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Numero do processo: 10680.900071/2009-01
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS
NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO
DE INCIDÊNCIA.
Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20)
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.763
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 87DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 RIO VERDE MINERAÇÃO SA formulou pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, referente ao período de apuração de 01/01/2001 a 31/03/2001, no montante de R$124.829,91, cumulado com Declaração De CompensaçãoDcomp desse crédito. O pedido foi indeferido, nos termos do Despacho Decisório de fl. 14. Sobreveio a Manifestação de Inconformidade de fls. 1 a 13, em que se controverteram as seguintes questões: 1) o minério produzido, embora seja NT, é exportado, gozando de imunidade ao IPI; 2) o minério sofre beneficiamento, o que caracteriza industrialização; 3) o crédito presumido, introduzido pelo art. 1º da Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, se destina à empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, sem qualquer restrição, bastando que se produza e exporte o produto para fazer jus ao benefício; 4) ao ressarcimento deverá ser acrescido da variação da Selic, seja ela verificada entre a data da aquisição dos insumos até o efetivo recebimento, seja aquela calculada entre a data da protocolização do pedido até a data da efetiva restituição/compensação, por imposição dos princípios constitucionais da isonomia e da moralidade e por aplicação analógica do art. 66, § 3º, da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, conforme autorizado pelo art. 108, I, do CTN, e em relação ao art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995; 5) os pneus dos caminhões fora de estrada e as partes e peças de reposição dos equipamentos utilizados na mina, sofrem desgaste contínuo, daí porque enquadrados no conceito de matériaprima ou de produto intermediário; 6) as notas fiscais de serviços e beneficiamento citados referemse à parte da industrialização realizada por terceiros dentro da linha de produção; 7) o combustível e a energia elétrica foram também consumidos em equipamentos constantes da linha de produção, perfeitamente admissíveis como; 8) as exportações indiretas por intermédio de empresas comerciais exportadoras (trading companies), como por intermédio das empresas exportadoras registradas na Cesex, fazendose necessária diligência para verificação. A 3ª Turma da DRJ/JFA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 09035.790, de 29 de junho de 2011, fls. 46 a 50, teve ementa vazada nos seguintes termos (sublinhado no original): Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Fl. 88DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.900071/200901 Acórdão n.º 380302.763 S3TE03 Fl. 88 3 Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 IPI. RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRODUTOS NT O direito ao crédito do IPI condicionase a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, o que não ocorre quando estes produtos são nãotributados (NT), na forma do parágrafo único, do artigo 2º do RIPI/98 (Decreto nº 2.637, de 1998) ou do RIPI/2002 (Decreto nº 4.544, de 2002). O mesmo ocorre com o crédito presumido que demanda que a operação de exportação se dê sobre produtos tributados. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. Somente podem ser considerados como matériaprima ou produto intermediário, além daqueles que se integram ao produto novo, os bens que sofrem desgaste ou perda de propriedade, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização e desde que não correspondam a bens do ativo permanente. Dessa maneira, pneus fora da estrada, eletrodos para soldagem, graxas para máquinas e equipamentos, a energia elétrica e combustíveis, etc., elementos que não atuam diretamente sobre o produto, e, ainda, os gastos com a prestação de serviços não se enquadram nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário (PN CST, nº 65, de 1979; Lei nº 9.363, de 1996). Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros sobre créditos escriturais legítimos do IPI. Para créditos que se revelem inexistentes ou ilegítimos, a pretensão de tal incidência é, deveras, absurda. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 PERÍCIA. DILIGÊNCIA. É o julgador de primeira instância competente para denegar a diligência ou perícia prescindível, assim também entendida aquela que não afetará a solução do litígio, em razão de já haver já nos autos motivo suficiente para a formação de sua convicção e denegação do pleito do contribuinte (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 89DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/JFA3ª Turma. O arrazoado de fls. 72 a 85 reproduz integralmente os termos da Manifestação de Inconformidade, aduzindo apenas que o débito oposto em compensação do crédito pleiteado foi incluído no programa de parcelamento especial instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Pede provimento e deferimento do ressarcimento. É o Relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 72 a 85 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA3ªTurma nº 09035.790, de 29 de junho de 2011. Direito de crédito de IPI na industrialização de produtos NT Tratase de matéria já pacificada na segunda instância administrativa, desde os tempos do extinto Conselho de Contribuintes, com entendimento plasmado, atualmente, na Súmula CARF nº 20: Súmula CARF Nº 20 Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. Conclusão Com essas considerações, quedam prejudicadas todas as demais alegações recursais. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 90DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.900071/200901 Acórdão n.º 380302.763 S3TE03 Fl. 89 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10480.909638/2009-52
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000
Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS NA INSTÂNCIA
ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. NÃO CONHECIMENTO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Inteligência da Súmula nº 1 do CARF.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.325
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
rejeitar a preliminar arguida e, no mérito, não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000 Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS NA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Inteligência da Súmula nº 1 do CARF. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido
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DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. COFINS. SOCIEDADE CIVIL. ISENÇÃO. Recorrente ARISTIDES JOSÉ CAVALCANTI BATISTA ADVOGADOS ASSOCIADOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000 Ementa: CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS NA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Inteligência da Súmula nº 1 do CARF. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida e, no mérito, não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani Relatório Fl. 126DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ARISTIDES JOSÉ CAVALCANTI BATISTA ADVOGADOS ASSOCIADOS transmitiu, em 13/4/2005, o Pedido Restituição e Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 24260.93978.130405.1.3.041016, visando à extinção de débito de IRRF, no valor de R$ 2.492,84, utilizando crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior de Cofins. A DRF/RecifePE emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, porque constatou que o DARF discriminado na DComp estava integralmente utilizado para quitação de débito de Cofins do período de apuração set/00, não restando saldo disponível para compensação dos débitos indicados. Sobreveio reclamação mediante a qual o declarante alegou ter sido beneficiado por decisão judicial transitada em julgado de iniciativa da OABPE, da qual é substituído processual, e na qual restou garantido o seu direito à isenção da Cofins. Por esta razão, entende que "(...) todos os pagamentos realizados a tal título tornaramse indevidos, na forma do art. 165, I, do CTN, razão pela qual poderiam ser utilizados pela empresa, como o foram, para a compensação de outros débitos da empresa para com a Receita Federal." E aduz, em relação à alegada informação obtida junto ao CAC da DRF/Recife acerca do fato de não ter retificado as DCTF, que isso "(...) não anula a existência dos créditos, vez que estes decorrem da existência de decisão judicial favorável à OABPE, da qual a empresa é sindicalizada, garantindo a isenção de Cofins para as empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas." A DRJ/REC2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, considerando a ausência de trânsito em julgado da decisão judicial que embasou as compensações, e a inexistência do direito de crédito da empresa em face de liminar concedida pelo Ministro Joaquim Barbosa do STF suspendendo, em sede de Reclamação, os efeitos da decisão do STF que garantia o direito de isenção da Cofins aos filiados à OABPE. O Acórdão nº 1133.702, de 12 de maio de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração:01/09/2000 a 30/09/2000 SOCIEDADE CIVIL. COFINS. ISENÇÃO RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. SUBSEQÜENTE POSICIONAMENTO DIVERSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TITULO JUDICIAL. INEXIGIBILIDADE. É inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado que reconhece direito à isenção do pagamento da COFINS a sociedades civis prestadoras de serviços relacionados a profissão legalmente regulamentada, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal, especialmente quando a eficácia da decisão judicial transitada em julgado haja sido desconstituída em ação rescisória. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. A compensação, nos termos em que definida pelo artigo 170 do CTN só poderá ser homologada se o crédito do contribuinte em relação à Fazenda Pública estiver revestido dos atributos de liquidez e certeza. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/REC. O arrazoado de fls. s/nº, após síntese dos fatos relacionados com a lide, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida por ter cerceado o direito de defesa, ao inovar juridicamente nos argumentos sem prévia comunicação e abertura de prazo para alegações da Fl. 127DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10480.909638/200952 Acórdão n.º 380303.325 S3TE03 Fl. 118 3 empresa sobre os novos fatos e informações apresentados ao processo e que seriam objeto de análise, ofendendo frontalmente o art. 5o, da Constituição Federal de 1988. Quanto à existência do crédito oposto na compensação declarada, argumenta que a própria DRJ/Recife informa, no parágrafo 10 do voto, que a decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício de isenção à Cofins já havia sido encerrada, com reconhecimento o direito, e que apenas em sede de ação rescisória é que foi reanalisada a questão, tendo o TRF da 5a. Região decidido por conceder parcial provimento à rescisória, com efeitos ex nunc, não abrangendo os fatos pretéritos. Reconhece que a medida liminar concedida pelo Ministro Joaquim Barbosa do STF suspendeu a modulação temporal dos efeitos da decisão da rescisória, todavia destaca a precariedade de tal decisão e o fato de ela não ter anulado os efeitos materiais da ação rescisória, que se encontram apenas suspensos, e não cassados, aguardando pronunciamento do órgão colegiado do STF quanto à manutenção ou não da liminar. Aduz que a Procuradoria da República, em parecer acostado aos autos, pronunciouse em sentido contrário à concessão da liminar a fim de garantir os efeitos modulados da decisão rescisória. Conclui inexistir impedimento ao reconhecimento do crédito aventado na Dcomp de que se trata. Pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJREC2ª Turma nº 1133.702, de 12 de maio de 2011. Preliminar de nulidade O recorrente, em preliminar, pede reforma da decisão recorrida por inovação dos fundamentos utilizados para o indeferimento do pleito, visàvis os empregados no Despacho Decisório da DRF/REC. Ao proceder assim, a autoridade julgadora a quo teria cerceado seu direito de defesa. Com efeito, a Autoridade Fiscal com competência regimental para apreciar o pleito limitouse a analisar a disponibilidade do pagamento pretensamente indevido. A constatação de que o mesmo estava alocado a débito do período de apuração de set/00, espontaneamente confessado pelo contribuinte, foi motivo bastante e suficiente para o indeferimento. Não há notícia nos autos de que o contribuinte tenha procedido à retificação da DCTF respectiva, mesmo depois da ciência do Despacho Decisório, de forma que o pagamento indigitado como indevido remanesce alocado a débito espontaneamente confessado. Penso que tal fato também bastaria para que a DRJ/REC julgasse a Manifestação de Inconformidade improcedente. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 4 A DRJ/REC2ª Turma, no entanto, viuse constrangida a debruçarse sobre os novos argumentos aportados aos autos na reclamação, pois foi só então que se conheceu a gênese do pagamento tido como indevido. E fêlo muito bem. Tivesse aderido inamovivelmente aos fundamentos do Despacho Decisório, sem nada tecer a respeito dos argumentos da reclamação, aí sim configurarseía o cerceamento do direito de defesa de que é, levianamente, acusada. Quanto ao argumento de não ter sido oportunizado à empresa a possibilidade de apresentar defesa sobre o assunto, o recorrente teve tal oportunidade com a interposição do recurso voluntário que ora se analisa, segunda as regras da lei processual administrativa federal vigente. Rejeito a preliminar. Mérito – liquidez e certeza do crédito oposto na compensação declarada Estando vigente a DCTF por meio da qual o contribuinte, ora recorrente, confessou o débito de Cofins de set/00, extinto pelo pagamento aventado como indevido, e à míngua de prova de que tal confissão tenha sido feita em erro, entendo que somente um provimento judicial nesse sentido poderia autorizar sua restituição. Consta dos autos que a OABPE impetrou mandado de segurança coletivo em nome dos seus escritórios de advocacia associados, autuada em 31/05/2001, sob o nº 2001.83.00.0145250, objetivando, principalmente, em síntese, a isenção do recolhimento da Cofins prevista no inciso II do art. 6° da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, e a compensação dos valores pagos indevidamente. A segurança foi denegada pelo juízo de primeiro grau, com fundamento em que não havia obstáculo para a revogação da isenção concedida pela LC nº 70, de 1991, pela Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, tendo em vista que a isenção não é matéria reservada à lei complementar. O magistrado considerou, então, prejudicada a análise do pleito de compensação. A AMS nº 80.558PE, interposta pela OABPE junto à 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, obteve provimento, por unanimidade, nos termos do voto do relator, que esposou entendimento diametralmente oposto ao do juiz singular, dando pela impossibilidade da revogação da referida isenção com fundamento no principio da hierarquia das leis. A Fazenda Nacional interpôs então Recurso Especial, que foi inadmitido. O Agravo de Instrumento manejado pela Fazenda Nacional teve provimento negado. Assim, a decisão no MS nº 2001.83.00.0145250 transitou em julgado em 09/09/2004, restando reconhecido o direito a isenção postulada. Posteriormente, a OABPE atravessou petição alegando que a edição da Lei nº 10.833, de 30 de dezembro de 2003, em seu art. 30, poderia obstruir o cumprimento da decisão judicial que reconheceu a isenção da Cofins para as sociedades civis dedicadas ao exercício da advocacia, mediante a retenção na fonte da referida contribuição. Requereu, na ocasião, fosse oficiada a Receita Federal para que se abstivesse de exigir o pagamento da Cofins sobre as receitas auferidas pela prestação de serviços de advocacia, bem como de exigir a retenção na fonte de tal contribuição pelas pessoas jurídicas tomadoras dos referidos serviços. O pleito foi deferido monocraticamente e, ao depois, atacado por agravo regimental aviado pela Fazenda Nacional, o qual foi provido com base nos fatos de não ter sido debatida, nos autos, a Lei nº 10.833, de 2003, e de que não seria admissível, naquele momento processual, inovar a actio, transmudandoa. Contra essa decisão, recorreu a OABPE, mediante o REsp nº 739.784 (nº 2005/00540062), cujo provimento foi negado por unanimidade pela Segunda Fl. 129DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10480.909638/200952 Acórdão n.º 380303.325 S3TE03 Fl. 119 5 Turma do STJ em sessão de 19/11/2009, tendose, em resumo, concluído que a superveniência da Lei nº 10.833, de 2003, não pode ser alcançada pelos efeitos da coisa julgada que concedera a segurança pleiteada, de modo a ampliar o objeto da lide. Registrese que, no decorrer do voto, o ministro relator, Mauro Campbell Marques, após afirmar, a titulo ilustrativo, que a tese adotada pela instância de origem para reconhecer a isenção postulada pela recorrente não mais subsistia em razão de o STF, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 377.4573/ PR, relator o Ministro Gilmar Mendes, ter proclamado que a revogação da isenção da Cofins concedida pela LC nº 70, de 1991, pelo art. 56 da Lei nº 9.430, de 1996, foi plenamente válida e eficaz, porquanto o referido diploma, não obstante formalmente complementar, ostenta, materialmente, caráter de lei ordinária, esclareceu que Primeira Seção do STJ, ao julgar a Ação Rescisória (AR) nº 3.761/PR, na sessão de 12/11/2008, deliberou pelo cancelamento da Súmula nº 276, que enunciava a isenção da Cofins perante as ditas sociedades, independentemente do regime tributário adotado. Da decisão do STJ proferido no curso do MS acima referido, a Procuradoria Regional da Fazenda Nacional na 5ª Região propôs Ação Rescisória nº 5.471PE (processo nº 2006.05.006.0442426) junto ao TRF-5ª Região, que foi parcialmente procedente, por terem-lhe sido dados efeitos ex nunc. No acórdão exarado, aquele tribunal regional afirmou que o acórdão rescindendo fora proferido antes da manifestação do STF sobre ser a matéria constitucional ou não. Contra o efeito apenas ex nunc da decisão do TRF5ª Região —que, em tese, daria aos escritórios de advocacia filiados à OABPE o direito de não pagarem a Cofins no período abrangido pela ação coletiva até a publicação da decisão na ação rescisória —, a Fazenda Nacional protocolou Reclamação nº 6.917 junto ao STF, tendo o Ministro Joaquim Barbosa deferido, em 10/12/2008, liminar para suspender o acórdão da ação rescisória na parte em que conferiu efeitos meramente prospectivos ao acórdão que julgou procedente a ação rescisória. Pesquisa realizada no Portal da Justiça Federal de Pernambuco, sobre o andamento do processo originário 2001.83.00.0145250 Mandado de Segurança Coletivo, informa que o mesmo encontra-se aguardando o julgamento da ação rescisória, desde o dia 16/09/2010, portanto, sobrestado. A decisão que transitou em julgado no MS nº 2001.83.00.0145250 está sob o crivo do juízo rescindendo, podendo ser definitivamente rescindida ou não. Consoante a jurisprudência deste Conselho, cristalizada na súmula CARF nº 01, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Conforme se observa de todo o exposto, a mesma matéria aqui tratada também encontrase sob apreciação do Poder Judiciário, qual seja, a revogação da isenção do pagamento da COFINS às prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentada, caracterizando a concomitância entre as demandas. Pelo exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do presente Recurso Voluntário. Ante o exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, não conhecer do recurso, em face da concomitância entre processos judicial e administrativo com o mesmo objeto. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 131DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10480.909638/200952 Acórdão n.º 380303.325 S3TE03 Fl. 120 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 132DF CARF MF Impresso em 30/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13227.000580/2004-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2002
Ementa: Não identificada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado, a reclamar solução, rejeitam-se os embargos interpostos.
Embargos rejeitados
Numero da decisão: 2201-001.066
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade rejeitar os embargos de declaração por não ter sido caracterizada a contradição alegada.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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Numero do processo: 35432.000351/2007-08
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2004
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SERVIÇOS DE FRETE.
Compete à empresa tomadora de serviço de frete, arrecadar e recolher, mediante desconto ou retenção, a contribuição devida pelo transportador rodoviário autônomo a seu serviço.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.263
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2004 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SERVIÇOS DE FRETE. Compete à empresa tomadora de serviço de frete, arrecadar e recolher, mediante desconto ou retenção, a contribuição devida pelo transportador rodoviário autônomo a seu serviço. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-08-27T21:39:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-08-27T21:39:07Z; Last-Modified: 2011-08-27T21:39:07Z; dcterms:modified: 2011-08-27T21:39:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:89b854e7-e965-44d1-8868-350bce0183fa; Last-Save-Date: 2011-08-27T21:39:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-08-27T21:39:07Z; meta:save-date: 2011-08-27T21:39:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-08-27T21:39:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-08-27T21:39:07Z; created: 2011-08-27T21:39:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-08-27T21:39:07Z; pdf:charsPerPage: 1257; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-08-27T21:39:07Z | Conteúdo => S2-TE03 FL 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35432.000351/2007-08 Recurso n" 255.394 Voluntário Acórdão 2803-00.263 — 3' Turma Especial Sessão de 21 de setembro de 2010 Matéria CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Recorrente TRANSPORTO TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM SÃO PAULO/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2004 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SERVIÇOS DE FRETE. Compete à empresa tomadora de serviço de frete, arrecadar e recolher, mediante desconto ou retenção, a contribuição devida pelo transportador rodoviário autônomo a seu serviço. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). L ente. OSEAS CAI JUNIOR - Relator Participaram da essdo de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório i Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ-SÃO PAULO/SP, que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas sobre as remunerações pagas ou creditada aos contribuintes individuais (transportadores autônomos) que lhe prestam serviços, e da contribuição para outras entidades ou fundos (SEST e SENAT). A Decisão-Notificação – fls 66 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • 0 regime do ramo de fretes, sempre fora o Simples e persiste, tendo em vista as condições de pequena Empresa, sem possibilidade de concorrer com as demais, atendendo os preceitos normativos e realisticamente se considera de honorabilidade em sua empírica atividade. • A aplicação da multa, não pode prevalecer, porque o ato declaratório de exclui-la de simples para outro sistema, o fora por absoluta desconexidade, naturalmente — por informações errôneas, não podendo prevalecer, porquanto, notabiliza-se de penalidade que a 1 mesma não praticara. I • Não há comprovação do nexo causal, isto 6, de ter praticado a infringência dos não recolhimentos das contribuições aos empregados ou de outra forma, ao contrário, sempre cumprira com esse dever.. • A fiscalização procurara intimidar o representante da Empresa, sob a ótica de que estaria sonegando contribuições, relativamente aos créditos dos transportes autônomos, ou de uso bancário, envolvendo empréstimos contraídos para seus compromissos, não justifica que estivesse,propositadamente, praticando o ilícito de sonegação. • Reitera o desbloqueio da soma que se encontra a disposição da recorrida, por tutela antecipada, atendendo o Artigo 273, do C.P.C., também, o 649, do mesmo CODEX, posto que se refere ao pagamento de salários e não pode ser constritado, inclusive persiste divida de assalariados, justificando o referido desbloqueio, reiterado nesta oportunidade. • A exclusão, como já disse, do regime simples, que sempre se comportara e continua, fora por imposição da fiscalização, não por necessidade imperiosa de adequar o faturamento da Empresa, que simplista, não ocorrendo a eventual sonegatividade, tudo concorrendo para a improcedência da imposição, a que se reporta o V.Aresto, surgido, naturalmente, por absoluto equivoco, cuja decisão deverá ser reformada, mediante manuseio dos presentes autos e na eficiência da insultabilidade da recorrente (sic). • Requer dispensa do depósito recursal e ProceSso n° 35432.000351/2007-08 S2-TE03 Acórao n.° 2803-00.263 FL 2 • Foram prestadas todas as informações exigidas, inclusive coin o fornecimento de elementos documentais, tudo para confirmar a inexistência de ilícito, relativamente aos recolhimentos que são exigidos pelas autoridades da Receita Federal. E o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator DO DEPÓSITO RECURSAL E PEDIDO DE DESBLOQUEIO A lei 8.213/91 teve o § 1 0 do artigo 126 revogado pela lei 11.727/08, não sendo mais necessário o deposito recursal para o seguimento do recurso apresentado, dessarte, a falta do deposito não é razão impeditiva de análise do mesmo. Sobre o requerimento de desbloqueio, não conheço do pedido nessa parte, uma vez que não cabe a este Colegiado deliberar sobre demanda sob responsabilidade do Poder Judiciário, cabendo ao recorrente se manifestar perante a instância judicial e Procuradoria da Fazenda Nacional. DOS PAGAMENTOS EFETUADOS A CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS As fls 47 e ss do relatório fiscal, o Auditor autuante informa que a empresa realiza o transporte de containers vazios através de terceiros, uma vez que não é possuidora de veículos próprios. Sobre as alegações de exclusão do SIMPLES, há expressa disposição que "Para o cálculo do crédito ora constituído o sujeito passivo foi considerado como empresa optante pelo Simples, nos termos da Lei 9317, de 05 de dezembro de 1996." 0 relatório DAD – Discriminativo Analítico do Débito informa que foram apurados apenas parcelas devidas a terceiros – SEST/SENAT, e contribuintes individuais, parte segurado. Informa que obteve os dados através de verificação em recibos de pagamento para os transportadores autônomos segurados contribuintes individuais e informações em GFIP. Foi ainda efetuado o levantamento TSA (Transportadores Aferição), devido a falta de apresentação dos recibos de pagamento, da ausência destes trabalhadores em folha de pagamento, na declaração em GFIP e da inexistência do registro destes pagamentos em Livro Caixa, no período de 04/2003 e 05/2003. Tomou-se por base a relação identificada entre o valor da remuneração conhecida paga aos transportadores autônomos no período de junho a dezembro de 2003, pelo faturamento identificado na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica — Simples. As parcelas levantadas são de recolhimento obrigatório por empresas optantes pelo SIMPLES, que devem efetuar a retenção sobre os pagamentos efetuados aos(/2 3 ,.. segurados fi-eteiros que lhe prestam serviço e repassar os valores A. seguridade social e terceiros — SEST/SENAT. CONCLUSÃO Pelo exposto, não conheço do recurso apenas na parte que se refere ao pedido de desbloqueio judicial e, no mérito, nego-lhe provimento. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 OSEAS C JUNIOR 4
score : 1.0
Numero do processo: 18108.000035/2007-91
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 29/08/2007
DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91.
A empresa está obrigada a exibir os livros e documentos relacionados às contribuições previdenciárias quando regularmente intimada pela fiscalização. A não apresentação, ou apresentação de livros e documentos que não atendam as formalidades legais exigidas, que contenham informação diversa da realidade ou que omitam informação verdadeira, constitui infração à legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.915
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/08/2007 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91. A empresa está obrigada a exibir os livros e documentos relacionados às contribuições previdenciárias quando regularmente intimada pela fiscalização. A não apresentação, ou apresentação de livros e documentos que não atendam as formalidades legais exigidas, que contenham informação diversa da realidade ou que omitam informação verdadeira, constitui infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado
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Obrigação Acessória Recorrente COMERCIO DE EQUIPAMENTOS NORTE SUL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/08/2007 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91. A empresa está obrigada a exibir os livros e documentos relacionados às contribuições previdenciárias quando regularmente intimada pela fiscalização. A não apresentação, ou apresentação de livros e documentos que não atendam as formalidades legais exigidas, que contenham informação diversa da realidade ou que omitam informação verdadeira, constitui infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Fl. 106DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.000035/200791 Acórdão n.º 280300.915 S2TE03 Fl. 78 2 Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.000035/200791 Acórdão n.º 280300.915 S2TE03 Fl. 79 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária por deixar de apresentar as Folhas de Pagamento do ano da 2000 a o Livro Diário para os exercícios da 2003, 2005 a 2006. A DecisãoNotificação – fls 44 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: • Não tendo o legislador, ao descrever o tipo legal da contribuição para o SAT, delimitado em contornos precisos os termos "atividade preponderante", "risco leve", "médio" ou "grave", a fim de que seja possível a exigência da Contribuição para o SAT, há a necessidade da edição de lei tornando o tipo em tela fechado. Assim, a norma tributária contida no artigo 22, da Lei 8.212/91, carece ser aperfeiçoada, o que será feita com a agregação, em nova lei (nunca em decreto), dos elementos que nela faltam, concernente às alíquotas. • Numa empresa matriz que desenvolve suas atividades através de filiais, dada a diversidade de riscos (leve, médio ou grave), o enquadramento, para efeito de cumprimento da obrigação de custear o financiamento da contribuição ao SAT, deverá ocorrer por estabelecimento. • Vislumbrase a irrefutável existência de inconstitucionalidade e ilegalidade da contribuição ao SAT na forma em está sendo exigido, visto que o cálculo do adicional do Seguro do Acidente do Trabalho deve obedecer, no mínimo, o efetivo grau de risco de cada um dos estabelecimentos, e não por grau unificado para todas as empresas. Cabe ao judiciário, se provocado, em última análise, impedir a aplicação de normas regulamentares, que, por irem, além da lei, são contrárias à Constituição. • Requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. É o relatório. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.000035/200791 Acórdão n.º 280300.915 S2TE03 Fl. 80 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O auto de infração foi lavrado em razão da não apresentação de documentos à fiscalização. Mantida a autuação pela Delegacia de Julgamento, o recurso apresentado cingese a discorrer unicamente acerca da legalidade ou não da cobrança de SAT – Seguro de Acidente do Trabalho, matéria totalmente estranha ao que consta da decisão impugnada, razão pela qual não será analisada. Como resultado, temos que os fatos apresentados não foram impugnados. O cumprimento das obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária é de caráter obrigatório por parte dos contribuintes. A multa aplicada é a determinada pela legislação em vigor, em especial lei n. 8.212, de 24.07.91, artigos 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto no. 3.048, de 06.05.99, art. 283, II, "j" e art. 373. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para a autuação. A penalidade aplicada encontra fundamento nos dispositivos legais retrocitados e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 18108.000035/200791 Acórdão n.º 280300.915 S2TE03 Fl. 81 5 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 22/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11080.002385/2004-55
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.181
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Numero do processo: 10540.001797/96-70
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Jun 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: ITR/95. LAUDO TÉCNICO. ÁREA DE RESERVA LEGAL NÃO AVERBADA. RETORNO DE DILIGÊNCIA.
No que se refere à área de reserva legal, a dúvida não afastada pelo fisco milita a favor do contribuinte. É de se acatar as informações do laudo técnico, bem como os dados referentes à lotação de animais no ano-base considerado. Entretanto, a proibição do reformatio in pejus leva a que se mantenha a área de utilização pecuária de 1.912,0 ha considerada na notificação de lançamento e confirmada na decisão de primeira instância.
PRODUÇÃO VEGETAL.
Nenhuma comprovação foi apresentada, nem mesmo laudo técnico, que este se limitou a indicar que a declaração do ITR é que informara a existência da lavoura. Desconsiderada a produção vegetal.
GRAU DE UTILIZAÇÃO. ALÍQUOTA APLICÁVEL.
O grau de utilização da propriedade é superior a 80% e a área total da propriedade é de 3.695,0 hectares, o que leva à aplicação da alíquota de 0,30%.
Recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 303-33.274
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para considerar a área de reserva legal e desconsiderar a área de produção vegetal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Tarásio Carnpelo Borges, que nega provimento.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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ementa_s : ITR/95. LAUDO TÉCNICO. ÁREA DE RESERVA LEGAL NÃO AVERBADA. RETORNO DE DILIGÊNCIA. No que se refere à área de reserva legal, a dúvida não afastada pelo fisco milita a favor do contribuinte. É de se acatar as informações do laudo técnico, bem como os dados referentes à lotação de animais no ano-base considerado. Entretanto, a proibição do reformatio in pejus leva a que se mantenha a área de utilização pecuária de 1.912,0 ha considerada na notificação de lançamento e confirmada na decisão de primeira instância. PRODUÇÃO VEGETAL. Nenhuma comprovação foi apresentada, nem mesmo laudo técnico, que este se limitou a indicar que a declaração do ITR é que informara a existência da lavoura. Desconsiderada a produção vegetal. GRAU DE UTILIZAÇÃO. ALÍQUOTA APLICÁVEL. O grau de utilização da propriedade é superior a 80% e a área total da propriedade é de 3.695,0 hectares, o que leva à aplicação da alíquota de 0,30%. Recurso voluntário parcialmente provido.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para considerar a área de reserva legal e desconsiderar a área de produção vegetal, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Tarásio Carnpelo Borges, que nega provimento.
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LAUDO TÉCNICO. ÁREA DE RESERVA LEGAL NÃO AVERBADA. RETORNO DE DILIGÊNCIA. No que se refere à área de reserva legal, a dúvida não afastada pelo fisco • - milita a favor do contribuinte. É de se acatar as informações do laudo . técnico, bem como os dados referentes à lotação de animais no ano-base considerado. Entretanto, a proibição do reformatio in pejus leva a que se mantenha a área de utilização pecuária de 1.912,0 ha considerada na • notificação de lançamento e confirmada na decisão de primeira instância. PRODUÇÃO VEGETAL. Nenhuma comprovação foi apresentada, nem mesmo laudo técnico, que este se limitou a indicar que a declaração do ITR é que informara a existência da lavoura. Desconsiderada a produção vegetal. • GRAU DE UTILIZAÇÃO. ALÍQUOTA APLICÁVEL. O grau de utilização da propriedade é superior a 80% e a área total da propriedade é de 3.695,0 hectares, o que leva à aplicação da aliquota de 0,30%. , Recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho • de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário • para considerar a área de reserva legal e desconsiderar a área de produção vegetal, na • forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o •-Conselheiro Tarásio Carnpelo Borges, que nega provimento. , ANE SE DAUDT PRIETO • Presi ente • fifft - ZE ALaS OIBMAN Relat Formalizado• em. 20 JUL 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Nilton Luiz Bartoli, Mareie' Eder Costa, Nanci Gama e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausente o Conselheiro Sérgio de Castro Neves. Presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. DM Processo n° : 10540.001797/96-70 Acórdão n° : 303-33.274 , •. RELATÓRIO E VOTO Trata-se de retomo de diligência determinada pela Resolução n° 303-0.804, de 20.09.2001. Considera-se aqui transcrito o relatório de fls. 49/51. • Já por ocasião do recurso voluntário a lide ficara reduzida a um pedido de reavaliação da área utilizável no imóvel rural sob análise, nada havia sido contestado, pois, quanto ao VTN decidido em primeira instância. Na fase recursal o interessado anexou documentos antes omitidos, como o atestado de vacinação emitido pelo Departamento de Defesa Agropecuária - DDA, órgão de Guanambi/BA, ligado à Secretaria de Agricultura, Irrigação e • Reforma Agrária do Estado da Bahia, dando notícia da existência de 720 animais na Fazenda Esperança, vacinados contra a febre aftosa em 28.06.1995, e em segundo lugar, informou a existência de uma área de 70 hectares de cultura de algodão herbáceo antes não declarada, além de que pedia a consideração da área de reserva legal. A Terceira Câmara do Terceiro Conselho verificou o cumprimento do depósito recursal, ultrapassou uma preliminar de nulidade da notificação, e considerou que depois da decisão da DRJ, em primeira instância, a lide remanescente se devia em parte à não-indicação inicial de área de reserva legal na declaração, e àquela altura ainda considerada não devidamente comprovada, e de outra parte, pelo desconhecimento das informações apresentadas somente em grau de recurso voluntário. A diligência solicitada à repartição de origem foi para que verificasse as novas informações, e se fosse o caso, atualizasse em seu cadastro os 0, novos dados, especialmente a respeito da quantidade de animais atestada pelo DDA/Guanambi, sobre a área d produção vegetal, e também para que examinasse a existência da área de reserva legal reclamada, e então, finalmente, calculasse o novo índice de utilização da propriedade rural, determinante do valor do ITR196 remanescente. Em cumprimento à Resolução do Conselho de Contribuintes, a DRF'Nitória da Conquista, por meio da Seção de Fiscalização intimou o contribuinte a apresentar documentos comprobatórios da existência de área de interesse ambiental de utilização limitada, tais como a averbação da área de reserva legal junto à matrícula do imóvel, documentos comprobatórios da exploração de cultura de algodão herbáceo durante o ano de 1995 como, por exemplo, notas fiscais de produtor, certificados de depósito de armazenagem do produto, contratos ou cédulas de crédito rural, laudo de acompanhamento de projeto fornecido por instituições oficiais, etc. 2 Processo n° : 10540.001797/96-70 - Acórdão n° : 303-33.274 Em resposta a interessada informou que a área de reserva legal informada na sua declaração de ITR/96 existe de fato, e embora não estivesse averbada no CRI, está lá para ser vistoriada por qualquer órgão que julgar necessária a confirmação de sua existência. Que quanto à comprovação dos 70 hectares de cultivo - de algo-dão, no ano de 1995, sua prova se deu através do laudo técnico emitido pelo engenheiro agrônomo Everaldo A Carvalho Filho (fls.38 e fls.65), com ART (fls.42 e flÈ.66). Espera, pois, que essas informações sejam suficientes. Bem se vê que a interessada nada acrescentou aos autos. A fiscalização preparou o Relatório de Encerramento de Diligência, de 21.06.2005 (fls.68/69), concluindo com base nas informações prestadas pela contribuinte que a pretendida área de reserva legal não está averbada junto à matrícula do imóvel, e que a interessada também não logrou comprovar que de fato cultivara algodão herbáceo na Fazenda Esperança em 1995. Considerou, entretanto, que dados os termos da Resolução do Conselho (sic), devesse a SACAT — Seção de • Acompanhamento de Crédito Tributário- da DRFNitória da Conquista, promover as seguintes alterações na DITR n° 94.05.00230.76 , exercício 1996, concernente à Fazenda Esperança: a) Quadro 08: Alterar de 453 animais de grande porte para 720 animais de grande porte; b) Quadro 09: Alterar de 0,00 (zero) para 70,0 hectares de área utilizada para o cultivo de algodão herbáceo. Retornaram os autos. É curioso observar que o Relatório da Diligência de fls.68/69 pareceu adotar uma postura contraditória, num primeiro momento intimou o contribuinte a apresentar novos documentos e, diante da resposta de não haver novos documentos, além dos que já havia juntado aos autos, avaliou a qualidade destes documentos, para depois, simplesmente acatar as informações que já havia nos autos, 110 sob a alegação de ordem exarada pela Resolução do Conselho. Cabe, então, inicialmente verificar os termos e o sentido da diligência determinada às fls.52. O voto condutor da Resolução indicou competir à repartição de origem atualizar seu cadastro com os dados somente apresentados na fase recursal, primeiro, a respeito da quantidade de animais, atestada em documento supostamente fornecido por órgão municipal ligado à Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia, bem como considerar a informação sobre a cultura de algodão de 70,0 ha, e a documentação que o contribuinte pudesse apresentar para comprovar a existência da área de reserva legal. Primeiramente o documento de fls.39, creditado ao DDA/SEAGRI- Guanambi/BA, parece ser uma cópia, e poderia ser confirmado junto ao órgão de origem. Entretanto, a fiscalização não procedeu a esse tipo de verificação, restando 3 . . Processo n° : 10540.001797/96-70 Acórdão n° : 303-33.274 • tão somente acatar como válido o documento juntado às fls.39. Portanto, • consideraremos á informação de fls.25, de que havia em média, em 1995, na Fazenda • Esperança, 720 animais de grande porte, regularmente vacinados em junho de 1995 contra a febre aftosa, segundo atestado pelo DDA/SEAGRI/Guanambi/BA. Já quando a Resolução solicitou à repartição de origem a consideração da informação sobre a cultura de 70,0 hectares de cultura de algodão em 1995, pretendeu indicar a necessidade de se buscar confirmação desse dado. Ademais o documento de fis.38, intitulado "Laudo Técnico" apenas declara Mui sucintamente - que "a referida propriedade baseada (sic) nas informações da DITR/94, existe uma área de 70 ha de cultura temporária (algodão herbáceo) que não foi discriminada no campo 06 (Informações sobre a produção vegetal e florestal)". Pelo que se pode constatar é uma informação circular, ou seja, a informação trazida na DITR carecia de confirmação, por exemplo, via laudo 110 produzido depois de vistoria no imóvel com juntada de documentos necessários a sustentar a informação, porém o "laudo" em poucas palavras apenas declara que é a DITR que informa a existência de 70,0 hectares de cultivo de algodão. A produção vegetal normalmente deixa vestígios, notas fiscais de compras de sementes, de defensivos agrícolas, de venda de produtos, de contrato de depósito de safra, de financiamento por bancos oficiais, etc. Assim, conforme constatou a fiscalização, • nenhuma comprovação documental foi exibida. Ademais, a legislação de regência do ITR ainda prevê índices de produtividade mínima de rendimento por produto que devem, ser atendidos. Nada foi apresentado, nem mesmo laudo técnico, que este se limitou a indicar que a declaração do ITR é que informara a existência da lavoura. Portanto, quanto a este ponto, por evidente, que não há nos autos qualquer comprovação. Resta a questão acerca da área de reserva legal. O primeiro laudo que instrui estes autos está às fls.03/07, acompanhado da ART de fls.08, de autoria de Jorge Bonfim Nogueira, autodenomina-se "Laudo de Avaliação Patrimonial" e apenas • aponta a existência de 739,0 hectares de área de reserva legal na Fazenda Esperança, sem nenhuma descrição das características dessa área que permita sua identificação em face da definição posta no Código Florestal. Contudo. A DRF de origem apenas insistiu na comprovação por meio de averbação da referida área no CRI. A expectativa deste relator era a de que o interessado pudesse, por meio do técnico que produziu o laudo, descrever e especificar as características e localização da área de reserva legal. Por outro lado, poderia a fiscalização diretamente, ou por meio de outro órgão, por exemplo, o IBAMA, ou outro órgão ambiental regional, providenciar uma vistoria no imóvel de forma a constatar a existência efetiva da área de reserva legal. Nada disso foi feito. É conhecida minha posição de que a mera averbação da área de reserva legal, por um lado, nada é capaz de comprovar, mas por outro lado, também não serve como pré-requisito à isenção do ITR. 4 • Processo n° : 10540.001797/96-70 Acórdão n° : 303-33.274 Considero que a partir da norma inserida no §7° do art.10 da Lei • 9.393/96, para o fim de considerar a isenção da área de reserva legal, não se exige do contribuinte prévia comprovação, e mesmo que a informação nos autos se limite ao laudo mencionado, verifica-se que a fiscalização descartou a oportunidade de vistoria do imóvel, diretamente ou por meio de outro órgão, com o fim de caracterizar a existência fática de área definida no Código Florestal como de utilização limitada. A inércia, ou omissão do fisco, permitiu a persistência da dúvida que milita a favor do contribuinte, pelo que proponho que se inclua no cálculo do grau de utilização da propriedade a área de 739,0 hectares a título de reserva legal. Vejamos, então, qual o grau de utilização (GU) da propriedade a ser considerado. - Os dados reconhecidos até aqui com relação à propriedade rural em • 1995 revelam que a DRJ, na decisão recorrida, já considerara uma área utilizável de 2.890,0 hectares, da qual deve ser abatida agora a área de 739,0 hectares de reserva legal, restando o saldo de 2.151,0 hectares de terra utilizável em 1995. Também já admitira uma área de utilização pecuária de 1.912,0 hectares. Observa-se que "a área de pastagem aceita" segundo a legislação vigente, deveria ser a menor entre a declarada e a calculada de acordo com o quantitativo de '720 animais de grande porte e o índice mínimo de rendimento pecuário para o município de localização do imóvel rural. Ora, em face da proibição legal do reformatio in pejus, como a decisão recorrida já aceitara uma área de utiliiação pecuária de 1.912,0 hectares, e as considerações acima levariam a uma "área de pastagem aceita" menor que a já admitida pela DRJ, deve prevalecer a consideração da área de 1.912,0 hectares de utilização pecuária. Assim, considerando-se a área utilizada de 1.912,0 hectares já admitida desde a notificação de lançamento e confirmada na decisão de primeira 411 instância, e a área utilizável de 2.151,0 hectares, se conclui por grau de utilização da propriedade superior a 80% , resultado do quociente entre 1.912,0 ha por 2.151,0 ha. A Tabela II do Anexo à Lei 8.847/94, para Grau de Utilização acima de 80% e área - total do imóvel de 3.695,0 hectares, aponta a alíquota de 0,30 %. Ressalta-se que, no prazo de 30 dias, a contar da ciência do Acórdão do Conselho de Contribuintes, é incabível a cobrança de multa de mora. Da notificação de lançamento não constou multa de mora, o lançamento foi tempestivamente impugnado e posteriormente houve o recurso voluntário, também interposto no prazo legal; assim a partir da ciência da decisão administrativa definitiva disporá o contribuinte de trinta (30) dias para recolher o débito remanescente sem acréscimo de multa de mora. Os juros de mora são sempre incidentes sobre o saldo de imposto devido. •à . Processo n° : 10540.001797/96-70 Acórdão n° : 303-33.274 Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso . voluntário, para acatar a informação relativa à área de reserva legal constante do laudo técnico, desconsiderando, porém a área de produção vegetal não comprovada. Sala das Sessões, em 21 de junho de 2006. .11411)/ ZEN • OIBMAN - Relator. 10 6 Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1 _0013200.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10247.000125/2005-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2001
Ementa: ÁREA DE RESERVA LEGAL ARL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. A existência de área de reserva legal deve ser comprovada pelo contribuinte perante o Fisco quando solicitado. Não comprovada a existência da área ambiental por meio documento hábil e idôneo, cabe a glosa do valor declarado a este título.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-001.209
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. A existência de área de reserva legal deve ser comprovada pelo contribuinte perante o Fisco quando solicitado. Não comprovada a existência da área ambiental por meio documento hábil e idôneo, cabe a glosa do valor declarado a este título. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso. Assinatura digital Francisco Assis de Oliveira Júnior – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 29/07/2011 Participaram da sessão: Francisco Assis Oliveira Júnior (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado) e Rayana Alves de Oliveira França. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU 2 Relatório ISALTINA COIMBRA DOS SANTOS interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJRECIFE/PE (fls. 27) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio do auto de infração de fls. 11/19, para exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR referente ao exercício de 2001, no valor de R$ 2.175,27, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 5.320,93. Segundo o relatório fiscal o lançamento decorre da revisão da DITR/2001 da qual foi glosada a área declarada como de utilização limitada (1.300,0ha.). O fundamento da autuação está resumido no seguinte trecho do relatório fiscal: Os valores apurados no Auto de Infração decorrem da falta de recolhimento do ITR em virtude da glosa total de áreas declaradas exclusas da tributação a título de Área de Utilização Limitada, e sua conseqüente reclassificação como área tributável, tendo em vista que o contribuinte não logrou êxito, mediante documentação comprobatória prevista na legislação do imposto em epígrafe, na isenção das áreas supramencionadas, conforme os procedimentos de auditoria interna de Malhas da SRF, mediante verificação dos dados informados na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITA DIAC/DIAT). A Contribuinte impugnou o lançamento e arguiu, preliminarmente, a nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa sob a alegação de que não tem condições de se deslocar para Monte Dourado, onde corre o processo, para tomar vistas do mesmo. No mérito, arguiu a falta de interesse de agir do AuditorFiscal que não requereu junto ao Ibama e ao Incra sobre as condições das terras. Reclamou da dificuldade em conseguir os documentos necessários à comprovação das áreas ambientais devido à falta de interesse de agir dos órgãos envolvidos. Argumenta que com a enchente do rio diminui a das áreas disponíveis de terras, o que poderia ser comprovado por meio de diligência. Requer que o Ibama e o Incra sejam intimados a notificar o local. A DRJRECIFE/PE julgou procedente o lançamento com base nas considerações a seguir resumidas. A DRJ rejeitou a arguição de nulidade, concluindo pela inocorrência de cerceamento do direito de defesa. Observou que a Contribuinte poderia ter rido aceso ao processo na DRJ/Santarém, onde reside, não precisando se deslocar para Monte Dourado. Registrou também que o auto de infração, com a descrição dos fatos, lhe foi enviado. Sobre o alegado desinteresse do agente fiscal, a autoridade julgadora de primeira instância, após tecer considerações sobre as competências e as formas de atuação dos auditoresfiscais, destacou que o lançamento neste caso decorreu do fato de a Contribuinte, intimada a comprovar a existência da área ambiental, não apresentou tal comprovação; que o procedimento fiscal de intimar os contribuintes a comprovarem os valores declarados segue a orientação legal. Quanto ao mérito, a DRJ registrou que, intimada, a Contribuinte não apresentou requerimento de Ato Declaratório Ambiental, indicando que solicitou tempestivamente ao Ibama a averbação da APP e de Utilização Limitada. Porém, estas foram informadas como sendo área de interesse ecológico, mas não foi indicado nenhum ato Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10247.000125/200513 Acórdão n.º 220101.209 S2C2T1 Fl. 2 3 específico que lhe conferisse esta condição. Enfim, ressalta a DRJ que a Contribuinte não apresentou nenhum documento que ateste que a área em questão é efetivamente de interesse ecológico. Por fim, a DRJ rejeitou o pedido de perícia, considerando desnecessária a providência e ressaltando que caberia apropria contribuinte produzir e apresentar as provas de suas alegações. A Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 08/08/2006 (fls. 42) e, em 05/08/2006 (fls. 52) interpôs o recurso voluntário de fls. 43/51 no qual alega, em síntese, que a teor do art. 10, § 7°, da Lei n° 9.393/96, o ITR sobre a área de preservação ambiental, para fim de isenção do Imposto em comento, basta a simples declaração do contribuinte, respondendo este pelo pagamento e consectários legais, se configurada falsidade. Assim, nos termos da legislação aludida, não são tributáveis as áreas de preservação permanente, nem de reserva legal; que o ITR é considerado tributo com nítido caráter extrafiscal, sendo utilizado para desestimular latifúndios improdutivos, mas também para promover e incentivar a utilização racional dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, principalmente aquelas que beneficiam áreas rurais destinadas à preservação ambiental, seja em razão da manutenção da vegetação nativa ou pela utilização ecologicamente sustentável; que apesar de a legislação pertinente condicionar o aproveitamento do beneficio fiscal do ITR ao averbamento das mencionadas áreas no cartório de registro de imóveis competente, a jurisprudência sobre a matéria vem mostrando entendimento, segundo aduz, de que a isenção do ITR sobre as áreas de reserva legal deve ser exercida independentemente de ter sido averbada; que o objetivo da legislação pertinente ao de criar um mecanismo de controle para a manutenção da vegetação nativa; que não lhe parece ser esta averbação de caráter essencial para o aproveitamento da isenção; que segundo o Código Florestal (Lei n°. 4.771/65), é perfeitamente possível, se diante da necessidade de comprovação, que o contribuinte utilize outros meios que não o referido averbamento para demonstrar as condições de sua propriedade rural no momento de ocorrência do fato gerador do ITR; que não obstante o legitimo propósito do ADA, este se apresenta na maioria dos casos como desnecessário, já que o contribuinte, de acordo com o já citado art. 10, § 7° da Lei n°. 9.393/96, ou está dispensado, ou tem a seu favor o reconhecimento oficial por parte do órgão ambiental competente relativamente à relevância ambiental de parcela ou totalidade de sua propriedade rural. O processo foi incluído na pauta de julgamento do Antigo Terceiro Conselho de Contribuintes (Terceira Câmara) do dia 12 de setembro de 2007 que decidiu converter o julgamento em diligência para que o Ibama fosse intimado a vistorias a propriedade e informar sobre as áreas ambientais. O Ibama foi intimado e informou que, por duas vezes, a Contribuinte foi intimada a prestar esclarecimentos sobre o imóveis, indispensáveis à realização da vistoria, e nada apresentou, tendo sido o processo, então, devolvido sem a efetivação da vistoria solicitada. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU 4 O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, cuidase de lançamento de ITR decorrente da glosa de área declarada como de utilização limitada. A Contribuinte declarou como tal uma área de 1.300,00 e, intimada a comprovar a existência da área ambiental, não apresentou documentos hábeis e idôneos a fazer tal prova. Observou a autoridade lançadora que, segundo ADA apresentado ao IBAMA (fls. 08), os 1.300,0ha. referemse a área de interesse ecológico, porém, intimada a comprovar a existência dessa área ambiental, nada apresentou. Cumpre, portanto, para o deslinde da matéria, verificar a comprovação da existência ou não da área ambiental. Repisese que o processo foi baixado em diligência para que o imóvel fosse vistoriado pelo Ibama e se verificasse a presença ou não das áreas ambientais. O Ibama, por sua vez, intimou reiteradamente a Contribuinte a prestar esclarecimentos sobre a situação do imóvel, que embasaria a vistoria, não obtendo resposta, conforme documentos de fls. 70/74. Portanto, apesar da diligência determinada em julgamento anterior deste Conselho (antigo Terceiro Conselho de Contribuintes) e por omissão da própria Autuada, não vieram aos autos esclarecimentos sobre a situação do imóvel. Por outro lado, também não consta dos autos qualquer prova da averbação de área de reserva legal, providência que por força do art. 16, § 8º da Lei nº 4.771, de 1954, deve ser observada pelos contribuintes, a saber: § 8o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código Em sua defesa a contribuinte sustenta a desnecessidade da averbação, referindose a outros meios de prova e argumentando que o objetivo da preservação da área ambiental é o que deve prevalecer. Todavia, ainda que se admitisse a tese da desnecessidade da averbação, o que aqui se considera apenas para argumentar, o fato é que a Recorrente não traz aos autos, repitase, apesar de insistentemente instada a fazêlo, qualquer prova da materialidade da área de reserva legal cuja exclusão pleiteia. A recorrente também se refere á desnecessidade do ADA, mas esta matéria não está em discussão, até porque como referido acima, o ADA foi apresentado. Nestas condições penso que não restou comprovada a existência da área de reserva legal, devendo prevalecer a glosa. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10247.000125/200513 Acórdão n.º 220101.209 S2C2T1 Fl. 3 5 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000087/2007-60
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2003
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN.
Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no
artigo 173, I.
Encontram-se atingidos pela decadência os fatos geradores anteriores a competência 05/2002.
CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.671
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSEAS COIMBRA
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PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência os fatos geradores anteriores a competência 05/2002. CONTRIBUIÇÕES A SEGURIDADE SOCIAL DECLARADAS EM GFIP. As informações apuradas em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP são suficientes ao lançamento tributário. A não comprovação de erro no que declarado, confirma o acerto dos valores apurados. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15540.000087/200760 Acórdão n.º 280300.671 S2TE03 Fl. 335 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para declarar a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Wilson Antônio de Souza Corrêa, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15540.000087/200760 Acórdão n.º 280300.671 S2TE03 Fl. 336 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal entregue ao contribuinte em 08.06.2007, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos a segurados declarados em GFIP, competências 10/2001 a 12/2003. A DecisãoNotificação – fls 244 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • Os funcionários em questão faziam parte de outras empresas para as quais a recorrente prestava serviços de elaboração de folhas de pagamento, conforme demonstrado por RAIS/2003 apresentada – fls 282 e ss, onde constam os 142 empregados de sua responsabilidade. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15540.000087/200760 Acórdão n.º 280300.671 S2TE03 Fl. 337 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º ou 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade do art. 173 seria na hipótese de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) O 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15540.000087/200760 Acórdão n.º 280300.671 S2TE03 Fl. 338 5 tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) A regra do 150 §4º é aplicada quando temos antecipação parcial de pagamento, inocorrência de fraude ou dolo ou débitos declarados em GFIP, caso dos autos. Nessa última hipótese também já se manifestou o STJ, no rito do art. 543C do Código Processual, consoante RESP 1.143.094/SP e 1.120.295/SP . Aplicandose a regra do prefalado artigo, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive, uma vez que a ciência do débito foi em 08.06.2007 Ante o exposto, reconheço a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. DOS FATOS GERADORES DECLARADOS EM GFIP O presente débito fundamentouse nos dados declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social – GFIP, documento elaborado pelo próprio recorrente, onde informa todos os fatos geradores de contribuições sociais, sendo instrumento bastante para a lavratura da respectiva notificação uma vez que contém todos os elementos necessários ao lançamento. Caso alguma inconsistência porventura existisse, caberia ao recorrente objetivamente apontálas, o que não foi feito. A lei determina que a empresa entregue a GFIP com os fatos geradores pertinentes, de forma correta, e assim deve ser a presunção da Fazenda, tanto que, para desconstituir o que declarado em GFIP, somente através de provas coletadas em procedimento fiscal específico ou através de outros documentos comprobatórios trazidos pelo contribuinte onde fique evidenciado que errou ao preencher o documento, como escrita contábil, folhas de pagamento, etc. A mera apresentação da RAIS ano 2003 não é suficiente para desconstituir o que declarado em GFIP, tratase de outro instrumento declaratório, que não interfere no que informado em GFIP. A título de argumentação, numa análise perfunctória de algumas folhas de pagamento ano 2003, encontramos empregados que não constam da RAIS 2003 anexada, como GERCI DOS REIS, MARCO ANTONIO DA SILVA VIEIRA, MARCOS DE SOUZA BARCELLOS, MARIO JORGE MATIAS DOS SANTOS, WILY FERREIRA – fls 124, 126 e 127, a demonstrar a inconsistência do que alegado. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 15540.000087/200760 Acórdão n.º 280300.671 S2TE03 Fl. 339 6 O decreto n° 3.048/99, em seu art. 225 §1°, determina ainda que a GFIP se constitui em termo de confissão de dívida caso os valores declarados no referido documento não tiverem sido recolhidos, transcrevemos: Art. 225. (...) §1°. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos beneficios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. Fica assim demonstrado que o contribuinte não trouxe nenhum elemento que desconstituísse o que declarado em GFIP e devidamente lançado. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe parcial provimento para declarar a decadência referente às competências anteriores a 05/2002, inclusive. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13975.000166/00-42
Turma: Terceira Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon May 16 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Mon May 16 00:00:00 UTC 2005
Ementa: ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO - A obrigatoriedade de averbação, nos termos do parágrafo 8° do art. 16 da Lei 4.771/65 (Código Florestal), tem a finalidade de resguardar, distinta do aspecto tributário: a segurança ambiental, a conservação do estado das áreas na hipótese de transmissão de qualquer título, para que se confirme, civil e penalmente, a responsabilidade futura de terceiros eventuais adquirentes do imóvel, a qualquer título, mediante a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta, firmado pelo possuidor com o órgão ambiental competente. A exigência da averbação como pré-condição para o gozo de isenção do ITR não encontra amparo na Lei ambiental.
O § 7° do art. 10 da Lei n° 9.939/96 determina literalmente a não obrigatoriedade de prévia comprovação da declaração por parte do declarante, ficando, todavia, responsável pelo pagamento do imposto correspondente, acrescido de juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado posteriormente que sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis.
ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL – ADA - A recusa de sua aceitação, por intempestividade, em face do prazo previsto da IN SRF n° 6797, não tem amparo legal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-04.325
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: OTACILIO DANTAS CARTAXO
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MINISTÉRIO DA FAZENDA -ft "ft, fr Ir CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA Processo N° : 13975.000166/00-42 Recurso N' : RP/303-123968 Recorrente • FAZENDA NACIONAL Recorrida : TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONIRIBUINIES Interessada : AGRO INDUSTRIAL BRUNO HEIDRICH S.A Sessão de : 16 de maio de 2005. Acórdão N° : CSRF/03-04.325 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO - A obrigatoriedade de averbação, nos termos do parágrafo 8° do art. 16 da Lei 4.771/65 (Código Florestal), tem a finalidade de resguardar, distinta do aspecto tributário: a segurança ambiental, a conservação do estado das áreas na hipótese de transmissão de qualquer título, para que se confirme, civil e penalmente, a responsabilidade futura de terceiros eventuais adquirentes do imóvel, a qualquer titulo, mediante a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta, firmado pelo possuidor com o órgão ambiental competente. A exigência da averbação como pré-condição para o gozo de isenção do ITR não encontra amparo na Lei ambiental. O § 70 do art. 10 da Lei n° 9.939/96 determina literalmente a não obrigatoriedade de prévia comprovação da declaração por parte do declarante, ficando, todavia, responsável pelo pagamento do imposto correspondente, acrescido de juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado posteriormente que sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. ATO DECLARÁTORIO AMBIENTAL — ADA - A recusa de sua aceitação, por intempestividade, em face do prazo previsto da IN SRF n° 6797, não tem amparo legal. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTÓNIO GADELHA DIAS PRESIDENT a OTACíLIO D • • S CARTAXO RELATOR mu* Processo /%1° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 FORMALIZADO EM: O 2 SET 2005 Participaram ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO, HENRIQUE PRADO MEGDA, PAULO ROBERTO CUCCO ANTUNES, ANELISE DAUDT PRIETO, NILTON LUIZ BARTOLI e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. 2 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 Recurso N° : RP1303-123968 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Recorrida : TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONIRIBUNIPS Interessada : AGRO INDUSTRIAL BRUNO HEIDRICH S.A RELATÓRIO Contra a contribuinte já identificada foi lavrado auto de infração em 22/08/00, por insuficiência de pagamento do ITR/97, cujo pressuposto foi a glosa de parte da área de utilização limitada (1.000,0 ha.), sob a alegação de que o sujeito passivo não havia comprovado, sob intimação, com documento hábil a regularidade da situação do imóvel. Para consubstanciar o entendimento dos i. Conselheiros desta Corte faço uso do relatório contido na decisão de primeira instância, posto que além de fazer uma exposição didática, contempla de forma racional os elementos necessários à análise da lide. "Trata-se de impugnação (fls. 39 a 61, e anexos) do auto de infração (fls. 30 a 32, e anexos) em que se exige o pagamento de R$ 21.033,52, a titulo de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), acrescido de multa de oficio e juros legais, pela constatação da falta de seu recolhimento em relação ao fato gerador ocorrido no dia I.° de janeiro de 1997, como segue: Falta de recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, apurado em procedimento de malha, decorrente da glosa de 198,7 hectares da área total informada de utilização limitada (1.000,0 ha), por não haver sido comprovada pelos documentos apresentados em atendimento à intimação expedida para tal fim. A área de 173,0 hectares, originalmente informada como de preservação permanente foi alterada para 203,0 hectares em virtude de comprovação através de Laudo Técnico apresentado. (f• 32, sem negrito no original). A impugnação vem apoiada no Laudo Técnico e seus anexos, anteriormente apresentados, e sua complementação (fl. 80), bem como em certidões do registro de imóveis e cópias de ação civil pública (objetivando impedir a supressão da Mata Atlântica), e nela se argumenta: 2. Da exclusão, na apuração da área tributável, das áreas sujeitas a limitação ou restrição de uso em face do interesse ecológico. 2.2 Da mata atlântica e as limitações e restrições de uso 3. Da exclusão das áreas sujeitas a impedimento de uso, na identificação da área aproveitável, para fins de apuração do grau de utilização 3 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 3.1 Vedações decorrentes de decisão judicial 4. Dos princípios da capacidade contributiva e da vedação de confisco 5. Da inexigibilidade de averbação da área de reserva legal 6. Da averbação de área complementar de reserva legal 7. A inexigibilidade da multa e dos juros 7.1 O caráter confiscatório da multa aplicada 7.2 A impossibilidade de utilização da taxa Selic como juros moratórias. Afirma, em síntese que, por força do Decreto n.° 750, de 10 de fevereiro de 1993, foi "proibido o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica", da qual faz parte o imóvel em questão. Em relação às áreas de interesse ecológico, argumenta que 'Qualquer exigência de ato individual e especifico, consoante os termos do § do art. 10, da Instrução Normativa SRF n.° 43/97, com a redação dada pela IN/SRF n.° 67/97, além de dissociada dos princípios norteadores da intervenção do Estado na propriedade e na ordem econômica, quandd menos afrontaria o principio da legalidade em face da absoluta inexistência de previsão de tal exigência na Lei n.° 9.393/1996 (fl. 46)'. Em relação à averbação de área complementar, assim se manifesta o sujeito passivo, à fl. 53: 6. Da Averbação de Área Complementar de Reserva Legal Não obstante a indiscutível procedência das razões de impugnação acima aduzidas, a impugnante providenciou, para evitar quaisquer discussões, a averbação junto ao Registro de Imóveis da Comarca de raiá (certidão imobiliária inclusa, matrícula n.° 11.671), do Termo de Responsabilidade de Averbação de Reserva Legal - TRARL relativamente à área de 667 hectares (AV-9-11671), que somada à área de reserva legal remanescente do desmembramento do imóvel e já anteriormente averbada (333 hectares, conforme AV-1-11671 e AV-8-11671), totaliza a área de 1.000 hectares, que deve por mais esta razão, ser integralmente excluída da área tributável e da área aproveitável. Se mantida a exigência fiscal de oficio, advoga pela inexigibilidade da multa no porcentual de 75%, por excessivo e confiscatório e dos juros moratórios baseados na taxa Selic (taxa remuneratória), por ilegais e inconstitucionais. Requer, a final (fl. 61), o cancelamento do auto de infração ou, alternativamente, a redução da área tributável nele considerada, ou a redução da área aproveitável (para aumento do grau de utilização), ou a redução da multa e exclusão da taxa Selic. Requer ainda o 4 çfl2 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 deferimento de perícia, para o que apresenta os quesitos à fl. 61, e o perito, autor do Laudo Técnico já referido. O ADA foi apresentado intempestivamente (data limite: 21.9.1998) ao lbama no dia 30.11.1998 (fl. 14) e, até a data do Laudo Técnico, apenas 801,3 ha haviam sido averbados à matrícula imobiliária (fl. 13)." A Decisão DRJ/FNS n° 839, de 31/05/01, julgou procedente o lançamento pela não apresentação tempestiva do ADA, alegando que a sua falta foi suprida pelo laudo técnico florestal (fls. 11/13), o qual menciona uma correção na área total da propriedade rural de 1.739,8 ha. declarada na DITR/97 para 1.800,5 ha. Desse ajuste surge o entendimento esposado na referida decisão conforme a ementa adiante transcrita: "ÁREAS DE UTILIZAÇÃO LIMITADA (RESERVA LEGAL, INTERESSE ECOLÓGICO, RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL). REQUISITO PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO - A apresentação tempestiva do Ato Declaratório Ambiental - ADA ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama é condição para a exclusão da área tributável pelo ITR. ÁREAS DE INTERESSE ECOLÓGICO. REQUISITO PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO - Para efeito de exclusão do ITR não são aceitas como de interesse ecológico as áreas declaradas, em caráter geral, por região local ou nacional, mas apenas as declaradas, em caráter especifico, para determinadas áreas da propriedade particular. ÁREA(S) DE RESERVA LEGAL. REQUSITO PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CALCULO - A averbação da(s) área(s) de reserva legal, de utilização limitada, à matrícula imobiliária do imóvel rural, é condição para o ADA, e para sua exclusão da área tributável pelo ITR. LANÇAMENTO PROCEDENTE." A decisão menciona que o auto de infração não foi expedido pela constatação de inexistência da preservação das correspondentes áreas de vegetação original, de florestas ciliares, etc., mas pela não apresentação tempestiva do ADA ao lbama (prova suprida pelo Laudo Técnico), o que obsta, no caso da(s) área(s) de utilização limitada, à exclusão da área parcial (1.000,0 ha - 801,3 ha = 198,7 ha) também não averbadas como "Reserva Legal" nem objeto de Portaria do lbama declarando-as de interesse ecológico ou Reserva Particular do Patrimônio Natural, eis que apenas declaradas como de "utilização limitada". A inexistência da averbação, ainda que fosse intempestiva, está expressamente consignada no Laudo Técnico, como corretamente lhe corresponde. Considerando-se a constatação da inexistência do ADA, da averbação das áreas de reserva legal, e de ato do Ibmna em relação à(s) área(s) de interesse ecológico, bem como a aceitação das pertinentes informações contidas no Laudo Técnico, que permitem 5 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° CSRF/03-04.325 a formação de convicção indispensável à presente decisão, e não restando a ser provado o que possa, razoavelmente, alterar o teor da mesma, indefiro o pedido de perícia técnica, por desnecessária, eis que os quesitos formulados já se acham adequadamente respondidos na peça pericial (Laudo) apresentada. De outra parte, o Acórdão n° 303-30.639, de 21/03/03, que proveu por unanimidade de votos o recurso voluntário protocolado sob o n° 123.968, encontra-se assim ementado: "ITR — AUTO DE INFRAÇÃO — ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA — ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. Comprovado nos autos que o contribuinte protocolou junto ao IBAMA, Ato Declaratório Ambiental relativo à área de preservação limitada, assim como procedeu à averbação junto ao registro imobiliário, não deve a mesma ser considerada para o cálculo do ITR, tornando-se Subsistente o Auto de Infração. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO." Contrapondo-se a decisão de primeira instância que não considerou em sua análise o ADA isoladamente, nem mesmo a averbação do registro imobiliário, vez que o mesmo teria ocorrido após a lavratura do auto de infração, o voto condutor considera o Termo de Responsabilidade de Averbação de Reserva Legal perante o IBAMA-SC (fl. 79-v), havendo o mesmo sido certificado e devidamente averbado no Livro 2, sob a AV-9-11671, em 14/08/00, portanto, antes da lavratura do auto de infração (22/08/00). E mais, afora essa evidência, a MP n°2.166-67/01, acrescentou o § 7° ao art. 10 da Lei n° 9.393/96, que estabelece que a área de reserva legal não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, para concluir que diante da prova trazida pela interessada, certamente não se tem "prestação de informação inexata, incorreta ou fraudulenta", pugnando pelo provimento integral do recurso. A tese apresentada pela Fazenda Nacional (fls. 209/213) relativamente à decisão guerreada reitera os argumentos contidos na decisão de primeira instância, reportando-se ao § 4° do art. 10 da IN/SRF n° 43/97, alterada pela IN/SRF n° 67/97, bem como o § 6° desta norma que exige a declaração em caráter específico das áreas de interesse ecológico para fins de exclusão do ITR, não sendo aceitas as áreas declaradas em caráter gerai, devendo-se também ser respeitado o prazo de 6 (seis) meses, contado do prazo de I 6 , Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 entrega da DITR, para a protocolização do ADA no IBAMA, para fim de excluir da tributação do ITR as áreas não tributáveis. Em suas assertivas comenta que a empresa deixou de cumprir com o prazo legal, pois a apresentação do protocolo do pedido do ADA ao IBAMA somente ocorreu em 30/11/98, após 21/09/98, prazo fixado pela IN/SRF n°56/98. Para consubstanciar a sua tese apresenta como paradigma de divergência os acórdãos 301-30.676, 301-30.679 e 203-05.872, para pleitear ao final pela manutenção da exigência fiscal. É o relatório. WI VOTO 7 . 4 4 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 Conselheiro Otacilio Dantas Cartaxo — Relator O recurso é tempestivo, e dele conheço, por preencher os pressupostos de admissibilidade, inclusive comprovada a garantia de instância. A matéria sub-judice foi abordada de forma analítica e exaustiva no acórdão n° 303-31.340 pelo ilustre Conselheiro Zenaldo Loibman, que passou a modelar a jurisprudência deste egrégio Conselho, e tomo de empréstimo suas razões de julgar, verbis: "Para analisar a questão das áreas de reserva legal, de preservação permanente e de interesse ecológico, devo dizer que a matéria esteve pacificada no âmbito desta Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes por algum tempo no sentido de se entender dispensável a averbação da área de reserva legal à margem do registro no Cartório competente, mas recentemente levantou-se questão sobre uma nova interpretação defendida pela emérita Conselheira Anelise D. Prieto, a respeito do § 7° do art. 10 introduzido na Lei 9.393/96 pela MP 2.166-67/2001, quando confrontado com o que determina a Lei 4.771/66, com a redação dada pela MP 1.511/96 e alterações posteriores determinadas pela própria MP 2.166-67/2001. Analisemos com cuidado. Uma consulta ao texto da Medida Provisória n°2.166-67, publicada no DOU de 25/08/2001, esclarece que ela determinou alterações na Lei 4.771/65 (arts. 1°, 4°, 14, 16 e 44) e também acrescentou um § 7° ao art. 10 0 da Lei 9.393/1996. Sublinhe-se que o mesmo texto normativo, a MP 2.166-67/2001 determinou alterações na Lei 4.771/65 (Código Florestal) e na Lei 9.393/96, incluindo nesta um § 7° que trata especificamente de declaração para fim de isenção de áreas de preservação permanente, reserva legal e de servidão florestal. A questão que se pretende levantar como uma nova interpretação a ser dada ao disposto no referido § 7°, seria a de que a redação da Lei 4.771/65 manteria a exigência de averbação à margem da matrícula do imóvel no cartório de registro do imóvel, e que a não satisfação de tal exigência desautorizaria o reconhecimento de isenção das áreas mencionadas no cálculo do ITR. Uma interpretação sistemática e teleológica do dispositivo legal não autoriza tal entendimento. Como se justificaria que o mesmo texto legal, a MP 2.166- 67/2001, pudesse ao recomendar alterações no Código Florestal pretender que se observasse como requisito para o reconhecimento de isenção do ITR a averbação das áreas mencionadas e, em outra passagem destinar comando que altera a redação da Lei 9.393/96 para introduzir precisamente o § 7° do art. 10, com a determinação de que a declaração para o fim de isenção do ITR, relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" (preservação permanente e reserva legal) e "d" (servidão florestal) do inciso II, § 1° do art. 10, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, acrescentando, ainda, que é de 8 0 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 responsabilidade do declarante qualquer comprovação posterior, pelo fisco, de inveracidade da declaração. De fato não há contradição na MP citada. As referências que existem na Lei 4.771/65 (Código Florestal), já consideradas as alterações introduzidas pela MP, são claramente voltadas ao cuidado de manter tais áreas sob preservação, onde a averbação da área de reserva legal ou de servidão florestal devem ser feitas para que conste nos termos de transmissão do imóvel a qualquer título. Observa-se idêntica preocupação quanto à posse de imóvel rural, conforme art. 16, § 10 da Lei 4.771/65, quando, Por não ser viável a providência da averbação na matrícula do imóvel, assegura-se a área de reserva legal mediante Termo de Ajustamento de Conduta firmado pelo possuidor com o órgão ambiental competente. Quando a finalidade é obter reconhecimento de isenção de áreas a serem consideradas na cobrança do ITR, o diploma legal é a Lei 9.393/96, na qual a norma determina literalmente (art. 10, § 7°, Lei 9.393/96) a não obrigatoriedade de prévia comprovação da declaração por parte do declarante, ficando sob a sua responsabilidade (civil e penal) a posterior comprovação de inveracidade da declaração por parte da fiscalização. Ora, se não há obrigatoriedade sequer de prévia comprovação para o fim especificado de informar a existência de áreas legalmente isentas de ITR, muito menos há de que as respectivas áreas estejam averbadas no Cartório de Imóveis. O comando da averbação tem outra ruralidade, distinta do aspecto tributário, qual seja a segurança ambiental, a conservação do estado das áreas na hipótese de transmissão a qualquer título, para que se confirme, civil e penalmente, a responsabilidade de terceiros eventuais adquirentes.Tanto é assim que mesmo no caso em que não se pode falar em averbação na matrícula do imóvel no CRI, quando por exemplo se r trate de posse, ainda assim deve-se garantir o que interessa ao Código Florestal, a garantia da responsabilidade do posseiro e de eventuais adquirentes do imóvel, a qualquer titulo, o que se faz por outro instrumento, o Termo de Ajustamento de Conduta, a ser firmado pelo possuidor com o órgão ambiental competente. Consiste numa declaração de compromisso de conservação de características ecológicas básicas e proibição de supressão de vegetação, constando evidentemente a localização da reserva legal, porque é ela que derme o caráter da área, previsto em lei. É frágil e superficial, concentrar na averbação do ADA junto à matrícula do imóvel ou no Termo de Ajustamento de Conduta perante o IBAMA, a responsabilidade de constituição do direito de isenção. A exclusão de tais áreas do universo tributável pelo ITR, não se dá por benesse do IBAMA ou da SRF, mas exclusivamente por se tratar de área definida legalmente, em termos de características ecológicas e locaMação específica no território nacional. Por meio da 114 SRF 60/2001, a administração tributária tentou estabelecer um vínculo entre a necessidade de averbação do ADA e o gozo da isenção. Ocorre que a averbação prevista, na Lei 4.771/65, visava tão-somente a responsabilizar o proprietário e eventuais adquirentes pela conservação ambiental. Com isso o procedimento da SRF feriu de morte o princípio da legalidade. Não há base legal para tal procedimento. É até possível entender a utilidade para um controle tributário que além de se municiar de ato declaratório do 1BAMA para servir de mera sustentação à 9 4 • Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 declaração do contribuinte (que se fosse só por isso seria inútil), vise, isto sim, a uma seleção de contribuintes para fiscalização. Não se pode admitir é a política de omissão em fiscalizar o ITR, assim como não se justifica a omissão do 1BAMA em termos de fiscalização ambiental. No entanto, é para isso que aponta a mencionada IN SRF, parece esperar que apenas uma providência cartorial e burocrática de declaração do IBAMA mediante informações prestadas pelo contribuinte, averbada em Cartório de Imóveis, possa ter a virtude de constituir uma exclusão tributária. Agir assim é faltar ao compromisso social de fiscalização do tributo, e, principalmente, é afastar-se perigosamente do Estado de Direito. É por suas características e localização, que a área indicada se enquadra ou não na definição legal de utilização limitada ou de preservação permanente, e por esse motivo está ou não excluída de tributação, e a constatação disso assim como não deve se restringir à leitura da D1TR, não deve se restringir ao ADA, esteja ou não averbado. À primeira vista nada impede a SRF de estabelecer penalidade por descumprimento de obrigação acessória, motivada pela não apresentação de ADA averbado, ou de Termo de Ajustamento de Conduta protocolado junto ao IBAMA, no prazo fixado pela própria SRF, mas apenas por que este fato pode representar um entrave ao procedimento de fiscalização, a infração ao prazo ou à averbação exigida por ato normativo expedido pela SRF não pode de forma alguma ter o alcance de criar, além da lei, requisito ou condição para o gozo de isenção. Poderia, no máximo, além de motivar uma multa por descumprimento de obrigação acessória, constituir critério de prioridade para a seleção de contribuintes a serem fiscalizados. Entender diferente, que um aspecto tributário importante como definir um requisito para o beneficio da isenção, mesmo se dispondo de um ambiente legal construído, específico e em vigor na Lei 9.393/96, pudesse estar transferido, injustificadamente, para outro diploma legal, cuja finalidade é absolutamente distinta da tributária, é forçar demasiadamente um raciocínio que erige um castelo de areia para explicar que o ato de averbar, neste caso do ADA, de alguma forma pudesse ser importante para a isenção do ITR. Ao contrário, é da tradição tributária brasileira que, independentemente do título do rendimento, ele deve ser tributado, a renda independentemente de sua origem, é tributada. Da mesma forma no 1TR, em que o proprietário, enfiteuta ou possuidor a qualquer título (inclusive usufrutuário), é contribuinte. Por outro lado, nada impede que, eventualmente, a administração tributária possa pôr em dúvida, serem as áreas declaradas efetivamente de preservação permanente ou de reserva legal, ou de servidão florestal, mesmo quando reconhecidas por via de ato declaratório ambiental do IBAMA averbado. Nesse caso cabe investigar, solicitar comprovações idóneas a demonstrar o estado da propriedade. O que não se admite é que se afirme sustentação legal no Código Florestal, inexistente, para exigir averbação das áreas isentas do ITR, como pre- condição, obstáculo ao reconhecimento dessas áreas como isentas no cálculo do TTR. Esse tipo de infração ao disposto no Código Florestal pode e deve acarretar sanção punitiva, mas que não atinge em nada o direito de isenção do ITR quanto a essas áreas se elas forem de fato de preservação permanente, de reserva legal 3/4.) ' to " 4 Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 ou de servidão federal, conforme definição dada na Lei 4.771/65 (Código Florestal). A infração cometida contra a Lei 4.771/65 por aquele que não obedece a limitação de uso da propriedade, é crime ambiental, não tributário, não tem o condão de desfazer a condição de área sob reserva legal, ainda que o proprietário lhe tenha dado indevidamente destinação ilícita, deve dar motivo a sanção apropriada que por certo não é de caráter tributário. A menção no § 7° do art. 10 da Lei 9.393/96 à declaração para fim de isenção do ITR., por certo que se refere a DITR, mas também a qualquer declaração que por ventura possa ser utilizada para o fim de isenção do ITR. Diga-se, a propósito, que em princípio esse não deveria ser o caso do ADA, cuja finalidade é outra, mas é fora de dúvida que se a administração tributária dele se servir com a finalidade de reconhecimento de isenção de ITR passa a estar abrangido na expressão legal mencionada. Também observo que a DITR, como também o ADA, mesmo quando averbado na matrícula do imóvel, não constituem prova definitiva do caráter de reserva legal, ou de preservação permanente.Nem um nem outro dispensam a SRF nem o IBAMA, do dever de fiscalizar, sendo que àquele órgão compete fiscalizar o ITR e a este , a conservação ambiental segundo parâmetros previamente definidos na lei. O ADA é, em princípio, fruto de informações declaradas pelo proprietário-contribuinte, tanto quanto o é a DITR. No mais o procedimento ditado pela SRF de praticar lançamento tributário pela mera falta de averbação do ADA, é burocrático, no pior sentido da palavra, desincentiva a atividade fiscalizadora propriamente dita e é atentatório ao princípio da legalidade. No caso concreto acresce, segundo o relatório, que há em andamento projetos florestais aprovados pelo IBDF, implantados a partir de 1979, com prazo de até vinte anos para exaurimento da floresta plantada, num sistema de manejo florestal, plantação de eucaliptos, precedido de autorização, acompanhado por fiscalização e vistoria do IBDF, já que há incentivos fiscais proporcionados por aquele instituto. Portanto não concordo com a ilustre relatora quando deixa de considerar a área de reserva legal declarada, reconhecida por ADA, apenas por falta de averbação do ADA no Cartório de Imóveis. Neste caso se infração houver será de caráter ambiental, ou mesmo civil, nunca tributária. A exigência é descabida, não encontra respaldo legal. A área não passa a ser utilizável só porque não foi feita a averbação do ADA no Cartório de Imóveis, há uma parte da propriedade que permanece sob reserva legal, e é por isso isenta de tributação pelo IT'R, quanto à área especificaria; está fora do campo de incidência do tributo. Porém, nada impede que a informação de área de reserva legal declarada, reconhecida mediante ADA pelo IBAMA, venha a ser refutada como decorrência de um esforço investigatório que descaracterize o estado alegado para tal área, mediante comprovação da inveracidade da declaração". Em relação aos efeitos da apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) temos que apesar de contestado o não comparecimento da ora recorrente II sktr") cri? Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 para a apresentação do ADA/1BAMA dentro do prazo previsto na IN/SRF n° 43/97, com redação da IN 67/97, é de se considerar que após a intimação para apresentar os documentos requisitados pela fiscalização (fl. 06), data da ciência à intimação em 19/06/00 (fl. 07), a interessada argüindo encontrar-se atendendo a exigência, formalizou o documento de fl. 08, em 31/07/00, encaminhando entre os documentos solicitados e já mencionados (fls. 11/29) o ADA emitido pelo IBAMA em 30/11/98 (fl. 14), que foi contestado em razão da intempestividade de sua apresentação, ausência essa suprida pelo laudo técnico florestal que foi considerado pela decisão a quo como suficientemente necessário para dimencionar a extensão territorial da propriedade, apesar da glosa efetuada. Demais disso, à fl. 79 encontra- se o Termo de Responsabilidade de Averbação de Reserva Legal, apresentado ao IBAMA- SC, em 30/06/98, no qual a interessada assume a responsabilidade de efetuar a averbação do presente Termo de acordo com o parágrafo único do art. 44 da Lei 4.771/65, do Dec. 750/93 e da Portaria Intenninisterial n° 001/96, relativamente a floresta ou forma de vegetação existente sobre a área de 667,0 ha., não inferior a 20% do total da propriedade, ficando gravada como área de utilização limitada, não podendo ser feito qualquer tipo de exploração sem a autorização do IBAMA, documento' esse certificado de que a averbação ocorreu no Livro 2 sob AV-9-11671. No mérito, tem-se que o art. 30 da MP n° 2.166-67, de 24/08/01, acrescenta ao art. 10 da Lei n° 9.393/96 o § 7 0, de cujo texto se extrai: ",f 7°- A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § I°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis." Constata-se a partir do texto legal exposto que a declarante não mais está obrigada a cumprir o prazo estabelecido no art. 10 da IN/SRF n° 43/97 ou mesmo da IN/SRF n° 56/98, ficando prejudicado o argumento da intempestividade da apresentação do ADA à repartição fiscal. De outra parte, é pressuposto para o reconhecimento do requerimento e a concessão do ADA pelo IBAMA a comprovação da existência da área de reserva legal pelo interessado através de sua inscrição à margem da matricula do imóvel junto ao Registro de Imóveis competente, caso em que o próprio Ato Declaratório Ambiental do IBAMA serve 12 c15) e • Processo N° : 13975.000166/00-42 Acórdão N° : CSRF/03-04.325 como prova bastante a título de comprovação da preexistência e da regularidade da área de reserva legal. Contrapostos os argumentos expendidos pela d. Procuradoria, dentro do contexto vislumbrado, conclui-se, portanto que, seja o exame procedido sob a ótica do princípio da verdade material, ou mediante os pressupostos legais retromencionados, encontra-se afastada a intempestividade da apresentação do ADA e os documentos apresentados pela ora recorrente são, reconhecidamente, legítimos, comprovam as informações prestadas por ocasião da DITR/97. Desta forma solidarizo-me com a decisão a quo que não merece reparo. Ex positis, posto que já admitido o recurso, no mérito, nego-lhe provimento. É assim que voto. Sala das Sessões-DF, em 16 de maio de 2005 ()turno Dan Cartaxo 13 Page 1 _0012000.PDF Page 1 _0012100.PDF Page 1 _0012200.PDF Page 1 _0012300.PDF Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1
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