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Numero do processo: 10880.008187/86-00
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.412
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia-INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
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score : 1.0
Numero do processo: 10845.002027/88-19
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 17 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.378
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam,a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO
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MINISTÉRIO DA FAZEND.A TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Af!tL Sessão de ..J!..de ma lO de 19.~.~ .. ACORDÃO N.' Recurso n.O Recorrente Recorrid 110.416 UN 10N CARB IDE DRF - SANTOS Processo 09 10.845-002.027/88-19. DO BRASIL LTDA. - SP. R E S O L U ç à O 301-378 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam,a integrar o presente jul- gado. VISTO EM SESSÃO DE: e maio de 1989. TA - Presidente. BRANCO - Relatora. da Fazenda Nacional. Participaram, ainda, ~o presente julgamento, os seguin tes Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA, HAMILTON' DE SÁ DANTAS, ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, JOSt MARIA DE MELO e WLA- DEMIR CLOVIS MOREIRA. • • ) SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. RECURSO NR 110.416 RESOLUÇÃO ~R 301-378. RECORRENTE: UNION CARBIDE DO BRASIL LTDA. RECORRIDA DRF - SANTOS - SP. RELATOR MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO. R E L A T Ó R I O Trata o presente processo de Classificação de Mercado- rIa, tendo o contribuinte, através do Auto de Infração de fls. 01, sido autuado por haver classificado no código 39.01.08.02, o prodQ to SILICONE L-5440-nome químico: Óleo de Dimetil Polisiloxano, vis, - co sida de a 250 C - C5T 6OO, de qua 1idade industr ia I , o q\la1 :JoL'slAbme- tido a despacho através,da,D.I. nº 044.127-9, registrada em 03.12.87. A autoridade fiscal autuante baseou-se no laudo Técni- co de fls. 11 e 12, do LABANA, para lavrar o Auto de Infração, através do qual impõe ao contribuinte o imposto de importação e im posto sobre produtos industrializados, além das multas previstas no art. 364, 11, do Decreto 87.981/82 e Decreto-lei 2323/87, art. l~, parágrafo único. Intimado do Auto de Infração em 13.04.88, o contribu- inte, tempestivamente, apresentou Impugnação, onde, em resumo, ar- gumenta o seguinte: a) o auto de infração deve ser declarado nulo, em vir- tude de nao ter tido a autuada oportunidade de pronunciar-se sobre o resultado do exame laboratorial realizado; b) no mérito, alega serem ilegais as multas aplicadas por nao caberem no presente caso, já que as mesmas decorrem do não pagamento dos impostos no seu vencimento; c) não existe capitulação legal impondo multa por erro de classificação tarifária; d) classificou corretamente a mercadoria, porque o fez com base na sua natureza fntrínseca, funcional e específica,de acor do com a TAB; e) a simples qualidade tenso-ativa do produto nao o equipara aos produtos da classificação 34.02.03.03, como pretende a fiscalização; f) os silicones estão expressa e especificamente cita- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL dos na TAB, na classificaçâo do grupo 39.01. -03- Rec. 110.416 Res. 301-378 • • \ No mais, a autuada discorre longamente a respeito da especificidade do produto,iilbn~ando-s~ sobre a sua composlçao quf- mica e questionando o laudo e as informaç6es t~cnlca~ emitidas pe- lo LABANA. Por fim, requer seja realizada diligência ao lNT,a fim de que sejam respondidos os quesitos formulados nas fls. 21 e 22 dos autos. Com base no parecer de fls. 35/39, que leio em sessâo, a autoridade de lª instância julgou procedente a açâo fiscal em tQ dos os seus termos. Intimada de tal decisâo, a autuada, no prazo legal, r~ corre a este Conselho, repetindo o teor da peça impugnatória e in- sistindo na realizaçâo de diligência do INT. Requer, ainda, diligência à Divisâo de Nomenclatura e Classificaçâo da Coordenaçâo do Sistema de Tributação com relação à correta classificação do produto importado. É O RELATÓRIO . SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O -04- Rec. 110.416 Res. 301-378 • • t de ser rejeitada a preliminar argüÍda pelo contribu- inte de nulidade do Auto de Infração por não lhe ter sido dada ciên cia do resultado do exame laboratorial de fls. 11 e 12. Na realid~ de, como se verifica do campo 24 da 0.1. (fls. 04-V.), a autuada foi cientificada, em 07.03.88, do inteiro teor do Laudo emitido p~ lo LABANA, tomando conhecimento de que deveria apresentar DCI para recolhimento da diferença de tributos, no prazo de 3 (Três) dias da efetiva ciência. Não havendo, porém, o contribuinte ,atendido às exigên cias contidas naquele documenu0, não há porque falar-se em nulida- de do Auto de Infração . No que diz respeito ao mérito, que discute a 'Jque~tão da correta classificação de um produto químico, entendo ser impre~ cÍndÍvel atender-se ao insistente pedido do contribuinte, a fim de submeter a mercadoria a exame pelo Instituto Nacional de Tecno~ logia, para que sejam respondidos os quesitos formulados pela em- presa, e abaixo relacionados: 1. Trata-se de produto de alta pureza? Pede-se esclar~ cer a resposta. 2. O produto tem características de um copolÍmero de um silicone com um polialquilenoglicol, este um derivado de silicQ ne? Pede-se esclarecer a resposta. 3. Quais as calr,l'cterÍsticas químicas específicas do prQ duto? Pede-se esclarecer a resposta. 4. Essa característica demonstra a presença de grupos dimetilsiloxanas conforme a cadeia abaixo? CH- 3 Si O Si? 5. Qual o teor de silício calculado em SiQ2 contido noproduto? 6. O silicone como definido, poderá ser substituído na SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -05- Rec. 110.416 Res. 301-378 • • produção de espumas rígidas de poliuretano por qualquer dos produ- tos e preparações tenso-ativas classificadas na posição 34-02, ou, mais precisamente, na 34.02.03.00 da NBM? 7. Uma molécula do produto analisado encerra maIS do que uma ligação silício-oxigênio-silício e contém grupos orgânicos fixos e átomos de silício por ligações diretas silício-cabofixos e átomos de silício por ligações diretas silício-cabono? 8. Dadas essas propriedades químicas e a finalidade In dustrial exclusiva do produto - agente de nucleação para ~espumai rígidas de poliuretano - observando-se as Regras Gerais de Classi- ficação da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM), qual o CQ digo que, no entender desse Instituto, deva ser adotado para a cla~ sificação desse silicone? 9. O produto analisado, dadas as suas propriedades qui micas, físicas e físico-químicas e a finalidade industrial especí- fica para produção de espumas rígidas de poliuretano, antes de ser um produto tenso-ativo deve ser encarado como um derivado de sili-. cone e como tal classificado no capítulo 39.01 da NBM? Diante do exposto, voto para converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, para juntada de amostra e formulação de quesitos pelo Sr. fiscal autuante,a fim de que aquele órgão analise o produto e responda aos quesitos já referidos, assim como os demais, a seguir enumerados: - o produto analisado é de constituição química defini da, nos termos das NENCCA? - o produto é de caráter iônico com propriedades tenso -ativas? - que é um produto de caráter nao iônico com propried~ des tenso-ativas? - a característica de ser tenso-ativo é essencial ao produto examinado? Pór~que? - o produto examinado é orgânico ou organo-metálico? O que difere um e outro? - Qual a pureza verificada? Pode dizer-se que é de al- ta-pureza? Sala das Sessões, 17 MARIA LUCIA SI~CAS \ I \ .... ,! maio de 1989. ELO BRANCO - Relatora. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 12267.000422/2008-07
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005
Ementa:
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
AFERIÇÃO INDIRETA. PREVISÃO LEGAL.
Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputar devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário, conforme possibilita o § 3°, Art. 33, da Lei 8.212/1991.
MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA.
ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Numero da decisão: 2403-001.219
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por voto de
qualidade, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até 11/1999, inclusive e 13/1999, com base no art. 173 do CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso
para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. AFERIÇÃO INDIRETA. PREVISÃO LEGAL. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputar devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário, conforme possibilita o § 3°, Art. 33, da Lei 8.212/1991. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. AFERIÇÃO INDIRETA. PREVISÃO LEGAL. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputar devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário, conforme possibilita o § 3°, Art. 33, da Lei 8.212/1991. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até 11/1999, inclusive e 13/1999, com base no art. 173 do CTN. Votaram pelas conclusões os Fl. 927DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Relator/Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 928DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária Rio de Janeiro Centro, DecisãoNotificação n.° 17.401.4/0233/2006, que julgou procedente em parte o lançamento. Foi acatado a alegação de existência de funcionários de outra empresa funcionando no mesmo endereço da empresa notificada, pelo que alterou o critério de aferição indireta, reduzindo de 26 para 20 segurados. A autuação foi assim apresentada no Relatório Fiscal: 1—CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES O presente relatório é parte integrante da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD de número supracitado, e tem por objeto a narrativa dos fatos geradores da obrigação tributária previdenciária, em atenção ao devido processo legal e de forma a permitir o contraditório e a ampla defesa do sujeito passivo, a propiciar a adequada análise do crédito previdenciário e a lhe conferir os atributos de certeza e liquidez, essenciais a eventual execução fiscal. Contém, ainda, a narrativa das ocorrências verificadas no procedimento fiscal que deram origem ao lançamento, com a identificação específica do fato gerador da obrigação previdenciária principal inadimplida, o período de apuração do crédito previdenciário, bem como os fundamentos legais e as alíquotas aplicadas, que poderão constar no próprio corpo do relatório fiscal ou mediante remissão a um de seus anexos. 6 DOS FATOS E PROCEDIMENTOS. A presente ação fiscal foi deflagrada em razão da denúncia N° 4806.12.2004, apresentada ao Ilmo. Sr. Superintendente do INSS no Rio de Janeiro, aos 16 dias do mês de dezembro de 2004, na qual o denunciante declara que a empresa Vector Control Saúde Pública ltda., de propriedade do Sr. Flamarion Pereira de Souza, não vem cumprindo com suas obrigações trabalhistas, tais como recolhimento do FGTS; fornecimento de vale transporte e Ticketrefeição; pagamento do13° Salário, além de não assinar a carteira dos empregados a seu serviço. Declarou, ainda, o denunciante, que o Sr. Flamarion estaria pagando uma certa quantia a fiscais do INSS, para que os ilícitos por ele cometidos continuassem ocorrendo. Fl. 929DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Assim, havendo recebido o Mandado de Procedimento Fiscal N°09225315, de 07 de março de 2005, o auditor fiscal notificante se dirigiu à sede do contribuinte, na avenida Paulo de Frontin, 480 — Rio Comprido , nesta cidade e, permanecendo do lado de na calçada da Avenida Paulo de Frontin, em frente ao número 480, procedeu a uma verificação prévia do local em que seria desenvolvida a ação fiscal para a qual havia sido designado. Na oportunidade, durante o período matutino, pôde o referido auditor fiscal verificar a chegada de cerca de 20 pessoas ao estabelecimento empresarial, cuja entrada era feita por um grande portão destinado à entrada e saída de motocicletas e automóveis de serviço. Aos 08 dias do mês de abril do corrente ano, o auditor fiscal notificante compareceu à sede da empresa em referência, no endereço citado, para dar ciência ao contribuinte, mediante entrega do citado Mandado de Procedimento Fiscal MPF, do início dos procedimentos de fiscalização. Foi atendido, na ocasião, por uma advogada de nome Lucinda a qual lhe informou que os representantes legais da empresa não se encontravam no estabelecimento, sendo, então, agendado o dia 12 de março de 2005 para a efetivação da entrega do aludido MPF. Nesta oportunidade, foram contabilizados acima de 20 (vinte) pessoas trabalhando no estabelecimento citado. Ocorre que no dia seguinte, sábado, o auditor fiscal notificante recebeu, em seu celular, ligação telefônica do sóciogerente da referida empresa, supostamente em outro estado da federação, informando que não poderia comparecer na data agendada e que, oportunamente, agendaria uma outra data, fato esse que jamais ocorreu. Diante das evidências, o auditor fiscal notificante remeteu, por via postal mediante Aviso de Recebimento AR, tanto o supracitado MPF, como também, o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD , pelo qual intimava o contribuinte em epígrafe a apresentar, no prazo de dez dias, a contar da data do recebimento do AR (25/04/2005), os seguintes documentos: 1 Folhas de pagamento consolidada e analítica, em arquivo magnético, referentes às competências de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. 2 GFIP/SEFIP (arquivo magnético intitulado "SEFIPCR.RE"), referentes às competências de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive, bem como GRFC e • GRFP , com comprovantes de entrega e eventuais alterações. 3 Guias de Recolhimento da Previdência Social referentes às competências de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. 4 Relação Anual de Informações Sociais — RAIS referentes às competências de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. Fl. 930DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 3 5 5 Fichas ou os Livro de Registro de Empregados. 6 Contrato social e alterações. 7 Livros Diário e Plano de contas da contabilidade. 8 Relação de trabalhadores avulsos, que prestaram serviços à empresa no período de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. No entanto, passados cerca de dois meses após o recebimento do AR (25/04/2005), nenhum representante da empresa compareceu à esta Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária — DRFB para apresentar os documentos solicitados, fato que obrigou o auditor fiscal notificante a comparecer novamente, ao estabelecimento do contribuinte para saber o porquê de os documentos não terem sido levados à DRFB. , ‘‘Nessa ocasião, no período entre 08 e 10 horas da manhã, foram contabilizadas, novamente, mais de 20 pessoas trabalhando nas dependências da empresa. Finalmente, a representante da empresa, de nome Maria, compareceu a esta DRFB, e apresentou parte dos documentos a que foi intimada. Nada obstante, tal documentação encontrava se deficiente, em razão de as informações nela contida serem diversas da realidade e, ainda, por omitirem informações verdadeiras, a teor do Art. 597, §1° da IN MPS/SRP N° 3, de 14/07/2005, como passaremos a demonstrar : As Guias de Recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, apresentadas pelo contribuinte, registram a partir da competência março de 2005, a existência, somente, de um único segurado empregado vinculado ao contribuinte em tela. No entanto, nas visitas anteriores à empresa foram observados mais de vinte pessoas lá trabalhando. Quando questionada acerca dessas outras pessoas, Maria informou que aquelas pessoas não eram empregadas da Vector Control Saúde Pública ltda, mas sim, da pessoa jurídica Vector Controle de Pragas ltda, que operava no mesmo endereço, e cujo quadro societário seria o mesmo da Vector Control Saúde Pública ltda. Intimada a apresentar documentação idônea acerca dessa outra pessoa jurídica, a citada representante comprometeuse a retornar a esta DRFB, com a documentação requerida. Entretanto, tal retomo jamais ocorreu. O auditor fiscal notificante compareceu, novamente à empresa, na primeira semana de julho, e observou, ainda do lado de fora do estabelecimento, no período de 7h3Omin às 9h3Omin, aproximadamente, a chegada de cerca de 25 pessoas às dependências da empresa, inclusive a de Maria, momento em que o citado auditor se anunciou na portaria e adentrou o prédio. Fl. 931DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Cumpre ressaltar que várias dessas pessoas encontravamse trajando o uniforme da empresa, e que eram exatamente essas pessoas uniformizadas que saíam para executar o trabalho externo da atividade fim da empresa. As demais pessoas desempenhavam o trabalho interno. Ao requerer a Maria a apresentação de documentação relativa à empresa Vector Controle de Pragas ltda que supostamente seria sediada no mesmo endereço, ela informou que naquele estabelecimento inexistia qualquer documentação dessa suposta empresa, nem notas fiscais de serviço, nem papel timbrado, absolutamente nada que pudesse ensejar a existência daquela outra empresa Em seguida, Maria informou que, em realidade, aqueles outros empregados não se encontravam vinculados à Vector Controle de Pragas ltda., mas sim à Vector Control Saúde Pública ltda (a empresa sob fiscalização), mas que eles teriam sido contratados no mês de junho de 2005 e, por essa razão, não constavam nas GFIP's e nas FolhasdePagamento. Entretanto, ela não soube informar por qual motivo os mais de 20 empregados contabilizados pelo próprio auditor fiscal notificante, nos meses de abril, maio e junho, nas dependências da empresa, não foram inseridos nas GFIP's e Folhasde Pagamento daquelas competências. Naquela oportunidade, foi requerida a apresentação dos livros contábeis obrigatórios. No entanto, Maria alegou que a escrituração contábil estaria em atraso desde o final dos anos 90. Ao ser alertada acerca da obrigatoriedade de tal escrituração, Maria disse que, de fato, a escrituração estaria sendo feita, mas que não havia sido impressa nem registrada no órgão competente, e que tal regularização estaria prestes a ocorrer, nas próximas semanas. Quando lhe foi requerida cópia, em meio magnético, dos lançamentos contábeis (já que Maria havia assegurado que a contabilidade estaria sendo regularmente escriturada nos computadores da empresa), mais uma vez houve esquiva na apresentação da documentação, sob o argumento de que, por coincidência, o computador onde estariam registrados os lançamentos contábeis havia dado defeito justo naquela manhã. Maria informou que o técnico já havia sido chamado e que, tão logo fosse solucionado o problema, ela mesma levaria a requerida documentação a esta DRFB. Tal fato, obviamente, também não ocorreu. Mais uma vez compareceu o auditor fiscal notificante à sede do contribuinte e, permanecendo sem se anunciar, do lado de fora do prédio, contabilizou a chegada de 26 pessoas, varias delas com uniformes da empresa (em regra, do sexo masculino), no período de 7h0Omin a 9h3Omin, aproximadamente. À evidência, verificouse que as pessoas uniformizadas eram empregadas na atividade fim da empresa, executando atividades externas mediante saídas em automóveis, motocicletas, ambos estilizados nas cores comerciais da notificada, ou mesmo a pé. Por outro lado, as pessoas que não se apresentaram trajando uniforme empresarial, tinham sua mãodeobra utilizada na execução de atividades internas, tais como, serviços de portaria, Fl. 932DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 4 7 secretárias e atendentes de telemarketing que se mostrou ser a estratégia de vendas de serviços adotada, conforme se depreende das propagandas comerciais e do conteúdo da página na intemet : "www.insetfone.com.br ". Ao se anunciar na portaria, solicitou a presença do sócio gerente, Sr. Flamarion Pereira de Souza. Entretanto, lhe foi dito pela atendente da portaria que ele não se encontrava na empresa, porém, somente, a sua secretária. Tal alegação não correspondia à verdade, pois o auditor fiscal havia registrado a sua chegada, minutos antes. Foi requerida, então, a presença da citada secretária, mas esta se negou a comparecer alegando estar muito atarefada. Então, valendose de prerrogativa legal, o auditor fiscal se dispôs a ir, diretamente, à sala da referida secretária, momento este em que o Sr. Flamarion deu o ar de sua graça. Perquirido acerca dos documentos solicitados, o Sr. Flamarion informou que inexistia escrituração contábil, e que a empresa passava por dificuldades. Informou também que apenas cinco daquelas pessoas que haviam adentrado o prédio eram empregados da empresa, e que as demais eram clientes. Ora, tal alegação é totalmente descabida. Todas as pessoas que se anunciavam na portaria tinham a sua entrada imediatamente franqueada, sem qualquer questionamento. Já o auditor fiscal notificante, para entrar, tinha que aguardar, do lado de fora do portão, até receber autorização para tal. Mas não é só. Um entregador de água mineral, que lá compareceu para substituir o galão vazio por um cheio, teve que aguardar cerca de um minuto para ter sua entrada franqueada. E é de se supor que ele estivesse sendo aguardado, pois tal substituição deve ter sido solicitada pela empresa. Ou será que o entregador adivinhou que a água do galão antigo teria acabado e lá compareceu espontaneamente para oferecer a troca ? Tais constatações revelam a existência de um liame subjetivo entre aquelas mais de 25 pessoas com a empresa em comento. Ou seja, nada indica que elas seriam meros clientes, chegando às sete, oito horas da manhã, com uniforme e tudo o mais. Além disso, a empresa atua sob a designação empresarial "INSETFONE" e concentra suas relações comerciais através de telemarketing e por intemet, e não através de balcão de negócios. Além disso, quando o auditor fiscal solicitou fosse apresentado a um desses clientes, o Sr. Flamarion desconversou e se comprometeu a levar a esta DRFB os documentos requeridos, fato este que, até a presente data, não ocorreu, por óbvio. Corroborando o exame ora empreendido, no que tange à certeza de que a empresa não vem operando com apenas um único empregado, urge salientar que, na intemet, no endereço www.insetfone.com.br , em página datada de 2004, a empresa se apresenta como líder de mercado e oferece uma série de Fl. 933DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 produtos e serviços que seriam impossíveis de serem ministrados com um único funcionário, sem mencionar as atividades internas de secretaria, portaria, atendentes de telemarketing etc. Além disso, no pátio interno da empresa, são encontrados diversos veículos, entre carros e motocicletas, pintados de acordo com o seu padrão de identificação comercial, os quais são utilizados na execução das atividades fins. Ainda na busca de documentos idôneos que pudessem oferecer concretude a uma apuração direta dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, o auditor fiscal notificante intimou o contribuinte, mediante TIAD, a apresentar, no prazo de dez dias a contar do recebimento do AR. (01/08/2005), os seguintes documentos, conforme se lhes seguem: 1 Relação Anual de Informações Sociais — RAIS referentes às competências de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. 2 Livros Diário e Plano de contas da contabilidade. 3 Relação de trabalhadores avulsos, que prestaram serviços à empresa no período de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. 4 Cópia de documentos que especifiquem as pessoas jurídicas que operem no mesmo endereço da ora autuada. 5 Fichas ou os Livro de Registro de Empregados atualizadas. 6 cópia da DIRF, relativa ao período de 1995 a 2004. 7 Livro de apuração de ISS, relativo ao período de 1995 a 2005. 8 Blocos de notas fiscais de serviço, referentes aos serviços prestados pela autuada, no período sob fiscalização. Todavia, mais uma vez, vencido o prazo estipulado na TIAD, a empresa sequer entrou em contacto com o auditor fiscal notificante, ou com esta DRFB, nem apresentou os documentos a que foi intimada. Novamente, mediante TIAD, a empresa foi intimada a apresentar, no prazo de dez dias, a contar do recebimento do AR. (12/08/2005), os seguintes documentos: 1 Livros Diário e Plano de contas da contabilidade, referentes aos exercícios de 1995 até 2005. 2 Guias de Recolhimento da Previdência Social referentes às competências de janeiro de 1995 a março de 2005, inclusive. 3 Folhas de pagamento consolidada e analítica, preferencialmente em arquivo magnético, referentes às competências de janeiro de 1995 a março de 2005, inclusive. 4 Todos os Livros de Registro de Empregados ou as Fichas registro de empregados, se for o caso. Fl. 934DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 5 9 5 Guias de Recolhimento da Previdência Social referentes às competências de janeiro de 1999 a março de 2005, inclusive. 6 Relação de trabalhadores autônomos, que prestaram serviços à empresa no período de janeiro de 1995 a março de 2005, inclusive. 7 Relação Anual de Informações Sociais — RAIS referentes às competências de janeiro de 1995 a março de 2005, inclusive. Contudo, mais uma vez, vencido o prazo estipulado na TIAD, a empresa sequer entrou em contacto com o auditor fiscal notificante, ou com esta DRFB, nem apresentou os documentos a que foi intimada. Dessarte, diante da conduta omissiva da direção da empresa na apresentação da documentação exigida, e em razão da deficiência das informações contidas nos documentos apresentados, nos termos do disposto no Art. 597, §1° da IN MPS/SRP N° 3, de 14/07/2005, procedeuse à lavratura da presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, POR AFERIÇÃO INDIRETA DOS FATOS GERADORES, conforme permissivo legal estabelecido no artigo 33, § 3° da lei 8.212/91. LEI 8.212/91 Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a titulo de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas de e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua 11115 competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal ORE podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo a empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. ... 7.2 DO SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS. Os fatos geradores das contribuições sociais a que se referem os incisos I e II do Art. 22, da lei 8.212/91, consistentes no valor da remuneração paga aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, em cada competência, foram apurados por aferição Fl. 935DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 indireta, consoante o permissivo legal inscrito no Art. 33, §3° da lei 8.212/91, na forma descrita no item "7.3 — DA CONTRIBUIÇÃO DEVIDA SEGURADOS EMPREGADOS". O SaláriodeContribuição dos segurados empregados foi apurado mediante aferição indireta, com base no quantitativo de 26 segurados empregados, contabilizados diretamente pelo auditor fiscal notificante nas visitas que efetuou na empresa notificada, valendo ressaltar que tal contabilização foi efetuada durante o período de 7h0Omin a 9h30min, aproximadamente. A empresa foi autuada por não apresentar documentos ao Fisco. Consta registro que o recurso foi apresentado sem o depósito recursal e de decisão judicial determinando o seguimento do recurso administrativo sem o depósito , folha 874. 1. O contribuinte apresentou recurso tempestivo em 08.05.2006, juntado às fls. 447 a 467, sem a comprovação do depósito prévio recursal de 30% (trinta por cento), instituído pelo artigo 126, § 1° da Lei nº' 8.213/91. 2. Houve, entretanto, decisão judicial favorável ao contribuinte no Mandado de Segurança n°2006.51.01.0075288, conforme fls. 712/715, para determinar o recebimento do recurso administrativo independentemente do depósito. Apresento abaixo síntese do recurso: • Auditor Fiscal bem como seus superiores e outros analistas, sequer examinaram com o devido cuidado a IMPUGNAÇÃO E CONTESTAÇÃO com documentos anexos, as fls. 248/287 que tornariam sem fundamento a presente NFLD — NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO • No mesmo endereço, além da empresa objeto da fiscalização, existe outra empresa registrada, com a designação comercial de INSETFONE, especificamente no n° 478A, com objeto social de prestação de serviços de dedetização, em cujo portão grande foi citado pelo I. Auditor Fiscal às lis 3/22, com um contingente de 20 (vinte) funcionários, o que justifica o número excessivo de pessoal adentrando nas dependências do estabelecimento. • Até o fim de abril de 2005, a empresa objeto da aludida fiscalização tinha 01 (um) único funcionário e a partir de maio de 2005, começaram as contratações, chegando em novembro de 2005 a 08 (oito) funcionário Fl. 936DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 6 11 • A Insetfone até o fim de abril de 2005, a empresa tinha 07 (sete) funcionários e a partir de maio de 2005, começaram as contratações, chegando em dezembro de 2005 a 28 (vinte e oito) funcionários • As folhas de pagamento, guias de FGTS e INSS do período de 1995 a 2005, .demonstram a verdade do contingente de funcionários lotados na empresa. • O Livro de Inspeção do Trabalho, nas fiscalizações ocorridas no período, os fiscais que procedem as fiscalizações sinalizaram para o seguinte: a) Empregados em atividade em 14/09/01 01 (um); b) Empregados em atividade em 28/08/05 04 (quatro); Consta do processo um segundo recurso voluntário, folhas 723 a 742, recebido pelo Fisco em 30/01/2008, mais de 1 ano e meio após a apresentação do primeiro recurso , que será considerado intempestivo e não conhecido. É o relatório. Fl. 937DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. PRELIMINAR DECADÊNCIA Preliminarmente, devese analisar a questão da decadência. O lançamento, para fins de decadência fundamentouse no artigo 45 da Lei 8.212/91. Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade desse artigo, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Fl. 938DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 7 13 Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN), o art. 173 ou o art. 150. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. O Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados apresenta um conjunto de guias apropriadas ao lançamento. Fl. 939DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 Todavia, o comportamento do contribuinte de não apresentar documentos para o Fisco, obstando assim a fiscalização, aliado ao convencimento deste relator, com base no Relatório Fiscal, da existência de empregados sem registro, são entendidos como dolosos. Disso resulta a aplicação da regra do artigo 173 do CTN. O período do lançamento é de 01/1995 a 05/2005 A ciência do lançamento ocorreu em 07/10/2005. Entendo decadentes as competências até 11/1999, inclusive e 13/1999. MÉRITO NÚMERO DE EMPREGADOS Em essência a recorrente alega que funcionava no mesmo endereço em que desenvolvia suas atividades, outra empresa, Vector Controle de Pragas, nome de fantasia INSETFONE e que os trabalhadores que o fiscal viu trabalhavam nessa outra empresa. Observo que as duas empresas são de propriedade e gerenciadas pelo senhor Flamarion. Afirma ainda que a Insetfone até o fim de abril de 2005 tinha 07 (sete) funcionários e a partir de maio de 2005, começaram as contratações, chegando em dezembro de 2005 a 28 funcionários. Para fazer prova dessa alegação juntou às folhas 607 a 629 a RAIS da empresa Vector Controle de Pragas Ltda – Insetfone. Entendo que não cabe razão à recorrente pelo abaixo exposto. A autuação abrange o período até 05/2005. Conforme consta do Relatório Fiscal, durante os meses de março a junho de 2005, o auditor fiscal autuante efetuou contagem do número de empregados que trabalhavam naquele endereço. Conforme Informação Fiscal, com base nas GFIP, documento produzido e entregue pelos contribuintes, o auditor fiscal autuante efetuou levantamento do número de empregados da Insetfone nos meses de janeiro a julho de 2005 e subtraiu do total de empregados que trabalhavam no endereço a média dos empregados da Insetfone. Para o mês de abril/2005, onde a recorrente afirma que a Insetfone tinha 7 empregados, a partir de informações da GFIP, o Fisco considerou 10 empregados. Considerar 10 no lugar de 7 empregados, resulta em benefício para a recorrente. O aumento do número de empregados da Insetfone a partir de maio de 2005, foi considerado no cálculo da média do número de empregados dessa empresa pelo auditor fiscal e resultou em benefício da recorrente. Fl. 940DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 8 15 Por fim, conforme consta da Informação Fiscal e da decisão de primeira instância, o Fisco efetuou ajuste (reduziu de 26 para 20) no número de empregados considerados na aferição. Entendo o procedimento legal e correto. 2.4 Alegou que, no mesmo endereço, existe outra empresa registrada a "Vector Controle de Pragas ltda" o que justificaria o excessivo número de pessoas adentrando o prédio. A existência dessa segunda empresa, no entanto, não justifica, de forma alguma, o elevado número de trabalhadores constatado no local. A tabela abaixo apresenta, em cada competência (COMP), o contingente de pessoas da empresa "Vector Controle de Pragas ltda." (VCP), conforme declarações prestadas por essa empresa, em GFIP. Conforme se pode observar, mesmo subtraindose do número constatado pessoalmente no local (IN LOCO) o volume de trabalhadores declarados por essa outra empresa (VCP), a diferença encontrada ainda é bem superior ao contingente declarado pela "Vector Control Saúde Pública" (VCSP) em suas GFIP's. Por conseguinte, a existência dessa segunda empresa não explica o número expressivo de trabalhadores apurados no estabelecimento citado. ... 3 Considerando a existência da empresa VECTOR CONTROLE DE PRAGAS LTDA" operando no mesmo endereço do contribuinte em referência, e tomandose como base o contingente de segurados declarados em GFIP, por essa empresa, no período em que o auditor fiscal notificante procedeu à apuração in loco do número de empregados (março a junho de 2005), verificamos que, nesse mesmo período, o número médio de trabalhadores da sociedade empresarial "VECTOR CONTROL SAÚDE PÚBLICA LTDA" foi de 20 empregados, eis que o número médio de empregados daqueloutra foi de seis segurados. Fl. 941DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 Essa nova situação fática modifica diretamente o cálculo das contribuições sociais devidas pelo contribuinte em referência, já que o contingente paradigma da apuração por aferição indireta foi reduzido de 26 (vinte e seis) para 20 (vinte) segurados. O Assim sendo, utilizandose como valor do Saláriode Contribuição de cada um desses 20 segurados, a média aritmética simples dos saláriosdecontribuição pagos pela empresa, aos seus empregados, desde a competência janeiro de 1999, inclusive, conforme consignado nas Guias de Recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, referentes a essas competências. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Fl. 942DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12267.000422/200807 Acórdão n.º 2403001.219 S2C4T3 Fl. 9 17 Voto por, nas preliminares, dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até 11/1999, inclusive e 13/1999, com base no art. 173 do CTN. No mérito, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 943DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.003460/87-05
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 301-00.347
Decisão: RESOLVEM os Membros da primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de origem, para verificar se houve expediente normal na repartição nos dias 24 e 25 de setembro, e 26, 27 de outubro de 1987, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
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UNIMARE AGÊNCIA MARíTIMA LTDA. IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. R E S O L U ç Ã O N~ 301-347 • •• Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da primeira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o ju~ gamento em diligência à Repartição de origem, para verificar se hOQ ve expediente normal na repartição nos dias 24 e 25 de setembro, e 26, 27 de outubro de 1987, na forma do relat6rio e voto que opassam a integrar o presente julgado . novembro de 1988 . - Presidente. ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVIERA - Re1atora. ~~S MARTINS - Proc. da Fazenda Naciona1. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA, JOSÉ MARIA DE MEL0, PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET, HAMILTON DE SÁ DANTAS, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO EE?OROBERTO VELLOSO, Suplente. Ausente, justificadamente, o Con. FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. '. SERViÇO PÚBLICO FEDERALMF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.RECURSO N~ 110.082 RESOLUÇÃO N2 301-347.RECORRENTE: UNIMARE AG~NCIA MARíTIMA LTDA. RECORRIDA: IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. RELATORA : ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA. R E L A T Ó R I O -2- ". • •• • Unimare Agência Marítima Ltda recorre, tempestivamente, a este Colegiado, da decisão de primeira instância (Decisão n2 88/88 - fls. 44 a 46), que, julgando procedente, em parte, a açao fiscal instaurada pelo Auto de Infração de fls. 26, lhe exige pagamento de Imposto de Importação, acrescido da multa do art.106, 11, "d" do DL 37/66 combinado com O art.521, 11, "d" do Decreto 91030/85-RA, em d~ corrência da apuração, em ato de conferência final de manifesto (fI. 01), do navio "Carina", entrado em 04.12.86, de falta de 359 volumes de carne bovina, embaladas em "peças envoltas internamente em plásti co e externamente em estoquinete, item tarifário 02.01.01.03.' Nas suas razões recursais (fls. 49 a 52), repo.rta-se a mesma argumentação já éferecida na fase impugnatória,assim resumida: a) - preliminarmente: - sustenta a ilegitirriidade"ad causam" do sujeito passivo,v" por ser parte ilegítima na relação jurídico-tributária, atuando ape- nas como agente marítimo; b) - no mérito: - a mercadoria em questão, de acordo com os dodocumentos de importação (GI) foi mensurada por peso e não por peça, caracteri- zando assim, transporte a granel; - a falta apurada é considerada como quebra natural e inevitável, por corresponder a apenas 0,62% do total manifestado, ng ma tolerância de 1% de acordo com as IN SRF 012/76 e 095/84. - é incabível a exigência tributária; inexiste prejuízo à Fazenda Nacional a indenizar, pois a mercadoria foi importada sob o regime de isenção (Resolução CPA n2 05-0901/86 com prorrogaçao dada pela Resolução CPA 05-1037/86). - é incorreta a aplicação do dólar fiscal no cálculo do tributo exigido (11), uma vez que o respectivo fato gerador, 'ocorre na data da entrada da mercadoria no país (art. 19, 143, 144 do CTN e • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL arts. lQ e 24 do DL 37/66). -3- Rec. 110.082 Res. 301-347 • • • • • Por fim requer seja considerada improcedente a açao fis- cal. É O RELATÓRIO . • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O Da análise dos autos verifica-se que: -4- Rec. 110.082 Res. 301-347 - a autuada recebeu o AR correspondente à intimação (fls. 31/32) pa- 'ra "satisfazer ou impugnar. o recolhimento do crédito tributário", r~ ferente a. AI de fls. 26 em 24 (vinte e quatro) de setembro de 1987, VI uma 5ª feira; - apresentou "Impugnação dé'lànça(llen;to"em 27 (vinte e sete) de out!! bro de 1987, terça-feira; - a própria autuada confirma estas datas (fls. 40) em documento soli citando-a agilização no trâmite do processo em tela. {/ • Portanto, foram transcorridos mais de 30 dias do'!':prazo legal, isto é, entre o recebimento do AR e protocolização das razoes impugnatórias. • Diante do exposto voto no sentido de converter o,; j~lg~mento em diligência à Repartição de Origem para que a mesma informe se houve expediente normal na referida repartição nos dias 24 e 25 de setembro, e 26, 27 de outubro de 1987. Sala das Sessões, 24 de novembro de 1988. • • ROSA QJJili9-Cw . MARTA MAGALHÃES~LIVEIRA - Relatora. 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 13826.000209/2007-96
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2003 a 31/01/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO AFERIÇÃO INDIRETA.
Na falta de prova regular e formalizada, as contribuições previdenciárias incidentes nos salários pagos e/ou creditados aos segurados empregados, podem ser obtidas mediante aferição indireta em função de serviços prestados ao sujeito passivo na atividade econômica explorada.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com ase na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito
lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.111
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da
Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2003 a 31/01/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO AFERIÇÃO INDIRETA. Na falta de prova regular e formalizada, as contribuições previdenciárias incidentes nos salários pagos e/ou creditados aos segurados empregados, podem ser obtidas mediante aferição indireta em função de serviços prestados ao sujeito passivo na atividade econômica explorada. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com ase na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO AFERIÇÃO INDIRETA. Na falta de prova regular e formalizada, as contribuições previdenciárias incidentes nos salários pagos e/ou creditados aos segurados empregados, podem ser obtidas mediante aferição indireta em função de serviços prestados ao sujeito passivo na atividade econômica explorada. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine Fl. 245DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 223 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 171 a 176, apresentado contra Decisão Notificação DN nº 21.423.4/205/2007 da Delegacia da Receita Previdenciária em Marília SP, fls. 161 a 167, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito nº. 35.734.3107, com ciência da Recorrente em 13.01.2006, conforme Aviso de Recebimento – AR nº SR 044725096BR, com valor consolidado de R$ 17.450,19. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondente à parte dos segurados empregados, à contribuição da empresa, à contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, aos Terceiros, no período de 08/2003 a 01/2004, incidentes sobre salários obtidos mediante AFERIÇÃO INDIRETA, relativamente à mãodeobra dos serviços de PINTURA executados na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo. De acordo com o Relatório Fiscal, às 22 a 27, o procedimento da aferição indireta ocorreu pela falta de apresentação do Livro Diário do ano 2000 e de atendimento das formalidades extrínsecas e intrínsecas nos Livros Diários de 2001 a 2004, bem como na constatação da deficiência de informações contábeis, no que tange a falta de registro do movimento real de remuneração dos segurados a serviço da empresa. Conforme se destaca no Relatório da decisão de primeira instância, às fls. 161 a 167: 2.1 — Sobre as inconsistências constatadas na contabilidade da empresa a auditoria fiscal informa: a) que não constam do Livro Diário do ano 2.003 os pagamentos efetuados ao reclamante Luciano Aparecido da Silva no período de 05/2003 a 08/2003 (remuneração mensal de R$ 720,00), que ajuizou Reclamação Trabalhista — Proc. n° 88/2004 requerendo o reconhecimento do vínculo empregatício e algumas verbas não quitadas durante o período trabalhado para a empresa na função de pintor; a.1) não consta do Livro Diário do ano 2.004 o pagamento de R$ 1.500,00 efetuado a Luciano Ap. da Silva em 01/04/2004 em 01/04/2004, objeto de acordo homologado; b.1) não consta do Livro Diário do ano de 2.004 o pagamento de R$ 300,00 em 28/04/2004 para quitação da Guia de Recolhimento da Previdência Social — GPS; b) que no período de 19/05/2003 a 31/05/2003 para o qual houve prestação de serviços de pintura em uma obra da cidade de São Pedro — SP, conforme Contrato de Empreitada de 19/05/2003 e Nota Fiscal de Prestação de Serviços n° 08, de 08/08/2003, não Fl. 247DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 há registro de existência de trabalhadores (mãodeobra), a não ser aquele identificado através de Reclamatória Trabalhista n° 88/2004, visto que a admissão dos demais trabalhadores ocorreu somente em 02/06/2003, conforme folhas de pagamento, Livro de Registro de Empregados e GFIP; b.1) que em relação ao mesmo contrato, foram efetuados serviços adicionais no valor de R$ 38.000,00 sem que tenha sido providenciado o aditamento ao contrato, conforme prevê a cláusula VI, sob a justificativa de se tratar de pequenos serviços surgidos no decorrer da obra que não faziam parte do contrato original, apresentando somente o Resumo Financeiro da Medição n° 7, de 19/01/2004, onde especifica que os serviços adicionais foram executados no período de 01/11/2003 a 17/12/2003, e a NFPS n° 14, de 19/01/2004 declarando que se referem ao período de 01/12 a 30/12/2003, enquanto que a rescisão dos trabalhadores registrados ocorreu em 11/2003, e c) que o Demonstrativo do Resultado do Exercício referente 2.003 revela que a empresa obteve lucro excessivo de 60% , ou seja de R$ 56.858,47 para um faturamento de R$ 95.000,00. 2.2 — Quanto à apuração da Base de Cálculo, a auditoria fiscal informa: a) que o valor do serviço de pintura orçado para a obra da cidade de São Pedro, conforme Contrato de 13/05/2003, no qual prevê o prazo para execução de 19/05 a 30/10/2003, ficou especificado que R$ 38.500,00 se refere à mãodeobra, e R$ 61.500,00 se refere a custos com máquinas e equipamentos, enquanto que a empresa não possui equipamentos próprio declarados no Balanço Patrimonial (ativo permanente) e nem constam despesas de locação desses equipamentos no Livro Diário. Que em razão de a empresa ter apresentado um Contrato de Comodato com data de 01/07/2003 onde a pessoa física Luiz Natal Cavassini, na qualidade de proprietária dos equipamentos, cede gratuitamente à empresa os equipamentos para utilização na obra, a auditoria fiscal pesquisou o valor do orçamento apenas dos principais equipamentos constantes do Contrato de Comodato junto a uma empresa especializada em locação de equipamentos, obtendo o custo mensal de R$ 1.112,00. Que se considerar do período de 05 a 10/2003 (06 meses), temse que o custo total da locação seria de R$ 6.672,00; e mesmo que se acrescentasse o custo dos equipamentos que não estão orçados, o valor é muito inferior a R$ 61.500,00, o que leva a concluir que a supervalorização do referido valor visa reduzir a base de cálculo da retenção da contribuição previdenciária e encobrir o pagamento da mãodeobra não declarada, eis que a legislação permite a dedução pela utilização de equipamentos da base de cálculo da retenção de 11% (Lei n°9.711/1998); b) que para efeito de apuração da base de cálculo, a legislação previdenciária permite ao sujeito passivo a discriminação em contrato dos valores com custo com aquisição de materiais (no presente caso seria a tinta, se seu fornecimento fosse de responsabilidade do prestador de serviço), custo com a utilização de equipamentos (no presente caso poderiam ser os compressores e andaimes, pois não são considerados os Fl. 248DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 224 5 equipamentos manuais, como pincéis, brochas, etc.), e custo com serviços (valor dos salários pagos, encargos trabalhistas e previdenciários, lucro da empresa, etc.); c) que em razão da superestimação do valor da utilização dos equipamentos e da falta de discriminação do valor dos serviços no contrato e na NFPS, adotouse como valor da remuneração da mãodeobra o valor que a própria empresa estabeleceu como mãodeobra, ou seja, R$ 38.500,00 para o contrato de R$ 100.000,00, que é bem próximo do percentual estabelecido pela legislação previdenciária; e que para os serviços adicionais no valor faturado de R$ 38.00,00 (não há contrato por escrito) adotouse o valor da mãodeobra que consta da NFPS, ou seja de R$ 14.630,00, e que da mãodeobra aferida deduziuse os salários e o prólabore oficialmente declarados pelo sujeito passivo. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0926687400, foi de 10/2000 a 09/2005, fls. 17 a 18. O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 206 é de 08/2003 a 01/2004. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 13.01.2006, conforme Aviso de Recebimento – AR nº SR 044725096BR Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, de fls. 90 a 95, com Anexo às fls. 96 a 158, sendo que a decisão de primeira instância assim relata às fls. 163 a 164: 3. Inconformado com o lançamento fiscal, em 31/01/2006, o sujeito passivo apresenta a defesa de fls. 90/158, relatando, de início, a história profissional de seu titular, o Sr. Luiz Natal Cavassini, até a abertura de uma empresa em nome de pessoa jurídica, que teve seu enquadramento tributário no regime simplificado, sendo, mais tarde, tributada pelo lucro presumido e dispensada da escrituração contábil de acordo com o artigo 527, do Decreto n° 3.000 /1999, mas que, preocupada com a transparência as informações atendendo ao artigo 1179 do novo Código Civil, efetuou toda a escrituração contábil e fiscal informatizada. 3.1 — Em sua contestação o notificado informa que relativamente aos serviços de pintura na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo, em São PedroSP, está apresentando os documentos contábeis para provar que existe contabilidade fiscal para apurar os verdadeiros fatos geradores de contribuições previdenciárias. 3.2 — Que na época a fiscalização solicitou apenas alguns registros do Livro Diário, que foram impressos e apresentados em rascunho, visto que a mesma avisou que se houvesse a Fl. 249DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 necessidade de documentação completa seria solicitado, e agora a defesa vem provar que mantém sua contabilidade em arquivos magnéticos, atendendo todas as formalidades legais exigidas, com todos os pagamentos dos segurados, bem como o recolhimento de todas as contribuições previdenciárias, excluindo, assim, a hipótese da aferição indireta. 3.3 — Em relação a falta de contabilização dos pagamentos de R$ 720,00 mensais efetuados a Luciano Ap. da Silva no período de 05/2003 a 08/2003, informa que foram efetuados pela pessoa física do titular Sr. Luiz Natal Cavassini, através da sua conta particular do Banco HSBC/Ag. Assis, visto a demora daquele segurado em apresentar a sua documentação ao departamento pessoal da empresa para registro, sendo esse único caso em que a empresa teve com pagamento dos serviços pela pessoa física, pois que nenhum outro laborou para a empresa sem o devido registro. 3.4 — Que no período de 19/05/2003 a 31/05/2003 não necessitou de mais trabalhadores, pois somente o titular da empresa juntamente com o colaborador Luciano Ap. da Silva eram suficientes para desempenhar o trabalho, por isso no Livro Diário consta o registro do prólabore do titular. 3.5 — Que não houve necessidade de se providenciar aditamento dos serviços adicionais executados por se tratarem de pequenos serviços que foram surgindo no dia a dia, tendo sido efetuado em confiança de ambas as partes somente Medição Final datada de 19/01/2004. 3.6 — Informa, também, que prestou serviços na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo com alguns colaboradores até 30/11/2003, sendo que de 01/12 a 17/12/203, data da retirada da empresa do local da obra, os serviços se resumiram a revisão técnica geral que foi feita somente pelo titular da empresa, não necessitando de serviços operacionais de natureza braçal. 3.7 — Que as despesas de viagens não foram registradas na contabilidade em razão de seus pequenos valores terem sido pagos pela pessoa física. 3.8 — Que não existem fundamentos para questionamento do lucro apurado no ano de 2.003, pois grande parte dos lucros foram distribuídos para a pessoa física do titular que assumiu a responsabilidade no pagamento das despesas de viagens, estadias, etc. 3.9 — Que a fiscalização se equivocou ao questionar o valor do custo da utilização dos equipamentos na obra, uma vez que não apresentou qualquer laudo técnico de pessoa habilitada a se posicionar quanto a suposta superestimação. Prossegue alegando que o orçamento de locação de equipamentos apresentado pela fiscalização além de deficiente por não constar todos os itens, foi feito na cidade de Assis, enquanto que os equipamentos foram utilizados para a prestação de serviços na cidade de São Pedro — SP, e que os valores apresentados pela empresa atendem ao disposto no artigo 42, 50, da IN INSS/DC n° 69/2002 vigente no período de 01/09/2002 a 01/02/2004, Fl. 250DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 225 7 período da auditoria fiscal, não tendo a empresa o objetivo de reduzir a base de cálculo de incidência de contribuição previdenciária, conforme entendeu a fiscalização. E que a IN SRP n° 03/2005 citada pela fiscalização para desconsiderar os equipamentos manuais começou a vigorar somente a partir de 01/08/2005. 3.10 — Alega, ainda, que as obrigações com as contribuições previdenciárias se encontram rigorosamente em dia, conforme provam os livros contábeis anexados à defesa, motivo pelo qual requer o afastamento da aferição indireta, bem como das Multas e dos Juros. Após análise dos autos, a Delegacia da Receita Previdenciária em Marília SP, emitiu a Decisão Notificação DN nº 21.423.4/205/2007, às fls. 161 a 167, julgando procedente a autuação e mantendo a multa aplicada, conforme a Ementa a seguir: SUJEITO PASSIVO: L. N. CAVASSINI ME CNPJ : 04.112.334/000108 ENDEREÇO : Av. Getúlio Vargas, 426 — Vila Nova Santana Assis (SP) PROCESSO : NFLD/DEBCAD n° 35.734.3107, de 10/01/2006. CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. 1. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTABILIDADE. AFERIÇÃO INDIRETA. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou se ficar constatado que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados, a Previdência Social pode inscrever, de ofício, importância que reputar devida, por aferição indireta, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário (§ 30 , do artigo 33, da Lei n° 8.212/91). Crédito de contribuições sociais devido. LANÇAMENTO PROCEDENTE Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 171 a 176, reiterando os argumentos aduzidos em sede de Impugnação: (i) A abertura de uma empresa em nome de pessoa jurídica, que teve seu enquadramento tributário no regime simplificado, sendo, mais tarde, tributada pelo lucro presumido e dispensada da escrituração contábil de acordo com o artigo 527, do Decreto n° 3.000 /1999, mas que, preocupada com a transparência as informações atendendo ao artigo 1179 do novo Código Civil, efetuou toda a escrituração contábil e fiscal informatizada. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 (ii) Relativamente aos serviços de pintura na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo, em São PedroSP, está apresentando os documentos contábeis para provar que existe contabilidade fiscal para apurar os verdadeiros fatos geradores de contribuições previdenciárias. (iii) Que na época a fiscalização solicitou apenas alguns registros do Livro Diário, que foram impressos e apresentados em rascunho, visto que a mesma avisou que se houvesse a necessidade de documentação completa seria solicitado, e agora a defesa vem provar que mantém sua contabilidade em arquivos magnéticos, atendendo todas as formalidades legais exigidas, com todos os pagamentos dos segurados, bem como o recolhimento de todas as contribuições previdenciárias, excluindo, assim, a hipótese da aferição indireta. (iv) Em relação a falta de contabilização dos pagamentos de R$ 720,00 mensais efetuados a Luciano Ap. da Silva no período de 05/2003 a 08/2003, informa que foram efetuados pela pessoa física do titular Sr. Luiz Natal Cavassini, através da sua conta particular do Banco HSBC/Ag. Assis, visto a demora daquele segurado em apresentar a sua documentação ao departamento pessoal da empresa para registro, sendo esse único caso em que a empresa teve com pagamento dos serviços pela pessoa física, pois que nenhum outro laborou para a empresa sem o devido registro. (v) Que no período de 19/05/2003 a 31/05/2003 não necessitou de mais trabalhadores, pois somente o titular da empresa juntamente com o colaborador Luciano Ap. da Silva eram suficientes para desempenhar o trabalho, por isso no Livro Diário consta o registro do prólabore do titular. (vi) Que não houve necessidade de se providenciar aditamento dos serviços adicionais executados por se tratarem de pequenos serviços que foram surgindo no dia a dia, tendo sido efetuado em confiança de ambas as partes somente Medição Final datada de 19/01/2004. (vii) Informa, também, que prestou serviços na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo com alguns colaboradores até 30/11/2003, sendo que de 01/12 a 17/12/203, data da retirada da empresa do local da obra, os serviços se resumiram a revisão técnica geral que foi feita somente pelo titular da empresa, não necessitando de serviços operacionais de natureza braçal. (viii) Que as despesas de viagens não foram registradas na contabilidade em razão de seus pequenos valores terem sido pagos pela pessoa física. (ix) Que não existem fundamentos para questionamento do lucro apurado no ano de 2.003, pois grande parte dos lucros foram distribuídos para a pessoa física do titular que assumiu a responsabilidade no pagamento das despesas de viagens, estadias, etc. (x) Que a fiscalização se equivocou ao questionar o valor do custo da utilização dos equipamentos na obra, uma vez que não Fl. 252DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 226 9 apresentou qualquer laudo técnico de pessoa habilitada a se posicionar quanto a suposta superestimação. Prossegue alegando que o orçamento de locação de equipamentos apresentado pela fiscalização além de deficiente por não constar todos os itens, foi feito na cidade de Assis, enquanto que os equipamentos foram utilizados para a prestação de serviços na cidade de São Pedro — SP, e que os valores apresentados pela empresa atendem ao disposto no artigo 42, 50, da IN INSS/DC n° 69/2002 vigente no período de 01/09/2002 a 01/02/2004, período da auditoria fiscal, não tendo a empresa o objetivo de reduzir a base de cálculo de incidência de contribuição previdenciária, conforme entendeu a fiscalização. E que a IN SRP n° 03/2005 citada pela fiscalização para desconsiderar os equipamentos manuais começou a vigorar somente a partir de 01/08/2005. (xi) Alega, ainda, que as obrigações com as contribuições previdenciárias se encontram rigorosamente em dia, conforme provam os livros contábeis anexados à defesa, motivo pelo qual requer o afastamento da aferição indireta, bem como das Multas e dos Juros. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 212. É o Relatório. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 212. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS PRELIMINARES Da regularidade do lançamento Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 227 11 Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a Terceiros. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº 35.734.3107que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 35.734.3107) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; Fl. 255DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. RDA Relatório de Documentos Apresentados; f. RADA Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados; g. DAL Diferença de Acréscimos Legais; h. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); i. CORESP Relatório de Coresponsáveis do Débito; j. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); k. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; l. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. m. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. n. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: Fl. 256DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 228 13 “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a NFLD nº 35.734.3107, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. DO MÉRITO. (i) A abertura de uma empresa em nome de pessoa jurídica, que teve seu enquadramento tributário no regime simplificado, sendo, mais tarde, tributada pelo lucro presumido e dispensada da escrituração contábil de acordo com o artigo 527, do Decreto n° 3.000 /1999, mas que, preocupada com a transparência as informações atendendo ao artigo 1179 do novo Código Civil, efetuou toda a escrituração contábil e fiscal informatizada. (ii) Relativamente aos serviços de pintura na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo, em São PedroSP, está apresentando os documentos contábeis para provar que existe contabilidade fiscal para apurar os verdadeiros fatos geradores de contribuições previdenciárias. (iii) Que na época a fiscalização solicitou apenas alguns registros do Livro Diário, que foram impressos e apresentados Fl. 257DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 em rascunho, visto que a mesma avisou que se houvesse a necessidade de documentação completa seria solicitado, e agora a defesa vem provar que mantém sua contabilidade em arquivos magnéticos, atendendo todas as formalidades legais exigidas, com todos os pagamentos dos segurados, bem como o recolhimento de todas as contribuições previdenciárias, excluindo, assim, a hipótese da aferição indireta. (iv) Em relação a falta de contabilização dos pagamentos de R$ 720,00 mensais efetuados a Luciano Ap. da Silva no período de 05/2003 a 08/2003, informa que foram efetuados pela pessoa física do titular Sr. Luiz Natal Cavassini, através da sua conta particular do Banco HSBC/Ag. Assis, visto a demora daquele segurado em apresentar a sua documentação ao departamento pessoal da empresa para registro, sendo esse único caso em que a empresa teve com pagamento dos serviços pela pessoa física, pois que nenhum outro laborou para a empresa sem o devido registro. (v) Que no período de 19/05/2003 a 31/05/2003 não necessitou de mais trabalhadores, pois somente o titular da empresa juntamente com o colaborador Luciano Ap. da Silva eram suficientes para desempenhar o trabalho, por isso no Livro Diário consta o registro do prólabore do titular. (vi) Que não houve necessidade de se providenciar aditamento dos serviços adicionais executados por se tratarem de pequenos serviços que foram surgindo no dia a dia, tendo sido efetuado em confiança de ambas as partes somente Medição Final datada de 19/01/2004. (vii) Informa, também, que prestou serviços na obra da Província dos Capuchinhos de São Paulo com alguns colaboradores até 30/11/2003, sendo que de 01/12 a 17/12/203, data da retirada da empresa do local da obra, os serviços se resumiram a revisão técnica geral que foi feita somente pelo titular da empresa, não necessitando de serviços operacionais de natureza braçal. (viii) Que as despesas de viagens não foram registradas na contabilidade em razão de seus pequenos valores terem sido pagos pela pessoa física. (ix) Que não existem fundamentos para questionamento do lucro apurado no ano de 2.003, pois grande parte dos lucros foram distribuídos para a pessoa física do titular que assumiu a responsabilidade no pagamento das despesas de viagens, estadias, etc. (x) Que a fiscalização se equivocou ao questionar o valor do custo da utilização dos equipamentos na obra, uma vez que não apresentou qualquer laudo técnico de pessoa habilitada a se posicionar quanto a suposta superestimação. Prossegue alegando que o orçamento de locação de equipamentos apresentado pela fiscalização além de deficiente por não constar todos os itens, foi feito na cidade de Assis, enquanto que os equipamentos foram utilizados para a prestação de serviços na cidade de São Pedro — SP, e que os valores apresentados pela empresa atendem ao disposto no artigo 42, 50, da IN INSS/DC Fl. 258DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 229 15 n° 69/2002 vigente no período de 01/09/2002 a 01/02/2004, período da auditoria fiscal, não tendo a empresa o objetivo de reduzir a base de cálculo de incidência de contribuição previdenciária, conforme entendeu a fiscalização. E que a IN SRP n° 03/2005 citada pela fiscalização para desconsiderar os equipamentos manuais começou a vigorar somente a partir de 01/08/2005. Analisemos. Observase que argumentos trazidos nos itens (i) a (x) já foram aduzidos pela Recorrente em sede de Impugnação, além do que tratam apenas de matéria fática já discutida em sede de decisão de primeira instância. Deste modo, em relação aos itens (i) a (x), em sede de Recurso Voluntário a Recorrente não colaciona novos fatos e ou direito que possam modificar a decisão de primeira instância por esta Colenda Turma. Ademais, correta a AuditoriaFiscal ao adotar o procedimento da aferição indireta, senão vejamos: O Relatório Fiscal, às fls. 22 a 27, aponta os motivos determinantes para o procedimento da aferição indireta, qual seja: 4. Em relação às informações deficientes contidas nos livros diário de 2003 e 2004, foi possível identificar algumas inconsistências, que passo a relatar abaixo: , 4.1 Conforme petição inicial de 02.02.04 (cópia anexa) o reclamante Luciano Aparecido da Silva ajuizou reclamação trabalhista que recebeu o número 88/2004, alegando que trabalhou como empregado para o sujeito passivo, exercendo a função de pintor no período de 19.05.03 a 22.08.03, na obra do Seminário Santo Antonio, na cidade de São Pedro SP, com remuneração semanal de R$ 150,00 (equivalente a R$ 720,00 por mês), sendo que os pagamentos eram efetuados mensalmente com cheque do Banco HSBC, agência de Assis SP. Alega ainda que o contrato de trabalho foi verbal e que não houve anotação em Carteira de Trabalho da Previdência Social — CTPS. No final, requer o reconhecimento do vínculo ennpregatício com o respectivo registro na CTPS e o pagamento de algumas verbas não quitadas durante o pacto laborai, tais como horas extras, aviso prévio, FGTS não depositado +40% de indenização, férias proporcionais e gratificação natalina. Foi firmado em 16.03.04 um acordo entre o reclamante e o reclamado (cópia anexa) para pagamento em 01.04.04 do valor de R$ 1.500,00, para quitação de todas as verbas pleiteadas na ação, prevendo ainda que o pagamento é feito sem o reconhecimento do vínculo empregatício O acordo foi homologado pelo juiz da 2. Vara do Trabalho de Assis em 01.04.04 (cópia anexa), sendo ainda determinado que cabe o recolhimento ao INSS no percentual de Fl. 259DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 20% sobre o valor do acordo. A contribuição previdenciária foi recolhida em 28.04.04 (cópia anexa) no valor de R$ 300,00. Em virtude do exposto e sem prejuízo da análise de outras conseqüências que possam advir da referida reclamatória, verifico o seguinte: a) Não constam do livro diário de 2003 os pagamentos efetuados ao reclamante no período de maio a agosto/2003 (remuneração de R$ 720,00 mensais); b) Não consta do livro diário de 2004 o pagamento de R$ 1.500,00 ocorrido em 01.04.04, objeto do acordo homologado; c) Não consta do livro diário de 2004 o pagamento de R$ 300,00 ocorrido em 28.04.04, para quitação da Guia da Previdência Social — GPS; 4.2 Conforme contrato de empreitada celebrado em 19.05.03 (abaixo especificado) e nota fiscal de prestação de serviços n. 8, emitida em 08.08.03 (cópia anexa), houve a prestação de serviços de pintura em uma obra realizada na cidade de São PedroSP, no período de 19.05.03 a 31.05.03, ou seja, é necessário que existam trabalhadores para execução dos serviços, sendo que um deles foi identificado através da reclamatória trabalhista n. 08/2004, citada no item 4.1 acima. A admissão dos demais trabalhadores somente foi efetuada em 02.06.03, conforme folha de pagamento, Livro de Registro de Empregados e GFIP. Dessa forma, verifico que não existe contabilização no livro diário dos 'pagamentos efetuados aos trabalhadores, ou seja, existe a prestação dos serviços, mas não existe o pagamento da mãodeobra aplicada. 4.3 Em relação ao mesmo contrato acima referido, foram realizados serviços adicionais no valor de R$ 38.000,00, sendo que o sujeito passivo não apresentou à Fiscalização aditamento ao contrato para a realização de tais serviços, conforme previsto na cláusula VI. Alega tratarse de pequenos serviços que apareceram no decorrer da obra e que não faziam parte do contrato original, conforme declaração de 21.11.05 assinada pelo titular da empresa (anexa). Apresentou somente o Resumo Financeiro da Medição n. 7 emitido em 19.01.04 (cópia anexa), onde especifica que os serviços adicionais foram executados no período de 01.11.03 a 17.12.03. A nota fiscal de prestação de serviços n. 14, emitida em 19.01.04, declara que os serviços foram executados no período 'de 01 a 30.12.03. Dessa forma, não encontrei no livro diário a contabilização das despesas com a remuneração dos trabalhadores que realizaram tais serviços no mês de dezembro/2003, tendo em vista que a rescisão de todos os trabalhadores registrados ocorreu em novembro/2003. 4.4 Em resumo, o livro diário de 2003 e 2004 se contenta em registrar apenas algumas despesas ocorridas, tais como o pagamento de remunerações e encargos fiscais, trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores registrados, ficando evidente que os documentos e informações foram apresentados de forma deficiente e que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço bem como outras despesas próprias das atividades de uma empresa, que no Fl. 260DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 230 17 presente caso deslocava seus trabalhadores para uma obra a 400 km da sua sede. Completa essa análise o fato da empresa ter obtido em 2003, conforme Demonstração do Resultado do Exercício apresentada, um lucro de R$ 56.858,47 para um faturamento de R$ 95.000,00, ou seja, aproximadamente 60% do faturamento foi lucro. Que empresa brasileira consegue tamanha lucratividade? Esse fato vem apenas corroborar que a contabilidade apresentada é deficiente, justificando a apuração das contribuições previdenciárias por aferição indireta, na forma abaixo estabelecida. Outrossim, observemos as regras normativas a respeito do procedimento de aferição indireta, constantes da Lei 8.212/1991, do Decreto 3.048/1999 e da Instrução Normativa MPS/SRP nº 3/2005: Lei 8.212/1991 Art. 33.. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). (...) § 2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita FederalDRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. (gn) Decreto 3.048/1999 Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de Fl. 261DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos;(gn) (...) §13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: Iatender ao princípio contábil do regime de competência; e IIregistrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. Decreto 3.048/1999 Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Considerase deficiente o documento ou informação Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. (gn) Decreto 3.048/1999 Art. 235. Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, da receita ou do faturamento e do lucro, esta será desconsiderada, sendo apuradas e lançadas de ofício as contribuições devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. (gn) Instrução Normativa MPS/SRP nº 3/2005 Art. 60. A empresa e o equiparado, sem prejuízo do cumprimento de outras obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária, estão obrigados a: (...) IV lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de Fl. 262DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 231 19 todas as contribuições sociais a cargo da empresa, as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as decorrentes de subrogação, as retenções e os totais recolhidos, observado o disposto nos § § 4º, 5º e 7º e ressalvado o previsto no § 6º, todos deste artigo; (...) § 4º Os lançamentos de que trata o inciso IV do caput, escriturados nos Livros Diário e Razão, são exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições sociais, devendo: I atender ao princípio contábil do regime de competência; II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições sociais de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e as nãointegrantes do salário de contribuição, bem como as contribuições sociais previdenciárias descontadas dos segurados, as contribuições sociais a cargo da empresa, os valores retidos de empresas prestadoras de serviços, os valores pagos a cooperativas de trabalho e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. § 5º As exigências previstas no inciso IV do caput e no § 4º não desobrigam a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. (...) § 7º Para fins do disposto nos incisos III e IV do caput, a empresa deve manter à disposição da fiscalização da SRP os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração das folhas de pagamento, bem como as utilizados na escrituração contábil. (gn) Instrução Normativa MPS/SRP nº 3/2005 Art. 429. A aferição indireta da remuneração dos segurados despendida em obra de construção civil sob responsabilidade de pessoa jurídica ou de pessoa física, com base na área construída e no padrão da obra, será efetuada de acordo com os procedimentos estabelecidos no Capítulo IV deste Título. Instrução Normativa MPS/SRP nº 3/2005 Art. 596. Aferição indireta é o procedimento de que dispõe a SRP para apuração indireta da base de cálculo das contribuições sociais. Art. 597. A aferição indireta será utilizada, se: I no exame da escrituração contábil ou de qualquer outro documento do sujeito passivo, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração Fl. 263DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 dos segurados a seu serviço, da receita, ou do faturamento e do lucro; II a empresa, o empregador doméstico, ou o segurado recusar se a apresentar qualquer documento, ou sonegar informação, ou apresentálos deficientemente; III faltar prova regular e formalizada do montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil; IV as informações prestadas ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo não merecerem fé em face de outras informações, ou outros documentos de que disponha a fiscalização, como por exemplo: a) omissão de receita ou de faturamento verificada por intermédio de subsídio à fiscalização; b) dados coletados na Justiça do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho, Secretaria da Receita Federal ou junto a outros órgãos, em confronto com a escrituração contábil, livro de registro de empregados ou outros elementos em poder do sujeito passivo; c) constatação da impossibilidade de execução do serviço contratado, tendo em vista o número de segurados constantes em GFIP ou folha de pagamento específicas, mediante confronto desses documentos com as respectivas notas fiscais, faturas, recibos ou contratos. § 1º Considerase deficiente o documento apresentado ou a informação prestada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele documento que contenha informação diversa da realidade ou, ainda, que omita informação verdadeira. § 2º Para o fim do inciso III do caput, considerase prova regular e formalizada a escrituração contábil em livro Diário e Razão, conforme previsto no § 13 do art. 225 do RPS e no inciso IV do art. 60 desta IN. (gn) Diante do amparo legal exposto, além do exposto no Relatório Fiscal, às fls. 22 a 27, e no Recurso Voluntário, às fls. 171 a 176, há que se concluir que não prosperam as alegações da Recorrente posto que a desconsideração da contabilidade e a aferição indireta, com fulcro no art. 33, § 4º, Lei 8.212/1991, das contribuições previdenciárias incidentes nos salários pagos e/ou creditados aos segurados empregados, aferidos indiretamente, em função de serviços prestados ao sujeito passivo na atividade econômica explorada, em especial os serviços de pintura executados pelo sujeito passivo em imóvel da Província dos Capuchinhos de São Paulo, encontram respaldo na legislação vigente. Diante do exposto, não prosperam as alegações da Recorrente. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 13826.000209/200796 Acórdão n.º 240301.111 S2C4T3 Fl. 232 21 (xi) Alega, ainda, que as obrigações com as contribuições previdenciárias se encontram rigorosamente em dia, conforme provam os livros contábeis anexados à defesa, motivo pelo qual requer o afastamento da aferição indireta, bem como das Multas e dos Juros. Analisemos. DA MULTA DE MORA Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Fl. 265DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 266DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10384.003029/2010-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2009 a 31/03/2010
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL RECEBIMENTO
POR PESSOA NÃO AUTORIZADA VALIDADE.
É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IMPUGNAÇÃO INSTAURAÇÃO DA FASE LITIGIOSA DO PROCEDIMENTO FALTA INTEMPESTIVIDADE
A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. A intempestividade da Impugnação não instaura a fase litigiosa do procedimento.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.187
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
NEGAR PROVIMENTO ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IMPUGNAÇÃO INSTAURAÇÃO DA FASE LITIGIOSA DO PROCEDIMENTO FALTA INTEMPESTIVIDADE A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. A intempestividade da Impugnação não instaura a fase litigiosa do procedimento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Cid Marconi Gurgel de Souza e Jhonatas Ribeiro da Silva. Ausente o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.003029/201010 Acórdão n.º 240301.187 S2C4T3 Fl. 121 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CAMPINAS DO PIAUÍ PREFEITURA contra da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Teresina PI que considerou a intempestividade da Impugnação apresentada à autuação por descumprimento de obrigação principal, AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.287.2824, com valor consolidado inicial de R$ 50.432,40. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade incidentes sobre os valores compensados indevidamente pelo sujeito passivo através da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, nas competências 12/2009 a 03/2010. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 16 a 20, em relação ao fato gerador: A fiscalização glosou os valores compensados pelo sujeito passivo, uma vez que os esclarecimentos prestados (solicitados através do Termo de Inicio de Procedimento TIPF de 10/05/2010) pelo mesmo, as fls. 026/042 do processo, foram considerados insuficientes pela fiscalização, sob o ponto de vista da aplicabilidade da norma jurídica em vigor, que se aplica ao caso, para acobertar a legalidade do ato fiscal praticado pelo contribuinte. Segundo este (item 1 dos esclarecimentos prestados):"se concluiu que o município pagou de contribuição previdencifiria a maior, de 06/2000 a 13/2003, a importância de R$ 120.522,79 (cento e vinte mil, quinhentos e cinqüenta e dois reais e setenta e nove centavos), valor já devidamente atualizados pela SELIC até 31/12/2009". No entanto, as mudanças à Lei II 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, alterando o que dispõe sobre a interpretação do inciso I do art. 168 da mesma Lei e a aplicabilidade da alteração a casos pretéritos; introduzidas através dos Art. 3º ("a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado") e 4º, respectivamente, da Lei Complementar n° 118, de 09 de fevereiro de 2005, não deram amparo legal ao ato praticado pelo sujeito passivo, relativamente aos valores compensados através da GFIP. Como o direito de pleitear a restituição de pagamento indevido extinguese com o decurso de 5(cinco) anos, a contar da extinção do crédito tributário, verificase que as compensações realizadas pelo sujeito passivo através da GFIP, nas competências de dez/2009 a m.ar/2010, relativas ao período de 06/2000 a 13/2003, já haviam sido alcançadas pelo instituto da prescrição, e portanto, indevidas. O órgão público sob ação fiscal, em seus esclarecimentos alega, essencialmente, a inaplicabilidade dos Art. 3° e 4o da Lei Fl. 128DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Complementar n° 118, de 09/02/2005 ao caso, argüindo a inconstitucionalidade do Art. 4° ("observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional"), citando, inclusive, decisão já pronunciada pelo Superior Tribunal de Justiça STJ. Contudo, no âmbito administrativo, resta à fiscalização se vincular ao ordenamento jurídico em vigor, tendo em vista a falta de decisão em julgado definitivo, a cargo do Supremo Tribunal Federal, sobre o caso em discussão, objeto da autuação. Foi emitido o TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 12 a 13, bem como o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0330200.2010.00010, com ciência da Recorrente. Houve Manifestação do sujeito passivo, às fls. 26 a 42. A ciência do AIOP ocorreu em 23.08.2010, conforme Aviso de Recebimento – AR às fls. 47. O período objeto do AIOP, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, é de 12/2009 a 03/2010. A Recorrente apresentou Impugnação intempestiva, em 23.09.2010, às fls. 49 a 68, com Anexo ás fls. 69 a 77. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Floriano – PI, às fls. 80, informa a intempestividade da Impugnação apresentada, conforme a cópia da tela do Sistema de Cobrança INSS/Dataprev/ LEVTPRO que indica que, embora o prazo para a Impugnação tenha expirado em 22.09.2010, o sujeito passivo apresentou a Impugnação em 23.09.2010. O Recorrente, em 09.12.2010, apresentou Recurso Voluntário, às fls. 81 a 103, com Anexo às fls. 104 a 109, alegando em apertada síntese: Em sede Preliminar. (i) Da nulidade da intimação por AR – Aviso de Recebimento Ocorre que, quando da análise do processo físico administrativo, verificouse que o Aviso de Recebimento (AR) foi recebido em 23 de agosto do corrente ano por uma pessoa cuja identificação de nome completo, RG, CPF, cargo, função ou matricula é não consta do AR (DOC.03). Ora, a Notificação de Decisão de Impugnação Administrativa deve ser dirigida a pessoal responsável, segundo entendimento do CARF — Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, além do disposto no art. 223 do CPC — Código de Processo Civil: 1ª Turma da 4ª Câmara Proc. 35476.004260/2006 46 Recurso Voluntário N° 248172 Acórdão N° Fl. 129DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.003029/201010 Acórdão n.º 240301.187 S2C4T3 Fl. 122 5 240100617 Decisão Anulada Por Unanimidade Data da Sessão 20/08/2009 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 22112/2005 PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE CIÊNCIA AO SUJEITO PASSIVO DE MANIFESTAÇÃO DO FISCO. NULIDADE DAS ETAPAS PROCESSUAIS POSTERIORES. A falta de ciência do contribuinte de manifestações do fisco apresentadas após a impugnação e que tenham influência no deslinde da contenda, inquina de nulidade todos os atos subseqüentes, por contrariar a garantia constitucional ao contraditório e ampla defesa. DECISÃO RECORRIDA NULA. Ocorre, porém, que quando do protocolo da referida Impugnação Administrativa, foi declarada de oficio como intempestiva, por protocolo 1 (um) dia após o prazo. O ordenamento jurídico pátrio, conforme a Lei 9.784/99 que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, é regido por principio gerais de direito envolvendo a instrumentalidade das formas processuais e da VEDAÇÃO AO EXCESSO DE FORMALISMO. Outrossim, o CARF — Conselho Administrativo de Recursos Fiscais estabelece que, caso a ciência por via postal não seja capaz de estabelecer o prazo para recurso, considerase como 15 (quinze) dias da expedição da notificação. Dessa forma, considerando a nulidade do Aviso de Recebimento, pugnase pela dilação do prazo em 15 (quinze) dias após a data da expedição da intimação e o conseqüente recebimento e conhecimento da referida Impugnação Administrativa com todos seus efeitos. No Mérito. (ii) Dos fatos. O Município de Campinas do Piauí foi autuado por ter realizado compensações em GFIP entre os períodos de 12/2009 a 03/2010, via FPM, relativas ao INSS pago a maior de 06/2000 a 13/2003, foram GLOSADAS por serem consideradas indevidas. Salientase que no âmbito administrativo, não obstante a decisão pronunciada pelo Superior Tribunal de Justiça, a fiscalização deve obedecer ao ordenamento jurídico em vigor (LC 118/05), até que o Supremo Tribunal Federal dê decisão definitiva ao caso em discussão. O Município, após análise de relatórios emitidos pela Receita Federal (CCORGFIP, DCBC, DNA, GFIPWEB, dentre outros), Fl. 130DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 concluiu que pagou contribuição previdenciária a maior, de 06/2000 a 13/2003, na importância de R$ 120.522,79 (cento e vinte mil, quinhentos e cinqüenta e dois reais e setenta e nove centavos), valor já devidamente atualizados pela SELIC até 31/12/2009. (iii) Tese dos cinco mais cinco. Como se pode notar no Art. 168, I c/c Art. 165, I do CTN, para se repetir o valor pago indevidamente ou a maior, devese observar o prazo legal de 05 (cinco) anos, a contar da extinção do crédito tributário. Mas quando se dá a extinção do crédito tributário? 0 texto da lei tributária foi explicito quando definiu que o crédito tributário está definitivamente extinto com a homologação, tanto é assim que elencou como modalidade de extinção tributária o "pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do Art. 150 e seus §§ 1° e 4°" (Art. 156, VII do CTN). Assim, passados os cinco anos para o fisco homologar tacitamente o lançamento (Art. 150, §4° do CTN), a contar do fato gerador, o contribuinte teria mais cinco para recuperar aquilo que entendeu indevido ou maior (Art. 168, I c/c Art. 165, I do CTN). A famosa e consolidada tese dos cinco mais cinco. Contudo, insatisfeitos com a repercussão dada aos Art. 3° e 4º da LC 118/2005, interessados buscaram questionar a constitucionalidade de sua aplicação, pois a vigência da lei atingiu inúmeros entendimentos jurisprudenciais até então emanados do STJ (cinco'mais cinco). Assim, em vista da ousada "interpretação" rotulada pelo Legislador, o STJ, único intérprete e guardião da legislação federal, manifestouse em 17/03/2005 (pouco mais de um mês após a publicação da LC 118/2005), ratificando seu sólido entendimento e declarando ser a lei inovadora no mundo jurídico, não podendo, portanto, atingir fatos geradores pretéritos. Por reiteradas vezes, após a vigência da LC n° 118/2005, o STJ manteve sua decisão, quando então seu entendimento foi submetido ao procedimento dos Recursos Repetitivos (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, Dje 18/12/2009) e à Resolução 08/2008 do STJ, o que provocou a vinculação aos demais tribunais e da administração e, mais uma vez, definiu a correta interpretação dada ao termo inicial do prazo prescricional. (iv) Prazo prescricional O prazo para requerer a restituição ou compensação dos valores pagos a maior é de 10 (dez) anos (cinco + cinco) no presente caso. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.003029/201010 Acórdão n.º 240301.187 S2C4T3 Fl. 123 7 Como informa o artigo 168, I, do CTN, o direito de pleitear a restituição extinguese com o prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário. E, no caso, o crédito tributário se extinguiu definitivamente cinco anos após o fato gerador, como expõe o art. 150, par. 4o. do CTN. Em resumo, do fato gerador à homologação tácita são cinco anos. Com a homologação tácita se dá a extinção definitiva do crédito (art. 150, par. 4o, CTN). Da extinção definitiva do crédito ao fim do direito a se pleitear a restituição são mais cinco anos (Art. 168, I, CTN), totalizando dez anos. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Teresina – PI, às fls. 110 a 111, em 13.12.2010, indeferiu a revisão de ofício do lançamento em razão de não se tratar da suposta prática de erro de fato: RELATÓRIO Tratase de processo contendo pedido de impugnação intempestiva do Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP n° 37.287.2824, decorrente de auditoria realizada junto ao contribuinte acima citado onde se constatou a existência de débito referente as contribuições para a Previdência Social não recolhidas nas competências 12/2009, 01/2010, 02/2010 e 03/2010. 2. 0 contribuinte notificado apresentou impugnação em 23/09/2010, data posterior à expiração do prazo de apresentação que era 22/09/2010, sem alegação de intempestividade. 3. Assim, devese verificar se as alegações do requerente dizem respeito a possibilidade da ocorrência de erro de fato, para o qual é possível a revisão do débito, ou de suposto erro de direito, o qual somente pode ser alegado e apreciado na hipótese da instauração do contencioso administrativo, por meio da impugnação tempestiva do lançamento, o que não ocorre no caso presente. 4. Ora, a alegação do contribuinte diz respeito única e exclusivamente ã discussão do prazo para pleitear restituição em desacordo com a LC 118/05, matéria que não é de fato, mas inequivocamente de direito, para a qual não há autorização para a revisão do lançamento. 5. O contribuinte apresenta também, recebida em 09/12/2010, petição denominada "recurso voluntário" valendose do art. 33 do Dec 70.235/72. Ora, conforme citado decreto, como não foi instaurada a fase litigiosa administrativa do processo, e conseqüentemente não foi proferida decisão em primeira Fl. 132DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 instancia por parte da SRF, não há que se falar em recurso contra decisão de primeira instancia, posto que inexistente. Logo o pedido não será acolhido como tal. CONCLUSÃO 6. Isso posto, tendo em vista os fatos apontados, considerandose que o pedido objeto do presente não se coaduna com o exercício da revisão de lançamento, por não caracterizar erro de fato, mas discussão de matéria de direito, somente manejável na via do contencioso administrativo, por meio da apresentação de impugnação tempestiva, não apresentada pelo sujeito passivo. Portanto, o pedido sob análise não preenche os requisitos necessários à revisão de oficio do lançamento. DESPACHO DECISÓRIO 7. Tendo em vista a informação supra, INDEFIRO a revisão de oficio do lançamento, em razão de não se tratar da suposta pratica de erro de fato. ORDEM DE INTIMAÇÃO 8. À ARF/OEIRAS/PI para dar CIÊNCIA ao contribuinte e PROSSEGUIR NA COBRANÇA DOS VALORES DESTE PROCESSO, além dos demais atos e providências de sua alçada. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Floriano – PI, às fls. 113, em 17.01.2011, emitiu o Termo de Revelia: Transcorrido o prazo regulamentar e não tendo o contribuinte acima identificado parcelado ou pago integralmente a divida, lavro o presente termo, devendo o processo permanecer no órgão circunscricionante pelo prazo de 30 (trinta) dias para cobrança amigável, após o qual, na falta de sua regularização, será encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de Inscrição em Divida Ativa. Foi juntado aos autos, o Mandado de Segurança Individual, processo nº 3676 33.2011.4.01.4000, 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, em 09.03.2011, que deferiu pedido de liminar: (...) Além disso, a autoridade fiscal considerou inexistente o Recurso Voluntário apresentado pelo município e lastreado no art. 33 do Decreto 70.235/72. Fundamentou o Auditor da Receita que como as impugnações foram intempestivas, sequer fora instaurado o contencioso administrativo, razão pela qual não seria possível processamento do Recurso Voluntário apresentado. Aduz o impetrante, no ponto, que inclusive o Recurso Voluntário aborda a questão do prazo para impugnação, ramo pela qual deveria ser processado e julgado pela instância apropriada. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.003029/201010 Acórdão n.º 240301.187 S2C4T3 Fl. 124 9 (...) Pois bem. Tenho, pelo menos num juízo de prelibação, inerente às medidas de urgência, plausível a tese defendida pelo município na inicial. É que a questão temporal (tempestividade ou não) para interposição da impugnação pode sim ser apreciado em grau de Recurso Voluntário, até para o efeito mesmo de que seja reavaliada a tempestividade ou não. (...) O fato de a impugnação ter sido considerada intempestiva não impede que seja interposto e processado o Recurso Voluntário sobre o ponto. Possui o impetrante, pois, direito liquido e certo no processamento e julgamento do seu Recuso Voluntário, incidindo a norma que determina o efeito suspensivo da impugnação. Pelo exposto, DEFIRO medida liminar tão somente para determinar que as autoridades impetradas recebam, processem e julguem os recursos voluntários interpostos pelo município impetrante, relativamente às DEBCAD nº (...) 37.287.2824 (...).Em virtude de tal ordem, dado o efeito suspensivo do recurso voluntário (art. 33 do Decreto n.° 70.235/72), operase a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, relativamente a tais autuações, razão pela qual também determino sejam excluídos os registros negativos no SIAFI no tocante aos referidos lançamentos, com todas as conseqüências advindas. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, às fls. 119, para análise e decisão, com a observação de que cumpre a Decisão Judicial: Encaminho o presente processo ao CARF para fins de julgamento interposto, em atendimento à Decisão Judicial proferida no Mandado de Segurança Judicial n° 3676 33.2011.4.01.4000), conforme fls. 114 à 117 deste processo. Por fim, cabe ressaltar que o débito encontrase suspenso por Decisão SICOB conforme fls. 118 do processo citado anteriormente. É o Relatório. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator Em cumprimento à decisão judicial em sede de Mandado de Segurança Individual, processo nº 367633.2011.4.01.4000, 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, em 09.03.2011, que deferiu pedido de liminar para que se julgue o Recurso Voluntário referente ao AIOP 37.287.2824, efetivase o julgamento do Recurso Voluntário, às fls. 81 a 103, com Anexo às fls. 104 a 108, nesta Colenda Turma. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE Verificação dos requisitos de admissibilidade da Impugnação, interposta às fls. 49 a 68, com Anexo às fls. 69 a 77. Na verificação dos requisitos de admissibilidade da Impugnação, devese analisar a sua tempestividade. (i) Intempestividade da Impugnação (i.1) Dos fatos O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade incidentes sobre os valores compensados indevidamente pelo sujeito passivo através da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, nas competências 12/2009 a 03/2010. Foi emitido o TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 12 a 13, bem como o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0330200.2010.00010, com ciência da Recorrente. Houve Manifestação do sujeito passivo, às fls. 26 a 42. A ciência do AIOP ocorreu em 23.08.2010, conforme Aviso de Recebimento – AR às fls. 47. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.003029/201010 Acórdão n.º 240301.187 S2C4T3 Fl. 125 11 O período objeto do AIOP, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, é de 12/2009 a 03/2010. A Recorrente apresentou Impugnação intempestiva, em 23.09.2010, às fls. 49 a 68, com Anexo ás fls. 69 a 77. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Floriano – PI, às fls. 80, informa a intempestividade da Impugnação apresentada. A tela do Sistema de Cobrança INSS/Dataprev/ LEVTPRO juntada aos autos, indica para o AIOP nº 37.287.2824, as datas de ciência da autuação em 23.08.2010, a data de expiração para impetração da Impugnação em 22.09.2010 e a data em que o sujeito passivo apresentou a Impugnação em 23.09.2010. O Recorrente, em 09.12.2010, apresentou Recurso Voluntário, às fls. 81 a 103, com Anexo às fls. 104 a 109. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Teresina – PI, às fls. 110 a 111, em 13.12.2010, indeferiu a revisão de ofício do lançamento em razão de não se tratar da suposta prática de erro de fato: A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Floriano – PI, às fls. 113, em 17.01.2011, emitiu o Termo de Revelia: Foi juntado aos autos, o Mandado de Segurança Individual, processo nº 367633.2011.4.01.4000, 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, em 09.03.2011, que deferiu pedido de liminar para que se julgasse o Recurso Voluntário. (i.2) Da intempestividade da Impugnação O Recorrente, em sede de Recurso Voluntário, às fls. 81 a 103, argumenta pela nulidade da intimação feita por Aviso de Recebimento AR, com fulcro em que o AR foi recebido em 23 de agosto do corrente ano por uma pessoa cuja identificação de nome completo, RG, CPF, cargo, função ou matricula não consta do AR. Dessa forma, considerando a nulidade do Aviso de Recebimento, o Recorrente pugna pela dilação do prazo em 15 (quinze) dias após a data da expedição da intimação e o conseqüente recebimento e conhecimento da referida Impugnação Administrativa com todos seus efeitos. Não obstante a argumentação do Recorrente de nulidade da intimação por via postal, não confiro razão pois há previsão expressa desta modalidade de intimação no art. 23, II, Decreto 70.235/1972 c/c art. 23, § 2°, II, Decreto 70.235/1972, com a intimação por via postal sendo considerada feita na data do recebimento, no presente caso, em 23.08.2010, conforme Aviso de Recebimento – AR às fls. 47: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, Fl. 136DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I no endereço da administração tributária na internet; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) III uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) Ademais, nos termos da Súmula CARF nº 9, é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário: Súmula CARF nº 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Além do mais, verificase que a ciência do lançamento por via postal, fl. 047, em nada prejudicou o direito à ampla defesa e ao contraditório, pois a Recorrente os exerce e os exerceu em todas as suas possibilidades constantes na Lei. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.003029/201010 Acórdão n.º 240301.187 S2C4T3 Fl. 126 13 Assim, não há que se falar em improcedência da citação por via postal. Portanto, eis os fatos em relação aos prazos recursais que evidenciam a intempestividade da Impugnação, apresentada apenas em 23.09.2010, conforme inclusive o entendimento da unidade da RFB de jurisdição da Recorrente que informou ser intempestiva a Impugnação, inclusive com emissão de Termo de Revelia: A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Floriano – PI, às fls. 80, informa a intempestividade da Impugnação apresentada. A tela do Sistema de Cobrança INSS/Dataprev/ LEVTPRO juntada aos autos, indica para o AIOP nº 37.287.2824, as datas de ciência da autuação em 23.08.2010, a data de expiração para impetração da Impugnação em 22.09.2010 e a data em que o sujeito passivo apresentou a Impugnação em 23.09.2010. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Teresina – PI, às fls. 110 a 111, em 13.12.2010, indeferiu a revisão de ofício do lançamento em razão de não se tratar da suposta prática de erro de fato: A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Floriano – PI, às fls. 113, em 17.01.2011, emitiu o Termo de Revelia: Desta modo, resta evidenciado que o Recorrente interpôs a Impugnação no presente processo relacionado ao AIOP 37.287.2824 apenas em 23.09.2010, portanto após o prazo de trinta dias estabelecido no art. 15 do Decreto nº 70.235/1972 o qual expirava em 22.09.2010. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência.. Assim, a Impugnação apresentado pelo Recorrente foi intempestiva e, dessa forma, não foi cumprido requisito de admissibilidade o que impede o seu conhecimento. Diante do exposto, não conheço da Impugnação com fundamento na intempestividade em decorrência da violação ao prazo de trinta dias disposto no art. 15 do Decreto nº 70.235/1972. (ii) Demais argumentos veiculados em sede de Recurso Voluntário Em relação aos demais argumentos veiculados em sede de Recurso Voluntário, em razão da prejudicial de intempestividade da Impugnação ter sido declarada, por Fl. 138DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 economia processual bem como por celeridade processual, deixaremos de apreciálas posto que, diante do exposto, restou prejudicada a análise do mérito. CONCLUSÃO Voto pelo conhecimento do Recurso Voluntário, em cumprimento à decisão judicial em sede de Mandado de Segurança Individual, processo nº 367633.2011.4.01.4000, 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, em 09.03.2011, para NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO em face da intempestividade da Impugnação em decorrência da violação ao prazo de trinta dias disposto no art. 15 do Decreto nº 70.235/1972. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 139DF CARF MF Impresso em 23/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13603.720653/2019-80
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 05 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES)
Período de apuração: 01/09/2015 a 30/12/2017
SIMPLES NACIONAL. OPÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITE DE RECEITA BRUTA.
Fica excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, a pessoa jurídica, que ultrapassar o limite de receita bruta em mais de 20% (vinte por cento), conforme disposto no inciso I do art. 29, e inciso IV do art. 30 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Numero da decisão: 1003-002.901
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Márcio Avito Ribeiro Faria
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ementa_s : ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Período de apuração: 01/09/2015 a 30/12/2017 SIMPLES NACIONAL. OPÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITE DE RECEITA BRUTA. Fica excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, a pessoa jurídica, que ultrapassar o limite de receita bruta em mais de 20% (vinte por cento), conforme disposto no inciso I do art. 29, e inciso IV do art. 30 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
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OPÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITE DE RECEITA BRUTA. Fica excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, a pessoa jurídica, que ultrapassar o limite de receita bruta em mais de 20% (vinte por cento), conforme disposto no inciso I do art. 29, e inciso IV do art. 30 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Versa o presente processo sobre a Exclusão do Simples Nacional, com procedimento fiscal instaurado conforme TDPF nº 0611.000.2018.00189-0, mediante Ato Declaratório Executivo DRF/Contagem n° 006173233, de 22 de junho de 2019, por força do AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 72 06 53 /2 01 9- 80 Fl. 132DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-002.901 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13603.720653/2019-80 disposto no inciso I do art. 29, e inciso IV do art. 30 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, acostado às fls. 31 dos autos. A 5ª Turma da DRJ/JFA por meio do Acórdão de nº 09-74.907, de 14 de maio de 2020, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, indeferindo a manutenção da Recorrente no Simples Nacional, conforme a seguinte ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Período de apuração: 01/09/2015 a 30/12/2017 SIMPLES NACIONAL. OPÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITE DE RECEITA BRUTA. Não poderá se beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto na Lei Complementar n° 123/2006, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica cuja receita bruta global ultrapasse o limite estabelecido para as empresas de pequeno porte. INTIMAÇÃO. A intimação por via postal deve ser encaminhada ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não cabe no PAF a remessa de intimação para o escritório de advogado do sujeito passivo. DO RECURSO A contribuinte foi cientificada do acórdão da DRJ somente no dia 14.4.2021 (cópia de Aviso de Recebimento – AR à fl. 128), entretanto apresentou recurso voluntário no dia 12.11.2020 (fl. 111), assim manejado. Afirma que, no ano calendário 2015, teve o total de Receitas Brutas, nos últimos doze meses anteriores ao período de apuração, no valor de RS 3.616.300,49 (três milhões, seiscentos e dezesseis mil e trezentos reais e quarenta e nove centavos), nos termos da Declaração do Simples Nacional, de sorte que o valor excedente ao limite fixado pelo art. 3º da LC 123/2006 teria sido de R$ 16.300,49, não ultrapassando em 20% o valor legalmente fixado. No ano-calendário de 2016 sua receita bruta acumulada nos doze meses anteriores deu-se no valor de R$ 114.310,00 (cento e quatorze mil reais e trezentos e dez centavos). Os documentos apresentados pela Recorrente demonstrariam a inexistência de excesso no faturamento bruto da empresa no ano (s) calendário (s) 2015-2016. Os valores declarados pela Empresa, atinam ao montante, ano de 2015, de R$ 3.616.300,49; em 2016, a receita bruta foi de R$ 114.310,00. Logo, o limite de 20% atribuído pela legislação foi garantido pela MEGATRON LTDA. Segunda a Recorrente a Fiscalização teria deixado de infirmar os documentos apresentados pela Recorrente, os quais atestariam a inexistência do excesso de faturamento bruto da empresa no ano (s) calendário (s) 2015-2016, falecendo razão os argumentos expendidos no r. acórdão da 5ª Turma da DRJ/JFA. É o Relatório. Fl. 133DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-002.901 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13603.720653/2019-80 Voto Conselheiro Márcio Avito Ribeiro Faria, Relator. O recurso é tempestivo, cabendo dele tomar conhecimento. No caso em tela a Recorrente defende que o excesso de receita bruta no ano- calendário de 2015 foi de R$ 16.300,49 e que no ano-calendário de 2016 sua receita bruta teria sido da ordem de R$ 114.310,00. Em que pese seu arrazoado, melhor sorte não lhe assiste. De inicio cumpre esclarecer que a Fiscalização em nenhum momento deixou de infirmar os documentos apresentados pela Recorrente, vejamos que a exclusão do Simples Nacional foi procedida da Representação Fiscal de fls. 24/28, ocasião em que o Auditor-Fiscal, justificando a Exclusão de Ofício, assim se pronunciou (grifei): 1) no ano de 2015 a massa salarial da Megatron foi de R$3.751.092,70. O valor recolhido em GPS em 2015 foi de R$ 260.510,13. Comprovou-se que as despesas são maiores do que a receita bruta declarada pela empresa no portal do SIMPLES que foi de R$ 3.480.260,49. Situação semelhante ocorreu em 2016 e 2017, conforme detalhado; 2) para comprovar a superação do limite anual da receita do SIMPLES NACIONAL de R$3.600.000,00, recorreu-se ao exame do SPED – Sistema Público de Escrituração Digitais das NFe – Notas Fiscais Eletrônicas com CFOP 5904/6904 (remessa para venda fora do estabelecimento), CFOP 5904 (operações internas) e CFOP 6904 (operações interestaduais) para comprovar que nos anos de 2015 de 2016, o valor de remessa de mercadorias foi de R$ 43.561.570,00, sendo R$ 19.624.510,00 em 2015 e R$23.937.060,00 em 2016 e as devoluções (retorno de remessas) nos anos de 2015 e 2016, totalizaram R$ 16.449.240,00, sendo R$9.844.920,00 em 2015 e R$ 6.604.320,00 em 2016. Assim, comprovou-se uma venda de R$ 27.112.330,00 para os dois anos apontados, conforme quadro; 3) para identificar em qual mês o valor das receitas superaram em 20% (vinte por cento) o limite de R$ 3.600.000,00 conforme previsto no inciso II do art. 3º da Lei Complementar 123/2006, foram analisadas as receitas mensais, a partir de janeiro de 2015 e comprovou-se pelas Nfe que em 08/2015 as receitas extrapolaram em 46,18% o limite, pois foram apurado o montante de R$5.262.550,00. O detalhamento da receita foi apresentado na planilha de n° 03, anexada à Representação Fiscal. Por seu turno, a Recorrente com o propósito de desconstituir a motivação apresentada pela Fiscalização de que ocorreu excesso de receita superior a 20%, alega que tal fato não aconteceu, à vista do informado como receita bruta na Declaração do Simples Nacional, onde teria constado como receita bruta R$ 3.616.300,49, no entanto não contesta a veracidade Fl. 134DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-002.901 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13603.720653/2019-80 dos fatos contidos na Representação Fiscal, os quais foram apurados a partir de Notas Fiscais transmitidas pela própria empresa por meio do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED. Assim, com base nos documentos apurados pela Fiscalização, que fundamentaram a edição do Ato Declaratório Executivo (ADE), é forçoso reconhecer a improcedência das argumentações em contrário oferecidas pela interessada e concluir pela correta exclusão da empresa da sistemática de tributação simplificada, nos termos da legislação ali mencionada. Sustenta ainda a empresa que o Fisco teria concordado com a sua opção pelo regime especial de tributação, haja vista o deferimento da opção sem qualquer restrição, contudo, cabe ressaltar que a legislação determina a imediata obrigação da empresa em deixar, por ato próprio, o regime tributário especial, no mês subsequente, quando ultrapassar o limite de R$3.600.000,00, em 20%, sob pena de ser excluído de ofício no momento de comprovação pela Receita Federal, a qual tem o poder de conferência, desde que observado o prazo decadencial de 05 anos. A comunicação deverá ser efetuada pela empresa diretamente no portal do Simples Nacional, da seguinte forma: a) até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente àquele em que se deu o excesso de receita bruta, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de 20% do limite. b) até o último dia útil do mês subsequente àquele em que se deu o excesso de receita bruta, na hipótese de exceder a receita bruta em mais de 20% do limite. Correto, portanto o procedimento executado na ação fiscal. Assim, diante do exposto, deve ser mantida a exclusão do SIMPLES NACIONAL formalizado pelo ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO DRF/CONTAGEM N° 006173233 14 22 DE JUNHO DE 2019, por força do disposto no inciso I do art. 29, e inciso IV do art. 30 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, acostado às fls. 31 dos autos. Nega-se provimento ao recurso. É como voto. (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria Fl. 135DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-002.901 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13603.720653/2019-80 Fl. 136DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10711.002926/87-56
Data da sessão: Wed Oct 18 00:00:00 UTC 1989
Ementa: Conferencia final de manifesto. Faltas e acréscimos de mercadorias.
1. Rejeitada a preliminar de ilegitimidade de parte passiva "ad causam", conforme reiteradas decisões desta Câmara.
2. Denúncia espontânea. Atendidos os pressupostos do art. 138 do CTN é de se acatá-la, como ocorreu em relação aos acréscimos de mercadorias. No que se refere à faltas não foi efetuado o pagamento do imposto.
3. A data para aplicação da taxa de câmbio é a do respectivo lançamento conforme reiteradas decisões deste Câmara.
4. Recurso provido, em parte.
Numero da decisão: 301-26.073
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em rejeitar a preliminar de ilegitimidade de parte passiva, vencidos os Conselheiros: Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco, Rosa Marta Magalhães de Oliveira e Hamilton de Sá Dantas; no mérito, por maioria de votos, acatada a denúncia espontânea quanto ao acréscimo de mercadoria, vencidos o Conselheiro relator José Maria de Melo e os Conselheiros: João Holanda Costa e Wlademir Clovis Moreira; e pelo voto de qualidade, em rejeitar a denúncia espontânea quanto à falta, vencidos os Conselheiros: Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco, Rosa Marta Magalhães de Oliveira e Hamilton de Sá Dantas. Por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, considerando-se correta a data do lançamento para fixação da taxa de câmbio, vencido o conselheiro Hamilton de Sá Dantas que adotava a data da denúncia espontânea. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Itamar Vieira da Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: JOSE MARIA DE MELO
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ementa_s : Conferencia final de manifesto. Faltas e acréscimos de mercadorias. 1. Rejeitada a preliminar de ilegitimidade de parte passiva "ad causam", conforme reiteradas decisões desta Câmara. 2. Denúncia espontânea. Atendidos os pressupostos do art. 138 do CTN é de se acatá-la, como ocorreu em relação aos acréscimos de mercadorias. No que se refere à faltas não foi efetuado o pagamento do imposto. 3. A data para aplicação da taxa de câmbio é a do respectivo lançamento conforme reiteradas decisões deste Câmara. 4. Recurso provido, em parte.
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Recorrente AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. Recornd IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. Conferencia final de manifesto. Faltas e acres mos de mercadorias. 1. Rejeitada a preliminar de ilegitimidade de parte passiva "ad causam", conforme reitera das decisOes desta Câmara. 2. Denúncia espontânea. Atendidos os pressupos tos do art. 138 do CTN é de se acatá-la, co ocorreu em relação aos acréscimos de merca- dorias. No que se refere à faltas não foi efetuado o pagamento do imposto. 3. A data para aplicação da taxa de câmbio é a do respectivo lançamento conforme reitera- das decisOes deste Câmara. 4. Recurso provido, em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em rejeitar a preliminar de ilegitimidade de parte passiva, vencidos os Conselheiros: Fausto Frei- tas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco, Rosa Marta Maga lhães de Oliveira e Hamilton de Sá Dantas; no mérito, por maioria de votos, acatada a denúncia espontânea quanto ao acréscimo de mercadoria, vencidos o Conselheiro relator José Maria de Melo e os Conselheiros: João Holanda Costa e Wlademir Clovis Moreira; e pelo voto de qualida- de, em rejeitar a denúncia espontânea quanto à falta, vencidos os Con- selheiros: Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco, Rosa Marta Magalhães de Oliveira e Hamilton de Sá Dantas. Por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, considerando-se correta a data do lançamento para fixaçao da taxa de câmbio, vencido o conselheiro Hamilton de Sá Dantas que adotava a data da denúncia espontânea. Designado para redigir o accir dão o Conselheiro Itamar Vieira da esta, na forma do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF) 18 d: outubro de 1989'. ' ITAMAR VIEIR , DA CeSTA - Presidente e relator designado. eilh 'MARI f DE LURDES MARTINS - Proc. da Fazenda Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: 49—EW-194 1 O NOV 1989 -2- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N 2 109.862 ACÓRDÃO N2 301-26.073 RECORRENTE: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S.A. RECORRIDA : IR? -PORTO - RJ. RELATOR : JOSÉ MARIA DE MELO. RELATOR DESIGNADO: ITAMAR VIEIRA DA COSTA. RELATÓRIO Reporto-me, por espelhar a realidade dos autos ao rela torio constante de decisão de Primeira Instância às fls. 39/42. O recurso interposto pela Interessada é reprodução de sua peça impugnatória de fls. 30/34. É o relatório. -3- Rec.109.862 Ac.301-26.073 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO Conselheiro Itamar Vieira da Costa - relator designado. Neste processo são abordados, pela recorrente, os seguin tes pontos: 1. Ilegitimidade de parte passiva "ad causam". 2. Denúncia espontânea das infrações: 2.1. por acréscimo 2.2. por faltas. 2.3. Data para conversão da taxa de câmbio. Quanto ao item 1, a posição desta Câmara tem sido de não acatar a arguição de ilegitimidade de parte passiva. Entretanto com a edição do Decreto-lei n 2 2.472, de 01 de setembro de 1988 surgiu a seguinte disposição, alterando o que prescreve o Decreto- lei n 2 37/66: "Art. 32 - É responsável pelo imposto: I - o transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduaneiro, in clusive em percurso interno; II - o depositário, assim considerada qualquer pes soa incumbida da custódia de mercadoria sob controle aduaneiro. Paragráfo único - É responsável solidário: a) o adquirente ou cessionário de mercadoria benefi ciada com isenção ou redução do imposto; h) o representante, no Pais do transportador estran- geiro." Com efeito, a partir da publicação do Decreto-lei n2 2472/88. não mais se pode transferir a responsabilidade do trans portador para a agencia marítima que o representa. Daí pra a fren te, o sujeito passivo da obrigação será sempre o transportador na cional, figurando a agencia como simples representante, a responsa bilidade decorrente de lei. Mas, no presente caso, todas as faltas ocorreram antesan tes da edição daquele Decreto-lei, não estando, portanto, abrangi -4- Rec.109.862 Ac.301-26.073 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL dos por aquela norma. Assim, rejeito a preliminar. Quanto ao item 2, vê-se que há duas situações: uma rela cionada com a denúncia espontânea da infração capitulada no Art... 522, III, do Regulamento Aduaneiro, pela constatação de haver acrés- cimo de mercadoria, a outra, pela constatação de falta de mercado- ria. Já tenho me posicionado favoravelmente quando a denúncia se enquadra em todos os requisitos estabelecidos pelo Art. 138 do Código Tributário Nacional. No que se relaciona com a denúncia em razão da ocorrência de acréscimo isto tem acontecido e no caso sob análise neste processo isto ocorreu. Mantenho minha posição, acatando-a, na mesma linha do Acórdão n 2 301-25.898, em que fui relator. Em relação a falta, entretanto, faltou um dos pressupos- tos indicados no referido Art. 138 do CTN, qual seja, o pagamento do imposto devido. Sobre a matéria já me pronunciei em diversas opor tunidades junto a esta digna Câmara, conforme se st& no Acórdão n2 301-25.926/89 em que fui relator. Com a mesma fundamentação deixo de acatar a denúncia es pontânea em razão da ocorrência de falta de mercadoria. Por todo o exposto voto no sentido de: a) reieitar a preliminar de ilegitimidade de parte passi va "ad causam"; h) acatar a denúncia espontãnea apresentada em relação ao acréscimo de mercadoria pelo atendimento de todos os pressupostos do art. 138 do CTN; c) não acatar a denúncia espontânea apresentada em rela- ção à falta de mercadoria, uma vez que não foi atendido um dos pressupostos do art. 138 do CTN, ou seja, o pagamento do imposto 'devido. Quanto ao item 3, entendo que a data para aplicação de taxa de câmbio é a do respectilvo lançamento. Sala das Sisões,. em de outubro de 1989. 1414 Á i . f v, .• ITAMAR VIEIR , DA 410STA - Relator designado. -5- Rec.109.862 - Ac.301-26.073 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO VENCIDO A providencia por mim alvitrada em Informação, às fls. 65 dos autos,- apensação do Proc. n 2 0711-007.134/87-03 - resultou des necessária com a juntada das cópias xerográficas dos processos n2s. 10711-007.407/86-85 e 10711-007.192/86-11, que confirmam a dita de núncia espontânea formulada pela ora Recorrente para os casos de acréscimo e falta ocorridos na descarga. A diligencia para a aludida anexação fora promovida por voto do Conselheiro José Façanha Mamede, Relator designado, então com assento nesta Câmara, conforme fazem certo Relatório e voto às fls. 58 e 59, já que fora eu vencido(como relator) na assentada de julgamento. O processo, como se acentou,encontra-se relatado e cumpri da a diligencia. No que me concerne, já que a formalização da entrada do Navio Itaimbé se verificou a 02.11.86; a deraincia do acréscimo foi formulada a 08.12.86 e a da falta a 28.11.86; e já que é de conheci mento geral desta Câmara o entendimento a tal respeito a que me filio. NE GO, quanto à multa, provimento ao Recurso. Assim procedo, igualmen- te, em relação ao aspecto taxa de câmbio, que deverá ser a do dia em que se completou o lançamento (07.12.87). No atinente, todavia, à legitimidade de parte passiva ad causam, entendo nada contrarie a norma prescrita na nova redação da da ao Art. 32 do D.L. n 2 37/66 pelo D.L. n 2 2.472, de 01.09.88, uma vez que tal dispositivo não tem efeito retroativo. VOTO por que seja negado provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 18de outubro de 1989. --cri ..t--eselh airo . // fio 3 2,— cgf: °P-3 i O 2̀1 . 5,62- -----)P SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL --------- PROCESSO N 2 : 10711.002926/87-56. RECORRENTE : AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN RECORRIDA : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. INTERESSADA : FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO : RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. RD/301-0.121/90. D-ESPACHO Regularmente notificada da decisão desta Câmara prola tada pelo Acórdão n 2 301-26.073/89, a empresa interpõe recurso es pecial de divergência (RD) à Câmara Superior de Recursos Fiscaià (CSRF), com base no Decreto n 2 83.304/79 e permissivo regimental, mediante as razões de fls. 91/109. Traz à colação, para fins de configurar o dissídio ju risprudencial, os seguintes acórdãos: a) quanto à exclusão da penalidade pela denúncia es pontânea: CSRF/03-01.108, 03-01.141, 03-01.147 e 03-01.149 da CSRF; h) quanto a fixação da data para aplicação da taxa de câmbio na conversão da moeda estrangeira: 303-24.399 da 3 2 Câmara do 3 2 Conselho de Contribuintes e CSRF/03-01.150 e 03-01.410 da CSRF. Todos os arestos com que instruiu sua petição caracte rizam a divergência para efeito de embasar o RD interposto à ins tância especial, pelo que acolho o recurso em atendimento aos pres supostos de admissibilidade, nos termos do § 3 2 do Art. 5.2 do Re gimento Interno da CSRF. Demonstrada a divergência de decisões de diferentes Câmaras sobre a mesma matéria (Art. 4 2 , II, do Regimento Interno da CSRF), determino o seguinte do apelo. De-se vista ao ilustre Procurador da Fazenda Nacional e, após, encaminhe-se o processo à Câmara Superior de Recursos Fiscais. Brasília, 06 de fevereiro de 199 l • - i Itamar Vi ira. ba Costa. Presidente da l g Câmara do 32 C.G. SUWICO PUBLICO FEDERAL • PROCESSO N2 10.711-002.926/87-56. •-• ' ▪ ' ^ RECURSO N2 109.862 ' ACÓRDA0 N2 301-26.073, da lè Câmara do 3 2 . Cc1;:d.k_tOntribuiptes• - - '- RECORRENTE: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACBMANN S/A-‘r:.j . • 4—Y. :1 zà :Virv ; . 3.41: :/aVeDI:M77 -44:'• ..' RAZÕES DA FAZENDA NACIONAtzt.A3t,,,,,,,',Y,:..5V•c-.) 7, 45:1.7:1 •;',,%-i=t g Colenda Câmara Superior, ;- • síZeK9tri•%;:r ' - Não merece prosperar o Recurso sob exame,-, vez que ir-',',. retorquivel a decisão por ele atacada, que 'ser mantida pelos r;-. seus propflos fundamentos, aos quais nos reportamos::: 2. Ora, a matéria em questão é bem conhecida:dessa Cama- : ra Superior, vez que o recurso se limita a questão da denúncia eA pontânea para efeitos da exclusão de penalidadese taxa de cam • bio a ser aplicada para efeito de cálculo de tributo. 3. Vale acrescentar aos fundamentos da decisão, tão so-, mente, o fato de que a ora Recorrente, em defesa e ' em recurso, na", , gou a condições de parte legítima na relação juridica. Este fato, data venia, é mais que suficiente para demonstrar ,que denúncia t+212S tn S; rs • , não. teM 'qualquer valia, pois na denúncia espontanea a denunciante confessa uma infração, e na negativa de legitimidade a parte nega a infração. Diante do exposto, a FAZENDA NACIONAL confia que es- sa Câmara Superior negará provimento ao recurso Ora -.Lrespondido, • mantendo, In totum, a decisão guerreada, tendo, aliás, por ser questão de inteira e salutar JUSTIÇ A! Brasília-DF, 21 de tenreiro de 1990. _ ELSO DO,„..008 - 0 E á LVA isÇar7Procurador" Fazenda Nacional •
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Numero do processo: 10865.000447/2008-28
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2002 a 30/06/2007
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA.
MATÉRIA PENAL. MULTA DE MORA.
Não há que se falar em nulidade da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, quando não houver qualquer tipo de vício.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.122
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da
Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA. MATÉRIA PENAL. MULTA DE MORA. Não há que se falar em nulidade da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, quando não houver qualquer tipo de vício. O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Fl. 201DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10865.000447/200828 Acórdão n.º 2403001.122 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD (DEBCAD n. 37.075.9834), emitida em 27/02/2008, cuja notificação ocorreu em 04/03/2008 (fl. 61), lavrada em face do SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO SÃO JOÃO DA BOA VISTA, no valor de R$ 47.692,69 (quarenta e sete mil, seiscentos e noventa e dois reais e sessenta e nove centavos), referente às contribuições dos segurados empregados, descontadas e não recolhidas, não declaradas em GFIP (levantamento FP1) e declaradas em GFIP (levantamento FPG). O período de apuração corresponde às competências: 03/2002 a 06/2007. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 64/71. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 9a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) – DRJ/RPO, prolatou o Acórdão n° 1421.155, de fls. 169/174, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2002 a 30/06/2007 NULIDADE. NÃO CONFIGURAÇÃO. A NFLD lavrada com a discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, além da devida fundamentação legal, encontrase em conformidade com a legislação vigente, preserva todas as garantias de ordem constitucional e legal asseguradas ao sujeito passivo e não configura hipótese de nulidade do lançamento. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS RFFP. COMPETÊNCIA. DRJ. A DRJ carece de competência para a análise do inconformismo do sujeito passivo em relação à Representação Fiscal para Fins Penais – RFFP lavrada pela fiscalização. DECADÊNCIA. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos. Lançamento Procedente em Parte” DO RECURSO Fl. 203DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 180/190, com os seguintes argumentos: 1. Preliminar 1.1 – Da Decadência das Contribuições de Serviços Prestados por Cooperados Assim argumentou a Recorrente, verbis: “Com efeito, se à raiz da distinção se encontra na acessibilidade aos dados do lançamento, hoje em dia não mais se pode falar, dada as obrigações a que está sujeito o contribuinte, em desconhecimento das suas operações e de sua receita pela administração, que a um simples olhar nos seus ultramodernos equipamentos de informática e processamento de dados tem à sua disposição todos os elementos necessários à concretização das exigências arrecadatórias. (...) Destarte, inteiramente infundada a exigência em tela, que deverá assim ser expurgada do cálculo final das contribuições devidas.” 1.2 – Cerceamento de Defesa e Princípio do Contraditório A Recorrente entende que não teve tempo hábil para elaborar a defesa, tendo em vista que a Fiscalização teve 7 (sete) meses para elaborar a NFLD, fato esse que contraria a ampla defesa e o contraditório. Cita Doutrina para fundamentar o alegado. 1.3 – Nulidade do Processo pela não Disponibilidade de Carga dos Autos para Verificação Fora de Cartório A não autorização para retirada dos autos do Cartório para avaliação dos documentos e consequente elaboração da defesa, torna nulo o processo, tendo em vista que a vista dos autos advém de previsão legal, conforme disposição do inciso XV do art. 7o da Lei n. 8.906/94 e inciso II do art. 40 do CPC. 2 – Dos Fatos e do Direito A Recorrente sintetiza a NFLD. 3 – Do Mérito Assim iniciou a Recorrente, verbis: “A matéria de mérito está intimamente ligada às asserções preliminares, cabendo colocar em destaque que, no presente caso, ao contrário do que afirma a pega fiscal, não houve desconto da contribuição previdenciária, razão não havendo assim para providências penais, apontadas no item 3.6.2 do Relatório Fiscal — RF.” 3.1 – Ajuda de Custo a Membros da Diretoria Sustenta a Recorrente que, de acordo com o art. 457, § 2o da CLT, não devem ser incluídos na remuneração os valores recebidos como ajuda de custo que não excedam 50% Fl. 204DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10865.000447/200828 Acórdão n.º 2403001.122 S2C4T3 Fl. 3 5 do salário recebido pelo empregado. Traz Doutrina no sentido de que, ajuda de custo jamais será salário, mesmo que ultrapasse os 50% do valor da remuneração. 3.2 – Pagamento de Plano de Saúde – Reembolso de Atendimento A Recorrente sustena que os apontamentos previstos no DAD não podem ser considerados como salário, a teor do inciso IV, § 2o do art. 458 da CLT, vez que corresponde a repasse feito pelo usuário à Unimed, através do Sindicato. 3.3 – Pagamento de Aluguel A Recorrente sustena que o aluguel pago ao seu diretor não encontra embasamento na legislação previdenciária, tratandose de obrigação civil decorrente de disposição estatutária que prevê a obrigatoriedade de residência do presidente na sede da entidade, evitandose, com o pagamento do aluguel, despesas de transporte às quais não integram o salário. Cita Doutrina. 3.4 – Pagamentos de Serviços dos Veículos A Recorrente alega que o Sindicato não tem condições financeiras de adquirir veículos em seu próprio nome, porém, os veículos sempre foram utilizados pela Recorrente. Por esse motivo, sempre que possível, todos os documentos fiscais dos serviços realizados (funilaria, pintura, manutenção e consertos) eram em nome da Recorrente. Sustenta ainda que o ônus da prova deve recair sobre a Fiscalização. 3.5 – Da Inevitável Necessidade de se Evitar o “Bis in Idem” A Recorrente alega que ao deixar de atender ao pedido de vistas dos autos, aborado acima, teve cerceado o seu direito constitucional de Ampla Defesa. Ademais, o acórdão foi omisso ao não reconhecer o direito do contribuinte e a obrigação da Administração de proceder a conferência dos trabalhos realizados pela Fiscalização para apurar a exigência de duplas contribuições. Ao final requer provimento do Recurso. É o relatório. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 193, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DA DECADÊNCIA A decadência já foi considerada pela DRJ, inclusive nos termos do art. 150, § 4o do CTN, por esse motivo, em relação decadência, não há mais razão para manifestação por parte deste relator. CERCEAMENTO DE DEFESA E PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO Sustenta a Recorrente que não teve tempo hábil para elaborar a defesa, tendo em vista que a Fiscalização teve cerca de 7 (sete) meses para concluir o procedimento de fiscalização, enquanto que ela teve apenas 30 (trinta) dias para elaborar a defesa. O prazo de 30 (trinta) dias para a apresentação da impugnação advém do art. 15 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Nesse diapasão, por ausência de previsão legal, não merece prosperar a alegação da Recorrente. NULIDADE DO PROCESSO PELA NÃO DISPONIBILIDADE DE CARGA DOS AUTOS PARA VERIFICAÇÃO FORA DE CARTÓRIO A Recorrente alega que fora impedida de fazer carga dos autos, para ter acesso fora do Cartório. Ocorre que a Recorrente não estava desincubida de provar o alegado. Nesse diapasão, por ausência de prova, não há como prosperar o pleito da Recorrente. DA INEVITÁVEL NECESSIDADE DE SE EVITAR O “BIS IN IDEM” No que tange à eventual cobrança em duplicidade, cabe à Recorrente comprovar o alegado, não bastando suposições. A Fiscalização reuniu as provas necessárias para a sua convicção, razão pela qual, caso entendesse por haver cobrança em duplicidade, à Recorrente competiria provar o alegado. DO MÉRITO Fl. 206DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10865.000447/200828 Acórdão n.º 2403001.122 S2C4T3 Fl. 4 7 Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, referente às contribuições dos segurados empregados, descontadas e não recolhidas, não declaradas em GFIP (levantamento FP1) e declaradas em GFIP (levantamento FPG). A Recorrente sustena que não houve desconto da Contribuição Previdenciária, por esse motivo, não há providências penais aplicáveis, conforme apontado no item 3.6.2 do Relatório Fiscal. Ocorre que o CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias penais, nos termos da Súmula n. 28, verbis: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. DA AJUDA DE CUSTO AOS MEMBROS DA DIRETORIA – PAGAMENTO DE PLANO DE SAÚDE – PAGAMENTO DE ALUGUEL – SERVIÇOS DE VEÍCULOS Em relação aos supracitados tópicos constantes no Recurso Voluntário, este Relator não irá se pronunciar, tendo em vista que não guardam qualquer relação com o objeto da presente NFLD, vez que ela tem como objeto, tão somente, as contribuições descontadas dos segurados empregados. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; Fl. 207DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente em parte o recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 208DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10711.004257/89-09
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Dec 05 00:00:00 UTC 1994
Numero da decisão: 301-00.960
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, vencido o Cons. Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, 05 de dezembro de 1994 4:4FA USTO DE F 1TAS E CASTRO NETO 141.41. aaliCALII. e Relator • CARLOS AUGIWI OI TORRES NOBRE Procurador da F ' (1597 a Nacional VISTA EM 2 DEZ 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MARIA DE FÁTIMA P. DE MELLO CARTAXO, ISALBERTO ZAVA0 LIMA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARt. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO RECORRENTE RECORRIDA RELATOR : 111.771 : 301.960 : JOORY S/A IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO : IRF - PORTO - RJ : FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO RELATÓRIO A firma JOORY S/A IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, através da Declaração de Importação (D.I.) n' 000711/86 (fls. 3/6), submeteu a despacho 8.137 Kg da DIMETIL POLISILOXANO CONDENSADO, de nome comercial : Silicone Y-10.000 E, para uso como agente de nucleação para espuma de poliuretano, ao amparo da Guia de Importação (G.I.) número 01-85/029035-8 (copia fls. 7), classificando o produto no código TAB 39.01.08.02, com aliquotas de 30% para o Imposto de Importação (I.I.) e 10% para o Imposto sobre Produtos Industrializados (I.P.I.), relativo a "oleos de silicone", obtendo o desembaraço do mesmo ao amparo da I.N. 14/85. Encaminhada a amostra do produto ao laboratório de análises, este emitiu o Laudo n' 451/86 (fls. 10), esclarecendo, em síntese, tratar-se de produto orgânico tensoativo, não iônico, copolimero de éter siloxano. Em ato de revisão, o produto foi desclassificado para o código TAB 34.02.03.00, relativos aos "produtos orgânicos tensoativos não i'onicos", com aliquotas de 50% para o II e 15% para o IPI, e exigindo, em consequência, o recolhimento, no prazo de 72 horas, das diferenças do II e do IPI apuradas, das multas previstas nos artigos 524 e 526, 11, do Regulamento Aduaneiro (R.A) aprovado pelo Decreto n 91.030/85 e no artigo 80 da Lei 4.502/64, com redação modificada pelo DL n' 34/66, art. 2, 2a alteração, além dos encargos legais cabíveis (fls. 12). Não concordando com a exigência, o importador solicitou que fosse enviada contra-prova do produto ao Instituto Nacional de Tecnologia (1.N.T.) para análise (fls. 13/15). Em razão de não ter sido atendida a exigência fiscal inicial (fls. 12), lavrou-se, contra o importador, o Auto de Infração nQ 365/89 (fl. 1), para exigir-se do mesmo o crédito tributário. Devidamente intimada (fls. 17/18), a Autuada, tempestivamente, apresentou impugnação (fis. 19/31), reiterando o pedido de exame da contra-prova pelo INT, nos termos de Decreto 70.235/72, alegando que: a) relativamente ao Produto Silicone Y-10.000 E, despachado através da DI 000711/86, o INT emitiu laudo esclarecendo, entre outros aspectos, que embora o produto funcione como tensoativo, deve ser encarado como urn derivado de silicone, em vista de a finalidade exclusiva do produto ser a de agente de nucleação para espuma; 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO : 111.771 RESOLUÇÃO N° : 301.960 b) em vista de tal laudo, o próprio Inspetor, através de um parecer do Grupo de Revisão de DI, considerou correta a classificação do produto em foco no código TAB 39.01.08.99; c) todos os elementos caracterizados e indispensáveis à identi ficação do produto foram declarados pela impugnante, não cabendo, portanto, a imposição das multas previstas nos artigos 524 e 526, H do RA, tendo em vista o Parecer Normativo CST número 54/77; • d) a multa capitulada no art. 80, II da Lei número 4.502/64, com a nova redação dada pelo DL riP- 34/66 devidamente regulamentada pelo artigo 364, inciso II, do Decreto 87.981/82, necessita, para sua imposição, o não pagamento do respectivo imposto no vencimento; e) a classificação adotada pela importadora corresponde à natureza intrínseca, funcional e especifica do produto, uma vez que o Silicone Y-10.000 E tem função industrial especifica, qual seja: é utilizado na fabricação de espumas flexíveis de poliuretano, que servem de matérias-primas na indústria de colchões e estofados; 0 a simples qualidade tensoativa do produto não o equipara aos produtos do código TAB 34.02.03.00; g) os silicones estão expressamente citados no texto da posição 39.01 da TAB, e ai devem ser classi ficados em vista da 3' Regra Geral, letra "a", para Interpretação da NBM; h) a posição 34.02 é exclusiva para os produtos orgânicos e o silicone Y-10.000 • E é um produto organo-metálico; i) os silicones de constituição química não definida, cuja molécula encerra mais do que uma ligação silício-oxigênio-silicio e que contem grupos orgânicos fixos a átomos de silício por ligações diretas silício-carbono, incluem-se na posição 39.01 (NENCCA - Observações relativas à posição 29.34, item 2); j) o elemento tensoativo é adicionado ao silicone como simples estabilizante da emulsão, fato este que contradiz a conclusão do laudo de que o elemento tensoativo é característica essencial do produto. Na replica (fls. 41/42), instruída com pronunciamento do I.N.T. e do Laboratório de Análises (Parecer de 15/01/88 e Inf. N 05/87 - fls. 33/40), acerca do produto Silicone Y-10.000 E, a AFTN Autuante não lheu as razões da defesa, argumentando que: 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 111.771 RESOLUÇÃO N° : 301.960 a) o produto em foco apresenta característica de produto tensoativo: tensão superficial inferior a 45 dyn/cm; b) a característica essencial do produto é justamente produzir espumas e isto só é possível com silicone surfactante; c) o produto declarado nos documentos de importação foi Dimetil polisiloxano condensado, mas o produto efetivamente importado foi poliéter dimetil siloxano, e portanto a especificação da mercadoria está inexata, não tendo, dessa forma, direito ao tratamento previsto no Parecer CST 54/77; ID d) a la Regra Geral para Interpretação da NBM possibilita a correta classificação do produto; e) as NENCCA determinam que os produtos de poliadição ou de policondensação cuja característica essencial lhes é conferida pela suas propriedades tensoativas, se classificam na posição 34.02 (Observações relativas posição...39.01); I) é desnecessária a realização de novo exame pelo [NT, porque este órgão já analisou o produto em foco, respondendo, inclusive, aos quesitos formulados na impugnação (Laudo de 15.01.88). O processo foi julgado por decisão assim ementada: Revisão desclassificação tarifária do produto de nome comercial SILICONE Y- 10.000 E, em face do resultado do exame laboratorial. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE. Irresignada, em tempo hábil, a Recorrente interpôs o seu recurso, reiterando o pedido de diligência sob pena de ter prejudicada sua defesa e no mérito, repisa os argumentos de sua impugnação. E o relatório 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO : 111.771 RESOLUÇÃO N° : 301.960 VOTO Como vimos do relatório a Recorrente não teve atendido o seu pedido de diligência que formulou desde a sua impugnação e reiterou no seu recurso. A Recorrente entende e com razão que para a sua defesa é imprescindível a contra-prova a ser realizada pelo TNT, sem o que esta cerceada no seu direito de defesa, contrariando o mandamento constitucional expresso no seu art. 52, inciso LV segundo o qual "aos litigantes em processo judicial ou administrativo e aos acusados em geral são assegurados o • contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ele inerentes". Assim sendo, converto o julgamento em diligência ao INT, atendendo ao pedido expresso da Recorrente, devendo-se, previamente, intima-la e ao Sr. Fiscal autuante para formularem os quesitos que entendem e por minha vez formulo as seguintes perguntas: a) o nome químico dado pela Recorrente: "D1METIL POLISILOXANO CONDENSADO" é correto ou não para descrever cientificamente o produto em questão? b) o produto em questão caracteriza-se como sendo um óleo de silicone, modi ficado quimicamente com emulsador aniônico? Sala das Sessões, em 05 de dezembro de 1994 4044.Alie es A s 2.4.4.41 • FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO - RELATOR 5
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