Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4822616 #
Numero do processo: 10814.002433/92-71
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1995
Ementa: CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Falta de volume registrada na descarga da aeronave, apurada em processo regular, caracterizando a responsabilidade da empresa transportadora. Cabível o pagamento do Imposto de Importação como forma de indenização dos prejuízos sofridos pela Fazenda Nacional, conforme estabelece o artigo 60, p.ú. do D.Lei n° 37/66, bem como a penalidade prevista no artigo 521, II, "d" do Regulamento Aduaneiro. Recurso ao qual se nega provimento.
Numero da decisão: 302-33.144
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199509

ementa_s : CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Falta de volume registrada na descarga da aeronave, apurada em processo regular, caracterizando a responsabilidade da empresa transportadora. Cabível o pagamento do Imposto de Importação como forma de indenização dos prejuízos sofridos pela Fazenda Nacional, conforme estabelece o artigo 60, p.ú. do D.Lei n° 37/66, bem como a penalidade prevista no artigo 521, II, "d" do Regulamento Aduaneiro. Recurso ao qual se nega provimento.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1995

numero_processo_s : 10814.002433/92-71

anomes_publicacao_s : 199509

conteudo_id_s : 4447958

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021

numero_decisao_s : 302-33.144

nome_arquivo_s : 30233144_115224_108140024339271_004.PDF

ano_publicacao_s : 1995

nome_relator_s : PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES

nome_arquivo_pdf_s : 108140024339271_4447958.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1995

id : 4822616

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:02:02 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359891054592

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-18T01:40:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-18T01:40:15Z; Last-Modified: 2010-01-18T01:40:15Z; dcterms:modified: 2010-01-18T01:40:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-18T01:40:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-18T01:40:15Z; meta:save-date: 2010-01-18T01:40:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-18T01:40:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-18T01:40:15Z; created: 2010-01-18T01:40:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-18T01:40:15Z; pdf:charsPerPage: 1431; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-18T01:40:15Z | Conteúdo => • . , 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA PROCESSO N° 10814.002433/92-71 RECURSO N° 115.224 ACÓRDÃO N° 302.33.144 SESSÃO DE 29 de setembro de 1995 RECORRENTE: VARIG S/A - VIAÇÃO AÉREA RIO GRANDENSE RECORRIDA : IRF/A1SP/SP 111 CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Falta de volume registrada na descarga da aeronave, apurada em processo regular, caracterizando a responsabilidade da empresa transportadora. Cabível o pagamento do Imposto de Importação como forma de indenização dos prejuízos sofridos pela Fazenda Nacional, conforme estabelece o artigo 60, p.ú. do D.Lei n° 37/66, bem como a penalidade prevista no artigo 521, II, "d" do Regulamento Aduaneiro. i, Recurso ao qual se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, , ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. I Brasília-DF, em 29 de setembro de 1995. III ELIZABETH EMILIO DE MORAES CHIEREGATTO Presidente ...., ---eelm•~Alieell~ ....,- ,~...4.0P-- d.-- 1 .4- • PAULO ROBERT» cuco ANTUNES Relator VISTA EM I \CLAUDIAREG G SMÃO \ Procurador .da Faz r acional. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ELIZABETH MARIA VIOLATTO, RICARDO LUZ DE BARROS BARRETO, LUIS ANTONIO FLORA, JORGE CIIMACO VIEIRA (Suplente). Ausente o Conselheiro "UBALDO CAMPELLO NETO. . , -2- RECURSO N°: 115.224. ACÓRDÃO N°. 302-33.144. I MF-TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - SEGUNDA CÂMARA PROCESSO N° : 10814-002433/92-71 RECURSO N° : 115.224 11 RECORRENTE : VARIG S.A - VIAÇÃO AÉREA RIOGRANDENSE RECORRIDA : IRF-AISP-SP RELATOR : CONS. PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES RELATÓRIO • I A Recorrente foi autuada pela falta de um volume coberto pelo Conheci- mento Aéreo HAWB n° 17760115, correspondente ao MAWB n° 042-6437 1193, constante da FCC do Termo de entrada n° 3917-8, tendo sido intimada a recolher ou impugnar o crédito tributário constante do Auto de Infração de fls. 01, abrangendo im- posto de importação e multa do art. 106, inciso II, letra "d" do Decreto-lei n° 37/66 c/c o art 521, inciso II, letra "d" do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n°. I 91.030/95, correspondente a 50% (cinqüenta por cento) do valor do imposto cobrado. Com guarda de prazo apresentou Impugnação ao lançamento, não contes- tando a falta apontada, mas apenas alegando que a autuação é improcedente porque a situação não se enquadra nas hipóteses previstas nos inciso II e VI, do parágrafo 1°, do • artigo 478, do Regulamento Aduaneiro, que se refere a volume descarregado com indí- cios de violação ou tratar-se de falta fraudulenta de mercadoria. I A Autoridade singular julgou procedente a ação fiscal, fundamentada no fato . de que ocorreu a falta de um volume, apurada em conferência final de manifesto, cuja responsabilidade é do transportador aéreo e que o caso enquadra-se nas disposições do art. 478, inciso VI, do referido Regulamento. Tempestivamente a Autuada apresentou Recurso a este Conselho, com base . nos mesmos argumentos da Impugnação, não tendo contestado, em momento algum, a falta da mercadoria na descarga da respectiva aeronave. Em sessão realizada no dia 15/04/93 esta Câmara baixou o processo em dili- gência à repartição aduaneira de origem, através da Resolução n° 302-677, a fim de que fossem juntados aos autos cópia dos seguintes documentos: Conhecimentos Aéreos mencionados, Carta da Impugnante de 09/08/91 citada na manifestação do autor do fei- .1/ ----- -3-.. , RECURSO N": 115.224. ACÓRDÃO N". 302-33.144. to (fls. 18); folha de Controle de Carga (FCC) referente ao transporte em questão. Cumprida a diligência supra, com a juntada dos documentos às fls. 38 a 42, foi dada vista dos autos à Suplicante que manifestou-se às fls. 45 dizendo que os docu- mentos juntados não elidem a pretensão da Impugnante, vez que não condizem com a realidade dos fatos, pois impossibilitam comprovar verdadeiramente os fatos narrados no Auto de Infração. É o Relatório. VOTO • Como visto do Relatório supra, a empresa transportadora aérea, Recorrente, foi responsabilizada pela falta de um volume com mercadoria procedente do exterior, na descarga de sua aeronave, fato que não contestou, em momento algum. A cópia da Folha de Controle de Carga/FCC-4, às fls. 42 dos autos, indica o registro da falta do volume, relativo ao Conhecimento (filhote) n° 1776 0115 - Master: 042-6437 1193, aeronave prefixo PP-VNC, vôo 745 de 16/06/91. O Decreto-lei n°. 37/66, em seu art. 60, estabelece: "Art. 60 - Considerar-se-á, para efeitos fiscais: 111 - Dano ou avaria - qualquer prejuízo que sofrer a mercadoria ou seu envol- tório; II- Extravio - toda e qualquer falta de mercadoria. Parag. único - O dano ou avaria e o extravio serão apurados em processo, na forma e condições que prescrever o regulamento, cabendo ao responsável, assim reco- nhecido pela autoridade aduaneira, indenizar a Fazenda Nacional do valor dos tributos que, em consequência, deixarem de ser recolhidos". , . • -4- •• RECURSO N°: 115.224. ACÓRDÃO N°. 302-33.144. O Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n°. 91.030/85, em seu art. 478 (caput), determina que a responsabilidade pelos tributos apurados em relação a avaria ou extravio de mercadoria será de quem lhe deu causa. A situação ora em exame encaixa-se, indiscutivelmente, como "EXTRA- VIO" de mercadoria, sob a responsabilidade do transportador aéreo, tendo sido apurado através do processo adequado - conferência final de manifesto -, conforme preceitua o art. 476 do mesmo Regulamento Aduaneiro. É igualmente fora de dúvida que a falta de "volume", assim como a de mer- cadorias a granel, está contemplada pelas disposições do art. 478, parágrafo 1°, inciso VI, do REgulamento. Desta forma, configurada a falta e apurada, corretamente, a responsabilidade 1110 do transportador aéreo, deve o mesmo responder pelo prejuízo causado à Fazenda Na- cional, na forma do supra-mencionado parágrafo único, do art. 60, do Decreto-lei n°. 37/66 e demais legislação que rege a matéria. Por estas razões, voto no sentido de negar provimento ao Recurso em exa- me. Sala das Sessões, 29 de setembro de 1995. PAULO ROBERTS CUCO ANTUNES Rre 1 a. t o r.

score : 1.0
4820136 #
Numero do processo: 10650.000418/95-32
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - CONTRIBUIÇÃO SINDICAL - CNA - É compulsoriamente cobrada, por ocasião do lançamento do ITR, nos termos do § 2, do art. 10, do ADCT da CF/88 e art. 579, da CLT. VTNm. O valor da terra nua declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado pela autoridade competente, mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecidas pela legislação tributária. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA - A publicação de retificação de trecho na publicação da lei originária (MP 399/93), por ocorrência de erro material, não constitui publicação de lei nova, pelo que inocorreu quebra do princípio da anualidade da lei tributária (CF, art. 150, "b", III e art. 104, do CTN). INCONSTITUCIONALIDADE - Este Colegiado Administrativo não tem competência para apreciar questionamento que verse sobre inconstitucionalidade de dispositivos legais, sendo que o próprio texto constitucional defere competência exclusiva ao Poder Judiciário. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-09563
Nome do relator: JOSÉ CABRAL GAROFANO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199709

ementa_s : ITR - CONTRIBUIÇÃO SINDICAL - CNA - É compulsoriamente cobrada, por ocasião do lançamento do ITR, nos termos do § 2, do art. 10, do ADCT da CF/88 e art. 579, da CLT. VTNm. O valor da terra nua declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado pela autoridade competente, mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecidas pela legislação tributária. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA - A publicação de retificação de trecho na publicação da lei originária (MP 399/93), por ocorrência de erro material, não constitui publicação de lei nova, pelo que inocorreu quebra do princípio da anualidade da lei tributária (CF, art. 150, "b", III e art. 104, do CTN). INCONSTITUCIONALIDADE - Este Colegiado Administrativo não tem competência para apreciar questionamento que verse sobre inconstitucionalidade de dispositivos legais, sendo que o próprio texto constitucional defere competência exclusiva ao Poder Judiciário. Recurso negado.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997

numero_processo_s : 10650.000418/95-32

anomes_publicacao_s : 199709

conteudo_id_s : 4440948

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-09563

nome_arquivo_s : 20209563_102509_106500004189532_008.PDF

ano_publicacao_s : 1997

nome_relator_s : JOSÉ CABRAL GAROFANO

nome_arquivo_pdf_s : 106500004189532_4440948.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997

id : 4820136

ano_sessao_s : 1997

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:24 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359904686080

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-28T11:50:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-28T11:50:54Z; Last-Modified: 2010-01-28T11:50:55Z; dcterms:modified: 2010-01-28T11:50:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-28T11:50:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-28T11:50:55Z; meta:save-date: 2010-01-28T11:50:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-28T11:50:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-28T11:50:54Z; created: 2010-01-28T11:50:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-01-28T11:50:54Z; pdf:charsPerPage: 1921; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-28T11:50:54Z | Conteúdo => . • , MINISTÉRIO DA FAZENDA j".,MO› SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 Recurso : 102.509 Recorrente : VALE DO RIO GRANDE REFLORESTAMENTO LTDA. RELATÓRIO Em impugnação tempestiva (fls. 01/10) o sujeito passivo questiona o lançamento do ITR194, de seu imóvel rural cadastrado da SRF sob o n° 2198858.7, onde se exige, além do imposto, a contribuição para a CNA. A DECISÃO DRJ-BHE N° 11170.2201/96-20 (fls. 14/19) indeferiu os termos da petição impugnativa, cujos fundamentos denegatórios estão lavrados sob a seguinte ementa: "Disposições Diversas A argüição de inconstitucionalidade não pode ser oponível na esfera administrativa, por transbordar os limites da sua competência o julgamento da matéria, do ponto de vista constitucional. Lançamento do Imposto Procede o lançamento do ITR cuja Notificação foi processada em conformidade com a declaração do contribuinte e legislação de regência, quando não se comprova erro nela contido. Contribuição Sindical A contribuição sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão." Em suas razões de recurso (fls. 23/29) o contribuinte volta a questionar a aplicação da Lei n. 8.847/94, asseverando que a decisão recorrida interpretou, na mesma, o que não estava escrito e, ainda, deixou de apreciar questões argüidas na petição impugnativa, o que a torna nula. Sustenta haver ocorrido defeito na publicação da citada lei e que, sobre este ponto, a decisão a quo não destinou uma palavra sequer. No mesmo sentido, questiona o fato de que a Lei n. 8.847/94 trouxe disposições que não figuravam na MI' n. 399/93, o que produziu reflexos no lançamento sob discussão. Da mesma forma, a decisão singular não apreciou a matéria colocada a debate e, havendo falta de fundamentação, nos termos do art. 31, do Decreto n. 70.235/72, a mesma é nula. 2 O "I" MINISTÉRIO DA FAZENDA 0.4'4" iSnV' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES V‘ Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 Assevera que a decisão singular deveria apreciar toda a matéria posta a debate e a alegação de que inconstitucionalidade de lei refoge à esfera administrativa, é fugir do debate, uma forma de se omitir sobre pontos do litígio. Ataca o PN n. 329/70, da Coordenação do Sistema de Tributação, que não soube interpretar o trecho de Ruy Barbosa Nogueira. Não se pronunciando a decisão recorrida sobre o questionamento de inconstitucionalidade de lei, ocorreu ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa, o que faz da decisão um ato nulo, que cumpre ser repetido. Volta a questionar o VTNm do município aplicado ao seu imóvel e, ainda, que a decisão recorrida nada falou acerca da falta de aprovação dos decretos-leis em face da disposição do art. 25 do ADCT da CF/88. As contra-razões do Sr. Procurador da Fazenda Nacional (fls.31/32), em resumo, alinham-se aos fundamentos denegatórios da decisão recorrida, repisando o entendimento de que a discussão sobre inconstitucionalidade de lei não pertine à esfera administrativa, e que foram analisados todos os pontos controversos à luz do princípio da legalidade que rege a matéria posta a debate. É o relatório. 3 L/Of . • MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ CABRAL GAROFANO O recurso voluntário foi manifestado dentro do prazo legal. Dele conheço por tempestivo. O julgador singular assim decidiu a lide: "Primeiramente, esclareça-se que o presente lançamento atendeu aos requisitos contidos no Decreto 70.235/72, pelo que passamos a fundamentar: No julgamento liminar de Ação Direta de Inconstitucionalidade requerida pela Confederação Nacional da Indústria, o STF assim se manifestou; 'Tendo força de lei, é meio hábil, a medida provisória, para instituir tributos e contribuições sociais a exemplo do que já sucedia com os decretos-leis do regime ultrapassado como sempre esta corte entendeu.' Ainda, quanto as questões de inconstitucionalidade, a Coordenadoria do Sistema de Tributação assim se pronunciou através do Parecer Normativo CST n° 329/70: 'Iterativamente tem esta Coordenação se manifestado no sentido de que a argüição de inconstitucionalidade não pode ser oponível na esfera administrativa, por transbordar os limites de sua competência o julgamento da matéria, do ponto de vista constitucional. Em abono de suas decisões, vale citar Ruy Barbosa Nogueira, in 'Da interpretação e da aplicação das leis tributárias '(1965, pág.32): Devemos distinguir o exercício da administração ativa, da judicante. No exercício da administração ativa o funcionário não pode negar aplicação à lei, sob mera alegação de sua inconstitucionalidade, em primeiro lugar, porque não lhe cabe a função de julgar, mas de cumprir, em segundo, porque a sanção presidencial afastou o funcionário da administração ativa o exercício do 'poder executivo" 4 Le 05 . . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 À pág. 35, citando Tito Resende, continua: 'É princípio assente, e com muito sólido fundamento lógico, o de que órgãos administrativos em geral não podem negar aplicação a uma lei ou um decreto, porque lhes pareça inconstitucional. A presunção natural é que o Legislativo, ao estudar o projeto de lei, ou o Executivo, antes de baixar o decreto, tenham examinado a questão da constitucionalidade e chegado à conclusão de não haver choque com a Constituição: só o Poder Judiciário é que não está adstrito a essa presunção e pode examinar novamente aquela questão.' Isto posto, concluímos que o contencioso administrativo não é o foro próprio para examinar questões de tal natureza, não cabendo às autoridades administrativas julgar matérias do ponto de vista constitucional e sim dar cumprimento às leis existentes no País. Conquanto o lançamento tenha sido efetuado com base no V1N mínimo adotado para o município onde se localiza o imóvel, conforme dispõe o art. 3 0 da Lei 8.847/94, o contribuinte em nenhum momento trouxe à luz fatos ou provas irrefutáveis que pudessem se contrapor ao valor adotado pela Receita Federal, no que se refere ao valor da terra nua específico do imóvel de sua propriedade. No tocante à jurisprudência citada pelo reclamante, cabe ressaltar que o Parecer Normativo CST n° 390/71, assim dispõe, 'verbis': 'Decisões de Conselho de Contribuintes não constituem normas complementares da legislação tributária, porquanto não existe lei que lhes confira efetividade de caráter normativo. 3. Necessário esclarecer, na espécie, que, embora o Código Tributário Nacional ,em seu art. 100, inciso II, inclua as decisões de órgãos colegiados na relação das normas complementares à legislação tributária, tal inclusão é subordinada à existência de lei que atribua a essas decisões eficácia normativa. Inexistindo, entretanto, até o presente, lei que confira efetividade de regra geral às decisões dos Conselhos de Contribuintes, a eficácia de 5 10 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4*.435' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES V:s Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 seus acórdãos limita-se especificamente ao caso julgado e às partes inseridas no processo de que resultou a decisão. 4. Entenda-se ai que, não se constituindo em norma geral a decisão em processo fiscal proferida por Conselho de Contribuintes, não aproveitará seu acórdão em relação a qualquer outra ocorrência senão aquela objeto da decisão, ainda que de idêntica natureza, seja ou não interessado na nova relação o contribuinte parte no processo de decorreu a decisão daquele colegiado' (grifo nosso) Conclui-se assim que, ainda que refira-se à acórdãos, cabe o mesmo tratamento às citadas decisões judiciais, haja vista que estas se restrigem tão-somente aos fatos nelas descritos e às partes integrantes e, por conseguinte, em nada favorecendo a reclamante. O reclamante discorda da cobrança das contribuições CNA e SENAR, citando a seu favor o art. 25 do ADCT da Constituição Federal. Entretanto, de acordo com a legislação pertinente à matéria, inclusive a própria Constituição Federal de 1988, tal ponto de vista é descabido. Senão vejamos: Analisando os artigo que compõem o Capitulo III da CLI; que tratam da Contribuição Sindical, temos: O artigo 579 determina que 'a contribuição sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão ou inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591'. O art. 591 preceitua que, inexistindo sindicato, o percentual previsto no item III do art. 589 será creditado à Federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional. Já o artigo 580 dispõe que 'a contribuição sindical será paga de uma só vez, anualmente', determinando, a seguir, a base de cálculo, para as pessoas fisicas e jurídicas. O Decreto-lei n° 1.166/71 dispõe sobre o enquadramento e as contribuições sindicais rurais. 6 i I • %,4P1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,‘ka;lits, Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 Seu art. 1° determina que, para efeito de enquadramento sindical, considera-se EMPRESÁRIO ou EMPREGADOR RURAL quem, proprietário ou não e, mesmo sem empregado, em regime de economia familiar, explore imóvel rural de área igual ou superior a dimensão do módulo rural da respectiva região. Possuindo uma propriedade de 774,4 ha, área superior ao módulo rural (30,0 ha), o impugnante pertence à categoria econômica de EMPREGADOR RURAL e, como tal, está sujeito ao recolhimento da contribuição sindical rural (Contribuição à CATA,). Por sua vez, o art. 4° do mencionado Decreto-lei n° 1.166/71 dispõe que caberá ao INCRA (e atualmente a SRF) proceder ao lançamento e cobrança da contribuição sindical devida pelos integrantes das categorias profissionais e econômicas da agricultura, na conformidade do disposto no presente Decreto-Lei. O cálculo da contribuição à CNA é efetuado com base no art. 580, inciso III da CLT c/ a redação da Lei n° 7.047/82, atualizado pela Nota COSIT/DIPAC n° 108/95. Esses dispositivos legais continuam em vigor, pelo princípio da recepção das leis, já que não contrariam a nova Constituição. Note-se que no caso dos sindicatos rurais o constituinte foi mais claro ainda ao dispor que 'até ulterior disposição legal, a cobrança das contribuições para o custeio das atividades dos sindicatos rurais será feita conjuntamente com a do imposto territorial rural, pelo mesmo órgão arrecadador '(CF-ADCT - art. 10 parágrafo 2°). Esclareça-se que o Decreto-lei n° 1.166/71, há muito foi apreciado pelo Congresso Nacional, pelo que o art. 25 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988 não o alcança. Assim sendo, a SRF, nos termos da legislação em vigor, vem lançando e cobrando as contribuições sindicais rurais, não cabendo reparos à presente notificação quanto à contribuição CNA. Ressalte-se que, no que se refere à Contribuição Parafiscal (SENAR), não foi a mesma, no presente processo, objeto de lançamento. Assim sendo, observa-se que o imposto e a contribuição vinculada foram lançados tomando-se por base o VIN mínimo aceito para o município, aplicando-se a alíquota de cálculo devida, considerando que o 7 Li 1,2 , . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 imóvel tem percentual de utilização efetiva da área aproveitável de 100,0%, com base nos dados de sua DITR/94, respeitados os limites impostos pela legislação de regência, não merecendo qualquer reparo a notificação de fl.11." Estou com a decisão recorrida. Este Colegiado tem reiteradamente manifestado o entendimento de que não cabe o questionamento de inconstitucionalidade neste foro. Com efeito, já o próprio texto constitucional defere ao Poder Judiciário a competência para pronunciamento na matéria, sendo, pois, inadequada a manifestação de órgãos do Poder Executivo, ainda que de natureza judicante. Na esteira da jurisprudência uniforme deste Colegiado, na espécie, afasto, desde logo, a apreciação dos argumentos recursais deste teor. A atribuição deste Conselho de Contribuintes é cumprir e fazer cumprir o ordenamento legislativo estabelecido. É o controle da legalidade dos atos administrativos. Sobre a matéria de mérito contida na peça recursal - questionamento do VTNm e CNA - já se pronunciou centenas de vezes este Conselho de Contribuintes, e a jurisprudência é uniforme em suas três Câmaras. Considero desnecessário tecer outras argumentações além daquelas já oferecidas pela decisão recorrida, assim como as razões de decidir lançadas nos votos condutores dos arestos. Como exemplo, dão conta as seguintes ementas: "CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL - CNA - CONTAG - A contribuição sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissão (CLT, art. 579)." (Ac. 202-08.433, de 25.04.96). "ITR - CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. As contribuições ao CONTAG e CNA é compulsoriamente cobrado, por ocasião do lançamento do ITR, nos termos do § 2°, ao art. 10, dos Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e art. 579, da CLT. "(Ac. 202-08.407, de 23.04.96). "ITR - CONTRIBUIÇÃO CNA. É devida a contribuição calculada com base na NOTA MF/SRF/COSIT/DIPAC 108, DE 23.03.95, uma vez que foi elaborada nos termos da legislação de regência." (Ac. 202-09.071, de 20.03.97) "ITR - V72Vm. O valor da terra nua atribuída por ato normativo, somente pode ser alterado, mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecidas pela legislação tributária" (Ac. 202-08.626) 8 (-I 13 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10650.000418/95-32 Acórdão : 202-09.563 "ITR - VINm. O valor da terra nua declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado, pela autoridade competente, mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecidas pela legislação tributária." (Ac. 202-09.045). "ITR - FATO GERADOR E CONTRIBUINTE - Estão definidos nos arts. 29 e 31 do CTN. REVISÃO DO LANÇAMENTO - Nos termos do § 4°, art. 3°, Lei n. 8.847/94 o VINm pode ser revisto se o pleito do contribuinte se sustenta em laudo técnico emitido por entidade de reconhecida capacitaç'à o técnica ou por profissional devidamente habilitado." (Ac. 202-09.235) No que respeita à argumentação de conflito entre os termos da MP n. 399/93 e a Lei n. 8.847/94, que ensejou a cobrança indevida do ITR194 com base no VTNm, deve-se considerar que o fato gerador do imposto é a propriedade, o domínio útil ou a posse do imóvel rural (CTN, art. 29), no primeiro dia do ano do exercício sob tributação. Como dispõem os artigos 116 e 144 do CTN, o lançamento foi efetuado com base na legislação então vigente, quando da ocorrência do fato gerador - a propriedade no primeiro dia do exercício lançado. Assim, o ITR/94 e as contribuições sindicais foram lançados com base nos dispositivos da MP n. 399, de 27.12.93. Uma vez que a MJ' não perdeu sua eficácia pelo fato de ter sido convertida na Lei n. 8.847/94 (art. 62, parágrafo único, CF/88), o crédito tributário foi constituído dentro da estrita legalidade e deve ser exigido nos termos da legislação tributária de regência. A retificação da MP n. 399/93, publicada em 07.01.94, não altera a vigência da lei e por isto inocorreu a quebra do princípio da anualidade da lei tributária (art. 150, letra `1)', inciso III, CF/88 e art. 104, CTN) como defende o contribuinte, vez que ao republicar com a correção o trecho da lei que continha erro de escrita (material) o Poder Executivo não inovou ou alterou a substância do diploma legal. Tão-somente se serviu do expediente previsto para corrigir erro material ocorrido em algum trecho na publicação da lei originária. Muito embora a apelante tenha oferecido poderosos argumentos na alentada petição de recurso, os mesmos não logram desconstituir o lançamento, assim como não fazem frente à pacífica jurisprudência deste Conselho de Contribuintes. São estas razões de decidir que me levam a NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 17 de setembro de 1997 , JOSÉ CAB • /0: OFANO 9

score : 1.0
4820996 #
Numero do processo: 10680.009759/90-75
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 1992
Ementa: ITR - Lançamento discrepante, por erro na conversão monetária dos valores utilizados como base de cálculo do imposto. Recurso provido.
Numero da decisão: 201-67943
Nome do relator: Antônio Martins Castelo Branco

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199203

ementa_s : ITR - Lançamento discrepante, por erro na conversão monetária dos valores utilizados como base de cálculo do imposto. Recurso provido.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Fri Mar 27 00:00:00 UTC 1992

numero_processo_s : 10680.009759/90-75

anomes_publicacao_s : 199203

conteudo_id_s : 4680137

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-67943

nome_arquivo_s : 20167943_087271_106800097599075_003.PDF

ano_publicacao_s : 1992

nome_relator_s : Antônio Martins Castelo Branco

nome_arquivo_pdf_s : 106800097599075_4680137.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Fri Mar 27 00:00:00 UTC 1992

id : 4820996

ano_sessao_s : 1992

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:37 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359912026112

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T12:21:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T12:21:18Z; Last-Modified: 2010-01-29T12:21:18Z; dcterms:modified: 2010-01-29T12:21:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T12:21:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T12:21:18Z; meta:save-date: 2010-01-29T12:21:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T12:21:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T12:21:18Z; created: 2010-01-29T12:21:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-01-29T12:21:18Z; pdf:charsPerPage: 1116; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T12:21:18Z | Conteúdo => d / 2.. D .”-.2 (-98 / C R Li JC4 4~../ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. 10.680-009.759/90-75 FCLB Senão de 27 de março de 1992 ACORDA° N.8201-67.943 %MN n' 87.271 REmmMe ALDA MARIA ROCHA Recorrida DRF EM BELO HORIZONTE/MG I T R - Lançamento discre pante, por erro na conversão mo neta...ria dos valores utilizados como base de cálculo do imposto. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ALDA MARIA ROCHA. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Segundo Con- selho de Contribuintes,por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros DOMINGOS AL FEU COLENCI DA SILVA NETO e SÉRGIO GOMES VELLOSO Sala das/Sessões, em 27 de março de 1992. &VÁ?, ROBER BARBOSA DE CA;0.0R0 - Presidente d ANTO • v:e 'lir 0:91ASTELO BRANCO - Relator ANTe 4 O ' Áge CAMARGO - Procurador-Represen - .tante da Fazenda Na - cional VISTA EM SESSÃO DE 3 O ABR 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HENRIQUE NEVES DA SILVA, SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK e ARISTUANES FONTOURA DE HOLANDA. ”tok; -ta:•.7-4m4 „.n r„, MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -02- Processo NP 10.680-009.759/90-75 Recurso Nã 87.271 Accrdão Rã: 201-67.943 Recorrente: ALDA MARIA ROCHA RELATÓRIO Trata o presente processo de retorno de diligencia,so licitada por este Egregio Conselho em sessão de 16 de setembro de 1991, com relatório por mim próprio, que leio em sessão. A informação técnica do INCRA,faz lembrar alguns con ceitos da Lei nQ 5172/66-CTN, artigos 29 e 30 ;faz diversas expli- cações sobre a realização dos cálculos que levavam ao INCRA a emi - tir as cobranças. Procura explicar a diferença entre a cobrança feita a recorrente Alda Maria Rocha e ao Sr. Jose Luiz Rocha, que foi re- sultantu- dos valores da terra nua, lançado nos cadástros de fls. 89- e fls. 90. O cadastro feito pelo Sr. Jose Luis Rocha apresenta cs valores diferentes ao da Recorrente, somente pela ausência dos dois últimos zeros referentes aos centavos. 2 o relatório. -segue- -03- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nç 10.680-009.759/90-75 Acórdão nç 201-67.943 VC1C)D0 CONSELHEIRO -RELATOR ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO Claro esta, observando-se as fls. 89 e 90, do proces so, que a tributação foi feita com base em dados erroneamente de - clarados, pois fica incompatível com a realidade de que terras pro venientes de uma só partilha tenham, sem condicionantes espPciais como produtividade, tamanho e outros fatores, impostos tão discre- pantes. Observamos, ainda, qUe os dados declarados pelo Sr. Jose Luis Rocha, foram nitidamente alterados, para que fosse possi vel a conversão para cruzados novos. Por outras razões e pelo que se apresenta no processo ictuilz sentido de dar provimento aonsorp aque seja feita :a retifica ção na ficha cadastral da Sra. ALda Ivbria lbcha-Utilizan2orm do -mesmo crité- rio para a conversão do valor do mesmo da terra nua, que prevalece na declaração cadastral ck)Sr. José Luis Rocha, com ficha cadastral a fls. 97 do Processo. Sala das Sessões, em 27 de março de 1992. ANTONIO S CASTELO BRANCO Imprensa Wwal

score : 1.0
4824243 #
Numero do processo: 10835.001496/91-81
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 05 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Wed Jul 05 00:00:00 UTC 1995
Ementa: CAPTAÇÃO DE POUPANÇA POPULAR - FUNDO MÚTUO - A captação de poupança popular na modalidade de Fundo Mútuo, para a prestação de serviços funerários, sem autorização do Ministério da Fazenda, sujeita-se à multa prevista na legislação de regência. Multa reduzida. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-07894
Nome do relator: ELIO ROTHE

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199507

ementa_s : CAPTAÇÃO DE POUPANÇA POPULAR - FUNDO MÚTUO - A captação de poupança popular na modalidade de Fundo Mútuo, para a prestação de serviços funerários, sem autorização do Ministério da Fazenda, sujeita-se à multa prevista na legislação de regência. Multa reduzida. Recurso provido em parte.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jul 05 00:00:00 UTC 1995

numero_processo_s : 10835.001496/91-81

anomes_publicacao_s : 199507

conteudo_id_s : 4700268

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-07894

nome_arquivo_s : 20207894_095974_108350014969181_007.PDF

ano_publicacao_s : 1995

nome_relator_s : ELIO ROTHE

nome_arquivo_pdf_s : 108350014969181_4700268.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Jul 05 00:00:00 UTC 1995

id : 4824243

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:02:33 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359917268992

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-27T18:29:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-27T18:29:33Z; Last-Modified: 2010-01-27T18:29:33Z; dcterms:modified: 2010-01-27T18:29:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-27T18:29:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-27T18:29:33Z; meta:save-date: 2010-01-27T18:29:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-27T18:29:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-27T18:29:33Z; created: 2010-01-27T18:29:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-01-27T18:29:33Z; pdf:charsPerPage: 1154; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-27T18:29:33Z | Conteúdo => sv MINISTÉRIO DA FAZENDA • • • n• '•":-.."'" SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • . • 2c.. P1).UB(6.. ítiçaf:00.1_ , oi Processo n° : 10835.001496/91-81 c ------Cubrica Sessão de : 05 de julho de 1995 Acórdão n° : 202-07.894 Recurso n° : 95.974 Recorrente : IVAN ISIDORO DA SILVA - ME Recorrida : DRF em Presidente Prudente - SP CAPTAÇÃO DE POUPANÇA POPULAR - FUNDO MÚTUO - A captação de poupança popular na modalidade de Fundo Mútuo, para a prestação de serviços funerários, sem autorização do Ministério da Fazenda, sujeita-se à multa prevista na legislação de regência. Multa reduzida. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por IVAN ISIDORO DA SILVA - ME. • ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a multa a 50%. Sala das Sessões, em 05 de julho de 1995 p e ' Helvio :cov e o Barce os Presid te Elio Rothe Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Oswaldo Tancredo de Oliveira, Tarásio Campeio Borges, José Cabral Garofano e Daniel Corrêa Homem de Carvalho. "7- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo n° : 10835.001496/91-81 - --1 Acórdão n° : 202-07.894 — Recurso n° : 95.974 Recorrente : IVAN ISIDORO DA SILVA - ME RELATÓRIO IVAN ISIDORO DA SILVA - ME recorre para este Conselho de Contribuintes da Decisão de fls. 151/153 do Chefe/SASIT da Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, que indeferiu sua impugnação ao Auto de Infração de fls. 01. Em conformidade com o referido Auto de Infração e documentos que o acompanham, a ora recorrente foi intimada ao recolhimento da multa de CR$ 603.000,00 nos termos do art., 12, inciso II, "a" da Lei n° 5.768/71 com redação dada pelo artigo 8° da Lei n° 7.691/88, por infração aos incisos I e V do artigo 7° da Lei n° 5.768/71, em razão dos fatos - assim descritos: "FUNDO MÚTUO - Funcionamento sem prévia autorização do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento. Para estar funcionando em Sistema de Fundo Mútuo, operando e formando grupos para que a posteriori o interessado possa adquirir o caixão funeral e os direitos aos serviços por ocasião do sepultamento." " Trata-se de ação fiscal concluída junto à empresa qualificada no anverso, devido estar operando sem a prévia autorização do MEFP, como descrito acima, tendo sido entregue ao autuado cópias do Auto de Infração e devolvido os contratos retidos, ficando junto aos autos tão somente cópias extraídas das originais." Inconformada com a exigência expõe a autuada em sua impugnação: " Improcede na sua totalidade o Auto de Infração aplicado contra a empresa Ivan Izidoro da Silva - ME, como a seguir será demonstrado: 2 • 7136' • , MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo n° : 10835.001496/91-81 Acórdão n° : 202-07.894 a) A concessão e a fiscalização para prestação de Serviços Funerários, é de competência exclusiva do Poder Público Municipal, ao qual competente o controle e a fiscalização das empresas que atuam neste ramo de negócio. A Empresa Ivan Izidoro da Silva ME., conforme documento em anexo, está devidamente autorizada pela Autoridade Municipal a prestar na cidade de Dracena os Serviços Funerários. Não vemos então, como possa o Órgão Federal atuar em campo de competência do município. b) O artigo 70 da Lei 5.768 de 20 de dezembro de 1971, o qual a empresa foi enquadrada pelo Auditor Fiscal, é claro em seu contexto legal, vejamos: " Art. 70 - Dependerão, igualmente, de prévia autorização do Ministério da Fazenda, na forma desta Lei, e nos termos e • condições gerais que forem fixados em regulamentos, quando não sujeitas à de outra autoridade ou órgãos público federal" (grifo nosso). A Lei estabelece aqui, duas alternâncias: 1) sujeita à de outra autoridade; 2) órgãos públicos federais. Não se pode entender "à de outra autoridade", como autoridade Federal. c) Por outro lado, não há o reconhecimento ou aprovação dessas operações, seja no sentido de ser declarado estarem abrangidas pelas disposições reguladores da Lei 5.768/71 e legislação superveniente, ou então, também de forma expressa, não estarem tais prestações de serviços funerários enquadrados nessa sistemática. Tendo em vista esta indefinição sobre tais operações, estariam ou não suscetíveis de aprovação por parte do Ministério da Economia Fazenda e Planejamento, e mais ainda, o que dispõe o artigo 7° da Lei 5.768 § 71, jamais poderia o requerente sofrer uma punição dessa natureza. 3 ?3 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo n° : 10835.001496/91-81 Acórdão n° : 202-07.894 Então concluímos, se no caso em tela é de concessão de serviços públicos municipal, e não se trata de consórcio sujeito a regras de órgãos federais, a matéria é de competência municipal. No caso, não tem os agentes federais competência para regular matéria de exclusiva competência municipal ou, de vulnerar matéria de peculiar interesse municipal. d) Ademais, o Código Tributário Nacional, em seu artigo 112, diz: "Art. 112 C.T.N. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se de maneira mais favorável ao acusado em caso de dúvida quanto: Inciso I- à capitulação legal do fato; inciso II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos." Há dúvida quanto a capitulação legal do fato; há dúvida quanto a natureza ou às circunstância materiais do fatos, ou até mesmo quanto à natureza ou extensão dos seus efeitos. Como vemos, havendo indefinição do enquadramento legal sobre a matéria em pauta, e, sendo de exclusiva competência do Poder Público Municipal, o Auditor Fiscal não poderia e não deveria ter aplicado uma punição ao requerente. Diante do exposto, requer a Vossa Senhoria, o arquivamento do processo, bem como anulação do autor de infração, fazendo-se Justiça." A decisão recorrida, por sua vez, está assim fundamentada: "CONSIDERANDO que a impugnação é tempestiva; CONSIDERANDO que o auto de infração não se originou de uma fiscalização de serviços funerários de competência municipal, e sim pela prática de captação antecipada de poupança popular, mediante promessa de contra-prestação em bens, direitos ou serviços de qualquer natureza; CONSIDERANDO que a Secretaria da Receita Federal e também a Procuradoria da Fazenda Nacional já se manifestaram contrárias à prática ora combatida, dada a grande possibilidade de lesão ao contribuinte; 4 71.3,5) MINISTÉRIO DA FAZENDA ... • - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • . _ Processo n° : 10835.001496/91-81 Acórdão n° : 202-07.894 CONSIDERANDO tudo o mais que dos autos consta;" Tempestivamente a autuada interpôs recurso a este Conselho pelo qual se reporta ás suas razões de impugnação, que passo a ler para conhecimento dos senhores Conselheiros. É o relatório. • 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA " SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' • Processo n° : 10835.001496/91-81 Acórdão n° : 202-07.894 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ELIO ROTHE Efetivamente, sem razão a recorrente em suas colocações de impugnação e recurso. Primeiramente, alega que a exigência fiscal tem sua base na prestação de serviços funerários, cuja concessão e fiscalização seriam da competência do Poder Público Municipal, de acordo com interpretação que dá ao "caput" do artigo 7° da Lei n° 5.768/71, que transcreve. No entanto, a operação que está em causa é a de captação de poupança - popular pela modalidade de Fundo Mútuo, que é regulada pelo artigo 7°, inciso I, da Lei n° 5.768/71, diferentemente, portanto, de prestação de serviços funerários. Não tem cabimento a interpretação dada pela autuada ao artigo 7° da Lei n° 5.768/71, utilizando-se apenas de seu "caput", sem considerar o disposto em seus incisos que indicam as operações que necessitam de prévia autorização do Ministério da Fazenda. Os incisos do artigo 7° não tratam da prestação de serviços funerários, enquanto que o inciso I explicita a operação de Fundo Mútuo para aquisição de bens de qualquer natureza. Não cabe, ainda, na expressão " . . . quando não sujeitas à de outra autoridade ou órgãos públicos federais" do "caput" do referido artigo 7°, isolar, como quer a autuada, o termo "autoridade" para entendê-lo como pertinente a autoridade municipal, estadual ou federal, quando o seu adequado entendimento é no sentido de ser autoridade federal, e, por isso sem fundamento sua argumentação no sentido da exclusiva competência do Poder Público Municipal para autorizar a atividade. Também, não cabe cogitar da aplicação do artigo 112 do Código Tributário Nacional, uma vez que os casos de dúvidas que o mesmo prevê não são pertinentes ao caso em exame, pois o fato está nítido nos contratos anexos e a legislação o contempla expressamente. 6 O . MINISTÉRIO DA FAZENDA / - °- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - • " Processo n° : 10835.001496/91-81 Acórdão n° : 202-07.894 Tem entendido este Conselho que a penalidade aplicável em casos como tais, dada a nova redação do artigo 12, inciso II, "a" da Lei n° 5.768/71, e tendo em vista sua margem de aplicação "de até 100%", deve ser a mesma dosada, em face da existência de circunstâncias agravantes ou atenuantes, ou da inexistência de tais circunstâncias. Assim, no caso, ante a inexistência de tais circunstâncias, a multa tem sido reduzida para o percentual de 50 %. Pelo exposto, dou provimento em parte ao recurso voluntário para reduzir a multa ao percentual a 50%. Sala das Sessõe - s 05 de julho de 1995 ç-Agt; ELIO ROTHE 7

score : 1.0
4821578 #
Numero do processo: 10715.006390/93-19
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Não configura importação ao desamparo de guia, punível com a penalidade prevista no artigo 526, II do R.A., a apresentação fora do prazo da G.I. emitida após o desembaraço, ao amparo da Portaria DECEX nº 15/91. Recurso provido.
Numero da decisão: 303-28098
Nome do relator: DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199501

ementa_s : Não configura importação ao desamparo de guia, punível com a penalidade prevista no artigo 526, II do R.A., a apresentação fora do prazo da G.I. emitida após o desembaraço, ao amparo da Portaria DECEX nº 15/91. Recurso provido.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jan 25 00:00:00 UTC 1995

numero_processo_s : 10715.006390/93-19

anomes_publicacao_s : 199501

conteudo_id_s : 4463314

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 303-28098

nome_arquivo_s : 30328098_116701_107150063909319_004.PDF

ano_publicacao_s : 1995

nome_relator_s : DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA

nome_arquivo_pdf_s : 107150063909319_4463314.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Jan 25 00:00:00 UTC 1995

id : 4821578

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:45 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359936143360

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-16T19:32:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-16T19:32:16Z; Last-Modified: 2010-01-16T19:32:16Z; dcterms:modified: 2010-01-16T19:32:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-16T19:32:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-16T19:32:16Z; meta:save-date: 2010-01-16T19:32:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-16T19:32:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-16T19:32:16Z; created: 2010-01-16T19:32:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-16T19:32:16Z; pdf:charsPerPage: 1250; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-16T19:32:16Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA 'E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA WNS PROCESSO N 9 10715-006390/93.19 Sessão de 25 ,ianeiro de 1.99 5 ACORDAO N •. 303-28.098 Recurso ne.: 116.701 1 Recorrente: XEROX DO BRASIL LTDA Recorrid ALF-AIRJ/RJ n111/ Não configura importação ao desamparo de guia, puni- vel com a penalidade prevista no artigo 526, II, do R.A., a apresentação fora do prazo da G.I. emitida após o desembaraço, ao amparo da Portaria DECEX n. 15/91. Recurso provido. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Teceira Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-942 em 25 de janeiro de 1995. /CPJ A HOLANDA COSTA - Presidente pU/WU rvcel DIONE MA'IA AND ADEA DA FONSECA - Relatara ALEXANDRA MAFRA MONTEIRO - Pro da F4'. Nac. VISTOS EM 2 2 JUN 1995 ; Participaram, ainda, do presente jplg lento os seLuintes Conselhei- ros: SANDRA MARIA FARONI, CRISTOVAM 'OLOMBO SOAR S. DANTAS, ROMEU BUENO DE CAMARGO, ZORILDA LEAL SCHAIL (Supllente) e JORGE CLIMACO VIEIRA. Ausentes os ConselheiroájMA VINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES, FRANCISCO RITTA BERNARDINO e SERGIO SILVEIRA DE MELLO. 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CAMARA RECURSO N. 116.701 - ACORDAO N. 303-28.098 RECORRENTE: XEROX DO BRASIL LTDA RECORRIDA : ALF-AIRJ/RJ RELATORA : DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA RELATORIO A empresa acima citada foi autuada, pelo artigo 526, inciso II, do Regulamento Aduaneiro, por haver submeti- do a despacho suas mercadorias, objeto da D.I. n. 26.392/92 e não ter apresentado à Repartição Aduaneira a Guia de Im- portação, em conformidade com a Portaria DECEX n. 15/91. Inconformada, a autuada alega, em resumo, que: - por esquecimento, o documento cambial foi apre- sentado à Repartição após 15 dias da data em que foi emiti- do, tendo então sido recusado, sendo agora anexado à impug- nação; - a guia foi regularmente emitida e o fechamento do câmbio foi autorizado, não podendo a autoridade aduaneria deixar de reconhecer sua existência, uma vez que não existe lei que estabeleça que por decurso de prazo o documento per- de seu valor; - não há pena especifica para a apresentação de guia após 15 dias de sua emissão; - uma Portaria Ministerial não pode determinar a nulidade de um documento pelo fato de não ter sido a presen- tado em determinado prazo. A autoridade de primeira instância manteve a exi- gência por entender: - que a G.I. apresentada após o prazo estipulado na Portaria DECEX n. 15/91, não tem valor legal e a importa- ção é considerada ao desamparo de guia; - que as Portarias são normas complementares e in- tegram a legislação tributária (art. 96 do CTN); - que constitui infração administrativa ao contro- le das importações importar mercadorias do exterior sem a competente G.I., punível com a multa de 30% do valor da mer- cadoria, de acordo com o artigo 526, II, do Regulamento Aduaneiro. 3 Rec. 116.701 Ac. 303-28.098 Inconformada com a decisão, a XEROX DO BRASIL LT- DA. recorre a este Conselho, tempestivamente, argumentando sobre as duas áreas que divide a atividade aduaneira: a fis- cal (regida pelo Direito Tributário) e a do controle adua- neiro (regida pelo Direito Administrativo). Diz que existe enorme diferença entre a infração praticada e confessada pela recorrente, de não entregar a G.I., no prazo de 15 dias após sua emissão, e a sanção que se pretende aplicar amparada em Portaria do DECEX de que nunca tiveram a G.I. Afirma que no caso desta lide a guia de importação existe e que tal documento seria de conhecimento mútuo da SECEX, Receita e BACEN. Portanto, se são documentos emitidos por órgãos públicos, válidos como aprovação posterior de ato praticado, não podem perder valor - por ordem de Portaria - apenas porque não foram transferidos do órgão emissor para a Receita. Conclui dizendo que se o documento (G.I) perder o valor como prova de sanção, de aprovação de ato pretérito estará quebrando o principio da proporcionalidade estabele- cida pelo Direito Administrativo, que disciplina a matéria em questão. Finalizando, pede a rejeição da decisão recorrida. E o relatório. X 4 Rec. 116.701 Ac. 303-28.098 VOTO A Decisão n. 009/94 de 1. Instância está assim ementada: (fls. 99). "Constitui infração administrativa ao controle das importações importar mercadorias do exterior sem a competen- te guia de importação." Acontece, que no presente caso, a SECEX, que é o órgão competente para esse controle autorizou a emissão e expediu a G.I. obtida nas condições do artigo 1. da Portaria DECEX n. 15/91, contendo a seguinte cláusula: "Esta Guia ampara as importações de mercadorias já desembaraçadas, conforme D.I. n. 026392 de 09/09/92, e tem validade de 15 dias corridos após sua emissão para fins de comprovação junto à Repartição de Desembaraço Aduaneiro." Nesse sentido, não reconheço como a descoberto a importação realizada, já que a G.I. existe e está anexada a presente e foi regularmente emitida. Além do mais os fatos econômicos e tributários resultantes da importação já ocor- reram e foram fixados no momento do registro da Declaração de Importação, isto é, no momento da ocorrência do fato ge- rador do imposto de importação. Concretamente, a irregularidade cometida foi a apresentação fora do prazo ao ór gão da Receita Federal, de.w' G.I. expedida sob a cláusula de "prato de validade para apresentação", o que configura a infração prevista no inciso VII do artigo 526 do Regulamento Aduaneiro. Só seria o caso de penalidade prevista no artigo 526, II, do R.A., se a Guia de Importação não tivesse sido expedida. Por não ter ficado caracterizada a infração de que a recorrente é acusada, dou provimento ao recurso. Brasília-DF, em 25 de janeiro de 1995. DIONE MA iteunvydf~- 12a_64 ar9-7~ IA AND ADE DA FONSECA - Relatara

score : 1.0
4821311 #
Numero do processo: 10711.002564/94-96
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
Ementa: PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA - NULIDADE. O não atendimento ao pleito do sujeito passivo de realização de diligência (exame laboratorial), para produção de prova pretendida, caracteriza preterição do seu direito de ampla defesa, em desrespeito às disposições do art. 5o., LV, da Constituição Federal. Acolhe-se a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, a fim de que seja realizada a perícia requerida.
Numero da decisão: 302-33320
Nome do relator: Paulo Roberto Cuco Antunes

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199604

ementa_s : PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA - NULIDADE. O não atendimento ao pleito do sujeito passivo de realização de diligência (exame laboratorial), para produção de prova pretendida, caracteriza preterição do seu direito de ampla defesa, em desrespeito às disposições do art. 5o., LV, da Constituição Federal. Acolhe-se a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, a fim de que seja realizada a perícia requerida.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996

numero_processo_s : 10711.002564/94-96

anomes_publicacao_s : 199604

conteudo_id_s : 4267892

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 302-33320

nome_arquivo_s : 30233320_117494_107110025649496_007.PDF

ano_publicacao_s : 1996

nome_relator_s : Paulo Roberto Cuco Antunes

nome_arquivo_pdf_s : 107110025649496_4267892.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996

id : 4821311

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:42 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359945580544

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T10:57:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T10:57:59Z; Last-Modified: 2009-08-07T10:57:59Z; dcterms:modified: 2009-08-07T10:57:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T10:57:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T10:57:59Z; meta:save-date: 2009-08-07T10:57:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T10:57:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T10:57:59Z; created: 2009-08-07T10:57:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-07T10:57:59Z; pdf:charsPerPage: 1415; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T10:57:59Z | Conteúdo => • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA PROCESSO N° : 10711-002564/94-96 SESSÃO DE : 25 de abril de 1996 ACÓRDÃO N° : 302-33.320 RECURSO N° : 117.494 RECORRENTE : RIONIL COMPOSTOS VINíLICOS LTDA. RECORRIDA : DRJ/R10 DE JANEIRO/RJ. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA - NULIDADE. O não atendimento ao pleito do sujeito passivo de realização de diligência (exame laboratorial), para produção de prova pretendida, caracteriza preterição do seu direito de ampla defesa, em desrespeito às disposições do art. 5 0 , LV, da Constituição Federal. Acolhe-se a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, a fim de que seja realizada a perícia requerida. 111 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em anular o processo a partir da decisão singular, inclusive, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 25 de abril de 1996 ELIZABETH EMíLIO DE MORAES CHIEREGATTO Presidente .11011 U L : C d C Or AIELN T U 2S Relator 4111 de Ottitaer I O v •ei ,„oria elactOns gut% ty .01. 0. nen a- roo"' VISTA EM 2 4 JUN 1926 Participaram, ainda, ao presente julgamento, os seguintes Conselheiros : UBALDO CAMPELLO NETO, RICARDO LUZ DE BARROS BARRETO e ANTENOR DE BARROS LEITE FILHO. Ausentes os Conselheiros: ELIZABETH MARIA VIOLATTO, LUIZ ANTONIO FLORA e HENRIQUE PRADO MEGDA. tmc REC. ti 1494. £5237Çu FtaLICO FEDERAL Ac. 30 2 33 .320 MF-TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - SEGUNDA CÂMARA PROCESSO N°: 10711-002564/94-96 RECURSO N°: 117.494 RECORRENTE : RIONIL COMPOSTOS VINÍLICOS LTDA RECORRIDA : DRF/R10 DE JANEIRO/RJ RELATOR : CONS. PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES RELATÓRIO Contra a empresa RIONIL COMPOSTOS VINILICOS LTDA foi lavrado • o Auto de Infração n° 78/94, de 26/04/94, pela Alfândega do Porto do Rio de Janei- ro-RJ, exigindo da mesma o pagamento do crédito tributário constituído de: Diferença de 1.1.; Diferença de I.P.I.; Multa do art. 364, II, do RIPI/82; Multa do art. 40, inciso II, da Lei n°8.218/91 e Juros de Mora corrigidos, em virtude da desclassificação, pela fis- calização, de mercadoria despachada pela D.I. n° 18.310/91, após procedimento de "re- visão aduaneira", a saber: - MERCADORIA DECLARADA (IMPORTADOR): Polímeros acrílicos em forma primária próprio para transformação de policloreto de vinila. Nome comercial: PARALOID K-120ND Constituição: POLÍMERO A BASE METIL METACRILATO Qualidade: INDUSTRIAL O Estado Físico: PÓ Classificação TAB: 3906,,90.0300 Alíquotas: 1.1. 20% e I.P.I. 12% - MERCADORIA IDENTIFICADA (FISCO): Polimetacri lato de meti la. Classificação TAB: 3906.10.9000 Aliquotas: 1.1. 30% e 19.1. 1" A base da desclassificação da mercadoria feita pelo Fisco é o Laudo de Análise n° 1526/92 de 23/12/91 do Labana (fls. 17), que diz, sucintamente, o seguinte: REC. 117.494. &mau frafix.v mau. Ac.302,33.320. 1- ENSAIOS/RESULTADOS Resíduo de ignição- zero Espectrofotogrametria no infravermelho—absorções compatíveis com um poli(metacrilato de meti- la) Identificação de polímero acrílico (nitrito de sódio)— positivo II - CONCLUSÃO: Trata-se de polimetacrilato de metila. Regularmente intimada a Autuada apresentou Impugnação ao Lançamen- to argumentando, em síntese: o - que não há discrepância entre a "Composição" química do produto apresentado na G.I. n°. 1-91/32156-4 e na D.I. n°018310, e o resultado da análise laboratorial, ou seja, trata-se de POLÍMERO A BASE DE METEI, METACRILATO; - que não há conflito com a expressão utilizada no "caput" da Guia de Importação e, além do mais, no corpo desse documento a constituição química do produto está determinada de forma clara e objetiva, havendo que se preferir aquela expressão ou texto em que tacitamente foi colo- cada como constituição química do produto, lembrando-se das reco- mendações das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmoni- zado, em seu item n° 1.; -que a Impugnante é uma indústria voltada para a fabricação de compos- O tos vinílicos (PVC) próprios para embalagens alimentícias e cabe à mes- ma conhecer profundamente cada matéria prima e insumos utilizados na sua linha de produção, fazendo-se necessária uma pequena explanação sobre o produto; - que para isso anexa literatura técnica do produto PARALOLD K-120N-D fornecida pelo representante da ROHM AND HAAS COM- PANY (fabricante estrangeiro do produto em questâcj - que considerando tal literatura técnica, o resultado da análise do labora- tório e os documentos apresentados quando da importação, não se ad- mite classificar o produto em outro código que não seja o apresentado pelo Importador, pois em se tratando de "MODIFICADOR DE PVC" ou "TRANSFORMADOR DE POLICRORETO DE VINILA", cujo signifi- cado é o mesmo, sua classificação específica será o item NBM-SH 3906.90.0300, com finalidade expressamente industrial, ao invés de 3906.10.9900, pretendido pelo Fisco; -3- ita. 111.494. Stilil lçu lalleU NUMMI. AC.302.33.320 - que, entretanto, examinadas e esgotadas todas as regras de classificação, solicita que sejam dirimidas as dúvidas através de um laudo técnico a ser elaborado pelo Instituto Nacional de Tecnologia, comprometendo-se a pagar as custas dos serviços prestados pelo referido Instituto; - que pretende demonstrar, por meio de provas, a inexistência de dolo ou erro em suas alegações, mas sim um engano, involuntário, do servidor que lavrou o Auto de Infração. Ao decidir a controvérsia a Autoridade singular julgou procedente a ação fiscal, mantendo o Auto de Infração impugnado. Repeliu, inicialmente, o pedido da Autuada de realização de exames pelo 411 INT, argumentando que o aspecto técnico envolvido no presente litígio é, unicamente, a composição do produto, não havendo dúvida a esse respeito entre o Laudo do LABOR e os documentos de importação, uma vez que o primeiro afirma tratar-se de polimetacri- lato de metila, enquanto os últimos descrevem o produto como polímero a base de metil metacrilato, expressões que possuem o mesmo significado. Afirma, o mesmo julgador, que a autoridade fiscal reconhece tratar-se de um polímero de metil metacrilato, próprio para transformação de PVC, conforme defen- de a Autuada, daí entende ser desnecessária a realização de novos exames laboratoriais. Com relação ao mérito, afirma a Autoridade singular que o item 3906.90.03, adotado pelo importador, por ser um desdobramento da subposição 3906.90, compreende os polímeros acrílicos, "exceto o polimetacrilato de metila", pró- prios para transformação de PVC e, portanto, o produto importado - polimetacrilato de. metila ou polímero de metil metacrilato - ainda que próprio para transformação de PVC, O deve classificar-se no código 3906.10.9900, e não no código 3906.90.0300, ficando su- jeito às aliquotas de 30% para 1.1. e 12% para IPI, vigentes em 13/12/91. Seguiu-se a expedição de Intimação à Autuada, postada na ECT em 13/02/95, sem que fosse possível à repartição fiscal localizar o respectivo AR, conforme informado às fls. 74. No dia 16/03/95 a Autuada apresentou Recurso a este Colegiado argu- mentando, inicialmente, sua tempestividade, dizendo que recebeu a Intimação no dia 1 16/02/95. Levanta preliminar de NULIDADE da Decisão recorrida, alegando que ao negar a diligência requerida em sua Impugnação, para realização de novo exame pelo INT, o Julgador violou preceito constitucional da ampla defesa assegurado pelo art. 50, LV, da Carta Magna, dada a insuficiência e a inoperància probatória do exame de amostra constante do Laudo de fls. 17/18 do Labana. REC. 117.494. S1217ÇOPULICO MOERA Ac.302.33.320 Insistindo na necessidade de tal exame, alega a Recorrente que: - O Laudo de Análise n° 1526/92, às fls 17/18, foi incapaz de detectar a presença de monômeros que compõem o produto - "Paraloid K-120 ND" -, embora lhe fosse possível tecnicamente determinar a sua desti- nação e utilização, tal como fez o Laudo de Análise n° 4270/93 realiza- do, em 01/11/93, conforme prova o incluso documento (Doc. 02); - O referido Laudo foi feito pelo MESMO Laboratório de Análises, que utilizou os MESMOS ensaios para examinar o MESMO produto ("Para- loid K-I20 ND") e apresenta CONCLUSÃO MAIS COMPLETA do que a do Laudo de fls 17/18, sem ter utilizado espectrofotometria no in- fravermelho, a saber: "Trata-se de poli(metacrilato de metila), próprio para transformação de PVC" (sic); - Resulta provado que o Laudo de Análise de fls. 17/18 é insuficiente e inoperante, estando, assim, correto o enquadramento do produto na po- sição 3906.90.0300, como, aliás, normalmente sempre foi aceito pela Secretaria da Receita Federal; - Por ser um copolimero acrílico, o produto: a) apresenta mais de um tipo de "mero" na sua composição, quais sejam os comonômeros: metacrila- to de metila e acrilato de etila; b) é próprio para transformação de poli- cloreto de vinila, utilizado nos processos de injeção, calandragem e so- pro de PVC, como auxiliar de fluxo; c) tem sua matriz química e aplica- ções detalhadamente descritas na classificação fiscal 3906.90.0300, que equivale à descrição utilizada pela própria Rohm and Haas Brasil Ltda, que efetua operações de "REVENDA" do produto no mercado brasilei- ro, para isso fazendo sua importação da matriz americana; - Sendo assim, para identificar a presença, na estrutura química do pro- duto, do "acrilato de etila", junto com o "metacrilato de metila", o teste ideal não é o que foi realizado às fls. 17/18, mas, sim, o de "espectrofo- tometria no infravermelho QUANTITATIVO", cujo deferimento se re- quer como prova necessária e imprescindível ao deslinde da questão. Argumentando sobre o mérito, em que procura demonstrar a insubsistên- cia da Decisão recorrida, a Suplicante discorre exaustivamente, às fls. 54/59, com a ar- , gumentação que leio nesta oportunidade (Leitura...) Em sua conclusão, a Recorrente insiste na realização da perícia requerida e, em conseqüência, na declaração de nulidade da Decisão recorrida e, altemativamente, -s. 1/ REC. 117.494. sudwuriducurumm Ac.302.33.320 que seja julgada insubsistente a mesma Decisão, por falta de amparo legal, determinan- do-se o trancamento da ação e arquivamento do processo. É o Relatório. SP o • (;) -6- ' REC. 117494 Ac 302.33.320saserk-vniauconamuL VOTO. 1-1á que se examinar, inicialmente, a preliminar levantada pela Recorrente, de nulidade da R.Decisão recorrida, por ter sido negado seu pedido formulado na Im- pugnação de Lançamento, para realização de exame da mercadoria pelo Instituto Na- cional de Tecnologia, dada a "insuficiência e inoperância probatória" do Laudo Técnico do Labana ás fls. 17. De pronto acolho a preliminar suscitada, haja vista os termos do art. 5°, inciso LV, da Constituição Federal, que assegura aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, o contraditório e ampla defesa, com todos os • meios e recursos a ela inerentes. Em que pese o respeito que me merece o Laboratório de Análises, da Se- cretaria da Receita Federal, e a reconhecida seriedade e confiabilidade que emerge de seus Laudos Técnicos, forçoso se toma reconhecer que se trata de prova produzida uni- lateralmente, sendo tal Laboratório vinculado à estrutura administrativa da repartição autuante. Além do mais, a Suplicante trouxe aos autos evidências e questionamen- tos importantes sobre o produto envolvido, abrangendo detalhes que o Laudo Técnico acostado às fls. 17 dos autos, por si só, não é capaz de oferecer solução para que se pos- sa alcançar a mais correta classificação tarifária da mercadoria. Assim acontecendo, acolho a preliminar de nulidade da Decisão singular, arguida pela Recorrente, a fim de que seja providenciada, às suas custas, a realização do O exame laboratorial pelo I.N.T., conforme pleiteado desde o inicio da fase impugnatória, oferecendo-se-lhe, previamente, a oportunidade de indicar o(s) método(s) através do(s) qual(is) deve ser realizado tal exame, além de formular todos os quesitos que entender convenientes, para resposta pelo mesmo I.N.T. Sala das Sessões, 25 de abril de 19% era- PAULO OBE • UCO ANTUNES R: ator 11 Page 1 _0012000.PDF Page 1 _0012100.PDF Page 1 _0012200.PDF Page 1 _0012300.PDF Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1

score : 1.0
4824212 #
Numero do processo: 10835.001159/2002-52
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para o PIS é de 10 anos, nos termos da Lei nº 8.212/91, art. 45. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo do PIS é o faturamento do contribuinte, assim entendido como a sua receita operacional bruta. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete ao Conselho de Contribuintes verificar a constitucionalidade de leis, já que tal função é exclusiva do Poder Judiciário. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-11265
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200608

ementa_s : PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para o PIS é de 10 anos, nos termos da Lei nº 8.212/91, art. 45. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo do PIS é o faturamento do contribuinte, assim entendido como a sua receita operacional bruta. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete ao Conselho de Contribuintes verificar a constitucionalidade de leis, já que tal função é exclusiva do Poder Judiciário. Recurso negado.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006

numero_processo_s : 10835.001159/2002-52

anomes_publicacao_s : 200608

conteudo_id_s : 4131301

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 203-11265

nome_arquivo_s : 20311265_126901_10835001159200252_014.PDF

ano_publicacao_s : 2006

nome_relator_s : Eric Moraes de Castro e Silva

nome_arquivo_pdf_s : 10835001159200252_4131301.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006

id : 4824212

ano_sessao_s : 2006

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:02:32 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359949774848

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T18:27:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T18:27:15Z; Last-Modified: 2009-08-05T18:27:16Z; dcterms:modified: 2009-08-05T18:27:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T18:27:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T18:27:16Z; meta:save-date: 2009-08-05T18:27:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T18:27:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T18:27:15Z; created: 2009-08-05T18:27:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2009-08-05T18:27:15Z; pdf:charsPerPage: 1779; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T18:27:15Z | Conteúdo => .".• • CC-MF Ministério da Fazenda E. ',tr.:::,nr• Segundo Conselho de Contribuinte-s „amo de contft*M", itanso-segunmeD4N--- otidal dada_ Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 ame te Acórdão n2 : 203-11.265 Recorrente : TRANS ROCAL RODOVIÁRIO CALIFÓRNIA LTDA. Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP PIS. DECADÊNCIA. O prazo decadencial para o PIS é de 10 anos, nos termos da Lei n°8.212/91, art. 45. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo do PIS é o faturamento do contribuinte, assim entendido como a sua receita operacional bruta. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete ao Conselho de Contribuintes verificar a constitucionalidade de leis, já que tal função é exclusiva do Poder Judiciário. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: • TRANS ROCAL RODOVIÁRIO CALIFÓRNIA LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em negar provimento ao recurso, nos seguintes termos: I) pelo voto de qualidade, para afastar a decadência. Vencidos os Conselheiros Cesar Piantavigna, Sílvia de Brim Oliveira, Valdemar Ludvig e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda que acolhiam integralmente a decadência, por considerarem decaídos os períodos anteriores a junho de 1997, face à tese dos cinco anos a partir da Resolução do Senado; e II) por maioira de votos, quanto às demais matérias. Vencido o Conselheiro Dalton Cesar Cordeiro de Miranda que apresentará declaração de voto. Sala das_Sessões„eru 24agosm_de_2006. e‘ Antonio B 7 z rra Neto Presidente Efroraaes dteée‘e i va Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Damas de Assis e Odassi Guerzoni Filho. Eaal/mdc MINIS RIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL BRASÍLIA, a / 1,2, 1 0,4ç 1 ha, 411, Q 01 V • T • • • , 22 CC-MF Ministério da Fazenda E. ". 74: JOL Segundo Conselho de Contribuintes Processo u2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 Acórdão n2 : 203-11.265 Recorrente : TRANS ROCAL RODOVIÁRIO CALIFÓRNIA LTDA. RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão n° 5.062 (fls. 2221229), de 13/02/2004, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade oposta pelo contribuinte em face do Auto de Infração lavrado em 07/06/2002, que constatou a falta de recolhimento do PIS no período de setembro de 1996 a julho de 2001. Inconformado, vem o Recorrente nas suas razões recursais reiterar sua manifestação de inconformidade alegando: a) a decadência do crédito; b) o ilegal alargamento da base de cálculo da contribuição; c) violação a vários princípios constitucionais tributários, tudo para ao final requerer a reforma integral do Auto de Infração originário. È o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de ConWbuintes CONFERE COM O ORIGINAL BRASILIA fli ton V TO MINI RIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes• CONFERE COM O ORIGINAL 21' CC-MF Ministério da Fazenda .. Segundo Conselho de Contribuintes BRASILIA..n.i—L-3 —2 1112I Fl. 4.rnr,;>„„,,y Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 v TO Acórdão n2 : 203-11.265 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ERIC MORAES DE CASTRO E SELVA O Recurso preenche condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. 1—DA INOCORRÊNCIA DA DECADÊNCIA: Inicialmente alega o Recorrente que sendo o PIS um tributo lançado por homologação, a decadência para a sua constituição dar-se-ia em 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4 0, do CTN. Lnobstante o entendimento pessoal deste Relator que matéria de decadência e prescrição deve ser objeto de lei complementar, nos termos do art. X da Constituição Federal, curvo-me ao Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes e a jurisprudência desta Câmara, pela qual, havendo uma norma jurídica em vigor, tal não pode ser declarada inconstitucional por esta instância administrativa em razão da competência exclusiva do Poder Judiciário para exercer o controle de constitucionalidade. Assim, para o caso em tela há a Lei Ordinária n° 8.212/91, que no seu art. 45 estabelece o prazo de 10 anos para a constituição do crédito tributário das contribuições sociais como o PIS. Por conseguinte, uma vez que na presente hipótese o primeiro fato gerador do contribuinte se materializou em setembro de 1996, não há que se falar de decadência, já que o Auto de Infração impugnado foi lavrado em junho de 2002. Pelo exposto, rejeito a alegação de decadência. 2—BASE DE CÁLCULO DO PIS: Em sucessivo, vem o Recorrente alegar que o auto de infração originário alargou indevidamente a base de cálculo do PIS para contribuintes da sua espécie. Na ótica do Recorrente, a base de cálculo do referido tributo deveria ser a diferença entre o valor que recebe dos seus clientes e os efetivamente pagos a transportadoras terceirizadas. Em outras palavras, para o Contribuinte o seu "faturamento" consiste apenas da comissão que recebe por intermediar um pedido de transporte e efetivá-lo mediante a contratação de terceiros, nos termos do inciso III, § 2°, do art. 3° da Lei n°9.718/98, que assim estabelece: Ari. 3°. O faruramento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. • . • CC-MF • "7- Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 Acórdão n2 : 203-11.265 • § 2° Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2°, excluem-se da receita bruta: (..) III — os valores que, computados conto receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas as normas regulamentares expedidas Pelo Poder Executivo. Ocorre que o texto legal acima transcrito, no qual se apóia a pretensão do contribuinte, foi revogado em 9/06/2000 pela M:P 1991-18 e, até então, nunca chegou a ser regulamentado pelo Poder Executivo, requisito exigido pela Lei n° 9.718/98 para que a exceção ali prevista surtisse seus efeitos. Conseqüentemente, para o caso em análise a expressão "faturamento", base de cálculo do PIS, não foge a regra geral fixada no já transcrito art. 3° da multicitada Lei n° 9.718/98, qual seja, a receita operacional bruta do contribuinte. Pelo exposto, também rejeito a alegação de ilegal alteração da base de cálculo supostamente praticada pelo Auto de Infração guerreado. 3— ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE: Por fim, veio o contribuinte em extensas laudas sustentar a "violação dos princípios constitucionais tributários", dentre eles o da capacidade contributiva, o da vedação de imposto de caráter confiscatório e o da hierarquia das leis. Em que pesem as decisões judiciais e doutrina ali colacionadas, é pacífica a impossibilidade deste Conselho de Contribuintes em analisar a constitucionalidade do ordenamento legal, pois tal competência é afeta exclusivaménte ao Poder Judiciário. Diante de todo o exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 24 de agosto de 2006. 1/4„ a I- MORAES DE CASTRO E SILVA MINIST RIO DA FAZENDA e%);1117FERCariE CsataidOe CO("P: ti(:;74,ALH." BRAS1L1A, rg2 !já • 1 vt • 4 nA FAZENDAmiNist RIO - uh.des . Ministério da Fazenda PI:FIELRI Segundo Conselho de Contribuintes .22_ .4£22.A24- • C:ORACE, s eG iOr CceORniGtNAL 211 CC-MF Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 Acórdão n2 : 203-11.265 DECLARAÇÃO DE VOTO DALTON CESAR CORDEIRO DE MIRANDA O recurso atende ao pressupostos de admissibilidade, portanto dele conheço. Como relatado trata o presente processo da exigência da PIS de receita que o recorrente sustenta ser de terceiros, sendo que a atividade do mesmo é a de prestação de serviços de transporte e logística de transporte, sendo que, por esta razão e nesta qualidade realiza os contratos que celebra com seus clientes. Declaro meu voto com escopo em entendimento anterior por mim exarado na . Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em situação idêntica a que ora se apresenta, vazado nos seguintes termos: "Passo, então, a análise da matéria de mérito que, a meu sentir, está em determinar qual a base de cálculo da COFINS, não sem antes consignar que a questão fática restou incontroversa nestes autos, pois de acordo com os documentos acostados aos autos, fiscalizados, não se coloca em dúvida o procedimento adotado pela recorrente quanto à natureza dos esto= praticados nos anos de 1996 a 1999, e o semelhante fundamento de fato para os lançamentos do ano 2000. Aliás, matéria em tudo idêntica à discussão que ora se enfrenta já foi objeto de análise no Processo n° 10935.001371/96-18, Recurso Voluntário n° 101.179, com decisão consubstanciado no acórdão n° 201-73.817, em que se concluiu não estarem sujeitos a COFINS os valores relativos aos fretes agenciados, cabendo ao agenciador recolher a contribuição somente sobre a pane relativa à diferença entre o valor recebido do contratante do frete e o pago ao transportador agenciado. Entendo ainda relevante consignar, nesta assentada, que aquela Primeira Câmara do Primeiro Conselho, ao julgar o Recurso Voluntário n° 123.057, originário do mesmo procedimento administrativo que deu azo a este processo, só que quanto a exigência do PIS, votou pelo provimento do recurso da ora recorrente, em (lema° consurstãnciMa no Acórdão n° 201-77.020. Ainda que naquela oportunidade tenha aquela Primeira Câmara analisado a exigência para o PIS, não vejo a impossibilidade de se adotar, neste momento, e como razões de decidir destes autos, os fundamentos que balizaram aquela decisão, exarados nos seguintes termos e pelo Conselheiro Rogério Gustavo Dreyer: "G) Insere-se na discussão a obediência ao princípio da tipicidade cerrada da qual se cerca a determinação do fato gerador em conformidade com o artigo 114 do CTN e do avanço das deliberações do Colegiado no trato da exata determinação do fenômeno tanto para a COFINS corno para o PIS. Por tal, a questão deve ser adequadamente analisada, para bem atender o lídimo direito das panes. Para começo de conversa, penso ser árida a discussão se o serviço é prestado através de sub-contratação ou terceirização para, como tal, concefruar o comportamento como 5 ;*1 - . MINISTÉRIO DA FAZENDA 29 CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Cortn5uintes Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL Fl. BRASILIA ríR p af Processo n2 : 10835.001159/2002-52 13 Recurso n2 : 126.901 0'6 IalisnArt Acórdão n2 : 203-11.265 v STO custo e não como um serviço autônomo prestado por ente estranho à intimidade e independência da constituição jurídica e dos objetivos sociais da recorrente. O que está devidamente demonstrado nos autos é que o contribuinte pratica duas operações plenamente distintas de prestação de serviços. Uma de transporte próprio e a outra de agenciamento de transporte praticado por terceiros, tudo dentro de seus objetivos sociais. O valor que corresponde ao seu faturamento nesta última operação é, cristalinamente, o da diferença entre o que recebe do contratante do frete e o pago a quem transporta o produto, outro fato incontroverso. Não se pode pretender, para alçar à condição de sustentada a posição defendida pelo fisco, que os ingressos dos valores globais recebidos do contratante do serviço de transporte seja considerado faturamento da ora recorrente. O faturamento é conceito com fundamento e efeito jurídicos e não pode expandir-se para albergar qualquer ingresso no caixa do contribuinte. Lembro de opinião que manifestei em discussão em processo onde se analisava a incidência do PIS sobre receita de aluguel de imóveis próprios, considerando que, se a atividade se inseria nos objetivos do contribuinte como atividade econômica, a contribuição era devida, visto que ocorrente faturamento. Contrario sensu, se a atividade não era precipua do contribuinte e o aluguel limitava-se ao aproveitamento de bem ocioso, não ocorria o fenômeno. Reitero, portanto, que o faturamento ocorre quando existe intimidade entre o ato praticado e a atividade exercida efetivamente pelo contribuinte. Na presente discussão, a atividade (serviço prestado) exercida é o agenciamento de cargas. Para bem pautar a discussão, devo repelir os fundamentos defendidos pela autoridade fiscal para desmontar os argumentos defendidos sobre a natureza e a limitação do serviço prestado. Disse a autoridade fiscal, abençoada pela decisão recorrida, que o tratamento dado pelo ICMS demonstrava claramente a extensão do ingresso da receita, como pertencente ao contribuinte, restando o valor do repasse das apregoadas sub-contratação ou terceirização como irrelevantes para afastar a incidência do tributo objeto do presente proces.so sobre-o-valor-total-recebido. Ainda que possa ser considerável o argumento, o mesmo não se sustenta. Não se pode pretender justificar a incidência de determinado tributo com base em requisito formal (conhecimento de transporte) estabelecido por outro tributo, mormente de outro ente tributante e com fato gerador especifico e diverso. Igualmente irrelevante a não regulamentação e posterior revogação do inciso III, do § 2°, do artigo 3° da Lei n° 9.718/98, que afasta da tributação, verbis: "os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica". Desde sempre defendi ferrenhamente que esta norma é inócua quando comprovadamente os ingressos - que a referida regra chama de receita - forem destinados a outro contribuinte, por força de prestação de serviço autônomo ou até venda de mercadoria na mesma condição. Este entendimento em meritória homenagem ao artigo 114 do CTN que estabelece a necessidade e suficiência da situação prevista em lei para a ocorrência do fato gerador como determinante para fazer surgir a obrigação tributária C.)-1 6 • RIO DA FE CIWOINNIFSERE COM O Ot-1“,,,i'vld, Segundo Conselho cit .AZNDA r.éntr: 4 „antes COMFMinistério da Fazenda . Fl. Segundo Conselho de Contribuintes BMSILIA Processo n2 : 10835.001159/2002-52 ttít, 1, Recurso n2 : 126.901 Acórdão n2 : 203-11.265 T • Uso como exemplo as operações perpetrnr ins pelas agências de viagem e de publicidade, que recebem, por responsabilidade, valores referentes a serviços prestados por outrem (hotéis, traslados, transportes públicos e veiculação de publicidade por meio de jornais, revistas, rádios e Ws) que, consagradamerue, não constituem o fato gerador das obrigações do PIS e da COF1NS. Por penúltimo e em homenagem à minúcia, nem mesmo a amplitude estabelecida pelo § 1° do artigo 3° da lei há pouco citada serve como suporte para pretender exigir a contribuição guerreada Diz a norma: "Art. 30 O faturcunento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. § 1° Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas." Atente-se para' os requisitos da regra. A mesma estabelece como elemento nuclear do fato gerador o faturamento. Especifica que tal constitui-se na receita bruta, sendo irrelevante o tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada para defini-la. Quer dizer a regra que basta ser receita para que o faturamento se aperfeiçoe e faça infletir não somente o PIS como igualmente a COFINS. Data venia, constato aí questão fulcral. Não admito que qualquer ingresso de valor nos cofres do contribuinte se constitua em receita decorrente de faturamento. Temos nesta assertiva duas figuras distintas. Uma é o ingresso. A outra é a receita Toda a receita decorre de um ingresso de valores. A recíproca, indene de dúvidas, não é verdadeira. Uso exemplo pontual, ainda que singelo, para ilustrar a conclusão: A devolução, pelo sócio, de um empréstimo feito ao mesmo pela pessoa jurídica é um ingresso de valor. No entanto, não é receita decorrente de faturarnento. Demonstro, por tal, que o conceito de receita deve vincular-se a um ganho da empresa, decorrente de uma atividade plenamente afeiçoada aos seus objetivos sociais a as suas - — _atiyidades operacionais. Reitero que, no presente caso, a receita auferida é a decorrente do agincic—iríFeirpekrocorrência-daspremissas_cita__das. Insiro, a propósito e por peculiar, o argumento de que a pretensão "ilit fisco como postada, representa a incidência dupla do PIS sobre uma só ocorrência do fato gerador relativo ao transporte. Límpido de dúvidas que o serviço de transporte efetuado foi um só. Pretender cobrar o PIS sobre o mesmo de quem não transportou a mercadoria, é fazer incidir a exigência sem que tenha ocorrido o fato gerador. Na pretensão do fisco. haveria a exigência do PIS do agenciador - recorrente no presente processo -, que não prestou o serviço de transporte, e de quem efetivamente o prestou, terceiro, na condição de agenciado. Repiso insistentemente que, in casu, a ora recorrente teve somente em seu favor o faturomentalreceita decorrente da diferença entre o valor cobrado do tontador do serviço e o pago a quem transportou, desde sempre assim dividido, dado à sua condição de merc agenciador. Volto a insistir que é irrelevante que o transporte feiro por terceiro sej£ identificado como sub-contratação, terceirização, ou qualquer outra definição ot conceiw par: dar dizer, como pretende a fiscalização, que esta condição determina diferença entre mero custo da recorrente ou faruramenw der/nado a terceiros. MINIS DA C Ministério da Fazenda S;indoFERConseE RIO ca cto O entir-Tx FAZENDA CC-MF Fl. I Segundo Conselho de Contribuintes C BRASILIA, Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 g I #s Acórdão n2 : 203-11.265 Para espancar de vez as dúvidas e por derradeiro, trago preciosa e recentissima lição legada no RESP n°411.580, julgado em 08 de outubro de 2002, provido à unanimidade, cuja ementa transcrevo: "TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA — ISSQN. EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE AGENCIAMENTO DE MÃO-DE-OBRA TEMPORÁRIA. 1. A empresa que agencia mão-de-obra temporária age como intermediária entre o contratante da mão-de-obra e o terceiro que é colocado no mercado de trabalha 2. A intermediação implica o preço do serviço que é a comissão, base da cálculo do fato gerador consistente nestas "intermediações". 3. O implemento do tributo em face da remuneração efetivamente percebida conspira em prol dos princípios da legalidade, justiça tributária e capacidade contributiva. 4. O ISS incide, apenas, sobre a taxa de agenciamento, que é o preço do serviço pago ao agenciador, sua comissão e sua receita, excluídas as importâncias voltadas para o pagamento dos salários e encargos sociais dos trabalhadores. Distinção de valores pertencentes a terceiros (os empregados) e despesas, que pressupõem o reembolso. Distinção necessária entre receita e entrada para fins financeiro-tributários. Precedentes do E STJ acerca da distinção. 5. A equalização, para fins de tributação, entre o preço do serviço e a comissão induz a uma exação excessiva, lindeira à vedação ao confisco. 3. Recurso especial provido". (grifo do relator). A certa altura do voto do eminente relatar, este, citando voto anterior do Ministro José Delgado, assim se manifesta: "Em conseqüência do explicitado, a recorrente, ao agenciar fornecimento de trabalhador temporário ao tomador de seus serviços, recebe: a) a taxa de agenciamento pela prestação dos serviços que lhe são solicitados; b) os valores dos salários dos trabalhadores temporários e os encargos sociais pertinentes, haja vista que, por força de lei, fica responsável pelo pagamento dessas quantias a que prestou trabalho temporário e pela previdência social. Para desempenhar essa atividade de agenciamento de mão-de-obra temporária, a recorrente possui um quadro de servidores pennanerues que lhe prestam serviços. Mantém, por outro ângulo, cadastro contendo nomes de trabalhadores temporários, que não são seus empregados permanentes, os quais são convocados quando terceiros lhe solicitam esse tipo de mão de obra. A remuneração bruta que a recorrente recebe, portanto, pelo serviço .que lhe foi solicitado, é a taxa de agenciamento". Na esteira, o relator supra referenciado parafraseia texto de Eduardo Borralho, do qual retiro excertos: "3. ENTRADAS, RECEITAS E BASE DE CÁLCULO DO ISS. É pois neste contexto que se coloca a distinção entre " entradas" e " receitas", de inegável importância para o exame do tema. 8 , ; MINIS RIO DA FAZENDA 2" CC-MF • Ministério da Fazenda Segtndo Conselho de Conites Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O OF'.¡G‘NAL E. re. BRASILIA. Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 oft; 1 0 , Á.... Acórdão n2 : 203-11.265 v T • As entrados' são valores que, embora transitando graficamente pela contabilidade das prestadoras, não integram seu patrimônio e, por conseqüência, são elementos incapazes de exprimir traços de sua capacidade contributiva, nos termos em que exige a Constituição da República (art. 145, § 1°). As receitas, ao contrário, correspondem ao benefício efetivamente resultante do exercício da atividade profissional. Passam a integrar o património das prestadoras. São exteriorizadoras de sua capacidade contributiva"." Socorro-me, ao final, de trechos de voto da lavra do Conselheiro Gustavo Kelly Alencar, quando esse muito bem discorreu a propósito dos conceitos de "receitas" e "entradas": Em conseqüência do explicitado, a recorrente, ao agenciar fornecimento de trabalhador temporário ao tomador de seus serviços, recebe: a) a taxa de agenciamento pela prestação dos serviços que lhe são solicitadosh b) os valores dos salários dos trabalhadores temporários e os encargos sociais pertinentes, haja vista que, por força de lei, fica responsável pelo pagamento dessas quantias a que prestou trabalho temporário e pela previdência social. Para desempenhar essa atividade de agenciamento de mão-de-obra temporária, a recorrente possui um quadro de servidores permanentes que lhe prestam serviços. Mantém, por outro ângulo, cadastro contendo nomes de trabalhadores temporários, que não são seus empregados permanentes, os quais são convocados quando terceiros lhe solicitam esse tipo de mão- de-obra. A remuneração bruta que a recorrente recebe, portanto, pelo serviço que lhe foi - solicitado, é a taxa de agenciamento. As demais parcelas são salários e contribuições sociais de terceiros. Ela, apenas, por força de lei, recebe os valores correspondentes e fica obrigada a pagar a quem de direito (trabalhadores convocados e sujeitos dos encargos sociais). A base de cálculo do ISS, caracterizado o tipo de serviço descrito, há de ser, conseqüentemente, o valor integral que a recorrente recebe pelo agenciamento, sem a inclusão das importâncias voltadas para o pagamento dos salários dos trabalhadores convocados e dos seus encargos sociais. É, portanto, o preço bruto do -serviçorsent-se-efetuar o -desconto-de- qualquer. despesa-que-a empresa -tenha-paro executá-lo. Na espécie, a taxa de agenciamento é o preço bruto do serviço prestado. Sobre o tema, Eduardo Bonalo, cuidando do ISS, é claro ao apurar o preço do serviço, base imponível do tributo: "A lista de serviços aprovada pela Lei Complementar n°56, de 15.12.87, contempla, em seu item 84, os que consistem em "recrutamento, agenciamento, seleção, colocação ou fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive por empregados do prestador de serviços ou por trabalhadores avulsos por ele contratados". O objetivo do presente estudo é identificar a base de cálculo do imposto a cargo das empresas que prestam os serviços descritos. A importância do tema é revelada pelo inesquecível Geraldo Ataliba nesta expressiva passagem: "... tão importante, central e decisiva é a base imponível que se pode dizer que - conforme o legislador escolha uma ou outra - poderemos reconhecer configurada esta ou aquela espécie ou subespécie tributária. 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA 2u CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Cor/fitados . Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL BRAMIA, CN9R / / 06 Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 s' 00/QUQ. Acórdão n2 : 203-11.265 VV o 43.17- Efetivamente, em direito tributário, a importância da base impartível é nuclear, já que a obrigação tributária tem por objeto sempre o pagamento de uma soma em dinheiro, que somente pode ser fixada em referência a uma grandeza prevista em lei e írtsita ao fato impartível, ou dela decorrente ou com ela relacionada. A própria classificação geral dos tributos em espécie e destas em subespécies depende visceralmente deste tão importante aspecto da h. ("Hipótese de Incidência Tributdria", 5° edição, 2 4 tiragem, Malheiros, São Paulo, 1992, pág. 101 - grifamos). No caso concreto, as empresas prestadoras dos serviços em causa: a) são reembolsados por suas clientes pelas importâncias correspondentes aos valores brutos das remunerações devidas aos trabalhadores temporários, acrescidas daquelas relativas aos encargos sociais correspondentes; b) são pagas, em quantias especificas, a título de remuneração pelos serviços de recrutamento prestados às mesmas clientes. Diante desse quadro, a dúvida que surge, no tocante à determinação da base de cálculo do ISS, é saber se esta deve corresponder ao somatório: valores reembolsados ("a") mais valores pagos ("Ir"), ou, se, ao revés, apenas estes últimos configuram "grandeza ínsita ao fato imponi'vel". Em abono ao prevalecimento da primeira corrente, afirma-se que o pagamento de encargos de remuneração de empregados, cujos serviços são recrutados para terceiros, caracterizam custo próprio e nuclear das prestadoras de serviço. Afirma -se, ainda, que a própria redação do item 84 da lista anexa à Lei Complementar n° 56/87, a tanto conduziria, na medida em que contempla o exercício da atividade por meio de "empregados do prestador de serviços ou por trabalhadores por ele contratados". Nosso entendimento é divergente. Temos que os valores meramente reembolsados às prestadoras de serviços não comportam, sob qualquer argumento, a respectiva inclusão na base de cálculo do ISS que lhes cabe. Procuraremos, a seguir, justificar este ponto de vista. A adequada compreensão da matéria exige, preliminarmente, que se identifique, de modo claro, a natureza das atividades desenvolvidas pelas empresas de recrutamento de mão- de-obra temporária, com o objetivo de demonstrar que elas agem como meras intermediárias, e, assim, devem ser tributados exclusivamente em fiinção da remuneração dos serviços quê prestam, o que afasta a inclusao, na Fase He cálculo ao tributo, de valores que lhes são apenas reembolsados pelas tomadoras dos mesmos serviços. Para isso, mister diferenciar o conceito de "entrada" e "receita", diversos e com efetiva relevância para o deslinde da questão. As entradas são valores que, embora transitando graficamente pela contabilidade das prestadoras, não integram seu patrimônio e, por conseqüência, são elementos incapazes de exprimir traços de sua capacidade contributiva, nos termos em que exige a Constituição da República (art. 145, § 1'). As receitas, ao contrário, correspondem ao benefício Efetivamente resultante do exercício da atividade profissional. Passam a integrar o patrimônio das prestadoras. São exteriorizadoras de sua capacidade contributiva. As verbas indenrificadas como taxa de agenciamento, preço do serviço, são inegavelmente receitas - e sempre foram objeto de tributação pela Autuada, enquanto que as demais, relativas à remuneração dos empregados, são entradas. 10 Ministério da Fazenda MINISTÉRIO DA FAZENDA 2" CC-MF ^a -c:- . Segundo Conselho de Contrdpukites Fl. •tin jT,5,11l; Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM o ORÉGNAL b•-•?_a cs" ERASILIA, Jia) OL Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 • its° •Acórdão n2 : 203-11.265 vis o Nem se alegue que a exclusão, da base de cálculo da Cotins, in casu, não encontra respaldo legal, pois a questão aqui ultrapassa a previsão do artigo 3°, §2° da Lei 9.718/98, que já foi decidida pelo STJ, conforme decisão abaixo ementada: "RECURSO ESPECIAL N°445.452 - RS (2002/0083660-7) RELATOR : MINISTRO JOSÉ DELGADO RECURSO ESPECIAL ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. LEI N.° 9.718/98, ARTIGO 3°, § 2°, INCISO III. NORMA DEPENDENTE DE REGULAMENTAÇÃO. REVOGAÇÃO PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1991-18/2000. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 97, IV, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL DESPROVIMENTO. - I. Se o comando legal inserto no artigo 3°, § 2°, III, da Lei n.° 9718/98 previa que a exclusão de crédito tributário ali prevista dependia de normas regulamentares a serem expedidas pelo Executivo, é certo que, embora vigente, não teve eficácia no mundo jurídico, já que não editado o decreto regulamentador, a citada norma foi expressamente revogada com a edição de MP 1991-18/2000. Não comete violação ao artigo 97, IV, do Código Tributário Nacional o decisório que em decorrência deste fato, não reconhece o • direito de o recorrente proceder à compensação dos valores que entende ter pago a mais a título de contribuição para o PIS e a COFINS. 2. "In casu", o legislador não pretendeu a aplicação imediata e genérica da lei, sem que lhe fossem dados outros contornos como pretende a recorrente, caso contrário, não teria limitado seu poder de abrangência. 3. Recurso Especial desprovido." Pois, o referido dispositivo cuida inequivocamente de receitas; não de meras entradas. E, _ como se sabe, não pode o legislador tributário, por força do disposto nos artigos 110 do C7TV, alongar, estender ou integrar conceitos de direito privado. A natureza da atividade de locação e contratação de trabalho temporário são tais que mereceram até mesmo a elaboração de legislação própria, como já visto, cinda sua peculiaridade. • E, como cediço,_6t de notória.sabença_que_conceitos_específicosprevolecern-sobre--os genéricos, princípio da hermenêutica que, repisa-se, foi albergado pelos retrocitados artigos 109 e 110 do Código Tributário NacionaL Tanto que a própria legislação previdenciária, venficando a peculiaridade citada tanto da contratação de mão-de-obra temporária, com do agenciamento, locação de contratação de serviços e afins, evoluiu da, inicialmente, atribuição de responsabilidade solidária do contratante(empresa tomadora) e do contratado(empresa prestadora) no recolhimento das contribuições incidentes: num primeiro momento, a tomadora incluía o valor da contribuição na fatura de serviços, cabendo ao contratado efetuar o recolhimento - na falta deste, poderia a autarquia cobrar da tornadora, mesmo tendo esta entregue os valores no tempo, forma e valor corretos - caberia à esta exercer seu direito de regresso em face da prestadora; posteriormente, passa a legislação a prever a retenção, sobre os devidos valores, da contribuição previdenciária, que passaria a ser recolhida pela própria tornadora. quando do pagamento do serviço. 11 MINIST RIO DA FAZENDA segundo Conselho de Conto:tas-eles 1/•••• ir., Ministério da Fazenda CONFERE cpm O ORtGINAL 2 CC-MF •Fl.tbi -4,41t" Segundo Conselho de Contribuintes BFtASILIA, .bzei Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 Acórdão n2 : 203-11.265 E, se assim o é, tem-se por única conclusão possível que tais valores não são nem nunca foram receita, mas mera entrada Logo, não pertencem à base de cálculo de tributo algum devido pela empresa prestadora Tomamos ainda o exemplo do Imposto de Renda e proventos de qualquer natureza, que tem por fato gerador o acréscimo patrimonial, o que aqui por certo não há A empresa recebe os valores e imediatamente os repassa a seus destinatários — empregados, INSS (até a modfficação da Lei) e o próprio Fisco. Sendo palavra-gênero, a entrada financeira alcança qualquer receita auferida, podendo afirmar-se que toda receita constitui uma entrada financeira mas nem toda entrada financeira constitui uma "receita", por não ingressar no património da empresa O conceito de receita acha-se relacionado ao patrimônio da pessoa. Quem aufere receita, recebe um valor que vem alterar o seu patrimômio ou a sua riqueza. Receita, do latim 'recepta' é vocábulo que designa recebimento, valores recebidos. Receita é vocábulo que designa o conjunto ou soma de valores que ingressam no património de determinada pessoa. Podemos definir receita como toda entrada de valores que, integrando-se ao patrimônio da pessoa (física ou jurídica, pública ou privada), sem quaisquer reservas ou condições, venha acrescer o seu vulto como elemento novo e positivo. Quanto ao conceito de "receita", muito se discutiu esse problema da exigência de ingresso no patrimônio da pessoa para ser receita. Para alguns autores, a receita é sinónimo de "entrada financeira", sendo assim considerada qualquer entrada de dinheiro, venha ou não a constituir património de quem a recebe. Todos os recebimentos auferidos são incluídos como receita, seja qual for o seu título ou natureza, inclusive o produto da caução, de depósito, de empréstimo ou de fiança criminal. Tudo que se recebe constitui receita, seja "entrada financeira" (não há o ingresso no patrimônio da pessoa), "renda" (auferida de determinada fonte de propriedade da pessoa), "preço" (auferido da venda de um bem material ou de um serviço) ou "receita" (soma de valor que entra para o patrimônio da pessoa). Receita vem a ser, assim, sinônimo de "entrada financeira", como atestam João Pedro da Veiga Filho e Walter Paldes Valéria além de outros insignes autores. Para outros doutririalores, o conceito de receita é mais restrito. A entrada financeira, para ser receita deve ingressar no património da pessoa, que fica proprietário da mesma. Aliomar Baleeiro conceitua a receita pública da seguinte forma: "a entrada que, integrando-se no património público sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo". Manuel de Juane, diz ser receita pública, "toda quantidade de dinheiro ou bens que obtém o Estado como proprietário para empregá-los legitimamente na satisfação das necessidodes públicas". Seguindo os ensinamentos de Quarta, receita "é uma riqueza nova que se acrescenta ao patrimônio". No mesmo sentido: V. Gobbi, Ezio Vanni, Carlos M. Giuliani Fonrouge, além de outros mestres. Conforme se nota. o elemento "entrada para o património da pessoa" é essencial para caracterizar a entrada financeira conto receita. Esta abrange toda quantidade de dinheiro ou valor obtido pela pessoa, que venha a aumentar o seu patrimônio, seja ingressando diretamente no caixa, seja indiretamente pelo direito de recebê-la, sem um compromisso de devolução posterior az: sem baixa nz." vaiar do arfvc. 12 • MINISTÉRIO DA FAZENDA 20 CC-MF • Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Can:et:int% , "Tr-,•;.,1k" Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGNAL Fl. BRASILIA. 025 06 Processo n 2 : 10835.001159/2002-52 I ir /14 Recurso n2 : 126.901 Á.2 Acórdão n2 : 203-11.265 VIS O Ao examinar e comentar a Lei n°4.320, de 1964, J. Teixeira Machado Jr., define receita da seguinte forma: "Um conjunto de ingressos financeiros com fontes e fatos geradores próprios e permanentes, oriundos da ação de tributos inerentes à instituição, e que, integrando patrimônio na qualidade de elemento novo, produz-lhe acréscimos, sem contudo gerar obrigações, reservas e reivindicações de terceiros". Pelas considerações acima, verifica-se que a base de cálculo da Cofins, no caso da atividade de fornecimento de mão-de-obra temporária, é a receita bruta proveniente do serviço prestado (o fornecimento da mão-de-obra temporária), assim entendida a soma de valores auferidos e que adentram para o patrimônio do prestador. Na hipótese. especifica, os valores correspondentes à paga de salários e de encargos sociais dos trabalhadores temporários, são receitas destes e não da empresa prestadora. Incluir tais valores (salários e encargos) na base de cálculo da Cofins é ferir a capacidade contributiva e onerar valores não relacionados ao fato gerador da obrigação tributária. Como tal, esta exigência arbitrária é inconstitucional por extravasar a competência dos municípios e exasperar na exigência fiscal. Concluímos então que a base de cálculo da Cofins, na hipótese de prestação de serviços de fornecimento de mão-de-obra temporária, limita-se ao valor das comissões auferidas pela empresa fornecedora (prestadora), sendo vedada a inclusão de valores que não adentram para o património da empresa prestadora (não são receitas). O Egrégio Primeiro Tribunal de Alçada Civil de São Paulo já de longa data vem adotando entendimento segundo o qual: "Não é qualquer receita que enseja a tributação pelo 155, mas a resultante da prestação de serviços, atividade tributária." Demais receitas, ditas inorgânicas ou secundárias cuja origem não seja atividade tributária, originando-se de atividades marginais que não representam fruto do serviço prestado, não interessam ao ISS, pois não representam preço do serviço, não constituindo base imponível do tributo" (Ap. 363.954 reexcune — 3° C. — J. 1.12.86 Reluiz Toledo Silr- Rev. dõ3Tilb. '67611-04). O modelo traçado pela ementa transcrita justifica a conclusão de que a atividade desenvolvida pelas empresas de recrutamento de mão-de-obra não pode expressar-se no inconseqüente ato de repassar a trabalhadores temporários valores dos salários e encargos devidos em razão da prestação de serviços feita a terceiros. E, conquanto tais valores possam mostrar-se quantitativamente expressivos, nem assim perdem a condição, tão bem assinalada pelo v. acórdão, de receitas inorgânicas ou secundárias, não originárias da atividade tributada. Em face das considerações postas, podemos assentar que a pretensão de incluir-se valores meramente reembolsados às empresas de recrutamento de mão-de-obra na base de cálculo da CojSris enseja: a) ofensa ao princípio da capacidade coruributiva (Constituição da República, art. 145, § 1°), afigurando-se, em conseqüência, confiscatória (Constituição da República. art. 150. IV): 13 it% 29 CC-MF • -ve Ministério da Fazenda • :C • ;4' Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10835.001159/2002-52 Recurso n2 : 126.901 Acórdão n2 : 203-11.265 b) desconsideração da natureza dos serviços prestados, nos termos disciplinados pelos artigos 2°e 4° da Lei 6.01904." Diante do exposto e acima transcrito, voto pelo provimento do recurso voluntário interposto. É como voto. Sala das Sessões, em - •e o de 2006. et": • ‘.7.0 • - O IP MIRANDA In DA FAzEt-PA •mosi 49 erni,o...,„,erst, Sa9u, rod° Carr,..nm ORIGINA- cCOWERE jajsát_ BRASILIA. 104. 1 ' A- 14 Page 1 _0049300.PDF Page 1 _0049400.PDF Page 1 _0049500.PDF Page 1 _0049600.PDF Page 1 _0049700.PDF Page 1 _0049800.PDF Page 1 _0049900.PDF Page 1 _0050000.PDF Page 1 _0050100.PDF Page 1 _0050200.PDF Page 1 _0050300.PDF Page 1 _0050400.PDF Page 1 _0050500.PDF Page 1

score : 1.0
4821227 #
Numero do processo: 10711.000424/89-99
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 16 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Fri Feb 16 00:00:00 UTC 1996
Ementa: RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO Processo administrativo fiscal. Correção feita ao Acórdão nº 301-26966 de 30 de abril de 1992: 1) Onde, na conclusão do voto se lê voto no sentido de negar provimento ao recurso, leia-se voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir as multas dos arts .524 e 526 II do RA. 2) Nova redação ao voto do Acórdão nº 301-26966/92 com transcrição do texto correto do citado Acórdão nº 301-26953/92.
Numero da decisão: 301-27.963
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em corrigir o erro material e manter a decisão do acórdão n° 301-26.966, feita a correção de redação do voto, de modo que neste sejam adotadas as razões que embasam o Acórdão n° 301-26.953, como pretendeu o relator anterior na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Moacyr Eloy de Medeiros

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199602

ementa_s : RETIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO Processo administrativo fiscal. Correção feita ao Acórdão nº 301-26966 de 30 de abril de 1992: 1) Onde, na conclusão do voto se lê voto no sentido de negar provimento ao recurso, leia-se voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir as multas dos arts .524 e 526 II do RA. 2) Nova redação ao voto do Acórdão nº 301-26966/92 com transcrição do texto correto do citado Acórdão nº 301-26953/92.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 1996

numero_processo_s : 10711.000424/89-99

anomes_publicacao_s : 199602

conteudo_id_s : 4265033

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 11 00:00:00 UTC 2017

numero_decisao_s : 301-27.963

nome_arquivo_s : 30127963_111972_107110004248999_003.PDF

ano_publicacao_s : 1996

nome_relator_s : Moacyr Eloy de Medeiros

nome_arquivo_pdf_s : 107110004248999_4265033.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em corrigir o erro material e manter a decisão do acórdão n° 301-26.966, feita a correção de redação do voto, de modo que neste sejam adotadas as razões que embasam o Acórdão n° 301-26.953, como pretendeu o relator anterior na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado

dt_sessao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 1996

id : 4821227

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:41 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359956066304

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T23:10:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T23:10:17Z; Last-Modified: 2009-08-06T23:10:17Z; dcterms:modified: 2009-08-06T23:10:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T23:10:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T23:10:17Z; meta:save-date: 2009-08-06T23:10:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T23:10:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T23:10:17Z; created: 2009-08-06T23:10:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-06T23:10:17Z; pdf:charsPerPage: 1523; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T23:10:17Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 10711-000.424/89-99 SESSÃO DE : 16 de fevereiro de 1996 ACÓRDÃO N° : 301-27.963 RECURSO N° : 111.972 RECORRENTE : ASBERIT LTDA RECORRIDA : IRE/PORTO/RJ PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Correção feita ao Acórdão n° 301-26.966 de 30 de abril de 1992: 1) Onde, na conclusão do voto se lê "voto no sentido de negar provimento ao recurso", leia-se "voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir as multas dos arts. 524 e 526 II do RA". 2) Nova redação ao voto do Acórdão n° 301-26.966/92 com transcrição do texto correto do citado Acórdão n°301-26.953/92. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em corrigir o erro material e manter a decisão do acórdão n° 301-26.966, feita a correção de redação do voto, de modo que neste sejam adotadas as razões que embasam o Acórdão n° 301-26.953, como pretendeu o relator anterior na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 16 de fevereiro de 1996 MOACYR,.,"%o"ir-- I !o-5' • S Presidente e Relato 1.! • • (104 Procurador da FAiTts orla° VISTA EM .01% -;::,„edor PltkliPartu, jãRát, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Ausente a Conselheira: MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO. tinc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 111.972 ACÓRDÃO N° : 301-27.963 RECORRENTE : ASBERIT LTDA RECORRIDA : IRF PORTO/RJ RELATOR(A) : JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK RELATOR DESIG. : MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATÓRIO Julgado, nesta Câmara, o presente processo, em 30 de abril de 1992, foi lavrado o Acórdão n° 301-26.966, no sentido de dar provimento parcial ao recurso, decisão da qual recorreu a Fazenda Nacional à Egrégia Câmara Superior de Recursos • Fiscais. Retoma agora o processo a esta Primeira Câmara por despacho do ilustre Presidente da CSRF, de 26 de maio de 1994, dando acolhida ao requerido pelo Douto Procurador da Fazenda Nacional junto àquele órgão Superior de Recursos Fiscais. Ocorreu que ao ser enviado o processo à repartição de origem, em face do Recurso do Procurador da Fazenda Nacional, para ciência do sujeito passivo, fora detectada a existência de divergência entre a conclusão do voto (negar provimento ao recurso) e a Decisão e Ementa, na folha de Rosto (dar provimento parcial ao recurso, para excluir multas). Submetido o caso ao Relator esclareceu este, às fls. 138, que o equívoco se deveu ao fato de haver transcrito no seu voto o Voto pertencente ao acórdão n° 301-26.815, quando havia mencionado o Acórdão n° 301-26.953 que correspondia ao caso em julgamento. Feito o cotejo dos votos acima citados, vê-se facilmente que razão assiste ao ilustre Relator nas suas explicações, tendo havido erro material. Sobreleva notar ainda que o art. 25 do Regimento Interno adota uma sistemática própria para estas correções de equívocos que redundem em divergência entre voto e a decisão. Não sendo cumprido o procedimento regimentar, retomou o processo agora à Câmara para ser saneado. É o relatório. 4/1111~ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 111.972 ACÓRDÃO N° : 301-27.963 VOTO A questão a resolver refere-se à troca dos fundamentos adotados pelo Relator no seu Voto, uma vez que tendo citado o voto integrante do Acórdão n° 301- 26.953, da lavra do ilustre Conselheiro Itamar Vieira da Costa, fez o relator, por engano, transcrever o voto integrante do Acórdão n° 301-26.815 que tem conclusão diferente. Evidenciada a divergência entre a conclusão do Voto e a decisão, esta • Câmara se pronunciou como determina o parágrafo único do art. 25 do Regimento Interno deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Por todo o exposto, lidas todas as peças citadas, constantes destes autos, feito o relato das questões decididas na sessão de julgamento em 30 de abril de 1992, voto no sentido de que: 1) seja mantida a decisão exarada no citado Acórdão n° 301-26.966, feita a correção de redação do voto de modo que neste sejam adotadas as razões que embasaram o Acórdão n° 301-26.953, como pretendeu o relator anterior; 2) seja formalizado o Acórdão agora corrigido que deverá ser assinado pelo Conselheiro Moacyr Eloy de Medeiros; 3) a correção acima referida seja feita de modo que onde se lê: "voto no sentido de negar provimento ao recurso" leia-se: "voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para excluir as multas dos arts. 524 e 526, II, do Regulamento Aduaneiro"; 4) sejam feitas as necessárias anotações na Folha de Rosto da Cópia Arquivada do Acórdão n° 301-26.966. Seja o processo encaminhado a origem para ciência do recorrente. 41Ik Sala das Sessões, em 16 de fevereiro de 1996 MO • • • ELOY DE I R! . r- ---,À. R DESIGNADO 3 Page 1 _0005200.PDF Page 1 _0005300.PDF Page 1

score : 1.0
4820168 #
Numero do processo: 10650.000662/90-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PROCESSO FISCAL - NULIDADES. Decisão de 1º instância. Falta de requisitos do art. 31 do Dec. 70.235/72. Decisão anulada.
Numero da decisão: 201-68286
Nome do relator: HENRIQUE NEVES DA SILVA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199208

ementa_s : PROCESSO FISCAL - NULIDADES. Decisão de 1º instância. Falta de requisitos do art. 31 do Dec. 70.235/72. Decisão anulada.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 1992

numero_processo_s : 10650.000662/90-17

anomes_publicacao_s : 199208

conteudo_id_s : 4693437

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-68286

nome_arquivo_s : 20168286_085473_106500006629017_004.PDF

ano_publicacao_s : 1992

nome_relator_s : HENRIQUE NEVES DA SILVA

nome_arquivo_pdf_s : 106500006629017_4693437.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 1992

id : 4820168

ano_sessao_s : 1992

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:24 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359963406336

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T12:20:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T12:20:38Z; Last-Modified: 2010-01-29T12:20:39Z; dcterms:modified: 2010-01-29T12:20:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T12:20:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T12:20:39Z; meta:save-date: 2010-01-29T12:20:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T12:20:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T12:20:38Z; created: 2010-01-29T12:20:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-29T12:20:38Z; pdf:charsPerPage: 1382; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T12:20:38Z | Conteúdo => PUBLICADO NO a O. U. ne fq / CI 7 .1 19 ff 3 i ,j4ág,.; c MINISTÉRIO DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANEJAMENTO C I'It, WI Rubr * ica 1, .2;41IN.cirfifr SEGUNDOCONSEMODECONTRIBUNTES i i i . Processo no 10.650-000.662/90-17 1 , 1 1 I i Sessão de N 25 de agosto de 1992 ACORDg0 No 201-68.286 i Recurso no: 85.473 1 1 Recorrente: REI DOS MOVEIS LTDA. • I • I Recorrida N DF EM UBERABA - MO I 1 1 PROCESSO FISCAL - NULIDADES. Decisão de ia instancia. Falta de requisitos do ar 1., 31 do Dec. 70.235/72. Decisão anulada. I I . i Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por REI DOS MOVEIS LIMA. I • i . I i I ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Segundo: Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular oi 1 processo a partir da decisão de ia instancia, inclusive. Ausentei 1 o Conselheiro DOMINGOS AL ELE COLENCI DA SILVA NETO. 1 1 1 i 1 I , Sala das SessiNes, em 25 de agosto de :1992. 1 idr .4hce)-Ipi_. 1 i ARI s Tm . NES f UNTOU 41'Ny i» - Presidente 1 1 HE: :'' 'Ll- r 'ES DA SILVA -- Relator I I I , ti #. . , ANU • .: 4. ..• ,...... , :IL. ,3 CAMARGO - Procurador-Repre-1 ISCO tante da Fa-I 1 . renda Nacional I . I I 1 ! VISTA EM SESSNO DE 2 3 ou 1992 1992 i; 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LIMO, DE AZEVEDO MESQUITA, SO...MA SANTOS SAL ~0 WOLSZCZAK, ANTONIO MARTINS CASfELD BRANCO e ROBIMTO VE1.1.0S0 (Suplente). 1 . -, . I CF/mias/CF-OFR . i o n ! 1 1,. i 31 11 ;ç 1 3k 0 1, • 1 , MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.650-000.662/90-17 1 Recurso No: 85.473 Acórdao No: 201-68.286 Recorrente: REI DOS MOVEIS LTDA. .[ 1 f RELATORIO Ï I REI DOS MOVEIS LIDA. , Empresa com sede no I ; Município de Uberaba, MG, inscrita no CGC/MF sob o n2 4 25.420.936/0001-00, foi autuada por falta de recolhimento na Contribuiçao do P1S/FA1URAMENTO, por ter sido detectada omissa° de receitas caracterizada pela nao'comprovaçao da integralizaçao 1 de capital realizada por sócio da Empresa. I Irresignada a Contribuinte impugnou o lançamento alegando, em suma, que os valores glosados referem-se a j empréstimos realizados pelo sócio da Empresa, cuja origem' encontra-se devidamente comprovada, bem como sua entrega. I O fiscal autuante pnstou informa0es,I reportando-se às prestadas no processo de IRPJ. ! A Autoridade de Primeira InstAncia julgou a aça& E procedente em decis go assim ementada: "PIS-FATURAMENTO - Tratando-se de autuaçao decorrente, deve ser aplicada à presente a mesmã sorte atribuída • exigencia do IRKT, "in casu", a deciaraçgo da procedencia do lançamento". Inconformada a Contribuinte recorre a este Eu, Conselho, reiterando os seus argumentos de defesa. E o relatório I ' ! • i i 0 • MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ii , Processo no: 10.650-000.662/90-17 AcórdXo nog 201-68.286 I • I VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HENRIQUE NEVES DA SILVA • • Recurso tempestivo, cabível e interposto por parte legítima, dele conheço. Como se ve do relatório, o presente procedimento tomou como base a suposta existencia de conexão entre o presente processo e o processo do IRPj. ! : Tal procedimento tem sido usual pela administração • fazendária, a qual chama o processo de IRPj de "Matriz" ou "Principal" para considerar os demais como "reflexo" • ou "decorrente". Remissa venia, este entendimento tem 'sido rechaçado veementemente por este Conselho, através de ambas as Câmaras. Com efeito, a conexão ocorre quando em duas ou mais aç0es for comum o objeto ou a causa de pedir (CPC, ar t. 103). A continencia, por- sua vez, exige a identidade de partes: e igualdade de causa de pedir. (CPC, ar t. 104). • Ora, no presente caso, o objeto dos processos :tem tela são inteiramente divergentes. Em um pede-se a condenação Ho contribuinte ao pagamento do imposto de Renda e no outro o pagamento do PIS, calculado sobre o FATURAMENTO. Os fatos geradores, aliquotas e bases de cálculo de cada tributo são diferentes, não podendo existir a alegada "reflexão" ou "decorrencia", pois cada um dos processos dever- Ser examinado sob a ótica do direito positivo que rege a matéria, CD qual, também, é diferente para cada hipótese. • Isto posto, passo ao exame deste feito. I ' Baseando-se no processo de IRPJ, foi proferida a Decisão de ti 13 19, cujo teor • leio em sessão. Como se ve os fundamentos da de c: Sc:)ã diametralmente opostos aos argumentos acima arrolados. O Decreto no 70.235, de 06.03.1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal, estabelece no seu artigo 31, que a decisão deverá conter fundamentos jurídicos, dentre ioátros requisitos. ! í Ora, por fundamento jurídico deve-se entender a analise dos fatos discutidos no processo, sob a ótica do direito positivo que rege a matéria discutida. n 3 I ; MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo no: 10.650-000.662/90-17 Acórdao non 201-68.286 • A remissa° destes fundamentos a outros constantes de outra dec.isao nem sempre se faz perfeita, pois para que seia admitida esta hi.petese„ como tem decidido este Conselho„ faz--se necessário que,' esta outra decisao seja trazida ao processo no momento de decidir, pois caso contrário nao será possível identificar-se quais as razffes que levaram a autoridade a julgar a aça° fiscal cle determinado modo, corno ocorre neste .feito.. Por estas razffes, voto no sentido de anular a clecisao a quo„ determinando que outra seja proferida„ desta v EfrZ. na forma do artigo 31 cia lei adjetiva do Processo Administrativo Fisc,R1. Sala cics Sessffes„ em 25 de agosto de 1992. -4~4-2 4'44 Vtic~94,1" RIME EVES DA SILVA - •

score : 1.0
4820762 #
Numero do processo: 10680.003759/90-52
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1991
Ementa: PIS/FATURAMENTO. Segundo os artigos 3o. e 10o. do DL. No. 2.052/83 é de 10 (dez) anos o prazo para constituição do crédito aobre a contribuição PIS/PASEP, sobrepondo, assim, ao CTN, que regula em 5 anos. Na determinação da base de cálculo da contribuição, o IPI, quando se trata de contribuintes deste imposto, como é o caso desse procedimento, fica excluído - DL 2.445/88 parágrafo 2o. do artigo 1o. Lançamento mantido na íntegra. Recurso negado.
Numero da decisão: 201-67658
Nome do relator: Domingos Alfeu Colenci da Silva Neto

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199112

ementa_s : PIS/FATURAMENTO. Segundo os artigos 3o. e 10o. do DL. No. 2.052/83 é de 10 (dez) anos o prazo para constituição do crédito aobre a contribuição PIS/PASEP, sobrepondo, assim, ao CTN, que regula em 5 anos. Na determinação da base de cálculo da contribuição, o IPI, quando se trata de contribuintes deste imposto, como é o caso desse procedimento, fica excluído - DL 2.445/88 parágrafo 2o. do artigo 1o. Lançamento mantido na íntegra. Recurso negado.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1991

numero_processo_s : 10680.003759/90-52

anomes_publicacao_s : 199112

conteudo_id_s : 4682436

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-67658

nome_arquivo_s : 20167658_085688_106800037599052_005.PDF

ano_publicacao_s : 1991

nome_relator_s : Domingos Alfeu Colenci da Silva Neto

nome_arquivo_pdf_s : 106800037599052_4682436.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1991

id : 4820762

ano_sessao_s : 1991

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:33 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359996960768

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-04T18:59:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-02-04T18:59:09Z; Last-Modified: 2010-02-04T18:59:09Z; dcterms:modified: 2010-02-04T18:59:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-02-04T18:59:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-02-04T18:59:09Z; meta:save-date: 2010-02-04T18:59:09Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-02-04T18:59:09Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-02-04T18:59:09Z; created: 2010-02-04T18:59:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-02-04T18:59:09Z; pdf:charsPerPage: 1565; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-02-04T18:59:09Z | Conteúdo => , 2.° PUBLICADO 5,12 D. 9,m. 4. N30, H._./ 1944_ C :;',:c, C rica ,"4.,:-- r.'.;:;:•,4''' f\1/4\ W:rá' v w '..QAt.4--,•--. MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. 10.680-003.759/90-52 mias Sessãode 0 5 de dezembro de1991 ACCIRDMIN.8. 201-67.658 Recurso n.° 85.688 %comitê INDUSTRIAS REUNIDAS SÃO LUCAS LTDA. Recorrida DRF EM BELO HORIZONTE - MG. PIS-FATURAMENTO. Segundo os artigos 39 e 10 do DL. n9 2.052/83 é de 10 (dez) anos o prazo para consti- tuição do crédito sobre a contribuição PIS/PASEP., sobrepondo, assim, o CTN, que regula em 5 anos. Na determinação da base de cálculo da contribuição, . o IPI, quando se trata de contribuintes deste imposto, como é o caso desse procedimento, fica excluído -DL 2.445/88 parágrafo 29 do artigo 19. Lançamento man- tido na integra. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDUSTRIAS REUNIDAS SÃO LUCAS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provi ' mento ao recurso. Ausente o Conselheiro HENRIQUE NEVES DA SILVA. Sala das Sessões, em 05 de dezembro de 1991. 0,,g. ROBER 0 BARDOS' e- ASTRO - PRES t2r1TE i DOM GOS '1 d- OL 1 I DA SP VA NETO - RELATOR ii Ab111 o•tH h" e •voL :•e S did—s RGO - PROCURADOR-REPRESEN TANTE DA FAZENDA NA CIONAL __ VISTA EM SESSÃO DE 06 DEZ 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LI NO DE AZEVEDO MESQUITA, ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS (SuplenteT, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO, ARIST6FANES FONTOURA DE HOLANDA e WOLLS ROOSEVELT DE ALVARENGA (Suplente). . -02- ..3,0 v ,:trV:Ok, 404Watte,P4), -.. . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N2 10.680-003.759/90-52 Recurso N2: 85.688 Acwato N2: 201-67.658 Recorrente: INDÚSTRIAS REUNIDAS SÃO LUCAS LTDA. RELATÓRIO INDÚSTRIAS REUNIDAS SÃO LUCAS LTDA., firma regular- mente estabelecida na cidade de Belo Horizonte-MG., ã Rua Adamina, 400, portadora do CGC/MF n9 19.969.062/0001-34, teve contra si la- vrado o Auto de Infração de fls. 04, pelo não recolhimento das con tribuições do PIS-FATURAMENTO - RECEITA OPERACIONAL BRUTA no perlo do compreendido entre 01/01/85 e 30/06/89, no importe de 98.054,68 BTNFs. Regularmente cientificada, a Recorrente às fls. 22, requer dilação de prazo para apresentar sua impugnação, pedido esse deferido por mais 15 dias. As fls. 23/26, a Recorrente, tempestivamente, apre- senta sua impugnação alegando em preliminar que produz artigos essencialmente usados na construção civil e na agricultura, que per tence a um grupo instalado há mais de trinta anos; que emprega nu- merosa mão-de-obra; que contribui para a redução das importações e que recicla lixo não degradãvel; que suas dificuldades financeiras e os planos econômicos governamentais provocaram atrasos no cumpri mento de compromissos como o PIS, e que não se furtou ao seu am paga- (9 mento. Alega, ainda, que o lançamento de oficio está em desaco -segu - N, -03- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nO 10.680-003.759/90-52 Acórdão no 201-67.658 com as determinações legais pois o IPI deve ser deduzido da base de cálculo da contribuição; que o direito do fisco em rever o lançamen to, exigir a complementação do tributo e aplicar a penalidade cadu- ca em cinco anos da ocorrência do fato gerador, e foram incluídosna autuação períodos de apuração já decaídos (janeiro a bri1/85); que a multa lançada deve ser excluída do credito tributário por força do artigo 138 do CTN; que parte do tributo lançado foi recolhido, mas não localizou os comprovantes; que a autuação contem falhas que,por si só, justificam a nulidade do processo fiscal. Às fls. 141/143, temos a informação fiscal, a qual em apreciando as razões de impugnação reafirma o entendimento cons- tante do auto de infração, propondo, de conseguinte, a manutenção do credito tributário. Sobreveio às fls. 144/146, a r. decisão ora recorri- da, cuja ementa e a seguinte: "Prescreve em 10 anos o direito de constituir credi- to sobre as contribuições devidas (artigos 3O e 10 do DL /IQ 2.052/83). Exclui-se, na determinação da base de cálculo da con tribuição, o IPI, quando se tratar de contribuintes deste imposto (DL 2.445/88, parágrafo 20 do art.lo)". Irresignada com tal modo de decidir, a recorrente,de forma tempestiva, apresenta suas razões de recurso voluntário, rei- terando suas alegações expendidas na peça impugnatória, requerendo, de conseguinte, a reforma da r. decisão e conseqüente cancelamento do auto de infração. 2 o relatório. -segue- À)11 Imprensa Nacional -04- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10.680-003.759/90-52 Acórdão n9 201-67.658 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO A vasta lamentação e atribuição do não recolhimento a eventuais insucessos dos planos governamentais são de todo irre- levantes, vez que a responsabilidade por infrações é objetiva ( cf inteligência do artigo 136 do CTN, Lei n9 5.172/66). Como é do amplo conhecimento desse Eg. Colegiado, a base de cálculo do PIS, ate junho de 1988, é o faturamento da em- presa, ou seja, a receita bruta das vendas e serviços. A partir de 19 de julho de 1988, como determina o artigo 19, inciso V, do De- creto-Lei n9 2.445/88, com as alterações introduzidas pelo DL n9 2.449/88, a base de cálculo passou a ser a receita operacional bru ta: faturamento; as receitas financeiras e outras receitas operado nais. Quando se trata, como é o caso desse procedimento de contribuinte deste imposto, exclui-se da determinação da base&. cálculo o IPI, o que aliás, fora, consoante resta evidenciado dos exemplares do Livro Registro de Saídas (mod. 2) anexados pelos fis cais autuantes, observado. Daí não ter consistência o alegado pela autuada nesse particular aspecto. Não há de prevalecer, ainda, a pretendida decadên- cia e/ou prescrição, com base no CTN, vez que, em se tratando, co- mo efetivamente trata-se a matéria aqui discutida, de PIS-FATURA- MENTO, as normas a serem obedecidas são as previstas em texto le- gal próprio, ou seja, artigos 3Q e 10 do Decreto-Lei n9 2.052/83, que assertam prescrever em 10 (dez) anos o direito de constituir crédito sobre as contribuições devidas e não recolhidas. Imprensa Nacional -segus(j -05-, r5ço SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10.680-003.759/90-52 Acórdão n9 201-67.658 não há que se falar em decadência dos períodos de apuração que colo ca em destaque: janeiro a abril de 1985. Finalmente, há que ser consignado que a recorrente não trouxe ao procedimento qualquer comprovação do recolhimento de parte da contribuição, como alega. Alegar e não provar é como se não alegado fosse. Inexistiu, ainda, a alegada denúncia espontãnea contemplada pelo artigo 138, do CTN! Nem indícios de tal existe! Assim, conheço do recurso voluntário interposto, vez que tempestivo, para contudo, negar-lhe provimento para o fito de considerar subsistente o auto de infração e a bem lançada decisão de duzida às fls. 144 "usque" 146. Sala das Sessões, 05 de •ezembro de 1991."," DOMINGOS ALFEU COLE' O' VA NETO Imprensa Nacional

score : 1.0