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Numero do processo: 10467.000206/96-21
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2001
Ementa: IOF - MULTA DE MORA - A denúncia espontânea da infração, com o recolhimento do tributo e acréscimos devidos, por força do disposto no artigo 138 do CTN, afasta a imposição de multa de mora.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-12.708
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Adolfo Montelo.
Nome do relator: Marcos Vinícius Neder de Lima
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Numero do processo: 10580.005783/96-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1999
Ementa: ITR - REDUÇÃO - AUSÊNCIA DE LAUDO TÉCNICO - IMPOSSIBILIDADE - Na forma da legislação pertinente (art.3 da Lei nr. 8.847/94), a redução do VTNm só é possível mediante a apresentação de Laudo Técnico de Avaliação. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-05716
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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score : 1.0
Numero do processo: 10580.004104/00-82
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 09 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Fri Nov 09 00:00:00 UTC 2001
Ementa: IRPF - RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO RETIDO NA FONTE INDEDEVIDAMENTE - PRAZO - DECADÊNCIA - OCORRÊNCIA - Nos casos de repetição de indébito de tributos lançados por homologação, o prazo de cinco anos inicia-se a partir da extinção definitiva do crédito tributário. O prazo qüinqüenal (art. 168 , I, do CTN) para restituição de tributo, começa a fluir a partir da extinção do crédito tributário. Não tendo havido a homologação expressa, o crédito tributário tornou-se definitivamente extinto após cinco anos da ocorrência do fato gerador (§ 4º do art. 150 do CTN).
Numero da decisão: 102-45.266
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, AFASTAR a ocorrência da decadência e DETERMINAR o retorno dos autos à primeira instância para apreciação do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado Vencidos os Conselheiros Naury Fragoso Tanaka, Maria Beatriz Andrade de Carvalho e Antonio de Freitas Dutra.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Amaury Maciel
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AnM ,, _r-ae, , 8 j--...- ------ , ____REL4N-TO FORMALIZADO EM 2 2 E E V 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros VALMIR SANDRI, . LEONARDO MUSS! DA SILVA, LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES e MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ss.2 • ; Xr". SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10580004104/00-82 Acórdão n° 102-45266 Recurso n°. . 126.922 Recorrente JOSÉ NASCIMENTO VIEIRA RELATÓRIO O recorrente conforme consta nos documentos de fls.. 01 a 02, em 30 de março de 2000, solicitou junto à Delegacia da Receita Federal em Salvador a restituição do imposto de renda retido na fonte no montante de CR$59 454 384,00 que, segundo alega, teria incidido sobre indenização decorrente de Programa de Desligamento Voluntário — PDV, promovido pela empresa DOW QUIMICA S/A, juntando cópia do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho firmado em 12 de fevereiro de 1993 A Delegacia da Receita Federal em Salvador — doc 's de fls., 15/16 — em Parecer SESIT-PF de n° 092/2001, de 16 de fevereiro de 2001, indeferiu o pleito sob a argumentação de ter ocorrido o período decadencial na forma do preceituado nos Art 168 do Código Tributário Nacional e Ato Declaratório n° 96, de 26 de novembro de 1999 O contribuinte, inconformado, interpôs a impugnação de fls. 07 a 24 junto à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador, contestando a decisão prolatada pela autoridade "a quo" expondo suas razões de direito, reiterando o seu pleito Apreciando a impugnação interposta — doc., de fls 27/33, a digna autoridade monocrática, Delegado da Receita Federal de Julgamento em Salvador, em Decisão DRJ/SDR N.° 748, de 30 de abril de 2001, proferida nos autos do procedimento administrativo fiscal, indeferiu o pleito do impugnante entendendo ter ocorrido à decadência e, portanto, extinção do prazo para o pedido de restituição de 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA 24 • . j. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA n° 10580.004104/00-82 Acórdão n° 102-45 266 imposto de renda retido na fonte, com base nas prescrições contidas nos Art 150 § 1° e 168, I, do CTN e Ato Declaratório SRF n° 96, de 1999, ratificando, portanto, o despacho de fls.. 15/16 do Delegado da Receita Federal em Salvador Insatisfeito, contesta a decisão do órgão de julgamento, recorrendo, tempestivamente, a este Conselho — doc 's de fls 35 a 40 - reafirmando os argumentos de fato e de direito expendidos preliminarmente É o Relatório • 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA, a • ti- , f!,., PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES i • -n ?: SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10580 004104/00-82 Acórdão n° 102-45266 Considerando que a data do desligamento do Recorrente ocorreu em 12/Fevereiro/1993 — PDV — com o pagamento da indenização e a retenção do imposto de renda na fonte, o lançamento foi homologado tacitamente em Fevereiro/1998 Desta forma o prazo quinquenal somente começou a fluir a contar de Março/1997 terminando em Fevereiro/2003 O Recorrente, conforme relatado, requereu devolução do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre verbas indenizatórias no dia 30 de março de 2000, portanto, dentro do prazo acima descrito "EX-POSIT1S" concluo e voto, no caso do presente procedimento administrativo fiscal, pela inocorrência do prazo decadencial e DOU PROVIMENTO AO RECURSO.devendo o processo retornar á autoridade recorrida para a apreciar o mérito do requerido Sala das Sessões - DF, em 09 de novembro de 2001 ( •-• .4~0,01 - IEL 5 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10580.011006/2004-14
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2007
Ementa: PENSÃO ALIMENTÍCIA - ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO - Estando evidenciado nos autos que, por erro no preenchimento da declaração, o Contribuinte informou no campo destinado ao imposto complementar os valores pagos a título de pensão, deve-se proceder à correção, admitindo-se, em conseqüência, a dedução devida.
Recurso provido.
Numero da decisão: 104-22.227
Decisão: ACORDAM os Membros da QUARTA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Pedro Paulo Pereira Barbosa
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA _ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n• 10580.011006/2004-14 Recurso n" 148.660 Voluntário Matéria IRPF - Ex(s): 2001 Acórdio n" 104-22.227 Sessilo de 28 de fevereiro de 2007 Recorrente CARLOS ANTONIO OLIVEIRA MARQUES Recorrida 35 TURMA/DRJ-SALVADOR/BA PENSÃO ALIMENTÍCIA - ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO - Estando evidenciado nos autos que, por erro no preenchimento da declaração, o Contribuinte informou no campo destinado ao imposto complementar os valores pagos a titulo de pensão, deve-se proceder à correção, admitindo-se, em conseqüência, a dedução devida. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARLOS ANTONIO OLIVEIRA MARQUES. ACORDAM os Membros da QUARTA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. "ezt,k(LA-‘"jtaLAIA HELENA C°T44.12ILA CARDe)fr Presidente 71291/1/40 IÂD? LO POLI BARBOSA Relator 13 AGO 7007 Processo n.° 10580.011006/2004-14 AcOrdio C 104-22.227 Fls. 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nelson Mallmann, Oscar Luiz Mendonça de Aguiar, Maria Beatriz Andrade de Carvalho e Remis Almeida Estol. r tAusentes justificadamente os Conselheiros Heloisa Guarita Souza e Gustavo Lian Haddad. Processo n.° 10580.011006/2004-14 Actdao n.° 104-22.227 Fls. 3 Relatório Contra CARLOS ANTONIO OLIVEIRA MARQUES foi lavrado o Auto de Infração de fls. 14/21 para formalização da exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF - suplementar, no montante de R$ 423,16, acrescido R$ 317,37 referente a multa de oficio e R$ 263,88, a título de juros de mora, estes calculados até 10/2004. Infração A infração está assim descrita no Auto de Infração: Dedução indevida de imposto suplementar, no valor de R$ 3.329,28. O Contribuinte foi intimado e não comprovou os recolhimentos. Impugnação O Contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01 onde aduz que: Ao preencher a declaração de imposto de renda do exercício de 201 informei o valor de R$ 3.319,28 referente a pensão alimentícia na linha do imposto complementar. Fui intimado pela Malha Fiscal que lavrou o auto de infração retirando o valor informado como imposto complementar. No entanto não foi incluída a dedução do valor de R$ 3.329,28 da pensão alimentícia que consta do meu comprovante de rendimentos, anexo. Decisão de Primeira Instância A DRJ-SALVADORMA julgou procedente o lançamento com base, em síntese, na consideração de que, depois de notificado do lançamento, o Contribuinte não pode mais retificar sua declaração para pleitear a dedução da pensão alimentícia. Argumenta que a falta da declaração de deduções não representa erro, mas a mera abstenção no exercício de uma faculdade. Recurso Cientificado da decisão de primeira instância em 31/08/2005 (fls. 44), o Contribuinte apresentou, em 30/09/2005, o Recurso de fls. 45, onde reitera a alegação de erro no preenchimento da declaração original, que consignou os valores de pensão alimentícia no campo próprio ao imposto complementar, e pede seja considerada a dedução dos valores pagos a título de pensão. É o Relatório. Processo n.° 10580.011006/2004-14 Acórdão n.° 104-22.227 As. 4 Voto Conselheiro PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Relator O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele Conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, não há dúvidas quanto ao fato de que o Contribuinte não recolheu o imposto complementar que informou em sua declaração, fato, aliás, reconhecido pelo próprio Recorrente. É incontroverso, portanto, que a glosa feita pela Fiscalização é devida. O que resta em discussão é apenas a possibilidade de se considerar a dedução da pensão alimentícia, dada a alegação de erro de fato no preenchimento da declaração. A decisão de primeira instância rejeitou o pedido do Contribuinte sob o fundamento de que a declaração não mais poderia ser retificada após o procedimento de oficio. Com a devida vênia, divitjo desse entendimento. Penso que neste caso resta configurado o erro de fato no preenchimento da declaração e, em tais situações, deve o Fisco, como, aliás, sói acontecer, proceder à devida correção, isto é, no caso, retirar o valor indevidamente lançado em um determinado campo e colocá-lo no campo devido. Neste caso não resta qualquer sombra de dúvida de que o Contribuinte efetivamente pagou valores a título de pensão judicial no mesmo valor declarado como Imposto Complementar, conforme se extrai do Comprovante de Rendimentos de fls. 25 e no extrato da DIRF de fls. 23 e documento de fls. 33. Deve-se, portanto, recompor os cálculos do resultado da declaração do Contribuinte considerando o valor de R$ 3.329,28 como dedução a título de pensão alimentícia, conforme a seguir: ITENS VALORES(RS) RENDIMENTOS 19.249,82 DEDUÇÕES 7.479,65 BASE DE CÁLCULO 11.770,17 IMPOSTO DEVIDO 145,22 IRRF 221,75 IMPOSTO A RESTITUIR 76,53 Como se vê, não resta imposto suplementar a ser exigido. Por outro lado, registre-se que esta decisão não implica em reconhecimento de direito creditório. Conclusão , , w, Processo u? 10580.011006/2004-14 Actirdâo n.° 104-22.227 Fls. 5 Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para afastar a exigência do imposto suplementar. 2 ala das Se es, em 28 de fevereiro de 2007 c:4DRO P ULO PE IRA ARBOSA Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10480.004363/96-92
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Ementa: IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA - Em relação à omissão de receita ocorrida após 1º/1/92, calcular-se-á o IRPJ na forma prescrita no art. 43 da Lei 8541/92 e, quanto à omissão praticada em 1991, será acrescida ao lucro, sem qualquer dedução, eis que se presume já ter sido a totalidade de despesas e custos apropriada na parte declarada da receita.
FINSOCIAL, COFINS, IRFON, CSLL - Os lançamentos decorrentes terão igual sorte à que coube ao principal.
Recurso negado.
Numero da decisão: 105-14.102
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Daniel Sahagoff
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Recorrida : DRJ em RECIFE/PE Sessão de : 13 DE MAIO DE 2003 Acórdão n° : 105-14.102 IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA - Em relação à omissão de receita ocorrida após 1°/1/92, calcular-se-á o IRPJ na forma prescrita no art. 43 da Lei 8541/92 e, quanto à omissão praticada em 1991, será acrescida ao lucro, sem qualquer dedução, eis que se presume já ter sido a totalidade de despesas e custos apropriada na parte declarada da receita. FINSOCIAL, COFINS, IRFON, CSLL - Os lançamentos decorrentes terão igual sorte à que coube ao principal. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interrosto pela MAKPLAN MARKETING & PLANEJAMENTO LTDA. ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. VERINALDO HE IQUE DA SILVA - PRESIDENTE 4??--e-t-£4>i DANIEL SAHAGOFF - RELATOR FORMALIZADO EM: 1 7 JUN 2003 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2 Processo n° : 10480.004363196-92 Acórdão n° : 105-14.102 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIS GONZAGA MEDEIROS NCBREGA, ÁLVARO BARROS BARBOSA LIMA, DENISE FONSECA RODRIGUES DE SOUZA, FERNANDA PINELLA ARBEX, NILTON PÉSS e JOSÉ CARLOS PASSUELO. 111. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 3 Processo n° : 10480.004363/96-92 Acórdão n° : 105-14.102 Recurso n° : 131.211 Recorrente : MAKPLAN MARKETING & PLANEJAMENTO LTDA. RELATÓRIO MAKPLAN MARKETING E PLANEJAMENTO LTDA., foi autuada relativamente ao IRPJ, FINSOCIAL, COFINS, IRFON e CSLL por omissão de receita, relativamente ao ano calendário de 1991, meses de junho a dezembro de 1992 e dezembro de 1993. Impugnou o auto, nenhum elemento apresentando como prova de não ter omitido receita, mas insurgindo-se contra a maneira pela qual foi calculado o IRPJ, sobre a totalidade da receita omitida. A DRJ em Recife manteve o cálculo feito, mas, face às alterações constantes da Lei 9430/96, que reduziu os percentuais de multas, aplicou o disposto no art. 106 do C.T.N., para beneficiar retroativamente o contribuinte, dando provimento parcial ao recurso. Irresignada, a empresa recorre a este Conselho, solicitando seja aplicado ao caso em tela o art. 400 § 6° do RIR/80, que vigorou até o advento da Lei 8.541/92, ao invés do art. 43 desta última lei, alegando que, não se aceitando seu argumento, estar-se-ia infringindo o disposto no art. 150, inciso IV da C.F. e art. 3° do C.T.N. É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4 Processo n° : 10480.004363/96-92 Acórdão n° : 105-14.102 VOTO Conselheiro DANIEL SAHAGOFF, Relator O recurso é tempestivo e o depósito recursal foi afastado em decorrência de sentença proferida em mandado de segurança pelo MM. Juiz da 13 a Vara da Fazenda Federal em Recife, Pe, razões pelas quais conheço do mesmo. Após 1° de janeiro de 1993, em relação à omissão da receita, vigora o disposto no art. 43 da Lei 8.541/92, sendo o IRPJ lançado à alíquota de 25% da receita omitida razão pela qual a omissão verificada nos anos de 1992 e 1993 deve ter o tratamento aqui descrito. Quer a empresa, no entanto, relativamente à omissão ocorrida em 1991, que se lhe aplique o disposto no § 6° do art. 400 do RIR/80, ou seja, considerando-se como lucro de 50% da receita omitida e sobre tal valor lançando-se o IRPJ. Ocorre que o art. 400 do RIR/80 trata do lucro arbitrado, o que não está adequado ao caso em tela, estando o contribuinte no regime do lucro real. Nesta sistemática, adiciona-se o rendimento omitido ao lucro líquido, sem qualquer dedução, de vez que se presume terem sido os custos e despesas já apropriados, em sua totalidade, na receita declarada. ..pst0) MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 5 Processo n° : 10480.004363/96-92 Acórdão n° : 105-14.102 Os impostos e contribuições decorrentes lançados são mantidos, de vez que seguem a decisão principal. Nego, pois, provimento ao recurso, na forma deste voto. Sala das Sessões - DF, em 13 de maio de 2003. ---, p DANIEL SAHAGOFF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10580.007886/2002-62
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2007
Ementa: VÍCIO MATERIAL – ERRO NA CONSTRUÇÃO DO LANÇAMENTO – Padece de vício material o lançamento que altera as características do crédito tributário, modificando seus elementos.
BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO – Tendo em vista a ausência de comprovação da inidoneidade das notas fiscais apresentadas pelo contribuinte, é incabível o lançamento do imposto de renda na fonte com base em meros indícios de superfaturamento.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 102-48.700
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por UNANIMIDADE de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRF- ação fiscal- ñ retenção/recolhim. (rend.trib.exclusiva)
Nome do relator: Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho
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Interessada : 3a TURMA/DRJ - SALVADOR/BA Sessão de : 08 de agosto de 2007 Acórdão n° : 102-48.700 VÍCIO MATERIAL — ERRO NA CONSTRUÇÃO DO LANÇAMENTO — Padece de vicio material o lançamento que altera as características do crédito tributário, modificando seus elementos. BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO — Tendo em vista a ausência de comprovação da inidoneidade das notas fiscais apresentadas pelo contribuinte, é incabível o lançamento do imposto de renda na fonte com base em meros indícios de superfaturamento. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por IDEBASA - INDÚSTRIA DE DESCARTÁVEIS DA BAHIA S.A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por UNANIMIDADE de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO RELATOR FORMALIZADO EM: 17 OU1 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, LUIZA HELENA GALANTE DE MORAES (Suplente convocada), ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros SILVANA MANCINI KARAM e MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA. • , .• • Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° : 102-48.700 Recurso n° : 154.805 Recorrente : IDEBASA - INDÚSTRIA DE DESCARTÁVEIS DA BAHIA S.A. RELATÓRIO Cuida-se de Recurso de Ofício, decorrente de decisão da 3a Turma da DRJ em Salvador/BA, de fls. 1216/1222, que julgou improcedente o Auto de Infração de fls. 10/15, lavrado em 15.07.2002, referente aos anos-calendário de 1998 a 2001. O crédito tributário objeto do Auto de Infração foi apurado no valor de R$ 4.384.618,12, já inclusos juros e multa de ofício de 75%, tendo origem em falta de recolhimento de IRF sobre pagamentos a beneficiário não identificado. Conforme Termo de Verificação Fiscal, de fls. 16/22, tratam-se de pagamentos efetuados sob a justificativa de aquisição de máquinas para confecção de fraldas descartáveis e para a construção do edifício sede da empresa e instalações industriais. Com relação à aquisição de máquinas para confecção de fraldas descartáveis, estas teriam sido adquiridas, conforme informado pela Contribuinte, à empresa ENIPLAN — Indústria e Planejamento Ltda ("ENIPLAN"), pelos valores de R$ 3.449.250,00 e R$ 3.591.000,00, conforme notas fiscais emitidas em 10.05.2000 e 29.12.2000, respectivamente. No entanto, a Fiscalização verificou que, no balanço patrimonial e demonstração do resultado dos exercícios relativos a de 1998 e 1999 da empresa ENIPLAN, não foram registrados os valores que teriam sido adiantados pela Contribuinte. Acrescentou que, excluindo-se o contrato firmado com a Contribuinte, a ENIPLAN apresentou faturamentó médio de R$ 300.000,00 entre 1997 e 2000, não havendo apresentado declaração para o ano-calendário 2000, ano em que foram emitidas as notas fiscais em nome da contribuinte. 2 ' Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° : 102-48.700 A Fiscalização intimou a ENIPLAN para que esta comprovasse o efetivo recebimento dos valores. No entanto, a referida empresa informou que os livros contábeis teriam sido extraviados, conforme anunciado em jornal, em junho de 2000, não havendo qualquer documentação comprobatória de suas operações. Posteriormente, a ENIPLAN apresentou extrato de sua conta bancária no Bradesco, além de recibos relativos a pagamentos em espécie, justificando parcialmente os valores consignados nas notas fiscais apresentadas. A respeito aos valores pagos em 1998, a Fiscalização entendeu que os recibos apresentados não comprovariam os pagamentos em moeda corrente, uma vez que, no seu verso, o recibo consignava a não exigibilidade, à ENIPLAN, das referidas importâncias por ela recebidas a título de adiantamento. Ressaltou, ainda, que as mencionadas anotações constam apenas nas vias dos recibos que estavam com a ENIPLAN, não havendo qualquer ressalva nas cópias autenticadas apresentadas pela Contribuinte. Adicionalmente, a Fiscalização afirmou que a perícia técnica realizada por ordem da Fiscalização, para estabelecer o preço real das máquinas na época da sua aquisição, apurou que os preços das máquinas eram R$ 2.180.400,00, em 10/05/2000, e R$ 2.346.000,00, em 29/12/2000, respectivamente (e não R$ 3.449.250,00 e R$ 3.591.000,00). A Fiscalização apurou, assim, que as notas fiscais superam os valores apurados na perícia por uma diferença de R$ 2.513.850,00. Comparando esta diferença com o total do pagamento apurado com base nos recibos impugnados (R$ 2.949.765,70), correspondentes àqueles que indicavam valores cujo crédito não foi apurado em conta corrente ou do qual contava a mencionada ressalva em seu verso, a autoridade lançadora julgou que são valores bastante próximos, razão pela qual entendeu ter havido superfaturamento e, por conseguinte, pagamento a beneficiário não identificado. No que tange à construção do prédio sede da Contribuinte e de galpão industrial, a Contribuinte contratou a Construtora Schnaider Ltda., pelo preço de R$ 3 , Processo n° : 10580.00788612002-62 Acórdão n° : 102-48.700 3.853.823,00, com todos os custos incluídos, mediante pagamentos efetuados de acordo com medições mensais. Conforme documentação fornecida pela construtora, a Fiscalização verificou que, no livro relativo ao mês de maio de 1999, há relatório onde estão discriminados os custos e despesas do mês e uma taxa de administração de 11%. Em decorrência, a Fiscalização concluiu que não foi cumprido contrato de empreitada, mas que a obra foi toda paga pelo sistema de administração. Assim, com base nos demonstrativos de custos, a autoridade lançadora calculou o montante que teria sido efetivamente pago pela construção, incluindo a taxa de administração, totalizando o montante de R$ 3.060.061,33. Comparando este valor com todos os pagamentos efetuados pela Contribuinte, no valor de R$ 3.529.179,71, concluiu que a diferença de R$ 469.118,38 constituiu pagamento sem causa, não se sabendo nem mesmo o seu real beneficiário. Quanto ao fato gerador do imposto devido sobre a referida diferença apurada, a Fiscalização elegeu o mês de julho de 2001, por entender que foi quando ocorreram os últimos pagamentos. Irresignada com o lançamento, a Contribuinte apresentou a Impugnação de fls. 1158/1183. Em suas razões, requereu a nulidade do lançamento, por entender que o lançamento atentou contra o princípio da certeza do direito, na medida em que imputou ao sujeito passivo falhas cometidas por terceiros, bem como contra o princípio da verdade material e da tipicidade, pois baseou-se em mera ficção, sem qualquer prova. No mérito, afirmou que as eventuais falhas fiscais verificadas na ENIPLAN, bem como a ausência de registro de aquisição das partes e peças utilizadas pelo fabricante, nada provam contra a Contribuinte. Acrescentou, ainda, que: (i) A compra de máquinas deste porte não são comuns, o que justifica o inferior faturamento médio do fabricante, quando desconsiderados os valores relativos a estas máquinas. 4 ' Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° : 102-48.700 (ii) Os recibos e os depósitos bancários provam os pagamentos à ENIPLAN. Os termos anotados no verso dos recibos são prática comercial comum, correspondendo à cláusula de não arrependimento, pela qual o contratante se compromete a não exigir a devolução das quantias pagas ainda que venha a se arrepender do negócio efetuado. (iii)A operação foi acobertada pela emissão de nota fiscal, com a incidência do IPI e do ICMS, correspondentes a aproximadamente a 10% do valor da nota. Afirmou que seria pouco inteligente, como esquema de desvio de recursos, um método que implicasse na tributação dos valores desviados. (iv) O contrato e os recibos são autênticos e comprovam os pagamentos e a operação, não podendo ser contrapostos a um simples laudo pericial. (v)Com relação à construção de suas instalações, as falhas fiscais e contábeis da Construtora Schnaider não podem descaracterizar o contrato e os pagamentos efetuados pela Contribuinte. (vi)Em 28 livros de custos e despesas, somente no mês de maio de 1999 a fiscalização constatou o registro de taxa de administração de 11%. Assim, não poderia, a partir deste fato isolado, concluir que a obra foi contratada sob o regime de administração, quando existe contrato devidamente registrado em cartório, documento público com valor probante. (vii) A documentação apresentada comprova a celebração dos contratos apresentados, bem como o pagamento dos respectivos valores, não cabendo à fiscalização desconsiderá-los com base em simples relatórios. (viii)Com relação ao Laudo Técnico apresentado, este não obriga o julgador. Acrescentou que a referida documentação não mencionou os estudos ou comparações em que se fundou para sugerir tais valores. Conclui afirmando que o lançamento se baseia em meras presunções, sem respaldo legal, e que o valor exigido no auto de infração é desproporcional com relação ao suposto pagamento a beneficiário não identificado. 5 , Processo n° : 10580.00788612002-62 Acórdão n° : 102-48.700 Por fim, insurgiu-se contra a aplicação da multa de ofício, posto que não se configurou infração à legislação tributária, bem como contra a aplicação da taxa SELIC, sob o fundamento de sua inconstitucionalidade e ilegalidade. Analisando a impugnação, a DRJ julgou improcedente o lançamento às fls. 1216/1222. Quanto à aquisição dos equipamentos, a DRJ entendeu que: (i) A declaração do contratante de que não exigirá a devolução dos valores pagos e atestados pelo recibo não significa que os valores não tenham sido efetivamente pagos. Entendeu se tratar de cláusula de não arrependimento, bastante compreensível quando se trata de valores adiantados ao fabricante para a realização de despesas no cumprimento do contrato. (ii)Assim, entendeu que, se não foi demonstrada a inidoneidade dos recibos e inexistindo qualquer outro elemento inequívoco de prova da sua falsidade, não fica demonstrado que os pagamentos foram efetuados a beneficiário não identificado. (iii)Asseverou que esta falha no lançamento não pode ser sanada pela existência de perícia que indica superfaturamento na compra das máquinas, pois a hipótese para a aplicação da presunção legal é a existência de um fato concreto, o pagamento, que deve ser claramente identificado pela sua data e valor. (iv) Acrescentou que um eventual superfaturamento pode levar a supor que em determinado momento houve o desvio de recursos, mas se a autoridade lançadora não identificar quando ocorreu este pagamento a beneficiário não identificado, ou sem causa, não poderá aplicar a presunção prevista no artigo 674 do Decreto n° 3.00011999. Quanto à construção do prédio da Contribuinte, a DRJ entendeu que: (i) Foi constatado o registro de taxa de administração em apenas um mês, dentre vinte e oito. Não se pode presumir a hipótese mais danosa para o sujeito 6 .. . Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° : 102-48.700 passivo, para então efetuar o lançamento com base em mais uma presunção, mesmo que desta vez prevista em lei. (ii)A presunção de pagamento a beneficiário não identificado requer a identificação, a cargo do Fisco, da ocorrência do pagamento. Os indícios de superfaturamento não podem servir para o lançamento com base neste enquadramento legal. A fiscalização escolheu arbitrariamente um momento qualquer para a ocorrência do fato gerador, uma vez que não pôde identificar qualquer indicio de desvio nos próprios pagamentos depositados ou em espécie. (iii)A autoridade lançadora adotou a presunção legal sem demonstrar, de forma inequívoca e irrefutável, a ocorrência da premissa que permitiria a sua adoção. É o Relatório. 7 Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° :102-48.700 VOTO Conselheiro ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO , Relator O presente Recurso Voluntário preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O crédito tributário em questão tem origem em supostos pagamentos a beneficiário não identificado, nos anos-calendário de 1998 a 2001. Com relação aos pagamentos efetuados à Construtora Schnaider Ltda, entendo que o lançamento padece de vicio material que impede a apreciação do mérito da matéria discutida. Na apuração do crédito tributário houve erro na construção do lançamento quanto à determinação da base de cálculo e ao momento da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Da análise do demonstrativo do Termo de Verificação Fiscal e seus anexos, às fls. 16/32, com relação aos dispêndios com a construção da sede da Contribuinte e instalações industriais, a Fiscalização utilizou planilha para apurar o custo efetivo da obra, juntamente com a taxa de administração, procedendo ao lançamento sobre a diferença entre o montante apurado e o valor constante no contrato elaborado entre a construtora e o contribuinte. Para fins de tributação, considerou ocorrido o fato gerador no mês de julho de 2001, sob o fundamento de que este foi o mês em que se deu o último pagamento, bem como em razão da superavaliação ter ocorrido ao longo da construção da obra. No entanto, no caso em tela, a base de cálculo do tributo deve ser o valor de cada pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado, tendo como fato gerador, a data da entrega dos respectivos valores. 8 • . . Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° : 102-48.700 Sobre o tema, o art. 61 da Lei n° 8.981/95 dispõe nos seguintes termos: "Art. 61. Fica sujeito à incidência do Imposto de Renda exclusivamente na fonte, à alíquota de trinta e cinco por cento, todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado, ressalvado o disposto em normas especiais. § 1° A incidência prevista no caput aplica-se, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa, bem como à hipótese de que trata o § 2°, do art. 74 da Lei n°8.383, de 1991. § 2° Considera-se vencido o Imposto de Renda na fonte no dia do pagamento da referida importância. § 30 O rendimento de que trata este artigo será considerado líquido, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto." (grifos nossos). Assim, tendo em vista que o lançamento do IRF recaiu sobre o valor considerado pela fiscalização como superfaturamento, e não sobre o valor do pagamento sem causa, na respectiva data de seu adimplemento, entendo que o lançamento padece de vício material, nos termos do art. 142 do CTN. No que tange à aquisição de máquinas para a confecção de fraldas descartáveis, a fiscalização desconsiderou parte dos valores pagos à empresa ENIPLAN, sob o fundamento de que os respectivos recibos apresentados continham, no verso, declaração do Contratante de que não exigirá a devolução dos valores pagos. No entanto, entendo que os recibos apresentados são hábeis e idôneos a comprovar a operação de compra e venda, se não constar dos autos prova irrefutável de sua falsidade, que permita concluir pelo superfaturamento da nota fiscal •apresentada. A perícia não comprovou quais pagamentos, com a identificação de datas e valores, corresponderiam ao superfaturamento apontado, considerando-se, 9 .„, . • Processo n° : 10580.007886/2002-62 Acórdão n° : 102-48.700 para fins de tributação, o montante consolidado da diferença entre o preço da avaliação e o valor consignado pelo contribuinte. Dessa feita, não havendo elementos nos autos que comprovem a inidoneidade dos recibos apresentados e os critérios para apuração do correspondente crédito tributário, entendo que deve ser cancelado o lançamento. Isto posto, VOTO no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso de ofício, mantendo a decisão recorrida em todos os seus termos. Sala das Sessões - DF -.. •: 'e agosto de 2007. 401101.1e AL iNDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO ' io , Page 1 _0013400.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1 _0013600.PDF Page 1 _0013700.PDF Page 1 _0013800.PDF Page 1 _0013900.PDF Page 1 _0014000.PDF Page 1 _0014100.PDF Page 1 _0014200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10530.001277/99-83
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 08 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Thu Jun 08 00:00:00 UTC 2000
Ementa: IRPF - O prazo para repetição do IRPF retido na fonte indevidamente é de cinco anos, a contar da homologação tácita, que ocorre quando do autolançamento, caracterizado pela entrega da declaração de ajuste, aplicando-se a regra do artigo 150 do CTN e não a do art. 168.
PROGRAMA DE INCENTIVO À APOSENTADORIA - É uma espécie do mesmo gênero a que pertencem os PDV (programas de desligamento voluntário) PDI (programas de desligamento incentivado) e outros com idênticas características e, portanto, os valores pagos por pessoa jurídica a seus empregados em decorrência do mesmo não se sujeitam à incidência de imposto de renda, seja na fonte, seja por ocasião da Declaração de Ajuste Anual, visto terem natureza indenizatória por ocasião da despedida ou rescisão do contrato de trabalho.
Recurso provido.
Numero da decisão: 102-44318
Decisão: Por unanimidade de vots, DAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Daniel Sahagoff
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ementa_s : IRPF - O prazo para repetição do IRPF retido na fonte indevidamente é de cinco anos, a contar da homologação tácita, que ocorre quando do autolançamento, caracterizado pela entrega da declaração de ajuste, aplicando-se a regra do artigo 150 do CTN e não a do art. 168. PROGRAMA DE INCENTIVO À APOSENTADORIA - É uma espécie do mesmo gênero a que pertencem os PDV (programas de desligamento voluntário) PDI (programas de desligamento incentivado) e outros com idênticas características e, portanto, os valores pagos por pessoa jurídica a seus empregados em decorrência do mesmo não se sujeitam à incidência de imposto de renda, seja na fonte, seja por ocasião da Declaração de Ajuste Anual, visto terem natureza indenizatória por ocasião da despedida ou rescisão do contrato de trabalho. Recurso provido.
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PROGRAMA DE INCENTIVO À APOSENTADORIA - É uma espécie do mesmo gênero a que pertencem os PDV (programas de desligamento voluntário) PDI (programas de desligamento incentivado) e outros com idênticas características e, portanto, os valores pagos por pessoa jurídica a seus empregados em decorrência do mesmo não se sujeitam à incidência de imposto de renda, seja na fonte, seja por ocasião da Declaração de Ajuste Anual, visto terem natureza indenizatória por ocasião da despedida ou rescisão do contrato de trabalho. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOSÉ GENILSON DE MENESES. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO DE FREITAS DUTRA PRESIDENTE 41"s=n Crifre2g, DANIEL SAHAGOFF RELATOR FORMALIZADO EM: - 4 „UI, 7000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ CLÓVIS ALVES, VALMIR SANDRI, LEONARDO MUSSI DA SILVA, CLÁUDIO JOSÉ DE OLIVEIRA e MARIA GORETTI AZEVEDO ALVES DOS SANTOS Ausente, justificadamente, o Conselheiro MÁRIO RODRIGUES MORENO. MNS MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° :. 10530.001277/99-83 Acórdão n°. :102-44.318 Recurso n°. : 122.078 Recorrente : JOSÉ GENILSON DE MENESES RELATÓRIO JOSÉ GENILSON DE MENESES, CPF 044.892.765-91, inconformado com a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador que julgou improcedente o pedido de retificação da declaração de IRPF do exercício de 1994 e conseqüente pedido de restituição, apresentou recurso a este Conselho. O pedido de retificação de fls. 01 e seguintes foi para excluir dos rendimentos tributáveis e incluir nos isentos os valores que recebeu da Petróleo Brasileiro S/A - Petrobrás, em decorrência de "Programa de Incentivo às Saídas Voluntárias". A Delegacia da Receita Federal em Feira de Santana, negou o pedido, alegando não se tratar de incentivo à demissão voluntária, mas de incentivo à aposentadoria (fls. 16 e seguintes). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador manteve a negativa, pela mesma razão, acrescentando, ainda, preliminarmente, ter o contribuinte decaído de seu direito, visto que o prazo para repetir o imposto de renda retido em excesso na fonte seria de cinco anos a contar da data de retenção, aplicando-se o disposto no art. 168 do CTN e item II do Ato Declaratório SRF n°. 096, de 26/11/1999, transcrito "in verbis" a fls. 35. 414 É o Relatório. if40 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10530.001277/99-83 Acórdão n°, 102-44,318 VOTO Conselheiro DANIEL SAHAGOFF, Relator Preliminarmente, é necessário verificar se o contribuinte teria decaído de seu direito, face ao disposto no art. 168 do CTN, como decidido pela Delegacia de Julgamento em Salvador. Há divergência entre os doutrinadores sobre se o prazo estipulado no citado art. 168 seria de decadência ou prescrição, discussão que não interessa ao caso em tela. De fato, em que pese o disposto no Ato Declaratório SRF n° 096 de 26111/99, entende a doutrina (e a corrente dominante no E.STJ) que nos casos de antecipação do imposto, como é o caso do imposto de renda retido na fonte, não se aplica a regra do art. 168 do CTN, mas sim a do art. 150, corrente à qual me filio. Várias decisões do 1° Conselho de Contribuintes são no sentido de que o termo inicial para a repetição seria o mesmo da contagem de prazo para constituição de crédito tributário e iniciar-se-ia com a entrega da Declaração de Rendimentos, quando se opera o chamado "autolançamento" com a homologação tácita da antecipação, aplicando-se, pois, a regra do art. 150 do CTN (Ac. n° 104- 79.72/90 do 1° CC. Ac. nos 102-28.951/94, 101-89.423/96, 101-89.177/95, 103- 16.585/95 e 103-16.631/95). - Adotada a regra do art. 150 do CTN, a repetição do indébito foi pleiteada dentro do prazo, eis que, no exercício de 1994 o prazo para entrega da declaração de ajuste foi até 31 de maio e o pleito de restituição data de 18/05/99. 11,1 nte. 3 , MINISTÉRIO DA FAZENDA f. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10530.001277/99-83 Acórdão n°, 102-44.318 O Ato Declaratório SRF 096/99 determinou a contagem a partir da extinção do crédito tributário, o que, no caso do IRPF retido na fonte ocorre, não quando da retenção, mas quando de homologação tácita que acontece no momento da entrega da declaração, conforme reza o § 1° do precitado art. 150, que declara que o pagamento extingue o crédito "sob condição resolutória de ulterior homologação do lançamento". Verificada a condição é que se extinguiu o crédito tributário. Por oportuno, esclareça-se que, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, só se aplica o disposto no art. 173 do C.T.N. quando de ocorrência de dolo, fraude ou simulação, conforme farta jurisprudência deste conselho (Ac. n°s 103-8.656/88, 102-40.209/96, 102-40.231/96, 102-40.773/96, 101-90.128/96, 101- 90 524/96, 104-7.271/90, 103-11.134/91, todos do 1° CC). Quanto ao mérito, é matéria pacificamente assentada neste Conselho que os pagamentos decorrentes de planos de incentivo a aposentadoria, desde que haja rescisão contratual, eqüivalem aos dos chamados PDV. De fato, o RIR vigente (Decreto 300/99) dispõe em seu artigo 39: "Artigo 39 - Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: XX - a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologados pela Justiça do Trabalho, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores e seus dependentes ou sucessores, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço — FGTS (Lei n° 7.713/88 artigo 6° V e 8.036/90 artigo 28 )" Igual dispositivo constava dos Regulamentos de Imposto de Renda anteriores. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA "`' • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,.1 SEGUNDA CÂMARA Processo n°. :. 10530.001277/99-83 Acórdão n°, 102-44,318 A indenização isenta é a prevista na Consolidação das Leis do Trabalho, em seu artigo 477, que assegura ao empregado, quando "não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho o direito de haver do empregado uma indenização..." A própria C.L.T. fixava essa indenização em I (hum) mês de remuneração por ano de serviço efetivo (artigo 478) indenização esta que, durante algum tempo, foi substituída pelo regime do FGTS. A partir de 1988, porém, com a promulgação da nova Constituição Federal, a situação se alterou novamente, pois seu art. 7° dispôs: "Artigo 70 - São direitos dos trabalhadores além de outros 1 - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos Difundo de garantia de tempo de serviço..." A partir de 1988, pois, o FGTS deixa de ser específico para os que por ele optaram para ser um direito de todos os trabalhadores e volta o regime da proteção contra a despedida arbitrária, por meio de indenização compensatória, dentre outros direitos. Essa indenização compensatória está por ser definida, por Lei Complementar e, enquanto tal não ocorre, nos termos do artigo 10 das Disposições Constitucionais Transitórias fica ela fixa em quatro vezes o percentual do art. 6° da Lei 5107/66, conforme, aliás, dispôs a Lei 8036/90 em seu artigo 18. Da análise da legislação citada, percebe-se que o que o legislador quer impedir é a despedida imotivada, por razões de conveniência somente do empregador e totalmente alheias à vontade do empregado. 5 t .í MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA , Processo n°. .. 10530.001277/99-83 Acórdão n°, 102-44.318 Pretende a lei trabalhista impedir a despedida, ao tempo da CLT através do instituto de estabilidade e agora, sob a égide da Constituição de 1988, conferindo ao trabalhador proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos da lei complementar que preverá indenização compensatória dentre outros direitos. Como, até hoje, não foi promulgada essa lei complementar, limitar- se-ia a indenização compensatórick aos 40% do saldo da conta do FGTS? E os outros direitos? É evidente que o campo da indenização não está restrito aos 40% do FGTS e tanto isso é verdade que as empresas desejosas de enxugarem os seus quadros, de preferência começando pelos mais velhos e pelos com maior tempo de serviço, criaram os tais PDS, PID, PIA, PVD, etc, através dos quais se propõem a pagar uma indenização proporcional ao tempo de serviço dos funcionários. Isto nada mais é que o reconhecimento de que os 40% do FGTS não são a única indenização a que fazem juz os trabalhadores pela perda de segurança representada pelo emprego. E as empresas indenizam por quê? Para, de alguma forma, incentivar o desligamento não desejado pelo empregado, a que se deu o enganoso adjetivo de "voluntário", não havendo, pois, como deixar de enquadrar os valores do "incentivo" como indenização, conforme previsto no artigo 477 da CLT, revigorado pela generalização do regime do FGTS. Aliás o caráter "punitivo" de aposentadoria não desejada pelo empregado era previsto pela CLT que autorizava o empregador a aposentar compulsoriamente o empregado homem estável aos 70 anos e mulher aos 65, mandando pagar indenização simples, a invés daquela em dobro. ir 6 ,- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, . ...- SEGUNDA CÂMARA,-1- Processo n° 10530.001277/99-83 Acórdão n°. 102-44,318 Na realidade, em todos esses "Planos" ou "Programas" há uma constante, rescinde-se o contrato de trabalho e essa rescisão não é desejada pelo empregado, que, por ter de engolir essa poção amarga, é indenizado, em proporção ao tempo de serviço. Esses planos tem características em comum: a) atingem um determinado universo de empregados; b) são limitados no tempo; c) oferecem uma indenização em troca da perda do emprego. Também o Poder Público, através de Lei 9468/1997 instituiu um Programa de Desligamento Voluntário de Servidores Federais, que, em seu artigo 14, considerou isentos os pagamento aos servidores decorrentes desse Programa. A partir dessa Lei, demitidos da iniciativa privada por força de programas similares passaram a recorrer ao Judiciário, solicitando isenção por isonomia com fulcro no art. 150 inciso II da Constituição Federal. "Artigo 150 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente de denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos" O Poder Judiciário acatou tais argumentos, que, afinal foram consubstanciados em Parecer de Procuradoria da Fazenda Nacional de n° 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA -; • • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10530.001277/99-83 Acórdão n°. 102-44.318 PGTN/CRJ/1278/98, aprovado pelo Sr. Ministro da Fazenda e publicado no DOU de 22/9/98 Logo a seguir, o Sr. Secretário da Receita Federal, através da IN SRF n° 165 de 31/12/98 reconheceu a não incidência de IR sobre verbas pagas em decorrência de incentivo à demissão voluntária para, logo depois, em 7/01/99, através do Ato Declaratório n° 3, declarar: "O Secretário da Receita Federal, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 6° V, da Lei n° 7.773 de 22/12/1988 declara que: I - Os valores pagos por pessoa jurídica a seus empregados, a título de incentivo à adesão a Programas de Desligamento Voluntário - PDV, considerados, em reiteradas decisões do Poder Judiciário como verbas de natureza indenizatória, e assim reconhecidos por meio do Parecer PGFN/CRJ/ 1278/98 aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda em 17 de setembro de 1998, não se sujeitam à incidência do imposto de renda na fonte nem na Declaração de Ajuste Anual." Verifica-se, pois, ao contrário do que entendem alguns, inexistiu renúncia fiscal, mas sim o reconhecimento de que as verbas pagas a título de incentivo ao desligamento nada mais são que indenizações trabalhistas e, como tal, isentas de IR, conforme dispõe a legislação (art. 40 do RIR de 1994 e art. 39 do RIR de 1999), respeitando-se, destarte, o disposto no art. 111 do C T.N. (interpretação literal de legislação que outorga isenção). No Ato Declaratório está dito, também, que foram levadas em conta as reiteradas manifestações do Poder Judiciário que, é oportuno dizer, também em relação aos Planos de Incentivos à Aposentadoria vem considerando os pagamento feitos como indenização 8 k- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA s., , . Processo n°. 10530.001277/99-83 Acórdão n°. 102-44,318 Certamente considerando os argumentos supracitados, o Sr. Secretário da Receita Federal expediu, a 26 de novembro de 1.999, o Ato Declaratório n° 95 para declarar que: ".... as verbas indenizatórias recebidas pelo empregado a título de incentivo à adesão ao Programa de Demissão Voluntária não se sujeitam à incidência de imposto de renda na fonte, nem na Declaração de Ajuste Anual, independente de o mesmo já estar aposentado pela Previdência Oficial, ou possuir o tempo necessário para requerer a aposentadoria pela Previdência Oficial ou Privada". Assim, considerando tudo quanto foi exposto, admito a não incidência pleiteada, bem como a retificação de declaração e a conseqüente restituição, conhecendo do recurso e, no mérito, dando-lhe provimento. Sala das Sessões - DF, em 08 de junho de 2000. 4fP DANIEL SAHAGOFF 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10580.004247/97-62
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2000
Ementa: IRPJ - SUPRIMENTOS DE CAIXA - Os suprimentos de caixa realizados por parte dos sócios da pessoa jurídica, a título de aumento de capital ou empréstimos em dinheiro, sem prova da boa origem e efetiva entrega dos mesmos, autoriza a presunção legal de omissão de receitas nos termos do disposto no artigo 181 do RIR/80.
JUROS MORATÓRIOS - TAXA SELIC – O Código Tributário Nacional autoriza a fixação de percentual de juros de mora diverso daquele previsto no § 1º do art. 161.
TRIBUTAÇÃO REFLEXIVA
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – COFINS – IRFONTE – Em se tratando de lançamentos decorrentes, mantida a tributação original, deve-se dar a estes o mesmo destino.
PIS/FATURAMENTO – DECORRÊNCIA - LEI COMPLEMENTAR 7/70 – BASE DE CÁLCULO – INTELIGÊNCIA DO ART. 6°, § ÚNICO – INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO - O PIS, exigido com base no faturamento, nos moldes da Lei Complementar n° 7/70, deve ser calculado com base no faturamento do sexto mês anterior..
Numero da decisão: 107-06.110
Decisão: ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a exigência do PIS/faturamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Alberto Zouvi, que negava provimento ao recurso.
Nome do relator: Paulo Roberto Cortez
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Recorrida : DRJ em SALVADOR - BA Sessão de : 08 de novembro de 2000 Acórdão n°. : 107-06.110 IRPJ - SUPRIMENTOS DE CAIXA - Os suprimentos de caixa realizados por parte dos sócios da pessoa jurídica, a título de aumento de capital ou empréstimos em dinheiro, sem prova da boa origem e efetiva entrega dos mesmos, autoriza a presunção legal de omissão de receitas nos termos do disposto no artigo 181 do RIR/80. JUROS MORATÓRIOS - TAXA SELIC — O Código Tributário Nacional autoriza a fixação de percentual de juros de mora diverso daquele previsto no § 1° do art. 161. TRIBUTAÇÃO REFLEXIVA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL — COFINS — IRFONTE — Em se tratando de lançamentos decorrentes, mantida a tributação original, deve-se dar a estes o mesmo destino. PIS/FATURAMENTO — DECORRÊNCIA - LEI COMPLEMENTAR 7/70 — BASE DE CÁLCULO — INTELIGÊNCIA DO ART. 6°, § ÚNICO — INSUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO - O PIS, exigido com base no faturamento, nos moldes da Lei Complementar n° 7/70, deve ser calculado com base no faturamento do sexto mês anterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por CONSTRUTORA VERDEMAR LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a exigência do PIS/faturamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Alberto Zouvi, que negava provimento ao recurso. Processo n° : 10580.004247/9742 Acórdão n° : 107-06.110 Mealnatil" CARLOS • RTO GONÇALVES NUNES VICE-P -E NTE EM EXERCÍCIO P • LO • CORTEZ R - ••- FORMALIZADO EM: 05 DEZ 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ, NATANAEL MARTINS, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS, FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES e LUIZ MARTINS VALERO. Ausente justificadamente a Conselheira MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO. 2 Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 Recurso n° : 123.104 Recorrente : CONSTRUTORA VERDEMAR LTDA. RELATÓRIO CONSTRUTORA VERDEMAR LTDA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, através da petição de fls. 186/189, da decisão prolatada às fls. 175/182, da lavra do chefe da DIRCO da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador - BA, que julgou procedente o crédito tributário constituído pelos autos de infração de IRPJ, Contribuição Social, PIS, Cans e IRFonte. O lançamento de ofício é decorrente da apuração de omissão de receita operacional, caracterizada pela não comprovação da origem e/ou efetiva entrega de numerário, por parte dos sócios da empresa fiscalizada, destinada ao aumento do capital social. Inaugurando a fase litigiosa do procedimento, o que ocorreu com protocolização da peça impugnativa de fls. 148/167, seguiu-se a decisão de primeira instância, assim ementada: 'IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA PERÍODO DE APURAÇÃO: 1993 OMISSÃO DE RECEITAS. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIOS O feto de a empresa, guando solicitada, não apresentar prova, mediante documentos hábeis e idóneos, coincidentes em datas e valores, de origem e da efetiva entrega pelos sócios de valores correspondentes a aumento de capital, enseja omissão de receita. COMPENSAÇÃO INDEVIDA Sujeita-se à incidência de imposto, exclusivamente na fonte, a receita omitida ou diferença verificada na determinação dos resultados, nos lançamentos apurados com base nos anos calendários de 1993 a 1995. 3 Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 TRIBUTAÇÃO DEFINITIVA O valor da omissão de receitas auferidas em 1993, verificada de ofício pela autoridade tributária, não compõe o lucro real, constituindo-se base de cálculo para o lançamento definitivo do imposto e contribuição social sobre o lucro, não cabendo a compensação com prejuízos fiscais. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/FATURAMENTO COFINS IRFONTE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Tratando-se de lançamentos decorrentes, mantida a tributação original, deve-se dar a estes o mesmo destino. LANÇAMENTOS PROCEDENTES.' Ciente da decisão monocrática em 22/06/99, (AR fls. 185), a contribuinte interpôs o recurso voluntário em 20/07/99 (protocolo às fls. 186), onde, reforça os argumentos apresentados na defesa inicial, quais sejam: a) que, dos valores considerados como receita omitida não foram compensados os resultados negativos apurados nos balanços mensais; b) que o CTN determina que a base de cálculo do IRPJ é o lucro real, devendo a receita ser deduzida dos custos e das despesas, além de compensados os prejuízos anteriores; c) que a exigência formalizada caracteriza bitributação pois, quando deixou de compensar os prejuízos fiscais apurados, passou a tributar o patrimônio; d) que, também no lançamento da contribuição social sobre o lucro não foram compensados os resultados negativos apurados. Contesta ainda, a cobrança dos juros moratórios com base na taxa SELIC. As fls. 192/196, a determinação do Poder Judiciário para que seja admitido o recurso voluntário sem o depósito de parte do tributo como condição de admissibilidade e seguimento do mesmo. É o Relatório. 4 Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 VOTO Conselheiro PAULO ROBERTO CORTEZ , Relator O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como visto no relato, tratam os presentes autos de omissão de receita caracterizada pela falta de comprovação da origem e da efetiva entrega de numerário pelos sócios para aumento de capital social. Devidamente intimada pela autoridade autuante, a contribuinte deixou de apresentar a documentação comprobatória da efetiva entrega dos recursos, tendo apenas respondido (fls. 57) que: "A documentação que a empresa possui em relação aos recebimentos das alterações contratuais é o contrato social, pois os sócios viam (sic) na empresa e pagavam no caixa o referido numerário". Para complementar o excelente trabalho realizado pela auditora fiscal, foram intimados todos os sócios que tiveram participação nos aumentos do capital social, os quais também deixaram de comprovar a origem dos recursos que teriam fornecido à empresa, conforme consta do Termo de Verificação (fls. 30): g- O sócio Lucas Vieira Gradin, não tendo apresentado declaração de Imposto de Renda Pessoa Física no período, afirma que tais recursos são provenientes de pro-labore pago pela própria empresa e de doação (empréstimo) efetuada pelo Sr. Celso Cervino Gradin, seu genitor e sócio majoritário da empresa. Todavia, não consta dos registros contábeis (conta n° 3.1.11.004 — cópia do razão em anexo) o pagamento de tais pro-labores, e tampouco consta da declaração dá Sr. Celso Cervino Gradin a doação (ou empréstimo) a que se refere. - O Sr. Ivan Vieira Gradin, não tendo apresentado declaração de Imposto de Renda Pessoa Física no período, afirma que a 5 1:11 Processo n° : 10580.004247197-62 Acórdão n° : 107-06.110 origem dos recursos foi doação (ou empréstimo) efetuada pelo Sr. Celso Cervino Gradin, seu genitor e sócio majoritário da empresa. Apesar disso, não consta da declaração de IRPF deste, qualquer doação ou empréstimo ao Sr. Ivan.' Os suprimentos de caixa efetuados por sócios ou pessoas ligadas, para terem validade, devem ter e espelhar legitimidade, regularidade e efetividade. Ou seja, o suprimento deve ser comprovado de forma hábil, segura e induvidosa, demonstrando a beneficiária que os recursos são provenientes de fontes externas e que os mesmos ingressaram efetivamente em seu caixa. A legislação dispõe, através do artigo 181 do regulamento do imposto de renda, aprovado pelo Decreto n° 85.450/80 que: 'Ag 181 - Provada, por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer elemento de prova, a omissão de receita, a autoridade tributária poderá arbitrá-la com base no valor dos recursos de caixa fornecidos à empresa por administradores, sócios da sociedade não anónima, titular da empresa individual, ou pelo acionista controlador da companhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas." Dessa forma, o suprimento de caixa registrado na contabilidade da empresa constitui o indicio a partir do qual restará ou não provada a omissão de receita. Os suprimentos de caixa serão considerados válidos, isto é, autênticos, quando se comprovar que os recursos se originaram de fontes externas à empresa e lhe foram efetivamente entregues. Contudo, serão considerados ilegítimos os suprimentos de caixa quando não se comprovar que os recursos supridos provieram de fontes externas à empresa. Por conseguinte, a empresa não conseguirá, quando intimada a tanto no curso da ação fiscal, produzir essas provas, impondo-se concluir que os suprimentos 6 \ Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 foram feitos com recursos financeiros da própria empresa, que estavam sendo girados através de contas alheias aos seus registros contábeis regulares. Deve-se registrar que a comprovação necessária deve ser feita de forma cumulativa e indissociável tanto da boa origem dos recursos como de sua efetiva entrega à empresa. A comprovação isolada ou da boa origem ou da efetiva entrega não é suficiente para desfazer a suspeita de omissão já mencionada. A própria lei, através do § 30 do artigo 12 do Decreto-lei n° 1.598/77, veio consagrar a jurisprudência copiosa e pacifica, vottada nessa direção, de que as operações de suprimento de caixa somente são consideradas legítimas se houver a comprovação da boa origem dos recursos cumulativamente com a comprovação de sua efetiva entrega à empresa. Desnecessário citar que os indícios não são os suprimentos em si, mas os suprimentos associados com a falta de comprovação hábil e idônea da boa origem dos recursos supridos e de sua efetiva entrega à empresa. A própria norma legal, abrigada no artigo 181 do RIRMO, reconhece implicitamente que o suprimento de caixa, quando incomprovadas a origem e entrega dos recursos, pode ser tido como presunção de omissão de receita, quando autoriza a autoridade tributária a arbitrar o valor dessa omissão com base no valor do próprio suprimento. No caso dos autos, a recorrente deixou de comprovar a efetividade, tanto da origem, corno do efetivo ingresso do numerário no caixa, não conseguindo, dessa forma, infirmar a exigência que lhe foi imposta. Com respeito à argüição de que a Lei n° 8.541/92, se contrapõe com as normas previstas no CTN, não procedem as alegações da recorrente, senão vejamos: O CTN, nos artigos 43 e 44, prevê: 7 0[1 14 Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 'rt. 43 - O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade económica ou jurídica: I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Art. 44 - A base de cálculo do imposto é o montante, mal, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis." Por seu turno, a Lei n° 8.541/92, reza: 'Ari. 43 — Verificada omissão de receita, a autoridade tributária lançará o imposto de renda, à alíquota de 45%, de ofício, com os acréscimos e as penalidades de lei, considerando como base de cálculo o valor da receita omitida. § /° - O valor apurado nos termos deste artigo constituirá base de cálculo para lançamento, quando for o caso, das contribuições para a seguridade social. § 20_ O valor da receita omitida não comporá a determinação do lucro real e o imposto incidente sobre a omissão será definitivo. Art. 44 — A receita omitida ou a diferença verificada na determinação dos resultados da pessoa jurídica por qualquer procedimento que implique redução indevida do lucro líquido será considerada automaticamente recebida pelos sócios, acionistas ou titular da empresa individual e tributada exclusivamente na fonte à alíquota de 25%, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda da pessoa jurídica. Como visto acima, o CTN estabelece que a forma de apuração da base de cálculo do imposto é o lucro real apurado ao final de cada período-base de 8 99 Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 incidência, isto é, o contribuinte, apura o montante tributável por meio de escrituração regular, com o registro de suas receitas, custos e despesas correspondentes. Por outro lado, a Lei 8541/92, prevê que a forma de lançamento de ofício, por parte da autoridade administrativa, será o montante das receitas omitidas, sem qualquer dedução de custos, despesas ou prejuízo fiscal. No caso do lançamento de ofício por omissão de receitas, a tributação incide sobre o total desviado do fisco, não há que se falar em lucro, mas sim em montante tributável. Também não merece reparos a decisão de primeira instância no que se refere à exigência relativa a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, pois a forma de tributação segue a mesma sistemática de apuração do IRPJ, devendo, portanto, ser mantida. Da mesma forma, o Imposto de Renda na Fonte, exigido com base no artigo 44 da Lei 8541/92, acima transcrito, encontra-se perfeitamente fundamentado, inexistindo qualquer irregularidade na sua exigência. JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC Com relação à questionada impossibilidade da cobrança de juros moratórias em percentual superior a 12% ao ano, cabe citar a decisão do Supremo Tribunal Federal proferida nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade ( n° 4-7 de 07/03/1991). O STF já decidiu que a aplicação de juros moratórias acima de 12% ao ano não ofende e Carta Magna, pois, seu dispositivo que limita o instituto ainda depende de regulamentação para ser aplicado. A jurisprudência sobre essa questão nos ensina: 9 97P Processo n° : 10580.004247197-62 Acórdão n° : 107-06.110 'DIREITO CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO. TAXA DE JUROS REAIS: LIMITE DE 12% AO ANO. ARTIGOS 5°, INCISO [XXI, E 192, § 3° DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1.Em face do que ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI n° 4, o limite de 12% ao ano, previsto, para os juros mais, pelo § 3° do arf. 192 da Constituição Federal, depende da aprovação da Lei Complementar regulamentadora do Sistema Financeiro Nacional, a que se referem o "caput" e seus incisos do mesmo dispositivo..." (STF pleno, MI 490/SP). Por outro lado, o Código Tributário Nacional prevê que os juros moratórios serão calculados à taxa de 1% ao mês, se e lei não dispuser de modo diverso (art. 161, § 1°). No caso, a lei (MP 1.621) dispôs de modo diverso, devendo, dessa forma, prevalecer. TRIBUTAÇÃO REFLEXIVA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO — COFINS — IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE Em se tratando de lançamentos chamados decorrentes, cuja -exigência deu-se com base nos mesmos fatos apurados no auto de infração relativo ao Imposto de Renda, a decisão de mérito prolatada naqueles autos constitui prejulgado na decisão do feito relativo aos tributos reflexos. PIS FATURAMENTO A exigência efetuada a titulo de contribuição para o PIS, modalidade faturamento, teve como base legal a Lei Complementar n° 7/70. Contudo, é ro t\(\?'-fr . . . . • Processo n° : 10580.004247/97-62 Acórdão n° : 107-06.110 indispensável que o lançamento se faça de acordo com ela, "ex vi" do disposto no art. 142 do CTN. Se o lançamento sequer observa a base de cálculo correta, não pode subsistir, sendo inúmeros os pronunciamentos da jurisprudência administrativa nesse sentido, dentre eles os Ac. 107-03.350, de 18/09/96, e 107-05.089, de 04/06/98, cujos fundamentos aqui se aplicam inteiramente e os adoto como razão de decidir. Excluo, portanto, a exigência do PIS-Faturamento. Isto posto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência o lançamento de PIS/Faturamento. Tri:o 9 Sala das Sessões - DF, 08 de novembro de 2000 PAU BEFIT CORTEZ //— 11 Page 1 _0006000.PDF Page 1 _0006100.PDF Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10435.001411/2003-17
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IRPF - LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo.
SIGILO BANCÁRIO - O sigilo bancário tem por finalidade a proteção contra a divulgação ao público dos negócios das instituições financeiras e seus clientes. Assim, a partir da prestação, por parte das instituições financeiras, das informações e documentos solicitados pela autoridade tributária competente, como autorizam a L.C. nº 105, de 2001, e o art. 197, II do CTN, o sigilo bancário não é quebrado, mas, apenas, se transfere à responsabilidade da autoridade administrativa solicitante e dos agentes fiscais que a eles tenham o acesso no restrito exercício de suas funções, que não poderão violar, salvo as ressalvas do parágrafo único do art. 198 e do art. 199, ambos do CTN, como prevê o inciso XXXIII do art. 5º da Constituição Federal, sob pena de incorrerem em infração administrativa e em crime.
LEGISLAÇÃO QUE AMPLIA OS MEIOS DE FISCALIZAÇÃO - INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE - A Lei nº 10.174, de 2001, que deu nova redação ao § 3º do art. 11 da Lei nº 9.311, de 1996, permitindo o cruzamento de informações relativas à CPMF para a constituição de crédito tributário pertinente a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, disciplina o procedimento de fiscalização em si, e não os fatos econômicos investigados, de forma que os procedimentos iniciados ou em curso a partir de janeiro de 2001 poderão valer-se dessas informações, inclusive para alcançar fatos geradores pretéritos.
INTERPOSIÇÃO DE PESSOA - A determinação dos rendimentos omitidos, tomando por base depósitos bancários de origem não comprovada, somente pode ser efetuada em relação a terceiro quando restar comprovado pelo fisco que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento lhe pertencem, sendo incabível a aplicação dessa regra quando ausente no processo qualquer indício de que o titular de fato da conta bancária não seja o autuado.
ÔNUS DA PROVA - Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários, que não pode ser substituída por meras alegações.
AVERIGUAÇÃO DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA - Com a entrada em vigor da Lei nº 9.430, de 1996, que em seu artigo 42 autoriza uma presunção legal de omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento, tornou-se despicienda a averiguação dos sinais exteriores de riqueza para dar suporte ao lançamento com base em depósitos bancários.
Recurso negado.
Numero da decisão: 106-14.352
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de irretroatividade da Lei n° 10.174, de 2001; vencidos os Conselheiros Romeu Bueno de Camargo, Gonçalo Bonet Allage e José Carlos da Matta Rivitti e, no mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir, da base de cálculo, 50% da conta conjunta junto ao Banco Ui, n° 28.223-8, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Ana Neyle Olímpio Holanda
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SIGILO BANCÁRIO - O sigilo bancário tem por finalidade a proteção contra a divulgação ao público dos negócios das instituições financeiras e seus clientes. Assim, a partir da prestação, por parte das instituições financeiras, das informações e documentos solicitados pela autoridade tributária competente, como autorizam a L.C. n° 105, de 2001, e o art. 197, II do CTN, o sigilo bancário não é quebrado, mas, apenas, se transfere à responsabilidade da autoridade administrativa solicitante e dos agentes fiscais que a eles tenham o acesso no restrito exercício de suas funções, que não poderão violar, salvo as ressalvas do parágrafo único do art. 198 e do art. 199, ambos do CTN, como prevê o inciso XXXIII do art. 50 da Constituição Federal, sob pena de incorrerem em infração administrativa e em crime. LEGISLAÇÃO QUE AMPLIA OS MEIOS DE FISCALIZAÇÃO - INAPLICABILIDADE DO PRINCIPIO DA ANTERIORIDADE - A Lei n° 10.174, de 2001, que deu nova redação ao § 30 do art. 11 da Lei n° 9.311, de 1996, permitindo o cruzamento de informações relativas à CPMF para a constituição de crédito tributário pertinente a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, disciplina o procedimento de fiscalização em si, e não os fatos econômicos investigados, de forma que os procedimentos iniciados ou em curso a partir de janeiro de 2001 poderão valer-se dessas informações, inclusive para alcançar fatos geradores pretéritos. INTERPOSIÇÃO DE PESSOA - A determinação dos rendimentos omitidos, tomando por base depósitos bancários de origem não comprovada, somente pode ser efetuada em relação a terceiro quando restar comprovado pelo fisco que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento lhe pertencem, sendo incabivel a aplicação dessa regra quando ausente no processo qualquer indício de que o titular de fato da conta bancária não seja o autuado é 774 H S A , " • ;574:: 44;.: MINISTÉRIO DA FAZENDA. „....-,.- 46.1.•::-.0.- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ''F•:-.--.r-C443,-ab. • SEXTA CÂMARA 441naln:1, ‘--,-, • .-. Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 ÔNUS DA PROVA - Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários, que não pode ser substituída por meras alegações. AVERIGUAÇÃO DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA - Com a entrada em vigor da Lei n° 9.430, de 1996, que em seu artigo 42 autoriza uma presunção legal de omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento, tornou-se despicienda a averiguação dos sinais exteriores de riqueza para dar suporte ao lançamento com base em depósitos bancários. Recursolpirbiélmente pró-Qido-. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MANOEL EUZÉBIO DINIZ. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de irretroatividade da Lei n° 10.174, de 2001; vencidos os Conselheiros Romeu Bueno de Camargo, Gonçalo Bonet Allage e José Carlos da Matta Rivitti e, no mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir, da base de cálculo, 50% da conta conjunta junto ao Banco Ui, n° 28.223-8, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 77 t p JOSÉ RI Al4k (IíR(S PENHA rPRESIDENTE CS2:mr-‘ •-)NuitaiÉ OLIMPf 10 HOLANDA RELATORA FORMALIZADO EM: 2 1 MAR 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÉNIA MENDES DE BRITTO e LUIZ ANTONIO DE PAULA. Ausente, temporariamente, o Conselheiro WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. 2 •P ' _,.;;;YW...s_ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 Recurso n° : 142.285 Recorrente : MANOEL EUZÉBIO DINIZ RELATÓRIO O auto de infração de fls. 275 a 281 exige do contribuinte acima identificado o montante de R$ 186.610,08 a título de imposto sobre a renda das pessoas físicas (IRPF), acrescido de multa de oficio equivalente a 75% do valor do tributo apurado além de juros de mora, em face de haver sido constatada a omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários cuja origem não restou comprovada, nos termos do disposto no artigo 42 da Lei n°9.430, de 27/12/1996, artigo 4° da Lei n° 9.481, de 14/08/1997, e artigo 21 da Lei n° 9.532, de 10/12/1997. O enquadramento legal da multa e dos acréscimos está discriminado à fl. 280. 2. A operação fiscal teve início com a constatação da divergência entre os valores movimentados em suas contas-correntes bancárias, calculados a partir dos dados da CPMF, cotejados com as declarações de rendimentos. 3. O relato das ocorrências durante a ação fiscal encontra-se detalhado no Termo de Verificação e Encerramento de Ação Fiscal de fls. 234 a 247. 4. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento em 19/12/2003, e, não concordando com a exigência, apresentou, em 20/01/2004, a impugnação de fls. 250 a 263, onde apresenta em sua defesa, em apertada síntese, os seguintes argumentos:. I — a autoridade fiscal pretende, de forma retroativa, a utilização dos dados da CPMF, não cabendo a aplicação da Lei n° 10.174, de 2001, além de que não poderia se valer dos dados daquela contribuição, na conformidade do artigo 11, § 3°, da Lei n°9.311, de 1996;1 3 ' • - MINISTÉRIO DA FAZENDA • sf- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 II — não condiz com a verdade a afirmação de que não tenha justificado a origem dos recursos movimentados, quando é pessoa reconhecidamente de poucos recursos, não tendo condição de movimentar a soma indicada pelo fisco, sendo que a origem dos recursos está na atividade operacional da empresa DIMARD — INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SOLADOS E CALÇADOS LTDA, da qual é sócio e um dos administradores; III — das contas-correntes movimentadas, uma efetivamente lhe pertence (c/c n° 12.482-2), e as outras duas (c/c nos 28.223-8 e 143-5) pertencem de fato à pessoa jurídica referida, conforme declaração anexa, sendo que a conta-corrente n° 28.223-8 foi aberta conjuntamente com Astrial Vieira de Mendonça Neto, também sócio da empresa, sendo que as cópias dos cheques emitidos vão confirmar o vínculo jurídico entre a pessoa jurídica e os fatos econômicos relativos aos créditos bancários questionados; IV — o fisco deveria ter observado as disposições vigentes no artigo 6° da Lei n°8.021, de 1990, mediante a utilização de sinais exteriores de riqueza; V — o lançamento foi realizado como se a cada mês tivesse auferido um rendimento novo, passível de tributação, como também sem considerar que no ano-calendário de 1998 estão acumulados valores vindos de anos anteriores, quando deveria identificar apenas os acréscimos patrimoniais anuais ou mensais, que seriam passíveis de tributação, e que os depósitos bancários devem representar apenas um marco inicial da investigação fiscal; VI — é ilegítimo o lançamento de imposto sobre a renda com base apenas em extratos bancários, ademais frente à explícita inconstitucionalidade do artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, norma infraconstitucional que amplia o campo de incidência tributária fixado na Constituição Federal;1 4 • • • 44... MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 44;P* SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 VII — a impossibilidade material da apresentação de documentaçãO comprobatória dos créditos efetuados em razão de que os recursos movimentados o foram em nome da pessoa jurídica já referida, real titular dos recursos questionados, apesar de ter sido ele quem os movimentou, e que tal procedimento era feito sem maiores formalidades por existir a certeza de que os dados da CPMF não poderiam ser utilizados pela Secretaria da Receita Federal; VIII — o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, cria uma presunção de omissão de renda, mas não traz disposição alguma quanto ao lançamento, pois não se tem conhecimento de qualquer norma tributária que determine que a soma de depósitos bancários seja, por si só, base para cobrança do imposto sobre a renda, desse modo, o lançamento assim constituído só é admissivel quando ficar comprovado o nexo causal entre cada depósito e o fato que represente omissão de rendimentos. 5. Os membros da 1 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife - Pe acordaram por indeferir a impugnação apresentada pelo sujeito passivo, dando o lançamento por procedente, resumindo o seu entendimento nos termos da ementa a seguir transcrita: Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. SIGILO BANCÁRIO. Não configura quebra do sigilo bancário o acesso às informações fornecidas por instituições financeiras ao agente do Fisco, após iniciado o procedimento fiscal. AÇÃO FISCAL. UTILIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELATIVAS À CPMF. FATOS GERADORES ANTERIORES À VIGÊNCIA DA LEI N° 10.174. POSSIBILIDADE. As informações obtidas para cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF podem ser utilizadas para a constituição de créditos tributários relativos a outros tributos, mesmo quando se tratar de fatos geradores anteriores à data da vigência da Lei n° 10.174, de 0910112001. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA. PRESUNÇÃO LEGAL. A existência de depósitos bancários cuja origem não foi justificada e comprovada pelo contribuinte permite presumir a ocorrência de omissão de rendimentos 5 • MINISTÉRIO DA FAZENDA W1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Mier4 SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 à tributação, cabendo ao contribuinte o ônus de provar a irrealidade das imputações feitas. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVAS. FORMA E TEMPO DE APRESENTAÇÃO. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscaL Lançamento Procedente. 6. Intimado em 12/04/2004, o sujeito passivo, irresignado, interpôs, tempestivamente, recurso voluntário, para cujo seguimento apresentou o arrolamento de bens de fl. 351. 7. Na petição recursal o sujeito passivo reapresenta os mesmos argumentos de defesa trazidos na impugnação. É o Relatório. 6 ' • , ,gNIÁ, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4gedLat4., SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 VOTO Conselheira ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA, Relatora O recurso obedece aos requisitos para sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. A controvérsia ora em análise trata de auto de infração lavrado contra o recorrente, que teve como objeto depósitos bancários efetuados em contas-correntes das quais é titular, cuja origem dos recursos não foi por ele esclarecida. A base legal que deu suporte à exação foi o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996,o artigo 4° da Lei n°9.481, de 13/08/1997, e o artigo 21 da Lei n°9.532, de 10/12/1997. Inconformado com o lançamento, o recorrente alega os seguintes fatos que implicam em ser indevida a exação: 1) a inexistência efetiva de instrumento legal que o obrigue a fornecer a documentação comprobatória da sua movimentação bancária; 2) impossibilidade de aplicação retroativa das determinações da Lei n° 10.174, de 09/01/2001, devendo ser observados os mandamentos do § 3°, do artigo 11, da Lei n° 9.311, 24/10/1996; 7 • 4004 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 3) o auto de infração foi lavrado em seu nome indevidamente, vez que os recursos movimentados em sua conta-corrente bancária pertenciam à pessoa jurídica DIMARD — INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SOLADOS E CALÇADOS; 4) a autoridade fiscal transferiu para o autuado todo o ônus da prova; 5) depósitos bancários não se prestam como fato gerador do imposto sobre a renda, devendo ser observadas as determinações do artigo 6° da Lei n° 8.021 de 1990. Passemos à análise dos argumentos apresentados. Primeiramente, alega o recorrente a inexistência efetiva de instrumento legal que o obrigue a fornecer a documentação comprobatória da sua movimentação bancária. De tal argumentação depreendo que o recorrente se insurge contra a solicitação da autoridade fiscal no sentido de que apresentasse a comprovação da origem dos valores que foram creditados em suas contas-correntes bancárias. Os fatos que ensejaram a ação fiscal foram os volumes de moeda movimentados nas contas-correntes bancárias de titularidade do recorrente. Neste ponto, o artigo 42 da Lei n°9.430, de 27/12/1996, que deu suporte ao auto de infração, em seu caput, estabelece uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento, in litteris: 1 •• ;1:14- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - ,,cçi0.4 SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Destarte, o dispositivo legal em tela autoriza à autoridade fiscal para que, mediante conhecimento dos valores creditados na conta-corrente bancária, intime o seu titular a comprovar a origem e a natureza daqueles recursos, com o fim de que seja observado se já foi objeto de tributação. Como se trata de hipótese em que a própria lei define que os depósitos bancários, de origem não comprovada, caracterizam omissão de receita ou de rendimentos, cabe ao sujeito passivo, para que tais valores não sejam objeto de exação fiscal, a apresentação dos esclarecimentos necessários á identificação da origem dos recursos depositados na conta-corrente bancária. Em tal hipótese, observa-se a inversão do ônus da prova no direito tributário, que se opera quando, por transferência, compete ao sujeito passivo o ônus de provar que não houve o fato infringente, sendo que inversão sempre se origina da existência em lei. A presunção representa uma prova indireta, partindo-se de ocorrências de fatos secundários, fatos indiciários, que apontam para o fato principal, necessariamente desconhecido, mas relacionado diretamente ao fato conhecido. Nas situações em que a lei presume a ocorrência do fato gerador, as chamadas presunções legais, a produção de tais provas é dispensada. Assim dispõe o Código de Processo Civil nos artigos 333 e 334: 9 •,...,;?.4!;,Eitr.: MINISTÉRIO DA FAZENDA Ottril *:-..:rít PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4fM2k,), SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 Art. 333. O ônus da prova incumbe: I — ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II — ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 334. Não dependem de prova os fatos: IV — em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. Verifica-se no texto legal que a tributação por meio de depósitos bancários deriva de presunção de renda legalmente estabelecida. Trata-se, por outro lado, de presunção iuris tantum, ou seja, uma presunção relativa que pode a qualquer momento ser afastada mediante prova em contrário, cabendo ao contribuinte sua produção. No caso vertente, a autoridade autuante agiu com acerto: diante do indicio de omissão de rendimentos detectado através da operação financeira objeto da autuação em tela, operou a inversão do ônus da prova, cabendo ao interessado, a partir de então, provar a inocorrência do fato ou justificar sua existência. Entretanto, se o recorrente se insurge contra a quebra do seu sigilo bancário, cabe, neste ponto, trazermos à baila as determinações do artigo 6° a Lei Complementar n°105, de 10/01/2001, que dispõe: Art. 6°. As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento 411" MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .7mP» ,i' ; SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. (grifamos) Conforme se depreende da norma supra invocada, o acesso das autoridades fiscais às informações bancárias dos contribuintes deve-se dar após estar formalizado processo administrativo ou que se tenha em curso procedimento fiscal que envolva o contribuinte. Na espécie, estava em curso ação fiscal, cujo objeto foram as informações acerca da movimentação bancária do contribuinte, não havendo, neste ponto, qualquer contrariedade às determinações legais. Por outro lado, consoante o artigo 1 0 , § 30 , III, da retrocitada Lei Complementar n° 105, de 2001, o acesso da Secretaria da Receita Federal às informações bancárias necessárias à identificação dos contribuintes e os valores globais das respectivas operações referentes à contribuição provisória sobre movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira — CPMF não constitui quebra de sigilo. Isto porque as informações deste modo obtidas permanecem protegidas. A Lei n° 5.172, de 25/10/1966, (Código Tributário Nacional), em seu artigo 198, veda sua divulgação para qualquer fim, por parte da Fazenda Pública Nacional, ou de seu funcionários, sem prejuízo do disposto na legislação criminal. Por oportuno, cita-se o artigo 197, II, do Código Tributário Nacional, que determina que, mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade administrativa todas as informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras. O sigilo bancário tem por finalidade a proteção contra a divulgação ao público dos negócios das instituições financeiras e seus clientes. Assim, a partir da prestação, por parte das instituições financeiras, das informações e documentos solicitados pela autoridade tributária competente, como autorizam a Lei Complementar n°105, de 2001, e o artigo 197, II do Código Tributário Nacional, o sigilo bancário não é II 3- ff • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .4.iecti SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 quebrado, mas, apenas, se transfere à responsabilidade da autoridade administrativa solicitante e dos agentes fiscais que a eles tenham o acesso no restrito exercício de suas funções, que não poderão violar, salvo as ressalvas do parágrafo único do artigo 198 e do artigo 199, ambos do Código Tributário Nacional, como, aliás, prevê o inciso XXXIII do artigo 5° da Constituição Federal, sob pena de incorrerem em infração administrativa e em crime (§ 7° do artigo 38 da Lei n° 4.595, 31/12/1964; artigo 198 do CTN; artigo 325 do Código Penal). Frise, pois, que as informações obtidas junto às instituições financeiras pela autoridade fiscal, a par de amparada legalmente, não implicam quebra de sigilo bancário, mas simples transferência deste, porquanto em contrapartida está o sigilo fiscal a que se obrigam os agentes fiscais, de sorte que inocorre ilicitude na obtenção de provas. Ademais, está inscrito no § 4°, do mesmo artigo 1°, da Lei Complementar n° 105, de 2001, que, recebidas as informações referentes à CPMF, se detectados indícios de falhas, incorreções ou omissões, ou de cometimento de ilícito fiscal, a autoridade interessada poderá requisitar as informações e os documentos de que necessitar, bem como realizar fiscalização ou auditoria para a adequada apuração dos fatos. O recorrente argüi ainda em seu favor a impossibilidade de aplicação retroativa das determinações da Lei n° 10.174, de 09/01/2001, devendo ser observados os mandamentos do § 3°, do artigo 11, da Lei n°9.311, 24/10/1996; O citado § 3° do artigo 11 da Lei n° 9.311, de 1996, que institui a contribuição provisória sobre movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira — CPMF, vedava a utilização de informações para constituir crédito tributário de outras contribuições ou de impostos: 12 .!5:t,; MINISTÉRIO DA FAZENDA • kwit PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tclek„t:,, SEXTA CÂMARANe-4. Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 Art. 11. Compete à Secretaria da Receita Federal a administração da contribuição, incluídas as atividades tributação, fiscalização e arrecadação. § 3°. A Secretaria da Receita Federal resguardará, na forma da legislação aplicável à matéria, o sigilo das informações prestadas, vedada sua utilização para constituição do crédito tributário relativo a outras contribuições ou impostos. Contudo, com a edição da Lei n° 10.174, de 2001, em seu artigo 1°, foi dada nova redação ao § 3° do artigo 11 da Lei n° 9.311, de 1996, facultando a utilização das informações relativas à CPMF para instaurar procedimento administrativo e efetuar lançamento de outros tributos: § 3°. A Secretaria da Receita Federal resguardará, na forma da legislação aplicável à matéria, o sigilo das informações prestadas, facultada sua utilização para instaurar procedimento administrativo tendente a verificar a existência de crédito tributário relativo a impostos e contribuições e para lançamento, no âmbito do procedimento fiscal, do crédito tributário porventura existente, observado o disposto no art. 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e alterações posteriores. Tem se firmado neste Colegiado o entendimento de que a Lei n° 10.174, de 2001, que deu nova redação ao § 3° do artigo 11 da Lei n°9.311, de 1996, permitindo o cruzamento de informações relativas à CPMF para a constituição de crédito tributário pertinente a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, disciplina o procedimento de fiscalização em si, e não os fatos econômicos investigados, de forma que os procedimentos iniciados ou em curso a partir de janeiro de 2001 poderão valer-se dessas informações, inclusive para alcançar fatos geradores pretéritos. Isto porque o direito tributário contém normas materiais ou substantivas e normas procedimentais ou adjetivas. Sendo que o direito tributário material diz respeito à relação jurídica tributária, onde se delineiam os contornos da obrigação 13 • • • „z3.#;:l:s, MINISTÉRIO DA FAZENDA ..:4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ( 4,:rlailJ • SEXTA CÂMARA • Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 tributária e seus elementos: a lei e o fato gerador, enquanto as normas procedimentais se referem ao lançamento. Enquanto o direito tributário formal trata da organização administrativa tributária, do lançamento como procedimento administrativo, sua natureza jurídica, função e modalidades. Destarte, na atividade do lançamento distingue-se a lei material, que descreve o fato típico tributário e contém a respectiva implicação consistente no pagamento do tributo, das leis de natureza apenas adjetiva, que dizem respeito ao modo pelo qual é realizada a atividade de lançamento. A lei material é aquela aplicada na atividade do lançamento, determinando e quantificando a obrigação tributária principal e o correlativo crédito tributário. Integra o próprio objeto do lançamento, na medida em que é dele a fonte formal e, por isso, há de ser aquela vigente na data em que surgiram a obrigação e o respectivo crédito. Já as leis meramente adjetivas não integram o objeto do lançamento, pois que são aplicadas à atividade de lançamento. Por se tratarem de normas de caráter processual, devem ser observadas aquelas vigentes na data em que é exercida a atividade de lançamento, sendo irrelevante que sejam posteriores ao surgimento do direito que é objeto do lançamento. Tal distinção fica bem demarcada nas linhas do artigo 144 e seu § 1° do Código Tributário Nacional, in litteris: Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1° Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito 14 r ' • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .014, :iN4- SEXTA CÂMARA Processo n0 : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiro. Da leitura do dispositivo legal, depreende-se que o caput do artigo 144 do CTN estabelece que quanto aos aspectos materiais do tributo (contribuinte, hipótese de incidência, base de cálculo, etc), aplica-se ao lançamento a lei vigente no momento da ocorrência do fato gerador da obrigação, ainda que posteriormente modificada ou revogada. No entanto, o § 1° do mesmo artigo 144 do CTN manda aplicar a lei posterior ao fato gerador se ela instituiu novos critérios de apuração, processos de fiscalização e investigação com poderes mais eficazes da autoridade ou outorgou maiores garantias ou privilégios ao crédito tributário. Ou seja, quanto aos aspectos meramente formais ou procedimentos atinentes ao lançamento, aplica-se a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. Com efeito, segundo este dispositivo, o lançamento se rege pelas leis vigentes á época da ocorrência do fato gerador, porém os procedimentos e critérios de fiscalização regem-se pela legislação vigente à época de sua execução. Assim, as leis que instituam novos critérios de apuração ou novos processos de fiscalização, ou, ainda, que ampliem os poderes de investigação das autoridades administrativas, são todas, por assim dizer, externas ao fato gerador, no sentido de que não alteram nenhum dos aspectos da hipótese de incidência tributária, afetando, apenas, a atividade do lançamento, e não o crédito tributário. A Lei n° 10.174, de 2001, faculta a utilização das informações relativas à CPMF para instaurar procedimento administrativo tendente a verificar a existência de crédito tributário relativo a impostos e contribuições e para lançamento, no âmbito do procedimento fiscal, do crédito tributário porventura existente ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativa, exatamente como prevê o § 1° do artigo 15 t" • e:W-0- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •1/41, SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 144 do CTN, e vige, desse modo, no que concerne aos aspectos formais e procedimentais do lançamento. Assim, entrando em vigor a Lei n° 10.174, de 2001, a fiscalização passa a ser autorizada a utilizar as prerrogativas concedidas pela lei a partir daquela data, contudo tendo a possibilidade de investigar fatos e atos anteriores à sua vigência, desde que obedecidos os prazos decadenciais e prescricionais, ou seja, passa a dispor de um instrumento de fiscalização que anteriormente não possuía, podendo utiliza-lo conforme o interesse público que o ato administrativo pressupõe. Por tais motivos há de se entender que aquela norma não inovou a tributação do imposto de renda, dado que a partir de sua edição não passou a estar descrita em lei nova hipótese de incidência. Partindo-se do entendimento de que a norma que autoriza a utilização dos dados da CPMF tem natureza procedimental, não há como defender o seu afastamento com base na irretroatividade, pois a legislação vigente à época do fato gerador, para efeito de determinar o tributo devido, estaria sendo respeitada. A norma em questão respeita a lei tributária no tempo da ocorrência do fato gerador da respectiva obrigação, permitindo a aplicação da legislação posterior que não afeta os elementos legais tomados para o lançamento tributário. Portanto, devem ser rejeitadas as considerações acerca de ser indevida a utilização das prerrogativas inscritas no artigo 10 da Lei n° 10.174, de 2001, aludindo desrespeito ao princípio da irretroatividade das leis. Afirma ainda o recorrente que o auto de infração foi lavrado em seu nome indevidamente, vez que os recursos movimentados em sua conta-corrente bancária pertenciam à pessoa jurídica DIMARD — INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SOLADOS E CALÇADOS. 16 . • - 444 - MINISTÉRIO DA FAZENDA 011 ;":; 4` PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES zot.r.'r- SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 O recorrente não trouxe aos autos qualquer elemento capaz de comprovar que as contas-correntes bancárias objeto da ação fiscal não eram de sua titularidade. A simples alegativa de que os valores pertenciam a terceira pessoa, não implica em que seja imputado a outrem a titularidade dos numerários depositados, não sendo capaz de modificar a sujeição passiva da exação tributária que recai sobre os depósitos cuja origem não foi comprovada. Havendo que, se o numerário que transitou pelas contas-correntes objeto da exação eram de pessoa jurídica, tal fato poderia ser comprovado com a apresentação da escrituração contábil da empresa e o cotejamento entre as receitas próprias da atividade empresarial. Não se prestando como elemento capaz de elidir a exação a declaração, em nome da empresa, em que um dos subscritores é o próprio recorrente (fl. 273), onde é afirmado que as contas-correntes n° 00.143-5, agência 1381, e n°28.223-8, agência 0453, ambas no Banco Itati S/A. Ademais, a possibilidade de que os valores creditados em conta corrente tenham sua titularidade atribuída a terceiros foi inserida pelo artigo § 5°, do artigo 42, da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, pelo artigo da Lei n° 10.637, de 30/12/2002, com a seguinte redação: § 5°. Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receita será efetuada em relação a terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. O objetivo do citado mandamento legal foi preencher uma lacuna da legislação, que dificultava a autuação dos verdadeiros titulares de contas correntes em nome dos chamados "laranjas", cujos valores começaram a ser localizados com o cruzamento de dados bancários. Para isso, surgiu a autorização expressa para que, quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento 17 MINISTÉRIO DA FAZENDA lk PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES +jitifil2,;:), SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas possa ser feita em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. O dispositivo legal que autoriza a tributação dos depósitos bancários de origem não especifica tem como fundamento lógico o fato de não ser comum o depósito de numerário, de forma gratuita e indiscriminada, em conta bancária de terceiros. Como corolário dessa afirmativa tem-se que, até prova em contrário, o que se deposita na conta de determinado titular a ele pertence. A determinação dos rendimentos omitidos, tomando por base depósitos bancários de origem não comprovada, somente pode ser efetuada em relação a terceiro quando restar comprovado pelo fisco que os valores creditados nas contas de depósito ou de investimento pertencem ao terceiro, sendo incabível a aplicação dessa regra quando ausente qualquer indicio de que o titular de fato da conta bancária não seja a autuada. Portanto, descabida a alegativa do recorrente de que a conta-corrente bancária não seria de sua titularidade, vez que não restou por ele comprovada, e, embora se trate a autuação de uma presunção relativa Guris tantum), a determinação dos rendimentos omitidos, tomando por base depósitos bancários de origem não comprovada, somente pode ser efetuada em relação a terceiro quando restar comprovado pelo fisco que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem ao terceiro, sendo incabível a aplicação dessa regra quando ausente no processo qualquer indício de que o titular de fato da conta bancária não seja o autuado. O recorrente alega ainda que a autoridade fiscal transferiu para ele todo o ônus da prova necessária a elucidar a origem dos valores depositados nas contas-correntes bancárias de sua titularidade. 18 I sti".411.4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,04-cett.), SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 Ora, como já antes citado, o mandamento legal que deu base à exação foi o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, em seu caput, estabelece uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Nestes termos, cabe ao sujeito passivo apresentar à autoridade fiscal os eventos que deram origem aos recursos depositados, para que seja averiguado se estes já foram objeto de tributação anterior, o que os livraria da presunção legal de que se tratam de valores que foram omitidos da tributação do imposto sobre a renda. Pois, como se trata de hipótese em que a própria lei define que os depósitos bancários, de origem não comprovada, caracterizam omissão de receita ou de rendimentos, cabe ao sujeito passivo, para que tais valores não sejam objeto de exação fiscal, a apresentação dos esclarecimentos necessários á identificação da origem dos recursos depositados na conta-corrente bancária, não cabendo as argumentações contrárias do recorrente. Por fim, advoga o recorrente que os depósitos bancários não se prestam como fato gerador do imposto sobre a renda, devendo ser observadas as determinações do artigo 6° da Lei n°8.021, de 12/04/1990. Referido dispositivo legal exigia que o lançamento de ofício do imposto sobre a renda poderia ser feito mediante arbitramento dos rendimentos com base na renda presumida, mediante utilização dos sinais exteriores de riqueza, que se configurariam como a realização de gastos incompatíveis com a renda disponível do sujeito passivo. 19 • '44- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES c•Nr-1. - . SEXTA CÂMARA Processo n° : 10435.001411/2003-17 Acórdão n° : 106-14.352 Entretanto, com a entrada em vigor da já citada Lei n° 9.430, de 1996, que em seu artigo 42 autoriza uma presunção legal de omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento, tornou-se despicienda a averiguação dos sinais exteriores de riqueza para dar suporte ao lançamento com base em depósitos bancários, não havendo que serem acolhidas as reclamações do recorrente neste sentido. Destarte, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 10 de dezembro de 2004. Vool-nà,Q- -11ZeNll'IE OLIMPO HOLANDA 20 Page 1 _0020900.PDF Page 1 _0021000.PDF Page 1 _0021100.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021500.PDF Page 1 _0021600.PDF Page 1 _0021700.PDF Page 1 _0021800.PDF Page 1 _0021900.PDF Page 1 _0022000.PDF Page 1 _0022100.PDF Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1 _0022700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10469.004056/91-64
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 11 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Jul 11 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA - EXERCÍCIO DE 1989 - REDUÇÃO PARA INVESTIMENTO - TRD - O adicional do imposto de renda não pode ser computado na base de cálculo para se determinar o valor da redução por reinvestimento.
É indevida a incidência da TRD nos termos da IN 32/97.
(DOU-19/09/97)
Numero da decisão: 103-18775
Decisão: POR UNANIMIDADE DE VOTOS, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO PARA EXCLUIR A INCIDÊNCIA DA TRD NO PERÍODO DE FEVEREIRO A JULHO DE 1991.
Nome do relator: Victor Luís de Salles Freire
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Recorrida : DRJ EM RECIFE - PE Sessão de : 11 de julho de 1997 Acórdão n°. : 103-18.775 ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA - EXERCÍCIO DE L989 - REDUÇÃO PARA INVESTIMENTO - TRD - O adicional do imposto de renda não pode ser computado na base de calculo para se determinar o valor da redução por reinvestimento É indevida a incidência da TRD nos termos da IN 32/97. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por POTYCRET - PRODUTOS DE CONCRETO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir a incidência da TRD no período de fevereiro a julho de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a i tegrar o presente julgado. 7-___-__cr-st ,,,'7-,•,'"lr;-:fr-•:._—'-r!,---e.-fisPo•r"- 4tir.i ROD - .-il S i • :ER •.- "? TE i , ( - \\N\.. - VICTOR LUÍS B 2 SALLES FREIRE RELATOR FORMALIZADO EM: 22 AGO 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros VILSON BIADOLA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, EDSON VIANNA DE BRITO, SANDRA MARIA DIAS NUNES E ÇMÁRCIA MARIA LÕRIA MEIRA. Ausente, a Conselheira S UEL ELITA ALVES PRETO VIRA REAL. 404-z% N,1: t', MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. :10469.004056/91-64 Acórdão n°. :103-18.775 Recurso n°. :111.338 Recorrente : POTYCRET - PRODUTOS DE CONCRETO LTDA. RELATÓRIO Em face da r. decisão monocrática de fls. 17/20 remanesce nesta oportunidade, para apreciação e julgamento, infração detectada no lançamento suplementar e relativa a um suposto cálculo em valor superior ao limite legal da redução para reinvestimento de que poderia usufruir a notificada em face de possuir estabelecimento na área da SUDENE. No particular, para consagrar o crédito tributário sob litígio, deixou assente o veredicto que o "valor do Adicional instituído pelo Decreto-Lei 1.704/79 não é computado na Base de Calculo utilizada para determinação do montante do Depósito para Reinvestimento". E isto porque, a seu entender, aquele diploma deixou absolutamente claro no artigo 1°, parágrafo 3°, que o "valor do adicional previsto no parágrafo anterior será recolhido integralmente como receita da União, não sendo permitidas quaisquer deduções". Devidamente intimada do decisório interpõe a parte recursante seu singelo apelo de fls. 25/26 onde se reporta por igual à singela impugnação vestibular. AProcuradoria da Fazenda Nacional ofertou contra-razões. &É o breve relato. 19\ 2 ') MINISTÉRIO DA FAZENDA Y- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Z.;1-t.:=1" Processo n°. : 10469.004056/91-64 Acórdão n°. : 103-18.775 VOTO Conselheiro VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, Relator O recurso é tempestivo e assim tem o devido pressuposto de admissibilidade. No julgamento do Recurso 109.269 da Recorrente Tintas Coral do Nordeste S/A, relacionado ao Processo n° 10480/006.340/93-15 e em tudo idêntico à matéria aqui versada, proferi voto do seguinte teor: "No âmago da questão tem-se que, efetivamente, o ceme da discussão se subsume à possibilidade de se considerar o depósito para reinvestimento como uma "redução" e não como uma "dedução" e assim se definir a respeito da repercussão do mesmo na incidência do adicional de imposto de renda previsto no artigo 1° do Decreto-Lei 1.704/79. No particular tenho que o artigo 449 do RIR/80, trazido a cogitação, cogita exclusivamente do benefício da redução tributária relativamente a parcelas de reinvestimentos na região da SUDENE ao "imposto devido", aí não se fazendo qualquer referência ao adicional, que, de resto, é declarado como de recolhimento integral pelo parágrafo 3° do artigo 1° do Decreto-Lei 1.407/79, sem "quaisquer deduções" (por dedução entenda-se exclusivamente dedução no adicional). Ademais, como ainda aclarado na r. decisão monocrática, o depósito para reinvestimento vem sendo tratado de forma restrita, restringindo-se o benefício apenas para o imposto em face da não ressalva do mesmo no texto legal pertinente (cf. artigo 449, RIFU80) Concluo, portanto, que o valor do adicional do imposto de renda não pode ser computado na base de calculo para se determinar o valor da redução por reinvestimento. É como voto, assim, para apenas excluir do lançamento a TRD no período anterior a julho/91." Referida manifestação foi sufragada à unanimidade de votos no seio desta Câmara. Por sinal, em data próxima sã prolação daquele votcr Colenda Câmara Superior de 3 I ., -:ts‘ n.1,z:4 C)* ..,, •=-: t" MINISTÉRIO DA FAZENDA '' P -C -;-- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESitts. ,-,'> Processo n°. :10469.004056/91-64 Acórdão n°. :103-18.775 Recursos Fiscais da mesma forma atingira idêntica conclusão, ratificando o teor do V. Acórdão 01-1.205/91 citado no r. veredicto recorrido. Em face do exposto, assim, meu voto é apenas pelo provimento parcial do recurso para o efeito de se excluir do débito remanescente a incidência da TRD no termos da IN 32/97. S la das e sães - DF, em 11 de julho de 1997 r hi. .....- (ii) VIC LU S D ALLES FREIRE 4 Page 1 _0093600.PDF Page 1 _0093800.PDF Page 1 _0094000.PDF Page 1
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