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Numero do processo: 13808.000155/2002-72
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1997, 01/01/1998 a 31/12/1998, 01/01/1999 a 31/12/1999, 01/01/2000 a .31/12/2000, 01/01/2001 a 31/07/2001
FALTA DE ESCRITURAÇÃO DO BALANCETE SUSPENSÃO/REDUÇÃO, MULTA ISOLADA. DESCABIMENTO.
A simples falta de transcrição dos balancetes de suspensão ou redução no Livro Diário, não justifica a aplicação da multa isolada prevista no art. 44, § 1º, inciso IV, da Lei n° 9.430/96, principalmente quando a contribuinte apresenta sua escrita contábil e fiscal e a fiscalização não consegue demonstrar irregularidades suficientes para descaracterizar a sua validade„
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 1401-000.243
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento do recurso de oficio. Por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos (Relator, nos termos do relatório e
voto que integram o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Alexandre Antonio Ananim Teixeira.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: Fernando Luiz Gomes de Mattos
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DESCABIMENTO, A simples falta de transcrição dos balancetes de suspensão ou redução no Livro Diário, não justifica a aplicação da multa isolada prevista no art. 44, § 1 o, inciso IV, da Lei n° 9.430/96, principalmente quando a contribuinte apresenta sua escrita contábil e fiscal e a fiscalização não consegue demonstrar irregularidades suficientes para descaracterizar a sua validade„ Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento do recurso de oficio. Por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos (Relator, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Alexandre Antonio Ananim Teixeira, Viviane Vida! Wagner - Presidente ) A 6,_' 111 /16,„,.'Ã-t,1,5--xtuic, lo. •. €.,, ,, ., , Fernando Luiz Gome de Mattos - Relator Alexandre Antonio "mim Teixeira — Redator Designado EDITADO EM: o SEI 2O10 Participaram do julgamento os Conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Alexandre Antonio Allcmin Teixeira, Sandra Maria Dias Nunes e Mauricio Pereira Faro, Relatório Por bem descrever os fatos, adoto parcialmente o relatório que integra o Acórdão recorrido (11s., 179-180): Traa-se de lavratura do auto de infração de multa isolada sobre os valores de IRPJ e CSLL não recolhidos em razão do levantamento de balanços/balancetes de suspensão não escriturados no livro Diário, relativamente aos .fatos geradores ocorridos nos anos-calendário de 1997, 1998, 1999, 2000 e 2001. Os créditos tributários lançados em valores de RS 3.325.345,27 para o 1RPJ e de RS 463.857,32 para a CSLL e os enquadramentos legais utilizados para fundamentar as autuações encontram-se nos respectivos autos de infração, ás fls. 70a 73 e 79 a 82.. O Termo de Verificação Oh 20 a 31) relata que o contribuinte optou pela apuração anual do resultado, ficando sujeito aos recolhimentos mensais por estimativa, os quais deixaram de se realizar tendo por base os balanços/balancetes mensais para a suspensão/redução do imposto devido. Assim procedendo, estava obrigado a escriturar tais balanceies no livro Diário, o que não ocorreu. Como elemento probante foram anexadas algumas cópias do respectivo livro Diário (11s, 32 a 56), assim como a declaração do próprio contribuinte ratificando o exposto e informando que os registros foram realizados apenas no Livro de Apuração do Lucro Real (fl. 12). Citam-se os seguintes dispositivos legais. • art. 44, inc. 1 e inc. IV do § 1" da Lei n° 9.430/96, c/c o art. 15, §§ I e 3' da IN SRE 96/97. Impugnação Cientificado em 22/01/2002 das autuações lavradas, o contribuinte representado por seus procuradores (fls. 98 a 107) apresentou em 21/02/2002 a impugnação de fls. 85 a 97, cujo teor a seguir se resume. De acordo com o artigo 274 do RIR/99, a requerente mensalmente elaborava balanceies nos quais apurava o IRPJ e a CSLL devidos e, segundo as normas que regulavam a matéria, tinha a faculdade de suspender ou reduzir o montante do IRPJ) e 1C( Processo n" 13808 000155/2002-72 SI-011-1 Acórdão n 1401-00.243 Fl 9 da CSLL, escriturando tais balancetes no Livro de Apuração do Lucro Real ---LALUR.. (doc n° 4) Aduz que as leis que regulavam a matéria (Leis n" 8.383/91, art. 51 e 9 430/96) incorporadas no artigo 274 do RIR199, estabeleciam que tais balanceies deveriam ser escriturados, alternativamente, no LALUR ou no livro Diário. Embora sejam diversos os dispositivos de lei mencionados pela Fiscalização, a única norma que de .fato prescreve que o contribuinte deve registrar, no caso de suspensão ou redução do imposto, os balancetes no Livro Diário e no LALUR, é o artigo 15, § 3" da IN SRF n° 93/97. Portanto, o cerne da autuação é que o requerente não registrou no livro Diário, mas apenas no LAL UR, A exigência de que os balancetes fossem escriturados no LALUR e no Diário somente teria surgido com a edição da IN SRF n°93/97, de 24/12/97, não podendo ser aplicada aos fatos ocorridos anteriormente, por ofensa aos princípios constitucionais da irretroatividade e da anterioridade, devendo ser cancelada a exigência relativa ao ano de 1997, Alega ofensa ao principio da legalidade ao se obrigar a pagar multa não prevista em lei, visto tratar-se de norma infra-legal. A multa aplicada seria abusiva, pois manteve o contribuinte, o controle de suas operações escrituradas no LAL UR, não se podendo exigir multa punitiva e de caráter confiscatário. Admitindo-se a falha, estaria autorizada a imposição de uma única multa e não de multas sobre todos os valores apurados mensalmente, representando infração continuada. Cita jurisprudência judicial e entendimentos doutrinários, A 1" Turma da DRJ Fortaleza julgou o lançamento procedente em parte, por meio do Acórdão n° 08-9.778, assim ementado (v. fls. 270): ASSUNTO.. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Periodo de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1997, 01/01/1998 a 31/1.2/1998, 01/01/1999 a 31/12/1999, 01/01/2000 a 31/01/2000, 01/01/2001 a 31/07/2001 MULTA DE OFICIO ISOLADA. FALTA DE ESCRITURAÇÃO DO BALANÇO/BALANCETE DE SUSPENSÃO, Mantém-se o lançamento de oficio da multa isolada quando o contribuinte não escriturou no livro Diário os balanços/balancetes de suspensão ou redução do imposto. • ESCRITURAÇÃO ALTERNATIVA NO LALUR. Não há previsão legal de que o balanço/balancete de suspensão ou redução possa ser escriturado alternativamente no LALUR. il/IP N°303/2006. RETROATIVIDADE ATOS NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADOS APLICAÇÃO Aplicam-se as alterações impostas pela MP n" 303/2006 aos fatos geradores ocorridos até 27/10/2006 e ainda pendeines dc .julgamento. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1997, • 01/01/1998 a 31/12/1998, 01/01/1999 a 31/12/1999, 01/01/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/07/2001 LANÇAMENTO DECORRENTE O decidido quanto à infração, que implicou o lançamento da iludia isolada sobre o IRPJ e o mesmo lançamento para a Contribuição Social sobre o Lucro ((SLL), aplica-se também a este lançamento, naquilo em que for cabível, Lançamento Procedente em Parte Tendo em vista que o valor do crédito tributário exonerado (R$ 1 108A-99,30) foi superior ao limite de alçada, houve recurso de oficio. Intimada desse Acórdão em 09/05/2007 (fls. 224), a contribuinte apresentou em 06106/2007 o Recurso Voluntário de fls. 226-247, em que simplesmente reitera as razões de defesa apresentadas por ocasião de sua impugnação, É o relatório, Voto Vencido Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos, Relator Recurso de ofício O recurso de oficio atende às condições de admissibilidade e deve ser conhecido, O colegiado julgador a gila reduziu o percentual da multa isolada de 75% para 50%, tendo em vista as alterações do art, 44 da Lei n,° 9.430/96, que foram introduzidas pelo art. 18 da Medida Provisória n° 303, de 29/06/2006 (cujo prazo de vigência foi encerrado no dia 27/10/2006). Em resposta à consulta formulada pela CORAT/SRF, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional emitiu o Parecer PGEN/CDA/CAT N° 2237 de 09/11/2006, que analisou o caso à luz do disposto no art. 106, II, "e" do CTN, que versa sobre a "retroatividade benigna" (aplicação da lei a ato ou fato pretérito quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática), Fl 3 Processo o' 13808 000155/2002-72 Acórdão n° 1401-00,243 O citado Parecer acertadamente concluiu o seguinte: em não havendo a publicação de decreto legislativo até o dia 26 de dezembro de 2006 para disciplinar as relações jurídicas provenientes da edição da Medida Provisória n°. 303/2006, o seu regrainento mais benéfico de penalidades aplicar-se-á para todas as penalidades de mesma hipótese de incidência que aquelas previstas em seus artigos 18 e 19, desde que os seus fatos geradores (das penalidades) tenham ocorrido até 27 de outubro de 2006,- De se ressaltar, outrossim, que toda essa análise se tornou desnecessária, tendo em vista a nova redação do art. 44 da Lei n.° 9.430/96, estabelecida pela Lei IV 11.488, de 15 de junho de 2007 (ou seja, após a decisão recorrida): Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei 17" 11.488, de 15 de .junho de 2007) - de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei n" 11 .488, de 15 de/un/o de 2007) [ b) na forma do art. 2" desta Lei, que deitar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei n" 11.488, de 1.5 de junho de 2007) Portanto, concluo que agiu corretamente o colegiada julgador a quo, razão pela qual voto no sentido de negar provimento ao presente recurso de oficio. Recurso voluntário O recurso é tempestivo e dele torno conhecimento. Tratam os autos de lançamento de multas isolada de IRP.J e CSLL, decorrentes de estimativas não recolhidas nos prazos determinados, sem a comprovação da correção desse procedimento, por meio dos balancetes de suspensão/redução devidamente transcritos no Livro Diário. Às fls. 20 (Termo de Verificação Fiscal), consta a informação de ter a contribuinte optado pela tributação com base no lucro real anual, nos anos calendários de 1997 a 2001. As estimativas mensais teriam sido suspensas ou reduzidas, com base nos balancetes de suspensão. A análise do LALUR (fls. 57 a 64) e do Livro Diário (fis.32 a 56) demonstram que em nenhum mês abrangido pela presente autuação a contribuinte transcreveu os balanços ou balancetes de suspensão/redução, nem no Livro Diário (como exigia a legislação), nem no LALUR, Este fato foi devidamente identificado pelo Acórdão recorrido, nos seguintes termos (fls. 184, grifado): O impugnante afirma não ter escriturado os balanceies de suspensão/redução no Livro Diário e sim apenas no LALUR, conforme doe n° 4 (fls. 141 a 148). No entanto, o que se observa nestes registros é a escrituração da Demonstração do Lucro Real, dos meses de janeiro a dezembro de 1997 (conforme determina o art.. 13 da IN SRF n° 93/97) e não os alegados balanceies de suspensão/redução. Destarte, o que se conclui é que o contribuinte não escriturou os balanços ou balanceies de suspensão/redução nem no livro Diário como determina a legislação e, muito menos no livro LALUR, Sobre a obrigatoriedade da transcrição dos balancetes de suspensão/redução no Livro Diário, é suficientemente clara a redação do art, 35 da Lei n° 8.981, de 20/01/1995: Art. .35. A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balanceies mensais, que o valor acumulado .já pago excede o valor do imposto, inclusive adicionais calculado com base no lucro real do período em cursa § I° Os balanços ou balanceies de que fruiu este artigo; a) deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário; Corno facilmente se percebe, não procede a alegação da Recorrente, no sentido de que a exigência de transcrição dos balancetes no Diário somente teria surgido apenas com a edição da IN SRF n'93/97, de 24/12/97. Na realidade, esta obrigação foi estabelecida pelo art. 35 da Lei n° 8.981/95, razão pela qual não se verifica, no presente caso, qualquer ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, da inetroatividade ou da anterioridade. Vale dizer que, nos autos, inexiste prova sequer de que os aludidos balancetes de suspensão/redução foram apurados pela contribuinte, com observância das leis comerciais e fiscais. Caso a contribuinte pelo menos tivesse trazido aos autos os referidos balancetes (ainda que não transcritos no Livro Diário), talvez fosse possível confirmar a inexigibilidade de recolhimento das estimativas mensais, com base na análise dos registros da contabilidade da Recorrente. No entanto, diante da completa ausência dos aludidos balancetes, torna-se virtualmente impossível a comprovação das alegações da Recorrente. Vale dizer que a legislação do Imposto de Renda, a partir em 1' de janeiro de 1993, através da Lei n" &541/92, definiu a periodicidade da apuração dos resultados, para todas pessoas jurídicas, inclusive equiparadas, sociedades civis em geral, sociedades cooperativas, nos resultados decorrentes de atividades não cooperadas. A legislação posterior, Lei n" 8.981/95, manteve esta sistemática. 7 Processo n" I 3808 000155/2002-72 S1-C4T1 Acórdão n 1401-00.243 Fl. 4 A Lei n" 9.430/96, flexibilizou a apuração e recolhimento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro, a partir de 1" de janeiro de 1997, onde o imposto seria determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de apuração trimestral, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano calendário, segundo a lei vigente e as alterações ali insculpidas O artigo 28 desta Lei estendeu o comando das regras pertencentes ao imposto de renda pessoa jurídica, para a contribuição social sobre o lucro: Artigo 28 — Aplicam-se à apuração da base de cálculo e ao pagamento da contribuição social sobre o lucro líquido as 1101'1214U da legislação vigente e as correspondentes aos artigos 1" a 3'5"a 14, 17 a 24, 26,55 e 71 desta Lei. A Lei 9,430/96, ao trazer a apuração dos resultados para o encerramento do trimestre, simplificou os controles na apuração dos resultados. Contudo, determinou penalidades específicas para o descumprimento de quaisquer das condições ali exaradas, quando assim determinou: Art. 43 — Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a .juros de mora, isolada ou conjuntamente.. Parágrafo único — Sobre o crédito constituído na ,forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão .juros de mora calculados à taxa que se refere o parágrafo 3' do artigo 5° a partir do 1° dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao pagamento e de 1% no mês do pagamento. Art. 44 Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição.. 1 — de 75% nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; I' - As multas de que tratam este artigo serão exigidas: IV — isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeitas ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do artigo 2°, que deixar de . fazê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou de base de cálculo negativa, no ano calendário comspondente; Posteriormente, o percentual da multa aplicada isoladamente foi reduzido para 50%, conforme mencionado na apreciação do recurso de oficio, no corpo do presente voto. Não procede a alegação recursal de que a aplicação da presente multa seria abusiva e teria caráter confiscatório. Afinal, conforme acima demonstrado, a autoridade fiscal apenas exerceu o poder/dever de tributar, conferido pela Constituição Federal e institucionalizado pela legislação infraconstitucional de regência da matéria, não havendo como negar efetividade à cobrança da multa de oficio isolada, nos temos do art, 44, §1°, IV da Lei n° 9.430/96, retrotranscrito. Por total ausência de previsão legal, também não procede a alegação recursal de que deveria ser imposta uma Unica penalidade, tendo em vista a ocorrência de "infração continuada", caracterizada pelo não recolhimento das estimativas mensais, sem o levantamento/transcrição dos balancetes de suspensão/redução, durante todos os meses do ano calendário de 1997. No tocante aos diversos precedentes deste Conselho, mencionados pela Recorrente, fls., 242-245, cumpre observar que todos eles versam sobre situações em que o contribuinte pelo menos apresentou ao Fisco os balancetes de suspensão/redução (ainda que os mesmos não estivessem transcritos no Livro Diário). No caso presente, contudo, inexiste prova sequer de que os aludidos balancetes de suspensão/redução foram apurados pela contribuinte, com observância das leis comerciais e fiscais, Conforme mencionado alhures, caso a contribuinte pelo menos tivesse trazido aos autos os referidos balancetes (ainda que não transcritos no Livro Diário), talvez fosse possível confirmar a inexigibilidade de recolhimento das estimativas mensais. No entanto, diante da completa ausência dos aludidos balancetes, torna-se virtualmente impossível a comprovação das alegações da Recorrente. Assim sendo, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso voluntário. Jbu21/0 Fernando urz Gomes e mattos 9 Processo e 13808000155/2002-72 Sl-C4T1 Acórao n '1401-00143 Fl 5 Voto Vencedor Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira - Redator Designado Analisando o voto, assim como do brilhante voto proferido pelo ilustre Relatar, observo que a parcela remanescente da exigência fiscal ora sob exame resume-se tão- somente à multa isolada sobre a base de cálculo estimada decorrente a falta de transcrição no livro Diário, dos balanços e/ou balancetes mensais de suspensão do recolhimento. De início, faz-se mister salientar que a autuação se fundamenta na não escrituração dos balanços/balancetes mensais no Livro Diário e, não, na ausência destes. Isso pode ser verificado na própria transcrição dos fatos pelo it. Relatar: Trata-se de lavratura do auto de infração de multa isolada sobre os valores de IRPJ e CSLL não recolhidos em razão do levantamento de balanços/balancetes de suspensão não escriturados no livro Diário, relativamente aos . fatos geradores ocorridos nos anos-calendário de 1997, 1998, 1999, 2000 e 2001, Os créditos tributários lançados em valores de RS 3.325.345,27 para o 1RPJ e de RS 463..857,32 para a CSLL e os enquadramentos legais utilizados para fundamentar as autuações encontram-se nos respectivos autos de infração, ás ,f1s. 70 a 73 e 79 a 82, (Sem destaques no original) Remissa vénia, Em nenhum momento a Autoridade Fiscal questiona o não levantamento dos balancetes de suspensão. Ao contrário, afirma ser a razão da lavratura do presente Auto de Infração a exigência de multa isolada "sobre os valores de IRPJ e CSLL, não recolhidos em razão do levantamento de balanços/balancetes de suspensão não escriturados no livro Diário" Ou seja, os balancetes de suspensão foram levantados pela empresa. Frisa-se, ainda, a seguinte transcrição: O Termo de Verificação (fls 20 a 31) relata que o contribuinte optou pela apuração anual do resultado, .ficando sujeito aos recolhimentos mensais por estimativa, os quais deixaram de se realizar tendo por base os balanços/balancetes mensais para a suspensão/redução do imposto devido. Assim procedendo, estava obrigado a escriturar tais balanceies no livro Diário, o que não ocorreu, (Sem destaques no original) Resta claro que a ora Recorrente procedeu o levantamento dos balanços/balancetes de suspensão/redução, todavia não os registrou no Livro Diário. A simples falta de transcrição dos balanços/balancetes mensais de suspensão/redução no Livro Diário, caracteriza o descumprimento, por parte da contribuinte, de obrigação acessória, porém, não consubstancia fato gerador de imposto ou da multa isolada, Sendo assim, entendo que não há como manter a presente penalidade para este período, porquanto, não se pode levar ao extremo a falta cometida pela Recorrente e exigir citada penalidade, pela simples inobservância de uma obrigação acessória, qual seja, transcrever no Livro Diário os balancetes elaborados. Finalmente, não podemos querer validar a presente autuação sob o pretexto de que os balanços/balancetes não se encontram nos autos, pois a ausência destes não é o fundamento da presente autuação. A análise do presente recurso se deve se limitar na possibilidade de exigência da multa isolada quando do não registro dos balanços/balancetes de suspensão/redução nos Livros Diários. A verdade é que a simples falta de transcrição dos balancetes de suspensão ou redução no Livro Diário, não justifica a aplicação da multa isolada prevista no art. 44, § I o, inciso IV, da Lei n° 9.430/96, principalmente quando a contribuinte apresenta sua escrita contábil e fiscal e a fiscalização não consegue demonstrar irregularidades suficientes para descaracterizar a sua validade. Este é o posicionamento deste Conselho: Acórdão n° 101-94.401, de 16/10/2003' MULTA ISOLADA - A simples falta de transcrição dos balanços ou balanceies de suspensão ou redução no livro Diário, não pode justificar a aplicação da multa isolada prevista no art. 44 § 1°, "IV", da Lei n° 9,430/96, quando o sujeito passivo apresenta toda a escrita contábil e . fiscal demonstrando que apurou prejuízos fiscais Acórdão n° 101-94,734, de 21/10/2004: ESTIMATIVAS — FALTA DE RECOLHIMENTO — 1996 — IN SRF 11/96 - Não tendo o contribuinte, no curso do períodobase, efetuado qualquer recolhimento de imposto, tampouco optado por qualquer forma de tributação, descabe dele exigir, compulsoriamente, o tributo com base no lucro estimado, sem que antes seja o mesmo intimado especificamente para identificação de sua opção, conforme artigo 14 da IN SRF 11196. Outrossim, a simples falta de transcrição no Livro Diário dos balanceies de suspensão ou redução das antecipações não afasta o direito da contribuinte em suspender ou reduzir o recolhimento. Acórdão 11° 101-93..589, de 22/08/01: LUCRO REAL — ESTIMATIVA REDUÇÃO SUSPENSÃO — A apresentação de toda escrita fiscal e contábil, nestas incluídas os livros diários, razão, Lahir, ainda que sem a devida escrituração de balanços ou balanceies, na forma mais completa e desejável, não pode justificar a aplicação da multa exclusiva quando presentes ainda prejuízos. IRRF- CONTRATO DE MÚTUO — PAGAMENTO SEM CAUSA -.4011101.11::: ;717.11.11:2""" Processo n" 13808.000155/2002-72 S1-C4T1 Acórdão n.' 1401-00243 Fl. 6 Acórdão n° 108-09 208, de 25/01/2007 MULTAS ISOLADAS — IRPJ E CSSL- RECOLHIMENTOS POR ESTIMATIVA — BALANCETES DE SUSPENSÃO/REDUÇÃO – Uma vez não comprovada pelo contribuinte, na realidade, e pelos demais elementos levantados pela fiscalização, a concreta existência de um contrato de mútuo, nos moldes usuais e norinais, configura-se um pagamento sem causa, com a aplicação correta do art. 61, da Lei n° 8,981/95. A mera falta de transcrição das balancetes de suspensão/redução no livro Diário e Lalur, não tem o condão de • .fiestificar a aplicação da multa isolada da Lei n° 9.430/96, vez que a fiscalização deixou de conferir e auditar outros elementos da escrituração contábil e fiscal do contribuinte, não desclassificados ou considerados imprestáveis, mediante provas cabais, e utilizou-se de dados dos mesmos documentos para o lançamento das penalidades, ferindo o principio da razoabilklade, implícito e decorrente do principio constitucional da isonomia. Diante de tais fatos, com a devida vênia ao ilustre Conselheiro Relator, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário e cancelar e parte remanescente do auto de infração. Alexandre Antonio Alkmim Teixeira 11 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3 0, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial ri{) 256, de 22 de junho de 2009, Brasília, ij 3 SET 201 ( A9IWPdgkuiVU Ciência Data: s - Secretária da Câmara Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [] apenas com ciência; []com Recurso Especial; []com Embargos de Declaração, 12 4a Câmara Fis : i a Seção CARF TERMO DE JUNTADA a Seção/4a Câmara Declaro que juntei aos autos original do Acórdão n° 1401-00-243, (fls. / ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Procuradoria da Fazenda Nacional, para ciência do acórdão. Em / / Chefe da Secretaria MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF QUARTA CÂMARA - i a SEÇÃO Processo n° : 13808,000155/2002-72 Interessado(a) : BANKAMÉRICA REPRESENTAÇÃO E SERVIÇOS LTDA.
score : 1.0
Numero do processo: 13315.000012/2009-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 03 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Nov 28 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício:1999, 2000
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE DE ÓRGÃO PÚBLICO. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 65.
Inaplicável a responsabilidade pessoal do dirigente de órgão público pelo descumprimento de obrigações acessórias, no âmbito previdenciário, constatadas na pessoa jurídica de direito público que dirige (Súmula CARF nº 65).
Numero da decisão: 2202-004.230
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Waltir de Carvalho, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Virgílio Cansino Gil, Rosy Adriane da Silva Dias, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Martin da Silva Gesto.
Nome do relator: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
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RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE DE ÓRGÃO PÚBLICO. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 65. Inaplicável a responsabilidade pessoal do dirigente de órgão público pelo descumprimento de obrigações acessórias, no âmbito previdenciário, constatadas na pessoa jurídica de direito público que dirige (Súmula CARF nº 65). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Waltir de Carvalho, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Virgílio Cansino Gil, Rosy Adriane da Silva Dias, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Martin da Silva Gesto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 31 5. 00 00 12 /2 00 9- 89 Fl. 467DF CARF MF 2 Relatório O presente recurso foi objeto de julgamento na sistemática prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, adoto o relatório objeto do processo paradigma deste julgamento, n° 19515.001700/200813. "Tratase de recurso voluntário interposto contra o acórdão de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a cobrança do crédito tributário. O Auto de Infração foi lavrado por descumprimento de obrigação acessória verificada durante ação fiscal realizada em órgão público. A autuação ocorreu em nome do sujeito passivo, na condição de dirigente de órgão público, por força do disposto no art. 41 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, vigente à época dos fatos geradores. O recorrente tomou ciência do lançamento e apresentou defesa, entretanto, a primeira instância de julgamento manteve a autuação. Inconformado com a decisão, o sujeito passivo apresentou recurso voluntário ao CARF, onde alega a improcedência da autuação. É o relatório." Voto Conselheiro Marco Aurélio de Oliveira Barbosa – Relator Este processo foi julgado na sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 2202004.158, de 03/10/2017, proferido no julgamento do processo 19515.001700/200813, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio nos termos regimentais, o inteiro teor do voto proferido naquela decisão (Acórdão 2202004.158): "O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. O lançamento em questão foi efetuado contra o dirigente do órgão público com base no art. 41 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que, à época dos fatos geradores, estabelecia: Art. 41. O dirigente de órgão ou entidade da administração federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, responde pessoalmente pela multa aplicada por infração de dispositivos desta Lei e do seu regulamento, sendo obrigatório o respectivo desconto em folha de pagamento, mediante requisição dos órgãos competentes e a partir do primeiro pagamento que se seguir à requisição. Fl. 468DF CARF MF Processo nº 13315.000012/200989 Acórdão n.º 2202004.230 S2C2T2 Fl. 3 3 Contudo, o dispositivo transcrito foi revogado pela Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, não mais se aplicando, contra dirigente de órgão público, a penalidade por descumprimento de obrigação acessória. Sobre a matéria, a Súmula CARF nº 65 dispõe o seguinte: Inaplicável a responsabilidade pessoal do dirigente de órgão público pelo descumprimento de obrigações acessórias, no âmbito previdenciário, constatadas na pessoa jurídica de direito público que dirige. Em função disso, aplicase ao caso, a retroatividade benigna de que trata a alínea “c” do inciso II do art. 106 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN): Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: [...] II tratandose de ato não definitivamente julgado: [...] c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. (grifei) Portanto, o lançamento em questão deve ser cancelado. Conclusão Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Rosy Adriane da Silva Dias Relator" Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Fl. 469DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12585.000289/2010-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3201-001.063
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para ciência ao contribuinte do resultado da diligência. Fez sustentação oral o patrono do contribuinte, Dr. Roberto Quiroga Mosquera, OAB-SP 83755, escritório Mattos Filho Advogados..
Winderley Morais Pereira - Presidente substituto e Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Marcelo Giovani Vieira.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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Numero do processo: 13807.003136/2004-70
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2003
CONEXÃO. CONHECIMENTO POR OUTRO COLEGIADO.
Ao ser identificado nos autos que a matéria conexa foi conhecida antes por outro colegiado deste CARF em outro processo e que, mediante resolução, havia sido determinado o julgamento conjunto dos processos conexos, aquele colegiado ficou prevendo, devendo-se declinar da competência em seu favor.
Numero da decisão: 1302-001.476
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em declinar da competência para a 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Márcio Rodrigo Frizzo e Hélio Eduardo de Paiva Araújo.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Junior - Presidente
(assinado digitalmente)
Waldir Veiga Rocha - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Alberto Pinto Souza Junior.
Nome do relator: Waldir Veiga Rocha
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em declinar da competência para a 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Márcio Rodrigo Frizzo e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior - Presidente (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Alberto Pinto Souza Junior.
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CONHECIMENTO POR OUTRO COLEGIADO. Ao ser identificado nos autos que a matéria conexa foi conhecida antes por outro colegiado deste CARF em outro processo e que, mediante resolução, havia sido determinado o julgamento conjunto dos processos conexos, aquele colegiado ficou prevendo, devendose declinar da competência em seu favor. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade, em declinar da competência para a 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Márcio Rodrigo Frizzo e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Alberto Pinto Souza Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 31 36 /2 00 4- 70 Fl. 1535DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.536 2 Relatório TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S/A TELESP, já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / SP, que indeferiu os pedidos veiculados através de manifestação de inconformidade apresentada contra a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo DERAT/SP. Por bem descrever o ocorrido, valhome do minucioso relatório elaborado por ocasião do julgamento do processo em primeira instância, a seguir transcrito (grifos no original). Tratase de manifestação de inconformidade apresentada em face do despacho decisório de fls. 275/287, mediante a qual a DERAT/DIORT/EQPIR/SPO decidiu não homologar as declarações de compensação integrantes do presente processo, identificadas pelos números 41537.59384.140803.1.3.027212, 31833.84671.280803.1.3.024129 e 19578.01638.300903.1.3.024670, a fls. 01, 17 e 21, respectivamente. 2. As compensações pretendidas são de débitos de IRPJ e de CSLL devidos por estimativa em meses do anocalendário de 2003, com crédito no valor de R$ 87.354.413,76 (oitenta e sete milhões, trezentos e cinqüenta e quatro mil, quatrocentos e treze reais e setenta e seis centavos), correspondente ao saldo de IRPJ negativo apurado na DIPJ 2003, anocalendário de 2002. Este valor é o resultante do imposto devido no valor de R$ 45.653.831,00 deduzido de (a) retenções na fonte no valor de R$ 78.262.088,34; (b) pagamentos de imposto sobre ganhos no mercado de renda variável e (c) recolhimentos mensais por estimativa no valor de R$ 54.334.022,53, conforme informado na Ficha 12 da declaração de rendimentos entregue pelo contribuinte (fl. 44): [Quadro demonstrativo à fl. 1283] 3. O pedido da interessada já havia sido indeferido pela autoridade local mediante o despacho decisório de fls. 190/194, proferido em 14/05/04, em face do qual foi oposta a manifestação de inconformidade de fls. 208/211, em 02/08/04. 4. Os autos foram baixados em diligência, em 26/10/04 (fls. 216/218), para verificação dos efeitos da cisão parcial invocados na manifestação de inconformidade de fls. 208/211. 5. Com novos elementos trazidos pelo Relatório de diligência (fls. 236/237), foi proferido o Acórdão DRJ/SPOI n° 06.749, em 29/03/05 (fls. 239/249), dessa Quinta Turma, que determinou a elaboração de um novo despacho decisório (fls. 275/287), no qual o pleito da contribuinte fosse analisado em conformidade com os efetivos efeitos da cisão parcial demonstrada nos autos. 6. Em 18/12/2007 a interessada apresentou DIPJ 2003 retificadora (ND n° 127963060, a fls. 261/265), em que aumentou o valor do saldo negativo apurado, de R$ 87.354.413,75 para R$ 88.550.780,07, mediante dedução destacada das retenções oriundas de órgãos públicos no cálculo do saldo de IR a pagar. Fl. 1536DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.537 3 7. Em 27/12/2007, com base nessa declaração retificadora, a interessada apresentou a Per/Dcomp n° 17037.09325.271207.1.3.0277, que deu origem ao processo administrativo n° 16306.000180/200891, cujos autos foram juntados aos do presente processo, com vistas a julgamento conjunto. 8. Nos autos do processo ora juntado, n° 16306.000180/200891, a DERAT/SPO indeferiu o pleito da contribuinte, em despacho decisório a fls. 05/06, esclarecendo que tal indeferimento não trazia nenhum prejuízo à interessada, uma vez que a modificação introduzida pela DIPJ 2003 retificadora (cômputo das retenções de IR promovidas por órgãos públicos) já havia sido apreciada na análise do pleito do presente processo, ora principal. 9. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade nos autos do processo administrativo n° 16306.000180/200891 (Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770), a fls. 13/21, com as alegações abaixo sintetizadas: 9.1.o despacho recorrido, que indeferiu a sua pretensão com fundamento no artigo 57 da Instrução Normativa SRF n° 600/2005, é nulo por conter erro de fato, uma vez que a autoridade considerou erroneamente que a Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770 seria retificadora da Per/Dcomp n° 41537.59384.140803.1.3.02.7212 que, na realidade, foi retificada pela Per/Dcomp n°28447.61860.271207.1.7.026906; 9.2.a Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770, que consta dos autos, foi apresentada em 27.12.07, após entrega de DIPJ 2003 retificadora, em 18.12.07, na qual a requerente incluiu na composição do saldo de IR a pagar o crédito de IR retido por órgãos públicos no valor de R$ 1.196.366,32. Esse crédito não havia sido aproveitado, por equivoco, na DIPJ 2003 original; 9.3.a contraprestação pelos serviços prestados a órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal está sujeita à retenção do imposto de renda na fonte e, conforme determina o art. 64 da Lei n° 9.430/96 (art. 653 do RIR/99), a responsabilidade pelo recolhimento do imposto; a emissão de comprovante de retenção à beneficiária e a entrega da DIRF à SRF recaem sobre os órgãos públicos que tomaram serviços da requerente (fl. 18 do processo n° 16306.000180/200891); 9.4.mesmo que se admitisse, hipoteticamente, que a Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770 seja documento retificador da Per/Dcomp n° 41537.59384.140803.1.3.02.7212, o despacho decisório recorrido deve ser reformado, seja pela pendência de julgamento final da Per/Dcomp n° 41537.59384.140803.1.3.02.7212, seja pela nulidade da decisão de primeira instância proferida nos autos do processo n°13807.003136/200470; 9.5.requer seja declarado nulo o despacho recorrido, garantindose à requerente o direito à apresentação de nova manifestação de inconformidade ou, caso assim não se entenda, requer seja reformado o despacho, reconhecendose o direito creditório e homologada a compensação objetos da Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770; 10. No despacho decisório que também integra a lide ora enfrentada, a fls. 275/287 dos autos principais, a autoridade local expôs as razões da manutenção do indeferimento do pleito da interessada, a seguir sintetizadas: 10.1. Quanto aos fatos relevantes: Fl. 1537DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.538 4 10.1.1. A contribuinte informou na DIPJ 2003 original (ND n° 103889600) que teria apurado um saldo credor de Imposto de Renda (linha 18, ficha 12A), de R$ 87.354.413,75 (fls. 44 e 259), valor do crédito vinculado as Per/Dcomps analisadas no presente processo; 10.1.2. Posteriormente ao despacho decisório de fls. 190/195 e ao Acórdão DRJ/SPOI n° 6749/05, a contribuinte retificou a DIPJ 2003 original (ND 103889600) com a apresentação de DIPJ 2003 retificadora, que recebeu o n° ND 127963060 (fls. 261/265), aumentando o valor do saldo credor de IRPJ informado originalmente, de R$ 87.354.413,75 para R$ 88.550.780,07, mediante acréscimo das retenções oriundas de órgãos públicos ao cálculo do IR; 10.1.3. Com base nessa DIPJ retificadora, a contribuinte apresentou a Per/Dcomp n° 28447.61860.271207.1.7.026906 como retificadora da Per/Dcomp n° 41537.59384.140803.1.3.027212, a qual não se aceita porque a original já havia sido julgada, nos termos do art. 57 da IN SRF n° 600/2005; 10.1.4. Também com base na alteração informada na DIPJ retificadora, a contribuinte apresentou a Per/Dcomp n° 17037.09325.271207.1.3.027770, a qual originou o processo n° 16306.000180/200891. 10.2. Quanto as antecipações por estimativas de IR: 10.2.1. Compõem o saldo negativo de IR da DIPJ 2003, base 2002, estimativas apuradas em fevereiro, março e abril do calendário, que teriam sido quitadas mediante compensação com saldos negativos de IRPJ dos anos base de 2000 e 2001; 10.2.2. Entretanto, conforme despacho proferido no processo n° 11610.005599/200367, foi esmiuçado o emprego do crédito de IRPJ apurado no anocalendário 2000 (fls. 266/268) e, nessa oportunidade, constatouse que não havia crédito suficiente para dar quitação ao IR relativo à integralidade da estimativa de fev/2002, de modo que a soma das estimativas de 2002 poderiam alcançar no máximo o valor de R$ 27.040.204,52 (fl. 282); 10.3. Quanto ao Imposto de Renda Retido na Fonte: 10.3.1. Deve ser desconsiderado o acréscimo de R$ 1.196.366,32 feito pela contribuinte ao saldo negativo de IRPJ, na DIPJ 2003 retificadora, a titulo de retenções de órgãos públicos, uma vez que as retenções dessa natureza já foram apreciadas na análise das Per/Dcomps do presente processo, autos n° 13807.003136/200470. O crédito de IRF apontado pelo Sief no valor de R$ 78.663.049,56 já incluía o montante de R$ 1.627.463,78 referente a retenções de tributos diversos de órgãos públicos, dos quais R$ 839.925,56 são efetivamente IRF (fl. 283); 10.3.2. Não se admite o cômputo do IRF sobre juros sobre capital próprio recebidos, que entraria na composição do IRF total declarado em R$ 78.262.088,34, porque não foram oferecidos à tributação; 10.3.3. também o IRF sobre aplicações de renda variável não foi admitido porque a interessada não comprovou que os rendimentos referentes foram oferecidos à tributação; 10.4. Quanto ao Saldo de Imposto de Renda do anocalendário de 2002: Fl. 1538DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.539 5 10.4.1. Recalculando o saldo de IR a pagar da DIPJ 2003, a DERAT/SPO concluiu que a requerente não possui saldo credor de IRPJ, mas sim saldo devedor, no valor de R$ 10.524.733,84 (quadro de fls. 284), inexistindo crédito de IRPJ para efetuar a compensação pretendida com estimativas devidas nos meses de 2003. 11. Cientificada do despacho decisório de fls. fls. 275/287, a contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 300/325, na qual expõe as alegações abaixo sintetizadas: 11.1. DOS FATOS: 11.1.1. a manifestação é tempestiva; 11.1.2. o novo despacho decisório, de maneira bastante confusa, indeferiu novamente todas as compensações solicitadas e enfatizou que a contribuinte não dispunha de crédito de IRPJ relativo ao anocalendário de 2002, não obstante a decisão da Delegacia de Julgamento (Ac. DRPJ/SPOI n° 06.749, de 29/03/05), tenha determinado a desconsideração do primeiro despacho de fls. 190/195; 11.1.3. esse novo despacho não homologou, inclusive, uma Per/Dcomp que nem fazia parte da análise do primeiro despacho decisório, qual seja, a Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770. Tratase de uma nova Per/Dcomp apresentada para requerer a compensação de débitos de IRPJ com o valor adicionado ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2002, mediante declaração de rendimentos retificadora; 11.1.4. essa Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770 foi também objeto de um segundo despacho decisório, proferido nos autos do processo administrativo n° 16306.000180/200891, e do qual a requerente foi intimada na mesma data em que intimada do ora recorrido despacho decisório (22.10.08); 11.2. DAS PRELIMINARES: 11.2.1. O despacho recorrido é confuso e impreciso, beirando a nulidade, além de ter desrespeitado a decisão da DRJ de fls. 239/249, que teria expressamente reconhecido à requerente direito ao crédito utilizado, ainda que parcialmente, diante da existência de erro de fato no despacho de fls. 190/195; 11.2.2. A confusão e imprecisão é evidenciada pelo fato de a fiscalizaçao estar cobrando valores distintos daqueles indicados no despacho decisório, com base em mera presunção. Isso porque, a requerente foi intimada (intimação n° 5060/2008, doc 12), em 09.10.08, com demonstrativo de débitos contendo saldo devedor que supostamente excedeu o total do crédito informado na Per/Dcomp n° 41537.59384.140803.1.3.027212, o qual é substancialmente inferior ao valor dos débitos objeto das compensações indeferidas; 11.2.3. O ônus da prova dos valores cobrados recai sobre o Fisco, e não sobre a contribuinte, a quem não compete provar que não ocorreu o fato gerador dos débitos cobrados pelo fisco com base em mera presunção; 11.2.4. a decisão recorrida é nula, devendo ser proferida nova decisão, desta vez fundamentada de maneira clara e coerente; Fl. 1539DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.540 6 11.2.5. nos termos do art. 74, § 5º, da Lei n° 9.430/96, as Per/Dcomps n° 41537.59384.140803.1.3.027212, 31833.84671.280803.1.3.024129 (fls. 01 e 17) estão tacitamente homologadas, decaído o direito de o fisco constituir os créditos tributários compensados vez que transcorreram mais de cinco anos da data das transmissões dos pedidos, ocorridas em 14.8.2003 e 28.8.2003, até a intimação do segundo despacho decisório, em 22.9.2008; 11.3. DO MÉRITO: 11.3.1. alega que a autoridade recorrida não poderia utilizar os termos da decisão proferida nos autos do processo n° 11610.005599/200367 (fls. 570/582), que analisou direito ao crédito do saldo credor de IRPJ do ano calendário 2000 para não homologar a compensação com estimativada devida em fev/2002, porque aquela discussão está pendente de julgamento de 1° instância administrativa, não podendo qualquer conclusão preliminar ser utilizada como se verdadeira fosse; 11.3.2. requer seja reconhecido o direito creditório da requerente e homologadas as Per/Dcomps n° 41537.59384.140803.1.3.027212, 31833.84671.280803.1.3.024129 e 19578.01638.300903.1.3.024670; dada a existência do saldo credor de 2002, composto por: (i) IR mensal pago por estimativa: o valor de R$ 54.334.022,53 compõese das estimativas de fevereiro, março e abril de 2002, que foram quitadas mediante compensação com saldos negativos de IRPJ dos anocalendário de 2000 e 2001, sendo que parte do saldo negativo de 2000 foi formado a partir do saldo negativo de 1999. Entretanto, em janeiro de 2001, a requerente passou por uma cisão parcial em que lhe remanesceram 96,54% do PL anterior ao evento, permitindolhe utilizar os prejuízos apurados em 1999 e 2000 para compensar com resultados apurados em 2001 e 2002, entre elas aquelas relativas ao IR devido nos meses de fevereiro, março e abril de 2002, conforme reconhecido pela decisão de fls. 239/249; (ii) do IRRF sobre aplicações de renda fixa e variável: deve ser deferido o direito ao crédito de R$ 78.262.088,32 relativo às retenções de aplicações de renda fixa e variável, eis que a legislação regente (Lei n° 7.450/85, artigo 55) impõe como condição à compensação, somente a apresentação dos comprovantes de retenção emitidos em nome da beneficiária pelas fontes pagadoras, sendo prescindível a prova do oferecimento dos rendimentos correspondentes à tributação; (iii) do crédito de IRPJ sobre renda variável, no valor de R$ 42.173,88: o crédito se refere ao pagamento imediato indevido de IR sobre ganho de capital na venda de ações, nos termos do art. 774, III, do Decreto 3000/99, devendo ser reconhecido e homologado na compensação pretendida; 11.3.3. requer sejam excluídas dos autos as questões relativas a: (i) IRRF sobre serviços de telecomunicações prestados a órgãos públicos, no valor de R$ 1.196.366,32: oriundo de órgãos públicos (Per/Dcomp n° 17037.09325.271207.1.3.027770), no valor de R$ 1.196.366,32, não possui qualquer relação com os créditos objeto de discussão nos presentes autos e já está sendo tratado em procedimento próprio (processo administrativo n° 16306.000180/200891). O despacho recorrido fez uma imensa confusão, ao incluir em sua análise a Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770. No ano de 2007, a requerente, verificando ter equivocadamente deixado de Fl. 1540DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.541 7 aproveitar os créditos de IRRF de órgãos públicos do anocalendário 2002, apresentou em 18.12.2007, retificação da DIPJ 2003, para incluir esse crédito. Ato continuo, em 27.12.2007, para o imediato aproveitamento desse crédito, apresentou a Per/Dcomp n° 17.037.09325.271207.1.3.027770, que não é retificadora da Perd/Dcomp n° 41537.59384.140803.1.3.027212, visto que, na realidade, a Per/Dcomp que retifica a de n° 41537.59384.140803.1.3.02 7212 é a de n° 28447.61860.271207.1.70.02 6906; (ii) crédito de IRF de juros sobre capital próprio recebidos, no valor de R$ 349.042,16 que, além, de nunca ter sido utilizado pela requerente, não possui qualquer relação com os créditos pleiteados (saldo credor IR relativo ao ano calendário 2002). O despacho recorrido mencionou expressamente a existência de uma receita de juros sobre capital próprio no valor de R$ 2.326.949,21, que originaria um crédito de IRF no valor de R$ 349.042,15 (fl. 323, item 82), entretanto, não foi reconhecido o direito a seu crédito em vista de a requerente ter conferido tratamento a essas receitas como dividendos, caso em que nem haveria tributação por conta de isenção prevista no artigo 10 da Lei n°9.249/95, ao invés de juros sobre capital próprio; 11.3.4. protesta pela juntada posterior de documentos, conversão do julgamento em diligência, bem como realização de eventual perícia contábil. 12. Consta do despacho decisório proferido em 16.10.2007, nos autos do processo n° 11610.005599/200367 (fls. 570/581), cujas conclusões foram acatadas na decisão ora recorrida, que: 12.1.O pedido consistiu na compensação do saldo credor de IRPJ do ano calendário 2001 com débitos próprios no valor de R$ 26.450.963,91 (cód. 5706, de IRRF sobre juros sobre capital próprio, PA 12/2002). 12.2.A contribuinte teria direito a R$ 91.075.180,25 a titulo de saldo credor de IRPJ do anocalendário 2001, embora tenha declarado esse saldo credor em R$ 140.895.995,75 (fl. 579); 12.3.Descontandose as compensações realizadas sem processo — R$ 13.729.938,59 (57061ª semana/jan/02); R$ 17.104.909,90 (2362mar/02) e R$ 9.935.294,62 (abr/02) (tabela a fl. 575), o saldo credor de IRPJ do ano calendário 2001 disponível fica reduzido de R$ 91.075.180,25 para R$ 51.893.488,44 (fl. 579); 12.4.Contudo, há que se concluir pela não homologação da compensação declarada, pois do saldo disponível de R$ 51.893.488,44, nada remanesceu para abrigar a compensação requerida no processo n° 11610.005599/200367, uma vez que aduzido saldo já havia sido completamente utilizado na compensação solicitada no processo n° 11610.001436/200313, com IRRF sobre juros sobre capital próprio do período de apuração de 23/12/2002. 13. Em pesquisa aos sistemas da SRF, constatei que aos autos do processo n° 11610.001436/200313 foram apensados os processos n° 11610.005599/200367 (este noticiado no despacho recorrido) e n° 11610.006901/200302, todos relativos a compensações de saldo credor de IRPJ do anocalendário 2001 (declarado pela requerente em R$ 140.895.995,75), o qual seria composto parcialmente por estimativas pagas com saldo credor de IRPJ do anocalendário 2000 (declarado pela requerente em R$ 114.982.196,50), com os débitos abaixo discriminados: Fl. 1541DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.542 8 · processo n° 11610.001436/200313 Declaração de Compensação apresentada em 28/01/2003, referente a débito de IRRF sobre juros sobre capital próprio de residentes no exterior, código 9453, do período de apuração 23/12/2002, no valor de R$ 59.033.342,79, informando como crédito o saldo negativo de IRPJ, do anocalendário de 2001, no mesmo valor; · processo n° 11610.005599/200367 Declaração de Compensação apresentada em 23/04/2003, referente a débito de IRRF sobre juros sobre capital próprio, código 5706, do período de apuração 31/12/2002, no valor de R$ 26.450.963,91, vencimento em 08/01/2003, informando como crédito o saldo negativo de IRPJ, do anocalendário de 2001, no mesmo valor; · processo n° 11610.006901/200302 Declaração de Compensação recepcionada em 13/05/2003, referente a débitos de antecipações de IRPJ (código 2362) e CSLL (código 2484) dos períodos de apuração 31/01/2003 e 28/02/2003, vencimentos em 28/02/2003 e 31/03/2003, respectivamente, informando como créditos os saldos negativos de IRPJ e de CSLL, do anocalendário de 2001. Vinculado a este processo foi apresentado a Per/Dcomp n° 19372.43935.140803.1.3.032530, compensando débitos de antecipações de CSLL dos meses de março e abril de 2003, com vencimentos em 30/04/2003 e 30/05/2003, respectivamente. 14. Em julgamento único dos processos acima, foi proferido, em 18/09/2008, o Acórdão DRJ/SPOI n° 16.18.636, da Segunda Turma, no qual foram analisadas as compensações de débitos que entram na composição do crédito que está sendo utilizado e analisado no presente processo (saldo a pagar de IRPJ do anocalendário 2002). 15. No voto condutor do referido julgado, Acórdão DRJ/SPOI n° 16.18.636, a relatora concluiu por: 15.1.acolher parcialmente as manifestações de inconformidade, no que tange à utilização do saldo remanescente do crédito reconhecido pela Autoridade local nos autos do processo n° 11610.001436/200313, nas compensações constantes dos processos de n's 11610.005599/200367 e 11610.006901/200302; 15.2.manter o crédito reconhecido pela Autoridade a quo, que reconheceu saldo credor de IRPJ do anocalendário 2001 em R$ 91.075.180,25, mas autorizou a utilização nas compensações dos processos analisados de somente R$ 51.896.488,44, em virtude de compensações efetuadas pela contribuinte sem processo (de IRF de jan/02 e estimativas de IRPJ de março e abril de 2002) com o mesmo saldo credor; 15.3.não homologar as compensações constantes dos processos de nºs 11610.005599/200367 e 11610.006901/200302, no que excedesse o crédito reconhecido; 15.4.Considerando o crédito reconhecido (item 15.2) para ser utilizado nas compensações dos processos 11610.001436/200313, nºs 11610.005599/200367 e 11610.006901/200302, não se encontram compensados parte do débito de IRF constante da Dcomp do processo n° 11610.001436/200313 e todos os débitos constantes dos processos n° Fl. 1542DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.543 9 11610.005599/200367 e 11610.006901/200302 e, portanto, não podem ser considerados na composição do saldo de IRPJ apurado no anocalendário 2002. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / SP analisou a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte e, mediante o Acórdão nº 1620.589, de 02/03/2009 (fls. 1281/1311), indeferiu a solicitação, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 DECLARAÇÕES DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IMPOSTO DE RENDA. IRRF. 0 imposto retido na fonte, a qualquer titulo, é considerado antecipação do imposto devido no períodobase, dele podendo ser descontado para apuração do saldo a pagar, desde que os rendimentos correspondentes tenham sido incluídos no resultado tributável. IR. PAGAMENTO INDEVIDO. Pagamentos efetuados indevidamente não podem ser descontados do imposto devido para fins de apuração do imposto a pagar. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 NULIDADE. Incabível a argüição de nulidade do procedimento fiscal quando este atender as formalidades legais, for efetuado por servidor competente e não caracterizar cerceamento ao direito de defesa. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Não podem ser homologadas tacitamente as declarações de compensação que sejam objeto de análise em despacho decisório cuja ciência ocorra em menos de cinco anos contados de sua transmissão. COMPENSAÇÃO FUNDADA EM DIPJ RETIFICADORA. Não se admite a declaração de compensação de débitos com crédito fundado em declaração de rendimentos retificadora apresentada após análise do crédito apurado na declaração original, mormente se a retificação pretendida já havia sido considerada pela autoridade administrativa. PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS. PEDIDO DE PERÍCIA. DILIGÊNCIA. Fl. 1543DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.544 10 Não atendidos os requisitos legais de admissibilidade, indefere se pedido de juntada de novas provas e de realização de perícia e diligência. Ciente da decisão de primeira instância em 20/03/2009, conforme documento de fl. 1368, e com ela inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário em 20/04/2009 (registro de recepção à fl. 1371, razões de recurso às fls. 1373/1401), do qual segue apertada síntese. A recorrente esclarece, inicialmente, que, tendo em vista a juntada aos presentes autos do processo administrativo nº 16306.000180/200891, em que se discute a não homologação da compensação objeto do PER/DCOMP nº 17037.09325.271207.1.3.027770, lança mão, no presente recurso, dos mesmos argumentos empregados em sua manifestação de inconformidade, apresentada nos autos dquele processo. Após historiar os fatos, por sua ótica, a recorrente aduz as seguintes questões preliminares: (a) A nulidade do despacho decisório não sanada pelo Acórdão de fls. 852/882 – Impossibilidade de utilização de mera presunção para não homologar as compensações efetuadas pela recorrente. Sustenta a recorrente que o despacho decisório de fls. 275/287 se teria baseado em mera presunção para não reconhecer seu direito creditório. Não haveria elementos básicos para sua validade, especialmente a descrição clara e precisa dos argumentos que levaram à negativa de seu direito creditório. Por sua vez, o acórdão recorrido teria ignorado por completo essa questão, sob o mesmo argumento genérico de que não teriam sido oeferecidos à tributação os rendimentos que deram origem à retenção de imposto na fonte. Ao assim agir, o Fisco teria transferido à recorrente o ônus de provar que agiu em conformidade com a legislação, partindo do pressuposto de que a recorrente assim não o fez. As conclusões do acórdão recorrido seriam confusas e incoerentes, prejudicando seu direito à ampla defesa. A recorrente colaciona jurisprudência que entende favorável a sua tese, e conclui este item com o pedido de nulidade do acórdão recorrido. (b) A decadência do direito do Fisco – Homologação tácita dos pedidos de compensação. A recorrente reafirma que os PER/DCOMPs n°s 41537 59384.140803.1.3.027212 e 31833.84671.280803.1.3.024129 teriam sido transmitidos pela Recorrente à Receita Federal do Brasil, respectivamente, em 14/08/2003 e 28/08/2003, tendo esta sido intimada do despacho decisório de nãohomologação tão somente em 22/09/2008. Acrescenta que o primeiro despacho decisório, de fls. 190/195, teria sido integralmente desconsiderado e anulado pelo acórdão de fls. 239/249, tendo sido determinado o retorno do processo administrativo à repartição de origem para a elaboração de nova decisão, analisando a totalidade dos pedidos de compensação feitos. Desta forma, o primeiro despacho decisório não surtiria qualquer efeito na esfera jurídica, muito menos o efeito de interromper o prazo decadencial. Fl. 1544DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.545 11 O segundo despacho decisório teria substituído completamente o anterior e sua ciência terseia dado em 22/09/2008, mais de cinco anos após as compensações acima referidas. Com isso, teria ocorrido a homologação tácita, nos termos do art. 74, §§ 2º e 5º, da Lei nº 9.430/1996. No mérito, a recorrente argumenta conforme segue: (a) A comprovação da origem e existência do crédito utilizado pela Recorrente Mais uma vez, a recorrente reclama da falta de clareza do despacho decisório e do acórdão recorrido, no que toca ao não reconhecimento de seu direito creditório. Sustenta, então, que lhe resta demonstrar a origem de seu crédito, evidenciando sua regularidade e suficiência. Apresenta quadro (fls. 1387/1388) em que reproduz a ficha 12A de sua DIPJ retificadora, na qual demonstra a apuração de saldo credor (a restituir) de IRPJ no ano calendário 2002 no montante de R$ 88.550.780,07. Nos itens seguintes, a recorrente se dedica a demonstrar, sob sua ótica, as parcelas integrantes das linhas 13 (Imposto de Renda Retido na Fonte – R$ 78.262.088,34), 14 (IR Retido na Fonte por Órgão Público – R$ 1.196.366,32), 15 (IR Inc. s/Mercado de Renda Variável – R$ 412.173,88) e 16 (IR Mensal Pago por Estimativa – R$ 54.334.022,53). (b) O direito ao crédito relativo ao Imposto de Renda Mensal pago por Estimativa Efeitos da Cisão ocorrida na empresa (R$ 54.334.022,53). Tratase, aqui, do valor que consta da linha 16 da Ficha 12A da DIPJ referente ao anocalendário 2002. Sustenta a recorrente que esse valor corresponde ao somatório das estimativas apuradas nos meses de fevereiro, março e abril de 2002, as quais teriam sido quitadas mediante compensação com saldos negativos de IRPJ dos anosbase 2000 e 2001, sendo ainda que parte do saldo negativo de 2000 teria sido formado a partir do saldo negativo de IRPJ de 1999. A interessada rememora aspectos referentes à cisão parcial ocorrida em janeiro de 2001, a qual, inclusive, foi objeto de diligência no presente processo. Combate o entendimento do acórdão recorrido, de que o saldo negativo de IRPJ dos anos de 2000 e 2001 seria insuficiente para quitar as estimativas aqui tratadas no montante de R$ 54.334.022,53. No que toca à estimativa de fev/2002 (R$ 27.293.818,01), a recorrente reclama que o julgador a quo teria adotado, como se verdadeira e definitiva fosse, a conclusão preliminar nos autos dos processos administrativos n°s 11610.001436/200313, 11610.005.599/200367 e 11610.006901/200302. Sustenta que aqueles processos tratariam de matéria distinta deste e, ainda que assim não fosse, lá não haveria até o momento decisão administrativa definitiva. Quanto às estimativas de mar/2002 e abr/2002 (respectivamente R$ 17.104.909,90 e R$ 9.935.294,62), reclama que o acórdão recorrido teria aceitado a extinção dessas estimativas mas, contraditoriamente, ao final teria recusado integralmente a rubrica correspondente ao imposto pago por estimativa. Fl. 1545DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.546 12 A interessada conclui com o pedido de reconhecimento do crédito referente ao imposto de renda pago por estimativa nos meses de fevereiro, março e abril de 2002. (c) Crédito de IRRF – Aplicações financeiras de renda fixa e variável (R$ 78.262.088,34) Tratase, aqui, do valor que consta da linha 13 da Ficha 12A da DIPJ referente ao anocalendário 2002. A recorrente reclama que lhe teria sido negado o aproveitamento integral desse crédito, sob o argumento de que não teria comprovado o oferecimento à tributação dos rendimentos correspondentes. A interessada afirma que haveria, desta forma, indevida transferência do ônus da prova. O Fisco teria a possibilidade de realizar diligências junto ao contribuinte e às instituições financeiras, caso houvesse alguma dúvida quanto ao procedimento no cálculo do imposto. Ressalta que é empresa idônea e cumpridora da legislação tributária. Todos os seus ganhos poderiam ser identificados no campo “receitas” de sua DIPJ. Assim, a não homologação se teria baseado em meras presunções do Fisco. A recorrente acrescenta que a condição imposta ao contribuinte, beneficiário do crédito do IRRF, seria a apresentação do comprovante de retenção, emitido em seu nome pela fonte pagadora (art. 55 da Lei nº 7.450/85). No seu caso, todos os comprovantes estariam colacionados aos autos. Colaciona jurisprudência administrativa em favor de sua tese. Conclui com o pedido de aproveitamento integral do imposto de renda retido na fonte, conforme consta de sua DIPJ. (d) Credito de IRRF Serviços de telecomunicações prestados a órgãos públicos (R$ 1.196.366,32) Tratase, aqui, do valor que consta da linha 14 da Ficha 12A da DIPJ referente ao anocalendário 2002. A recorrente historia a sistemática do imposto de renda retido por órgãos públicos, e sintetiza seus procedimentos da seguinte forma: 79. Feitos tais esclarecimentos sobre a sistemática do IRRF retido por órgãos públicos, a Recorrente ressalta que, no ano de 2007, verificou que, por equivoco, não havia se aproveitado de créditos de IRRF retidos por órgãos públicos do ano calendário de 2002, conforme comprova a planilha já anexada aos autos, que indica, um a um, todos os órgãos públicos que tomaram serviços de telecomunicações da Recorrente no período. 80. Por conta disso, a Recorrente, em 18.12.2007, efetuou a retificação da DIPJ do ano de 2003, para o fim de que fosse incluído o crédito de IRRF retido por órgãos públicos no valor de R$ 1.196.366,32. Ato continuo, em 27.12.2007, a Recorrente apresentou o PER/DCOMP n° 17037.09325.271207.1.3.027770, para o imediato aproveitamento desse credito. A interessada combate o entendimento do acórdão recorrido, que negou o aproveitamento do crédito sob a alegação de que não restaria comprovado o oferecimento dos rendimentos correspondentes à tributação. Repisa os argumentos sintetizados no item anterior e conclui com o pedido de reconhecimento da origem e validade dos créditos de IRRF retidos Fl. 1546DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.547 13 por órgãos públicos e, por conseguinte, a homologação da compensação objeto do PER/DCOMP n° 17037.09325.271207.1.3.027770. (e) Credito de IRPJ Renda Variável (R$ 412.173,88) Tratase, aqui, do valor que consta da linha 15 da Ficha 12A da DIPJ referente ao anocalendário 2002. A recorrente busca esclarecer que o valor aqui discutido teve origem na venda de ações sujeitas à tributação prevista no art. 774, inciso III, do Decreto nº 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99). As ações teriam sido recebidas como resultado do investimento anterior de parte de seu imposto de renda no FINOR. No momento da alienação, a recorrente teria imediatamente tributado o ganho de capital, fazendo o recolhimento do imposto aqui tratado. No entanto, posteriormente teria percebido que o mencionado artigo do RIR/99 não obrigava à tributação imediata, pelo que o valor recolhido o teria sido indevidamente. Entende que o PER/DCOMP apresentado para aproveitamento desse valor teria cumprido estritamente a legislação. A recorrente reclama que, também aqui, o acórdão recorrido teria deixado de reconhecer seu direito ao argumento de que não restaria comprovado o oferecimento à tributação do rendimento obtido com a alienação das ações. Mais uma vez, reclama da transferência do ônus da prova, e pede o reconhecimento de seu direito creditório. (f) Credito de IRRF Juros sobre Capital Próprio/Dividendos A recorrente afirma que nunca teria utilizado o suposto crédito de IRRF, no valor de R$ 349.042,15, incidente sobre juros sobre capital próprio, e que a menção a ele no acórdão recorrido seria mais uma prova da total incoerência e carência de fundamentação lógica daquele aresto. O acórdão combatido sequer se teria pronunciado sobre essa matéria. A interessada reitera o pedido de que qualquer discussão referente a esse crédito seja imediatamente excluída dos presentes autos. É o Relatório. Voto Conselheiro Waldir Veiga Rocha, Relator Ao examinar os processos relacionados a este, em particular o processo 11610.001436/200313, encontrei a Resolução nº 1401000.242, de 12 de junho de 2013, à fl. 1420 daquele processo. Aquele colegiado resolveu avocar o presente processo (nº 13807.003136/200470) para julgamento conjunto com aquele (nº 11610.001436/200313), sob Fl. 1547DF CARF MF Processo nº 13807.003136/200470 Acórdão n.º 1302001.476 S1C3T2 Fl. 1.548 14 a relatoria do eminente Conselheiro Alexandre Antonio Alkmin Teixeira. Por clareza, reproduzo abaixo o teor da resolução: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para avocar o processo nº 13807.0031362004/70, para serem julgados conjuntamente em função de conexão. O presente processo foi distribuído a este relator em 13/02/2014, data posterior à resolução da 1ª TO da 4ª Câmara, sendo certo que somente foi submetido a sorteio em face da demora no cumprimento daquela resolução. Aquele colegiado conheceu antes da matéria, ficando prevento. Por todo o exposto, voto por declinar da competência de julgamento do presente processo para a 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento do CARF, devendo o presente processo nº 13807.003136/200470 ser devolvido para distribuição, independentemente de sorteio, para o Conselheiro Alexandre Antonio Alkmin Teixeira, para julgamento conjunto com o processo nº 11610.001436/200313. (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha Fl. 1548DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001455/92-53
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Apr 10 00:00:00 UTC 2000
Ementa: IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. FALTA DE GUIA DE IMPORTAÇÃO - Subfaturamento não caracterizado. Descumprimento dos requisitos exigidos pelo Acordo de Valoração Aduaneira. Importação realizada
sem cobertura de GI. Aplicação de penalidade prevista no art. 526, H, do Regulamento Aduaneiro.
RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
Numero da decisão: CSRF/03-03.086
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por
unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Henrique Prado Megda
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MINISTÉRIO DA FAZENDA -.2 CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS k ? TERCEIRA TURMA PROCESSO N° : 10711.001455/92-53 RECURSO N° : RD/303-0.220 RECORRENTE : AJIEX COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA RECORRIDA : 3a CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA : FAZENDA NACIONAL SESSÃO : 10 DE ABRIL DE 2000 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-03.086 IMPORTAÇÃO. VALOR ADUANEIRO. FALTA DE GUIA DE IMPORTAÇÃO - Subfaturamento não caracterizado. Descumprimento dos requisitos exigidos pelo Acordo de Valoração Aduaneira. Importação realizada sem cobertura de GI. Aplicação de penalidade prevista no art. 526, H, do Regulamento Aduaneiro. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AJTEX COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. P n ISON PE PRESIDEN HENRIQUE iRADO MEGDA RELATOR FORMALIZADO EM: 3 \J Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES/ JOÃO HOLANDA COSTA E NILTON LUIZ BARTOLI. smnic/3 / L) L., v PROCESSO N° : 10711.001455/92-53 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-03.086 RECORRENTE : AJIEX COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA INTERESSADA : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO Com o Acórdão 303-28.024, de 20/09/94, a douta Terceira Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário interposto por AJIEX COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LIDA, por entender exigível a diferença de impostos e aplicáveis as multas dos art. 526, II e III do Regulamento Aduaneiro e 364, II do TUPI, no caso de importação de automóveis com valor aduaneiro adulterado para menor, conforme apurado pelo DECEX, e sem Guia de Importação. Inconformada com a decisão da Câmara, a empresa, após cientificada e com guarda de prazo, dirige-se a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais, argüindo, para admissibilidade do recurso, existir divergência com relação ao entendimento manifestado pela E. Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, decidindo sobre a mesma matéria, , conforme Acórdãos 302-32.633, de 07/05/93 e 302-32.358, de 24/07/92, e, quanto ao mérito, após expor os fatos e a legislação aplicável e proceder a detalhada análise dos acórdãos divergentes, concluiu pela necessidade de revisão da decisão atacada por ter se baseado numa publicação que não tem força normativa a ponto de caracterizar a figura do subfaturamento. Entendendo configurada a divergência apontada pela recorrente e satisfeitos os demais pressupostos legais de admissibilidade, o sr. Presidente da E. Terceira Câmara acolheu o recurso interposto encaminhando os autos a ci.. Procuradoria da Fazenda Nacional que ofertou suas contra-razões arguindo, em suma: Ocorre que nos acórdãos da Segunda Câmara, as faturas dos bens importados fizeram jus à presunção de legitimidade das mesmas, ao passo que no presente processo tomou- se clara a má-fé do contribuinte ao adulterar as faturas que serviram para comprovar o valor da 2 1 \‘') , PROCESSO N° : 10711.001455/92-53 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-03. 086 operação, as quais mostravam total incongruência entre os números de série e as datas de suas emissões. Este procedimento por parte da recorrente restou comprovado nos autos, inclusive porque os valores constantes das citadas faturas demonstraram ser altamente discrepantes dos apurados pelo DECEX como normalmente praticados. Note-se que a empresa deixou de apresentar avaliação contraditória, evidenciando que os valores informados pelo DECEX são os mais adequados para os bens em questão. Assim sendo, procedeu corretamente a Terceira Câmara em negar provimento ao recurso da contribuinte, mantendo a autuação feita pela autoridade fiscal. É o relatório. 3 kiv PROCESSO N° 1071100145.5/92-53 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-03 086 VOTO CONSELHEIRO RELATOR HENRIQUE PRADO MEGDA Como relatado, o Auto de Infração que deu início ao processo foi lavrado por ter-se constatado importação de veículos sem a necessária GI e com valor aduaneiro adulterado para menor, de acordo com o que foi apurado pelo Departamento de Comércio Exterior - DECEX, do então MEFP, e, consequentemente, tendo sido pagos, também a menor os impostos devidos Neste sentido, na verdade, os oficios do DECEX que constam dos autos oferecem infot Inação do tipo "a cotação, à época, girava ao redor de US$ 17 000,00 se se levar em conta os dados constantes da referida declaração" (fis. 27), ou "os parâmetros médios de preço, vigentes á época, sopesados os dados fornecidos pelas referidas declarações ... "(fls. 56), etc Cumpre observar que, já na impugnação (fis. 136 a 148), calcada nas disposições do art.. 1 do Acordo de Valoração Aduaneira promulgado pelo Decreto 92.930/86, o contribuinte atacou o AI por ter sido lavrado. De forma hermética e unilateral, enunciados os pretendidos créditos tributários (Tributos e Multas), em UFIR, baseados sobre um arbitrado valor do bem CIF. Sendo a D I correspondente e o valor do bem (elementos básicos), estabelecidos FOB em dólar (US$), e inexistindo qualquer demonstrativo da conversão, data, câmbio e valoração atribuída nos anexos, a pesquisa do próprio cerne do auto (valoração aduaneira arbitrada), transforma-se em matéria complexa e de caráter quase adivinhatório por não ter explicitado a valoração FOB/US$ pretendida pela Fiscalização À mingua de tais elementos vê-se a impugnante na impotência de desconhecer os efetivos valores de discordância e sua base de motivação. 3 PROCESSO N° : 10711 001455/92-53 ACÓRDÃO N° C SRF/03-03 086 Ante tal pano de fundo e após inúmeras tentativas de cálculos, (quase adivinhatórios), supõe-se que a opção fazendária foi de utilização do conhecido Black Book, elemento sabidamente inadequado. Eis que o aludido Black Book representa um catálago de preços de mercadoria estrangeira em seu país de origem, identificando somente uma referência de preço, sem força de imposição e tendo seus preços alterados na prática do comércio, conforme a própria lei da oferta e da procura, desejo de ampliar mercado e outros fatores inerentes a todas as atividades comerciais Destarte não demonstrada a forma de valoração utilizada, (e inclusive também com o desrespeito ao item 03 do artigo 2°, atribuir o valor mais baixo dos encontrados), é de se notar que a valoração fazendária não é compatível com a realidade efetiva, viciando o auto e determinando sua improcedência. De fato, a decisão de primeiro grau que julgou procedente, em parte, a ação fiscal, encontra-se fundada nas informações contidas nos oficios do DECEX referentes aos valores praticados à época dos registros das Declarações de Importação, discrepantes dos valores declarados, entendendo caracterizado nítido subfaturamento no preço dos automóveis importados, e considerando, ainda, que, sempre que forem omissos ou não mereçam fé as declarações ou documentos apresentados pelo importador, o valor ou o preço dos bens importados poderá ser arbitrado pela autoridade fiscal, mediante processo regular, nos termos do art 93 do Regulamento Aduaneiro, e que, no presente caso, não pode ser aplicado o primeiro método de valoração. O sujeito passivo expressa sua inconformidade, na peça recursal, afirmando que: No presente caso houve a prevalência do arbítrio contra a determinação legal posto que o arremedo de processo arguido na consideranda, em suas próprias palavras limitou-se a troca de oficios com o DECEX, ausentes tanto a troca de informações como contraditório; mas, ao contrário, o uso de posicionamento errôneo, omisso e arbitrário que cumpre ser reparado. É de se notar ainda que o art. 11 do Decreto-lei 92.930 prevê que ocorrendo divergência sobre valoração deverá existir direito a recurso sem imposição de penalidade, o que novamente foi desrespeitado Eis que a decisão de 1' instância manteve ilegítima ação da autoridade fiscal que, no caso específico, baseou-se no Black Book que diz ser de uso 5 tIv PROCESSO N° 107110014.55192-53 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 086 obrigatório no comércio importador e reiterou tão canhestra fala na réplica à impugnação Nesta sequência de ilicitudes, coonestada pela 1 instância, sem troca de informações com o importador, sem processo regular, sem o contraditório, sem direito a recurso livre de penalidade arbitrou novo valor tentando lastrear-se nas vagas informações do DECEX que padecem de precisão e indicação da base sobre a qual foram estabelecidas É oportuno lembrar que o art. 20 do Decreto 92.930/86 determina que mesmo no caso de cabimento de nova valorização esta só pode ser obtida através da análise de transações de mercadorias idênticas, no mesmo nível comercial e na mesma quantidade, ou pelo menos, mercadorias idênticas em nível comercial e quantidades diferentes de forma a obter a evidência comprovada que demonstrasse ser o ajuste razoável e exato; o que foi inteiramente desprezado pelos autuantes ejulgadores Assim, ao arrepio de todas as determinações legais não pode prevalecer a pretensão de adotar-se o segundo método de valoração e fazendo-o ainda de forma campenga na qual, em rápida leitura do black book chegou-se ao cúmulo de utilizar o valor de varejo„ (RETAIL). Ora, é sabido que o Black Book representa na verdade, como catálogo de preços de mercadorias importadas, somente um preço médio, que sofre variações dadas as circunstâncias específicas comerciais de cada caso. No caso especifico não se pode perder de vista que a operação possui características especiais tanto pelo ângulo do produto em si, (caros) como do mercado, altamente competidor. Em tais circunstâncias é de se notar que tendo sido realizada a operação na metade do ano, (junho), o produto já sofrera a desvalorização inerente ao fato de que, não constituía mais um "lançamento", ao contrário, já era produto de escoação necessária posto que 6 ) (= V PROCESSO N° . 10711.001455/92-53 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 086 novos modelos já estão prestes a serem colocados no mercado nos salões de automóveis que se realizam nos meses de setembro. É de se notar que nesta época do ano, em condições normais, são promovidas verdadeiras liquidações para esvaziar os pátios das fábricas e evitar o fantasma de "encalhe" de veículos novos em modelos superados ou que não tiveram boa aceitação; porquanto os modelos novos já estão saindo da linha de montagem. Estas são ocorrências usuais no mercado de automóveis, o qual, além disto, não vivia em junho de 91, e nem vive agora um período normal de negócios. É genérico o conhecimento de que a indústria automobilística mundial vive uma crise sem precedentes, e engalfinha-se em guerrilha de preço a tal nível que os próprios Chefes de Estado chamam a si a tarefa de clamar à nação pela compra de carros de suas fábricas, visando evitar o desemprego. Por seu turno, o r. Acórdão recorrido manteve a exigência fiscal, basicamente, por entender que a administração solicitou apresentação de lista de preços e outros documentos, que não foram fornecidos pelo contribuinte, e que o primeiro método de valoração deixou de ser aplicado uma vez que os valores declarados, altamente discrepantes dos apurados pelo DECEX, baseados em publicações especializadas, não eram merecedores de fé, e, além disso, observa-se total incongruência entre os números das faturas que serviram para provar o valor da operação e as datas de sua emissão A recorrente volta a insistir que os métodos de valoração devem ser utilizados, rigorosamente, na ordem estabelecida, ou seja, quando o valor aduaneiro não puder ser determinado com base no primeiro método, deverá ser buscado o segundo método e assim sucessivamente e que, no presente caso, não ocorreu qualquer das condições excludentes da aceitação do valor de transação como valor aduaneiro das mercadorias importadas, devendo mesmo ser aplicado o primeiro método, como ela corretamente o fez // 7 . I I TI)/ ; PROCESSO 1\1° 1071100145.5/92-53 ACÓRDÃO N° CSRF/03-03 086 Na verdade, do exame atento das peças constantes dos autos, verifica-se que o fisco pretende que o preço declarado pelo contribuinte, com base na fatura comercial, de cuja alegado adulteração inexiste prova nos autos, não tendo sido explicitado na peça inaugural e nem sequer apreciada em primeiro grau administrativo, esteja subfaturado se comparado com os preços informados pela CACEX, discrepância que a autuada justifica em virtude da efetiva atuação das forças do mercado concorrencial, da sazonalidade e das tipicidades do mercado automobilístico. No entanto, o simples exame do texto do Acordo Sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral Sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio — GATT, em seu art. 1°, joga por terra a pretensão do fisco, ao estabelecer que o "valor de transação" é, sem dúvida alguma, a base inicial e fundamental da valoração aduaneira (verbis): "Art. 1 - O valor aduaneiro de mercadorias importadas será o valor de transação, isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias, em uma venda para exportação para o país de importação, ajustado de acordo com as disposições do artigo 8°, desde que Este, portanto, é o elemento fundamental que deve ser perseguido pelo Fisco, na apuração dos cálculos do tributo, seja quando da conferência inicial ou na revisão aduaneira, devendo-se, por oportuno, relembrar que os arts. 2° a 7° do referido Acordo indicam outros métodos de apuração do valor aduaneiro se, e somente se, tal valor não puder ser determinado segundo as disposições do art.. 1° antes indicado, não constando, efetivamente, a indicação da utilização de publicações especializadas ou informações de valores médios ou usuais, produzidos por repartições governamentais ou privadas, como os que foram adotados pelo autuante. Sendo esta, na realidade, a única base da acusação, mantendo a necessária coerência com os meus posicionamentos anteriores, julgando a mesma matéria, redimi° meu entendimento de que a empresa não pode ser condenado com base em meros indícios, fazendo- se necessário a reunião de todos os elementos inerentes á definição do subfaturamento, sobretudo o seu resultado Como, efetivamente, nada existe de consistente no processo que comprove, cabalmente, a ocorrência de subfaturamento, que não pode ser presumido, devendo estar 8 / í PROCESSO 1\1° 10711 001455/92-53 ACÓRDÀ0 N° CSRF/03-03 086 satisfatória e concretamente comprovado no processo, com elementos hábeis e idôneos, entendirnendo este já manifestado inúmeras vezes por esta CSRF, o r Acórdão recorrido não pode ser mantido. Do exposto, dou provimento ao recurso especial tempestivamente interposto, exonerando o contribuinte do recolhimento do crédito tributário exigido Sala das Sessões, 10 de Abril de 2000 11ÈSTRIQUE -MAW MEGDA 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.987772/2012-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 22 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Oct 26 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008
DIREITO DE DEFESA - AVALIAÇÃO CONCRETA
Alegações genéricas de violação do direito de defesa, sem respaldo concreto nas decisões e despachos decisórios atacados, não dão azo à anulação dessas manifestações administrativas. Ainda que o despacho decisório fosse nulo, o reconhecimento da nulidade não ensejaria a homologação da compensação sem a apreciação de mérito.
Numero da decisão: 1401-001.954
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Goncalves (Presidente), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Jose Roberto Adelino da Silva, Abel Nunes de Oliveira Neto, Livia De Carli Germano, Daniel Ribeiro Silva, Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 DIREITO DE DEFESA AVALIAÇÃO CONCRETA Alegações genéricas de violação do direito de defesa, sem respaldo concreto nas decisões e despachos decisórios atacados, não dão azo à anulação dessas manifestações administrativas. Ainda que o despacho decisório fosse nulo, o reconhecimento da nulidade não ensejaria a homologação da compensação sem a apreciação de mérito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Goncalves (Presidente), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Jose Roberto Adelino da Silva, Abel Nunes de Oliveira Neto, Livia De Carli Germano, Daniel Ribeiro Silva, Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 98 77 72 /2 01 2- 87 Fl. 59DF CARF MF Processo nº 10880.987772/201287 Acórdão n.º 1401001.954 S1C4T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia de Julgamento que indeferiu manifestação de inconformidade apresentada contra despacho não homologatório de compensação declarada. No referido recurso, o contribuinte alega que a decisão recorrida: 1) não considerou os princípios constitucionais da motivação e da ampla defesa, o que impediu o particular de apresentar defesa e de demonstrar a existência do crédito; 2) o princípio da motivação foi violado, uma vez que a autoridade indeferiu a homologação da compensação sob o fundamento de inexistência do crédito, sem qualquer outro esclarecimento, enquanto a decisão de primeiro grau aduziu que havia fundamentação fazendo menção genérica a artigos genéricos da legislação tributária; 3) essas decisões impediram a recorrente de apresentar uma defesa concreta. Com base nesses fundamentos, o recorrente pede a nulidade do despacho decisório e a homologação da compensação. É o relatório do essencial. Voto Conselheiro Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1401001.937, de 22.06.2017, proferido no julgamento do Processo nº 10880.658691/201272. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1401001.937): Evidentemente, os princípios constitucionais concretizadores do devido processo legal, como a fundamentação dos atos e decisões, a ampla defesa e o contraditório, devem ser atendidos também nos processos administrativos. Os particulares devem ser capazes de identificar as razões que motivaram as prescrições veiculadas nas manifestações das autoridades administrativas que se refiram a seus direitos. Nesse sentido, diferentemente do alegado pela recorrente, tanto o despacho decisório, quanto à decisão de primeira instância ofereceram com especificidade os elementos aptos ao particular Fl. 60DF CARF MF Processo nº 10880.987772/201287 Acórdão n.º 1401001.954 S1C4T1 Fl. 4 3 identificar com precisão as razões concretas para não ter a compensação homologada. Em primeiro lugar, a Delegacia de Julgamento não fundamenta a sua decisão com base em menção genérica a dispositivos legais. Pelo contrário, sua análise é fática e específica. A decisão recorrida aponta de forma minuciosa as razões de fato que ensejaram o despacho decisório denegatório da homologação, as quais, com efeito, constam do referido despacho. Para haver compensação, é necessário o reconhecimento do indébito tributário, o qual, uma vez indeferido, corresponde ao próprio fundamento da não homologação. Claro que o indeferimento do crédito ao qual o contribuinte considera fazer jus também deve ser motivado, mas foi e em quadro próprio que compõe o despacho decisório atacado. O despacho decisório são se restringiu, diferentemente do alegado pelo recorrente, a apontar genericamente a inexistência do indébito. Em quadro próprio, apresenta as razões fáticas para o não reconhecimento do crédito alegado. Já a Delegacia de Julgamento discorre com minúcias acerca dessas razões fáticas. Reiteramos: sua decisão acerca da motivação do despacho decisório não se restringiu a alegações genéricas calcadas em dispositivos da legislação tributário, como indevidamente o recorrente afirma em sua peça recursal. Tal estratégia é que pode ser imputada ao contribuinte, pois, ao revés de buscar demonstrar concretamente o seu direito creditório, apegase exclusivamente, tanto na manifestação de inconformidade, quanto no recurso voluntário, na tentativa de anular os atos decisórios administrativos e na esperança de que uma decisão desse jaez tivesse também a consequência de homologar as compensações declaradas. Claro que nem um, nem o outro pedido pode ser deferido. Não podemos deixar de consignar que cabe ao particular comprovar o seu direito de crédito contra o Fisco, o que poderia ter sido realizado, em face do princípio da eventualidade, até em sede recursal. Afinal, a nulidade da despacho decisório, diferentemente do pretendido pelo recorrente, não pode ter por efeitos imediatos o reconhecimento do indébito tributário. A consequência natural é a necessidade de refazer os atos nulos, o que pode ser superada com o provimento de mérito a favor do particular, nos termos do art. 59, § 3º, do Decreto nº 70.235/72: § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. Nada obstante, o contribuinte postouse numa cômoda, mas absolutamente indevida, condição de tecer alegações genéricas Fl. 61DF CARF MF Processo nº 10880.987772/201287 Acórdão n.º 1401001.954 S1C4T1 Fl. 5 4 contra o despacho decisório sem envidar qualquer esforço concreto para demonstrar, no mérito, o seu direito de crédito contra o Fazenda Pública. É importante reiterar. Ainda que considerássemos nulo o despacho decisório e, conseguintemente, a decisão da Delegacia de Julgamento, tal nulidade não acarretaria o reconhecimento de indébito tributário e, conseguintemente, a homologação da compensação pretendida. Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Fl. 62DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15469.000384/2007-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 04 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Dec 08 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS
As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica.
JUROS SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais
Numero da decisão: 2301-005.162
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer do recurso voluntário e negar-lhe provimento, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
João Bellini Junior - Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Evaristo Pinto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrea Brose Adolfo, Alexandre Evaristo Pinto, João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Thiago Duca Amoni e João Bellini Junior.
Nome do relator: ALEXANDRE EVARISTO PINTO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica. JUROS SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer do recurso voluntário e negar-lhe provimento, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) João Bellini Junior - Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrea Brose Adolfo, Alexandre Evaristo Pinto, João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Thiago Duca Amoni e João Bellini Junior.
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JUROS SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer do recurso voluntário e negarlhe provimento, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) João Bellini Junior Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 46 9. 00 03 84 /2 00 7- 15 Fl. 90DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrea Brose Adolfo, Alexandre Evaristo Pinto, João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Thiago Duca Amoni e João Bellini Junior. Relatório Tratase de recurso voluntário em face do Acórdão 1329.906, de 23/06/2010, (fls. 40 a 46). No lançamento, relativo ao anocalendário 2003 (fls. 8 a 12), foi apurada omissão de rendimentos de R$ 15.201,88 decorrente de rendimentos recebidos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Na impugnação (fls. 4 a 6), a ora recorrente insurgiuse contra o lançamento, alegando que a declaração retificadora foi apresentada para excluir rendimentos isentos, com fundamento no inciso III do artigo 1º da Lei 8.852/94, o qual enumeraria hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto sobre a renda de pessoa física A DRJ julgou a impugnação improcedente, e o acórdão recorrido recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica DECLARAÇÃO RETIFICADA. A Declaração de Ajuste Anual retificadora tem a mesma natureza da Declaração original, substituindoa integralmente, sendo correto o lançamento que a teve como objeto. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS NOTIFICAÇÃO. PERDA DA ESPONTANEIDADE Ao contribuinte regularmente cientificado do início do procedimento fiscal bem como notificado do lançamento fiscal, é vedado alterar a declaração com intuito de diminuir o valor a pagar de imposto e acréscimos legais, posto que está excluída a sua espontaneidade. Impugnação Improcedente. Fl. 91DF CARF MF Processo nº 15469.000384/200715 Acórdão n.º 2301005.162 S2C3T1 Fl. 3 3 Contra a decisão, o recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 55 a 58) reiterando os argumentos apresentados na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Evaristo Pinto Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Tal qual exposto no Acórdão recorrido, o artigo 3º, §1º, da Lei 7.713/88 dispõe que o imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos (renda), os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos artigos 9º a 14 da referida lei. O artigo 3º, §4º, da Lei 7.713/88 estabelece ainda que a tributação pelo imposto de renda independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. O artigo 6º da Lei 7.713/88 traz as hipóteses de isenção do imposto de renda, sendo que não há previsão na referida disposição normativa sobre a isenção dos rendimentos recebidos pelo Recorrente. Cumpre destacar que a Lei 8.852/94 dispõe sobre a aplicação dos artigos 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º da Constituição Federal, no entanto, tal lei não estabelece isenções do imposto de renda. Dessa forma, o artigo 1° da Lei 8.852/94 define meramente aquilo que seja vencimento básico, vencimentos e remuneração para aplicação dos seus dispositivos, não outorgando isenção ou enumerando hipóteses de não incidência de imposto de renda. Nessa linha, é importante destacar o texto da Súmula CARF nº 68, que assim dispõe: Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Por fim, considerando que houve insuficiência do pagamento do imposto de renda, uma vez que não há como considerar os rendimentos previstos no artigo 1º da Lei 8.852/94 como isentos, haverá incidência de multa e juros sobre o valor do imposto de renda não recolhido. No tocante aos juros, cumpre citar inclusive a Súmula CARF nº 4, “in verbis”: Fl. 92DF CARF MF 4 Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Com base no exposto, voto por conhecer do recurso voluntário e negarlhe provimento. Alexandre Evaristo Pinto Relator Fl. 93DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10845.000184/2006-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Jan 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/2005 a 31/12/2005
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DE SOCIEDADES COOPERATIVAS. COOPERATIVA AGROPECUÁRIA.
Insumos adquiridos de cooperativas agropecuárias geram direito ao crédito integral na apuração do PIS e da Cofins no regime não cumulativo, nos termos da legislação de regência.
REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DA COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). GLOSA.
Os valores referentes a insumos adquiridos da CONAB não geram créditos para o adquirente no regime não cumulativo.
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS JURÍDICAS INAPTAS, BAIXADAS OU SUSPENSAS. GLOSA INDEVIDA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DA RECORRENTE.
Não restando comprovada a participação da Contribuinte na criação de pessoas jurídicas de fachada, tampouco a existência ou indícios de má-fé na aquisição dos insumos, ilegítima a glosa dos créditos.
Numero da decisão: 3201-003.203
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar parcial provimento para admitir os créditos referentes as operações com cooperativa. Por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Leonardo Vinicius Toledo de Andrade (relator) e Paulo Roberto Duarte Moreira, dar parcial provimento para afastar as glosas referentes as aquisições de pessoas jurídicas. Designado para o voto vencedor na parte referente as aquisições de pessoas jurídicas, a Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário. Fez sustentação oral o patrono do contribuinte, Dr. Rogério do Amaral Silva Miranda de Carvalho, OAB-SP 120.627, escritório Miranda de Carvalho e Grubman Advogados Associados.
Winderley Morais Pereira - Presidente.
Leonardo Vinicius Toledo de Andrade - Relator.
Tatiana Josefovicz Belisário - Redatora Designada
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
Nome do relator: LEONARDO VINICIUS TOLEDO DE ANDRADE
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/12/2005 a 31/12/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DE SOCIEDADES COOPERATIVAS. COOPERATIVA AGROPECUÁRIA. Insumos adquiridos de cooperativas agropecuárias geram direito ao crédito integral na apuração do PIS e da Cofins no regime não cumulativo, nos termos da legislação de regência. REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DA COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). GLOSA. Os valores referentes a insumos adquiridos da CONAB não geram créditos para o adquirente no regime não cumulativo. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS JURÍDICAS INAPTAS, BAIXADAS OU SUSPENSAS. GLOSA INDEVIDA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DA RECORRENTE. Não restando comprovada a participação da Contribuinte na criação de pessoas jurídicas de fachada, tampouco a existência ou indícios de má-fé na aquisição dos insumos, ilegítima a glosa dos créditos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar parcial provimento para admitir os créditos referentes as operações com cooperativa. Por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Leonardo Vinicius Toledo de Andrade (relator) e Paulo Roberto Duarte Moreira, dar parcial provimento para afastar as glosas referentes as aquisições de pessoas jurídicas. Designado para o voto vencedor na parte referente as aquisições de pessoas jurídicas, a Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário. Fez sustentação oral o patrono do contribuinte, Dr. Rogério do Amaral Silva Miranda de Carvalho, OAB-SP 120.627, escritório Miranda de Carvalho e Grubman Advogados Associados. Winderley Morais Pereira - Presidente. Leonardo Vinicius Toledo de Andrade - Relator. Tatiana Josefovicz Belisário - Redatora Designada Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
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Não cumulatividade. Créditos Recorrente VOLCAFÉ LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2005 a 31/12/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DE SOCIEDADES COOPERATIVAS. COOPERATIVA AGROPECUÁRIA. Insumos adquiridos de cooperativas agropecuárias geram direito ao crédito integral na apuração do PIS e da Cofins no regime não cumulativo, nos termos da legislação de regência. REGIME NÃOCUMULATIVO. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DA COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). GLOSA. Os valores referentes a insumos adquiridos da CONAB não geram créditos para o adquirente no regime não cumulativo. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS JURÍDICAS INAPTAS, BAIXADAS OU SUSPENSAS. GLOSA INDEVIDA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DA RECORRENTE. Não restando comprovada a participação da Contribuinte na criação de pessoas jurídicas de fachada, tampouco a existência ou indícios de máfé na aquisição dos insumos, ilegítima a glosa dos créditos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos dar parcial provimento para admitir os créditos referentes as operações com cooperativa. Por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Leonardo Vinicius Toledo de Andrade (relator) e Paulo Roberto Duarte Moreira, dar parcial provimento para afastar as glosas referentes as aquisições de pessoas jurídicas. Designado para o voto vencedor na parte referente as aquisições de pessoas jurídicas, a Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário. Fez sustentação oral o patrono do AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 5. 00 01 84 /2 00 6- 23 Fl. 1430DF CARF MF 2 contribuinte, Dr. Rogério do Amaral Silva Miranda de Carvalho, OABSP 120.627, escritório Miranda de Carvalho e Grubman Advogados Associados. Winderley Morais Pereira Presidente. Leonardo Vinicius Toledo de Andrade Relator. Tatiana Josefovicz Belisário Redatora Designada Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Relatório Por retratar com fidelidade os fatos, adoto, com os devidos acréscimos, o relatório produzido em primeira instância, o qual está consignado nos seguintes termos: "Tratase de declaração de compensação de fls. 3 (referência à numeração da versão digitalizada dos autos – eprocesso), apresentada em 30/01/2006, com aproveitamento de crédito da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins Mercado Externo, nos termos do §1º do art. 6º da Lei nº 10.833, de 2003, apurado em dezembro de 2005, no montante de R$ 212.842,98 (fls. 5). A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Santos abriu procedimento para averiguação do alegado direito de crédito. O resultado do procedimento consta da Informação Fiscal de fl. 37: [...] em cumprimento ao determinado no MPF 2007003418, temos a relatar o quanto segue: O processo em tela referese a Declaração de Compensação elaborada pelo contribuinte, que pretende utilizarse de crédito no montante de R$ 212.842,98 para compensação com o débito de R$ 191.923,34, apurado em 2005. A ação fiscal teve início em 15/10/2007, conforme termo lavrado do qual o contribuinte tomou ciência em 17/10/2007; posteriormente, foi ele reintimado conforme termo de 17/12/2007, com ciência na mesma data; finalmente, em Fl. 1431DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.431 3 20/12/2007, requereu a prorrogação de prazo para atender plenamente o Fisco, o que não ocorreu. [...] De fato. Embora o contribuinte encontrese com os livros comerciais e fiscais escriturados, não identificou (nem o demonstrou) os valores componentes do cálculo por ele efetuado e que resultou no crédito pleiteado, bem como não identificou quais os valores do período mencionado, e os de seus respectivos saldos inicial e final. Em síntese, não apresentou demonstrativo analítico dos valores que resultaram no total indicado como crédito; no mesmo sentido quanto ao débito objeto de compensação. Exerce o contribuinte o seu pretenso direito à compensação de seu suposto crédito, mas, “conditio sine qua non”, não o demonstra; inviabiliza, assim, qualquer verificação dos valores componentes de tal crédito com os lançamentos contábeis e respectivos documentos fiscais nos quais se fundamenta. Por meio do Despacho Decisório de fls. 51/79 a DRF em Santos não homologou a compensação com base na falta de comprovação dos créditos. Cientificada do despacho decisório em 25/4/2008, em 21/5/2008 a interessada apresentou manifestação de inconformidade às fls. 89/117, acompanhada dos documentos de fls seguintes. Inicialmente, a interessada requereu a análise conjunta dos processos administrativos nº 10845.000186/200612, 10845.000184/200623, 10845.000398/200608, 10841.000399/200644, 10845.000524/200535, 10845.000525/200580, 10845.001219/200561, 10845.001220/200595, 10845.003161/200590, 10845.003162/200534, 10845.003414/200535, 10845.003415/200570, 10845.003528/200494, por serem objetos da mesma ação fiscal. Na sequência, a empresa circunscreveu o seu objeto social e apresenta o que chamou de histórico da lide, comentando as etapas seguidas pela fiscalização, detalhando os documentos que foram entregues à auditoria no curso dos trabalhos e questionando a incoerência na afirmação que encerra o procedimento quanto à falta de documentação que suportasse o crédito objeto da Declaração de Compensação, dado que a documentação sempre teria sido disponibilizada às autoridades fiscais. Posteriormente à apresentação da manifestação de inconformidade a contribuinte voltou aos autos. Primeiramente, para juntar relatório elaborado por empresa de independente de auditoria fls. 637/708 acerca do aproveitamento em DCOMPs de créditos de PIS e de Cofins. Depois, 05/05/2011, novamente compareceu a contribuinte aos autos solicitando a juntada de cópia de acórdãos formalizados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais nos autos dos processos administrativos 10845.000524/200535, 10845.000525/200580, Fl. 1432DF CARF MF 4 10845.001219/200561, 10845.001220/200595, 10845.003161/200590, 10845.003162/200534, 10845.003414/200535, 10845.003415/200570, 10845.003528/200494, (fls. 720/856), nos quais se determinou a baixa daqueles autos em procedimento de diligência. Complementou a contribuinte na oportunidade que: Por ser o presente processo oriundo do mesmo procedimento fiscal que os apreciados pelo Conselho e já estando estes em Fiscalização pela Autoridade competente, pede a Impugnante seja proferida idêntica decisão nestes autos, convertendo igualmente o julgamento em diligência e para fins de aproveitamento do mesmo trabalho de fiscalização. Encaminhados os autos para julgamento, esta 3º Turma, conforme Resolução nº 3.882, de 12 de março de 2012 (fls. 858/865), converteu o julgamento em diligência a fim de que, em relação à compensação tratada nos presentes autos, se adotasse a mesma cautela que orientou a posição do CARF no julgamento dos processos nº 10845.000524/200535, 10845.000525/2005 80, 10845.001219/20061, 10845.001220/200595, 10845.003161/200590, 10845.003162/200534, 10845.003414/200535, 10845.003415/200570, 10845.003528/200494, cujos acórdãos foram incluídos nesses volumes. Nesse contexto, os autos foram baixados à unidade de jurisdição para que se esclarecesse o seguinte: 1) Especificamente, quais as razões do indeferimento inicial (se falta de apresentação de documentos ou se os livros não permitiam a apuração e, nesse último caso, se há alguma incompatibilidade em relação ao apurado na auditoria apresentada pela interessada). 2) Verificar se os seguintes problemas formais com as declarações de compensação eram sanáveis e se foram resolvidos: a) a adoção de conta contábil única para registro dos créditos de PIS e Cofins e a consequência de haver ocasionado compensações indevidas de PIS; b) compensação de débitos da Cofins utilizando créditos de PIS sem a elaboração de PER/DCOMP; c)compensações indevidas de PIS; sobre a falta de acréscimo de juros e multa de mora e a sua regularização; d) necessidade de retificação das declarações; sobre a apresentação de PER/DCOMP em formulário papel para os períodos de janeiro e fevereiro de 2006, em desacordo com a IN SRF º 598, de 2005; e) elaboração de "pedidos de ressarcimento informando os créditos relativos a um único mês e com valor correspondente ao debito compensado"; f) compensações não identificadas no livro Razão; g) apropriação indevida de despesas diversas para os períodos de dezembro de 2002 a janeiro de 2007 (PIS) e fevereiro de 2004 a janeiro de 2007 (Cofins); h) apropriação indevida de despesas de estufagens, transporte nas docas, taxa de entrada e saída com descarga de caminhões, seguros, telefone, taxa de manutenção de PABX. 3) Esclarecer se a apuração dos créditos foi, de fato, demonstrada após a auditoria, e se se, por amostragem, a Fl. 1433DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.432 5 critério da Fiscalização, os cálculos estão corretos e são suficientes para a compensação, abrangendo, eventualmente, juros e multa de mora. Ademais, a Interessada deverá ser intimada a apresentar certidão de objeto e pé da ação judicial cautelar apresentada e cópias de eventuais decisões nela proferidas. As questões de apresentação de documentação e provas devem ser analisadas e relatadas pela Fiscalização em termo circunstanciado. Posteriormente, os aspectos formais e materiais das declarações de compensação devem ser analisados pela seção competente da Sacat ou seção equivalente, que também deverá lavrar relatório conclusivo, dando ciência de ambos os relatórios à recorrente, que poderá apresentar resposta no prazo de trinta dias. Às fls. 892/917 manifestouse o Serviço de Fiscalização acerca do resultado da diligência e dos créditos a que teria direito a contribuinte. Em relatório detalhado, o responsável pelo procedimento narra inicialmente a sequência de intimações dirigidas à contribuinte e de respostas por ela prestadas, pontuando os valores divergentes nas diversas planilhas apresentadas pelo sujeito passivo e as cifras constantes no seu DACON. O auditor explicita ainda os seus critérios na consideração da documentação utilizada para apuração das bases de cálculos dos créditos e indica os valores que não poderiam ser admitidos como geradores de crédito. As glosas efetuadas pela auditoria sobre os créditos reivindicados tiveram como motivação, em síntese, a constatação de aquisições junto a pessoas jurídicas com situação cadastral constante como “inapta”, “suspensa” ou “baixada”, a contabilização de notas de compra a maior ou em duplicidade e a compra de café de sociedades cooperativas em operações que não dão direito à apuração de crédito. Também foram glosadas as compras de grãos realizadas diretamente dos estoques reguladores do poder estatal, efetuadas pela Companhia Nacional de Abastecimento CONAB, que não sofrem incidência de contribuição na saída, além de aquisições de bens que, por suas características, não se incluiriam no conceito de insumo. Em planilhas de fls. 1192/1203 são apresentados os cálculos de apuração e consolidados os créditos admitidos pela fiscalização. Concluída a diligência, os autos foram encaminhados ao Seort da unidade de origem que se pronunciou em expediente de fls. 1208/1210, assim resumindo as conclusões da auditoria: A empresa não apresentou a composição dos créditos contabilizados detalhados por nota fiscal a época da Auditoria Fiscal originária; O contribuinte apresentou, na oportunidade da Diligência solicitada pelo CARF, composição dos valores Fl. 1434DF CARF MF 6 contabilizados em meio magnético (CD) e relações impressas assinadas, sendo que essas apresentam alterações, sendo que a apuração se deu com base nas informações contidas no CD; Os valores apurados na Auditoria Externa apresentada pelo contribuinte divergem dos apurados pela Diligência realizada pela Fiscalização em virtude das situações constantes no Relatório citado, no que diz respeito as aquisições de sociedades cooperativas, créditos oriundos de aquisição de produtos em bolsa de mercadorias operadoras das negociações de estoques públicos (CONAB), aquisições de empresas com situação cadastral como “inaptas ou suspensas ou baixadas”, glosa de créditos presumidos nos meses de dezembro de 2002 e janeiro de 2003 (aquisições de pessoas físicas), notas fiscais em duplicidade, valores a contabilizar a maior em relação ao demonstrado pelo contribuinte e créditos calculados sobre insumos /despesas em desacordo com a legislação; Com relação à verificação dos problemas formais com as declarações de compensação serem sanáveis e/ou se foram resolvidos, consta no Relatório, que os valores de crédito passíveis de compensação apurados em Diligência, diferem dos apontados no Relatório de Auditoria Externa; Foram glosados os valores relativos aos créditos calculados sobre as despesas de estufagem, transporte nas docas, taxas de entrada e saída com descarga de caminhões, seguros, telefones e taxa de manutenção de PABX por ausência de previsão legal para aproveitamento dos mesmos; O Relatório da Fiscalização apresenta quadros demonstrativos onde constam os resultados mensais de crédito de PIS – exportação e COFINS – exportação passíveis de compensação, os quais divergem dos apurados pela auditoria particular em virtude das glosas efetuadas pela Fiscalização; A certidão de objeto e pé referente ao processo 2008.61.04.0076581 (cautelar inominada) da 4º Vara Federal de Santos, encontrase anexa a correspondência datada de 19/06/2012 e verificase nela não ter havido decisão proferida até então. Quanto aos aspectos formais e materiais das declarações de compensação em tela, informamos que: 1.O contribuinte apurou seu lucro no anocalendário de 2005 com base no lucro real, circunstância que o habilita a descontar créditos da PIS/PASEP e da COFINS apurados naquele período, nos termos das Leis nº 10.637 de 2002 e 10.833 de 2003 e alterações; 2.Os pedidos foram realizados em 30/01/2006, através de formulário, procedimento estabelecido pela Instrução Normativa SRFB nº 460, de 18 de outubro de 2004, revogada pela Instrução Normativa SRFB nº 600, de 28 de dezembro de 2005, que estabeleceu a utilização do programa PER/DCOMP para tal solicitação; 3.Tendo como base os valores (créditos) constantes no Relatório elaborado pela Fiscalização, informamos: a)Foram feitos os ajustes de ofício, de forma a conformar os créditos com as Leis 10.833/2003 e 10.637/02, que permitem o ressarcimento apenas dos créditos oriundos das operações no mercado externo, considerando os descontos da contribuição devida no mês dos valores relativos aos créditos obtidos em operações de exportação constantes na DACON; [...] Fl. 1435DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.433 7 O relato do Seort conclui pela existência de crédito em relação ao Pedido de Ressarcimento em foco no importe de R$ 102.359,21, capaz de suportar parcialmente o débito compensado na DCOMP, conforme telas de fls. 1206/1207. Notificada do resultado da diligência em 27/11/2012, em 19/12/2012 a contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade na qual alega o que segue. Inicialmente identificase como pessoa jurídica cuja atividade preponderante é a exportação de café cru, o que lhe dá direito a compensação dos créditos apurados no âmbito do regime não cumulativo de PIS e de Cofins. Depois de rememorar o histórico da legislação que rege a tributação do PIS e da Cofins, contesta as glosas praticadas pela fiscalização. As aquisições de grãos de cooperativas foram glosadas pela auditoria sob o argumento de que essas entidades excluem da base de cálculo de PIS e Cofins os valores repassados aos associados e que as aquisições de bens não sujeitos ao pagamento das contribuições não geram créditos da não cumulatividade. Sobre a matéria, alega a contribuinte que a norma que instituiu o direito ao crédito de PIS/Cofins em toda cadeia não faz diferença do tipo de pessoa jurídica que efetuou a venda. Chama a atenção para o fato de que o inciso I do art. 3º da lei nº 10.833, de 2003, ao tratar das exceções à regra de apuração de crédito nas aquisições de bens para revenda, não se refere àqueles não alcançados pela incidência da contribuição, deixando clara a vontade do legislador de manter o direito a crédito na cadeia, mesmo quando concedida uma vantagem ao vendedor, ainda mais vantagem com amparo constitucional, como seria o caso das cooperativas. E prossegue: Assim, é irrelevante se a Sociedade Cooperativa adquiriu o café de terceiros (créditos aceitos pela fiscalização) ou recebeu de cooperado para venda, não há outro tratamento a ser dado pela adquirente a não ser o de compra de simples Pessoa Jurídica. Como se disse anteriormente, a norma não faz distinção quanto à existência de isenção parcial de alguma das cadeias anteriores, sendo fato incontroverso que, mesmo a vendedora se submetendo ao Lucro Presumido (art. 15, parágrafo 1º, III, letra “a”, da Lei nº 9.249/95, opção que é reconhecidamente uma isenção, há direito ao crédito total de 9,25% de PIS/Cofins, como se a vendedora não fosse optante do benefício fiscal. Na sequência, a defesa discute a glosa de créditos tomados na aquisição de café dos estoques reguladores do governo. Diz a interessada: Fl. 1436DF CARF MF 8 No caso específico da CONAB, uma empresa pública, a Lei não exige dela o recolhimento do PIS/Cofins, pois seu capital é integralmente da União Federal e tributar suas operações seria onerar a atividade a que a própria União objetivou privilegiar. Além disso, o resultado econômico seria o aumento do valor da fatura, justamente o que quer evitar um órgão regulador de mercado, mas na prática, seria tirar o dinheiro de um bolso e colocar em outro, Todavia, para fins de tributação do PIS/Cofins, a norma não faz distinção do benefício que se deu a terceiros, nem a natureza deste benefício, apenas há a garantia da tomada de crédito, que não poderia ser afastada. Anotese mais uma vez: não há qualquer relação com o recolhimento do tributo pela vendedora com a tomada do crédito pelo comprador. Abrindo novo tópico, a manifestação de inconformidade questiona a glosa de créditos apurados sobre aquisições de pessoas jurídicas havidas pela fiscalização como inabilitadas. Alega que a comprovação da operação de compra se dá não só pela apresentação dos documentos fiscais correspondentes, mas também pela exibição da prova do pagamento, do fechamento do negócio, de remessa da mercadoria ao armazém, habilitação da empresa vendedora junto ao SINTEGRA e cartão de CNPJ. O cartão do CNPJ certifica que as empresas vendedoras estavam regularmente habilitadas na data da aquisição dos cafés, não se podendo imputar a atos negociais pretéritos os efeitos da baixa do cadastramento posteriormente havida. Nesse contexto, invoca sua boafé e a documentação que comprovaria que as operações de compra efetivamente se realizaram. Destaca que até o texto do relato fiscal reconhece não haver prova contra a contribuinte, mas que, mesmo assim, na visão da auditoria, a ação da contribuinte deveria ser considerada como fraudulenta, conclusão que impediria a tomada de créditos pela compradora em relação às pessoas jurídicas posteriormente consideradas inabilitadas. Nas palavras da defesa: A afirmação [...] é de todo absurda e desprovida de lógica jurídica, posto que o próprio fiscal informa que não há prova da ação da Impugnante, mas mesmo assim julga que a ação foi fraudulenta. Afirma que foi envolvida grande quantia de dinheiro (da qual há prova que a Impugnante pagou), mas não dá direito ao crédito que a lei determina. Assenta que a Impugnante não empreendeu diligência, que era obrigação da Receita Federal do Brasil e não da Impugnante, conforme disposição de lei, mas culpa a Impugnante pela omissão do Poder Público. Aliás, está provado que a Impugnante diligenciou pois verificou a inscrição no CNPJ e no Estado Membro. A Fiscalização não tem prova que macule as operações da Impugnante e por isso não juntou nada aos autos do procedimento fiscal. Partindo da mera opinião, indícios e atos de terceiros, para atingir ato regular praticado pela Impugnante, tomandoa como fraudadora, ilícito penal que não poderia ser jamais apontado. Fl. 1437DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.434 9 Diferentemente do que conclui a fiscalização, afirma que o negócio contratado foi real e completo, tendo sido intermediado por corretor, pago o preço, entregue a mercadoria que foi exportada pela interessada. Não existe nenhuma prova de que a interessada sabia que a empresa vendedora era irregular. E ainda: A impugnante não foi a agente dos atos praticados pelos vendedores dos cafés, mas sim vítima de tais atos, e deve se balizar em dois fatos: a vendedora declarou estarem quitadas as contribuições e, como não há prova em contrário e até ser condenado por isso é inocente da prática da fraude e cabe à autoridade buscar os tributos que lhe são devidos, não à impugnante. [...] Nem se diga, como fez a r. decisão ora recorrida, que caberia à impugnante fiscalizar a situação da vendedora dos cafés, pois isso foi feito no limite do razoável. Reforça que a fraude não pode ser presumida e que, portanto, toda a documentação apresentada que comprova da efetividade do negócio jurídico derruba a lógica da fiscalização, toda ela apoiada em mera subjetividade do agente público. Na visão da contribuinte, outro erro teria sido cometido pela fiscalização. O Fisco não teria aceito a alegação que os dados constantes no CD entregue no curso da diligência continham erros que foram notados pela empresa ainda no curso dos trabalhos da auditoria. A defesa põe em destaque o posicionamento em foco, assim expresso no termo fiscal: Diante do acima exposto e considerando que a última relação impressa apresentada altera substancialmente a apresentada em CD, não no valor do crédito mas na composição mensal das notas fiscais, não a consideramos, tendo mantido nosso exame com base na relação inicialmente apresentada em CD, sendo que a composição do crédito analisado encontrase demonstrado (nº 004) relativo a detalhamento dos créditos (integral e presumido) ressalvando que foram desconsideradas algumas notas fiscais, a partir da justificativa apresentada pelo contribuinte, através da correspondência de 27/02/2012. No contexto, pontua a interessada: Assim, ficou claro o mau comportamento da fiscalização que, ciente do erro da informação constante no CD e já tendo em mãos as informações prestadas pela Impugnante, preferiu afastar o crédito, em total agressão ao princípio constitucional da Moralidade [...] Fl. 1438DF CARF MF 10 A defesa reitera que laudo elaborado por auditores independentes apontou a existência de crédito em montante suficiente para fazer frente aos débitos compensados. Mantida a posição da administração acerca das glosas, prossegue, há que ser corrigido equívoco da auditoria no tocante aos créditos que foram convertidos em créditos presumidos: De fato, [...] quando o Sr. Fiscal afastou os créditos de pessoas jurídicas inabilitadas ou cooperativas, tomou apenas os créditos presumidos relativos àquelas compras. Porém, deveria ter feito o aproveitamento inicial dos créditos presumidos mês a mês para a quitação dos mesmos tributos e, somente após o fim do estoque de créditos presumidos, serem usados créditos totais. Há grande diferença pela sobra dos créditos totais, que poderiam ser compensados com os demais tributos exigidos pela Receita e compensados pela Impugnante. Por fim, a defesa diz que, não seriam devidos a multa de mora e tão pouco os juros, já que a contribuinte não teria incorrido em mora." A decisão recorrida (Acórdão em manifestação de inconformidade) apresenta a seguinte ementa: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2005 a 31/12/2005 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DE SOCIEDADES COOPERATIVAS. COOPERATIVA AGROPECUÁRIA. Insumos adquiridos de cooperativa agropecuária geram apenas crédito presumido na apuração da Cofins no regime não cumulativo. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DE COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL. VALORES REPASSADOS AOS ASSOCIADOS. Os valores referentes a insumos adquiridos de cooperativas agroindustriais que repassam o respectivo valor a seus associados não geram créditos para o adquirente no regime não cumulativo. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DA COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). GLOSA. Os valores referentes a insumos adquiridos da CONAB não geram créditos para o adquirente no regime não cumulativo. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS JURÍDICAS INAPTAS, BAIXADAS OU SUSPENSAS. GLOSA. Fl. 1439DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.435 11 Glosase o crédito básico calculado sobre as aquisições de café de pessoas jurídicas cuja inexistência de fato ou a incapacidade para realizarem as vendas foi comprovada em processo administrativo que resultou no cancelamento ou suspensão da inscrição no cadastro de pessoas jurídicas. Entretanto, comprovada a efetiva aquisição da mercadoria, admitese o crédito presumido nos casos de produtos adquiridos de pessoas físicas como ocorre na espécie, tendo em vista as conclusões alcançadas no âmbito de operações especiais de fiscalização conhecidas como Robusta, Tempo de Colheita e Broca. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte" O recurso voluntário foi interposto de forma hábil e tempestiva, contendo, em breve síntese, que: (i) faz breve histórico da legislação do PIS e da COFINS; (ii) tece considerações sobre o sistema de débitos e créditos das mencionadas contribuições; (iii) os créditos acumulados pelos exportadores vêm da política fiscal de desoneração das exportações; (iv) a norma vigente não exclui das cooperativas o dever de recolhimento do tributo e, principalmente, não retiram do adquirente de produtos e serviços (de cooperativa inclusive), o direito de crédito; (v) é irrelevante se a sociedade cooperativa adquiriu o café de terceiros ou recebeu de cooperado para venda (estes sim que dão a ela sociedade cooperativa o direito a tomar créditos presumidos para desconto no recolhimento), não há outro tratamento a ser dado pela adquirente a não ser o de compra de simples pessoa jurídica; (vi) que há casos de cafés adquiridos de cooperativas que declararam expressamente à Receita que recolheram PIS/COFINS na saída e mesmo assim o crédito não foi considerado; (vii) a recorrente fez vasta prova da efetivação dos negócios entre ela e as empresas tidas por inaptas pela fiscalização; (viii) que a documentação acostada demonstra o seu zelo na aquisição de cafés, indo além da simples aparência de boafé; (ix) que no próprio despacho decisório consta que por ocasião das aquisições, as empresas eram empresas regulares e gozavam de aparência de empresas corretas; (x) que a recorrente não possui o dever de fiscalizar os recolhimentos efetuados pelos vendedores; Fl. 1440DF CARF MF 12 (xi) a recorrente não foi "agente" dos atos praticados pelo negociantes vendedores dos cafés, mas vítima de tais atos; (xii) que cabe à Autoridade Fiscal buscar os tributos que lhe são devidos, não à recorrente; (xiii) que não há possibilidade de retroação da declaração de inaptidão; (xiv) que as aquisições de cafés se efetuaram no período de 2005 e 2006, sendo que as empresas somente foram declaradas inaptas em 2010 e 2011, ou seja, retroagindo ao negócio regularmente efetuado pela recorrente; (xv) a fraude não se presume e deve ser comprovada pela fiscalização, coisa que não ocorreu e que a documentação apresentada na oportunidade da fiscalização comprova não haver ocorrido; (xvi) que o despacho decisório está apoiado em mera subjetividade; (xxvii) durante toda a auditoria fiscal levada a cabo pela fiscalização não houve qualquer prova de que a recorrente sabia que a empresa vendedora era irregular; (xxviii) não é cabível a glosa dos créditos quando efetivamente provado o negócio jurídico, conforme jurisprudência, estando a matéria inclusive sumulada (Súmula 509 do Superior Tribunal de Justiça); (xxix) que as aquisições de cafés de estoques reguladores dá direito ao crédito; (xxx) que o fato de a CONAB não ter recolhido os tributos, não significa que a cadeia anterior não tenha sido tributada pelo PIS/COFINS; (xxxi) que é dever do Fisco a busca pela verdade material e que tal situação não foi respeitada, pois a recorrente apontou erro nas informações inicialmente passadas ainda no decorrer da fiscalização, tornando absolutamente possível a verificação contábil dos lançamentos, mesmo porque durante a fiscalização ficou comprovado que a recorrente tem sua escrita fiscal corretamente elaborada, permitindo que as informações prestadas fosse totalmente comprovadas; (xxxii) se a fiscalização tivesse apreciado a documentação lançada em livros e demais obrigações acessórias, seria totalmente possível a apuração do crédito, evitandose o lançamento; (xxxiii) que a impugnação tratou de forma geral do sistema de créditos e débitos, dos quais os insumos não poderiam ter ficado fora; (xxxiv) não é possível não considerar créditos de beneficiamento, transporte, entre outros, que fazem parte integrante do negócio praticado pela recorrente; (xxxv) que há prova da existência dos créditos; (xxxvi) que laudo independente produzido por KPMG apurou a existência do crédito, como também o seu correto aproveitamento; Fl. 1441DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.436 13 (xxxvii) a fiscalização fez apropriação equivocada dos créditos transformados em presumidos; (xxxviii) quando a fiscalização afastou os créditos de pessoas jurídicas inabilitadas e ou cooperativas, tomou apenas os créditos presumidos relativos àquelas compras, porém por se tratar de auditoria global, que incluíam o exercício de 2004 e 2005, entre outros, deveria ter feito o aproveitamento inicial dos créditos presumidos mês a mês para a quitação dos mesmos tributos e, somente após o fim do estoque de créditos presumidos, serem usados créditos totais, sendo que o aproveitamento isolado trouxe distorções à apropriação do crédito; (xxxix) por se tratar de erro material, pedese, independentemente do conhecimento do recurso, sejam eles apurados de forma a se retificar o débito constante na exigência, e havendo saldo, seja efetuado o necessário ressarcimento; (xl) é indevida a exigência de juros e correção monetária sobre o valor lançado, no mínimo, até a expedição de novo despacho decisório. Pede a recorrente, ao final da peça recursal, o seu provimento, para que seja reconhecido o direito total ao crédito tributário constante do processo administrativo, afastando as glosas indevidamente impostas aos créditos. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Leonardo Vinicius Toledo de Andrade Para melhor compreensão dos temas recursais, passase a tratálos de modo individualizado. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DE SOCIEDADES COOPERATIVAS. Perfilho o entendimento de que a recorrente possui direito ao crédito relativo à aquisição de produtos de pessoas jurídicas constituídas sob a forma de cooperativas. Neste sentido, dispõe a Solução de Consulta COSIT 65 de 10 de março de 2014: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP REGIME DE APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE COOPERATIVA. Pessoa jurídica, submetida ao regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep, não está impedida de apurar créditos relativos às aquisições de produtos junto a cooperativas, observados os limites e condições previstos na legislação. Dispositivos Legais: Lei nº 10.637/2002, art. 3º. Fl. 1442DF CARF MF 14 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS REGIME DE APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE COOPERATIVA. Pessoa jurídica, submetida ao regime de apuração não cumulativa da Cofins, não está impedida de apurar créditos relativos às aquisições de produtos junto a cooperativas, observados os limites e condições previstos na legislação. Dispositivos Legais: Lei nº 10.833/2003, art. 3º. O Parecer PGFN nº 1425/2014 corroborou o entendimento firmado na Solução de Consulta COSIT 65, assim: "(...) Sucede que, tendo em vista que o critério eleito pela norma para a não tributação é a operação de compra e venda, em cadeia de incidência de tributo incidente sobre a receita/faturamento/ folha de salários, parece impossível ao órgão fazendário determinar quais produtos ou serviços estão sujeitos ao não pagamento de contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS. Por isso, estamos de acordo a Solução de Consulta nº 6 5, de 2014, quanto à solução dada ao caso concreto. (...) Sabemos que a interpretação de qualquer dispositivo não pode levar a absurdos. Sabemos também que não há como obrigar cada adquirente de produtos a investigar se na etapa anterior hou ve ou não pagamento de PIS/PASEP e da COFINS para fins de garantir o seu direito ao creditamento. As circunstâncias que envolvem a possibilidade de creditamento tem que estar ex pressas na legislação sendo do conhecimento geral e não ligadas a particularidades de cada sujeito passivo.") Com base na Consulta referida não merece ser mantida a glosa dos créditos efetuadas pela fiscalização nas aquisições de café perante cooperativas, pois é cristalino o direito da recorrente aos créditos integrais da contribuição, com fundamento no art. 3º da Lei nº 10.833/2003, relativamente ao período objeto do presente processo. Neste sentido, cito os seguintes precedentes jurisprudenciais: "CRÉDITOS DA NÃO CUMULATIVIDADE. OPERAÇÕES COM CAFÉ CRU. EFICÁCIA DA CONSULTA. EFEITO VINCULANTE. Em relação aos fatos geradores ocorridos no 2º Trimestre de 2009, o contribuinte tem direito à tomada do crédito "cheio" das contribuições não cumulativas, pois o entendimento oficial da Administração Tributária é no sentido de que o café cru adquirido das cooperativas enquadradas nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925/2004 não estava sujeito à suspensão da incidência das contribuições, prevista no art. 9º da mesma lei. Entendimento fixado na Solução de Consulta COSIT nº 65, de 10/03/2014, que possui efeito vinculante no âmbito da Receita Federal." (Processo 16366.000285/201050; Acórdão Fl. 1443DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.437 15 3402004.144 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária; Relator Conselheiro Antonio Carlos Atulim; Sessão de 24/05/2017) "CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE COOPERATIVAS AGROINDUSTRIAIS. Uma vez que os produtos vendidos pelas cooperativas agroindustriais para a Recorrente sofreram incidência do PIS e da COFINS, às alíquotas regulares (artigos 2° das Leis n° 10.637/02 e 10.883/03), há que se admitir o creditamento, a fim de preservar o princípio da nãocumulatividade." (Processo 10845.720177/201028; Acórdão 3301003.200 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária; Relatora Conselheira Semíramis de Oliveira Duro; Sessão de 21/02/2017) Recentemente, este colegiado, em processo de relatoria da Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário decidiu de forma unânime pelo direito ao crédito de COFINS em aquisições de insumos de cooperativas. Referido processo possui, nesta parte a seguinte ementa: "NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. COOPERATIVAS AGROINDUSTRIAIS. Insumos adquiridos de cooperativas agroindustriais geram direito ao crédito integral na apuração do PIS e da Cofins no regime não cumulativo, nos termos da legislação de regência." (Processo 16561.720083/201283; Acórdão 3201003.038 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária; Relatora Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário; Sessão de 25 de julho de 2017.) Nesta matéria, portanto, dou provimento ao recurso. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. BENS ADQUIRIDOS DA COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). GLOSA. Com relação a tal tópico, a matéria foi decidida recentemente de forma unânime pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, conforme se depreende da decisão a seguir transcrita, a qual filiome e adoto como razão de decidir. "4.1. Aquisições da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB; Houve, por parte da Fiscalização, a glosa de créditos referentes a aquisição, por parte do Contribuinte, de milho proveniente da CONAB, alegando que o direito ao crédito não existiria uma vez que a CONAB é intermediária da União e não teria havido débito das contribuições na etapa anterior, baseando seu entendimento no Comunicado CONAB/DIGES/SUOPE/GECOM nº 158, de 10 de maio de 2006, que assim dispõe: Fl. 1444DF CARF MF 16 Comunicado n° 158, de 10 de maio de 2006, da Diretoria de Gestão de Estoques/Superintendência de Operações/Gerência de Comercialização (DIGES/SUOPE/GECOM) da Conab INFORMAMOS QUE NÃO INCIDE PIS E COFINS NAS RECEITAS PROVENIENTES DAS VENDAS DE ESTOQUES PÚBLICOS REALIZADAS PELA CONAB. ASSIM SENDO, SOLICITAMOS INFORMAR AOS ADQUIRENTES DE PRODUTOS QUE OS MESMOS NÃO FARÃO JUS AO CRÉDITO DO PIS E COFINS SOBRE O VALOR DAS AQUISIÇÕES FEITAS JUNTO À CONAB, DE ACORDO COM O ART. 21 DA LEI 10.865/04, QUE ALTEROU O ART. 3° DA LEI 10.833/02, E O ART. 37 DA LEI 10.865/04, QUE ALTEROU O ART. 3° DA LEI 10.637/02. O Contribuinte discorda de tal glosa e alega que os créditos de PIS e Cofins requeridos estão garantidos pelo art. 3º, inciso II, das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03, e que tal direito não pode ser limitado por um Comunicado. E nesse mesmo sentido o Contribuinte segue argumentando o que se segue: Não é demais ressaltar que, todo o benefício fiscal deve estar previsto em lei, de modo que a norma que venha limitar tal benefício, deve ser introduzida no ordenamento jurídico pelo mesmo veículo introdutor, ou seja, por uma lei. O que não ocorreu no presente caso, haja vista que a restrição em pauta adveio através de um Comunicado. Ademais, o fato da CONAB ser uma intermediária da União, não quer dizer que o adquirente não faz jus ao creditamento da aquisição do milho. O fato da União Federal ser imune a incidência do PIS e da COFINS, não quer dizer que não há incidência do PIS e da COFINS na etapa anterior à aquisição do milho, ou seja, que o produtor não tenha adquirido e aplicado insumos tributados, mas tãosomente que a receita da UNIÃO FEDERAL, assim como os demais Entes da Federação, não terá a sua receita tributada. Em que pese a argumentação trazida aos autos pelo Contribuinte, de que é possível que tenha ocorrido incidência do PIS e da COFINS em etapas anteriores do processo produtivo, fazse necessário que tal fato seja de forma precisa demonstrado para que se possa apurar o valor suportado a montante e daí sim, a adequada discussão acerca da não cumulatividade. Ocorre que de acordo com a legislação das contribuições ao PIS e COFINS nãocumulativas vedase a apuração de créditos sobre bens que não se sujeitaram à incidência das mesmas. Cito o dispositivo legal da Lei n. 10.833/2003 que assim estabelece: Art. 3° Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) § 2° Não dará direito a crédito o valor: Fl. 1445DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.438 17 (...) II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. Com isso posto, voto no sentido de negar provimento ao recurso do Contribuinte por entender que a legislação veda a apuração de créditos sobre bens ou serviços que não se sujeitaram à incidência da contribuição, mantendo, portanto, as glosas nas aquisições da CONAB." (Voto proferido no processo 13005.720743/201081; Acórdão 3301003.937 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária; Relator Conselheiro Valcir Gassen; Sessão de 26/07/2017) Diante do exposto, nego provimento ao recurso em tal matéria. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS JURÍDICAS INAPTAS, BAIXADAS OU SUSPENSAS. GLOSA. No que tange a tal matéria, melhor sorte não socorre a recorrente. Junto com a manifestação de inconformidade, limitouse a recorrente a anexar (i) comprovantes de inscrição e situação cadastral perante a Receita Federal; (ii) certidões de baixa de inscrição no CNPJ e (iii) extrato de consulta pública ao SINTEGRA. Com o recurso voluntário, a recorrente colaciona outros documentos, tais como, instrumentos particulares de compra e venda de café a termo; notas fiscais de fatura, entre outros. É sabido que comprovada a efetividade das operações, o contribuinte, agindo de boafé faz jus a manutenção dos créditos fiscais. Em sede de recurso repetitivo, o Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que é legítimo o crédito de ICMS, escriturado pelo contribuinte adquirente de mercadoria, por força da sistemática da nãocumulatividade desse imposto, na exata medida em que corresponder, efetivamente, a operações de entrada de mercadorias no estabelecimento. A decisão paradigma está ementada nos seguintes moldes: “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS DE ICMS. APROVEITAMENTO (PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE). NOTAS FISCAIS POSTERIORMENTE DECLARADAS INIDÔNEAS. ADQUIRENTE DE BOAFÉ. 1. O comerciante de boafé que adquire mercadoria, cuja nota fiscal (emitida pela empresa vendedora) posteriormente seja declarada inidônea, pode engendrar o aproveitamento do crédito Fl. 1446DF CARF MF 18 do ICMS pelo princípio da nãocumulatividade, uma vez demonstrada a veracidade da compra e venda efetuada, porquanto o ato declaratório da inidoneidade somente produz efeitos a partir de sua publicação (...) 6. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008." (REsp 1148444/MG, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 14/04/2010, DJe 27/04/2010) A questão é inclusive objeto de Súmula por parte do Superior Tribunal de Justiça, in verbis: “Súmula 509 É lícito ao comerciante de boafé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de nota fiscal posteriormente declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da compra e venda.” Ocorre que, no caso em apreço, pela documentação colacionada entendo que a recorrente não logrou êxito em demonstrar com exatidão a efetividade das operações junto à pessoas jurídicas, através de documentação hábil e com a correspondente corelação com os créditos glosados pela fiscalização. Não se desincumbiu de seu ônus probatório a recorrente de provar a regularidade e efetividade das operações. Da decisão recorrida a qual se reporta ao extenso e detalhado relatório da fiscalização destaco a situação individualizada de cada empresa, cujos créditos foram alvo de glosa: " A auditoria não admitiu a apuração de créditos integrais calculados sobre as aquisições efetuadas de pessoas jurídicas com situação cadastral dos tipos “baixada”, “inapta” ou “suspensa” pela Administração Fiscal. A situação de cada uma das empresas cujas aquisições foram alvo de glosa fiscal foi detalhada no relatório. Confirase: CNPJ 01.199.605/0001 16 J G GOMES Empresa com data de abertura em 13/05/1996, com endereço na cidade de Congonhal/MG. Encontrase na situação cadastral de BAIXADA em 31/12/2008, por inaptidão, em decorrência de dispositivo estabelecido na Lei 11.941/2009, art.54 (Terão sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as pessoas jurídicas que tenham sido declaradas inaptas até a data de publicação desta Lei.). Em 21/06/2007 foi suspensa (processo 10660.002003/200742), tendo sido declarada inapta em 20/08/2007, por inexistente de fato. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente ao exercício de 2.004 (AC 2003) e 2.005 (AC 2004), não tendo apresentado as demais relativas aos exercícios de 2.002, 2.003, 2006/2008. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). Fl. 1447DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.439 19 CEREALISTA MONTE AZUL LTDA CNPJ 01.801.271/0001 09 Empresa com data de abertura em 17/04/1997, com endereço na cidade de Varginha/MG. Encontrase na situação cadastral de BAIXADA em 31/12/2008, por inaptidão, em decorrência de dispositivo estabelecido na Lei 11.941/2009, art.54 (Terão sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as pessoas jurídicas que tenham sido declaradas inaptas até a data de publicação desta Lei.). Em 02/07/2007 foi suspensa (processo 10660.002109/2007467), tendo sido declarada inapta em 20/08/2007, por inexistente de fato. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente ao exercício de 2.003 (AC 2002), Simples referente ao exercício de 2.004 (AC 2003) e DIPJ LUCRO REAL referente aos exercícios de 2.005 (AC 2004), 2.006 (AC 2005) e 2.007 (AC 2006). Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa possuía 01 (um) no período de set/03 a ago/04, 02 (dois) empregados de set/04 a out/05 e 01 (um) empregado de nov/05 a mar/06. CNPJ 02.177.534/000113 CERRADO EXPORT DO BRASIL LTDA Empresa com data de abertura em 06/10/1997, com endereço atual na cidade de Patrocinio/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 07/12/2010 (processo 19991.000635/200966), por inexistência de fato, com efeitos a partir de 01/03/2010. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente aos exercícios de 2.003/2.005 (AC 2.002/2.004) e no exercício de 2.006 (AC 2005) DIPJ pelo Lucro Real com valores de receita bruta zerados, não tendo apresentado mais nenhuma DIPJ após este período. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado nos anos de 2.002 a 2.004 e 01 (um) empregado nos anos de 2.005 (a partir de out/05) e 2.006. CNPJ 03.016.923/000120 B M COSTA Empresa com data de abertura em 04/03/1999, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000590/200920). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada referente aos exercícios de 2.003 (AC 2.002), 2.004 (AC 2003), 2.005 (AC 2004), 2.006 (AC 2005) e 2.008 (AC 2007) como inativa e exercício de 2.007 (AC 2.006) como optante do simples, sendo que esta com o valor da receita bruta zerado. Fl. 1448DF CARF MF 20 Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa possuía 01 (um) empregado no período de dez/02 a abr/03, 02 (dois) empregados de mai/03 a set/03, e 01 (um) empregado de out/03 a nov/03. De dez/03 a dez/07 nada consta. FABIO APPA EPP CNPJ 03.699.802/0001 20 Empresa com data de abertura em 25/02/2000, com endereço na cidade de Caconde/SP. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 10/03/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000680/200911). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente ao exercício de 2.004 (AC 2003), DIPJ Lucro Presumido referente aos exercícios de 2003 (AC 2002), 2.007 (AC 2.006), 2.008 (AC 2007) e DIPJ Lucro Real referente aos exercícios de 2.005 (AC 2004) e 2.006 (AC 2005).Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa possuía 01 (um) empregado no período de jul/04 a out/05. CNPJ 03.742.388/0001 94 MONTANHA CAFÉ LTDA Empresa com data de abertura em 14/02/2000, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000616/200930). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada do SIMPLES referente ao exercício de 2.003 (AC 2002) com valores de receita bruta zerados, inativa nos exercícios de 2.004 (AC 2003), 2.005 (AC 2004) e 2.006 (AC 2006) e DIPJ Lucro Presumido referente ao exercício de 2.008 (AC 2007 período de 03/07 a 31/12/07), sendo esta com valores da receita bruta zerados. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 04.181.421/000117 EXPORTADORA DE CAFÉ CENTRO OESTE LTDA Empresa com data de abertura em 27/11/2000, com endereço atual na cidade de Bauru/SP. Encontrase na situação cadastral de SUSPENSA em 30/07/2008 (processo 15563.000408/200949), por inexistência de fato. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou DIPJ Lucro Presumido referente aos exercícios de 2.004 (AC 2003), 2.005 (AC 2004), 2.006 (AC 2005), 2007 (AC 2006), 2008 (AC 2007) e Declaração Simplificada como inativa no exercício de 2.009 (AC 2008). Em relação aos anos calendários de 2005 a 2007, constam zerados os valores da receita bruta. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Fl. 1449DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.440 21 Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2002 a 2007). CNPJ 04.460.832/000141 R P FERNANDES Empresa com data de abertura em 22/05/2001, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000621/200942). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente aos exercícios de 2.003 (AC 2002), 2.004 (AC 2.003) e 2.006 (AC 2005) e DIPJ Lucro Presumido no referente ao exercício de 2.005 (AC 2004) sendo esta com valores da receita bruta zerados. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 04.461.584/000153 IZONEL DA SILVA Empresa com data de abertura em 25/05/2001, com endereço na cidade de Campestre/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 09/12/2009, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 25/05/2001 (processo 12963.000741/200938). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou somente Declaração Simplificada como inativa referente aos exercícios de 2.003/2006 (AC 2002/2005). Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 04.747.510/000188 SANTA MARTA COMERCIO & REPRESENTAÇÃO LTDA Empresa com data de abertura em 11/07/2001, com endereço atual na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 26/04/2010 (processo 19991.000624/200986), por inexistência de fato, com efeitos a partir de 26/04/2010. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada dos exercícios de 2.003 a 2006 (AC 2002/2005) como inativa. Encontrase omissa em relação as DIPJ's dos exercícios de 2.007 e 2.008 (AC 2006/7). Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado nos anos de 2.002 a 2.005, 01 (um) empregado no ano de 2.006 (a partir de set/06) e 01 (um) empregado no ano de 2.007 (atéjul/07). CNPJ 04.907.469/0001 60 COMÉRCIO DE CAFÉ SÃO SEBASTIÃO LTDA Empresa com data de abertura em 05/02/2002, com endereço na cidade de Ervalia/MG. Encontrase na situação cadastral de Fl. 1450DF CARF MF 22 INAPTA em 11/11/2009, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 11/11/2009 (processo 10640.002827/200831). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada dos exercícios de 2.003 a 2.006 (AC 2.002 a 2.005) como inativa. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 04.995.748/000122 COMERCIAL AGRÍCOLA PONTO FORTE LTDA Empresa com data de abertura em 04/04/2002, com endereço na cidade de Matipo/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por I inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000508/200967). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada dos exercícios de 2.003 a 2.006 (AC 2.002 a 2.005) como inativa. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 05.006.672/000128 COMERCIAL DE CAFÉ ARÁBICA LTDA EPP Empresa com data de abertura em 16/04/2002, com endereço na cidade de Bauru/SP. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 19/04/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000636/200919). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Não apresentou DIPJ referente aos exercícios de 2.006 a 2.008 (AC 2.005/2.007), em relação aos exercícios de 2.003 a 2.005 (AC 2.002/2004) apresentou DIPJ pelo Lucro Presumido, tendo declarado valores de receita bruta. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa possuía 02 empregados no período de dez/2002 a mar/03 e 01 empregado no período de abr/03 a mai/03, não constando nenhum no restante do período (jun/03 a dez/07 2007). CNPJ 05.073.665/000149 AGAR COMÉRCIO LTDA Empresa com data de abertura em 25/02/2002, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000507/200912). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada referente aos exercícios de 2.003 a 2.00o (AC 2.002/2.005) apresentou como inativa. Em relação ao exercício de 2.007 e 2.008 (AC 2.006 e 2.007) apresentou como Lucro Presumido, mas com valores da receita bruta zerados. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). Fl. 1451DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.441 23 CNPJ 05.198.339/000168 JAIRO DE CARVALHO Empresa com data de abertura em 25/07/2002, com endereço atual na cidade de Candeias/MG. Encontrase na situação cadastral de BAIXADA em 31/12/2008, por inaptidão (Lei 11.941/2009 art. 54 Terão sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as pessoas jurídicas que tenham sido declaradas inaptas até a data de publicação desta Lei.). Em 28/08/2007 foi suspensa (proc. 10660.002004/2007/97), por inexistente de fato. Em 29/01/2008 foi declarada INAPTA. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou DIPJ dos exercícios de 2.003 a 2.007(AC 2002/6) pelo Lucro Presumido, mais com valores de receita bruta zerados. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CAFEEIRA DE MINAS LTDA CNPJ 05.244.800/0001 71 Empresa com data de abertura em 12/08/2002, com endereço na cidade de Varginha, MG. Encontrase na situação cadastral de BAIXADA em 31/12/2008, por inaptidão, em decorrência de dispositivo estabelecido na Lei 11.941/2009, art.54 (Terão à inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as pessoas jurídicas que tenham sido declaradas inaptas até a data de publicação desta Lei.). Em 18/05/2007 foi suspensa (processo 10660.001418/200707), tendo sido declarada inapta em 06/08/2007, por inexistente de fato. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011, mas apresentou DCTF. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente ao exercício de 2.003 (AC 2002) e DIPJ Lucro Presumido referente aos exercícios de 2.004 (AC 2.003), 2.005 (AC 2004) e 2.006 (AC 2005). Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 05.364.875/000196 JOEL HENRIQUE DE JESUS Empresa com data de abertura em 25/10/2002, com endereço na cidade de São Domingos das Dores/MG. Encontrase na situação cadastral de BAIXADA em 28/04/2006, por extinção por encerramento liquidação voluntária. Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa referente aos exercícios de 2.003 (AC 2002), 2.004 (AC 2.003), 2.006 (AC 2005) e 2.006 (01/01/06 a 29/04/2006) e do SIMPLES referente ao exercício de 2.005 (AC 2004) com valores de receita bruta em alguns meses. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). Fl. 1452DF CARF MF 24 CNPJ 05.406.758/000148 COMERCIAL AGRÍCOLA REALEZA LTDA Empresa com data de abertura em 18/10/2002, com endereço na cidade de Aricanduva/MG. Encontrase na situação cadastral de BAIXADA em 18/10/2002, inexistente de fato (processo 19991.000596/200905). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada referente ao exercício de 2.003 (AC 2002) como inativa e DIPJ Lucro Presumido referente aos exercícios de 2.004 e 2.005 (AC 2003/2004), com valores da receita bruta zerados. Não apresentou as demais DIPJ's (exercícios de 2.006, 2.007 e 2.008). Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 05.534.451/000122 PRIME ATACADISTA DE CAFÉ LTDA (nome empresarial anterior: BRASIL & FRANCESCHINI LTDA EPP) Empresa com data de abertura em 28/01/2003, com endereço na cidade de Avai/SP. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 19/04/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000641/200913). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou DIPJ Lucro Presumido referente aos exercícios de 2.004 e 2.005 (AC 2.003/2.004). Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa possuía 01 (um) empregado no período de jun/04 a ago/04 e 02 (dois) empregados no período de set/04 a dez/05, não sendo constatado nenhum empregado nos demais meses do período de jan/03 a dez/2007. CNPJ 05.591.009/0001 38 BOA SAFRA COMÉRCIO DE CAFÉ LTDA Empresa com data de abertura em 01/04/2003, com endereço na cidade de Araguari/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 09/02/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/04/2003 (processo 19991.000592/200919). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Não apresentou nenhuma DIPJ desde sua constituição. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado no período de 2.002 a 2007. CNPJ 05.663.292/000166 TAVARES & LOPES COMÉRCIO DE CAFÉ LTDA Empresa com data de abertura em 21/05/2003, com endereço na cidade de Capelinha /MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/09/2011, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 21/05/2003 (processo 19991.000666/200917). Fl. 1453DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.442 25 Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou DIPJ referente aos exercícios de 2.004 (AC 2003), 2.005 (AC 2004), 2.007 (AC 2006) e 2.008 (AC 2007) com base no lucro presumido e exercício 2.006 (AC 2005), com base no lucro real. Todas as declarações foram preenchidas com o valor da receita bruta zerado. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.003 a 2007). CNPJ 05.850.517/0001 93 COMÉRCIO ATACADISTA SUL MINEIRO LTDA Empresa com data de abertura em 16/07/2003, com endereço na cidade de Nepumuceno/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 15/09/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000597/200941). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Desde sua constituição apresentou somente a Declaração Simplificada como inativa referente ao exercício de 2.004 (AC 2003), não tendo apresentado as demais DIPJ's. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado no período de 2.003 a 2007. CNPJ 06.171.469/000170 H & B COMÉRCIO DE CAFÉ LTDA Empresa com data de abertura em 25/03/2004, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 26/04/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 26/04/2010 (processo 19991.000517/200958). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2011. Desde sua constituição apresentou somente a Declaração Simplificada como inativa referente aos exercícios de 2.005 (AC 2004) e 2.010 (AC 2.009), não tendo apresentado as demais DIPJ's. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado no período de 2.004 a 2007. CNPJ 07.072.984/000165 COMÉRCIO ATACADISTA SÃO CAMILO LTDA EPP Empresa com data de abertura em 09/11/2004, com endereço na cidade de Campestre/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 09/11/2004, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 09/11/2004 (processo 19991.000637/200955). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Apresentou Declaração Simplificada como inativa, referente aos exercícios de 2.005(AC 2.004) e 2.008 (AC 2.007). Fl. 1454DF CARF MF 26 Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.004 a 2007). CNPJ 71.239.065/000132 ZONA DA MATA CAFÉ LTDA Empresa com data de abertura em 05/08/1993, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000625/200921). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Em relação aos exercícios de 2.003 a 2.005 (AC 2.002/4) apresentou Declaração Simplificada como inativa. Para os exercícios de 2.006 a 2.008 (AC 2.005/7) apresentou DIPJ Lucro Presumido, com valores da receita bruta zerados. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007). CNPJ 86.363.306/000128 CAMIFRA COMERCIO LTDA Empresa com data de abertura em 07/03/1994, com endereço na cidade de Manhuaçu/MG. Encontrase na situação cadastral de INAPTA em 13/01/2010, por inexistente de fato, com efeitos a partir de 01/07/2004 (processo 19991.000594/200916). Essa empresa não efetuou nenhum recolhimento de PIS e COFINS no período de 2.004 a 2.011. Referente aos exercícios de 2.003 a 2.005 (AC 2.002 a 2.004) apresentou Declaração Simplificada como inativa. Não apresentou as demais declarações. Conforme apurado na RAIS Relação Anual de Informações Sociais esta empresa não possuía nenhum empregado (2.002 a 2007)." Temse, ainda: "Após detalhar a situação de cada uma das empresas com situação cadastral baixada, inapta ou suspensa, a auditoria comenta que todas as citadas pessoas jurídicas tem características em comum: ausência de recolhimento das contribuições, falta de capacidade operacional para a realização de seus fins institucionais em razão do reduzido número de empregados, ou ainda, pela própria constatação, pela administração, de sua inexistência de fato. Diante disso, a autoridade entendeu não haver liquidez e certeza sobre a totalidade dos créditos não cumulativos apurados. Porém, continua, são admitidos os créditos presumidos sobre os valores das aquisições." E mais: "Como consequência, diante das constatações alcançadas pela fiscalização e tendo em vista o contexto fraudulento em que se dava a operação de café no país, só há uma conclusão possível diante da comprovação da efetiva compra dos grãos: o de que eles tinham origem em produtores pessoas físicas. Daí que não há como admitir a apuração de créditos nos índices aplicáveis às compras com pessoas jurídicas. A simples prova da efetivação Fl. 1455DF CARF MF Processo nº 10845.000184/200623 Acórdão n.º 3201003.203 S3C2T1 Fl. 1.443 27 do negócio, do envio da mercadoria para armazéns ou a comprovação do transporte dos produtos não é suficiente para que se admitam os créditos como se as operações se dessem com pessoas jurídicas. Repitase que não foi desconsiderada a existência da compra do café. Por isso são inócuos os apelos da contribuinte no sentido de que teria comprovado a operação. A operação de fato se deu, porém com café vendido por produtor pessoa física, o que impede a apuração de créditos integrais, sendo correta a proposição do relator da diligência." O CARF em caso semelhante assim decidiu: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2007 a 30/12/2010 (...) REVERSÃO DA GLOSA DE AQUISIÇÃO DE CAFÉ. IMPOSSIBILIDADE. PESSOAS JURÍDICAS IRREGULARES, INIDÔNEAS, INEPTAS. VERDADE MATERIAL. GLOSA. CABIMENTO. Restando demonstrado que a recorrente efetuou aquisições de café de pessoas jurídicas pseudoatacadistas, tendo se apropriado indevidamente de créditos integrais das contribuições sociais não cumulativas COFINS, mantémse as glosas dos créditos integrais indevidos e compensados contabilmente." (Processo 15586.720237/201113; Acórdão 3302004.649 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária; Relatora Conselheira Lenisa Prado; Sessão de 29 de agosto de 2017) Assim, ante a ausência de prova da efetividade das operações com fornecedores pessoas jurídicas e apta derruir os argumentos produzidos pela fiscalização, nego provimento ao recurso voluntário em relação a tal matéria. Diante do exposto,voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário tão somente, para reconhecer o direito ao crédito relativo às aquisições de mercadorias de cooperativas. Leonardo Vinicius Toledo de Andrade Relator Voto Vencedor Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário Não obstante o bem fundamentado voto do i. Relator, fui designada para a redação do voto vencedor quanto às glosas dos créditos correspondentes às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas inaptas, baixadas ou suspensas. Como já salientado pelo Relator, é sabido que, comprovada a efetividade das operações, o contribuinte, agindo de boafé faz jus a manutenção dos créditos fiscais. E como Fl. 1456DF CARF MF 28 já decidiu o Superior Tribunal de Justiça por meio da Súmula nº 509. Em outras palavras, a boafé é sempre presumida, cabendo àquele que alega a existência de máfé a comprovação nesse sentido. Na hipótese dos autos a divergência se instaurou quanto à afirmação fiscal de que não teria sido comprovada a efetividade das operações realizadas junto às pessoas jurídicas tidas como inaptas, baixadas ou suspensas, em face das alegações e documentos trazidos aos autos pela Recorrente no intuito de comprovar as aquisições realizadas Entendeu a Turma Julgadora, por sua maioria, que, em fato, na logrou a Fiscalização demonstrar que a Recorrente teria qualquer participação nos atos que levaram às declarações de inidoneidade das Pessoas Jurídicas vendedoras das mercadorias passíveis de geração de crédito no regime não cumulativo do PIS e da COFINS. Desse modo, não se pode manter as glosas efetuadas pela Fiscalização, na hipótese específica dos autos, uma vez que ausente demonstração fiscal quanto à participação da Recorrente em qualquer ato ensejador da pretendida descaracterização das aquisições realizadas, devendose manter a presunção de boafé do adquirente. É o voto. Tatiana Josefovicz Belisário Redatora designada. Fl. 1457DF CARF MF
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Numero do processo: 10880.692649/2009-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2017
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS.
Nos processos derivados de pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, a comprovação dos créditos ensejadores incumbe ao postulante, que deve carrear aos autos os elementos probatórios correspondentes, capaz de demonstrar a liquidez e certeza do pagamento indevido, porém, não o fez.
Na averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior, se faz necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontando-as com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e compará-lo ao pagamento efetuado.
Numero da decisão: 1301-002.704
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS. Nos processos derivados de pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, a comprovação dos créditos ensejadores incumbe ao postulante, que deve carrear aos autos os elementos probatórios correspondentes, capaz de demonstrar a liquidez e certeza do pagamento indevido, porém, não o fez. Na averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior, se faz necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontando-as com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e compará-lo ao pagamento efetuado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2017-11-08T15:47:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2017-11-08T15:47:43Z; Last-Modified: 2017-11-08T15:47:43Z; dcterms:modified: 2017-11-08T15:47:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2017-11-08T15:47:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2017-11-08T15:47:43Z; meta:save-date: 2017-11-08T15:47:43Z; pdf:encrypted: true; modified: 2017-11-08T15:47:43Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2017-11-08T15:47:43Z; created: 2017-11-08T15:47:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-11-08T15:47:43Z; pdf:charsPerPage: 1753; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2017-11-08T15:47:43Z | Conteúdo => S1-C3T1 Fl. 2 1 1 S1-C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.692649/2009-85 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301-002.704 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2017 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente L. W. KOGOS - PROCEDIMENTOS MEDICOS S/S LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS. Nos processos derivados de pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, a comprovação dos créditos ensejadores incumbe ao postulante, que deve carrear aos autos os elementos probatórios correspondentes, capaz de demonstrar a liquidez e certeza do pagamento indevido, porém, não o fez. Na averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior, se faz necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontando-as com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e compará-lo ao pagamento efetuado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Ângelo Abrantes Nunes, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Fl. 100DF CARF MF Processo nº 10880.692649/2009-85 Acórdão n.º 1301-002.704 S1-C3T1 Fl. 3 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte acima identificado contra o acórdão proferido pela DRJ, que, ao apreciar a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte, entendeu, por unanimidade de votos, julgá-la improcedente. O presente processo decorre de pedido de Declaração de Compensação, onde o contribuinte utilizou-se de crédito de pagamento a maior de IRPJ. Segundo o despacho decisório, a compensação não foi homologada porque o pagamento considerado indevido foi integralmente utilizado para extinguir débito de IRPJ, inexistindo, portanto, crédito a compensar. Irresignado, o contribuinte apresenta manifestação de inconformidade, informando que retificou sua DCTF, apropriando-se integralmente do valor recolhido indevidamente. Pondera que a única justificativa da RFB, ao proferir tal despacho, foi ter-se baseado na DCTF original e não considerar a DCTF retificadora, caso contrário não teria porque não homologar a compensação realizada. Estes argumentos foram apreciados pela DRJ, que decidiu pela improcedente da defesa. Anote-se que, em seu decisium, a DRJ consignou que o contribuinte não comprovou a existência do crédito declarado. Após intimado, inconformado, a recorrente apresentou, tempestivamente, recurso voluntário, pugnando por provimento, sustentando a certeza e liquidez do crédito apresentado, pois, em sua ótica, o crédito está devidamente demonstrado através da comparação das obrigações acessórias transmitidas e DARF recolhido. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplica-se o decidido no Acórdão nº 1301-002.696, de 19.10.2017, proferido no julgamento do Processo nº 10880.973679/2009-90. Transcreve-se, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1301-002.696): O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/1972. Portanto, dele conheço. Da análise do recurso Fl. 101DF CARF MF Processo nº 10880.692649/2009-85 Acórdão n.º 1301-002.704 S1-C3T1 Fl. 4 3 Como bem apontado na decisão recorrida, a compensação prevista nos artigos 156 e 170 do CTN, e regulada pelo artigo 74, da Lei 9.430/96, constitui-se em um instrumento de extinção de crédito tributário, mediante apresentação de declaração de compensação, sob condição resolutiva de sua ulterior homologação. O contribuinte quem figura como titular da pretensão e, como tal, possui o ônus de prova quanto ao fato constitutivo de seu direito. No caso de pagamento indevido, que é o caso específico dos autos, o reconhecimento de seu direito creditório exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior, fazendo-se necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontando-as com os registro contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e compará-lo ao pagamento efetuado. O contribuinte trouxe aos autos apenas suas Declarações (DCTF, Dcomp e DIPJ), informando que retificou sua DCTF, e insiste na comparação das informações declaradas com o DARF recolhido, pois, a partir de tal confronto, em sua ótica, estaria comprovado o crédito que alega ser titular. Não penso assim, pois deveria ter trazido mais elementos de provas, com o escopo de demonstrar não só a origem do crédito, como sua liquidez e certeza. Além do mais, é bom que se diga que as Declarações são documentos produzidos pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências ou omissões, impõe-se a obrigação da recorrente de comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, sustentada em documentos, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocadamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66. Neste ponto, acresça-se o que dispõem os arts. 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972, como segue: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pelo art. 1.º da Lei n.º 8.748/1993) (grifou-se) Assim, o ônus probatório em processos de compensação é do postulante ao crédito, tendo este o dever de apresentar todos os elementos necessários à prova de seu direito. Assim vem reiteradamente decidindo este CARF, veja-se: Fl. 102DF CARF MF Processo nº 10880.692649/2009-85 Acórdão n.º 1301-002.704 S1-C3T1 Fl. 5 4 “ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. DILAÇÃO PROBATÓRIA. DILIGÊNCIAS. A realização de diligências destina-se a resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica.” (Acórdãos n. 3403002.106 a 111, Rel. Cons. Alexandre Kern, unânimes, sessão de 23.abr.2013) (grifo nosso) “PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO/RESSARCIMENTO. ÔNUS PROBATÓRIO. Nos pedidos de compensação/ressarcimento, incumbe ao postulante a prova de que cumpre os requisitos previstos na legislação para a obtenção do crédito pleiteado.”(grifo nosso) (Acórdão n. 3403003.173, Rel Cons. Rosaldo Trevisan, unânime em relação à matéria, sessão de 21.ago.2014) (No mesmo sentido: Acórdão n. 3403003.166, Rel Cons. Rosaldo Trevisan, unânime em relação à matéria, sessão de 20.ago.2014; Acórdão 3403002.681, Rel Cons. Rosaldo Trevisan, unânime em relação à matéria, sessão de 28.jan.2014; e Acórdãos n. 3403002.472, 473, 474, 475 e 476, Rel Cons. Rosaldo Trevisan, unânimes em relação à matéria, sessão de 24.set.2013) COFINS. DCOMP. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Compete a quem transmite o Per/DComp o ônus de provar a liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas, eficazes e suficientes a essa comprovação. DCOMP. CRÉDITOS. HOMOLOGAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação eficaz desses atributos impossibilita à homologação. (Acórdão 3802003.395, v.u., para negar provimento ao recurso voluntário) RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PER/DCOMP. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS. Nos processos derivados de pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, a comprovação dos créditos ensejadores incumbe ao postulante, que deve carrear aos autos os elementos probatórios correspondentes, capaz de demonstrar a liquidez e certeza do pagamento indevido. (Acórdão 3301003.192, v. u. para negar provimento ao recurso voluntário). Portanto, a recorrente não se desincumbiu do ônus de provar o alegado direito líquido e certo, decorrente de suposto pagamento a maior ou indevido de IRPJ. Por fim, com relação ao argumento da recorrente, ao final, de que no Acórdão recorrido, foram acrescentados fatos e alegações novos e estranhos ao processo, desconhecidos da empresa recorrente, em especial por ter feito referência a Fl. 103DF CARF MF Processo nº 10880.692649/2009-85 Acórdão n.º 1301-002.704 S1-C3T1 Fl. 6 5 julgamentos de outros processos de compensação, e por isso, por esta referência, sustentou que foi desrespeitado o devido processo legal, entre outros princípios; também não há que se dá razão ao contribuinte. O fato da decisão recorrida ter feito referência a outros processos que discutem a certeza e liquidez de crédito oriundo de pagamento indevido a título de IRPJ, não agride a estes princípios, e nem altera o resultado da decisão recorrida, pois não se reconhece o crédito pretendido por ausência de provas quanto ao fato constitutivo do direito alegado pelo contribuinte. Sendo assim, rejeitam-se suas alegações. Conclusão Ante o exposto, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. Aplicando-se a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 104DF CARF MF Relatório Voto
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Numero do processo: 10935.902213/2012-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Nov 16 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 15/05/2002
PIS/COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO REPETITIVO. STJ. TRÂNSITO EM JULGADO. CARF. REGIMENTO INTERNO.
Em 13.03.2017 transitou em julgado o Recurso Especial nº 1144469/PR, proferido pelo STJ sob a sistemática do art. 543-C do CPC/73, que firmou a seguinte tese: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendo-se à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações", a qual deve ser reproduzida nos julgamentos do CARF a teor do seu Regimento Interno.
Em que pese o Supremo Tribunal Federal ter decidido em sentido contrário no Recurso Extraordinário nº 574.706 com repercussão geral, publicado no DJE em 02.10.2017, como ainda não se trata da "decisão definitiva" a que se refere o art. 62, §2º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, não é o caso de aplicação obrigatória desse precedente ao caso concreto.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3402-004.701
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em rejeitar a preliminar de sobrestamento do processo até a decisão final no Recurso Extraordinário 574.706 RG/PR, conforme proposição do Conselheiro Diego Ribeiro, vencido juntamente com os Conselheiros Thais De Laurentiis, Maysa Pittondo e Carlos Daniel; e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Diego Ribeiro.
(assinado digitalmente)
Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Jorge Olmiro Lock Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/05/2002 PIS/COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO REPETITIVO. STJ. TRÂNSITO EM JULGADO. CARF. REGIMENTO INTERNO. Em 13.03.2017 transitou em julgado o Recurso Especial nº 1144469/PR, proferido pelo STJ sob a sistemática do art. 543C do CPC/73, que firmou a seguinte tese: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendose à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações", a qual deve ser reproduzida nos julgamentos do CARF a teor do seu Regimento Interno. Em que pese o Supremo Tribunal Federal ter decidido em sentido contrário no Recurso Extraordinário nº 574.706 com repercussão geral, publicado no DJE em 02.10.2017, como ainda não se trata da "decisão definitiva" a que se refere o art. 62, §2º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, não é o caso de aplicação obrigatória desse precedente ao caso concreto. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em rejeitar a preliminar de sobrestamento do processo até a decisão final no Recurso Extraordinário 574.706 RG/PR, conforme proposição do Conselheiro Diego Ribeiro, vencido juntamente com os Conselheiros Thais De Laurentiis, Maysa Pittondo e Carlos Daniel; e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Diego Ribeiro. (assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 22 13 /2 01 2- 22 Fl. 65DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Jorge Olmiro Lock Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório Versa o processo sobre pedido de restituição fundado em suposto pagamento indevido ou a maior face suposta inclusão indevida do ICMS na base de cálculo das contribuições. No que tange esta matéria, o pedido restou indeferido conforme Despacho Decisório que instrui os autos. Regularmente cientificada desta decisão, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. A DRJ, através do Acórdão nº 06041.738, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada. O julgador de primeira instância não acolheu as razões de defesa da impugnante, tendo em vista que não há, na legislação de regência, previsão para a exclusão do valor do ICMS das bases de cálculo do PIS e da Cofins, já que esse valor, ainda que assim não entenda a interessada, é parte integrante do preço das mercadorias e serviços vendidos, exceção feita para o ICMS recolhido mediante substituição tributária, pelo contribuinte substituto tributário, nos termos dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718/98. A contribuinte foi cientificada dessa decisão, tendo apresentado recurso voluntário tempestivo, onde alega que o valor do ICMS não pode ser incluído na base de cálculo da Cofins e do PIS, por não estar abrangido nos conceito de "faturamento", tratandose de mero "ingresso" na escrituração contábil das empresas. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402004.699, de 24 de outubro de 2017, proferido no julgamento do processo 10935.902211/201233, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão, (Acórdão 3402004.699): "Atendidos aos requisitos de admissibilidade, tomase conhecimento do recurso voluntário. Fl. 66DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 4 3 Em relação à inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições sociais, como esclarecido pelo Ilustre Conselheiro Antonio Carlos Atulim, no Acórdão 3402003.317, de 28 de setembro de 2016, que negou provimento ao recurso voluntário em votação unânime do Colegiado, "O recolhimento efetuado pelo contribuinte, incluindo o ICMS na base de cálculo da contribuição, está calcado em entendimento sedimentado desde tempos imemoriais na seara tributária. Tal entendimento tem respaldo legal no art. 12 do DecretoLei nº 1.598/771 e na Instrução Normativa nº 51, de 03/11/1978". Dessa forma, "o valor do ICMS integra o preço da mercadoria, sendo tal valor deduzido contabilmente como despesa operacional". A Lei nº 9.718/98 define a incidência das contribuições sociais sobre o faturamento, correspondente à receita bruta da pessoa jurídica, prevendo a exclusão das suas bases de cálculo somente do IPI e do ICMS, este apenas quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Também as Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, que instituíram a não cumulatividade na apuração dessas contribuições, definem que a base dessas contribuições é a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada, sendo que, quanto ao ICMS, apenas preveem que as receitas decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes de créditos de ICMS originados de operações de exportação não integram a base de cálculo das contribuições. Ademais, em 13/03/2017 transitou em julgado o Recurso Especial nº 1144469/PR2, sob a sistemática do art. 543C do 1 Art. 12 A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria e o preço dos serviços prestados. §1º A receita líquida de vendas e serviços será a receita bruta diminuída das vendas canceladas, dos descontos concedidos incondicionalmente e dos impostos incidentes sobre vendas. 2 O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, com base nos seus registros processuais eletrônicos, acessados no dia e hora abaixo referidos CERTIFICA que, sobre o(a) RECURSO ESPECIAL nº 1144469/PR, do(a) qual é Relator o Excelentíssimo Senhor Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO e no qual figuram, como RECORRENTE, FAZENDA NACIONAL, (...) em 10 de Agosto de 2016, PROCLAMAÇÃO FINAL DE JULGAMENTO: "PROSSEGUINDO NO JULGAMENTO, A SEÇÃO, POR UNANIMIDADE, DEU PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL E, POR MAIORIA, VENCIDOS OS SRS. MINISTROS RELATOR E REGINA HELENA COSTA, NEGOU PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA EMPRESA RECORRENTE, NOS TERMOS DO VOTO DO SR. MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES, QUE LAVRARÁ O ACÓRDÃO."; em 10 de Agosto de 2016, CONHECIDO O RECURSO DE FAZENDA NACIONAL E PROVIDO,POR UNANIMIDADE, PELA PRIMEIRA SEÇÃO RELATOR PARA ACÓRDÃO: MAURO CAMPBELL MARQUES; em 01 de Dezembro de 2016, ATO ORDINATÓRIO PRATICADO ACÓRDÃO ENCAMINHADO(A) À PUBLICAÇÃO PREVISTA PARA 02/12/2016; em 01 de Dezembro de 2016, DISPONIBILIZADO NO DJ ELETRÔNICO EMENTA / ACORDÃO; em 02 de Dezembro de 2016, PUBLICADO EMENTA / ACORDÃO EM 02/12/2016; (...)TRANSITADO EM JULGADO EM 10/03/2017; em 13 de Março de 2017, BAIXA DEFINITIVA PARA TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO; em 07 de Abril de 2017, ENTREGA DE ARQUIVO DIGITAL DOS AUTOS AO DR. WAGNER MUNDIM RIBEIRO OAB/DF 14.760. Certifica, por fim, que o assunto tratado no mencionado processo é: Base de Cálculo. Certidão gerada via internet com validade de 30 dias corridos. Esta certidão pode ser validada no site do STJ com os seguintes dados: Número da Certidão: 2015397 Fl. 67DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 5 4 CPC/73, que firmou, para efeito de recurso repetitivo a seguinte tese: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendose à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações", conforme ementa abaixo: RECURSO ESPECIAL DO PARTICULAR: TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA OU FATURAMENTO. INCLUSÃO DO ICMS. 1. A Constituição Federal de 1988 somente veda expressamente a inclusão de um imposto na base de cálculo de um outro no art. 155, § 2º, XI, ao tratar do ICMS, quanto estabelece que este tributo: "XI não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois impostos". 2. A contrario sensu é permitida a incidência de tributo sobre tributo nos casos diversos daquele estabelecido na exceção, já tendo sido reconhecida jurisprudencialmente, entre outros casos, a incidência: 2.1. Do ICMS sobre o próprio ICMS: repercussão geral no RE n. 582.461 / SP, STF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 18.05.2011. 2.2. Das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre as próprias contribuições ao PIS/PASEP e COFINS: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 976.836 RS, STJ, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25.8.2010. 2.3. Do IRPJ e da CSLL sobre a própria CSLL: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.113.159 AM, STJ, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 11.11.2009. 2.4. Do IPI sobre o ICMS: REsp. n. 675.663 PR, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 24.08.2010; REsp. Nº 610.908 PR, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 20.9.2005, AgRg no REsp.Nº 462.262 SC, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 20.11.2007. 2.5. Das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre o ISSQN: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.330.737 SP, Primeira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10.06.2015. 3. Desse modo, o ordenamento jurídico pátrio comporta, em regra, a incidência de tributos sobre o valor a ser pago a título de outros tributos ou do mesmo tributo. Ou seja, é legítima a incidência de tributo sobre tributo ou imposto Código de Segurança: 6250.8B72.58DF.245E Data de geração: 17 de Outubro de 2017, às 08:48:06 Fl. 68DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 6 5 sobre imposto, salvo determinação constitucional ou legal expressa em sentido contrário, não havendo aí qualquer violação, a priori, ao princípio da capacidade contributiva. 4. Consoante o disposto no art. 12 e § 1º, do DecretoLei n. 1.598/77, o ISSQN e o ICMS devidos pela empresa prestadora de serviços na condição de contribuinte de direito fazem parte de sua receita bruta e, quando dela excluídos, a nova rubrica que se tem é a receita líquida. 5. Situação que não pode ser confundida com aquela outra decorrente da retenção e recolhimento do ISSQN e do ICMS pela empresa a título de substituição tributária (ISSQNST e ICMSST). Nesse outro caso, a empresa não é a contribuinte, o contribuinte é o próximo na cadeia, o substituído. Quando é assim, a própria legislação tributária prevê que tais valores são meros ingressos na contabilidade da empresa que se torna apenas depositária de tributo que será entregue ao Fisco, consoante o art. 279 do RIR/99. 6. Na tributação sobre as vendas, o fato de haver ou não discriminação na fatura do valor suportado pelo vendedor a título de tributação decorre apenas da necessidade de se informar ou não ao Fisco, ou ao adquirente, o valor do tributo embutido no preço pago. Essa necessidade somente surgiu quando os diversos ordenamentos jurídicos passaram a adotar o lançamento por homologação (informação ao Fisco) e/ou o princípio da não cumulatividade (informação ao Fisco e ao adquirente), sob a técnica específica de dedução de imposto sobre imposto (imposto pago sobre imposto devido ou "tax on tax"). 7. Tal é o que acontece com o ICMS, onde autolançamento pelo contribuinte na nota fiscal existe apenas para permitir ao Fisco efetivar a fiscalização a posteriori, dentro da sistemática do lançamento por homologação e permitir ao contribuinte contabilizar o crédito de imposto que irá utilizar para calcular o saldo do tributo devido dentro do princípio da não cumulatividade sob a técnica de dedução de imposto sobre imposto. Não se trata em momento algum de exclusão do valor do tributo do preço da mercadoria ou serviço. 8. Desse modo, firmase para efeito de recurso repetitivo a tese de que: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendose à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações". 9. Tema que já foi objeto de quatro súmulas produzidas pelo extinto Tribunal Federal de Recursos TFR e por este Superior Tribunal de Justiça STJ: Súmula n. 191/TFR: "É compatível a exigência da contribuição para o PIS com o imposto único sobre combustíveis e lubrificantes". Súmula Fl. 69DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 7 6 n. 258/TFR: "Incluise na base de cálculo do PIS a parcela relativa ao ICM". Súmula n. 68/STJ: "A parcela relativa ao ICM incluise na base de cálculo do PIS". Súmula n. 94/STJ: "A parcela relativa ao ICMS incluise na base de cálculo do FINSOCIAL". 10. Tema que já foi objeto também do recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.330.737 SP (Primeira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10.06.2015) que decidiu matéria idêntica para o ISSQN e cujos fundamentos determinantes devem ser respeitados por esta Seção por dever de coerência na prestação jurisdicional previsto no art. 926, do CPC/2015. 11. Ante o exposto, DIVIRJO do relator para NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial do PARTICULAR e reconhecer a legalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS. RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL: TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DOS VALORES COMPUTADOS COMO RECEITAS QUE TENHAM SIDO TRANSFERIDOS PARA OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS. ART. 3º, § 2º, III, DA LEI Nº 9.718/98. NORMA DE EFICÁCIA LIMITADA. NÃO APLICABILIDADE. 12. A Corte Especial deste STJ já firmou o entendimento de que a restrição legislativa do artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9.718/98 ao conceito de faturamento (exclusão dos valores computados como receitas que tenham sido transferidos para outras pessoas jurídicas) não teve eficácia no mundo jurídico já que dependia de regulamentação administrativa e, antes da publicação dessa regulamentação, foi revogado pela Medida Provisória n. 2.15835, de 2001. Precedentes: AgRg nos EREsp. n. 529.034/RS, Corte Especial, Rel. Min. José Delgado, julgado em 07.06.2006; AgRg no Ag 596.818/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28/02/2005; EDcl no AREsp 797544 / SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 14.12.2015, AgRg no Ag 544.104/PR, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJ 28.8.2006; AgRg nos EDcl no Ag 706.635/RS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 28.8.2006; AgRg no Ag 727.679/SC, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 8.6.2006; AgRg no Ag 544.118/TO, Rel. Min. Franciulli Netto, Segunda Turma, DJ 2.5.2005; REsp 438.797/RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJ 3.5.2004; e REsp 445.452/RS, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 10.3.2003. 13. Tese firmada para efeito de recurso representativo da controvérsia: "O artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9718/98 não teve eficácia jurídica, de modo que integram o faturamento e também o conceito maior de receita bruta, base de cálculo Fl. 70DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 8 7 das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica". 14. Ante o exposto, ACOMPANHO o relator para DAR PROVIMENTO ao recurso especial da FAZENDA NACIONAL. (STJ REsp: 1144469 PR 2009/01124142, Redator: MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES, Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 10/08/2016, S1 PRIMEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 02/12/2016) Como se sabe, nos termos do art. 62, §2º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, na redação dada pela Portaria MF nº 152/2016, "As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF". Assim, aqui deve ser obrigatoriamente adotado o entendimento acima do STJ, proferido no Recurso Especial nº 1144469/PR, transitado em julgado em 13/03/2017 sob a sistemática do art. 543C do CPC/73, rejeitandose a argumentação da recorrente em sentido contrário. Em que pese o Supremo Tribunal Federal ter decidido de forma favorável à tese da ora recorrente no Recurso Extraordinário nº 574.706 com repercussão geral, publicado no DJE em 02.10.2017, como ainda não se trata da "decisão definitiva" a que se refere o art. 62, §2º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, não é o caso de sua reprodução no presente julgamento. Nesse mesmo sentido foi decidido recentemente pelo CARF nos julgados abaixo: Processo nº 19515.000094/200720 Acórdão nº 3201003.084– 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 29 de agosto de 2017 Relator: Marcelo Giovani Vieira (...) VOTO (...) Fl. 71DF CARF MF Processo nº 10935.902213/201222 Acórdão n.º 3402004.701 S3C4T2 Fl. 9 8 Pelo contrário, o STJ, no Resp 114469/PR decidiu, no regime de recursos repetitivos, com trânsito em julgado em 13/03/2017, que o ICMS integra as bases de cálculo do Pis e da Cofins. O STF decidiu de forma diferente, no RE 574.706, em repercussão geral, porém o processo ainda não é definitivo, não sendo vinculante para os colegiados do Carf, nos termos do §2º do art. 625 do Ricarf. Com efeito, é possível que o STF module os efeitos da decisão. Pelo exposto, voto pelo desprovimento do recurso voluntário quanto aos ajustes na base de cálculo. (...) Processo nº 10980.900996/201183 Acórdão nº 3302004.500 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de julho de 2017 Relatora: Lenisa Prado Redator designado: Walker Araújo (...) VOTO VENCEDOR (...) O RICARF prevê o requisito da decisão definitiva para a obrigatoriedade da aplicação do precedente, no caso em análise, o REsp 1.144.469/PR transitou em julgado em 10.03.2017 e o RE 574.706RG/PR ainda espera a modulação de seus efeitos, não havendo, portanto, trânsito em julgado. Logo, devese observar a decisão, já transitada em julgado, do Superior Tribunal de Justiça. (...) Assim, pelo exposto acima, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o litígio resumese ao direito creditório decorrente de pagamentos a maior de PIS/Pasep e Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o Colegiado negou provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 72DF CARF MF
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