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Numero do processo: 10845.001585/2009-43
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2007
Ementa:
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, no lançamento não
foram apontados indícios em desfavor da presunção de veracidade e
idoneidade dos recibos nem qualquer descumprimento de qualquer requisito legal inerente a estes documentos.
Numero da decisão: 2802-001.627
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 Ementa: DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, no lançamento não foram apontados indícios em desfavor da presunção de veracidade e idoneidade dos recibos nem qualquer descumprimento de qualquer requisito legal inerente a estes documentos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1853; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 138 1 137 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10845.001585/200943 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.627 – 2ª Turma Especial Sessão de 17 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente FERNANDO CUSTÓDIO GOUVEIA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 Ementa: DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, no lançamento não foram apontados indícios em desfavor da presunção de veracidade e idoneidade dos recibos nem qualquer descumprimento de qualquer requisito legal inerente a estes documentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 24/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2007 , anocalendário 2006, em virtude de glosa de dedução de despesas médicas no valor de R$49.533,00 em virtude de o contribuinte, uma vez intimado, não ter comprovado a efetividade do serviço prestado e respectivo desembolso referente a psicanalista (R$23.770,00), fisioterapeuta (R$10.763,00) e dentista (R$15.000,00), além de consignar que houve dedução de despesas com Rosana C. C. Gouveia que não é dependente. Tal como adequadamente lavrado no relatório de primeira instância, na impugnação foi alegado em síntese que: 1) Não há recibos emitidos em nome de Rosana C. C. Gouveia; 2) Os valores glosados foram comprovados por recibos idôneos e com todos os requisitos legais, mais relatórios e declaração dos profissionais; 3) Não houve afirmativa categórica de qual ato ilegal o contribuinte praticou; 4) Somente na falta de recibo, a lei faculta comprovação através de cheque; 5) 0 fisco não demonstrou os motivos para solicitar prova efetiva da prestação de serviços. Não ocorreu procedimento adminiarativo que ateste inidoneidade dos recibos apresentados. Cita decisões administrativas; 6) contribuinte agiu de boa fé e se esforçou em levar mais elementos de comprovação do efetivo serviço prestado; 7) Os profissionais pagaram impostos referentes As receitas auferidas, não podendo o fisco glosar as despesas médicas e ainda receber pelos serviços prestados; 8) Requer: provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente documental e pericial e juntada de novos elementos; cancelamento do auto de infração com restabelecimento das deduções. A impugnação foi indeferida pela 10ª Turma da DRJ São Paulo II, cujos principais fundamentos foram que, embora tenha constado na autuação glosa de despesas em favor de Rosana Gouveia e não conste nos autos despesas em benefício desta pessoa, não houve prejuízo à defesa que foi integralmente exercida com a impugnação, e que as despesas médicas para serem deduzidas dependem da comprovação por parte do contribuinte da efetiva prestação dos serviços e do desembolso correspondente, a juízo da autoridade lançadora (art. 73 do RIR1999), sendo os recibos prova apenas a priori e os relatórios e declarações dos prestadores de serviço insuficientes para justificar a dedução. O acórdão recorrido apontou, ainda, que as despesas foram de valores elevados o que justifica questionar a validade dos recibos apresentados à fiscalização (fls. 61 e Fl. 147DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001585/200943 Acórdão n.º 2802001.627 S2TE02 Fl. 139 3 64/83) e reapresentados com a impugnação (fls. 13/24), além de fazer as seguintes objeções referentes à formalidade dos recibos perante a legislação: Às fls. 12/17 — recibos referentes a tratamento de fisioterapia, sem constar o endereço do profissional e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitidos por Nery Adriane E. F. dos Santos; Às fls. 12 — recibo único referente a serviços profissionais prestados, sem especificar o tratamento, indicando pacientes o próprio contribuinte e dependentes e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitido por Claudio Sérgio Mucci; Às fls. 17 — recibo único referente a serviços de fisioterapia na família (anual), sem especificar o tratamento, não indicando os pacientes nominalmente e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitido por Marcela Pereira dos Santos Às fls. 18/29 — recibos referentes a tratamento psicológico familiar, sem identificar os pacientes, sem constar o endereço do profissional e sem comprovação do efetivo tratamento e do pagamento, emitidos por José Francisco Cetertick Neto. Ciente da decisão de primeira instância em 25/10/2010, o recorrente apresentou recurso voluntário em 24/11/2010, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. o julgador não se ateve aos documentos apresentados e muito menos aos argumentos do recorrente, os quais reitera no presente recurso; 2. as despesas foram comprovadas com recibos idôneos apresentados ao AuditorFiscal, que glosou a dedução sem apontar o ato ilegal praticado, que certamente não foi a falta de comprovação; 3. o acórdão recorrido cita o art. 368 do CPC e art. 219 do CC deixando claro o cerceamento do direito de defesa ao não deixar de intimar o impugnante para produção de outras provas, muito embora houvesse requerimento neste sentido; 4. o art. 219 do Código Civil é inaplicável neste caso; 5. a glosa representa apenas animo de arrecadar, pois não houve representação acerca de falsidade sem se procurou os profissionais emitentes dos recibos que estariam pagando mais imposto; 6. além dos recibos hábeis e idôneos, apresentou outras provas da prestação de serviço como relatórios de atendimento e declarações firmadas pelos profissionais Fl. 148DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 acima citados, documentos não valorizados no acórdão recorrido; e 7. não há obrigação de fazer pagamento dessas despesas em cheque ou transferência bancária e a decisão recorrida contraria jurisprudência deste Conselho, especialmente por não demonstrar os motivos que levaram o Auditor Fiscal a solicitar provas da efetiva prestações de serviço, além dos recibos entregues tempestivamente, não há prova consistente nos autos que contrarie as que foram produzidas pelo recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio trata de comprovação de despesas médicas. Em casos desta natureza, tenho reiteradamente decidido que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. Tomo como ponto de partida a imputação feita no lançamento e nela não vejo apontamento algum de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, logo não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. A autoridade fiscal não apontou quais as razões pelas quais os recibos apresentados não são suficientes ainda que atendam as formalidades legais. Não fez qualquer ressalva quanto a aspectos formais, o que somente ocorreu na decisão de primeira instância. A fundamentação de que houve despesas com Rosana Gouveia, não dependente, fica prejudicada por falta de comprovação a cargo da autoridade lançadora. Os documentos comprobatórios apresentados pelo recorrente estão acostados às fls. 13/24 e novamente fls. 61 e 64/83. Em que pese seja sensível às preocupações do julgador de primeira instância, tomo como premissa que o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001585/200943 Acórdão n.º 2802001.627 S2TE02 Fl. 140 5 Não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam eventual deturpação do benefício fiscal, não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal. Não havendo prova em desfavor dos recibos, das declarações e relatórios elaborados pelos profissionais – ainda que por meio de um conjunto forte de indícios e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 150DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001585/200943 Acórdão n.º 2802001.627 S2TE02 Fl. 141 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 24 de maio de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 152DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.911414/2011-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI)
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO. DECORRÊNCIA. PREVENÇÃO. MOMENTOS PROCESSUAIS DISTINTOS. APLICAÇÃO DA DECISÃO ANTERIOR.
Tendo em vista que processo conexo já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo sob apreço.
SALDO CREDOR. RESSARCIMENTO. DENEGAÇÃO.
É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI.
Numero da decisão: 3402-007.619
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Renata da Silveira Bilhim, Sílvio Rennan do Nascimento Almeida, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Thais de Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente). Ausente a Conselheira Maysa de Sá Pittondo Deligne.
Nome do relator: THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DECORRÊNCIA. PREVENÇÃO. MOMENTOS PROCESSUAIS DISTINTOS. APLICAÇÃO DA DECISÃO ANTERIOR. Tendo em vista que processo conexo já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo sob apreço. SALDO CREDOR. RESSARCIMENTO. DENEGAÇÃO. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente (documento assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Renata da Silveira Bilhim, Sílvio Rennan do Nascimento Almeida, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Thais de Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente). Ausente a Conselheira Maysa de Sá Pittondo Deligne.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-14T13:39:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-14T13:39:30Z; Last-Modified: 2020-09-14T13:39:30Z; dcterms:modified: 2020-09-14T13:39:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-14T13:39:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-14T13:39:30Z; meta:save-date: 2020-09-14T13:39:30Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-14T13:39:30Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-14T13:39:30Z; created: 2020-09-14T13:39:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2020-09-14T13:39:30Z; pdf:charsPerPage: 1958; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-14T13:39:30Z | Conteúdo => S3-C 4T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11020.911414/2011-13 Recurso Voluntário Acórdão nº 3402-007.619 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de agosto de 2020 Recorrente TIBRE INDUSTRIA METALURGICA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DECORRÊNCIA. PREVENÇÃO. MOMENTOS PROCESSUAIS DISTINTOS. APLICAÇÃO DA DECISÃO ANTERIOR. Tendo em vista que processo conexo já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo sob apreço. SALDO CREDOR. RESSARCIMENTO. DENEGAÇÃO. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente (documento assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Renata da Silveira Bilhim, Sílvio Rennan do Nascimento Almeida, Sabrina Coutinho Barbosa (suplente convocada), Thais de Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes (Presidente). Ausente a Conselheira Maysa de Sá Pittondo Deligne. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 91 14 14 /2 01 1- 13 Fl. 228DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-007.619 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.911414/2011-13 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento ("DRJ") de Porto Alegre/RS, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Contribuinte. Por bem consolidar os fatos ocorridos até a decisão da DRJ, colaciono o relatório do Acórdão recorrido in verbis: Trata-se da manifestação de inconformidade (fls. 2 a 7), protocolizada em 14 de agosto de 2012, face ao Despacho Decisório Eletrônico (DDE) nº 024923870 de fls. 8, comunicado em 16 de julho de 2012, referente ao 1º trimestre de 2008 o qual não reconheceu crédito de IPI registrado no PER/DCOMP nº 03705.22513.150708.1.5.01- 0339, bem como não homologou compensação ali declarada. As razões do não reconhecimento e não homologação foram: - Constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento é inferior ao valor pleiteado - Redução do saldo credor do trimestre, passível de ressarcimento, resultante de débitos apurados em procedimento fiscal. O presente processo e sua decisão pela DRF foram originados pelo processo nº 11020.721841/2012-84, onde foi efetuado lançamento de IPI decorrente de divergência na classificação fiscal de produtos vendidos pela Tibre, o que resultou em débitos superiores aos registrados pela empresa, o que acarretou a insuficiência de saldo credor de IPI para ressarcimento. Neste ponto, a presente manifestação de inconformidade repete os pontos lá discutidos, ou seja, a divergência da classificação fiscal apontada pela fiscalização e que resultou no lançamento de novos débitos de IPI, os quais, deduzidos dos créditos apurados pela manifestante, resultaram na decisão proferida no Despacho Decisório Eletrônico (DDE) contra o qual a manifestante se opõe. Repetiu o pedido de produção de provas em outros momentos processuais. Uma vez que nenhum outro ponto foi apontado na peça de defesa, nada mais há a acrescentar. O julgamento da manifestação de inconformidade resultou no Acórdão da DRJ de Porto Alegre/RS, cuja ementa segue colacionada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 Ementa: SALDO CREDOR. RESSARCIMENTO. DENEGAÇÃO. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. IMPUGNAÇÃO. PROVAS ADICIONAIS. PRECLUSÃO TEMPORAL. Tendo em vista a superveniência da preclusão temporal, é rejeitado o pedido de apresentação de provas suplementares, pois o momento propício para a defesa cabal é o da oferta da peça impugnatória. Irresignada, a Contribuinte recorre a este Conselho, repisando os argumentos de sua manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 229DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-007.619 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.911414/2011-13 Voto Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, Relatora. O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, de modo que dele tomo conhecimento. Como se depreende do relato acima, a lide resume-se a mesma discussão travada nos autos do Processo n. 11020.721841/2012-84, no qual foi efetuado lançamento de IPI decorrente de divergência na classificação fiscal de produtos vendidos pela Recorrente, resultando em débitos superiores aos registrados pela empresa e, por conseguinte, a insuficiência de saldo credor de IPI para ressarcimento pleiteado. Efetivamente, a questão controvertida no Processo Administrativo nº 11020.721841/2012-84 versa sobre os mesmos fatos, mesmo período e mesmíssima fundamentação da travada nos presentes autos, como se constata da leitura do Acórdão n. 3402002.949, de 15/03/2016, da lavra do Conselheiro Jorge Freire. Tratar-se-ia, portanto, de situação de decorrência de processos para julgamento conjunto, nos moldes do artigo 6º, §1º, inciso II do Regimento Interno do CARF, in verbis: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observando-se a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I - conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II - decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III - reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. (grifei) Este mesmo dispositivo de nosso Regimento Interno, estabelece em seu § 2º que “observada a competência da Seção, os processos poderão ser distribuídos ao conselheiro que primeiro recebeu o processo conexo, ou o principal, salvo se para esses já houver sido prolatada decisão.” Tal norma tem por escopo evitar decisões conflitantes a respeito dos mesmos fatos ou pedidos, tratados em processos administrativos fiscais distintos. Por essa razão, é de suma importância a sua observância, sob pena de ferir um dos maiores objetivos deste Tribunal, uma vez que o Novo Código de Processo Civil (NCPC), cuja aplicação subsidiária ao Processo Administrativo Fiscal agora é expressa (artigo 15) 1 , determina em seu artigo 926 que “os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e coerente.” Pois bem. Em consulta sobre o andamento do Processo n. 11020.721841/2012-84, como já mencionado acima, verifica-se que o mesmo não só já foi distribuído para relato do 1 Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente Fl. 230DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-007.619 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.911414/2011-13 Conselheiro Jorge Freire, como também já teve sua análise concluída, na qual a este Colegiado em sua anterior composição, por voto de qualidade, negou provimento ao recurso voluntário da Contribuinte, em julgado ao qual foi atribuída a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 IPI. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PARTES E PEÇAS METÁLICAS. TRV. As partes e peças metálicas, inclusive estruturais, destinadas, após montagem, a receber equipamentos de produção de frio, que compõem um Túnel de Retenção Variável (TRV), classificam-se na NCM 8418.91.00. PERÍCIA TÉCNICA. INDEFERIMENTO. PRESCINDIBILIDADE. Indefere-se os pedidos de perícia, por prescindíveis, quando a matéria técnica passível de análise em tal procedimento não interferir nas questões de direito que determinaram a convicção do julgador, bem como na formação de seu juízo valorativo acerca do litígio. Recurso Voluntário a que se nega provimento. Tendo em vista que o Processo principal já foi distribuído e teve seu mérito analisado, não é mais o momento para a utilização do instituto da prevenção para o julgamento da causa, nos termos do Regimento Interno do CARF e do artigo 58 do Novo Código de Processo Civil, 2 mas sim da aplicação da decisão já proferida por este Conselho, sobre os mesmos fatos, para o processo ora sob apreço. Nesse sentido, forçoso reconhecer que este Conselho, debruçando-se sobre o mesmos pontos que aqui se discutem, no julgamento do Processo n. 11020.721841/2012-84, entendeu, nos dizeres do Relator, que: Não há dúvida que as partes e peças que constam nas notas fiscais a que se refere à exação destinam-se à montagem de uma estrutura destinada a receber os equipamentos de refrigeração, mais especificamente o chamado Túnel de Retenção Variável (TRV). As fotos acostadas aos autos às fls. 182 a 199, não deixam margem a qualquer dúvida. Assim, correta a classificação fiscal adotada pela fiscalização, qual seja NCM 8418.91.00, cuja alíquota no período era 15%. O fato desta classificação fiscal referir-se ao termo móvel, ao qual apegou-se a defesa tão-somente, está correto, pois não se tratam de galpões industriais que possam ser enquadradas na NCM de estruturas metálicas. E de fato são peças móveis, pois foram montados na empresa adquirente sob especificação desta. Talvez por isso a recorrente tenha se negado a fornecer os projetos de seus clientes, o que apenas dificultou a ação fiscal. Tal entendimento, há de ser aplicado no presente caso, decorrente daquele, ressalvando meu entendimento pessoal a respeito da correta classificação fiscal das mercadorias em apreço, já manifestado naquela oportunidade. Por tudo quanto exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz 2 Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão decididas simultaneamente. Fl. 231DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3402-007.619 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.911414/2011-13 Fl. 232DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13826.000285/2006-11
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
NORMAS PROCESSUAIS.
MATÉRIA NÃO CONTESTADA NA IMPUGNAÇÃO.
Não se deve conhecer do Recurso Voluntário quando a matéria não foi
impugnada em primeira instância
Numero da decisão: 2802-000.781
Decisão: Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade de votos NÃO
CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a), sem prejuízo de a Unidade da Receita Federal, na fase de cobrança, no exercício de sua competência, observar os
pagamentos que o recorrente alega ter efetuado. Os Conselheiros Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado e Jorge Claudio Duarte Cardoso votaram pelas conclusões por entender que não há litígio contra a decisão de primeira instância.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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MATÉRIA NÃO CONTESTADA NA IMPUGNAÇÃO. Não se deve conhecer do Recurso Voluntário quando a matéria não foi impugnada em primeira instância Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a), sem prejuízo de a Unidade da Receita Federal, na fase de cobrança, no exercício de sua competência, observar os pagamentos que o recorrente alega ter efetuado. Os Conselheiros Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado e Jorge Claudio Duarte Cardoso votaram pelas conclusões por entender que não há litígio contra a decisão de primeira instância. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: : Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado (Suplente convocado), Dayse Fernandes Leite e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 27/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE C ARDOSO 2 Relatório Tratase de Auto de Infração de fl. 31, lavrada para a exigência do IRPF Suplementar , relativo ao Exercício de 2001 – Ano Calendário 2000, no valor de R$4.23,75, acrescido de Multa de Ofício e Juros de Mora calculados até 08 de 2006. Conforme demonstrativo das infrações de fls. 35, a exigência decorreu da constatação de rendimentos indevidamente considerados como isentos por moléstia grave. Discordando da exigência fiscal, o interessado apresenta a impugnação, acompanhada dos documentos de fls. 03 a 30, argumentando, em síntese, consoante o relatório da decisão em primeira instância, que é portador de doença degenerativa progressiva, que lhe dá direito de ser isento do imposto de renda pessoa física, apresentando xerox de todos os documentos que possui para comprovar a sua doença degenerativa e afirmando ser funcionário público municipal aposentado. A 4ª Turma de Julgamento da DRJ/SPOII,decidiu, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, mantendose o crédito tributário, sob o seguinte fundamento: “Versa a lide sobre a isenção aplicável aos rendimentos de aposentadoria percebidos por portadores de moléstia grave. Cumpre observar que a legislação que dispõe sobre a isenção para os portadores de moléstia grave, é outorgada pelo art. 6o, inciso XIV, da Lei n° 7.713, de 22/12/1988, com a nova redação dada pelo art 47 da Lei nº 8.541, de 23/12/1992, e pela Lei nº 11.052. de 29/12/2004, ficando assim regulamentada a questão: "Art. 6o Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; ()" Dispondo sobre essa concessão, o artigo 30 da Lei n° 9.250 de 26/12/1995 veio a exigir, a partir de 1o de janeiro de Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 27/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE C ARDOSO Processo nº 13826.000285/200611 Acórdão n.º 280200.781 S2TE02 Fl. 2 3 1996, para reconhecimento de novas isenções, que a doença fosse comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, como se verifica na transcrição do texto legal que se segue: "Art. 30. A partir de 1o de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6o da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com redação dada pelo art. 47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (...)" A respeito do termo inicial da isenção a Instrução Normativa SRF n° 15, de 06/02/2001, que consolidou a legislação do imposto de renda das pessoas físicas, dispõe em seu art. 5o, §2° que: "Art. 5o Estão isentos ou não se sujeitam ao imposto de renda os seguintes rendimentos: (...) § 2 a A isenção a que se referem os incisos XII e XXXV aplicamse aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão, quando a doença for preexistente; II do mês da emissão do laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial” Para comprovar o direito à isenção, o contribuinte juntou aos autos os documentos de fls. 03 e 11. Apesar do recorrente afirmar que solicitou a restituição do imposto de renda pago no anocalendário 2000, pelo motivo de ser portador de doença degenerativa progressiva, uma vez que a lei vigente dá direito de isenção do imposto de renda pessoa física, pelos documentos juntados aos autos não se comprovam ser o contribuinte portador de moléstia grave no anocalendário 2000. O documento de fl. 03, expedido em formulário da Prefeitura Municipal de Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 27/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE C ARDOSO 4 Palmital, Departamento Municipal de Saúde, datado de 16/04/2003, atesta que naquela data o contribuinte é portador de Doença de Parkinson, não trazendo a data em que a moléstia foi diagnosticada. Também o documento de fl. 11, emitido em 05/05/2006, pelo Departamento Municipal de Saúde de Palmital, atesta que o impugnante é portador de Doença Parkinson, sem entretanto, fixar a data em que a moléstia foi contraída/diagnosticada. A interpretação deve ser literal, conforme prevista no art. 111 da Lei n°. 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional CTN. Assim, se não há nos documentos apresentados, a data de início da moléstia, só pode a autoridade administrativa reconhecer a isenção a partir da data de emissão do laudo nos termos da IN SRF n.° 15 de 2001, já transcrita, não podendo a autoridade administrativa concluir que o contribuinte já possuía a doença em 2000. Com efeito, do que foi trazido ao presente processo, concluise que, no caso concreto, o impugnante não logrou demonstrar o cumprimento dos requisitos estabelecidos pela norma legal como necessários e imprescindíveis para usufruir a isenção do imposto de renda.” O recorrente foi cientificado, por Aviso de Recebimento (fl. 61), da decisão da em primeira instância em 15 de agosto de 2008 e apresentou recurso (fl. 62) em 15 de setembro de 2008, alegando, em síntese, que inicialmente apresentou a SRF uma Declaração de Imposto de Renda – Exercício 2001 Ano Calendário 200, com saldo de Imposto a Pagar no valor de R$4.231,75, devidamente recolhido em 04 parcelas de R$1.057,93. Posteriormente apresentou declaração retificadora , por entender que por ser portador de moléstia grave teria direito a restituição. Como o resultado da decisão de Primeira Instância foi pela improcedência do seu pleito requer, neste ato que o valor pago seja considerado. Assim solicita o cancelamento da exigência constante nos autos por entender que já efetuou o recolhimento. Instruindo o seu recurso apresenta às fls 65 e 66 cópia de DARFs, relativos a recolhimento de IRPF 2001. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a fl. 67, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira DAYSE FERNANDES LEITE Como no relatório deste acórdão se viu, a recorrente concorda com o resultado da Decisão de Primeira instância, mas pretende que o valor que alega ter recolhido a título de quotas de IRPF, correspondentes ao Saldo de Imposto a pagar apurado na Declaração Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 27/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE C ARDOSO Processo nº 13826.000285/200611 Acórdão n.º 280200.781 S2TE02 Fl. 3 5 Originalmente apresentada para o Exercício 2001 – Ano calendário 2000, seja considerado e que seja cancelada a cobrança do IRPF suplementar constante no Auto de Infração ora rechaçado. Em relação a dedução dos valores pagos, a decisão recorrida deixou de manifestarse sobre ela, porquanto esta questão não fizera parte da peça impugnatória, isto é, não fora contestada na impugnação. O fato de a matéria não haver sido arguida na primeira instância, por si só, já afasta a possibilidade de vir a ser conhecida por este Colegiado, pois , como é de todos sabido, (art. 16, § 4°, do Decreto n° 70.235/72), só é lícito deduzir novas alegações, em supressão de instância, quando: • Fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior . • Refirase a fato ou a direito superveniente . • Destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. As alegações de defesa são faculdade do demandado, mas constituise em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não o sendo praticado no tempo certo, surge para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de o fazêlo posteriormente, pois, nesta hipótese, operase o fenômeno denominado de preclusão, isto porque, o processo é um olhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitarse questões já ultrapassadas em fases anteriores . Daí, não tendo sido deduzida a tempo, em primeira instância, a razão apresentada na fase recursal, não se pode dela conhecer. Por fim, ressalto que quando na cobrança do crédito tributário as parcelas alegadamente pagas pelo recorrente, caso confirmadas, devem ser deduzidas do valor a ser exigido do contribuinte. Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 13 de abril de 2011. (assinado digitalmente) DAYSE FERNANDES LEITERelatora Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 27/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE C ARDOSO 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE Assinado digitalmente em 26/05/2011 por DAYSE FERNANDES LEITE, 27/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE C ARDOSO
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Numero do processo: 15165.003032/2005-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1999
Embargos de Declaração. Obscuridade e Omissão
Cabem embargos de declaração quando verificada obscuridade, contradição ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse
o Colegiado.
Ausentes tais vícios, não há como acolher os embargos.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3102-001.519
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração.
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Obscuridade e Omissão Cabem embargos de declaração quando verificada obscuridade, contradição ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse o Colegiado. Ausentes tais vícios, não há como acolher os embargos. Embargos Rejeitados. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Sidney Eduardo Stahl; Winderley Morais Pereira, Helder Massaaki Kanamaru, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Ausentes os Conselheiros Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Luciano Pontes de Maya Gomes, sendo o primeiro justificadamente. Relatório Tratamse de embargos de declaração tempestivamente opostos em desfavor do Acórdão 310200.573, de 03/02/2010, assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 16 5. 00 30 32 /2 00 5- 74 Fl. 5834DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.888 2 Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1999 Nulidade do Laudo Técnico. Inocorrência É hígido o laudo técnico produzido por perito credenciado junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil que tenha como objeto planta industrial formada de produtos nacionais e nacionalizados no intuito de identificar a origem de seus componentes. Eventual divergência entre as conclusões do responsável pela execução da perícia e das autoridades julgadoras devem ser tratadas juntamente com o mérito. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1999 Decadência. Multa de Oficio Decorrente do Descumprimento dos Compromissos Associados ao Regime Automotivo Geral. O prazo decadencial do direito de promover o lançamento das multas disciplinadas pela Lei n° 9.449, de 1997 somente se inicia no primeiro dia do exercício seguinte ao concedido para cumprimento dos compromissos inerentes ao Regime. Alegação de Violação ao Princípio do NãoConfisco. Matéria Estranha à Competência Regimental do CARF. Afastar a aplicação da lei vigente, no caso, a Lei n° 9.449, de 1997, com base no préfalado princípio, como já se manifestou o Pretório Excelso por meio da Súmula Vinculante n° 10, implicaria exercício de controle de constitucionalidade, tarefa que não se coaduna com as atribuições deste Colegiado. Cobrança de Multa Isolada. Legalidade A incidência de multa isolada, escorada no § 2° do art. 113 do CTN, independe da constatação de irregularidade atrelada à cobrança de tributos. Descumprido dever formal, impõemse o lançamento das multas hipoteticamente previstas em lei. Assunto: Regime Automotivo Geral Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2001 Proporções e índice Médio de Nacionalização. Bens de Capital Nacionais. Para efeito de cumprimento dos compromissos inerentes ao Regime Automotivo não é possível computar, como aquisição de bem de capital nacional, a integralidade dos dispêndios promovidos em razão de contrato turn key, firmado para a realização de várias etapas inerentes à instalação de planta industrial. Fl. 5835DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.889 3 Ademais, a inclusão no campo de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados não tem o condão de interferir na origem dos produtos, que também não será fixada em razão das regras de origem do Mercosul. Tratandose de uma planta industrial, a avaliação da origem dos bens de capital que a compõem deve ser promovida tomandose por base cada um dos bens individualmente considerados, admitindose, como conseqüência, o total do dispêndio promovido na aquisição de bens de capital nacional, independentemente do percentual que ele representa na referida planta industrial. Insumos Para efeito de cumprimento dos compromissos inerentes ao Regime Automotivo, insumos são exclusivamente matériasprimas, partes, peças, componentes, conjuntos e subconjuntos, acabados e semiacabados, e pneumáticos. Não se admite computar, portanto, produtos intermediários e outras rubricas eventualmente atreladas ao custo de transformação do produto que o contribuinte dá saída do estabelecimento. Veículos do Mercosul Veículos importados no âmbito do ACE 14, se observadas as avenças levadas a efeito por meio dos protocolos modificativos que lhe complementem, não são considerados estrangeiros para efeito de apuração dos compromissos inerentes ao Regime Automotivo. As cotas de importação outorgadas pelo Protocolo Modificativo n° 28 devem observar o limite de valor fixado no referido ato negocial. De outra banda, o Protocolo Modificativo n° 29 autorizou a importação de 9.200 veículos, sem limite de valor. Multa pelo não Atingimento do IMN A multa relativa ao não atingimento do IMN somente incide sobre a fração das importações beneficiadas que efetivamente excederem o referido índice. Recursos de Oficio Negado e Voluntário Provido em Parte. Aduz a embargante que o acórdão encontrase vazado de omissão e obscuridade. A primeira omissão diria respeito à análise da natureza das multas impostas que, no seu sentir, teriam sido equivocadamente consideradas como atreladas à obrigação tributária acessória. Sustenta, que o § 3º do CTN1 prevê que o descumprimento de obrigação 1 § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Fl. 5836DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.890 4 tributária acessória a converte em principal e, como tal, se submete ao prazo decadencial do § 4º do art. 150 do mesmo CTN2. Aponta, nessa esteira, que o acórdão, equivocadamente, teria afastado a prejudicial de decadência, asseverando que se tivesse considerado a correta natureza de obrigação tributária principal, indubitavelmente, teria reconhecido a extinção do crédito em razão da fluência de prazo. A segunda omissão diria respeito à disparidade entre as conclusões do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que considerou o regime adimplido e o Ministério da Fazenda, que teria discordado de tal conclusão. Nessa esteira, faz referência ao Oficio nº 698/02, que comunicara o encerramento do programa, por decurso de prazo e com indicativo de adimplemento, e aponta que o acórdão seria omisso com relação à manifestação do MDIC. Defende que, se a tivesse considerado, certamente a exigência litigiosa teria sido afastada por completo. Já as obscuridades estariam, em primeiro lugar, na análise da higidez do laudo técnico produzido com espeque na IN 157, de 1998, por meio do qual teria sido verificada a origem dos bens de capital adquiridos. Afirma, nessa esteira, que a IN 157 de 1998, só se prestaria a identificar produtos importados e que os bens em questão não teriam sido importados pela embargante, que os adquirira no mercado nacional, quando já nacionalizados. Consequentemente, faltaria amparo para a realização das verificações levadas a efeito pelo expert. O segundo aspecto alegadamente vazado de obscuridade, que até certo ponto, tem ligação com o primeiro, diz respeito ao cálculo do valor dos bens de capital em questão, adquiridos às pessoas jurídicas Comau e Geico, no bojo de contrato turn key. Defende que adquirira linhas de montagem completas e que os componentes de tais linhas não poderiam ser consideradas isoladamente. Argumenta, outrossim, que a legislação de regência, no caso o Decreto nº 2.072/96, exige que os bens de capital sejam produzidos no Brasil e que as pessoas jurídicas Comau e Geico efetivamente industrializaram os bens na forma do artigo 4º do RIPI. Consequentemente, os bens decorrentes dessa industrialização atenderiam as exigências fixadas pela legislação que disciplina o regime automotivo. Careceria de fundamento, portanto, a alegação de que tais bens deveriam ser considerados de origem estrangeira, para fins de cálculo dos limites e proporções. Da mesma forma, não caberia discutir a proporção de itens aplicados no seu processo de industrialização. 2 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Fl. 5837DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.891 5 Arremata, alegando que todos esses fundamentos teriam sido expostos e que o acórdão também seria omisso, pois faria menção à origem da mercadoria para fins de cálculo das proporções e tal conceito seria estranho à legislação que disciplina o Regime, que se ateria à distinção entre mercadorias importadas e produzidas no país. É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Afora a tempestividade, já enfrentada anteriormente, a admissibilidade dos embargos de declaração, como é cediço, exige a verificação de pressupostos que, até certo ponto, confundemse com o seu mérito. O art. 65 do Regimento Interno do CARF aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, já vigente no momento da apresentação do recurso, é suficientemente claro: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. De fato, se não se revela omissão, contradição ou obscuridade na decisão embargada não há porque admitir o recurso que, regra geral, não tem o condão de alterar o mérito do decisum, apenas garantirlhe a integração. Não se pode, portanto, olvidar da finalidade da modalidade recursal apresentada, assim demarcada por Tereza Arruda Alvim Wambier3, para quem os embargos: Prestamse a garantir o direito que tem o jurisdicionado a ver seus conflitos (lato sensu) apreciados pelo Poder Judiciário. As tendências contemporaneamente predominantes só permitiriam entender que este direito estaria satisfeito sendo efetivamente garantida ao jurisdicionado a prestação jurisdicional feita por meio de decisões claras, completas e coerentes interna corporis”. Igualmente útil para o presente exame é a lição de Candido Rangel Dinamarco4: Obscuridade é, como o nome diz, falta de clareza em um raciocínio, em um fundamento ou em uma conclusão constante da sentença (p.ex., condenar a entregar o bem devido, sem esclarecer qual, quando a demanda contém pedidos alternativos). Contradição é a colisão de dois pensamentos que se repelem (p.ex., negar a medida principal pedida e conceder a acessória, que dela depende; julgar improcedente a reintegração 3 Apud Luiz Rodrigues Wambier, Flávio Renato de Almeida e Eduardo Talamini Curso Avançado de Processo Civil, volume 1 : teoria geral do processo de conhecimento; coordenação Luiz Rodrigues Wambier. São Paulo. 2007, Revista dos Tribunais, 9ª ed. p. 595 4 Instituições de Direito Processual Civil. São Paulo, Malheiros, 2005, 5ª ed., pp. 687/688. Fl. 5838DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.892 6 de posse e procedente o pedido de indenização etc.). Omissão é a falta de exame de algum fundamento da demanda ou da defesa, ou de alguma prova, ou de algum pedido etc. (decidir sobre a demanda principal sem se pronunciar sobre a acessória, deixar de indicar o nome de algum dos litisconsortes ativos ou passivos etc.). De se concluir, nessa esteira, que o recurso em análise não se presta a rediscutir a correção da decisão embargada, mas exclusivamente a avaliar se, interna corporis, identificase uma das hipóteses acima elencadas. Dito isto, após a análise dos argumentos expendidos e do voto condutor do acórdão embargado, com a devida vênia, não vejo como acolher os embargos. Pela própria descrição dos fundamentos expostos, chegase à conclusão de que o que se alega, com efeito, é o que a doutrina costuma denominar erro in judicando, a ser analisado por meio de recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, se preenchidos os requisitos para sua admissibilidade. Analiso isoladamente os pontos que conduzem a essa conclusão. Natureza das Multas Impostas e Decadência A fim de demonstrar a completude da análise desse fundamento, transcrevo trecho do votocondutor do acórdão que trata do tema: Insurgese ainda a recorrente contra a aplicabilidade, em abstrato, das multas que formam a exigência fiscal. Essencialmente, sustenta que, mesmo que os compromissos inerentes ao regime automotivo tivessem sido descumpridos, o Fisco não poderia aplicar penalidades sob o palio do CTN sem que houvesse uma obrigação principal a cumprir. Peço licença mais uma vez para discordar das considerações da Recorrente. Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do lido gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o credito cicia decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos . O "interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos", a meu ver não assume a conotação defendida pela recorrente. Tal interesse não é fixado em razão das conseqüências pelo descumprimento, mas pelo bem jurídico tutelado por tais obrigações. Fl. 5839DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.893 7 Ou seja, urna multa fiscal não perde essa natureza se o legislador pretendeu imputála independentemente da restauração da obrigação tributaria principal. Com efeito, como já explanado anteriormente, ao aderir ao Regime Automotivo, a recorrente auferiu redução das alíquotas nos percentuais definidos na legislação de regência e, como contrapartida, comprometeuse a aplicar as mercadorias na finalidade para qual foram importadas e a cumprir proporções, limites e índice médio de nacionalização. Há, efetivamente, interesso arrecadatório e fiscalizatório a ser preservado, na medida em que se não atingidos os objetivos almejados com o regime, a arrecadação sofre unta renúncia sem a correspondente contrapartida para a economia nacional. Desnecessário, ademais, tecer maiores comentários acerca dos conhecidos efeitos extrafiscais da tributação. Por outro lado, no que se refere à prejudicial de decadência, fixou o voto condutor: Conforme se pode perceber das manifestações das partes no processo, o dissenso entre as autoridades autuantes e a recorrente está na definição do momento em que as supostas irregularidades apontadas poderiam ser objeto de lançamento. A partir de então, aplicarseia a regra insculpida no art. 173, I do Código Tributário Nacional. Ou seja, no presente processo, não se discute a homologação do lançamento, promovido com os percentuais de redução consignados nas declarações de importação apresentadas pelo sujeito passivo. Inaplicável, portanto, o prazo consignado no § 4° do art. 150 do CTN. (...) Analisando os argumentos suscitados, entendeu a autoridade julgadora a quo que a metodologia de inicio do prazo decadencial não poderia ficar a depender da eficiência da comunicação entre os órgãos estatais envolvidos, conclusão com a qual concorda este relator. Assim, segundo consignado no acórdão hostilizado, o inicio da fluência do prazo decadencial para lançamento em razão do descumprimento das proporções acompanharia a sistemática de aferição própria das "newcomers": três anos, considerando o primeiro como "longo" (computado entre a data do primeiro desembaraço de insumos e 31/12 do ano seguinte). Já no que se refere à aferição do atingimento do Índice Médio de Nacionalização (IMN), igualmente apurado no interstício de três anos, considerandose o primeiro como "longo", a avaliação só se iniciaria a partir do inicio da produção. Fl. 5840DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.894 8 Cabe esclarecer, nessa esteira, que a recorrente promoveu o seu primeiro desembaraço aduaneiro em 1996 e iniciou sua produção em 1998. Com efeito, enquanto não concluído o prazo conferido às beneficiárias para cumprimento do regime, não haveria que se falar em irregularidade e, conseqüentemente, em fluência do prazo decadencial. Assim sendo, em compasso com a regra do art. 173, I do CTN, o termo a quo da contagem do prazo decadencial para imposição das multas referentes ao descumprimento das proporções se deu em 1° de janeiro de 2000 e, ao descumprimento do IMN, 10 de janeiro de 2002. 0 ad quem, consequentemente, ocorreu em 31 de dezembro de 2005 e 31 de dezembro de 2007, respectivamente. Rejeito, portanto, a prejudicial de decadência. Ora, o acórdão enfrentou o tema e fixou norte no sentido de que as multas em análise teriam como fundamento a inobservância de obrigação acessória, bem assim que a infração só se configuraria a partir do momento em que se encerrasse o prazo para cumprimento dos índices e proporções avençados. Certa ou errada essa foi a decisão do Colegiado, coerente e suficientemente fundamentada. Disparidade entre as conclusões do MDIC e da Secretaria da Receita Federal do Brasil Antes de adentrar na análise desse fundamento é preciso destacar que, em qualquer trecho do recurso voluntário é suscitada uma suposta precedência das conclusões do MDIC sobre as análises da Secretaria da Receita Federal do Brasil, nem muito menos sobre eventual incompetência deste órgão fiscal para revisitar as verificações realizadas por aquele órgão responsável pela concessão do regime. Aliás, segundo suscita em seu recurso, quando defende a prejudicial de decadência, afirma expressamente a competência do órgão fiscal. Confirase excerto5 1.31. Além disso, a D. Fiscalização invoca como fundamento para justificar sua competência fiscalizatória o artigo 1°, inciso VII, da Portaria do Ministério da Fazenda no 227/98, que aprova o antigo regimento interno da Secretaria da Receita Federal, revogada pela Portaria n° 259/01 que, por sua vez, foi revogada pela Portaria no 30/05, ambas editadas pelo Ministério da Fazenda. Em nenhuma dessas Portarias e, portanto, em nenhuma versão do regimento interno da Secretaria da Receita Federal, há qualquer tipo de norma que impeça o Fisco de tomar as devidas providências para constituição do crédito tributário em situações tais. Muito pelo contrário, existe lei federal que impõe a constituição do credito tributário, ainda que sem a aplicação de penalidade, apenas para que se evite a ocorrência de decadência (artigo 63, caput, da Lei n° 9.430/96). 5 Fl. 2315 Fl. 5841DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.895 9 Não há que se falar, portanto, em omissão com relação a esse aspecto. Até porque,conforme ressalva o MDIC no ofício 699/02 SDP/COIN6, que dá o regime por encerrado, tal aprovação é exclusivamente um indicativo, já que, nos termos desse documento, as informações constantes do relatório que embasou suas conclusões estavam sujeitas a fiscalização. Validade do Laudo Técnico Não merece outro destino a alegação de obscuridade dos fundamentos que conduziram o acórdão a afastar a preliminar de nulidade do laudo técnico que deu respaldo à investigação acerca dos bens adquiridos no bojo de contratos turn key, firmados com as pessoas jurídicas Comau e Geico. Mais uma vez, transcrevo excerto do votocondutor: Peço vênia para discordar da recorrente, pois penso que os conceitos empregados no ato administrativo que disciplina a prestação de assistência técnica não têm o alcance pretendido. Em primeiro lugar, a nacionalização da mercadoria, levada a efeito no procedimento de despacho, não tem o condão de interferir na sua origem, fixada segundo a regra insculpida no art. 9° do Decreto n° 37, de 1966, que reza: (...) Em segundo, falar que a norma se aplica à mercadoria importada não impede, por exemplo, a realização de perícia sobre a mercadoria que, após sua chegada do exterior, tenha sido objeto de comercialização. Por óbvio, este ultimo negócio jurídico não "apaga" seu histórico. Considerando que o ato de importar está atrelado a uma circunstância fática (promover a entrada da mercadoria), seria possível até falar em importação de mercadoria de origem nacional que, por exemplo, após a sua exportação temporária, regressasse ao Pais. Em terceiro, ainda que a instrução normativa não fornecesse autorização para a realização do laudo contestado, o art. 9° do Decreton° 70.235, de 1972, após a alteração promovida pela Lei n° 8.748, de 1993, em homenagem ao principio da verdade material, certamente serviria de fundamento para a realização daquela diligência. Vejamos a sua redação: (...) Por último, ainda em respeito ao principio da verdade material, somente não se admitem no processo provas ilícitas, obtidas em violação a algum preceito legal. Do contrário, a busca dos fatos que interessem à correta aplicação da norma, mais do que uma faculdade, é uma obrigação da Administração Tributária. 6 Doc. às fls. 03/04. Fl. 5842DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.896 10 Ora, o acórdão explicitou, de maneira clara e suficiente, os critérios que manteriam a higidez do procedimento à luz da Instrução Normativa nº 157, de 1998 ou até mesmo se chegasse à conclusão que tal ato administrativo não forneceria respaldo para sua realização. Critério Para Avaliação dos Bens de Capital Adquiridos no Bojo de Contratos Turn Key Igualmente não haveria que se falar em omissão ou obscuridade na fração do acórdão que trata desse aspecto do litígio. Mais uma vez, recorro à transcrição do voto condutor: Sob o ponto de vista da recorrente, em contraposição, as mercadorias em discussão não mais poderiam ser consideradas estrangeiras. Sustenta tal alegação com base em dois fundamentos. O primeiro sugere que as mercadorias foram importadas e regularmente desembaraçadas mediante o recolhimento dos impostos incidentes sobre a importação e, em seguida, transferidas. Tratarseiam, portanto, de bens nacionalizados e não estrangeiros. O segundo argumento aduzido é o de que os produtos em questão teriam sido produzidos no pais, ex vi da legislação que disciplina o Imposto sobre Produtos Industrializados, na medida em que foram adquiridos no bojo de contratos "turn key" que previam a execução de atividade de "industrialização", nas modalidades montagem e transformação. Penso, data maxima vênia, que tais pretensões não podem prosperar. No que diz respeito à nacionalização dos bens, consequência inequívoca do seu regular desembaraço, entendo que tal condição não produz qualquer reflexo para determinação da sua origem. A. esta altura, chamo atenção mais uma vez para o conceito de origem fixado pela legislação que disciplina o controle Fiscal sobre o comércio exterior, no caso o art. 9° do Decretolei n° 37, de 1966: Art. 9° Respeitados os critérios decorrentes do ato internacional de que o Brasil participe, entenderse6 por pais de origem da mercadoria aquele onde houver sido produzida ou, no caso de mercadoria resultante de material ou mãode obra de mais de um pais, aquele onde houver recebido transformação substancial. Do contrário, caso prevalecesse o entendimento da recorrente, as proporções, índice e limites do Regime Automotivo Geral simplesmente deixariam de existir. Com efeito, se todos os bens de origem estrangeira são previamente desembaraçados, portanto, nacionalizados, Fl. 5843DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.897 11 independentemente de quem tenha promovido sua importação, não existiram mais bens de origem estrangeira a comparar com bens de origem nacional. Consequentemente, esvaziado estaria o objetivo do Regime Automotivo, de estimular a consolidação de uma indústria nacional. Afinal, se fosse possível cumprir o regime com bens de origem estrangeira, qual seria o estimulo ou garantia outorgados aos fornecedores de insumos e bens de capital nacionais? Tão pouco alteraria tal condição o fato de as mercadorias terem sido alvo de tributação, ainda que integral, como argumenta a recorrente, uma vez que as mercadorias foram importadas por empresa não beneficiária do regime, e somente posteriormente transferidas recorrente no bojo do contrato de turn key. Nesse ponto cabe destacar que, quando a legislação almeja distinguir os bens beneficiados do regime daqueles que foram alvo de tributação o faz expressamente, como se observa na leitura dos art. 6° a 9º do Decreto n°2.072, de 1996. (...) Ou seja, se, quando a norma pretendeu distinguir o tratamento dos bens estrangeiros tributados integralmente daqueles que tenham sido alvo de beneficio, o fez taxativamente, certamente o intérprete não poderá desbordar tais contornos. Pouco acresce, ademais, a manifestação de determinada servidora da Secretaria de Política Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior acerca da sua interpretação de conceitos que se inserem no universo das verificações a cargo Secretaria da Receita Federal do Brasil. Da mesma forma, apesar da inquestionável qualificação do autor, pouco acrescem as considerações exaradas no parecer acostado aos autos. Em ambos os documentos, registramse exclusivamente as opiniões dos seus autores. Por último, também não se pode considerar que a aquisição e instalação do produto no bojo de um contrato Turn Key altere sua origem, ou lhe confira a condição de industrializado no Brasil, como alega a recorrente. Considerando que o código civil de 2002 não fornece uma definição dessa modalidade contratual, sirvome do conceito estampado na alínea "e", do inciso VIII do art. 60 da Lei n° 8.666, de 1993, em sua atual redação, simplesmente no intuito de facilitar a delimitação do objeto dos contratos cujo conteúdo deve ser interpretado por este colegiado: (...) Fl. 5844DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.898 12 Ou seja, por meio de um contrato turn key, viabilizase, inclusive, mas não somente, a transferência de bens, mas isso só é uma parte da empreitada objeto de avença, que traz em seu bojo um universo razoável de serviços. Com efeito, a análise dos autos permite concluir que a recorrente firmou contratos com Comau e Geico, que compreenderiam estudos, realização e instalação das pré faladas linhas de produção, fato que se constata no demonstrativo de fl. 351, que descreve os itens considerados no contrato inerente à linha "cabine de pintura"; na nota fiscal n° 000009, que trata do pagamento da primeira parcela do pedido 200.041, correspondente à linha "montagem de carrocerias", sucintamente descrita na carta de intenção n° CI0118/98 15, juntada por cópia A fl. 52 ou ainda da nota 1777, relativa à linha "montagem de veículos". Nesse contexto, dúvida não há que as linhas de produção atingiram sua forma atual com a conclusão da sua instalação no estabelecimento industrial da recorrente, mas o processo que propiciou essa reunião, com a máxima vênia, não se inseriria no conceito de fabricação ou industrialização, mas no de prestação de serviço. (...) Nesse ponto, chamo atenção para as conclusões do laudo técnico acerca da composição das linhas de produção, em especial para as tabelas As fls. 606, 607 e 608, onde se discrimina a origem dos equipamentos que compõem cada um dos sistemas objetos de contrato "turn key". Não há, portanto, transformação capaz de alterar a origem dos bens de capital. Tratamse de mercadorias estrangeiras, adquiridas no mercado interno e instaladas no parque industrial da recorrente. Cabe relembrar a clareza com que a alínea "c" do inciso VIII, do art. 2° do Decreto n° 2.072, já transcrito acima, trata do tema: para efeito das exportações liquidas somente sio computados bens fabricados (e não adquiridos ou instalados) no Pais. (...) Evidentemente, tais conclusões não autorizariam, por outro lado, desprezar a integralidade dos dispêndios, de acordo com a quantidade de bens estrangeiros agregados A préfalada planta industrial. Até porque, independentemente da contabilização do bem ou do conceito do negócio jurídico que viabilizou a sua instalação, para efeito da legislação que disciplina o Regime Automotivo Geral, ali se encontram reunidos vários bens de capital. Ora, o acórdão não é obscuro nem omisso: expõe com clareza e completude os fundamentos que conduziram o Colegiado a concluir que: Fl. 5845DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 15165.003032/200574 Acórdão n.º 3102001.519 S3C1T2 Fl. 2.899 13 a) O conceito de industrializado ou produzido no País estava atrelado ao de origem. Ou seja, só atenderiam esse requisito os bens que sofressem transformação substancial no Território Nacional; b) O pagamento do Imposto Sobre Produtos Industrializado não define onde o bem foi industrializado ou produzido; c) Os contratos turn key, prevêem o fornecimento de vários bens de capital, nacionais e estrangeiros, que deverão ser computados separadamente, além da prestação de serviços. Se o regime só considera, para efeito do seu cumprimento, o valor dos bens de capital produzidos no país, há que se promover a avaliação desses três itens isoladamente. Certas ou não, essas são as premissas consideradas e a interpretação assentada no acórdão. Os embargos de declaração, repitase, não são o meio apropriado para rediscutilas. 3 Conclusão Com essas considerações, rejeito os embargos de declaração. Sala das Sessões, em 26 de junho de 2012 (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro. Fl. 5846DF CARF MF Impresso em 01/10/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 8/09/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 10920.001536/2003-75
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
Ementa:
DEDUÇÃO. LIVRO CAIXA.
Em se tratando despesas de custeio escrituradas em Livro Caixa por profissionais que percebem rendimentos do trabalho não assalariado, somente são dedutíveis aquelas necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Sem que se comprovem essas características, não são dedutíveis as contribuições ao sindicato profissional feitas por trabalhador
avulso portuário.
DEDUÇÃO. DEPENDENTE. PAIS. DECLARAÇÃO EM CONJUNTO.
Em se tratando de declaração em conjunto, são considerados dependentes para fins da apuração do imposto de renda da pessoa física os pais, desde que não percebam rendimentos superiores ao limite de isenção. Deve-se afastar a glosa quando não comprovado que os pais auferiram rendimentos superiores ao referido limite.
DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS.
Não cabe afastar glosa de despesa médica que se fundamentou na falta de apresentação de documento comprobatório quando o recorrente não traz aos autos a documentação correspondente. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-000.749
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de dependente no valor de R$1.080,00 (hum mil e oitenta reais) referente à Srª Rosa Maria dos Santos
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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LIVRO CAIXA. Em se tratando despesas de custeio escrituradas em Livro Caixa por profissionais que percebem rendimentos do trabalho não assalariado, somente são dedutíveis aquelas necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Sem que se comprovem essas características, não são dedutíveis as contribuições ao sindicato profissional feitas por trabalhador avulso portuário. DEDUÇÃO. DEPENDENTE. PAIS. DECLARAÇÃO EM CONJUNTO. Em se tratando de declaração em conjunto, são considerados dependentes para fins da apuração do imposto de renda da pessoa física os pais, desde que não percebam rendimentos superiores ao limite de isenção. Devese afastar a glosa quando não comprovado que os pais auferiram rendimentos superiores ao referido limite. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. Não cabe afastar glosa de despesa médica que se fundamentou na falta de apresentação de documento comprobatório quando o recorrente não traz aos autos a documentação correspondente. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de dependente no valor de R$1.080,00 (hum mil e oitenta reais) referente à Srª Rosa Maria dos Santos Fl. 68DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente eRelator. EDITADO EM: 26/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado (Suplente convocado), Dayse Fernandes Leite e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2001, anocalendário 2000, cuja Descrição dos Fatos (fls. 36 e 37) descreve: a) glosa da contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 4.069,33, por falta de comprovação; b) exclusão de 5 dependentes (R$ 5.400,00), por falta de comprovação da relação de dependência. Foi comprovada a relação de dependência com Fabíola dos Santos, Vitor Luiz Ferreira e Alba Ferreira; c) glosa de despesas médicas, no valor de R$ 8.238,32, por falta de comprovação. Foi comprovada despesa médica no valor de R$ 80,00 pagas à Álvaro M. Pacheco Neto; d) glosa de despesas com instrução, no valor de R$ 5.032,56, por falta de comprovação. A DRJ conheceu a impugnação como parcial, declarando a definitividade da exação incidente sobre a glosa de despesas de instrução e de contribuição à previdência oficial por não terem sido impugnadas. Também na primeira instância foi apontado que a declaração retificadora apresentada pelo contribuinte era ineficaz pois apresentada em 01112002, após a ciência do termo de início de fiscalização que se deu em 30092002. Foi mantida a glosa de cinco dependentes (sogra, cunhada, sobrinho e mais duas pessoas cuja relação com o contribuinte não foi identificada nos autos) e do Livro Caixa (que não constou da declaração original) cujas despesas pleiteadas referemse aos descontos efetuados pela fonte pagadora (Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto de ItajaíSC), no valor de R$8.556,97, a título de Assistência Social em benefício do sindicato profissional. Ciente da decisão de primeira instância por via postal em cujo Aviso de Recebimento (AR) não foi inserida a data de recebimento, constando a expedição pelos Correios em 05122007 (fls. 55), o requerente apresentou recurso voluntário em 26122007 (fls. 56), no qual apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: Fl. 69DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10920.001536/200375 Acórdão n.º 280200.749 S2TE02 Fl. 61 3 1. documentos apresentados tempestivamente ao Auditor Fiscal comprovam a autenticidade e exatidão das despesas médicas, odontológicas, com instrução, condição de dependência financeira e o destino das verbas do Livro Caixa que são contribuição sindical descontada de sua remuneração mensal (rendimento não assalariado) e destinada à mantença do seu sindicato de classe, o qual presta relevantes serviços de cunho social, muitos deles imprescindíveis à percepção da indigitada receita trabalhista; dedução amparada no inciso III do art. 6º da Lei nº 8.134, de 27 de dezembro de 1990; 2. prestava serviço ao OGMO São Francisco do Sul e o comprovante de rendimentos foi apresentado à autoridade fiscal; 3. as despesas médicas e odontológicas foram devidamente comprovadas e rejeitadas pela DRJ; 4. sem prejuízo dos argumentos acima elencados, propugna pela observância do disposto no artigo 586 do CPC de aplicação subsidiária, do parágrafo único do art. 3º da Lei 8.630/80 e dos artigos 202, 203, 204, seus incisos e parágrafos do Código Tributário Nacional, vez que o aludido lançamento fiscal, em razão da validade das deduções informadas e do critério de apuração adotado pelos julgadores de primeiro grau (refazimento das declarações de ajuste anual para apuração dos valores que constitui o suposto crédito fazendário) estaria desprovido de liquidez, certeza e exigibilidade. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. A glosa de contribuição à previdência oficial e de despesas com instrução é incontroversa desde a impugnação. O litígio abrange a glosa de despesas médicas, de dependentes e de Livro Caixa. LIVRO CAIXA Fl. 70DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 O procedimento de fiscalização teve início em 30092002 (fls. 02 – verso), intimando o contribuinte a apresentar, entre outros documentos, o Livro Caixa, não obstante esse campo não ter sido preenchido na declaração original. No acórdão recorrido constou que houve a transmissão de uma declaração retificadora ineficaz (fls. 46), a qual não alterava o valor do imposto, pois reduzia o valor das despesas com instrução de R$5.032,56 para R$3.332,56 e as despesas médicas de R$8318,32 para R$1.461,35, ao tempo em que inseria despesa com Livro Caixa no valor de R$8.556,97. As despesas do Livro Caixa apresentado à autoridade fiscal referemse exclusivamente a Contribuições ao Sindicato do trabalhado avulso portuário intitulada como Assistência Social – DAS. Não há previsão legal para excluir essa contribuição ao sindicato de classe da base de cálculo do imposto de renda. Outrossim, não se demonstrou nos autos ser uma despesas necessária à manutenção da fonte produtiva, tanto que o próprio recorrente afirma que se trata de uma contribuição “destinada à mantença do seu sindicato de classe, o qual presta relevantes serviços de cunho social, muitos deles imprescindíveis à percepção da indigitada receita trabalhista”. Conforme acertadamente constou no acórdão recorrido (fls. 52): “... a declaração do OGMO faz menção apenas a um desconto de Assistência Social DAS, não esclarecendo exatamente a que se refere, não sendo possível, portanto, inferir se trata de uma despesa necessária à percepção dos rendimentos e, por conseguinte, dedutível a título de livro caixa”. Ora se são serviços sociais e se muitos deles são imprescindíveis, concluise que outros são prescindíveis, não sendo identificável que serviços são esses. Ademais, desde a reformulação dos serviços portuários que os trabalhadores avulsos são ligados ao Órgão Gestor de Mão de Obra, o que acabou com a exclusividade de atuação do sindicato no setor portuário, o que evidencia que a contribuição efetuada pelo recorrente ao sindicato não é uma despesas de custeio necessária à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. DEPENDENTES O contribuinte havia informado oito dependentes (fls. 29/31) dos quais cinco foram excluídos pela fiscalização: a) Rosa Maria dos Santos (sogra cf. certidão de casamento juntada à fl. 10); b) Leandro Emanoel Pereira (sobrinho cf. fls. 9); c) Elaine Cristina Ferreira; d) Fernanda dos Santos Martins (cunhada cf. fls. 7); e e) Denis José Ferreira. No que se refere a Elaine Cristina Ferreira e a Denis Jose Ferreira, não há nos autos qualquer documento permite saber qual a relação destes com o contribuinte. Fl. 71DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10920.001536/200375 Acórdão n.º 280200.749 S2TE02 Fl. 62 5 Compulsando a Declaração de Ajuste Anual transmitida em 20032001 (fls. 29) verificase que se trata de uma declaração em conjunto, o que justifica a dedução, como dependente, referente à Srª Rosa Maria dos Santos, mãe da segunda declarante (cônjuge do recorrente), uma vez que não foi comprovado nos autos que a Srª Rosa auferiu rendimentos superiores ao limite de isenção. O que se justifica pela previsão legal do inciso VI do art. 35 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Quanto às demais pessoas, independente da alegação do recorrente de que dependente de seu sustento, não restou comprovado nos autos que correspondam a qualquer das hipóteses legais para fins de dedução do imposto de renda. DESPESAS MÉDICAS Na peça recursal há tão somente uma irresignação genérica contra a glosa sem apresentação de documentos, muito embora a razão da glosa tenha sido a falta de apresentação desses documentos. Não há reparo a ser feito ao acórdão recorrido. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente restabelecer a dedução de dependente no valor de R$1.080,00 (hum mil e oitenta reais) referente à Srª Rosa Maria dos Santos (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 72DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10840.002839/2002-14
Data da sessão: Thu Aug 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Aug 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1998
Ementa: PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE RESTITUIÇÃO —
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO — por força das disposições previstas nos artigos 3° e 4º da Lei Complementar n° 118/05, o prazo para
repetir valores pagos indevidamente ou a maior que o devido é de 5 (cinco) anos da data do pagamento, mesmo em relação a tributos submetidos ao lançamento por homologação.
Numero da decisão: 1201-000.161
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
o
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS MENDES
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ss,;,,c2~: Processo n° 10840.002839/2002-14 Recurso n° 157298 Voluntário Acórdão n° 1201-00.161 — r Câmara / I S Turma Ordinária Sessão de 27 de agosto de 2009 Matéria IRPJ e outros Recorrente Escola de Artes M Moreira Chaves Ltda. Recorrida 5a Turma/DRJ-Ribeirão Preto/SP Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1998 Ementa: PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE RESTITUIÇÃO — LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO — por força das disposições previstas nos artigos 3° e 40 da Lei Complementar n° 118/05, o prazo para repetir valores pagos indevidamente ou a maior que o devido é de 5 (cinco) anos da data do pagamento, mesmo em relação a tributos submetidos ao lançamento por homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. grf.oà,(4,-(0A1 a . ADRIANA ES RE - Presidente ii GUILH r E ADOLFO OS ANTOS MENDES - Relator EDITADO EM: FEV 201e Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: os Conselheiros Adriana Gomes Rego (Presidente), Orlando José Gonçalves Bueno, Regi Magalhães Soares Queiroz, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Marcelo Cuba Neto(Suplente Convocado) e Antonio Carlos Guidom Filho(Vice PresulentCde Turma). Relatório O presente processo tem por objeto pedido de restituição (fl. 01) de pagamentos supostamente indevidos de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins nos meses de fevereiro e março de 1997 em razão de ser optante do SIMPLES, acompanhado de pedido de compensação à fl. 03. A decisão recorrida (fls. 54 a 57) indeferiu o pleito sob fundamento de decadência, pois entre as datas da extinção dos créditos tributários e a formulação do pedido (24/07/2002, fl. 01), já havia se passado o lapso extintivo de 5 (cinco) anos. O sujeito passivo apresentou recurso voluntário tempestivo às fls. 60 a 68, mediante o qual reitera o pedido sob o fundamento de que o prazo para o pedido de restituição de 10 anos para os lançamentos por homologação segundo a jurisprudência do STJ, inclusive já reconhecida por julgados do próprio Conselho de Contribuintes. Ademais, as disposições da LC n° 118/05 não poderiam ser aplicadas ao presente pleito em razão de violarem o princípio da irretroatividade das normas estampado na Constituição Federal. É o relatorio..-- 2 Processo n° 10840.002839/2002-14 S1-C2T1 Acórdão n.° 1201-00.161 Fl. 2 Voto Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes Entendo correta a decisão recorrida ao fixar como marco temporal do prazo prescricional do direito à restituição a data dos pagamentos. Como a mais recente é de março de 1997, no dia da formulação do pedido (24/07/2002), já haviam se passados os cinco anos estabelecidos no art. 168 do CTN. É importante ainda ressaltar que, de fato, como alegado pelo recorrente, a jurisprudência do STJ para recolhimentos contemporâneos ao aqui pleiteado, adota a tese dos "5 mais 5 anos", por considerar que o marco inicial do prazo de restituição, no caso de lançamentos na modalidade homologatória, é a data da homologação e não a do pagamento. Nesse caso, contudo, a referida Corte, através de seu Órgão Especial, julgou inconstitucional a expressa retroatividade, prevista na Lei Complementar 118/05, artigos 3° e 4°, os quais impõem que o termo "extinção" contido no art. 168 do CTN, seja interpretado como pagamento e não como homologação. Abaixo, transcrevo os referidos dispositivos: Art. 32 Para efeito de interpretação do inciso 1 do art. 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 7° do art. 150 da referida Art. 42 Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 32, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. O inciso I, art. 106 do CTN apresenta a seguinte redação: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: 1 em-qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; Desse modo, para seguirmos a jurisprudência do STJ, deveríamos nos valer de seus mesmos fundamentos; no caso, da inconstitucionalidade da retroatividade. Nada obstante, conforme a disciplina do art. 26-A do Decreto n° 70.235/72, introduzido pela Lei n° 11.941/09, os órgãos julgadores no âmbito do processo administrativo fiscal estão proibidos de deixar de aplicar leis sob o fundamento de inconstitucionalidadealatas no mesmo -clisposittvodnntre-os-nUms —nãostão decisões -erinnadds—pelo-STJ. Abnixo, reproduzo a referida disposição: Art. 26-A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar_pc 3 de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidacle. § P (Revogado). §2 (Revogado). § 3 (Revogado). § 47 (Revogado). § 57 (Revogado). § ó' O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: 1 — que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II — que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na fomm dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n'73, de 10 de fevereiro de 1993; ou c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n7 73, de 10 de fevereiro de 1993." __,--Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário.k' i4(...' 4,447 , Guilhe e Adol o dos Sa os Mendes - Relator _ 4
score : 1.0
Numero do processo: 13434.000050/2002-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Exercício: 1997
SIMPLES. EXCLUSÃO. OMISSÃO DE RECEITAS.
Comprovada a prática reiterada de infração à legislação tributária, especialmente, no que se refere à omissão de receitas pelo contribuinte, não há como se acolher as suas razões recursais, devendo ser mantida a sua exclusão, conforme consignado no ato
de declaratório ora impugnado.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.121
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para anular o Acórdão 303-35036, de 06/12/2007 e enviar os autos à repartição de origem, nos termos da Resolução 303-01178.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NANCI GAMA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 1997 SIMPLES. EXCLUSÃO. OMISSÃO DE RECEITAS. Comprovada a prática reiterada de infração à legislação tributária, especialmente, no que se refere à omissão de receitas pelo contribuinte, não há como se acolher as suas razões recursais, devendo ser mantida a sua exclusão, conforme consignado no ato de declaratório ora impugnado. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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EXCLUSÃO. OMISSÃO DE RECEITAS. Comprovada a prática reiterada de infração à legislação tributária, especialmente, no que se refere à omissão de receitas pelo contribuinte, não há como se acolher as suas razões recursais, devendo ser mantida a sua exclusão, conforme consignado no ato de declaratório ora impugnado. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2" Câmara / 1" Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para anular o Acórdão 303-35036, de 06/12/2007 e enviar os autos à repartição de origem, nos termos da Resolução 303-01178. L MAR LO GUERRA DE CASTRO - Presidente C-G A - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Irene Souza da Trindade Torres, Celso Lopes Pereira Neto, Nilton Luiz Bartoli e Heroldes Bahr Neto. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. Processo n°13434.000050/200217 S3-C2T1 Acórdão n.°3201-O0.121 Fl. 623 Relatório Trata o presente processo de Representação Fiscal (fls. 01/02) formalizada por Auditor Fiscal da Receita Federal que em procedimento de fiscalização do contribuinte, ora recorrente, constatou a prática reiterada de infração à legislação tributária, na medida em que declarou receita bruta inferior às apuradas nas notas fiscais de serviços acostadas ao presente processo, bem como o exercício de atividades impeditivas à opção pela sistemática de pagamento de tributos e contribuições de que trata o artigo 3° da Lei n° 9.317/96. A Delegacia da Receita Federal em Mossoró - PE, através do Ato Declaratório n° 9 de 10/10/02 (fls. 486 e 498), com efeitos a partir de 01/03/97, formalizou a exclusão do contribuinte da sistemática do regime simplificado de tributação, sob fundamento de ter o contribuinte cometido pratica reiterada de infração à legislação tributária, infringindo no ano-calendário de 1997 e consecutivos ao disposto no art. 5°, da Lei 9.317/96 Ciente de sua exclusão do SIMPLES, o contribuinte apresentou Impugnação de fls. 495 a 497, argumentando, em síntese, que: o ato impugnado declara a exclusão do impugnante com base no processo n° 13434.000050/2002-17, que se encontra na fase inicial de apuração, sem que tenha havido a notificação para apresentar defesa, portanto, ainda não fora instalado o contraditório para o exercício da ampla defesa; cita artigo sobre o devido processo legal de autoria do Procurador Geral da República Dr. Geraldo Brindeiro; cita o art. 5 0, LIV e LV, da Constituição Federal; o ato impugnado é nulo de pleno direito, pois se funda em processo administrativo fiscal inacabado; requer cópia ou certidão do processo n° 13434.000050/2002-17 para a constatação dos fatos articulados; por fim, requer a nulidade do ato declaratório que ensejou a sua exclusão da sistemática do SIMPLES. A DRJ de Recife - PE indeferiu a solicitação do interessado, exarando a seguinte ementa: "EXCLUSÃO DO SIMPLES DE OFÍCIO. Constatada a prática reiterada de infração à legislação tributária, fato este determinado na legislação para a exclusão de oficio, está dar-se-á mediante ato declaratório da autoridade fiscal da Secretaria da Receita Federal que jurisdicione o contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo. Solicitação Indeferida" Processo n° 13434.000050/2002-17 S3-C2T1 Acórdão n.°3201-00.121 Fl. 624 Cientificado da mencionada decisão em 07/10/03 (fls. 508), o contribuinte apresentou o presente Recurso Voluntário em 30/10/03 (fls. 509 a 514), insistindo nos pontos objeto de sua impugnação e, aduzindo, em síntese, que: a decisão dos Doutos Julgadores de Primeira Instância é merecedora de nulidade plena, vez que ignorando a letra da norma legal, cercearam a recorrente de exercer seu direito de defesa; o julgamento antecipado da lide impossibilitou a recorrente da produção da prova regularmente requerida, violando o princípio do contraditório e da ampla defesa; cita Humberto Theodoro Júnior; o caso reveste-se de flagrante cerceamento de defesa, pois a recorrente requisitou a juntada do processo administrativo fiscal que dera base ao ato declaratório que ensejou a sua exclusão do SIMPLES para provar a nulidade absoluta de referido ato; cita jurisprudência do Superior Tribunal Federal; define o princípio do contraditório; cita Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins; por fim, requer o seja dado provimento ao apelo para anular o ato declaratório de exclusão da recorrente do SIMPLES. Os membros dessa Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuinte, por unanimidade, votaram pelo sobrestamento do feito, determinando a baixa do processo à DRJ de origem até que fossem concluídos em definitivo os processos referentes às reiteradas infrações à legislação tributária, especificamente no que diz respeito as omissões de receita praticadas pelo contribuinte, sendo posteriormente encaminhado referido processo a essa Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuinte para o julgamento do Recurso Voluntário interposto. Em cumprimento da diligência, a Delegacia da Receita Federal em Mossoró - PE, solicitou que fosse dada preferência no julgamento do processo n° 13433.000031/2003-80, em trâmite perante a 3' Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, no qual foi apurada a prática de reiteradas infrações à legislação tributária pelo contribuinte (fls. 524 a 526). Realizado o julgamento do processo n° 13433.000061/2003-80, a Delegacia da Receita Federal de Mossoró — PE procedeu a juntada do acórdão proferido pela E. Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte aos autos do presente processo e o encaminhou para esta Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes para julgamento. É o relatório. 3 . • • Processo n° 13434.000050/2002-17 S3-C2T1 Acórdão n.°3201-00.121 Fl. 625 Voto Conselheira NANCI GAMA, Relatora Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário por conter matéria de competência deste Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes. O contribuinte, através do Ato de Declaratório Executivo n" 09, de 10 de outubro de 2002 (fls. 486), foi excluído de sua opção pela sistemática do SIMPLES, por ter cometido prática reiterada de infração à legislação tributária, infringindo no ano-calendário de 1997 e consecutivos ao disposto no art. 5° da Lei n° 9.317/96. Com efeito, conforme se verifica do acórdão de fls. 528 a 543, referente ao processo administrativo n" 13433.000061/2003-80, juntados a estes autos em razão da diligência solicitada por essa E. Câmara, a Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte, no que se refere à prática de reiteradas infrações à legislação tributária pelo contribuinte, ora Recorrente, assim decidiu (fls. 538): "No que compete particularmente a esse E. Primeiro Conselho de Contribuintes (Regimento Interno, art. 79, e faz parte do conteúdo desses autos, não há conto se afastar a imputação de prática reiterada à infração tributária a que se refere às lis. 314/316 dos autos. A par de não ter sido impugnada pela Recorrente, a omissão de receitas tributáveis e a ausência de entregas de declaração de rendimentos encontrando-se devidamente comprovadas nos autos, conforme documentos de fls. 06/318 dos autos. No particular, é de se destacar que a própria Recorrente confessa que as receitas por ela auferidas conferem em grande parte com os valores referidos nas notas fiscais encartadas nos autos (item 9 e 13 da impugnação — fls. 313 e SS); valores esses que não foram informados e oferecidos à tributação pela Recorrente em suas declarações de rendimento." (grifei) Nesse sentido, vale destacar que o acórdão acima mencionado, no que se refere à apuração de prática reiterada à legislação tributária, restou assim ementado: "OMISSÃO DE RECEITAS CARACTERIZAÇÃO. Não há que se afastar a imputação de omissão de receitas realizada pela fiscalização quando o contribuinte não apresenta impugnação especifica ao fato e, ainda, confessa que suas receitas coincidem em grande parte com o valor das notas fiscais acostadas nos autos, as quais não foram informadas e oferecidas à tributação em suas declarações de rendimento." Dessa forma, comprovada a prática reiterada de infração à legislação tributária, especialmente, no que se refere à omissão de receitas pelo contribuinte, não há corno se acolher as suas razões recursais, devendo ser mantida a sua exclusão, conforme consignado no ato de declaratório ora impugnado. Sendo assim, NEGO PROVIMENTO ao presente recurso voluntário, pelas razões acima expostas. É como voto. Sala das Sessões, em 20 de maio de 2009. ItA - Relatora 46;d 4
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Numero do processo: 10640.909373/2009-11
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS EM
PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA.
O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei nº° 9.779, de 1999, do saldo credor do IPI decorrente da aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagens aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à alíquota zero, não alcança os insumos empregados em mercadorias não tributadas (N/T) pelo imposto. (Súmula CARF nº 20)
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.073
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS EM PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei nº° 9.779, de 1999, do saldo credor do IPI decorrente da aquisição de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagens aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à alíquota zero, não alcança os insumos empregados em mercadorias não tributadas (N/T) pelo imposto. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório O estabelecimento industrial de Esdeva Indústria Gráfica S/A formulou Pedido de Restituição/ Declaração de Compensação PER/DCOMP, visando ao reconhecimento de direito creditório referente ao saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, no período compreendido entre 01/10/2002 a 30/09/2005 e entre 01/10/2005 e 30/09/2008. Em decorrência do pleito, a DRFJuiz de Fora/MG emitiu o Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização nº 06.1.04.002009000978, com fito de verificar a legitimidade dos saldos credores de IPI apurados nos trimestres referidos. O Relatório Fiscal acostado aos autos deu conta das seguintes irregularidades nos trimestres de interesse: Créditos por entrada de insumos aplicados em produtos NT A Fiscalização constatou que o contribuinte, estabelecimento que industrializa, simultaneamente, produtos tributados e não tributados (NT), não manteve controle de estoque da quantidade de insumos aplicados em produtos tributados e não tributados. Em razão disso e em face de resposta a Intimação no sentido de que o contribuinte tinhase como desobrigado de manter tal controle, procedeuse ao devido estorno, no Sistema de Controle de Créditos e Compensações (SCC), dos créditos originários da aquisição de insumos destinados à fabricação de produtos NT. Tendo em vista que o estabelecimento utilizou insumos comuns na fabricação de produtos tributados e produtos não tributados (com direito e sem direito a manutenção de créditos), o estorno seguiu o procedimento previsto no art. 3° da Instrução Normativa SRF nº 033 de 04 de março 19991. Para tanto, 1) apurouse o valor das saídas de produtos tributados e não tributados, nos três meses imediatamente anteriores ao período de apuração a considerar, considerando a planilha fornecida pelo contribuinte contendo as receitas consolidadas de vendas, por período de apuração, de cada produto industrializado pelo estabelecimento, 2) calculouse a relação percentual entre as saídas de produtos não tributados e as saídas totais de produtos industrializados, e; 3) aplicouse esse percentual sobre o valor total dos créditos do período de apuração a considerar, relativos às aquisições de insumos com destinação comum, com vistas a apurar o valor de créditos decorrentes dos insumos aplicados em produtos NT a ser estornado no SCC. As glosas estão relacionadas na planilha "Demonstrativo de Glosas". Créditos extemporâneos Créditos extemporâneos relativos ao 3° trimestre de 2003 Em PER/Dcomp retificador, o contribuinte declarou R$ 663.953,59 de créditos extemporâneos referentes ao período de janeiro de 1999 a dezembro de 2002. Instado a apresentar os documentos fiscais comprobatórios do crédito, o contribuinte deixou de fazêlo quanto aos períodos de apuração do anocalendário de 1999. Por essa razão, a Fiscalização declarou ilegítimos os créditos do IPI desamparados de documentação competente, no 1 "Dos créditos inerentes aos insumos (MP, PI, ME) com destinação comum Art. 3° Poderão ser calculados proporcionalmente, corn base no valor das s aídas dos produtos fabricados pelo estabelecimento industrial nos três meses imediatamente anteriores ao período de apuração a considerar, os créditos decorrentes de entradas de MP, PI e ME, empregados indistintamente na industrialização de produtos que gozem ou não do direito à manutenção e utilização do crédito." Fl. 188DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.909373/200911 Acórdão n.º 380303.073 S3TE03 Fl. 12 3 montante de R$ 226.398,02, conforme planilha intitulada "CRED. EXTEMP. (NF não apresent)". Além desses, no período em questão, a Fiscalização também glosou créditos decorrentes: a) de aquisição de insumos junto a estabelecimentos varejistas, não contribuintes do imposto, como se atacadistas fossem, no montante de R$ 29.204,95; b) de diferenças apuradas entre os reais valores de créditos destacados nos document6s fiscais e os lançados no livro Registro de Apuração do IPI, no montante de R$ 7.907,23; c) de aquisição de insumos de alíquota igual a zero, no montante de R$ 2.725,00; d) de aquisição de insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, no montante de R$ 253,68; Assim, do total de R$ 663.953,59 de créditos extemporâneos relativos ao 3° trimestre de 2003, reconheceuse como legitimo o montante de R$ 397.464,71. Desse total foram estornados os créditos originários da aquisição de insumos destinados fabricação de produtos NT, em procedimento idêntico ao descrito no item anterior. Os ajustes estão demonstrados na planilha intitulada "Demonstrativo de Glosas. Créditos extemporâneos relativos ao 2° trimestre de 2004 Em PER/Dcomp retificador, o contribuinte declarou R$ 117.111,15 de créditos extemporâneos referentes ao período de janeiro de 2003 a março de 2004. Após análise da documentação que amparava o creditamento, apresentada em resposta a intimação, foram objeto de glosa os créditos decorrentes: a) de aquisição de insumos junto a estabelecimentos varejistas, não contribuintes do imposto, como se atacadistas fossem, no montante de R$ 10.867,44; b) de aquisição de insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, no montante de R$ 122,28; c) de documentos fiscais de aquisição cujos créditos do IPI já foram aproveitados pelo contribuinte à época própria, no montante de R$ 21.649,13; d) de aquisição de insumos de alíquota igual a zero, no montante de R$ 10.654,63; e) de aquisição de insumos isentos, no montante de R$ 2.028,68; Fl. 189DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 4 f) de aquisição de produtos que não são considerados insumos por não se enquadrarem no conceito de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem estabelecido nas normas que regem o IPI, no montante de R$ 2.745,44; g) de não apresentação de documentação fiscal, no montante de R$ 2.550,51 Assim, do total de R$ 117.111,15 de créditos extemporâneos relativos ao 2° trimestre de 2004, reconheceuse como legitimo o montante de R$66.493,04, do qual, da mesma forma, foram estornados os créditos originários da aquisição de insumos destinados fabricação de produtos não tributados (NT), em procedimento idêntico ao já descrito. O demonstrativo da glosa de créditos efetuada na 2ª quinzena de junho de 2004, encontrase na planilha intitulada "Demonstrativo de Glosas”. Irregularidades constatadas nos créditos escriturados nos demais períodos de apuração Além da falta de estorno dos créditos aplicados na fabricação de produtos NT, nos períodos de apuração compreendidos entre 01/10/2005 a 30/09/2008, a Fiscalização procedeu a glosas nos créditos referentes a: a) Créditos do IPI aproveitados pelo contribuinte relativos à aquisição de insumos a fornecedores optantes pelo Simples; b) Créditos do IPI aproveitados pelo contribuinte relativos a aquisição de insumos de alíquota zero; c) Diferença de crédito do IPI apurada entre o real valor destacado no documento fiscal abaixo discriminado e o lançado no livro Registro de Apuração do IPI; d) Créditos do IPI aproveitados pelo contribuinte relativos à aquisição de insumos imunes, pelos quais nada foi pago de imposto. Procedida à glosa, a Fiscalização aplicou o percentual apurado nos moldes do art. 3º da INSRF nº 33, de 1999, a fim de segregar os insumos aplicados em produtos tributados dos aplicados em produtos NT e recalcular os saldos credores trimestrais passíveis de ressarcimento: Fl. 190DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.909373/200911 Acórdão n.º 380303.073 S3TE03 Fl. 13 5 Em razão dessas irregularidades, emergiu saldo credor de IPI em montante insuficiente para a pretensão do contribuinte, motivo pelo qual, em Despacho Decisório eletrônico, deferiuse parcialmente o ressarcimento pleiteado e homologouse as compensações somente até o limite do valor do direito creditório reconhecido. Sobreveio reclamação, por meio da qual o contribuinte A 3ª Turma da DRJ/JFA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 09036.617, de 26 de agosto de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 IPI. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. PRODUTOS NT O direito ao crédito do IPI condicionase a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, o que não ocorre quando os mesmos são nãotributados (NT), na forma do parágrafo único, do artigo 2° do RIPI/98 (Decreto n° 2.637, de 1998) ou do RIPI/2002 (Decreto n° 4.544, de 2002). IN SRF nº 33, de 1999. IMUNIDADE. ALCANCE A imunidade prevista no art. 40 da Instrução Normativa nº 33, de 1999 regula apenas as saídas de produtos insertos no campo de incidência do IPI que, por estarem destinados ã exportação, se submetem à imunidade tributária indicada no inciso VI, alínea "d", do art.150 da Constituição Federal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/JFA. O arrazoado de fls. s/nº, após protesto de tempestividade e síntese dos fatos relacionados com a lide, Pede provimento de modo que seja reconhecido o crédito referente a insumos aplicados em produtos NT, devidamente atualizado, e, por conseguinte, o seu direito de se ressarcir destes valores. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA3ª Turma nº 09036.617, de 26 de agosto de 2011. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Matéria controvertida A matéria devolvida a esta Turma recursal cingese à possibilidade de creditamento por entrada de insumos aplicados em produtos situados fora do campo de incidência do IPI (notação “NT” na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI. Crédito por entradas de insumos aplicados em produtos NT A propósito, a matéria já tem tratamento pacificado na instância recursal administrativa, desde o tempo do extinto Conselho de Contribuintes. Atualmente, a Súmula CARF nº 20 (DOU nº 244, de 22 de dezembro de 2009) veda expressamente o creditamento do IPI nas aquisições de insumos aplicados em produtos NT: Súmula CARF Nº 20 Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT Conclusão Em face do exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 26 de junho de 2012 Alexandre Kern Fl. 192DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.909373/200911 Acórdão n.º 380303.073 S3TE03 Fl. 14 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10640.909373/200911 Interessada: ESDEVA INDÚSTRIA GRÁFICA S/A Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.073, de 26 de junho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de junho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 193DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10680.018468/2007-87
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 11 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2004
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR.
Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos.
DESPESA MÉDICA. SERVIÇO PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA. AUSÊNCIA DE NOTA FISCAL.
A exigência de apresentação de nota fiscal para comprovação de serviços médicos prestados por pessoa jurídica não encontra fundamento de validade na legislação tributária, de modo que a despesa poderá ser comprovada mediante apresentação de recibo.
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS.
A dedução de despesas médicas está sujeita a comprovação pelo contribuinte, mediante apresentação de documentos inidôneos. No caso de ausência de intimação para comprovação do efetivo pagamento, devem ser admitidos recibos emitidos pelo profissional médico, desde que preencham os requisitos estabelecidos em lei.
DEDUÇÃO DE DESPESA MÉDICA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO.
Na ausência de indicação do beneficiário do serviço médico, deve-se aplicar a presunção segundo a qual o este é o próprio contribuinte.
Numero da decisão: 2001-003.513
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para restaurar as despesas com os profissionais médicos Rosiris Gomide Castanheira, Denise S. Barbosa, Maria Lúcia Mitraud, Angela Cristina B. Recchioni, Marco Antonio M. Salgado, Anna Carolina N. Moura, Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda., Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR. Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos. DESPESA MÉDICA. SERVIÇO PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA. AUSÊNCIA DE NOTA FISCAL. A exigência de apresentação de nota fiscal para comprovação de serviços médicos prestados por pessoa jurídica não encontra fundamento de validade na legislação tributária, de modo que a despesa poderá ser comprovada mediante apresentação de recibo. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. A dedução de despesas médicas está sujeita a comprovação pelo contribuinte, mediante apresentação de documentos inidôneos. No caso de ausência de intimação para comprovação do efetivo pagamento, devem ser admitidos recibos emitidos pelo profissional médico, desde que preencham os requisitos estabelecidos em lei. DEDUÇÃO DE DESPESA MÉDICA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. Na ausência de indicação do beneficiário do serviço médico, deve-se aplicar a presunção segundo a qual o este é o próprio contribuinte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para restaurar as despesas com os profissionais médicos Rosiris Gomide Castanheira, Denise S. Barbosa, Maria Lúcia Mitraud, Angela Cristina B. Recchioni, Marco Antonio M. Salgado, Anna Carolina N. Moura, Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda., Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
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DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR. Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos. DESPESA MÉDICA. SERVIÇO PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA. AUSÊNCIA DE NOTA FISCAL. A exigência de apresentação de nota fiscal para comprovação de serviços médicos prestados por pessoa jurídica não encontra fundamento de validade na legislação tributária, de modo que a despesa poderá ser comprovada mediante apresentação de recibo. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. A dedução de despesas médicas está sujeita a comprovação pelo contribuinte, mediante apresentação de documentos inidôneos. No caso de ausência de intimação para comprovação do efetivo pagamento, devem ser admitidos recibos emitidos pelo profissional médico, desde que preencham os requisitos estabelecidos em lei. DEDUÇÃO DE DESPESA MÉDICA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. Na ausência de indicação do beneficiário do serviço médico, deve-se aplicar a presunção segundo a qual o este é o próprio contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para restaurar as despesas com os profissionais médicos Rosiris Gomide Castanheira, Denise S. Barbosa, Maria Lúcia Mitraud, Angela Cristina B. Recchioni, Marco Antonio M. Salgado, Anna Carolina N. Moura, Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda., Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 84 68 /2 00 7- 87 Fl. 129DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 08 de outubro de 2007, por meio da qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 7.147, 40, a título de IRPF, ano-calendário 2004, exercício 2005, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, diante de deduções indevidas, tendo sido apurado imposto suplementar de R$ 9.529,87. As deduções indevidas referem-se aos três dependentes do contribuinte, as despesas com instrução e despesas médicas, totalizando R$ 34.894,32. O Recorrente instruiu à impugnação os seguintes documentos: (i) certidão de nascimento dos seus dois filhos (fl. 17 e 19); (ii) demonstrativo de pagamento referente a escola e universidade de seus filhos (fl. 18 e 20); (iii) certidão de casamento (fl. 22); (iv) relação de pagamentos médicos realizados no ano-calendário de 2004, bem como os respectivos recibos (fls. 23 à 49) Devidamente notificado do lançamento, o Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese, que não foi intimado a apresentar a documentação autêntica, bem como esclarecimentos necessários para um definitiva e inequívoca defesa e que os documentos apresentados comprovam a improcedência do lançamento. Na ocasião do julgamento da impugnação apresentada pelo Recorrente, a 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, proferiu o acórdão nº 02-24.998 – 6ª Turma da DRJ/BHE, julgando procedente em parte a impugnação por entender que o Recorrente não apresentou evidências suficientes que justifique as despesas médicas. Dessa forma, todas as glosas referentes a despesas médicas foram parcialmente restauradas conforme o que se verifica do quadro colacionado abaixo: Profissional Médico Valor da Dedução Resultado DRJ Rosiris Gomide Castanheira R$6.300,00 Glosa Mantida Denise S.Barbosa R$108,00 Glosa Mantida Maria Lúcia Mitraud R$1.540,00 Glosa Mantida Alcione M. Soares D. Oliveira R$1.960,00 Glosa Mantida Angela Cristina B. Recchioni R$1.100,00 Glosa Mantida Marco Antonio M. Salgado R$8.760,00 Glosa Mantida Anna Carolina N. Moura R$2.250,00 Glosa Mantida Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda. R$130,60 Glosa Mantida Dan Blinder R$96,00 Dedução Restaurada Gianne Cecceti da Costa Val R$96,00 Dedução Restaurada Mauro Gebber R$121,20 Dedução Restaurada Prosaude Integrado da CEMIG R$3.931,52 Dedução Restaurada UNIMED R$2.387,00 Dedução Restaurada Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C R$1.100,00 Glosa Mantida Maria Helena Araújo Teixeira Ltda R$85,00 Glosa Mantida Fl. 130DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 Irresignado com o v. acórdão a quo, o Recorrente interpões recuso voluntário à este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, alegando, em síntese, que: referente alguns serviços prestados concomitantemente por diversos profissionais da mesma área ao beneficiário Thales de Souza Lima, informa que o beneficiário passou por diversos tratamentos psicológicos por indicação dos mesmos; o contribuinte tem idoneidade financeira para pagar as despesas em espécie e por lei não é obrigado a pagar quaisquer valores em cheques, transferência bancária ou realizar qualquer movimentação bancária; as despesas médicas foram parceladas no decorrer do ano e pagas em dinheiro; a maioria dos profissionais de saúde não tem o hábito de constar o seu endereço no recibo, pensam que colocando o CPF e o nº do devido registro no órgão já basta, não seguem o que está exposto no art. 8º, inciso II, alínea “a” da Lei nº 9.250/95; demonstrada a insubsistência e improcedência de ação fiscal, espera e requer o recorrente o acolhimento do presente recurso, cancelando o débito fiscal reclamado. Anexo ao recurso, o Recorrente apresentou declarações dos profissionais da saúde cujo serviço foi utilizado no ano de 2004 e os documentos supramencionados. É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme descrito linhas acima, cinge-se a controvérsia sobre a dedução de despesas médicas com os profissionais Rosires Gomide Castanheira (R$ 6.300,00); Denise S. Barbosa (R$ 108,00); Maria Lúcia Mitraud (R$ 1.540,00) Alcione M. Soares D. Oliveira (R$ 1.960,00,00); Angela Cristina B. Recchioni (R$215,00); Marco Antonio M. Salgado (R$8.760,00); Anna Carolina N. Moura (R$ 2.250,00); Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda. (R$ 130,00); Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C (R$ 1.100,00) e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. (R$ 85,00) da base de cálculo do IRPF, objeto do recurso que passo a analisar. Fl. 131DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 Despesas médicas A dedução de despesas médicas da base de cálculo do IRPF está disciplinada no artigo 8º, da Lei 9.250/95 in verbis. Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: (...) II - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Portanto, é direito do contribuinte deduzir da base de cálculo do IRPF as despesas com profissionais médicos nos termos do art. 8º, inciso II, “a”, da Lei 9.250/95, transcrita acima. Ocorre que, como é curial, as referidas despesas estão sujeitas a comprovação, sendo dever do contribuinte guardar tais comprovantes enquanto estiver em curso os prazos decadencial e prescricional. A respeito dessa comprovação, o artigo 8º, § 2º, inciso III, da mesma lei, estabelece que: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: (...) III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; No caso em tela, o Recorrente foi intimado para apresentar comprovantes originais e cópias de despesas médicas, conforme ao que se depreende do auto de infração juntado a fl. 09 destes autos. Dessa forma, em que pese o fato de não ser o recibo emitido por profissional médico prova absoluta da efetiva despesa nota-se que não houve, por parte do Agente Fiscal, a requisição para apresentação de comprovantes do efetivo pagamento. Conforme ao que se verifica do acórdão a quo, as despesas com os profissionais Rosires Gomide Castanheira, Denise S. Barbosa, Maria Lúcia Mitraud, Alcione M. Soares D. Oliveira, Angela Cristina B. Recchioni, Marco Antonio M. Salgado, Anna Carolina N. oura. Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda., Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. tiveram suas glosas mantidas com base no entendimento de que os Fl. 132DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 recibos apresentados não identificavam data de emissão, nome do beneficiário dos serviços realizados e/ou endereço do profissional. Para melhor compreensão dos motivos que levaram a Turma Julgadora a quo a manter a glosa das referidas despesas veja-se a tabela abaixo: Profissional Médico Valor da Dedução Observação Alcione M. Soares D. Oliveira R$1.960,00 falta de endereço e data Rosiris Gomide Castanheira R$6.300,00 falta de endereço Angela Cristina B. Recchioni R$215,00 falta de endereço Anna Carolina N. Moura R$2.250,00 falta de endereço e beneficiário Marco Antonio M. Salgado R$8.760,00 recibo preenche os requisitos legais Denise S.Barbosa R$108,00 sem carimbo, sem CPF e sem endereço Maria Lúcia Mitraud R$1.540,00 sem endereço e sem carimbo Maria Helena Araújo Teixeira Ltda R$85,00 sem NF e sem beneficiário Clínica Odontológia Dutra e Dutra S/C R$1.100,00 sem NF Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda. R$130,00 sem beneficiário Relativamente à identificação do beneficiário da prestação do serviço médico, é conhecido o posicionamento da Receita Federal do Brasil manifestado através da Solução de Consulta Interna nº 23 – COSIT, no sentido de que, diante da ausência de identificação do serviço médico prestado, pode-se presumir que este foi o próprio contribuinte. Veja-se: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF DESPESAS MÉDICAS. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO. São dedutíveis, da base de cálculo do IRPF, as despesas médicas realizadas pelo contribuinte, referentes ao próprio tratamento e de seus dependentes, desde que especificadas e comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades. No caso de o serviço médico ter sido prestado a dependente do contribuinte, sem a especificação do beneficiário do serviço no comprovante, essa informação poderá ser prestada por outros meios de prova, inclusive por declaração do profissional ou da empresa emissora do referido documento comprobatório. Dispositivos Legais: Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil (CPC), art. 332; Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, art. 8º, inciso II, alínea “a” e § 2º, e Decreto nº 3.000, de 26 de dezembro de 1999 (RIR/1999), art. 80, § 1º, incisos II e III. Fl. 133DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 Assim, o fato de que os recibos emitidos por Anna Carolina N. de Moura, Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. e Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda juntados as folhas 33, 34 e 40, respectivamente, não apresentam identificação do beneficiário, não caracteriza motivo suficiente para manutenção da glosa. Ademais disso, nota-se que o conjunto permite inclusive a verificação da natureza do serviço prestado mediante análise dos recibos nas folhas mencionadas. Outro argumento utilizado pela Turma Julgadora a quo para justificar a manutenção das glosas das deduções de despesas médicas consiste na verificação de que os recibos emitidos por alguns profissionais médicos não apresenta o endereço da prestação de serviço. Entendo que esse motivo não é suficiente para manutenção da glosa. Isso porque a análise do conjunto fático probatório não traz qualquer elemento que afaste a veracidade das informações constantes nos recibos. Nesse sentido, veja-se o acórdão proferido por esta 1ª Turma Extraordinária, da 2ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ao julgar caso análogo, no qual se entendeu que na ausência de endereço do profissional, mas informado o CPF, pode-se validar o reconhecimento do recibo. Numero do processo: 11516.001969/2007-99 Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção Seção: Segunda Seção de Julgamento Data da sessão: Wed Jan 29 00:00:00 BRT 2020 Data da publicação: Wed Feb 19 00:00:00 BRT 2020 Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. AUSÊNCIA DO ENDEREÇO DO PRESTADOR. Deve ser restabelecida a dedução quando o único obstáculo for a falta da indicação do endereço do profissional, quando informada a inscrição no CPF, e não havendo qualquer outro indício que desabone os recibos. Numero da decisão: 2001-001.603 Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Rocha Paura - Relator Participaram das sessões virtuais, não presenciais, os conselheiros Honório Albuquerque de Brito (Presidente), André Luís Ulrich Pinto e Marcelo Rocha Paura, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Nome do relator: MARCELO ROCHA PAURA Sendo assim, considerando que o único óbice para o reconhecimento das despesas médicas com as profissionais Rosiris Gomide Castanheira e Angela Cristina B. Recchioni era a falta de indicação de endereço no recibo, essas deduções devem ser restauradas. No caso da profissional médica Anna Carolina N. Moura, no qual o óbice consistia na ausência de endereço e falta de indicação de beneficiário, essa despesa também deve ser restaurada. Relativamente às despesas com a profissional Maria Lúcia Mitraud, verifica-se que a motivação para manutenção da glosa consistia na ausência de endereço e na falta de carimbo. Dessa forma, a ausência de carimbo impossibilitava a identificação do número de registro no CPR/MG. Ocorre que essa carência foi suprida pela declaração juntada pelo Fl. 134DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 Recorrente para instruir os seu recurso voluntário (fls.87). Portanto, essa despesa também deve ser restaurada. No que tange as despesas com Clínica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda., verifica-se que o motivo da manutenção da glosa passa pela ausência de emissão de nota fiscal, uma vez os prestadores são pessoas jurídicas. No entanto, não há na legislação há previsão legal que exija a apresentação de nota fiscal. Nesse sentido, veja-se abaixo a ementa do acórdão proferido em caso análogo. Numero do processo: 11080.014584/2008-30 Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção Câmara: Primeira Câmara Seção: Segunda Seção de Julgamento Data da sessão: Tue Nov 29 00:00:00 BRST 2011 Data da publicação: Tue Nov 29 00:00:00 BRST 2011 Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A dedução de despesas médicas limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu. Não há, portanto, a determinação de que, nos casos de prestadores de serviços pessoas jurídicas, a comprovação do pagamento seja feita mediante nota fiscal de serviço. Recurso Voluntário Provido. Numero da decisão: 2102-001.675 Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA Sendo assim, a conclusão é que devem ser restauradas as deduções das despesas com a Clínica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. . Relativamente ao profissional Marco Antonio M. Salgado, os recibos apresentados pelo Recorrente as fls. Preenchem todos os requisitos legais apresentados pelo art. 8º, § 2, III, da Lei nº 9.250/95, devendo, portanto, ser restauradas as deduções. No que diz respeito as despesas médicas com a profissional Denise S. Barbosa, verifica-se que o Recorrente apresenta três recibos no valor de R$ 36,00 (fls. 36), sendo que apenas um desses recibos apresenta número do CPF, de inscrição no CRP e endereço da profissional médica. Em sede de recurso voluntário, o Recorrente junta as fls. 86 declaração firmada pela referida profissional médica, confirmando endereço, CPF e nº CRP, que coincidem com o recibo apresentado de fls. 36. Portanto, diante do exposto entendo que a glosa deve ser afastada. Por fim, as despesas com a profissional médica Alcione M. Soares D. Oliveira foram consideradas não comprovadas diante da falta de endereço e data no recibo de fls. 35. Como já visto acima, a falta de endereço por si só não é motivo suficiente para a manutenção da glosa, entretanto, a ausência de data no recibo impossibilita a confirmação de que a despesa ocorreu no ano-calendário de 2004. Fl. 135DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2001-003.513 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.018468/2007-87 Em que pese a declaração apresentada pelo Recorrente, emitida pela profissional Alcione, na qual afirma que o recibo foi emitido no dia 18 de agosto de 2004, nota-se que não há na declaração a indicação do valor constante do referido recibo, o que impossibilita ligar a declaração ao recibo apresentado no valor de R$ 1.960,00. Dessa forma, deve ser mantida a glosa desta despesa médica. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e no mérito dar-lhe parcial provimento para restaurar as despesas com os profissionais médicos Rosiris Gomide Castanheira, Denise S. Barbosa, Maria Lúcia Mitraud, Angela Cristina B. Recchioni, Marco Antonio M. Salgado, Anna Carolina N. Moura. Clínica e Radiologia Odonto Facial Ltda., Clínica Odontológica Dutra e Dutra S/C e Maria Helena Araújo Teixeira Ltda. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 136DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 36176.001732/2006-56
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 07/12/2005
Ementa: PREVIDENCIÁRIO – CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO – APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM INFORMAÇÕES INEXATAS EM RELAÇÃO AOS DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.
Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores.
A correção da falta não afasta a responsabilidade do autuado pela infração à legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.217
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 07/12/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO – CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO – APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM INFORMAÇÕES INEXATAS EM RELAÇÃO AOS DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores. A correção da falta não afasta a responsabilidade do autuado pela infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado.
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" 13Mb:à' 93 0`)- , toa CCO2/C06 • • Fls. 70 Maria de Falir erreira StvW Mat. Siape 751683 MINISTÉRIO A FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 36176.001732/2006-56 Recurso n° 142.042 Voluntário Mo de Contibuintes "F-Segund° C"s, e. Oficiai da União Matéria AUTO DE INFRAÇÃO dePr • Rubrica diso Acórdão n° 206-00.217 Sessão de 22 de novembro de 2007 Recorrente CONSTRUTORA ARRUDA GUIMARÃES LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁR1A Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 07/12/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO — CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO — APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM INFORMAÇÕES INEXATAS EM RELAÇÃO AOS DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores A correção da falta não afasta a responsabilidade do autuado pela infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MV • : .Uiv^ "n1k1.51iLHO DE CONTRIBlYSTES • CONFE112 COM (3 ORMINAL Processo n.° 36176.001732/2006-56 !Inania »..) , o p.... , 9„:01 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.217. Fls. 71 et l COLO Maria de Fátima .errer . de Cartilha Mat. Siape 7516E3 . ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO ( DE CONTRIBUINTE \ por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. • l. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente "a•--1— -3 Oe^: "-"":, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. • Processo n.° 36176.001732/2006-56 MF SE uUNDO CONSELHO DE CONTRIBL "'ES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.217 CONFERE COMO C,1G1NAL Fls. 729 Bragais , • , , Qcd As Relatório Maria de ?ti •; .• 474/0 . Met Sispe 751683 Trata-se de Auto de Infração, lavrado em 07/12/2005, por ter a empresa acima identificada apresentado GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas, em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, o inciso IV e § 6°, do art. 32, da Lei 8.212/91, c./c o art. 225, IV e § 4 0, do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Segundo Relatório Fiscal da Infração (fl. 06), a empresa entregou GFIP com omissão do código de movimentação referente ao afastamento temporário por motivo de acidente de trabalho por período superior a 15 dias de segurado empregado, no período de 03/2003 a 08/2005. A recorrente apresentou impugnação tempestiva (fls.14 a 22), alegando, em síntese, que a aplicação da multa configura um rigor excessivo e que as penalidades fiscais não podem extrapolar direitos e garantias do contribuinte, devendo ser dispensados às multas o mesmo tratamento atribuído aos tributos. Discorre sobre os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade das multas fiscais e o do não-confisco em matéria tributária e finaliza requerendo atenuação da penalidade. A Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da Decisão-Notificação n° 05.401.4/0375/2006 (fls. 51 a 53), julgou o Auto de Infração procedente com relevação da multa, em razão de a falta ter sido corrigida antes de a autoridade julgadora competente proferir a decisão, de o infrator ser primário e de não haver circunstância agravante, ressaltando que a infração será considerada para efeito da reincidência. Discordando da Decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário tempestivo (fls. 57 a 60), alegando, em síntese, falta de amparo legal para se considerar a infração para efeito de reincidência, pois foi constatado pela fiscalização que não houve dolo nem prejuízo para a arrecadação tributária. Em contra-razões, fls. 62 a 68, a SRP manteve os termos da Decisão- Notificação. É o Relatório. Processo n.° 36176.001732/2006-56 11.1.1,-- :Uh DO C'ONSELfic CONT CCO2/036 Acórdão n.° 206-00.217 CONFERE Com O r" "raNAL • Fls. 73 ISrabilki. i, cisa) • Voto Maria de . :Lr& egéPMat. Sizne 75) 6,33 Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora O recurso é tempestivo e a recorrente não efetuou o depósito recursal já que a decisão da 1 instância administrativa foi pela relevação total da multa. Da análise da argumentação trazida pelo recorrente, verifica-se que suas alegações se concentram em tentar demonstrar que, por ter reconhecido e corrigido a falta, ficou caracterizada a ausência de dolo, não cabendo, portanto, a imputação da responsabilidade pela infração, devendo o auto ser cancelado. Em que pese esse entendimento, houve a infração à legislação previdenciária, fato esse não contestado pela recorrente em sua peça recursal. A relevação da multa é apenas uma benesse concedida pelo legislador para aqueles infratores que atendessem a certas exigências legais, o que foi o caso. Dessa forma, a autoridade julgadora de l' instância, constatado o cumprimento dos requisitos contidos no art. 291, § 1°, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, agiu em conformidade com os ditames legais relevando a multa. Contudo, a infração foi cometida e o auto não pode ser cancelado. Conforme bem colocado pelo AFPS Analista no Contra-Razões apresentado, o próprio CTN estabelece em seu art. 136 que "Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infração da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato". Não restou caracterizada a denúncia espontânea, nos termos do parágrafo único, do art. 138, do CTN, transcrito pela recorrente em sua peça recursal. Conforme comprovam os documentos acostados aos autos (MPF e GE -2's), a falta foi corrigida apenas após o inicio da ação fiscal na Autuada. Portanto, no período abrangido pelo presente lançamento, houve descumprimento da legislação previdenciária e a autoridade fiscal, ao constatar o descumprimento de obrigação acessória, lavrou corretamente o presente auto, em observância ao art.33 da Lei 8212/99 e art. 293 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99: "Art.293. Constatada a ocorréncia de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, auto-de-infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes." . . MF - S1: ..iliNDO CONSELP. n - ',C CONTRI11. .4.:TES. - . Processo n.° 36176.001732/2006-56 CONFERE COM O !' .:' XiINAL CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.217 Fls. 74 Brasília. 2.- 1 / 0 .2 i ike• Ot edisSI ir , I II' C O - e I Maria de Fátima .. Irá: th arvalo Nesse sentido, Mat. Siape 751683 CONSIDERANDO odo o exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 22 de novembro de 2007 1 r> 1-•n a ..... ) ãe,.. ,....- ._. ---...., BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Page 1 _0011300.PDF Page 1 _0011400.PDF Page 1 _0011500.PDF Page 1 _0011600.PDF Page 1
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