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Numero do processo: 18471.001951/2002-95
Data da sessão: Mon Jun 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA
SEGURIDADE SOCIAL -COFINS
Fato Gerador: 28/02/1999
Identificação de divergência no recolhimento da Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social - COFINS
Crédito tributário constituído sem aplicação de multa, para prevenção da decadência mediante.
Aplicação do juros de mora - Súmula CARF nº 4.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.466
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: RANGEL PERRUCCI FIORIN
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL -COFINS Fato Gerador: 28/02/1999 Identificação de divergência no recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS Crédito tributário constituído sem aplicação de multa, para prevenção da decadência mediante. Aplicação do juros de mora - Súmula CARF nº 4. Recurso Voluntário Negado.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS "I'LRCIIR A SECÃO DF JULGAMENTO Processo n" 1 47I 001951/2002-95 Recurso o" 2.37 6.32 Voluntário Acórdão n" .3803-00466 — 3" Turma Especial Sessão de 28 de junho de 2010 Matéria COFINS - OPCAO PULA VIA JUDICIAL; JUROS DF MORA; TAXA SH I AC; I ,F.GAI IDADE Recorrente PINHEIRO "IIN1 AS I ,TDA Recorrida 1AZIHNDA NACIONAL, ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - .1 ato Gerador: 28/02/1999 Identificação de divergência no recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS Crédito tributário constituído sem aplicação de multa, para prevenção da decadência mediante, Aplicação do juros de mora - Súmula CARF LL Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegial), por unanimidade de votos, negar provimento ao ecurso. ,..11.cyrrid-re Kern - Presidente _ 43..ang - ---(r.trOr". Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Belchior. Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Maurício Fedato e Hélcio Lareta Reis Relatório I rata-se de auto de infração lavrado (fls. 12/14) contra a empresa P IN 1 11''. IRO TINIAS LIDA., pela DEI Rio de Janeiro que identificou diferenças entre aliquotas de 3% prevista a partir de 1 0 fevereiro de 1999 e a alíquota de 2% que passou a vigorar a partir 1 março de 1999, reconhecida pot sentença, totalizando um eledito de R$ 15 456,5,8 acrescido de juros moratórios, correspondente ao período de 02/1999 Diante da apuração foi efetuado o lançamento pala fins de prevenção de decadência, cuja exigibilidade encontra-se suspensa, sem a aplicação da multa de oficio, nos termos do artigo 63 da lei ri 9430/96 A empresa PINFIEIRO 'FINTAS LTDA , ora R.econente, inconformado com a autuação apresentou impugnação (fls. 22/37) para requerer, um síntese, seja: a) julgado improcedente a autuação Fiscal, COM o seu ulterior cancelamento; b) revisto o percentual de multa de lançamento de oficio e excluído os valores correspondentes à Taxa SELIC. Os membi os da 1" 1 urina e Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo llorizonte MG, por unanimidade de votos acordam declarar definitiva a exigência discutida, não conhecendo das lazões de impugnação, no que se refere a mateda objeto da ação judicial, e julgar procedente o lançamento quanio a matéria (juros de mora) A Reconcilie, lace o Acórdão prole] ido pela DRI de Belo llorizorrte - MG interpôs Recurso Voluntário requerendo provimento para cancelarnerno da autuação fiscal lavrada, por entendem em síntese: a) Como a lei 9718/98 foi publicada em 28 de 11,-n/ereiro de novembro de 1998, somente para os fatos geradores ocorridos a partir de 26 de fevereiro de 1999 é que poderia ser exigida COE1N5 modifica ( e não a partir de 1/02/1999) leni direito líquido e certo de, relativamente aos latos geradores ocorridos até 26/02/99, recolher CORNS nos termos da Lei Complementar .70/91; As disposições da lei 9718/98 (especialmente do art. 8 ") possuem conteúdo originário e independente de qualquer medida provisória, devendo assim ser respeitado o prazo de 90 (noventa) dias de que trata o artigo 195V6 da Constituição Federal; b)A multa aplicada, como se depreende do demonstrativo de multa e juros, loi equivalente a 75%, em muni:lesta ofensa ao princípio constitucional do não-confisco Se é que a multa equivalente deva ser aplicada, necessário se faz que a mesma não ultrapasse a 20% do valor do tributo exigido. c) A adoção da taxa SEI,IC não deve ser aplicada por ser ilegal e inconstitucional.. É o Relatório. , Piecco n' 1 5471 001951/29C 95 53- 1E03 A c(.")r&o ii 3803-00 466 01 1 Voto Consdheiro Rangel Permeei Piorin, Relator O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admis:_:nbilidade e Me tomo conhecimento.. Litiga-se a lavratura de auto de infração realizado pela fiscalização que apurou divergência no recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COHNS entre a aliquota prevista na Lei 9718/98 e a aliquota reconhecida poi Sentença em Mandado de Segurança Pautando-se o voto de acordo com legislação inerente a matéria e os documentos acostados aos autos, verifica-se que o lançamento foi realizado pela fiscalização com O intuito de prevenir a decadência, face impetração da ação mandamental e a concessão da medida liminar que suspendeu a exigibilidade do crédito tributário, Salienta-se que a controvérsia não se testi inge ao não 1c-conhecimento de um processo judicial comprovado, sendo que a autoridade fazendária ciente da decisão judicial (Ils. 1 a:14) e no cumprimento de suas obrigações efetuou o lançamenlo amparado legislação tributaria, para que não houvesse o perecimento de seu di eito Veja-se que o Tribunal Regional Federal da Segunda Região cassou a medida liminar e denegou a segurança no Mandado de Segurança 11111e1rado pela Recorrente, conforme segue: XI - APEL4C40 EM MA NIMDO DE SEGURANÇA 1999 02 01 057547-1 RE !ATOR DE,S'EA1BARG 1DOR FP,DERAL BENEDITO GOWCAIVES :41)E1 AMIE I I NL40 LEDE RAI. / FAZ END4 Ni( JONA I" /11 -97,f ;11)0 PINHEIRO TINT,IS ADVOGADO VA NESSA A1077:4 R IIST E OUTROS REME / EMIL JUIZO LEDERAL DA IA i/A11A-114 ORIGEM PRWLIRA VARA I- EDERAE DO RIO Oh JAIVEIRO (9900062493) (.2 íneviste okovi à da anteriol idade, como sliventa o Impeli (mie ,4 Ti., o" 9718/98 dceorreu da conversão da Alcdida Provisória o " 1724, de 29/10/98, publicada em 30/10/98 Dcwa fiwma, a como em do prazo nonageinutl, em atenção ao disposto no a t. 195, , 6", da CF inicia-se da data da pubhcaçdo O Hão da citada lei, dada a natureza de lei da medida ptoviivJt ia, por força do ar! 62, da CP- ( ) Pelo exposto, DOU PROVIMliNTO ao icem so e à rellICSW news:Çária, paia denegat a e,,n-ttratiça A decisão proferida pelo Tribunal Regional federal da Segunda Região toma por base o entendimento do Supedor Tribunal de Justiça e precedentes do Supremo 'Tribunal Federal, validando a. forma de contagem do o principio da anterioridade nonagesimall. 1)esta feita, entende este conselheiro, que o lançamento deve pievalecer, acrescido dos juros, sem a cobrança da multa de oficio, conforme fundamentação: De acordo com a Súmula n° 17 do Conselho Adniinistrativo de Recursos [iscais "Não cabe a exigericia de multa de oficio nos lançamentos (lei-irados /011 .0 prevenir a deeadencia, quando a exigibilidade esliver suspensa na forma dos iileiws /V ou V do art. CIA' e a susperrao do débito tenho oco''i ido antes do inicio de qualquei procedimento de oficio a ele relati o" Por outro lado, quanto a exigência dos juros, o Art 161 do Código Tributário Nacional expressamente determina: " Art. 161 O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem p101.1120 da imprisição rias penalidades. cabiveis I/O aplicação de quaisquer medidas de g-ar antia previsw., ile110 Lei ou em lei tributária. 1 ",S'e t lei 1'00 illVildwr de modo diverso, os Infos de mora são calculados à taxa de um por • cento ao Da análise do artigo supra, verifica-se que o C1N ao tratar sobre o percentual de juros mora em 1% (um por cento) ao mês calendário, somente será aplicado se a lei não dispuser de modo diverso, porém, o alligo 13 da Lei n° 9 06.5 de 20 de junho de 1995 e ai ligo 61 § da Lei 9430, de 27 de dezernbai de 1996, para tatos geradores a partir de 1 " de janeiro de 1997, determinam de modo distinto a aplicação de juros e ern percentual referente à Laxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SE.1 4C, para títulos federais, acumulada mensalmente. A matéria também se encontra sumulada pelo Conselho Administrativo de Recursos fiscais - CARF Sámula CAIU n" 4 " A parta de 1"de abril de 1995, os juto e débitos ti ibutário.s OdmiilLs Irado s pela Ser'; ciar ia da 1 "CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONTRIBUIGIO SOCIAL MEDIDA PROVISÓRIA 1?E11)IG:i0 PRA.7.0 NONAGESIMAL: TERMO INI(.141, I-Não perde eficácia a medida provisória, com força de lei, não apreciada pelo (. 1ong,,resso Nacional, mas reeditada, poi meio de nova medida provisória, dentro do seu prazo de validade de trinta dias. II-Princípio da anterioridade nonagesimal ar. 195, .)6" romagem do pioro de noventa (.1ias, medida provisória convertida em lei conta-se O pioro de noventa dias- a partir da veiculaeão da • primeira medida provi orla. .11.1.- Precedentes do STP1 RI; 232 896-P 1417-1)1 ., 1135-Dr, RE 222719-PB e RE 269428 (i1gRO-R1?, RE 231 630 (AgRg)PR Agi OVO ovid 0 . S IS-- A(JREI: 279521/RR.-- MIN Carlos Venoso 2" Turma do 511') n" 11 00 I I /200?-05 53-11503E03 A,Gól -dão ri 3803-00.466 H 1 3 Reeila Lede, ai do Btasil são devidos, no pç; /orlo de inadimplência, à taxa tele/nela/ 10 ,S'isleina Especial de Liquidação o Custódia - ,S111C para dtidos fede, ais Por arremate, nos termos da Súmula n" 5 do Conselho Administrativo de Recursos 1 . iscais — CARF: ào Uvidos imos de mora s. obrc.:', o ctédito tribuláho integrabnctite paro no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir ar.f7)ÓS11.0 no montante integral Destarte, não ha.vendo a suspensão da exigibilidade do credito tributário mediante depósito no montante integral, tem-se que no lançamento realizado para prevenir a decadência são devidos os juros de mora sobte o crédito tributário não integralmente pagos nein depositados Diante do exposto, NEGO PROVIMI ..»NR) ao recurso. n
score : 1.0
Numero do processo: 10218.720258/2007-19
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.550
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Eivanice Canário da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJBSB/DF. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10218.720258/200719 Acórdão n.º 280102.550 S2TE01 Fl. 73 2 Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Da Autuação Contra a contribuinte interessada foi lavrada, em 15/10/2007, a Notificação de Lançamento nº 02103/00224/2007 (às fls. 02/07), pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 32.548,20, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, do exercício de 2003, acrescido de multa de ofício (75,0%) e juros legais, tendo como objeto o imóvel rural denominado “Fazenda Terra Roxa”, cadastrado na RFB, sob o nº 4.475.9363, com área declarada de 4.356,0 ha, localizado no Município de São Félix do Xingu/PA. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2003 incidentes em malha valor, iniciouse com a intimação de fls. 10/11 exigindose a apresentação de Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecida na NBR 14.653 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrado no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do SIPT da RFB. Em resposta, foram apresentados os documentos/extratos de fls. 19/26. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada pelo Contribuinte, e das informações constantes das DITR/2003, decidiuse pela alteração do VTN de R$ 27.500,00 para R$ 348.480,00, com base no valor de R$ 80,00/ha indicado no SIPT (terras de florestas), exercício de 2003, para o município de localização do imóvel, com conseqüente aumento do VTN tributável, disto resultando imposto suplementar de R$ 13.802,14, conforme demonstrado às fls.06. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais da infração, da multa de ofício e dos juros de mora, encontramse descritos às folhas 05 e 07. Da Impugnação Cientificada do lançamento em 17/10/2007 (fls. 08), a Impugnante protocolou em 05/11/2007 data da protocolização do processo 13854.000385/200791, às fls. 29 , a impugnação de fls. 30, lida nesta Sessão e instruída com os documentos de fls. 32/48. Em síntese, alegou e requereu o seguinte: • informa que as terras que originaram tal lançamento encontramse com bloqueio judicial provisório da matrícula do imóvel, datado de 16 de março de 2001, até decisão final da ação de tramitação, de acordo com o oficio nº 022/01 – CJSFX Fl. 73DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10218.720258/200719 Acórdão n.º 280102.550 S2TE01 Fl. 74 3 expedido pelo Exmo. Sr. Juiz de Direito da 12ª Vara Penal da Capital, respondendo pela Comarca de São Félix do Xingu – Estado do Pará, Dr. José Torquato Araújo de Alencar, extraída pela Exma. Desa. Osmarina Onadir Sampaio Nery – Corregedora Geral da Justiça do Estado do Pará, em exercício; • as matriculas não possuem qualquer valor comercial, ou extrativista, uma vez que não podemos se quer tomar posse ou trabalhar com as mesmas.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 50/55, que restou assim ementado: DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. Não comprovada a perda da propriedade do imóvel, por Ação de Nulidade e Cancelamento de Registro, em período anterior à ocorrência do fato gerador do ITR/2003 (1º.01.2003), deve ser mantida a contribuinte no pólo passivo da relação jurídico tributária. DO REGISTRO IMOBILIÁRIO. Enquanto não cancelado, o registro imobiliário continua produzindo todos os seus efeitos, nos termos da Lei de Registros Públicos Regularmente cientificada daquele Acórdão em 17/05/2011 (fl. 63), a interessada interpôs o recurso de fls. 64/67, em 20/06/2011. Em sua defesa, alega que, em 05/10/2010, o Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São Felix do Xingu, Estado do Pará, em cumprimento ao que fora determinado pelo Exmo. Juiz Corregedor Nacional de Justiça efetivou o cancelamento da matricula nº 1681, conforme sentença extraída dos autos de Pedido de Providencias nº 000194367.2009.02.000.0000, devidamente averbada junto à matrícula, conforme documento em anexo. Aduz, assim, que não havendo o domínio, eis que a Escritura/Registro foi cancelada, a multa, objeto do presente recurso, perde seu efeito de causa, inclusive retroagindo a época do bloqueio e posterior cancelamento da matrícula. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10218.720258/200719 Acórdão n.º 280102.550 S2TE01 Fl. 75 4 (...) Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No caso, a ciência da decisão de primeira instância, consoante AR de fl. 63, se deu em 17/05/2011, portanto, a contribuinte poderia apresentar o recurso até 16/06/2011. Entretanto, somente o fez em 20/06/2011, conforme se comprova pelo carimbo aposto no documento de fls. 64/67. Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 75DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 14/08/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10850.001563/2002-38
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 1998
PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF. COMPETÊNCIA. REGIMENTO.
À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.472
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso e declinar da competência para julgamento do feito em favor da Primeira Seção de Julgamento do CARF, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Ano-calendário: 1998 PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF. COMPETÊNCIA. REGIMENTO. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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RIOPRETENSE AUTOMOVEIS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1998 PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF. COMPETÊNCIA. REGIMENTO. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso e declinar da competência para julgamento do feito em favor da Primeira Seção de Julgamento do CARF, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Paticiparam do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado Fl. 151DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10850.001563/200238 Acórdão n.º 2801002.472 S2TE01 Fl. 152 2 dos Reis e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Tratase de lançamento consubstanciado em auto de infração, lavrado em 10/05/2002, em virtude de apuração de irregularidades quanto a quitação de débitos declarados em Declaração de Contribuições e Tributos federais (DCTF), para exigir da autuada o recolhimento do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 56.991,85, originado em rendimentos do trabalho com e sem vinculo de emprego e remuneração de serviços prestados por pessoa jurídica, códigos de receita ifs 0561, 0588 e 1708, respectivamente, apurado nas primeiras, segundas, terceiras e quartas semanas de outubro e quinta semana de outubro, todos de 1998, acrescido de multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento), na quantia de R$ 42.743,89 e juros de mora na importância de R$ 36.712,46. Regularmente cientificada, a autuada ingressou com a impugnação de fls. 01/02, acompanhada dos documentos de fls. 03/50, por meio da qual fustiga a exigência argumentando, em síntese, que fez compensação com saldo referente ao IRPJ do ano calendário de 1995, conforme cópia do recibo de entrega da DIRPJ/96 e planilhas que demonstram a correção e os valores compensados, nos termos do Ato Declaratório 14/98. Ao final, requereu a insubsistência do auto de infração.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Período de apuração: 27/09/1998 a 03/10/1998, 04/10/1998 a 10/10/1998, 11/10/1998 a 17/10/1998, 18/10/1998 a 24/10/1998, 25/10/1998 a 31/10/1998, 01/11/1998 a 07/11/1998, 08/11/1998 a 14/11/1998, 15/11/1998 a 21/11/1998, 22/11/1998 a 28/11/1998, 29/11/1998 a 05/12/1998, 06/12/1998 a 12/12/1998, 13/12/1998 a 19/12/1998, 20/12/1998 a 26/12/1998. AUDITORIA INTERNA NA DCTF. IRPJ. COMPENSAÇÃO. NÃO CONFIRMAÇÃO DO PAGAMENTO A MAIOR QUE 0 DEVIDO. Inexistindo nos autos a prova do crédito informado na DCTF a titulo de saldo negativo de imposto sobre a renda de pessoa Fl. 152DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10850.001563/200238 Acórdão n.º 2801002.472 S2TE01 Fl. 153 3 jurídica invocado na impugnação, tendente a legitimar a pretendida compensação, subsiste a exigência. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 27/09/1998 a 03/10/1998, 04/10/1998 a 10/10/1998, 11/10/1998 a 17/10/1998, 18/10/1998 a 24/10/1998, 25/10/1998 a 31/10/1998, 01/11/1998 a 07/11/1998, 08/11/1998 a 14/11/1998, 15/11/1998 a 21/11/1998, 22/11/1998 a 28/11/1998, 29/11/1998 a 05/12/1998, 06/12/1998 a 12/12/1998, 13/12/1998 a 19/12/1998, 20/12/1998 a 26/12/1998. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de ato não definitivamente julgado aplicase retroativamente a lei nova quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei Assunto:vigente ao tempo do lançamento (CTN, art. 106, II “c”) Lançamento Procedente em Parte” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Tratase de Auto de Infração lavrado pela fiscalização, em procedimento de revisão de compensação realizada pelo Recorrente e declarada em DCTF para quitar débitos de IRRF, no valor de R$ 56.991,85, apurado nas 05 semanas de outubro de 1998. Segundo alega a fiscalização, inexistiria o crédito informado pelo contribuinte em DCTF, consistente em saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário de 1995 (Exercício 1996). Como visto, as razões de defesa pugnam pela existência de crédito por conta de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) pago a maior em anos anteriores, o denominado saldo negativo, invocando como prova desse crédito e da compensação, unicamente, sua declaração anual de rendimentos e a Declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (DIRPJ) do ano calendário de 1995. Não obstante, a Portaria 256/09, que aprovou o Regimento Interno do CARF, determina em seu art. 2°, textualmente: “Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); II Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Fl. 153DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10850.001563/200238 Acórdão n.º 2801002.472 S2TE01 Fl. 154 4 III Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando se tratar de antecipação do IRPJ; IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; {2} V exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES) e ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESNacional); VI penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias pelas pessoas jurídicas, relativamente aos tributos de que trata este artigo; e VII tributos, empréstimos compulsórios e matéria correlata não incluídos na competência julgadora das demais Seções.” Consequentemente, tendo em vista a vinculação da presente discussão aos saldos de IRPJ, aplicável a regra contida no dispositivo supra que determina ser competência da Primeira Seção do CARF a apreciação e julgamento do mérito posto a debate pelo lançamento. Pelo exposto, não conheço do recurso voluntário, devendo o processo ser remetido à Primeira Seção, nos termos regimentais. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 154DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 11543.005178/2001-15
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO.
Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre pedido de restituição de saldo negativo de IRPJ.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Declinada a Competência.
Numero da decisão: 2801-002.565
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso e por declinar da competência para julgamento do feito em favor da Primeira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre pedido de restituição de saldo negativo de IRPJ. Recurso Voluntário Não Conhecido. Declinada a Competência.
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PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RECURSO. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete à Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais julgar os recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância que versa sobre pedido de restituição de saldo negativo de IRPJ. Recurso Voluntário Não Conhecido. Declinada a Competência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso e por declinar da competência para julgamento do feito em favor da Primeira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Eivanice Canário da Silva, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Fl. 389DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 11543.005178/200115 Acórdão n.º 2801002.565 S2TE01 Fl. 365 2 Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 296/297), que reproduzo a seguir: “O presente processo teve início com os pedidos de fls. 01/ 02, em que a interessada requereu, em 19/12/2001, a restituição do valor de R$ 36.949,34, relativo a IRRF sobre aplicações financeiras de 1999, para compensação com os débitos indicados, todos do períodobase de 12/2001. Às fls. 16, a interessada relacionou as fontes pagadoras e respectivos IRF, totalizando retenção de R$ 24.008,67 no ano calendário de 1999, instruído com comprovantes de rendimentos de fls. 17/40. Às fls. 41, demonstrou a incidência da taxa Selic sobre esse total, montando em R$ 36.949,34. Posteriormente, em 31/12/2001, a interessada juntou as Dcomp de fls. 64/65, em que inclui débitos relativos ao anocalendário de 2002 e 2003 para compensação com o crédito alegado. Às fls. 83/84, foi solicitado da interessada apresentar documentação relativa ao IRPJ do exercício de 2000. Em atendimento, a interessada juntou documentos de fls.85/171. Consta às fls. 176 relatório da fiscalização indicando a existência de dois processos no nome da interessada, decorrentes de autos de infração de tratamento de malha, de nºs 11543.005745/200214 e 11543.005823/200181, totalizando crédito tributário de R$ 8.450.934,51. Em Despacho Decisório de fls. 182, a Delegacia da Receita Federal de VitóriaES indeferiu o pedido de restituição e não homologou a compensação solicitada, com base no Parecer Seort nº 226/2005, de fls. 178/182. De acordo com o referido Parecer, foi constatado, da documentação apresentada pela interessada, que esta teria compensado, em 1999, prejuízo fiscal anterior acima da limitação de 30% do lucro líquido prevista pelo art. 15 da Lei nº 9.065/1995. Concluiu o Seort que, devido às compensações indevidas de prejuízo, no total de R$ 6.100.939,83, não teriam sido recolhidas as estimativas de IRPJ ao longo do ano de 1999, e a interessada teria deixado de apurar lucro real no valor de R$ 4.270.657,88. Assim, entendeu o parecerista que não cabia a restituição, uma vez que o valor devido do IRPJ suplantaria o valor do IRRF. Cientificada da decisão da DRF/Vitória em 13/04/2005 (fls. 191), a interessada apresentou em 12/05/2005, na pessoa de seus representantes legais (fls. 201/203), manifestação de inconformidade de fls. 194/200, argumentando, em síntese: Fl. 390DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 11543.005178/200115 Acórdão n.º 2801002.565 S2TE01 Fl. 366 3 que é equivocado o posicionamento adotado pelo Parecer Seort nº 226/2005, que indeferiu os pedidos de restituição e compensação sob o argumento de que a interessada não possuía saldo negativo do IRPJ porque teria deixado de recolher as estimativas mensais por compensação de prejuízos fiscais acima do limite de 30% estabelecido pelo art. 15 da Lei nº 9.065/1995; que as verificações do parecerista teriam se resumido à documentação apresentada pela interessada, visto que a compensação do prejuízo fiscal já teria sido objeto de lançamento fiscal consubstanciado no processo nº 11543.005745/200214, devidamente impugnado e aguardando julgamento e que, portanto, encontrase com a exigibilidade suspensa, na forma do art. 151, III, do CTN; que utilizar tal argumento afrontaria o princípio da moralidade pública contido no art. 37 da CF/1988; que, além de tudo, a compensação teria sido efetuada sob o amparo de sentença judicial, ainda em pleno vigor, proferida nos autos da ação ordinária do processo nº 95.00161354, na qual a interessada figuraria no pólo ativo (fls. 246); que o Parecer Seort nº 226/2002 teria caráter ilegal e abusivo, pois violaria preceitos do CTN e da CF/1988, e deveria ser afastado, sob pena de responsabilidade funcional do agente administrativo por eventuais danos e prejuízos de ordem financeira que teriam sido causados à interessada e que são passíveis de ressarcimento por parte da União; e que, além disso, a cobrança dos débitos determinada pela autoridade administrativa contrariaria às disposições do art. 48 da IN SRF nº 460/2004, que diz que a manifestação de inconformidade suspende a exigência do crédito tributário e tal fato não fato não foi mencionado no Parecer Seort; não fosse a IN SRF nº 48 do conhecimento da interessada, esta teria sido prejudicada. Por fim, disse esperar que a decisão da DRF/Vitória seja julgada improcedente e que seja deferido seu pedido de restituição e compensação pleiteado no presente processo. Junta documentação de fls. 204/248.” A DRJ/Rio de JaneiroI indeferiu o pedido (fls. 295/301), para não homologar a compensação pretendida e determinar o prosseguimento da cobrança dos débitos objeto de compensação, nos termos da ementa a seguir transcrita: IRRF SOBRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO A compensação do IRF sobre aplicações financeiras incluídas na base de cálculo do IRPJ ocorre na apuração do IRPJ a pagar. Enquanto a base de cálculo do IRPJ depender de sentença judicial ainda não transitada em julgado, mesmo que por motivo alheio à compensação do IRRF, incabível qualquer restituição ou crédito deste tributo, por falta de certeza e liquidez. Fl. 391DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 11543.005178/200115 Acórdão n.º 2801002.565 S2TE01 Fl. 367 4 Compensação não Homologada Cientificada do acórdão de primeira instância em 02/02/07 (fls. 321), a interessada, por meio de seu procurador, apresentou, em 13/02/07, o Recurso de fls. 325/329, juntamente com os documentos de fls. 330/338, alegando, em suma, que: a) os valores exigidos através do processo administrativo nº 11543.005745/200214 – citado pela decisão recorrida – se encontram inquestionavelmente desvinculados dos créditos tributários ora requeridos, a título de IRRF, pois foram objeto de lançamento fiscal específico, o qual permanece pendente de análise tanto na esfera administrativa quanto na judiciária, pelo que jamais poderiam estar sendo utilizados para fins de obstacularizar o legítimo direito da Recorrente; b) o indeferimento da compensação ora requerida, através do processo nº 11543.005745/200214, corresponde a ato arbitrário e sem fundamentação legal, posto que a controvérsia a ser solucionada nestes autos se refere, exclusivamente , ao direito ou não à restituição dos créditos tributários relativos ao IRRF, apurados no anocalendário 1999; c) todo o documentário fiscal/contábil apresentado pela Recorrente no decorrer do processo administrativo nº 11543.005745/200214 efetivamente valida os seus créditos tributários a título de IRRF, fato este reconhecido pela própria decisão recorrida. Diante do exposto acima requer o provimento de seu recurso, sendo, consequentemente, homologada a compensação pleiteada neste processo. Por intermédio do Acórdão nº 192.00.189 (fls. 341/342), de 03/02/09, a Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes decidiu pela devolução dos autos deste processo à autoridade preparadora, tendo em vista a conexão entre este processo e o processo administrativo nº 11543.005745/200214. Em virtude da constituição definitiva dos créditos tributários controlados no processo administrativo nº 11543.005745/200214, bem como a adesão do contribuinte ao Parcelamento Especial previsto na Lei nº 11. 941/2009, conforme relatado no despacho de fls. 363, este processo foi remetido ao CARF para julgamento, tendo sido juntadas cópias dos acórdãos proferidos naquele processo. Como pode ser constatada na Ata da Reunião de Julgamento da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do CARF, relativa ao período de 15/05/12 a 17/05/12, este processo foi sorteado para este Conselheiro. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator Fl. 392DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 11543.005178/200115 Acórdão n.º 2801002.565 S2TE01 Fl. 368 5 Não obstante a recorrente afirmar que o pedido objeto deste processo se refere a restituição de IRRF sobre operações financeiras, e posterior compensação com outros débitos (fls. 02), tratase, na verdade, de pedido de restituição de crédito relativo a saldo negativo de IRPJ, apurado após o cômputo do IRRF incidente sobre aplicações financeiras. Isso porque a apuração do saldo passível de restituição/compensação é aquele do IRPJ a pagar negativo resultante do confronto do IRPJ anual devido com deduções previstas pela legislação, relacionadas nas linhas de 04 a 17 da ficha 13A da DIPJ/2000, entre as quais o IRRF sobre operações financeiras. Como pode ser verificado na cópia da DIPJ/2000 da recorrente (fls. 271), o valor original pleiteado a título de restituição de IRRF, R$ 24.008,67 (vide demonstrativo de fls. 41), foi deduzido do imposto de renda apurado com base no lucro real, tendo resultado em um saldo negativo de IRPJ correspondente àquele valor. O art. 2o, I, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22/06/09, com as alterações das Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010, publicadas, respectivamente, nos DOU de 31/08/2009 e de 22/12/2010, estabelece que cabe à Primeira Seção julgar recursos voluntários que versem sobre aplicação de legislação de IRPJ. Vejamos abaixo o aludido dispositivo legal: Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); Por sua vez, o art. 7o do citado Regimento dispõe que: Art. 7° Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. Assim, como o presente processo trata de pedido de restituição de saldo negativo de IRPJ, não restam dúvidas que a competência para apreciar o recurso voluntário em questão é da Primeira Seção deste Conselho. Diante do exposto acima voto por NÃO CONHECER do recurso e por DECLINAR DA COMPETÊNCIA para julgamento do feito em favor da Primeira Seção de Julgamento do CARF. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 393DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 11543.005178/200115 Acórdão n.º 2801002.565 S2TE01 Fl. 369 6 Fl. 394DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 07/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.006803/2006-52
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Exercício: 2002
CONCOMITÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE PROVAS.
Não havendo nos autos prova da existência de processo judicial tratando da mesma matéria objeto do lançamento, não é possível a aplicação do instituto da concomitância.
Decisão da DRJ Anulada.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-002.557
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso para declarar nula a decisão recorrida ante o reconhecimento da inexistência de renúncia à instância administrativa, determinando, por conseqüência, o retorno
dos autos à DRJ para julgamento da questão.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
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INEXISTÊNCIA DE PROVAS. Não havendo nos autos prova da existência de processo judicial tratando da mesma matéria objeto do lançamento, não é possível a aplicação do instituto da concomitância. Decisão da DRJ Anulada. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para declarar nula a decisão recorrida ante o reconhecimento da inexistência de renúncia à instância administrativa, determinando, por conseqüência, o retorno dos autos à DRJ para julgamento da questão. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Eivanice Canário da Silva, e Sandro Machado dos Reis. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10830.006803/200652 Acórdão n.º 280102.557 S2TE01 Fl. 80 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 1ª Turma da DRJ/CPS (Fls. 54), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Tratase de Auto de Infração eletrônico decorrente de auditoria interna da DCTF/2000, indicativo de exigência de multa de mora no importe de R$ 5.120,37, incidente sobre o pagamento do débito correspondente ao 4° trimestre 2000, código de receita 5706, pago fora de prazo e sem o acréscimo dessa verba. Impugnando a exigência, argumenta a contribuinte, em síntese, a decadência do lançamento, e a existência da denúncia espontânea. Passo adiante, a 1ª Turma da DRJ/CPS entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: DCTF. REVISÃO INTERNA. MULTA DE MORA. NORMAS PROCESSUAIS. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. A propositura de ação judicial, antes ou após a lavratura do auto de infração, com o mesmo objeto, além de não obstaculizar a formalização do lançamento, impede a apreciação, pela autoridade administrativa a quem caberia o julgamento, das razões de mérito submetidas ao Poder Judiciário. O Recorrente foi cientificado em 02/04/2009 (Fls.55). O Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 30/04/2009 (fls. 60 75), esclarecendo que não há a concomitância, pois não teria ingressado com Mandado de Segurança para excluir a multa de mora dos pagamento em atraso do IRRF, e reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo, e com condições de admissibilidade. Primeiramente, cabe analisar a existência, ou não, de concomitância entre o presente processo administrativo e processo judicial, com a conseqüente possível renúncia à esfera administrativa. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10830.006803/200652 Acórdão n.º 280102.557 S2TE01 Fl. 81 3 Segundo o acórdão da DRJ, a impugnação da defendente não poderia ser apreciada, em virtude da renúncia da esfera administrativa, decorrente da concomitância deste processo administrativo e um processo judicial; in verbis: Impugnando a exigência, argumenta a contribuinte, em síntese, que "a matéria em discussão se encontra subjudice e o valor cobrado foi depositado integralmente em juízo”, Uma vez que a Defendente impetrou Mandado de Segurança Preventivo, processo n° 2001.61.05.0115965, que tramita perante a 4° Vara da Justiça Federal em Campinas, visando a eximir do recolhimento da multa moratória incidente sobre o crédito tributário pago extemporaneamente a titulo de IRPJ, em virtude da denúncia espontânea da exigência fiscal, nos termos do art. 138 do CTN. (...) A via judicial é uma opção eleita pelo contribuinte no seu livre exercício de escolha, o que implica a renúncia de ver apreciada a questão na esfera administrativa. Nesse sentido o ADN n° 3/96. (pág. 56 dos autos) Ocorre que a Recorrente afirma que não ingressou com ação judicial que tivesse como objeto a desconstituição da multa de mora no pagamento em atraso de IRRF, em virtude da denúncia espontânea; mas sim, afirma o contribuinte que ingressou com a ação judicial nº 2001.61.05011596/5 para exclusão da multa de mora em pagamentos em atraso de IRPJ e CSSL. Compulsando os autos, verifico que, apesar da afirmação da DRJ, não há na impugnação da Recorrente qualquer afirmação que a matéria se encontra subjudice e que o valor cobrado foi depositado em juízo. Também não há nos autos qualquer documento acerca da existência desta ação judicial, que tenha como objeto o mesmo deste processo administrativo. Ante tais fatos, entendo que não resta configurada a concomitância entre este processo administrativo e um processo judicial, e que, consequentemente, não há a renúncia a esfera administrativa pela contribuinte. Entendo ainda que o processo administrativo deve retornar a DRJ, para esta julgue a questão, sob pena de supressão de instância, com prejuízo a defesa da contribuinte. Ante tudo acima exposto, e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso, para declarar nula a decisão recorrida, ante o reconhecimento da inexistência de renúncia a esfera administrativa pela contribuinte; determinando, por conseqüência, o retorno dos autos a DRJ, para que esta julgue a questão. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 85DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10830.006803/200652 Acórdão n.º 280102.557 S2TE01 Fl. 82 4 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 13839.002118/2003-12
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Ano-calendário: 1998
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - NULIDADE - ALTERAÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO DE SEGUNDA
INSTÂNCIA. Se a autuação toma corno pressuposto de fato a inexistência de processo judicial e o contribuinte demonstra a existência desta ação, deve-se reconhecer a nulidade do lançamento por absoluta falta de amparo fático. Não há como manter a exigência fiscal senão naqueles especificamente
indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.382
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso.
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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BENS LTDA Recorrida DRJ - CAMPINAS/SP ASSUNio: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 1998 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO - NULIDADE - ALTERAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO DE SEGUNDA INSTÂNCIA.. Se a autuação toma corno pressuposto de fato a inexistência de processo judicial e o contribuinte demonstra a existência desta ação, deve-se reconhecer a nulidade do lançamento por absoluta falta de amparo fálico, Não há como manter a exigência fiscal senão naqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, Daniel Mauricio Fedato Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Angela Sartori, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin, Ausente justifieadamente o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Em 17 de junho de 2003, foi lavrado contra a empresa supra identificada, Auto de Infração no total de R$ 71,464,61 relativo a COHNS, incluso acréscimos legais cabíveis até a data da lavratura, em virtude da não confirmação do processo judicial, indicado para fins de suspensão de exigibilidade dos débitos declarados de abril a dezembro/1998, A Recorrente, inconformada ingressou manifestação de inconformidade, onde a DRJ de Campinas/SP, cancelou apenas a multa de oficio com a seguinte alegação, "não cabe a aplicação de multa de oficio na constituição do crédito tributário de períodos para os quais foram efètuados depósitos judiciais no montante integral do tributo devido". Não satisfeita, a Interessada recorre a este Conselho para reforma da decisão da primeira instância. Em síntese, é o relatório. Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual me concede o direito de conhecê-lo. A controvérsia em questão, cinge-se no não reconhecimento de um Processo Judicial que a Recorrente ingressou. A evidência da não comprovação encontra-se nas fis, 18/20, na descrição dos fatos do Auto de Infração eletrônico, "Proojud não comprovad". Ocorre que a existência desse Processo Judicial é fato, basta verificar nos autos, inclusive registra a numeração do processo e vínculo com a empresa, através do CNPJ da mesma, conforme também pode ser constatado. Ora, como é visto, está comprovado a existência do Processo Judicial vinculado a empresa em epígrafe, que até o momento está aguardando julgamento deste. Basicamente, presume-se que o auto de infração foi lavrado em virtude de acreditar a fiscalização que a referida ação judicial não existia. As peças processuais da ação judicial apresentadas pelo contribuinte demonstram que o processo judicial existia, e se a ação existia, o pressuposto de fato que dá suporte ao auto de infração é falso. A respeito do tema, vale a pena transcrever as seguintes considerações, extraídas de voto vencido no Acórdão if 7.386, de 17 de novembro de 2004, da DRJ- Curitiba/PR, proferido em situação idêntica: 2 Processo n" I 3839 002118/2003-12 S3-1E03 Acórdão n." 3803.00,382 Fl 55 3. Respeitosamente, considero que .fazer agora tais considerações, no âmbito do processo, e manter o lançamento sob pressupostos outros que sequer foram, ou puderam ser, cogitados pela autoridade autuante corresponde à verdadeira inovação no que pertine à valoração jurídica dos fatos, em época em que descabe à autoridade julgadora proceder ao agravamento da exigência, por força do que determina o § 3" do art. 18 do Decreto n." 70235, de 1972, com redação dada pelo art. 1" da Lei n," 8,748, de 1993, in verbis: "§ 3'. Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizadas no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração -. da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou emitida notificação de lançamento complementar devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada." 4. Em sintonia com o que determina a disposição legal supra, também a doutrina jurídica, na exegese de MARCOS VINIC1US NEDER e MARIA TERESA MARTINEZ LOPES (in Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, Dialética, 2002, p.184), recomenda o seguinte: "Assim, constatadas pela autoridade ,julgadora inexatidões na verificação do .fato gerador, relacionadas com o mesmo ilícito descrito no lançamento original, o saneamento do processo fiscal será promovido pela feitura de Auto de Infração Complementar. Esta peça, sob pena de nulidade, deverá descrever os motivos que .finzdamentain a alteração do lançamento original, indicando o fato ou circunstância que ele pretende aditar ou retificar, demonstrando o crédito tributário unificado, de modo a permitir ao contribuinte o pleno conhecimento da alteração". 5,.No caso em pauta, sabemos todos que o auto de infração é lavrado mediante simples cruzamento de dados entre o que é informado pelo contribuinte e os demais registros contidos no sistema informatizado da Receita Federal. O procedimento in casu é totalmente eletrônico e não obstante a sua validade, visto que autorizado por autoridade competente, fundamenta-se apenas no estreito limite desse cruzamento de informações. A descrição do .fato, requisito de validade do auto de infração e elemento essencial ao exercício do direito à ampla defesa do sujeito passivo, encontra-se no âmbito de competência da autoridade lançadora, descabendo à autoridade julgadora supri- ao argumento de que a exigência seria válida sob o prisma da "falta de recolhimento". Ora, a falta de recolhimento é, em sentido amplo e via de regra, a razão de qualquer lançamento de oficio efetuado de modo a constituir o crédito tributário Vale dizer, em linguagem mais simples, que o Fisco não pode, durante 3 o procedimento, atirar no que vê e, então, a autoridade julgadora, já no curso do processo, fazê-lo acertar no que não viu, subtraindo ao impugnante o direito de opor contra-razões, quaisquer que sejam, sem que isto, pelo menos a meu juízo, resulte na preterição do direito de defesa do contribuinte autuado.. 6Em apertada síntese, estas são as razões pelas quais, não promovido o aludido saneamento processual e ante a insubsistência do fato que ensejou a lavratura do auto de infração em exame, visto que agora são outros os pressupostos que o ensejariam, divirjo, respeitosamente, da relatora e dos demais colegas julgadores que votaram pela procedência do feito, eis que, a meu . juízo, sem que o processo seja saneado, impõe-se o cancelamento do auto de infração, cabendo ao Fisco efetuar o lançamento que achar devido, então já sob o pálio de novos pressupostos, e desde que dentro de prazo decadencial. 7 isto posto, VOTO PELA IMPROCEDÊNCIA do lançamento, bem assim respectiva multa lançada de oficio e ,juros moratórias." Concordo com este entendimento. Irrita perceber', neste caso, que o auto de infração singelamente se anima na inexistência da ação judicial e que, depois de demonstrada a existência da ação judicial, a Autoridade Julgadora de Primeira Instância se arvorou em esmiuçar os detalhes da ação judicial existente, buscando outros motivos de fato para sustentar a manutenção da exigência. Se a autuação tomou como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial, e o contribuinte demonstrou a existência da ação, resta patente que o lançamento não tem suporte tático válido, pois o motivo que lhe deu causa na verdade não existe. De acordo com a teoria dos motivos determinantes, o ato administrativo está forçosamente vinculado aos fatos concretos apurados e aos fundamentos legais que lhe dão suporte. A fiscalização preferiu tomar um suporte tático genérico e impreciso para dar suporte à autuação, ao invés de promover a apuração concreta da realidade do caso, E errou de fundamento, sendo então incabível que as instâncias julgadoras promovam a atividade de fiscalização que a autoridade lançadora devia ter executado, decantando o suporte concreto que deveria ter sido apurado e indicado pela autoridade lançadora para a lavratura do auto de infração. Deve-se, pois, reconhecer a nulidade do lançamento por erro e falta de amparo fatie°, Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para anular o auto de infração, DWe."1 Maurício Fedato 4
score : 1.0
Numero do processo: 11610.006148/2007-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Anocalendário: 2004
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE.
Incumbe ao contribuinte apresentar documentos que constituam prova inequívoca da efetiva prestação de serviços e do efetivo pagamento, estando a autoridade fiscal legalmente autorizada a não se satisfazer apenas com a apresentação de recibos, ainda que contenham todos os requisitos formais.
Inteligência do artigo 11, §3º, do Decreto-lei n.º 5.844/43 e artigo 73 do RIR/99.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.392
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. Incumbe ao contribuinte apresentar documentos que constituam prova inequívoca da efetiva prestação de serviços e do efetivo pagamento, estando a autoridade fiscal legalmente autorizada a não se satisfazer apenas com a apresentação de recibos, ainda que contenham todos os requisitos formais. Inteligência do artigo 11, §3º, do Decreto-lei n.º 5.844/43 e artigo 73 do RIR/99. Recurso Voluntário Negado.
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DEDUÇÃO. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. Incumbe ao contribuinte apresentar documentos que constituam prova inequívoca da efetiva prestação de serviços e do efetivo pagamento, estando a autoridade fiscal legalmente autorizada a não se satisfazer apenas com a apresentação de recibos, ainda que contenham todos os requisitos formais. Inteligência do artigo 11, §3º, do Decretolei n.º 5.844/43 e artigo 73 do RIR/99. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Fl. 47DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11610.006148/200771 Acórdão n.º 2801002.392 S2TE01 Fl. 38 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório A contribuinte acima identificada recebeu Notificação de Lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao anocalendário 2004, em decorrência de dedução indevidamente pleiteada na declaração de rendimentos. Como resultado, o saldo de imposto a restituir de R$ 3.129,49 que havia sido apurado pela contribuinte na DIRPF foi reduzido para R$ 2.310,06. Segundo a descrição dos fatos constante da peça de autuação, a contribuinte não comprovou o efetivo pagamento dos serviços médicos declarados como tendo sido prestados pela fisioterapeuta Simone F. Moujaes, no valor de R$ 10.349,50. Na impugnação, às fl. 01/11, a interessada junta recibos da citada profissional, bem como documentos de pagamentos realizados através de transferência bancária (DOC), os quais reputa serem suficientes para demonstrar a improcedência do lançamento. A 10a Turma de Julgamento da DRJ/São Paulo II (SP) julgou procedente o lançamento, mantendo, assim, a exigência do crédito tributário, nos termos do Acórdão DRJ/SPOII n° 1732.303, de 02/06/2009, às fls. 22/26. Cientificada dessa decisão em 06/08/2009, conforme faz prova o Aviso de recebimento – AR à fl. 27/v., a interessada interpôs em 21/08/2009, por meio de seu procurador, o Recurso Voluntário às fls. 28/31, anexando a documentação às fls. 32/35. Na defesa, apresenta, em resumo, os mesmos argumentos e fundamentos expostos quando da impugnação ao lançamento, ou seja, alega, em síntese, que: o fato das despesas pagas à fisioterapeuta terem sido pagas pelo marido em nada altera o fato da despesa ser deduzida pela mulher, esposa do casal; em nenhuma situação do Regulamento do Imposto de Renda está disposto que nas declarações individuais dos casais o caixa de ambos os cônjuges deva ser individual; nada impede que o casal tenha um caixa único para o pagamento de ambas as contas e ao final do exercício declarem explicitamente, quais as receitas, despesas e investimentos pertencem individualmente a cada um deles; apresentou os recibos de seus pagamentos de emissão da fisioterapeuta Simone F. Moujaes, por ser a exigência legal para a dedução da base de cálculo do imposto devido no ano calendário. Ao final, requer a interessada seja acolhida sua defesa e declarada a improcedência do lançamento, cancelandose o débito fiscal reclamado. É o relatório. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11610.006148/200771 Acórdão n.º 2801002.392 S2TE01 Fl. 39 3 Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de glosa de despesa médica no valor de R$ 10.349,50 pleiteada pela recorrente em sua declaração de rendimentos relativa ao exercício 2005, anocalendário 2004. Na peça recursal a contribuinte reitera os argumentos apresentados na impugnação, acrescentando que a legislação do Imposto de Renda não veda que os serviços prestados por fisioterapeuta à sua pessoa sejam pagas por seu marido, nada impedindo que o casal tenha um caixa único para o pagamento de ambas as contas e ao final do exercício declarem explicitamente, quais as receitas, despesas e investimentos pertencem individualmente a cada um deles. Não obstante a razoabilidade de tal argumentação, no presente caso, adotandose este mesmo entendimento, para fazer jus à dedução em comento, por óbvio, seria necessário que a contribuinte lograsse êxito em demonstrar que os mesmos comprovantes de pagamentos que apresenta para fins de dedução da despesa médica em questão cujo montante ali referenciado fora quitado pelo cônjuge da recorrente, Sr. Zacle Tacla, por meio de transferência bancária não estão relacionados às despesas médicas que foram declaradas por seu esposo como tendo sido realizadas com a mesma profissional. Todavia, nesta fase recursal, nenhuma nova prova foi apresentada pela contribuinte no sentido de elidir a infração apontada pela autoridade fiscal (dedução indevida de despesa médica). Deste modo, por relevante, transcrevo os seguintes excertos da decisão vergastada, cujo entendimento ali expresso adoto in totum, neste voto, como razões de decidir: “(...) 7. A contribuinte apresentou na impugnação os documentos de fls. 04 a 18, representados por recibos de pagamento de emissão da fisioterapeuta Simone F. Moujaes e os comprovantes de pagamento representados por transferência bancária, realizados por seu marido Zake Tacla —CPF 008.533.64834. 7.1. Não obstante a comprovação dos pagamentos pelos serviços médicos prestados, em verificação à Declaração de Ajuste Anual Exercício 2005, Ano calendário 2004, de seu marido, verificase constar, coincidentemente, dedução de despesas médicas realizadas com a mesma profissional. 7.2. Considerando que o marido da impugnante também pleiteia dedução da base de cálculo do imposto por despesas realizadas com a profissional citada e como não há comprovação no presente processo que o dispêndio foi assumido pela contribuinte Fl. 49DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11610.006148/200771 Acórdão n.º 2801002.392 S2TE01 Fl. 40 4 ou provas de demais dispêndio financeiro para a favorecida fisioterapeuta, de modo a cobrir ambas as deduções realizadas, tais transferências bancárias não poderão ser aceitas por esta julgadora, como prova da efetividade do pagamento. 7.3. Como se vê, o ônus da prova recai sobre aquele de cujo beneficio se aproveita. Cabe assim, ao contribuinte, no seu interesse, produzir as provas dos fatos consignados em suas declarações de rendimentos, sob pena de não têlos aceitos pelo Fisco. Prova que deve estar amparada em documentos hábeis e idôneos, de modo a comprovar cabal e inequivocamente o que foi declarado/pleiteado. (...)” Levandose em consideração, pois, tais observações, tomo por consistente a manutenção da glosa a título de despesa médica conforme efetuada no lançamento, formando, deste modo, convencimento de que a exigência fiscal deve mesmo prevalecer. Diante do acima exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 50DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13894.000819/2009-48
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2007
MULTA. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. PESSOA FÍSICA.
ATRASO NA APRESENTAÇÃO.
A apresentação extemporânea da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.453
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. PESSOA FÍSICA. ATRASO NA APRESENTAÇÃO. A apresentação extemporânea da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 30DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13894.000819/200948 Acórdão n.º 2801002.453 S2TE01 Fl. 29 2 Relatório Em 26/09/2009, o contribuinte acima identificado entregou a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF), referente ao ano calendário 2006, exercício 2007. Por meio da Notificação de Lançamento à fl. 03 foi exigida a multa por atraso na entrega da DIRPF do exercício citado no valor de R$ 1.598,96 (20% do imposto devido apurado na Declaração). Cientificado da exigência fiscal, o interessado apresentou em 01/10/2009 a impugnação à fl. 01, argumentando que: no ano de 2007 recebeu rendimentos decorrentes de ação trabalhista, obtendo informações que teria que fazer a DIRPF do exercício 2008, ano base 2007; é isento, não tem renda suficiente para declarar o valor da aposentadoria, estando somente obrigado à apresentação da declaração em função do valor recebido na ação judicial; fez a declaração do exercício 2008 e ao procurar o posto da Receita Federal para obter informações quanto ao recebimento de sua restituição, foi informado que o valor do imposto foi retido em 2006 e que havia um erro quanto ao exercício fiscal da DIRPF inicialmente apresentada; fez, então, a declaração correta (exercício 2007/anocalendário 2006), tendo sido gerada a multa exigida nos autos; no entanto, não possui condições para suportar tal débito; não houve negligência, sendo que o advogado da causa fez o pagamento um ano depois da retenção do IRRF. Ao final, solicitou o impugnante que fosse desconsiderada tal multa, ou alternativamente, que fosse fixada em seu valor mínimo. Ao apreciar o litígio, a 8a Turma de Julgamento da DRJ/São Paulo II (SP) decidiu pela procedência da exigência fiscal, nos termos do Acórdão às fls. 14/17, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2007 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE. A entrega da declaração de ajuste anual após o prazo fixado, estando o contribuinte obrigado à sua apresentação, enseja a aplicação da multa por atraso. Fl. 31DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13894.000819/200948 Acórdão n.º 2801002.453 S2TE01 Fl. 30 3 Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Devidamente notificado da decisão a quo em 31/03/2010, conforme AR à fl. 22, o contribuinte interpôs, em 15/04/2010, o Recurso Voluntário às fls. 23/25. Em suas razões, o recorrente ratifica os termos da impugnação outrora apresentada, acrescentando ainda que: apresentou a declaração referente ao exercício de 2008, referente a rendimentos percebidos em 2007, justamente sobre o valor das verbas trabalhistas sacadas naquele ano; utilizou como prova de suas alegações o próprio papel do escritório de advocacia mostrando a data que tinha recebido os valores, pedido este, que foi negado pela decisão recorrida com fundamento na procuração que foi outorgada ao bacharel; ao melhor se informar sobre os fatos obteve a informação de seu advogado de que o valor em questão tinha sido levantado (sacado) no ano de 2007, e tendo em vista que a Declaração do IRPF é regida pelo regime da Caixa, neste ano é que deveria ser informado o rendimento, estando, portanto, errada a informação prestada pela fonte pagadora relativa ao ano do depósito judicial, já que apenas com este o Reclamante, em processo trabalhista, ainda não detinha a disponibilidade econômica ou jurídica do rendimento, ficando deste modo caracterizado o erro na informação prestada à Receita Federal; totalmente indevida a cobrança da multa, pois ainda que tivesse cometido algum equívoco, o que não é o caso, essa alteração na DIRPF não gerou qualquer falta de recolhimento do imposto, não causando, portanto, prejuízo à Fazenda Pública, vindo unicamente penalizálo de forma totalmente indevida e injusta. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. De início, declarase a tempestividade da peça recursal apresentada nos autos, visto que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 31/03/2010 (fl. 22) e interpôs o Recurso Voluntário em 15/04/2010 (fl. 23), portanto, dentro do trintídio legal. Verifico ainda que foram atendidos os demais requisitos legais, razão pela qual tomo conhecimento da referida defesa. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passase, portanto, ao mérito da questão. Cuida a controvérsia ora em exame de aplicação da multa por atraso na entrega de Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF), correspondente ao exercício 2007, anocalendário 2006. Em sua defesa o contribuinte assevera que no ano de 2007 recebeu rendimentos oriundos de ação trabalhista, e que teria sido informado quanto à necessidade de Fl. 32DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13894.000819/200948 Acórdão n.º 2801002.453 S2TE01 Fl. 31 4 apresentar declaração de ajuste anual do exercício 2008, posto que os rendimentos auferidos ultrapassavam o limite de isenção estabelecido pela legislação. No entanto, consta dos autos, às fls. 12/13, Declaração de Imposto Retido na Fonte – DIRF entregue pela Prefeitura do Município de São Paulo com a indicação de que os rendimentos relativos à citada reclamatória trabalhista foram disponibilizados ao recorrente em dezembro de 2006. Ressaltese que referida DIRF é documento hábil a respaldar o procedimento fiscal para exigência da multa sob exame, e sua desconsideração somente poderia ocorrer se o contribuinte demonstrasse de forma inconteste a inexatidão das informações (datas e valores) prestadas pela fonte pagadora. Quanto a isto, não obstante tenha tido a oportunidade de fazêlo, tanto por ocasião da impugnação ao lançamento, e ainda, quando da apresentação do recurso em apreço, verificase que nenhuma prova cabal nesse sentido foi anexada ao processo pelo litigante, prevalecendo, deste modo, a informação constante nos referidos extratos às fls. 12/13. Como se vê, o recorrente estava obrigado a apresentar a DIRPF do exercício 2007, anocalendário 2006, e ao realizar tal obrigação acessória a destempo, cabível a exigência da penalidade, face o disposto no artigo 88 da Lei n° 8.981/95, que assim declara: Art. 88. A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica: I à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto de renda devido, ainda que integralmente pago; II à multa de duzentas UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração de que não resulte imposto devido. § 1o O valor mínimo a ser aplicado será: a) de duzentas UFIR para as pessoas físicas; b) de quinhentas UFIR, para as pessoas jurídicas. [...] (destaque nosso) Portanto, resta demonstrado nos autos que o recorrente cumpriu a destempo a obrigação acessória de apresentação de sua declaração de rendimentos. É cristalino que a obrigação tributária acessória diz respeito a fazer ou deixar de fazer no interesse da arrecadação ou fiscalização do tributo, sendo óbvio, portanto, que o suplicante pode ser penalizado pelo seu não cumprimento. Convém ainda ressaltar que as circunstâncias pessoais do sujeito passivo não poderão elidir a imposição de penalidade pecuniária, conforme prevê o artigo 136, do CTN, que instituiu, no Direito Tributário, o principio da responsabilidade objetiva, segundo a qual, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Fl. 33DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13894.000819/200948 Acórdão n.º 2801002.453 S2TE01 Fl. 32 5 E mais, a penalidade exigida nos autos é decorrente de expressa determinação legal, assim, não há como ser acatado o pleito do recorrente para redução da exigência fiscal ao valor mínimo estabelecido na norma tributária. Face ao acima exposto, VOTO em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 34DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10805.001980/87-90
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 303-00.331
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do processo, em diligência, à DRF - São Paulo,nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente, o~Conselheiro Luiz Eduardo Sá Roriz. Ausente, também, o Conselheiro Evandro Neiva de Amorim.
Nome do relator: CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA
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AISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTOA ORF - SANTO - ANOR~-SP. - Relator RESOLUÇÃO 303-0.331 V 1ST O S, relatados e discutidos, os presentes autos de recursos interpostos por AISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTOA, A C ÓOR D A M os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do processo, em dilig~ncia, à ORF - sâo Paulo,nos ter mos do voto do relator. Aus~nte,justificadamente,o~Conselheiro :lui Edüardo SáiRor:Íí,Z.oAusente,també-m, ~o Conselheiro Evandro Neiva 'de Amorim. Brasília - O ,-em 24 de maIO VISTO EM LLA t\lnENCAfI RO DE~~%éffA~ rocurador da Fazenda Nacional JUL 1990 Participaram,ainda,do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: PAU LO A F FO N S ECA O E BA R RO S FA R IA J UNI O R, 8O g ~ i : A LV ES OA FO NS ECA, M A L - o- I , VINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES, HUMBERTO ESMERALOO BARRETO FILHO,JOS~ ARUALOO DE CASTRO ALVES E ZORILOA LEAL SCHALL. .0 • -- ..•.-;i~ • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO 111.603 RESOLUÇÃO 303 - 0.331 RECORRENTE: AISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA RECORRIDA DRF - SANTO ANDRÉ-SP. RELATOR CARLINDO DE SOUZA MACHADO E SILVA RELATÓRIO E VOTO Contra a empresa AISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA., CGC nº 27.363.514/0001-68, formalizou-se a exigência do crédito tributário no valor de Cz$17.042.033,33, correspondente a Impos- to de Import~ç~o~ correç~o monetária, juros' morat6rios,e mul- ta de 100% calculada sobre o Imposto de Importaç~o,prevista no artigo 106, I, .£, do DL nº 37, de 1966, porque, em ato de revi - s~o aduaneira das Declarações de Importaç~o nºsOOl.887, 001.925, 001.926,.002.017,002.018,002.102, 002.188, 002.239,002.240, 1 002.241, 002.274, 002.275,002.373, todas de 1983, da Delegacia . - .. da Receita Federal em Santos-SP, constatou-se o desembaraço de mercadorias, com suspens~o do pagamento de tributos,aoramparo da Guia de Importaç~o nº 301-83/0037 e seus Aditivos, onde a autua- da consta como consignatária e como imporiadora a COMPANHIA GO- ODYEAR DO BRASIL - PRODUTOS DE BORRACHA, sem que lhe houvesse si do deferido, portanto, o regime aduaneiro especial de drawback , modalidade de suspens~o de tributos. Regularmente intimada, diz a autuada, em sintese,que atuou como consignatária de diversas empresas fabricantes de pneumáticos detentoras de Atos Concess6rios, para importaç~o de matéria-prima borracha natural, no regime de "drawback",moda- lidade de suspens~o de tributos, sendo que o caso sob ~ litigio era referente ao Ato Concess6rio da CACEX nº 301.83/0003;que~nas GI's que ampararam as importações das mercadorias submetidas a despacho aduaneiro, constou como consignatária,enquanto a Com. , panhia Goodyear do Brasil-Produtos de Borracha era a importadora e beneficiária do regime de "drawback"j que, foi instruida a pr~ encher as Declarações de Importaç~o como importadora, à falta de previs~o e espaço no formulário, abrigando a hip6tese de existir consignatário, sem, contudo, pretender simular a operaç~o .ou prestar falsa informaç~o; que, o seu procedimento também ' está Recurso 111.603 Res. 303 -0.331 SERVI CO PÚBLICO FEDERAL lavrou-se "Termo Comple- tendente a exigir o cr~di Portos - TMP,correção mo- no tota 1 de Cz$.,18.849.606,40 • conforme os termos do Telex BSA/CST/DAA nº 521, de 5 de maio198 O (e P ar ec e r C ST /OA A n º 3O 57, de' 2 4 .1O .8 O; .que -, se e ng an ocometido quando do preenchimento da DI, o mesmo deveria ter do sanado atrav~s de DCI. Em 04 de novembro de 1988, mentar ao Auto de Infração" (fls. 323, to relativo à Taxa de Melhoramento dos netária, e, juros e multa morqtórios de foi s1.. proceaent--e fls.356a 357, Devolvido o prazo para apresentção de nova impugna;- ção, a interessada retorna ao processo ratificando os termos de sua anterior impugnação e, relativamente à nova exigência, Taxa de Melhoramento dos Portos, em preliminar argui a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o cr~dito tributário,uma vez que o tributo se encontrava sujeito ao auto-lançamento ou lançamento por homologação, por isso a sua constituição somente seria possível até 5(cinco) anos contados da ocorrência de seu fato gerador, na forma do disposto no artigo 150, ~ 4º, do Códi- go Tributário Nacional. Proferindo sua decisão, a autoridade singular julgou a ação fiscal, na conformidade dos fundamentos de lidos em sessão. (lê) Em tempestivo recurso interposto a este Conselho, a empresa repisa os termos de sua impugnação e aduz que as Declar~ ções de Importação foram instruídas com documentação onde a Go- odyear consta como importadora, inclusive na Guia de Importação; que, sendo uma" importação como benefício fiscal, o fu~ci6nário encarregado de proceder ao despacho aduaneiro deve ter examinado a documentação de forma minuciosa, como determinado no subitem .. 4.2 da IN-SRF nº 40/74, tanto que foi emitida DCI destinada a corrigir dados sem maiores importincias; que, os termos de res - ponsabilidade foram assinados com fundamento no Ato Concessório nº 301-83/0003, em nome de GOODYEAR; que, promoveu o desembaraço das mercadorias como consignatária, em nome e por conta da impor ta d o r a; que, a s no tas f isc a is de sua em issão viSavam acom p an h a r a s mercadorias de seu Entreposto Aduaneiro at~ ao 'estabelecimento da GOODYEAR, atendendo exigência do fisco estadual, sem implica- ção de qualquer transação comercial; que, os valores dndicados nas notas fiscais representam os valores das mercadorias importa das, - atualizado pela variação cambial,acrescido das parcelas de SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -4- Recurso 111.603 Res. 303 -0.331 1990 OLS/CF frete e seguro; que, jamais se utilizou de provas falsas para obter, os benefícios de "drawback", modalidade de suspensão de tributos, integralmente utilizado pela GOODYEAR, tanto que a Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil S/A -CACEX emi- tiu Relatório de Comprovação de "Drawback", com a .ciconseqUente baixado Ato Concessório nº 301-83/0003. Para formação de minha convicção, voto no sentido de o presente julgamento ser convertido em diligência, a fim de a Delegacia da Receita Federal em são Paulo-SP, informe se as D1's nºs.00al~87, 001.925, 001.926, 002.017, 002.018, 002.102,002.188, 002.239, 002.240, 002.241, 002.274, 002.275.e 002.373,todas de 1983, da Delegacia da Receita Federal em Santos-SP, constam do Relatório de Comprovação de IIDrawback", emitido pela CACEX cor - respondente ao Ato Concessório nº 301.83/0003, a favor da COMPA- NH I A GOODYEA R DO BRAS IL - PRODUTOS DE BORRACHA, CGC nº 6O .5OO :246/ 0001~54, situada na Rua dos Prazeres, 284J são Paulo-SP. S ~rrs Se !sões~ ~ C RLINDO ~ZA MACHADO E SILVA - Relator ., 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 13736.000386/2008-62
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TRIBUTAÇÃO.
O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme determina a legislação tributária. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.462
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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TRIBUTAÇÃO. O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme determina a legislação tributária. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13736.000386/200862 Acórdão n.º 2801002.462 S2TE01 Fl. 44 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Trata o processo fiscal de lançamento, gerado após o processamento da declaração de ajuste, por omissão de rendimentos recebidos. Cientificado, o impugnante insurgiuse contra o lançamento, focando primordialmente o inciso III do art 1° da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever a autuação.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercicio:2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Lançamento Procedente” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual merece ser conhecido. Como relatado, tratase de lançamento decorrente de omissão de receita por parte do contribuinte. A Recorrente alega que as referidas receitas são referentes ao adicional por tempo de serviço e, por isso, seriam não tributáveis, nos termos do art. 1º, inciso III, alínea "d" e "n", da Lei no 8.852/94. Conforme ressaltou a decisão recorrida, a Lei 7.713/88, em seu art. 3°, §1°, dispõe que o imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos (renda), os alimentos e pensões Fl. 44DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13736.000386/200862 Acórdão n.º 2801002.462 S2TE01 Fl. 45 3 percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos arts. 9° a 14 desta mesma Lei. Ademais, o § 4° do art. 3° da Lei 7.713/88 define que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo. Todavia, normas legais determinam a exclusão do rendimento bruto, para fins de incidência do imposto de renda da pessoa física, por serem isentos ou não tributáveis. Estas exclusões estão elencadas no art. 39 do Decreto n° 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda). A Lei 8.852/94 dispõe sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1°, da Constituição Federal, além de dar outras providências, mas não contempla em seu art. 1°, III, hipóteses de isenção ou de não incidência do imposto de renda da pessoa física. O art. 1° da Lei 8.852/94 define meramente aquilo que seja vencimento básico, vencimentos e remuneração para aplicação dos seus dispositivos. Com efeito, não outorga isenção ou enumera hipóteses de não incidência de imposto, mesmo porque lei que concede isenção deve ser especifica, nos termos do § 6° do art. 150 da CF/88, ou seja, deve tratar exclusivamente da matéria isentiva ou de determinada espécie tributária. Assim define a Súmula nº 68 do CARF, in verbis: “A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.” Isto posto, nego provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 45DF CARF MF Impresso em 08/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
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