que a posição mais específica deve, prevalecer. 10. É ilegal a cobrança dos j~ros de mora, pois só poderão ser . I cobrados após a decisão final administrativa, e também ilegais por computar a Taxa SELIC, cuja inconstitucionalidade já foi reconhecida pelo STJ no julgamento do Resp 215.88VPR. . Pede que seja dado provimento integral ao seu recurso, para se reformar"por completo 'a decisão recorrida, pede também em ~espeito ao P.do Contraditório e da Âmpla Defesa a conversão do julgamento em diligência ao INT/RJ ,apresentando .desde logo os seguintes quesitos: . . . . a) No que diz rlfspeito à identificação do produto importado e submetido a despacho aduaneiro por meio da DI n° 114.828/96, os conceitos emitidos pelo LABANA/8aRF no Laudo' Técnico n° 4.599/96 (fls. 17)' são exatame..!1teiguais àqueles constantes na Informação Técnka.n° 059/2001 (fls. 58/66)? Explicar. b) O produto importado e identificado no' Laudo Técnico/LABANA nO 4.599/96. e Informação Técnica n° 059/2001, encontra-se ~condicionado para venda a retalho? c) Na composição química do produto importado, qual o componente que Ih(l confere característica mais essencial, ~m termos percentuais? d) Nos casos da espécie, uma posição mais específica não teria .prevalência sobre a mais genérica, nos termos das Regras Gerais para Interpretação do SH de mercadorias? .e) Prestar outros esclarecimentos no que diz respeito à correta identificação do produ(o importado. Protesta, ainda, pela apresentação .de quesitos suplementares e pela 'posterior indicação de assistente técnico. Há imperiosa necessidade da diligência ao INT/RJ posto que há flagrante contradição entre as conclusões constantes do Laudo , 6 7 É o relatório. 125.333 303-01.034 Consta às fls. I 09 'cópia do DARF referente ao depósito efetuado em OSi05/1997 com referência a este processo, correspondendo ao valor integral- do crédito lançado consolidado em 30/05/1997. RECURSO N° - I RESOLUÇAO N° MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA \ Técnico/LABANA que ~mba:sou "a classificação tarifária pela fiscalização e as constantes da posterior Informação Técnica do mesmo laboratório, sob pena de cerceamento ao direito de defesa. Não cabe acatar as preliminares. I MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Estão presentes os requisitos de ad~issibilidade do recurso e trata-se de matéria abrangidá na competência desta 3à. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. 1..'.'i .'I •,8 VOTO 125.333 303-01.034 Por fim, a terceira preliminar. Com base no art. 16, IV, do Decreto 70.235/72, com a redação dada pela Lei 8.748/93, para as diligências, ou pericias'que ~ o impugnante pretenda sejam efetuadas, os pedidos devem expor os motivos que às justifiquem, coma formulação de quesitos referentes aos exames desejados, o nome, A segunda argüição,' da incompetência do LABANA para decidir sobre a classificação fiscal. Não há dúvida de que tal competência não existe, porém conforme assentou com precisão a decisão recorrida, se o LABANA ou qualquer um faz referências às NESH do SH, ou ópina sobre a classificação fiscal, é. fato absolutamente irrelevante para o julgamento, seja pela DiU, seja por està Câmara do Conselho de Contribuintes, que ao avaliar o mérito apenas levará. em conta a identifica'ção do p~oduto a partir do exame dós especialistas, ignorando qualquer ~ventual. comentário a respeito da classificaçãó fiscal do produto. Aliás, é de fato muito .freqüente que pessoas incompetentes para definir a classificação tentem influenciar o julgamento, mas a práxis tem d~monstrado a inutilidade da tentativa, parta de onde partir. Só para exemplificar o que afirmamos, apesar da, recorrente se queiXar do L~.BANA quanto a este aspecto, é de se observar que no seu recurso voluntário, quand<;>formula quesitos que gostaria que fossem rdporididos pelo INT/RJ, no quesito "d" transcrito no relatório, tra~a de questão eminentemente voltada ao procedimento classificatório, para o qual o INT/RJ não tem competência conforme tão bem argumentou a própria recorrente,. Ou seja é equívoco freqüente cometiçlo , neste caso, também pela recorrente, porém é aspecto absolutamente irrelevante para o julgamento da causa. ( Em primeiro lugar, a Informação Técnica produzida em decorrência do pedido formulado pela impugnante de nova diligência ao LABANA, não fez com, que a fiscalização alterasse a Classificação fiscal que indicou no auto de infração, Se, conforme assegura a recori-ente, houver diferenças essenciais entre os dois laudos do LABANA,. syrá questão a ser. apreciada no julgamento. do mérito, podendo eventualmente levar a uma improcedência da autuação caso se confirme 'o que afirma a recôrrente, mas de modo algum inquina de nulidade a autuação. . RECURSO 'N° RESOLUÇÃO N° \ 9 125.333 303-01.034 , Depois de produzido o laudo técnico do INT/RJ, as partes deverão ser intimadas para ciência e manifestação, antes de serem e"stesautos reencaminhados ao Conselho de Contribuintes para julgamento. Proponho, pois, que se acateo pedido de diÚgênciaao INT/RJ, sob' as expensas da recorrente. A recorrente apresentou os novos. quesitos, assim a repartição de origem 4eve abrir oportunidade à fiscalização" aduaneira pará, 's~ quiser, formular outros quesitos. Os laudos exarados por especialistas, além daqueles já exarados pelo LABANA,- podem ser úteis ao deslinde da quéstão. A praxe é que a administração aduaneira forneça amostra do produto. importado para o novo exame, mas adianto que mesmo na' hipótese de que não mais exista a tal amostra da mercadoria correspondente a DI especificada nos autos, aindà a&sim a diligência é possível por se tratar de produto identificado pelo nóme comercial e, largamente conhecido. A mim parece que, em homenagem aos princípios do contradit(>rio e da ampla defesa, tendo sido apresentados Qsnovos quesitos propostos pela recorrente e, dada a reconhecida idoneidade e c3mpetência técnica do INT IRJ, é útil ao deslinde do mérito que se acate o pedido de diligência. Ressalvo, entretanto, que o quesito "d'~ proposto pela recorrente foge ao aspecto .técnico da avaliaçã~ pelo INT/RJ. Entendo, que quanto ao mérito, as argumentações da recorrente levantam questão relativa à identific~ção química dó produto importado. Parece dar . grande importância a certas palavras contidas no segundo laudo do LABANA que, ao seu ver, o tomam essencialmente diferente do primeiro laudo exarado. Contudo, iO processo administrati,:,o fiscal aÜlda garante ao interessado nova oportunidade, em se-justificando a diligência, de formular novos quesitos destinados. a um novo laudo técnico, que foi justameIlte o que fez a interessada por meio do seu recurso voluntário. Claro que a esta Câmara compete avaliar a pertinência da realização desse novo laudo pelo INT/RJ conforme o pedido da recorrente. - \ o endereço 'e a qualificação profissional daquele a _quem.se remete a diligência. A omissão foi do requerente, no mais a ?iligência sugerida foi efetuada. MINISTÉRIO DA FAZENDA TbRCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° -RESOLUçAo N° 10 Sala das Sessões, em 18 de maio de 2005. 125.333 303-01.034 N:,JL ZENk~~ilrnMAN -Relator I. ! \ /\; , Por tódo o exposto voto por converter o presente julgamento, em diligência. , RECURSO. N° RESOLUÇÃO N° MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010
score : 1.0
Numero do processo: 10950.005208/2009-86
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL
ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA.
As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.149
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA. As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento da COFINS, no valor de R$ 382.297,72, relativos ao 4º trimestre de 2005, vinculandose aos mesmos, Pedido de Compensação. A DRF/Maringá proferiu Despacho Decisório no qual foi parcialmente deferido o ressarcimento pleiteado, no montante de R$ 57.535,64, e homologadas as compensações apresentadas até o limite do crédito deferido. A fiscalização não considerou os valores referentes à aquisição de álcool anidro para fins de composição da base de cálculo da contribuição. Em Manifestação de Inconformidade a Interessada alegou que o álcool anidro é insumo em seu processo produtivo, posto que é adicionado a gasolina tipo “A”, para a obtenção da gasolina tipo “C”, e assim, em face da legislação do PIS e da Cofins não cumulativos, entende que tem direito ao abatimento do crédito relativo às aquisições do referido insumo, nos termos do art. 3º, II, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, desde o advento da Lei nº 10.865/2004. Argumenta ainda que: a) o álcool hidratado adquirido pela recorrente é revendido ‘in natura’ aos postos revendedores, (consumidoresvarejistas) ; por sua vez, o álcool anidro é utilizado como insumo na produção da gasolina ‘c’, desta forma, não se poderia tratar ambos produtos como se fossem idênticos, de modo que possuem destinação e finalidades dispares, sobretudo porque não há autorização legal para revenda e distribuição de álcool anidro de acordo com determinações técnicas desde o antigo órgão CPN e ANP, Agência Nacional do Petróleo, sendo utilizado exclusivamente como insumo obrigatório na composição final da gasolina ‘c’; b) a vedação ao creditamento contida no art. 3º, I, “a” das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, referese única e exclusivamente ao álcool hidratado, e que as contribuições em debate, incidentes sobre o álcool anidro, não estão sujeitas ao regime de substituição tributária, como teria afirmado o fisco, mas, ao contrário, incidiriam em cada etapa do ciclo produtivo, conforme a situação do vendedor/adquirente, ou seja, se produtor, aplicarseia o disposto no art. 5º, I da Lei nº 9.718/1998, e se distribuidor, aplicarseia o contido no art. 5º, II da mesma lei. A DRJ em Curitiba indeferiu a Manifestação de Inconformidade e não reconheceu o direito creditório da CIAPETRO, conforme ementa que transcrevemos a seguir: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005208/200986 Acórdão n.º 3803003.149 S3TE03 Fl. 2 3 RESSARCIMENTO. CRÉDITOS DE PIS E COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a crédito do PIS e da Cofins, no sistema de nãocumulatividade, para distribuidora de combustíveis sobre aquisição de álcool anidro para fins carburantes adicionado à gasolina “A” para obtenção da gasolina “C”. DCOMP. CRÉDITO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Comprovado nos autos a inexistência do crédito informado como suporte, não se homologam as compensações vinculadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada do acórdão retro em 20/04/2012, apresentou Recurso Voluntário para este Conselho Administrativo em 10/05/2012, no qual, em apertada síntese, repisou os mesmos argumentos aduzidos em sede de Manifestação de Inconformidade. Requereu, ao final, pelo reconhecimento do crédito oriundo das aquisições de álcool anidro, anteriores a agosto de 2008, e a homologação das compensações transmitidas pela empresa. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O presente recuso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade razão pela qual dele tomo conhecimento. Compulsando os autos facilmente se observa que a lide encontrase delimitada quanto a existência ou não de direito pelo contribuinte ao creditamento do Pis e da COFINS sobre as aquisições de álcool anidro, em face da realização de sua mistura à gasolina “A” com o fito de obter a gasolina “C”. Por seu turno, a DRJ em Curitiba considerou que a ora Recorrente não fabrica ou produz bens, de forma que possa considerar, para efeitos tributários, o álcool anidro e a gasolina “A” como insumo do produto, a gasolina “C”, destinado à venda. Argumenta que, diferentemente de produzir, a distribuidora apenas realiza a mistura da gasolina “A” com o álcool etílico anidro, para obtenção da gasolina “C”, em atendimento às normas baixadas pela Agência Nacional do Petróleo e que a legislação tributária de regência determinou que a alíquota para aquele produto seria zero por ser considerado um produto vendido pela distribuidora, e não um insumo. Ademais disso, ressaltou que o aproveitamento de créditos sobre aquisição de álcool anidro para adição à gasolina, para contribuinte sujeito ao regime de apuração nãocumulativa da COFINS e do PIS/PASEP somente tem vigência a partir de 01/10/2008, com a previsão contida no § 13 do art.5º da Lei nº 9.718,de1998. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 A contribuinte, busca através do Recurso Voluntário emplacar o entendimento de que o álcool anidro é produto intermediário obrigatório, e portanto insumo, da gasolina “c”, enquadrando o direito ao creditamento no art. 3º, II, das Leis nº 10.637/02 e 10.833/02, que assim dispõem: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Contudo, em que pesem seus argumentos e toda a construção jurídica desenvolvida no Recurso Voluntário que ora se analisa com vistas ao creditamento, os mesmos não merecem prosperar. Isto porque os créditos decorrentes da aquisição de álcool anidro os quais busca o ressarcimento se referem ao 4º trimestre de 2005. Conforme se extrai dos autos, integrante do Despacho Decisório proferido pela DRF em Marigá, a contribuinte “considerou as receitas de revendas de gasolina adicionada de álcool anidro como pertencente ao regime nãocumulativo de apuração da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins de que trata a Lei nº 10.833/2003, apropriando como custo, o total das aquisições de álcool anidro para fins carburantes do período”. Nas vendas de gasolina, com exceção da de aviação, óleo diesel e GLP, a contribuição para o Pis/Pasep e para a COFINS incide de forma concentrada, no inicio da etapa de comercialização, realizada pelos produtores ou importadores. Até o advento da Lei nº 10.637/02 e da 10.833/02, que instituíram a sistemática da nãocumulatividade para o Pis/Pasep e para a COFINS, respectivamente, essas receitas se mantiveram no regime da cumulatividade, se sujeitando ao art. 2º da Lei nº 9.718/98 se produtor, e arts. 5º e 6º do mesmo diploma legal se distribuidores ou importadores. O inciso IV do §3º do art. 1º da Lei nº 10.833/02, reproduzido de igual forma na Lei nº 10.637/02, determinava a não inclusão na base de cálculo das contribuições sociais das receitas de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição, dentre esses produtos destacamos o álcool para fins carburantes: Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; Fl. 146DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005208/200986 Acórdão n.º 3803003.149 S3TE03 Fl. 3 5 II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; Com o advento da Lei nº10.865, de 30 de abril de 2004, o artigo acima transcrito sofreu mudanças, de maneira que a vedação à inclusão na base de cálculo das contribuições sociais ficou restrita tão somente as operações de venda de álcool para fins carburantes, tal qual o caso: § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; IV de venda de álcool para fins carburantes; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Medida Provisória n° 413, de 3 de janeiro de 2008)(Vide art. 42 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) Desta forma, a venda de álcool para fins carburantes permaneceu na sistemática da cumulatividade, a qual não permite o creditamento do crédito oriundo das referidas aquisições, de modo que esta situação permaneceu até sua revogação pela Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008, convertida na Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, que assim dispôs em seu art. 42: 1 1 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1638910 de 17 de Maio de 2012. DRJ/SPO1. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. Os pro cedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2005 a 31/12/2005 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM RIBEIRÃO PRETO. 1 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1425212 de 13 de Julho de 2009. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Art. 42. Ficam revogados: III – a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao da publicação desta Lei: a) o parágrafo único do art. 6º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; b) os incisos II e III do caput do art. 42 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001; c) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do art. 8º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002; d) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003; e)os arts. 49, 50, 52, 55, 57 e 58 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não havendo, após essa data, outra forma de tributação além dos 2 (dois) regimes previstos nos arts. 58A a 58U da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e demais dispositivos contidos nesta Lei a eles relacionados;(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) f)o § 7º do art. 8º e os §§ 9º e 10 do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004.(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) Outrossim, o álcool anidro, composto que misturado a gasolina “A” origina a gasolina “C”, comercializada pelos postos revendedores e utilizada pela população em geral em seus veículos automotores, ao meu sentir, não foi tratado pela legislação tributária como insumo, mas sim um produto vendido pelo distribuidor. Tanto é que o inciso II do artigo 42 da MP nº 2.15835, de 2001, portanto vigente à época dos fatos, reduziu a zero a alíquota das contribuições sociais sobre a receita bruta decorrente da venda de álcool para fins carburantes quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores, dispositivo que também foi revogado pela Lei nº 11.727/08, porquanto o recolhimento já haveria sido efetuado na etapa anterior pelos produtores (usinas): Art.42.Ficam reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de: Igasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e GLP, auferida por distribuidores e comerciantes varejistas; ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a créditos da Cofins para distribuidora de combustíveis, sobre aquisição de álcool anidro par a fins de adição à gasolina. Período de apuração: : 01/07/2004 a 30/09/2004 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM SÃO PAULO. 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1619305 de 05 de Novembro de 2008. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. Os procedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2004 a 31/12/2004 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005208/200986 Acórdão n.º 3803003.149 S3TE03 Fl. 4 7 IIálcool para fins carburantes, quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores; (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) IIIálcool para fins carburantes, auferida pelos comerciantes varejistas. (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) Nestes termos, as aquisições de álcool anidro realizada no período de 01/10/2005 a 31/12/2005 não geram direito ao ressarcimento da COFINS tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com o advento da Lei nº 11.727/08 e a produção dos efeitos do seu art. 7, a qual instituiu este regime diferenciado de tributação para os distribuidores de álcool anidro adicionado à gasolina. 2 De se acrescentar, que conforme todo o apanhado, não contestado pela Recorrente, no período de agosto de 2001 a setembro de 2008, as saídas de álcool promovida pelas distribuidoras, ainda que misturados à gasolina, estavam sujeitas à alíquota zero, o que comprova a sua finalidade carburante. Por tal razão, não se pode opor à situação que ora se analisa, o permissivo legal contido no art. 17 da Lei nº 11.033/04 cujo conteúdo transcrevemos a seguir para fins de melhor interpretação: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Pelo que se percebe, o contribuinte não poderá se creditar de todas as aquisições de produtos cuja saída do estabelecimento esteja sujeita à alíquota zero, tendo em vista que em determinados casos, como o dos autos, existe expressa determinação legal que veda esse aproveitamento (inciso IV, do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833/03). Em julgado recente, a 4ª Câmara da 1ª Turma Ordinária desta 3ª seção posicionouse de forma semelhante, no acórdão de nº 340101.111, partilhando do mesmo entendimento que o refletido neste voto: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 CRÉDITOS NA AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTES. ÁLCOOL ANIDRO. VEDAÇÃO EXPRESSA. 2 SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 52 de 29 de Junho de 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: DISTRIBUIDOR DE GASOLINA. DIREITO A CRÉDITO. Até 30/09/2008, as aquisições, por distribuidor, de álcool anidro para fins carburantes para ser adicionado à gasolina não geravam direito a crédito, por força de vedação expressa contida na letra “a”, do inciso I do artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. A partir de 01/10/2008, com a produção dos efeitos do artigo 7º da Lei nº 11.727, de 2008 e do Decreto nº 6.573, de 19/09/2008, pode o distribuidor que adquire álcool anidro para mistura à gasolina de produtor, importador ou outro distribuidor, creditarse em relação ao produto adquirido, sendo o valor do crédito determinado por unidade de medida, conforme estabelecido na norma regulamentadora. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 8 A possibilidade de manutenção de créditos a que se refere o art. 17 da 11.033, de 21 de dezembro de 2004, não é ampla e irrestrita, em face de vedação expressa contida na regra então vigente, qual seja, o artigo 3º, I, “a”, c/c o art. 1º, § 3º, IV, da Lei nº 10.833, de 29/12/2003. Ante o exposto, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário, mantendo incólume a decisão proferida pelo Órgão de Piso. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 150DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10711.004181/2003-31
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.500
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
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RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. ANELISE Presidente AUDT PRIETO VANESSA ALBUQ1JERQUE VALENTE Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nilton Luiz Bartoli, Priscila Taveira Crisóstomo (Suplente), Heroldes Bahr Neto, Luis Marcelo Guerra de Castro, Celso Lopes Pereira Neto e Tardsio Campelo Borges. Ausente a Conselheira Nanci Gama. • Processo n.° 10711.004181/2003-31 Resolução n.° 303-01.500 CC03/CO3 Fls. 149 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: "Trata o presente processo dos Autos de Infração de fls. 46 a 49 e 50 a 57, por meio dos quais são feitas as exigências de R$ 10.400,60 e RS 7.670,06, referentes aos juros de mora e a multa de lançamento de oficio do Imposto de Importação (II), RS 13.348,95 e RS 9.844,36, correspondentes aos juros de mora e a multa de lançamento de oficio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), RS 5.113,38, a titulo de multa pelo não retorno ao exterior, no prazo fixado, de bens ingressados no Pais sob o regime de admissão temporária, (art. 106, inciso II, alit -lea "h" do Decreto-lei n°37/1966), RS 4.446,41, a titulo de multa pelo descumprimento de prazos estabelecidos para aplicação do regime ( art. 56, inciso I da Medida Provisória n° 135/2003), e R$ 13.339,24, relativa à multa por infração ao controle administrativo ( importação ao desamparo de Guia de Importação ou documento equivalente). A contribuinte promoveu a importação de uma embarcação a vela destinada a competições esportivas, denominada "OMEN", com 40 pés de comprimento, sem acabamento interior, número CIR 40004C595, com mastro, velas, retranca, motor auxiliar Yanmar Diesel 3GM30F, e demais instrumentos para navegação em regatas, com berço de ago para transporte, mediante a Declaração Simplificada de Importação (DSO n° 11/058-98, registrada em 17/09/1998 (fls. 09 e 10), onde requereu a concessão do regime de admissão temporária. Segundo relato da fiscalização, findo o prazo estabelecido para a admissão temporária, a beneficiária não tomou nenhuma das providencias elencadas no art. 319 do Decreto n° 4.534/2002 (Regulamento Aduaneiro — RA12002) para a regular extinção do regime. Destarte, a autoridade aduaneira determinou a execução do Termo de Responsabilidade n° 920/99 (fls. 32 a 44) e procedeu ao lançamento das exações em tela. Cientificada da autuação, a interessada apresentou a defesa de fls. 68 a 71, acompanhada dos documentos de fls. 72 a 74, alegando, em síntese, que: - promoveu a entrada em território nacional de um barco veleiro de origem francesa, com exclusivo intuito de participação em competições esportivas e cuja estada no Brasil seria, como foi temporária; - referida importação efetivou-se em 17/09/1998, oportunidade em que formalizou processo para concessão do regime de admissão temporária, mediante o qual os impostos inerentes à operação foram suspensos, sendo devidos somente se o barco não fosse reenviado a origem; - em 26/10/1999, tendo em vista que a admissão temporária foi concedida por um ano, solicitou a prorrogação do regime, a qual foi 2 Processo n.° 10711.004181/2003-31 Resolução n.° 303-01.500 CC03/CO3 Fls. 150 deferida, estendendo o prazo até o dia 29/09/2000, conforme comprovante em anexo; - por finz, em 01/07/2000, o barco enz questão partiu do Brasil coin destino Franca, de acordo coin documento cuja copia segue em anexo; - portanto, os tributos ora exigidos não são devidos, na medida em que apenas deveriam ser recolhidos aos cofres públicos caso a requerente não tivesse devolvido a embarcação á sua origem antes do encerramento do prazo da admissão temporária. Ao final, a impugnante requer o cancelamento da exigência tributária em tela, protestando, ainda, pela realização de novas diligências e pela juntada de mais documentos, tantos quantos se façam necessários ao esclarecimento completo dos fatos." Analisando os fundamentos da impugnação, decidiram as autoridades julgadoras de la Instancia pela manutenção em parte da exigência, conforme se extrai da leitura da ementa a seguir transcrita: "ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 17/09/1998 PROTESTO GENERIC° PELA PRODU'ÃO POSTERIOR DE PROVA. INADMISSIBILIDADE. As regras do Processo Administrativo Fiscal estabelecem que a impugnação deverá ser instruída coin os documentos em que se fundamentar, mencionando, ainda, os argumentos pertinentes e as provas que o reclamante julgar relevantes. Assim, não se configurando nenhuma das hipóteses do art. 16, ,sç 4" do Decreto n" 70.235/1972, não poderá ser acatado o pedido genérico pela produção posterior de prova. ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 17/09/1998 ADMISSÃO TEMPORAIA. São devidos os impostos incidentes na importação de bem admitido temporariamente, como também as multas de lançamento de oficio e os juros de mora correspondentes, quando inexiste comprovação hábil de que foram tomadas providências tendentes cst regular extinção do regime especial. Cabíveis, igualmente, as multas por falta de GI ou documento equivalente e pelo descunzprinzento do prazo estabelecido para a reexportação do bem, prevista no inciso I do art. 56 da MP n" 135/2003, no caso menos severa que a multa estabelecida na alínea "b "do inciso II cio art. 106 do Decreto 17 0 37/1966. Lançamento Procedente em Porte." Ciente do conteúdo do decisum, mais uma vez inesignada, compareceu, a recorrente, perante este Terceiro Conselho de Contribuintes, reiterando os argumentos de sua 3 • Processo n.° 10711.004181/2003-31 ResoluOon.° 303-01.500 CC03,CO3 Fls. 151 peça impugnatória, requerendo, ao final, a improcedência da ação fiscal, e, por conseguinte, o cancelamento do débito fiscal reclamado. Instrui o Recurso Voluntário, dentre outros documentos, relação de bens e direitos para arrolamento (fls.111/112). o Relatório. • 4 Processo n.° 10711.004181/2003-31 Resolu0o ri.° 303-01.500 CCO3 CO3 F Is. 152 VOTO Conselheira VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE, Relatora Por conter matéria deste E. Conselho e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Oficial e do Recurso Voluntário, tempestivamente, interposto pelo Contribuinte. Ao teor do relatado, versa o presente processo dos Autos de Infração de fls. 46 a 49 e 50 a 57, através dos quais são feitas as exigências de RS 10.400,60 e RS 7.670,06, referentes aos juros de mora e à multa de lançamento de oficio do Imposto de Importação (II), RS 13.348,95 e RS 9.844,36, correspondentes aos juros de mora e a multa de lançamento de oficio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), R$ 5.113,38, a titulo de multa pelo não retorno ao exterior, no prazo fixado, de bens ingressados no Pais sob o regime de admissão temporária, (art. 106, inciso II, alínea "h" do Decreto-lei n" 37/1966), RS 4.446,41, a titulo de multa pelo descumprimento de prazos estabelecidos para aplicação do regime ( art. 56, inciso I da Medida Provisória n° 135/2003), e R$ 13.339,24, relativa à multa por infração ao controle administrativo ( importação ao desamparo de Guia de Importação ou documento equivalente). A Colenda l a Turma de Julgamento da DRJ de Florianópolis (SC), julgou procedente o lançamento em parte, entendendo que não ficou devidamente comprovada a saída da embarcação do território aduaneiro, posto que somente o Registro de Exportação(RE), devidamente averbado, constituiria documento hábil para comprovar a reexportação. Em sede de recurso voluntário, o contribuinte alega que comprovou a reexportação do bem através da juntada de documento emitido pela Capitania dos Portos; que sendo referido documento emitido pela Capitania dos Portos possui fé pública, merecendo ser considerado o seu conteúdo para efeito de prova da reexportação do bem. De inicio, cumpre destacar, verifica-se que o fato controverso da presente questão cinge-se, essencialmente, a documentação hábil a comprovar a reexportação do bem objeto da lide. 5 Processo n.° 10711.004181/2003-31 Resolução n.° 303-01.500 CC03,CO3 Fls. 153 Neste diapasão, em respeito ao principio da verdade material, e para que não se prolate uma decisão que se mostre injusta à qualquer das partes envolvidas na lide, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em DILIGÊNCIA à repartição de origem para que a autoridade competente intime o Interessado a trazer aos autos: Registro de Exportação (RE) ou outros documentos que comprovem a reexportação do veleiro em tela. Certidão de Objeto e Pe, referente ao processo de ll u 2006.51.01.021726-5, 11". Vora Federal/RJ, bent como, referente ao processo objeto de decisão judicial terminativa proferida pela 8". Vora Federal/RJ, conforme consta ãs fls. 115 dos autos. Posteriormente, retorne o Processo para apreciação e julgamento por parte desse Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 11 de novembro de 2008. VA VA SSA A LENTE - Relatora L 'e ecai,-L • 6
score : 1.0
Numero do processo: 10530.001668/2007-14
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 16 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Aug 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a .31/12/1998
DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL, Em face da inconstitucional idade
declarada do art, 45 da Lei n, 8212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante nº 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.201
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a .31/12/1998 DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL, Em face da inconstitucional idade declarada do art, 45 da Lei n, 8212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante nº 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, ou do art. 173, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. Recurso Voluntário Provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-14T16:53:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-14T16:53:33Z; Last-Modified: 2010-12-14T16:53:33Z; dcterms:modified: 2010-12-14T16:53:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:2d358a83-f454-44a4-a6da-b1d6ae218337; Last-Save-Date: 2010-12-14T16:53:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-14T16:53:33Z; meta:save-date: 2010-12-14T16:53:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-14T16:53:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-14T16:53:33Z; created: 2010-12-14T16:53:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-12-14T16:53:33Z; pdf:charsPerPage: 1480; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-14T16:53:33Z | Conteúdo => HELTON CARLX/12,14-414-DE UMA — Presidente ailai" V 44/W MG-v ESTAVO VETTORATO Relatot S2-TE03 ri 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10530.001668/2007-14 Recurso n O 272.517 Voluntário Acórdão n° 2803-00.201 — 3" Turma Especial Sessão de 16 de agosto de 2010 Matéria DECADÊNCIA Recorrente CLINICA SENHO DO BONFIM LTDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM SALVADOR-BA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a .31/12/1998 DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL, Em face da inconstitucional idade declarada do art, 45 da Lei n, 8212/1991 pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes, inclusive na forma da Súmula Vinculante n, 08, o prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4', ou do art. 17.3, ambos do Código Tributário Nacional, conforme o modalidade de lançamento. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). / Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contrário à manutenção parcial de NFLD que foi pela decisão recorrida. A NFLD constituiu créditos tributários oriundos da incidência de contribuições previdenciárias, apuradas no período de 01/1996 a 13/1998, parte com base em diferenças entre as informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e RAIS, inclusive com arbitramento de valores do salário-contribuição (prolabore) dos sócios, que foi cientificada em 15,05.2006. Notificada, a Recorrente impugnou o lançamento, que foi retificado posteriormente, abrindo-se novamente para apreciação da contribuinte, aditando a sua impugnação. Por sua vez, a decisão da DRJ-Salvador entendeu como parcialmente procedente o lançamento, com o expurgo das competências de 12/1996, 11/1997, 12/21997 e 09/1998, das bases de cálculo. Inconformada com a decisão a quo, a Recorrente apresentou tempestiva. mente Recurso Voluntário, repetindo os argumentos trazidos em impugnação, O depósito prévio foi dispensado por ordem judicial oriunda dos autos a 2008..33.04.001040-2. Os autos vieram à presente Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do CARF É o Relatório.. Voto Conselheiro GUSTAVO VETTORATO, elator O presente Recurso Voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido, Da Decadência Em face à análise dos autos, por dever de oficio e defesa da moralidade administrativa (art, 37, da CF/1988), preliminarmente, atenta-se à extinção de todos os créditos constituídos em razão da ocorrência de decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n" 8 "São inconstitucionais os parágrafo Úlll-CO do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Súmula de n ° 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiada aplicá-la. 2 Processo n° 10530 001668/2007-14 S2-1 E03 Acórdão n " 2803-00.201 Fl 2 Art. I03-A O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá elèlto vinca/ante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esfèras federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecido em lei. Urna vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei 11 " 8,212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Observe-se a NFLD é referente os fatos geradores ocorridos nos períodos de 01/01/1996 à 31/12/1998, Neste caso, considerando a natureza das contribuições tendentes ao lançamento por homologação, mas que os créditos foram levantados por meio de arbitramento, apuração em outros documentos, em face da não localização dos mesmos, o que torna-o em lançamento por oficio (art. 150, §40, e 149, CF/1998), devendo-se seguir o disposto no art. 173, 1, c/c art 156, inciso V, do CTN, contando o prazo de 5(cinco) anos do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. A cientificação da NFLD foi em 15,05.2005, estarão extintos os créditos oriundos da incidência da norma tributária sobre fatos geradores anteriores à 1".01.2000. • áu seja, considerando que os períodos alcançados pelo lançamento são do exercício de 1996 e 1998, não resta dúvida quanto à extinção dos créditos constituídos Do Dispositivo do Voto Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso do notificado, para no mérito CONCEDER-LHE TOTAL PROVIMENTO, reformando a decisão recorrida, declarando a improcedência do lançamento e decretando a nulidade material da NFLD objeto do presente processo administrativo, no sentido de reconhecer a decadência dos créditos tributários nele lançados. pUSTAVO VETT
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Numero do processo: 10070.000851/2007-67
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO ANTES DO LANÇAMENTO. IMPOSSIBILIDADE
Nos termos da legislação de regência, o contencioso fiscal se estabelece com o oferecimento, pelo contribuinte, da impugnação ao lançamento, não sendo necessário a instauração de qualquer procedimento contrário anterior ao auto de infração.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
OMISSÃO DE RECEITAS
Comprovado que o Contribuinte omitiu receitas, deve a autoridade fiscal proceder ao lançamento de ofício, independentemente das informações prestadas pela respectiva fonte pagadora.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. SÚMULA 11 DO CARF.
Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.
REMISSÃO. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA PARA O CARF
RECONHECER DESTE TIPO DE PEDIDO.
Não compete ao CARF conhecer de pedido de remissão, tarefa que compete às instâncias preparadoras.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2802-001.357
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO ANTES DO LANÇAMENTO. IMPOSSIBILIDADE Nos termos da legislação de regência, o contencioso fiscal se estabelece com o oferecimento, pelo contribuinte, da impugnação ao lançamento, não sendo necessário a instauração de qualquer procedimento contrário anterior ao auto de infração. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. OMISSÃO DE RECEITAS Comprovado que o Contribuinte omitiu receitas, deve a autoridade fiscal proceder ao lançamento de ofício, independentemente das informações prestadas pela respectiva fonte pagadora. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. SÚMULA 11 DO CARF. Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. REMISSÃO. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA PARA O CARF RECONHECER DESTE TIPO DE PEDIDO. Não compete ao CARF conhecer de pedido de remissão, tarefa que compete às instâncias preparadoras. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração (fl. 04) proveniente de revisão de Declaração de Ajuste Anual relativo ao exercício do ano de 2004, anocalendário de 2003, que apurou dedução indevida de incentivo, por falta de comprovação ou de previsão legal, omissão de rendimentos do trabalho pelo Contribuinte, relativa a duas fontes pagadoras, e omissão de rendimentos recebidos a título de contribuições à previdência privada, PGBL e Fapi. Devidamente cientificado (fl. 09), o Contribuinte apresentou, tempestivamente, Impugnação (fl. 01), pleiteando a improcedência do lançamento aos seguintes fundamentos: i) quanto à diferença relativa aos vencimentos pagos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, afirma que ao elaborar a Declaração de Ajuste Anual louvouse nas informações prestadas pela fonte pagadora ao Contribuinte, sem, no entanto, exibir o respectivo demonstrativo, além de afirmar que não logrou localizar na notificação a diferença apontada, razão pela qual não pode justificála, embora a diferença em questão encontrese claramente apontada na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal que acompanha a notificação (fl.5); ii) quanto à outra fonte pagadora indicada na notificação (Brasilprev Seguros e Previdência Privada SA), em relação a qual haveria omissão de rendimentos do trabalho, quedouse silente; iii) quanto à dedução de incentivo, afirma tratarse de contribuições a estabelecimentos filantrópicos de utilidade pública, cujos nomes indica; iv) quanto à omissão de rendimentos recebidos a título de contribuições à previdência privada, PGBL e Fapi, afirma que o demonstrativo enviado pelo banco chegaralhe após a entrega da declaração e que, tratandose de rendimentos não tributáveis e de baixo valor, julgou desnecessária a elaboração de declaração retificadora. Por fim, acresce ao corpo da própria impugnação requerimento de que, antes do julgamento da impugnação, fosse agendada entrevista entre o Contribuinte e Auditor Fiscal, para exercício do contraditório e da ampla defesa, ou que lhe fosse remetidas informações mais detalhadas sobre as divergências apontadas na notificação, de modo a tornar possível completar sua defesa. Ato contínuo, os autos foram remetidos para julgamento à 6ª Turma da DRJ/BSB, em sessão realizada no dia 16/03/2010, resultando no Acórdão n.º 0335.925, que, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, sob os seguintes fundamentos: i) a notificação expedida ao Contribuinte não contém vícios, dela constando a descrição dos fatos, Fl. 59DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10070.000851/200767 Acórdão n.º 280201.357 S2TE02 Fl. 52 3 o enquadramento legal e os valores omitidos; ii) quanto ao requerimento de entrevista com Auditor Fiscal, o Decreto nº.70.235/72 não prevê a entrevista como meio de defesa naquela fase processual, sendo o contraditório e ampla defesa exercidos por outros meios, como o recurso cabível em face da decisão de primeira instância; iii) quanto à omissão de rendimentos pagos por Brasilprev Seguros e Previdência Privada SA, embora ao fim de sua impugnação o Contribuinte afirme impugnar totalmente a notificação, não contesta expressamente essa omissão, razão pela qual é considerada matéria não impugnada; iv) quanto à omissão de rendimentos pagos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, não é dado ao contribuinte omitir rendimentos recebidos em razão de falta de fornecimento de informes de rendimentos, bem como não foi apresentado, por ocasião da impugnação, o informe recebido pelo Contribuinte, tampouco elaborada a tempo declaração retificadora, tratandose o lançamento, uma vez comprovada a omissão de rendimentos de ato vinculado, não havendo, portanto, qualquer vício no lançamento respectivo; v) quanto à omissão de rendimentos recebidos a título de contribuições à previdência privada, PGBL e Fapi, pagos por Itaú e Previdência SA, o Contribuinte reconhece a omissão, tratandose de matéria não impugnada; vi) quanto à dedução de incentivo indevida, nos termos da lei somente se admite a dedução de contribuições feitas a fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Lei nº.9.250/95, art. 12), o que não foi comprovado pelo Contribuinte, razão pela qual subsiste a glosa. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl.30, o Contribuinte apresentou, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 3237), pleiteando o cancelamento do débito fiscal reclamado, aos seguintes fundamentos: i) o Contribuinte teve seu direito de defesa cerceado, por não ter havido oportunidade antes da autuação de apresentar justificativas e comprovantes ou retificar a declaração de ajuste; ii) operouse a prescrição do direito de cobrar o crédito tributário, nos termos do art.174 do CTN; iii) requer seja considerado remido o débito tributário, nos termos do art.14 da Lei nº.11.941/09; iv) reitera os argumentos e fundamentos esposados em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso deve ser conhecido, por atender aos requisitos de admissibilidade. Quanto aos argumentos esgrimidos na impugnação de fls.01 pelo ora recorrente, os quais reitera em seu recurso, reportome aos bem lançados fundamentos expendidos pela DRJ no acórdão de fls.23/28, que passam a integrar o presente voto, acrescendo apenas que, ao contrário do que sustentou o contribuinte em sua impugnação, os rendimentos recebidos a título de resgate de contribuições à previdência privada, PGBL e Fapi são tributáveis, não tendo havido retenção na fonte, nos termos das DIRFs de fls.20 e 21. No que se refere aos argumentos trazidos pelo recorrente em seu recurso, passo a enfrentálos. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 Não há cerceamento de defesa pela falta de oportunidade antes da autuação de apresentar justificativas e comprovantes ou de retificar a declaração. A uma porque poderia o contribuinte ter retificado sua declaração a qualquer tempo, antes da autuação, nada o impedindo de têlo feito. A duas porque o contraditório se exerce pela oportunidade de o contribuinte apresentar impugnação à autuação e eventual recurso à decisão da DRJ, não tendo em nenhuma dessas oportunidades o contribuinte exercido o seu direito de apresentar ao Fisco quaisquer comprovantes. Quanto à alegação de ocorrência de prescrição intercorrente, tratase de matéria sumulada no âmbito deste Conselho, verbis: Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Portanto, rejeitase a tese da prescrição, com base nos mesmos fundamentos dos precedentes que conduziram à adoção da súmula, Acórdão nº 10321113, de 05/12/2002, Acórdão nº 10419410, de 12/06/2003, Acórdão nº 10419980, de 13/05/2004, Acórdão nº 105 15025, de 13/04/2005, Acórdão nº 10707733, de 11/08/2004, Acórdão nº 20207929, de 22/08/1995, Acórdão nº 20302815, de 23/10/1996, Acórdão nº 20304404, de 11/10/1997, Acórdão nº 20173615, de 24/02/2000, e Acórdão nº 20176985, de 11/06/2003. Quanto ao pedido de remissão, nos termos da remansosa jurisprudência deste Conselho, não se admite pedido de tal natureza em sede de recurso em processo fiscal, citando se, a título de exemplo a ementa do Acórdão n. 210200682, do Processo 13898000210200343 de 17/06/2010, lavrado pela 2ª Seção de Julgamento, 1ª Câmara, 2ª Turma Ordinária. “ ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF. EXERCÍCIO: 2000. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. MATÉRIA INCONTROVERSA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. PEDIDOS DE PARCELAMENTO OU REMISSÃO. MATÉRIA ESTRANHA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NÃO HAVENDO CONTROVÉRSIA NO TOCANTE À OMISSÃO DE RENDIMENTOS IMPUTADA AO CONTRIBUINTE, NÃO SE DEVE CONHECER DO RECURSO INTERPOSTO. PEDIDOS DE PARCELAMENTO OU DE REMISSÃO DEVEM SER DEDUZIDOS JUNTO A AUTORIDADE PREPARADORA QUE JURISDICIONA O CONTRIBUINTE. RECURSO NÃO CONHECIDO. VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS. ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, EM NÃO CONHECER DO RECURSO INTERPOSTO, NOS TERMOS DO VOTO DO RELATOR.” Isto posto, nada havendo que justifique a revisão do acórdão proferido pela DRJ, nego provimento ao recurso, mantendo o lançamento. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10070.000851/200767 Acórdão n.º 280201.357 S2TE02 Fl. 53 5 É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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