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Numero do processo: 13811.003740/2007-80
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.060
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Gilberto Baptista, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (SP) que considerou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte e, consequentemente, manteve a multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, referente ao mês de junho do anocalendário de 2005 (fl. 16), no valor de R$ 44.469,63. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003740/200780 Resolução n.º 1802000.060 S1TE02 Fl. 2 2 Os dispositivos legais infringidos constam na descrição dos fatos e enquadramento legal do auto de infração em comento. Não se conformando com o lançamento acima descrito, a interessada apresentou a impugnação de fls. 01 a 03, subscrita por procurador devidamente habilitado, por meio da qual, em apertada síntese, alega o seguinte: a) não estava obrigada à apresentação mensal da DCTF, mas apenas à obrigação semestral; e b) que ao calcular sua receita bruta para fins de observância da obrigatoriedade de apresentação mensal ou semestral da DCTF, utilizouse da permissão prevista no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001. Para melhor ilustração, segue dispositivo legal citado pela Recorrente: “Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, bem assim da determinação do lucro da exploração, quando da liquidação da correspondente operação. § 1º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo de todos os tributos e contribuições referidos no caput deste artigo, segundo o regime de competência.” O dispositivo invocado pela Recorrente também encontrase reproduzido na IN 247/02, art. 13: “Art. 13. As variações monetárias ativas dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual, são consideradas, para efeitos da incidência destas contribuições, como receitas financeiras. § 1º As variações monetárias em função da taxa de câmbio, a que se refere o caput, serão consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo das contribuições, quando da liquidação da correspondente operação. § 2º À opção da pessoa jurídica, as variações monetárias de que trata o § 1º poderão ser consideradas, na determinação da base de cálculo das contribuições, segundo o regime de competência. A DRJ de São Paulo (SP) ao julgar a manifestação de inconformidade em 25.05.2010 manifestou seu entendimento através da seguinte ementa: “A S S U N T O : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003740/200780 Resolução n.º 1802000.060 S1TE02 Fl. 3 3 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. Restando caracterizada a entrega em atraso da DCTF, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória. DCTF MENSAL. RECEITA BRUTA. O regime de competência é o regime prevalente adotado tanto pelas leis comerciais como pela legislação fiscal para a contabilização das receitas, dos custos e das despesas, por ser o mais apropriado para refletir a realidade do patrimônio líquido e suas alterações. A legislação fiscal admite o regime de caixa apenas para reduzido número de situações, entre as quais não se inclui a determinação do limite da receita bruta que obriga a apresentação da DCTF mensal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 30/09/2010, a Contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 84 a 88, em 25/10/010, onde reitera as mesmas razões de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. É o relatório. Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Versam os autos sobre a aplicação de multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) no anocalendário de 2005. A DCTF foi instituída pela IN SRF nº 126, de 30/10/1998, tendo posteriormente alguns conceitos e definições alterados pela IN SRF nº 255, de 11/12/2002. Com periodicidade trimestral, foi utilizada para a prestação das informações relativas aos tributos e contribuições apurados pelas Pessoas Jurídicas no trimestre correspondente, além de outras informações relativas aos pagamentos, débitos, suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos e compensações. A partir do anocalendário de 2005, com a IN SRF nº 482, de 21/12/2004, posteriormente alterada pela IN SRF nº 532, de 30/03/2005, a DCTF passou a ter periodicidade mensal ou semestral. Estavam obrigadas a apresentação da declaração mensalmente: “Art. 2º A partir do anocalendário de 2005, deverão apresentar, mensalmente, a DCTF, de forma centralizada, pela matriz, as pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, imunes e isentas: Fl. 94DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003740/200780 Resolução n.º 1802000.060 S1TE02 Fl. 4 4 I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a 30 (trinta) milhões de reais; ou II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a 3 (três) milhões de reais.” As demais pessoas jurídicas estariam sujeitas a apresentação semestral da declaração: “Art. 3º As demais pessoas jurídicas deverão apresentar, semestralmente, a DCTF, de forma centralizada, pela matriz.” A ponto nodal da discórdia entre a autoridade fiscal e a Recorrente diz respeito ao momento em que as variações monetárias devem ser consideradas como integrantes da receita bruta para fins de eleição do critério de apresentação da DCTF. De acordo com a autoridade fiscal devese respeitar o regime de competência, enquanto que na ótica da Recorrente, as pessoas jurídicas que se utilizaram da faculdade da apuração pelo regime de caixa previsto no artigo 30, parágrafo 1º da Medida Provisória n° 2.158/2001 devem seguir o regime de caixa. Pesquisando o site da Receita Federal do Brasil (http://www.receita.fazenda.gov.br/Pessoajuridica/dipj/1999/Inf_Gerais/Conceito_de_Receita_ Bruta.htm), extraímos a seguinte informação: “A receita bruta compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido na operações de conta alheia, excluídas as vendas canceladas, as devoluções de vendas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados, destacadamente do comprador ou contratante, e dos quais o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário. Atenção: A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, poderá adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços pelo regime de caixa ou de competência, observandose o disposto na IN SRF n° 104, de 1998. O legislador ao permitir que o contribuinte optasse pelo regime de caixa ou competência para a apuração desses tributos criou um descasamento entre a escrituração contábil e fiscal, o que se estendeu, inclusive, para os contribuintes que se encontrassem na sistemática de apuração do lucro presumido. Para corroborar com esse entendimento, vejamos a citada IN SRF nº 104/98: Art. 1º A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, que adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços com pagamento a prazo ou em parcelas na medida do recebimento e mantiver a escrituração do livro Caixa, deverá: Fl. 95DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003740/200780 Resolução n.º 1802000.060 S1TE02 Fl. 5 5 I emitir a nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço; II indicar, no livro Caixa, em registro individual, a nota fiscal a que corresponder cada recebimento. § 1° Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica que mantiver escrituração contábil, na forma da legislação comercial, deverá controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica, na qual, em cada lançamento, será indicada a nota fiscal a que corresponder o recebimento. § 2° Os valores recebidos adiantadamente, por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação de serviços, serão computados como receita do mês em que se der o faturamento, a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços, o que primeiro ocorrer. § 3° Na hipótese deste artigo, os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos serviços serão considerados como recebimento do preço ou de parte deste, até o seu limite. § 4° O cômputo da receita em período de apuração posterior ao do recebimento sujeitará a pessoa jurídica ao pagamento do imposto e das contribuições com o acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, conforme o caso, calculados na forma da legislação vigente. Art. 2º O disposto neste artigo aplicase, também, à determinação das bases de cálculo da contribuição PIS/PASEP, da contribuição para a seguridade social COFINS, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e para os optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES.” (Grifos meus). Em consulta a legislação vigente, inclusive interpretativa, não há em lugar algum esclarecimento quanto a esta matéria, o que pode gerar dupla interpretação por parte do contribuinte. Frisese mais uma vez que há clara separação entre as obrigações fiscais e acessórias, especialmente quando da emissão das notas fiscais que se dão em momento diferente daquele em que se registra a receita bruta contábil, por força da IN 104/98, art. 1º, § 1º, acima transcrito. Com efeito, nos casos em que o contribuinte elege o reconhecimento do regime de caixa, e não de competência, para a apuração da base de cálculo dos seus tributos, causando assim o descasamento com a legislação comercial, nada mais razoável que o efeito da receita bruta para fins de cumprimento das obrigações acessórias também seja considerado no momento do recebimento. Dadas as circunstâncias do presente caso, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para: Fl. 96DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 13811.003740/200780 Resolução n.º 1802000.060 S1TE02 Fl. 6 6 a) juntar cópia do LALUR do anocalendário de 2003; b) juntar cópia completa da DIPJ do exercício de 2004, anocalendário de 2003; c) elaborar um relatório circunstanciado, demonstrando o montante das receitas oferecidas a tributação no anocalendário de 2003. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 97DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 19615.000311/2007-53
Data da sessão: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Data do fato gerador: 04/05/2006
Ementa:
MULTA ISOLADA. DES CUMPRIMENTO DE PRAZO PARA
RESPONDER À INTIMAÇÃO FISCAL, ART. 107,1V, "c" DECRETO-LEI
N° 37/66 O descumprimento do prazo estipulado em intimação fiscal, ou ainda, a ausência de resposta, são fatos suficientes para a imposição da multa prevista pelo Decreto-Lei 37/66 em seu art. 107, IV, "c".
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.237
Decisão: Acordam os membros do Colegiado por unanimidade em negar provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 04/05/2006 Ementa: MULTA ISOLADA. DES CUMPRIMENTO DE PRAZO PARA RESPONDER À INTIMAÇÃO FISCAL, ART. 107,1V, "c" DECRETO-LEI N° 37/66 O descumprimento do prazo estipulado em intimação fiscal, ou ainda, a ausência de resposta, são fatos suficientes para a imposição da multa prevista pelo Decreto-Lei 37/66 em seu art. 107, IV, "c". Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-01-07T11:06:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-01-07T11:06:49Z; Last-Modified: 2011-01-07T11:06:49Z; dcterms:modified: 2011-01-07T11:06:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:fae87965-80e0-4256-ba1c-c7e91d633d8b; Last-Save-Date: 2011-01-07T11:06:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-01-07T11:06:49Z; meta:save-date: 2011-01-07T11:06:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-01-07T11:06:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-01-07T11:06:49Z; created: 2011-01-07T11:06:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-01-07T11:06:49Z; pdf:charsPerPage: 976; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-01-07T11:06:49Z | Conteúdo => S3-CM FI 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 19615.000311/2007-53 Recurso n° 341.194 Voluntário Acórdão n° 3101-00.237 — 1° Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2009 Matéria MULTA DIVERSA Recorrente J.R. CASTELUCCI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 04/05/2006 Ementa: MULTA ISOLADA. DES CUMPRIMENTO DE PRAZO PARA RESPONDER À INTIMAÇÃO FISCAL, ART. 107,1V, "c" DECRETO-LEI N° 37/66 O descumprimento do prazo estipulado em intimação fiscal, ou ainda, a ausência de resposta, são fatos suficientes para a imposição da multa prevista pelo Decreto-Lei 37/66 em seu art. 107, IV, "c". Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade em negar provimento ao recurso. - - r • - - ';" r:G72:75, Henrique Pinheiro Torres Presidente Luiz • o e erto Domingo- Relator EDITADO EM: 06/12/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campeio Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente e Valdete Aparecida Marinheiro. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls.35/37) em que se discute a aplicabilidade da multa isolada prevista pelo art. 107, IV, "c" do Decreto-Lei 37/66, por entender a Fiscalização que a Recorrente deixou de responder, no prazo estipulado, ao termo de intimação (cópia às fls. 09) emitido em sede de procedimento de fiscalização realizada pela Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho — DIREP/SRRF04. Consta no Auto de Infração (fls. 03) que, na data de 17/02/2006, nas dependências do Centro de Distribuição da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — ECT — em Recife/PE, procedeu-se à retenção das mercadorias de origem estrangeira acondicionadas no volume EN 50990139 9 BR. Ainda segundo o Auto de Infração, existem indicações no corpo do volume retido que apontam como remetente o Sr, Rogério 3. de Paula, e como destinatário o Sr, Rodrigo Meira de Lima Torres, de modo que ambos foram intimados para apresentar a documentação comprobatória da regular situação das mercadorias, a que o Sr. Rodrigo Mein (destinatário) respondeu que a adquiriu por meio da Internet, no "site" Mercado Livre, e que efetuou o pagamento via depósito bancário, na conta da empresa vendedora J . R Castelucci ME. De posse dessa informação, a Fiscalização procedeu à intimação da referida empresa, para que, no prazo de 5 dias úteis informasse se a mercadoria retida foi objeto de venda de seu estabelecimento, e, em caso, positivo, para informar todo o procedimento de venda e a origem da mercadoria, acompanhado da respectiva documentação, A intimação concretizou-se em 26/04/2006 (fls. 10) porém, segundo a Fiscalização, até o dia 04/05/2006 não houve manifestação por parte da Recorrente. A Fiscalização entendeu pelo descumprimento do prazo imposto à Recorrente e aplicou-lhe a multa isolada em tela, constituindo o crédito correspondente. Intimada da Autuação, a Recorrente apresentou sua Impugnação (fls. 22) aduzindo que o Sr. Rogério de Jesus de Paula, então funcionário da empresa, realizou, pessoalmente, a venda da mercadoria retida e que, por não ter Conta Corrente junto ao Banco do Brasil, ofereceu a seu cliente, o Sr. Rodrigo Meira a possibilidade de depósito do pagamento na conta corrente da Recorrente, sem a respectiva autorização e que esta situação só foi possível pois o Sr, Rogério sempre gozou de irrestrita confiança dos dirigentes da Recorrente. Nessa oportunidade a Recorrente juntou Escritura Pública Declaratória (fls. 23) em que o Sr. Rogério de Jesus de Paula declara que a mercadoria retida era de sua exclusiva propriedade e que sem autorização do representante legal da empresa Recorrente utilizou dos dados cadastrais [...] número de conta corrente, para que o Sr, Rodrigo Meira Lima Torres efetuasse o depósito [.1. A DRJ-Fortaleza/CE, por sua vez, julgou improcedente (fls. 26/29) a impugnação apresentada, argumentando que a tese da Recorrente não corresponde ao assunto efetivamente discutido nos autos, determinando que a responsabilidade que originou a aplicação da multa não pode ser transferida ao Sr. Rogério, pois foi a empresa que deixou de 2 Processo n° 19615.000311/2007-53 Acórdão il.° 3101-00.237 S3-C1T1 F1 2 responder à intimação da Fiscalização, praticando, portanto, o ato previsto pela alínea "e" do inciso IV do art. 107 do Decreto-Lei 37/66. A Recorrente foi intimada desta decisão em 14/12/2007 (fls. 50 --verso), e apresentou seu Recurso Voluntário em 27/12/2007, aduzindo que, em sua defesa, não trata de fato diverso, sendo evidente que a intimação referida foi cumprida dentro do prazo estabelecido, conforme documentação de fls.38/47, motivo pelo qual requer a exclusão da multa imposta. É o relatório„ Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relatar Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. A aplicação da multa em tela tem corno fundamento legal o art. 107, inciso IV, alínea "c", do Decreto-lei n,' 37/66. Ari. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: [-] IV- de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): 11.1 c) a quem, por qualquer meio ou forma, °missiva ou comissiva embaraçai., dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de não-apresotaeão de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fisca“grifamos e destacamos] O artigo estabelece conduta punível: "a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou conzissiva [.,4 não apresentar resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal", fato este comprovadamente praticado pela Recorrente, que não respondeu à intimação feita pela Fiscalização para que informasse a respeito da origem e regularidade das mercadorias vendidas ao Sr, Rodrigo Mein. de Lima Torres, acondicionadas no volume EN 509901.39 9 BR, retido pela ECT de Recife/PE. Essa intimação data de 26/04/2006, sendo que até o dia 04/05/2006 não havia sido respondida, tratando-se de transcurso de tempo muito superior aos 5 (cinco) dias úteis estipulado pela Fiscalização, Luiz Roberto Domihg6 VIMENTO ao Recurso Voluntário.Diante do exposto Ademais, a tese defendida pela Recorrente de que o prazo foi cumprido não encontra substrato nas provas que carreou aos autos, por tratarem de situação que não guarda relação com os fitos discutidos no caso. Em primeiro lugar, o Termo de Retenção objeto da lide (TAR B0812006) foi lavrado em 17/02/2006, enquanto que a o termo de retenção apresentado pela Recorrente data de 17/08/2005 e sua respectiva intimação de 30/01/2007. Além disso, os documentos trazidos pela Fiscalização e os apresentados pela Recorrente representam mercadorias diferentes, o Auto de Infração em tela se refere a uma tosadeira da marca OsterStar (fls. 09) e o termo de intimação trazido pela Recorrente faz menção a 250 CD 's virgens. Há discrepâncias também nas informações referentes ao momento da verificação dos fatos, ainda nos Correios. No caso narrado nestes autos, trata-se do volume identificado pelo n° EN 50990139 9 BR (fls. 03), cujo destinatário é o Sr. Rodrigo Meira de Lima Torres, residente no estado de Pernambuco (fls. 09). Já o volume informado pela Recorrente é identificado com o n° EN 50984541 4 BR, cujo destinatário é o Sr. Enio Rodeie() Duarte Marinho, residente no Estado do Rio Grande do Norte (fls. 39). É, no mínimo, estranho que a Recorrente junte provas relativas a outros fatos, na tentativa de se esquivar da penalidade que lhe é imposta, uma vez que, não fbi capaz de comprovar o atendimento à intimação que lhe fora enviada em 26/04/2006, o que robustece a versão apresentada pela Fazenda. Resta, portanto, indiscutível que a Recorrente deixou de responder à intimação em procedimento fiscal, no prazo estipulado, fato que se subsume à conduta hipoteticamente descrita pela alínea "c", IV do Decreto-Lei n° 37/66, tornando correta a aplicação da penalidade imposta pelo conseqüente da norma 4
score : 1.0
Numero do processo: 12466.000692/94-33
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO.
Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.516
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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score : 1.0
Numero do processo: 10580.004697/2007-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/1998
PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA TOTAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL.
O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Tratando-se de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplica-se a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional.
REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A.
VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N
973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN.
Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62-A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543-C
do Código de Processo Civil. No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento,
caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.723
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, reconhecendo a decadência por quaisquer dos critérios do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/1998 PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA TOTAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratando-se de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplica-se a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62-A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543-C do Código de Processo Civil. No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2306; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 152 1 151 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.004697/200742 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.723 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente GRIFFIN BRASIL LTDA E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/1998 PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA TOTAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratandose de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplicase a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62 A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C do Código de Processo Civil. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, reconhecendo a decadência por quaisquer dos critérios do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004697/200742 Acórdão n.º 2403000.723 S2C4T3 Fl. 153 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 335 a 345 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador/BA (fls.281 a 289) que julgou PROCEDENTE EM PARTE o lançamento constante na NFLD n° 35.608.9576 no valor consolidado em 29/08/2003 de R$ 26.951,43 (vinte e seis mil, novecentos e cinquenta e um reais e quarenta e três centavos), sendo tal numerário reduzido para 3.272,61 (três mil, duzentos e setenta e dois reais e sessenta e um centavos) após a última decisão de 1 instância que excluiu da cobrança as competências 02/1997 a 04/1997 pela decadência com base no art.173, I, do Código Tributário Nacional, e a competência 03/1998, tendo em vista ter sido homologada tacitamente. Conforme Relatório Fiscal às fls.15 a 19, a cobrança referese às contribuições devidas à Seguridade Social correspondente às partes dos segurados empregados, da empresa, do financiamento das prestações por acidente de trabalho — SAT (até 06/97), do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (a partir de 07/97), aferida a titulo de responsabilidade solidária,, originada pela ausência de comprovação do recolhimento prévio e específico pela tomadora de serviço (Rubricas: segurados, empresa e SAT/RAT). A fiscalização analisou diversos documentos especificados no relatório fiscal e nos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos, sempre atenta à existência de Guias de Recolhimento e de folhas de pagamento a fim de apurar algum descumprimento por parte da empresa. Ademais, informou que o fato gerador da exação referente às contribuições previdenciárias lançados na notificação são os pagamentos, pelo empregador, de valores à pessoa física que lhe preste serviços. No caso em tela, verificouse a prestação de serviços de construção civil realizada na Griffin durante o período compreendido entre 02/1997 a 12/1998, hipótese em que o proprietário da obra é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, de acordo com art. 30, inciso VI da Lei 8.212/91, sendo o tomador de serviços isento da responsabilidade solidária se exigir da prestadora de serviços cópias das Guias de Recolhimento e das folhas de pagamento relativas a cada nota fiscal/fatura de prestação de serviço. Todavia, foi verificado que a tomadora dos serviços não teve essa conduta, razão pela qual a auditoria procedeu ao lançamento do crédito tributário, por aferição, com base no valor bruto das notas fiscais de serviço/fatura de mão de obra. Desta autuação, a recorrente (GRIFFIN BRASIL LTDA) foi notificada em 28/10/2003 e apresentou impugnação às fls. 66 a 107 alegando: Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Que a auditoria incorreu em alguns equívocos, pois não cometeu nenhuma irregularidade, sendo descabida a suposta infração imposta; Não ter sido o processo administrativo fiscal instruído com informações indispensáveis, tendo em vista que a fiscalização não conseguiu provar o inadimplemento da empresa prestadora, o que responsabilizaria o dono da obra; Inexistir base jurídica que permita a manutenção do presente lançamento, uma vez que ao se exigir contribuições sociais destinadas à seguridade social da empresa tomadora de serviços por força de responsabilidade solidária já cumpridas e reconhecidas pelo próprio INSS comete grave enriquecimento ilícito; Que a auditoria antes de lavrar o auto, deveria ter realizado a apuração fiscal perante a prestadora de serviços com o objetivo de verificar se esta mantém a regularidade fiscal atinente às contribuições devidas à Seguridade Social, e, somente uma vez frustrada a obtenção dos valores comprobatórios é que poderia realizar a notificação da empresa tomadora em razão do caráter subsidiário da responsabilidade solidária; Que houve grave equívoco na apuração da base de calculo do suposto débito fiscal, ao incluir os valores referentes às despesas inerentes ao próprio serviço e que a incidência do tributo sobre o material inerente ao serviço não tem amparo legal; Que o fisco deveria ter quantificado o valor referente aos gastos com material e ter deduzido esse valor, aplicandose o critério da aferição indireta somente sobre a prestação de serviços, motivo pelo qual todas as Notas Fiscais devem ser retificadas, devendo incidir 20% do valor da mão de obra constante na nota fiscal (20% de 50%); Não existir provas da não quitação pelo prestador de serviços; Ser necessário o cumprimento de todos os preceitos constitucionais para que a obrigação tributária possa ser exigida; Ter sido a cobrança realizada em duplicidade, ao passo que a fiscalização deve examinar primeiramente o cumprimento da obrigação por parte do prestador do serviço e só depois dessa verificação cobrar do tomador a exação; Ser a cobrança do SAT inconstitucional, trazendo fundamentos jurisprudenciais e doutrinários acerca do tema, tendo em vista que há ausência de definição legal do que seja riscos mínimo, médio e grave; Com relação à multa progressiva, que esta tem caráter de sanção pelo não pagamento do tributo devido, logo o percentual a ser aplicado deve ser fixo, cabendo aplicar multa de no máximo 2% na forma da legislação aplicada pelo CDC, e no que se refere aos juros, pode haver sim a progressividade em razão do tempo. Entendeu não prosperar no caso da multa; Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004697/200742 Acórdão n.º 2403000.723 S2C4T3 Fl. 154 5 Quanto aos juros capitalizados e taxa SELIC, ressaltou que há diversos julgados no STJ que vem declarando a inconstitucionalidade e a legalidade do encargo, que a ausência de disciplina legal da forma de cálculo da SELIC fere o princípio da legalidade. Relatou ainda a limitação que o CTN faz de 1% aos juros, índice muito inferior ao da SELIC. Asseverou que há inconstitucionalidade na aplicação da taxa SELIC e que foi indevidamente aplicada, ora como sucedâneo dos juros moratórios, ora dos juros remuneratórios, não podendo ser confundido títulos de tributos, se desta forma proceder, criase forma anômala, atribuindo caráter rentável ao tributo. Por fim, diante do exposto, requereu o provimento da defesa para que fosse reconhecida a improcedência do lançamento, vindo o mesmo a ser desconstituído, ou ainda, se não fosse comprovada a não quitação pelo prestador do serviço e impossibilidade dessa hipótese, requereu que fosse reduzido o valor da cobrança, deduzindo os valores com base em perícia contábil, em especial a base de cálculo da tributação, assim como fosse afastada a cobrança do SAT ou que esta tivesse a alíquota reduzida para 1%; fosse afastada também a progressividade da multa, para que fosse aplicado o limite de 2% conforme disposição do CDC, ou ainda, ad cautelam, 8% de acordo com o art.239 do Regulamento da Previdência Social, e fosse afastada a aplicação da taxa SELIC, para que fosse aplicado o Código Tributário Nacional. Ademais, foi requerida pericia técnica para se dirimir dúvidas e assegurar a veracidade das alegações aduzidas na defesa, estando os quesitos formulados na peça defensória, bem como protestouse pela produção de todas as provas em direito admitidas Às fls.114, foi emitido Despacho pela Gerência Executiva do INSS em Salvador informando que não houve provas de que a prestadora de serviços URBANA ENGENHARIA LTDA recebeu cópia da notificação, motivo pelo qual fazse necessária a juntada aos autos do comprovante de entrega da cópia da NFLD à essa empresa. O referido despacho determinou ainda a elaboração de um relatório fiscal complementar, bem como a anexação da cópia do contrato de empreitada celebrado entre a GRIFFIN e a URBANA, bem como das notas fiscais a que se refere o débito. Foi emitido o Mandado de Procedimento Fiscal – Diligência n 09181713 com o objetivo de verificar a documentação referente ao processo de defesa, bem como o TIAD (fls.117) solicitando a apresentação dos documentos solicitados em despacho. Após a diligência, foi emitido relatório fiscal complementar que corrigiu o erro constante no primeiro relatório fiscal (equívoco com relação à fundamentação legal contida nos itens 4 e 5 do relatório às fls.15 a 19) e também devolveu prazo para a apresentação de nova defesa. Às fls.145, emitiuse novo despacho acerca da diligência realizada, informando da necessidade do novo relatório ser enviado para o corresponsáveis solidários (prestadora e tomadora de serviços). Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 5ª Turma da DRJ/SDR (Salvador/BA) proferiu acórdão n°. 1512. 989 às fls. 153 a 175 nos seguintes termos: Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/1998 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA LANÇAMENTO FISCAL. CONSTRUÇÃO CIVIL.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS. RESPONSABILIDADE SOLIDARIA DO CONTRATANTE. A responsabilidade solidária do dono da obra de construção civil é elidida se comprovado o recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída em nota fiscal ou fatura emitida pelo cedente ou pelo construtor. 0 contratante de quaisquer serviços executados de construção civil, responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes no Plano de Custeio da Seguridade Social, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem. MULTA Sobre as contribuições previdenciárias em atraso incide multa de caráter irrelevável. Art. 35 da Lei 8.212/91. JUROS É licita a utilização da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia Lançamento Procedente em Parte. Irresignada com a decisão supra, a empresa DU PONT DO BRASIL S/A, sucessora da GRIFFIN DO BRASIL LTDA, interpôs recurso voluntário às fls. 192 a 210, no qual apresentou primeiramente, em sede de admissibilidade recursal, o processo judicial que teve como objetivo a obtenção de decisão contrária à exigência de depósito prévio (Mandado de Segurança de n° 2007.33.00.0176484 distribuído perante a 14° Vara Federal às fls.213/216. No mérito, alegou não ter recebido o relatório fiscal complementar, bem como ratificou os demais argumentos da impugnação, aditando que a decisãonotificação se limita a indeferir o pedido de perícia alegando que os fatos encontramse claramente descritos, motivo pelo qual impede que o contribuinte exerça seu pleno direito de defesa. Requereu ainda que fosse realizada perícia contábil e inspeção pericial técnica a ser executada por um engenheiro de segurança e médico do trabalho, bem como pleiteou a nomeação de assistente técnico. Às fls.219, houve petição da empresa DU PONT DO BRASIL S/A requerendo a atualização no sistema da Receita Federal. Às fls. 233 e 234, há memorando da DRJ de Salvador requerendo a devolução dos autos que já se encontravam no CARF para nova decisão de 1 instância, tendo em vista a presença de novos documentos. Às fls. 237/278, a empresa Urbana Engenharia LTDA (prestadora) apresentou as provas relativas aos pagamentos dos devidos recolhimentos previdenciários à GRIFFIN no período de fevereiro, março e abril de 1997 e março e dezembro de 1998 conforme inscrições CEI 040570334677 e 040570350974 º A 5ª Turma da DRJ/SDR (Salvador/BA), em novo julgamento, proferiu acórdão n°.1518. 471 às fls. 281 a 289 nos seguintes termos: Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004697/200742 Acórdão n.º 2403000.723 S2C4T3 Fl. 155 7 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/1998 CUSTEIO. RESPONSABILIDADE SOLIDARIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. SAT. INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. JUROS. PERÍCIA. DECADÊNCIA. A empresa é obrigada a arrecadar e recolher as contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados que lhe prestem serviços. SOLIDARIEDADE o proprietário, o incorporador, o dono da obra ou o condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE SOLIDARIA A responsabilidade solidária somente será elidida se for comprovado pelo executor o recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da quitação da referida nota fiscal ou fatura. SAT – É dever da empresa a contribuição para o financiamento do beneficio previsto nos art. 57 e 58 da Lei n° 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados. INCONSTITUCIONALIDADE A declaração de inconstitucionalidade de lei é prerrogativa outorgada pela Constituição Federal ao Poder Judiciário. MULTA Sobre as contribuições previdenciárias em atraso, incide multa de caráter irrelevável. JUROS É licita a utilização da Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) para o calculo dos juros incidentes sobre as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela Receita Federal do Brasil. PERÍCIA Descabe a realização de perícia quando os fatos puderem ser demonstrados por documentos a que a empresa estava obrigada a apresentar a fiscalização. DECADÊNCIA 0 direito de a Fazenda Pública apurar e constituir os seus créditos extinguese após cinco anos contados Fl. 7DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Lançamento Procedente em Parte. Vale destacar que essa última decisão, além de ter mantido na cobrança apenas a competência 12/1998, excluiu a empresa URBANA ENGENHARIA do pólo passivo da autuação e deixou apenas a DU PONT DO BRASIL S/A como sujeito passivo. Irresignada com essa última decisão, a referida empresa apresentou recurso voluntário às fls.293 a 312, no qual alegou, em sede de admissibilidade, que a exigência do depósito prévio é indevida, trazendo cópia do processo judicial que teve como objetivo a obtenção de decisão contrária à exigência de depósito prévio (Mandado de Segurança de n° 2007.33.00.0176484 distribuído perante a 14° Vara Federal, bem como argumentou: Ter havido ausência de recebimento do relatório fiscal complementar, motivo pelo qual há que ser declarada a nulidade do processo administrativo fiscal; Ter a auditoria cometido equívocos, haja vista a obrigação tributária já ter sido cumprida pela prestadora de serviço; Inexistir prova do não pagamento pelo prestador de serviço (Urbana Engenharia); Ratificou os demais pontos anteriormente rebatidos na impugnação. Às fls.330, foi informado que a Urbana Engenharia apresentou defesa extemporânea e que houve novo julgamento por esse motivo. Dessa nova decisão, foi facultada a apresentação de recurso voluntário, o qual foi apresentado às fls.335 a 345, tendo sido alegado: Que o presente recurso visava rebater a cobrança tão somente da competência 12/1998; Que a empresa Urbana Engenharia LTDA apresentou em 2007 provas de recolhimento das contribuições previdenciárias relativas à competência do objeto do presente lançamento, razão pela qual o crédito remanescente deve ser extinto com base no art.156, I, do CTN Que deve ser aplicada a decadência com base no art.150, parágrafo 4, do Código Tributário Nacional, em razão do recolhimento antecipado das contribuições exigidas no presente lançamento e data da ciência da autuação ter ocorrido em 19/08/2007, data em todos os coobrigados foram devidamente intimados; Diante do exposto requereu que o crédito tributário remanescente relativo à competência 12/1998 fosse declarado decadente, razão pela qual postulou a total improcedência da notificação. Juntamente com o recurso, foi juntada documentação que teve como objetivo a prova da quitação do crédito tributário. É o relatório. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004697/200742 Acórdão n.º 2403000.723 S2C4T3 Fl. 156 9 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DA PRELIMINAR: I – DA DECADÊNCIA TOTAL: A recorrente afirma que sua insurgência é relativa apenas à competência 12/1998, a qual encontrase paga pela prestadora de serviços Urbana Engenharia LTDA, conforme documentação anexada ao recurso voluntário. Sobre essa competência, a recorrente afirma ainda que na hipótese em que não for reconhecido o pagamento efetuado pela empresa prestadora de serviço, a extinção do crédito ainda assim deve ocorrer com base na decadência. Compulsando atentamente os autos, percebo a ocorrência de duas hipóteses de extinção do crédito tributário (a decadência e o pagamento do crédito). Todavia, considerando que a primeira é matéria preliminar que impede a análise do mérito da causa, caso seja reconhecida, analisarei, a princípio, sua aplicabilidade ao caso em tela. Sobre a decadência da cobrança de créditos tributários, cabe destacar que as controvérsias que existiam no âmbito dos contenciosos administrativos e no judiciário com relação ao prazo decadencial da Secretaria da Receita Federal para apurar os valores devidos a título de contribuições previdenciárias tiveram seu fim com o advento da Súmula Vinculante n° 8, a qual reconheceu como inconstitucional os arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91. Ambos os dispositivos previam que os prazos para a Seguridade Social apurar e cobrar os seus créditos extinguiamse com 10 (dez) anos. A grande celeuma era a não aplicação do prazo previsto no Código Tributário Nacional de que os créditos tributários só poderiam ser apurados ou cobrados até 5 (cinco) anos a contar do marco inicial estabelecido pelo CTN. Assim, após várias decisões invocando a inconstitucionalidade dos arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91, o Egrégio Supremo Tribunal Federal sumulou a matéria com a edição da Súmula Vinculante de n º 8, in verbis: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Sabese ainda que essas súmulas têm efeito vinculante sobre a Administração Pública, conforme previsão do art.103A da Constituição Federal, motivo pelo qual este Colegiado deve aplicar o entendimento acima. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional, o qual disciplina a decadência no art. 173, I e no art. 150, § 4. Em ambos, o direito de a Fazenda constituir o crédito extinguese em cinco anos, sendo que pela regra do art. 150, § 4º, a contagem é a partir da ocorrência do fato gerador e a do 173, I, é a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado ou da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Código Tributário Nacional Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homolo¬gação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos an¬teriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por tercei¬ro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. * * * Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10580.004697/200742 Acórdão n.º 2403000.723 S2C4T3 Fl. 157 11 Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Pelo exposto, percebese que o marco inicial da decadência diverge no Código Tributário Nacional. A regra exposta no art.173, inciso I é aplicável às espécies tributárias que não estão sujeitas ao lançamento por homologação, pois as que se sujeitam a este tipo de lançamento têm o prazo decadencial regulado pelo art.150, §4° do CTN. Este entendimento é pacífico na doutrina pátria1: O início do prazo de decadência do direito de lançar, em se tratando de tributo ordinariamente sujeito a lançamento por homologação, começa na data do fato gerador do tributo a que se referir o lançamento. Não obstante a consideração de que o art.150, §4° do Código Tributário Nacional aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, vale destacar que esse Conselho só tem aplicado essa regra aos casos em que ocorre o recolhimento da exação, em virtude do entendimento do Superior Tribunal de Justiça na decisão do Recurso Especial n 973.733/SC (Informativo n 402/STJ), na qual teve como ponto pacífico a aplicação do dispositivo retro somente quando for constatado pagamento das contribuições. Desse modo, deve esse Conselho sujeitarse à regra definida pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça em razão do previsto no Regimento Interno do CARF, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, levando em consideração o acima exposto, e, tendo o presente recurso voluntário como matéria objeto de discussão a decadência, fazse necessária a vinculação deste voto ao preceito do Regimento Interno do CARF enquanto tal regra permanecer vigente, tendo em vista que o julgamento do RESP n 973.733/SC ocorreu nos moldes do art.543C do Código de Processo Civil. No presente caso, foi verificada a ocorrência de recolhimento, por se referirem os Discriminativos de Débitos de diferença apurada, o que se leva a crer, que houve um pagamento parcial, pelo menos. Desta feita, tratandose o presente processo de solidariedade, entendo que a ciência da autuação deve ser dada a todos aqueles que foram indicados como corresponsáveis para o pagamento do débito. No caso em tela, a notificação ocorreu em 28/10/2003 somente com relação à empresa GRIFFIN, conforme data de assinatura do representante desta na capa da NFLD (fl.1). 1 MACHADO, Hugo de Brito. Decadência e Prescrição no Direito Tributário Brasileiro. In MARTINS, Ives Gandra da Silva (Coord.), Curso de direito tributário. 11ed. São Paulo. Saraiva,2009, p.208. Fl. 11DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Com relação à ciência da prestadora de serviço (Urbana Engenharia LTDA), esta só ocorreu em 12/01/2007 (fls.151), quando tomou conhecimento dos fatos apurados em fiscalização, e não em 19/08/2007, como elucidou a recorrente. Tratandose a presente autuação de quantia que, segundo a auditoria, poderia ser cobrada e adimplida por qualquer dos coobrigados (tomador ou prestador de serviço), em face da solidariedade constatada, entendo que o prazo de ciência da notificação a ser considerado para fins de decadência seja a data em que o último coobrigado teve ciência da lavratura da NFLD n° 35.608.9576. Sendo assim, considerando a nova ciência da NFLD em 12/01/2007, e, a data da competência que está sendo objeto de discussão ser relativa à competência 12/1998, temse que a cobrança da presente notificação fiscal encontrase acobertada pela decadência com base em qualquer dos critérios adotados pelo Código Tributário Nacional. Por todo o exposto, acato a preliminar ora examinada, restando prejudicado o exame de mérito. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, em preliminar, DARLHE PROVIMENTO, e reconhecer a decadência da competência 12/1998, independentemente do critério a ser utilizado pelo Código Tributário Nacional (art150, §4 ou art.173, I) com base ainda na Súmula Vinculante n 8 do Supremo Tribunal Federal. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 12DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11176.000276/2007-87
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/08/2003 a 31/07/2006
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a ocorrência de infração a dispositivo do Decreto 3.048/1999, será lavrado auto de infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os
critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DEIXAR DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS POR SUBROGAÇÃO
REFERENTE À AQUISIÇÃO DE PRODUÇÃO RURAL DE PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA.
Constitui infração à legislação deixar a empresa de arrecadar mediante desconto as contribuições devidas por subrogação
referente à aquisição de produção rural de produtor rural pessoa física.
Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 30, inciso III e IV combinado com os art. 216, III do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, que ao adquirir produto rural de produtor pessoa física, o adquirente fica sub-rogado ao recolhimento nas obrigações devidas pelo produtor rural.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.672
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a ocorrência de infração a dispositivo do Decreto 3.048/1999, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DEIXAR DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS POR SUBROGAÇÃO REFERENTE À AQUISIÇÃO DE PRODUÇÃO RURAL DE PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. Constitui infração à legislação deixar a empresa de arrecadar mediante desconto as contribuições devidas por subrogação referente à aquisição de produção rural de produtor rural pessoa física. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 30, inciso III e IV combinado com os art. 216, III do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, que ao adquirir produto rural de produtor pessoa física, o adquirente fica subrogado ao recolhimento nas obrigações devidas pelo produtor rural. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ivacir Júlio de Souza – Presidente Substituto Paulo Maurício Pinheiro Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto. Ausentes o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11176.000276/200787 Acórdão n.º 240300.672 S2C4T3 Fl. 82 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 132 a 138, apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba PR, Acórdão nº 0615.850 – 7ª Turma da DRJ/CTA, fls. 125 a 128, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração – AI nº. 35.941.4826, com valor consolidado de R$ 1.156,95 (um mil, cento e cinqüenta e seis reais e noventa e cinco centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 13, o Auto de Infração – AI nº. 35.941.4826, Código de Fundamentação Legal – CFL 99, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de arrecadar mediante desconto as contribuições devidas por subrogação referente à aquisição de produção rural de produtor rural pessoa física no período de 08/2003 a 07/2006. Anotese que o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 13, anexou também os seguintes documentos: a Contrato Social e alterações; b Comprovante do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ; c Cópias, por amostragem, de notas fiscais de entrada relativo aquisição de produção rural; d Planilha "Relação de Notas Fiscais de Entrada referente aquisição de produção rural de pessoa física” Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 30, inciso III e IV combinado com os art. 216, III do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, que ao adquirir produto rural de produtor pessoa física, o adquirente fica subrogado ao recolhimento nas obrigações devidas pelo produtor rural. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, caput, e parágrafo 3º, e art. 373. O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 14, não registra a existência de circunstância agravante, conforme a descrição do inciso V do art. 290, do Decreto n° 3.048/1999, além de também não registrar a existência de circunstância atenuante, prevista no art. 291 do Decreto n° 3.048/1999. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 O Relatório Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF às fls. 11 a 12, relaciona o resultado do procedimento fiscal relacionado à Recorrente: Documento Período Número Data Valor AI 10/2006 a 10/2006 359414842 18/10/2006 11.569,42 AI 10/2006 a 10/2006 359414770 18/10/2006 598.162,41 NFLD 01/1998 a 12/2005 359414788 18/10/2006 856.376,92 NFLD 05/1996 a 07/2006 359414800 18/10/2006 1.298.364,60 NFLD 05/1996 a 05/2006 359414834 18/10/2006 356.966,49 NFLD 03/1996 a 06/1998 359414850 18/10/2006 46.831,00 Al 10/2006 a 10/2006 359414818 18/10/2006 11.569,42 AI 10/2006 a 10/2006 359414826 18/10/2006 1.156,95 O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09328433F00, foi de 01/1996 a 11/2006, às fls. 06. O período objeto do Auto de Infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 13, é de 08/2003 a 07/2006. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 18.10.2006, às fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, às fls. 108 a 111, com Anexos às fls. 112 a 119. A instância “a quo” analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 125 a 128, conforme a Ementa do Acórdão nº 0615.850 – 7ª Turma da DRJ/CTA a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/08/2003 a 31/07/2006 AUTODEINFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto, a contribuição do produtor rural pessoa física e do segurado especial, incidente sobre a comercialização da produção, quando adquirir ou receber em consignação o produto rural. Lançamento Procedente Acordam os membros da 7 Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11176.000276/200787 Acórdão n.º 240300.672 S2C4T3 Fl. 83 5 Encaminhese para a DRF Londrina/Sacat para cientificar o contribuinte do presente Acórdão e para as demais providências. Sala de Sessões, em 18 de outubro de 2007. Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo, às fls. 132 a 138, onde alega, em apertada síntese, que: No Mérito: A improcedência do lançamento. Considerandose o artigo 30, incisos III e IV da Lei n° 8.212/91, indicado como fundamentação legal para a autuação, temse que, in casu, em momento algum deixou a recorrente de cumprir suas obrigações com o INSS, todavia, como poderia efetuar tais recolhimentos quando não entende devida tal contribuição? A hipótese é descabida. In casu, não tendo sido efetivada a retenção cabe a cobrança da contribuição do próprio produtor rural, que na qualidade de sujeito passivo da obrigação tributária não pode se eximir do seu recolhimento. Ademais, caso venha a ser tida como procedente a suposta exigibilidade das contribuições previdenciárias lançadas nas NFLD's, o que só se admite para argumentar, determina o artigo 291, § 1o, do Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1999. Ou seja, estão expressamente balizadas, pelo supratranscrito dispositivo regulamentar, as condicionantes para que, no caso em exame, seja relevada, ou, subsidiariamente, atenuada, a penalidade aplicada A recorrente, quais sejam: a primariedade, a correção da falta e a inexistência de circunstância agravante (para fins de relevarse), ou a correção da falta até a prolação de decisão pela autoridade julgadora competente (para fins de atenuação), respectivamente. Posteriormente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Londrina, às fls. 139, informou que a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo e encaminhou ao Conselho os autos para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 139. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para o Mérito. DO MÉRITO. Da improcedência do lançamento (i) Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11176.000276/200787 Acórdão n.º 240300.672 S2C4T3 Fl. 84 7 Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. CORESP – Relatório de CoResponsáveis do Débito; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. Mandado de Procedimento Fiscal MPF; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. TAB Termo de Arrolamento de Bens e Direitos h. Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal TEAF; i. REFISC Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos Fl. 7DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. (ii) Responsabilidade pelo recolhimento da contribuição. Analisemos. Embora a contribuição social previdenciária incidente sobre a produção rural seja devida pelo produtor rural, entretanto, por força do artigo 30, incisos III e IV, da Lei n° 8.212/1991, a responsabilidade pelo recolhimento da contribuição é do adquirente, do consumidor, ou do consignatário, que se subrogam nas obrigações do produtor rural. Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) (...) III a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25, até o dia 2 do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei 9.528, de 10.12.97) Fl. 8DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11176.000276/200787 Acórdão n.º 240300.672 S2C4T3 Fl. 85 9 IIIa empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25, até o dia dez do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Medida Provisória nº 351, de 2007) III a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 desta Lei até o dia 10 (dez) do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de essas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007). IIIa empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 até o dia vinte do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Medida Provisória nº 447, de 2008). III a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 até o dia 20 (vinte) do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de essas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei nº 11.933, de 2009). (Produção de efeitos). IV a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa ficam subrogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei 9.528, de 10.12.97) Concluise, então, que o artigo 30, incisos III e IV, da Lei n° 8.212/1991 dispõe que o recolhimento da contribuição social previdenciária incidente sobre a comercialização da produção rural é de responsabilidade da empresa adquirente, que, na qualidade de subrogado nas obrigações do produtor rural é obrigada a recolher a contribuição social até o dia 20 do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 10 Outrossim, em relação à atenuação e/ou relevação da multa, conforme se depreende dos autos, a Recorrente não comprovou a correção da falta objeto da autuação fiscal, nos termos do art. 291, Decreto 3.048/1999 (com a redação à época dos fatos): Art.291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. §1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §3º A autoridade que atenuar ou relevar multa recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior, de acordo com o disposto no art. 366. §3oDa decisão que atenuar ou relevar multa cabe recurso de ofício, de acordo com o disposto no art. 366. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Fl. 10DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11176.000276/200787 Acórdão n.º 240300.672 S2C4T3 Fl. 86 11 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, NO MÉRITO, negar provimento ao recurso. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 11DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.004390/90-34
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Sun May 23 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 301-01.033
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 23 de maio de 1996 . LUIZ FEL! AO CALHEIROS RELATOR /:; O 5 S [:.1 1996 I1do ef~.~\O~' rM' o '",-B-etr1Cl çot.enda.;r...tl;t~ dor (jS ?rocurtl- Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : Márcia Regina Machado Melaré, João Baptista Moreira, Fausto de Freitas e Castro Neto, Leda Ruiz Damasceno, Isalberto Zavão Lima. RC 117854 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N" RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 117.854 301-1033 ZENECA BRASIL SI A DRF - CAMPINAS/SP LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS RELATÓRIO • • Entendeu a fiscalização, com base em laudos do LABANA às fls. 10. 22 e 23, e 28 a 34, que a mercadoria importada pela interessada como "fosfato de tricresila (ester fosfórico tricresílico)" da posição TAB, à época, 29.19.05.00 (e não 29.15.05.00 como consta, erroneamente, ao auto de infração) era, na realidade, uma "mistura de fosfatos de aIqui I fenHa e fosfato de trifenila", produto que não teria, ainda segundo o laudo (fls. 29 e 31),constituição química definida. Considerando ainda um catálogo do produto, onde constaria sua denominação comercial, inexistente, nos autos, mas que encaminhou ao laboratório conforme documento de fls. 26, a autoridade administrativa, tendo presente, ainda, a informação no laudo de fls. 21, de que as misturas de fosfatos com a denominação "FYRQUEL" são "utilizados como fluídos hidráulicos isentos de aditivos e resistentes à chama", classificou a mercadoria na posição 38.19.18.00, própria dos fluidos para freios e transmissões hidráulicas. Desse novo enquadramento tarifário, resultou, por mudança de alíquotas, diferença de tributos, motivo pelo qual foi lavrado auto de infração para exigir o pagamento do crédito tributário, inclusive multas. • • Em sua defesa, a recorrente mantém a classificação que adotou e afirma que a ação fiscal, baseada exclusivamente em laudos do LABANA e seus respectivos aditamentos não pode prevalecer, até porque o parecer CST (NBM) 1.088, de 29.04.77, declara que o produto de nome comercial FRYQUEL se enquadra no código NBM 29.19.99.00. Cita outros laudos do LABANA, às fls. 55, para concluir que. para um mesmo produto o laboratório "ofereceu três laudos diferentes e contraditórios entre si, de modo que não se obtém a certeza jurídica necessária para o embasamento da acusação fiscal, que, por isso, deve ser julgada insubsistente, notadamente quando existe a manifestação oficial da consultoria tributária através do parecer CST (NBM) 1.088/77, de interesse da autuada, declarando correta a posição fiscal adotada por ela. " Diante da impugnação, a autoridade preparadora solicitou, de ofício, diligências junto à DRF Santos e ao LABANA Santos, a fim de que fossem respondidos os quesitos formulados às fls. 62. Resultaram dessas diligências a juntada ao processo do Acórdão 303-25.831, deste Conselho, que anulou processo semelhante a partir da decisão de primeira instância, por cerceamento ao direito de defesa, e da informação técnica onde o LABANA reitera suas conclusões anteriores, detalhando-as e concluindo, quanto ao produto: "trata-se de uma mistura de fosfatos de alquiJ fenila (fosfato de de t-butiJ feniJa e fosfato de trifeniJa), um produto de constituicão química não definida. " 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N°RESOLUÇÃOW 117.854301-1033 • • • Em consequência das diligências efetuadas, a autoridade administrativa reabriu prazo para manifestação do contribuinte a respeito daquelas, tendo em vista conceder-lhe amplo direito de defesa. Volta pois a autuada a insistir que os laudos técnicos são contraditórios entre si e que os aditamentos feitos aos primeiros laudos é que chegaram à conclusão que o produto não tem composição química definida. Cita, ainda, o Acórdão 301-26.620, desta Câmara, onde se concluiu que é de ser acolhida a classificação adotada pelo importador quando perfeitamente de acordo com a orientação emanada de ato de rapartição fiscal e que a posterior mudança de entendimento Hão retroage para alcançar situações definitivamente formalizadas. A autoridade julgadora não acatando as razões da recorrente e considerando, basicamente, o fato de que, segundo o LABANA, trata-se de produto de constituição química não definida e que, de acordo com a literatÚra técnica específica, é utilizado como aditivo anti-desgastante, bem como flúido não inflamável para sistemas hidráulicos, considerou procedente ação fiscal. Inconformada, a empresa recorre a este Conselho, apresentando, às fls. 123 a 126 os mesmos argumentos já expostos em suas diversas manifestações anteriores, mas destacando, contudo, o teor do Acórdão 301-26.620, já citado. Por sua vez, em suas contra razões ao recurso voluntário, a Procuradoria da Fazenda Nacional reafirma as considerações e conclusões da decisão de primeira instância. É o relatório . • 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃOW 117.854 301-1033 VOTO • •• • • A longa polêmica que aqui ocorre, embora, num primeiro momento, possa parecer, apenas, um problema de classificação tarifária é, no entanto mais do que isso. Trata-se, na realidade, de uma questão de duplo aspecto: de um lado, a necessidade fundamental de se determinar, em primeiro lugar, a exata natureza da mercadoria, com elevado grau de precisão no que respeita às suas propriedades físicas, químicas e, especialmente, à destinação, ao uso, à utilização que lhe são próprios ou possíveis. Somente de posse dessas informações, com um grau de confiabilidade razoável, poderá a autoridade administrativa, o importador, ou qualquer outra pessoa que pretenda enquadrar determinado produto na Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, dar inicio ao sutil processo de classificação. No caso dos produtos das indústrias químicas, por exemplo, sabe-se que todos eles se classificam, em princípio, na seção VI da nomenclatura, que engloba os capítulos 28 a 38 e seus suhcapítulos, cujos títulos têm apenas valor indicativo, por força da regra geral número um, dispositivo básico que define todo o processo. Assim, a classificação legal é determinada pelo texto das posicões e das notas de secão e de capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posicões e notas pelas regras seguintes. As regras gerais 2, 3, 4 e 5 só se aplicam, portanto, quando não contrariam o texto das posições e das notas de seção e de capítulo. Existe pois uma hierarquia perfeitamente definida para aplicação das regras. As notas de seção e de capítulo, por sua vez, fazem inúmeras exceções à norma geral por elas mesmas estabelecida. Assim é que os capítulos 28 e 29, que, em princípio, deveriam enquadrar os produtos químicos isolados ou os compostos de constituicão química definida apresentados isoladamente, admitem vários casos excepcionais por força daquelas mesmas notas de seção e de capítulo. No caso concreto ora em julgamento, mesmo que se considere perfeitos e conclusivos os laudos do LABANA e seus adendos onde se conclui que "trata-se de uma mistura de fosfatos de alquH fenHa (fosfato de t-butil fenila e fosfato de trifenila), um produto de constituicão química não definida", não há como se enquadrar a mercadoria na posição pretendida pelo fisco (38.19), pois o seu texto abrange os "líquidos para freios (travões) hidráulicos e outros líquidos preparados para transmissões hidráulicas. não contendo óleos de petróleo nem de minerais betuminosos, ou contendo-os em proporcão inferior a 70% em peso." Não há qualquer evidência no processo, quer nos documentos de importação, quer nos laudos técnicos que indique tratar-se a "mistura de fosfatos de alqui1 fenHa e fosfato 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÀMARA RECURSO N° RESOLUÇÃOW 117.854 301-1033 • •• • de trifenila" de um líquido para freio no sentido da posição 38.19. O que existe, sim, é uma referência ao pretenso nome comercial da mercadoria, o FYRQUEL, que não consta de qualquer documento de importação e que o LABANA, fazendo a ressalva de que o nome comercial não constava do pedido de exame, diz ser utilizado como "tlúidos hidráulicos isentos de aditivos e resistentes à chama". Outros laudos do próprio LABANA, como o de fls. 10, por exemplo, diz que a mistura de fosfatos de alquil fenila é utilizado como "aditivo anti desgaste e de extrema pressão para óleos luhrificantes e outros flúidos". Na realidade, conforme se verifica, não há uma posicão precisa quanto a natureza da mercadoria, e especialmente quanto à sua destinacão. Assim é que, em princípio, quer seja o produto o inicialmente declarado pelo importador, quer o identificado pelo LABANA como mistura de fosfatos de fenila e trifenila, se classificaria, no meu entender, de acordo com as regras de classificação e notas das seções e dos capítulos, na posição 29.19, como um "ester fosfórico e seus sais", desde que fosse um composto de composição química defmda apresentado isoladamente, conforme estabelecido pela alínea "a" das considerações gerais do capítulo 29: "composto químico distinto, de estrutura conhecida, que não contém outra substância deliberadamente adicionada durante ou após a fabricacão, incluída a purificacão." Por outro lado, quanto a posição pretendida pelo fisco poderá ser ela correta ou não, como correta ou não poderá ser qualquer outra do capítulo 38 ou de qualquer outro capítulo onde se possa enquadrar produtos químicos de composição não definida, tudo dependendo da destinação, uso ou utilização da mercadoria. Com essas considerações, diante da impossibilidade de classificar a mercadoria por insuficiência de informações VOTO no sentido de converter o julgamento em diligência junto a repartição de origem, abrindo prazo ao importador para apresentar as indagações que considerar necessárias, a fun de que seja informado a este Conselho, mediante a oitiva de outros órgãos técnicos oficiais ou não: a) Se a mistura de fosfatos de alquil fenila (fosfatos de t-butil fenila e fosfato de trifenila), é ou não um produto de constituicão química definida, no sentido que lhe dá a alínea "a" das considerações gerais do capítulo 29 do Sistema Harmonizado, ou seja, "um composto químico distinto, de estrutura conhecida, que não contém outra substância deliberadamente adicionada durante ou após a fahricação, incluindo a purificação", mesmo contendo impurezas, consideradas como tais as substâncias decorrentes do processo de fabricação, assim como matérias de base não transformadas, impurezas encontradas nas matérias de base reagentes e eventuais subprodutos; b) no caso de não ser um produto de constituição química definida, estabelecer com precisão quais seriam a finalidade ou finalidades, uso ou destinação da substância em questão; 5 .. • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃOW 117.854 301-1033 •• c) Se houver a possibilidade, ainda que remota, de novo exame de laboratório solicitar a audiência do Instituto Nacional de Tecnologia que deverá, também, responder aos quesitos a e b aqui formulados. SaladasSessões,eUaiO de 1996. LUIZ FELIPE G~LHEIROS - RELATOR . •• • 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
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Numero do processo: 10242.000340/2010-21
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.091
Decisão: resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar da competência em razão a matéria – DACON, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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(assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000340/201021 Resolução n.º 1802000.091 S1TE02 Fl. 68 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém – PA (DRJBEL), que julgou improcedente a Impugnação apresentada pelo Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: “Trata o presente processo de multas expedidas através das Notificações de Lançamento de fls. 08, 10, 12, 14 e 16, decorrentes do atraso na entrega do Dacon referente aos meses de janeiro a abril e junho de 2010, no valor de R$ 500,00 cada (valor mínimo)”. 2. Sendo a data do vencimento da exigência em 20.10.2010, considerase tempestiva a impugnação apresentada em 08.09.2010 (fls.01/07), na qual a interessada, em síntese: a) Reclama das dificuldades criadas pela Receita Federal relativa a questões técnicas e de informação, relatadas em mensagens da Fenacon; b) Entende que uma instrução normativa não pode criar uma obrigação acessória, devendo limitarse a regular aquela definida em lei, respeitando o princípio da legalidade; c) Aponta caracterizar confisco o valor da multa aplicada; d) Afirma haver constado informação errada no sítio da Receita Federal na internet, quando havia a previsão de prazos para apresentação dos demonstrativos mensal e semestral; e) requer a revisão do lançamento. Em sua decisão, a DRJBEL houve por bem manter o lançamento através do Acórdão n° 01 21.554, Sessão de 03 de maio de 2011, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS” Ano calendário: 2010 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS – DACON. “O cumprimento de obrigação acessória fora dos prazos previstos na legislação tributária sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais”. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000340/201021 Resolução n.º 1802000.091 S1TE02 Fl. 69 3 “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO” Ano calendário: 2010 INCONSTITUCIONALIDADE. ARGUIÇÃO. “A instancia administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade dos atos legais”. Impugnação Improcedente “Crédito Tributário Mantido” Inconformada com a decisão, o Recorrente apresentou, em 28/11/2011, Recurso Voluntário (fls. 44/54) no qual aduziu, em síntese; a) Reclama das dificuldades criadas pela Receita Federal relativa a questões técnicas e de informação, o que impossibilitaram o envio da obrigação acessória, dentro do prazo legal; b) Entende que uma instrução normativa não pode criar uma obrigação acessória, devendo limitarse a regular aquela definida em lei, respeitando o princípio constitucional da legalidade; c) Considera um grave dano social a aplicação da penalidade. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho, Relator. O presente recurso é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de multas decorrentes do atraso na entrega do Dacon, referente ao mês de janeiro a abril e junho de 2010, no valor de R$ 500,00 cada. Durante a construção da sua tese de defesa a Recorrente alega que o devido à inoperância do sistema da Receita Federal, não foi possível adimplir a entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON, e que o referido atraso ocasionou a expedição da Notificação de Lançamento de Multa. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10242.000340/201021 Resolução n.º 1802000.091 S1TE02 Fl. 70 4 Entretanto, por se tratar de discussão atinente a obrigação acessória relativa à Contribuição para o PIS e à COFINS, em respeito ao disposto no inciso IV do artigo 4º do Anexo II da Portaria (MF) nº 256 de 22/06/2009, devolvo os presentes autos para distribuição à TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 70DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 18 /09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10410.008745/2007-23
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF
e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Recurso voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.754
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso para reconhecer a decadência total dos crédito lançados, com base em qualquer dos critérios estabelecidos no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja pelo estabelecido no Art.150, § 4º, bem como no preceituado no artigo 173, I.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência total dos crédito lançados, com base em qualquer dos critérios estabelecidos no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja pelo estabelecido no Art.150, § 4º, bem como no preceituado no artigo 173, I. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório DA NOTIFICAÇÃO Tratase de crédito lançado pela fiscalização que, de acordo com o Relatório Fiscal de fl. 71/72, teve como objeto do lançamento as contribuições a seu cargo e as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, além das contribuições destinadas a Terceiros (Outras Entidades). A apuração dos fatos geradores, no período de 01 a 12/1999, inclusive o décimo terceiro salário, teve como base o cruzamento de GFIP x GPS , também se utilizando de folhas de pagamento, rescisões e recibos de férias . A empresa foi notificada em 20/12/2007 conforme registro de fl. 01. DA IMPUGNAÇÃO O contribuinte apresentou impugnação às fls. 76 alegando em apertada síntese : a) erro do Auditor Fiscal em apontar como não recolhidas as contribuições referentes às competências de 01/1999 a 13/1999, do estabelecimento 000210, tendo em vista que tais contribuições já haviam sido objeto de NFLD, tendo sido incluídas em parcelamento; b) que as contribuições já haviam sido objeto de NFLD lavrada em ação fiscal anterior ( DEBCAD 35.000.3068), cuja cópia foi anexada aos autos; c) que os contribuintes não podem ser submetidos em investidas ilegais, bem como deve ser garantido o exercício da ampla defesa; d) que toda ação fiscal há de ser instaurada em consonância com os principios legais limitadores do poder de autuar, devendo a obrigação de lançamento estar pautada pelos princípios da legalidade, moralidade e eficiência; e e) falta de comprovação material do pretenso ilícito fiscal, não havendo fato gerador do crédito tributário. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil Recife (PE) – DRP/REC, em 26/02/2008, emitiu o Acórdão n ° 1121.742 , mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.120/136, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod”. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10410.008745/200723 Acórdão n.º 2403000.754 S2C4T3 Fl. 150 3 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.137/138, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, passo a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” DECADÊNCIA POR QUALQUER CRITÉRIO Considerando que conforme Relatório Fiscal de fls. 71/72 o período da ocorrência da infração foi definido pelas competências 01/99 a 12/99, e ainda que a empresa fora notificada em 20/12/2007, fl.01, por qualquer dos critérios, quer seja na forma do artigo 150, §4° do CTN ou do preceituado no artigo 173, I do mesmo diploma legal, o crédito lançado Fl. 151DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 pela fiscalização através da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n° 37.028.5174 contra a empresa em tela, encontrase totalmente fulminado pelo instituto da decadência. DA ECONOMIA PROCESSUAL Em razão da decadência total do crédito lançado, por economia processual, deixo de enfrentar demais alegações. CONCLUSÃO Desse modo, por tudo que foi exposto, em PRELIMINAR, determino que se reconheça a DECADÊNCIA do total dos crédito lançados para o período 01/99 a 12/99, com base em qualquer dos critérios estabelecidos no Código Tributário Nacional – CTN, quer seja pelo estabelecido no Art.150, § 4º, bem como no preceituado no artigo 173, I . É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 152DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/11/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 15374.001876/00-67
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.368
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro: Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório. Trata o presente processo dos autos de infração, lavrados pela Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro RJ, exigindo da pessoa jurídica, acima identificada, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica, (IRPJ), no valor de R$ 305.585,55, fls.702/707, e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no valor de R$ 97.787,37, fls.708/713, relativos ao ano calendário de 1997. Os tributos lançados foram acrescidos de multa de ofício de 75%, e juros de mora calculados até 30.06.2000. A descrição dos fatos nos Autos de Infração e Termo de Verificação e Constatação Fiscal, fls.692/701, aponta que foram constatadas as seguintes infrações (Custos ou despesas não comprovadas, Pagamentos sem causa e Despesas indedutíveis): Quanto ao IRPJ: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .0 01 87 6/ 00 -6 7 Fl. 1152DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.153 2 Custos ou despesas não comprovadas. Glosa de despesas, conforme o item 04 do Termo de Verificação e Constatação Fiscal, anexo ao auto de infração, apurandose matéria tributável no montante de R$ 592.773,13, composto pelos valores discriminados à fl.703 do auto de infração. Enquadramento legal: artigos 195, inciso I, 197 e parágrafo único, 243 e 247, do RIR/94; Pagamentos sem causa. Valor apurado conforme o item 01 do Termo de Verificação e Constatação Fiscal, referente a pagamentos lançados à débito da conta 3161 Consultoria e Assessoria, sem indicação da causa ou operação que os originaram, apurandose matéria tributável no montante de R$ 607.797,07 composto pelos valores discriminados à fl.704 do auto de infração. Enquadramento legal: artigos 195, inciso I, 197 e parágrafo único, 243 e 247, do RIR/94; Despesas indedutíveis. Valor apurado conforme os itens 02 e 03 do Termo de Verificação e Constatação Fiscal, apurandose matéria tributável no montante de R$ 21.772,00 composto pelos valores de R$ 4.500,00 e R$ 17.272,00 discriminados à fl.704 do auto de infração. Enquadramento legal: artigos 193, 195, inciso I, 197 e parágrafo único, e 242, do RIR/94; Quanto à CSLL Falta de recolhimento da CSLL por decorrência dos fatos apurados em relação ao IRPJ, apurandose matéria tributável no montante de R$ 1.222.342,20, composto pelos valores discriminados no auto de infração, fls. 709/710. Enquadramento legal: artigo 2º e parágrafos da Lei nº 7.689/1988; artigo 19 da Lei n° 9.249/1995; artigo 1º Lei n° 9.316/1996; artigo 28 da Lei n° 9.430/1996. A pessoa jurídica inconformada com os lançamentos apresentou impugnação em relação a todas as matérias objeto dos autos de infração. A 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Rio de Janeiro/RJ1), mediante o Acórdão nº 5.917, de 30 de outubro de 2004 (fls.802/820) julgou procedente em parte a impugnação para exonerar dos lançamentos do IRPJ e CSLL os seguintes valores aos itens acima mencionados e irregularidades respectivas: a) Custos ou despesas não comprovadas R$ 9.030,00 referente à nota fiscal de serviços nº 208, por não se referir a serviço médico e ter sido incluída indevidamente; b) Pagamentos sem causa – no total de R$ 126.015,00, composto pelos valores relativos às notas fiscais de serviços nºs 207, 209, 211 a 215, 251 a 256, considerados comprovados, conforme discriminado na decisão recorrida, fl.817. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1997 Ementa: GLOSA DE DESPESAS. DESPESAS NÃO COMPROVADAS Fl. 1153DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.154 3 É cabível a glosa de despesas declaradas, se o sujeito passivo depois de intimado, não comprovar efetivamente a sua regularidade, neste caso, a efetividade da prestação dos serviços e a titularidade destas despesas, por meio de documentação hábil e idônea, assim entendida como aquela devidamente aceita pela legislação. Exonerese parcela do lançamento indevidamente acrescida. GLOSA DE DESPESAS. PAGAMENTO SEM CAUSA. Somente são dedutíveis as despesas cuja causa e natureza da operação sejam perfeitamente identificáveis e necessárias às atividades da empresa e à manutenção de sua fonte produtora de receita, desde que amparadas em documentação hábil e idônea. Exonerese do lançamento aquelas que cumprem os requisitos acima. GLOSA DE DESPESAS. DESPESAS INDEDUTÍVEIS. Somente são dedutíveis as despesas necessárias, compatíveis com as atividades da empresa e à manutenção da fonte de rendimentos, além de preencherem os requisitos da normalidade e usualidade. As que não possam ser comprovadas com documentação hábil e idônea, ou que se caracterizem em ato de liberalidade, vedado pela legislação, devem ser glosadas para recomporem a base de cálculo do lucro real. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Aplicase ao lançamento denominado decorrente ou reflexo os efeitos da decisão sobre o lançamento que lhe deu origem. Subsistindo, em parte, a exigência fiscal objeto do lançamento considerado principal, igual sorte colhe o lançamento efetivado por mera decorrência daquele. Lançamento procedente em parte. A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 25/07/2005 (fls.824/865). Preliminarmente, a Recorrente alega que os autos de infração omitem os fundamentos legais dos artigos das normas legais especificas dadas como infringidas limitandose a relacionar a norma genérica conforme se verifica dos seus relatórios fiscais o que torna os lançamentos nulos, pois, não permitem o exercício dos direitos à ampla defesa e ao contraditório. No mérito, em síntese, argúi a improcedência das autuações pelos motivos a seguir. DESPESAS NÃO COMPROVADAS que, as empresas DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA INTENSIVEMED LTDA e ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA. são prestadoras de serviços médicos especializados a pacientes internados nas dependências do Recorrente, atuando sob a supervisão direta e responsabilidade técnica, profissional, ética e pessoal dos seus respectivos sócios, conforme se comprova pelo "Contrato de Prestação de Serviços”. Fl. 1154DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.155 4 que, no curso da fiscalização, comprovouse a efetiva prestação dos serviços com a documentação fiscal emitida pelas empresas respectivas, da qual constam os nomes dos pacientes, períodos de internação e valores cobrados, razão pela qual o presente feito deve ser baixado em diligência para verificação, o que desde já requer. que, os atendimentos das empresas médicas DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA, INTENSIVEMED LTDA. e ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA não são realizados de forma única e exclusiva a pacientes conveniados, mas também a pacientes particulares. que, mesmo que se adote, apenas para argumentar, o entendimento da DRJ, o Auto de Infração deve ser reduzido visto que as despesas relativas a atendimentos realizados pelas referidas empresas a pacientes particulares devem ser tidas como regulares e válidas, já que inerentes às atividades do Recorrente, e, deste modo, dedutíveis. que, os pagamentos efetuados pelo Recorrente, as empresas acima relacionadas pelos atendimentos por ela realizados a pacientes conveniados, para os quais as referidas empresas não são credenciadas deverão ser considerados como despesas regulares, operacionais e dedutíveis. que, os valores pagos pelo Recorrente, são mero repasse dos valores, anteriormente recebidos pelo Recorrente dos convênios pelos serviços prestados aos respectivos pacientes. que, não há qualquer acréscimo patrimonial, pois todos os valores recebidos dos convênios pelo Recorrente pelos atendimentos realizados pelas referidas empresas a estas eram integralmente repassados. que, registra como receita (e, assim, como renda sua) a totalidade dos valores recebidos pelos convênios, levandoos à tributação.Portanto, devese permitir que o Recorrente lance como despesa os valores pagos (na verdade repassados) às empresas médicas contratadas para atendimento a pacientes internados em suas dependências. que, quando emite uma Nota Fiscal / Fatura de serviços médico hospitalares para o convênio, o Recorrente discrimina e separa, nos documentos fiscais correspondentes, os valores relacionados ao atendimento, e à prestação de serviços aos respectivos pacientes daqueles relativos a chamada "hotelaria", estes últimos devendo ser tratados como receitas próprias do Recorrente. que, pelo princípio da isonomia, ou o Recorrente exclui de sua receita os valores recebidos dos convênios e repassados a estas empresas, ou se permite ao Recorrente o lançamento de ditos pagamentos como suas despesas. PAGAMENTOS SEM CAUSA que, os valores dito irregulares dizem respeito aos pagamentos feitos à pessoa física de NILZO GOES e às pessoas jurídicas EVANDRO RUA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA, JOÃO MAURÍCIO DE ARAÚJO PINHO & CIA, PROCEP – CENTRO DE ENSINO E PESQUISA DO PROCARDÍACO, e SERGIO BERMUDES ADVOGADOS. Fl. 1155DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.156 5 que, os pagamentos efetuados a NILZO GÓES decorreram de auditoria e consultoria tributárias realizadas por este profissional no período de janeiro a junho de 1997; que, a empresa EVANDRO RUA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA, foi contratada, e continua como responsável pela implementação de rotinas e de todos os sistemas informatizados do Recorrente, tais como controle de contas de pacientes, compras, estoques, contas a pagar, contabilidade, caixa, etc, mantendo os contatos com a empresa encarregada pelo desenvolvimento dos sistemas de informática e com fornecedores de equipamentos de softwares, conforme se comprova pelo “Contrato de Prestação de Serviços” firmado com o Recorrente. que, foi o próprio Sr.Evandro Rua sócio e gerente, em conjunto com um funcionário daquela empresa, quem fez todo o atendimento à fiscalização, motivo pelo qual estranha a caracterização dos valores pagos à empresa como "pagamento sem causa". que a empresa JOÃO MAURÍCIO DE ARAÚJO PINHO & CIA é responsável por toda orientação tributária na área administrativa e gerencial, assistência jurídica na defesa dos direitos da recorrente em ações judiciais propostas comprovadas pela lista de ações relacionadas na fl.847. que, a empresa PROCEP – CENTRO DE ENSINO E PESQUISA DO PRO CARDÍACO, foi contratada para cuidar da seleção, treinamento, aperfeiçoamento e reciclagem de funcionários, coordenação e programação de ensino e pesquisa, realização de cursos, congressos, simpósios, jornadas e todos os eventos científicos realizados pelo ora Recorrente. que, SERGIO BERMUDES ADVOGADOS, foi contratado para prestar assistência jurídica na defesa de seus interesses na Ação Renovatória movida pela empresa Cinecor Serviços Médicos Ltda., que tramitou perante o Juízo da Quarta Vara Cível da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro bem como dos respectivos processos e procedimentos a este vinculados conforme cópia da decisão juntada, bem como pela cópia da "Proposta de Honorários Advocatícios , inc1usive com cópia da respectiva procuração outorgada aos advogados daquele escritório. A Recorrente requer diligência para comprovar que os serviços foram efetivamente realizados. DESPESAS INDEDUTÍVEIS. que, em relação ao item 02 do "Termo de Verificação”, o valor apropriado como despesa corresponde ao sinal e princípio de pagamento em favor da empresa MAGIC PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA a titulo de aluguel do local para festas de Natal que o Recorrente promove, anualmente, a seus funcionários; que, em relação ao item 03 do "Termo de Verificação”, referese ao pagamento feito na aquisição de produtos utilizados e distribuídos na festa de Natal dos funcionários e médicos do Recorrente; JUROS SELIC que as taxas de captação do Tesouro e as taxas SELIC plenas são impróprias para a cobrança de juros moratórios. Fl. 1156DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.157 6 Finalmente requer o provimento do recurso voluntário e o cancelamentos das exigências reclamadas e, informa que seus advogados receberão intimações na Av. Rio Branco n.° 138, 14º andar na capital do Rio de Janeiro. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço. Conforme relatado, o Termo de Verificação e Constatação Fiscal, fls.692/701 e a descrição dos fatos nos Autos de Infração (fls.702/713), apontam que foram constatadas as seguintes infrações: Custos ou despesas não comprovadas, Pagamentos sem causa e Despesas indedutíveis. Sobre as despesas não comprovadas, foram glosados valores relacionados no item 01 do Termo de Verificação Fiscal (fls.695/701) relativos a pagamentos efetuados a pessoas jurídicas lançados a débito da conta 3163 – despesas serviços médicos, sem comprovação da efetiva prestação destes serviços. O Recorrente alega que, as empresas DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA INTENSIVEMED LTDA e ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA. são prestadoras de serviços médicos especializados a pacientes internados nas dependências do Recorrente, atuando sob a supervisão direta e responsabilidade técnica, profissional, ética e pessoal dos seus respectivos sócios, conforme se comprova pelo "Contrato de Prestação de Serviços”. Verifico nos contratos (fls.687/689) entre a Recorrente e as ditas empresas: DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA INTENSIVEMED LTDA e ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA, que, não se identificam seus representantes legais, tampouco, assinaturas em que se possa aferir a autenticidade da autoria. Verdadeiras rubricas apócrifas. Portanto, insuficientes como documento comprobatório. Observase que, nos contratos e notas fiscais, as empresas DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA e INTENSIVEMED LTDA são sediadas no mesmo endereço da contratante PRO CARDÍACO PRONTO SOCORRO CARDIOLÓGICO LTDA, na Rua Dona Mariana 217/219/223Botafogo/Rio de Janeiro/RJ. Sobre a empresa DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA o Recorrente diz que foi contratada para cuidar do atendimento e acompanhamento da evolução de pacientes portadores de síndromes coronarianas e suas variações com objetivo inicial da cura dos pacientes e elaboração de pesquisas cientificas produzindo a respectiva documentação para apresentação de trabalhos em congressos, convenções nacionais e internacionais, bem como publicação destas pesquisas, conforme se comprova pelo "Contrato de Prestação de Serviços”. Consta do “Contrato de Prestação de Serviços” (fl.687), datado de abril de 1992, por prazo indeterminado, a seguinte cláusula: Fl. 1157DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.158 7 CLAUSULA PRIMEIRA OBJETO O objeto do presente contrato é a prestação, pela CONTRATADA, de serviços médicos de pesquisas com pacientes atendidos pela CONTRATANTE. Parágrafo Primeiro A realização dos serviços serão nas dependências da CONTRATANTE. Parágrafo Segundo – As pesquisas desenvolvidas gerarão documentação cientifica assinada pela CONTRATADA e entregue à CONTRATANTE. Aduz o Recorrente que: os estudos e pesquisas realizados serviram como dados importantes para que o principal sócio daquela empresa, Dr. Roberto Bassan, sob o patrocínio do próprio Recorrente e do seu Centro de Estudos, o PROCEP — CENTRO DE ENSINO E PESQUISAS DO PRÓ CARDÍACO, publicasse o livro denominado "Síndrome Coronariana Aguda nas Unidades de Dor Torácica", Editora Atheneu, conforme se prova pelo documento em anexo (doc. 07), do qual também consta a informação de que o Dr. Roberto Bassan é "Coordenador do Projeto 'Dor Torácica' do Hospital PróCardíaco" e "Coordenador de Ensino e Pesquisa do Hospital PróCardíaco" Como se vê, pela afirmação do próprio Recorrente, não se trata de serviços médicos prestados aos pacientes com atendimento no hospital, como descrito nas notas fiscais, razão pela qual se faz necessário que o Recorrente apresente relatórios produzidos pela empresa acima que demonstrem os trabalhos produzidos em 1997, haja vista que o contrato de prestação de serviços é datado de abril 1992 (empresa constituída em janeiro de 1992, conforme ficha do CNPJ, fl.908) e o livro editado em 2004, fl.913). Do contrato com a INTENSIVEMED LTDA (fl.688) e com a ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA (fl.689) consta em cláusula que, pelos serviços médicos prestados, a CONTRATANTE pagará às CONTRATADAS, importância que será fixada em função da quantidade de pacientes atendidos, e dos valores correspondentes a procedimentos médicos pagos por convênios, que a CONTRATANTE fature pela CONTRATADA em virtude da mesma não ser credenciada. De acordo com o Termo de Intimação, fl.145, a fiscalizada foi intimada a comprovar a transferência financeira e a efetividade dos serviços prestados pelas pessoas jurídicas: DR. ROBERTO BASSAN CLÍNICA CARDIOLÓGICA LTDA INTENSIVEMED LTDA, ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA e CONSULTAS SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA. À fl.146, a intimada esclarece que, os serviços são prestados pela referidas empresas a pacientes atendidos no PróCardíaco Pronto Socorro, de convênio aos quais as mesmas não são credenciadas, sendo as cobranças realizadas pelo PróCardíaco Pronto Socorro diretamente aos convênios e repassados às empresas que prestaram serviços. O Recorrente diz que as empresas foram contratadas para o atendimento e acompanhamento de pacientes de “Alto Risco” internados no seu CTI — Centro de Tratamento Intensivo, cabendolhes as decisões dos procedimentos médicos adotados aos pacientes, inclusive a realização de hemodiálises em casos agudos, conforme se comprova pelo "Contrato Fl. 1158DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.159 8 e Prestação de Serviços" firmado com o Recorrente. E que, a INTENSIVEMED LTDA comprova a prestação dos serviços pelos "Relatórios Médicos do CTI elaborados e assinados pelo Dr. Plinio Nascimento Gomes (CRM 52.487813) e pelo Dr Rubens Costa Filho (CRM 52.387126), membros da equipe medica da Contratada. E a ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA demonstra os serviços prestados pelos relatórios de "Prova de Função Respiratória " elaborados e assinados pelo Dr. Airton S. Crespo (CRM 52.7600), membro da equipe médica da ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA. Desses documentos apresentados (fls.920/955 e 956/970) não se vislumbra qualquer resquício de serviços prestados pelas empresas INTENSIVEMED LTDA e ACOSEME ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇOS MÉDICOS LTDA. A Recorrente apresentou apenas notas fiscais globalizadas de “serviços médicos prestados”, sem qualquer discriminação que se possa aferir o que se refere a despesas de atendimentos (serviços prestados) ou repasse em função de haver faturado pelas contratadas em virtude das mesmas não serem credenciadas. A Recorrente aduz que pelo princípio da isonomia, ou exclui de sua receita os valores recebidos dos convênios e repassados a estas empresas, ou se permite ao Recorrente o lançamento de ditos pagamentos como suas despesas. Assim, fazse necessário que a Recorrente seja intimada a comprovar, de forma segregada, mensalmente, quais receitas foram por ela oferecidas à tributação “em função de haver faturado pelas contratadas”. 2) Pagamento sem causa Conforme o item 01 do Termo de Verificação e Constatação Fiscal foi apurado o montante tributável de R$ 607.797,07 composto pelos valores discriminados à fl.704 do auto de infração, referente a pagamentos lançados à débito da conta 3161 Consultoria e Assessoria, sem indicação da causa ou operação que os originaram. Do mencionado valor foi excluído pela DRJ o total de R$ 126.015,00, composto pelos valores relativos às notas fiscais de serviços nºs 207, 209, 211 a 215, 251 a 256, considerados comprovados, os serviços de assessoria jurídica prestados pela empresa Consultas Serviços Técnicos Ltda conforme explicitado na decisão recorrida, fl.817. Na defesa, a Recorrente aduz que: os demais valores dito irregulares dizem respeito aos pagamentos feitos à pessoa física de NILZO GOES e às pessoas jurídicas EVANDRO RUA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA, JOÃO MAURÍCIO DE ARAÚJO PINHO & CIA, PROCEP – CENTRO DE ENSINO E PESQUISA DO PROCARDÍACO, e SERGIO BERMUDES ADVOGADOS. os pagamentos efetuados a NILZO GÓES decorreram de auditoria e consultoria tributárias realizadas por este profissional (Auditor Fiscal aposentado) no período de janeiro a junho de 1997; Fl. 1159DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.160 9 a empresa EVANDRO RUA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA, foi contratada, e continua como responsável pela implementação de rotinas e de todos os sistemas informatizados do Recorrente, tais como controle de contas de pacientes, compras, estoques, contas a pagar, contabilidade, caixa, etc, mantendo os contatos com a empresa encarregada pelo desenvolvimento dos sistemas de informática e com fornecedores de equipamentos de softwares, conforme se comprova pelo “Contrato de Prestação de Serviços” firmado com o Recorrente. foi o próprio Sr.Evandro Rua sócio e gerente, em conjunto com um funcionário daquela empresa, quem fez todo o atendimento à fiscalização, motivo pelo qual estranha a caracterização dos valores pagos à empresa como "pagamento sem causa". a empresa JOÃO MAURÍCIO DE ARAÚJO PINHO & CIA é responsável por toda orientação tributária na área administrativa e gerencial, assistência jurídica na defesa dos direitos da recorrente em ações judiciais propostas comprovadas pela lista de ações relacionadas na fl.847. a empresa PROCEP – CENTRO DE ENSINO E PESQUISA DO PRO CARDÍACO, foi contratada para cuidar da seleção, treinamento, aperfeiçoamento e reciclagem de funcionários, coordenação e programação de ensino e pesquisa, realização de cursos, congressos, simpósios, jornadas e todos os eventos científicos realizados pelo ora Recorrente. SERGIO BERMUDES ADVOGADOS, foi contratado para prestar assistência jurídica na defesa de seus interesses na Ação Renovatória movida pela empresa Cinecor Serviços Médicos Ltda., que tramitou perante o Juízo da Quarta Vara Cível da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro bem como dos respectivos processos e procedimentos a este vinculados conforme cópia da decisão juntada, bem como pela cópia da "Proposta de Honorários Advocatícios”, inc1usive com cópia da respectiva procuração outorgada aos advogados daquele escritório. Com os argumentos acima foram juntados os seguintes documentos por cópia: Contrato de Prestação de Serviços com EVANDRO RUA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA (fl.976/977); extratos de processos judiciais, fls.981/1017 (Vols.5 e 6) para justificar a relação com a empresa JOÃO MAURÍCIO DE ARAÚJO PINHO & CIA, bem como cópias de fls.1023/1034 com o escritório SERGIO BERMUDES ADVOGADOS e; cópia de Contrato de Prestação de Serviços de Consultoria Tributária, datado de 1995, com NILZO GÓES (fls.1048/1051). Apesar dos indícios acima, inexiste conjunto probatório capazes de identificar objetivamente a prestação dos serviços em 1997 a dar causa aos pagamentos ditos efetuados. Desse modo, proponho encaminhar os presentes autos à DERAT/Rio de Janeiro para a realização de diligência cujo objetivo seja apurar a verdade material em relação aos fatos em tela. Para tanto deve ser expedido Termo de Intimação Fiscal para que a autuada, com documentação hábil e idônea, comprove de forma discriminada a causa que deu Fl. 1160DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15374.001876/0067 Resolução nº 1802000.368 S1TE02 Fl. 1.161 10 fundamento obrigacional aos pagamentos mensais, referentes ao ano calendário de 1997, por meio de contratos, notas fiscais e recibos – em que se verifique a descrição dos serviços, objeto da operação; a data e o valor da operação, em consonância com o § 1º do artigo 223 do RIR/94 (atual artigo 223 c/c o artigo 923 do RIR/99). Realizada a diligência, deve ser elaborado relatório circunstanciado, do qual deve ser dada ciência ao Contribuinte para sua manifestação, se do seu interesse, no prazo de 30 (trinta dias). Apresentada a manifestação ou transcorrido o prazo, devem os autos retornar ao CARF para prosseguimento do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 1161DF CARF MF Impresso em 14/11/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13707.003290/2001-27
Data da sessão: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.029
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o processo até decisão final do processo nº 5374.002940/99-94, nos termos do voto da relatora. Ausente, justificada e momentaneamente, a Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira.
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o processo até decisão final do processo if 15374.002940/99-94, nos termos do voto da relatora. Ausente, justificada e momentaneamente, a Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. WirrEIRA DE MORAES - Presidente e Relatora. EDITADO EM: 11 DR 7 2009 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Peneira de Moraes (Presidente), Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Benedicto Celso Berlim° Júnior, Marcos Antonio Pires (Suplente Convocado) e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (Vice-Pesidente). Processo n" 13707.003290/2001-27 S1-TE03 Resolução n.° 1803-00.029 Fl. 2 Relatório Trata-se de pedido de restituição/compensação de saldos negativos de IRP.1 e CSLL, e de PIS repique e dedução, relativos aos anos de 1995, 1996 e 1997, no montante de R$ 162.203,20. A autoridade administrativa indeferiu os pedidos da contribuinte, com base nos seguintes argumentos: • Verificando-se os demonstrativos de fis. 4/6, constata-se que a origem dos créditos são recolhimentos de IRPJ e CSLL efetuados entre 01/ a 05/95, 07/95, 08/95, 01/96, 03 a 06/96, 09/96, 11/96 e 01/97, c PIS dedução e PIS repique relativos aos meses de 01 e 02/96, somados a um "saldo" anterior de crédito de IRPJ relativo ao ano de 1994. • O interessado formalizou o processo em 28/12/2001. Nesta data, já havia decaído o direito ereditorio relativo aos valores pagos a maior até 27/12/1996, nos termos dos arts. 168 e 165 do CTN. • Da análise das planilhas apresentadas pelo interessado conclui-se que foram compensados, durante e ao final do ano de 2000, os saldos negativos apurados ao final de 1997. A Delegacia de Julgamento acolheu paracialmente a manifestação de inconformidade, com base nos seguintes fundamentos: a) Por ter transcorrido o prazo decadencial de cinco anos entre a formulação do pedido de restituição/compensação e os pagamentos efetuados a titulo de IRPJ c CSLL, não mais são passíveis de ser reconhecidos os direitos creditórios sobre os pagamentos efetuados durante o ano de 1995, conforme estabelece o Ato Declaratório SRF n°96/1999. b) Recolhimentos de PIS repique e PIS dedução: o interessado recolheu o PIS dos meses 1, 2, 4, 5, 6,9 e 11/96 e 1/97 na modalidade já extinta (PIS repique) e deixou de recolher o devido (PIS faturamento), conforme determinação legal. Os valores recolhidos ate 27/12/1996 não são mais passíveis de restituição e os recolhidos em dezembro de 1996 e fevereiro de 1997 não suprem o devido como PIS faturamento. c) Saldo Negativo de IRPJ de ' 1996: reconheceu saldo de R$ 45.955,99, após dedução do valor relativo a lançamento suplementar considerado procedente por acórdão da 7" Câmara do 1° CC (processo n° 15374.002940/99-94). d) Quadro resumo dos saldos negativos reconhecidos: Tributo Valor do crédito (RS) Data de origem IRPJ 45.955,99 31/12/96 CSLL 6.924,64 31/12/96 IRPJ 55.193,40 31/12/97 CSLL 11.381,24 31/12/97 Total 119.455,27 Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que tece as seguintes considerações: 2 t M4 Processo n° 13307.003290/2001-27 SI-TE03 Resolução n.° 1803-00.029 Fl. 3 a) Por tratar-se de saldo negativo, o prazo de contagem da decadência somente começa a ser contado, a partir de janeiro de 1997, 1998 e 1999. b) O lançamento objeto do processo n° 15374.002940/99-94 foi objeto de recurso de divergência, acatado pela Câmara Superior e encontra-se nesse Conselho para julgamento, não podendo já ser objeto de dedução do crédito legitimo da recorrente. É o relatório. Voto Conselheira SELENE FERREIRA DE MORAES, Relatora A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 01/10/2007 (AR de fls. 266 verso). O recurso foi protocolado em 31/10/2007, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. Confomie anteriormente relatado, foi deduzido do saldo negativo de IRPI relativo ao ano de 1996, valor equivalente à lançamento suplementar objeto do processo n° 15374.002940/99-9. A decisão recorrida consignou que lançamento suplementar foi considerado procedente por acórdão da 7' Câmara do antigo 1° Conselho de Contribuintes. A recorrente aduz que o processo n° 15374.002940/99-94 foi objeto de recurso de divergência, acatado pela Câmara Superior, e encontra-se nesse Conselho para julgamento, não podendo já ser objeto de dedução do crédito legitimo da recorrente Não há como se negar que o deslinde da matéria objeto daquele processo influencia diretamente a validade das compensações efetuadas no presente caso, bem como que aquela decisão está sujeita a alterações à vista do acolhimento do agravo interposto pela recorrente pela 1' Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Assim, prosseguir com a cobrança no caso dos autos implicaria na execução provisória da sentença nos termos do artigo 588 do Código de Processo Civil Brasileiro, cujo rito e forma encontram-se na esfera de atuação das autoridades judiciárias. Como a decisão daquele processo, do qual este também depende, não é definitiva, é de se sobrestar a apreciação do feito até sua decisão final, nos termos do artigo 265, IV, do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente ao processo administrativo fiscal, que assim dispõe: "Art. 265 - Suspende-se o processo: - quando a sentença de mérito: II a) depender do julgamento de outra causa, ou da declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro processo pendente." 91( Processo n°13707.003290/2001-27 SI-TE03 Resolução 11.° 1803-00.029 Fl, 4 Ante todo o exposto, concluo que este julgamento deve ficar sobrestado até o final do julgamento do processo n° 15374.002940/99-94. ara ENE FERREIRA DE MORAES 4
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