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Numero do processo: 15224.000470/2006-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Data do fato gerador: 29/03/2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO. Não se toma conhecimento do recurso voluntário interposto após o prazo de trinta dias da ciência da decisão da DRJ. Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3102-001.528
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não se tomar conhecimento do recurso voluntário, face a sua intempestividade. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1491; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15224.000470/200610 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 310201.528 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de junho de 2012 Matéria II Recorrente VARIG S.A. VIAÇÃO AÉREA RIO GRANDENSE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Data do fato gerador: 29/03/2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. PEREMPÇÃO. Não se toma conhecimento do recurso voluntário interposto após o prazo de trinta dias da ciência da decisão da DRJ. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não se tomar conhecimento do recurso voluntário, face a sua intempestividade. A Conselheira Nanci Gama declarouse impedida. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Fabia Regina Freitas, Winderley Morais Pereira, Helder Massaaki Kanamaru e Nanci Gama. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 Relatório Por bem descrever os fatos adoto o relatório da primeira instância, que passo a transcrever. “O presente processo trata de Auto de Infração (AI) referente à cobrança do Imposto de Importação (II) e das contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e para o PIS/PASEP vinculadas à importação, acrescida da respectiva multa de ofício, totalizando, quando de sua lavratura, um crédito tributário no valor de R$ 633,93. DO LANÇAMENTO A descrição detalhada dos fatos que levaram à lavratura dos Autos de Infração em apreço consta no campo Descrição dos Fatos e Enquadramento(s) Legal(is). Nesse, a Autoridade Fiscal consignou que, em ato de conferência final de manifesto, detectouse a falta de mercadoria em relação à carga manifestada pelo transportador para o voo VRG8989, termo de entrada n° 05/0009451. Constatada a falta em questão e, com base no ordenamento vigente, caracterizado o transportador como o responsável pelo extravio da mercadoria, cobramse os tributos e acréscimos legalmente previstos. DA IMPUGNAÇÃO Em 30 de maio de 2006 o sujeito passivo foi cientificado deste lançamento, vindo a apresentar impugnação em 02 de junho do mesmo ano (fls. 34/54), na qual alega estar sendo penalizado por a Administração Aduaneira considerar extraviados os volumes manifestados e não constantes quando da descarga, sendo que, em se tratando de mercadorias recebidas em "container", em regime de consolidação, cabe ao agente de carga e ao exportador a verificação das unidades; não podendo os frequentes enganos e incorreções escriturais serem interpretados como transgressão fiscal. Consta ainda na peça defensória que, por a mercadoria haver sido importada em regime de isenção tributária (transportada do exterior para a Zona Franca de Manaus), não gera expectativa de receita para a Fazenda Nacional, motivo pelo qual inexiste justificativa jurídica para o presente Auto de Infração. A Impugnante, dizendose sustentada no princípio que norteia o direito tributário de que a obrigação da exação somente se Fl. 148DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 15224.000470/200610 Acórdão n.º 310201.528 S3C1T2 Fl. 2 3 justifica se determinada por lei, apresenta farta jurisprudência, de diversas comarcas e tribunais, no sentido de que o transportador não pode ser responsabilizado por tributo, em caso de falta ou avaria de mercadorias, se esta foi importada ao amparo de regime de isenção. Argumenta ainda a Impugnante que não pode um mero decreto regulamentador extrapolar a norma regulamentada, prevalecendo contra a disposição legal que estabelece que somente poderão ser indenizados à Fazenda Nacional os tributos que em consequência de avaria ou extravio, deixarem de ser recolhidos, pois, aceitandose isso, estarseá indo de encontro à lei. aos princípios gerais de direito, do direito tributário nacional e, principalmente, às garantias constitucionais. Alega também ser inaceitável o raciocínio de que o gozo da isenção estaria condicionado à destinação final da mercadoria, posto que a lei assim não dispõe, pois o DecretoLei n° 288/67, apesar de estabelecer que a entrada de mercadoria na ZFM é isenta de imposto quando as mesmas são destinadas ao consumo interno, industrialização, agropecuária, pesca, instalação e operação de indústrias e serviços e a estocagem para exportação; não condiciona que a isenção somente venha a ser concedida após o consumo ou emprego desses bens. A simples entrada da mercadoria na ZFM é suficiente para a concessão da isenção. Por fim, em razão do exposto, requereu seja tornado sem efeito e insubsistente o Auto de Infração em comento.” A Delegacia da Receita Federal de Julgamento manteve integralmente o lançamento. A decisão foi assim ementada. “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 29/03/2006 ATO NORMATIVO VIGENTE. ANÁLISE DE CONSTITUCIONALIDADE/LEGALIDADE. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO PODER JUDICIÁRIO. Compete privativamente ao Poder Judiciário proceder à análise da constitucionalidade ou legalidade de ato normativo vigente no ordenamento pátrio. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 29/03/2006 CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. MERCADORIA EXTRAVIADA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO TRANSPORTADOR. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 Conforme os preceitos normativos, o transportador é o responsável tributário quando da constatação de extravio de mercadoria que encontravase sob sua responsabilidade. MERCADORIA EXTRAVIADA. CÁLCULO DOS TRIBUTOS. DESCONSIDERAÇÃO DE EVENTUAL ISENÇÃO. No cálculo dos tributos incidentes sobre mercadoria extraviada não será considerada eventual isenção a ela aplicável. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Cientificada da decisão da DRJ, a empresa apresentou recurso voluntário, repisando as alegações já apresentadas na impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. Preliminarmente há de se verificar a tempestividade do recurso voluntário apresentado. Conforme consta dos autos, a comprovação da ciência da decisão da DRJ foi realizada por meio do Aviso de Recebimento – AR (fls. 85), com data de recebimento no dia 19/04/2011, uma terçafeira. Cientificada da decisão de primeira instância. O Recurso Voluntário deverá ocorrer no prazo de 30 (trinta) dias, conforme previsto no parágrafo 2°, do artigo 33, do Decreto n° 70.235/1972, verbis: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão”. A forma de contagem do prazo estabelecido pelo art. 33 foi previsto no art. 5º do mesmo decreto. “Art. 5°. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o do vencimento. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 15224.000470/200610 Acórdão n.º 310201.528 S3C1T2 Fl. 3 5 Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato.” A fruição do prazo, tendo em vista que a ciência ocorreu em uma terçafeira, teve seu termo de início sobrestado para o próximo dia de expediente normal da repartição que seria dia 20/04/2011 uma quartafeira, extinguindose o prazo para interposição do recurso em 19/05/2011. O Recurso Voluntário (fls. 87 a 104) foi apresentado em 01/06/2011, após a data limite para interposição de recurso, sendo desta forma, intempestivo, não atendendo os pressupostos de admissibilidade. Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso por apresentarse intempestivo. Winderley Morais Pereira Fl. 151DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 30/08/ 2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
score : 1.0
Numero do processo: 14751.001762/2009-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 15/06/2009
CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 33, § 2.º DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do artigo 33, § 2.º da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “j” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 01/11/2007
AUTO DE INFRAÇÃO OSCIP EQUIPARADA A EMPRESA MANUTENÇÃO DE DOCUMENTOS CONTÁBEIS LIVRO DIÁRIO OBRIGATORIEDADE PARA ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVAS
As organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, assim, como as associações ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras são equiparadas a empresa para cumprimento da legislação tributária As OSCIP nos termos dos art. 4 e 5 da Lei 9790 deverão ter observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de
Contabilidade;
Quanto ao valor da multa aplicável, conforme descrito no art. 373 os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Portanto, conforme dispôs a Lei n° 8.212/91, artigos 92 e 102 e seu decreto regulamentador acima descrito, a
Portaria MPS/MF n. 43/2009 reajustou os valores da multa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-002.382
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 15/06/2009 CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 33, § 2.º DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 283, II, “j” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do artigo 33, § 2.º da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “j” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 01/11/2007 AUTO DE INFRAÇÃO OSCIP EQUIPARADA A EMPRESA MANUTENÇÃO DE DOCUMENTOS CONTÁBEIS LIVRO DIÁRIO OBRIGATORIEDADE PARA ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVAS As organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, assim, como as associações ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras são equiparadas a empresa para cumprimento da legislação tributária As OSCIP nos termos dos art. 4 e 5 da Lei 9790 deverão ter observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade; Quanto ao valor da multa aplicável, conforme descrito no art. 373 os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Portanto, conforme dispôs a Lei n° 8.212/91, artigos 92 e 102 e seu decreto regulamentador acima descrito, a Portaria MPS/MF n. 43/2009 reajustou os valores da multa. Recurso Voluntário Negado.
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Inobservância do artigo 33, § 2.º da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “j” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 01/11/2007 AUTO DE INFRAÇÃO OSCIP EQUIPARADA A EMPRESA MANUTENÇÃO DE DOCUMENTOS CONTÁBEIS LIVRO DIÁRIO OBRIGATORIEDADE PARA ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVAS As organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, assim, como as associações ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras são equiparadas a empresa para cumprimento da legislação tributária As OSCIP nos termos dos art. 4 e 5 da Lei 9790 deverão ter observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade; Quanto ao valor da multa aplicável, conforme descrito no art. 373 os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação Fl. 109DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 2 continuada da previdência social. Portanto, conforme dispôs a Lei n° 8.212/91, artigos 92 e 102 e seu decreto regulamentador acima descrito, a Portaria MPS/MF n. 43/2009 reajustou os valores da multa. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14751.001762/200991 Acórdão n.º 240102.382 S2C4T1 Fl. 2 3 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado sob o n. 37.269.5248, em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 33, §2º da Lei n ° 8.212/1991 c/c art. 283, II, “j” do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, em seu relatório, fls. 06, a empresa está sendo autuada com fundamento no artigo 33, §§ 2° e 3°, da Lei n0 8.212, de 24/07/1991 (acrescentado pela Lei n0 9.528, de 10/12/1997), combinado com os artigos 232 e 233, parágrafo único do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n 0 3.048, de 06/05/1999. Notadamente, por não apresentar os seguintes documentos relacionados com Contribuições Previdenciárias: Folhas de Pagamentos de pagamento, Livro Razão e o Livro Diário. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 15/06/2009, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 17/07/2009. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 19 a 24. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência do lançamento, conforme fls. 91 a 96. Vejamos ementa da referida decisão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAR DOCUMENTOS. DESCUMPRIIVIENTO. MULTA. Comete infração a empresa que deixa de apresentar ao Fisco documentos relacionados com as contribuições previdencidrias ou que apresenta documento ou livro que não atenda as formalidades legais, que contenha informação diversa da realidade ou que omita informação verdadeira. ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE INTERESSE PÚBLICO. OSICP. ESCRITURAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. As pessoas qualificadas como Organização Social de Interesse Público, nos termos da Lei n°. 9.790/99, são obrigadas a manter escrituração completa de suas receitas e despesas, com observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 111DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 4 Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 100 a 103. Em síntese, a recorrente em seu recurso traz as mesmas alegações da impugnação, quais sejam: 1. Não se explicou como chegou ao cálculo exato do valor da multa de R$13.291,66, cerceando o direito de defesa do contribuinte; 2. Desde o inicio das suas atividades, a Entidade defendente atuou com recursos exclusivamente públicos, assim não se deveria exigir livros contábeis de natureza privada, mas sim nos termos da Lei d. 4.320/64, como procedido pela instituição, inclusive pautada em determinação do Tribunal de Contas do Estado da Paraiba; 3. Ademais, o autuante vem de forma vexatória lavrar novamente auto de infração sob o mesmo argumento e nos mesmos termos do AI n°. 37.215.6363, agindo em desconformidade com a legislação vigente excedendo o valor a ser cobrado, comando dupla infração sobre o mesmo fato, o que é vedado por lei. 4. Ao final, requer a improcedência da autuação, protestando provar o alegado pela juntada de novos documentos e a realização de perícia técnicocontábil. A DRFB encaminhou o recurso a este conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14751.001762/200991 Acórdão n.º 240102.382 S2C4T1 Fl. 3 5 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 105. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DO MÉRITO Em primeiro lugar o procedimento adotado pelo AFPS na aplicação do presente autodeinfração seguiu a legislação previdenciária, conforme fundamentação legal descrita. Importante destacar que as associações em relação aos segurados que contrata, ou mesmo no caso de contratação de cooperativas, possui as mesmas obrigações que as empresas em geral, tendo em vista sua equiparação. Art. 12. Consideramse: I empresa a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional; e II empregador doméstico aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. Parágrafo único. Equiparamse a empresa, para os efeitos deste Regulamento: (Redação alterada pelo Decreto nº 3.265/99) I o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; (Redação alterada pelo Decreto nº 3.265/99) II a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; III o operador portuário e o órgão gestor de mãodeobra de que trata a Lei nº 8.630, de 1993; e IV o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço. Assim, independente da missão de contribuir para a formação da cidadania ambiental e promover o desenvolvimento sócio econômico, cultural, ampliando o mercado de trabalho e a qualidade de vida das pessoas, possuía empresa obrigações trabalhistas e previdenciárias em relação aos segurados que mantém com ela relações de trabalho. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 6 Conforme prevê o art. 33, § 2º da Lei n ° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado a exibir os livros e documentos relacionados com as contribuições previdenciárias, nestas palavras: Art.33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 9/07/2001) (...) § 2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. Assim, a exigência da fiscalização não foi desmedida, pois a solicitação foi realizada no prazo estabelecido na legislação, ou seja exigência de livros e documentos com vista a comprovar o fiel cumprimento da legislação previdenciária. A AuditoraFiscal agiu de acordo com a norma aplicável, e não poderia deixar de fazêlo, uma vez que sua atividade é vinculada. A base da argumentação do recorrente diz respeito ao fato que atuou com recursos exclusivamente público, razão porque não se deveria exigir livros contábeis de natureza privada, mas sim, nos termos da lei 4320/64. As Organ iz açõe s da Soc i edade C iv i l d e In t e r e s s e Púb l i co (OSCIP ) s ãoentidades formalizadas através de um título fornecido pelo Ministério da Justiça, cuja finalidade é facilitar parcerias tanto com o setor público, através da formação de convênios e parcerias, tanto com o setor privado. Assim, os art. 4 e 5 da lei 9790 definem obrigações acerca da gestão contábil e financeira: Art. 4o Atendido o disposto no art. 3o, exigese ainda, para qualificaremse como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre: I a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência; II a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório; Fl. 114DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14751.001762/200991 Acórdão n.º 240102.382 S2C4T1 Fl. 4 7 III a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade; IV a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da extinta; V a previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação instituída por esta Lei, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social; VI a possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na região correspondente a sua área de atuação; VII as normas de prestação de contas a serem observadas pela entidade, que determinarão, no mínimo: a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade; b) que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, incluindose as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocandoos à disposição para exame de qualquer cidadão; c) a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme previsto em regulamento; d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal. Parágrafo único. É permitida a participação de servidores públicos na composição de conselho de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, vedada a percepção de remuneração ou subsídio, a qualquer título.(Incluído pela Lei nº 10.539, de 2002) Art. 5o Cumpridos os requisitos dos arts. 3o e 4o desta Lei, a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação instituída por esta Lei, deverá formular requerimento escrito ao Ministério da Justiça, instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos: Fl. 115DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 8 I estatuto registrado em cartório; II ata de eleição de sua atual diretoria; III balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício; IV declaração de isenção do imposto de renda; V inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes. Quanto ao argumento de que inexigível o livro Diário em se tratando de entidade beneficente, entendo que razão novamente não assiste ao recorrente. À fls. 208 a autoridade julgadora demonstra de forma cabal a possibilidade de exigência do Livro Diário, conforme descrito abaixo. Quanto a alegação de que 0 Fiscal utilizouse de dispositivos do Código Comercial para sustentar a pratica de violação de obrigações acessórias contábeis, quando tais embasamentos legais não se aplicam a impugnante, pois não ha como confundir a representada com uma empresa comercial, pois tratase de uma entidade sem fins econômicos, verificamos que a partir da competência 11/91, o Livro Diário e exigível para toda entidade mesmo sem fins lucrativos. Uma vez obrigadas a apresentar os Livros Diário, tais documentos devem obedecer as formalidades extrínsecas de sua apresentação. Assim, as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos necessitam atender exigências relativas a sua escrituração contábil, estabelecidas na legislação ordinária, bem como respeitar os princípios e as normas aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Dessa forma, a Norma Brasileira de Contabilidade, NBC T 10.19 Entidades Sem Finalidade de Lucrativos, aprovada pela Resolução CFC n.] 877, de 2000, com alterac6es da Resolução CFC n. ° 926, 19 de dezembro de 2001, abaixo reproduzida, estabelece a forma do registro e das demonstrac6es contabéis das EBAS, conforme se verifica: "NBC T 10.19 ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS 10.19.1 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 10.19.1.1 Esta norma estabelece critérios e procedimentos específicos de avaliação, de registros dos componentes e variações patrimoniais e de estruturação das demonstrações contábeis, e as informações mínimas a serem divulgadas em nota explicativa das entidades sem finalidades de lucros 10.19.1.7 Por se tratar de entidades sujeitas aos mesmos procedimentos contábeis, devem ser aplicadas, no que couber, as diretrizes da NBC T 10.4 Fundações e NBC T 10.18 Entidades Sindicais e Associações de Classe. 10.19.2.1 As receitas e despesas devem ser reconhecidas, mensalmente, respeitando os Princípios Fundamentais de Contabilidade, em especial os Princípios da Oportunidade e da Competência Fl. 116DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14751.001762/200991 Acórdão n.º 240102.382 S2C4T1 Fl. 5 9 10.19.1.2 Destinase, também, a orienta o atendimento as exigências legais sobre procedimentos contábeis a serem cumpridos pelas pessoas jurídicas de direito privado sem finalidade de lucros, especialmente entidades beneficentes de assistência social (Lei Orgânica da Seguridade Social), para emissão do Certificado de Entidade de Fins Filantr6picos, da competência do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). [ ... j 10.19.1.6 Aplicamse as entidades sem finalidade de lucros os Princípios Fundamentais de Contabilidade, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas e Comunicados Técnicos, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade. Portanto, ao contrário do que argumenta o recorrente entendo cabível a exigência quanto a apresentação do livro Diário, independente da condição de entidade sem fins lucrativos. Os esclarecimentos prestados pela autoridade julgadora deixam clara a previsão legal para tanto. VALOR DA MULTA Quanto à argumentação da recorrente de que a multa aplicada possui valor exacerbado, tendo a autoridade fiscal aplicado penalidade de forma mais gravosa, também não lhe confiro razão. O Auto de Infração ao ser aplicado no presente caso, não se transforma em meio obtuso de arrecadação, nem possui efeito confiscatório. Pelo contrário, na legislação previdenciária, a aplicação de auto de infração não possui a natureza meramente arrecadatória, o que se demonstra pela possibilidade de atenuação ou até mesmo de relevação da multa. Dispõe o art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. § 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. § 3º A autoridade que atenuar ou relevar multa recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior, de acordo com o disposto no art. 366. Os valores aplicados em auto de infração pela omissão justificamse pelo fato da importância dos esclarecimentos para administração previdenciária. As informações prestadas auxiliarão na fiscalização das contribuições arrecadadas em prol da Previdência Social. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 10 Quanto aos valores da multa aplicada, onde questiona o recorrente serem indevidos, ressaltese: Art. 373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Portanto, conforme dispôs a Lei n° 8.212/91, artigos 92 e 102 e seu decreto regulamentador acima descrito, a Portaria MPS/MF n. 43/2009 reajustou os valores da multa: Notese que mesmo depois de ter suas alegações de impugnação sido afastadas, não fez o recorrente, qualquer prova do alegado, trazendo qualquer novo documento para demonstrar as ditas inconsistências. Ademais, a alegação de que não tinha a intenção de praticar qualquer falta, também não afeta o lançamento, uma vez que a intenção do agente não interfere, ou seja o fato de ter agido com dolo ou culpa não interfere no lançamento. Assim, o valor da multa aplicada obedece estritamente os ditames legais, tendo o auditor no próprio relatório descrito os fundamentos para aplicação e gradação da multa aplicada, não havendo em se falar desobediência aos princípios constitucionais.. Vale destacar, ainda, que a responsabilidade pela infração tributária é em regra objetiva, isto é independe de culpa ou dolo. Assim, entendo que a fiscalização seguiu o trâmite correto, sendo que as alegações da recorrente em sua totalidade foram incapazes de desconstituir o lançamento. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 118DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 10/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE
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Numero do processo: 10410.006346/2010-23
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005
DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não.
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - TERMO A QUO
Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, se o fato gerador ocorrer em 12/2005, o fisco tem prazo até 12/2010, inclusive, para efetuar o lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.355
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Júlio César Vieira Gomes Presidente
Ana Maria Bandeira- Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Ausente justificadamente o Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005 DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - TERMO A QUO Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, se o fato gerador ocorrer em 12/2005, o fisco tem prazo até 12/2010, inclusive, para efetuar o lançamento. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1608; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10410.006346/201023 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.355 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de fevereiro de 2013 Matéria TERCEIROS Recorrente MUNICÍPIO DE ARAPIRACA PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005 DECADÊNCIA ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 INCONSTITUCIONALIDADE STF SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO DECADÊNCIA TERMO A QUO Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, se o fato gerador ocorrer em 12/2005, o fisco tem prazo até 12/2010, inclusive, para efetuar o lançamento. Recurso Voluntário Negado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 41 0. 00 63 46 /2 01 0- 23 Fl. 260DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Ausente justificadamente o Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 261DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10410.006346/201023 Acórdão n.º 2402003.355 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de lançamento de contribuições destinadas ao SEST e ao SENAT, incidentes sobre os valores pagos a contribuintes individuais autônomos, cuja obrigação de arrecadar e recolher é do contratante. Segundo o Relatório Fiscal (fls. 20/22), as bases de calculo das contribuições lançadas no período de 01/2005 a 12/2005 foram apuradas nos processos de empenhos das despesas com seus respectivos recibos de pagamentos, os quais são anexados por amostragem. A autuada teve ciência do lançamento em 22/12/2010 e apresentou defesa (fls. 232/234), onde alega que os créditos estariam extintos pela decadência. Pelo Acórdão nº Acórdão 1134.386 (fls.241/243) a 7ª Turma da DRJ/Recife considerou a autuação procedente em parte e reconheceu a decadência das competências de 01 a 11/2005, mantendo a competência 12/2005. Contra tal decisão, a autuada apresentou recurso onde alega a prestação de serviços referente à competência 12/2005 já tinha se realizado em 22/12/2005, razão pela qual esta competência também estaria decaída no momento da lavratura do auto de infração. É o relatório. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A recorrente questiona tão somente a decadência que embora tenha sido reconhecida e parte pela primeira instância, não atendeu ao pleiteado pela recorrente que entendia estar o lançamento integralmente fulminado pela decadência. O lançamento se deu em 22/12/2010, relativamente ao período de 01 a 12/2005. A primeira instância reconheceu que estariam decadentes as competências de 01 a 11/2005, pela aplicação do art. 150 § 4º do Código Tributário Nacional. Entendo que a recorrente está equivocada quanto ao início da contagem do prazo decadencial. Na aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, o termo "a quo" para o cálculo da decadência é a ocorrência do fato gerador. Assim, para os fatos geradores ocorridos na competência questionada, ou seja, 12/2005, o fisco terá até 12/2010 para efetuar o lançamento. Como o lançamento se deu em 22/12/2010, a competência 12/2005 não se encontrava decadente. Portanto, sem razão a recorrente quando pretende desconstituir o restante do lançamento. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO. Ana Maria Bandeira Fl. 263DF CARF MF Impresso em 24/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10140.720525/2008-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2004
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ADA EXTEMPORÂNEO. LAUDO TÉCNICO COMPROVANDO A EXISTÊNCIA DA ÁREA DE INTERESSE AMBIENTAL. DEFERIMENTO DA ISENÇÃO.
Havendo Laudo Técnico a comprovar a existência da área de preservação permanente, o ADA extemporâneo, por si só, não é condição suficiente para arrostar a isenção tributária da área de preservação permanente.
ITR. REQUISITOS DE ISENÇÃO DA ÁREA TRIBUTÁVEL. ADA EXTEMPORÂNEO.
A apresentação do ADA extemporâneo não tem o condão de afastar a fruição da benesse legal de isenção de áreas no cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR).
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2102-001.883
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso para restabelecer as áreas de preservação permanente e reserva legal, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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ADA EXTEMPORÂNEO. LAUDO TÉCNICO COMPROVANDO A EXISTÊNCIA DA ÁREA DE INTERESSE AMBIENTAL. DEFERIMENTO DA ISENÇÃO. Havendo Laudo Técnico a comprovar a existência da área de preservação permanente, o ADA extemporâneo, por si só, não é condição suficiente para arrostar a isenção tributária da área de preservação permanente. ITR. REQUISITOS DE ISENÇÃO DA ÁREA TRIBUTÁVEL. ADA EXTEMPORÂNEO. A apresentação do ADA extemporâneo não tem o condão de afastar a fruição da benesse legal de isenção de áreas no cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR). Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso para restabelecer as áreas de preservação permanente e reserva legal, nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente. Giovanni Christian Nunes Campos Presidente. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10140.720525/200880 Acórdão n.º 2102001.883 S2C1T2 Fl. 122 2 EDITADO EM: 10/05/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 81 a 92: Exigese da interessada o pagamento do crédito tributário lançado em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, relativamente ao ITR, aos juros de mora e à multa por informação inexata nas Declarações do ITR – DITR/2004, no valor total de R$ 308.697,83, referente ao imóvel rural denominado: Fazenda São José, com Número na Receita Federal – NIRF 2.270.7450, com área total de 9.950,0 ha, localizado no município de Corumbá MS, conforme Notificação de Lançamento NL, fls. 01 a 06, cuja descrição dos fatos e enquadramentos legais constam das fls. 02 a 04 e 06. 2. Inicialmente, com a finalidade de viabilizar a análise dos dados declarados nos exercícios de 2003 a 2006, especialmente a Área de Preservação Permanente – APP, Área de Utilização Limitada – AUL/Reserva Legal – ARL e o Valor da Terra Nua – VTN, a declarante foi intimada a apresentar diversos documentos comprobatórios, os quais, com base na legislação pertinente, foram listados, detalhadamente, no Termo de Intimação de fls. 08 a 10. Entre os mesmos constam: cópia do Ato Declaratório Ambiental – ADA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA; Laudo Técnico emitido por profissional habilitado, relativamente à demonstração de existência da APP conforme enquadramento legal (art. 2o, da lei nº 4.771/1965 – Código Florestal), acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART; Certidão do Órgão Público competente, caso o imóvel, ou parte dele, esteja inserido em área declarada como de Preservação Permanente nos termos do art. 3o, do Código Florestal, acompanhado do Ato do Poder Público que assim a declarou; cópia da matrícula do registro imobiliário, com a averbação da ARL, de Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, ou outros tipos de AUL; cópia do Termo de Responsabilidade/Compromisso de averbação da ARL ou Termo de Ajustamento de Conduta; Ato específico do órgão competente federal ou estadual, caos o imóvel ou parte dele tenha sido declarado como Área de Interesse Ecológico – AIE e comprovadamente imprestável para a atividade rural e; Laudo Técnico de Avaliação, elaborado por profissional habilitado, acompanhado de ART, com atenção aos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, demonstrando os métodos de avaliação e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel, com Grau 2 de fundamentação mínima. 3. Foi informado, inclusive, que, na falta de atendimento à intimação, poderia ser efetuado o lançamento de ofício com o arbitramento do VTN com base nas informações do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal – SIPT, conforme a legislação, sendo demonstrados os valores específicos para cada exercício. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10140.720525/200880 Acórdão n.º 2102001.883 S2C1T2 Fl. 123 3 4. Após pedido de prorrogação de prazo deferido, com a carta de fl. 17 foi encaminhada a documentação de fls. 18 a 57, composta por: cópia do Termo de Intimação; dos documentos de identificação da interessada; da matrícula do imóvel; do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR; Laudo Técnico de APP, ARL, de avaliação e seus anexos e; cópia do ADA, protocolado no IBAMA em 31/03/2005. 5. Da Descrição dos Fatos e Enquadramentos Legais, a Autoridade Fiscal explicou, em longa explanação, da intimação, dos documentos encaminhados e da análise dos mesmos. Mencionou da legislação relativa aos requisitos legais para a isenção das áreas preservadas, tais como comprovação de existência das áreas preservadas, ADA protocolado no IBAMA no prazo legal informando essas áreas, entre outros. 6. Com relação à APP o Fiscal observou que o laudo apresentado não discrimina, caso a caso, cada área, conforme previsto no Código Florestal, sendo informado de modo genérico, o que impossibilita chegar a alguma conclusão, pois, consta que essa área, correspondente a 3.000,0 ha, é de difícil quantificação e com a demarcação em mapa se demonstra a enorme área coberta por água, devido ao arrombamento do Rio Taquari, e que nunca mais secou. Foi esclarecido que as APP são áreas ocupadas com florestas e demais formas de vegetação naturais em torno dos rios, lagoas e nascentes, e não estas áreas ocupadas por águas. Além disso, o ADA apresentado foi protocolado no IBAMA em 31/03/2005, sendo intempestivo para o exercício em pauta. 7. A respeito da ARL, foi verificado que, embora conste de averbação na matrícula, o ADA estaria intempestivo. 8. Com base nessas verificações e esclarecimentos, as áreas isentas foram glosadas. 9. A respeito do VTN, foi alterado conforme o valor apurado no laudo de avaliação. 10. Procedidas as mencionadas modificações, bem como dos demais dados conseqüentes, foi lavrada a NL, cuja ciência foi dada à interessada em 27/11/2008, fl. 07. 11. Na impugnação, protocolada em 24/12/2008, fls. 58 a 69, após tratar Dos fatos, explicando da intimação, do atendimento e das razões do Fisco para o lançamento, entre outros, a interessada apresentou seus argumentos de discordância que, em resumo, é o que segue: 11.1. Do direito 11.1.1. A APP estaria devidamente comprovada no laudo técnico e são as áreas que margeiam as diversas redes hidrológicas naturais do imóvel. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10140.720525/200880 Acórdão n.º 2102001.883 S2C1T2 Fl. 124 4 11.1.2. Ocorrem, também, áreas inundadas e brejos que se originam pelo arrombamento do Rio Taquari, que permanecem encharcados o ano todo, mesmo no período que o Pantanal Sulmatogrossense está seco. 11.1.3. Reproduziu a parte dos fundamentos do Fisco que diz respeito à informação constante do laudo relativamente à dificuldade de quantificar a APP e disse que isso não seria verdade, pois, pode ser comprovado no mapa da fazenda, com imagem de satélite, que mais de 30,0% da fazenda está alagada. 11.1.4. Tratou da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, relativamente às definições de terminologia ambiental, para dizer que o laudo foi elaborado de acordo com o entendimento desse Conselho. 11.1.5. Citou matéria jornalística sob o título: Fazendas submersas, a qual trata da preocupação dos fazendeiros da região em torno do Rio Taquari, onde as fazendas que estão ficando submersas. 11.1.6. Aprofundouse no tema e reproduziu jurisprudência do Conselho de Contribuinte que trata da APP informada em laudo técnico. 11.1.7. Mencionou, também, o § 7o, do artigo 10, da Lei nº 9.393/1996, que se refere à não necessidade da prévia comprovação das áreas em pauta. 11.1.8. Quanto ao ADA disse que era opcional e que, posteriormente, passou a ser obrigatório, porém, não há previsão legal de multa ou qualquer tipo de punição ao contribuinte pelo atraso ou falta de entrega. 11.1.9. Após outras argumentações, como a observação de constar de averbação na matrícula a ARL, reproduziu o dispositivo legal que trata da exclusão da tributação as áreas em foco, jurisprudência do Conselho de Contribuintes que consideram isentas essas áreas pela simples declaração do contribuinte e pela comprovação por meio de laudo técnico, independentemente de ADA tempestivo, e elaborou quadro demonstrativo com apuração de nova diferença de imposto. 11.2. Da conclusão 11.2.1. Por todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência parcial da ação fiscal, respeitosamente, requereu que a NL seja revista, para aceitar as APP e ARL como isentas, por medida de interia justiça. 12. Instruiu sua impugnação com a documentação de fls. 70 a 77, composta por: cópia da matéria jornalística Fazenda submersas, de procuração, de documentos de identificação da interessada e do procurador e, de mapas do imóvel. 13. Na referida matéria jornalística se evidencia os alagamentos das propriedades rurais provocados pelo transborde, de forma perene, do Rio Taquari 14. É o relatório. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10140.720525/200880 Acórdão n.º 2102001.883 S2C1T2 Fl. 125 5 Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que as provas apresentadas foram insuficientes para atestar a existência da APP e ARL, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2004 Terra alagada Ausência de lei para exclusão da tributação Para efeitos do ITR, afora as áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público, com previsão legislativa desde 2008, não há base legal para excluir da tributação terra submersa, seja pelo transborde do leito de rio, seja lago, ou outros tipos de reservatório de água. Áreas de Florestas Preservadas Requisitos de Isenção A concessão de isenção de ITR para as Áreas de Preservação Permanente APP ou de Utilização Limitada AUL, como Área de Reserva Legal ARL, está vinculada à comprovação de sua existência, como laudo técnico específico e averbação na matrícula até a data do fato gerador, respectivamente, e de sua regularização através do Ato Declaratório Ambiental ADA, cujo requerimento deve ser protocolado no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA em até seis meses após o prazo final para entrega da Declaração do ITR. A prova de uma não exclui a da outra. Isenção Hermenêutica A legislação tributária para concessão de benefício fiscal deve ser interpretada literalmente, assim, se não atendidos os requisitos legais para a isenção, a mesma não deve ser concedida. Áreas Isentas Comprovação Parcial Quanto comprovada a existência e regularização de parte da área de floresta isenta declarada é possível reverter parcialmente sua glosa. A legislação tributária para concessão de benefício fiscal deve ser interpretada literalmente, assim, se não atendidos os requisitos legais para a isenção, a mesma não deve ser Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 98 a 116, ratificando os argumentos de fato e de direito expendidos em sua impugnação, requerendo pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência, insistindo que há provas suficientes para o deferimento do seu pedido. Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10140.720525/200880 Acórdão n.º 2102001.883 S2C1T2 Fl. 126 6 Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. OBJETO DO RECURSO Este Recurso discute a isenção de uma área de preservação permanente de 3.000,0 ha. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE Controverso a existência da Área de Preservação Permanente, contudo, diferentemente do que entendeu a fiscalização acerca da interpretação das áreas alagadas, vejo que o Laudo Técnico à fl. 36, apresentado pelo contribuinte em seu item 5 – Distribuição da Área do Imóvel – letra b) deixa claro a existência dessa área no valor de 3.000,0 ha. Importante ressalta que esse Laudo Técnico veio acompanhado da ART à fl. 36. Em relação a tempestividade apresentação do ADA, essa questão já foi objeto de julgamento recente nessa Turma, v.g., o Acórdão n° 210200.528, de 14 de abril de 2010, tendo como relator do voto o Conselheiro Presidente Giovanni Christian Nunes Campos , cujo julgado se amoldando com perfeição ao caso em debate, utilizamos sua conclusão como fundamento para nossa decisão, nos seguintes termos: (...) Mais uma vez, entretanto, como a Lei nº 6.938/81 não fixou prazo para apresentação do ADA, parece descabida a exigência feita pelo fisco federal de apresentação do ADA contemporâneo à entrega da DITR, sendo certo apenas que o sujeito passivo deve apresentar o ADA, mesmo extemporâneo, desde que haja provas outras da existência das áreas de preservação permanente e de utilização limitada. Destaco que à fl. 56 dos autos, consta ADA entregue em 22/03/2005, indicando o valor de APP de 3.000,0ha. Assim sendo, atendidos os requisitos para a isenção da Área de Preservação Permanente, concluo que a glosa seja revista e restabelecida a Área de Preservação Permanente no valor de 3.000,00ha. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA/RESERVA LEGAL Já em relação a área de Reserva Legal, a glosa se deu exclusivamente pela intempestividade na apresentação do ADA. Superada essa questão no item acima, firmo que essa glosa também seja revista e restabelecida no valor de 1.990,0ha. CONCLUSÃO Fl. 134DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10140.720525/200880 Acórdão n.º 2102001.883 S2C1T2 Fl. 127 7 Pelo exposto, VOTO PELO PROVIMENTO DO RECURSO, para que seja aceita a Área de Preservação Permanente e Área de Reserva Legal declaradas. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 10/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001172/2006-51
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CSLL
Exercício: 2003.
Ementa: RECURSO ESPECIAL DIVERGÊNCIA. NÃO DEMONSTRADA.
Não deve ser conhecido o recurso especial, quando não há divergência entre os acórdãos paradigma e recorrido. A única divergência jurisprudencial que desafia recurso especial é aquela cuja solução tenha potencial para reformar o acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9101-001.314
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Ementa: RECURSO ESPECIAL DIVERGÊNCIA. NÃO DEMONSTRADA. Não deve ser conhecido o recurso especial, quando não há divergência entre os acórdãos paradigma e recorrido. A única divergência jurisprudencial que desafia recurso especial é aquela cuja solução tenha potencial para reformar o acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. (documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Júnior – Relator Participaram ainda do presente julgamento: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz.. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/0 7/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUN IOR 2 Relatório Tratase de Recurso Especial do Procurador da Fazenda Nacional interposto em face do acórdão nº 130100.131, fls. 276/278, no ponto que, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário, para exonerar a tributação da CSLL referente aos anos calendários de 1997 e 1998, se não vejamos como dispõe a sua ementa: “CSLL LUCROS AUFERIDOS NO EXTERIOR – IRRETROATIVIDADE DA NORMA TRIBUTÁRIA. O artigo 19 da Medida Provisória n° 18586, de 29 de junho de 1999, não incide sobre os lucros que tenham sido gerados antes do período de 90 dias, contados a partir da publicação do ato normativo em referência, ainda que disponibilizados após aquela data.” Com fulcro no art. 67, da Portaria MF n˚ 256, de 2009, a recorrente interpôs recurso especial de divergência, no qual aduz as seguintes razões para a reforma do acórdão recorrido: a) que o Ato Declaratório SRF n˚ 75/1999 é claro ao determinar que os lucros da coligada consideramse auferidos pela empresa no Brasil, para fins de apuração da base de cálculo da CSLL, no momento da disponibilização; b) que o referido ato administrativo não conteve qualquer inovação relativamente ao disposto no art. 21 da MP n˚ 1.99114/2000 (atual MP n˚ 2.15835/2001) e no art. 1˚ da Lei n˚ 9.532/97; c) que o art. 21 da MP 1.99114/2000 prescreveu que os lucros auferidos no exterior submetemse à tributação pela CSLL em bases universais, consoante o disposto nos artigos 25 a 27 da Lei n˚ 9.430/96 e no art. 1˚ da Lei n˚ 9.532/97; d) que, em outras palavras, a disponibilização é considerada no momento do auferimento dos lucros desde a publicação da Medida Provisória n˚ 1.8586/99, que instituiu a tributação pela CSLL em bases universais; e) que a alteração do momento da disponibilização pelo art. 74 da MP n˚ 2.15835/2001 em nada altera o conteúdo do Ato Declaratório 75/99, já que o momento do auferimento dos lucros permaneceu sendo o da disponibilização; f) que a CSLL em bases universais não incide sobre os lucros apurados pelas coligaddas no exterior, mas sobre os lucros disponibilizados por esta ao contribuinte domiciliado no Brasil, portanto, não há que se falar em retroatividade. O presidente da 3ª Câmara da Primeira Seção de Julgamento, em despacho proferido a fls. 342, admitiu o recurso especial. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/0 7/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUN IOR Processo nº 16327.001172/200651 Acórdão n.º 9101001.314 CSRFT1 Fl. 432 3 A recorrida, uma vez cientificada, em 07/07/2010, do acórdão e do despacho de admissibilidade do recurso especial, conforme AR a fls. 345, apresentou, em 22/7/2010, contrarrazões (a fls. 346/352), as quais em apertada síntese, sustenta que: a) o acórdão selecionado como paradigma não cogita do período nonagesimal, como dito, mas tal ponto, como igualmente dito, não é relevante como razão de decidir, desde que os lucros que se pretende tributar não foram auferidos, nem disponibilizados, em tal interregno; b) que o acórdão paradigma não se opõe ao acórdão recorrido, muito pelo contrário, ele o prestigia; c) que o entendimento perseguido pela recorrente não se identifica com a jurisprudência da Casa. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior: O Acórdão paradigma (n˚ 10322.638) apresentado pela recorrente a fls. 321 a 340, conclui que devese excluir da base de cálculo da CSLL os lucros relativos aos anoscalendários de 1996 a 1998, pois segundo o seu Relator, Conselheiro Aloísio Percínio da Silva: “Quanto à tributação reflexa (CSLL), devem ser excluídos da base de cálculo os lucros relativos aos anos de 1996 a 1998, haja vista que os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior só passaram a sofrer incidência da CSLL com o advento do art. 19 da MP 1.8586/99, publicada no DOU de 30/06/99. No mais, a decisão relativa ao auto de infração matriz deve ser igualmente aplicada no julgamento do auto de infração decorrente ou reflexo, conforme entendimento amplamente consolidado na jurisprudência deste colegiado, uma vez que ambos os lançamentos, matriz e reflexo, estão apoiados nos mesmos elementos de convicção.” Ora, o acórdão recorrido, em nada diverge, neste ponto, do acórdão paradigma, pois ambos os acórdãos sustentam que somente os lucros auferidos após a entrada em vigor da MP 1.858 6/99 sofrem incidência da CSLL. Aliás, vale salientar que o Relator do acórdão recorrido, Conselheiro Waldir Rocha, valeuse dos fundamentos do voto vencedor do próprio Conselheiro Relator do acórdão paradigma, Conselheiro Aloísio Percínio da Silva no acórdão n˚ 10322.718. Por sua vez, há que se refutar os fundamentos adotados pelo Presidente da 3ª Câmara da 1ª Sejul para dar seguimento ao recurso da Fazenda Nacional. Conforme despacho a fls. 342, o recurso especial da Fazenda Nacional foi admitido sob o o fundamento de, no acórdão recorrido, ter sido feita a ressalva do prazo nonagesimal para a entrada em vigor da MP n˚ 1.8586/99; já, no acórdão paradigma, nada ter sido dito acerca do prazo nonagesimal Primeiramente, não há divergência, pois o acórdão paradigma não sustenta tese oposta, ou seja, quando sua ementa diz que “Os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior passaram a sofrer incidência da CSLL com o advento do art. 19 da MP 1.8586/99, publicada no DOU de 30/06/99”, ele não sustenta que se deva desconsiderar o prazo nonagesimal. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/0 7/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUN IOR 4 Em segundo, a solução de tal divergência seria totalmente despicienda, pois em nada alteraria o que fora decidido no acórdão recorrido. Ocorre que, para o que fora decidido no acórdão recorrido, tanto faz considerar a entrada em vigor da MP 1.8586/99 no dia 30/06/1999 (data da sua publicação no DOU) ou no dia 28/09/1999 (noventa dias após a sua publicação), pois a CSLL só incidiria sobre os lucros apurados a partir de 31/12/1999 (por força da própria legislação de regência da matéria, tais receitas de participação nos lucros da investida no exterior sempre compõe o lucro da investidora brasileira apurado em 31/12). Ora, a Câmara Superior não pode se transformar em órgão consultivo a resolver questões em tese, razão pela qual, a única divergência jurisprudencial que desafia recurso especial é aquela cuja solução tenha potencial para reformar o acórdão recorrido. Em face do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. (documento assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 3DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/0 7/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUN IOR
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Numero do processo: 10950.002203/2010-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2401-000.215
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 10950.002203/201035 Resolução n.º 2401000.215 S2C4T1 Fl. 2 2 RELATÓRIO O presente Auto de infração de Obrigação Principal, lavrada sob o n. 37.260.5214, em desfavor do recorrente e tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa destinada a terceiros, sobre a remuneração paga aos segurados empregados que lhe prestaram serviços na competências 02/2007 a 03/2007, bem como 13/2008 e 13/2009, sobre a folha de pagamento não informados em GFIP. Foram apuradas ainda contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela pelo produtor rural, pessoa física, e segurado especial, incidentes sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção rural, bem como da contribuição destinada ao SENAR no período de 05/2006 a 12/2009. Segundo Relatório Fiscal (fls. 37 a 44), o lançamento corresponde ao valor da comercialização na aquisição de produtos rurais de Produtor Rural Pessoa Física – não declarado em GFIP, bem como pagamentos efetuados a segurados empregados e contribuintes individuais relacionados em Folhas de Pagamento e não incluídas em GFIP, GFIP enquadradas no código FPAS incorreto O fato gerador das contribuições apuradas correspondem: valore pagos em FOPAG no estabelecimento de Londrina, não declarados em GFIP; diferença de contribuição em função de incorreto enquadramento do FPAS (informação do 531 enquanto o correto eria 507); e sobre a comercialização de produto rural de pessoa física foram apuradas conforme o art. 30, III e IV da lei 8.212/91, a aquisição de produção rural Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 10/05/2010, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no mesmo dia 11/05/2010. Não conformada com a autuação, foi apresentada impugnação, fls. 47 a 80. Foi proferida Decisão de 1 instância às fl. 102 a 111 que confirmou a procedência do lançamento, por entender a autoridade de primeira instância que a matéria objeto do lançamento e do Mandado de Segurança são distintas. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 115 a 149. Em síntese, o recorrente em seu recurso traz exatamente as smas alegações da impugnação, quais sejam: 1. Inexigibilidade do salário educação. O Decreto 1422/75 não foi recepcionado perante a CF/88, sendo que a matéria exigiria lei complementar. 2. Inexigível o SAT, posto que a lei 8212 ao instituir a contribuição previdenciária do SAT incorre em incoerência fatal, dado que tanto em relação ao contribuinte quanto ao próprio INSS, essa norma gera relações de enriquecimento sem causa. 3. Inconstitucionalidade da utilização de mesma base de cálculo de outra contribuição previdenciária. 4. Violação ao princípio constitucional da igualdade. 5. Inexigibilidade das contribuições ao SENAI e ao SESI. 6. Inconstitucionalidade da utilização da taxa SELIC como fatos de atualização monetária sobre contribuições previdenciárias. Ilegalidade da cobrança de juro sobre juros. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 10950.002203/201035 Resolução n.º 2401000.215 S2C4T1 Fl. 3 3 7. Exacerbada a multa cobrada no presente lançamento. 8. As GFIP foram devidamente entregues e corrigidas. 9. Considerando que a previdência busca a notificação de valores que não são de sua competência e que o valor fica prejudicado pelas cobranças indevidas, requer seja reconhecida a ilegalidade do lançamento. Foi realizado o desmembramento do débito, considerando que parte da matéria contida no auto de infração não foi objeto de impugnação, qual seja levantamento obre folha de pagamento. A Delegacia da Receita Federal do Brasil, encaminhou o processo a este Conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 10950.002203/201035 Resolução n.º 2401000.215 S2C4T1 Fl. 4 4 VOTO Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 151. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Apesar de terem sido apresentados e rebatidos diversos argumentos em sede de recurso, entendo haver uma questão prejudicial a continuidade do presente julgamento. Durante o procedimento foram lavrados outros dois autos de infração, onde um deles, coincide com um dos fatos geradores, qual seja o valor da comercialização na aquisição de produtos rurais de Produtor Rural Pessoa Física – não declarado em GFIP Antes mesmo de identificar os argumentos trazidos pelo recorrente, entendo que existe um ponto a ser esclarecido, conforme se vislumbrou no processo 10950002203201091. Naquele processo entendeu a autoridade julgadora de primeira instância que não existiria conflito entre a ação judicial proposta em que o recorrente ingressou com Mandado de Segurança para terlhe assegurado o direito de não subsumirse ao recolhimento prevista nos art. 25 e 30 da lei 8212/91, por entender tratarse de norma vertentemente inconstitucional. Descreveu dita autoridade que o lançamento em questão somente abarca as contribuições pela compra de produção rural dos segurados especiais, e não do produtor rural pessoa física. Contudo, ao apreciar os documentos e relatórios constantes dos autos não enxerguei tal fato com tanta clareza. Até imaginei que esse fato seria melhor esclarecido, ao apreciar os argumentos do recorrente no referido recurso, porém o mesmo resumese a repetir os mesmos argumentos da impugnação, ou seja, ainda “paira no ar”, qual o verdadeiro objeto deste AIOP. Assim, entendo pertinente converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal, nos esclareça se os fatos geradores descritos nesse lançamento dizem respeito exclusivamente a aquisição de produtores rurais pessoas físicas ou segurados especiais. Tal fato, tornase pertinente, na medida que na petição inicial em que o recorrente questiona a constitucionalidade da contribuição o mesmo deixa clara que questiona apenas a aquisição do produtor rural pessoa física, descrevendo que entende devida a contribuição quando a aquisição dáse com segurado especial. Claro é o posicionamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF ao publicar a súmula nº. 1 aprovada em sessão plenária de 08/12/2009, sessão que determinou nova numeração após a extinção dos Conselhos de Contribuintes. SÚMULA NO 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 10950.002203/201035 Resolução n.º 2401000.215 S2C4T1 Fl. 5 5 Ou seja, no caso de ingresso em juízo, não será conhecida matéria que possua o “mesmo objeto”, assim, entendo deva ser esclarecido pela autoridade fiscal, se o lançamento envolve apenas a aquisição de segurado especial, pessoa física empregador, ou se o lançamento envolve sem discriminação as duas situações. CONCLUSÃO: Voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA, devendo ser prestadas as informações nos termos acima descritos. Do resultado da diligência, antes de os autos retornarem a este Colegiado deve ser conferida vistas ao recorrente, abrindose prazo normativo para manifestação. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 168DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 12/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE
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Numero do processo: 10680.906848/2009-32
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS – IRPJ.
Ano-calendário: 2004
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. ERRO NO PREENCHIMENTO DOS DADOS. PRECLUSÃO PARA RETIFICAÇÃO. ELEMENTOS QUE PERMITEM AO FISCO AFERIR A MATERIALIDADE DO CRÉDITO INDICADO.
Em sede de processo administrativo fiscal que vise a homologação de compensação declarada, na qual o direito creditório se possa aferir pelos demais elementos e documentos fiscais apresentados, seria desarrazoado pensar que a preclusão para retificação do PERD/COMP, imponha consequências tais que acabem por negar ao contribuinte o direito de reaver o que pagou indevidamente.
Numero da decisão: 1301-000.984
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS – IRPJ. Anocalendário: 2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. ERRO NO PREENCHIMENTO DOS DADOS. PRECLUSÃO PARA RETIFICAÇÃO. ELEMENTOS QUE PERMITEM AO FISCO AFERIR A MATERIALIDADE DO CRÉDITO INDICADO. Em sede de processo administrativo fiscal que vise a homologação de compensação declarada, na qual o direito creditório se possa aferir pelos demais elementos e documentos fiscais apresentados, seria desarrazoado pensar que a preclusão para retificação do PERD/COMP, imponha consequências tais que acabem por negar ao contribuinte o direito de reaver o que pagou indevidamente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Fl. 523DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 2 Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada contra decisão proferida pela 2ª Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG. Verificase que o presente processo administrativo se relaciona à declaração de compensação apresentada pela recorrente nos termos dos PER/DCOMPs nº 39683.92919.070605.1.7.023950 (fls. 22 27), 06383.34103.070605.1.7.028848 (fls. 35 39), 22679.28153.070605.1.7.028763 (fls. 45 49) e n° 37528.87543.070605.1.3.027420 (fls. 56 60). Segundo observase dos autos em preço, as Declarações de Compensação foram geradas pelo programa PER/DCOMP transmitidas com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório, correspondente ao saldo negativo de imposto de renda apurado no ano calendário 2003 e de compensar débitos de IRPJ código receita: 236201 IRPJ — Demais PJ obrigadas a lucro real/Estimativa mensal, referente aos meses de dezembro de 2004 e de janeiro a março de 2005. Segundo assentouse, foi confirmada parcela de composição do crédito informada no PER/DCOMP no valor de R$ 15.062.540,80 (doc. 09 de fls. 136 138), um saldo negativo disponível igual a ZERO, e consequentemente a NÃO HOMOLOGAÇÃO das compensações declaradas nos já citados PER/DCOMPs e o valor correspondente aos débitos indevidamente compensados foi consolidado para pagamento em 31/03/2009 (Despacho Decisório de fl. 13). Como enquadramento legal citouse o disposto no artigo 168 do Código Tributário Nacional CTN, inciso II do § 1º do artigo 6º e artigo 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e artigo 5º da Instrução Normativa nº 600, de 28 dezembro de 2005. Devidamente notificada do Despacho Decisório (fl. 139), a recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 01 09 e 146 154), juntando os documentos de folhas 10 a 139 e 146 a 234, alegando em síntese que o erro no preenchimento do PER/DCOMP não afeta o direito material de crédito do contribuinte, e não é motivo para se concluir pela inexistência do crédito, argumentando que o Fisco tinha pleno conhecimento de que o crédito utilizado na compensação não se resumia ao equivocado valor de R$ 15.062.540,80, aduzindo que o próprio Despacho Decisório informa que a DIPJ entregue pela requerente aponta como somatório das parcelas de composição do crédito o valor de R$ 128.047.985,25. Seguiu arrazoando que ao se deparar com o equívoco no preenchimento do PER/DCOMP, o Fisco poderia retificar de ofício a declaração de compensação para fazer constar corretamente todas as parcelas que formaram o crédito tributário, de acordo com o que determina o artigo 147, § 2º, do Código Tributário Nacional, ou intimála para informar sobre a discrepância entre o preenchimento da PER/DCOMP e as informações da DIPJ/2004, Fl. 524DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.906848/200932 Acórdão n.º 1301000.984 S1C3T1 Fl. 2 3 reputando inválida a exigência dos débitos informados nos PER/DCOMPs aqui analisados, sem que o Fisco tenha verificado se realmente não existia o direito de crédito da requerente apto a extinguir esses débitos pela compensação. Referiu que o Despacho Decisório apresentavase como ato administrativo desprovido de objeto, porquanto seu efeito é justamente a formalização da exigência tributária das estimativas compensadas, ocorrendo que com o final do exercício, não há mais que se falar em relação jurídica tributária que obrigue ao pagamento das estimativas mensais, uma vez que findo o exercício fiscal o IRPJ passa a ser devido unicamente em função de sua apuração anual e, portanto, a relação jurídica que decorre do despacho decisório não mais existe, faltandolhe assim elemento essencial de validade e eficácia. No mais, refutou a exigência de juros e multa e requereu a homologação das compensações declaradas. Consta do presente processo, que em 17 de agosto de 2009 foi lavrado Termo de Vista Processual (fl. 141), com posterior anexação de documentos (fls. 146 154), na qual alegou a recorrente que ao longo de sua manifestação de inconformidade, informou que o crédito utilizado nos PER/DCOMP referiase ao saldo negativo de IRPJ do exercício de 2004 (anocalendário 2003), no valor de R$ 15.062.540,80, aduzindo ter havido erro no momento do envio do PER/DCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.028763, quando se registrou naquele documento a informação inexata relativa ao crédito utilizado na compensação do débito de estimativa de IRPJ de maio de 2005. Evidenciado o erro no preenchimento da declaração de compensação, afirmou a recorrente que na verdade, o referido PER/DCOMP (22679.28153.070605.1.7.02 8763), foi extinta com créditos acumulados de PIS/COFINS exportação — e não com o saldo negativo de IRPJ do anocalendário, informado indevidamente no PERDCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.028763, consoante se infere do processo administrativo n° 10070.000620/200591. Salientou ainda, na mesma Petição (fls 146 – 154), que reiterava as alegações aduzidas na manifestação de inconformidade no que tange à extinção dos demais débitos do presente processo, comprovando com documentos adicionais, tais como DARF e DCTF, a certeza e liquidez do seu crédito, a título de saldo negativo de IRPJ apurado no anocalendário 2003. Esclareceuse ainda, em relação ao equívoco cometido na declaração retificadora, que em 07/06/2005, enviou uma série de declarações de compensação retificadoras, informando em todas elas crédito de saldo negativo de IRPJ do ano calendário 2003, ocorrendo, que dentre as compensações declaradas, vinculou equivocadamente ao crédito de saldo negativo de IRPJ, anocalendário 2003, no PERD/COMP 22679.28153.070605.1.7.02 8763 (retificador do PER/DCOMP 34390.15790.230404.1.3.02 0652, no qual iá constava o referido crédito de saldo negativo), o débito de estimativa de IRPJ, PA março de 2005 (03/2005), alterando, assim, o débito informado originariamente, a título de estimativa de IRPJ de março de 2004, ou seja, foi alterado, por erro da Requerente, o período de apuração do débito compensado de março de 2004 para março de 2005, mantendose como crédito o saldo negativo em comento. Reputou, portanto, que o crédito informado na declaração de compensação retificadora (saldo negativo de IRPJ) não foi utilizado para extinguir débito de estimativa de Fl. 525DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 4 IRPJ de março de 2005 como ali consignado, mas, sim, o débito de estimativa de IRPJ de março de 2004, conforme já estava informado na declaração retificada, concluindo que não deveria ter havido a retificação do período de apuração do débito de março de 2004 para março de 2005, pois, em verdade, o débito de estimativa de IPRJ de março de 2005 foi extinto com créditos distintos daquele constante na DCOMP retificadora de n° 22679.28153.070605.1.7.02 8763. Sustentou que a DCTF relativa ao IRPJ de março de 2005 demonstra que os créditos utilizados na compensação do débito de estimativa de IRPJ, período de apuração 03/2005, não advieram do saldo negativo de IRPJ, exercício 2004, anocalendário 2003, como registrado na equivocada DCOMP retificadora, mas, sim, de créditos acumulados de PIS/COFINS exportação, calculados sob o regime nãocumulativo das contribuições, objeto do processo administrativo n° 10070.000620/200591, apresentando planilha que sintetiza a forma de extinção da estimativa de IRPJ, período de apuração 03/05, em consonância com a DCTF, DARF e cópias extraídas do PTA n° 10070.000620/200591 que indicam a compensação com créditos diversos com os discutidos nos presentes autos. Por fim, postulou pela procedência da documentação complementar apresentada, a fim de que seja reconhecida a invalidade do Despacho Decisório, com a consequente homologação integral das compensações declaradas e extinção dos débitos por elas compensados, dada a demonstração cabal da existência do crédito utilizado, requerendo fosse cancelada a exigência do débito relativo estimativa de IRPJ, PA 03/05, uma vez que a compensação de tal débito já é objeto de outro processo administrativo em curso. O processo retornou à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem do contribuinte conforme documentos de folhas de 236 – 241, foram anexados aos autos, nesta instância de julgamento, cópia dos Termos de Intimação recebidos pelo contribuinte em 05/09/2006 e 10/09/2007 (documentos de folhas 242 246). A 2ª Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG, nos termos do acórdão e voto de folhas 249 a 258, indeferiu a solicitação assentando para tanto que sua competência se limitava à apreciação da Manifestação de Inconformidade do contribuinte, em face da não homologação das Declarações de Compensação relacionadas no Despacho Decisório, por inexistência de crédito para compensação dos débitos declarados nos PER/DCOMPs. Marcados os limites objetivos da apreciação, assentou a decisão recorrida que em relação às questões atreladas à cobrança de estimativas após o término do exercício (débitos declarados e não compensados), tratase de exigência legal, prevista no § 6° do artigo 74 da Lei n° 9.430, de 1996 e alterações posteriores e que o mesmo artigo em seus parágrafos disciplina que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente Compensados. Destacou ainda que a exigência de multa e juros decorre do atraso do cumprimento da obrigação tributária, de acordo com a legislação pertinente, esclarecendo que a autoridade fiscal (lançadora e julgadora) não pode se furtar ao cumprimento das determinações da legislação tributária, pois sua atividade é plenamente vinculada. No que tange ao crédito indicado, assentou a decisão recorrida que na análise eletrônica de créditos informados em PER/DCOMP, considerase Saldo Negativo o valor informado pelo sujeito passivo na DIPJ, no campo imposto ou contribuição a pagar, quando o somatório das antecipações efetuadas e retenções sofridas no período (parcelas de composição do crédito) superar o valor do imposto ou da contribuição devidos e que a validação do saldo negativo informado pelo sujeito passivo na DIPJ e pleiteado em restituição ou utilizado em Fl. 526DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.906848/200932 Acórdão n.º 1301000.984 S1C3T1 Fl. 3 5 declaração de compensação é realizada pela análise das parcelas que compõem o crédito informadas no PER/DCOMP. Destacou a decisão recorrida que uma vez que não foi indicada corretamente a origem do crédito tributário, no caso saldo negativo de IRPJ do Exercício 2004, não houve a validação e a verificação da exatidão do referido saldo e consequentemente não houve o reconhecimento do direito creditório, competência do Delegado da Receita Federal do Brasil de origem do contribuinte. No mais, assentouse que se aplicaria ao caso o disposto no artigo 74 da Lei n° 9.430/96, segundo o qual seria possível aferir que o procedimento de compensação é efetuado por conta e risco tanto da Administração Federal, quanto do contribuinte, de sorte que, se por um lado corre contra a administração o prazo de homologação, que urna vez decorrido impede a recuperação de eventuais valores compensados indevidamente, de outro lado pesa sobre o contribuinte a exatidão dos valores informados, visto que analisada a DCOMP, não é mais admitida qualquer alteração do seu conteúdo, destacando que em sede de exame de declaração de compensação, cabe à interessada prestar todos os esclarecimentos e as comprovações de seu pleito, porquanto o artigo 170 do CTN fixa pressuposto nuclear a ser atendido pelo contribuinte a fim de que possa ser efetivada a restituição pela Fazenda Nacional, consistente no revestimento dos créditos dos atributos de liquidez e certeza. Quanto ao suscitado erro no preenchimento do PER/DCOMP e da Retificação da DCOMP, assentou a decisão recorrida que a contribuinte alega que o dito erro não afeta o direito material de crédito, não sendo motivo para se concluir pela inexistência de crédito uma vez que o fisco tinha pleno conhecimento de que o crédito utilizado não se resumia ao equivocado valor informado podendo retificar de ofício a Declaração de Compensação para poder constar corretamente todas as parcelas que formaram o crédito tributário, passando então a dispor a comentada decisão, que em relação ao PER/DCOMP n°39683.92919.070605.1.7.02 3950 (fls. 22 27) de acordo com os documentos de folhas 242 a 246, o contribuinte fora intimado duas vezes para demonstrar corretamente as parcelas do crédito que compunham o saldo negativo de IRPJ apurado na DIPJ/2004, tendo sido orientado a apresentar PER/DCOMP retificador, sendo que a primeira intimação foi entregue em 05/09/2006 e a segunda em 10/09/2007, salientando a partir daí, que em ambas as oportunidades o contribuinte foi alertado de que: "Não sanada(s) a(s) irregularidade(s) apontada(s) no prazo estipulado, o PER/DCOMP em análise poderá ser indeferido/, nãohomologado". Destacou, portanto, que o Despacho Decisório objeto do presente processo foi emitido eletronicamente em 25/03/2009 sem que o contribuinte tivesse demonstrado corretamente por meio de declaração de compensação retificadora o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003, de sorte que para deslindar a questão, citou o disposto nos artigos 56, 57, 58, 59 e 73 da IN SRF n° 600, de 2005, relativamente à parte que trata da Retificação de Pedido de Restituição, de Pedido de Ressarcimento e de Declaração de Compensação e das Disposições Finais (art. 73), para então concluir que a possibilidade de se retificar o PER/DCOMP em questão precluiu com a ciência do Despacho Decisório de folha 19 que ocorreu em 02 de abril de 2009 (fl. 139), sendo que a alegação de erro de preenchimento da DCOMP não poderia ser admitida, eis que, a retificação da origem do crédito teria a mesma natureza de uma Declaração de Compensação de débitos não homologados o que não é permitido pela legislação (art. 57 da IN SRF nº 600 de 28/12/2005), que admite a retificação da DCOMP apenas quando ainda se encontrar pendente de decisão administrativa. Fl. 527DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 6 Fundamentouse, portanto, que o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da RFB, desde que respeitadas as normas vigentes para a sua utilização, destacando que a Manifestação de Inconformidade complementar de folhas 146 a 155 consistiuse em tentativa de retificar diversos erros cometidos no preenchimento dos PER/DCOMPs, e deveriam, destarte, ser apresentados antes do Despacho Decisório PER/DCOMP retificador, não havendo previsão legal para que este procedimento seja consumado em sede de manifestação de inconformidade. No que toca ao pedido de revisão de ofício, prevista no CTN, artigo 147 e mencionada na defesa, destacou a decisão recorrida que tal procedimento caberia à autoridade administrativa preparadora, e não ao órgão julgador. Destacouse ainda, que entre a ciência da lª intimação (05/09/2006) e a emissão do Despacho Decisório em 25/03/2009, ou seja, no período aproximado de 02 (dois) anos e meio, o contribuinte não apresentou PER/DCOMP retificador demonstrando todas as parcelas que formavam o saldo negativo do anocalendário de 2003, apurado na DIPJ/2004 e, portanto, ao contribuinte foi dada mais de urna oportunidade para detalhar as parcelas do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003 com a apresentação de PER/DCOMP retificador o que possibilitaria a regular análise eletrônica do saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, para o reconhecimento do crédito tributário e a consequente efetivação da compensação pleiteada nos termos do artigo 74 Lei nº 9.430/96. Devidamente notificada da decisão desfavorável (fl. 268), a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 270 – 283), reiterando a existência do crédito e a necessidade de relevarse o mero equívoco de preenchimento do PERDCOMP, tecendo nesse sentido, substanciosos argumentos, aduzindo no mérito a existência do direito creditório e pugnando por provimento. É o relatório. Fl. 528DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.906848/200932 Acórdão n.º 1301000.984 S1C3T1 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos genéricos de recorribilidade. Admitoo para julgamento. Cuidase na espécie de declaração de compensação formulada pela recorrente (fls. 22 – 27), com a indicação de crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário 2003. Pelo que se pode extrair dos autos as compensações não foram homologadas por se constatar divergências no preenchimento dos PER/DCOMP, resultando no Despacho Decisório emitido eletronicamente (fl. 19). A recorrente, por seu turno, apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 01 09 e 146 154), na qual sustentou ter havido erro no preenchimento do PER/DCOMP, situação que não afetaria o direito material ao crédito, tendo a decisão recorrida afastado a homologação das compensações ao fundamento, sintético, de que se havia transposto o prazo regulamentar para retificação das declarações de compensação e que estas, deveriam, na data do despacho decisório, refletir os requisitos de certeza e liquidez do crédito indicado. O panorama que se põe para enfrentamento, presente o incontestado fato de se ter apresentado a declaração de compensação com indicação incorreta da composição do crédito, é saber se procede a não homologação das compensações a despeito de o sujeito ativo da obrigação tributária, a quem se opõe o dito creditório, dispor de outros meio para aferir a certeza e liquidez. Para tanto, devese dividir o enfrentamento a ser realizado nesta sede, para segregar a manifestação em relação ao PER/DCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.02 8763 que teria versado a extinção com crédito reconhecidamente equivocado, registrando que em relação, porquanto não se trata, no caso específico desta declaração, de mero erro material no preenchimento já que espécie do crédito se relaciona à sua própria existência material. Feita essa segregação quanto ao enfrentamento, vale registrar que em relação aos demais PER/DCOMP, subsiste a indicação para extinção dos débitos ali indicados com créditos atrelados ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003. (PER/DCOMP's 39683.92919.070605.1.7.023950; 0683.34103.070605.1.7.0248;37528.87543.070605.1.3.02 7420). Sendo assim, devese perquirir se em relação estas declarações de compensação, subsiste a conclusão de que havendo apenas equívocos formais no preenchimento, de fato se imporia a não homologação. Tenho sustentado, reiteradamente, que os requisitos de certeza e liquidez a que alude o artigo 170 do Código Tributário Nacional devem ser aferíveis no momento da apresentação das declarações de compensação, ou melhor dizendo, no momento da primitiva apreciação pela autoridade administrativa, justificandose tal exigência pelo fato de tais declarações (de compensação) suspenderem por si só a exigência dos débitos indicados. Fl. 529DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 8 Esta circunstância, de imediata aferição dos requisitos autorizadores da compensação, no entanto, não se confunde, data maxima venia com o que afirmou a decisão objetada, em viabilização dos cruzamentos eletrônicos dos dados. Os requisitos são de certeza e liquidez, não contemplando, ao meu juízo, outras hipóteses de sujeição da homologação. Lanço tais considerações de forma abstrata, e apenas para firmar o posicionamento de que se ao Fisco é dado conhecer o alegado direito creditório do contribuinte, por meio de sua escrituração fiscal, ou seja, dos documentos previamente apresentados ao próprio Fisco, não me parece legítimo não enfrentar a materialidade da formulação do pretenso crédito ao mero fundamento de que na declaração de compensação não se informou, com rigor e exatidão numérica, a formulação do alegado crédito. Ora, desenganadamente os requisitos de certeza e liquidez devem ser aferidos quanto aos aspectos materiais, não que as formalidades de preenchimento e confecção da declaração não sejam importantes ou devam ser relevadas em absoluto, é que o direito de encontro de contas entre Fisco e contribuintes o transcende, porquanto reside em pagamento prévio realizado indevidamente ou em montante superior ao devido. Falamos, portanto, num direito, o de compensação, que impede o enriquecimento sem causa do sujeito ativo da obrigação tributária. Por tais razões, entendo que em sede de processo administrativo fiscal que vise a homologação de compensação declarada, na qual o direito creditório se possa aferir pelos demais elementos e documentos fiscais apresentados, seria desarrazoado pensar que a preclusão para retificação do PERD/COMP, imponha consequências tais que acabem por negar ao contribuinte o direito de reaver o que pagou indevidamente. Entendo, portanto, que estando presentes outros elementos que possibilitem a investigação dos requisitos de certeza e liquidez, compete à Autoridade Administrativa aferir a materialidade do crédito, para, a partir daí, decidir pela homologação, ou não, das compensações declaradas. Feitas estas considerações, registrando novamente que este posicionamento não abarca a compensação relativa ao PER/DCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.02 8763, pois ali se indicou crédito diverso e não apenas equívoco numérico ou se total ou residual do crédito negativo, verifico que no caso concreto a decisão recorrida reafirmou o conteúdo do Despacho Decisório ao fundamento de mera preclusão ao direito de retificarse a declaração de compensação, ignorando, malgrado o preenchimento equivocado dos PERD/COMP, que a recorrente sempre indicou em sua DIPJ, referente ao anocalendário 2003 (vide DIPJ, Ficha 12A fl. 73), que o imposto de renda pago por estimativa ao final do referido ano foi de R$ 128.009.007,00, e considerando que imposto de renda retido na fonte foi no valor de R$ 38.978,25, chegouse a um total de R$ 128.047.985,25. Em sendo assim, de rigor reconhecerse que tendo sido apurado como devido no referido anocalendário o valor de R$ 112.985.444,43, a recorrente apurou um crédito de R$ 15.062.540,80 a título de saldo negativo de IRPJ. Por tais fundamentos, extraídos da DIPJ apresentada ao Fisco antes da elaboração das declarações de compensação e demais comprovantes de pagamento, é que se pode concluir que o Fisco dispunha de elementos suficientes para aferir a existência material do crédito cuja extinção era pretendida por saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, porquanto o referido saldo negativo, sempre constou na DIPJ da Recorrente. Fl. 530DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10680.906848/200932 Acórdão n.º 1301000.984 S1C3T1 Fl. 5 9 Assim sendo, entendo que a decisão recorrida deve ser reformada neste tópico em particular, para assegurar que o contribuinte, a despeito de não haver retificado as declarações de compensação cuja extinção pretendeu por meio de saldo negativo de IRPJ do AC 2003 PER/DCOMPs nº 39683.92919.070605.1.7.023950, 06383.34103.070605.1.7.02 8848, e n° 37528.87543.070605.1.3.027420 , obtenha um enfretamento de mérito quanto ao seu direito creditório e, para tanto, visando conferir ao feito isonomia e evitar supressão de instâncias, encaminho meu voto no sentido de prover em parte o Recurso Voluntário, para determinar que a Autoridade Administrativa de origem se manifeste quantos aos aspectos materiais da formulação do direito creditório. Situação diversa, contudo, é do PER/DCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.028763¸ porquanto neste, tal como descrito no relatório, a recorrente pretendeu modificações materiais em sua declaração de compensação, tendo em vista o expediente constante na petição de folhas 146 a 154, sendo esta situação, ao meu sentir, o que se pretende evitar com a chamada “preclusão para retificação da DCOMP”. Observase que após obter vistas do presente processo, a recorrente apresentou a citada manifestação de folhas 146 a 154, segundo a qual, malgrado tenha informado que o crédito utilizado na totalidade dos PER/DCOMP aqui discutidos se apoiavam em saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, o PER/DCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.028763 conteve erro no tocante à informação inexata relativa ao crédito utilizado na compensação do débito de estimativa de IRPJ de maio de 2005. Pretendeu a recorrente, portanto, demonstrar que o referido PER/DCOMP (22679.28153.070605.1.7.028763), foi extinto com créditos acumulados de PIS/COFINS exportação — e não com o saldo negativo de IRPJ do anocalendário, informado indevidamente no PERDCOMP retificador 22679.28153.070605.1.7.028763, consoante se poderia depreender do processo administrativo n° 10070.000620/200591. Vêse, sem sombra de dúvida que neste ponto em particular não se trata de mero equívoco procedimental de preenchimento, a recorrente pretende que a Fiscalização analise pretenso direito creditório absolutamente estranho a este processo administrativo, situação que indica, ao meu sentir, falta de certeza e liquidez. Não se pode perder de vista também, que diante do dito “equívoco” cometido na indicação do crédito, a própria recorrente esclareceu que o crédito informado na declaração de compensação retificadora (saldo negativo de IRPJ) não foi utilizado para extinguir débito de estimativa de IRPJ de março de 2005 como ali consignado, mas, sim, o débito de estimativa de IRPJ de março de 2004, conforme já estava informado na declaração retificada, concluindo que não deveria ter havido a retificação do período de apuração do débito de março de 2004 para março de 2005, pois, em verdade, o débito de estimativa de IPRJ de março de 2005 foi extinto com créditos distintos daquele constante na DCOMP retificadora de n° 22679.28153.070605.1.7.028763. Ora, o fato de a retificação levada a efeito ter alterado, sem necessidade, o período de apuração que se pretendeu compensar, não muda o fato de que o próprio crédito não era aquele indicado, implicando na falta de certeza e liquidez. Por tais razões, encaminho meu voto no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para assegurar que o contribuinte, a despeito de não haver retificado as declarações de compensação 39683.92919.070605.1.7.023950, Fl. 531DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR 10 06383.34103.070605.1.7.028 48, e n° 37528.87543.070605.1.3.027420 cuja extinção pretendeu por meio de saldo negativo de IRPJ do AC 2003, obtenha um enfretamento de mérito quanto ao seu direito creditório e, para tanto, visando conferir ao feito isonomia e evitar supressão de instâncias determina que a Autoridade Administrativa DRF de origem se manifeste quantos aos aspectos materiais da formulação do direto creditório. Sala das Sessões, em 03 de julho de 2012 (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr. Fl. 532DF CARF MF Impresso em 05/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente e m 31/07/2012 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES , Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO P INTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 11543.000684/2007-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
RENDIMENTOS ISENTOS OU NÃO TRIBUTÁVEIS. MOLÉSTIA
GRAVE. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto os proventos de
aposentadoria, desde que percebidos pelos portadores de moléstia indicada na legislação de regência, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2101-001.584
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, para cancelar o lançamento e determinar a restituição de R$15.038,52.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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MOLÉSTIA GRAVE. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto os proventos de aposentadoria, desde que percebidos pelos portadores de moléstia indicada na legislação de regência, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para cancelar o lançamento e determinar a restituição de R$15.038,52. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Jose Evande Carvalho Araujo, Ewan Teles Aguiar, Eivanice Canario da Silva e Alexandre Naoki Nishioka. Relatório Fl. 70DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1327.033, proferido pela 2ª Turma da DRJ/RJ2 (fl. 19), que, por unanimidade de votos, considerou improcedente a impugnação relativa ao Auto de Infração de fls. 02/04, que alterou o resultado apurado pelo contribuinte em DIRPF retificadora de imposto a restituir para IRPF a pagar. À fl. 03 do Auto de Infração consta a seguinte descrição dos fatos: Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal, constatouse omissão de rendimentos tributáveis, recebidos de Pessoa Jurídica, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ *******105.596,99 recebido(s) pelo titular e/ou dependentes, da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo, indevidamente declarados como isentos e nãotributáveis, em razão de o contribuinte não ter comprovado ser portador de moléstia considerada grave, ou sua condição de aposentado, pensionista ou reformado nos termos da legislação em vigor, para fins de isenção do Imposto de Renda. Inconformado, o interessado ingressou com a impugnação de f1. 01, esclarecendo que: a) descobriu em janeiro de 2002 que estava com fibrose cística, moléstia grave degenerativa; b) está anexando laudo pericial médico (perito da Secretaria Municipal de Saúde do Município de Guarapari) atestando o acima citado. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. Para serem isentos do imposto de renda pessoa fisica, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que o interessado é portador de uma das moléstias apontadas na legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Em seu apelo ao CARF o representante do espólio de Rubens D’Oliveira reitera o direito à isenção por moléstia grave do de cujus, que era aposentado por tempo de serviço e no inicio de 2002 foi diagnosticado como portador de FIBROSE CÍSTICA COM ESPESSAMENTO PLEURAL, conforme laudo médico apresentado, doença que levou o de cujus a óbito em 10 de agosto de 2009. É o Relatório. Voto Fl. 71DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 11543.000684/200711 Acórdão n.º 2101001.584 S2C1T1 Fl. 61 3 Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, Relator. O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Conforme assentado na ementa da decisão recorrida, para serem isentos do imposto de renda pessoa fisica, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que o interessado é portador de uma das moléstias apontadas na legislação de regência. Inicialmente, cumpre observar que os rendimentos excluídos da tributação no anocalendário de 2003, exercício de 2004, referese a proventos de aposentadoria. De fato, os documentos às fls. 06/08 comprovam que o interessado é aposentado por tempo de serviço desde 24/02/1992. Em relação ao outro requisito indispensável, o Laudo Médico à fl. 05 (e o conjunto probatório às fls. 41/54) informa que o contribuinte foi diagnosticado com fibrose cística em janeiro de 2002 (código J84.1 outras doenças pulmonares intersticiais com fibrose), moléstia não discriminada na lei que trata da isenção pleiteada, transcrita na decisão recorrida (artigo 6º, inciso XIV, da Lei n° 7.713, de 1988, com a redação dada pela Lei n° 11.052, de 29 de dezembro de 2004): Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV — os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteite deformante), contaminação por radiação , síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; Contudo, entendo que a legislação transcrita na decisão a quo, com a redação dada pela Lei n° 11.052, de 29 de dezembro de 2004, não prejudica a inclusão efetuada pelo § 2º do artigo 30 da Lei nº 9.250, de 1995, da fibrose cística no rol das moléstias graves. Com efeito, para esse ano vigorava o artigo 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713, de 1988, com a redação dada pelo artigo 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, com a inclusão da moléstia indicada no § 2º do artigo 30 da Lei nº 9.250, de 1995: § 2º Na relação das moléstias a que se refere o inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, fica incluída a fibrose cística (mucoviscidose).(grifo acrescido) Fl. 72DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 De fato, o Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 3000, do ano de 1999, em seu artigo 39, inciso XXXIII, possui a seguinte redação: Proventos de Aposentadoria por Doença Grave Art.39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, §2º); (grifo acrescido) Por oportuno, vale ressaltar que a Lei nº 11.052, de 29 de dezembro de 2004, apenas inclui hepatopatia grave no rol de moléstias com o benefício fiscal, conforme ementa desta Lei, a seguir transcrita: LEI nº 11.052, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2004. Altera o inciso XIV da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pela Lei no 8.541, de 23 de dezembro de 1992, para incluir entre os rendimentos isentos do imposto de renda os proventos percebidos pelos portadores de hepatopatia grave.(grifos acrescidos) Como se vê, todo o equívoco resulta da nova redação do artigo 6º, inciso XIV, da Lei 7.713/88, dada pela Lei nº 11.052, de 2004, que partiu da redação dada pela Lei no 8.541, de 23 de dezembro de 1992, na qual não constava a fibrose cística (incluída pela Lei nº 9.250, de 1995). A Lei nº 9.250 incluiu nova moléstia, mas não deu nova redação à Lei 7.713. A fibrose cística foi incluída no rol das doenças que dão aos seus portadores o benefício da isenção sobre os proventos de aposentadoria ou pensão, por norma válida e ainda vigente, pois não foi revogada pela Lei nº 11.052. Em face ao exposto, dou provimento ao recurso, para cancelar o lançamento e determinar a restituição de R$15.038,52, decorrente do IRRF R$17.681,00, deduzido do imposto já restituído de R$2.642,48, consoante Demonstrativo à fl. 03/04. (assinado digitalmente) JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Fl. 73DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 11543.000684/200711 Acórdão n.º 2101001.584 S2C1T1 Fl. 62 5 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10980.014503/2005-42
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jun 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
USINA HIDRELÉTRICA. ÁREAS SUBMERSAS.
O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. súmula CARF nº 45. Consideram-se de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas ao longo de qualquer curso d´agua, , inclusive as áreas de entorno das terras submersas por águas que formam reservatórios artificiais com fins de geração e distribuição de energia elétrica.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.225
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
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ÁREAS SUBMERSAS. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. súmula CARF nº 45. Consideramse de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas ao longo de qualquer curso d´agua, , inclusive as áreas de entorno das terras submersas por águas que formam reservatórios artificiais com fins de geração e distribuição de energia elétrica. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/07/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres – PresidenteSubstituto (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire – Relator EDITADO EM: 09/07/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (PresidenteSubstituto), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório O contribuinte, inconformado com o decidido no Acórdão nº 380100.148, proferido pela 1ª Turma Especial da 3ª Seção em 15/06/2009 (fls. 291/300), interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de divergência à Câmara Superior de Recursos Fiscais (fls. 307/354). A decisão recorrida, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso. Segue abaixo sua ementa: “USINA HIDRELÉTRICA. ÁREAS SUBMERSAS. PROPRIEDADE. Estão sujeitos A incidência do ITR os imóveis rurais de propriedade de concessionárias de serviços públicos de eletricidade, ainda que decorrente de desapropriação, em que se encontram instaladas usinas hidrelétricas e respectivos reservatórios. ISENÇÃO. A isenção do ITR que o setor desfrutou até 1990 encontrase revogada por força do § 10 do art. 41 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da atual Constituição, não tendo havido a edição de lei ulterior confirmando a manutenção desse incentivo fiscal. Somente a partir da Lei n° 11.727/2008, foi que as Areas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público passaram a ser isentas do ITR. Até então, não havia previsão legal para tal isenção. IMUNIDADE. 0 imóvel não se encontra albergado pelo instituto da imunidade, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses previstas na Constituição Federal, precipuamente no seu art. 150, VI. Além do mais, um mesmo bem não pode ser objeto de isenção e imunidade ao mesmo tempo, sob pena de se colher um absurdo jurídico. AREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DO ADA. 0 contribuinte não logrou Fl. 2DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/07/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10980.014503/200542 Acórdão n.º 920202.225 CSRFT2 Fl. 368 3 comprovar a efetiva existência da Area declarada a titulo de Preservação Permanente para fins de apuração do ITR, não tendo protocolizado o Ato Declaratório Ambiental ADA junto ao Ibama ou a órgão conveniado, conforme é exigido pela legislação aplicável. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. Não tendo havido comprovação do VTN a preço de mercado na data do fato gerador, cabível o arbitramento com base no Sistema de Preços de Terra (Sipt), instituído nos termos do art. 14, § 1 0, da Lei n° 9.393/1996. TAXA SELIC. JUROS DE MORA. PREVISÃO LEGAL Os juros de mora são calculados pela taxa Selic nos termos da legislação aplicável. MULTA DE OFÍCIO. PREVISÃO LEGAL. Nos lançamentos de oficio, em razão de recolhimento a menor do imposto, incide a multa de oficio no percentual de 75%, conforme previsto no art. 44 da Lei n° 9.430/1996 e art. 14 da Lei n° 9.393/1996. Recurso Voluntário Negado.” A recorrente afirma que o aresto atacado diverge dos paradigmas que apresenta. Destaca que há outros processos nos Conselhos de Contribuintes, também envolvendo a ora recorrente, nos quais se entendeu que (i) os imóveis constituídos por reservatórios das usinas hidrelétricas, como é o caso em tela, são imunes à incidência do ITR, bem como que (ii) as áreas ao seu entorno constituemse em Área de Preservação Permanente, sendo que a sua comprovação independe do Ato Declaratório Ambiental (ADA), cuja exigência é considerada ilegal. Apresenta, também, paradigma segundo o qual as áreas rurais desapropriadas pela empresa concessionária de energia elétrica destinadas ao reservatório da usina hidrelétrica, como é o caso em exame, são de domínio da União, e, portanto, excluídas do campo da incidência tributária. Em seguida, relata que há documento expedido pelo representante do IBAMA no Estado do Paraná que indica, de forma clara e inequívoca, que os imóveis em questão, “... integram áreas enquadradas como de Preservação Permanente, que, além de se destinarem a abrigar instalações geradoras de energia elétrica, servem para assegurar a integridade dos reservatórios de água formados a partir do represamento dos cursos d'água. ...”. Entende que a decisão recorrida, ao não aceitar a Declaração do IBAMA, que foi firmada por técnico especializado (Engenheiro Florestal) com a autoridade e representação do IBAMA no Estado do Paraná, viola o art. 10, § 1º , letra "c", da Lei n° 9393/96. Argumenta que a União detém o verdadeiro domínio útil da área, consoante determinado pela lei e pela Constituição, e que, nos termos da hipótese de incidência do ITR, é sujeito passivo quem tiver o domínio útil sobre o imóvel. Por esse prisma conclui que se afasta a possibilidade jurídica de oneração das áreas necessárias à geração, distribuição e transmissão de energia elétrica pela via do Imposto Territorial Rural. Ao final, requer o provimento do recurso. Nos termos do Despacho n.º 2200.036 (fls. 356/357), foi dado seguimento ao pedido em análise. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/07/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 A PGFN apresentou, tempestivamente, contrarazões às fls. 360/366. Inicialmente, afirma que a legislação que define o conceito de "fato gerador" do Imposto Territorial Rural é abrangente, não fazendo qualquer ressalva em função do uso ou da atividade urbana do município, nos termos do art. 29 do Código Tributário Nacional. Observa que, para fins de incidência do ITR, basta que o imóvel esteja localizado fora das zonas urbanas dos municípios. A denominação "imóvel rural" decorre mais de sua localização do que de sua destinação para uso na exploração agropastoril. Por isso, esses imóveis com outras atividades econômicas, mesmo aqueles desapropriados em favor de empresa estatal concessionária de serviços públicos de eletricidade, destinados aos reservatórios de usina hidrelétrica, também estão sujeitos à incidência do r. imposto. Entende que também não merece acolhida a pretensão da contribuinte de se ver desonerada do ITR, sob o argumento de que não é proprietária dos imóveis desapropriados para construção de usinas hidrelétricas. Cita o seguinte trecho do Parecer COSIT nº. 15/2000 que aborda aspectos doutrinários relevantes para a identificação do regime jurídico aplicável à atividade econômica exercida pelas estatais do setor elétrico (serviço de produção, geração e distribuição de energia elétrica): "12. Em função das observações já aduzidas, concluise que a empresa estatal FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S/A é delegatária de serviço público privativo de competência da União. Quanto ao tratamento tributário dispensado pela legislação do ITR aos imóveis rurais de seu domínio (inclusive para os adquiridos por desapropriação), temse que estão sujeitos à incidência do ITR (regra geral), em função do art. 20 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994 (para fatos geradores ocorridos na sua vigência) e art. 1º da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996 (para fatos geradores ocorridos a partir de sua vigência)." Frisa que o r. Parecer também deixa claro que os imóveis submersos pelas águas do reservatório de usinas hidrelétricas, incorporados ao patrimônio da empresa estatal justamente com a finalidade de submersão de suas áreas, desempenham função econômica da maior relevância para a empresa, integralizando parte do seu patrimônio, pois estão destinados ou afetados às suas atividades essenciais. Sustenta que a Lei nº. 9.433/1997 passou a considerar a água um bem de domínio público, recurso natural limitado e dotado de valor econômico e que um entendimento contrário violaria o art. 29 do CTN e o art. 1º da Lei n. 9.393/96. Ao final, requer que seja negado provimento ao recurso. Eis o breve relatório. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/07/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10980.014503/200542 Acórdão n.º 920202.225 CSRFT2 Fl. 369 5 Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator O recurso especial preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Quanto a questão referente às áreas alagadas, a controvérsia foi dirimida com a aprovação da súmula CARF nº 45, (publicada do DOU em 22.12.2009) in verbis: “O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas.” Em relação à tributação pelo ITR das áreas marginais, estas também não prosperam, já que, forte no inciso II do artigo 10 da Lei nº 9393/96, as áreas marginais de lagos, reservatórios, dentre outros, são consideradas áreas de preservação permanente. Por sua vez, A Lei nº 4771/65 — Código Florestal, em seu art. 2º, disciplina que consideramse de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas ao longo de qualquer curso d´agua, inclusive as áreas de entorno das terras submersas por águas que formam reservatórios artificiais com fins de geração e distribuição de energia elétrica. Precedentes desta 2ª Turma da CSRF: “ITR IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. NÃO INCIDÊNCIA. TERRAS SUBMERSAS Não há incidência do ITR sobre as terras submersas por águas que formam reservatórios artificiais com fins de geração e distribuição de energia elétrica (usinas hidrelétricas) bem como as áreas de seu entorno. A posse e o domínio útil das terras submersas pertencem à União Federal, pois a água é bem público que forma o seu patrimônio nos termos da Constituição Federal, não podendo haver a incidência do ITR sobre tais áreas. Recurso especial negado.” (Acórdão nº 920200.314, Relator: Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior, 27/10/2009) Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso especial do contribuinte. (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Fl. 5DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/07/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Fl. 6DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/07/2 012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10293.000073/96-12
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA E REFLEXOS. Exercícios: 1991 a 1994
DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. CIÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO OCORRIDA EM 14 DE JUNHO DE 1996. PERÍODOS FISCALIZADOS DE 1991 A 1994.
Não se verifica a decadência do direito do fisco de constituir o crédito tributário, tendo em vista que a ciência do auto de infração deu-se em 26 de dezembro de e os períodos fiscalizados encerraram os anos de 1991 a 1994.
MULTA. AGRAVAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. APLICAÇÃO DA LEI N° 9430/96, MAIS BENIGNA.
Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestam, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude por conta do contribuinte, bem como não há discriminação da conduta fraudulenta.
GLOSA DAS DESPESAS FINANCEIRAS. AUSÊNCIA DE MANUTENÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL À COMPROVAÇÃO DOS VALORES RELATIVOS A DESPESAS COM CORREÇÃO MONETÁRIA.
Deve-se manter a glosa das despesas financeiras se o contribuinte não apresenta à fiscalização a documentação de suporte da escrituração, e depois não a atesta de forma evidente nos autos.
Numero da decisão: 9101-001.352
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos FISCAIS, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de decadência. Vencidos os Conselheiros Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Silvana Rescigno Guerra Barretto. E, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para desagravar a multa lançada.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA E REFLEXOS. Exercícios: 1991 a 1994 DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. CIÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO OCORRIDA EM 14 DE JUNHO DE 1996. PERÍODOS FISCALIZADOS DE 1991 A 1994. Não se verifica a decadência do direito do fisco de constituir o crédito tributário, tendo em vista que a ciência do auto de infração deu-se em 26 de dezembro de e os períodos fiscalizados encerraram os anos de 1991 a 1994. MULTA. AGRAVAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. APLICAÇÃO DA LEI N° 9430/96, MAIS BENIGNA. Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestam, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude por conta do contribuinte, bem como não há discriminação da conduta fraudulenta. GLOSA DAS DESPESAS FINANCEIRAS. AUSÊNCIA DE MANUTENÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL À COMPROVAÇÃO DOS VALORES RELATIVOS A DESPESAS COM CORREÇÃO MONETÁRIA. Deve-se manter a glosa das despesas financeiras se o contribuinte não apresenta à fiscalização a documentação de suporte da escrituração, e depois não a atesta de forma evidente nos autos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2167; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 1 1 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10293.000073/9612 Recurso nº 1.010.004 Voluntário Acórdão nº 9101001.352 – 1ª Turma Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria IRPJ Recorrente FLORESTA ENGENHARIA CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO LTDA. Recorrida PRIMEIRA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA E REFLEXOS. Exercícios: 1991 a 1994 DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. CIÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO OCORRIDA EM 14 DE JUNHO DE 1996. PERÍODOS FISCALIZADOS DE 1991 A 1994. Não se verifica a decadência do direito do fisco de constituir o crédito tributário, tendo em vista que a ciência do auto de infração deuse em 26 de dezembro de e os períodos fiscalizados encerraram os anos de 1991 a 1994. MULTA. AGRAVAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. APLICAÇÃO DA LEI N° 9430/96, MAIS BENIGNA. Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestam, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude por conta do contribuinte, bem como não há discriminação da conduta fraudulenta. GLOSA DAS DESPESAS FINANCEIRAS. AUSÊNCIA DE MANUTENÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL À COMPROVAÇÃO DOS VALORES RELATIVOS A DESPESAS COM CORREÇÃO MONETÁRIA. Devese manter a glosa das despesas financeiras se o contribuinte não apresenta à fiscalização a documentação de suporte da escrituração, e depois não a atesta de forma evidente nos autos. Fl. 1087DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 2 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de decadência. Vencidos os Conselheiros Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Silvana Rescigno Guerra Barretto. E, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para desagravar a multa lançada. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonsêca de Menezes, Marcos Shigueo Takata, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Hugo Correia Sotero, Alberto Pinto Souza Júnior, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Silvana Rescigno Guerra Barretto. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pelo contribuinte, em face da decisão proferida pela antiga Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Lavrouse o auto de infração contra o contribuinte, com base na constatação dos seguintes fatos: “ falta de recolhimento do imposto de renda mensal sobre receitas de prestação de serviços dos meses de agosto/93 a dezembro/94, com exceção do mês de maio/94; omissão de receita operacional em 01/01/92, caracterizada por suprimentos de caixa não comprovados com documentação hábil; omissão de receita operacional em 02/01/93 e 01/01/94, caracterizada pela não comprovação da origem de suprimentos de caixa; omissão de receita operacional, caracterizada pela manutenção, no passivo circulante, conta fornecedores e outras, dos Balanços Patrimoniais de 31/12/90, 31/12/91, 31/12/92 e 31/12/93, de obrigações já pagas ou não comprovadas Fl. 1088DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 3 3 glosa de custos em virtude da contabilização de documentos considerados inidôneos das empresas Pacaembu Comércio Representação de Materiais P/Construção Ltda., Pereira Gomes e Cia. Ltda. e Vico Válvulas Indústria Conexões Ltda.; glosa de custos relativos à conta Material Aplicado, do grupo Materiais e Insumos, em decorrência da inexistência dos documentos comprobatórios; glosa de custos relativos a serviços prestados por Lourenço Xavier da Costa, motivada por irregularidade na nota fiscal fornecida e falta de comprovação da efetividade do pagamento; serviços de terceiros, por falta de apresentação de documento; e serviços de fretes e carretos, em virtude de existir tãosomente cópias de RPAs; glosa de custos, relativos a conta "Conservação de Veículos e Equipamentos de Transportes, motivada pelo lançamento da nota fiscal n.° 0456, de A. F. Silva de Araújo, pelo valor de Cr$ 7.000.000.000,00, quando o seu valor é de Cr$ 7.000.000,00; glosa de despesas relativas a conta Correção Monetária S/Financiamentos P/Capital de Giro, do grupo Despesas Financeiras, motivada pela falta de comprovação por meio de documentação hábil; glosa de despesas financeiras, referentes a conta Juros e Comissões Bancárias, em decorrência de sua não comprovação; correção monetária a menor sobre empréstimos às empresas ligadas/coligadas Floresta Agropecuária Indústria e Comércio Ltda. e Madeireira Floresta Ltda; despesa indevida de correção monetária apurada sobre investimento na empresa Madeireira Floresta Ltda., decorrente da utilização, indevida, do resultado negativo apurado por Equivalência Patrimonial; omissão de receita de correção monetária, decorrente do fato da fiscalizada não ter corrigido os créditos mantidos com as empresas ligadas Madeireira Floresta Ltda. e Floresta Agropecuária Indústria e Comércio Ltda.; omissão de receita de correção monetária, motivada pelo fato da fiscalizada não ter corrigido o estoque de imóveis destinados a venda; O contribuinte apresentou impugnação às fls. 394/412. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Manaus/AM (fls. 850/884) julgou o lançamento procedente em parte, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA Fl. 1089DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 4 4 Reflexos: IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO FUNDO DE INVESTIM. SOCIAL FINSOCIAL EMENTA: PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA O Termo de Inicio de Fiscalização não está vinculado ao prazo de vinte dias para apresentar esclarecimentos. Não ocorre preterição ou cerceamento do direito de defesa na lavratura de atos ou termos, inclusive o Auto de Infração; esta obstrução somente resulta de despachos e decisões. PERÍCIAS OU DILIGÊNCIAS Indeferese o pedido de perícia ou diligência quando os motivos expostos, de forma subjetiva e genérica, não justificam sua realização e considerandoa prescindível pelos elementos constantes dos autos. MULTA ESPECÍFICA Comprovado o recolhimento mensal por estimativa, tornase inaplicável a multa prevista no art. 7° da Lei n° 8.849/94. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIOS Está afastada a presunção de omissão de receitas quando o suprimento não seja efetuado por administrador, sócio ou titular da pessoa jurídica suprida. PASSIVO FICTÍCIO A falta de comprovação do pagamento dos saldos registrados no passivo leva à presunção de que houve omissão de receitas, excluindose os valores tributados como glosa de custos. Não elide a presunção a baixa dos saldos em exercício posterior, se não for comprovado que o pagamento ocorreu nesse período. GLOSA DE CUSTOS A falta de comprovação ou a comprovação com documentação desprovida das características de idoneidade tornam os custos indedutíveis para os efeitos da legislação do imposto de renda. FRAUDE NÃO COMPROVADA Não estando comprovado o evidente intuito de fraude, descabe o agravamento da multa de lançamento de oficio. CORREÇÃO MONETÁRIA E dever das pessoas jurídicas que são tributadas pelo lucro real procederem a correção monetária por ocasião da elaboração do balanço patrimonial, incluindose entre as contas corrigíveis aquelas representativas de imóveis para venda e de mútuo com pessoas ligadas, sendo glosada a correção monetária efetuada em valor maior que o permitido pela legislação de regência. LANÇAMENTOS REFLEXOS Em virtude da relação de causa e efeito que os vincula, aplicase aos reflexos o que ficar decidido no lançamento principal. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE Recorreuse de ofício. Fl. 1090DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 5 5 Nos termos do documento constante de fls. 1129, procedeuse, em face da interposição do recurso voluntário e do recurso de ofício, ao desdobramento do processo. A antiga Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes (fls. 1131/1158) deu parcial provimento ao Recurso de Ofício, conforme a seguinte ementa: NOTAS FRIAS MULTA AGRAVADA A comprovação de que os fornecedores, à época das supostas vendas, não mais figuravam nos cadastros de contribuintes da Receita Federal e dos órgãos fazendários dos estados em que estão estabelecidos, fato aliado à outras evidências de que as notas fiscais não representam aquisições efetivas, caracteriza o intuito de sonegação da contribuinte, tornando licita a exigência das multas agravadas de 150% e 300%. PASSIVO FICTÍCIO ONUS DA PROVA A elisão da presunção de omissão de receitas por passivo fictício não pode se dar sem a apresentação de provas objetivas de que os saldos eram devidos nas datas a que se referem. CUSTOS E DESPESAS DEDUTIBILIDADE Os custos e despesas escriturados são dedutiveis na apuração do lucro real quando necessários à atividade da empresa e estiverem apoiados em documentação hábil e idônea. Recurso Provido em Parte. O contribuinte interpôs o presente recurso voluntário (fls. 1183/1190), sob o título de complemento ao recurso voluntário. Insurgiuse contra a decisão que manteve o entendimento do passivo fictício referente às despesas financeiras, que entendeu correta a imposição das multas agravadas de 150% e de 300%. Suscitou, por outro lado, a ocorrência de decadência, tendo em vista que “a exigência do anobase de 1990 ocorreu no primeiro dia útil do exercício de 1996. O auto de infração somente veio a ser lavrado em 20 de maio de 1996 e cientificada a autuada em 14 de junho do mesmo ano”. Segundo o recorrente, a decadência ocorreu, em relação ao anobase de 1990, em 31/12/1995, seis meses antes da lavratura do auto de infração. Quanto ao passivo fictício afirmou que: Em relação à glosa financeira de 628.435.524,01 de 11s. 25 (7 — Outros Resultados Operacionais Glosas de Despesas Financeiras), a recorrente na oportunidade da impugnação fez. a devida comprovação conforme documentos de fls. 706 a 758. A recorrente de fato era devedora ao Banco do Brasil S/A e Banco do Estado do Acre S/A, documentação já examinada e reconhecida pelo Sr. Julgador de 1° Instância, exonerandoa da exigência fiscal. Em 311291 a recorrente lançou o valor de 628.435.524,01a titulo de correção de Empréstimo Bancário, sendo que esse valor Fl. 1091DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 6 6 foi somado ao saldo anterior de 55.919.300,97 totalizando 684.354.824,98 conforme 11. 48 do razão. Conforme contrato de renegociação da divida fls. 720 a 727, a divida da empresa foi negociada para ser paga a longo prazo tendo o valor de 684.354.824,98 sido transferido para a conta 2.2.1.02.0010 Banco do Brasil em data de 310792 (fl. 707). Com os pagamentos efetuados em 1.992, e após ser lançada a correção monetária do empréstimo, o saldo em 311292 ficou em 2.645.271.793,00 o qual confere com o demonstrativo fornecido pelo banco. (fl. 708). O valor lançado como correção monetária com igual a 628.435.524,01, ref. a correção de empréstimo Banco do Brasil poderá ser comprovado através de diligencia junto a referida instituição financeira. Os anexos I, II e III de Os. 8 a 10, lançamentos do LIVRO RAZÃO da recorrente provam as DESPESAS FINANCEIRAS, sendo portanto descabida a GLOSA. Às fls. 1370/1374, o contribuinte manifestouse no sentido de ter optado pelo Refis. No entanto, constatou que os débitos discutidos nos autos não se encontravam inseridos. Postulou, assim, pela complementação da Declaração do Refis para a inclusão àquele programa de todos os débitos fiscais da requerente. A Delegacia da Receita Federal em Rio BrancoAcre (fls. 1375/1378) indeferiu o pleito do contribuinte, nos seguintes termos: PESSOA JURÍDICA OPTANTE DO REFIS INCLUSÃO DE DÉBITOS NO REFIS EMENTA: Não ocorrida a desistência de contestação administrativa na forma e prazo definidos pela legislação tributaria, é de se indeferir o pleito; Não atendidos os pressupostos de admissibilidade do pedido, é incabível a analise de pleito relativo aos débitos da empresa Madeireira Floresta Ind. Com. Imp. Exp. Ltda." Os autos subiram então a esta 1° Turma da CSRF, para análise do recurso voluntário do contribuinte. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora Fl. 1092DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 7 7 O presente recurso voluntário é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade, de modo que dele tomo conhecimento. Primeiramente, alega a ocorrência de decadência, alegação que não foi feita anteriormente, todavia, por ser matéria de conhecimento de ofício passo a conhecêla. O contribuinte tomou ciência da lavratura do auto de infração em 14/06/1996. Os fatos geradores apurados ocorreram entre os exercícios de 1991 e 1994, de sorte que não há que se falar em decadência. Ainda que houvesse alguma alegação relativa ao ano de 1991 há que se salientar que os documentos juntados aos autos indicam que não houve qualquer pagamento no decorrer do ano de tal modo que, a teor da decisão em sede de Recurso Repetitivo do STJ, o prazo decadencial deve seguir o previsto no artigo 173, I do CTN, de tal modo que não há que se falar da ocorrência de decadência no presente caso. Por outro lado, no que tange ao outro ponto abordado pelo contribuinte no seu recurso voluntário, impõese delimitar, neste item, a questão da multa qualificada. Na decisão recorrida, reformouse o julgado da DRJ, no ponto em que se entendeu incabível a aplicação das multas agravadas de 150% e 300%, decorrentes da glosa de custos baseada nos seguintes fatos: compras realizadas, no anobase de 1990, das fornecedoras Pacaembu Comércio e Representações de Materiais Para Construção Ltda. e Pererira Gomes & Cia. Ltda. E, nos anosbase de 1991 e 1992, da fornecedora Vico Válvulas Industriais Conexões Ltda. A aplicação das multas agravadas foi consequência, no que se refere ás operações acima listadas, das seguintes apurações, conforme exposto no acórdão recorrido: a) PACAEMBU COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA. as notas fiscais emitidas pertencem a talonários tidos por extraviados pelo Fisco do Estado de São Paulo, domicilio fiscal da fornecedora; os livros de registros de Entradas e de Saídas de Mercadorias bem como o Livro de Registro de Inventário dos períodos de 1989 a 1993 encontramse sem movimento; em branco também estão as declarações de rendimentos dos períodos base de 1990 e 1993. b) PEREIRA GOMES & CIA. LTDA. a empresa está extinta no cadastro da SRF desde 27/09/89. c) VICO VÁLVULAS INDUSTRIAIS E CONEXÕES LTDA. a empresa está com a inscrição estadual suspensa desde 1991 e com CGC extinto desde 1987; em diligência realizada não foram localizados o estabelecimento da contribuinte e os seus sócios. Aos fatos Fl. 1093DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 8 8 relatados, (que a contribuinte não nega mas diz que deles não tinha conhecimento) o julgador de primeira instância acrescentou outros, que levam a concluir que as mercadorias não ingressaram na empresa autuada. Das razões do julgador, merecem ser destacadas as seguintes: a) PACAEMBU COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA. "NF de um mesmo bloco emitidas com datas descontinuas, fora da sequência, como por exemplo: NF 326, 328 emitidas em 19.08.90; 316, 317, 318 em 23.08.90; 309, 311, 312, em 03.10.90"; "apesar do fornecedor situarse no Estado de São Paulo e o destinatário no Estado do Acre e a via de transporte ser rodoviário, não há indicação do transportador"; "sendo as NF série C1 Interestadual, não consta carimbo da autoridade do fisco estadual, o que provaria a passagem das mercadorias pelas barreiras de fiscalização ou sua entrada no Estado de destino" (fls. 873). b) PEREIRA GOMES & CIA. LTDA. "a impugnante não apresentou documentos que provassem a legitimidade dos custos, como por exemplo, comprovantes de pagamento." (fls. 873) c) VICO VÁLVULAS INDUSTRIAIS E CONEXÕES LTDA. "As NF (exceto as de serviço) apresentam carimbos da Secretaria de Fazenda do Acre/Sub Agências Corrente e Extrema assinados e do Estado do Mato Grosso sem assinaturas, mas apresentam algumas incoerências, tais como: mesmo aquelas em que a via de transporte é aérea (fls. 790 e 799) contêm os mesmos carimbos das demais, o que não seria possível; a NF de fls. 790 tem data de emissão em 26.07.91, enquanto a data dos dois carimbos da SEFAZ é 07.07.91, sendo impossível uma NF passar por uma barreira antes de sua emissão, e não se alegue erro porque não se pode admitir que duas autoridades fiscais cometam o mesmo erro estando em locais distintos. Quanto ao valor apurado em 1992, a impugnante não apresentou documentos. Diante de todos estes elementos, considerouse, no acórdão recorrido, caracterizado o evidente intuito de fraude, ensejador da aplicação das multas agravadas, exceto em relação à empresa Pereira Gomes & Cia Ltda (porque não caracterizada, aqui, a fraude), e a natureza da fraude Ocorre que o entendimento constante do Acórdão Recorrido não está consubstanciado no ato administrativo do lançamento os motivos que levaram o agente fiscalizador a agravar a multa. Ora, o artigo 142 do CTN estabelece que: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido Fl. 1094DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 9 9 o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Neste sentido, conforme o dispositivo reproduzido, fazse necessário, no lançamento, que a autoridade fiscal proceda à devida verificação da ocorrência do fato gerador, determinando a matéria tributável, calculando o tributo devido e identificando o sujeito passivo e aplicando a penalidade cabível, sendo o caso. Especialmente, para a qualificação da multa de ofício, como no presente caso, a autoridade fiscal deveria ter detalhadamente delineado a tipicidade da conduta do contribuinte no que tange aos pressupostos fáticos imprescindíveis à qualificação da multa, propriamente aqueles previstos nos artigos 71 e 72 da Lei n° 4.502/76. Isto, contudo, não ocorreu. Com efeito, verificando o auto de infração, em momento algum consta qualquer menção expressa à ocorrência de fraude, conforme se depreende das seguintes passagens do documento concernente à Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 78/79): “Omissão de Receita Operacional, no valor de Cr$ 35.156.463,91. caracterizada pelo que segue: a) Manutenção no Passivo Circulante, conta Fornecedores, do Balanço Patrimonial de 31.12.90, de obrigações incomprovadas, no valor de Cr$ 21.920.000,00, relativos a empresa PACAEMBU COMERCIO REPRES. MAT. P/ CONSTRUÇÃO LTDA. conta cod.2313. b) Manutenção no Passivo Circulante, conta com titulo Outras Contas, do Balanço Patrimonial de 31.12.90, de obrigações incomprovadas no valor de, Cr$ 13.236.463,91, relativos a empresa PEREIRA GOMES EIA.'LTDA. conta cod. 2586. Anexos, copias do Razão de 1990 documento 17a a 17b.” Em razão dessa infração, foi aplicada multa de 150%. Ensejou, também, a aplicação da multa qualificada a seguinte infração: “3 CUSTO DOS BENS OU SERVIÇOS VENDIDOS COMPROVAÇÃO INIDÔNEA Glosa de custos, no valor de Cr$ 162.133.488 7 89 7 em virtude da contabilização de documentos inidôneos (notas fiscais) para acobertálos. A glosa se efetivou em relação a dois supostos fornecedores e em decorrência de fatos, como a seguir expostos: a) PACAEMBU COMERCIO REPRES,, DE MATERIAIS P/ CONSTRUÇÃO LTDA., CGC n° 59.693.804/000160. Glosado o valor de Cr$139.325.000 7 00 7 em decorrência de as notas Fl. 1095DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 10 10 fiscais utilizadas para justificálo, pertencerem a talonários tidos como extraviada pelo fisco do Estado de São Paulo, onde se achava estabelecida, conforme cópia do Termo de Ocorrência lavrado em 1998 no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências.Tais fatos foram constatados a partir de diligencia fiscal realizada pela Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente SP, junto a esta empresa. Ademais, os livros fiscais Registro de Entradas de Mercadorias, Registro de Sai das de Mercadorias e Registro de Inventario de Mercadorias dos per iodosbase 1989 a 1993 estão registrados SEM MOVIMENTO; o mesmo acontecendo com as Declarações de Imposto Renda Pessoa Jurídica do exercício 1991 ano base 1.990 e, do ano calendário 1993. (...) b) PEREIRA GOMES E CIA. LIDA., CGC th 04.128.270/000i88 Glosado o valor de Cr% 22.808.480,89 em decorrência de: 1.Impossibilidade de localização de seu domicilio fiscal e de seus SÓCIOS; 2.A empresa esta extinta junto a SRF desde 27/09/89, cfe. extrato de dados cadastrais anexo documento 8 3.Foram exibidas pela fiscalizada, em Janeiro de 1996 as notas fiscais originais de n. 180 e 196 e entregues suas cópias, constatandose que a de n. 196, no valor Cr$ 300.000,00 não foi contabilizada; cfe. cópias do Livro Razão e das referidas notas fiscais documentos 9, 10a e 10b, anexos. Finalmente, Floresta Engenharia Construção e Comércio Ltda., intimada em duas ocasiões, relativamente as empresas Pacaembu Com. Repres. Mat. p/ Construção 1.t: da Pereira Gomes e Cia. Ltda, sendo: a) A primeira intimação, datada de 11.01.96, de numero 004, visava a apresentação dos comprovantes de pagamentos feitos nos anosbase de 1990 e 1991; e foi respondida em 14.03.96, com a informação de que os documentos não foram localizados documento 12. b) A segunda intimação, datada de 20.03.96, de número 068, pretendia a apresentação das notas fiscais aquisições junto às duas empresas acima referidas, no anobase de 1990; foi respondida, em 28.03.96 com a informação de não haverem sido localizadas, após solicitação de prorrogação de prazo, cfe. documentos.. 14 e 15, anexos. E de ressaltar que em Janeiro, de 1996 foram apresentadas as cópias relativas às notas fiscais de aquisição junto à Pacaembu Com. Repres. Mat. p/ Construção Ltda. igualmente como haviam sido apresentadas copias de NFs de Pereira Gomes e Cia. Ltda. como já citado acima documento 16a a 1.6 aA.” Vêse, desta forma, que a autoridade fiscal não se esforçou em demonstrar que a conduta do contribuinte e os fatos apurados caracterizasse a perpetração de fraude, de sorte que a multa qualificada, sob esta perspectiva, não se revela cabível. Fl. 1096DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 11 11 Ademais, a qualificação da multa, conforme pacífico entendimento jurisprudencial, demanda a constatação de evidente intuito de fraude, na conduta do contribuinte, não se sustentando, simplesmente, pela verificação de omissão de receitas ou rendimentos. É o que dispõe o enunciado n° 14 da Súmula jurisprudencial do CARF: Súmula CARF n° 14: A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. Conforme se depreende dos julgados que levaram à edição da súmula, temse que o evidente intuito de fraude não se presume, devendo encontrarse patentemente comprovado nos autos. Citemos trechos destes julgados, que explicitam bem a linha de entendimento do CARF acerca do tema: a) no acórdão n° 10419.384, de relatoria do Conselheiro Nelson Mallmann, expôsse que: “O fato de alguém pessoa jurídica não registrar as vendas, no total das notas fiscais na escrituração, pode ser considerado de plano com evidente intuito de fraudar ou sonegar o imposto de renda? Obviamente que não. O fato de uma pessoa física receber um rendimento e simplesmente não declarálo é considerado com evidente intuito de fraudar ou sonegar? Claro que não.” E prossegue: “Se a premissa do fisco fosse verdadeira, ou seja, que a falta de declaração de algum rendimento recebido, através de crédito em conta bancada, pelo contribuinte, daria por si só, margem para a aplicação da multa qualificada, não haveria a hipótese de aplicação da multa de oficio normal, ou seja, deveria ser aplicada a multa qualificada em todas as infrações tributárias (...)” b) no Acórdão n° 10419.806, de relatoria do mesmo Conselheiro, fixouse os requisitos necessários à caracterização do dolo: “O dolo implica conteúdo criminoso, ou seja, a intenção criminosa de fazer o mal, de prejudicar, de obter o fim por meios escusos. Para caracterizar dolo, o ato deve conter quatro requisitos essenciais: (a) o ânimo de prejudicar ou fraudar; (b) que a manobra ou artifício tenha sido a causa da feitura do ato ou do consentimento da parte prejudicada (c) uma relação de causa e efeito entre o artifício empregado e o benefício por ele conseguido; e (d) a participação intencional de uma das partes no dolo.” Deste modo, importa verificar se os fatos apurados nos autos efetivamente configuram o evidente intuito de fraude por parte do contribuinte. Não se pode ignorar que a DRJ, na decisão de primeira instância, considerou infundado o agravamento da multa, pois que o evidente intuito de fraude não restou Fl. 1097DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 12 12 demonstrado. Transcrevo, neste sentido, por relevante, a seguinte passagem do acórdão de primeira instância: “Quanto ao agravamento da multa, previsto no art. 728, inciso III, do 4°, RIR/80 (150%) e no art. 4° inciso II, da Lei 8.218/91 (300%), não há provas de que a Autuada tenha cometido fraude. O fato de as notas fiscais pertencerem a empresas consideradas inexistentes por não terem sido localizadas ou terem os blocos de notas extraviados ou extintas por omissão de DIRPJ, não é prova suficiente para incriminar a compradora, pois quando se adquire uma mercadoria, não é possível verificarse a regularidade fiscal da vendedora junto aos órgãos de fiscalização. Sem que seja comprovado a participação da destinatária na emissão desses documentos, não se justifica a cobrança da multa agravada, pois a fraude não se presume, provase.” Acertada a posição do colegiado de primeira instância. As provas coligidas aos autos não permitem que se afirme, de forma despida de qualquer dúvida, que o contribuinte agiu com intuito de fraude, isto é, com a finalidade de sonegar, impedir ou retardar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido ou evitar o seu pagamento (nos termos do que dispõem os artigos 71 e 72 da Lei n° 4502/64. Veja que os fundamentos do acórdão recorrido que levaram ao restabelecimento das multas qualificadas, não tem o condão de caracterizar, de forma efetiva, o evidente intuito de fraude. O fato de as notas fiscais emitidas pertencerem a talonários tidos por extraviados pelo Fisco do Estado de São Paulo, domicilio fiscal da fornecedora (PACAEMBU COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA) não diz nada se não se apura a causa do extravio dessas notas fiscais. O fisco deveria comprovar a autoria do extravio e a sua causa. E mais, se havia conluio do contribuinte com a fornecedora. Assim, também, no que se refere ao fato de que “os livros de registros de Entradas e de Saídas de Mercadorias bem como o Livro de Registro de Inventário dos períodos de 1989 a 1993 encontramse sem movimento; e o fato de que em branco também estão as declarações de rendimentos dos períodos base de 1990 e 1993”. Tais fatores podem ensejar o lançamento, mas não a imposição da multa qualificada. Por outro lado, a suspensão da inscrição estadual desde 1991 da empresa Vico Válvulas Indústrias e Conexões Ltda. também não pode levar à conclusão de evidente intuito de fraude do contribuinte. Desta forma, não havendo segurança no sentido de se afirmar a ocorrência do evidente intuito de fraude, a multa a ser aplicada deve ser a prevista no artigo 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96 (75%), por ser mais benigna em relação à prevista no artigo 4° da Lei n° 8218/91. Fl. 1098DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 13 13 Restabeleceuse, por outro lado, a glosa das despesas financeiras (no valor de Cr$ 628.435.524,01), com base na ausência de sua comprovação por parte do contribuinte, que pretendeu atestálas “através da juntada, tãosomente, de cópias de comprovantes de financiamentos bancários, representados por Escrituras Públicas de Confissão de Dívidas e seus Aditivos (fls. 710/744).” Neste aspecto, com a razão o acórdão recorrido. No caso, a glosa recaiu sobre as contas “Correção Monetária sobre Financiamentos para Capital de Giro” e “Juros e Comissões Bancárias”. Conforme o documento de fls. 285, em reposta ao “Termo de Solicitação de Documentos período base 1991”, temse que o contribuinte informou não terem sido localizados, em seus arquivos, os comprovantes concernentes às despesas de correção monetária referente a empréstimos para capital de giro, entre outros documentos comprobatórios que também não foram encontrados. Às fls. 710/744, o contribuinte apresentou documentação (Escrituras Públicas de Confissão de Dívidas e seus Aditivos) que comprova a existência de financiamento bancário com a incidência de correção monetária e juros. Para a comprovação, no entanto, das despesas financeiras, fazse imprescindível que o contribuinte mantenha, de forma correta, com a correspondente comprovação, que deve ser idônea, do quanto contabilizado. Era o que, efetivamente, dispunha o Regulamento do Imposto de Renda de 1980, nos termos do seu artigo 174, §1°: “A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza , ou assim definidos em preceitos legais (Decretolei n.° 1.598/77, art. 90 . § 1°)”. Sem a existência de tal documentação, é dado à fiscalização proceder à autuação, considerandose, como no caso se fez, a existência do passivo fictício. Não se pode esquecer que o contribuinte não apresentou, conforme se depreende do documentos de fls. 285, os documentos hábeis à comprovação das despesas em questão, respondendo à fiscalização que não os havia encontrado em seus arquivos. É, com efeito, dever do contribuinte mantêlos (esses documentos) sob sua guarda, sob pena de sujeitarse à autuação fiscal. Os documentos apresentados posteriormente, relativos aos financiamentos bancários, não comprovam, por si só, as despesas financeiras glosadas, já que deles não se pode depreender os valores exatamente correspondentes às tais despesas. Ressaltese que na medida em que o contribuinte não mantém de forma correta as suas escriturações, no conceito do que se integra a pertinente comprovação, do quanto escriturado, por documentos comprobatórios hábeis, cabe a ele esforçarse em atestar, em face de uma fiscalização, a veracidade exata das suas escriturações. O dever de mantêlas, de forma correta, repitase, implica também o dever de manter os documentos comprobatórios correspondentes. Fl. 1099DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 14 14 Trazer aos autos documentos que atestam a existência de financiamento bancário, sobre o qual incide correção monetária não é suficiente à comprovação exigida, uma vez que não retrata propriamente os valores das despesas concernentes à correção monetária. Neste sentido, cito o seguintes julgado: 1º Conselho de Contribuintes / 8a. Câmara / ACÓRDÃO 108 07.376 em 13.05.2003 IRPJ e OUTROS Anos: 1991 a 1995 IRPJ GLOSA DE DESPESAS As despesas dedutíveis na apuração do lucro real são aquelas necessárias e usuais à atividade da pessoa jurídica, comprovadas por documentos hábeis e idôneos, preenchendo os requisitos do art. 191 do RIR/80. IRPJ AQUISIÇÃO DE AERONAVE INSUFICIÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO A data da ativação de aeronave importada é a do desembaraço aduaneiro e sobre o valor apurado deve incidir a correção monetária das demonstrações financeiras , sendo tributável a redução indevida do resultado do exercício pela falta de correção monetária da conta representativa de aeronave desde a sua incorporação ao patrimônio da empresa. IRPJ OMISSÃO DE RECEITAS PASSIVO FICTÍCIO A falta de comprovação , mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos, dos saldos das contas componentes do passivo do balanço patrimonial autoriza a presunção legal que as obrigações foram pagas com receitas mantidas à margem da escrita, cabendo à contribuinte a prova da improcedência desta presunção. PIS COFINS IRRF E CSL LANÇAMENTOS DECORRENTES O decidido no julgamento do lançamento principal do imposto de renda pessoa jurídica faz coisa julgada no dele decorrente, no mesmo grau de jurisdição, ante a íntima relação de causa e efeito entre eles existente. Recurso negado. Por unanimidade de votos, NEGAR provimento. Manoel Antônio Gadelha Dias Presidente Publicado no DOU em: 14.11.2003 Relator: Nelson Lósso Filho Recorrente: HIMACO HIDRÁULICOS E MÁQUINAS LTDA. Recorrida: DRJPORTO ALEGRE/RS Fl. 1100DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10293.000073/9612 Acórdão n.º 9101001.352 CSRFT1 Fl. 15 15 Diante de todo o exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário do contribuinte, para que: a) não reconhecer a decadência alegada, b) seja imposta a multa de 75%, prevista no artigo 44, inciso I, na Lei n° 9430/96, sem agravamento, c) se mantenha a glosa concernente às despesas financeiras (no valor de Cr$ 628.435.524,01). Sala das Sessões, em 15 de maio de 201215 de maio de 2012 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 1101DF CARF MF Impresso em 19/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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