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Numero do processo: 13839.001967/2004-30
Data da sessão: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2002
Ementa:
NORMAS PROCESSUAIS - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - DESCUMPRIMENTO DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. Não demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe conferiu outro colegiado ao analisar situação idêntica, não se conhece do recurso especial.
RECURSO ESPECIAL - EFEITOS. Se o acórdão recorrido apresentou mais de um fundamento para o provimento do recurso, e se o recurso de divergência foi conhecido apenas quanto a um deles, permanece o decidido com base no fundamento não reformado.
Numero da decisão: 9101-002.038
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos FISCAIS, por unanimidade dos votos, recurso não conhecido.
(documento assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo
Presidente
(documento assinado digitalmente)
Valmir Sandri
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Valmar Fonseca de Menezes, Rafael Vidal de Araujo, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado) e Antonio Lisboa Cardoso (Suplente Convocado).
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2002 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - DESCUMPRIMENTO DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. Não demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe conferiu outro colegiado ao analisar situação idêntica, não se conhece do recurso especial. RECURSO ESPECIAL - EFEITOS. Se o acórdão recorrido apresentou mais de um fundamento para o provimento do recurso, e se o recurso de divergência foi conhecido apenas quanto a um deles, permanece o decidido com base no fundamento não reformado.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos FISCAIS, por unanimidade dos votos, recurso não conhecido. (documento assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Valmar Fonseca de Menezes, Rafael Vidal de Araujo, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado) e Antonio Lisboa Cardoso (Suplente Convocado).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1797; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 2 1 1 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13839.001967/200430 Recurso nº 138.707 Especial do Procurador Acórdão nº 9101002.038 – 1ª Turma Sessão de 09 de outubro de 2014 Matéria SIMPLES Exclusão Recorrente Fazenda Nacional Interessado Magnusson & Fattori Terraplenagem Ltda. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA DESCUMPRIMENTO DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. Não demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe conferiu outro colegiado ao analisar situação idêntica, não se conhece do recurso especial. RECURSO ESPECIAL EFEITOS. Se o acórdão recorrido apresentou mais de um fundamento para o provimento do recurso, e se o recurso de divergência foi conhecido apenas quanto a um deles, permanece o decidido com base no fundamento não reformado. ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FFIISSCCAAIISS, por unanimidade dos votos, recurso não conhecido. (documento assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Valmar Fonseca de Menezes, Rafael Vidal de Araujo, Jorge AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 19 67 /2 00 4- 30 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por VA LMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13839.001967/200430 Acórdão n.º 9101002.038 CSRFT1 Fl. 3 2 Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado) e Antonio Lisboa Cardoso (Suplente Convocado). Relatório Na sessão plenária de 21/10/2008, a Primeira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes julgou recurso voluntário de interesse de Magnusson & Fattori Terraplenagem Ltda. e, mediante Acórdão n° 39100039, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário. Aludido acórdão recebeu a seguinte ementa: “ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 SIMPLES. ATIVIDADE IMPEDITIVA EXCETUADA PELA NOVA LEI. O artigo 17 §1°, inciso XIII da lei complementar n° 123 de 14.12.2006 excetuou as restrições impostas 'pelo inciso XIII do artigo 9° da Lei 9.317/1996 com as alterações introduzidas pela Lei 10.684/2003. RETROATIVIDADE DA LEI NOVA. EFEITOS. JULGAMENTOS PENDENTES. O fato tem repercussão pretérita por força do caráter interpretativo daquelas normas jurídicas impeditivas, revogadas pela nova legislação, devendo seus efeitos se subsumirem a regra da retroatividade prevista no artigo 106, inciso I, do Código Tributário Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO”. A decisão de primeiro grau, que foi reformada pelo acórdão do Terceiro Conselho (ora recorrido), confirmara a exclusão da empresa do SIMPLES ao fundamento de que a atividade exercida (terraplenagem) se enquadra como serviço auxiliar à construção civil, indicando como fundamento à vedação da opção o inciso V e § 4º do art. 9º da Lei nº 9.317/96, bem como o Ato Declaratório Normativo Cosit nº 30/99, que inclui expressamente a atividade de terraplenagem como auxiliar de construção de imóveis. O voto condutor do acórdão recorrido deu provimento ao recurso voluntário aos fundamentos de que: (i) a atividade não se assemelha à de engenheiro, tratandose, na verdade de pura e simples empresa de terraplenagem; (ii) o art. 17, § 1º, inciso XIII da Lei Complementar supriu a vedação imposta pelo artigo 9º, inciso XIII, da Lei nº 9.317/2003; (iii) a nova lei que instituiu o Estatuto das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte permite o ingresso no regime às empresas que se dedicam a obras de engenharia em geral; (iv) uma vez levantada a restrição — fato com repercussão pretérita por força do caráter interpretativo da Fl. 105DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por VA LMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13839.001967/200430 Acórdão n.º 9101002.038 CSRFT1 Fl. 4 3 legislação e da retroatividade prevista no artigo 106 do CTN, autorizase a aplicação da nova norma com efeitos retroativos . Cientificada, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial de Divergência. Pondera a Recorrente que o Colegiado entendeu ser o caso de aplicação retroativa da Lei Complementar 123/2006, § 1º, inciso XIII, mas essa interpretação diverge da abraçada por outros colegiados, que não admitem a retroatividade da Lei Complementar nº 123/2006, indicando como paradigma o Acórdão 30335326, cuja ementa assenta: Ementa :Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 Legislação Superveniente. Inclusão Retroativa. Impossibilidade. A alteração da legislação disciplinadora do regime de impedimentos à opção pelo Simples não autoriza a aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do Código Tributário Nacional, para efeito de reincluir contribuinte regularmente excluído com base na legislação vigente à época do ato. Precedentes do Superior Tribunal de justiça. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. O recurso especial teve seguimento tendo em vista que, segundo o Presidente da 1ª Câmara deste CARF: “O voto do relator do acórdão recorrido conclui pela aplicação retroativa da Lei Complementar 123/2006, entendendo que a restrição constante da lei vigente à época do fato julgado, a Lei n° 9.317//96, autorizaria a incidência do art. 106, do CTN. Em sentido inverso é o entendimento do acórdão paradigma, qual seja, da impossibilidade de aplicação retroativa de alteração da legislação disciplinadora do regime de impedimentos à opção pelo Simples.” O contribuinte apresentou contrarrazões defendendo a manutenção da decisão. É o relatório. Voto Conselheiro Valmir Sandri, Relator. Inicialmente, não é demais reafirmar que o recurso especial de divergência tem por escopo apenas uniformizar a jurisprudência, não representando uma nova instância para revisão do julgado. Assim, sem a perfeita caracterização de interpretações divergentes, não se pode conhecer do recurso. A divergência jurisprudencial se caracteriza quando, em relação a uma mesma norma, haja a dissensão no entendimento de sua aplicação a uma situação comum em dois acórdãos. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por VA LMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13839.001967/200430 Acórdão n.º 9101002.038 CSRFT1 Fl. 5 4 Portanto, a divergência exige interpretação de uma mesma norma e situação comum nos dois acórdãos. A Fazenda Nacional postula a reforma o Acórdão n° 39100039, alegando que a interpretação no sentido da aplicação retroativa da Lei Complementar 123/2006 com base no art. 106 do CTN, contraria a jurisprudência do CARF. Quanto à retroação da Lei Complementar 123/2006, cabe conhecer do recurso, eis um dos fundamentos indicados pelo voto condutor foi que o “Estatuto Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte permite o ingresso no regime às empresas que se dedicam a obras de engenharia em geral” e, “uma vez levantada a restrição — fato com repercussão pretérita por força do caráter interpretativo da legislação e da retroatividade prevista no artigo 106 do CTN, autorizase a aplicação da nova norma com efeitos retroativos”. Por oportuno destaco que não cabe, em sede de recurso de divergência, discutir se a atividade de terraplenagem está alcançada pela vedação prevista no inciso V e § 4º da Lei nº 9.718/97, eis que a matéria objeto de recurso de divergência é a aplicação retroativa da Lei Complementar 123, de 2006. A esse respeito, encontrase pacificado na Câmara Superior o entendimento de que a Lei Complementar nº 123 não retroage por não se enquadrar em nenhuma das hipóteses excepcionais de retroatividade previstas no artigo 106 do CTN. Primeiro porque não se constitui em lei interpretativa; segundo porque não pertence, a matéria, à seara das infrações tributárias (Acórdãos ns. 910100.979, 910100.980, 910101.046, 910101.047, 910101.081, 910101.000, 910101.001, 910101.021, 910101.103, 910101.147, 910101.152, 9101 01.219, 910101.295, 910101.376). Tal entendimento foi objeto da Súmula CARF nº 81, que enuncia: É vedada a aplicação retroativa de lei que admite atividade anteriormente impeditiva ao ingresso na sistemática do Simples. Assim, fosse esse o único fundamento da decisão, mereceria reforma o acórdão combatido. Contudo, o voto condutor apresenta a retroatividade como fundamento adicional. De fato, assentou o voto condutor que: (i) a atividade desenvolvida pela recorrente é terraplenagem; (ii) não se vislumbra atividade assemelhada à de engenheiro; (iii) além disso, a vedação deixou de existir com a superveniência da Lei Complementar 123, aplicável retroativamente. O paradigma trazido não se presta a demonstrar entendimento divergência de entendimentos quanto à caracterização da atividade de terraplenagem como impeditiva da opção. Observo que o Acórdão recorrido não se manifestou a respeito de a atividade de terraplenagem se inserir na vedação de que trata o inciso V do art. 9º da Lei nº 9.317/96, que foi o fundamento do ato declaratório da exclusão, bem como da decisão de primeiro grau. Porém, a Fazenda Nacional não apresentou embargos de declaração. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por VA LMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13839.001967/200430 Acórdão n.º 9101002.038 CSRFT1 Fl. 6 5 Assim, está provado o dissídio quanto à tese da aplicação retroativa da Lei Complementar 123/2006, mas não está demonstrada divergência de interpretação quanto à vedação da opção às empresas de terraplenagem, ou seja, insuficiência recursal, eis que o acórdão recorrido deu provimento por dois argumentos, ao passo que a Fazenda só recorreu de um. Sala das Sessões, em 09 de outubro de 2014. (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por VA LMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10380.031314/99-11
Data da sessão: Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1995, 1996, 1997, 1998
CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO. PLANO VERÃO.
A correção monetária das demonstrações financeiras no exercício financeiro de 1990 deve ser procedida com base na OTN de NCzS 6,92.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso voluntário desprovido.
Numero da decisão: 103-23.586
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Câmara, do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Carlos Pelá
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1995, 1996, 1997, 1998 CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO. PLANO VERÃO. A correção monetária das demonstrações financeiras no exercício financeiro de 1990 deve ser procedida com base na OTN de NCzS 6,92. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso voluntário desprovido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1804; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CC01/C03 Fls. 1 _________ 1 nfls txtfls CC01/C03 OOlldd MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA FFAAZZEENNDDAA PPRRIIMMEEIIRROO CCOONNSSEELLHHOO DDEE CCOONNTTRRIIBBUUIINNTTEESS TTEERRCCEEIIRRAA CCÂÂMMAARRAA PPrroocceessssoo nnºº 10380.031314/9911 RReeccuurrssoo nnºº 153453 Voluntário MMaattéérriiaa IRPJ AAccóórrddããoo nnºº 103023.586 SSeessssããoo ddee 19/09/2008 RReeccoorrrreennttee Companhia Energética do Ceará COELCE RReeccoorrrriiddaa 3ª Turma da DRJ/FOR ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1995, 1996, 1997, 1998 CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO. PLANO VERÃO. A correção monetária das demonstrações financeiras no exercício financeiro de 1990 deve ser procedida com base na OTN de NCzS 6,92. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso voluntário desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Câmara, do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá – Relator Fl. 201DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 16/04/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ Processo nº 10380.031314/9911 Acórdão n.º 103023.586 CC01/C03 Fls. 2 _________ 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Conselheiros Luciano de Oliveira Valença (Presidente), Leonardo de Andrade Couto, Alexandre Barbosa Jaguaribe, Ester Marques Lins de Sousa (suplente convocada), Waldomiro Alves da Costa Júnior, Carlos Pelá, Antonio Bezerra Neto e Antonio Carlos Guidoni Filho . Relatório Tratase de pedido de restituição e posterior compensação de valores de IRPJ e CSLL supostamente recolhidos indevidamente, em virtude de apropriação de expurgos inflacionários decorrentes da variação entre o BTN e o IPC ocorrida em 1989, em razão da suposta inconstitucionalidade da disposição contida no artigo noa rt. 30 da Lei nº. 7799/1989. Ao apreciar o pleito (fls. 125/127), a SEORT da Delegacia da Recieta Federal do em Fortaleza decidiu pelo seu indeferimento e pela não homologação das compensações porventura vinculadas ao presente processo. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação (fls. 129/141), pleiteando (i) o reconhecimento do seu direito à restituição dos valores supostamente recolhidos indevidamente à título de IRPJ e CSLL em face do expurgo inflacionário constatado na variação entre o BTN e o IPC, em janeiro de 1989; e (ii) a apropriação, na sua contabilidade, do ajuste da diferença entre os índices. A 3ª Turma da DRJem Fortaleza, indeferiu a solicitação do contribuinte, afastando o direito creditório pleiteado e a homologação das compensações porventura vinculadas ao presente processo. Nesse passo, a DRJ sustentou a impossibilidade de as autoridades administrativas discutirem sobre a alegada inconstitucionalidade do artigo 30 da Lei n°. 7799/1989. No mérito, argüiu que, conforme artigo 144 do CTN, o fato gerador é regulado pela Lei em vigor na data do término do período de aquisição das disponibilidades econômicas ou jurídicas de rendas ou proventos de qualquer natureza, consideradas em conjunto para quantificar a obrigação tributária. Assim, a correção monetária das demonstrações financeiras, para fins de legislação tributária, à época da realização do balanço de 31/12/89, era disciplinada pela Lei nº. 7730/1989, que no seu parágrafo 1º, art. 30, determinava, para efeitos de correção monetária, a utilização do índice OTN de NCz$ 6.92. A decisão repugna, ainda, a idéia de prazo indeterminado para exercício de direito ou faculdade, já que os prazos máximos ligados à extinção de direitos são de 5 (cinco) anos. Diante dos fatos, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 155/178), repisando os argumentos de sua peça impugnatória, acrescentando, apenas, argumentação no sentido de que, conforme reiterada jurisprudência do Conselho de Contribuintes, o prazo para Fl. 202DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 16/04/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ Processo nº 10380.031314/9911 Acórdão n.º 103023.586 CC01/C03 Fls. 3 _________ 3 pleitear restituição de tributo pago indevidamente é de 5 (cinco) anos (da homologação), acrescido de mais 5 (cinco) anos (para pleitear a restituição); ou seja, prazo de 10 (dez) anos contados do pagamento indevido. É o Relatório. Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. Não merece reparo a decisão recorrida. De fato, descabe tal análise pelo julgador administrativo analisar argüições de inconstitucionalidade de lei, conforme preconiza o enunciado da Súmula nº. 2 deste Conselho: Súmula CARF Nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. Além disso, a decisão recorrida acerta quando destaca que a legislação vigente à época (Lei nº. 7730/1989, parágrafo 1º, art. 30), determinava, para efeitos de correção monetária, a utilização do índice OTN de NCz$ 6,92. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, mantendo integralmente o lançamento. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 203DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2014 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 23/03/2014 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 16/04/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ
score : 1.0
Numero do processo: 13017.000213/2003-55
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/07/2003
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. FALTA DE CRÉDITOS SUFICIENTES PARA LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. PROCEDÊNCIA PARCIAL.
Constatado, através de diligência fiscal realizada pela Delegacia da Receita Federal, que os créditos indicados pelo contribuinte são insuficientes para liquidar a totalidade dos débitos do pedido de compensação, deve ser dado provimento parcial ao Recurso Voluntário.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3801-001.919
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso no sentido de reconhecer o direito creditório do Recorrente, até o limite consignado na informação fiscal.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antônio Borges, Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), Sidney Eduardo Stahl, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2003 a 31/07/2003 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. FALTA DE CRÉDITOS SUFICIENTES PARA LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. PROCEDÊNCIA PARCIAL. Constatado, através de diligência fiscal realizada pela Delegacia da Receita Federal, que os créditos indicados pelo contribuinte são insuficientes para liquidar a totalidade dos débitos do pedido de compensação, deve ser dado provimento parcial ao Recurso Voluntário. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso no sentido de reconhecer o direito creditório do Recorrente, até o limite consignado na informação fiscal. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antônio Borges, Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), Sidney Eduardo Stahl, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
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FALTA DE CRÉDITOS SUFICIENTES PARA LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. PROCEDÊNCIA PARCIAL. Constatado, através de diligência fiscal realizada pela Delegacia da Receita Federal, que os créditos indicados pelo contribuinte são insuficientes para liquidar a totalidade dos débitos do pedido de compensação, deve ser dado provimento parcial ao Recurso Voluntário. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso no sentido de reconhecer o direito creditório do Recorrente, até o limite consignado na informação fiscal. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 01 7. 00 02 13 /2 00 3- 55 Fl. 252DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antônio Borges, Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), Sidney Eduardo Stahl, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJPorto Alegre/RS (fl. 124), abaixo transcrito: Trata o presente processo de Declaração de Compensação de créditos de PIS nãocumulativo com débitos de tributos administrados pelo Secretaria da Receita Federal . A Delegacia da Receita Federal de Caxias do Sul não homologou a compensação, tendo em vista que o Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais (DACON) informa apuração de créditos de PIS que teriam gerado receita apenas no mercado interno, não sendo apontado nenhum valor para o mercado externo (exportação). 2. A interessada insurgese, tempestivamente, contra o Despacho Decisório alegando equívoco no preenchimento da ficha 04 da DACON. Afirma que declarou na DACON (ficha 05) e na DIPJ receitas de exportação auferidas. Aponta a existência de outra DCOMP onde a mesma DRF teria homologado parcialmente a compensação efetuada utilizandose da DIPJ/2003 para calcular o montante creditório da empresa. Junta cópia de DACON retificadora enviada após a ciência do despacho da DRF de origem, bem como Planilha de Cálculo”. Analisando o litígio, a DRJPorto Alegre/RS entendeu por bem não homologar a compensação declarada (fls. 123 a 127), conforme ementa abaixo transcrita: CRÉDITOS PASSÍVEIS DE COMPENSAÇÃO A simples retificação da DACON, após a ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada, não tem o condão de comprovar que os créditos apurados e utilizados na DCOM deram origem a vendas para o mercado externo. Às fls. 132 a 146 consta recurso voluntário apresentado tempestivamente, no qual a empresa traz as seguintes alegações, em resumo: O simples fato de não haver a Recorrente promovido o registro, nos campos próprios do Dacon e da DIPJ 2004, dos custos vinculados às receitas de exportação, não autoriza a interpretação de que não tenha ela realmente incorrido em custos para geração de tais receitas e que, em razão disto, não faça jus aos créditos de PIS a que alude o art. 5º., § 1º. , I, da Lei 10.637/02; Fl. 253DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 3 Não se trata de omissão de informação, já que os dados relativos às receitas sujeitas à incidência nãocumulativa (exportação) constam expressamente da DIPJ 2004 e no Dacon, muito embora não tenha sido informado pelo contribuinte o rateio dos custos para apuração dos referidos créditos; A Requerente providenciou, de imediato, a retificação do Dacon, para fins de segregar os custos vinculados às receitas provenientes dos mercados interno e externo, de modo a permitir a correta análise, pela Receita Federal, das declarações de compensação apresentadas, dentre as quais aquela que é objeto do presente processo; Apesar de haver uma dose de discricionariedade ao julgador, quando não entender necessária a diligência, no caso concreto o voto condutor do acórdão afirmou a necessidade de se provar o alegado, da análise de provas da ocorrência de exportação, e, entretanto, a diligência não foi determinada pela autoridade julgadora; O equívoco no preenchimento do Dacon foi constatado pela própria Receita Federal no momento da análise das declarações de compensação apresentadas pela Recorrente, tanto é assim que um dos Despachos Decisórios (Notificação DRF/CLX/Saort no. 99, de 01 de março de 2005) homologou parcialmente a compensação até a importância de R$ 1.592,47, referente ao crédito de PIS apurado pelo rateio com base na proporção da receita bruta auferida, informada na DIPJ 2003; Em julgamento realizado por este egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tendo em vista que, em um primeiro momento, a Delegacia de Julgamento não considerou as retificações das declarações realizadas pelo Contribuinte, ora Recorrente, restou determinado o retorno dos autos à instância de origem para que, com base nas aludidas retificações, fosse verificado o direito creditório do Recorrente, em especial, se havia crédito suficiente para liquidar os débitos indicados no pedido de compensação apresentada. Atendendo o comando deste Conselho, a douta Delegacia da Receita Federal de Caxias do Sul, em analise às DACON’s retificadas do Contribuinte, bem como dos documentos fiscais, constatou que, de fato, o contribuinte tinha créditos passíveis de compensação, contudo, estes créditos não eram suficientes para liquidar a totalidades dos débitos indicados pelo Recorrente no PERDCOMP analisado. Mesmo devidamente intimado das conclusões da fiscalização, o Recorrente quedouse inerte, retornando os autos para análise deste colegiado. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora Fl. 254DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Os pressupostos de admissibilidade do presente Recurso Voluntário já foram analisados, quando da determinação pela realização de diligência pela instância originária.. Portanto, dele conheço. Conforme mencionado alhures, a manifestação de inconformidade do Recorrente não foi provida pela Delegacia da Receita Federal de Caxias do Sul, sob o argumento de que “o Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais (Dacon) referente ao 3° trimestre de 2003, às fls. 21 a 23, informa apuração de crédito de Pis no mercado interno e não no externo (exportação). Assim, tais créditos não preenchem os requisitos previstos no inciso II do § 1° . do art. 50 da Lei n° 10.637, de 2002, sendo a sua utilização permitida somente como dedução do valor de Pis a recolher.” (fl. 34). Ocorre, contudo, que o Recorrente retificou o DACON, segregando as receitas do mercado interno e do mercado externo, fazendo jus, a princípio, aos créditos utilizados na compensação não homologada pela Douta Delegacia da Receita Federal de Caxias do Sul. Tal fato ensejou na decisão que determinou a remessa dos autos à instância de origem, para que fosse analisado o direito creditório do Recorrente. Contudo, nos termos da Informação Fiscal acostada aos autos, cujas conclusões adoto neste voto, constatouse que os créditos apurados pelo Recorrente não foram suficientes para liquidar a totalidade dos débitos por ele também indicados no pedido de compensação. Por outro lado, intimado das conclusões da fiscalização, o Recorrente não se manifestou, nem trouxe novos elementos que pudessem rebater a detalhada apuração feita pela Delegacia da Receita Federal de Caxias do Sul. Desta forma, sem maiores delongas, voto no sentido de reconhecer o direito creditório do Recorrente, até o limite consignado na informação fiscal, devendo ser cobrada, pela fiscalização, a diferença dos débitos não liquidados através do pedido de compensação, com os devidos acréscimos legais. Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Fl. 255DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/07/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 29 /07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000032/2007-18
Data da sessão: Wed Dec 02 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2001,2002
MULTA DE OFICIO QUALIFICADA - APLICAÇÃO.
Não é de se aplicar a multa de oficio qualificada de 150%, quando não restar comprovado nos autos o evidente intuito de fraude em operações financeiras realizadas em contas no exterior.
DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o., DO CTN.
O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com que a ordem do art. 150, §4o, do CTN, deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nas demais situações.
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO.
Restando comprovado nos autos o acréscimo patrimonial a descoberto cuja origem não seja comprovada por rendimentos tributáveis, não-tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte, ou sujeitos à tributação exclusiva, é autorizado o lançamento do Imposto de Renda correspondente.
Numero da decisão: 2101-000.386
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para desqualificar a multa de ofício e, por conseqüência declarar a decadência do ano-calendário de 2001. Vencidos os conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage que davam provimento ao recurso e os conselheiros Jose Raimundo Tosta Santos e Caio Marcos Cândido que negavam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda.
(assinatura digital)
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
Presidente em exercício à época da formalização.
(assinatura digital)
HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR
Redator ad hoc.
EDITADO EM: 19/08/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: CAIO MARCOS CANDIDO (Presidente), ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, SILVANA MANCINI KARAM, GONCALO BONET ALLAGE, , JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS E ANA NEYLE OLIMPIO HOLANDA.
Nome do relator: Heitor de Souza Lima Junior
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2001,2002 MULTA DE OFICIO QUALIFICADA - APLICAÇÃO. Não é de se aplicar a multa de oficio qualificada de 150%, quando não restar comprovado nos autos o evidente intuito de fraude em operações financeiras realizadas em contas no exterior. DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o., DO CTN. O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com que a ordem do art. 150, §4o, do CTN, deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nas demais situações. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. Restando comprovado nos autos o acréscimo patrimonial a descoberto cuja origem não seja comprovada por rendimentos tributáveis, não-tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte, ou sujeitos à tributação exclusiva, é autorizado o lançamento do Imposto de Renda correspondente.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para desqualificar a multa de ofício e, por conseqüência declarar a decadência do ano-calendário de 2001. Vencidos os conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage que davam provimento ao recurso e os conselheiros Jose Raimundo Tosta Santos e Caio Marcos Cândido que negavam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda. (assinatura digital) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente em exercício à época da formalização. (assinatura digital) HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR Redator ad hoc. EDITADO EM: 19/08/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: CAIO MARCOS CANDIDO (Presidente), ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, SILVANA MANCINI KARAM, GONCALO BONET ALLAGE, , JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS E ANA NEYLE OLIMPIO HOLANDA.
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Não é de se aplicar a multa de oficio qualificada de 150%, quando não restar comprovado nos autos o evidente intuito de fraude em operações financeiras realizadas em contas no exterior. DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o., DO CTN. O art. 62A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 SC, decidido na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, o que faz com que a ordem do art. 150, §4o, do CTN, deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173 nas demais situações. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. Restando comprovado nos autos o acréscimo patrimonial a descoberto cuja origem não seja comprovada por rendimentos tributáveis, nãotributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte, ou sujeitos à tributação exclusiva, é autorizado o lançamento do Imposto de Renda correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para desqualificar a multa de ofício e, por conseqüência declarar a decadência do anocalendário de 2001. Vencidos os conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage que davam AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 00 32 /2 00 7- 18 Fl. 520DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/ 08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 provimento ao recurso e os conselheiros Jose Raimundo Tosta Santos e Caio Marcos Cândido que negavam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda. (assinatura digital) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente em exercício à época da formalização. (assinatura digital) HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR Redator ad hoc. EDITADO EM: 19/08/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: CAIO MARCOS CANDIDO (Presidente), ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, SILVANA MANCINI KARAM, GONCALO BONET ALLAGE, , JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS E ANA NEYLE OLIMPIO HOLANDA. Relatório A presente autuação encontrase muito bem descrita na forma de excerto do Relatório produzido pela autoridade julgadora de 1a. instância, de efls. 445/446, o qual se adota aqui como relatório da autuação, verbis: “(...) Contra o contribuinte em questão foi lavrado o auto de infração (fls. 261/263) com o lançamento de imposto de renda relativo ao anocalendário 2001/2002 de R$ 907.406,55. de multa de oficio de R$ 1.361.109,82 e de juros de mora calculados até 29/12/2006 de R$ 630.642,89. A presente ação fiscal contra o contribuinte foi iniciada em 26/10/2006, com a ciência do Termo de Inicio de Fiscalização de fls. 03/04, em que o contribuinte foi intimado a apresentar, em relação ao anocalendário 2001 e 2002, documentos comprobatórios da origem dos recursos financeiros movimentados no exterior, por meio da conta mantida no banco "JP Morgan Chase Bank" pela empresa Beacon Hill Service Corporation, conta 6192033, subcontas: Laurel 311045 e Sinkel 31197, em que o contribuinte é identificado como ordenador das remessas. De posse dos documentos colhidos no decorrer da ação fiscal o auditor elabora os demonstrativos de evolução patrimonial de fl. 244/245 e, conforme relatado no Termo de Constatação Fiscal de fls. 246/257, encerra a ação fiscal com a lavratura do citado auto de infração, tendo em vista que foram apuradas a seguinte infração à legislação tributária: Fl. 521DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/ 08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19515.000032/200718 Acórdão n.º 2101000.386 S2C1T1 Fl. 521 3 1 Acréscimo Patrimonial a Descoberto. Omissão de rendimentos tendo em vista a variação patrimonial a descoberto, nos anoscalendário 2001 e 2002, em que se verificou excesso de aplicações sobre origens não respaldado por rendimentos declarados ou comprovados, conforme demonstrativos constantes do Termo de Verificação Fiscal de fls. 246/257. Enquadramento legal: artigos 1 0 ao 3° e §§, e 8°, da Lei 7.713/88; artigos 1° e 2°, da Lei 8.134/90; artigo 7° c 8°, da Lei 8.981/95; artigo 3° e 11, da Lei 9.250/95; artigo 21 da Lei 9.532/97. (...) Cientificado do auto em 12/01/07 (efl. 291), o recorrente apresentou impugnação de efls. 302 a 349, onde novamente em linha com a síntese produzida pela autoridade julgadora de piso, alegou que: "(...) 1 omissão de rendimentos apurada em procedimento fiscal deve ser imputada nos meses de sua ocorrência e reportarse à data do fato gerador. Portanto, o prazo decadencial começa a fluir a partir do fato gerador da obrigação tributária, conforme art. 150, §4°, do Código Tributário Nacional; 2 ainda que não se aplique as disposições contidas no art. 150. §4°, do Código Tributário Nacional e sim a do art. 173, I, do mesmo diploma legal, se for admitida a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, os tributos exigidos já estariam fulminados pelo instituto da decadência; 3 requer a nulidade da autuação, pois não existe nenhum elemento objetivo nos autos que faça a vinculação entre as operações ocorridas no exterior e o impugnante; 4 os únicos documentos apresentados pela fiscalização são cópias reprográficas de possíveis ordens de débito feitas numa conta denominada Sinkel e Laurel, onde em um campo B/O aparece o nome do impugnante; 5 o endereço que aparece nestes documentos nunca foi do impugnante; 6 o lançamento em questão não observa a súmula 182 do extinto Tribunal Federal de Recursos. O único argumento apresentado para justificar a acusação são as movimentações financeiras; entretanto, segundo o Tribunal, não cabe o lançamento, pois se trata de mera presunção; 7 não existe nos autos uma única palavra tipificando a ocorrência de fraudes, tão somente se pode chegar a tal conclusão pelo agravamento da multa de oficio e a noticia que foi feita a representação para fins criminais. Assim, o presente lançamento deve ser declarado nulo; Fl. 522DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/ 08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 8 para que o presente auto de infração tivesse o mínimo de sustentação fática, deveria existir qualquer comprovação documental que vinculasse o impugnante ao remetente dos pagamentos; 9 fazse necessário chamar a atenção para o fato de que o endereço constante das ordens nada tem a ver com o impugnante. Usouse endereço de alguém que a própria fiscalização entendeu que nada tem a ver com o caso, para cumprir formalidades exigidas pelas leis bancárias estrangeiras, qual a prova que se tem que não se usou também o nome do impugnante com o mesmo objetivo?; 10 verificase, ainda, que consta, na maioria dos documentos, o nome do impugnante com erro de grafia; 11 o que se tem é que alguém. absolutamente estranho ao impugnante, determinou a remessa de valores, no exterior, sem o seu conhecimento, e, pelo simples lato de seu nome constar nas ordens, elegese, o impugnante como ordenador de tais remessas; 12 em razão da complexidade das operações bancárias é que se exige formalismo para a movimentação de valores, exigese ordens escritas , recibos, ou ao menos, instruções eletrônicas que possam vincular determinada pessoa a certa operação; 13 a presunção utilizada no presente caso carece de fundamento legal; 14 a aplicação da multa agravada deve ser exaustivamente analisada, explicitada e comprovada no auto de infração, o que de fato, não ocorreu; I 5 a variação patrimonial a descoberto é mensal e o imposto de renda pessoa física é tributo sujeito ao lançamento por homologação, e, portanto. quando da lavratura do auto, as parcelas relativas aos meses de junho a dezembro de 2001, já estavam homologadas; 16 padece de abuso de poder a desconsideração feita pelo auto de infração de três contratos válidos celebrados pelo contribuinte nos valores de R$ 140.000,00, celebrado em 2002, com Margot Lewinski, outro no valor de R$ 100.000.00, celebrado em 2001, com Geraldo Lewinski e a quitação de empréstimo com Méier Icchak Strengerowski, respectivamente, mãe. pai e amigo intimo do impugnante; 17 a fiscalização tratouos como inexistentes, pois não foram cursados no formato que entendia. Era, portanto, de se cumprir o que exige o §1°, do art. 845, do RIR, para descaracterizar o negócio jurídico. (...)" Julgando a referida impugnação, a autoridade julgadora de 1a. instãncia, na forma de Acórdão de efls. 444 a 454, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido. Fl. 523DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/ 08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19515.000032/200718 Acórdão n.º 2101000.386 S2C1T1 Fl. 522 5 Cientificado da decisão em 28/11/07 (efl. 461), insurgese o autuado contra a decisão de 1a. instância através do Recurso Voluntário tempestivo de efls. 462 a 514, onde repisa os argumentos apresentados em sede de impugnação. Em 02 de dezembro de 2009, o presente recurso foi objeto de julgamento pela 1a. Turma Ordinária da 1a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento deste CARF, oportunidade em que o Colegiado decidiu, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para desqualificar a multa de ofício e, por conseqüência, declarar a decadência do anocalendário de 2001. Entretanto, tanto o Conselheiro Relator como a Conselheira designada para Redigir o Voto Vencedor tiveram seus mandatos encerrados sem que tivessem formalizado o referido Acórdão. Assim, foi necessária a designação de Redator ad hoc, conforme o art. 17, inciso III, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009. É o relatório. Voto Conselheiro Heitor de Souza Lima Junior, Redator AdHoc designado. Faço notar que: a) o presente Redator não participava deste Colegiado à época do julgamento do Recurso e da conseqüente prolação do Acórdão aqui formalizado; b) Não se obteve sucesso na tentativa de obtenção das razões de decidir adotadas pela maioria do Colegiado para desqualificação da multa, sendo que tanto o Conselheiro Relator como a Conselheira designada para redação do voto vencedor não mais compõem o presente Colegiado. Destarte, me limito, na presente formalização, a reproduzir o decisum constante em ata, ressaltando, quanto à declaração de decadência, que decorre a mesma da necessária observância, por este CARF, com base no art. 62A do Anexo II ao Regimento Interno deste Conselho vigente à época de prolação do Acórdão, ao decidido pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no Recurso Especial nº 973.733 SC, julgado em 12 de agosto de 2009 e submetido ao regime 543C do CPC. Ali, aquele órgão máximo de interpretação das leis federais firmou o entendimento de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos. Assim, uma vez considerada aqui a existência de antecipação de pagamento para o anocalendário de 2001, conforme DIRPF à efl. 254 e descartada a existência de dolo, fraude ou simulação, de se utilizar o art. 150, §4o. do CTN para início de contagem do prazo decadencial, sendo, destarte de se reconhecer a decadência para o anocalendário de 2001 (ciência do lançamento em 12/01/07, conforme efl. 291). Assim, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para desqualificar a multa de ofício e, por consequência, acolher a preliminar de decadência do Fl. 524DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/ 08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 6 direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário em relação ao anocalendário de 2001. É como voto. Heitor de Souza Lima Junior Redator AdHoc Designado Fl. 525DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/ 08/2015 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13807.004690/99-19
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1996
PASSIVO FICTÍCIO OU NÃO COMPROVADO. LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO REALIZADO ANTES DE 1997.
A constatação de existência de "passivo não comprovado" autoriza o lançamento com base em presunção legal de omissão de receitas somente a partir do ano-calendário de 1997 (Súmula CARF nº 54).
SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA.
As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Anexo II do Ricarf).
TRIBUTAÇÃO REFLEXA.
O decidido em relação à tributação do IRPJ deve acompanhar as autuações reflexas.
Numero da decisão: 1801-001.552
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencida a Conselheira-Relatora Carmen Ferreira Saraiva que negava o provimento ao recurso. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Ana de Barros Fernandes.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora designada
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO REALIZADO ANTES DE 1997. A constatação de existência de "passivo não comprovado" autoriza o lançamento com base em presunção legal de omissão de receitas somente a partir do anocalendário de 1997 (Súmula CARF nº 54). SÚMULAS. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF (artigo 72 do Anexo II do Ricarf). TRIBUTAÇÃO REFLEXA. O decidido em relação à tributação do IRPJ deve acompanhar as autuações reflexas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencida a ConselheiraRelatora Carmen Ferreira Saraiva que negava o provimento ao recurso. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Ana de Barros Fernandes. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Redatora designada (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 46 90 /9 9- 19 Fl. 237DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 238 2 Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 5660, com a exigência do crédito tributário no valor de R$32.269,02 a título de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional apurado pelo regime de tributação com base no lucro real anual no anocalendário de 1995. O lançamento fundamentase na omissão de receitas constatada pela apuração do passivo fictício, ou seja, manutenção na conta Fornecedores do Passivo de obrigações já pagas ou não comprovadas em 31.12.1995 no valor de R$50.606,15. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal:inciso II do art. 195, parágrafo único do art. 197, art. 226, art. 228, art. 230 do Regulamento do Imposto de Renda, previsto no Decreto nº 1.041, de 11 de janeiro de 1994 (RIR, de 1994). Em conformidade com o Termo de Constatação, fls. 5052: 6 Assim, a diferença efetivamente considerada sem comprovação, caracterizando passivo fictício é de R$50.606,15, conforme abaixo demonstrado [R$]: Saldo da conta Clientes em 31/12/1995 170.296,03 Saldo de Clientes comprovados conf. relação 3.736,75 Diferença a baixar (clientes já recebidos) 166.559,28 ========= Saldo da conta Fornecedores em 31/12/1995 250.621,05 Diferença a baixar (fornecedores já pagos) 166.559,28 Saldo de Fornecedores comprovados conf. relação 33.455,62 Diferença Efetiva se Fornecedores 50.506,15 ========= Fl. 238DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 239 3 7 – Foi permitida a compensação do prejuízo fiscal no anocalendário de 1995 no valor de R$30.611,11 e de base de cálculo negativa da [CSLL] de igual valor não utilizados. Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foram constituídos os seguintes créditos tributários pelos lançamentos formalizados neste processo: II O Auto de Infração às fls. 6270 com a exigência do crédito tributário no valor de R$839,00 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: alínea “b” do art. 3º da Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, parágrafo único do art. 1º da Lei Complementar nº 17, de 12 de dezembro de 1973, bem como inciso I do art. 2º, art. 3º, inciso I do art. 8º e art. 9º da Medida Provisória nº 1.212, de 28 de novembro de 1995, convertida na Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998. III – O Auto de Infração às fls. 7278 com a exigência do crédito tributário no valor de R$2.581,51 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º e art. 2º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991. IV – O Auto de Infração às fls. 8088 com a exigência do crédito tributário no valor de R$45.176,61 a título de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 44 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, art. 3º da Lei nº 9.064, de 20 de junho de 1995 e art. 62 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. V – O Auto de Infração às fls. 9095, com a exigência do crédito tributário no valor de R$12.907,62 a título da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 45 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, art. 3º da Lei nº 9.064, de 20 de junho de 1995 e art. 57 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. Cientificada em 20.05.1999, fls. 58, 66, 76, 84 e 92, a Recorrente apresenta a impugnação em 11.06.1999, fls. 102108, com as alegações abaixo sintetizadas. Faz um breve relato sobre o procedimento fiscal informado que concorda expressamente com as infrações indicadas no Item 1, no Item 2 e no Item 3. Discorda do lançamento alegando que houve lapso contábil decorrente do fato ocorrido no anocalendário de 1994. Suscita que Para esclarecer a assertiva segue [...] o demonstrativo [...] [R$]: Saldo da conta Clientes em 31/12/1994 224.609,00 Saldo de Clientes comprovados cf. relação 15.270,00 Diferença a baixar (Clientes recebidos e não baixados) 209.339,00 Fl. 239DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 240 4 ========= Saldo da conta Fornecedores em 31/12/1994 161.039,00 Saldo de Fornecedores em 31/12/1994 cf. relação 96.647,25 Diferença a baixar (Fornecedores já pagos) 64.391,75 Como se pode verificar do demonstrativo acima, a diferença de Fornecedores no valor de [R$64.391,75] deveria ter sido baixada [...] pelo saldo de Caixa originados pela baixa da conta Clientes no valor de R$209.339,00. [...] Devido a pendência na conta Clientes, ocasionou a manutenção da pendência na conta Fornecedores do períodobase anterior (1994) que [foi transmitida] para o período seguinte, por irregularidade contábil continuada. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referência a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Do exposto, requer seja cancelado o presente lançamento do IRPJ [...] e seus reflexos [...]. Termos em que, P. Deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/SPO I/SP nº 06.002, de 13.10.2006, fls. 132140: “Lançamento Procedente”. Restou ementado Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 1996 Ementa: OMISSÃO DE RECEITA. PASSIVO FICTÍCIO. Consoante legislação fiscal, presumese ocorrência de omissão d receita quando a pessoa jurídica não logra comprovar a efetiva existência de débitos consignados no passivo. LANÇAMENTOS DECORRENTES. CSLL – PIS – COFINS – IRRF A solução dada ao litígio principal, relativo ao [IRPJ] estendese aos demais lançamentos decorrentes quando tiver por fundamento o mesmo suporte fático, desde que não aduzidas razões específicas. Notificada em 13.12.2007, fl. 143, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 10.01.2008, fls. 176202, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Suscita que não há necessidade do depósito recursal. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 241 5 Esclarece que o lançamento é nulo, porque não foram observados os requisitos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, referentes à descrição dos fatos e à disposição legal infringida e penalidade aplicável, de modo a caracterizar o cerceamento do direito de defesa. Faz um arrazoado sobre os fatos esclarecendo que à época da ação fiscal justificou a diferença entre o valor escriturado e o valor efetivamente comprovado na conta Fornecedores no sentido de que é decorrente de ausência do ajuste contábil, em virtude das baixas que deveriam ter sido realizadas na conta Clientes; Argui É que a posição real da conta de clientes em aberto atingiu o montante de R$3.736,75 [...] enquanto que na contabilidade [...] havia apurado em balanço o valor equivocado de R$170.296,03 [...]. Assim, foi gerado um saldo positivo de Caixa no valor de R$166.559,28 que [...] possibilita o abatimento da conta Fornecedores. [...] A fiscalização considerou como suposto passivo fictício, o saldo [...] da conta Fornecedores com abatimento no valor de R$50.606,15. [...] Ocorre que na época da fiscalização, a Recorrente comprovou documentalmente que a diferença apurada no balanço [...] era oriunda de lapso contábil, eis que haviam diversos valores da conta Clientes que não estavam em aberto, proporcionando a geração de Caixa para abater da conta Fornecedores. Importante salientar que os documentos apresentados à fiscalização foram capazes de comprovar as alegações de erro contábil [...]. A documentação comprobatória dos fatos referentes ao anocalendário de 1994 somente não foram apresentados no decorrer da fiscalização em virtude da inconclusão da auditoria solicitada pela Recorrente à sua contabilidade. [...] Nesse diapasão, a Recorrente entende que o saldo efetivo e comprovado de Caixa apurado em dezembro de 1994 deve ser utilizado [...] como forma de abater integralmente o suposto passivo fictício utilizado como base de cálculo para os lançamentos tributários [...]. Suscita que é improcedente a presunção legal (art. 12 do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977), porque entende que afastou a relação jurídica pela apresentação de um conjunto probatório. Argui que [...] para a fiscalização houve procedência do ponto de vista técnico no tocante aos erros de fato cometidos [nos registros contábeis] no anocalendário de 1995, enquanto para [autoridade julgadora de primeira instância não houve a mesma procedência no tocante aos equívocos cometidos no anocalendário de 1994. Conclui À vista do exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal espera e requer a Recorrente seja acolhido o presente recurso para, de plano, reconhecer as provas apresentadas relacionadas ao anocalendário imediatamente anterior como capazes de elidir os lançamentos tributários e, consequentemente afastar a alegação da existência de suposto passivo tributário. Requer ainda dignemse Vossas Senhorias decretar a nulidade do Auto de Infração impugnado por imprecisão técnica quanto à descrição do fato tributável e Fl. 241DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 242 6 inespecificidade quando aos dispositivos legais infringidos. Em assim não sendo, no mérito, ante os suficientes argumentos doutrinários e jurisprudenciais deduzidos, requer seja julgado improcedente o Auto de Infração em questão para o efeito de tornar inexigível e indevida a imposição tributária apurada [...]. Termos em que, Pede deferimento. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Vencido Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Em relação à garantia de instância para admissibilidade do recurso voluntário prevista no § 2º do art. 33 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, cabe esclarecer que o dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº.1976, não sendo mais exigível o depósito recursal para seguimento do recurso voluntário1. Assim o recurso voluntário deve ser admitido. A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no exercício da competência da RFB, em caráter privativo constituir o crédito tributário pelo lançamento. Esta atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional, ainda que ele seja de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo. É a autoridade legitimada para proceder ao exame da escrita fiscal da pessoa jurídica, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador. Nos casos em que dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário, os Autos de Infração podem ser lavrados sem prévia intimação à pessoa jurídica no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do seu estabelecimento, os quais devem estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. Estes atos administrativos, sim, não prescindem da intimação válida para que se instaure o processo, vigorando na sua totalidade os direitos, 1 Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=1976&processo=1976> . Acesso em: 01 jul.2013. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 243 7 deveres e ônus advindos da relação processual de modo a privilegiar as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes2. Os Autos de Infração foram lavrados por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, que verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprila ou impugnála no prazo legal. A decisão de primeira instância está motivada de forma explícita, clara e congruente e da qual a pessoa jurídica foi regularmente cientificada. Assim, estes atos contêm todos os requisitos legais, o que lhes conferem existência, validade e eficácia. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos, em observância às garantias ao devido processo legal. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos e dos enquadramentos legais que ensejaram os procedimentos de ofício. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas, tais como fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos3. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidades no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente discorda da apuração da omissão de receitas presumida com base na manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. A autoridade fiscal tem o direito de examinar a escrituração e os documentos comprobatórios dos lançamentos nela efetuados e a pessoa jurídica tem o dever de exibilos e conserválos até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial, bem como de prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de 2 Fundamentação legal: inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 142 e art. 195 do Código Tributário Nacional. art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, art. 9º, art. 10, art. 23 e 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, Decreto nº 6.104, de 30 de abril de 2007, art. 2º e art. 4º da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999 e Súmulas CARF nºs 6, 8, 27 e 46. 3 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 244 8 ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Caracteriza omissão de receitas a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada em procedimento investigatório fiscal. Cabe esclarecer que até 31.12.1996 as obrigações registradas no passivo circulante, liquidadas e não baixadas por falta de saldo contábil na conta Caixa, bem como aquelas cuja efetividade das obrigações que lhes tenham dado causa não reste comprovado, evidenciam omissão no registro de receitas e como tal, devem ser tributadas. Nesse caso, aplicase a presunção simples na medida em que um conjunto probatório robusto deve ser produzido nos autos pela Fazenda Nacional4. Com o advento do art. 40 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a partir de 01.01.1997, a manutenção no passivo de obrigações deve estar evidenciada por documentação hábil e idônea a sua existência no anocalendário objeto do lançamento e de seu adimplemento em período subseqüente, em conformidade com o regime de competência e com o princípio da independência dos exercícios. Essa presunção legal de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária está positivada em uma norma com os atributos de ser abstrata, geral, imperativa e impessoal, cabendo a pessoa jurídica o ônus de provar a veracidade de fatos registrados na sua escrituração de modo a desconstituir inequivocamente a relação jurídica presumida. O intuito da previsão legal é coibir a existência de recursos que transitem à margem da escrituração contábil.5 Esse é o entendimento constante na súmula CARF nº 54 em que “a constatação de existência de “passivo não comprovado” autoriza o lançamento com base em presunção legal de omissão de receitas somente a partir do anocalendário de 1997”6. Tem cabimento a análise da situação fática em que restou comprovada a omissão de receitas pela manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada apurada mediante a presunção simples. Intimada, fl. 42, a Recorrente diz que incorreu em lapso manifesto nos valores escriturados: (a) informou que o saldo da conta Cliente do Ativo Circulante em 31.12.1995 era de R$ R$3.736,73, fl. 44 e não no valor de R$170.269,03, constante no Balanço Patrimonial, fl. 34, resultando uma diferença de R$166.559,28; (b) aduziu que o saldo da conta Fornecedores do Passivo Circulante em 31.12.1995 era de R$33.455,62, fl. 46 e não no valor de R$250.621,05 constante no Balanço Patrimonial, fl. 36; 4 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º, art. 9º e art. 12 do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, bem como art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995. 5 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º, art. 9º e art. 12 do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º, art. 2º e art. 40 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 6 Fundamentação legal: art. 1º, art. 2º e art. 40 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Súmula CARF nº 54. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 245 9 (c) diz que de fato essa diferença de R$50.606,15 em 1995 existe e que é originária de erro contábil na conta Fornecedores no valor de R$64.391,75 do anocalendário de 1994. O valor de R$166.559,28 foi excluído de ofício da base de cálculo do IRPJ, uma vez que foi considerado como saldo contábil na conta Caixa e assim as obrigações correspondentes registradas no passivo circulante foram consideradas liquidadas e baixadas. Remanesceu o saldo no valor de R$50.606,15 na conta Fornecedores a título de obrigações não comprovadamente pagas no anocalendário seguinte, ou seja em 1996. Sobre o erro contábil de 1994, vale ressaltar que a observância os princípios de contabilidade se faz necessária e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. O princípio da oportunidade referese ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas, sob pena de perda da sua relevância. Nesse sentido, é imprescindível ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. Ainda o princípio da competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento e pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Os efeitos das transações e outros eventos devem ser reconhecidos quando ocorrem e devem ser lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis dos períodos a que se referem. Para ser útil, a informação deve ser confiável, ou seja, deve estar livre de erros e representar adequadamente aquilo que se propõe a retratar. Assim a retificação de lançamento deve ser uma técnica a ser utilizada como um processo técnico de correção de um registro realizado com erro na escrituração contábil das pessoa jurídicas7. Com base nessas premissas, temse que os possíveis erros contábeis do ano de 1994 não têm força normativa para afastar a apuração do saldo no valor de R$50.606,15 na conta Fornecedores a título de manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada no ano de 1995. O conjunto probatório decorrente do processo investigativo realizado pela Administração Pública demonstra de forma motivadamente explícita, clara e congruente que os autos estão instruídos com a totalidade das provas ce que as obrigações registradas no passivo circulante, liquidadas e não baixadas, bem como aquelas cuja efetividade das obrigações que lhes tenham dado causa não reste comprovada, caracterizam omissão no registro de receitas. Por seu turno, a Recorrente, embora ciente de todas as discrepâncias quantitativas desde a intimação do Termo Fiscal em 04.05.1999, fl. 42, e novamente em 13.12.2007, fl. 143, na notificação do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/SPO I/SP nº 06.002, de 13.10.2006, fls. 132140, não juntou aos autos outros elementos de prova que corroborem suas alegações mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos. A inferência denotada pela defendente, por conseguinte, não está comprovada. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem 7 Fundamentação legal: Resolução CFC nº 750,de 29 de dezembro de 1993 e Resolução CFC nº 596, de 14 de junho de 1985. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 246 10 ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso8. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade9. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. O nexo causal entre as exigências de créditos tributários, formalizados em autos de infração instruídos com todos os elementos de prova, determina que devem ser objeto de um único processo no caso em que os ilícitos dependam da mesma comprovação e sejam relativos ao mesmo sujeito passivo10. Os lançamentos de PIS, de Cofins, de IRRF e de CSLL sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ. Em assim sucedendo, voto por negar provimento recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 8 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 9 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. 10 Fundamentação Legal: art. 9º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Voto Vencedor Conselheira Ana de Barros Fernandes, Redatora designada Em que pese o entendimento da Conselheira Relatora, a despeito de citar a Súmula nº 54 editada por este órgão julgador, o lançamento tributário realizado por presunção legal de existência de “passivo não comprovado”, infração tributária que ensejou o presente litígio, cujo anocalendário objeto de tributação ocorreu anteriormente a 1997, não pode prosperar. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 247 11 A jurisprudência administrativa consolidouse de forma pacífica a respeito da matéria, no sentido a seguir exposto11: “II Passivo nãoComprovado e Passivo Inexistente A exigibilidade nãocomprovada somente fora introduzida em nosso ordenamento jurídico a partir do anocalendário de 1997, com a edição da Lei nº 9.430/96, art. 40, nãoobstante povoar, até então, os Regulamentos do Imposto sobre a Renda, ab initio, embora sem correspondência com a sua matriz legal indevidamente ampliada que se assenta no art. 12 do Decreto lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977.” Destarte foi editada a Súmula CARF nº 54: Súmula CARF nº 54: A constatação de existência de "passivo não comprovado" autoriza o lançamento com base em presunção legal de omissão de receitas somente a partir do anocalendário de 1997. (grifos não pertencem ao original) E em se tratando de matéria sumulada por este órgão, fica vedado a esta turma divergir do enunciado, nos termos do artigo 72, caput, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Ricarf (Portaria MF nº 256/09): Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Pelo exposto, votouse de forma divergente para cancelar a exigência fiscal e dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes 11 http://www.fiscosoft.com.br/main_online_frame.php?home=federal&secao=2&optcase=&page=/index.php?PID= 99223&flag_mf=&flag_mt= Fl. 247DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 13807.004690/9919 Acórdão n.º 1801001.552 S1TE01 Fl. 248 12 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.003448/2003-17
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Exercício: 1998
CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL.
O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de 10/03/2000.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-000.027
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Luís Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) que dava aprovimento.
Nome do relator: MARIA DE FATIMA OLIVEIRA SILVA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 1998 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL. O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de 10/03/2000. Recurso Voluntário Negado.
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10830.003448/2003-17 Recurso n° 142888 Voluntário Acórdão n° 3802-00.027 — 2 Turma Especial Sessão de 16 de março de 2009 Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Recorrente EPM COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA. Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS M/CROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 1998 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO BOU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL. O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de I 0/03/2000. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatem. Vencido o Conselheiro Luís Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) que dava aprovimento. BACIA )" ° - KTJtkJANOTJAMORIM - Presidente / / , q1-) .."-;417/1t MARIA DE FÁTIMA 'OLt vr SILVA - Relatora EDITADO EM: 21/09/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia 1-1Mena Trajano Damorim, Maria de Fátima Oliveira Silva e Luis Alberto Pinheiro Gomes e Aleoforado. Relatório A empresa, devidamente identificada nos autos, apresenta petição à 11.01, requerendo sua inclusão no Simples, com data retroativa a 01/01/1998, alegando que apresentou Ficha cadastral da Pessoa Jurídica em 29/01/1998. O pedido foi negado pelo órgão de origem através do DESPACHO DRFB/CPS/SEORT/2007 (fi. 48), sob o fundamento de que, na verificação dos requisitos de admissibilidade contidos na Lei n° 9.317/95, as atividades exercidas pelo contribuinte, conforme alteração contratua/ (fis.36/37), vedam a opção pretendida, conforme artigo 9°, inciso XII "a" e inciso XIII, da Lei n°9.317/96. Cientificada do feito em 05112/2007 (fl. 56), a requerente interpôs manifestação de inconformidade em 27/1212007 (fls. 57/64), alegando, em síntese que: pleiteou, em 29/05/2003, junto à Delegacia da Receita Federal em Campinas-SP, sua inclusão retroativa à data de 01/01/1998 no SIMPLES FEDERAL; sempre cumpriu com todas as obrigações acessórias que estavam a seu cargo, tendo apresentado, desde o ano calendário de 1998, todas as Declarações Anuais Simplificadas, previstas para empresas optantes desse regime, e efetivou todos os recolhimentos mensais dos tributos unificados mediante preenchimento de guia especifica (DÁRF-SIMPLES), sob o código 6106; A negativa de inclusão retroativa da pessoa jurídica impugnante no SIMPLES FEDERAL relativa aos anos-calendário de 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, está superada, devido ao transcurso do prazo para a manifestação da Fazenda sobre a possibilidade de ser incluída, ou não, nessa sistemática,- No período em que efetuava seus recolhimentos e apresentava suas declarações, não houve pronunciamento da Administração acerca dessa reiterada conduta, é possível afirmar a ocorrência da chamada homologação tácita por parte da Fazenda, prevista no art. 150, § 4°, do Código Tributário Nacional; A intenção da empresa 1mpugnante sempre foi estar na sistemática do SIMPLES, tanto que efetuava todos os recolhimentos sob o código 6106, bem corno entregava suas declarações na forma simplificada; O Despacho Decisório reconhece que a intenção da Contribuinte está comprovada e, deve ser ratificada a instrução contida no Ato Declarató rio Intetpretativo SRF (ADI) n°16, de 02/10/2002, que autoriza o Delegado da Receita Federal a proceder at inclusão de oficio no SIMPLES, desde que seja possível 2 Processo n° 10830.003448/2003-17 S3-TE02 Acórdão n.°3802-00.027 Fl. 100 identificar a intenção inequívoca do contribuinte em aderir tal sistemática; Alega que o contrato social não faz prova do exercício da atividade impeditiva; Para sustentar a impossibilidade de opção no SIMPLES, em função da atividade, deveria o Fisco comprovar o exercício da atividade impeditiva, não bastando mencionar o contrato social; O Despacho Decisório DRFB/CPS/SEORT/2007 deve ser declarado nulo, pois não faz prova do exercício efetivo das atividades tidas como impeditivas, apenas constata o óbvio, sua previsão no contrato social; Cita em seu arrazoado, solução de Consulta sobre a matéria de que ora se trata (lis. 61/62); afirma que comercializa ferragens para construções, fechaduras - e dobradiças, cuja atividade não é vedada pela legislação; conclui pelo acatamento de sua manifestação de inconformidade para declarar a insubsistência do Despacho Decisório DRFB/CPS/SEORT/2007, com sua inclusão retroativa ao Sistema de Pagamento de Impostos e Contribuições das Micro empresas e das Empresas de Pequeno Porte-SIMPLES e a homologação dos procedimentos praticados. A Turma da DR.T/Campinas/SP, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação do contribuinte, prolatando a seguinte ementa : ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE-SIMPLES. Exercício: 1998 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES FEDERAL O exercício de atividade representação comercial é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples Federal, bem assim a de importação, esta última até a publicação da Medida Provisória n° 1991-15, de 10/03/2000. Solicitação Indeferida Ciente, da mencionada decisão em 29/705/2008 (fls. 79), a contribuinte apresentou Recurso Voluntário tempestivo, às fls. 81/92, reafirmando os fatos alegados na inicial. . • • o Relatório. 7, • •., .2-27 3 Voto • Conselheira MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA SILVA, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Versa a matéria em comento sobre a vedação à inclusão retroativa da recorrente na sistemática do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte—SIMPLES, sob o argumento de que as atividades por ela exercidas, conforme alteração contratual de fls. 36/37, impedem a sua opção pelo regime simplificado de tributação. Pela leitura dos documentos acostados aos autos, depreende-se constar da terceira alteração de seu Contrato Social a atividade de Comércio e representações de ferragens para construções, fechaduras, dobradiças, etc...importação e exportação. De fato, o inciso XII, "a" e XIII, ambos do art. 90 da Lei 9317/96, dispõe sobre a vedação à opção pelo SIMPLES pela pessoa jurídica que realize operações relativas à importação de produtos estrangeiros e de representante comercial, ia verbis: "Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XII- que realize operações relativas a: importação de produtos estrangeiros; (Revogado pela Medida Provisória n°2158-35, de 2001) XIII— que preste serviços No que se refere aos fatos, cotejando os argumentos expendidos pela decisão a guo e pela recorrente, conclui-se que o essencial para o deslinde da questão consiste na constatação se a atividade descrita no Contrato Social da empresa, anexada aos autos às fls. 36/37, de fato não foi prestada. Resta obscuro, no entanto, que a recorrente, quando do inicio de suas atividades (28/06/94), em sua Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (II 2), apresenta como atividade econômica principal Comércio e Representaç'ões Ferragens p/Construção, mantendo, como vimos, em sua terceira alteração contratual (25/04/1997), a atividade de REPRESENTAÇÃO, que conforme alegado, não a exerce. Observe-se, ademais, que a empresa recorrente, a par de suas alegações, não traz aos autos, documentos a bem comprovar, de forma irrefragável, que os serviços prestados não se confundem com as atividades impeditivas na referida norma legal, inda que constem do seu Contrato Social. Apesar de saber da necessidade de fazer juntada aos autos das notas fiscais de vendas e demais documentos a fim de comprovar a atividade efetivamente exercida, limita-se, a recorrente, a atribuir à autoridade administrativa a responsabilidade pela comprovação desta atividade, inobstante, repita-se, o Contrato Social e a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica atestarem ser Comercio e Representação Comercial a sua atividade econômica principal 4 Processo n° 10830.003448/2003d 7 S3-TE02 Acórdão n.°3802-00.027 Fl. 10 A par do equivoco ora defendido, vale aqui lembrar os termos do art. 16 do Decreto n°70.235/72: "Art. 15 [..] § 4° A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refira-se a fato ou direito superveniente; , c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazida aos autos." Observa-se, dessa forma, que os argumentos expendidos pela recorrente não a socorrem, haja vista, ausência sem sustentação legal. Cumpre repetir, e não é demais, que em razão das atividades contidas no bojo de seu objeto social, à recorrente não assiste fazer opção pela Sistemática do SIMPLES, considerando o impedimento constante nos inciso XII, "a" e inciso XIII, ambos do art. 90 da citada Lei n°9.317/1996. Desta feita, a Administração Tributária detectando a irregularidade, indeferiu o pedido através do Despacho de fls. 48, No que respeita a alegada nulidade da r. decisão recorrida, que segundo entendimento da recorrente, corroborou para o indevido indeferimento do pedido de sua inclusão no SIMPLES, importa registrar que o Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, no Capitulo III, que trata "DAS NULIDADES", somente admite a nulidade ruis casos especificados nos termos dos incisos Te lido artigo 59 e artigo 60, ambos daquela norma legal, in verbis: Art. 59. São nulos: 1—os atos e termos lavrados por pessoa incompetente: 11— os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Dessa forma, o entendimento consignado na decisão de primeira instância não merece reparoâ, por absoluta ausência de fundamento legal diverso ou, de novas razões a serem apreciadas.j Ante o exposto e por tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário interposto, prejudicados os demais argumentos. MARIA DE FA4N, 4A ti LIVEIRA • • • 6
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000138/2007-29
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1999
PREVIDENCIÁRIO. GLOSA SALÁRIO-FAMÍLIA.
Na forma da legislação, é pertinente glosar as deduções de salário-família praticadas pelo contribuinte as quais não foram efetivamente justificadas.
TAXA SELIC.
Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC é referencial para títulos federais
RecursoVoluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.225
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97.
CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente.
IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/02/1997 a 30/04/1999 PREVIDENCIÁRIO. GLOSA SALÁRIO-FAMÍLIA. Na forma da legislação, é pertinente glosar as deduções de salário-família praticadas pelo contribuinte as quais não foram efetivamente justificadas. TAXA SELIC. Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC é referencial para títulos federais RecursoVoluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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GLOSA SALÁRIOFAMÍLIA. Na forma da legislação, é pertinente glosar as deduções de saláriofamília praticadas pelo contribuinte as quais não foram efetivamente justificadas. TAXA SELIC. Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC é referencial para títulos federais RecursoVoluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 01 38 /2 00 7- 29 Fl. 691DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Relatório Abaixo transcrevo o Relatório de primeira instância, que após compulsar com os autos anuí: “Tratase de glosa de deduções realizadas pela contribuinte em epígrafe, as quais se referem a pagamento de saláriosfamília. Relata a Fiscalização que a municipalidade não indicava nos resumos das folhas de pagamento a quantidade de cotas pagas. Ademais, o saláriofamília pago aos servidores era indevido ou maior que o permitido pela legislação em vigor. A notificada apresentou sua impugnação por meio do instrumento de fls. 36/41. Preliminarmente, requer o reconhecimento da prescrição da exigência relativamente ao ano de 1995. A seu ver, o inciso I do artigo 45 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1.991, veda a exigência destes valores. Argüi que seu direito de defesa foi cerceado, pois as irregularidades apontadas pela Fiscalização não foram individualizadas. Sem esta individualização, não pôde identificar as irregularidades alegadas. Sustenta que os números apresentados pela Fiscalização podem abranger servidores estatutários, os quais não se submetem à legislação do Regime Geral de Previdência Social. Requer a improcedência do lançamento. Argumenta que o saláriofamília não era informado na folha de pagamento, porque era calculado manualmente em apartado. Aduz que o servidor Vicente de Paula integrava o quadro de pessoal variável, estando sujeito ao mesmo tratamento dispensado aos servidores estatutários. Acrescenta que apresentou à Fiscalização todos os documentos que permitiriam concluir pela regularidade do pagamento do benefício. Na continuação, protesta contra a utilização da taxa SELIC como juros de mora. Defende que a taxa não tem relação com a depreciação da moeda e é utilizada para remunerar o capital. Lembra que o Ministro Domingos Franciulli reconheceu a inconstitucionalidade destes juros. Por fim, lembra que a referida taxa excede o limite anual de 12%. Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Da diligência Fl. 692DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 3 3 Tendo em vista as argumentações apresentadas, a fls. 51, os autos foram baixados em diligência para que a Fiscalização individualizasse as irregularidades que motivaram o lançamento. Também foi solicitado que analisasse a possibilidade de que parte da dedução promovida pela municipalidade estivesse correta. A fls. 55, o Auditor Fiscal notificante informa que, conforme a Lei Municipal n° 557, de 10 de abril de 1.957, o saláriofamília é pago pela municipalidade com pressupostos diversos do benefício previsto na legislação da Previdência Social, o que demonstra que os pagamentos realizados não obedecem a legislação previdenciária. Salienta que está em questão a glosa de deduções realizadas indevidamente, não a remuneração decorrente do pagamento de saláriofamília em valor superior ao benefício previdenciário. Entende não ser possível se aceitar a alegação a respeito de eventual funcionário estatutário, pois a folha de pagamento deve ser elaborada nos ditames do inciso I e do §. 9°, ambos do artigo 225 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1.999. Em seguida, apresenta uma detalhada planilha informando quais os segurados empregados do Município bem como seus dependentes e os saláriosfamília pagos a eles. A fls. 195, a Fiscalização informa que a planilha contém os saláriosfamília pagos e os corretos e que a impugnante teve ciência de seu conteúdo, juntamente com a Resolução n° 1.506 da 7a Turma da DRJ Campinas. DA IMPUGNAÇÃO A impugnante foi cientificada do prazo de trinta dias para se manifestar. Em sua manifestação de fls. 602/603, a municipalidade, após descrever o procedimento fiscal, alega que não foram apresentadas as razões das diferenças apontadas pela Fiscalização. Cita o exemplo de três funcionários cujos filhos tinham idade abaixo do limite legal, mas que os saláriosfamília foram glosados pela Fiscalização. Defende que deveriam ter sido apontados os parâmetros legais aplicáveis a cada período para que os julgadores pudessem decidir a respeito da justeza das glosas. Assevera, por fim, que as conclusões da Fiscalização não merecem amparo, sendo inconsistente a apuração efetivada.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Fl. 693DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 Após analisar as alegações da Impugnante, a 7ª Turma da Delegacia Da Receita Federal do Brasil de Julgamento.de Campinas (SP)DRJ/ CPS, em 19 de março de 2009, exarou decisão mediante o Acórdão n°0525.188 onde manteve o lançamento procedente em parte. Na oportunidade a instância “ad quod”, admitindo que crédito já estava extinto no lançamento original, reconheceu que decaíra o direito de a Fiscalização exigilo para o período de 08/1995 a 01/1997 e, ainda excluiu os créditos relativos às glosas de saláriosfamília recebidos pelos empregados que a Fiscalização não logrou êxito em demonstrar a irregularidade do pagamento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada com o êxito parcial, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 623/630 onde reiterou a alegação que fizera tãosomente quanto a aplicação da taxa SELIC, contraarrazoou a decisão de primeira instância entendendo que seria nula a autuação tendo em vista a ocorrência de erro material. É o Relatório. Fl. 694DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. De plano, cumpre notar que o lançamento não trata de constituir créditos sobre obrigações principais ou acessórias mas tãosomente sobre glosa de valores deduzidos em GRPS. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. O Relatório Fiscal registra que: “ 1.1 A presente NFLD Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, esta sendo emitida em substituição às NFLDs DEBCAD n° 35.386.5575 e 35.386.5710, tornadas nulas em razão de erro formal na identificação do sujeito passivo. 1.2 O presente relatório fiscal originado pela Auditoria Fiscal desenvolvida no órgão municipal acima citado, compreendendo o período de 01/1995 a 06/2001, e tendo como amparo legal, o Mandado de Procedimento Fiscal n° 0928198300, e considerado como parte integrante desta Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD de n° 35.889.6614 de contribuições devidas ao INSS INSTITUTO NACIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL e destinadas à Seguridade Social, correspondendo tais valores às contribuições devidas pela Empresa.” Mirando o período da autuação, 01/1995 a 06/2001, análise perfunctória enseja verificar hipótese decadencial ainda que não argüida em recurso. Ocorre que a questão foi colocada em sede de impugnação e enfrentando isto, na forma do § 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN, às fls. 617 e 620 , a instância a quo assim se manifestou: “A Fiscalização informa que a NFLD em julgamento foi lavrada em substituição das NFLD n's 35.386.5575 e 35.386.5710, constituídas em 26/02/2002 (data da ciência da contribuinte) e anuladas por vício formal.” “Portanto, apreciarei a defesa apenas em relação ao período posterior a 02/1997, (inclusive).” Fl. 695DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 Também às fls 56 o Auditor Fiscal revela que ao refazer as NFLDs substituídas já teria observado a decadência: “2.4 Devido ao longo tempo passado, informo que já ocorreu a decadência para possível levantamento para o período de 08/1995 a 12/1997.” Desse modo, não há que enfrentar hipótese decadencial. DO MÉRITO Nos argumentos recursais, destituído de prejudiciais de mérito senão pela inexigibilidade do depósito prévio, a recorrente tãosomente alegou que : “ Não obstante os apontamentos do I. Fiscal, e a r. decisão da 7a Turma da DRJ/CPS, destacamos, que em uma simples verificação dos valores apontados na Tabela DADR Discriminativo Analítico do Débito Retificado, Pág. 3 e 3.0, parte integrante do r. acórdão, com as cópias das Guias de Recolhimento da Previdência Social GRPS, constante dos autos, é possível constatar um erro material, pois, em alguns meses os valores considerados como original, competência 02/97,03/97, 04/97,05/97,06/97 e 12/98 referemse não somente a dedução de salário família, mas também o de Licença Gestante, que na GRPS, tinham o mesmo campo para dedução Campo 21 Deduções FPAS, onde somavam as duas deduções, o que ocasiona uma diferença de R$ 11.884,13 (onze mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e treze centavos), no valor apurado e apresentado no r.acórdão.” (..) “Assim, importa destacar que, considerando o valor do débito retificado, para 27/03/2009 no valor de R$ 47.787,53 (quarenta e sete mil, setecentos e oitenta e sete reais e cinquenta e três centavos) apresentado na Intimação/SECAT/08124/n° 161/2009, e as diferenças apuradas e comprovadas no demonstrativo ofertado em linhas pretéritas (R$ 11.884,13), evidenciado está o equívoco apontado, devendo pois ser deferida a dedução do valor apurado, por ser de direito e de justiça.” Produziu planilha onde pretendeu demonstrar pontualmente o que asseverou,e reiterou atitude refratária a aplicação da taxa SELIC nos lançamentos. DA RESOLUÇÃO DESTA TURMA Analisado o Recurso Voluntário, os membros deste Colegiado resolveram, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência . Na oportunidade, especificamente em razão da sobredita alegação, relatei que, considerando que o auto referese à de glosa de deduções realizadas , sobre pagamento de saláriosfamília, tendo em vista a alegação da Recorrente de que houvera erro material na forma do abaixo transcrito, consoante a exegese do artigo 463, I, do CPC, determino que sejam Fl. 696DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 5 7 remetidos os autos à Autoridade Fiscal para que se manifeste e providencie a correção, se for o caso, quanto ao que afirma o contribuinte: “ Não obstante os apontamentos do I. Fiscal, e a r. decisão da 7a Turma da DRJ/CPS, destacamos, que em uma simples verificação dos valores apontados na Tabela DADR Discriminativo Analítico do Débito Retificado, Pág. 3 e 3v0, parte integrante do v.acórdã"o, com as cópias das Guias de Recolhimento da Previdência SocialGRPS, constante dos autos, é possível constatar um erro material, pois, em alguns meses os valores considerados como original, competência 02/97,03/97, 04/97,05/97,06/97 e 12/98 referemse não somente a dedução de salário família, mas também o de Licença Gestante, que na GRPS, tinham o mesmo campo para dedução Campo 21 Deduções FPAS, onde somavam as duas deduções, o que ocasiona uma diferença de R$ 11.884,13 (onze mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e treze centavos), no valor apurado e apresentado no v.acórdão.” DA RESPOSTA DA DILIGÊNCIA Às fls 662 , o Auditor Fiscal, atendeu a Diligência e excetuando o reclamado para as competências 04/97 e 12/98 procedeu Informação Fiscal registrando o que se abaixo se transcreve: “ Portanto deverá ser encaminhado o processo ao setor competente para providenciar a retificação da glosa ocorrida nas competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97, considerando – e os novos valores (coluna – diferença apurada) conforme planilha de salário família acima ” Encaminhado o processo na forma acima orientada, às fls. 666, o servidor que recebera a incumbência manifestouse tal qual como se segue: “ (..) Pela Informação Fiscal de fls. 662/664, o AuditorFiscal responsável pela autuação analisou as alegações e concluiu pela correção de parte dos lançamentos, encaminhando o processo a este SECATDRFJUN, para correção dos respectivos débitos. O AuditorFiscal constatou que “incorretamente foi incluído o valor do saláriomaternidade em algumas competências”. Da leitura da informação fiscal, porém, concluise que não deveriam ser retificadas as competências 04/1997 e 12/1998. Nas palavras do AuditorFiscal: “nas competências 04/1997 e 12/1998 não se pode alegar tal situação (o valor retificado, ao se efetuar nova exclusão, será negativo)” (cf. fl. 663, ao final, grifos nossos). Mas, salvo melhor juízo, se os valores relativos ao salário maternidade foram incorretamente incluídos, haveria contradição em, ao final, mantêlos nos lançamentos. Entendemos que, se a exclusão dos valores indevidos implicar valor negativo de débito, o lançamento deveria ser Fl. 697DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 integralmente excluído para aquelas competências.”( grifos de minha autoria) Em resposta ao acima, às fls. 668, o Auditor Fiscal informou que : “o valor total desta rubrica, nunca pode ser menor (valor negativo) que os valores excluídos, podendo ser no máximo igual a zero e que como tal situação não ocorreu, e se houver interesse, é de competência exclusiva do contribuinte apresentar esclarecimentos necessários (memória de calculo) de como foi constituído o valor total lançado no campo deduções nas GPS/GRPS.” DA MANIFESTAÇÃO DA RESOLUÇÃO Muito embora o despacho de fls. 688, abaixo transcrito, confira tempestividade a Manifestação da Recorrente, o que se observa é que tendo sido intimada, em 21/12/2012, via Aviso de Recebimento – AR colacionado às fls. 676, o contribuinte interpôs a sobredita Manifestação em, 22/01/2013, conforme registro do protocolo às fls. 677. Assim intempestiva a manifestação, NÃO TOMO CONHECIMENTO: “ Sr. Chefe, em cumprimento à diligência formulada pela Resolução de fls. 652/657 foram realizados os trabalhos fiscais consignados às fls. 662/664, 668/670 e 671/673.O sujeito passivo foi devidamente cientificado da diligência e de seu resultado, conforme fls. 675/676 e apresentou, tempestivamente, a manifestação de fls. 677/687.Isto posto, proponho o retorno do processo ao CARFMFDF, para prosseguimento do contencioso administrativo.” Cumpre ressaltar que ainda que intempestiva a Manifestação, sendo tempestivo o Recurso Voluntário interposto alhures, é compulsório enfrentar as alegações ali contidas. Como foi visto alhures, no Recurso Voluntário a Recorrente interpôs alegações que foram submetidas em diligência para confronto da verdade material. O retorno da averiguação demonstrou que o Auditor Fiscal anuiu a quase totalidade dos reclamos deixando de fazêlo tãosomente em relação as competências 04/1997 e 12/1998. Analisados os argumentos da Informação Fiscal, aduz que corroboro o resultado da diligência. DA TAXA SELIC Conforme o comando da Súmula nº 4 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC aplicada é referencial para títulos federais, verbis: “ Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Fl. 698DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.000138/200729 Acórdão n.º 2403002.225 S2C4T3 Fl. 6 9 CONCLUSÃO Conheço do Recurso para , NO MÉRITO , DARLHE PROVIMENTO PARCIAL excluindo do lançamento os créditos constituídos para as competências 02/97, 03/97, 05/97 e 06/97. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 699DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 11080.005650/00-99
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NÃO DECLARADA. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO SUJEITO PASSIVO.
Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo, a quem aproveitaria a declaração de nulidade do acórdão recorrido, por preterição do direito de defesa, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.
Numero da decisão: 3803-004.433
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 33.243,23, apurado em diligência.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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DIREITO CREDITÓRIO COMPROVADO. Comprovada a existência de parte do saldo credor pleiteado, após a reconstituição da escrita fiscal, devese reconhecer o direito creditório respectivo para fins de homologação da compensação declarada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NÃO DECLARADA. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO SUJEITO PASSIVO. Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo, a quem aproveitaria a declaração de nulidade do acórdão recorrido, por preterição do direito de defesa, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 33.243,23, apurado em diligência. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 56 50 /0 0- 99 Fl. 475DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 476 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de retorno dos autos da repartição de origem, onde se cumpriu a diligência requerida por meio da Resolução nº 3803000.248, de 29 de janeiro de 2013, tendo sido o contribuinte cientificado dos resultados em 2 de abril de 2013, não se manifestando no prazo estipulado pela autoridade administrativa. O presente processo se originara de Pedido de Ressarcimento do IPI (fl. 01), relativo a insumos utilizados na fabricação de bens de informática, nos termos da Lei nº 8.248/1991, regulamentada pelo Decreto nº 792/1993, cumulado com Pedidos de Compensação (fls. 2 a 3). A autoridade administrativa da repartição de origem indeferiu o pleito, conforme Despacho Decisório de fl. 86, exarado em 5 de junho de 2001, fundamentandose nas conclusões da auditoria realizada pela Fiscalização (fls. 84 a 85), em que se reconstituiu a escrita fiscal da pessoa jurídica, com o ressurgimento de débitos não recolhidos, que foram, então, objeto de lançamento de ofício por meio de auto de infração (processo administrativo nº 11080.004458/200109). Cientificado do indeferimento de seu pedido, o contribuinte impugnou a decisão de origem (fls. 91 a 104), alegando que o auto de infração decorrente da auditoria encontravase em discussão na esfera administrativa, pelo que o crédito tributário nele exigido estaria com a exigibilidade suspensa e, uma vez que houvera o estorno, em sua escrituração fiscal, dos créditos do IPI vinculados à compensação pleiteada; a cobrança dos débitos decorrentes da não homologação da compensação implicaria em duplicidade de exigência. Informou o contribuinte que, em razão do pedido de ressarcimento formulado, providenciara, em sua escrituração fiscal, o estorno dos créditos do IPI vinculados à compensação pleiteada; em razão do que a cobrança dos débitos implicaria em duplicidade de exigência. Ressaltou, também, que os créditos em questão seriam legítimos à luz do mandamento constitucional e que eles deveriam ter sido levados em conta quando da lavratura do Auto de Infração (processo n° 11080.004458/200109), atuando como redutores do valor do IPI ali exigido, o que não se verificou, ou, então, deveriam ter sido mantidos na escrita fiscal por não se comunicarem com o lançamento de ofício. A DRJ Santa Maria/RS não conheceu da impugnação, por considerar que a carta cobrança, decorrente da insuficiência de créditos para quitar os débitos objeto do pedido de compensação, não comportaria reclamação perante a Delegacia da Receita Federal de Julgamento, por falta de objeto. Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 122 a 155) e repisou os argumentos apresentados na fase impugnatória, ressaltandose que, no Demonstrativo de Reconstituição da Escrita Fiscal promovida pela Fiscalização, constara que no mês de dezembro de 2000 teria restado um saldo credor no valor de R$ 149.473,61. Fl. 476DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 477 3 A repartição de origem negou seguimento ao Recurso Voluntário, em razão do que o contribuinte impetrou mandado de segurança, no qual obteve liminar para que fosse dado seguimento à peça recursal e que se suspendesse a exigibilidade dos créditos tributários respectivos (fls.165 a 168). Em sessão realizada em 20 de novembro de 2007, a Terceira Câmara do então Segundo Conselho de Contribuintes decidiu por anular o processo desde a decisão de primeira instância (fls. 174 a 179), considerandose que, contra o indeferimento de ressarcimento do IPI, caberia manifestação de inconformidade, a ser apreciada pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento nos termos do Decreto n° 70.235/72 e §§ 1° e 2° do art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 21/97. Em nova decisão, exarada em 5 de junho de 2008, a DRJ Santa Maria/RS indeferiu a solicitação (fls. 186 a 191), tendo considerado o julgador a quo que, pelo fato de não ter havido, materialmente, expressa oposição ao indeferimento do pedido de ressarcimento, nem contra a não homologação das compensações declaradas, a manifestação de inconformidade deveria ser julgada improcedente, declarandose a definitividade do Despacho Decisório de fl. 85. Cientificado dessa última decisão em 25 de julho de 2008 (fl. 198), o contribuinte interpôs, em 25 de agosto de 2008, novo Recurso Voluntário (fls. 199 a 209), e arguiu, em preliminar, a nulidade do acórdão recorrido por ter sido exarado por Delegacia de Julgamento localizada fora do seu domicílio fiscal, em afronta à decisão judicial em que se pôs em suspeição julgamento realizado nesses termos, bem como pelo descumprimento do disposto no caput do art. 31 fine do Decreto n° 70.235/1972, por não ter apreciado as razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. Alegou, também, que o crédito tributário consignado na Intimação n° 04/262/2001 estaria definitivamente constituído na data de 09/07/2001, dia em que tivera ciência do DESPACHO DECISÓRIO do Delegado da Receita Federal em Porto Alegre, encontrandose prescrita a ação de cobrança relativamente à parcela do imposto, uma vez que, em julho do anocalendário de 2008, já teria sido ultrapassado o prazo prescricional previsto no art. 174 do CTN. No mérito, alegou o Recorrente que a Fiscalização desconsiderara o majoritário saldo credor, se considerado todo o período examinando, tendo efetuado a autuação em razão de se terem encontrado saldos devedores em alguns meses, totalizando R$ 261.028,35, enquanto que, em todos os demais meses, havia saldos credores não considerados na apuração, tendose por violado o princípio da nãocumulatividade do IPI. Em 6 de julho de 2011, esta Terceira Turma Especial, por meio da Resolução nº 380300.108, decidiu por converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que, em despacho conclusivo, se apropriasse, ao presente processo, o resultado final do processo administrativo nº 11080.004458/200109, em que se discutia o auto de infração lavrado em decorrência da reconstituição da escrita da pessoa jurídica, bem como que se confirmassem os saldos credores apontados pela Fiscalização nas planilhas de fls. 72 a 85 acerca de sua disponibilidade para eventual compensação. Em 14 de novembro de 2012, a repartição de origem, por meio da Informação Fiscal de fls. 408 a 410, informou que, em relação ao resultado final do processo administrativo Fl. 477DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 478 4 n° 11080.004458/200109, o contribuinte desistira do feito, tendo sido incluída a totalidade dos débitos no parcelamento instituído pela Lei 11.941/2009 (fls. 220 a 229). Quanto aos saldos credores apurados pela Fiscalização, informouse que, após os ajustes efetuados na reconstituição da escrita (fls. 313 a 322), ajustes esses decorrentes da (i) inclusão dos créditos e débitos de IPI referentes ao 2° e 3° decêndios de janeiro de 2000, do (ii) do estorno do débito de IPI escriturado pelo contribuinte a título de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 1° e 2° trimestres de 2000, no montante de R$ 174.706,93, e do (iii) estorno do pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 4° trimestre de 2000, ressarcido e compensado ao contribuinte no valor de R$ 147.702,36 (processo n°11080.000425/0181), que restou saldo credor de IPI disponível de R$ 33.243,23 em 31/12/2000. Por fim, ressaltou a autoridade administrativa que, caso o saldo credor de R$ 33.243,23 viesse a ser concedido ao contribuinte no 2° trimestre de 2000, que a reconstituição da escrita ficaria conforme demonstrado nas folhas 322 a 327 (atuais fls. 402 a 407). Cientificado dos resultados da diligência em 2 de abril de 2013 (fl. 473), por força da determinação contida na Resolução nº 380300.248, de 29/1/2013 (fls. 411 a 418), o contribuinte não se manifestou, conforme despacho de fl. 474. É o Relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Os resultados da diligência requerida por esta Turma Especial podem assim ser sintetizados: a) em relação ao resultado final do processo administrativo n° 11080.004458/200109, em que se discutiu o auto de infração lavrado em decorrência da reconstituição da escrita da pessoa jurídica, o contribuinte desistiu do feito, sendo incluída a totalidade dos débitos no parcelamento instituído pela Lei 11.941/2009 (fls. 220 a 229); b) quanto aos saldos credores apurados pela Fiscalização, após os ajustes efetuados pela repartição de origem quando da realização da diligência, restou saldo credor de IPI disponível de R$ 33.243,23 em 31/12/2000. Segundo a Fiscalização, portanto, uma vez que o auto de infração transitara em julgado na esfera administrativa, com o valor do crédito tributário lançado acolhido pelo sujeito passivo por meio de adesão ao parcelamento, e, tendo em vista que parte do saldo credor pleiteado em outro processo, no montante de R$ 147.702,36 (processo n°11080.000425/0181), já havia sido ressarcido ao contribuinte, teria restado, em 31/12/2000, o saldo credor passível de ressarcimento no valor de R$ 33.243,23. Fl. 478DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 479 5 Não obstante o contribuinte, devidamente intimado, não ter se pronunciado acerca dos resultados da diligência, o presente julgamento decorre do Recurso Voluntário por ele interposto (fls. 199 a 209), devendose pautar, portanto, às provas e aos motivos de fato e de direito em que se fundamenta a discordância do Recorrente então apresentada. Quanto às preliminares de nulidade arguidas pelo Recorrente, repetese aqui a análise que constara da Resolução nº 380300.108, de 6 de julho de 2011 (fls. 293 a 296). Improcede a alegação de nulidade da decisão recorrida por ter sido exarada em localidade diversa do domicílio fiscal da pessoa jurídica, pelo fato de que a Secretaria da Receita Federal do Brasil se encontra estruturada regimentalmente, sendo prevista a criação de Delegacias de Julgamento em determinadas circunscrições, estas predefinidas em razão da matéria a ser julgada e não em decorrência do domicílio fiscal dos contribuintes. Sem fundamento, também, a alegação de prescrição do débito exigido, pois, nos termos do art. 174 do Código Tributário Nacional (CTN), a ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 anos contados da data de sua constituição definitiva, sendo que esta somente se configura após o trânsito em julgado no Processo Administrativo Fiscal, uma vez que os créditos tributários discutidos, por meio de reclamações e recursos, se encontram com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, III, do mesmo diploma legal. Contudo, relativamente à alegação de nulidade da decisão a quo por falta de apreciação das razões de defesa suscitadas pelo ora Recorrente, tal decisum requer uma análise mais detalhada, a qual passa a ser feita a seguir. A reclamação apreciada pela DRJ Santa Maria/RS é aquela presente às fls. 91 a 104, em que o contribuinte, expressamente, afirma que estaria impugnando todos os despachos que deram causa à intimação nº 04/262/2001, dentre eles o denegatório do seu pedido de ressarcimento. Em sua peça impugnatória, o contribuinte relatou a sequência de procedimentos levados a efeito na repartição de origem, registrandose que o indeferimento do seu pedido de ressarcimento e, por conseguinte, das compensações pleiteadas, decorrera das verificações fiscais em que a sua escrita fiscal fora reconstituída, do que emergiram débitos não recolhidos, relativos a vendas de mercadorias não abrangidas pela isenção da Lei nº 8.248/1991. Conforme apontado pelo então Impugnante/Manifestante, a reconstituição da escrituração fiscal realizada pela Fiscalização, da qual decorrera a lavratura do auto de infração, controlado em outro processo administrativo, fez com que o direito creditório pleiteado neste processo fosse absorvido pelas alterações produzidas, fazendo com que a matéria relativa ao ressarcimento e à compensação se tornasse dependente do que viesse a ser decidido no julgamento administrativo do auto de infração (ver fl. 101). Além disso, contrapôsse o contribuinte ao entendimento da autoridade administrativa de origem quanto à glosa dos saldos credores do imposto constantes da escrita fiscal em consequência do lançamento de ofício, pois, na linha de sua defesa, os créditos em questão seriam legítimos à luz do mandamento constitucional e deveriam ter sido levados em conta quando da lavratura do Auto de Infração (processo n° 11080.004458/2001), atuando como redutores do valor do IPI ali exigido ou, então, mantidos na escrita fiscal por não se comunicarem com o lançamento de ofício. Fl. 479DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 480 6 Salientou, ainda, o contribuinte, em sua reclamação, que “se dúvidas existissem quanto à legitimidade dos créditos em exame, em virtude da Impugnante ter considerado que os seus produtos de informática estavam ao abrigo da isenção prevista no art. 40 da Lei n° 8.248/91, estas dúvidas estariam nulificadas em decorrência da ação fiscal que entendeu como tributáveis as saídas desses produtos”, exigindose “o recolhimento do valor do IPI que não foi lançado nas respectivas notas fiscais” (fl. 104). Dessa forma, constatase, de forma inequívoca, que, diferentemente do alegado pela autoridade administrativa de piso, houve sim expressa oposição ao indeferimento do pedido de ressarcimento e à não homologação das compensações declaradas, tendo o contribuinte se insurgido, “materialmente” – termo utilizado pelo relator a quo –, contra o procedimento fiscal do qual decorrera o Despacho Decisório de fl. 85. Portanto, conforme acima demonstrado, mostrase totalmente desconforme com a realidade dos autos a alegação da autoridade julgadora de piso de que a manifestação de inconformidade não teria, expressa e materialmente, se oposto ao indeferimento do pedido de ressarcimento, pois, ainda que o contribuinte não tivesse utilizado os termos referenciados pelo relator, o conteúdo de sua reclamação leva, inexoravelmente, a essa mesma direção, não se vislumbrando ausência de contestação a reclamar a definitividade do teor do despacho decisório. Dessa forma, diante do contido nos artigos 31 e 59, inciso II, do Decreto nº 70.237/1972 (Processo Administrativo Fiscal PAF), poderseia concluir pela nulidade da decisão recorrida (Acórdão nº 189.160 – 1ª Turma da DRJ/STM), por não ter se manifestado quanto às razões de defesa suscitadas pelo impugnante, acarretandose a preterição do seu direito de defesa. Contudo, diante do contido no art. 59, § 3º, do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal – PAF), “[q]uando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta”. Passase, portanto, à análise do mérito, para fins de se aferir a possibilidade de se declarar ou não a nulidade atestada. De início, constatase que o indeferimento do pedido decorrera, diretamente, da nova apuração do IPI levada a efeito pela Fiscalização, sendo que, como o auto de infração transitou em julgado, com a inclusão do crédito tributário no parcelamento, o valor ali exigido se tornou definitivamente constituído, devendo ser mantida a reconstituição da escrita fiscal. De acordo com os resultados da diligência, após os ajustes efetuados na reconstituição da escrita (fls. 313 a 322), ajustes esses decorrentes da (i) inclusão dos créditos e débitos de IPI referentes ao 2° e 3° decêndios de janeiro de 2000, do (ii) do estorno do débito de IPI escriturado pelo contribuinte a título de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 1° e 2° trimestres de 2000, no montante de R$ 174.706,93, e do (iii) estorno do pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI referente ao 4° trimestre de 2000, ressarcido e compensado ao contribuinte no valor de R$ 147.702,36 (processo n°11080.000425/0181), que restou saldo credor de IPI disponível de R$ 33.243,23 em 31/12/2000. Fl. 480DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 481 7 É possível verificar na planilha de fls. 403 a 407 que o saldo credor existente no final do ano de 2000 decorrera dos ajustes promovidos pela Fiscalização nos períodos anteriores, assim como de outros pedidos efetuados pelo contribuinte e já ressarcidos. Ainda que se considere que, no final do 2º trimestre de 2000, que corresponde ao período sob análise neste processo, havia um saldo credor de R$ 101.635,76 (fl. 402), há que se reconhecer que parte desse saldo foi absorvido pelo lançamento de ofício – cujo crédito tributário veio a ser incluído no parcelamento pelo Recorrente –, assim como por pedidos de ressarcimento posteriores, já reconhecidos pela repartição de origem (fl. 402). Dessa forma, resta disponível o saldo credor no montante apontado pela Fiscalização, qual seja, R$ 33.243,23. Uma vez que o Recorrente, devidamente cientificado, não se manifestou quanto aos resultados da diligência, concluise pelo seu assentimento quanto às conclusões da repartição de origem. Nesse sentido, poderseia argumentar que, uma vez que a Delegacia de Julgamento, nas duas vezes em que decidiu nos presentes autos, não se manifestara acerca do mérito do pedido de ressarcimento e da declaração de compensação, por considerar que o contribuinte não havia contestado expressamente o despacho decisório, os presentes autos, em respeito ao princípio do duplo grau de jurisdição, deveriam retornar àquela instância para julgamento. Contudo, caso assim se decidisse, considerando que o julgador de piso se esquivara de analisar o pedido do contribuinte em toda a sua extensão, em indubitável preterição do seu direito de defesa, os acórdãos de primeira instância deveriam ser declarados nulos, por força da determinação contida no art. 59, inciso II, in fine, do Decreto nº 70.235, de 19721. No entanto, tendo em vista o assentimento tácito do Recorrente quanto aos resultados da diligência, a desistência total do recurso interposto no processo administrativo em que se discutia o auto de infração, o valor de R$ 147.702,36 já ressarcido e compensado no processo administrativo n° 11080.000425/0181 e o contido no § 3° do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 19722, esta Turma não pode declarar a nulidade do acórdão de piso, uma vez que se encontra apta a decidir do mérito a favor do sujeito passivo, na extensão do que restou controvertido. Registrese, por fim, que, tendo o contribuinte acatado o crédito tributário exigido no auto de infração, optando por quitálo por meio de parcelamento, temse por desconstituída a peça chave de sua defesa no recurso voluntário, pois, nessa peça recursal, a sua insurgência se baseara, precipuamente, no lançamento de ofício realizado, segundo ele, em desrespeito à não cumulatividade do IPI. 1 Art. 59. São nulos: (...) II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. 2 Art. 59 (...) § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. Fl. 481DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 11080.005650/0099 Acórdão n.º 3803004.433 S3TE03 Fl. 482 8 Diante do exposto, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, no sentido de reconhecer o direito creditório remanescente no montante de R$ 33.243,23, valor esse que deverá ser considerado pela autoridade administrativa de origem na homologação parcial da compensação declarada. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 482DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 06/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/09/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10183.005241/2001-97
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1997
Ementa: DECADÊNCIA HOMOLOGAÇÃO.
No lançamento por homologação, o que se homologa é a atividade do contribuinte, consistente nos atos de apuração da base de cálcuio do tributo, mesmo que esta seja nula e, ainda que inexistente qualquer pagamento. A contagem do prazo decadencial se dá a partir do fato gerador do tributo, que no caso em questão foi mensal.
Recurso Extraordinário Não Provido.
Numero da decisão: 9900-000.177
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego, Leonardo Andrade Couto, Francisco Assis de Oliveira Júnior, Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Henrique Pinheiro Torres, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Rosenburg Filho, José Adão Vitorino de Moraes (Suplente Convocado) e Carlos Alberto Freitas Barreto. Acompanham pelas conclusões os conselheiros Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Antônio Carlos Guidoni, Karen Dias e Nanci Gama.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: Caio Marcos Candido.
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1997 Ementa: DECADÊNCIA HOMOLOGAÇÃO. No lançamento por homologação, o que se homologa é a atividade do contribuinte, consistente nos atos de apuração da base de cálcuio do tributo, mesmo que esta seja nula e, ainda que inexistente qualquer pagamento. A contagem do prazo decadencial se dá a partir do fato gerador do tributo, que no caso em questão foi mensal. Recurso Extraordinário Não Provido.
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decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Vencidos os Conselheiros Adriana Gomes Rego, Leonardo Andrade Couto, Francisco Assis de Oliveira Júnior, Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Henrique Pinheiro Torres, Judith do Amaral Marcondes Armando, Gilson Rosenburg Filho, José Adão Vitorino de Moraes (Suplente Convocado) e Carlos Alberto Freitas Barreto. Acompanham pelas conclusões os conselheiros Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Antônio Carlos Guidoni, Karen Dias e Nanci Gama.
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Numero do processo: 10821.000702/2004-15
Data da sessão: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1999
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Tendo sido regularmente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as
alegações de cerceamento de direito de defesa.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
Nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, independente de ter havido ou não pagamento prévio, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo
Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8 — DOU de 20.06.2008),
cancela-se o lançamento que não observou o prazo qüinqüenal previsto no
Código Tributário Nacional.
Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999
DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS.
Configuram omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou
de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o
titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA OU DECORRENTE. CSLL. PIS/PASEP.
COFINS.
Tratando-se de lançamentos decorrentes ou reflexos efetuados em razão dos
mesmos fatos que deram origem ao lançamento principal — IKPJ, aplica-se
àqueles a mesma decisão adotada quanto à exigência deste, em razão da
íntima relação de causa e efeito que os vincula.
Numero da decisão: 1102-000.311
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência dos fatos geradores correspondentes ao IRPJ e CSLL até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e, para o PIS e a Cofins, até o mês de outubro de 1999, inclusive.
No mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: João Otávio Oppermann Thomé
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Tendo sido regularmente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as alegações de cerceamento de direito de defesa. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, independente de ter havido ou não pagamento prévio, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8 — DOU de 20.06.2008), cancela-se o lançamento que não observou o prazo qüinqüenal previsto no Código Tributário Nacional. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS. Configuram omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. TRIBUTAÇÃO REFLEXA OU DECORRENTE. CSLL. PIS/PASEP. COFINS. Tratando-se de lançamentos decorrentes ou reflexos efetuados em razão dos mesmos fatos que deram origem ao lançamento principal — IKPJ, aplica-se àqueles a mesma decisão adotada quanto à exigência deste, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência dos fatos geradores correspondentes ao IRPJ e CSLL até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e, para o PIS e a Cofins, até o mês de outubro de 1999, inclusive. No mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
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OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Recorrente EL SOM ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Tendo sido regularmente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as alegações de cerceamento de direito de defesa. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, independente de ter havido ou não pagamento prévio, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8 — DOU de 20.06.2008), cancela-se o lançamento que não observou o prazo qüinqüenal previsto no Código Tributário Nacional. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 DEPÓSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITAS. Configuram omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, DEZ 010 mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. TRIBUTAÇÃO REFLEXA OU DECORRENTE. CSLL. PIS/PASEP. COFINS. Tratando-se de lançamentos decorrentes ou reflexos efetuados em razão dos mesmos fatos que deram origem ao lançamento principal — IKPJ, aplica-se àqueles a mesma decisão adotada quanto à exigência deste, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência dos fatos geradores correspondentes ao IRPJ e CSLL até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e, para o PIS e a Cofins, até o mês de outubro de 1999, inclusive. No mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. IveteMaquias' Pessoa monteiro - Presidente. Joã92‘015vio Oppennarm Thomé - Relator. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), João Otávio Oppennan Thomé (Relator), José Sérgio Gomes (Suplente Convocado), Silvaria Rescigno Guerra Barreto, e Frederico de Moura Theophilo. 2 Processo n° 10821.000702/2004-15 S1-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.311 Fl, 2 Relatório Contra a empresa acima qualificada foram lavrados, às fls. 250 a 270, os Autos de Infração do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ, da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSL,L,, perfazendo um crédito tributário no montante de R$ 104.047,83, aí já incluídos os juros de mora e a multa de oficio de 75%. De acordo com o Termo de Constatação Fiscal, às fls. 217 a 222, a empresa foi intimada em 01/06/2004 (fls. 107) a comprovar a origem dos valores creditados/depositados nas contas bancárias de sua titularidade, conforme relação de valores identificados individualmente e constantes da relação anexa, de 32 (trinta e duas) páginas. De se observar que, das quatro contas bancárias em nome da fiscalizada, apenas uma (Banco HSBC — conta n° 1713-05534-38) estava escriturada, e ainda assim parcialmente, no seu Livro Caixa, cujas cópias estão anexas às fls. 151 a 214. As demais contas (Banco Industrial do Brasil, conta n° 002704-9; Banco Bradesco, conta n° 7614-7; e Banco do Brasil, conta n° 5704-5) foram mentidas à margem da escrituração. Segundo o relato da autoridade fiscal, a contribuinte, após solicitar diversas prorrogações de prazo para atendimento da referida intimação, justificou-se nos seguintes temios: "1) que o relatório investigató rio tem por base extrair elementos para confronto com a receita do contribuinte e fundamentada nas seguintes legislações: a) Lei Complementar n" 105 de 10/01/2001 e Decreto n°3724 de 10/01/2001; 2) os esclarecimentos um a um das origens dos depósitos está absurdamente atrelado a um desconhecimento ímpar do funcionamento das micro e pequenas empresas nacionais, eis que relatórios e controles de entradas e saídas individuais e por clientes, de cheques, numerários, notas fiscais e de serviços, comprovantes diversos do ônus do funcionamento da empresa, dentre outros, padecem da facilidade cibernética que os agentes da receita federal possuem e por isso, centram-se em livros e fichas internas, cuja guarda jamais ultrapassa três anos no arquivo; 3) desta ,feita, quase cinco anos passados, exigir-se que um contribuinte, microempresá rio, dê conta, individualmente, de suas operações de compra e venda, negociações de cheques, devoluções de cheques pelos bancos, troca de cheques com clientes, depósitos em garantia de negócio, dentre outros do mesmo nível é impossível; 4) cuidou, seguindo a legislação que trata da caducidade, de arquivar e guardar os documentos que deram origem aos lançamentos, tais como extratos bancários e notas ,fiscais em 3 seus talonários, mas as fichas internas e os livros de controle internos, foram descartados, eis que corpos estranhos na caducidade. Definir-se individualmente cada depósito efetuado é, por isso, impossível; 5) assim, sem a menor possibilidade de lançar mão dos arquivos, _fichas e livros de controle individuais que respaldaram os depósitos, esclarece o contribuinte que estes (depósitos) foram efetuados a partir das seguintes operações efetuadas pela empresa: depósitos decorrentes de vendas efetuadas; depósitos decorrentes de cheques devolvidos pelbs bancos por insuficiência de fundos ou outro motivo de devolução (redepósito); depósitos decorrentes de garantia de negócios (depósitos efetuados por clientes para garantia de negócios); depósitos decorrentes de trocas de cheques efetuadas com clientes preferenciais; depósitos decorrentes de acertos de saldos de um banco com cheques de outros bancos movimentados pela empresa contribuinte; 6) de outro lado teme o contribuinte por sua sorte, eis que a fiscalização, em premeditado "mocha operandi", vem utilizando meios diversos daqueles permitidos pela legislação, senão vejamos: 7) todos os procedimentos estão embasados nas legislações discriminadas nas letras "a" e "b" do item 1 (uni) deste arrazoado, cuja vigência indica 10 de janeiro de 2001; 8) o período questionado pela fiscalização refere-se ao ano de 1999, não abraçado pela égide das regras legais mencionadas; 9) crê, ainda, o contribuinte, que a ,fiscalização utilizar-se-á de todos os meios disponíveis para apreciar sua movimentação operacional, na tentativa de provar alguma divergência ou falta de recolhimento de tributos e será cordato com isso,. 10) exige, em reciprocidade, valendo-se de seus direitos de contribuinte, de empregador, de movimentada- da sociedade, que lhe seja aplicado, tudo o que a lei permite, MAS que seja, com antecedência, consultada a Jurisprudência e a voz saneadora dos nossos tribunais". A autoridade fiscal, então, aplicou aos depósitos bancários cuja origem não foi comprovada a presunção de omissão de receita contida no artigo 42 da lei n° 9.430/96. Às fls. 221 consta uma tabela em que a autoridade fiscal totalizou, mês a mês, os valores não comprovados, os quais constituem a base de cálculo dos tributos lançados, pela seguinte metodologia: ... a saber: coluna "A" relaciona o total dos depósitos nas contas correntes, confirme extratos juntados ao presente; coluna "B" relaciona a informação de valor de depósito efetuado junto ao Banco HSBC, conforme Livro Caixa; coluna "C" obtida pela diferença entre os valores da coluna "A" e "B", que resulta em saldo remanescente cuja origem não foi comprovada, presumindo-se, portanto, em omissão de receitas." Inconformada com a autuação fiscal, a empresa apresentou impugnação, às fls. 285 a 289, contrapondo, em síntese, o seguinte: 4 Processo n0 10821.000702/2004-15 S1-C1T2 Acórdão ri.° 1102-00.311 Fl. 3 • que a fiscalização se esqueceu de estornar os cheques depositados e devolvidos (retorno de cheques sem fundos), os cheques emitidos (de depósitos efetuados) em devolução de garantia pela não efetivação de negócio, os cheques emitidos (de depósitos efetuados) das trocas de cheques e aqueles de outras contas em outros bancos da própria empresa; • que as provas desses estornos de depósitos são os próprios lançamentos efetuados pelas instituições financeiras nos extratos bancários - os mesmos que o agente fiscal utilizou para emitir o extrato de crédito - bem como são também provas os talonários de saídas, livro caixa e livro registro de saídas; • que, na resposta protocolada sob o número 1799 de 14/09/2004 (acima já reproduzida), constam os esclarecimentos a respeito das operações efetuadas pela empresa que respaldariam os depósitos, e que o parágrafo terceiro do artigo 42 da Lei n° 9.430/96 justifica e embasa o esclarecimento apresentado e transcrito acima; • que é impossível mensurar sua movimentação, ou seja, esclarecer um a um a origem dos depósitos, mas que, entretanto, disponibiliza seus talonários de vendas do período, bem como os demais documentos de guarda obrigatória, para que o comparativo de compatibilidade seja efetuado; • que a obrigatoriedade de guarda de documentos prevista nos artigos 195 e seu parágrafo único e 174 do CTN, até que ocorra a prescrição dos créditos tributários, se aplica apenas aos livros obrigatórios de escrituração comercial • fiscal e aos comprovantes de lançamentos neles efetuados; • que o próprio agente fiscal feriu de morte o lançamento ao se limitar a fazer um demonstrativo mensal de eventuais diferenças, desconsiderando as deduções exigidas por lei, quando o comando do parágrafo terceiro do artigo 42 da Lei n° 9.430/96 exige que os créditos sejam analisados individualmente; • que teve cerceados os seus direitos pela auditoria, que, com sua atitude, lhe teria impedido de provar suas alegações; A 2' Turma de Julgamento da DRJ Campinas manteve integralmente o lançamento fiscal, conforme decisão assim ementada: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/12/1999 OMISSÃO DE RECEITAS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Consideram-se receitas omitidas os valores creditados em conta corrente em instituições financeiras, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove a origem mediante documentação hábil e idônea. Verificada omissão de receita, a autoridade lançadora determinará a base tributável e o imposto devido de acordo com o regime de tributação a que 5 estiver submetida a pessoa jurídica no período base a que corresponder a omissão. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/1999 CERCEAMENTO DE DEFESA - INOCORRÊNCIA Tendo sido regulattnente oferecida e amplamente exercida pela autuada a oportunidade de manifestar-se contra a autuação restam descaracterizadas as alegações de cerceamento de direito de defesa. LANÇAMENTO REFLEXO Diante da ausência de argumentação específica relativa às autuações reflexas, o entendimento adotado nos respectivos lançamentos acompanha o decidido acerca da exigência matriz, em virtude da íntima relação de causa e efeito que os vincula." Inconformada com esta decisão, da qual foi cientificada em 28.05.07, a empresa apresentou recurso voluntário a este Conselho em 22.06.07, fls. 320 a 326, no qual repisa os mesmos argumentos antes expostos. É o relatório, em apertada síntese. 6 Processo n° 10821.000702/2004-15 SI-C1T2 Acórdão n.° 1102-00.311 Fl. 4 Voto Conselheiro João Otávio Oppennann Thomé, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Confonne relatado, o presente processo versa sobre autos de infração lavrados com fundamento no art. 42 da Lei n° 9.430/96, cujo caput está assim redigido: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Trata-se, como é cediço, de presunção legal relativa, que admite prova em contrário. Mas essa prova cabe à recorrente. Ao Fisco cabe apenas provar o fato indiciário, definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção, qual seja, a ocorrência de depósitos bancários de origem não comprovada. Não há dúvidas de que os depósitos efetivamente ocorreram. No entanto, regularmente intimada, a recorrente poderia ter afastado a presunção de omissão de receitas, desde que apresentasse, nos termos da lei, documentação hábil e idônea que comprovasse, individualizadamente, a origem dos valores creditados em sua conta-corrente. A recorrente alega que teve cerceado o seu direito à ampla defesa. Contudo, nos termos da legislação que rege o processo tributário administrativo (Decreto n° 70.235, de 6 de março dei 972 — PAF), o momento legalmente estabelecido para que o contribuinte autuado se manifeste no processo administrativo fiscal, é o da apresentação de sua impugnação, nos termos dos seus artigos 14 e 15, verbis: "Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência." Além disto, no presente caso, a autoridade fiscal concedeu diversas prorrogações de prazo para que a fiscalizada apresentasse as provas que se faziam necessárias, além do que poderia ainda ela apresentá-las por ocasião de sua impugnação, ou, até mesmo, em determinadas situações especiais (previstas no § 4° do art. 16 do PAF), por ocasião do seu recurso. Contudo, não o fez, de modo que torna-se absolutamente insubsistente a alegação de cerceamento do seu direito de defesa. A recorrente alega que a fiscalização se esqueceu de estornar os cheques depositados e devolvidos (retorno de cheques sem fundos), os cheques emitidos (de depósitos 7 efetuados) em devolução de garantia pela não efetivação de negócio, os cheques emitidos (de depósitos efetuados) das trocas de cheques e aqueles de outras contas em outros bancos da própria empresa. Afirma que as provas desses estornos de depósitos são os próprios lançamentos efetuados pelas instituições financeiras nos extratos bancários. Contudo, a recorrente não identifica de forma específica nenhuma das situações acima elencadas, nas quais teria a fiscalização incorrido em erro, nem tampouco demonstra de que forma, a partir tão somente das informações constantes nos extratos bancários, se poderia concluir que se tratasse de uma tal situação. Ora, é cediço que dos extratos constam apenas expressões abreviadas, as quais, isoladamente, no mais das vezes, não permitem assegurar a quais tipos de transação comercial se referem. A comprovação efetiva das operações às quais tais registros se referem haveria de constar na documentação que desse suporte a tais lançamentos, e esta documentação haveria de ter sido guardada pela recorrente até que ocorresse a prescrição dos créditos tributários respectivos, nos precisos termos do que dispõe o art. 195 do CTN. Porém, a própria recorrente reconhece que não possui tais documentos. Além de não ter a recorrente apontado nenhum exemplo concreto de alguma das situações acima elencadas, o que se verifica dos autos é, na verdade, o oposto do que afirma. De fato, ao contrário do que alega a recorrente, pode-se verificar que, nas situações em que foi possível à fiscalização identificar, tão somente com base nas informações constantes nos extratos bancários, a ocorrência de alguma das hipóteses apontadas pela recorrente, ela o fez. Apenas a título de exemplo, tome-se o crédito na conta n° 002704-9, do Banco Bradesco, em 18.05.99, no valor de R$ 1.205,00, cujo histórico, conforme extrato de fls. 70, é "DEVOLUCAO CHQ SEM FUNDOS" (uma das situações apontadas pela recorrente). Conforme se pode ver no "Extrato de Crédito" elaborado pela fiscalização, fls. 133, tal crédito não está relacionado entre aqueles que a recorrente tivesse de comprovar a origem, de modo que tampouco integra o total dos depósitos considerados não comprovados. Da mesma forma, quando identificadas simples transferências de recursos entre contas, tampouco foi incluída tal movimentação a crédito no referido "Extrato de Crédito", sendo exemplo deste caso, às mesmas fls. 70, o crédito do valor de R$ 300,00 no dia 13.05.99, cujo histórico é "TRANSF POUP PARA C/C". Por fim, carece de sentido a alegação da recorrente de que o lançamento limitou-se a um demonstrativo mensal de eventuais diferenças, quando o comando do parágrafo terceiro do artigo 42 da Lei n° 9.430/96 exige que os créditos sejam analisados individualmente. Conforme se verifica nos autos, a análise dos lançamentos constantes dos extratos bancários foi feita individualmente, valor por valor, tendo a fiscalização produzido uma planilha denominada "Extrato de Crédito", na qual cada valor foi inserido individualmente, identificando a data e o histórico de cada um, para que a fiscalizada sobre eles tecesse as suas considerações e apresentasse as suas provas. O demonstrativo mensal a que se refere a recorrente reflete apenas a soma dos valores não comprovados em cada mês, como forma de apurar a base de cálculo dos tributos devidos, tendo em vista que alguns deles tem sua periodicidade mensal. Portanto, perfeitamente caracterizada, no presente caso, a omissão de receitas apontada pela autoridade fiscal. Quanto aos lançamentos decorrentes ou reflexos, tendo em vista que foram efetuados em razão dos mesmos fatos que deratn origem ao lançamento do principal — Imposto sobre a Renda, e que não há quaisquer fatos que possam ensejar solução distinta, devem ser 8 Processo n° 10821,000702/2004-15 S1-C1T2 Acórdão ri,' 1102-00.311 Fl. 5 ,estendidas a eles as conclusões aqui expostas, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Contudo, observo que uma parcela dos lançamentos fiscais deve ser exonerada, posto que constituída após o prazo decadencial, em que pese esta alegação não ter sido arguida pela reconente. De fato, o lançamento fiscal foi cientificado à recorrente em 22.11.2004, e abrange infrações detectadas entre os meses de maio e dezembro de 1999, tributadas pela modalidade do lucro presumido. Ocorre que, nos tributos submetidos ao denominado lançamento por homologação, expirado o prazo previsto no parágrafo 4° do art. 150 do CTN, sem que a Administração Tributária se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Com a declaração da inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula Vinculante n° 8, publicada no DOU de 20 de junho de 2008), o mesmo prazo deve ser observado também para as contribuições sociais. Considerando que a acusação fiscal não contempla o dolo, a fraude ou a simulação, vez que os lançamentos foram constituídos com aplicação de multa de oficio de 75%, em que pese o fato de que algumas das contas bancárias fossem mantidas à margem da escrituração, cumpre exonerar a parcela do crédito tributário relativa aos fatos geradores ocorridos após o prazo qüinqüenal previsto no Código Tributário Nacional, em razão da caducidade do direito da Fazenda de constituir o crédito tributário pelo lançamento. Observo que, para chegar a tal conclusão, irrelevante é a circunstância de ter havido ou não pagamento com relação aos fatos geradores oconidos no período em questão. Isto porque entendo que, nos termos do art. 150 do CTN, o que se homologa é o lançamento, e não o pagamento. No lançamento por homologação, a lei tributária atribui ao sujeito passivo a tarefa de verificar a ocorrência do fato gerador, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, e efetuar o seu pagamento, tudo "sem prévio exame da autoridade administrativa". É justamente nesta característica que reside a diferença entre esta modalidade e o lançamento com base em declaração, no qual, antes que ocorra a notificação do lançamento ao sujeito passivo, este nada deve ao fisco. Ou seja, no lançamento por declaração, ao contrário do lançamento por homologação, o dever do sujeito passivo de adimplir a obrigação tributária só se dá após um prévio exame da autoridade administrativa nas informações prestadas pelos próprios sujeitos passivos em suas declarações. Portanto, não é a existência ou ausência de pagamento antecipado que determina se um tributo é sujeito ao lançamento por declaração ou por homologação, mas sim é a lei que institui o próprio tributo que o define. Quanto ao pagamento antecipado, ressalte-se mesmo que há circunstâncias em que sequer este seria devido, como por exemplo, tomando-se o IRPJ como referência, a apuração de resultado nulo ou negativo. Inegável, neste sentido, que todos os tributos aqui tratados são regidos pela sistemática do lançamento por homologação. Nesta sistemática, a decadência não segue a regra geral disposta no art. 173, I, do CTN, mas sim aquela contida no § 4° do art. 150, da qual 9 io Oppennatm Thome - RelatorJoão somente se afastaria, conforme antes referido, se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, circunstância esta que não foi imputada à recorrente. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso do contribuinte, para cancelar as parcelas do IRPJ e da CSLL de competência até o terceiro trimestre de 1999, inclusive, e para cancelar as parcelas do PIS/Pasep e da Cotins, de competência até o mês de outubro de 1999, inclusive, mantendo o lançamento fiscal nos demais períodos. É corno voto. 10
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